USO DE MÁSCARAS EM AMBIENTES ABERTOS DEIXARÁ DE SER OBRIGTÓRIO NO DF A PARTIR DESTA QUARTA-FEIRA (03)

Distrito Federal libera uso de máscaras a partir desta quarta (3)

Em locais fechados, como estabelecimentos comerciais, academias e transportes públicos, o uso ainda é obrigatório

Carla Bridida CNN

Em Brasília

 

O uso de máscaras em ambientes abertos deixará de ser obrigatório no Distrito Federal, a partir desta quarta-feira (3). A decisão foi publicada em um decreto do governador Ibaneis Rocha (MDB) no último dia 26 de outubro.

Em locais fechados, como estabelecimentos comerciais, academias e transportes públicos, o uso ainda é obrigatório.

Os estabelecimentos também poderão reduzir a distância das mesas de dois metros para um metro de espaçamento.

Além disso, o Distrito Federal também se prepara para o retorno de 100% dos alunos da rede pública de forma presencial nas escolas, que ficaram fechadas entre março de 2020 e junho de 2021.

Nas escolas particulares, também não será mais necessário o distanciamento entre as carteiras dos alunos. Ainda assim, são necessárias medidas para evitar aglomerações nas escolas.

(Publicado por Daniel Fernandes)

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MINISTRA DO STF COBRA NOVO POSICIONAMENTO DA PGR SOBRE O NÃO USO DE MÁSCARA POR BOLSONARO EM EVENTO

Por Márcio Falcão e Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília

 

A ministra do STF Rosa Weber, em imagem de arquivo — Foto: Carlos Moura/SCO/STFA ministra do STF Rosa Weber, em imagem de arquivo — Foto: Carlos Moura/SCO/STF

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber cobrou nesta sexta-feira (1º) um novo posicionamento da Procuradoria-Geral da República sobre o pedido de investigação da conduta do presidente Jair Bolsonaro ao aparecer sem máscara em eventos públicos e estimular aglomeração nesses locais.

Na decisão, a ministra afirmou que gera “perplexidade” o argumento do Ministério Público que, ao pedir o arquivamento do pedido, minimizou o uso da máscara para combater a Covid.

O parecer recomendando o arquivamento foi assinado pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, uma das principais auxiliares de Augusto Aras na PGR. O PT pede que Bolsonaro seja investigado por supostos crimes de infração de medida sanitária preventiva e emprego irregular de verbas públicas.

Na decisão desta sexta, Rosa Weber reabriu o prazo para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido do PT.

Essa determinação não é usual. Quando o MP conclui pelo arquivamento, a praxe no STF é que o ministro relator atenda ao parecer por considerar que cabe à PGR pedir a investigação de políticos com foro na Corte.

PGR diz que Bolsonaro não cometeu crime ao aparecer sem máscara e gerar aglomeração

O parecer de Lindôra

Em agosto, a subprocuradora Lindôra Araújo afirmou que, por mais que a Organização Mundial da Saúde recomendasse o uso de máscara, havia incerteza sobre o grau de eficiência do equipamento.

Segundo a PGR, “embora seja recomendável e prudente que se exija da população o uso de máscara de proteção facial, não há como considerar criminosa a conduta de quem descumpre o preceito.”

“Essa conduta não se reveste da gravidade própria de um crime, por não ser possível afirmar que, por si só, deixe realmente de impedir introdução ou propagação da COVID-19. Não é possível realizar testes rigorosos, que comprovem a medida exata da eficácia da máscara de proteção como meio de prevenir a propagação do novo coronavírus”, escreveu.

Essa avaliação de Lindôra Araújo está incorreta e vai na contramão do consenso científico sobre o tema. Veja, abaixo, reportagem de junho sobre estudo recente publicado pela revista “Science”, o principal periódico científico do mundo.

Novo estudo comprova eficiência do uso de máscara na redução da pandemia

A decisão de Rosa Weber

No despacho desta sexta, a ministra Rosa Weber:

  • discorda do entendimento adotado pela PGR;
  • questiona a interpretação feita por Lindôra Araújo sobre a configuração do crime de infração de medida sanitária preventiva;
  • diz que a tese da PGR causou “perplexidade”.

Rosa Weber afirmou que não cabe ao Judiciário questionar o entendimento da ciência sobre as medidas sanitárias adequadas para enfrentar a pandemia.

“O motivo para que não se delegue aos atores do sistema de justiça penal competência para auditar a conveniência de medidas desta natureza é elementar: eles não detêm conhecimento técnico para tanto; falta-lhes formação nas ciências voltadas a pesquisas médicas e sanitárias”, escreveu a ministra.

Bolsonaro tira máscara de menino em evento no Rio Grande do Norte

A ministra defendeu que, em temas complexos, as instituições de Justiça levem em conta conhecimentos produzidos por outras áreas técnicas, como a ciência. Para Rosa Weber, isso representa um gesto de humildade.

“O reconhecimento das limitações individuais dos atores sociais é, a propósito, uma poderosa ferramenta na construção de uma organização coletiva saudável. Em uma sociedade hipercomplexa, com um imenso volume de informações e experiências, reconhecer a interdependência técnica das diversas áreas do conhecimento humano para a solução de problemas que lhes são afetos é um ato de humildade e, no limite, de sobrevivência e evolução da própria espécie”.

Rosa Weber cobrou responsabilidade do MP ao emitir pareceres , uma vez que suas manifestações acabam por influenciar comportamentos da sociedade.

“Nesse contexto, suas manifestações geram potencial influência sobre comportamentos de atores públicos e privados, razão pela qual a clareza em seus processos decisórios é ativo de interesse público”.

A ministra ressaltou que, numa democracia, não cabe tratamento privilegiado a nenhum indivíduo.

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AGLOMERAÇÃO E PESSOAS SEM MÁSCARAS NO JOGO DO ATLÉTICO-MG

Por Thais Pimentel e Danilo Girundi,

g1 Minas e TV Globo — Belo Horizonte

 

Aglomeração e pessoas sem máscara na Alameda das Palmeiras, a Rua do Peixe — Foto: geAglomeração e pessoas sem máscara na Alameda das Palmeiras, a Rua do Peixe — Foto: ge

Poucos instantes antes do início da partida entre Atlético Mineiro e Palmeiras, no Mineirão, nesta terça-feira (28), torcedores se aglomeravam na entrada do estádio e muitos estavam sem máscara. A partida, marcada para às 21h30, é o jogo de volta da semifinal da Copa Libertadores da América.

O controle de pessoas no perímetro de segurança é responsabilidade da administradora do Mineirão, a Minas Arena, que deve exigir os testes de Covid e o uso de máscara por parte do torcedor. Cerca de 16 mil pessoas acompanham a partida no estádio.

Os portões deveriam estar fechados às 20h30, mas às 20h47, duas mil pessoas ainda não tinham entrado no Mineirão. A Minas Arena decidiu estender o horário.

A nova volta das torcidas aos estádios de BH foi oficializada no dia 15 de setembro.

A presença do público havia sido liberada em Belo Horizonte pela primeira vez, desde o início da pandemia, no dia 29 de julho, mas voltou a ser proibida no dia 22 de agosto, após aglomerações e descumprimento de protocolos nas partidas realizadas por Atlético-MG e Cruzeiro, no Mineirão.

Agora, a capacidade máxima de público está restrita a 30%, e a venda de bebidas alcoólicas é permitida, mas somente nos bares e balcões do estádio.

É estritamente proibida a entrada de pessoas sem máscara. Nas arquibancadas, passa a ser obrigatório o distanciamento de um assento lateral entre torcedores de grupos diferentes.

Porém, imagens feitas pela TV Globo registram pessoas sem máscara e sem distanciamento.

Confusão

Dois homens foram presos suspeitos de furtar celulares na fila de entrada do Mineirão. Um deles tentou fugir pelos gradis, mas caiu.

Policiais militares e guardas municipais estavam no local e o imobilizaram. Um deles usou o cacetete contra outro homem (veja vídeo):

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POLÍTICA: HIPOCRISIA ESCRACHADA DE DE QUEM DEVERIA SER BOM EXEMPLO

Sem máscara, Aziz é flagrado com Marcelo Ramos em festa com aglomeração (veja o vídeo)

Foto: Reprodução/TwitterFoto: Reprodução/Twitter

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Omar Aziz, participou de uma festa em comemoração ao aniversário do deputado federal Marcelo Ramos, vice-presidente da Câmara.

A festa ocorreu no último sábado (28) e, conforme é possível ver no vídeo divulgado nas redes sociais, nenhum dos convidados fazia uso da máscara de proteção facial e não respeitavam o distanciamento social.

Além do Omar Aziz, participaram da festa de Marcelo Ramos, os vereadores Diego Afonso (PSL-AM) e Rosivaldo Cordovil (PSDB-AM), o deputado estadual Adjunto Afonso PDT-AM), e a deputada licenciada, Alessandra Campelo (MDB-AM).

Aziz publicou uma foto em que aparece ao lado do aniversariante, ambos sem máscara, em suas redes sociais:

“Prestigiando o aniversário do grande amigo Marcelo Ramos. Político hábil, deputado federal de grande envergadura, maduro o suficiente para ocupar a vice-Presidência da Câmara. Além de tudo grande aliado”, escreveu ele.

Hipocrisia escrachada!

Confira:

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EVENTOS EM QUE BOLSONARO APARECE COM APOIADORES E SEM MÁSCARA NÃO CARACTERIZA CRIME POR AGLOMERAÇÃO, CONCLUIU PGR

PGR diz que Bolsonaro não cometeu crime por aglomeração e por não usar máscara

Em dois pareceres da PGR enviados ao STF, há a alegação de que não foi demonstrado crime por parte do presidente

Da CNN, em São Paulo

17 de agosto de 2021 às 22:06

 

Procuradoria-Geral da República concluiu que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não cometeu crime ao gerar aglomeração e aparecer sem máscara em dois eventos públicos.

Em dois pareceres enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF), assinados pela subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, há a afirmação de que não foi demonstrado crime por parte do presidente.

Segundo o parecer, para que haja de fato a consumação de crime de infração de medida sanitária preventiva, é preciso que a conduta possa realmente produzir a propagação da doença contagiosa. Neste caso, para a procuradoria, a conduta de Bolsonaro não foi criminosa.

Em um trecho do documento, Lindôra Araújo faz uma observação sobre as pesquisas que envolvem a eficácia das máscaras na prevenção da transmissão da Covid-19, e afirma que “os estudos que existem em torno da eficácia da máscara de proteção são somente observacionais”.

Fonte: CNN

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SEGUNDO MINISTRO DA SAÚDE, ATÉ O FINAL DO ANO TODA POPULAÇÃO BRASILEIRA ESTARÁ VACINADA

Queiroga projeta retirar obrigatoriedade de máscaras até o fim do ano

Ministro da Saúde disse em Brasília que até o período em questão todos os brasileiros estarão vacinados contra a Covid-19

Nohlan Hubertus, da CNN, em Brasília

11 de agosto de 2021 às 22:06

Queiroga projeta retirar obrigatoriedade de máscaras até o fim do ano

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sugeriu a possibilidade de retirar o uso obrigatório de máscaras até o fim do ano. A declaração foi feita na inauguração de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Brasília.

“Garanto a vocês, em nome do presidente Bolsonaro, que até o final do ano toda a população brasileira estará vacinada contra a Covid-19“, disse o chefe da pasta.

“Poremos fim ao caráter pandêmico dessa doença, para tirar de uma vez por todas essas máscaras, e desmascarar aqueles que mesmo que nunca tenham usado máscaras precisam ser desmascarados, para que as políticas públicas possam ser de todos os brasileiros.”

Fonte: CNN

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MEDIDAS DE RESTRIÇÃO CAÍRAM NA AUSTRÁLIA E POPULAÇÃO PODE VOLTAR AO NORMAL

Brasileiras na Austrália falam sobre retorno à vida normal

Com casos de covid sob controle, país liberou uso de máscaras e estabelecimentos comerciais funcionam com capacidade completa

INTERNACIONAL

Giovanna Orlando, do R7

Na Austrália, medidas de restrição caíram e população pode 'voltar ao normal'

JAIMI JOY/REUTERS – 25.4.2021

Depois de enfrentar com êxito a pandemia de covid-19, a Austrália está derrubando as medidas de restrição e a população já pode sentir o gostinho de uma vida próxima do normal de novo. Desde o começo de 2021, o país registrou apenas uma morte por conta do coronavírus e Sydney, a cidade mais populosa do país, teve uma infecção em maio.

Adotando uma das posturas mais rígidas no combate à pandemia, o governo australiano foi um dos primeiros no mundo a fechar as fronteiras para voos estrangeiros, decretar lockdowns para evitar a transmissão do novo coronavírus e obrigar o uso de máscaras de proteção em locais públicos. O país teve mais de 30 mil casos de covid e 910 mortes.

Com o vírus sob controle, o governo derrubou a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais abertos e fechados na última segunda-feira (17), permitiu que grupos de pessoas voltassem a se encontrar e restaurantes, teatros e outros espaços podem voltar a funcionar atendendo o público normalmente.

“Por aqui as coisas já estão voltando ao normal”, conta a violinista brasileira Anna Murakawa, que vive na Austrália há 5 anos. “Há umas duas semanas, a gente teve um caso isolado de covid-19, aí tivemos que voltar com algumas restrições, como o uso de máscaras por uma semana, não podia ficar nos restaurantes. Mas agora essas medidas já acabaram.”

O país implementou um moderno sistema de rastreamento de casos, onde os cidadãos precisam escanear um QR Code, uma espécie de código de barra que pode ser lido pela câmera do celular, em todos os lugares que frequentam. Caso uma pessoa teste positivo para covid-19, as autoridades sanitárias conseguem saber exatamente por onde ela passou e com quem teve contato. Todas que frequentaram esses lugares precisam ser testadas e assim o governo garante a segurança geral da população.

Respeito às medidas de restrição

Com medidas rígidas e atualizações semanais de como estava a situação do país, o governo conseguiu a confiança da população que respeitou os lockdowns, o distanciamento social e outras medidas que entraram em vigor durante o ano de 2020.

“Foi um ano desafiador”, desabafa a empresária brasileira Fernanda Gazal. “A Austrália começou a agir de forma bastante rápida. Logo que os casos começaram a aparecer, a gente já entrou em lockdown, desde o começo nós já tivemos que ficar em casa”.

“As pessoas respeitaram muito e as multas eram muito rigorosas. Tinha multa de mais de mil dólares [cerca de R$ 4,1 mil] se você não respeitasse as regras”, conta Murakawa. “A cada semana, o governo ia fazendo anúncios públicos para falar como estavam os casos, como a gente poderia combater isso juntos.”

Com comércios e empresas fechadas, era de se esperar que a economia do país parasse e trabalhadores corressem o risco de ficar sem trabalho e sem ter como sustentar as famílias. A Austrália, assim como outros países do mundo, disponibilizou auxílios para os cidadãos.

“Os cidadãos australianos tiveram 700 dólares [cerca de R$ 2,8 mil] por semana como auxílio para quem perdeu o emprego. Eu, como imigrante, não recebi nada”, conta Murakawa.

Com o fim das restrições, as duas brasileiras aproveitaram para voltar a fazer o que gostavam antes da pandemia, encontrar amigos e voltar a viajar. A Austrália está com diversos pacotes de incentivo para viagens locais, como uma forma de estimular a economia e o turismo nacional, já que turistas estrangeiros ainda estão banidos e australianos estão tomando cuidado antes de sair do país.

“Uma das primeiras coisas que eu fiz foi voltar a tocar”, diz Murakawa, que se apresentou em um teatro com a casa cheia e 2 mil espectadores. “Pude ir em um restaurante com as amigas e fui viajar, porque o governo fez um pacote de incentivo onde as passagens aéreas estavam saindo até pela metade do preço.”

“Eu voltei a me encontrar com as minhas amigas, a gente marcou de ir jantar”, conta Gazal, animada. “Tem esse desejo de voltar a vida normal, de voltar a viver, encontrar as pessoas. A gente está fazendo questão de celebrar aniversários, datas especiais. [A pandemia] fez a gente valorizar muito mais esses pequenos momentos com as pessoas que a gente ama”.

Apesar da liberdade e do retorno gradual à normalidade, as duas comentam que a população ainda está cautelosa e tomando cuidados para evitar que a situação saia do controle.

“O que acontece é que tem pequenas cautelas, muitas pessoas levam álcool em gel para todos os lugares que vão, a gente evita muitos abraços e ficar perto demais. Apesar de ter voltado ao normal, eu sinto que as pessoas estão mais cuidadosas com esses detalhes”, diz Gazal.

Vacinação lenta e desconfiança

Enquanto isso, a vacinação na Austrália acontece lentamente. O país foi afetado com o atraso nas entregas das doses da vacina de Oxford, que ficaram retidas na Europa, e agora começou a vacinar os mais velhos e funcionários da saúde.

“A previsão é que a população da minha faixa etária, 30 anos e que não tem envolvimento com a área da saúde, possa ser vacinada nos próximos 2 meses”, conta Murakawa.

Além da demora, a população também desconfia da vacina produzida pela AstraZeneca por conta dos raros efeitos colaterais, como aparecimento de trombos sanguíneos. Na sexta-feira (21), o governo australiano fez um apelo para que os cidadãos com mais de 50 anos se vacinem.

Um desejo agora é que a Austrália reabra as fronteiras e permita que os turistas voltem ao país e que a população estrangeira possa visitar a família. O governo só permite viagens à trabalho e outras exceções, e é necessário ter documentos que comprovem a necessidade de deixar o país.

“A Austrália é um país composto por muitos imigrantes, muitas pessoas estão ansiosas para que as fronteiras abram. Eu quero muito visitar o Brasil e tem muitas pessoas que querem visitar suas famílias”, desabafa Murakawa.

Por enquanto, o governo disse que a previsão é de que as fronteiras aéreas da ilha reabram em 2022. Enquanto isso, as brasileiras se mantêm otimistas e confiantes em um futuro melhor no país.

“A expectativa é voltar muito melhor, aprender a apreciar esses valores que vieram com a pandemia, como o valor de um abraço, respirar sem máscara”, conclui Murakawa.

Fonte: R7

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MAIS UMA POLÊMICA DO PRESIDENTE DAS FILIPINAS, QUE É PRISÃO PARA QUEM USAR MÁSCARA DE PROTEÇÃO CONTRA COVID -19 DE FORMA ERRADA

Presidente filipino ordena prisão para quem usar máscara errado

Milhares de pessoas no país já foram multadas ou precisaram cumprir penas alternativas por não respeitarem toque de recolher

INTERNACIONAL

 Da Ansa

Em mais uma de suas inumeráveis polêmicas, o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, ordenou a prisão de pessoas que estejam usando máscaras de proteção contra a covid-19 de maneira incorreta.

A nova diretiva foi publicada após uma reunião de seu grupo de trabalho contra a pandemia em que todos os presentes, exceto Duterte, estavam usando máscaras. O encontro foi transmitido para a população de maneira online.

“Ordeno à polícia que prenda as pessoas que não usam corretamente as suas máscaras e investiguem os motivos pelas quais elas estão fazendo isso. Não é por mim, é por nós. É o interesse do país que ninguém seja contaminado”, disse à população.

Essa não é a primeira vez que o presidente filipino ordena a prisão de quem não cumpre as regras sanitárias para evitar a disseminação da doença. Milhares de pessoas já foram multadas ou precisaram cumprir penas alternativas por não respeitarem o toque de recolher.

O anúncio também ocorre pouco depois do chefe da Polícia, Vitaliano Aguirre, pedir que os agentes aplicassem medidas não prisionais de quem fosse pego infringindo as regras, como no caso de um homem que pagou 100 flexões por sair durante o toque de recolher.

No entanto, Duterte rejeitou a opção por penas brandas e disse que os policiais devem agir com a “máxima severidade”.

As Filipinas, conforme dados da Universidade Johns Hopkins, têm pouco mais de um milhão de casos de coronavírus confirmados desde o início da pandemia e 17.991 mortes.

Já a vacinação da população é feita com doses da Vaxzevria, da Universidade de Oxford/AstraZeneca, e com a CoronaVac, da Sinovac Biotech. De acordo com o portal Our World in Data, o país aplicou pouco mais de 2,1 milhões de doses de vacinas entre seus 108 milhões de habitantes.

Fonte: R7
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MINISTRO DA SAÚDE AFIRMOU QUE USAR MÁSCARA NÃO É QUESTÃO DE LEI OU MULTA E SIM DE CONSCIENTIZAÇÃO

Ministro da Saúde diz que uso de máscara é questão de conscientização

Queiroga pediu também para que a população use o acessório de proteção durante o feriado de Páscoa

Renato Barcellos, da CNN, em São Paulo

Atualizado 27 de março de 2021 às 20:34

Ministro pede que pessoas usem máscara durante a PáscoaCardiologista comemorou o fato do Brasil estar próximo da meta de vacinar 1 milhão de pessoas por dia Foto: Reprodução/Instagram/@marceloqueiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou neste sábado (27) que não é com uma lei que obrigue as pessoas a usar máscaras e nem as multando na rua que “vamos resolver esse problema”. Segundo o médico, a utilização do acessório de proteção é uma “questão de conscientização”.

“Cada um tem que saber o seu papel de ajudar as autoridades municipais, estaduais e federais a por fim nessa pandemia que tem comprometido muito a vida de cada um de nós. Alguns pagam com a própria vida, outros ficam gravemente enfermos e muitos ficam com sequelas”, disse.

Queiroga pediu também para que a população use máscaras durante o feriado de Páscoa, principalmente se houver encontros com parentes durante as festividades. Na última sexta-feira (26), em reunião com governadores, o médico anunciou que baixou uma portaria interna obrigando o uso de máscaras de proteção por todos no Ministério.

“As máscaras ajudam a bloquear a circulação do vírus, o efeito seria semelhante ao da vacina. No feriado, aproveite para fazer sua reflexão cristã em casa, com suas famílias porque sabemos que nesses feriados as famílias brasileiras gostam de se reunir, façam isso mas usando máscara e guardando o distanciamento”, declarou.

Por fim, o cardiologista comemorou o fato do Brasil estar próximo da meta de vacinar 1 milhão de pessoas por dia. “Na sexta, foram 800 mil, isso mostra a força do Programa Nacional de Imunizações. Fortalecer o SUS é a saída para resolver o problema da pandemia e a vacina é uma meta que precisa ser cumprida, levar vacina para os brasileiros de toda essa grande nação”, afirmou.

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USO DE MÁSCARAS E ISOLAMENTO SOCIAL FORAM ESSENCIAIS PARA O JAPÃO LIDAR COM A PANDEMIA

Brasileiros contam como o Japão lidou com a pandemia de covid-19

Por lei, governo não pode restringir a movimentação das pessoas, mas uso de máscara e isolamento social fizeram diferença

INTERNACIONAL

 Fábio Fleury, do R7

Alguns e bares e restaurantes dispensaram o auxílio e funcionam normalmente no Japão

KIMIMASA MAYAMA / EFE – EPA – ARQUIVO

No Japão, país com a décima maior população do mundo, uma lei impede o governo de implementar medidas como uma quarentena nacional. Essa limitação poderia ser a receita para um desastre durante a pandemia de covid-19 e resultar em uma grande quantidade de infecções e mortes, mas, o país está em uma situação mais confotável do que outras nações.

Em números absolutos, o país de 126,5 milhões de habitantes tem o 39º maior número de casos da doença no mundo, 445 mil, e o 40º maior em mortes, com 8,5 mil. Em termos proporcionais, o resultado é ainda melhor: o país é o 143º do mundo em casos por milhão de habitantes e o 131º em mortes por milhão. E a vacinação ainda está no início.

O que explica esses números? Boa parte da população já é adepta do uso de máscara há anos, por conta de surtos de gripe e da poluição. E apesar do governo, por lei, não poder implementar um lockdown, o distanciamento social é algo naturalizado na sociedade japonesa, assim como seguir à risca as orientações das autoridades, especialmente as sanitárias.

O país também está com as fronteiras fechadas desde dezembro de 2020 e só permite a entrada de cidadãos japoneses ou de estrangeiros com residência permanente.

Para entender melhor está sendo a vida no país durante a pandemia, o R7 conversou com duas brasileiras que vivem do outro lado do mundo há anos.

Uma nova vida

Para a paulista Amanda Hirashima, que vive em Aichi, no interior do país, o início da pandemia coincidiu com uma mudança em sua vida. Ela estava nas últimas semanas de gravidez quando a covid-19 chegou ao Japão. A pequena Maria nasceu em 26 de fevereiro, no mesmo dia em que algumas das restrições feitas pelo governo, como o fechamento das escolas, começaram a vigorar.

“Foi bem quando eles começaram a restringir visitas no hospital. O pai dela ainda conseguiu assistir ao parto e dormir a primeira noite lá, mas depois disso ele só podia visitar durante o dia e não era mais permitido dormir. Só ele e meus outros filhos podiam visitar, meus pais, por exemplo, não tiveram permissão”, conta Amanda, que passou cinco dias no hospital.

Quando voltou para casa, tudo estava diferente. A filha mais velha, de 9 anos, e o filho mais novo, então com 4 anos, não podiam mais ir para a escola e para a creche. Logo, o marido perdeu o emprego. Ela já estava sem trabalho desde o início da gravidez, pois estava no meio do aviso prévio do emprego como soldadora em uma fábrica.

“Ficamos basicamente em 5 pessoas com o seguro-desemprego dele”, lembra a brasileira. Ela não tinha tempo suficiente de contribuição no antigo emprego para pedir o benefício. Com ajuda de um auxílio-aluguel da prefeitura e um auxílio equivalente a 1 mil dólares, cerca de R$ 5,5 milm, pago pelo governo japonês, a família conseguiu se manter.

“As pessoas me perguntam sobre a pandemia aqui e na verdade, o único momento que eu senti o impacto foi quando meu bebê teve suspeita de covid-19. Foi desesperador. No resto a cultura de usar máscara, álcool em gel nas portas dos estabelecimentos, isso sempre existiu, porque até então a principal preocupação aqui era a influenza. Porque ela significa 1 semana de molho, e o Japão não pode parar”, explica Amanda.

Mudança de rumos

Há 5 anos, a sul-matogrossense Kátia Imai vive em Azabujuban, um dos principais distritos da vida noturna de Tóquio e viu de perto como a pandemia acabou com o turismo na região e fechou diversos estabelecimentos como bares e restaurantes. Em alguns deles, ela trabalhava fazendo bicos, uma forma comum para estrangeiros ganharem a vida.

“Aqui está quase tudo parado, o movimento despencou. O governo dá um auxílio para esses lugares, mas eles precisam fechar obrigatoriamente às 20h. O dinheiro vai todo para o dono e alguns deles dão um auxílio pros funcionários que ganham por hora e acabam trabalhando menos, mas não são todos. Tem dois ou três lugares que os donos dispensam o auxílio e aí funcionam até a madrugada”, conta Kátia.

Como no setor a maior parte dos trabalhadores não possui vínculo empregatício, muitos acabam dependendo apenas do auxílio do governo japonês. Em outras áreas, como na construção cívil, o trabalho segue normalmente. Para não ficar sem trabalho, Kátia decidiu se dedicar mais à gastronomia e agora vende bentôs, uma marmita japonesa, mas de comida típica brasileira.

“Hoje, com tempo, consido me dedicar mais a isso. Vendo bentôs de pratos como feijoada, baião de dois, acarajé, bobó, arroz carreteiro, escondidinhos, feijão tropeiro. Também faço alguns eventos como uma feijoada nas tardes de domingo no bar de uma amiga. Tóquio não tem muitos brasileiros, mas as pessoas procuram, é difícil encontrar essa comida aqui”, explica.

Assim como Amanda, Kátia também acredita que os hábitos já arraigados na cultura local ajudaram a manter a baixa transmissão, mesmo sem quarentena. “As pessoas usam máscaras, evitam contato social, limpam as mesas delas nos restaurantes. O que ajudou foi isso. E cumprir as orientações mesmo, não tem isso de você apanhar porque pediu para alguém usar máscara”, ressalta.

A vacinação contra covid-19 começou no Japão em 18 de fevereiro, mas até agora não decolou. Para quem vive há muito tempo no país, como Kátia, a causa disso é a burocracia. “A liberação demorou mais de dois meses, mas isso é normal, essas coisas demoram”, destaca.

Fonte: R7

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