UCRÂNIA PODE CONTAR COM O APOIO DA OTAN PELO TEMPO QUE FOR NECESSÁRIO

Otan garante apoio à Ucrânia o ‘tempo que for preciso’ para resistir à invasão russa

Após uma cúpula de dois dias em Madri, os 30 membros da Otan condenaram a “crueldade terrível” da Rússia

Líderes dos países membros da Otan se reuniram nesta semana em Madri, na Espanha

BRENDAN SMIALOWSKI / POOL / AFP

A Otan garantiu nesta quarta-feira (29) seu apoio à Ucrânia “pelo tempo que for preciso” para resistir à invasão russa e abriu o processo de adesão da Finlândia e da Suécia, tachada de “desestabilizadora” por Moscou.

Após uma cúpula de dois dias em Madri, os 30 membros da Otan condenaram a “crueldade terrível” da Rússia, que “causa imenso sofrimento humano”.

Moscou “tem total responsabilidade por esta catástrofe humanitária”, acrescentaram os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em sua declaração final.

A Ucrânia pode contar com o apoio da Otan “pelo tempo que for necessário”, ressaltou o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg.

Os chefes de Estado e de Governo da Otan também lançaram formalmente o processo de adesão da Finlândia e da Suécia, dois países que decidiram abandonar sua tradicional neutralidade militar depois que a Rússia invadiu a Ucrânia no final de fevereiro.

“Hoje decidimos convidar a Finlândia e a Suécia a tornarem-se membros” e “concordamos em assinar os Protocolos de Adesão”, aponta a declaração final, sobre um processo que poderá demorar alguns meses.

“No momento em que Putin quebrou a paz na Europa e atacou os princípios da ordem baseada em regras, os Estados Unidos e os aliados pretendem fortalecer sua posição”, declarou o presidente americano, Joe Biden, ao anunciar um reforço da presença militar do país na Europa.

Isto significa o aumento de tropas na Espanha, Polônia, Romênia, nos Estados bálticos, no Reino Unido, Alemanha e Itália.

“Se Putin esperava ter menos Otan no flanco leste como resultado de sua invasão ilegal e injustificável da Ucrânia, estava totalmente equivocado: terá mais Otan”, disse o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

A Ucrânia elogiou “a posição lúcida sobre a Rússia e sobre a adesão” dos dois países nórdicos à Aliança, segundo o chefe da diplomacia ucraniana, Dmitro Kouleba.

Moscou denuncia “agressividade”

A Rússia respondeu aos anúncios com críticas ao que chamou de “agressividade” da Otan. O vice-ministro das Relações Exteriores, Serguei Ryabkov, chamou a ampliação da Aliança Atlântica para Finlândia e Suécia de “profundamente desestabilizadora”.

O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, discursou por videoconferência na reunião de cúpula da Aliança e pediu mais ajuda.

“Precisamos de sistemas muito mais modernos, artilharia moderna”, afirmou Zelenski, antes de acrescentar que o apoio econômico “não é menos importante que a ajuda em armas”.

“A Rússia continua recebendo bilhões a cada dia e os gasta na guerra. Nós temos um déficit bilionário. não temos petróleo nem gasolina para cobrir”, afirmou Zelenski. Ele disse que a Ucrânia precisa de 5 bilhões de dólares por mês para sua defesa.

A incorporação da Finlândia, e seus 1.300 km de fronteira terrestre com a Rússia, fará com que a Otan mais do que dobre seus limites territoriais com este país.

Desta maneira, a Rússia terá fronteira com seis integrantes da Aliança: Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia – os dois últimos pelo enclave de Kaliningrado – e Noruega.

A adesão de Finlândia e Suécia foi possível porque a Turquia retirou seu veto em troca do fim da proteção a independentistas curdos, que são considerados terroristas por Ancara.

Nesta quarta-feira, um dia depois da assinatura de um memorando pelos três países, Ancara pediu a extradição de 33 pessoas.

A Aliança criada em 1949 lança assim a maior reforma de sua capacidade de defesa e dissuasão desde o fim da Guerra Fria, fortalecendo suas tropas na região leste da Europa e aumentando consideravelmente suas tropas de alta disponibilidade nas imediações da Rússia.

Os membros da Otan, que já enviaram bilhões de dólares em ajuda a Kiev, devem anunciar em Madri um “programa de assistência completo para a Ucrânia para ajudar o país a fazer valer seu direito à legítima defesa”, prometeu Stoltenberg.

A Noruega anunciou nesta quarta-feira o envio de três baterias de lança-foguetes de longo alcance MLRS. Na terça-feira, os ministros da Defesa da Holanda e da Alemanha anunciaram a entrega de seis obuses adicionais.

Otan mira a China

Além disso, a organização orientou seu olhar pela primeira vez ao desafio provocado pela força da China, na atualização de seu Conceito Estratégico, seu manual de ação e prioridades.

“As ambições declaradas e as políticas coercitivas da República Popular da China desafiam nossos interesses, segurança e valores”, sustenta o documento que deve orientar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nos próximos anos.

A China “emprega uma ampla gama de ferramentas políticas, econômicas e militares para aumentar sua presença global e projetar poder, mantendo ao mesmo tempo a opacidade sobre sua estratégia, intenções e desenvolvimento militar”, argumenta a Aliança.

O documento também sustenta que a China “procura controlar setores tecnológicos e industriais, infraestruturas críticas e materiais estratégicos e cadeias de suprimentos. Utiliza sua influência econômica para criar dependências”.

A Otan também acusa Pequim de trabalhar com a Rússia para minar a ordem internacional.

“O aprofundamento da parceria estratégica entre a República Popular da China e a Federação Russa e suas tentativas de minar a ordem internacional (…) são contrários aos nossos valores e interesses”, sentencia a Aliança.

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RÚSSIA PROÍBE ENTRADA DE VINTE E CINCO AMERICANOS EM SEU TERRITÓRIO INCLUINDO ESPOSA E FILHA DE BIDEN

Rússia veta entrada de mulher e filha de Biden e de outros 23 americanos

Medida é represália russa após Joe Biden impor sanções contra a família do presidente Vladimir Putin

Jill Biden, primeira-dama dos Estados Unidos, está proibida de entrar na Rússia

JOE RAEDLE/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/GETTY IMAGES VIA AFP – 24.06.2022

A Rússia anunciou nesta terça-feira (28) que proibiu a entrada em seu território de 25 americanos, incluindo Jill e Ashley Biden, a esposa e a filha do presidente Joe Biden, alegando que são respostas a sanções adotadas pelos Estados Unidos.

“Como reação à constante expansão das sanções americanas contra figuras políticas e públicas russas, 25 cidadãos americanos foram adicionados à lista de exclusão”, informou o ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado que inclui os nomes.

A lista também inclui o líder da minoria republicana do Senado, Mitch McConnell, outros senadores como Charles Grassley, Kirsten Gillibrand e Susan Collins, além de professores universitários como Francis Fukuyama.

O governo dos Estados Unidos anunciou sanções contra membros da família de Vladimir Putin, incluindo sua duas filhas, e o próprio presidente russo. Biden está proibido de entrar na Rússia.

Os países ocidentais e a Rússia trocam há vários anos sanções e contra-sanções, mas as medidas de represália aceleraram desde que a Rússia lançou uma grande ofensiva armada contra a vizinha Ucrânia.

Fonte: R7

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G7 AUMENTA PRESSÃO SOBRE A RÚSSIA POR CAUSA DA GUERRA UCRÂNIA

G7 vai aumentar sanções contra a Rússia e aplicará teto de preço ao petróleo do país

Maiores economias do mundo pretendem aumentar a pressão sobre o governo russo devido à guerra na Ucrânia

Líderes do G7 se reúnem com o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, por chamada de vídeo

BENOIT TESSIER/REUTERS – 27.06.2022

O grupo das sete maiores economias do mundo se comprometerá, nesta terça-feira (28), com um novo pacote de ações coordenadas destinadas a aumentar a pressão sobre a Rússia por causa da guerra na Ucrânia e finalizará os planos para um teto de preço para o petróleo russo, disse uma autoridade de alto escalão dos Estados Unidos nesta segunda-feira (27).

O anúncio ocorre no momento em que a Casa Branca afirma que a Rússia deu calote em seus títulos soberanos estrangeiros pela primeira vez em décadas — uma afirmação que Moscou rejeitou — e depois de conversa virtual do presidente ucraniano Volodmir Zelenski com líderes do G7, reunidos em um resort alpino no sul da Alemanha.

Zelenski pediu aos líderes do G7 uma ampla gama de apoio militar, econômico e diplomático, de acordo com uma autoridade europeia.

As nações do G7, que geram quase metade da produção econômica do mundo, querem aumentar a pressão sobre a Rússia sem alimentar a inflação, já em alta, que está causando tensões internas e devastando vários países.

O teto de preço pode atingir as reservas de guerra do presidente russo Vladimir Putin ao mesmo tempo que reduz o valor da energia.

“Os objetivos duplos dos líderes do G7 têm sido mirar diretamente as receitas de Putin, principalmente por meio da energia, mas também minimizar os reflexos e o impacto nas economias de seus países e no restante do mundo”, disse a autoridade dos EUA à margem da cúpula anual do G7.

Os líderes do G7 também estabelecerão um “compromisso de segurança sem precedentes e de longo prazo para fornecer à Ucrânia apoio financeiro, humanitário, militar e diplomático pelo tempo que for necessário”, o que inclui o fornecimento oportuno de armas modernas, disse a Casa Branca em uma nota.

As sanções ocidentais atingiram duramente a economia da Rússia, e as novas medidas visam privar ainda mais o Kremlin das receitas do petróleo. Os países do G7 trabalharão com outros —como a Índia — para limitar as receitas que Putin pode continuar gerando, afirmou a autoridade dos EUA.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, é um dos cinco líderes de nações convidadas que se juntam ao G7 para conversas sobre mudanças climáticas, energia, saúde, segurança alimentar e igualdade de gênero no segundo dia da cúpula.

“É um mecanismo que pode beneficiar mais países terceiros do que a Europa”, disse uma autoridade da UE. “Esses países estão fazendo perguntas sobre a viabilidade, mas em princípio pagar menos pela energia é um tema muito popular.”

Os líderes do G7 encarregarão seus governos de trabalhar intensamente em medidas para implementar o teto de preço russo, atuando com países de todo o mundo e partes interessadas, inclusive o setor privado, segundo a autoridade dos EUA.

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RÚSSIA CLASSIFICA PROIBIÇÃO PELA LITUÂNIA DE TRÂNSITO FERROVIÁRIO EM SEU TERRITÓRIO COMO “SEM PRECEDENTES E ILEGAL”

Lituânia proíbe o trânsito ferroviário pelo território russo de Kaliningrado

Rússia classificou a ação como ‘sem precedentes’ e ‘ilegal’

Com a interrupção do transporte, os materiais ficaram parados na ferrovia

Com a interrupção do transporte, os materiais ficaram parados na ferrovia | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Lituânia proibiu o trânsito de materiais sancionados para a Rússia através da região de Kaliningrado (território russo na União Europeia).

A Rússia reagiu ao anúncio e afirmou nesta segunda-feira, 20, que a decisão é “sem precedentes” e é considerada “ilegal”, segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. “Isso é uma violação de tudo”, disse.

Desde sábado 18, os trens de trânsito com mercadorias sujeitas a sanções da União Europeia não podem mais passar pela região, segundo o governador de Kaliningrado, Anton Alikhanov. A companhia ferroviária estatal lituana notificou a Rússia sobre a proibição.

A lista dos bens proibidos inclui material de construção, cimento, metais e “uma série de outros bens importantes tanto para a construção quanto para a produção”, segundo Alikhanov. Ainda segundo ele, a medida teria um impacto de 50% das importações do pequeno território.

A decisão da Lituânia é a mais recente de um Estado membro da UE a sancionar a Rússia depois da invasão da Ucrânia, em fevereiro

Kaliningrado

O enclave de Kaliningrado é um pequeno território que chegou a fazer parte da Prússia e passou a fazer parte da União Soviética, após o fim da Segunda Guerra Mundial. Encontra-se quase completamente separado do país, ficando entre a Lituânia e a Polónia, e é banhado pelo Mar Báltico — que acaba por ser a única ligação direta possível com a Rússia.

O pequeno território de Kaliningrado (em vermelho no mapa) é uma importante ligação do Mar Báltico com Belarus | Foto: Reprodução
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PRESIDENTE UCRANIANO VISITOU O LESTE DO SEU PAÍS PELA PRIMEIRA VEZ DESDE A INVASÃO RUSSA

Zelenski visita o leste da Ucrânia, e Rússia intensifica cerco à região

Presidente viajou para Kharkiv pela primeira vez desde o começo da guerra no país, em 24 de fevereiro

Presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, em visita a Kharkiv, no leste do país Presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, em visita a Kharkiv, no leste do país STR / UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS-SERVICE / AFP

O presidente ucraniano Volodmir Zelenski visitou neste domingo (29) o leste do seu país pela primeira vez desde o início da invasão russa, que aperta o cerco sobre as cidades de Severodonetsk e Lyssychansk, no Donbass.Em imagens divulgadas no Telegram, ele aparece vestido com colete à prova de bala, inspecionando prédios em ruínas, bem como veículos destruídos na beira da estrada, acompanhado por colaboradores e soldados armados.

Kharkiv, bombardeada quase diariamente desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro, vivencia uma pausa de algumas semanas, com a saída de tropas russas para outras direções, no leste e no sul da Ucrânia. A parte leste da cidade, no entanto, continua sendo bombardeada às vezes pela artilharia russa.

A Rússia assumiu a responsabilidade pela tomada da cidade-chave de Lyman no sábado (28), um avanço que acentua a pressão contra Lyssychansk e Severodonetsk.

Zelenski permaneceu na capital, Kiev, desde que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, lançou a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro.

“Nesta guerra, os invasores estão tentando obter um resultado, seja ele qual for. Mas eles devem saber há muito tempo que defenderemos nossa terra até o fim”, disse Zelenski.

Zelenski falará na segunda-feira (30) na cúpula europeia em Bruxelas, onde os líderes dos 27 Estados-membros se reunirão para tomar uma decisão sobre um possível embargo ao petróleo russo. O bloco europeu está considerando excluir o oleoduto que entrega petróleo à Hungria do novo pacote de sanções, disseram fontes da UE à AFP.

‘Bombardeios constantes’

A situação em Lyssychansk “claramente se agravou”, disse o governador da região de Lugansk, Serguei Gaidai, no aplicativo de mensagens neste domingo.

No sábado, o ministério da Defesa russo anunciou a ocupação da cidade-chave de Lyman. Seu controle abre caminho para Sloviansk e Kramatorsk, no Donbass.

O comandante das Forças Armadas russas do distrito central, general Alexandre Lapine, elogiou no domingo “a coragem e o heroísmo” dos soldados russos que participaram na tomada de Lyman.

No domingo, o Exército ucraniano também informou que as tropas russas estavam se reagrupando massivamente nessa área.

Até Zelenski reconheceu que “a situação nesta região do Donbass [era] muito, muito difícil”, com bombardeios pesados de artilharia e mísseis.

Por sua vez, o prefeito de Severodonetsk, Olexander Stryuk, assegurou que “os russos usaram muitos meios para tomar a cidade mas não conseguiram […]. Achamos que a cidade vai resistir”.

Os “bombardeios constantes” dificultam muito o abastecimento, especialmente de água potável, e a cidade está sem eletricidade há mais de duas semanas, disse o funcionário via Telegram.

Cara nova

Durante sua viagem a Kharkiv, Zelenski discutiu planos de reconstrução com as autoridades locais. Segundo ele, existe a possibilidade de que as áreas devastadas pelos combates “tenham uma cara nova”.

Os moradores apareceram para tomar um café, comer alguma coisa ou tomar o sorvete Biloshka, uma especialidade da casa que é servida desde a década de 1960.

“Precisamos manter o trabalho. A cidade está voltando aos poucos ao que era”, disse Alyona Kostrova, proprietária do café, à AFP.

O cardápio foi cortado por problemas de abastecimento, e o estabelecimento funciona com mão de obra reduzida.

A atmosfera é muito diferente em Saltivska, um bairro distante do centro onde ainda caem mísseis russos.

“Eu não diria que as pessoas compram muito. As pessoas não têm dinheiro”, disse Vitaly Kozlov, 41, enquanto vendia ovos, carne e legumes.

“Venho uma vez por semana” para vender coisas, disse Volodymyr Svidlo. O homem, de 82 anos, que não tem aposentadoria, vive do que colhe em sua roça.

‘Negociações na UE sobre sanções’

Zelenski recorrerá ao bloco europeu para continuar suas tentativas de aumentar a pressão contra Moscou.

Até agora, uma nova rodada de sanções contra a Rússia que atinge a maior parte do setor de hidrocarbonetos foi interrompida pela Hungria, que depende fortemente desses recursos e teme consequências para sua economia.

O país da Europa Central — sem litoral e abastecido pelo gasoduto Druzhba — pediu 800 milhões de euros (US$ 860 milhões) em fundos da UE para adaptar suas refinarias e capacidades de gasodutos para receber suprimentos alternativos, por exemplo, da Croácia.

Atualmente, uma nova proposta está sendo discutida para excluir Druzhba do embargo de petróleo para limitar as sanções sobre o fornecimento de petróleo por navio.

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FUNCIONÁRIA DA ONU VAI A RÚSSIA PARA ‘DISCUTIR O ESQUEMA’ PARA EXPORTAÇÃO DE FERTILIZANTES

Enviado da ONU vai à Rússia para conversar sobre exportação de fertilizantes

Afirmação é de Vassily Nebenzia, embaixador russo na Organização das Nações Unidas

Vassily Nebenzia, embaixador russo na ONU | Foto: Reprodução/ONU

Vassily Nebenzia, embaixador russo na ONU | Foto: Reprodução/ONU

 

Rebecca Grynspan, uma alta funcionária da Organização das Nações Unidas (ONU), vai à Rússia nos próximos dias para “discutir o esquema” para a exportação de fertilizantes. A afirmação foi feita na quarta-feira 25 por Vassily Nebenzia, embaixador da Rússia na ONU.

De acordo com o diplomata, Rebecca deve debater as exportações russas durante uma visita a Moscou. Ela é chefe da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento e coordenadora do Grupo de Resposta a Crises Globais da ONU sobre Alimentos, Energia e Finanças — órgão criado para ajudar os países pobres a enfrentar os choques econômicos decorrentes da guerra na Ucrânia

Em entrevista concedida à Reuters, na quarta-feira 25, Nebenzia disse que “formalmente fertilizantes e grãos não estão sob sanções, mas há problemas de logística, transporte, seguro e transferência bancária” criados pelas sanções ocidentais impostas à Rússia. Segundo ele, essas questões impedem o país de exportar livremente.

“Estamos preparados para exportar fertilizantes e grãos de nossos portos para o mercado mundial”, afirmou o embaixador. Sobre as exportações de grãos da Ucrânia, impedidas pelo bloqueio feito pela Rússia aos portos do país, Nebenzia declarou que “isso deve ser negociado com os ucranianos, não com os russos”.

Nebenzia também acredita que Martin Griffiths, chefe de Ajuda da ONU, vai à Rússia  no início de junho. Entretanto, o embaixador russo comentou não saber “até que ponto” Griffiths está envolvido nas discussões sobre exportações de grãos e fertilizantes.

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LÍDERES DO G7 ANUNCIARAM QUE VÃO REFORÇAR O ISOLAMENTO ECONÔMICO DA RÚSSIA

Países do G7 decidem proibir importação de petróleo da Rússia

Líderes das nações mais industrializadas do mundo se reuniram virtualmente em anúncio de novas sanções a Moscou

Países pretendem acabar gradualmente com dependência de energia russa

REUTERS/ARQUIVO

Os líderes do G7 disseram em comunicado conjunto neste domingo (8) que vão reforçar o isolamento econômico da Rússia e intensificar uma campanha contra as elites russas que apoiam o presidente Vladimir Putin.

Após se reunirem virtualmente com o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, os líderes disseram que vão cortar os principais serviços dos quais a Rússia depende, reforçando o isolamento russo “em todos os setores de sua economia”.

Eles também se comprometeram a eliminar gradualmente a dependência da energia russa, proibindo inclusive as importações de petróleo russo.

“Continuaremos e elevaremos nossa campanha contra as elites financeiras e familiares, que apoiam o presidente Putin em seu esforço de guerra e desperdiçam os recursos do povo russo”, acrescentaram os líderes no comunicado.

Os Estados Unidos anunciaram neste domingo sanções contra três emissoras de televisão russas, proibiram americanos de fornecer serviços de contabilidade e consultoria a russos e impuseram sanções a executivos do Gazprombank para punir Moscou pela invasão da Ucrânia.

Putin chama a invasão de “operação militar especial” para desarmar a Ucrânia e livrá-la do nacionalismo antirrusso fomentado pelo Ocidente. A Ucrânia e seus aliados dizem que a Rússia iniciou uma guerra não provocada.

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MINISTROS DA UNIÃO EUROPEIA DISCUTEM UMA RESPOSTA À RÚSSIA COMO PARTE DE NOVO PACOTE DE SANÇÕES PELA GUERRA NA UCRÂNIA

Ministros da União Europeia buscam resposta à ameaça energética da Rússia

Moscou cortou o abastecimento dos países que se negaram a pagar em rublo, apesar de contratos estabelecidos em euro e dólar

A ministra polonesa Anna Moskwa afirmou que foi pedido um embargo sobre o gás russo

JOHN THYS/AFP – 2.5.2022

Os ministros de Energia da União Europeia discutiram nesta segunda-feira (2) uma resposta ao corte do fornecimento de gás russo à Polônia e Bulgária, além de alternativas para reduzir a dependência de hidrocarbonetos da Rússia, como parte de um novo pacote de sanções pela guerra na Ucrânia.

A reunião é a primeira do setor desde que Moscou cortou o abastecimento a estes países que se negaram a pagar em rublos, uma nova exigência russa.

“Pedimos um embargo imediato sobre o petróleo e gás russos. Chegou o momento do petróleo, logo será do gás”, disse a ministra polonesa Anna Moskwa.

No entanto, Moskwa afirma que as reservas de seu país estarão a 100% de sua capacidade “neste inverno” boreal.

“O gás americano começou a chegar através da Lituânia e vamos obter gás da Noruega através da Dinamarca”, afirmou.

Mecanismos de pagamento

A União Europeia alega que os contratos celebrados por empresas europeias são acordados, em regra, em euros ou dólares, por isso a Comissão Europeia considera que o mecanismo de conversão imposto por Moscou justifica a imposição de sanções.

Com base neste entendimento, Polônia e Bulgária pagaram suas compras na moeda prevista em seus contratos com a Gazprom e se negaram a abrir uma segunda conta em rublos. Em retaliação, a companhia de gás russa considerou que não recebeu os pagamentos e suspendeu as entregas.

Nesta reunião, os ministros devem decidir se há algum problema com a abertura de uma segunda conta em rublos e se a Gazprom deve aceitar o pagamento em euros ou dólares, como determinam os contratos, informou uma fonte europeia.

“Nenhuma empresa ou país pretende abrir uma conta em rublos”, disse a comissária europeia de Energia, Kadri Simson.

Reduzir a dependência

“Os ministros também devem acordar um encerramento gradual das compras de petróleo e derivados russos, mas nenhuma decisão é esperada para o final desta reunião”, disse a ministra francesa Barbara Pompili.

Já a ministra espanhola Teresa Ribera destacou que a questão “das sanções não é competência dos ministros de Energia”.

Chefe alemão da mesma pasta, Robert Habeck, destacou que “reduzimos significativamente nossa dependência de petróleo russo e estamos criando as condições necessárias para suportar também um embargo”.

Em 2021, a Rússia forneceu 30% do petróleo e 15% de seus derivados, comprados pela União Europeia.

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RÚSSIA ATACA COM ARMAS DE ALTA PRECISÃO A CAPITAL UCRANIANA KIEV DURANTE A VISITA DO SECRETÁRIO-GERAL DA ONU

Rússia confirma ataque à Kiev durante visita do secretário-geral da ONU

Ofensiva enquanto Antonio Guterres estava na Ucrânia provocou a morte de uma jornalista que morava em prédio atingido por míssil

Secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, durante visita à Kiev

SERGEI SUPINSKY / AFP

Rússia confirmou nesta sexta-feira (29) ter atacado no dia anterior a capital ucraniana Kiev com armas de “alta precisão”, durante a visita do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.

O ataque provocou a morte de uma produtora e jornalista da emissora Rádio Free Europe/Rádio Liberty, financiada pelo governo dos Estados Unidos, depois que sua casa foi atingida por um míssil.

O ministério da Defesa da Rússia informou que executou um ataque aéreo de “alta precisão de longo alcance” contra as instalações da empresa espacial e de fabricação de mísseis Artyom em Kiev.

O primeiro bombardeio na capital desde meados de abril ocorreu depois que Guterres visitou Bucha e outras cidades na periferia de Kiev.

“É uma zona de guerra, mas causa comoção que tenha acontecido perto do lugar em que estávamos”, disse Saviano Abreu, porta-voz da ONU que acompanhava Guterres.

O presidente ucraniano Volodmir Zelenski denunciou o ataque como tentativa de “humilhar a ONU e tudo o que esta organização representa”.

A Alemanha descreveu o ataque como “desumano” e afirmou que é um sinal de que o presidente russo Vladimir Putin “não tem nenhum respeito pelo direito internacional”.

Jornalistas da AFP viram um prédio em chamas, em uma área residencial de Kiev, com uma densa coluna de fumaça preta escapando pelas janelas quebradas.

O secretário-geral da ONU condenou o ataque como “maldoso”. Após visitar Bucha, ele pediu a Moscou para “cooperar” com o Tribunal Penal Internacional (TPI) para “estabelecer as responsabilidades” sobre os supostos crimes cometidos contra civis nesta cidade.

A procuradora-geral da Ucrânia, Irina Venediktova, disse à rede Deutsche Welle que foram identificados “mais de 8.000 casos” de supostos crimes de guerra.

Além disso, ela afirmou que há uma investigação em curso contra dez soldados russos suspeitos de cometer atrocidades em Bucha, onde dezenas de corpos com roupas civis foram encontrados após a retirada das tropas de Moscou.

Os fatos investigados, segundo Venediktova, incluem “assassinatos de civis, bombardeios de infraestruturas civis, torturas”, assim como “crimes sexuais” denunciados “no território ocupado da Ucrânia”.

Horas antes do bombardeio em Kiev, o presidente americano Joe Biden pediu ao Congresso 33 bilhões de dólares de ajuda adicional para apoiar a Ucrânia contra “as atrocidades e agressões” russas.

“O preço desta briga não é barato. Mas ceder à agressão vai ser mais caro”, defendeu o presidente americano.

Biden também rejeitou as afirmações de funcionários russos de que Moscou está lutando contra todo o Ocidente.

“Não estamos atacando a Rússia. Estamos ajudando a Ucrânia a se defender da agressão russa”, enfatizou Biden.

Um funcionário do governo americano, que pediu anonimato, destacou que o pacote que Biden busca aprovar tem como objetivo fornecer um apoio ao governo e ao exército da Ucrânia até o início de outubro.

Após semanas de conflito sem que as tropas russas conseguissem tomar a capital ucraniana, os esforços de Moscou agora estão focados em conseguir um avanço significativo no leste e estabelecer seu controle na área sul, ao redor do porto de Mariupol.

As autoridades ucranianas indicaram que planejam, para esta sexta-feira, um plano de retirada dos civis presos na siderúrgica de Azovstal, sitiada pelas forças russas em Mariupol.

Centenas de militares e civis ucranianos, entre eles dezenas de crianças, estão refugiados na fábrica.

O batalhão ucraniano Azov afirmou no Telegram que um hospital militar de campanha localizado no complexo industrial foi bombardeado.

A sala de cirurgia desabou e os soldados em tratamento foram mortos ou feridos, acrescentou, sem dar um balanço preciso. Enquanto isso, Kiev admitiu que as forças russas tomaram várias cidades na região do Donbass, no leste.

A primeira fase da invasão lançada pela Rússia em 24 de fevereiro fracassou na hora de tomar Kiev ou de derrubar o governo ucraniano, após enfrentar uma forte resistência, que foi reforçada pelas armas enviadas à Ucrânia por países ocidentais.

Agora a campanha russa se concentra em tomar territórios no leste e no sul da Ucrânia e também usar mísseis de longo alcance contra regiões do oeste e do centro do país.

Biden afirmou que os Estados Unidos enviarão 10 armas antitanque por cada blindado russo, mas o comandante da Força Aérea da Ucrânia, Mikola Olechchuk, indicou que o sistema antiaéreo do país é incapaz de alcançar os bombardeiros a uma altitude elevada.

“Precisamos de sistemas antiaéreos de médio e longo alcance” e “caças modernos”, afirmou o militar.

Até agora, o conflito obrigou 5,4 milhões de ucranianos a deixar seu país e mais de 7,7 milhões de pessoas fugiram de suas casas sem atravessar a fronteira, segundo uma estimativa da ONU, no momento em que a Organização Internacional das Migrações (OIM) lançou um pedido de ajuda por 514 milhões de dólares.

“Nos resta apenas uma esperança: poder voltar para casa”, disse Galina Bodnya, aposentada da cidade de Zaporizhzhia, no sul do país.

Fonte: R7

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EUROJUST ANUNCIOU QUE O TPI INVESTIGARÁ SE HOUVE CRIMES DE GURRA COMETIDOS PELA RÚSSIA E UCRÂNIA

Tribunal Penal Internacional se une à UE para investigar crimes de guerra russos na Ucrânia

Bloco europeu pretende alterar sua legislação para permitir que provas sejam armazenadas pela Eurojust, vez que isso é inviável na Ucrânia

Eurojust (Agência da União Europeia para Cooperação em Justiça Criminal) anunciou na segunda-feira (25) que o TPI (Tribunal Penal Internacional), com sede em Haia, na Holanda, tomará parte em uma investigação multinacional com o objetivo de apurar eventuais crimes de guerra cometidos pela tropas da Rússia na Ucrânia.

Conforma o acordo, que configura um movimento inédito para o TPI, o procurador do órgão, Karim Khan, se juntará aos procuradores-gerais de LituâniaPolônia e Ucrânia na equipe de investigação conjunta (EIC) que analisa eventuais abusos cometidos pelas tropas russas no conflito.

“Com este acordo, as partes da EIC e o Gabinete do Procurador enviam uma mensagem clara de que serão envidados todos os esforços para recolher provas de crimes internacionais fundamentais cometidos na Ucrânia e levar os responsáveis ​​à Justiça”, disse a Eurojust em comunicado.

Paralelamente, a União Europeia (UE) anunciou que discute a adoção de uma emenda legal permitindo à Eurojust “recolher, conservar e partilhar provas de crimes de guerra”, bem como trabalhar em parceria com o TPI. Atualmente, o regulamento não prevê que a agência “preserve essas provas de forma mais permanente, nem as analise e troque quando necessário, nem coopere diretamente com as autoridades judiciais internacionais”, disse a UE em comunicado.

De acordo com o bloco europeu, tal iniciativa é necessária para permitir que os acusados sejam eventualmente julgados e punidos. “Devido ao conflito em curso, é difícil armazenar e preservar provas de forma segura na Ucrânia. Para garantir a responsabilização pelos crimes cometidos na Ucrânia, é crucial garantir o armazenamento seguro de provas fora da Ucrânia, bem como apoiar as investigações e os processos por várias autoridades judiciárias europeias e internacionais”.

O comissário para a Justiça da UE, Didier Reynders, afirmou após o anúncio que “a impunidade não será tolerada”. Já a vice-presidente de valores e transparência, Vera Jourova, declarou que “a luta da Ucrânia é a nossa luta” e que “a Europa está determinada e fará o que puder para ajudar”.

O Massacre de Bucha

A pressão dos governos ocidentais contra a Rússia aumentou consideravelmente depois que os corpos de dezenas de pessoas foram encontrados nas ruas de Bucha, quando as tropas locais reconquistaram a cidade três dias após a retirada do exército russo. As imagens dos mortos foram divulgadas pela primeira vez no dia 2 de abril, por agências de notícias, e chocaram o mundo.

As fotos mostram pessoas mortas com as mãos amarradas atrás do corpo, um indício de execução. Outros corpos aparecem parcialmente enterrados, com algumas partes à mostra. Há também muitos corpos em valas comuns. Nenhum dos mortos usava uniforme militar, sugerindo que as vítimas são civis.

“O massacre de Bucha prova que o ódio russo aos ucranianos está além de qualquer coisa que a Europa tenha visto desde a Segunda Guerra Mundial”, disse o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, em sua conta no Twitter.

Moscou, por sua vez, nega as acusações. Através do aplicativo russo de mensagens Telegram, o Ministério da Defesa russo disse que, “durante o tempo em que a cidade esteve sob o controle das forças armadas russas, nenhum morador local sofreu qualquer ação violenta”. O texto classifica as denúncias como “outra farsa, uma produção encenada e provocação do regime de Kiev para a mídia ocidental, como foi o caso em Mariupol com a maternidade“.

Entretanto, imagens de satélite da empresa especializada Maxar Technologies derrubam o argumento da Rússia. O jornal The New York Times realizou uma investigação com base nessas imagens e constatou que objetos de tamanho compatível com um corpo humano aparecem na rua Yablonska entre 9 e 11 de março. Eles estão exatamente nas mesmas posições em que foram descobertos os corpos quando da chegada das tropas ucranianas, conforme vídeo feito por um residente da cidade em 1º de abril.

Os mortos de Putin

Desde que assumiu o poder na Rússia, em 1999, o presidente Vladimir Putin esteve envolvido, direta ou indiretamente, ou é forte suspeito de ter relação com inúmeros eventos, que levaram a dezenas de milhares de mortes. A lista de vítimas do líder russo tem soldados, civis, dissidentes e até crianças. E vai aumentar bastante com a guerra que ele provocou na Ucrânia.

Na conta dos mortos de Putin entram a guerra devastadora na região do Cáucaso, ações fatais de suas forças especiais que resultaram em baixas civis até dentro do território russo, a queda suspeita de um avião comercial e, em 2022, a invasão à Ucrânia que colocou o mundo em alerta.

A Referência organizou alguns dos principais incidentes associados ao líder russo. Relembre os casos.

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CUSTO PARA RECONSTRUÇÃO DA UCRÂNIA PODE CHEGAR A US$ 600 BILHÕES

Reconstrução da Ucrânia vai custar US$ 600 bilhões

Segundo os EUA, parte desse custo pode ser paga pela Rússia

Valor foi calculado para reconstruir o país depois da invasão russa

Valor foi calculado para reconstruir o país depois da invasão russa | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O custo para reconstrução da Ucrânia pode chegar a US$ 600 bilhões (R$ 2,8 trilhões). A afirmação foi feita pelo premiê ucraniano, Denys Shmyhal, na quinta-feira 21 em Washington, nos Estados Unidos.

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, disse que talvez seja possível fazer com que a Rússia pague parte dessa conta, com os ativos congelados no exterior.

US$ 7 bilhões por mês para compensar perdas econômicas

O presidente Volodymyr Zelensky, em discurso virtual, citou custos e necessidades de financiamento bem maiores.

Ele disse que a Ucrânia precisa de US$ 7 bilhões (R$ 32 bilhões) por mês para compensar as perdas econômicas causadas pela invasão russa. “E precisaremos de centenas de bilhões de dólares para reconstruir tudo mais tarde.”

Segundo o Banco Mundial, os danos físicos a edifícios e infraestrutura da Ucrânia causados pela invasão russa atingiram cerca de US$ 60 bilhões e aumentarão mais à medida que a guerra continuar, disse ontem o presidente do Banco Mundial, David Malpass.

Em conferência sobre assistência financeira à Ucrânia, Malpass disse que a estimativa inicial dos danos é “estreita” e não inclui os custos econômicos crescentes da guerra para a Ucrânia. “É claro que a guerra ainda está em curso, portanto esses custos estão subindo.”

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SUÉCIA E FINLÂNDIA PODEM ENTRAR PARA OTAN E TENSÃO NO LESTE EUROPEU AUMENTA

Finlândia e Suécia se preparam para decidir sobre entrada na Otan e Rússia faz ameaças

Moscou disse que reforçará contingente militar, incluindo armas nucleares no Mar Báltico, se países fizerem parte da aliança militar

Suécia e Finlândia podem entrar para Otan e tensão no Leste Europeu aumenta

EFE/EPA/TOMS KALNINS

A Finlândia entra esta semana na fase decisiva sobre a sua possível entrada na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), algo impensável há apenas dois meses, antes da invasão da Ucrânia pela Rússia, e tomará uma decisão definitiva provavelmente em junho.

O governo do país nórdico deve publicar, a princípio na quinta-feira (14), um “livro branco” sobre a segurança do país e as consequências das ações recentes de seu vizinho russo.

Este estudo estratégico, encomendado no início de março, será o ponto de partida de um debate no Parlamento durante várias semanas.

Assim como a Finlândia, a Suécia também está estudando a questão de sua adesão à Otan.

“Manteremos conversas muito prudentes, mas não levaremos mais tempo que o necessário”, disse na última sexta-feira a primeira-ministra finlandesa, Sanna Marin.

“Acredito que terminaremos nosso debate no fim de junho”, disse a líder social-democrata.

“Acho que a solicitação será apresentada em algum momento em maio”, para permitir uma decisão na cúpula da Otan, que acontecerá em Madri no fim de junho, declarou à AFP o ex-primeiro-ministro da Finlândia Alexander Stubb, favorável à adesão.

Consultas intensas

Nas últimas semanas, a Finlândia manteve consultas com quase todos os 30 membros da Otan.

Assim como a vizinha Suécia, o país obteve claras garantias do secretário-geral da aliança militar, o norueguês Jens Stoltenberg, de que as portas estavam abertas e recebeu diversos sinais de apoio, desde os Estados Unidos até a Alemanha, passando por França e Reino Unido.

A mudança na opinião pública também tem sido espetacular: as pesquisas sugerem agora que 60% dos finlandeses estão a favor da adesão, o dobro do índice registrado antes da guerra da Ucrânia.

Já o percentual dos que estão contra a adesão caiu para cerca de 20%.

Apesar de nem todos terem se pronunciado, também há uma maioria em favor da Otan entre os deputados finlandeses.

É o caso de Joonas Kontta, deputado do Partido de Centro, que acredita que a aliança é “algo que não necessitávamos”. Contudo, a invasão russa “mudou a Europa, sem passo atrás” e “ser membro da Otan nos daria mais valor em termos de segurança”, disse à AFP.

Vladimir Putin, que justificou a invasão da Ucrânia pela ampliação da Otan, poderia se deparar com uma fronteira de 1.340 quilômetros com a aliança militar ocidental em caso de adesão da Finlândia.

Moscou faz ameaças

O ex-primeiro-ministro russo Dmitri Medvedev disse nesta quinta-feira (14) que se a Finlândia ou a Suécia aderirem à Otan, a Rússia reforçará seu contingente militar, incluindo armas nucleares no Mar Báltico, perto da Escandinávia.

Em caso de adesão, “as fronteiras da Aliança com a Rússia seriam multiplicadas por dois. E será necessário defender essas fronteiras”, revelou o atual número dois do Conselho de Segurança russo em mensagem via Telegram.

“Neste caso, não poderia mais ser considerado um Báltico não nuclear”, acrescentou, evocando também a implantação de sistemas de defesa de infantaria e antiaérea no noroeste da Rússia e forças navais no Golfo da Finlândia.

Referindo-se à população da Finlândia e da Suécia, o responsável estimou que “ninguém em sã consciência (…) pode querer um aumento de tensão nas suas fronteiras e ter Iskander (mísseis) junto à sua casa, (mísseis) hipersônicos e navios com armas nucleares”.

O presidente finlandês, Sauli Niinistö, reconheceu no fim de março que uma candidatura à Otan poderia provocar respostas “impetuosas” por parte da Rússia. Os sites do governo finlandês foram alvo de ciberataques na sexta-feira.

Segundo o ministro de Relações Exteriores do país nórdico, Pekka Haavisto, a Otan considera que levaria entre quatro e 12 meses para finalizar a adesão.

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RÚSSIA FOI SUSPENSA DO CONSELHO DE DIREITOS HUMANOS NA ASSEMBLEIA – GERAL DA ONU PELA INVASÃO DA UCRÂNIA

Assembleia-geral da ONU suspende Rússia do Conselho de Direitos Humanos

Dos 193 Estados-membros da assembleia, 93 votaram a favor da suspensão, enquanto 24 votaram contra e 58 se abstiveram

INTERNACIONAL

Do R7,

com informações da AFP e EFE

Assembleia-Geral da ONU decide suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos

TIMOTHY A. CLARY / AFP

A Assembleia-Geral das Nações Unidas (AGNU) suspendeu a Rússia, nesta quinta-feira (7), do Conselho de Direitos Humanos da organização, em represália pela invasão da Ucrânia.

Dos 193 Estados-membros da assembleia, 93 votaram a favor da suspensão, enquanto 24 votaram contra e 58 se abstiveram, incluindo o Brasil. Isto pode sugerir um enfraquecimento da unidade internacional contra a Rússia.

Além dos Estados Unidos e da própria Ucrânia, os países da União Europeia, nações latino-americanas como Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai, e outros Estados como Austrália, Canadá, Turquia e Noruega apoiaram a medida.

Entre os países que votaram contra estão a própria Rússia, China, Cuba, Irã, Nicarágua e Síria. Outros 58 estados decidiram se abster, incluindo Egito, El Salvador, Índia, México, Nigéria, Paquistão e Arábia Saudita.

O embaixador do Brasil na ONU, Ronaldo Costa Filho, disse: “O Brasil decidiu se abster na votação de hoje porque acredita que a comissão de inquérito deve ter permissão para concluir sua investigação independente para que as responsabilidades possam ser determinadas”.

Costa Filho acrescentou que o Brasil, “profundamente preocupado” com supostas violações de direitos humanos na Ucrânia, está “totalmente comprometido em encontrar maneiras de cessar imediatamente as hostilidades e promover um diálogo real que leve a uma solução pacífica e sustentável”.

Esta é a segunda vez que um país é suspenso do conselho. A Líbia foi o primeiro, em 2011.

O Kremlin lamentou a decisão e advertiu que Moscou pretende “continuar a defender seus interesses por todos os meios legais”.

“Lamentamos isso e continuaremos a defender nossos interesses por todos os meios legais e a nos explicar”, reagiu o porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitri Peskov, em entrevista ao canal britânico Sky News.

Já a Ucrânia expressou seu agradecimento pela suspensão da Rússia afirmando que não cabe a “criminosos de guerra” estarem representados nessa instância da ONU.

“A Rússia não está apenas cometendo violações dos direitos humanos, está abalando as fundações da paz e segurança internacionais”, disse o embaixador ucraniano na ONU, Sergiy Kyslytsya, antes da votação.

“Os criminosos de guerra não têm lugar nos organismos da ONU encarregados da proteção dos direitos humanos”, declarou o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, no Twitter.

“Agradecemos a todos os Estados-membros que apoiaram a resolução [da AGNU] e ficaram do lado certo da história”, completou.

Criado em 2006 para substituir a fracassada Comissão dos Direitos Humanos, o Conselho é o órgão máximo da ONU para os direitos humanos e é composto por 47 países, eleitos para mandatos de três anos.

A sua composição, que é decidida por eleições realizadas anualmente, tem sido regularmente criticada por incluir Estados com registros muito duvidosos em matéria de direitos humanos.

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CASA BRANCA ANUNCIA SANÇÕES CONTRA FILHAS DE PUTIN E A INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS DA RÚSSIA POR ACHAR QUE FAMILIARES ESCONDEM RIQUEZAS DO PRESIDENTE RUSSO

EUA anunciam sanções contra filhas de Putin e principais instituições financeiras da Rússia

Governo americano acusa familiares do presidente russo de esconderem sua riqueza e proibiu novos investimentos no país

O presidente russo, Vladimir Putin, durante reunião na região de Moscou

REUTERS – 05.04.2022

A Casa Branca anunciou sanções, nesta quarta-feira (6), contra as duas filhas adultas de Vladimir Putin, Maria Vorontsova, de 36 anos, e Katerina Tikhonova, de 34 anos, pela invasão russa da Ucrânia, porque afirma que os familiares escondem a riqueza do presidente russo.

O governo americano também declarou sanções de “bloqueio total” às principais instituições financeiras públicas e privadas da Rússia, Sberbank e Alfa Bank, e informou que todos os novos investimentos americanos na Rússia estão proibidos.

A guerra e as sanções ocidentais aplicadas como reação à ofensiva russa estão afetando a economia do país, que pode se contrair em até 15%, segundo especialistas.

Na última terça-feira (5), o presidente ucraniano Volodmir Zelenski voltou a pedir mais restrições ao governo russo em seu pronunciamento ao Conselho de Segurança da ONU. O líder ucraniano denunciou o que chamou de “massacre do povo ucraniano” e falou em detalhes sobre os ataques em Bucha, onde dezenas de cadáveres de civis foram encontrados.

Além das sanções, a pedido de países ocidentais, a Assembleia-Geral da ONU fará na próxima quinta-feira (7), uma votação sobre a suspensão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos da organização.

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EUA ANUNCIARAM NOVAS SANÇÕES CONTRA RÚSSIA EM RETALIAÇÃO À INVASÃO DA UCRÂNIA

EUA anunciam novas sanções contra políticos e empresas russos

Medidas foram adotadas como forma de retaliação à invasão da Ucrânia e em coordenação com aliados americanos

INTERNACIONAL

 por AFP

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden

ALEX WONG / GETTY IMAGES VIA AFP

Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (24), novas sanções financeiras contra políticos, oligarcas e a indústria de defesa da Rússia em retaliação à invasão da Ucrânia e intensificaram a coordenação com aliados para impedir que Moscou use suas reservas de ouro.

Essas medidas, que envolvem o congelamento de ativos nos Estados Unidos, são direcionadas a 328 deputados da Duma (câmara baixa do Parlamento) — além da própria instituição — e 48 “grandes empresas públicas” do setor de defesa, segundo um relatório da Casa Branca.

Estas são “sanções de bloqueio total contra mais de 400 indivíduos e entidades, inclusive a Duma e seus membros, elites russas apoiadoras e empresas de defesa russas que alimentam a máquina de guerra de Putin”, afirmou.

As penalidades são direcionadas, entre outros, à Tactical Missiles Corporation JSC (KTRV), um grande conglomerado de defesa estatal russo no qual as armas estão atualmente implantadas, na Rússia, disse o Departamento do Tesouro dos EUA em outro comunicado.

“A KTRV produz material de defesa russo, inclusive armas aéreas e sistemas de armas para a Marinha russa”, disse, citando várias armas submarinas e sistemas de radar usados em frotas de submarinos.

Os líderes dos países do G7 e da UE (União Europeia) anunciaram que estão reforçando sua coordenação para evitar que os objetivos dessas sanções fracassem.

Eles também querem continuar a bloquear a capacidade do Banco Central russo de usar reservas internacionais, como ouro, para enfraquecer o financiamento da guerra.

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VEJA CINCO POSSIBILIDADES PARA FICAR ATENTO À GUERRA ENTRE RÚSSIA E UCRÂNIA NAS PRÓXIMAS SEMANAS

Cinco cenários que podem acontecer na Ucrânia daqui para frente

Do agravamento da crise de refugiados até as condições para um cessar-fogo, guerra terá diferentes desdobramentos nas próximas semanas

Angela Dewan

da CNN
23/03/2022 às 13:42

Soldado ucraniano nas ruas de Kiev, capital do paísSoldado ucraniano nas ruas de Kiev, capital do paísChris McGrath/Getty Images (14.mar.2022)

guerra da Rússia na Ucrânia está se aproximando da marca de um mês, e o avanço de suas tropas em algumas cidades-chave, incluindo a capital de Kiev, parece ter diminuído.

Embora haja um quadro crescente de que o ataque da Rússia à Ucrânia não está saindo como planejado, o país continua a usar seu poder aéreo para destruir cidades e atingir civis a fim de empurrar a Ucrânia à submissão.

Então, para onde caminha essa guerra? Aqui estão cinco possibilidades para ficar atento nas próximas semanas.

1. A Rússia poderia intensificar sua campanha de bombardeio

Especialistas estão alertando que quanto mais a Rússia é atingida em solo, maior a probabilidade de intensificar sua campanha de bombardeio aéreo e o uso de outras armas de “repouso” que coloquem os soldados russos em menor perigo.

Há pouca informação confiável saindo da Ucrânia ou da Rússia sobre o número de mortos, mas um relatório em um tablóide russo na segunda-feira (21) sugeriu que o lado russo havia perdido quase 10.000 soldados e que outros 16.000 haviam sido feridos.

O site Komsomolskaya Pravda removeu os números no final do dia, alegando que os números só apareceram em primeiro lugar porque haviam sido hackeados.

CNN não conseguiu verificar os dados, mas o número de mortos está mais próximo do que o relatado pelas agências de inteligência dos EUA.

Tais perdas, se comprovadamente verdadeiras, explicariam tanto a parada no movimento terrestre quanto o aumento do bombardeio aéreo de cidades-chave e outros ataques de impasse.

Um alto funcionário da defesa dos EUA disse que a Rússia começou a disparar contra a cidade de Mariupol, no sul, de navios no Mar de Azov.

“A Rússia ainda tem capacidades e reservas, e haverá um aumento na intensidade à medida que se esforça para trazer mais tropas”, disse Jeffrey Mankoff, um distinto pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos Nacionais da Universidade de Defesa Nacional dos EUA, à CNN.

Uma atualização recente do Ministério da Defesa do Reino Unido disse que a Rússia estava atraindo tropas de todo o país e de locais distantes, como sua frota do Pacífico. O país também estaria atraindo combatentes da Armênia e de empresas militares privadas, sírios e outros mercenários.

A questão é por quanto tempo a Rússia pode continuar com altas perdas de pessoal.

“Haverá mais tropas e outros equipamentos e ajuda, é claro, mas há um ponto em que será difícil sustentar esse tipo de ritmo operacional, particularmente os números sobre os quais temos ouvido — tanto em termos de homens e de perdas materiais, quanto eles superar a capacidade de reabastecimento”, disse Mankoff.

2. Embora haja foco em Kiev, a Rússia pode tentar cercar combatentes ucranianos no leste

Fala-se muito sobre o impasse do esforço de guerra russo, mas se isso é verdade ou não se resume a quais eram os objetivos de Moscou em primeiro lugar.

Mesmo isso é difícil de saber com certeza, já que a justificativa pública do país para sua invasão é claramente propaganda — a “desnazificação da Ucrânia”, por exemplo.

É provável que a Rússia esteja, no mínimo, tentando incorporar partes do leste da Ucrânia.

Áreas como Donetsk e Luhansk, que compõem a região do Donbass, são controladas por separatistas apoiados pela Rússia desde 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia e, embora as ambições da Rússia possam se estender além do Donbass, ainda é provável que seja um foco central, dizem especialistas.

Embora haja muita atenção no impulso da Rússia em direção a Kiev, a maior parte do exército ucraniano permanece perto de Donetsk e Luhansk, onde eles são agrupados como a Operação das Forças Conjuntas (JFO).

O movimento das tropas russas sugere que eles estão tentando cercar o JFO em três eixos, e é provável que esse seja o foco principal da Rússia.

Isso fica claro ao olhar para a sofisticação do tipo de tropas que estão sendo enviadas para lá, disse Sam Cranny-Evans, analista de pesquisa do Royal United Services Institute.

“O Distrito Militar do Sul — em Donetsk, Luhansk, Mariupol, Berdyansk, Melitopol — estas são as melhores tropas do exército russo. E eles sempre funcionam. Eles são projetados para combater a Otan”, disse Cranny-Evans à CNN.

“Então, as forças que estavam comprometidas com o cerco de Kiev sugerem que era um objetivo que ou a Rússia achava que seria facilmente alcançado, ou superestimaram as capacidades dessas forças. Portanto, isso leva, em parte, à conclusão de que um cerco das tropas ucranianas na JFO faz parte do objetivo que a Rússia está procurando alcançar. E os movimentos das forças russas parecem sugerir que esse é o caso.”

Ele acrescentou que a mídia ocidental estava tão focada nas perdas da Rússia e no desafio da Ucrânia que estava dando uma falsa noção da dinâmica da guerra.

“Se olharmos para esses mapas, fica claro que as forças russas realmente avançaram um longo caminho para um país muito grande. Eles tomaram algumas cidades, então agora há muito mais cidadãos ucranianos vivendo sob o domínio russo do que há três semanas”, disse Cranny-Evans.

“Independentemente de quantos veículos russos explodiram ou quantos soldados russos são mortos, também é provável que haja um número muito alto de ucranianos que sofreram um destino semelhante.”

3. Haverá mais conversas sobre conversas

Um cenário é que a guerra da Ucrânia pode se tornar um conflito prolongado.

É provável que a Rússia tenha perdido um número significativo de soldados, armas e equipamentos na guerra e, embora tenha se envolvido em conflitos de longa data no passado, não vai querer deixar este com seus militares totalmente destruídos.

“As negociações são a única área em que as coisas parecem um pouco promissoras, porque tanto a Rússia quanto a Ucrânia disseram na última semana que estão caminhando para uma discussão substantiva real, em vez de a Rússia apenas estabelecer um ultimato”, disse Keir Giles, especialista russo do think tank Chatham House, com sede no Reino Unido, à CNN.

Autoridades russas disseram que suas demandas incluem a Ucrânia abandonar suas intenções de se juntar à Otan, se desmilitarizar e adotar um status “neutro”, como a Áustria e a Suécia. Mas as condições do que isso significa para a Ucrânia teriam que ser negociadas.

O principal porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitry Peskov, disse à CNN em uma entrevista na terça-feira que a Rússia também queria que a Ucrânia aceitasse que a Crimeia — que a Rússia anexou em 2014 — é oficialmente parte da Rússia e que as estadistas separatistas de Luhansk e Donetsk “já são estados independentes”.

Numerosos especialistas especularam que a Rússia procurará esculpir partes do leste da Ucrânia.

“Será doloroso deliberar, a menos que se torne possível que a ajuda ocidental, tanto militar quanto humanitária, seja absorvida na Ucrânia a taxas suficientes para que eles possam realmente virar a maré contra o avanço russo”, disse Giles.

“Se é uma questão de quem pode derramar os maiores recursos e sentir a dor maior para prevalecer, a Rússia tem um histórico de infligir danos econômicos substanciais a si mesma e submeter sua própria população ao sofrimento a fim de seguir com guerras”, disse Giles, referindo-se a sanções que estão começando a complicar a economia russa.

Mas as autoridades dos EUA não estão tão otimistas de que as negociações vão correr bem.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse em uma coletiva de imprensa na semana passada que uma solução diplomática para a guerra era improvável, dizendo que as ações da Rússia “estão em total contraste com qualquer esforço diplomático sério para acabar com a guerra”.

Ele também sugeriu que a Rússia intensificaria a guerra usando armas químicas.

4. Pode haver “deportações” de ucranianos para a Rússia. Isso é preocupante

Embora alguns tenham conseguido sair, autoridades ucranianas dizem que outros foram levados involuntariamente para a Rússia.

A Rússia tem dito aos moradores da cidade de Mariupol, no sul, para sair enquanto realiza um bombardeio aéreo agressivo que despedaçou a cidade.

As forças abriram o que chamam de “corredores humanitários” para permitir que civis fujam, mas dezenas de milhares deles foram transportados para a Rússia.

A organização estatal russa de mídia RIA Novosti informou que quase 60.000 residentes de Mariupol chegaram ao território russo “com total segurança”.

A mídia russa mostrou linhas de veículos aparentemente indo para o leste até a fronteira, a cerca de 40 quilômetros de Mariupol.

Mas o conselho de Mariupol acusou a Rússia de forçar os moradores a ir à Rússia contra sua vontade.

“Na semana passada, vários milhares de moradores de Mariupol foram levados para o território russo”, disse a cidade em um comunicado.

O prefeito de Mariupol, Vadym Boichenko, disse no sábado que “o que os ocupantes estão fazendo hoje é familiar para a geração mais velha, que viu os terríveis eventos da Segunda Guerra Mundial, quando os nazistas capturaram pessoas à força”.

Giles disse que havia a preocupação de uma reprise dessa história sombria nas próximas semanas.

“A Rússia tem um histórico de represálias cruéis e selvagens contra civis em qualquer área quando qualquer tipo de movimento de resistência está ocorrendo. E já se moveram para deportar pessoas de Mariupol para partes remotas da Rússia, o que vem diretamente do roteiro do século XX da Rússia para lidar com esses problemas”, disse ele.

Giles se referiu às “deportações” de centenas de milhares de pessoas dos estados bálticos da Estônia, Letônia e Lituânia, que a Rússia anexou à União Soviética no início da Segunda Guerra Mundial.

“‘Deportação’ é um eufemismo. Tem sido usado como um termo bastante inócuo para o que aconteceu com essas pessoas, o que foi efetivamente escravidão e fome. Estão enviando as mulheres, as crianças, as pessoas que você deseja remover das sociedades, para neutralizá-las”, disse Giles.

“Eles geralmente se deparam com destinos horríveis. Se eles sobreviveram, não retornariam por anos ou décadas.”

5. Mais milhões de ucranianos poderiam fugir, deixando uma nação em pedaços

O destino da guerra é uma coisa, mas o destino da Ucrânia é outra.

Assim como o poder aéreo russo deixou algumas das cidades e vilas da Síria em escombros, partes da Ucrânia estão começando a parecer iguais. Mais de 3,5 milhões de ucranianos já deixaram o país.

A maioria são mulheres e crianças, o que significa que as famílias também estão sendo dilaceradas. A guerra desencadeou o maior movimento de refugiados que a Europa já viu desde a Segunda Guerra Mundial.

Esses números estão aumentando a uma taxa de cerca de 100.000 pessoas por dia.

Ucranianos que fugiram de guerra aguardam para embarcar em ônibus próximo à fronteira com a Polônia / Getty Images

Se for incluído o número de pessoas deslocadas internamente, 10 milhões de ucranianos já deixaram suas casas. Isso é quase um quarto da população do país.

E o que as guerras passadas mostram é que os refugiados muitas vezes nunca retornam aos seus países de origem. Muitas vezes, há pouco para o que voltar. Eventualmente, a ameaça de mais uma guerra é suficiente para manter os refugiados afastados.

É algo em que os negociadores precisarão pensar em qualquer conversa no horizonte.

Mesmo que uma solução diplomática possa ser encontrada para acabar com esta guerra, uma questão que permanecerá é se ela será suficiente para evitar a próxima, disse Cranny-Evans.

“Se olharmos, historicamente, para regimes autoritários que têm um desempenho ruim em um ambiente militar, eles não tendem a mudar seu comportamento em uma direção positiva depois”, disse Evans.

“Portanto, a questão pode ser que, se os ucranianos disserem: ‘Ok, seremos neutros, apenas saia’, os russos podem dizer ‘Não, você tem que nos dar Donetsk e Luhansk. Isso pode ser suportável para a Ucrânia, talvez, para parar a guerra'”, avaliou.

“Mas e se, por exemplo, 10 anos depois, a Ucrânia avançar com uma modernização militar significativa? Ou se o próximo presidente russo quiser provar seu valor, e eles conduzem outra guerra? Há muitos cenários para pensar em termos do que o fim desta guerra poderia levar.”

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PRESIDENTE DOS EUA ADVERTE AS EMPRESAS AMERICANAS QUE SE PROTEJAM DE POSSÍVEIS ATAQUES CIBERNÉTICOS REALIZADOS PELA RÚSSIA

Biden pede a empresas americanas que se protejam de possível ciberataque russo

Segundo a Casa Branca, ações criminosas podem ser direcionadas para infraestruturas essenciais, sob posse pública ou não

Presidente Joe Biden em registro feito no jardim da Casa Branca

KEVIN DIETSCH/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/GETTY IMAGES VIA AFP – 20.3.2022

presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu nesta segunda-feira (21) às empresas que se protejam de possíveis ataques cibernéticos realizados pela Rússia em resposta às sanções ocidentais impostas a Moscou pela sua ofensiva na Ucrânia.

“Meu governo reitera essas advertências baseando-se nos dados dos serviços de inteligência em constante evolução, segundo os quais o Estado russo analisa diferentes formas de possíveis ciberataques”, escreveu o presidente em comunicado divulgado pela Casa Branca.

Os ataques cibernéticos entram no “manual de estratégia” do Estado russo, insiste Biden. É “crucial acelerar o reforço da nossa segurança cibernética interna”, alertou o presidente.

Segundo a Casa Branca, os ataques podem ser direcionados para infraestruturas essenciais, muitas delas em mãos do setor privado.

“Ainda temos muito a fazer para garantir que fechamos todas as portas de entrada digitais, especialmente a dos serviços de capital dos quais os americanos dependem”, afirmou Anne Neuberger, funcionária encarregada da segurança para a tecnologia cibernética.

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EMBAIXADOR DA RÚSSIA NA BOSNIA ADVERTIU QUE MOSCOU PODE REAGIR CASO PAÍS DECIDA ADERIR A OTAN

Rússia ameaça Bósnia com ‘reação’ se país aderir à Otan

Autoridades do país balcânico classificaram a declaração de ‘inaceitável’ e dizem que tomarão atitudes diferentes das adotadas na Ucrânia

Mulher leva bandeira da Rússia em protesto pró-guerraMulher leva bandeira da Rússia em protesto pró-guerraOLIVER BUNIC/AFP – 13.3.2022

O embaixador da Rússia na Bósnia-Herzegovina, Igor Kalbukhov, advertiu nesta quinta-feira (17) que Moscou pode “reagir” caso o país balcânico decida aderir à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), algo que Sarajevo condenou como uma “clara ameaça” a sua soberania.

“Se [Bósnia-Herzegovina] decidir se tornar membro de alguma coisa, é um assunto interno. Nossa reação é outra coisa. No exemplo da Ucrânia, nós mostramos o que esperamos. Se houver ameaças, nós reagiremos”, disse Kalbukhov em uma entrevista à rede de televisão FTV.

Segundo o embaixador russo, é o Ocidente que representa uma ameaça para a Bósnia e está mentindo quando acusa Moscou de querer interferir nos assuntos internos do país.

“Não temos planos. Responderemos depois de analisar a situação estratégica e geopolítica”, declarou o embaixador.

O líder rotativo da presidência tripartite da Bósnia, Zeljko Komsic, condenou “nos termos mais fortes” as afirmações do diplomata russo.

“A mensagem do embaixador russo de que haveria uma reação da Rússia, citando aqui o exemplo da Ucrânia, contra a qual a Rússia está praticando agressão, é uma ameaça inequívoca e inaceitável para a Bósnia-Herzegovina”, disse Komsic.

De acordo com ele, as palavras do diplomata russo representam “não apenas uma ameaça à Bósnia-Herzegovina, mas à paz e estabilidade nos Bálcãs ocidentais”.

A embaixada dos EUA na Bósnia também criticou as declarações de Kalbukhov, considerando-as “perigosas, irresponsáveis e inaceitáveis”, e enfatizou que “nenhum terceiro país tem uma palavra a dizer em acordos de segurança entre a Otan e Estados soberanos”.

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MINISTRA DA AGRICULTURA SOLICITA A COMITÊ DE SEGURANÇA ALIMENTAR DA ONU QUE FERTILIZANTE NÃO SEJA INCLUÍDO NA LISTA DE SANÇÕES À RÚSSIA

Brasil pede que fertilizantes não sejam incluídos em sanções à Rússia

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ressaltou para representantes da FAO que fertilizantes são essenciais para garantir a segurança alimentar do mundo

Gustavo Uribe

Preço dos fertilizantes deve subir por contra de conflito no Leste EuropeuPreço dos fertilizantes deve subir por contra de conflito no Leste Europeu06/02/2014 REUTERS/Paulo Whitaker

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, solicitou nesta quarta-feira (16) ao comitê de segurança alimentar da Organização das Nações Unidas (ONU) que fertilizantes não sejam incluídos na lista de sanções à Rússia.

Em videoconferência com representantes da FAO (Food and Agriculture Organization), a ministra apresentou proposta para que os produtos sejam incluídos na mesma categoria dos alimentos, ou seja, que não tenham a exportação interrompida durante o conflito entre Rússia e Ucrânia.

Na reunião, a ministra salientou que o comércio de fertilizantes é indispensável para garantir a segurança alimentar do mundo e salientou que impedir o comércio do produto pode afetar a disponibilidade de alimentos e gerar uma pressão inflacionária.

O pedido será encaminhado agora para a apreciação da ONU. A Rússia é um dos principais fabricantes mundiais de fertilizantes. Hoje, em torno de 25% das importações brasileiras são provenientes do país do leste europeu, sobretudo produtos à base de potássio.

A dependência do Brasil na importação de fertilizantes chega hoje a 85%. O percentual é ainda maior a produtos à base de potássio, atingindo 96%. Apesar das limitações para o envio de fertilizantes, a Rússia não suspendeu a entrega do produto para o Brasil e enviou um navio na semana passada.

O receio do Brasil é que novos anúncios de sanções inviabilizem a exportação russa do produto. No final de semana, a ministra viajou ao Canadá na tentativa de compensar uma eventual diminuição na exportação da Rússia.

O país da América do Norte é hoje o maior produtor mundial de potássio. Segundo fontes do governo brasileiro, no entanto, não houve um aceno concreto de aumento na exportação ao Brasil.

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RÚSSIA ENTREGA A SEGRETÁRIA GERAL DO CONSELHO EUROPEU O AVISO DE RETIRADA DA FEDERAÇÃO RUSSA DA ORGANIZAÇÃO

Rússia iniciou ‘procedimento de saída’ do Conselho Europeu

Criada em 1949, a instituição reúne quase todos os países do continente, 47 no total, incluindo a Ucrânia, filiada desde 1995

Rússia fazia parte do Conselho Europeu desde 1996

ARND WIEGMANN/REUTERS – 14.03.2022

A Rússia decidiu nesta terça-feira (15) iniciar “o procedimento de saída” do Conselho Europeu, acusando a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e a União Europeia de transformá-lo em um instrumento a serviço de “sua expansão político-militar e econômica para o Leste”.

“O aviso de retirada da Federação Russa da organização” foi entregue nesta terça-feira à sua secretária-geral, Marija Pejčinović Burić, de acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em sua conta no Telegram.

“Aqueles que nos forçarem a tomar esta medida terão total responsabilidade pela destruição do espaço humanitário e jurídico comum no continente e pelas consequências para o próprio Conselho Europeu, que, sem a Rússia, perderá seu status pan-europeu”, diz o comunicado.A Aliança Atlântica e a União Europeia, afirma o ministério, “só veem nesta organização um instrumento de apoio ideológico para a sua expansão político-militar e econômica para o Leste”.

Em seu comunicado, a diplomacia russa acusa as instituições do Conselho, incluindo o Tribunal Europeu de Direitos Humanos, seu órgão judicial, de serem “usadas sistematicamente para exercer pressão sobre a Rússia e interferir em assuntos internos”.

Já no dia seguinte ao do início da ofensiva russa contra a Ucrânia, o Conselho Europeu decidiu suspender a participação da Rússia em seus diferentes órgãos, exceto no Tribunal Europeu de Direitos Humanos, última instância para os 145 milhões de cidadãos russos.

O Conselho Europeu, criado em 1949, reúne quase todos os Estados do continente, 47 no total, incluindo a Rússia, desde 1996, e a Ucrânia, desde 1995.

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GOVERNO FEDERAL INFORMOU AO STF QUE CARLOS BOLSONARO NÃO RECEBEU DIÁRIAS POR VIAGEM À RÚSSIA

Governo diz que Carlos Bolsonaro não recebeu diárias por viagem à Rússia

Documentos foram encaminhados ao STF no âmbito do inquérito que apura a existência de milícias digitais que atuam contra a democracia

Gabriel Hirabahasi

da CNN

em Brasília

Vereador pelo Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro integrou comitiva presidencial à RússiaVereador pelo Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro integrou comitiva presidencial à Rússia Roosevelt Pinheiro / Agência Brasil

O governo federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (14), que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) não recebeu diárias para participar da comitiva que viajou à Rússia acompanhando o presidente Jair Bolsonaro (PL) em fevereiro.

Em uma série de documentos encaminhados ao STF nesta segunda-feira no âmbito do inquérito que apura a existência de milícias digitais que atuam contra a democracia, o governo afirmou que, de acordo com informações do Itamaraty, Carlos não teria recebido diárias e nem tido despesas por causa da visita.

“De acordo com o expediente do Ministério das Relações Exteriores – MRE (SEI nº 3232922), “(…) não foram pagos pelo Ministério das Relações Exteriores quaisquer valores a título de diárias ao Vereador Carlos Nantes Bolsonaro por conta da referida visita oficial e tampouco há registros de despesas neste Ministério relacionadas a sua participação na comitiva oficial do senhor Presidente da República”, afirmou.

O documento é assinado pela Subchefia para Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência da República e atende a uma determinação do relator do inquérito, o ministro Alexandre de Moraes, que, no dia 4 deste mês, cobrou do Planalto explicações sobre a visita de Carlos Bolsonaro à Rússia.

A decisão de Moraes atende a um pedido formulado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que alegou que Carlos e o assessor presidencial Tercio Arnaud (apontado como integrante do chamado “gabinete do ódio”) teriam ido à Rússia na comitiva presidencial para obter informações sobre a disseminação de notícias falsas para influenciar nas eleições deste ano.

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ESCALADA NUCLEAR DA RÚSSIA CAUSA PREOCUPAÇÃO AOS EUA

EUA estão “preocupados” com escalada nuclear da Rússia, diz oficial americano

Jake Sullivan afirmou que ataque em região próxima à fronteira com a Polônia mostra que Putin está “frustrado”

DJ Judd

Jasmine Wright

da CNN

Tanques de armazenamento de combustível são vistos em chamas na Base Aérea Antonov, controlada pela Rússia, em Hostomel, na UcrâniaTanques de armazenamento de combustível são vistos em chamas na Base Aérea Antonov, controlada pela Rússia, em Hostomel, na UcrâniaSatellite image (c) 2022 Maxar Technologies

O conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, disse à CNN neste domingo (13) que, embora o governo Biden esteja “preocupado com a possibilidade de escalada”, com relação à postura nuclear do presidente russo, Vladimir Putin, “não vimos nada que exija que mudemos nossa postura nuclear agora.”

“Estamos observando isso extremamente de perto e, obviamente, o risco de escalada com um país nuclear é grave, e é um tipo de conflito diferente de outros conflitos que o povo americano viu ao longo dos anos”, disse Sullivan à CNN.

“E o presidente americano, Joe Biden, tem que levar essa responsabilidade extremamente a sério, mesmo que redobremos nossos esforços para apoiar os ucranianos. No momento atual, os Estados Unidos não ajustaram sua postura nuclear, mas é algo que monitoramos dia a dia, hora a hora, porque é uma prioridade primordial para o presidente”.

Ele também disse que os ataques russos a Lviv, a aproximadamente 19 quilômetros da fronteira da Ucrânia com a Polônia, é um sinal de que Putin “está frustrado pelo fato de que suas forças não estão fazendo o tipo de progresso que ele pensou que fariam contra grandes cidades, incluindo Kiev“.

Para o oficial, os ataques indicam que “ele está expandindo o número de alvos, que está atacando e que está tentando causar danos em todas as partes do país”.

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BIDEN ANUNCIA EM DISCURSO NA CASA BRANCA QUE VAI BANIR IMPORTAÇÕES DE VODCA, DIAMANTES E PESCADOS DA RÚSSIA

Biden decide banir as importações russas de vodca, diamantes e pescados

Presidente dos EUA também anunciou que países do G7 pretendem impedir que a Rússia negocie com FMI e Banco Mundial

INTERNACIONAL

Do R7, com AFP

O presidente dos EUA, Joe Biden, anuncia novas ações contra a Rússia

MANDEL NGAN / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta sexta-feira (11) que vai banir as importações russas de vodca, diamantes e pescados. Em discurso na Casa Branca, ele ainda anunciou que os países do G7 pretendem impedir que a Rússia negocie com o FMI e com o Banco Mundial.

Para Biden, “Putin é o agressor e deve pagar o preço”. Em meio à invasão russa, ele ressaltou que os EUA estão ao lado da democracia da Ucrânia e que fazem esforços para isolar ainda mais a Rússia. O país passa pela maior crise econômica desde 1991, quando ocorreu a queda da União Soviética.

Biden anunciou que os EUA e seus aliados decidiram excluir a Rússia do regime normal de reciprocidade que rege o comércio mundial, o que abre a porta para a imposição de tarifas alfandegárias punitivas contra Moscou.

Sobre os embates militares, ele garantiu que cada polegada do território da Otan será protegido. “Não vamos ter uma guerra da Otan contra a Rússia, isso resultaria em uma Terceira Guerra Mundial.”

Os países ocidentais estão preocupados com o possível uso de armas químicas por Moscou após a invasão da Ucrânia. O líder americano garante que os russos “pagarão um alto preço” se optarem pela medida.

Fonte: R7

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PRESIDENTE DA RÚSSIA DIZ QUE O PAÍS É CAPAZ DE SUPERAR AS CONSEQUÊNCIAS DAS SANÇÕES INTERNACIONAIS

Putin diz que Rússia é capaz de superar sanções ocidentais

Presidente afirma que país continua cumprindo com os contratos de fornecimento de combustível com o mercado internacional

Vladimir Putin acredita que Rússia pode se ajustar contra sanções internacionais

MIKHAIL KLIMENTYEV/SPUTNIK/AFP – 10.3.2022

presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira (10) que o país é capaz de superar as consequências das sanções internacionais e que está cumprindo o fornecimento de recursos energéticos para a Europa e outras partes do mundo.

Putin também declarou que a Rússia pode administrar os ativos das empresas estrangeiras que estão suspendendo ou deixando as operações no país em resposta à invasão da Ucrânia.

“Peço ao governo que não perca isso de vista, diante daqueles que vão fechar suas unidades de produção. Devemos agir aqui de forma decisiva. Portanto, como sugeriu o primeiro-ministro (Mikhail Mishustin), teremos que introduzir a gestão externa, e depois transferir essas empresas para aqueles que querem trabalhar. Existem instrumentos legais suficientes, instrumentos de mercado”, afirmou Putin em uma reunião com membros do governo russo.

O presidente russo respondeu dessa forma à saída de centenas de empresas estrangeiras da Rússia desde o início da ofensiva militar contra a Ucrânia, em 24 de fevereiro. Por outro lado, ele garantiu que o país continua aberto para negócios com os investidores estrangeiros que quiserem permanecer.

“Não vamos nos fechar a ninguém, estamos abertos a trabalhar com todos os nossos parceiros estrangeiros que desejarem. Os direitos dos investidores estrangeiros e colegas que permanecem na Rússia e trabalham na Rússia devem ser protegidos de forma confiável”, afirmou.

Putin também ressaltou que a Rússia está cumprindo todas as suas obrigações em relação ao fornecimento de recursos energéticos para a Europa e outras partes do mundo, incluindo a própria Ucrânia.

“Sobre aqueles países que estão dando passos hostis em direção a nosso país e nossa economia, sabemos muito bem que eles estão chamando seus cidadãos para apertar o cinto, para usarem roupas mais quentes. E eles falam das sanções que nos impõem como motivo para a piora dessa situação”, disse.

“Tudo parece muito estranho, especialmente porque estamos cumprindo todas as nossas obrigações. Deixe-me enfatizar mais uma vez que estamos cumprindo todas as nossas obrigações no campo do fornecimento de energia”, acrescentou.

O líder russo mostrou confiança de que o país vai conseguir superar, com a ajuda de outros parceiros, as dificuldades criadas pelas sanções ocidentais.

“Nós, juntamente com nossos parceiros que não reconhecem estas ações ilegais, certamente encontraremos uma solução para todos os problemas que eles estão tentando nos criar”, afirmou.

Putin também negou que a Rússia seja a culpada pelo aumento dos preços do petróleo nos Estados Unidos, alegando que isso aconteceu devido à decisão do governo americano de parar de importar combustíveis russos.

Por fim, ele ressaltou que os EUA estão tentando culpar a Rússia “por seus próprios erros” e que agora estão tentando comprar petróleo de países aos quais impôs sanções anteriormente, como Irã e Venezuela, e que o mesmo acontecerá com relação à Rússia.

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ECONOMIA: A BOMBA ATÔMICA DAS SANÇÕES ECONÔMICAS E SUAS PROVÁVEIS CONSEQUÊNCIAS

O destaque deste domingo, aqui na coluna ECONOMIA do Blog do Saber é sobre as prováveis consequências das sanções econômicas lançadas sobre a Rússia na tentativa de cessar o conflito entre Rússia e Ucrânia. O artigo a seguir elenca todas as sanções provocadas pela OTAN e os países do ocidente contra a Rússia e esclarece sobre as prováveis consequências. Você vai entender tudo que está acontecendo nesse tabuleiro de xadrez.

As devastadoras e atômicas sanções lançadas pelo Ocidente contra a economia russa

E suas prováveis consequências

 

Desta vez, Vladimir Putin conseguiu a façanha de unir o mundo em oposição. Mas suas propensões autoritárias e expansionistas não são surpresa para quem acompanha sua trajetória.

Já em sua primeira campanha eleitoral, em 2000, Putin foi questionado por uma jornalista como era ser um candidato ex-agente da KGB. Respondeu com sorriso malicioso: “Não existe tal coisa como um ‘ex-agente da KGB'”.

Sua primeira grande crise ocorreu quando 42 terroristas chechenos tomaram 850 reféns em um teatro de Moscou. As forças especiais russas chefiadas por Putin (as Spetsnaz) empregaram agentes químicos, que mataram 39 sequestradores e 130 reféns, incluindo 9 estrangeiros.

Em 2003, fechou a última emissora independente de TV e tornou ilegal que a mídia comente sobre eleições. Em 2004, passou a nomear os governadores. Em 2005, afirmou que o colapso da União Soviética foi “o maior desastre geopolítico do século”. Eliminou inimigos políticos, muitos alegadamente com veneno, coagiu e aliciou os oligarcas e colocou as principais empresas russas sob sua órbita.

Ao menos desde 2008 Putin já vociferava que, caso a Ucrânia aderisse à Otan, anexaria a Ucrânia do Leste e a península da Crimeia. O Ocidente ignorou e preferiu pagar para ver. Naquele ano, Ron Paul votou ‘não’ à proposta do governo Bush de expandir a OTAN alertando que “a expansão da OTAN poderá envolver os Estados Unidos militarmente em conflitos que não são de interesse nacional”.

As seguidas trapalhadas de política externa dos EUA e da OTAN não justificam a anexação da Crimeia em 2014, território ucraniano desde 1954. Putin violou a soberania da Ucrânia e zombou do Direito Internacional ao empenhar soldados sem insígnias. De lá para cá, as hostilidades entre as partes se acentuaram e Putin optou pela agressão aberta.

É de se imaginar, porém, se Putin realmente vislumbrou a potência e a extensão da reação internacional, que simplesmente desconectou a Rússia do resto do mundo por intermédio de uma “bomba atômica financeira” e a tornou pária instantaneamente.

Já se imaginavam sanções a indivíduos, até agora implementadas contra cerca de 700 oligarcas, empresários e membros do círculo de poder, que tiveram seus bens congelados na Europa e nos EUA.

Mas as sanções financeiras contra toda a economia russa foram devastadoras.

Um curto resumo

Até o momento, eis um sucinto resumo destas sanções.

* A comunidade internacional desconectou vários bancos russos do Swift, uma rede de facilitação de transferências financeiras, composta por 11 mil bancos. Embora a medida tecnicamente não impeça que a Rússia efetue transações internacionais, a sanção torna estas transações muito mais custosas, trabalhosas e demoradas.

* Adicionalmente, vários bancos russos também sofreram sanções. O Sberbank, que é maior banco russo, teve da anunciar sua saída do mercado europeu. Suas ações caíram 99% na bolsa de Londres (confira o gráfico). O banco está sendo liquidado na Áustria. Na Croácia e na Eslovênia, está repassando a carteira para quem se dispuser a comprar. Na República Checa, precisa aparecer com um depósito bilionário até o fim do dia ou será liquidado. Para completar, o banco está sofrendo uma corrida bancária da parte de seus clientes. Não tem como durar.

* A British Petroleum, maior investidora estrangeira na Russia, anunciou sua saída do país ao se desfazer da participação de 20% na estatal Rosneft.

* A Shell também desfez sua parceria com a Gazprom.

* A Equinor, maior companhia de energia da Noruega, também está saindo do país.

* E a Exxon também se juntou ao grupo.

* GM, Ford, Volvo, Daimler Truck, Renault e BMW informaram que interromperam exportações para a Rússia, bem como parcerias com empresas locais.

* Boeing e Airbus suspenderam suas operações no país. A Boeing não irá mandar peças de manutenção.

* A Apple também parou de vender seus produtos no e para o país.

* Visa, Mastercard e Amex bloquearam seus sistemas e estão impedindo os bancos russos de utilizarem suas redes. Na prática, ninguém mais pode utilizar cartão de crédito na Rússia.

* Todos os produtos da Nike estão indisponíveis no país.

* As principais empresas mundiais de transporte marítimo de carga suspenderam todo o transporte de contêineres para a Rússia. Maersk, MSC, Hapag Lloyd, Ocean Network Express não transportam mais nada para o país.

* EUA, Canadá e União Europeia fecharam seu espaço aéreo para companhias aéreas russas. Russos precisam recorrer a aviões da Turkish Airlines (a Turquia não boicotou a Rússia). O Canadá também fechou seus portos para navios russos.

* A Rússia, portanto, está isolada economicamente, pelo ar e pelo mar. Trata-se de um colapso total no comércio internacional do país. Na prática, o país voltou a viver em uma situação de autarquia, e podendo utilizar apenas dinheiro de papel (Apple Pay e Google Pay também pararam de funcionar).

A mãe de todas as sanções

Porém, a ‘sanção atômica’ visando a fechar as torneiras da guerra e desestabilizar a Rússia financeiramente foi o congelamento das gigantescas reservas internacionais (US$ 630 bilhões) do Banco Central russo.

Quem acompanha este Instituto sabe que não existe isso de dólares (ou euro) “entrarem em um país”. Dólares eletrônicos nunca saem dos EUA. Assim como euros eletrônicos nunca saem da Europa. Dólares, no formato de dígito eletrônicos, só ficam depositados em bancos americanos. E euros eletrônicos só ficam depositados em bancos europeus (o mesmo, obviamente, vale para franco suíço, libra esterlina e iene japonês: todos estes ficam apenas no sistema bancários de seus respectivos países).

Logo, quando um Banco Central estrangeiro (seja da Rússia ou mesmo do Brasil) quer utilizar os dólares (ou euros) de suas reservas internacionais, eles inevitavelmente têm de recorrer a bancos americanos (ou europeus). Isso foi explicado em detalhes aqui.

Igualmente, Bancos Centrais estrangeiros também detêm títulos do governo americano e dos governos europeus. Estes títulos ficam custodiados em seus respectivos países. Se estes governos se recusarem a convertê-los para suas respectivas moedas quando demandados por uma instituição estrangeira, nada feito.

Sendo assim, da noite para o dia, o Banco Central russo perdeu acesso aos US$ 630 bilhões que possuía em suas reservas internacionais (a título de comparação, as reservas internacionais do Banco Central do Brasil são de “apenas” US$ 360 bilhões). Com a instituição sem acesso às suas reservas, ela perdeu totalmente sua capacidade de vender dólares e euros para estabilizar o rublo.

Como consequência desta medida, e em conjunto com todas as demais sanções anunciadas, houve uma brutal especulação baixista contra o rublo, que derreteu.

O gráfico abaixo mostra a evolução da taxa de câmbio rublo/dólar.

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Gráfico 1: evolução da taxa de câmbio rublo/dólar

Ao fim do ano passado, eram necessários 70 rublos para se comprar um dólar. Agora são necessários 106 rublos, um encarecimento de mais de 50%.

Isso obrigou o Banco Central russo a disparar a taxa básica de juros para 20%, em uma tentativa de tentar conter a desvalorização.

O Banco Central russo pode vender ouro em sua posse (o ouro, de fato, está nos cofres da instituição), mas só para portadores de rublo. Já ajuda bastante, inclusive para secar a base monetária, mas o efeito sobre o câmbio demorará mais que a venda direta de dólares.

O objetivo dos EUA e da União Europeia era exatamente este: derreter o rublo.

Um derretimento semelhante (porém menos intenso), aliás, aconteceu ao fim de 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia e o país sofreu sanções da União Europeia (as quais nem de perto se comparam às atuais). Naquela ocasião, o rublo se esfacelou. O dólar saltou de 33 rublos para quase 80 rublos em um ano e meio (vide o gráfico 1). A inflação de preços encostou em 18%. A taxa básica de juros subiu de 4,75% para 17% em poucos meses. E o PIB caiu 4% (em momento de expansão mundial).

Naquela ocasião, Putin conseguiu se segurar. Será um pouco mais difícil bancar essa agora.

Os contra-ataques

Como medidas de contra-ataque, o governo russo impôs controle de capital e proibiu estrangeiros de venderem ativos russos. O intuito é afetar diretamente investidores da União Europeia e dos EUA, cujos fundos investem em ativos russos.

A consequência mais direta é que estrangeiros em posse de ativos russos não mais podem vender estes ativos em troca de rublos para então conversar os rublos em dólares. E isso está dando algum suporte ao rublo. O rublo estaria muito pior não fosse isso.

Adicionalmente, a Rússia anunciou um calote no pagamento de seus bonds (títulos emitidos em moeda estrangeira) para estrangeiros. Nem tinha como ser diferente.

Agora, já entrando na economia real, a Rússia suspendeu a venda da fertilizantes para o mundo, inclusive para o Brasil. Rússia, Ucrânia e Bielorrússia são os maiores fornecedores. A encrenca é que a Lituânia fechou as fronteiras e, com isso, impediu acesso ao corredor logístico.

Já os preços do trigo e do milho dispararam. A Rússia é o quarto maior produtor de trigo do mundo e o maior exportador. A Ucrânia é o sétimo maior produtor e está entre os quatro maiores em embarques. Juntos, os dois países respondem por cerca de 30% das exportações mundiais de trigo. E ambos os países são grandes exportadores de milho para a China.

E tornaram-se também grandes exportadores de óleo de soja.

Eis a evolução dos preços do trigo, do milho e da soja, em dólares:

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Gráfico 2: evolução do preço do trigo, em dólares

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Gráfico 3: evolução do preço do milho, em dólares

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Gráfico 4: evolução do preço da soja, em dólares

E, obviamente, o mais impactado de tudo foi o petróleo. A Rússia é o terceiro maior produtor de petróleo do mundo e o maior exportador de gás. Com o comércio fechado para o país, e com as sanções, o barril do tipo Brent saltou de 80 dólares no início deste ano para 111 dólares.

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Gráfico 5: evolução do preço do barril de petróleo do tipo Brent, em dólares

Por ora, alimentos e energia ficarão ainda mais caros para o resto do mudo.

Outro grande risco está no sistema bancário mundial.

Ao se desplugar a Rússia financeiramente, materializa-se o grave risco de contágio de bancos e empresas estrangeiras, que podem sofrer atrasos de pagamentos e calotes. E evaporam-se os mais de US$ 300 bilhões que a Rússia disponibiliza ao sistema financeiro no overnight, que será um choque nos bancos do Ocidente.

Para concluir

O Kremlin afirmou que “as sanções são problemáticas, mas a Rússia tem o potencial de neutralizá-las”. Pouco provável.

Ao que tudo indica, as sanções só serão revertidas se Putin se retirar da Ucrânia. Ou então renunciar. Mas as chances desta última são ínfimas.

O povo russo será o mais afetado pelo impasse. Com a economia esfacelada, os riscos da reação de Putin – no limite, a continuidade da escalada bélica – são enormes. A sanção atômica financeira pode ser percebida pelos russos como uma renúncia das tradicionais e ensaiadas regras de “escalada gradual”, tornando-se um ato de guerra análogo ao bloqueio total do comércio e do sistema bancário.

A Rússia, vale repetir, está neste momento isolada do comércio por ar e mar, vivendo em autarquia e utilizando apenas papel-moeda físico. E com uma perspectiva de hiperinflação e acentuado empobrecimento.

As reações do chefe de estado perante esta situação são completamente imprevisíveis, principalmente quando se sabe que ele tem acesso a quase 6 mil ogivas nucleares.

Fonte: Mises Brasil

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VODCA PRODUZIDA NA RÚSSIA ESTÁ SENDO BANIDA DE BARES NOS EUA

Bares dos Estados Unidos boicotam a vodca produzida na Rússia

Alguns governadores norte-americanos já deram ordem para que lojas deixem de vender a bebida importada dos russos

Vodca produzida na Rússia está sendo banida de bares nos Estados Unidos

MAOR ATTIAS/PEXELS

A invasão da Ucrânia pelos russos vem gerando todo o tipo de reação negativa para o país administrado por Vladimir Putin, e nem a vodca escapou. A tradicional bebida, que é produzida em larga escala no território russo, sofre atualmente um forte boicote de bares e restaurantes nos Estados Unidos.

Governadores de alguns estados norte-americanos já determinaram que lojas parem de vender a bebida que é importada da Rússia em solidariedade ao povo ucraniano.

Com isso, a vodca feita no país de Vladimir Putin está banida nos estados de Utah, New Hampshire, Ohio e Pennsylvania. Spencer Cox, governador de Utah escreveu no Twitter: “Faremos nossa parte para enfrentar os invasores russos e ficar ao lado das nosssa irmãs e irmãos ucranianos. Todos os produtos feitos na Rússia serão imediatamente removidos das lojas de bebidas do estado. Também revisaremos todas as aquisições estatais para quaisquer produtos russos”.

Em entrevista à agência France Press, Ronnie Heckman, dono de um restaurante no estado de Maryland disse que “é uma maneira de conscientizar as pessoas sobre o que está acontece neste momento”.

Ainda segundo a agência, alguns bares até mudaram o nome da bebida. Em vez de usar o apelido de “Moscow mule” (mula de Moscou, por causa do “coice”), o drink agora está sendo chamado de “Kiev mule”.

Fonte: R7

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SANÇÕES FINACEIRAS IMPOSTAS À RÚSSIA PODE LEVAR O PAÍS A DAR UM CALOTE EM SUA DÍVIDA EXTERNA

Sanções podem levar Rússia a dar calote, diz instituto internacional de finanças

Em uma nota publicada nesta segunda-feira, o IIF diz ainda que o PIB russo deve sucumbir ao impacto das punições internacionais

Thais Herédia

da CNN

Moedas de rublo russo são vistas na frente das cores das bandeiras da Ucrânia e da Rússia, em ilustração de 24 de fevereiro de 2022.Moedas de rublo russo são vistas na frente das cores das bandeiras da Ucrânia e da Rússia, em ilustração de 24 de fevereiro de 2022.REUTERS/Dado Ruvic

As sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos e países aliados à Rússia podem levar o país a dar um calote em sua dívida externa. A avaliação é do Instituto de Finanças Internacionais (IIF), uma associação que reúne os maiores bancos do mundo. Em uma nota publicada nesta segunda-feira, o IIF diz ainda que o PIB russo deve sucumbir ao impacto das punições internacionais.

Para os analistas do órgão, a decisão de banir grandes bancos russos do sistema Swift foi considerada uma das mais sérias impostas a um país na história recente. Enquanto ainda debatiam o alcance e a eficácia desta medida, o anúncio de ações restritivas ao Banco Central da Rússia e a sinalização de que a força das sanções pode aumentar, levaram o IIF a prever fortes impactos na economia russa.

“O compromisso dos membros da comunidade internacional é claro. Compreender o impacto dessas ações, no entanto, é fundamental. A conclusão é que essas sanções terão um impacto significativo na economia geral da Rússia, e os russos médios já estão sentindo o custo. As sanções visam o sistema financeiro doméstico da Rússia, causando corridas bancárias e forçando o banco central da Rússia a continuar aumentando as taxas de juros”, diz o comunicado.

Na tentativa de controlar os estragos causados pela corrida bancária e pelo banimento do sistema financeiro internacional, os analistas do IIF acreditam que o BC russo deverá adotar rígidos controles de capital e até decretar feriado bancário se a demanda por moeda aumentar acentuadamente.

“Como resultado, prevemos um crescimento negativo em uma economia que já foi prejudicada pelo crescente isolacionismo”, diz o documento.

O IIF reiterou ainda que vai examinar as sanções adicionais que podem ser adotadas em várias áreas que considera essenciais e que poderiam afetar o sistema financeiro internacional. A funcionalidade do sistema global de pagamentos, o acesso à moeda americana, as exportações de hidrocarbonetos e os controles de exportação estão entre as maiores preocupações da associação dos bancos.

“Um dos maiores impactos na economia global provavelmente será no comércio. Embora os detalhes sobre como as novas sanções afetam a energia ainda estejam surgindo, sabemos que as sanções ao seu banco central tornarão mais difícil para a Rússia exportar energia e outras commodities. Como resultado, podemos ver os preços das commodities subirem”, alerta o relatório da IIF.

Fonte: CNN

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RÚSSIA É PRESSIONADA PELA ONU PARA CESSAR INVASÃO NA UCRÂNIA

Rússia enfrenta forte pressão na ONU para que cesse invasão na Ucrânia

Assembleia-Geral da ONU para discutir a guerra Rússia-Ucrânia começou nesta segunda (28) e vai até quarta (2)

António Guterres na Assembleia-Geral da ONU, nesta segunda (28)

MICHAEL M. SANTIAGO/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/GETTY IMAGES VIA AFP – 28.2.2022

No banco dos réus do cenário internacional, a Rússia defendeu nesta segunda-feira (28), na Assembleia-Geral da ONU, a invasão da Ucrânia, durante uma reunião excepcional de emergência dos 193 membros da organização, na qual houve múltiplos chamados pelo fim da guerra na ex-república soviética.

À cascata de sanções contra interesses econômicos, políticos e esportivos russos, sucederam-se na tribuna da ONU, em Nova York, chamados pelo fim das hostilidades na Ucrânia.

Paralelamente à reunião, os Estados Unidos deram um novo passo, ao anunciar a expulsão de 12 membros da missão diplomática russa nas Nações Unidas, acusando-os de espionagem.

“Basta! Os combates devem parar”, declarou o secretário-geral da ONU, António Guterres, na abertura da sessão, convocada pelos defensores da legalidade internacional após o fracasso de sexta-feira do Conselho de Segurança, que não conseguiu condenar a invasão russa.

Representantes de mais de uma centena de países devem passar pela tribuna até a próxima quarta-feira (2), quando a Assembleia-Geral deve votar uma resolução em que “deplora nos termos mais fortes a agressão da Rússia à Ucrânia”, após a alteração do termo “condena”, segundo o rascunho do documento, observou a AFP.

O texto, promovido pelos europeus em coordenação com Kiev e o apoio de mais de 70 países, é semelhante ao apresentado por Estados Unidos e Albânia e rejeitado por um veto russo no Conselho de Segurança na sexta-feira. Ele exige a retirada imediata das tropas russas da Ucrânia e o fim dos combates.

Após mais de oito horas de discursos, a sessão foi concluída e será retomada às 15h (horário local, 12h no Brasil) desta terça-feira.

LEGÍTIMA DEFESA

Desde o início da invasão, a Rússia alega a legítima defesa prevista no artigo 51 da Carta das Nações Unidas. Após mobilizar dezenas de milhares de militares na Ucrânia e em seus arredores, com tanques, aviões de combate e navios, Putin evocou neste domingo implicitamente a ameaça nuclear, provocando a indignação dos Estados Unidos e da Europa.

“Não foi a Rússia que começou esta guerra, estas operações militares foram iniciadas pela Ucrânia, contra os habitantes do Donbass (região separatista no leste do país) e contra todos os que não concordavam com ela”, defendeu o embaixador russo na Assembleia-Geral.

Essa versão foi contestada pela maioria dos países que passaram pela tribuna. A embaixadora britânica, Barbara Woodward, condenou o que chamou de “guerra injustificada”. Já o representante do Brasil, Ronaldo Costa Filho, declarou: “Estamos sob uma rápida escalada de tensões que pode pôr toda a humanidade em risco”, acrescentando que “ainda temos tempo para parar isso”.

“Se a Ucrânia não sobreviver, não nos surpreendamos se a democracia falhar”, disse o embaixador ucraniano na ONU, Sergiy Kyslytsya. “Salve as Nações Unidas, salve a democracia e defenda os valores em que acreditamos”, implorou em um discurso grave.

NADA A GANHAR

O representante chinês, Zhang Jun, afirmou que “não há nada a ganhar com o começo de uma nova Guerra Fria, ressaltando que a mentalidade “baseada no confronto de blocos deveria ser abandonada. Devem-se respeitar a soberania e a integridade de todos os países, bem como o conjunto dos princípios da Carta das Nações Unidas”.

Iniciada com um minuto de silêncio pelas vítimas da guerra, a essa reunião se somou outra, do Conselho de Segurança, durante a tarde, dedicada à situação humanitária na Ucrânia, onde, segundo a ONU, meio milhão de pessoas já tiveram que deixar o país por causa da invasão russa, e 102 já morreram no conflito.

França e México promovem nesse fórum uma nova resolução em favor do “fim das hostilidades”, da “proteção dos civis”, e que se permita a chegada de ajuda humanitária “sem obstáculos”.

A Rússia também está na mira da ONU em Genebra, onde um debate urgente no Conselho de Direitos Humanos sobre a invasão da Ucrânia deve ocorrer na próxima quinta-feira.

Mihares de pessoas estão fugindo da guerra na Ucrânia, país que vem sendo atacado muito fortemente pela Rússia. Nesta segunda (28), muita gente seguiu para a Polônia e Hungria na tentativa de escapar dos combates. Na foto, mulher e criança que saíram da Ucrânia descansam num ponto de recepção de refugiados montado numa estação de trem em Przemysl, na Polônia

Fonte: R7

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PAÍSES EUROPEUS E CANADÁ FECHARAM ESPAÇOS AÉREOS DE SEUS TERRITÓRIOS PARA AERONAVES RUSSAS

Europa e Canadá fecham espaço aéreo para aeronaves da Rússia

Ação coordenada faz parte das sanções impostas contra Moscou, que iniciou uma ofensiva militar russa contra a Ucrânia

Avião da empresa russa Aeroflot decola no aeroporto internacional de Frankfurt (Alemanha)

EFE / EPA / ARMANDO BABANI

Países europeus e o Canadá fecharam o espaço a aéreo de seus territórios para aeronaves russas em uma ação coordenada sem precedentes contra o governo da Rússia, que iniciou na semana passada uma ofensiva militar contra a vizinha Ucrânia, o maior ataques contra uma nação europeia desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

A maior companhia aérea da Rússia, Aeroflot, informa que todos os voos com destino à Europa deverão ser cancelados logo após o chefe de política exterior da União Europeia (EUA), Josep Borrell, anunciar que o bloco econômico fechou o espaço aéreo para aeronaves russas.

O governo dos Estados Unidos estudam seguir pelo mesmo caminho como forma de sanção contra o governo de Moscou. A decisão ainda está sendo avaliada por Washington, segundo informou representantes da Casa Branca.

De acordo com as autoridades dos EUA, os cidadãos norte-americanas estão sendo orientados a deixarem o território da Rússia o mais rápido possível, antes que as companhias aéreas estrangeiras deixem de voar para o país e que mais países fechem seus aeroportos para aeronaves russas.

A proibição de voos de empresas russas ocorre enquanto o setor aéreo ainda tenta lidar com as consequências da pandemia de coronavírus, que ainda tem prejudicado a demanda global por viagens.

Alemanha, Espanha e França se juntaram à Grã-Bretanha, aos estados nórdicos e bálticos que declararam a proibição do usos de seus espaços aéreos pela Rússia. Trata-se de uma grande escalada nas restrições impostas pelos países aliados e integrantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) contra o governo de Moscou na tentativa de travar uma guerra econômica contra Vladimir Putin em retaliação à invasão da Ucrânia.

Fonte: R7

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GOVERNO BRASILEIRO ESTÁ FOCADO EM CONTRIBUIR PARA RESOLUÇÃO PACÍFICA ENTRE RÚSSIA E UCRÂNIA

Por Guilherme Mazui, g1 — Brasília

 

Bolsonaro defende soberania dos Estados, mas não cita Rússia

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (26) em uma rede social que o Brasil defende a soberania e a integridade dos países e que seu governo está focado em contribuir para uma “resolução pacífica do conflito” entre Rússia e Ucrânia.

A Rússia invadiu a Ucrânia na madrugada de quinta-feira (24), na maior ofensiva militar registrada na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. A invasão já dura três dias.

No texto, Bolsonaro, mais uma vez, não fez uma crítica direta à Rússia, à invasão ou ao presidente Vladimir Putin. Ele somente declarou que a posição do Brasil em “defesa da soberania, da autodeterminação e da integridade territorial” dos países “sempre foi clara e está sendo comunicada” por meio de canais adequados, como o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

“A posição do Brasil em defesa da soberania, da auto-determinação e da integridade territorial dos Estados sempre foi clara e está sendo comunicada através dos canais adequados para isso, como o Conselho de Segurança da ONU, e por meio de pronunciamentos oficiais”, escreveu o presidente.

“Volto a afirmar que eu e meu governo estamos focados em garantir a segurança do nosso país, proteger os interesses do nosso povo, auxiliar os cidadãos brasileiros que se encontram nas regiões conflagradas e contribuir para uma resolução pacífica do conflito”, concluiu.

Conselho da ONU

O Brasil condenou a invasão da Rússia ao território da Ucrânia durante seu voto no Conselho de Segurança das Nações Unidas na sexta-feira (25).

Representante do Brasil na ONU, o embaixador Ronaldo Costa Filho disse que o Conselho de Segurança deveria agir urgentemente diante da agressão da Rússia. O diplomata apelou pela “cessação total das hostilidades, pela retirada das tropas e pela retomada imediata do diálogo diplomático”.

Costa Filho ainda declarou que o Brasil tentou manter uma posição de equilíbrio, mas que “o uso da força contra a integridade territorial de um Estado-membro não é aceitável no mundo atual”.

Durante a reunião, a Rússia vetou uma resolução do conselho que serviria para condenar a invasão da Ucrânia – e foi o único país (dos 15 membros) a votar contra, mas seu voto teve poder de veto.

Rússia usa poder de veto e bloqueia condenação pelo Conselho de Segurança da ONU

Histórico

Bolsonaro, que na semana passada esteve com Putin em Moscou, tem sido criticado por não condenar a invasão à Ucrânia, a exemplo do que presidentes e primeiros-ministros de outros países já fizeram. No encontro com Putin, Bolsonaro disse ser ‘solidário’ à Rússia, mas sem especificar o motivo.

Representantes das embaixadas da Ucrânia e dos Estados Unidos no Brasil afirmaram que aguardavam qualquer declaração do Brasil que condenasse os ataques feitos pela Rússia.

Em nome do Brasil, houve somente duas declarações contra a guerra até o momento: o voto proferido na ONU pelo embaixador Ronaldo Costa Filho e fala do vice-presidente Hamilton Mourão, que disse não concordar com a invasão. Mourão, porém, foi desautorizado por Bolsonaro durante uma transmissão pela internet.

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PONTO DE VISTA: A COMUNIDADE INTERNACIONAL PRECISA POR UM FREIO NISSO OU FICAREMOS SEM OPÇÃO

Caro(a) leitor(a),

A situação nesse conflito entre Rússia e Ucrânia é delicadíssima e muito grave, pois ao peitar os Estados Unidos e a União Europeia e iniciar uma guerra covarde o ditador Wladimir Putin abre caminho para uma escalada armamentista sem precedentes e mostra que está disposto a conquistar toda a região territorialmente, como já demonstra ameaçando a Suécia e a Finlândia diante da inércia dos aliados da OTAN. Isso é péssimo, pois a coisa vai caminhar para uma situação fora de controle, que pode culminar com uma 3ª guerra mundial. A passividade da comunidade internacional, apenas assistindo de camarote o massacre da Rússia sobre a Ucrânia, abre um forte precedente pra que Putin amplie a sua hegemonia em toda a região da Criméia. E se isso acontecer é temerário acreditar que ele vai se contentar com isso.

Então, apesar da delicadíssima situação a comunidade internacional precisa se posicionar urgentemente, com sanções econômicas e, se for necessário, militares também.

Após invadir Ucrânia, Rússia faz ameaças contra Finlândia e Suécia

Declaração acende alerta na Europa.

Arquivo | Flickr

Depois de invadir a Ucrânia, a Rússia voltou a subir o tom e realizou ameaças que aumentam as tensões no cenário europeu.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, sinalizou nesta sexta-feira (25) eventual retaliação contra Finlândia e Suécia se eles passarem a integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Desde a última semana, o grupo militar internacional ficou ainda mais no centro dos conflitos entre Ucrânia e o governo do presidente Vladimir Putin.

“Todos os estados membros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa [OSCE] em sua capacidade nacional, incluindo Finlândia e Suécia, reafirmaram o princípio de que a segurança de um país não pode ser construída à custa da segurança de outros”.

A fala ocorre no mesmo dia em que representantes dos dois países europeus se reuniram com o conselho da Aliança Atlântica.

“A adesão à Otan provocaria graves retaliações militares e políticas”, garantiu.

Fonte: Conexão Política

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PRESIDENTE BOLSONARO AFIRMOU QUE É SUA A DECISÃO SOBRE POSICIONAMENTO DO BRASIL FRENTE A GUERRA ENTRE RÚSSIA E UCRÂNIA

Bolsonaro sobre posição do Brasil em guerra na Ucrânia: decisão é minha

Fala acontece após o vice-presidente Hamilton Mourão declarar que os países do Ocidente devem usar a força em apoio aos ucranianos

Douglas Porto

Emanuelle Leones

da CNN*

em São Paulo e Brasília

 

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quinta-feira (24), que é sua a decisão sobre o posicionamento do Brasil frente à guerra entre Rússia e Ucrânia.

“Quem fala pelo país é o presidente e o presidente se chama Jair Messias Bolsonaro. Quem tem dúvida disso basta procurar o Artigo 84 [da Constituição Federal]. Quem está falando isso está falando sobre o que não lhe compete”, disse Bolsonaro em transmissão pelas redes sociais.

A fala acontece após o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) declarar que os países do Ocidente devem usar a força em apoio aos ucranianos.

“Tem que haver o uso da força. Realmente um apoio à Ucrânia maior do que o que está sendo colocado. Essa é a minha visão”, indicou Mourão.

O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, ao lado do chefe do Executivo na transmissão, expressou que a Embaixada do Brasil na Ucrânia está aberta e dedicada aos brasileiros. E que junto ao Ministério da Defesa, está fazendo um plano para retirada desses cidadãos.

“Esse plano envolve contato com países vizinhos. Só vamos tirar os brasileiros dali quando tivermos condições necessárias para que isso ocorra de maneira segura e ordenada. Estamos analisando comboios terrestres, ferrovias, rodovias. O espaço aéreo está fechado, mas estamos focados”, informou Carlos França.

Em viagem à Rússia, em 17 de fevereiro, Bolsonaro discursou ao lado do presidente Vladimir Putinque prega a paz e respeita “quem age desta maneira” e que era solidário ao país. Entretanto, não citou o conflito com os ucranianos.

Os Estados Unidos criticaram o discurso de Bolsonaro, afirmando que “o momento em que o presidente do Brasil se solidarizou com a Rússia, quando as forças russas se preparam para lançar ataques a cidades ucranianas, não poderia ter sido pior”, disse à CNN um porta-voz do Departamento de Estado.

O Brasil está negociando com os EUA alterações no projeto de resolução que os norte-americanos submeteram nesta quinta-feira aos países que integram o Conselho de Segurança da  Organização das Nações Unidas (ONU).  No documento, revelado pela CNN, os americanos pedem a condenação da invasão da Ucrânia pela Rússia e a imediata retirada das tropas.

Segundo fontes do governo brasileiro, a avaliação inicial é que o país apoie o projeto, mas com alterações para equilíbrio do texto. Por exemplo: defender o diálogo, reconhecer que acordos do passado nunca foram completamente implementados por nenhuma das partes e oferecer uma melhor contextualização da situação. Em suma, fugir da lógica de que há um país culpado e que os demais são inocentes neste embate.

Fonte: CNN

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GOVERNO DO JAPÃO ANUNCIA NOVAS SANÇÕES CONTRA RÚSSIA PELA INVASÃO DA UCRÂNIA

Japão amplia sanções à Rússia aos setores de semicondutores e financeiro

Além de bloqueios econômicos, premiê japonês Fumio Kishida deseja dificultar produção russa de artigos para fins militares

Fumio Kishida durante entrevista coletiva na manhã de sexta-feira (25, data local)

RODRIGO REYES MARIN/POOL/AFP – 24.2.2022

O governo do Japão anunciou nesta sexta-feira (25, quinta-feira no Brasil) novas sanções contra a Rússia pela invasão da Ucrânia, que incluem controles sobre as exportações de semicondutores e outros produtos que podem ser usados para fins militares, assim como o congelamento de fundos de entidades financeiras russas.

O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, apresentou hoje uma nova rodada de medidas punitivas contra Moscou que foram tomadas em coordenação com o G7 e que são divulgadas após as sanções já reveladas na quarta-feira (23) por Tóquio.

Kishida também pediu ao presidente russo, Vladimir Putin, que “retire suas tropas” da Ucrânia e “cumpra o direito internacional”, durante uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira em Tóquio, horas depois de participar da cúpula virtual do G7 para chegar a um acordo sobre a resposta à crise na Ucrânia.

As novas sanções incluem o congelamento de fundos de entidades financeiras russas, bem como determinadas empresas e indivíduos daquele país e a suspensão de vistos para eles, segundo Kishida, que não deu mais detalhes a esse respeito.

O Japão também vai impor controles sobre as exportações de semicondutores e outros produtos destinados ao setor de defesa ou segurança nacional, acrescentou o primeiro-ministro japonês.

As medidas adicionais de Tóquio não incluem o setor de energia, ao contrário das aplicadas pela União Europeia e outros países do G7.

Na última quarta-feira, o Japão anunciou a suspensão de vistos e congelamento de fundos vinculados às autoproclamadas repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, além de sujeitá-las a um embargo comercial e bloquear novas emissões de dívida soberana russa nos mercados japoneses.

Kishida também disse nesta sexta-feira que o Japão consideraria “medidas adicionais” para pressionar Moscou junto com o G7 se a crise ucraniana continuar piorando.

“É uma situação muito grave que pode afetar a ordem mundial, inclusive a Ásia”, disse o chefe do Executivo do Japão, Estado que compartilha fronteiras marítimas com a Rússia e mantém uma disputa territorial com o país vizinho sobre as Ilhas Curilas do Sul, chamados Territórios do Norte por Tóquio.

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FRANÇA CONDENA ENERGICAMENTE DECISÃO DA RÚSSIA DE FAZER GUERRA CONTRA UCRÂNIA

Macron condena guerra na Ucrânia e trabalha para detê-la; Otan prepara reunião de emergência

Embaixadores da Otan vão realizar novo encontro nesta quinta-feira (24) para discutir a ação militar autorizada por Vladimir Putin

INTERNACIONAL

 Do R7, com informações da AFP

Presidente da França, Emmanuel Macron, tentou mediar o confronto entre Rússia e Ucrânia

TOBIAS SCHWARZ / POOL / AFP

“A França condena energicamente a decisão da Rússia de fazer a guerra contra a Ucrânia”, declarou nesta quinta-feira (24) o presidente francês, Emmanuel Macron, que pediu a Moscou que “ponha fim imediatamente a suas operações militares”.

“A França se solidariza com a Ucrânia. Está ao lado dos ucranianos e age com seus parceiros e aliados para deter a guerra”, acrescentou o presidente francês em dois tuítes.

Novas tratativas

Embaixadores da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) realizarão uma nova reunião de emergência nesta quinta-feira (24) para discutir a ação russa no território ucraniano, disse à agência AFP um funcionário da aliança militar.

Nas primeiras horas da quinta-feira, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, condenou a operação militar russa, que ele definiu como um “ataque irresponsável e não provocado, que coloca em risco inúmeras vidas de civis”.

“Mais uma vez, apesar de nossas repetidas advertências e esforços incansáveis para se engajar na diplomacia, a Rússia escolheu o caminho da agressão contra um país independente e soberano”, acrescentou.

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SECRETÁRIO GERAL DA OTAN EMITE DECLARAÇÃO CONDENANDO ATAQUE IMPRUDENTE DA RÚSSIA CONTRA UCRÂNIA

Secretário-geral da Otan diz que Rússia ‘escolheu o caminho da agressão’ contra país soberano

Jason Stotenberg pede que Rússia cesse sua ação militar imediatamente e respeite a soberania e a integridade da Ucrânia

Secretário-geral Jens Stoltenberg dá uma coletiva de imprensa online após uma reunião extraordinária da comissão OTAN-Ucrânia sobre a situação entre a Ucrânia e a Rússia

SEM VAN DER WAL/ ANP/AFP – 24.02.2022

O secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Jens Stoltenberg, emitiu uma declaração condenando “o ataque imprudente e não provocado da Rússia”. Na madrugada desta quinta-feira (24), explosões foram ouvidas em Kiev, capital da Ucrânia, Dnipro, Odessa e em outras cidades do país.

“Condeno veementemente o ataque imprudente e não provocado da Rússia à Ucrânia, que coloca em risco inúmeras vidas de civis”, disse Stoltenberg. “Mais uma vez, apesar de nossos repetidos avisos e esforços incansáveis ​​para se engajar na diplomacia, a Rússia escolheu o caminho da agressão contra um país soberano e independente.”

Stoltenberg disse que os aliados da Otan se reunirão para falar sobre as consequências das ações agressivas da Rússia.

“Esta é uma grave violação do direito internacional e uma séria ameaça à segurança euro-atlântica”, disse ele. “Peço à Rússia que cesse sua ação militar imediatamente e respeite a soberania e a integridade territorial da Ucrânia.”

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BLOCO ECONÔMICO DEVE APROVAR NOS PRÓXIMOS DIAS PACOTE DE SANÇÕES CONTRA RÚSSIA

União Europeia entra em acordo para o primeiro pacote de sanções contra a Rússia

Medidas afetam um total de 27 instituições e pessoas, entre elas autoridades que tomaram decisões durante escalada das tensões

Bloco econômico deve aprovar o pacote de sanções nos próximos dias

FREEPIK

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia entraram em acordo nesta terça-feira (22), de maneira unânime, sobre um primeiro pacote de sanções contra a Rússia, após o anúncio do reconhecimento dos territórios separatistas de Donetsk e Lugansk.

O anúncio foi feito pelo chefe da diplomacia da França, Jean-Yves Le Drian, que concedeu entrevista ao lado do espanhol Josep Borrell, alto representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.

As sanções, que deverão ser aprovadas de maneira formal pela União Europeia, afetam um total de 27 instituições e pessoas, entre elas autoridades que tomaram decisões que tiveram um papel importante no ataque à soberania da Ucrânia, explicou Borrell.

Além disso, será limitado o acesso financeiro da Rússia “a nossos mercados financeiros e de capitais”, sobretudo para evitar que possa financiar sua dívida nos mercados europeus.

As sanções “afetarão a Rússia, e a afetarão muito”, garantiu o representante da União Europeia, que garantiu estar respondendo rapidamente aos acontecimentos. Apesar de tudo, Borrell garantiu que o bloco continuará os esforços diplomáticos para evitar “uma nova erupção da guerra no coração da Europa”.

O diplomata espanhol, contudo, admitiu que o risco de um conflito de grande escala “é real, e temos que preveni-lo”.

Antes da reunião, Borrell e os ministros de Alemanha, França e Itália participaram de uma sessão por videoconferência, entre os titulares das pastas das Relações Exteriores do G7, encontro que teve como objetivo alinhar a resposta do grupo.

Fonte: R7
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PRESIDENTE DA UCRÂNIA DIZ QUE APOIA NEGOCIAÇÕES DE PAZ DENTRO DOS GRUPOS TCG E OSCE DOS QUAIS O PAÍS PARTICIPA JUNTO COM A RÚSSIA

Presidente da Ucrânia pede cessar-fogo imediato no leste do país

Confrontos entre separatistas pró-Rússia e forças ucranianas se intensificaram na região nos últimos dias

INTERNACIONAL

 Do R7

O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, pediu cessar-fogo imediato

GLEB GARANICH/REUTERS – 14.01.2022

O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, pediu neste domingo (20) um cessar-fogo imediato na parte leste do país, onde os confrontos entre separatistas pró-Rússia e forças ucranianas se intensificaram nos últimos dias.

Ele acrescentou que a Ucrânia apoia as negociações de paz dentro do Grupo de Contato Trilateral (TCG, em inglês), das quais o país participa, junto com a Rússia e a Osce (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa).

“Nós defendemos a intensificação do processo de paz. Apoiamos a convocação imediata do TCG e a introdução imediata de um regime de silêncio”, publicou Zelenski no Twitter.

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EUA ANUNCIAM QUE RECEBERAM RESPOSTA DA RÚSSIA POR ESCRITO SOBRE NEGOCIAÇÕES DE SEGURANÇA NA EUROPA

Estados Unidos recebem resposta da Rússia a propostas sobre segurança na Europa

Governo americano sugeriu discutir a implantação de mísseis na Europa e as limitações mútuas das manobras militares

O ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, prometeu tornar pública a carta de Moscou

SHAMIL ZHUMATOV / POOL / AFP

Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (17), que receberam a resposta da Rússia por escrito às suas propostas de negociações sobre segurança na Europa para neutralizar a crise sobre a Ucrânia.

A resposta foi entregue ao embaixador dos Estados Unidos na Rússia, John Sullivan, disse um funcionário de alto escalão do governo americano.

Nesta quarta-feira (16), o Departamento de Estado americano reafirmou que o secretário Antony Blinken estava pronto para se reunir com seu homólogo russo, Serguei Lavrov, uma vez que essa carta tivesse sido recebida e analisada.

E, hoje, o ministro das Relações Exteriores russo prometeu tornar “público” o conteúdo da carta de Moscou.

Washington apresentou suas propostas escritas em 26 de janeiro, rejeitando as principais demandas russas formuladas em rascunhos de tratados apresentados em dezembro passado. Entre elas, está a garantia formal de que a Ucrânia nunca ingressará na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), assim como a da retirada de algumas forças da Aliança Atlântica estacionadas às portas da Rússia.

Os Estados Unidos propõem, por sua vez, discussões sobre a implantação de mísseis na Europa e sobre limitações mútuas das manobras militares.

A mensagem americana de janeiro sugere “compromissos recíprocos, por parte de Estados Unidos e Rússia, de não implantar sistemas de lançamento de mísseis ofensivos terrestres e forças de combate permanentes em território ucraniano”.

Washington também propõe que Moscou inspecione certas infraestruturas militares que lhe dizem respeito na Europa e garante que está pronto a discutir a “indivisibilidade da segurança”.

O Kremlin se baseia nesse conceito para exigir a retirada da Otan de sua vizinhança, argumentando que a segurança de uns não pode ser alcançada à custa da dos demais, ainda que reconheça o direito de cada Estado, e, portanto, da Ucrânia, de escolher suas alianças.

Depois de enviar a carta, a Rússia ameaçou reagir, incluindo a opção militar na mesa, se os Estados Unidos rejeitarem suas principais exigências de segurança. Reforçou, nesse sentido, que deseja a retirada das forças americanas estacionadas na Europa Central e Oriental e dos países bálticos.

“Se não houver uma disposição por parte dos Estados Unidos de nos entendermos em relação às garantias legais para nossa segurança (…) a Rússia se verá obrigada a agir, aplicando, sobretudo, medidas de caráter militar e técnico”, frisou o ministério em sua resposta aos EUA.

Ainda nesta quinta, o Departamento de Estado informou que a Rússia “expulsou” o número 2 de sua embaixada em Moscou.

“Pedimos à Rússia que acabe com as expulsões infundadas de diplomatas americanos” e “estamos estudando nossa resposta”, disse um porta-voz do departamento à AFP.

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O PRESIDENTE DOS EUA AFIRMA QUE APESAR DE MOSCOU ANUNCIAR RETIRADA DAS TROPAS DAS FRONTEIRAS HÁ UM RISCO ELEVADO DE INVASÃO DA UCRÂNIA POR PARTE RÚSSIA

Biden diz que risco de a Rússia invadir a Ucrânia é muito elevado

Segundo o presidente americano, Moscou não está retirando as tropas da fronteira, mas reforçando o número de militares

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden

ALEX WONG / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta quinta-feira (17) que o risco de a Rússia invadir a Ucrânia é “muito elevado”, apesar do anúncio de Moscou de mais retiradas de tropas da fronteira.

A ameaça é “muito alta, porque eles não retiraram nenhuma de suas tropas. Eles moveram mais tropas”, disse Biden a repórteres na Casa Branca.

“Temos motivos para acreditar que eles estão fazendo uma operação de pretexto para ter uma desculpa para entrar.”

“Todas as indicações que temos são de que eles estão preparados para entrar na Ucrânia, atacar a Ucrânia”, insistiu.

“Minha percepção é que isso vai acontecer nos próximos dias.”

Biden disse que ainda não leu uma nova resposta escrita do presidente russo, Vladimir Putin, às propostas dos EUA para uma saída diplomática da crise.

As forças militares russas cercaram grande parte das fronteiras da Ucrânia como parte de uma tentativa de derrubar as políticas pró-ocidentais do país, incluindo seu objetivo de longo prazo de ingressar na Otan.

No entanto, disse que não tem planos de ligar para o presidente russo.

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MINISTRO BRASILEIRO DISCUTE PARÂMETRO PARA IMPLANTAÇÃO DE PARCERIA SOBRE TECNOLOGIA MILITAR COM A RÚSSIA

Brasil e Rússia discutem parceria sobre tecnologia militar em encontro de chanceleres

Ministros de Relações Exteriores se reuniram, nesta quarta (16), em Moscou, antecipando reunião entre os presidentes Bolsonaro e Putin

Léo Lopes

da CNN

em São Paulo

 

Os ministros de Relações Exteriores da Rússia, Serguey Lavrov, e do Brasil, Carlos França, se reuniram na manhã desta quarta-feira (16) em Moscou.

O encontro entre os países aconteceu pela primeira vez no formato em que há dois representantes em cada lado da mesa. Além dos chanceleres, estiveram presentes os ministros da Defesa brasileiro, Braga Netto, e o russo, Serguei Shoigu.

Em uma coletiva de imprensa após o encontro, França informou que foi discutida uma parceria estratégica entre os países envolvendo as áreas de pesquisa e da Defesa (tecnologia militar).

O ministro brasileiro disse que foram discutidos parâmetros para a implementação dessa parceria. “A Rússia é uma referência mundial no desenvolvimento tecnológico, sobretudo no âmbito da Defesa”, afirmou o chanceler, dizendo que o Brasil privilegia oportunidades de transferência de tecnologia nesse setor.

França ainda disse que, nesta quarta (16), o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, firmou com sua contraparte russa um “protocolo mútuo de informações classificadas” entre os países.

O chanceler brasileiro destacou que esse acordo de troca de informações vai se adequar à Lei de Acesso à Informação (LAI) brasileira.

Em entrevista à CNN, a pesquisadora sênior do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), Fernanda Magnotta, disse que a reunião dos chanceleres não trouxe muitas novidades envolvendo questões de segurança – destacando que a discussão do tema já era esperada.

“Essas informações em geral não afetam a vida do cidadão comum. Estamos falando de informações coletadas pelo serviço de inteligência estatal e são compartilhados todas as regras do jogo. Nada do que o Brasil coleta, e muito menos que o Brasil compartilha, desrespeita os direitos constitucionais brasileiros”, disse.

“Estamos interessados em uma troca regular e permanente das avaliações geopolíticas e informações da região latino-americana”, disse Lavrov na coletiva.

O chanceler russo também afirmou que conseguiu um compromisso com o Brasil para desenvolver e coordenar um “esforço pela não proliferação de armas de extermínio em massa”. “A Rússia e o Brasil estão a favor da retificação do tratado sobre a proibição dos testes nucleares”, comentou.

Política internacional foi discutida, mas Brasil não cita Ucrânia

Na reunião, Lavrov e França também discutiram questões da política internacional.

O chanceler russo aproveitou seu pronunciamento para reafirmar a posição do país de apoio para que o Brasil se torne um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, bem como a expansão do número de membros no órgão.

Carlos França se limitou a dizer que foram discutidos temas da conjuntura internacional e também questões relacionadas ao órgão da ONU.

Lavrov avançou e disse que “fizeram troca de opiniões sobre a situação no Leste Europeu”. Ele também afirmou que “discutiram muito” a “abordagem dos Estados Unidos de trocar o Direito Internacional pelas suas ordens e da tentativa de dividir o mundo em duas partes, países democráticos e não democráticos”.

Como exemplo da linha política americana, Lavrov citou “o alargamento incontrolado da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para o leste” – questão chave na atual tensão envolvendo a Ucrânia.

Fonte: CNN

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CHANCELERES DA RÚSSIA E REINO UNIDO TROCAM ACUSAÇÕES EM ENCONTRO TENSO QUE DESTACOU O ABISMO ENTRE ELES SOBRE A CRISE NA UCRÂNIA

Chanceleres da Rússia e do Reino Unido trocam farpas após encontro

Britânica desafiou Lavrov ao dizer que o acúmulo de tropas e armamentos na fronteiras com a Ucrânia não ameaça ninguém

INTERNACIONAL

 por Reuters 

Chanceler do Reino Unido, Liz Truss, e o chancele da Rússia, Sergey Lavrov

MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DA RÚSSIA/DOVULGAÇÃO VIA REUTERS

O ministro das Relações Exteriores da Rússia acusou sua colega britânica nesta quinta-feira (10) de arrogância e de se recusar a ouvir, em um encontro tenso que destacou o abismo entre eles sobre a crise na Ucrânia.

“Estou honestamente desapontado que o que temos é uma conversa entre um mudo e um surdo… Nossas explicações mais detalhadas caíram em terreno despreparado”, disse Sergei Lavrov em entrevista coletiva conjunta com a britânica Liz Truss.

Truss desafiou Lavrov diretamente por sua afirmação de que a Rússia não está ameaçando ninguém com o acúmulo de tropas e armamentos perto das fronteiras com a Ucrânia.

“Não vejo outra razão para ter 100.000 soldados estacionados na fronteira além de ameaçar a Ucrânia. E se a Rússia leva a diplomacia a sério, eles precisam remover essas tropas e desistir das ameaças”, disse ela.

A Rússia apresentou ao Ocidente uma série de exigências para garantir a segurança, reclamando que se sente ameaçada pelas repetidas ondas de ampliação da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e pela recusa da aliança em descartar a adesão de sua vizinha Ucrânia, uma ex-República soviética.

“Ninguém está minando a segurança da Rússia –isso simplesmente não é verdade”, disse Truss, acrescentando que era “perfeitamente apropriado” que a Ucrânia se defendesse e buscasse alianças.

Fonte: R7

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DURANTE ENCONTRO COM CHANCELER ALEMÃO BIDEN PROMETE FECHAR GASODUTO SE A RÚSSIA INVADIR A UCRÂNIA

Joe Biden promete fechar gasoduto se a Rússia invadir a Ucrânia

Chanceler alemão, principal beneficiado com o polêmico Nord Stream 2, afirmou que estará alinhado com as decisões dos EUA

INTERNACIONAL

por AFP

Joe Biden fez anúncio durante encontro com o chanceler alemão Olaf Scholz

BRENDAN SMIALOWSKI/AFP – 07.02.2022

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu nesta segunda-feira (7) “encerrar” a polêmica construção do gasoduto Nord Stream 2, para abastecer a Europa de gás russo, se Moscou invadir a Ucrânia.

Biden falou juntamente com o chanceler alemão, Olaf Scholz, que recebeu na Casa Branca. Esse último se manteve mais moderado e prometeu apenas estar unido ao presidente americano.

A declaração de Biden foi a mais contundente até agora sobre o futuro do novo gasoduto, já concluído, mas que ainda não começou a canalizar gás natural para a Alemanha.

Scholz foi menos claro sobre até onde iria para punir a Rússia se o país optasse por um ataque envolvendo seus mais de 100 mil soldados concentrados na fronteira da Ucrânia por ordem do presidente Vladimir Putin.

O chanceler alemão assinalou que ele e Biden estão “absolutamente unidos” em aplicar sanções contra a Rússia e afirmou que os dois não darão “passos diferentes”.

Ao ser questionado por jornalistas sobre o Nord Stream 2, Scholz evitou mencionar o gasoduto por seu nome ou confirmar se apoiaria uma eliminação da infraestrutura.

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CONFLITO ENTRE RÚSSIA E UCRÂNIA PROVOCARIA O ENVOLVIMENTO DAS POTÊNCIAS MILITARES DO MUNDO E TERIA REFLEXOS NO BRASIL

Entenda como conflito entre Rússia e Ucrânia poderia afetar o Brasil

Agravamento da situação no Leste da Europa faria preço do petróleo e do gás disparar e impactaria na economia do país

INTERNACIONAL

Letícia Sepúlveda

 do R7

Membro do exército russo durante exercício militar na região sul de Rostov, na Rússia

SERGEY PIVOVAROV/REUTERS – 26.01.2022

As preocupações devido à crescente tensão na fronteira da Rússia com a Ucrânia não estão restritas apenas à Europa. O conflito entre os dois países provocaria o envolvimento das principais potências militares do mundo e teria reflexos inclusive no Brasil, mesmo estando tão distante da zona de guerra.

O geógrafo João Correia explica que o país ocupa o assento rotativo no Conselho de Segurança da ONU a partir deste ano e fica até 2023 e que, tradicionalmente, assume uma posição de neutralidade nesse tipo de questão da geopolítica.

Apesar disso, o país pode ser pressionado a abandonar essa postura mais diplomática, como já ocorreu no passado. “A ex-presidente Dilma foi muito criticada em 2014, quando não se posicionou em relação à invasão russa na península da Crimeia”, lembra Correia.

Para o professor Carlos Gustavo Poggio, do curso de Relações Internacionais da FAAP, se o conflito se agravar, o maior impacto para o Brasil talvez não seja relacionado com a Rússia diretamente, mas sim em questões mais amplas.

“Precisaríamos analisar como o país se comportaria se uma invasão ocorresse, se os Estados Unidos demandariam algum tipo de posicionamento do governo brasileiro”, aponta. “Além disso, haveria um impacto no comércio internacional, na bolsa de valores, e isso afetaria a economia do país.”

A Rússia é um parceiro comercial importante para o Brasil. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o país negociou um total de 2,7 bilhões de dólares (R$ 14,3 bilhões) em produtos russos em 2020. Desse total, 53,6 milhões de dólares (R$ 285,6 milhões) foram gastos na importação de óleos combustíveis de petróleo.

O preço do petróleo subiria se a Rússia, que é uma grande exportadora, diminuísse seu fornecimento. Outro fator que contribuiria para a alta do preço seria a demanda por gás natural em toda a Europa, grande consumidora do gás russo.

Gunther Rudzit, professor do curso de relações internacionais da ESPM, afirma que se o conflito na Ucrânia se agravar, haverá uma disparada do preço do petróleo, do gás natural e uma grande valorização do dólar.

Ele ainda cita Adriano Pires, Doutor em Economia Industrial pela Universidade de Paris XIII, ao dizer que se o barril do petróleo subir dos atuais 87 dólares para 100 dólares, o litro da gasolina pode custar R$ 10,00 no Brasil e impactar todos os setores.

“Com esse valor, o preço dos produtos seriam muito inflacionados. Seria o pior cenário possível para a Petrobras e para o país”, ressalta. “Por isso precisamos esperar muito que a situação não se torne mais grave na Ucrânia, porque isso afetaria a economia global com um todo.”

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PRESIDENTES DA RÚSSIA, FRANÇA E UCRÂNIA IRÃO SE REUNIR EM UM NOVO ESFORÇO DIPLOMÁTICO PARA TENTAR FREAR A CRISE NA FRONTEIRA UCRANIANA

Putin recebe Macron e Scholz para tratar da crise na Ucrânia

Líderes da França e da Alemanha também farão reuniões com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em Kiev

O presidente russo, Vladimir Putin, fala durante uma cerimônia de entrega de prêmios em Moscou

SERGEY KARPUHIN/REUTERS – 02.02.2022

O presidente francês Emmanuel Macron se reunirá com o presidente da Rússia Vladimir Putin em Moscou na próxima segunda-feira (7) e com o pesidente ucraniano Volodymyr Zelensky na próxima terça-feira (8) em Kiev, anunciou o Palácio do Eliseu, em um novo esforço diplomático para tentar frear a crise na fronteira ucraniana.

Macron intensificou nas últimas horas as conversas telefônicas com os colegas russo e ucraniano, assim como com o presidente americano Joe Biden, para atuar como mediador na crise.

Os dois encontros serão presenciais, confirmou o Palácio do Eliseu, mas “em coordenação com os aliados europeus”. Nos últimos dias, Emmanuel Macron e seus assessores conversaram por telefone com seus colegas europeus, informou a presidência francesa.

Diante da crise, o chanceler alemão, Olaf Scholz, também irá para Kiev e Moscou. As visitas devem ocorrer em 14 e 15 de fevereiro para ter reuniões sobre a crise entre a Rússia e a Ucrânia.

Essa será a primeira visita de Scholz a ambos os países, desde que substituiu Angela Merkel como chanceler em dezembro passado. A viagem acontece em meio a críticas por seu baixo perfil, até o momento, nos esforços diplomáticos europeus para evitar um conflito na Ucrânia.

Scholz desembarca primeiramente em Kiev e, no dia seguinte, estará em Moscou para se encontrar com Putin.

“Além das relações bilaterais, também serão abordadas questões internacionais, incluindo as de segurança”, disse o porta-voz de Scholz, Wolfgang Buechner, à imprensa.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse hoje aos jornalistas que Putin e Scholz terão conversas bilaterais “substanciais”.

O chanceler alemão também terá conversas, em Berlim, com os líderes de Estônia, Letônia e Lituânia. Nelas, irá tratar das preocupações dos países bálticos com a crise.

A Rússia acumulou milhares de militares na fronteira ucraniana, o que aumentou os temores de uma invasão. Moscou nega qualquer intenção bélica e exige garantias de segurança dos países ocidentais. Entre elas, reivindica que a Ucrânia nunca seja autorizada a ingressar na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

A tensão pela crise continua aumentando e o governo dos Estados Unidos afirmou na última quinta-feira (3) que tem provas – sem apresentá-las – de que a Rússia planeja produzir vídeos falsos de um ataque ucraniano como pretexto para invadir o país vizinho.

O governo ucraniano demonstra mais prudência. O ministro da Defesa, Oleksii Reznikov, considerou “pequeno” o risco de uma “escalada significativa” do conflito.

Fonte: R7

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EM APOIO A OTAN OS EUA ENVIARÃO 3.000 SOLDADOS AO LESTE EUROPEU

EUA enviarão 3.000 soldados ao Leste Europeu, em apoio à Otan

Governo americano nega que movimentação de tropas seja para um eventual conflito entre Rússia e Ucrânia

INTERNACIONAL

por AFP

Cerca de 1.000 soldados americanos que estão na Alemanha irão para a Romênia

ALUN THOMAS / DEPARTAMENTO DE ESTADO DOS EUA VIA AFP – 31.1.2022

Os Estados Unidos enviarão 3.000 militares a vários países da Europa Oriental em apoio às forças da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), informou a imprensa americana nesta quarta-feira (2), citando funcionários do governo não identificados.

“Segundo as instruções do presidente e de acordo com as recomendações do secretário [da Defesa, Lloyd] Austin, o departamento vai reposicionar mais ao leste algumas unidades estacionadas na Europa”, afirmou um dos funcionários.

“Essas forças não vão lutar na Ucrânia”, enfatizou. “Esses movimentos não são permanentes. Respondem às circunstâncias atuais.”

Desse total, cerca de 1.000 soldados serão transferidos da Alemanha para a Romênia e outros 2.000 partirão da grande base americana de Fort Bragg, na Carolina do Norte, para a Alemanha e a Polônia, acrescentaram as mesmas fontes.

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PRESIDENTE DA RÚSSIA AFIRMOU AO PRESIDENTE DA FRANÇA QUE OS EUA E A OTAN IGNORAM PREOCUPAÇÕES DE SEGURANÇA DE MOSCOU

Putin diz que EUA e Otan ignoraram preocupações da Rússia

Líder russo conversou por telefone com o presidente da França, Emmanuel Macron, sobre a crise na fronteira com a Ucrânia

O presidente russo, Vladimir Putin, é visto no Cemitério Memorial Piskaryovskoye

ALEXEY NIKOLSKY/AFP – 27.01.2022

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou ao presidente da França, Emmanuel Macron, que os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ignoraram as principais preocupações de segurança de Moscou. Os dois líderes conversaram por telefone nesta sexta-feira (27).

No início da semana, os Estados Unidos e a Otan responderam as várias demandas de segurança solicitadas pela Rússia, que pediu para que o Ocidente nunca admitisse a Ucrânia na aliança liderada pelos norte-americanos.

“As respostas dos EUA e da Otan não levaram em conta as preocupações fundamentais da Rússia, incluindo impedir a expansão da Otan e se recusar a implantar sistemas de armas de ataque perto das fronteiras russas”, disse Putin a Macron, segundo um comunicado do Kremlin.

Apesar de Putin ter afirmado que os Estados Unidos “ignoraram” outras preocupações importantes descritas pela Rússia, o chefe de Estado confirmou a Macron que estudará “cuidadosamente” as respostas dos norte-americanos e depois decidirá sobre outras ações.

O acúmulo de tropas russas nas proximidades da fronteira com a Ucrânia levantou temores de que o Kremlin estaria avaliando invadir seu vizinho pró-União Europeia, mas Putin reiterou que não quer guerra e negou qualquer plano de invasão.

O mandatário russo, no entanto, pediu a Macron que as autoridades ucranianas façam um “diálogo direto” com os líderes separatistas no leste do país.

Após a conversa com Putin para abordar a crise, Macron também falará nesta sexta-feira (27) com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. O objetivo do líder francês é encontrar os meios necessários para uma desescalada na tensão entre as nações.

Durante a conversa telefônica entre os presidentes russo e francês, que teria durado mais de uma hora, os dois concordaram em “continuar o diálogo” sobre uma série de questões relacionadas à segurança.

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SEGUNDO PORTA-VOZ, É INACEITÁVEL A IDEIA DE UMA GUERRA ENTRE UCRÂNIA E RÚSSIA

Rússia diz que simples ideia de guerra com a Ucrânia é ‘inaceitável’

Alemanha e França entraram em negociação com russos e ucranianos para reduzir o temor de um conflito armado na região

Veículos militares russos realizando exercícios próximo à fronteira com a Ucrânia

SERGEY PIVOVAROV/REUTERS – 26.1.2022

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse nesta quinta-feira (27) que até mesmo a ideia de uma guerra entre a Rússia e a Ucrânia é “inaceitável”, a última de uma série de declarações oficiais com o objetivo de eliminar os temores de uma iminente invasão russa ao país vizinho.

“Já afirmamos repetidamente que nosso país não pretende atacar ninguém. Consideramos inaceitável até mesmo o pensamento de uma guerra entre nosso povo”, disse Alexei Zaitsev, porta-voz do ministério.

A Rússia, que anexou a Crimeia da Ucrânia em 2014 e apoiou uma rebelião separatista no leste da Ucrânia, aumentou a presença de tropas na região da fronteira ucraniana, assim como enviou forças à também vizinha Belarus.

Kiev rejeita a versão da Rússia de que o conflito separatista no leste da Ucrânia é uma guerra civil que nada tem a ver com Moscou, dizendo que a Rússia apoia os separatistas com forças disfarçadas no terreno de combate.

Apesar da tensão, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, saudou as negociações entre quatro partes com Rússia, França e Alemanha como significativas e um passo para a paz, segundo comunicado divulgado por seu gabinete nesta quinta-feira.

“O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, avalia positivamente o fato da reunião, sua natureza construtiva, bem como a intenção de continuar conversações significativas por duas semanas em Berlim”, disse ele.

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RÚSSIA REALIZOU EXERCÍCIOS MILITARES ENQUANTO AUTORIDADES SE PREPARAVAM PARA NEGOCIAÇÃO SOBRE A UCRÂNIA

Rússia faz exercícios militares antes de negociações sobre a Ucrânia

Soldados russos estão na região da fronteira, e países ocidentais ameaçam aplicar sanções econômicas em caso de invasão

Rússia envia mais militares para a região da fronteira com a Ucrânia

SERGEY PIVOVAROV/REUTERS – 21/01/2022

A Rússia realizou exercícios militares nesta quarta-feira (26) e enviou mais forças e caças a Belarus para exercícios no próximo mês, enquanto autoridades se preparavam para negociações em Paris sobre o conflito no leste da Ucrânia.

O responsável no Kremlin pelas questões que envolvem a Ucrânia deveria encontrar autoridades de França, Alemanha e Ucrânia para conversações no formato “Normandia” em Paris diante do  pano de fundo de uma concentração de tropas russas perto da fronteira com a Ucrânia que provocou temores de uma invasão.

A Rússia insiste que não pretende invadir a Ucrânia, mas o Ocidente ameaçou adotar severas penalidades econômicas se isso acontecer. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta terça-feira (25) que consideraria sanções pessoais ao presidente russo, Vladimir Putin, e o Reino Unido afirmou nesta quarta-feira que não descartaria fazer o mesmo.

As conversas em Paris para acabar com a guerra no leste da Ucrânia entre Kiev e os separatistas apoiados pela Rússia se encontram há anos sem progresso real, mas as conversações de quarta-feira podem ser vistas como um sinal positivo de que a diplomacia está ocorrendo apesar das tensões crescentes

O confronto com a Ucrânia desencadeou uma venda nos mercados russos nesta semana, e o rublo voltou a cair na quarta-feira.

A agência de notícias Interfax afirmou que o Ministério da Defesa russo anunciou nesta quarta-feira, um dia depois de deslocar forças de artilharia e fuzileiros navais antes dos exercícios conjuntos com Belarus no próximo mês, ter enviado uma unidade de paraquedistas para o país vizinho. Também afirmou que a Rússia estava mandando caças de combate Su-35 a Belarus para os exercícios.

A concentração de forças russas em Belarus, ao norte da Ucrânia, cria uma nova frente para um possível ataque.

Separadamente, as forças de artilharia russas na região sul de Rostov, que faz fronteira com a Ucrânia, iniciaram treinamento de tiro mais tarde nesta quarta-feira, como parte de uma inspeção de prontidão de combate do Distrito Militar Sul, disse o Ministério da Defesa.

No extremo norte, navios de guerra russos entraram no mar de Barents para proteger uma grande faixa de navegação no Ártico, disse a Frota do Norte. Moscou anunciou exercícios navais de varredura na semana passada.

Um porta-voz de Dmitry Kozak, representante do Kremlin para a Ucrânia, disse que as conversações em Paris começariam às 8h (horário de Brasília), com um informe à imprensa esperado para depois das 11h.

Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente ucraniano Volodymr Zelenskiy, afirmou que a Ucrânia descartou falar diretamente com os separatistas apoiados pela Rússia.

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MOVIMENTOS DOS EUA SOBRE A UCRÂNIA CAUSA PREOCUPAÇÃO NA RÚSSIA

Rússia observa com ‘preocupação’ ação dos EUA sobre a Ucrânia

O governo norte-americano colocou 8,5 mil soldados em alerta máximo

A Rússia posicionou suas forças militares na fronteira com a Ucrânia

A Rússia posicionou suas forças militares na fronteira com a Ucrânia | Foto: Reprodução

 

A Rússia indicou nesta terça-feira, 25, que está observando com grande preocupação os movimentos dos Estados Unidos (EUA).

Um dia antes, o governo norte-americano colocou 8,5 mil soldados em alerta máximo, para estarem prontos para serem enviados à Europa, em caso de uma escalada na crise na Ucrânia.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusou Washington de alimentar as tensões sobre a Ucrânia — repetindo a linha de que a crise está sendo impulsionada por ações dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Estados ocidentais acusam a Rússia de planejar um novo ataque à Ucrânia, invadida em 2014. Moscou nega, mas diz que pode realizar ações militares não especificadas a menos que as exigências sejam atendidas, incluindo uma promessa da Otan de nunca admitir Kiev na aliança.

Na segunda-feira 24, a Otan afirmou que está colocando forças de prontidão e reforçando o leste europeu com mais navios e caças de guerra. A Rússia denunciou os movimentos como “histeria” ocidental. A ação é uma resposta ao Kremlin, que posicionou as tropas russas na fronteira com a Ucrânia.

A Rússia está aguardando uma resposta por escrito dos EUA nesta semana à sua lista de demandas de segurança, algumas das quais Washington já descartou.

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JOE BIDEN AMEAÇOU UMA RESPOSTA “SEVERA” NO CASO DE ATAQUE RUSSO À UCRÂNIA

Fala de Biden sobre Ucrânia pode desestabilizar situação, diz Rússia

Presidente dos Estados Unidos ameaçou uma resposta “severa” no caso de um ataque russo ao território ucraniano

O presidente Joe Biden fala com repórteres durante uma entrevista coletiva na Casa BrancaO presidente Joe Biden fala com repórteres durante uma entrevista coletiva na Casa Branca GETTY IMAGES VIA AFP – 19/01/2022

A Rússia denunciou, nesta quinta-feira (20), os comentários “desestabilizadores” do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. O líder americano ameaçou uma resposta “severa” no caso de um ataque russo à Ucrânia, no momento em que o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, busca em Berlim apoio dos europeus contra Moscou.

A reação do Kremlin veio depois que o presidente dos Estados Unidos disse que Moscou pagaria um alto preço se invadisse a Ucrânia, incluindo perda de vidas e duras sanções à sua economia. “Será um desastre para a Rússia”, insistiu.

Para o Kremlin, essas declarações “podem contribuir para desestabilizar a situação” e “levantar esperanças totalmente falsas” entre algumas autoridades ucranianas, segundo o porta-voz, Dmitri Peskov.

Na capital alemã, Blinken iniciou reuniões com seus colegas da França e Alemanha e com a secretária de Relações Exteriores britânica, antes de negociações cruciais com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, em Genebra, na próxima sexta-feira (21).

Na quarta-feira, o secretário de Estado esteve em Kiev para mostrar seu apoio à Ucrânia e instou o presidente russo, Vladimir Putin, a permanecer na “via diplomática e pacífica”.

Com dezenas de milhares de soldados russos na fronteira ucraniana, crescem os temores de um conflito aberto.

Moscou insiste que não quer invadir a Ucrânia e justifica o deslocamento de tropas pela suposta ameaça representada pela Otan. Antes das negociações, apresentou exigências, incluindo um veto à adesão da Ucrânia à aliança militar transatlântica.

Sem promessas escritas

Washington rejeitou os pedidos, e o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse esta semana que “não comprometerá seus princípios básicos, como o direito de cada nação escolher seu caminho”

Importantes reuniões entre as partes foram realizadas na semana passada em Genebra, Bruxelas e Viena, sem avanços.

Os aliados da Otan sinalizaram sua disposição de continuar conversando, mas Moscou está pedindo uma resposta por escrito às suas propostas, que também incluem a limitação das manobras ocidentais na antiga zona de influência soviética.

Em Kiev, Blinken disse que não daria uma resposta formal a Lavrov em suas negociações em Genebra na sexta e pediu ao Kremlin que dissipe a ameaça de uma invasão da Ucrânia.

A Ucrânia luta contra forças separatistas pró-russas no leste do país desde 2014, ano em que Moscou anexou a península da Crimeia. Mais de 13 mil pessoas morreram nesse conflito.

Neste contexto, Washington anunciou na quarta “uma provisão de 200 milhões de dólares em ajuda para segurança defensiva adicional” à Ucrânia, quantia que completa os 450 milhões de dólares já acordados.

As autoridades de Kiev solicitaram em várias ocasiões armas à Alemanha, mas Berlim até agora recusou.

Gasoduto alemão

Durante sua primeira visita à Ucrânia na segunda-feira, a nova ministra das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, assegurou que a Alemanha “faria tudo para garantir a segurança da Ucrânia”, mas descartou o envio de armas.

Em Berlim, as discrepâncias entre os aliados ocidentais podem reaparecer sobre o polêmico gasoduto Nord Strem 2, que deve dobrar o fornecimento de gás natural da Rússia para a Alemanha, sem passar pela Ucrânia.

O chanceler Olaf Scholz alertou que as novas tensões com Moscou podem ter consequências para este gasoduto, que já está concluído, mas não entrou em serviço até a luz verde do regulador de energia alemão.

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