POESIA: OS INSONDÁVEIS MISTÉRIOS DO SENTIR EM FORMA DE POESIA

A nossa coluna POESIA deste domingo está um pouco diferente. Só pra variar publicamos uma REFLEXÃO sobre os Insondáveis mistérios do sentir em forma de poema de autoria de Luiz Roberto Bodstein. Um mergulho da alma nos meandros do coração e a sua conexão com o cérebro. Então convido você a ler essa obra prima da sensibilidade, refletir e fazer o seu juízo de valor!

Insondáveis mistérios do sentir

Mulher olhando para o rio sozinha
123RF/ Kitz Corner

Na mais despida e pura das minhas vivências
algo se projetou para além dos limites do conhecimento:
ao se mostrar necessário tocar um outro ser,

calo o racional e abro espaço para o coração.

Logo escuto sua voz falando do que está cheio o peito,

e não apenas do que dita o cérebro,

dizendo das coisas que não se diz,

ouvindo tudo que das palavras não ouço,

atento ao que brota da consciência maior.

Mulher com as mãos juntas em seu busto

Giulia Bertelli/Unsplash

Nas curvas das letras o fenômeno se repete:

as palavras correm no papel enquanto o sentimento

é que segue à frente do meu pensamento,

bem do âmago do ser para a porta de saída!

E é nesse momento mágico que sinto os dedos a serviço

do mesmo coração que pede espaço.

Pessoa escrevendo com caneta em um papel
Aaron Burden/Unsplash

E eis que um resultado mágico acontece

ao me descobrir aprendendo com o que me sai dos lábios,

e com o que me é revelado pela ponta dos dedos

como se eles e eu fôssemos coisas distintas

e nada mais me coubesse além de servir-lhes de intérprete.

Lábios e mãos atuam como meros instrumentos

Apressando-se a servir ao seu senhor supremo,

Nada além de um regato brotando daquele recanto físico

que se aprofunda nos insondáveis mistérios do espírito

Tendo no coração seu único comando.

Mulher segurando uma folha em forma de coração
Jakob Owens/Unsplash

O coração é o guia e eu apenas me deixo guiar.

Ele encarnando o mestre e eu seu aprendiz.

O coração na cátedra do saber mais elevado,

eu deleitado pelo inebriante prazer de me sentir alimentado.

Consciência em forma liquida que me percorre as veias

Seguindo por todo o corpo em direção à mente,

que então lhe dá abrigo, solícita e agradecida,

como quem recebe o hóspede Intensamente aguardado

para usufruir de sua extasiante presença.

Hóspede que não se apega apenas ao que sabe,

mas, de forma ainda mais inebriante,

ao que sabe que nunca vai saber!

Luiz Roberto Bodstein
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AUTOCONHECIMENTO: SAIBA QUAIS SÃO AS FERRAMENTAS PARA NOS AUXILIAR NAS DECISÕES ASSERTIVAS

O destaque desta quarta-feira na nossa coluna AUTOCONHECIMENTO é a análise sobre a interatividade entre a mente, o coração e a intuição, assuntos tratados no meu próximo livro, cujo título é “Coração, Intuição e Gratidão, um atalho para alcançar a vida plena”. A seguir você vai ler mais um texto de Vera Calvet trata de Conversas mentais, escolhas e a intuição. Nele você vai entender que para termos uma vida assertiva nossas escolhas precisam do auxílio luxuoso do coração e da intuição. Leia o texto completo a seguir e entenda o porquê! 

Quem nunca experimentou um longo bate papo mental quando em dúvida a respeito de uma tomada de decisão?

Faz parte do processo e é importante que seja assim. Afinal, há de se analisar racional e claramente as opções que temos diante de nós.

Porém, um fator complicador entra em cena, quando a nossa mente ama tanto o processo de análise, que gira, gira e gira em torno da questão, sem nos dar o que mais precisamos e clamamos: “Me mostre a direção correta e definitiva, pelo amor de Deus!”

Esse papo em roda pode piorar ainda mais, quando somos muito criativos e percebemos que gostaríamos de muitas coisas que pensamos, e que somos capazes de fazer outras tantas!

É comum, pessoas criativas e cheias de potencial, paralisarem, travarem diante de tantas possibilidades. Nesse caso, as possibilidades se transformam em âncoras!

Como sair disso?

O primeiro impulso rumo a uma direção começa quando compreendemos de fato o que significa – poder pessoal!

É muito bom sabermos que temos o poder de fazer o que desejarmos e que temos vários talentos e gostos! Mas é ótimo quando entendemos que não temos que fazer tudo o que desejarmos! Podemos escolher uma direção principal onde gastar nossa energia e investir nosso tempo!

Entender que podemos escolher algumas direções, e não, todas as direções possíveis, é libertador!

Podemos observar também, que não é apenas de nossa mente, a responsabilidade de separar uma única direção, como resultado da nossa análise racional! A mente tem como função, nos mostrar as possibilidades! Mas, para a escolha definitiva, teremos que contar também, com outras ferramentas do nosso ser!

Uma dessas ferramentas a ser utilizada após a análise racional, é o sentimento, claro! Sabemos que, se não gostarmos suficientemente de uma direção, o fracasso será uma questão de tempo! Somos capazes de nos autossabotar, sem sequer percebermos!

Quando a questão for submetida ao coração, ele dará seu parecer e riscará metade das possibilidades de nossa lista mental! Mas, temos que ouvi-lo de verdade, sem deixar a mente tagarelar nesse momento!

A outra ferramenta será o nosso juiz definitivo, após a análise racional e o parecer do coração. É a intuição!

Mas, quanto a ela, muitos têm dúvidas a respeito de como identifica-la, sem confundi-la com os pensamentos ou com os sentimentos.

É bem simples!

A voz da sua intuição não tagarela, não te oferece mil motivos, não concorda ou discorda, em palavras, dos seus pensamentos! Quem faz isso é a voz da sua mente!

A voz da sua intuição não dá nenhum nó em seu estômago e nem aperta o seu coração! Essa é a voz dos seus medos!

A voz da intuição também não provoca palpitações de felicidade ou êxtase! Pois essa é a voz dos seus sentimentos!

A voz da sua intuição é muda, calma e certeira!

Contra ela não há argumentos!

Deixá-la de lado, significa exclamarmos, no futuro: “Eu sabia, algo me disse, mas eu não dei ouvidos!”

Ouça o veredito de sua voz silenciosa e faça sempre boas escolhas!

Fonte: Instituto Ráshuah do Brasil

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REFLEXÃO: O MILAGRE DO PERDÃO

No nosso momento de REFLEXÃO desta sexta feira trago para você um texto extraordinário sobre “O milagre do Perdão”, do verdadeiro perdão. Aquele do coração! Leia o texto e reflita sobre essa linda história de amor.

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O milagre do perdão

Tudo ia muito bem até aquele dia. Ela era uma mulher casada. E muito bem casada. Era feliz. Seu marido, um alto executivo, apesar das constantes viagens que o retinham fora do lar a períodos regulares, era um homem atencioso.

Nada havia que ela desejasse que ele não viesse a satisfazer. Uma casa confortável, segurança, carinho.

Até aquele dia, quando a notícia chegara de repente: ele sofrera um infarto. Nem uma última palavra, um último abraço. Nada.

O enterro foi triste e silencioso. Depois só ficou uma imensa saudade. Tudo era motivo de recordação.

Os livros dele, o jardim onde passeavam juntos. Em tudo a presença-ausência dele. Os dias eram amargos.

Então, ela recebeu uma carta. Vinha de um outro Estado e era assinada por uma mulher. Em poucas linhas, a desconhecida lhe fazia ciente de que o homem pelo qual chorava tinha sido também o seu amor.

E, como fruto do relacionamento de alguns anos, ela ficara com duas crianças pequenas. Descrevia seu drama. As dificuldades profissionais, as despesas que se avolumavam, as necessidades que cresciam.

Rogava desculpas por atormentá-la, mas pedia auxílio para suas duas meninas.

A primeira reação foi de revolta, de raiva. Sentiu-se traída, magoada. Com o passar dos dias, aquilo foi arrefecendo e dando lugar a um outro sentimento.

Pensou no amor que seu marido deveria ter pelas filhas. Agora estavam órfãs.

Por muito amá-lo, tomou uma decisão. Respondeu a carta dizendo que ficaria com as duas crianças. Assumiria a sua educação. Com uma condição: a mãe as deveria entregar aos seus cuidados em definitivo.

Acertaram detalhes e combinaram um encontro. Ela queria as crianças. Pedaços do seu amor que se fora. Haveria de tratá-las como suas filhas. Eram amores do seu marido.

No aeroporto se encontraram. De longe, ela viu a outra: jovem, bonita. Era uma nissei. Sentiu ciúmes. As crianças eram lindas.

A jovem, com lágrimas nos olhos, despediu-se delas, fez-lhes recomendações e se dispôs a partir.

As crianças se achegaram a ela, soluçando. A cena era tocante. Então, a mulher sentiu uma onda de carinho invadi-la e chamou a jovem mãe.

Vamos ser uma única e grande família. Fique conosco você também. Seremos amigas e mães das nossas meninas sem pai.

Era o milagre do perdão.

Não do perdão dos lábios, mas o perdão do coração. O verdadeiro. O que coloca um véu sobre o passado.

O único que é levado em conta, pois Deus não se satisfaz com as aparências. Ele sonda a intimidade e conhece os mais secretos pensamentos dos homens.

* * *

O esquecimento completo e absoluto das ofensas é próprio das grandes almas.

Perdoar é pedir perdão para si próprio. Afinal, quem de nós não necessita dele? Quem de nós pode dizer, em sã consciência, que não comete equívocos?

Se alguém nos prejudicou, mais um motivo para o exercício do perdão, pois o mérito é proporcionado à gravidade do mal.

Olvidarmos o mal. Pensarmos no bem que se pode fazer. Cuidarmos de retirar do coração todo sentimento de rancor. Deus sabe o que se demora no fundo d´alma de cada um de Seus filhos.

Redação do Momento Espírita

Fonte: Momento de Reflexão

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