DESENVOLVIMENTO PESSOAL: COMO POSSO APRENDER A PERDOAR?

Para você fazer uma REFLEXÃO nessa quarentena trago mais uma mini-palestra de Rossandro Klinjey na nossa coluna DESENVOLVIMENTO PESSOAL com um tema importantíssimo cuja humanidade se debate há milênios. Como posso aprender a perdoar? Essa é a questão que o renomado psicólogo tenta desmistificar. Assista ao vídeo que pode lhe ajudar! 

“Somos humanos, erramos e aprendemos ao longo de toda a vida. Mas quando somos magoados, por vezes, esquecemos que quem nos magoou é humano. Reconhecer a fragilidade do outro nos ajuda a entender os caminhos que nos levam ao perdão” (Rossandro Klinjey).

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ENTREVISTA: O MUNDO PÓS-PANDEMIA POR LUIZ FELIPE PONDÉ

Nesta segunda-feira vamos assistir na coluna ENTREVISTA o renomado filósofo e escritor Luiz Felipe Pondé responde perguntas sobre como será o Mundo Pós-Pandemia. O entrevistado faz uma belíssima análise sobre a geopolítica, emprego, tecnologia, política e outros aspectos sócio-econômicos. Eu super recomendo ouvir esse PODCAST. 

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AUTOCONHECIMENTO: AUTOCONHECIMENTO E EVOLUÇÃO ESPIRITUAL NA VISÃO KARDECISTA

A nossa REFLEXÃO desta segunda-feira na coluna AUTOCONHECIMENTO é sobre Autoconhecimento e Evolução Espiritual na visão do espiritismo Kardecista sob a máxima já consagra­da do princípio filosófico inscrito no umbral do Templo de Delphos, a saber, o gnouthi seauton: Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo. Máxima essa endossada por um dos mais refinados e importantes filósofos de toda a história, Santo Agostinho. Então o texto a seguir baseia-se nesses princípios e na sabedoria dos ensinos trazidos por Allan Kardec, na meditação já praticada pelos filósofos indianos no yoga e na contemplação da natureza pelos filósofos gregos. Leia, reflita e forme o seu juízo de valor!

 

Publicado em 22 de novembro, 2017 | por Centro Paz e Amor

Autoconhecimento e Evolução Espiritual

Paulo César Fernandes

Analisando a pergunta 919 de O Livro dos Es­píritos, na qual Santo Agos­tinho nos ensina a forma mais eficaz para alcançar­mos um estado espiritual mais harmonizado mediante a reforma dos sentimentos, constatamos que este sábio Espírito, o qual é um dos mais refinados e importantes filósofos de toda a história, remete-nos ao já consagra­do princípio filosófico inscri­to no umbral do Templo de Delphos, a saber, o gnouthi seauton: Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo.

Allan Kardec reconhe­ceu de imediato a eficiência desta máxima da filosofia antiga para a elevação do Ser e a consequente felici­dade que ela proporciona ao Homem no mundo, a qual fora apresentada originariamente nos Vedantas, livros sagrados do Hinduísmo, adotada por Pitágoras e popularizada por Sócrates. No entanto, como homem da práxis e, portanto, que visa­va obter orientações eficientes para a transformação dos hábitos cotidianos e a evolução moral nas relações humanas, Kardec demanda do nobre filósofo uma re­ceita pragmática, simples, e a mais eficiente para que o Espírito reencarnado no mundo evolua e resista à in­fluência do mal.

A pergunta de Allan Kardec já patenteia que a igno­rância da maioria dos Homens em relação à sua origem e destinação divinas é a principal causa do mal que ainda provoca tanto sofrimento humano. Portanto, atendendo à solicitação do organizador dos trabalhos dos Espíritos, San­to Agostinho apresenta a fórmula prática para o autoconhe­cimento, num formato simples e, no entanto, da mais eleva­da Ética, possível de desenvolvimento por qualquer pessoa já imbuída de boa vontade.

Neste sentido, ele recomenda aquela que era a sua prática diária para o autoconhecimento e a consequente evolução espiritual, a qual foi exposta de modo magistral na resposta à pergunta 919 de O Livro dos Espíritos: “Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, inter­rogava minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo da guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria.”

Esta é, sem dúvidas, a resposta mais conhecida de toda a obra de Kardec, a mais frequente e prontamente repetida nas atividades de estudos e exposições doutrinárias Espíritas, e, não obstante, é, igualmente, a mais incompreendida em toda a sua elevação e significado. O autoconhecimento é, indubitavelmente, a chave para o progresso do Ser, do Espírito criado por Deus e dotado de uma força denominada Vontade, a qual o impulsiona desde os primeiros estágios evolutivos até à plena realização da liberdade, por via da reencarnação. Entretanto, muito nos enganamos se pensamos ser de fácil realização este nobre Dever de cada um e de todo Espírito.

A importância daquela máxima de Delphos é tal, que Immanuel Kant, em suas obras de filosofia moral, conclui ser oconhecimento de si o primeiro dever de todo ente ra­cional, pois é o único caminho para que o Ser alcance auto­nomia plena da vontade, ou seja, a realização da liberdade, mesmo se encontrando ainda no mundo. Segundo Kant, o gnouthi seauton nos conduz a um despertar da consciên­cia, que realizará em nós o sublime conhecimento da nossa condição como Seres noumenon, ou seja, Espíritos. Entretanto, segundo o filósofo, neste percurso, passaremos, antes, pelo inferno interior.

Quando o Espírito Santo Agostinho recomenda interrogarmos a consciência no cotidiano existencial, esta não é uma tarefa de fácil realização, pois, como Espíritos encarnados, como Jesus já denunciava, estamos submetidos à carne, que é fraca, ou seja, cujos sentidos físicos nos impõem necessidades que, se não controladas, determinarão nossas relações familiares e sociais e, sobretudo, nossas relações conosco mesmos, ou, como diria Kant, nosso inferno ou céu íntimo.

Outrossim, porque essa tarefa de autoinvestigação exige o domínio de leis e conceitos relativos à vida do Espírito, assim como e, principalmente, um conhecimento prévio de que, se é um Espírito reencarnado, ela já denota sua dificuldade. A enorme maioria das pessoas no mundo, inclusive os que já estudam Kardec, não têm essa certeza. Mesmo o filósofo de Tarso, lamentava não viver nem andar como Espírito, embora soubesse ser um Espírito! Esta inquietação do apóstolo Paulo deveria também nos atingir como estudantes do Espiritismo, e nos levar diariamente à pergunta: Se, sei que sou um Espírito reencarnado, por que não vivo, por que não ando como um Espírito reencarnado?

É para nos conduzir a uma tal postura existencial que Kardec elaborou a pergunta 919, ou seja, para que, imbuí­dos do mais absoluto conhecimento espiritual já trazido à Terra, conseguíssemos realizar o nobre dever do autoconhe­cimento, com as suas mais profícuas consequências para a elevação do Ser. A nossa dificuldade, entretanto, é exata­mente essa, qual seja, não temos ainda a certeza de sermos Espíritos em processo evolutivo por via da reencarnação, e a forma como encaramos os nossos dramas existenciais denunciam esta nossa carência pelo lastimável estado atual das relações humanas.

Aristóteles, o filósofo grego contemporâneo de Sócra­tes, inaugurando a epistemologia, ou seja, a ciência do co­nhecimento, deduziu que, para que tenhamos o domínio in­tegral sobre um objeto, devemos responder a três perguntas fundamentais sobre ele, quais sejam: se é? o que é? como é? e, finalmente, por que é? A maioria dos espíritas já é capaz de responder às três primeiras perguntas sobre si mesmo, e, portanto: que somos, pois, como deduziu René Descar­tes, pensamos e o pensamento é um atributo essencial do Espírito. O que somos? Espíritos. Como nos tornamos Es­píritos? Evoluímos em processo reencarnatório a partir da Criação da Inteligência por Deus. No entanto, a última, e ainda mais fundamental questão, continua sem resposta para a maioria de nós: Por que somos da forma que somos e não de outra, ou seja, por que temos o caráter que ainda ostentamos?

É exatamente no sentido de respondermos à essa úl­tima pergunta em relação a nós mesmos que Allan Kardec elaborou a pergunta 919 de O Livro dos Espíritos. Sendo o autoconhecimento a chave para o domínio do Ser, portanto, para o conhecimento de si mesmo e do universo, como já anunciavam os textos védicos e a filosofia clássica grega, não é por outro caminho que realizaremos nossa potencialidade de autodivinização. Quando Jesus nos assevera que “Não vem o Reino de Deus com formas exteriores”, não é outro o objetivo do Mestre, senão o de nos remeter para o sagrado local onde poderemos nos encontrar com a divindade: o próprio íntimo de cada Criatura.

Neste sentido, após nos revelar, naquela questão bási­ca sobre o autoconhecimento, no livro primeiro do Espiritis­mo, Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo continua a nos encaminhar para essa realização fundamen­tal de todo o Ser. Assim, ele nos mostra, no Capítulo V desta obra, no item 7, que: “Aquele que se elevar, pelo pensamen­to, de maneira a apreender toda uma série de existências, verá que a cada um é atribuída a parte que lhe compete, sem prejuízo da que lhe tocará no mundo dos Espíritos, e verá que a justiça de Deus nunca se interrompe.”

Esta é ainda a nossa maior dificuldade na busca pelo autoconhecimento, pois não nos é fácil elevarmo-nos pelo pensamento a ponto de alcançarmos uma série de existên­cias passadas, para que possamos responder, finalmente, por que ostentamos nosso caráter atual. Segundo Kant, nosso caráter é constituído por traços indeléveis de perso­nalidade, ou seja, aquelas marcas profundas que não são tão facilmente apagadas do Espírito. Por isso, o autoco­nhecimento é fundamental à nossa realização como Ser no mundo, a qual não prescinde do respeito pela realização do outro, o que é Caridade.

Mas como se alcançar um tal estado de Espírito a ponto de conseguirmos a elevação suficiente para que se­jamos capazes de apreender conhecimentos sobre fatos de nossas existências passadas? Não é por acaso que o mesmo Espírito Santo Agostinho nos dá essa resposta no Capítulo XXVII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, quando no item 23, revela-nos A felicidade que a prece proporciona. Assim, completando a fórmula para o autoconhecimento, nessa dissertação o nobre Espírito nos mostra como pode­mos acessar nossos mais profundos arquivos de memória espiritual: orando!

Vinde, vós que desejais crer. Os Espíritos ce­lestes acorrem a vos anunciar grandes coisas. Deus, meus filhos, abre os seus tesouros, para vos outor­gar todos os benefícios. Homens incrédulos! Se sou­bésseis quão grande bem faz a fé ao coração e como induz a alma ao arrependimento e à prece! A prece! Ah! Como são tocantes as palavras que saem da boca daquele que ora! A prece é o orvalho divino que apla­ca o calor excessivo das paixões. Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz a Deus. Para vós, já não há mistérios; eles se vos des­vendam. Apóstolos do pensamento, é para vós a vida. Vossa alma se desprende da matéria e rola por esses mundos infinitos e etéreos, que os pobres humanos desconhecem.

Sabendo, pelo domínio completo dos ensinos trazidos por Allan Kardec, sermos Espíritos em evolução mediante processo reencarnatório para cumprimento da Lei de Amor, o recolhimento diário sob preces, ou seja, o processo de autoconhecimento, a meditação já praticada pelos filósofos indianos no yoga, e na contemplação da natureza pelos filósofos gregos, nos proporcionará um domínio integral sobre nossos sentimentos, e, consequentemente, de nossos pen­samentos, palavras e ações.

Esta é a mesma prática diária recomendada por San­to Agostinho, que nos permitirá alcançar um estado mais elevado de consciência, um domínio sobre nós suficiente, para que, mesmo nos encontrando ainda no mundo, pos­samos resistir à força do mundo, adquirindo uma fortaleza moral que, finalmente, nos revelará nossa capacidade plena de autodivinização. Este é o conhecimento da Verdade que habita em nós e que nos mostrará nosso elevado valor como Criaturas, o qual nos permitirá realizar a bem-aventurança exaltada pelo Mestre e a justificar o seu testemunho a nos­so respeito: sois deuses e realizareis tudo o que eu fiz!

(Artigo extraído do “Anuário Espírita 2017” – Ide Editora).

Fonte: Centro Paz e Amor

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SAÚDE MENTAL: A TERAPIA TÂNTRICA COMO FERRAMENTA PARA AJUDAR NA DEPRESSÃO

Neste sábado você vai conhecer na nossa coluna SAÚDE como a Terapêutica Tântrica pode ser uma importante ferramenta no tratamento da Depressão  já que tem a vantagem de não empregar medicamentos e diminuir o risco de recidiva do quadro, uma vez que a pessoa aprende a utilizar-se de alguns recursos para reconhecer e lidar com os problemas relacionados com a depressão.

Depressão

Como a Terapêutica Tântrica pode ajudar?

depressão

Depressão é uma desordem psiquiátrica muito mais frequente do que se imagina. Estudos recentes mostram que 10% a 35% das pessoas apresentam sintomas dessa enfermidade.

Para caracterizar o diagnóstico de depressão, foi criada a tabela descrita abaixo. Nela, cinco ou mais dos sintomas relacionados devem estar presentes para que se caracterize o diagnóstico da depressão. Dentre estes, um é obrigatório: estado deprimido ou falta de motivação para as tarefas diárias, há pelo menos duas semanas.

Critérios para diagnóstico de depressão

(segundo o DSM-IV, Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4ª edição)

  • Estado deprimido: sentir-se desmotivado a maior parte do tempo;
  • Isolamento: dificuldades em se integrar a grupos ou com outros indivíduos;
  • Anedônia: interesse diminuído ou perda de prazer para realizar as atividades de rotina;
  • Sensação de inutilidade ou culpa excessiva;
  • Dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída para pensar e concentrar-se;
  • Fadiga ou perda de energia;
  • Distúrbios do sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
  • Problemas psicomotores: agitação ou retardo psicomotor;
  • Perda ou ganho significativo de peso, na ausência de regime alimentar;
  • Idéias recorrentes de morte ou suicídio.

De acordo com o número de itens respondidos afirmativamente, o estado depressivo pode ser classificado em três grupos:

  • Depressão menor (leve): 2 a 4 sintomas por duas ou mais semanas, incluindo estado deprimido ou anedônia;
  • Distimia (moderada): 3 ou 4 sintomas, incluindo estado deprimido, durante dois anos, no mínimo;
  • Depressão maior (grave): 5 ou mais sintomas por duas semanas ou mais, incluindo estado deprimido ou anedônia.

Os sintomas da depressão interferem drasticamente na qualidade de vida e estão associados a altos custos sociais: perda de dias no trabalho, atendimento médico, medicamentos e suicídio. Pelo menos 60% das pessoas que se suicidam apresentavam sintomas característicos da doença.

Fatores de risco para depressão:

  • Histórico familiar;
  • Problemas na área da Sexualidade;
  • Questões relacionadas à idade;
  • Situações ligadas à pressão social;
  • Episódios anteriores de depressão;
  • Parto recente;
  • Acontecimentos estressantes;
  • Dependência de drogas;
  • Crenças negativas.

O número de casos de depressão entre mulheres é o dobro dos homens. Não se sabe se a diferença é devida a pressões sociais, a diferenças psicológicas ou ambas. A vulnerabilidade feminina é maior no período pós-parto: cerca de 15% das mulheres relatam sintomas de depressão nos seis meses que se seguem ao nascimento de um filho.

A doença é recorrente. Os que já tiveram um episódio de depressão no passado apresentam 50% de risco de repeti-lo. Se já ocorreram dois, a probabilidade de recidiva pode chegar a 90%; e se tiverem sido três episódios, a probabilidade de acontecer o quarto ultrapassa 90%.

Como se sabe, os quadros de depressão podem ser disparados por problemas psicossociais, como a perda de uma pessoa querida, do emprego ou o final de uma relação amorosa. No entanto, até um terço dos casos estão associados a condições médicas.

Diversos medicamentos de uso continuado podem provocar quadros depressivos. Entre eles estão os anti-hipertensivos (para pressão alta), as anfetaminas (incluídas em diversas fórmulas para controlar o apetite), os benzodiazepínicos, as drogas para tratamento de gastrites e úlceras (cimetidina e ranitidina), os contraceptivos orais, cocaína, álcool, anti-inflamatórios e derivados da cortisona.

A Terapêutica Tântrica, aplicada em sessões individuais ou nos Workshops ajudam a controlar casos leves ou moderados de depressão. O Método Deva Nishok, utilizado na Comunna Metamorfose, oferece a vantagem de não empregar medicamentos e diminuir o risco de recidiva do quadro, uma vez que a pessoa aprende a utilizar-se de alguns recursos para reconhecer e lidar com os problemas relacionados com a depressão.

Casos de depressão grave ou severa devem ser direcionados a atendimentos individuais. Não recomendamos os trabalhos em grupo até que a pessoa desenvolva um suporte emocional capaz de sustentar a sua participação nas dinâmicas propostas no trabalho. Não recomendamos a retirada abrupta de medicamentos, em hipótese alguma, sem o devido acompanhamento médico.

Fonte: Centrometamorfose

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FÍSICA QUÂNTICA: A ILUSÃO DO ESPAÇO-TEMPO E O CAMPO UNIFICADO DA CONSCIÊNCIA

Neste sábado de quarentena você vai tirar um tempo para aprender um pouco mais sobre mecânica quântica. Entender o que é tempo e espaço e seu significado na visão do observador e da consciência. O tempo é uma questão de percepção. O progresso na física teórica durante a última década levou a uma compreensão mais unificada das leis da natureza, culminando na recente descoberta de teorias de campo completamente unificadas. Nessas teorias, a consciência é vista como um campo, o campo unificado que contém tudo o que existe. Dentro desse campo, o tempo não existiria independentemente da mente que o percebe e o espaço não seria nem físico e nem fundamentalmente real, mas um modo de interpretação e compreensão da realidade, uma parte de algum tipo de software cerebral que molda as percepções em objetos multidimensionais. Assim, as sensações visuais não seriam partes de objetos externos, mas construções televisuais dos mecanismos representativos da percepção. Desta forma, a consciência estaria localizada em sua própria camada externa às dimensões do mundo físico, em um espaço além de todos os espaços-tempos físicos atualmente postulados. Assista ao vídeo completo a seguir e compreenda o universo a partir da teoria quântica!

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: FILOSOFIA DA VIDA SEGUNDO LIEV TOLSTOI

Na nossa coluna DESENVOLVIMENTO PESSOAL desta quarta-feira trago um resumo animado feito por Alisson do SUPERLEITURAS sobre três lições filosóficas de vida do imortal Tolstoi. Liev Nikoláievich Tolstói, mais conhecido como Leo Tolstói, é autor de obras como Anna Karenina, Guerra e Paz, A morte de Ivan Ilich, Ressurreição, Infância e muitos outros. Rivaliza com Dostoiévski como um dos maiores escritores russos. Mas é por muitos considerado um dos maiores escritores e romancistas da humanidade.Não seja medíocre, por Tolstoi. Assista ao vídeo animado, reflita e tire suas conclusões!

Fonte:

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AUTOCONHECIMENTO: FAÇA COM QUE ACONTEÇA PARA NÃO SE ARREPENDER DE NÃO TER FEITO

Na nossa coluna AUTOCONHECIMENTO desta terça-feira trago um texto fundamental para o nosso aprendizado diário e o progresso no nosso crescimento evolutivo. Ele fala sobre fazer acontecer, viver o hoje, transformar e transformar-se. Fazer, fazer e fazer, para no final não se arrepender de coisas que não fez. Um texto magnífico que você não pode deixar de ler!

Faça com que aconteça

Mulher com os olhos fechados segurando caneca

Independentemente de crenças, é necessário que abramos nossa mente para enxergar o que está ao nosso redor. Tudo que acontece com a nossa vida contribui para o nosso aprendizado. É preciso que se faça uma análise dos acontecimentos, para dessa forma termos uma compreensão da situação.

Diante de inúmeras coisas boas que podem acontecer, também estamos sujeitos às adversidades que nos são impostas, mas fiquem calmos, pois são nesses momentos de dificuldades que evoluímos. Se não existissem momentos difíceis, como poderíamos nos tornar pessoas melhores?

Se formos capazes de deixar o universo ‘entrar”, iremos nos tornar pessoas mais produtivas e felizes.

Como fazemos isso?

Mulher em um jardim em meio a várias bolhas de sabão

Hudson/Unsplash

° Está na hora de parar de achar que as coisas sempre irão dar errado, aliás, reveja o conceito do que realmente é errado.

° Acredite mais em você, afinal, se você não acreditar em si mesmo, sinto lhe informar, fica difícil que outros acreditem.

° Tenha mais contato com a natureza. Faça uma trilha, vá em uma cachoeira, tire um dia de praia. É revigorante.

° Experimente um novo caminho, abra-se para novas oportunidades. Ao fazer algo novo, milhões de neurônios se partem e muitos outros se formam.

° Fique sozinho, faça um jantar, compre um bom vinho. Coloque uma roupa bonita, confortável e que lhe deixe sexy, ou melhor, ainda mais sexy. Desfrute de sua companhia.

Mulher jantando sozinha em uma mesa com vários alimentos
Pablo Merchan/Unsplash

° Viaje. Conheça outras culturas, outras culinárias, outras crenças. Pratique o “relativismo”.

° Convide-o(a) para sair, porque o máximo que irá ganhar de resposta é um “não”. E, pensando bem, no caso do “sim”, pode se tornar uma noite inesquecível, ouso dizer até mesmo uma vida.

° Jogue fora essas contas velhas, essas cartas de quem foi embora há anos, e que não tem a menor intenção de voltar. Está na hora de se reinventar.

° Ria descontroladamente, uma boa gargalhada, a barriga tem que doer e os olhos lacrimejarem. Experimente.

Mulher rindo de lado olhando para frente
Gabrielle Henderson/Unsplash

° Veja um filme cultural, antigo, com valores. Tudo bem se você não gosta tanto, procure um que mais lhe agrade e que se identifique. O mundo precisa de pessoas interessantes.

° Faça aquela viagem, que você tem adiado porque ele(a) se foi, por conta do trabalho que é demais, ou talvez por medo de ser feliz.

° Aprenda um novo idioma, com calma. É mais simples do que aparenta. Uma palavra por dia, no caminho do curso, faculdade, trabalho. Isso é enriquecedor.

Por fim, recordo-me de um estudo que foi realizado em pessoas idosas nos seus leitos de hospitais no fim da vida, e fizeram a seguinte pergunta:

”Quais foram seus maiores arrependimentos?”

E pasmem: 95% responderam que não se arrependiam de absolutamente nada do que haviam feito, nada. Mas de tudo que deixaram de fazer. Portanto, comece hoje e faça! Entregue-se ao universo e ele acolherá você. Faça o que tiver de ser feito!

Eu sou Grato!

Eu te amo!

Sinto Muito!

Gratidão!

Lucas Direito
Escrito por Lucas Direito

 

Fonte: Eu sem Fronteiras

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: 5 DICAS EMBASADAS CIENTIFICAMENTE DE COMO SER FELIZ

Na nossa coluna DESENVOLVIMENTO PESSOAL desta segunda-feira você vai conhecer um método com 5 dicas cientificamente comprovadas de como ser feliz. Portanto leia com atenção o artigo a seguir e dê um salto quântico na sua vida!

Como ser feliz: 5 dicas embasadas cientificamente

Qual o conceito de felicidade pra você? Será que é realmente possível alcançá-la e mantê-la continuamente? Segundo a ciência, sim. Após profundos estudos no campo da Psicologia Positiva, constatou-se que o seu comportamento e visão de mundo podem definir o processo de como ser feliz.

Você pode cultivá-la, pouco a pouco, por meio de alguns passos que transformarão seu nível de satisfação. Para saber quais são eles e aplicá-los em sua rotina, fizemos este artigo com 5 dicas de como ser feliz, de acordo com a ciência.

O que é o conceito de felicidade para ciência?

Segundo os princípios da área da Psicologia Positiva, mais do que ter momentos bons e de alegria, esse status pode ser mantido de maneira vitalícia, mesmo em meio a desafios e obstáculos. Isso acontece devido a uma mudança de hábitos e do modo de encarar as situações de adversidade.

Lembrando que essas convicções de como ser feliz de verdade são aplicadas para a felicidade autêntica, que é trabalhada não por meio de bens materiais ou de outro indivíduo, mas, sim, dentro de si mesmo, no universo pessoal de cada ser.

O que é a Psicologia Positiva?

Difundida pelo psicólogo norte-americano Martin Seligman em 1990, esse nicho da psicologia propõe trazer uma nova abordagem para a maneira de como conseguir ser feliz e lidar com as emoções e momentos do dia a dia.

Nessa concepção, uma pessoa que mantém pensamentos e atitudes otimistas, mesmo perante as adversidades, se torna mais feliz, realizada e consegue superar os conflitos com mais rapidez e eficiência. O foco central deve ser sempre os pontos benéficos e que proporcionam bem-estar.

5 passos de como ser feliz segundo a Psicologia Positiva

Para que você alcance mais harmonia e qualidade de vida, conheça as ferramentas que permitem ter mais felicidade de acordo com a ciência.

1. Invista em uma vida prazerosa

Aí você se pergunta: como posso ser feliz? O primeiro passo é se permitir experimentar com mais intensidade sentimentos como esperança, alegria, gratidão e paz em todos os âmbitos. Para isso, é necessário criar na rotina, hábitos em que você consiga valorizar essas situações com mais frequência.

Isso pode ser aplicado projetando positivamente suas emoções do passado, presente e futuro. Para o passado, é importante ressignificar situações desconfortáveis e focar em bons momentos, sempre tentando revivê-los.

Para o presente e o futuro, é importante cultivar expectativas boas sobre os acontecimentos e centralizar-se nos prazeres vitalícios, que são mantidos ao longo do tempo, como momentos com a família, por exemplo. Esse é o primeiro passo de como ser feliz na vida.

2. Construa uma boa vida

Qual a sua missão de vida? O segundo conceito para desenvolver a felicidade trata-se exatamente disso. Por isso, desafie-se a vivenciar ocasiões que promovam engajamento, motivação e dedicação.

Desse modo, defina metas e corra atrás de seus objetivos pessoais e profissionais. Em certos momentos, não é fácil superar a zona de conforto, mas se estimule a evoluir e conquistar seus sonhos e realizações.

3. Dê significado à sua vida

Você já parou para pensar que legado deixará? Procure fazer com que suas atitudes contribuam para o seu bem e o de todos ao redor. Procure analisar o que você pode fazer para contribuir para a evolução do outro.

Afinal, quando você desenvolve esse comportamento, promove o seu próprio crescimento e do indivíduo, construindo resultados positivos, que vão lhe impulsionar para uma vida mais feliz e harmoniosa.

4.Desenvolva a gratidão

Você já ouviu falar no poder da gratidão? Essa competência de agradecer pelos acontecimentos e oportunidades que lhe foram concedidos ao longo da vida ajuda você alcançar uma maior qualidade de vida, cultivando a felicidade.

Aplique essa valiosa ferramenta no início e no fim do dia, construindo uma lista com cinco itens pelos quais você é agradecido ao universo e terá uma visão de mundo mais próspera e realizada.

5. Aproveite cada momento do seu dia

Cada situação que você experimenta é única e deve ser valorizada. Por isso, sempre que estiver vivendo um tempo feliz e saudável, permita-se imergir nesse momento, focando nas sensações que você recebe ao realizar a atividade.

Sinta e memorize intensamente as emoções que ele transmite. Além disso, faça uma lista de como você se sentiu diante daquilo. Viver e lembrar-se de boas situações vai projetar você a uma plenitude e felicidade sem igual.

Conheça mais sobre a Psicologia Positiva

Para entender profundamente como ser feliz consigo mesmo e em todas as áreas da vida, aprenda mais com a SBCoaching. Pioneira nesse segmento no Brasil, a Sociedade Brasileira de Coaching apresenta uma formação completa sobre os conceitos científicos dessa metodologia para sua evolução e bem-estar.

Fonte: SBCOACHING

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AUTOCONHECIMENTO: QUEM VOCÊ PENSA QUE É?

Nada como um domingão de quarentena pra você se perguntar: Quem eu penso ser que sou? Pois é! Aqui na coluna AUTOCONHECIMENTO você tem a oportunidade de REFLETIR sobre essa questão tão importante com um texto maravilhoso que vai lhe ajudar a expandir a sua mente. Não tenha receio nem perca essa oportunidade!

Quem você acredita ser?

Postado em 21 de julho

Bom dia! Pronto! O nosso planeta conseguiu passar da data-limite, não seremos mais destruídos e agora estamos reintegrados ao Conselho Galáctico. Parabéns!

Mas e agora?

Pessoa meditando em energia

Agora, nos foi dada nova chance de evoluirmos, estamos no final da época da quinta raça humana, a sexta raça, os Cristais já estão nascendo, e eles vêm com toda a amorosidade necessária para a mudança do planeta da nova era.

Mas se vivemos na 3D ou na 5D é escolha individual, já que não estamos falando de espaço físico, de um lugar, e sim de uma frequência.

Somos seres eternos, magníficos, centelhas divinas. Tudo é energia, e portanto com nossa vibração podemos criar tudo! Tudo mesmo, porque somos seres estelares vivendo aqui. E é aqui que precisamos fazer a mudança.

A velha frase, de ser você a mudança que quer ver no mundo… isso vem sendo dito há anos, trazido pelos avatares, para ajudar nossa humanidade a entender a missão.

Aqui falamos em despertar, expansão da consciência, mas estamos fazendo o que com isso?

O que estamos fazendo com toda essa informação e poder adquirido?

Planeta terra em transição

Postando iluminação em redes sociais e cocriando vaga em estacionamento, cada um na sua casa com celular na mão, isolado, enquanto as pessoas se suicidam a cada 30 minutos por desamor e tristeza? Enquanto aí na sua casa ninguém se fala com intimidade emocional verdadeira, porque ninguém olha pra ninguém, e lá no seu trabalho você nem sabe que seu colega perdeu algo muito importante para ele, e na rua onde você anda olhando para o celular tem pessoas deitadas no frio e com fome?

Que expansão de consciência é esta? Pensemos…. Não serão os extraterrestres que pousarão aqui pra fazer, somos nós, que temos corpo desta densidade, que faremos. Nós somos a mudança.

Foi para isso que despertamos!

O cosmo inteiro está a nos ajudar, ondas de luz, pulsos de amor, reforços incríveis para você expandir a consciência nesta época de transição planetária, tudo para você acordar e fazer.

Fazer o quê?! Pequenas coisas no seu dia. Fazer o bem, agir com ética, amar, perdoar, se perdoar e fazer! É isso. Faça!

Feliz Nova Era. Estamos juntos. Somos Um.

Namastê!

Fonte: 

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
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ESTUDOS TEOLÓGICOS: UMA DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA OU NÃO DOS IRMÃOS DE JESUS

A Semana Santa sempre é mais rica em literatura sobre o assunto: Jesus. Por isso estamos editando a coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS novamente, com um tema muito polêmico entre cristãos: os irmãos de Jesus! Nesta edição está em discussão as afirmações do livro “Jesus e os manuscritos do Mar Morto” do autor David Donnini, que acredita ter tido Jesus muitos irmãos. Leia o texto completo a seguir e tire suas conclusões!

Os irmãos de Jesus: um mistério bíblico ainda sem solução

Maria deu à luz uma única vez ou teve vários filhos depois de Jesus? Trechos da Bíblia levam pesquisadores a acreditar na segunda hipótese

Os irmãos de Jesus: um mistério bíblico ainda sem solução - Planeta
Jesus faz o Sermão da Montanha, em tela de Carl Bloch (1834-1890): há pistas na Bíblia de que ele tinha irmãos. Crédito: The Museum of National History/Wikimedia
Em várias passagens dos evangelhos há menções diretas ou indiretas a irmãos e irmãs de Jesus, todos filhos de Maria. Ao contar como Jesus nasceu, Lucas diz, no evangelho que leva seu nome, que Maria deu à luz seu filho primogênito. Se Jesus fosse o único filho de Maria, não haveria por que referir-se a ele como o primogênito, isto é, o primeiro entre outros.

“Também no Evangelho de Mateus a palavra primogênito aparece nas antigas versões em latim, mas os tradutores cortaram essa palavra”, diz o historiador florentino David Donnini, autor do livro Jesus e os Manuscritos do Mar Morto. “Estava escrito em Mateus – diz ele: ‘Peperit filium suum primogenitum‘. A última palavra foi suprimida. E na versão em grego se lê, com mais detalhe: ‘E não a conheceu até que deu à luz seu filho primogênito, a quem deu o nome de Jesus’.” A frase refere-se a José, o pouco lembrado pai de Jesus, com quem Maria não teria tido relações sexuais “até que deu à luz seu filho primogênito”. E a família foi numerosa, segundo o especialista em cristianismo antigo Mauro Pesce, da Universidade de Bolonha: quatro irmãos e um número não sabido de irmãs.

Segundo o historiador David Donnini, a palavra primogênito figura nas primeiras versões em latim do Evangelho de Mateus, mas depois os tradutores a cortaram.

Tiago, o chefe da Igreja de Jerusalém após a morte de Jesus, seria outro dos filhos de Maria e José.

Facção antirromana

“Sobre a existência dos irmãos e irmãs de Jesus não faltam menções no Novo Testamento. O mais importante deles chamava-se Giacomo (Tiago), que foi o chefe da Igreja de Jerusalém após a morte de Jesus”, diz o historiador. De acordo com ele e outros estudiosos, Tiago era o líder de uma facção antirromana do cristianismo antigo, até ser assassinado.

O Evangelho de Marcos diz explicitamente: “Chegaram sua mãe e seus irmãos e, tendo ficado do lado de fora, mandaram chamá-lo. Muita gente estava sentada ao redor dele, e lhe disseram: Olha, tua mãe, teus irmãos e tuas irmãs estão lá fora, à tua procura” (Marcos, capítulo 3, versículos 31-32). A mesma passagem é descrita por Lucas (Lc 8, 19-20). E Marcos, em outra passagem (Mc 6, 3), cita os nomes dos quatro irmãos de Jesus e ainda pergunta pelas irmãs: “Não é este o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, Joset (variação de José), Judas e Simão? E as suas irmãs, não estão aqui entre nós?”

A mesma passagem está em Mateus, com ligeiras diferenças de palavras: “Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não estão todas conosco?” (Mt 13, 55).

Em João também há referência aos irmãos de Jesus: “Aproximava-se a Festa dos Judeus, chamada dos Tabernáculos, e seus irmãos lhe disseram: Parte daqui e vai para a Judeia, para que também os teus discípulos vejam as obras que tu fazes” (Jo 7, 2-3). O trecho é importante porque faz uma clara distinção entre irmãos e discípulos. Irmãos poderiam significar não irmãos de sangue, mas de fé, e o texto descarta essa hipótese.

A menção de Paulo

De todos os textos canônicos do catolicismo, as cartas de Paulo, o grande propagador do cristianismo entre os não hebreus, são consideradas os documentos mais próximos da realidade histórica. Todas foram escritas por ele mesmo, após a morte de Jesus e muitos anos antes das transcrições dos evangelhos. Numa das cartas, ele diz: “Só três anos depois fui a Jerusalém para conhecer Pedro e não vi nenhum dos outros apóstolos, com exceção de Tiago, o irmão do Senhor” (Gal 1, 18-19).

Os evangelistas nunca escreveram seus evangelhos. Todos foram transmitidos por via oral e transcritos dezenas de anos depois por diferentes escribas da Igreja, que lhes deram os nomes que têm como homenagem aos apóstolos, já falecidos. As cartas de Paulo, ao contrário, não passaram por transcrições ou traduções de terceiros e foram preservadas tal qual o apóstolo as escreveu. Nelas, em nenhum momento Paulo fala em virgindade de Maria ou que Jesus fosse seu único filho. Na verdade, de Maria não cita nem mesmo o nome. Sobre o nascimento de Jesus, a única coisa que diz é que “nasceu de uma mulher, segundo a Lei”, referindo-se à lei dos hebreus.

O culto a Maria é posterior. Ela só foi declarada virgem no século 4 d.C., quando o patriarca Cirilo fez valer sua tese de que Maria era mãe de Deus, o Deus Jesus, e não do homem Jesus – tornando, assim, possível (ao menos no plano teológico) sua virgindade carnal. No entanto, a ideia de que Jesus era Deus é estranha aos evangelhos, pois o próprio Jesus refere-se inúmeras vezes ao “Pai que está no céu”, inclusive quando, na cruz, pronuncia a célebre frase: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27, 46; Mc 15, 34) – cujo real significado permanece um grande mistério.

Sucessão familiar

As incongruências provam como era importante para a Igreja demonstrar a virgindade de Maria, 400 anos depois do nascimento de Jesus. E o porquê disso é também um mistério. A questão não existia na época em que Maria era viva. Aparentemente, havia coisas mais importantes a tratar. Havia perseguições, a Palestina vivia convulsionada. Quando Jesus morre, quem será seu sucessor? Jesus havia feito uma multidão de seguidores e eles precisavam de um chefe. Seria Pedro? João? Ou Maria Madalena? E Maria, a mãe, seria ouvida sobre essa questão? E José, o pai?

A sucessão de Jesus seria um problema sério se ele fosse o único filho de Maria. Felizmente, para o cristianismo, não era. O escolhido foi Tiago – o que pode parecer estranho, porque Jesus diz no Evangelho de Mateus (Mt 16, 18) que seu eleito para construir sua Igreja era Pedro. Mas Tiago foi escolhido porque era irmão de Jesus, “seguindo uma regra semelhante à do califado muçulmano xiita, em que o sucessor deve ser sempre um membro da família, diferentemente da regra sunita, em que o sucessor é eleito por seus seguidores”, explica o historiador Mauro Pesce.

Mas Tiago, além de irmão, tinha méritos. De acordo com o historiador Robert Eisenman, da California State University e autor de Tiago, o Irmão de Jesus, ele era o chefe de um grupo de cristãos que não aceitavam a dominação romana da Palestina, pregavam que o reino de Deus estava próximo – seria antirromano e neste mundo – e defendiam a pureza da tradição hebraica (eram, por isso mesmo, chamados de integristas). Não havia unanimidade entre os judeus sobre a dominação romana e toda a região vivia, já naquela época, em pé de guerra.

Sobrinhos de Jesus

O irmão de Jesus foi chefe da Igreja até o ano 61 d.C., quando irromperam violentas revoltas na Palestina e ele foi apedrejado até a morte, a mando de judeus colaboracionistas que o acusaram de estar por trás das rebeliões. Em 70 d.C., as tropas de ocupação romanas atearam fogo ao Templo de Jerusalém, destruindo-o, fato que é atribuído nos evangelhos apócrifos do Mar Morto à punição divina pelo assassinato de Tiago.

Outro irmão de Jesus, Judas, também teria participado dos movimentos de libertação. Seus filhos foram presos como subversivos em 90 d.C., durante as perseguições movidas pelo imperador romano Domiciano. O fato é citado por Eusébio de Cesareia – historiador, teólogo e bispo da Igreja do século 4 -, lembrando que os presos eram sobrinhos de Jesus e membros da estirpe real de Israel.

A Igreja Católica justifica a menção a irmãos e irmãs de Jesus nas escrituras como um mal-entendido semântico. Seriam primos dele, filhos de uma irmã de Maria também chamada Maria, dita “de Cleofas”. De acordo com essa explicação, a confusão vem do fato de que em aramaico se emprega a mesma palavra para irmão e primo. “Mas essa ideia não se sustenta”, afirma David Donnini. “Os evangelhos não foram escritos originariamente em aramaico, mas em grego, e o termo utilizado é adelphos, que significa inequivocamente irmão, e não primo.”

Outro historiador, Daniel Maguerat, da Universidade de Bolonha, foi tirar a prova: examinou os textos dos evangelhos na língua original e só descobriu um único caso em que o termo irmão podia estar sendo usado para designar primo. Em todos os outros, era irmão mesmo.

Fonte: Revista Planeta

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