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POESIA: LEMBRANCAS DE MORRER DE ÁLVARES DE AZEVEDO, POR CID MOREIRA

Na sequência da série dos 10 melhores e maiores poemas da literatura brasileira, hoje vamos apreciar o poema “Lembranças de morrer” de Alvares de Azevedo, poeta da 2ª geração do romantismo, “geração do mal do século”, daqueles caras que querem morrer de amor. Então assista ao vídeo completo a seguir e contemple essa maravilha de poesia.

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CIDADE DA ESPERANÇA NA ZONA OESTE DE NATAL GANHARÁ SÁBADO (22) DE FORMA GRATTUITA A EXIBIÇÃO DO CINE HOLLIÚDY PELO PROJETO CINESOLAR

Por g1 RN

 

Projeto Cinesolar exibe 'Cine Holliúdy' na Zona Oeste de Natal — Foto: DivulgaçãoProjeto Cinesolar exibe ‘Cine Holliúdy’ na Zona Oeste de Natal — Foto: Divulgação

Após exibições no interior do Rio Grande do Norte em dezembro, o projeto Cinesolar chega a neste sábado (22), com a exibição de curtas-metragens brasileiros e do longa Cine Holliúdy.

Os filmes serão exibidos de forma gratuita a partir das 18h, na Praça da Igreja Nossa Senhora da Esperança, no bairro da Cidade da Esperança.

Mais cedo, das 14h30 às 17h, acontece a Oficinema Solar, uma oficina de vídeo para crianças e jovens sobre sustentabilidade. A atividade resulta em um filme produzido com os participantes e exibido durante a sessão de cinema para a comunidade local.

O projeto Cinesolar é o primeiro cinema itinerante do Brasil movido à energia limpa e renovável. Lançado em 2013, o projeto exibe filmes a partir da energia solar e promove arte e sustentabilidade, levando a sétima arte a comunidades afastadas e com acesso restrito à cultura.

Devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19, haverá controle de acesso e distanciamento entre as cadeiras; e o uso de máscara será obrigatório.

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MUSEU CÂMARA CASCUDO LANÇA A EXPOSIÇÃO VIRTUAL”CAATINGA EM FOCO”

Por g1 RN

 

Caatinga é tema de nova exposição virtual do Museu Câmara Cascudo — Foto: ReproduçãoCaatinga é tema de nova exposição virtual do Museu Câmara Cascudo — Foto: Reprodução

O Museu Câmara Cascudo lançou nesta quinta-feira (20) a exposição virtual “Caatinga em Foco: Biodiversidade, Ciência e Preservação”. O trabalho está disponível no site do MCC.

A ação é resultado de um projeto de extensão coordenado pela professora do departamento de Farmácia da UFRN, Raquel Giordani, e pela estudante do doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Letícia Godim, e é financiado pelo edital de Museologia e Memória da Pró-reitoria de Extensão (Proex).

A nova exposição oferece um ambiente virtual onde o visitante poderá conhecer o único bioma exclusivamente brasileiro, a floresta semiárida da Caatinga. Com uma rica biodiversidade, com fauna e flora pouco exploradas pela ciência, o bioma é tema central da exposição, que nos convida a uma jornada de aprendizado e estímulo à preservação, alertando para os riscos da desertificação, desmatamento e a extinção de espécies na região, além de destacar o potencial para as pesquisas de produtos naturais com importância para a saúde humana.

Além dos docentes e pesquisadores do projeto, a exposição contou com a participação de especialistas do Museu Câmara Cascudo nas áreas de museologia e educação e o apoio de professores do Departamento de Botânica, Ecologia e Zoologia, além de estudantes e pesquisadores das áreas de Arquitetura e Farmácia.

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MUSICAL: EMMERSON NOGUEIRA INTERPRETANDO HOTEL CALIFORNIA NO ESPECIAL EMMERSON NOGUEIRA

Quinta-feira é dia de MUSICAL no Blog do Saber e hoje você vai continuar curtindo a série ESPECIAL EMMERSON NOGUEIRA com uma apresentação impecável de um dos maiores clássicos do pop rock internacional, Hotel Califórnia. Então dê o play e comece a curtir agora mesmo!

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CRÔNICAS: COXINHA DA ASA, POR ANA MADALENA

Em nossa coluna CRÔNICAS desta quarta-feira temos mais uma divertida, inspiradora e original história contada pela sensacional Ana Madalena, que mais uma vez dá um show de criatividade e excelente enredo em “Coxinha da asa”. Então convido você a ler, apreciar e curtir esse belo conto da cena urbana.

Reforma deixa casa na praia mais arejada e clara | CASA.COM.BR

Coxinha da asa

Estávamos em um grupo animado, aproveitando os primeiros dias do ano. Fomos para a casa de praia de uma amiga, que gentilmente nos convidou. A casa, super moderna, tem uma decoração belíssima, em tons alaranjados e verde musgo.
Os funcionários usam uniformes; o do piscineiro, calça cáqui e camisa polo azul marinho; o do motorista,  exatamente o contrário.  Acho que eles combinam com as almofadas da área externa. Tudo é milimetricamente pensado. Em um cantinho do jardim, foi construída uma capelinha, onde toda manhã eu faço minhas orações. No lado oposto, fica a área de lazer, onde o churrasqueiro realça seus músculos numa camisa floral. Se perfilasse todos os funcionários, eu não saberia dizer qual o mais bonito. A  impressão que tenho é que foram escolhidos numa agência de modelos. Cá prá nós, eu estava me sentindo no filme “Comer, rezar e amar”, embora me restringi a comer e rezar, se é que você me entende. O mesmo não posso dizer…
A anfitriã nos convidou para sentarmos no terraço e sugeriu  que ficássemos sem o celular, a não ser que tivéssemos uma urgência. Eu adorei! Detesto conversar e as pessoas ficarem checando mensagens o tempo todo. Sempre fico desconfiada que sou “entediante”,embora o que realmente penso é que as pessoas estão cada vez mais deselegantes. Mas longe de mim levantar polêmicas. Jamais!
O churrasco atrasou um pouco. Confesso que estava morrendo de fome, principalmente porque passei a madrugada lendo, depois fiquei vagando pela casa e quando peguei no sono, era quase de manhã. Acordei as onze horas e, por óbvio, a mesa do café já tinha sido retirada. Comi uma maçã, embora não seja uma das minhas frutas preferidas.  Na verdade, sinto um rói roí no estômago, mas era o que estava à mão. Segui para a área da piscina, onde todos aguardavam o churrasco. No caminho, passei pela mesa de caipifrutas, que estava uma tentação! Não resisti e peguei uma de seriguela! Que sede!
O papo rolava solto, divertido, até que resolveram falar sobre questões mais profundas. Alguém disse que se arrependia de muitas coisas que tinha feito na vida e, para minha surpresa,  todos concordaram. Eu fui a única voz dissonante.
– Sinceramente, eu não me arrependo de nada do que fiz.
Caíram em cima de mim!  Disseram que eu queria ser auto suficiente, além de outras bobagens.
– Gente, o que fizemos no passado foi sob as circunstâncias do que estávamos vivendo; nossas escolhas dependeram do nosso grau de conhecimento à época. Se eu fosse analisar minhas ações com a maturidade que tenho hoje, provavelmente minha vida seria totalmente diferente.
Ainda dei alguns exemplos para justificar e consegui, com esforço, fazer-me entender. Depois dessa quebra de braço, surgiram outras questões:
– Vocês esconderiam um segredo de uma pessoa muito próxima? E bloqueariam amigos ou familiares?
Todos falaram ao mesmo tempo. Eu, dessa vez, preferi escutar, bebendo uma caipifruta de uva. E quando estava tentando “pescar” a fruta no fundo do copo…
– Ana, qual sua opinião?
Eu, que tinha abstraido, fiquei desconfiada do que responder.  Meio relutante, disse:
– Pequenos segredos são gestos de amor, assim como bloquear alguém. Eu evito dizer certas coisas que possam vir a atormentar uma pessoa próxima de mim. Prefiro guardar o segredo, desde que, no contexto, não prejudique a vida daquela pessoa. Por exemplo:  eu não diria a minha tia que o marido dela fuma escondido. A trabalheira que ele deve ter para ela não sentir o cheiro… E quanto a bloquear, diferentemente do que dizem por aí, acho uma benção. Eu até gosto quando me bloqueiam; evitam-se desculpas e explicações desnecessárias. Eu bloqueio sem o menor pudor! Quando vejo que uma pessoa pensa muito diferente de mim e que  não temos raízes para crescer numa amizade, eu peço desculpas e saio dessa relação. Simples assim.
Arrasaram comigo. Ninguém concordou com meu ponto de vista.  Nessa hora, liguei meu “modo sobrevivente” e só não fui embora porque estava morrendo de fome. O jeito foi beber outra caipifruta. Escolhi a de kiwi. Tinha pedaços enormes da fruta!
Resolveram jogar “dicionário”. A brincadeira consiste em escolher uma palavra “desconhecida” e cada jogador inventar um significado. Em cada rodada, todos recebem um papelzinho com a resposta certa, mas apenas um dos jogadores dirá a verdade. O objetivo é  caprichar na explicação e enganar, o mais convincente possível. É previamente sorteado o jogador que terá que apontar quem está dizendo a verdade;  se errar, sai do jogo. A pessoa responsável por escolher as palavras participa apenas como “apresentador”.
Não contei para ninguém que sou perita nesse jogo. Consigo montar um contexto em torno de uma palavra, com riqueza de detalhes. Comento a origem e etmologia da palavra, ao ponto de qualquer um cair na minha lábia!  Algumas das palavras que saíram e enganei direitinho foram: acepipes, eutróficos e néscio, essa última dei uma explicação tão convincente do que “não” era, que quase acreditei na minha versão.
Os jogadores eliminados ficaram irritados. Em vez de elogiar minha performance, meu poder de convencimento, preferiram me tirar do jogo.
– Ana, você mente muito bem. Você é assim só no jogo ou na vida também?
Fingindo distração e bebendo uma caipufruta de morango, respondi:
– A mentira é fundamental para vivermos.  Claro que existem mentiras e mentiras. Na maioria das vezes eu minto amorosamente. Eu jamais diria a minha mãe que encurtei o telefonema porque estava com preguiça de ouvir as mesmas coisas. Prefiro listar uma série de afazeres, pois ela mesma acaba pedindo desculpas por estar atrapalhando. Compenso noutro dia, quando faço uma visita para conversamos longamente. Todos ficam felizes.
-Minha nossa, como você tem coragem de confessar essas coisas? Quem em sã consciência diz que mentir é fundamental para a vida?
-E não é? Mas se você não concorda, tudo bem. Não estou aqui defendendo minha opinião, mas o direito de tê-la! E, digo mais: além de mentir, reconheço um mentiroso de longe. Aliás, sou especialista! Alguns merecem até o selo da Anvisa! Só aqui tem…
Não terminei a frase. A dona da casa me tirou de circulação. Foi melhor assim. Eu não me controlaria e descascaria todo mundo. O álcool também já estava subindo na minha cabeça…
Gentilmente, ela sugeriu que eu fosse embora. Mas como? Não ficaríamos até o feriado? Apelei!  Disse que não poderia dirigir, que tinha bebido, tentando fazer hora para ficar para o almoço. Que fome! Ela disse que mandaria um dos funcionários conduzir meu carro.
– Qual funcionário? O seu amante da noite, o motorista do seu marido? Ou o piscineiro, que entra no seu quarto logo cedinho?
– Como ousa?
– Noite passada vi a movimentação de vocês na casa. Seu quarto é uma festa!  Fico imaginando se seu marido também não apronta nessas viagens a trabalho… Mas não se preocupe; esse segredo é nosso. Lembra que falei que segredos são gestos de amor? Por falar em gesto, você poderia ver se já saiu a coxinha da asa?
Ana Madalena
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POESIA: CANÇÃO DO EXÍLIO DE GONÇALVES DIAS, POR CID MOREIRA

Continuando com a série dos 10 melhores poemas da literatura portuguesa hoje vamos ouvir “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias (1823-1864), poeta nascido em Caxias, Maranhão, era filho de português com mestiça, formado em direito pela Universidade de Coimbra. Sua mais famosa obra “canção do Exílio” foi escrita ainda em Coimbra e você vai apreciar agora sob a interpretação de nada mais nada menos que Cid Moreira!

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MUSICAL: EMMERSON NOGUEIRA INTERPRETANDO WISH YOU WERE HERE NO ESPECIAL EMMERSON NOGUEIRA

Nesta segunda-feira vamos começar a série ESPECIAL EMMERSON NOGUEIRA. O talentoso brasileiro ganhou fama internacional por meio de seu projeto versão acústica com releitura de clássicos de rock internacional. O sucesso, conquistado ao longo dos 18 anos de carreira se deve, principalmente, ao seu modo diferenciado de tocar versões acústicas com personalidade. No vídeo de hoje vamos curtir “wish you here/Breathe (in the air).

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FIART ABRE INSCRIÇÕES PARA AMOSTRA CULTURAL EM NATAL

Por g1 RN

 

Mostra de cultura da Fiart — Foto: DivulgaçãoMostra de cultura da Fiart — Foto: Divulgação

A 27ª Feira Internacional de Artesanato (Fiart), que acontece no Centro de Convenções em Natal, abriu na segunda-feira (30) inscrições para artistas e grupos culturais que queiram participar da Mostra de Cultura, que contém cortejos, danças, poesia, música, além de festivais de cordel e bandas, exibição da websérie de artesanato e festival paracolclore.

A Fiart tem início em 28 de janeiro e vai até 6 de fevereiro, com a Mostra de Cultura acontecendo entre 2 e 5 de fevereiro. As inscrições para a Mostra de cultura vão até 30 de janeiro.

As inscrições poderão ser efetuadas através do formulário oficial de inscrição no site www.fiart.com.br

Para concorrer aos prêmios do Júri Oficial será obrigatória a apresentação presencial do grupo. Os grupos inscritos passarão pela fase de seleção e apenas os grupos selecionados concorrerão na categoria Júri Oficial.

A divulgação dos habilitados será feita dia 1º de fevereiro. A semifinal acontecerá no período de 2 a 4 de fevereiro, no Centro de Convenções de Natal. A votação popular será no sistema online de 2 a 5 de fevereiro.

A premiação total será de R$ 7 mil reais. Serão premiados os grupos que alcançarem a maior soma dos votos gerais da comissão julgadora, sendo o prêmio de R$ 3 mil para o primeiro colocado, R$ 2 mil para o segundo colocado e R$ 1 mil para o terceiro colocado. Também será premiado o grupo que alcançar a maior quantidade de votos do público com o prêmio de R$ 1 mil reais.

A final e anúncio dos vencedores serão no dia 5 de fevereiro.

O Festival Parafolclore tem como objetivo promover a cultura popular natalense, potiguar e nordestina, estimulando o espírito criativo, além de valorizar a diversidade etnocultural das representações populares natalenses, potiguares e nordestinas e reger a disputa nas premiações de Júri Oficial e Votação Popular.

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POESIA: MARÍLIA DE DIRCEU DE TOMAZ ANTÔNIO GONZAGA

Continuando com a série dos 10 melhores poemas da literatura portuguesa hoje vamos ouvir “Marília de Dirceu Soneto II, poema de Tomaz Antônio Gonzaga, poeta da língua portuguesa que nasceu na ilha de Moçambique e viveu de 1744 a 1810.

O nome arcádico é Dirceu, foi um jurista, poeta e ativista político participante da Inconfidência Mineira, movimento pela independência de Minas Gerais, precursor do processo que conduziu à separação do Brasil de Portugal. Considerado o mais proeminente dos poetas árcades, é ainda hoje estudado em escolas e universidades por seu “Marília de Dirceu”. A poesia de Tomás António Gonzaga apresenta as típicas características árcades e neoclássicas: o pastoril, o bucólico, a Natureza amena, o equilíbrio etc. Paralelamente, possui características pré-românticas (principalmente na segunda parte de Marília de Dirceu, escrita na prisão): confissões de sentimento pessoal, ênfase emotiva estranha aos padrões do neoclassicismo, descrição de paisagens brasileiras, etc. O convívio com o Iluminismo põe em seu estilo a preocupação em atenuar as tensões e racionalizar os conflitos.

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MUSICAL: SKANK EM PLAYLIST DE SABADÃO NO ESPECIAL SKANK

Nesse primeiro sabadão do verão de 2022 preparamos uma PLAYLIST sensacional, no ESPECIAL SKANK,  pra você curtir com a galera na varanda da sua casa de praia, na sua barraca de camping ou até mesmo com a turma, a noite, ao redor de uma fogueira, na beira da praia. Então dê um play e comece agora a curtir os maiores sucessos dessa super banda! 

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SEGUNDO MINISTRO DA CULTURA DA ÁFRICA DO SUL, A CHAVE DA CELA QUE FOI OCUPADA POR NELSON MANDELA SERÁ DEVOLVIDA AO PAÍS EM VEZ DE LEILOADA NOS EUA

África do Sul impede leilão da chave da cela de Mandela

Ministro da Cultura sul-africano solicitou a devolução do objeto, que seria leiloado no próximo dia 28 nos EUA

INTERNACIONAL

 Da Ansa

Mandela passou 27 anos detido por lutar contra o regime segregacionista do apartheid

ALBERT OLIVE / EFE

O ministro da Cultura da África do Sul, Nathi Mthethwa, informou que a chave da cela da prisão que foi ocupada pelo ex-presidente Nelson Mandela (1918-2013) será devolvida ao país em vez de ser leiloada nos Estados Unidos.

O leilão estava agendado para acontecer no dia 28 de janeiro, em Nova York. Segundo Mthethwa, o objeto “pertence ao povo da África do Sul”, e a casa de leilões Guernsey teria concordado em enviar a chave de volta.

“A chave simboliza a dolorosa história da África do Sul, ao mesmo tempo que representa o triunfo do espírito humano sobre o mal”, informou o ministro em um comunicado.

Mandela, que liderou a luta contra o apartheid, o regime segregacionista da minoria branca do país, passou 27 anos na cadeia. A chave que seria leiloada era de uma cela ocupada pelo ex-presidente na Ilha Robben, perto da Cidade do Cabo, onde ele passou 18 desses anos.

Mthethwa também informou que a Guernsey decidiu interromper a venda de outros itens que pertenciam a Mandela, como pinturas, uma bicicleta ergométrica e uma raquete de tênis.

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POESIA: EPÍLOGOS DE GREGÓRIO DE MATOS, POR RAPPIN HOOD

Nesta sexta-feira estamos iniciando, aqui na coluna POESIA uma nova série de 10 poemas escolhidos de cada fase por que passou a POESIA brasileira. E para começar vamos ouvir “Epílogos” de Gregório de Matos, para muitos o primeiro poeta brasileiro. Então se acomode na poltrona, ouça, assista e curta esse obra prima da POESIA brasileira.

Gregório de Matos viveu de 1636 a 1696 e qualquer semelhança da sua obra com o momento atual não passa de mera coincidência (ou não). A voz e o som é de Rappin Hood e faz Parte de uma apresentação do Museu da Língua Portuguesa em SP. Aqui temos trechos selecionados do poema. Leia-o todo, vale à pena.

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BOAS NOTÍCIAS: EM 2021, 7 OBRAS PRIMAS QUE ESTAVAM PERDIDAS FORAM ENCONTRADAS

BOAS NOTÍCIAS: EM 2021, 7 OBRAS PRIMAS QUE ESTAVAM PERDIDAS FORAM ENCONTRADAS
Sagrada Família de Cesare Dadini

A nossa coluna BOAS NOTÍCIAS desta primeira quarta-feira de 2022 trás uma notícia e tanto para os amantes das artes. Em 2021 foram encontradas nada mais, nada menos do que 7 obras-primas artísticas, que estavam perdidas. Da Santa Ceia pintada pelo mestre veneziano até  uma escultura de mármore branco confirmada como sendo feita por Gian Lorenzo Bernini e a notável excelência da Sagrada Família de Cesare Dandini com o Menino São João, essas obras estavam esquecidas e/ou escondidas nos mais diversos lugares pelo mundo. Leia o artigo completo a seguir e conheça quais foram essas obras primas.

Sete obras-primas artísticas perdidas que foram encontradas em 2021

Reproduzido com permissão da World at Large , uma agência de notícias independente que cobre viagens, jornalismo de conflito, ciência, conservação e notícias de saúde.

A luz está brilhando mais uma vez sobre muitas obras de arte perdidas que foram recuperadas em 2021. De Ticiano a Picasso, parece incrível pensar que, às vezes, 400 anos após a morte de um artista famoso, ainda poderíamos estar encontrando suas pinturas, desenhos e esculturas, deitado em sótãos, escondido atrás de paredes ou enterrado

Em março, o historiador de arte Ronald Moore foi abordado pela All Saints Church em Ledbury, Inglaterra, sobre a possibilidade de restaurar uma representação massiva da Última Ceia. Moore acreditava que poderia ser uma obra do mestre veneziano Ticiano.

Ele e seu assistente passaram 11.000 horas tentando vincular a pintura, que Moore descreveu como “sempre [tendo] uma sensação de Ticiano sobre ela”, ao artista. Após a comparação impressionante de um autorretrato de Ticiano com um dos apóstolos da pintura, e uma descoberta ultraleve revelando a assinatura do artista no canto, parece haver pouca dúvida no mundo da arte de que uma das telas do mestre voltou para nós .

Um mês depois, outra revelação. Durante as reformas na mundialmente famosa Galeria Uffizi, em Florença, os renovadores que moviam pilhas de destroços no sub-bosque encontraram dois afrescos da era renascentista. Eles também encontraram esqueletos de um cemitério de igreja que havia sido originalmente unido ao prédio e os restos de um estábulo do século 16 que foi encomendado junto com a galeria.

Os afrescos representam Cosimo Di Medici I, chefe da famosa dinastia de banqueiros que encheu a Uffizi com belas esculturas e pinturas, construiu o Duomo e, em geral, transformou a cidade em uma das usinas econômicas e culturais da Europa. O afresco de Cosimo está incrivelmente preservado em uma parede do período medieval anteriormente enterrada.

Novos afrescos da Galeria Uffizi de Cosimo De Medici II – Galeria Uffizi (uso justo) 

Às vezes, não é preciso cavar a terra ou vasculhar brechós para encontrar grandes obras de arte.

Um novo Bernini

Em maio de 2021, uma escultura de mármore branco nas reservas da Coleção de Arte do Estado de Dresden, que foi “não atribuída”, foi confirmada como sendo feita por Gian Lorenzo Bernini , e encomendada pelo Papa Alexandre VII. Bernini muitas vezes trabalhou para o papado e esculpiu os anjos da Ponte de Sant Angelo, bem como muitas partes da Basílica de São Pedro. Ele é considerado um dos melhores manejadores do martelo e do cinzel da história.

Crânio de mármore de Bernini – cortesia do museu Staatliche Kunstsammlungen em Dresden 

A obra tem tamanho natural e um crânio humano totalmente realista, e foi exibida como parte de uma série chamada “Bernini, o Papa e a Morte”, detalhando os efeitos da peste em Roma no final do século XVII.

Uma promessa de Picasso

Mais obras de arte foram descobertas escondidas no sótão de uma casa. GNN relatou em julho que um esboço de Pablo Picasso foi encontrado dessa forma no Maine. O brilhante trabalho foi descoberto por parentes mais próximos após a morte de um entusiasta da arte de trekking pela Europa.

John McInnis Auctioneers 

A imagem 16 × 16 no papel é considerada uma maquete preliminar para  a cortina que serviria de pano de fundo para a produção do Ballet Russe de Le Tricorne,  que estreou no Alhambra Theatre em Londres após a Primeira Guerra Mundial

Um conto da imigração irlandesa

Falando de bisavós falecidos, duas obras de um dos mais célebres pintores de paisagem da Irlanda, Paul Henry, foram descobertas em uma unidade de armazenamento e vendidas em um leilão em Cincinnati por US $ 217.000.

Pintura de Paul Henry – cortesia de Caza Sikes Fine Art Appraisers 

Elas foram encontradas pelo bisneto do imigrante irlandês Sir Patrick McGovern, que as acreditou serem impressões digitais e, portanto, “nada valem”. Eles haviam sido emoldurados por uma guilda especialista em molduras da cidade de Nova York na época e permaneceram totalmente intocados.

Um mistério da igreja

Em setembro, um professor universitário especializado em arte religiosa barroca italiana entrou em uma igreja para um momento de reflexão silenciosa e por acaso vislumbrou a notável excelência da Sagrada Família de Cesare Dandini com o Menino São João . A pintura de 1630 estava na igreja há 60 anos, desaparecida, e ninguém sabe como foi parar lá.

Era parte de um conjunto de quatro pinturas chamado Charity. Duas das obras estão penduradas em museus de renome mundial – o Met em Nova York e o Hermitage na Rússia. O quarto nunca foi visto.

Um desenho de Dürer que vale uma fortuna

A Virgem e o Menino de Albrecht Dürer com uma flor em um banco gramado – Galeria Agnews (uso justo) 

Em 2016, um homem entrou em uma venda de propriedade e comprou “uma obra de arte antiga maravilhosamente renderizada”. Apesar de conter a marca d’água de Albrecht Dürer, um mestre da Renascença alemão, nem o comprador nem o vendedor acreditavam que fosse genuíno.

Agora, os historiadores da arte estão chamando-o de um original no valor de US $ 50 milhões , e acredita-se que seja o primeiro desenho preparatório já registrado na carreira do pintor.

Fonte: Good News Network

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CRÔNICAS: NO ANO NOVO CABE TUDO, INCLUSIVE UM BODE NA SALA, POR ANA MADALENA

Tivemos a sorte grande de receber mais uma das extraordinárias CRÔNICAS de Ana Madalena, que já foi nossa colunista de CRÔNICAS e justamente na virada do ano e sobre ano velho e ano novo. Essa foi, sem dúvida. uma das melhores que já li dessa autora. Por isso convido você a ler o texto completo a seguir, curtir, apreciar e admirar esse grande talento!

O bode na sala da família Mercosul - Autoescola Online - Ronaldo Cardoso

Hibernei os dois primeiros dias do ano. Precisava de descanso, resultado de excessos do ano que passou. Aliás, está difícil equalizar essa conta. Muita coisa vai ter que ser compensada em 2022, um número que acho até  simpático, mas não vou me animar muito; festejei a chegada de 2020 como nunca, me vesti toda de dourado, arrasei no carisma, cheguei em casa com o sol nascendo e…  Deu no que deu! Em 2021 ensaiei um brinde com amigos e família e a coisa também não foi boa. Desisti. Estou com pé atrás em relação a comemorações e começando a ter ranço dessa coisa de ter hora marcada para ser feliz. A impressão que tenho é que a “felicidade”  principalmente nas redes sociais, está virando um bem de consumo, com cursos e livros ensinando como alcançá-la, o que está dando um nó na cabeça de muita gente.
Cansei do jogo do “contente”, principalmente depois que conheci alguns coaches motivacionais; gastam tanta energia com os outros, que quando chegam em casa estão  esgotados! Um coach motivacional deveria ter seu personal coach para quando ele não está animando multidões. Realmente motivar pessoas é muito desgastante; eu poderia facilmente fazer o contrário: ser uma coach desmotivacional;  acho muito mais eficaz. A parábola do bode na sala é perfeita para isso! Reza a lenda que uma família vivia em um cômodo apertado e todos passavam o dia discutindo. O mais velho da família foi procurar o mestre e ele disse que colocasse um bode na sala. O bode rasgou sofá, derrubou cadeiras, foi aquela confusão. O homem voltou ao mestre e ele recomendou que agora tirasse o bode da sala. Como por milagre, a paz se instaurou. Moral da história: precisamos dar mais valor ao que temos.
Peguei no sono pouco antes da virada e deixei meus pedidos para esse ano por conta da minha cabeça. Transferi a responsabilidade para o inconsciente e, para tanto, passei o dia usando a “técnica cotonete”, uma das melhores coisas da vida. Limpo meus ouvidos e só escuto o que quero. Aprendi essa técnica em um curso gratuito na Internet;  estou outra pessoa! Limpei tanto minha mente que consegui  decorar “Faroeste caboclo”, do Legião urbana, um monólogo de oito minutos. Não, não comecei com essa música, mas essa foi meu apogeu! Sim, essa é uma das formas de “cotonetar”; a etapa seguinte é declamar poesia em frente ao espelho. Preferi esse curso ao de “empinar bum-bum” por R$ 29,90 mês; já pensou a fortuna que teria que gastar com cada pedaço do corpo?
Reforcei a terapia; agora serão duas vezes por semana. Minha psicóloga diz que meu fio condutor emocional não é claro; meus personagens internos são cheios de detalhes, o que me causa muita distração. E são muitos personagens antagônicos! Resumindo: há uma eterna briga interna na minha cabeça  e por isso que tem horas que faço uma coisa e no meio da atividade, resolvo fazer outra totalmente diferente. Finalmente alguém conseguiu explicar esse meu comportamento. Passei a vida escutando que sou inconstante, indecisa, além de “Maria vai com as outras”. Não é fácil ser eu.
Decidi que não farei mais bolões para a mega da virada. Cheguei a conclusão que não tenho sorte para jogos; na verdade, acho que gastei toda minha sorte em bingos que participei em hotéis fazenda, quando era criança. Ganhei cestas de palha e um jarro em cerâmica, que quebrou na viagem de volta. Nos jogos de tabuleiro sou expert em “voltar duas casas”. Quer recado melhor do que esse?
Estou entrando numas de assistir filmes em línguas desconhecidas. Sem legenda. Sabe aquela coisa de você cair em um país de costumes e língua totalmente diferente da sua? Pois é. Estou exercitando meu cérebro no sentido de captar a emoção. Tem muita coisa sendo feita extra Hollywood, com enredos fascinantes ( pelo menos do que posso apreender), um mundo de emoções, que dá até angústia. Nesse sentido, lembro que há muitos anos, estava assistindo a peça “Miss Saigon”, em inglês, com um amigo que não sabia mais que duas palavras nessa língua. De repente eu percebi que ele estava chorando e quando terminou o espetáculo ele comentou que tinha sido a coisa mais bonita que tinha visto. Eu, então, perguntei se ele tinha captado os diálogos, ao que ele respondeu, emocionado: -Ana, diálogos para quê?
Tenho visto séries, de virar noites. Para mim existem coisas na vida que daria prêmios aos inventores. Essa, de vermos filmes e séries a qualquer hora, com um cardápio tão variado, é mesmo genial. Coloco no mesmo patamar de quem inventou a colcha de matelasse, fralda descartável e sabonete líquido. Voltando às series, as que mais me pegaram “de jeito” foram “Maid”, uma das melhores coisas que assisti ano passado, e “Cenas de um casamento”, uma catarse com diálogos tão extensos, que ainda me pergunto como os atores decoraram. Acho que fizeram o mesmo curso que eu fiz! E antes que esqueça, as trilhas de abertura de algumas são sensacionais. Nesse aspecto, “The morning show” e  Sucession” estão reverberando nos meus ouvidos! Falando em música estou avançando no documentário sobre os Beatles, Get back. Incrível o processo de criação deles. Já os livros, estão em fila para serem devorados. Ganhei vários de presente de Natal! Mas antes deles, vou reler alguns que possuo de Lya Lyft, uma das escritoras que me deu o entusiasmo pela leitura.
O calor aumentou muito esse ano. Dizem que subiu mais dois graus. Passo os dias olhando para o horizonte na esperança que chova um pouquinho. Os pássaros, coitados, voam com uma asa e se abanam com a outra. Eu procuro me mexer o mínimo possível, mas uma gota de suor insiste em descer pela minha testa. Acho que a cabeça é o lugar mais quente do meu corpo; vive em constante ebulição. Morro de medo de fritar os meus neurônios e por isso estou sempre em busca de novas sinapses. Mas não pense que é fácil! É um exercício tão pesado quanto cross-fit. Dou especial atenção à área da  imaginação; o lúdico é uma das melhores coisas da vida! Pena que algumas pessoas não façam uso.
Hoje é o primeiro dia útil do ano; a responsabilidade bate à porta. No café vou comer as duas rabanadas que sobraram da ceia ( escondi na geladeira) e começar a trabalhar. Confesso que estou na maior preguiça, mas não tenho opção, não é questão de preferir agora ou depois. Diferentemente de mim, se perguntarmos a um pássaro se prefere asas ou gaiola, ele não pensará duas vezes. Acho que vou colocar um bode na sala, quem sabe assim…
Ana Madalena
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POESIA: OS MAIS PERFEITOS VOTOS DE FELIZ ANO NOVO, POR BRÁULIO BESSA

Na nossa primeira edição da coluna POESIA do Blog do Saber você vai ouvir um mix com poemas de Bráulio Bessa que somados, formam a mais linda mensagem de Feliz Ano Novo 2022! Isso porque é tudo que cada um de nós mais precisa e merece para fazer de 2022 um ano memorável, inesquecível e pra lá de perfeito!

Fonte:

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CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DA ÚLTIMA SEMANA DE SHOWS DO NATAL EM NATAL NA ÁRVORE DE MIRASSOL

Por g1 RN

 

Júnior Groovador comanda baile na quinta-feira (6), na Árvore de Mirassol — Foto: DivulgaçãoJúnior Groovador comanda baile na quinta-feira (6), na Árvore de Mirassol — Foto: Divulgação

A última semana do Natal em Natal tem shows de terça-feira (4) a domingo (9) no palco montado na Árvore de Mirassol. A programação reúne atrações de vários estilos, com destaque para Circuito Musical e Banda Detroit, além de nomes como Litto Lins e Lucas Pavani.

Na quinta-feira (6), feriado municipal em Natal, o baixista Júnior Groovador comanda o “Baile do Groovador” a partir das 21h.

O Espaço Cultural Marilene Dantas ainda conta com feira de artesanato e gastronomia.

Confira a programação:

Terça-feira (4)

  • 19h – Robson Miragem
  • 21h – La Feme

Quarta-feira (5)

  • 19h – Banda Detroit
  • 21h – Orquestra Greiosa

Quinta-feira (6)

  • 19h – Fortunato e os Jovens de Ontem (19h)
  • 20h – Talita Yohana, Joseph Litte Drop e JxLxDx
  • 21h – Baile do Groovador

Sexta-feira (7)

  • 19h – Tanda Macedo
  • 21h – Litto Lins

Sábado (8)

  • 19h – Lucas Pavani
  • 21h – Circuito Musical

Domingo (9)

  • Filarmônica Ferreira Itajubá

Fonte: G1 RN

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MUSICAL: SKANK INTERPRETA “AINDA GOSTO DELA” AO VIVO NO ESPECIAL SKANK

Vamos começar o ano de 2022 em alto estilo na nossa coluna MUSICAL com a série ESPECIAL SKANK, com uma interpretação primorosa de um dos seus maiores sucessos, “ainda gosto dela”. Um show para você rever, curtir, apreciar e sonhar.

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POESIA: “PRU QUE”, POR ROLANDO BOLDRIN

Na nossa última publicação do ano de 2022, aqui na coluna POESIA do Blog do Saber vamos encerrar o ano com mais uma espetacular interpretação desse incrível apresentador, ator, compositor, cantor, prosador e poeta Rolando Boldrin, onde declama “Pru que”, um poema de Pompílio Diniz, no seu programa Sr. Brasil. Então convido você a assistir, curtir e apreciar essa extraordinária performance!

Fonte:

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DICA DE LIVRO: CONVERSANDO COM DEUS DE NEALE DONALD WALSCH

Nesta última quarta-feira especial do mês de dezembro e última quarta-feira do ano de 2021 a nossa DICA DE LIVRO, aqui no Blog do Saber é Conversando com Deus de Neale Donald Walsch. Em Conversando com Deus, temos acesso a um instigante diálogo sobre os maiores problemas que afligem a humanidade e o autor revela como essa conversa foi – e é – possível. Ao mesmo tempo profundo e descontraído, esse diálogo terreno e divino se transformou em uma série de enorme sucesso internacional, que foi traduzida para mais de trinta idiomas, vendeu 7,5 milhões de exemplares e ficou mais de noventa semanas na lista dos mais vendidos do New York Times. Portanto não perca essa oportunidade de mudar substancialmente a sua vida e leia já esse Best Seller.

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CRÔNICAS: EU SEI, MAS NÃO DEVIA, POR MARINA COLASANTI

A nossa coluna CRÔNICAS desta quarta-feira trás um texto cujo título é “Eu sei, mas não devia”. 

A crônica de Marina Colasanti convida o leitor a refletir sobre a sociedade de consumo, sobre como lidamos com as injustiças presentes no mundo e sobre a velocidade do tempo em que vivemos, que nos obriga a avançar sem apreciar o que está ao nosso redor.

Ao longo dos parágrafos vamos nos dando conta de como nos acostumamos com situações adversas e, em determinado momento, passamos a operar no automático. O narrador dá exemplos de pequenas concessões progressivas que vamos fazendo até, afinal, ficarmos numa situação de tristeza e esterilidade sem sequer nos darmos conta.

Eu sei, mas não devia, de Marina Colasanti (texto completo e análise)

Rebeca Fuks
Rebeca Fuks
Doutora em Estudos da Cultura

A crônica Eu sei, mas não devia, publicada pela autora Marina Colasanti (1937) no Jornal do Brasil, em 1972, continua nos cativando até os dias de hoje.

Ela nos lembra de como, muitas vezes, deixamos as nossas vidas se esvaziarem acomodados numa rotina repetitiva e estéril que não nos permite admirar a beleza que está a nossa volta.

Eu sei, mas não devia – texto completo

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

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ESCRITORA MINEIRA OCUPA SEGUNDO LUGAR NO RANKING DE LIVRO DE FICÇÃO MAIS VENDIDO NO BRASIL

Quem é Carla Madeira, a segunda escritora mais lida no Brasil em 2021

Com seu livro de estreia “Tudo É Rio”, publicado em 2016 e relançado neste ano, a escritora mineira cria um “livro-viral” sobre um triângulo amoroso formado por uma prostituta e um casal

Adriana Del Ré

colaboração para a CNN

Carla Madeira, a segunda autora mais lida de 2021 lançou seu livro "Tudo É Rio" em 2014Carla Madeira, a segunda autora mais lida de 2021 lançou seu livro “Tudo É Rio” em 2014Cris Cortez/Divulgação

No ranking dos livros de ficção mais vendidos de 2021, um título em especial tem chamado a atenção. Logo atrás de “Torto Arado”, grande sucesso editorial, do baiano Itamar Vieira Junior, que vendeu mais de 200 mil exemplares, “Tudo é Rio”, da mineira Carla Madeira, ocupa o segundo lugar, com mais de 40 mil exemplares vendidos.

O título é um relançamento. Ele foi lançado a primeira vez em 2014, pela editora Quixote, e este ano voltou ao mercado sob a chancela de uma grande editora, a Record. Na nova casa, Carla Madeira lançou este ano seu terceiro livro, “Véspera”, e ainda vai relançar, em 2022, o segundo título, “A Natureza da Mordida”, que atualmente está esgotado.

“’Tudo é Rio’ já vinha fazendo essa trajetória de ficar entre os primeiros lugares, mas era meio pontual. Agora isso consolidou em termos de Brasil, com o lançamento pela Record”, diz Carla Madeira, em entrevista à CNN.

Nome forte na área de publicidade em Belo Horizonte, a autora mineira de 57 anos migrou da pequena Quixote para a Record a convite da vice-presidente da editora, Roberta Machado.

“Quando li ‘Tudo é Rio’, percebi na hora que era um ‘livro-viral’, do tipo que quem lê precisa desesperadamente de mais pessoas lendo para poder comentar, sofrer junto. Esse tipo de obra se beneficia muito do poder de distribuição e de divulgação de uma editora grande. Você precisa esbarrar por ele em todo canto do país”, explica Roberta, ao falar sobre decisão de contratar Carla.

Roberta afirma que não é tão raro um livro ser relançado no mercado com sucesso de vendas. No caso da próprio grupo, ela cita o caso de Eduardo Spohr, que já era autopublicado bem-sucedido, mas que, depois de entrar para a editora – e contar com sua estrutura de divulgação e distribuição –, alcançou a marca de 1 milhão de livros vendidos.

“Carina Rissi também teve esse efeito quando entrou na ‘Verus’. Lembro também quando relançamos ‘O Leitor’, de Bernard Schlink, para a ocasião do lançamento do filme com a Kate Winslet. Lya Luft é outro bom exemplo que estourou”, complementa.

Mulheres na Literatura

“Tudo é Rio” tem uma história potente, poética, imagética. Centra-se no triângulo amoroso formado pela prostituta Lucy, a mais requisitada da cidade e que adora sexo, e o casal Dalva e Venâncio, cuja vida é marcada por uma tragédia. Com forte protagonismo feminino, o livro traz questões ligadas à família, abuso, violência doméstica.

Na construção de personagens longe de serem maniqueístas, a autora se aprofunda na complexidade deles e nos extremos que regem suas vidas, como amor e ódio, acolhimento e abandono, felicidade e desencanto.

O livro começou a ser escrito por Carla no final dos anos 1990, quando uma situação dramática envolvendo Dalva e Venâncio paralisou sua escrita, que foi só retomada 14 anos depois, de forma intensa. Em “A Natureza da Mordida” e “Véspera”, a autora volta a investir em histórias instigantes protagonizadas por personagens femininas.

O sucesso de Carla Madeira faz a escritora Dirce Waltrick do Amarante destacar um aspecto importante no atual mercado editorial quando se fala em autoras mulheres. “Tivemos muitos lançamentos de livros escritos por mulheres (muitos também traduzidos por mulheres). Parece que nós, mulheres, estamos começando a ficar interessadas em nos ouvir, saber o que pensamos e o que e como escrevemos”, avalia Dirce. “A propósito das mulheres na literatura, as cinco finalistas do prêmio Jabuti na categoria poesia deste ano foram mulheres”, completa.

A seguir, Carla Madeira fala sobre o sucesso de “Tudo é Rio”, que em breve vira série com a ajuda do ator e diretor Murilo Benício, os percalços que enfrentou ao escrevê-lo e como uma publicitária de formação como ela virou escritora sem planejar:

CNN Brasil: Como é ver seu livro de estreia, ‘Tudo é Rio’, que foi lançado há 7 anos, estar na lista de mais vendidos de 2021?

Carla Madeira: É uma superalegria, dá um contentamento enorme perceber que o livro está fazendo sentido para as pessoas, está tendo ressonância. Por isso, costumo dizer que a coisa mais importante é a experiência do processo criativo, porque, a partir do momento que você coloca o livro no mundo, não sabe mais como vai ser. Cada pessoa vai ler com seus recursos, com sua visão.

Então, é um acontecimento muito bacana você ver que o livro está produzindo uma inquietação, um desejo de compartilhar. Isso é uma coisa que é da história de ‘Tudo é Rio’: ele está entre os mais vendidos muito por causa do boca a boca, porque uma pessoa que lê vive uma experiência que ela quer compartilhar.

Que tipo de gatilhos você acha que essa história desperta nas pessoas?

Tem uma questão que é colocada que é o tempo emocional que a gente tem diante de uma agressão. De você perceber essas camadas, essa possibilidade do bem e do mal que convive dentro da gente. A gente tem essas potências de violência e afeto, de perdoar, de vingar. A questão de que pode-se perdoar o imperdoável, o que significa isso.

Compreender que perdoar não é o contrário de punir, que você pode perdoar, mas isso não libera o agressor da punição. Ficar presa a uma história de amor que é também uma história de violência. E pensar: existe amor quando existe violência? Então, acho que todas essas questões vêm à tona, só que percebo claramente que o livro tem camadas.

Então, por exemplo, tem a questão da sexualidade, que é uma questão tão difícil às vezes, da mulher nesse lugar do desejo explícito. Embora Lucy tenha uma sexualidade muito fálica, muito do controle, acho que ela expressa esse gatilho: por que a mulher não pode estar nesse lugar do prazer pelo prazer? Ela coloca essa discussão.

As pessoas têm empatia pela prostituta Lucy?

Percebo que ela vai se humanizando ao longo da história. Ela não quer compaixão de ninguém, então ela passa por esse lugar até que entende que a sexualidade, esse controle via sexualidade, não pode tudo. Ela não pode com essa dor dela do não amor, de ter perdido a mãe e o pai, de ter encontrado uma tia que não a fez sentir incluída nem amada. Então, ela vai revelando essa fragilidade. É esse lugar não maniqueísta, ela não é só isso, ela também é uma figura complexa com suas dores, suas carências.

Acho que sim. Eu e (ator e diretor) Murilo Benício temos tido conversas já tem um tempo. Estamos tentando fazer acontecer. Estamos vivendo uma situação de muita mudança nessa coisa de produção, governo, pandemia, que deu uma fragilizada imensa neste momento. Então, as coisas estão mais lentas do que a gente gostaria. Mas existe essa conversa.

A partir de “Tudo é Rio”, como você vê sua escrita em “A Natureza da Mordida” e “Véspera”?

Quando lancei “Tudo é Rio”, meu primeiro livro, foi um jorro. Fiquei 14 anos meio paralisada, sem escrever, depois que escrevi a cena do Venâncio com o bebê (momento trágico do livro). Voltei ao livro, eliminei todo uma primeira parte que existia e comecei daquilo que tinha me paralisado por tanto tempo: seja lá o que for, é aqui que eu quero mergulhar.

É um livro muito transbordamento, levei oito meses escrevendo num fluxo insano de produção. Quando terminei, falei: não vou escrever outro livro. Não tinha mais nada dentro. Mas aí quando comecei a me interessar a escrever “A Natureza da Mordida”, eu tinha muito claro que queria outra história, outra linguagem. Eu queria uma linguagem menos poética, outro tipo de narrativa.

O livro tem dois narradores diferentes, vozes diferentes. É um livro muito diferente de “Tudo é Rio”. E foi muito legal perceber que, em momento nenhum, eu me preocupei em repetir “Tudo é Rio”, porque ele estava se mostrando um sucesso. Entendi que a coisa mais importante é proteger meu processo criativo. Não posso nem me encantar muito com os elogios nem me perturbar muito com as críticas.

O importante para mim, o lugar que a literatura tem para mim, tem a ver com conseguir fazer esses mergulhos, muito no meu interior, acessando questões que são de profundo afeto para mim. E eu tenho conseguido fazer isso.

E com “Véspera”?

Engraçado como “Véspera” foi mais difícil de proteger, por causa da pandemia. A pandemia foi uma intromissão muito forte num certo silêncio que eu preciso para entrar nesse outro lugar. O silêncio para escuta. Então, com a pandemia, as minhas emoções estavam muito misturadas: meu marido é uma pessoa de risco para Covid-19; a minha mãe, mais velha; minha empresa tem 90 pessoas e, em uma semana, a gente colocou todo mundo em casa.

Um processo de aprendizado muito violento e muito intelectual. Não era uma coisa física, era uma coisa na cabeça. Isso foi muito barulhento. Na hora que você para e se propõe estar em outro lugar, na pele de outras pessoas, tentando entender como elas lidariam com determinadas situações, estava muito difícil eu sair da jogada e deixar aquela personagem tomar forma. Saí muito cansada, mais do que em ‘Tudo é Rio’. É outra natureza de cansaço.

Você chegou a cursar matemática e largou a faculdade para fazer Jornalismo e Publicidade. Como a literatura se torna algo “profissional”?

A literatura é tão mais do que isso, é tão mais eu com a vida. E graças a Deus, por não depender da literatura para viver, isso me dá uma liberdade enorme para produzir, experimentar. Isso é um lugar de privilégio. Mas a história é que venho de uma família de matemáticos. Meu pai é matemático, meus irmãos todos são da área de exatas.

Mas também é uma família de muita música, muita arte. Meu pai era um intelectual e minha mãe mal completou o primário, mas era uma artista, de olhar para nuvem, fazer poesia, criou a gente cantando. Então, eram duas energias tão fortes para mim e eu cresci gostando muito dessas coisas.

Minha paixão pela palavra veio através da música e não pela literatura. Foi Chico Buarque, Caetano, Gil, Clube da Esquina. Passei a adolescência tendo banda, fazendo show, cantando em bar, achando que eu ia ser cantora. E, quando chegou a hora de decidir qual curso superior eu iria fazer, como eu gostava de matemática e existia o temor na minha que eu fosse totalmente artista, fui para a matemática. Fiz dois anos e meio. Um dia, cheguei em casa e disse que não ia mais fazer. Fui para a comunicação. A publicidade usa todas as linguagens artísticas: a música, o cinema, a literatura. Eu fazia roteiro para filme, muitos tipos de textos. Isso me deu um treino de síntese, imagético, e acho que a minha literatura se beneficiou com isso.

E como entra seu primeiro livro nisso?

Só virou um livro pela paixão, pelo arrebatamento do processo criativo. Não foi uma decisão fazer um livro. Fui fazendo um livro, porque me encantei por aquilo. Até que cheguei à cena de Venâncio com o filho e me paralisou.

Percebi que era mais que só o prazer de exercitar a linguagem, escolher a palavra. Veio a porrada no sentido de: isso aqui também é outra coisa muito potente, tem uma dor que está vindo. Diante daquela cena, eu não sabia sair dela. Senti uma dor tão louca, um susto tão grande de ser capaz de imaginar aquilo.

Eu estava tentando engravidar na época (ela é mãe de dois filhos), e foi assim uma coisa tão sem saída que larguei para lá. Fiquei parada por 14 anos. Quando retomei o livro, eliminei a primeira parte e comecei o livro com a história da Lucy. Voltei no capítulo 4, que é um capítulo de uma palavra só, escrito “Dor”. Foi quase que um ritual de passagem. Como se eu tivesse colocado um ponto nisso e falado: agora vou encarar.

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MUSICAL: SKANK INTERPRETANDO JACK TEQUILA NO ESPECIAL SKANK

Nesta terça-feira vamos continuar com a nossa homenagem no ESPECIAL SKANK exibindo um Videoclipe da música Jackie Tequila, extraído do DVD “Multishow ao Vivo – Skank no Mineirão”, que está disponível nas melhores lojas de todo Brasil. Então vamos curtir e apreciar!

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POESIA: COCO DO PÉ DE MANGA, POR JESSIER QUIRINO

Terça-feira é dia de POESIA aqui no Blog do Saber e hoje nós vamos com Jessier Quirino, esse poeta genial, interpretando “Coco do pé de manga”, ao vivo no espetáculo Vizinhos de Grito. Então se acomode ai na sua poltrona, assista, curta e aprecie muito!

Fonte:

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POESIA:DURANTE, POR ALLAN DIAS CASTRO

O destaque desta sexta-feira, aqui na coluna POESIA é o texto “Só por hoje”, tirado direto da página 19 do livro de Allan Dias Castro “A Monja e o Poeta”, no capítulo sobre o AGORA. Ele fala que: “O TEXTO QUE ME SALVOU NESSE ANO INTEIRO , UM DIA DE CADA VEZ. A frase final no quadro marcou bastante também, e lembrar dela diariamente será minha busca para 2022”. Então assista o grande poeta declamando essa maravilha de poesia!

Fonte:

 

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MUSICAL: A SUPERBANDA SKANK INTERPRETA “VAMOS FUGIR” NO ESPECIAL SKANK

Em show antológico no Mineirão a superbanda Skank interpreta um dos seus maiores sucessos “Vamos Fugir” e você vai assistir, curtir e apreciar muito, aqui na série ESPECIAL SKANK do Blog do Saber. Então comece a sua quinta-feira em alto estilo ouvindo esse espetáculo de música!

Fonte:

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MUSICAL: SKANK INTERPRETA “ALGO PARECIDO” NO ESPECIAL SKANK

Nesta segunda-feira estamos iniciando mais uma homenagem aqui na coluna MUSICAL. Desta vez estamos homenageando uma das maiores bandas brasileiras no ano de encerramento das suas atividades no ESPECIAL SKANK. Iniciando com um dos seus grandes sucessos numa apresentação no programa Altas Horas da rede Globo. Então vamos curtir muito!

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MUSICAL: TIM MAIA IN CONCERT COMPLETO NO ESPECIAL TIM MAIA

Sábado é dia de PLAYLIST aqui na coluna MUSICAL e hoje você vai assistir, curtir, apreciar e relembrar um dos grandes shows completo desse ícone da MPB no ESPECIAL TIM MAIA na virada de 1997-1998. Então comece muito bem o seu sabadão em alto estilo.

Fonte:

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MUSICAL: TIM MAIA INTERPRETA “SOSSEGO” NO ESPECIAL TIM MAIA

Num show ao vivo espetacular o Rei da ginga e do soul brasileiro interpreta “Sossego”, no ESPECIAL TIM MAIA, aqui no Blog do Saber. Então convido você a rever, relembrar e reviver os bons momentos desse ícone da MPB e uma das maiores vozes de todos os tempos.

Fonte:

 

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CRÔNICAS: DOIS MAIS DOIS, POR LUIS FERNANDO VERÍSSIMO

Continuando a série de 06 CRÔNICAS engraçadas do sensacional cronista brasileiro Luis Fernando Veríssimo, nesta edição estamos publicando a 5ª crônica “Dois mais dois”, uma história instigante, curiosa e perspicaz. Então convido você a ler esse conto maravilhoso que merece o nosso aplauso!

 

5. Dois mais dois

O Rodrigo não entendia por que precisava aprender matemática, já que a sua minicalculadora faria todas as contas por ele, pelo resto da vida, e então a professora resolveu contar uma história.

Contou a história do Supercomputador. Um dia disse a professora, todos os computadores do mundo serão unificados num único sistema, e o centro do sistema será em alguma cidade do Japão. Todas as casas do mundo, todos os lugares do mundo terão terminais do Supercomputador. As pessoas usarão o Supercomputador para compras, para recados, para reservas de avião, para consultas sentimentais. Para tudo. Ninguém mais precisará de relógios individuais, de livros ou de calculadoras portáteis. Não precisará mais nem estudar. Tudo que alguém quiser saber sobre qualquer coisa estará na memória do Supercomputador, ao alcance de qualquer um. Em milésimos de segundo a resposta à consulta estará na tela mais próxima. E haverá bilhões de telas espalhadas por onde o homem estiver, desde lavatórios públicos até estações espaciais. Bastará ao homem apertar um botão para ter a informação que quiser.

Um dia, um garoto perguntará ao pai:

– Pai, quanto é dois mais dois?
– Não pergunte a mim – dirá o pai -, pergunte a Ele.

E o garoto digitará os botões apropriados e num milésimo de segundo a resposta aparecerá na tela. E então o garoto dirá:

– Como é que sei que a resposta é certa?
– Porque Ele disse que é certa – responderá o pai.
– E se Ele estiver errado?
– Ele nunca erra.
– Mas se estiver?
– Sempre podemos contar nos dedos.
– O quê?
– Contar nos dedos, como faziam os antigos. Levante dois dedos. Agora mais dois. Viu? Um, dois, três, quatro. O computador está certo.
– Mas, pai, e 362 vezes 17? Não dá para contar nos dedos. A não ser reunindo muita gente e usando os dedos das mãos e dos pés. Como saber se a resposta d’Ele está certa? Aí o pai suspirou e disse:
– Jamais saberemos…

O Rodrigo gostou da história, mas disse que, quando ninguém mais soubesse matemática e não pudesse pôr o Computador à prova, então não faria diferença se o Computador estava certo ou não, já que a sua resposta seria a única disponível e, portanto, a certa, mesmo que estivesse errada, e… Aí foi a vez da professora suspirar.

Nessa crônica curta, Veríssimo explora a inocência e sagacidade infantil.

Aqui, o escritor exibe uma situação na qual há toda uma narrativa imaginada por uma pessoa adulta – a professora, no caso – usada como recurso pedagógico para “convencer” seu aluno da importância de aprender a fazer contas.

Entretanto, a expectativa da professora é frustrada pela fala da criança, que chega a conclusões que fogem do esperado.

Assim, temos um texto com humor leve que nos leva a pensar em como as crianças muitas vezes são imprevisíveis e perspicazes.

Fonte: Cultura Geral

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POESIA: SENHOR DOUTOR, POR PATATIVA DO ASSARÉ

Nesta terça-feira, aqui na coluna POESIA, a nossa homenagem vai para o grande poeta cearense Patativa do Assaré, numa apresentação no Festival Massafeira 1979. “O festival foi responsável pelo lançamento de Patativa no mundo fonográfico, em que fez um enorme sucesso com sua poesia autenticamente popular e de forte crítica social”. Desta feita ele declama “Senhor Doutor”.

Fonte:

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MUSICAL: TIM MAIA INTREPRETANDO “DO LEME AO PONTAL” NO ESPECIAL TIM MAIA

Nesta segunda-feira estamos começando a série ESPECIAL TIM MAIA inaugurando com um grande sucesso seu “Do Leme ao Pontal” na turnê “Tim Maia in Concert” em 1989. Então vamos vibrar e curtir muito juntos as músicas maravilhosas e o carisma desse monstro imortal da MPB.

Fonte:

Tim Maia
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MUSICAL: PLAYLIST INCRÍVEL COM 72 MÚSICAS PARA ENCERRAR O ESPECIAL ADELE

Como todos que frequentam esse blog já sabem, sábado é dia de PLAYLIST. E como neste sábado estamos encerrando a série ESPECIAL ADELE estamos dando um bonus com 72 grandes sucessos dessa cantora incrível. Então aproveite para curtir muito nesse sabadão!

Fonte:

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TOTALMENTE REQUALIFICADO BECO DA LAMA SERÁ ENTREGUE A POPULAÇÃO DE NATAL NESTA SEXTA-FEIRA (10)

Obra de requalificação do Beco da Lama será entregue nesta sexta-feira

Redação / Portal da Tropical

 Atualizado em:

Foto: Alex Régis / Prefeitura de Natal

O Beco da Lama, reduto cultural e boêmio do Centro Histórico de Natal, terá sua obra de requalificação e melhorias, realizada pela Prefeitura de Natal, entregue nesta sexta (10), às 18h, com presença do prefeito Álvaro Dias. No momento, haverá ação de grafite.

De acordo com o Município, o investimento da Prefeitura de Natal e a troca do calçamento do passeio, execução de serviços de drenagem, esgotamento sanitário, instalações hidráulicas, elétricas e retirada de quase toda a posteação e toda fiação subterrânea.

Na parte artística, novos grafites de 17 artistas potiguares, selecionados através de Seleção Pública.

O Beco da Lama escrita recentemente o título de Patrimônio Cultural da capital potiguar, reunindo não só o logradouro principal, a rua Vaz Gondim, como também um aglomerado de ruas nos arredores.

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POESIA: OUÇA A VOZ DO CORAÇÃO, POR BRÁULIO BESSA

Nesta sexta-feira você vai começar o dia ouvindo a acolhedora poesia de Bráulio Bessa, que mais uma vez nos faz refletir sobre o óbvio que muitas vezes a gente deixa passar: a importância de ouvir a voz do coração! É importante, claro, considerar a opinião de pessoas que tem autoridade afetiva sobre nós, mas nosso coração tem sabedoria suficiente para nos ajudar a tomar as melhores decisões. Ouça o poema, ouça de novo e de novo até se conscientizar desta verdade que pode facilitar muito a sua vida daqui para frente… Namastê!

Fonte:

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EM CONFORMIDADE COM A PRIMEIRA EDIÇÃO (1900) LIVRO HORTO DA POETISA AUTA DE SOUZA SERÁ RELANÇADO EM NATAL

Por g1 RN

 

Livro 'Horto', da poetisa Auta de Souza, é relançado em Natal — Foto: DivulgaçãoLivro ‘Horto’, da poetisa Auta de Souza, é relançado em Natal — Foto: Divulgação

O folclorista Câmara Cascudo referia-se à conterrânea Auta de Souza como “a maior poetisa mística do Brasil”. A célebre potiguar deixou um único livro, “Horto”. Desde então, o livro de poemas foi mutilado por várias alterações nas edições que sucederam a primeira, a ponto de comprometer a originalidade da obra da jovem poetisa que nasceu em Macaíba, cidade da Grande Natal.

Foi por essa razão que Carlos Castim e Fábio Fidelis, em trabalho de arqueologia literária, dedicaram-se a reescrevê-lo, de maneira fidedigna à primeira edição de 1900, a única lida, aceita e abraçada por Auta de Souza.

Depois de três anos de pesquisa, o lançamento de “Horto – Poemas originais de Auta de Souza em conformidade com a primeira edição (1900)” será nesta sexta-feira (10), às 19h, na Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANRL), em Natal.

Publicada originalmente em 1900, a obra apresenta erros de diagramação e descuidos editoriais, o que incomodava o advogado, músico, compositor e poeta Carlos Castim. Diante dessa realidade, ele se juntou ao advogado e professor universitário Fábio Fidelis para se dedicar à pesquisa da obra autaniana.

A primeira edição do livro foi prefaciada por Olavo Bilac, e seus exemplares esgotaram-se em poucos meses. A obra aborda frustração amorosa, religiosidade, perdas familiares e tuberculose, e foi recebida com elogios pela crítica literária à época.

Auta de Souza nasceu em 1876, antes da abolição da escravatura no Brasil, em 1888. “Naquela conjuntura social, ela conseguiu, mesmo sendo mulher e negra, ser reconhecida pela sua qualidade literária”, destaca Castim, acrescentando que, após a morte da autora, aos 24 anos, muitos de seus poemas foram alterados, sobretudo a partir da segunda edição.

“Esse trabalho envolveu uma cuidadosa pesquisa de todas as edições já lançadas no mercado, além dos manuscritos, ‘Dhálias’ e ‘Horto’. O resultado consiste numa edição pequena e numerada. A sensação é estar em posse da primeira edição, de 1900, com a diferença de ser acrescida de notas informativas sobre cada poema alterado, além de pequenos comentários de Câmara Cascudo extraídos da biografia ‘Vida Breve de Auta de Souza’ alusivos aos referidos cânticos”, concluiu Castim.

O projeto conta com patrocínio do cemitério, crematório e funerária Morada da Paz, e toda a renda obtida com a venda dos livros será integralmente destinada às seguintes instituições: Comunhão e Caridade Ave Luz, em Natal, e Fundação Lar Celeste Auta de Souza, em Macaíba.

A Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL) fica na Rua Mipibu, 443, Petrópolis.

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CRÔNICAS: CUIA, POR FERNANDO VERÍSSIMO

Na coluna CRÔNICAS desta quarta-feira estamos apresentando a 3ª de uma série de 6 crônicas de um dos maiores cronistas brasileiro, Luis Fernando Veríssimo, que é um escritor gaúcho reconhecido por suas famosas crônicas. O pequeno texto a seguir faz parte do livro O analista de Bagé (1981), no qual o escritor apresenta como protagonista um psicanalista gaúcho que não leva jeito para cuidar da saúde mental das pessoas e se transformou no seu principal e mais famoso personagem. Então vamos curtir e apreciar Cuia, uma das obras primas desse gênio da literatura brasileira.

3. Cuia

Lindaura, a recepcionista do analista de Bagé ― segundo ele, “mais prestimosa que mãe de noiva” ―, tem sempre uma chaleira com água quente pronta para o mate. O analista gosta de oferecer chimarrão a seus pacientes e, como ele diz, “charlar passando a cuia, que loucura não tem micróbio”. Um dia entrou um paciente novo no consultório.

― Buenas, tchê ― saudou o analista. ― Se abanque no más.
O moço deitou no divã coberto com um pelego e o analista foi logo lhe alcançando a cuia com erva nova. O moço observou:
― Cuia mais linda.
― Cosa mui especial. Me deu meu primeiro paciente. O coronel Macedônio, lá pras banda de Lavras.
― A troco de quê? ― quis saber o moço, chupando a bomba.
― Pues tava variando, pensando que era metade homem e metade cavalo. Curei o animal.
― Oigalê.
― Ele até que não se importava, pues poupava montaria. A família é que encrencou com a bosta dentro de casa.
― A la putcha.
O moço deu outra chupada, depois examinou a cuia com mais cuidado.
― Curtida barbaridade. ― Também. Mais usada que pronome oblíquo em conversa de professor.
― Oigatê.
E a todas estas o moço não devolvia a cuia. O analista perguntou:
― Mas o que é que lhe traz aqui, índio velho?
― É esta mania que eu tenho, doutor.
― Pos desembuche.
― Gosto de roubar as coisas.
― Sim.
Era cleptomania. O paciente continuou a falar, mas o analista não ouvia mais.
Estava de olho na sua cuia.
― Passa ― disse o analista.
― Não passa, doutor. Tenho esta mania desde piá.
― Passa a cuia.
― O senhor pode me curar, doutor?
― Primeiro devolve a cuia.

O moço devolveu. Daí para diante, só o analista tomou chimarrão. E cada vez que o paciente estendia o braço para receber a cuia de volta, ganhava um tapa na mão.

O pequeno texto faz parte do livro O analista de Bagé (1981), no qual o escritor apresenta como protagonista um psicanalista gaúcho que não leva jeito para cuidar da saúde mental das pessoas.

Isso porque o personagem é bastante rude e grosseiro, expondo em forma de caricatura algumas características e esteriótipos associados ao homem do sul do país. O que dá o tom surpreendente e risível da história é o contraste entre a personalidade e a profissão do homem, pois para ser um terapeuta deve-se ter tato e compreensão, o que definitivamente o analista de Bagé não tem.

No diálogo podemos observar algumas palavras típicas do vocabulário gaúcho, como “piá” (menino), “charlar” (conversar), “oigalê” e “oigatê” (que denotam espanto e surpresa). A “cuia”, que dá o nome ao texto, é o nome do recipiente usado para beber o chá mate, muito comum entre os gaúchos.

Esse personagem é o mais conhecido de Luis Fernando Veríssimo, contribuindo para tornar suas crônicas famosas.

Laura Aidar
Laura Aidar
Arte-educadora e artista visual

Fonte: Cultura Genial

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INICIADA EM 2018 REFORMA DA PINACOTECA DE NATAL FOI CONCLUÍDA

Por g1 RN

 

Pinacoteca do Estado foi reformada e será reinaugurada neste sábado (4) — Foto: Elisa ElsiePinacoteca do Estado foi reformada e será reinaugurada neste sábado (4) — Foto: Elisa Elsie

O prédio da Pinacoteca do Estado (antigo Palácio Potengi e sede do Governo), localizado no bairro da Cidade Alta, em Natal, foi restaurado e será reaberto neste sábado (4). Foram investidos pelo governo do Rio Grande do Norte R$ 6,4 milhões na reforma.

Para marcar a data, a partir das 17h, em palco armado em frente ao prédio, nas proximidades da Praça Sete de Setembro, haverá shows das bandas Skarimbó, Luísa e os Alquimistas e Cordel do Fogo Encantado, de Pernambuco, que retorna às atividades nesta apresentação.

A entrada será gratuita com obrigatoriedade do uso de máscara e apresentação de passaporte vacinal.

A Fundação José Augusto (FJA) também preparou uma exposição para reapresentar o espaço para o público. O acervo da Pinacoteca composto por cerca de 60 obras de artistas históricos como Newton Navarro, Maria do Santíssimo, Abraham Palatinik, Dorian Gray Caldas, Zaíra Caldas, além de artistas jovens convidados, ficará em cartaz até abril de 2022.

A mostra do acervo da Pinacoteca ficará aberta ao público de terça a domingo, no horário das 8h às 16h30.

A curadoria é assinada por Sofia Bauchwitz, Sanzia Pinheiro e Diego Souza, sob a coordenação do artista visual João Natal.

Obras

Iniciada em 2018, a reforma da Pinacoteca contou com adaptações de acessibilidade (rampas e elevador) que beneficiam entradas principais, banheiros e escadas; novo projeto central de climatização e de sonorização; sistema de câmeras de segurança instalado; instalações elétricas e hidráulicas renovadas de sistema combate a incêndio atualizado; assim como os serviços de esgoto e de destino de águas pluviais.

O prédio é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e, por isso, exigiu restauro especializado e serviços mais detalhados como os de revestimento e recuperação de esquadrias, louças, metais e acessórios.

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MUSICAL: ADELE INTERPRETA “EASY ON ME” LIVE AT THE NRJ AWARDS 2021 NO ESPECIAL ADELE

Na série ESPECIAL ADELE  estamos apresentando nesta sexta-feira mais um grande sucesso dessa incrível artista, com uma das vozes mais potentes que o mundo já conheceu, “Easy On Me”, em show ao vivo no NRJ Awards 2021. Uma apresentação impecável!

Fonte:

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CRÔNICAS: INCIDENTE NA CASA DO FERREIRO DE LUIS FERNANDO VERÍSSIMO

Na coluna CRÔNICAS desta quarta-feira estamos apresentando a 2ª de uma série de 6 crônicas de um dos maiores cronistas brasileiro, Luis Fernando Veríssimo, que é um escritor gaúcho reconhecido por suas famosas crônicas. Normalmente se utilizando do humor, no texto a seguir o autor se utiliza de jargões e ditados populares para construir histórias que versam sobre o cotidiano e as relações humanas. Então vamos curtir e apreciar Incidente na casa do ferreiro, uma das obras primas desse gênio da literatura.

Incidente na casa do ferreiro - YouTube

2. Incidente na casa do Ferreiro

Pela janela vê-se uma floresta com macacos. Cada um no seu galho. Dois ou três olham o rabo do vizinho, mas a maioria cuida do seu. Há também um estranho moinho, movido por águas passadas. Pelo mato, aparentemente perdido – não tem cachorro – passa Maomé a caminho da montanha, para evitar um terremoto. Dentro da casa, o filho do enforcado e o ferreiro tomam chá.

Ferreiro – Nem só de pão vive o homem.
Filho do enforcado – Comigo é pão, pão, queijo, queijo.
Ferreiro – Um sanduíche! Você está com a faca e o queijo na mão. Cuidado.
Filho do enforcado – Por quê?
Ferreiro – É uma faca de dois gumes.
(Entra o cego).
Cego – Eu não quero ver! Eu não quero ver!
Ferreiro – Tirem esse cego daqui!
(Entra o guarda com o mentiroso).
Guarda (ofegante) – Peguei o mentiroso, mas o coxo fugiu.
Cego – Eu não quero ver!
(Entra o vendedor de pombas com uma pomba na mão e duas voando).
Filho do enforcado (interessado) – Quanto cada pomba?
Vendedor de pombas – Esta na mão é 50. As duas voando eu faço por 60 o par.
Cego (caminhando na direção do vendedor de pombas) – Não me mostra que eu não quero ver.
(O cego se choca com o vendedor de pombas, que larga a pomba que tinha na mão. Agora são três pombas voando sob o telhado de vidro da casa).
Ferreiro – Esse cego está cada vez pior!
Guarda – Eu vou atrás do coxo. Cuidem do mentiroso por mim. Amarrem com uma corda.
Filho do enforcado (com raiva) – Na minha casa você não diria isso!
(O guarda fica confuso, mas resolve não responder. Sai pela porta e volta em seguida).
Guarda (para o ferreiro) – Tem um pobre aí fora que quer falar com você. Algo sobre uma esmola muito grande. Parece desconfiado.
Ferreiro – É a história. Quem dá aos pobres empresta a Deus, mas acho que exagerei.
(Entra o pobre).
Pobre (para o ferreiro) – Olha aqui, doutor. Essa esmola que o senhor me deu. O que é que o senhor está querendo? Não sei não. Dá para desconfiar…
Ferreiro – Está bem. Deixa a esmola e pega uma pomba.
Cego – Essa eu nem quero ver…
(Entra o mercador).
Ferreiro (para o mercador) – Foi bom você chegar. Me ajuda a amarrar o mentiroso com uma… (Olha para o filho do enforcado). A amarrar o mentiroso.
Mercador (com a mão atrás da orelha) – Hein?
Cego – Eu não quero ver!
Mercador – O quê?
Pobre – Consegui! Peguei uma pomba!
Cego – Não me mostra.
Mercador – Como?
Pobre – Agora é só arranjar um espeto de ferro que eu faço um galeto.
Mercador – Hein?
Ferreiro (perdendo a paciência) – Me dêem uma corda. (O filho do enforcado vai embora, furioso).
Pobre (para o ferreiro) – Me arranja um espeto de ferro?
Ferreiro – Nesta casa só tem espeto de pau.
(Uma pedra fura o telhado de vidro, obviamente atirada pelo filho do enforcado, e pega na perna do mentiroso. O mentiroso sai mancando pela porta enquanto as duas pombas voam pelo buraco no telhado).
Mentiroso (antes de sair) – Agora quero ver aquele guarda me pegar!
(Entra o último, de tapa-olho, pela porta de trás).
Ferreiro – Como é que você entrou aqui?
Último – Arrombei a porta.
Ferreiro – Vou ter que arranjar uma tranca. De pau, claro.
Último – Vim avisar que já é verão. Vi não uma mas duas andorinhas voando aí fora.
Mercador – Hein?
Ferreiro – Não era andorinha, era pomba. E das baratas.
Pobre (para o último) – Ei, você aí de um olho só…
Cego (prostrando-se ao chão por engano na frente do mercador) – Meu rei.
Mercador – O quê?
Ferreiro – Chega! Chega! Todos para fora! A porta da rua é serventia da casa!

(Todos se precipitam para a porta, menos o cego, que vai de encontro à parede. Mas o último protesta).
Último – Parem! Eu serei o primeiro.
(Todos saem com o último na frente. O cego vai atrás).
Cego – Meu rei! Meu rei!

Incidente na casa do ferreiro traz uma história cheia de referências a ditados populares brasileiros. É por meio dos provérbios que Luis Fernando Veríssimo faz um texto marcado pelo absurdo e pelo cômico.

Logo no início percebemos um narrador-observador que nos descreve o cenário em que se passa a história. O espaço-tempo já nos revela um ambiente ilógico e atemporal, onde águas passadas movem um moinho e macacos cuidam do seu próprio rabo, cada um no seu galho.

Os personagens principais são o “ferreiro” (fazendo alusão à “em casa de ferreiro o espeto é de pau”) e o “filho do enforcado” (referência de “em casa de enforcado não se fala em corda”).

Outros personagens vão surgindo aos poucos, como um cego, um vendedor, um guarda, um mentiroso, um coxo, um pobre, um mercador e o “último”. Todos eles estão relacionados a ditos populares e juntos na mesma narrativa criam uma atmosfera teatral e satírica.

Para melhor compreensão do texto, é esperado que o leitor tenha conhecimento dos provérbios citados. Por isso, a crônica se torna também uma espécie de “piada interna” para o povo brasileiro.

Para conhecer mais sobre provérbios, leia: Ditados populares e seus significados.

Fonte: Cultura genial

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MUSICAL: ADELE INTERPRETA “SKYFALL NO ESPECIAL ADELE

Segunda-feira é dia de ouvir música de qualidade aqui na coluna MUSICAL do Blog do Saber e dentro da série ESPECIAL ADELE trazemos um das músicas mais belas que ela já interpretou e tema do filme de 007, Skyfall na festa do Oscar de 2013. Então comece bem sua semana com mais uma pérola dessa fantástica cantora.

Fonte:

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VISANDO VALORIZAR A CULTURA NATALENSE O CONCURSO DE REDAÇÃO PROMOVIDO PELA CAMINHADA HISTÓRICA CHEGA À SUA TERCEIRA EDIÇÃO

Caminhada Histórica do Natal anuncia 3º Concurso de Redação

Redação / Portal da Tropical

 – Atualizado em: 

Foto: Internet

A Caminhada Histórica do Natal, evento que acontece no dia 18 de dezembro, promove uma série de concursos que visam promover e valorizar a cultura natalense. O Concurso de Redação, que chega à sua terceira edição, tem o intuito de despertar nos estudantes o interesse pela arquitetura, história, cultura e cidadania. Os participantes devem escrever um texto dissertativo-argumentativo, com o tema: Café Filho – das Docas ao Catete: a trajetória do natalense que chegou à presidência da República.

A participação está aberta a todos os estudantes regularmente matriculados no ensino fundamental das escolas – públicas e privadas – do município de Natal. A inscrição é gratuita e deve ser realizada, pela escola, obrigatoriamente, por meio do envio do trabalho digitalizado no formulário específico encontrado no site https://linklist.bio/vivaentretenimento em formato PDF para o e-mail caminhadahistoricadenatal@gmail.com, até o dia 07 de dezembro de 2021.

Os trabalhos envolvidos pela Comissão Julgadora, composta por três membros com notório sabre, indicado pela Viva Entretenimento LTDA: João Maria de Lima, professor e escritor; Padre João Medeiros Filho, escritor e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras; Anchella Monte, professora e escritora. Serão crítica os critérios de pertinência ao tema proposto, a criatividade do trabalho, a clareza no desenvolvimento das ideias e a correção ortográfica e gramatical do texto.

O resultado será divulgado até o dia 18 de dezembro. As três melhores redações renderão prêmios aos alunos e aos seus respectivos professores-orientadores. Para conferir o edital completo, acesse o site: https://linklist.bio/vivaentretenimento

O projeto tem patrocínio via incentivo fiscal da Lei Djalma Maranhão pela Prefeitura do Natal, Unimed Natal, Arena das Dunas, D Beach Resort, Plano Urbanismo. E pela Lei Câmara Cascudo via Governo do RN, Fundação José Augusto, Coca-Cola, CDA Distribuidora e Frigoiás. Apoio: Visite o Rio Grande do Norte. Realização: Viva Entretenimento.

A Caminhada Histórica faz parte do Natal em Natal, que vai até o dia 6 de janeiro de 2022, com uma série de shows e eventos que destacam a gastronomia e a cultura potiguar. O Natal em Natal é promovido pela prefeitura de Natal e reúne conjuntos em diversos pontos da cidade.

Dentre as presas estão o ponto turístico tradicional e de encontro dos natalenses, a Árvore de Mirassol, que reúne o espaço para o melhor do artesanato, da gastronomia e da música potiguar. Já o Natal Fest Gourmet teve início na quinta-feira (25) e vai até sábado (27) reunindo o melhor da gastronomia e da música na praça Ecológica de Ponta Negra, numa área ocupada por mil cadeiras, 10 atividades gastronômicas, palco para shows musicais e espaço infantil. Na Zona Norte de Natal, um dos projetos mais aguardados e celebrados é o Festival Garagem de Rua, projeto voltado para o cenário do rock alternativo que reúne bandas e artistas da Zona Norte. O projeto é patrocinado pela Prefeitura do Natal e é realizado no Espaço Jesiel Figueiredo, com infraestrutura total para as apresentações.

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MUSICAL: PLAYLIST FANTÁSTICA DE SÁBADO COM ADELE NO ESPECIAL ADELE

Sábado é dia de PLAYLIST e hoje você vai curtir uma SUPER PLAYLIST dentro da série ESPECIAL ADELE, com 42 dos seus maiores sucessos, todos ao vivo, começando por “Set Fire To The Rain. Então comece bem seu sabadão ouvindo música de qualidade.

Fonte:

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MUSICAL: ADELE INTERPRETA “ONE AND ONLY NO ESPECIAL ADELE

E nesta sexta-feira vamos seguindo com mais um ESPECIAL ADELE, aqui na coluna MUSICAL, onde ela apresenta “One and Only” no Festival de Glastonbury 2016. Momento especial e inesquecível. Por isso aproveite para reviver, curtir e apreciar, com letra e tradução.

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POESIA: DEFINIÇÃO DE SAUDADE, DE BRÁULIO BESSA

Aqui na coluna POESIA desta sexta-feira, você vai ouvir mais um belíssimo poema de Bráulio Bessa, onde homenageia Santana, o cantador, lembrando de um poema de Antônio Pereira que fala sobre “saudade” e o inspirou a escrever “definição de saudade”. Então ouça, curta e aprecie!

Fonte:

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