RN PASSARÁ SER REFERÊNCIA NO BRASIL NO SETOR DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

RN terá pólo de energias renováveis ​​como referência para todo o país

portal da Tropical

Atualizado em:

Foto: Cedida/Sebrae

O Rio Grande do Norte passará a ser referência no Brasil sem suporte e desenvolvimento do setor de produção de energias limpas do país e sem fomento a novas oportunidades de negócios envolvidos para micro e pequenas empresas envolvidas nessa cadeia de negócios produtiva. Trata-se de energias Renováveis, um hub de estratégias integradas para todos os estados e estruturas integradas para empresas de startups, modelos de negócios, pequenos e novos modelos, um hub será estratégico instalado no estado para atender a todos os estados e estabelecer ações integradas para empresas, startups, pequenos negócios e modelos integrados. atores do ecossistema de inovação.

O polo foi lançado em Brasília (DF), durante o Energia 50+50, um polo manifesto dentro das comemorações alusivas aos 50 anos do Sebrae. O evento discutiu os cenários e oportunidades da matriz brasileira nas perspectivas de gestão da energia e geração de negócios para as empresas do país.

O Rio Grande do Norte foi escolhido para operacionalizar o polo pela experiência no atendimento aos empreendedores do setor e portfólio de soluções que já foram projetados para o setor de energia renovável, sobretudo com o setor de energia fotovoltaica, principalmente com o setor de energia fotovoltaica, principalmente com o setor de energia renovável produção de 17,4 MW.

GW de potência instalada e além disso, com 345 empreendimentos (operação, construção e contratados) Juntamente com Bahia, Piauí meses, respondeu por 84% da energia gerada por essa fonte nos últimos 12, segundo o Nacional do Sistema (ONS).

O estado também apresenta potencial para a geração do hidrogênio verde e já possui um centro de tecnologia que é referência na área para o país, o Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis ​​(CTGás-ER), do sistema Senai, onde o novo polo será instalado, em Natal.

Os dirigentes e a equipe técnica do Sebrae no Rio Grande do Norte estabelecem as condições do estado no segmento de energia limpas durante o seminário e lançamento do polo. Participaram do evento na capital federal o presidente do Conselho Deliberativo Estadual, Itamar Manso Maciel, os diretores José Ferreira de Melo Neto (superintendente), João Hélio Cavalcanti (técnico) e Marcelo Toscano (operações), além do gerente de Competitividade do Sebrae-RN , Lorena Roosevelt, e diretor do CTGás-ER, Rodrigo D., entre outros representantes de instituições ligadas ao setor de energias que operam em terras potiguares.

A solenidade de lançamento do Polo Sebrae de Energias Renováveis ​​contorna com a presença do presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles, e do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite. “Há vinte anos, era raro se falar em energia fotovoltaica, eólica, renovável. Agora, o Sebrae lança esse Polo representando sua preocupação em dar condições para a geração de negócios”, destacou Carlos Melles.

O ministro da importância do segmento das Micro e Pequenas Empresas para a implantação de soluções energéticas. “O Brasil superou todas as expectativas relacionadas à produção de energia solar, por exemplo, pois são os pequenos que implantam as placas país a fora”, disse.

De acordo com a lei, o governo federal está comprometido em melhorar o ambiente de negócios, promovendo a liberdade econômica, incentivando a inovação e fomentando a ‘economia verde’. “Sem dúvidas, somos um dos grandes fornecedores de energia para o mundo, podemos exportar energia limpa, temos matriz para isso: eólica, hidráulica, offshore, onshore, solar. Somos uma grande potência e vamos isso”, anunciou o ministro.

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Rio Grande do Norte, Itamar Maciel, reafirmou que o objetivo do Polo Sebrae de Energias Renováveis ​​é incluir os micro e pequenos negócios nos circuitos produtivos. “O hub de inovação vai funcionar diuturnamente para fomentar o crescimento de micro e pequenos negócios, tanto na produção de energias renováveis, como sem acesso às soluções propostas”, afirmou Itamar.

Lorena Roosevelt, que está à frente do projeto do Polo, salientou a transversalidade da energia nos diversos setores de geração de negócios. “Está nas relações de consumo, nas realidades digitais, na segurança de dados, na mobilidade, entre muitas outras”, comentou, ao lembrar que o Polo será um espaço de compartilhamento e conectividade de oportunidades de negócios. “É um imã entre os participantes. Nosso público são startups, pequenos negócios e parceiros”, completou.

Durante o Seminário 50+50, superintendente do Sebrae-RN, o superintendente do Sebrae-RN, José Ferreira, foi o moderador das discussões junto às entidades, empresas e parceiros e integrar a governança do Polo para Aceleração. O projeto foi detalhado os participantes do seminário em debate o equipamento limpo como um hub para a conversão de energia de negócios e ambiente digital entre os participantes do seminário de energia e ambiente digital. O diretor da CTGás-ER, Rodrigo Diniz, a explicação acrescentando dados sobre as perspectivas e cenários das energias renováveis ​​para os pequenos negócios no Brasil.

De acordo com Lorena Roosevelt, o projeto de implantação do Polo Sebrae de Energias Renováveis ​​terá investimentos da ordem de R$ 5 milhões incialmente, já que a proposta é tornar o equipamento sustentável após as fases de instalação e operação, viabilizadas em parceria entre o Sistema Sebrae e o Senais via CTGás-ER.

Um gerente explica que essa união de duas instituições é primordial para efetivar o projeto, uma vez que o CTGás-RN já atua na área de capacitação e desenvolvimento tecnológico do setor, sendo o pioneiro nesse tipo de suporte no país, e o Sebrae-RN uma experiência de atuação e articulação às empresas que integram as empresas produtivas de produção de energia. Somente a área vem trabalhando nos últimos cinco anos com soluções integradas para atendimento e outras tecnologias, como soluções integradas para as demandas desse segmento, com trilha, gestão de tecnologias e soluções para o segmento. elos da cadeia.

O Polo será implantado em Natal, no Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis ​​(CTGás-ER), do sistema Senai, que já é o centro de tecnologia de referência na área para o país.

A ideia é atender a todo o Brasil fornecimento de informações técnicas para tomada dos investidores. Será elaborado um radar de oportunidades nos setores fotovoltaicos, eólico e biomassa, principalmente no que se refere ao hidrogênio verde. “Vamos criar uma rede de experiência para pontos de negócios capazes de abrir espaço para atuação de pequenos startups com cadeias idênticas”, estima Lorena Roosevelt.

O projeto está em três fases, chamadas de ondas. Na 1ª, que se inicia agora, o fim do primeiro semestre de 2023, será implantado no Polo e criado uma plataforma de física e informações no meio digital, oferecendo acesso e estruturação física. Por isso, o Polo está sendo considerado ‘figital’, ao unir operações on e off line. “Isso acelerará a curva de atendimento do Sebrae negócios e fomentar a inserção de pequenos nesse setor”.

A Segunda Onda trabalhará como parte de inteligência de dados para agregar informações de estratégias. Também serão abertos editais de fomento às tecnologias limpas, que são as empresas de tecnologia que operam com soluções para a geração de energias limpas. Dos R$ 5 milhões previstos para os três primeiros anos do equipamento, cerca de 25% será aplicado na área de inovação e tecnologia. Onda, rede é que o Polo Sebrae de Energias Renováveis ​​é consolidado até o terceiro ano do projeto, período chamado da 3ª quando o equipamento ganha efeito e gera monetização de soluções criadas para se tornar autossustentável

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BRASIL ULTRAPASSA A MARCA SE DOIS MIL BRASILEIROS SUPERINTELIGENTES

Brasil tem mais de 2 mil pessoas com QI muito acima da média; EUA lideram o ranking mundial

Dia Mundial da Superdotação é comemorado neste 10 de agosto

Carolina Figueiredo

da CNN

em São Paulo

Alunos em sala de aulaAlunos em sala de aulaWilson Dias/ABr

O Brasil ultrapassou neste 10 de agosto, data em que se comemora o Dia Mundial da Superdotação, a marca de 2 mil brasileiros considerados superinteligentes – pessoas com QI muito acima da média.

O estado de São Paulo lidera o ranking, com 984 superinteligentes. Em seguida estão Rio de Janeiro, com 229 pessoas, Distrito Federal, com 135, Paraná, com 134, e Minas Gerais, com 131.

No mundo todo, são mais de 150 mil pessoas identificadas como superinteligentes em 90 países nos cinco continentes. Na América do Sul, o Brasil é o país com o maior número de registros; já no âmbito global, ocupa a 30ª posição, com Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha no topo da lista, respectivamente.

O mapeamento é feito pela Associação Mensa Brasil, afiliada brasileira oficial da Mensa Internacional, maior e mais antiga organização de alto quociente de inteligência (QI) do mundo.

De acordo com o levantamento, 163 brasileiros superinteligentes foram admitidos pela instituição antes de completar 18 anos de idade. A primeira criança entrou na entidade em setembro de 2006, quando tinha 9 anos.

Já em setembro de 2011, ingressou na associação um membro ainda mais novo, com 7 anos de idade. Atualmente, há também 56 menores de 18 anos associados à entidade.

Atualmente, do total de pessoas com QI muito acima da média identificados no Brasil, 70% têm entre 19 e 36 anos. As pessoas entre 13 e 18 anos correspondem a 10%, mesmo patamar verificado para a faixa etária entre 37 e 45 anos. Apenas 5% possuem mais de 45 anos de idade, e o membro mais idoso foi identificado aos 72 anos.

Conforme a Escala de Inteligência Wechsler para Adultos, criada pelo psicólogo David Wechsler e usada por instituições como a Mensa, a classificação do quociente de inteligência se dá da seguinte maneira:

 acima de 130: superdotação
 120 – 129: inteligência superior
 110 – 119: inteligência acima da média
 90 – 109: inteligência média
 80 – 89: embotamento ligeiro
 66 – 79: limítrofe
 51 – 65: debilidade ligeira
 36 – 50: debilidade moderada
 20 – 35: debilidade severa
 abaixo de 20: debilidade profunda

Com o objetivo de ampliar a descoberta das pessoas com superdotação, a Mensa informou que tem realizado periodicamente rodadas de testes em diversas cidades brasileiras.

A última rodada aconteceu no dia 30 de julho, em 13 cidades de nove estados brasileiros diferentes, de forma simultânea. A próxima rodada deve ocorrer no final do mês de setembro.

“Temos uma das maiores populações do planeta. Cerca de 2% dos habitantes do Brasil podem apresentar sinais de altas habilidades, com um QI muito acima da média. Porém, ainda não há um mapeamento abrangente destes indivíduos”, aponta Rodrigo Lopes Sauaia, presidente da Mensa Brasil.

São Paulo – 984
Rio de Janeiro – 229
Distrito Federal – 135
Paraná – 134
Minas Gerais – 131
Rio Grande do Sul – 94
Bahia – 63
Santa Catarina – 56
Goiás – 27
Ceará – 18
Pernambuco – 15
Espírito Santo – 14
Mato Grosso – 14
Paraíba – 11
Mato Grosso do Sul – 8
Rio Grande do Norte – 7
Maranhão – 6
Alagoas – 6
Pará – 5
Tocantins – 4
Sergipe – 3
Amazonas – 2
Piauí – 2
Roraima – 1
Rondônia – 0
Acre – 0
Amapá – 0

Ranking Global:

1º – EUA
2º – Reino Unido
3º – Alemanha
4º – Suécia
5º – Holanda
6º – Hungria
7º – República Checa
8º – França
9º – Finlândia
10º – Austrália
(…)
30º – Brasil

Ranking América do Sul:

1º – Brasil
2º – Argentina
3º – Peru
4º – Colômbia

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SÉRIE DOCUMENTAL DA CNN DESVENDA TRAJETÓRIA DE DESENVOLVIMENTO DO BRASIL AO LONGO DE SEU BICENTENÁRIO

História e atualidade: série CNN 200+ marca o Bicentenário de Independência do País

Série documental produzida pela CNN Brasil traz quatro programas exclusivos sobre o desenvolvimento da nação nas áreas de Economia, Saúde, Educação e Sociedade

Da CNN

Como foi a trajetória do Brasil em 200 anos como país independente? A CNN Brasil desvenda, na série documental especial CNN 200+, como o País se desenvolveu ao longo deste período em suas quatro áreas mais importantes: Economia, Saúde, Educação e Sociedade.

A atração estreia em 14 de agosto, com exibição aos domingos às 21h e reprise aos sábados (15h30).

Uma produção original da CNN Brasil, a apresentação é dos âncoras do canal Daniel Adjuto (Saúde e Economia) e Luciana Barreto (Educação e Sociedade). O escritor e jornalista Eduardo Bueno também participa dos episódios, contando e contextualizando fatos inusitados da nossa história.

Cada episódio do programa abordará um desses temas e mostrará a evolução do país como nação desde o Grito da Independência.

Sobre Educação, o episódio aborda desde os primeiros colégios até universidades com tecnologia de ponta. E, claro, um capítulo sobre o povo: como a Sociedade foi se adaptando a tantas mudanças, a sua miscigenação e como são atualmente as famílias brasileiras.

Confira os episódios do CNN 200+

Eps. 1: De Brasil Colônia a uma das maiores ECONOMIAS globais – 14/08

Daniel Adjuto mergulha no poderoso mercado interno, que fomenta a atividade de indústrias, empresas de produtos e serviços. Desde o movimento agroexportador que se iniciou com a Colônia, passando pela industrialização e seu impacto sobre o desenvolvimento das cidades e a urbanização do país, chega-se ao setor de serviços que constituem pauta importante do PIB atual.

O episódio desvenda o desenvolvimento do país, entrelaçando as diversas atividades econômicas: do Porto de Santos à Fazenda Roncador, modelo para o agronegócio do século 21, chega-se à Embraer, uma das três maiores empresas de aviação do mundo.

Nomes como Pietro Marchesini Amorim, historiador e pesquisador; Leandro da Silva Alonso, historiador, doutor em Planejamento e Gestão do Território e Professor UniSantos; Alexandre Saes, professor doutor em História Econômica FEA/USP e FFLCH/USP; Nilce Botas, arquiteta, urbanista e professora doutora FAU/USP; e, Elizabeth Farina, Economista e Professora FEA/USP, entre outros, dão depoimentos sobre o tema.

Eps.2: A evolução da SOCIEDADE no Brasil do Bicentenário – 21/08

A vinda da família imperial para o Rio de Janeiro no início do século 19 iniciou um processo de discussão sobre a formação da identidade nacional no País.

Luciana Barreto parte da Academia Brasileira de Letras (ABL) para entender as mudanças na nossa sociedade nos últimos 200 anos. Ela aborda como foi a incorporação de direitos civis desde nossa primeira Constituição. Também desvenda a formação do povo brasileiro e quais foram as mudanças que ainda impactam a nossa composição social.

Domício Proença Filho, escritor e ensaísta membro da ABL; Elisa Lucinda, escritora, atriz e poetiza; Alex Vargem, sociólogo e pesquisador; Renan Quinalha, professor de Direito da Unifesp; e Paulo Rezzuti, historiador e biógrafo da família real, são alguns dos entrevistados.

Eps.3 – EDUCAÇÃO e Brasil no Bicentenário da Independência – 28/08

Há 200 anos, o Brasil ainda não tinha um projeto educacional consolidado e hoje temos universidades entre as melhores do mundo. Luciana Barreto ajuda a descobrir erros e acertos do passado em termos de políticas públicas e acesso da população à educação. Como estamos no presente (depois de uma pandemia) e quais são os nossos grandes desafios para o futuro?

O Colégio Pedro II no Rio de Janeiro é o ponto de partida para conhecer experiências educacionais exemplares também para os próximos 200 anos.

José Gondra, especialista em história da educação e professor da Uerj; Paulo Garcez, historiador / Museu Paulista e USP; Cássia Virgínia Bastos Maciel, pró-reitora de ações afirmativas e assistência estudantil da UFBA são alguns personagens nessa jornada de descoberta da história da educação do Brasil Independente.

Eps. 4: A evolução da SAÚDE no Brasil, direito de todos – 04/09

Daniel Adjuto parte da Fiocruz, conhecida como templo nacional da ciência, para mergulhar na saúde da população do Brasil à época da Independência – e de como os tratamentos eram restritos a uma fatia pequena da população. De lá para cá, o projeto de saúde no Brasil tornou-se inclusivo, tendo como grande marco a Constituição de 1988, que inaugura o maior sistema de saúde pública do mundo.

Do revolucionário tratamento para pacientes HIV/Aids, passando por experiências marcantes como o uso de cirurgia robótica, a capilaridade de equipes de saúde num país continental, pode ser acessível a todos os brasileiros, num modelo para o mundo.

Especialistas, médicos, historiadores e cientistas como Luiz Antonio Teixeira, historiador do Departamento Histórico da Casa Oswaldo Cruz (COC), Valdiléia Gonçalves Veloso dos Santos, médica infectologista e diretora do Instituto Nacional de Infectologia, Akira Homma, cofundador, ex-diretor e assessor científico de Bio-Manguinhos, e Maurício Zuma, diretor de Bio-Manguinhos, entre outros, ajudam a entender essa complexa rede que faz do Brasil um caso único em saúde pública.

Fonte: CNN
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INDICADORES DE CONTAS PÚBLICAS PARECEM MOSTRAR DUAS REALIDADES DISTINTAS SOBRE O BRASIL

Por Bianca Lima e Luiz Guilherme Gerbelli, GloboNews e g1

 

Arrecadação recorde e bloqueios no Orçamento: qual é a real situação das contas públicas?
Arrecadação recorde e bloqueios no Orçamento: qual é a real situação das contas públicas?

Os indicadores de contas públicas parecem mostrar duas realidades distintas sobre o Brasil. De um lado, há um expressivo aumento de arrecadação, bem acima do ritmo de crescimento da economia. Do outro, a equipe econômica teve de anunciar bloqueios bilionários no Orçamento para não descumprir o teto de gastos, a principal regra fiscal do país, que limita o crescimento das despesas da União.

Mas, afinal, qual é a real situação das finanças do Brasil?

De forma geral, o que os analistas apontam é que a fotografia está melhor do que o cenário traçado na virada do ano, mas que o filme ainda preocupa.

De Olho no Orçamento — Foto: Arte/g1De Olho no Orçamento — Foto: Arte/g1

Os números da arrecadação têm sido beneficiados pela reabertura da economia e uma conjuntura internacional que elevou os preços das commodities – matérias-primas como petróleo e minério de ferro. Uma realidade que pode não perdurar no médio prazo em meio à desaceleração do PIB brasileiro, que deve crescer menos de 0,5% em 2023, e aos riscos crescentes de uma recessão global.

Já pelo lado dos gastos, uma série de manobras nas regras fiscais permitiram a contratação de novas despesas, às vésperas das eleições, deixando o cenário futuro ainda mais incerto.

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“Há uma notícia boa do lado da arrecadação no sentido de que, de fato, (o governo) está conseguindo recolher mais. Só que é preciso pensar também nas outras travas que o país tem em termos de execução orçamentária. E a principal trava que a gente tem no momento é o teto de gastos”, afirma Juliana Damasceno, economista da consultoria Tendências.

E ela destaca: “Pode parecer incoerente, num momento em que os cofres estão tão cheios, que o país tenha que bloquear despesas. Mas é importante que a gente entenda a relevância de uma trava como o teto. No passado, tivemos um enorme desequilíbrio financeiro, justamente porque nos deixamos levar por receitas atípicas e ampliamos a estrutura dos gastos.”

Um filme que parece se repetir. Hoje, tanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como Jair Bolsonaro (PL), os dois líderes nas pesquisas de intenção de voto para o Palácio do Planalto, já sinalizaram que devem manter o valor de R$ 600 do Auxílio Brasil em 2023 – o que acarretaria um aumento de até R$ 60 bilhões nas despesas federais no próximo ano, segundo projeções da Tendências.

“A principal discussão na formulação do Orçamento do ano que vem é como colocar os R$ 600, valor que já virou permanente, na minha opinião. Isso não cabe no teto”, afirma a economista-chefe do banco Credit Suisse, Solange Srour. “Um outro problema é a questão dos servidores públicos, que ficaram sem reajuste salarial em 2022. Então, a demanda para o ano que vem também é maior”, acrescenta.

Arrecadação recorde

Os números da arrecadação estão batendo sucessivos recordes. No primeiro semestre, em valores corrigido pela inflação, ela somou R$ 1,1 trilhão, o que representa alta real de 11% na comparação com o mesmo período do ano passado. É o melhor resultado desde 1995, quando tem início a série histórica do Tesouro Nacional.

São três os principais motivos que têm levado a um aumento das receitas da União:

  • Retomada da economia com a reabertura pós-pandemia;
  • Avanço dos preços das commodities no cenário internacional, impulsionado por um crescimento global; e
  • Inflação. O valor dos produtos aumenta e, consequentemente, o governo arrecada mais, já que grande parte dos impostos é cobrada como uma porcentagem do valor pago.

A dúvida dos analistas é o quanto dessa melhora é estrutural, com efeitos de médio prazo, e o quanto é apenas conjuntural – e pode acabar rápido.

“A retomada da economia pós-Covid, o crescimento global e a inflação alta trouxeram impactos na arrecadação muito fortes, mas todos esses fatores parecem ser mais cíclicos do que estruturais”, afirma Solange.

O avanço na arrecadação tem sido a notícia mais ecoada pela equipe econômica. É com base nos números positivos de receita que o time do ministro Paulo Guedes tem justificado as várias reduções de tributos em ano eleitoral. Anunciado em abril, o corte de 35% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), por exemplo, deve fazer com que o governo deixe de arrecadar R$ 15,6 bilhões só neste ano.

“Caso haja uma normalização no ciclo das commodities no ano que vem, a gente pode não ter todo o impulso observado neste ano e, portanto, tanto a atividade como a arrecadação podem ser mais fracas“, diz Juliana.

Arrecadação de impostos bate recorde para meses de junho

Teto de gastos estourado

Mas é do lado das despesas que qualquer folga orçamentária deixa de existir.

O Brasil tem um Orçamento bastante rígido e, portanto, com pouca margem de manobra – cerca de 95% das despesas são obrigatórias. Boa parte delas está sujeita ao teto de gastos, regra que limita seu crescimento das despesas à inflação do ano anterior.

Criado em 2016 pelo governo Michel Temer, o teto se transformou na principal âncora das contas públicas do país.

À época, a equipe econômica justificou a medida como uma forma de controle do rumo das finanças do governo. O Brasil gastava mais do que arrecadava, passou a acumular déficits primários e viu a dívida crescer. Com a piora das contas públicas, o país perdeu, em 2015, o grau de investimento, uma espécie de selo de bom pagador que assegurava a confiança dos investidores internacionais na economia brasileira.

Desde 2019, porém, o governo Jair Bolsonaro e o Congresso Nacional já patrocinaram ao menos cinco grandes mudanças no teto de gastos – alterações que somam um impacto de R$ 213 bilhões e vêm minando a credibilidade da regra fiscal.

E mesmo com todos esses dribles no teto, o Ministério da Economia já precisou fazer bloqueios de R$ 14,8 bilhões no Orçamento de 2022. Com poucas opções na mesa, o governo ampliou a tesourada sobre as emendas parlamentares – aquele dinheiro que deputados e senadores direcionam às suas bases eleitorais.

As emendas de relator, aquelas que ficaram conhecidas como Orçamento secreto, e as de comissão tiveram R$ 8 bilhões bloqueados, praticamente metade do orçamento dessas duas emendas específicas. Dentre os ministérios, as pastas mais afetadas foram Saúde e Educação, com contingenciamentos de R$ 2,8 bilhões e R$ 1,7 bilhão, respectivamente.

“Todos os contingenciamentos eram previsíveis, porque o governo subestimou uma parte importante do gasto obrigatório e até gastos do funcionamento da máquina pública”, diz Solange.

Contas públicas: o principal nó da economia

E por que as contas públicas importam?

As finanças brasileiras se transformaram no principal nó da economia. Desde 2014, as contas do governo central (que reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) são deficitárias – ou seja, o país gasta mais do que arrecada.

Com essa dinâmica, o endividamento do país cresce e preocupa os investidores, que deixam de aplicar recursos no país ou então passam a exigir retornos maiores para financiar a nossa dívida.

Neste ano, o Ministério da Economia trabalha com uma projeção de déficit de R$ 59 bilhões para o governo central. Mas analistas já avaliam que este número pode ficar próximo de zero ou que o país pode até voltar a registrar um superávit, diante da melhora de arrecadação.Rombo nas contas públicas — Foto: Luisa Blanco/Arte g1Rombo nas contas públicas — Foto: Luisa Blanco/Arte g1

Hipótese que ganhou ainda mais força após o pedido do secretário especial de Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago, para que as estatais avaliem pagar mais dividendos ao governo em 2022 – pedido que sofreu críticas por parte dos economistas.

“Caso essas manobras fiscais, de antecipação de dividendos, se confirmem, é possível fechar o ano próximo de um déficit zerado ou até mesmo com um ligeiro superávit”, diz Juliana. “Mas lembrando que isso não seria uma boa prática. Essa antecipação de dividendos tira recursos dos caixas em 2023. Estamos maquiando contabilmente um resultado para entregar um número mais positivo.”

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SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL ANDA É UM DESAFIO MESMO APÓS 150 ANOS DO NASCIMENTO DE OSWALDO CRUZ

Nos 150 anos do nascimento de Oswaldo Cruz, Brasil enfrenta desafios em saúde pública

Médico sanitarista se tornou referência no combate à peste bubônica, varíola e febre amarela no início do século 20

Lucas Rocha

da CNN

em São Paulo

Oswaldo Cruz e cientistas em Manguinhos, no Rio de JaneiroOswaldo Cruz e cientistas em Manguinhos, no Rio de JaneiroAcervo Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz)

No dia 5 de agosto de 1872, nascia na cidade de São Luís do Paraitinga, na região do Vale do Paraíba, no estado de São Paulo, Oswaldo Gonçalves Cruz. Filho do médico Bento Gonçalves Cruz e de Amália Taborda de Bulhões, primos e nascidos no Rio de Janeiro.

Peste bubônica, varíola e febre amarela. Estes foram apenas alguns dos diversos desafios em saúde pública enfrentados no início do século 20 no país, que marcaram a trajetória de um dos mais conhecidos cientistas brasileiros.

Em 1903, foi nomeado diretor-geral de Saúde Pública, cargo semelhante ao de atual ministro da Saúde. No governo do presidente Rodrigues Alves (1902 a 1906), Oswaldo Cruz se comprometeu a erradicar a febre amarela do Rio de Janeiro, então capital do país, num prazo de três anos. Para isso, ele acreditava que o controle do mosquito transmissor era fundamental.

peste bubônica era um problema sanitário especialmente preocupante em navios e portos. Para combater a doença, soro e vacina estavam disponíveis, além da profilaxia baseada no controle de roedores.

O combate à varíola, doença que teve importante crescimento em 1904, também era pautado na imunização. No mesmo ano, a instituição da vacinação obrigatória – depois revogada – motivou a chamada Revolta da Vacina.

Oswaldo Cruz dividiu a cidade do Rio de Janeiro em distritos sanitários, que seriam acompanhados por profissionais da Diretoria de Saúde. Foi criado o Serviço de Profilaxia Específica da Febre Amarela e teve início a produção de folhetos educativos e a publicação dos “Conselhos ao Povo” nos jornais.

O prefeito Pereira Passos, que projetava a remodelação urbana da então capital federal, baixou leis que previam a remoção de famílias pobres, política que ficou popularmente conhecida como “bota abaixo”. A lei de saneamento era conhecida como “Código das Torturas”.

Algumas medidas autorizavam, por exemplo, a entrada forçada de agentes conhecidos como mata-mosquitos em casas para esvaziar depósitos de água que serviam de criadouro para mosquitos transmissores da febre amarela.

Outras ações incluíam a intimação para impermeabilização de solos de residências para evitar a propagação de ratos e pulgas, como parte das ações contra a peste bubônica. Alimentos eram fiscalizados e foi instituída a notificação compulsória de casos das doenças.

“Ele foi uma pessoa que teve muita influência política, que usou em prol da saúde pública, mas desprezando questões relativas à desigualdade social”, avalia o sanitarista Gonzalo Vecina, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e ex-diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A figura de Oswaldo Cruz sintetizava um acúmulo de insatisfações sobre o conjunto de mudanças que aconteciam na época, sendo alvo de reações populares, na imprensa e no Congresso. No entanto, o resultado das medidas foi o controle da peste bubônica, varíola e febre amarela no Rio de Janeiro.

Os êxitos foram apresentados em um importante congresso em Berlim, na Alemanha, em 1907, um ponto de virada que mudou a percepção pública do cientista.

Desafios do Brasil atual

Se no início do século 20 o país enfrentava três doenças de grande impacto em saúde pública, o Brasil de 2022 não parece ser tão diferente. Covid-19, varíola dos macacos (Monkeypox) e a dengue são apenas algumas das doenças que afetam os brasileiros e aumentam a pressão sobre os sistemas de saúde.

“Os problemas de saúde pública vão acompanhar as características da sociedade de cada momento, como modo com o qual lidamos com o meio ambiente, com as questões do clima, com o aquecimento global, por exemplo. Eles acontecem em função do que o ser humano está fazendo com o planeta”, afirma Tania Araújo-Jorge, diretora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

O sanitarista Gonzalo Vecina avalia que o negacionismo e falhas na comunicação por gestores e autoridades em saúde têm impactado negativamente no combate às doenças.

“Por um lado, temos desenvolvido armas muito importantes, como as vacinas, mas há um movimento negacionista e antivacina que deixaria Oswaldo Cruz bastante preocupado”, diz Vecina.

Para o sanitarista, o ponto-chave para que as fake news ganhem tamanho espaço nas redes sociais está na construção bem elaborada das notícias falsas, utilizando elementos que mesclam informações verdadeiras e mentirosas.

“Em relação à vacinação, o que eu acho que nós temos hoje é falta de capacidade de convocação. A cobertura vacinal caiu, mas não pelo negacionismo e sim pela falta de capacidade de chamar as pessoas para a vacinação”, afirma Vecina.

Agravos como dengue, leishmanioses, hanseníase, raiva, parasitoses e doença de Chagas são consideradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como doenças negligenciadas.

Segundo a definição da OMS, doenças desse tipo são consideradas endêmicas em populações de baixa renda e contribuem para a manutenção de situações de desigualdade no mundo. Além disso, o baixo investimento em pesquisas científicas por grandes empresas e farmacêuticas amplia as lacunas no diagnóstico e no tratamento.

“A desigualdade social é o caminho que faz com que essas doenças todas tenham muito sucesso. Como se combate a malária, por exemplo? Com casas boas. Só vamos conseguir enfrentar as doenças negligenciadas de maneira adequada, em primeiro lugar com civilização, em segundo, com remédios melhores”, diz Vecina.

Desde a década de 1980, a dengue, causada pelo mosquito Aedes aegypti, provoca surtos e mortes no país. No primeiro semestre de 2022, o Brasil registrou mais que o dobro de mortes pela doença do que em todo o ano passado, segundo dados do Ministério da Saúde.

Pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) afirmam que o combate ao vetor e a prevenção da dengue devem ser voltados para as determinações sociais, englobando características particulares do ambiente e comunidade onde estão inseridos os indivíduos.

O combate à doença “depende fundamentalmente de parcerias entre a população, as ações governamentais e a sociedade em geral, estabelecendo redes de mobilização social capazes de promover ações permanentes, intersetoriais, superando as dificuldades e limitações do modelo educativo pontual, verticalizado, com ações isoladas e episódicas, centradas em períodos de surtos e epidemias”, dizem os especialistas João Carlos de Oliveira e Gizele Martins Rodovalho, em comunicado.

Gargalos na formação científica

O instituto que deu origem à Fundação Oswaldo Cruz teve como premissa a produção de soros e vacinas. No entanto, desde o início das atividades, a vocação da instituição foi marcada também pela pesquisa e pelo ensino.

“O modelo institucional que o Oswaldo Cruz tinha em mente era o do Instituto Pasteur, que era uma instituição que, ao mesmo tempo em que tinha essa produção de soros e de vacinas, fazia pesquisas. Essa produção deles era fruto das pesquisas que faziam também”, conta a historiadora Ana Luce Girão, pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz).

Hoje, todas as unidades da Fiocruz desenvolvem programas de pós-graduação stricto sensu com cursos de doutorado, mestrado acadêmico ou profissional. Ao todo, são 32 programas inseridos em dez áreas de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

“Oswaldo Cruz foi a semente do pensamento de que você precisa de ciência e de pesquisa para enfrentar os problemas de saúde pública, para poder olhar a essas questões e construir soluções e políticas públicas. Ele inspira e vai inspirar todas as gerações seguintes”, diz Tânia.

Em julho, institutos federais de ensino buscaram apoio de parlamentares para evitar um corte de R$ 200 milhões no próximo ano. O Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) estimou um corte de 12% no orçamento de 2023 pelo Ministério da Educação.

Já as universidades federais foram notificadas sobre um corte de 12% no orçamento. Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a expectativa é que as verbas destinadas para o custeio caiam para R$ 4,7 bilhões no próximo ano.

A dificuldade para ingressar e permanecer em cursos de pós-graduação no país leva a um fenômeno conhecido entre a comunidade acadêmica de “fuga de cérebros”, que é a busca por oportunidades de trabalho e pesquisa fora do Brasil.

“Se essa geração que tem hoje entre 20 e 40 anos não é acolhida dentro do próprio país, que dirá a geração dos 6 aos 10 anos. Temos problemas que vão da formação dos professores de ciências até o estímulo à permanência no país. Mas como estimular se faltam concursos, se as bolsas de pós-graduação são totalmente defasadas? É um problema estrutural muito grande”, diz Tania, que também é pesquisadora do Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos do IOC.

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ECONOMIA: QUEDA NO PREÇO DA GASOLINA E NOS ALIMENTOS ESTÃO ATRAINDO PARAGUAIOS PARA AS COMPRAS POR AQUI

Paraguaios entram no Brasil para comprar gasolina e comida mais baratas

Foto: Denise Paro

A queda do preço da gasolina no Brasil e a desvalorização do real em comparação com o guarani (moeda do Paraguai), estão atraindo paraguaios para compras por aqui. O Guarani vale bem menos que o real, mas mesmo assim ficou vantajoso. R$ 1 está cotado em cerca de 1.300 guaranis. Houve uma desvalorização de 8,5% do real diante do guarani em um ano.

O que está acontecendo? Paraguaios estão cruzando a fronteira do Brasil para ir até Foz do Iguaçu (PR) abastecer o carro e fazer compras em supermercados, mesmo com a inflação aqui. Com a redução dos preços da gasolina pela Petrobras, aumentou o movimento de veículos nos postos de Foz do Iguaçu, que fica na fronteira com Ciudad del Este.

Qual o preço do combustível nos dois países? Em Foz do Iguaçu, o preço médio da gasolina comum é de R$ 5,90 e da aditivada R$ 5,96, segundo levantamento da ANP (Agência Nacional de Petróleo). No Paraguai, onde há três tipos de gasolina, os valores variam, mas são todos mais altos. O combustível mais barato custa cerca de R$ 6,69 e o mais caro por volta de R$ 7,80.

Como está a procura? Gerente de três postos de combustível em Foz do Iguaçu, Marildo Matiello diz que, em um dos estabelecimentos, os paraguaios representam 50% da clientela. As vendas dobraram a partir do dia 20. Para conseguir atender os consumidores, o posto ampliou o horário de funcionamento de 22h para meia-noite.

A maioria dos paraguaios, conta Matiello, procura gasolina aditivada. Uma das explicações é o tipo de veículo. Boa parte é de grande porte, a exemplo dos SUVS, o que leva os proprietários a buscarem gasolina de melhor qualidade. Outra opção bastante procurada pelos paraguaios é abastecer na Argentina, onde o combustível está mais em conta, se comparado ao do Brasil, variando de R$ 3,40 a R$ 3,70.

Boa parte dos paraguaios que abastecem em Foz já tem o hábito de fazer compras na cidade. Os supermercados situados na região da Ponte da Amizade, via que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este, são os que mais recebem os clientes estrangeiros.

Que outros produtos são mais baratos no Brasil? A lista de produtos de preço bom para os paraguaios no Brasil é grande. Frutas, verduras, café, chocolate, sucos, entre outros itens. Os paraguaios dizem que os preços em Foz são 30% a 40% mais em conta.

Fonte: Blog do BG

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PAGAMENTO DO AUXÍLIO BRASIL E AUXÍLIO GÁS SERÁ ANTECIPADO PELA CAIXA ECONÔMICA

Caixa antecipa pagamento do Auxílio Brasil e do Auxílio Gás

Foto: Getty Images

A Caixa Econômica Federal anunciou hoje que vai antecipar neste mês o pagamento do Auxílio Brasil e do Auxílio Gás para os beneficiários. A primeira data seria dia 18, mas os benefícios vão ser concedidos mais de uma semana antes, no dia 9 para os trabalhadores com final de NIS (Número de Identificação Social) 1.

De acordo com a Caixa, a antecipação acontecerá de forma escalonada de acordo com o NIS. Assim, no dia 10 será pago aos trabalhadores com NIS que termine em 2, e assim por diante até o dia 22. Os pagamentos acontecem apenas em dias úteis (veja tabela abaixo).

Os valores já podem ser consultados pelos aplicativos Auxílio Brasil e CAIXA Tem, o mesmo utilizado para o pagamento do auxílio emergencial.

Mais de 2 milhões de novas famílias passarão a receber o benefício, totalizando pouco mais de 20 milhões de famílias contempladas. O valor mínimo pago subirá de R$ 400 para R$ 600, como foi definido pela PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Auxílios.

De acordo com o banco, a partir deste mês as famílias receberão em seus endereços o novo cartão do benefício para poderem sacar, transferir, consultar o saldo, e fazer os pagamentos.

Quanto ao Auxílio Gás, a PEC também provocou modificações e agora cada família vai receber, a cada dois meses, 100% do preço médio nacional do botijão de gás de cozinha de 13 quilos. Neste mês, por exemplo, o valor do auxílio será de R$ 110. O auxílio pagava apenas metade do preço médio anteriormente.

A cada bimestre, o valor do benefício é recalculado caso o preço caia ou aumente. São 5,6 milhões de famílias beneficiadas com a medida. Tanto no caso do Auxílio Brasil quanto no do Auxílio Gás, os trabalhadores podem fazer operações online pelo aplicativo CAIXA Tem.

Fonte: Blog do BG

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SAÚDE: BRASIL REGISTRA PRIMEIRA MORTE POR VARÍOLA DOS MACACOS

Brasil registra primeira morte por varíola dos macacos, em Minas Gerais

Óbito de paciente adulto foi confirmado pelo Ministério da Saúde; país tem a primeira vítima da doença fora da África

Lucas Rocha

Fernando Alves

Carolina Figueiredo

da CNN

em São Paulo e em Brasília

Minas Gerais registra primeira morte por varíola dos macacos no BrasilMinas Gerais registra primeira morte por varíola dos macacos no Brasil Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz

O Brasil registrou a primeira morte por varíola dos macacos. O óbito de um paciente adulto de Minas Gerais foi confirmado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (29).

O país tem a primeira morte pela doença fora da África. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, de janeiro até o dia 22 de julho, cinco mortes foram registradas no mundo por varíola dos macacos, todas no continente africano, sendo três vítimas na Nigéria e duas na República Centro-Africana.

Na quinta-feira (28), o Ministério da Saúde passou a usar o termo “surto” ao divulgar informações relativas aos casos da doença no país.

O vírus Monkeypox causa uma doença com sintomas semelhantes à varíola comum, mas menos graves. Os sintomas incluem bolhas no rosto, mãos, pés, olhos, boca ou genitais, febre, linfonodos inchados, dores de cabeça e musculares e falta de energia.

Existem dois grupos de vírus da varíola dos macacos: o da África Ocidental e o da Bacia do Congo (África Central).

As infecções humanas com o tipo de vírus da África Ocidental parecem causar doenças menos graves em comparação com o grupo viral da Bacia do Congo, com uma taxa de mortalidade de 3,6% em comparação com 10% para o da Bacia do Congo.

“A coisa mais importante sobre a varíola dos macacos é que ela causa uma erupção cutânea que pode ser desconfortável, pode causar coceira e pode ser dolorosa. Portanto, a coisa mais importante sobre cuidar de alguém com essa doença é basicamente cuidar da pele e cuidar de quaisquer sintomas que alguém possa ter, como dor ou coceira”, afirma a cientista Rosamund Lewis, líder técnica sobre varíola dos macacos do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os cuidados clínicos para a varíola dos macacos são voltados para o alívio dos sintomas, além do gerenciamento de complicações e prevenção de sequelas a longo prazo. Os pacientes devem receber líquidos e alimentos para manter o estado nutricional adequado. Infecções bacterianas secundárias devem ser tratadas conforme indicado.

 

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MISS ESPÍRITO SANTO REPRESENTARÁ O BRASIL NA EDIÇÃO MUNDIAL DO CONCURSO

Miss Espírito Santo vence “Miss Universo Brasil” e representará país nos EUA

Mia Mamede, de 26 anos, representará o Brasil na edição mundial do concurso

Anna Gabriela Costa

da CNN

em São Paulo

Mia Mamede, vencedora do Miss Universo Brasil 2022Mia Mamede, vencedora do Miss Universo Brasil 2022Reprodução/YouTube

A miss Espírito Santo venceu o Miss Universo Brasil 2022, realizado na noite desta terça-feira (19), em São Paulo. Mia Mamede, de 26 anos, agora representará o Brasil na edição mundial do concurso, que acontecerá nos Estados Unidos.

Quem passou a faixa neste ano foi a cearense Teresa Santos, Miss Universo Brasil 2021.

Cinco representantes chegaram à etapa final da competição, que foi realizada no formato on-line, sendo presencial apenas o evento com as finalistas nesta terça-feira: Rebeca Portilho, Miss Amazonas 2022; Luana Lobo, Miss Ceará 2022; Mia Mamede, Miss Espírito Santo 2022; Isadora Murta, Miss Minas Gerais 2022; e Alina Furtado, Miss Rio Grande do Sul 2022.

Agora, Mia Mamede irá concorrer ao Miss Universo, nos Estados Unidos, que ainda não teve a data do evento divulgada.

“A candidata que for eleita vai representar a organização do concurso e também se transformará num símbolo para o país. E por isso precisa apresentar outras qualidades além da aparência. É fundamental que tenha uma personalidade que chame a atenção e se destaque entre as demais, além de ser comunicativa, segura, confiante e que tenha muita clareza em relação ao seu propósito na sociedade e no trabalho que desenvolve como miss”, disse Marthina Brandt, diretora nacional do evento.

A ordem das classificações no concurso ficou: Mia Mamede (ES) em 1º lugar; Rebeca Portilho (AM) em 2º; Isadora Murta (MG) em 3º; Luana Lobo (CE) em 4º; e Alina Furtado (RS) em 5º lugar.]

Fonte: CNN

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PAULO GUEDES DIZ QUE BRASIL “ESTÁ CONDENADO A CRESCER” MESMO COM INFLAÇÃO E JUROS ALTOS

“Brasil vai crescer 2% mesmo com juros mais alto”, diz Guedes

Ministro da Economia afirmou que o país terá recorde de emprego com 100 milhões de brasileiros trabalhando até o fim do ano

Anna Russi Fabrício Julião

da CNN

em Brasília e

em São Paulo

Isac Nóbrega/PR

Durante evento que marca a posse do novo presidente da CVM nesta segunda-feira (18), o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Brasil “está condenado” a crescer, mesmo com inflação e juros altos.

“O Brasil vai crescer 2% mesmo com juros mais alto. Então, tem um elemento estrutural aí.
Não tem como o Brasil não crescer, o país está condenado a crescer. Pode ser com uma inflação um pouco mais alta mas vai crescer”, afirmou o ministro.

Nos últimos meses o Banco Central brasileiro elevou a Selic por 11 reuniões seguidas. Atualmente a taxa está em 13,25% ao ano, com possibilidade de, pelo menos, mais uma alta na próxima reunião, que acontece na primeira semana de agosto.

Já nos Estados Unidos a tendência também é de alta dos juros. A inflação no país acelerou  9,1% no acumulado de 12 meses encerrado em junho, a maior alta em 41 anos. Por isso, o mercado passou a apostar em uma alta de 0,75 ponto percentual nos juros americanos, que já vêm de três altas consecutivas desde março.

“Tanto o fiscal como o monetário nosso já estão no lugar enquanto lá fora eles não estão nem na metade do caminho”, declarou.

O ministro chamou a atenção para a queda da inflação no Brasil e a diminuição no índice de desemprego no país, chegando a dizer que haverá recorde de emprego até o fim de 2022.

“Pela primeira vez teremos mais de 100 milhões de brasileiros trabalhando até o fim do ano. Estamos criando mais emprego que a economia americana”, pontuou.

Por fim, ele ressaltou que o Brasil “tem uma oportunidade extraordinária de se revolucionar e ter reindustrialização” com energia barata, além de ser a segurança alimentar e energética do resto do mundo.

“A Europa precisa da gente para a segurança energética. E os europeus, os americanos e os asiáticos precisam do Brasil para garantir a segurança alimentar”, afirmou.

“Estamos em um momento em que o mundo está em crise e o Brasil está saindo de um momento muito difícil, graças ao trabalho de todos”, concluiu Guedes.

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SEGUNDO ONS, O NORDESTE BATEU NOVO RECORDE DE ENERGIA EÓLICA

Nordeste bate novo recorde de geração de energia eólica, aponta ONS

Além do recorde eólico, o Nordeste atingiu o recorde de geração instantânea de energia solar

Wellton Máximo

da Agência Brasil

Participação da energia eólica na matriz energética deverá aumentar de 10,6% em 2021 para 11,9% em 2022Participação da energia eólica na matriz energética deverá aumentar de 10,6% em 2021 para 11,9% em 2022Divulgação/Ari Versiani/PAC

energia eólica no Nordeste bateu um novo recorde de geração instantânea (pico de geração), informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Em 8 de julho, as turbinas eólicas produziram 14.167 megawatts (MW), o equivalente a 123,2% da demanda na região.

Esse montante é suficiente para suprir o consumo de energia de todo o Nordeste por um minuto, sobrando 23,2%. Por um minuto naquele dia, a região tornou-se exportadora de energia eólica para o restante do país.

Tradicionalmente, o mês de julho no Nordeste é conhecido como safra dos ventos, com ventos mais fortes no litoral da região impulsionando a produção de energia eólica. Esse foi o primeiro recorde de geração instantânea de energia eólica registrado em 2022.

O ONS não descarta a possibilidade de que outros recordes sejam alcançados nas próximas semanas.

Segundo a versão mais recente do Boletim Mensal de Energia, do Ministério de Minas e Energia, a participação da energia eólica na matriz energética deverá aumentar de 10,6% em 2021 para 11,9% em 2022. A participação da energia solar deverá subir de 2,5% para 3,9% na mesma comparação.

Fonte: CNN

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CASOS CONFIRMADOS DE VARÍOLA DOS MACACOS NO BRASIL JÁ PASSAM DE 200

Brasil tem mais de 200 casos confirmados de varíola dos macacos

Foto: Reprodução

O Brasil já tem 219 casos confirmados de varíola dos macacos. O total de casos foi contabilizado pela Agência Brasil, com base em informações divulgadas pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro.

Segundo o Ministério da Saúde, São Paulo tem o maior número de casos: 158. Em seguida, aparece o Rio de Janeiro, que, de acordo com a Secretaria de Saúde do estado, soma 34 confirmações da doença.

O Ministério da Saúde informa que os outros casos foram registrados nos estados de Minas Gerais (14), Paraná (três), Rio Grande do Sul (três), Ceará (dois), Rio Grande do Norte (dois), Goiás (dois) e Distrito Federal (um).

Fonte: Blog do BG

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ALIENAÇÃO ELEITORAL TEM CRESCIDO NO BRASIL DE FORMA LENTA E CONSISTENTE ENTRE JOVENS

Alienação eleitoral cresce no Brasil, especialmente entre jovens e no Sudeste

Baixo comparecimento às urnas tem aumentado de forma lenta e consistente no país desde 2006

Daniel Reis

da CNN

Em São Paulo

Urna eletrônicaUrna eletrônicaTSE/Divulgação

A alienação eleitoral tem crescido no Brasil de forma lenta, mas consistente, desde 2006. O baixo comparecimento às urnas é ainda mais acentuado na região Sudeste e entre os jovens, o que é motivo de atenção.

A análise é do estudo “A alienação eleitoral no Brasil Democrático”, do Instituto Votorantim, que levantou dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles mostram que, desde 2006, a alienação eleitoral –soma de abstenções passiva (não comparecimento) e ativa (votos brancos e nulos)– nos pleitos presidenciais passou de 25,1%, em 2006, para 29%, em 2014 e 2018.

Já no segundo turno a alienação eleitoral foi de 25% em 2006. Em 2018, atingiu 30,8%, um crescimento de quase 6 pontos percentuais.

Esse aumento representa um maior desinteresse da população com o processo eleitoral. No caso dos jovens, se essa menor participação permanecer na vida adulta, a alienação brasileira pode se aproximar de situações mais preocupantes observadas em democracias consolidadas do Atlântico Norte.

O cientista político e diretor do Ipespe Antonio Lavareda explica que a participação eleitoral está associada ao interesse com o processo eleitoral, o que não tem sido observado entre as novas gerações do país e do mundo. “Os jovens têm um grau de distanciamento da política. Isso não é uma singularidade brasileira. Nos Estados Unidos e na Europa temos observado uma maior abstenção”, afirma o professor.

Ele aponta que o desinteresse desse público tem sido uma preocupação constante dos partidos, que fazem campanhas específicas. Afinal, o voto dos mais novos se mostrou importante em eleições ao redor do globo.

“O incremento da participação dos jovens foi fundamental na campanha de Barack Obama nas primárias democratas, contra Hillary Clinton. Foi a participação surpreendente deles que viabilizou a vitória nas primárias”, conta Lavareda. Após vencer primárias –espécie de prévias, como ocorreu no ano passado para definir o candidato do PSDB no pleito presidencial– Obama foi eleito presidente em 2008.

De acordo com o estudo do Instituto Votorantim, “é preciso incentivar uma geração com valores baseados na cultura e em atitudes democráticas” para combater esse problema.

A pesquisa também pontua que o padrão de votos brancos e nulos mostra a insatisfação com a democracia e a identificação partidária.

Além disso, no caso das abstenções, o nível educacional ainda é a variável que mais influencia a presença nas urnas. Eleitores com educação superior comparecem até três vezes mais que aqueles com ensino primário (até o último ano do ensino fundamental I), segundo o levantamento.

Também chama atenção o baixo interesse pelos pleitos eleitorais na região Sudeste. Em São Paulo, quando o ex-prefeito e ex-governador João Doria (PSDB) foi eleito prefeito de São Paulo no primeiro turno, em 2016, ele recebeu 3,085 milhões de votos (53,3% dos votos válidos no pleito). Apesar disso, a sua votação foi menor do que o número de eleitores que não compareceram às urnas ou apertaram branco ou nulo, 3,096 milhões.

No Rio de Janeiro, os primeiros colocados no primeiro turno em 2016 e em 2020, Marcelo Crivella (Republicanos) e Eduardo Paes (à época no PMDB, atual MDB), respectivamente, tiveram menos de 50% de votos do que a soma das alienações passiva e ativa.

Para Lavareda, as diferenças regionais refletem, novamente, o grau de interesse no pleito. Segundo ele, o alto comparecimento às urnas na região Nordeste, em relação ao Sudeste, aponta para uma maior politização da região. Além disso, a maior presença do estado na região e a pobreza fazem com que a economia toda ou parte considerável gire em torno do estado, seja nos gastos públicos ou através dos benefícios.

Pesquisas não conseguem prever como será em 2022

Ainda é difícil prever os níveis de alienação eleitoral que serão observados na eleição presidencial deste ano, marcada pela polarização entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao contrário da intenção de voto, as pesquisas eleitorais não são capazes de antecipar esse fenômeno, avalia Lavareda. Isso porque, além de socialmente ilegítima, segundo o diretor do Ipespe, a abstenção eleitoral contraria a lei.

Além disso, a polarização observada em eleições ao redor do mundo tem dados sinais opostos: na França, a participação foi a menor dos últimos 20 anos; nos Estados Unidos, foi a maior dos últimos 57 anos.

“Voto nulo e branco é a condição de insatisfação das candidaturas. No segundo turno, é possível um aumento do contingente de eleitores que votem dessa forma ou até se abstenham por isso”, diz o diretor do Ipespe.

Brasil tem bom comparecimento às urnas

De acordo com o estudo, ainda que não exista, de maneira geral, uma “crise na alienação no Brasil”, os dados indicam um crescimento do fenômeno que, especialmente no caso dos jovens, preocupa.

Historicamente, o Brasil tem a maior participação eleitoral na América Latina. Por aqui, cerca de 75% dos eleitores optam pelo voto válido, o que é considerada uma proporção alta. “No Brasil, [a alienação eleitoral] é menor porque o voto é obrigatório, embora tenha dado um pulo nas últimas eleições”, pontua Lavareda.

De acordo com a pesquisa, o Chile experimentou aguda queda na participação eleitoral, de cerca de 90% em 2000 para o patamar de 50% em 2018. Costa Rica e México têm índices em torno de 65%; Paraguai 60%; Colômbia subiu de cerca de 45% para 55%; e Venezuela caiu de 55% para em torno de 45%.

Nos Estados Unidos, os índices de comparecimento às urnas são próximos de 50% e, na União Europeia, de 60%, com grandes diferenças entre os países.

Debate

CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais

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PASSAGENS AÉREAS NO BRASIL DEVEM FICAR MAIS CARAS NOS PRÓXIMOS DIAS

Setor aéreo prevê aumento no preço de passagens nos próximos dias

Associação Brasileira das Empresas Aéreas calcula bilhetes mais caros após novo reajuste no querosene de aviação

Rayane Rocha

Vitória OliveiraFilipe Brasil

da CNN

no Rio de Janeiro

As passagens aéreas no Brasil devem ficar mais caras nos próximos dias, segundo previsão da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), representante das principais companhias do setor.

De acordo com a entidade, o novo reajuste no preço do querosene de aviação (QAV), em vigor há uma semana, vai impactar a população diretamente no valor pago pelos voos. O QAV é usado por helicópteros e aeronaves de grande porte.

Petrobras realiza correção no preço do combustível todo início de mês. Em julho, o reajuste foi de 3,9% em 15 refinarias do país. Em nota, a companhia disse que os valores de venda para as distribuidoras buscam equilíbrio com o mercado internacional.

O presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, explica que qualquer mudança na precificação do QAV impacta diretamente no valor pago pelos passageiros para viajar.

“O querosene não é comprado diretamente pelas pessoas, mas quem paga por esse aumento somos nós que compramos bilhete aéreo. No Brasil, o querosene corresponde, em média, a 40% do preço de uma passagem, enquanto a média mundial é de 20 a 24%”, ponderou.

Sanovicz destaca que a conjuntura do QAV é mais delicada frente a outros tipos de combustíveis. “Vivemos um problema muito sério e bastante claro: o barril de petróleo subiu 48,4% entre dezembro de 2020 e dezembro de 2021. O QAV, no ano passado, subiu 91,7%, quase o dobro do petróleo”, ressaltou.

Segundo a Abear, de 1º de janeiro a 1º de julho deste ano o QAV acumula alta de 70,6%. O cálculo da associação usa dados da estatal. De acordo com a organização, esses são valores à vista, sem considerar os tributos.

“É importante que haja uma política pública para reduzir o preço do combustível, que no Brasil chega a ser até 40% mais caro do que no exterior”, defende a associação.

Efeito sobre o preço das passagens

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a tarifa aérea média entre janeiro e abril deste ano foi 21,52% maior do que no mesmo período de 2019, antes da pandemia, pressionada pela alta dos custos com querosene de aviação.

Segundo o órgão, a variação do preço desse combustível no primeiro quadrimestre de 2022 foi 96,7% maior do que a do mesmo período de 2019. A agência também informou que o combustível teve peso de 36% na planilha de custos das empresas aéreas nos primeiros meses do ano.

Com a tendência de alta, o preço médio da tarifa aérea doméstica nesses quatro meses foi de R$ 580,41, chegando a R$ 659,20 em abril. O painel da Anac mostra ainda que, no mesmo mês de 2021, a tarifa estava em R$ 366,41.

Para Marcus Reis, economista perito em aviação, é inevitável que as empresas repassem o aumento dos custos para os passageiros.

“Cerca de 40% do custo de uma passagem vem do combustível, então é natural que as empresas repassem o aumento do preço do querosene para os clientes. Seria complicado estimar o valor do aumento das tarifas, porque isso varia em cada estado e até entre os aeroportos. O certo é que as empresas já têm baixa margem de lucro, de 0,1% a 0,5%, então não seriam capazes de absorver essa alta sem repassar”, afirmou o economista.

De acordo com Gilberto Braga, economista do Ibmec RJ, existem outros fatores que podem gerar aumento no preço das passagens.

“Hoje, há uma procura muito grande por passagens aéreas, por demanda reprimida, pessoas visitando parentes. Só que não há um crescimento proporcional da oferta de voos, até porque várias companhias aéreas encontram dificuldades econômicas, ainda como consequência da pandemia. Algumas devolveram aeronaves, cortaram voos, e isso faz com que essa demanda por voos produza um aumento dos preços. Então não podemos dizer que o aumento do preço das passagens se dá exclusivamente pelo aumento de custos”, declarou.

Braga relata ainda que a situação se repete no cenário internacional. “Agora que estamos no verão europeu, época que mais se viaja por lá, os Estados Unidos e Europa estão com falta de pessoal, e os funcionários estão, inclusive, fazendo greves por excesso de trabalho, pedindo recontratação de colegas e aumento dos salários”.

Questionada sobre possível aumento dos preços das passagens, a Latam deixou o assunto a cargo da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Procuradas pela CNN, a GOL e a AZUL não deram retorno até a publicação desta reportagem.

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BOAS NOTÍCIAS: DEPUTADOS SUIÇOS GANHAM MENOS QUE PROFESSOR! #APRENDEBRASIL

Na nossa seção de Boas Notícias dessa segunda-feira temos um exemplo de cidadania e servismo vindo da Suiça. Veja reportagem:

Deputados suíços ganham menos que professor. #AprendeBrasil - Só Notícia Boa

Sem privilégios e nada de salários fora da realidade. Deputados suíços ganham menos que um professor.
Sim, é isso mesmo! O salário de parlamentar em Genebra é inferior ao de um professor. E também não existe auxílio-moradia para deputados.
Um exemplo é o do ex-presidente do Parlamento de Genebra, Guy Mettan, deputado por 18 anos consecutivos.
Ele chega à sede do Poder Legislativo do cantão suíço em sua moto scooter. Não tem carro oficial.
Ele também não tem uma vaga reservada em frente ao prédio histórico no centro da cidade.
Mettan confessa que vai ao trabalho com um motorista – o que conduz o ônibus público da cidade.
Os salários
Na melhor das hipóteses, um deputado em Genebra vai somar um salário anual de 50 mil francos suíços (o equivalente a R$ 172 mil), ou cerca de 4,1 mil francos por mês ( o equivalente a 14,1 mil reais por mês)
Isso se ele for o presidente do Parlamento e comparecer a todas às sessões.
O cálculo de quanto Mettan e todos os demais recebem a cada mês é feito por hora.
“Se você vem, você recebe. Se não, não recebe”, disse o deputado.
Ele conta que precisa assinar com seu próprio punho uma lista de presença a cada reunião.
Hoje o pagamento ao presidente do Parlamento de Genebra é inferior à média de um salário de um fabricante de queijo, menor que a renda de um mecânico de carros na Suíça, de uma secretária, de um policial, de um carpinteiro, de uma professora de jardim de infância, de um metalúrgico e de um motorista de caminhão.
Para um deputado “ordinário”, o salário é muito inferior ao do presidente do Parlamento.
Por ano, eles chegam a receber cerca de 30 mil francos suíços por ano (103,2 mil reais por ano, ou 8,6 mil reais por mês), o equivalente ao pagamento médio atribuído a um artista de circo ou a um ajudante de cozinha, postos ocupados em grande parte por imigrantes.
No Brasil, o salário de um deputado estadual chega a R$ 25.300 por mês em São Paulo, por exemplo.
Além disso, os parlamentares brasileiros têm direito a uma verba mensal, que pode superar R$ 30 mil, para custeio de gastos de alimentação, transporte, passagens aéreas e despesas de escritório.
Mettan explica que a função de deputado consome apenas 25% do seu tempo de trabalho e que, por conta do salário baixo, todos são orientados a manter seus empregos originais, mesmo depois de eleitos.
Sem aposentadoria
Ao final de quatro anos de mandato, os deputados não ganham aposentadoria, como aqui no Brasil.
Durante anos no “poder”, eles também não podem contratar parentes.
Sobre alimentação, os deputados ganham um voucher para fazer duas refeições por mês, cada uma no valor de 40 francos suíços (R$ 137,00).
“Dá para uma pizza e um copo de vinho”, brinca Guy Mettan.
Exemplo
A região é uma das mais ricas do mundo, tem uma taxa de desemprego de 5,3% e é um dos pilares de um sistema financeiro que guarda em seus cofres trilhões de dólares.
Genebra, de forma insistente, entra em todas as listas das cidades mais caras do mundo há anos.
Mas, para não atrapalhar o emprego dos cem representantes do povo, as sessões do Parlamento são todas organizadas no final da tarde, quando o expediente já terminou.
Apenas o presidente do Parlamento tem o direito de usar um veículo oficial, caso esteja indo a um evento também oficial na condição de presidente da Câmara e não a título pessoal.
Por ideologia
“Na Suíça, a política é considerada como um envolvimento popular”, explicou.
“É um sistema de milícia. Ou seja, não é um sistema profissional. Somos obrigados a ter um emprego paralelo, de ter uma profissão paralela. Não se pode viver com essa indenização”, admitiu o deputado suíço.
“Não existe deputado profissional”, completou ele.
#AprendeBrasil

Fonte:  Estadão

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SEGUNDO LEVANTAMENTO, BRASIL REGISTRA 78 CASOS DE VARÍOLA DOS MACACOS

Brasil registra 78 casos confirmados de varíola dos macacos

De acordo com levantamento feito pela CNN, São Paulo é o estado com maior número de casos da doença

Carolina Figueiredo

Danilo Moliterno

Pedro Zanatta

da CNN

em São Paulo

Investigação de caso de varíola dos macacos na Fiocruz.Investigação de caso de varíola dos macacos na Fiocruz.Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz

O Brasil já registrou pelo menos 78 casos de varíola dos macacos, de acordo com levantamento feito pela CNN neste domingo (3). A última atualização foi feita às 19h36.

São Paulo é o estado com o maior número de casos confirmados (53). Em seguida está o Rio de Janeiro (16), Rio Grande do Sul (2), Minas Gerais (2), Ceará (2), Distrito Federal (1), Paraná (1) e Rio Grande do Norte (1). Além disso, o país contabiliza pelo menos 29 casos suspeitos.

Já o Ministério da Saúde informou, neste domingo, que foram registrados 76 casos confirmados da doença. No entanto, ainda não havia sido contabilizado pela pasta o primeiro caso no confirmado Paraná.

De acordo com a pasta, foram registrados 52 casos em São Paulo, 16 no Rio de Janeiro, dois no Ceará, dois no Rio Grande do Sul, dois em Minas Gerais, um no Rio Grande do Norte e um no Distrito Federal.

O ministério diz ainda que segue em articulação direta com os estados para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes.

Veja a nota na íntegra.

“O Ministério da Saúde informa que, até o momento, 76 casos de monkeypox foram confirmados no Brasil, sendo um do Distrito Federal, um no Rio Grande do Norte, dois em Minas Gerais, dois no Rio Grande do Sul, dois no Ceará, 16 no Rio de Janeiro e 52 em São Paulo. A Pasta, por meio da Sala de Situação e CIEVS Nacional, segue em articulação direta com os estados para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes.”

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SEGUNDO ESPECIALISTA, EXPECTATIVA É QUEDA DE TEMPERATURAS EM ALGUMAS REGIÕES DO BRASIL A PARTIR DA SEGUNDA QUINZENA DE JULHO

Temperaturas devem cair a partir da segunda quinzena de julho, diz meteorologista

Especialista comentou sobre a previsão do tempo para as próximas semanas no Brasil

Da CNN

em São Paulo

 

Em entrevista à CNN, neste domingo (3), a meteorologista da Climatempo Paula Soares comentou sobre a previsão do tempo para este domingo e para as próximas semanas no país.

Segundo a especialista, a expectativa é que, a partir da segunda quinzena de julho, as temperaturas registrem queda.

“Temos risco de uma queda bem brusca da temperatura no Centro-sul do Brasil e em grande parte do Sudeste. Temos também grande chance de geada e não da para descartar a possibilidade de neve em regiões do Sul. No começo de agosto deve continuar frio e depois volta a esquentar a partir de setembro”, afirmou.

No sábado (2), os governos de Alagoas e Pernambuco emitiram alertas para monitoramento de chuvas nos estados. No decorrer do fim de semana há a possibilidade de temporais no litoral, na Região Metropolitana, no Agreste, no Baixo São Francisco e na Zona da Mata alagoanos.

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DEVIDO PANDEMIA QUEDA NA DOAÇÃO TEM ESVAZIADO BANCO DE PELE NO BRASIL

Queda de doações na pandemia pode esvaziar bancos de pele brasileiros

Segundo dados do Ministério da Saúde, trata-se da maior baixa no armazenamento em seis anos

Guilherme Gama

da CNN*

em São Paulo

Durante a pandemia houve uma redução das doações, dizem médicosDurante a pandemia houve uma redução das doações, dizem médicosBreno Esaki/Agência Saúde DF

A pele humana é utilizada como curativo biológico em casos de graves queimaduras e até de lesões decorrentes de doenças congênitas. Para que seja transplantada em pacientes, no Brasil, há cinco bancos de pele que são responsáveis pela captação, preparo e armazenamento do tecido.

Entretanto, desde o início da pandemia de Covid-19, a queda nas doações tem esvaziado os estoques nacionais. Segundo dados do Ministério da Saúde, levantados a pedido da CNN, o ano de 2021 sofreu uma redução de cerca de 30% no total de pele armazenada para transplante, em comparação com 2019. Trata-se do armazenamento mais baixo desde 2015.

O Banco de Tecidos da Divisão de Cirurgia Plástica e Queimaduras do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo, o principal responsável pela demanda de pele do estado, enfrenta uma baixa histórica.

Atualmente esse banco possui em média 3.400 cm² de pele, quantidade capaz de atender no máximo três pacientes com queimaduras graves. A nível de comparação, em 2018, o estoque era quase dez vezes maior, de 30 mil cm². O cenário apenas não é pior do que o de janeiro deste ano, quando o banco chegou a zero.

“O estoque zerado no momento deve-se a um aumento de demanda de pele associada à redução de captação nos primeiros meses de 2022”, afirma.

O Banco de Pele da Irmandade Santa Casa de Misericórdia, de Porto Alegre, também está com o estoque zerado. Há pele em processamento, mas, segundo o diretor Eduardo Chem, assim que liberada, imediatamente já é destinada para pacientes necessitados.

“Durante a pandemia, tivemos uma redução muito grande das doações, que estão retomando lentamente neste ano”, afirma. Nos últimos anos, as exigências para doação aumentaram: são feitos mais testes sorológicos e os doadores não podem ter contraído Covid-19 ou tomado a vacina contra o vírus recentemente — o que limitou as doações.

Em 2020, no início da circulação do coronavírus, o desconhecimento acerca da doença e a carência da testagem para a Covid-19 restringiam as doações — todas as captações chegaram a ser suspensas pela incerteza quanto à transmissão do vírus ao receptor a partir de um transplante de pele.

Com a disponibilidade de teste de diagnóstico molecular (RT- PCR) para os doadores de órgãos em morte encefálica, foi possível retomar a captação e, posteriormente, também aos doadores falecidos por parada cardiorrespiratória.

Já neste ano, mesmo com a possibilidade de garantir a segurança microbiológica dos tecidos, a captação continua em queda.

Segundo o médico e diretor do banco de pele de São Paulo, André Paggiaro, a melhora das condições sanitárias não caminha no mesmo ritmo da reposição do banco. “Mesmo com a retomada, nos deparamos com um problema bastante preocupante: a sensível queda na oferta de doadores de pele. Atualmente, trabalhamos no limite, com uma margem de reserva bastante exígua”, afirma.

O ministério informa que trabalha para a ampliação dos estoques, visando prevenir a falta do tecido em situações de grandes emergências e que, apesar da redução dos estoques, a oferta do tecido ainda não foi impactada. A oferta apresentou uma queda de 30%, em média, entre 2019 e 2021, o que sutilmente pode ter compensado a queda da captação e reduzido a baixa nos estoques.

No entanto, André Paggiaro alerta: “Em caso de um aumento do número de pacientes queimados no país ou de uma tragédia, como da boate Kiss, não conseguiríamos atender essa demanda”.

Em geral, todo o cenário de doação de órgãos foi afetado pelo cenário epidemiológico, ainda que, para Paggiaro, a queda constante das doações de pele tenha sido mais intensa devido aos estigmas quanto ao procedimento.

A doação de pele acontece quando um paciente morre e, ao ser ofertada a possibilidade, a família autoriza a retirada do tecido. Para ser um potencial doador, é importante que a vítima não tenha sido acometida por câncer com potencial metastático, não apresente infecção generalizada ou doenças infecciosas transmitidas através do sangue, como malária, por exemplo.

Em geral, são pessoas que morreram por morte encefálica e por parada cardiorrespiratória. Os especialistas destacam que são captadas peles de áreas que passam despercebidas no velório do doador, como das partes traseiras da coxa e das costas, de modo a não mudar a aparência. Os médicos destacam que é importante que as pessoas manifestem o desejo de doar entre amigos e familiares.

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DICA DE LIVRO: 1808 DE LAURENTINO GOMES

O propósito deste livro, resultado de dez anos de investigação jornalística, é resgatar e contar a história da corte lusitana no Brasil e tentar devolver seus protagonistas à dimensão mais correta possível dos papéis que desempenharam duzentos anos atrás. ´1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil´ é o relato sobre um dos principais momentos históricos brasileiros.

RESUMO DO LIVRO:

Introdução
O Brasil foi descoberto em 1500, mas, de verdade, só foi  inventado como país em 1808. Foi quando a família real portuguesa chegou ao Rio de Janeiro fugindo das tropas do imperador francês Napoleão Bonaparte. Até então, o Brasil ainda não existia.
Pelo menos, não como é hoje: um país integrado, de dimensões continentais, fronteiras bem definidas e habitantes que se identificam como brasileiros. Até 1807, era apenas uma grande fazenda, de onde Portugal tirava produtos, que levava embora.
A vinda da corte iria transformar radicalmente esse cenário. Em apenas treze anos, entre a chegada e a partida da corte, o Brasil deixou de ser uma colônia atrasada, proibida e ignorante para se tornar uma nação independente. Nenhum outro período da história brasileira testemunhou mudanças tão profundas, tão decisivas – em tão pouco tempo.

A fuga

Ameaçado por Napoleão, D. João abandona Portugal e foge para o Brasil.
Na manhã de 29 de novembro de 1807 os portugueses acordaram com a informação de que a rainha, D. Maria I (também conhecida como “A Rainha Louca”), seu filho, o príncipe regente D. João, e toda a Corte estavam fugindo para o Brasil sob a proteção da Marinha Britânica.

D. João fora colocado contra a parede e obrigado a tomar a decisão mais grave da sua vida. Seu adversário era ninguém  menos do que  Napoleão Bonaparte. O imperador francês estava em guerra com a Inglaterra, aliada de Portugal, e havia decretado o Bloqueio Continental, ou seja, fechado os portos europeus ao comércio de produtos britânicos.
Assim, em novembro de 1807, as tropas francesas marcharam em direção a Lisboa, prontas para varrer Portugal e chutar seu príncipe regente do trono. Sem exército para se defender, D. João preferiu fugir para o Brasil, protegido pelos navios de guerra britânicos, levando junto a família real, a maior parte da nobreza, seus tesouros e todo o aparato do Estado.

A viagem

Afligida por tempestades e infestações de piolhos, a corte atravessa o oceano.
Entre 10 000 e 15 000 pessoas acompanharam o príncipe regente na viagem ao Brasil. Era muita gente, levando-se em conta que a capital Lisboa tinha cerca de 200 000 habitantes. O grupo incluía pessoas da nobreza, conselheiros reais e militares, juízes, advogados, comerciantes e suas famílias. Também viajavam médicos, bispos, padres, damas-de-companhia, camareiros, pagens, cozinheiros e cavalariços.
A viagem não foi exatamente um cruzeiro de luxo. A esquadra portuguesa, com total de 58 navios – incluindo a escola inglesa – levou quase dois meses para atravessar o Oceano Atlântico. Logo nos primeiros dias de viagem, a esquadra foi atingida por uma tempestade. No meio da tormenta, os navios se perderam uns dos outros. O enjôo era coletivo. A  corte portuguesa não parava de vomitar por sobre as amuradas dos navios. Durante a travessia alguns navios ficaram infestados de piolhos. Para combater a praga, as mulheres nobres tiveram de raspar os cabelos e untar as cabeças carecas com banha de porco e pó anti-séptico à base de enxofre.
No calor sufocante das zonas tropicais, ratos, baratas e carunchos infestavam os depósitos de mantimentos. A água apodrecia, contaminada por bactérias e fungos. Por falta de frutas e alimentos frescos, as pessoas ficavam doentes.

A chegada

Dom João chega a Salvador e começa a tomar decisões para mudar o Brasil.
No dia 22 de janeiro de 1808, após 54 dias de mar e aproximadamente 6 400 quilômetros percorridos, D. João aportou em Salvador. Outra parte da esquadra portuguesa, que havia se separado durante uma tempestade, tinha chegado ao Rio de Janeiro uma semana antes, no dia 17 de janeiro.
D. João passou um mês na Bahia, antes de seguir para o Rio de Janeiro. Foram dias de incontáveis festas, celebrações, passeios e decisões importantes, que haveriam de mudar os destinos do Brasil.No dia 28 de janeiro, apenas uma semana depois de aportar em Salvador, o príncipe regente assinou seu mais famoso ato em território brasileiro: a carta régia de abertura dos portos ao comércio de todas as nações amigas. Até então, o comércio com o Brasil era monopólio dos portugueses.

O Brasil em 1808

Ao chegar ao Brasil, a corte encontrou uma colônia atrasada e ignorante.
Às vésperas da chegada da Corte ao Rio de Janeiro, o Brasil era um amontoado de regiões com pouco contato, isoladas umas das outras, sem comércio nem qualquer outra forma de relacionamento.O mapa do Brasil de 1808 já era muito semelhante ao atual.
O Tratado de Madri, de 1750, tinha revogado o antigo Tratado de Tordesilhas e redesenhado as fronteiras das colônias portuguesa e espanholas com base no conceito de ocupação efetiva do território.
A maioria da população  ainda se concentrava no litoral.Com um imenso território virgem, escassamente povoado, o Brasil tinha pouco mais de três milhões de habitantes – menos de dois por cento da sua população atual. De cada três brasileiros, um era escravo. A população indígena era estimada em 800 000 pessoas. Era uma população analfabeta, pobre e carente de tudo.
Tudo isso começaria a mudar com a chegada da corte portuguesa.

A transformação

No Rio de Janeiro, D. João põe mãos à obra e cria um país a partir do nada.
Em 1808, havia tudo por fazer no Brasil. Entre outras carências, a colônia precisava de estradas, escolas, tribunais, fábricas, bancos, moeda, comércio, imprensa, biblioteca, hospitais, comunicações eficientes. Em especial, necessitava de um governo organizado que se responsabilizasse por tudo isso. D. João não perdeu tempo. No dia 10 de março de 1808, quarenta e oito horas depois de desembarcar no Rio de Janeiro, organizou seu novo gabinete.
Caberia a esse ministério criar um país a partir do nada.Além de abrir os portos ao comércio com outras nações, pondo fim do monopólio português, D. João autorizou a construção de fábrica, a abertura de estradas e a inauguração de escolas de ensino superior. Também criou o Banco do Brasil, a Imprensa Régia e o Jardim Botânico. As regiões mais distantes foram exploradas e mapeadas. A navegação a vapor foi inaugurada em 1818.
As transformações teriam seu ponto culminante em 16 de dezembro de 1815. Nesse dia, véspera da comemoração do aniversário de 81 anos da rainha Maria I, D. João elevou o Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves, e promoveu o Rio de Janeiro à sede oficial da coroa.

O retorno

Portugal abandonado se revolta e exige a volta da corte para Lisboa
Os treze anos em que D. João VI permaneceu no Rio de Janeiro foram de fome e grandes sofrimentos para o povo português.
Entre 1807 e 1814, Portugal perdeu meio milhão de habitantes, vítimas da fome e da guerra ou refugidos em outros países. Nunca, em toda sua história, o país havia perdido um número tão grande de habitantes em tão pouco tempo.
Portugal também se empobreceu. A abertura dos portos no Brasil prejudicou os comerciantes, que até então se beneficiavam do monopólio do comércio com a colônia. E sem o comércio com o Brasil, Portugal não era nada.
Em 1820, depois de mais de uma década de sofrimentos, o povo português se revoltou. Tropas rebeladas reuniram-se na cidade do Porto, e se declararam contra o domínio inglês. No manifesto que distribuíram à população, os militares lamentavam a situação de penúria em que o país se encontrava e exigiam a volta do rei D. João VI.
Ameaçado de perder Portugal, D. João decidiu retornar a Lisboa. Antes se reuniu com seu filho, o príncipe D. Pedro, e lhe fez uma recomendação: “Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti, que me hás de respeitar, que para algum desses aventureiros”.

O novo Brasil

D. João VI volta para Lisboa, mas deixa para trás um Brasil pronto para a independência
D. João partiu do Rio de Janeiro no dia 26 de abril de 1821. Sua comitiva incluía cerca de 4 000 portugueses – um terço do total que o havia acompanhado na fuga para o Rio de Janeiro, treze anos antes. Conta-se que o rei embarcou chorando. Se dependesse apenas de sua vontade, ficaria no Brasil para sempre.
A preservação da integridade territorial foi uma grande conquista de D. João VI. Sem a mudança da corte portuguesa, os conflitos regionais teriam se aprofundado, a tal ponto que a separação entre as províncias seria quase inevitável. Não seríamos este país continental de hoje, mas teríamos o território dividido em diferentes nações.
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como um país de dimensões continentais, que hoje é o maior herdeiro da língua e da cultura portuguesas. Em outras palavras, ao mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre. O resultado foi a Independência, em 1822.

Fonte: Acervo pessoal

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PRESIDENTE BOLSONARO E PUTIN CONVERSARAM SOBRE GARANTIA DE ENVIO DE FERTILIZANTES PARA O BRASIL

Em telefonema a Bolsonaro, Putin garante envio de fertilizantes ao Brasil

Presidentes converesaram nesta segunda-feira (27) sobre a segurança alimentar global

Gustavo Uribe

da CNN*

Bolsonaro e Putin durante coletiva de imprensa em Moscou, Rússia, nesta quarta-feira (16)Bolsonaro e Putin durante coletiva de imprensa em Moscou, Rússia, nesta quarta-feira (16)Foto: Alan Santos/PR

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e do Brasil, Jair Bolsonaro (PL) conversaram nesta segunda-feira (27) sobre a segurança alimentar global e confirmaram a intenção de fortalecer sua parceria estratégica, informou o Kremlin nesta segunda-feira (27).

Putin garantiu a Bolsonaro em um telefonema que a Rússia cumpriria todas as suas obrigações de fornecer fertilizantes ao Brasil, disse o Kremlin em comunicado.

À CNN, fontes da diplomacia brasileira confirmaram o aceno de Putin de não interrupção da exportação de fertilizantes ao Brasil.No acumulado de janeiro a maio, a aquisição de fertilizantes do Brasil alcançou 16,64 milhões, aumento de 16,5% sobre 2021, conforme dados da agência marítima Cargonave.

O Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados na produção agrícola, e tem parceria comercial com os russos, um dos maiores produtores do insumo no mundo.

Em março, a então ministra Tereza Cristina solicitou ao comitê de segurança alimentar da Organização das Nações Unidas (ONU) que fertilizantes não sejam incluídos na lista de sanções à Rússia.

Em videoconferência com representantes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a ministra apresentou proposta para que os produtos sejam incluídos na mesma categoria dos alimentos, ou seja, que não tenham a exportação interrompida durante o conflito entre Rússia e Ucrânia.

Na reunião, a ministra salientou que o comércio de fertilizantes é indispensável para garantir a segurança alimentar do mundo e salientou que impedir o comércio do produto pode afetar a disponibilidade de alimentos e gerar uma pressão inflacionária.Em viagem à Rússia, em 16 de fevereiro, Bolsonaro discursou ao lado de Putin. No encontro, disse que prega a paz e respeita “quem age desta maneira” e que era solidário ao país.

Encontro pessoalmente

Em viagem à Rússia, em 16 de fevereiro, Bolsonaro discursou ao lado de Putin. No encontro, disse que prega a paz e respeita “quem age desta maneira” e que era solidário ao país.

Fonte: CNN

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PESQUISADORES DA USP APROFUNDAM INVESTIGAÇÃO SOBRE O VÍRUS SABIÁ CAUSADOR DE FEBRE HEMORRÁGICA BRASILEIRA

Pesquisadores da USP investigam vírus sabiá, ressurgido no Brasil após 20 anos

Estudo indica comprometimento significativo do fígado e de órgãos associados à produção de células de defesa em pacientes infectados pelo vírus sabiá

Lucas Rocha

da CNN

em São Paulo

Casos registrados tiveram como ponto em comum infecções ocorridas na zona ruralCasos registrados tiveram como ponto em comum infecções ocorridas na zona ruralWalterson Rosa/MS

Pesquisadores da Universidade de São Paulo aprofundam as investigações sobre o vírus sabiá (SABV), causador da febre hemorrágica brasileira.

Os estudos conduzidos pelo Instituto de Medicina Tropical (IMT) e pelo Hospital das Clínicas, ambos da Faculdade de Medicina da USP, são realizados a partir do diagnóstico de dois casos de infecção em 2019.

Anteriormente, apenas quatro infecções desse tipo haviam sido detectadas no país, a última delas há mais de 20 anos. Os dois diagnósticos mais recentes foram realizados em meio a um surto de febre amarela na região Sudeste.

“Fizemos esse estudo durante a epidemia de febre amarela, então nos casos em que não conseguimos fechar o diagnóstico, fomos atrás de outros vírus. Para nossa surpresa, achamos esses dois casos, que são extremamente raros”, afirmou a médica Ana Catharina Nastri, da Divisão de Doenças Infecciosas do Hospital das Clínicas, em comunicado.

Segundo a pesquisadora, primeira autora do estudo orientado pela professora Ana S. Levin, do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias, os avanços na área de investigação de doenças, especialmente na microscopia eletrônica, permitiram um estudo mais aprofundado sobre o vírus sabiá (Brazillian mammarenavirus).

As novas informações sobre manifestações clínicas, exames de tecidos e órgãos e possibilidade de transmissão hospitalar foram publicadas na revista Travel Medicine and Infectious Disease.

Novos casos

Os dois novos casos detectados ocorreram nas cidades de Sorocaba e Assis, no interior de São Paulo. Os pacientes foram atendidos no Hospital das Clínicas com suspeita de caso grave de febre amarela.

O primeiro foi um homem de 52 anos que havia caminhado pela floresta na cidade de Eldorado (170 quilômetros ao Sul de São Paulo) e passou a apresentar sintomas como dor muscular, dor abdominal e tontura.

No dia seguinte, ele desenvolveu conjuntivite, sendo medicado em um hospital local e depois liberado. Quatro dias depois, foi internado novamente com febre alta e sonolência. Suspeitou-se de febre amarela e ele foi transferido para o Hospital das Clínicas.

Durante a internação, o quadro clínico foi agravado até ele ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), dez dias após o início dos sintomas, com sangramento significativo, insuficiência renal, rebaixamento do nível de consciência e hipotensão, vindo a falecer dois dias depois.

O segundo caso é de um homem de 63 anos, trabalhador rural de Assis (440 quilômetros a Oeste de São Paulo), que apresentou febre, dor no corpo, náusea e prostração. Os sintomas pioraram e oito dias depois ele foi admitido no HC com queda do nível de consciência e insuficiência respiratória com necessidade de intubação. Uma disfunção no coração levou ao choque e à morte, 11 dias após o início dos sintomas.

O que apontam as análises

diagnóstico da infecção foi realizado a partir de uma técnica que envolve o sequenciamento do material genético viral. Na análise das duas infecções, os pesquisadores identificaram sintomas análogos aos registrados nos casos da década de 90.

“A parte clínica é muito parecida com o que já havíamos visto antes e, entre os dois novos casos, a manifestação também foi muito similar”, diz Ana.

O estudo indica que em todos os casos houve um comprometimento significativo do fígado e de órgãos associados à produção de células de defesa, o que pode ter facilitado o surgimento de infecções secundárias, tornando o diagnóstico inicial mais complexo.

Os casos registrados tiveram como ponto em comum infecções ocorridas na zona rural. “Inferimos, baseados nos outros Mammarenavirus da América do Sul, que provavelmente a pessoa se contamina por inalação de partículas virais, talvez de fezes de roedores. Mas isso não está comprovado justamente porque temos pouquíssimos casos descritos”, diz Ana.

A médica ainda alerta que, justamente por se tratar de áreas rurais com menos recursos laboratoriais e de diagnóstico, alguns casos podem não ter sido identificados, dificultando um panorama completo da febre hemorrágica brasileira.

Os cientistas não encontraram infecções por transmissão hospitalar durante o rastreamento de contatos.

“Isso mostra que com as precauções habituais, como máscara, luva, óculos e avental, não houve transmissão, e nos deixa um pouco mais tranquilos em relação ao nosso vírus”, diz Ana. Ela ressalta, entretanto, que ainda não é possível cravar uma conclusão, devido à limitação dos casos avaliados.

Sobre o vírus sabiá

O nome do vírus faz referência ao bairro Sabiá, localizado no município de Cotia, na Grande São Paulo, onde suspeita-se que a primeira vítima tenha sido infectada.

Embora existam vários tipos de Mammarenavirus descritos em diferentes países da América do Sul, o vírus sabiá é característico do Brasil.

“Alguns desses vírus possuem o ciclo viral mais bem conhecidos, já o nosso vírus sabiá possui pouquíssimos dados. Ainda não sabemos qual é o seu reservatório na natureza, a forma de transmissão, e se existiria infecção através do contato inter-humano”, diz a médica.

Anteriormente ao estudo, apenas quatro infecções por SABV haviam sido registradas no país. Os pesquisadores estimam que uma delas ocorreu na cidade de Cotia, em 1990, e outra, na cidade do Espírito Santo do Pinhal, em 1999, ambas localizadas na zona rural do estado de São Paulo.

Nos dois casos, a doença atingiu trabalhadores rurais que morreram devido às complicações da febre hemorrágica. As outras duas infecções, que não evoluíram para a morte, ocorreram em profissionais de laboratório que podem ter sido infectados durante a manipulação do vírus.

(Com informações do Jornal da USP)

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PESQUISA APONTA ESCASSEZ DE MÃO DE OBRA QUALIFICADA NO BRASIL

Escassez de mão de obra qualificada no Brasil atingiu 81% em 2022, diz pesquisa

À CNN Rádio, a diretora do ManpowerGroup, Wilma Dal Col, responsável pelo levantamento, afirmou que esse tipo de qualificação vai além da formação e execução da atividade

Amanda Garcia

Getty Images

Uma pesquisa realizada pelo ManpowerGroup apontou que a falta de mão de obra qualificada no Brasil atingiu a marca de 81% em 2022 – a média global é de 75%.

A consultoria ouviu 40 mil empregadores em 40 países e 3 em cada 4 empresários relatam dificuldades para encontrar talentos.

Em entrevista à CNN Rádio, a diretora de gestão estratégica de pessoas no ManpowerGroup, Wilma Dal Col, explicou que a pandemia “pisou no acelerador” do problema, mas não o causou.

“A cada ano, as empresas têm mais dificuldades para preencher vagas, desde as mais simples até algumas funções que exigem maior preparo e formação”, avaliou.

Essas dificuldades estão relacionadas “ao avanço e desenvolvimento da tecnologia, que vem cada vez mais trazendo soluções ágeis e exige o melhor da competência humana.”

“Mão de obra qualificada não é só formação e execução de atividade, mas comportamentos e habilidades humanas que podem fazer a diferença.”

As chamadas soft skills exigem que o “ser humano aprimore a capacidade de relacionamento e trabalho integrado, por exemplo.”

As empresas, diante desse quadro, podem seguir dois caminhos, segundo Wilma: uma de curto prazo e outra de abordagem sustentável.

“Primeiro é questionar como estou atraindo e retendo talentos, se estou com as melhores práticas de seleção e oferecendo o que querem, e a sustentabilidade é trabalhar com o preparo dos profissionais, ser um pool de talentos, não de pessoas prontas de imediato.”

Paralelamente a isso, a diretora reforça que a mudança está “na mão do profissional também”: “É uma via de mão dupla, escolhas individuais fazem parte, a proposta de valor para a carreira é importante e está nas mãos dele.”

Os segmentos em que há mais demanda por talentos, de acordo com a pesquisa são: tecnologia da informação, atendimento ao cliente, logística e operações e marketing e vendas.

*Com produção de Isabel Campos

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VEJA A LISTA DE CONCURSOS PÚBLICOS COM INSCRIÇÕES ABERTAS NO BRASIL

Por g1

 

Prova de concurso público — Foto: Camila Batista/SemsaProva de concurso público — Foto: Camila Batista/Semsa

Pelo menos 165 concursos públicos no país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (20) e reúnem 15.972 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 32.004,65 no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Entre os concursos abertos em órgãos federais, estão:

Há ainda concursos em tribunais, Ministério Público, Defensorias Públicas, Polícia Civil e Militar, Procuradorias e Conselhos Regionais em vários estados.

Nesta segunda, pelo menos 6 órgãos abrem o prazo de inscrições para 177 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 14 mil. Veja abaixo as informações de cada concurso:

Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso

  • Inscrições: até 25/07/2022
  • 28 vagas
  • Salários de até R$ R$ 10.632,57
  • Cargos de nível médio e superior
  • Veja o edital

Câmara Municipal de Franca (SP)

  • Inscrições: até 17/07/2022
  • 1 vaga
  • Salários de até R$ 4.870,82
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Nova Resende (MG)

  • Inscrições: até 20/07/2022
  • 118 vagas
  • Salários de até R$ R$ 14.000
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Pilar do Sul (SP)

  • Inscrições: até 29/07/2022
  • 8 vagas
  • Salários de até R$ 5.171,38
  • Cargos de nível médio, técnico e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Serranópolis (GO)

  • Inscrições: até 04/07/2022
  • 22 vagas
  • Salários de até R$ 4.587,52
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Tribunal Regional da 9ª Região (PR)

  • Inscrições: até 12/07/2022
  • Salários de até R$ 14.271,70
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Fonte:  G1

Continuar lendo VEJA A LISTA DE CONCURSOS PÚBLICOS COM INSCRIÇÕES ABERTAS NO BRASIL

PESCA DO PEIXE PINTADO PASSA A SER PROIBIDA NO BRASIL POR SER CONSIDERADO AMEAÇADO DE EXTINÇÃO

Por Thaís Pimenta, Terra da Gente

 

Pesca de pintado na Argentina rende peixes grandes — Foto: Wilson AielloPesca de pintado na Argentina rende peixes grandes — Foto: Wilson Aiello

O Ministério do Meio Ambiente listou, pela primeira vez, o surubim (ou pintado) (Pseudoplatystoma corruscans) como espécie ameaçada de extinção. Com isso, a pesca desse peixe está proibida em todo o Brasil, incluindo a atividade esportiva do “pesque e solte”. A medida, publicada no início desse mês, passa a valer a partir do próximo dia 5 de setembro.

O surubim, ou pintado, (Pseudoplatystoma corruscans), é uma espécie que se distribui em grandes e importantes bacias da América do Sul, entre elas: São Francisco, Paraná, Paraguai e Uruguai. Também ocorre em mais quatro países além do Brasil: Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina.

De acordo com Luciana Carvalho Crema, coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Aquática Continental do ICMBio, é preciso saber diferenciar essa espécie de outras que também são chamadas de “surubim”.

“O surubim ameaçado é o popularmente chamado de pintado. A cachara (espécie distinta, mas também do gênero Pseudoplatystoma) apesar de ser chamada de ‘surubim’ não está na lista. Os surubins do Doce, do Paraíba do Sul, que pertencem a outro gênero de bagre, o Steindachneridion, estão ameaçados. Ou seja, é necessário diferenciar essas espécies’”, conta.

A espécie Pseudoplatystoma corruscans está na categoria Vulnerável da Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção

A decisão de listar o pintado como peixe ameaçado de exintção é resultado de uma extensa análise técnica do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que aplica os critérios de risco de extinção do método da IUCN (União Internacional de Conservação da Natureza), aceitos internacionalmente e utilizados por mais de 100 países.

“Esses critérios avaliam diferentes aspectos da biologia das espécies, desde a distribuição geográfica até as reduções das populações. O fato de o surubim ter sido classificado como uma espécie ameaçada de extinção tem a ver com a redução das populações, principalmente nas bacias do São Francisco e do Paraná“, explica Luciana.

Ainda segundo a especialista, tendo em mente que o surubim é uma espécie que migra por longas distâncias, o principal motivo desses declínios é a existência de diversos barramentos sequenciais nessas bacias, que impedem as rotas migratórias.

No trecho baixo do rio São Francisco, por exemplo, a jusante da Usina Hidrelétrica do Xingó, o surubim desapareceu. Na bacia do rio Paraná, em trechos do rio Paranapanema, ele também não é mais encontrado na pesca

Risco de desaparecer

O surubim é uma espécie de grande interesse para a pesca, especialmente no Pantanal, sendo um dos principais peixes desembarcados nas pescarias de toda a região pantaneira.

“Outro problema que prejudica as populações de surubim é a contaminação genética, que pode ocorrer em virtude da soltura ou escape de híbridos. Um dos híbridos mais comuns é a mistura do surubim com a espécie congênere cachara, Pseudoplatystoma reticulatum, gerando o que se conhece nas pisciculturas como o peixe “ponto-e-vírgula” por conta do padrão de pintas (do surubim pintado) e faixas (que vem da cachara, mais ‘tigrada’), explica Luciana.

Fonte: G1

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GOVERNADO PELO PARTIDO DOS TRABALHADORES RN É O PRIMEIRO ESTADO DO NORDESTE E O SEGUNDO DO PAÍS COM MAIOR DESIGUALDADE DE RENDA

RN é o segundo estado do país com maior desigualdade de renda, diz IBGE

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TERCEIRO CASO DE VARÍOLA DOS MACACOS É CONFIRMADO NO BRASIL

Ministério da Saúde confirma terceiro caso da varíola dos macacos

Homem, de 51 anos, está isolado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, após viagem a Portugal

Júlia Vieira

da CNN

São Paulo

Ministério da Saúde confirmou na noite deste domingo (12) o terceiro caso de varíola dos macacos no Brasil. Trata-se de um homem de 51 anos, que está isolado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, após viagem a Portugal.

O caso foi notificado à Saúde pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) do Rio Grande do Sul após a confirmação laboratorial por RT-PCR realizada pelo Instituto Adolfo Lutz de São Paulo (IAL/SP).

Segundo nota do ministério, o paciente está em isolamento, com quadro clínico estável, sem complicações e está sendo monitorado pelas Secretarias de Saúde do Estado e do Município.

“Todas as medidas de contenção e controle foram adotadas imediatamente após a comunicação de que se tratava de um caso suspeito de monkeypox, com o isolamento do paciente e rastreamento dos seus contatos, tanto nacionalmente quanto do voo internacional, que contou com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, informa a Saúde.

Organização Mundial de Saúde (OMS) já foi notificada sobre a confirmação.

“O caso, que estava em monitoramento desde o dia 27 de maio, trata-se de um homem que encontra-se em viagem a Porto Alegre. O homem procurou atendimento médico no último dia 19 e novamente no dia 23 de maio. Paciente desconhece contato com pessoas em Portugal que sejam confirmadas ou suspeitas para a doença varíola do macaco até o presente momento e relata melhora parcial das queixas citadas com tratamento instituído”, diz a secretaria.

Outros casos

O primeiro caso da Monkeypox foi confirmado na quinta-feira (9) na capital paulista. O paciente é um homem de  41 anos que está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas com boa evolução do quadro clínico.

Um homem de 29 anos de Vinhedo, interior de São Paulo, com histórico de viagem para Portugal e Espanha, também testou positivo para a varíola dos macacos no último sábado (11).

Sobre a doença

A varíola dos macacos é uma doença infectocontagiosa encontrada principalmente na África Ocidental e Central. A transmissão da patologia ocorre por meio de contato direto com uma pessoa infectada que apresente lesões na pele, ou por gotículas de saliva.

Os sintomas iniciais são semelhantes aos da gripe, como febre, calafrios, exaustão, dor de cabeça e fraqueza muscular, seguidos de inchaço nos gânglios linfáticos, que ajudam o corpo a combater infecções e doenças.

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IMPASSE BUROCRÁTICO FRUSTRA BRASILEIROS QUE DESEJAM VIAJAR PARA O MÉXICO

Brasil pede ao México que resolva impasse burocrático que atrasa viagens

O Ministério das Relações Exteriores afirmou que centenas de brasileiros não conseguem processar uma autorização eletrônica necessária para entrar no Méxic

da Reuters

Sombreros mexicanos em aeroporto internacional de Zumpango, no Estado do MéxicoSombreros mexicanos em aeroporto internacional de Zumpango, no Estado do México23/04/2022REUTERS/Quetzalli Nicte-Ha

Autoridades brasileiras expressaram preocupação na quinta-feira com um impasse burocrático que tem frustrado os planos de centenas de brasileiros que tentam viajar para o México.

Ministério das Relações Exteriores afirmou que centenas de brasileiros não conseguem processar uma autorização eletrônica necessária para entrar no México e que está acompanhando a questão “com preocupação”.

O Itamaraty acrescentou em comunicado que solicitou medidas urgentes ao Ministério das Relações Exteriores e Turismo do México e ao Instituto Nacional de Migração (INM) para resolver o problema com o site que processa a autorização.

O México encerrou um programa de isenção de visto para brasileiros em dezembro de 2021, mas os brasileiros que viajam de avião podem entrar no México se enviarem um formulário de autorização eletrônica 30 dias antes da viagem.

Cerca de 200 pessoas tiveram problemas para enviar o formulário na semana passada, de acordo com o portal de notícias GZH.O consulado do México em São Paulo, cuja página do Facebook foi inundada de reclamações, disse em e-mail à Reuters que não participa do processo de autorização eletrônica, lembrando que o serviço é prestado pelo Instituto Nacional de Migração.

“O sistema de autorizações eletrônicas do INM continua com problemas. Até o momento, não há nenhuma estimativa de quando ele retornará à normalidade”, disse o consulado, acrescentando que quem necessitar da autorização deve tentar novamente ou marcar uma entrevista com o consulado para solicitar um visto.

“Estou a um passo de perder quase 10.000,00 e um sonho transformado em pesadelo”, escreveu uma pessoa no Facebook.

No site do INM, a maioria dos pedidos recebeu uma mensagem dizendo que a autorização “não pôde ser processada”.

O INM do México e os ministérios de Relações Exteriores e Turismo não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

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PRESIDENTE DOS EUA PODE TER ENCONTRO COM PRESIDENTE DO BRASIL NA CÚPULA DAS AMÉRICAS

Biden busca aproximação de líderes latino-americanos na Cúpula das Américas

Presidente dos EUA pode ter encontro bilateral com Bolsonaro; evento ter a presença de mais de 20 chefes de Estado

O presidente dos EUA, Joe Biden, discursa no Rehoboth Beach Convention Center, em Delaware

TOM BRENNER/REUTERS – 03.06.2022

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, abre oficialmente nesta quarta-feira (8) em Los Angeles a 9ª edição da Cúpula das Américas, onde espera fará ofertas de financiamento e diálogo aos colegas da região.

O encontro, que deve ter a presença de mais de 20 chefes de Estado, começa ofuscado pelo boicote do presidente do México, Andrés Manuel López Obrador (AMLO), que desistiu de participar porque Washington não convidou Cuba, Nicarágua e Venezuela, por considerar que os três países não cumprem os parâmetros de uma democracia. A presença de AMLO era crucial para abordar a crise de migração regional.

O governo Biden minimizou a questão e prosseguiu com os planos para consolidar os vínculos com a América Latina, onde a China faz cada vez mais avanços.

Horas antes da chegada de Biden a Los Angeles, sua administração anunciou a criação de um novo Corpo de Saúde das Américas para melhorar a formação de 500 mil profissionais da saúde na região, aproveitando as lições da pandemia de Covid-19.

A capacitação em saúde custará 100 milhões de dólares, mas Washington não pagará por tudo e buscará uma arrecadação de fundos.

Na última terça-feira (7), a vice-presidente americana Kamala Harris anunciou investimentos privados de 1,9 bilhão de dólares para estimular a criação de empregos e conter a migração para os EUA a partir de Honduras, Guatemala e El Salvador.

Harris se reuniu na terça-feira com empresários e representantes da sociedade civil. Ela falou sobre as causas que estimulam a migração, no momento em que a fronteira sul dos Estados Unidos registra números recordes de migrantes interceptados procedentes de países como Venezuela, Nicarágua ou Haiti.

Mauricio Claver-Carone, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, declarou à AFP que a América Latina pode ser vista como um “mar de paz” para os investidores, em meio às turbulências provocadas pela invasão da Rússia à Ucrânia.

“A América Latina e o Caribe podem ser uma solução para esses problemas de abastecimento, seja de manufatura na Ásia ou de alimentos e energia na Europa”, disse.

Como parte do apoio à região, o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, anunciou na terça-feira o lançamento de uma nova “Rede de Comunicação Digital” para a América Latina.

Com a iniciativa, os jornalistas poderão trocar experiências e combater a desinformação que, destacou Blinken, teve um papel importante durante o avanço da pandemia de Covid-19.

A Cúpula das Américas, que não acontecia nos Estados Unidos desde 1994, começou na segunda-feira com pouco entusiasmo.

Encontro entre Biden e Bolsonaro

Apesar das várias ausências, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, anunciou sua presença e, inclusive, deve ter um encontro bilateral com Biden.

Poucas horas antes do encontro, Bolsonaro, que foi aliado do ex-presidente americano Donald Trump, voltou a questionar a eleição de Biden em 2020.

Nayib Bukele, presidente de El Salvador e outro político importante para a questão migragória, ainda não revelou se viajará a Los Angeles.

Em contrapartida, o presidente do Chile, Gabriel Boric, estreante no evento, foi um dos primeiros a chegar.

Em seu discurso, Biden anunciará uma aliança com a América Latina para melhorar a situação econômica, em plena recuperação pós-pandemia, com o objetivo de mobilizar investimentos, informou uma fonte do governo.

Com a segurança reforçada ao redor da zona hoteleira e do Centro de Convenções de Los Angeles, onde acontecerão as plenárias, vários protestos também estão previstos para os próximos dias.

Representantes indígenas da Amazônia se reunirão nesta quarta-feira para criticar as atividades extrativistas na floresta, que engloba oito países da região.

“O destino da Amazônia está nas mãos dos líderes que se reúnem aqui. É o futuro da vida no planeta, precisamos agir”, declarou à AFP a fundadora e presidente da organização Amazon Watch, Atossa Soltani, que criticou a exclusão de líderes dessas comunidades do evento.

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RESULTADO DO PIB FAZ O BRASIL SUBIR PARA 9º NO RANKING DAS MAIORES ECONOMIAS DO MUNDO

Com dado do PIB do 1º tri, Brasil sobe para 9º em ranking das maiores economias do mundo

Brasil ficou à frente de países como Reino Unido, que experimentou alta de 0,8% no PIB do primeiro trimestre de 2022 ante o quarto trimestre de 2021

Do CNN Brasil Business*

Homem caminha por São Paulo, a décima quarta maior cidade do mundoHomem caminha por São Paulo, a décima quarta maior cidade do mundoFoto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Com o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro no primeiro trimestre de 2022, o país melhorou sua posição entre 32 economias, indo para 9° lugar, segundo ranking compilado pela agência de classificação de risco Austin Rating. No fim do ano passado, a economia brasileira ficou em 26º lugar no levantamento.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou nesta quinta-feira que a economia brasileira cresceu 1% de janeiro a março em relação aos últimos três meses de 2021. Na comparação anual, a alta foi de 1,7%.  O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país num determinado período.

Esse resultado colocou o Brasil à frente de países como Reino Unido, que teve alta de 0,8% no PIB do primeiro trimestre de 2022 ante o quarto trimestre de 2021; Coreia do Sul (0,8%), Suíça (0,5%), Alemanha (0,2%), França (-0,1%) e Japão (-0,3%) e Estados Unidos (-1,4%).

Além desses últimos países, também integram a lista de dez países com resultados negativos na margem trimestral a Itália (-0,2%), Israel (-0,4%), Suécia (-0,4%), Chile (-0,8%) e Noruega (-0,9%).

A liderança do ranking foi ocupada pelo Peru, que cresceu 2,0% ante trimestre anterior e 3,8% na comparação interanual, ou seja, na comparação com o primeiro trimestre de 2021. Em seguida, surge Filipinas (1,9% e 8,3%), Canadá (1,6% e 3,3%) e Taiwan (1,6% e 3,1%).

Os Estados Unidos ficaram apenas em 28º lugar, com recuo de 1,4% no PIB do primeiro trimestre desse ano ante o quarto trimestre de 2021, mas alta de 3,6% na comparação interanual. A China ficou em 5º lugar com alta de 1,3% na margem trimestral e 4,8% interanual.

A Rússia é a última colocada, em 32º lugar, sem ter informado a variação do PIB no primeiro trimestre de 2022, mas com avanço de 3,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Também sem ter informado o comportamento do PIB nos primeiros três meses do ano estão Arábia Saudita e Índia, que antecedem a Rússia por terem avançado 9,6% e 4,1% respectivamente na comparação com igual trimestre de 2021.

Ajuda de serviços

O setor de serviços foi o principal responsável pelo crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre, já que representam 70% do  PIB do país, com destaque para serviços prestados às famílias, como alojamento e alimentação.

“Muitas dessas atividades são presenciais e tiveram demanda reprimida durante a pandemia”, explica a coordenadora de contas nacionais do IBGE, Rebeca Palis, em nota.

O resultado do trimestre é o terceiro positivo, após recuo de 0,2% no segundo trimestre de 2021, e fica 1,6% acima do patamar do quarto trimestre de 2019, período anterior à pandemia do coronavírus. O número fica 1,7% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica do país, registrado no primeiro trimestre de 2014, ressalta o IBGE.

No quarto trimestre, o PIB teve avanço de 0,5%. Já em 2021, o indicador mostrou avanço de 4,6% após um tombo de 4,1% em 2020.

Vale ressaltar que, apesar do resultado positivo no primeiro período do ano, a expectativa de especialistas é que a atividade econômica siga mostrando desaceleração diante do quadro global de inflação pressionada e juros em alta.

Como desafio extra, o Brasil ainda conta com a deterioração das condições financeiras domésticas, como cita o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre) em nota.

Dados do 3º e 4º trimestre de 2021 são revisados

O IBGE revisou o dado do quarto trimestre para cima, passando a ver expansão de 0,7% em vez da taxa de 0,5% informada anteriormente. O dado do terceiro trimestre também melhorou, passando a um leve crescimento de 0,1%, contra recuo de 0,1% divulgado previamente.

Com as revisões, o quadro deixa de ser visto como recessão técnica, caracterizada por dois trimestres seguidos de queda no PIB.

O IBGE ainda passou a calcular alta de 1,1% no primeiro trimestre e queda de 0,2% no segundo, contra respectivamente avanço de 1,4% e retração de 0,3% das divulgações anteriores.

Apesar das revisões, o IBGE manteve o cálculo de que o PIB brasileiro cresceu 4,6% em 2021.

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VARIEDADES: SEGUNDO LEVANTAMENTO, MAIS DE UM TERÇO DOS DESAPARECIDOS NO BRASIL SÃO CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Mais de um terço dos desaparecidos no Brasil são crianças e adolescentes, diz levantamento

Dados do Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos apontam que mais de 35% dos desaparecidos têm de 0 a 17 anos

Filipe Brasil

da CNN*

no Rio de Janeiro

Governo federal firmou acordo de cooperação técnica com o MPRJ para criar o Cadastro Nacional de Pessoas DesaparecidasGoverno federal firmou acordo de cooperação técnica com o MPRJ para criar o Cadastro Nacional de Pessoas DesaparecidasMalte Mueller/Getty Images

Mais de um terço dos desaparecidos no Brasil são crianças e adolescentes de até 17 anos. Nessa faixa etária, são 30 mil desaparecidos atualmente, segundo registros feitos em delegacias reunidos pelo Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos (Sinalid), do Conselho Nacional do Ministério Público. No total, o país tem 84,9 mil pessoas desaparecidas.

Para aumentar o percentual de resolução dos casos, um cadastro nacional está sendo criado para unificar as informações sobre desaparecidos no país. A base de dados do governo federal irá usar a tecnologia e os registros já presentes no Sinalid, que é o maior sistema público de enfrentamento ao desaparecimento no Brasil.

Como o sistema foi criado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o governo firmou um acordo de cooperação técnica com o ministério para repasse de informações e conhecimento acumulados.

Gestor técnico do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID) do Ministério Público do RJ, André Luiz Cruz afirma que a unificação dos dados é a melhor maneira de melhorar a eficiência das buscas. Ele cita que, em geral, as famílias que buscam delegacias para procurar parentes são aconselhadas a procurarem hospitais e os institutos médicos legais (IMLs) da região.

O especialista defende que, para melhorar a eficiência da ação policial, é preciso que todas essas informações estejam disponíveis de maneira imediata “para que várias opções já sejam descartadas, e a investigação se inicie apenas se realmente não for possível localizar o desaparecido em nenhum equipamento público”.

Perfil dos desaparecidos

Os números do Sinalid mostram que a faixa etária com maior número de desaparecidos é de adolescentes entre 12 e 17 anos, com mais de 30% dos casos. Para Cruz, do MPRJ, os casos mais complexos, que levam até anos sem solução, também são, principalmente, de crianças e adolescentes.

“Isso acontece, primeiro pela maior vulnerabilidade que é natural entre as crianças, e também pela própria dificuldade que os menores têm de se identificarem, de dizerem que são filhos de tal pessoa, descreverem seu endereço. Além disso, a maior parte não tem documento de identidade. Um estudo feito pelo MP há alguns anos mostra que as pessoas começam a fazer esse tipo de documento já com mais idade, de 15 a 16 anos, então nos casos de crianças mais novas, é impossível ter uma identificação da digital”, afirma o gestor do programa.

Cruz destaca ainda que é preciso dar a devida assistência para as famílias das pessoas que desaparecem por longos períodos. “Os efeitos colaterais dos desaparecimentos que se prolongam por muito tempo são muito nocivos e específicos, não são iguais a casos de morte ou outras ocorrências, então é preciso qualificar profissionais para esse tipo de atendimento”.

ONG Mães Virtuosas do Brasil

Luciene Torres é uma das mães que sofre com a agonia de ter uma filha desaparecida. Luciane da Silva tinha 9 anos quando desapareceu, em 2009, no KM 32, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Depois de 10 anos sem respostas, ela resolveu criar uma rede de apoio com outras pessoas que passam pela mesma situação: a ONG Mães Virtuosas do Brasil.

“Por muito tempo, eu participei de diferentes grupos, mas eu sempre tive a ideia de que a gente precisava ir para rua, perguntar para as pessoas sobre nossos filhos, e ninguém concordava. Então eu acabei buscando contato com outras mães, que concordaram com essa ideia, e hoje já temos mais de 200 pessoas no grupo de mensagens. Só nós conseguimos entender a dor da outra e por isso somos quem mais pode ajudar”, conta Luciene.

Junto com o grupo, Luciane se encontra nesta segunda-feira (30) com Analine Castro, esposa do governador Cláudio Castro, para falar sobre as demandas dos familiares de desaparecidos. Uma das principais reclamações em relação ao tratamento dos casos é a “frieza e falta de interesse” com que eles são recebidos em delegacias policiais.

“Nós precisamos de uma delegacia especializada em desaparecimentos na Baixada. E mesmo que não seja possível, por que não colocar mulheres como nós para dar assistência social a outras? O atendimento pode ser feito, por exemplo, nas delegacias de mulheres, que afinal serão mães também e vão poder atender com muito mais cuidado”, afirma a fundadora da ONG.

Ela afirma ainda que o delegado responsável pela investigação pedia que ela produzisse provas para dar seguimento ao caso e, inclusive, que fosse para possíveis paradeiros da filha para procurar indícios da menina.

Flávia Barcellos, participante da organização, sugere que, além do registro, a delegacia disponibilize um psicólogo para atendimento das famílias.

“Nós pedimos que tenha pelo menos um psicólogo ou psicóloga na delegacia, porque é um momento de dor imensurável, e que a gente precisa de um cuidado maior. Os policiais não estão preparados para isso, e muitas vezes não fazem o procedimento correto, de busca imediata, por exemplo”, afirma Flávia Barcellos, integrante da ONG Mães Virtuosas.

A integrante do grupo conta que perdeu a filha Vitória, de 3 anos, em 2015 em uma igreja. Segundo ela, agentes se negaram a realizar boletim de ocorrência e aconselharam que a mãe esperasse 24 horas do desaparecimento para fazer o registro. Para o gestor do programa de localização de desaparecidos do MPRJ, o protocolo atual de recebimento desses casos nas delegacias “faz com que os agentes não tenham a percepção de responsabilidade sobre os casos”.

“O procedimento para ocorrências como furtos e roubos é muito diferente do que deveria ser para casos de desaparecimentos. As pessoas que perdem um celular não voltam na delegacia para perguntar se ele foi encontrado, elas vão na esquina e compram outro. Já no caso dos familiares, não tem como, elas voltam frequentemente porque tudo que eles querem é encontrar o ente querido. Só que os agentes não estão preparados para esse atendimento e isso precisa ser alterado, precisa haver qualificação pra isso”, afirma Cruz.

Em nota, a polícia civil informou que conta com a delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), especializada para investigar casos de desaparecidos. Ainda segundo a corporação, as delegacias de homicídios e as distritais têm agentes capacitados e unidades para apurar esses casos.

*Sob supervisão de Helena Vieira, da CNN.

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QUASE 400 MORTES POR DENGUE SÃO REGISTRADAS ESTE ANO NO BRASIL, SEGUNDO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Por g1

 

Mosquito 'Aedes aegypti', vetor do vírus da dengue — Foto: PexelsMosquito ‘Aedes aegypti’, vetor do vírus da dengue — Foto: Pexels

O Brasil registrou, desde janeiro até o último sábado (21), 382 mortes por dengue, informou o Ministério da Saúde em boletim divulgado nesta semana.

O número é maior do que o total visto em todo o ano passado, quando 246 óbitos foram registrados. Outras 349 mortes ainda estão sendo investigadas.

Segundo o ministério, na comparação do mesmo período (até a semana epidemiológica 20), o número de mortes visto em 2022 é mais que o dobro (138,7% maior) do registrado no ano passado. Por outro lado, houve redução de 35% em comparação a 2019.

A semana epidemiológica é uma convenção usada internacionalmente que vai de domingo ao sábado de uma determinada semana. Neste sábado (28), o Brasil está concluindo a semana epidemiológica 21.

O país vive um surto de dengue: no início do mês, chegou ao mesmo número de casos visto em todo o ano passado. Até o dia 21, haviam sido registradas 9.318 formas graves da doença desde o início do ano.

Estados mais afetados

Os estados com maior quantidade de mortes até a última semana foram São Paulo (134 óbitos), Santa Catarina (43 óbitos), Goiás (41 óbitos), Rio Grande do Sul (35 óbitos) e Paraná (31 óbitos).

Bahia registrou 21 óbitos, Minas Gerais, 15, Mato Grosso do Sul, 12, e o Piauí, 10. Acre, Amapá, Paraíba, Pernambuco e Alagoas não registraram mortes pela doença. Os outros estados têm menos de 10 registros cada.

Das 349 mortes que estão sendo investigadas, 138 estão em Goiás, 42 em Minas Gerais, 42 em São Paulo, 31 no Paraná e 25 no Distrito Federal.

Até o último sábado, Goiás também era o estado com maior número de casos graves (2.972), seguido de São Paulo (1.359) e Paraná (1.265).

Em relação à população, o estado com o maior número de casos é, de novo, Goiás, com mais de 2 mil casos a cada 100 mil habitantes. Em seguida vêm o Distrito Federal, com cerca de 1,5 mil casos para cada 100 mil habitantes, e o Tocantins, com 1,3 mil casos a cada 100 mil habitantes.

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DEPOIS DE QUASE TRÊS MESES DE ESTABILIDADE NO BRASIL TAXA DE TRANSMISSÃO DO CORONAVÍRUS VOLTOU A CRESCER NO PAÍS

Taxa de positividade para Covid-19 aumenta 18 pontos percentuais em 30 dias, diz Abramed

Último boletim InfoGripe da Fiocruz mostra que aproximadamente 48% dos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram decorrentes do coronavírus

Nathalie Hanna Alpaca

da CNN*

no Rio de Janeiro

Breno Esaki/Agência Saúde DF

Depois de quase três meses de estabilidade, a taxa de transmissão do novo coronavírus voltou a indicar um novo crescimento da doença no país. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), instituição que representa os laboratórios de diagnóstico, mostra que a taxa de positividade aumentou de 10,2% para 28,8% em apenas 30 dias.

De acordo com o Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quinta-feira (26), aproximadamente 48% dos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram decorrentes da doença. Além disso, 84% das mortes por SRAG também estão relacionadas ao coronavírus.

Apesar dos números serem referentes a um período de sete dias, o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, ressalta que essa tendência já vem se repetindo há algum tempo. “Essa propensão vem sendo observada desde a semana epidemiológica de 24 a 30 de abril”, explica, acrescentando que “a estimativa é de 6 mil casos de SRAG na semana epidemiológica de 15 a 21 de maio”.

“Na população adulta, a média móvel de casos semanais teve um aumento de cerca de 82% na comparação com o observado no começo de abril. Nas crianças, o vírus sincicial respiratório (VSR) continua sendo predominante. Nas demais, a Covid-19 é a principal causa entre os casos com identificação laboratorial”, ressalta.

O coordenador do boletim observa que há diversos fatores que auxiliaram no crescimento dos casos, entre eles o relaxamento com o uso de máscara, a falta de adesão à dose de reforço pela população adulta e o período desde o último pico da Covid-19, que ocorreu entre dezembro e janeiro.

“O relaxamento quase que total em relação aos cuidados, como uso de máscara, já tinha levado a esse aumento de SRAG por outros vírus respiratórios em crianças nos meses de fevereiro e março, por conta do retorno às aulas presenciais. Ao mesmo tempo, vimos que as pessoas pensavam que não era necessário ter nenhum cuidado, então tudo isso influencia”, diz.

“Adultos sem dose de reforço e o último pico do coronavírus, que ocorreu já faz 4 meses, fazem com que a imunidade já não esteja tão boa. A dose de reforço foi implementada porque os dados mostraram o quanto ela era importante, especialmente frente à variante Ômicron. É como a vacina anual da gripe, que não chamamos de reforço, mas é basicamente a mesma lógica”, diz o pesquisador.

“Não é dizer que deveríamos ter mantido todas as medidas durante todo esse tempo, mas ao menos usar máscara no transporte público, em lugares fechados ou com muita gente, especialmente no ambiente escolar”, completa.

O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alberto Chebabo, afirma que o aumento nos casos de SRAG no período de inverno é normal, mas destaca que necessidade de vigilância para possível aumento no número de casos em comparação aos dois últimos anos.

“O aumento de casos já era esperado e a expectativa é que os casos aumentem mais nos próximos meses por conta do inverno. É natural que tenha após quatro meses da onda anterior. Associado a isso, estamos entrando no período de sazonalidade nas SRAG, que tem um aumento todos os anos, antes mesmo da Covid. A única questão que temos que observar é se o número de casos será superior ao período pré-pandemia, o que pode ser um alarde”, aponta o presidente da SBI.

Vacinação no Brasil

O Ministério da Saúde informou à CNN que mais de 83% da população se vacinou com a primeira dose e 76,7% com a segunda dose ou dose única.

De acordo com a pasta, o governo federal já distribuiu mais de 487,7 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 e cerca de 48 milhões de pessoas estão aptas a receber a dose de reforço. O ministério também recomenda aos estados e municípios que façam a busca ativa da população para completar o esquema vacinal contra a Covid-19.

Chebabo também chama atenção para a cobertura vacinal da dose de reforço, que está baixa para o público brasileiro. Segundo ele, é esperado que tenha um aumento no número de casos de Covid-19, mas se as pessoas não se imunizarem, é possível que os casos se tornem graves.

“O que se sabe é que a subvariante que está crescendo é a BA.2. A vacinação da dose de reforço não está suficiente, o ideal é que chegue a 70% a 80% para que as pessoas não percam a proteção e que não aumentem os casos graves por falta de vacinação”, completa.

Fonte: CNN

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PROJETOS DE SAÚDE PÚBLICA DE NATAL FORAM SELECIONADOS PARA 17ª MOSTRA BRASIL AQUI TEM SUS

Projetos de saúde pública de Natal são selecionados para 17ª Mostra Brasil aqui tem SUS”

Redação/Portal da Tropical

Atualizado em:

Projetos tiraram nota máxima | Foto: SMS/Natal

Dois projetos de saúde pública executados em Natal foram selecionados para a “17ª Mostra Brasil, aqui tem SUS”, na programação do 36º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), que acontece entre os dias 12 e 15 de julho em Campo Grande-MS. O encontro reunirá gestores, trabalhadores e profissionais do SUS de todo o país.

Um dos projetos é de atenção primária, de cunho educacional, relacionado ao diagnóstico de infecções sexualmente transmissíveis (IST’s); e outro trabalho da atenção especializada em saúde mental, iniciado pelo Centro de Convivência e Cultura (Cecco) durante a pandemia do novo coronavírus. Ambos atingiram nota máxima de 100,0 na seletiva de experiências exitosas do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Norte (Cosems-RN).

“A Ludicidade do Audiovisual como Facilitador no Aconselhamento pré-teste rápido para IST” é um vídeo educativo utilizado na Unidade de Saúde da Família (USF) do Parque dos Coqueiros, momentos antes da realização da testagem rápida para HIV, Sífilis, Hepatites B e C, pelo enfermeiro Túlio César de Araújo. A didática consiste no usuário assistir o vídeo enquanto o profissional preenche a ficha, para que entenda melhor o possível diagnóstico das doenças.

“É um vídeo de aconselhamento, que não substitui a consulta médica ou diagnóstico profissional, mas ajuda bastante para que o paciente consiga entender mais informações sobre como funcionam os testes, as doenças, e também serve para tranquilizá-los”, comenta o autor do projeto, Túlio César de Araújo. O link para visualizar o vídeo pode ser conferido em: https://youtu.be/NESYgT9eQXU .

A Rádio Bilola foi outro projeto selecionado para representar o município no evento nacional. Intitulado de “Novas Tecnologias na Atenção Psicossocial: Estratégias do Centro de Convivência e Cultura de Natal”, esse trabalho apresenta uma estratégia baseada em dar continuidade aos encontros do Cecco durante a pandemia, de forma virtual, através de um grupo de Whatsapp com os pacientes atendidos pelo local.

“Essa estratégia pôde manter a rotina de atividade com nossos convivas durante o isolamento social. Começamos de forma pequena, com 16 pessoas, mas logo depois percebemos que as atividades poderiam ser executadas através de vídeos com exercícios de dança, leitura de poesias e oficinas com dicas de tecnologia. Montamos uma agenda virtual com atividades diárias em horários estabelecidos. A gente mandava o vídeo com os exercícios e recebia os vídeos deles executando em casa”, observa Patrizia Mendonça, Coordenadora do Cecco Natal.

A próxima etapa, após a apresentação, será a avaliação e premiação da banca do evento. A mostra contará com a apresentação presencial de 343 experiências exitosas de Secretarias Municipais de Saúde, com o objetivo de mostrar o SUS que dá certo e proporcionar um espaço de troca de experiência entre os profissionais.

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QUEDA DAS TEMPERATURAS NO BRASIL ACENDE ALERTA SOBRE ALTA DE CASOS DE COVID-19 E O AUMENTO DAS DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

Temporada de doenças respiratórias liga alerta sobre controle da Covid-19

Neste episódio do E Tem Mais, Evandro Cini apresenta um panorama dos desafios do combate à doença em ambiente onde diferentes vírus são motivo de atenção

Da CNN Brasil*

Em São Paulo

queda das temperaturas no Brasil registrada na semana passada coincidiu com uma alta de novos casos de Covid-19 no país. O quadro acendeu o alerta de médicos e especialistas para os desafios do controle da doença em meio ao início da temporada de problemas respiratórios que costumam aumentar entre o outono e o inverno.

Apesar de permanecerem em níveis reduzidos em relação aos picos da pandemia, os números da Covid-19 no país ainda apontam um grau elevado de circulação do coronavírus, e surtos em países como Coreia do Norte e China alertam para os riscos de novas variantes.

Ao mesmo tempo, com uma cobertura vacinal menor do que em anos anteriores, a gripe e outras doenças respiratórias preocupam autoridades médicas diante da pressão sobre os serviços de saúde causada não só pela pandemia, mas também por surtos inesperados de sarampo e da misteriosa hepatite infantil aguda.

Neste episódio do E Tem Mais, Evandro Cini apresenta um panorama do combate à Covid-19 e a essas outras doenças no cenário atual. Para descrever os cuidados necessários para lidar com um ambiente onde diferentes vírus são motivo de atenção, participam deste episódio a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emílio Ribas, e o virologista Fernando Spilki, da Universidade Feevale.

Fonte: CNN

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ECONOMIA: NIÓBIO, O QUE É ISSO E PRA QUE SERVE?

JÁ FAZ UM BOM TEMPO, PELO MENOS 5 ANOS QUE OUÇO FALAR NO NIÓBIO. HOJE VAMOS A EXPLORAR ESSE ASSUNTO AQUI, POIS É TEMA QUE ESTÁ NO RADAR DE JAIR BOLSONARO TAMBÉM. VAMOS DESCOBRIR O QUE ESTÁ ACONTECENDO.

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR? SABE O QUE É?

ENTÃO? O NIÓBIO É UM MINERAL QUE EXISTE MUITO POUCO NO NOSSO PLANETA E 98% DAS SUAS RESERVAS ESTÃO AQUI NO BRASIL.

Nióbio - Entenda um pouco mais sobre esse metal descoberto no início de 1800 - IDM Brasil

POR FAVOR ASSISTA O VÍDEO ABAIXO PARA SABER EXATAMENTE SOBRE O QUE ESTAMOS FALANDO:

Fonte: Fatos Desconhecidos

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MINISTÉRIO DA INFRAESTRUTURA PUBLICA PORTARIA APROVANDO PLANOS DE PRIVATIZAÇÃO DE 16 AEROPORTOS DO BRASIL

Governo aprova planos de privatização de 16 aeroportos, incluindo Congonhas

Expectativa do Ministério da Infraestrutura é que leilões de concessão sejam realizados ainda em 2022

João Pedro Malar

do CNN Brasil Business

em São Paulo

Leilão do Aeroporto de Congonhas está previsto para o segundo semestre de 2022Leilão do Aeroporto de Congonhas está previsto para o segundo semestre de 2022Rovena Rosa/Agência Brasil

Ministério da Infraestrutura publicou nesta quinta-feira (19) uma portaria aprovando os planos de outorga de 16 aeroportos, avançando no processo para concedê-los à iniciativa privada via leilões.

De acordo com o texto, publicado no Diário Oficial da União (DOU), “a exploração dos aeroportos elencados permanecerá atribuída à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) até que ocorra a assunção integral das operações pelas sociedades vencedoras dos processos licitatórios”.

As outorgas ainda precisarão ser aprovadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), sendo formalizadas por meio de contratos de concessão.

No dia 10 de maio, o ministério confirmou para a CNN que pretende realizar os leilões desses aeroportos, em quatro regiões do país, em 2022, dividindo-os em três blocos.

Confira todos os 16 aeroportos com planos de concessão aprovados: 

  1. Aeroporto Santos Dumont/RJ (SBRJ);
  2. Aeroporto de Jacarepaguá/RJ – Roberto Marinho (SBJR);
  3. Aeroporto de Uberlândia/MG – Ten. Cel. Aviador César Bombonato (SBUL);
  4. Aeroporto de Montes Claros/MG – Mário Ribeiro (SBMK);
  5. Aeroporto de Uberaba/MG – Mario de Almeida Franco (SBUR);
  6. Aeroporto Internacional de Belém – Val de Cans – Júlio Cezar Ribeiro – Belém/PA (SBBE);
  7. Aeroporto de Santarém/PA – Maestro Wilson Fonseca (SBSN);
  8. Aeroporto de Marabá/PA – João Corrêa da Rocha (SBMA);
  9. Aeroporto de Parauapebas/PB – Carajás (SBCJ);
  10. Aeroporto de Altamira – Altamira/PA (SBHT);
  11. Aeroporto de Congonhas – São Paulo/SP (SBSP);
  12. Aeroporto Campo de Marte – São Paulo/SP (SBMT);
  13. Aeroporto de Campo Grande – Campo Grande/MS (SBCG);
  14. Aeroporto de Corumbá – Corumbá/MS (SBCR);
  15. Aeroporto Internacional de Ponta Porã – Ponta Porã/MS (SBPP); e
  16. Aeroporto Internacional de Macapá/AP – Alberto Alcolumbre (SBMQ).

Da lista, os aeroportos mais relevantes em termos de fluxo de passageiros são os de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Pelo cronograma do governo, o leilão de Congonhas deverá ocorrer no segundo semestre de 2022, junto com os aeroportos de Campo Grande (MS), Corumbá (MS), Ponta Porã (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG).

O investimento previsto para este bloco de aeroportos é de R$ 5,889 bilhões, com outorga inicial de R$ 255 milhões.

De acordo com a pasta, o processo da sétima rodada de concessões aeroportuárias está em análise no Tribunal de Contas da União (TCU). A expectativa é que o edital referente ao leilão seja lançado no segundo trimestre de 2022.

Já o Aeroporto Santos Dumont deve ser leiloado com o Aeroporto do Galeão, também no Rio de Janeiro, após a empresa responsável por administrar o local desistir da concessão.

A Anac indicou em maio deste ano que a operação deve ficar para 2024, apesar do Ministério da Infraestrutura ainda apostar na realização no último trimestre de 2023.

Com informações de Ana Carolina Nunes, do CNN Brasil Business

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CRIMINALIDADE: SEGUNDO MINISTÉRIO, APENAS 10% DOS CASOS DE VIOLÊNCIA SEXUAL INFANTIL NO BRASIL SÃO DENUNCIADOS

Apenas 10% dos casos de violência sexual infantil são denunciados no Brasil, segundo ministério

Foto: Reprodução/Pixabay

Só nos quatro primeiros meses de 2022, foram registradas 4.486 denúncias de abuso sexual sofridas por crianças e adolescentes no país, de acordo com balanço do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. O número alto – cerca de 37 por dia – pode ser ainda maior, já que, ainda segundo a pasta, apenas 10 em cada 100 casos de vulnerabilidade, coação e medo são denunciados.

No caso da exploração sexual infantil, a subnotificação é ainda maior, com denúncia de apenas 7%. “Temos um silêncio de 93% dos casos de exploração sexual de crianças e adolescentes, isso porque a sociedade tem uma visão muito distorcida desse crime, que é confundido com a prostituição, algo que não é ilegal no Brasil”, comenta Eva Dengler, gerente de Programas e Relações Empresariais da Childhood Brasil, instituição internacional de proteção à infância.

De acordo com a pasta, na pandemia houve um crescimento de denúncias pelo Disque 100. Foram 18.681 entre janeiro e dezembro de 2021. O cenário da violação que aparece com maior frequência nas denúncias é a residência da vítima e do suspeito (8.494), a casa da vítima (3.330) e a casa do suspeito (3.098). O padrasto e a madrasta (2.617) e o pai (2.443) e a mãe (2.044) estão entre os maiores suspeitos nos casos. Em quase 60% dos registros, a vítima tinha entre 10 e 17 anos. Em cerca de 74%, a violação é contra meninas.

Fonte: Blog do BG

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FIM DAS MEDIDAS RESTRITIVAS AJUDARAM A DOBRAR A EMISSÃO DE PASSAPORTES NO BRASIL

Emissões de passaporte mais que dobram no Brasil no 1º trimestre

Fim das medidas restritivas e arrefecimento da Covid-19 ajudam a explicar procura maior pelo documento de viagem

ECONOMIA

 Alexandre Garcia, do R7

Brasil emitiu mais de 500 mil passaportes no primeiro trimestre de 2022

AGÊNCIA BRASIL/ARQUIVO

O Brasil emitiu mais de 500 mil passaportes entre os meses de janeiro e março de 2022, de acordo com a PF (Polícia Federal), órgão responsável pela confecção do documento.

O número corresponde a um ritmo de impressão 134,96% maior que o verificado no mesmo período de 2021 (214.581) e mantém a trajetória de alta da emissão iniciada no segundo trimestre do ano passado.

Os dados, obtidos pelo R7 com base na Lei de Acesso à Informação, mostram ainda que 120.538 emissões foram realizadas no mês de abril. Trata-se do maior volume desde janeiro de 2020, quando a pandemia ainda não ocasionava medidas restritivas ao redor do mundo.

Ao longo de todo o ano passado, foi entregue pouco mais de 1,28 milhão de passaportes no Brasil, quantidade 24,2% menor que a verificada em 2020. Na comparação com 2019, quando não havia medidas restritivas e quase 3 milhões de impressões foram feitas, o número de confecções é 57% inferior.

A evolução das emissões é justificada pelo maior entusiasmo dos brasileiros em viajar para o exterior com o arrefecimento da Covid-19. Segundo pesquisa encomendada pela Wise, mais da metade dos viajantes internacionais brasileiros (55%) planeja uma viagem a outro país nos próximos 12 meses. O patamar é 8% maior do que em agosto de 2021.

O levantamento mostra ainda que dois de cada cinco entrevistados (40%) dizem que as variantes da Covid-19 os deixaram um pouco menos confortáveis com as viagens internacionais. A queda da preocupação foi maior entre pais com filhos menores de 18 anos (de 48% para 35%) e entre aqueles com renda de até R$ 4.999 (de 53% para 38%).

Enquanto a apreensão relacionada às variantes da Covid-19 diminui, as limitações nas fronteiras têm dificultado os planos de viagem. Dois terços dos turistas brasileiros (67%) concordam que as novas restrições de entrada e as regras de quarentena fizeram diminuir o interesse em viajar para o exterior.

Ainda assim, nem todos os brasileiros se sentem à vontade para viajar em meio à pandemia. Entre os respondentes que afirmaram não estar planejando uma viagem no próximo ano, os principais motivos são a Covid-19 (58%), a impossibilidade de pagar a viagem que gostariam de fazer (31%) e as taxas de câmbio desfavoráveis (31%).

A busca maior pelo turismo foi confirmada pela edição mais recente da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços). De acordo com o levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as atividades turísticas cresceram 4,5% em março, após recuo acumulado de 0,9% nos dois primeiros meses do ano.

Mesmo com o aumento, o segmento de turismo ainda se encontra 6,5% abaixo do patamar pré-pandemia. “O indicador vai na esteira de serviços prestados às famílias e transportes, crescendo também em março muito influenciado pela alta de transportes aéreos, restaurantes, hotéis e serviços de bufê”, avalia Rodrigo Lobo, gerente responsável pela pesquisa.

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ECLIPSE LUNAR TOTAL OU LUA DE SANGUE PODERÁ SER VISTA EM TODO BRASIL NA NOITE DESTE DOMINGO (15)

Lua de Sangue’: eclipse lunar total poderá ser visto no Brasil neste final de semana

Fenômeno acontece duas semanas após um eclipse solar parcial e poderá ser visto em todas as regiões do Brasil

INTERNACIONAL

 Maria Cunha*, do R7

O eclipse lunar total deixa a Lua avermelhada

PIXABAY

Um eclipse lunar total, conhecido popularmente como “Lua de Sangue”, irá ocorrer na de noite de domingo (15) para segunda-feira (16). O fenômeno acontece duas semanas após um eclipse solar parcial e poderá ser visto em todo o Brasil.

De acordo com Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), um eclipse lunar ocorre quando a Lua entra na sombra da Terra e deixa de receber parte da luz do Sol.

“Atrás da Terra tem um cone de sombra e então, de vez em quando, a Lua cheia passa pela sombra, atravessa esse cone no espaço, e acontece um eclipse lunar”, explica. “Pode ser que, às vezes, o satélite só passe raspando ou parcialmente passe pela sombra da terra, então nós temos um eclipse lunar parcial”.

Assim, para que haja um eclipse lunar total, é necessário que a Lua inteira mergulhe na sombra da Terra.

“Lua de Sangue”

O satélite natural da Terra não ficará totalmente escuro durante o eclipse deste fim de semana. Langhi conta que quando a luz do Sol bate na Terra, a maior parte da luz é bloqueada, por isso que uma sombra atrás do planeta é formada. Porém, a atmosfera, que é uma camada fina de gases na superfície do planeta, permite a passagem de parte da luz.

“Os gases da atmosfera desviam a luz do Sol para dentro do cone de sombra, então existe um pouquinho de luz solar entrando e, por isso, o eclipse não deixa a Lua ficar totalmente escura, ela fica avermelhada”, explica o astrônomo.

Como ver o eclipse?

Mesmo com o envolvimento da luz do Sol, para observar o fenômeno nenhuma precaução é necessária, diferente de um eclipse solar, no qual é preciso colocar uma proteção especial para os olhos.

“Se tiver binóculo, pode apontar o binóculo. Se tiver telescópio também pode apontar o telescópio, não precisa de filtro e é muito lindo este fenômeno. A gente só precisa de um céu sem nuvens”, diz Rodolfo Langhi.

O especialista orienta que o melhor lugar para observar o fenômeno será na América do Sul, e na América Central, não importando se é uma área urbana ou rural. Parte da África e da América do Norte também conseguirão ver.

“Nós vamos ver o eclipse completo, desde a hora que a Lua começa a entrar na sombra que é às 23h27 de domingo (15) e ela só vai sair completamente às 2h55 da segunda-feira (16). O máximo, o ápice, vai ser às 1h11 do dia 16”.

O fenômeno do domingo não é tão raro. Todos os anos, ocorre um eclipse lunar total ou mais de um eclipse lunar. “Mas considerando o fato que a gente tem que esperar de um ano para o outro e, às vezes, a gente espera um eclipse total e naquela noite nubla ou chove e a gente perde, como aconteceu no último aqui em Bauru, acaba sendo raro”, diz Langhi.

O próximo eclipse irá acontecer no dia 28 de outubro de 2023 e será um eclipse lunar parcial, visto durante o nascer da Lua.

“A gente acaba sempre esperando com bastante expectativa o próximo eclipse, tanto para uma observação casual de deleite, de contemplação, quanto para coleta de dados para fins científicos, então vamos esperar aí uma excelente noite para todos nós”, conclui Langhi.

Fonte: R7

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SEGUNDO INFECTOLOGISTA, DISPARADA DA DENGUE NO BRASIL EM 2022 TAMBÉM É UM FENÔMENO SOCIOECONÔMICO

Avanço da dengue pode estar relacionado a aumento da pobreza, diz infectologista

À CNN Rádio, Alexandre Naime explica que uma piora no quadro de famílias sem saneamento básico também é responsável pelo aumento de 135% de casos da doença no Brasil

Ricardo GouveiaBel Campos

da CNN

São Paulo

Cristine Rochol/PMPA

A disparada da dengue no Brasil em 2022 também é um fenômeno socioeconômico, na avaliação do vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alexandre Naime.

Ministério da Saúde aponta um aumento de 135% no número de infecções entre janeiro e abril de 2022, na comparação com o mesmo período de 2021.

“Dois estudos publicados esse ano já analisaram cidades distintas do Brasil onde há uma relação direta entre queda de renda e aumento no número de casos de dengue,” explicou Naime à CNN Rádio.

“São pessoas que vão morar em locais menos propícios a ter saneamento básico de qualidade, próximos de rios, passaram a ter menos condição de fazer uma limpeza correta da casa e vão ter que acumular lixo ou material de reciclagem por terem perdido o emprego.”

descoberta de uma nova cepa da dengue no Brasil é um possível agravante do cenário.

“Além de mais transmissível, essa variante do vírus provoca formas mais graves da doença, com fenômenos hemorrágicos e de queda de pressão arterial”, explica Naime.

A identificação desta cepa no Brasil foi comunicada pela Fundação Oswaldo Cruz no último dia 5.

O genótipo cosmopolita sorotipo 2 do vírus, que era uma linhagem já presente na Ásia, Pacífico, Oriente Médio e África, agora contaminou um morador de Aparecida de Goiânia.

Além da dengue, casos de outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, como Zika e Chikungunya, já registram aumento superior a 50% este ano.

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VEJA A LISTA DE CONCURSOS PÚBLICOS ABERTOS NO BRASIL PARA PREENCHER 15,1 MIL VAGAS

Por g1

 

Mais de 150 concursos públicos com inscrições abertas reúnem 17,8 mil vagas; — Foto: DivulgaçãoMais de 150 concursos públicos com inscrições abertas reúnem 17,8 mil vagas; — Foto: Divulgação

Pelo menos 127 concursos públicos no país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (9) para preencher 15,1 mil vagas. Há oportunidades para todos os níveis de escolaridade.

Os salários chegam a R$ 30,404,42 no Ministério Público de Sergipe. Veja o edital.

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Concursos públicos: saiba como ler editais

Nesta segunda-feira, pelo menos 11 órgãos abrem as inscrições para novos concursos para quase 2,3 mil vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade.

O maior concurso é o da Polícia Civil da Bahia. São 1 mil vagas.

Universidade Estadual Vale do Acaraú

  • Inscrições: até 18/05/2022
  • 145 vagas
  • Salários de até R$ 11.237,96
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Polícia Civil da Bahia

  • Inscrições: até 07/06/2022
  • 1.000 vagas
  • Salários de até R$ 13.032,44
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Córrego do Ouro (GO)

  • Inscrições: até 09/06/2022
  • 74 vagas
  • Salários de até R$ 11.016,00
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Amapá

  • Inscrições: até 10/06/2022
  • 820 vagas
  • Salários de até R$ 5.313,18
  • Cargos de nível médio
  • Veja o edital

Prefeitura de Mariana (MG)

  • Inscrições: até 10/06/2022
  • 93 vagas
  • Salários de até R$ 12.796,80
  • Cargos de nível médio e superior
  • Veja o edital

Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo

  • Inscrições: até 20/06/2022
  • 22 vagas
  • Salários de até R$ 10.302,00
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Prefeitura Municipal de Biritiba Mirim (SP)

  • Inscrições: até 30/05/2022
  • 72 vagas
  • Salários de até R$ 3.927,10
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar

  • Inscrições: até 18/05/2022
  • 1 vaga
  • Salários de até R$ 2.955,56
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Prefeitura Municipal de Dom Feliciano (RS)

  • Inscrições: até 11/05/2022
  • 2 vagas
  • Salários de até R$ 4.316,57
  • Cargos de nível médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura Municipal de Giruá (RS)

  • Inscrições: até 11/05/2022
  • 8 vagas
  • Salários de até R$ 2.217,34
  • Cargos de nível fundamental e superior
  • Veja o edital

Prefeitura Municipal de Lençóis Paulista (SP)

  • Inscrições: até 18/05/2022
  • 17 vagas
  • Salários de até R$ 21,08 hora/aula
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Fonte: G1

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SEGUNDOD INCA, 7 EM CADA 10 MULHERES DIAGNOSTICADAS COM CÂNCER DE OVÁRIO NO BRASIL MORREM EM DECORRÊNCIA DA DOENÇA

 Câncer de ovário mata 7 em cada 10 mulheres no Brasil, diz Inca

Doença, que tem os sintomas silenciosos, acomete mais de seis mil mulheres por ano no Brasil

Ingid Olivreira

da CNN

em São Paulo

 

O câncer de ovário é uma doença que acomete mais de seis mil mulheres todos anos anos no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Desse número, 7 em cada 10 pacientes morrem em decorrência da doença.

No domingo, 8 de maio, é estipulado o Dia Internacional de Combate ao Câncer de Ovário para que mulheres observem os sinais e sintomas da doença, e façam exames de rotina — estabelecendo um diagnóstico precoce.

Nesta sexta-feira (6), no quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explica que nem sempre a doença mostrará sintomas e isso pode dificultar o diagnóstico.

“O grande problema dessa doença é a questão anatômica e como ela se manifesta no começo. A pessoa pode não ter sintoma nenhum”, afirmou.

“Se a pessoa apresentar sintomas, vai precisar procurar o médico, conversar com ginecologista e estabelecer o diagnóstico e tratamento”, disse Gomes.

De acordo com o Inca, o câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero.

Causas e diagnóstico

O médico explica que as principais causas do câncer de ovário podem estar associadas a diversos fatores como a idade, ele acomete mais as mulheres acima dos 50 anos, com menopausa tardia, aumentando chances de terem o câner de ovário.

Gomes cita outros fatores como mutações genéticas como o BRCA1 e BRCA2, histórico familiar, e excesso de gordura corporal.

“Por isso precisamos prestar atenção na saúde do nosso corpo sempre”, disse.

O neurocirurgião afirma que o diagnóstico pode ser feito nas consultas de rotina. As mulheres, se apresentarem qualquer um desses critérios devem ficar mais atentas e informar ao médico.

Segundo o Inca, o diagnóstico precoce desse tipo de câncer é possível em apenas parte dos casos, pois a maioria só apresenta sinais e sintomas em fases mais avançadas da doença.

“O relaionamento íntimo da mulher com a sua saúde, usando a ginecologia, é fundamental para identificar fatores de risco e fazer o diagnóstico precoce”, aponta.

Em relação ao tratamento, a abordagem pode ser variada. Normalmente, cirurgia de remoção do tumor e quimioterapia são usadas para tratar o câncer de ovário.

Fonte: CNN

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SEGUNDO INFORMOU O PRESIDENTE DO TSE, MAIS DE DOIS MILHÕES DE BRASILEIROS DE 16 A 18 ANOS TIRARAM O TÍTULO DE ELEITOR ENTRE JANEIRO E ABRIL DESTE ANO

Brasil ganhou mais de 2 milhões de eleitores de 16 a 18 anos entre janeiro e abril

Número representa um aumento de 47,2% em relação ao mesmo período em 2018, informou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin

Léo LopesGabriela Coelho

da CNN

em São Paulo e Brasília

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson FachinPresidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin04/12/2018REUTERS/Adriano Machado

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, informou, nesta quinta-feira (5), que mais de 2 milhões de brasileiros de 16 a 18 anos tiraram título de eleitor entre janeiro e abril deste ano.

Segundo Fachin, entre janeiro e abril deste ano o país ganhou 2.042.817 novos eleitores nessa faixa etária.

Esse número, segundo o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), representa um aumento de 47,2% em relação ao mesmo período em 2018 e de 57,4% quando comparada aos quatro primeiros meses do ano de 2014.

“Um reflexo da mobilização encabeçada pelo TSE durante a semana do Jovem Eleitor, realizada de 14 a 18 de março, e que teve adesão espontânea da sociedade brasileira ao movimento”, disse.

“Em março deste ano o Brasil contou com o ingresso de 522.471 mil novos eleitores de 16 a 18 anos. Em abril esse número saltou para impressionantes 991.415 mil jovens com o primeiro título, um crescimento de de 89,7% quando comparado ao mês de anterior”, acrescentou.

No início da sessão desta quinta (5), Fachin, afirmou que nos últimos 31 dias foram registrados 8.951.527 de pedidos de título de eleitor. O balanço ainda é parcial.

O perfil do eleitorado brasileiro, habilitado para comparecer às urnas em 2 de outubro, deve ser apresentado no mês de julho.

“Vimos, como há muito não se via, um país unido pelo bem e fortalecimento da democracia. Por isso, agradeço a cada um, influenciador ou não, famoso ou não, brasileiro ou não, jovem ou não, que criou conteúdos nas redes sociais para chamar a atenção de todos para a regularização do título”, disse.

“Houve também aqueles que foram além do virtual e disponibilizaram conhecimento, tempo, computadores e acesso à internet para viabilizar o atendimento remoto de tantos que precisam de ajuda”, completou.

O ministro ainda fez um alerta específico para brasileiros com mais de 70 anos: “Assim como os menores de 18, têm o voto facultado. Compareçam, exerçam seu direito. Não deixem de fazer valer a sua vontade pelo voto”, afirmou.

Debate

CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

Fonte: CNN

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COM SURTO DE DENGUE EM ALTA O BRASIL REGISTRA NOS QUATRO PRIMEIROS MESES DESTE ANO O MESMO NÍVEL DE CASOS DO ANO PASSADO

Por g1

 

Mosquito Aedes aegypti é responsável por transmitir a dengue. — Foto: Reprdoução/EPTVMosquito Aedes aegypti é responsável por transmitir a dengue. — Foto: Reprdoução/EPTV

Com um surto em alta, o Brasil registrou nos quatro primeiros meses deste ano o mesmo nível de casos de dengue verificados oficialmente em todo o ano de 2021.

Foram 542 mil casos até 23 de abril, segundo o Ministério da Saúde divulgado nesta segunda-feira (2). No ano passado inteiro, o Brasil somou 544 mil casos.

O boletim epidemiológico do governo federal aponta um aumento de 113% nos casos da doença na comparação com o ano passado.

Segundo o boletim, a região Centro-Oeste apresentou a maior taxa de incidência de dengue, com 920,4 casos a cada 100 mil habitantes. Os municípios que mais registram casos foram Goiânia (31.189), Brasília (29.928) e Palmas (9.080). Além delas, São José do Rio Preto e Votuporanga, em São Paulo, seguem a lista com 7 mil e 6 mil casos, respectivamente.Curva epidêmica dos casos prováveis de dengue, por semanas epidemiológicas de início de sintomas — Foto: Ministério da SaúdeCurva epidêmica dos casos prováveis de dengue, por semanas epidemiológicas de início de sintomas — Foto: Ministério da Saúde

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ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS REPRESENTAM UM GRAVE PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA EM PAÍSES TROPICAIS COMO O BRASIL

Saiba o que fazer para prevenir acidentes com animais peçonhentos

Casos associados ao ataque por cobras, aranhas, escorpiões, lacraias e taturanas representam um grave problema de saúde pública

Lucas Rocha

da CNN

em São Paulo

 

Acidentes com animais peçonhentos representam um grave problema de saúde pública, especialmente em países tropicais como o Brasil. As sequelas causadas, principalmente pela picada de cobras, trazem impactos sociais e econômicos devido ao comprometimento da capacidade de trabalho das vítimas.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) estima uma incidência de mais de 57 mil casos de acidentes com cobras a cada ano no continente. O envenenamento por escorpião é ainda maior, podendo chegar a cerca de 120 mil e 300 mil apenas no Brasil e no México, respectivamente.

Em geral, os casos estão associados ao ataque por cobras, aranhas, escorpiões, lacraias e taturanas. Na edição desta quarta-feira (27) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou que os acidentes também podem ser causados por espécies aquáticas, incluindo águas-vivas, arraias e ouriços-do-mar.

“Na natureza, todos tentam se defender e, de alguma maneira, preservar a integridade da própria espécie. Uma maneira natural dos animais fazerem isso é através da existência de substâncias que fazem com que a sua integridade seja preservada”, explica o especialista.

O Instituto Butantan, que realiza estudos sobre animais peçonhentos no país, recomenda medidas de prevenção aos acidentes.

Para evitar o contato com cobras, devem ser utilizados calçados fechados, preferencialmente de cano alto, ao andar em ambientes como matos, trilhas e florestas. O uso de luvas grossas, ao manipular folhas secas, lixo, lenha e entulhos, também contribui para reduzir os riscos de picadas.

manutenção de ambientes como quintais e jardins limpos e com a grama aparada ajuda a evitar a presença de aranhas, escorpiões e lacraias. O contato pode ser evitado com o uso de calçados e luvas durante atividades de jardinagem. Deve-se evitar colocar as mãos em buracos, sob pedras e em troncos podres. Dentro de casa, procure manter afastadas das paredes camas e berços além de sacudir e verificar roupas e sapatos antes de usá-los.

O contato das taturanas (lagartas) com a pele pode causar queimaduras na pele. A prevenção dos acidentes inclui o cuidado ao manipular troncos de árvores, plantas no jardim e na limpeza de folhas.

Maioria das aranhas que vive nas cidades não é venenosa, diz Butantan

A maior parte das aranhas que aparecem em ambientes como residências e comércios é inofensiva, de acordo com o Instituto Butantan. Entre as espécies que podem causar problemas à saúde estão a aranha-marrom e a aranha armadeira.

O veneno da aranha-marrom pode causar necrose no local da picada e, sem o tratamento adequado, pode levar à morte. Com cerca de três centímetros de comprimento, a espécie tem hábitos noturnos e costuma viver atrás de móveis, encostada em paredes ou em garagens e porões.

Já as armadeiras podem atingir até 17 centímetros de comprimento, vivem entre as folhas e galhos dos arbustos ao redor das casas. Elas podem sair à noite para caçar insetos, quando há o maior risco de contato com as pessoas em locais como armários e sapatos.

Aranha-marrom e a aranha armadeira podem causar acidentes graves / Divulgação/Instituto Butantan

Cinco espécies de escorpiões têm relevância no Brasil

Nos acidentes com escorpiões, o envenenamento acontece a partir do contato com o ferrão. Predominantes nas zonas tropicais e subtropicais do mundo, os escorpiões apresentam maior incidência nos meses quentes e úmidos.

De acordo com o Ministério da Saúde, ao menos cinco espécies do gênero Tityus têm importância em saúde pública no Brasil: escorpião-amarelo (T. serrulatus), escorpião-marrom (T. bahiensis), escorpião-amarelo-do-nordeste (T. stigmurus) e o escorpião-preto-da-amazônia (T. obscurus).

Amplamente distribuído pelo país, o escorpião-amarelo representa a espécie de maior preocupação em função do maior potencial de gravidade do envenenamento e fácil adaptação ao meio urbano.

As medidas de prevenção são semelhantes às recomendadas contra as aranhas, incluindo o combate à proliferação de baratas e evitar colocar as mãos sem luvas em buracos, sob pedras e troncos podres.

Escorpião Egito
Nos acidentes com escorpiões, o envenenamento acontece a partir do contato com o ferrão  / Reuters

Riscos de espécies aquáticas

As águas-vivas e caravelas são animais aquáticos capazes de injetar peçonha, utilizada para a captura de presas e defesa.

Segundo o Ministério da Saúde, os acidentes por águas-vivas e caravelas consistem no quadro clínico decorrente da ação das toxinas presentes nos tentáculos destes animais, que podem causar efeitos tóxicos e alérgicos. O contato pode causar ardência ou dor intensa no local, que podem durar de 30 minutos a 24 horas.

As medidas de prevenção incluem evitar áreas onde há presença de águas-vivas e caravelas; não tocar nestes animais, mesmo mortos; utilizar calçados ao caminhar na praia e usar roupas de mergulho que cubram a maior parte possível da pele.

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CONHEÇA A HISTÓRIA DA CONSTRUÇÃO DA CAPITAL DO BRASIL

Brasília, 62 anos: conheça histórias de operários que construíram a capital

Construção da cidade demorou 1.112 dias e foi feita por quase 64 mil operários

Leandro MagalhãesIngrid Oliveira

da CNN

A capital do Brasil completa 62 anos neste 2022. A construção de Brasília demorou 1.112 dias.

Três anos e dez meses. Esse foi o tempo que a idealização da capital demorou para sair dos papéis de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. A dupla foi a responsável por tornar realidade o grande marco do governo de Juscelino Kubitschek.

Em 1956, primeiro ano da construção, surgiram diversos acampamentos onde moravam os quase 64 mil operários envolvidos no empreendimento.

Entre as as pessoas que participaram do projeto, muitos sofriam com a falta de estrutura. E outros perderam a vida nesse processo por conta dos acidentes de trabalho.

“Esse prédio, que se chamava ’28’, hoje é o Congresso, toda hora caia uma pessoa. Muitos operários morreram”, disse à CNN o ex-operário Iran Andrade.

Antônio Rodrigues dos Santos, ex-operário da construção, disse à CNN que estava desempregado em Minas Gerais e foi para Brasília a trabalho.

“Brasília para mim é tudo. Foi onde eu consegui fazer alguma coisa. Eu vim para Brasília para trabalhar”, disse.

Mesmo com todos os problemas estruturais, a obra avançou e o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República, e foi o primeiro a ser construído.

O ex-operário mineiro Jerônimo Peres ajudou a construir o Palácio. Ele chegou a Brasília em 1958.

“A gente morou lá mesmo. Tinha o alojamento, a residência. A gente levantava, tomava café e ia trabalhar”, disse à CNN.

A pedido da CNN, Peres visitou o Palácio da Alvorada e foi recebido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

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RN TEM MAIS BENEFICIÁRIO DO AUXÍLIO BRASIL DO QUE PESSOAS EMPREGADAS COM CARTEIRA ASSINADA

Por Igor Jácome, g1 RN

 

Fila para buscar agendamento no CadÚnico, em Natal (Arquivo) — Foto: Kleber Teixeira/Inter TV CabugiFila para buscar agendamento no CadÚnico, em Natal (Arquivo) — Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi

O Rio Grande do Norte tem mais beneficiários do programa Auxílio Brasil que pessoas empregadas com carteira assinada, de acordo com dados do governo federal levantados pelo g1 RN.

Em abril, o estado teve 443.482 famílias atendidas pelo programa assistencial, recebendo em média R$ 408,66. Por outro lado, registrou estoque de 437.500 empregos formais em março, conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (28).

O levantamento não leva em conta os servidores públicos, além de trabalhadores informais, microempreendedores, entre outras pessoas que têm CNPJ, por exemplo.

Benefícios do Auxílio Brasil e empregos com carteira assinada no Rio Grande do Norte

Ao todo, segundo o Ministério da Cidadania, o auxílio injetou R$ 181,2 milhões no estado em abril – valor superior ao Fundo de Participação dos Municípios, que foi de R$ 149,2 milhões.

Para o professor do Departamento de Economia da UFRN, Thales Penha, de maneira geral, a economia do estado conta com baixo dinamismo, com concentração de empregos principalmente na região metropolitana de Natal e cidades-pólo como Mossoró.

“Esse baixo dinamismo é característica do estado. Há uma concentração da atividade econômica na capital e no interior há uma grande massa de trabalhadores informais, de pessoas que vivem de ‘bico’. Temos, por exemplo, muitos agricultores que trabalham na informalidade durante parte do ano e no restante depende de programas sociais”, aponta.

De acordo com ele, o processo de estagnação econômica do estado já dura aproximadamente 30 anos, após um período de crescimento provocado pela cultura do algodão e chegada de várias indústrias ao estado na década de 1970.

Por outro lado, o professor avalia que no Brasil como um todo, há uma característica de informalidade do trabalho, em que as massas de trabalhadores formais e informais chegam a ser quase iguais em quantidade.

Cidades

Em Natal, o número de empregados com carteira assinada é superior ao de beneficiários do programa social. Segundo o Caged, até março a capital contabilizava 204.582 vagas de trabalho formal, enquanto o número de famílias atendidas pelo Auxílio Brasil foi de 63.819 em abril.

O mesmo aconteceu em cidades como Mossoró, que tem 56.839 empregos formais e 28.753 benefícios. Em Caicó, na região do Seridó potiguar, há um estoque de 8.543 empregos formais, contra 6.690 benefícios do Auxílio Brasil.

Mas a quantidade de beneficiados já é maior que a de empregados em Pau dos Ferros – cidade-polo na região do Alto Oeste potiguar. Foram 3.908 auxílios pagos em abril, contra um estoque de 3.592 empregos formais.

A diferença é ainda maior nas pequenas cidades. Em Luís Gomes, onde a população é estimada em pouco mais de 10 mil pessoas, foram pagos 1.660 benefícios em abril, enquanto o município conta com registro de apenas 83 empregos formais.

Na menor cidade potiguar, Viçosa, o governo federal pagou 446 benefícios em abril. Em março, o município de pouco mais de 1,7 mil moradores só tinha 14 vagas de trabalho formal preechidas, segundo o Caged.

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BRASIL RETOMA EVENTOS LITERÁRIOS DE FORMA PRESENCIAL APÓS INTERRUPÇÃO DE DOIS ANOS DEVIDO A PANDEMIA

Eventos literários retornam presencialmente após 2 anos

Entre os meses de abril e maio, Brasil participa de duas feiras internacionais

Ester Cassavia

da CNN*

em São Paulo

Eventos literários presenciais são retomados após pandemiaEventos literários presenciais são retomados após pandemia Divulgação

Após uma interrupção nos eventos presenciais provocada pela pandemia, o Brasil participa de duas feiras latino-americanas do mercado editorial neste mês de abril.

Após a última edição em formato virtual, a Feira Internacional do Livro de Bogotá (FILBo) retornou ao modelo presencial desde o dia 19 de abril até dia 2 de maio. O evento acontece desde 1988, integrando todos os profissionais do mercado do livro.

Nesta semana, a Argentina também iniciou, na capital, a Feira Internacional de Buenos Aires, que há 45 anos promove essa troca de experiências literárias que se estenderá até o dia 16 de maio.

O presidente da Câmara Brasileira dos Livros (CBL), Vitor Tavares, falou à CNN sobre a representação brasileira nos eventos internacionais.

“As feiras internacionais de livros são importantes, porque presencialmente você, de fato, faz aquela troca de experiência valiosa que é conhecer novos mercados, novas culturas, novos autores e também levar os nossos autores.”

Para ele, um dos focos é proporcionar essa troca de experiências entre os países.

Importância da retomada para o editorial brasileiro

“Algo sem limites, uma vez que a criatividade da produção literária brasileira é muito diversa, obras de vários assuntos da atualidade [sociais, culturais, raciais, políticos, históricos, gastronômicos, uma diversidade gigante”.

E acrescentou, o “Brasil já foi homenageado em Bogotá. No ano, estive lá ajudando a fazer a curadoria na livraria, mais de 20 mil exemplares de livros brasileiros”. A homenagem aconteceu em 2012.

“É uma feira de negócios, mas aberta ao público também”, explicou. Segundo ele, o maior interesse no evento estão nos estudantes, professores e acadêmicos: “existe essa necessidade de um [ir] ajudando o outro de forma proativa”.

Tavares ainda explicou que “na feira de livros de Bogotá, nós temos o apoio do Brazilian Publishers e a embaixada local que dá toda uma segurança, acesso para poder levar os autores.”

Próximas feiras

Neste ano, após o adiamento de 2020 por conta da Covid-19, a 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece nos dias 2 a 10 de julho de 2022, no pavilhão do Expo Center Norte, será presencial. Assim como a Bienal do Livro do Rio no final do ano passado.

Na retomada dos eventos literários presenciais, a Bienal escolheu homenagear Portugal para comemorar os 200 anos de independência do Brasil.

O evento deve trazer mais de 30 autores, editores e livreiros portugueses. Segundo o presidente da CBL, a ideia desta edição é ter “algo rico para apresentar para nosso público e agora na retomada presencial”.

No segundo semestre, na Feira de Livro de Frankfurt – conhecida como a mais importante do mundo – também o Brasil marcará presença, ao contribuir com obras literárias em mais idiomas.

Por meio da literatura podemos mostrar o que temos de bom e o que podemos mudar para melhorar o mundo. Feiras importantíssimas, e eu, como presidente, fico feliz de participar.

Vitor Tavares

Fonte: CNN

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DICA DE LIVRO: 1808 DE LAURENTINO GOMES

O propósito deste livro, resultado de dez anos de investigação jornalística, é resgatar e contar a história da corte lusitana no Brasil e tentar devolver seus protagonistas à dimensão mais correta possível dos papéis que desempenharam duzentos anos atrás. ´1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil´ é o relato sobre um dos principais momentos históricos brasileiros.

RESUMO DO LIVRO:

Introdução
O Brasil foi descoberto em 1500, mas, de verdade, só foi  inventado como país em 1808. Foi quando a família real portuguesa chegou ao Rio de Janeiro fugindo das tropas do imperador francês Napoleão Bonaparte. Até então, o Brasil ainda não existia.
Pelo menos, não como é hoje: um país integrado, de dimensões continentais, fronteiras bem definidas e habitantes que se identificam como brasileiros. Até 1807, era apenas uma grande fazenda, de onde Portugal tirava produtos, que levava embora.
A vinda da corte iria transformar radicalmente esse cenário. Em apenas treze anos, entre a chegada e a partida da corte, o Brasil deixou de ser uma colônia atrasada, proibida e ignorante para se tornar uma nação independente. Nenhum outro período da história brasileira testemunhou mudanças tão profundas, tão decisivas – em tão pouco tempo.

A fuga

Ameaçado por Napoleão, D. João abandona Portugal e foge para o Brasil.
Na manhã de 29 de novembro de 1807 os portugueses acordaram com a informação de que a rainha, D. Maria I (também conhecida como “A Rainha Louca”), seu filho, o príncipe regente D. João, e toda a Corte estavam fugindo para o Brasil sob a proteção da Marinha Britânica.

D. João fora colocado contra a parede e obrigado a tomar a decisão mais grave da sua vida. Seu adversário era ninguém  menos do que  Napoleão Bonaparte. O imperador francês estava em guerra com a Inglaterra, aliada de Portugal, e havia decretado o Bloqueio Continental, ou seja, fechado os portos europeus ao comércio de produtos britânicos.
Assim, em novembro de 1807, as tropas francesas marcharam em direção a Lisboa, prontas para varrer Portugal e chutar seu príncipe regente do trono. Sem exército para se defender, D. João preferiu fugir para o Brasil, protegido pelos navios de guerra britânicos, levando junto a família real, a maior parte da nobreza, seus tesouros e todo o aparato do Estado.

A viagem

Afligida por tempestades e infestações de piolhos, a corte atravessa o oceano.
Entre 10 000 e 15 000 pessoas acompanharam o príncipe regente na viagem ao Brasil. Era muita gente, levando-se em conta que a capital Lisboa tinha cerca de 200 000 habitantes. O grupo incluía pessoas da nobreza, conselheiros reais e militares, juízes, advogados, comerciantes e suas famílias. Também viajavam médicos, bispos, padres, damas-de-companhia, camareiros, pagens, cozinheiros e cavalariços.
A viagem não foi exatamente um cruzeiro de luxo. A esquadra portuguesa, com total de 58 navios – incluindo a escola inglesa – levou quase dois meses para atravessar o Oceano Atlântico. Logo nos primeiros dias de viagem, a esquadra foi atingida por uma tempestade. No meio da tormenta, os navios se perderam uns dos outros. O enjôo era coletivo. A  corte portuguesa não parava de vomitar por sobre as amuradas dos navios. Durante a travessia alguns navios ficaram infestados de piolhos. Para combater a praga, as mulheres nobres tiveram de raspar os cabelos e untar as cabeças carecas com banha de porco e pó anti-séptico à base de enxofre.
No calor sufocante das zonas tropicais, ratos, baratas e carunchos infestavam os depósitos de mantimentos. A água apodrecia, contaminada por bactérias e fungos. Por falta de frutas e alimentos frescos, as pessoas ficavam doentes.

A chegada

Dom João chega a Salvador e começa a tomar decisões para mudar o Brasil.
No dia 22 de janeiro de 1808, após 54 dias de mar e aproximadamente 6 400 quilômetros percorridos, D. João aportou em Salvador. Outra parte da esquadra portuguesa, que havia se separado durante uma tempestade, tinha chegado ao Rio de Janeiro uma semana antes, no dia 17 de janeiro.
D. João passou um mês na Bahia, antes de seguir para o Rio de Janeiro. Foram dias de incontáveis festas, celebrações, passeios e decisões importantes, que haveriam de mudar os destinos do Brasil.No dia 28 de janeiro, apenas uma semana depois de aportar em Salvador, o príncipe regente assinou seu mais famoso ato em território brasileiro: a carta régia de abertura dos portos ao comércio de todas as nações amigas. Até então, o comércio com o Brasil era monopólio dos portugueses.

O Brasil em 1808

Ao chegar ao Brasil, a corte encontrou uma colônia atrasada e ignorante.
Às vésperas da chegada da Corte ao Rio de Janeiro, o Brasil era um amontoado de regiões com pouco contato, isoladas umas das outras, sem comércio nem qualquer outra forma de relacionamento.O mapa do Brasil de 1808 já era muito semelhante ao atual.
O Tratado de Madri, de 1750, tinha revogado o antigo Tratado de Tordesilhas e redesenhado as fronteiras das colônias portuguesa e espanholas com base no conceito de ocupação efetiva do território.
A maioria da população  ainda se concentrava no litoral.Com um imenso território virgem, escassamente povoado, o Brasil tinha pouco mais de três milhões de habitantes – menos de dois por cento da sua população atual. De cada três brasileiros, um era escravo. A população indígena era estimada em 800 000 pessoas. Era uma população analfabeta, pobre e carente de tudo.
Tudo isso começaria a mudar com a chegada da corte portuguesa.

A transformação

No Rio de Janeiro, D. João põe mãos à obra e cria um país a partir do nada.
Em 1808, havia tudo por fazer no Brasil. Entre outras carências, a colônia precisava de estradas, escolas, tribunais, fábricas, bancos, moeda, comércio, imprensa, biblioteca, hospitais, comunicações eficientes. Em especial, necessitava de um governo organizado que se responsabilizasse por tudo isso. D. João não perdeu tempo. No dia 10 de março de 1808, quarenta e oito horas depois de desembarcar no Rio de Janeiro, organizou seu novo gabinete.
Caberia a esse ministério criar um país a partir do nada.Além de abrir os portos ao comércio com outras nações, pondo fim do monopólio português, D. João autorizou a construção de fábrica, a abertura de estradas e a inauguração de escolas de ensino superior. Também criou o Banco do Brasil, a Imprensa Régia e o Jardim Botânico. As regiões mais distantes foram exploradas e mapeadas. A navegação a vapor foi inaugurada em 1818.
As transformações teriam seu ponto culminante em 16 de dezembro de 1815. Nesse dia, véspera da comemoração do aniversário de 81 anos da rainha Maria I, D. João elevou o Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves, e promoveu o Rio de Janeiro à sede oficial da coroa.

O retorno

Portugal abandonado se revolta e exige a volta da corte para Lisboa
Os treze anos em que D. João VI permaneceu no Rio de Janeiro foram de fome e grandes sofrimentos para o povo português.
Entre 1807 e 1814, Portugal perdeu meio milhão de habitantes, vítimas da fome e da guerra ou refugidos em outros países. Nunca, em toda sua história, o país havia perdido um número tão grande de habitantes em tão pouco tempo.
Portugal também se empobreceu. A abertura dos portos no Brasil prejudicou os comerciantes, que até então se beneficiavam do monopólio do comércio com a colônia. E sem o comércio com o Brasil, Portugal não era nada.
Em 1820, depois de mais de uma década de sofrimentos, o povo português se revoltou. Tropas rebeladas reuniram-se na cidade do Porto, e se declararam contra o domínio inglês. No manifesto que distribuíram à população, os militares lamentavam a situação de penúria em que o país se encontrava e exigiam a volta do rei D. João VI.
Ameaçado de perder Portugal, D. João decidiu retornar a Lisboa. Antes se reuniu com seu filho, o príncipe D. Pedro, e lhe fez uma recomendação: “Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti, que me hás de respeitar, que para algum desses aventureiros”.

O novo Brasil

D. João VI volta para Lisboa, mas deixa para trás um Brasil pronto para a independência
D. João partiu do Rio de Janeiro no dia 26 de abril de 1821. Sua comitiva incluía cerca de 4 000 portugueses – um terço do total que o havia acompanhado na fuga para o Rio de Janeiro, treze anos antes. Conta-se que o rei embarcou chorando. Se dependesse apenas de sua vontade, ficaria no Brasil para sempre.
A preservação da integridade territorial foi uma grande conquista de D. João VI. Sem a mudança da corte portuguesa, os conflitos regionais teriam se aprofundado, a tal ponto que a separação entre as províncias seria quase inevitável. Não seríamos este país continental de hoje, mas teríamos o território dividido em diferentes nações.
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como um país de dimensões continentais, que hoje é o maior herdeiro da língua e da cultura portuguesas. Em outras palavras, ao mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre. O resultado foi a Independência, em 1822.

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SOCORRISTA DO SAMU SOFRE DISCRIMINAÇÃO RACIAL DURANTE ATENDIMENTO A VÍTIMA EM SÃO PAULO

Por que o Brasil ainda reproduz episódios de racismo contra profissionais de saúde

Estudos apontam que casos de discriminação são frequentes entre médicos, enfermeiros e socorristas no país

Lucas Rocha

da CNN

em São Paulo

RyanJLane/Getty Images

O último dia 12 março poderia ter sido apenas de mais um plantão na rotina da socorrista Laura Cristina Cardoso, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da cidade de São Paulo.

No entanto, a equipe acionada para o atendimento de um homem de cerca de 90 anos acamado, com sequelas de acidente vascular cerebral (AVC) e outras comorbidades, se viu diante de uma situação difícil que atinge grande parte dos profissionais de saúde no Brasil: o racismo.

“Entro no quarto onde está a vítima e uma senhora que meio desesperada grita: ‘E agora, filho? Ela é negra”. No que ele respondeu: “Tudo bem, mamãe. Ela está usando luvas”, contou a enfermeira em um relato nas redes sociais.

“A vítima foi devidamente atendida pelas minhas mãos negras enluvadas e deixada aos cuidados do hospital privado que a família preferiu”, relata a socorrista na publicação.

Em entrevista à CNN, Laura afirmou ter vivenciado casos de racismo em todas as funções que desempenhou como profissional de saúde.

“No momento do atendimento, isso não me causou nenhum desconforto até porque sendo negra eu lido com o racismo estrutural de sempre. A vítima, o paciente que eu tinha para atender, era a minha prioridade – é sempre a nossa prioridade. Entendo o racismo como uma pauta importante, mas a vida se sobrepõe a isso”, disse.

Na publicação, a socorrista destaca o valor da resiliência ao afirmar que o melhor tratamento possível foi destinado ao paciente por que “quem eles são não muda quem eu sou”.

“Eu gostaria muito que como sociedade nós aprendêssemos algumas lições com casos de racismo como esse e como muitos outros. Nesse caso, especificamente, a lição que deveria ser aprendida e eu seria muito grata a Deus, é a lição que a vida sempre se sobrepõe”, disse Laura.

As minhas mãos estavam sim enluvadas, mas não foram as minhas mãos enluvadas que salvaram a vida daquele homem, foram os meus conhecimentos, minha experiência, minha história de superação e não há nada que eles possam fazer a respeito. É preciso aceitar, ainda que você seja racista

Laura Cristina Cardoso, socorrista do Samu

“A vítima foi devidamente atendida pelas minhas mãos negras enluvadas”, disse a socorrista Laura Cristina Cardoso, ao centro / Reprodução/Facebook

Casos como o de Laura não são incomuns no país. Dados do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo e da Articulação Nacional da Enfermagem Negra apontam que a maior parte dos enfermeiros e técnicos em enfermagem que se declaram pretos ou pardos já sofreu ou percebeu algum tipo de ato discriminatório.

Dentre os que trabalham em São Paulo, onde a socorrista do Samu foi vítima, 64% dos enfermeiros e técnicos em enfermagem entrevistados relataram que já perceberam racismo na unidade de saúde onde trabalham e 55% disseram que a discriminação veio dos pacientes.

Um outro estudo, realizado em Ribeirão Preto, com 182 pessoas, revelou que 71,54% delas perceberam, em algumas situações, ter sofrido discriminação racial em serviços de saúde.

Perpetuação do crime de racismo

“Em uma turma de 100 pessoas, eu era a única estudante negra”, conta a professora Silvia Maria Santiago, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “O espaço para que a questão do racismo fosse discutida no meu tempo, 40 anos atrás, era completamente diferente do que a faculdade está sendo obrigada a responder neste momento”, afirma.

Além de lecionar no curso de medicina da Unicamp, Silvia também atua como diretora-executiva de Direitos Humanos da universidade. Segundo ela, a persistência do crime de racismo no Brasil está associada a causas multifatoriais.

“Essa é uma mazela que acho difícil a gente se livrar se não mudarmos radicalmente o valor das vidas. Enquanto as vidas tiverem diferentes valores na sociedade, nós vamos ter sempre o racismo presente”, afirma. “Nós temos na sociedade brasileira ainda uma identificação do negro como um humano não tão humano quanto o branco. Existe uma diferenciação de qualidade de vida, de valor da vida de um e de outro de uma sociedade que não aceita a diversidade”, completa.

A professora avalia que por trás dos casos de racismo também há uma desconfiança infundada sobre a capacitação dos profissionais negros em comparação com o suposto desempenho de especialistas brancos.

“Eu sou médica e tem o caso em que o próprio paciente muitas vezes esperou meses pela consulta e se decepciona quando vai ser atendido e o médico ou a médica são negros, por vários motivos. Há uma inconformidade no sentido de entender que aquele profissional pode ser tão competente quanto um profissional branco ou mais”, diz Silvia.

Vítima de racismo quando atuava em uma clínica da família na Zona Oeste do Rio de Janeiro, a enfermeira Júlia Carvalho da Silva, 27, relata que teve questionada a sua capacidade como profissional.

Estava no consultório de atendimento e, no momento em que eu precisei sair da sala para pegar uma impressão na administração, uma das pacientes de alguma urgência, quando me viu, me olhou de cima a baixo e falou para a amiga do lado acreditando que eu não iria escutar: ‘essa escurinha aí que vai me atender?’

Júlia Carvalho da Silva, enfermeira

No fluxo de demandas do dia, a paciente foi designada para atendimento pela enfermeira. Júlia conta que embora a situação tenha sido desconfortável ela não manteve uma postura de enfrentamento.

“A minha reação nunca foi essa de combate, eu preferi sempre mostrar o contrário, eu acho que essas pessoas são muito pobres de informação, elas pensam muito pequeno. Então, eu achei que a melhor forma de responder à ofensa dela, querendo ou não é uma ofensa, o preconceito dela, foi atendê-la da melhor forma que eu podia”, afirma.

Segundo a enfermeira, situações de racismo no ambiente de trabalho podem se apresentar de diferentes maneiras – algumas mais discretas, outras mais evidentes, como neste caso. Ela afirma que, no caso dos profissionais da saúde, o cabelo ainda é alvo de comentários racistas, seja em relação ao estilo black power ou no uso de tranças.

“É possível enfrentar esse problema social de saúde pública com informação e também com mudanças no vocabulário. Ainda se utiliza muitas frases racistas e precisamos problematizar isso, em vez de romantizar. Acho fundamental, ainda, termos representatividade nas instituições”, ressalta.

Discussão do racismo na formação acadêmica

Em 2017, a Unicamp adotou um sistema de cotas étnico-raciais que reserva 25% das vagas disponíveis para candidatos autodeclarados pretos e pardos. De acordo com a professora Silvia Maria Santiago, a medida tem provocado mudanças no perfil dos estudantes da instituição, em especial no curso de medicina, que passou a contar com mais alunos pretos.

“Em uma aula de dermatologia, os livros trazem as lesões de pele em pessoas brancas. Os alunos perguntam ao professor como a lesão aparece na pele negra. Eles estão tensionando o ensino de várias doenças em como elas se manifestam em negros. A faculdade está precisando responder a isso”, diz.

A professora da Unicamp avalia que o tema do racismo ainda é pouco debatido durante os cursos de graduação da área da saúde. Ela relata, por exemplo, que uma das dificuldades enfrentadas por estudantes negros do curso de medicina da Unicamp foi participar de aulas de anatomia que contavam com a manipulação de cadáveres não reclamados ou doados para estudos, que são em sua maioria de pessoas negras.

Em reflexão sobre o problema, a 59ª turma de medicina da Unicamp e o Coletivo Quilombo Ubuntu realizaram uma cerimônia, no dia 8 de abril, em homenagem aos cadáveres negros do Laboratório de Anatomia do Instituto de Biologia. O evento contou com atividades culturais, debates e a inauguração de uma placa.

“O que efetivamente combate o racismo é ter o negro presente em todas as instâncias da sociedade. Tenho certeza que daqui alguns anos universidades como a Unicamp que é essencialmente branca, mas começa a ficar cada vez mais mesclada, serão muito menos racistas, mais diversas e mais plural. Para que isso aconteça, precisamos de políticas públicas”, ressalta.

Evento na Unicamp homenageia cadáveres negros do acervo do Laboratório de Anatomia / Foto: Antonio Scarpinetti/Unicamp

A médica Mariangela Sousa Vaz, 45, ginecologista e obstetra de Cotia, no interior de São Paulo, conta que um dos casos mais marcantes de racismo aconteceu durante a faculdade de medicina. Formada pela Unicamp, Mariangela relata o ocorrido no período do internato, etapa da graduação que permite a vivência mais próxima com o atendimento clínico.

“Estava no sexto ano e iria acompanhar um caso no consultório da faculdade com duas outras internas, uma loira e a outra japonesa. Assim que o professor entrou, ele meio que foi me empurrando para fora da sala – eu estava de avental, falando que o acompanhante não poderia ficar dentro da sala. Das três, por que motivo ele achou que eu era a acompanhante?”, conta a médica.

Mais tarde, já no primeiro emprego, Mariangela foi surpreendida por outra situação constrangedora, desta vez em um refeitório, causada pelo diretor do hospital.

“Acho que ele não acreditava que eu era médica, ele me tratou muito mal no refeitório, na frente de todo mundo. Gritou comigo, dizendo que eu não podia guardar lugar e perguntando se eu sabia quem era ele. Estava com outros amigos médicos e respondi que uma amiga estava sentada ao meu lado. As pessoas nunca achavam que eu era médica”, diz.

Formada há 22 anos, a médica avalia que embora o número de negros e negras nos cursos de graduação em medicina ainda esteja abaixo na comparação com os alunos brancos, o cenário atual tem apresentado mudanças graduais.

“Nós estamos começando a ocupar postos melhores, a ganhar um pouco mais e ter uma formação melhor, mas é algo que vai ser trabalhado a longo prazo. O racismo tem que ser combatido por nós, como temos feito a partir da criação de movimentos que juntam as forças, mostrando que todos somos iguais e podemos chegar onde quisermos”, destaca.

Racismo estrutural e representatividade

Um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que a população negra está mais exposta à precarização das relações de trabalho, ganha menos, tem menos cargos de direção e foi mais atingida pela perda de vagas durante a pandemia. O levantamento divulgado em novembro de 2021 mostrou que 60% dessa população ainda não conseguiu voltar ao mercado de trabalho durante a pandemia.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que negros e negras são minoria nos cargos de liderança. De acordo com o levantamento, menos de 3% de mulheres e homens negros alcançam cargos de diretoria ou gerência no Brasil.

Outra pesquisa, realizada pelo portal “Vagas.com”, apontou que a maioria dos pretos e pardos ocupam cargos operacionais (47,6%) ou técnicos (11,4%). Enquanto os cargos de diretoria, supervisão ou coordenação e postos sêniores contam com uma parcela mínima dessa população. Nos cargos de diretoria, apenas 0,7% dos profissionais eram pretos ou pardos.

De acordo com os especialistas, a ausência ou escassez de pretos e pretas em determinadas posições no mercado de trabalho contribui para a reprodução de discursos racistas. Nesse sentido, eles defendem que a representatividade, com uma maior participação dessa população em variados âmbitos da sociedade, pode ajudar a reduzir os casos de racismo.

O enfermeiro e professor da Universidade Paulista (Unip), Roudom Ferreira Moura, conta que já enfrentou diversas situações de racismo ao longo da vida. Um dos episódios mais marcantes e recentes aconteceu em uma unidade de saúde onde ele fazia supervisão de uma disciplina com estudantes de enfermagem.

“Estava tirando algumas dúvidas e questionando os alunos sobre as questões técnicas práticas quando, do nada, surge um enfermeiro da própria unidade básica de saúde, olha para os alunos e pra mim e fala, ‘gente, olha que engraçado, todos vocês são brancos mas o professor de vocês é moreno’”, relata.

O professor conta que naquele momento ficou sem reação, assim como os alunos, e que, passado o choque, se perguntou se o mesmo teria ocorrido se fosse um professor branco lecionando para alunos negros.

“O fato de ser um professor universitário que estava ali com os alunos que eram brancos e, ao contrário da cor dos alunos, eu sou negro, incomodou o enfermeiro e trouxe essa reflexão ‘olha que engraçado, isso não é natural, não é comum, não está no imaginário social’, né. De se ter um professor universitário que é preto, que está trazendo reflexões, questões de aprendizagem e de ensino para alunos brancos”, afirma.

Desde 2015, o especialista atua no estudo das diferentes formas de racismo, como o estrutural e o institucional. Enquanto o primeiro destaca a formação da sociedade com base na inferioridade do negro – com todas as consequências negativas sobre isso, o segundo se manifesta nas estruturas de organização da sociedade e nas instituições, o que inclui o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Existe no imaginário social que o nível superior pertence aos brancos, isso traz alguns problemas. Conheço amigos médicos que, por serem negros, as pessoas subestimam, interrogam: é médico mesmo? Por que no imaginário social médico é branco“, diz Moura.

Para o especialista, o Brasil, que conta com maior parte da população negra ou parda segundo dados do IBGE, ainda convive com esse tipo de discriminação por conta de resquícios do contexto histórico do país.

“No Brasil, tivemos uma escravidão que durou quase quatro séculos cuja situação tem se perpetuado até hoje. Mulheres e homens negros ainda sofrem com a marginalização no mercado de trabalho, nas universidades e outros setores sociais”, completa.

Os impactos do racismo para a população negra vão além da perpetuação da desigualdade social e econômica. Segundo Moura, o racismo também contribui para a piora nos indicadores de saúde de grande parte dessa população, gerando iniquidades e levando ao adoecimento e à morte.

“Quando estudamos a determinação do processo entre saúde e doença, entendemos que o racismo é um dos determinantes que vai desencadear, nesse processo, mais doença no indivíduo. O preto, periférico e pobre, por exemplo, está em ambientes desfavoráveis, que propiciam mais doenças infectocontagiosas, mas também está mais suscetível ao desenvolvimento de doenças crônicas pelo ambiente em que vive”, diz.

O professor avalia que as ações afirmativas são políticas públicas que contribuem para o enfrentamento do problema. Para ele, o sistema de cotas raciais e sociais nos vestibulares e nos concursos públicos pode fazer com que as desigualdades sociais e econômicas sejam reduzidas ao longo do tempo.

Implicações jurídicas

Diante de uma situação de urgência ou emergência, caso o profissional vítima de racismo ou injúria racial negue atendimento, o ato pode ser considerado Omissão de Socorro. A recomendação dada pelos conselhos é realizar o devido atendimento e registrar o ocorrido no prontuário e, em seguida, proceder com as medidas administrativas e judiciais cabíveis.

“Apesar de o Direito Penal ser um instrumento insuficiente para o enfrentamento de crimes raciais, o Supremo Tribunal Federal entendeu recentemente que o crime de injúria racial é espécie do gênero racismo. Portanto, é imprescritível, conforme o artigo 5º, XLII, da Constituição. Assim, hoje, quem comete qualquer ato discriminatório pode ser enquadrado nos crimes de racismo ou injúria racial”, explica o advogado Marcus Vasconcelos.

O especialista atua no escritório Alves, Cavalcanti, Maia e Vasconcelos, em Maceió, Alagoas, formado exclusivamente por profissionais pretos e pretas. Ele explica que no caso da socorrista Laura Cristina Cardoso, mãe e filho responsáveis pelos atos discriminatórios podem responder pelo crime de injúria racial.

crime é previsto no Código Penal e estabelece punição de 1 a 3 anos de reclusão e multa para quem ofende a dignidade de outra pessoa utilizando elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, entre outros. Consistindo, assim, ataque à honra ou à imagem e violação de direitos constitucionais.

Diferente do crime de racismo, previsto na Lei 7.716/1989, que ocorre quando a pessoa do agressor atinge um grupo ou coletivo de pessoas, discriminando uma etnia de forma geral. Assim, no crime de racismo, a ofensa é contra uma coletividade, por exemplo, toda uma raça, não há especificação da vítima.

O advogado explica que em caso de injúria racial, a vítima pode registrar um boletim de ocorrência em delegacia comum ou especializada em crimes raciais e delitos de intolerância.

“É importante mencionar também que a assistência por meio da advocacia é imprescindível para que se apresente queixa-crime, e assim, haja um processo criminal. Também é recomendável que a vítima identifique possíveis testemunhas e anote os seus contatos para que sirva de prova no processo, inclusive de dano moral”, explica Vasconcelos.

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