Blog do Saber, Cultura e Conhecimento!

PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEGUNDA-FEIRA DO G1

Por G1

 


O Brasil tem 487 mortos e mais de 11,2 mil casos confirmados de coronavírus. A Caixa deve anunciar as datas de pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 a informais. Em São Paulo, o governador João Doria deve decidir se prorroga ou não as restrições para evitar o avanço da doença. Trump diz que os EUA começam a distribuir 8 milhões de máscaras para hospitais em meio à “guerra” por equipamentos médicos e de proteção. No podcast O Assunto, a quarentena de Gilberto Gil e Preta. E veja como fazer compras de mercado sem precisar sair de casa.

Coronavírus no Brasil

O Brasil tem 487 mortes e 11.281 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, segundo balanços das secretarias estaduais de Saúde. Apenas dois estados não registraram mortes: Acre e Tocantins.

O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na tarde de domingo (5), aponta 486 mortes e 11.130 casos.

Em São Paulo, o governador João Doria deve anunciar nesta segunda-feira (6) se prorroga ou não a quarentena imposta em todo estado. O decreto, previsto para vigorar até esta terça-feira (7), obrigou o comércio de serviços não essenciais a fechar desde 24 de março.

No Ceará, o governador Camilo Santana anunciou na noite deste domingo (6) que revogou a decisão que havia tomado horas mais cedo de relaxar a quarentena no estado.

Pesquisa Datafolha

Segundo pesquisa Datafolha, 76% dos brasileiros acreditam que o mais importante neste momento é deixar as pessoas em casa. Outros 18% querem acabar com o isolamento, e 6% não sabem.

O instituto entrevistou 1.511 pessoas por telefone entre os dias 1º e 3 de abril e também perguntou sobre a opinião das pessoas sobre fechar o comércio não essencial, suspender aulas e e proibir pessoas que não trabalham em serviço essencial de de sair de casa. A margem de erro da pesquisa é de três pontos.

Chance de tratamento

Um consórcio entre três hospitais paulistas – Hospital Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês e Hospital das Clínicas – recebeu a autorização de iniciar testes clínicos de um possível tratamento contra a Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus).

A técnica, aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), baseia-se no plasma de um paciente curado.

O plasma é a parte líquida do sangue em que ficam os anticorpos produzidos pelo organismo para combater o vírus. Retirada de pacientes recuperados, a substância pode ser aplicada em alguém que tenha um quadro grave da Covid-19. ENTENDA

Pesquisadores analisam sangue de curados do coronavírus atrás de tratamento

Pesquisadores analisam sangue de curados do coronavírus atrás de tratamento

Auxílio emergencial

O calendário para o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 aos trabalhadores informais deve ser anunciado nesta segunda-feira (6) pela Caixa Econômica Federal.

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, disse na sexta-feira (3) que será usado um aplicativo para celulares para identificar os trabalhadores informais que não estão em nenhum cadastro do governo, mas têm direito de receber o benefício.

O benefício é uma das medidas de alívio à crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus. Ele se destina a pessoas sem carteira assinada e renda fixa, afetadas pelas medidas de isolamento social adotadas para conter a velocidade da Covid-19 no Brasil.

‘Guerra’ por equipamentos

Trump durante coletiva — Foto: REUTERS/Joshua Roberts

Trump durante coletiva — Foto: REUTERS/Joshua Roberts

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (5) que 8 milhões de máscaras e 300 milhões de luvas começaram a ser distribuídas em todo o país.

“Todos esses materiais serão distribuídos diretamente para os hospitais”, disse Trump em entrevista coletiva. O governo dos EUA já foi acusado de desviar equipamentos, incluindo máscaras, que iriam para Alemanha, França e Brasil.

Segundo o presidente dos EUA, 1,6 milhão de norte-americanos já foram testados para o coronavírus. “Nós temos um grande sistema agora, estamos trabalhando com os estados”, disse.

Os EUA são o país com o maior número de infectados pela doença. São mais de 330 mil casos confirmados, com mais de 9,5 mil mortes.

O estado de Nova York segue como epicentro da doença. Um tigre de 4 anos testou positivo para a doença no zoológico do Bronx. Esse pode ser o primeiro caso de infecção pelo vírus em um animal nos Estados Unidos e também o primeiro em um tigre no mundo, de acordo com o “The New York Times”.

Nadia, uma tigresa malaia de 4 anos, no Zoológico do Bronx, em Nova York, em imagem se data; a instituição informou, em 5 de abril de 2020, que o animal testou positivo para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) — Foto: Reuters

Nadia, uma tigresa malaia de 4 anos, no Zoológico do Bronx, em Nova York, em imagem se data; a instituição informou, em 5 de abril de 2020, que o animal testou positivo para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) — Foto: Reuters

Esperança na Europa

O número de mortos pelo coronavírus na Itália no fim de semana foi de 525, o mais baixo em duas semanas, anunciou neste domingo a Defesa Civil. O balanço representa uma redução de 25% em relação às mortes anunciadas no sábado, quando 681 foram registradas.

“São boas notícias, mas não deveríamos baixar a guarda”, disse o chefe da Defesa Civil, Angelo Borrelli. “A curva começou sua queda”, comemorou o chefe do Instituto Superior de Saúde, Silvio Brusaferro. A redução do número de mortos “é um dado muito importante”, assinalou.

Na Espanha, o número de mortos diários por coronavírus caiu neste domingo (5) pelo terceiro dia consecutivo, com 674 mortes em 24 horas, o que eleva o balanço total para 12.418 pessoas. Foi o menor número de óbitos dos últimos dez dias no país, o segundo com mais mortes no mundo.

No Reino Unido, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, de 55 anos, foi internado neste domingo (5) para realizar exames por seguir apresentado sintomas relativos ao coronavírus. Mesmo com a internação, Johnson segue no comando do governo e mantém contato com integrantes do seu gabinete.

E neste domingo, a rainha Elizabeth II fez um discurso no qual elogiou o espírito nacional dos britânicos e pediu que a população supere o tempo de “dor” e “enormes mudanças” que a pandemia do coronavírus trouxe.

No raro pronunciamento, o 5º no seu reinado, a soberana de 93 anos agradeceu aos britânicos que estão permanecendo em casa para evitar a propagação da doença e destacou o esforço dos profissionais do sistema público de saúde.

São quase 5 mil vítimas em decorrência da Covid-19 no Reino Unido.

Rainha Elizabeth II faz pronunciamento para tranquilizar população sobre o coronavírus

Rainha Elizabeth II faz pronunciamento para tranquilizar população sobre o coronavírus

O Assunto

A quarentena de Gilberto Gil e Preta Gil. O pai está na serra fluminense. A filha, na cidade do Rio de Janeiro, depois de encarar sozinha, em São Paulo, a infecção pelo novo coronavírus. Para ele, o isolamento social não é de todo estranho, além de oferecer oportunidades de reflexão e recomeço. Ela conta como Gil a ajuda, mesmo à distância. Na conversa com Renata Lo Prete, os dois também revelam seus planos para o “depois” e cantam juntos a música da quarentena. Ouça acima

Preciso ir ao mercado. E, agora?

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que as pessoas fiquem em casa para diminuir a disseminação do novo coronavírus. No Brasil, a população tem feito o isolamento social e saído de casa apenas para as atividades essenciais. Os idosos e as pessoas do grupo de risco, principalmente, devem evitar sair de casa. Mas como comprar comida e bebida sem sair de casa?

G1 fez um vídeo que mostra o passo a passo para fazer as compras do supermercado sem sair do sofá de casa por meio de um aplicativo na capital de São Paulo. Dependendo da cidade, além de aplicativos, ainda é possível pedir os produtos do mercado por sites, mensagem no WhatsApp e até ligação.

Quando essas opções não funcionam, a pessoa pode entregar a lista do mercado para vizinhos, amigos, familiares e até para entregadores de confiança.

Saudades do barulho?

Muita gente que nunca tinha feito home office foi obrigado a aderir à prática por causa da pandemia do coronavírus. Pensando em quem sente falta da movimentação e do barulho de seus colegas de trabalho, alguns serviços oferecem sons ambientes de lugares como cafeterias, livrarias e restaurantes.

A ideia é apoiada por um estudo sobre criatividade da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, que indica que um nível médio de ruído ajuda o cérebro a pensar de forma abstrata. Tem até sons de chuva e até cenários fictícios.

Curtas e rápidas

Após ter alta médica da UTI, prefeito de São Bernardo do Campo chora em vídeo de agradecim

Após ter alta médica da UTI, prefeito de São Bernardo do Campo chora em vídeo de agradecimento

Continuar lendo

CASOS DE CORONAVÍRUS DESACELERAM NA EUROPA

Números na Espanha, França, Itália, Alemanha, Bélgica começam a melhorar e países já analisam fim da quarentena

coronavírus ainda faz novos doentes e provoca mortes todos os dias na Europa, mas esses números diários estão decrescendo em alguns países.

Enquanto parte dos governos estendeu as quarentenas, a redução no contágio faz crescer a discussão sobre como retomar a atividade, paralisada há quase um mês na Itália e há três semanas na maioria dos outros países.

Neste domingo, a Espanha divulgou o menor crescimento de mortes diárias em nove dias: 674 em 24 horas, elevando o total para 12.418. O número de novas infecções subiu 5%, também a menor taxa de crescimento desde o começo da crise.

A Espanha tem neste domingo 130.759 infectados, o segundo maior no mundo, atrás dos EUA. O país entrou em quarentena em 15 de março, 11 dias depois da primeira morte.

Apesar da queda nos novos registros, ainda há hospitais com capacidade de atendimento esgotada, e o governo espanhol renovou as medidas de isolamento até 25 de abril.

SEM CAOS NA BÉLGICA

Na Bélgica, o número diário de internações em UTIs teve neste domingo sua maior redução: houve 16 novos pacientes internados, o menor número desde 20 de março, quando começaram os registros oficiais.

Em quarentena desde o dia 17 de março, seis dias depois da primeira morte, a Bélgica não enfrentou colapso nos hospitais nesta pandemia. A ocupação dos leitos para cuidados intensivos se manteve em cerca de 50% na última semana, com 1.261 casos graves de Covid-19.

MENOS PRESSÃO NA ITÁLIA E NA FRANÇA

Na Itália, que completa um mês de quarentena na próxima quinta (9), também caiu o número diário de internações em hospitais em UTI. De 1.276 novas entradas diárias em hospitais e 120 novos casos em UTI em 23 de março, passou a 201 internações diárias e 15 casos em UTI na sexta (3).

Entre sexta e sábado, o número total de internados em UTIs caiu 74, e entre sábado e domingo, houve nova redução, de 17. No total, 3.977 doentes estão em cuidado intensivo no país.

Foi neste domingo o menor incremento no número de mortes em duas semanas, 525, e pela primeira vez, caiu o número de hospitalizados, de 29.010 para 28.949.

No mesmo pronuciamento em que anunciou uma prorrogação da quarentena até 13 de abril, o premiê Giuseppe Conte afirmou que espera o aval de cientistas para começar a relaxar as restrições, mas que, apesar de números recentes, não pode antecipar uma data.

Na noite de domingo, o Ministério da Saúde da França também divulgou número menor de mortes: 357, elevando o total a 5.889. Nas 24 horas anteriores, 441 pessoas haviam morrido.

O número de internações em UTIs caiu por seis dias consecutivos, para menos da metade: de 359 no dia 29 de março para 140 neste domingo.

BAZUCA” DE TESTES NA ALEMANHA

A desaceleração acontece também em países que têm intensificado o número de testes (o que aumenta o número de confirmações), como a Alemanha, que registrou números menores de novos casos em três dias seguidos.

Do sábado para domingo, foram 5.936 casos confirmados, elevando o total para 91.714, quarto maior número no mundo. Na véspera, o número de casos havia subido 6.082, e, de quinta para sexta, 6.174.

O número de mortes nas últimas 24 horas subiu para 184, depois de vários dias estacionado em 140. São 1.474 mortos até agora, nono maior número global.

Neste final de semana, a Alemanha atingiu a capacidade de testar 100 mil pessoas por dia, segundo o instituto de controle de doenças Robert-Koch, um crescimento de 14 vezes em relação ao começo de março. No total, já foram feitos 1,5 milhão de exames para detectar infectados.

Os alemães preparam agora um novo programa intensivo de testes, este para descobrir quem desenvolveu anticorpos contra o coronavírus —o que acontece quando o corpo entra em contato com o patógeno e reage à infecção, derrotando-a.

O Centro Helmhotz de Pesquisa de Infecções (HZI) vai coordenar um estudo com 100 mil participantes, para detectar a presença dos anticorpos.

Em tese, um resultado positivo poderia significar imunidade. “Indivíduos imunes poderiam ter um certificado semelhante ao de vacinação, que os isentasse de restrições em algumas atividades, afirmou o coordenador do estudo, Gérard Krause.

‘PASSAPORTE DE IMUNIDADE’ NO REINO UNIDO

É essa uma das estratégias também do Reino Unido, que vem estudando a ideia de um “passaporte de imunidade”, segundo o secretário da Saúde, Matthew Hancock. O país negocia 17,5 milhões testes de anticorpos e tem planos para submeter um quarto da população a eles em meados deste mês.

Conselheira-adjunta para assuntos médicos do governo britânico, Jennie Harries disse também neste domingo que regiões do país em que haja mais imunidade podem voltar à atividade antes. O retorno será feito “com muita cautela”, no entanto, para evitar uma segunda onda de infecções.

A ideia é arriscada, segundo cientistas, porque ainda não se sabe com certeza se quem se curou da doença desenvolveu imunidade duradoura. “Certificados de imunidade podem dar uma falsa segurança, que leve as pessoas a reduzirem cuidados indispensáveis”, escreveu a professora de imunologia da Universidade de Edimburgo, Eleanor Riley, no jornal britânico Guardian.

Se depender desses “passaportes”, a volta ao normal dos britânicos vai atrasar: nenhum dos nove diferentes tipos de kits de teste recebeu aprovação até este final de semana.

Além disso, o Reino Unido entrou em quarentena apenas duas semanas depois de registrada a primeira morte: em 21 de março foram fechados bares e restaurantes, no dia 23, suspensas as aulas e apenas no dia 24 houve ordem para que saídas de casa fosem evitadas.

Embora tenha divulgado um número positivo neste final de semana —o pico esperado para internações em UTI caiu de 30 mil leitos com equipamento de respiração para 18 mil—, há relatos de superlotação e falta de equipamentos em hospitais brigânicos, e o número de casos está em aceleração. Chegou a 47.806 neste domingo, com 4.934 mortos.

O pouco tempo de quarentena e a crise nos hospitais não impede, porém, uma pressão crescente por um “mapa da retomada” no Reino Unido. Recém-escolhido líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer pediu um plano púlbico em entrevista à rede de TV BBC: “O governo precisa publicar a estratégia de saída do lockdown. O público quer saber quando isso vai terminar”.

A oposição se soma a vozes dentro do próprio governo, como Rishi Sunak, o equivalente ao ministro das Finanças no Reino Unido.

Segundo o Sunday Times, Sunak tem pedido que a pasta da Saúde comece a discutir um cronograma para a retomada da atividade econômica, algo que ainda não é possível do ponto de vista técnico, segundo um dos principais conselheiros do governo, o epidemiologista Neil Ferguson, do Imperial College.

OS PIONEIROS ESLOVÁQUIA E DINAMARCA

A volta ao normal não será simples, como mostra preocupação recente do governo da Eslováquia, primeiro país europeu a reabrir parte das lojas, em 28 de março, quando não registrava nenhuma morte por Covid-19.

A Eslováquia adotou confinamento total no dia 12 de março, quando apenas dez pessoas haviam contraído o coronavírus. Foram proibidas viagens, e as fronteiras ficaram abertas apenas para residentes no país. Todos os eventos culturais, esportivos e religiosos foram suspensos, assim como partidas esportivas. O governo eslovaco também proibiu visitas a hospitais e casas de idosos e suspendeu aulas em todas as escolas.

Na última quinta (2), após o registro do primeiro caso fatal no país, o premiê Igor Matovic voltou a cogitar um fechamento mais rigoroso, mas o recuo não tem apoio da oposição.

Na Dinamarca, outro país que mencionou publicamente como retomar as atividades, a primeira-ministra Mette Frederiksen alertou que, quando ela acontecer, será “gradual, suave e controlada”.

O país escandinavo foi um dos primeiros a reagir depois que a Itália decretou quarentena, em 9 de março. Dois dias depois, o governo dinamarquês proibiu viagens entre seu país e a Itália, e no dia 14 fechou as fronteiras para todos os não residentes.

Também fechou bares, restaurantes, lojas e suspendeu as aulas em todas as escolas.

Em entrevista em 30 de março, quando havia 2.577 casos confirmados e 77 mortes no país nórdico, Mette disse que reavaliaria as medidas de restrição depois da Páscoa. Neste domingo, o país registra 4.369 casos e 179 mortes.​

FOLHAPRESS

Fonte: Blog do BG

Continuar lendo

UMA CONSTITUIÇÃO MUNDIAL JÁ É PROPOSTA POR FILÓSOFOS E ATIVISTAS

Crises globais exigem soluções globais: é hora de criar uma Constituição mundial?

Grupo de filósofos e ativistas propõe uma norma que sirva de “bússola de todos os Governos para o bom governo do mundo”

O Conselho dos Direitos Humanos da ONU reunido em Genebra, em 24 de fevereiro, sob a cúpula pintada por Miquel Barceló.O Conselho dos Direitos Humanos da ONU reunido em Genebra, em 24 de fevereiro, sob a cúpula pintada por Miquel Barceló.FABRICE COFFRINI / GETTY IMAGES

“Os períodos prolongados de calma favorecem certas ilusões de ótica”, disse o escritor alemão Ernst Jünger em The Forest Passage: “Uma delas é a suposição de que a inviolabilidade do domicílio se funda na Constituição, é assegurada por ela. Na verdade, a inviolabilidade do domicílio se baseia no pai de família que aparece na porta de casa acompanhado por seus filhos e empunhando um machado”. A catástrofe desencadeada pelo coronavírus pode ser considerada um desses momentos em que Jünger considera da verdade, caso mude de escala. No meio do caos, onde Jünger via o pai como a garantia da segurança, agora reaparece o Estado ―nacional― como o garantidor último da vida de sua população. Além dos bem-intencionados acordos internacionais e esferas supranacionais como a União Europeia, o papai Estado parece o único capaz de garantir a inviolabilidade do território e proteger seus nacionais.

Mas faz sentido fechar as fronteiras para lutar contra o coronavírus? Esse retorno à soberania nacional não é uma reação melancólica diante de um perigo sem passaporte? Esse gesto não lembra, no fundo, as filas que vimos surgir nas lojas de armas nos Estados Unidos? Isso não é matar moscas com tiros de canhão? Um grupo de juristas e ativistas escolheu um caminho muito diferente e, apesar do momento crítico e agitado atual, lançou uma ideia colossal: uma Constituição da Terra como ferramenta de governança global. Frente ao reflexo nacional, a imaginação cosmopolita quer avançar na globalização do direito.

“Não é uma hipótese utópica”, disse o ex-juiz e filósofo do direito italiano Luigi Ferrajoli durante a primeira assembleia desse movimento em Roma em 21 de fevereiro. “Pelo contrário, é a única resposta racional e realista ao mesmo dilema que Thomas Hobbes [autor de Leviatã e teórico do Estado moderno] enfrentou há quatro séculos: a insegurança geral da liberdade selvagem e o pacto de coexistência pacífica sobre a base da proibição da guerra e a garantia da vida”, afirmou.

O contexto da assembleia era ao mesmo tempo antigo e ferozmente atual: a Biblioteca Vallicelliana, uma instituição tão velha quanto Hobbes, e na capital da Itália, que detectava à época o primeiro contágio local pelo vírus. Mas a ideia vem sendo forjada há anos, promovida pelo jornalista italiano Raniero La Valle, e foi anunciada formalmente em Roma em dezembro de 2019, quando o coronavírus ainda era uma realidade sem nome e reconhecimento oficial na China. “Há anos que se vem trabalhando em uma mesma direção, ainda que a partir de diferentes perspectivas, como a necessidade de um novo contrato social”, diz por telefone de Buenos Aires, Argentina, Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz e outros dos promotores. Agora a necessidade é viral e vital.

“A Constituição do mundo não é o Governo do mundo, e sim a regra de compromisso e a bússola de todos os Governos para o bom governo do mundo”, nas palavras de Ferrajoli, autor de Constitucionalismo más allá del Estado (Constitucionalismo além do Estado). O sujeito constituinte não seria dessa vez um novo Leviatã, e sim os habitantes do mundo, “a unidade humana que alcança a existência política, estabelece as formas e os limites de sua soberania e a exerce com o propósito de continuar a história e salvar a Terra”, afirmou em Roma. O processo exige a adesão dos Estados.

destruição do meio ambiente, o clima, a fome e a segurança dos imigrantes pareciam os problemas mais urgentes até a pandemia que desatou a pior crise desde a Segunda Guerra Mundial, de acordo com as Nações Unidas. Mas nem todo mundo acha oportuna tal iniciativa em um momento como esse.

“A Constituição da Terra é a carta das Nações Unidas”, diz Josu de Miguel, professor de Direito Constitucional da Universidade da Cantábria. “E se temos dificuldades para a afirmação de uma noção básica de direito internacional para todos os povos, o passo a uma Constituição da Terra me parece ingênuo”, acrescenta. Além disso, para De Miguel, que se doutorou com uma tese sobre o Conselho da Europa, “o elemento utópico pode ser contraproducente”.

O pós-guerra mundial

O final da Segunda Guerra Mundial é o ponto de referência, tanto para os que defendem dar esse passo como para seus detratores. “Se ao final da guerra nos falassem que hoje existiria uma Corte Penal Internacional, e que na Europa e América Latina a convenção dos direitos humanos iria se impor aos Estados, não teríamos acreditado”, afirma Luis Arroyo Zapatero, professor de Direito Penal da Universidade de Castilla-La Mancha, a favor da ideia do constitucionalismo planetário. De Roma saíram, em 1957, os tratados fundacionais da atual União Europeia, “que à época era uma ideia extravagante dos franceses e, quase exclusivamente, de Jean Monnet”, acrescenta Arroyo.

“Os que idealizaram a Comunidade [Econômica Europeia, germe da EU] sempre evitaram a ingenuidade do momento utópico”, lembra De Miguel, autor de Kelsen versus ­Schmitt. Política y derecho en la crisis del constitucionalismo (Kelsen versus ­Schmitt. Política e direito na crise do constitucionalismo). “Por isso pensaram no funcionalismo: começar com objetivos pequenos, consolidá-los, trabalhando pela integração e que a partir desses elementos a comunidade política seja criada”, afirma.

A União Europeia teve um momento constitucional. “Em 2004 se pensou que se mobilizássemos uma Constituição, mobilizaríamos uma comunidade política. Mas não funciona assim, talvez as pessoas acreditem que as Constituições sejam feitas pelos povos, por parlamentares em uma assembleia constituinte etc”. Em 2005, o projeto de Constituição europeia encalhou nos referendos da França e Holanda, que votaram contra. Mas os direitos fundamentais são garantidos na prática pelos tratados e o Tribunal da UE.

“A Constituição europeia fracassou pela prevalência dos nacionalismos”, diz Ferrajoli por telefone de Roma. “Pelo analfabetismo dos soberanistas”, diz se referindo à versão atualizada das teorias de Carl Schimdt – sem povo não há Constituição – que para ele representam Salvini na Itália e Orbán na Hungria, mas também os “ricos” do norte. “Não há nenhum povo unitário, a vontade de povo é, por fim, a vontade do chefe”, acrescenta Ferrajoli, que aponta o passado nazista de Schmidt.

Para Ferrajoli, uma Constituição não é a vontade da maioria, e sim a garantia de todos. A Constituição mundial obrigaria a proteger a igualdade, o direito à não discriminação e à saúde. Direitos que pertencem à “esfera do que não se pode decidir” e que não podem estar à mercê das maiorias. Ninguém, diz, está falando de um Estado mundial: “Cada país deverá poder continuar decidindo sobre o que se pode decidir”, ou seja, as políticas que não violentam os direitos fundamentais.

Com 2,5 bilhões de pessoas confinadas no mundo, a crise sanitária prova, em sua opinião, que somente as “soluções globais” garantem nossa sobrevivência. “É absurdo que acumulemos armamentos para a guerra e que não acumulemos máscaras para uma pandemia”, diz Ferrajoli. A comunidade internacional está madura a uma proposta como a sua? “Não sou tão ingênuo: é um processo que levará muitos anos, mas é preciso lançar o debate público”.

Fonte: EL PAÍS

Continuar lendo

ITÁLIA LANÇA MANUAL DE INSTRUÇÕES DA CRISE

Itália se prepara para conviver com o vírus

Governo projeta um calendário segundo o qual nada começará a mudar pelo menos até o início de maio

Trabalhador limpa a Piazza del Campo, em Siena, na Itália.Trabalhador limpa a Piazza del Campo, em Siena, na Itália.EFE

O manual de instruções desta crise, que a Itália escreve enquanto desmonta o artefato, aponta que o pior já passou. Neste domingo, os dados sobre a situação da propragação do coronavírus se estabilizaram e os novos contágios passaram para 4.316, quase 500 a menos do que o registrado no dia anterior (4.805). Um panorama que concede um respiro para a Itália, que soma um total de 128.948 casos confirmados. É hora de projetar o futuro. O Governo considera que o isolamento social chegou ao ponto máximo e já prepara o calendário para a saída do confinamento e a reabertura do país. Um processo mais longo do que o Executivo declara, estruturado em três fases. A primeira, a da localização e estabilização do problema, vai entrar na reta final. Depois virá a de uma longa convivência com o coronavírus e, finalmente, um terceiro estágio no qual sua presença deveria ser erradicada. Para isso ainda faltam muitos meses. E os especialistas que assessoram o Executivo alertam que as epidemias nunca ocorrem em uma única onda. O inverno de 2020 será muito longo.

O calendário é incerto. O último decreto adia até 13 de abril o debate sobre a reabertura. Mas ninguém dúvida que o adiamento será mais longo. Maio é o horizonte para as primeiras frestas de luz. Walter Ricciardi, membro do comitê executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e principal consultor do Ministério da Saúde, acredita que a normalidade só chegará com uma vacina. “Mas não podemos ficar todos trancados indefinidamente até que o ano termine. Precisamos encontrar um modelo que permita mover setores como a agricultura. Caso contrário, o que comeremos? Alguns circuitos produtivos devem poder ser postos em andamento. E atenção, esta não é a fase de tomar cerveja com os amigos, não é o momento para shows e danceterias. Só teremos uma proximidade como a de antes da crise com a vacina ou com uma terapia forte que nos dê a certeza da cura. Estamos falando de reabrir fábricas com um cuidadoso distanciamento.” Ninguém sabe quando essa fase chegará. Os números são melhores hoje, principalmente os de internações na UTI e óbitos. As estimativas feitas pelo Instituto Einaudi de Economia e Finanças, baseadas nesses números diários divulgados pela Defesa Civil, e levando em conta que poderiam ser pouco precisos (menores que a realidade), apontam três datas para esse momento: 5, 9 e 16 de maio. Depende das regiões. Nas previsões mais otimistas, Ligúria, Basilicata e Úmbria, por exemplo, poderia ser em 7 de abril. Em regiões como a Lombardia, no entanto, será preciso esperar até 22 de abril, e na Toscana não chegaria antes de 5 de maio.

O plano de médio prazo é ativar uma onda massiva de testes para determinar quem já superou a doença e tem anticorpos durante alguns meses para retomar a vida normal. Aqueles que sofreram um contágio poderão fazer isso antes. Esse é o caminho já escolhido pelas regiões de Vêneto (que comprou 700.000 testes sorológicos) e Toscana (1 milhão de testes). Mas a maioria desses sistemas tem uma taxa de erro de 7%, como aponta o próprio Ricciardi. “As pessoas precisam estar cientes de que podem se contagiar facilmente transportando o vírus nas mãos ou na roupa. Não dá para baixar a guarda. Podem voltar a trabalhar, mas deverão ficar muito atentas”, alerta. A convivência com o vírus da Covid-19 será auxiliada também por aplicativos de monitoramento e localização de doentes, como os que já estão disponíveis em países como a Coreia do Sul. O Governo italiano já recebeu dezenas de propostas de empresas de tecnologia, segundo fontes do Executivo.

Além do problema sanitário, a Itália trabalha duro em cenários econômicos. O país tem uma dívida pública de 135% do PIB e já mobilizou 450 bilhões de euros (2,6 trilhões de reais) para esta crise. Lorenzo Codogno, economista e ex-secretário do Tesouro italiano, prevê uma contração “muito violenta” da economia, de 10% a 11% do PIB, que não começaria a se recuperar antes do terceiro trimestre. “A recuperação pode ser mais rápida do que em outras crises. Vai depender da indústria, haverá muitos gargalos. Será preciso ajustar bastante os orçamentos familiares e empresariais. Haverá uma grande perda de poder aquisitivo”, assinala. A reconstrução econômica terá duas fases. A imediata será frear a crise financeira, apontam fontes do Executivo. “O risco é gerar uma situação como em 2008 e 2011, quando os mercados caíram, a prime rate subiu e os países mais fracos, como Itália e Espanha, entraram em um círculo vicioso do qual é difícil sair”. Codogno acredita que “sem eurobonds, sem capacidade fiscal centralizada, a única forma será ativar uma linha de crédito de precaução do Mecanismo Europeu de Estabilidade e abrir caminho para uma intervenção ilimitada do Banco Central Europeu”.

“Só assim é possível frear a crise financeira”, ressalta Codogno. “A segunda fase será a reconstrução da economia. E deverá haver recursos europeus disponíveis. Pode ser através de coronabonds, dentro do Mecanismo Europeu de Estabilidade ou do Banco Europeu de Investimentos, com programas de ajudas a empresas… A velocidade é crucial. Na reunião do Eurogrupo de terça-feira devem ser definidas todas as opções e até o final da próxima semana deve haver soluções.”

É um calendário longo −em muitos aspectos, alcançará o terceiro trimestre−, que ainda exigirá sacrifícios dos cidadãos sem poder oferecer um horizonte claro de recompensas.

Fonte: EL PAÍS

Continuar lendo

BOLSONARO CONTINUA VENDO AMEAÇAS POR TODOS OS LADOS

Bolsonaro participa de roda de oração e expõe, novamente, conflitos com membros de seu Governo

Após jejum religioso convocado por ele e por evangélicos contra a Covid-19, presidente ajoelha, reza, tira fotos e diz não ter “medo de usar a caneta” contra “estrelas” de seu Governo

Captura do vídeo do presidente Jair Bolsonaro durante oração em Brasília neste domingo, 05.Captura do vídeo do presidente Jair Bolsonaro durante oração em Brasília neste domingo, 05.

presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou no final da tarde deste domingo de uma roda de orações pelo fim da pandemia de coronavírus. Ele também anunciou o encerramento de seu “jejum religioso” contra a doença, que havia sido convocado por ele e por grupos evangélicos. Mas antes de iniciar a reza, que foi transmitida ao vivo em suas redes sociais, o presidente enviou alguns recados a membros de sua equipe, expondo, novamente, as rusgas internas de seu Governo, como fez na semana passada ao criticar diretamente o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

“Algumas pessoas no meu Governo, algo subiu a cabeça deles. Estão se achando. Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas. Falam pelos cotovelos. Tem provocações”, afirmou, sem mencionar nomes. “Mas a hora deles não chegou ainda não. Vai chegar a hora deles. A minha caneta funciona. Não tenho medo de usar a caneta nem pavor. E ela vai ser usada para o bem do Brasil, não é para o meu bem. Nada pessoal meu. A gente vai vencer essa”, declarou o presidente.

Nas últimas semanas, Bolsonaro vem se estranhando com o ministro da Saúde. “Está faltando um pouco mais de humildade para ele”, disse o presidente em uma entrevista à rádio Jovem Pan. No dia seguinte, Mandetta respondeu, durante entrevista coletiva diária que vem realizando, que continuaria no Governo. “Um médico não abandona o seu paciente”, afirmou. Enquanto Bolsonaro faz ameaças indiretas ao seu ministro, a popularidade de Mandetta, que segue defendendo as medidas de isolamento social impostas por governadores e prefeitos, sobe. Levantamento realizado pelo Datafolha e divulgado na semana passada mostrou que o número de brasileiros que apoiam o ministro da Saúde disparou (76%) e é mais que o dobro da de Bolsonaro (30%).

Os recados do presidente não apenas para membros de sua própria equipe. Antes das orações deste domingo, Bolsonaro voltou a criticar indiretamente os governadores que decretaram quarentena em seus Estados, afirmando que cada chefe do executivo quer dizer que “tem determinado mais medidas restritivas do que outro”. “Como se ele estivesse preocupado com a vida de alguém. A gente sabe que a preocupação não é com vidas. A preocupação é com jogadas políticas na maioria das vezes”, afirmou ele.

A semana que passou também foi marcada pela ameaça que Bolsonaro fez a governadores de acabar com a quarentena decretada por vários Estados com “uma canetada”. E defendeu que os municípios determinem a reabertura gradual do comércio. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o primeiro a decretar quarentena, afirmou que iria à Justiça, caso o presidente a suspendesse. Neste sábado, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), renovou, neste sábado, a quarentena em seu Estado, adiando seu fim para o dia 20 de abril.

Pai Nosso e manifestações

Na cerimônia de encerramento de seu jejum, em frente ao Palácio da Alvorada, com cerca de 20 apoiadores e religiosos, o presidente e seus apoiadores rezaram um Pai Nosso. Ele ajoelhou, rezou e acompanhou o louvor proferido por um padre e um pastor para que “nenhum brasileiro morra mais dessa doença”, como afirmou o padre. A cerimônia informal durou cerca de 30 minutos. “Em nome de Jesus, eu quero declarar que no Brasil não haverá mais morte pelo coronavírus”, disse o padre. “E aqueles que estão doentes, nos hospitais, sejam curados pelo nome de Jesus”.

Contrariando as orientações do ministério da Saúde, o presidente aparece dando a mão para algumas pessoas, tirando fotos com seguidores, abraçando e conversando muito próximo a eles. Com exceção de uma senhora, nenhum dos homens, mulheres e crianças presentes, tampouco o presidente, usavam máscaras de proteção, conforme recomenda seu próprio ministério da Saúde.

O presidente também aproveitou o momento para dizer foi “massacrado pela mídia” por ter ido a Taguatinga na semana passada, onde tirou fotos e conversou muito de perto com apoiadores, que pediram pelo fim da quarentena. “Como se o general não pudesse estar no meio do soldado”, afirmou neste domingo.

Também em São Paulo, desrespeitando as orientações da área sanitária, um grupo de cerca de 200 manifestantes foi às ruas pedir o fim da quarentena, decretada no dia 24 de abril, com validade até terça-feira 07, em todo o Estado.

Aglomerados, eles se reuniram em frente à sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), e depois seguiram para a Assembleia Legislativa para pedir a João Doria pela suspensão do isolamento social.

Neste domingo, o Ministério da Saúde divulgou que os casos confirmados de Covid-19 no Brasil subiram para 11.130, com 486 mortes notificadas em decorrência da doença.

Fonte: EL PAÍS

Continuar lendo

MAIORIA ABSOLUTA DOS BRASILEIROS DEFENDEM O ISOLAMENTO SOCIAL

76% dos brasileiros defendem o isolamento e 87% que aulas permanecam suspensas

O isolamento social é defendido por 76% dos brasileiros, segundo o Datafolha.

Só 18% são contrários.

A maioria absoluta dos entrevistados defendeu também que o comércio não essencial precisa permanecer fechado (66%), que as aulas devem continuar suspensas (87%) e que pessoas devem ser proibidas de sair de casa (71%).

O isolamento social já pode se candidatar ao Palácio do Planalto.

O ANTAGONISTA

Fonte: Blog do BG

Continuar lendo

CRÉDITO PARA PAGAMENTO DA FOLHA DE PAGAMENTO DAS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS SAI NESTA SEGUNDA-FEIRA

SE LIGUE: Crédito a pequena e média empresa para pagamento de salário começa a ser liberado nesta segunda

A linha de crédito emergencial de R$ 40 bilhões anunciada pelo governo para para financiar pagamento de salários de pequenas e médias empresas — com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 10 milhões — já está valendo.

A MP (Medida Provisória) 944, que criou o programa, foi publicada na noite da última sexta-feira, em edição extraordinária do Diário Oficial da União.  E bancos já começam a oferecer essa modalidade de financiamento a partir desta segunda-feira.

O primeiro a anunciar a medida foi o Bradesco, que informou neste domingo que vai financiar o pagamento de 1 milhão de salários.

As empresas poderão financiar até duas folhas de pagamento, com limite de crédito de dois salários mínimos (R$ 2.090) por empregado. Como contrapartida, não poderão demitir trabalhadores sem justa causa por 60 dias, contados a partir da contratação do crédito.

O Bradesco explicou que as  pequenas e médias empresas que já são clientes do  banco com crédito pré-aprovado poderão acessar o financiamento diretamente no Net Empresa ou no Net Empresa Celular. Demais clientes poderão solicitar o crédito na sua agência, por telefone. Após aprovação, o recurso será liberado nos canais digitais.

De acordo com o banco, o prazo será de 36 meses, sendo seis meses de carência, com spread bancário zero. A taxa será fixa, de 3,75% ao ano, juro que representa o custo do dinheiro no CDI.

Segundo o governo, a linha de crédito de R$ 40 bilhões terá 85% dos recursos subsidiados pelo Tesouro Nacional e 15% de bancos comerciais.

O GLOBO

Fonte: Blog do BG

Continuar lendo

ÚLTIMO BALANÇO DO CORNAVÍRUS NO RN

RN tem 242 infectados pelo novo coronavírus; mortes são 7 e casos suspeitos 2.354

Dados estão atualizados até às 13h deste domingo (5)

Por Redação – Publicado em 05/04/2020 às 17:47
Reprodução / Internet
Na véspera, foram confirmados 215, tendo um aumento de 27 casos

ASecretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) divulgou neste domingo (5) que o número de casos confirmados de coronavírus no estado aumentou para 242. Na véspera, foram confirmados 215, tendo um aumento de 27 casos. Ao todo, são 2.354 casos suspeitos, 675 descartados e 7 óbitos. Dados estão atualizados até às 13h deste domingo (5).O sétimo óbito causado pela doença ocorreu neste domingo, em Natal. Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS – Natal), a paciente é uma mulher de 71 anos, com histórico de hipertensão, que esteve em viagem para os Estados Unidos no período de 07 a 18 de março de 2020. Ela começou a apresentar os sintomas da doença no dia 21 de março e buscou um hospital da rede privada no dia 23 de março, tendo dificuldade de respirar, dores no corpo e dor de cabeça.

Mortes no RN

Mossoró: 3 óbitos

Natal: 2 óbitos

Taipu: 1 óbito

Tenente Ananias: 1 óbito

Total: 7 óbitos

 Brasil tem 431 mortes e 10.278 casos confirmados de coronavírus, diz Ministério da Saúde

 RN pode registrar pelo menos 300 mortes por coronavírus em abril

 Governo do RN já publicou 13 decretos de combate à Covid-19; CONFIRA o que eles dizem

 MPRN, MPF e Governo do RN assinam acordo para implantação de hospital de campanha em Natal

 Hospitais Einstein e Sírio-Libanês vão fazer testes com plasma de curados

 Beneficiários do Bolsa Família vão receber auxílio emergencial a partir do dia 16

 Pesquisadores da PUC e da Fiocruz estimam 41 mil casos no Brasil até o dia 20 de abril

 Governo libera R$ 16 bi para Estados e municípios e R$ 9,4 bi para a Saúde

 EUA entra na semana mais difícil, com mais de 9 mil mortes por coronavírus

 Mortes por coronavírus passam de 65 mil no mundo

Fonte: Agora RN
Continuar lendo

COLAÇÃO DE GRAU DE 28 CONCLUINTES DE MEDICINA É ANTECIPADA NA UERN

Decreto autoriza antecipação da colação de grau de 28 concluintes de medicina da UERN

Decreto autoriza antecipação da colação de grau de 28 concluintes de medicina da UERN

06 abr 2020

Para reforçar as medidas de combate à pandemia do novo Coronavírus, o Governo do RN publica nesta segunda-feira, 06, em edição extraordinária do Diário Oficial do Estado (DOE) decreto estadual que autoriza a conclusão dos estudos acadêmicos do curso de graduação em Medicina da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN).

O decreto atende ao disposto na Medida Provisória nº 934, de 1º de abril de 2020, e a Lei Federal nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, que dispõem sobre a flexibilização para conclusão antecipada dos cursos de Medicina, Farmácia, Enfermagem e Fisioterapia, como medida de reforço ao enfrentamento da situação de emergência na saúde pública decorrente do novo Coronavírus.

“Esta é mais uma ação do nosso Governo para dotar a saúde pública do Estado de condições de enfrentamento ao Corona vírus. Vamos poder contar com profissionais capacitados e já com experiência prática da Medicina no internato, que muito irão contribuir neste esforço para promover um atendimento adequado àqueles que precisarem”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

A turma de medicina da UERN cumpriu 93,39% do internato, que é a segunda fase do curso após os primeiros quatro anos do básico. A exigência é de cumprimento de 75% do internato ou do estágio curricular. São 28 profissionais que estão no vigésimo segundo mês dos 24 meses do internato.

Além dos profissionais de medicina, o decreto também autoriza a antecipação da colação de grau de 33 formandos do curso de Enfermagem da UERN. Eles já concluíram o curso e aguardavam apenas a cerimônia de colação de grau.

A reitora em exercício da UERN, professora Fátima Raquel, disse que os profissionais estão capacitados e que a antecipação atende requisitos da legislação federal, do Conselho Estadual de Educação e da coordenação do curso de medicina. “Os formandos de enfermagem já haviam concluído o curso e aguardavam apenas a colação de grau, que agora será feita de forma virtual”, explicou a reitora.

Fátima Raquel disse que colação de grau do curso de medicina será feita também em solenidade virtual para evitar aglomerações. “Ainda esta semana, provavelmente terça-feira ou quarta-feira, estaremos realizando os atos de colação de grau e os profissionais estarão aptos para receber seus registros e prestar serviços”.

O secretário de Estado da Educação, professor Getúlio Marques, destacou a importância da decisão da governadora Fátima Bezerra em editar o decreto: “Vivemos um momento difícil, de pandemia, e o decreto vai permitir o reforço de profissionais de saúde que já estão aptos. Aproveitamos a medida provisória do Governo Federal e a Lei Federal nº 13.979, que permitem a antecipação, e estamos trazendo ao mercado profissionais que irão atuar para superarmos este momento difícil”, concluiu.

A ação se deu em permanente diálogo com a direção da Uern, na pessoa da vice-reitora, professora Fátima Raquel, e contou com a participação da deputada estadual Isolda Dantas, cuja solicitação via Assembleia Legislativa foi de sua autoria, ao lado da classe estudantil.

Fonte: Política em Foco

Continuar lendo

MANUTENÇÃO DE SERVIÇOS ESSENCIAIS DE TELEFONIA E INTERNET É RECOMENDADO PELA DEFENSORIA PÚBLICA

Defensoria Pública do RN recomenda manutenção de serviços de telefonia e internet durante pandemia do coronavírus

06 abr 2020

A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte (DPE/RN) emitiu recomendação às empresas de telecomunicações visando garantir a manutenção dos serviços durante a pandemia do coronavírus (Covid-19). A recomendação foi publicada no Diário Oficial do Estado deste sábado (04) e leva em consideração a importância do acesso à informação para aqueles que estão realizando isolamento social como recomendado pelas autoridades de saúde.

 

A recomendação é destinada as empresas Tim Celular S.A, Claro S/A, TNL PCS S/A (Oi Celular), Vivo Telefônica Brasil S.A, Cabo Serviços de Telecomunicações Ltda. e Brisanet Serviços de Telecomunicações LTDA. O texto orienta que as empresas garantam “a continuidade, sem interrupção, do fornecimento de serviços essenciais de telefonia fixa, móvel e internet na modalidade pré e pós-paga durante o período excepcional e temporário de emergência em saúde pública em decorrência da pandemia da COVID19”.

Os defensores orientam que os serviços sejam mantidos mesmo diante de casos de inadimplência por parte do consumidor, sendo as empresas orientadas a utilizar “apenas os meios ordinários e menos gravosos para cobrança de dívidas de serviços essenciais”. Em caso de cortes já realizados, a recomendação pede que os serviços sejam restabelecidos.

A recomendação pede ainda que as empresas disponibilizem a todos os seus consumidores um pacote mínimo que permita a realização de ligações e envios de mensagens de texto (SMS). É solicitado ainda que seja fornecido um pacote de dados de acesso à internet aos clientes pré-pagos que estiverem sem créditos.

Os defensores públicos coordenadores dos Núcleos de Tutela Coletiva e Direito do Consumidor, responsáveis pelo documento, levaram em consideração o fato de que as pessoas sem acesso aos meios de telecomunicações terão que se deslocar das suas residências com maior frequência para terem acesso a bens e/ou serviços essenciais. “Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, a imprensa e os jornais são os veículos de comunicação avaliados como mais confiáveis pela população brasileira para se informar sobre o COVID-19, de forma que são essenciais para receber e difundir essas informações”, registra o texto.

Fonte: Política em Foco

Continuar lendo

Fim do conteúdo

Não há mais páginas para carregar

Fechar Menu
×

Carrinho