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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: A ENERGIA EÓLICA CADA VEZ MAIS BARATA E SUSTENTÁVEL

A TECNOLOGIA, A REDUÇÃO DE CUSTOS E A SUSTENTABILIDADE CADA VEZ MAIOR NA ENERGIA EÓLICA É O DESTAQUE DA NOSSA COLUNA ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE. UMA STARTUP ALEMÃ ESTÁ CONSTRUINDO PEQUENAS TURBINAS EÓLICAS VOADORAS, EM FORMA DE PIPAS, QUE USAM 10 VEZES MENOS MATERIAL PELA METADE DO CUSTO DO QUE AS TORRES FEITAS DE CENTENAS DE TONELADAS DE CONCRETO E AÇO OU UMA FUNDAÇÃO PARA MANTER AS PONTAS DAS LÂMINAS NO AR. ENTÃO CONHEÇA ESSA SENSACIONAL INOVAÇÃO E SEUS DETALHES!

PIPAS DE ENERGIA RENOVÁVEL GERAM ENERGIA EÓLICA VOANDO PELO AR

 

Uma startup alemã está trazendo a leveza das pipas para a produção de energia verde, construindo pequenas turbinas eólicas voadoras que usam 10 vezes menos material pela metade do custo das opções tradicionais.

Em junho, a KiteKRAFT atingiu um marco importante com um protótipo de pipa de 7 pés, completando seu primeiro vôo em 8, o movimento que fornecerá a energia eólica do sistema.

O papagaio tem pequenas turbinas eólicas giratórias a bordo, que funcionam essencialmente como pontas de pás normais. Não é necessária uma torre feita de centenas de toneladas de concreto e aço ou uma fundação para manter as pontas das lâminas no ar, mas em vez disso usa algoritmos inteligentes para encontrar a melhor localização no ar.

Logística, instalação e inspeções são muito mais simples e o kite pode facilmente atingir ventos mais fortes em altitudes mais elevadas. “São possíveis economias de custo de mais de 50% em comparação com outras fontes”, diz a empresa em seu blog .

Outra vantagem é que um sistema kiteKRAFT é dificilmente visível (sem torres e sem lâminas enormes), o que muitas vezes suscita dúvidas públicas sobre tais estruturas em sua paisagem.

KiteKRAFT – pequenas turbinas eólicas voadoras 

“Estamos orgulhosos de ter chegado a esse ponto em pouco mais de um ano após a fundação da empresa”, disse o cofundador e CTO Florian Bauer.

Ele disse ao GNN que seu sistema de pipa é provavelmente semelhante a grandes turbinas eólicas quando se trata de interferir com os pássaros. “É por isso que provavelmente implementaremos um sistema de proteção contra pássaros relativamente cedo. Isso significa que essa pipa simplesmente vai pairando (automaticamente) se houver um bando de pássaros passando, e continua a produção logo em seguida. ”

Mas a competição com grandes parques eólicos não é seu objetivo. Sua missão é fornecer pequenas redes de energia, que normalmente são alimentadas por geradores a diesel e / ou energia solar.

Testes dos co-fundadores da KiteKRAFT em Munique, 2019Cada sistema kiteKRAFT possui vários sensores. O computador pipa executa algoritmos de software e usa os dados do sensor para voo autônomo e para gerar energia do vento de forma eficiente. Os proprietários do sistema kiteKRAFT e o pessoal de inspeção podem acessar a pipa remotamente com um aplicativo e visualizar os estados atuais ou transmissão de vídeo ao vivo das câmeras a bordo. O aplicativo também permite certos comandos, por exemplo, pousar a pipa para inspeção.

Em todos os momentos, o kite registra dados importantes de vôo e desempenho e os envia para os servidores do kiteKRAFT para análise pelos engenheiros da empresa, o que aumenta a confiabilidade futura.

Como a pipa é essencialmente “um computador com asas”, seu desempenho e confiabilidade devem melhorar exponencialmente com o passar dos anos, e esperamos ver a empresa decolar para grandes alturas.

ASSISTA o voo de teste abaixo …

 

Fonte: Good News Network

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TECNOLOGIA: AGORA É A GOOGLE QUE RASTREIA A NOSSA VIDA ATÉ MESMO SE ESTIVERMOS COM O HISTÓRICO DE LOCALIZAÇÃO DESLIGADO

Nesta segunda-feira estamos publicando aqui na coluna tecnologia uma informação muito valiosa que todo cidadão, deve, precisa e tem o direito de saber, mais que pouca gente sabe. Então convido você a ler o artigo completo a seguir e se atualizar.

Google rastreia você mesmo com histórico de localização desativado

O Google tem um recurso para guardar automaticamente todos os locais que você visitou, incluindo data e horário, usando seu celular Android ou iPhone. Você pode desativar isso nas configurações, mas — surpresa! — os serviços do Google vão coletar seu histórico de localização mesmo assim.
A Associated Press descobriu que muitos serviços do Google, tanto no Android como no iPhone, armazenam os locais onde você esteve, mais data e hora, mesmo que o histórico de localização esteja desligado.
Se você fizer buscas que não têm nada a ver com localização, ela será registrada mesmo assim, sem qualquer aviso ao usuário. Isso também vale se você usar o aplicativo de previsão do tempo, ou o Google Maps.
Aplicativos como Maps e Clima precisam da sua localização para funcionarem direito. No entanto, eles não deveriam guardar um registro se o usuário optou por desativar o histórico. Em um artigo de ajuda, o Google diz: “com o Histórico de localização desativado, os lugares que você frequenta não são mais armazenados”.
O pesquisador Gunes Acar, da Universidade de Princeton, fez o teste para a AP: usou um smartphone Android com o histórico de localização desativado, mas o Google registrou seus trajetos em Nova York mesmo assim ao longo de vários dias.


Quando você desativa e então reativa o histórico de localização, o Google avisa que “coleta regularmente dados de local dos seus dispositivos. Esses dados são salvos mesmo quando você não está usando um serviço específico do Google, como o Maps ou a Pesquisa”.
Para interromper isso, você também terá que desativar outra opção chamada “Atividade na Web e de apps”. Sua descrição não menciona nada sobre armazenar seu local, mas é assim que funciona.
Infelizmente, desligar isso pode prejudicar o funcionamento do Google Assistente, entre outros. A empresa diz: “pausar a Atividade na Web e de apps pode limitar ou desativar experiências mais personalizadas nos serviços do Google. Por exemplo, você pode deixar de ver resultados da pesquisa mais relevantes ou recomendações sobre lugares do seu interesse”.

Google: “fornecemos descrições claras dessas ferramentas”
O Google sugere, no entanto, que os usuários não deveriam se confundir. “Fornecemos descrições claras dessas ferramentas [Histórico de localização e Atividade na Web e de apps] e controles robustos para que as pessoas possam ativá-las ou desativá-las e excluir seus históricos a qualquer momento”, diz a empresa em comunicado.
A pesquisadora K. Shankari, da Universidade da Califórnia em Berkeley, identificou esse problema em maio. Ela desativou o histórico de localização, foi até uma loja e recebeu uma notificação em seu smartphone Android pedindo para avaliar a visita.
Shankari estuda padrões de deslocamento em cidades para ajudar no planejamento urbano. Ela escreve: “não me oponho, em princípio, ao Google ou ao rastreamento de localização em segundo plano… acredito que, se usados adequadamente, esses registros de deslocamento podem ter muitos impactos positivos na maneira como projetamos as cidades. Mas também acho que rastrear pessoas sem o consentimento delas e sem controles adequados é assustador e errado”.
No ano passado, descobriu-se que o Google estava coletando a localização de usuários mesmo com o GPS desligado. O Android recebeu uma atualização no serviço Firebase Cloud Messaging para coletar dados de antenas de celular próximas. Nem era necessário ter uma conexão celular: bastava se conectar ao Wi-Fi. Isso não podia ser desativado pelo usuário.
A empresa prometeu atualizar o Firebase Cloud Messaging para interromper a coleta, e diz que esses dados de localização nunca foram usados nem armazenados.

Os controles de privacidade do Google

  • Para excluir seu histórico de localização: visite google.com/maps/timeline no PC ou smartphone, clique/toque na roda dentada e depois em “Excluir todo o histórico de localização”.
  • Para interromper o histórico de localização: visite myaccount.google.com/activitycontrols no PC ou smartphone, desative a opção “Histórico de localização” e confirme a escolha selecionando “Pausar”.
  • Para desativar a coleta de atividade na web: também em myaccount.google.com/activitycontrols, clique/toque em “Atividade na Web e de apps” e confirme a escolha selecionando “Pausar”.

 Fonte: Tecnoblog

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VEJA QUAIS AS PRÓXIMAS CAPITAIS A RECEBER O 5G

Anatel diz que SP, Rio, Curitiba, Goiânia e Salvador devem ser as próximas capitais com 5G

Agência liberou Belo Horizonte, João Pessoa e Porto Alegre a receberem a tecnologia nesta sexta-feira (29)

Fabrício Julião

Luana Cataldi

da CNN

em São Paulo

A  Anatel informou que Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Goiânia e Salvador devem ser as próximas capitais a receber o 5G.

O conselheiro da Agência Moisés Moreira disse que está havendo um estudo para a implementação da tecnologia nesses municípios, mas ainda não há data para a deliberação.

Mais cedo, foi anunciado que as capitais Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB) e Porto Alegre (RS) poderão ativar o 5G nesta sexta-feira (29).

A decisão ocorreu após reunião entre membros do Gaispi, grupo que acompanha a implementação das soluções de sinal e problemas de interferência nas faixas. A reunião teve início às 9h desta quarta-feira (27), chegando ao fim após a deliberação pela antecipação do 5G nas três capitais.

A tecnologia “full 5G” chegou ao Brasil no início do mês, em Brasília. A expectativa é que todas as capitais estejam com a tecnologia liberada até 29 de setembro.

Já para os municípios que possuem população igual ou superior a 500 mil habitantes, a previsão de liberação é a partir de 1º de janeiro de 2023.

“Belo Horizonte tem mais habitantes, então tem mais estações. Já Porto alegre e João pessoa possuem menos, mas o que determinou foi a entrega de equipamentos”, afirmou Moreira, ao responder sobre a escolha das próximas capitais a receberem a tecnologia.

O secretário já havia declarado anteriormente que São Paulo não tinha cumprido ainda as condições necessárias que consistem no início das atividades, e por isso não poderia ter concedida a deliberação.

“As exigências estão associadas à migração das parabólicas para a banda Ku (campanha de comunicação e distribuição de kits); na conclusão das atividades relacionadas à desocupação da faixa de 3.625 MHz a 3.700 MHz; e à mitigação de interferência na faixa de 3.700 MHZ a 4.200 MHz”, disse o conselheiro, há algumas semanas.

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TECNOLOGIA: AGORA É A GOOGLE QUE RASTREIA A NOSSA VIDA ATÉ MESMO SE ESTIVERMOS COM O HISTÓRICO DE LOCALIZAÇÃO DESLIGADO

Nesta quinta-feira estamos publicando aqui na coluna tecnologia uma informação muito valiosa que todo cidadão, deve, precisa e tem o direito de saber, mais que pouca gente sabe. Então convido você a ler o artigo completo a seguir e se atualizar.

Google rastreia você mesmo com histórico de localização desativado

O Google tem um recurso para guardar automaticamente todos os locais que você visitou, incluindo data e horário, usando seu celular Android ou iPhone. Você pode desativar isso nas configurações, mas — surpresa! — os serviços do Google vão coletar seu histórico de localização mesmo assim.
A Associated Press descobriu que muitos serviços do Google, tanto no Android como no iPhone, armazenam os locais onde você esteve, mais data e hora, mesmo que o histórico de localização esteja desligado.
Se você fizer buscas que não têm nada a ver com localização, ela será registrada mesmo assim, sem qualquer aviso ao usuário. Isso também vale se você usar o aplicativo de previsão do tempo, ou o Google Maps.
Aplicativos como Maps e Clima precisam da sua localização para funcionarem direito. No entanto, eles não deveriam guardar um registro se o usuário optou por desativar o histórico. Em um artigo de ajuda, o Google diz: “com o Histórico de localização desativado, os lugares que você frequenta não são mais armazenados”.
O pesquisador Gunes Acar, da Universidade de Princeton, fez o teste para a AP: usou um smartphone Android com o histórico de localização desativado, mas o Google registrou seus trajetos em Nova York mesmo assim ao longo de vários dias.


Quando você desativa e então reativa o histórico de localização, o Google avisa que “coleta regularmente dados de local dos seus dispositivos. Esses dados são salvos mesmo quando você não está usando um serviço específico do Google, como o Maps ou a Pesquisa”.
Para interromper isso, você também terá que desativar outra opção chamada “Atividade na Web e de apps”. Sua descrição não menciona nada sobre armazenar seu local, mas é assim que funciona.
Infelizmente, desligar isso pode prejudicar o funcionamento do Google Assistente, entre outros. A empresa diz: “pausar a Atividade na Web e de apps pode limitar ou desativar experiências mais personalizadas nos serviços do Google. Por exemplo, você pode deixar de ver resultados da pesquisa mais relevantes ou recomendações sobre lugares do seu interesse”.

Google: “fornecemos descrições claras dessas ferramentas”
O Google sugere, no entanto, que os usuários não deveriam se confundir. “Fornecemos descrições claras dessas ferramentas [Histórico de localização e Atividade na Web e de apps] e controles robustos para que as pessoas possam ativá-las ou desativá-las e excluir seus históricos a qualquer momento”, diz a empresa em comunicado.
A pesquisadora K. Shankari, da Universidade da Califórnia em Berkeley, identificou esse problema em maio. Ela desativou o histórico de localização, foi até uma loja e recebeu uma notificação em seu smartphone Android pedindo para avaliar a visita.
Shankari estuda padrões de deslocamento em cidades para ajudar no planejamento urbano. Ela escreve: “não me oponho, em princípio, ao Google ou ao rastreamento de localização em segundo plano… acredito que, se usados adequadamente, esses registros de deslocamento podem ter muitos impactos positivos na maneira como projetamos as cidades. Mas também acho que rastrear pessoas sem o consentimento delas e sem controles adequados é assustador e errado”.
No ano passado, descobriu-se que o Google estava coletando a localização de usuários mesmo com o GPS desligado. O Android recebeu uma atualização no serviço Firebase Cloud Messaging para coletar dados de antenas de celular próximas. Nem era necessário ter uma conexão celular: bastava se conectar ao Wi-Fi. Isso não podia ser desativado pelo usuário.
A empresa prometeu atualizar o Firebase Cloud Messaging para interromper a coleta, e diz que esses dados de localização nunca foram usados nem armazenados.

Os controles de privacidade do Google

  • Para excluir seu histórico de localização: visite google.com/maps/timeline no PC ou smartphone, clique/toque na roda dentada e depois em “Excluir todo o histórico de localização”.
  • Para interromper o histórico de localização: visite myaccount.google.com/activitycontrols no PC ou smartphone, desative a opção “Histórico de localização” e confirme a escolha selecionando “Pausar”.
  • Para desativar a coleta de atividade na web: também em myaccount.google.com/activitycontrols, clique/toque em “Atividade na Web e de apps” e confirme a escolha selecionando “Pausar”.

 Fonte: Tecnoblog
Acesse a Postagem Original: http://www.blogdobg.com.br/#ixz

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SAIBA QUAIS OS APARELHOS DE CELULARES QUE ESTÃO APTOS A RECEBEREM A TECNOLOGIA 5G

Celulares com 5G: veja a lista de aparelhos que estão aptos a usar a nova tecnologia

Anatel recomenda verificar código de homologação estampado no chassi (ou no manual do produto) para saber se a conexão é possível

Artur Nicoceli

do CNN Brasil Business

em São Paulo

Internet 5GInternet 5GGetty Images

5G chegou nesta quarta-feira (6) em Brasília, primeira cidade a ter o sinal da nova internet móvel em funcionamento no país. E quem quiser ter acesso a essa modalidade precisa verificar se o modelo de celular que possui oferece suporte para a nova tecnologia.

Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que 67 modelos de celular estão aptos a realizar a conexão com a rede 5G. (Veja a lista abaixo).

Segundo o conselheiro e vice-presidente da Anatel, Moisés Moreira, é recomendável entrar em contato com a operadora para ter certeza se é possível usar o 5G no aparelho.

Outra possibilidade para saber se o aparelho é compatível é verificar o código de homologação estampado no chassi (ou no manual do produto). Por ora, apenas os produtos homologados pela Anatel podem utilizar o 5G.

Veja abaixo os aparelhos aptos a receber a nova tecnologia:

Apple

  • iPhone 12;
  • iPhone 12 Mini;
  • iPhone 12 Pro;
  • iPhone 12 Pro Max;
  • iPhone 13;
  • iPhone 13 Mini;
  • iPhone 13 Pro;
  • iPhone 13 Pro Max;
  • iPhone SE

Samsung

  • Galaxy A13;
  • Galaxy A22 5G;
  • Galaxy A32 5G;
  • Galaxy A33 5G;
  • Galaxy A52 5G;
  • Galaxy A52s 5G;
  • Galaxy A53 5G;
  • Galaxy A73 5G;
  • Galaxy M23 5G;
  • Galaxy M33
  • Galaxy M52;
  • Galaxy M53;
  • Galaxy Note 20 5G;
  • Galaxy Note 20 Ultra 5G;
  • Galaxy S20 FE;
  • Galaxy S21;
  • Galaxy S21 FE;
  • Galaxy S21 Ultra;
  • Galaxy S21+;
  • Galaxy S22;
  • Galaxy S22 Ultra;
  • Galaxy S22+;
  • Galaxy Z Flip 3;
  • Galaxy Z Fold 2;
  • Galaxy Z Fold 3

Xiaomi

  • Mi 10T;
  • Mi 10T Pro;
  • Mi 11;
  • Poco F3;
  • Poco M3 Pro;
  • Poco M4 5G;
  • Redmi Note 10 5G;
  • Xiaomi 11 Lite 5G NE

Motorola

  • Moto G 5G;
  • Moto G 5G Plus;
  • Moto G50 5G;
  • Moto G62 5G;
  • Moto G82 5G;
  • Moto G100;
  • Moto G200;
  • Moto G50 5G;
  • Moto G71;
  • Motorola Edge;
  • Motorola Edge 20;
  • Motorola Edge 30;
  • Motorola Edge 20 Lite;
  • Motorola Edge 20 Pro

Nokia

  • Nokia G50

Positivo

  • ZERO 5G

Lenovo

  • Lenovo Legion Phone Duel

Asus

  • ROG Phone 5;
  • ROG Phone 5s;
  • Zenfone 8;
  • Zenfone 8 Flip

Realme

  • Realme GT 2 Pro;
  • Realme GT Master Edition;
  • Realme 9 Pro

TCL

  • TCL 20 Pro 5G
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TECNOLOGIA: VALE A PENA COMPRAR UM CELULAR COM PROJETOR?

Na nossa coluna TECNOLOGIA desta quinta-feira trago um artigo espetacular sobre a nova tecnologia em matéria de audiovisual. O celular com projetor que já está revolucionando a indústria do entretenimento visual. Éle é capaz de projetar imagens com até 90 polegadas full HD e com a qualidade de uma SMART TV de última geração. A seguir temos um vídeo com uma pequena amostra do que há de mais moderno lançado na China e depois você pode conhecer as principais marcas e modelos disponíveis no mercado brasileiro e saber se vale a pena comprar um smartphone projetor. A Smart TV está com os dias contados?

Fonte:

Vale a pena comprar um celular com projetor?

Modelos de celular com projetor estão se tornando populares entre os brasileiros, mas vale a pena investir em um acessório do tipo?

O celular é um ótimo aparelho para nos permitir assistir aquele vídeo, filme ou série em um momento ocioso, como quando estamos viajando de ônibus ou na fila de um banco, mas pode ser muito útil também para assistir vídeo em casa quando bate aquela preguiça de ligar o computador.

Nesse casos, o uso de um projetor específico para celulares tem feito sucesso entre os brasileiros. No mercado, é possível tanto encontrar projetos individuais feitos especialmente para serem conectados em smartphones e até mesmo celulares que já vem com esse recurso em suas configurações. Mas vale a pena fazer esse tipo de investimento?

Preço

Esse é um dos pontos que os consumidores costumam considerar primeiro na hora de comprar um aparelho com projetor e, claro, a quantia que você embolsar no produto vai ter impacto direto na qualidade da imagem.

Para começar falando de celular que já vem com a função de projetor, os preços começam na faixa de R$ 1700,00, tanto nos que já possuem a função nativa, como o Quantum V, quanto os kits que contam com aparelho mais projetor separado.

A linha Z de celulares da Motorola é capaz de projetar imagens diretamente pelo celular, com os Moto Snaps. Na linha estão o Moto Z2 Play, Moto Z2 Force e Z3 Play, por exemplo. Esses modelos de celular custam, a partir de R$ 1.200,00, mas o Moto Snap Insta-Share Projector, que permite a projeção de imagens, deve ser comprado à parte, com preço médio de R$ 1.500,00.

Se você pretende comprar o celular com o projetor, é possível encontrar bons combos com desconto, como o Moto Z2 Play com o Moto Snap projetor por R$ 2.000,00. Agora, se você já possui um celular dessa linha e quer investir no projetor, não tem jeito, terá que desembolsar essa grana.

Uma opção mais em conta para quem já tem um celular e não quer gastar comprando um novo é procurar modelos de miniprojetor para celular, que permitem conexão direta com o smartphone. Esses aparelhos podem ser encontrados no mercado a partir de R$ 300,00.

moto-z3-projetor

Qualidade da Imagem

Vamos destacar a qualidade de imagem dos modelos que mencionamos no tópico acima.

No caso do Quantum V, que traz um projetor Laser HD integrado no smartphone, a imagem pode ser projetada a até 2 metros do aparelho, com resolução HD (1280 x 720 pixels), 31 lúmens e contraste de 5.000:1. O tamanho vai variar, dependendo da distância entre o celular e a tela de projeção, sendo de 40 polegadas para uma distância de 1 metro e 80 polegadas para 2 metros.

Já o Moto Snap da Motorola tem uma resolução menor, sendo de 854×480 WVGA (480p), que pode ser projetada a até 1,2 metros, com projeção de tela máxima de 70 polegadas, 400:1 de contraste e 50 lúmens.

Já no caso dos miniprojetores, utilizamos um modelo bom, sem ser premium, para ter como base: o Mini Projetor Led Profissional 1200 Lumen Wi-Fi uc46, que permite conexão por Wi-Fi ou HDMI com diversos aparelhos, incluindo smartphones e notebooks. O projetor é mais robusto do que as opções dos celulares, pesando 980g, mas entrega qualidade melhor, com resolução Full HD (1920 x 1080 pixels), distância de projeção de 1 a 3,8 metros e tamanho de projeção de até 130 polegadas, com 1200 lúmens e contraste 800:1.

Duração da bateria e peso

O Quantum V pode durar até 4 horas rodando projeções, graças a sua bateria de 4000 mAh e seu peso é de 203 gramas, o peso de um celular mais robusto.

Já o Moto Z2 Play tem bateria de 3.000 mAh, enquanto a bateria do projetor é de 1.100 mAh, o que leva a um tempo de duração de aproximadamente 2 horas. O peso do smartphone sozinho é de 145g e, com o Snap acoplado, de 270g.

Os modelos de mini-projetores costumam pesar entre 400g e 1kg, dependendo do modelo. A média de duração da bateria é de 4 horas, variando de produto para produto.

Vale a pena comprar um celular com projetor?

O celular com projetor atrai pela sua praticidade de poder assistir qualquer conteúdo em qualquer lugar em um tamanho considerável, sendo necessário ter em mãos apenas o seu celular (o que, vamos combinar, é um aparelho que sempre está por perto). Por outro lado, as opções de modelos do tipo no mercado brasileiro são poucas e não muito baratas.

O ponto principal para considerar se vale a pena ou não investir em um modelo do tipo é pensar o quanto você irá realmente usar essa função e, para a maior parte dos usuários, a resposta final será negativa. A verdade é que não vale a pena investir em um celular apenas pela função de projeção.

Caso você considere que irá usar o projetor com frequência (talvez no trabalho, talvez para distrair as crianças nas férias), uma opção mais viável pode ser realmente comprar um mini-projetor e deixá-lo, por exemplo, no escritório.


Yolanda Moretto é jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero e trabalha com assessoria de imprensa e gestão de redes sociais. Já trabalhou com setores de tecnologia, energia e empreendedorismo.

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CIÊNCIA & TECNOLOGIA: ASSISTA A 3ª PARTE DA ENTREVISTA COM O FÍSICO MARCELO GLEISER SOBRE VIDA FORA DA TERRA

Na sessão CIÊNCIA & TECNOLOGIA desta quarta-feira você vai ver a 3ª parte da ENTREVISTA com o físico Marcelo Gleiser sobre VIDA FORA DA TERRA. Neste bloco é debatida a relação entre religião e ciência. Marcelo Gleiser explica como as descobertas no campo técnico e a intolerância podem influenciar as pessoas.

Fonte: 

Publicado em 7 de nov de 2016

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TECNOLOGIA: RELÓGIO DA APPLE DA 4ª GERAÇÃO É CAPAZ ATÉ DE SALVAR A VIDA DO SEU DONO

Na coluna tecnologia desta quinta-feira estamos elegendo as 10 melhores notícias sobre tecnologias desde 2018. E hoje  o podcast é sobre o lançamento da geração 4 do Apple Watch que utiliza cada vez mais a inteligência artificial em benefício do usuário atuando como um verdadeiro assessor.

SEXTA, 14/09/2018, 18:33
CBN Tecnologia – Bia Kunze

  1. A geração 4 do Apple Watch

O relógio tem funcionalidades bem interessantes, como detector de quedas. Se o proprietário cai no chão e se demora a levantar, o aparelho pode acionar um serviço de emergência. Confira outras curiosidades do lançamento.

Apple Watch FOTO: internet (Crédito: )Apple Watch FOTO: internet

Fonte: CBN

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PESQUISADORES DA UFRN DESENVOLVERAM NOVA TECNOLOGIA COM POTENCIAL DE EFICIÊNCIA PARA MELHORAR PROCESSO DE CONCRETAGEM NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Cientistas da UFRN usam inteligência artificial para melhorar processo na construção civil

Redação/Portal da Tropical

Atualizado em:

Aquiles e Raphael falam que parceria com setor produtivo é fundamental para protótipo sair direto para o mercado | Foto: Cícero Oliveira

Uma nova tecnologia com potencial de eficiência para melhorar o processo de concretagem na construção civil acaba de ser desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Baseada em uma Inteligência Artificial (IA), o protótipo da invenção apresentou um grau de proximidade de 99% entre o valor obtido experimentalmente e o valor real da medição do grau de fluidez do concreto. Esse valor é significativo quando considerado que o controle convencional do procedimento é feito de forma visual.

É o que destaca Raphael José Rodrigues Torres, um dos cientistas responsáveis pelo estudo que resultou no depósito de pedido de patente do produto. Ele explica que os caminhões betoneira, que levam o concreto para as obras, precisam misturar os materiais, incluindo a água, em um processo chamado redosagem. Em seguida, o motorista do caminhão precisa olhar o concreto e ver se ele está no grau de fluidez correto, denominado slump. “Esse processo é visual, quase um achismo, baseado em grande parte na experiência do motorista. O que patenteamos foi uma Inteligência Artificial capaz de fazer esse processo de forma automática, reduzindo erros e custos de produção”, realça.

Segundo o doutorando, esses benefícios são alcançados reduzindo o tempo de redosagem, bastando o motorista apontar uma câmera para o fundo do balão da betoneira e a tecnologia identifica quase que instantaneamente o slump do concreto. A única variável analisada será o desenho formado pelo concreto durante a redosagem, quando o caminhão está em alta rotação, e com o balão girando. As ondulações formadas no material diferem por faixa de grau de fluidez, independente do volume da betoneira, ou padrão do traço, o que torna o processo de aferição e análise mais prático e assertivo. O sistema coleta as imagens necessárias para o reconhecimento dos padrões e indica, com exatidão, o slump encontrado no momento da redosagem, proporcionando maior segurança na colocação da água. Caso ele identifique o cumprimento para o que foi estabelecido pela obra, finaliza-se o processo; caso contrário, realiza-se a adição da água, e nova leitura após a correção.

“Mantemos a lógica do processo de redosagem, onde o motorista já avalia as ondulações formadas, porém, altera-se o processo de análise, que hoje é pautada no ser humano, pela análise computacional, que servirá de suporte para a tomada de decisão, e que acarretará uma grande redução na margem de erro no processo. A saída dos dados poderá ser acompanhada pelo balanceiro da unidade, através das informações disponibilizadas no software”, reforça.

Raphael Torres pontua que a problemática da incorporação da água na redosagem é um fator de grande preocupação para as centrais dosadoras de concreto, já que quase todo o processo de pesagem, atualmente já automatizado, fica em xeque ao repassar a responsabilidade pela colocação da folga d´água, a redosagem em si, ao operador de betoneira, que precisa executar tal etapa em tempo hábil e com a devida atenção, para evitar excessos.

“Com o maior controle do grau de fluidez é possível reduzir o tempo gasto na usina de concreto, liberando o caminhão para a obra mais rapidamente, consequentemente, reduz o consumo de diesel. Outro ponto importante, quando o caminhão chega na obra, é necessária a conferência do slump desse concreto. Caso esteja fora de conformidade, o concreto é devolvido e descartado pela concreteira, acarretando custos. Na pior das hipóteses, caso utilizem o concreto fora de conformidade, teremos um material com menor resistência, colocando em risco a estrutura da residência, ou mesmo de um prédio, demandando um reforço estrutural, que normalmente traz um prejuízo para a concreteira na cifra dos milhares, e às vezes milhão de reais. Geraremos uma economia real, melhorando a competitividade das concreteiras”, ratifica o estudante.

O estudo que gerou o pedido de patente “Sistema e processo de automatização do processo de redosagem” é fruto do seu mestrado no Programa de Ciência, Tecnologia e Inovação, da Escola de Ciência e Tecnologia da UFRN. Ao lado dele, também atuaram no desenvolvimento da invenção os docentes Aquiles Medeiros Filgueira Burlamaqui e Orivaldo Vieira de Santana Júnior. O primeiro identifica que o software usado utiliza machine learning, mais especificamente redes convolucionais. “A rede inclui camadas de detecção de recursos, com um pré-processamento da imagem mais enxuto, e redução para padrões mais simples, sem perder recursos que contribuam para a melhor previsibilidade de estruturas complexas, acarretando a leitura do grau de fluidez com maior precisão, em um fluxo de trabalho que observamos ser bem aceito pela concreteira, de fácil utilização e com resultados fidedignos”, pontua o professor da Escola de Ciência e Tecnologia (ECT).

As redes convolucionais simulam as práticas de identificação visual atual, sendo mais vantajosa que outras metodologias por não demandar instalação de sensores no caminhão betoneira e ter menos variáveis envolvidas, o que acarretará maior assertividade no processo de predição. “O software pode ser instalado em multiplataformas, como aparelho celular, tablet ou câmera acoplada ao redosador”, acrescenta Burlamaqui.

Ao mercado

Atualmente vinculado ao Departamento de Bioinformática, no doutorado, Raphael Torres ressalta que o passo seguinte é a busca de parceiros que queiram desenvolver o produto. Ele conta inclusive que já há um plano de comercialização e de ganhos recorrentes elaborado. “Quando estudante, atuei na área de construção civil, como líder de concreteira, e essa era uma ‘dor’ que identifiquei em todas as lideranças do Brasil. A partir da identificação do problema, amadureci a linha de negócio, fiz a validação da tecnologia e segui para apresentação comercial, indo aos estados de São Paulo e Minas Gerais para conversar com as maiores empresas da área do país, para saber se era algo viável e comercializável. As respostas foram sempre positivas, o que nos animou. O que é necessário no momento é um sócio desenvolvedor, ou de um comprador da ideia, para que possamos sair do protótipo diretamente para o mercado”, destaca.

O pedido de patente dessa ferramenta passa a integrar o portfólio da vitrine tecnológica da UFRN, invenções que podem ser acessadas através do endereço www.agir.ufrn.br. A patente em si é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, outorgado pelo Estado aos inventores, autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação. Assim, o depósito de pedido de patente é o primeiro passo para garantir direitos de comercialização exclusiva, por um determinado período, de uma nova invenção com aplicação industrial.

A proteção das tecnologias desenvolvidas por inventores da UFRN tem como objetivo resguardar os direitos patrimoniais da instituição frente aos investimentos intelectuais e financeiros despendidos durante o seu desenvolvimento, mas também permitir que estes novos produtos e processos sejam licenciados por empresas que possam explorá-los comercialmente, gerando recursos para a instituição na forma de royalties que novamente serão investidos em inovação.

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EMPRESA DE TECNOLOGIA EM SÃO PAULO DECIDIU SEM CORTE NOS SALÁRIOS REDUZIR DE CINCO PARA QUATRO DIAS DE TRABALHOS SEMANAL

Por EPTV 2

 

Empresa de Franca reduz jornada semanal de trabalho para 4 dias e estabelece folga às quartas-feiras | Ribeirão Preto e Franca | G1Empresa de Franca, SP, oferece folga a funcionários às quartas-feiras

Com a justificativa de aumentar a produtividade dos funcionários, uma empresa de tecnologia em Franca (SP) decidiu reduzir, sem corte nos salários, a jornada semanal de trabalho de cinco para quatro dias.

Desde março, ainda em período de testes, as cerca de 40 pessoas que trabalham no grupo, além do fim de semana, folgam às quartas-feiras.

“O maior objetivo de ter essa folga na semana é proporcionar momentos de cultura, de lazer, de conexão com a família, conexão pessoal, e fazer as pessoas ficarem mais revigoradas para trabalhar melhor nos outros dias que elas precisam trabalhar”, explicou o diretor Leandro Pires.

Além de manter a remuneração original, a empresa incentiva o descanso no meio da semana com um vale de R$ 400 para usar em aplicativos de música, filmes, livrarias, cinemas, teatros e shows.

“Eu achei [a iniciativa] muito boa. Nesse tempo que eu tenho, eu consigo resolver alguns problemas e também curtir. Com isso eu fico muito feliz e consigo programar melhor. Por enquanto, por exemplo, eu estou fazendo aula de bateria, também estou passeando um pouco mais, tem sido bastante legal”, contou o programador Gustavo da Silva Gomes.

Jornada reduzida

A jornada reduzida já é uma realidade em outros países, mas, no Brasil, a NovaHaus, que desenvolve sites e programas comerciais para computador em Franca, é uma das primeiras.

Segundo o advogado especialista em direitos trabalhistas Renato Barufi, normalmente o que se tem percebido é que as empresas voltadas para a área tecnológica são as que têm iniciado esse movimento, mas não é algo fácil de ser implementado.

“[…] Nós brasileiros, e o mundo inteiro, já estamos acostumados com a jornada de cinco dias, mas me parece que pode ser uma tendência nos próximos anos. Nós temos outros países, como Japão, Inglaterra e Estado Unidos, que já têm pesquisas avançadas nesse setor, entendendo que quando eu diminuo a carga horária do empregado, ele tende a trabalhar mais focado e ser mais produtivo”, diz.

Fase de teste até novembro

A iniciativa surgiu depois do período da pandemia, em que os funcionários estavam em home office. Desde março, os donos do negócio testam a implementação do modelo, que foi negociado com o sindicato da categoria.

“A gente ficou remoto até fevereiro desse ano e quando a gente retomou ao trabalho presencial, a gente não quis que as pessoas perdessem o tempo que ficavam em casa, com a família, então proporcionamos um dia na semana para que elas pudessem ficar com os familiares”, explica Pires.

Após os testes, que devem se encerrar em novembro, a diretoria irá avaliar se mantém essa jornada. Mas, ao que tudo indica, a semana reduzida veio para ficar, já que tem apresentado resultados positivos em relação à produtividade dos funcionários.

Para a animadora 2D Larissa Hamuy, que está há 11 anos na empresa, a estratégia tem sido benéfica, pois quebra a rotina, evita o estresse e o cansaço, o que se reflete na rotina de trabalho das equipes.

“Tirar essa folga no meio da semana é indescritível, porque você tira um tempo para você. Eu estou me cuidando mais, estou descansando mais, e eu sinto que a equipe está rendendo mais. Vale a pena, recomendo para todas as empresas”, comemora.

Salário mantido

As novidades não impactam na remuneração dos colaboradores. Segundo o especialista Barufi, a alteração é possível, desde que o empregado receba como se estivesse trabalhando os cinco dias semanalmente.

“A lei trabalhista coloca um limite máximo de jornada, que é oito horas diárias e 44 horas semanais. Então, se o empregado está recebendo um salário como se trabalhasse oito e 44, mas trabalhando menos, isso é benéfico para o empregado, e tudo que é benéfico para o empregado a lei brasileira vai permitir”, explica.

Barufi ressalta que, uma vez feita a mudança na jornada, a empresa não pode mais voltar atrás. A exceção é se o empregado for contratado por horas de trabalho ou em regime de tempo parcial, ou seja, em que ele trabalha no máximo 30 horas por semana.

“Se o patrao instituiu essa jornada de apenas quatro dias de trabalho na semana, aqueles empregados que lá estão trabalhando não podem voltar a trabalhar mais de quatro dias e manter o mesmo salário. Se [o patrão] quiser que eles voltem a trabalhar cinco dias, ele precisa aumentar o salário.”

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ESPECIALISTAS APONTAM QUE O USO EM EXCESSO DE TELAS PODE SER NOCIVO PRINCIPALMENTE PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

CNN Sinais Vitais discute riscos à saúde do uso em excesso da tecnologia digital

Especialistas apontam que o uso exagerado das ferramentas pode ser nocivo principalmente para crianças e adolescentes

Lucas RochaAdriana FariasFabiana Lopesda CNNem São Paulo06/05/2022 às 04:30

 

Estudar, trabalhar, comprar, fazer amigos e até mesmo namorar. Estas são apenas algumas das inúmeras possibilidades do uso das tecnologias digitais atualmente. Mas qual o limite entre o uso moderado e inteligente e aquele que pode ser prejudicial à saúde?

CNN Sinais Vitais desta semana faz um mergulho no universo digital com o objetivo de responder a esta pergunta. Especialistas apontam que o uso em excesso das ferramentas pode ser nocivo principalmente para crianças e adolescentes.

O programa, apresentado pelo cardiologista Roberto Kalil, vai ao ar neste domingo (8), às 19h30, reforçando o conteúdo diversificado com a marca CNN Soft.

“Na primeira infância, um estudo mostra que, no Brasil, entre 4 e 5 anos, 89% das crianças são expostas excessivamente às telas”, diz Machado. “Quando nós inclinamos a cabeça para frente, o peso que seria sustentado por cinco quilos passa a pesar 27 quilos. Quando eu inclino a cabeça para frente, crio uma pressão na cervical e nos ombros equivalente a carregar uma criança de oito anos de idade de cavalinho”, complementa Nabuco.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o tempo recomendado de uso diário de telas varia de acordo com a idade, sendo restrita a utilização por crianças menores de dois anos (veja quadro abaixo).

 Arte/CNN

No episódio, a médica Evelyn Eisenstein, coordenadora da rede “Esse mundo digital” e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, fala sobre o prejuízo de desenvolvimento da fala e da linguagem nas crianças menores de 3 anos que têm acesso às tecnologias digitais.

“Nos últimos anos, especialmente durante a pandemia, mais crianças entraram no mundo digital. Até 98% dos adolescentes do Brasil acessam smartphones ou notebooks”, diz.

O neurocientista e pesquisador francês especializado em neurociência cognitiva, Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”, alerta sobre o uso das tecnologias por crianças e adolescentes.

“O cérebro da criança é feito para processar interações humanas, não para processar telas ou qualquer outra coisa”. E, embasado em pesquisas, ele vai além: “Essa vai ser a primeira geração que o QI será mais baixo que a geração anterior”, alerta.

Morgana Secco, mãe da bebê Alice, que ficou conhecida mundialmente por conseguir falar palavras difíceis com tão pouca idade, conta que a filha nunca teve contato com telas de computadores ou celulares, aprendendo apenas com interações humanas.

Anna Lucia Spear King, coordenadora do laboratório Delete Detox Digital e Uso Consciente de Tecnologias do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica o porquê de muitas crianças e adolescentes gastarem tanto tempo jogando online.

“O uso de jogos libera no cérebro dopamina, serotonina, endorfina, substâncias químicas que nos dão muito prazer e o cérebro aprende rápido, por isso as pessoas se viciam. É a mesma linha do álcool e da droga, que liberam as mesmas coisas, o mesmo processo de recompensa no cérebro”, afirma.

O gaúcho Brayan Loss, 30, profissional da área de informática, chegava a passar 18 horas por dia conectado. Isolado, sem contato com outras pessoas, desenvolveu gastrite porque passou a tomar muita cafeína para aguentar a maratona. Isolado em um mundo paralelo, ele precisou buscar ajuda especializada.

Alunos de diferentes idades de uma escola de São Paulo foram convidados pelo programa para participar de uma roda de conversa sobre o uso de dispositivos digitais. Todos contaram que batalharam bastante para ganhar um celular próprio dos pais.

“Esse autocontrole depende muito dos pais e da escola, o livro te traz um espaço muito grande para fantasia, criatividade, raciocínio. Na ferramenta digital, as coisas acontecem em uma velocidade que você fica escravo dela”, diz o médico Roberto Lent, professor emérito da UFRJ e pesquisador do Instituto D’or de Pesquisa e Ensino.

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: DESSALINIZADOR PORTÁTIL TRANSFORMA ÁGUA DO MAR EM POTÁVEL COM O APERTAR DE UM BOTÃO

Um dessalinizador portátil é o destaque da coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta sexta-feira, que transforma água salgada em potável com o simples apertar de um botão. Convido você a ler o artigo completo a seguir e se inteirar sobre essa maravilhosa descoberta!

Transformando água do mar em água potável – com o apertar de um botão

Pesquisadores do MIT desenvolveram uma unidade portátil de dessalinização, pesando menos de 10 quilos, que pode remover partículas e sais para gerar água potável.

O dispositivo do tamanho de uma mala, que requer menos energia para funcionar do que um carregador de celular, também pode ser acionado por um pequeno painel solar portátil, que pode ser comprado online por cerca de US$ 50. Gera automaticamente água potável que excede os padrões de qualidade da Organização Mundial da Saúde. A tecnologia é empacotada em um dispositivo amigável que funciona com o apertar de um botão.

Ao contrário de outras unidades portáteis de dessalinização que exigem que a água passe pelos filtros, este dispositivo utiliza energia elétrica para remover partículas da água potável. A eliminação da necessidade de substituição de filtros reduz consideravelmente os requisitos de manutenção a longo prazo.

Isso pode permitir que a unidade seja implantada em áreas remotas e com recursos severamente limitados, como comunidades em pequenas ilhas ou a bordo de navios de carga marítimos. Também poderia ser usado para ajudar refugiados que fogem de desastres naturais ou por soldados que realizam operações militares de longo prazo.

“Este é realmente o culminar de uma jornada de 10 anos em que eu e meu grupo estivemos. Trabalhamos durante anos na física por trás dos processos individuais de dessalinização, mas colocar todos esses avanços em uma caixa, construir um sistema e demonstrá-lo no oceano, foi uma experiência realmente significativa e gratificante para mim ”, diz o autor sênior Jongyoon Han, professor de engenharia elétrica e ciência da computação e de engenharia biológica e membro do Laboratório de Pesquisa em Eletrônica (RLE).

Tecnologia sem filtro

As unidades de dessalinização portáteis disponíveis comercialmente normalmente exigem bombas de alta pressão para empurrar a água através dos filtros, que são muito difíceis de miniaturizar sem comprometer a eficiência energética do dispositivo, explica Yoon.

Em vez disso, sua unidade se baseia em uma técnica chamada  polarização de concentração de íons  (ICP), que foi iniciada pelo grupo de Han há mais de 10 anos. Em vez de filtrar a água, o processo ICP aplica um campo elétrico às membranas colocadas acima e abaixo de um canal de água. As membranas repelem partículas carregadas positiva ou negativamente – incluindo moléculas de sal, bactérias e vírus – à medida que passam. As partículas carregadas são canalizadas para uma segunda corrente de água que é eventualmente descarregada.

O processo remove sólidos dissolvidos e suspensos, permitindo que a água limpa passe pelo canal. Uma vez que requer apenas uma bomba de baixa pressão, o ICP usa menos energia do que outras técnicas.

Mas o ICP nem sempre remove todos os sais que flutuam no meio do canal. Assim, os pesquisadores incorporaram um segundo processo, conhecido como eletrodiálise, para remover os íons de sal restantes.

Yoon e Kang usaram o aprendizado de máquina para encontrar a combinação ideal de módulos ICP e eletrodiálise. A configuração ideal inclui um processo ICP de dois estágios, com água fluindo através de seis módulos no primeiro estágio e depois por três no segundo estágio, seguido por um único processo de eletrodiálise. Isso minimizou o uso de energia, garantindo que o processo permaneça autolimpante.

“Embora seja verdade que algumas partículas carregadas possam ser capturadas na membrana de troca iônica, se ficarem presas, apenas invertemos a polaridade do campo elétrico e as partículas carregadas podem ser facilmente removidas”, explica Yoon.

Eles encolheram e empilharam os módulos ICP e eletrodiálise para melhorar sua eficiência energética e permitir que eles se encaixassem em um dispositivo portátil. Os pesquisadores projetaram o dispositivo para não especialistas, com apenas um botão para iniciar o processo automático de dessalinização e purificação. Uma vez que o nível de salinidade e o número de partículas diminuem para limites específicos, o dispositivo notifica o usuário que a água é potável.

Os pesquisadores também criaram um aplicativo de smartphone que pode controlar a unidade sem fio e relatar dados em tempo real sobre consumo de energia e salinidade da água.

Testes de praia

Depois de executar experimentos de laboratório usando água com diferentes níveis de salinidade e turbidez (nublado), eles testaram o dispositivo em Carson Beach, em Boston.

Yoon e Kwon colocaram a caixa perto da costa e jogaram o tubo de alimentação na água. Em cerca de meia hora, o dispositivo encheu um copo de plástico com água potável.

“Foi um sucesso mesmo em sua primeira execução, o que foi bastante emocionante e surpreendente. Mas acho que a principal razão do nosso sucesso é o acúmulo de todos esses pequenos avanços que fizemos ao longo do caminho”, diz Han.

A água resultante superou as diretrizes de qualidade da Organização Mundial da Saúde e a unidade reduziu a quantidade de sólidos suspensos em pelo menos um fator de 10. Seu protótipo gera água potável a uma taxa de 0,3 litros por hora e requer apenas 20 watts de energia por litro .

“No momento, estamos impulsionando nossa pesquisa para aumentar essa taxa de produção”, diz Yoon.

Um dos maiores desafios de projetar o sistema portátil foi projetar um dispositivo intuitivo que pudesse ser usado por qualquer pessoa, diz Han.

Yoon espera tornar o dispositivo mais fácil de usar e melhorar sua eficiência energética e taxa de produção por meio de uma startup que planeja lançar para comercializar a tecnologia.

No laboratório, Han quer aplicar as lições que aprendeu na última década a questões de qualidade da água que vão além da dessalinização, como a detecção rápida de contaminantes na água potável.

“Este é definitivamente um projeto empolgante e estou orgulhoso do progresso que fizemos até agora, mas ainda há muito trabalho a fazer”, diz ele.

A pesquisa foi publicada online na revista Environmental Science and Technology .

Fonte: MIT

Fonte: Good News Network

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TECNOLOGIA: CONHEÇA AS TVS GIGANTES DA LG COM ATÉ 325 POLEGADAS

LG LANÇA LINHA DE TVS GIGANTES COM TELA DE ATÉ 325 POLEGADAS

1 min de leitura

Imagem de: LG lança linha de TVs gigantes com tela de até 325 polegadasImagem: LG/Divulgação

Essa não é uma matéria patrocinada. Contudo, o TecMundo pode receber uma comissão das lojas, caso você faça uma compra.

A LG apresentou nesta terça-feira (14) a sua nova linha de TVs gigantes voltada ao mercado de luxo. Um dos modelos anunciados tem 325 polegadas, tamanho anteriormente reservado aos clientes do segmento corporativo.

Intitulada Direct View LED Extreme Home Cinema (DVLED), a série de televisores gigantescos é composta por telas que têm a partir de 81 polegadas e podem ser personalizadas, trazendo uma experiência mais imersiva. Elas serão comercializadas nas resoluções 2K, 4K e 8K.

A TV de 325 polegadas é a principal da nova linha.A TV de 325 polegadas é a principal da nova linha.Fonte:  LG/Divulgação 

Segundo a marca sul-coreana, as TVs DVLED contam com milhões de diodos de LED para formar telas tão grandes. A configuração inicial parte de 2 milhões de LEDs, mas é possível chegar a até 33 milhões, oferecendo uma altíssima resolução para garantir a melhor qualidade de imagem no cinema em casa.

Os aparelhos serão vendidos apenas sob encomenda.Os aparelhos serão vendidos apenas sob encomenda.Fonte:  LG/Divulgação 

Os modelos têm proporção padrão de 16:9, mas a fabricante pode modificar para o formato 32:9 nas versões mais avançadas, caso o cliente queira. Nesta última opção, a visualização simultânea de múltiplos conteúdos é um dos atrativos.

PREPARE O BOLSO

As novas TVs gigantescas trazem processador quad-core e rodam o sistema operacional webOS, oferecendo suporte a apps de streaming e funções inteligentes. Outro destaque é o controle remoto, que permite configurar modos de imagem, brilho e também gerenciar a exibição de conteúdos.

Com relação aos preços, a empresa não forneceu detalhes. Mas de acordo com o TechRadar, os modelos mais simples custam US$ 70 mil, o equivalente a R$ 366 mil em conversão direta, pela cotação do dia. Já a TV de 325 polegadas da LG pode custar US$ 1,7 milhão (R$ 8,9 milhões).

Há ainda os custos de transporte aéreo, em um case especial, e instalação das TVs DVLED LG, estimados pela publicação em cerca de US$ 30 mil (R$ 157 mil). Os serviços incluem garantia de cinco anos e duas manutenções anuais.

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TECNOLOGIA: APLICATIVO QUE ENCONTRA VAGAS DE ESTACIONAMENTO NA RUA

BENTO TERÁ APLICATIVO PARA ENCONTRAR VAGAS DE ESTACIONAMENTO DISPONÍVEIS NA ÁREA AZUL

SENSORES VEICULARES ESTÃO SENDO INSTALADOS EM 778 VAGAS

Por Pioneiro

12h22 Atualizada em 07/05/2019 | 12h22

Jean Pimentel / Agencia RBS
Pagamento do estacionamento rotativo também poderá ser feito por meio do novo aplicativo. Foto: Jean Pimentel/Agencia RBS

Um novo aplicativo para pagar o estacionamento rotativo de Bento Gonçalves vai permitir que o motorista também localize as vagas que estão disponíveis. Sensores veiculares começaram a ser instalados pela empresa Rek Parking, que opera o sistema, no centro da cidade. Ao longo dos próximos 15 dias, o trabalho deve seguir nos bairros periféricos, contemplando todas as 778 vagas do estacionamento rotativo nas ruas do município.

Conforme o secretário de Segurança de Bento, José Paulo Marinho, quando a instalação for concluída, ainda serão feitos testes. A partir daí, será lançado o novo aplicativo, batizado de Rek Pay, para ser baixado em celulares e tablets que operam com os sistemas Android ou iOS.

— O asfalto é perfurado, o sensor é colocado e depois coberto com o asfalto. Quando o veículo estaciona, o sensor avisa o aplicativo que a vaga está ocupada — explica Marinho.

O secretário também informa que o sensor comunica à fiscalização quando o período máximo de duas horas foi atingido por qualquer veículo estacionado em uma das vagas.

Atualmente, os usuários do estacionamento rotativo de Bento Gonçalves já podem fazer o pagamento com o aplicativo Digipare, utilizado também em Caxias do Sul e outros municípios da região. Esse app continuará funcionando para os pagamentos, mas não terá o sistema que informa quais vagas estão disponíveis.

Para quem não utilizar aplicativos, segue a possibilidade de fazer o pagamento no parquímetro. Nesse caso, o motorista deverá não só informar o número da placa do veículo, como ocorre atualmente, mas também o número da vaga, que estará sinalizada.

Segundo Marinho, não haverá nenhum custo adicional para o município ou para os usuários do estacionamento rotativo com essa medida. Ele explica que foi uma exigência feita à empresa na renovação do contrato, no fim do ano passado.

O período máximo no estacionamento pago de Bento Gonçalves é de duas horas, que custam R$ 2. Diferentemente de Caxias, que tem as áreas azul e verde, em Bento há apenas uma área de cobrança, a área azul.

Fonte: Pioneiro

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CIÊNCIA E TECNOLOGIA: VIDA FORA DA TERRA – PARTE 1, COM MARCELO GLEISE

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CIÊNCIAS: ESTUDO CONFIRMA QUE DORMIR NO ESCURO EVITA DOENÇAS CARDÍACAS E DIABETES

TEXTO

REDAÇÃO GALILEU

 ATUALIZADO EM 

Estudo explica por que você deveria sempre dormir em um quarto escuro (Foto: Quin Stevenson/Unsplash)Estudo explica por que você deveria sempre dormir em um quarto escuro (Foto: Quin Stevenson/Unsplash)

Luzes de ar-condicionado e do computador, televisão ligada, ruas iluminadas o dia todo… Está cada vez mais difícil dormir em um lugar totalmente escuro, e isso pode prejudicar substancialmente a saúde cardiovascular e metabólica. O alerta vem de estudo da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, publicado na última segunda-feira (14) no periódico PNAS.

“Apenas uma única noite de exposição à iluminação moderada durante o sono pode afetar a regulação cardiovascular e de glicose, que são fatores de risco para doenças cardíacasdiabetes e síndrome metabólica”, afirma Phyllis Zee, autora sênior da pesquisa e chefe da Divisão de Medicina do Sono da Escola Feinberg da Universidade Northwestern, em comunicado.

A exposição à luz durante o dia comprovadamente aumenta a frequência cardíaca a partir da ativação do sistema nervoso simpático, que acelera o coração e aumenta o estado de alerta para o funcionamento ativo do corpo. A questão é que, de acordo com os resultados do estudo, o mesmo ocorre se há exposição durante o sono, ainda que ela seja branda.

“Mesmo que você esteja dormindo, seu sistema nervoso autônomo está ativado. Isso é ruim. Normalmente, sua frequência cardíaca, juntamente com outros parâmetros cardiovasculares, é menor à noite e maior durante o dia”, explica a coautora e professora assistente de pesquisa de neurologia na Northwestern, Daniela Grimaldi.

A exposição à luz aumenta a frequência cardíaca através da ativação do sistema nervoso simpático. (Foto: Alexandra Gorn/Unsplash)A exposição à luz aumenta a frequência cardíaca através da ativação do sistema nervoso simpático. (Foto: Alexandra Gorn/Unsplash)

Participaram do estudo adultos de 18 a 40 anos que costumam ir para a cama entre 21h e 1h e dormem de 6,5 horas a 8,5 horas por noite. Durante a investigação, eles passaram três dias e duas noites no laboratório.

Uma semana antes da estadia, passaram por um acompanhamento para que os autores entendessem seus hábitos e os reproduzissem na clínica. Os voluntários foram aleatoriamente divididos em dois grupos: um dormiu em um quarto com claridade e outro passou a noite em um local com luz fraca.

Na turma que dormiu com maior exposição à luz, os investigadores constataram resistência à insulina na manhã seguinte. Isso acontece quando as células de músculos, gordura e fígado não respondem bem a esse hormônio e, assim, não conseguem usar a glicose do sangue para obter energia. Para compensar, o pâncreas produz mais insulina, aumentando o açúcar no sangue. A longo prazo, isso pode causar diabetes.

As recomendações de Phyllis para uma noite mais saudável de sono são, primeiramente, o uso de iluminação fracaa ao nível do chão, se for imprescindível tê-las. Depois, optar por luzes amareladas ou alaranjadas em vez de brancas ou azuis. Por último, utilizar cortinas blackout ou máscaras de dormir para evitar ao máximo o contato com a luz durante o descanso noturno. Na dúvida, faça o teste: “Se você consegue ver as coisas muito bem, provavelmente está muito claro”, orienta Zee.

Fonte: Revista Galileu

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CIÊNCIAS: TUMORES OVARIANOS E COLORRETAIS PODERÃO SER DESTRUÍDOS COMPLETAMENTE MUITO EM BREVE COM NOVA TERAPIA

Vamos começar essa nova semana com muita empolgação, pois aqui na coluna CIÊNCIAS temos uma excelente notícia para lhe dar.  Pesquisadores da Rice University em Houston, Texas descobriram uma nova terapia contra o combate ao câncer, que destrói completamente tumores ovarianos e colorretais avançados em apenas 6 dias. Convido você a ler esse artigo completo e conhecer os detalhes.

Nova terapia contra o câncer destrói completamente tumores ovarianos e colorretais avançados em 6 dias

Uma nova terapia contra o câncer destruiu completamente tumores ovarianos e intestinais avançados em apenas seis dias.

Espera-se que os ensaios clínicos comecem nos próximos meses, depois que os resultados em camundongos foram descritos como “muito emocionantes”.

Fábricas de drogas do tamanho de uma cabeça de alfinete foram entregues para fornecer rajadas contínuas e altas de uma proteína que estimula o sistema imunológico.

“Nós administramos apenas uma vez, mas eles continuam fazendo a dose todos os dias, onde é necessário até que o câncer seja eliminado”, disse o coautor Dr. Omid Veiseh, da Rice University em Houston, Texas, cujo amigo da família morreu da doença mortal. .

“Uma vez que determinamos a dose correta – quantas fábricas precisávamos – fomos capazes de erradicar tumores em 100% dos animais com câncer de ovário e em sete dos oito animais com câncer colorretal.”

As pequenas esferas têm um invólucro protetor contendo células projetadas para produzir interleucina-2. Eles podem ser usados ​​para combater os cânceres mais letais, incluindo os de pâncreas, fígado e pulmões.

Eles podem ser implantados com cirurgia minimamente invasiva e podem ser testados em pacientes humanos até o outono, para que possam levá-los aos hospitais o mais rápido possível.

Para a mistura, a equipe escolheu apenas componentes que já haviam se mostrado seguros para humanos.

As esferas produtoras de drogas foram colocadas ao lado de tumores em roedores de laboratório e dentro do revestimento da cavidade abdominal, um revestimento semelhante a um saco que sustenta os intestinos, ovários e outros órgãos abdominais e limita a exposição em outros lugares.

“Um grande desafio no campo da imunoterapia é aumentar a inflamação tumoral e a imunidade antitumoral, evitando os efeitos colaterais sistêmicos de citocinas e outras drogas pró-inflamatórias”, disse o coautor Professor Amir Jazaeri , da Universidade do Texas.

“Neste estudo, demonstramos que as ‘fábricas de medicamentos’ permitem a administração local regulável de interleucina-2 e a erradicação do tumor em vários modelos de camundongos, o que é muito empolgante”.

A interleucina-2 é uma citocina, uma proteína que o sistema imunológico usa para reconhecer e combater doenças, que foi aprovada como tratamento contra o câncer pela Food and Drug Administration dos EUA.

A autora principal Amanda Nash, estudante de pós-graduação no laboratório do Dr. Veiseh, disse que as contas provocam a resposta imune mais forte até o momento.

“Se você der a mesma concentração da proteína através de uma bomba intravenosa, seria extremamente tóxico.

Com as fábricas de medicamentos, a concentração que vemos em outras partes do corpo, longe do local do tumor, é realmente menor do que os pacientes precisam tolerar com tratamentos IV. A alta concentração é apenas no local do tumor.

A Sra. Nash disse que isso abre a porta para a mesma abordagem geral para tratar cânceres de pâncreas, fígado, pulmões e outros órgãos.

Se uma citocina diferente for necessária para atingir uma forma específica de câncer, as esferas podem ser carregadas com qualquer composto imunoterapêutico.

A casca externa do grânulo protege suas células produtoras de citocinas de ataques imunológicos, pois são feitas de materiais que o sistema imunológico reconhece como objetos estranhos, mas não como ameaças imediatas.

Dr. Veiseh disse: “Encontramos reações de corpo estranho de forma segura e robusta que desligamos o fluxo de citocinas das cápsulas em 30 dias.

Na pesquisa, publicada esta semana na revista científica Science Advances , eles também mostraram que poderiam administrar com segurança um segundo curso de tratamento caso fosse necessário na clínica.

O câncer colorretal é um dos cânceres mais comuns, enquanto o ovário é particularmente letal porque geralmente é diagnosticado apenas nos estágios finais.

A Avenge Bio , uma startup sediada em Massachusetts co-fundada pelo Dr. Veiseh, licenciou a tecnologia de fábrica de citocinas da Rice.

Assista a um vídeo da Rice U. abaixo:

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MINISTRO BRASILEIRO DISCUTE PARÂMETRO PARA IMPLANTAÇÃO DE PARCERIA SOBRE TECNOLOGIA MILITAR COM A RÚSSIA

Brasil e Rússia discutem parceria sobre tecnologia militar em encontro de chanceleres

Ministros de Relações Exteriores se reuniram, nesta quarta (16), em Moscou, antecipando reunião entre os presidentes Bolsonaro e Putin

Léo Lopes

da CNN

em São Paulo

 

Os ministros de Relações Exteriores da Rússia, Serguey Lavrov, e do Brasil, Carlos França, se reuniram na manhã desta quarta-feira (16) em Moscou.

O encontro entre os países aconteceu pela primeira vez no formato em que há dois representantes em cada lado da mesa. Além dos chanceleres, estiveram presentes os ministros da Defesa brasileiro, Braga Netto, e o russo, Serguei Shoigu.

Em uma coletiva de imprensa após o encontro, França informou que foi discutida uma parceria estratégica entre os países envolvendo as áreas de pesquisa e da Defesa (tecnologia militar).

O ministro brasileiro disse que foram discutidos parâmetros para a implementação dessa parceria. “A Rússia é uma referência mundial no desenvolvimento tecnológico, sobretudo no âmbito da Defesa”, afirmou o chanceler, dizendo que o Brasil privilegia oportunidades de transferência de tecnologia nesse setor.

França ainda disse que, nesta quarta (16), o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, firmou com sua contraparte russa um “protocolo mútuo de informações classificadas” entre os países.

O chanceler brasileiro destacou que esse acordo de troca de informações vai se adequar à Lei de Acesso à Informação (LAI) brasileira.

Em entrevista à CNN, a pesquisadora sênior do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), Fernanda Magnotta, disse que a reunião dos chanceleres não trouxe muitas novidades envolvendo questões de segurança – destacando que a discussão do tema já era esperada.

“Essas informações em geral não afetam a vida do cidadão comum. Estamos falando de informações coletadas pelo serviço de inteligência estatal e são compartilhados todas as regras do jogo. Nada do que o Brasil coleta, e muito menos que o Brasil compartilha, desrespeita os direitos constitucionais brasileiros”, disse.

“Estamos interessados em uma troca regular e permanente das avaliações geopolíticas e informações da região latino-americana”, disse Lavrov na coletiva.

O chanceler russo também afirmou que conseguiu um compromisso com o Brasil para desenvolver e coordenar um “esforço pela não proliferação de armas de extermínio em massa”. “A Rússia e o Brasil estão a favor da retificação do tratado sobre a proibição dos testes nucleares”, comentou.

Política internacional foi discutida, mas Brasil não cita Ucrânia

Na reunião, Lavrov e França também discutiram questões da política internacional.

O chanceler russo aproveitou seu pronunciamento para reafirmar a posição do país de apoio para que o Brasil se torne um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, bem como a expansão do número de membros no órgão.

Carlos França se limitou a dizer que foram discutidos temas da conjuntura internacional e também questões relacionadas ao órgão da ONU.

Lavrov avançou e disse que “fizeram troca de opiniões sobre a situação no Leste Europeu”. Ele também afirmou que “discutiram muito” a “abordagem dos Estados Unidos de trocar o Direito Internacional pelas suas ordens e da tentativa de dividir o mundo em duas partes, países democráticos e não democráticos”.

Como exemplo da linha política americana, Lavrov citou “o alargamento incontrolado da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para o leste” – questão chave na atual tensão envolvendo a Ucrânia.

Fonte: CNN

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: O SONHO É COLOCAR ÁGUA, AR E LUZ SOLAR PARA CRIAR UM COMBUSTÍVEL

A amônia é a vedete da nossa edição desta quarta-feira da coluna ECOLOGIA  E MEIO AMBIENTE. Químicos da Universidade de Wisconsin  Madison descobriram uma nova maneira de converter amônia em gás nitrogênio, utilizando um processo que pode ser um passo para a substituição dos combustíveis à base de carbono pela amônia. Ao ler o artigo completo a seguir você vai entender como funciona o processo dessa incrível transformação.

Químicos descobrem nova maneira de aproveitar a energia limpa da amônia

Uma equipe de pesquisa da Universidade de Wisconsin  Madison identificou uma nova maneira de converter amônia em gás nitrogênio por meio de um processo que pode ser um passo para a substituição da amônia pelos combustíveis à base de carbono.

A descoberta desta técnica, que usa um catalisador metálico e libera, em vez de exigir, energia recebeu uma patente provisória da Wisconsin Alumni Research Foundation.

“O mundo atualmente funciona com uma economia de combustível de carbono”, explica Christian Wallen, autor do artigo e ex-pesquisador de pós-doutorado no laboratório do químico John Berry da UW-Madison. “Não é uma grande economia porque queimamos hidrocarbonetos, que liberam dióxido de carbono na atmosfera. Não temos como fechar o ciclo para um verdadeiro ciclo de carbono, onde poderíamos transformar o dióxido de carbono de volta em um combustível útil”.

Para avançar em direção à meta das Nações Unidas de que o mundo se torne neutro em carbono até 2050, os cientistas devem considerar maneiras ambientalmente responsáveis ​​de criar energia a partir de outros elementos que não o carbono, e a equipe da UW-Madison está propondo uma economia de energia de nitrogênio baseada em interconversões de nitrogênio e amônia.

Os cientistas ficaram entusiasmados ao descobrir que a adição de amônia a um catalisador metálico contendo o elemento semelhante à platina, rutênio, produzia nitrogênio espontaneamente, o que significa que não era necessária energia adicional. Em vez disso, esse processo pode ser aproveitado para produzir eletricidade, com prótons e gás nitrogênio como subprodutos. Além disso, o complexo de metal pode ser reciclado através da exposição ao oxigênio e usado repetidamente, um processo muito mais limpo do que o uso de combustíveis à base de carbono.

“Descobrimos que, não apenas estamos produzindo nitrogênio, estamos produzindo em condições completamente sem precedentes”, diz Berry, que é o professor de química Lester McNall e concentra seus esforços de pesquisa na química dos metais de transição. “Ser capaz de completar a reação de amônia a nitrogênio sob condições ambientais – e obter energia – é um grande negócio.”

A amônia foi queimada como fonte de combustível por muitos anos. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi usado em automóveis, e os cientistas hoje estão considerando maneiras de queimá-lo em motores como substituto da gasolina, principalmente na indústria marítima. No entanto, a queima de amônia libera gases tóxicos de óxido de nitrogênio.

A nova reação evita esses subprodutos tóxicos. Se a reação fosse alojada em uma célula de combustível onde a amônia e o rutênio reagem na superfície de um eletrodo, poderia produzir eletricidade de forma limpa sem a necessidade de um conversor catalítico.

“Para uma célula de combustível, queremos uma saída elétrica, não uma entrada”, diz Wallen. “Descobrimos compostos químicos que catalisam a conversão de amônia em nitrogênio à temperatura ambiente, sem qualquer voltagem aplicada ou produtos químicos adicionados. Este é o primeiro processo, até onde sabemos, a fazer isso.”

“Temos uma infraestrutura estabelecida para distribuição de amônia, que já é produzida em massa a partir de nitrogênio e hidrogênio no processo Haber-Bosch”, diz Michael Trenerry, estudante de pós-graduação e autor do artigo. “Esta tecnologia pode permitir uma economia de combustível livre de carbono, mas é metade do quebra-cabeça. Uma das desvantagens da síntese de amônia é que o hidrogênio que usamos para produzir amônia vem do gás natural e dos combustíveis fósseis.”

Essa tendência está mudando, no entanto, à medida que os produtores de amônia tentam produzir amônia “verde”, na qual os átomos de hidrogênio são fornecidos pela eletrólise da água neutra em carbono, em vez do processo Haber-Bosch, que consome muita energia.

À medida que os desafios da síntese de amônia forem superados, de acordo com Berry, haverá muitos benefícios em usar amônia como fonte de energia ou combustível comum. É compressível, como propano, fácil de transportar e fácil de armazenar. Embora já existam algumas células de combustível de amônia, elas, ao contrário desse novo processo, requerem energia adicional, por exemplo, primeiro dividindo a amônia em nitrogênio e hidrogênio.

Os próximos passos do grupo incluem descobrir como projetar uma célula de combustível que aproveite a nova descoberta e considerar maneiras ecológicas de criar os materiais iniciais necessários.

“Um dos próximos desafios em que gostaria de pensar é como gerar amônia a partir da água, em vez de gás hidrogênio”, diz Trenerry. “O sonho é colocar água, ar e luz solar para criar um combustível.”

Esta pesquisa é relatada na revista Nature Chemistry .

Fonte: Universidade de Wisconsin  Madison

Energia limpa a partir de amônia: descoberta da universidade é um passo em direção à economia livre de carbono

Fonte: Good News Network

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BOAS NOTÍCIAS: UMA TECNOLOGIA REVOLUCIONÁRIO FAZ HOMEM PARAPLÉGICO VOLTAR A ANDAR

Após uma lesão completa na medula espinhal, devido um acidente de moto em 2017, um homem que perdeu a capacidade de andar. O italiano Michel Roccati participou de um ensaio clínico para ter um dispositivo de eletrodo implantado em sua medula espinhal. Ele está dando seus primeiros passos nesta semana graças a uma tecnologia revolucionária. Leia o artigo completo a seguir e saiba qual é essa incrível tecnologia!

Um homem que perdeu a capacidade de andar após um acidente de moto em 2017 está dando seus primeiros passos nesta semana graças a uma tecnologia revolucionária. (vídeo abaixo)

Após uma lesão completa na medula espinhal, o italiano Michel Roccati participou de um ensaio clínico para ter um dispositivo de eletrodo implantado em sua medula espinhal, que agora permite que ele fique de pé e caminhe com a ajuda de um andador.

Roccati e outros dois homens tiveram esse dispositivo eletrodo implantado diretamente na área entre as vértebras e a membrana da medula espinhal, que recebe correntes de um marca passo, implantado sob a pele do região do abdômen: “Estou livre”, disse Roccati. “Eu posso andar onde eu quiser.”

Os resultados do estudo foram publicados nesta segunda-feira na revista Nature Medicine.

“Em um único dia, programas de estimulação específicos de atividade permitiram que esses três indivíduos ficassem de pé, andassem, andassem de bicicleta, nadassem e controlassem os movimentos do tronco”, disse o estudo publicado na revista.

Experimento clínico

Roccati foi um dos três homens entre 29 e 41 anos a participar do ensaio clínico, conhecido como ensaio STIMO. Ele foi conduzido pela Dra. Jocelyne Bloch do Hospital Universitário de Lausanne e Grégoire Courtine do Instituto Federal Suíço de Tecnologia.

O estudo identifica a tecnologia por trás do dispositivo como estimulação elétrica epidural (EES), que visa segmentos da coluna vertebral e “restaura a caminhada em pessoas com lesão na medula espinhal”.

Com a ajuda de um software em um tablet, pesquisadores, assim como os próprios pacientes, conseguiram enviar pulsos elétricos para ativar músculos anteriormente paralisados.

Recuperação mais rápida

Anteriormente, as pessoas que estavam completamente paralisadas, mas mantinham a sensação, só eram capazes de andar novamente após vários meses de reabilitação intensiva por meio de estimulação elétrica na medula espinhal, mas o estudo STIMO mostrou resultados muito mais rápidos.

Dentro de uma semana de suas cirurgias, todos os três participantes do estudo puderam andar de forma independente com o uso de suporte de peso corporal de barras paralelas e um cinto de segurança.

“Pela primeira vez, temos não apenas efeito imediato – embora o treinamento ainda seja importante – mas também indivíduos sem sensação, sem movimento algum, foram capazes de recuperar a posição e andar independentemente do laboratório”, disse Courtine.

Quando chega para o público

Agora, a equipe responsável pelo STIMO espera expandir para um ensaio clínico maior nos EUA, mas levará mais três a quatro anos para que a tecnologia se torne comercialmente disponível.

Em uma coletiva de imprensa na semana passada, os pesquisadores anunciaram que a Food and Drug Administration dos EUA aprovou uma designação de “dispositivos inovadores” para acelerar o processo.

Assista ao vídeo –

Com informações do Yahoo Newscientist 

Fonte: Só Notícia Boa

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CIENTISTAS CHINESES ESTUDAM TECNOLOGIA QUE PERMITIRÁ GRAVIDEZ ARTIFICIAL

Chineses estudam tecnologia para ‘gravidez artificial’

A pesquisa está sendo feita por pesquisadores do leste do país

A tecnologia ainda não está sendo em bebês humanos

A tecnologia ainda não está sendo em bebês humanos | Foto: Divulgação/Xinhua

 

Um grupo de cientistas do leste da China estudam uma tecnologia que permitirá a gravidez artificial.

Os pesquisadores “dizem ter desenvolvido um sistema de inteligência artificial que pode monitorar e cuidar de embriões à medida que crescem em fetos em um ambiente de útero artificial”, afirma uma matéria publicada no jornal South China Morning Post

Contudo, a tecnologia ainda está sendo testada em humanos. A inteligência artificial está “cuidando de um grande número de embriões de animais por enquanto”, informa a matéria citando a publicação dos resultados da pesquisa em um jornal cientifico.

Atualmente, o experimento é feito com embriões de camundongos imersos em fluído nutritivo. O sistema desenvolvido analisa os dados e informa as condições de saúde dos espécimes, indicando quais têm chances de sobreviver e aqueles que sucumbiram para serem retirados.

O grupo de pesquisadores acredita que o método em desenvolvimento para gravidez artificial pode se tornar mais seguro que a gestação convencional.

Porém, conflitos éticos e a legislação internacional impedem os experimentos em humanos. Os impactos sociais e psicológicos nos bebês gerados por um contingente de recém-nascidos por meio da gravidez artificial também causam preocupações.

“Se algumas crianças forem geradas pelos pais e outras pelo governo, haverá um grande problema”, disse um pesquisador.

Fonte: R7

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CIÊNCIAS: CIENTISTAS DESCOBREM NOVAS ABORDAGENS TERAPÊUTICAS SOBRE A ESCLEROSE MÚLTIPLA

Um tipo de célula no sistema nervoso central conhecido como oligodendrócitos  é o destaque deste sábado, aqui na coluna CIÊNCIAS. Pesquisadores internacionais descobriram que este tipo de célula  pode ter um papel diferente no desenvolvimento da esclerose múltipla (EM) do que se pensava anteriormente. Essa descoberta pode abrir um leque de novas abordagens terapêuticas para a EM. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes!

Avanço da MS: Novas pistas genéticas para o que desencadeia a esclerose múltipla descobertas por cientistas

Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu que um tipo de célula no sistema nervoso central conhecido como oligodendrócitos pode ter um papel diferente no desenvolvimento da esclerose múltipla (EM) do que se pensava anteriormente.
As descobertas podem abrir novas abordagens terapêuticas para a EM.

A EM é impulsionada por células imunes que atacam os oligodendrócitos e a mielina que eles produzem, que é uma camada isolante que envolve as células nervosas.

Esses ataques interrompem o fluxo de informações no cérebro e na medula espinhal e causam danos nos nervos que desencadeiam sintomas associados à esclerose múltipla, como tremores e perda de marcha.

Compreender quais mecanismos influenciam o risco de EM é fundamental para encontrar terapias eficazes. Estudos genéticos anteriores encontraram regiões no genoma humano que contêm mutações (polimorfismos de nucleotídeo único) associadas ao aumento do risco de EM.  Muitas dessas regiões estão localizadas próximas a genes ativos nas células imunes.

Configuração aberta do genoma

Neste estudo, os pesquisadores mostram em camundongos e amostras de cérebro humano que os oligodendrócitos e seus progenitores têm uma configuração aberta do genoma perto de genes imunológicos e em regiões associadas ao risco de esclerose múltipla.

Isso sugere que as mutações de risco da EM podem ter um papel na ativação de genes próximos em oligodendrócitos e seus progenitores, o que significa que podem desempenhar um papel mais importante do que se pensava anteriormente no desenvolvimento da EM.

“Nossas descobertas sugerem que o risco de esclerose múltipla pode se manifestar pelo mau funcionamento não apenas das células imunes, mas também dos oligodendrócitos e suas células precursoras”, diz Gonçalo Castelo-Branco, professor do Departamento de Bioquímica Médica e Biofísica do Karolinska Institutet, que conduziu o estudo – publicado na Neuron – com os co-primeiros autores Mandy Meijer, estudante de doutorado, e Eneritz Agirre, pesquisador.

“Essas descobertas indicam que essas células também podem ser direcionadas para abordagens terapêuticas para esclerose múltipla, para evitar o mau funcionamento que pode ser causado por essas mutações”.

Fonte: Karolinska Institutet; Imagem em destaque: Geralt, licença CC

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: PLÁSTICOS NÃO RECICLÁVEIS AGORA VIRAM BLOCOS DE CONSTRUÇÃO PARA CONSTRUÇÃO

A cada dia existem mais empresas preocupadas com a preservação da natureza. Uma delas, a ByFusion de Los Angeles, está provando que os aterros não precisam ser escavados para plásticos, se alguém puder simplesmente esmagar o suficiente deles em um bloco semelhante ao Minecraft. São blocos de construção novos, compostos e ridiculamente durável. Peço que leia o artigo completo a seguir para conhecer os detalhes dessa incrível inovação.

Nova empresa transforma 100 toneladas de plástico não reciclável em blocos de construção para construção

Reciclar nem sempre significa separar quimicamente as coisas em partes componentes ou encontrar uma nova vida para um objeto antigo. Uma startup sediada em Los Angeles está provando que os aterros não precisam ser escavados para plásticos, se alguém puder simplesmente esmagar o suficiente deles em um bloco semelhante ao Minecraft.

De fato, 103 toneladas de plásticos não recicláveis ​​foram desviadas do sepultamento desde que a empresa foi fundada, tudo por meio das máquinas patenteadas da ByFusion conhecidas como “Blockers”. Os bloqueadores têm um design simples, mas engenhoso. Eles trituram o plástico e, em seguida, aplicam a massa multiplicada pela aceleração repetidamente, até que o “plástico não reciclável” seja tão esmagado que se funde.

Os plásticos compostos melhoraram o padrão de vida mundial, mas muitas vezes tendem a não ser recicláveis.

Muitas mentes estão tentando desenvolver métodos térmicos ou químicos para separar os polímeros desses materiais para permitir que sejam reciclados. A ByFusion evitou esse problema cortando esse intermediário e simplesmente transformando o material como está em um bloco de construção novo, composto e ridiculamente durável.

Chamados de “ByBlocks”, eles têm um formato simples de 16x8x8 e podem ser usados ​​para construir pontos de ônibus, cercas, muros de contenção, muros de cortina, terraços públicos e muito mais.

A operação de serviço completo da ByFusion em LA pode processar 450 toneladas de plástico por ano em blocos e espera instalar mais 12 bloqueadores em breve.

Eles fizeram parcerias com cidades de todo o país, da ilha de Kauai a Boise, em Idaho, para colocar o maior número de bloqueadores nas mãos de pessoas que desejam usá-los.

ByFusion 

Uma grande vantagem dos Bloqueadores é sua indiscriminação; eles transformam todo tipo de plástico, até mesmo redes de pesca, em blocos com as mesmas propriedades materiais. A única coisa que eles não podem enfrentar é poliestireno ou isopor.

ByFusion 

Nem uma onça de cola adesiva, argamassa ou qualquer tipo de substância extra é usada. Se 22 libras de plástico entrarem, um bloco de 22 libras sairá.

As máquinas vêm em dois tamanhos, um para a indústria e outro para a comunidade. O último vem em um contêiner de transporte, enquanto o primeiro apresenta uma série de bloqueadores para empresas que realmente produzem os resíduos plásticos.

ByFusion 

Assista a uma comparação de durabilidade entre os ByBlocks e os blocos de cimento ocos clássicos e veja a diferença.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: A LOGÍSTICA REVERSA TRANSFORMA VIDRO EM AREIA EM NOVA ORLEANS E EVITA A EROSÃO COSTEIRA

Uma reciclagem reversa bastante original é o destaque desta quarta-feira, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE. Em Nova Orleans a empresa Glass Half Full investe no maior programa de reciclagem reversa do mundo, transformando vidro em areia para evitar erosão costeira. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer essa incrível iniciativa!

O maior programa de reciclagem de base do mundo transforma vidro em areia para evitar a erosão costeira em Nova Orleans

Copo meio cheio

 

Foi durante uma conversa sobre uma garrafa de vinho, que eles sabiam que simplesmente acabaria em um aterro sanitário, que dois moradores de Nova Orleans começaram seu próprio serviço de reciclagem de vidro sem fins lucrativos.

No que parece um acéfalo, a dupla coleta garrafas de vidro e as tritura em areia super macia para usar para alívio de desastres, construção ecológica e até mesmo vidro novo.

A Glass Half Full está enfrentando o problema de que centenas de municípios nos EUA pararam de oferecer reciclagem de vidro, entre eles sua cidade natal, Nova Orleans. Seus esforços os levaram a receber recentemente o prêmio The Most Innovative Program da Keep Louisiana Beautiful Conference.

Os EUA estão se afastando da reciclagem de vidro na calçada porque muitas vezes o vidro que recebem está contaminado ou se desfaz e atua como contaminante em outros fluxos de resíduos, como metal e papel.

Se a responsabilidade for reciclada, o vidro é 100% reutilizável, mas, apesar disso, apenas um quarto do vidro nos EUA é reciclado.

Uma nova visão

Copo meio cheio 

Entre no Glass Half Full, o maior programa de reciclagem de base do mundo, financiado principalmente por doações. Eles coletam o vidro da calçada das empresas ou de seus pontos de entrega especificados e os levam para a instalação de processamento.

Depois disso, o vidro é separado, limpo de objetos de metal e cortiça, pulverizado e peneirado em areia das respectivas cores que empilham em sacos de areia, aquecem em novos objetos de vidro ou vendem para eco-construção.

Atualmente, o Glass Half Full está com 90% do caminho para terminar sua campanha de arrecadação de fundos para expandir suas operações.

“Um único pedaço de vidro em sua lixeira no NOLA fará com que toda a carga seja enviada para o aterro, onde nunca se decomporá”, escreve Glass Half Full. “Nova Orleans desperdiça milhões de dólares em impostos… importando milhões de quilos de areia. Estamos prevenindo essas práticas desnecessárias, dispendiosas e dispendiosas, fornecendo uma alternativa sustentável”.

Mas eles veem sua areia como tendo muito mais potencial do que criar mais garrafas de vinho.

Eles esperam ajudar a restaurar a costa da Louisiana com o vidro reciclado em meio à escassez mundial de areia. A dragagem de areia é um processo extremamente trabalhoso e prejudicial aos ecossistemas ribeirinhos e de outros ecossistemas próximos ao local da mineração.

“A areia é uma ferramenta crucial para reconstruir as ilhas-barreira e os bancos de areia que protegem nossa costa de tempestades tropicais e furacões”, escrevem eles, apontando que muitos dos sistemas de prevenção de inundações que a Louisiana construiu ao longo dos anos impedem que os sedimentos fluam para o Golfo. e outros ecossistemas costeiros.

“A devolução de sedimentos às zonas úmidas combate a erosão e promove o retorno da folhagem nativa e da vida selvagem, o que acabará fortalecendo a economia da Louisiana e preservando nosso suprimento de alimentos.”

Se você mora em Nova Orleans e deseja se envolver ou reciclar seu copo, todas as informações do programa podem ser encontradas nas perguntas frequentes sobre o Copo Meio Cheio. 

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: GERADORES CRIAM ENERGIA A PARTIR DE ALGAS MARINHAS UTILIZANDO ONDAS SUBAQUÁTICAS

A energia renovável nem sempre se parece com algo criado a partir da natureza, mas certamente às vezes é inspirada pela natureza. Um protótipo de dispositivo de energia renovável modelado a partir de algas marinhas gera energia cinética enquanto flutua suavemente sob as ondas e criam energia a partir das ondas subaquáticas. Leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes desta incrível descoberta!

Estes geradores inspirados em algas marinhas criam energia das ondas subaquáticas

Um protótipo de dispositivo de energia renovável modelado a partir de algas marinhas gera energia cinética enquanto flutua suavemente sob as ondas.

Embora seja apenas um conceito comprovado, em escala suficientemente grande, os pequenos filamentos podem fornecer energia para alimentar os principais aparelhos elétricos em habitações costeiras, como bóias flutuantes, usinas costeiras, dispositivos submersos, equipamentos de monitoramento de água ou até mesmo um farol.

A energia renovável nem sempre se parece com algo criado a partir da natureza, mas certamente às vezes é inspirada pela natureza. Já existem painéis solares inteligentes que rastreiam o sol no céu como girassóis, “ pipas de maré ” que nadam como peixes, e agora essas tiras de algas marinhas geradoras de energia.

A maneira como eles geram energia é por meio de nanogeradores triboelétricos, ou (TENGs), que coletam o excesso de energia da transferência de elétrons de uma superfície para outra, como na eletricidade estática.

Após quatro anos, dois cientistas trabalhando para desenvolver uma fonte de alimentação que imitasse algas marinhas decidiram usar FEP, um copolímero usado para fazer tubos flexíveis em torno de cabos, e PET, um dos plásticos mais comuns, ambos revestidos com tinta condutora.

À medida que as ondas movem as TENGs de algas marinhas para frente e para trás, o revestimento é conectado e desconectado repetidamente, gerando eletricidade. Em um artigo recente descrevendo seu sucesso, os cientistas mostraram como apenas algumas dessas TENGs de algas marinhas foram capazes de alimentar uma série de 30 luzes LED .

Como eles não produzem calor, luz ou som, eles podem não ter nenhum impacto em seu ambiente marinho. Alguns geradores de energia das marés são grandes máquinas pesadas cheias de ângulos retos que o sal do mar pode morder, mas como eles balançam para frente e para trás sem esforço, suspeita-se que a corrosão seja baixa.

Minyi Xu, professor de engenharia marinha e pesquisador visitante do Instituto de Tecnologia da Geórgia que ajudou a desenvolver os TENGs de algas marinhas, estima que , desde que a energia subaquática seja suficiente para estimular os TENGs duas ou três vezes por segundo, uma fazenda de marés igual ao tamanho da Geórgia poderia atender às necessidades de energia de todo o mundo, e embora isso seja extremamente impraticável devido à infra-estrutura que seria necessária para transportar essa energia, digamos, Iowa, pode-se inferir que uma área muito menor de TENGs de algas marinhas poderia fornecer a energia de uma costa cidade.

Assista o vídeo para esta história abaixo.)

Fonte: Good News Network

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TECNOLOGIA: ESTUDANTE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO FOI PREMIADA PELO MINISTRO DA TECNOLOGIA PELA DESCOBERTA DE 25 ASTEROIDES PARA A NASA

Estudante brasileira descobre 25 asteroides para a Nasa com imagens de telescópio no Havaí

Verena Paccola explica em entrevista à CNN como funciona o processo e diz que colisão com a Terra é improvável

Layane Serrano

Renata Souza

da CNN *em São Paulo

 

A estudante da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Verena Paccola, foi premiada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, pela descoberta de 25 asteroides para a Nasa.

Depois de passar por um treinamento com cientistas da agência espacial dos Estados Unidos, a jovem brasileira de 22 anos passou a receber pacotes de imagens capturadas por um telescópio no Havaí.

“Eu analisava esse pacote de imagens. São quatro imagens piscadas em sequência para mim. Elas são tiradas com diferença de segundos entre cada uma. Então eu via se tinha alguma coisa se movendo”, explicou.

Quando notava a presença de algum objeto em movimento nas imagens, Verena fazia uma análise numérica para identificar se havia padrão de asteroide. Os relatórios da jovem eram enviados à Universidade de Harvard para confirmação da descoberta.

Dos 25 asteroides encontrados, um deles é raro. Categorizado como “asteroide fraco”, um dos achados de Verena faz parte de um grupo de objetos que podem colidir com a Terra.

A Nasa ainda estuda a órbita do asteroide para identificar a dimensão do objeto e se há possibilidade de colisão com o nosso planeta.

No entanto, Verena explica que “o espaço é muito gigante para o tamanho da Terra. Então a probabilidade de um asteroide colidir com a Terra e causar algum efeito é muito pequena”.

A estudante conta que sempre foi muito curiosa. Apesar de sua área de maior interesse ser a saúde, a jovem lembra que desde pequena gostava de observar o céu com um telescópio que possuía.

“Eu não trocaria a medicina por nada, mas agora que estou tendo mais estímulo na área espacial, vamos vendo. Uma medicina espacial, talvez, não sei”, avalia.

Verena recebeu medalhas, certificados e troféu do ministro Marcos Pontes na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada em Brasília.

Agora, a estudante se prepara para um treinamento presencial na Nasa. “Vamos ver se sai do papel para esse ano”, diz.

Verena pretende continuar a caça aos asteroides e está buscando candidatos interessados. “Eu estou recrutando pessoas no meu Instagram para fazer um treinamento em massa de quem tiver interesse e criar equipes para caçarmos asteroides esse ano juntos.”

Fonte: CNN

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BOAS NOTÍCIAS: UM TRANSPLANTE FANTÁSTICO E UMA CORAGEM MUITO MAIOR TRADUZIDO EM VIDA

Uma cirurgia de alto risco envolvendo o transplante do coração de um porco para um homem é o destaque desta quarta-feira, aqui na coluna BOAS NOTÍCIAS. Cirurgiões da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, fizeram um procedimento inédito no mundo. Eles transplantaram o coração de um porco geneticamente modificado em um homem que tem uma doença terminal e morreria sem o procedimento. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa fantástica operação.

Médicos fazem 1º transplante com coração de porco para humano

Pela primeira vez, médicos conseguiram fazer um transplante de coração de porco para um humano vivo.

A esperança dos cientistas é que esse tipo de tecnologia venha a abrir portas para facilitar os transplantes entre animais e humanos no futuro, diminuindo a fila de pessoas que precisam de um novo órgão.

O paciente, David Bennett, tem uma doença terminal e morreria sem o procedimento, por isso ele decidiu arriscar. A cirurgia, feita na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, durou oito horas.

O coração veio de um porco geneticamente modificado para não apresentar algumas substâncias que causam rejeição em humanos, além de outras características para encaixar perfeitamente no paciente. Os médicos comemoraram, mas com cautela.

“Está funcionando e parece normal. Estamos muito animados, mas não sabemos o que o amanha vai trazer. Isso nunca foi feito antes”, explica Bartley Griffith, diretor do programa de transplante da Universidade, em entrevista ao jornal The New York Times.

Em outubro de 2021, outro time de médicos americanos conseguiu fazer um transplante de fígado de porco para humano, mas o paciente estava com morte cerebral.

Procedimento de risco

O paciente David decidiu apostar no procedimento inédito por falta de opções.

“Eu quero viver. Sei que é um tiro no escuro, mas é minha última chance”, disse, antes do procedimento, aos profissionais envolvidos na cirurgia.

Ele já tinha esgotado todos os tratamentos possíveis e estava muito doente para se qualificar para um transplante tradicional.

Griffith, que é o responsável pelo estudo, conta que sugeriu o procedimento a David em dezembro, mas não sabia se o paciente estava entendendo como seria a cirurgia. “Foi quando ele perguntou se iria grunhir”, lembra o médico.

O filho de David também não acreditou que o pai estava falando sério quando contou sobre o coração de porco.

“Ele estava no hospital há mais de um mês, e eu sei que é normal que os pacientes entrem em delírio. Pensei que não havia chance de isso acontecer”, conta.

Durante a cirurgia, os médicos perceberam que o coração não cabia perfeitamente, e tiveram que fazer algumas modificações na hora para fazer o órgão funcionar corretamente.

David deve ser desligado da máquina na quinta-feira (13/1).

Segundo os médicos, o órgão está funcionando como esperado e, no momento, já faz a maior parte do trabalho. David está sendo monitorado para qualquer sinal de rejeição do órgão, e infecções.

Cautela

Apesar do sucesso, os médicos pedem cautela. É preciso acompanhar o desenvolvimento do paciente — David está acordado, mas ligado a uma máquina que ajuda o coração a bater corretamente, o que é normal para pessoas que passam por esse tipo de procedimento.

“É importante ter perspectiva e entender que demora muito tempo para amadurecer uma tecnologia como esta”, explica David Klassen, chefe médico da United Network for Organ Sharing, uma organização americana que promove os transplantes.

Com informações do Metrópoles

Fonte: Só Notícia Boa

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NA SUÉCIA HOMEM DE 71 FOI SOCORRIDO POR DRONE APÓS PARADA CARDÍACA

Suécia: drone ajuda a salvar vida de homem com parada cardíaca

Equipamento levou um desfibrilador para o paciente de 71 anos antes da chegada de uma ambulância

INTERNACIONAL 

Do R7

Drone oferece assistência para emergências médicas

REPRODUÇÃO/EVERDRONE

Um homem de 71 anos foi socorrido por um drone após ter uma parada cardíaca em Trollhättan, na Suécia. Os serviços de emergência do país começaram a usar o equipamento para ajudar os pacientes antes da chegada de uma ambulância ao local da emergência.

O drone cumpriu seu propósito de entrega de primeiros socorros em 9 de dezmbro de 2021. O equipamento pode ser muito útil para ajudar a salvar vidas em lugares menos acessíveis.

Em Trollhättan, o idoso foi socorrido primeiramente por um médico chamado Mustafa Ali, que estava dirigindo para o trabalho quando viu o paciente desmaiado. Ao verificar que o homem não tinha batimento cardíaco, o médico aplicou a técnica de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP).

Ali ecorreu ao serviço de emergência e, ao receber a ajuda, percebeu a mudança no atendimento: “poucos minutos depois, vi algo voando acima da minha cabeça. Era um drone com desfibrilador!”, relembrou, segundo a Everdrone, empresa que fornece os drones que ajudam em emergências médicas.

Desfibrilador, equipamento usado para retomar ritmo do coração

Desfibrilador, equipamento usado para retomar ritmo do coração

A Everdone aponta que esta foi a primeira vez que um drone ajudou a salvar a vida de um paciente que teve uma parada cardíaca súbita.

“Não consigo colocar em palavras o quanto sou grato a esta nova tecnologia e a entrega rápida do desfibrilador. Senão fosse pelo drone eu provavelmente não estaria aqui”, disse o paciente que se recuperou totalmente.

O serviço de drones pode atualmente ajudar 200 mil residentes na Suécia e deve se expandir para mais locais na Europa durante este ano.

Continuar lendo NA SUÉCIA HOMEM DE 71 FOI SOCORRIDO POR DRONE APÓS PARADA CARDÍACA

CIÊNCIAS: PESQUISADORES DESCOBREM QUE É POSSÍVEL IDENTIFICAR ANIMAIS EM UM ZOOLÓGICO PELA LEITURA DO DNA DO AR LOCAL

Um anova técnica permite identificar, através do DNA do ar os animais que habitam um determinado zoológico. Pesquisadores da Dinamarca e do Reino Unido identificaram uma variedade de animais do zoológico de Hamerton no Reino Unido. Leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes dessa novíssima técnica.

DNA em ar de zoológico permite identificar os animais que moram lá

Técnica permitiu a duas equipes diferentes, na Dinamarca e no Reino Unido, a identificação de uma grande variedade de animais do zoológico e seus arredores, até mesmo peixes ornamentais

Dingos (espécie de canídeo australiano) no zoológico de Hamerton, no Reino Unido, observam com curiosidade o equipamento de amostragem. Crédito: Elizabeth Clare

O ar em um zoológico está cheio de odores, desde os peixes usados ​​na alimentação até o estrume dos herbívoros que pastam, mas agora sabemos que também está cheio de DNA dos animais que vivem lá. Na revista Current Biology, dois grupos de pesquisa – um da Universidade de Copenhague (Dinamarca) e outro da Queen Mary University (Reino Unido) – publicaram estudos independentes de prova de conceito mostrando que, pela coleta de ar de um zoológico local, eles podem recolher DNA suficiente para identificar os animais nas proximidades. Essa pode ser uma ferramenta valiosa e não invasiva para rastrear a biodiversidade.

“Capturar DNA ambiental aerotransportado de vertebrados nos permite detectar até mesmo animais que não podemos ver estão lá”, disse a pesquisadora Kristine Bohmann, chefe da equipe da Universidade de Copenhague.

Animais terrestres podem ser monitorados de várias maneiras: diretamente, por câmera e observação pessoal, ou indiretamente, por aquilo que deixam para trás, como pegadas ou fezes. A desvantagem desses métodos é que eles podem envolver trabalho de campo intensivo e exigir que o animal esteja fisicamente presente. Por exemplo, monitorar animais pela câmera requer conhecimento de onde colocar as câmeras no caminho do animal, vasculhar milhares de fotos e, geralmente, um pouco de sorte.

Funcionamento surpreendentemente bom

“No início da minha carreira, fui para Madagascar na esperança de ver muitos lêmures. Mas, na realidade, raramente os vi. Em vez disso, eu principalmente ouvia-os pulando pela copa das árvores”, afirmou Bohmann. “Portanto, para muitas espécies, pode ser muito trabalhoso detectá-los por observação direta, especialmente se eles são esquivos e vivem em habitats muito fechados ou inacessíveis.”

“Em comparação com o que as pessoas encontram em rios e lagos, monitorar o DNA aerotransportado é muito, muito difícil, porque o DNA parece superdiluído no ar”, disse Elizabeth Clare, pesquisadora-chefe da equipe da Queen Mary University de Londres (Clare está agora na Universidade de York, em Toronto, Canadá). “Mas nossos estudos em zoológicos ainda não falharam para diferentes amostradores, genes, locais e abordagens experimentais. Tudo funcionou e surpreendentemente bem.”

Bohmann e Clare baseiam-se fortemente em suas pesquisas anteriores de monitoramento da vida selvagem, coletando outros tipos de amostras contendo DNA eliminado por animais. Isso é conhecido como “DNA ambiental”, ou eDNA, e é uma técnica bem estabelecida usada com mais frequência para monitorar organismos aquáticos por meio do sequenciamento de eDNA de amostras de água.

“O ar envolve tudo e queríamos evitar a contaminação em nossas amostras e, ao mesmo tempo, otimizar a detecção real de DNA animal”, afirmou Bohmann. “Nosso trabalho mais recente com eDNA aerotransportado envolve o que normalmente fazemos ao processar amostras de eDNA, apenas com uns poucos ajustes.”

Várias fontes

Cada grupo de pesquisa conduziu seu estudo em um zoológico local, coletando amostras em vários lugares da instituição, incluindo recintos fechados com paredes como a casa tropical e estábulos internos, bem como recintos externos ao ar livre. “Para coletar o eDNA aerotransportado, usamos uma ventoinha, como a que você usaria para resfriar um computador, e anexamos um filtro a ela. Então, deixamos funcionando por algum tempo”, disse Christina Lynggaard, primeira autora do estudo e pós-doutoranda na Universidade de Copenhague.

A ventoinha inspira ar do zoológico e de seus arredores, que pode conter material genético de várias fontes, como respiração, saliva, pelo ou fezes, embora os pesquisadores não tenham determinado a fonte exata. “Pode ser qualquer coisa que pode voar e é pequena o suficiente para continuar flutuando no ar”, observou Lynggaard. “Depois da filtração do ar, extraímos o DNA do filtro e usamos a amplificação por PCR para fazer várias cópias do DNA do animal. Após o sequenciamento de DNA, processamos milhões de sequências e, por fim, nós as comparamos a um banco de dados de referência de DNA para identificar as espécies animais.”

“Há um componente de voto de confiança em parte disso porque quando você lida com tecido regular ou até mesmo amostras de DNA aquático, você pode medir quanto DNA tem, mas com essas amostras estamos lidando com pequenas quantidades de DNA forenses”, afirmou Clare. “Em muitos casos, quando coletamos amostras por apenas alguns minutos, não podemos medir o DNA, então temos que pular para o próximo estágio do PCR, onde descobrimos se há algo nele ou não. Quando fazemos a amostragem por horas, obtemos mais, mas há uma troca.”

Medidas de segurança

Em cada estudo, os pesquisadores detectaram animais dentro do zoológico e vida selvagem nas proximidades. A equipe de Clare, da Queen Mary University de Londres, detectou DNA de 25 espécies de mamíferos e pássaros, e até mesmo DNA pertencente ao ouriço-terrestre, que está ameaçado de extinção no Reino Unido. A equipe de Bohmann na Universidade de Copenhague detectou 49 espécies de vertebrados não humanos, incluindo mamíferos, pássaros, répteis, anfíbios e espécies de peixes. Isso incluía animais de zoológico como o ocapi e o tatu e até mesmo o lebiste (peixe ornamental) em um lago na casa tropical, animais de ocorrência local como esquilos e espécies nocivas como a ratazana e o rato-doméstico. Além disso, os pesquisadores detectaram espécies de peixes usadas para alimentação de outros animais no zoológico.

Ambas as equipes tomaram medidas extensas para verificar se suas amostras não estavam contaminadas, inclusive por DNA já em seus laboratórios.

Confirmações independentes

Ao escolherem um zoológico para o local de seus estudos, os pesquisadores sabiam a posição de uma grande coleção de espécies não nativas, de modo que puderam dizer a diferença entre um sinal real e um contaminante. “Originariamente, tínhamos pensado em ir para uma fazenda, mas se você pegar DNA de vaca, deve perguntar: ‘Essa vaca está aqui ou é alguma vaca a 160 quilômetros de distância ou no almoço de alguém?’”, observou Clare. “Mas, usando o zoológico como modelo, não há outra maneira de detectar o DNA de um tigre, exceto pelo tigre do zoológico. Isso nos permite realmente testar as taxas de detecção.”

Clare acrescentou: “Uma coisa que nossos laboratórios fazem é desenvolver e aplicar novas ferramentas. Então, talvez não seja tão surpreendente que ambos terminemos com a mesma ideia ao mesmo tempo”.

No entanto, o fato de os dois grupos de pesquisa estarem publicando ao mesmo tempo na revista Current Biology está longe de ser coincidência. Depois de ver os artigos um do outro em um servidor de pré-impressão, os dois grupos decidiram enviar seus manuscritos para a revista juntos. “Decidimos que preferíamos arriscar um pouco e dizer que não estamos dispostos a competir nisso”, avaliou Clare. “Na verdade, é uma ideia tão maluca que é melhor ter confirmações independentes de que isso funciona. Ambas as equipes estão ansiosas para ver essa técnica se desenvolver.”

Fonte: Revista Planeta

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: CIENTISTAS DE CINGAPURA DESCOBREM UMA NOVA FORMA DE EMBALAR ALIMENTOS MAIS DURÁVEL E MAIS SEGURA PARA A SAÚDE

Um novo tipo de embalagem para alimentos que pode prolongar a validade e evitar intoxicação alimentar é o destaque da edição desta sexta-feira, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE do Blog do Saber. Então leia o artigo completo a seguir e conheça esse novo método de conservação dos alimentos desenvolvido por uma equipe de pesquisadores de Cingapura. 

Novo pacote inteligente pode tornar a intoxicação alimentar uma coisa do passado e é ecologicamente correto

Uma nova forma ‘inteligente’ de embalagem pode erradicar a intoxicação alimentar, de acordo com um novo estudo.

Os cientistas dizem que ele mata insetos nocivos – como E.coli, Salmonella e listeria – mantendo a carne, o peixe, as frutas e os vegetais frescos por mais tempo.

A embalagem impermeável também pode ajudar a salvar o planeta, reduzindo o desperdício, segundo a equipe de pesquisadores. Parece plástico, mas é biodegradável.

A co-líder do projeto, Professora Mary Chan, da Universidade Tecnológica de Nanyang, Cingapura, disse: “Esta invenção serviria como uma opção melhor na indústria de alimentos.

“Ele demonstrou qualidades antimicrobianas superiores no combate a uma miríade de bactérias e fungos relacionados com alimentos que podem ser prejudiciais aos humanos.

“A liberação inteligente de antimicrobianos só ocorre quando há presença de bactérias ou alta umidade.

“Ele fornece proteção quando necessário – minimizando assim o uso de produtos químicos e preservando a composição natural dos alimentos embalados.”

O material transparente é feito de amido, um tipo de proteína de milho chamada zeína, e outros biopolímeros derivados naturalmente.

Ele também é infundido com um coquetel de compostos antimicrobianos encontrados nas plantas.

Eles incluem óleo de tomilho, uma erva comum usada na culinária, e ácido cítrico encontrado em laranjas e toranjas.

Em experimentos, pequenas quantidades só foram liberadas quando expostas à umidade ou enzimas de bactérias e fungos que contaminam os alimentos.

Isso garante que a embalagem possa resistir a várias exposições – e durar meses.

Os produtos químicos destroem qualquer bactéria que cresça na superfície – bem como no próprio produto.

Os morangos permaneceram frescos por sete dias antes de desenvolverem mofo – três dias a mais do que os equivalentes em caixas plásticas convencionais.

O co-líder do projeto, Prof Philip Demokritou, da Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan, em Boston, disse: “A segurança alimentar e o desperdício se tornaram um grande desafio para a sociedade de nossos tempos, com imenso impacto econômico e de saúde pública que compromete a segurança alimentar.

“Uma das maneiras mais eficientes de aumentar a segurança alimentar e reduzir a deterioração e o desperdício é desenvolver materiais de embalagem de alimentos biodegradáveis ​​e não tóxicos eficientes.

“Neste estudo, usamos compostos derivados da natureza, incluindo biopolímeros, solventes não tóxicos e antimicrobianos inspirados na natureza, e desenvolvemos sistemas escaláveis ​​para sintetizar materiais antimicrobianos inteligentes.

“Eles podem ser usados ​​não apenas para melhorar a segurança e qualidade dos alimentos, mas também para eliminar os danos ao meio ambiente e à saúde e reduzir o uso de plásticos não biodegradáveis ​​em nível global e promover sistemas agroalimentares sustentáveis.”

SWNS

A indústria de embalagens é a grande consumidora de plásticos sintéticos derivados de combustíveis fósseis.

É responsável pela maior parte dos resíduos plásticos que poluem o meio ambiente.

Peter Barber, CEO da ComCrop, uma empresa de Cingapura pioneira na agricultura urbana em telhados, disse: “O material de embalagem de alimentos da NTU-Harvard Chan School serviria como uma solução sustentável para empresas como nós, que desejam reduzir o uso de plástico e abraçar alternativas mais verdes.

“À medida que a ComCrop busca aumentar o produto para impulsionar a capacidade de produção de alimentos de Cingapura, o volume de embalagens de que precisamos aumentará em sincronia, e mudar para um material como esse nos ajudaria a ter o dobro do impacto.

“As propriedades antimicrobianas da embalagem, que poderiam estender a vida útil de nossos vegetais, nos serviriam bem.

“O material de embalagem é uma promessa para a indústria, e estamos ansiosos para aprender mais sobre a embalagem e, possivelmente, adotá-la para nosso uso algum dia.”

O professor Chan disse que isso tem implicações enormes – servindo como uma alternativa ecologicamente correta.

O objetivo é substituir as embalagens plásticas convencionais pelo novo material, que também dobrará o prazo de validade dos produtos.

O professor Chan disse: “Os vegetais são uma fonte de desperdício porque, mesmo se forem refrigerados, continuarão a respirar, levando à deterioração depois de uma ou duas semanas.

“Com a embalagem antimicrobiana, há uma chance de estender sua vida útil – e também fazer com que os vegetais e frutas pareçam frescos com o tempo”.

A equipe espera expandir a tecnologia com um parceiro industrial – com o objetivo de comercialização dentro de alguns anos.

Os resultados foram publicados na revista ACS Applied Materials & Interfaces.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: SAIBA QUAIS AS CAUSAS DO AQUECIMENTO GLOBAL E O QUE É EFEITO ESTUFA

Na nossa coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta sexta-feira você vai entender melhor, em detalhes, o que é Efeito Estufa, as principais causas e consequências do efeito estufa e do aquecimento global, bem como o que dizem os estudos mais recentes sobre esse tema tão importante.

Aquecimento Global e Efeito Estufa

O aquecimento global é um processo gerado, principalmente, pelo efeito estufa.

E se as calotas polares derretessem? | Super
Degelo dos polos: uma das consequências do aquecimento global

 

O que é Efeito Estufa?

O fenômeno climático conhecido por efeito estufa tem contribuído com o aumento da temperatura no globo terrestre, nas últimas décadas. Dados de pesquisas recentes mostram que o século XX foi o mais quente dos últimos 500 anos.

Principais causas e consequências do efeito estufa

Pesquisadores do clima mundial afirmam que, num futuro bem próximo, o aumento da temperatura, provocado pelo efeito estufa, poderá favorecer o derretimento do gelo das calotas polares e o aumento do nível das águas dos oceanos. Como consequência deste processo, muitas cidades localizadas no litoral poderão ser alagadas e desaparecer do mapa. O efeito estufa é ocasionado pela derrubada de florestas e pela queimada das mesmas, pois são elas que regulam a temperatura, os ventos e o nível de chuvas em várias regiões do planeta. Como as matas estão diminuindo no mundo, a temperatura terrestre tem aumentado na mesma proporção.

Outro fator que está ocasionando o efeito estufa é o lançamento de gases poluentes na atmosfera, principalmente aqueles que resultam da queima de combustíveis fósseis. A queima do óleo diesel e da gasolina pelos veículos nas grandes cidades tem contribuído para o efeito estufa. O dióxido de carbono e o monóxido de carbono ficam concentrados em determinadas áreas da atmosfera, formando uma camada que bloqueia a dissipação do calor. Esta camada de poluentes, tão visível nos grandes centros urbanos, funciona como um “isolante térmico” do planeta Terra. O calor fica retido nas camadas mais baixas da atmosfera trazendo graves problemas climáticos e ecológicos ao planeta.

Cientistas ligados aos temas do meio ambiente já estão prevendo os problemas futuros que poderão atingir nosso planeta caso esta situação continue. Vários ecossistemas poderão ser atingidos e espécies vegetais (plantas e árvores) e animais poderão ser extintos.

Outras catástrofes ecológicas poderão ocorrer como, por exemplo, o derretimento de geleiras e alagamento de ilhas e regiões litorâneas, provocados pelo aquecimento global. Tufões, furacões, maremotos e enchentes poderão devastar áreas com mais intensidade. Estas alterações climáticas influenciarão negativamente na produção agrícola de vários países, reduzindo a quantidade de alimentos em nosso planeta. A elevação da temperatura nos mares poderá ocasionar o desvio de curso de correntes marítimas, provocando a extinção de várias espécies de animais marinhos, desequilibrando o ecossistema litorâneo.

Preocupados com todos estes problemas, organizações ambientais internacionais, ONGS e governos de diversos países já estão adotando medidas para reduzir a poluição e a emissão de gases na atmosfera. O Protocolo de Quioto, assinado em 1997 no Japão, prevê a diminuição da emissão de gases poluentes para os próximos anos. Contudo, países como os Estados Unidos tem dificultado o progresso deste acordo. Os Estados Unidos, maior potência industrial do mundo e também o maior poluidor, alegam que a redução da emissão de gases poluentes poderia dificultar o crescimento da produção industrial no país.

Cidade com poluição do arEfeito estufa: uma das principais causas do aquecimento global

Principais causas e consequências do aquecimento global

As causas apontadas pelos cientistas para justificar este fenômeno podem ser naturais ou provocadas pelo homem. Contudo, cada vez mais as pesquisas nesta área apontam o homem como o principal responsável.

Fatores como a grande concentração de agentes poluente na atmosfera contribui para um aumento bastante significativo do efeito estufa.

No efeito estufa a radiação solar é normalmente devolvida pela Terra ao espaço em forma de radiação de calor, contudo, parte dela é absorvida pela atmosfera, e esta, envia quase o dobro da energia retida à superfície terrestre. Este efeito é o responsável pelas formas de vida de nosso planeta. Entretanto, os agentes poluentes presentes na atmosfera o intensificam ocasionando um aumento de temperatura bem acima do “normal”.

O fator que evidenciou este aquecimento foi à investigação das medidas de temperatura em todo o planeta desde 1860. Alguns estudos mostram ser possível que a variação em irradiação solar tenha contribuído significativamente para o aquecimento global ocorrido entre 1900 e 2000.

Dados recebidos de satélite indicam uma diminuição de 10% em áreas cobertas por neve desde os anos 60. A região da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15% desde 1950.

Estudos recentes

Estudos recentes mostraram que a maior intensidade das tempestades ocorridas estava relacionada com o aumento da temperatura da superfície da faixa tropical do Atlântico. Esses fatores foram responsáveis, em grande parte, pela violenta temporada de furações registrada nos Estados Unidos, México e países do Caribe.

Curiosidade: 

O Protocolo de Kyoto visa a redução da emissão de gases que promovem o aumento do efeito estufa.

Foto mostrando área desertificada

Aumento da temperatura global e desertificação podem ser algumas das consequências do aquecimento global.


Última revisão: 20/10/2021

Por Elaine Barbosa de Souza
Graduanda em Ciências Biológicas pela Universidade Metodista de São Paulo.

Fonte: Toda Biologia

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ECONOMIA: ENTENDA O PORQUÊ DE OS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO CONTINUAREM ATRASADOS

O artigo a seguir muito bem escrito pelo economista Antony P. Geller faz um questionamento muito importante acerca de o porquê dos países em desenvolvimento continuarem atrasados apesar de toda a tecnologia disponível no mercado e expõe o segredo do enriquecimento econômico dos países ricos. Convido você a ler o artigo completo a seguir e saber o que o Brasil precisa fazer para sair desse atraso econômico. 

O segredo do enriquecimento econômico – e por que os países em desenvolvimento continuam atrasados

Acumular capital e adotar tecnologias será perda de tempo e de recursos sem estes indivíduos

 

Há apenas duas maneiras de se aumentar a renda dos indivíduos — ou seja, a renda per capita — de uma sociedade: ou se aumenta o número de horas totais durante as quais se fabricam bens e serviços, ou se aumenta o número de bens e serviços fabricados por cada hora de trabalho.

Ou seja: ou trabalha-se mais ou trabalha-se com mais produtividade.

Estas são as duas únicas maneiras possíveis de se aumentar a renda de cada indivíduo da economia. Ou ele aumenta sua carga de trabalho e, consequentemente, passa a produzir uma quantidade maior de bens e serviços (cujas vendas irão lhe permitir mais renda), ou ele mantém suas horas de trabalho e passa a produzir mais coisas durante este mesmo intervalo de tempo (o que, igualmente, irá lhe permitir mais renda).

No longo prazo, é claro, o padrão de vida de qualquer sociedade só consegue melhorar de maneira sustentada se ela optar pela segunda alternativa: afinal, a quantidade máxima de horas que os indivíduos de uma sociedade podem trabalhar é materialmente limitada, de modo que só lhes resta elevar a produtividade.

Portanto, temos que maior qualidade de vida requer maior produtividade. Porém, eis o problema: a produtividade das economias em desenvolvimento está estancada.

Por que o Brasil segue parado: primeira teoria

No Brasil, por exemplo, segundo estudo do Insper em parceria com a consultoria Oliver Wyman, “entre 1996 e 2014, o índice que mede a produtividade, chamado de PTF (produtividade total dos fatores), caiu de forma acentuada em comparação com o resultado americano, saindo de 69% em 1996 para 48% em 2014.”

E mais: o trabalhador brasileiro leva uma hora para fazer o mesmo produto ou serviço que um norte-americano consegue realizar em 15 minutos e um alemão ou coreano em 20 minutos. Em termos de riqueza, o Brasil produz em uma hora o equivalente a US$ 16,75, valor que corresponde apenas a 25% do que é produzido nos EUA (US$ 67). Comparado a outros países, como Noruega (US$ 75), Luxemburgo (US$ 73) e Suíça (US$ 70), o desempenho do país é ainda pior.

Eis uma lista de 62 países em ordem de produtividade.

E eis um gráfico da revista The Economist mostrando a evolução da produtividade de Coreia do Sul, Chile, México, Brasil, China e Índia.

grafico.png

Há um certo consenso sobre as causas da baixa produtividade:

  • Baixa qualificação e capacidade dos trabalhadores (capital humano)
  • Tecnologia atrasada e mal administrada nas empresas (capital físico)
  • Investimento caro e abaixo do necessário (capital financeiro)
  • Infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos insuficientes e sucateados)
  • Burocracia complicada
  • Ambiente de negócios perverso

Tudo isso é verdade. E vale acrescentar também a hipótese de uma baixa qualidade do corpo administrativo das empresas. Os economistas Fabiano Schivardi e Tom Schmitz, em recente trabalho acadêmico voltado para as economias mais atrasadas da Europa, afirmam que pelo menos metade do atraso de produtividade desses países em relação à Alemanha se deve a uma má gestão das empresas, cujos administradores não souberam aproveitar a difusão da tecnologia.

Em outras palavras, por causa da má qualidade dos administradores e gestores, as empresas destes países não foram capazes de tirar o máximo proveito possível da incorporação de novas tecnologias — ou, mais ainda, essa incompetência impediu que muitas das tecnologias sequer fossem adotadas.

Consequentemente, com menos tecnologia adotada, houve menor demanda por mão-de-obra mais qualificada, o que redundou em salários menores do que poderiam ser.

Tudo isso, repetindo, na Europa.

Mas não é desarrazoado imaginar causas semelhantes no Brasil.

Podemos até mesmo ir um pouco além e concluir que, no final, todos os elementos listados acima apontam para um mesmo problema comum. Mais especificamente: a baixa acumulação de capital, o mau uso da tecnologia disponível, o baixo progresso técnico, o mau gerenciamento das empresas, e o baixo nível técnico da mão-de-obra decorrem de uma causa maior: a estrutura regulatória e protecionista do país protege as grandes empresas da concorrência externa e impede (por meio das regulações anti-truste) que as mais ineficientes sejam adquiridas pelas mais eficientes e com melhor qualidade administrativa.

Estando blindadas da concorrência externa e não podendo ser adquiridas por outras empresas mais eficientes, não há realmente por que se importarem com produtividade. Não há grandes riscos.

Baixa produtividade significa crescimento econômico de má qualidade

Vale lembrar que a produtividade nada mais é do que o resultado de uma divisão. Divide-se o PIB (que, grosso modo, é o total de bens produzidos por uma economia) pelo número de trabalhadores, e assim se obtém quanto cada trabalhador produziu.

Logo, se a produtividade ficou estagnada, então tem-se a obviedade matemática de que o PIB foi conduzido majoritariamente pelo aumento da mão-de-obra (o famoso “bônus demográfico”).

Ou seja, a economia cresceu simplesmente porque mais pessoas entraram no mercado de trabalho. Mais pessoas trabalhando e produzindo gerou um inevitável aumento dos bens e serviços produzidos (óbvio), e daí o PIB cresceu.

Mas isso é um crescimento “inercial”. Não é um crescimento duradouro. É o tipo de crescimento que tende a estagnar tão logo o número de pessoas entrando no mercado de trabalho pare de crescer.

E aí começa o verdadeiro problema.

Segundo a teoria neoclássica, se um país adota novas tecnologias que aprimorem a produtividade de sua mão-de-obra, haverá desenvolvimento econômico. Essas novas tecnologias normalmente são criadas pelos países ricos; ao passo que o criador dessas novas tecnologias irá auferir lucros extraordinários no curto prazo, todos irão ganhar ao adotarem essa tecnologia no longo prazo.

Isso significa que economias em desenvolvimento deveriam ser capazes de se aproximar mais das nações desenvolvidas tão logo adotassem essas novas tecnologias. Consequentemente, os mercados emergentes de hoje deveriam estar mais ricos do que as economias avançadas estavam antes da criação dessas tecnologias.

E, como mostram os dados acima, isso não ocorreu. As tecnologias estão disponíveis para os países mais pobres, mas elas não geraram maior crescimento econômico. Como a produtividade se manteve (ou até mesmo caiu), isso significa que o crescimento econômico nos países mais pobres foi gerado pelo aumento da mão-de-obra, e não por novas descobertas.

Por que foi assim? Por que a adoção de novas tecnologias gerou crescimento econômico nos países mais ricos e não nos mais pobres?

O professor Ricardo Hausmann, da Universidade de Harvard, já abordou este problema. Ele se apoiou na mesma tese de Friedrich Hayek: segundo ele, trata-se de um problema de conhecimento.

Friedrich Hayek argumentou em seu ensaio O Uso do Conhecimento na Sociedade que o conhecimento necessário para o avanço econômico é fundamentalmente subjetivo e está disperso por toda a sociedade. Seria impossível, por exemplo, condensá-lo e transmiti-lo por completo.

Ou seja, a natureza tácita do conhecimento faz com que seja extremamente difícil transmitir corretamente, para os países pobres, todas as coisas que foram aprendidas pelos países ricos no passado. Assim como ninguém aprende a andar de bicicleta apenas lendo um livro de física, o verdadeiro conhecimento também só é absorvido quando colocado em prática, pelo método da tentativa e erro.

Portanto, segundo esta teoria, o conhecimento necessário para o desenvolvimento econômico não está mastigado e pronto para ser aplicado, como uma receita de bolo, em países que até então desconheciam esses conhecimentos. O real desafio de um país em desenvolvimento é descobrir quais são os melhores métodos a ser aplicados em sua economia. Deve-se levar em conta o conhecimento específico da população desse país e, após um longo (e talvez doloroso) processo de tentativa e erro, determinar o que funciona melhor.

A tese, em si, é irrefutável. Mas também não explica tudo. Pode-se igualmente pontificar aqui sobre todos aqueles itens citados na seção anterior (imediatamente abaixo do gráfico), bem como as incertezas geradas pelos respectivos regimes políticos, ou mesmo sobre as décadas de desastre monetário geradas pelos bancos centrais desses países. Tudo isso certamente será válido. Mas ainda incompleto.

A causa principal do atraso dos países pobres é outra.

Para prosperar, tem de arriscar

A realidade é que, no final, todo e qualquer crescimento econômico decorre de uma só atitude: a assunção de riscos.

É sempre necessário haver um grupo de indivíduos dispostos a colocar seu capital e patrimônio em risco, visando a implantar uma nova idéia ou um novo projeto, com o objetivo de auferir altos retornos financeiros caso o risco incorrido se comprove acertado — isto é, caso eles saibam satisfazer os desejos dos consumidores.

É assim que ocorre o crescimento econômico: indivíduos assumindo riscos ao investirem o capital próprio (ou emprestado por terceiros) em uma idéia, a qual eles esperam irá agradar terceiros (consumidores) que voluntariamente irão pagar por ela.

Não há crescimento econômico sem a tomada de risco. Não há prosperidade sem indivíduos assumindo riscos em investimentos incertos.

Nem todos os riscos assumidos produzem crescimento (sempre há os investimentos mal sucedidos), mas se houver uma grande quantidade de assunção de riscos, o crescimento ocorrerá.

O que nos leva às seguintes obviedades:

  • Se os riscos necessários para se alcançar o crescimento forem diminuídos, mais crescimento ocorrerá.
  • Se as incertezas (políticas, jurídicas, regulatórias, monetárias e fiscais) forem reduzidas, mais risco será tomado, e mais crescimento ocorrerá.
  • Se as recompensas para aqueles riscos que se comprovarem bem-sucedidos aumentarem (por exemplo, uma redução dos impostos sobre os lucros e ganhos de capital), mais crescimento ocorrerá.
  • Se o custo de se assumir riscos diminuir (redução da burocracia e dos encargos sociais e trabalhistas), mais riscos serão assumidos e mais crescimento ocorrerá.

De novo: todo e qualquer crescimento econômico decorre da assunção de riscos (investimentos arriscados em projetos incertos). E o impulso humano, em todo e qualquer lugar do mundo, sempre foi o de avançar assumindo riscos que tragam recompensas condizentes (pois isso é o que melhora seu bem-estar).

Se o arranjo governamental vigente desestimula a assunção de riscos e, pior ainda, pune os mais bem-sucedidos, então é óbvio que não haverá muita assunção de risco. E aí não haverá crescimento econômico duradouro.

Se as barreiras à assunção de risco não forem reduzidas, ou se a recompensa pela assunção de riscos não for aumentada, não há como aumentar a taxa de crescimento da economia.

É realmente simples assim.

Os corajosos foram mais recompensados nos países ricos

Por mais cruciais que sejam os debates sobre produtividade, uso da tecnologia e uso do conhecimento disperso na sociedade, a realidade incontornável é que nada disso terá qualquer serventia se não houver um grupo de indivíduos dispostos a incorrer em riscos para empreender.

Sem a tomada de risco por parte de empreendedores, não há crescimento econômico substantivo.

Daí a importância de se criar um arranjo institucional que não crie barreiras ao empreendedorismo e à tomada de risco.

E, no final, é aí que está a reposta para as diferenças entre os países ricos e os países pobres: o ambiente empreendedorial.

Os países ricos são aqueles em que houve mais assunção de risco. E houve mais assunção de risco porque havia menos incertezas institucionais e menores punições para os bem-sucedidos (vide o fato de que, mesmo nos países escandinavos, o imposto de renda sobre pessoas jurídicas está entre os mais baixos do mundo).

Por isso, sim, acumular capital e fomentar a adoção de novas tecnologias (via abolição de tarifas de importação) são medidas cruciais. Porém, serão inócuas se não houver pessoas dispostas a incorrer em riscos para transformar idéias em coisas concretas. Sem pessoas tomando risco, não haverá crescimento econômico.

Consequentemente, o que é realmente crucial é abolir as barreiras que impedem estas pessoas tomadoras de risco (empreendedores) de atuar. Daí a importância de reformas estruturais que visem não apenas a aumentar a produtividade (e, consequentemente, o padrão de vida), mas também aumentar os incentivos à tomada de risco.

Como primeiro passo, é crucial cortar aqueles impostos que terão os maiores efeitos marginais sobre os incentivos que as pessoas têm para criar e produzir. Imposto de renda de pessoas jurídica, CSLL e imposto sobre ganhos de capital são os principais.

Um elevado imposto sobre ganhos de capital significa punir pessoas que se arriscam criando empresas com o intuito de gerar valor para posteriormente vendê-las. Reduzir impostos sobre ganhos de capital foi o segredo dos governos Reagan e Clinton, e seu aumento foi o desastre do governo Bush I.

Além de zerar todos os encargos sociais e trabalhistas da folha de pagamento, o financiamento a pequenas e médias empresas pode ser facilitado zerando o imposto de renda e o imposto sobre ganhos de capital dos fundos de investimento, de private equity ou de venture capital que investirem nelas.

No entanto, aumentar o incentivo à tomada de risco envolve não apenas obviedades como flexibilizar o mercado de trabalho e o mercado de energia, reduzir burocracias, impostos e regulações, e permitir maior dinâmica concorrencial entre as empresas (para que as eficientes possam crescer e as ineficientes serem absorvidas ou desaparecerem), como também estabilidade monetária, fiscal e institucional: a certeza de que a moeda não será dilapidada (pois a recompensa do sucesso viria em uma moeda sem poder de compra), a certeza de que impostos futuros não serão aumentados (pois impostos maiores no futuro, além de serem um custo artificial, equivalem a punir os mais bem-sucedidos) e a certeza de que o arcabouço econômico e jurídico não será alterado.

Qualquer incerteza em qualquer um destes itens — e observe que todos estão ligados à política — já diminui os incentivos para a tomada de risco. Consequentemente, aniquilam qualquer perspectiva de crescimento econômico.

E, historicamente, os países mais pobres sempre foram aqueles que criaram mais incertezas no ambiente empreendedorial (afugentando os tomadores de risco). Com efeito, são pobres exatamente em decorrência disso.

Concluindo

No final, é realmente básico: para haver crescimento econômico é necessário haver pessoas com uma genuína mentalidade empreendedorial dispostas a incorrer em riscos para transformar idéias em coisas concretas. E tais pessoas só são abundantes em ambientes que lhes permitam atuar e, principalmente, usufruir as eventuais recompensas pelos riscos que assumiram.

Logo, as barreiras à atuação destas pessoas devem ser removidas ao máximo. Caso contrário, qualquer eventual acumulação de capital e adoção de novas tecnologias serão apenas perda de tempo e desperdício de recursos. Sem pessoas tomando risco, nada sai do lugar. E para haver tais pessoas, é necessário abolir as barreiras à sua atuação.

Foi isso o que historicamente fizeram os países ricos. E não foi isso o que historicamente fizeram os países pobres.

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ECONOMIA: O CONSUMISMO VISTO PELO LADO POSITIVO

O artigo de hoje, aqui na coluna ECONOMIA mostra o consumismo sob uma ótica diferente onde “consumismo” deixa de ser vilã e passa a ser algo edificante e necessário para se ter uma sociedade próspera e completa. Mostra como algumas soluções de urgência, as vezes até de vida ou morte, existem por causa do consumo do supérfluo. Então para entender melhor convido você a ler o artigo completo a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor.

O outro lado do consumismo – ele mostra as maravilhas geradas pelo capitalismo

Ser contra o comércio é ser contra a própria vida

 

A importância da poupança, da frugalidade e da prudência é inquestionável, pois estes são alguns dos pilares que permitem o investimento de longo prazo e, consequentemente, o enriquecimento de uma sociedade.

E a Escola Austríaca de pensamento econômico sempre foi pródiga em suas explicações de que são a poupança e o investimento, e não o consumo, a força-motriz de uma economia.

No entanto, estou começando a crer que o epíteto “consumismo”, quase sempre evocado de forma pejorativa, é apenas outra palavra para a expressão “usufruir liberdade no mercado”.

A verdade é que o mercado está, diariamente, nos proporcionando uma quantia cada vez maior de bens e serviços, e sempre com avanços tecnológicos que eram inimagináveis há apenas alguns anos.

Quem imaginaria, dez anos atrás, que um GPS que mostra o trânsito em tempo real se tornaria algo tão corriqueiro nas ruas das nossas cidades? (O Waze se mantém via anúncios publicitários). Quem imaginaria, dez anos atrás, que ao simples clique em um aplicativo de celular teríamos motoristas particulares que nos locomovem a preços inacreditavelmente baixos? Uber, Cabify, Lyft e vários novos concorrentes, que surgem quase que diariamente, fazem isso.

Ou quem imaginaria, dez anos atrás, não mais depender de hotéis e poder escolher mais de 2 milhões de imóveis em 190 países ao redor do mundo? Com o AirBnB, você pode se hospedar em imóveis com banheira de hidromassagem e piscina, ou pode ficar em um quarto de uma casa, ou mesmo apenas em um sofá. Você escolhe de acordo com seu orçamento.

Recorrer a esses prodígios significa usufruir a maravilhosa liberdade de escolha e de consumo que o mercado nos oferece.

Acima de tudo, o que dizer então da onipresença dos smartphones, cada vez melhores, e sua infinidade de aplicativos que facilitam nossas vidas? Nos países mais ricos, as pessoas alegam que estão sendo submetidas a uma avalanche tão grande de produtos tecnologicamente avançados — os quais supostamente as estariam tornando “anti-sociais” —, que elas não aguentam mais. “Diga não!” à mais recente engenhoca!

Mas é claro que, na prática, nenhum de nós realmente quer essa interrupção. Ninguém, por exemplo, quer ter seu acesso à internet negado ou encarecido. Ao contrário: queremos acessar a internet de forma cada vez mais rápida, mais barata, e com mais variedade de meios (tablets, smartphones, laptops, Smart TVs etc.). Queremos a liberdade de fazer downloads de músicas, filmes, seriados, livros, monografias e tratados sobre absolutamente todos os assuntos imagináveis. Nenhuma informação é considerada excessiva quando algo específico está sendo procurado.

E isso não é tudo.

Queremos mais variedades da comida, de bebida, de produtos de limpeza, de pastas de dente, de barbeadores. Queremos eletrodomésticos mais práticos e mais eficientes. Queremos mais ar-condicionado (ou mais calefação) em nossas casas, ambientes de trabalho e estabelecimentos comerciais. Queremos acesso a toda uma gama de estilos para o mobiliário de nossa casa.

Se algo está quebrado, queremos as peças de reposição prontamente disponíveis. Queremos peixes frescos, carnes suculentas, frutas frescas, roupas limpas e cheirosas, pão quentinho, e carros modernos com cada vez mais tecnologia embarcada. Queremos restaurantes variados e abertos 24/7. Queremos pronta-entrega e suporte técnico 24 horas. Queremos usufruir o que está na moda em todas as partes do mundo.

O comércio se adaptou e fez essa transição. Novos mundos são abertos para nós diariamente.

Há várias maneiras de se comunicar com pessoas distantes gratuitamente. O email está se tornando obsoleto e os torpedos já estão gratuitos. Podemos conversar instantaneamente com qualquer pessoa em qualquer canto do mundo por meio de aplicativos como Skype e WhatsApp, que são gratuitos. Televisões de tubo e telefones de linha fixa — artigos de luxo no século XX — já foram abandonados em prol de modelos muito superiores de tecnologia de informação.

Queremos agilidade. Queremos velocidade. Queremos redes sem fio e internet 5G. Queremos acesso. Queremos aperfeiçoamentos. Água limpa e filtrada tem de sair diretamente de nossas geladeiras. Queremos todos os tipos de bebidas: energética, esportiva, espumante, suculenta. Queremos água importada das ilhas Fiji. Queremos casas melhores. Queremos apartamentos melhores. Queremos segurança. Queremos educação. Queremos saúde. Queremos infraestrutura. Queremos serviços. Queremos liberdade de escolha.

Estamos conseguindo essas coisas? As que são estatais, como segurança, educação, saúde, água encanada e infraestrutura, não muito. E as outras que não são fornecidas pelo estado? Sim. Como? Por meio deste incrível mecanismo de produção e distribuição chamado ‘economia de mercado’, que nada mais é do que uma arena na qual bilhões de pessoas voluntariamente cooperam e inovam com o único intuito de melhorar a própria vida.

Contrariamente ao que dizem os detratores desse arranjo voluntário, não há nada de “selvagem” nele. A concorrência nada mais é do que empreendedores e capitalistas se esforçando — alguns ganhando, outros perdendo — para conquistar a preferência do público consumidor.

Obviamente, é muito fácil olhar para tudo isso e simplesmente sair gritando: “consumismo odioso!” Porém, se estamos utilizando o termo “consumir” nos referindo ao ato de comprar produtos e serviços com o nosso próprio dinheiro com o intuito de melhorar nossa condição, então quem realmente pode se declarar inocente do “crime” de consumismo?

Condenando a prosperidade

Toda a história do debate de idéias sempre girou em torno de como criar algum sistema que servisse mais ao homem comum do que apenas às elites, aos governantes e aos poderosos. Quando a economia de mercado — e sua estrutura capitalista — surgiu, esse tão sonhado sistema havia finalmente sido descoberto.

Com o subsequente advento da ciência econômica, passamos a entender como tudo isso funciona. E começamos finalmente a entender como é que bilhões de escolhas econômicas voluntárias e não planejadas por nenhum comitê de planejamento centralizado podem conspirar para criar um belo sistema global de produção e distribuição que servem a todos os indivíduos.

E como os intelectuais respondem a isso? Denunciando o sistema exatamente pelo “crime” de ele fornecer um excesso de coisas e de, com isso, incitar os desejos “consumistas” das massas.

Algumas pessoas estão se endividando para comprar coisas supérfluas sem as quais elas podem viver perfeitamente bem? Certamente. Mas isso é motivo para condenar todo esse arranjo maravilhoso? A culpa não deveria ser apenas individual?

Ademais, quem é que deve decidir de maneira inquestionável o que é uma necessidade e o que é um mero desejo? Um ditador onisciente à frente de um comitê de planejamento? Como podemos garantir que os desejos dele estarão de acordo tanto com as minhas necessidades quanto com as suas?

Em uma economia de mercado, desejos e necessidades estão interligados, de modo que as necessidades de uma pessoa são satisfeitas justamente porque os desejos de outras pessoas foram realizados.

Um exemplo prático de uma maravilha diária

Eis um exemplo que vivenciei recentemente.

Minha neta estava desesperadoramente doente, o que fez com que meu desejo mais premente fosse levá-la a um médico. Seu consultório ficava aberto até tarde, assim como a drogaria imediatamente ao lado. Ainda bem. Fui ao consultório, recebi a indicação do remédio, fui à farmácia ao lado e já saí de lá com o remédio e todos os demais materiais necessários para restaurar a saúde dela. Ninguém vai me dizer que isso foi uma demanda superficial.

Mas agora é que vem o principal. A farmácia só pôde ficar aberta até tarde porque ela está localizada em um edifício comercial cujo acesso é fácil e o custo total do aluguel pode ser dividido por todos os outros estabelecimentos comerciais que alugam as outras salas desse edifício.

E quais são esses outros estabelecimentos comerciais? Cabeleireiros, manicures, sorveterias, docerias, lojas de materiais esportivos, e até mesmo uma loja que faz a decoração de festas. Ou seja, todas elas lojas que vendem coisas “superficiais”. Todas elas pagam aluguel. E isso possibilitou a existência daquela farmácia.

O edifício não teria sido construído se a incorporadora não imaginasse que ele também seria demandado para essas coisas menos urgentes, e os proprietários dos imóveis não os alugariam caso também não houvesse essas necessidades menos urgentes. E aí provavelmente aquela farmácia não estaria ali.

O mesmo raciocínio é válido para os equipamentos e a mão-de-obra utilizados no consultório médico que me atendeu. Eles são menos caros e mais acessíveis do que seriam em outras circunstâncias justamente por causa da existência de demandas não-essenciais de consumo. Por exemplo, os computadores utilizados nessa clínica eram de ponta, e isso só se tornou possível porque técnicos e empreendedores inovaram para atender às demandas de aficionados por videogames, de apostadores profissionais e de demais pessoas que utilizam a internet para fazer coisas “não-essenciais”.

E o mesmo ponto pode ser feito sobre “bens de luxo” e tecnologias de vanguarda. Os ricos são os primeiros a adquiri-los e a utilizá-los. Ao fazerem isso, os defeitos inerentes a todo e qualquer produto recém-criado vão sendo descobertos e corrigidos. Ato contínuo, os imitadores começam a surgir e o produto começa a se popularizar. Capitalistas empreendedores, em busca do lucro, começam a fornecer produtos semelhantes e mais baratos, sempre querendo se aproveitar de um nicho de mercado ainda não atendido.

Com o tempo, os preços despencam e aquela mesma tecnologia que antes estava restrita apenas aos mais ricos se torna disponível para as massas.

Pense em qualquer bem ou serviço que hoje seja amplamente tido como uma necessidade básica: você descobrirá que ele utiliza produtos, tecnologia e serviços que foram inicialmente criados para atender demandas superficiais. Por esse prisma, não é errado dizer que foram os ricos que forneceram o capital necessário para esses investimentos.

Apenas olhe ao seu redor

Talvez você pense que qualidade de vida não é algo muito importante. Afinal, é realmente importante que as pessoas tenham acesso imediato a farmácias, supermercados e produtos tecnológicos? Sim, é.

A resposta mais fácil é aquela que recorre aos direitos naturais: um indivíduo deve ter a liberdade de escolher e de consumir o que ele quiser. Mas há outra resposta, ainda mais poderosa, que está escondida em alguns dados que raramente ocupam nossas mentes.

Considere a expectativa de vida nessa nossa era do consumismo. Em 1900, as mulheres em média morriam aos 46 anos de idade, e os homens, aos 44. Hoje? As mulheres vivem até os 82, e os homens, até 79. Essa mudança se deveu a uma maior oferta de alimentos, a empregos menos perigosos, a melhores condições de saneamento e de higiene, a um maior acesso a serviços médico (os quais também melhoraram de qualidade), e a toda uma gama de fatores que contribuem para aquilo que chamamos de “padrão de vida”.

Atualmente, não apenas a mortalidade infantil despencou em decorrência da invenção de remédios e vacinas para todas aquelas doenças que matavam crianças (paralisia infantil, tuberculose, difteria, tétano, coqueluche, meningite, pneumonia, rubéola, sarampo, varicela, hepatite etc), como ainda fetos com problemas pulmonares recebem uma injeção intra-uterina e o problema é resolvido instantaneamente. Nos últimos 100 anos, a expectativa de vida aumentou 36 anos.

É fácil olhar esses números e imaginar que eles também poderiam ter sido alcançados sem capitalismo e sem mercado, mas sim com um comitê de planejamento central no qual burocratas controlariam tudo relativo à saúde ao mesmo tempo em que evitariam todo esse odioso consumismo gerado por ela. O problema é que esse tipo de planejamento central já foi tentado nos países socialistas, e seus resultados foram exatamente na direção contrária em termos de estatísticas de mortalidade. Mesmo nos países que adotaram o socialismo apenas recentemente, observa-se total regressão em todos os indicadores de bem-estar.

Conclusão

Atualmente, a crítica ao consumismo vem adornada de um manto ambientalista. Segundo essa gente, temos de praticamente voltar ao estado básico da natureza, parar de dirigir automóveis, fazer uma pilha de adubos, cultivar nossos próprios vegetais, desligar nossos computadores, e comer nozes de árvores.

Esse desejo por um retorno ao primitivismo nada mais é do que uma tentativa de dar um polimento lustroso aos inevitáveis efeitos das políticas socialistas. O que essa gente está realmente nos dizendo é que devemos amar a pobreza e odiar a fartura.

Mas a beleza da economia de mercado é que ela permite a todos uma escolha. Para aquelas pessoas que preferem morar em tendas em vez de em apartamentos com encanamento, que preferem arrancar os próprios dentes em vez de ir ao dentista, e que preferem nozes arrancadas da árvore em vez de comprar latas de nozes no supermercado, elas têm perfeitamente o direito de adotar esse estilo de vida. Nada as impede.

Mas não deixe que elas digam que são contra o “consumismo”. A nossa própria sobrevivência depende do ato de vender e comprar. Ser contra o comércio é ser contra a própria vida.

Fonte: Mises Brasil

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: SERRA LEOA RECEBE PROJETO MOVAMBA DE MICRORREDES SOLARES PARA ABASTECER 80 MIL PESSOAS SEM ENERGIA

Um projeto que vai trazer o progresso e mais qualidade de vida para comunidades pobres de Serra Leoa é o destaque desta edição da coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE. Financiado como parte do Projeto de Energia Renovável Rural (RREP) do Reino Unido após o surto de Ebola, as 32 microrredes solares totalizando 1,7 megawatts com o nome de Projeto Movamba fornecerão energia para comunidades que totalizam 80.000 pessoas – incluindo 23 centros de saúde.

Microrredes solares trazem 80 mil energia para Serra Leoa, algumas das quais ficaram sem ela por 60 anos

Lembra quando os telefones celulares precisavam de 2 a 4 horas para carregar totalmente? Se você pensou que isso era um problema, tente esperar 60 anos.

Felizmente, com os avanços da eletricidade solar, as comunidades em Serra Leoa, que estiveram fora do alcance do fornecimento de energia do estado por décadas, finalmente têm energia para chamar de seu.

Financiado como parte do Projeto de Energia Renovável Rural (RREP) do Reino Unido após o surto de Ebola, as 32 microrredes solares totalizando 1,7 megawatts com o nome de Projeto Movamba fornecerão energia para comunidades que totalizam 80.000 pessoas – incluindo 23 centros de saúde.

Uma dessas redes já está online – na comuna de Foredugu, que está sem energia regular há 60 anos.

“A luz tem razão e todos os serra-leoneses devem ter acesso à eletricidade”, disse o Exmo. Alhaji Kanja Sesay, Ministro de Energia do país em fevereiro, no comissionamento da microrrede, que acrescentou que o fornecimento de eletricidade em Foredugu e outros locais é estratégico – já que a luz está trazendo desenvolvimento econômico e melhora a vida das pessoas que vivem nas zonas rurais áreas.

Em relação à afirmação do ministro, o Projeto Movamba já registra avanços notáveis ​​no progresso rural. Atualmente, 21 das microrredes solares financiadas pelo RREP já foram iniciadas ou concluídas, totalizando 630 quilowatts-hora para 30 mil pessoas.

“Essas pessoas incluem Kadiatu Maseray, que com eletricidade acessível e confiável aumentou os lucros de seu negócio de bebidas frias em 300% e a Conakry Dee Junior School, que teve um aumento de 25% na frequência e um aumento de 235% no número de alunos que passam desde então estar conectado à sua mini-rede local ”, disse Nicole Poindexter, CEO e fundadora da Energicity Corporation , a empresa de energias renováveis ​​com sede na África Ocidental responsável pelo projeto.

O dinheiro do RREP recebido foi de apenas £ 1,25 milhão (US $ 1,72 milhão), ou o que equivale a um erro de arredondamento nos livros de grandes governos como o Reino Unido, e mostra quanto impacto subsídios como esse podem ter quando administrados corretamente.

Fonte: Good News Network

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BOAS NOTÍCIAS: O ANTINEOPLÁSICO BEXAROTENO É A NOVA VEDETE NA LUTA CONTRA O CÂNCER DE MAMA

O Bexaroteno é a nova vedete na luta contra o câncer de mama e destaque desta edição da coluna BOAS NOTÍCIAS. Bexaroteno é um medicamento antineoplásico para facilitar esse processo antes da quimioterapia que ainda é o tratamento padrão básico. Ele converte células cancerosas altamente agressivas para o formato menos agressivas. Leia o artigo completo a seguir e conheça todos os detalhes!

Médicos descobrem novo tratamento para câncer de mama agressivo

Uma equipe de médicos e cientistas do Centro Nacional do Câncer de Cingapura identificou um novo método para tratar o câncer de mama.

Ele será utilizado para o chamado triplo-negativo (CMTN), mais agressivo do que outros tipos de câncer de mama. A descoberta foi publicada na revista News Medical.

A equipe usou um medicamento antineoplásico chamado bexaroteno para facilitar esse processo antes da quimioterapia que ainda é o tratamento padrão básico.

Bexaroteno

Ser Yue Loo e seus colegas descobriram que as células cancerosas mudam entre diferentes estados celulares, incluindo mudar de menos agressivas (epiteliais) para mais agressivas (mesenquimais) e vice-versa.

Ao converter células cancerosas altamente agressivas para o formato menos agressivas, os tumores são “preparados” para responder melhor à quimioterapia, que funciona eliminando as células cancerosas.

Este processo biológico é denominado transição mesenquimal-epitelial, e a equipe usou um medicamento antineoplásico chamado bexaroteno para facilitar esse processo no trabalho pré-clínico do câncer de mama, antes da aplicação da quimioterapia.

Testes clínicos

A equipe já anunciou o início de um ensaio clínico humano, com previsão de duração de três anos, para investigar se esta abordagem funciona fora do ambiente de laboratório. O ensaio chama-se BEXMET, sigla em inglês para transição mesenquimal-epitelial induzida por bexaroteno.

O bexaroteno, vendido sob a marca Targretin, é um agente aprovado nos EUA e na Europa para o tratamento de linfoma cutâneo de células T.

“As descobertas laboratoriais publicadas em um jornal científico nem sempre se traduzem no ambiente clínico por várias razões. Para nosso estudo, existe uma versão de grau clínico do indutor de transição mesenquimal-epitelial (bexaroteno), o que facilitou significativamente a tradução direta para o cenário clínico. Esperamos que os resultados do BEXMET sejam o primeiro passo na introdução de um novo conceito no tratamento do câncer,” disse a Dra. Elaine Lim, coordenadora do estudo.

Com informações do Diário da Saúde

Fonte: Só Notícia Boa

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CIÊNCIAS: A RALPH LAUREN DESENVOLVE NOVA TECNOLOGIA SUSTENTÁVEL PARA TINGIMENTO DE TECIDOS

Um trabalho pioneiro, inédito e sensacional da Ralph Lauren é o destaque da nossa coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira. Utilizando muita ciência e tecnologia a Ralph Lauren ao lado de parceiros desenvolvedores de novas tecnologias lança uma nova maneira de tingir algodão, usando 90% menos produtos químicos, 50% menos água e 40% menos energia, numa forma sustentável de produzir tecidos. Leia o artigo completo a seguir e saiba de todos os detalhes!

Ralph Lauren oferece aos concorrentes uma nova maneira de tingir algodão, usando 90% menos produtos químicos, 40% menos energia e metade da água

Todos os anos, trilhões de litros de água são usados ​​apenas para tingir tecidos, gerando cerca de 20% das águas residuais do mundo. Não tratada, é incrivelmente poluente, por isso requer um tratamento rigoroso, demorado e caro para tornar a água reutilizável.

Recentemente, Ralph Lauren reuniu quatro inovadores líderes, incluindo a Dow, para desenvolver uma maneira de reduzir significativamente a quantidade de água, produtos químicos e energia necessários para colorir o algodão, permitindo até 90% menos produtos químicos de processamento, 50% menos água, 50% menos corante e 40% menos energia sem sacrificar a cor ou a qualidade.

O sistema Color on Demand usa um conjunto de tecnologias que permitirá a reciclagem e reutilização de toda a água do processo de tingimento, para estabelecer o sistema de tingimento de algodão “primeiro efluente zero escalável do mundo”.

Além da economia significativa de água, o Color on Demand reduz drasticamente a quantidade de produtos químicos, corantes, tempo e energia usados ​​no processo de tingimento do algodão. Mais importante ainda, o sistema utiliza o equipamento de tingimento atual já nas fábricas.

“Se quisermos proteger nosso planeta para a próxima geração, temos que criar soluções escaláveis ​​que nunca foram consideradas antes. Isso requer uma colaboração profunda e às vezes inesperada e uma vontade de quebrar as barreiras da exclusividade ”, disse Halide Alagöz, Diretor de Produtos e Sustentabilidade da Ralph Lauren.

De acordo com um comunicado da empresa , “Para implementar sua abordagem inovadora, a Ralph Lauren reuniu quatro inovadores em seus respectivos campos, incluindo a Dow, líder em ciência de materiais; Jeanologia, líder em soluções sustentáveis ​​para vestuário e acabamento de tecidos, com alta expertise em tingimento de roupas e sistemas de tratamento de água de circuito fechado; Huntsman Textile Effects, uma empresa química global especializada em tintas e produtos químicos têxteis; e Corob, um líder global em tecnologia em soluções de distribuição e mistura, para reimaginar cada estágio do processo de coloração e se juntar a esta missão compartilhada para criar um sistema mais sustentável e eficiente para o tingimento de algodão. ”

Como parte da primeira fase do Color on Demand, Ralph Lauren otimizou o uso do ECOFAST Pure Sustainable Textile Treatment, que é uma solução de pré-tratamento.

E trabalharam com o World Wildlife Fund para acelerar a mudança das práticas desatualizadas da indústria da moda, e em uma escala que importa.

Um manual de código aberto para mudanças

Este mês, as empresas lançaram em conjunto um manual de código aberto detalhado para criar um impacto ambiental positivo ainda mais significativo.

O manual passo a passo co-desenvolvido detalha como usar ECOFAST Pure, um tratamento de algodão catiônico desenvolvido pela Dow, que utiliza equipamentos de tingimento já existentes.

“Temos orgulho de compartilhá-lo abertamente com nossa indústria, na esperança de que ajude a transformar a forma como preservamos e usamos a água em nossas cadeias de abastecimento globais”, disse Alagöz.

Ralph Lauren começou a integrar Color on Demand em sua cadeia de suprimentos no início deste ano e primeiro lançou produtos utilizando ECOFAST Pure como parte da coleção da equipe dos EUA da empresa para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2020 em Tóquio.

“À medida que as cadeias de suprimentos da moda procuram se recuperar dos impactos da pandemia, há uma janela crítica para incorporar práticas mais sustentáveis ​​aos processos de produção”, disse Mary Draves , diretora de sustentabilidade da Dow. “Colaborando hoje para dimensionar um processo de tingimento com menos recursos, podemos ajudar a enfrentar desafios urgentes, como as mudanças climáticas e a resiliência da água, a longo prazo.”

Você pode baixar o manual e saber mais sobre o ECOFAST Pure aqui .

Em três anos, a marca Ralph Lauren pretende usar a plataforma Color on Demand para tingir mais de 80% de seus produtos de algodão sólido.

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: CIENTISTAS DÃO UM ENORME PASSO EM DIREÇÃO A PRODUÇÃO DE ENERGIA LIMPA DE HIDROGÊNIO

Cientistas da Universidade do Texas em Austin descobriram uma maneira de baixo custo de usar a energia solar para gerar a reação chave para a produção de hidrogênio como fonte de energia limpa – dividindo as moléculas de água para formar hidrogênio e oxigênio. Isso resolve a metade da equação, usando a luz solar para separar com eficiência as moléculas de oxigênio da água. Ao ler o artigo completo a seguir você saber como esses pesquisadores chegaram a essa conclusão e qual vai ser o impacto na vida das pessoas.

Produzir energia limpa de hidrogênio é difícil, mas os pesquisadores resolveram um grande obstáculo

Durante décadas, pesquisadores de todo o mundo buscaram maneiras de usar a energia solar para gerar a reação chave para a produção de hidrogênio como fonte de energia limpa – dividindo as moléculas de água para formar hidrogênio e oxigênio. No entanto, tais esforços falharam principalmente porque fazê-lo bem era muito caro e tentar fazê-lo com um custo baixo levava a um desempenho ruim.

Agora, pesquisadores da Universidade do Texas em Austin descobriram uma maneira de baixo custo de resolver metade da equação, usando a luz solar para separar com eficiência as moléculas de oxigênio da água. A descoberta, publicada recentemente na Nature Communications, representa um passo em frente em direção a uma maior adoção do hidrogênio como uma parte fundamental de nossa infraestrutura de energia.

Já na década de 1970, os pesquisadores investigavam a possibilidade de usar a energia solar para gerar hidrogênio. Mas a incapacidade de encontrar materiais com a combinação de propriedades necessárias para um dispositivo que pode realizar as principais reações químicas com eficiência evitou que ele se tornasse um método convencional.

“Você precisa de materiais que sejam bons para absorver a luz do sol e, ao mesmo tempo, não se degradem enquanto ocorrem as reações de divisão da água”, disse Edward Yu , professor do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da Escola Cockrell. “Acontece que os materiais que são bons em absorver a luz do sol tendem a ser instáveis ​​nas condições exigidas para a reação de divisão da água, enquanto os materiais estáveis ​​tendem a ser fracos na absorção de luz do sol.

“Esses requisitos conflitantes levam você a uma troca aparentemente inevitável, mas combinando vários materiais – um que absorve a luz do sol de forma eficiente, como o silício, e outro que forneça boa estabilidade, como o dióxido de silício – em um único dispositivo, esse conflito pode ser resolvido . ”

No entanto, isso cria outro desafio – os elétrons e buracos criados pela absorção da luz solar no silício devem ser capazes de se mover facilmente através da camada de dióxido de silício. Isso geralmente requer que a camada de dióxido de silício não tenha mais do que alguns nanômetros, o que reduz sua eficácia na proteção do absorvedor de silício da degradação.

A chave para esta inovação veio através de um método de criação de caminhos eletricamente condutores através de uma espessa camada de dióxido de silício que pode ser executada a baixo custo e dimensionada para altos volumes de fabricação.

UT Austin

Para chegar lá, Yu e sua equipe usaram uma técnica implantada inicialmente na fabricação de chips eletrônicos semicondutores. Ao revestir a camada de dióxido de silício com uma película fina de alumínio e, em seguida, aquecer toda a estrutura, formam-se matrizes de “picos” de alumínio em nanoescala que fazem uma ponte completa sobre a camada de dióxido de silício. Estes podem então ser facilmente substituídos por níquel ou outros materiais que ajudam a catalisar as reações de separação da água.

Quando iluminados pela luz solar, os dispositivos podem oxidar água com eficiência para formar moléculas de oxigênio, ao mesmo tempo que geram hidrogênio em um eletrodo separado e exibem excelente estabilidade sob operação prolongada. Como as técnicas empregadas para criar esses dispositivos são comumente usadas na fabricação de eletrônicos de semicondutores, eles devem ser fáceis de escalonar para produção em massa.

Aparelho experimental de divisão de água, University of Texas Austin 

A equipe entrou com um pedido provisório de patente para comercializar a tecnologia.

Melhorar a maneira como o hidrogênio é gerado é a chave para seu surgimento como uma fonte de combustível viável. A maior parte da produção de hidrogênio hoje ocorre por meio do aquecimento a vapor e metano, mas isso depende muito de combustíveis fósseis e produz emissões de carbono.

Há um impulso para o “hidrogênio verde”, que usa métodos mais ecológicos para gerar hidrogênio. E simplificar a reação de divisão da água é uma parte fundamental desse esforço.

O hidrogênio tem potencial para se tornar um importante recurso renovável com algumas qualidades únicas. Já tem um papel preponderante em processos industriais importantes e está começando a aparecer na indústria automotiva. Baterias de célula de combustível parecem promissoras em caminhões de longa distância, e a tecnologia do hidrogênio pode ser uma bênção para o armazenamento de energia, com a capacidade de armazenar o excesso de energia eólica e solar produzida quando as condições estão propícias.

No futuro, a equipe – que inclui o professor Li Ji da Fudan University – trabalhará para melhorar a eficiência da porção de oxigênio da divisão da água, aumentando a taxa de reação. O próximo grande desafio dos pesquisadores é então passar para a outra metade da equação.

“Fomos capazes de abordar o lado do oxigênio da reação primeiro, que é a parte mais desafiadora”, acrescentou Yu, “mas você precisa realizar as reações de evolução de hidrogênio e oxigênio para dividir completamente as moléculas de água, então é por isso que nosso próximo passo é olhar para a aplicação dessas idéias para fazer dispositivos para a porção de hidrogênio da reação. ”

(FONTE: UT Austin )

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: 4 AVANÇOS TECNOLÓGICOS CAPAZES DE TORNAR NOSSO PLANETA MAIS SUSTENTÁVEL

No artigo a seguir, destaque de hoje, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE trás os últimos avanços tecnológicos a favor do meio-ambiente, capazes de tornar nosso planeta mais sustentável, quais sejam: Tecnologia da Informação, Energia Solar Biocombustíveis e Tratamento da água. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes!

NATASHA PINELLI
 ATUALIZADO EM 
Dia do meio ambiente (Foto: Thinkstock)Crescimento mais equitativo e menos intensivo no uso de matérias-primas e energia (Foto: Thinkstock)

Desde 1972, o Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado em 5 de junho. A data foi estabelecida durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo, capital da Suécia, e tem como objetivo reforçar os constantes problemas ambientais enfrentados por todo o planeta, assim como a importância da preservação de seus recursos.

Foi também nessa época que o conceito de desenvolvimento sustentável começou a tomar forma. Segundo informações do livro Gestão Socioambiental Estratégica, de Luís Felipe Nascimento, Ângela Denise da Cunha Lemos e Maria Celina Abreu de Mello, logo após a realização da Conferência, diversos países começaram a estruturar órgãos ambientais e legislações que tornaram o ato de poluir uma prática ilegal. Discussões sobre a racionalização do uso de energia e a busca por combustíveis mais limpos também ganharam força.

Vale lembrar que o conceito de desenvolvimento sustentável está intimamente ligado a capacidade de atender às necessidades das sociedades atuais sem comprometer as futuras gerações. “Os princípios sugerem que é preciso desenvolver uma economia que privilegie o crescimento econômico, alterando a qualidade desse crescimento para torná-lo mais equitativo e menos intensivo no uso de matérias-primas e energia, destacando o papel dos avanços científicos, tecnológicos e inovadores”, ressalta a Profa. Dra. Anapatrícia Morales Vilha, Coordenadora da Agência de Inovação da UFABC.

Cenário atual
Passados 44 anos do evento organizado pela ONU, as dificuldades na área de preservação ambiental ainda são muitas. De acordo com um grupo* de docentes dos Cursos de Tecnologia em Saneamento Ambiental e Engenharia Ambiental da Faculdade de Tecnologia da Unicamp, a maioria dos problemas atuais está interligado aos elevados índices de consumo de recursos materiais e energéticos. A rápida elevação da temperatura média do planeta, por exemplo, é um efeito antropogênico. Ou seja, apesar de ter componentes naturais associados a eles, somos os grandes responsáveis por esse fenômeno.

Entretanto, a boa notícia é que o desenvolvimento tecnológico deixou de ser visto apenas como vilão para tornar-se um auxiliar na minimização dos efeitos negativos das atividades produtivas para o meio ambiente. Há várias inovações que favorecem a convivência mais adequada dos seres humanos com o planeta. Outro ponto positivo é que governantes, empresários e população estão assimilando a importância disso.

No entendimento dos docentes da Unicamp, os consumidores estão cada vez mais preocupados com a degradação do meio ambiente e exigem soluções menos impactantes, o que exige posicionamento e investimento das empresas. Além disso, várias universidades brasileiras têm se destacado no quesito inovação, contribuindo com soluções que trabalham pela redução do impacto ambiental.

Com a ajuda do nosso time de especialistas, selecionamos quatro inovações tecnológicas que proporcionam (ou vão proporcionar) diversos benefícios para o meio ambiente:

1. Tecnologia da Informação
O uso de satélites combinado à popularização da internet permitiu que pessoas de todo o mundo evitassem deslocamentos, antes vistos como imprescindíveis. O próprio uso do GPS e de outros aplicativos de geolocalização contribuem de maneira decisiva para a redução da emissão de CO2.

“Na área da agricultura, a utilização desses softwares ajuda na diminuição do uso de insumos, fertilizantes e pesticidas. Também é possível economizar diversas etapas no processo de plantio, o que significa menos gases lançados na atmosfera”, explica José Maria da Silveira, professor do Instituto de Economia da Unicamp.

2. Energia Solar
A energia elétrica é imprescindível para facilitar a vida das pessoas. No entanto, sua produção pode representar uma agressão considerável ao meio ambiente, tanto no caso das termoelétricas, que utilizam a queima de combustíveis fósseis, como no das hidrelétricas, que geram enormes impactos na região onde são instaladas (embora grandes avanços também estejam reduzindo o impacto dessas fontes).

Por ser uma energia abundante e inesgotável, a energia solar mostra-se uma ótima opção para a universalização da eletricidade. Pelo seu clima propício em nosso país, a previsão é que em alguns anos as placas solares tornem-se algo comum nos domicílios e até que pequenos investidores “vendam” esse tipo de energia.

3. Biocombustíveis
Ainda no ramo de fontes de energia sustentáveis, o Brasil apresenta uma produção significativa de etanol. “O cultivo de cana de açúcar cresceu bastante nos últimos tempos. São mais de 400 usinas sucroalcooleiras em todo o país”, ressalta Anapatrícia Morales Vilha.

Além de ser uma fonte renovável de energia, a produção de etanol a partir da cana apresenta uma balanço nulo de produção de CO2. Isso porque durante sua fase de crescimento, a planta sequestra a mesma quantidade de gás emitido durante a fase de fabricação e utilização do combustível.

4. Tratamento da água
O uso de tecnologia para a purificação de águas residuais é uma das principais tendências do momento. De acordo com o grupo* de docentes da Unicamp, um bom exemplo refere-se à utilização de processos oxidativos avançados no tratamento de esgotos, capaz de promover a degradação de vários poluentes, resultando, assim, em uma água de excelente qualidade.


*Contribuíram para essa matéria os seguintes docentes dos Cursos de Tecnologia em Saneamento Ambiental e Engenharia Ambiental da Faculdade de Tecnologia da Unicamp: Carmenlucia Santos Giordano Penteado, Gisela de Aragão Umbuzeiro, Luiz Carlos de Miranda Júnior e Renato Falcão Dantas.

Fonte: época negócios

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: VACAS SÃO TREINADAS PARA USAR O PENICO E AJUDAR A SALVAR O PLANETA

Pesquisadores da FBN, FLI (Alemanha) e da Universidade de Auckland (Nova Zelândia) descobriram que é possível treinar vacas para urinar no penico permitindo que os resíduos sejam coletados e tratados, limpando o celeiro, reduzindo a poluição do ar e criando fazendas mais abertas e amigáveis ​​aos animais. Urina e fezes se combinam para criar amônia, um gás de efeito estufa indireto. Os micróbios a convertem em óxido nitroso, o terceiro gás de efeito estufa mais importante depois do metano e do dióxido de carbono. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa descoberta!

Vacas estão sendo treinadas para salvar o planeta – pesquisadores que amam animais ficam impressionados com os resultados

Em uma fazenda onde as vacas se alimentam livremente enquanto pastam, o acúmulo e a disseminação de resíduos frequentemente contamina o solo local e os cursos d’água. Isso pode ser controlado confinando as vacas em estábulos, mas nesses locais próximos sua urina e fezes se combinam para criar amônia, um gás de efeito estufa indireto. Em um artigo publicado em 13 de setembro na revista  Current Biology , os pesquisadores mostram que as vacas podem ser treinadas para usar o penico, permitindo que os resíduos sejam coletados e tratados, limpando o celeiro, reduzindo a poluição do ar e criando fazendas mais abertas e amigáveis ​​aos animais .

“Normalmente, presume-se que o gado não é capaz de controlar a defecação ou a micção”, diz o coautor Jan Langbein, psicólogo animal do Instituto de Pesquisa para Biologia de Animais de Fazenda (FBN) na Alemanha, mas ele e sua equipe questionaram esse pensamento. “O gado, como muitos outros animais ou animais de fazenda, é muito esperto e pode aprender muito. Por que eles não deveriam aprender a usar um banheiro? ”

Para treinar bezerros, um processo que eles apelidaram de treinamento MooLoo, a equipe de pesquisa com cientistas da FBN, FLI (Alemanha) e da Universidade de Auckland (Nova Zelândia) trabalhou ao contrário. Eles começaram recompensando os bezerros quando urinavam na latrina e, em seguida, permitiram que os bezerros se aproximassem das latrinas quando precisassem urinar.

A amônia produzida nos dejetos das vacas não contribui diretamente para a mudança climática, mas quando é lixiviada para o solo, os micróbios a convertem em óxido nitroso, o terceiro gás de efeito estufa mais importante depois do metano e do dióxido de carbono. A agricultura é a maior fonte de emissões de amônia, com a pecuária respondendo por mais da metade dessa contribuição.

“É preciso tentar incluir os animais no processo e treiná-los para seguir o que devem aprender”, diz Langbein. “Achamos que deveria ser possível treinar os animais, mas não sabíamos até que ponto.”

Para encorajar o uso da latrina, os pesquisadores queriam que os bezerros associassem a micção fora da latrina com uma experiência desagradável. “Como punição, primeiro usamos fones de ouvido intra-auriculares e tocamos um som muito desagradável sempre que urinavam fora”, diz Langbein. “Nós pensamos que isso puniria os animais – não muito aversivamente – mas eles não se importaram. No final das contas, um jato de água funcionou bem como um meio de dissuasão suave. ”

FBN

Ao longo de algumas semanas, a equipe de pesquisa treinou com sucesso 11 dos 16 bezerros no experimento – que foi publicado na Current Biology .

Notavelmente, os bezerros mostraram um nível de desempenho comparável ao das crianças e superior ao das crianças muito pequenas.

Langbein está otimista de que com mais treinamento essa taxa de sucesso pode ser melhorada ainda mais.

“Depois de dez, quinze, vinte anos de pesquisa com gado, sabemos que os animais têm personalidade e lidam com as coisas de maneira diferente. Eles não são todos iguais. ”

Agora que os pesquisadores sabem como treinar vacas, eles querem transferir seus resultados para alojamentos de gado reais e sistemas ao ar livre. Langbein espera que “em alguns anos todas as vacas vão ao banheiro”, diz ele.

Fonte: Cell Press

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: RETIRAR CO2 DIRETAMENTE DA ATMOSFERA E ARMAZENÁ-LO NO SUBSOLO É A PROPOSTA DA MAIOR FÁBRICA DO MUNDO NA ISLÂNDIA

Remover milhões de toneladas de CO2 da atmosfera até o final da década é a proposta da “maior” fábrica do mundo, construída exclusivamente com esse objetivo e acaba de entrar em operação na Islândia. A empresa islandesa Carbfix, retira CO2 do ar antes de separar o carbono do oxigênio, misturando-o com a água e enviando-o no subsolo profundo em formações de rocha basáltica onde se mineraliza. Convido você a ler o artigo completo a seguir e ficar por dentro dos detalhes dessa incrível invenção!

Acende-se a maior fábrica do mundo para sugar carbono do céu e armazená-lo por milhões de anos na Islândia

A “maior” fábrica do mundo, construída exclusivamente com o objetivo de extrair dióxido de carbono da atmosfera e armazená-lo, acaba de entrar em operação na Islândia.

Construída no parque geotérmico em Hellisheidi, a empresa espera que isso seja apenas um trampolim necessário para ampliar o modelo por um fator de 80 e, assim, remover milhões de toneladas de CO2 até o final da década.

A solução climática mais direta possível, a fábrica Orca , apenas uma das várias soluções para mudanças climáticas oferecidas pela firma islandesa Carbfix, retira CO2 do ar antes de separar o carbono do oxigênio, misturando-o com a água e enviando-o no subsolo profundo em formações de rocha basáltica onde se mineraliza.

Com 16 locais de reciclagem de CO2, a Climeworks, a empresa suíça que forneceu à Orca os ventiladores de entrada de CO2, está extremamente animada por ter participado de um projeto que removerá o carbono permanentemente, ao invés de apenas reciclá-lo. Eles dizem que a tecnologia verde pode ser reproduzida facilmente e em escala, em qualquer lugar onde haja energia renovável e armazenamento disponível. O Orca foi construído ao lado de uma usina geotérmica local, portanto, funciona totalmente com energia renovável.

A empresa diz que pode retirar 4.000 toneladas de CO2 da atmosfera todos os anos, o equivalente a tirar 870 carros das estradas. Por si só, é um pequeno impacto para os US $ 10-15 milhões necessários para construir, mas como as empresas são cada vez mais pressionadas a fornecer compensações de carbono para suas operações, a tecnologia oferece um grande apelo se os custos caírem e a produção aumentar.

Por exemplo, compensar as emissões plantando árvores é ótimo, mas leva 50 anos para uma árvore reunir CO2 suficiente para realmente sequestrá-lo. Se a árvore morrer antes desse período, é como se a empresa não tivesse feito nada.

Uma empresa canadense, Carbon Engineering , que recebeu US $ 25 milhões em financiamento do governo, está construindo uma tecnologia que captura diretamente o CO2 do ar e o armazena como gás comprimido, ou cria um combustível quase neutro em carbono.

Atualmente, eles estão construindo o que chamam de a maior usina de captura direta de ar do mundo no sudoeste dos Estados Unidos que, quando operacional, removerá mais de 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono da atmosfera a cada ano, cerca de 40 milhões de árvores maduras.

Mas, para a Carbfix, saber que o carbono está armazenado na forma de rochas ígneas ou metamórficas nas profundezas do subsolo, onde não surgirá por centenas de milhões de anos, é a forma mais verificável de demonstrar seu compromisso em lidar com a crise climática.

Fonte: Good News Network

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BOAS NOTÍCIAS: OSCAR DO DESIGN VAI PARA DOIS BRASILEIROS POR UMA POLTRONA BIODEGRADÁVEL

Dois estudantes brasileiros, Gislaine Lao e Felipe de Carvalho Ishiy, ganham Oscar do design, depois de apresentarem poltrona biodegradável no IF Design Talent Award 2021, que é considerado o Oscar do design mundial. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer o processo de fabricação dessa nova invenção brasileira!

Brasileiros ganham Oscar do design com poltrona biodegradável

Dois estudantes do Paraná ganharam o Oscar do Design com uma poltrona de biofilme bacteriano, biodegradável ao couro, que ‘não fere’ animais.

O móvel que se chama ‘Não Fere” é resultado do trabalho de conclusão de curso dos estudantes Gislaine Lao e Felipe de Carvalho Ishiy, recém formados em Design de Produtos.

Os jovens da Universidade Federal do Paraná, UFPR, foram premiados pelo IF Design Talent Award 2021, que é considerado o Oscar do design mundial.

Ativismo ecológico

O reconhecimento máximo veio em junho: a poltrona foi uma dos 86 projetos, entre os 5,3 mil apresentados, consagrados pelo iF.

O trabalho foi o único representante da América Latina na competição alemã e foi considerado inteligente e inovador pelo júri internacional.

“Nosso propósito sempre foi fazer algo para os animais”, conta Ishiy, que é vegetariano, assim como a colega. “Mas os animais não precisam de mais produtos.

Então pensamos: como o design está interferindo na vida dos animais? E chegamos à indústria do couro e de peles”, completa Lao.

“A ideia foi evoluindo até percebermos que já existe carne sintética e vegetal, mas poucas opções que substituam o couro”, conclui Ishiy.

Ele destaca que mesmo os couros sintéticos ou a base de planta geralmente têm algum tipo de polímero adicionado, que poluem o meio ambiente e, por consequência, não são sustentáveis.

Ideia 

Os estudantes seguiram a área conhecida como biodesign ou design with the living – design com viventes, sob orientação da professora Elisa Strobel.

Eles iniciaram testes com a kombucha. Substituíram o chá por borra de café, para reaproveitar sobras de cafeterias que seriam descartadas, e aproveitaram também o resíduo de açúcar.

“Aí, colocamos na água, fervemos, coamos e transferimos para um recipiente.

O biofilme se desenvolve no formato do recipiente, na superfície do líquido, e tem a espessura de 1,5 centímetro”, descreve Lao.

Em seguida, eles recolhem o biofilme, lavam com detergentes para matar as bactérias e estendem em cima de um couro sintético para imprimir a textura.

Processo e preço

No total, o processo leva 3 semanas, duas para desenvolver o biofilme e uma para secar e tratar o produto. Outro diferencial é o cheiro.

“Quem trabalha com esse material relata que ele tem um cheiro avinagrado, mas o nosso tem um cheiro mais adocicado”, observa Ishiy.

Ele estima que o produto custe cerca de R$ 150 o metro, com uma tiragem máxima de 1,40m por 1,60m.

Para fazer a poltrona, foram usados quase 3 metros.

“O mais custoso é a manutenção e a obtenção dos insumos, pois precisamos de alguém para buscar, fazer a limpeza e a higienização, tudo no mesmo dia. É um valor alto, mas como é um material novo, não é tão caro”, explica.

“E gasta bem menos água. Usamos cerca de 10 litros de água por metro, enquanto o couro bovino requer de 8 a 10 mil litros.”

Fase de testes e propostas

Embora tenham recebido ofertas e propostas de empresas interessadas em desenvolver o material em larga escala, os designers explicam que o biofilme segue em fase de testes.

“É um material novo, ainda estamos aprendendo a trabalhar com ele”, justifica Ishiy. Além da poltrona, eles também fizeram uma bolsa e uma carteira.

A primeira ainda existe e, após quase dois anos, permanece com a mesma textura e o mesmo odor.

Mas a carteira não sobreviveu. Já a poltrona teve o conceito de biodegradabilidade posto à prova: a dupla aplicou fungos para verificar em quanto tempo ela se desintegraria.

Em um mês, a “Não Fere” teve sua breve — mas inesquecível — história encerrada.

Com informações da Galileu

Fonte: Só Notícia Boa

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: UM CARRO FUTURISTA QUE COME POLUIÇÃO PARA AJUDAR O MEIO AMBIENTE

Um carro radicalmente diferente e futurista é o destaque da nossa coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta quarta-feira. O carro com aparência esquisita foi projetado para eliminar a poluição do ar enquanto é dirigido. O design radical pretende abordar a questão da poluição e também ajudar a resolver a “crise espacial” evidenciada pela pandemia de covid-19. Você precisa ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes desse projeto incrível!

Por BBC

 

O carro futurista que 'come' poluiçãoGetty Images via BBC

Um carro que foi projetado para eliminar a poluição do ar enquanto é dirigido foi exibido no Festival de Velocidade de Goodwood, no Reino Unido.

Criado pelo designer britânico Thomas Heatherwick, o Airo deve entrar em produção na China em 2023 — e a ideia é fabricar um milhão deles.

O design radical pretende abordar não apenas a questão da poluição, mas também ajudar a resolver a “crise espacial” evidenciada pela pandemia de covid-19.

Os críticos não estão convencidos, no entanto, de que o automóvel possa ser mais do que um carro-conceito.

Apesar de ter desenhado a nova versão do icônico ônibus Routemaster de Londres, Heatherwick é mais conhecido por projetos arquitetônicos, como a sede do Google na Califórnia e em Londres.

Ele disse à BBC que embora nunca tivesse projetado um carro antes, ficou intrigado com o briefing do projeto.

“Quando eu cresci, os valores do design eram manifestados por meio dos carros, fosse o [Ford] Sierra dos anos 1980, o [Fiat] Panda, algumas ideias importantes estavam surgindo por meio dos carros.”

“Quando fomos abordados pela IM Motors na China, dissemos que não éramos designers de automóveis, e eles falaram: ‘É por isso que queremos vocês’.”

O carro — que foi apresentado pela primeira vez no salão de Xangai em abril — tem um grande teto de vidro, e seu interior foi projetado para se parecer com uma sala, com cadeiras ajustáveis ​​que podem ser transformadas em camas e uma mesa de centro destinada a reuniões ou refeições.

O interior do Airo pretende ser mais uma sala do que um carro — Foto: Getty Images via BBCO interior do Airo pretende ser mais uma sala do que um carro — Foto: Getty Images via BBC

O volante está escondido no painel, e o exterior do veículo é texturizado, com uma série de ondulações ou saliências.

“Os fabricantes de automóveis estão se atropelando para fazer carros elétricos, mas um carro elétrico novo não deve ser apenas outro com um visual diferente”, diz Heatherwick.

Além de querer refletir o fluxo de ar sobre o carro com seu exterior ondulado, a grade frontal será equipada com um filtro de ar que “coletará o equivalente a uma bola de tênis de material particulado por ano”, acrescenta ele à BBC.

“Pode não parecer muito, mas pense em uma bola de tênis em seus pulmões. Isso contribui para limpar o ar, e com um milhão de veículos só na China, faz diferença.”

Incorporar esta tecnologia é “o próximo estágio de desenvolvimento”, segundo ele.

Está previsto que tenha tanto um modo autônomo quanto controlado pelo motorista.

“Não consigo ver como este carro pode dar uma contribuição significativa para resolver os vários problemas associados à posse e uso de automóveis”, diz à BBC Peter Wells, professor de negócios e sustentabilidade no centro de pesquisa da indústria automotiva da Cardiff Business School, no País de Gales.

“A contribuição desse carro para a limpeza do ar de nossos poluídos centros urbanos seria tão pequena que seria impossível medir.”

“Isso fica logo evidente se você comparar o volume de ar que provavelmente passará pelo sistema de filtragem do carro com o volume total de ar.”

Nova sala?

A segunda grande ideia por trás do design do carro é como um espaço alternativo para uso dos proprietários.

“A covid levantou a questão da crise de espaço. Muitos de nós vivemos em apartamentos e casas e precisamos de mais espaço, de um escritório ou espaço para estudo”, diz Heatherwick.

Com um bilhão de carros no mundo que são usados ​​por cerca de apenas 10% do tempo, há espaço para eles se tornarem “imóveis valiosos”, completa.

Fonte: G1

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: O FERRO E O ENXOFRE PODEM SER A SOLUÇÃO DO MEIO AMBIENTE

Alguns elementos da tabela periódica se utilizados da forma correta podem ser a solução para o meio ambiente. o dióxido de enxofre funcionaria como uma capa protetora da radiação nociva. espalhar Enxofre na estratosfera e induzir à formação de dióxido de enxofre (SO2): este composto teria a capacidade de refletir os raios incidentes do sol, desviando seu curso e evitando que chegassem a Terra. A iniciativa é maravilhosa e as soluções estão a cada dia mais próximas.

Soluções para o meio ambiente

Enxofre: elemento que evita a incidência da radiação solar.Enxofre: elemento que evita a incidência da radiação solar.

A maior preocupação dos ambientalistas é referente ao assustador aumento no índice de CO2 (gás carbônico) na atmosfera atual. Este gás é responsável pelo aquecimento global (efeito estufa). Apresentamos aqui a aplicação de elementos químicos como alternativa para diminuir as taxas de CO2.

Enxofre (S) na estratosfera

O gás dióxido de carbono (CO2) é um agravante do aquecimento solar. O CO2 absorve radiação infravermelha e a emite na superfície da Terra, esta então além de receber a energia proveniente do sol ainda recebe esta cota de energia extra.

Esta proposta consiste em espalhar Enxofre na estratosfera e induzir à formação de dióxido de enxofre (SO2): este composto teria a capacidade de refletir os raios incidentes do sol, desviando seu curso e evitando que chegassem a Terra. Isso causaria uma diminuição significativa no aquecimento global.

Se este método funcionasse, o dióxido de enxofre funcionaria como uma capa protetora da radiação nociva.

Ferro (Fe) no fundo do mar

As algas presentes no fundo dos oceanos são eficientes quando o assunto é absorver dióxido de carbono. Um aumento da população de plânctons (que são pequenas algas) seria interessante para a diminuição de CO2 atmosférico, o que fazer então?

Estudos mostram que mares com grande concentração de Ferro apresentam mais plânctons. A ideia de fertilizar os mares com Ferro é multiplicar esta população de algas para que se tornem verdadeiras faxineiras de nossa atmosfera.

Através das alternativas propostas podemos perceber que os elementos Ferro e Enxofre são soluções para a melhoria do planeta, e diante de tantas ameaças ambientais, toda ideia é bem vinda.

Dióxido de carbono: vilão da atmosfera

Publicado por Líria Alves de Souza
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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: PYRUS É A NOVA ALTERNATIVA DE MADEIRA FEITA A PARTIR DA KOMBUCHÁ

Olha ai a Kombuchá dando a sua contribuição para o meio ambiente. É o nosso destaque desta sexta-feira, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE. Pyrus, uma maneira de usar a celulose bacteriana – o principal componente da madeira – para formar um material alternativo que imita madeiras exóticas encontradas na Floresta Amazônica. O objetivo final da Pyrus é substituir os produtos de madeira caros e sofisticados, que atualmente são grandes responsáveis ​​pelo desmatamento. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer essa nova tecnologia que vai fazer madeira sem cortar árvores!

Alternativa de madeira feita de forma sustentável a partir de resíduos de Kombuchá ganha o prêmio Dyson de 2021

Pyrus, Dyson Awards 2021

O vencedor do American James Dyson Award deste ano, Gabe Tavas, aborda o desmatamento com sua invenção, Pyrus. Sua missão é simples: fazer madeira sem cortar árvores.

Ao abraçar um equilíbrio entre natureza e design, Gabe encontrou uma maneira de usar a celulose bacteriana – o principal componente da madeira – para formar um material alternativo que imita madeiras exóticas encontradas na Floresta Amazônica.

Gabe afirma que sua ambição de criar uma mudança global veio do que ele chama de “influência imigrante”.

Sua mãe, agora advogada de imigração, mudou-se de Cuba para os Estados Unidos ainda criança, e seu pai, das Filipinas, aos 17 anos.

“Comecei a considerar o empreendedorismo quando era adolescente e senti uma urgência em resolver problemas globais de sustentabilidade”, diz Gabe. Nascido e criado em Chicago, Gabe ansiava por mais tempo na natureza e encontrou seu refúgio em Saint Paul Woods em Morton Grove, IL.

“Crescer na cidade não tem muitas expressões da natureza que podem ser estressantes. As florestas fornecem uma fuga. É meu lugar favorito para meditar, e pensar em perdê-lo porque éramos muito pequenos me dói em um nível visceral. ”

Cada pedaço de madeira possui dois ingredientes essenciais: a celulose, que fornece sua forma e estrutura básicas, e a lignina, que atua como cola para todos os demais componentes. Algumas empresas de kombuchá usam microorganismos que produzem folhas coerentes de celulose por cima do líquido.

Para fazer Pyrus, essas folhas de celulose são misturadas a uma consistência uniforme e, em seguida, incorporadas em um gel. Conforme o gel seca, ele endurece e é colocado sob uma prensa mecânica para formar uma folha plana de material semelhante a madeira. Esse material pode então ser lixado, cortado e revestido com resinas, assim como suas contrapartes baseadas em árvores.

Embora existam várias empresas criando materiais alternativos de madeira, muitas estão usando serragem. Utilizar a serragem ainda envolve o corte de árvores e danifica o ecossistema natural, mas também apresenta sérios riscos à saúde daqueles que ficam expostos a ela.

A serragem é um irritante que pode afetar seus olhos, nariz e garganta e, em exposições de longo prazo, pode até  causar câncer .

Com o Pyrus, nenhuma árvore é cortada e nenhum óleo perigoso está sendo usado. A Pyrus usa resíduos de kombuchá, que são ecologicamente corretos e criados de forma sustentável, para criar uma celulose que produz madeira de maneira sustentável. O objetivo final da Pyrus é substituir os produtos de madeira caros e sofisticados, que atualmente são grandes responsáveis ​​pelo desmatamento.

No ano passado, Gabe produziu 74 amostras de madeira Pyrus em uma variedade de cores e texturas. O Pyrus foi testado em vários equipamentos comumente encontrados em marcenarias e makerpaces, todos com a orientação e feedback positivo consistente de marceneiros profissionais. Mantendo a versatilidade da madeira, Pyrus pode ser transformado em joias, palhetas de violão e porta-copos.

Ganhar a etapa nacional do Prêmio James Dyson injetará US $ 2.600 no projeto de Gabe. Ele planeja usar o dinheiro do prêmio para expandir suas instalações de produção e desenvolver processos de impressão 3D. Em última análise, Gabe quer que o Pyrus seja transformado em vários produtos ecológicos que atendam às necessidades do consumidor e sejam comercialmente viáveis.

Sam Sheffer, três vezes juiz do Prêmio James Dyson e Influenciador de Tecnologia, disse o seguinte sobre o prêmio e o vencedor deste ano:

“Há vários anos julgo o JDA e sempre fico cativado pelas invenções que esses jovens engenheiros apresentam. As inscrições de 2021 foram algumas das mais competitivas que já vi. Pyrus se destacou porque está resolvendo um problema com o qual todos podemos nos relacionar com os resíduos de um produto que a maioria de nós consome todos os dias. Estou animado para ver todas as maneiras inovadoras de Pyrus evoluir sob a liderança criativa e talentosa de Gabe. ”

Pyrus irá progredir para o estágio internacional do Prêmio James Dyson. A shortlist internacional será anunciada em 13 de outubro e os vencedores internacionais em 17 de novembro.

ASSISTA o vídeo sobre essa inovação abaixo.)

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: O HIDROGÊNIO E A ELETRICIDADE VERDE CHEGAM PARA DESBANCAR O CARVÃO

A Volvo, empresa sueca de veículos produz o primeiro lote de ‘aço verde’ feito sem usar carvão. O velho minério será substituído pelo método da HYBRIT que usa hidrogênio e eletricidade verde para criar as altas temperaturas e o carbono necessários para substituir o carvão em seu aço. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer essa grande novidade!

Empresa sueca entrega à Volvo o primeiro lote de ‘aço verde’ feito sem usar carvão

Um quarteto de empresas de manufatura conseguiu criar o primeiro aço sem combustível fóssil do mundo na Suécia, grande parte do qual irá direto para as fundições da Volvo para criar os primeiros carros já feitos com “aço verde”.

É um primeiro passo massivo para descarbonizar uma indústria de carbono pesado, já que a siderurgia mundial é responsável por 8% de todas as emissões de CO2 resultantes da necessidade de carvão no processo de fabricação, e as empresas envolvidas na descoberta representam 10% das emissões da Suécia e 7% da Finlândia.

Desde o período dos Reinos Combatentes na China Antiga e na Índia e no Sri Lanka quatro séculos antes disso , os metalúrgicos entenderam que para pegar um metal útil, o ferro, e transformá-lo em uma liga superior, o aço, eles precisavam de muito calor e um pouco de carvão.

Hoje, esse carvão está sendo substituído por hidrogênio pela empresa de risco sueca HYBRIT, de propriedade da siderúrgica sueca SSAB, a concessionária estatal Vattenfall e a empresa de mineração LKAB.

O método da HYBRIT usa hidrogênio e eletricidade verde para criar as altas temperaturas e o carbono necessários para substituir o carvão em seu aço.

A esperança deles é fazer com que o aço verde nas carrocerias dos carros Volvo o mais rápido possível e no mercado de circulação global já em 2026.

“O primeiro aço livre de fósseis do mundo não é apenas um avanço para a SSAB, mas representa a prova de que é possível fazer a transição e reduzir significativamente a pegada de carbono global da indústria siderúrgica. Esperamos que isso inspire outros a também querer acelerar a transição verde ”, disse Martin Lindqvist, presidente e CEO da SSAB.

Quase sem se apoiar nessa conquista notável, a HYBRIT e seus patrocinadores estão procurando garantir que a usina siderúrgica e as caldeiras necessárias para aquecer o hidrogênio a 1.000 ° C (1.832 ° F) para que seu processo de fabricação seja operado por fontes de energia sem combustível fóssil.

Eles estão focados em aquecimento elétrico a gás e sua planta em Luleå, Suécia, testará uma caldeira de 250 quilowatts. Se der certo, uma versão em megawatt será desenvolvida.

“Este é um dos muitos passos empolgantes entre todo o desenvolvimento ocorrendo dentro da cadeia de valor livre de fósseis”, afirmou Eva Vitell, GM da Hybrit Development AB.

O minério de ferro para a fabricação de aço é a segunda commodity mais comercializada no mundo, atrás apenas do petróleo bruto, e qualquer desenvolvimento no sentido de tornar esse processo mais verde representa um grande potencial de redução de emissões.

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: NO ÁRTICO BACTÉRIAS MARINHAS SÃO CAPAZES DE DEGRADAR PETRÓLEO E DIESEL

Um extraordinária notícia que vem do ártico animou os cientistas e pesquisadores e soou como um alívio diante do avanço das atividades da indústria de petróleo e do setor de navegação nessa área. Eles descobriram que bactérias marinhas nas águas geladas do Ártico canadense são capazes de biodegradar petróleo e óleo diesel. A notícia destaque da coluna ECOLOGIA & MEIO AMBIENTE é tão boa que merece que você a leia completa.

Bactérias conseguem biodegradar petróleo e diesel no Ártico canadense

Notícia é um alívio diante do avanço das atividades da indústria do petróleo e do setor de navegação nessa área

O degelo no Ártico está estimulando a chegada à região da indústria petroleira e de do setor de navegação, ampliando os riscos de vazamento de óleo. Crédito: Noaa/Flickr

Bactérias marinhas nas águas geladas do Ártico canadense são capazes de biodegradar petróleo e óleo diesel, de acordo com um novo estudo publicado na revista Applied and Environmental Microbiology, da American Society for Microbiology.

O sequenciamento genômico revelou potencial inesperado para biorremediação de hidrocarbonetos em linhagens de bactérias, incluindo ParaperlucidibacaCycloclasticus e Zhongshania, disse o coautor Casey Hubert, professor associado de geomicrobiologia da Universidade de Calgary (Canadá). Esses microrganismos “podem representar os principais participantes na resposta aos derramamentos de óleo no Ártico”.

“O estudo também confirmou que o fornecimento de nutrientes pode aumentar a biodegradação de hidrocarbonetos sob essas condições de baixa temperatura”, disse Hubert.

Benefícios e riscos

“Essas águas permanentemente frias estão vendo uma atividade industrial crescente relacionada ao transporte marítimo e às atividades do setor de petróleo e gás offshore”, afirmou Hubert a respeito do impulso para esse trabalho.

Sean Murphy, aluno de Hubert e que cresceu na região, instigou o projeto. Murphy, cientista aquático que atua na consultoria ambiental ERM Canada, notou o benefício que o petróleo em alto-mar trouxe para as pessoas da Terra Nova e do Labrador, mas ficou profundamente preocupado com o derramamento de óleo da plataforma Deepwater Horizon no Golfo do México. Então, concentrou sua pesquisa de mestrado no Mar de Labrador para “ajudar a informar estratégias futuras de mitigação de derramamento de óleo (…) em temperaturas frias na região.”

A costa do Labrador, onde o estudo foi realizado, é importante para os povos indígenas que dependem do oceano para se alimentar. Diferentemente do que ocorre nas latitudes mais baixas, existe no extremo norte uma escassez de pesquisas sobre biorremediação, observou Hubert.

Respostas da natureza

“À medida que a mudança climática estende os períodos sem gelo e o aumento da atividade industrial ocorre no Ártico, é importante entender as maneiras pelas quais o microbioma marinho ártico responderá se houver derramamento de óleo ou combustível”, disse Hubert. Isso é especialmente importante, pois “essa região permanece vasta e remota, de modo que a resposta de emergência a derramamentos de óleo seria complicada e lenta”.

No estudo, os pesquisadores simularam a remediação de derramamento de óleo dentro de garrafas, combinando a lama dos primeiros centímetros do fundo do mar com água do mar artificial e com diesel ou óleo cru, junto com diferentes aditivos de nutrientes em concentrações variadas.

Os experimentos foram realizados a 4°C, em aproximação à temperatura no Mar do Labrador, e ocorreram durante várias semanas. “Nossas simulações demonstraram que bactérias degradadoras de óleo de ocorrência natural no oceano representam as primeiras respostas da natureza a um derramamento de óleo”, disse Hubert.

Fonte: Revista Planeta

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: TURBINAS EÓLICAS NO ALTO DOS PRÉDIOS PARA GERAR ENERGIA LIMPA

A tecnologia está se aprimorando dia a dia e já é possível instalar turbinas eólicas no topo dos prédios das grandes cidades. Veja no artigo a seguir como isso é possível. A Natureza agradece!

Cidades podem gerar energia eólica com turbinas no alto dos prédios

Análise das condições do vento no alto de um edifício do centro de São Paulo mostra que é possível gerar energia eólica local usando turbinas de pequeno porte

Ventos que incidem em centros urbanos como São Paulo (acima), em meio aos prédios, também podem ser fontes de energia limpa e renovável. Crédito: Pikrepo

Pesquisa feita no Instituto de Energia e Ambiente (IEE), em parceria com o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), ambos da USP, desmistifica a ideia de que a energia eólica possa ser gerada apenas por turbinas gigantes instaladas em áreas abertas, onde os ventos são constantes e unilaterais. O estudo mostrou que os ventos que incidem em centros urbanos, em meio aos prédios, também podem ser fontes de energia limpa e renovável. Essa foi a conclusão de uma dissertação de mestrado cuja proposta foi avaliar o potencial eólico de instalação de aerogeradores de pequeno porte (APPs) em um edifício localizado na região central de São Paulo, onde as condições do vento são instáveis, turbulentas e de baixa velocidade devido à presença de obstáculos.

“No Brasil, a produção de energia eólica vem se expandindo cada vez mais. Porém, o crescimento ainda é bastante limitado, principalmente a produção em pequena escala, voltada para os centros urbanos, em sistemas eólicos on-grid – conectados diretamente à rede elétrica”, explica ao Jornal da USP o engenheiro elétrico e autor da pesquisa, Leonardo Alberto Hussni Silva. A falta de dados confiáveis sobre a dinâmica dos ventos nas cidades que pudessem demonstrar a previsibilidade de fontes eólicas em topos de edifícios levou Hussni, mestrando do IEE, ao desenvolvimento do estudo.

Modelos de aerogeradores de pequeno porte utilizados na pesquisa. Crédito: foto cedida pelo pesquisador

Dados da pesquisa

Os sensores para coleta de dados anemômetros – a direção do vento, a velocidade, a intensidade, a constância e a temperatura – foram colocados em torres meteorológicas instaladas no topo do prédio de 18 andares da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, no bairro da Sé, zona central de São Paulo. As medições ocorreram de 2014 a 2018. Diariamente, a cada cinco minutos, por um período de quatro anos, essas variáveis, que ajudam a estimar a capacidade de geração de energia do aerogerador, foram captadas e analisadas.

Compilados os dados eólicos, a velocidade média do vento encontrada durante o período analisado foi de 3,92 m/s (metros por segundos). Nos meses de setembro, outubro e novembro, a velocidade dos ventos atingiu os melhores índices, em torno de 5,0 m/s, entre os horários de 13 e 20 horas. Já os meses de maio, junho e julho ficaram com os piores índices.

Com os dados em mãos, o pesquisador cruzou as variáveis encontradas com a curva de potência (gráfico que indica qual será a potência elétrica disponível no aerogerador para diferentes velocidades de vento) fornecida pelo fabricante de quatro modelos de aerogeradores de pequeno porte – Skystream 3.7, Proven 2.5, Raum 3.5 e Hoyi 300. Desses modelos, a turbina que melhor teve eficiência energética foi a Proven 2.5, com a geração de energia estimada em 4.330 kilowatts (kWh)/ano. Assumindo que o consumo residencial médio no Brasil seja em torno de 152 kWh/mês, seria possível abastecer com folga duas residências com a energia gerada pela Proven.

TURBINA ÉOLICAPREÇO (R$)INSTALAÇÃO (R$)GERAÇÃO DE ENERGIA (KWH/ANO)FATOR DE CAPACIDADETEMPO DE VIDA
Skystream 3.728.000,005.000,001.4819.40%20 anos
Raum 3.539.778,303.000,002.1116.90%20 anos
Proven 2.540.275,703.000,004.33019.80%20 anos
Hoyi 30032.745,803.000,000.53020,20%20 anos

 

O prazo para o retorno do investimento, caso o aerogerador Proven 2.5 fosse instalado no local, seria relativamente alto, demoraria em torno de 16 anos para que o equipamento (R$ 40 mil) e a instalação (R$ 3 mil) fossem totalmente pagos. Segundo o pesquisador, uma das causas para a falta de viabilidade econômica do projeto instalado foi o fato de os aerogeradores serem importados e terem custo alto. Os aerogeradores nacionais não foram utilizados na pesquisa por falta de informações de curvas de potência fornecidas pelas indústrias. Segundo Hussni, essa seria uma oportunidade para o desenvolvimento de pequenos aerogeradores nacionais otimizados para ventos de baixas velocidades e instalação em topos de edifícios.

Torre meteorológica onde foram instalados sensores para medição dos ventos. Crédito: foto cedida pelo pesquisador

O Brasil no cenário mundial

O Brasil ocupa uma posição privilegiada no cenário mundial em capacidade de geração de energia eólica. De acordo com o Global Wind Energy Council (GWEC), o país está na oitava posição no ranking dos dez países com maior capacidade instalada total de energia eólica. Mesmo com todo esse potencial, Leonardo Hussni lembra que pesquisas acadêmicas relacionadas à integração de turbinas de pequeno porte em unidades consumidoras são incipientes no Brasil. As modificações realizadas na legislação de promulgação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre “Geração Distribuída” fizeram com que mais pesquisas sobre o assunto passassem a ser desenvolvidas.

Pelas resoluções normativas da Aneel, o consumidor brasileiro teve permissão para gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis, e fornecer o excedente da energia produzida à rede de distribuição de sua localidade, que retornaria ao consumidor na forma de crédito nas faturas seguintes.

Com o incentivo governamental, aumentou a capacidade de geração distribuída no Brasil nas várias modalidades (solar, eólica e hídrica). Segundo o pesquisador, em 2021, por exemplo, o País alcançou a marca de 5,2 gigawatts; “para efeitos comparativos, isso significa 37% da potência instalada da usina hidrelétrica de Itaipu”, diz. Ao todo, foram 432 mil projetos homologados, favorecendo 550 mil unidades consumidoras. Desses projetos de geração distribuída, as minieólicas representam apenas 0,3% deste total, enquanto 97% são micros e miniusinas solares fotovoltaicas. “Essa evidente diferença na geração eólica pode ser justificada pela falta de dados confiáveis sobre as condições do vento nos grandes centros urbanos”, lamenta Hussni.

Desdobramento da pesquisa

As informações coletadas pela pesquisa resultaram na dissertação de mestrado Avaliação do potencial eólico em ambiente urbano para aplicação de micro e minigeração distribuída: estudo de caso em edifício no centro da cidade de São Paulo, orientada pelo professor Demetrio Cornilios Zachariadis, do Programa de Pós-Graduação em Energia do IEE, com participação do professor Amauri Pereira Oliveira e da pesquisadora Georgia Codato.

Como desdobramento da pesquisa, Hussni pretende continuar as investigações do potencial eólico em meio urbano, ampliando as medições para edifícios próximos ao utilizado na pesquisa de mestrado e desenvolvendo técnicas de extrapolação dos resultados para regiões adjacentes.

Mais informações: e-mail leonardohussni@energridengenharia.com.br, com Leonardo Alberto Hussni Silva; e-mail dczachar@usp.br, com Demetrio Cornilios Zachariadis

Fonte: Revista Planeta

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: TECIDO QUE PROTEGE PESSOAS DO AUMENTO DE TEMPERATURA JÁ É REALIDADE

Um tecido maravilhoso que mantem a temperatura do corpo 5º a menos do que a temperatura ambiente é o destaque da coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta sexta-feira. Leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes dessa descoberta incrível.

Pesquisadores projetam um tecido para camisetas que reduz o calor do corpo, protegendo as pessoas do aumento da temperatura

É muito fácil fazer roupas projetadas para mantê-lo aquecido, seja com inspirações naturais ou sintéticas, mas fazer algo projetado para mantê-lo fresco é muito mais difícil.

Enquanto objetos como carros e prédios podem ser revestidos com tinta ultra-branca ou espelhos que refletem os raios do sol, dois cientistas chineses descobriram como fazer uma camiseta normal manter a temperatura da pele 5 ° C mais fria.

Os cientistas dizem que ele pode ser produzido em massa com apenas um aumento fracionário no custo, prometendo a uma geração de trabalhadores ao ar livre ou banhistas uma forma de amenizar os efeitos da mudança climática absoluta.

Dentro dos raios do sol, a radiação eletromagnética do infravermelho próximo (NIR) é um componente que aquece tudo o que o sol põe seu olhar. Eles também resfriam quando são emitidos, mas se o vapor de água estiver no ar, o NIR é absorvido internamente e mantém a temperatura do ar circundante quente.

A pele humana emite naturalmente uma radiação eletromagnética diferente, chamada infravermelho médio, que em vez de ficar presa em partículas de água, sai diretamente de nossa atmosfera.

Ma Yaoguang da Universidade de Zhejiang e Tao Guangming da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong criaram uma mistura de fibra sintética que contém partículas de dióxido de titânio para refletir o NIR e que também contém ácido polilático que absorve o calor do corpo e o ejeta através da camisa como MIR para esfrie o usuário.

Quando um avaliador vestiu um colete, metade do qual era de algodão branco e a outra metade o tecido de resfriamento, a imagem térmica mostrou que a parte de seu corpo por baixo do tecido artificial permanecia 5 ° C (9 ° F) mais fria depois que ele se sentou em uma cadeira de gramado sob o sol por uma hora.

O infravermelho mostra a eficácia do novo material (R) em comparação com o algodão normal (L); S. Zheng et. al, Science 2021, 10.1126

Há alguma dúvida, relata a  Ciência,  se o movimento do tecido diminuirá o efeito, já que qualquer tipo de material emissor de MIR só foi testado quando permanece plano e imóvel em direção ao sol. Uma camiseta esvoaçante curvada para os ombros e braços de um ser humano pode resultar em resultados diferentes em um sol do meio-dia vertical.

Mas os cientistas também observaram que os custos de material e produção são apenas cerca de um décimo mais altos do que o algodão, de modo que qualquer coisa que nos aproxime de roupas de proteção para os períodos de calor é realmente uma esperança.

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: O SOL ARTIFICIAL DA CHINA ACABA DE QUEBRAR UM NOVO RECORDE

O sonho da energia verde (limpa) ilimitada está cada dia mais próximo e é o destaque desta segunda-feira, aqui na coluna CIÊNCIAS. Os chineses da EAST Fusion Facility, em Heifei, estabeleceram um novo recorde mundial de calor e duração. Eles criaram recentemente um gás de plasma que foi aquecido a 120 ° milhões Celsius, por 101 segundos antes de se dissipar. É algo extraordinário e você precisa ler o artigo completo a seguir para ficar por dentro dessa nova descoberta da ciência.

O ‘Sol Artificial’ da China traz a fusão nuclear um passo mais perto, quebrando o recorde mundial

É hora de acordar e sentir o cheiro do plasma, enquanto a energia de fusão termonuclear se aproxima cada vez mais da realidade.

Em sua busca para desenvolver energia verde ilimitada, a EAST Fusion Facility em Heifei, China, criou recentemente um gás de plasma que foi aquecido a 120 ° milhões Celsius – que é três vezes mais quente que o sol – e o manteve lá por 101 segundos antes de se dissipar , estabelecendo um novo recorde mundial de calor e duração.

“A descoberta é um progresso significativo e o objetivo final deve ser manter a temperatura em um nível estável por um longo tempo”, disse Li Mao, diretor de física da Southern University of Sci-Tech em Shenzhen.

O recorde anterior era de 50 ° milhões Celsius, mantido pelos cientistas que trabalham no reator de fusão na Coréia do Sul.

Carros voadores, jetpacks, trens-bala – há muitos marcos clássicos da tecnologia de ficção científica que alcançamos, mas um reator de fusão nuclear, essencialmente um sol artificial, é atualmente considerado apenas plausível.

Tomando emprestada a física das reações no centro do sol, um reator de fusão termonuclear transforma o hidrogênio em hélio, criando um sonho de energia verde ilimitada, já que a quantidade de deutério, uma versão do hidrogênio, encontrada em 1 litro de água do mar poderia produzir tanto energia como 300 litros de gasolina.

A razão pela qual esse quebra-cabeça de todos os quebra-cabeças é apenas plausível é que o sol conta com suas enormes forças gravitacionais para esmagar os átomos, enquanto na Terra temos que usar temperaturas como a que EAST alcançou.

O desafio que vem junto com essa necessidade: como você pode construir uma máquina que pode aquecer e conter matéria em tais extremos, que não apenas usa mais energia do que gera?

O dispositivo ao redor desses reatores de fusão é chamado de tokamak, que é um tubo em forma de donut revestido de superímãs.

Muitos tokamaks existem na Terra, e diferentes governos e institutos científicos estão todos lutando para realmente sustentar um plasma por dias em vez de segundos, e de alguma forma usar muito pouca energia para aquecer uma máquina a 120 milhões de graus Celsius.

projeto principal é o ITER , uma colaboração entre a UE, Rússia, Japão, Coreia do Sul, Índia e os EUA. Seu tokamak é do tamanho de um edifício e contém 3.000 toneladas de ímãs, 141 quilômetros de cabeamento e os mais sofisticados do mundo sistema de refrigeração.

Outros esforços incluem reatores de fusão menores de empresas privadas nos Estados Unidos, no MIT e no Commonwealth Fusion Systems e Tokamak Energy do Reino Unido. Esses dois criaram uma fita supercondutora engenhosa para enrolar em torno de ímãs poderosos, que criam imensa pressão além do calor, permitindo reatores de fusão “portáteis” – que custam um iota do preço inicial de € 20 bilhões do ITER.

O benefício de ter esse problema resolvido é que, essencialmente, a questão da energia está resolvida. Petróleo, carvão e gás podem permanecer no solo, não haveria perigo de outro Fukushima ou Chernobyl, e toda a miríade de problemas, ineficiências e custos atualmente inerentes às formas comuns de energia verde poderiam ser esquecidos.

O Experimental Advanced Superconductor Tokamak ( EAST ) na Academia Chinesa de Ciências de Heifei está provando que é possível estender e intensificar o efeito, e que enquanto o recorde de calor e duração puder ser continuamente superado, o sonho de energia limpa ilimitada sobreviverá .

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: CIENTISTAS REDUZEM POSSÍVEIS ERROS DO SEQUENCIAMENTO GENÉTICO PARA 0,3%

Cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, ambos dos Estados Unidos conseguiram preencher quase todas as lacunas dos 8% restantes e sequenciar um genoma humano mais completo, podendo haver erros em apenas 0,3% do sequenciamento. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa descoberta fascinante.

Cientistas conseguem sequência mais completa de genoma humano

Possíveis erros ocupariam apenas 0,3% do sequenciamento

Crédito: Marcia Minillo

Em 27 de maio, o consórcio T2T, uma colaboração internacional de 30 instituições de pesquisa, tornou disponível na plataforma de manuscritos bioRxiv o artigo intitulado “A sequência completa de um genoma humano”.

“A mais completa” talvez fosse a expressão mais apropriada. A última tentativa de sequenciamento completo havia sido realizada em 2013 e conseguiu cobrir 92% do genoma. Muito dos 8% faltantes era formado por lacunas espalhadas pelo genoma, difíceis de serem ordenadas por serem repetitivas demais.

Agora, uma nova tecnologia permitiu à colaboração preencher as lacunas e sequenciar um genoma humano mais completo (pode haver erros em apenas 0,3% do sequenciamento).

A equipe liderada por Karen Miga, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e por Adam Phillippy, do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, ambos dos Estados Unidos, sequenciou o material genético a partir do DNA extraído de um tumor de útero, formado quando um espermatozoide fertiliza um óvulo sem núcleo. Assim, embora tenha sido extraído de uma mulher, o genoma era do homem gerador do espermatozoide, que no caso carregava uma cópia de seu cromossomo X. O consórcio trabalha agora para sequenciar o cromossomo Y.

* Este artigo foi republicado do site Revista Pesquisa Fapesp sob uma licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o artigo original aqui.

Fonte: Revista Planeta

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