FILOSOFIA: A FILOSOFIA NO PENSAMENTO E PELA ÓTICA DOS MAIORES FILÓSOFOS DE TODOS OS TEMPOS

Nesta segunda-feira, aqui na coluna FILOSOFIA você vai aprender mais sobre FILOSOFIA. O texto a seguir trata do conceito de Filosofia segundo a visão e o pensamento dos mais diversos grandes filósofos ao longo da história da humanidade. Então pode ser considerado um compêndio da filosofia universal em que você passará a entender profundamente sobre filosofia. Então, não perca essa excelente oportunidade e leia o texto completo a seguir! 

Filosofia

O pensador, de Rodin: história, análise e curiosidades - Cultura Genial

A filosofia foca questões da existência humana, mas diferentemente da religião não é baseada na revelação divina ou fé, e sim na razão.

Desta forma, a filosofia pode ser definida como a análise racional do significado da existência humana, individual e coletivamente com base na compreensão do ser.

E apesar de ter algumas semelhanças com a ciência muitas das perguntas da filosofia não podem ser respondidas pelo empirismo experiencial.

Aristóteles, Pitágoras, Platão, Sócrates, Descartes, Locke, Kant, Freud e muitos outros fizeram suas teorias baseadas nas diversas disciplinas da filosofia – logica, metafisica, ética, filosofia política e estética, entre outras.

Nos dias de hoje a palavra filosofia é muitas vezes usada para descrever um conjunto de ideias ou atitudes, como exemplo: filosofia da vida, filosofia política, filosofia da educação, etc.

A filosofia surgiu na Grécia antiga por volta do século VI a.C. Naquela época a Grécia era o centro cultural importante e recebia influencias de várias partes do mundo.

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Grécia Antiga centro cultural – Imagem da Internet

Assim, o pensamento crítico a partir daquele momento começou a florescer e muitos indivíduos começaram procurar respostas fora da mitologia grega. Essa atitude de reflexão que busca o conhecimento significou o nascimento da filosofia.

Antes de surgir o termo filosofia Heródoto já usava o verbo filosofar e Heráclito usava o substantivo filosofo. No entanto, vários autores indicam que Tales de Mileto foi o primeiro que se classificou como filosofo ou “amante da sabedoria”.

A ética na filosofia estuda os valores que regem os relacionamentos interpessoais, como as pessoas se posicionam na vida, e de que maneira elas convivem em harmonia com as demais. O termo ética é oriundo do grego, e significa “aquilo que pertence ao caráter”. A ética diferencia-se de moral, uma vez que a moral é relacionada a regras e normas, costumes de cada cultura, e a ética é o modo de agir das pessoas.

A partir do século VII a.C., os homens e as mulheres não se satisfaziam mais com uma explicação mítica da realidade. O pensamento mítico explica a realidade a partir de uma realidade exterior, de ordem sobrenatural que governa a natureza. O mito não necessita de explicação racional e, por isso, está associado à aceitação dos indivíduos e não há espaço para questionamentos ou críticas.

A ética na filosofia clássica abrange diversas outras áreas de conhecimento, como também a estética, a psicologia, a sociologia, a economia, pedagogia, política, etc.

Com o crescimento mundial e o início da Revolução Industrial, surgiu a ética na filosofia contemporânea e não mais aquela que Sócrates, Aristóteles, Epicuro e outros, procuraram estudá-la, então através da filosofia procuraram estudar as normas da sociedade e a conduta dos indivíduos, em relação ao que os faziam escolher entre “o bem e o mal”.

O filósofo – ou, o indivíduo que pratica a filosofia, é movido pela curiosidade e fundamentos da realidade, que sempre faz com que ele busque conhecimento, sem uma visão realista. A filosofia é um estudo para a vida toda, uma prática que dura eternamente. Um filósofo jamais para de buscar respostas e filosofar, pois é isso que caracteriza a filosofia.

Geralmente se considera, que depois da filosofia de Kant teve início uma nova etapa da filosofia, que se caracterizou por ser uma continuação do que pensava esse filosofo. Immanuel Kant (1724 – 1804) foi um filósofo prussiano, geralmente considerado como o último grande filósofo da era moderna.

Nesse período desenvolveu-se o idealismo alemão, que levou as ideias kantianas às últimas consequências. A noção de que há um universo inteiro – ou, a realidade em si mesma, inalcançável ao conhecimento humano.

Esse pensamento levou os idealistas alemães Fichte, Schelling e Hegel assimilar a realidade objetiva ao próprio sujeito, no intuito de resolver o problema da separação fundamental entre sujeito e objeto. Neste sentido Hegel postulou que o universo é espírito. E o conjunto dos seres humanos, sua história, sua arte, sua ciência e sua religião são apenas manifestações desse espírito absoluto em sua marcha dinâmica rumo ao autoconhecimento.

Mas, talvez a teoria que maior impacto filosófico provocou no século XIX não tenha sido elaborada por um filósofo. Ao propor sua teoria da evolução das espécies por seleção natural, Charles Darwin (1809-1882) estabeleceu as bases de uma concepção de mundo profundamente revolucionária. O filósofo que melhor percebeu as sérias implicações da teoria de Darwin para todos os campos de estudo foi Herbert Spencer (1820-1903). Em várias publicações Spencer elaborou uma filosofia evolucionista que aplicava os princípios da teoria da evolução aos mais variados assuntos, especialmente à psicologia, ética e sociologia.

Sem ser filosofo Darwin foi talvez, aquele que com a sua teoria da evolução das espécies trouxe maior impacto no século XIX – Imagem da Internet.

Também no século XIX surgem filósofos que colocam em questão a primazia da razão. Entre esses destacam-se Arthur Schopenhauer (1788-1860), Søren Kierkgaard (1813-1855) e Friedrich Nietzsche (1844-1900). Tomando como ponto de partida a filosofia kantiana, Schopenhauer defende que o mundo dos fenômenos – ou, o mundo que as pessoas o representam em ideias e que julgam compreender – não passa de uma ilusão e que a força motriz por trás de todos os atos e ideias humanos é uma vontade cega, indomável e irracional. Kierkgaard condena todas as grandes elaborações sistemáticas, universalizantes e abstratas da filosofia.

No século XX, a filosofia tornou-se uma disciplina profissionalizada das universidades, semelhante às demais disciplinas acadêmicas. Desse modo, tornou-se também menos geral e mais especializada. Para alguns estudiosos a filosofia tornou-se uma disciplina altamente organizada, feita por especialistas para especialistas. O número de filósofos cresceu exponencialmente, expandiu-se o volume de publicações e multiplicaram-se várias áreas de rigorosa investigação filosófica. Hoje, o campo mais amplo da filosofia é demasiadamente vasto para uma única mente.

Os filósofos britânicos Bertrand Russell e George Edward Moore romperam com a tradição idealista que predominava na Inglaterra em fins do século XIX e buscaram um método filosófico que se afastasse das tendências espiritualistas e totalizantes do idealismo.

Russell mostrou como resolver um problema filosófico empregando os recursos da nova lógica matemática. A partir desse novo modelo proposto por Russell, vários filósofos se convenceram de que a maioria dos problemas da filosofia tradicional, se não todos, não seriam nada mais que confusões propiciadas pelas ambiguidades e imprecisões da linguagem natural. Quando tratados numa linguagem científica rigorosa, esses problemas revelar-se-iam como simples confusões e mal-entendidos.

Uma postura ligeiramente diferente foi adotada por Ludwig Wittgenstein, discípulo de Russell. Segundo Wittgenstein, os recursos da lógica matemática serviriam para revelar as formas lógicas que se escondem por trás da linguagem comum.

Sob a inspiração dos trabalhos de Russell e de Wittgenstein, o Círculo de Viena passou a defender uma forma de empirismo que assimilasse os avanços realizados nas ciências formais, especialmente na lógica. Essa versão atualizada do empirismo tornou-se universalmente conhecida como neopositivismo ou positivismo lógico. O Círculo de Viena consistia numa reunião de intelectuais oriundos de diversas áreas (filosofia, física, matemática, sociologia, etc.) que tinham em comum uma profunda desconfiança em relação a temas de teor metafísico.

Círculo de Viena constituído dor intelectuais de diversas áreas da ciência – Imagem da Internet.

Fora dos países de língua inglesa, floresceram diferentes movimentos filosóficos. Entre esses destacam-se a fenomenologia, a hermenêutica, o existencialismo e versões modernas do marxismo. Para Husserl, o traço fundamental dos fenômenos mentais é a intencionalidade. A estrutura da intencionalidade é constituída por dois elementos, o primeiro elemento é o ato intencional e o segundo é o objeto do ato intencional. A ciência da fenomenologia trata do significado ou da essência dos objetos da consciência.

A filosofia clínica é um termo utilizado para definir diversos conceitos filosóficos, voltado à “terapia da alma”, usando o potencial prático da filosofia como recurso terapêutico para indivíduos, organizações ou empresas através de consultas individuais, discussões de grupo, seminários, palestras, etc. No Brasil o termo está fortemente vinculado ao movimento realizado pelo filósofo Lúcio Packter e vem sendo apontado como uma ferramenta terapêutica de grande monta.

Não há uma definição simples que consiga responder o que é filosofia, pela própria extensão do conteúdo por ela produzido. O que se convencionou chamar de “filosofia” pelas diferentes respostas que os filósofos deram a ela no decorrer da história, muitas vezes alguns refutaram as interpretações de outros – e, com estes desmentidos fica o desconhecimento de fato, o que é filosofia.

Como já foi anteriormente mencionado, os “problemas” trazidos pela Filosofia só podem ser resolvidos por meio da investigação racional, pois não podem ser constatados por meio de uma experimentação, como faz a Matemática, através de cálculos, ou de análise de documentos, como faz a História.

Existe uma diversidade filosófica em várias formas literárias. Parmênides escreveu o que pensava em forma de poema, Platão em diálogos, Epicuro em cartas e Nietzsche escreveu em forma de aforismos. Apenas com esses exemplos já se vê, que não esgotam a pluralidade da escrita e da atividade filosófica. As formas de se fazer filosofia vão muito além dos tratados e das dissertações.

O que alguns filósofos dizem sobre O que é a Filosofia:

Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.): A admiração sempre foi, antes como agora, a causa pela qual os homens começaram a filosofar;a princípio, surpreendiam-se com as dificuldades mais comuns; depois, avançando passo a passo, tentavam explicar fenômenos maiores, como, por exemplo, as fases da lua, o curso do sol e dos astros e, finalmente, a formação do universo. Procurar uma explicação e admirar-se é reconhecer-se ignorante.”

Epicuro (341 a. C. – 270 a. C.) – “Nunca se protele o filosofar quando se é jovem, nem o canse fazê-lo quando se é velho, pois que ninguém é jamais pouco maduro nem demasiado maduro para conquistar a saúde da alma. E quem diz que a hora de filosofar ainda não chegou ou já passou assemelha-se ao que diz que ainda não chegou ou já passou a hora de ser feliz.”

Epicuro – Imagem da Internet

Descartes escreveu uma frase que é como um tributo à escola de Epitecto: “É mais fácil mudar seus desejos do que mudar a ordem do mundo”.

Outro ensinamento crucial por ele deixado:” a pessoa só deve ocupar definitivamente daquilo que está sob seu controle. Não se deve nem se entusiasmar com tapas amáveis que se dê em suas costas e nem se deprimir com um gesto de frieza. Não se pode entregar aos outros o comando de seu estado de espírito”.

Não é aquele que lhe diz injúrias quem ultraja a pessoa, mas sim a opinião que esta tem dele”, disse Epitecto. “Se a pessoa ignora quem a insulta, ela lhe tira o poder dele de chateá-la. Não são exatamente os fatos que moldam o estado de espírito de uma pessoa, mas sim a maneira como ela os encara”.

Para os desafios perenes da humanidade, as palavras de Epitecto são uma lembrança eterna disso – evitar que se tenha opiniões ruins sobre as coisas, como de fato costumam ser. A mente humana parece sempre optar pela infelicidade.

Epitecto – Imagem da Internet

Outra lição filosoficamente essencial é não se inquietar com o futuro. O sábio vive apenas o dia de hoje. Não se atormenta com o que pode acontecer amanhã. Este conceito é comum em quase todas as escolas filosóficas, ter o descaso pelo dia seguinte, procurando apenas vivenciar o aqui agora, mesmo em situações extremas.

O futuro é fonte de inquietação permanente para a humanidade. O medo do dia de amanhã impede que a pessoa se desfrute o dia de hoje. “A imprevidência é uma das maiores marcas da sabedoria”, escreveu Epicuro, que nascido em Atenas em 341 a.C. Ele pregava e praticava a simplicidade, no entanto seu nome ficou vinculado à busca frívola do prazer.

Edmund Husserl (1859-1938): “Qual o pensador para quem, na sua vida de filósofo, a filosofia deixou de ser um enigma?”

Friedrich Nietzsche (1844-1900): “Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre tomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes”.

Kant (1724-1804): “Não se ensina filosofia, ensina-se a filosofar”.

Ludwig Wittgenstein (1889-1951): “Qual o seu objetivo em filosofia? – Mostrar à mosca a saída do vidro.”

Maurice Merleau-Ponty (1908-1961): “A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo.”

Gilles Deleuze (1925-1996) e Félix Guattari (1930-1993):“A filosofia é a arte de formar, de inventar, de fabricar conceitos… O filósofo é o amigo do conceito, ele é conceito em potência… Criar conceitos sempre novos é o objeto da filosofia.”

Karl Jaspers (1883-1969): “As perguntas em filosofia são mais essenciais que as respostas e cada resposta transforma-se numa nova pergunta”.

García Morente (1886-1942): “Para abordar a filosofia, para entrar no território da filosofia, é absolutamente indispensável uma primeira disposição de ânimo. É absolutamente indispensável que o aspirante a filósofo sinta a necessidade de levar seu estudo com uma disposição infantil. (…) Aquele para quem tudo resulta muito natural, para quem tudo resulta muito fácil de entender, para quem tudo resulta muito óbvio, nunca poderá ser filósofo”.


Entretanto, a Filosofia não tem respostas para essas questões, ela sugere. Mais do que fornecer respostas prontas, a Filosofia sugere caminhos possíveis e coerentes, caminhos que podem ser seguidos por qualquer um, desde que se disponha a utilizar a sua razão e que se conduza uma análise crítica das atitudes e das práticas adotadas em sua própria vida.
Filosofia é útil para os que querem conhecer a si mesmos e entender de onde surgem as ideias que estão em sua mente. Ela é necessária para os que têm interesse em questionar os fundamentos das ciências, da política, da arte e da religião. Para os que têm necessidade de encontrar uma resposta às perguntas: “qual o sentido da vida”, “qual o sentido do universo”, “qual o sentido de tudo?” …

A Filosofia é o estudo das inquietações e problemas da existência humana, dos valores morais, estéticos, do conhecimento em suas diversas manifestações e conceitos, visando o sentido da verdade; portanto sem procurar se mostrarr como verdade absoluta, nem tentar achar máximas como verdade absoluta.

Ela se distingue de outras vertentes de conhecimento. Os métodos dos estudos filosóficos estão fundamentados na análise do pensamento, nas experiências práticas da mente, na lógica e na análise conceitual.

o dimensional desperto quando experiencia na realidade física, deve nela procurar “o bem viver”, “conduzindo-se filosoficamente” neste mundo da razão e dos sentidos. Mas, quando ele alcança a sintonia mental e a interação consciente com outras realidades regidas por outras Leis Universais não mais próprias ao mundo físico, o seu entendimento, a sua percepção e o seu sentido de valores ampliam-se – inclusive seus conceitos filosóficos…

Fontes de consulta:

1 –Filosofia – O que é, Conceito e Definição

2 – ww.coladaweb.com › Filosofia

3 – https://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia

4 – O que é filosofia? para que serve a filosofia?

www.mundodafilosofia.com.br/artigo5.html

5 – O que é a filosofia? – Crítica

criticanarede.com/fa_5excerto.html

Fonte: Pegasus Portal

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FILOSOFIA: -OS CAUSOS ENGRAÇADOS DE ARIANO SUASSUNA

Pra esta terça feira, um pouco de diversão  com os causos engraçados  do melhor humorista  de todos os tempos, o inesquecível Ariano Vilar Suassuna. Foi um dramaturgo, romancista, ensaísta, poeta, professor e advogado brasileiro. Idealizador do Movimento Armorial e autor das obras Auto da Compadecida e O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, foi um preeminente defensor da cultura do Nordeste do Brasil

Fonte:

Território Conhecimento
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FILOSOFIA: COMO AS PALAVRAS TÊM FORÇA E SÃO IMPACTANTES!

Um dos maiores ícones da humanidade em todos os tempos Martin Luther King é o destaque da nossa coluna FILOSOFIA desta quarta-feira. Aproveite para conhecer melhor essa figura ímpar, que revolucionou as classes sociais nos Estados Unidos através do seu movimento pela igualdade entre brancos e negros. A sua frase “Eu tenho um sonho” foi tão impactante que entrou para a história da oratória. O mundo nunca mais foi o mesmo depois de Martin Luther King. Saiba o porquê!

“Eu tenho um sonho”. Conheça o impacto da frase de Martin Luther King

No ano de 1963, ocorreu a Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade, em que Martin Luther King – um pastor afro-americano de 34 anos de idade – discursou para um público de aproximadamente 250 mil pessoas. Tal discurso provocou uma reviravolta na época com o seu impacto e a frase “Eu tenho um sonho” entrou para a história da oratória. Um ano após essa marcha, a Lei dos Direitos Civis foi aprovada nos EUA, sendo, assim, o primeiro passo dado pelo governo norte-americano na luta contra o racismo. Quer saber mais sobre esse marco na busca por direitos iguais? Atente-se!

Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade

Esta marcha foi uma grande manifestação de cunho político que ocorreu no dia 28 de agosto de 1963 em Washington, capital dos EUA. O líder e organizador desse ato foi o pastor, advogado, pacifista e ativista dos direitos humanos Martin Luther King, que conseguiu reunir mais de 200 mil pessoas no protesto para discursar, pedir, orar e clamar pela liberdade, justiça social, emprego e especialmente pelo fim da desigualdade e segregação racial contra o povo negro do país.

A maioria dos manifestantes eram negros e muitos deles caminharam por estradas até o local da marcha – fato que gerou uma certa preocupação ao governo do presidente na época, John Kennedy. John simpatizava com a causa, mas temia que toda a aglomeração causasse conflitos prejudiciais às aprovações dos direitos civis e, assim, manchasse internacionalmente a imagem dos EUA. Mas esse temor não se concretizou, pois a marcha foi totalmente organizada e repercutiu mundialmente como a maior força política em prol das leis do direito de voto e dos direitos civis, nos anos 1964 e 1965.

Cerca de 75% das pessoas da manifestação eram negras. E esse movimento teve a participação de advogados, fazendeiros, operários e até grandes nomes do cinema.

Imagem da estátua de Martin Luther King.
Direitos autorais : actionsports

Martin Luther King, o líder

Martin foi desde a juventude um grande ativista contra a discriminação racial e um dos maiores líderes de todos os movimentos em prol dos direitos dos negros. Ao liderar a Marcha de Washington, alcançou um de seus ápices ao fazer o seu discurso impactante nomeado “I have a dream” (eu tenho um sonho, em português). Nesse discurso, Martin detalha uma sociedade e um cenário em que os negros e brancos possam viver juntos em harmonia.

Antes de discursar, o pastor e ativista foi recebido com uma grande salva de palmas de todos os que aguardavam as suas palavras. Martin iniciou o seu discurso fundamentando a realização e o ideal da marcha, além de explicar o motivo da localização do palanque – em um Monumento como forma de homenagem a Abraham Lincoln, o presidente que assinou a lei da Abolição da Escravidão e que, por esse motivo, enfrentou uma Guerra Civil.

No decorrer das palavras, Martin ressaltou que os negros ainda não eram cidadãos livres e falou pela luta da liberdade, dos direitos da vida e enfatizou a busca pela felicidade. Em resposta às alas mais radicais de Malcolm X, disse que o povo negro não precisava saciar a sede por liberdade em taça de revolta e ódio, mesmo firmando a ideia de que ninguém deveria ficar satisfeito com as verdades tortas que as elites da época contavam.

Imagem de várias braços erguidos. Eles estão pintados com as cores e os símbolos da bandeira dos Estados Unidos. Ao fundo a imagem do céu azul. Sobre ele a frase escrita: Dia de Martin Luther King - Eu tenho um sonho.
Direitos autorais : belchonock

Extremamente emocionado, o ativista abandonou o discurso escrito e deu início a um improviso, que começou com um trecho que marcou a história: “…eu tenho um sonho, que um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos se sentarão juntos à mesa da fraternidade…”. Esse momento foi regado a silêncio e lágrimas e emocionou toda a multidão presente.

Martin Luther King finalizou o discurso pedindo que todas as pessoas dessem as mãos e entoassem um antigo hino religioso conhecido pelos tempos de escravidão: “Livres, finalmente livres! Graças a Deus estamos livres!”.

Durante a tarde, John Kennedy recebeu em seu gabinete alguns líderes da Marcha e declarou o seu apoio à reivindicação. Mas, infelizmente, não foi ele que introduziu a proposta para ser aprovada pelo Congresso Americano, pois em menos de 3 meses após esse dia, foi assassinado ao visitar Dallas, no Texas.

Imagem de um coração preenchido com as cores e os símbolos da bandeira dos Estados Unidos. Sobre a imagem do coração está escrito as frases: Martin Luther King - Eu tenho um sonho".
Direitos autorais : Andrey Vinnikov

O impacto de “Eu tenho um sonho”

Na época, a cultura da segregação racial era muito forte nos EUA e boa parte da população foi tocada com o discurso de Martin. Ao proferir palavras profundas e enfatizar o desejo simples e genuíno pela liberdade e pela igualdade racial, o pastor e advogado fez com que toda a sua luta pelo povo negro ganhasse força, não só nos Estados Unidos, mas no mundo inteiro. Como consequência da marcha e do discurso, o apelo contra a segregação racial e os direitos em prol da causa foram firmados nas leis do país.

A Lei de Direitos Civis foi aprovada nos EUA no ano de 1964, fazendo com que os negros pudessem ocupar todos os espaços do país da mesma forma que os brancos. Em 1965, a população negra conquistou os mesmos direitos de voto. Em 1964, Martin recebeu o Prêmio Nobel da Paz e, em 1968, foi assassinado, mas isso não calou a voz da sua luta, pois a sua garra em finalizar a marginalização dos negros fez com que diversos regimes de segregação racial fossem extintos no mundo inteiro.

Imagem da bandeira dos Estados Unidos e sobre ela está escrita a frase de Martin Luther King: Eu tenho um sonho.
Direitos autorais : belchonock

Veja um trecho do discurso:

“Eu tenho um sonho que um dia esta nação irá se levantar e viver o verdadeiro significado da sua crença. Nós comemoraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia, nas montanhas vermelhas da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes de donos de escravos se sentarão juntos à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, mesmo o estado do Mississippi, um estado inóspito sufocado pelo calor da injustiça e sufocado pelo calor da opressão, se tornará um oásis de justiça e liberdade. Eu tenho um sonho, que meus quatro pequenos filhos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor da pele, mas pelo conteúdo do seu caráter. Eu tenho um sonho hoje. Eu tenho um sonho que um dia, o estado do Alabama, com seus racistas cruéis, cujo governador cospe palavras de “interposição” e “anulação”, um dia bem lá no Alabama meninos negros e meninas negras possam dar as mãos com meninos brancos e meninas brancas, como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje.”

Fonte: Eu Sem Fronteia

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FILOSOFIA: A RELIGIOSIDADE IMPOSTA MOLDOU NOSSOS PADRÕES, TRANSFORMANDO-NOS EM ZUMBIS ITINERANTES

Na nossa coluna FILOSOFIA desta sexta-feira temos um REFLEXÃO muito importante a fazer sobre RELIGIOSIDADE X ESPIRITUALIDADE, que o escritor Vander Luiz Rocha faz com muita maestria, quando questiona por que, e para que existo? Poucos fazem, preferem cumprir deveres religiosos ou deixar esse assunto de lado. Então essa é uma excelente oportunidade de você refletir sobre isso. Então lhe convido a ler o texto completo a seguir para entender que é fundamenta deixar a mente livre e aberta ao conhecimento, além d nosso tempo!

Além do nosso tempo

Vander Luiz Rocha

Escrito por Vander Luiz Rocha

Pessoa sentada em um banco de madeira, em frente ao mar, em um dia nublado.

A religiosidade é imposta em nosso subconsciente desde que nascemos e é alicerçada pelos costumes da sociedade. Tal prática moldou em nós padrões para explicar a nossa existência terrena, transformando-nos em zumbis itinerantes num planeta desconhecido.

Somada a essa religiosidade, com o passar dos dias, no afoitamento do cumprimento das obrigações, bombardeados pela publicidade que nos impele ao consumismo, impulsionados pelo dever a cumprir, exigido pelos compromissos financeiros, necessitados de nos mantermos atuais… Nos debilitamos.

Nesse processo nos é oferecido um deus à imagem e semelhança humana, tal como os reis medievais, e tão vaidoso que precisa ser louvado. Crer nesse deus mito é bom, já que ele tudo pode, cria e mata, faz e acontece, etc., limitando a grandeza espiritual a vistosos espetáculos.

Tenha fé nele, que tudo dará certo, e os devotos o procuram nos templos, como os negociadores na busca de comércio.

Iludidos pela teoria do menor esforço, contam com o destaque pessoal perante a sociedade, permanecendo distantes do trabalho que edifica por não se dedicarem ao serviço interior.

Assim moldados a pensar e a agir, não refletimos com a necessária cautela e ponderação sobre nós e deixamos de viver, permanecendo escravos de conceitos, gaiolas que nos impedem de voar. É fundamental ter a mente livre.

Pensar sobre si, perguntar: por que, e para que existo? Poucos fazem, preferem cumprir deveres religiosos ou deixar esse assunto de lado.

Qualquer que seja o ensinamento para o bem, há de ser entendido tal como é, assimilado como expresso, levando-os ao uso habitual, nunca interpretados. Entendamos que os interpretadores imprimem a eles características de suas concepções individuais, impregnando-os com suas inclinações e estados psíquicos, trazem-nos segundo seu entender, assim ensinam

Ninguém, depois do sepulcro, gozará de um descanso a que não tenha feito jus, tampouco o nada vem após o fenecimento corpóreo, o corpo morre, nós continuamos.

Havemos de viver no exercício do aprendizado espiritual e não só para o material, que há de ser entendido como tonificante necessário para o viver corpóreo. Há de haver equilíbrio entre ambos.

Na parte IV do seu livro “República”, Platão concebe o homem como corpo e alma. Enquanto o corpo modifica-se e envelhece, a alma é imutável, eterna e divina.

Construímos o nosso mundo exterior à semelhança do nosso mundo interior. Ter na evolução interior o tempero do espírito fará com que tenhamos a satisfação do viver, pois haverá sabor no que fazemos, tocamos ou pensamos.

O ser humano que perdeu ou não adquiriu a consciência da espiritualidade não conseguirá evoluir. Poderá crescer materialmente, mas não alcançará a plenitude do sabor da vida, porquanto se ilude pela compra de alegrias.

Ainda sobre Platão, ele afirma que “não podemos ser felizes quando somos dominados pela concupiscência e pela cólera, isso porque as paixões sempre nos conduzem por caminhos perigosos e contraditórios e fazem com que os desejos e os impulsos violentos de nosso corpo tirem nosso bom senso”.

O risco de nos corrompermos é contínuo, a etiqueta social nos remete a um conjunto de regras não escritas que determinam o comportamento humano em sociedade, quem não se comportar dentro dessa norma é censurado, marginalizado.

Por querer estar moderno, há quem acompanha a moda, por mais corrupta que ela seja. Também, hoje em dia, a consciência própria é quase sempre desvirtuada pelo martelar contínuo de proclames, que criam e descriam necessidades. Sem dúvida, somos conduzidos pela mídia a nos comportarmos desse jeito, a nos vestirmos como desejam e a nos alimentarmos do que ofertam. Quem se deixar levar por esse vendaval será rebocado pelos interesses econômicos, materializando-se sempre mais.

Não é dito aqui que nos tornemos retrógrados, absolutamente. Se a roupa mostrada na televisão nos agrada, por que não vesti-la? O que não podemos é perder a nossa individualidade, não corromper a consciência, e, principalmente, não se dedicar ao volátil.

O equilíbrio interior, em espírito, é o que nos leva a ser melhor, a ser feliz. Só evoluímos se formos capazes de dominar nossos sentimentos pela razão.

Conduzamo-nos em espírito pelo saber, sejamos melhores em nós para sermos melhores com os demais caminheiros, busquemos merecer a espiritualidade superior.

O comedimento, o equilíbrio, a seleção racional, e, principalmente, saber sobre si como ser universal parece-me ser um bom começo.

Serenidade, equilíbrio.

Fonte: eusemfronteiras.com.br

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FILOSOFIA: : QUAL É A PONTE ENTRE A CIÊNCIA E A ESPIRITUALIDADE?

A nossa coluna FILOSOFIA desta quinta-feira trás um texto que reflete sobre a fronteira entre ciência e espiritualidade. Existe uma linha tênue entre as duas coisas ou elas jamais se encontrarão? Algumas obras tratam do assunto com realismo e coragem e vale a pena se aprofundar nesse assunto, já que o nosso propósito maior é a expansão da consciência e isso só ocorre se experimentarmos o conhecimento. Boa leitura!

A ciência à luz da ética

            “Nós começamos a descobrir o nosso mundo desde o momento em que nascemos. Continuamos experimentando e aprendendo até o momento de fechar os olhos, o momento da morte física. As descobertas são tarefa para toda uma vida  

Els Rijneker*

SOPHIA • JUL/AGO 2020

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Muitos livros foram escritos sobre ciência, e outros tanto sobre espiritualidade. Qual é a ponte entre ciência e espiritualidade? Deveria realmente haver uma ligação? De onde surge a inspiração para as descobertas científicas? Albert Einstein é um bom exemplo de alguém que construiu essa ponte. Dizem que A Doutrina Secreta de H. P. Blavatsky estava sempre ao seu alcance, sobre sua escrivaninha.

Existem poucos títulos referentes ao elo entre ciência e espiritualidade: O Universo em um Átomo – A Convergência da Ciência em Espiritualidade, do Dalai Lama; A Ciência do Yoga, de I. K. Taimni (Ed. Teosófica); A Ciência e o Sagrado, de R. Ravindra; Um Guia para o Modo de Vida do Bodhisattva; The Universe is a Single Atom (O Universo é um Simples Átomo); A  Flash of Lightning in the Dark of Night (Um Relâmpago na Noite Escura).

Todos os teósofos conhecem o Mantra da Unidade, de Annie Besant, que começa assim: “Ó vida oculta, que vibras em cada átomo, ó luz oculta, que brilhas em cada criatura, ó amor oculto, que tudo abrange na unidade.” O lema da Sociedade Teosófica é Satyan nasti  paro dharma (Não há religião superior à verdade). Com ênfase na liberdade de pensamento, os membros da Sociedade Teosófica são estudantes da vida, buscando a verdade juntos, buscando a arte de viver corretamente. Essa busca tem por objetivo descobrir o desconhecido através do estudo de religião, filosofia e ciência comparadas e investigar as leis inexplicadas da natureza e os poderes latentes no ser humano.

Nós começamos a descobrir o nosso mundo desde o momento em que nascemos. Continuamos experimentando e aprendendo até o momento de fechar os olhos, o momento da morte física. As descobertas são tarefa para toda uma vida. O que assimilamos, compreendemos e lembramos depende das nossas  habilidades e do nosso contexto educacional e cultural. Em suma, experienciamos o mundo através de nossos sentidos e depois acrescentamos nossos pensamentos e emoções. Nossas observações mal podem ser chamadas de imparciais, verdadeiras e puras.

Na pesquisa e na ciência existem muitas armadilhas. Atualmente é preciso discernimento, ética, integridade pessoal e espiritualidade. A Escada de Ouro, de H. P. Blavatsky,  menciona “uma vida limpa, uma mente aberta, um coração puro, um intelecto ardente, uma clara percepção espiritual”. Evidentemente isso também é trabalho para toda uma vida.

Em um simpósio realizado em março de 2014, Marco Pasi, professor de História e Filosofia Hermética, falou sobre “o desafio da alma acadêmica”: “Um dos problemas metodológicos mais frequentemente debatidos em nosso campo diz respeito àqueles que não desejam adotar uma postura neutra ou ‘agnóstica’ no estudo do esoterismo, e sim deixar seus julgamentos serem coloridos por suas próprias crenças espirituais.”

A abordagem científica – a curiosidade e a vontade de investigar e de fazer pesquisa em geral – começa a partir de observações do mundo. Hipóteses são formuladas e testadas sob condições controladas, com instrumentos de alta precisão. Como resultado é apresentada uma nova teoria. Os cientistas são agora capazes de observar a menor das partículas do mundo material. A essa altura, no entanto, surge a questão: qual é a força por trás do mundo material? Que energia é essa? O que é a vida?

Para captar isso são necessários níveis de compreensão mais “etéreos”, quase espirituais. Conseguimos ver além do mundo material? Conseguimos realmente ver e entender as coisas como elas são? Conseguimos alcançar a visão pura, sob qualquer condição? O ser humano pode ser inteligente e brilhante intelectualmente, pode ter estudado muito e reproduzido uma imensa quantidade de fórmulas, fatos e números (a chamada “doutrina do olho” ou “doutrina da cabeça”). Mas possuímos a visão interior? Somos inteligentes nesse sentido (a “doutrina do coração”)? Qual é o nosso objetivo na vida:

Qual é o nosso objetivo na vida: status, orgulho, lucro para poucos, ou o compartilhar com toda a humanidade? Existem questões até mesmo mais difíceis, já que temos uma visão tão limitada: o que  preservar, o que manter, o que liberar – porque a mudança neste mundo físico é inevitável. A correta atitude e integridade devem, necessariamente, desempenhar um papel importante na pesquisa científica. Deveríamos perguntar a nós mesmos se uma descoberta será útil e benéfica para todo o planeta ou para apenas uma parte do mundo. Se  será boa somente para a humanidade ou para todos os reinos (animais e plantas). Será correto, por exemplo, tirar a vida dos animais?

Klaus Klostermaier, professor emérito da Universidade de Manitoba, em Winnipeg, Canadá, escreveu: “Aldous Huxley, um gigante do século XX no reino das ciências humanas, cuja filosofia perene é não apenas uma inigualável antologia das religiões do mundo, mas também o esboço para a religião universal,  sugere que o jñana do Vedanta (puro conhecimento) é a chave para destrancar o portal que leva ao significado da existência.”

Os empreendimentos científicos – e com eles uma grande parte dos nossos esforços públicos na área de educação – são em grande parte dedicados a evitar as grandes questões humanas, em vez de abordá-las. A redução da racionalidade à manipulação matemática de dados não apenas restringe o escopo da ciência e a faz ignorar questões de significado, mas também convence os cientistas e as pessoas em geral de que questões desse tipo, questões relativas ao eu, são “anticientíficas”, e  portanto não vale a pena pesquisá-las. A pesquisa com relação a esse tipo de questão aparentemente “não compensa”. A ciência moderna deixa de lado, por exemplo, questões que incluem toda a gama da ética, da estética e da  espiritualidade.

Haverá uma ponte entre ciência e espiritualidade? É mais do que provável que haja. Deve haver uma, e ela pode sempre ser  melhorada.

Como devemos agir para melhorar essa condição? Esta é uma questão de ética. O primeiro passo deve ser dado individualmente. Somos todos livres para tomar essa decisão por nós mesmos, e temos que trilhar nosso próprio caminho para alcançar o grande “conhece-te a ti mesmo”, gnothi seauton, a frase gravada no frontispício do templo de Apolo em Delfos.

Movimentos espirituais visam essa meta de discernir, compreender e agir eticamente. Embora no mundo científico essa não seja uma prática comum, seria uma ideia apropriada considerar e discutir questões éticas com maior frequência, admitindo que as soluções não  são facilmente encontradas. Estudo, meditação e serviço são os três pilares da vida teosófica, ligados à arte de viver corretamente. Os cientistas devem combinar em suas pesquisas o raciocínio e a reflexão, num estudo meditativo cujo resultado levaria a um sincero serviço à humanidade.

“Os empreendimentos científicos são em grande parte dedicados a evitar as grandes questões humanas, em vez de abordá-las. A redução da racionalidade à manipulação de dados restringe o escopo da ciência.”

Fonte:  Revista Sophia, ANO 18 • Nº 86

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FILOSOFIA: COMO É IMPORTANTE UMA OPORTUNIDADE NA VIDA, POR ARIANO SUASSUNA

Feriadão é pra descontrair e se divertir. Por isso nessa segunda-feira feriado você vai ver, aqui na coluna FILOSOFIA uma mini-palestra do contador de causos, inenarrável e inesquecível Ariano Suassuna em “como é importante uma oportunidade”. Então, assista curta e divirta-se até umas horas! 

Fonte:

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FILOSOFIA: POR QUE ME TORNEI ATEU?

Nesta edição da coluna FILOSOFIA você vai saber porque Leandro Karnal se tornou ateu. Um depoimento muito interessante, com a experiência de vida religiosa e conhecimento do filósofo sobre religião e espiritualidade que levaram-no a se tornar ateu. Vale a pena assistir, refletir e fazer seu juízo de valor!

Fonte:

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FILOSOFIA: QUAL A IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA NA JUVENTUDE?

Na coluna FILOSOFIA desta terça-feira temos uma mini-palestra do renomado Luiz Felipe Pondé sobre a importância da filosofia na juventude. Recomendo que assista essa palestra, principalmente os pais e filhos adolescentes. Vale a pena!

Fonte:

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FILOSOFIA: É POSSÍVEL CONQUISTAR A LIBERDADE PELAS VIAS DO ESTADO?

O destaque da nossa coluna FILOSOFIA desta terça-feira é uma análise profunda sobre o que os amantes da liberdade devem fazer para combater as ideologias socialistas, cuja crença é que a política e a influência política — o que normalmente significa arrumar empregos dentro da máquina burocrática — são os próximos degraus na escada do sucesso. 

Seria uma saída tornar-se um burocrata para combater a burocracia, juntar-se ao estado com o intuito de reduzir seu poder? 

O fato é que a esmagadora maioria das pessoas que entram para o governo é formada por gente que está ali ou porque quer uma vida fácil, ou porque quer controlar a vida dos outros, ou porque quer uma vida fácil que ao mesmo tempo permite controlar a vida dos outros.

E os que entram ali com o nobre intuito de promover a liberdade, geralmente, o estado mastiga as pessoas e, no final, ou ele engole ou ele cospe.

Então o que fazer? Leia o artigo completo a seguir e saiba qual a solução na visão de Lew Rockwell!

O que os amantes da liberdade devem fazer?

Para começar, não acreditar em mudanças via estado

 

Como seria possível você combinar sua vida profissional com a defesa e a promoção da liberdade?

É claro que seria demasiado presunçoso oferecer uma resposta definitiva a essa pergunta, uma vez que todos os empregos e carreiras na economia de mercado estão sujeitos às forças da divisão do trabalho.

Mas só porque uma pessoa se concentra em uma determinada tarefa não significa que ela não seja boa em várias outras atividades; significa apenas que os ganhos mais produtivos para todos são gerados ao se dividir as tarefas entre várias pessoas de variados talentos.

O mesmo ocorre com o movimento em prol da liberdade.

Quanto maior for o número de pessoas interessadas em promover a liberdade, melhores serão os resultados caso haja especialização, caso todos cooperem por meio das trocas. Quanto maior a divisão do trabalho, maior será o impacto alcançado.

Não há como saber antecipadamente o que será melhor para cada pessoa específica fazer; há vários caminhos formidáveis a serem seguidos (os quais discutirei mais abaixo).

O que não fazer

Mas há algo que podemos saber com certeza: a resposta mais comum — entrar no governo e tentar modificá-lo — é a mais errada.

Várias mentes brilhantes já foram corrompidas e arruinadas ao decidirem seguir este caminho fatídico.

É bastante comum vermos um movimento ideológico fazer grandes esforços por meio da educação, da organização e da influência cultural, mas terminar efetuando aquele salto ideológico de acreditar que a política e a influência política — o que normalmente significa arrumar empregos dentro da máquina burocrática — são os próximos degraus na escada do sucesso.

Tornar-se um burocrata para combater a burocracia, juntar-se ao estado com o intuito de reduzir seu poder, faz tanto sentido quanto tentar combater um incêndio com fósforos e gasolina. Foi exatamente isso o que ocorreu com a direita cristã nos EUA da década de 1980. Eles se envolveram na política com o intuito de acabar com a opressão do estado.

Hoje, trinta anos depois, várias destas pessoas estão trabalhando no Ministério da Educação e em várias agências reguladoras, imaginando novas leis, novas regulamentações, novas imposições de costumes e novos impostos. Isso representa um desastroso e irreversível desperdício de capital intelectual.

É de essencial importância que os defensores da liberdade não incorram neste caminho. Trabalhar para o governo sempre foi a carreira escolhida por socialistas, reformistas sociais e keynesianos, pessoas sem nenhuma propensão a prestar bons serviços na iniciativa privada e no livre mercado. O governo é o lar natural deles porque, além de ser o lar natural dos tiranos e dos incompetentes, é no governo que eles podem satisfazer sua ambição de controlar a sociedade.

Trata-se de um instinto natural querer controlar aquilo em que não se consegue ser bem-sucedido. Trabalhar para o governo é algo que funciona para eles mas que não funciona para nós.

Na primeira metade do século XX, os libertários sabiam realmente como se opor ao estatismo. Eles se tornavam empreendedores ou iam trabalhar em jornais influentes. Eles escreviam livros. Eles agitavam a arena cultural. Eles acumulavam fortunas para ajudar a financiar jornais, escolas, fundações, institutos e organizações voltadas para a educação econômica do público. Eles ampliavam seus empreendimentos comerciais para servirem de baluarte contra o planejamento central.  Eles se tornavam professores e, sempre que possível, educadores. Eles cultivavam belas famílias e se concentravam na educação de seus filhos.

É uma batalha longa e difícil, mas a batalha pela liberdade sempre foi assim.

Porém, em algum ponto da batalha, algumas pessoas, seduzidas pela perspectiva de um caminho mais rápido para as reformas, repensaram esta ideia.  “Talvez devêssemos tentar a mesma técnica da esquerda”, matutaram alguns. Talvez devêssemos infiltrar nossa gente no poder e desalojar os inimigos. Assim poderemos produzir mais rapidamente a mudança em prol da liberdade. Aliás, não seria este o objetivo mais importante de todos? Enquanto a esquerda estiver controlando o estado, este irá se expandir de maneiras incompatíveis com a liberdade. Por isso, temos de tomar de volta o controle do estado.

Assim rezava a lógica. Qual o problema com ela? Simples.

As consequências deste erro

A única função do estado é ser um aparato de coerção e compulsão. Esta é a sua marca distintiva. É isso que torna o estado o que ele realmente é. Da mesma maneira que o estado responde bem a argumentos de que ele deveria ser maior e mais poderoso, ele é institucionalmente hostil a qualquer um que diga que ele deveria ser menos poderoso e menos coercivo.

Isso não quer dizer que algum trabalho feito “de dentro” não possa gerar algo de bom, em algum momento. Porém, é muito mais provável o estado converter o libertário do que o libertário converter o estado.

Todos nós já vimos isso milhares de vezes. Dificilmente são necessários mais do que alguns poucos meses para que um intelectual libertário que tenha ido para o governo “amadureça” e se dê conta de que seus ideais eram ‘muito pueris’ e ‘insuficientemente realistas’.

Um político prometendo tornar o governo mais manso e mais submisso rapidamente se torna um proeminente especialista em criar novas maneiras de tornar o estado mais eficiente no confisco da riqueza alheia. Tão logo este fatídico passo é tomado, não há mais limites. Conheço pessoalmente um burocrata americano que havia jurado fidelidade à filosofia libertária e, mais tarde, ajudou a implantar lei marcial no Iraque.

A razão de tudo está ligada à ambição, algo que normalmente não é um impulso ruim. A cultura do estado, no entanto, requer que a ambição funcione apenas de maneira a prestar a máxima deferência possível ao poder consolidado. A princípio, essa postura é fácil de ser justificada pelo libertário infiltrado no estado: ‘qual outra maneira de o estado ser convertido senão pela nossa demonstração de simpatia por ele? Sim, o estado é nosso inimigo, mas, por ora, temos de fingir sermos seu amigo.’

No entanto, com o tempo, os sonhos de mudança vão sendo substituídos por essa necessidade diária de bajular. No final, o indivíduo acaba se tornando exatamente aquele tipo de pessoa que ele mais desprezava.  (Para os fãs de O Senhor dos Anéis, é como ser pedido para carregar o anel por algum tempo; você não vai querer largá-lo mais).

Ao longo de minha vida, conheci várias pessoas que tomaram esse caminho e, um belo dia, se olharam no espelho, fizeram um julgamento honesto sobre si próprias e não gostaram nada do que viram. Elas me disseram que se enganaram completamente ao pensar que tal estratégia poderia funcionar. Elas não perceberam a tempo as maneiras sutis como o poder as estava seduzindo, envolvendo e arrastando para seus esquemas sórdidos. Elas reconheceram a futilidade de se pedir educadamente ao estado, dia após dia, para que ele permitisse um pouco mais de liberdade aqui e ali.

No final, o que sempre acontece é que você acaba tendo de estruturar seus argumentos em termos daquilo que é bom apenas para o estado. E a realidade é que a liberdade não é boa para o estado. Assim, sua retórica começa a mudar sem você perceber. Finalmente, todo o seu objetivo se altera e você nem se dá conta.

E, quando percebe, já é tarde demais. Os mais mentalmente sãos abandonam o aparato estatal e qualquer tentativa ulterior de persuasão.  Já os corruptíveis incorporam de vez o modus operandi do estado e nele se encastelam.

As estratégias

O estado está aberto à persuasão, sem dúvida, mas ele normalmente age por temor, e não por amizade. Se os burocratas e políticos temerem uma revolta e uma reação adversa, eles não irão aumentar impostos ou regulamentações. Se eles sentirem que há um grau demasiado alto de indignação pública, eles irão até mesmo revogar controles e programas.

Um bom exemplo foi o fim da Lei Seca. Ela foi abolida porque os políticos e burocratas sentiram que continuar a impingi-la traria um custo alto demais.

O problema da estratégia foi algo que sempre fascinou Murray Rothbard, que escreveu vários e importantes artigos sobre a necessidade de jamais contemporizar e fazer concessões; de jamais, por meio do processo político, trocar o objetivo de longo prazo por um ganho de curto prazo. Isso não significa que não deveríamos saudar e acolher positivamente um corte de 1 ponto percentual nos impostos ou a revogação de uma seção de alguma lei.

Mas jamais devemos nos deixar ser tragados pela trapaça da condescendência: por exemplo, ‘vamos abolir este imposto ruim para colocar em seu lugar este imposto melhor.’  Isto seria utilizar um meio (um imposto) que contradiz o objetivo final (a eliminação da tributação).

A abordagem rothbardiana para uma estratégia pró-liberdade pode ser resumida pelas quatro afirmações a seguir:

  • A vitória da liberdade é o mais elevado objetivo político
  • O fundamento adequado para este objetivo é um ardor moral e inflexível pela justiça e pela ética;
  • O objetivo deve ser alcançado pelos meios mais rápidos e eficazes possíveis; nada de gradualismos;
  • O meio escolhido jamais deve contradizer o objetivo — “seja a defesa do gradualismo, o uso ou a defesa de qualquer agressão contra a liberdade, a defesa de programas de planejamento central, o não aproveitamento de qualquer oportunidade de reduzir o poder do estado, ou a defesa de algum programa que implique seu agigantamento em alguma área da economia ou da vida privada.”

Libertários sempre devem ter isso em mente. A questão da estratégia não é simples. E o poder sempre será tentador.

A esmagadora maioria das pessoas que entram para o governo é formada por gente que está ali ou porque quer uma vida fácil, ou porque quer controlar a vida dos outros, ou porque quer uma vida fácil que ao mesmo tempo permite controlar a vida dos outros.

Sempre foi e sempre será assim. O estado mastiga as pessoas e, no final, ou ele engole ou ele cospe aquelas que entraram ali com o nobre intuito de promover a liberdade.

A real mudança só pode vir de fora

Esta é a lição. Os milhares de jovens que hoje estão pela primeira vez descobrindo as ideias da liberdade devem ficar de fora da máquina estatal e de todo o seu encantamento e fascinação letais. Em vez de tentar se infiltrar no estado, eles devem perseguir seus ideais por meio do comércio, da educação, do empreendimento, das artes, da divulgação de ideias, do debate etc. Liderem e exerçam influência por meio do respeito alcançado por suas realizações. Estas são áreas que oferecem genuínas promessas e altos retornos.

Quando um libertário me diz que está fazendo coisas boas em algum ministério ou em alguma agência reguladora, não tenho motivos para duvidar de suas palavras. Porém, quão melhor seria caso ele renunciasse a este emprego e escrevesse um livro expondo toda a mamata, charlatanice e roubalheira da burocracia?

Um golpe bem colocado contra um órgão do governo pode produzir mais reformas, e gerar mais benefícios para a sociedade, do que décadas de tentativas de infiltração e subversão.

Existem políticos que fazem coisas boas? Em toda a minha vida, conheci apenas um: Ron Paul. Mas todo o bem que ele faz não adveio exclusivamente de seu trabalho como legislador, mas sim de seu trabalho como um educador que possuía uma proeminente plataforma da qual emitir suas opiniões. Cada voto negativo seu a uma nova lei ou nova regulamentação é uma lição para as multidões. Precisamos de mais Ron Pauls ao redor do mundo.

Mas Ron Paul é o primeiro a afirmar que, ainda mais importante do que legisladores expressando ideias libertárias, são necessários mais educadores, empreendedores, pais e mães, líderes religiosos e empresariais divulgando as ideias da liberdade. Defensores da genuína liberdade amam o comércio e a cultura, e não o estado. Comércio e cultura são o nosso lar e nossa plataforma de lançamento para as reformas em prol da liberdade.

Apenas a divulgação de ideias sólidas pode nos libertar em definitivo do jugo opressor do estado. Fingir amizade com um inimigo mais poderoso é uma postura que beneficiará exclusivamente a ele.

Fonte: Mises Brasil

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FILOSOFIA: SE DEUS EXISTE, QUAL O SENTIDO DA VIDA?

Na nossa coluna FILOSOFIA desta quinta-feira temos mais uma vibrante palestra do renomado Leandro Karnal. Desta vez sobre um assunto interessantíssimo. Ele faz um questionamento que todo ser humano deveria fazer: Se Deus não existe, qual o sentido da vida? Então vale a pena você assistir essa parada e tirar as suas dúvidas existenciais!

Fonte:

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FILOSOFIA: FILOSOFANDO COM ARIANO SUASSUNA E LEANDRO KARNAL

Na nossa coluna FILOSOFIA desta segunda-feira temos dois destaques de peso. Num primeiro momento com o incomparável Leandro Karnal e em seguida o inalcançável Ariano Suassuna. Ambos contam histórias hilariantes para emocionar, rir e chorar. Portanto não perca o show!

Fonte:

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FILOSOFIA: NÃO HÁ DIÁLOGO COM QUEM É DOGMÁTICO

O renomado filósofo Leandro Karnal é o destaque da nossa coluna FILOSOFIA desta segunda-feira numa mini-palestra interessantíssima sobre “Não há diálogo com que é dogmático”. Assista a essa atraente palestra e saiba como lhe dar com a catequese dos dogmáticos!

Fonte:

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FILOSOFIA: OS CONCEITOS DE EMPATIA, SIMPATIA E ANTIPATIA POR LEANDRO KARNAL

 

Na nossa coluna FILOSOFIA desta segunda-feira temos mais uma mini-palestra do extraordinário Leandro Karnal sobre os conceitos de Empatia, Antipatia e Simpatia com muito humor e metáforas incríveis. Um vídeo que ensina, diverte e relaxa.

Fonte:

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FILOSOFIA: COMO OBTER A TRANQUILIDADE EM MEIO AO CAOS SOB O PRISMA DO ESTOICISMO

O destaque da nossa coluna FILOSOFIA desta terça-feira é, mais uma vez, o ESTOICISMO. No texto a seguir você vai aprender o passo a passo para alcançar a tranquilidade em meio ao caos através do manual de sobrevivência da filosofia estoica. Mergulhe nessa poço de sabedoria e expanda sua consciência!

O manual de sobrevivência da filosofia estoica: a tranquilidade em meio ao caos em 4 passos

Imagem panorâmica de pedras empilhadas , ao lado de uma flor branca, em um lago, representando a harmonia e tranquilidade.

Estudar todos aqueles livros enormes de difícil leitura e interpretação pode ser cansativo e entediante para alguns, mas solucionar problemas contemporâneos sem a ajuda da filosofia, é como querer escapar de um labirinto onde todas as paredes mudam continuamente.“A filosofia nos ensina a agir, não a falar”. Sêneca

escola estoica foi fundada no século III a.C em Atenas pelo grego Zenão de Cítio. A ideia principal do estoicismo é basicamente a sabedoria do bom viver e/ou conviver. Mesmo firmada há centenas de anos, os pensadores estoicos nos deixaram uma herança enorme de conteúdo. Nós, gerações nascidas no ventre das metrópoles, dos vícios e das doenças modernas, podemos encontrar nesta filosofia um manual de sobrevivência para seguir os anos caóticos do século XXI com mais sabedoria e tranquilidade.

Citarei aqui o estoico Sêneca, que foi ministro de Nero, Marco Aurélio, um grande líder e imperador romano, e Epicteto, um escravo aleijado. Estes são os três protagonistas que tiveram vidas completamente diferentes, mas com apenas uma filosofia: o bom uso da racionalidade para encontrar o cerne da felicidade. Os principais conceitos dos pensadores serão compilados e divididos em 4 passos para que você consiga digeri-los com mais facilidade:

ENTENDENDO A NATUREZA E A HARMONIA

natureza em harmonia

O estudo da filosofia para os estoicos é, sobretudo, eliminar as angústias a partir da autorresponsabilidade. Mas, antes de chegarmos a este núcleo, voltemos ao princípio de tudo: a natureza. Contemplar o Universo e todas as partículas milagrosas que regem o mesmo, é reconhecer nossa pequenez e miserabilidade. Cafona, né? Mas pensemos melhor: enquanto não entendermos que há um mundo de infinidades, onde há mutações diversas das quais somos incapazes de ter controle, não entenderemos o básico. Este seria o pensamento macro de onde se extrai o micro: concentre sua mente no que você pode controlar e esqueça todos aqueles problemas sem soluções que te atordoam. Se o tempo é vida que escoe, é preciso encontrar o equilíbrio entre dois vícios: não nos entregar às emoções destrutivas, mas também não fazer da mente um corpo inerte. Veja bem, a natureza nunca foi inerte. Se fazemos parte dela, temos que aceitar o movimento, seguir o fluxo harmonicamente e entender o propósito da vida humana que é, basicamente, exercer nossas virtudes.

“O universo é transformação, a vida é opinião”. Marco Aurélio

QUAL É O NOSSO PAPEL?

Se somos parte da natureza, qual é o nosso propósito como espécie? Cada ser vivo tem o seu papel, assim como o da planta é o de fazer a fotossíntese, o do ser humano é o de desempenhar seus valores. Não há como negar que o que nos move é a convivência social, o dar e receber, a caridade genuína; são essas as virtudes que trazem a verdadeira paz de espírito e sensação de pertencimento. Mas, a partir do momento em que a sociedade começou a dar prioridade para as coisas e não pessoas, começamos também a nos transformar em objetos, e os valores foram se perdendo pela troca de interesses.

ajudar o próximo

“Fazer o bem aos outros é parte da natureza humana, assim como correr para os cavalos, fazer mel para as abelhas ou produzir uvas para as videiras”. Marco Aurélio

Como faço para exercer meus valores em um mundo de guerras, de fome e de corrupção se não devo dar importância para aquilo que não está sob o meu controle? Um exemplo didático e clichê que muito ouvimos é: “não podemos, individualmente, acabar com a fome no mundo, mas podemos minimizá-la fazendo a nossa parte”.

E como podemos nos sentir membros desse Universo que preza a perfeita harmonia se não estamos em harmonia com a nossa própria essência? No filme ‘O Grande Ditador’, que retrata os avanços da segunda guerra mundial e a dureza dos governantes, Charles Chaplin revela como as virtudes foram tomadas pela ganância. Ele encerra a narrativa com o discurso: “Não se influencie por homens-máquina, com mentes de aço e corações de pedra. Não sois máquina! Não sois gado! Homens é que sois!”.

“Pois saiba que não é fácil manter a sua mente em harmonia com a natureza e ao mesmo tempo manter o controle das coisas externas. Se você dá atenção a uma, você necessariamente tem de negligenciar a outra.” Epicteto

RETIRE DOS OMBROS O PESO DAS EXPECTATIVAS E VENÇA A ANSIEDADE

Nos deparamos com pessoas que têm expectativas muito fantasiosas sobre a vida, e essa é uma das maiores causas da irracionalidade humana.

“Nós estamos, normalmente, mais assustados do que machucados; e sofremos mais na imaginação do que na realidade”. Sêneca

homem frustrado

Não crie expectativas! Veja, a maior razão de nossos sofrimentos é a esperança de que algo dará certo ou errado. Vivemos sempre em função do que ainda não aconteceu. A resposta do processo seletivo, a reciprocidade em um relacionamento e a aposentadoria que não sai. Entenda que todas essas questões também estão fora de nossa alçada como seres humanos. Nutrir expectativas é dar vida a uma das doenças mais comuns do mundo moderno: a ansiedade. Se vivermos apenas em função de tudo o que desejamos, perderemos o nosso presente e viveremos pelo futuro.

O indivíduo que vive em espera pode ser identificado por um dos seguintes perfis: aquele que é positivo, mas se torna um idealista inerte que se vê no centro do mundo; e aquele que enxerga tudo de forma negativa, se entregando à angústia e aos infortúnios da vida em uma crise existencial.

“A principal tarefa na vida é simplesmente esta: identificar e separar questões de modo que eu possa dizer claramente para mim mesmo quais são externas, fora do meu controle, e quais têm a ver com as escolhas sobre as quais eu, de fato, tenho controle”. Epicteto

NÃO PERMITA QUE O EXTERNO ABALE SEUS ALICERCES INTERNOS

Este é o tópico que julgo ser o centro de todo o pensamento.

Os estoicos falam muito sobre a paz de espírito e a consciência, falam também sobre a raiva e o rancor. Acreditam que o verdadeiro sábio é imune às causas externas, pois a sua paz de espírito é a sua fiel armadura, e tudo o que a ameaça é rejeitado. Isso também serve para ofensas, julgamentos e críticas sem embasamento. Algumas vezes, agimos como se tivéssemos assinado um termo onde autorizamos quem pode ou não nos ferir.

“Qualquer pessoa capaz de irritar você se torna seu mestre; ele só pode te irritar quando você se deixa perturbar por ele”. Epicteto

Jovem mulher abalada

Sêneca, complementa que: ‘’Não é sobre o que acontece com você, mas é como você reage que importa’’. Saiba que você é o único responsável pela sua evolução pessoal, e o que você alimenta dentro si é, de fato, quem tu és.

“A felicidade da sua vida depende da qualidade de seus pensamentos”. Marco Aurélio

O conceito de inteligência emocional dos estoicos é o mesmo que é estudado e disseminado hoje pelos maiores nomes da neurociência e da psicologia comportamental. Reconhecer as emoções e saber discerni-las para só depois reagir, te faz livre das tribulações que estão sempre cutucando e desejando a instabilidade emocional. É preciso eliminar nossos impulsos que são fruto da irracionalidade e dar lugar à lucidez da sabedoria, da ponderação, da prudência e da sensatez.

“Quando alguma coisa acontece a você; recorde sempre de voltar-se para dentro de si próprio e perguntar com qual faculdade você tem de lidar. Se você vê um belo rapaz ou uma bela garota, você irá descobrir que o autodomínio é a faculdade a ser usada. Se problemas lhe são colocados às costas, você irá encontrar a resignação e a perseverança; se observar a grosseria e obscenidade, você irá encontrar a paciência”. Epicteto

Mulher com inteligência emocional

Em algumas circunstâncias da vida, somos obrigados a conviver com pessoas que nos desagradam, seja no ambiente de trabalho ou até mesmo no núcleo familiar. Nestes casos, nem sempre a demissão e o desvinculo são escolhas viáveis. Por isso, Epicteto deixa claro que: “Se o seu irmão lhe causa problemas, tome o cuidado de manter a relação que você estabeleceu com ele e não considere o que ele faz, mas o que você deve fazer se o seu propósito é o de manter-se em harmonia com a natureza. Porque ninguém irá lhe causar mal sem o seu consentimento”.

O estoicismo defende, com fundamento, que nada tem o poder sobre a nossa paz e harmonia, senão nós mesmos. Se usufruirmos de nossas virtudes e esquecermos os vícios externos, seremos os verdadeiros autores da nossa jornada. A virtude, para eles, nada mais é que a racionalidade humana dividida em quatro valores: sabedoria, justiça, coragem e autodisciplina.

“Um bom caráter é a única garantia de eterna e despreocupada felicidade”. Sêneca

Os estoicos dizem que não é possível atingir a perfeição, mas o ideal é estar em constante processo de evolução e viver de acordo com o curso natural do Universo.

“Não questione se os eventos deveriam acontecer tal como você desejaria, mas deixe que sua vontade seja a de que os eventos devam acontecer tal como eles ocorrem, e você terá paz”. Epicteto

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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FILOSOFIA: CONHEÇA O QUE É O TANTRA E SUA FILOSOFIA

Na edição desta sexta-feira da coluna FILOSOFIA trago um artigo muito interessante sobre o “Tantra” e sua filosofia, já que mencionei o tema na edição da coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL e acho que, assim como eu, muita gente não tem muita noção do seja essa prática filosófica. Portanto, convido você a conhecer com mais profundidade sobre essa filosofia milenar.

O que é Tantra?

Por Deva Nishok

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Tantra é um termo amplo, pelo qual antigos estudantes de espiritualidade na Índia designavam um tipo muito especial de ensinamentos e práticas que tiveram base em uma antiga sociedade. Com o passar do tempo, estes ensinamentos propagaram-se, misturando-se com diversas outras culturas e correntes filosóficas e religiosas como o Hinduísmo, o Vedanta, o Yoga, o Budismo, o Taoísmo, entre outras.

O Tantra hoje abrange uma variedade e uma diversidade muito ampla de crenças e práticas, quase sempre antagônicas entre si e cheias de contradição.

No Ocidente, o Tantra propagou-se e popularizou-se entre adeptos do misticismo, do esoterismo e da magia ritual, em escolas iniciáticas ligadas a nomes como Aleister Crowley ou Samael Aun Weor, sociedades outrora secretas, denominadas Golden Dawn, Sociedade Gnóstica (Gnosis) e outras. A maioria desses ensinamentos deturparam a Visão Original do Tantra, dificultando a sua compreensão mais profunda.

No Ocidente, por volta dos anos 60, surgiu um movimento que continua atual, denominado Neotantra, ligado à Nova Era e tido como uma popularização dos ensinamentos tântricos, adaptados a novos movimentos terapêuticos de vanguarda como a Bioenergética, a Primal, a Pulsation, o Rebirthing, e as meditações do mestre indiano Osho, especialmente elaboradas para o modo de vida ocidental.

Essa visão moderna e atualizada, propagada através da argumentação clara e objetiva de Osho, é a que mais se aproxima da metodologia aplicada nas meditações tântricas do Tantra Original, apesar de ser a mais perseguida pelo contexto de liberdade sexual que apresenta.

Mas o movimento Neotantra também fugiu do contato com o sistema existencialista proposto pelo Tantra, que é um caminho de acesso ao potencial energético criativo e libertador existente na raça humana, ainda em estado germinativo, mas prestes a desabrochar, desde que encontre as condições propícias.

Muitos trabalhos com o Tantra não trazem uma compreensão clara da extraordinária herança daquilo que pretendem representar e incorrem na perigosa distorção, vulgarização e banalização do sexo e no incentivo e valorização do jogo da sedução nos relacionamentos, como se o Tantra tivesse esse objetivo.

Mesmo na Índia e no Tibet, o Tantra tem o seu quinhão de fracasso moral. De drogadictos a alcoólatras, de pervertidos a maníacos sexuais, muitos falsos mestres e gurus abrem seus clubes de encontro e sedução sob a indefinida denominação de “Tantra”. O Tantra tornou-se, então, uma evasão fácil, reduto para inúmeros degenerados morais e sexuais.

Mesmo em seu país natal, os ensinamentos tântricos caíram em descrédito, precisamente por causa do uso indiscriminado de muitos de seus fundamentos atrelados ao sexo livre e superficial.  No Tantra Original, o objetivo das práticas  é conduzir o praticante àquilo que se pode chamar de “Experiência Oceânica”.

O Tantra Original proporciona a “Visão Sistêmica”, que oferece aos praticantes um modelo que permite a interação com outros organismos biológicos e outros sistemas de vida multidimensionais e pluridimensionais. A chave para penetrar na relação com outras formas de vida, biológicas ou não, resume-se a uma descarga neuro-muscular, liberadora de grandes proporções de energia, com a consequente distensão da mente, permitindo a sua expansão. Essa mesma experiência é proporcionada pelo orgasmo convencional, em menores proporções.

As práticas tântricas permitem ampliar a capacidade de liberação e de expansão da energia, agregando, com a experiência, um novo estado de percepção e consciência.

O resultado pode ser comprovado na vida cotidiana, onde a pessoa passa a experimentar um fluxo brincalhão, relaxado e solto, mutuamente alimentador, que tem base no êxtase, no prazer e na alegria, oferecendo um intercâmbio de energias que lembra danças e jogos (Leela, em sânscrito).

Toda essa experiência permite que a pessoa vivencie a expansão dos próprios limites, a dissolução dos condicionamentos negativos, castradores e repressores, para se perceber em um sentimento de fusão com o todo, em um estado de felicidade.

No Tantra, a união dos genitais e a consequente descarga orgástica, embora poderosamente experienciadas, são consideradas secundárias em relação à meta final, que é alcançar o estado transcendental da união dos princípios masculino e feminino em sua propagação ao infinito, denominada Unio Mystica.

As pessoas que alcançam essa forma de sexualidade experimentam a ausência de ruído biológico dentro de um complexo sistema espiritual, espontâneo e natural. Sob este aspecto, alguns componentes são fundamentais para alcançar a compreensão do significado original e verdadeiro do Tantra, sem os quais, seu sistema existencial e sua correlação com o Sagrado fica incompleta.

O Tantra Original não está contido em livros ou textos, como constantemente é propagado entre os adeptos do Yoga ou do Budismo. Sua origem é a própria fonte geradora da vida. É necessário alcançá-la de forma vivencial, através das meditações e dinâmicas propostas nos trabalhos em grupo ou individuais.

Trata-se de uma conexão transcendente com a fonte da vida e o viver, que estão acessíveis e disponíveis a qualquer ser humano, pois não há privilégios. Não são necessárias práticas austeras ou isolamentos. Pelo contrário, o trabalho com o Tantra é social, não há nenhuma necessidade de rituais ou paramentos litúrgicos.

O Tantra é simples e exige apenas simplicidade por parte de quem o pratica. O sistema existencialista humanista presente no Tantra necessita de confiança, entrega, relaxamento profundo, amor e compaixão para que o estado de percepção e consciência ampliada conduza à experiência de supraconsciência.

O Tantra oferece ao indivíduo a chave que pode abrir a sua consciência, independentemente de sua cultura ou religião.

A essência dos ensinamentos tântricos está contida na nossa natureza mais íntima, nosso estado primordial e iluminado, que é a nossa potencialidade inerente. Esses ensinamentos estão livres do karma, porém são oprimidos pelos condicionamentos sociais, pelas crenças, pelo medo, pela desconexão com a Fonte Interior. Nosso estado primordial não é algo que tenha que ser construído ou conquistado, mas algo existente desde o princípio, e goza da mesma sabedoria e inteligência que modela o universo e permeia a natureza.

O ser humano perdeu o contato com essa sabedoria natural no esforço cotidiano de sobreviver. O Tantra possui os dispositivos para a reconexão com essa fonte original, de onde emana a vida e as tramas do desenvolvimento das espécies.

Deva Nishok

 

RECOMENDAÇÕES

Recomendamos atenção a quem procura iniciar seus estudos e práticas ligadas ao Tantra. Procurem informações de pessoas que já participaram de nossos trabalhos, a fim de se informar adequadamente sobre a idoneidade dos grupos e se é realmente o que procura.

O Tantra é um caminho de transcendência, de aprimoramento, de centramento e de auto-desenvolvimento. Desconfie quando há a proposta de sexo livre e despropositado, oferecido através de grupos ou por intermédio de “terapeutas” despreparados, travestidos de especialistas em Tantra.

Fonte: Centrometamorfose

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FILOSOFIA: ESTOICISMO EM TEMPOS DE CRISE

Nesta sexta-feira o destaque da nossa coluna FILOSOFIA é ESTOICISMO em Tempos de Crise. O que uma filosofia milenar pode nos ensinar nos dias de hoje diante de uma crise mundia jamais enfrentada antes pela humanidade. Assista a esse vídeo esclarecedor e aprenda como enfrentar essa pandemia sob a ótica do ESTOICISMO!

Fonte:

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FILOSOFIA: O PESSIMISTA, ANTES DE TUDO, É VAGABUNDO, POR MARIO SERGIO CORTELLA

FILOSOFIA: O PESSIMISTA, ANTES DE TUDO, É VAGABUNDO, POR MARIO SERGIO CORTELLA
SP - 22/07/2016 - ISTOE - OS GURUS DA INTELECTUALIDADE BRASILEIRA. MARIO SERGIO CORTELLA - FOTO: FELIPE GABRIEL

Em tempos de coronavírus temos que inovar para garantir uma quarentena menos enfadonha e sombria aos leitores deste blog. Por isso, hoje nesta publicação do meio dia o tema é FILOSOFIA com muito humor na figuraça do professor e filósofo Mario Sérgio Cortella falando do pessimista, que antes de mais nada é vagabundo. Assista e divirta-se com Cortella no programa PÂNICO!

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FILOSOFIA: INFELIZMENTE QUASE NINGUÉM CONHECE QUEM FOI O MAIOR PENSADOR DA LÍNGUA PORTUGUESA DO SÉCULO XVIII

É com muito prazer e satisfação que coloco como destaque da nossa coluna FILOSOFIA deste domingo o inenarrável e imortal Ariano Suassuna, que neste ato fala acerca do maior pensador da língua portuguesa do século XVIII, que infelizmente é desconhecido para a grande maioria dos brasileiros. Que neste vídeo o grande filósofo e dramaturgo nos apresenta como sendo “Matias Aires” e dá uma aula que você não pode deixar de assistir sob pena de continuar a ser um ignorante em filosofia da língua portuguesa!

Ariano Suassuna (1927 – 2014) foi dramaturgo, romancista, poeta e membro da Academia Brasileira de Letras Ariano. “O Auto da Compadecida”, sua obra-prima, foi adaptada para a televisão e para o cinema. Sua obra reúne, além da capacidade imaginativa, seus conhecimentos sobre o folclore nordestino. Foi poeta, romancista, ensaísta, dramaturgo, professor e advogado.

Fonte:

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FILOSOFIA: A VERDADEIRA FACE DE OLAVO DE CARVALHO E O SEU PENSAMENTO

Caro(a) leitor(a),

Confesso que o meu conhecimento sobre a vida e obra do filósofo Olavo de Carvalho é muito superficial. Além dos vários vídeos que já vi e publiquei aqui no blog não conheço muita coisa sobre a sua filosofia e ideologia política. Nesses vídeos consegui apenas identificar o seu perfil político-ideológico de direita conservador e conhecer melhor os conceitos de socialismo, comunismo, fascismo e democracia. Creio que a maioria dos leitores desse blog e dos brasileiros também possuem pouco conhecimento sobre essa figura polêmica que se apresenta como guru da família Bolsonaro e que, hoje tem mais influência na política nacional do que possamos imaginar. Por isso , acho de suma importância estudarmos mais sobre este ícone e sua obra. Na coluna FILOSOFIA deste domingo trago um artigo de Carlos Junior, colunista do Conexão Política, que retrata a genialidade desse escritor e defende suas idéias. Portanto leia o artigo completo a seguir e conheça um pouco mais esse mito!

ARTIGO: Bravatas e mais bravatas contra Olavo de Carvalho

Carlos Júnior

Publicado em 31.01.2020

Bravatas e mais bravatas contra Olavo de Carvalho

O teórico político italiano identificava no campo intelectual o território decisivo para o controle do poder político. Os regimes comunistas de inspiração leninista iriam fracassar por tomarem o poder antes de tomar os espaços culturais – daí a explicação da resistência popular ao novo regime por uma massa cristã e conservadora. Para Gramsci, conquistar a hegemonia era muito mais importante que vencer eleições ou dar golpes de Estado. Com o estabelecimento da hegemonia, todas as pessoas – incluindo os adversários – iriam pensar, agir e reagir nos ditames mentais requeridos pelo partido, a nova entidade revolucionária.

A estratégia teve um enorme sucesso no Brasil, que é o país mais gramsciano do mundo. A esquerda tomou as universidades, as escolas, os jornais e as igrejas. Fez da cultura seu feudo particular, reduzindo-a à mera pregação revolucionária. O declínio da intelectualidade brasileira não tem outra explicação a não ser o seu papel de meio para a chegada ao poder da gangue esquerdista. O que antes exigia anos de estudo, dedicação e genialidade agora só cobra a adesão ao partido através de chavões e cacoetes mentais.

O resultado está aí para todo mundo ver: desempenhos pífios em testes educacionais, índices de analfabetismo funcional alarmantes e produção literária e intelectual medíocre. O filósofo e professor Olavo de Carvalho tratou desse quadro em cursos e em sua produção jornalística por anos, angariando a antipatia e ódio dos intelectuais orgânicos e demais estúpidos.

Vejam a matéria que a Veja fez com o difamatório livro de sua filha Heloísa de Carvalho em parceria com o mentiroso e desonesto Henry Bugalho. Toda a postagem vem com ares de credibilidade e dá como verdades inquestionáveis as acusações contra Olavo. Sem querer entrar em conflitos familiares – não é a minha função – é, ainda assim, importante ressaltar que todos os outros filhos de Olavo já refutaram as mentiras contadas por Heloísa. Quanto ao dito Henry Bugalho, basta acompanhar seus vídeos para perceber um charlatão semianalfabeto falando do que não conhece.

O modus operandi da Veja é o de toda a imprensa brasileira: incapazes de compreender a obra e o pensamento de Olavo de Carvalho, buscam difamá-lo ao pegarem suas opiniões do dia e colocá-las como expressão máxima da sua produção intelectual. Não há em toda a grande mídia alguém capacitado para ler os seus livros e analisar criticamente o conteúdo contido em cada um deles. A única coisa que resta aos palpiteiros semianalfabetos é colocar na conta de Olavo opiniões tidas como absurdas e apresenta-lo como um lunático. Terra plana, fetos abortados na Pepsi… Tudo isso é divulgado em larga escala na ânsia de colar na testa do filósofo e seus alunos o adesivo de malucos.

Olavo de Carvalho colocou o ideólogo de Putin de joelhos – a surra intelectual em Alexandre Dugin foi a maior que já vi e li. Olavo de Carvalho colocou em livro o diagnóstico sobre a desgraça intelectual brasileira que coloquei no começo deste humilde artigo. Olavo de Carvalho tem na coletânea ‘’Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil’’ uma produção jornalística de alto quilate. Nela ele teve a coragem de falar do Foro de São Paulo e a sua omissão na grande mídia por todos esses anos – o maior engodo da história brasileira. Chamá-lo de charlatão é nada mais que inveja mal confessada.

Se querem conhecer o suprassumo do pensamento de Olavo de Carvalho, idiotas do show business, procurem ter acesso aos cursos de filosofia por ele ministrados. O pensamento político de Olavo está expresso no seu curso sobre Teoria do Estado. Antes de saírem tagarelando por aí, ao menos tenham dignidade de conhecer a obra do autor que diariamente vocês palpitam a exaustão.

Mas tenho certeza absoluta que nenhum palpiteiro engraçadinho irá fazer isso. Estão diante de um intelectual infinitamente superior a eles e a todos os imbecis que ostentam tal título que, para não dar o braço a torcer e nada falar sobre suas obras, preferem continuar com a invencionice de sempre a respeito de sua vida particular. É fofoca pura e simples com ares de credibilidade jornalística. Bravatas e mais bravatas são o máximo que a cólera dos imbecis pode nos oferecer.

Referências:

  1. https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/12/03/Como-o-Pisa-revela-uma-d%C3%A9cada-de-estagna%C3%A7%C3%A3o-do-ensino-no-Brasil
  2. https://veja.abril.com.br/blog/a-origem-dos-bytes/livro-revela-a-face-mais-obscura-de-olavo-de-carvalho
  3. http://olavodecarvalho.org/debate-com-duguin-ii/
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FILOSOFIA: O DESAFIO DE RESSIGNIFICAR A VIDA E REINVENTAR-SE

Na nossa coluna FILOSOFIA desta segunda-feira você vai assistir a mais uma espetacular mini-palestra do filósofo Leandro Karnal. Desta vez sobre “O desafio de ressignificar a vida e reinventar-se”. Um pouco de AUTOCONHECIMENTO dentro da filosofia na visão desse grande filósofo!

Fonte: 

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FILOSOFIA: FILOSOFANDO COM ARIANO SUASSUNA E “OS DOIDOS”

Na nossa coluna FILOSOFIA deste domingo temos uma resenha imperdível com o consagrado Ariano Suassuna no causo sobre “Os doidos”. Você vai se divertir e rir até umas horas com a genialidade desse irreverente, genial e inesquecível escritor e dramaturgo brasileiro.

Fonte:

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FILOSOFIA: O QUE É UMA PESSOA INTELIGENTE?, POR LUIZ FELIPE PONDÉ

O que é uma pessoa inteligente?, É a pergunta inteligente para o filósofo Luiz Felipe Pondé responder na nossa coluna FILOSOFIA desta quinta-feira. Assista ao vídeo da mini-palestra onde ele avalia com muitas ponderações e define no final com uma só palavra!

Fonte:

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FILOSOFIA: SÓ PESSOAS ÉTICAS TÊM AMIGOS, POR LEANDRO KARNAL

A Ética é o destaque da nossa coluna FILOSOFIA desta segunda-feira numa mini-palestra de Leandro Karnal onde ele fala que os maus, os desonestos não têm amigos, têm cúmplices. Ao passo que as pessoas éticas têm amigos de verdade. Assista ao vídeo e tire suas conclusões!

Fonte:

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FILOSOFIA: OLAVO DE CARVALHO COMENTA O LIVRO DE JOSÉ NÊUMANNE PINTO

Na coluna FILOSOFIA desta terça-feira o filósofo Olavo de Carvalho faz seu comentário sobre a entrevista do autor do livro, o jornalista José Nêumanne Pinto, “O Que Eu Sei De Lula” e a sua visão incompleta do personagem central. Dá uma mini-palestra sobre o que é um revolucionário baseado na informação do autor que disse que Lula não é um revolucionário, e como pensam e agem os revolucionário. Vale a pena conferir!

Fonte:

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FILOSOFIA: “A VIDA” PROFUNDA REFLEXÃO DE BERT HELLINGER QUE VAI IMPACTAR VOCÊ

Na nossa coluna FILOSOFIA desta terça-feira trago um texto extraído do Blog Pensar contemporâneo de um grande filósofo. O professor, Bert Hellinger, pra quem não sabe, faleceu no dia 19/9/19, semana passada, aos 93 anos. O alemão que já foi padre, deixou o celibato e tornou-se psicoterapeuta e escritor. Bert é reconhecido mundialmente pelas Constelações Familiares, e em algumas comunidades ele não é aceito, por trazer afirmações duras sobre temas polêmicos. Ele afirma que seu compromisso é a orientação e o cuidado com as pessoas, e não com os ideais. Portanto, ele não tem medo de não ser aceito, desde que acredite que esteja contribuindo para o crescimento e desenvolvimento das pessoas, através do seu trabalho!

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Ele deixou esse texto maravilhoso abaixo para sua REFLEXÃO:

“A vida decepciona-o pra você parar de viver com ilusões e ver a realidade.
A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante.
A vida não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como “É”.
A vida vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer.
A vida envia pessoas conflitantes para te curar, pra você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro.
A vida permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição.
A vida lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio.
A vida coloca seus inimigos na estrada, até que você pare de “reagir”.
A vida te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé.
A vida lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém.
A vida ri de você muitas e muitas vezes, até você parar de levar tudo tão a sério e rir de si mesmo.
A vida quebra você em tantas partes quantas forem necessárias para a luz penetrar em ti.
A vida confronta você com rebeldes, até que você pare de tentar controlar.
A vida repete a mesma mensagem, se for preciso com gritos e tapas, até você finalmente ouvir.
A vida envia raios e tempestades, para acorda-lo.
A vida o humilha e por vezes o derrota de novo e de novo até que você decida deixar seu ego morrer.
A vida lhe nega bens e grandeza até que pare de querer bens e grandeza e comece a servir.
A vida corta suas asas e poda suas raízes, até que não precise de asas nem raízes, mas apenas desapareça nas formas e seu ser voe.
A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre.
A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver.
A vida te ridiculariza até você se tornar nada, ninguém, para então torna-se tudo.
A vida não te dá o que você quer, mas o que você precisa para evoluir.
A vida te machuca e te atormenta até que você solte seus caprichos e birras e aprecie a respiração.
A vida te esconde tesouros até que você aprenda a sair para a vida e busca-los.
A vida te nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo.
A vida te acorda, te poda, te quebra, te desaponta… Mas creia, isso é para que seu melhor se manifeste… até que só o AMOR permaneça em ti.

Bert Hellinger

Fonte: Pensar Contemporâneo

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FILOSOFIA: ANÁLISE DA MENTALIDADE ESQUERDISTA BRASILEIRA, POR OLAVO DE CARVALHO

Na nossa coluna FILOSOFIA desta segunda-feira temos o professor Olavo de Carvalho analisando a mentalidade esquerdista brasileira. Assista ao vídeo, entenda como funciona o penamento da esquerda no Brasil e aprenda como combatê-lo.

Fonte:

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FILOSOFIA: ESTOICISMO – VIVA UMA VIDA ÉPICA!

Na coluna FILOSOFIA desta terça-feira temos uma mini-palestra de grande relevância para o nosso DESENVOLVIMENTO PESSOAL: O Estoicismo. Como viver uma vida plena e satisfatória. O Estoicismo é uma filosofia libertadora que muitas vezes é má interpretada Estoicismo não significa passividade. Muito pelo contrário. A serenidade, tranquilidade e calma prezadas pela “Ataraxia” são alcançadas através do controle daquilo que pode ser controlado nas nossas vidas. Ou seja, o controle interno. Controle sobre nossas virtudes, crenças e percepções.

Assista ao vídeo e tome o controle da sua vida!

Fonte:

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FILOSOFIA: O QUE É FELICIDADE?, POR CLOVIS DE BARROS FILHO

Na nossa coluna FILOSOFIA desta segunda-feira temos uma extraordinária palestra do filósofo Clóvis de Barros Filho sobre “O que é felicidade?”. Uma forma diferente e única de dar significado à FELICIDADE! Vale a pena conferir e tirar suas conclusões!

Fonte:

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FILOSOFIA: ESTOICISMO, AS MEDITAÇÕES DE MARCO AURÉLIO QUE VÃO TRANSFORMAR SUA VIDA

No intuito de ajudar você a expandir a consciência adquirindo mais conhecimento trago uma mini-palestra na coluna FILOSOFIA desta quarta-feira sobre ESTOICISMO, com as meditações de Marco Aurélio que vão transformar sua vida. Assista ao vídeo e expanda sua consciência!

Fonte:

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FILOSOFIA: UMA OPORTUNIDADE DE CONHECER O LEGADO DE LUDWIG VON MISES

Na coluna FILOSOFIA desta terça-feira temos a oportunidade de conhecer em detalhes a filosofia de vida do grande economista Ludwig Von Mises e o posicionamento irredutível quanto aos seus  princípios que proporcionou o seu crescente legado. Vale a pena conferir um pouco da biografia deste ícone do capitalismo liberal.

A importância de manter-se firme aos seus princípios – Mises e seu crescente legado

Aos seus 138 anos, uma homenagem ao mestre

Um indivíduo que sistematicamente discipline sua vida em torno do objetivo de aprimorar as vidas daqueles que o rodeiam irá deixar um legado.  Este legado pode ser positivo ou negativo.

Existem aqueles que estão apenas em busca de poder e que, por isso, irão tentar influenciar a vida de outras pessoas por meio do engano e da adulação.  Seu objetivo é mudar corações, mentes e o comportamento daqueles que o cercam.  Seu legado tende a ser negativo.

Mas há também aqueles que se esforçam ao máximo para transformar as vidas de terceiros de uma forma positiva.  Eles invariavelmente seguem um estilo de vida específico, o qual governa suas ideias e seu comportamento.  Eles sistematicamente tentam estruturar suas próprias vidas de tal maneira que eles próprios se tornam demonstrações empíricas da própria visão de mundo que defendem.

Qualquer pessoa que tenha como o objetivo de sua vida mudar as opiniões de outras pessoas tem de estar comprometida com dois princípios: fazer sempre aquilo que defende e apoiar (de qualquer maneira possível) causas que estejam de acordo com o que defendem.

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que a maioria das pessoas não quer mudar sua opinião em relação a nada.  Mudar uma única opinião significa que o indivíduo tem de mudar suas opiniões a respeito de vários tópicos.  Aquela velha regra é válida: “Você não pode mudar apenas uma coisa”.  Portanto, há um alto custo ao se repensar aquelas opiniões que você mais aprecia e valoriza.  Pessoas tendem a evitar empreitadas que envolvam altos custos.

Quando alguém é confrontado com uma nova opinião, se esta opinião está relacionada a como as pessoas devem agir, uma das primeiras autodefesas que o ouvinte irá levantar é esta: “A pessoa que está recomendando esta nova ideia vive consistentemente em termos desta ideia?”  Se é algo óbvio para o ouvinte que esta pessoa não faz o que diz defender, então fica claro que o próprio defensor da ideia não leva a sério a verdade e a efetividade daquilo que ele diz defender.  Isto dá ao ouvinte uma maneira fácil de escapar da conversa.  A ideia defendida não vingará.

Ludwig von Mises

Meu único encontro pessoal com Mises ocorreu no segundo semestre de 1971.  Eu havia sido contratado pela Foundation for Economic Education.  Naquela data, eu havia sido convidado para uma cerimônia especial.  F.A. Harper havia editado uma segunda coleção de ensaios honrando Mises.  O primeiro livro de ensaios havia sido editado pela esposa de Hans Sennholz, Mary Sennholz, e foi publicado em 1956.

A cerimônia ocorreu em um hotel em Nova York.  Após a cerimônia, tive a oportunidade de conversar com Mises sobre vários assuntos, inclusive sua ligação com o sociólogo alemão Max Weber.  Weber havia se referido ao ensaio de Mises, O cálculo econômico sob o socialismo, em uma nota de rodapé em um livro que Weber não chegou a completar.  Ele morreu em 1920.  Mises me disse que ele havia enviado seu ensaio para Weber.

Mises deixou um legado que, desde sua morte em 1973, vem crescendo continuamente.  Ele foi um daqueles raros homens que teve duas fases em sua carreira.  A primeira fase, que começou em 1912 e terminou após a publicação da Teoria Geral (1936) de John Maynard Keynes, estabeleceu sua reputação de grande teórico econômico.  Seu livro de 1912 sobre moeda e sistema bancário, seu livro de 1922 sobre o socialismo, e seus vários artigos sobre tópicos específicos de teoria econômica o comprovaram um grande teórico.

Mas sua inflexível oposição a todas as formas de moeda fiduciária estatal de curso forçado garantiu a ele a reputação de um Neandertal do século XIX em um mundo de moedas estatais de curso forçado, o qual começou com a abolição do padrão-ouro clássico no início da Primeira Guerra Mundial, em 1914.  Sua hostilidade ao socialismo também contribuiu para seu status de pária.  Ele estava vigorosamente resistindo a tudo aquilo que os círculos acadêmicos consideravam ser a onda do futuro.  Acadêmicos sempre querem seguir modismos.  Mises não era assim.

O triunfo do keynesianismo após 1936, em conjunto com a erupção da Segunda Guerra Mundial em 1939, trouxe um eclipse à carreira de Mises.  Na primeira metade da década de 1930, a influência do nazismo na Áustria crescia sombriamente.  Sendo um liberal da velha guarda e um judeu, Mises sabia que seus dias estavam contados.  Ele temia que os nazistas tomassem o controle da Áustria, e ele estava correto.  Sendo um economista defensor do livre mercado — conhecido pela esquerda como o mais implacável oponente do intervencionismo econômico — e um judeu, ele não teria sobrevivido na Áustria.

Sentindo que tais eventos eram apenas uma questão de tempo, Mises aceitou um cargo em Genebra e para lá se mudou em 1934, aceitando um dramático corte salarial.  Sua noiva o acompanhou e lá se casaram, não sem antes ele tê-la avisado que, embora escrevesse bastante sobre o assunto, ele nunca teria muito dinheiro.

Mises ficou em Genebra por seis anos, obrigado a deixar para trás sua adorada Viena e tendo de ver, impotente, a civilização sendo despedaçada.  Quando os nazistas anexaram a Áustria em 1938, eles saquearam seu apartamento em Viena e roubaram todos os seus livros e monografias.  Ele passou a viver uma existência nômade, sem ter a mínima ideia de qual seria seu próximo emprego.  E foi assim que ele viveu o auge de sua vida: já estava com 57 anos e era praticamente um sem-teto.

Mas nada disso abalou Mises.  Ele seguia concentrado em seu trabalho.  Durante seus seis anos em Genebra, ele continuou se dedicando à pesquisa econômica e às escritas.  O resultado foi sua até então obra magna, um enorme tratado de economia chamado Nationalökonomie (o precursor de Ação Humana).  Em 1940, ele completou o livro, o qual foi publicado por uma pequena editora e com edição extremamente limitada.  Mas quão intensa poderia ser, naquela época, a demanda por um livro sobre liberdade econômica escrito em alemão?  Certamente não seria nenhum bestseller.  E Mises certamente sabia disso enquanto o escrevia.  Mas escreveu assim mesmo.

No entanto, em vez de celebrações e noite de autógrafos, Mises naquele ano se deparou com outro evento que mudaria (novamente) sua vida.  Ele foi avisado por seus patrocinadores em Genebra que havia um problema.  Vários judeus estavam se refugiando na Suíça.  Ele foi alertado de que deveria procurar outro lar.  Os Estados Unidos eram o novo porto seguro.

Mises então começou a escrever cartas pedindo por posições universitárias nos EUA, mas tente imaginar o que isso significava.  Ele só falava alemão.  Suas habilidades em inglês se resumiam à leitura.  Ele teria de aprender o idioma ao ponto de se tornar exímio o bastante para poder dar aulas.  Ele havia perdido todos os seus arquivos, monografias e livros.  Ele não tinha nenhum dinheiro.  E ele não conhecia ninguém influente nos EUA.

E havia um sério problema ideológico também nos EUA.  O país estava completamente dominado e fascinado pela economia keynesiana.  A profissão de economista havia sofrido um vendaval.  Praticamente não mais existiam economistas pró-livre mercado nos EUA, e não havia nenhum acadêmico defendendo esta causa.  No final, Mises se mudou para os EUA sem ter nenhuma garantia de nada.  E já estava com quase 60 anos.

Quando ele chegou aos EUA em 1940 como um judeu refugiado, ele era praticamente um desconhecido no país.  Ele não tinha nenhum cargo assalariado de professor.  Ele já tinha 59 anos.  Ele jamais havia estado nos EUA.  Mas ele teve uma grande sorte: havia um jornalista nos EUA que não apenas conhecia sua obra, como também havia se tornado um defensor dela em suas colunas de jornal.  Seu nome era Henry Hazlitt.  Foi Hazlitt quem estimulou alguns empreendedores, como Lawrence Fertig, a fazer doações recorrentes a Mises.

Mises então passou a depender exclusivamente das doações destes poucos amigos e de alguns artigos que eram ocasionalmente encomendados por algumas revistas especializadas, a pedido destes amigos.

Durante os 30 anos seguintes, Mises foi uma voz solitária e sem recursos em defesa do livre mercado, lutando contra a vastidão keynesiana que dominava a paisagem mundial.  Ele criou um seminário na New York University (NYU) para estudantes universitários, o qual durou 25 anos.  Murray Rothbard era um dos frequentadores assíduos, embora apenas como ouvinte.  Mises nunca recebeu salário da universidade, a qual o relegou ao status de professor visitante.  Ele recebia ajuda de doadores.  No entanto, não há hoje nenhum professor do departamento de economia da NYU que seja lembrado.  Todos foram pessoas sem importância e não deixaram nenhum legado.

A publicação de seu livro Ação Humana, pela Yale University Press em 1949, começou a estabelecer sua reputação nos EUA.  O livro vendeu muito mais do que havia sido inicialmente previsto.  Este livro foi o primeiro a conter uma teoria abrangente e integrada da economia de livre mercado.  Até então, nada remotamente parecido havia sido publicado.  Foram muito poucas as pessoas que se deram conta disso em 1949, mas qualquer um que já tenha estudado a história do pensamento econômico sabe que é neste livro que se encontra a primeira aplicação abrangente da teoria econômica para toda uma economia de mercado.  A análise é integrada em termos da defesa econômica austríaca da teoria do valor subjetivo e do individualismo metodológico.

Ele continuou escrevendo após 1949.  Seus livros foram vendidos pela Foundation for Economic Education (FEE), a qual fez com que ele ganhasse a atenção de leitores que defendiam o livre mercado.  Seus artigos começaram a aparecer na revista publicada pela FEE, The Freeman.  A revista não era de ampla circulação nos meios acadêmicos, mas era bastante lida pela direita.

Eu comprei uma cópia de Ação Humana em 1960.  Naquela época, eu já estava a par da importância de Mises para a história do pensamento econômico, mas, em minha universidade, eu provavelmente era o único estudante que o conhecia.

Mises sempre foi um obstinado em sua dedicação aos princípios do livre mercado.  Provavelmente mais do que qualquer outro grande intelectual do século XX, ele era conhecido entre seus pares como alguém inflexível, que não fazia concessões àquilo em que acreditava.  Pelos economistas da Escola de Chicago ele foi chamado de ideólogo.  E eles estavam certos.  Por causa de sua consistência na aplicação do princípio do não-intervencionismo em cada setor da economia e, acima de tudo, por causa de sua oposição a bancos centrais e à manipulação estatal da moeda, os economistas o consideravam excêntrico.  “Excêntrico”, para eles, era sinônimo de “rigorosamente consistente”.

Assim como os nazistas, os soviéticos também sabiam quem era Mises.  Após a queda do nazismo, os soviéticos confiscaram as obras de Mises então em posse dos nazistas e as enviaram a Moscou.  Suas obras roubadas ficaram em Moscou e nunca foram descobertas por nenhum economista ocidental até a década de 1980.  O que foi uma grande ironia: economistas ocidentais não sabiam quem era Mises, mas os economistas soviéticos sim.  Isto se tornou ainda mais verdadeiro em meados da década de 1980, quando a economia soviética começou a se desintegrar, exatamente como Mises havia previsto que aconteceria.

A grande vantagem de Mises sobre praticamente todos os seus colegas era esta: ele escrevia claramente.  Todos os outros economistas, além de escreverem da maneira convoluta e repleta de jargões, enchem seus escritos de equações.  Mises não utilizava equações e nem recorria a jargões.  Ele escrevia seus parágrafos utilizando sentenças que eram desenvolvidas de maneira sucessiva.  Você pode começar pela primeira página de qualquer um de seus livros e, se prestar atenção, chegará ao fim sem se tornar confuso em momento algum.

Isto era uma grande vantagem, pois as pessoas comuns que se interessavam por economia conseguiam seguir sua lógica.  Sua reputação se espalhou no final de década de 1950 e por toda a década de 1960 por causa de seus artigos na The Freeman.  Esta revista chegou a ter uma circulação de 40 mil exemplares em alguns anos.  Não eram muitos os economistas que conseguiam, naquela época, atingir um público tão amplo e tão variado.

Mises realmente se manteve firme aos seus princípios durante todo o seu tempo de vida.  Ele se manteve firme de maneira tão tenaz e obstinada que, por décadas, ele não teve influência alguma sobre a comunidade acadêmica.  Todos os economistas o desprezavam ou ignoravam.  Porém, após sua morte em 1973, sua influência começou a crescer.  Em 1974, seu discípulo F.A. Hayek ganhou o Prêmio Nobel de Economia.  Pouco a pouco, a reputação de Mises foi se espraiando.

Hoje, há vários Institutos Mises ao redor do mundo — todos surgidos voluntária e espontaneamente, sem nenhum financiamento centralizado —, e seu nome é atualmente mais conhecido do que o de quase todos os outros economistas de sua geração, tanto os de antes da Primeira Guerra Mundial quanto os de depois da Segunda Guerra Mundial.  O cidadão comum certamente não está familiarizado com os nomes da maioria dos economistas da primeira metade do século XX, e certamente é incapaz de ler e compreender as obras de praticamente qualquer economista da segunda metade.

Portanto, exatamente porque Mises nunca se mostrou disposto a fazer concessões, especialmente na área de metodologia, seu legado tem sido muito maior do que o da maioria de seus finados colegas.  O legado de Mises só cresce; o deles, praticamente não existe.

Conclusão

Mises deve ser julgado não somente como um pensador extraordinariamente brilhante, mas também como um ser humano extraordinariamente corajoso.  Ele acima de tudo sempre se manteve inarredavelmente apegado à verdade de suas convicções, sem se importar com o resto, e sempre preparado e disposto a atuar sozinho, sem uma única ajuda, na defesa da verdade.  Ele jamais se importou um buscar fama pessoal, posições de prestígio ou ganhos financeiros, pois isso significaria ter de sacrificar seus princípios.

Durante toda a sua vida, ele foi marginalizado e ignorado pelo establishment intelectual, pois a verdade de suas visões e a sinceridade e o poder com que as defendia e desenvolvia estraçalhava todo o emaranhado de mentiras e falácias sobre o qual a maioria dos intelectuais de sua época — bem como os de hoje — construiu suas carreiras profissionais.

Seus seminários, assim como seus escritos, eram caracterizados pelo mais alto nível de erudição e sabedoria, e sempre mantendo o mais profundo respeito pelas ideias.  Mises jamais se interessou pela motivação pessoal ou pelo caráter de um autor, e sim por uma só questão: saber se as ideias daquela pessoa eram verdadeiras ou falsas.  Da mesma forma, sua postura e comportamento pessoal sempre foram altamente respeitosos, reservados e fonte de amigável encorajamento.  Ele constantemente se esforçava para extrair de seus alunos o que neles havia de melhor, para ressaltar suas melhores qualidades.

O mundo vive hoje mais uma era de planejamento econômico, e estamos vendo os economistas se dividirem em dois lados.  A esmagadora maioria se limita a dizer exatamente aquilo que os regimes querem ouvir.  Afastar-se muito da ideologia dominante é um risco que poucos estão dispostos a correr.  As recompensas materiais são quase nulas, e há muito a perder.

Ser um economista íntegro significa não se furtar a dizer coisas que as pessoas não querem ouvir; significa, principalmente, dizer coisas que o regime não quer ouvir.  Para ser um bom economista, é necessário bem mais do que apenas conhecimento técnico.  É necessário ter coragem moral.  E, no mercado atual, tal atitude está ainda mais escassa do que a lógica econômica.

Assim como Mises necessitou da ajuda de Hazlitt e Fertig, economistas com coragem moral necessitam de apoiadores e de instituições que os suportem e deem voz a eles.  Este é um fardo que tem de ser encarado.  Como o próprio Mises dizia, a única maneira de se combater ideias ruins é com ideias boas.  E, no final, ninguém estará a salvo se a civilização for destruída em consequência do predomínio das ideias ruins.

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FILOSOFIA: RETIRE A SUA FELICIDADE DO PALCO, ELA NÃO SOBREVIVE LÁ

Na coluna FILOSOFIA desta quarta-feira temos mais uma mini-palestra do fenomenal Rossandro Klingey. Desta vez ele aborda um assunto que é de interesse de todos: Felicidade! Que a maioria das pessoas vive de se comparar com outras e que essa atitude é o mesmo que assinar um atestado de infelicidade permanente. E quanto mais se comparam mais se frustram e se sentem incapazes de reproduzir padrões irreais. Assista ao vídeo e aprenda sobre como se comportar para viver melhor e com satisfação.

Fonte:

Publicado em 20 de ago de 2019

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: RESUMO ANIMADO DO LIVRO SONHO GRANDE

Na coluna DESENVOLVIMENTO PESSOAL deste sábado você vai assistir a mais um resumo animado de Albano do canal Seja Uma Pessoa Melhor. Desta vez do livro Sonho Grande de Jorge Paulo Lemann, o mega empresário dono da Ambev. Vamos aprender com a experiência do homem mais rico do Brasil!

Fonte: 

Publicado em 19 de dez de 2016

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FILOSOFIA: SABEDORIA ESTOICA – O SÁBIO É IMUNE AOS INFORTÚNIOS

Na coluna FILOSOFIA desta quinta-feira temos mais uma mini-palestra do filósofo Leandro Karnal. Desta vez ele fala sobre a Sabedoria Estoica: O sábio é imune aos infortúnios. Uma palestra que vale a pena conferir!

Fonte: 

Publicado em 29 de set de 2017

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AUTOCONHECIMENTO: ESTOICISMO, A ARTE DE NÃO SOFRER

Na coluna AUTOCONHECIMENTO desta quarta-feira você vai ter a oportunidade de conhecer o que é “ESTOICISMO, A arte de viver em paz sob qualquer circunstância”. Os fundamentos desta arte milenar estão nos escritos do grande imperador e pensador Romano Marco Aurélio e do filósofo Sêneca. Um transbordo de sabedoria. Vale a pena conferir!

Fonte: 

Publicado em 27 de jun de 2019

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POESIA: VOZ AO VERBO 118 – MUDANÇA, POR ALLAN DIAS CASTRO

Na nossa coluna POESIA desta terça-feira você vai assistir a mais uma bela declamação do poeta Allan Dias Castro, com Voz ao Verbo 118 – Mudança. Não deixe de ver ou vai se arrepender!

Fonte: 

Publicado em 3 de ago de 2019

 

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BOAS NOTÍCIAS: UM CASAL DA PENSILVÂNIA ADOTOU 6 IRMÃOS ÓRFÃOS QUE PASSARAM 5 ANOS EM ORFANATO

Na coluna BOAS NOTÍCIAS desta segunda-feira um grande exemplo de amor e solidadriedade ao próximo vem de um casal gay da Pensilvânia, Estados Unidos, que adotou 6 irmãos que estavam a quase 5 anos em um orfanato. Leia a reportagem completa a seguir e saiba como foi!

Dois pais adotam 6 irmãos que passaram 5 anos em orfanato

A família: Foto: Steve Anderson-McLean

Um casal da Pensilvânia, EUA, adotou seis irmãos que passaram quase 5 anos em um orfanato.

Os pais adotivos são Steve e Rob Anderson-McLean, que estão juntos há 18 anos e se casaram legalmente em 2013.

Eles adotaram Carlos, 14, Guadalupe, 13, Maria, 12, Selena, 10, Nasa, 9, e Max, de anos 7.  Os irmãos foram morar com o casal em julho de 2018 e agora, menos de um ano depois, finalmente ganharam o sobrenome da família: Anderson-McLean.

Foi um momento “extremamente emocionante”, disse Steve ao portal Good Morning America.

“Quando olhei para os seis do lado de fora da sala me esperando, foi muito emocionante”, lembra Steve.

“Nós nunca imaginamos que teríamos tanta sorte, ou seríamos tão abençoados para adotar seis crianças”, contou.

Rob, o outro pai falou da conexão que eles têm com as crianças:

“Nós instantaneamente nos apaixonamos por eles”, disse o papai.

“Eu diria que nossos filhos trouxeram muito amor e alguma loucura para nossas vidas. É reconfortante e emocionante ver como eles se conectam conosco e com nossa família e amigos”.

O casal já tinha criado dois filhos de um casamento anterior. Mas eles cresceram e Steve e Rob decidiram que iriam adotar uma ou mais crianças.

Mas, para não separar a família, eles decidiram adotar os 6 irmãos.

A inspiração

Steve contou que a inspiração para adotarem novamente veio depois de uma reportagem na TV sobre um casal que também escolheu adotar.

Não há regras sobre o que pode ou não para constituir uma família e o amor que compartilhamos”, concluiu Rob.

Foto: Steve Anderson-McLean

Foto: Steve Anderson-McLean

Com informações da ABC 

Fonte: Só Notícia Boa

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FILOSOFIA: FILOSOFANDO COM ARIANO SUASSUNA EM “ME DÊ SUA TRISTEZA, QUE EU LHE DOU MINHA ALEGRIA”

Na coluna FILOSOFIA desta quinta-feira vamos filosofar com Ariano Suassuna em mais uma aula show onde recita o lindo poema Romance da Bela Infanta com maestria. Assista ao vídeo e confira esse show!

Romance da Bela infanta

Chorava a infanta chorava na porta da camarinha

Perguntou-lhe o rei seu pai,porque choras filha minha?

Eu não choro senhor pai,se chorasse razão tinha

Todas eu vejo casadas, só a mim vejo sozinha.

Procurei no meu reinado filha quem te merecia

Só achei o conde Olário e esse já mulher havia

Ai meu rei pai de minh’alma, esse mesmo é que eu queria

Mande aqui chamar o conde pela vossa escravaria

Palavras não eram ditas, já o conde chegaria

E que a vossa majestade quer com minha senhoria?

Mando que mate a condessa pra casar com minha filha

E traga a cabeça dela nesta dourada bacia

Sai o conde por ali com tristeza em demasia

Ter que matar a mulher, e a mulher não merecia

A condessa que o esperava para abraça-lo corria

Com o filhinho nos braços já de longe bem ouvia

Sentaram-se os dois a mesa, nem um nem outro comia

As lágrimas eram tantas que pela mesa corriam

Porque choras seu conde, desafogue essa agonia

Me dê a sua tristeza que lhe dou a minha alegria

Ou te mandam pra batalha ou te mandam pra Turquia

Nem me mandam pra batalha nem me mandam pra Turquia

O rei manda que te mate, pra que case com sua filha

E quer a sua cabeça nessa dourada bacia

Não me mate senhor conde, um remédio haveria

Vou meter-me em um convento da ordem da freiraria

Lá guardarei castidade e a fé que te devia.

Como pode ser tal coisa condessa da minha vida

O rei manda que te mate pra casar com sua filha

E quer sua cabeça nessa dourada bacia

Deus que te perdoe meu senhor conde lá na hora da cotia

Me tragam aqui meu filho entranhas da minha vida

Deste sangue do meu peito, beberá por despedida

Bebe meu filhinho, bebe, este sangue de agonia

Hoje aqui ainda tens mãe que tanto bem te queria

Amanhã terás madrasta de mais alta fidalguia

Já ouço tocar o sino, ai meu Deus quem morreria?

Morreu foi a bela infanta, pela culpa que trazia

Descasar os bem casados, coisa que Deus não queria.

A donzela que foi à guerra

“Pregoadas são as guerras

Entre França e Aragão:

Ai de mim que já sou velho,

Não as posso vingar, não!

De sete filhas que tenho

Nenhuma é varão!. ”

Responde a filha mais velha

Com toda a resolução:

“Venham armas e cavalo

Que eu serei filho varão.”

“Tendes os ombros muito altos

Filha, conhecer-vos-ão.”

“Venham armas bem pesadas,

Os ombros abaixarão.”

“Tendes os peitos muito altos

Filha, conhecer-vos-ão.”

“Venha gibão apertado,

Os peitos encolherão.”

“Tendes os olhos bem vivos

Filha, conhecer-vos-ão.”

“Quando passar pela armada

Porei os olhos no chão.”

“Senhor pai, senhora mãe,

Grande dor de coração;

Que os olhos do conde Daros

São de mulher, de homem não.”

“Convidai-o vós, meu filho,

Para convosco feirar;

Pois se ele mulher for,

As fitas irá pegar.”

A donzela, por discreta,

Uma adaga foi comprar.

“Oh que bela adaga esta

Para com homens brigar!

Lindas fitas para damas:

Quem lhas pudera levar!”

“Senhor pai, senhora mãe,

Grande dor de coração;

Que os olhos do conde Daros

São de mulher, de homem não.”

“Convidai-o vós, meu filho,

Para ir convosco ao pomar,

Pois se ele mulher for,

A maçã irá pegar.” A donzela por discreta,

Uma pera foi pegar,

“Oh que bela pera esta

Para um homem cheirar!

Lindas maçãs ficam para damas

Quem lhas pudera levar!”

“Senhor pai, senhora mãe,

Grande dor de coração;

Os olhos do conde Daros

São de mulher de homem não.”

“Convidai-o vós, meu filho,

Para convosco nadar;

Pois se ele mulher for

Ao convite vai faltar.

“A donzela, por discreta,

Começou-se a desnudar…

Traz-lhe o seu paje uma carta,

Pôs-se a ler,

pôs-se a chorar;

“Notícias me chegam agora,

Novas de grande pesar;

De que minha mãe é morta,

Meu pai se está a finar.

Os sinos da minha terra

Os ouço dobrar;

Monta, monta, cavaleiro!

Se me quer acompanhar. ”

Chegavam a uns altos paços

Foram-se logo apear.

“Senhor pai, trago-lhe um genro,

Se ainda quer se casar;

Foi meu capitão na guerra,

De amores me quis contar…

Se ainda me quer agora,

Com meu pai há de falar.”

Sete anos andei na guerra

Me fiz de filho varão.

Ninguém me conheceu nunca

Somente o meu capitão;

Conheceu-me pelos olhos,

Que por outra coisa não.

Ariano Suassuna (1927 – 2014) foi dramaturgo, romancista, poeta e membro da Academia Brasileira de Letras Ariano. “O Auto da Compadecida”, sua obra-prima, foi adaptada para a televisão e para o cinema. Sua obra reúne, além da capacidade imaginativa, seus conhecimentos sobre o folclore nordestino. Foi poeta, romancista, ensaísta, dramaturgo, professor e advogado.

Fonte: 

Publicado em 2 de set de 2017

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AUTOCONHECIMENTO: O CAMINHO DO BEM VIVER – AULA 6, POR MARCELO GLEISER

Na coluna AUTOCONHECIMENTO desta quinta-feira vamos assistir a 6ª aula do físico Marcelo Gleiser sobre o Caminho do Bem Viver, onde ele faz Reflexões sobre o sentido da vida. 

Explorando visuais fantásticos e ideias poderosas, ele fala sobre o sentido da vida, propósito, a pró-cura do nosso caminho, o caminho do novo como fonte de transformação.

Assista ao vídeo e descubra o sentido da sua vida!Na aula #6, chegamos no ponto central do curso, como viver bem. 

Fonte: 

Publicado em 2 de jul de 2019

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: PENSAR, AGIR E TRANSFORMAR É CONSTRUIR E CONSTRUIR-SE

Na coluna DESENVOLVIMENTO PESSOAL desta segunda-feira temos mais uma mini-palestra do filósofo e palestrante Leandro Karnal. Desta vez ele trata do tema Consciência e Transformação, o Conhecimento Liberta. Algo que faz parte da construção do seu próprio ser através do Autoconhecimento. Assista a palestra e Seja uma Pessoa Melhor!

fragmentos da palestra “Construir-se e Construir a Partir de Pessoas”

íntegra ► https://youtu.be/xYpxJ2JDfPo

Fonte: 

Publicado em 3 de ago de 2019

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FILOSOFIA: FILOSOFANDO COM ARIANO SUASSUNA – AULA ESPETÁCULO EM SUZANO

Na coluna FILOSOFIA temos mais uma aula espetáculo do inenarrável Ariano Suassuna em Suzano/SP. Pra você se divertir bastante nesse domingão! Você não pode perder!

Fonte: 

Publicado em 10 de ago de 2016

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AUTOCONHECIMENTO: COMO NÃO DESANIMAR DIANTE DE GRANDES DESAFIOS?

Na coluna AUTOCONHECIMENTO dete domingo trago mais uma mini-palestra sensacional da Monja Coen. Desta vez sobre “Como não desanimar diante de grandes desafios?”. Uma palestra que pode mudar a sua vida. Por isso não deixe de conferir! 

Fonte: 

Publicado em 31 de ago de 2018

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REFLEXÃO: ESCULTORES DE ALMA

Na coluna REFLEXÃO deste sábado trago um texto superinteressante  da Redação do Momento Espírita, sob inspiração de uma fala de Sandra Borba Pereira, em Curitiba-Pr, no dia 12/03/2005, que faz uma verdadeira homenagem aos professores e/ou “Escultores de alma”. Um texto maravilhoso que merece uma REFLEXÃO!

Escultores de almas

Péricles foi um célebre orador e estrategista que governou Atenas de 460-430 a.C., e ficou conhecido na história como a maior figura política daquela cidade.

Estimulou as artes e a cultura, realizou grandes construções como o Partenon, templo pagão de insuperável perfeição arquitetônica e riqueza escultural de Atenas.

Certa feita, promoveu uma grande festa em homenagem à beleza da cidade de Atenas, para a qual mandou convidar todos aqueles que, de alguma forma, haviam contribuído para que a cidade ficasse tão bela.

Avisado que os convidados já estavam presentes, Péricles lançou seu olhar sobre os salões e notou escultores, pintores, arquitetos, políticos, mas não percebeu nenhum pedagogo.

Chamou seus assistentes e lhes perguntou por que os pedagogos não estavam ali. E eles responderam: Porque não foram convidados, senhor. Afinal, não deram nenhuma contribuição para embelezar Atenas.

Então Péricles ordenou: Vão convidá-los imediatamente para a festa, pois são eles que embelezam as almas dos atenienses.

Interessante pensar no que isso significa.

Importante refletir sobre o que significa ter o poder de esculpir nas almas daqueles que se dispõem ao aprendizado, à reflexão sobre os valores, as virtudes, o sentido da vida.

E nesse contexto podemos dizer que os professores são escultores de almas, sim.

Um dia um professor aposentado, alma sensível e dedicada, competente e estudioso, estava sendo entrevistado e lhe foi pedido para que falasse um pouco sobre sua maior produção literária, pois também é escritor, e ele falou com sabedoria:

Minha maior produção são os meus alunos.

De fato, quem tem acesso a um ser humano, numa sala de aula, predisposto a receber lições, poderá deixar uma grande e nobre produção.

Trabalhar com as mentes e os corações é algo de valor inestimável.

E como o professor também é um ser inacabado, a experiência numa sala de aula pode e deve ser uma grande oportunidade de ensinar aprendendo e aprender ensinando.

No cômputo final, o resultado será uma grande experiência conjunta que faculta a ambas as partes momentos de embelezamento mútuo.

Se você tem o elemento humano sob sua responsabilidade, lembre-se da importância dessa nobre tarefa e seja um artista dedicado a embelezar as almas dos seus educandos, pois é de almas belas e nobres que a Humanidade precisa.

*   *   *

Você, que é professor, antes de iniciar a sua aula, olhe para os rostos que estão à sua frente e lembre-se de que são almas prontas a absorver suas lições.

E não serão somente as instruções formais que irão captar, mas, acima de tudo, essas almas absorverão suas vibrações de amor, dedicação e entusiasmo com que se dirige a todos.

Afinal, ensinar é uma arte que requer mais do que simplesmente transferir informações.

É a sabedoria de criar possibilidades para que cada aluno se produza e se construa a si mesmo com os elementos de reflexão que recebe do seu mestre.

Pense nisso, e seja um bom escultor de almas.

Redação do Momento Espírita, sob inspiração de uma fala de Sandra Borba Pereira, em Curitiba-Pr, no dia 12/03/2005

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REFLEXÃO: É RUIM SER INGÊNUO?

Na nossa REFLEXÃO desta terça-feira eu trago um texto cujo autor se chama Isaías Costa e aqui reproduzido pela brilhante Beth Michepud que vem a nos fazer enxergar de um novo ângulo o conceito da palavra “ingênuo” que, em princípio nos parece algo ruim, mas em uma análise mais profunda se revela uma grande virtude a qual devemos, enquanto seres humanos, tentar alcançar, pois é a pureza que nos falta para nos livrarmos do pecado. Se duvidas leia esse texto magnificamente inteligente e ao final me diga o que achou!

É ruim ser ingênuo?

 em 

su321

“Eu acho essa pergunta tão interessante, sabia? Talvez você se surpreenda com esse texto, pois ele traz uma perspectiva bem diferente da qual estamos acostumados.

Se eu fizer essa pergunta aqui no Brasil, creio que recebei um sonoro “sim” de pelo menos uns 95% das pessoas! Mas sabe o que eu digo a você? Não, não é ruim! Vou explicar.

Gosto de conhecer as raízes das palavras. Sabe o que significa “ingênuo”? “Aquele que está de acordo com os genes”. É a mesma raiz da palavra “Gêneses” da bíblia, ou “Genética” da Biologia. Ou seja, significa princípio, início, criança, natureza primordial.

Bem bacana, não é? As pessoas, de um modo geral, pensam que ser ingênuo é ser infantil, ser bobo, ou no modo mais popular ainda, “ser besta”. Isso não tem nada, absolutamente nada a ver, com você ser ingênuo.

Ser ingênuo é você ter a coragem de ser você mesmo. Sem máscaras. Sem subterfúgios. Sem complexos de superioridade ou de inferioridade. Sem travas internas. Sem preconceitos ou julgamentos alheios, e por aí vai.

Será que é fácil ser ingênuo? Garanto a você que não. A gente paga um preço muito alto ao fazer essa escolha.

Realmente, como a nossa sociedade vive em um desequilíbrio sem medidas, muitos acham perigoso ser ingênuo. Eu não! Acho uma aventura, faz a vida ter um gostinho especial!

A ingenuidade está completamente atrelada ao AMOR. Lendo bastante sobre os grandes mestres, principalmente o mestre Jesus Cristo, consigo perceber que ele era ingênuo.

Eu tento, na medida do possível, me espelhar nele e na sua sabedoria. Essa é a grande questão. Para ser ingênuo de verdade, é preciso antes de tudo buscar o amor próprio. Quando você se ama, passa a ter o potencial para amar de forma plena as outras pessoas.

Lembra a frase “Amai ao próximo como a ti mesmo”?  Jesus queria falar sobre esse transbordamento em amor. Ele tinha um amor tão grande, tão imenso por ele mesmo, que ele espalhava esse encanto por onde andava. As pessoas olhavam para ele e se sentiam atraídas pela sua aura de paz.

Infelizmente, não foi isso que nós aprendemos sobre Ele. As religiões ensinaram algo bem diferente. Elas vem, em sua maioria, ensinando que devemos aprender com os sofrimentos, que eles são necessários, que o pecado se alastra e vem desde que nascemos, somos herdeiros do pecado de Adão, etc.

Será que é isso mesmo? Quando leio as passagens bíblicas não vejo nada disso em Jesus. Quando leio sobre Buda, sobre Yogananda, o Eckhart Tolle, o Osho e muitos outros iluminados, nenhum deles acredite,  nenhum fala sobre o sofrimento ser necessário.

Ele não é! Ele é uma criação nossa. Nós criamos os nossos sofrimentos e depois sempre tentamos encontrar culpados. Pode?

Esse é um ponto bem interessante. Ao contrário do que você pensa, quem é ingênuo não fica comprando sofrimento para si. Ficou chocado? É,  levei um tempo danado da minha vida para entender isso.

Aí que vem a sabedoria! A verdadeira ingenuidade nos faz sermos mais receptivos. Nós passamos a observar mais as pessoas e a entrarmos nos seus mundos de uma maneira bastante sutil. Aí então, quando sentimos que a outra pessoa está de alguma forma invadindo a nossa individualidade, nessa hora dizemos: ” – Espera! Não é por aí não. Vamos esclarecer as coisas?”

Ser ingênuo requer um mergulho no autoconhecimento para você identificar bem quais são suas qualidades e defeitos, de forma a buscar melhorar as qualidades e se trabalhar quanto aos defeitos.

Jesus dizia: “Quem não se fizer como uma dessas criancinhas, não entrará no reino dos céus”. Essas são palavras simbólicas. Ele não quis dizer para ser infantil, como muitos pensam, ele quis dizer ser ingênuo, que nas palavras mais bonitas que eu conheço, quer dizer o seguinte: você estar na sua própria essência.

Agora você entende melhor porque as pessoas acham ruim ser ingênuo? Porque o número de pessoas que vive a partir da sua essência é mínimo. Nós temos várias crostas de medos, de traumas da infância, de condicionamentos, de crenças negativas adquiridas, etc.

Enquanto não trabalharmos tudo isso dentro de nós, a ingenuidade se torna cada vez mais difícil ou até mesmo uma utopia!

Agora é engraçado que são poucas as pessoas que tem coragem de encararem a si mesmas para fazerem esse mergulho.

Eu vou lhe confortar, tá bem? Dá muito medo! Pode ter certeza. Às vezes fico com medo de mim mesmo ao olhar para as minhas sombras. Mas pense comigo, se eu procuro jogar luz sobre as minhas sombras, nesse local sombreado passará, pouco a pouco, a existir luz, concorda?

Esse é o processo de iluminação que todos os mestres ensinam. O caminho para ser ingênuo é o caminho da iluminação. Eu quero seguir por ele! E você?

Sei que estou engatinhando nesse processo. Caio, levanto, caio de novo, levanto outra vez. Faço uma besteira aqui, outra ali, magoo alguém. Mas sei que tudo isso é para aprender, para me tornar alguém melhor.

Espero que tenha gostado dessas palavras e que você reflita com carinho sobre elas. Acredite, ser ingênuo vai fazer de você um ser humano diferenciado nessa sociedade tão cheia de desequilíbrios.”

Eu tive acesso a este texto que você acaba de ler através do blog “para além do agora” e quis dividir com vocês, porque Isaías Costa (autor) nos traz um tema muito valoroso  para refletirmos. Espero que tenham apreciado tanto quanto eu.

Um salve à Vida!

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ECONOMIA: DESIGUALDADE E POBREZA SÃO COISAS DIAMETRALMENTE DIFERENTES

Na coluna ECONOMIA deste domingo um texto brilhante para você entender definitivamente porque é impossível acabar com a pobreza por meio da redistribuição de renda e riqueza e por que desigualdade não é a mesma coisa de pobreza. Leia o artigo de Juan Ramón Rallo e entenda de uma vez por todos esses conceitos.

Entenda por que é impossível acabar com a pobreza por meio da redistribuição de renda e riqueza

E por que desigualdade não é pobreza

Ninguém morre de desigualdade. Mas milhões morrem de pobreza.

Enquanto estes dois conceitos não forem corretamente entendidos, não há nenhuma chance de o problema da pobreza ser corretamente atacado.

Dentro do imaginário coletivo, os conceitos de “pobreza” e “desigualdade” se tornaram sinônimos: se há pobres é porque somos desiguais; se a desigualdade aumenta é porque aumentou a pobreza.

Esta mentalidade tende a ser reforçada durante períodos de recessão econômica: quando as rendas agregadas da sociedade (o PIB) entram em contração, a economia passa a ser vista como um jogo de soma zero, ou seja, se a renda de uma pessoa aumentou é porque a renda de outra inevitavelmente caiu.

Porém, as recessões econômicas não duram para sempre, e o fato é que a economia de mercado se mostrou capaz, ao longo dos últimos 200 anos, de aumentar a renda de todos os cidadãos. Segundo as estatísticas compiladas pelo economista britânico Angus Maddison, passamos de uma renda per capita mundial de 1.130 dólares por ano em 1820 para uma de 15.600 em 2015. E isso ao mesmo tempo em que a população global aumentou de 1 bilhão de pessoas para 7 bilhões. (Veja o estudo. Confira também este vídeo).

Igualmente, em 1820, aproximadamente 95% da população mundial vivia na pobreza, com uma estimativa de que 85% vivia na pobreza “abjeta”. Em 2015, menos de 10% da humanidade continua a viver em tais circunstâncias.

Ou seja, não só o número de habitantes no mundo aumentou 7 vezes, como ainda cada habitante aumentou sua renda em 11 vezes. Isto é uma façanha extraordinária.

Este fato, por si só, mostra como estão errados aqueles que dizem que toda a riqueza do mundo já está dada e deve apenas ser “redistribuída justamente”. Se toda a riqueza do mundo já estivesse dada, devendo apenas ser redistribuída, seria impossível que a renda per capita e a população mundial aumentassem simultaneamente.

O que ocorreria é que algumas pessoas aumentariam suas rendas à custa de todas as outras, e a renda per capita permaneceria constante — aliás, cairia, por causa do aumento do número de indivíduos.

Que tenhamos conseguido multiplicar por 11 a renda per capita do conjunto de habitantes do planeta (e por 20 em alguns países ocidentais, como os EUA) ilustra claramente que a economia não é um jogo de soma zero. E, principalmente, que desigualdade não é o mesmo que pobreza.

Confusões básicas

Uma sociedade pode ser muito igualitária e muito pobre. Ou bastante desigual e rica.

Albânia, Bielorrússia, Iraque, Cazaquistão, Kosovo, Moldávia, Tajiquistão e Ucrânia são sociedades que apresentam uma distribuição de renda muito mais igualitária que a da Espanha, mas são muito mais pobres. Por outro lado, Cingapura é uma sociedade muito mais desigual que a Espanha, mas apresenta uma renda per capita maior em todos os quintis da redistribuição de renda.

A Etiópia, cujo coeficiente de Gini — indicador que mensura a desigualdade; quanto mais próximo de 1, mais desigual é um país — é de 29,6 e o Paquistão (30) são mais igualitários que a maioria dos países desenvolvidos, como Austrália (35,2), Coréia do Sul (31,6) e Luxemburgo (30,8) e Canadá (32,6).

Tajiquistão (30,8), Iraque (30,9), Timor Leste (31,9), Bangladesh (32,1) e Nepal (32,8) são mais igualitários que Bélgica (33), Suíça (33,7), Polônia (34), França (35,2), Reino Unido (36), Portugal (38,5), Estados Unidos (40,8), Cingapura (42,5) e Hong Kong (43,4).

Já o Afeganistão (27,8) é uma das nações mais igualitárias do mundo.

Por isso, o objetivo primordial de qualquer pessoa preocupada com o bem-estar alheio deveria ser o de aumentar a renda total de cada indivíduo, e não reduzir as diferenças de renda entre cada indivíduo.

O bem-estar de um indivíduo está estritamente relacionado com seu nível de renda: quanto maior a renda, melhor sua alimentação, maior seu acesso a bens e serviços, maior seu acesso a bons serviços de saúde, maior seu acesso a uma boa educação, maior o seu tempo de lazer etc.

Uma pessoa é pobre porque ela é carente de bens materiais. Ela não possui um mínimo de suas necessidades materiais satisfeitas. Suas posses são escassas porque ela não tem renda para obter bens e serviços em um volume que satisfaça suas necessidades mínimas.

Isto, aliás, vale tanto para indivíduos quanto para países. Quanto mais bens e serviços disponíveis aos habitantes de um país, melhores serão suas condições de vida e menor será o nível de pobreza.

O padrão de vida — de um indivíduo e de um país — é determinado pela abundância de bens e serviços. Quanto maior a quantidade de bens e serviços ofertados, e quanto maior a diversidade dessa oferta, maior será o padrão de vida. Quanto maior a oferta de alimentos, quanto maior a variedade de restaurantes e de supermercados, de serviços de saúde e de educação, de bens como vestuário, imóveis, eletrodomésticos, materiais de construção, eletroeletrônicos e livros, de pontos comerciais, de shoppings, de cinemas etc., maior tenderá a ser a qualidade de vida da população.

Por outro lado, como mostram as estatísticas, o bem-estar das pessoas não tem nenhuma relação com o grau de desigualdade da sociedade em que moram.

Mais ainda: nem sequer há evidências de que a desigualdade prejudica o crescimento econômico e, por conseguinte, o aumento da renda de todas as pessoas.

Logo, não faz sentido nem mesmo qualquer preocupação indireta para com a desigualdade. É claramente preferível uma sociedade com rendas elevadas, porém muito desiguais, a uma sociedade de rendas ínfimas, porém igualitárias.

Qualquer política econômica de bom senso deve visar ao crescimento econômico inclusivo (ou seja, um crescimento que beneficie a todos, ainda que em proporções desiguais), e não a uma redistribuição de renda.

Redistribuir renda e riqueza é redistribuir miséria

Para algumas pessoas, o crescimento econômico global não é desejável ou mesmo não é possível. Segundo elas, não podemos e não devemos seguir explorando um planeta com recursos limitados (sobre essa “exploração”, vale ressaltar que tais pessoas não aceitam nem mesmo que haja um aproveitamento mais eficiente dos recursos disponíveis por meio do aumento da produtividade).

Para tais pessoas, o objetivo é frear o crescimento econômico e redistribuir a renda e a riqueza que já existem: nós não precisamos de mais, precisamos apenas distribuir melhor.

O problema é que apenas redistribuir a renda e a riqueza não tem nenhum efeito duradouro sobre a pobreza mundial.

E isso é fácil de ser demonstrado.

Hoje, a renda per capita global é de 15.600 dólares. Isso significa que, caso houvesse uma imediata distribuição igualitária de renda, conseguiríamos apenas fazer com que cada cidadão passe a ter 15.600 dólares.

À primeira vista, tal valor não parece pequeno. Uma família composta por dois adultos e um menor desfrutaria de 46.800 dólares, aparentemente mais do que a imensa maioria das famílias da Espanha, por exemplo. Mas o erro deste cálculo é não entender os conceitos que realmente integram a definição de renda per capita.

Em primeiro lugar, 15.600 dólares representam aproximadamente a renda per capita atual de países como Argélia, Bielorrússia, Botsuana, Brasil, China, Costa Rica, República Dominicana, Iraque, Líbano, Montenegro, Sérvia e Tailândia.

Ou seja, se redistribuíssemos perfeitamente a renda mundial, o padrão de vida de um europeu ou de um americano seria reduzido ao nível desses países [e nós brasileiros, como um todo, ficaríamos na mesma]. Trata-se de uma constatação nada esperançosa, ainda que, em uma análise superficial, os 15.600 dólares por cidadão pareçam bastante.

Mas isso ainda é o de menos. As coisas pioram. O que nos leva ao segundo ponto.

Nem toda a renda per capita disponível pode ser consumida: uma parte dela deve ser reinvestida de modo a garantir uma geração de renda no futuro. Isso é economia básica: se consumirmos toda a renda gerada por uma colheita, não será possível investir para gerar uma nova colheita no futuro.

Consequentemente, se uma pessoa ganhar 15.600 dólares hoje e gastar em bens de consumo, visando a aumentar seu bem-estar, rapidamente voltará a ser pobre. Terá algum luxo momentâneo, mas não terá renda futura.

Nas sociedades capitalistas, parte da renda reinvestida faz os capitalistas garantirem suas rendas futuras. No entanto, se esta renda for redistribuída entre todos, todos nós teremos de investir uma parte da nossa renda para manter a mesma capacidade produtiva da sociedade. Quanto deveríamos investir? O consenso é algo ao redor de 20% do PIB. Assim, da renda per capita de 15.600 dólares, somente 12.480 poderiam ser consumidos.

Em terceiro lugar, e este é o ponto crucial: após esta renda distribuída ter sido consumida, não haveria como ocorrer novas redistribuições.

Afinal, de onde viria a nova renda a ser redistribuída? Vale lembrar que não há mais ricos e pobres. Todos estão em igual situação. Consequentemente, não haverá mais de quem tirar.

Logo, e por definição, uma redistribuição de renda é algo que só pode ser feito uma única vez. E, após a redistribuição, os contemplados estarão em melhor situação apenas enquanto durar essa sua renda recebida. Tão logo ela seja consumida, tais pessoas voltarão ao estado de pobreza anterior.

E pior: com os empreendedores mais pobres, será muito mais difícil para tais pessoas melhorarem de vida.

Em quarto lugar, e complementando o terceiro item, em uma economia de mercado, a riqueza dos ricos não está na forma de dinheiro guardado na gaveta ou em contas bancárias. Também não está em amontoados de bens de consumo dentro de suas mansões. A riqueza dos ricos está majoritariamente na forma de meios de produção: instalações industriais, maquinários, ferramentas, edificações, estoques, ferramentas de produção, equipamentos de escritório de uma fábrica ou de uma empresa qualquer.

Esses meios de produção, além de tornarem o trabalho humano mais eficiente e produtivo, produzem os bens e serviços que todas as pessoas consomem. Mais ainda: esses meios de produção demandam o emprego de mão-de-obra, e essa mão-de-obra é vendida pelas massas em troca de salários.

Quanto maior a riqueza de empreendedores e capitalistas, maior será a produção e a oferta de bens e serviços. Consequentemente, maior será a demanda por mão-de-obra.  E maior será o padrão de vida de todos.

Caso os ricos sejam espoliados destas posses (que são sua verdadeira riqueza), e caso estes bens de capital sejam “socializados” para todos, simplesmente não mais haverá a mesma alocação de recursos de antes.

Como explicou Mises, para um empreendedor ser bem-sucedido, não basta ele ter poupado e acumulado capital. É necessário que ele invista, contínua e repetidamente, naquelas linhas de produção que melhor atendam aos desejos dos consumidores. O empreendedor de sucesso é alguém que sabe estimar corretamente as futuras condições do mercado e está ávido para realizar empreendimentos que, caso se revelem corretos — isto é, que saibam antecipem corretamente as futuras demandas dos consumidores —, irão resultar em lucros. É isso o que distingue o empreendedor bem-sucedido das outras pessoas. Suas ações são dirigidas por uma estimativa do futuro que não é a mesma da maioria das pessoas.

Portanto, os capitalistas detentores destes meios de produção são bem-sucedidos exatamente porque sabem como alocar racionalmente estes meios de produção. Seu êxito decorre diretamente disso. Com os meios de produção socializados, esta superioridade empreendedorial — qualidade usufruída por muito poucos indivíduos — estará abolida.

Assim, com coletivização dos meios de produção [bizarrice defendida por proeminentes economistas brasileiros], o único resultado economicamente possível (comprovado na teoria e na prática) seria a universalização da miséria.

Na mais benéfica das hipóteses, todo o nosso bem-estar e toda a nossa capacidade de auferir receitas via trabalho assalariado estariam seriamente comprometidos.

Conclusão

Dizer que a pobreza mundial se resolve com redistribuição de renda e de riqueza, e sem crescimento econômico, é trapaça intelectual. A única coisa que teríamos seria a redistribuição da miséria.

O problema atual do mundo não é a desigualdade, mas a pobreza que ainda resta. Tanto nos países desenvolvidos, como nos países em desenvolvimento, existem muitas pessoas pobres (embora o número seja cada vez menor).

A nossa prioridade deve ser tirá-los da pobreza e não universalizar suas carências.

Desigualdade não é pobreza: combater a desigualdade não acaba com a pobreza e diminuir a pobreza não implica acabar com a desigualdade. É imprescindível separar esses dois conceitos para não sermos enganados pelos defensores do igualitarismo, os quais querem apenas redistribuir a pobreza.

Fonte: Mises Brasil

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