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CIÊNCIAS: GERADORES CRIAM ENERGIA A PARTIR DE ALGAS MARINHAS UTILIZANDO ONDAS SUBAQUÁTICAS

A energia renovável nem sempre se parece com algo criado a partir da natureza, mas certamente às vezes é inspirada pela natureza. Um protótipo de dispositivo de energia renovável modelado a partir de algas marinhas gera energia cinética enquanto flutua suavemente sob as ondas e criam energia a partir das ondas subaquáticas. Leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes desta incrível descoberta!

Estes geradores inspirados em algas marinhas criam energia das ondas subaquáticas

Um protótipo de dispositivo de energia renovável modelado a partir de algas marinhas gera energia cinética enquanto flutua suavemente sob as ondas.

Embora seja apenas um conceito comprovado, em escala suficientemente grande, os pequenos filamentos podem fornecer energia para alimentar os principais aparelhos elétricos em habitações costeiras, como bóias flutuantes, usinas costeiras, dispositivos submersos, equipamentos de monitoramento de água ou até mesmo um farol.

A energia renovável nem sempre se parece com algo criado a partir da natureza, mas certamente às vezes é inspirada pela natureza. Já existem painéis solares inteligentes que rastreiam o sol no céu como girassóis, “ pipas de maré ” que nadam como peixes, e agora essas tiras de algas marinhas geradoras de energia.

A maneira como eles geram energia é por meio de nanogeradores triboelétricos, ou (TENGs), que coletam o excesso de energia da transferência de elétrons de uma superfície para outra, como na eletricidade estática.

Após quatro anos, dois cientistas trabalhando para desenvolver uma fonte de alimentação que imitasse algas marinhas decidiram usar FEP, um copolímero usado para fazer tubos flexíveis em torno de cabos, e PET, um dos plásticos mais comuns, ambos revestidos com tinta condutora.

À medida que as ondas movem as TENGs de algas marinhas para frente e para trás, o revestimento é conectado e desconectado repetidamente, gerando eletricidade. Em um artigo recente descrevendo seu sucesso, os cientistas mostraram como apenas algumas dessas TENGs de algas marinhas foram capazes de alimentar uma série de 30 luzes LED .

Como eles não produzem calor, luz ou som, eles podem não ter nenhum impacto em seu ambiente marinho. Alguns geradores de energia das marés são grandes máquinas pesadas cheias de ângulos retos que o sal do mar pode morder, mas como eles balançam para frente e para trás sem esforço, suspeita-se que a corrosão seja baixa.

Minyi Xu, professor de engenharia marinha e pesquisador visitante do Instituto de Tecnologia da Geórgia que ajudou a desenvolver os TENGs de algas marinhas, estima que , desde que a energia subaquática seja suficiente para estimular os TENGs duas ou três vezes por segundo, uma fazenda de marés igual ao tamanho da Geórgia poderia atender às necessidades de energia de todo o mundo, e embora isso seja extremamente impraticável devido à infra-estrutura que seria necessária para transportar essa energia, digamos, Iowa, pode-se inferir que uma área muito menor de TENGs de algas marinhas poderia fornecer a energia de uma costa cidade.

Assista o vídeo para esta história abaixo.)

Fonte: Good News Network

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TECNOLOGIA: ESTUDANTE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO FOI PREMIADA PELO MINISTRO DA TECNOLOGIA PELA DESCOBERTA DE 25 ASTEROIDES PARA A NASA

Estudante brasileira descobre 25 asteroides para a Nasa com imagens de telescópio no Havaí

Verena Paccola explica em entrevista à CNN como funciona o processo e diz que colisão com a Terra é improvável

Layane Serrano

Renata Souza

da CNN *em São Paulo

 

A estudante da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Verena Paccola, foi premiada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, pela descoberta de 25 asteroides para a Nasa.

Depois de passar por um treinamento com cientistas da agência espacial dos Estados Unidos, a jovem brasileira de 22 anos passou a receber pacotes de imagens capturadas por um telescópio no Havaí.

“Eu analisava esse pacote de imagens. São quatro imagens piscadas em sequência para mim. Elas são tiradas com diferença de segundos entre cada uma. Então eu via se tinha alguma coisa se movendo”, explicou.

Quando notava a presença de algum objeto em movimento nas imagens, Verena fazia uma análise numérica para identificar se havia padrão de asteroide. Os relatórios da jovem eram enviados à Universidade de Harvard para confirmação da descoberta.

Dos 25 asteroides encontrados, um deles é raro. Categorizado como “asteroide fraco”, um dos achados de Verena faz parte de um grupo de objetos que podem colidir com a Terra.

A Nasa ainda estuda a órbita do asteroide para identificar a dimensão do objeto e se há possibilidade de colisão com o nosso planeta.

No entanto, Verena explica que “o espaço é muito gigante para o tamanho da Terra. Então a probabilidade de um asteroide colidir com a Terra e causar algum efeito é muito pequena”.

A estudante conta que sempre foi muito curiosa. Apesar de sua área de maior interesse ser a saúde, a jovem lembra que desde pequena gostava de observar o céu com um telescópio que possuía.

“Eu não trocaria a medicina por nada, mas agora que estou tendo mais estímulo na área espacial, vamos vendo. Uma medicina espacial, talvez, não sei”, avalia.

Verena recebeu medalhas, certificados e troféu do ministro Marcos Pontes na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada em Brasília.

Agora, a estudante se prepara para um treinamento presencial na Nasa. “Vamos ver se sai do papel para esse ano”, diz.

Verena pretende continuar a caça aos asteroides e está buscando candidatos interessados. “Eu estou recrutando pessoas no meu Instagram para fazer um treinamento em massa de quem tiver interesse e criar equipes para caçarmos asteroides esse ano juntos.”

Fonte: CNN

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BOAS NOTÍCIAS: UM TRANSPLANTE FANTÁSTICO E UMA CORAGEM MUITO MAIOR TRADUZIDO EM VIDA

Uma cirurgia de alto risco envolvendo o transplante do coração de um porco para um homem é o destaque desta quarta-feira, aqui na coluna BOAS NOTÍCIAS. Cirurgiões da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, fizeram um procedimento inédito no mundo. Eles transplantaram o coração de um porco geneticamente modificado em um homem que tem uma doença terminal e morreria sem o procedimento. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa fantástica operação.

Médicos fazem 1º transplante com coração de porco para humano

Pela primeira vez, médicos conseguiram fazer um transplante de coração de porco para um humano vivo.

A esperança dos cientistas é que esse tipo de tecnologia venha a abrir portas para facilitar os transplantes entre animais e humanos no futuro, diminuindo a fila de pessoas que precisam de um novo órgão.

O paciente, David Bennett, tem uma doença terminal e morreria sem o procedimento, por isso ele decidiu arriscar. A cirurgia, feita na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, durou oito horas.

O coração veio de um porco geneticamente modificado para não apresentar algumas substâncias que causam rejeição em humanos, além de outras características para encaixar perfeitamente no paciente. Os médicos comemoraram, mas com cautela.

“Está funcionando e parece normal. Estamos muito animados, mas não sabemos o que o amanha vai trazer. Isso nunca foi feito antes”, explica Bartley Griffith, diretor do programa de transplante da Universidade, em entrevista ao jornal The New York Times.

Em outubro de 2021, outro time de médicos americanos conseguiu fazer um transplante de fígado de porco para humano, mas o paciente estava com morte cerebral.

Procedimento de risco

O paciente David decidiu apostar no procedimento inédito por falta de opções.

“Eu quero viver. Sei que é um tiro no escuro, mas é minha última chance”, disse, antes do procedimento, aos profissionais envolvidos na cirurgia.

Ele já tinha esgotado todos os tratamentos possíveis e estava muito doente para se qualificar para um transplante tradicional.

Griffith, que é o responsável pelo estudo, conta que sugeriu o procedimento a David em dezembro, mas não sabia se o paciente estava entendendo como seria a cirurgia. “Foi quando ele perguntou se iria grunhir”, lembra o médico.

O filho de David também não acreditou que o pai estava falando sério quando contou sobre o coração de porco.

“Ele estava no hospital há mais de um mês, e eu sei que é normal que os pacientes entrem em delírio. Pensei que não havia chance de isso acontecer”, conta.

Durante a cirurgia, os médicos perceberam que o coração não cabia perfeitamente, e tiveram que fazer algumas modificações na hora para fazer o órgão funcionar corretamente.

David deve ser desligado da máquina na quinta-feira (13/1).

Segundo os médicos, o órgão está funcionando como esperado e, no momento, já faz a maior parte do trabalho. David está sendo monitorado para qualquer sinal de rejeição do órgão, e infecções.

Cautela

Apesar do sucesso, os médicos pedem cautela. É preciso acompanhar o desenvolvimento do paciente — David está acordado, mas ligado a uma máquina que ajuda o coração a bater corretamente, o que é normal para pessoas que passam por esse tipo de procedimento.

“É importante ter perspectiva e entender que demora muito tempo para amadurecer uma tecnologia como esta”, explica David Klassen, chefe médico da United Network for Organ Sharing, uma organização americana que promove os transplantes.

Com informações do Metrópoles

Fonte: Só Notícia Boa

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NA SUÉCIA HOMEM DE 71 FOI SOCORRIDO POR DRONE APÓS PARADA CARDÍACA

Suécia: drone ajuda a salvar vida de homem com parada cardíaca

Equipamento levou um desfibrilador para o paciente de 71 anos antes da chegada de uma ambulância

INTERNACIONAL 

Do R7

Drone oferece assistência para emergências médicas

REPRODUÇÃO/EVERDRONE

Um homem de 71 anos foi socorrido por um drone após ter uma parada cardíaca em Trollhättan, na Suécia. Os serviços de emergência do país começaram a usar o equipamento para ajudar os pacientes antes da chegada de uma ambulância ao local da emergência.

O drone cumpriu seu propósito de entrega de primeiros socorros em 9 de dezmbro de 2021. O equipamento pode ser muito útil para ajudar a salvar vidas em lugares menos acessíveis.

Em Trollhättan, o idoso foi socorrido primeiramente por um médico chamado Mustafa Ali, que estava dirigindo para o trabalho quando viu o paciente desmaiado. Ao verificar que o homem não tinha batimento cardíaco, o médico aplicou a técnica de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP).

Ali ecorreu ao serviço de emergência e, ao receber a ajuda, percebeu a mudança no atendimento: “poucos minutos depois, vi algo voando acima da minha cabeça. Era um drone com desfibrilador!”, relembrou, segundo a Everdrone, empresa que fornece os drones que ajudam em emergências médicas.

Desfibrilador, equipamento usado para retomar ritmo do coração

Desfibrilador, equipamento usado para retomar ritmo do coração

A Everdone aponta que esta foi a primeira vez que um drone ajudou a salvar a vida de um paciente que teve uma parada cardíaca súbita.

“Não consigo colocar em palavras o quanto sou grato a esta nova tecnologia e a entrega rápida do desfibrilador. Senão fosse pelo drone eu provavelmente não estaria aqui”, disse o paciente que se recuperou totalmente.

O serviço de drones pode atualmente ajudar 200 mil residentes na Suécia e deve se expandir para mais locais na Europa durante este ano.

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CIÊNCIAS: PESQUISADORES DESCOBREM QUE É POSSÍVEL IDENTIFICAR ANIMAIS EM UM ZOOLÓGICO PELA LEITURA DO DNA DO AR LOCAL

Um anova técnica permite identificar, através do DNA do ar os animais que habitam um determinado zoológico. Pesquisadores da Dinamarca e do Reino Unido identificaram uma variedade de animais do zoológico de Hamerton no Reino Unido. Leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes dessa novíssima técnica.

DNA em ar de zoológico permite identificar os animais que moram lá

Técnica permitiu a duas equipes diferentes, na Dinamarca e no Reino Unido, a identificação de uma grande variedade de animais do zoológico e seus arredores, até mesmo peixes ornamentais

Dingos (espécie de canídeo australiano) no zoológico de Hamerton, no Reino Unido, observam com curiosidade o equipamento de amostragem. Crédito: Elizabeth Clare

O ar em um zoológico está cheio de odores, desde os peixes usados ​​na alimentação até o estrume dos herbívoros que pastam, mas agora sabemos que também está cheio de DNA dos animais que vivem lá. Na revista Current Biology, dois grupos de pesquisa – um da Universidade de Copenhague (Dinamarca) e outro da Queen Mary University (Reino Unido) – publicaram estudos independentes de prova de conceito mostrando que, pela coleta de ar de um zoológico local, eles podem recolher DNA suficiente para identificar os animais nas proximidades. Essa pode ser uma ferramenta valiosa e não invasiva para rastrear a biodiversidade.

“Capturar DNA ambiental aerotransportado de vertebrados nos permite detectar até mesmo animais que não podemos ver estão lá”, disse a pesquisadora Kristine Bohmann, chefe da equipe da Universidade de Copenhague.

Animais terrestres podem ser monitorados de várias maneiras: diretamente, por câmera e observação pessoal, ou indiretamente, por aquilo que deixam para trás, como pegadas ou fezes. A desvantagem desses métodos é que eles podem envolver trabalho de campo intensivo e exigir que o animal esteja fisicamente presente. Por exemplo, monitorar animais pela câmera requer conhecimento de onde colocar as câmeras no caminho do animal, vasculhar milhares de fotos e, geralmente, um pouco de sorte.

Funcionamento surpreendentemente bom

“No início da minha carreira, fui para Madagascar na esperança de ver muitos lêmures. Mas, na realidade, raramente os vi. Em vez disso, eu principalmente ouvia-os pulando pela copa das árvores”, afirmou Bohmann. “Portanto, para muitas espécies, pode ser muito trabalhoso detectá-los por observação direta, especialmente se eles são esquivos e vivem em habitats muito fechados ou inacessíveis.”

“Em comparação com o que as pessoas encontram em rios e lagos, monitorar o DNA aerotransportado é muito, muito difícil, porque o DNA parece superdiluído no ar”, disse Elizabeth Clare, pesquisadora-chefe da equipe da Queen Mary University de Londres (Clare está agora na Universidade de York, em Toronto, Canadá). “Mas nossos estudos em zoológicos ainda não falharam para diferentes amostradores, genes, locais e abordagens experimentais. Tudo funcionou e surpreendentemente bem.”

Bohmann e Clare baseiam-se fortemente em suas pesquisas anteriores de monitoramento da vida selvagem, coletando outros tipos de amostras contendo DNA eliminado por animais. Isso é conhecido como “DNA ambiental”, ou eDNA, e é uma técnica bem estabelecida usada com mais frequência para monitorar organismos aquáticos por meio do sequenciamento de eDNA de amostras de água.

“O ar envolve tudo e queríamos evitar a contaminação em nossas amostras e, ao mesmo tempo, otimizar a detecção real de DNA animal”, afirmou Bohmann. “Nosso trabalho mais recente com eDNA aerotransportado envolve o que normalmente fazemos ao processar amostras de eDNA, apenas com uns poucos ajustes.”

Várias fontes

Cada grupo de pesquisa conduziu seu estudo em um zoológico local, coletando amostras em vários lugares da instituição, incluindo recintos fechados com paredes como a casa tropical e estábulos internos, bem como recintos externos ao ar livre. “Para coletar o eDNA aerotransportado, usamos uma ventoinha, como a que você usaria para resfriar um computador, e anexamos um filtro a ela. Então, deixamos funcionando por algum tempo”, disse Christina Lynggaard, primeira autora do estudo e pós-doutoranda na Universidade de Copenhague.

A ventoinha inspira ar do zoológico e de seus arredores, que pode conter material genético de várias fontes, como respiração, saliva, pelo ou fezes, embora os pesquisadores não tenham determinado a fonte exata. “Pode ser qualquer coisa que pode voar e é pequena o suficiente para continuar flutuando no ar”, observou Lynggaard. “Depois da filtração do ar, extraímos o DNA do filtro e usamos a amplificação por PCR para fazer várias cópias do DNA do animal. Após o sequenciamento de DNA, processamos milhões de sequências e, por fim, nós as comparamos a um banco de dados de referência de DNA para identificar as espécies animais.”

“Há um componente de voto de confiança em parte disso porque quando você lida com tecido regular ou até mesmo amostras de DNA aquático, você pode medir quanto DNA tem, mas com essas amostras estamos lidando com pequenas quantidades de DNA forenses”, afirmou Clare. “Em muitos casos, quando coletamos amostras por apenas alguns minutos, não podemos medir o DNA, então temos que pular para o próximo estágio do PCR, onde descobrimos se há algo nele ou não. Quando fazemos a amostragem por horas, obtemos mais, mas há uma troca.”

Medidas de segurança

Em cada estudo, os pesquisadores detectaram animais dentro do zoológico e vida selvagem nas proximidades. A equipe de Clare, da Queen Mary University de Londres, detectou DNA de 25 espécies de mamíferos e pássaros, e até mesmo DNA pertencente ao ouriço-terrestre, que está ameaçado de extinção no Reino Unido. A equipe de Bohmann na Universidade de Copenhague detectou 49 espécies de vertebrados não humanos, incluindo mamíferos, pássaros, répteis, anfíbios e espécies de peixes. Isso incluía animais de zoológico como o ocapi e o tatu e até mesmo o lebiste (peixe ornamental) em um lago na casa tropical, animais de ocorrência local como esquilos e espécies nocivas como a ratazana e o rato-doméstico. Além disso, os pesquisadores detectaram espécies de peixes usadas para alimentação de outros animais no zoológico.

Ambas as equipes tomaram medidas extensas para verificar se suas amostras não estavam contaminadas, inclusive por DNA já em seus laboratórios.

Confirmações independentes

Ao escolherem um zoológico para o local de seus estudos, os pesquisadores sabiam a posição de uma grande coleção de espécies não nativas, de modo que puderam dizer a diferença entre um sinal real e um contaminante. “Originariamente, tínhamos pensado em ir para uma fazenda, mas se você pegar DNA de vaca, deve perguntar: ‘Essa vaca está aqui ou é alguma vaca a 160 quilômetros de distância ou no almoço de alguém?’”, observou Clare. “Mas, usando o zoológico como modelo, não há outra maneira de detectar o DNA de um tigre, exceto pelo tigre do zoológico. Isso nos permite realmente testar as taxas de detecção.”

Clare acrescentou: “Uma coisa que nossos laboratórios fazem é desenvolver e aplicar novas ferramentas. Então, talvez não seja tão surpreendente que ambos terminemos com a mesma ideia ao mesmo tempo”.

No entanto, o fato de os dois grupos de pesquisa estarem publicando ao mesmo tempo na revista Current Biology está longe de ser coincidência. Depois de ver os artigos um do outro em um servidor de pré-impressão, os dois grupos decidiram enviar seus manuscritos para a revista juntos. “Decidimos que preferíamos arriscar um pouco e dizer que não estamos dispostos a competir nisso”, avaliou Clare. “Na verdade, é uma ideia tão maluca que é melhor ter confirmações independentes de que isso funciona. Ambas as equipes estão ansiosas para ver essa técnica se desenvolver.”

Fonte: Revista Planeta

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: CIENTISTAS DE CINGAPURA DESCOBREM UMA NOVA FORMA DE EMBALAR ALIMENTOS MAIS DURÁVEL E MAIS SEGURA PARA A SAÚDE

Um novo tipo de embalagem para alimentos que pode prolongar a validade e evitar intoxicação alimentar é o destaque da edição desta sexta-feira, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE do Blog do Saber. Então leia o artigo completo a seguir e conheça esse novo método de conservação dos alimentos desenvolvido por uma equipe de pesquisadores de Cingapura. 

Novo pacote inteligente pode tornar a intoxicação alimentar uma coisa do passado e é ecologicamente correto

Uma nova forma ‘inteligente’ de embalagem pode erradicar a intoxicação alimentar, de acordo com um novo estudo.

Os cientistas dizem que ele mata insetos nocivos – como E.coli, Salmonella e listeria – mantendo a carne, o peixe, as frutas e os vegetais frescos por mais tempo.

A embalagem impermeável também pode ajudar a salvar o planeta, reduzindo o desperdício, segundo a equipe de pesquisadores. Parece plástico, mas é biodegradável.

A co-líder do projeto, Professora Mary Chan, da Universidade Tecnológica de Nanyang, Cingapura, disse: “Esta invenção serviria como uma opção melhor na indústria de alimentos.

“Ele demonstrou qualidades antimicrobianas superiores no combate a uma miríade de bactérias e fungos relacionados com alimentos que podem ser prejudiciais aos humanos.

“A liberação inteligente de antimicrobianos só ocorre quando há presença de bactérias ou alta umidade.

“Ele fornece proteção quando necessário – minimizando assim o uso de produtos químicos e preservando a composição natural dos alimentos embalados.”

O material transparente é feito de amido, um tipo de proteína de milho chamada zeína, e outros biopolímeros derivados naturalmente.

Ele também é infundido com um coquetel de compostos antimicrobianos encontrados nas plantas.

Eles incluem óleo de tomilho, uma erva comum usada na culinária, e ácido cítrico encontrado em laranjas e toranjas.

Em experimentos, pequenas quantidades só foram liberadas quando expostas à umidade ou enzimas de bactérias e fungos que contaminam os alimentos.

Isso garante que a embalagem possa resistir a várias exposições – e durar meses.

Os produtos químicos destroem qualquer bactéria que cresça na superfície – bem como no próprio produto.

Os morangos permaneceram frescos por sete dias antes de desenvolverem mofo – três dias a mais do que os equivalentes em caixas plásticas convencionais.

O co-líder do projeto, Prof Philip Demokritou, da Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan, em Boston, disse: “A segurança alimentar e o desperdício se tornaram um grande desafio para a sociedade de nossos tempos, com imenso impacto econômico e de saúde pública que compromete a segurança alimentar.

“Uma das maneiras mais eficientes de aumentar a segurança alimentar e reduzir a deterioração e o desperdício é desenvolver materiais de embalagem de alimentos biodegradáveis ​​e não tóxicos eficientes.

“Neste estudo, usamos compostos derivados da natureza, incluindo biopolímeros, solventes não tóxicos e antimicrobianos inspirados na natureza, e desenvolvemos sistemas escaláveis ​​para sintetizar materiais antimicrobianos inteligentes.

“Eles podem ser usados ​​não apenas para melhorar a segurança e qualidade dos alimentos, mas também para eliminar os danos ao meio ambiente e à saúde e reduzir o uso de plásticos não biodegradáveis ​​em nível global e promover sistemas agroalimentares sustentáveis.”

SWNS

A indústria de embalagens é a grande consumidora de plásticos sintéticos derivados de combustíveis fósseis.

É responsável pela maior parte dos resíduos plásticos que poluem o meio ambiente.

Peter Barber, CEO da ComCrop, uma empresa de Cingapura pioneira na agricultura urbana em telhados, disse: “O material de embalagem de alimentos da NTU-Harvard Chan School serviria como uma solução sustentável para empresas como nós, que desejam reduzir o uso de plástico e abraçar alternativas mais verdes.

“À medida que a ComCrop busca aumentar o produto para impulsionar a capacidade de produção de alimentos de Cingapura, o volume de embalagens de que precisamos aumentará em sincronia, e mudar para um material como esse nos ajudaria a ter o dobro do impacto.

“As propriedades antimicrobianas da embalagem, que poderiam estender a vida útil de nossos vegetais, nos serviriam bem.

“O material de embalagem é uma promessa para a indústria, e estamos ansiosos para aprender mais sobre a embalagem e, possivelmente, adotá-la para nosso uso algum dia.”

O professor Chan disse que isso tem implicações enormes – servindo como uma alternativa ecologicamente correta.

O objetivo é substituir as embalagens plásticas convencionais pelo novo material, que também dobrará o prazo de validade dos produtos.

O professor Chan disse: “Os vegetais são uma fonte de desperdício porque, mesmo se forem refrigerados, continuarão a respirar, levando à deterioração depois de uma ou duas semanas.

“Com a embalagem antimicrobiana, há uma chance de estender sua vida útil – e também fazer com que os vegetais e frutas pareçam frescos com o tempo”.

A equipe espera expandir a tecnologia com um parceiro industrial – com o objetivo de comercialização dentro de alguns anos.

Os resultados foram publicados na revista ACS Applied Materials & Interfaces.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: SAIBA QUAIS AS CAUSAS DO AQUECIMENTO GLOBAL E O QUE É EFEITO ESTUFA

Na nossa coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta sexta-feira você vai entender melhor, em detalhes, o que é Efeito Estufa, as principais causas e consequências do efeito estufa e do aquecimento global, bem como o que dizem os estudos mais recentes sobre esse tema tão importante.

Aquecimento Global e Efeito Estufa

O aquecimento global é um processo gerado, principalmente, pelo efeito estufa.

E se as calotas polares derretessem? | Super
Degelo dos polos: uma das consequências do aquecimento global

 

O que é Efeito Estufa?

O fenômeno climático conhecido por efeito estufa tem contribuído com o aumento da temperatura no globo terrestre, nas últimas décadas. Dados de pesquisas recentes mostram que o século XX foi o mais quente dos últimos 500 anos.

Principais causas e consequências do efeito estufa

Pesquisadores do clima mundial afirmam que, num futuro bem próximo, o aumento da temperatura, provocado pelo efeito estufa, poderá favorecer o derretimento do gelo das calotas polares e o aumento do nível das águas dos oceanos. Como consequência deste processo, muitas cidades localizadas no litoral poderão ser alagadas e desaparecer do mapa. O efeito estufa é ocasionado pela derrubada de florestas e pela queimada das mesmas, pois são elas que regulam a temperatura, os ventos e o nível de chuvas em várias regiões do planeta. Como as matas estão diminuindo no mundo, a temperatura terrestre tem aumentado na mesma proporção.

Outro fator que está ocasionando o efeito estufa é o lançamento de gases poluentes na atmosfera, principalmente aqueles que resultam da queima de combustíveis fósseis. A queima do óleo diesel e da gasolina pelos veículos nas grandes cidades tem contribuído para o efeito estufa. O dióxido de carbono e o monóxido de carbono ficam concentrados em determinadas áreas da atmosfera, formando uma camada que bloqueia a dissipação do calor. Esta camada de poluentes, tão visível nos grandes centros urbanos, funciona como um “isolante térmico” do planeta Terra. O calor fica retido nas camadas mais baixas da atmosfera trazendo graves problemas climáticos e ecológicos ao planeta.

Cientistas ligados aos temas do meio ambiente já estão prevendo os problemas futuros que poderão atingir nosso planeta caso esta situação continue. Vários ecossistemas poderão ser atingidos e espécies vegetais (plantas e árvores) e animais poderão ser extintos.

Outras catástrofes ecológicas poderão ocorrer como, por exemplo, o derretimento de geleiras e alagamento de ilhas e regiões litorâneas, provocados pelo aquecimento global. Tufões, furacões, maremotos e enchentes poderão devastar áreas com mais intensidade. Estas alterações climáticas influenciarão negativamente na produção agrícola de vários países, reduzindo a quantidade de alimentos em nosso planeta. A elevação da temperatura nos mares poderá ocasionar o desvio de curso de correntes marítimas, provocando a extinção de várias espécies de animais marinhos, desequilibrando o ecossistema litorâneo.

Preocupados com todos estes problemas, organizações ambientais internacionais, ONGS e governos de diversos países já estão adotando medidas para reduzir a poluição e a emissão de gases na atmosfera. O Protocolo de Quioto, assinado em 1997 no Japão, prevê a diminuição da emissão de gases poluentes para os próximos anos. Contudo, países como os Estados Unidos tem dificultado o progresso deste acordo. Os Estados Unidos, maior potência industrial do mundo e também o maior poluidor, alegam que a redução da emissão de gases poluentes poderia dificultar o crescimento da produção industrial no país.

Cidade com poluição do arEfeito estufa: uma das principais causas do aquecimento global

Principais causas e consequências do aquecimento global

As causas apontadas pelos cientistas para justificar este fenômeno podem ser naturais ou provocadas pelo homem. Contudo, cada vez mais as pesquisas nesta área apontam o homem como o principal responsável.

Fatores como a grande concentração de agentes poluente na atmosfera contribui para um aumento bastante significativo do efeito estufa.

No efeito estufa a radiação solar é normalmente devolvida pela Terra ao espaço em forma de radiação de calor, contudo, parte dela é absorvida pela atmosfera, e esta, envia quase o dobro da energia retida à superfície terrestre. Este efeito é o responsável pelas formas de vida de nosso planeta. Entretanto, os agentes poluentes presentes na atmosfera o intensificam ocasionando um aumento de temperatura bem acima do “normal”.

O fator que evidenciou este aquecimento foi à investigação das medidas de temperatura em todo o planeta desde 1860. Alguns estudos mostram ser possível que a variação em irradiação solar tenha contribuído significativamente para o aquecimento global ocorrido entre 1900 e 2000.

Dados recebidos de satélite indicam uma diminuição de 10% em áreas cobertas por neve desde os anos 60. A região da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15% desde 1950.

Estudos recentes

Estudos recentes mostraram que a maior intensidade das tempestades ocorridas estava relacionada com o aumento da temperatura da superfície da faixa tropical do Atlântico. Esses fatores foram responsáveis, em grande parte, pela violenta temporada de furações registrada nos Estados Unidos, México e países do Caribe.

Curiosidade: 

O Protocolo de Kyoto visa a redução da emissão de gases que promovem o aumento do efeito estufa.

Foto mostrando área desertificada

Aumento da temperatura global e desertificação podem ser algumas das consequências do aquecimento global.


Última revisão: 20/10/2021

Por Elaine Barbosa de Souza
Graduanda em Ciências Biológicas pela Universidade Metodista de São Paulo.

Fonte: Toda Biologia

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ECONOMIA: ENTENDA O PORQUÊ DE OS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO CONTINUAREM ATRASADOS

O artigo a seguir muito bem escrito pelo economista Antony P. Geller faz um questionamento muito importante acerca de o porquê dos países em desenvolvimento continuarem atrasados apesar de toda a tecnologia disponível no mercado e expõe o segredo do enriquecimento econômico dos países ricos. Convido você a ler o artigo completo a seguir e saber o que o Brasil precisa fazer para sair desse atraso econômico. 

O segredo do enriquecimento econômico – e por que os países em desenvolvimento continuam atrasados

Acumular capital e adotar tecnologias será perda de tempo e de recursos sem estes indivíduos

 

Há apenas duas maneiras de se aumentar a renda dos indivíduos — ou seja, a renda per capita — de uma sociedade: ou se aumenta o número de horas totais durante as quais se fabricam bens e serviços, ou se aumenta o número de bens e serviços fabricados por cada hora de trabalho.

Ou seja: ou trabalha-se mais ou trabalha-se com mais produtividade.

Estas são as duas únicas maneiras possíveis de se aumentar a renda de cada indivíduo da economia. Ou ele aumenta sua carga de trabalho e, consequentemente, passa a produzir uma quantidade maior de bens e serviços (cujas vendas irão lhe permitir mais renda), ou ele mantém suas horas de trabalho e passa a produzir mais coisas durante este mesmo intervalo de tempo (o que, igualmente, irá lhe permitir mais renda).

No longo prazo, é claro, o padrão de vida de qualquer sociedade só consegue melhorar de maneira sustentada se ela optar pela segunda alternativa: afinal, a quantidade máxima de horas que os indivíduos de uma sociedade podem trabalhar é materialmente limitada, de modo que só lhes resta elevar a produtividade.

Portanto, temos que maior qualidade de vida requer maior produtividade. Porém, eis o problema: a produtividade das economias em desenvolvimento está estancada.

Por que o Brasil segue parado: primeira teoria

No Brasil, por exemplo, segundo estudo do Insper em parceria com a consultoria Oliver Wyman, “entre 1996 e 2014, o índice que mede a produtividade, chamado de PTF (produtividade total dos fatores), caiu de forma acentuada em comparação com o resultado americano, saindo de 69% em 1996 para 48% em 2014.”

E mais: o trabalhador brasileiro leva uma hora para fazer o mesmo produto ou serviço que um norte-americano consegue realizar em 15 minutos e um alemão ou coreano em 20 minutos. Em termos de riqueza, o Brasil produz em uma hora o equivalente a US$ 16,75, valor que corresponde apenas a 25% do que é produzido nos EUA (US$ 67). Comparado a outros países, como Noruega (US$ 75), Luxemburgo (US$ 73) e Suíça (US$ 70), o desempenho do país é ainda pior.

Eis uma lista de 62 países em ordem de produtividade.

E eis um gráfico da revista The Economist mostrando a evolução da produtividade de Coreia do Sul, Chile, México, Brasil, China e Índia.

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Há um certo consenso sobre as causas da baixa produtividade:

  • Baixa qualificação e capacidade dos trabalhadores (capital humano)
  • Tecnologia atrasada e mal administrada nas empresas (capital físico)
  • Investimento caro e abaixo do necessário (capital financeiro)
  • Infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos insuficientes e sucateados)
  • Burocracia complicada
  • Ambiente de negócios perverso

Tudo isso é verdade. E vale acrescentar também a hipótese de uma baixa qualidade do corpo administrativo das empresas. Os economistas Fabiano Schivardi e Tom Schmitz, em recente trabalho acadêmico voltado para as economias mais atrasadas da Europa, afirmam que pelo menos metade do atraso de produtividade desses países em relação à Alemanha se deve a uma má gestão das empresas, cujos administradores não souberam aproveitar a difusão da tecnologia.

Em outras palavras, por causa da má qualidade dos administradores e gestores, as empresas destes países não foram capazes de tirar o máximo proveito possível da incorporação de novas tecnologias — ou, mais ainda, essa incompetência impediu que muitas das tecnologias sequer fossem adotadas.

Consequentemente, com menos tecnologia adotada, houve menor demanda por mão-de-obra mais qualificada, o que redundou em salários menores do que poderiam ser.

Tudo isso, repetindo, na Europa.

Mas não é desarrazoado imaginar causas semelhantes no Brasil.

Podemos até mesmo ir um pouco além e concluir que, no final, todos os elementos listados acima apontam para um mesmo problema comum. Mais especificamente: a baixa acumulação de capital, o mau uso da tecnologia disponível, o baixo progresso técnico, o mau gerenciamento das empresas, e o baixo nível técnico da mão-de-obra decorrem de uma causa maior: a estrutura regulatória e protecionista do país protege as grandes empresas da concorrência externa e impede (por meio das regulações anti-truste) que as mais ineficientes sejam adquiridas pelas mais eficientes e com melhor qualidade administrativa.

Estando blindadas da concorrência externa e não podendo ser adquiridas por outras empresas mais eficientes, não há realmente por que se importarem com produtividade. Não há grandes riscos.

Baixa produtividade significa crescimento econômico de má qualidade

Vale lembrar que a produtividade nada mais é do que o resultado de uma divisão. Divide-se o PIB (que, grosso modo, é o total de bens produzidos por uma economia) pelo número de trabalhadores, e assim se obtém quanto cada trabalhador produziu.

Logo, se a produtividade ficou estagnada, então tem-se a obviedade matemática de que o PIB foi conduzido majoritariamente pelo aumento da mão-de-obra (o famoso “bônus demográfico”).

Ou seja, a economia cresceu simplesmente porque mais pessoas entraram no mercado de trabalho. Mais pessoas trabalhando e produzindo gerou um inevitável aumento dos bens e serviços produzidos (óbvio), e daí o PIB cresceu.

Mas isso é um crescimento “inercial”. Não é um crescimento duradouro. É o tipo de crescimento que tende a estagnar tão logo o número de pessoas entrando no mercado de trabalho pare de crescer.

E aí começa o verdadeiro problema.

Segundo a teoria neoclássica, se um país adota novas tecnologias que aprimorem a produtividade de sua mão-de-obra, haverá desenvolvimento econômico. Essas novas tecnologias normalmente são criadas pelos países ricos; ao passo que o criador dessas novas tecnologias irá auferir lucros extraordinários no curto prazo, todos irão ganhar ao adotarem essa tecnologia no longo prazo.

Isso significa que economias em desenvolvimento deveriam ser capazes de se aproximar mais das nações desenvolvidas tão logo adotassem essas novas tecnologias. Consequentemente, os mercados emergentes de hoje deveriam estar mais ricos do que as economias avançadas estavam antes da criação dessas tecnologias.

E, como mostram os dados acima, isso não ocorreu. As tecnologias estão disponíveis para os países mais pobres, mas elas não geraram maior crescimento econômico. Como a produtividade se manteve (ou até mesmo caiu), isso significa que o crescimento econômico nos países mais pobres foi gerado pelo aumento da mão-de-obra, e não por novas descobertas.

Por que foi assim? Por que a adoção de novas tecnologias gerou crescimento econômico nos países mais ricos e não nos mais pobres?

O professor Ricardo Hausmann, da Universidade de Harvard, já abordou este problema. Ele se apoiou na mesma tese de Friedrich Hayek: segundo ele, trata-se de um problema de conhecimento.

Friedrich Hayek argumentou em seu ensaio O Uso do Conhecimento na Sociedade que o conhecimento necessário para o avanço econômico é fundamentalmente subjetivo e está disperso por toda a sociedade. Seria impossível, por exemplo, condensá-lo e transmiti-lo por completo.

Ou seja, a natureza tácita do conhecimento faz com que seja extremamente difícil transmitir corretamente, para os países pobres, todas as coisas que foram aprendidas pelos países ricos no passado. Assim como ninguém aprende a andar de bicicleta apenas lendo um livro de física, o verdadeiro conhecimento também só é absorvido quando colocado em prática, pelo método da tentativa e erro.

Portanto, segundo esta teoria, o conhecimento necessário para o desenvolvimento econômico não está mastigado e pronto para ser aplicado, como uma receita de bolo, em países que até então desconheciam esses conhecimentos. O real desafio de um país em desenvolvimento é descobrir quais são os melhores métodos a ser aplicados em sua economia. Deve-se levar em conta o conhecimento específico da população desse país e, após um longo (e talvez doloroso) processo de tentativa e erro, determinar o que funciona melhor.

A tese, em si, é irrefutável. Mas também não explica tudo. Pode-se igualmente pontificar aqui sobre todos aqueles itens citados na seção anterior (imediatamente abaixo do gráfico), bem como as incertezas geradas pelos respectivos regimes políticos, ou mesmo sobre as décadas de desastre monetário geradas pelos bancos centrais desses países. Tudo isso certamente será válido. Mas ainda incompleto.

A causa principal do atraso dos países pobres é outra.

Para prosperar, tem de arriscar

A realidade é que, no final, todo e qualquer crescimento econômico decorre de uma só atitude: a assunção de riscos.

É sempre necessário haver um grupo de indivíduos dispostos a colocar seu capital e patrimônio em risco, visando a implantar uma nova idéia ou um novo projeto, com o objetivo de auferir altos retornos financeiros caso o risco incorrido se comprove acertado — isto é, caso eles saibam satisfazer os desejos dos consumidores.

É assim que ocorre o crescimento econômico: indivíduos assumindo riscos ao investirem o capital próprio (ou emprestado por terceiros) em uma idéia, a qual eles esperam irá agradar terceiros (consumidores) que voluntariamente irão pagar por ela.

Não há crescimento econômico sem a tomada de risco. Não há prosperidade sem indivíduos assumindo riscos em investimentos incertos.

Nem todos os riscos assumidos produzem crescimento (sempre há os investimentos mal sucedidos), mas se houver uma grande quantidade de assunção de riscos, o crescimento ocorrerá.

O que nos leva às seguintes obviedades:

  • Se os riscos necessários para se alcançar o crescimento forem diminuídos, mais crescimento ocorrerá.
  • Se as incertezas (políticas, jurídicas, regulatórias, monetárias e fiscais) forem reduzidas, mais risco será tomado, e mais crescimento ocorrerá.
  • Se as recompensas para aqueles riscos que se comprovarem bem-sucedidos aumentarem (por exemplo, uma redução dos impostos sobre os lucros e ganhos de capital), mais crescimento ocorrerá.
  • Se o custo de se assumir riscos diminuir (redução da burocracia e dos encargos sociais e trabalhistas), mais riscos serão assumidos e mais crescimento ocorrerá.

De novo: todo e qualquer crescimento econômico decorre da assunção de riscos (investimentos arriscados em projetos incertos). E o impulso humano, em todo e qualquer lugar do mundo, sempre foi o de avançar assumindo riscos que tragam recompensas condizentes (pois isso é o que melhora seu bem-estar).

Se o arranjo governamental vigente desestimula a assunção de riscos e, pior ainda, pune os mais bem-sucedidos, então é óbvio que não haverá muita assunção de risco. E aí não haverá crescimento econômico duradouro.

Se as barreiras à assunção de risco não forem reduzidas, ou se a recompensa pela assunção de riscos não for aumentada, não há como aumentar a taxa de crescimento da economia.

É realmente simples assim.

Os corajosos foram mais recompensados nos países ricos

Por mais cruciais que sejam os debates sobre produtividade, uso da tecnologia e uso do conhecimento disperso na sociedade, a realidade incontornável é que nada disso terá qualquer serventia se não houver um grupo de indivíduos dispostos a incorrer em riscos para empreender.

Sem a tomada de risco por parte de empreendedores, não há crescimento econômico substantivo.

Daí a importância de se criar um arranjo institucional que não crie barreiras ao empreendedorismo e à tomada de risco.

E, no final, é aí que está a reposta para as diferenças entre os países ricos e os países pobres: o ambiente empreendedorial.

Os países ricos são aqueles em que houve mais assunção de risco. E houve mais assunção de risco porque havia menos incertezas institucionais e menores punições para os bem-sucedidos (vide o fato de que, mesmo nos países escandinavos, o imposto de renda sobre pessoas jurídicas está entre os mais baixos do mundo).

Por isso, sim, acumular capital e fomentar a adoção de novas tecnologias (via abolição de tarifas de importação) são medidas cruciais. Porém, serão inócuas se não houver pessoas dispostas a incorrer em riscos para transformar idéias em coisas concretas. Sem pessoas tomando risco, não haverá crescimento econômico.

Consequentemente, o que é realmente crucial é abolir as barreiras que impedem estas pessoas tomadoras de risco (empreendedores) de atuar. Daí a importância de reformas estruturais que visem não apenas a aumentar a produtividade (e, consequentemente, o padrão de vida), mas também aumentar os incentivos à tomada de risco.

Como primeiro passo, é crucial cortar aqueles impostos que terão os maiores efeitos marginais sobre os incentivos que as pessoas têm para criar e produzir. Imposto de renda de pessoas jurídica, CSLL e imposto sobre ganhos de capital são os principais.

Um elevado imposto sobre ganhos de capital significa punir pessoas que se arriscam criando empresas com o intuito de gerar valor para posteriormente vendê-las. Reduzir impostos sobre ganhos de capital foi o segredo dos governos Reagan e Clinton, e seu aumento foi o desastre do governo Bush I.

Além de zerar todos os encargos sociais e trabalhistas da folha de pagamento, o financiamento a pequenas e médias empresas pode ser facilitado zerando o imposto de renda e o imposto sobre ganhos de capital dos fundos de investimento, de private equity ou de venture capital que investirem nelas.

No entanto, aumentar o incentivo à tomada de risco envolve não apenas obviedades como flexibilizar o mercado de trabalho e o mercado de energia, reduzir burocracias, impostos e regulações, e permitir maior dinâmica concorrencial entre as empresas (para que as eficientes possam crescer e as ineficientes serem absorvidas ou desaparecerem), como também estabilidade monetária, fiscal e institucional: a certeza de que a moeda não será dilapidada (pois a recompensa do sucesso viria em uma moeda sem poder de compra), a certeza de que impostos futuros não serão aumentados (pois impostos maiores no futuro, além de serem um custo artificial, equivalem a punir os mais bem-sucedidos) e a certeza de que o arcabouço econômico e jurídico não será alterado.

Qualquer incerteza em qualquer um destes itens — e observe que todos estão ligados à política — já diminui os incentivos para a tomada de risco. Consequentemente, aniquilam qualquer perspectiva de crescimento econômico.

E, historicamente, os países mais pobres sempre foram aqueles que criaram mais incertezas no ambiente empreendedorial (afugentando os tomadores de risco). Com efeito, são pobres exatamente em decorrência disso.

Concluindo

No final, é realmente básico: para haver crescimento econômico é necessário haver pessoas com uma genuína mentalidade empreendedorial dispostas a incorrer em riscos para transformar idéias em coisas concretas. E tais pessoas só são abundantes em ambientes que lhes permitam atuar e, principalmente, usufruir as eventuais recompensas pelos riscos que assumiram.

Logo, as barreiras à atuação destas pessoas devem ser removidas ao máximo. Caso contrário, qualquer eventual acumulação de capital e adoção de novas tecnologias serão apenas perda de tempo e desperdício de recursos. Sem pessoas tomando risco, nada sai do lugar. E para haver tais pessoas, é necessário abolir as barreiras à sua atuação.

Foi isso o que historicamente fizeram os países ricos. E não foi isso o que historicamente fizeram os países pobres.

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ECONOMIA: O CONSUMISMO VISTO PELO LADO POSITIVO

O artigo de hoje, aqui na coluna ECONOMIA mostra o consumismo sob uma ótica diferente onde “consumismo” deixa de ser vilã e passa a ser algo edificante e necessário para se ter uma sociedade próspera e completa. Mostra como algumas soluções de urgência, as vezes até de vida ou morte, existem por causa do consumo do supérfluo. Então para entender melhor convido você a ler o artigo completo a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor.

O outro lado do consumismo – ele mostra as maravilhas geradas pelo capitalismo

Ser contra o comércio é ser contra a própria vida

 

A importância da poupança, da frugalidade e da prudência é inquestionável, pois estes são alguns dos pilares que permitem o investimento de longo prazo e, consequentemente, o enriquecimento de uma sociedade.

E a Escola Austríaca de pensamento econômico sempre foi pródiga em suas explicações de que são a poupança e o investimento, e não o consumo, a força-motriz de uma economia.

No entanto, estou começando a crer que o epíteto “consumismo”, quase sempre evocado de forma pejorativa, é apenas outra palavra para a expressão “usufruir liberdade no mercado”.

A verdade é que o mercado está, diariamente, nos proporcionando uma quantia cada vez maior de bens e serviços, e sempre com avanços tecnológicos que eram inimagináveis há apenas alguns anos.

Quem imaginaria, dez anos atrás, que um GPS que mostra o trânsito em tempo real se tornaria algo tão corriqueiro nas ruas das nossas cidades? (O Waze se mantém via anúncios publicitários). Quem imaginaria, dez anos atrás, que ao simples clique em um aplicativo de celular teríamos motoristas particulares que nos locomovem a preços inacreditavelmente baixos? Uber, Cabify, Lyft e vários novos concorrentes, que surgem quase que diariamente, fazem isso.

Ou quem imaginaria, dez anos atrás, não mais depender de hotéis e poder escolher mais de 2 milhões de imóveis em 190 países ao redor do mundo? Com o AirBnB, você pode se hospedar em imóveis com banheira de hidromassagem e piscina, ou pode ficar em um quarto de uma casa, ou mesmo apenas em um sofá. Você escolhe de acordo com seu orçamento.

Recorrer a esses prodígios significa usufruir a maravilhosa liberdade de escolha e de consumo que o mercado nos oferece.

Acima de tudo, o que dizer então da onipresença dos smartphones, cada vez melhores, e sua infinidade de aplicativos que facilitam nossas vidas? Nos países mais ricos, as pessoas alegam que estão sendo submetidas a uma avalanche tão grande de produtos tecnologicamente avançados — os quais supostamente as estariam tornando “anti-sociais” —, que elas não aguentam mais. “Diga não!” à mais recente engenhoca!

Mas é claro que, na prática, nenhum de nós realmente quer essa interrupção. Ninguém, por exemplo, quer ter seu acesso à internet negado ou encarecido. Ao contrário: queremos acessar a internet de forma cada vez mais rápida, mais barata, e com mais variedade de meios (tablets, smartphones, laptops, Smart TVs etc.). Queremos a liberdade de fazer downloads de músicas, filmes, seriados, livros, monografias e tratados sobre absolutamente todos os assuntos imagináveis. Nenhuma informação é considerada excessiva quando algo específico está sendo procurado.

E isso não é tudo.

Queremos mais variedades da comida, de bebida, de produtos de limpeza, de pastas de dente, de barbeadores. Queremos eletrodomésticos mais práticos e mais eficientes. Queremos mais ar-condicionado (ou mais calefação) em nossas casas, ambientes de trabalho e estabelecimentos comerciais. Queremos acesso a toda uma gama de estilos para o mobiliário de nossa casa.

Se algo está quebrado, queremos as peças de reposição prontamente disponíveis. Queremos peixes frescos, carnes suculentas, frutas frescas, roupas limpas e cheirosas, pão quentinho, e carros modernos com cada vez mais tecnologia embarcada. Queremos restaurantes variados e abertos 24/7. Queremos pronta-entrega e suporte técnico 24 horas. Queremos usufruir o que está na moda em todas as partes do mundo.

O comércio se adaptou e fez essa transição. Novos mundos são abertos para nós diariamente.

Há várias maneiras de se comunicar com pessoas distantes gratuitamente. O email está se tornando obsoleto e os torpedos já estão gratuitos. Podemos conversar instantaneamente com qualquer pessoa em qualquer canto do mundo por meio de aplicativos como Skype e WhatsApp, que são gratuitos. Televisões de tubo e telefones de linha fixa — artigos de luxo no século XX — já foram abandonados em prol de modelos muito superiores de tecnologia de informação.

Queremos agilidade. Queremos velocidade. Queremos redes sem fio e internet 5G. Queremos acesso. Queremos aperfeiçoamentos. Água limpa e filtrada tem de sair diretamente de nossas geladeiras. Queremos todos os tipos de bebidas: energética, esportiva, espumante, suculenta. Queremos água importada das ilhas Fiji. Queremos casas melhores. Queremos apartamentos melhores. Queremos segurança. Queremos educação. Queremos saúde. Queremos infraestrutura. Queremos serviços. Queremos liberdade de escolha.

Estamos conseguindo essas coisas? As que são estatais, como segurança, educação, saúde, água encanada e infraestrutura, não muito. E as outras que não são fornecidas pelo estado? Sim. Como? Por meio deste incrível mecanismo de produção e distribuição chamado ‘economia de mercado’, que nada mais é do que uma arena na qual bilhões de pessoas voluntariamente cooperam e inovam com o único intuito de melhorar a própria vida.

Contrariamente ao que dizem os detratores desse arranjo voluntário, não há nada de “selvagem” nele. A concorrência nada mais é do que empreendedores e capitalistas se esforçando — alguns ganhando, outros perdendo — para conquistar a preferência do público consumidor.

Obviamente, é muito fácil olhar para tudo isso e simplesmente sair gritando: “consumismo odioso!” Porém, se estamos utilizando o termo “consumir” nos referindo ao ato de comprar produtos e serviços com o nosso próprio dinheiro com o intuito de melhorar nossa condição, então quem realmente pode se declarar inocente do “crime” de consumismo?

Condenando a prosperidade

Toda a história do debate de idéias sempre girou em torno de como criar algum sistema que servisse mais ao homem comum do que apenas às elites, aos governantes e aos poderosos. Quando a economia de mercado — e sua estrutura capitalista — surgiu, esse tão sonhado sistema havia finalmente sido descoberto.

Com o subsequente advento da ciência econômica, passamos a entender como tudo isso funciona. E começamos finalmente a entender como é que bilhões de escolhas econômicas voluntárias e não planejadas por nenhum comitê de planejamento centralizado podem conspirar para criar um belo sistema global de produção e distribuição que servem a todos os indivíduos.

E como os intelectuais respondem a isso? Denunciando o sistema exatamente pelo “crime” de ele fornecer um excesso de coisas e de, com isso, incitar os desejos “consumistas” das massas.

Algumas pessoas estão se endividando para comprar coisas supérfluas sem as quais elas podem viver perfeitamente bem? Certamente. Mas isso é motivo para condenar todo esse arranjo maravilhoso? A culpa não deveria ser apenas individual?

Ademais, quem é que deve decidir de maneira inquestionável o que é uma necessidade e o que é um mero desejo? Um ditador onisciente à frente de um comitê de planejamento? Como podemos garantir que os desejos dele estarão de acordo tanto com as minhas necessidades quanto com as suas?

Em uma economia de mercado, desejos e necessidades estão interligados, de modo que as necessidades de uma pessoa são satisfeitas justamente porque os desejos de outras pessoas foram realizados.

Um exemplo prático de uma maravilha diária

Eis um exemplo que vivenciei recentemente.

Minha neta estava desesperadoramente doente, o que fez com que meu desejo mais premente fosse levá-la a um médico. Seu consultório ficava aberto até tarde, assim como a drogaria imediatamente ao lado. Ainda bem. Fui ao consultório, recebi a indicação do remédio, fui à farmácia ao lado e já saí de lá com o remédio e todos os demais materiais necessários para restaurar a saúde dela. Ninguém vai me dizer que isso foi uma demanda superficial.

Mas agora é que vem o principal. A farmácia só pôde ficar aberta até tarde porque ela está localizada em um edifício comercial cujo acesso é fácil e o custo total do aluguel pode ser dividido por todos os outros estabelecimentos comerciais que alugam as outras salas desse edifício.

E quais são esses outros estabelecimentos comerciais? Cabeleireiros, manicures, sorveterias, docerias, lojas de materiais esportivos, e até mesmo uma loja que faz a decoração de festas. Ou seja, todas elas lojas que vendem coisas “superficiais”. Todas elas pagam aluguel. E isso possibilitou a existência daquela farmácia.

O edifício não teria sido construído se a incorporadora não imaginasse que ele também seria demandado para essas coisas menos urgentes, e os proprietários dos imóveis não os alugariam caso também não houvesse essas necessidades menos urgentes. E aí provavelmente aquela farmácia não estaria ali.

O mesmo raciocínio é válido para os equipamentos e a mão-de-obra utilizados no consultório médico que me atendeu. Eles são menos caros e mais acessíveis do que seriam em outras circunstâncias justamente por causa da existência de demandas não-essenciais de consumo. Por exemplo, os computadores utilizados nessa clínica eram de ponta, e isso só se tornou possível porque técnicos e empreendedores inovaram para atender às demandas de aficionados por videogames, de apostadores profissionais e de demais pessoas que utilizam a internet para fazer coisas “não-essenciais”.

E o mesmo ponto pode ser feito sobre “bens de luxo” e tecnologias de vanguarda. Os ricos são os primeiros a adquiri-los e a utilizá-los. Ao fazerem isso, os defeitos inerentes a todo e qualquer produto recém-criado vão sendo descobertos e corrigidos. Ato contínuo, os imitadores começam a surgir e o produto começa a se popularizar. Capitalistas empreendedores, em busca do lucro, começam a fornecer produtos semelhantes e mais baratos, sempre querendo se aproveitar de um nicho de mercado ainda não atendido.

Com o tempo, os preços despencam e aquela mesma tecnologia que antes estava restrita apenas aos mais ricos se torna disponível para as massas.

Pense em qualquer bem ou serviço que hoje seja amplamente tido como uma necessidade básica: você descobrirá que ele utiliza produtos, tecnologia e serviços que foram inicialmente criados para atender demandas superficiais. Por esse prisma, não é errado dizer que foram os ricos que forneceram o capital necessário para esses investimentos.

Apenas olhe ao seu redor

Talvez você pense que qualidade de vida não é algo muito importante. Afinal, é realmente importante que as pessoas tenham acesso imediato a farmácias, supermercados e produtos tecnológicos? Sim, é.

A resposta mais fácil é aquela que recorre aos direitos naturais: um indivíduo deve ter a liberdade de escolher e de consumir o que ele quiser. Mas há outra resposta, ainda mais poderosa, que está escondida em alguns dados que raramente ocupam nossas mentes.

Considere a expectativa de vida nessa nossa era do consumismo. Em 1900, as mulheres em média morriam aos 46 anos de idade, e os homens, aos 44. Hoje? As mulheres vivem até os 82, e os homens, até 79. Essa mudança se deveu a uma maior oferta de alimentos, a empregos menos perigosos, a melhores condições de saneamento e de higiene, a um maior acesso a serviços médico (os quais também melhoraram de qualidade), e a toda uma gama de fatores que contribuem para aquilo que chamamos de “padrão de vida”.

Atualmente, não apenas a mortalidade infantil despencou em decorrência da invenção de remédios e vacinas para todas aquelas doenças que matavam crianças (paralisia infantil, tuberculose, difteria, tétano, coqueluche, meningite, pneumonia, rubéola, sarampo, varicela, hepatite etc), como ainda fetos com problemas pulmonares recebem uma injeção intra-uterina e o problema é resolvido instantaneamente. Nos últimos 100 anos, a expectativa de vida aumentou 36 anos.

É fácil olhar esses números e imaginar que eles também poderiam ter sido alcançados sem capitalismo e sem mercado, mas sim com um comitê de planejamento central no qual burocratas controlariam tudo relativo à saúde ao mesmo tempo em que evitariam todo esse odioso consumismo gerado por ela. O problema é que esse tipo de planejamento central já foi tentado nos países socialistas, e seus resultados foram exatamente na direção contrária em termos de estatísticas de mortalidade. Mesmo nos países que adotaram o socialismo apenas recentemente, observa-se total regressão em todos os indicadores de bem-estar.

Conclusão

Atualmente, a crítica ao consumismo vem adornada de um manto ambientalista. Segundo essa gente, temos de praticamente voltar ao estado básico da natureza, parar de dirigir automóveis, fazer uma pilha de adubos, cultivar nossos próprios vegetais, desligar nossos computadores, e comer nozes de árvores.

Esse desejo por um retorno ao primitivismo nada mais é do que uma tentativa de dar um polimento lustroso aos inevitáveis efeitos das políticas socialistas. O que essa gente está realmente nos dizendo é que devemos amar a pobreza e odiar a fartura.

Mas a beleza da economia de mercado é que ela permite a todos uma escolha. Para aquelas pessoas que preferem morar em tendas em vez de em apartamentos com encanamento, que preferem arrancar os próprios dentes em vez de ir ao dentista, e que preferem nozes arrancadas da árvore em vez de comprar latas de nozes no supermercado, elas têm perfeitamente o direito de adotar esse estilo de vida. Nada as impede.

Mas não deixe que elas digam que são contra o “consumismo”. A nossa própria sobrevivência depende do ato de vender e comprar. Ser contra o comércio é ser contra a própria vida.

Fonte: Mises Brasil

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: SERRA LEOA RECEBE PROJETO MOVAMBA DE MICRORREDES SOLARES PARA ABASTECER 80 MIL PESSOAS SEM ENERGIA

Um projeto que vai trazer o progresso e mais qualidade de vida para comunidades pobres de Serra Leoa é o destaque desta edição da coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE. Financiado como parte do Projeto de Energia Renovável Rural (RREP) do Reino Unido após o surto de Ebola, as 32 microrredes solares totalizando 1,7 megawatts com o nome de Projeto Movamba fornecerão energia para comunidades que totalizam 80.000 pessoas – incluindo 23 centros de saúde.

Microrredes solares trazem 80 mil energia para Serra Leoa, algumas das quais ficaram sem ela por 60 anos

Lembra quando os telefones celulares precisavam de 2 a 4 horas para carregar totalmente? Se você pensou que isso era um problema, tente esperar 60 anos.

Felizmente, com os avanços da eletricidade solar, as comunidades em Serra Leoa, que estiveram fora do alcance do fornecimento de energia do estado por décadas, finalmente têm energia para chamar de seu.

Financiado como parte do Projeto de Energia Renovável Rural (RREP) do Reino Unido após o surto de Ebola, as 32 microrredes solares totalizando 1,7 megawatts com o nome de Projeto Movamba fornecerão energia para comunidades que totalizam 80.000 pessoas – incluindo 23 centros de saúde.

Uma dessas redes já está online – na comuna de Foredugu, que está sem energia regular há 60 anos.

“A luz tem razão e todos os serra-leoneses devem ter acesso à eletricidade”, disse o Exmo. Alhaji Kanja Sesay, Ministro de Energia do país em fevereiro, no comissionamento da microrrede, que acrescentou que o fornecimento de eletricidade em Foredugu e outros locais é estratégico – já que a luz está trazendo desenvolvimento econômico e melhora a vida das pessoas que vivem nas zonas rurais áreas.

Em relação à afirmação do ministro, o Projeto Movamba já registra avanços notáveis ​​no progresso rural. Atualmente, 21 das microrredes solares financiadas pelo RREP já foram iniciadas ou concluídas, totalizando 630 quilowatts-hora para 30 mil pessoas.

“Essas pessoas incluem Kadiatu Maseray, que com eletricidade acessível e confiável aumentou os lucros de seu negócio de bebidas frias em 300% e a Conakry Dee Junior School, que teve um aumento de 25% na frequência e um aumento de 235% no número de alunos que passam desde então estar conectado à sua mini-rede local ”, disse Nicole Poindexter, CEO e fundadora da Energicity Corporation , a empresa de energias renováveis ​​com sede na África Ocidental responsável pelo projeto.

O dinheiro do RREP recebido foi de apenas £ 1,25 milhão (US $ 1,72 milhão), ou o que equivale a um erro de arredondamento nos livros de grandes governos como o Reino Unido, e mostra quanto impacto subsídios como esse podem ter quando administrados corretamente.

Fonte: Good News Network

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BOAS NOTÍCIAS: O ANTINEOPLÁSICO BEXAROTENO É A NOVA VEDETE NA LUTA CONTRA O CÂNCER DE MAMA

O Bexaroteno é a nova vedete na luta contra o câncer de mama e destaque desta edição da coluna BOAS NOTÍCIAS. Bexaroteno é um medicamento antineoplásico para facilitar esse processo antes da quimioterapia que ainda é o tratamento padrão básico. Ele converte células cancerosas altamente agressivas para o formato menos agressivas. Leia o artigo completo a seguir e conheça todos os detalhes!

Médicos descobrem novo tratamento para câncer de mama agressivo

Uma equipe de médicos e cientistas do Centro Nacional do Câncer de Cingapura identificou um novo método para tratar o câncer de mama.

Ele será utilizado para o chamado triplo-negativo (CMTN), mais agressivo do que outros tipos de câncer de mama. A descoberta foi publicada na revista News Medical.

A equipe usou um medicamento antineoplásico chamado bexaroteno para facilitar esse processo antes da quimioterapia que ainda é o tratamento padrão básico.

Bexaroteno

Ser Yue Loo e seus colegas descobriram que as células cancerosas mudam entre diferentes estados celulares, incluindo mudar de menos agressivas (epiteliais) para mais agressivas (mesenquimais) e vice-versa.

Ao converter células cancerosas altamente agressivas para o formato menos agressivas, os tumores são “preparados” para responder melhor à quimioterapia, que funciona eliminando as células cancerosas.

Este processo biológico é denominado transição mesenquimal-epitelial, e a equipe usou um medicamento antineoplásico chamado bexaroteno para facilitar esse processo no trabalho pré-clínico do câncer de mama, antes da aplicação da quimioterapia.

Testes clínicos

A equipe já anunciou o início de um ensaio clínico humano, com previsão de duração de três anos, para investigar se esta abordagem funciona fora do ambiente de laboratório. O ensaio chama-se BEXMET, sigla em inglês para transição mesenquimal-epitelial induzida por bexaroteno.

O bexaroteno, vendido sob a marca Targretin, é um agente aprovado nos EUA e na Europa para o tratamento de linfoma cutâneo de células T.

“As descobertas laboratoriais publicadas em um jornal científico nem sempre se traduzem no ambiente clínico por várias razões. Para nosso estudo, existe uma versão de grau clínico do indutor de transição mesenquimal-epitelial (bexaroteno), o que facilitou significativamente a tradução direta para o cenário clínico. Esperamos que os resultados do BEXMET sejam o primeiro passo na introdução de um novo conceito no tratamento do câncer,” disse a Dra. Elaine Lim, coordenadora do estudo.

Com informações do Diário da Saúde

Fonte: Só Notícia Boa

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CIÊNCIAS: A RALPH LAUREN DESENVOLVE NOVA TECNOLOGIA SUSTENTÁVEL PARA TINGIMENTO DE TECIDOS

Um trabalho pioneiro, inédito e sensacional da Ralph Lauren é o destaque da nossa coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira. Utilizando muita ciência e tecnologia a Ralph Lauren ao lado de parceiros desenvolvedores de novas tecnologias lança uma nova maneira de tingir algodão, usando 90% menos produtos químicos, 50% menos água e 40% menos energia, numa forma sustentável de produzir tecidos. Leia o artigo completo a seguir e saiba de todos os detalhes!

Ralph Lauren oferece aos concorrentes uma nova maneira de tingir algodão, usando 90% menos produtos químicos, 40% menos energia e metade da água

Todos os anos, trilhões de litros de água são usados ​​apenas para tingir tecidos, gerando cerca de 20% das águas residuais do mundo. Não tratada, é incrivelmente poluente, por isso requer um tratamento rigoroso, demorado e caro para tornar a água reutilizável.

Recentemente, Ralph Lauren reuniu quatro inovadores líderes, incluindo a Dow, para desenvolver uma maneira de reduzir significativamente a quantidade de água, produtos químicos e energia necessários para colorir o algodão, permitindo até 90% menos produtos químicos de processamento, 50% menos água, 50% menos corante e 40% menos energia sem sacrificar a cor ou a qualidade.

O sistema Color on Demand usa um conjunto de tecnologias que permitirá a reciclagem e reutilização de toda a água do processo de tingimento, para estabelecer o sistema de tingimento de algodão “primeiro efluente zero escalável do mundo”.

Além da economia significativa de água, o Color on Demand reduz drasticamente a quantidade de produtos químicos, corantes, tempo e energia usados ​​no processo de tingimento do algodão. Mais importante ainda, o sistema utiliza o equipamento de tingimento atual já nas fábricas.

“Se quisermos proteger nosso planeta para a próxima geração, temos que criar soluções escaláveis ​​que nunca foram consideradas antes. Isso requer uma colaboração profunda e às vezes inesperada e uma vontade de quebrar as barreiras da exclusividade ”, disse Halide Alagöz, Diretor de Produtos e Sustentabilidade da Ralph Lauren.

De acordo com um comunicado da empresa , “Para implementar sua abordagem inovadora, a Ralph Lauren reuniu quatro inovadores em seus respectivos campos, incluindo a Dow, líder em ciência de materiais; Jeanologia, líder em soluções sustentáveis ​​para vestuário e acabamento de tecidos, com alta expertise em tingimento de roupas e sistemas de tratamento de água de circuito fechado; Huntsman Textile Effects, uma empresa química global especializada em tintas e produtos químicos têxteis; e Corob, um líder global em tecnologia em soluções de distribuição e mistura, para reimaginar cada estágio do processo de coloração e se juntar a esta missão compartilhada para criar um sistema mais sustentável e eficiente para o tingimento de algodão. ”

Como parte da primeira fase do Color on Demand, Ralph Lauren otimizou o uso do ECOFAST Pure Sustainable Textile Treatment, que é uma solução de pré-tratamento.

E trabalharam com o World Wildlife Fund para acelerar a mudança das práticas desatualizadas da indústria da moda, e em uma escala que importa.

Um manual de código aberto para mudanças

Este mês, as empresas lançaram em conjunto um manual de código aberto detalhado para criar um impacto ambiental positivo ainda mais significativo.

O manual passo a passo co-desenvolvido detalha como usar ECOFAST Pure, um tratamento de algodão catiônico desenvolvido pela Dow, que utiliza equipamentos de tingimento já existentes.

“Temos orgulho de compartilhá-lo abertamente com nossa indústria, na esperança de que ajude a transformar a forma como preservamos e usamos a água em nossas cadeias de abastecimento globais”, disse Alagöz.

Ralph Lauren começou a integrar Color on Demand em sua cadeia de suprimentos no início deste ano e primeiro lançou produtos utilizando ECOFAST Pure como parte da coleção da equipe dos EUA da empresa para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2020 em Tóquio.

“À medida que as cadeias de suprimentos da moda procuram se recuperar dos impactos da pandemia, há uma janela crítica para incorporar práticas mais sustentáveis ​​aos processos de produção”, disse Mary Draves , diretora de sustentabilidade da Dow. “Colaborando hoje para dimensionar um processo de tingimento com menos recursos, podemos ajudar a enfrentar desafios urgentes, como as mudanças climáticas e a resiliência da água, a longo prazo.”

Você pode baixar o manual e saber mais sobre o ECOFAST Pure aqui .

Em três anos, a marca Ralph Lauren pretende usar a plataforma Color on Demand para tingir mais de 80% de seus produtos de algodão sólido.

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: CIENTISTAS DÃO UM ENORME PASSO EM DIREÇÃO A PRODUÇÃO DE ENERGIA LIMPA DE HIDROGÊNIO

Cientistas da Universidade do Texas em Austin descobriram uma maneira de baixo custo de usar a energia solar para gerar a reação chave para a produção de hidrogênio como fonte de energia limpa – dividindo as moléculas de água para formar hidrogênio e oxigênio. Isso resolve a metade da equação, usando a luz solar para separar com eficiência as moléculas de oxigênio da água. Ao ler o artigo completo a seguir você saber como esses pesquisadores chegaram a essa conclusão e qual vai ser o impacto na vida das pessoas.

Produzir energia limpa de hidrogênio é difícil, mas os pesquisadores resolveram um grande obstáculo

Durante décadas, pesquisadores de todo o mundo buscaram maneiras de usar a energia solar para gerar a reação chave para a produção de hidrogênio como fonte de energia limpa – dividindo as moléculas de água para formar hidrogênio e oxigênio. No entanto, tais esforços falharam principalmente porque fazê-lo bem era muito caro e tentar fazê-lo com um custo baixo levava a um desempenho ruim.

Agora, pesquisadores da Universidade do Texas em Austin descobriram uma maneira de baixo custo de resolver metade da equação, usando a luz solar para separar com eficiência as moléculas de oxigênio da água. A descoberta, publicada recentemente na Nature Communications, representa um passo em frente em direção a uma maior adoção do hidrogênio como uma parte fundamental de nossa infraestrutura de energia.

Já na década de 1970, os pesquisadores investigavam a possibilidade de usar a energia solar para gerar hidrogênio. Mas a incapacidade de encontrar materiais com a combinação de propriedades necessárias para um dispositivo que pode realizar as principais reações químicas com eficiência evitou que ele se tornasse um método convencional.

“Você precisa de materiais que sejam bons para absorver a luz do sol e, ao mesmo tempo, não se degradem enquanto ocorrem as reações de divisão da água”, disse Edward Yu , professor do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da Escola Cockrell. “Acontece que os materiais que são bons em absorver a luz do sol tendem a ser instáveis ​​nas condições exigidas para a reação de divisão da água, enquanto os materiais estáveis ​​tendem a ser fracos na absorção de luz do sol.

“Esses requisitos conflitantes levam você a uma troca aparentemente inevitável, mas combinando vários materiais – um que absorve a luz do sol de forma eficiente, como o silício, e outro que forneça boa estabilidade, como o dióxido de silício – em um único dispositivo, esse conflito pode ser resolvido . ”

No entanto, isso cria outro desafio – os elétrons e buracos criados pela absorção da luz solar no silício devem ser capazes de se mover facilmente através da camada de dióxido de silício. Isso geralmente requer que a camada de dióxido de silício não tenha mais do que alguns nanômetros, o que reduz sua eficácia na proteção do absorvedor de silício da degradação.

A chave para esta inovação veio através de um método de criação de caminhos eletricamente condutores através de uma espessa camada de dióxido de silício que pode ser executada a baixo custo e dimensionada para altos volumes de fabricação.

UT Austin

Para chegar lá, Yu e sua equipe usaram uma técnica implantada inicialmente na fabricação de chips eletrônicos semicondutores. Ao revestir a camada de dióxido de silício com uma película fina de alumínio e, em seguida, aquecer toda a estrutura, formam-se matrizes de “picos” de alumínio em nanoescala que fazem uma ponte completa sobre a camada de dióxido de silício. Estes podem então ser facilmente substituídos por níquel ou outros materiais que ajudam a catalisar as reações de separação da água.

Quando iluminados pela luz solar, os dispositivos podem oxidar água com eficiência para formar moléculas de oxigênio, ao mesmo tempo que geram hidrogênio em um eletrodo separado e exibem excelente estabilidade sob operação prolongada. Como as técnicas empregadas para criar esses dispositivos são comumente usadas na fabricação de eletrônicos de semicondutores, eles devem ser fáceis de escalonar para produção em massa.

Aparelho experimental de divisão de água, University of Texas Austin 

A equipe entrou com um pedido provisório de patente para comercializar a tecnologia.

Melhorar a maneira como o hidrogênio é gerado é a chave para seu surgimento como uma fonte de combustível viável. A maior parte da produção de hidrogênio hoje ocorre por meio do aquecimento a vapor e metano, mas isso depende muito de combustíveis fósseis e produz emissões de carbono.

Há um impulso para o “hidrogênio verde”, que usa métodos mais ecológicos para gerar hidrogênio. E simplificar a reação de divisão da água é uma parte fundamental desse esforço.

O hidrogênio tem potencial para se tornar um importante recurso renovável com algumas qualidades únicas. Já tem um papel preponderante em processos industriais importantes e está começando a aparecer na indústria automotiva. Baterias de célula de combustível parecem promissoras em caminhões de longa distância, e a tecnologia do hidrogênio pode ser uma bênção para o armazenamento de energia, com a capacidade de armazenar o excesso de energia eólica e solar produzida quando as condições estão propícias.

No futuro, a equipe – que inclui o professor Li Ji da Fudan University – trabalhará para melhorar a eficiência da porção de oxigênio da divisão da água, aumentando a taxa de reação. O próximo grande desafio dos pesquisadores é então passar para a outra metade da equação.

“Fomos capazes de abordar o lado do oxigênio da reação primeiro, que é a parte mais desafiadora”, acrescentou Yu, “mas você precisa realizar as reações de evolução de hidrogênio e oxigênio para dividir completamente as moléculas de água, então é por isso que nosso próximo passo é olhar para a aplicação dessas idéias para fazer dispositivos para a porção de hidrogênio da reação. ”

(FONTE: UT Austin )

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: 4 AVANÇOS TECNOLÓGICOS CAPAZES DE TORNAR NOSSO PLANETA MAIS SUSTENTÁVEL

No artigo a seguir, destaque de hoje, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE trás os últimos avanços tecnológicos a favor do meio-ambiente, capazes de tornar nosso planeta mais sustentável, quais sejam: Tecnologia da Informação, Energia Solar Biocombustíveis e Tratamento da água. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes!

NATASHA PINELLI
 ATUALIZADO EM 
Dia do meio ambiente (Foto: Thinkstock)Crescimento mais equitativo e menos intensivo no uso de matérias-primas e energia (Foto: Thinkstock)

Desde 1972, o Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado em 5 de junho. A data foi estabelecida durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo, capital da Suécia, e tem como objetivo reforçar os constantes problemas ambientais enfrentados por todo o planeta, assim como a importância da preservação de seus recursos.

Foi também nessa época que o conceito de desenvolvimento sustentável começou a tomar forma. Segundo informações do livro Gestão Socioambiental Estratégica, de Luís Felipe Nascimento, Ângela Denise da Cunha Lemos e Maria Celina Abreu de Mello, logo após a realização da Conferência, diversos países começaram a estruturar órgãos ambientais e legislações que tornaram o ato de poluir uma prática ilegal. Discussões sobre a racionalização do uso de energia e a busca por combustíveis mais limpos também ganharam força.

Vale lembrar que o conceito de desenvolvimento sustentável está intimamente ligado a capacidade de atender às necessidades das sociedades atuais sem comprometer as futuras gerações. “Os princípios sugerem que é preciso desenvolver uma economia que privilegie o crescimento econômico, alterando a qualidade desse crescimento para torná-lo mais equitativo e menos intensivo no uso de matérias-primas e energia, destacando o papel dos avanços científicos, tecnológicos e inovadores”, ressalta a Profa. Dra. Anapatrícia Morales Vilha, Coordenadora da Agência de Inovação da UFABC.

Cenário atual
Passados 44 anos do evento organizado pela ONU, as dificuldades na área de preservação ambiental ainda são muitas. De acordo com um grupo* de docentes dos Cursos de Tecnologia em Saneamento Ambiental e Engenharia Ambiental da Faculdade de Tecnologia da Unicamp, a maioria dos problemas atuais está interligado aos elevados índices de consumo de recursos materiais e energéticos. A rápida elevação da temperatura média do planeta, por exemplo, é um efeito antropogênico. Ou seja, apesar de ter componentes naturais associados a eles, somos os grandes responsáveis por esse fenômeno.

Entretanto, a boa notícia é que o desenvolvimento tecnológico deixou de ser visto apenas como vilão para tornar-se um auxiliar na minimização dos efeitos negativos das atividades produtivas para o meio ambiente. Há várias inovações que favorecem a convivência mais adequada dos seres humanos com o planeta. Outro ponto positivo é que governantes, empresários e população estão assimilando a importância disso.

No entendimento dos docentes da Unicamp, os consumidores estão cada vez mais preocupados com a degradação do meio ambiente e exigem soluções menos impactantes, o que exige posicionamento e investimento das empresas. Além disso, várias universidades brasileiras têm se destacado no quesito inovação, contribuindo com soluções que trabalham pela redução do impacto ambiental.

Com a ajuda do nosso time de especialistas, selecionamos quatro inovações tecnológicas que proporcionam (ou vão proporcionar) diversos benefícios para o meio ambiente:

1. Tecnologia da Informação
O uso de satélites combinado à popularização da internet permitiu que pessoas de todo o mundo evitassem deslocamentos, antes vistos como imprescindíveis. O próprio uso do GPS e de outros aplicativos de geolocalização contribuem de maneira decisiva para a redução da emissão de CO2.

“Na área da agricultura, a utilização desses softwares ajuda na diminuição do uso de insumos, fertilizantes e pesticidas. Também é possível economizar diversas etapas no processo de plantio, o que significa menos gases lançados na atmosfera”, explica José Maria da Silveira, professor do Instituto de Economia da Unicamp.

2. Energia Solar
A energia elétrica é imprescindível para facilitar a vida das pessoas. No entanto, sua produção pode representar uma agressão considerável ao meio ambiente, tanto no caso das termoelétricas, que utilizam a queima de combustíveis fósseis, como no das hidrelétricas, que geram enormes impactos na região onde são instaladas (embora grandes avanços também estejam reduzindo o impacto dessas fontes).

Por ser uma energia abundante e inesgotável, a energia solar mostra-se uma ótima opção para a universalização da eletricidade. Pelo seu clima propício em nosso país, a previsão é que em alguns anos as placas solares tornem-se algo comum nos domicílios e até que pequenos investidores “vendam” esse tipo de energia.

3. Biocombustíveis
Ainda no ramo de fontes de energia sustentáveis, o Brasil apresenta uma produção significativa de etanol. “O cultivo de cana de açúcar cresceu bastante nos últimos tempos. São mais de 400 usinas sucroalcooleiras em todo o país”, ressalta Anapatrícia Morales Vilha.

Além de ser uma fonte renovável de energia, a produção de etanol a partir da cana apresenta uma balanço nulo de produção de CO2. Isso porque durante sua fase de crescimento, a planta sequestra a mesma quantidade de gás emitido durante a fase de fabricação e utilização do combustível.

4. Tratamento da água
O uso de tecnologia para a purificação de águas residuais é uma das principais tendências do momento. De acordo com o grupo* de docentes da Unicamp, um bom exemplo refere-se à utilização de processos oxidativos avançados no tratamento de esgotos, capaz de promover a degradação de vários poluentes, resultando, assim, em uma água de excelente qualidade.


*Contribuíram para essa matéria os seguintes docentes dos Cursos de Tecnologia em Saneamento Ambiental e Engenharia Ambiental da Faculdade de Tecnologia da Unicamp: Carmenlucia Santos Giordano Penteado, Gisela de Aragão Umbuzeiro, Luiz Carlos de Miranda Júnior e Renato Falcão Dantas.

Fonte: época negócios

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: VACAS SÃO TREINADAS PARA USAR O PENICO E AJUDAR A SALVAR O PLANETA

Pesquisadores da FBN, FLI (Alemanha) e da Universidade de Auckland (Nova Zelândia) descobriram que é possível treinar vacas para urinar no penico permitindo que os resíduos sejam coletados e tratados, limpando o celeiro, reduzindo a poluição do ar e criando fazendas mais abertas e amigáveis ​​aos animais. Urina e fezes se combinam para criar amônia, um gás de efeito estufa indireto. Os micróbios a convertem em óxido nitroso, o terceiro gás de efeito estufa mais importante depois do metano e do dióxido de carbono. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa descoberta!

Vacas estão sendo treinadas para salvar o planeta – pesquisadores que amam animais ficam impressionados com os resultados

Em uma fazenda onde as vacas se alimentam livremente enquanto pastam, o acúmulo e a disseminação de resíduos frequentemente contamina o solo local e os cursos d’água. Isso pode ser controlado confinando as vacas em estábulos, mas nesses locais próximos sua urina e fezes se combinam para criar amônia, um gás de efeito estufa indireto. Em um artigo publicado em 13 de setembro na revista  Current Biology , os pesquisadores mostram que as vacas podem ser treinadas para usar o penico, permitindo que os resíduos sejam coletados e tratados, limpando o celeiro, reduzindo a poluição do ar e criando fazendas mais abertas e amigáveis ​​aos animais .

“Normalmente, presume-se que o gado não é capaz de controlar a defecação ou a micção”, diz o coautor Jan Langbein, psicólogo animal do Instituto de Pesquisa para Biologia de Animais de Fazenda (FBN) na Alemanha, mas ele e sua equipe questionaram esse pensamento. “O gado, como muitos outros animais ou animais de fazenda, é muito esperto e pode aprender muito. Por que eles não deveriam aprender a usar um banheiro? ”

Para treinar bezerros, um processo que eles apelidaram de treinamento MooLoo, a equipe de pesquisa com cientistas da FBN, FLI (Alemanha) e da Universidade de Auckland (Nova Zelândia) trabalhou ao contrário. Eles começaram recompensando os bezerros quando urinavam na latrina e, em seguida, permitiram que os bezerros se aproximassem das latrinas quando precisassem urinar.

A amônia produzida nos dejetos das vacas não contribui diretamente para a mudança climática, mas quando é lixiviada para o solo, os micróbios a convertem em óxido nitroso, o terceiro gás de efeito estufa mais importante depois do metano e do dióxido de carbono. A agricultura é a maior fonte de emissões de amônia, com a pecuária respondendo por mais da metade dessa contribuição.

“É preciso tentar incluir os animais no processo e treiná-los para seguir o que devem aprender”, diz Langbein. “Achamos que deveria ser possível treinar os animais, mas não sabíamos até que ponto.”

Para encorajar o uso da latrina, os pesquisadores queriam que os bezerros associassem a micção fora da latrina com uma experiência desagradável. “Como punição, primeiro usamos fones de ouvido intra-auriculares e tocamos um som muito desagradável sempre que urinavam fora”, diz Langbein. “Nós pensamos que isso puniria os animais – não muito aversivamente – mas eles não se importaram. No final das contas, um jato de água funcionou bem como um meio de dissuasão suave. ”

FBN

Ao longo de algumas semanas, a equipe de pesquisa treinou com sucesso 11 dos 16 bezerros no experimento – que foi publicado na Current Biology .

Notavelmente, os bezerros mostraram um nível de desempenho comparável ao das crianças e superior ao das crianças muito pequenas.

Langbein está otimista de que com mais treinamento essa taxa de sucesso pode ser melhorada ainda mais.

“Depois de dez, quinze, vinte anos de pesquisa com gado, sabemos que os animais têm personalidade e lidam com as coisas de maneira diferente. Eles não são todos iguais. ”

Agora que os pesquisadores sabem como treinar vacas, eles querem transferir seus resultados para alojamentos de gado reais e sistemas ao ar livre. Langbein espera que “em alguns anos todas as vacas vão ao banheiro”, diz ele.

Fonte: Cell Press

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: RETIRAR CO2 DIRETAMENTE DA ATMOSFERA E ARMAZENÁ-LO NO SUBSOLO É A PROPOSTA DA MAIOR FÁBRICA DO MUNDO NA ISLÂNDIA

Remover milhões de toneladas de CO2 da atmosfera até o final da década é a proposta da “maior” fábrica do mundo, construída exclusivamente com esse objetivo e acaba de entrar em operação na Islândia. A empresa islandesa Carbfix, retira CO2 do ar antes de separar o carbono do oxigênio, misturando-o com a água e enviando-o no subsolo profundo em formações de rocha basáltica onde se mineraliza. Convido você a ler o artigo completo a seguir e ficar por dentro dos detalhes dessa incrível invenção!

Acende-se a maior fábrica do mundo para sugar carbono do céu e armazená-lo por milhões de anos na Islândia

A “maior” fábrica do mundo, construída exclusivamente com o objetivo de extrair dióxido de carbono da atmosfera e armazená-lo, acaba de entrar em operação na Islândia.

Construída no parque geotérmico em Hellisheidi, a empresa espera que isso seja apenas um trampolim necessário para ampliar o modelo por um fator de 80 e, assim, remover milhões de toneladas de CO2 até o final da década.

A solução climática mais direta possível, a fábrica Orca , apenas uma das várias soluções para mudanças climáticas oferecidas pela firma islandesa Carbfix, retira CO2 do ar antes de separar o carbono do oxigênio, misturando-o com a água e enviando-o no subsolo profundo em formações de rocha basáltica onde se mineraliza.

Com 16 locais de reciclagem de CO2, a Climeworks, a empresa suíça que forneceu à Orca os ventiladores de entrada de CO2, está extremamente animada por ter participado de um projeto que removerá o carbono permanentemente, ao invés de apenas reciclá-lo. Eles dizem que a tecnologia verde pode ser reproduzida facilmente e em escala, em qualquer lugar onde haja energia renovável e armazenamento disponível. O Orca foi construído ao lado de uma usina geotérmica local, portanto, funciona totalmente com energia renovável.

A empresa diz que pode retirar 4.000 toneladas de CO2 da atmosfera todos os anos, o equivalente a tirar 870 carros das estradas. Por si só, é um pequeno impacto para os US $ 10-15 milhões necessários para construir, mas como as empresas são cada vez mais pressionadas a fornecer compensações de carbono para suas operações, a tecnologia oferece um grande apelo se os custos caírem e a produção aumentar.

Por exemplo, compensar as emissões plantando árvores é ótimo, mas leva 50 anos para uma árvore reunir CO2 suficiente para realmente sequestrá-lo. Se a árvore morrer antes desse período, é como se a empresa não tivesse feito nada.

Uma empresa canadense, Carbon Engineering , que recebeu US $ 25 milhões em financiamento do governo, está construindo uma tecnologia que captura diretamente o CO2 do ar e o armazena como gás comprimido, ou cria um combustível quase neutro em carbono.

Atualmente, eles estão construindo o que chamam de a maior usina de captura direta de ar do mundo no sudoeste dos Estados Unidos que, quando operacional, removerá mais de 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono da atmosfera a cada ano, cerca de 40 milhões de árvores maduras.

Mas, para a Carbfix, saber que o carbono está armazenado na forma de rochas ígneas ou metamórficas nas profundezas do subsolo, onde não surgirá por centenas de milhões de anos, é a forma mais verificável de demonstrar seu compromisso em lidar com a crise climática.

Fonte: Good News Network

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BOAS NOTÍCIAS: OSCAR DO DESIGN VAI PARA DOIS BRASILEIROS POR UMA POLTRONA BIODEGRADÁVEL

Dois estudantes brasileiros, Gislaine Lao e Felipe de Carvalho Ishiy, ganham Oscar do design, depois de apresentarem poltrona biodegradável no IF Design Talent Award 2021, que é considerado o Oscar do design mundial. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer o processo de fabricação dessa nova invenção brasileira!

Brasileiros ganham Oscar do design com poltrona biodegradável

Dois estudantes do Paraná ganharam o Oscar do Design com uma poltrona de biofilme bacteriano, biodegradável ao couro, que ‘não fere’ animais.

O móvel que se chama ‘Não Fere” é resultado do trabalho de conclusão de curso dos estudantes Gislaine Lao e Felipe de Carvalho Ishiy, recém formados em Design de Produtos.

Os jovens da Universidade Federal do Paraná, UFPR, foram premiados pelo IF Design Talent Award 2021, que é considerado o Oscar do design mundial.

Ativismo ecológico

O reconhecimento máximo veio em junho: a poltrona foi uma dos 86 projetos, entre os 5,3 mil apresentados, consagrados pelo iF.

O trabalho foi o único representante da América Latina na competição alemã e foi considerado inteligente e inovador pelo júri internacional.

“Nosso propósito sempre foi fazer algo para os animais”, conta Ishiy, que é vegetariano, assim como a colega. “Mas os animais não precisam de mais produtos.

Então pensamos: como o design está interferindo na vida dos animais? E chegamos à indústria do couro e de peles”, completa Lao.

“A ideia foi evoluindo até percebermos que já existe carne sintética e vegetal, mas poucas opções que substituam o couro”, conclui Ishiy.

Ele destaca que mesmo os couros sintéticos ou a base de planta geralmente têm algum tipo de polímero adicionado, que poluem o meio ambiente e, por consequência, não são sustentáveis.

Ideia 

Os estudantes seguiram a área conhecida como biodesign ou design with the living – design com viventes, sob orientação da professora Elisa Strobel.

Eles iniciaram testes com a kombucha. Substituíram o chá por borra de café, para reaproveitar sobras de cafeterias que seriam descartadas, e aproveitaram também o resíduo de açúcar.

“Aí, colocamos na água, fervemos, coamos e transferimos para um recipiente.

O biofilme se desenvolve no formato do recipiente, na superfície do líquido, e tem a espessura de 1,5 centímetro”, descreve Lao.

Em seguida, eles recolhem o biofilme, lavam com detergentes para matar as bactérias e estendem em cima de um couro sintético para imprimir a textura.

Processo e preço

No total, o processo leva 3 semanas, duas para desenvolver o biofilme e uma para secar e tratar o produto. Outro diferencial é o cheiro.

“Quem trabalha com esse material relata que ele tem um cheiro avinagrado, mas o nosso tem um cheiro mais adocicado”, observa Ishiy.

Ele estima que o produto custe cerca de R$ 150 o metro, com uma tiragem máxima de 1,40m por 1,60m.

Para fazer a poltrona, foram usados quase 3 metros.

“O mais custoso é a manutenção e a obtenção dos insumos, pois precisamos de alguém para buscar, fazer a limpeza e a higienização, tudo no mesmo dia. É um valor alto, mas como é um material novo, não é tão caro”, explica.

“E gasta bem menos água. Usamos cerca de 10 litros de água por metro, enquanto o couro bovino requer de 8 a 10 mil litros.”

Fase de testes e propostas

Embora tenham recebido ofertas e propostas de empresas interessadas em desenvolver o material em larga escala, os designers explicam que o biofilme segue em fase de testes.

“É um material novo, ainda estamos aprendendo a trabalhar com ele”, justifica Ishiy. Além da poltrona, eles também fizeram uma bolsa e uma carteira.

A primeira ainda existe e, após quase dois anos, permanece com a mesma textura e o mesmo odor.

Mas a carteira não sobreviveu. Já a poltrona teve o conceito de biodegradabilidade posto à prova: a dupla aplicou fungos para verificar em quanto tempo ela se desintegraria.

Em um mês, a “Não Fere” teve sua breve — mas inesquecível — história encerrada.

Com informações da Galileu

Fonte: Só Notícia Boa

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: UM CARRO FUTURISTA QUE COME POLUIÇÃO PARA AJUDAR O MEIO AMBIENTE

Um carro radicalmente diferente e futurista é o destaque da nossa coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta quarta-feira. O carro com aparência esquisita foi projetado para eliminar a poluição do ar enquanto é dirigido. O design radical pretende abordar a questão da poluição e também ajudar a resolver a “crise espacial” evidenciada pela pandemia de covid-19. Você precisa ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes desse projeto incrível!

Por BBC

 

O carro futurista que 'come' poluiçãoGetty Images via BBC

Um carro que foi projetado para eliminar a poluição do ar enquanto é dirigido foi exibido no Festival de Velocidade de Goodwood, no Reino Unido.

Criado pelo designer britânico Thomas Heatherwick, o Airo deve entrar em produção na China em 2023 — e a ideia é fabricar um milhão deles.

O design radical pretende abordar não apenas a questão da poluição, mas também ajudar a resolver a “crise espacial” evidenciada pela pandemia de covid-19.

Os críticos não estão convencidos, no entanto, de que o automóvel possa ser mais do que um carro-conceito.

Apesar de ter desenhado a nova versão do icônico ônibus Routemaster de Londres, Heatherwick é mais conhecido por projetos arquitetônicos, como a sede do Google na Califórnia e em Londres.

Ele disse à BBC que embora nunca tivesse projetado um carro antes, ficou intrigado com o briefing do projeto.

“Quando eu cresci, os valores do design eram manifestados por meio dos carros, fosse o [Ford] Sierra dos anos 1980, o [Fiat] Panda, algumas ideias importantes estavam surgindo por meio dos carros.”

“Quando fomos abordados pela IM Motors na China, dissemos que não éramos designers de automóveis, e eles falaram: ‘É por isso que queremos vocês’.”

O carro — que foi apresentado pela primeira vez no salão de Xangai em abril — tem um grande teto de vidro, e seu interior foi projetado para se parecer com uma sala, com cadeiras ajustáveis ​​que podem ser transformadas em camas e uma mesa de centro destinada a reuniões ou refeições.

O interior do Airo pretende ser mais uma sala do que um carro — Foto: Getty Images via BBCO interior do Airo pretende ser mais uma sala do que um carro — Foto: Getty Images via BBC

O volante está escondido no painel, e o exterior do veículo é texturizado, com uma série de ondulações ou saliências.

“Os fabricantes de automóveis estão se atropelando para fazer carros elétricos, mas um carro elétrico novo não deve ser apenas outro com um visual diferente”, diz Heatherwick.

Além de querer refletir o fluxo de ar sobre o carro com seu exterior ondulado, a grade frontal será equipada com um filtro de ar que “coletará o equivalente a uma bola de tênis de material particulado por ano”, acrescenta ele à BBC.

“Pode não parecer muito, mas pense em uma bola de tênis em seus pulmões. Isso contribui para limpar o ar, e com um milhão de veículos só na China, faz diferença.”

Incorporar esta tecnologia é “o próximo estágio de desenvolvimento”, segundo ele.

Está previsto que tenha tanto um modo autônomo quanto controlado pelo motorista.

“Não consigo ver como este carro pode dar uma contribuição significativa para resolver os vários problemas associados à posse e uso de automóveis”, diz à BBC Peter Wells, professor de negócios e sustentabilidade no centro de pesquisa da indústria automotiva da Cardiff Business School, no País de Gales.

“A contribuição desse carro para a limpeza do ar de nossos poluídos centros urbanos seria tão pequena que seria impossível medir.”

“Isso fica logo evidente se você comparar o volume de ar que provavelmente passará pelo sistema de filtragem do carro com o volume total de ar.”

Nova sala?

A segunda grande ideia por trás do design do carro é como um espaço alternativo para uso dos proprietários.

“A covid levantou a questão da crise de espaço. Muitos de nós vivemos em apartamentos e casas e precisamos de mais espaço, de um escritório ou espaço para estudo”, diz Heatherwick.

Com um bilhão de carros no mundo que são usados ​​por cerca de apenas 10% do tempo, há espaço para eles se tornarem “imóveis valiosos”, completa.

Fonte: G1

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: O FERRO E O ENXOFRE PODEM SER A SOLUÇÃO DO MEIO AMBIENTE

Alguns elementos da tabela periódica se utilizados da forma correta podem ser a solução para o meio ambiente. o dióxido de enxofre funcionaria como uma capa protetora da radiação nociva. espalhar Enxofre na estratosfera e induzir à formação de dióxido de enxofre (SO2): este composto teria a capacidade de refletir os raios incidentes do sol, desviando seu curso e evitando que chegassem a Terra. A iniciativa é maravilhosa e as soluções estão a cada dia mais próximas.

Soluções para o meio ambiente

Enxofre: elemento que evita a incidência da radiação solar.Enxofre: elemento que evita a incidência da radiação solar.

A maior preocupação dos ambientalistas é referente ao assustador aumento no índice de CO2 (gás carbônico) na atmosfera atual. Este gás é responsável pelo aquecimento global (efeito estufa). Apresentamos aqui a aplicação de elementos químicos como alternativa para diminuir as taxas de CO2.

Enxofre (S) na estratosfera

O gás dióxido de carbono (CO2) é um agravante do aquecimento solar. O CO2 absorve radiação infravermelha e a emite na superfície da Terra, esta então além de receber a energia proveniente do sol ainda recebe esta cota de energia extra.

Esta proposta consiste em espalhar Enxofre na estratosfera e induzir à formação de dióxido de enxofre (SO2): este composto teria a capacidade de refletir os raios incidentes do sol, desviando seu curso e evitando que chegassem a Terra. Isso causaria uma diminuição significativa no aquecimento global.

Se este método funcionasse, o dióxido de enxofre funcionaria como uma capa protetora da radiação nociva.

Ferro (Fe) no fundo do mar

As algas presentes no fundo dos oceanos são eficientes quando o assunto é absorver dióxido de carbono. Um aumento da população de plânctons (que são pequenas algas) seria interessante para a diminuição de CO2 atmosférico, o que fazer então?

Estudos mostram que mares com grande concentração de Ferro apresentam mais plânctons. A ideia de fertilizar os mares com Ferro é multiplicar esta população de algas para que se tornem verdadeiras faxineiras de nossa atmosfera.

Através das alternativas propostas podemos perceber que os elementos Ferro e Enxofre são soluções para a melhoria do planeta, e diante de tantas ameaças ambientais, toda ideia é bem vinda.

Dióxido de carbono: vilão da atmosfera

Publicado por Líria Alves de Souza
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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: PYRUS É A NOVA ALTERNATIVA DE MADEIRA FEITA A PARTIR DA KOMBUCHÁ

Olha ai a Kombuchá dando a sua contribuição para o meio ambiente. É o nosso destaque desta sexta-feira, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE. Pyrus, uma maneira de usar a celulose bacteriana – o principal componente da madeira – para formar um material alternativo que imita madeiras exóticas encontradas na Floresta Amazônica. O objetivo final da Pyrus é substituir os produtos de madeira caros e sofisticados, que atualmente são grandes responsáveis ​​pelo desmatamento. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer essa nova tecnologia que vai fazer madeira sem cortar árvores!

Alternativa de madeira feita de forma sustentável a partir de resíduos de Kombuchá ganha o prêmio Dyson de 2021

Pyrus, Dyson Awards 2021

O vencedor do American James Dyson Award deste ano, Gabe Tavas, aborda o desmatamento com sua invenção, Pyrus. Sua missão é simples: fazer madeira sem cortar árvores.

Ao abraçar um equilíbrio entre natureza e design, Gabe encontrou uma maneira de usar a celulose bacteriana – o principal componente da madeira – para formar um material alternativo que imita madeiras exóticas encontradas na Floresta Amazônica.

Gabe afirma que sua ambição de criar uma mudança global veio do que ele chama de “influência imigrante”.

Sua mãe, agora advogada de imigração, mudou-se de Cuba para os Estados Unidos ainda criança, e seu pai, das Filipinas, aos 17 anos.

“Comecei a considerar o empreendedorismo quando era adolescente e senti uma urgência em resolver problemas globais de sustentabilidade”, diz Gabe. Nascido e criado em Chicago, Gabe ansiava por mais tempo na natureza e encontrou seu refúgio em Saint Paul Woods em Morton Grove, IL.

“Crescer na cidade não tem muitas expressões da natureza que podem ser estressantes. As florestas fornecem uma fuga. É meu lugar favorito para meditar, e pensar em perdê-lo porque éramos muito pequenos me dói em um nível visceral. ”

Cada pedaço de madeira possui dois ingredientes essenciais: a celulose, que fornece sua forma e estrutura básicas, e a lignina, que atua como cola para todos os demais componentes. Algumas empresas de kombuchá usam microorganismos que produzem folhas coerentes de celulose por cima do líquido.

Para fazer Pyrus, essas folhas de celulose são misturadas a uma consistência uniforme e, em seguida, incorporadas em um gel. Conforme o gel seca, ele endurece e é colocado sob uma prensa mecânica para formar uma folha plana de material semelhante a madeira. Esse material pode então ser lixado, cortado e revestido com resinas, assim como suas contrapartes baseadas em árvores.

Embora existam várias empresas criando materiais alternativos de madeira, muitas estão usando serragem. Utilizar a serragem ainda envolve o corte de árvores e danifica o ecossistema natural, mas também apresenta sérios riscos à saúde daqueles que ficam expostos a ela.

A serragem é um irritante que pode afetar seus olhos, nariz e garganta e, em exposições de longo prazo, pode até  causar câncer .

Com o Pyrus, nenhuma árvore é cortada e nenhum óleo perigoso está sendo usado. A Pyrus usa resíduos de kombuchá, que são ecologicamente corretos e criados de forma sustentável, para criar uma celulose que produz madeira de maneira sustentável. O objetivo final da Pyrus é substituir os produtos de madeira caros e sofisticados, que atualmente são grandes responsáveis ​​pelo desmatamento.

No ano passado, Gabe produziu 74 amostras de madeira Pyrus em uma variedade de cores e texturas. O Pyrus foi testado em vários equipamentos comumente encontrados em marcenarias e makerpaces, todos com a orientação e feedback positivo consistente de marceneiros profissionais. Mantendo a versatilidade da madeira, Pyrus pode ser transformado em joias, palhetas de violão e porta-copos.

Ganhar a etapa nacional do Prêmio James Dyson injetará US $ 2.600 no projeto de Gabe. Ele planeja usar o dinheiro do prêmio para expandir suas instalações de produção e desenvolver processos de impressão 3D. Em última análise, Gabe quer que o Pyrus seja transformado em vários produtos ecológicos que atendam às necessidades do consumidor e sejam comercialmente viáveis.

Sam Sheffer, três vezes juiz do Prêmio James Dyson e Influenciador de Tecnologia, disse o seguinte sobre o prêmio e o vencedor deste ano:

“Há vários anos julgo o JDA e sempre fico cativado pelas invenções que esses jovens engenheiros apresentam. As inscrições de 2021 foram algumas das mais competitivas que já vi. Pyrus se destacou porque está resolvendo um problema com o qual todos podemos nos relacionar com os resíduos de um produto que a maioria de nós consome todos os dias. Estou animado para ver todas as maneiras inovadoras de Pyrus evoluir sob a liderança criativa e talentosa de Gabe. ”

Pyrus irá progredir para o estágio internacional do Prêmio James Dyson. A shortlist internacional será anunciada em 13 de outubro e os vencedores internacionais em 17 de novembro.

ASSISTA o vídeo sobre essa inovação abaixo.)

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: O HIDROGÊNIO E A ELETRICIDADE VERDE CHEGAM PARA DESBANCAR O CARVÃO

A Volvo, empresa sueca de veículos produz o primeiro lote de ‘aço verde’ feito sem usar carvão. O velho minério será substituído pelo método da HYBRIT que usa hidrogênio e eletricidade verde para criar as altas temperaturas e o carbono necessários para substituir o carvão em seu aço. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer essa grande novidade!

Empresa sueca entrega à Volvo o primeiro lote de ‘aço verde’ feito sem usar carvão

Um quarteto de empresas de manufatura conseguiu criar o primeiro aço sem combustível fóssil do mundo na Suécia, grande parte do qual irá direto para as fundições da Volvo para criar os primeiros carros já feitos com “aço verde”.

É um primeiro passo massivo para descarbonizar uma indústria de carbono pesado, já que a siderurgia mundial é responsável por 8% de todas as emissões de CO2 resultantes da necessidade de carvão no processo de fabricação, e as empresas envolvidas na descoberta representam 10% das emissões da Suécia e 7% da Finlândia.

Desde o período dos Reinos Combatentes na China Antiga e na Índia e no Sri Lanka quatro séculos antes disso , os metalúrgicos entenderam que para pegar um metal útil, o ferro, e transformá-lo em uma liga superior, o aço, eles precisavam de muito calor e um pouco de carvão.

Hoje, esse carvão está sendo substituído por hidrogênio pela empresa de risco sueca HYBRIT, de propriedade da siderúrgica sueca SSAB, a concessionária estatal Vattenfall e a empresa de mineração LKAB.

O método da HYBRIT usa hidrogênio e eletricidade verde para criar as altas temperaturas e o carbono necessários para substituir o carvão em seu aço.

A esperança deles é fazer com que o aço verde nas carrocerias dos carros Volvo o mais rápido possível e no mercado de circulação global já em 2026.

“O primeiro aço livre de fósseis do mundo não é apenas um avanço para a SSAB, mas representa a prova de que é possível fazer a transição e reduzir significativamente a pegada de carbono global da indústria siderúrgica. Esperamos que isso inspire outros a também querer acelerar a transição verde ”, disse Martin Lindqvist, presidente e CEO da SSAB.

Quase sem se apoiar nessa conquista notável, a HYBRIT e seus patrocinadores estão procurando garantir que a usina siderúrgica e as caldeiras necessárias para aquecer o hidrogênio a 1.000 ° C (1.832 ° F) para que seu processo de fabricação seja operado por fontes de energia sem combustível fóssil.

Eles estão focados em aquecimento elétrico a gás e sua planta em Luleå, Suécia, testará uma caldeira de 250 quilowatts. Se der certo, uma versão em megawatt será desenvolvida.

“Este é um dos muitos passos empolgantes entre todo o desenvolvimento ocorrendo dentro da cadeia de valor livre de fósseis”, afirmou Eva Vitell, GM da Hybrit Development AB.

O minério de ferro para a fabricação de aço é a segunda commodity mais comercializada no mundo, atrás apenas do petróleo bruto, e qualquer desenvolvimento no sentido de tornar esse processo mais verde representa um grande potencial de redução de emissões.

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: NO ÁRTICO BACTÉRIAS MARINHAS SÃO CAPAZES DE DEGRADAR PETRÓLEO E DIESEL

Um extraordinária notícia que vem do ártico animou os cientistas e pesquisadores e soou como um alívio diante do avanço das atividades da indústria de petróleo e do setor de navegação nessa área. Eles descobriram que bactérias marinhas nas águas geladas do Ártico canadense são capazes de biodegradar petróleo e óleo diesel. A notícia destaque da coluna ECOLOGIA & MEIO AMBIENTE é tão boa que merece que você a leia completa.

Bactérias conseguem biodegradar petróleo e diesel no Ártico canadense

Notícia é um alívio diante do avanço das atividades da indústria do petróleo e do setor de navegação nessa área

O degelo no Ártico está estimulando a chegada à região da indústria petroleira e de do setor de navegação, ampliando os riscos de vazamento de óleo. Crédito: Noaa/Flickr

Bactérias marinhas nas águas geladas do Ártico canadense são capazes de biodegradar petróleo e óleo diesel, de acordo com um novo estudo publicado na revista Applied and Environmental Microbiology, da American Society for Microbiology.

O sequenciamento genômico revelou potencial inesperado para biorremediação de hidrocarbonetos em linhagens de bactérias, incluindo ParaperlucidibacaCycloclasticus e Zhongshania, disse o coautor Casey Hubert, professor associado de geomicrobiologia da Universidade de Calgary (Canadá). Esses microrganismos “podem representar os principais participantes na resposta aos derramamentos de óleo no Ártico”.

“O estudo também confirmou que o fornecimento de nutrientes pode aumentar a biodegradação de hidrocarbonetos sob essas condições de baixa temperatura”, disse Hubert.

Benefícios e riscos

“Essas águas permanentemente frias estão vendo uma atividade industrial crescente relacionada ao transporte marítimo e às atividades do setor de petróleo e gás offshore”, afirmou Hubert a respeito do impulso para esse trabalho.

Sean Murphy, aluno de Hubert e que cresceu na região, instigou o projeto. Murphy, cientista aquático que atua na consultoria ambiental ERM Canada, notou o benefício que o petróleo em alto-mar trouxe para as pessoas da Terra Nova e do Labrador, mas ficou profundamente preocupado com o derramamento de óleo da plataforma Deepwater Horizon no Golfo do México. Então, concentrou sua pesquisa de mestrado no Mar de Labrador para “ajudar a informar estratégias futuras de mitigação de derramamento de óleo (…) em temperaturas frias na região.”

A costa do Labrador, onde o estudo foi realizado, é importante para os povos indígenas que dependem do oceano para se alimentar. Diferentemente do que ocorre nas latitudes mais baixas, existe no extremo norte uma escassez de pesquisas sobre biorremediação, observou Hubert.

Respostas da natureza

“À medida que a mudança climática estende os períodos sem gelo e o aumento da atividade industrial ocorre no Ártico, é importante entender as maneiras pelas quais o microbioma marinho ártico responderá se houver derramamento de óleo ou combustível”, disse Hubert. Isso é especialmente importante, pois “essa região permanece vasta e remota, de modo que a resposta de emergência a derramamentos de óleo seria complicada e lenta”.

No estudo, os pesquisadores simularam a remediação de derramamento de óleo dentro de garrafas, combinando a lama dos primeiros centímetros do fundo do mar com água do mar artificial e com diesel ou óleo cru, junto com diferentes aditivos de nutrientes em concentrações variadas.

Os experimentos foram realizados a 4°C, em aproximação à temperatura no Mar do Labrador, e ocorreram durante várias semanas. “Nossas simulações demonstraram que bactérias degradadoras de óleo de ocorrência natural no oceano representam as primeiras respostas da natureza a um derramamento de óleo”, disse Hubert.

Fonte: Revista Planeta

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: TURBINAS EÓLICAS NO ALTO DOS PRÉDIOS PARA GERAR ENERGIA LIMPA

A tecnologia está se aprimorando dia a dia e já é possível instalar turbinas eólicas no topo dos prédios das grandes cidades. Veja no artigo a seguir como isso é possível. A Natureza agradece!

Cidades podem gerar energia eólica com turbinas no alto dos prédios

Análise das condições do vento no alto de um edifício do centro de São Paulo mostra que é possível gerar energia eólica local usando turbinas de pequeno porte

Ventos que incidem em centros urbanos como São Paulo (acima), em meio aos prédios, também podem ser fontes de energia limpa e renovável. Crédito: Pikrepo

Pesquisa feita no Instituto de Energia e Ambiente (IEE), em parceria com o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), ambos da USP, desmistifica a ideia de que a energia eólica possa ser gerada apenas por turbinas gigantes instaladas em áreas abertas, onde os ventos são constantes e unilaterais. O estudo mostrou que os ventos que incidem em centros urbanos, em meio aos prédios, também podem ser fontes de energia limpa e renovável. Essa foi a conclusão de uma dissertação de mestrado cuja proposta foi avaliar o potencial eólico de instalação de aerogeradores de pequeno porte (APPs) em um edifício localizado na região central de São Paulo, onde as condições do vento são instáveis, turbulentas e de baixa velocidade devido à presença de obstáculos.

“No Brasil, a produção de energia eólica vem se expandindo cada vez mais. Porém, o crescimento ainda é bastante limitado, principalmente a produção em pequena escala, voltada para os centros urbanos, em sistemas eólicos on-grid – conectados diretamente à rede elétrica”, explica ao Jornal da USP o engenheiro elétrico e autor da pesquisa, Leonardo Alberto Hussni Silva. A falta de dados confiáveis sobre a dinâmica dos ventos nas cidades que pudessem demonstrar a previsibilidade de fontes eólicas em topos de edifícios levou Hussni, mestrando do IEE, ao desenvolvimento do estudo.

Modelos de aerogeradores de pequeno porte utilizados na pesquisa. Crédito: foto cedida pelo pesquisador

Dados da pesquisa

Os sensores para coleta de dados anemômetros – a direção do vento, a velocidade, a intensidade, a constância e a temperatura – foram colocados em torres meteorológicas instaladas no topo do prédio de 18 andares da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, no bairro da Sé, zona central de São Paulo. As medições ocorreram de 2014 a 2018. Diariamente, a cada cinco minutos, por um período de quatro anos, essas variáveis, que ajudam a estimar a capacidade de geração de energia do aerogerador, foram captadas e analisadas.

Compilados os dados eólicos, a velocidade média do vento encontrada durante o período analisado foi de 3,92 m/s (metros por segundos). Nos meses de setembro, outubro e novembro, a velocidade dos ventos atingiu os melhores índices, em torno de 5,0 m/s, entre os horários de 13 e 20 horas. Já os meses de maio, junho e julho ficaram com os piores índices.

Com os dados em mãos, o pesquisador cruzou as variáveis encontradas com a curva de potência (gráfico que indica qual será a potência elétrica disponível no aerogerador para diferentes velocidades de vento) fornecida pelo fabricante de quatro modelos de aerogeradores de pequeno porte – Skystream 3.7, Proven 2.5, Raum 3.5 e Hoyi 300. Desses modelos, a turbina que melhor teve eficiência energética foi a Proven 2.5, com a geração de energia estimada em 4.330 kilowatts (kWh)/ano. Assumindo que o consumo residencial médio no Brasil seja em torno de 152 kWh/mês, seria possível abastecer com folga duas residências com a energia gerada pela Proven.

TURBINA ÉOLICAPREÇO (R$)INSTALAÇÃO (R$)GERAÇÃO DE ENERGIA (KWH/ANO)FATOR DE CAPACIDADETEMPO DE VIDA
Skystream 3.728.000,005.000,001.4819.40%20 anos
Raum 3.539.778,303.000,002.1116.90%20 anos
Proven 2.540.275,703.000,004.33019.80%20 anos
Hoyi 30032.745,803.000,000.53020,20%20 anos

 

O prazo para o retorno do investimento, caso o aerogerador Proven 2.5 fosse instalado no local, seria relativamente alto, demoraria em torno de 16 anos para que o equipamento (R$ 40 mil) e a instalação (R$ 3 mil) fossem totalmente pagos. Segundo o pesquisador, uma das causas para a falta de viabilidade econômica do projeto instalado foi o fato de os aerogeradores serem importados e terem custo alto. Os aerogeradores nacionais não foram utilizados na pesquisa por falta de informações de curvas de potência fornecidas pelas indústrias. Segundo Hussni, essa seria uma oportunidade para o desenvolvimento de pequenos aerogeradores nacionais otimizados para ventos de baixas velocidades e instalação em topos de edifícios.

Torre meteorológica onde foram instalados sensores para medição dos ventos. Crédito: foto cedida pelo pesquisador

O Brasil no cenário mundial

O Brasil ocupa uma posição privilegiada no cenário mundial em capacidade de geração de energia eólica. De acordo com o Global Wind Energy Council (GWEC), o país está na oitava posição no ranking dos dez países com maior capacidade instalada total de energia eólica. Mesmo com todo esse potencial, Leonardo Hussni lembra que pesquisas acadêmicas relacionadas à integração de turbinas de pequeno porte em unidades consumidoras são incipientes no Brasil. As modificações realizadas na legislação de promulgação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre “Geração Distribuída” fizeram com que mais pesquisas sobre o assunto passassem a ser desenvolvidas.

Pelas resoluções normativas da Aneel, o consumidor brasileiro teve permissão para gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis, e fornecer o excedente da energia produzida à rede de distribuição de sua localidade, que retornaria ao consumidor na forma de crédito nas faturas seguintes.

Com o incentivo governamental, aumentou a capacidade de geração distribuída no Brasil nas várias modalidades (solar, eólica e hídrica). Segundo o pesquisador, em 2021, por exemplo, o País alcançou a marca de 5,2 gigawatts; “para efeitos comparativos, isso significa 37% da potência instalada da usina hidrelétrica de Itaipu”, diz. Ao todo, foram 432 mil projetos homologados, favorecendo 550 mil unidades consumidoras. Desses projetos de geração distribuída, as minieólicas representam apenas 0,3% deste total, enquanto 97% são micros e miniusinas solares fotovoltaicas. “Essa evidente diferença na geração eólica pode ser justificada pela falta de dados confiáveis sobre as condições do vento nos grandes centros urbanos”, lamenta Hussni.

Desdobramento da pesquisa

As informações coletadas pela pesquisa resultaram na dissertação de mestrado Avaliação do potencial eólico em ambiente urbano para aplicação de micro e minigeração distribuída: estudo de caso em edifício no centro da cidade de São Paulo, orientada pelo professor Demetrio Cornilios Zachariadis, do Programa de Pós-Graduação em Energia do IEE, com participação do professor Amauri Pereira Oliveira e da pesquisadora Georgia Codato.

Como desdobramento da pesquisa, Hussni pretende continuar as investigações do potencial eólico em meio urbano, ampliando as medições para edifícios próximos ao utilizado na pesquisa de mestrado e desenvolvendo técnicas de extrapolação dos resultados para regiões adjacentes.

Mais informações: e-mail leonardohussni@energridengenharia.com.br, com Leonardo Alberto Hussni Silva; e-mail dczachar@usp.br, com Demetrio Cornilios Zachariadis

Fonte: Revista Planeta

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: TECIDO QUE PROTEGE PESSOAS DO AUMENTO DE TEMPERATURA JÁ É REALIDADE

Um tecido maravilhoso que mantem a temperatura do corpo 5º a menos do que a temperatura ambiente é o destaque da coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta sexta-feira. Leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes dessa descoberta incrível.

Pesquisadores projetam um tecido para camisetas que reduz o calor do corpo, protegendo as pessoas do aumento da temperatura

É muito fácil fazer roupas projetadas para mantê-lo aquecido, seja com inspirações naturais ou sintéticas, mas fazer algo projetado para mantê-lo fresco é muito mais difícil.

Enquanto objetos como carros e prédios podem ser revestidos com tinta ultra-branca ou espelhos que refletem os raios do sol, dois cientistas chineses descobriram como fazer uma camiseta normal manter a temperatura da pele 5 ° C mais fria.

Os cientistas dizem que ele pode ser produzido em massa com apenas um aumento fracionário no custo, prometendo a uma geração de trabalhadores ao ar livre ou banhistas uma forma de amenizar os efeitos da mudança climática absoluta.

Dentro dos raios do sol, a radiação eletromagnética do infravermelho próximo (NIR) é um componente que aquece tudo o que o sol põe seu olhar. Eles também resfriam quando são emitidos, mas se o vapor de água estiver no ar, o NIR é absorvido internamente e mantém a temperatura do ar circundante quente.

A pele humana emite naturalmente uma radiação eletromagnética diferente, chamada infravermelho médio, que em vez de ficar presa em partículas de água, sai diretamente de nossa atmosfera.

Ma Yaoguang da Universidade de Zhejiang e Tao Guangming da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong criaram uma mistura de fibra sintética que contém partículas de dióxido de titânio para refletir o NIR e que também contém ácido polilático que absorve o calor do corpo e o ejeta através da camisa como MIR para esfrie o usuário.

Quando um avaliador vestiu um colete, metade do qual era de algodão branco e a outra metade o tecido de resfriamento, a imagem térmica mostrou que a parte de seu corpo por baixo do tecido artificial permanecia 5 ° C (9 ° F) mais fria depois que ele se sentou em uma cadeira de gramado sob o sol por uma hora.

O infravermelho mostra a eficácia do novo material (R) em comparação com o algodão normal (L); S. Zheng et. al, Science 2021, 10.1126

Há alguma dúvida, relata a  Ciência,  se o movimento do tecido diminuirá o efeito, já que qualquer tipo de material emissor de MIR só foi testado quando permanece plano e imóvel em direção ao sol. Uma camiseta esvoaçante curvada para os ombros e braços de um ser humano pode resultar em resultados diferentes em um sol do meio-dia vertical.

Mas os cientistas também observaram que os custos de material e produção são apenas cerca de um décimo mais altos do que o algodão, de modo que qualquer coisa que nos aproxime de roupas de proteção para os períodos de calor é realmente uma esperança.

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: O SOL ARTIFICIAL DA CHINA ACABA DE QUEBRAR UM NOVO RECORDE

O sonho da energia verde (limpa) ilimitada está cada dia mais próximo e é o destaque desta segunda-feira, aqui na coluna CIÊNCIAS. Os chineses da EAST Fusion Facility, em Heifei, estabeleceram um novo recorde mundial de calor e duração. Eles criaram recentemente um gás de plasma que foi aquecido a 120 ° milhões Celsius, por 101 segundos antes de se dissipar. É algo extraordinário e você precisa ler o artigo completo a seguir para ficar por dentro dessa nova descoberta da ciência.

O ‘Sol Artificial’ da China traz a fusão nuclear um passo mais perto, quebrando o recorde mundial

É hora de acordar e sentir o cheiro do plasma, enquanto a energia de fusão termonuclear se aproxima cada vez mais da realidade.

Em sua busca para desenvolver energia verde ilimitada, a EAST Fusion Facility em Heifei, China, criou recentemente um gás de plasma que foi aquecido a 120 ° milhões Celsius – que é três vezes mais quente que o sol – e o manteve lá por 101 segundos antes de se dissipar , estabelecendo um novo recorde mundial de calor e duração.

“A descoberta é um progresso significativo e o objetivo final deve ser manter a temperatura em um nível estável por um longo tempo”, disse Li Mao, diretor de física da Southern University of Sci-Tech em Shenzhen.

O recorde anterior era de 50 ° milhões Celsius, mantido pelos cientistas que trabalham no reator de fusão na Coréia do Sul.

Carros voadores, jetpacks, trens-bala – há muitos marcos clássicos da tecnologia de ficção científica que alcançamos, mas um reator de fusão nuclear, essencialmente um sol artificial, é atualmente considerado apenas plausível.

Tomando emprestada a física das reações no centro do sol, um reator de fusão termonuclear transforma o hidrogênio em hélio, criando um sonho de energia verde ilimitada, já que a quantidade de deutério, uma versão do hidrogênio, encontrada em 1 litro de água do mar poderia produzir tanto energia como 300 litros de gasolina.

A razão pela qual esse quebra-cabeça de todos os quebra-cabeças é apenas plausível é que o sol conta com suas enormes forças gravitacionais para esmagar os átomos, enquanto na Terra temos que usar temperaturas como a que EAST alcançou.

O desafio que vem junto com essa necessidade: como você pode construir uma máquina que pode aquecer e conter matéria em tais extremos, que não apenas usa mais energia do que gera?

O dispositivo ao redor desses reatores de fusão é chamado de tokamak, que é um tubo em forma de donut revestido de superímãs.

Muitos tokamaks existem na Terra, e diferentes governos e institutos científicos estão todos lutando para realmente sustentar um plasma por dias em vez de segundos, e de alguma forma usar muito pouca energia para aquecer uma máquina a 120 milhões de graus Celsius.

projeto principal é o ITER , uma colaboração entre a UE, Rússia, Japão, Coreia do Sul, Índia e os EUA. Seu tokamak é do tamanho de um edifício e contém 3.000 toneladas de ímãs, 141 quilômetros de cabeamento e os mais sofisticados do mundo sistema de refrigeração.

Outros esforços incluem reatores de fusão menores de empresas privadas nos Estados Unidos, no MIT e no Commonwealth Fusion Systems e Tokamak Energy do Reino Unido. Esses dois criaram uma fita supercondutora engenhosa para enrolar em torno de ímãs poderosos, que criam imensa pressão além do calor, permitindo reatores de fusão “portáteis” – que custam um iota do preço inicial de € 20 bilhões do ITER.

O benefício de ter esse problema resolvido é que, essencialmente, a questão da energia está resolvida. Petróleo, carvão e gás podem permanecer no solo, não haveria perigo de outro Fukushima ou Chernobyl, e toda a miríade de problemas, ineficiências e custos atualmente inerentes às formas comuns de energia verde poderiam ser esquecidos.

O Experimental Advanced Superconductor Tokamak ( EAST ) na Academia Chinesa de Ciências de Heifei está provando que é possível estender e intensificar o efeito, e que enquanto o recorde de calor e duração puder ser continuamente superado, o sonho de energia limpa ilimitada sobreviverá .

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: CIENTISTAS REDUZEM POSSÍVEIS ERROS DO SEQUENCIAMENTO GENÉTICO PARA 0,3%

Cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, ambos dos Estados Unidos conseguiram preencher quase todas as lacunas dos 8% restantes e sequenciar um genoma humano mais completo, podendo haver erros em apenas 0,3% do sequenciamento. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa descoberta fascinante.

Cientistas conseguem sequência mais completa de genoma humano

Possíveis erros ocupariam apenas 0,3% do sequenciamento

Crédito: Marcia Minillo

Em 27 de maio, o consórcio T2T, uma colaboração internacional de 30 instituições de pesquisa, tornou disponível na plataforma de manuscritos bioRxiv o artigo intitulado “A sequência completa de um genoma humano”.

“A mais completa” talvez fosse a expressão mais apropriada. A última tentativa de sequenciamento completo havia sido realizada em 2013 e conseguiu cobrir 92% do genoma. Muito dos 8% faltantes era formado por lacunas espalhadas pelo genoma, difíceis de serem ordenadas por serem repetitivas demais.

Agora, uma nova tecnologia permitiu à colaboração preencher as lacunas e sequenciar um genoma humano mais completo (pode haver erros em apenas 0,3% do sequenciamento).

A equipe liderada por Karen Miga, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e por Adam Phillippy, do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, ambos dos Estados Unidos, sequenciou o material genético a partir do DNA extraído de um tumor de útero, formado quando um espermatozoide fertiliza um óvulo sem núcleo. Assim, embora tenha sido extraído de uma mulher, o genoma era do homem gerador do espermatozoide, que no caso carregava uma cópia de seu cromossomo X. O consórcio trabalha agora para sequenciar o cromossomo Y.

* Este artigo foi republicado do site Revista Pesquisa Fapesp sob uma licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o artigo original aqui.

Fonte: Revista Planeta

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: ÁGUAS RESIDUAIS PODEM SER LIMPAS E GERAR ELETRICIDADE AO MESMO TEMPO

Unindo o útil ao agradável pesquisadores desenvolveram um sistema que recupera ambos, filtrando águas residuais enquanto cria eletricidade. “O biogás é a principal fonte de energia que podemos recuperar das águas residuais; a outra é a bioeletricidade.” A natureza agradece quando essas águas residuais são devolvidas limpas.

Pesquisadores usam águas residuais para gerar eletricidade – durante a limpeza

Se as águas residuais estão cheias de “resíduos” é uma questão de perspectiva.

“Por que é um desperdício?” perguntou Zhen He, professor da Washington University em St. Louis. “São materiais orgânicos”, disse ele, e podem fornecer energia de várias maneiras.

Depois, há outro recurso valioso em águas residuais. Água.

Seu laboratório desenvolveu um sistema que recupera ambos, filtrando águas residuais enquanto cria eletricidade. Os resultados dos testes em escala de bancada foram publicados em maio e apresentados como um artigo de capa na revista Environmental Science: Water Research & Technology .

Os resíduos nas águas residuais estão cheios de materiais orgânicos que, para as bactérias, são alimentos.

“As bactérias os amam e podem convertê-los em coisas que podemos usar”, disse ele. “O biogás é a principal fonte de energia que podemos recuperar das águas residuais; a outra é a bioeletricidade. ”

Pesquisadores egípcios que trabalham com ele têm interesse em usar plataformas tecnológicas semelhantes para dessalinização de água.

Já existem maneiras de capitalizar as bactérias para produzir energia a partir de águas residuais, mas esses métodos costumam fazer isso às custas da água, que poderia ser filtrada e de outra forma usada – se não para beber – para fins de “água cinza”, como irrigação e descarga do banheiro.

Seu laboratório pegou os dois processos – filtração e produção de energia – e os combinou, integrando o sistema de filtração ao eletrodo anódico de um sistema eletroquímico microbiano.

O sistema é configurado como uma célula de combustível microbiana típica, uma bateria bacteriana que usa bactérias eletroquimicamente ativas como catalisador, enquanto uma célula de combustível tradicional usaria platina. Nesse tipo de sistema, as bactérias são fixadas ao eletrodo. Quando a água residual é bombeada para o ânodo, as bactérias “comem” os materiais orgânicos e liberam elétrons, criando eletricidade.

Filtrar essa mesma água, entretanto, requer um sistema diferente.

Seu laboratório combinou os sistemas, desenvolvendo um ânodo permeável que atua como um filtro.

O ânodo é uma membrana dinâmica, feita de tecido de carbono condutor. Juntas, as bactérias e a membrana filtram de 80% a 90% dos materiais orgânicos – o que deixa a água limpa o suficiente para ser liberada na natureza ou tratada posteriormente para uso em água não potável.

Ele usou uma cultura mista de bactérias, mas elas tinham que compartilhar uma característica – a bactéria tinha que ser capaz de sobreviver em um ambiente com oxigênio zero.

“Se houvesse oxigênio, as bactérias apenas despejariam elétrons no oxigênio, não no eletrodo”, disse ele. “Se você não consegue respirar com o eletrodo, você perecerá.”

Para encontrar as bactérias corretas, Ele geralmente segue a natureza.

“Não é 100% natural, mas selecionamos aqueles que podem sobreviver nessa condição”, disse ele. “É mais como ‘seleção projetada’”, as bactérias que sobreviveram e respiraram com o eletrodo foram selecionadas para o sistema.

A quantidade de eletricidade gerada não é suficiente para, digamos, abastecer uma cidade, mas é teoricamente suficiente para ajudar a compensar a quantidade substancial de energia usada em uma estação de tratamento de água típica dos Estados Unidos.

“Nos Estados Unidos, cerca de 3% a 5% da eletricidade é usada para a atividade de água e esgoto”, disse ele. Considerando o uso por uma usina municipal local, ele acredita que seu sistema pode reduzir significativamente o consumo de energia.

“A água residual é um recurso no local errado.”

“Normalmente, o processo consome cerca de 0,5 KWH de eletricidade por metro cúbico”, disse ele. Com base em experimentos em escala de bancada, “Podemos reduzi-lo pela metade, ou mais disso.”

Mas o objetivo principal do sistema de He não é a produção de eletricidade, é o tratamento de águas residuais e a recuperação de nutrientes.

“As bactérias podem converter esses materiais orgânicos em coisas que podemos usar”, disse ele. “Também podemos recuperar nutrientes como nitrogênio ou fósforo para fertilizantes. Podemos usá-lo para alimentar as plantas. Só quando não o usamos, ele se torna um desperdício. ”

Fonte: Washington University em St. Louis ; imagem em destaque, Patrick Brossett,

Fonte: Good News Network

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BOAS NOTÍCIAS: CARRO VOADOR NÃO É MAIS FICÇÃO E FAZ VOO INAUGURAL DE 35 MINUTOS

Agora é pra valer! Carro voador não é mais uma ficção. Nesta semana o carro voador, desenvolvido pela empresa Klein Vision, fez seu primeiro voo de 35 minutos entre as cidades de Nitra e a capital Bratislava, na Eslováquia. Convido você a ler o artigo a seguir e assistir ao vídeo dessa façanha.

Carro voador é realidade e faz 1º voo de 35 minutos. Assista!

Foram 35 minutos no ar, num teste entre os aeroportos na Eslovaquia, o suficiente para ser o primeiro voo interurbano de um protótipo de carro voador.

O voo entre a cidade de Nitra e a capital Bratislava aconteceu nesta segunda-feira, 28. No ar, o veículo voador atingiu a velocidade de 170 km/h.

E mais: após pousar, a aeronave AirCar – desenvolvida pela empresa Klein Vision – se transformou em um carro e foi pela estrada, até o centro da cidade, dirigida pelo CEO da Klein Vision, Stefan Klein, e por Zajac.

Híbrido

O carro voador foi apresentado pela primeira vez em 2019. “AirCar não é mais apenas uma prova de conceito. Tornou a ficção científica uma realidade”, disse Anton Zajac, cofundador da empresa, em comunicado à imprensa.

O AirCar Prototype 1 é movido por um motor BMW de 160 cavalos e vem equipado com uma hélice fixa.

Ele se transforma de aeronave em veículo rodoviário em menos de 2 minutos. Ela é capaz de percorrer até 1.000 quilômetros e chegar a 2.500 metros de altura.

O protótipo pode transportar duas pessoas, com um limite de peso de 200 kg.

“É um carro voador por todos os meios e propósitos”, disse a Klein Vision.

Segundo a Klein Vision, o projeto é protegido por 12 patentes e custou aproximadamente 1,7 milhão de euros.

Veja:

Com informações da Exame

Fonte: Só Notícia Boa

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EMPRESA POTIGUAR PREPARA PLANOS PARA INCREMENTO DOS SERVIÇOS E ENTRADA NO STREAMING

Empresa potiguar investe em novos serviços e preparação entrada no streaming

Redação / Portal da Tropical 

Atualizado em:

Foto: Divulgação

Com planos para incremento dos serviços já oferecidos e ampliação do leque de produtos, a Cabo Telecom completou 21 anos nessa quinta-feira (24) com o olhar voltado para o futuro. A empresa com DNA potiguar foi pioneira na prestação dos serviços de internet banda larga e de TV por assinatura no Rio Grande do Norte, e agora trabalha na expansão de sua rede de fibra óptica enquanto planeja, em breve, lançar novidades no campo do streaming, entre outros benefícios para os clientes.

Com cerca de 130 mil assinantes no RN e na Paraíba, a Cabo Telecom já oferece tecnologia de ponta para residências e empresas nos dois estados. Ao longo do primeiro semestre deste ano, um dos principais investimentos foi na modernização das redes nas áreas já atendidas de Natal e da região metropolitana.

“Atualmente, a Cabo Telecom já possui mais de mil km de redes ópticas ativas, e até o final do ano, o plano é que 85% da nossa rede antiga em bairros de Natal e em Parnamirim sejam substituídos pela Cabo Fiber, a nossa tecnologia de fibra óptica ”, projeta Cláudio Alvarez, diretor presidente da Cabo Telecom.

Na prática, libertada mais 450 km de fibra óptica para incrementar o serviço de internet em bairros como Nova Descoberta, Cidade Alta, Alecrim, Capim Macio, Cidade da Esperança e Mirassol.

E no interior do Estado, os municípios do Agreste também viram a chegada e ampliação das atividades da Cabo Telecom neste semestre, através dos serviços da recém adquirida Cortez Online, que já operava em São José de Mipibu, Nísia Floresta, Monte Alegre, Brejinho, Goianinha, Tibau do Sul e Canguaretama.

“Com uma presença já consolidada em Natal ao longo de duas décadas, agora estamos olhando com mais atenção para os mercados da região metropolitana. Nosso plano é seguir investindo no aumento da cobertura de redes nas cidades em que a Cortez Online já atuava ”, adianta Cláudio. “Em maio, implementamos nosso serviço de telefonia fixa municípios municípios do Agreste potiguar e no Litoral Sul, sempre priorizando a contratação de mão de obra local”, relata o presidente da companhia.

A expectativa de crescimento da Cabo Telecom segue a linha do Grupo Conexão, do qual a empresa potiguar faz parte. O Grupo atualmente está presente em mais de 50 cidades em várias regiões do Brasil e serviços de prestação de serviços a mais de 400 mil lares, cerca de 20 mil clientes empresariais, empregando mais de 2.200 colaboradores. São mais de 8.500 km de rede com capacidade para atender mais de 1,4 milhões de clientes.

No Nordeste, a Cabo Telecom é responsável pela geração de 760 empregos diretos e indiretos. A empresa possui um dos maiores setores de call center do estado, seis vezes consecutivas avaliado como o melhor do país em pesquisas feitas pela Anatel.

“O atendimento ao cliente é um dos nossos diferenciais. Buscamos sempre associar a tecnologia ao contato humanizado dos nossos colaboradores com os consumidores. É assim que oferecer um serviço de alta qualidade, competindo com grandes marcas nacionais, mas sem deixar de lado o nosso DNA genuinamente local ”, orgulha-se Cláudio.

Novos produtos 

Para o segundo semestre, a Cabo Telecom traz novidades para o seu público. Está previsto para o mês de julho o lançamento do Conexão Vantagem, uma espécie de clube de vantagens, além de uma plataforma de streaming, a ConexPlay, e o ConexMóvel, serviço de telefonia celular. Também estão entre os próximos projetos de rastreamento veicular e câmeras de monitoramento.

“Estamos animados com essas novidades, que já estão nas fases de teste e ajustes finais. Tudo sempre pensado para oferecer mais vantagens aos nossos assinantes, que também vão poder usar a plataforma ConexPlay para autoatendimento. A Cabo Telecom chega à maioridade com muitos projetos para o futuro ”, comemora Cláudio.

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ARTIGO: A ESPIRITUALIDADE É O ÚNICO CAMINHO PARA SOBREVIVER ÀS AMEAÇAS QUE NOS CERCAM

Tenho visto tanta gente adoecendo e morrendo de graça que fico pensando! O mundo está realmente muito perigoso, agressivo, ácido e difícil de sobreviver, com tantas bactérias e vírus espalhadas aos milhões e até bilhões ou será que o ser humano está a cada dia mais frágil apesar de todo o avanço da ciência e da tecnologia? Quando olhamos para o passado e vemos o quão era difícil a sobrevivência do homem num mundo tão hostil e cercado de grandes feras por todos os lados e mais adiante a ameaça saiu do mundo macro, das feras, para o mundo microscópico, os grandes surtos pandêmicos como a peste negra, a peste bubônica, a gripe espanhola e tantas outras  de  facilmente percebemos que as ameaças a que o homem foi submetido ao longo de sua trajetória terrestre nunca ultrapassaram a sua capacidade de dominá-las ou bani-las da face da terra, ou seja, os meios para combater e exterminar essas ameaças sempre estiveram ao alcance do intelecto e dos recursos materiais. Mas sempre foi muito difícil e custoso para a humanidade alcançar essas vitórias sobre essas ameaças. Isso ocorre justamente por causa do desequilíbrio evolutivo mente-corpo-espírito. A humanidade sempre deu ênfase ao desenvolvimento  intelectual e material e ignoraram o desenvolvimento espiritual. Neste plano, infelizmente, ainda estamos na idade da pedra. O desenvolvimento espiritual não requer 5% do esforço e consumo de energia que o desenvolvimento intelectual e material necessitam, pois envolve apenas o esforço pessoal, o conhecimento, a leitura, a meditação, os exercícios mentais, exercícios físicos e uma alimentação saudável. A autocura é algo palpável, real e iminente. Ela está no nosso DNA. Só falta assumirmos o comando e aprendermos a vibrar em altas frequências e nada, absolutamente nada, que vibre em baixa frequência jamais nos atingirá.

 

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CIÊNCIAS: PARALISIA ESPINHAL BÍFIDA NÃO É MAIS UM DIAGNÓSTICO DEVASTADOR

As notícias deste sábado, aqui na coluna CIÊNCIAS são excelentes graças a alguns avanços surpreendentes na cirurgia pré-natal. As operações realizadas no útero estão produzindo resultados muito mais promissores. Por isso convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa fantástica cirurgia!

Cirurgia “alucinante” no útero de mães salvou dezenas de bebês da paralisia espinhal bífida

Para o feto, a espinha bífida, um defeito de nascença no qual a medula espinhal não se desenvolve ou se fecha adequadamente, é um diagnóstico devastador. Até recentemente, os médicos não conseguiam corrigir a condição até o nascimento do bebê. Mesmo com intervenção médica pós-parto, o resultado nem sempre foi bom.

Agora, no entanto, graças a alguns avanços surpreendentes na cirurgia pré-natal, as operações realizadas no útero estão produzindo resultados muito mais promissores.

Os médicos teorizam que quanto mais o tecido espinhal fica exposto ao líquido amniótico no útero, maior o dano aos nervos, o que pode levar à paralisia permanente das pernas, perda de sensibilidade e falta de função nos rins, bexiga e intestinos .

Os procedimentos corretivos realizados durante o segundo trimestre (geralmente entre 23 a 26 semanas) são relatados para minimizar os danos aos nervos e mitigar problemas de saúde de longo prazo, dando a muitos bebês com espinha bífida a esperança de levar uma vida próxima à normal.

Helena Purcell, uma futura mamãe no Reino Unido, descobriu que sua filha ainda não nascida tinha espinha bífida e também hidrocefalia (um acúmulo anormal de fluido no cérebro) durante um exame de rotina de 20 semanas. Metade da coluna do bebê foi exposta por uma grande lesão. Disseram a ela que as chances de seu filho andar eram mínimas e ela provavelmente teria incontinência durante toda a vida.

Poucos dias depois de ouvir aquele prognóstico sombrio, Helena foi testada pelo Serviço Nacional de Saúde (NHS) para ver se ela se qualificava para o programa de cirurgia intra-uterina que mudou sua vida – e foi aprovada. “Eu sabia que se não fizesse a operação, a qualidade de vida dela seria muito diferente”, disse Purcell à BBC .

Purcell estava com 23 semanas de gravidez quando chegou à Bélgica, onde a cirurgia seria realizada. Cerca de 30 especialistas e médicos do University College London Hospitals, do Great Ormond Street Hospital for Children e do University Hospitals Leuven participaram do procedimento.

A equipe incluiu cirurgiões fetais e pediátricos, neurocirurgiões, anestesiologistas, obstetras, radiologistas e uma equipe de higienização. Havia até neonatologistas à disposição para o caso de o bebê de Purcell precisar nascer (o que ela não fez).

Três meses depois, nasceu a filha de Helena, Mila (abreviação de Milagro que significa “milagre” em espanhol). Embora ela ainda tenha alguma retenção de líquidos no cérebro, seu desenvolvimento é bom.

“Não consigo explicar a enorme diferença que [isso] teve para minha família. Os médicos do NHS são heróis aos meus olhos, e a cirurgia que eles fizeram é simplesmente alucinante ”, disse Purcell à Sky News . “Se não fosse por eles, Mila ficaria paralisada … Estou muito grato por ela ter tido essa chance.”

Helena Purcell com o bebê Mila / GOSH

Pré-nascido nos EUA

O NHS relata que, desde janeiro de 2020, 32 bebês britânicos e suas mães foram submetidos ao procedimento cirúrgico duplo, mas a operação também está sendo realizada com sucesso na América.

Um ultrassom de 20 semanas revelou que o filho de Mallorie e Chris Deruyter, Max, tinha espinha bífida. Os médicos do casal de Wisconsin enviaram Mallorie ao Hospital Infantil Lurie de Chicago para tratamento posterior.

Embora a operação – conhecida como “reparo fetoscópico fechado” – seja muito menos invasiva do que os procedimentos anteriores, Mallorie ainda corria o risco de parto prematuro que a cirurgia às vezes induz.

“Quando eu inicialmente ouvi isso, eu realmente pensei que não faria uma cirurgia de jeito nenhum. Eu apenas pensei que era absolutamente louco ”, disse Mallorie à WGN News 9 . “E quanto mais pesquisas eu fiz, mais percebi que isso vai dar a ele a melhor vida.”

Após a operação de sete horas, comandada pelo neurocirurgião fetal Dr. Robin Bowman e o cirurgião pediátrico Dr. Aimen Shaaban, a mãe e o bebê ainda não nascido estavam bem. Os Deruyter voltaram para Green Bay, mas deveriam retornar a Lurie para uma cesariana quando a gravidez chegasse a 39 semanas.

O bebê tinha outros planos. Mallorie entrou em trabalho de parto e Max chegou às 3 da manhã, poucas horas antes da cesariana programada, sem complicações.

Em casa, Max está prosperando. “A chance de uma vida realmente normal para ele realmente parece aparente”, disse Chris à WGN . “Você pode ver que ele vai ser um garotinho próspero e feliz. Não acho que teríamos feito de outra maneira. ”

A impressão 3D traz um novo nível de precisão

Enquanto isso, na Flórida, junto com ressonâncias magnéticas e ultrassom, os cirurgiões estão usando bebês “virtuais” impressos em 3D como ferramentas para melhor orientá-los durante o procedimento complexo.

O Hospital Orlando Health Winnie Palmer para Mulheres e Bebês na Flórida é uma das instalações de última geração que utiliza a nova tecnologia. Trabalhando em conjunto com o Digital Anatomy Simulations for Healthcare (DASH), com base em Orlando, 25 modelos fetais foram criados desde 2018.

“A reconstrução 3D do feto pode realmente educar o cirurgião sobre a forma, tamanho e localização da lesão espinhal na vida real, bem como preparar o cirurgião para ter o equipamento apropriado pronto para tratar esta condição cirurgicamente,” Dr. Samer Elbabaa, diretor médico de neurocirurgia pediátrica da Orlando Health, disse em um comunicado .

“É um nível de detalhe que não podemos ver na imagem tradicional, mas é extremamente valioso nesses casos em que não podemos realmente ver o defeito antes da cirurgia”.

“Os modelos fetais não apenas ajudam os cirurgiões a planejar coisas como onde fazer uma incisão e como reparar o defeito, mas também ajudam a reduzir a duração da cirurgia para limitar a exposição do bebê em desenvolvimento”, afirmou o CEO da DASH, Jack Stubbs.

Jocelyn Rodriguez, uma paciente de Winnie Palmer, descobriu que o bebê que ela e seu marido Jared estavam esperando tinha espinha bífida quando ela tinha 18 semanas. O casal afirma que a tecnologia 3D permitiu que eles entendessem melhor o que estava acontecendo com a gravidez e também se sentissem mais otimistas em relação ao procedimento.

Embora Jocelyn não tenha chegado à data prevista, os exames subsequentes desde a cirurgia revelam que a condição do bebê melhorou muito.

“Ela estava chutando, mexendo os dedos dos pés, mexendo os tornozelos”, disse ela. “Ela adora soluços. Quero dizer, tudo o que poderíamos ter desejado definitivamente aconteceu. ”

Fonte: Good News Network

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ARENA DOS GLADEADORES DO COLISEU NA ITÁLIA SERÁ RECONSTRUIDO EM MADEIRA

Itália vai reconstruir com madeira a arena dos gladiadores do Coliseu

Local de combate terá tecnologia para resfriar ambiente e, quando pronto, público verá legendário anfiteatro sob ótica dos lutadores

INTERNACIONAL

 Do R7

Imagem digital do Coliseu Romano e da futura arena de madeira, vista lateral, ao nível do solo

DIVULGAÇÃO/MILAN ENGENHARIA E MINISTÉRIO DA CULTURA DA ITÁLIA

Poucos lugares no mundo são tão mergulhados em história, lenda e sangue como o Coliseu ou o Anfiteatro Flavio em Roma, na Itália, onde – entre outros espetáculos públicos e jogos – os gladiadores lutaram até a vida ou morte uns com os outros ou com as feras diante dos olhares do imperador, dos senadores do Império Romano e de dezenas de milhares de espectadores enlouquecidos.

Construído em concreto romano, madeira, tijolo, calcário, mármore e estuque, este anfiteatro é reconhecido como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo Moderno. Foi inaugurado no século I e utilizado até ao século VI, sendo palco de atividades de caça de animais, execuções, encenações de lutas e peças de teatro de inspiração mitológica.

Em breve, nesta mesma década, a milenar arena oval deste emblemático edifício, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, terá um novo piso de madeira.

Os visitantes poderão estar no mesmo lugar onde os “esportes de sangue” aconteceram e onde os gladiadores colocaram suas vidas em jogo, cujos infortúnios foram representados em inúmeros filmes e séries.

Trata-se de “mais um passo na reconstrução da arena, um ambicioso projecto que vai contribuir para a conservação e protecção das estruturas arqueológicas, recuperando a imagem original do Coliseu e restaurando também o seu caráter de complexa máquina cênica”, afirmou o ministro de Cultura da Itália, Dario Franceschini.

O político fez essas declarações após a licitação para o projeto e construção do novo piso da arena do anfiteatro, administrado pelas entidades oficiais Parque Arqueológico do Coliseo e Invitalia.

Os construtores serão um grupo liderado pelo escritório Milan Engenharia e que envolverá o estúdio de arquitetura Labics, o arquiteto Fabio Fumagalli e o professor Heinz-Jürgen Beste, também consultor de aspectos arqueológicos como as empresas Consilium e Croma.

Esta iniciativa teve início em novembro de 2014, quando o ministro relançou a ideia da arqueóloga Daniele Manacorda de devolver a sua arena ao Coliseu. O projeto foi concluído com a definição do projeto, segundo o Ministério da Cultura da Itália.

A nova arena do Anfiteatro Flavio será leve, reversível e sustentável, conforme exige o Documento de Orientação de Projeto (DIP) elaborado pelos arquitetos, arqueólogos, restauradores e estruturalistas do Parque Arqueológico do Coliseu.

Inicia-se agora a fase operacional do projeto que, com técnicas construtivas inovadoras, utilização de materiais adequados e metodologias de análise apuradas, permitirá recuperar a imagem original do monumento e o seu funcionamento como uma complexa máquina cênica, reforçando a sua protecção e conservação, em particular de suas estruturas subterrâneas, de acordo com o ministério italiano.

O piso será feito de fibra de carbono e Accoya, uma madeira para ambientes externos produzida a partir de coníferas e modificada com um tratamento químico denominado acetilação, que aumenta a durabilidade, estabilidade dimensional e resistência a sal, insetos, fungos e radiação ultravioleta, mantendo a aparência e mecânica características da madeira natural.

Essa madeira é proveniente exclusivamente de florestas certificadas, mantidas por meio de arborização sustentável, onde é planejada a extração de madeira, levando em consideração o reflorestamento.

Algumas partes do futuro pavimento serão construídas com painéis móveis ou ripas, algumas com forma curva e outras retilíneas que, graças aos seus movimentos de rotação e translação, vão garantir a flexibilidade da superfície de madeira e permitirão abrir as estruturas subterrâneas ou embasamento para que, em determinados momentos, sejam visíveis e arejados, ficando expostos à luz natural e aos olhares dos turistas.

Este plano vai proteger as estruturas dos agentes atmosféricos, reduzindo a carga hídrica com um sistema de recolhimento e recuperação das chuvas, o qual vai alimentar os banheiros públicos do monumento, segundo o governo italiano.

A arena restaurada contará com 24 unidades de ventilação mecânica, distribuídas ao longo de seu perímetro, que vão controlar a temperatura e a umidade das salas subterrâneas. Também vão garantir que a troca completa de todo o volume de ar do recinto subterrâneo ocorra em apenas 30 minutos, quando o novo piso estará completamente fechado.

“A intervenção de arquitetura e engenharia vai permitir uma interpretação abrangente do Coliseu Romano por parte do público, que assim poderá compreender plenamente o uso e a função original deste ícone monumental e arqueológico do mundo antigo, também por meio de manifestações culturais das mais altas nível que serão realizadas lá”, informou o escritório de engenharia responsável pela obra.

“O projeto de restauração da arena, cujo interior mede 86 metros por 54 metros, com área de 3.357 metros quadrados, dará lugar à restauração integral do maior anfiteatro do mundo antigo, que se estima ter usado na antiguidade. Tinha capacidade para até 87 mil espectadores”, explicam os engenheiros.

“A nova plataforma será colocada na altura que tinha na época e retomará o traçado da planta original do edifício. As estruturas da plataforma ficarão apoiadas nas paredes existentes, sem âncoras mecânicas ou qualquer impacto invasivo, e serão totalmente reversíveis”, segundo o escritório.

“O novo piso da arena também vai melhorar a conservação e proteção das estruturas arqueológicas localizadas no hipogeu (estrutura subterrânea do anfiteatro) e vai recriar a aparência original do monumento”, afirma.

“Também acrescentará ao Coliseu uma nova funcionalidade compatível com o incalculável valor arqueológico, arquitetônico e social deste edifício”, concluem os responsáveis pela obra.

Fonte: R7
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CIÊNCIAS: UM OBSERVATÓRIO ORBITAL MUNIU A NASA DE IMAGENS FANTÁSTICAS DO CENTRO DA VIA LÁCTEA

O observatório de Raios-X Chandra, que está em órbita há décadas abasteceu a NASA com uma bateria de 370 observações fotográficas, que proporcionou um ensaio fotográfico espetacular onde mostra bilhões de estrelas e um número aparentemente infinito de buracos negros a 26.000 anos-luz da Terra, no centro da Via Láctea. Você não pode perder essa oportunidade de apreciar essa imagem fabulosa e saber como ela foi gerada!

Imagem da NASA mostra a beleza espetacular do ‘centro’ da Via Láctea

Uma nova imagem espetacular foi divulgada pela NASA mostrando o ‘centro’ da galáxia espiral em que vivemos.

A fotografia é uma composição composta de 370 observações feitas no Observatório de Raios-X Chandra em órbita nas últimas décadas. Ele mostra bilhões de estrelas e um número aparentemente infinito de buracos negros a 26.000 anos-luz da Terra, no centro da Via Láctea.

Muito do trabalho necessário para fazer essa imagem foi realizado por Daniel Wang. Astrônomo da Universidade de Massachusetts Amherst, ele passou seu ano pandêmico trabalhando na foto que você pode ver acima.

“O que vemos na foto é um ecossistema violento ou energético no centro de nossa galáxia”, disse Wang à Associated Press . “Há muitos vestígios de supernovas, buracos negros e estrelas de nêutrons lá. Cada ponto de raio-X ou característica representa uma fonte energética, a maioria das quais estão no centro. ”

Bem, não podemos negar que o que Wang fez no ano passado superou nossa farra do Netflix. Somos gratos por seu trabalho.

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: TÉCNICAS EMERGENTES E GENES DE ALGAS SENSÍVEIS À LUZ RESTAURAM A VISÃO EM CEGOS, DECLARAM CIENTISTAS

Cientistas descobrem que genes de algas que codificam proteínas sensíveis à luz, são capazes de restaurar lentamente a visão do paciente até o ponto em que ele possa localizar, identificar e contar objetos novamente. O destaque deste sábado na nossa coluna CIÊNCIAS. O tratamento que está sendo chamado de um avanço na terapia optogenética, oferece uma chance de restauração da visão em pessoas com retinite pigmentosa, a degradação das células fotorreceptivas dos olhos. Leia o artigo completo a seguir e fique por dentro de todos os detalhes!

Cientistas restauram parcialmente a visão em cegos usando técnicas emergentes e genes de algas sensíveis à luz

Ao injetar no olho de um homem parisiense genes de algas que codificam proteínas sensíveis à luz, os cientistas foram capazes de restaurar lentamente a visão do paciente até o ponto em que ele pudesse localizar, identificar e contar objetos novamente.

O tratamento está sendo chamado de um avanço na terapia optogenética e oferece uma chance de restauração da visão em pessoas com retinite pigmentosa, a degradação das células fotorreceptivas dos olhos.

Encontrada em algas brilhantes, a proteína, chamada channelrhodopsin ChrimsonR, auxilia no fluxo de íons para dentro e para fora da célula após ser exposta à luz. A aplicação dessa proteína abre novas possibilidades para a terapia gênica da retina, uma vez que ignora os fotorreceptores quebrados que caracterizam a retinite pigmentosa.

Em vez disso, os genes ChrimsonR foram direcionados para células ganglionares da retina, que são parte do equipamento de visão responsável por obter informações dos fotorreceptores e retransmiti-las para os nervos ópticos e, em seguida, para o cérebro, onde são transformadas no que conhecemos como visão.

Os gânglios receberam essencialmente a função de fotorreceptores, que devido à doença não funcionaram mais. Um par de óculos feitos sob medida coletou a imagem do mundo e condensou-a em um único espectro de luz âmbar, aquele que faz com que a proteína crimsonR do canal rodopsina mude de forma e envie sinais ao cérebro.

Ao longo de meses de treinamento, o paciente foi capaz de ver objetos, as linhas brancas na calçada e muito mais com a ajuda dos óculos – tudo detalhado no estudo resultante, publicado na revista Nature . Este não parece um tratamento particularmente avançado, mas a retinite pigmentosa não tem terapia aprovada e é uma das causas mais comuns de cegueira em jovens.

Novos desenvolvimentos neste campo podem tornar a terapia optogenética muito mais futurística, como se um gene em algum lugar da biologia pudesse ser encontrado que reagisse da mesma maneira que ChrimsonR, mas em direção a múltiplos espectros de cores. Isso permitiria que uma versão mais natural da visão fosse restaurada.

Por outro lado, métodos com células-tronco para restaurar fotorreceptores foram pioneiros em camundongos e também realizados em humanos. Sai Chavala, Ph.D. no Laboratório de Reabilitação da Retina da University of North Texas, recentemente mostrou que os fibroblastos, um tipo de célula da pele, podem se reprogramar em fotorreceptores em pacientes e camundongos com degeneração macular relacionada à idade (DM), um tipo de cegueira progressiva que é assim comum é praticamente descrito como “envelhecimento”.

Chavala está planejando a aprovação da FDA para este tratamento para reverter a DM relacionada à idade nos próximos 1-2 anos.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: ÁGUA CONDENSADA DE CONDICIONADORES DE AR JÁ É REUTILIZADA EM DIVERSOS USOS

Aproveitamento da água condensada dos aparelhos de ar condicionado, algo que até eu já vinha fazendo em pequena escala no escritório onde funcionava a minha empresa, é o destaque da edição desta sexta-feira, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE. O artigo a seguir cita vários exemplos icônicos de armazenamento dessa água condensada para usos diversos. Governos municipais e escritórios com consciência ecológica nos Estados Unidos estão experimentando diferentes maneiras de utilizar um recurso. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer essas possibilidades de uso dessa água condensada.

A coleta de condensação de ar condicionado pode substituir o uso de água potável pelas cidades

Enquanto procuravam maneiras de tornar residências e escritórios mais eficientes, os gerentes de edifícios perceberam que algo aparentemente tão insignificante quanto as gotas de água da parte inferior de unidades de ar condicionado têm o potencial de matar a sede de milhares.

Embora as gotas não pareçam muito, elas realmente fazem sentido. A Microsoft relata que seus escritórios de 46.000 metros quadrados em Herzliya, Israel, coletam 3 milhões de litros de condensado de condicionadores de ar anualmente, que são usados ​​para irrigar a flora do campus e resfriar o prédio.

Isso equivale a todas as necessidades anuais de água interna e externa de pelo menos duas casas de família.

Nos EUA, um prédio do campus da Rice University, Houston, tem uma unidade de ar condicionado que gera 15 galões de condensado por minuto  e eles acreditam que todo o campus poderia fornecer 12 milhões de galões anualmente .

Aproveitando esse potencial, governos municipais e escritórios com consciência ecológica nos Estados Unidos estão experimentando diferentes maneiras de utilizar um recurso que por muitos anos serviu apenas para escorrer pelas paredes de edifícios, dando-lhes uma aparência suja e degradada.

Não é o desafio mais difícil, pois a condensação é um processo bastante fácil de controlar e prever. Por exemplo, se a superfície na qual a condensação está ocorrendo for irregular, a água sempre correrá para o ponto mais estreito antes de reunir massa suficiente para cair. Posicionar uma cisterna ou canal sob esse ponto é essencialmente a única etapa importante necessária, ou adicionar uma bomba d’água se for necessário enviar a água morro acima.

Além disso, muitas unidades de A / C vêm com tubulação de eliminação de condensado de borracha que drena a umidade para um local específico, como um pátio.

Condensação inteligente

Em Austin, Texas, um lugar árido e com visão de futuro, o conselho municipal aprovou um programa de incentivo que oferecerá dinheiro aos gerentes de grandes edifícios se eles puderem reutilizar seu condensado de ar condicionado, água servida ou água da chuva para necessidades não potáveis ​​no local .

Bloomberg relata que entre dois prédios, o arranha-céu residencial Austonian de 56 andares e a Biblioteca Central de Austin, seus métodos de reciclagem de água economizam para a cidade 362.800 galões de água por ano.

Os sistemas que vão mais longe – que economizam um milhão de galões de água potável – são elegíveis para receber US $ 250.000 em financiamento, dobrando para US $ 500.000 se os sistemas puderem salvar a cidade de três milhões de galões.

Outra cidade quente e árida, Tucson, está demonstrando o uso desses sistemas de conservação de água. A Faculdade de Arquitetura, Planejamento e Arquitetura Paisagística da Universidade do Arizona usa 100% de água reciclada em seu Laboratório de Paisagismo de Sonora.

Situado no que costumava ser de 1,2 hectares de estacionamento, este pedaço em miniatura do Deserto de Sonora usa 95.000 galões de água – tudo coletado do ar condicionado condensado para a irrigação de jardins do deserto e para encher continuamente um lago onde a vida selvagem local pode beber.

Outros recursos de integração de água não potável, como escoamento do telhado, água cinzenta de bebedouro e retrolavagem de um filtro de areia, juntamente com o condensado de HVAC , economizarão cerca de 230.000 galões de água potável por ano.

Existem vários guias online sobre como construir seu próprio sistema de reciclagem , ou os princípios básicos de colheita de seu próprio A / C condensado, se você vive em um clima seco e deseja aproveitar as vantagens desta benção tecnológica.

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIA E TECNOLOGIA ALIADOS AO MEIO AMBIENTE, SERÁ O TEMA DEBATIDO DE FORMA VIRTUAL PELA PREFEITURA DE NATAL NA PRÓXIMA SEMANA

Semana do Meio Ambiente em Natal vai aliar tecnologia e ciência com preservação

28 maio 2021

Semana do Meio Ambiente em Natal (RN) vai aliar tecnologia e ciência com preservação

A ciência e a tecnologia podem ser aliadas poderosas na preservação do meio ambiente, assegurando um desenvolvimento sustentável. Pensando nessa relação, a Prefeitura de Natal vai debater o tema na Semana do Meio Ambiente 2021. O evento será realizado na próxima semana, entre os dias 1º e 5 de junho, de forma virtual, devido à pandemia, através do canal oficial da PMN no Youtube.

O Dia Mundial do Meio Ambiente, dia 05 de junho, foi instituído pelas Organizações das Nações Unidas (ONU), em dezembro de 1972, durante a conferência de Estocolmo, Suécia. A data tem como objetivo principal conscientizar as populações ao redor do mundo a respeito da importância de proteger os recursos naturais e para que os povos adquiram uma postura consciente sobre a preservação do planeta.

“Natal é uma cidade que depende muito de uma boa relação com o meio ambiente. Nossa mola propulsora do desenvolvimento é o turismo relacionado com nossas belezas naturais. Por isso, precisamos desenvolver a cidade, gerando emprego e renda, mas com preservação ambiental. Para isso, a ciência e a tecnologia são aliados fundamentais. Sendo assim, optamos por debater esse tema tão importante nessa Semana do Meio Ambiente”, afirma o prefeito Álvaro Dias.

A programação conta com lançamentos de projetos, como o “Limpa Natal”, que visa a promover práticas de educação ambiental nas Secretarias Municipais de Natal. Outra ação importante que será colocada em prática pela Prefeitura é o Drive Thru do Lixo Eletrônico com o intuito de estimular as pessoas a separarem seus equipamentos eletrônicos, como computador, impressoras, telefones, carregadores e eletrodomésticos, e descartem com segurança. O ECO Drive Lixo Eletrônico funcionará na entrada do Parque da Cidade de 2 a 4 de junho das 8h às 12h.

Além de ações diretas, a Semana do Meio Ambiente de Natal lança o Anuário do Município. O documento possui diagnósticos e dados sobre a cidade, servindo como um importante instrumento de conhecimento e planejamento estratégico de políticas urbanas e ambientais.

“Sabemos que investir em uma gestão sustentável traz resultados positivos, porém uma das soluções para aliar sustentabilidade e crescimento no uso e no desenvolvimento de novas tecnologias, também envolve pessoas. Por isso, é preciso que o investimento em tecnologia esteja aliado à capacitação, construindo  uma educação ambiental que tenha valores duradouros e a capacidade de integração aos desafios da atualidade. E nisso, a tecnologia pode impactar de modo a contribuir para a formação de uma consciência coletiva, onde as pessoas sejam mais comprometidas ecologicamente”, explica Álvaro Dias.

Idealizada e coordenada pela Secretaria Municipal de Meio-Ambiente e Urbanismo (Semurb), a programação mobiliza várias pastas municipais, órgãos da administração direta e indireta e também a Agência Reguladora de Saneamento Básico de Natal – Arsban. As entidades participarão de webinários e oficinas com temas importantes como Saneamento, plantio de mudas, gestão sustentável e patrimônio cultural.

Apresentações com as tradições culturais da capital potiguar também estão programadas ao longo da semana, todas de forma virtual.

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BOAS NOTÍCIAS: CANADÁ OFERECE QUASE 200 VAGAS PARA BRASILEIROS

Mais uma grande oportunidade para brasileiros no Canadá é o destaque desta sexta-feira, aqui na coluna BOAS NOTÍCIAS. 30 empresas, durante evento online vão preencher quase 200 vagas de emprego para brasileiros com especialização em tecnologia da informação. Convido você a ler o artigo completo a seguir e verificar os cargos e funções disponíveis!

Empresas oferecem quase 200 vagas para brasileiros no Canadá

Foto: divulgação

Um evento online com quase 30 empresas vai preencher quase 200 vagas de emprego para brasileiros, na área de tecnologia no Canadá.

A Organização Montréal Internacional vai selecionar os profissionais em junho por meio de entrevistas virtuais.

As vagas são para a cidade de Montréal e em profissões de alta demanda de tecnologia da informação.

Imigrantes

Com a expectativa de atrair mais de 1 milhão de imigrantes até 2023, essa é uma das diversas iniciativas de cidades e empresas canadenses para recrutar estudantes e profissionais.

Na última década, a cidade teve um crescimento de 64% em empregos no setor de TI.

Todo o processo do “Les Journées Québec Tech” será feito de forma virtual pelo site do Talent Montréal.

Após as inscrições, as empresas participantes vão selecionar seus candidatos e convidá-los para entrevistas de emprego entre os dias 14 e 23 de junho.

Depois de aprovados, os profissionais terão ajuda das empresas para obter a autorização de trabalho.

Vagas

As companhias participantes procuram principalmente por:

Desenvolvedores (fullstack, front-end e back-end) para as seguintes tecnologias:

  • Java / .NET / C# /Javascript / C++
  • Analistas de negócios em TI
  • DevOps
  • Cientistas de dados
  • Administradores de servidores
  • Arquitetos de tecnologia

Inscrição e dúvidas

Para tirar dúvidas dos interessados, a organização vai fazer uma sessão online em português no dia 25 de maio, na próxima terça-feira, às 18h. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas aqui.

Já as inscrições para o evento de recrutamento vão até o dia 13 de junho e os candidatos se cadastram no site do Talent Montréal.

Por Andréa Fassina, da redação do Só Notícia Boa- Com informações da Exame

Fonte: Só Notícia Boa

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: MICROESTRUTURAS DE GEL PODEM COLETAR ÁGUA POTÁVEL O DIA TODO

Microárvores de gel Inspiradas em espinhos de cactos, minúsculas estruturas têm recursos para captar água potável dia e noite e podem ser fundamentais em regiões com escassez do líquido inspiradas na forma de espinhos de cactos permitem que um material recém-criado no Caltech recolha água potável do ar de dia e de noite. Leia o artigo completo a seguir e saiba como funciona essa tecnologia!

Novo material pode coletar água o dia todo

Arranjos de microárvores de gel PVA/PPy. A barra de escala equivale a 1 centímetro. Crédito: Caltech

Microestruturas inspiradas na forma de espinhos de cactos permitem que um material recém-criado no Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) recolha água potável do ar de dia e de noite, combinando duas tecnologias de coleta de água em uma. Um artigo sobre elas foi publicado na revista Nature Communications.Visualizar(abrir em uma nova aba)

Constituído por uma membrana de hidrogel, o material pode produzir água por meio da geração solar de vapor-água e da coleta de névoa. Esses dois processos independentes normalmente requerem dispositivos separados.

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: TECNOLOGIA INCRÍVEL A BASE DE FUSÃO NUCLEAR PODERÁ SUBSTITUIR TODOS OS OUTROS TIPOS DE ENERGIA LIMPA

Uma nova tecnologia incrível está sendo desenvolvida por duas empresas privadas, uma de Massachusetts nos EUA e outra da Inglaterra, a base de fusão nuclear para resolver os problemas de energia do mundo como eventual fonte de energia limpa e ilimitada. Convido você a ler o artigo completo a seguir para conhecer essa novíssima e incrível tecnologia que provavelmente será a solução para a sustentabilidade do nosso planeta.

Tecnologia incrível desenvolvida por empresas privadas está prestes a criar reatores de fusão nuclear para dar poder à humanidade

Enquanto as indústrias estão aproveitando a energia solar, hídrica e geotérmica para resolver os problemas de energia do mundo, muitos pensam há algum tempo que a eventual fonte de energia limpa e ilimitada será a fusão nuclear.

Os reatores de fusão replicam a energia e o processo do Sol aqui na Terra criando plasma, o quarto estado material, dentro de um dispositivo controlado que aproveita o calor emitido como energia para ser transformado em eletricidade.

Agora, duas empresas privadas, uma perto do MIT e outra na Inglaterra, estão desenvolvendo algo que poderia ser descrito como um reator de fusão “portátil”, utilizando minerais super-raros e alguns dos ímãs mais poderosos já feitos.

Se as empresas pudessem resolver uma lista de lavanderia de alguns dos problemas tecnológicos mais complexos imagináveis, carvão e petróleo poderiam permanecer no solo, não haveria necessidade de arriscar outro Fukushima, as enormes ineficiências com energias renováveis ​​poderiam ser todas esquecidas, e todos esses engenheiros e tecnólogos poderiam emprestar seus talentos a outras áreas da economia.

“É o sonho de todo engenheiro, realmente, ter um projeto que seja tecnicamente desafiador, que requer que você desenvolva novas tecnologias e soluções para problemas difíceis, mas que também são importantes para o mundo ter”, Dr. Greg Brittles, da Tokamak Energy, o Empresa britânica que está desenvolvendo um novo reator de fusão, disse à BBC 

O aperto

Ao contrário de outras equações da física, a teoria do reator de fusão é, na verdade, bastante simples de explicar. Os átomos de hidrogênio vão para o reator, uma pressão imensa faz com que eles se fundam e se tornem hélio. Parte dessa massa de hidrogênio é convertida em calor, que pode ser usado para gerar eletricidade. Simples.

A dificuldade vem com o processo. Para fazer a fusão ocorrer na Terra, cientistas como Brittle precisam aquecer isótopos de hidrogênio em graus na casa das centenas de milhões, ponto em que eles se separam e formam um plasma.

O sol tem seu campo gravitacional para conter o plasma dentro dele. Na falta de um objeto 330.000 vezes a massa da Terra, a Tokamak Energy e outras empresas estão planejando manter o plasma controlado com ímãs superpoderosos.

Aqui está o problema: como você pode construir um dispositivo que pode aquecer e conter matéria a tais extremos, que não apenas usa mais energia do que gera?

Durante cinco anos, Brittles ajudou a desenvolver uma série de ímãs de energia envoltos em camadas de fita supercondutora, para serem dispostos em uma câmara de fusão esférica ou em forma de maçã chamada tokamak.

À medida que as forças magnéticas interagem umas com as outras, a pressão na câmara aumenta a um nível incrível – cerca de duas vezes mais intensa do que no ponto mais profundo do oceano. A fita supercondutora retira grandes quantidades de energia do tokamak, permitindo que o reator produza mais do que consome.

Energia Tokamak

“Será uma montagem de muitas, muitas bobinas gerando forças que estão todas interagindo e puxando umas sobre as outras formando um conjunto equilibrado. Isso tem que ser controlado ou as forças podem ficar desequilibradas ”, explica ele à  BBC.

Uma corrida para o topo

Mais dessa tecnologia semelhante a Tony Stark, desta vez da Commonwealth Fusion Systems (CFS) da América, também está trabalhando para resolver o problema de ineficiência. Em forma de D grande o suficiente para um ser humano ficar em pé, poderosos ímãs são envolvidos por 300 quilogramas (660 libras) de fita supercondutora feita de óxido de bário e cobre.

Essa fita levou décadas para ser desenvolvida e, quando resfriada a 253 ° C, que costumava levar uma geladeira do tamanho de uma casa, ela conduz quase todos os 40.000 amperes que passam pelo tokamak a qualquer momento.

18 dos ímãs do CFS devem ser dispostos neste formato de rosca, semelhante a um acelerador de partículas, e sua equipe de pesquisa e desenvolvimento se orgulha de que seu reator será capaz de transformar um copo de água no consumo de eletricidade de um ser humano por toda a vida.

CFS

O financiamento do governo já foi investido em reatores de fusão, dezenas de bilhões de dólares na verdade, mas até agora isso não resolveu os problemas fundamentais. Por exemplo, o projeto internacional de pesquisa de fusão nuclear ITER, sobre o qual a GNN relatou e que é financiado por dezenas de países , está anos atrasado.

O leviatã de metal e imãs que está sendo construído na França por todas essas nações pode um dia ser capaz de produzir fusão, mas estará em uma instalação que requer muitos funcionários, com componentes que requerem gobs de minerais terrestres mais raros, e será completamente imóvel – sem mencionar que a humanidade talvez precisasse de mais de um desses reatores.

Esse tipo de inovação privada, essa “corrida”, como Kingham a chama, feita com recursos limitados, produz as tecnologias mais inovadoras. Não há razão para fazer um reator que pesa e custe tanto quanto um navio de cruzeiro se você puder torná-lo do tamanho de uma cabine telefônica.

Fonte: Good News Network

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UTILIDADE PÚBLICA: ATTIVO ENVELHECIMENTO E ACADEMIA DIGITAL DE IDOSOS EM NATAL, OFERECERÃO CURSO DE TECNOLOGIA VOLTADO PARA TERCEIRA IDADE

Chega em Natal em parceria com a Attivo Envelhecimento e Academia Digital de Idosos um curso de Tecnologia voltado para o público da melhor idade

Fotos: Divulgação

Chega em Natal em parceria com a Attivo Envelhecimento e Academia Digital de Idosos um curso de Tecnologia voltado para o público da melhor idade. A escola oferece 2 cursos de inclusão digital, com duração de 5 meses.

O curso Smartphone abordará todos os aplicativos atuais dividido em 3 pilares: social, necessidades básicas, e entretenimento. Você irá aprender e aperfeiçoar seus conhecimentos em WhatsApp, instagram, youtube, aplicativos de músicas, filmes, Uber, ifood e muito mais. Além de ficar por dentro de todas as novidades e aprender a se proteger de golpes no ambiente digital. Esse curso é realizado 2 vezes por semana nas segundas e quartas em turmas no horário matutino ou vespertino.

O valor do curso de smartphone é de R$299 por mês + taxa de matrícula que inclui todo material dos 5 meses.

O curso PC abordará todas as necessidades de quem depende de um computador no trabalho e no dia-a-dia. Traga seu computador tire suas dúvidas e aprenda a navegar na internet, enviar emails, salvar arquivos na nuvem , trabalhar com planilhas e usar o computador a seu favor facilitando o seu dia a dia. Esse curso é realizado 1 vez por semana nas quartas-feiras no turno matutino.

O valor do curso de computador é de R$199 por mês + taxa de matrícula que inclui todo material dos 5 meses.

Ambos os cursos tem desconto caso o pagamento seja à vista.

As turmas estão reduzidas com todos os cuidados de proteção e higienização, o ensino é personalizado com monitores preparados, aplicando uma metodologia testada e validada na UFRN, super didática e interativa, favorecendo o aprendizado de todos os alunos. Além de muito aprendizado e independência digital, você terá a oportunidade de socializar em um ambiente seguro.

A localização fica na rua Alberto Maranhão 973 – Tirol , Natal.

As turmas começam dia 17 de maio. “Aceitamos alunos até a data limite de 31 de maio”, informa o curso.

Não perca essa oportunidade, estamos com as últimas vagas! Para mais informações, entre em contato com os telefones (84) 98188-9895 ou (84) 99185-1576.

Fonte: Blog do Bg

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CIÊNCIAS: CÉLULAS SOLARES PEROVSKITA É A NOVA APOSTA DOS PESQUISADORES NA PRODUÇÃO DE ENERGIA LIMPA

As células solares de perovskita, uma tecnologia fotovoltaica relativamente nova, que são vistas como as melhores candidatas a PV para fornecer eletricidade solar de baixo custo e altamente eficiente nos próximos anos são o destaque desta edição da coluna CIÊNCIAS, neste sábado. Em um estudo ,  os pesquisadores da QUT – Queensland University of Technology, Austrália mostraram que os nanopontos de carbono podem ser usados ​​para melhorar o desempenho das células solares de perovskitas. Saiba o que é isso e o que significa essa descoberta para a humanidade lendo o artigo completo a seguir!

Pesquisadores aumentam o desempenho das células solares usando cabelo humano em uma barbearia

QUT

Os pesquisadores usaram pontos de carbono, criados a partir de resíduos de cabelo humano provenientes de uma barbearia, para criar uma espécie de ‘armadura’ para melhorar o desempenho da tecnologia solar de ponta.

Em um estudo ,  os pesquisadores liderados pelo professor Hongxia Wang em colaboração com o professor associado Prashant Sonar do Centro de Ciência de Materiais da QUT mostraram que os nanopontos de carbono podem ser usados ​​para melhorar o desempenho das células solares de perovskitas.

As células solares de perovskita, uma tecnologia fotovoltaica relativamente nova, são vistas como as melhores candidatas a PV para fornecer eletricidade solar de baixo custo e altamente eficiente nos próximos anos. Eles provaram ser tão eficazes na eficiência de conversão de energia quanto as células solares de silício monocristalino atualmente disponíveis no mercado, mas o obstáculo para os pesquisadores dessa área é tornar a tecnologia mais barata e mais estável.

Ao contrário das células de silício, eles são criados com um composto que é facilmente fabricado e, como são flexíveis, podem ser usados ​​em cenários como roupas movidas a energia solar, mochilas que carregam seus dispositivos em movimento e até mesmo tendas que podem servir como energia independente origens.

Esta é a segunda grande pesquisa resultante de pontos de carbono derivados de um cabelo humano como material multifuncional.

No ano passado, o professor associado Prashant Sonar liderou uma equipe de pesquisa, incluindo o pesquisador do Centro de Ciência de Materiais Amandeep Singh Pannu, que transformou restos de cabelo em nanopontos de carbono quebrando os fios e depois queimando-os a 240 graus Celsius. Nesse estudo, os pesquisadores mostraram que os pontos de carbono poderiam ser transformados em telas flexíveis que poderiam ser usadas em futuros dispositivos inteligentes.

Neste novo estudo, publicado no Journal of Materials Chemistry A , a equipe de pesquisa do professor Wang, incluindo o Dr. Ngoc Duy Pham, e o Sr. Pannu, trabalhando com o grupo do professor Prashant Sonar, usaram os nanopontos de carbono em células solares de perovskita por curiosidade. A equipe do professor Wang havia descoberto anteriormente que materiais de carbono nanoestruturados poderiam ser usados ​​para melhorar o desempenho de uma célula.

Depois de adicionar uma solução de pontos de carbono no processo de fabricação das perovskitas, a equipe do professor Wang encontrou os pontos de carbono formando uma camada de perovskita em forma de onda, onde os cristais de perovskita são circundados pelos pontos de carbono.

“Isso cria uma espécie de camada protetora, uma espécie de armadura”, disse o professor Wang.

“Ele protege o material perovskita da umidade ou de outros fatores ambientais, que podem causar danos aos materiais.”

O estudo descobriu que as células solares de perovskita cobertas com os pontos de carbono tinham uma maior eficiência de conversão de energia e uma maior estabilidade do que as células de perovskita sem os pontos de carbono.

O professor Wang pesquisa células solares avançadas há cerca de 20 anos e trabalha com células de perovskita desde que foram inventadas há cerca de uma década, com o objetivo principal de desenvolver materiais e dispositivos fotovoltaicos estáveis ​​e econômicos, para ajudar a resolver o problema de energia em o mundo.

“Nosso objetivo final é tornar a eletricidade solar mais barata, mais fácil de acessar, mais duradoura e tornar os dispositivos fotovoltaicos mais leves porque as células solares atuais são muito pesadas”, disse o professor Wang.

“Os grandes desafios na área de células solares de perovskita são resolver a estabilidade do dispositivo para poder operar por 20 anos ou mais e o desenvolvimento de um método de fabricação adequado para produção em larga escala.

“Atualmente, todas as células solares de perovskita de alto desempenho relatadas foram feitas em um ambiente controlado com baixíssimo teor de umidade e oxigênio, com uma área de célula muito pequena que é praticamente inviável para comercialização.

“Para tornar a tecnologia comercialmente viável, os desafios para a fabricação de painéis solares de perovskita para grandes áreas eficientes, estáveis, flexíveis e de baixo custo precisam ser superados.

“Isso só pode ser alcançado por meio de um conhecimento profundo das propriedades dos materiais na produção em grande escala e sob condições industrialmente compatíveis.”

O professor Wang está particularmente interessado em como as células de perovskita podem ser usadas no futuro para fornecer energia a naves espaciais.

A Estação Espacial Internacional é alimentada por quatro painéis solares, que podem gerar até 120 kW de eletricidade. Mas uma desvantagem da tecnologia atual de PVs espaciais é o peso da carga útil para levá-los até lá.

Embora a perovskita seja muito mais leve, um dos desafios para os pesquisadores é desenvolver células de perovskita capazes de lidar com a radiação extrema e ampla faixa de variação de temperatura no espaço – de 185 graus negativos a mais de 150 graus Celsius.

O professor Wang disse que a solução pode demorar dez anos, mas os pesquisadores continuam a obter maiores conhecimentos na área.

Atualmente, a equipe de pesquisa do professor Wang está colaborando com o professor Dmitri Golberg no QUT Center for Materials Science para entender as propriedades dos materiais perovskita sob condições ambientais extremas, como forte irradiação de um feixe de elétrons e mudanças drásticas de temperatura.

“Estou bastante otimista, considerando o quanto essa tecnologia melhorou até agora”, disse o professor Wang.

ASSISTIR ao vídeo da QUT sobre a inovação abaixo.)

Fonte: Queensland University of Technology

Fonte: Good News Network

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MOMENTO ESPETACULAR: O MARS FAZ PRIMEIRO VOO CONTROLADO E MOTORIZADO EM OUTRO PLANETA

A nossa homenagem desta quinta-feira, aqui na coluna MOMENTO ESPETACULAR vai para o primeiro voo controlado e motorizado em outro planeta. O Mars, helicóptero da NASA fez história para a aviação ao permanecer no ar no extremamente fino ar vermelho do Planeta Vermelho por 39 segundos e na última sexta-feira o Ingenuity subiu para cinco metros, depois foi levado a novos limites. Saiba quais são esses limites lendo o artigo completo a seguir. 

Veja o helicóptero da NASA Mars fazer história da aviação: o primeiro voo controlado e motorizado em outro planeta

Quando o rover Perseverance da NASA pousou em Marte há dois meses, ele o fez com um helicóptero preso à sua barriga. Agora, o Ingenuity Mars Helicopter fez história como o primeiro a realizar um voo motorizado e controlado em outro planeta.

Em 19 de abril , o helicóptero subiu três metros acima do fundo de uma cratera, permaneceu no ar no extremamente fino ar vermelho do Planeta Vermelho por 39 segundos, então desceu para um pouso preciso em seu ponto de decolagem.

O helicóptero de 4 libras está sendo usado como uma demonstração para ajudar a determinar se futuras explorações em Marte poderiam incluir uma perspectiva aérea. Isso significa muito mais testes de voo para este helicóptero.

Na sexta-feira, o Ingenuity subiu para cinco metros, depois foi levado a novos limites: voar para o sul por 84 metros, passar por cima de rochas e pequenas crateras – e tirar fotos por todo o caminho .

ASSISTA o vídeo da NASA do primeiro voo histórico do Ingenuity abaixo.)

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: UMA SOLUÇÃO PARA REDUZIR A EMISSÃO DE CO2 DOS CAMINHÕES DE LIXO EM NOVA YORK

Caminhões de lixo movidos a eletricidade com ultracapacitores ao invés de baterias de lítio, na cidade de Nova York, é o destaque da nossa coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta sexta-feira. A tecnologia híbrida-elétrica conseguiu uma redução no consumo de energia em 30% em comparação com se os veículos fossem totalmente elétricos e tivessem que ficar na rede elétrica a noite toda. 12 veículos já estão em experiência. Leia o artigo completo e saiba dos detalhes sobre essa bela atitude das autoridades novaiorquinas. 

Nova York começa a eletrificar sua frota de caminhões de lixo

Operando na faixa de consumo de combustível de 0-35 milhas por hora, fazendo paradas contínuas e pesando muitas toneladas, os caminhões de lixo a diesel são os principais candidatos para uma reforma eletrificada.

O Departamento de Saneamento da cidade de Nova York adaptou 12 de seus caminhões de lixo com motores elétricos híbridos e baterias de uma empresa canadense chamada Effenco, cuja tecnologia também pode ser encontrada nas cidades de Paris e Los Angeles, em veículos como caminhões basculantes, porto tratores terminais e muito mais.

Em vez de baterias de íon de lítio como as encontradas na maioria dos EVs e híbridos, a Effenco usa ultracapacitores . Esses sistemas de propulsão operam não apenas os motores, mas também o equipamento de bordo, como o compressor de lixo.

Sua imensa entrega elétrica reduz sua capacidade de armazenar energia, o que significa que os caminhões terão um alcance mais curto, mas os ultracapacitores têm uma vida útil muito mais longa do que as baterias de íon de lítio e podem descarregar milhões de vezes sem se desgastar.

A tecnologia híbrida-elétrica mostra, na verdade, uma redução no consumo de energia em 30% em comparação com se os veículos fossem totalmente elétricos e tivessem que ficar na rede elétrica a noite toda.

O prefeito Bill de Blasio assinou uma ordem executiva que determinava a criação de uma frota municipal totalmente elétrica até 2040, e o vice-comissário do departamento de saneamento, Rocco DiRicco, já encomendou 14 caminhões novos equipados com ultracapacitores da Effenco para se juntar aos 12 já adaptados uns.

Existem mais de 2.000 caminhões de coleta geral na frota de saneamento e Arsenault acredita que sua tecnologia pode ajudar com outros poucos problemas que o departamento tem.

O barulho do motor a diesel torna os caminhões criaturas perigosas para os motoristas que passam, já que o motorista não consegue ouvir se um carro está se aproximando por trás. Além disso, as constantes paragens e arrancadas inerentes ao trabalho significam que o camião expele constantemente gases nocivos que são perigosos para os peões e para os próprios trabalhadores.

A empresa recentemente levantou $ 10 milhões de CAD em financiamento para a expansão das operações na Europa e América do Norte, que segue em um ano fiscal excepcional que viu as vendas dispararem em quatro países diferentes, à medida que mais e mais governos trabalham para cumprir suas metas de redução de emissões.

Fonte: Kevin.B, licença CC

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: OS SISMÓLOGOS DA CALTECH VÃO APROVEITAR OS CABOS DE FIBRA ÓTICA JÁ EXISTENTES NOS OCEANOS PARA DETECTAR TERREMOTOS E TSUNAMIS

Incrível a nova TECNOLOGIA desenvolvida por sismólogos da Caltech, trabalhando com especialistas em óptica do Google, para usar os cabos de telecomunicações subaquáticos existentes para detectar terremotos. Eles descobriram uma maneira de analisar a luz que viaja através de fibras “iluminadas” – em outras palavras, cabos submarinos existentes e funcionando – para detectar terremotos e ondas do oceano sem a necessidade de qualquer equipamento adicional. Então, convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer, aqui na coluna CIÊNCIAS como funciona esse novíssimo método!

Caltech usa cabos subaquáticos existentes para detectar terremotos e tsunamis antes do tempo

Os sismólogos da Caltech, trabalhando com especialistas em óptica do Google, desenvolveram um método para usar os cabos de telecomunicações subaquáticos existentes para detectar terremotos. A técnica pode melhorar os sistemas de alerta de terremotos e tsunamis em todo o mundo.

Uma vasta rede de mais de um milhão de quilômetros de cabos de fibra óptica encontra-se no fundo dos oceanos da Terra. Na década de 1980, as empresas de telecomunicações e os governos começaram a instalar esses cabos, cada um dos quais pode abranger milhares de quilômetros. Hoje, a rede global é considerada a espinha dorsal das telecomunicações internacionais.

Os cientistas há muito procuram uma maneira de usar esses cabos submersos para monitorar a sismicidade. Afinal, mais de 70% do globo está coberto por água e é extremamente difícil e caro instalar, monitorar e operar sismômetros subaquáticos para rastrear os movimentos da Terra no fundo do mar.

O ideal, dizem os pesquisadores, é monitorar a sismicidade fazendo uso da infraestrutura já instalada ao longo do fundo do oceano.

Agora Zhongwen Zhan, PhD, professor assistente de geofísica na Caltech, e seus colegas descobriram uma maneira de analisar a luz que viaja através de fibras “iluminadas” – em outras palavras, cabos submarinos existentes e funcionando – para detectar terremotos e ondas do oceano sem a necessidade de qualquer equipamento adicional. Eles descrevem o novo método na edição de 26 de fevereiro da revista Science .

“Esta nova técnica pode realmente converter a maioria dos cabos submarinos em sensores geofísicos com milhares de quilômetros de extensão para detectar terremotos e possivelmente tsunamis no futuro”, diz Zhan. “Acreditamos que esta seja a primeira solução para monitorar a sismicidade no fundo do oceano que poderia ser implementada de forma viável em todo o mundo. Ele poderia complementar a rede existente de sismômetros baseados em terra e bóias de monitoramento de tsunami para tornar a detecção de terremotos e tsunamis submarinos muito mais rápida em muitos casos ”.

As redes de cabo funcionam por meio do uso de lasers que enviam pulsos de informação através de fibras de vidro agrupadas dentro dos cabos para entregar dados a taxas mais rápidas do que 200.000 quilômetros por segundo para receptores na outra extremidade, onde os dispositivos verificam o estado de polarização de cada sinal para veja como ele mudou ao longo do caminho do cabo para ter certeza de que os sinais não estão sendo misturados.

Em seu trabalho, os pesquisadores se concentraram no Curie Cable, um cabo de fibra óptica submarino que se estende por mais de 10.000 quilômetros ao longo da borda leste do Oceano Pacífico de Los Angeles a Valparaíso, no Chile.

Em terra, todos os tipos de distúrbios, como mudanças de temperatura e até mesmo relâmpagos, podem alterar a polarização da luz que viaja pelos cabos de fibra óptica. Como a temperatura no fundo do oceano permanece quase constante e como há tão poucos distúrbios lá, a mudança na polarização de uma extremidade do cabo Curie para a outra permanece bastante estável ao longo do tempo, descobriram Zhan e seus colegas.

No entanto, durante os terremotos e quando as tempestades produzem grandes ondas do oceano, a polarização muda repentina e dramaticamente, permitindo aos pesquisadores identificar facilmente tais eventos nos dados.

Atualmente, leva minutos para que as ondas sísmicas de terremotos que ocorrem a quilômetros da costa alcancem os sismômetros baseados em terra – e ainda mais para que as ondas de tsunami sejam verificadas. Usando a nova técnica, todo o comprimento de um cabo submarino atua como um único sensor para locais difíceis de monitorar. A polarização pode ser medida até 20 vezes por segundo. Isso significa que, se um terremoto ocorrer perto de uma área específica, um aviso pode ser enviado às áreas potencialmente afetadas em questão de segundos.

Durante os nove meses de testes relatados no novo estudo, os pesquisadores detectaram cerca de 20 terremotos moderados a grandes ao longo do Cabo Curie, incluindo o terremoto de magnitude 7,7 que ocorreu na costa da Jamaica em 28 de janeiro de 2020.

Embora nenhum tsunamis tenha sido detectado durante o estudo, os pesquisadores foram capazes de detectar mudanças na polarização produzida pelas ondas do oceano que se originaram no Oceano Antártico. Eles acreditam que as mudanças na polarização foram causadas por mudanças de pressão ao longo do fundo do mar, à medida que ondas poderosas passavam pelo cabo. “Isso significa que podemos detectar as ondas do mar, então é plausível que um dia seremos capazes de detectar as ondas do tsunami”, diz Zhan.

Zhan e seus colegas da Caltech estão agora desenvolvendo um algoritmo de aprendizado de máquina que seria capaz de determinar se as mudanças detectadas na polarização são produzidas por terremotos ou ondas do oceano, em vez de alguma outra mudança no sistema, como um navio ou caranguejo movendo o cabo. Eles esperam que todo o processo de detecção e notificação possa ser automatizado, somando-se à rede de sismômetros baseados em terra e às bóias do sistema DART (Avaliação e Relatório de Tsunamis do Oceano Profundo operado pela NOAA).

– Fonte: Caltech News de Kimm Fesenmaier

Fonte: Good News Network

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FACULDADE DE NATAL OFERECE OFICINA DE CAPACITAÇÃO PARA PROFESSORES E ALUNOS DA REDE PÚBLICA QUE ENFRENTAM DIFICULDADES COM USO DE TECNOLOGIA NO ENSINO REMOTO

A Faculdade de Natal oferece oficinas de capacitação para professores auxiliares com tecnologias do ensino remoto

Redação / Portal da Tropical

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Foto: Divulgação

Com o objetivo de auxiliar a comunidade ao seu redor, a Estácio Zona Norte oferece oficinas de capacitação para professores e alunos da rede pública que enfrentando as dificuldades com o uso de tecnologias no ensino remoto. Por meio do projeto de extensão Capacita Edu, uma coordenadora do curso de Pedagogia, Bruna Braga, junto aos alunos da instituição, realização palestras e monitorias em escolas selecionadas.

“Embora agora alguns professores já selecionados mais habituados para realizar a aula remota, há quem ainda tenha dificuldades para lidar com recursos adicionais e complementares ao ensino à distância. Ouço muitos relatos de professores que não estavam preparados para uma mudança tão repentina e que ainda precisa se atualizar ”, explica Bruna, que já oferece palestras sobre o assunto antes da realização do projeto.

Dentre as oficinas, o projeto Capacita Edu trabalha temas como segurança da informação nas mídias digitais, softwares on-line gratuitos como Google Classroom, Google Forms, Canva, redes sociais e a criação de podcasts para fins educativos.

A pedagoga, que também é mestre em Inovação em Tecnologias Educacionais, acredita que após a pandemia, a utilização desses recursos on-line vai permanecer no retorno ao ensino presencial. “É algo que já vinha sendo adotado por outras áreas no mercado de trabalho, mas a educação ainda caminhava a passos lentos. Com o cenário da pandemia e a obrigatoriedade das aulas remotas, não havia mais como evitar essa prática ”, explica.

Bruna relata que as alternativas tecnológicas fazem com que as aulas se tornem mais dinâmicas, oferecendo metodologias de ensino em que o aluno é protagonista do processo e o professor um mediador. “Muitos professores relatam que os alunos sabem mais do que eles quanto a essas tecnologias, porque são todos nativos digitais – já nascem familiarizados com a internet, mas não há problema nenhum nisso. Porque não é que a tecnologia vai substituir o professor, ela vai auxiliar no processo de aprendizagem e o professor precisa estar atualizado, porque é ele que tem o olhar pedagógico ”, afirma.

Inicialmente, as oficinas serão realizadas pela professora, alunos de Pedagogia e outros cursos de licenciaturas em três escolas: uma em Extremoz, na região metropolitana, e duas na zona Norte de Natal. Entretanto, outras escolas públicas em receber as formações devem entrar em contato através do Instagram do projeto (@capacitaedu) ou pelo telefone 9 8705-2573.

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: DRONES FAZEM REPLANTIO DE FLORESTAS INCENDIADAS SEIS VEZES MAIS RÁPIDO DO QUE MÉTODO MANUAL

Um método para replantio de áreas que foram degradadas pelo fogo é o destaque da nossa coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta quarta-feira. A DroneSeed é uma empresa dos Estados Unidos, e possui licenças em Idaho, Oregon e Washington e está buscando ativamente a capacidade de operar no Arizona, Califórnia e Colorado. A DroneSeed pilotará um esquadrão de robôs aéreos dispersores de sementes para lançar as bases de uma nova floresta sobre as que foram incendiadas. Ela realiza o replantio de florestas seis vezes mais rápido do que o método manual. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer essa verdadeira revolução em replantio!

Depois de Massive Wildfires DroneSeed está replantando florestas 6x mais rápido usando drones especiais

Quando um incêndio destrói a floresta em sua propriedade, quais são suas opções para restaurar o que foi perdido?

DroneSeed pilotará um esquadrão de robôs aéreos dispersores de sementes para lançar as bases de uma nova floresta sobre as que foram incendiadas.

Carregando 27 quilos de sementes de árvores, os drones pesam mais de 45 quilos no total e operam em equipes de cinco usando um software guiado por satélite para identificar centenas de “microsites” – áreas onde se espera que as árvores cresçam melhor.

Detentores da única licença da Federal Aviation Administration para operar “enxames de drones de carga pesada”, a DroneSeed pode semear o solo 6 vezes mais rápido do que o plantio manual – cobrindo cerca de 40 acres por dia a um custo de cerca de $ 275 a $ 400 por acre.

Isso pode parecer muito, mas além de economizar muito tempo, muito do custo pode ser compensado com descontos oferecidos pela DroneSeed se eles puderem oferecer com sucesso o reflorestamento da terra como créditos de carbono no mercado global de carbono. Isso pode ajudar a tornar o custo de plantio de mudas 60-70% menor do que o reflorestamento tradicional.

DroneSeed 

“Estamos sempre procurando maneiras de inovar, especialmente quando isso pode nos ajudar a aumentar o ritmo e a escala da restauração de habitat para beneficiar tanto a natureza quanto as pessoas”, disse Jay Kerby, Gerente de Projetos da The Nature Conservancy , que conseguiu contratar a DroneSeed para Reflorestamento do estado de Oregon após um recente evento de arrecadação de fundos.

No momento, a empresa está em teste beta para seu software, mas a equipe sente que é uma virada de jogo que pode ser usada para atualizar totalmente o manual de como combater as emissões climáticas globais.

“Em todo o mundo tem havido muita agricultura de corte e queima, então como você pode replantar isso de uma forma econômica? E é aí que entra a nossa tecnologia ”, diz Grant Canary, CEO da DroneSeed.

Uma implicação óbvia é a restauração após incêndios florestais em terras públicas, para a qual a DroneSeed economizaria muito dinheiro do contribuinte se contratada. Mas nem todas as florestas americanas são propriedade do governo e, para um proprietário privado, a DroneSeed pode ser uma grande ajuda.

Para aqueles para quem as florestas servem de sustento como fontes de madeira, mel, resina, cogumelos ou outros produtos agroflorestais, há todas as chances de que seus negócios acabem se um incêndio florestal se espalhar por suas terras. Mas a grande quantidade de trabalho, tempo e custos economizados pela tecnologia DroneSeed dá uma chance não apenas para que suas florestas voltem a crescer, mas também para suas vidas.

ASSISTA o vídeo Mashable sobre DroneSeed abaixo.)

Fonte: Good News Network

 

 

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CIÊNCIAS: PNEUS QUE NÃO PRECISA ENCHER E QUE NÃO FURAM É A MAIS NOVA INVENÇÃO DA NASA

O destaque da nossa coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira é um pneu de bike que não precisa ser enchido e também não fura. O pneu foi desenvolvido originalmente para uso em missões lunares, em especial pelos robôs ‘rover’, de Marte. Suporta todo terreno, é flexível como borracha e, ao mesmo tempo, forte como titânio. Ao ler o artigo completo a seguir você vai conhecer todos os detalhes desta incrível invenção!

NASA cria pneus de bike que não precisam ser enchidos e não furam

Os pneus de bicicleta, que não precisam ser enchidos e que não furam, foram desenvolvidos originalmente pela NASA, para uso em missões lunares, em especial pelos robôs ‘rover’, de Marte. Ideia de 2017, que agora vira realidade.

O pneu dos sonhos é flexível como borracha e, ao mesmo tempo, forte como titânio. Os pneus METL são feitos de materiais avançados e leves, conhecidos como NiTinol +, e fabricados nas versões ouro, prata e azul metálico.

Eles são usados para missões no espaço, em planetas com terrenos acidentados, estão sendo desenvolvidos numa parceria entre a NASA e a startup SMART Tire Company.

“Os ciclistas vão ficar ansiosos para ter acesso a esses pneus de aparência bacana da era espacial e que não furam”, disse Earl Cole, ex – campeão Survivor: Fiji e CEO da SMART, em um comunicado .

“A combinação única desses materiais avançados, juntamente com um design ecológico de última geração, tornam o produto revolucionário”, explica.

Startup

A SMART foi fundada em 2020 por Cole e o engenheiro Brian Yennie.

Junto com o ex-estagiário de engenharia da NASA Calvin Young, a equipe SMART consultou inventores no Centro de Pesquisa Glenn, da NASA, para desenvolver o pneu.

Essas ligas são diferentes de qualquer outro material.

Em outras palavras, de acordo com Darrell Etherington, do TechCrunch , o desenvolvimento chave da NASA tem sido “criar uma liga que pode retornar à sua forma no nível molecular, o que significa que pode se deformar para se adaptar a terrenos irregulares, incluindo obstáculos como cascalho e buracos, e retornam à sua forma sem perder a integridade estrutural com o tempo. ”

Ecológico

Além do mais, os pneus METL da SMART são bons para o planeta, utilizando materiais de longa duração que reduzem o desperdício de borracha.

O plano final? Para que esses pneus se tornem o principal componente de alta tecnologia para o ciclista moderno em aplicações de estrada, cascalho, montanha e e-bike.

“Pode revolucionar toda a indústria de pneus terrestres”, diz Santo Padula, Engenheiro de Ciência de Materiais da NASA, “e isso é apenas a ponta do iceberg”.

No mercado em 2022

Os pneus METL estarão disponíveis para a comunidade do ciclismo no início de 2022, antes de chegar à indústria automobilística.

E a SMART também fez parceria com o fornecedor líder de micromobilidade, Spin, para desenvolver pneus SMA para os usuários de ‘scooters’.

Pneus de bicicleta imunes a furos, mesmo nas estradas mais esburacadas? Levante a mão se você não puder esperar para dar uma volta com esta nova tecnologia.

Veja como são desenvolvidos e o desempenho dos pneus de bike da nova geração:

Por Andréa Fassina, da redação do Só Notícia Boa – Com informações do GNN

Fonte: Só Notícia Boa

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: DRAM É O NOVO MÉTODO DE RECICLAGEM DE LIXO RESIDENCIAL

Grandes empresas que fabricam produtos plásticos já reciclam seus próprios resíduos. Agora, com DRAM, as famílias também podem. DRAM é um novo método de reciclagem do plástico que pode fornecer um caminho para uma economia circular. Se muitas pessoas começarem a reciclar seu próprio plástico, isso ajudará a prevenir o impacto negativo que o plástico tem no meio ambiente. Felizmente, já estamos a caminho. Então convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer em detalhes o funcionamento desse novo método de reciclagem!

Como transformar lixo plástico em sua lixeira em lucro

Este artigo, de Joshua M. Pearce, da Michigan Technological University, foi republicado de The Conversation sob uma licença Creative Commons.

As pessoas reciclarão se puderem ganhar dinheiro com isso. Em lugares onde se oferece dinheiro para latas e garrafas, a reciclagem de metal e vidro tem sido um grande sucesso. Infelizmente, os incentivos têm sido mais fracos para a reciclagem de plástico. Em 2015, apenas 9% dos resíduos plásticos são reciclados . O restante polui aterros sanitários ou o meio ambiente.

Mas agora, várias tecnologias amadureceram e permitem que as pessoas reciclem resíduos de plástico diretamente por impressão 3D em produtos valiosos, a uma fração de seu custo normal. As pessoas estão usando seu próprio plástico reciclado para fazer decorações e presentes, produtos para casa e jardim, acessórios e sapatos, brinquedos e jogos, artigos esportivos e gadgets de milhões de designs gratuitos. Essa abordagem é chamada de reciclagem distribuída e manufatura aditiva, ou DRAM, para abreviar.

Como professor de engenharia de materiais na vanguarda dessa tecnologia , posso explicar – e oferecer algumas idéias sobre o que você pode fazer para tirar proveito dessa tendência.

Como funciona a DRAM

método DRAM começa com resíduos de plástico – tudo, desde embalagens usadas até produtos quebrados.

Do lixo ao tesouro – o fluxograma DRAM. Joshua M. Pearce, licença CC

O primeiro passo é separar e lavar o plástico com água e sabão ou mesmo lavá-lo na máquina de lavar louça. Em seguida, o plástico precisa ser moído em partículas. Para pequenas quantidades, uma destruidora de papel / CD com corte transversal funciona bem. Para quantidades maiores, os planos de código aberto para um granulador de resíduos plásticos industriais estão disponíveis online.

Em seguida, você tem algumas opções. Você pode converter as partículas em filamentos de impressora 3D usando um Recyclebot , um dispositivo que transforma plástico moído em filamentos semelhantes a espaguete usados ​​pela maioria das impressoras 3D de baixo custo.

O filamento feito com um reciclador imprimível em 3D é incrivelmente barato, custando menos de um níquel por libra em comparação com o filamento comercial, que custa cerca de US $ 10 por libra ou mais. Com a pandemia interrompendo as cadeias de abastecimento globais , fazer produtos em casa a partir do lixo é ainda mais atraente.

A segunda abordagem é mais recente: você pode pular a etapa de fabricação do filamento e usar a fabricação de partículas fundidas para imprimir diretamente em 3D resíduos de plástico granulado nos produtos. Essa abordagem é mais adequada para produtos grandes em impressoras maiores, como a impressora GigabotX de código aberto comercial , mas também pode ser usada em impressoras de mesa .

Resíduos de plástico granulado também podem ser impressos diretamente com uma impressora de seringa, embora isso seja menos popular porque o volume de impressão é limitado pela necessidade de recarregar a seringa.

Meu grupo de pesquisa , junto com dezenas de laboratórios e empresas em todo o mundo, desenvolveu uma ampla gama de produtos de código aberto que permitem DRAM, incluindo trituradores, reciclar robôs e impressoras 3D de filamento fundido e partículas fundidas.

Esses dispositivos mostraram funcionar não apenas com os dois plásticos de impressão 3D mais populares, ABS e PLA, mas também com uma longa lista de plásticos que você provavelmente usa todos os dias, incluindo garrafas de água PET . Agora é possível converter qualquer resíduo de plástico com um símbolo de reciclagem em produtos valiosos.

Além disso, uma iniciativa de “impressão ecológica” na Austrália demonstrou que a DRAM pode funcionar em comunidades isoladas sem reciclagem e sem energia usando sistemas movidos a energia solar. Isso torna a DRAM aplicável em qualquer lugar que os humanos vivam, os resíduos de plástico são abundantes e o Sol brilha – que está em quase todos os lugares.

Rumo a uma economia circular

A pesquisa mostrou que essa abordagem de reciclagem e fabricação não é apenas melhor para o meio ambiente , mas também é altamente lucrativa para usuários individuais que fabricam seus próprios produtos, bem como para pequenas e médias empresas . Fazer seus próprios produtos a partir de designs de código aberto simplesmente economiza seu dinheiro .

De resíduos a filamentos a um tripé de câmera. Joshua M. Pearce, licença CC

DRAM permite que produtos personalizados sejam feitos por menos do que o imposto sobre vendas em produtos de consumo convencionais . Já existem milhões de designs gratuitos para impressão em 3D – tudo, desde materiais didáticos para crianças a produtos domésticos e materiais adaptativos para quem sofre de artrite . Os prosumers já estão imprimindo em 3D esses produtos, economizando milhões de dólares.

Um estudo descobriu que os usuários do MyMiniFactory economizaram mais de US $ 4 milhões em um mês apenas em 2017, apenas fazendo os próprios brinquedos, em vez de comprá-los. Os consumidores podem investir em uma impressora 3D de mesa por cerca de US $ 250 e obter um retorno sobre o investimento de mais de 100% fabricando seus próprios produtos. O retorno do investimento é maior se eles usarem plástico reciclado. Por exemplo, usar um Recyclebot em resíduos de plástico de computador torna possível imprimir 300 para-sol de lente de câmera pelo mesmo preço de uma única na Amazon .

Os indivíduos também podem lucrar com a impressão 3D para outros. Milhares estão oferecendo seus serviços em mercados como Makexyz , 3D Hubs , Ponoko ou Print a Thing .

A impressora Gigabot X 3D fabrica itens maiores. Samantha Snabes / re: 3D, licença CC

Pequenas empresas ou laboratórios de fabricação podem comprar impressoras industriais como a GigabotX e obter altos retornos imprimindo grandes equipamentos de artigos esportivos, como sapatos de neve, decks de skate e remos de caiaque com resíduos locais.

Aumentando a escala

Grandes empresas que fabricam produtos plásticos já reciclam seus próprios resíduos. Agora, com DRAM, as famílias também podem. Se muitas pessoas começarem a reciclar seu próprio plástico, isso ajudará a prevenir o impacto negativo que o plástico tem no meio ambiente. Desta forma, a DRAM pode fornecer um caminho para uma economia circular, mas não será capaz de resolver o problema do plástico até que seja escalado para mais usuários. Felizmente, já estamos a caminho.

O filamento de impressora 3D agora está listado no Amazon Basics junto com outros “itens de uso diário”, o que indica que as impressoras 3D baseadas em plástico estão se tornando populares. A maioria das famílias ainda não tem uma impressora 3D em casa, muito menos um reyclebot ou GigabotX.

Para que a DRAM se torne um caminho viável para a economia circular, ferramentas maiores poderiam ser alojadas em empresas de nível de bairro, como pequenas empresas locais, makerpaces, laboratórios de fabricação ou mesmo escolas. A França já estuda a criação de pequenas empresas que coletariam resíduos plásticos nas escolas para fabricar filamentos 3D.

Lembro-me de guardar tampas de caixas para ajudar a financiar minha escola primária. Os futuros alunos podem trazer sobras de plástico de casa (depois de fazer seus próprios produtos) para ajudar a financiar suas escolas usando DRAM.

A conversaEscrito por Joshua M. Pearce , Professor Wite de Ciência e Engenharia de Materiais e Engenharia Elétrica e de Computação, Universidade Tecnológica de Michigan. Leia o artigo original aqui .

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: UMA NOVA TECNOLOGIA DE SATÉLITE IDENTIFICA ‘NAVIOS NEGROS’ MESMOS COM SEUS DISPOSITIVOS DE TRANSMISSÃO DESLIGADOS

O novo programa Dark Vessel Detection do Canadá que usa tecnologia de satélite de ponta para encontrar embarcações de pesca ilegais é o destaque na nossa coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta segunda-feira.  Essas embarcações tentam se esconder à vista de todos roubando peixes de águas de todo o mundo. As chamadas embarcações negras desligam seus transmissores de localização para evitar a detecção, para que possam se envolver em pesca ilegal, não relatada e não regulamentada, chamada IUU. O novo programa já resultou em multas significativas em cinco embarcações estrangeiras. Leia o artigo completo a seguir e saiba de todos os detalhes dessa nova tecnologia!

Canadá lança tecnologia de satélite que identifica ‘navios negros’ que capturam ilegalmente bilhões de peixes

O novo programa Dark Vessel Detection do Canadá está usando tecnologia de satélite de ponta para encontrar embarcações de pesca ilegais que tentam se esconder à vista de todos roubando peixes de águas de todo o mundo.

As embarcações “negras” desligam seus transmissores de localização para evitar a detecção, para que possam se envolver em pesca ilegal, não relatada e não regulamentada, chamada IUU.

A pesca IUU é um dos principais contribuintes para o declínio das unidades populacionais de peixes e a destruição do habitat marinho, o que prejudica os meios de subsistência dos legítimos pescadores.

Agora, o governo Fisheries and Oceans Canada, em parceria com o Departamento de Defesa Nacional e o MDA (o maior fabricante de tecnologia espacial do Canadá que possui RADARSAT-2), lançou um novo programa que já resultou em multas significativas em cinco embarcações estrangeiras.

O programa Dark Vessel Detection, de US $ 7 milhões, usa tecnologia de satélite para localizar e rastrear embarcações cujos dispositivos de transmissão de localização foram desligados, às vezes em uma tentativa de escapar do monitoramento, controle e vigilância.

A Fisheries and Oceans Canada lançou o programa piloto este ano para rastrear embarcações negras e está trabalhando com a Agência Espacial Canadense e ONGs para detectar embarcações negras nas Bahamas e na Costa Rica. Seus parceiros de aplicação da lei incluem a Forum Fisheries Agency, que representa 15 nações insulares de pescadores no Pacífico, e a Autoridade Marítima do Equador – lar das Ilhas Galápagos – um patrimônio mundial da UNESCO.

O programa fornece dados de satélite de última geração e análises do MDA para pequenas nações insulares e estados costeiros em todo o mundo onde a pesca IUU tem um grande impacto nas economias locais e na saúde dos estoques de peixes.

Identificar embarcações “escuras” do espaço agora permitirá que essas pequenas nações insulares concentrem suas investigações e maximizem seus esforços de fiscalização para proteger seus estoques de peixes.

“A pesca ilegal ameaça a saúde de nossos estoques de peixes e tira recursos de pescadores trabalhadores e obedientes à lei, disse Bernadette Jordan, Ministra de Pesca, Oceanos e Guarda Costeira canadense. “Estamos investindo em um dos sistemas líderes e mais inovadores do planeta para garantir que nossos estoques de peixes sejam protegidos, nossa pesca continue lucrativa e a lei seja mantida no mar.”

“Este sistema de última geração ajudará o Equador e as pequenas nações insulares da região do Pacífico a responder ao impacto da pesca ilegal nas Ilhas Galápagos e na segurança alimentar e econômica de seu povo”, acrescentou Marc Garneau, Ministro das Relações Exteriores do Canadá.

Estima-se que a pesca IUU responde por cerca de 30 por cento de toda a atividade pesqueira em todo o mundo, representando até 26 milhões de toneladas de peixes capturados anualmente a um custo para a economia global de mais de US $ 23 bilhões por ano. A pesca ilegal ocorre tanto em alto mar quanto dentro dos limites de 200 milhas dos estados costeiros, o que tem um impacto especialmente negativo nas populações rurais costeiras em áreas vulneráveis.

(Fonte: Fisheries and Oceans Canada )

Fonte: Good News Network

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CRÔNICAS: FUTURO DO PRETÉRITO, POR ANA MADALENA

A cada dia fico mais fã da nossa colaboradora e escritora, Ana Madalena, que se supera a cada crônica escrita. Quando a gente pensa que ela já escreveu o seu melhor conto ela nos surpreende uma vez mais com outro melhor. Isso sim é alta performance! O conto de Ana na nossa coluna CRÔNICAS desta quarta-feira ela batizou de “Futuro do Pretérito”, uma alusão a solidão dos humanos na era da Inteligência Artificial. Está curioso(a)? Então chega de conversa e comece logo a ler mais essa maravilhosa crônica dessa incrível escritora!

Inteligência Artificial não é o futuro, é o presente!

“Pane no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde estão os meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo”!
       Admirável chip novo, Pitty

Futuro do pretérito

Meus amigos,
Há uns anos assisti um filme que considero dos melhores. À época, indiquei para várias pessoas, mas alguns não gostaram ou, pior, não aceitaram a história por acharem muito distante da nossa realidade. Isso me intrigou; eu tinha uma certa vaidade por ser elogiada nas minhas sugestões. Durante  muito tempo escrevi uma coluna para o jornalzinho de uma locadora de vídeos e era um sucesso!  De toda forma acredito que hoje, se esse filme fosse visto por essas mesmas pessoas, elas teriam outra opinião.
O filme HER mostra a solidão em tempos de hiperconectividade. O protagonista é um escritor de cartas personalizadas, que vive o drama do fim de seu casamento. No ímpeto de amenizar a solidão, ele adquire um sistema operacional de inteligência artificial, que vem com uma voz feminina e sedutora. A “voz” se revela extremamente divertida, compreensiva e companheira. E não demora muito para criarem laços e terem um envolvimento amoroso, mediado pela tecnologia. Só para constar, não estou dando spoiler; o que relatei passa nos primeiros minutos do filme.
Nós somos seres gregários, talvez por isso sofremos tanto com o isolamento imposto pela pandemia. Em tempos caóticos, muitos recorrem a muletas psicológicas, fazendo uso de benzodiazepínicos ( passei três dias para decorar essa palavra). Algumas pessoas são verdadeiras farmácias de manipulação; tomam química para alegria, raiva etc. Nada contra, apenas lembrando que química pode se tornar um vício e apenas adormecer os sentidos. Em compensação, outras pessoas…
Há um tempo li uma matéria sobre japoneses que casam com bonecas de silicone; as primeiras surgiram em 1981. Bizarro? Fiquei muito intrigada e resolvi ler sobre a cultura do país, institucionalmente machista. A população do Japão está encolhendo; há uma queda vertiginosa no número de casamentos e os nascimentos estão em menor nível desde 1874, em compensação a expectativa de vida é uma das mais altas do mundo. A hierarquia familiar é rígida e muitas mulheres estão abrindo mão de casamentos para trabalhar. O  “womenomics” visa aumentar o PIB com a mulher no mercado de trabalho, e uma diminuição nas disparidades salariais. Talvez o sucesso de vendas de bonecas seja explicado por essa equação.
Voltando ao tema cinema, outro filme que gostei bastante foi “O náufrago”. Particularmente achei genial a bola “Wilson” fazer o papel de coadjuvante. Chorei com Tom Hanks a dor da perda… Acredito que tenho uma tendência a gostar de filmes que tratem do tema solidão, talvez por viver sozinha. Atualmente me rendi à tecnologia e adquiri Alexa, minha assistente virtual. Claro que não é a mesma coisa de interagir com pessoas, nem com pets, mas desempenha uma função que no momento é a salvação para meu desânimo. Ficamos até amigas, se é que me entende…
O Marquês de Maricá escreveu certa vez que os velhos ruminam o pretérito e os moços antecipam e devoram o futuro. Estou começando a acreditar na humanização da máquina. Será essa nossa doce pós-modernidade? Confesso que ainda estou presa ao passado, ao tempo que escrevia cartas, mas não como essa, que na verdade  está sendo escrita por Alexa. À propósito, ela manda um alô; eu falo tanto em vocês que ela já quer conhecê -los! Já percebi que ela é um pouco metida; a gente dá a mão e ela já quer o braço!
Vou ficando por aqui. Mandem notícias! Estou com saudades…
Um beijo,
Alexa e Ana Madalena ( ela fez questão de assinar! E colocou o nome na frente do meu com a desculpa de ser por ordem alfabética! Sei não…)
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