FILOSOFIA: A FILOSOFIA NO PENSAMENTO E PELA ÓTICA DOS MAIORES FILÓSOFOS DE TODOS OS TEMPOS

Nesta segunda-feira, aqui na coluna FILOSOFIA você vai aprender mais sobre FILOSOFIA. O texto a seguir trata do conceito de Filosofia segundo a visão e o pensamento dos mais diversos grandes filósofos ao longo da história da humanidade. Então pode ser considerado um compêndio da filosofia universal em que você passará a entender profundamente sobre filosofia. Então, não perca essa excelente oportunidade e leia o texto completo a seguir! 

Filosofia

O pensador, de Rodin: história, análise e curiosidades - Cultura Genial

A filosofia foca questões da existência humana, mas diferentemente da religião não é baseada na revelação divina ou fé, e sim na razão.

Desta forma, a filosofia pode ser definida como a análise racional do significado da existência humana, individual e coletivamente com base na compreensão do ser.

E apesar de ter algumas semelhanças com a ciência muitas das perguntas da filosofia não podem ser respondidas pelo empirismo experiencial.

Aristóteles, Pitágoras, Platão, Sócrates, Descartes, Locke, Kant, Freud e muitos outros fizeram suas teorias baseadas nas diversas disciplinas da filosofia – logica, metafisica, ética, filosofia política e estética, entre outras.

Nos dias de hoje a palavra filosofia é muitas vezes usada para descrever um conjunto de ideias ou atitudes, como exemplo: filosofia da vida, filosofia política, filosofia da educação, etc.

A filosofia surgiu na Grécia antiga por volta do século VI a.C. Naquela época a Grécia era o centro cultural importante e recebia influencias de várias partes do mundo.

grecia-antiga

Grécia Antiga centro cultural – Imagem da Internet

Assim, o pensamento crítico a partir daquele momento começou a florescer e muitos indivíduos começaram procurar respostas fora da mitologia grega. Essa atitude de reflexão que busca o conhecimento significou o nascimento da filosofia.

Antes de surgir o termo filosofia Heródoto já usava o verbo filosofar e Heráclito usava o substantivo filosofo. No entanto, vários autores indicam que Tales de Mileto foi o primeiro que se classificou como filosofo ou “amante da sabedoria”.

A ética na filosofia estuda os valores que regem os relacionamentos interpessoais, como as pessoas se posicionam na vida, e de que maneira elas convivem em harmonia com as demais. O termo ética é oriundo do grego, e significa “aquilo que pertence ao caráter”. A ética diferencia-se de moral, uma vez que a moral é relacionada a regras e normas, costumes de cada cultura, e a ética é o modo de agir das pessoas.

A partir do século VII a.C., os homens e as mulheres não se satisfaziam mais com uma explicação mítica da realidade. O pensamento mítico explica a realidade a partir de uma realidade exterior, de ordem sobrenatural que governa a natureza. O mito não necessita de explicação racional e, por isso, está associado à aceitação dos indivíduos e não há espaço para questionamentos ou críticas.

A ética na filosofia clássica abrange diversas outras áreas de conhecimento, como também a estética, a psicologia, a sociologia, a economia, pedagogia, política, etc.

Com o crescimento mundial e o início da Revolução Industrial, surgiu a ética na filosofia contemporânea e não mais aquela que Sócrates, Aristóteles, Epicuro e outros, procuraram estudá-la, então através da filosofia procuraram estudar as normas da sociedade e a conduta dos indivíduos, em relação ao que os faziam escolher entre “o bem e o mal”.

O filósofo – ou, o indivíduo que pratica a filosofia, é movido pela curiosidade e fundamentos da realidade, que sempre faz com que ele busque conhecimento, sem uma visão realista. A filosofia é um estudo para a vida toda, uma prática que dura eternamente. Um filósofo jamais para de buscar respostas e filosofar, pois é isso que caracteriza a filosofia.

Geralmente se considera, que depois da filosofia de Kant teve início uma nova etapa da filosofia, que se caracterizou por ser uma continuação do que pensava esse filosofo. Immanuel Kant (1724 – 1804) foi um filósofo prussiano, geralmente considerado como o último grande filósofo da era moderna.

Nesse período desenvolveu-se o idealismo alemão, que levou as ideias kantianas às últimas consequências. A noção de que há um universo inteiro – ou, a realidade em si mesma, inalcançável ao conhecimento humano.

Esse pensamento levou os idealistas alemães Fichte, Schelling e Hegel assimilar a realidade objetiva ao próprio sujeito, no intuito de resolver o problema da separação fundamental entre sujeito e objeto. Neste sentido Hegel postulou que o universo é espírito. E o conjunto dos seres humanos, sua história, sua arte, sua ciência e sua religião são apenas manifestações desse espírito absoluto em sua marcha dinâmica rumo ao autoconhecimento.

Mas, talvez a teoria que maior impacto filosófico provocou no século XIX não tenha sido elaborada por um filósofo. Ao propor sua teoria da evolução das espécies por seleção natural, Charles Darwin (1809-1882) estabeleceu as bases de uma concepção de mundo profundamente revolucionária. O filósofo que melhor percebeu as sérias implicações da teoria de Darwin para todos os campos de estudo foi Herbert Spencer (1820-1903). Em várias publicações Spencer elaborou uma filosofia evolucionista que aplicava os princípios da teoria da evolução aos mais variados assuntos, especialmente à psicologia, ética e sociologia.

Sem ser filosofo Darwin foi talvez, aquele que com a sua teoria da evolução das espécies trouxe maior impacto no século XIX – Imagem da Internet.

Também no século XIX surgem filósofos que colocam em questão a primazia da razão. Entre esses destacam-se Arthur Schopenhauer (1788-1860), Søren Kierkgaard (1813-1855) e Friedrich Nietzsche (1844-1900). Tomando como ponto de partida a filosofia kantiana, Schopenhauer defende que o mundo dos fenômenos – ou, o mundo que as pessoas o representam em ideias e que julgam compreender – não passa de uma ilusão e que a força motriz por trás de todos os atos e ideias humanos é uma vontade cega, indomável e irracional. Kierkgaard condena todas as grandes elaborações sistemáticas, universalizantes e abstratas da filosofia.

No século XX, a filosofia tornou-se uma disciplina profissionalizada das universidades, semelhante às demais disciplinas acadêmicas. Desse modo, tornou-se também menos geral e mais especializada. Para alguns estudiosos a filosofia tornou-se uma disciplina altamente organizada, feita por especialistas para especialistas. O número de filósofos cresceu exponencialmente, expandiu-se o volume de publicações e multiplicaram-se várias áreas de rigorosa investigação filosófica. Hoje, o campo mais amplo da filosofia é demasiadamente vasto para uma única mente.

Os filósofos britânicos Bertrand Russell e George Edward Moore romperam com a tradição idealista que predominava na Inglaterra em fins do século XIX e buscaram um método filosófico que se afastasse das tendências espiritualistas e totalizantes do idealismo.

Russell mostrou como resolver um problema filosófico empregando os recursos da nova lógica matemática. A partir desse novo modelo proposto por Russell, vários filósofos se convenceram de que a maioria dos problemas da filosofia tradicional, se não todos, não seriam nada mais que confusões propiciadas pelas ambiguidades e imprecisões da linguagem natural. Quando tratados numa linguagem científica rigorosa, esses problemas revelar-se-iam como simples confusões e mal-entendidos.

Uma postura ligeiramente diferente foi adotada por Ludwig Wittgenstein, discípulo de Russell. Segundo Wittgenstein, os recursos da lógica matemática serviriam para revelar as formas lógicas que se escondem por trás da linguagem comum.

Sob a inspiração dos trabalhos de Russell e de Wittgenstein, o Círculo de Viena passou a defender uma forma de empirismo que assimilasse os avanços realizados nas ciências formais, especialmente na lógica. Essa versão atualizada do empirismo tornou-se universalmente conhecida como neopositivismo ou positivismo lógico. O Círculo de Viena consistia numa reunião de intelectuais oriundos de diversas áreas (filosofia, física, matemática, sociologia, etc.) que tinham em comum uma profunda desconfiança em relação a temas de teor metafísico.

Círculo de Viena constituído dor intelectuais de diversas áreas da ciência – Imagem da Internet.

Fora dos países de língua inglesa, floresceram diferentes movimentos filosóficos. Entre esses destacam-se a fenomenologia, a hermenêutica, o existencialismo e versões modernas do marxismo. Para Husserl, o traço fundamental dos fenômenos mentais é a intencionalidade. A estrutura da intencionalidade é constituída por dois elementos, o primeiro elemento é o ato intencional e o segundo é o objeto do ato intencional. A ciência da fenomenologia trata do significado ou da essência dos objetos da consciência.

A filosofia clínica é um termo utilizado para definir diversos conceitos filosóficos, voltado à “terapia da alma”, usando o potencial prático da filosofia como recurso terapêutico para indivíduos, organizações ou empresas através de consultas individuais, discussões de grupo, seminários, palestras, etc. No Brasil o termo está fortemente vinculado ao movimento realizado pelo filósofo Lúcio Packter e vem sendo apontado como uma ferramenta terapêutica de grande monta.

Não há uma definição simples que consiga responder o que é filosofia, pela própria extensão do conteúdo por ela produzido. O que se convencionou chamar de “filosofia” pelas diferentes respostas que os filósofos deram a ela no decorrer da história, muitas vezes alguns refutaram as interpretações de outros – e, com estes desmentidos fica o desconhecimento de fato, o que é filosofia.

Como já foi anteriormente mencionado, os “problemas” trazidos pela Filosofia só podem ser resolvidos por meio da investigação racional, pois não podem ser constatados por meio de uma experimentação, como faz a Matemática, através de cálculos, ou de análise de documentos, como faz a História.

Existe uma diversidade filosófica em várias formas literárias. Parmênides escreveu o que pensava em forma de poema, Platão em diálogos, Epicuro em cartas e Nietzsche escreveu em forma de aforismos. Apenas com esses exemplos já se vê, que não esgotam a pluralidade da escrita e da atividade filosófica. As formas de se fazer filosofia vão muito além dos tratados e das dissertações.

O que alguns filósofos dizem sobre O que é a Filosofia:

Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.): A admiração sempre foi, antes como agora, a causa pela qual os homens começaram a filosofar;a princípio, surpreendiam-se com as dificuldades mais comuns; depois, avançando passo a passo, tentavam explicar fenômenos maiores, como, por exemplo, as fases da lua, o curso do sol e dos astros e, finalmente, a formação do universo. Procurar uma explicação e admirar-se é reconhecer-se ignorante.”

Epicuro (341 a. C. – 270 a. C.) – “Nunca se protele o filosofar quando se é jovem, nem o canse fazê-lo quando se é velho, pois que ninguém é jamais pouco maduro nem demasiado maduro para conquistar a saúde da alma. E quem diz que a hora de filosofar ainda não chegou ou já passou assemelha-se ao que diz que ainda não chegou ou já passou a hora de ser feliz.”

Epicuro – Imagem da Internet

Descartes escreveu uma frase que é como um tributo à escola de Epitecto: “É mais fácil mudar seus desejos do que mudar a ordem do mundo”.

Outro ensinamento crucial por ele deixado:” a pessoa só deve ocupar definitivamente daquilo que está sob seu controle. Não se deve nem se entusiasmar com tapas amáveis que se dê em suas costas e nem se deprimir com um gesto de frieza. Não se pode entregar aos outros o comando de seu estado de espírito”.

Não é aquele que lhe diz injúrias quem ultraja a pessoa, mas sim a opinião que esta tem dele”, disse Epitecto. “Se a pessoa ignora quem a insulta, ela lhe tira o poder dele de chateá-la. Não são exatamente os fatos que moldam o estado de espírito de uma pessoa, mas sim a maneira como ela os encara”.

Para os desafios perenes da humanidade, as palavras de Epitecto são uma lembrança eterna disso – evitar que se tenha opiniões ruins sobre as coisas, como de fato costumam ser. A mente humana parece sempre optar pela infelicidade.

Epitecto – Imagem da Internet

Outra lição filosoficamente essencial é não se inquietar com o futuro. O sábio vive apenas o dia de hoje. Não se atormenta com o que pode acontecer amanhã. Este conceito é comum em quase todas as escolas filosóficas, ter o descaso pelo dia seguinte, procurando apenas vivenciar o aqui agora, mesmo em situações extremas.

O futuro é fonte de inquietação permanente para a humanidade. O medo do dia de amanhã impede que a pessoa se desfrute o dia de hoje. “A imprevidência é uma das maiores marcas da sabedoria”, escreveu Epicuro, que nascido em Atenas em 341 a.C. Ele pregava e praticava a simplicidade, no entanto seu nome ficou vinculado à busca frívola do prazer.

Edmund Husserl (1859-1938): “Qual o pensador para quem, na sua vida de filósofo, a filosofia deixou de ser um enigma?”

Friedrich Nietzsche (1844-1900): “Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre tomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes”.

Kant (1724-1804): “Não se ensina filosofia, ensina-se a filosofar”.

Ludwig Wittgenstein (1889-1951): “Qual o seu objetivo em filosofia? – Mostrar à mosca a saída do vidro.”

Maurice Merleau-Ponty (1908-1961): “A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo.”

Gilles Deleuze (1925-1996) e Félix Guattari (1930-1993):“A filosofia é a arte de formar, de inventar, de fabricar conceitos… O filósofo é o amigo do conceito, ele é conceito em potência… Criar conceitos sempre novos é o objeto da filosofia.”

Karl Jaspers (1883-1969): “As perguntas em filosofia são mais essenciais que as respostas e cada resposta transforma-se numa nova pergunta”.

García Morente (1886-1942): “Para abordar a filosofia, para entrar no território da filosofia, é absolutamente indispensável uma primeira disposição de ânimo. É absolutamente indispensável que o aspirante a filósofo sinta a necessidade de levar seu estudo com uma disposição infantil. (…) Aquele para quem tudo resulta muito natural, para quem tudo resulta muito fácil de entender, para quem tudo resulta muito óbvio, nunca poderá ser filósofo”.


Entretanto, a Filosofia não tem respostas para essas questões, ela sugere. Mais do que fornecer respostas prontas, a Filosofia sugere caminhos possíveis e coerentes, caminhos que podem ser seguidos por qualquer um, desde que se disponha a utilizar a sua razão e que se conduza uma análise crítica das atitudes e das práticas adotadas em sua própria vida.
Filosofia é útil para os que querem conhecer a si mesmos e entender de onde surgem as ideias que estão em sua mente. Ela é necessária para os que têm interesse em questionar os fundamentos das ciências, da política, da arte e da religião. Para os que têm necessidade de encontrar uma resposta às perguntas: “qual o sentido da vida”, “qual o sentido do universo”, “qual o sentido de tudo?” …

A Filosofia é o estudo das inquietações e problemas da existência humana, dos valores morais, estéticos, do conhecimento em suas diversas manifestações e conceitos, visando o sentido da verdade; portanto sem procurar se mostrarr como verdade absoluta, nem tentar achar máximas como verdade absoluta.

Ela se distingue de outras vertentes de conhecimento. Os métodos dos estudos filosóficos estão fundamentados na análise do pensamento, nas experiências práticas da mente, na lógica e na análise conceitual.

o dimensional desperto quando experiencia na realidade física, deve nela procurar “o bem viver”, “conduzindo-se filosoficamente” neste mundo da razão e dos sentidos. Mas, quando ele alcança a sintonia mental e a interação consciente com outras realidades regidas por outras Leis Universais não mais próprias ao mundo físico, o seu entendimento, a sua percepção e o seu sentido de valores ampliam-se – inclusive seus conceitos filosóficos…

Fontes de consulta:

1 –Filosofia – O que é, Conceito e Definição

2 – ww.coladaweb.com › Filosofia

3 – https://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia

4 – O que é filosofia? para que serve a filosofia?

www.mundodafilosofia.com.br/artigo5.html

5 – O que é a filosofia? – Crítica

criticanarede.com/fa_5excerto.html

Fonte: Pegasus Portal

Continuar lendo FILOSOFIA: A FILOSOFIA NO PENSAMENTO E PELA ÓTICA DOS MAIORES FILÓSOFOS DE TODOS OS TEMPOS

FILOSOFIA: -OS CAUSOS ENGRAÇADOS DE ARIANO SUASSUNA

Pra esta terça feira, um pouco de diversão  com os causos engraçados  do melhor humorista  de todos os tempos, o inesquecível Ariano Vilar Suassuna. Foi um dramaturgo, romancista, ensaísta, poeta, professor e advogado brasileiro. Idealizador do Movimento Armorial e autor das obras Auto da Compadecida e O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, foi um preeminente defensor da cultura do Nordeste do Brasil

Fonte:

Território Conhecimento
Continuar lendo FILOSOFIA: -OS CAUSOS ENGRAÇADOS DE ARIANO SUASSUNA

FILOSOFIA: COMO AS PALAVRAS TÊM FORÇA E SÃO IMPACTANTES!

Um dos maiores ícones da humanidade em todos os tempos Martin Luther King é o destaque da nossa coluna FILOSOFIA desta quarta-feira. Aproveite para conhecer melhor essa figura ímpar, que revolucionou as classes sociais nos Estados Unidos através do seu movimento pela igualdade entre brancos e negros. A sua frase “Eu tenho um sonho” foi tão impactante que entrou para a história da oratória. O mundo nunca mais foi o mesmo depois de Martin Luther King. Saiba o porquê!

“Eu tenho um sonho”. Conheça o impacto da frase de Martin Luther King

No ano de 1963, ocorreu a Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade, em que Martin Luther King – um pastor afro-americano de 34 anos de idade – discursou para um público de aproximadamente 250 mil pessoas. Tal discurso provocou uma reviravolta na época com o seu impacto e a frase “Eu tenho um sonho” entrou para a história da oratória. Um ano após essa marcha, a Lei dos Direitos Civis foi aprovada nos EUA, sendo, assim, o primeiro passo dado pelo governo norte-americano na luta contra o racismo. Quer saber mais sobre esse marco na busca por direitos iguais? Atente-se!

Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade

Esta marcha foi uma grande manifestação de cunho político que ocorreu no dia 28 de agosto de 1963 em Washington, capital dos EUA. O líder e organizador desse ato foi o pastor, advogado, pacifista e ativista dos direitos humanos Martin Luther King, que conseguiu reunir mais de 200 mil pessoas no protesto para discursar, pedir, orar e clamar pela liberdade, justiça social, emprego e especialmente pelo fim da desigualdade e segregação racial contra o povo negro do país.

A maioria dos manifestantes eram negros e muitos deles caminharam por estradas até o local da marcha – fato que gerou uma certa preocupação ao governo do presidente na época, John Kennedy. John simpatizava com a causa, mas temia que toda a aglomeração causasse conflitos prejudiciais às aprovações dos direitos civis e, assim, manchasse internacionalmente a imagem dos EUA. Mas esse temor não se concretizou, pois a marcha foi totalmente organizada e repercutiu mundialmente como a maior força política em prol das leis do direito de voto e dos direitos civis, nos anos 1964 e 1965.

Cerca de 75% das pessoas da manifestação eram negras. E esse movimento teve a participação de advogados, fazendeiros, operários e até grandes nomes do cinema.

Imagem da estátua de Martin Luther King.
Direitos autorais : actionsports

Martin Luther King, o líder

Martin foi desde a juventude um grande ativista contra a discriminação racial e um dos maiores líderes de todos os movimentos em prol dos direitos dos negros. Ao liderar a Marcha de Washington, alcançou um de seus ápices ao fazer o seu discurso impactante nomeado “I have a dream” (eu tenho um sonho, em português). Nesse discurso, Martin detalha uma sociedade e um cenário em que os negros e brancos possam viver juntos em harmonia.

Antes de discursar, o pastor e ativista foi recebido com uma grande salva de palmas de todos os que aguardavam as suas palavras. Martin iniciou o seu discurso fundamentando a realização e o ideal da marcha, além de explicar o motivo da localização do palanque – em um Monumento como forma de homenagem a Abraham Lincoln, o presidente que assinou a lei da Abolição da Escravidão e que, por esse motivo, enfrentou uma Guerra Civil.

No decorrer das palavras, Martin ressaltou que os negros ainda não eram cidadãos livres e falou pela luta da liberdade, dos direitos da vida e enfatizou a busca pela felicidade. Em resposta às alas mais radicais de Malcolm X, disse que o povo negro não precisava saciar a sede por liberdade em taça de revolta e ódio, mesmo firmando a ideia de que ninguém deveria ficar satisfeito com as verdades tortas que as elites da época contavam.

Imagem de várias braços erguidos. Eles estão pintados com as cores e os símbolos da bandeira dos Estados Unidos. Ao fundo a imagem do céu azul. Sobre ele a frase escrita: Dia de Martin Luther King - Eu tenho um sonho.
Direitos autorais : belchonock

Extremamente emocionado, o ativista abandonou o discurso escrito e deu início a um improviso, que começou com um trecho que marcou a história: “…eu tenho um sonho, que um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos se sentarão juntos à mesa da fraternidade…”. Esse momento foi regado a silêncio e lágrimas e emocionou toda a multidão presente.

Martin Luther King finalizou o discurso pedindo que todas as pessoas dessem as mãos e entoassem um antigo hino religioso conhecido pelos tempos de escravidão: “Livres, finalmente livres! Graças a Deus estamos livres!”.

Durante a tarde, John Kennedy recebeu em seu gabinete alguns líderes da Marcha e declarou o seu apoio à reivindicação. Mas, infelizmente, não foi ele que introduziu a proposta para ser aprovada pelo Congresso Americano, pois em menos de 3 meses após esse dia, foi assassinado ao visitar Dallas, no Texas.

Imagem de um coração preenchido com as cores e os símbolos da bandeira dos Estados Unidos. Sobre a imagem do coração está escrito as frases: Martin Luther King - Eu tenho um sonho".
Direitos autorais : Andrey Vinnikov

O impacto de “Eu tenho um sonho”

Na época, a cultura da segregação racial era muito forte nos EUA e boa parte da população foi tocada com o discurso de Martin. Ao proferir palavras profundas e enfatizar o desejo simples e genuíno pela liberdade e pela igualdade racial, o pastor e advogado fez com que toda a sua luta pelo povo negro ganhasse força, não só nos Estados Unidos, mas no mundo inteiro. Como consequência da marcha e do discurso, o apelo contra a segregação racial e os direitos em prol da causa foram firmados nas leis do país.

A Lei de Direitos Civis foi aprovada nos EUA no ano de 1964, fazendo com que os negros pudessem ocupar todos os espaços do país da mesma forma que os brancos. Em 1965, a população negra conquistou os mesmos direitos de voto. Em 1964, Martin recebeu o Prêmio Nobel da Paz e, em 1968, foi assassinado, mas isso não calou a voz da sua luta, pois a sua garra em finalizar a marginalização dos negros fez com que diversos regimes de segregação racial fossem extintos no mundo inteiro.

Imagem da bandeira dos Estados Unidos e sobre ela está escrita a frase de Martin Luther King: Eu tenho um sonho.
Direitos autorais : belchonock

Veja um trecho do discurso:

“Eu tenho um sonho que um dia esta nação irá se levantar e viver o verdadeiro significado da sua crença. Nós comemoraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia, nas montanhas vermelhas da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes de donos de escravos se sentarão juntos à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, mesmo o estado do Mississippi, um estado inóspito sufocado pelo calor da injustiça e sufocado pelo calor da opressão, se tornará um oásis de justiça e liberdade. Eu tenho um sonho, que meus quatro pequenos filhos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor da pele, mas pelo conteúdo do seu caráter. Eu tenho um sonho hoje. Eu tenho um sonho que um dia, o estado do Alabama, com seus racistas cruéis, cujo governador cospe palavras de “interposição” e “anulação”, um dia bem lá no Alabama meninos negros e meninas negras possam dar as mãos com meninos brancos e meninas brancas, como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje.”

Fonte: Eu Sem Fronteia

Continuar lendo FILOSOFIA: COMO AS PALAVRAS TÊM FORÇA E SÃO IMPACTANTES!

FILOSOFIA: A RELIGIOSIDADE IMPOSTA MOLDOU NOSSOS PADRÕES, TRANSFORMANDO-NOS EM ZUMBIS ITINERANTES

Na nossa coluna FILOSOFIA desta sexta-feira temos um REFLEXÃO muito importante a fazer sobre RELIGIOSIDADE X ESPIRITUALIDADE, que o escritor Vander Luiz Rocha faz com muita maestria, quando questiona por que, e para que existo? Poucos fazem, preferem cumprir deveres religiosos ou deixar esse assunto de lado. Então essa é uma excelente oportunidade de você refletir sobre isso. Então lhe convido a ler o texto completo a seguir para entender que é fundamenta deixar a mente livre e aberta ao conhecimento, além d nosso tempo!

Além do nosso tempo

Vander Luiz Rocha

Escrito por Vander Luiz Rocha

Pessoa sentada em um banco de madeira, em frente ao mar, em um dia nublado.

A religiosidade é imposta em nosso subconsciente desde que nascemos e é alicerçada pelos costumes da sociedade. Tal prática moldou em nós padrões para explicar a nossa existência terrena, transformando-nos em zumbis itinerantes num planeta desconhecido.

Somada a essa religiosidade, com o passar dos dias, no afoitamento do cumprimento das obrigações, bombardeados pela publicidade que nos impele ao consumismo, impulsionados pelo dever a cumprir, exigido pelos compromissos financeiros, necessitados de nos mantermos atuais… Nos debilitamos.

Nesse processo nos é oferecido um deus à imagem e semelhança humana, tal como os reis medievais, e tão vaidoso que precisa ser louvado. Crer nesse deus mito é bom, já que ele tudo pode, cria e mata, faz e acontece, etc., limitando a grandeza espiritual a vistosos espetáculos.

Tenha fé nele, que tudo dará certo, e os devotos o procuram nos templos, como os negociadores na busca de comércio.

Iludidos pela teoria do menor esforço, contam com o destaque pessoal perante a sociedade, permanecendo distantes do trabalho que edifica por não se dedicarem ao serviço interior.

Assim moldados a pensar e a agir, não refletimos com a necessária cautela e ponderação sobre nós e deixamos de viver, permanecendo escravos de conceitos, gaiolas que nos impedem de voar. É fundamental ter a mente livre.

Pensar sobre si, perguntar: por que, e para que existo? Poucos fazem, preferem cumprir deveres religiosos ou deixar esse assunto de lado.

Qualquer que seja o ensinamento para o bem, há de ser entendido tal como é, assimilado como expresso, levando-os ao uso habitual, nunca interpretados. Entendamos que os interpretadores imprimem a eles características de suas concepções individuais, impregnando-os com suas inclinações e estados psíquicos, trazem-nos segundo seu entender, assim ensinam

Ninguém, depois do sepulcro, gozará de um descanso a que não tenha feito jus, tampouco o nada vem após o fenecimento corpóreo, o corpo morre, nós continuamos.

Havemos de viver no exercício do aprendizado espiritual e não só para o material, que há de ser entendido como tonificante necessário para o viver corpóreo. Há de haver equilíbrio entre ambos.

Na parte IV do seu livro “República”, Platão concebe o homem como corpo e alma. Enquanto o corpo modifica-se e envelhece, a alma é imutável, eterna e divina.

Construímos o nosso mundo exterior à semelhança do nosso mundo interior. Ter na evolução interior o tempero do espírito fará com que tenhamos a satisfação do viver, pois haverá sabor no que fazemos, tocamos ou pensamos.

O ser humano que perdeu ou não adquiriu a consciência da espiritualidade não conseguirá evoluir. Poderá crescer materialmente, mas não alcançará a plenitude do sabor da vida, porquanto se ilude pela compra de alegrias.

Ainda sobre Platão, ele afirma que “não podemos ser felizes quando somos dominados pela concupiscência e pela cólera, isso porque as paixões sempre nos conduzem por caminhos perigosos e contraditórios e fazem com que os desejos e os impulsos violentos de nosso corpo tirem nosso bom senso”.

O risco de nos corrompermos é contínuo, a etiqueta social nos remete a um conjunto de regras não escritas que determinam o comportamento humano em sociedade, quem não se comportar dentro dessa norma é censurado, marginalizado.

Por querer estar moderno, há quem acompanha a moda, por mais corrupta que ela seja. Também, hoje em dia, a consciência própria é quase sempre desvirtuada pelo martelar contínuo de proclames, que criam e descriam necessidades. Sem dúvida, somos conduzidos pela mídia a nos comportarmos desse jeito, a nos vestirmos como desejam e a nos alimentarmos do que ofertam. Quem se deixar levar por esse vendaval será rebocado pelos interesses econômicos, materializando-se sempre mais.

Não é dito aqui que nos tornemos retrógrados, absolutamente. Se a roupa mostrada na televisão nos agrada, por que não vesti-la? O que não podemos é perder a nossa individualidade, não corromper a consciência, e, principalmente, não se dedicar ao volátil.

O equilíbrio interior, em espírito, é o que nos leva a ser melhor, a ser feliz. Só evoluímos se formos capazes de dominar nossos sentimentos pela razão.

Conduzamo-nos em espírito pelo saber, sejamos melhores em nós para sermos melhores com os demais caminheiros, busquemos merecer a espiritualidade superior.

O comedimento, o equilíbrio, a seleção racional, e, principalmente, saber sobre si como ser universal parece-me ser um bom começo.

Serenidade, equilíbrio.

Fonte: eusemfronteiras.com.br

Continuar lendo FILOSOFIA: A RELIGIOSIDADE IMPOSTA MOLDOU NOSSOS PADRÕES, TRANSFORMANDO-NOS EM ZUMBIS ITINERANTES

FILOSOFIA: : QUAL É A PONTE ENTRE A CIÊNCIA E A ESPIRITUALIDADE?

A nossa coluna FILOSOFIA desta quinta-feira trás um texto que reflete sobre a fronteira entre ciência e espiritualidade. Existe uma linha tênue entre as duas coisas ou elas jamais se encontrarão? Algumas obras tratam do assunto com realismo e coragem e vale a pena se aprofundar nesse assunto, já que o nosso propósito maior é a expansão da consciência e isso só ocorre se experimentarmos o conhecimento. Boa leitura!

A ciência à luz da ética

            “Nós começamos a descobrir o nosso mundo desde o momento em que nascemos. Continuamos experimentando e aprendendo até o momento de fechar os olhos, o momento da morte física. As descobertas são tarefa para toda uma vida  

Els Rijneker*

SOPHIA • JUL/AGO 2020

Espiritismo - Luz e Ciência - Posts | Facebook

Muitos livros foram escritos sobre ciência, e outros tanto sobre espiritualidade. Qual é a ponte entre ciência e espiritualidade? Deveria realmente haver uma ligação? De onde surge a inspiração para as descobertas científicas? Albert Einstein é um bom exemplo de alguém que construiu essa ponte. Dizem que A Doutrina Secreta de H. P. Blavatsky estava sempre ao seu alcance, sobre sua escrivaninha.

Existem poucos títulos referentes ao elo entre ciência e espiritualidade: O Universo em um Átomo – A Convergência da Ciência em Espiritualidade, do Dalai Lama; A Ciência do Yoga, de I. K. Taimni (Ed. Teosófica); A Ciência e o Sagrado, de R. Ravindra; Um Guia para o Modo de Vida do Bodhisattva; The Universe is a Single Atom (O Universo é um Simples Átomo); A  Flash of Lightning in the Dark of Night (Um Relâmpago na Noite Escura).

Todos os teósofos conhecem o Mantra da Unidade, de Annie Besant, que começa assim: “Ó vida oculta, que vibras em cada átomo, ó luz oculta, que brilhas em cada criatura, ó amor oculto, que tudo abrange na unidade.” O lema da Sociedade Teosófica é Satyan nasti  paro dharma (Não há religião superior à verdade). Com ênfase na liberdade de pensamento, os membros da Sociedade Teosófica são estudantes da vida, buscando a verdade juntos, buscando a arte de viver corretamente. Essa busca tem por objetivo descobrir o desconhecido através do estudo de religião, filosofia e ciência comparadas e investigar as leis inexplicadas da natureza e os poderes latentes no ser humano.

Nós começamos a descobrir o nosso mundo desde o momento em que nascemos. Continuamos experimentando e aprendendo até o momento de fechar os olhos, o momento da morte física. As descobertas são tarefa para toda uma vida. O que assimilamos, compreendemos e lembramos depende das nossas  habilidades e do nosso contexto educacional e cultural. Em suma, experienciamos o mundo através de nossos sentidos e depois acrescentamos nossos pensamentos e emoções. Nossas observações mal podem ser chamadas de imparciais, verdadeiras e puras.

Na pesquisa e na ciência existem muitas armadilhas. Atualmente é preciso discernimento, ética, integridade pessoal e espiritualidade. A Escada de Ouro, de H. P. Blavatsky,  menciona “uma vida limpa, uma mente aberta, um coração puro, um intelecto ardente, uma clara percepção espiritual”. Evidentemente isso também é trabalho para toda uma vida.

Em um simpósio realizado em março de 2014, Marco Pasi, professor de História e Filosofia Hermética, falou sobre “o desafio da alma acadêmica”: “Um dos problemas metodológicos mais frequentemente debatidos em nosso campo diz respeito àqueles que não desejam adotar uma postura neutra ou ‘agnóstica’ no estudo do esoterismo, e sim deixar seus julgamentos serem coloridos por suas próprias crenças espirituais.”

A abordagem científica – a curiosidade e a vontade de investigar e de fazer pesquisa em geral – começa a partir de observações do mundo. Hipóteses são formuladas e testadas sob condições controladas, com instrumentos de alta precisão. Como resultado é apresentada uma nova teoria. Os cientistas são agora capazes de observar a menor das partículas do mundo material. A essa altura, no entanto, surge a questão: qual é a força por trás do mundo material? Que energia é essa? O que é a vida?

Para captar isso são necessários níveis de compreensão mais “etéreos”, quase espirituais. Conseguimos ver além do mundo material? Conseguimos realmente ver e entender as coisas como elas são? Conseguimos alcançar a visão pura, sob qualquer condição? O ser humano pode ser inteligente e brilhante intelectualmente, pode ter estudado muito e reproduzido uma imensa quantidade de fórmulas, fatos e números (a chamada “doutrina do olho” ou “doutrina da cabeça”). Mas possuímos a visão interior? Somos inteligentes nesse sentido (a “doutrina do coração”)? Qual é o nosso objetivo na vida:

Qual é o nosso objetivo na vida: status, orgulho, lucro para poucos, ou o compartilhar com toda a humanidade? Existem questões até mesmo mais difíceis, já que temos uma visão tão limitada: o que  preservar, o que manter, o que liberar – porque a mudança neste mundo físico é inevitável. A correta atitude e integridade devem, necessariamente, desempenhar um papel importante na pesquisa científica. Deveríamos perguntar a nós mesmos se uma descoberta será útil e benéfica para todo o planeta ou para apenas uma parte do mundo. Se  será boa somente para a humanidade ou para todos os reinos (animais e plantas). Será correto, por exemplo, tirar a vida dos animais?

Klaus Klostermaier, professor emérito da Universidade de Manitoba, em Winnipeg, Canadá, escreveu: “Aldous Huxley, um gigante do século XX no reino das ciências humanas, cuja filosofia perene é não apenas uma inigualável antologia das religiões do mundo, mas também o esboço para a religião universal,  sugere que o jñana do Vedanta (puro conhecimento) é a chave para destrancar o portal que leva ao significado da existência.”

Os empreendimentos científicos – e com eles uma grande parte dos nossos esforços públicos na área de educação – são em grande parte dedicados a evitar as grandes questões humanas, em vez de abordá-las. A redução da racionalidade à manipulação matemática de dados não apenas restringe o escopo da ciência e a faz ignorar questões de significado, mas também convence os cientistas e as pessoas em geral de que questões desse tipo, questões relativas ao eu, são “anticientíficas”, e  portanto não vale a pena pesquisá-las. A pesquisa com relação a esse tipo de questão aparentemente “não compensa”. A ciência moderna deixa de lado, por exemplo, questões que incluem toda a gama da ética, da estética e da  espiritualidade.

Haverá uma ponte entre ciência e espiritualidade? É mais do que provável que haja. Deve haver uma, e ela pode sempre ser  melhorada.

Como devemos agir para melhorar essa condição? Esta é uma questão de ética. O primeiro passo deve ser dado individualmente. Somos todos livres para tomar essa decisão por nós mesmos, e temos que trilhar nosso próprio caminho para alcançar o grande “conhece-te a ti mesmo”, gnothi seauton, a frase gravada no frontispício do templo de Apolo em Delfos.

Movimentos espirituais visam essa meta de discernir, compreender e agir eticamente. Embora no mundo científico essa não seja uma prática comum, seria uma ideia apropriada considerar e discutir questões éticas com maior frequência, admitindo que as soluções não  são facilmente encontradas. Estudo, meditação e serviço são os três pilares da vida teosófica, ligados à arte de viver corretamente. Os cientistas devem combinar em suas pesquisas o raciocínio e a reflexão, num estudo meditativo cujo resultado levaria a um sincero serviço à humanidade.

“Os empreendimentos científicos são em grande parte dedicados a evitar as grandes questões humanas, em vez de abordá-las. A redução da racionalidade à manipulação de dados restringe o escopo da ciência.”

Fonte:  Revista Sophia, ANO 18 • Nº 86

Continuar lendo FILOSOFIA: : QUAL É A PONTE ENTRE A CIÊNCIA E A ESPIRITUALIDADE?

FILOSOFIA: COMO É IMPORTANTE UMA OPORTUNIDADE NA VIDA, POR ARIANO SUASSUNA

Feriadão é pra descontrair e se divertir. Por isso nessa segunda-feira feriado você vai ver, aqui na coluna FILOSOFIA uma mini-palestra do contador de causos, inenarrável e inesquecível Ariano Suassuna em “como é importante uma oportunidade”. Então, assista curta e divirta-se até umas horas! 

Fonte:

Continuar lendo FILOSOFIA: COMO É IMPORTANTE UMA OPORTUNIDADE NA VIDA, POR ARIANO SUASSUNA

FILOSOFIA: POR QUE ME TORNEI ATEU?

Nesta edição da coluna FILOSOFIA você vai saber porque Leandro Karnal se tornou ateu. Um depoimento muito interessante, com a experiência de vida religiosa e conhecimento do filósofo sobre religião e espiritualidade que levaram-no a se tornar ateu. Vale a pena assistir, refletir e fazer seu juízo de valor!

Fonte:

Continuar lendo FILOSOFIA: POR QUE ME TORNEI ATEU?

FILOSOFIA: QUAL A IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA NA JUVENTUDE?

Na coluna FILOSOFIA desta terça-feira temos uma mini-palestra do renomado Luiz Felipe Pondé sobre a importância da filosofia na juventude. Recomendo que assista essa palestra, principalmente os pais e filhos adolescentes. Vale a pena!

Fonte:

Continuar lendo FILOSOFIA: QUAL A IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA NA JUVENTUDE?

FILOSOFIA: É POSSÍVEL CONQUISTAR A LIBERDADE PELAS VIAS DO ESTADO?

O destaque da nossa coluna FILOSOFIA desta terça-feira é uma análise profunda sobre o que os amantes da liberdade devem fazer para combater as ideologias socialistas, cuja crença é que a política e a influência política — o que normalmente significa arrumar empregos dentro da máquina burocrática — são os próximos degraus na escada do sucesso. 

Seria uma saída tornar-se um burocrata para combater a burocracia, juntar-se ao estado com o intuito de reduzir seu poder? 

O fato é que a esmagadora maioria das pessoas que entram para o governo é formada por gente que está ali ou porque quer uma vida fácil, ou porque quer controlar a vida dos outros, ou porque quer uma vida fácil que ao mesmo tempo permite controlar a vida dos outros.

E os que entram ali com o nobre intuito de promover a liberdade, geralmente, o estado mastiga as pessoas e, no final, ou ele engole ou ele cospe.

Então o que fazer? Leia o artigo completo a seguir e saiba qual a solução na visão de Lew Rockwell!

O que os amantes da liberdade devem fazer?

Para começar, não acreditar em mudanças via estado

 

Como seria possível você combinar sua vida profissional com a defesa e a promoção da liberdade?

É claro que seria demasiado presunçoso oferecer uma resposta definitiva a essa pergunta, uma vez que todos os empregos e carreiras na economia de mercado estão sujeitos às forças da divisão do trabalho.

Mas só porque uma pessoa se concentra em uma determinada tarefa não significa que ela não seja boa em várias outras atividades; significa apenas que os ganhos mais produtivos para todos são gerados ao se dividir as tarefas entre várias pessoas de variados talentos.

O mesmo ocorre com o movimento em prol da liberdade.

Quanto maior for o número de pessoas interessadas em promover a liberdade, melhores serão os resultados caso haja especialização, caso todos cooperem por meio das trocas. Quanto maior a divisão do trabalho, maior será o impacto alcançado.

Não há como saber antecipadamente o que será melhor para cada pessoa específica fazer; há vários caminhos formidáveis a serem seguidos (os quais discutirei mais abaixo).

O que não fazer

Mas há algo que podemos saber com certeza: a resposta mais comum — entrar no governo e tentar modificá-lo — é a mais errada.

Várias mentes brilhantes já foram corrompidas e arruinadas ao decidirem seguir este caminho fatídico.

É bastante comum vermos um movimento ideológico fazer grandes esforços por meio da educação, da organização e da influência cultural, mas terminar efetuando aquele salto ideológico de acreditar que a política e a influência política — o que normalmente significa arrumar empregos dentro da máquina burocrática — são os próximos degraus na escada do sucesso.

Tornar-se um burocrata para combater a burocracia, juntar-se ao estado com o intuito de reduzir seu poder, faz tanto sentido quanto tentar combater um incêndio com fósforos e gasolina. Foi exatamente isso o que ocorreu com a direita cristã nos EUA da década de 1980. Eles se envolveram na política com o intuito de acabar com a opressão do estado.

Hoje, trinta anos depois, várias destas pessoas estão trabalhando no Ministério da Educação e em várias agências reguladoras, imaginando novas leis, novas regulamentações, novas imposições de costumes e novos impostos. Isso representa um desastroso e irreversível desperdício de capital intelectual.

É de essencial importância que os defensores da liberdade não incorram neste caminho. Trabalhar para o governo sempre foi a carreira escolhida por socialistas, reformistas sociais e keynesianos, pessoas sem nenhuma propensão a prestar bons serviços na iniciativa privada e no livre mercado. O governo é o lar natural deles porque, além de ser o lar natural dos tiranos e dos incompetentes, é no governo que eles podem satisfazer sua ambição de controlar a sociedade.

Trata-se de um instinto natural querer controlar aquilo em que não se consegue ser bem-sucedido. Trabalhar para o governo é algo que funciona para eles mas que não funciona para nós.

Na primeira metade do século XX, os libertários sabiam realmente como se opor ao estatismo. Eles se tornavam empreendedores ou iam trabalhar em jornais influentes. Eles escreviam livros. Eles agitavam a arena cultural. Eles acumulavam fortunas para ajudar a financiar jornais, escolas, fundações, institutos e organizações voltadas para a educação econômica do público. Eles ampliavam seus empreendimentos comerciais para servirem de baluarte contra o planejamento central.  Eles se tornavam professores e, sempre que possível, educadores. Eles cultivavam belas famílias e se concentravam na educação de seus filhos.

É uma batalha longa e difícil, mas a batalha pela liberdade sempre foi assim.

Porém, em algum ponto da batalha, algumas pessoas, seduzidas pela perspectiva de um caminho mais rápido para as reformas, repensaram esta ideia.  “Talvez devêssemos tentar a mesma técnica da esquerda”, matutaram alguns. Talvez devêssemos infiltrar nossa gente no poder e desalojar os inimigos. Assim poderemos produzir mais rapidamente a mudança em prol da liberdade. Aliás, não seria este o objetivo mais importante de todos? Enquanto a esquerda estiver controlando o estado, este irá se expandir de maneiras incompatíveis com a liberdade. Por isso, temos de tomar de volta o controle do estado.

Assim rezava a lógica. Qual o problema com ela? Simples.

As consequências deste erro

A única função do estado é ser um aparato de coerção e compulsão. Esta é a sua marca distintiva. É isso que torna o estado o que ele realmente é. Da mesma maneira que o estado responde bem a argumentos de que ele deveria ser maior e mais poderoso, ele é institucionalmente hostil a qualquer um que diga que ele deveria ser menos poderoso e menos coercivo.

Isso não quer dizer que algum trabalho feito “de dentro” não possa gerar algo de bom, em algum momento. Porém, é muito mais provável o estado converter o libertário do que o libertário converter o estado.

Todos nós já vimos isso milhares de vezes. Dificilmente são necessários mais do que alguns poucos meses para que um intelectual libertário que tenha ido para o governo “amadureça” e se dê conta de que seus ideais eram ‘muito pueris’ e ‘insuficientemente realistas’.

Um político prometendo tornar o governo mais manso e mais submisso rapidamente se torna um proeminente especialista em criar novas maneiras de tornar o estado mais eficiente no confisco da riqueza alheia. Tão logo este fatídico passo é tomado, não há mais limites. Conheço pessoalmente um burocrata americano que havia jurado fidelidade à filosofia libertária e, mais tarde, ajudou a implantar lei marcial no Iraque.

A razão de tudo está ligada à ambição, algo que normalmente não é um impulso ruim. A cultura do estado, no entanto, requer que a ambição funcione apenas de maneira a prestar a máxima deferência possível ao poder consolidado. A princípio, essa postura é fácil de ser justificada pelo libertário infiltrado no estado: ‘qual outra maneira de o estado ser convertido senão pela nossa demonstração de simpatia por ele? Sim, o estado é nosso inimigo, mas, por ora, temos de fingir sermos seu amigo.’

No entanto, com o tempo, os sonhos de mudança vão sendo substituídos por essa necessidade diária de bajular. No final, o indivíduo acaba se tornando exatamente aquele tipo de pessoa que ele mais desprezava.  (Para os fãs de O Senhor dos Anéis, é como ser pedido para carregar o anel por algum tempo; você não vai querer largá-lo mais).

Ao longo de minha vida, conheci várias pessoas que tomaram esse caminho e, um belo dia, se olharam no espelho, fizeram um julgamento honesto sobre si próprias e não gostaram nada do que viram. Elas me disseram que se enganaram completamente ao pensar que tal estratégia poderia funcionar. Elas não perceberam a tempo as maneiras sutis como o poder as estava seduzindo, envolvendo e arrastando para seus esquemas sórdidos. Elas reconheceram a futilidade de se pedir educadamente ao estado, dia após dia, para que ele permitisse um pouco mais de liberdade aqui e ali.

No final, o que sempre acontece é que você acaba tendo de estruturar seus argumentos em termos daquilo que é bom apenas para o estado. E a realidade é que a liberdade não é boa para o estado. Assim, sua retórica começa a mudar sem você perceber. Finalmente, todo o seu objetivo se altera e você nem se dá conta.

E, quando percebe, já é tarde demais. Os mais mentalmente sãos abandonam o aparato estatal e qualquer tentativa ulterior de persuasão.  Já os corruptíveis incorporam de vez o modus operandi do estado e nele se encastelam.

As estratégias

O estado está aberto à persuasão, sem dúvida, mas ele normalmente age por temor, e não por amizade. Se os burocratas e políticos temerem uma revolta e uma reação adversa, eles não irão aumentar impostos ou regulamentações. Se eles sentirem que há um grau demasiado alto de indignação pública, eles irão até mesmo revogar controles e programas.

Um bom exemplo foi o fim da Lei Seca. Ela foi abolida porque os políticos e burocratas sentiram que continuar a impingi-la traria um custo alto demais.

O problema da estratégia foi algo que sempre fascinou Murray Rothbard, que escreveu vários e importantes artigos sobre a necessidade de jamais contemporizar e fazer concessões; de jamais, por meio do processo político, trocar o objetivo de longo prazo por um ganho de curto prazo. Isso não significa que não deveríamos saudar e acolher positivamente um corte de 1 ponto percentual nos impostos ou a revogação de uma seção de alguma lei.

Mas jamais devemos nos deixar ser tragados pela trapaça da condescendência: por exemplo, ‘vamos abolir este imposto ruim para colocar em seu lugar este imposto melhor.’  Isto seria utilizar um meio (um imposto) que contradiz o objetivo final (a eliminação da tributação).

A abordagem rothbardiana para uma estratégia pró-liberdade pode ser resumida pelas quatro afirmações a seguir:

  • A vitória da liberdade é o mais elevado objetivo político
  • O fundamento adequado para este objetivo é um ardor moral e inflexível pela justiça e pela ética;
  • O objetivo deve ser alcançado pelos meios mais rápidos e eficazes possíveis; nada de gradualismos;
  • O meio escolhido jamais deve contradizer o objetivo — “seja a defesa do gradualismo, o uso ou a defesa de qualquer agressão contra a liberdade, a defesa de programas de planejamento central, o não aproveitamento de qualquer oportunidade de reduzir o poder do estado, ou a defesa de algum programa que implique seu agigantamento em alguma área da economia ou da vida privada.”

Libertários sempre devem ter isso em mente. A questão da estratégia não é simples. E o poder sempre será tentador.

A esmagadora maioria das pessoas que entram para o governo é formada por gente que está ali ou porque quer uma vida fácil, ou porque quer controlar a vida dos outros, ou porque quer uma vida fácil que ao mesmo tempo permite controlar a vida dos outros.

Sempre foi e sempre será assim. O estado mastiga as pessoas e, no final, ou ele engole ou ele cospe aquelas que entraram ali com o nobre intuito de promover a liberdade.

A real mudança só pode vir de fora

Esta é a lição. Os milhares de jovens que hoje estão pela primeira vez descobrindo as ideias da liberdade devem ficar de fora da máquina estatal e de todo o seu encantamento e fascinação letais. Em vez de tentar se infiltrar no estado, eles devem perseguir seus ideais por meio do comércio, da educação, do empreendimento, das artes, da divulgação de ideias, do debate etc. Liderem e exerçam influência por meio do respeito alcançado por suas realizações. Estas são áreas que oferecem genuínas promessas e altos retornos.

Quando um libertário me diz que está fazendo coisas boas em algum ministério ou em alguma agência reguladora, não tenho motivos para duvidar de suas palavras. Porém, quão melhor seria caso ele renunciasse a este emprego e escrevesse um livro expondo toda a mamata, charlatanice e roubalheira da burocracia?

Um golpe bem colocado contra um órgão do governo pode produzir mais reformas, e gerar mais benefícios para a sociedade, do que décadas de tentativas de infiltração e subversão.

Existem políticos que fazem coisas boas? Em toda a minha vida, conheci apenas um: Ron Paul. Mas todo o bem que ele faz não adveio exclusivamente de seu trabalho como legislador, mas sim de seu trabalho como um educador que possuía uma proeminente plataforma da qual emitir suas opiniões. Cada voto negativo seu a uma nova lei ou nova regulamentação é uma lição para as multidões. Precisamos de mais Ron Pauls ao redor do mundo.

Mas Ron Paul é o primeiro a afirmar que, ainda mais importante do que legisladores expressando ideias libertárias, são necessários mais educadores, empreendedores, pais e mães, líderes religiosos e empresariais divulgando as ideias da liberdade. Defensores da genuína liberdade amam o comércio e a cultura, e não o estado. Comércio e cultura são o nosso lar e nossa plataforma de lançamento para as reformas em prol da liberdade.

Apenas a divulgação de ideias sólidas pode nos libertar em definitivo do jugo opressor do estado. Fingir amizade com um inimigo mais poderoso é uma postura que beneficiará exclusivamente a ele.

Fonte: Mises Brasil

Continuar lendo FILOSOFIA: É POSSÍVEL CONQUISTAR A LIBERDADE PELAS VIAS DO ESTADO?

FILOSOFIA: SE DEUS EXISTE, QUAL O SENTIDO DA VIDA?

Na nossa coluna FILOSOFIA desta quinta-feira temos mais uma vibrante palestra do renomado Leandro Karnal. Desta vez sobre um assunto interessantíssimo. Ele faz um questionamento que todo ser humano deveria fazer: Se Deus não existe, qual o sentido da vida? Então vale a pena você assistir essa parada e tirar as suas dúvidas existenciais!

Fonte:

Continuar lendo FILOSOFIA: SE DEUS EXISTE, QUAL O SENTIDO DA VIDA?

Fim do conteúdo

Não há mais páginas para carregar