REFLEXÃO: A MANIFESTAÇÃO DO EU SUPERIOR DENTRO DE NÓS É O ESTADO DO SER

No nosso momento de REFLEXÃO desta terça-feira o aclamado e renomado Eckhart Tolle aborda o estado do ser como sendo o estado no qual o ser humano consegue se desprender do ego e se libertar dos pensamentos que povoam a nossa mente e corrompem o nosso consciente. Ao alcançar o estado do ser o homem está pronto para alçar um novo voo rumo a libertação.

O estado do Ser

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No caso da maioria das pessoas, quase todos os pensamentos costumam ser involuntários, automáticos e repetitivos. Não são mais do que uma espécie de estática mental e não satisfazem nenhum propósito verdadeiro. Num sentido estrito, não pensamos – o pensamento acontece em nós.

A afirmação “Eu penso” implica volição. Ou seja, podemos nos pronunciar sobre o assunto, podemos fazer uma escolha. Mas isso ainda não é percebido pela maior parte das pessoas. “Eu penso” é uma afirmação simplesmente tão falsa quanto “eu faço a digestão” ou “eu faço meu sangue circular”. A digestão acontece, a circulação acontece, o pensamento acontece.

A voz na nossa cabeça tem vida própria. A maioria de nós está à mercê dela; as pessoas vivem possuídas pelo pensamento, pela mente. E, uma vez que a mente é condicionada pelo passado, então somos forçados a reinterpretá-lo sem parar. Quando nos identificamos com essa voz, ignoramos isso.

Se soubéssemos, não seríamos mais possuídos por ela, porque a possessão só acontece de verdade quando confundimos a entidade que nos domina com quem nós somos, isto é, quando nos tornamos essa entidade. Além da agitação do pensamento, embora não inteiramente separada dele, existe outra dimensão do ego: a emoção. Isso não quer dizer que todo pensamento e toda emoção pertençam ao ego.

Esses elementos se convertem no ego apenas quando nos identificamos com eles ou quando eles assumem o controle sobre nós, isto é, quando se tornam o eu. O ego não é apenas a mente não observada, a voz na cabeça que finge ser nós, mas também as emoções não observadas que constituem as reações do corpo ao que essa voz diz. A voz na cabeça conta ao corpo uma história em que ele acredita e à qual reage.

Essas reações são as emoções. Estas últimas, por sua vez, devolvem energia para os pensamentos que as criaram originalmente. Esse é o círculo vicioso entre emoções e pensamentos não questionados que suscita o pensamento emocional e a invenção de histórias emocionais. O componente emocional do ego difere de pessoa para pessoa. Em alguns casos, é maior do que em outros.

Os pensamentos que fazem o corpo disparar reações emocionais algumas vezes aparecem tão rápido que, antes de a mente ter tempo de expressá-los, o corpo reage com uma emoção, e esta é convertida numa reação. Esses pensamentos existem num estágio pré-verbal e podem ser chamados pressupostos não expressos, inconscientes. Eles se originam num condicionamento pessoal do passado, normalmente ocorrido na tenra infância. “Não se pode confiar nas pessoas” seria um exemplo desse pressuposto inconsciente numa pessoa cujos relacionamentos primordiais, isto é, com os pais ou irmãos, não foram de solidariedade e não inspiraram confiança.

Mais alguns deles: “Ninguém me respeita nem me valoriza. Preciso lutar para sobreviver. O dinheiro nunca é suficiente. A vida sempre nos decepciona. Não mereço a prosperidade. Não sou digno do amor.” Essas suposições inconscientes criam emoções no corpo que, por sua vez, geram atividade mental e/ou reações instantâneas. Dessa maneira, elas criam sua realidade pessoal.

A voz do ego perturba continuamente o estado natural de bem-estar do ser. Quase todo corpo humano se encontra sob grande tensão e estresse, mas não porque esteja sendo ameaçado por algum fator externo – a ameaça vem da mente. Há um ego vinculado ao corpo, que não pode fazer nada a não ser reagir a todos os padrões desajustados de pensamento que constituem o ego. Assim, um fluxo de emoções negativas acompanha o fluxo de pensamento incessante e compulsivo.

O que é uma emoção negativa? É aquela que é tóxica para o corpo e interfere no seu equilíbrio e funcionamento harmonioso. Medo, ansiedade, raiva, ressentimento, tristeza, rancor ou desgosto intenso, ciúme, inveja – tudo isso perturba o fluxo da energia pelo corpo, afeta o coração, o sistema imunológico, a digestão, a produção de hormônios, e assim por diante. Até mesmo a medicina tradicional, que ainda sabe muito pouco sobre como o ego funciona, está começando a reconhecer a ligação entre os estados emocionais negativos e as doenças físicas.

Uma emoção que prejudica nosso corpo também contamina as pessoas com quem temos contato e, indiretamente, por um processo de reação em cadeia, um incontável número de indivíduos com quem nunca nos encontramos. Existe um termo genérico para todas as emoções negativas: infelicidade.Será que as emoções positivas têm o efeito oposto sobre o corpo físico? Será que fortalecem o sistema imunológico, revigoram e curam o corpo?

Sim, com certeza, mas precisamos diferenciar as emoções positivas que são produzidas pelo ego das emoções mais profundas que emanam do nosso estado natural de ligação com o Ser. As emoções positivas geradas pelo ego já contêm seu próprio oposto no qual podem rapidamente se converter. Alguns exemplos: o que o ego chama de amor é possessividade e apego dependente, que podem se transformar em ódio em questão de segundos.

A expectativa em relação a um acontecimento, que é a supervalorização do futuro por parte do ego, transforma-se no oposto – abatimento ou decepção – quando aquilo termina ou não satisfaz as expectativas do ego. Sermos elogiados e reconhecidos nos faz sentir vivos e felizes num dia, enquanto sermos criticados ou ignorados nos faz sentir rejeitados e infelizes no dia seguinte.

O prazer de uma festa animada transforma- se em ressaca e em algo desinteressante na manhã seguinte. Não existe bom sem mau, nem alto sem baixo. As emoções produzidas pelo ego decorrem da identificação da mente com fatores externos que são, é claro, instáveis e sujeitos a mudanças a qualquer momento.

As emoções mais profundas não são emoções de maneira nenhuma, e sim estados do Ser. Elas existem dentro do âmbito dos opostos. Os estados do Ser podem ser obscurecidos, porém não têm opostos. Eles emanam de dentro de nós, como o amor, a alegria e a paz, que são aspectos da nossa verdadeira natureza.

(Eckhart Tolle – Um Novo Mundo)

Luz e Paz!!!

Fonte: Sabedoria Universal

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AUTOCONHECIMENTO: APRENDA A FALAR COM O CORAÇÃO E VIBRE NA FREQUÊNCIA DA 5ª DIMENSÃO

No artigo a seguir o autor fala sobre algo muito interessante e raro de se ouvir. Ele relaciona aqueles que só ouvem a mente está ligado a terceira dimensão, mas quem ouve a voz do coração já está ligado a 5ª dimensão. No meu livro Quando Fala o Coração, cheguei perto disso, mas fiz a relação direta como no texto a seguir. Todo esclarecimento é válido. Por isso recomendo essa leitura!

Quem está falando com você? A mente ou o coração?

Hoje é dia do eclipse lunar. Entre 17h e 20h é um bom horário para estar conectado com sua alma, seu Eu Superior, em estado tranquilo e elevado, vibrando na paz e no amor, pois as energias do eclipse serão capazes de materializar rapidamente aquilo que enviarmos ao universo com nossa frequência.

Mas e aí?! Você pode cocriar uma vida nova, sim, mas quem está escolhendo? A mente, ou seja, o ego, que é condicionado a crenças, dogmas e idealizações da caixinha onde te colocaram desde que nasceu, onde te dizem o que é sucesso, felicidade, como deve ser e o que deve ter; ou a sua alma, consciência, Eu Superior, como prefira chamar, esse que te conecta ao Todo, já que você faz parte dele e é centelha divina. Você sabe dos seus propósitos evolutivos e da sua missão para essa existência, então coloca em prática as suas potencialidades trazidas especialmente para essa finalidade, que sempre incluirá a amorosidade, pois todos que estamos aqui nesta fase da transição planetária viemos com o propósito da partilha, da colaboração, de ser luz. Essa voz fala pelo coração, não pela mente.

Tenha calma, respira. Sinta no seu corpo e no seu coração o que te dá alegria e o que te aquece o peito ao pensar. Pense naquilo que você faria até de graça de tão prazeroso…

A 3D é a dimensão da dualidade, mas o mundo 5D é de amor, luz e colaboração.

Sim, todos precisamos de recursos aqui na matéria. Vamos cocriar dinheiro, porque a prosperidade é para todos, já que o universo é abundante, mas ela vem quando fazemos por nós e pelo Todo.

Como seria ter um dia reflexivo, observando o que sente, para, ao final do dia, no horário das energias do eclipse, poder visualizar e sentir como já acontecendo tudo aquilo que deseja criar para sua vida, mas estando presente, consciente do espaço do coração, não da mente.

Boas energias a todos. Lembrem-se de que a mente dá a forma, mas a emoção associada ao que você emite de vibração é que cria. Aproveite o superimã que será hoje e atraia aquilo que te faz feliz!

Qualquer coisa. Escolha. Não permita que a mente te limite.

Você é livre, a Força está com você, pois ela nada mais é do que a nossa Consciência, imortal e conectada à Fonte Criadora.

Namaste ?

Escrito por Eu Sem Fronteiras
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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: CONHEÇA OS 10 PRINCÍPIOS DA VIDA QUÂNTICA

O nosso DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL passa, antes de mais nada, pela compreensão dos princípios da Física Quântica e assim, do que seja vida quântica. Inicialmente precisamos compreender que somos todos “Consciência” e que a ela pertence o controle sobre a vida. A partir dai conhecer e entender os 10 princípios que norteiam a Vida Quântica. Então convido você a ler o artigo completo a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor. 

Definições da Vida Quântica

1. Um mundo independente do observador não existe.
Essa é primeira das definições da vida quântica para vc começar a entender;

Centenas de processos que ocorrem no seu corpo e que você não presta atenção – respiração, digestão, aumento ou redução da pressão sanguínea, crescimento de novas células, limpeza de toxinas etc. podem ser controlados. O próprio fato de focar nos processos automáticos que ocorrem em seu corpo também mudará o processo de seu envelhecimento…

2. Nossos corpos são formados a partir de energia e informação.

A física afirma que cada átomo tem 99,9999% de espaço vazio, e as partículas subatômicas que viajam por esse espaço na velocidade da luz representam raios de energia vibracional.
O vazio dentro de cada átomo pulsa na forma de uma mente invisível. A genética coloca essa mente no DNA… Em cada ponto desta sequência, energia e informação devem trocar entre si.
Na Índia, esse fluxo mental é chamado prana e pode controlá-lo, aumentá-lo ou diminuí-lo, movê-lo para frente e para trás e manipulá-lo, a fim de manter o corpo físico jovem e saudável.

3. A mente e o corpo estão indissoluvelmente unidos

A medicina está apenas começando a usar a conexão da mente e do corpo. O placebo, um comprimido sem medicamento, leva a resultados tão diferentes, comprovando que o corpo-mente pode criar qualquer tipo de reação bioquímica, se apenas a mente receber a configuração apropriada. Se pudéssemos usar a instalação para não envelhecer, o corpo começaria a executá-la puramente automaticamente.

4. Bioquímica do corpo – um produto da consciência

De acordo com o novo paradigma, a consciência faz uma diferença significativa no processo de envelhecimento e de doenças.

5. Percepção – um fenômeno aprendido

Diferentes percepções – amor, ódio, alegria e asco – estimulam o corpo, assim como a alegria, alterando o perfil químico.
Toda bioquímica ocorre dentro da mente; cada célula está totalmente consciente do que e como você pensa. Assim que você aprender esse fato, toda a ilusão de que você é vítima de um corpo irracional, de livre-arbítrio e degenerado se dissipará.

6. Os impulsos da mente a cada segundo dão ao corpo novas formas

Enquanto novos impulsos continuarem a entrar no cérebro, o corpo também poderá reagir de uma nova maneira. Novos conhecimentos, novas habilidades, novas maneiras de ver o mundo contribuem para o desenvolvimento e renovação da mente-corpo.

7. Não somos indivíduos separados do Cosmos.

Uma única consciência (Unicidade), pessoas e eventos que ocorrem “em algum lugar lá fora” fazem parte do seu corpo. São apenas pequenos pacotes de informações de um campo infinito chamado Universo.
A consciência disso ajudará você a entender que o mundo não é uma ameaça para você, mas apenas seu corpo infinitamente expandido.
O mundo é você.

8. O tempo não é absoluto – é eternidade quantificada

Apenas sua consciência cria o tempo que você sente.

9. Conhecer “sua” realidade permite assumir o controle de todas as mudanças.

O fato do tempo estar ligado à consciência implica que você pode escolher um método de funcionamento completamente diferente – a fisiologia da imortalidade, que o leva ao conhecimento da imutabilidade, o “eu”, uma corrente do Espírito – a consciência.

10. Não somos vítimas de envelhecimento, doença e morte.

O controle sobre a vida pertence à consciência.
Tornamo-nos vítimas de envelhecimento, doença e morte como resultado de nossas lacunas de conhecimento. Portanto, a lição mais valiosa ensinada pelo novo paradigma é a seguinte: se você deseja mudar seu corpo, primeiro mude de perspectiva que não está “em algum lugar lá fora”, mas dentro de você.

Deepak Chopra
Resumo Vilma Capuano

Publicado por Fatima dos Anjos em 21 outubro 2019 às 19:50 em TÉCNICAS ENERGÉTICAS DE CURA QUÂNTICA

Fonte: Marcos Brenelli

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DICA DE LIVRO: SUPER GENES DE DEEPAK CHOPRA E RUDOLPH E. TANZI

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é SUPER GENES, do renomado Deepak Chopra em parceria com o cientista Rudolph E. Tanzi, co-autores do Best Seller SUPERCÉREBRO.  Durante muito tempo acreditamos que os genes determinassem nosso destino biológico e que fossem imutáveis, mas recentes descobertas no campo da genética mostram que eles são dinâmicos e podem ser influenciados por diversos fatores. Em Supergenes, os autores discorrem sobre como a ciência atual sustenta que nossos genes reagem a tudo o que fazemos, dizemos e pensamos. Oferecendo um cardápio de escolhas para 6 esferas da vida – dieta, estresse, atividade física, meditação, sono e emoções -, em três níveis de dificuldade, os autores também mostram, de forma muito prática, o que devemos fazer no dia a dia para ativar o melhor do nosso código genético pela vida afora. Um livro que você, que é buscador, não pode deixar de ler! 

Fonte: Acervo particular

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REFLEXÃO: A MENTE RACIONAL E A CONSCIÊNCIA INTUITIVA

Não é a toa que Eckhart Tolle é um dos mais respeitados pensadores de todos os tempos. Citado por pelo menos 9 de cada 10 estudiosos da mente humana. No texto escolhido para a nossa REFLEXÃO de hoje o extraordinário pensador faz um paralelo entre a mente racional e a consciência humana, mostrando que somos todos Consciência e que a mente racional pode ser muito poderosa, mas está resumida e restrita aos pensamentos e não alcança de longe o que na realidade é a nossa consciência. Convido você a ler o texto completo a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor!

Para além da mente racional

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“É muito fácil uma pessoa ficar encarcerada nas suas próprias prisões conceituais.

Na ânsia de conhecer, de entender e controlar, a mente humana confunde as suas opiniões e pontos de vista com a verdade. Afirma: isto é assim.

Teremos de ser mais abrangentes do que o pensamento para percebermos que qualquer interpretação que se tenha sobre a “nossa vida” ou a vida e o comportamento dos outros, qualquer juízo que se faça sobre uma situação não é mais do que um ponto de vista, uma de muitas perspectivas possíveis.

Não passa de um amontoado de pensamentos. A realidade é um todo uno, onde todas as coisas estão entrelaçadas, onde nada existe em si e por si mesmo. Porém, o pensamento fragmenta a realidade, retalha-a em mil e um pedaços conceituais.

A mente racional pode ser um instrumento útil e extraordinário, mas também muito limitativo quando se apodera completamente da vida e o impede de ver que a mente não passa de um aspecto bastante diminuto da consciência que nós somos. ” (Eckhart Tolle – A Voz da Serenidade)

Luz e Paz!!

Fonte: Sabedoria Universal

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: O SILÊNCIO É A CHAVE QUE ABRE A PORTA PARA O NÍVEL SUPERIOR DO SER

O caminho para o DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL passa pela meditação, que é forma de interiorização pessoal, a forma de aprendermos a conversar com o nosso subconsciente, o realizador da nossa realidade e o caminho para o aprendizado da meditação é basicamente o exercício do silêncio, a chave, que abre a porta para o nível superior do Ser. Então convido você a ler o artigo completo a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor!

O SILÊNCIO CONTÉM O PODER

Existe um nível do Ser onde existe muita Calma.

Mas como acessá-lo? O que nos impede de acessar este lugar sagrado?

O obstáculo, para se chegar à Calma Essencial, é a mente

A mente inquieta, instável e barulhenta, é uma pedra de tropeço para se chegar à mansidão do Mar Azul, dentro. No entanto, existe uma chave para acessar este lugar sagrado. A chave, que abre a porta para este nível do Ser, é o Silêncio, a Contemplação e a Meditação.

O Silêncio é uma dádiva também para ansiosos.

A grande angústia do ansioso é sofrer e lutar contra a desorganização interna, que se reflete como bagunça em seu ambiente externo. A pessoa ansiosa se angustia de ver projetado no seu externo a desordem e a estagnação. Entretanto, no Silêncio e na Meditação existe algo de dinâmico e organizador.

Quando esta dupla entra em ação ela dissolve o torpor mental causado pela ansiedade. Por quê? Algo mágico acontece… a sua respiração muda imediatamente, e você pode agora começar a viver a clareza mental. No Retiro Travessia – de Meditação, Silêncio e Cura Interior – esta prática guiada é muito prazerosa, interessante e fácil de se fazer na exuberante natureza.

Silêncio, Meditação e Contemplação e os 11 extraordinários benefícios

1- Cura do sono.

2- Tranquilidade e disposição ao acordar.

3- Permanência por mais tempo na “Calma Essencial”.

4- Baixa da ansiedade.

5- Melhora da respiração.

6- Mente tranquila e organizada.

7- Memória ativada.

8- Libertação da obsessão dos problemas e conflitos.

9- Resgate da intuição clara e purificada.

10- Presença e conexão.

11- Despertar das capacidades mentais normais e superiores.

 

Os malefícios da falta de silêncio interior

 

“Pensar é algo divino, no entanto, não parar de pensar é algo doentio”.

Pensar compulsivamente é como aquele cachorro que “corre e corre atrás do próprio rabo sem nunca chegar à lugar algum”. O automatismo que criamos vem do nosso “lado” animal fazendo com que a mente fique condicionada à padrões de comportamentos indesejáveis. Esse mecanismo se torna forte, tornando complexo o funcionamento da mente.

Emocionalmente falando, o pensador compulsivo  está sempre aborrecido, insatisfeito e com a alma apertada e apartada de si. Ademais, o ruído mental incessante é um tremendo obstáculo ao autoconhecimento autêntico: a pessoa perde o contato com sua essência, acabando por se sentir “um estranho em sua casa interior”. Tédio, cansaço, ansiedade e respiração alterada compõem o quadro emocional ruim. Parece um paradoxo, mas somente algo simples como a Meditação –  e o silêncio que ela produz – podem tirar a mente de sua complexidade e fazê-la sentir paz e funcionar bem!

Você não é a sua mente e nem o que você pensao pensamento  compulsivo faz com que a pessoa caia na armadilha de se confundir com os próprios pensamentos e de se esquecer quem ela realmente é. O silêncio é a chave para acessar e usar o  potencial ilimitado disponível a todos e a ferramenta por excelência é a Meditação”, lembra sempre o Dr. Toni Luiz a seus pacientes e alunos.

Silêncio, Meditação e Saúde Mental

A Meditação é o remédio natural para quem quer equilíbrio e saúde mental. Quem aprende a silenciar volta ao seu estado natural e será cada vez menos perturbado pelas oscilações da mente. Fazer paradas durante o dia para silenciar e meditar estabiliza a mente porque ajuda a criar “espaço” entre os pensamentos.

Quando isso acontece a pessoa sente uma grande satisfação e já pode comemorar o início da vitória sobre as prisões da mente. Somente silenciando você se torna capaz de transformar o pensamento – colocando de ‘escanteio’ a interferência do ego – e só então determinar o que você quer de fato pensar ou deixar de pensar.

“É muito bom deixar a mente descansando num grande vazio, e pensar somente quando preciso pensar, a prática me ensina a entrar no “modo descanso”.  Isto é uma grande liberdade, uma grande conquista!”, Sarita de Távora Domingues

Se o Silêncio é tão bom assim, por que alguns o temem?

Teme quem desconhece as dádivas do silêncio. A maioria de nós está tão apegada ao sofrimento que esse mecanismo se torna muito forte, a pessoa acaba acreditando que aquela é a sua natureza. Teme o silêncio quem está apegado de forma anormal ao que lhe é “familiar”. Entretanto, somente o que ela teme – o Silêncio – é o que pode libertá-la. O silêncio te ajuda a sair da “ilusão” criada pelos pensamentos caóticos e opressivos. A dinâmica do silêncio coloca ordem em sua casa interior e faz enxergar a realidade com fino discernimento, de forma transformadora.

O Silêncio Meditativo é como uma sala espaçosa, silenciosa e aconchegante, à meia luz,  onde você pode, com tranquilidade, adentrar, tirar seus sapatos e  se permitir descansar. Existe ainda muitas pérolas no silêncio, uma delas é o descanso. Agora que você compreendeu mais sobre o silêncio, eu lhe pergunto: Existe alguma razão para perdê-lo? Sarita de Távora Domingues

Quem consegue aprender sobre o Silêncio?

Quem se interessar por ele,  quem o busca, pratica e o cultiva. Para buscar o Silêncio é necessário um movimento de auto valor e cuidado. Se não fizer isso por si mesmo, por sua mente, ninguém o fará!  A prática requer apenas algum momento do dia e alguns minutos antes de dormir. Impressionantes maravilhas estão reservadas para seus buscadores.

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SAÚDE: A PSIQUIATRIA NUTRICIONAL ESTUDA O IMPACTO DOS ALIMENTOS EM DOENÇAS TÃO COMPLEXAS COMO AS DA MENTE

Estudos confirmam a influência positiva de certos alimentos em doenças da mente, como depressão

Foto: iStock/Getty Images

Depois de um dia difícil, vem a deliciosa compensação com um bom prato de macarrão, o hambúrguer suculento ou o sorvete mergulhado em calda. Quem nunca fez isso? Tentar minimizar sentimentos e experiências ruins com comida recheada de gordura e açúcar é uma necessidade identificada desde sempre. Já na pré-história, os alimentos mais calóricos, que proporcionassem estoque de energia por mais tempo, eram escolhidos por homens e mulheres para se defender das agruras cotidianas.

Em fascinante processo de evolução, o cérebro então se condicionou a preferir pratos mais gordurosos ou açucarados diante de adversidades. A novidade: estudos recentes revelam que o tipo de comida que induz ao bem-estar, no avesso da tristeza, pode ser de outra família, bem menos apetitosa. Surtiram efeito positivo, em cuidadosas pesquisas, os frutos do mar, vegetais, feijão e leite fermentado (veja no quadro). Funcionam porque são ricos em nutrientes, naturalmente mais balanceados.

A descoberta resulta de uma área emergente da medicina batizada de “psiquiatria nutricional”. Ela estuda fartamente o impacto dos alimentos em doenças tão complexas como as da mente. Uma das maiores pesquisas já feitas, conduzida com 12 000 homens e mulheres ao longo de dois anos e publicada no American Journal of Public Health, mostrou que as pessoas afeitas a aumentar as porções de frutas e vegetais consumidos relataram ser mais felizes e satisfeitas com a vida, em relação às que não interferiram na dieta original. A explicação está na presença abundante de compostos específicos nesses alimentos, como vitaminas e minerais. Eles agem, basicamente, protegendo as células do efeito da oxidação. Entre as doenças mais influenciadas estão a depressão, a ansiedade e o stress crônico. Eles também têm mostrado capacidade de reduzir os danos causados pelo encolhimento cerebral, um mecanismo natural do passar da idade que pode levar a perda de memória e Alzheimer.

Foto: Arte/Veja

Uma das descobertas mais fascinantes está no papel protetor dos lactobacilos, bactérias saudáveis contidas em leites fermentados e alguns iogurtes. Esses microrganismos ajudam a equilibrar a flora intestinal, onde ocorre uma farta produção de serotonina, a molécula que nos leva ao estado de bem-estar. Um estudo feito no Centro de Saúde Mental, em Xangai, na China, mostrou a ligação de doenças psiquiátricas com o desequilíbrio do trato digestivo — que pode ser regulado com lactobacilos. Em 21 trabalhos analisados, os pesquisadores verificaram que o composto impactou positivamente em sintomas de ansiedade. Os efeitos foram vistos depois de doze semanas de consumo.

“Muito em breve será comum o paciente sair do consultório com uma dieta específica para a mente, assim como hoje já se faz com regimes para a saúde do coração, ossos e o emagrecimento”, diz Antônio Carlos do Nascimento, doutor em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e membro da Sociedade Americana de Endocrinologia. Houve um tempo em que a busca por se afastar dos prazeres da mesa, atrelada a dietas, impunha comer com os olhos. Agora, a ideia é comer com o cérebro.

Fonte: Blog do BG

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: OBSERVE SEUS PENSAMENTOS COMO PENSAMENTOS E NÃO COMO REALIDADE E ELES SE TORNAM SEUS ALIADOS

Da mesma forma, os pensamentos podem ser vistos como peças libertadoras da sabedoria. Se você observa seus pensamentos como pensamentos, em vez de confundi-los com a realidade, eles se tornam aliados, companheiros no caminho  e podem se transformar em peças libertadoras da sabedoria. Conheça aqui os cinco passos ou símbolos no processo do desenvolvimento do ego. A palavra sânscrita para esses símbolos, skandhas, significa, literalmente, agregados ou amontoados ou agrupamentos momentâneos de eventos mentais e físicos.   Os skandhas iluminam o processo quíntuplo de fixação mental, engajando-se numa batalha perdida do ego contra o mundo. Contudo, os mesmos eventos mentais são a base de um cessar-fogo, uma entrada para a paz luminosa e sem lutas. Convido você a ler o texto completo a seguir e expandir um pouco mais a sua consciência!

Como funciona a sua mente

Os pensamentos podem ser vistos como peças libertadoras. Se você os observa como pensamentos, em vez de confundi-los com a realidade, eles se tornam aliados. Você se abre a uma percepção ampla e saboreia a vastidão do mundo

Gaylon Ferguson*

Poder da mente: 6 passos para dominar seus pensamentos

William James, um dos fundadores da psicologia moderna, disse que nossa experiência primária do mundo é de “um grande florescimento, uma enorme confusão”. Atualmente pesquisadores mostram que os recém-nascidos têm mais habilidades para compreender experiências do que James acreditava, mas mesmo adultos ficamos confusos sobre como funciona a nossa mente. Sabemos que temos mente e experiências psicológicas, mas quem somos realmente? Como a mente atua para moldar nossas experiências do mundo, nossa experiência de estar vivo? Como ver claramente o rápido desabrochar da mente e do mundo?

A psicologia budista examina a nossa experiência diária de clareza e confusão a respeito da mente e do eu. Os mais antigos mapas budistas do nosso senso de eu mostram cinco passos no processo do desenvolvimento do ego. A palavra sânscrita para esses símbolos, skandhas, significa, literalmente, agregados ou amontoados. Os skandhas são agrupamentos momentâneos de eventos mentais e físicos. Aliás, mente e corpo – o mental e o físico – são os principais tipos de eventos. Nós nos experimentamos mesmo como seres corporificados num mundo de outras formas físicas, como árvores e automóveis, e nos movemos ao lado de outros seres vivos, com suas próprias experiências mentais de sofrimento e tranquilidade.

Os cinco skandhas ou “amontoados” do nosso ser básico são: (1) forma; (2) sentimento; (3) percepção;(4) conceito; e (5) consciência. Vamos examinar, passo a passo, como eles constroem nosso senso de eu. Forma – O primeiro skandha é chamado de forma, significando tanto o corpo físico quanto o corpo do mundo. A forma é a base do nosso ser, o senso fundamental de que somos este corpo e esta mente. A separação entre corpo e mente é a distinção primária da nossa experiência. Meu corpo tem um peso na balança, mas meus pensamentos  têm substância incerta. Eles importam, particularmente para mim, mas não são materiais. Meu corpo e minha mente estão juntos, mas em desconfortável tensão.

Como em qualquer relacionamento dualista, corpo e mente podem se combinar harmoniosamente juntos durante algum tempo, mas podem também cair em profunda divisão, com discussões e separações em trincheiras. Quando tudo está indo bem, meu corpo coopera com o que minha mente parece querer dele: “Vamos tomar o café da manhã agora, não?” Mas às vezes o corpo se rebela e desenvolve uma dor no joelho exatamente quando eu queria dar uma corrida, ou adormece durante um encontro importante.

Corpo e mente  são como irmãos em disputa, porém unidos. Se estamos fisicamente cansados ou famintos, a experiência e o julgamento que fazemos dos outros podem ser contaminados pela fadiga e o baixo nível de açúcar. Um estudo recente mostrou que os juízes de Israel concedem indulto em 65% dos casos ouvidos imediatamente após terem comido, e em quase zero casos ouvidos exatamente  antes de um intervalo ou ao final do dia. Assim, o primeiro insight quanto ao funcionamento da mente é: entender a experiência mental requer estreita atenção ao skandha da forma.

Sentimento – A fase seguinte do surgimento do eu é chamada de sentimento, referente a gostar, desgostar ou sermos indiferentes ao que percebemos. Como nos sentimos a respeito das formas e seres que encontramos? Eles parecem atrativos ou ameaçadores? Sentimos como se estivéssemos correndo em direção a eles ou nos afastando? Esses sentimentos intuitivos – que não são emoções suficientemente maduras – formam a base para os impulsos subsequentes em direção ao que estamos experimentando, ou na direção contrária. “Um casaco  quente no inverno? Gosto muito disso. Quente demais ao sol do meio-dia? Não gosto.” Gosto, aversão, atração, repulsão, neutralidade – seguimos em círculo dia e noite.

Os devaneios e pesadelos são todos “temperados” pelo sentimento. Os sentimentos são o pano de fundo para toda a nossa experiência, uma textura mutante de encontro e troca com o mundo. Não que não existam seres benevolentes e malévolos, aqueles que nos desejam o bem e os que nos querem causar malefício.

Os sentimentos também são uma experiência mental. É, em parte, o deleite de nossa própria mente que saboreamos ao comer uma maçã. O skandha do sentimento aponta para o aspecto principalmente mental de toda a nossa experiência. Nossa mente acompanha a experiência de qualquer coisa. Isso parece óbvio a princípio, mas é um dos principais insights das tradições contemplativas. As experiências agradáveis ou desagradáveis do que quer que seja sempre têm um aspecto interno, e damos a esse aspecto o nome de mente.

Percepção – O estágio seguinte no desenvolvimento do eu é chamado de percepção. Estes são discernimentos mais específicos do que as avaliações gerais de sentimentos. Trata-se de “eu gosto muito não só do calor do meu casaco, mas também da sua cor azul e textura macia”. Essa percepção de qualidades desejáveis e  agradáveis estão todas tingidas pelas tendências do passado; nós prejulgamos uma coisa baseados nos sentimentos prévios.

Esses julgamentos perceptivos ocorrem a partir do meu ponto de vista, não da perspectiva de um “eu” que gradualmente se solidifica – a experiência que uma mariposa teria do casaco seria muito diferente. Percebemos isso como “um casaco de lã muito bom, azul e bonito” porque, pelo menos por enquanto, ele parece estar “do meu lado”, do lado de um eu central. Existe um senso nascente de que o casaco me completa, assim eu o agarro para tê-lo comigo. É como se, agarrando firmemente o casaco (substitua-o por qualquer coisa que sirva para você), eu também esteja agarrando-me a um eu.

O egocentrismo desse “perceber” chega para pousar na recompensa psicológica: o casaco suéter faz bem, estou melhor do que quando eu estava sem ele, estou muito mais sólido  num mundo em rápida mudança.

É como se o skandha da percepção fosse um desatualizado operador de uma central que temerosamente rastreia nossas ligações telefônicas segundo um critério simples: a meu favor ou contra mim? Como resultado, nossa experiência do mundo chega convenientemente empacotada em coisas que percebemos como boas para nós e coisas que não o são.

O problema é que o operador age com pressa e ansiedade, mal parando para perguntar o nome de quem liga ou a natureza do chamado. O operador muito rapidamente decide completar algumas ligações “amistosas” e a negar acesso a outras “inimigas”.

Isso seria muito útil e eficiente se fosse um processo preciso. Infelizmente, muitas vezes é uma série cômica de erros dolorosos, uma opinião preconceituosa baseada em padrões habituais: “Eu me lembro de você pelo agradável tom de voz, você é um ótimo amigo, deixe-me completar logo sua ligação.” Ou “Não, eu nunca ouvi falar de você, mas sua voz feia me lembra  uma pessoa desagradável, adeus.” Portanto, a percepção acrescenta nomes e rótulos de “reconhecimento” baseados na experiência passada. Vemos também impulsos correspondentes desenvolvendo-se para agarrar ativamente a experiência ou afastar-se dela.

Nosso superocupado e sensível operador da central também não consegue levar em conta o fato crucial da mudança. Todos nós já descobrimos que uma pessoa de quem duvidávamos ontem pode ser um  amigo amanhã – e vice-versa. Essa descoberta do novo é o que bloqueia o downloading de percepções passadas.

Percepção – O processo de desenvolvimento do ego endurece mais com o quarto skandha: conceito ou formação mental. Com o conceito, damos adjetivos para o tipo de pessoa que Maria é – boa, agradável – e para o tipo de pessoa que João representa  mau, desagradável. Este é o reino dos enredos e ideologias. É o aspecto dualista da mente, que chamamos de falso intelecto – ele usa categorias conceituais fixas para nós mesmos e para os outros.

Nesse reino  de visões distorcidas nós nos enganamos habilmente com base em julgamentos precipitados, intuições nebulosas, notícias de ontem:“ Ah, agora percebi, eu sou este tipo de pessoa e você é daquele tipo. Não podemos mais ser amigos.” Neste estágio, desenvolvemos sofisticadas interpretações de nós mesmos e de nossa experiência, muito além do sentimento básico de sim e não. É uma dimensão de explicações psicológicas: “Eu sou este tipo de pessoa porque isso já aconteceu antes.”

Não devemos negar o poder de causas e condições anteriores na formação dos seres que nós nos tornamos. Mas a tentação é transformar a água corrente de uma visão nova em cubos de gelo, em ideias fixas. Eu repito muitas e muitas vezes para mim mesmo, e para quem quiser ouvir velhas histórias sobre quem eu  sou, o que eu era e no que estou me tornando (e também quem você é e por que você é assim). Deixamos a humildade do não saber para trás e nos abrigamos num matagal de  conceitos.- Percepção –

Finalmente descobrimos a experiência mental do quinto skandha. O momentum acumulado da divisão inicial mente-corpo, o senso positivo ou negativo que temos dos outros, os rótulos para nós mesmos e para o mundo culminam numa vívida exibição de emoções e pensamentos.

Este skandha é a familiar corrente de consciência que experimentamos na vida diária – nossa corrente mental. A psicologia budista divide-a em oito consciências separadas. Além dos familiares sentidos de consciências (ver, ouvir, cheirar, saborear e tocar), o Budismo acrescenta um sexto sentido  consciencial, o mental. Assim como a consciência auditiva cuida dos sons, a sexta consciência da mente cuida dos pensamentos e das emoções. Ela também sintetiza a experiência das outras consciências num todo coerente, como um habilidoso editor de filme que coordena imagem, som e comentários discursivos.

Subjacentes aos seis sentido  conscienciais, podemos vislumbrar outras duas consciências: uma corrente subconsciente de ansiedade e emoções conflituosas (klesha, “consciência do incômodo”) e uma percepção nebulosa de fundo (alaya, “consciência depósito”), que às vezes rememoramos e chamamos de “eu”. Essas correntes subterrâneas são grandes inspiradoras; elas surgem ocasionalmente com velhos ressentimentos, ciúmes, paixões fixas e negações fortemente motivadas.

O skandha da consciência completa o desenvolvimento do ego iludido. Agora nos sentimos separados, independentes, sozinhos – apesar das amplas evidências do contrário.

Não estamos separados do ambiente. Se estivéssemos, como poderíamos  respirar, comer, beber e nos sustentar? De onde vem a língua que falamos, escrevemos e lemos? Nenhum de nós é autoproduzido, como nos  lembram nossos pais. Longe de sermos simples e unitários, nós nos elevamos como um conjunto dinâmico de acontecimentos físicos mentais, incluindo respiração, sono, sonho e despertar. Temos aspectos emocionais, psicológicos e fisiológicos, e embora eles ocasionalmente discordem entre si, também cooperam e se harmonizam.

Um insight sobre como nossas mentes funcionam não é um fim em si mesmo. A tradição não oferece esse ensinamento como simples conhecimento intelectual. Você deve usar esse mapa para se familiarizar cada vez mais, através da experiência direta, com os processos que chama de “eu” e “minha mente”.

Desenvolver uma amizade harmoniosa  consigo mesmo é a parte principal da senda budista do despertar. Os ensinamentos sobre os cinco skandhas convidam a uma experiência mais profunda de si mesmo. O que você encontra quando examina sua experiência de corpo e mente? Não estamos falando de dogmas – a questão não é confirmar se o mapa está “correto”. Parte da questão é notar que o mapa não é o território. Imagine um mapa do Canadá do tamanho do Canadá: ele seria inútil. Você foi convidado a ser um explorador de seus terrenos internos e externos.

Ao se engajar nessa exploração psicológica, um de seus melhores companheiros será o sentimento de amizade para consigo mesmo e para com os outros. A amizade significa considerar esses cinco processos mentais não como sinais de fraqueza ou inadequação, mas como aspectos de sua humanidade básica. Com o cultivo da amizade você pode experimentar os skandhas (e o que quer que surja no caminho) com verdadeira gratidão.

Os skandhas apontam, primeiramente, para a cura da separação mente-corpo. Se você prestar atenção ao corpo e à mente como uma experiência real, e apenas uma ideia distante, então começou bem. Isso é tradicionalmente chamado de “plena atenção ao corpo”. É um senso simples de boas-vindas e inclusão da sua experiência física – sem louvar ou condenar o corpo.

O mesmo serve para os outros skandhas. Se você consegue simplesmente sentir seus sentimentos, sem rejeitá-los ou contar a si mesmo histórias que justifiquem que você está certo, então os sentimentos se tornam sinais claros de estar vivo. Você não precisa representá-los nem reprimi-los. Isso é liberdade; isso supera a avidez e a fixação, e permite que seus sentimentos possam se elevar, marcar presença e ir embora. Você gosta que a vida borbulhe com emoções coloridas, com experiências sinceras. Você aprecia ser humano.

Da mesma forma, os pensamentos podem ser vistos como peças libertadoras da sabedoria. Se você observa seus pensamentos como pensamentos, em vez de confundi-los com a realidade, eles se tornam aliados, companheiros no caminho. Em vez de confinar sua percepção dos sentidos nas caixas estreitas de “por mim” e “contra mim”, você se abre a uma percepção ampla de visão e audição, e saboreia a vastidão do mundo.

Nessa viagem, tanto a claridade quanto a confusão estão entretecidas na experiência mental do dia a dia. Os skandhas iluminam o processo quíntuplo de fixação mental, engajando-se numa batalha perdida do ego contra o mundo. Contudo, os mesmos eventos mentais são a base de um cessar-fogo, uma entrada para a paz luminosa e sem lutas.

Cada momento no desabrochar de sua experiência é uma oportunidade de dar as boas-vindas a si mesmo, a seus sentimentos, à sua mente e às outras pessoas. A chave para trabalhar com a mente e compreender seus processos está no calor e na amizade inatas da própria mente. Você não precisa de um corpo-mente melhor. O desafio é ser amigo da sua mente e do seu corpo.

Fonte: Revista Sophia- Ano 19- nº 89

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: MENTE_ É A SOMA DO ESTADO DE CONSCIÊNCIA, PENSAMENTO, VONTADE E SENTIMENTO

O estudo sem o serviço e a meditação é infrutífero. Assimilar conhecimento sem repassá-lo aos outros, não só nos oprimi, como não serve para a nossa evolução espiritual. O verdadeiro instrutor não se coloca acima  dos seus alunos, pois a vida é umeterno aprendizado e temos sempre muito a aprender com o outro. Com o tempo o verdadeiro aprendizado se torna sabedoria, que está além do intelecto. O texto aseguir fala acerca disso. Então leia eexpanda sua consciência!

Estudo,  meditação e serviços

Todos nós podemos contribuir para o bem da humanidade. Não demore – liberte a criança espontânea dentro de você, em toda a sua inocência. A vida não espera; o futuro do mundo depende de nós, então vamos criar um bom futuro para nossos filhos e netos

Margaret Bove*

Meditação: estudo da Universidade de Harvard | Pura Energia Positiva

O manas (mente) concreto e inferior provê um veículo para o aprendizado, e o manas abstrato e superior absorve a essência do aprendizado. A mente superior (Manas) é caracterizada pela criatividade do Eu Superior. Mente é a soma dos estados de consciência: pensamento, vontade e sentimento. Cada vez mais pessoas evoluem em consciência e passam para níveis mentais superiores. Os átomos da mente estão despertando como nunca antes; milhões de neurônios que acreditávamos inativos estão agora em atividade.

Quando nos concentramos no estudo, facilitamos a intuição. Blavatsky disse que partes de A Doutrina Secreta só podiam ser lidas com a intuição. Quando a intuição tiver se desenvolvido e a consciência tiver se elevado com o estudo e a meditação, teremos paz e união entre todas as pessoas. Será o fim de todos os graus de ódio, de todas as barreiras que nos dividem.

Nos ensinamentos dos grandes mestres o positivo sempre supera o não positivo; a vingança não obtém êxito. Somos todos um e não importa a nossa crença ou filosofia, pois viajamos rumo ao mesmo ideal. Como estamos unidos nos níveis sutis, ligados aos outros e a todas as coisas através do etérico, quando ferimos os outros, ferimos também a nós mesmos.

Estudo, meditação e serviço estão ligados e só são completos juntos. O estudo sem o serviço e a meditação é infrutífero. Absorver conhecimento sem oferecê-lo aos outros pode nos oprimir. O verdadeiro instrutor não faz diferença entre ele mesmo e seus alunos; um aprende com o outro.Com o tempo o verdadeiro aprendizado se torna sabedoria, que está além do intelecto.

À medida que progredimos nesse caminho e começamos a distinguir  real do irreal, nosso desejo é ajudar e servir. A razão da nossa encarnação é retornar à residência do espírito puro, aprender a servir, com a experiência e a purificação do nosso ser, para auxiliar o plano divino onde cada um tem seu papel a desempenhar. Começamos a abraçar o amor, a compaixão, a compreensão, a disponibilidade, a inofensividade, o desapego e o perdão incondicionais. Errar é humano e perdoar é super-humano. Todo ser humano tem uma fonte de bondade; se nos concentrarmos nisso, e não no lado negativo, o positivo surge com facilidade. Para deixar para trás traumas passados devemos perdoar os outros e nós mesmos.

Ao longo do caminho espiritual encontramos uma lembrança do bom, do verdadeiro e do belo. Somos compelidos pelo Eu Superior a prosseguir, embora o eu inferior possa mostrar resistência. Edwin Arnold disse: “No coração de cada homem vive um Mestre que, por meio de fios sutis, faz suas ações dançarem segundo a canção que Ele quer.” A Doutrina Secreta e a Sabedoria Antiga nos ensinam que a raiz sem raízes da nossa origem é o amor total, sem distinção entre raça, credo, sexo ou qualquer outra. Em um nível profundo de consciência existe total unidade e paz; o muçulmano cuida do hindu, o hindu ama o sikh, os shias estão em harmonia com os sunnis, os iranianos com os sírios e os palestinos, o árabe com o judeu – a verdadeira unidade fraternal. Brahman, Atma, tudo é um. Om e Jeová são dois pilares do mesmo portal – símbolos do corredor único da vida. Por meio do serviço abrimos o coração e sabemos que todos  somos um. O coração representa o centro do nosso ser. O Santo Graal é um símbolo do coração. Para os maçons o coração representa o Mestre Perfeito. Para os sufis é o ponto de conexão entre o humano e o divino. Quando os místicos se encontram, seus corações batem juntos.

O verdadeiro serviço é nos doar e estar disponíveis com simplicidade e humildade. O mestre Koothumi disse: “Tentai.” Não é preciso ser heroico. O que realmente importa não é o que fazemos, mas a boa vontade com que fazemos. Às vezes basta um sorriso, uma mão reconfortante sobre o ombro ou uma palavra encorajadora. Nada é grande ou pequeno na economia divina. O ato de um presidente para com uma nação não é maior do que o ato de uma mãe com seu  bebê. Todo serviço é necessário e todo ato é uma parte da grande unidade. Uma gentileza que pode parecer insignificante é um diamante na imensa joia da iluminação, e nos lembra da brilhante luz do amor.

O espírito está em toda parte, em cada pássaro que canta, cada animal que anda sobre a Terra e cada criança que ri. O grande mistério está dentro de cada um de nós. Não há separação – somos um com toda a criação e fomos feitos para servi uns aos outros.

É inútil tentar alcançar a fraternidade universal mudando a política ou as pessoas. Primeiro devemos trabalhar em nós mesmos e purificar nosso coração. A regeneração espiritual da humanidade começa com o indivíduo. A meditação e a auto-observação abrem o caminho. Cada pessoa que analisou honestamente seus pensamentos, palavras e ações e tornou-os inofensivos é uma pérola preciosa na cadeia da existência e um forte elo da fraternidade humana.

A essência divina

A paz mundial começa com a paz interior, que é facilitada pela meditação. Meditação é a dissolução da personalidade individual e o desvendar da realidade. É um modo de vida que permite que conheçamos a nós mesmos; assim, somos muito mais valiosos no serviço. A meditação leva a um estado de existência onde compreendemos que não somos o corpo, as emoções nem a mente; somos centelhas da mesma grande chama. Po demos ver a essência divina em toda parte, no amigo e no inimigo, e em tudo ela é a mesma. Não existem inimigos reais, porque eles também auxiliam nossa evolução. Os monges budistas cantam agradecendo às pessoas e situações difíceis, pois sabem que desse modo o seu karma se dissolve.Tudo está no plano divino. Quando somos provocados por situações difíceis e permanecemos calmos, pensando positivamente, ocorre um salto na consciência. A meditação ajuda a penetrar esse estado de consciência, e cada fase desse estado é gloriosa. Todo alento meditativo é uma abertura do coração. Edwin Arnold descreveu isso em Song Celestial: “Aqueles que fazem um sacrifício  silencioso inalam o alento para alimentar a chama do pensamento e o exalam para soprar o coração às alturas, governando cada entrada de ar para que não passe nenhum suspiro que não ajude a alma.”

Em outras palavras, a meditação não se destina ao desenvolvimento pessoal; ela é um auxílio para a alma fazer o seu trabalho, plantando sementes de ações poderosas no jardim da eternidade e cultivando flores de vários matizes, que desabrocham em toda sua beleza. Estudamos e meditamos com o objetivo de servir. O verdadeiro serviço com a doação de

si mesmo é um exemplo da dedicação dos mestres iluminados, cujo único desejo é auxiliar e guiar a humanidade. O grande Sanat Kumara não seguirá para outras dimensões até que cada folha de capim tenha alcançado a iluminação. Façamos a nossa parte e ajudemos a elevar o planeta, auxi liando os grandes seres na realização do plano divino.

A mais famosa escola filosófica da Antiguidade usava as palavras “conhece-te a ti mesmo”. Krishnamurti costumava dizer: “Olha  para dentro. Conhecer a nós mesmos nos ajuda a servir porque nossas emoções e pensamentos podem ser semelhantes às dos outros; assim é mais fácil compreender seus problemas, que podem ter sido os nossos problemas. A meditação ajuda a reconhecer nossas fraquezas e modificá-las.

Não é necessário revelar nossos pensamentos aos outros, mas reconhecê-los no silêncio interno e tentar torná-los altruístas. Assim fortalecemos nosso caráter para o serviço – um serviço silencioso, que nada busca para o eu individual. Quando o objetivo do trabalho é uma recompensa, ele traz prazer, dor ou ambos, no tempo devido; mas, quando uma pessoa trabalha na eternidade, a eternidade é a sua recompensa.

Todos nós podemos, a nosso modo, contribuir para o bem da humanidade. Não demore – liberte a criança espontânea dentro de você, em toda sua inocência. A vida não espera; o futuro do mundo depende de nós, então vamos criar um bom futuro para nossos filhos e netos. Vamos nos tornar servidores altruístas, para que aonde quer que sigamos sejamos como raios de sol que trazem calor, amizade e gentileza.

Margaret Bove é membro da Sociedade Teosófica, em Nova Iorque, desde 1986, e profissional de medicina alternat

Fonte: Revista Sophia ano 19-Nº 89

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AUTOCONHECIMENTO: DESMISTIFICANDO A ANSIEDADE E APRENDENDO A LIDAR COM ELA

O destaque da nossa coluna AUTOCONHECIMENTO desta quarta-feira é o distúrbio mental da “ansiedade”. O artigo a seguir orienta as pessoas que sofrem de ansiedade como reconhecer os sintomas e como lidar com esse transtorno mental. Por isso convido você a ler o artigo completo a seguir para que tenha condições de ter o controle da sua vida nos momentos de crise.

O que fazer em uma crise de ansiedade?

Mulher com as mãos no rosto pensativaDương Nhân / Pexels

Para muitas pessoas, ansiedade é um sentimento que define a empolgação para um acontecimento, como encontrar um ente querido ou fazer uma viagem. Nessas situações, a ansiedade é mesmo uma sensação positiva, porque não está se manifestando de forma intensa e exagerada.

Por outro lado, a ansiedade pode ser extremamente prejudicial, tornando-se até mesmo um transtorno mental. Alguém que tem essa sensação de forma excessiva, preocupando-se com questões que estão fora de controle ou que sequer existem, por exemplo, apresentará sintomas físicos muito desagradáveis.

A partir do que foi apresentado, compreendemos que a ansiedade não é uma simples empolgação. Pelo contrário, é uma doença que precisa de tratamento e com a qual muitas pessoas sofrem. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2019 cerca de 260 milhões de indivíduos foram diagnosticados com o transtorno em todo o mundo.

Caso você já tenha recebido o diagnóstico de transtorno de ansiedade e esteja enfrentando dificuldades para lidar com os momentos de crise, o conteúdo que preparamos te ajudará. Ou, então, se você ainda não se consultou com um profissional da saúde, mas imagina que tem essa doença, leia as nossas orientações e procure ajuda!

Sintomas de ansiedade

Como vimos anteriormente, a ansiedade é uma sensação que pode se manifestar física e emocionalmente. Uma vez que cada corpo funciona de um jeito, não existe uma quantidade exata de sintomas que podem se manifestar no corpo de alguém. Então observe como você tem passado os dias, busque orientação médica e cuide da sua saúde!

Mulher sentada no sofá e olhando para janela.
fizkes / 123RF

Para começar a entender mais sobre esse transtorno, veja quais são os sintomas físicos do transtorno de ansiedade: dor no peito, aumento dos batimentos cardíacos, falta de ar, sudorese elevada, tremores pelo corpo, fadiga, boca seca, mãos e pés frios, náusea, diarreia e tensão muscular.

Além dos sintomas físicos, há também os emocionais: medo intenso, preocupação exacerbada, sensação de que algo ruim vai acontecer, irritabilidade, nervosismo constante, dificuldade para relaxar, sentimento de tensão, problemas de concentração e insônia. Tanto os sintomas físicos quanto os emocionais podem se manifestar a qualquer momento.

O que fazer durante a crise de ansiedade?

Uma crise de ansiedade é caracterizada pelo momento em que os sentimentos negativos ou os sintomas físicos incômodos de uma pessoa começam a se manifestar com muita intensidade. Ela pode ser fomentada por um gatilho ou por uma situação que deixe esse indivíduo preocupado, mas isso não é uma regra. Já que a crise de ansiedade é imprevisível, o melhor a fazer é entender como podemos lidar com ela, para que essa sensação seja amenizada o mais rapidamente possível. Confira!

1) Observe o que existe ao seu redor

Uma crise de ansiedade pode ser desencadeada pela sensação de que algo ruim vai acontecer, mesmo que isso não seja verdade, então foque no que realmente existe no presente. Nomeie algo que você pode tocar, algo que você pode cheirar, algo que você pode olhar e algo que você pode ouvir. Concentre-se em tudo isso!

2) Controle a sua respiração

Mulher meditando em sua cama

Andrea Piacquadio / Pexels

Durante uma crise de ansiedade, a respiração de um indivíduo pode ficar muito acelerada ou ofegante. Inspire o ar e o segure por um tempo. Depois, libere-o calmamente. Repita esse processo quantas vezes forem necessárias, até que você retome o controle sobre a sua respiração.

3) Elimine a tensão dos seus músculos

Em situações de medo, é comum que nossos músculos se contraiam imediatamente. Em uma crise de ansiedade, isso também acontece, então procure sentar ou deitar, para deixar os seus músculos relaxados. Estique os braços e as pernas enquanto controla a sua respiração.

4) Evite pensar nos problemas que te preocupam

Se a crise de ansiedade tiver sido motivada por algum gatilho, pensar sobre isso só fará com que você tenha mais dificuldade para encerrar a crise. Desvie a sua atenção para outros pensamentos, tente escrever algo ou cantar uma música e dê um tempo para sua mente se recuperar.

5) Imagine um lugar que te traga paz

Mulher de olhos fechados em um gramado

Anastasiya Lobanovsk / Pexels

Caso você esteja em um lugar que despertou uma crise de ansiedade, feche os olhos e comece a imaginar que você não está ali. Imagine um campo, uma praia, uma cachoeira ou a sua casa. Visualize esse lugar que te traz paz e deixe seu corpo se levar por essa sensação de relaxamento.

Como tratar a ansiedade de forma correta?

Agora que você já sabe o que fazer nos momentos de crise de ansiedade, está na hora de se informar sobre a melhor forma de tratar esse transtorno, para que esses episódios sejam cada vez menos frequentes, chegando a ponto de não existirem. Veja só!

O primeiro tratamento indicado para a ansiedade é o acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico. É por meio dele que é possível diagnosticar a doença, identificar o estágio no qual ela está e trabalhar os problemas e as preocupações que estão causando esse transtorno.

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Para complementar o auxílio médico, porém, uma pessoa que sofre de transtorno de ansiedade pode encontrar apoio nas práticas integrativas e complementares. Elas são terapias holísticas certificadas pela Organização Mundial da Saúde que fornecerão um tratamento a partir de recursos terapêuticos e, na maioria das vezes, naturais.

Entre as 29 práticas integrativas e complementares que são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão: Aromaterapia, Cromoterapia, ReikiMeditação e Yoga. A seguir, entenda como cada uma delas funciona e escolha aquela que agrada mais!

1) Aromaterapia

Óleo essencial

gioiak2 / 123RF

A partir de óleos essenciais, a Aromaterapia promove o equilíbrio e o bem-estar de uma pessoa, cujo sistema nervoso será estimulado com perfumes variados. Em geral, tais perfumes são produzidos a partir de flores e de plantas.

2) Cromoterapia

A Cromoterapia é uma forma de terapia que permite que a energia das cores seja transferida para o corpo de uma pessoa, promovendo equilíbrio energético e proporcionando boas sensações. Nesse sentido, cada cor age para diferentes fins.

3) Reiki

Reiki é o nome de uma prática que tem como objetivo transferir a energia vital de uma pessoa para outra, a partir de técnicas de imposição de mãos. Com essa terapia é possível restaurar o equilíbrio energético de um corpo, promovendo bem-estar.

4) Meditação

Homem sentado no chão meditando

cottonbro / Pexels

Com o objetivo de focar a atenção de uma pessoa em uma questão, em uma situação ou em um sentimento, a meditação pode auxiliar no tratamento da ansiedade. Há uma série de tipos de meditação que podem ser descobertos por quem deseja se conhecer mais e desenvolver a própria capacidade de lidar com problemas.

5) Yoga

Yoga é um conjunto de exercícios que tem como objetivo promover a conexão entre o corpo e a mente de uma pessoa. Essa prática também é considerada meditativa, visto que tem como um dos objetivos facilitar a resolução de problemas internos e traumas.

Considerando tudo que foi apresentado, a ansiedade é um transtorno mental que precisa de atenção e de tratamento. Nos momentos de crise, as dicas que separamos te ajudarão, mas é essencial que você busque auxílio médico de diferentes formas para evitar que esses episódios continuem tirando a sua paz e prejudicando o seu bem-estar.

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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AUTOCONHECIMENTO: CONHEÇA O MÉTODO DE REPROGRAMAÇÃO MENTAL DO DR. BRUCE LIPTON

Tenho falado muito nos meus artigos, palestras e nos meus livros sobre o poder da mente, sobre a nossa consciência, o consciente, o subconsciente e o inconsciente. Sobre como podemos mudar radicalmente a nossa realidade, principalmente se não estamos satisfeitos com ela, através de uma reprogramação do nosso subconsciente. É que, quando nascemos já trazemos uma programação mental, que na maioria das vezes não nos serve. Mas é possível mudar essa programação mental. Aprenda como assistindo essa incrível palestra do Dr. Bruce Lipton!

Fonte:

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AUTOCONHECIMENTO: A NOSSA NATUREZA MAIS PROFUNDA PODE SER DESPERTA ATRAVÉS DA APROXIMAÇÃO DA NATUREZA

O texto que trago hoje para sua REFLEXÃO, aqui na coluna AUTOCONHECIMENTO desta segunda-feira aborda esclarece pontos cruciais sobre a influência da Natureza na saúde integral do ser humano, assim como em todos os animais. Quando nos afastamos e/ou nos desconectamos da Natureza também nos afastamos e nos desconectamos da nossa Natureza mais profunda e, sendo assim perdemos o nosso eixo, o nosso equilíbrio corpo-mente-espírito e em consequência adoecemos. Portanto lhe convido a ler o texto completo a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor. 

A aproximação da Natureza é a reconexão com nossa natureza mais profunda

À beira de precipício, mulher com os braços erguidos.
Sergey Saulyak / 123RF

Quando você pensa em Natureza, o que vem à mente?

Feche os olhos por um instante, respire fundo e deixe que sua mente apresente as imagens sem controlá-la intencionalmente. Se você não conseguir visualizar, apenas sinta. Após alguns minutos observando essa Natureza, retorne para acompanhar essa reflexão.

O que você visualizou?

Uma praia? Uma bela paisagem na montanha? Animais selvagens? Pássaros voando?

Posso apostar que a maioria dos que me leem não incluíram na imagem mental a presença de outros humanos. Não costumamos associar o natural, o selvagem ou o instintivo à nossa própria espécie.

Quando vemos as queimadas no Pantanal ou na Amazônia, como as tragédias ambientais de 2020, nós nos compadecemos pelos animais que perderam suas casas, seu alimento e sua saúde. E não é para menos, porque esse sentimento é mais do que justificado!

No entanto não conseguimos perceber que a agressão que nós, enquanto espécie, fazemos a cada um desses outros animais e ao planeta Terra é uma agressão a nós mesmos. Caso a consciência do real impacto das nossas escolhas estivesse instalada na maioria das pessoas, acontecimentos desse tipo não seriam tão frequentes ainda hoje.

Vista aérea de árvores.
Lukas Rodriguez / Pexels

Percebemos que os outros animais precisam do ambiente natural e esquecemos que essa é uma necessidade também nossa.

Também como eles, necessitamos de ar puro, de água limpa, de abrigo, de alimento saudável, de silêncio, de respeito à nossa constituição, da sensação de integração ao todo e de pertencimento. Somos mais do que corpo, mente e emoções. Assim como temos uma dimensão espiritual, que muitas vezes é desconsiderada, temos uma natureza selvagem que grita por ser vista.

O afastamento da Natureza diminui nosso poder em diversos aspectos, dentre os quais eu destaco alguns:

1. Nosso corpo torna-se cada vez mais débil

Toda a vitalidade e a força que um animal possui quando nascemos vai se esvaindo com os limites que nos autoimpomos e a que somos condicionados.

A criança é forte e flexível, capaz de fazer atividades físicas por horas, mesmo que ainda não tenha sua motricidade plenamente desenvolvida. E quando se cansa, ela se refaz em pouquíssimo tempo.

Conforme esses movimentos vão sendo limitados por meio dos hábitos adquiridos (ficar horas sentada na escola, mais outras tantas assistindo TV, na frente do computador e no celular, só para citar alguns), esse corpo enfraquece por falta de estímulo.

Homem mexe em celular.
Porapak Apichodilok / Pexels

Depois, na idade adulta, passamos o dia todo sentado no escritório e o corpo tem, então, boa parte do seu potencial atrofiado. Até que chega uma hora em que corremos atrás do prejuízo, indo para academia, fazendo yoga, pilates e outras atividades que tentem compensar aquilo que já era nosso no início e que desperdiçamos com nossas escolhas.

Quando fui morar em um sítio no meio da Mata Atlântica, em 2015, após ter vivido a maior parte da minha vida em São Paulo, percebi o quanto o meu corpo estava atrofiado. Cada vez que eu precisava dele para fazer alguma atividade cotidiana, ele era capaz de bem menos do que minha mente supunha.

Por outro lado, percebi o quanto as pessoas que trabalhavam no campo, mesmo com a idade avançada, possuíam capacidade física e resistência incríveis. O quanto elas estavam integradas à Natureza e, por mais dificuldades que passassem, eram mais resilientes e felizes do que a maioria das pessoas que eu observava nas grandes cidades.

2. Perdemos a noção de quem verdadeiramente somos

Quando vivemos imersos na realidade de uma cidade grande, muitas vezes nos confundimos com o papel social que desempenhamos — e isso é bem menos do que verdadeiramente somos.

Portanto, se uma pessoa possui status social elevado, tende a se achar muito maior do que de fato é. Tomada pela arrogância e pela ilusão desse plano, esquece-se, aos poucos, de que ela é uma em 7 bilhões de outros humanos, e uma entre trilhões (ou mais) de representantes de outras espécies animais, vegetais e de micro-organismos. Isso sem considerar a possibilidade de vida em outros planetas e galáxias.

Mãos seguram notas de dólares.
Alexander Mils / Pexels

Do outro lado, a pessoa que está na base da pirâmide social muitas vezes se enxerga como muito menos do que é. Desacreditada que é ao longo dos anos em sua própria capacidade de criar uma realidade diferente, percebe-se como total vítima das circunstâncias ou como não merecedora de toda a abundância disponível.

Quando nos reconectamos à Natureza, percebemos nossa real dimensão e nos damos conta de que somos parte desse todo e de que todas as partes possuem importância para a proliferação da vida.

Percebemos que cada um é, ao mesmo tempo, comum e especial. Despertamos uma gratidão por árvores, pássaros, morcegos e por cada pequeno ou grande ser vivo que faz seu papel de maneira muitas vezes invisível, mas sem o qual a manutenção da floresta (ou de outro bioma em questão) não seria possível.

A consciência em cada uma de nossas células, e não apenas no discurso, de que somos parte do todo nos transforma.

3. Desrespeitamos nossos ciclos

Outro problema de viver constantemente em um ambiente artificial é que nos desconectamos dos nossos ciclos.

Como seres naturais, temos necessidade de alternância entre repouso e vigília. Contudo uma vida pautada somente pelas luzes artificiais tende a alterar esse ciclo, diminui a disposição, dificulta o sono profundo e restaurador e aumenta a tendência à insônia.

Desconsideramos os ciclos lunares e o quanto eles influenciam nossas emoções, nossos pensamentos e o próprio corpo físico. Assim como a Lua influencia as marés, modifica nossas águas internas e humores. E o impacto é ainda maior nas mulheres que são, obviamente, cíclicas por causa das oscilações hormonais e da menstruação.

Menina dorme com tecido sobre o rosto.
Ketut Subiyanto / Pexels

Tentamos controlar as estações do ano para termos à nossa disposição sempre a mesma variedade de alimentos e matérias-primas. E, assim, deixamos de perceber a riqueza de cada um desses períodos e a contribuição que podemos receber e ser em cada um desses momentos.

Sair da ilusão da linearidade e aceitar os ciclos da vida nos empodera. Junto com a percepção dos ciclos da vida vem a consciência de que tudo passa, seja o período de escassez, seja o de abundância.

E, assim, aprendemos a desapegar, a deixar ir tudo o que não faz mais sentido sem tanto sofrimento.

Caminho de volta à nossa Natureza

Convido você a fazer o caminho de volta para casa. Reconecte-se com a sua natureza mais profunda por meio da aproximação da Natureza.

Reserve um tempo na sua agenda para pisar na grama, para um banho de mar ou de rio estando presente. Caminhe em silêncio num parque ou bosque. Fuja de vez em quando para um lugar cheio de verde e ar puro. Veja isso não só como um passeio, mas como uma prática de autocuidado.

Traga também a Natureza para dentro de sua casa. Que tal uma horta ou um jardim vertical?

Mesmo um vaso pequeno de plantas tem muito a nos ensinar sobre ciclos da vida, necessidade de cuidado, equilíbrio e beleza.

Outras ideias fáceis de colocar em prática: utilizar ervas e óleos essenciais no seu dia a dia em banhos, aromatizando o ambiente ou em cosméticos naturais.

Tudo isso vai ajudar você a perceber o quanto a Natureza nos nutre, cura e fortalece.

Agora me conta: como é sua relação com a Natureza hoje?

Quais hábitos você cultiva para se reconectar a ela?

Quais está disposto a começar daqui para frente?

Você já se comunicou com plantas e animais? Faça essa experiência e silencie para perceber o que eles têm a lhe ensinar.

Juliana Bernardo

Escrito por Juliana Bernardo

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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POLÍTICA: DEVIDO A SAÍDA DA FORD DO BRASIL, MAIA FAZ DURAS CRÍTICAS A BOLSONARO E É DESMENTIDO PELO CHEFE DA SECOM

Maia “mente” sobre a saída da Ford do Brasil e é desmascarado por chefe da Secom

FotomontagemFotomontagem

Parece que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ainda não aceitou muito bem a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir a sua reeleição à presidência da casa. A poucos dias de “entregar” o lugar. possivelmente para o favorito do pleito, Arthur Lira (PP-AL), o deemista tem feito duras e inacreditáveis críticas ao Governo Bolsonaro.

A mais recente “tacada” de “Botafogo” veio após o anúncio do fechamento de fábricas da Ford no Brasil. No Twitter, Maia comentou a determinação da empresa americana e disse que era o reflexo da “falta de credibilidade” do governo em segurança jurídica e sistema tributário.

Em resposta, o chefe da Secretaria Especial de Comunicação (Secom), Fábio Wajngarten, disse que Maia busca holofotes e que a deliberação da marca não tem relação com a situação atual do país.

“O fechamento da Ford é uma demonstração da falta de credibilidade do governo brasileiro, de regras claras, de segurança jurídica e de um sistema tributário racional. O sistema que temos se tornou um manicômio nos últimos anos, que tem impacto direto na produtividade das empresas”, alegou Maia.

E continuou:

“Espero que essa decisão da Ford alerte o Governo e o parlamento para que possamos avançar na modernização do Estado e na garantia da segurança jurídica para o capital privado no Brasil”.

Fábio Wajngarten não deixou “passar em branco” a publicação de Maia e acusou o atual presidente da Câmara de mentir sobre o assunto.

“A verdade dos fatos: a Ford mundial fechou fábricas no mundo porque vai focar sua produção em SUVs e picapes, mais rentáveis. Não tem nada a ver com a situação política, econômica e jurídica do Brasil. Quem falar o contrário mente e quer holofotes”, disparou o secretário de comunicação, também no Twitter

A decisão de encerrar a produção de veículos de passeio é global e foi tomada há dois anos. A Ford concluiu que reina absoluta na venda entre as picapes e utilitários. A “F-Series” é um fenômeno comercial e há vários anos emplaca a menor caminhonete da linha, a F-150, como o veículo mais vendido dos Estados Unidos. Porém, com os veículos leves, não acontece o mesmo. Além de não serem os modelos preferidos nas Terras do Tio Sam, vêm sofrendo fortíssima concorrência das montadoras europeias e asiáticas.

Assim, a matemática da montadora tem sido clara: ao invés de investir milhões de Euros no desenvolvimento de carros elétricos, como faz as concorrentes, a empresa resolveu apostar todo o seu conhecimento em caminhonetes, SUVs e o lendário Mustang.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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AUTOCONHECIMENTO: A MENTE A INTELIGÊNCIA SOB A ÓTICA DOS MAIORES CIENTISTAS DA HUMANIDADE

O artigo a seguir na coluna AUTOCONHECIMENTO desta sexta-feira faz a mais completa análise dos mistérios da e da inteligência, citando quase todos os grandes filósofos, matemáticos, físicos, psicanalistas e teólogos que já passaram nessa trajetória da humanidade para tentar entender onde a mente se liga ou desliga com o cérebro. Portanto, não deixe de ler esse sensacional artigo.

OS MISTÉRIOS DA MENTE E A INTELIGÊNCIA

Vai chegar o ponto em que a humanidade atingirá o ponto de fusão completa entre a matéria densa e a matéria sutil, chegando ao que se pode chamar de Inteligência Cósmica.

Por Francisco Claussen

Dos mistérios do cérebro: por que esquecemos as coisas? - Canaltech

Como dizia Walter Rudolf Hess (1881-1973), da Universidade de Zurique, Prêmio Nobel de Medicina em 1949: “Para estudar a mente, devemos começar pela introspecção observação de nossa própria experiência. Suponha que passemos juntos pelo meu jardim. Pelas reações e comentários que você fizer posso deduzir-lhe os sentimentos e pensamentos, e muitas coisas sobre o seu estado de espírito. Uma rosa amarela pode atrair-lhe atenção. A cor, o perfume e a picada do espinho formam em sua mente uma impressão dessa rosa, a qual se funde logo com impressões passadas. A sua imagem da rosa deveria ser igual à minha, porém elas não se assemelham porque duas mentes jamais são iguais”.

As impressões que recebemos se integram em nossas memórias e assim corporificam a nossa experiência. Nosso comportamento individual é determinado pela associação de impressões novas com a lembrança de experiências anteriores. A mente pode lidar com situações complexas usando a abstração e a associação, e chegar a conclusões lógicas que podem resultar em decisões ou criações. O modo pelo qual as intenções podem ser convertidas com precisão em movimentos hábeis (pense em um cirurgião, um pianista, um atirador) nos dá uma indicação geral da correlação entre o mental e o físico.

Através de experiências com homens e animais, sabemos que certos tipos de comportamento se relacionam com zonas bem definidas do cérebro. Pela estimulação elétrica do tronco encefálico e das áreas adjacentes podemos despertar reações de defesa, vôo e fome; estimulando níveis superiores, o riso compulsivo; pela estimulação do córtex, reações visuais e auditivas, entre outras. São fascinantes os resultados desse tipo de pesquisa no cérebro, mas e preciso compreender que eles mal chegam a constituir um começo. A grande lacuna que devemos transpor em nosso conhecimento da mente continua sendo esta: de que maneira as ações do sistema nervoso se transformam em consciência?

A MENTE E SEUS PROCESSOS SEMPRE FORAM TÃO MISTERIOSOS e fascinantes para o homem quanto o próprio universo. Mas, de um modo relativo, faz pouco tempo que o estudo da mente se tornou um campo da ciência experimental. Com tal abordagem científica, o conhecimento da mente veio a lucrar muito. No século 19, muita coisa se esclareceu sobre a natureza dos processos mentais, as origens da vida emocional e vário tipos de comportamento. E à medida que surgiam noções novas, as teorias antigas e simplistas foram sendo substituídas por indagações cada vez mais complexas.

René Descartes (1596-1650) definiu o pensamento como o conjunto dos processos mentais conscientes: pensamentos intelectuais, sentimentos, sensações e vontade. Achava que a mente trabalhava sempre, até durante o sono. Fez uma divisão completa e total entre o espírito e o corpo, bem mais drástica do que a divisão de Platão (427-347 a.C.), que pelo menos atribui a sensação ao corpo. Além disso, prestou um serviço inestimável por atribuir à mente todos os processos.

Mas o homem ainda pergunta: O que é a mente? Será que os mistérios vão desaparecer quando entendermos o funcionamento da complexa estrutura anatômica que chamamos de sistema nervoso? Ou a mente tem os seus próprios segredos?

A concepção que os antigos gregos tinham da mente era bem simples: ela era o órgão que se relacionava apenas com as idéias puras. Platão negava, do modo mais explícito, haver alguma ligação com a sensação. A seu ver, a sensação era a função do corpo inferior, sendo este destituído de qualquer atividade intelectual.

Já Aristóteles (384-322 a.C.) respeitava bem mais o corpo, achando que ele era governado por poderes psíquicos dignos da atenção dos filósofos, poderes relacionados com movimento e sensação. Tão precárias eram suas noções de anatomia que, para ele, a sede física da vida mental era o coração, e não o cérebro, não obstante ter antecipado o pensamento moderno com a crença de que a matéria viva era misteriosamente animada por poderes psíquicos.

OS PRIMEIROS CRISTÃOS ADMIRAVAM MAIS PLATÃO do que Aristóteles, e em toda a Idade Média considerava-se que a alma pertencia a Deus e o corpo, a Satanás. Apenas a alma podia conhecer a verdade de Deus. Apenas dois mil anos depois de Aristóteles, outro grande filósofo reabriu a velha questão com um novo espírito de investigação.

Foi o francês René Descartes. A mente ativa de Descartes abarcou todos os ramos do conhecimento de seu tempo: matemática, fisiologia, mecânica e filosofia. Cristão devoto, sua filosofia foi uma tentativa corajosa de reconciliar os métodos científicos com a fé em Deus, harmonizar a teoria mecanicista do mundo com a aceitação de que este era criação de Deus. Procurou usar métodos científicos para provar verdades sobre o espírito e a matéria. Daí sua famosa máxima: “Penso, logo existo”; isto é, a existência do espírito não era uma doutrina revelada, mas fato fácil de observar.

O conhecimento da mente era ainda concebido como uma acumulação de “idéias” estáticas, embora as sensações já estivessem incluídas como parte dele. Era como se a mente fosse vista como um depósito que, de repente, era encontrado repleto de todos os tipos possíveis de objetos. Há dois mil anos, o estadista e filósofo romano Lúcio Sêneca (3 a.C.-65 d.C.) declarou: “O homem é um animal que pensa”. E ao longo dos tempos os psicólogos continuaram a indagar: O que é o pensamento?

O médico alemão que se fez filósofo, Wilhelm Wundt (1832-1920), usando suas técnicas e métodos, expandiu suas investigações para muito além do campo da sensação pura. Começou a identificar uma série de funções mentais bem semelhantes àquelas em que o homem baseara suas primeiras alegações de superioridade sobre outros animais.

A MEMÓRIA E A APRENDIZAGEM SUSCITAM DIFICULDADES semelhantes. Os animais podem aprender muita coisa. O comportamento de alguns animais superiores, como os elefantes, por exemplo, mostra que usam a lembrança do que aprenderam para ajudar a resolver problemas posteriores.

Pensamento, consciência, memória e aprendizagem são termos diversos para indicar que a vida mental inclui significação, conhecimento. Fica, assim, clara a superioridade do homem sobre os animais. Desde que entendamos um conceito, podemos generalizar. Podemos evocá-lo repentinamente, como na memória, e com base nele fazer previsões com o uso da imaginação e de técnicas novas ainda em desenvolvimento, e nisso está a nossa maior esperança de obter o conhecimento pleno dos processos mentais.

Anatomistas e fisiologistas têm revelado a estrutura detalhada do sistema nervoso e os meios pelos quais funciona. Médicos estudam os efeitos de lesões e doenças, e, de suas observações sobre a mente anormal, chegam a conclusões sobre a mente normal. Psicólogos realizam experimentos sobre o comportamento e a percepção de homens e animais. Constroem-se máquinas eletrônicas para imitar, até onde é possível, os processos de pensamento, e com eles já aprendemos alguma coisa quanto à aprendizagem e memória. Com os sistemas mais complexos que quase diariamente estão sendo inventados, iremos certamente aprender mais sobre outras funções superiores desse fascinante fator da vida, que é a mente.

Conviria, nesse particular, dizer mais alguma coisa sobre a inteligência.. É muito comum nos referirmos a ela, mas nem sempre os significados atribuídos ao termo são idênticos e, às vezes, até um pouco contraditórios. É preciso que se entenda que a inteligência não é uma coisa, como uma mesa, uma cadeira, um animal, mas sim um conceito que só pode ser compreendido dentro de um conjunto global de fatos e teorias a ela associadas.

AS ORIGENS DESSA DEFINIÇÃO SE PERDEM NA ANTIGUIDADE. Sabe-se que Platão e Aristóteles já tinham formulado uma distinção entre os aspectos conhecidos da natureza humana, relacionada com pensamento, solução de problemas, meditação, raciocínio, reflexão, e ainda sobre categorias dos comportamentos humanos relacionados com emoções, sentimentos, paixões e vontade; até que Cícero, mais tarde, inventou o termo inteligência, que ainda usamos freqüentemente para nos referirmos aos poderes cognitivos e capacidades intelectuais de uma pessoa.

No século passado, a noção de inteligência foi aperfeiçoada pelo filósofo Herbert Spencer (1820-1903), pelo estatístico Karl Pearsone, e pelo primo de Darwin, gênio mundialmente conhecido, Sir Francis Galton. Eles introduziram as noções de mensuração, evolução e genética experimental no estudo da inteligência. Pode-se acrescentar a essas contribuições as dos fisiologistas, particularmente a do trabalho clínico de Hughlings Jackson, as investigações experimentais de Sherrington e os estudos microscópicos do cérebro, realizados por Campbell, Brodman e outros. Esses trabalhos fisiológicos serviram para confirmar a teoria de Herbert Spencer, de uma hierarquia das funções neurais em que um tipo básico de atividades se desenvolve através de estágios regularmente definidos, em formas mais altas e mais especializadas.

Descobriu-se que o cérebro sempre atua como um todo. Sua atividade, nas palavras de Sherrington, é padronizada e não indiferentemente difusa; a própria padronização sempre envolve e implica em integração, e o conhecimento cognitivo é governado por amplas áreas do cérebro e não por pequenas áreas especializadas. A ação de massa foi identificada teoricamente com a inteligência, por muitos autores.

A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE EM SEU CAMINHO PARA A ETERNIDADE vem se tornando possível com a agregação dessa energia cósmica ao último elo mais aperfeiçoado do gênero mamífero, que se desenvolveu durante milhões de anos em nosso planeta. Essa situação deverá levar a humanidade, progressivamente, a um estágio de aperfeiçoamento da sua matéria densa, quando ocorreria a fusão completa da matéria densa com a matéria sutil – a Inteligência Cósmica.

Ao ser atingido esse estágio, assim entendemos, tudo retornaria à pura e simples energia da qual surgiu o universo em que vivemos. Mas para que isso aconteça, ainda decorrerão bilhões de anos, e o que a ciência hoje já chama de crush-bang (o grande esmagamento).

O fluido energético, a Inteligência Cósmica de que fomos dotados há, provavelmente, cerca de 600 mil anos – quando a natureza encontrou o tipo ideal para estabelecer e desenvolver o ser humano que veio se formando durante milhões de anos em nosso planeta – aperfeiçoou a nossa vida intelectual, como uma virtude que sintetiza, de um modo excelente, a disposição duradoura adquirida pela repetição freqüente de um ato. À medida que essas primeiras virtudes intelectuais começaram a determinar e aperfeiçoar a atividade própria de nossa inteligência – no que diz respeito aos objetos que lhes eram imediatamente conaturais – a sabedoria foi aperfeiçoando nossa atividade intelectual naquilo que ela possui de mais puro e mais elevado.

Por natureza, há no homem o desejo pelo conhecimento, e esse desejo pode ser satisfeito, em, parte, pelas ciências ou outras formas de conhecimento intuitivo. Somente a virtude da sabedoria, entretanto, satisfaz plenamente a este anseio profundo do homem. A contemplação, por exemplo, nada mais é do que o ato excelente produzido por essa virtude. As demonstrações científicas ou as que procedem desse hábito, são normalmente mais rigorosas e mais corretas do que aquelas que derivam das demais ciências. Os julgamentos, obras do hábito da sabedoria, são, os mais penetrantes, os mais exatos.

Pode-se mesmo caracterizar o modo que a sabedoria imprime a todos os seus conhecimentos como uma maneira de unidade na perfeição. Este modo de unidade é, de fato, a feição própria de uma atividade intelectual perfeita, que tende a reduzir o mais possível as imperfeições de nossas atividades de conhecimento, sempre fragmentárias e sucessivas.

(Extraído da revista Sexto Sentido 54, páginas 20-24)

Fonte: IPPB
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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: O PROPÓSITO DA EVOLUÇÃO É PERMITIR A CONSCIÊNCIA ALCANÇAR A PERFEIÇÃO NA MANIFESTAÇÃO HUMANA COMO SERES ALTRUÍSTAS

Em a Mente Compassiva, artigo a seguir, na nossa coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL desta quinta-feira você vai mergulhar numa REFLEXÃO que mescla o pensamento de Buda, Mahavira, Malala e Nelson Mandela para falar de não violência, igualdade e o poder que todos temos para brilhar. Por que será que isso não acontece pra todo mundo?

A mente  compassiva

Nelson Mandela disse: “Quem sou eu para ser tão brilhante, talentoso e famoso? Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus. Brincar de ser pequeno não serve ao mundo

Bhupendra Vora*

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O propósito da evolução é permitir à consciência alcançar a perfeição na manifestação humana como seres altruístas, com as qualidades de amor e compaixão, à imagem da divina inteligência que é a fonte de toda a vida. O amor dessa inteligência é visível em toda a sua criação, criada com infinita compaixão. Isso fica evidente nas miríades de espécies de vida com as habilidades especiais que lhes foram fornecidas pela natureza para sua sobrevivência.

Mahavira, o grande instrutor e reformador do Jainismo, declarava que não bastava a não violência como credo. Ele estendia esse princípio à solidariedade e ao auxílio a outros seres vivos, para se viver naturalmente, de acordo com as leis da natureza. A Nova Era exige sensibilidade e compaixão, mantendo em mente a interconexão e interdependência da vida em todos os níveis.

No Nobre Caminho Óctuplo de Buda, o primeiro passo, Reta Visão, é considerado de vital importância. Isso significa a compreensão da unidade da vida e das leis que governam o universo. Buda ensinou que trishna ou desejo, é a causa do sofrimento. Os seres humanos se prendem Ao ciclo de vida e morte por meio de desejos incessantes que causam um imenso sofrimento. A ignorância do propósito da vida mantém as pessoas escravizadas.

A mente humana, condicionada por coisas como raça, religião, classe social, etc., está encurralada num modo preconceituoso  de considerar o A mente compassiva mundo. Para compreender esse condicionamento é necessário sabedoria para descobrir suas causas. Os preconceitos a respeito das pessoas são as causas da divisão que cria conflito e sofrimento. Com a percepção, esse condicionamento pode ser reconhecido e a pessoa pode se libertar dele.

J. Kaalam, ex-presidente da Índia, falando perante o Parlamento Europeu, citou o antigo poeta tâmil Kaniyan Pungudranar: “Eu sou um cidadão do mundo e todos os cidadãos do mundo são meus parentes e amigos. Onde há retidão no coração há beleza no caráter. Onde há beleza no caráter há harmonia no lar. Onde há harmonia no lar há ordem na nação. Onde há ordem na nação há paz no mundo.”

São necessários, portanto, corretos valores e corretas formas de educação que resultem em indivíduos responsáveis e compassivos. Há muita coisa errada numa sociedade baseada apenas em valores materiais. Não deveria haver sensibilidade e compaixão para compartilhar os limitados recursos do mundo com aqueles que são menos afortunados que nós?

A extrema ganância de políticos, patrões e outros, com suas práticas ardilosas é responsável por muita iniquidade no mundo Essa doença é visível nos níveis individual, social e nacional do mundo. Há muito sofrimento no continente africano, que é explorado por seus recursos naturais e vida selvagem. O tráfico de “diamantes de sangue” e outras pedras preciosas abastece as indústrias de armamento que fornecem armas para milícias e tribos inimigas. Essas práticas nefastas são responsáveis por assassinatos, estupros e saques.

Em diversas partes do mundo há extrema crueldade contra cães e outros animais, que são cozidos vivos para deleite de pessoas que apreciam esse tipo de culinária. Radha Burnier escreveu: “Viver  de maneira compassiva no mundo moderno dificilmente parece ser um ideal, já que atrapalha grandes e imediatos lucros de negócios e entra em conflito com a procura de novos prazeres e satisfações.”

Outra causa de conflito é a doutrinação religiosa, que cria sociedades intolerantes. No discurso que fez nas Nações Unidas, a jovem Malala Yousufzai enfatizou a necessidade da educação promover um pensamento liberal e a não violência, citando os exemplo de Buda, Cristo, Maomé, Gandhi e Pashtun Badshah Khan.

Para o mundo mudar, o indivíduo precisa mudar. Uma mente que tenha preocupação compassiva com o bem-estar global deve estar envolvida em ações proativas. Nelson Mandela disse: “Nosso medo  mais profundo não é de sermos inadequados. É de sermos poderosos além da conta. É  luz, e não as trevas que nos assusta.‘ Quem sou eu para ser tão brilhante, talentoso e famoso?’ Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus. Brincar de ser pequeno não serve ao mundo… Nascemos para tornar magnífica a glória de Deus que está dentro de nós.”

Fonte: Revista Sophia • SET/OUT 2020 nº 87

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FÍSICA QUÂNTICA: O QUE ÉFÍSICA QUÂNTICA?

Nesta quinta-feira, aqui na coluna FÍSICA QUÂNTICA o professor Laércio Fonseca  vai nos dar uma aula básica sobre FÍSICA QUÂNTICA. Você que que é leigo e tem curiosidade em entender o que é e como funciona o mundo quântico aproveite essa aula esclarecedora sobre um assunto que todos precisamos entender para compreender como funciona o universo e suas leis e assim podermos evoluir ao invés de patinar. Então assista ao vídeo completo a seguir com atenção, expanda sua mente e dê um salto quântico! 

Fonte:

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: SAIBA COMO TER UMA VIDA MAIS SAUDÁVEL E PRODUTIVA ATRAVÉS DO FOCO

Nesta quarta-feira a terapeuta Vania Kipriadis Ferro vem nos instruir e informar acerca da importância do foco em nossas vidas e falar de como algumas atividades artísticas podem ajudar a criar uma Atenção Plena, especialmente a Cerâmica. Ele diz que modelar argila traz um potencial enorme e trabalha essa questão. Por isso, lhe convido a ler com “atenção” o texto completo a seguir e aprender uma das técnicas capaz de lhe manter no presente e tornar sua vida mais produtiva e saudável!

Foco – para uma vida mais produtiva e saudável

Alvo com flechas acertada no meio e flechas voando

Ou… o que a Cerâmica pode fazer pelo seu bem-estar.

A sua mente pula de galho em galho como um macaco agitado?

Você não consegue se concentrar no mesmo assunto por mais de alguns minutos?

Está com muitas tarefas e não consegue priorizar as demandas?

Recebeu uma enxurrada de informações e precisa se organizar mentalmente para absorvê-las de forma adequada?

Bem, se você respondeu “sim” a alguma das perguntas acima, você faz parte de uma grande parcela da população que sofre com Falta de Foco. Isso é mais normal do que você imagina. Quem nunca?

Existem algumas técnicas que podem ajudar a solucionar essa questão, ou pelo menos minimizar. Nesses tempos digitais, onde estamos conectados com vários estímulos ao mesmo tempo, isso pode ser muito perturbador no dia a dia. Inclusive já escrevi aqui mesmo sobre esse tema, sugerindo o uso do floral de Bach White Chestnut. Tomar esse floral pode ser uma das formas de ajudar a manter o foco e a priorizar tarefas.

Mas hoje o foco é outro. Vamos falar de como algumas atividades artísticas podem ajudar a criar uma Atenção Plena, especialmente a Cerâmica.

Modelar argila traz um potencial enorme e trabalha essa questão. Você já experimentou?

Argila = Terra, e como elemento em si, nos coloca em Conexão com o Presente, é Corpo, matéria, nos enraíza, germina, frutifica e alimenta. Segundo Jean Chevalier e Alain Gheerbrant (*) a Terra é um símbolo de fecundidade e regeneração, eminentemente feminino, nossa “Terra-Mãe”, que deu origem aos seres humanos.

Para pessoas que vivem no “mundo da Lua”, que têm dificuldade em focar no Presente, ou que são distraídas, trabalhar com a terra pode ser útil – ajuda a manter os “pés no chão”, encarar a realidade sem subterfúgios, com mais senso de praticidade e realização = ação. Contribui para melhor nos posicionar, “marcar território”, confere mais objetividade.

Trabalhar com a terra favorece a concretização de pensamentos, sonhos, intenções, emoções. Na medida em que o indivíduo cria, e transfere algo que está no inconsciente para uma forma de argila, real – que ele toca, sente, cheira, vê –, se abre uma possibilidade de entendimento, de conscientização e elaboração do assunto sobre o qual estamos tratando.

Já observou crianças construindo castelos à beira da praia? Percebeu como elas ficam inteiramente concentradas nessa tarefa? Pois é, a terra nos ajuda a manter esse foco no Presente, e como resultado nos traz equilíbrio, nos centra e harmoniza. De quebra, possibilita-nos entrar em contato com nossa mais profunda essência.

Fonte:

Vania Kipriadis Ferro
Escrito por :  Vania Kipriadis Ferro
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DICA DE LIVRO: SUPER CÉREBRO DE DEEPAK CHOPRA

Como expandir o poder transformador da sua mente

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é mais um livro fenomenal deste incrível autor Deepak Chopra, onde levanta vários questionamentos como: Qual a diferença entre mente e cérebro? Como controlar o medo, a ansiedade, a depressão? É possível ensinar o cérebro a deixar de lado nossos instintos primários, agir de acordo com a nossa razão e assim sermos felizes de corpo e alma? Essas são algumas das respostas que o renomado médico e autor Deepak Chopra oferece aos leitores de Supercérebro. Escrito em parceria com o neurocientista Rudolph Tanzi, um dos maiores estudiosos do mal de Alzheimer, o livro explica em termos leigos como o cérebro funciona e de que forma é possível deixa-lo em forma para conquistar boa saúde, ter mais qualidade de vida e simplesmente ser mais feliz.

Fonte: Acervo pessoal

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REFLEXÃO: QUANDO OUVIR UMA PESSOA, ESCUTE COM SUA MENTE E COM O CORPO TODO

Ouvir com foco e atenção é o que propõe o artigo a seguir, aqui na coluna REFLEXÃO desta terça-feira. Portanto leia com atenção e foco para aprender como você pode ser mais útil e ajudar alguém que precisa de atenção e silêncio. Vamos fazer juntos essa REFLEXÃO!

Ouvir é sentir

 

em 

“Quando ouvir outra pessoa, não escute apenas com a sua mente, escute com o seu corpo todo. Sinta o corpo de energia do seu corpo interior enquanto ouve.

Isso afastará a sua atenção do pensamento e criará um espaço de quietude que lhe permitirá escutar verdadeiramente sem que a sua mente interfira. Estará a dar espaço a outra pessoa – espaço para ser. É o presente mais valioso que pode oferecer.

A grande maioria das pessoas não sabe ouvir porque a maior parte da sua atenção é ocupada pelo pensar. Presta-se mais atenção ao pensamento do que àquilo que a outra pessoa está a dizer, e não presta atenção absolutamente nenhuma ao que realmente interessa: o Ser da outra pessoa subjacente à palavra e à mente.

É evidente que você não pode sentir o Ser de alguém exceto através do seu próprio Ser. Isto é princípio da compreensão da unicidade, que é o amor. Ao nível mais profundo do Ser, você é uno com tudo com existe.

A maioria dos relacionamentos humanos consiste principalmente em mentes a interagir umas com as outras, e não em seres humanos a comunicar, a entrar em comunhão.

Nenhum relacionamento pode desenvolver-se dessa maneira, e é por isso que existem tantos conflitos ao nível dos relacionamentos.Quando é a mente que dirige a sua vida, são inevitáveis os conflitos, as discussões e os problemas. Estar em contato com o seu corpo interior cria um espaço livre, de ausência de mente, dentro do qual o relacionamento poderá florescer.” (Eckhart Tolle)

Luz e Paz!

Fonte: sabedoriauniversal.wordpress.com

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DICA DE LIVRO: DESBLOQUEIE O PODER DA SUA MENTE DE MICHAEL ARRUDA

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é mais um Best Seller da Editora Gente que vai fazer você viajar até as profundezas do seu subconsciente e desbloquear o poder da sua mente. O autor Michael Arruda já começa lhe questionando: Você passou por diversos livros até encontrar este aqui. Olhou a capa, o título chamou sua atenção, começou a ler a primeira frase e resolveu continuar. No entanto, pergunto: foi você quem decidiu cada um desses passos? Pode ser que você acredite que sim, mas a verdade é que tudo aconteceu tão rápido que suas ações já estavam decididas antes que você pudesse pensar sobre elas, tomadas por uma parte mais profunda de sua mente: o subconsciente, o responsável pelo que somos e fazemos. Por quais outros caminhos você está sendo levado por sua mente sem que ela o consulte? Em seu primeiro livro, Michael Arruda, presidente da OMNI Brasil, irá lhe mostrar como assumir o controle da sua mente e, consequentemente, da sua vida pessoal e profissional. Para isso, ele lhe apresentará o processo que o permite acessar seu subconsciente, identificar as causas de dores e insatisfações e solucioná-las de forma rápida e efetiva: a hipnoterapia.

Fonte:   Michael Arruda – OMNIFINDER

   Micheal Arruda

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: COMO ACABAR COM A PROCRASTINAÇÃO ATRAVÉS DA MUDANÇAS DE HÁBITOS

Como mudar hábitos e deixar de adiar obrigações?

Nesta terça-feira, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO PESSOAL você vai aprender com o incrível Leandro Karnal como mudar hábitos e acabar com a procrastinação. O cérebro é uma máquina de adiar tarefas importantes. Aprender uma língua, ler mais, estudar, entregar uma tarefa… como não deixar tudo para a última hora? Por que é tão difícil mudar velhos hábitos? Por vezes, a pessoa sabe exatamente o que tem que mudar, mas não consegue. Como fazer para treinar a mente para essa mudança? Como não perder tempo com o que não é relevante? O professor Leandro Karnal nos ajuda a refletir.

Fonte:

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AUTOCONHECIMENTO: LIBERTE-SE DAS CRENÇAS LIMITANTES DOS SEUS PENSAMENTOS

Um texto extraordinariamente sábio escrito pelo fenomenal Eckhart Tolle sobre expansão da consciência, que você não pode deixar de ler em hipótese alguma. Que trata das crenças limitantes criadas pelos nossos pensamentos e precisamos nos libertar. No texto a seguir você vai aprender como conseguir dar esse salto quântico.

Além da mente pensante

 em 

 

“A maioria das pessoas passa a vida toda aprisionada nos limites dos próprios pensamentos.

Nunca vai além das estreitas ideias já feitas, do sentido do “eu” condicionado ao passado.

Em você, como em cada ser humano, existe uma dimensão de consciência bem mais profunda do que o pensamento.

É a essência de quem você é.

Podemos chamá-la de presença, de percepção, de consciência livre de condicionamentos.

Nos antigos ensinamentos religiosos, essa consciência é o Cristo interior ou a sua natureza do Buda.

Descobrir essa dimensão liberta você do sofrimento que causa a si mesmo e aos outros quando conhece apenas esse pequeno “eu” condicionado e deixa que ele conduza sua vida.

O amor, a alegria, a criatividade e a verdadeira paz interior só podem entrar em sua vida quando você atinge essa dimensão de consciência livre de condicionamentos.

Se você consegue reconhecer, mesmo esporadicamente, que os pensamentos que passam por sua cabeça são meros pensamentos; se você consegue se dar conta dos padrões que se repetem em suas reações mentais e emocionais, é sinal de que essa dimensão de consciência está emergindo.

Ela é o espaço interno em que o conteúdo de sua vida se desdobra.

A corrente do pensamento tem uma enorme força que pode muito facilmente levar você de roldão. Cada pensamento tem a pretensão de ser extremamente importante.

Cada pensamento quer sugar sua completa atenção. Eis um novo exercício espiritual para você praticar: não leve seus pensamentos muito a sério.

Com que facilidade as pessoas ficam aprisionadas nas armadilhas de seus pensamentos!

Como a mente humana tem um imenso desejo de saber, de compreender e de controlar, ela confunde opiniões e pontos de vista com a verdade.

A mente afirma : “As coisas são exatamente assim.” Você precisa ir além dos seus pensamentos para perceber que, ao interpretar a “sua vida” ou a vida e o comportamento dos outros, ao julgar qualquer situação, você está expressando apenas um ponto de vista entre muitos possíveis.

Suas opiniões e pontos de vista não passam de um punhado de pensamentos.

Mas a realidade é outra coisa.
Ela é um todo unificado em que todas as coisas se interligam e nada existe em si e por si.

Pensar fragmenta a realidade, cortando-a em pequenos pedaços, em pequenos conceitos.

A mente pensante é uma ferramenta útil e poderosa, mas torna-se muito limitadora quando invade completamente a sua vida, impedindo você de perceber que a mente é apenas um pequeno aspecto da consciência que você é.

A sabedoria não é um produto do pensamento.

A sabedoria é um profundo conhecimento que vem do simples ato de dar total atenção a alguém ou a alguma coisa.

A atenção é a inteligência primordial, a própria consciência.

Ela dissolve as barreiras criadas pelo pensamento, levando-nos a reconhecer que nada existe em si e por si.

A inteligência une a pessoa que percebe ao objeto percebido, num campo unificado de perceção. E a atenção que cura a separação.

Sempre que você mergulha em pensamentos compulsivos está impedindo o que existe.

Você não quer estar onde está. Aqui. Agora.

Os dogmas – religiosos, políticos, científicos – vêm da crença equivocada de que o pensamento pode encapsular a realidade ou a verdade. Os dogmas são prisões formadas por conceitos coletivos. O que parece estranho é que as pessoas gostam de suas prisões, pois elas lhes dão uma sensação de segurança e uma falsa impressão de que “sabem das coisas”. Nada causou mais sofrimento à humanidade do que os dogmas. É verdade que, cedo ou tarde, todo dogma é derrubado, porque a realidade acaba mostrando que ele é falso. Mas, a menos que se descubra a ilusão básica das verdades absolutas, logo surge outro dogma para substituir o antigo.

Qual é essa ilusão básica? É a identificação com o pensamento.

Despertar espiritualmente é despertar do sonho do pensamento.

O reino da consciência é muito mais vasto do que aquilo que o pensamento é capaz de abranger. Quando você deixa de acreditar em tudo o que pensa, você sai do pensamento e vê claramente que quem está pensando não é quem você é essencialmente.” (Eckhart Tolle)

Luz e Paz!

Fonte: Sabedoria Universal

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AUTOCONHECIMENTO: BUSCADOR ENTENDA E ESCLAREÇA OS MISTÉRIOS DA MENTE E DA INTELIGÊNCIA

Caro(a) leitor(a),

O texto a seguir é uma verdadeira “obra de arte” em termos de aprofundamento do estudo da mente e da inteligência. É tudo que um buscador como eu , creio, como você mais procura para tirar as suas dúvidas sobre a existência da humanidade na face da terra. Não chega a ser a resposta para todas as perguntas e questionamentos, mas esclarece e une com muita maestria muitos dos pontos que estavam soltos na minha mente, já que se utiliza de praticamente todas as ciências fazendo as devidas conexões entre esses pontos que não se uniam antes. Então aconselho você a ler o texto completo a seguir e, assim como eu, expandira sua mente para um novo plano evolutivo!

Games melhoram a memória - e outras revelações do maior experimento sobre inteligência já realizado no mundo - BBC News Brasil

OS MISTÉRIOS DA MENTE E A INTELIGÊNCIA

Vai chegar o ponto em que a humanidade atingirá o ponto de fusão completa entre a matéria densa e a matéria sutil, chegando ao que se pode chamar de Inteligência Cósmica.

Por Francisco Claussen

Como dizia Walter Rudolf Hess (1881-1973), da Universidade de Zurique, Prêmio Nobel de Medicina em 1949: “Para estudar a mente, devemos começar pela introspecção observação de nossa própria experiência. Suponha que passemos juntos pelo meu jardim. Pelas reações e comentários que você fizer posso deduzir-lhe os sentimentos e pensamentos, e muitas coisas sobre o seu estado de espírito. Uma rosa amarela pode atrair-lhe atenção. A cor, o perfume e a picada do espinho formam em sua mente uma impressão dessa rosa, a qual se funde logo com impressões passadas. A sua imagem da rosa deveria ser igual à minha, porém elas não se assemelham porque duas mentes jamais são iguais”.

As impressões que recebemos se integram em nossas memórias e assim corporificam a nossa experiência. Nosso comportamento individual é determinado pela associação de impressões novas com a lembrança de experiências anteriores. A mente pode lidar com situações complexas usando a abstração e a associação, e chegar a conclusões lógicas que podem resultar em decisões ou criações. O modo pelo qual as intenções podem ser convertidas com precisão em movimentos hábeis (pense em um cirurgião, um pianista, um atirador) nos dá uma indicação geral da correlação entre o mental e o físico.

Através de experiências com homens e animais, sabemos que certos tipos de comportamento se relacionam com zonas bem definidas do cérebro. Pela estimulação elétrica do tronco encefálico e das áreas adjacentes podemos despertar reações de defesa, vôo e fome; estimulando níveis superiores, o riso compulsivo; pela estimulação do córtex, reações visuais e auditivas, entre outras. São fascinantes os resultados desse tipo de pesquisa no cérebro, mas e preciso compreender que eles mal chegam a constituir um começo. A grande lacuna que devemos transpor em nosso conhecimento da mente continua sendo esta: de que maneira as ações do sistema nervoso se transformam em consciência?

A MENTE E SEUS PROCESSOS SEMPRE FORAM TÃO MISTERIOSOS e fascinantes para o homem quanto o próprio universo. Mas, de um modo relativo, faz pouco tempo que o estudo da mente se tornou um campo da ciência experimental. Com tal abordagem científica, o conhecimento da mente veio a lucrar muito. No século 19, muita coisa se esclareceu sobre a natureza dos processos mentais, as origens da vida emocional e vário tipos de comportamento. E à medida que surgiam noções novas, as teorias antigas e simplistas foram sendo substituídas por indagações cada vez mais complexas.

René Descartes (1596-1650) definiu o pensamento como o conjunto dos processos mentais conscientes: pensamentos intelectuais, sentimentos, sensações e vontade. Achava que a mente trabalhava sempre, até durante o sono. Fez uma divisão completa e total entre o espírito e o corpo, bem mais drástica do que a divisão de Platão (427-347 a.C.), que pelo menos atribui a sensação ao corpo. Além disso, prestou um serviço inestimável por atribuir à mente todos os processos.

Mas o homem ainda pergunta: O que é a mente? Será que os mistérios vão desaparecer quando entendermos o funcionamento da complexa estrutura anatômica que chamamos de sistema nervoso? Ou a mente tem os seus próprios segredos?

A concepção que os antigos gregos tinham da mente era bem simples: ela era o órgão que se relacionava apenas com as idéias puras. Platão negava, do modo mais explícito, haver alguma ligação com a sensação. A seu ver, a sensação era a função do corpo inferior, sendo este destituído de qualquer atividade intelectual.

Já Aristóteles (384-322 a.C.) respeitava bem mais o corpo, achando que ele era governado por poderes psíquicos dignos da atenção dos filósofos, poderes relacionados com movimento e sensação. Tão precárias eram suas noções de anatomia que, para ele, a sede física da vida mental era o coração, e não o cérebro, não obstante ter antecipado o pensamento moderno com a crença de que a matéria viva era misteriosamente animada por poderes psíquicos.

OS PRIMEIROS CRISTÃOS ADMIRAVAM MAIS PLATÃO do que Aristóteles, e em toda a Idade Média considerava-se que a alma pertencia a Deus e o corpo, a Satanás. Apenas a alma podia conhecer a verdade de Deus. Apenas dois mil anos depois de Aristóteles, outro grande filósofo reabriu a velha questão com um novo espírito de investigação.

Foi o francês René Descartes. A mente ativa de Descartes abarcou todos os ramos do conhecimento de seu tempo: matemática, fisiologia, mecânica e filosofia. Cristão devoto, sua filosofia foi uma tentativa corajosa de reconciliar os métodos científicos com a fé em Deus, harmonizar a teoria mecanicista do mundo com a aceitação de que este era criação de Deus. Procurou usar métodos científicos para provar verdades sobre o espírito e a matéria. Daí sua famosa máxima: “Penso, logo existo”; isto é, a existência do espírito não era uma doutrina revelada, mas fato fácil de observar.

O conhecimento da mente era ainda concebido como uma acumulação de “idéias” estáticas, embora as sensações já estivessem incluídas como parte dele. Era como se a mente fosse vista como um depósito que, de repente, era encontrado repleto de todos os tipos possíveis de objetos. Há dois mil anos, o estadista e filósofo romano Lúcio Sêneca (3 a.C.-65 d.C.) declarou: “O homem é um animal que pensa”. E ao longo dos tempos os psicólogos continuaram a indagar: O que é o pensamento?

O médico alemão que se fez filósofo, Wilhelm Wundt (1832-1920), usando suas técnicas e métodos, expandiu suas investigações para muito além do campo da sensação pura. Começou a identificar uma série de funções mentais bem semelhantes àquelas em que o homem baseara suas primeiras alegações de superioridade sobre outros animais.

A MEMÓRIA E A APRENDIZAGEM SUSCITAM DIFICULDADES semelhantes. Os animais podem aprender muita coisa. O comportamento de alguns animais superiores, como os elefantes, por exemplo, mostra que usam a lembrança do que aprenderam para ajudar a resolver problemas posteriores.

Pensamento, consciência, memória e aprendizagem são termos diversos para indicar que a vida mental inclui significação, conhecimento. Fica, assim, clara a superioridade do homem sobre os animais. Desde que entendamos um conceito, podemos generalizar. Podemos evocá-lo repentinamente, como na memória, e com base nele fazer previsões com o uso da imaginação e de técnicas novas ainda em desenvolvimento, e nisso está a nossa maior esperança de obter o conhecimento pleno dos processos mentais.

Anatomistas e fisiologistas têm revelado a estrutura detalhada do sistema nervoso e os meios pelos quais funciona. Médicos estudam os efeitos de lesões e doenças, e, de suas observações sobre a mente anormal, chegam a conclusões sobre a mente normal. Psicólogos realizam experimentos sobre o comportamento e a percepção de homens e animais. Constroem-se máquinas eletrônicas para imitar, até onde é possível, os processos de pensamento, e com eles já aprendemos alguma coisa quanto à aprendizagem e memória. Com os sistemas mais complexos que quase diariamente estão sendo inventados, iremos certamente aprender mais sobre outras funções superiores desse fascinante fator da vida, que é a mente.

Conviria, nesse particular, dizer mais alguma coisa sobre a inteligência.. É muito comum nos referirmos a ela, mas nem sempre os significados atribuídos ao termo são idênticos e, às vezes, até um pouco contraditórios. É preciso que se entenda que a inteligência não é uma coisa, como uma mesa, uma cadeira, um animal, mas sim um conceito que só pode ser compreendido dentro de um conjunto global de fatos e teorias a ela associadas.

AS ORIGENS DESSA DEFINIÇÃO SE PERDEM NA ANTIGUIDADE. Sabe-se que Platão e Aristóteles já tinham formulado uma distinção entre os aspectos conhecidos da natureza humana, relacionada com pensamento, solução de problemas, meditação, raciocínio, reflexão, e ainda sobre categorias dos comportamentos humanos relacionados com emoções, sentimentos, paixões e vontade; até que Cícero, mais tarde, inventou o termo inteligência, que ainda usamos freqüentemente para nos referirmos aos poderes cognitivos e capacidades intelectuais de uma pessoa.

No século passado, a noção de inteligência foi aperfeiçoada pelo filósofo Herbert Spencer (1820-1903), pelo estatístico Karl Pearsone, e pelo primo de Darwin, gênio mundialmente conhecido, Sir Francis Galton. Eles introduziram as noções de mensuração, evolução e genética experimental no estudo da inteligência. Pode-se acrescentar a essas contribuições as dos fisiologistas, particularmente a do trabalho clínico de Hughlings Jackson, as investigações experimentais de Sherrington e os estudos microscópicos do cérebro, realizados por Campbell, Brodman e outros. Esses trabalhos fisiológicos serviram para confirmar a teoria de Herbert Spencer, de uma hierarquia das funções neurais em que um tipo básico de atividades se desenvolve através de estágios regularmente definidos, em formas mais altas e mais especializadas.

Descobriu-se que o cérebro sempre atua como um todo. Sua atividade, nas palavras de Sherrington, é padronizada e não indiferentemente difusa; a própria padronização sempre envolve e implica em integração, e o conhecimento cognitivo é governado por amplas áreas do cérebro e não por pequenas áreas especializadas. A ação de massa foi identificada teoricamente com a inteligência, por muitos autores.

A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE EM SEU CAMINHO PARA A ETERNIDADE vem se tornando possível com a agregação dessa energia cósmica ao último elo mais aperfeiçoado do gênero mamífero, que se desenvolveu durante milhões de anos em nosso planeta. Essa situação deverá levar a humanidade, progressivamente, a um estágio de aperfeiçoamento da sua matéria densa, quando ocorreria a fusão completa da matéria densa com a matéria sutil – a Inteligência Cósmica.

Ao ser atingido esse estágio, assim entendemos, tudo retornaria à pura e simples energia da qual surgiu o universo em que vivemos. Mas para que isso aconteça, ainda decorrerão bilhões de anos, e o que a ciência hoje já chama de crush-bang (o grande esmagamento).

O fluido energético, a Inteligência Cósmica de que fomos dotados há, provavelmente, cerca de 600 mil anos – quando a natureza encontrou o tipo ideal para estabelecer e desenvolver o ser humano que veio se formando durante milhões de anos em nosso planeta – aperfeiçoou a nossa vida intelectual, como uma virtude que sintetiza, de um modo excelente, a disposição duradoura adquirida pela repetição freqüente de um ato. À medida que essas primeiras virtudes intelectuais começaram a determinar e aperfeiçoar a atividade própria de nossa inteligência – no que diz respeito aos objetos que lhes eram imediatamente conaturais – a sabedoria foi aperfeiçoando nossa atividade intelectual naquilo que ela possui de mais puro e mais elevado.

Por natureza, há no homem o desejo pelo conhecimento, e esse desejo pode ser satisfeito, em, parte, pelas ciências ou outras formas de conhecimento intuitivo. Somente a virtude da sabedoria, entretanto, satisfaz plenamente a este anseio profundo do homem. A contemplação, por exemplo, nada mais é do que o ato excelente produzido por essa virtude. As demonstrações científicas ou as que procedem desse hábito, são normalmente mais rigorosas e mais corretas do que aquelas que derivam das demais ciências. Os julgamentos, obras do hábito da sabedoria, são, os mais penetrantes, os mais exatos.

Pode-se mesmo caracterizar o modo que a sabedoria imprime a todos os seus conhecimentos como uma maneira de unidade na perfeição. Este modo de unidade é, de fato, a feição própria de uma atividade intelectual perfeita, que tende a reduzir o mais possível as imperfeições de nossas atividades de conhecimento, sempre fragmentárias e sucessivas.

(Extraído da revista Sexto Sentido 54, páginas 20-24)

Fonte: IPPB
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AUTOCONHECIMENTO: A ESSÊNCIA DA MENTE ABRANGE TODAS AS COISAS

A intuição é uma percepção sensorial que todo ser humano possui, mas que a maioria das pessoas, geralmente, não a desenvolve. Costuma-se falar que é o sexto sentido e que só a mulher possui. Isso não é verdade. Qualquer pessoa possui esse dom, mas não desenvolve essa percepção ao longo da sua vida e perde a valiosa oportunidade de evoluir espiritualmente mais rápido. A intuição cresce com a experiência de vida de cada um e é essência para nos orientar, principalmente nas tomadas de decisão na nossa trajetória. Por isso devemos desenvolvê-la, ouvindo-a junto com o coração. Então lhe convido a ler o texto completo a seguir e descobrir o verdadeiro valor e importância dessa percepção sensorial na nossa vida! 

O caminho da intuição

“A essência da mente é grande porque abrange todas
as coisas; todas as coisas são da nossa natureza.
Não existe uma questão de “limpar” a mente, mas sim
de ter consciência da sua universalidade”

Lama Anagarika Govinda*

A meditação sempre foi o principal requisito da doutrina budista de liberação. Entretanto, quanto mais as diferentes técnicas de meditação, suas definições psicológicas e seus princípios metafísicos e filosóficos eram explicados, classificados e fixados em comentários, mais as práticas de meditação eram negligenciadas e sufocadas por discussões teóricas, regras, regulamentos morais e infindáveis recitações de textos sagrados.

A reação foi uma revolta contra as escrituras e a erudição e um retorno a uma experiência mais direta e espontânea. Ao pedantismo de um pensamento escolástico e de lógica intelectual opôs-se a ferramenta do paradoxo, que, como uma espada afiada, cortou os nós dos problemas criados artificialmente e nos deu um relance da verdadeira natureza das coisas. O paradoxo, entretanto, é uma espada de dois gumes. Quando ele se torna rotineiro, destrói aquilo que ajudou a revelar. A força de um paradoxo, como a de uma espada, está no inesperado e na velocidade com que ela é manejada.

Um bom exemplo é a história de dois monges chineses que discutiam sobre uma bandeira ao vento. Um dizia que a bandeira se movia; o outro, que ela era movida pelo vento. Hui- -Neng, o Sexto Patriarca da China, disse: “Nem o vento nem a bandeira estão se movendo; é a mente de vocês que se move.” Mummon, um Patriarca Japonês do século XIII, foi além: “Nem o vento, nem a bandeira, nem a mente estão se movendo.”
Ele se referiu ao princípio essencial de sunyata: não há ir nem vir, mas os dois aspectos subjetivos e objetivos da realidade estão incluídos.

Essa realidade além dos opostos, contudo, não deve ser separada de seus expoentes; a transitoriedade não deve ser separada da eternidade. A mais perfeita autoexpressão individual é a descrição mais objetiva do mundo. O maior artista é o que expressa o que é sentido por todos.
Como ele faz isso? Sendo mais subjetivo que os outros. Quanto mais ele expressa a si mesmo, o seu ser mais íntimo, mais próximo ele se mostra aos outros. A nossa natureza real não é o nosso ego limitado e imaginário; é o vasto e oniabrangente espaço, tão intangível quanto vazio. É sunyata em seu sentido mais profundo. O segredo da arte é que ela revela o supraindividual através da individualidade, o “não ser” através do ser, o objeto através do sujeito. A arte em si é uma espécie de paradoxo, e é por isso que todas as escolas de meditação do Budismo no Extremo Oriente dão a ele essa importância tão grande.

O Sutra do Sexto Patriarca é um exemplo do uso ideal do paradoxo. Ele expressa a atitude espiritual do Zen de uma maneira que não ofende o bom senso nem tente fazer do bom senso a medida de todas as coisas. O leitor se situa numa atmosfera que o coloca acima do plano da consciência diária, e participa da realidade num nível mais alto de consciência.

O Sexto Patriarca impressiona pela sua espontaneidade, que deveria ser
inerente a cada ser humano, e com a qual o leitor facilmente se identifica. Assim ele é capaz de participar das experiências e dos ensinamentos do Patriarca, cuja vida tornou-se o símbolo máximo do Budismo Zen.

O noviço de Kwang-tung, cujamente não estava ainda sobrecarregada por qualquer problema filosófico, penetrou espontaneamente no centro da vida espiritual: a experiência do Budado. Essa experiência não depende de regras monásticas e erudição, de ascetismo e virtuosidade, de conhecimento livresco e de textos sagrados, mas somente da realização do espírito vivo dentro de nós.

O Sexto Patriarca atingiu um estado de espontânea iluminação sem ter tido qualquer educação formal, embora, por outro lado, tenha sido ao GERD ALTMANN/PIXABAY ouvir o Sutra Diamante que seu interesse despertou e sua visão espiritual se abriu. A experiência espontânea, portanto, pode muito bem ser o produto de uma antiga tradição consagrada, se essa tradição contém símbolos de uma realidade supramental (que a psicologia moderna chamaria de símbolos arquetípicos), ou seja, formulações que levem a mente além do círculo estreito do raciocínio mundano. No choque inesperado entre uma mente sensitiva e esses símbolos e formulações, as portas da percepção interna são subitamente abertas, e o indivíduo se identifica com a realidade supramental.

O Patriarca veio de uma família pobre de Kwang-tung. Um dia, quando vendia lenha no mercado, ouviu o Sutra Diamante, e isso despertou uma resposta tão profunda que ele decidiu entrar no monastério da Escola Zen, onde o abade era o Quinto Patriarca. Ele se tornou um noviço e recebeu o trabalho mais humilde, no estábulo e na cozinha.

Um dia o abade convocou todos os discípulos a fim de escolher um sucessor. Ele queria escolher alguém que tivesse não apenas compreendido, mas realizado a mensagem do Zen; assim, pediu aos monges que escrevessem sobre a natureza mais íntima da mente. Ninguém ousou se apresentar, exceto o erudito Shin- -shau, já considerado um sucessor.
Shin-shau escreveu seu verso na parede do corredor, para anunciar a sua autoria apenas se o Patriarca ficasse satisfeito. O Patriarca, embora apreciasse as palavras, pediu a Shin-shau que meditasse sobre elas durante alguns dias e escrevesse outra estrofe que mostrasse que o autor tinha passado pelo portal da iluminação – que tivesse experienciado o escrito.

Dois dias depois, um jovem que passava pelo quarto onde o noviço de Kwang-tung descascava arroz recitou a estrofe do Shin-shau. O noviço foi para o corredor e pediu a um visitante para ler o verso, já que ele não sabia ler nem escrever. Depois que o visitante leu em voz alta, o noviço disse que também tinha composto uma estrofe, e pediu ao visitante que a escrevesse abaixo do verso de Shin-shau.

             Espelho interno

Quando os outros monges viram a nova estrofe e souberam quem a tinha composto, disseram: “Como foi possível que uma pessoa tão iluminada trabalhasse para nós?” O Patriarca, entretanto, temendo a inveja dos monges, apagou a estrofe e pediu ao jovem que se encontrasse com ele à noite. Quando todos no monastério estavam em profundo sono, ele deu ao noviço a insígnia de seu futuro cargo e tornou-o Sexto Patriarca. Ordenou então que o noviço saísse de imediato do monastério e retornasse somente quando ele, o Quinto Patriarca, tivesse falecido. O noviço fez como lhe foi dito, e, quando retornou com os mantos do cargo, ele foi reconhecido com o nome de Wei-lang.

As estrofes de Shin-shau e do Sexto Patriarca oferecem uma percepção valiosa da atitude mental da Escola Zen. A de Shin-shau diz: “Nosso corpo é como uma árvore de iluminação,/nossa mente é como um espelho limpo;/de hora a hora precisa ser limpo,/de modo que nenhuma poeira se ajunte nele.” Este verso mostra uma preocupação pedante com a preservação da pureza do espelho interno,   a mente original (que, de qualquer modo, está além da pureza e da impureza); além disso, mostra que o autor não fala a partir de sua própria experiência, mas apenas como um erudito, porque o verso se baseia em uma expressão do Svetasvatara Upanishad: “Assim como um espelho,/ que foi coberto com poeira,/brilha como fogo, se for limpo,/da mesma maneira, aquele que compreendeu a natureza da alma/atinge o alvo e liberta-se da aflição.

Shin-shau apenas repetiu o Upanishad sem ter experenciado a realidade da mente original, enquanto que o jovem noviço captou a essência do Sutra Diamante em um ato de percepção direta; ele experenciou a verdadeira natureza da mente. Isso se revela na sua estrofe, que refuta a de Shin-shau e mostra o ponto de vista budista como é compreendido pelos Mestres do Zen: “Nosso corpo não é uma árvore de modo algum,/nem é a mente um estojo de espelhos;/quando tudo está vazio,/onde poderia a poeira se acumular?”

A mente original, conhecida como a mente de Buda ou o princípio de bodhi, o anseio por iluminação, é uma propriedade latente de cada
consciência, não apenas um reflexo do universo, mas a própria realidade universal. Isso pode parecer uma espécie de vacuidade metafísica, a ausência de qualidades e de possibilidades de definição. Bodhi, portanto, não é algo que cresceu como uma árvore, assim como a mente não é um espelho que reflete a realidade numa capacidade secundária. A mente em si mesma é a vacuidade que a tudo abrange (sunyata); assim, onde a poeira poderia se acumular?

“A essência da mente é grande, porque abrange todas as coisas; todas as coisas são da nossa natureza.” Não existe uma questão de “limpar” a mente, mas sim de ter consciência da sua universalidade. O que podemos melhorar é o intelecto, a limitada consciência individual. Isso, porém não nos leva além de seus próprios limites, porque permanecemos no círculo de suas leis inerentes de tempo e espaço, lógica e causalidade. Só o ato de ultrapassar nossas limitações e abandonar os conteúdos que nos aprisionam a essas leis pode nos dar a experiência da totalidade do espírito e a realização de sua verdadeira natureza– o que chamamos de iluminação.

A verdadeira natureza da mente abrange tudo que vive. O voto do Bodhisattva de libertar todos os seres vivos não é, portanto, tão presunçoso quanto parece. Esse voto não nasceu da ilusão de que um homem mortal pode se estabelecer como um salvador; é resultado da percepção de que somente no estado de iluminação seremos capazes de nos tornar um com tudo o que vive. Nesse ato de unificação, libertamos a nós mesmos e a todos os seres que estão potencialmente presentes e participam da natureza da nossa mente – que são parte de nossa mente.

É por isso que, de acordo com os ensinamentos do Mahayana, a liberação dos sofrimentos, a extinção da vontade de viver e de todos os desejos, é considerada insuficiente. É por isso que se empenhar na busca da perfeita iluminação (samyak-sambodhi) é considerado o único objetivo digno de um seguidor de Buda. Enquanto desprezarmos o mundo e dele tentarmos escapar, nós nem o superamos nem ganhamos maestria nele; estamos longe da libertação. “Este mundo é o mundo de Buda, dentro do qual a iluminação pode ser achada. Buscar a iluminação nos separando do mundo é tão tolo como buscar chifre numa lebre.” Porque “aquele que trilha sinceramente o caminho do mundo não verá as faltas do mundo.”

Também não deveríamos imaginar que, pela supressão das faculdades intelectuais, podemos atingir a iluminação. “É um grande engano suprimir o pensamento”, diz o Sexto Patriarca. Zen é o caminho para superar as limitações da nossa atitude intelectual. Mas antes de apreciar o Zen, temos que desenvolver o intelecto, a capacidade de pensar e discernir. Se nós não alcançarmos maestria sobre o intelecto, não poderemos superá-lo. O intelecto é tão necessário para superar a emocionalidade e a confusão quanto a intuição é necessária para superar as limitações do intelecto e seus julgamentos.

A razão, a mais alta propriedade do intelecto, é o que guia o pensamento intencional. Suas finalidades, contudo, são limitadas; a razão só pode operar naquilo que é limitado. Somente a sabedoria (prajna) pode aceitar e intuitivamente compreender o ilimitado, o atemporal e o infinito, ao renunciar às explicações e reconhecer o mistério que pode apenas ser sentido, experenciado e finalmente realizado em vida. A sabedoria tem raízes na experiência e na realização do nosso ser mais íntimo. A razão tem raízes no pensamento. Entretanto, a sabedoria não despreza nem o pensamento nem a razão; ela os usa em seu próprio âmbito, o âmbito da ação intencional, a busca da ciência e a coordenação das nossas impressões sensoriais, percepções, sensações, e emoções, tudo em um conjunto.

Aqui o lado criativo do pensamento exerce sua ação, convertendo a matéria-prima da experiência na percepção de um mundo razoável.
O tamanho desse mundo depende da faculdade criativa do indivíduo. A mente pequena vive no mundo dos efêmeros desejos; a grande mente vive na infinidade do universo e na constante percepção do mistério que dá profundidade e amplitude à vida, e assim impede que o mundo sensorial se confunda com a realidade última. Aquele que penetrou até os limites do pensamento ousa saltar na grande vacuidade, o campo primordial do seu ser ilimitado.

Fonte: Revista Sophia- ano 18 – Edição 85

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AUTOCONHECIMENTO: O ALINHAMENTO COM À MATRIZ DIVINA É NECESSÁRIO PARA ASSUMIRMOS O LEME DANOSSA JORNADA

Nesta edição da coluna AUTOCONHECIMENTO temos uma importante REFLEXÃO a ser feita quando lemos o artigo a seguir, pois nos ensina como alinharmos-nos à Matriz Divina através do método correto de meditação. Uma oportunidade incrível de aprendermos como fazer essa conexão como nunca vi antes. Portanto, convido você a ler o texto completo a seguir para conhecer essa metodologia infalível!

A Sexta Chave | Da Tempestade à Unidade

Silhueta de mulher caminhando para fechadura gigante com universo ao fundo
123RF | Teodoro Ortiz Tarrascusa

No artigo anterior iniciamos a fase prática da Chave da Caixa-Preta. Falamos do alinhamento à Matriz Divina tão necessário para assumirmos o leme da nossa jornada, que consiste em abrir mão do controle para ganharmos o controle. Só quando estamos alinhados pensamos e desejamos em linha com nosso propósito. Afinal de contas, temos muitas intenções, mas é o propósito que assume o resultado.

Espero que você tenha praticado a Limpeza Pulmonar e experienciado todo o poder equilibrador dessa ferramenta mágica. Compartilhei também o uso consciente da Força Vital por meio da visualização para criação de um campo de luz para nos mantermos alinhados à Fonte. Porém, algumas pessoas provavelmente tiveram dificuldade de executar esse segundo exercício porque realmente é difícil, ao menos inicialmente, manter o foco da visualização quando temos um turbilhão de pensamentos atrapalhando nossa concentração. Isso acontece porque não é possível dizer:

Fica quieta, mente! Silencia! Me deixa focar no que quero!

Mulher com mãos na cabeça gritando

Andrea Piacquadio | Pexels

Para aprendermos a acalmar a nossa mente diante de tantas informações absorvidas durante o dia, de tantas preocupações cotidianas, precisamos praticar a meditação. O que nos traz a necessidade de desaprender o conceito de esvaziar a mente. Essa fase é o estágio final da meditação e não o objetivo inicial. Lembra que falamos que não há evolução sem auto-observação? Meditar é se observar. Estamos onde nossos pensamentos e emoções estão. Observá-los é aprender. Com a meditação poderemos controlar a tempestade mental, decidir o que pensar, quando pensar e, finalmente, encontrar a unidade no silêncio milagroso do vazio. Se o copo estiver cheio não terá espaço para o novo. Mas teremos que trilhar alguns estágios para o nosso objetivo. Começamos com a já ensinada limpeza pulmonar. Acompanhe os próximos passos:

1. Apenas observe: sente-se ou deite-se confortavelmente. Relaxe todo o corpo, feche os olhos durante cinco minutos e observe o curso dos pensamentos. Não siga os pensamentos, apenas observe-os passando pela sua tela mental. No início perceberá uma enxurrada deles, principalmente no que diz respeito ao nosso cotidiano. Imagine-se na posição de um observador silencioso e independente. Apenas acompanhe com atenção e sem julgamento. Não durma. Na presença de cansaço, interrompa o exercício ou esfregue água gelada no rosto e no peito. A limpeza pulmonar também elimina e previne o cansaço e a sonolência. Esse exercício de controle do pensamento deverá ser feito de manhã e à noite, e a cada dia o seu tempo deverá ser prolongado em um minuto para que em uma semana possamos acompanhar e controlar o curso de nossos pensamentos por no máximo dez minutos sem nos dispersarmos. Você perceberá como inicialmente os pensamentos passam por sua mente em grande velocidade, porém o caos inicial irá desaparecendo devagar até que só uns poucos surgirão na sua mente como que vindos de muito longe.

Homem com mão no rosto e expressão triste
Pixabay | Pexels

2. Foco Ativo: agora que já dominou a observação passiva, passará ao primeiro estágio do foco seletivo. Sempre que surgirem pensamentos repetitivos, você deverá mudar imediatamente o foco para outro pensamento presente no turbilhão. Explicarei melhor o foco logo menos. O importante desse exercício é não deixar as preocupações insistentes assumirem o controle. Não brigue com elas, apenas mude o foco para outro pensamento. Todos os pensamentos indesejados devem ser desligados. Isso deve ser exercitado até se transformar num hábito, até conseguirmos executar nossa meditação, tarefas, no trabalho ou na vida privada, com a máxima consciência, independentemente de ser algo grande ou corriqueiro. Esse exercício aguça a mente e fortalece a memória. Mas para aprender a desligar precisamos primeiro aprender a focar.

Escolha um pensamento, uma imagem ou uma ideia qualquer de sua preferência. Algo agradável ou visualize a realização de um sonho. Fixe-a com toda a força, e rejeite energicamente todos os outros pensamentos que não tenham nada a ver com o do exercício. No início, você só conseguirá fazer isso por alguns segundos, e posteriormente por alguns minutos. Você precisará conseguir fixar um único pensamento e acompanhá-lo por no mínimo dez minutos seguidos.

3. Esvaziamento Mental: relaxe confortavelmente e feche os olhos. Rejeite energicamente todos os pensamentos emergentes. Em sua mente não deve haver nada, somente o vazio total. Como fazer isso? Visualize uma esfera branca brilhante, sem se desviar ou se distrair. Você pode usar uma lâmpada branca acesa como base para a visualização. Aos poucos, permita que o brilho se expanda até ficar tudo branco. No início você só conseguirá manter isso durante alguns segundos, mas exercitando-se constantemente conseguirá um melhor desempenho. Com o foco no branco total, se entregue e mergulhe na luz sem medo e sem expectativa. Apenas deixe fluir. Se conseguir se manter nesse estado durante dez minutos completos, sem se distrair ou adormecer, será preenchido por um estado de vazio ou ponto zero. Esse é o lugar onde tudo é possível.

No próximo artigo compartilharei a sétima e última chave da caixa-preta, para a criação consciente de qualquer coisa. Lembre-se porém de que o qualquer coisa está sempre condicionado ao nível de alinhamento à Matriz Divina. Ou correremos o risco de criar caos ou até não manifestar nada.

Não poupe esforço na prática dos exercícios propostos. Eles são baseados em exercícios milenares da arte da magia hermética presentes em meu livro “Alquimista Quântico”. E, sim, funcionam. Se não há evolução sem auto-observação, sem o domínio da mente e o poder de transformar a tempestade em unidade, teremos muita dificuldade em viver a plenitude em que nascemos para trazer a realidade.

Viver é assumir a responsabilidade de manifestar a Vida!

Transcenda-se com leveza!

Até logo menos.

Celso Costa
Escrito por Celso Costa
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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: A CONSCIÊNCIA DA UNIVERSALIDADE DA MENTE E O CAMINHO DA INTUIÇÃO

No texto primorosamente escrito por Lama Anagarika Govinda a seguir sobre “O Caminho da intuição”, o guru mostra como se dá o desenvolvimento do processo de amadurecimento da intuição na nossa mente, que é ferramenta fundamental no despertar e expansão da consciência. Sem ela não há expansão da consciência. Por isso eu lhe convido a ler o artigo completo a seguir para entender como ocorre o desenrolar da caminhada!

 

O caminho da intuição

“A essência da mente é grande porque abrange todas
as coisas; todas as coisas são da nossa natureza.
Não existe uma questão de ‘limpar’ a mente, mas sim
de ter consciência da sua universalidade”

A meditação sempre foi o principal requisito da doutrina budista deliberação. Entretanto, quanto mais as diferentes técnicas de meditação,
suas definições psicológicas e seus princípios metafísicos e filosóficos eram explicados, classificados e fixados em comentários, mais as práticas de meditação eram negligenciadas e sufocadas por discussões teóricas, regras, regulamentos morais e infindáveis recitações de textos sagrados.

A reação foi uma revolta contra as escrituras e a erudição e um retorno a uma experiência mais direta e espontânea. Ao pedantismo de um
pensamento escolástico e de lógica intelectual opôs-se a ferramenta do paradoxo, que, como uma espada afiada, cortou os nós dos problemas criados artificialmente e nos deu um relance da verdadeira natureza das coisas. O paradoxo, entretanto, é uma espada de dois gumes. Quando ele se torna rotineiro, destrói aquilo que ajudou a revelar. A força de um paradoxo, como a de uma espada, está no inesperado e na velocidade com que ela é manejada.

Um bom exemplo é a história de dois monges chineses que discutiam sobre uma bandeira ao vento. Um dizia que a bandeira se movia; o outro, que ela era movida pelo vento. Hui-Neng, o Sexto Patriarca da China, disse: “Nem o vento nem a bandeira estão se movendo; é a mente de vocês que se move.” Mummon, um Patriarca Japonês do século XIII, foi além: “Nem o vento, nem a bandeira, nem a mente estão se movendo.” Ele se referiu ao princípio essencial de sunyata: não há ir nem vir, mas os dois aspectos subjetivos e objetivos da realidade estão incluídos.

Essa realidade além dos opostos, contudo, não deve ser separada de seus expoentes; a transitoriedade não deve ser separada da eternidade. A mais perfeita autoexpressão individual é a descrição mais objetiva do mundo. O maior artista é o que expressa o que é sentido por todos.
Como ele faz isso? Sendo mais subjetivo que os outros. Quanto mais ele expressa a si mesmo, o seu ser mais íntimo, mais próximo ele se mostra aos outros. A nossa natureza real não é o nosso ego limitado e imaginário; é o vasto e oniabrangente espaço, tão intangível quanto vazio. É sunyata em seu sentido mais profundo. O segredo da arte é que ela revela o supraindividual através da individualidade, o “não ser” através do ser, o objeto através do sujeito. A arte em si é uma espécie de paradoxo, e é por isso que todas as escolas de meditação do Budismo no Extremo Oriente dão a ele essa importância tão grande.

O Sutra do Sexto Patriarca é um exemplo do uso ideal do paradoxo. Ele expressa a atitude espiritual do Zen de uma maneira que não ofenda
o bom senso nem tente fazer do bom senso a medida de todas as coisas. O leitor se situa numa atmosfera que o coloca acima do plano da consciência diária, e participa da realidade num nível mais alto de consciência. O Sexto Patriarca impressiona pela sua espontaneidade, que deveria ser inerente a cada ser humano, e com a qual o leitor facilmente se identifica. Assim ele é capaz de participar das experiências e dos ensinamentos do Patriarca, cuja vida tornou-se o símbolo máximo do Budismo Zen.

O noviço de Kwang-tung, cuja mente não estava ainda sobrecarregada por qualquer problema filosófico, penetrou espontaneamente no centro da vida espiritual: a experiência do Budado. Essa experiência não depende de regras monásticas e erudição, de ascetismo e virtuosidade, de conhecimento livresco e de textos sagrados, mas somente da realização do espírito vivo dentro de nós.

O Sexto Patriarca atingiu um estado de espontânea iluminação sem ter tido qualquer educação formal, embora, por outro lado, tenha sido ao ouvir o Sutra Diamante que seu interesse despertou e sua visão espiritual se abriu. A experiência espontânea, portanto, pode muito bem ser o produto de uma antiga tradição consagrada, se essa tradição contém símbolos de uma realidade supramental (que a psicologia moderna chamaria de símbolos arquetípicos), ou seja, formulações que levem a mente além do círculo estreito do raciocínio mundano. No choque inesperado entre uma mente sensitiva e esses símbolos e formulações, as portas da percepção interna são subitamente abertas, e o
indivíduo se identifica com a realidade supramental.

O Patriarca veio de uma família pobre de Kwang-tung. Um dia, quando vendia lenha no mercado, ouviu o Sutra Diamante, e isso despertou uma resposta tão profunda que ele decidiu entrar no monastério da Escola Zen, onde o abade era o Quinto Patriarca. Ele se tornou um noviço e recebeu o trabalho mais humilde, no estábulo e na cozinha. Um dia o abade convocou todos os discípulos a fim de escolher um
sucessor. Ele queria escolher alguém que tivesse não apenas compreendido, mas realizado a mensagem do Zen; assim, pediu aos monges que escrevessem sobre a natureza mais íntima da mente. Ninguém ousou se apresentar, exceto o erudito Shin-shau, já considerado um sucessor. Shin-shau escreveu seu verso na parede do corredor, para anunciar a sua autoria apenas se o Patriarca ficasse satisfeito. O Patriarca, embora apreciasse as palavras, pediu a Shin-shau que meditasse sobre elas durante alguns dias e escrevesse outra estrofe que mostrasse que o autor tinha passado pelo portal da iluminação – que tivesse experienciado o escrito. Dois dias depois, um jovem que passava pelo quarto onde o noviço de Kwang-tung descascava arroz recitou a estrofe do Shin-shau. O noviço foi para o corredor e pediu a um visitante para ler o verso, já que ele não sabia ler nem escrever. Depois que o visitante leu em voz alta, o noviço disse que também tinha composto uma estrofe, e pediu ao visitante que a escrevesse abaixo do verso de Shin-shau.

Espelho interno

Quando os outros monges viram a nova estrofe e souberam quem a tinha composto, disseram: “Como foi possível que uma pessoa tão iluminada trabalhasse para nós?” O Patriarca, entretanto, temendo a inveja dos monges, apagou a estrofe e pediu ao jovem que se encontrasse com ele à noite. Quando todos no monastério estavam em profundo sono, ele deu ao noviço a insígnia de seu futuro
cargo e tornou-o Sexto Patriarca. Ordenou então que o noviço saísse de imediato do monastério e retornasse somente quando ele, o Quinto Patriarca, tivesse falecido. O noviço fez como lhe foi dito, e, quando retornou com os mantos do cargo, ele foi reconhecido com o nome de Wei-lang.

As estrofes de Shin-shau e do Sexto Patriarca oferecem uma percepção valiosa da atitude mental da Escola Zen. A de Shin-shau diz: “Nosso corpo é como uma árvore de iluminação,/nossa mente é como um espelho limpo;/de hora a hora precisa ser limpo,/de modo que nenhuma poeira se ajunte nele.” Este verso mostra uma preocupação pedante com a preservação da pureza do espelho interno, a mente original (que, de qualquer modo, está além da pureza e da impureza); além disso, mostra que o autor não fala a partir de sua própria experiência, mas apenas como um erudito, porque o verso se baseia em uma expressão do Svetasvatara Upanishad: “Assim como um espelho,/ que foi coberto com poeira,/brilha como fogo, se for limpo,/da mesma maneira, aquele que compreendeu a natureza da alma/atinge o alvo e liberta-se da aflição.

Shin-shau apenas repetiu o Upanishad sem ter experienciado a realidade da mente original, enquanto que o jovem noviço captou a essência do Sutra Diamante em um ato de percepção direta; ele experienciou a verdadeira natureza da mente. Isso se revela na sua estrofe, que refuta a de Shin-shau e mostra o ponto de vista budista como é compreendido pelos Mestres do Zen: “Nosso corpo não é uma árvore de modo algum,/nem é a mente um estojo de espelhos;/quando tudo está vazio,/onde poderia a poeira se acumular?”

A mente original, conhecida como a mente de Buda ou o princípio de bodhi, o anseio por iluminação, é uma propriedade latente de cada
consciência, não apenas um reflexo do universo, mas a própria realidade universal. Isso pode parecer uma espécie de vacuidade metafísica, a ausência de qualidades e de possibilidades de definição. Bodhi, portanto, não é algo que cresceu como uma árvore, assim como a mente não é um espelho que reflete a realidade numa capacidade secundária. A mente em si mesma é a vacuidade que a tudo abrange (sunyata); assim, onde a poeira poderia se acumular?

“A essência da mente é grande, porque abrange todas as coisas; todas as coisas são da nossa natureza.” Não existe uma questão de “limpar”
a mente, mas sim de ter consciência da sua universalidade. O que podemos melhorar é o intelecto, a limitada consciência individual. Isso, porém, não nos leva além de seus próprios limites, porque permanecemos no círculo de suas leis inerentes de tempo e espaço, lógica e causalidade. Só o ato de ultrapassar nossas limitações e abandonar os conteúdos que nos aprisionam a essas leis pode nos dar a experiência da totalidade do espírito e a realização de sua verdadeira natureza – o que chamamos de iluminação.

A verdadeira natureza da mente abrange tudo que vive. O voto do Bodhisattva de libertar todos os seres vivos não é, portanto, tão presunçoso quanto parece. Esse voto não nasceu da ilusão de que um homem mortal pode se estabelecer como um salvador; é resultado da percepção de que somente no estado de iluminação seremos capazes de nos tornar um com tudo o que vive. Nesse ato de unificação, libertamos a nós mesmos e a todos os seres que estão potencialmente presentes e participam da natureza da nossa mente – que são parte de nossa mente.

É por isso que, de acordo com os ensinamentos do Mahayana, a liberação dos sofrimentos, a extinção da vontade de viver e de todos os desejos, é considerada insuficiente. É por isso que se empenhar na busca da perfeita iluminação (samyak-sambodhi) é considerado o único objetivo digno de um seguidor de Buda. Enquanto desprezarmos o mundo e dele tentarmos escapar, nós nem o superamos nem ganhamos maestria nele; estamos longe da libertação. “Este mundo é o mundo de Buda, dentro do qual a iluminação pode ser achada. Buscar a
iluminação nos separando do mundo é tão tolo como buscar chifre numa lebre.” Porque “aquele que trilha sinceramente o caminho do mundo não verá as faltas do mundo.”

Também não deveríamos imaginar que, pela supressão das faculdades intelectuais, podemos atingir a iluminação. “É um grande engano suprimir o pensamento”, diz o Sexto Patriarca. Zen é o caminho para superar as limitações da nossa atitude intelectual. Mas antes de apreciar o Zen, temos que desenvolver o intelecto, a capacidade de pensar e discernir. Se nós não alcançarmos maestria sobre o intelecto, não poderemos superá-lo. O intelecto é tão necessário para superar a emocionalidade e a confusão quanto a intuição é necessária para
superar as limitações do intelecto e seus julgamentos.

A razão, a mais alta propriedade do intelecto, é o que guia o pensamento intencional. Suas finalidades, contudo, são limitadas; a razão só pode operar naquilo que é limitado. Somente a sabedoria (prajna) pode aceitar e intuitivamente compreender o ilimitado, o atemporal e o infinito, ao renunciar às explicações e reconhecer o mistério que pode apenas ser sentido, experienciado e finalmente realizado em vida. A sabedoria tem raízes na experiência e na realização do nosso ser mais íntimo. A razão tem raízes no pensamento. Entretanto, a
sabedoria não despreza nem o pensamento nem a razão; ela os usa em seu próprio âmbito, o âmbito da ação intencional, a busca da ciência e a coordenação das nossas impressões sensoriais, percepções, sensações, e emoções, tudo em um conjunto. Aqui o lado criativo do pensamento exerce sua ação, convertendo a matéria-prima da experiência na percepção de um mundo razoável. O tamanho desse mundo depende da faculdade criativa do indivíduo. A mente pequena vive no mundo dos efêmeros desejos; a grande mente vive na infinidade do universo e na constante percepção do mistério que dá profundidade e amplitude à vida, e assim impede que o mundo sensorial se confunda com a realidade última. Aquele que penetrou até os limites do pensamento ousa saltar na grande vacuidade, o campo primordial do
seu ser ilimitado.

Lama Anagarika Govinda foi fundador da Ordem
Arya Maytreia Govinda, expositor do Budismo
Tibetano, pintor e poeta.

Fonte: Revista Sophia, edição 85

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AUTOCONHECIMENTO: O CÉU NÃO É O LIMITE, SUA MENTE SIM!

O texto a seguir com o título “A Mente cria barreiras” nos mostra o quão poderosa é a nossa mente através da nossa consciência, que quanto mais você trabalha em si mesmo, mais está ajudando a humanidade; e quando essa consciência trabalha em grupo, tem o poder de abrir muitas portas. Você já ouviu antes que pensamentos têm poder, então tire vantagem desta verdade e pensem em amor, não em ódio. Pensem em Luz, não em medo. Empatia e não narcisismo. Por isso convido você a ler o artigo completo a seguir os segredos dessa mente poderosa!

A Mente cria barreiras

Mensagem canalizada em 19 de Agosto de 2020 – Federação Galáctica

Somos da Federação Galáctica e queremos que saibam que apoiamos vocês e estamos totalmente engajados em comunicar e auxiliar nestes tempos de evolução. Vocês têm muitos seres amorosos de diversos mundos à espera, então alinhem e ativem-se com seus pensamentos para que as perguntas possam ser respondidas. Os trabalhadores da Luz estão à serviço em seu planeta também, então procure-os para orientação conforme os problemas surjam.

Vocês, como humanos, carregam experiências dolorosas na mente. A mente se torna com frequência uma caixa de armazenamento, ou é como um disco rígido do computador. Se ela não for limpa e estas situações não forem curadas com compaixão e entendimento de seu propósito, não curadas com um desejo de perdoar, tais situações serão repetidas em intervalos regulares.

Quando novas experiências de dor aparecem, elas se tornam lembretes do passado, através dos quais a pessoa pode então escolher não cair no mesmo padrão de resposta. Ao não fazer isso, o que acontece é um campo de energia de luz se integra e introduz novos começos. Significa que a alma foi curada, então novas experiências boas podem ser trazidas para a realidade da pessoa.

Saibam que, devido a tantas energias escuras e de medo terem sido colocadas nos campos da Terra por aqueles que estão no controle, é mais difícil aprender a perdoar e mover-se com confiança. É mais fácil se mover no medo, que é o que eles querem. Eles comem essas energias como sobremesas. Mas vocês irão descobrir, quando essas energias forem varridas com intenção, vocês irão entender que amor, paz e perdão são traços naturais.

Quanto mais vocês trabalham em si mesmos, mais estão ajudando a humanidade; a consciência de grupo tem o poder de abrir muitas portas. Vocês já ouviram antes que pensamentos têm poder, então tirem vantagem desta verdade e pensem em amor, não em ódio. Pensem em Luz, não em medo. Empatia e não narcisismo.

Porque…o palco para receber está montado com a vibração da pessoa, é importante purgar todos os velhos padrões mentais e medos. Velhos hábitos que não servem à proclamação de Deus devem ser liberados, o que significa se elevar e ser pacífico o tempo todo. Alinhar-se com seu Eu divino, com mais abundância e boa saúde. Para citar uma frase… “Ir corajosamente onde nenhum homem jamais foi.”

Vamos aproveitar este momento para compartilhar alguns exemplos e ferramentas com vocês. Se a pessoa tem problemas de confiança, quando alguém faz algo num relacionamento que acenda um lembrete, é importante não partir para a suposição de que aquilo está acontecendo de novo. A comunicação é uma ferramenta importante para aliviar a dor que pode ter sido reacendida, para aprender que as conclusões que a mente tira podem não ser verdade. É aconselhável utilizar o dispositivo da comunicação para sentir-se em paz.

Queremos apresentar o termo do comportamento CCC para vocês. Ele significa comunicação com compaixão que leva à clareza. Utilizar esta ferramenta irá ajudar para estar em harmonia e ter menos mal-entendidos. A clareza nos próximos passos da pessoa pode então vir à medida em que ela olha para dentro de seu coração indubitavelmente.

Se um dos problemas que surgirem for sentir que você não está sendo honrado, isto pode estar relacionado com situações de vidas passadas, bem como a jornada de sua vida presente.

Podem ser trazidas pessoas para sua vida que o desonrem, para você se tornar mais forte para dizer não. Quando você enfrenta isso de cabeça erguida, você vai descobrir que mais pessoas virão que vão honrar você.

O discernimento de ir para o coração é importante, pois ele pode permitir à você ver as razões por trás do comportamento das pessoas e lidar com a situação com foco claro para liberar problemas e se equilibrar com amor.

Se a pessoa não entende o estabelecimento de limites, ela pode novamente esperar ter situações que vão forçá-la a encarar a realidade de ter que impor estes limites. Lembre-se que honrar a si mesmo é honrar o seu Eu superior e isso prepara o palco para a paz, alegria e abundância.

A mente evita se machucar a todo custo…então é importante reconhecer quando se está sendo impedido de curar. Às vezes quando a dor é muita, a pessoa vai desejar escapar, mas se ela usar a ferramenta do amor próprio e se comunicar novamente, sem ter medo do que o outro vai pensar, a harmonia pode ser alcançada.

Lembre-se que a escuridão sempre serve à Luz, então pensamentos sombrios quando liberados podem servir para limpar a si mesmo. Permita que as lágrimas fluam para ver claramente que os percalços da vida são ferramentas para que a pessoa veja quem ela é e que ela merece viver num estado de contentamento e alegria.

Ajuda perceber que você não está sozinho e está na presença de uma tropa de compartilhadores de sabedoria. Não hesite em pedir ajuda. É importante tirar um tempo para respirar profundamente para acender esta ferramenta para que você possa entender, ao invés de se fechar na dor.

Muitos estão num estágio onde a intuição está apenas começando e é importante permanecer no coração. Quanto mais você livra o coração das dores, mais estes presentes irão surgir. Alinhar-se com a Fonte pode também aliviar lutas desnecessárias.

Tudo acontece por uma razão, especialmente com as novas energias ancorando-se na Terra. Uma prioridade dentro da jornada da alma neste momento é realmente livrar-se das frequências mais baixas. Portanto, estes desafios e velhos problemas vão parecer que estão sendo colocados à sua frente. Eles estão, então aceite-os quando surgirem e esteja disposto a encará-los para que eles saiam de seu campo de energia de uma vez por todas.

Velhos relacionamentos que não oferecem respeito mútuo, comunicação apropriada e perdão, vão começar a cair à beira da estrada. Se você os abençoar conforme eles seguem seu caminho, encontrará ondas de paz chegando. Se você sente-se triste por aquilo que tinha, faça o melhor para deixar ir aquilo que foi, para aquilo que será. Isso pode resultar em grandes experiências.

Esta consciência, quando totalmente abraçada, irá permitir não apenas que novos relacionamentos prosperem, mas nunca se sabe que mudanças podem ocorrer dentro dos velhos relacionamentos. Desculpas de ambos os lados podem ser benéficas para a limpeza e úteis para seguir em frente, mas não necessárias. Nem todo mundo está pronto para expressar um pedido de desculpas, porque o ego às vezes não irá ouvir.

Lembre que família, amigos, estranhos e conhecidos são parte dos filhos de Deus. Todos estão despertando dentro de seu próprio tempo, então respeite este processo.

Ficar preso à raiva de qualquer situação pode realmente danificar a forma física da pessoa. O medo pode fazer o mesmo. Se não for trabalhada, ela se torna uma entidade em si mesma e pode começar a governar o seu mundo. Sugerimos que cada um tire um tempo para se conectar com sua criança interior, pois ela precisa de sua atenção para se sentir em paz e harmonia.

A escolha de como você reage ou não responde, depende inteiramente de você e isso pode afetar a sua paz. Tente, quando se sentir ansioso ou impaciente por exemplo, no trânsito, tome uma respiração profunda. Procure uma outra forma de lidar com isso, para que você não fique estressado. Você faz isso ao entender que: a) você está onde deveria estar e: b) você pode escolher surfar a onda do momento com pensamentos pacíficos.

Aplaudimos a sua boa-vontade, queridos humanos, de começarem a limpeza da mente e coração, das velhas vibrações limitantes. Parte deste processo é conhecer o poder de sua própria grandeza. Voar abraçando em um nível mais elevado porque alguém está em sua vida. Façam o melhor para não escolher as velhas experiências como uma plataforma para tomar decisões, mas novas formas de estar no coração.

Nós os encorajamos a fazerem o trabalho que vieram fazer, para libertar suas almas. Para viverem autenticamente com alegria e abundância. Para não desempenharem o papel de vítimas. Para celebrarem com gratidão mesmo quando as coisas são desafiadoras.

Saibam que a mente do ego prefere que vocês permaneçam onde estão, bem como os escuros que vivem em seu mundo. Não vamos entrar em detalhes de como eles estão perdendo o poder, mas diremos que é hora de vocês recuperarem seu poder em suas vidas. Mais uma vez, quanto mais vocês trabalham em si mesmos, mais a consciência de grupo se beneficia.

Somos da Federação Galáctica, apoiamos vocês e estamos totalmente engajados em comunicar e auxiliá-los nestes tempos de renascimento transformacional. Há tantos seres amorosos à espera neste momento, então alinhem-se e ativem suas questões e pensamentos, os grupos estão esperando. Perguntem, acreditem, recebam. Celebrem a si mesmos e olhem por trás da situação para ver porquê vocês estão indo nesta direção para que isso possa finalmente ser liberado para se alinhar com energias que irão trazer todos os seus sonhos.

Agradecemos pelo seu tempo.

Star Blossom Goddess
Fonte: https://www.starvisions.info/ — Roseli Giusti Zahm e Marco Iorio Júnior — Tradutora e Editor exclusivos do Trabalhadores da Luz

Fonte: Trabalhadores da Luz

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REFLEXÃO: A NATUREZA DA COMPAIXÃO TEM A VER COM O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

Nesta segunda-feira vamos analisar um texto muito interessante e inteligente na coluna REFLEXÃO, sobre “Compaixão”, sentimento tão nobre e ao mesmo tempo tão pouco valorizado nos dias atuais. O texto retirado do livro “O Poder do Agora”, explora a natureza da compaixão e faz uma metáfora da mente com um lago profundo, onde a superfície, às vezes é calma e outras é cheia de ondas, mas o fundo é sempre sereno. Então lhe convido a ler esse texto maravilhoso, reflita e faça seu juízo de valor!

A natureza da compaixão

 em 
lago
O poder que damos à nossa mente é exatamente o que ela precisa para nos estagnar no processo evolutivo. O trecho do livro “O poder do agora” nos convida a refletir sobre sermos essência plácida, ainda que ao nosso redor tudo pareça turbulência. 
 
“Tendo ultrapassado as fronteiras construídas pela mente, você passa a ser como um lago profundo. Sua situação de vida e o que acontece no mundo exterior são a superfície do lago, às vezes calmo, às vezes cheio de ondas por causa do vento, conforme os períodos e as estações.
Lá no fundo, porém, o lago é sempre sereno. Você é esse lago por inteiro, não apenas a superfície, e está em contato com a sua própria profundidade, que permanece absolutamente serena. Você não reage a uma mudança ao se apegar mentalmente a qualquer situação.
A sua paz interior não depende dela. Você se fixa no Ser – imutável, eterno, imortal – e não é mais dependente da satisfação ou da felicidade do mundo exterior, das formas constantemente flutuantes. Você pode desfrutá-las, brincar com elas, criar novas formas, apreciar a beleza de todas. Mas não tem mais necessidade de se apegar a nenhuma delas.

– Quando você consegue se desprender desse jeito, não significa que também se distancia dos outros seres humanos?
– Pelo contrário. Enquanto você não está consciente do Ser, a realidade dos outros seres humanos vai causar uma ilusão, porque você ainda não encontrou a sua realidade.
A mente vai gostar ou não da forma deles, não só do corpo, mas também da mente deles. O verdadeiro relacionamento só é possível quando existe uma consciência do Ser.
A partir do Ser, você vai perceber o corpo e a mente da outra pessoa como se fosse uma tela, por trás da qual você pode sentir a verdadeira realidade deles, como você sente a sua.
Assim, ao se confrontar com o sofrimento de outra pessoa ou com um comportamento inconsciente, você fica presente e em contato com o Ser e, desse modo, é capaz de olhar além da forma e sentir o Ser radiante e puro da outra pessoa.
No nível do Ser, todo sofrimento é visto como uma ilusão, uma conseqüência da identificação com a forma. Milagres de cura às vezes acontecem através dessa descoberta, através do despertar da consciência do Ser nos outros – se estiverem prontos.”
Luz e Paz!
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