FILOSOFIA: COMO É IMPORTANTE UMA OPORTUNIDADE NA VIDA, POR ARIANO SUASSUNA

Feriadão é pra descontrair e se divertir. Por isso nessa segunda-feira feriado você vai ver, aqui na coluna FILOSOFIA uma mini-palestra do contador de causos, inenarrável e inesquecível Ariano Suassuna em “como é importante uma oportunidade”. Então, assista curta e divirta-se até umas horas! 

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FILOSOFIA: POR QUE ME TORNEI ATEU?

Nesta edição da coluna FILOSOFIA você vai saber porque Leandro Karnal se tornou ateu. Um depoimento muito interessante, com a experiência de vida religiosa e conhecimento do filósofo sobre religião e espiritualidade que levaram-no a se tornar ateu. Vale a pena assistir, refletir e fazer seu juízo de valor!

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FILOSOFIA: QUAL A IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA NA JUVENTUDE?

Na coluna FILOSOFIA desta terça-feira temos uma mini-palestra do renomado Luiz Felipe Pondé sobre a importância da filosofia na juventude. Recomendo que assista essa palestra, principalmente os pais e filhos adolescentes. Vale a pena!

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FILOSOFIA: É POSSÍVEL CONQUISTAR A LIBERDADE PELAS VIAS DO ESTADO?

O destaque da nossa coluna FILOSOFIA desta terça-feira é uma análise profunda sobre o que os amantes da liberdade devem fazer para combater as ideologias socialistas, cuja crença é que a política e a influência política — o que normalmente significa arrumar empregos dentro da máquina burocrática — são os próximos degraus na escada do sucesso. 

Seria uma saída tornar-se um burocrata para combater a burocracia, juntar-se ao estado com o intuito de reduzir seu poder? 

O fato é que a esmagadora maioria das pessoas que entram para o governo é formada por gente que está ali ou porque quer uma vida fácil, ou porque quer controlar a vida dos outros, ou porque quer uma vida fácil que ao mesmo tempo permite controlar a vida dos outros.

E os que entram ali com o nobre intuito de promover a liberdade, geralmente, o estado mastiga as pessoas e, no final, ou ele engole ou ele cospe.

Então o que fazer? Leia o artigo completo a seguir e saiba qual a solução na visão de Lew Rockwell!

O que os amantes da liberdade devem fazer?

Para começar, não acreditar em mudanças via estado

 

Como seria possível você combinar sua vida profissional com a defesa e a promoção da liberdade?

É claro que seria demasiado presunçoso oferecer uma resposta definitiva a essa pergunta, uma vez que todos os empregos e carreiras na economia de mercado estão sujeitos às forças da divisão do trabalho.

Mas só porque uma pessoa se concentra em uma determinada tarefa não significa que ela não seja boa em várias outras atividades; significa apenas que os ganhos mais produtivos para todos são gerados ao se dividir as tarefas entre várias pessoas de variados talentos.

O mesmo ocorre com o movimento em prol da liberdade.

Quanto maior for o número de pessoas interessadas em promover a liberdade, melhores serão os resultados caso haja especialização, caso todos cooperem por meio das trocas. Quanto maior a divisão do trabalho, maior será o impacto alcançado.

Não há como saber antecipadamente o que será melhor para cada pessoa específica fazer; há vários caminhos formidáveis a serem seguidos (os quais discutirei mais abaixo).

O que não fazer

Mas há algo que podemos saber com certeza: a resposta mais comum — entrar no governo e tentar modificá-lo — é a mais errada.

Várias mentes brilhantes já foram corrompidas e arruinadas ao decidirem seguir este caminho fatídico.

É bastante comum vermos um movimento ideológico fazer grandes esforços por meio da educação, da organização e da influência cultural, mas terminar efetuando aquele salto ideológico de acreditar que a política e a influência política — o que normalmente significa arrumar empregos dentro da máquina burocrática — são os próximos degraus na escada do sucesso.

Tornar-se um burocrata para combater a burocracia, juntar-se ao estado com o intuito de reduzir seu poder, faz tanto sentido quanto tentar combater um incêndio com fósforos e gasolina. Foi exatamente isso o que ocorreu com a direita cristã nos EUA da década de 1980. Eles se envolveram na política com o intuito de acabar com a opressão do estado.

Hoje, trinta anos depois, várias destas pessoas estão trabalhando no Ministério da Educação e em várias agências reguladoras, imaginando novas leis, novas regulamentações, novas imposições de costumes e novos impostos. Isso representa um desastroso e irreversível desperdício de capital intelectual.

É de essencial importância que os defensores da liberdade não incorram neste caminho. Trabalhar para o governo sempre foi a carreira escolhida por socialistas, reformistas sociais e keynesianos, pessoas sem nenhuma propensão a prestar bons serviços na iniciativa privada e no livre mercado. O governo é o lar natural deles porque, além de ser o lar natural dos tiranos e dos incompetentes, é no governo que eles podem satisfazer sua ambição de controlar a sociedade.

Trata-se de um instinto natural querer controlar aquilo em que não se consegue ser bem-sucedido. Trabalhar para o governo é algo que funciona para eles mas que não funciona para nós.

Na primeira metade do século XX, os libertários sabiam realmente como se opor ao estatismo. Eles se tornavam empreendedores ou iam trabalhar em jornais influentes. Eles escreviam livros. Eles agitavam a arena cultural. Eles acumulavam fortunas para ajudar a financiar jornais, escolas, fundações, institutos e organizações voltadas para a educação econômica do público. Eles ampliavam seus empreendimentos comerciais para servirem de baluarte contra o planejamento central.  Eles se tornavam professores e, sempre que possível, educadores. Eles cultivavam belas famílias e se concentravam na educação de seus filhos.

É uma batalha longa e difícil, mas a batalha pela liberdade sempre foi assim.

Porém, em algum ponto da batalha, algumas pessoas, seduzidas pela perspectiva de um caminho mais rápido para as reformas, repensaram esta ideia.  “Talvez devêssemos tentar a mesma técnica da esquerda”, matutaram alguns. Talvez devêssemos infiltrar nossa gente no poder e desalojar os inimigos. Assim poderemos produzir mais rapidamente a mudança em prol da liberdade. Aliás, não seria este o objetivo mais importante de todos? Enquanto a esquerda estiver controlando o estado, este irá se expandir de maneiras incompatíveis com a liberdade. Por isso, temos de tomar de volta o controle do estado.

Assim rezava a lógica. Qual o problema com ela? Simples.

As consequências deste erro

A única função do estado é ser um aparato de coerção e compulsão. Esta é a sua marca distintiva. É isso que torna o estado o que ele realmente é. Da mesma maneira que o estado responde bem a argumentos de que ele deveria ser maior e mais poderoso, ele é institucionalmente hostil a qualquer um que diga que ele deveria ser menos poderoso e menos coercivo.

Isso não quer dizer que algum trabalho feito “de dentro” não possa gerar algo de bom, em algum momento. Porém, é muito mais provável o estado converter o libertário do que o libertário converter o estado.

Todos nós já vimos isso milhares de vezes. Dificilmente são necessários mais do que alguns poucos meses para que um intelectual libertário que tenha ido para o governo “amadureça” e se dê conta de que seus ideais eram ‘muito pueris’ e ‘insuficientemente realistas’.

Um político prometendo tornar o governo mais manso e mais submisso rapidamente se torna um proeminente especialista em criar novas maneiras de tornar o estado mais eficiente no confisco da riqueza alheia. Tão logo este fatídico passo é tomado, não há mais limites. Conheço pessoalmente um burocrata americano que havia jurado fidelidade à filosofia libertária e, mais tarde, ajudou a implantar lei marcial no Iraque.

A razão de tudo está ligada à ambição, algo que normalmente não é um impulso ruim. A cultura do estado, no entanto, requer que a ambição funcione apenas de maneira a prestar a máxima deferência possível ao poder consolidado. A princípio, essa postura é fácil de ser justificada pelo libertário infiltrado no estado: ‘qual outra maneira de o estado ser convertido senão pela nossa demonstração de simpatia por ele? Sim, o estado é nosso inimigo, mas, por ora, temos de fingir sermos seu amigo.’

No entanto, com o tempo, os sonhos de mudança vão sendo substituídos por essa necessidade diária de bajular. No final, o indivíduo acaba se tornando exatamente aquele tipo de pessoa que ele mais desprezava.  (Para os fãs de O Senhor dos Anéis, é como ser pedido para carregar o anel por algum tempo; você não vai querer largá-lo mais).

Ao longo de minha vida, conheci várias pessoas que tomaram esse caminho e, um belo dia, se olharam no espelho, fizeram um julgamento honesto sobre si próprias e não gostaram nada do que viram. Elas me disseram que se enganaram completamente ao pensar que tal estratégia poderia funcionar. Elas não perceberam a tempo as maneiras sutis como o poder as estava seduzindo, envolvendo e arrastando para seus esquemas sórdidos. Elas reconheceram a futilidade de se pedir educadamente ao estado, dia após dia, para que ele permitisse um pouco mais de liberdade aqui e ali.

No final, o que sempre acontece é que você acaba tendo de estruturar seus argumentos em termos daquilo que é bom apenas para o estado. E a realidade é que a liberdade não é boa para o estado. Assim, sua retórica começa a mudar sem você perceber. Finalmente, todo o seu objetivo se altera e você nem se dá conta.

E, quando percebe, já é tarde demais. Os mais mentalmente sãos abandonam o aparato estatal e qualquer tentativa ulterior de persuasão.  Já os corruptíveis incorporam de vez o modus operandi do estado e nele se encastelam.

As estratégias

O estado está aberto à persuasão, sem dúvida, mas ele normalmente age por temor, e não por amizade. Se os burocratas e políticos temerem uma revolta e uma reação adversa, eles não irão aumentar impostos ou regulamentações. Se eles sentirem que há um grau demasiado alto de indignação pública, eles irão até mesmo revogar controles e programas.

Um bom exemplo foi o fim da Lei Seca. Ela foi abolida porque os políticos e burocratas sentiram que continuar a impingi-la traria um custo alto demais.

O problema da estratégia foi algo que sempre fascinou Murray Rothbard, que escreveu vários e importantes artigos sobre a necessidade de jamais contemporizar e fazer concessões; de jamais, por meio do processo político, trocar o objetivo de longo prazo por um ganho de curto prazo. Isso não significa que não deveríamos saudar e acolher positivamente um corte de 1 ponto percentual nos impostos ou a revogação de uma seção de alguma lei.

Mas jamais devemos nos deixar ser tragados pela trapaça da condescendência: por exemplo, ‘vamos abolir este imposto ruim para colocar em seu lugar este imposto melhor.’  Isto seria utilizar um meio (um imposto) que contradiz o objetivo final (a eliminação da tributação).

A abordagem rothbardiana para uma estratégia pró-liberdade pode ser resumida pelas quatro afirmações a seguir:

  • A vitória da liberdade é o mais elevado objetivo político
  • O fundamento adequado para este objetivo é um ardor moral e inflexível pela justiça e pela ética;
  • O objetivo deve ser alcançado pelos meios mais rápidos e eficazes possíveis; nada de gradualismos;
  • O meio escolhido jamais deve contradizer o objetivo — “seja a defesa do gradualismo, o uso ou a defesa de qualquer agressão contra a liberdade, a defesa de programas de planejamento central, o não aproveitamento de qualquer oportunidade de reduzir o poder do estado, ou a defesa de algum programa que implique seu agigantamento em alguma área da economia ou da vida privada.”

Libertários sempre devem ter isso em mente. A questão da estratégia não é simples. E o poder sempre será tentador.

A esmagadora maioria das pessoas que entram para o governo é formada por gente que está ali ou porque quer uma vida fácil, ou porque quer controlar a vida dos outros, ou porque quer uma vida fácil que ao mesmo tempo permite controlar a vida dos outros.

Sempre foi e sempre será assim. O estado mastiga as pessoas e, no final, ou ele engole ou ele cospe aquelas que entraram ali com o nobre intuito de promover a liberdade.

A real mudança só pode vir de fora

Esta é a lição. Os milhares de jovens que hoje estão pela primeira vez descobrindo as ideias da liberdade devem ficar de fora da máquina estatal e de todo o seu encantamento e fascinação letais. Em vez de tentar se infiltrar no estado, eles devem perseguir seus ideais por meio do comércio, da educação, do empreendimento, das artes, da divulgação de ideias, do debate etc. Liderem e exerçam influência por meio do respeito alcançado por suas realizações. Estas são áreas que oferecem genuínas promessas e altos retornos.

Quando um libertário me diz que está fazendo coisas boas em algum ministério ou em alguma agência reguladora, não tenho motivos para duvidar de suas palavras. Porém, quão melhor seria caso ele renunciasse a este emprego e escrevesse um livro expondo toda a mamata, charlatanice e roubalheira da burocracia?

Um golpe bem colocado contra um órgão do governo pode produzir mais reformas, e gerar mais benefícios para a sociedade, do que décadas de tentativas de infiltração e subversão.

Existem políticos que fazem coisas boas? Em toda a minha vida, conheci apenas um: Ron Paul. Mas todo o bem que ele faz não adveio exclusivamente de seu trabalho como legislador, mas sim de seu trabalho como um educador que possuía uma proeminente plataforma da qual emitir suas opiniões. Cada voto negativo seu a uma nova lei ou nova regulamentação é uma lição para as multidões. Precisamos de mais Ron Pauls ao redor do mundo.

Mas Ron Paul é o primeiro a afirmar que, ainda mais importante do que legisladores expressando ideias libertárias, são necessários mais educadores, empreendedores, pais e mães, líderes religiosos e empresariais divulgando as ideias da liberdade. Defensores da genuína liberdade amam o comércio e a cultura, e não o estado. Comércio e cultura são o nosso lar e nossa plataforma de lançamento para as reformas em prol da liberdade.

Apenas a divulgação de ideias sólidas pode nos libertar em definitivo do jugo opressor do estado. Fingir amizade com um inimigo mais poderoso é uma postura que beneficiará exclusivamente a ele.

Fonte: Mises Brasil

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FILOSOFIA: SE DEUS EXISTE, QUAL O SENTIDO DA VIDA?

Na nossa coluna FILOSOFIA desta quinta-feira temos mais uma vibrante palestra do renomado Leandro Karnal. Desta vez sobre um assunto interessantíssimo. Ele faz um questionamento que todo ser humano deveria fazer: Se Deus não existe, qual o sentido da vida? Então vale a pena você assistir essa parada e tirar as suas dúvidas existenciais!

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FILOSOFIA: FILOSOFANDO COM ARIANO SUASSUNA E LEANDRO KARNAL

Na nossa coluna FILOSOFIA desta segunda-feira temos dois destaques de peso. Num primeiro momento com o incomparável Leandro Karnal e em seguida o inalcançável Ariano Suassuna. Ambos contam histórias hilariantes para emocionar, rir e chorar. Portanto não perca o show!

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FILOSOFIA: NÃO HÁ DIÁLOGO COM QUEM É DOGMÁTICO

O renomado filósofo Leandro Karnal é o destaque da nossa coluna FILOSOFIA desta segunda-feira numa mini-palestra interessantíssima sobre “Não há diálogo com que é dogmático”. Assista a essa atraente palestra e saiba como lhe dar com a catequese dos dogmáticos!

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FILOSOFIA: OS CONCEITOS DE EMPATIA, SIMPATIA E ANTIPATIA POR LEANDRO KARNAL

 

Na nossa coluna FILOSOFIA desta segunda-feira temos mais uma mini-palestra do extraordinário Leandro Karnal sobre os conceitos de Empatia, Antipatia e Simpatia com muito humor e metáforas incríveis. Um vídeo que ensina, diverte e relaxa.

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FILOSOFIA: COMO OBTER A TRANQUILIDADE EM MEIO AO CAOS SOB O PRISMA DO ESTOICISMO

O destaque da nossa coluna FILOSOFIA desta terça-feira é, mais uma vez, o ESTOICISMO. No texto a seguir você vai aprender o passo a passo para alcançar a tranquilidade em meio ao caos através do manual de sobrevivência da filosofia estoica. Mergulhe nessa poço de sabedoria e expanda sua consciência!

O manual de sobrevivência da filosofia estoica: a tranquilidade em meio ao caos em 4 passos

Imagem panorâmica de pedras empilhadas , ao lado de uma flor branca, em um lago, representando a harmonia e tranquilidade.

Estudar todos aqueles livros enormes de difícil leitura e interpretação pode ser cansativo e entediante para alguns, mas solucionar problemas contemporâneos sem a ajuda da filosofia, é como querer escapar de um labirinto onde todas as paredes mudam continuamente.“A filosofia nos ensina a agir, não a falar”. Sêneca

escola estoica foi fundada no século III a.C em Atenas pelo grego Zenão de Cítio. A ideia principal do estoicismo é basicamente a sabedoria do bom viver e/ou conviver. Mesmo firmada há centenas de anos, os pensadores estoicos nos deixaram uma herança enorme de conteúdo. Nós, gerações nascidas no ventre das metrópoles, dos vícios e das doenças modernas, podemos encontrar nesta filosofia um manual de sobrevivência para seguir os anos caóticos do século XXI com mais sabedoria e tranquilidade.

Citarei aqui o estoico Sêneca, que foi ministro de Nero, Marco Aurélio, um grande líder e imperador romano, e Epicteto, um escravo aleijado. Estes são os três protagonistas que tiveram vidas completamente diferentes, mas com apenas uma filosofia: o bom uso da racionalidade para encontrar o cerne da felicidade. Os principais conceitos dos pensadores serão compilados e divididos em 4 passos para que você consiga digeri-los com mais facilidade:

ENTENDENDO A NATUREZA E A HARMONIA

natureza em harmonia

O estudo da filosofia para os estoicos é, sobretudo, eliminar as angústias a partir da autorresponsabilidade. Mas, antes de chegarmos a este núcleo, voltemos ao princípio de tudo: a natureza. Contemplar o Universo e todas as partículas milagrosas que regem o mesmo, é reconhecer nossa pequenez e miserabilidade. Cafona, né? Mas pensemos melhor: enquanto não entendermos que há um mundo de infinidades, onde há mutações diversas das quais somos incapazes de ter controle, não entenderemos o básico. Este seria o pensamento macro de onde se extrai o micro: concentre sua mente no que você pode controlar e esqueça todos aqueles problemas sem soluções que te atordoam. Se o tempo é vida que escoe, é preciso encontrar o equilíbrio entre dois vícios: não nos entregar às emoções destrutivas, mas também não fazer da mente um corpo inerte. Veja bem, a natureza nunca foi inerte. Se fazemos parte dela, temos que aceitar o movimento, seguir o fluxo harmonicamente e entender o propósito da vida humana que é, basicamente, exercer nossas virtudes.

“O universo é transformação, a vida é opinião”. Marco Aurélio

QUAL É O NOSSO PAPEL?

Se somos parte da natureza, qual é o nosso propósito como espécie? Cada ser vivo tem o seu papel, assim como o da planta é o de fazer a fotossíntese, o do ser humano é o de desempenhar seus valores. Não há como negar que o que nos move é a convivência social, o dar e receber, a caridade genuína; são essas as virtudes que trazem a verdadeira paz de espírito e sensação de pertencimento. Mas, a partir do momento em que a sociedade começou a dar prioridade para as coisas e não pessoas, começamos também a nos transformar em objetos, e os valores foram se perdendo pela troca de interesses.

ajudar o próximo

“Fazer o bem aos outros é parte da natureza humana, assim como correr para os cavalos, fazer mel para as abelhas ou produzir uvas para as videiras”. Marco Aurélio

Como faço para exercer meus valores em um mundo de guerras, de fome e de corrupção se não devo dar importância para aquilo que não está sob o meu controle? Um exemplo didático e clichê que muito ouvimos é: “não podemos, individualmente, acabar com a fome no mundo, mas podemos minimizá-la fazendo a nossa parte”.

E como podemos nos sentir membros desse Universo que preza a perfeita harmonia se não estamos em harmonia com a nossa própria essência? No filme ‘O Grande Ditador’, que retrata os avanços da segunda guerra mundial e a dureza dos governantes, Charles Chaplin revela como as virtudes foram tomadas pela ganância. Ele encerra a narrativa com o discurso: “Não se influencie por homens-máquina, com mentes de aço e corações de pedra. Não sois máquina! Não sois gado! Homens é que sois!”.

“Pois saiba que não é fácil manter a sua mente em harmonia com a natureza e ao mesmo tempo manter o controle das coisas externas. Se você dá atenção a uma, você necessariamente tem de negligenciar a outra.” Epicteto

RETIRE DOS OMBROS O PESO DAS EXPECTATIVAS E VENÇA A ANSIEDADE

Nos deparamos com pessoas que têm expectativas muito fantasiosas sobre a vida, e essa é uma das maiores causas da irracionalidade humana.

“Nós estamos, normalmente, mais assustados do que machucados; e sofremos mais na imaginação do que na realidade”. Sêneca

homem frustrado

Não crie expectativas! Veja, a maior razão de nossos sofrimentos é a esperança de que algo dará certo ou errado. Vivemos sempre em função do que ainda não aconteceu. A resposta do processo seletivo, a reciprocidade em um relacionamento e a aposentadoria que não sai. Entenda que todas essas questões também estão fora de nossa alçada como seres humanos. Nutrir expectativas é dar vida a uma das doenças mais comuns do mundo moderno: a ansiedade. Se vivermos apenas em função de tudo o que desejamos, perderemos o nosso presente e viveremos pelo futuro.

O indivíduo que vive em espera pode ser identificado por um dos seguintes perfis: aquele que é positivo, mas se torna um idealista inerte que se vê no centro do mundo; e aquele que enxerga tudo de forma negativa, se entregando à angústia e aos infortúnios da vida em uma crise existencial.

“A principal tarefa na vida é simplesmente esta: identificar e separar questões de modo que eu possa dizer claramente para mim mesmo quais são externas, fora do meu controle, e quais têm a ver com as escolhas sobre as quais eu, de fato, tenho controle”. Epicteto

NÃO PERMITA QUE O EXTERNO ABALE SEUS ALICERCES INTERNOS

Este é o tópico que julgo ser o centro de todo o pensamento.

Os estoicos falam muito sobre a paz de espírito e a consciência, falam também sobre a raiva e o rancor. Acreditam que o verdadeiro sábio é imune às causas externas, pois a sua paz de espírito é a sua fiel armadura, e tudo o que a ameaça é rejeitado. Isso também serve para ofensas, julgamentos e críticas sem embasamento. Algumas vezes, agimos como se tivéssemos assinado um termo onde autorizamos quem pode ou não nos ferir.

“Qualquer pessoa capaz de irritar você se torna seu mestre; ele só pode te irritar quando você se deixa perturbar por ele”. Epicteto

Jovem mulher abalada

Sêneca, complementa que: ‘’Não é sobre o que acontece com você, mas é como você reage que importa’’. Saiba que você é o único responsável pela sua evolução pessoal, e o que você alimenta dentro si é, de fato, quem tu és.

“A felicidade da sua vida depende da qualidade de seus pensamentos”. Marco Aurélio

O conceito de inteligência emocional dos estoicos é o mesmo que é estudado e disseminado hoje pelos maiores nomes da neurociência e da psicologia comportamental. Reconhecer as emoções e saber discerni-las para só depois reagir, te faz livre das tribulações que estão sempre cutucando e desejando a instabilidade emocional. É preciso eliminar nossos impulsos que são fruto da irracionalidade e dar lugar à lucidez da sabedoria, da ponderação, da prudência e da sensatez.

“Quando alguma coisa acontece a você; recorde sempre de voltar-se para dentro de si próprio e perguntar com qual faculdade você tem de lidar. Se você vê um belo rapaz ou uma bela garota, você irá descobrir que o autodomínio é a faculdade a ser usada. Se problemas lhe são colocados às costas, você irá encontrar a resignação e a perseverança; se observar a grosseria e obscenidade, você irá encontrar a paciência”. Epicteto

Mulher com inteligência emocional

Em algumas circunstâncias da vida, somos obrigados a conviver com pessoas que nos desagradam, seja no ambiente de trabalho ou até mesmo no núcleo familiar. Nestes casos, nem sempre a demissão e o desvinculo são escolhas viáveis. Por isso, Epicteto deixa claro que: “Se o seu irmão lhe causa problemas, tome o cuidado de manter a relação que você estabeleceu com ele e não considere o que ele faz, mas o que você deve fazer se o seu propósito é o de manter-se em harmonia com a natureza. Porque ninguém irá lhe causar mal sem o seu consentimento”.

O estoicismo defende, com fundamento, que nada tem o poder sobre a nossa paz e harmonia, senão nós mesmos. Se usufruirmos de nossas virtudes e esquecermos os vícios externos, seremos os verdadeiros autores da nossa jornada. A virtude, para eles, nada mais é que a racionalidade humana dividida em quatro valores: sabedoria, justiça, coragem e autodisciplina.

“Um bom caráter é a única garantia de eterna e despreocupada felicidade”. Sêneca

Os estoicos dizem que não é possível atingir a perfeição, mas o ideal é estar em constante processo de evolução e viver de acordo com o curso natural do Universo.

“Não questione se os eventos deveriam acontecer tal como você desejaria, mas deixe que sua vontade seja a de que os eventos devam acontecer tal como eles ocorrem, e você terá paz”. Epicteto

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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FILOSOFIA: CONHEÇA O QUE É O TANTRA E SUA FILOSOFIA

Na edição desta sexta-feira da coluna FILOSOFIA trago um artigo muito interessante sobre o “Tantra” e sua filosofia, já que mencionei o tema na edição da coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL e acho que, assim como eu, muita gente não tem muita noção do seja essa prática filosófica. Portanto, convido você a conhecer com mais profundidade sobre essa filosofia milenar.

O que é Tantra?

Por Deva Nishok

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Tantra é um termo amplo, pelo qual antigos estudantes de espiritualidade na Índia designavam um tipo muito especial de ensinamentos e práticas que tiveram base em uma antiga sociedade. Com o passar do tempo, estes ensinamentos propagaram-se, misturando-se com diversas outras culturas e correntes filosóficas e religiosas como o Hinduísmo, o Vedanta, o Yoga, o Budismo, o Taoísmo, entre outras.

O Tantra hoje abrange uma variedade e uma diversidade muito ampla de crenças e práticas, quase sempre antagônicas entre si e cheias de contradição.

No Ocidente, o Tantra propagou-se e popularizou-se entre adeptos do misticismo, do esoterismo e da magia ritual, em escolas iniciáticas ligadas a nomes como Aleister Crowley ou Samael Aun Weor, sociedades outrora secretas, denominadas Golden Dawn, Sociedade Gnóstica (Gnosis) e outras. A maioria desses ensinamentos deturparam a Visão Original do Tantra, dificultando a sua compreensão mais profunda.

No Ocidente, por volta dos anos 60, surgiu um movimento que continua atual, denominado Neotantra, ligado à Nova Era e tido como uma popularização dos ensinamentos tântricos, adaptados a novos movimentos terapêuticos de vanguarda como a Bioenergética, a Primal, a Pulsation, o Rebirthing, e as meditações do mestre indiano Osho, especialmente elaboradas para o modo de vida ocidental.

Essa visão moderna e atualizada, propagada através da argumentação clara e objetiva de Osho, é a que mais se aproxima da metodologia aplicada nas meditações tântricas do Tantra Original, apesar de ser a mais perseguida pelo contexto de liberdade sexual que apresenta.

Mas o movimento Neotantra também fugiu do contato com o sistema existencialista proposto pelo Tantra, que é um caminho de acesso ao potencial energético criativo e libertador existente na raça humana, ainda em estado germinativo, mas prestes a desabrochar, desde que encontre as condições propícias.

Muitos trabalhos com o Tantra não trazem uma compreensão clara da extraordinária herança daquilo que pretendem representar e incorrem na perigosa distorção, vulgarização e banalização do sexo e no incentivo e valorização do jogo da sedução nos relacionamentos, como se o Tantra tivesse esse objetivo.

Mesmo na Índia e no Tibet, o Tantra tem o seu quinhão de fracasso moral. De drogadictos a alcoólatras, de pervertidos a maníacos sexuais, muitos falsos mestres e gurus abrem seus clubes de encontro e sedução sob a indefinida denominação de “Tantra”. O Tantra tornou-se, então, uma evasão fácil, reduto para inúmeros degenerados morais e sexuais.

Mesmo em seu país natal, os ensinamentos tântricos caíram em descrédito, precisamente por causa do uso indiscriminado de muitos de seus fundamentos atrelados ao sexo livre e superficial.  No Tantra Original, o objetivo das práticas  é conduzir o praticante àquilo que se pode chamar de “Experiência Oceânica”.

O Tantra Original proporciona a “Visão Sistêmica”, que oferece aos praticantes um modelo que permite a interação com outros organismos biológicos e outros sistemas de vida multidimensionais e pluridimensionais. A chave para penetrar na relação com outras formas de vida, biológicas ou não, resume-se a uma descarga neuro-muscular, liberadora de grandes proporções de energia, com a consequente distensão da mente, permitindo a sua expansão. Essa mesma experiência é proporcionada pelo orgasmo convencional, em menores proporções.

As práticas tântricas permitem ampliar a capacidade de liberação e de expansão da energia, agregando, com a experiência, um novo estado de percepção e consciência.

O resultado pode ser comprovado na vida cotidiana, onde a pessoa passa a experimentar um fluxo brincalhão, relaxado e solto, mutuamente alimentador, que tem base no êxtase, no prazer e na alegria, oferecendo um intercâmbio de energias que lembra danças e jogos (Leela, em sânscrito).

Toda essa experiência permite que a pessoa vivencie a expansão dos próprios limites, a dissolução dos condicionamentos negativos, castradores e repressores, para se perceber em um sentimento de fusão com o todo, em um estado de felicidade.

No Tantra, a união dos genitais e a consequente descarga orgástica, embora poderosamente experienciadas, são consideradas secundárias em relação à meta final, que é alcançar o estado transcendental da união dos princípios masculino e feminino em sua propagação ao infinito, denominada Unio Mystica.

As pessoas que alcançam essa forma de sexualidade experimentam a ausência de ruído biológico dentro de um complexo sistema espiritual, espontâneo e natural. Sob este aspecto, alguns componentes são fundamentais para alcançar a compreensão do significado original e verdadeiro do Tantra, sem os quais, seu sistema existencial e sua correlação com o Sagrado fica incompleta.

O Tantra Original não está contido em livros ou textos, como constantemente é propagado entre os adeptos do Yoga ou do Budismo. Sua origem é a própria fonte geradora da vida. É necessário alcançá-la de forma vivencial, através das meditações e dinâmicas propostas nos trabalhos em grupo ou individuais.

Trata-se de uma conexão transcendente com a fonte da vida e o viver, que estão acessíveis e disponíveis a qualquer ser humano, pois não há privilégios. Não são necessárias práticas austeras ou isolamentos. Pelo contrário, o trabalho com o Tantra é social, não há nenhuma necessidade de rituais ou paramentos litúrgicos.

O Tantra é simples e exige apenas simplicidade por parte de quem o pratica. O sistema existencialista humanista presente no Tantra necessita de confiança, entrega, relaxamento profundo, amor e compaixão para que o estado de percepção e consciência ampliada conduza à experiência de supraconsciência.

O Tantra oferece ao indivíduo a chave que pode abrir a sua consciência, independentemente de sua cultura ou religião.

A essência dos ensinamentos tântricos está contida na nossa natureza mais íntima, nosso estado primordial e iluminado, que é a nossa potencialidade inerente. Esses ensinamentos estão livres do karma, porém são oprimidos pelos condicionamentos sociais, pelas crenças, pelo medo, pela desconexão com a Fonte Interior. Nosso estado primordial não é algo que tenha que ser construído ou conquistado, mas algo existente desde o princípio, e goza da mesma sabedoria e inteligência que modela o universo e permeia a natureza.

O ser humano perdeu o contato com essa sabedoria natural no esforço cotidiano de sobreviver. O Tantra possui os dispositivos para a reconexão com essa fonte original, de onde emana a vida e as tramas do desenvolvimento das espécies.

Deva Nishok

 

RECOMENDAÇÕES

Recomendamos atenção a quem procura iniciar seus estudos e práticas ligadas ao Tantra. Procurem informações de pessoas que já participaram de nossos trabalhos, a fim de se informar adequadamente sobre a idoneidade dos grupos e se é realmente o que procura.

O Tantra é um caminho de transcendência, de aprimoramento, de centramento e de auto-desenvolvimento. Desconfie quando há a proposta de sexo livre e despropositado, oferecido através de grupos ou por intermédio de “terapeutas” despreparados, travestidos de especialistas em Tantra.

Fonte: Centrometamorfose

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