AUTOCONHECIMENTO: A NOSSA NATUREZA MAIS PROFUNDA PODE SER DESPERTA ATRAVÉS DA APROXIMAÇÃO DA NATUREZA

O texto que trago hoje para sua REFLEXÃO, aqui na coluna AUTOCONHECIMENTO desta segunda-feira aborda esclarece pontos cruciais sobre a influência da Natureza na saúde integral do ser humano, assim como em todos os animais. Quando nos afastamos e/ou nos desconectamos da Natureza também nos afastamos e nos desconectamos da nossa Natureza mais profunda e, sendo assim perdemos o nosso eixo, o nosso equilíbrio corpo-mente-espírito e em consequência adoecemos. Portanto lhe convido a ler o texto completo a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor. 

A aproximação da Natureza é a reconexão com nossa natureza mais profunda

À beira de precipício, mulher com os braços erguidos.
Sergey Saulyak / 123RF

Quando você pensa em Natureza, o que vem à mente?

Feche os olhos por um instante, respire fundo e deixe que sua mente apresente as imagens sem controlá-la intencionalmente. Se você não conseguir visualizar, apenas sinta. Após alguns minutos observando essa Natureza, retorne para acompanhar essa reflexão.

O que você visualizou?

Uma praia? Uma bela paisagem na montanha? Animais selvagens? Pássaros voando?

Posso apostar que a maioria dos que me leem não incluíram na imagem mental a presença de outros humanos. Não costumamos associar o natural, o selvagem ou o instintivo à nossa própria espécie.

Quando vemos as queimadas no Pantanal ou na Amazônia, como as tragédias ambientais de 2020, nós nos compadecemos pelos animais que perderam suas casas, seu alimento e sua saúde. E não é para menos, porque esse sentimento é mais do que justificado!

No entanto não conseguimos perceber que a agressão que nós, enquanto espécie, fazemos a cada um desses outros animais e ao planeta Terra é uma agressão a nós mesmos. Caso a consciência do real impacto das nossas escolhas estivesse instalada na maioria das pessoas, acontecimentos desse tipo não seriam tão frequentes ainda hoje.

Vista aérea de árvores.
Lukas Rodriguez / Pexels

Percebemos que os outros animais precisam do ambiente natural e esquecemos que essa é uma necessidade também nossa.

Também como eles, necessitamos de ar puro, de água limpa, de abrigo, de alimento saudável, de silêncio, de respeito à nossa constituição, da sensação de integração ao todo e de pertencimento. Somos mais do que corpo, mente e emoções. Assim como temos uma dimensão espiritual, que muitas vezes é desconsiderada, temos uma natureza selvagem que grita por ser vista.

O afastamento da Natureza diminui nosso poder em diversos aspectos, dentre os quais eu destaco alguns:

1. Nosso corpo torna-se cada vez mais débil

Toda a vitalidade e a força que um animal possui quando nascemos vai se esvaindo com os limites que nos autoimpomos e a que somos condicionados.

A criança é forte e flexível, capaz de fazer atividades físicas por horas, mesmo que ainda não tenha sua motricidade plenamente desenvolvida. E quando se cansa, ela se refaz em pouquíssimo tempo.

Conforme esses movimentos vão sendo limitados por meio dos hábitos adquiridos (ficar horas sentada na escola, mais outras tantas assistindo TV, na frente do computador e no celular, só para citar alguns), esse corpo enfraquece por falta de estímulo.

Homem mexe em celular.
Porapak Apichodilok / Pexels

Depois, na idade adulta, passamos o dia todo sentado no escritório e o corpo tem, então, boa parte do seu potencial atrofiado. Até que chega uma hora em que corremos atrás do prejuízo, indo para academia, fazendo yoga, pilates e outras atividades que tentem compensar aquilo que já era nosso no início e que desperdiçamos com nossas escolhas.

Quando fui morar em um sítio no meio da Mata Atlântica, em 2015, após ter vivido a maior parte da minha vida em São Paulo, percebi o quanto o meu corpo estava atrofiado. Cada vez que eu precisava dele para fazer alguma atividade cotidiana, ele era capaz de bem menos do que minha mente supunha.

Por outro lado, percebi o quanto as pessoas que trabalhavam no campo, mesmo com a idade avançada, possuíam capacidade física e resistência incríveis. O quanto elas estavam integradas à Natureza e, por mais dificuldades que passassem, eram mais resilientes e felizes do que a maioria das pessoas que eu observava nas grandes cidades.

2. Perdemos a noção de quem verdadeiramente somos

Quando vivemos imersos na realidade de uma cidade grande, muitas vezes nos confundimos com o papel social que desempenhamos — e isso é bem menos do que verdadeiramente somos.

Portanto, se uma pessoa possui status social elevado, tende a se achar muito maior do que de fato é. Tomada pela arrogância e pela ilusão desse plano, esquece-se, aos poucos, de que ela é uma em 7 bilhões de outros humanos, e uma entre trilhões (ou mais) de representantes de outras espécies animais, vegetais e de micro-organismos. Isso sem considerar a possibilidade de vida em outros planetas e galáxias.

Mãos seguram notas de dólares.
Alexander Mils / Pexels

Do outro lado, a pessoa que está na base da pirâmide social muitas vezes se enxerga como muito menos do que é. Desacreditada que é ao longo dos anos em sua própria capacidade de criar uma realidade diferente, percebe-se como total vítima das circunstâncias ou como não merecedora de toda a abundância disponível.

Quando nos reconectamos à Natureza, percebemos nossa real dimensão e nos damos conta de que somos parte desse todo e de que todas as partes possuem importância para a proliferação da vida.

Percebemos que cada um é, ao mesmo tempo, comum e especial. Despertamos uma gratidão por árvores, pássaros, morcegos e por cada pequeno ou grande ser vivo que faz seu papel de maneira muitas vezes invisível, mas sem o qual a manutenção da floresta (ou de outro bioma em questão) não seria possível.

A consciência em cada uma de nossas células, e não apenas no discurso, de que somos parte do todo nos transforma.

3. Desrespeitamos nossos ciclos

Outro problema de viver constantemente em um ambiente artificial é que nos desconectamos dos nossos ciclos.

Como seres naturais, temos necessidade de alternância entre repouso e vigília. Contudo uma vida pautada somente pelas luzes artificiais tende a alterar esse ciclo, diminui a disposição, dificulta o sono profundo e restaurador e aumenta a tendência à insônia.

Desconsideramos os ciclos lunares e o quanto eles influenciam nossas emoções, nossos pensamentos e o próprio corpo físico. Assim como a Lua influencia as marés, modifica nossas águas internas e humores. E o impacto é ainda maior nas mulheres que são, obviamente, cíclicas por causa das oscilações hormonais e da menstruação.

Menina dorme com tecido sobre o rosto.
Ketut Subiyanto / Pexels

Tentamos controlar as estações do ano para termos à nossa disposição sempre a mesma variedade de alimentos e matérias-primas. E, assim, deixamos de perceber a riqueza de cada um desses períodos e a contribuição que podemos receber e ser em cada um desses momentos.

Sair da ilusão da linearidade e aceitar os ciclos da vida nos empodera. Junto com a percepção dos ciclos da vida vem a consciência de que tudo passa, seja o período de escassez, seja o de abundância.

E, assim, aprendemos a desapegar, a deixar ir tudo o que não faz mais sentido sem tanto sofrimento.

Caminho de volta à nossa Natureza

Convido você a fazer o caminho de volta para casa. Reconecte-se com a sua natureza mais profunda por meio da aproximação da Natureza.

Reserve um tempo na sua agenda para pisar na grama, para um banho de mar ou de rio estando presente. Caminhe em silêncio num parque ou bosque. Fuja de vez em quando para um lugar cheio de verde e ar puro. Veja isso não só como um passeio, mas como uma prática de autocuidado.

Traga também a Natureza para dentro de sua casa. Que tal uma horta ou um jardim vertical?

Mesmo um vaso pequeno de plantas tem muito a nos ensinar sobre ciclos da vida, necessidade de cuidado, equilíbrio e beleza.

Outras ideias fáceis de colocar em prática: utilizar ervas e óleos essenciais no seu dia a dia em banhos, aromatizando o ambiente ou em cosméticos naturais.

Tudo isso vai ajudar você a perceber o quanto a Natureza nos nutre, cura e fortalece.

Agora me conta: como é sua relação com a Natureza hoje?

Quais hábitos você cultiva para se reconectar a ela?

Quais está disposto a começar daqui para frente?

Você já se comunicou com plantas e animais? Faça essa experiência e silencie para perceber o que eles têm a lhe ensinar.

Juliana Bernardo

Escrito por Juliana Bernardo

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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POLÍTICA: DEVIDO A SAÍDA DA FORD DO BRASIL, MAIA FAZ DURAS CRÍTICAS A BOLSONARO E É DESMENTIDO PELO CHEFE DA SECOM

Maia “mente” sobre a saída da Ford do Brasil e é desmascarado por chefe da Secom

FotomontagemFotomontagem

Parece que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ainda não aceitou muito bem a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir a sua reeleição à presidência da casa. A poucos dias de “entregar” o lugar. possivelmente para o favorito do pleito, Arthur Lira (PP-AL), o deemista tem feito duras e inacreditáveis críticas ao Governo Bolsonaro.

A mais recente “tacada” de “Botafogo” veio após o anúncio do fechamento de fábricas da Ford no Brasil. No Twitter, Maia comentou a determinação da empresa americana e disse que era o reflexo da “falta de credibilidade” do governo em segurança jurídica e sistema tributário.

Em resposta, o chefe da Secretaria Especial de Comunicação (Secom), Fábio Wajngarten, disse que Maia busca holofotes e que a deliberação da marca não tem relação com a situação atual do país.

“O fechamento da Ford é uma demonstração da falta de credibilidade do governo brasileiro, de regras claras, de segurança jurídica e de um sistema tributário racional. O sistema que temos se tornou um manicômio nos últimos anos, que tem impacto direto na produtividade das empresas”, alegou Maia.

E continuou:

“Espero que essa decisão da Ford alerte o Governo e o parlamento para que possamos avançar na modernização do Estado e na garantia da segurança jurídica para o capital privado no Brasil”.

Fábio Wajngarten não deixou “passar em branco” a publicação de Maia e acusou o atual presidente da Câmara de mentir sobre o assunto.

“A verdade dos fatos: a Ford mundial fechou fábricas no mundo porque vai focar sua produção em SUVs e picapes, mais rentáveis. Não tem nada a ver com a situação política, econômica e jurídica do Brasil. Quem falar o contrário mente e quer holofotes”, disparou o secretário de comunicação, também no Twitter

A decisão de encerrar a produção de veículos de passeio é global e foi tomada há dois anos. A Ford concluiu que reina absoluta na venda entre as picapes e utilitários. A “F-Series” é um fenômeno comercial e há vários anos emplaca a menor caminhonete da linha, a F-150, como o veículo mais vendido dos Estados Unidos. Porém, com os veículos leves, não acontece o mesmo. Além de não serem os modelos preferidos nas Terras do Tio Sam, vêm sofrendo fortíssima concorrência das montadoras europeias e asiáticas.

Assim, a matemática da montadora tem sido clara: ao invés de investir milhões de Euros no desenvolvimento de carros elétricos, como faz as concorrentes, a empresa resolveu apostar todo o seu conhecimento em caminhonetes, SUVs e o lendário Mustang.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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AUTOCONHECIMENTO: A MENTE A INTELIGÊNCIA SOB A ÓTICA DOS MAIORES CIENTISTAS DA HUMANIDADE

O artigo a seguir na coluna AUTOCONHECIMENTO desta sexta-feira faz a mais completa análise dos mistérios da e da inteligência, citando quase todos os grandes filósofos, matemáticos, físicos, psicanalistas e teólogos que já passaram nessa trajetória da humanidade para tentar entender onde a mente se liga ou desliga com o cérebro. Portanto, não deixe de ler esse sensacional artigo.

OS MISTÉRIOS DA MENTE E A INTELIGÊNCIA

Vai chegar o ponto em que a humanidade atingirá o ponto de fusão completa entre a matéria densa e a matéria sutil, chegando ao que se pode chamar de Inteligência Cósmica.

Por Francisco Claussen

Dos mistérios do cérebro: por que esquecemos as coisas? - Canaltech

Como dizia Walter Rudolf Hess (1881-1973), da Universidade de Zurique, Prêmio Nobel de Medicina em 1949: “Para estudar a mente, devemos começar pela introspecção observação de nossa própria experiência. Suponha que passemos juntos pelo meu jardim. Pelas reações e comentários que você fizer posso deduzir-lhe os sentimentos e pensamentos, e muitas coisas sobre o seu estado de espírito. Uma rosa amarela pode atrair-lhe atenção. A cor, o perfume e a picada do espinho formam em sua mente uma impressão dessa rosa, a qual se funde logo com impressões passadas. A sua imagem da rosa deveria ser igual à minha, porém elas não se assemelham porque duas mentes jamais são iguais”.

As impressões que recebemos se integram em nossas memórias e assim corporificam a nossa experiência. Nosso comportamento individual é determinado pela associação de impressões novas com a lembrança de experiências anteriores. A mente pode lidar com situações complexas usando a abstração e a associação, e chegar a conclusões lógicas que podem resultar em decisões ou criações. O modo pelo qual as intenções podem ser convertidas com precisão em movimentos hábeis (pense em um cirurgião, um pianista, um atirador) nos dá uma indicação geral da correlação entre o mental e o físico.

Através de experiências com homens e animais, sabemos que certos tipos de comportamento se relacionam com zonas bem definidas do cérebro. Pela estimulação elétrica do tronco encefálico e das áreas adjacentes podemos despertar reações de defesa, vôo e fome; estimulando níveis superiores, o riso compulsivo; pela estimulação do córtex, reações visuais e auditivas, entre outras. São fascinantes os resultados desse tipo de pesquisa no cérebro, mas e preciso compreender que eles mal chegam a constituir um começo. A grande lacuna que devemos transpor em nosso conhecimento da mente continua sendo esta: de que maneira as ações do sistema nervoso se transformam em consciência?

A MENTE E SEUS PROCESSOS SEMPRE FORAM TÃO MISTERIOSOS e fascinantes para o homem quanto o próprio universo. Mas, de um modo relativo, faz pouco tempo que o estudo da mente se tornou um campo da ciência experimental. Com tal abordagem científica, o conhecimento da mente veio a lucrar muito. No século 19, muita coisa se esclareceu sobre a natureza dos processos mentais, as origens da vida emocional e vário tipos de comportamento. E à medida que surgiam noções novas, as teorias antigas e simplistas foram sendo substituídas por indagações cada vez mais complexas.

René Descartes (1596-1650) definiu o pensamento como o conjunto dos processos mentais conscientes: pensamentos intelectuais, sentimentos, sensações e vontade. Achava que a mente trabalhava sempre, até durante o sono. Fez uma divisão completa e total entre o espírito e o corpo, bem mais drástica do que a divisão de Platão (427-347 a.C.), que pelo menos atribui a sensação ao corpo. Além disso, prestou um serviço inestimável por atribuir à mente todos os processos.

Mas o homem ainda pergunta: O que é a mente? Será que os mistérios vão desaparecer quando entendermos o funcionamento da complexa estrutura anatômica que chamamos de sistema nervoso? Ou a mente tem os seus próprios segredos?

A concepção que os antigos gregos tinham da mente era bem simples: ela era o órgão que se relacionava apenas com as idéias puras. Platão negava, do modo mais explícito, haver alguma ligação com a sensação. A seu ver, a sensação era a função do corpo inferior, sendo este destituído de qualquer atividade intelectual.

Já Aristóteles (384-322 a.C.) respeitava bem mais o corpo, achando que ele era governado por poderes psíquicos dignos da atenção dos filósofos, poderes relacionados com movimento e sensação. Tão precárias eram suas noções de anatomia que, para ele, a sede física da vida mental era o coração, e não o cérebro, não obstante ter antecipado o pensamento moderno com a crença de que a matéria viva era misteriosamente animada por poderes psíquicos.

OS PRIMEIROS CRISTÃOS ADMIRAVAM MAIS PLATÃO do que Aristóteles, e em toda a Idade Média considerava-se que a alma pertencia a Deus e o corpo, a Satanás. Apenas a alma podia conhecer a verdade de Deus. Apenas dois mil anos depois de Aristóteles, outro grande filósofo reabriu a velha questão com um novo espírito de investigação.

Foi o francês René Descartes. A mente ativa de Descartes abarcou todos os ramos do conhecimento de seu tempo: matemática, fisiologia, mecânica e filosofia. Cristão devoto, sua filosofia foi uma tentativa corajosa de reconciliar os métodos científicos com a fé em Deus, harmonizar a teoria mecanicista do mundo com a aceitação de que este era criação de Deus. Procurou usar métodos científicos para provar verdades sobre o espírito e a matéria. Daí sua famosa máxima: “Penso, logo existo”; isto é, a existência do espírito não era uma doutrina revelada, mas fato fácil de observar.

O conhecimento da mente era ainda concebido como uma acumulação de “idéias” estáticas, embora as sensações já estivessem incluídas como parte dele. Era como se a mente fosse vista como um depósito que, de repente, era encontrado repleto de todos os tipos possíveis de objetos. Há dois mil anos, o estadista e filósofo romano Lúcio Sêneca (3 a.C.-65 d.C.) declarou: “O homem é um animal que pensa”. E ao longo dos tempos os psicólogos continuaram a indagar: O que é o pensamento?

O médico alemão que se fez filósofo, Wilhelm Wundt (1832-1920), usando suas técnicas e métodos, expandiu suas investigações para muito além do campo da sensação pura. Começou a identificar uma série de funções mentais bem semelhantes àquelas em que o homem baseara suas primeiras alegações de superioridade sobre outros animais.

A MEMÓRIA E A APRENDIZAGEM SUSCITAM DIFICULDADES semelhantes. Os animais podem aprender muita coisa. O comportamento de alguns animais superiores, como os elefantes, por exemplo, mostra que usam a lembrança do que aprenderam para ajudar a resolver problemas posteriores.

Pensamento, consciência, memória e aprendizagem são termos diversos para indicar que a vida mental inclui significação, conhecimento. Fica, assim, clara a superioridade do homem sobre os animais. Desde que entendamos um conceito, podemos generalizar. Podemos evocá-lo repentinamente, como na memória, e com base nele fazer previsões com o uso da imaginação e de técnicas novas ainda em desenvolvimento, e nisso está a nossa maior esperança de obter o conhecimento pleno dos processos mentais.

Anatomistas e fisiologistas têm revelado a estrutura detalhada do sistema nervoso e os meios pelos quais funciona. Médicos estudam os efeitos de lesões e doenças, e, de suas observações sobre a mente anormal, chegam a conclusões sobre a mente normal. Psicólogos realizam experimentos sobre o comportamento e a percepção de homens e animais. Constroem-se máquinas eletrônicas para imitar, até onde é possível, os processos de pensamento, e com eles já aprendemos alguma coisa quanto à aprendizagem e memória. Com os sistemas mais complexos que quase diariamente estão sendo inventados, iremos certamente aprender mais sobre outras funções superiores desse fascinante fator da vida, que é a mente.

Conviria, nesse particular, dizer mais alguma coisa sobre a inteligência.. É muito comum nos referirmos a ela, mas nem sempre os significados atribuídos ao termo são idênticos e, às vezes, até um pouco contraditórios. É preciso que se entenda que a inteligência não é uma coisa, como uma mesa, uma cadeira, um animal, mas sim um conceito que só pode ser compreendido dentro de um conjunto global de fatos e teorias a ela associadas.

AS ORIGENS DESSA DEFINIÇÃO SE PERDEM NA ANTIGUIDADE. Sabe-se que Platão e Aristóteles já tinham formulado uma distinção entre os aspectos conhecidos da natureza humana, relacionada com pensamento, solução de problemas, meditação, raciocínio, reflexão, e ainda sobre categorias dos comportamentos humanos relacionados com emoções, sentimentos, paixões e vontade; até que Cícero, mais tarde, inventou o termo inteligência, que ainda usamos freqüentemente para nos referirmos aos poderes cognitivos e capacidades intelectuais de uma pessoa.

No século passado, a noção de inteligência foi aperfeiçoada pelo filósofo Herbert Spencer (1820-1903), pelo estatístico Karl Pearsone, e pelo primo de Darwin, gênio mundialmente conhecido, Sir Francis Galton. Eles introduziram as noções de mensuração, evolução e genética experimental no estudo da inteligência. Pode-se acrescentar a essas contribuições as dos fisiologistas, particularmente a do trabalho clínico de Hughlings Jackson, as investigações experimentais de Sherrington e os estudos microscópicos do cérebro, realizados por Campbell, Brodman e outros. Esses trabalhos fisiológicos serviram para confirmar a teoria de Herbert Spencer, de uma hierarquia das funções neurais em que um tipo básico de atividades se desenvolve através de estágios regularmente definidos, em formas mais altas e mais especializadas.

Descobriu-se que o cérebro sempre atua como um todo. Sua atividade, nas palavras de Sherrington, é padronizada e não indiferentemente difusa; a própria padronização sempre envolve e implica em integração, e o conhecimento cognitivo é governado por amplas áreas do cérebro e não por pequenas áreas especializadas. A ação de massa foi identificada teoricamente com a inteligência, por muitos autores.

A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE EM SEU CAMINHO PARA A ETERNIDADE vem se tornando possível com a agregação dessa energia cósmica ao último elo mais aperfeiçoado do gênero mamífero, que se desenvolveu durante milhões de anos em nosso planeta. Essa situação deverá levar a humanidade, progressivamente, a um estágio de aperfeiçoamento da sua matéria densa, quando ocorreria a fusão completa da matéria densa com a matéria sutil – a Inteligência Cósmica.

Ao ser atingido esse estágio, assim entendemos, tudo retornaria à pura e simples energia da qual surgiu o universo em que vivemos. Mas para que isso aconteça, ainda decorrerão bilhões de anos, e o que a ciência hoje já chama de crush-bang (o grande esmagamento).

O fluido energético, a Inteligência Cósmica de que fomos dotados há, provavelmente, cerca de 600 mil anos – quando a natureza encontrou o tipo ideal para estabelecer e desenvolver o ser humano que veio se formando durante milhões de anos em nosso planeta – aperfeiçoou a nossa vida intelectual, como uma virtude que sintetiza, de um modo excelente, a disposição duradoura adquirida pela repetição freqüente de um ato. À medida que essas primeiras virtudes intelectuais começaram a determinar e aperfeiçoar a atividade própria de nossa inteligência – no que diz respeito aos objetos que lhes eram imediatamente conaturais – a sabedoria foi aperfeiçoando nossa atividade intelectual naquilo que ela possui de mais puro e mais elevado.

Por natureza, há no homem o desejo pelo conhecimento, e esse desejo pode ser satisfeito, em, parte, pelas ciências ou outras formas de conhecimento intuitivo. Somente a virtude da sabedoria, entretanto, satisfaz plenamente a este anseio profundo do homem. A contemplação, por exemplo, nada mais é do que o ato excelente produzido por essa virtude. As demonstrações científicas ou as que procedem desse hábito, são normalmente mais rigorosas e mais corretas do que aquelas que derivam das demais ciências. Os julgamentos, obras do hábito da sabedoria, são, os mais penetrantes, os mais exatos.

Pode-se mesmo caracterizar o modo que a sabedoria imprime a todos os seus conhecimentos como uma maneira de unidade na perfeição. Este modo de unidade é, de fato, a feição própria de uma atividade intelectual perfeita, que tende a reduzir o mais possível as imperfeições de nossas atividades de conhecimento, sempre fragmentárias e sucessivas.

(Extraído da revista Sexto Sentido 54, páginas 20-24)

Fonte: IPPB
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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: O PROPÓSITO DA EVOLUÇÃO É PERMITIR A CONSCIÊNCIA ALCANÇAR A PERFEIÇÃO NA MANIFESTAÇÃO HUMANA COMO SERES ALTRUÍSTAS

Em a Mente Compassiva, artigo a seguir, na nossa coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL desta quinta-feira você vai mergulhar numa REFLEXÃO que mescla o pensamento de Buda, Mahavira, Malala e Nelson Mandela para falar de não violência, igualdade e o poder que todos temos para brilhar. Por que será que isso não acontece pra todo mundo?

A mente  compassiva

Nelson Mandela disse: “Quem sou eu para ser tão brilhante, talentoso e famoso? Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus. Brincar de ser pequeno não serve ao mundo

Bhupendra Vora*

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O propósito da evolução é permitir à consciência alcançar a perfeição na manifestação humana como seres altruístas, com as qualidades de amor e compaixão, à imagem da divina inteligência que é a fonte de toda a vida. O amor dessa inteligência é visível em toda a sua criação, criada com infinita compaixão. Isso fica evidente nas miríades de espécies de vida com as habilidades especiais que lhes foram fornecidas pela natureza para sua sobrevivência.

Mahavira, o grande instrutor e reformador do Jainismo, declarava que não bastava a não violência como credo. Ele estendia esse princípio à solidariedade e ao auxílio a outros seres vivos, para se viver naturalmente, de acordo com as leis da natureza. A Nova Era exige sensibilidade e compaixão, mantendo em mente a interconexão e interdependência da vida em todos os níveis.

No Nobre Caminho Óctuplo de Buda, o primeiro passo, Reta Visão, é considerado de vital importância. Isso significa a compreensão da unidade da vida e das leis que governam o universo. Buda ensinou que trishna ou desejo, é a causa do sofrimento. Os seres humanos se prendem Ao ciclo de vida e morte por meio de desejos incessantes que causam um imenso sofrimento. A ignorância do propósito da vida mantém as pessoas escravizadas.

A mente humana, condicionada por coisas como raça, religião, classe social, etc., está encurralada num modo preconceituoso  de considerar o A mente compassiva mundo. Para compreender esse condicionamento é necessário sabedoria para descobrir suas causas. Os preconceitos a respeito das pessoas são as causas da divisão que cria conflito e sofrimento. Com a percepção, esse condicionamento pode ser reconhecido e a pessoa pode se libertar dele.

J. Kaalam, ex-presidente da Índia, falando perante o Parlamento Europeu, citou o antigo poeta tâmil Kaniyan Pungudranar: “Eu sou um cidadão do mundo e todos os cidadãos do mundo são meus parentes e amigos. Onde há retidão no coração há beleza no caráter. Onde há beleza no caráter há harmonia no lar. Onde há harmonia no lar há ordem na nação. Onde há ordem na nação há paz no mundo.”

São necessários, portanto, corretos valores e corretas formas de educação que resultem em indivíduos responsáveis e compassivos. Há muita coisa errada numa sociedade baseada apenas em valores materiais. Não deveria haver sensibilidade e compaixão para compartilhar os limitados recursos do mundo com aqueles que são menos afortunados que nós?

A extrema ganância de políticos, patrões e outros, com suas práticas ardilosas é responsável por muita iniquidade no mundo Essa doença é visível nos níveis individual, social e nacional do mundo. Há muito sofrimento no continente africano, que é explorado por seus recursos naturais e vida selvagem. O tráfico de “diamantes de sangue” e outras pedras preciosas abastece as indústrias de armamento que fornecem armas para milícias e tribos inimigas. Essas práticas nefastas são responsáveis por assassinatos, estupros e saques.

Em diversas partes do mundo há extrema crueldade contra cães e outros animais, que são cozidos vivos para deleite de pessoas que apreciam esse tipo de culinária. Radha Burnier escreveu: “Viver  de maneira compassiva no mundo moderno dificilmente parece ser um ideal, já que atrapalha grandes e imediatos lucros de negócios e entra em conflito com a procura de novos prazeres e satisfações.”

Outra causa de conflito é a doutrinação religiosa, que cria sociedades intolerantes. No discurso que fez nas Nações Unidas, a jovem Malala Yousufzai enfatizou a necessidade da educação promover um pensamento liberal e a não violência, citando os exemplo de Buda, Cristo, Maomé, Gandhi e Pashtun Badshah Khan.

Para o mundo mudar, o indivíduo precisa mudar. Uma mente que tenha preocupação compassiva com o bem-estar global deve estar envolvida em ações proativas. Nelson Mandela disse: “Nosso medo  mais profundo não é de sermos inadequados. É de sermos poderosos além da conta. É  luz, e não as trevas que nos assusta.‘ Quem sou eu para ser tão brilhante, talentoso e famoso?’ Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus. Brincar de ser pequeno não serve ao mundo… Nascemos para tornar magnífica a glória de Deus que está dentro de nós.”

Fonte: Revista Sophia • SET/OUT 2020 nº 87

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FÍSICA QUÂNTICA: O QUE ÉFÍSICA QUÂNTICA?

Nesta quinta-feira, aqui na coluna FÍSICA QUÂNTICA o professor Laércio Fonseca  vai nos dar uma aula básica sobre FÍSICA QUÂNTICA. Você que que é leigo e tem curiosidade em entender o que é e como funciona o mundo quântico aproveite essa aula esclarecedora sobre um assunto que todos precisamos entender para compreender como funciona o universo e suas leis e assim podermos evoluir ao invés de patinar. Então assista ao vídeo completo a seguir com atenção, expanda sua mente e dê um salto quântico! 

Fonte:

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: SAIBA COMO TER UMA VIDA MAIS SAUDÁVEL E PRODUTIVA ATRAVÉS DO FOCO

Nesta quarta-feira a terapeuta Vania Kipriadis Ferro vem nos instruir e informar acerca da importância do foco em nossas vidas e falar de como algumas atividades artísticas podem ajudar a criar uma Atenção Plena, especialmente a Cerâmica. Ele diz que modelar argila traz um potencial enorme e trabalha essa questão. Por isso, lhe convido a ler com “atenção” o texto completo a seguir e aprender uma das técnicas capaz de lhe manter no presente e tornar sua vida mais produtiva e saudável!

Foco – para uma vida mais produtiva e saudável

Alvo com flechas acertada no meio e flechas voando

Ou… o que a Cerâmica pode fazer pelo seu bem-estar.

A sua mente pula de galho em galho como um macaco agitado?

Você não consegue se concentrar no mesmo assunto por mais de alguns minutos?

Está com muitas tarefas e não consegue priorizar as demandas?

Recebeu uma enxurrada de informações e precisa se organizar mentalmente para absorvê-las de forma adequada?

Bem, se você respondeu “sim” a alguma das perguntas acima, você faz parte de uma grande parcela da população que sofre com Falta de Foco. Isso é mais normal do que você imagina. Quem nunca?

Existem algumas técnicas que podem ajudar a solucionar essa questão, ou pelo menos minimizar. Nesses tempos digitais, onde estamos conectados com vários estímulos ao mesmo tempo, isso pode ser muito perturbador no dia a dia. Inclusive já escrevi aqui mesmo sobre esse tema, sugerindo o uso do floral de Bach White Chestnut. Tomar esse floral pode ser uma das formas de ajudar a manter o foco e a priorizar tarefas.

Mas hoje o foco é outro. Vamos falar de como algumas atividades artísticas podem ajudar a criar uma Atenção Plena, especialmente a Cerâmica.

Modelar argila traz um potencial enorme e trabalha essa questão. Você já experimentou?

Argila = Terra, e como elemento em si, nos coloca em Conexão com o Presente, é Corpo, matéria, nos enraíza, germina, frutifica e alimenta. Segundo Jean Chevalier e Alain Gheerbrant (*) a Terra é um símbolo de fecundidade e regeneração, eminentemente feminino, nossa “Terra-Mãe”, que deu origem aos seres humanos.

Para pessoas que vivem no “mundo da Lua”, que têm dificuldade em focar no Presente, ou que são distraídas, trabalhar com a terra pode ser útil – ajuda a manter os “pés no chão”, encarar a realidade sem subterfúgios, com mais senso de praticidade e realização = ação. Contribui para melhor nos posicionar, “marcar território”, confere mais objetividade.

Trabalhar com a terra favorece a concretização de pensamentos, sonhos, intenções, emoções. Na medida em que o indivíduo cria, e transfere algo que está no inconsciente para uma forma de argila, real – que ele toca, sente, cheira, vê –, se abre uma possibilidade de entendimento, de conscientização e elaboração do assunto sobre o qual estamos tratando.

Já observou crianças construindo castelos à beira da praia? Percebeu como elas ficam inteiramente concentradas nessa tarefa? Pois é, a terra nos ajuda a manter esse foco no Presente, e como resultado nos traz equilíbrio, nos centra e harmoniza. De quebra, possibilita-nos entrar em contato com nossa mais profunda essência.

Fonte:

Vania Kipriadis Ferro
Escrito por :  Vania Kipriadis Ferro
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DICA DE LIVRO: SUPER CÉREBRO DE DEEPAK CHOPRA

Como expandir o poder transformador da sua mente

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é mais um livro fenomenal deste incrível autor Deepak Chopra, onde levanta vários questionamentos como: Qual a diferença entre mente e cérebro? Como controlar o medo, a ansiedade, a depressão? É possível ensinar o cérebro a deixar de lado nossos instintos primários, agir de acordo com a nossa razão e assim sermos felizes de corpo e alma? Essas são algumas das respostas que o renomado médico e autor Deepak Chopra oferece aos leitores de Supercérebro. Escrito em parceria com o neurocientista Rudolph Tanzi, um dos maiores estudiosos do mal de Alzheimer, o livro explica em termos leigos como o cérebro funciona e de que forma é possível deixa-lo em forma para conquistar boa saúde, ter mais qualidade de vida e simplesmente ser mais feliz.

Fonte: Acervo pessoal

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REFLEXÃO: QUANDO OUVIR UMA PESSOA, ESCUTE COM SUA MENTE E COM O CORPO TODO

Ouvir com foco e atenção é o que propõe o artigo a seguir, aqui na coluna REFLEXÃO desta terça-feira. Portanto leia com atenção e foco para aprender como você pode ser mais útil e ajudar alguém que precisa de atenção e silêncio. Vamos fazer juntos essa REFLEXÃO!

Ouvir é sentir

 

em 

“Quando ouvir outra pessoa, não escute apenas com a sua mente, escute com o seu corpo todo. Sinta o corpo de energia do seu corpo interior enquanto ouve.

Isso afastará a sua atenção do pensamento e criará um espaço de quietude que lhe permitirá escutar verdadeiramente sem que a sua mente interfira. Estará a dar espaço a outra pessoa – espaço para ser. É o presente mais valioso que pode oferecer.

A grande maioria das pessoas não sabe ouvir porque a maior parte da sua atenção é ocupada pelo pensar. Presta-se mais atenção ao pensamento do que àquilo que a outra pessoa está a dizer, e não presta atenção absolutamente nenhuma ao que realmente interessa: o Ser da outra pessoa subjacente à palavra e à mente.

É evidente que você não pode sentir o Ser de alguém exceto através do seu próprio Ser. Isto é princípio da compreensão da unicidade, que é o amor. Ao nível mais profundo do Ser, você é uno com tudo com existe.

A maioria dos relacionamentos humanos consiste principalmente em mentes a interagir umas com as outras, e não em seres humanos a comunicar, a entrar em comunhão.

Nenhum relacionamento pode desenvolver-se dessa maneira, e é por isso que existem tantos conflitos ao nível dos relacionamentos.Quando é a mente que dirige a sua vida, são inevitáveis os conflitos, as discussões e os problemas. Estar em contato com o seu corpo interior cria um espaço livre, de ausência de mente, dentro do qual o relacionamento poderá florescer.” (Eckhart Tolle)

Luz e Paz!

Fonte: sabedoriauniversal.wordpress.com

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DICA DE LIVRO: DESBLOQUEIE O PODER DA SUA MENTE DE MICHAEL ARRUDA

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é mais um Best Seller da Editora Gente que vai fazer você viajar até as profundezas do seu subconsciente e desbloquear o poder da sua mente. O autor Michael Arruda já começa lhe questionando: Você passou por diversos livros até encontrar este aqui. Olhou a capa, o título chamou sua atenção, começou a ler a primeira frase e resolveu continuar. No entanto, pergunto: foi você quem decidiu cada um desses passos? Pode ser que você acredite que sim, mas a verdade é que tudo aconteceu tão rápido que suas ações já estavam decididas antes que você pudesse pensar sobre elas, tomadas por uma parte mais profunda de sua mente: o subconsciente, o responsável pelo que somos e fazemos. Por quais outros caminhos você está sendo levado por sua mente sem que ela o consulte? Em seu primeiro livro, Michael Arruda, presidente da OMNI Brasil, irá lhe mostrar como assumir o controle da sua mente e, consequentemente, da sua vida pessoal e profissional. Para isso, ele lhe apresentará o processo que o permite acessar seu subconsciente, identificar as causas de dores e insatisfações e solucioná-las de forma rápida e efetiva: a hipnoterapia.

Fonte:   Michael Arruda – OMNIFINDER

   Micheal Arruda

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: COMO ACABAR COM A PROCRASTINAÇÃO ATRAVÉS DA MUDANÇAS DE HÁBITOS

Como mudar hábitos e deixar de adiar obrigações?

Nesta terça-feira, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO PESSOAL você vai aprender com o incrível Leandro Karnal como mudar hábitos e acabar com a procrastinação. O cérebro é uma máquina de adiar tarefas importantes. Aprender uma língua, ler mais, estudar, entregar uma tarefa… como não deixar tudo para a última hora? Por que é tão difícil mudar velhos hábitos? Por vezes, a pessoa sabe exatamente o que tem que mudar, mas não consegue. Como fazer para treinar a mente para essa mudança? Como não perder tempo com o que não é relevante? O professor Leandro Karnal nos ajuda a refletir.

Fonte:

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AUTOCONHECIMENTO: LIBERTE-SE DAS CRENÇAS LIMITANTES DOS SEUS PENSAMENTOS

Um texto extraordinariamente sábio escrito pelo fenomenal Eckhart Tolle sobre expansão da consciência, que você não pode deixar de ler em hipótese alguma. Que trata das crenças limitantes criadas pelos nossos pensamentos e precisamos nos libertar. No texto a seguir você vai aprender como conseguir dar esse salto quântico.

Além da mente pensante

 em 

 

“A maioria das pessoas passa a vida toda aprisionada nos limites dos próprios pensamentos.

Nunca vai além das estreitas ideias já feitas, do sentido do “eu” condicionado ao passado.

Em você, como em cada ser humano, existe uma dimensão de consciência bem mais profunda do que o pensamento.

É a essência de quem você é.

Podemos chamá-la de presença, de percepção, de consciência livre de condicionamentos.

Nos antigos ensinamentos religiosos, essa consciência é o Cristo interior ou a sua natureza do Buda.

Descobrir essa dimensão liberta você do sofrimento que causa a si mesmo e aos outros quando conhece apenas esse pequeno “eu” condicionado e deixa que ele conduza sua vida.

O amor, a alegria, a criatividade e a verdadeira paz interior só podem entrar em sua vida quando você atinge essa dimensão de consciência livre de condicionamentos.

Se você consegue reconhecer, mesmo esporadicamente, que os pensamentos que passam por sua cabeça são meros pensamentos; se você consegue se dar conta dos padrões que se repetem em suas reações mentais e emocionais, é sinal de que essa dimensão de consciência está emergindo.

Ela é o espaço interno em que o conteúdo de sua vida se desdobra.

A corrente do pensamento tem uma enorme força que pode muito facilmente levar você de roldão. Cada pensamento tem a pretensão de ser extremamente importante.

Cada pensamento quer sugar sua completa atenção. Eis um novo exercício espiritual para você praticar: não leve seus pensamentos muito a sério.

Com que facilidade as pessoas ficam aprisionadas nas armadilhas de seus pensamentos!

Como a mente humana tem um imenso desejo de saber, de compreender e de controlar, ela confunde opiniões e pontos de vista com a verdade.

A mente afirma : “As coisas são exatamente assim.” Você precisa ir além dos seus pensamentos para perceber que, ao interpretar a “sua vida” ou a vida e o comportamento dos outros, ao julgar qualquer situação, você está expressando apenas um ponto de vista entre muitos possíveis.

Suas opiniões e pontos de vista não passam de um punhado de pensamentos.

Mas a realidade é outra coisa.
Ela é um todo unificado em que todas as coisas se interligam e nada existe em si e por si.

Pensar fragmenta a realidade, cortando-a em pequenos pedaços, em pequenos conceitos.

A mente pensante é uma ferramenta útil e poderosa, mas torna-se muito limitadora quando invade completamente a sua vida, impedindo você de perceber que a mente é apenas um pequeno aspecto da consciência que você é.

A sabedoria não é um produto do pensamento.

A sabedoria é um profundo conhecimento que vem do simples ato de dar total atenção a alguém ou a alguma coisa.

A atenção é a inteligência primordial, a própria consciência.

Ela dissolve as barreiras criadas pelo pensamento, levando-nos a reconhecer que nada existe em si e por si.

A inteligência une a pessoa que percebe ao objeto percebido, num campo unificado de perceção. E a atenção que cura a separação.

Sempre que você mergulha em pensamentos compulsivos está impedindo o que existe.

Você não quer estar onde está. Aqui. Agora.

Os dogmas – religiosos, políticos, científicos – vêm da crença equivocada de que o pensamento pode encapsular a realidade ou a verdade. Os dogmas são prisões formadas por conceitos coletivos. O que parece estranho é que as pessoas gostam de suas prisões, pois elas lhes dão uma sensação de segurança e uma falsa impressão de que “sabem das coisas”. Nada causou mais sofrimento à humanidade do que os dogmas. É verdade que, cedo ou tarde, todo dogma é derrubado, porque a realidade acaba mostrando que ele é falso. Mas, a menos que se descubra a ilusão básica das verdades absolutas, logo surge outro dogma para substituir o antigo.

Qual é essa ilusão básica? É a identificação com o pensamento.

Despertar espiritualmente é despertar do sonho do pensamento.

O reino da consciência é muito mais vasto do que aquilo que o pensamento é capaz de abranger. Quando você deixa de acreditar em tudo o que pensa, você sai do pensamento e vê claramente que quem está pensando não é quem você é essencialmente.” (Eckhart Tolle)

Luz e Paz!

Fonte: Sabedoria Universal

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AUTOCONHECIMENTO: BUSCADOR ENTENDA E ESCLAREÇA OS MISTÉRIOS DA MENTE E DA INTELIGÊNCIA

Caro(a) leitor(a),

O texto a seguir é uma verdadeira “obra de arte” em termos de aprofundamento do estudo da mente e da inteligência. É tudo que um buscador como eu , creio, como você mais procura para tirar as suas dúvidas sobre a existência da humanidade na face da terra. Não chega a ser a resposta para todas as perguntas e questionamentos, mas esclarece e une com muita maestria muitos dos pontos que estavam soltos na minha mente, já que se utiliza de praticamente todas as ciências fazendo as devidas conexões entre esses pontos que não se uniam antes. Então aconselho você a ler o texto completo a seguir e, assim como eu, expandira sua mente para um novo plano evolutivo!

Games melhoram a memória - e outras revelações do maior experimento sobre inteligência já realizado no mundo - BBC News Brasil

OS MISTÉRIOS DA MENTE E A INTELIGÊNCIA

Vai chegar o ponto em que a humanidade atingirá o ponto de fusão completa entre a matéria densa e a matéria sutil, chegando ao que se pode chamar de Inteligência Cósmica.

Por Francisco Claussen

Como dizia Walter Rudolf Hess (1881-1973), da Universidade de Zurique, Prêmio Nobel de Medicina em 1949: “Para estudar a mente, devemos começar pela introspecção observação de nossa própria experiência. Suponha que passemos juntos pelo meu jardim. Pelas reações e comentários que você fizer posso deduzir-lhe os sentimentos e pensamentos, e muitas coisas sobre o seu estado de espírito. Uma rosa amarela pode atrair-lhe atenção. A cor, o perfume e a picada do espinho formam em sua mente uma impressão dessa rosa, a qual se funde logo com impressões passadas. A sua imagem da rosa deveria ser igual à minha, porém elas não se assemelham porque duas mentes jamais são iguais”.

As impressões que recebemos se integram em nossas memórias e assim corporificam a nossa experiência. Nosso comportamento individual é determinado pela associação de impressões novas com a lembrança de experiências anteriores. A mente pode lidar com situações complexas usando a abstração e a associação, e chegar a conclusões lógicas que podem resultar em decisões ou criações. O modo pelo qual as intenções podem ser convertidas com precisão em movimentos hábeis (pense em um cirurgião, um pianista, um atirador) nos dá uma indicação geral da correlação entre o mental e o físico.

Através de experiências com homens e animais, sabemos que certos tipos de comportamento se relacionam com zonas bem definidas do cérebro. Pela estimulação elétrica do tronco encefálico e das áreas adjacentes podemos despertar reações de defesa, vôo e fome; estimulando níveis superiores, o riso compulsivo; pela estimulação do córtex, reações visuais e auditivas, entre outras. São fascinantes os resultados desse tipo de pesquisa no cérebro, mas e preciso compreender que eles mal chegam a constituir um começo. A grande lacuna que devemos transpor em nosso conhecimento da mente continua sendo esta: de que maneira as ações do sistema nervoso se transformam em consciência?

A MENTE E SEUS PROCESSOS SEMPRE FORAM TÃO MISTERIOSOS e fascinantes para o homem quanto o próprio universo. Mas, de um modo relativo, faz pouco tempo que o estudo da mente se tornou um campo da ciência experimental. Com tal abordagem científica, o conhecimento da mente veio a lucrar muito. No século 19, muita coisa se esclareceu sobre a natureza dos processos mentais, as origens da vida emocional e vário tipos de comportamento. E à medida que surgiam noções novas, as teorias antigas e simplistas foram sendo substituídas por indagações cada vez mais complexas.

René Descartes (1596-1650) definiu o pensamento como o conjunto dos processos mentais conscientes: pensamentos intelectuais, sentimentos, sensações e vontade. Achava que a mente trabalhava sempre, até durante o sono. Fez uma divisão completa e total entre o espírito e o corpo, bem mais drástica do que a divisão de Platão (427-347 a.C.), que pelo menos atribui a sensação ao corpo. Além disso, prestou um serviço inestimável por atribuir à mente todos os processos.

Mas o homem ainda pergunta: O que é a mente? Será que os mistérios vão desaparecer quando entendermos o funcionamento da complexa estrutura anatômica que chamamos de sistema nervoso? Ou a mente tem os seus próprios segredos?

A concepção que os antigos gregos tinham da mente era bem simples: ela era o órgão que se relacionava apenas com as idéias puras. Platão negava, do modo mais explícito, haver alguma ligação com a sensação. A seu ver, a sensação era a função do corpo inferior, sendo este destituído de qualquer atividade intelectual.

Já Aristóteles (384-322 a.C.) respeitava bem mais o corpo, achando que ele era governado por poderes psíquicos dignos da atenção dos filósofos, poderes relacionados com movimento e sensação. Tão precárias eram suas noções de anatomia que, para ele, a sede física da vida mental era o coração, e não o cérebro, não obstante ter antecipado o pensamento moderno com a crença de que a matéria viva era misteriosamente animada por poderes psíquicos.

OS PRIMEIROS CRISTÃOS ADMIRAVAM MAIS PLATÃO do que Aristóteles, e em toda a Idade Média considerava-se que a alma pertencia a Deus e o corpo, a Satanás. Apenas a alma podia conhecer a verdade de Deus. Apenas dois mil anos depois de Aristóteles, outro grande filósofo reabriu a velha questão com um novo espírito de investigação.

Foi o francês René Descartes. A mente ativa de Descartes abarcou todos os ramos do conhecimento de seu tempo: matemática, fisiologia, mecânica e filosofia. Cristão devoto, sua filosofia foi uma tentativa corajosa de reconciliar os métodos científicos com a fé em Deus, harmonizar a teoria mecanicista do mundo com a aceitação de que este era criação de Deus. Procurou usar métodos científicos para provar verdades sobre o espírito e a matéria. Daí sua famosa máxima: “Penso, logo existo”; isto é, a existência do espírito não era uma doutrina revelada, mas fato fácil de observar.

O conhecimento da mente era ainda concebido como uma acumulação de “idéias” estáticas, embora as sensações já estivessem incluídas como parte dele. Era como se a mente fosse vista como um depósito que, de repente, era encontrado repleto de todos os tipos possíveis de objetos. Há dois mil anos, o estadista e filósofo romano Lúcio Sêneca (3 a.C.-65 d.C.) declarou: “O homem é um animal que pensa”. E ao longo dos tempos os psicólogos continuaram a indagar: O que é o pensamento?

O médico alemão que se fez filósofo, Wilhelm Wundt (1832-1920), usando suas técnicas e métodos, expandiu suas investigações para muito além do campo da sensação pura. Começou a identificar uma série de funções mentais bem semelhantes àquelas em que o homem baseara suas primeiras alegações de superioridade sobre outros animais.

A MEMÓRIA E A APRENDIZAGEM SUSCITAM DIFICULDADES semelhantes. Os animais podem aprender muita coisa. O comportamento de alguns animais superiores, como os elefantes, por exemplo, mostra que usam a lembrança do que aprenderam para ajudar a resolver problemas posteriores.

Pensamento, consciência, memória e aprendizagem são termos diversos para indicar que a vida mental inclui significação, conhecimento. Fica, assim, clara a superioridade do homem sobre os animais. Desde que entendamos um conceito, podemos generalizar. Podemos evocá-lo repentinamente, como na memória, e com base nele fazer previsões com o uso da imaginação e de técnicas novas ainda em desenvolvimento, e nisso está a nossa maior esperança de obter o conhecimento pleno dos processos mentais.

Anatomistas e fisiologistas têm revelado a estrutura detalhada do sistema nervoso e os meios pelos quais funciona. Médicos estudam os efeitos de lesões e doenças, e, de suas observações sobre a mente anormal, chegam a conclusões sobre a mente normal. Psicólogos realizam experimentos sobre o comportamento e a percepção de homens e animais. Constroem-se máquinas eletrônicas para imitar, até onde é possível, os processos de pensamento, e com eles já aprendemos alguma coisa quanto à aprendizagem e memória. Com os sistemas mais complexos que quase diariamente estão sendo inventados, iremos certamente aprender mais sobre outras funções superiores desse fascinante fator da vida, que é a mente.

Conviria, nesse particular, dizer mais alguma coisa sobre a inteligência.. É muito comum nos referirmos a ela, mas nem sempre os significados atribuídos ao termo são idênticos e, às vezes, até um pouco contraditórios. É preciso que se entenda que a inteligência não é uma coisa, como uma mesa, uma cadeira, um animal, mas sim um conceito que só pode ser compreendido dentro de um conjunto global de fatos e teorias a ela associadas.

AS ORIGENS DESSA DEFINIÇÃO SE PERDEM NA ANTIGUIDADE. Sabe-se que Platão e Aristóteles já tinham formulado uma distinção entre os aspectos conhecidos da natureza humana, relacionada com pensamento, solução de problemas, meditação, raciocínio, reflexão, e ainda sobre categorias dos comportamentos humanos relacionados com emoções, sentimentos, paixões e vontade; até que Cícero, mais tarde, inventou o termo inteligência, que ainda usamos freqüentemente para nos referirmos aos poderes cognitivos e capacidades intelectuais de uma pessoa.

No século passado, a noção de inteligência foi aperfeiçoada pelo filósofo Herbert Spencer (1820-1903), pelo estatístico Karl Pearsone, e pelo primo de Darwin, gênio mundialmente conhecido, Sir Francis Galton. Eles introduziram as noções de mensuração, evolução e genética experimental no estudo da inteligência. Pode-se acrescentar a essas contribuições as dos fisiologistas, particularmente a do trabalho clínico de Hughlings Jackson, as investigações experimentais de Sherrington e os estudos microscópicos do cérebro, realizados por Campbell, Brodman e outros. Esses trabalhos fisiológicos serviram para confirmar a teoria de Herbert Spencer, de uma hierarquia das funções neurais em que um tipo básico de atividades se desenvolve através de estágios regularmente definidos, em formas mais altas e mais especializadas.

Descobriu-se que o cérebro sempre atua como um todo. Sua atividade, nas palavras de Sherrington, é padronizada e não indiferentemente difusa; a própria padronização sempre envolve e implica em integração, e o conhecimento cognitivo é governado por amplas áreas do cérebro e não por pequenas áreas especializadas. A ação de massa foi identificada teoricamente com a inteligência, por muitos autores.

A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE EM SEU CAMINHO PARA A ETERNIDADE vem se tornando possível com a agregação dessa energia cósmica ao último elo mais aperfeiçoado do gênero mamífero, que se desenvolveu durante milhões de anos em nosso planeta. Essa situação deverá levar a humanidade, progressivamente, a um estágio de aperfeiçoamento da sua matéria densa, quando ocorreria a fusão completa da matéria densa com a matéria sutil – a Inteligência Cósmica.

Ao ser atingido esse estágio, assim entendemos, tudo retornaria à pura e simples energia da qual surgiu o universo em que vivemos. Mas para que isso aconteça, ainda decorrerão bilhões de anos, e o que a ciência hoje já chama de crush-bang (o grande esmagamento).

O fluido energético, a Inteligência Cósmica de que fomos dotados há, provavelmente, cerca de 600 mil anos – quando a natureza encontrou o tipo ideal para estabelecer e desenvolver o ser humano que veio se formando durante milhões de anos em nosso planeta – aperfeiçoou a nossa vida intelectual, como uma virtude que sintetiza, de um modo excelente, a disposição duradoura adquirida pela repetição freqüente de um ato. À medida que essas primeiras virtudes intelectuais começaram a determinar e aperfeiçoar a atividade própria de nossa inteligência – no que diz respeito aos objetos que lhes eram imediatamente conaturais – a sabedoria foi aperfeiçoando nossa atividade intelectual naquilo que ela possui de mais puro e mais elevado.

Por natureza, há no homem o desejo pelo conhecimento, e esse desejo pode ser satisfeito, em, parte, pelas ciências ou outras formas de conhecimento intuitivo. Somente a virtude da sabedoria, entretanto, satisfaz plenamente a este anseio profundo do homem. A contemplação, por exemplo, nada mais é do que o ato excelente produzido por essa virtude. As demonstrações científicas ou as que procedem desse hábito, são normalmente mais rigorosas e mais corretas do que aquelas que derivam das demais ciências. Os julgamentos, obras do hábito da sabedoria, são, os mais penetrantes, os mais exatos.

Pode-se mesmo caracterizar o modo que a sabedoria imprime a todos os seus conhecimentos como uma maneira de unidade na perfeição. Este modo de unidade é, de fato, a feição própria de uma atividade intelectual perfeita, que tende a reduzir o mais possível as imperfeições de nossas atividades de conhecimento, sempre fragmentárias e sucessivas.

(Extraído da revista Sexto Sentido 54, páginas 20-24)

Fonte: IPPB
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AUTOCONHECIMENTO: A ESSÊNCIA DA MENTE ABRANGE TODAS AS COISAS

A intuição é uma percepção sensorial que todo ser humano possui, mas que a maioria das pessoas, geralmente, não a desenvolve. Costuma-se falar que é o sexto sentido e que só a mulher possui. Isso não é verdade. Qualquer pessoa possui esse dom, mas não desenvolve essa percepção ao longo da sua vida e perde a valiosa oportunidade de evoluir espiritualmente mais rápido. A intuição cresce com a experiência de vida de cada um e é essência para nos orientar, principalmente nas tomadas de decisão na nossa trajetória. Por isso devemos desenvolvê-la, ouvindo-a junto com o coração. Então lhe convido a ler o texto completo a seguir e descobrir o verdadeiro valor e importância dessa percepção sensorial na nossa vida! 

O caminho da intuição

“A essência da mente é grande porque abrange todas
as coisas; todas as coisas são da nossa natureza.
Não existe uma questão de “limpar” a mente, mas sim
de ter consciência da sua universalidade”

Lama Anagarika Govinda*

A meditação sempre foi o principal requisito da doutrina budista de liberação. Entretanto, quanto mais as diferentes técnicas de meditação, suas definições psicológicas e seus princípios metafísicos e filosóficos eram explicados, classificados e fixados em comentários, mais as práticas de meditação eram negligenciadas e sufocadas por discussões teóricas, regras, regulamentos morais e infindáveis recitações de textos sagrados.

A reação foi uma revolta contra as escrituras e a erudição e um retorno a uma experiência mais direta e espontânea. Ao pedantismo de um pensamento escolástico e de lógica intelectual opôs-se a ferramenta do paradoxo, que, como uma espada afiada, cortou os nós dos problemas criados artificialmente e nos deu um relance da verdadeira natureza das coisas. O paradoxo, entretanto, é uma espada de dois gumes. Quando ele se torna rotineiro, destrói aquilo que ajudou a revelar. A força de um paradoxo, como a de uma espada, está no inesperado e na velocidade com que ela é manejada.

Um bom exemplo é a história de dois monges chineses que discutiam sobre uma bandeira ao vento. Um dizia que a bandeira se movia; o outro, que ela era movida pelo vento. Hui- -Neng, o Sexto Patriarca da China, disse: “Nem o vento nem a bandeira estão se movendo; é a mente de vocês que se move.” Mummon, um Patriarca Japonês do século XIII, foi além: “Nem o vento, nem a bandeira, nem a mente estão se movendo.”
Ele se referiu ao princípio essencial de sunyata: não há ir nem vir, mas os dois aspectos subjetivos e objetivos da realidade estão incluídos.

Essa realidade além dos opostos, contudo, não deve ser separada de seus expoentes; a transitoriedade não deve ser separada da eternidade. A mais perfeita autoexpressão individual é a descrição mais objetiva do mundo. O maior artista é o que expressa o que é sentido por todos.
Como ele faz isso? Sendo mais subjetivo que os outros. Quanto mais ele expressa a si mesmo, o seu ser mais íntimo, mais próximo ele se mostra aos outros. A nossa natureza real não é o nosso ego limitado e imaginário; é o vasto e oniabrangente espaço, tão intangível quanto vazio. É sunyata em seu sentido mais profundo. O segredo da arte é que ela revela o supraindividual através da individualidade, o “não ser” através do ser, o objeto através do sujeito. A arte em si é uma espécie de paradoxo, e é por isso que todas as escolas de meditação do Budismo no Extremo Oriente dão a ele essa importância tão grande.

O Sutra do Sexto Patriarca é um exemplo do uso ideal do paradoxo. Ele expressa a atitude espiritual do Zen de uma maneira que não ofende o bom senso nem tente fazer do bom senso a medida de todas as coisas. O leitor se situa numa atmosfera que o coloca acima do plano da consciência diária, e participa da realidade num nível mais alto de consciência.

O Sexto Patriarca impressiona pela sua espontaneidade, que deveria ser
inerente a cada ser humano, e com a qual o leitor facilmente se identifica. Assim ele é capaz de participar das experiências e dos ensinamentos do Patriarca, cuja vida tornou-se o símbolo máximo do Budismo Zen.

O noviço de Kwang-tung, cujamente não estava ainda sobrecarregada por qualquer problema filosófico, penetrou espontaneamente no centro da vida espiritual: a experiência do Budado. Essa experiência não depende de regras monásticas e erudição, de ascetismo e virtuosidade, de conhecimento livresco e de textos sagrados, mas somente da realização do espírito vivo dentro de nós.

O Sexto Patriarca atingiu um estado de espontânea iluminação sem ter tido qualquer educação formal, embora, por outro lado, tenha sido ao GERD ALTMANN/PIXABAY ouvir o Sutra Diamante que seu interesse despertou e sua visão espiritual se abriu. A experiência espontânea, portanto, pode muito bem ser o produto de uma antiga tradição consagrada, se essa tradição contém símbolos de uma realidade supramental (que a psicologia moderna chamaria de símbolos arquetípicos), ou seja, formulações que levem a mente além do círculo estreito do raciocínio mundano. No choque inesperado entre uma mente sensitiva e esses símbolos e formulações, as portas da percepção interna são subitamente abertas, e o indivíduo se identifica com a realidade supramental.

O Patriarca veio de uma família pobre de Kwang-tung. Um dia, quando vendia lenha no mercado, ouviu o Sutra Diamante, e isso despertou uma resposta tão profunda que ele decidiu entrar no monastério da Escola Zen, onde o abade era o Quinto Patriarca. Ele se tornou um noviço e recebeu o trabalho mais humilde, no estábulo e na cozinha.

Um dia o abade convocou todos os discípulos a fim de escolher um sucessor. Ele queria escolher alguém que tivesse não apenas compreendido, mas realizado a mensagem do Zen; assim, pediu aos monges que escrevessem sobre a natureza mais íntima da mente. Ninguém ousou se apresentar, exceto o erudito Shin- -shau, já considerado um sucessor.
Shin-shau escreveu seu verso na parede do corredor, para anunciar a sua autoria apenas se o Patriarca ficasse satisfeito. O Patriarca, embora apreciasse as palavras, pediu a Shin-shau que meditasse sobre elas durante alguns dias e escrevesse outra estrofe que mostrasse que o autor tinha passado pelo portal da iluminação – que tivesse experienciado o escrito.

Dois dias depois, um jovem que passava pelo quarto onde o noviço de Kwang-tung descascava arroz recitou a estrofe do Shin-shau. O noviço foi para o corredor e pediu a um visitante para ler o verso, já que ele não sabia ler nem escrever. Depois que o visitante leu em voz alta, o noviço disse que também tinha composto uma estrofe, e pediu ao visitante que a escrevesse abaixo do verso de Shin-shau.

             Espelho interno

Quando os outros monges viram a nova estrofe e souberam quem a tinha composto, disseram: “Como foi possível que uma pessoa tão iluminada trabalhasse para nós?” O Patriarca, entretanto, temendo a inveja dos monges, apagou a estrofe e pediu ao jovem que se encontrasse com ele à noite. Quando todos no monastério estavam em profundo sono, ele deu ao noviço a insígnia de seu futuro cargo e tornou-o Sexto Patriarca. Ordenou então que o noviço saísse de imediato do monastério e retornasse somente quando ele, o Quinto Patriarca, tivesse falecido. O noviço fez como lhe foi dito, e, quando retornou com os mantos do cargo, ele foi reconhecido com o nome de Wei-lang.

As estrofes de Shin-shau e do Sexto Patriarca oferecem uma percepção valiosa da atitude mental da Escola Zen. A de Shin-shau diz: “Nosso corpo é como uma árvore de iluminação,/nossa mente é como um espelho limpo;/de hora a hora precisa ser limpo,/de modo que nenhuma poeira se ajunte nele.” Este verso mostra uma preocupação pedante com a preservação da pureza do espelho interno,   a mente original (que, de qualquer modo, está além da pureza e da impureza); além disso, mostra que o autor não fala a partir de sua própria experiência, mas apenas como um erudito, porque o verso se baseia em uma expressão do Svetasvatara Upanishad: “Assim como um espelho,/ que foi coberto com poeira,/brilha como fogo, se for limpo,/da mesma maneira, aquele que compreendeu a natureza da alma/atinge o alvo e liberta-se da aflição.

Shin-shau apenas repetiu o Upanishad sem ter experenciado a realidade da mente original, enquanto que o jovem noviço captou a essência do Sutra Diamante em um ato de percepção direta; ele experenciou a verdadeira natureza da mente. Isso se revela na sua estrofe, que refuta a de Shin-shau e mostra o ponto de vista budista como é compreendido pelos Mestres do Zen: “Nosso corpo não é uma árvore de modo algum,/nem é a mente um estojo de espelhos;/quando tudo está vazio,/onde poderia a poeira se acumular?”

A mente original, conhecida como a mente de Buda ou o princípio de bodhi, o anseio por iluminação, é uma propriedade latente de cada
consciência, não apenas um reflexo do universo, mas a própria realidade universal. Isso pode parecer uma espécie de vacuidade metafísica, a ausência de qualidades e de possibilidades de definição. Bodhi, portanto, não é algo que cresceu como uma árvore, assim como a mente não é um espelho que reflete a realidade numa capacidade secundária. A mente em si mesma é a vacuidade que a tudo abrange (sunyata); assim, onde a poeira poderia se acumular?

“A essência da mente é grande, porque abrange todas as coisas; todas as coisas são da nossa natureza.” Não existe uma questão de “limpar” a mente, mas sim de ter consciência da sua universalidade. O que podemos melhorar é o intelecto, a limitada consciência individual. Isso, porém não nos leva além de seus próprios limites, porque permanecemos no círculo de suas leis inerentes de tempo e espaço, lógica e causalidade. Só o ato de ultrapassar nossas limitações e abandonar os conteúdos que nos aprisionam a essas leis pode nos dar a experiência da totalidade do espírito e a realização de sua verdadeira natureza– o que chamamos de iluminação.

A verdadeira natureza da mente abrange tudo que vive. O voto do Bodhisattva de libertar todos os seres vivos não é, portanto, tão presunçoso quanto parece. Esse voto não nasceu da ilusão de que um homem mortal pode se estabelecer como um salvador; é resultado da percepção de que somente no estado de iluminação seremos capazes de nos tornar um com tudo o que vive. Nesse ato de unificação, libertamos a nós mesmos e a todos os seres que estão potencialmente presentes e participam da natureza da nossa mente – que são parte de nossa mente.

É por isso que, de acordo com os ensinamentos do Mahayana, a liberação dos sofrimentos, a extinção da vontade de viver e de todos os desejos, é considerada insuficiente. É por isso que se empenhar na busca da perfeita iluminação (samyak-sambodhi) é considerado o único objetivo digno de um seguidor de Buda. Enquanto desprezarmos o mundo e dele tentarmos escapar, nós nem o superamos nem ganhamos maestria nele; estamos longe da libertação. “Este mundo é o mundo de Buda, dentro do qual a iluminação pode ser achada. Buscar a iluminação nos separando do mundo é tão tolo como buscar chifre numa lebre.” Porque “aquele que trilha sinceramente o caminho do mundo não verá as faltas do mundo.”

Também não deveríamos imaginar que, pela supressão das faculdades intelectuais, podemos atingir a iluminação. “É um grande engano suprimir o pensamento”, diz o Sexto Patriarca. Zen é o caminho para superar as limitações da nossa atitude intelectual. Mas antes de apreciar o Zen, temos que desenvolver o intelecto, a capacidade de pensar e discernir. Se nós não alcançarmos maestria sobre o intelecto, não poderemos superá-lo. O intelecto é tão necessário para superar a emocionalidade e a confusão quanto a intuição é necessária para superar as limitações do intelecto e seus julgamentos.

A razão, a mais alta propriedade do intelecto, é o que guia o pensamento intencional. Suas finalidades, contudo, são limitadas; a razão só pode operar naquilo que é limitado. Somente a sabedoria (prajna) pode aceitar e intuitivamente compreender o ilimitado, o atemporal e o infinito, ao renunciar às explicações e reconhecer o mistério que pode apenas ser sentido, experenciado e finalmente realizado em vida. A sabedoria tem raízes na experiência e na realização do nosso ser mais íntimo. A razão tem raízes no pensamento. Entretanto, a sabedoria não despreza nem o pensamento nem a razão; ela os usa em seu próprio âmbito, o âmbito da ação intencional, a busca da ciência e a coordenação das nossas impressões sensoriais, percepções, sensações, e emoções, tudo em um conjunto.

Aqui o lado criativo do pensamento exerce sua ação, convertendo a matéria-prima da experiência na percepção de um mundo razoável.
O tamanho desse mundo depende da faculdade criativa do indivíduo. A mente pequena vive no mundo dos efêmeros desejos; a grande mente vive na infinidade do universo e na constante percepção do mistério que dá profundidade e amplitude à vida, e assim impede que o mundo sensorial se confunda com a realidade última. Aquele que penetrou até os limites do pensamento ousa saltar na grande vacuidade, o campo primordial do seu ser ilimitado.

Fonte: Revista Sophia- ano 18 – Edição 85

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AUTOCONHECIMENTO: O ALINHAMENTO COM À MATRIZ DIVINA É NECESSÁRIO PARA ASSUMIRMOS O LEME DANOSSA JORNADA

Nesta edição da coluna AUTOCONHECIMENTO temos uma importante REFLEXÃO a ser feita quando lemos o artigo a seguir, pois nos ensina como alinharmos-nos à Matriz Divina através do método correto de meditação. Uma oportunidade incrível de aprendermos como fazer essa conexão como nunca vi antes. Portanto, convido você a ler o texto completo a seguir para conhecer essa metodologia infalível!

A Sexta Chave | Da Tempestade à Unidade

Silhueta de mulher caminhando para fechadura gigante com universo ao fundo
123RF | Teodoro Ortiz Tarrascusa

No artigo anterior iniciamos a fase prática da Chave da Caixa-Preta. Falamos do alinhamento à Matriz Divina tão necessário para assumirmos o leme da nossa jornada, que consiste em abrir mão do controle para ganharmos o controle. Só quando estamos alinhados pensamos e desejamos em linha com nosso propósito. Afinal de contas, temos muitas intenções, mas é o propósito que assume o resultado.

Espero que você tenha praticado a Limpeza Pulmonar e experienciado todo o poder equilibrador dessa ferramenta mágica. Compartilhei também o uso consciente da Força Vital por meio da visualização para criação de um campo de luz para nos mantermos alinhados à Fonte. Porém, algumas pessoas provavelmente tiveram dificuldade de executar esse segundo exercício porque realmente é difícil, ao menos inicialmente, manter o foco da visualização quando temos um turbilhão de pensamentos atrapalhando nossa concentração. Isso acontece porque não é possível dizer:

Fica quieta, mente! Silencia! Me deixa focar no que quero!

Mulher com mãos na cabeça gritando

Andrea Piacquadio | Pexels

Para aprendermos a acalmar a nossa mente diante de tantas informações absorvidas durante o dia, de tantas preocupações cotidianas, precisamos praticar a meditação. O que nos traz a necessidade de desaprender o conceito de esvaziar a mente. Essa fase é o estágio final da meditação e não o objetivo inicial. Lembra que falamos que não há evolução sem auto-observação? Meditar é se observar. Estamos onde nossos pensamentos e emoções estão. Observá-los é aprender. Com a meditação poderemos controlar a tempestade mental, decidir o que pensar, quando pensar e, finalmente, encontrar a unidade no silêncio milagroso do vazio. Se o copo estiver cheio não terá espaço para o novo. Mas teremos que trilhar alguns estágios para o nosso objetivo. Começamos com a já ensinada limpeza pulmonar. Acompanhe os próximos passos:

1. Apenas observe: sente-se ou deite-se confortavelmente. Relaxe todo o corpo, feche os olhos durante cinco minutos e observe o curso dos pensamentos. Não siga os pensamentos, apenas observe-os passando pela sua tela mental. No início perceberá uma enxurrada deles, principalmente no que diz respeito ao nosso cotidiano. Imagine-se na posição de um observador silencioso e independente. Apenas acompanhe com atenção e sem julgamento. Não durma. Na presença de cansaço, interrompa o exercício ou esfregue água gelada no rosto e no peito. A limpeza pulmonar também elimina e previne o cansaço e a sonolência. Esse exercício de controle do pensamento deverá ser feito de manhã e à noite, e a cada dia o seu tempo deverá ser prolongado em um minuto para que em uma semana possamos acompanhar e controlar o curso de nossos pensamentos por no máximo dez minutos sem nos dispersarmos. Você perceberá como inicialmente os pensamentos passam por sua mente em grande velocidade, porém o caos inicial irá desaparecendo devagar até que só uns poucos surgirão na sua mente como que vindos de muito longe.

Homem com mão no rosto e expressão triste
Pixabay | Pexels

2. Foco Ativo: agora que já dominou a observação passiva, passará ao primeiro estágio do foco seletivo. Sempre que surgirem pensamentos repetitivos, você deverá mudar imediatamente o foco para outro pensamento presente no turbilhão. Explicarei melhor o foco logo menos. O importante desse exercício é não deixar as preocupações insistentes assumirem o controle. Não brigue com elas, apenas mude o foco para outro pensamento. Todos os pensamentos indesejados devem ser desligados. Isso deve ser exercitado até se transformar num hábito, até conseguirmos executar nossa meditação, tarefas, no trabalho ou na vida privada, com a máxima consciência, independentemente de ser algo grande ou corriqueiro. Esse exercício aguça a mente e fortalece a memória. Mas para aprender a desligar precisamos primeiro aprender a focar.

Escolha um pensamento, uma imagem ou uma ideia qualquer de sua preferência. Algo agradável ou visualize a realização de um sonho. Fixe-a com toda a força, e rejeite energicamente todos os outros pensamentos que não tenham nada a ver com o do exercício. No início, você só conseguirá fazer isso por alguns segundos, e posteriormente por alguns minutos. Você precisará conseguir fixar um único pensamento e acompanhá-lo por no mínimo dez minutos seguidos.

3. Esvaziamento Mental: relaxe confortavelmente e feche os olhos. Rejeite energicamente todos os pensamentos emergentes. Em sua mente não deve haver nada, somente o vazio total. Como fazer isso? Visualize uma esfera branca brilhante, sem se desviar ou se distrair. Você pode usar uma lâmpada branca acesa como base para a visualização. Aos poucos, permita que o brilho se expanda até ficar tudo branco. No início você só conseguirá manter isso durante alguns segundos, mas exercitando-se constantemente conseguirá um melhor desempenho. Com o foco no branco total, se entregue e mergulhe na luz sem medo e sem expectativa. Apenas deixe fluir. Se conseguir se manter nesse estado durante dez minutos completos, sem se distrair ou adormecer, será preenchido por um estado de vazio ou ponto zero. Esse é o lugar onde tudo é possível.

No próximo artigo compartilharei a sétima e última chave da caixa-preta, para a criação consciente de qualquer coisa. Lembre-se porém de que o qualquer coisa está sempre condicionado ao nível de alinhamento à Matriz Divina. Ou correremos o risco de criar caos ou até não manifestar nada.

Não poupe esforço na prática dos exercícios propostos. Eles são baseados em exercícios milenares da arte da magia hermética presentes em meu livro “Alquimista Quântico”. E, sim, funcionam. Se não há evolução sem auto-observação, sem o domínio da mente e o poder de transformar a tempestade em unidade, teremos muita dificuldade em viver a plenitude em que nascemos para trazer a realidade.

Viver é assumir a responsabilidade de manifestar a Vida!

Transcenda-se com leveza!

Até logo menos.

Celso Costa
Escrito por Celso Costa
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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: A CONSCIÊNCIA DA UNIVERSALIDADE DA MENTE E O CAMINHO DA INTUIÇÃO

No texto primorosamente escrito por Lama Anagarika Govinda a seguir sobre “O Caminho da intuição”, o guru mostra como se dá o desenvolvimento do processo de amadurecimento da intuição na nossa mente, que é ferramenta fundamental no despertar e expansão da consciência. Sem ela não há expansão da consciência. Por isso eu lhe convido a ler o artigo completo a seguir para entender como ocorre o desenrolar da caminhada!

 

O caminho da intuição

“A essência da mente é grande porque abrange todas
as coisas; todas as coisas são da nossa natureza.
Não existe uma questão de ‘limpar’ a mente, mas sim
de ter consciência da sua universalidade”

A meditação sempre foi o principal requisito da doutrina budista deliberação. Entretanto, quanto mais as diferentes técnicas de meditação,
suas definições psicológicas e seus princípios metafísicos e filosóficos eram explicados, classificados e fixados em comentários, mais as práticas de meditação eram negligenciadas e sufocadas por discussões teóricas, regras, regulamentos morais e infindáveis recitações de textos sagrados.

A reação foi uma revolta contra as escrituras e a erudição e um retorno a uma experiência mais direta e espontânea. Ao pedantismo de um
pensamento escolástico e de lógica intelectual opôs-se a ferramenta do paradoxo, que, como uma espada afiada, cortou os nós dos problemas criados artificialmente e nos deu um relance da verdadeira natureza das coisas. O paradoxo, entretanto, é uma espada de dois gumes. Quando ele se torna rotineiro, destrói aquilo que ajudou a revelar. A força de um paradoxo, como a de uma espada, está no inesperado e na velocidade com que ela é manejada.

Um bom exemplo é a história de dois monges chineses que discutiam sobre uma bandeira ao vento. Um dizia que a bandeira se movia; o outro, que ela era movida pelo vento. Hui-Neng, o Sexto Patriarca da China, disse: “Nem o vento nem a bandeira estão se movendo; é a mente de vocês que se move.” Mummon, um Patriarca Japonês do século XIII, foi além: “Nem o vento, nem a bandeira, nem a mente estão se movendo.” Ele se referiu ao princípio essencial de sunyata: não há ir nem vir, mas os dois aspectos subjetivos e objetivos da realidade estão incluídos.

Essa realidade além dos opostos, contudo, não deve ser separada de seus expoentes; a transitoriedade não deve ser separada da eternidade. A mais perfeita autoexpressão individual é a descrição mais objetiva do mundo. O maior artista é o que expressa o que é sentido por todos.
Como ele faz isso? Sendo mais subjetivo que os outros. Quanto mais ele expressa a si mesmo, o seu ser mais íntimo, mais próximo ele se mostra aos outros. A nossa natureza real não é o nosso ego limitado e imaginário; é o vasto e oniabrangente espaço, tão intangível quanto vazio. É sunyata em seu sentido mais profundo. O segredo da arte é que ela revela o supraindividual através da individualidade, o “não ser” através do ser, o objeto através do sujeito. A arte em si é uma espécie de paradoxo, e é por isso que todas as escolas de meditação do Budismo no Extremo Oriente dão a ele essa importância tão grande.

O Sutra do Sexto Patriarca é um exemplo do uso ideal do paradoxo. Ele expressa a atitude espiritual do Zen de uma maneira que não ofenda
o bom senso nem tente fazer do bom senso a medida de todas as coisas. O leitor se situa numa atmosfera que o coloca acima do plano da consciência diária, e participa da realidade num nível mais alto de consciência. O Sexto Patriarca impressiona pela sua espontaneidade, que deveria ser inerente a cada ser humano, e com a qual o leitor facilmente se identifica. Assim ele é capaz de participar das experiências e dos ensinamentos do Patriarca, cuja vida tornou-se o símbolo máximo do Budismo Zen.

O noviço de Kwang-tung, cuja mente não estava ainda sobrecarregada por qualquer problema filosófico, penetrou espontaneamente no centro da vida espiritual: a experiência do Budado. Essa experiência não depende de regras monásticas e erudição, de ascetismo e virtuosidade, de conhecimento livresco e de textos sagrados, mas somente da realização do espírito vivo dentro de nós.

O Sexto Patriarca atingiu um estado de espontânea iluminação sem ter tido qualquer educação formal, embora, por outro lado, tenha sido ao ouvir o Sutra Diamante que seu interesse despertou e sua visão espiritual se abriu. A experiência espontânea, portanto, pode muito bem ser o produto de uma antiga tradição consagrada, se essa tradição contém símbolos de uma realidade supramental (que a psicologia moderna chamaria de símbolos arquetípicos), ou seja, formulações que levem a mente além do círculo estreito do raciocínio mundano. No choque inesperado entre uma mente sensitiva e esses símbolos e formulações, as portas da percepção interna são subitamente abertas, e o
indivíduo se identifica com a realidade supramental.

O Patriarca veio de uma família pobre de Kwang-tung. Um dia, quando vendia lenha no mercado, ouviu o Sutra Diamante, e isso despertou uma resposta tão profunda que ele decidiu entrar no monastério da Escola Zen, onde o abade era o Quinto Patriarca. Ele se tornou um noviço e recebeu o trabalho mais humilde, no estábulo e na cozinha. Um dia o abade convocou todos os discípulos a fim de escolher um
sucessor. Ele queria escolher alguém que tivesse não apenas compreendido, mas realizado a mensagem do Zen; assim, pediu aos monges que escrevessem sobre a natureza mais íntima da mente. Ninguém ousou se apresentar, exceto o erudito Shin-shau, já considerado um sucessor. Shin-shau escreveu seu verso na parede do corredor, para anunciar a sua autoria apenas se o Patriarca ficasse satisfeito. O Patriarca, embora apreciasse as palavras, pediu a Shin-shau que meditasse sobre elas durante alguns dias e escrevesse outra estrofe que mostrasse que o autor tinha passado pelo portal da iluminação – que tivesse experienciado o escrito. Dois dias depois, um jovem que passava pelo quarto onde o noviço de Kwang-tung descascava arroz recitou a estrofe do Shin-shau. O noviço foi para o corredor e pediu a um visitante para ler o verso, já que ele não sabia ler nem escrever. Depois que o visitante leu em voz alta, o noviço disse que também tinha composto uma estrofe, e pediu ao visitante que a escrevesse abaixo do verso de Shin-shau.

Espelho interno

Quando os outros monges viram a nova estrofe e souberam quem a tinha composto, disseram: “Como foi possível que uma pessoa tão iluminada trabalhasse para nós?” O Patriarca, entretanto, temendo a inveja dos monges, apagou a estrofe e pediu ao jovem que se encontrasse com ele à noite. Quando todos no monastério estavam em profundo sono, ele deu ao noviço a insígnia de seu futuro
cargo e tornou-o Sexto Patriarca. Ordenou então que o noviço saísse de imediato do monastério e retornasse somente quando ele, o Quinto Patriarca, tivesse falecido. O noviço fez como lhe foi dito, e, quando retornou com os mantos do cargo, ele foi reconhecido com o nome de Wei-lang.

As estrofes de Shin-shau e do Sexto Patriarca oferecem uma percepção valiosa da atitude mental da Escola Zen. A de Shin-shau diz: “Nosso corpo é como uma árvore de iluminação,/nossa mente é como um espelho limpo;/de hora a hora precisa ser limpo,/de modo que nenhuma poeira se ajunte nele.” Este verso mostra uma preocupação pedante com a preservação da pureza do espelho interno, a mente original (que, de qualquer modo, está além da pureza e da impureza); além disso, mostra que o autor não fala a partir de sua própria experiência, mas apenas como um erudito, porque o verso se baseia em uma expressão do Svetasvatara Upanishad: “Assim como um espelho,/ que foi coberto com poeira,/brilha como fogo, se for limpo,/da mesma maneira, aquele que compreendeu a natureza da alma/atinge o alvo e liberta-se da aflição.

Shin-shau apenas repetiu o Upanishad sem ter experienciado a realidade da mente original, enquanto que o jovem noviço captou a essência do Sutra Diamante em um ato de percepção direta; ele experienciou a verdadeira natureza da mente. Isso se revela na sua estrofe, que refuta a de Shin-shau e mostra o ponto de vista budista como é compreendido pelos Mestres do Zen: “Nosso corpo não é uma árvore de modo algum,/nem é a mente um estojo de espelhos;/quando tudo está vazio,/onde poderia a poeira se acumular?”

A mente original, conhecida como a mente de Buda ou o princípio de bodhi, o anseio por iluminação, é uma propriedade latente de cada
consciência, não apenas um reflexo do universo, mas a própria realidade universal. Isso pode parecer uma espécie de vacuidade metafísica, a ausência de qualidades e de possibilidades de definição. Bodhi, portanto, não é algo que cresceu como uma árvore, assim como a mente não é um espelho que reflete a realidade numa capacidade secundária. A mente em si mesma é a vacuidade que a tudo abrange (sunyata); assim, onde a poeira poderia se acumular?

“A essência da mente é grande, porque abrange todas as coisas; todas as coisas são da nossa natureza.” Não existe uma questão de “limpar”
a mente, mas sim de ter consciência da sua universalidade. O que podemos melhorar é o intelecto, a limitada consciência individual. Isso, porém, não nos leva além de seus próprios limites, porque permanecemos no círculo de suas leis inerentes de tempo e espaço, lógica e causalidade. Só o ato de ultrapassar nossas limitações e abandonar os conteúdos que nos aprisionam a essas leis pode nos dar a experiência da totalidade do espírito e a realização de sua verdadeira natureza – o que chamamos de iluminação.

A verdadeira natureza da mente abrange tudo que vive. O voto do Bodhisattva de libertar todos os seres vivos não é, portanto, tão presunçoso quanto parece. Esse voto não nasceu da ilusão de que um homem mortal pode se estabelecer como um salvador; é resultado da percepção de que somente no estado de iluminação seremos capazes de nos tornar um com tudo o que vive. Nesse ato de unificação, libertamos a nós mesmos e a todos os seres que estão potencialmente presentes e participam da natureza da nossa mente – que são parte de nossa mente.

É por isso que, de acordo com os ensinamentos do Mahayana, a liberação dos sofrimentos, a extinção da vontade de viver e de todos os desejos, é considerada insuficiente. É por isso que se empenhar na busca da perfeita iluminação (samyak-sambodhi) é considerado o único objetivo digno de um seguidor de Buda. Enquanto desprezarmos o mundo e dele tentarmos escapar, nós nem o superamos nem ganhamos maestria nele; estamos longe da libertação. “Este mundo é o mundo de Buda, dentro do qual a iluminação pode ser achada. Buscar a
iluminação nos separando do mundo é tão tolo como buscar chifre numa lebre.” Porque “aquele que trilha sinceramente o caminho do mundo não verá as faltas do mundo.”

Também não deveríamos imaginar que, pela supressão das faculdades intelectuais, podemos atingir a iluminação. “É um grande engano suprimir o pensamento”, diz o Sexto Patriarca. Zen é o caminho para superar as limitações da nossa atitude intelectual. Mas antes de apreciar o Zen, temos que desenvolver o intelecto, a capacidade de pensar e discernir. Se nós não alcançarmos maestria sobre o intelecto, não poderemos superá-lo. O intelecto é tão necessário para superar a emocionalidade e a confusão quanto a intuição é necessária para
superar as limitações do intelecto e seus julgamentos.

A razão, a mais alta propriedade do intelecto, é o que guia o pensamento intencional. Suas finalidades, contudo, são limitadas; a razão só pode operar naquilo que é limitado. Somente a sabedoria (prajna) pode aceitar e intuitivamente compreender o ilimitado, o atemporal e o infinito, ao renunciar às explicações e reconhecer o mistério que pode apenas ser sentido, experienciado e finalmente realizado em vida. A sabedoria tem raízes na experiência e na realização do nosso ser mais íntimo. A razão tem raízes no pensamento. Entretanto, a
sabedoria não despreza nem o pensamento nem a razão; ela os usa em seu próprio âmbito, o âmbito da ação intencional, a busca da ciência e a coordenação das nossas impressões sensoriais, percepções, sensações, e emoções, tudo em um conjunto. Aqui o lado criativo do pensamento exerce sua ação, convertendo a matéria-prima da experiência na percepção de um mundo razoável. O tamanho desse mundo depende da faculdade criativa do indivíduo. A mente pequena vive no mundo dos efêmeros desejos; a grande mente vive na infinidade do universo e na constante percepção do mistério que dá profundidade e amplitude à vida, e assim impede que o mundo sensorial se confunda com a realidade última. Aquele que penetrou até os limites do pensamento ousa saltar na grande vacuidade, o campo primordial do
seu ser ilimitado.

Lama Anagarika Govinda foi fundador da Ordem
Arya Maytreia Govinda, expositor do Budismo
Tibetano, pintor e poeta.

Fonte: Revista Sophia, edição 85

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AUTOCONHECIMENTO: O CÉU NÃO É O LIMITE, SUA MENTE SIM!

O texto a seguir com o título “A Mente cria barreiras” nos mostra o quão poderosa é a nossa mente através da nossa consciência, que quanto mais você trabalha em si mesmo, mais está ajudando a humanidade; e quando essa consciência trabalha em grupo, tem o poder de abrir muitas portas. Você já ouviu antes que pensamentos têm poder, então tire vantagem desta verdade e pensem em amor, não em ódio. Pensem em Luz, não em medo. Empatia e não narcisismo. Por isso convido você a ler o artigo completo a seguir os segredos dessa mente poderosa!

A Mente cria barreiras

Mensagem canalizada em 19 de Agosto de 2020 – Federação Galáctica

Somos da Federação Galáctica e queremos que saibam que apoiamos vocês e estamos totalmente engajados em comunicar e auxiliar nestes tempos de evolução. Vocês têm muitos seres amorosos de diversos mundos à espera, então alinhem e ativem-se com seus pensamentos para que as perguntas possam ser respondidas. Os trabalhadores da Luz estão à serviço em seu planeta também, então procure-os para orientação conforme os problemas surjam.

Vocês, como humanos, carregam experiências dolorosas na mente. A mente se torna com frequência uma caixa de armazenamento, ou é como um disco rígido do computador. Se ela não for limpa e estas situações não forem curadas com compaixão e entendimento de seu propósito, não curadas com um desejo de perdoar, tais situações serão repetidas em intervalos regulares.

Quando novas experiências de dor aparecem, elas se tornam lembretes do passado, através dos quais a pessoa pode então escolher não cair no mesmo padrão de resposta. Ao não fazer isso, o que acontece é um campo de energia de luz se integra e introduz novos começos. Significa que a alma foi curada, então novas experiências boas podem ser trazidas para a realidade da pessoa.

Saibam que, devido a tantas energias escuras e de medo terem sido colocadas nos campos da Terra por aqueles que estão no controle, é mais difícil aprender a perdoar e mover-se com confiança. É mais fácil se mover no medo, que é o que eles querem. Eles comem essas energias como sobremesas. Mas vocês irão descobrir, quando essas energias forem varridas com intenção, vocês irão entender que amor, paz e perdão são traços naturais.

Quanto mais vocês trabalham em si mesmos, mais estão ajudando a humanidade; a consciência de grupo tem o poder de abrir muitas portas. Vocês já ouviram antes que pensamentos têm poder, então tirem vantagem desta verdade e pensem em amor, não em ódio. Pensem em Luz, não em medo. Empatia e não narcisismo.

Porque…o palco para receber está montado com a vibração da pessoa, é importante purgar todos os velhos padrões mentais e medos. Velhos hábitos que não servem à proclamação de Deus devem ser liberados, o que significa se elevar e ser pacífico o tempo todo. Alinhar-se com seu Eu divino, com mais abundância e boa saúde. Para citar uma frase… “Ir corajosamente onde nenhum homem jamais foi.”

Vamos aproveitar este momento para compartilhar alguns exemplos e ferramentas com vocês. Se a pessoa tem problemas de confiança, quando alguém faz algo num relacionamento que acenda um lembrete, é importante não partir para a suposição de que aquilo está acontecendo de novo. A comunicação é uma ferramenta importante para aliviar a dor que pode ter sido reacendida, para aprender que as conclusões que a mente tira podem não ser verdade. É aconselhável utilizar o dispositivo da comunicação para sentir-se em paz.

Queremos apresentar o termo do comportamento CCC para vocês. Ele significa comunicação com compaixão que leva à clareza. Utilizar esta ferramenta irá ajudar para estar em harmonia e ter menos mal-entendidos. A clareza nos próximos passos da pessoa pode então vir à medida em que ela olha para dentro de seu coração indubitavelmente.

Se um dos problemas que surgirem for sentir que você não está sendo honrado, isto pode estar relacionado com situações de vidas passadas, bem como a jornada de sua vida presente.

Podem ser trazidas pessoas para sua vida que o desonrem, para você se tornar mais forte para dizer não. Quando você enfrenta isso de cabeça erguida, você vai descobrir que mais pessoas virão que vão honrar você.

O discernimento de ir para o coração é importante, pois ele pode permitir à você ver as razões por trás do comportamento das pessoas e lidar com a situação com foco claro para liberar problemas e se equilibrar com amor.

Se a pessoa não entende o estabelecimento de limites, ela pode novamente esperar ter situações que vão forçá-la a encarar a realidade de ter que impor estes limites. Lembre-se que honrar a si mesmo é honrar o seu Eu superior e isso prepara o palco para a paz, alegria e abundância.

A mente evita se machucar a todo custo…então é importante reconhecer quando se está sendo impedido de curar. Às vezes quando a dor é muita, a pessoa vai desejar escapar, mas se ela usar a ferramenta do amor próprio e se comunicar novamente, sem ter medo do que o outro vai pensar, a harmonia pode ser alcançada.

Lembre-se que a escuridão sempre serve à Luz, então pensamentos sombrios quando liberados podem servir para limpar a si mesmo. Permita que as lágrimas fluam para ver claramente que os percalços da vida são ferramentas para que a pessoa veja quem ela é e que ela merece viver num estado de contentamento e alegria.

Ajuda perceber que você não está sozinho e está na presença de uma tropa de compartilhadores de sabedoria. Não hesite em pedir ajuda. É importante tirar um tempo para respirar profundamente para acender esta ferramenta para que você possa entender, ao invés de se fechar na dor.

Muitos estão num estágio onde a intuição está apenas começando e é importante permanecer no coração. Quanto mais você livra o coração das dores, mais estes presentes irão surgir. Alinhar-se com a Fonte pode também aliviar lutas desnecessárias.

Tudo acontece por uma razão, especialmente com as novas energias ancorando-se na Terra. Uma prioridade dentro da jornada da alma neste momento é realmente livrar-se das frequências mais baixas. Portanto, estes desafios e velhos problemas vão parecer que estão sendo colocados à sua frente. Eles estão, então aceite-os quando surgirem e esteja disposto a encará-los para que eles saiam de seu campo de energia de uma vez por todas.

Velhos relacionamentos que não oferecem respeito mútuo, comunicação apropriada e perdão, vão começar a cair à beira da estrada. Se você os abençoar conforme eles seguem seu caminho, encontrará ondas de paz chegando. Se você sente-se triste por aquilo que tinha, faça o melhor para deixar ir aquilo que foi, para aquilo que será. Isso pode resultar em grandes experiências.

Esta consciência, quando totalmente abraçada, irá permitir não apenas que novos relacionamentos prosperem, mas nunca se sabe que mudanças podem ocorrer dentro dos velhos relacionamentos. Desculpas de ambos os lados podem ser benéficas para a limpeza e úteis para seguir em frente, mas não necessárias. Nem todo mundo está pronto para expressar um pedido de desculpas, porque o ego às vezes não irá ouvir.

Lembre que família, amigos, estranhos e conhecidos são parte dos filhos de Deus. Todos estão despertando dentro de seu próprio tempo, então respeite este processo.

Ficar preso à raiva de qualquer situação pode realmente danificar a forma física da pessoa. O medo pode fazer o mesmo. Se não for trabalhada, ela se torna uma entidade em si mesma e pode começar a governar o seu mundo. Sugerimos que cada um tire um tempo para se conectar com sua criança interior, pois ela precisa de sua atenção para se sentir em paz e harmonia.

A escolha de como você reage ou não responde, depende inteiramente de você e isso pode afetar a sua paz. Tente, quando se sentir ansioso ou impaciente por exemplo, no trânsito, tome uma respiração profunda. Procure uma outra forma de lidar com isso, para que você não fique estressado. Você faz isso ao entender que: a) você está onde deveria estar e: b) você pode escolher surfar a onda do momento com pensamentos pacíficos.

Aplaudimos a sua boa-vontade, queridos humanos, de começarem a limpeza da mente e coração, das velhas vibrações limitantes. Parte deste processo é conhecer o poder de sua própria grandeza. Voar abraçando em um nível mais elevado porque alguém está em sua vida. Façam o melhor para não escolher as velhas experiências como uma plataforma para tomar decisões, mas novas formas de estar no coração.

Nós os encorajamos a fazerem o trabalho que vieram fazer, para libertar suas almas. Para viverem autenticamente com alegria e abundância. Para não desempenharem o papel de vítimas. Para celebrarem com gratidão mesmo quando as coisas são desafiadoras.

Saibam que a mente do ego prefere que vocês permaneçam onde estão, bem como os escuros que vivem em seu mundo. Não vamos entrar em detalhes de como eles estão perdendo o poder, mas diremos que é hora de vocês recuperarem seu poder em suas vidas. Mais uma vez, quanto mais vocês trabalham em si mesmos, mais a consciência de grupo se beneficia.

Somos da Federação Galáctica, apoiamos vocês e estamos totalmente engajados em comunicar e auxiliá-los nestes tempos de renascimento transformacional. Há tantos seres amorosos à espera neste momento, então alinhem-se e ativem suas questões e pensamentos, os grupos estão esperando. Perguntem, acreditem, recebam. Celebrem a si mesmos e olhem por trás da situação para ver porquê vocês estão indo nesta direção para que isso possa finalmente ser liberado para se alinhar com energias que irão trazer todos os seus sonhos.

Agradecemos pelo seu tempo.

Star Blossom Goddess
Fonte: https://www.starvisions.info/ — Roseli Giusti Zahm e Marco Iorio Júnior — Tradutora e Editor exclusivos do Trabalhadores da Luz

Fonte: Trabalhadores da Luz

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REFLEXÃO: A NATUREZA DA COMPAIXÃO TEM A VER COM O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

Nesta segunda-feira vamos analisar um texto muito interessante e inteligente na coluna REFLEXÃO, sobre “Compaixão”, sentimento tão nobre e ao mesmo tempo tão pouco valorizado nos dias atuais. O texto retirado do livro “O Poder do Agora”, explora a natureza da compaixão e faz uma metáfora da mente com um lago profundo, onde a superfície, às vezes é calma e outras é cheia de ondas, mas o fundo é sempre sereno. Então lhe convido a ler esse texto maravilhoso, reflita e faça seu juízo de valor!

A natureza da compaixão

 em 
lago
O poder que damos à nossa mente é exatamente o que ela precisa para nos estagnar no processo evolutivo. O trecho do livro “O poder do agora” nos convida a refletir sobre sermos essência plácida, ainda que ao nosso redor tudo pareça turbulência. 
 
“Tendo ultrapassado as fronteiras construídas pela mente, você passa a ser como um lago profundo. Sua situação de vida e o que acontece no mundo exterior são a superfície do lago, às vezes calmo, às vezes cheio de ondas por causa do vento, conforme os períodos e as estações.
Lá no fundo, porém, o lago é sempre sereno. Você é esse lago por inteiro, não apenas a superfície, e está em contato com a sua própria profundidade, que permanece absolutamente serena. Você não reage a uma mudança ao se apegar mentalmente a qualquer situação.
A sua paz interior não depende dela. Você se fixa no Ser – imutável, eterno, imortal – e não é mais dependente da satisfação ou da felicidade do mundo exterior, das formas constantemente flutuantes. Você pode desfrutá-las, brincar com elas, criar novas formas, apreciar a beleza de todas. Mas não tem mais necessidade de se apegar a nenhuma delas.

– Quando você consegue se desprender desse jeito, não significa que também se distancia dos outros seres humanos?
– Pelo contrário. Enquanto você não está consciente do Ser, a realidade dos outros seres humanos vai causar uma ilusão, porque você ainda não encontrou a sua realidade.
A mente vai gostar ou não da forma deles, não só do corpo, mas também da mente deles. O verdadeiro relacionamento só é possível quando existe uma consciência do Ser.
A partir do Ser, você vai perceber o corpo e a mente da outra pessoa como se fosse uma tela, por trás da qual você pode sentir a verdadeira realidade deles, como você sente a sua.
Assim, ao se confrontar com o sofrimento de outra pessoa ou com um comportamento inconsciente, você fica presente e em contato com o Ser e, desse modo, é capaz de olhar além da forma e sentir o Ser radiante e puro da outra pessoa.
No nível do Ser, todo sofrimento é visto como uma ilusão, uma conseqüência da identificação com a forma. Milagres de cura às vezes acontecem através dessa descoberta, através do despertar da consciência do Ser nos outros – se estiverem prontos.”
Luz e Paz!
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