REFLEXÃO: A DIFERENÇA ENTRE O GOSTAR E O DEPENDER

Nesta quarta-feira a nossa REFLEXÃO é sobre a diferença entre o GOSTAR e o DEPENDER. O apego e a posse, sentimentos da natureza humana enraizados no inconsciente coletivo que representa as amarras da humanidade ao nível senso consciencial, aquele regido apenas pelos cinco sentidos, nos faz confundir o nosso valor pessoal independente de nossas “posses” materiais com a responsabilidade sobre as nossas emoções.

cuidado com a carência. ela faz as pessoas confundirem saudade com ...

Há uma linha tênue que diferencia o gostar e o depender. O gostar é expressão da alma, é o sentimento natural que flui em prazer e alegria acerca de algo que despertou a sua natureza. O gostar nada tem a ver com a posse, do contrário jamais existiria, porque em uma análise consciente sabemos que nada nos pertence. Não temos posse sobre a natureza, sobre as pessoas e nem sobre as coisas as quais usufruímos hoje. Todas são empréstimos temporários da vida as quais um dia nos despediremos, inclusive do nosso próprio corpo.
De tudo a única coisa que poderíamos chamar de nosso são os nossos sentimentos. Eu não preciso ter para sentir. Não preciso possuir o sol para gostar do seu calor, não preciso ser “dono” de alguém para lhe amar, não preciso nem mesmo estar perto, apenas preciso sentir.
A ilusão de que temos algo em nosso poder é a raiz da dependência. Mais do que pensar que temos, acreditamos que necessitamos e não percebemos que esse pensamento é a origem do apego. Tudo ao qual nos apegamos controla o nosso emocional, pois fazemos disso o ponto de controle do nosso equilíbrio. Nós mesmos elencamos algo ou alguém como necessário para nossa paz e nosso bem-estar. Quem vê desta maneira acreditando que necessita ter não percebe que está se tornando o próprio escravo daquilo que pensava possuir.
Não há nada nocivo em gostar de estar perto de quem se ama e em poder usar e aproveitar de algum objeto que de alguma forma lhe é bom. Mas é necessária a consciência da sua transitoriedade, da liberdade do outro, do nosso valor pessoal independente de nossas “posses” materiais e da responsabilidade sobre as nossas emoções. Só assim entendemos que nossa felicidade está na nossa capacidade de sentir e não no que ou no quanto pensamos possuir.
(Alexandro Gruber) @alexandro_gruber
Art: Henn Kim
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AUTOCONHECIMENTO: O DESAPEGO É O MAIOR DESAFIO DO SER HUMANO NESSE PLANO DIMENSIONAL

Neste texto espetacular que vem a seguir temos um verdadeiro tratado sobre “o desapego”. O que significa o lento e penoso processo de se desvencilhar do ego, do sofrimento, da permanência e do ciclo vicioso em busca da iluminação. Portanto lhe convido a mergulhar nessa leitura fantástica que lhe ajudar a se libertar de suas crenças limitantes!

O Desapego

Mãos abertas libertando borboletas ao céu ensolarado.

Por Anne Moon. 3 de dezembro de 2019.

Odesapego, o ato de não se prender a coisas ou pessoas ou, para muitos, a liberdade. Vejo que há uma confusão com esse conceito, tão falado hoje em dia, apesar de ser bastante mencionado pelo budismo há milhares e milhares de anos, então vamos falar sobre e desmistificar o desapegar.

No budismo, uma das doutrinas é o desapego, que seria a forma de viver mais leve, de atingir a iluminação e evoluir. Tudo isso porque o apego é a raiz de todo sofrimento.

Quando se fala em apegar, é se apegar ao passado, ao futuro, às pessoas, às coisas, pois existe a impermanência, que não garante que nada disso fique em sua vida, ou que fiquemos nesse plano para usufruir de tudo o que está ao nosso redor.

O apego vem do ego em excesso, pois ele nos prende em um ciclo vicioso.

É nesse ponto em que há uma confusão enorme. Uns pensam que desapegar é não se conectar emocionalmente com ninguém, desconsiderar as coisas e pessoas, viver seguindo apenas os instintos e sempre vivendo no limite, que não devo filtrar as coisas e pessoas que quero em meu círculo social.

Nós desde crianças, somos criados com a crença de permanência, que tudo é fixo, determinado, nada muda, tudo é o que é e ponto final. Sendo assim, quando algo sai de rota em nossas vidas, entramos no sofrimento e nos desequilibramos, não é mesmo?

Por exemplo, você tem algum plano criado, mas no meio do caminho algo acontece que coloca tudo água abaixo, ou que te obriga a remanejar um pouco as coisas e isso nos desestabiliza, ficamos sem saber o que fazer.

Buda diz que o apego é a expressão da nossa mente cheia de desejos vindos do ego. Veja o ego não como um monstro insaciável, mas como uma criança que precisa de limites, de entender como a vida é. Quando o ego fala muito alto, ficamos na ânsia de realizar todos os nossos desejos, focamos apenas no “eu”, no que Eu preciso, Sinto e Quero e não no que o outro precisa, sente e quer, no sentido de se doar pelas pessoas.

Mulher de costas com os cabelos esvoaçantes, em frente a um rio com árvores em volta.

Foto de Dominika Roseclay no Pexels

Quando você compreende que a vida é muito mais doar do que receber, você despertou e evoluiu. Sim, pois o fluxo do universo funciona assim, doar para receber, simplesmente pelo ato em si e todos agindo assim. Afinal, esse momento de isolamento social, dessa pandemia, essa nova década em si se mostrou um momento para além de darmos atenção ao nosso interior, darmos mais atenção ao nosso próximo, ao universo que é o nosso lar.

O apego é o ego gritando para ser satisfeito. Seja em uma compulsão por comida, bebida ou qualquer coisa lícita e ilícita também ou até mesmo por sexo.

Tem uma palestra na internet do venerável Shifu Zhihan falando que quando estamos no apego, centralizados em nosso ego, ficamos nessa ânsia que muitas vezes nem sabemos o porquê de estarmos nessa vibração.

Nessa palestra ele fala sobre os dez exércitos de Mara e conta aquela história incrível sobre quando Mara tentou Buda, quando queria o impedir de alcançar o nibbana durante a meditação.

O que é mais curioso é que o ataque é justo no ego do iluminado.

Quando Mara manda suas filhas para o seduzirem, quando Buda sente fome, dores no corpo, cansaço, quando se lembra de que deixou seus filhos e sua esposa em seu castelo. Afinal, ele era um príncipe indiano que abdicou de todas as riquezas, regalias e de sua família, por querer buscar a iluminação.

O apego nos traz insatisfação e mais insatisfação, pois somos insaciáveis, sempre estamos querendo algo, desejando algo, não nos contentamos com o que temos. Eu falo de a pessoa nunca ser grata pelo que já tem, para que o universo possa dar cada vez mais. A insatisfação faz com que essa pessoa não consiga se conectar no presente e expressar a gratidão. Pela falta de contentamento, não consegue ser grato e assim não consegue fazer com que sua vida flua, por estar presa a essa ilusão da permanência, de que tudo é eterno, determinado, que tudo já foi roteirizado por algo ou alguém.

Desesperador isso, ao menos para mim. Imagine não poder mudar nada na sua vida? Imagine não poder fazer mudanças na própria vida?

Não teria motivo para a gente se movimentar na vida, apenas ficar sentado e deixar a vida acontecendo, passivos, já que não podemos fazer nada para mudar as coisas, estando tudo já determinado.

Silhueta de um homem de braços abertos ao pôr do sol.

Foto de Snapwire no Pexels

É aí que percebemos que a impermanência faz parte do fluxo do universo, o universo é movimento, é livre.

Nada deveria nos pertencer nem controlar, no sentido de posse, aquele pensamento de “tudo é MEU, a MINHA disposição” e não nos deixar ser controlados, possuídos, perder nossa autonomia.

A ideia do desapego não é viver de forma fria e desregrada, descompromissada, não se importar com os outros, com as consequências, viver no automático, mas ter em mente que “nada me pertence e a nada eu pertenço”.

Viver em liberdade, ser um espírito livre, o desapego é deixar de viver no automático e começar a viver em consciência plena, em unidade, se entendendo como parte do universo, nem melhor, nem pior e nem igual.

É que nem o efeito zenão, que seria o ato de cocriar a realidade que você tanto deseja. Você faz a pergunta para o universo: “Universo, de todas as realidades disponíveis para mim, eu escolhi essa determinada realidade. Quanta consciência eu preciso para que isso se atualize mais rápido em minha vida?” e então você solta ao universo falando a seguinte frase “Entrego, confio, aceito e agradeço”, sem ficar na ansiedade para que isso ocorra e nem que ocorra como quer.

Foto de um homem visto de perfil, com touca e agasalho, de olhos fechados, sorrindo.

Foto de Enoch Patro no Pexels

Quando eu falo sobre não querer possuir e não deixar pessoas te possuírem é parar de querer impor controle sobre os outros, parar de interferir no processo de evolução de alguém e ter responsabilidade por si mesmo.

Quando eu falo sobre não deixar que coisas te controlem ou que você não tente controlar as coisas, é não se deixar levar por elas e não atrapalhar o fluxo natural das coisas. Sabe a linha tênue entre equilíbrio X vícios, saudável X exagerado?

Jamais interferir no fluxo das coisas ou no processo evolutivo de alguém, por não sabermos se dentre todas as possibilidades disponíveis na vida, a melhor entre elas, seria a que NÓS achamos a melhor, sendo que o universo é abundante, livre, a natureza é livre.

Amar não é ter a sensação de posse, como o apego, que vem do ego, traz.

Amar é querer a liberdade, que se desenvolva mais e melhor a cada dia.

A impermanência, o desapego é uma forma otimista de olhar a realidade, que cada dia pode ser melhor do que o outro, a cada dia posso ser a melhor versão de mim mesma.

Anne Moon
Escrito por Anne Moon

Gratidão a você que leu esse artigo!

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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AUTOCONHECIMENTO: QUEM É O EGO?

Nesta quinta-feira temos um texto bastante interessante que cabe uma reflexão na nossa coluna AUTOCONHECIMENTO sobre O Ego. O famigerado Ego que tanto rege as nossas vidas e nunca é demais refletir sobre ele, até porque a humanidade ainda está muito longe de entender a verdadeira função desse personagem. Então, convido você a ler o artigo completo a seguir, refletir e tirar suas conclusões!

O Ego

o ego

OEgo é quem? Eu mesma ou outro ser que vive em mim?O Ego é nosso personagem, o parcial e relativo, no meu caso, a Mônica.

O Ego é a figura, mas também existe o Ser. A Consciência, a Alma, é ele quem é o chefe. O Ego deveria servir ao Ser.

Ele, o Ego, é muito útil no início da vida, para que a gente aprenda a viver neste mundo, mas logo que isso aconteça, por volta dos 10 anos de idade, ele deveria ir diminuindo e dando espaço para que o Ser, a Consciência, Self ou Alma, assumissem o controle e pudéssemos seguir nossa tarefa. Mas não. A gente inverte. Alimenta e infla o Ego insuportavelmente e abafa a Consciência…

Quem gosta ou não gosta é o Ego. Ele pode ser bem tirano e masoquista inclusive.

Quando reajo, não aceito mudanças, ou quando algo me contraria é o meu grande Ego que grita, querendo ter razão, querendo ser atendido.

Ver sua existência e seu movimento é o começo para domá-lo, e o bicho é bravo, é forte, foi muito bem alimentado, instruído, treinado pra viver nessa selva. É adversário de força similar…

Observar o que acontece em mim, minhas reações e emoções, e não fugir desse aprendizado que Eu Sou Quem Eu Sou, e que ele apenas faz sua tarefa, mas não sou eu, é libertador.

Não tenho que sucumbir a ele. Viva!

Estar consciente da Impermanência, do desapego, ciente de que não estamos no controle de absolutamente nada, observar o movimento, sentir a dor, me acolher nisso e deixar passar…

Humildade é a quebra do Ego, é aprender a lição, é viver os 40 dias no deserto e renascer para o novo.

Ouvir o coração, e não a mente, é o caminho, porque a mente é o Ego e a Consciência fala pelo que sentimos no coração.

Eu sigo observando o quanto o Ego ainda entra em cena e vou cuidadosamente dominando o bicho bravo…

Com amor.

Monica Marchese Damini
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AUTOCONHECIMENTO: NO 9º VÍDEO DA SÉRIE O EGO, A PREGUIÇA E A ZONA DE CONFORTO REGEM A NOSSA VIDA

Na coluna AUTOCONHECIMENTO desta quinta-feira temos 0 9ª vídeo da série AUTOCONHECIMENTO, onde o destaque é, o Ego a Preguiça e a Zona de Conforto. Por causa da força do ego e do apego ao material não enxergamos 90% das coisas que existem na natureza. Assista ao vídeo e saiba como podemos fazer essa passagem evolutiva!

Fonte:

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