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TRIBUNAL DA RÚSSIA CLASSIFICOU COMO EXTREMISTA AS ORGANIZAÇÕES DO OPOSITOR ALEXEY NAVALNY

Justiça russa classifica organizações de Navalny como extremistas

Decisão abre a possibilidade de fechamento de movimento e escritórios regionais ligados ao opositor do presidente Putin

INTERNACIONAL

 Do R7

Sessão foi realizada a portas fechadas em um tribunal de Moscou

DIMITAR DILKOFF / AFP – 9.6.2021

Um tribunal da Rússia classificou nesta quarta-feira como extremistas as organizações do opositor Alexey Navalny, um ponto culminante para a liquidação do seu movimento e que abre caminho para uma repressão maior a seus apoiadores.

O opositor, 45, que cumpre pena de dois anos e meio de prisão por um caso de fraude que ele considera político, afirmou no Instagram que não desistirá.

O veredito, proferido após uma audiência a portas fechadas, é anunciado após meses de repressão a opositores, marcada pelo envio de Navalny à prisão, pelo exílio de ativistas que fazem parte do seu movimento e por medidas contra a imprensa independente e outras vozes críticas.

A poucos meses das eleições legislativas de setembro, um tribunal de Moscou ordenou hoje a liquidação das organizações de Navalny. A decisão tem como alvos principais o Fundo de Luta contra a Corrupção (FBK), organização que apresentou investigações sobre o estilo de vida e a corrupção na elite russa, e os escritórios regionais que convocam manifestações e animam campanhas eleitorais.

“Fica comprovado que essas organizações não só difundiam voluntariamente informações que incitavam ao ódio e à hostilidade contra os representantes do poder, mas que além disso cometiam crimes e delitos extremistas”, declarou aos jornalistas um representante da Promotoria, Elexey Jafiarov, após a decisão judicial.

Uma mensagem publicada esta noite na conta de Navalny no Instagram convoca seus apoiadores a não recuarem e pede que eles se unam à sua equipe para as eleições legislativas do outono local. “Iremos nos organizar, evoluir, iremos nos adaptar. Mas não iremos recuar em nossos objetivos e ideias. É o nosso país e não temos outro”, publicou Navalny após o veredito.

Os Estados Unidos e o Reino Unido denunciaram a decisão judicial. “Instamos a Rússia a parar de abusar das designações de ‘extremismo’ para atingir organizações não violentas, a acabar com a repressão ao Sr. Navalny e seus apoiadores e a cumprir suas obrigações internacionais de respeitar e garantir os direitos humanos e as liberdades fundamentais”, declarou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price.

A audiência judicial durou mais de 12 horas, segundo os advogados da equipe Komanda 29, que defendia em particular o FBK e que anunciou que irá apelar.

O Ministério Público russo celebrou o que considerou um julgamento “legal e justificado”. O resultado do processo deixava poucas dúvidas, uma vez que a rede de escritórios regionais de Navalny já havia sido incluída, em abril, na lista de organizações “extremistas” pelo serviço de vigilância financeira. Consequentemente, a própria rede havia se dissolvido, para evitar que seus membros fossem processados.

A Justiça ordenou hoje a liquidação das organizações restantes, entre elas o FBK. Os colaboradores das formações consideradas “extremistas” correm o risco de serem condenados a longas penas de prisão e se veem privados de participar das eleições, após uma lei promulgada na semana passada pelo presidente Vladimir Putin.

Para a oposição, o texto visa a neutralizar os candidatos perigosos para o governo antes das legislativas, que se anunciam delicadas para o partido no poder, Rússia Unida, em declínio nas pesquisas, em um contexto de estancamento econômico.

Nos últimos meses, a repressão à oposição foi dirigida não apenas contra o movimento de Navalny, mas também contra outros críticos do Kremlin.

Fonte: R7
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JOE BIDEN SE COMPROMETEU A AFIRMAR A PUTIN QUE OS EUA NÃO PERMITIRÁ QUE A RÚSSIA VIOLE OS DIREITOS HUMANOS

Biden promete defender direitos humanos em reunião com Putin

Presidente norte-americano e presidente russo se encontram pela primeira vez em 16 de junho em Genebra, na Suíça

INTERNACIONAL |

por AFP

Joe Biden se encontra com Vladimir Putin na Suíça em 16 de junho

MANDEL NGAN / AFP

O presidente americano, Joe Biden, se comprometeu neste domingo (30) a afirmar ao colega russo, Vladimir Putin, em seu primeiro encontro de cúpula em 16 de junho, que o governo dos Estados Unidos não permitirá que a Rússia “viole” os direitos humanos.

“Eu vou encontrar o presidente Putin em duas semanas em Genebra e deixarei claro que não vamos, não vamos ficar parados e deixar que abuse destes direitos”, afirmou Biden em um discurso.

O presidente democrata também recordou que teve uma longa conversa telefônica em fevereiro com o colega chinês, Xi Jinping.

“Eu deixei claro que não podemos fazer outra coisa exceto defender os direitos humanos em todo o mundo, porque isto é o que somos”, disse.

Biden se reunirá com Putin em 16 de junho em Genebra, na Suíça, em um momento de grande tensão entre as duas potências.

O presidente norte-americano quer demonstrar firmeza em relação à Rússia, para estabelecer uma ruptura com seu antecessor Donald Trump, acusado de complacência com o Kremlin.

Embora prometa voltar a adotar sanções contra a Rússia “caso continue interferindo” com a democracia americana – inclusive chamou Putin de “assassino” -, ele garante que não deseja “desencadear um ciclo de escalada e conflito” e insiste em seu desejo de diálogo.

Desde que Biden assumiu o cargo, os Estados Unidos impuseram novas sanções contra Moscou, considerando que ele desempenhou um papel no ataque cibernético massivo da SolarWinds e influenciou a eleição presidencial de 2020.

Além disso, Washington criticou duramente Moscou pelo envenenamento quase fatal e subsequente prisão de um dos últimos opositores declarados de Putin, Alexei Navalny.

As tensões também estão se manifestando na Ucrânia, onde a Rússia já controla trechos de território e recentemente concentrou tropas na fronteira em uma nova demonstração de força.

Outro foco de atenção é a Belarus, dominada pela Rússia, que causou comoção esta semana depois que as autoridades forçaram um avião a pousar para deter um opositor do presidente Alexander Lukashenko a bordo.

Fonte: R7
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PRESIDENTES DA CHINA E RÚSSIA INAUGURARAM PROJETO QUE PREVÊ CONSTRUÇÃO DE 4 REATORES DE ENERGIA NUCLEAR

Xi e Putin inauguram projeto para construir 4 reatores nucleares

Equipamentos serão construídos em território chinês utilizando tecnologia russa, cumprindo acordos assinados em 2018

INTERNACIONAL

 Da EFE

Para Xi, projeto representa o elevado nível de cooperação alcançado entre os dois países

EVGENIA NOVOZHENINA/ REUTERS – 5.6.2019

O presidente da China, Xi Jinping, e seu homólogo da Rússia, Vladimir Putin, inauguraram virtualmente nesta quarta-feira (19) um projeto que prevê a construção de quatro unidades de geração de energia nuclear em território chinês utilizando tecnologia russa.

O plano, que faz parte de um pacote de acordos assinado durante a visita do presidente russo à China em 2018, prevê a construção das unidades 7 e 8 da central nuclear de Tianwan, na província de Jiangsu, e das unidades 3 e 4 na central de Xudapu, em Liaoning.

Em um breve discurso transmitido pela emissora de televisão estatal “CGTN”, Xi destacou que se trata de um projeto “seguro” que representa “o elevado nível de cooperação pragmática alcançado entre os dois países”.

Por sua parte, Putin disse que, graças ao plano, “a China poderá desfrutar de energia mais limpa a um preço mais baixo”, e que as relações bilaterais estão “em seu auge histórico”.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês, o projeto demonstra “as realizações de Pequim e Moscou na fabricação de equipamento de alta gama e inovação tecnológica”.

Além disso, o plano irá ajudar a China a reduzir suas emissões de dióxido de carbono, segundo o ministério.

Segundo o jornal chinês Global Times, as quatro unidades têm um valor contratual de US$ 3,11 bilhões (R$ 16,3 bilhões), embora o custo total do projeto possa exceder US$ 15,55 bilhões (R$ 81,9 bilhões).

O jornal detalha que serão utilizados reatores russos de terceira geração VVER-1200 (refrigerados e moderados por água).

“Uma das características distintivas da tecnologia nuclear de terceira geração é que é segura, que não haverá acidentes como Chernobyl e Fukushima”, destacou o especialista Han Xiaoping ao Global Times.

Em abril, o número de unidades de energia nuclear em funcionamento na China chegou a 49, o que deixa o país no terceiro lugar do ranking mundial, de acordo com a Administração Nacional de Energia do país.

Outros especialistas chineses citados pelo jornal ressaltaram ainda que “a China poderia substituir alguma tecnologia dos EUA por tecnologia russa diante das crescentes restrições tecnológicas e comerciais de Washington.”

Fonte: R7
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PARADA MILITAR NA RÚSSIA COMEMOROU O DIA DA VITÓRIA QUE FOI O FIM DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL E DO NAZISMO

Rússia comemora Dia da Vitória com tradicional parada militar

Para 69% dos russos, este é o principal feriado do ano; data celebra fim da Segunda Guerra Mundial e vitória sobre o nazismo

INTERNACIONAL

 Do R7, com AFP

Militares marcham ao longo da Praça Vermelha durante o desfile militar do Dia da Vitória em Moscou

DIMITAR DILKOFF / AFP – 09.05.2021

A Rússia comemorou neste domingo (9) o Dia da Vitória, data do fim da Segunda Guerra Mundial e da vitória sobre o nazismo. A festa foi celebrada com uma tradicional parada militar.

No ano passado, a festa foi realizada com 46 dias de atraso, em 24 de junho, devido à pandemia. Neste ano, o evento é realizado “com todas as medidas necessárias para conter o avanço da pandemia”, segundo a agência russa Sputinik News.

Participam neste ano mais de 190 unidades de equipamento bélico e 76 aeronaves militares, ainda de acordo com a agência.

Os eventos de 9 de maio em toda a Rússia, com paradas militares nas principais cidades, representam um momento de comunhão patriótica dedicado aos quase 20 milhões de soviéticos mortos durante o conflito mundial, segundo informações da AFP.

De acordo com o instituto de pesquisas Vtsiom, para 69% dos russos, este é o principal feriado do ano.

“Para mim e minha família, é um feriado que celebra uma vitória do povo russo. Estamos orgulhosos, lembramos e honramos nossos entes queridos e nossos bravos soldados”, declarou à AFP Yulia Goulevskikh, contadora que compareceu ao desfile militar com sua filha em Vladivostok, cidade no Extremo Oriente.

Somente após a queda da União Soviética, o grande desfile militar de 9 de maio na Praça Vermelha tornou-se um evento anual.

Em mais de 20 anos no poder, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, colocou essa data no centro de sua política, exaltando o sacrifício dos soviéticos e regularmente acusando seus adversários ocidentais de “revisionismo” histórico antirusso por tentar minimizar o papel da União Soviética na derrota de Adolf Hitler.

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SEGUNDO REGULADOR AGRÍCOLA DA RÚSSIA, O PAÍS PRODUZIU 17 MIL DOSES DE VACINA CONTRA COVID-19 PARA ANIMAIS

Rússia produz primeiro lote de vacina contra covid-19 para animais

Redação*

 Atualizado em:

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Rússia produziu 17 mil doses de uma vacina contra a covid-19 para ser utilizada em animais, anunciou hoje (30) o regulador agrícola do país. A Carnivac-Cov foi registrada em março, depois de vários testes terem revelado que ela gera anticorpos contra o vírus em cães, gatos, raposas e visons.

De acordo com a agência Reuters, o primeiro lote vai ser fornecido em várias regiões do país, mas as autoridades russas dizem que vários países já demonstraram interesse em ter acesso ao imunizante.

Apesar de ainda terem que ser realizados mais estudos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já manifestou a preocupação com o risco de transmissão do vírus de humanos para os animais.

O regulador russo garante que a Carnivac-Cov é capaz de proteger espécies mais vulneráveis e até impedir mutações virais. Ainda de acordo com as autoridades russas, estará já em andamento o processo para registrar o produto no exterior, especialmente na União Europeia.

Fonte: Portal da Tropical _ Notícias 

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PRESIDENTES DA RÚSSIA E DE CUBA SE REUNIRAM PARA REFORÇAR A ASSOCIAÇÃO ESTRATÉGICA ENTRE OS DOIS PAÍSES NA LUTA CONTRA A COVID-19

Cuba e Rússia querem reforçar associação estratégica

Conversa entre os líderes dos dois países nesta-terça-feira (20) visou também uma cooperação na luta contra a covid-19

INTERNACIONAL

Da AFP

Putin e Miguel Díaz fizeram uma reunião nesta terça-feira (20)

ARIEL LEY / ACN / AFP

O presidente russo, Vladimir Putin, conversou nesta terça-feira (20) por telefone com Miguel Díaz-Canel, recém-eleito líder do Partido Comunista de Cuba, para reforçar a associação estratégica entre os dois países e cooperar na luta contra a covid-19. A conversa aconteceu um dia depois de Raúl Castro se retirar como máxima autoridade cubana e ceder a liderança do partido a Díaz-Canel.

Os dois presidentes “confirmaram a disposição mútua de reforçar sua associação estratégica, bem como de coordenar os esforços na luta contra a covid-19, informou a chancelaria russa, em mensagem compartilhada por sua embaixada em Havana.

Mais cedo, o Kremlin divulgou um comunicado em que Putin cumprimenta Díaz-Canel por seu novo cargo e se pronuncia pelo desenvolvimento de “um diálogo bilateral construtivo e uma cooperação mutuamente benéfica” entre os dois países.

O reforço da relação com a Rússia contrasta com o distanciamento dos Estados Unidos, apesar de, antes de deixar o comando, Raúl Castro ter convocado Washington a um “diálogo respeitoso, sem renunciar aos princípios da Revolução e do socialismo”.

A Casa Branca indicou recentemente que Cuba não é uma prioridade, após quatro anos de duras sanções contra a ilha impostas pelo ex-presidente Donald Trump. “Diz-se que Cuba não é uma prioridade para os Estados Unidos. Como nação soberana, não teria por que sê-lo. Valeria a pena questionar: por que, então, existem legislações cujo propósito é agredir e tentar controlar o destino de Cuba?”, indagou Díaz-Canel, em seu primeiro discurso como líder máximo cubano.

Fonte: R7
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TENSÃO ENTRE RÚSSIA E UCRÂNIA VEM GANHANDO FORÇA COM A CONCENTRAÇÃO MILITAR RUSSA NAS FRONTEIRAS COM O PAÍS VIZINHO

Entenda o motivo da tensão na fronteira da Rússia com a Ucrânia

Para especialista, situação pode provocar uma guerra civil entre população de Kiev e apoiadores ucranianos do governo russo

INTERNACIONAL

Sofia Pilagallo, do R7*

Conflito vem ganhando força nos últimos dias
 Conflito vem ganhando força nos últimos dias

A tensão entre a Rússia e a Ucrânia, que se estende desde 2014, quando os russos tomaram a Crimeia, vem ganhando força  com a repentina concentração militar russa nas proximidades da fronteira com o país vizinho.

Segundo os EUA, o número de tropas russas na fronteira com a Ucrânia está em seu nível mais alto desde 2014. Na terça-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, expressou sua preocupação  e pediu para que o russo Vladimir Putin reduzisse as tensões na região.

“O que a Rússia quer, de fato, é retomar a Ucrânia para o país voltar a ser a ‘grande Rússia’ — ideia imperialista que vem desde o século 19. Eles acreditam que o Ocidente é decadente e que os grandes ideais da humanidade se concentram no Oriente”, afirma o sociólogo e cientista político da UFPR (Universidade Federal do Paraná), Gustavo Lacerda.

Para Lacerda, se o conflito aumentar ainda mais, a Rússia poderia tomar Donbass, da mesma forma como ocorreu com a Crimeia. Outro possível desdobramento seria a Rússia ser barrada pelo guarda-chuva nuclear da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), da qual fazem parte os Estados Unidos e outros 29 países, muitos deles membros da União Europeia.

“O interesse da Rússia na Ucrânia se deve a uma série de elementos. O país domina o Mar Negro, região estratégica do ponto de vista político-geográfico, tem a base naval de Sebastopol, a única capaz de acolher e dar logística à completa frota de navios da Rússia no Mar Negro.”

EUA x Rússia

Em diversos momentos da história, um conflito localizado resulta em consequência e envolvimento de nações pelo mundo — como foi o caso da Primeira Guerra Mundial, que começou com uma disputa pelos Bálcãs, região da Europa, e evoluiu para uma guerra devido ao sistema de alianças entre os envolvidos.

Para o professor da UFPR, no caso específico de um conflito entre a Rússia e os Estados Unidos, o risco de uma guerra entre as duas potencias é baixo. Por outro lado, Lacerda acredita que há uma ameaça concreta de o conflito entre a população de Kiev e os russos étnicos separatistas escalar para uma guerra civil na Ucrânia.

“Acredito que o conflito poderia evoluir para algo semelhante ao que aconteceu na Alemanha durante a Guerra Fria, quando o país foi dividido entre as potências aliadas e a União Soviética. Enquanto a Alemanha Oriental estava sob influência socialista soviética, a parte ocidental vivia sob a órbita capitalista e americana”, diz.

Contexto histórico

Para compreender a tensão entre russos e ucranianos, é preciso recapitular a história recente e entender as motivações da Rússia ao invadir a Crimeia, península situada ao sul da região ucraniana de Kherson e a oeste da região russa de Kuban, que havia sido concedida à Ucrânia em 1954.

As divergências entre a Rússia e a União Europeia (UE) — aliada dos Estados Unidos e do Ocidente, de forma geral — se estendem desde, pelo menos, o final da Guerra Fria, em 1991, quando a União Soviética, que englobava tanto a Rússia quanto a Ucrânia, se desintegrou.

Em 2013, o então presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, manifestou interesse em assinar um acordo de livre comércio com a UE, mas, pressionado por Putin, que tem grande interesse em continuar exercendo poder sobre a Ucrânia, nada foi assinado.

Naquela altura, a Ucrânia, já dividida entre a população de Kiev, a capital do país, que almejava não mais estar sob influência da Rússia, e os russos étnicos separatistas de Donbass, região no extremo leste do país que faz fronteira com a Rússia.

Teve início uma onda de protestos que levou à queda de Yushchenko, e aproveitando o vácuo de poder, em 2014, Putin tomou a Crimeia.

 Fonte: R7
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RÚSSIA ANUNCIOU RETALIAÇÕES CONTRA OS EUA POR CONTA DE SANÇÕES

Rússia responde aos EUA com expulsão de diplomatas e sanções

Governo russo anuncia retaliações contra pessoal diplomático, funcionários do governo e empresas dos EUA

INTERNACIONAL

 Da EFE

Sergei Lavrov anunciou retaliações contra os EUA por conta de sanções

YURI KOCHETKOV / EFE – EPA – 16.4.2021

Rússia anunciou nesta sexta-feira (16) que vai expulsar dez diplomatas americanos e adotar uma série de sanções em resposta a uma decisão semelhante tomada na véspera pelos Estados Unidos com base na alegação de espionagem cibernética russa contra o país e por interferência na Ucrânia.

O presidente russo, Vladimir Putin, “aprovou estas medidas em resposta aos atos absolutamente hostis e gratuitos anunciados por Washington contra a Rússia, nossos cidadãos, pessoas físicas e jurídicas, e nosso sistema financeiro”, disse Sergey Lavrov, ministro das Relações Exteriores do país, em uma entrevista coletiva.

Lavrov afirmou que em breve será divulgada uma lista que incluirá oito funcionários norte-americanos que ocupam cargos de responsabilidade em instituições governamentais dos EUA, que na quinta-feira sancionou, por sua vez, funcionários russos de alto escalão.

Moscou também limitará e fechará as atividades das fundações e organizações não governamentais dos EUA que “abertamente” interferem nos assuntos internos da Rússia.

Além disso, as autoridades russas iniciarão o processo de denúncia do acordo que regula a mobilidade dos diplomatas no país para o qual foram designados, a fim de restringir suas viagens para longe de Moscou.

Lavrov advertiu que, caso a atual “troca de cortesias” continue, Moscou pedirá a Washington que reduza o número de seus diplomatas em território russo dos atuais 450 para 300, em conformidade com a presença russa nos EUA.

“Medidas dolorosas”

O ministro explicou que a Rússia reservará “medidas dolorosas” para o mundo dos negócios americano.

Quanto ao resto das medidas e à identidade dos americanos sancionados, ele disse que eles serão conhecidos ainda hoje.

Lavrov também declarou que o Kremlin “recomendou” ao embaixador dos EUA, John Sullivan, que voltasse a seu país para consultas com seus superiores.

Na quinta-feira, os Estados Unidos impuseram sanções à Rússia por sua suposta interferência nas eleições presidenciais de 2020 e por seu suposto papel no ataque hacker da SolarWinds, além de impor punições relacionadas às ações russas na Ucrânia e no Afeganistão.

O governo do presidente Joe Biden também anunciou a expulsão de dez membros da missão diplomática russa em Washington, incluindo membros dos serviços de inteligência.

Além disso, a Casa Branca acusou formalmente o Serviço de Espionagem Estrangeira da Rússia (SVR) de ter cometido o ataque hacker de grandes proporções que supostamente começou em 2019 e penetrou nos sistemas do governo dos EUA e de grandes empresas através de um software da empresa SolarWinds.

No total, as novas sanções de Washington afetam seis empresas russas por suas atividades de ciberespionagem, 32 organizações e indivíduos russos por interferência eleitoral e oito indivíduos e entidades pela ocupação da península ucraniana de Crimeia pela Rússia.

Fonte: R7

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CÂMARA DOS DEPUTADOS DA RÚSSIA APROVOU LEI QUE PERMITE PUTIN DISPUTAR MAIS DUAS ELEIÇÕES

Deputados aprovam lei que permite Putin disputar mais duas eleições

Presidente russo chegou ao poder em 2000 e agora poderá tentar se eleger novamente em 2024 e 2030

Presidente da Rússia, Vladimir Putin

ALEXEI DRUZHININ / SPUTNIK / KRE

A Duma, Câmara dos Deputados da Rússia, aprovou nesta quarta-feira (24) a lei que permite que o presidente do país, Vladimir Putin, se apresente para uma nova reeleição em 2024, quando será concluído o atual mandato.

A regulamentação faz parte das emendas constitucionais aprovadas por meio de referendo, em julho do ano passado, a partir de proposta do próprio chefe de governo.

Uma das modificações proposta na última hora e que, para os opositores de Putin, é o principal objetivo da reforma, permite o presidente, que chegou ao poder em 2000, a se apresentar como candidato em mais duas eleições, em 2024 e 2030.

A nova lei, que formaliza as emendas, indica que uma mesma pessoa não pode ocupar a chefia do governo durante mais de dois mandatos, no entanto, não impede que o presidente que esteja no cargo se candidatar “no momento da entrada em vigor da alteração”.

Além disso, só poderão se apresentar nas eleições quem tiver mais de 35 anos, com mais de 25 anos de residência permanente na Rússia, sendo vedado o direito a quem tem dupla nacionalidade ou ter tido passaporte de outra nação no passado.

Fonte: R7
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NÚMERO DE MORTES POR COVID-19 NA RÚSSIA É MUITO MAIOR DO QUE OS DADOS OFICIAIS INFORMADOS ANTERIORMENTE

Novos dados apontam Rússia entre os países com mais mortes por Covid-19 em 2020

Mary Ilyushina, da CNN, em Moscou
09 de fevereiro de 2021 às 13:04 | Atualizado 09 de fevereiro de 2021 às 17:25
Mulheres de máscara na Praça Vermelha em MoscouMoscou é uma das cidades mais afetadas pela Covid-19 no mundo Foto: Reuters

Novos números divulgados pela agência federal de estatísticas da Rússia na segunda-feira (8) indicam até 162.429 mortes na Rússia relacionadas ao Covid-19 em 2020, um número muito maior do que o relatado anteriormente.

A Rússia relatou oficialmente 57.555 mortes de Covid-19 em 2020, de acordo com dados da força-tarefa de coronavírus do país, publicados em uma página da web de fácil acesso. Mas os números divulgados pela agência Rosstat são menos acessíveis: eles estão disponíveis online – mas enterrados em planilhas mensais.

Os dados publicados na segunda-feira (8) relatam um total cumulativo de 162.429 mortes por Covid-19 entre abril e dezembro de 2020. O número inclui mortes diretamente atribuídas à infecção por coronavírus e aqueles casos em que o coronavírus foi um fator contribuinte, bem como mortes por outras causas subjacentes em que Covid-19 estava presente.

Os números também mostram um aumento anual na taxa de mortalidade geral do país, o que sugere que os números podem ter sido subestimados.

De acordo com esses novos números, um total de 2.124.479 pessoas morreram na Rússia em 2020, um aumento de 323.802 em relação ao ano anterior, ou cerca de 18% de aumento anual. Esse número geral – o maior número de mortalidade anual registrado na Rússia em mais de uma década – reflete a relutância oficial em reconhecer plenamente o número de mortos.

A vice-primeira-ministra Tatyana Golikova, a principal autoridade responsável pela resposta ao coronavírus do país, disse em dezembro que “mais de 81%” do aumento nas mortes que o país viu em 2020 foi devido à Covid-19, sem fornecer o número exato de mortes causadas pelo vírus. Com base na avaliação de Golikova e no aumento anual geral nas mortes relatadas pela Rosstat, até 262.000 russos poderiam ter morrido de coronavírus no ano passado, pelos cálculos da CNN.

Dezembro também foi um dos meses mais mortíferos já registrados para a Rússia: Rosstat disse que 243.235 pessoas morreram em dezembro de 2020, tornando-o o mês mais mortal que a país já viu em anos. A agência de estatísticas disse que 44.435 dessas mortes foram de pessoas com coronavírus ou suspeita de coronavírus, mas acrescentou que em 10.820 desses casos a presença do vírus “não contribuiu para a morte de forma alguma”.

O método de contagem da Rússia, que permite atribuir mortes em pacientes infectados pelo coronavírus a outras causas, tem sido altamente questionado por observadores independentes e críticos.

Com base nos números divulgados pela Rosstat na segunda-feira, a Rússia seria classificada como o país com o terceiro maior número cumulativo de mortes por Covid-19 em 2020.

Fonte: CNN Internacional

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APÓS SE RECUPERAR DE ENVENENAMENTO, OPOSITOR DE PUTIN AINDA TEM PENA DE PRISÃO A CUMPRIR EM SEU PAÍS

Em ultimato, Rússia ordena a Navalny que retorne ou será preso

Opositor de Putin segue na Alemanha após se recuperar de envenenamento e ainda tem pena de prisão a cumprir em seu país

INTERNACIONAL |

Reuters

Navalny foi condenado em um processo que ele diz ter sido político

O serviço de prisão da Rússia deu a Alexei Navalny, crítico do Kremlin, um ultimato de última hora nesta segunda-feira (28): volte de uma vez da Alemanha e se reporte a um escritório de Moscou na manhã de terça-feira ou será preso se retornar após este prazo.

Navalny, um dos maiores opositores do presidente russo, Vladimir Putin, foi levado de avião à Alemanha para ser tratado depois de desmaiar durante um voo, no que a Alemanha e outros países ocidentais dizem ter se tratado de uma tentativa de assassiná-lo com um agente nervoso Novichok.

A Rússia disse não ter visto nenhum indício de que ele foi envenenado e nega qualquer envolvimento no incidente.

Prisão suspensa

O Serviço Federal de Prisões (FSIN) acusou Navalny nesta segunda-feira de violar os termos de uma pena de prisão suspensa que ainda está cumprindo, resultante de uma condenação de 2014, e de se furtar à supervisão da autoridade de inspeção criminal da Rússia.

Citando um artigo do periódico médico britânico The Lancet sobre seu tratamento, o FSIN disse que Navalny teve alta de um hospital de Berlim em 20 de setembro e que todos os sintomas do que classificou como sua doença já haviam desaparecido em 12 de outubro.

“Portanto, o condenado não está cumprindo todas as obrigações impostas a ele pelo tribunal, e está se furtando à supervisão da Inspetoria Criminal.”

Navalny cumpre uma pena de prisão suspensa de três anos e meio decorrente de um caso de roubo que ele disse ter motivação política. Sua condicional termina no dia 30 de dezembro.

Fonte: R7

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DEVIDO O AUMENTO DA TENSÃO ENTRE OS DOIS PAÍSES, EUA PLANEJA FECHAR ÚLTIMOS CONSULADOS NA RÚSSIA

Com tensão aumentada, EUA planejam fechar últimos consulados na Rússia

Por Jennifer Hansler, da CNN*

 Atualizado 19 de dezembro de 2020 às 02:48

A administração Trump informou ao Congresso dos Estados Unidos sobre o plano de fechar os dois consulados restantes do país na Rússia.

Em notificação datada de 10 de dezembro, o Departamento de Estado dos EUA disse aos legisladores que pretende fechar o consulado em Vladivostok e suspender as operações no consulado em Yekaterinburg.

Os fechamentos deixariam os EUA com apenas um posto diplomático na Rússia – a Embaixada dos EUA em Moscou – em um momento de tensões aumentadas entre as duas nações. O anúncio do plano também chega pouco antes da posse do presidente eleito Joe Biden.

Apenas nesta semana – depois que o aviso foi enviado ao Congresso – surgiram notícias de um ataque cibernético generalizado e contínuo contra várias agências do governo federal, bem como várias empresas da Fortune 500. O ataque é suspeito de ter ligações com a Rússia.

De acordo com a notificação, que foi obtida pela CNN americana nesta sexta-feira (18), o Departamento de Estado disse que “retende tomar essas medidas “em resposta aos desafios de pessoal em curso para a Missão dos EUA na Rússia, na esteira do limite de pessoal imposto pela Rússia em 2017 sobre a missão dos EUA”.

A nota também cita “o impasse resultante com a Rússia sobre vistos diplomáticos”.

Um porta-voz do Departamento de Estado confirmou as medidas pretendidas, dizendo que “o Secretário de Estado, em estreita consulta com o Embaixador John Sullivan, decidiu fechar o Consulado Geral dos EUA em Vladivostok e suspender as operações no Consulado Geral dos EUA em Yekaterinburg como parte de nosso esforços em andamento para garantir a operação segura da missão diplomática dos EUA na Federação Russa. ”

“A decisão do Departamento sobre os consulados dos EUA na Rússia foi tomada para otimizar o trabalho da missão dos EUA na Rússia”, disse o porta-voz na sexta-feira. “O realinhamento resultante de pessoal na Embaixada dos Estados Unidos em Moscou nos permitirá avançar nossos interesses de política externa na Rússia da maneira mais eficaz e segura possível.”

“Nenhuma ação relacionada aos consulados russos nos Estados Unidos está planejada”, acrescentaram.

A notificação do Congresso diz que 10 diplomatas americanos designados para os consulados serão transferidos para a embaixada em Moscou e os 33 funcionários locais serão dispensados. O aviso dizia que, uma vez concluído o procedimento de notificação ao Congresso, os consulados, “com o apoio da Embaixada de Moscou, planejam iniciar os procedimentos para remover todo o material sensível do consulado, incluindo equipamentos de informática e material consular controlado”.

O departamento suspendeu temporariamente as operações em março no consulado em Vladivostok devido à pandemia do novo coronavírus. O governo russo forçou o fechamento do consulado dos EUA em São Petersburgo em 2018 em uma ação de retaliação.

Agora, com o planejado fechamento dos dois consulados restantes – que foi relatado pela primeira vez pela Associated Press (AP) – todos os serviços para cidadãos americanos serão executados em Moscou.

O Departamento de Estado disse aos legisladores que “o fechamento planejado não afetaria adversamente a capacidade da Missão de promover os interesses nacionais dos EUA, ajudar os cidadãos dos EUA ou de conduzir uma supervisão adequada dos programas porque todas essas funções  ontinuariam a ser desempenhadas pela Embaixada dos EUA em Moscou.”

Não está claro quando os fechamentos serão concluídos ou se serão finalizados antes de Biden tomar posse no próximo mês. O presidente eleito disse que ele e sua equipe estão preparando uma “estratégia de imposição de custos” para responder à Rússia por suas medidas disruptivas, incluindo o ciberataque se Moscou for considerada responsável.

Fonte: CNN

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TRUMP CONCEDEU INDULTO PRESIDENCIAL A EX-ACESSOR DE SEGURANÇA QUE MENTIU AO FBI

 

Trump dá perdão a ex-assessor acusado de ligação com a Rússia

Michael Flynn aguardava sentença desde 2017, após se declarar culpado de ter mantido ligações com o embaixador russo nos EUA

INTERNACIONAL

Do R7, com Reuters

Flynn aguardava uma sentença desde 2017

Carlos Barria / Reuters – Arquivo

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (25) que concedeu indulto presidencial ao seu ex-assessor de segurança nacional, Michael Flynn, que havia se declarado culpado de ter mentido ao FBI durante a investigação da interferência russa na eleição presidencial de 2016.

“É com grande honra que anuncio que o general Michaeebeu perdão. Parabéns ao general e sua família maravilhosa. Sei que vocês agora terão um dia de Ação de Graças fantástico”, escreveu Trump no Twitter.

Passagem turbulenta

General aposentado do exército dos EUA, Flynn em 2017 assumiu em julgamento que mentiu ao FBI sobre as relações que teve com o embaixador da Rússia em Washington nas semanas anteriores à posse de Trump, em janeiro daquele ano. Ele se demitiu antes de completar um mês no cargo.

Até hoje, ele não havia recebido nenhuma sentença pois aguardava o resultado de um recurso. Flynn tentou mudar sua declaração, afirmando que os procuradores violaram seus direitos e o coagiram a fazer uma delação.

Foi o caso mais notório de um perdão presidencial concedido por Trump em seu mandato. Entre outros, ele concedeu indulto a militares acusados de crimes de guerra no Afeganistão, a jornalistas que costumam defendê-lo na imprensa e a um ex-delegado do Arizona acusado de diversos crimes.

 

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NAVIO DE GUERRA RUSSO LOCALIZA CONTRATORPEDEIRO AMERICANO EM SUAS ÁGUAS E O EXPLUSA

TENSÃO: Rússia diz que afastou navio de guerra dos EUA de suas águas após violação

Um navio de guerra russo localizou um contratorpedeiro (tipo de navio de guerra) da Marinha dos EUA operando ilegalmente nas águas territoriais da Rússia perto do Mar do Japão, mas o expulsou, disse o Ministério da Defesa da Rússia nesta terça-feira (24).

O comunicado afirma que o navio dos EUA havia retornado a águas neutras após ser avisado por um contratorpedeiro russo, o Almirante Vinogradov.

Segundo a agência russa Tass, o ministério informou que “às 06:17, horário de Moscou, de terça-feira, o USS John S. McCain, que entrou no Mar do Japão há vários dias, violou as águas territoriais da Rússia, passando a fronteira marítima por dois quilômetros”.

“O destróier anti-submarino Almirante Vinogradov da Frota do Pacífico usou um canal de comunicação internacional para avisar o navio estrangeiro de que tais ações eram inaceitáveis e o infrator poderia ser expulso das águas territoriais do país em uma manobra de abalroamento. Após a emissão do aviso, o Almirante Vinogradov mudou seu curso, e o contratorpedeiro USS John S. McCain voltou às águas internacionais “, disse o comunicado.

CNN BRASIL

Fonte: Blog do BG

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ACORDO COM AZERBAIJÃO E RÚSSIA É ASSINADO PELA ARMÊNIA PARA FIM DO CONFLITO

Fim do conflito: Armênia assina acordo com Azerbaijão e Rússia

A informação foi publicada pelo primeiro-ministro armênio Nikol Pashinyan, na qual afirmou que ‘tomou uma decisão muito, muito difícil’

INTERNACIONAL

Do R7, com Reuters

Os conflitos em em Nagorno-Karabakh já deixaram quase 300 mortos

O primeiro-ministro armênio Nikol Pashinyan, o presidente russo Vladimir Putin e o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev assinaram uma declaração sobre o fim da guerra em Nagorno-Karabakh, escreveu o líder armênio em sua página do Facebook nesta terça-feira (10), segundo a agência russa Tass.

“Assinei uma declaração com os presidentes da Rússia e do Azerbaijão sobre o fim da guerra de Karabakh desde 01:00 (00:00, horário de Moscou). O texto da declaração publicada é inexprimivelmente sensível para mim pessoalmente e para nosso povo. Eu tomei a decisão depois de uma análise profunda da situação militar e da avaliação de pessoas que a conhecem melhor do que ninguém”, disse Pashinyan.

De acordo com Pashinyan, “esta etapa é baseada na convicção de que esta é a melhor solução possível na situação atual”. O conflito na região já dura mais de um mês e possui quase 300 mortos, entre militares e civis.

“Falarei em detalhes sobre tudo isso nos próximos dias. Isso não é uma vitória, mas não haverá uma derrota a menos que você se reconheça como um perdedor. Nunca nos reconheceremos como perdedores e isso deve inaugurar nossa era de unificação nacional e reavivamento “, disse ele.

Segundo o primeiro-ministro, a decisão foi “muito, muito difícil”. Um porta-voz do Kremlin confirmou a notícia, informaram agências russas na terça-feira. Não houve reação oficial imediata de Baku, a capital do Azerbaijão.

Arayik Harutyunyan, o líder da região de Nagorno-Karabakh, disse no Facebook que deu um acordo “para acabar com a guerra o mais rápido possível”.

Aumento do conflito

A declaração ocorreu após seis semanas de combates pesados ​​e avanços das forças do Azerbaijão. Baku disse na segunda-feira (9) que apreendeu dezenas de outros assentamentos em Nagorno-Karabakh, um dia depois de proclamar a vitória na batalha pela segunda maior cidade do enclave, estrategicamente posicionada.

“A decisão é tomada com base em análises profundas da situação de combate e em discussão com os melhores especialistas da área”, disse Pashinyan nas redes sociais.

“Isso não é uma vitória, mas não há derrota até que você se considere derrotado. Nunca nos consideraremos derrotados e isso se tornará um novo começo de uma era de nossa unidade e renascimento nacional”, disse Pashinyan.

Os combates aumentaram o temor de uma guerra regional mais ampla, com a Turquia apoiando seu aliado Azerbaijão, enquanto a Rússia tem um pacto de defesa com a Armênia e uma base militar lá.

O Azerbaijão diz que desde 27 de setembro retomou grande parte das terras em Nagorno-Karabakh e nos arredores, que perdeu na guerra de 1991-94, que matou cerca de 30 mil pessoas e obrigou muitas outras a deixarem suas casas. A Armênia negou a extensão dos ganhos territoriais do Azerbaijão.

Fonte: R7

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O IRÃ E A RÚSSIA TENTAM INTERFERIR NO PROCESSO ELEITORAL DOS EUA, ALERTA FBI

FBI alerta para interferência de Rússia e Irã em eleição nos EUA

O porta-voz disse que o Irã e a Rússia teriam obtido registros de eleitores, e enviado emails com informações que poderiam manchar a imagem de Trump

INTERNACIONAL

Do R7

Porta-voz do FBI afirmou que a Rússia e o Irã estariam enviado materiais a eleitores

O FBI (Departamento Federal de Investigação) durante uma nova coletiva de imprensa sobre a segurança das eleições dos Estados Unidos, nesta quarta-feira (21), alertou sobre uma tentativa de interferência da Rússia e do Irã no processo eleitoral.

De acordo com o porta-voz, John Ratcliffe, o presidente Donald Trump teria instruído à inteligencia do país que observasse a segurança das eleições deste ano, para “torna-la a mais segura da história do país”.

Ele afirmou que nada era “mais sagrado e fundamental para a democracia dos Estados Unidos que uma pessoa significasse um voto”. O FBI teria identificado que a Rússia e o Irã estariam tentando influenciar a opinião dos norte-americanos, agora durante as eleições.

Segundo John Ratcliffe, o Irã e a Rússia teriam obtido registros e informações de eleitores, para assim, enviar emails com informações que poderiam manchar a imagem do presidente Trump. O órgão de inteligência afirmou que teve acesso ao conteúdo destes emails nas últimas 24 horas.

O Irã estaria ainda divulgando um vídeo, o qual foi classificado como falso pela agência de inteligência. “Essas são atitudes desesperadas de adversários desesperados”, disse John Ratcliffe. Por fim, ele garantiu que os votos e dados dos eleitores norte-americanos estão seguros.

Fonte: R7

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: UM PAR DE LEOPARDOS PERSAS AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO FORAM LIBERTADOS NAS MONTANHAS DA RÚSSIA

Na Rússia, um programa de reprodução em cativeiro do WWF libertou um par de leopardos persas para tentar revitalizar uma espécie em declínio. Os bichanos nasceram e foram criados em um centro especial de criação e treinamento de leopardo no Parque Nacional de Sochi, que foi estabelecido nas montanhas do Cáucaso em 2009. A experiência parece estar tendo sucesso. Por isso convido você a ler o conteúdo completo do artigo a seguir e conhecer os detalhes do projeto!

Leopardos selvagens persas voltam ruidosamente às montanhas da Rússia

Por

Copyright WWF / David Manganelli 

Um par de leopardos persas, uma espécie com menos de 50 indivíduos na Federação Russa, foi libertado como parte de um programa de reprodução em cativeiro do WWF para tentar revitalizar uma espécie em declínio. 

Kodor (homem) e Laba (mulher) nasceram e foram criados em um centro especial de criação e treinamento de leopardo no Parque Nacional de Sochi, que foi estabelecido nas montanhas do Cáucaso em 2009. 

Eles foram libertados quando adultos, tendo aprendido independência, habilidades de caça e socialização dentro da segurança do cativeiro para garantir que eles tivessem uma chance de sobreviver por tempo suficiente para ajudar a espécie a se recuperar.

“Kodor e Laba foram aprovados em todos os exames, por isso não temos dúvidas de que se adaptarão perfeitamente ao ambiente natural. Levando em consideração que dois machos (Akhun e Artek) já vivem no território da Reserva do Cáucaso, e outro foi solto hoje, esperamos que este ano possa ser formado um casal que trará os primeiros gatinhos nascidos na natureza, ” Disse Dmitriy Gorshkov, Diretor do WWF-Rússia. 

Esta é a terceira reintrodução bem-sucedida de leopardos no Cáucaso pela organização, mas foi um recorde que não duraria muito, pois apenas cinco dias depois, em 25 de agosto, mais dois felinos carismáticos voaram de gaiolas de madeira para o deserto russo.

Gorshkov falou lindamente sobre a libertação de Baksan (homem) e (Agura) e o que isso significa para a herança natural do Cáucaso, bem como para a cultura russa. 

“Nós não apenas devolvemos dois gatos graciosos fabulosos, mas estamos trazendo de volta o símbolo do Cáucaso. Os leopardos são aqueles que reúnem muitas pessoas de todo o país e os unem com um objetivo. Este lançamento e o próprio programa de reintrodução mostram ao mundo que a humanidade percebeu os erros do passado e está pronta para corrigi-los ”, disse ele no comunicado. 

O símbolo do Cáucaso

Os quatro leopardos, que quando combinados com outros três que foram soltos em 2016 – o primeiro como parte do programa de reintrodução de Sochi, e se juntou a outra fêmea solitária em 2018, podem ter aumentado o número de leopardos na biosfera da famosa cordilheira em 20%. 

Os ecologistas que trabalham no programa observam que a Reserva da Biosfera do Cáucaso é o habitat ideal para os leopardos, que também representa uma das maiores extensões de floresta intacta da Rússia.

Uma vez disseminado por quase toda a Ásia, Eurásia e África, o leopardo, um gato misterioso e vasto, diminuiu consideravelmente. 

Eles possuem todas as características que tornam difícil para os predadores sobreviverem no Antropoceno, incluindo gravidezes de longo prazo e infância caracterizada por um pequeno número de ninhadas e longos períodos de tempo inteiramente dependentes da mãe. 

Eles também exigem grandes extensões de território, muitos abrigos em florestas ou montanhas e muitas espécies de animais selvagens para caçar.

Apesar do leopardo sentado na árvore Acacia ser uma das imagens quintessenciais da savana africana, há uma grande fortaleza de leopardos no nordeste e noroeste do Irã , sobre e além das montanhas Zagros e Alborz.

A subespécie é conhecida como panthera pardus tulliana, que significa leopardo da Anatólia ou turco, embora possa estar extinta na Turquia. 

Os principais motivos do declínio do animal ao status de perigo na Lista Vermelha da IUCN foram a redução do habitat e a caça furtiva devido ao seu hábito de caça de gado.

Este conflito infeliz, mas inevitável, entre predadores e animais domesticados, fez com que as agências russas de vida selvagem tenham que levar em consideração os pastores e fazendeiros ao traçar planos de reintrodução. 

“O WWF-Rússia realiza um trabalho sistemático e regular com os habitantes locais, informando-os sobre o Programa de Reintrodução de Leopardo, regras de comportamento ao encontrar predadores, pastoreio seguro de gado, etc.” diz Valeriy Shmunk, Diretor do Escritório Ecorregional Russo do Cáucaso WWF-Rússia. “Este é um trabalho complexo que visa formar uma atitude positiva em relação ao leopardo, que permitirá que as pessoas e os gatos selvagens vivam em paz e harmonia”. 

Com muitas populações de leopardo existentes em zonas de conflito como Afeganistão, Iraque e Iêmen, mais rápido a Rússia pode restaurar sua população de p. pardus tulliana, maior a chance de a espécie sobreviver. 

Fonte: goodnewsnetwork.org

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PROPOSTA DE PUTIN PARA RENOVAR PACTO NUCLEAR É REJEITADO PELOS EUA

 

EUA rejeitam proposta de Putin para renovar pacto nuclear

Governo norte-americano rejeita ideia do presidente da Rússia de manter o acordo atual para controle de armas nucleares por pelo menos um ano

INTERNACIONAL

Da EFE

 

Putin fez proposta para prorrogar acordo nuclear

Alexei Druzhinin / Sputnik via EFE – EPA – 26.2.2020

O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Robert O’Brien, rejeitou nesta sexta-feira (16) a proposta do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de prorrogar por pelo menos um ano o New Start, o último tratado de controle de armas entre Moscou e Washington, por pelo menos um ano.

O’Brien rejeitou a proposta por não incluir o congelamento mútuo dos arsenais nucleares, algo que Washington havia exigido para chegar a um acordo.

“A proposta de hoje do presidente Putin de estender o New Start sem congelar ogivas nucleares torna-o inviável”, disse O’Brien no Twitter.

Segundo o assessor, Washington havia proposto a prorrogação do New Start por um ano em troca de um congelamento mútuo dos arsenais nucleares, e esse acordo aparentemente chegou perto de acontecer durante uma das últimas rodadas de negociações em Genebra, em 2 de outubro.

“Acreditávamos que os russos estavam dispostos a aceitar esta proposta quando me encontrei com meu homólogo em Genebra”, disse O’Brien, que considerou a proposta americana uma “vitória para ambos os lados”.

“Os EUA levam a sério o controle de armas que manterá o mundo seguro. Esperamos que a Rússia reavalie sua posição antes de uma dispendiosa corrida armamentista”, acrescentou.

Renovação travada

Washington e Moscou conversam desde junho para substituir ou renovar o pacto e, embora pouco progresso tenha sido feito, nesta semana o negociador americano Marshall Billingslea anunciou um “princípio de acordo” que agora parece ter expirado.

O New Start (“novo começo”, em inglês), assinado em 2010, limita o número de armas nucleares estratégicas, com um máximo de 1.550 ogivas e 700 sistemas balísticos para cada uma das duas potências, em terra, no mar ou no ar. O acordo poderia ser prorrogado por cinco anos, até 2026, segundo a ideia de Putin.

“Tenho uma proposta, ou seja, prorrogar o atual acordo sem condicionantes por pelo menos um ano, a fim de poder fazer negociações substanciais sobre todos os parâmetros dos problemas regulados por acordos desse tipo”, disse o presidente russo durante reunião com membros do Conselho de Segurança odmpaís.

Putin argumentou que o propósito de sua iniciativa é “não deixar nossos países (Rússia e Estados Unidos) ou todos os países interessados em manter a estabilidade estratégica sem um documento tão fundamental como o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo Start)”.

 

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DEVIDO O ENVENENAMENTO DE NAVALNI FRANÇA E ALEMANHA PROPÕEM SANÇÕES CONTRA RÚSSIA

França e Alemanha propõem sanções contra a Rússia pelo envenenamento de Navalni

Chanceleres dos dois países afirmam que Governo Putin não dá respostas confiáveis no caso do oposicionista, intoxicado com substância de fabricação militar

O presidente russo, Vladimir Putin, preside desfile em junho em Moscou.O presidente russo, Vladimir Putin, preside desfile em junho em Moscou./ EUROPA PRES.

O eixo franco-alemão se mantém como força motriz das represálias contra a Rússia pelo envenenamento de Alexei Navalni. Paris e Berlim vão propor à União Europeia a adoção de sanções contra a Rússia, a quem acusam de estar por trás da intoxicação do opositor do Governo com o agente nervoso Novichok, segundo informaram os dois países em um comunicado conjunto. Os europeus aguardavam uma resposta de Moscou depois que se soube que político do Kremlin fora envenenado com uma substância de fabricação militar russa.

“A Rússia não forneceu uma explicação confiável até agora. Neste contexto, consideramos que não há outra explicação plausível a não ser o envolvimento e a responsabilidade russa”, afirmam os ministros das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, e da França, Jean Yves Le Drian, em nota conjunta. “Houve uma tentativa de assassinato em solo russo, contra um oposicionista russo, usando um agente nervoso desenvolvido pela Rússia”, disseram. “Extraindo as conclusões necessárias desses eventos, a França e a Alemanha compartilharão com seus parceiros europeus propostas de sanções adicionais”, acrescentam.

A nova medida se somaria à série de sanções impostas pela UE contra Moscou desde 2014, após a guerra na Ucrânia e a anexação russa da península da Crimeia. As tentativas de reconciliação com o regime de Vladimir Putin, lideradas até o envenenamento de Navalni pelo presidente francês, Emmanuel Macron, não deram frutos nos últimos seis anos e parece ser cada vez mais difícil mantê-las. O novo choque também pode complicar o difícil equilíbrio mantido pela primeira-ministra alemã, Angela Merkel, que, apesar da ocupação unilateral da Crimeia, manteve o acordo da Alemanha com Moscou para construir um novo gasoduto através do Báltico (o chamado Nordstream II).

Berlim e Paris agora sugerem que as sanções sejam dirigidas contra indivíduos “responsáveis pelo crime e a violação da legislação internacional, por sua função, bem como contra a entidade envolvida no programa do Novichok”. Moscou nega envolvimento no envenenamento que levou a uma considerável deterioração das relações entre a Rússia, a Alemanha e a União Europeia. Paris e Berlim afirmam que a tentativa de silenciar o opositor russo constitui uma violação da Convenção de Armas Químicas.

Um laboratório militar alemão e duas instituições independentes na França e na Suécia confirmaram que Navalni foi envenenado com uma substância da família do Novichok. É o mesmo agente nervoso usado em 2018 para tentar liquidar o ex-espião russo Sergei Skripal no Reino Unido. O Governo alemão, porém, havia anunciado que antes de adotar qualquer represália aguardaria a confirmação da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), que chegou nesta terça-feira e que também afirma ter encontrado vestígios do veneno.

Com o aval da OPAQ sobre a mesa, Berlim e Paris defendem a abertura de uma nova via de sanções contra Moscou, com a punição para a Crimeia ainda em vigor. Na semana passada houve uma ampliação dessas represálias: dois cidadãos russos e quatro empresas russas foram adicionados a uma lista de sanções (proibição de entrada na UE e congelamento de seus bens em território comunitário) que já inclui 177 pessoas e 48 empresas. A UE também aprovou penalidades econômicas a vários setores da economia russa (energia, defesa, finanças e bens de dupla utilização), prorrogadas a cada seis meses e válidas pelo menos até janeiro do próximo ano.

As possíveis sanções têm que ser endossadas por unanimidade no Conselho da UE, onde estão representados os 27 Governos da União. A proposta franco-alemã deverá ser exposta na próxima segunda-feira, durante a reunião mensal dos chanceleres da UE. A reunião coincide com a presidência de turno alemã da União neste semestre. A aprovação da nova sanção, entretanto, também pode causar tensões internas na UE. Por um lado, países como Itália e Hungria costumam resistir a agir contra a Rússia. E, por outro, a Polônia e os países bálticos, totalmente contra a construção do gasoduto Nordstream II, podem aproveitar o caso Navalni para tentar abortar definitivamente um projeto que também conta com forte oposição dos Estados Unidos.

Navalni está em Berlim desde 22 de agosto, recuperando-se do envenenamento que quase lhe custou a vida. O oposicionista russo foi transferido para a Alemanha em um avião com equipamento médico dois dias depois de sofrer um colapso em um avião em pleno voo. O aparelho fez um pouso de emergência e Navalni foi inicialmente internado em um hospital na Sibéria, onde os responsáveis pelos exames alegaram não ter sido encontrado nenhum vestígio de substância tóxica.

Os aliados do oposicionista sustentaram desde o primeiro momento que Navalni havia sido envenenado e conseguiram que uma ONG alemã o transferisse para Berlim. Na Alemanha, Navalni foi internado no grande hospital La Charité, onde teve alta no dia 23 de setembro, depois de passar ali mais de um mês, sendo 24 dias em terapia intensiva. Lá, ele recebeu a visita de Merkel. Desde que deixou o hospital, ele faz tratamento de reabilitação na capital alemã, onde sua família o acompanha.

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DIPLOMATA NORUEGUÊS É EXPULSO DA RÚSSIA, SOB ALEGAÇÃO DE RECIPROCIDADE

Alegando reciprocidade, Rússia expulsa diplomata norueguês

A medida seria uma resposta após expulsão de um diplomata russo sob a acusação de promover ‘atividades não compatíveis com seu status’

INTERNACIONAL

Ansa

 

A notificação da expulsão foi dada pessoalmente ao diplomata nesta manhã

A Rússia anunciou nesta sexta-feira (28) a expulsão de um diplomata norueguês de seu país como medida de reciprocidade ao governo de Oslo, informam as principais agências de notícias russas.

“Um dos diplomatas seniores da embaixada norueguesa foi declarado ‘persona non grata’ e deve deixar o país em três dias”, informou o Ministério das Relações Exteriores em nota oficial repercutida pela mídia.

A notificação da expulsão foi dada pessoalmente ao diplomata na manhã desta sexta, quando ele foi convocado por Moscou para se apresentar no prédio do ministério.

A medida é uma resposta aos noruegueses que, recentemente, expulsaram um diplomata russo do país sob a acusação de promover “atividades não compatíveis com seu status”. Na prática, ele teria sido acusado de espionagem. A expulsão, segundo a mídia local, tinha sido causada após a prisão de um norueguês que confessou trabalhar como espião para Moscou.

O Ministério das Relações Exteriores da Noruega informou à agência Sputnik que a decisão do governo russo é “completamente infundada” porque seu país “segue as regras da diplomacia” e seu funcionário “não violou nenhuma regra”.

Fonte: R7
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PRESIDENTE DA RÚSSIA OFERECEU AJUDA AO PRESIDENTE LUKASHENKO

Putin diz que Rússia pode ajudar líder de Belarus se necessário

‘Concordamos que a força policial não será usada a não ser que a situação fique fora de controle’, disse o presidente russo em entrevista

INTERNACIONAL

por 

Reuters – Internacional

Vladimir Putin, presidente da Rússia, ofereceu apoio ao presidente Lukashenko

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse na quinta-feira (27) que o Kremlin organizou uma força policial para apoiar o presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, atendendo a um pedido dele, embora ela não deva ser empregada a não ser que os distúrbios no país saiam fora do controle.

O comentário foi o maior sinal até agora de que a Rússia está preparada para fazer uso de força se for necessário em Belarus, onde grandes manifestações acontecem desde a eleição no dia 9 de agosto que segundo a oposição foi fraudada para estender o domínio de Lukashenko no país, que já dura 26 anos.

“Nós temos, é claro, certas obrigações em relação a Belarus, e a pergunta que Lukashenko levantou foi se poderíamos providenciar a ajuda necessária”, disse Putin no canal estatal de televisão da Rússia.

“Eu disse que a Rússia irá cumprir todas as suas obrigações. Alexander Grigorivich (Lukashenko) me pediu para criar uma força de polícia reserva e eu o fiz. Mas concordamos que ela não será usada a não ser que a situação fique fora de controle”.

Críticas ao apoio

O Conselho de Coordenação da oposição bielorrussa disse que o movimento de Moscou para preparar tal força policial viola as leis internacionais.

Membro da Otan e vizinha de Belarus, a Polônia também exigiu que a Rússia descarte qualquer plano de intervenção.

O primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, escreveu no Twitter que a Polônia “exige que a Rússia recolha imediatamente os planos de intervenção militar em Belarus sob a falsa desculpa de ‘restaurar o controle’ –um ato hostil, quebra de leis internacionais e de direitos humanos do povo bielorrusso, que deveria estar livre para decidir seu próprio destino”.

Fonte: R7

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RÚSSIA COMEÇARÁ EM UM MÊS VACINAÇÃO MASSIVA CONTRA CORONAVIRUS

Vacinação massiva contra covid-19 começará em um mês na Rússia

Lotes já produzidos serão aplicados em estudos, o que restar será destinado à população; imunizante não estava entre os mais avançados diz OMS

SAÚDE

Da EFE

Vacinação massiva contra covid-19 começará em um mês na Rússia

A vacinação em massa na Rússia contra a covid-19 vai começar em um mês, disse neste domingo (16) o diretor do Centro Gamaleya de Microbiologia e Epidemiologia, Alexandr Ginzburg, que desenvolveu a primeira vacina registrada no país contra a doença, chamada Sputnik V.

O cientista indicou que nos próximos sete ou dez dias terão início os estudos em que serão vacinadas dezenas de milhares de pessoas. Isso ocorre após o registo da preparação pelo Ministério da Saúde russo,

“Aparentemente, o Departamento de Saúde de Moscou planeja incluir nessas dezenas de milhares de pessoas médicos que trabalham na ‘zona vermelha’, onde tratam pacientes gravemente enfermos. E isso está completamente correto.” afirmou à agência oficial russa RIA Nóvosti.

Guinzburg destacou que os estudos vão durar entre quatro e seis meses, mas isso não será obstáculo para o início da vacinação em massa da população, que, como declararam as autoridades do país , será voluntária.

“A vacinação em massa vai começar com algum atraso porque a maior parte das vacinas já produzidas serão utilizadas nos estudos. Depois, o resto irá para os cidadãos. O atraso pode ser de duas ou três semanas, talvez um mês” ele explicou.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recebeu com cautela a notícia de que a Rússia havia registrado a primeira vacina do mundo contra a covid-19, lembrando que ela, como as demais, deve seguir os procedimentos de pré-qualificação e revisão estabelecidos.

A vacina russa não estava entre as seis mais avançadas, conforme a OMS observou na semana passada.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na sexta-feira (14) que a Rússia “pulou alguns testes” ao desenvolver a vacina e garantiu que seu país não fará o mesmo.

O diretor dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, Francis Collins, chegou a comparar a uma “roleta russa” a decisão dos desenvolvedores de vacinas na Rússia de pular o que ele descreveu como “partes fundamentais” do processo de aprovação.

Até o momento, a Rússia acumula 922.853 casos de COVID-19 e 15.685 mortes pela doença

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VACINA APROVADA EM TEMPO RECORDE NA RÚSSIA CAUSA DESCONFIANÇA EM MÉDICOS

Médicos russos desconfiam de vacina aprovada no país

Pesquisa com mais de três mil profissionais mostrou que a maioria não se sente à vontade para receber a medicação aprovada em tempo recorde

SAÚDE

por Reuters

Médicos russos dizem que faltam dados sobre vacina

A maioria dos médicos russos não se sentiria à vontade para receber a nova vacina contra covid-19 da Rússia devido à falta de dados suficientes sobre ela e à sua aprovação acelerada, revelou nesta sexta-feira (14) uma pesquisa com mais de 3 mil profissionais médicos do país.

A Rússia disse que a primeira vacina do mundo contra o novo coronavírus será disponibilizada até o final do mês, e os médicos estão entre aqueles que devem ser inoculados voluntariamente.

A vacina, batizada de “Sputnik 5” em homenagem ao primeiro satélite do mundo, lançado pela antiga União Soviética em 1957, ainda não passou pelos testes em estagio avançado, e alguns cientistas dizem temer que Moscou esteja colocando o prestígio nacional acima da segurança.

Uma sondagem com 3.040 médicos e especialistas de saúde realizada pelo aplicativo “Doctor’s Handbook” e citada nesta sexta-feira pelo diário RBC mostrou que 52% não estão dispostos a ser vacinados e que 24,5% disseram que aceitariam receber a vacina.

Só um quinto dos entrevistados disse que recomendaria a vacina a pacientes, colegas ou amigos.

Seus receios são compartilhados por alguns russos que dizem ter medo demais de experimentar a vacina, enquanto outros concordam com o governo que o ceticismo expresso por especialistas estrangeiros é motivado pela inveja.

A aprovação da vacina russa vem antes dos chamados testes de estágio avançado, que normalmente envolveriam milhares de participantes. Tais testes costumam ser vistos como precursores essenciais para uma vacina obter aprovação regulatória.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que a vacina desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Moscou é segura e que foi administrada a uma de suas filhas.

O ministro da Saúde, Mikhail Murashko, rejeitou os temores de segurança ventilados por alguns especialistas a respeito da aprovação rápida do remédio por parte de Moscou, considerando-os “infundados”.

Fonte: R7

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: NO DIA MUNDIA DO TIGRE 2020 A TAILÂNDIA COMEMORA AVISTAMENTOS DE NOVOS VÁRIOS TIGRES NO OESTE DO PAÍS

Na nossa coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta quinta-feira temos uma excelente notícia vinda da Tailândia sobre avistamentos de novos vários tigres no oeste do país. No lançamento do primeiro Dia Internacional do Tigre, os governos dos 13 países da região resolveram dobrar o número de tigres até 2022. Outra grande notícia e a natureza agradece.

Boas notícias para populações de tigres surgindo na Índia e descobertas na Tailândia – no Dia Mundial do Tigre 2020

 

Em um momento de triunfo para as espécies ameaçadas, novas fotos divulgadas hoje no Dia Mundial do Tigre 2020 revelaram avistamentos de vários novos tigres em uma região do oeste da Tailândia pela primeira vez em quatro anos.

Emitidos para o aniversário de 10 anos de conscientização global em torno de tigres, os vídeos e fotos de alta definição foram obtidos com armadilhas fotográficas remotas utilizadas como parte de um programa contínuo de monitoramento da vida selvagem pelo Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas (DNP) da Tailândia, Panthera, um grupo global de conservação de gatos selvagens, e a Sociedade Zoológica de Londres (ZSL).

A região é adjacente à maior população remanescente e apenas à segunda população reprodutora de tigres da Indochina no mundo.

” Esses avistamentos são extremamente encorajadores para o futuro dos tigres em nosso país e além”, disse o chefe da Divisão de Pesquisa da Vida Selvagem do DNP, Dr. Saksit Simcharoen.

Os parceiros esperam finalmente alcançar a meta da Tailândia de aumentar a população de tigres em 50% até 2022.

O Dr. John Goodrich, da Panthera, declarou: “Em um mar de notícias que põe em dúvida o futuro da vida selvagem do nosso planeta, esse desenvolvimento é um sinal bem-vindo de esperança e possível virada da maré para o tigre em extinção na Tailândia”.

Panthera

Na primeira cúpula global de tigres e no lançamento do primeiro Dia Internacional do Tigre, os governos dos 13 países da região resolveram dobrar o número de tigres até 2022 – e foram feitos “grandes” progressos.

“Os tigres finalmente estão voltando de maneira notável em grande parte do sul da Ásia, Butão, Rússia e China”, disse o WWF em comunicado hoje.

O Nepal informou que foi o primeiro país a dobrar sua população de tigres em 2019 , mas a Índia, em particular, vem divulgando seu sucesso.

Um censo de tigres divulgado no ano passado na Índia, onde 70% dos tigres estão localizados, relatou que as populações quase dobraram em 12 anos – de 1.400 para quase 3.000 em 2019.

Em 1973, a Índia tinha apenas 9 reservas de tigres, mas hoje o país tem 50 reservas, com um total de 2.967 tigres, informou ontem o ministro da Floresta e Meio Ambiente da União Prakash Javadekar.

Cerca de 3.900 tigres permanecem em estado selvagem em todo o mundo, de acordo com o World Wildlife Fund.

ASSISTA ao vídeo da armadilha da câmera HD… ( Foto principal de Vincent van Zalinge na Índia )

Fonte: Good News Network

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RÚSSIA PRETENDE SER O PRIMEIRO PAÍS DO MUNDO A APROVAR UMA VACINA, JÁ NO INÍCIO DE AGOSTO, CONTRA O CORONAVIRUS

Rússia corre para ter vacina contra coronavírus já no início de agosto

A ideia do governo é disponibilizar a vacina para trabalhadores de saúde a partir do dia 10; dirigente compara projeto ao lançamento do satélite Sputnik

INTERNACIONAL

Do R7

Dmitriev comparou momento ao lançamento do Sputnik Dmitriev comparou momento ao lançamento do Sputnik

A Rússia pretende ser o primeiro país do mundo a aprovar uma vacina contra o novo coronavírus, segundo a imprensa dos EUA. De acordo com os relatos de fontes russas, os pesquisadores trabalham para conseguir a aprovação até o dia 10 de agosto, daqui a duas semanas.

A pesquisa, no entanto, ainda não divulgou nenhum dado sobre eficácia ou segurança para análise independente, o que pode indicar um medicamento com pouca segurança. O estudo é realizado pelo Instituto Gamaleya, do governo russo e supostamente terá seus resultados divulgados em breve.

De acordo com fontes ouvidas pela CNN norte-americana, os trabalhadores da saúde da Rússia serão os primeiros a receber a nova vacina.

‘Momento como o do Sputnik’

“É um momento como o do Sputnik”, disse Kirill Dmitriev, diretor do fundo soberano russo que financia a pesquisa. Em 1957, a antiga União Soviética largou na frente na corrida espacial da Guerra Fria ao colocar em órbita o Sputnik, o primeiro satélite artificial do mundo.

“Os americanos ficaram surpresos quando ouviram os bipes do Sputnik. Vai ser o mesmo com esta vacina, a Rússia vai chegar primeiro”, afirmou ele.

A afirmação é arriscada e demonstra a pressão do governo russo para acelerar o processo de produção da vacina. Enquanto os estudos mais avançados estão na terceira fase, a de testes em larga escala para avaliar a eficácia do medicamento, a pesquisa russa está na segunda fase.

Essa etapa deve ser concluída na próxima semana. Com isso, os testes da terceira fase serão conduzidos ao mesmo tempo em que os trabalhadores de saúde russos receberão a vacina.

O governo russo negou rumores de que o presidente Vladimir Putin e membros da elite empresarial e política do país já tenham tomado a dose. A CNN afirma ter recebido uma declaração gravada de Alexander Ginsburg, diretor do projeto, dizendo que já teria tomado a vacina como parte dos testes.

A Rússia é o quarto país com maior número de casos de covid-19, mais de 822 mil já confirmados, e também teve mais de 13 mil mortes pela doença.

Governo fecha acordo para fornecer 100 milhões de doses da vacina de Oxford contra a covid-19

Fonte: R7

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CRESCE A DESCONFIANÇA DA VERACIDADE DOS NÚMEROS DE MORTES POR COVID-19 NA RUSSIA

O mistério da baixa letalidade do coronavírus na Rússia

Em um dos três países com mais contágios do mundo, crescem as vozes que duvidam das cifras oficiais de mortos. Autoridades alegam que sua gestão evitou muitos casos graves

Enterro de uma vítima do coronavírus no cemitério de Kolpino, na periferia de São Petersburgo, em 6 de maio.Enterro de uma vítima do coronavírus no cemitério de Kolpino, na periferia de São Petersburgo, em 6 de maio.

Nos poucos dias em que esteve internada em um quarto do Hospital de Infecciosos Número 2, em Moscou, Valentina Zubareva continuou dando suas aulas de Gestão Financeira pela Internet. Em 16 de março, três dias depois de dar entrada, a mulher, de 79 anos, foi transferida para a UTI. No dia 19, o prefeito de Moscou, Serguei Sobianin, anunciou que essa professora da Universidade de Petróleo e Gás era a primeira pessoa a morrer por causa do coronavírus da Rússia. Um par de horas depois, a operação regional de controle do vírus saiu a campo para salientar que Zubareva, que tinha diabetes e uma cardiopatia, havia morrido de embolia, e não de covid-19. E o prefeito voltou atrás no que disse.

Com 232.243 infectados de coronavírus confirmados, o segundo maior número em todo o mundo, logo à frente da Espanha, segundo a contagem da Universidade Johns Hopkins, a Rússia tem uma das taxas de letalidade mais baixas: 0,91%. Em todo o país, com 145 milhões de habitantes, faleceram 2.116 pessoas. As autoridades afirmam que o fechamento precoce das fronteiras e a quarentena obrigatória a todos os recém-chegados, já no começo de março, tiveram um papel determinante contra a gravidade do vírus. Entretanto, os casos continuam crescendo de forma rápida (11.000 novos por dia), no mesmo ritmo que aumentam os especialistas e ativistas que questionam as cifras oficiais de mortalidade.

O caso de Zubareva pode lançar um pouco de luz sobre os dados. O protocolo do Ministério da Saúde russo, que compila os dados regionais de mortos, determina que, ao formular um diagnóstico patológico, é preciso diferenciar entre a morte pela covid-19 “quando esta for a enfermidade principal (a causa original da morte)” e o falecimento por outras doenças quando a covid-19 estiver presente (e diagnosticada com métodos analíticos), mas “sem morfologia clínica, que poderia causar a morte”. Uma linha de atuação que outros países também adotam. Apesar de insistentes solicitações formais, o Ministério se esquivou de esclarecer a este jornal como são computadas as mortes, assim como os dados por faixa etária e gênero.

Uma chave poderia ser a idade da população: na Rússia há menos idosos que em lugares como a Espanha e a Itália (onde a expectativa de vida é 11 anos maior que no país euroasiático). O ministro russo da Saúde, Mikhail Murashko, defendeu que as medidas de confinamento contribuíram para que a mortalidade fosse baixa. Também sugeriu que pode ter a ver com a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin) contra a tuberculose, que a Rússia e outros países do Leste Europeu mantêm em seus calendários de vacinação. Entretanto, Murashko não apresentou evidências para tais hipóteses nem esclareceu se a Rússia está estudando a relação da BCG, como já fazem grupos de pesquisadores da Espanha, EUA, Alemanha e Austrália. “A OMS acredita que não há evidência de que a BCG ou a vacina oral contra a poliomielite protejam as pessoas da infecção causada pelo vírus que provoca a covid-19”, afirma por e-mail a representante da Organização Mundial da Saúde na Rússia Melita Vujnovic. A especialista não analisa a fundo os dados de mortos da Rússia, mas aponta que as medidas adotadas estão “alinhadas” com as recomendações dessa agência da ONU.

O demógrafo Alexei Raksha acredita que a cifra “real” de mortos pela covid-19 seja pelo menos cinco vezes maior que a oficial. “O número de mortos atualmente está subestimado, e quase não estão sendo feitas análises post-mortem”, argumenta o especialista, que vem analisando os dados desde o começo da pandemia. Raksha aponta que a verdadeira imagem ―ou pelo menos uma mais completa― só será conhecida no ano que vem, quando a Rosstat (agência russa de estatísticas) publicar seus dados gerais de mortalidade e for possível analisar os picos, assim como poderia acontecer em países como a Espanha, onde mais casos poderiam aflorar.

Enquanto isso, a informação parcial já publicada está contribuindo para trincar ainda mais a solidez dos dados oficiais. Só no mês de abril, Moscou, no epicentro dos contágios, registrou 1.700 mortes a mais que na média do mesmo mês nos últimos cinco anos, segundo seu registro civil. No mês passado, os mortos reunidos nas estatísticas de coronavírus em Moscou foram 642. Na segunda maior cidade da Rússia, São Petersburgo, foram expedidas 5.303 atestados de óbito, o que representa 232 mortes a mais que a média histórica dos cinco anos anteriores, mas oficialmente só 29 pessoas morreram pelo coronavírus.

Além disso, a mortalidade em pelo menos oito regiões russas cresceu 10% em março com relação ao mesmo período de 2019, embora os especialistas apontem que a redução das atividades por causa do confinamento pode ter reduzido também os acidentes de trânsito e industriais. Na província de Sverdlovsk foram contabilizados 5.111 mortos por todas as causas, 1.465 em Lipetsk, 3.294 em Kemerovo, 2.065 em Leningrado, 939 em Oriol, 911 em Khanty Mansiysk, 1.245 em Zabaikalie e 1.497 em Ulyanovsk, o que representa o maior número de mortes dos últimos cinco anos, segundo as cifras da Rosstat. Entretanto, nenhuma destas regiões supera oficialmente os 10 falecidos por coronavírus até agora. A própria província de Sverdlovsk, uma das sete zonas com mais infectados de todo o país, registra apenas 10 mortes pelo vírus. Embora também haja regiões, como Kaliningrado e Volgogrado, onde o número total de mortos caiu entre 9% e 7%.

Profissionais sanitários sem indenização

Em março, quando as cifras oficiais já começavam a mostrar uma grande pressão assistencial, a enfermeira pediátrica Yelena Nikonorova foi destinada ao hospital central de Belebei, na região de Baskortostan, nos Urais. Lá começou a trabalhar na zona vermelha de tratamento do coronavírus. Em 3 de abril foi hospitalizada pela primeira vez por covid-19. Morreu no dia 27. Tinha 56 anos. Em seu atestado de óbito consta que Nikonorova morreu de pneumonia e que sofria de covid-19. Entretanto, as autoridades regionais anunciaram que sua morte não tinha relação com o coronavírus, e sim com a diabetes que ela sofria. “Enterraram-na em um caixão fechado, sem que seus parentes pudéssemos lhe dar o último adeus”, lamenta por telefone sua irmã, Nadezhda Fomina.

Um decreto presidencial determina que as famílias do pessoal sanitário morto de covid-19 devem receber 2,7 milhões (pouco mais de 215.500 reais) como indenização. Mas Nikonorova não está nas estatísticas oficiais de mortos pelo coronavírus. “Estão ocultando a causa do óbito porque querem ocultar seus próprios erros. Não é uma questão de dinheiro, mas de que haja uma investigação justa”, critica sua irmã. Depois da polêmica local, as autoridades afirmam que o atestado de óbito é “provisório”, embora no documento conste que é “definitivo”.

O caso da enfermeira de Baskortostan é um dos citados numa lista não oficial de profissionais sanitários mortos de covid-19 que um grupo de médicos e professores está elaborando diante do silêncio da Administração. As autoridades russas não reúnem de maneira oficial e sistemática as cifras de profissionais da saúde contagiados ou mortos pelo coronavírus. Na lúgubre lista há outros 154 nomes, conta o cardiologista Alexei Erlij, um dos precursores da iniciativa, que recebe informação de todos os pontos da Rússia. São 7,35% dos mortos.

“Não quero fazer analogias com os tempos de guerra, mas quando um país confronta um conflito é preciso saber quantos militares e quantos civis morreram. Neste caso, os profissionais sanitários estão na primeira linha, como os militares, e é preciso saber quantos caíram e quantos há na reserva”, afirma Erlij, que desconfia profundamente das estatísticas oficiais de mortes pela Covid-19. “Voluntária ou involuntariamente, muitas mortes por coronavírus não passam a engrossar as cifras oficiais. Pode-se não diagnosticar o vírus mesmo que todos os sintomas estejam presentes. Assim é a lógica de certos dirigentes que pode influenciar os dados. Ou simplesmente estão acostumados a mentir”, afirma. Na Rússia, quatro governadores caíram durante a epidemia de coronavírus, depois que suas regiões foram parar nas manchetes por causa de grandes focos de contágio. Ninguém quer estar sob os holofotes como uma gestão tão descentralizada e opaca, isso pode estar afetando as cifras ―inclusive involuntariamente.

Seis milhões de testes

Outros especialistas, como Viktor Maleyev, vinculado à Rospotrebnadzor, agência estatal que vigia o bem-estar e os direitos do consumidor, e é responsável por contabilizar os infectados de todo o país, acredita que a taxa de mortalidade da Rússia seja mais baixa porque muitos mais casos foram detectados. Segundo as autoridades, quase seis milhões de russos fizeram exame de coronavírus. “Devido à testagem maciça da população e à identificação de infectados principalmente assintomáticos, o número relativo de mortos é menor que em outros países”, diz Maleyev por e-mail.

Também a vice-primeira-ministra Tatiana Golikova ressalta a gestão russa da crise sanitária e afirma que as cifra de mortos é “7,6 vezes menor que no resto do mundo”. “Nunca manipulamos dados estatísticos oficiais”, afirmou nesta terça-feira em uma conferência, depois das reportagens que questionam os números russos. O Kremlin aprovou uma lei que criminaliza as informações falsas sobre o coronavírus. Uma medida que, conforme denunciam os ativistas, está servindo também para silenciar o debate nos meios independentes sobre a transparência na crise sanitária.

Enquanto isso, os profissionais sanitários se queixam da falta de material de proteção para tratar os pacientes da covid-19 e de meios adequados para atender os pacientes, como ocorreu em países como a Espanha. A Rússia tem uma das cifras mais altas de respiradores por habitante, mas muitos deles estão inutilizáveis e ficaram antiquados, diz Anastasia Vasilieva, líder da Aliança dos Médicos, uma organização vinculada ao político opositor Alexei Navalni.

Como em outros lugares, a pressão dos profissionais sanitários que trabalham com o coronavírus é enorme, afirma. Nas últimas semanas, três médicos de diferentes centros russos morreram após se atirarem pela janela de seus hospitais. Dois deles tinham falado abertamente das más condições de seus locais de trabalho. Os casos estão sob investigação, embora muitas vozes dentro da profissão acreditem que o desespero os levou a acabarem com a própria vida em uma situação limite.

Fonte: El País

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RUSSIA DECRETA FIM DE QUARENTENA APESAR DE REGISTRAR RECORDE DE CASOS DIÁRIOS

Rússia decreta fim de quarentena no dia em que o país registra recorde de casos

Da CNN, em São Paulo
 | Atualizado 11 de Maio de 2020 às 23:23
Funcionário lava chão na Praça Vermelha, em MoscouFuncionário lava chão na Praça Vermelha, em MoscouFuncionário lava chão na Praça Vermelha, em Moscou

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta segunda-feira (11) que o país encerrará nesta terça-feira (12) a quarentena imposta em todo o seu território. Mesmo com o fim do confinamento, Putin alertou que as medidas sanitárias adotadas durante a pandemia do novo coronavírus continuarão em vigor.

O anúncio ocorre no mesmo dia em que a Rússia registra seu recorde diário de novos casos de Covid-19: 11.656 diagnósticos positivos para a doença, de domingo (10) para segunda-feira (11).

Com esse número, o país chegou a ultrapassar a taxa de infectados da Itália, ocupando o quarto lugar na lista de países com mais doentes. São, até o momento, 221.344 pessoas com o novo coronavírus, atrás apenas da Espanha, dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Ao todo, a Rússia contabilizou pouco mais de 2 mil mortes, número pequeno se comparado à taxa de infectados. Segundo o governo local, isso se deve graças a um programa de testagem massiva adotado no país.

Ainda que a Rússia tenha sido a única nação europeia a decretar o fim da quarentena, outros países do continente começaram nesta semana a relaxar suas medidas restritivas, como França, Alemanha e Reino Unido.

FONTE:   CNN

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