BRASILEIROS APROVEITAM A VIDA EM PARIS APÓS REABERTURA

Após reabertura, brasileiras aproveitam a vida em Paris

França reabriu museus, cinemas, teatros e a área externa de bares e restaurantes no último dia 19

INTERNACIONAL

Sofia Pilagallo*, do R7

Clientes em um café da cidade no dia da reaberturaClientes em um café da cidade no dia da reabertura CHRISTIAN HARTMANN – REUTERS – 19.05.2021

Os franceses, que há praticamente sete meses não saíam às ruas, agora têm mais um bom motivo para comemorar a chegada do verão no Hemisfério Norte, no próximo dia 21: a reabertura de museus, cinemas, teatros e da área externa de bares e restaurantes, ainda que com uma série de restrições. A medida, em vigor desde o último dia 19, é parte de um plano governamental de quatro etapas para aliviar a última quarentena, que teve início em 3 de maio.

Neste dia, enfim, a França começou a caminhar a passos estreitos rumo ao fim de um longo e restrito confinamento. As escolas reabriram as portas, os cidadãos voltaram a poder circular livremente sem a necessidade de apresentar um atestado de locomoção — documento que justificasse a saída por motivo de força maior — e o toque de recolher foi postergado das 19h para as 21h.

No penúltimo estágio, com início nesta quinta-feira (9), todos os estabelecimentos, com exceção de boates, serão reabertos e as pessoas passarão a poder voltar para casa ainda mais tarde, às 23h. O país também reabrirá suas fronteiras para viajantes da União Europeia, sob a condição de apresentarem um teste PCR negativo realizado até 72 horas antes do embarque.

Por fim, em 30 de junho, espera-se que a França retome a normalidade quase que por completo. As boates permanecerão fechadas, mas não haverá mais toque de recolher ou quaisquer restrições de locomoção.

“Liberdade” é a palavra que define o sentimento da paulista Silvia Fagundes, 38 anos, que há três anos mora em Paris. Em 30 de maio, a primeira vez que saiu depois de sete meses confinada, ela aproveitou o embalo da primavera para visitar uma high line [estação de trem desativada], circuito de cerca de 5km com uma grande variedade de flores.

“Decidimos esperar pelo menos até o fim de maio para tentar evitar aglomerações, mas não teve jeito. O local estava bastante cheio — e, com a chegada do calor, também havia algumas pessoas que ficavam tirando e colocando a máscara”, conta a brasileira.

“O fato de poder sair e ver gente depois de tanto tempo confinada traz uma sensação tão curiosa que não sei nem descrever. Estava um dia mega ensolarado, eu e meu marido acordamos cedo, passeamos o dia todo. São coisas simples a que antes, talvez não déssemos tanto valor”, completa.

A mineira Aline Araújo, 24 anos, por sua vez, que há dois anos saiu da pequena Araguari, no Triângulo Mineiro, para viver na capital francesa, não conseguiu esperar tanto tempo. Como trabalha durante a semana, sua primeira saída ocorreu no primeiro sábado após a reabertura, dia 22 de maio.

Diferentemente de Silvia, que foi agraciada com um dia ensolarado, Aline teve a infelicidade de pegar mau tempo — mas isso não a impediu de sair às ruas. Determinada a comemorar o fim do confinamento, ela caminhou debaixo de intensa chuva e foi se encontrar com amigos em um bar da cidade.

“Foi muito engraçado porque, como os bares só tinham permissão de reabrir na área externa, eu fiquei sentada segurando um guarda-chuva sobre a cabeça — e achando aquilo maravilhoso”, lembra Aline do episódio com bom humor.

“Minha amiga, que mora em uma cidade vizinha aqui de Paris, conta que no dia da reabertura, chegou a um bar às 9h e saiu pouco antes das 21h, para estar em casa antes do toque de recolher. Saiu, inclusive, uma matéria sobre isso em um jornal local da cidade onde ela mora”, completa.

Pandemia controlada

Atualmente, a França já está com a pandemia relativamente controlada, com uma média móvel de 8.350 casos e 95 mortes nos últimos sete dias. Para Silvia e Aline, a melhora da crise sanitária se deve, sobretudo, aos três longos confinamentos impostos pelo governo desde março do ano passado, bem como às rígidas medidas de higiene e segurança para conter a propagação da covid-19.

No país, o descumprimento das medidas, tais como o uso obrigatório de máscara nos espaços públicos e o toque de recolher, acarretam multa de €$ 135 (cerca de R$ 830). Em caso de reincidência, o valor, que já não é nada baixo, sobe para €$ 1.500 (aproximadamente R$ 9.240).

“O francês não é um tipo de cidadão que aceita muitas regras, mas com multas tão altas, não tem como não acatar”, afirma Silvia. “Ele dança conforme a música, ou seja, segue as regras à medida que elas apertam.”

“É muito difícil ver pessoas sem máscara na rua”, diz Aline. “Também não se ouve falar de festas clandestinas ou coisas do tipo. Há pessoas que pegam o carro e vão para a casa de amigos após o toque de recolher, mas nunca eventos ilegais em bares e boates como vemos ocorrer aí no Brasil.”

Baixa taxa de vacinação

Apesar de a pandemia estar controlada e as brasileiras já terem tomado pelo menos a primeira dose da vacina, apenas Aline se sente totalmente segura para sair às ruas e retomar a vida normal. Silvia ainda fica com um pé atrás e teme o surgimento de uma nova onda de casos, ainda que mais branda.

Isso porque, diferentemente de outros países europeus, como o Reino Unido, onde a vacinação caminha a passos largos, somente 17,6% dos franceses já estão totalmente protegidos contra a covid-19. Silvia e Aline atribuem o fato a uma questão cultural.

“Historicamente falando, o francês é um cidadão que preza muito pela liberdade de escolha”, afirma Silvia. “Ele entende que é uma decisão dele ficar em casa ou não, usar a máscara ou não e tomar a vacina ou não. Estão sobrando tantas doses que até adolescentes estão conseguindo se imunizar.”

“A campanha de vacinação é forte, mas, por outro lado, tem muita gente anti-vacina, sobretudo a população mais velha”, diz Aline. “Não sei o que essas pessoas pensam, mas é certo que são negacionistas. No futuro, acho que elas terão tantos empecilhos para viver uma vida normal, como serem impedidas de viajar e entrar nos lugares, que, uma hora ou outra, não terão mais para onde correr.”

Expectativas para o futuro

Com a chegada do verão e a França caminhando rumo à terceira fase do plano de desconfinamento, as expectativas das brasileiras para o futuro são altas. Ambas gostariam de vir para o Brasil, mas a burocracia para tal é um tanto quanto desanimadora.

Dadas as circunstâncias, Silvia pensa em viajar para Portugal com o marido e já fez até uma lista de passeios que quer fazer nos próximos meses. Aline, por sua vez, no auge de sua juventude, só pensa em poder retomar os shows e festivais que tanto frequentava antes de isso tudo acontecer.

“Sabe aquele sentimento de ‘viver cada dia como se fosse o último’?”, afirma Silvia. “É mais ou menos isso. Sabemos que não será o último, mas se tem uma coisa que a pandemia nos mostrou é que a vida é imprevisível e que devemos aproveitar o aqui e agora.”

“Quero viver intensamente esse momento da reabertura e todos os outros que seguirem”, diz Aline. “Ficar sete meses confinada dentro de casa, ainda mais longe da família e do país de origem, não foi nada fácil. Agora é curtir.”

Fonte: R7

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DISNEY DA FRANÇA PROMETE SEGUIR RÍGIDAS REGRAS SANITÁRIAS PARA VOLTAR A RECEBER VISITANTES A PARTIR DE 17 DE JUNHO

Disneylândia de Paris reabrirá em junho depois de 7 meses fechada

Parque de diversões voltará a receber o público daqui a um mês após paralisar as atividades em outubro por causa da covid-19

INTERNACIONAL

Da EFE

Disney da França promete seguir rígidas regras sanitárias para voltar a receber visitantes

AURELIA MOUSSLY/AFP – 15.07.2020

Disneylândia de Paris reabrirá suas portas em 17 de junho, após ser forçada a paralisar as atividades em 30 de outubro do ano passado por causa das restrições sanitárias para conter a pandemia do coronavírus, anunciou a empresa nesta segunda-feira (17).

“A reabertura será feita com exaustivas medidas de saúde e segurança”, disse a empresa, que especificou que as atuais condições de reserva são “flexíveis” tanto na oferta de pacotes como de bilhetes datados.

Os hotéis do complexo também vão reabrir assim como o Hotel New York – The Art of Marvel, que será inaugurado no dia 21 de junho e poderá ser reservado a partir de 18 de maio.

“Sonhamos com este momento”, disse Natacha Rafalski, presidente da Disneylândia de Paris, que explicou que, na reabertura, será possível desfrutar de todas as atrações e “muitas mais surpresas”.

Disney e outros parques nos EUA mudam regras sobre máscaras

As restrições sanitárias impostas na França ao fechamento de locais públicos, de bares e restaurantes a academias ou restaurantes, serão suspensas no país na próxima quarta-feira (19).

O governo francês confia que a aceleração da campanha de vacinação e a melhoria dos dados, visto que tanto as hospitalizações como as mortes por covid-19 continuam a diminuir, permitirão que esta reabertura seja definitiva e progressiva.

Na França, há atualmente 22.963 hospitalizados por covid-19, com 4.255 pacientes em UTIs.

Neste domingo (16), o país registrou 81 mortes em hospitais por coronavírus e 13.948 casos nas últimas 24 horas, elevando o número total de mortes para 107.616 e o ​​total de casos para 5,87 milhões desde o início da pandemia, segundo o último dados das autoridades de saúde.

Fonte: R7

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VISANDO REDUZIR EMISSÃO DE GASES DO EFEITO ESTUFA, PARLAMENTO DA FRANÇA APROVA O PROJETO ECONOMIA VERDE

Parlamento da França aprova projeto por economia verde

País almeja reduzir a emissão de gases do efeito estufa em cerca de 40%, em comparação a 1990, até 2030

INTERNACIONAL

 por Reuters – Internacional

Projeto tem o objetivo de tornar a economia francesa mais sustentável

REUTERS/SARAH MEYSSONNIER

A Assembleia Nacional da França aprovou nesta terça-feira (4) um projeto de lei abrangente contra mudanças climáticas que impedirá futuras expansões de aeroportos, proibirá aquecedores de terraços ao ar livre e diminuirá resíduos de embalagens.

A França almeja reduzir as emissões de efeito estufa em 40% até 2030 na comparação com os níveis de 1990, mas ativistas ambientais dizem que o país está se arrastando. Em um veredicto histórico em fevereiro, um tribunal determinou que o governo francês precisa fazer mais para combater a mudança climática.

Depois de mais de 200 horas de debate em comissões parlamentares e na câmara baixa, parlamentares aprovaram o projeto de lei por 332 votos a 77.

“Ao invés de grandes palavras e objetivos imensos e inalcançáveis que só geram resistência social, estamos adotando medidas eficazes”, disse a ministra do Meio Ambiente, Barbara Pompili, à câmara.

A legislação vem na esteira de uma consulta popular durante a qual 150 membros do público sugeriram dezenas de medidas para conter as emissões.

Diversos participantes criticaram o presidente francês, Emmanuel Macron, por diluir suas ideias, mas a um ano da eleição presidencial e vendo partidos verdes se saindo bem em outras partes da Europa, Macron espera que o projeto de lei reforce suas credenciais ambientais.

O Greenpeace disse que a legislação não foi longe o suficiente.

“É uma lei que poderia ter sido adequada 15 anos atrás (…) Em 2021, não bastará para enfrentar com eficiência o aquecimento global”, disse Jean-François Julliard, chefe do Greenpeace da França.

Fonte: R7
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FRANÇA LANÇA PROJETOS PARA ACOMPANHAR PROCESSOS EM COMUNIDADES INDÍGENAS NA AMAZÔNIA

França financia projeto para proteger a Amazônia

Projeto TerrIndígena visa acompanhar processos organizacionais de 18 comunidades indígenas na Colômbia, Brasil e Equador

INTERNACIONAL

 Da EFE

A AFD (Agência Francesa de Desenvolvimento) e o FFEM (Fundo Francês para o Meio Ambiente Mundial) apresentaram o projeto TerrIndígena, que visa acompanhar os processos organizacionais de 18 comunidades indígenas na Amazônia da Colômbia, Brasil e Equador.O projeto destinará 5,72 milhões de euros (cerca de R$ 32 milhões) para fortalecer a proteção de mais de 17 milhões de hectares na região amazônica do norte do Brasil, Colômbia e Equador, informou neste sábado a Embaixada da França no Equador.Além disso, observou que esta é uma das áreas amazônicas mais bem preservadas que, no entanto, enfrenta crescentes ameaças ambientais – desmatamento, contaminação da água e do solo – que colocam as comunidades indígenas em um alto grau de vulnerabilidade.

A iniciativa será desenvolvida em conjunto com a Fundação Gaia Amazonas (Colômbia), a Fundação EcoCiencia (Equador) e o Iepé – Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Brasil).

Também com organizações da sociedade civil ou ONGs, que possuem ampla experiência de trabalho em conjunto com governos indígenas que protegem uma das mais importantes florestas tropicais do planeta.

O TerrIndigena está estruturado em torno de quatro componentes: fortalecimento das ferramentas de governança para garantir uma melhor representação dos direitos indígenas; e a proteção dos territórios e monitoramento comunitário de pressões e ameaças endógenas e exógenas.

Da mesma forma, o estabelecimento de atividades geradoras de renda em linha com os valores e culturas tradicionais, respeitando os ecossistemas; e a troca de conhecimentos e experiências a nível regional e coordenação de atores.

A região amazônica está ameaçada pelo desmatamento, pela degradação de seus ecossistemas e pela exploração excessiva de seus recursos.

A embaixada destacou que entre as principais ferramentas para protegê-la e conter o desmatamento estão a criação de áreas protegidas e o reconhecimento dos territórios indígenas, que atualmente representam 47,2% da Amazônia (Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada – RAISG), indicou. EFE

Fonte: R7

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LEI QUE COMBATE O RADICALISMO ISLÂMICO É APROVADA NA FRANÇA

França aprova a lei para combater o radicalismo islâmico

Polêmica norma adotada na Assembleia Nacional reforça o controle das mesquitas e penaliza o ódio na internet

O primeiro-ministro francês, Jean Castex (no centro), durante a sessão da Assembleia Nacional, em Paris, nesta terça.primeiro-ministro francês, Jean Castex (no centro), durante a sessão da Assembleia Nacional, em Paris, O nesta terça.ANNE-CHRISTINE POUJOULAT / AFP

É a lei mais ambiciosa e polêmica da última etapa do mandato de Emmanuel Macron, um projeto para combater o que o presidente francês chama de “separatismo islâmico”. A Assembleia Nacional aprovou nesta terça-feira um projeto que busca atualizar o modelo laico, fiador da liberdade de culto, e ao mesmo tempo a neutralidade do Estado perante as religiões. A decapitação de um professor secundarista por um radical islâmico e as críticas internacionais a Macron por sua estratégia contra o jihadismo marcaram uma discussão que afeta o núcleo da identidade política da França: seu laicismo.

O “projeto de lei que reafirma os princípios republicanos” ―este é afinal o nome completo, sem mencionar o islamismo― altera algumas leis fundamentais da França moderna, como a de 1882 sobre a liberdade de ensino e a de 1905 sobre a separação entre igrejas e Estado.

A nova lei foi aprovada com 347 votos favoráveis, 151 contrários e 65 abstenções. Votaram a favor os deputados do partido A República em Marcha, de Macron, e de várias pequenas siglas que o apoiam. O principal partido de oposição, Os Republicanos (direita tradicional), votou contra, assim como o França Insubmissa, de esquerda populista. Abstiveram-se o Partido Socialista e os seis deputados da Reagrupação Nacional, um partido de extrema direita que não tem benefícios como bancada própria na Assembleia Nacional, mas que aspira a governar a França a partir das eleições presidenciais de 2022 e ocupa um lugar central em todas as discussões sobre identidade nacional e islamismo.

A votação concluiu 135 horas de discussão legislativa em que foram adotadas mais de 300 emendas. Os debates encenaram o choque entre as diferentes interpretações sobre o laicismo. De um lado, os que defendem uma aplicação rigorosa da lei de 1905 como um princípio válido para todos os franceses, independentemente da sua religião. Do outro, quem advoga uma aplicação mais atenta à diversidade da França real e às discriminações que possam afetar os seis milhões de muçulmanos deste país. Na esquerda, uma crítica é que se evitem medidas contra a discriminação social e a estigmatização, e alguns acusam o presidente de fazer o jogo da extrema direita, que votou a favor de artigos concretos da lei, apesar da abstenção na votação final. Na direita, há críticas ao suposto acanhamento de Macron e ao fato de a lei não especificar claramente que está dirigida contra o islamismo.

O texto agora segue para o Senado, controlado pela direita. Depois, os deputados da Assembleia Nacional terão a última palavra sobre qualquer emenda.

O rastro do professor Paty

A lei reforçará o controle de mesquitas e entidades islâmicas para assegurar-se de que respeitam os princípios republicanos. Também reprimirá a incitação ao ódio na internet, criando um delito específico, punido com três anos da prisão e 45.000 euros (291.520 reais) para quem “colocar em perigo a vida alheia pela difusão, com objetivo mal-intencionado, de informações relativas à vida”. Essa norma específica ficou conhecida como “artigo Samuel Paty”. É o nome do professor do ensino médio assassinado em 16 de outubro depois de sofrer uma campanha de perseguição nas redes sociais encabeçada pelo pai de uma aluna, descontente porque Paty mostrou uma caricatura de Maomé em uma aula sobre a liberdade de expressão.

Uma das propostas que mais discussões causaram na Assembleia Nacional foi sobre a proibição da escolarização doméstica a partir dos três anos, para evitar a doutrinação fora do sistema educativo. A proposta recebeu críticas de grupos cristãos. O texto final contempla uma série exceções, e a medida só será aplicada a partir de 2024. As propostas para vetar o véu nas universidades ou proibir seu uso por menores de idade não prosperaram.

A lei responde a um contexto de quase uma década de atentados jihadistas que deixaram quase 300 mortos. Muitos deles foram cometidos por muçulmanos franceses. Desde 2014, 1.500 franceses aderiram ao Estado Islâmico na Síria e Iraque. As autoridades consideram que existe um caldo de cultivo desta radicalização em bairros onde mesquitas e ONGs promovem, por meio da doutrinação ou do discurso do ódio, um projeto de secessão da França, por considerarem que as normas religiosas devem prevalecer sobre as leis republicanas.

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GOVERNO DA FRANÇA ANUNCIOU O FECHAMENTO DAS FRONTEIRAS PARA VIAJANTES DE FORA DA UNIÃO EUROPEIA

França fecha fronteiras para países de fora da União Europeia

País tenta evitar chegada de variantes do coronavírus e presidente não quer decretar novo lockdown para frear coronavírus

INTERNACIONAL  

Da Ansa

França vai fechar fronteiras para viajantes fora da União Europeia

YOAN VALAT/EFE/EPA – 25.1.2020

O governo da França anunciou nesta sexta-feira (29) o fechamento de suas fronteiras para viajantes provenientes de fora da União Europeia, em uma tentativa de conter a disseminação de novas cepas do coronavírus.

A medida entra em vigor neste domingo (31) e só abre exceção para viagens consideradas “essenciais”. “As entradas e saídas de nosso território com destino ou proveniência em um país externo à União Europeia serão vetadas, salvo motivos imperativos”, disse o primeiro-ministro Jean Castex.

A proibição chega enquanto o presidente Emmanuel Macron tenta evitar a imposição de um terceiro lockdown na França, que totaliza cerca de 3,2 milhões de casos e quase 76 mil óbitos na pandemia. “Os próximos dias serão decisivos”, disse Castex após uma reunião do conselho de defesa sanitária.

Viajantes provenientes dos outros 26 países da União Europeia, com exceção de trabalhadores pendulares, terão de apresentar exame RT-PCR negativo.

A exigência já estava em vigor para chegadas aéreas e marítimas, mas agora também valerá nas fronteiras terrestres.

Fonte: R7
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NA FRANÇA LOCKDOWN É MOTIVO DE PROTESTOS PELOS PROFISSIONAIS DA CULTURA

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QUATRO ANOS DE PRISÃO COM DOIS ISENTOS DE CUMPRIMENTO, ESSA FOI A PENA QUE O MNISTÉRIO PÚBLICO PEDIU PARA O EX-PRESIDENTE DA FRANÇA SARKOZY

 

Ministério Público da França pede 4 anos de prisão para Sarkozy

Ex-presidente é acusado de crimes de corrupção e tráfico de influência ao tentar corromper um juiz do Supremo Tribunal do país

INTERNACIONAL

Do R7, com EFE

Ex-presidente da França Nicolas Sarkozy

EFE/EPA/IAN LANGSDON

O Ministério Público da França pediu nesta terça-feira (8) uma pena de 4 anos de prisão, com dois isentos de cumprimentos, para o ex-presidente do país Nicolas Sarkozy por crimes de corrupção e tráfico de influência.

O promotor Jean-Luc Blachon, durante julgamento que acontece em Paris, considerou que os delitos foram comprovados por conversas telefônicas entre o ex-chefe de governo e o advogado Thierry Herzog, que foram interceptadas pela polícia.

O ex-presidente é suspeito de ter tentado corromper, junto com Herzog, o ex-magistrado Gilbert Azibert quando este era juiz no Supremo Tribunal da França, a mais alta corte da Justiça do país.

Sarkozy é o primeiro ex-presidente a sentar, pelo menos de maneira presencial, no banco dos reús na história da França. Antes dele, apenas Jacques Chirac, seu antecessor e mentor político, foi julgado e condenado por desvio de fundos públicos cometido quando era prefeito de Paris, mas devido a problemas de saúde nunca compareceu ao tribunal.

Retirado da política desde sua derrota nas primárias da direita em 2016, embora continue mantendo sua influência no partido conservador Republicanos, Sarkozy poderia ser condenado a dez anos de prisão e a um milhão de euros de multa por corrupção e tráfico de influências.

Após este julgamento, o ex-presidente tem um outro encontro judicial no ano que vem: o processo do caso Bygmalion sobre os gastos da campanha para a eleição presidencial em 2012

 

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PARA BARRAR IMIGRAÇÃO ILEGAL, FRANÇA E REINO UNIDO ASSINAM ACORDO

Reino Unido e França assinam acordo para barrar imigração ilegal

Acordo vai aumentar as patrulhas e tecnologia no Canal da Mancha, rota usada por imigrantes para tentar chegar ao Reino Unido em pequenos barcos

INTERNACIONAL

por Reuters – Internacional

 

Canal da Mancha separa o Reino Unido da França

Divulgação/Nasa

Reino Unido e França assinaram um novo acordo neste sábado (28) para tentar impedir a imigração ilegal através do Canal da Mancha, ao aumentar as patrulhas e a tecnologia na esperança de fechar uma rota perigosa usada por imigrantes para tentar chegar ao Reino Unido em pequenos barcos.

A ministra do Interior britânico, Priti Patel, disse que, segundo o acordo, o número de policiais que patrulham as praias francesas dobrará e novos equipamentos, incluindo drones e radares, serão empregados.

Este ano, centenas de pessoas, incluindo algumas crianças, foram flagradas atravessando para o sul da Inglaterra de acampamentos improvisados ​​no norte da França – navegando em uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo em botes de borracha sobrecarregados. Alguns imigrantes morreram afogados.

Patel disse em comunicado que o acordo representa um passo à frente na missão dos dois países de tornar inviáveis ​​as travessias no canal. “Graças a mais patrulhas policiais nas praias francesas e maior compartilhamento de inteligência entre nossas agências de segurança, já estamos vendo menos imigrantes deixando as praias francesas”, declarou.

O Reino Unido e a França planejam continuar um diálogo estreito para reduzir as pressões imigratórias na fronteira compartilhada durante o próximo ano, acrescentou ela.

Fonte: R7
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NA FRANÇA UM PROJETO DE LEI QUER EQUIPARAR A GLOTOFOBIA A OUTROS TIPOS DE CRIMES DE PRECONCEITO

 

Por que a França pode criminalizar a discriminação pelo sotaque

Um projeto de lei quer equiparar a glotofobia ao racismo e outros tipos de crimes de preconceito; aprovado pela Assembleia Nacional, ele agora será apreciado pelo Senado

INTERNACIONA

por BBC NEWS BRASIL

 

A parlamentar Laetitia Avia propôs a nova nova lei, enquanto o primeiro-ministro Jean Castex foi ridicularizado por seu sotaque

Imagine um conhecido político, líder de seu partido, em meio a um frenesi de jornalistas e sendo questionado por alguém que tem um forte sotaque.

Ele olha para a repórter, como se não tivesse entendido nada, e diz zombando dela: “Desculpe, não entendi uma palavra. Alguém pode me fazer uma pergunta em português adequado?” Chocante, certo?

Foi o que aconteceu na França, em uma cena registrada entre Jean-Luc Mélenchon e uma repórter da TV regional francesa. A ofensa cometida por ela? Ter um forte sotaque do sul do país.

Sotaques regionais na França são há muito tempo alvo de um desdém paternalista parisiense.

Ai de qualquer pessoa com uma pitada do sul em sua voz que queria crescer em sua carreira na radiodifusão ou na política nacional, na academia e no serviço público.

Fale como um parisiense

Se quer se comunicar na França (e não apenas provocar risos), então, você se conforma com isso e fala como em Paris. Existem muitas aulas online para ensiná-lo como.

Mas os tempos estão mudando e, pela primeira vez, uma medida está sendo tomada em prol dos 30 milhões de cidadãos franceses que falam com sotaque regional. Isso é quase metade da população do país, de 67 milhões.

Um projeto de lei foi aprovado na quinta-feira (26/11) na Assembleia Nacional, que é equivalente no Parlamento francês à Câmara dos Deputados do Congresso brasileiro, para tornar crime discriminar um indivíduo com base no sotaque.

“Eu também já corrigi ao longo do tempo meu sotaque, primeiro ao entrar na Sciences-Po (universidade), depois ao me tornar advogada. Então, conheço este assunto pessoalmente”, disse a parlamentar Laetitia Avi, que propôs a lei.

A criminalização da glotofobia, nome dado a este tipo de discriminação, que agora foi equiparado a outros tipos de discriminação já previstos em lei, como por raça, gênero ou deficiência física, teve 98 votos a favor e 3 contra.

A pena prevista é de três anos de prisão e multa de 45 mil euros (R$ 285 mil).

O projeto deverá ainda ser votado pelo Senado nas próximas semanas. Se aprovado, seguirá para promulgação.

Por que um sotaque pode prejudicar sua carreira

“Ter um sotaque regional na França significa automaticamente que você é tratado como um caipira, amável, mas fundamentalmente pouco sério”, disse o deputado Christophe Euzet, que é de Perpignan, na Catalunha francesa.

“É inimaginável na França que você possa ter alguém com sotaque sulista ou mesmo do norte, por sinal, como comentarista no Dia do Armistício ou falando sobre política do Oriente Médio. É um problema pessoal para muitas pessoas que descobrem que precisam abrir mão de parte de sua identidade se quiserem progredir em suas carreiras.”

Isso também remete a uma questão política, argumentou Euzet. “O movimento dos coletes amarelos foi um exemplo clássico do que acontece quando milhões de pessoas olham para seus representantes em Paris e sentem que não têm nada em comum com eles.”

Mas espere um minuto. O primeiro-ministro da França, Jean Castex, não é famoso por ser o primeiro no cargo a falar com sotaque?

“Sim”, disse Euzet. “Mas quanto tempo Castex precisou para ser levado a sério como político?”

Como os sotaques franceses diferem

A França não se orgulha de sua diversidade de sotaques da mesma forma que alguns outros países.

Houve um esforço a partir da Revolução Francesa para suprimir os idiomas regionais, como o occitano e o bretão, e, depois, os sotaques derivados delas.

As escolas foram o primeiro instrumento usado para isso, depois, a mídia de massa.

A maior família de sotaques atual é a do sul, marcada, entre outras coisas, pela pronúncia do normalmente mudo “e” no final das palavras, e os famosos “pang” e “vang” no lugar de pain e vin (pão e vinho) .

Outros sotaques regionais podem ser encontrados na Córsega, no leste da França, na Alsácia (influenciada pelo alemão), na Bretanha e no norte, influenciados pelo dialeto local ch’ti.

Em muitas áreas rurais da França, os sotaques estão preservados entre os idosos, mas são ouvidos com menos frequência entre os jovens.

Há também o sotaque banlieue, popular entre as pessoas de origem imigrante e caracterizado por consoantes duras e fala rápida.

Um mito é que o melhor francês é falado pelo povo da região de Tours, no vale do Loire. Sob o Antigo Regime, os membros da corte mantinham castelos ao longo do Loire e trouxeram com eles o vernáculo de Paris.

 

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SERÁ RETOMADO SEGUNDA FEIRA (30) O JULGAMENTO DO EX-PRESIDENTE DA FRANÇA NICOLAS SARKOZY

Julgamento de Nicolas Sarkozy será retomado segunda-feira (30)

Se condenado por corrupção, ex-presidente da França pode receber pena de até 10 anos de prisão e ainda pagar uma multa milionária

INTERNACIONAL

Da AFP

Ex-presidente da França Nicolas Sarkozy

Bertrand GUAY / AFP

julgamento por corrupção contra o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy será retomado na segunda-feira (30), depois que o tribunal penal de Paris rejeitou nesta quinta-feira (26) um pedido de um de seus co-acusados para adiar por motivos de saúde.

O tribunal recusou a solicitação apresentada por um dos acusados junto a Sarkozy, o juiz aposentado Gilbert Azibert, de 73 anos, que pediu um adiamento do julgamento para não se expor à covid-19.

França vai investigar atuação do governo durante pandemia

Com base em um exame médico que solicitou, o tribunal concluiu que Azibert estava em condições de comparecer e ordenou que se apresente pessoalmente na segunda-feira às 13h30 (09h30 de Brasília), antes de suspender a audiência até essa data.

Este julgamento, que deve durar três semanas, é inédito já que Nicolas Sarkozy é o primeiro ex-presidente da França a sentar na cadeira dos réus.

Antes dele, apenas um ex-presidente francês, Jacques Chirac, seu antecessor e mentor político, foi julgado e condenado por desvio de verba pública quando era prefeito de Paris mas, devido a problemas de saúde, nunca compareceu ao tribunal.

Este processo, conhecido na França como o caso “dos grampos” tem sua origem em outro caso que ameaça Sarkozy, o das suspeitas de que recebeu financiamento do governo líbio de Muamar Gadafi durante a campanha presidencial de 2007 que o levou ao Eliseu.

Os juízes decidiram grampear o telefone do ex-presidente e foi assim que descobriram que tinha uma linha secreta em que usava o pseudônimo “Paul Bismuth”.

Segundo os investigadores, algumas conversas que mantinha nesta linha revelaram a existência de um pacto de corrupção. Através de seu advogado Thierry Herzog, Sarkozy teria tentado obter informação secreta de outro juiz através do juiz Azibert.

Azibert teria tentado também influenciar seus colegas a favor de Sarkozy. Em troca, Sarkozy teria prometido ao magistrado ajudá-lo a obter um cargo muito cobiçado no Conselho de Estado de Mônaco.

Sarkozy, presidente de 2007 a 2012, nega as acusações e prometeu que se mostrará “combativo” neste julgamento.

Caso seja declarado culpado, Sarkozy, que saiu da política após sua derrota na disputa pelo Eliseu em 2016, poderia ser condenado a uma pena de até 10 anos de prisão e uma multa máxima de um milhão de euros (1,2 milhão de dólares).

Fonte: R7

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APÓS ALERTA DE BOMBA REGIÃO DO ARCO DO TRIUNNFO EM PARIS É ISOLADA E FRANÇA ESTÁ EM ALERTA MÁXIMO

Região do Arco do Triunfo em Paris é isolada após alerta de bomba

A França está em alerta máximo de segurança após a morte de um professor que mostrou uma charge do profeta Maomé durante uma aula

INTRNACIONAL

por 

Reuters – Internacional

 

O Arco do Triunfo, um importante ponto turístico, está localizado em Paris, na França

Charles Platiau/ Reuters/ 27.10.2020

A área ao redor do Arco do Triunfo, no centro de Paris, foi isolada após um alerta de bomba, disse um porta-voz da polícia da capital francesa à Reuters nesta terça-feira (27). As linhas de metrô da área também estão sendo esvaziadas.

A França está em alerta máximo de segurança após a decapitação de um professor neste mês por um muçulmano de 18 anos, que ficou furioso com o uso de charges do profeta Maomé em uma aula de educação cívica.

Houve vários alertas falsos de bomba na França, mais recentemente na estação ferroviária de Lyon, na semana passada, e na Torre Eifel, um mês atrás.

Fonte: R7

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PRESIDENTE DA FRANÇA CONDENA O TERRORISMO,E DIZ QUE NÃO PASSARÃO POR CIMA DE VALORES DEMOCRÁTICOS

 

Macron: terroristas ‘não passarão’ por cima de valores democráticos

Presidente da França condena assassinato de professor e diz que ele foi morto por ensinar liberdade de expressão para seus alunos

INTERNACIONAL

Da EFE

 

Macron fala diante da escola onde o professor assassinado lecionava

Abdulmonam Eassa / EFE – EPA – 16.10.2020

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta sexta-feira, após o ataque no qual um professor foi decapitado nos arredores de Paris, que os terroristas islâmicos “não passarão” por cima dos valores democráticos do país.

Foi “um ataque terrorista islâmico”, disse Macron à imprensa na cidade de Conflans-Sainte-Honorine, onde ocorreu o ataque.

O professor “foi morto hoje porque ensinou, porque explicou aos seus alunos liberdade de expressão, liberdade de acreditar e liberdade de não acreditar”, afirmou.

Solidariedade aos professores

Macron prestou condolências à família e aos colegas da vítima, mas acima de tudo enfatizou a solidariedade aos professores do país, prometendo que “toda a nação estará ao seu lado hoje e amanhã para defendê-los e permitir-lhes fazer seu trabalho: formar cidadãos livres”.

O autor do ataque “queria derrubar a República e seus valores”, um dos quais é “fazer cidadãos livres”, acrescentou.

Macron enfatizou que os terroristas “não passarão” e que “o obscurantismo religioso não vencerá” o que ele chamou de “batalha”.

 

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DEVIDO O ENVENENAMENTO DE NAVALNI FRANÇA E ALEMANHA PROPÕEM SANÇÕES CONTRA RÚSSIA

França e Alemanha propõem sanções contra a Rússia pelo envenenamento de Navalni

Chanceleres dos dois países afirmam que Governo Putin não dá respostas confiáveis no caso do oposicionista, intoxicado com substância de fabricação militar

O presidente russo, Vladimir Putin, preside desfile em junho em Moscou.O presidente russo, Vladimir Putin, preside desfile em junho em Moscou./ EUROPA PRES.

O eixo franco-alemão se mantém como força motriz das represálias contra a Rússia pelo envenenamento de Alexei Navalni. Paris e Berlim vão propor à União Europeia a adoção de sanções contra a Rússia, a quem acusam de estar por trás da intoxicação do opositor do Governo com o agente nervoso Novichok, segundo informaram os dois países em um comunicado conjunto. Os europeus aguardavam uma resposta de Moscou depois que se soube que político do Kremlin fora envenenado com uma substância de fabricação militar russa.

“A Rússia não forneceu uma explicação confiável até agora. Neste contexto, consideramos que não há outra explicação plausível a não ser o envolvimento e a responsabilidade russa”, afirmam os ministros das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, e da França, Jean Yves Le Drian, em nota conjunta. “Houve uma tentativa de assassinato em solo russo, contra um oposicionista russo, usando um agente nervoso desenvolvido pela Rússia”, disseram. “Extraindo as conclusões necessárias desses eventos, a França e a Alemanha compartilharão com seus parceiros europeus propostas de sanções adicionais”, acrescentam.

A nova medida se somaria à série de sanções impostas pela UE contra Moscou desde 2014, após a guerra na Ucrânia e a anexação russa da península da Crimeia. As tentativas de reconciliação com o regime de Vladimir Putin, lideradas até o envenenamento de Navalni pelo presidente francês, Emmanuel Macron, não deram frutos nos últimos seis anos e parece ser cada vez mais difícil mantê-las. O novo choque também pode complicar o difícil equilíbrio mantido pela primeira-ministra alemã, Angela Merkel, que, apesar da ocupação unilateral da Crimeia, manteve o acordo da Alemanha com Moscou para construir um novo gasoduto através do Báltico (o chamado Nordstream II).

Berlim e Paris agora sugerem que as sanções sejam dirigidas contra indivíduos “responsáveis pelo crime e a violação da legislação internacional, por sua função, bem como contra a entidade envolvida no programa do Novichok”. Moscou nega envolvimento no envenenamento que levou a uma considerável deterioração das relações entre a Rússia, a Alemanha e a União Europeia. Paris e Berlim afirmam que a tentativa de silenciar o opositor russo constitui uma violação da Convenção de Armas Químicas.

Um laboratório militar alemão e duas instituições independentes na França e na Suécia confirmaram que Navalni foi envenenado com uma substância da família do Novichok. É o mesmo agente nervoso usado em 2018 para tentar liquidar o ex-espião russo Sergei Skripal no Reino Unido. O Governo alemão, porém, havia anunciado que antes de adotar qualquer represália aguardaria a confirmação da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), que chegou nesta terça-feira e que também afirma ter encontrado vestígios do veneno.

Com o aval da OPAQ sobre a mesa, Berlim e Paris defendem a abertura de uma nova via de sanções contra Moscou, com a punição para a Crimeia ainda em vigor. Na semana passada houve uma ampliação dessas represálias: dois cidadãos russos e quatro empresas russas foram adicionados a uma lista de sanções (proibição de entrada na UE e congelamento de seus bens em território comunitário) que já inclui 177 pessoas e 48 empresas. A UE também aprovou penalidades econômicas a vários setores da economia russa (energia, defesa, finanças e bens de dupla utilização), prorrogadas a cada seis meses e válidas pelo menos até janeiro do próximo ano.

As possíveis sanções têm que ser endossadas por unanimidade no Conselho da UE, onde estão representados os 27 Governos da União. A proposta franco-alemã deverá ser exposta na próxima segunda-feira, durante a reunião mensal dos chanceleres da UE. A reunião coincide com a presidência de turno alemã da União neste semestre. A aprovação da nova sanção, entretanto, também pode causar tensões internas na UE. Por um lado, países como Itália e Hungria costumam resistir a agir contra a Rússia. E, por outro, a Polônia e os países bálticos, totalmente contra a construção do gasoduto Nordstream II, podem aproveitar o caso Navalni para tentar abortar definitivamente um projeto que também conta com forte oposição dos Estados Unidos.

Navalni está em Berlim desde 22 de agosto, recuperando-se do envenenamento que quase lhe custou a vida. O oposicionista russo foi transferido para a Alemanha em um avião com equipamento médico dois dias depois de sofrer um colapso em um avião em pleno voo. O aparelho fez um pouso de emergência e Navalni foi inicialmente internado em um hospital na Sibéria, onde os responsáveis pelos exames alegaram não ter sido encontrado nenhum vestígio de substância tóxica.

Os aliados do oposicionista sustentaram desde o primeiro momento que Navalni havia sido envenenado e conseguiram que uma ONG alemã o transferisse para Berlim. Na Alemanha, Navalni foi internado no grande hospital La Charité, onde teve alta no dia 23 de setembro, depois de passar ali mais de um mês, sendo 24 dias em terapia intensiva. Lá, ele recebeu a visita de Merkel. Desde que deixou o hospital, ele faz tratamento de reabilitação na capital alemã, onde sua família o acompanha.

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SARKOZY EX-PRESIDENTE DA FRANÇA, SERÁ JULGADO POR SUPOSTA ILEGALIDADE NO FINANCIAMENTO DA CAMPANHA

 

Sarkozy será julgado por suposto financiamento ilegal de campanha

Ex-presidente da França é acusado de ocultar 15 milhões de euros de gastos que deveriam constar na prestação de contas da campanha

INTERNACIONAL

Da EFE

Nicolas Sarkozy chegou a devolver os gastos graças a uma campanha de doação

O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy será julgado de 17 de março a 15 de abril de 2021 pelo suposto financiamento ilegal da campanha presidencial de 2012, informou nesta quinta-feira (3) o Ministério Público francês.

A investigação foi aberta em 2014, após a imprensa revelar que o ex-governante ultrapassou o limite maximo de gastos permitidos durante uma campanha, que é de 22,5 milhões de euros.

Segundo a acusação, Sarkozy recorreu aos serviços de uma empresa de comunicação, Bygmalion, que emitiu faturas falsas para ocultar os sobrecustos dos atos eleitorais e das viagens, ocultando 15 milhões de euros de gastos que deveriam constar nas contas da campanha, que acabou custando 42,8 milhões.

Sarkozy, que já foi multado por este caso pelo Conselho Constitucional, devolveu a totalidade dos gastos graças a uma campanha de doação feita entre os militantes e apoiadores do partido.

No entanto, não evitou a abertura de uma investigação judicial e foi indiciado em fevereiro de 2016, o que afetou suas chances de vitória nas primárias de novembro, nas quais terminou em terceiro lugar, atrás de François Fillon, que ganhou, e Alain Juppé.

 

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TODOS OS VIAJANTES PROVENIENTES DE PAÍSES COM ALERTA VERMELHO, INCLUSIVE DO BRASIL, PASSARÃO POR TESTE AO DESEMBARCAR NO PAIS, DIZ PRIMEIRO MINISTRO DA FRANÇA JEAN CASTEX

França submeterá passageiros vindos do Brasil a teste para covid

Medidas de segurança serão aplicadas a viajantes vindos de áreas de maior propagação do coronavírus, que terão área de desembarque exclusiva

INTERNACIONAL

Da EFE

Brasileiros passarão por testes em aeroportos franceses Brasileiros passarão por testes em aeroportos franceses

O primeiro-ministro da França, Jean Castex, anunciou nesta sexta-feira (24) que todos os viajantes provenientes de alguns países classificados com alerta vermelho, pela forte propagação do novo coronavírus, entre eles Brasil, deverão passar por teste de infecção ao desembarcar no país.

A informação foi apresentada pouco depois de reunião do Conselho de Defesa e Segurança, realizada hoje para definir medidas de controle à segunda onda de casos do patógeno que provoca a covid-19. De acordo com balanço mais recente, nas últimas 24 horas, foram mais de mil infectados.

Segundo Castex, os passageiros provenientes de Estados Unidos, Emirados Árabes, Bahrein e Panamá, que estão na chamada “lista vermelha”, deverão apresentar um resultado negativo de exame recente para o novo coronavírus, caso contrários, serão testados no desembarque.

Desembarque exclusivo

Já os que chegarem de Brasil, África do Sul, Argélia, Catar, Índia, Israel, Kuwait, Madagascar, Omã, Peru, Sérvia e Turquia, precisarão passar pela detecção para o patógeno ao pisarem em um aeroporto local.

O tráfego aéreo com os integrantes dessa lista ainda é pequeno, já que as fronteiras da França ainda estão fechadas quase totalmente para fora da União Europeia. Com isso, a medida impacta passageiros franceses que pretendem viajar para o país natal.

“Sabemos que, em certo número desses países, não há um estratégia de detecção e que o acesso aos testes é difícil. Assim, decidimos generalizar os testes nas chegadas”, afirmou o primeiro-ministro.

Os aeroportos deverão ter locais exclusivos de desembarque para todos que chegarem tendo como origem os países da lista. Em seguida, as pessoas que derem positivo em testes de diagnóstico, deverão ser isoladas durante duas semanas, pelo menos.

 

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FRANÇA PRETENDE REALIZAR TESTES VIROLÓGICOS EM VIAJANTES DE PAÍSES CONSIDERADOS DE ALTO RISCO

 

França testará em aeroportos viajantes de países de alto risco

Governo pretende realizar 2 mil testes para detectar o novo coronavírus por dia em pessoas que cheguem de locais considerados ‘vermelhos’

INTERNACIONAL

Da EFE

 

Funcionários higienizam áreas comuns do aeroporto Paris-OrlyFuncionários higienizam áreas comuns do aeroporto Paris-Orly

A França realizará sistematicamente testes virológicos nos aeroportos de todos os viajantes de países “em risco”, ou seja, aqueles onde mais circula o novo coronavírus, segundo revelou neste domingo (12) o porta-voz do governo, Gabriel Attal.

“Vamos realizar testes sistemáticos nos aeroportos para viajantes vindos de países chamados ‘vermelhos’, ou seja, países onde o vírus circula mais”, disse Attal, à emissora de TV francesa BFMTV.

O porta-voz do governo afirmou que eles pretendem realizar cerca de 2 mil testes por dia com este dispositivo, observando que aqueles que comprovarem terem sido testados em seus países de origem não passarão pelo procedimento.

Nesses casos, ele disse, eles pedirão provas de que fizeram o teste.

França aumenta controle

Dessa forma, a França aumenta o controle dos viajantes desses países, pois até agora indicava que os testes seriam voluntários.

Attal acrescentou que, por enquanto, eles não planejam forçar os franceses a usar uma máscara em todos os locais públicos, embora observem que é uma recomendação.

“Os franceses são responsáveis e, quando damos a eles uma recomendação, eles o respeitam de maneira maciça”, disse o porta-voz, observando que, no entanto, o governo adapta permanentemente seus esforços diante das mudanças da situação.

A França acaba de superar a marca das 30 mil mortes por covid-19, de acordo com o último balanço publicado pelas autoridades de saúde na última sexta-feira.

Fonte: R7

 

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AMAZONAS RECEBE AJUDA DE 3 MILHÕES DA FRANÇA, PARA ENFRENTAR A PANDEMIA

 

França envia R$ 3 milhões para combate à covid-19 no Amazonas

Informação dada pelo prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, nesta sexta-feira (3) segue como resposta de vídeo que gravou para 21 chefes de Estado

R7 PLANALTO

Plínio Aguiar e Mariana Londres, do R7

Prefeito de Manaus (AM), Arthur Virgílio NetoPrefeito de Manaus (AM), Arthur Virgílio Neto

O prefeito de Manaus (AM), Arthur Virgílio Neto (PSDB), informou nesta sexta-feira (3) que o governo da França irá enviar aproximadamente R$ 3 milhões para serem investidos no fortalecimento de ações de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus para proteger as etnias indígenas e os povos tradicionais do Amazonas.

A ação francesa ocorre após o prefeito pedir ajuda para 21 chefes de Estado. Neto enviou, no mês passado, vídeo para os líderes solicitando auxílio no enfrentamento à covid-19 dos povos da região amazônica.

Os recursos foram destinados com base na apresentação de dois projetos: na saúde, será ampliado o atendimento às populações vulneráveis e aos povos indígenas, brasileiros e estrangeiros, com aquisição de equipamentos e insumos, que totalizaram investimento de R$ 1.427.30; na assistência social, o projeto contempla aquisição de cestas básicas para atender mais de 15 mil famílias, com valor estimado em R$ 1.428.571.

“Se não encontro aqui apoio para cuidar da Amazônia, fui buscar ajuda onde as pessoas entendem a importância dos povos que protegem nossa imensa floresta”, disse o prefeito de Manaus.

Fonte: R7

 

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