NATAL E MOSSORÓ NA IMINÊNCIA DE COLAPSO DA SAÚDE PÚBLICA TEM RECOMENDAÇÃO DE LOCKDOWN POR COMITÊ CIENTÍFICO DO NORDESTE

 

Comitê Científico do Nordeste recomenda lockdown “em caráter de urgência” para Natal e Mossoró

Esta é a segunda vez que Comitê sinaliza a adoção das medidas pelas cidades potiguares

Por Redação – Publicado em 03/06/2020 às 11:48

Pessoas caminhando pelo Alecrim, em Natal

O Comitê Científico de Combate ao Coronavírus do Nordeste recomendou que o Governo do Rio Grande do Norte e as prefeituras de Natal e de Mossoró adotem o lockdown, a forma mais restrita de isolamento social, devido à elevação do número mortes e de internações hospitalares.Esta é a segunda vez que Comitê sinaliza a adoção das medidas pelas cidades potiguares. A recomendação da entidade, que é presidida pelo neurocientista Miguel Nicolelis, também defende o isolamento mais restrito nas cidades de Campina Grande, na Paraíba, e de Arapiraca e São Miguel dos Campos, em Alagoas.

Segundo o Comitê, a recomendação é para a implementação “em caráter de urgência” do regime de isolamento social rígido para as cidades de Natal e Mossoró. “Considerando-se a situação grave de falta de leitos na região metropolitana de Natal, este Comitê também passa a monitorar esta região com mais ênfase, a partir desta data”, pontuou o relatório sobre a situação potiguar, que foi publicado no dia 1º.

De acordo com o Comitê, os números de casos e óbitos continuam aumentando por todo o Nordeste, e em nenhum Estado o pico da doença foi atingido até hoje. Esse fato confirma a projeção de que em nenhum Estado o pico seria atingido antes do mês de junho. A entidade aponta que a evolução dos casos da Covid-19 no Nordeste segue dobrando a cada período entre 5 a 9 dias.

A preocupação dos cientistas é sobre as discussões relacionadas com a flexibilização das medidas de isolamento nas cidades do Nordeste. “Este Comitê continua mantendo a posição de que ainda não é o momento propício de flexibilizar as medidas de isolamento social, uma vez que o pico da epidemia da Covid-19 não foi atingido em nenhum Estado da Região Nordeste”, trouxe o documento.

A recomendação do Comitê, publicada na última segunda-feira (1º), também aponta para o isolamento social mais rígido nas cidades de Imperatriz, no Maranhão, e Aracaju, em Sergipe.

Além do lockdown, o Comitê defende o banimento do uso da cloroquina no tratamento de casos de Covid-19. A entidade recomenda que todas as secretarias estaduais e municipais do Nordeste removam de seus protocolos de profilaxia ou tratamento para o SARS-CoV-2 o uso da cloroquina ou hidroxicloroquina, sozinha ou acompanhada de outras drogas, em qualquer fase do acometimento da doença.

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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DO DIA 03 DE JUNHO DE 2020 NO G1

Por G1

 

O número diário de mortes pela Covid-19 no Brasil bateu recorde. O podcast O Assunto aborda a ameaça do novo coronavírus aos indígenas, um dos grupos mais vulneráveis no país. A busca por uma vacina está a todo vapor, mas o processo é longo. Estratégias podem ajudar a reduzir os impactos da pandemia na saúde mental. O Brazil at Silicon Valley discute como a tecnologia e a inovação vão influenciar o futuro da saúde. Em Brasília, a PF deve ouvir investigados no inquérito das fake news. E mais: trabalhadores informais nascidos em abril podem sacar a segunda parcela do auxílio emergencial.

Recorde de mortes

Brasil registra novo recorde diário de mortes por Covid-19: 1262 óbitos

Brasil registra novo recorde diário de mortes por Covid-19: 1262 óbitos

O Brasil registrou ontem mais uma triste marca durante a pandemia do novo coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, foram 1.262 mortes em 24 horasmaior número contabilizado em um dia. O balanço do ministério aponta ainda que o total de infectados passou de 555 mil. Questionado por uma apoiadora que pediu palavra de conforto às famílias das vítimas, o presidente Jair Bolsonaro respondeu que lamenta “todos os mortos, mas é o destino de todo mundo”.

O Assunto: indígenas ameaçados

14 de maio - Indígenas participam do velório do cacique Messias Kokama, 53, que morreu vítima de coronavírus (COVID-19), no Parque das Tribos, em Manaus — Foto: Bruno Kelly / Reuters14 de maio – Indígenas participam do velório do cacique Messias Kokama, 53, que morreu vítima de coronavírus (COVID-19), no Parque das Tribos, em Manaus

O novo coronavírus se espalhou por quase 80 etnias, infectou mais de 1.800 índios e fez cerca de 180 mortos. A situação é especialmente grave na região amazônica, onde está a técnica de enfermagem Vanda Ortega Witoto, que vive na comunidade Parque das Tribos. Vanda conversa com Renata Lo Prete e explica como a realidade da pandemia é muito diferente do que mostram os números oficiais. Episódio tem também a participação de Ailton Krenak, escritor e líder indígena fundador da Aliança dos Povos da Floresta, que explica como seu povo está se protegendo e reagindo. Ouça:

A busca pela vacina

Técnica de laboratório exibe uma dose de uma candidata a vacina contra a Covid-19 pronta para ser testada em macacos no Centro Nacional de Pesquisa de Primatas da Tailândia, na Universidade Chulalongkorn — Foto: Mladen Antonov / AFP PhotoTécnica de laboratório exibe uma dose de uma candidata a vacina contra a Covid-19 pronta para ser testada em macacos no Centro Nacional de Pesquisa de Primatas da Tailândia, na Universidade Chulalongkorn Antonov .

Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que estão em desenvolvimento mais de 100 candidatas a vacina contra o vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, sendo que dez delas estão na fase clínica, ou seja, sendo testadas em humanos. Embora os estudos avancem, muitos especialistas acreditam que a vacina não estará disponível em 2020. Projeções otimistas falam num prazo de 12 a 18 meses, o que já seria recorde.

Saúde mental durante a pandemia

Moradores se exercitam em suas varandas durante o isolamento para evitar a propagação da doença por coronavírus (COVID-19) em Hamburgo, na Alemanha, em 26 de março — Foto: Fabian Bimmer / ReutersMoradores se exercitam em suas varandas durante o isolamento para evitar a propagação da doença por coronavírus (COVID-19) em Hamburgo, na Alemanha, em 26 de março

É esperado que as populações sintam medo, estresse, ansiedade e solidão durante a pandemia de coronavírus, mas isso não significa que todos adoecerão mentalmente. Isso porque é possível – e necessário – cuidar da mente enquanto vivemos este momento de tensão. Mas atenção: é preciso cuidar agora para não adoecer depois. Como fazer isso? Os profissionais ouvidos pelo G1 indicam que existem estratégias para proteger a saúde mental.

Barreiras comerciais

As barreiras comerciais praticadas contra os produtos brasileiros no comércio internacional já chegam a 70, segundo um novo levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O mapeamento da entidade começou a ser realizado em maio de 2018 e é atualizado de forma periódica em parceria com associações e federações industriais. Nessa última atualização, a CNI encontrou 17 novas barreiras, sendo 10 impostas pelo governo da China. As demais foram criadas por Argentina, México, Índia, Arábia Saudita e União Europeia.

Intervenção no RJ

Governador Wilson Witzel decreta intervenção em hospitais de campanha do RJGovernador Wilson Witzel decreta intervenção em hospitais de campanha do RJ

O governador Wilson Witzel assinou um decreto afastando a Organização Social Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) da construção e gestão dos sete hospitais de campanha do estado. O motivo para a decisão foi o atraso para a conclusão das obras dessas unidades.

De acordo com o decreto, as unidades exclusivas para o enfrentamento da Covid-19 serão controladas pela Fundação Estadual de Saúde, que deverá assumir a conclusão das obras dos hospitais e a gestão de todas as unidades temporárias.

Violência no Ceará

Em pouco mais de dois meses desde o início da quarentena no Ceará, pelo menos, 69 crianças e adolescentes foram assassinados. O dado compreende de 20 de março de 2020 até o último dia 27 de maio. Comparado a igual período de 2019, houve aumento de 165% no número de vítimas menores de idade.

Protestos nos EUA

Protestos contra o racismo continuam nos EUA mesmo com toque de recolher

Protestos contra o racismo continuam nos EUA mesmo com toque de recolher

Os Estados Unidos entraram ontem no oitavo dia de manifestações contra o racismo após a morte do ex-segurança George Floyd em uma ação policial em Minneapolis. Os protestos ocorrem na maioria das vezes de maneira pacífica.

  • As duas maiores cidades dos EUA, Nova York e Los Angeles, além da capital Washington, mantêm novamente toque de recolher .
  • Cerca de 40 pessoas já haviam sido detidas em Nova York.
  • Em Atlanta, apesar de os manifestantes marcharem pacificamente, a polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo quando começou o horário do toque de recolher, às 21 horas.
  • Em Milwaukee, Wisconsin, a polícia anunciou em redes sociais que lançou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes após ser atacada com pedras e vidros.
  • Outras grandes cidades, como Portland (Oregon), não vão adotar a medida após autoridades considerarem que a violência diminuiu na noite anterior.

Trump x governadores

O presidente dos EUA, Donald Trump, posa com uma Bíblia nas mãos em frente a Igreja Episcopal St. John, em Washington, na segunda-feira (1) — Foto: Reuters/Tom BrennerO presidente dos EUA, Donald Trump, posa com uma Bíblia nas mãos em frente a Igreja Episcopal St. John, em Washington, na segunda-feira (1) 

Trump pode mandar tropas para conter protestos contra a vontade dos governadores? Presidente invoca a Lei de Insurreição, aplicada em raras ocasiões nos EUA, mas ação unilateral tem limitações. Leia no blog da Sandra Cohen.

Depoimentos do inquérito das fake news

Roberto Jefferson e deputados são alvo de operação da PF de inquérito do STF sobre fake News

Roberto Jefferson e deputados são alvo de operação da PF de inquérito do STF sobre fake News

Polícia Federal ouvirá alvos do inquérito que apura ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e disseminação de fake news. As medidas foram definidas pelo ministro relator do caso no STF, Alexandre de Moraes. Na quarta, ele autorizou 29 mandados de busca e apreensão contra ativistas, blogueiros e empresários suspeitos. Moraes determinou os depoimentos de seis deputados federais e dois estaduais, todos do PSL. Os agentes também estiveram nas casas da ativista Sara Winter e do blogueiro Allan dos Santos para a notificação dos depoimentos.

Ajuda de R$ 600

 — Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A Caixa Econômica Federal (CEF) libera nesta quarta as transferências e os saques em dinheiro da segunda parcela do auxílio emergencial depositada em poupanças sociais digitais do banco para os 2,6 milhões de beneficiários nascidos em abril.

Produção industrial

Saem hoje os dados de abril da produção industrial. Em março, houve grande queda de 9,1%, pior resultado para meses de março da série histórica da pesquisa, iniciada em 2002. É também a queda mensal mais acentuada desde maio de 2018 (-11%), quando o setor foi afetado pelas paralisações provocadas pela greve dos caminhoneiros.

Vida na Pandemia… na Maré

Moradores da Maré têm podcast, jornal e rádio para se informar sobre a pandemia

Moradores da Maré têm podcast, jornal e rádio para se informar sobre a pandemia.

Podcast, jornal e rádio de poste: moradores da Maré usam meios comunitários para se informar durante pandemia. Uma das iniciativas é a distribuição do conteúdo de um podcast como um ‘audião’ de WhatsApp, já que a cobertura de internet na comunidade não é boa. Veja como veículos informam sobre a Covid-19 e combatem fake news na Maré.

Sexo, horóscopo e vida adulta

A cantora americana Kehlani — Foto: Divulgação / Warner / Arturo TorresA cantora americana Kehlani 

Kehlani lança álbum com hip hop falando de sexo, horóscopo e vida adulta. Cantora fala ao G1 sobre disco recém-lançado, ‘It Was Good Until It Wasn’t’.

“Ser mãe me deixou bem mais paciente, me entendo melhor para transformar o que eu penso em música”, diz.

Lives de hoje

Tiago Iorc na gravação do álbum 'Acústico MTV' — Foto: Marcos Hermes / DivulgaçãoTiago Iorc na gravação do álbum ‘Acústico MTV’ 

Tiago Iorc, bate-papo de Carlinhos Brown e Elza Soares, Sepultura, Filipe Catto, Lobão e Teresa Cristina e mais shows para ver em casa.

Mega-Sena

 Aposta única da Mega-Sena custa R$ 4,50 e apostas podem ser feitas até às 19h — Foto: Marcelo Brandt / G1Aposta única da Mega-Sena custa R$ 4,50 e apostas podem ser feitas até às 19h 

O concurso 2.267 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 45 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h no Espaço Loterias Caixa, no terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo. A aposta mínima custa R$ 4,50 e pode ser realizada pela internet – saiba como fazer.

Curtas e Rápidas:

Fonte: G1
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SENADO SUSPENDE REAJUSTES PARA REMÉDIOS POR 60 DIAS E PLANOS DE SAÚDE POR 120 DIAS

Senado aprova projeto para suspender reajuste de remédios e planos de saúde

Anna Satie e Larissa Rodrigues, da CNN em São Paulo e em Brasília

 Atualizado 02 de junho de 2020 às 21:46

O senador Eduardo Braga em pronunciamento durante sessão deliberativa do SenadoO senador Eduardo Braga em pronunciamento durante sessão deliberativa remota do Senado

O Senado aprovou na noite desta terça-feira (2) um projeto para congelar o preço de remédios por 60 dias e planos de saúde por 120 dias. A matéria foi quase unânime, com 71 votos a dois.

O texto agora segue para votação na Câmara dos Deputados.

O autor da proposta, Eduardo Braga (MDB-AM) relembrou os mortos por Covid-19 no Brasil. “Muitos deles talvez não pudessem comprar o remédio ou tivessem acesso a um leito de UTI”, disse. “Os planos de saúde precisam contribuir e dar sua ajuda para salvar brasileiros”.

Inicialmente, Braga havia proposto que o preço dos medicamentos tamém não fossem reajustados por 120 dias.

No final de março, o Planalto editou uma medida provisória semelhante, para impedir variação no preço dos remédios por 60 dias. O texto venceu nsta segunda (1º). A Câmara deve analisar a medida ainda nesta semana e o relator, deputado Assis Carvalho (PT-PI), deve defender no seu relatório a prorrogação do reajuste por outros 60 dias, até 31 de julho.

O país registrou recorde de novas mortes nesta terça-feira. Ao todo, são 555.383 casos confirmados e 31.199 vítimas fatais da doença provocada pelo novo coronavírus.

Mais cedo, a Casa também aprovou um projeto que incentiva a doação de alimentos para pessoas vulneráveis durante a pandemia.

Fonte: CNN
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PACIENTES RECUPERADOS DE COVID-19 SÃO CONVOCADOS PELO HEMOVIDA PARA DOAÇÃO DE PLASMA

Hemovida convoca pacientes recuperados de Covid-19 para doação de plasma

03 jun 2020

Hemovida convoca pacientes recuperados de Covid-19 para doação de plasma

Pesquisas envolvendo o uso do plasma sanguíneo de pacientes curados de Covid-19 indicam um caminho alternativo no combate ao novo coronavírus. Embora os testes em curso ainda não sejam conclusivos, o Hemovida em Natal começou uma campanha de recrutamento de pacientes que estão curados há pelo menos 30 dias para fazerem a doação no banco de sangue.

O objetivo é coletar o chamado plasma convalescente (de pessoas que já se recuperaram da Covid-19) e injetar em enfermos com coronavírus ativo. A intenção, com isso, é de que os anticorpos presentes no material doado ajudem o doente a se recuperar mais rápido.

Atualmente, existe um paciente em estado grave, do tipo sanguíneo A+, aguardando para receber o plasma de doadores curados.

O Hemovida está localizado na avenida Nilo Peçanha, 199, no bairro de Petrópolis, Natal/RN. Outras informações: 84 98818-7997 (Ângela Celi).

Critérios

É importante observar alguns critérios para admissibilidade da doação:

Doador recuperado da Covid há pelo menos 30 dias;

Apresentação de exame médico que certifique a presença de anticorpos;

Peso corporal superior a 50 kg;

Mulheres que já tiveram filhos ou abortos estão impedidas de fazer a doação, segundo informações dos bancos de sangue.

Fonte: Política em Foco
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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DO DIA 02 DE JUNHO DE 2020 NO G1

Por G1

 

O Brasil passou da marca de 30 mil mortos pelo novo coronavírus. Celso de Mello arquivou o pedido para que fossem apreendidos celulares do presidente Jair Bolsonaro e do filho, Carlos. Na sétima noite de protestos contra o racismo nos Estados Unidos, houve novamente confronto. A explosão das manifestações após a morte do ex-segurança George Floyd é tema do podcast O Assunto. Em Brasília, a Polícia Federal começa a ouvir os investigados no inquérito das fake news. Pesquisa mostra que 90% dos eleitores brasileiros apoiam a regulamentação das plataformas de redes sociais para combater as “fake news”. Trabalhadores informais nascidos em março podem sacar a segunda parcela do auxílio emergencial. . E também: outros caminhos para o luto e feminicídios.

Celulares de Bolsonaro e filho

Celso de Mello — Foto: Carlos Moura / SCO / STFCelso de Mello

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou o pedido para que fossem apreendidos celulares do presidente Jair Bolsonaro e do filho, Carlos Bolsonaro. O procurador-geral da República, Augusto Aras, já havia se manifestado contra a apreensão dos aparelhos.

30 mil mortos

Evolução das mortes por Covid-19 no Brasil — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro / G1Evolução das mortes por Covid-19 no Brasil

Desde que a primeira morte foi registrada, em 17 de março, o Brasil levou dois meses para somar 15.662 mortes, em 16 de maio. Depois disso o salto que faz dobrar o número de vítimas ocorreu em aproximadamente uma quinzena.

Com esta contagem, o Brasil se junta a outros três países que ultrapassaram a triste marca dos 30 mil mortos. Está ao lado da Itália – que já foi o epicentro da doença na Europa –, do Reino Unido com uma das taxas de morte mais aceleradas do mundo e dos Estados Unidos que contam mais de 100 mil baixas.

Flexibilização agora?

1º de junho: cliente checa mercadoria em loja que ficou aberta para entregar encomendas feitas online em São Paulo. — Foto: André Penner / AP1º de junho: cliente checa mercadoria em loja que ficou aberta para entregar encomendas feitas online em São Paulo.

Os anúncios de flexibilização das medidas de isolamento contra a Covid-19, feitos em vários estados, estão ocorrendo na época em que há maior circulação de vírus respiratórios no país, segundo séries históricas do InfoGripe, sistema de monitoramento da Fiocruz. Entenda.

Outros caminhos para o luto

Coronavírus faz com que famílias busquem novos rituais de despedida dos seus mortos

Coronavírus faz com que famílias busquem novos rituais de despedida dos seus mortos

A pandemia de coronavírus está levando a mudança de ritos funerários e a forma como os brasileiros vivenciam o luto. Funerais virtuais e memoriais online viraram caminhos durante as restrições do isolamento social.

Fúria nos EUA

Manifestações antirracistas continuam nos EUA e Trump ameaça usar tropas militares

Manifestações antirracistas continuam nos EUA e Trump ameaça usar tropas militares

Os Estados Unidos voltaram a registrar confrontos ontem, sétimo dia de protestos contra o racismo. As maiores cidades do país decretaram toque de recolher para tentar conter o tumulto após noites de violência.

As manifestações desta segunda ocorrem uma semana após a morte de George Floyd, um ex-segurança negro morto em Minneapolis após um policial ajoelhar sobre seu pescoço durante abordagem.

Em pronunciamento na Casa Branca, o presidente Donald Trump reforçou o pedido para que governadores e prefeitos contivessem a violência. Caso contrário, disse ele, as Forças Armadas podem ser convocadas.

O Assunto

impunidade de crimes raciais e a desigualdade acentuada pela pandemia da Covid-19 se misturaram no caldeirão social norte-americano. O país líder em casos e mortes pelo novo coronavírus agora se vê em meio a manifestações contra o racismo e a desigualdade. Neste episódio, Renata Lo Prete conversa com Silvio Almeida, professor de Direito da USP, da FGV e do Mackenzie, atualmente professor convidado na Universidade de Duke, na Carolina do Norte. Participa também o correspondente da Globo em NY Guga Chacra, que traça um raio-x dos protestos e como eles podem ter consequências na campanha presidencial. Ouça:

E mais: Tragédia anunciada nos EUA. Autoridades de saúde e governos estaduais advertem que protestos que agitam o país agravará a pandemia do novo coronavírus. Entenda no Blog da Sandra Cohen.

Coro antirracista

Em sentido horário: Ariana Grande, Tinashe, Halsey com Yungblud e Kehlani em protestos de rua nos EUA após a morte de George Floyd — Foto: Reprodução / TwitterEm sentido horário: Ariana Grande, Tinashe, Halsey com Yungblud e Kehlani em protestos de rua nos EUA após a morte de George Floyd

Fora do palco, dentro do protesto: cantoras pop engrossaram o coro antirracista nos EUA. Do teen pop ao ativismo, Ariana Grande, Tinashe, Halsey, Kehlani, Camila Cabello, Lauren Jauregui e outras vão às ruas com cartazes de papelão contra racismo e enfrentam tiro e bomba.

Feminicídio

Casos de feminicídio crescem 41,4% em SP durante pandemia de Covid-19 — Foto: Acervo ALEAMCasos de feminicídio crescem 41,4% em SP durante pandemia de Covid-19

Os casos de feminicídio aumentaram 41,4% no estado de São Paulo nos meses de março e abril de 2020 , comparados com o mesmo período do ano passado, de acordo com o estudo “Violência Doméstica durante a pandemia de Covid-19“, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A pesquisa foi feita em 12 estados e a média nacional de aumento de casos de feminicídio foi de 22,2%, praticamente metade do aumento em São Paulo. Feminicídio é o tipo de crime de violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Pesquisa: fake news

Uma pesquisa feita pelo Ibope a pedido da ONG Avaaz mostra que 90% dos eleitores brasileiros apoiam a regulamentação das plataformas de redes sociais para combater as “fake news”. O levantamento foi feito por telefone, entre os dias 28 e 30 de maio. Foram entrevistadas cerca de mil pessoas com mais de 16 anos de idade, em todos os estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Nesta terça, o Senado deve votar o projeto de lei que prevê ações das redes sociais para combater a disseminação de conteúdo falso, as chamadas “fake news”.

Inquérito das fake news

Inquérito das fake news: veja quem são os investigados e como funcionaria estrutura

Inquérito das fake news: veja quem são os investigados e como funcionaria estrutura

A Polícia Federal (PF) começa a ouvir alvos do inquérito que apura ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e disseminação de fake news. As medidas foram definidas pelo ministro relator do caso no STF, Alexandre de Moraes. Na quarta (27), Moraes autorizou 29 mandados de busca e apreensão contra ativistas, blogueiros e empresários suspeitos. Moraes determinou os depoimentos de seis deputados federais e dois estaduais, todos do PSL. Os agentes também estiveram nas casas da ativista Sara Winter e do blogueiro Allan dos Santos para a notificação dos depoimentos.

Ajuda de R$ 600

 — Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A Caixa Econômica Federal (CEF) libera as transferências e os saques em dinheiro da segunda parcela do Auxílio Emergencial depositada em poupanças sociais digitais do banco para os 2,7 milhões de beneficiários nascidos em março.

Riscos em lives

Relatos de contaminação pelo coronavírus em reuniões de grupos musicais – que, em alguns casos, levaram à morte de integrantes – acenderam um alerta. Afinal, cantores e instrumentistas são vetores mais perigosos de coronavírus do que outras pessoas? Corais de SP têm integrantes doentes; membros da equipe de dupla foram infectados após live. Especialistas dizem que proximidade entre músicos é mais perigosa que atividade em si.

Curtas e Rápidas:

  • Estressado e trabalhando mais no home office? Veja motivos e como tentar reverter
  • Prefeitura oferece até R$ 12 mil em São Gonçalo, mas não consegue contratar médicos
  • Preço de venda dos imóveis residenciais sobe 0,23% em maio, mostra FipeZap
Fonte: G1
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PESQUISADORES ENCONTRAM VESPA ASSASSINA NO NOROESTE DOS EUA E CONCLUEM QUE SOBREVIVERAM AO INVERNO

Vespas assassinas” sobreviveram ao inverno nos EUA

Pietra Carvalho Da CNN, em São Paulo

01 de junho de 2020 às 18:14

Uma terceira “vespa assassina” foi encontrada no noroeste dos Estados Unidos na última sexta-feira (29). O inseto, também conhecido como vespa asiática, pode atingir até 5 cm e possui um veneno poderoso, letal principalmente para abelhas.

Graças à mandíbula afiada e ao seu tamanho, a vespa é capaz de destruir uma colmeia rapidamente, preocupando os entomologistas, profissionais especializados na relação entre os insetos e o meio ambiente, em Washington, estado em que a espécie foi identificada de maneira inédita no país.

As primeiras vespas apareceram nos Estados Unidos no final do ano passado, mas não foram encontradas provas da presença de um ninho na região e alguns pesquisadores esperavam que o animal não fosse sobreviver ao rigoroso inverno norte-americano.

As análises preliminares do inseto, encontrado já sem vida, levou em conta suas características morfológicas para indicar que ela era a rainha do ninho. Apesar de ser uma ameaça principalmente para as abelhas, cerca de 50 pessoas morrem por ano vítimas da vespa no Japão, seu principal reduto.

“Resultados preliminares indicam que esta é uma rainha, mas isso não é oficial e depende de mais pesquisa no laboratório em Washington (capital dos EUA). Isso significa que é bem provável que um ninho tenha conseguido produzir rainhas reprodutoras e passar pelo inverno”, disse Sven-Erik Spichiger, entomologista do Departamento de Agricultura de Washington.

“Na verdade, eu discuto como devemos chamar isso (a descoberta do corpo da vespa-rainha), uma detecção ou erradicação de ninho. Quando você remove uma rainha, está basicamente matando o ninho, especialmente neste período do ano. Logo, podemos considerar isso meio que uma vitória”, completou o profissional. (Com informações da Reuters)

Fonte: CNN

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SAÚDE PÚBLICA: GOVERNO RUSSO PRETENDE COMEÇAR A MINISTRAR O ANTIVIRAL AVIFAVIR A PARTIR DE 11 DE JUNHO

Antiviral é anunciado pelo governo russo

Reuters

01 de Junho de 2020 às 08:04

Profissional de saúde segura bandeja com amostras para testesOs hospitais russos podem começar a dar o medicamento antiviral, registrado sob o nome Avifavir, a pacientes a partir de 11 de junho.

A Rússia vai começar a ministrar seu primeiro medicamento aprovado para o tratamento da Covid-19 na próxima semana (8), Uma medida que espera facilitar as tensões no sistema de saúde e acelerar o retorno à vida economica.

Os hospitais russos podem começar a dar a pacientes o medicamento antiviral, registrado sob o nome Avifavir,a partir de 11 de junho, diz o chefe da RDIF [Fundo Direto de Investimento] na Rússia. Ele falou que a empresa por trás do medicamento fabricaria o suficiente para tratar cerca de 60.000 pessoas por mês.

Atualmente, não existe vacina para a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, e os testes em humanos de vários medicamentos antivirais que já existentes ainda não demonstraram eficácia.

Um novo remédio antiviral da Gilead chamado Remdesivir mostrou alguma promessa em pequenos testes contra a Covid-19 e está sendo oferecido a pacientes por alguns países sob regras de uso compassivo ou emergencial.

O Avifavir, conhecido genericamente como Favipiravir, foi desenvolvido pela primeira vez no final dos anos 90 por uma empresa japonesa comprada mais tarde pela Fujifilm ao entrar na área da saúde.

O chefe do RDIF, Kirill Dmitriev, disse que os cientistas russos modificaram o medicamento para aprimorá-lo e afirmou que Moscou estará pronta para compartilhar os detalhes dessas modificações em duas semanas.

O Japão está testando a mesma droga, conhecida como Avigan. Ele ganhou prestígio do primeiro-ministro Shinzo Abe e US $ 128 milhões em financiamento do governo, mas ainda não foi aprovada para uso.

O avifavir apareceu no sábado (30) na lista do governo russo de medicamentos aprovados.

Processo acelerado

Dmitriev disse que os ensaios clínicos do medicamento foram realizados com 330 pessoas e mostraram que o vírus foi tratado com sucesso na maioria dos casos, em quatro dias.

Os testes devem ser concluídos em cerca de uma semana, disse ele, mas o Ministério da Saúde aprovou o uso do medicamento em um processo acelerado especial e a fabricação começou em março.

Os ensaios clínicos para testar medicamentos de eficácia geralmente levam muitos meses, mesmo quando acelerados, e envolvem um grande número de pacientes designados aleatoriamente que recebem o remédio que está sendo testado – ou um controle ou placebo.

O sucesso em ensaios de pequena escala e em estágio inicial não é garantia de sucesso em estudos posteriores e mais abrangentes.

Um estudo publicado em maio, por exemplo, vinculou a droga hidroxicloroquina antimalárica, que o presidente dos EUA, Donald Trump, diz que está tomando e incentivando seu uso, a um risco aumentado de morte em pacientes com a Covid-19 hospitalizados.

Dmitriev disse que a Rússia conseguiu reduzir os prazos dos testes porque o medicamento genérico japonês, no qual o Avifavir se baseia, foi registrado pela primeira vez em 2014 e passou por testes significativos antes que os especialistas russos o modificassem.

“Acreditamos que isso é um divisor de águas. Isso reduzirá a tensão no sistema de saúde, teremos menos pessoas entrando em uma condição crítica”, disse Dmitriev. “Acreditamos que a droga é a chave para retomar a atividade econômica completa na Rússia”.

Com 414.878 casos, a Rússia tem o terceiro maior número de infecções no mundo depois do Brasil e dos Estados Unidos, mas tem um número oficial de mortes relativamente baixo de 4.855 – algo que tem sido o foco do debate.

O RDIF, que detém uma participação de 50% no fabricante do medicamento ChemRar, financiou os testes e outros trabalhos com seus parceiros, no valor de cerca de 300 milhões de rublos (R$ 23 milhões), disse Dmitriev, que explicou que os custos para a Rússia eram muito mais baixos por causa do trabalho de desenvolvimento anterior realizado no Japão.

Fonte: CNN

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SOCORRISTAS DO SAMU OBSERVAM MUDANÇA DE PERFIL DOS PACIENTES COM COVID-19

A rotina sob pressão dentro de uma ambulância que carrega pacientes com covid-19

Socorristas do Samu acostumados a lidar com traumas veem mudança no perfil de pacientes durante a pandemia, que já deixou mais de meio milhão de infectados até este domingo

BEATRIZ JUCÁ

Santo André – 31 JUN 2020 – 20:37 BR

Paciente com suspeita de coronavírus é transferida para uma UPA de Santo André pelo Samu.Paciente com suspeita de coronavírus é transferida para uma UPA de Santo André pelo Samu

São duas horas da tarde de terça-feira, 26 de maio. A tranquilidade que tomava a base central do Samu de Santo André ―a quarta maior cidade de São Paulo― é quebrada por um chamado no rádio. “É covid”, grita um profissional que conversava com os companheiros na garagem. O enfermeiro Haroldo Guireli e o condutor Ricardo Vieira Lopes correm para se paramentar. Colocam máscara, gorro, luva e avental e logo seguem em uma ambulância básica para encontrar uma paciente de 37 anos que estava em uma clínica na qual costuma fazer hemodiálise, um tratamento para filtrar o sangue quando os rins não funcionam bem. A gravidade repassada pelo rádio não indicava necessidade de usar a estrutura mais sofisticada, com UTI móvel. Guireli e Vieira encontram a paciente cerca de meia hora depois do chamado no rádio, com um cateter de oxigênio e aparência cansada. Saturava a 87% quando o normal é acima de 95%. Eles entram na unidade de saúde com pressa, a envolvem numa estrutura que parece alumínio e a conectam em um pequeno cilindro de oxigênio para ajudá-la a respirar no trajeto. Logo depois a levam até a ambulância, onde voltam a avaliá-la. Observam a saturação, a temperatura e só então conseguem iniciar uma conversa difícil, entrecortada pelo cansaço dela e pelas barreiras impostas pela máscara especial, que protege os profissionais mas torna suas vozes pouco audíveis.

 

Aos poucos, eles vão descobrindo que a mulher havia ido à clínica sozinha, como costumava fazer rotineiramente. Não chegou sequer a fazer a sessão de hemodiálise, quando profissionais da saúde observavam que ela apresentava sintomas que poderiam ser da covid-19 e, diante de sua dificuldade para respirar, chamaram o Samu. Há dias, a paciente sentia febre e tosse seca, que vinha controlando com um antitérmico. Havia perdido paladar e olfato. “Está mais para positivo do que para negativo. Acho que é a covid-19”, diz o enfermeiro Guireli, de 51 anos, logo após deixá-la na unidade de pronto-atendimento onde faria novos exames para definir para qual hospital ela deveria ser encaminhada. Guireli atua no socorro há 22 anos. Começou como condutor no Resgate Voluntário de São Paulo, se formou enfermeiro e está na linha de frente da enfermagem do Samu há 10 anos. Acostumado a acompanhar principalmente casos de traumas, viu o perfil de seus pacientes mudar desde março ―quando a pandemia ganhou força no país. Santo André conta 2.330 casos confirmados e 130 mortes pela covid-19, uma pequena parte do que se vê no país, que neste domingo ultrapassou o meio milhão de casos, com 29.314 óbitos. Mas o município da Grande São Paulo viu aumentar em 20 vezes a busca de pacientes com sintomas gripais nos postos de saúde e nas unidades de pronto-atendimento nos últimos dois meses.

O reflexo dessa demanda é sentido também no Samu, onde os profissionais precisaram adaptar o seu ofício diário a uma nova nova realidade. Equipamentos de proteção, assim como a função de desinfectar a ambulância a cada retorno de uma ocorrência, foram adicionados à rotina. “A gente já passou pela H1N1, pela dengue, mas essa doença agora é diferente. Acho que entrou na cabeça de todo mundo que luva, máscara e avental é obrigatório. Não tem mais jeito de trabalhar sem”, diz Guireli.

O enfermeiro também precisou mudar o olhar sobre cada paciente em um exercício diário de tentar identificar uma doença ainda pouco conhecida e bastante agressiva em sua manifestação mais grave. Desde que novo coronavírus começou a se disseminar com velocidade pelo país, Guireli redobra a escuta e o olhar para identificar se há quaisquer sintomas de desconforto respiratório mesmo quando os chamados não envolvem diretamente a suspeita de covid-19. Isso faz parte de um processo de triagem que, para os profissionais do Samu, começa na rua para evitar que pacientes que possam estar infectados tenham qualquer contato com pessoas com outras doenças que procuram as unidades de saúde. “A gente passa a ter um ouvido mais afinado, a prestar mais atenção em detalhes clínicos que te norteiam, como a respiração e a temperatura”, conta o enfermeiro. Aprender a decifrar a doença nova ainda é um desafio na ponta, quando pacientes apresentam sintomas diversos, vários deles comuns também em outras síndromes gripais. “A gente vai se especializando naquilo lá”, diz Guireli, já na base, enquanto se prepara para desinfectar a ambulância.

É ele próprio quem faz a primeira limpeza, com a ajuda do condutor Ricardo Vieira, de 42 anos. Depois de desinfectado, o veículo passa por uma nova higienização pela equipe de limpeza. Há dois anos na linha de frente do Samu, Vieira conta que, nos últimos meses, viu os chamados duplicarem. Se antes trabalhava apenas com o fardamento básico, agora precisa ser muito mais metódico para colocar e, principalmente, para retirar cada equipamento de proteção depois das ocorrências. É ainda na rua, após encaminhar o paciente, que a equipe borrifa álcool nas botas e em parte dos equipamentos após cada atendimento. Uma proteção necessária tanto para evitar afastamentos em uma importante força de trabalho no combate à pandemia quanto para proteger a própria família em meio ao risco de levar um vírus tão contagioso para dentro de casa.

Até a minha vida em casa mudou bastante. Chego em casa e vejo a minha mulher e o meu filho preocupados”, conta. Sempre que retorna do plantão que já não tem hora certa pra sair, Vieira precisa tirar parte do uniforme antes de entrar em casa. A roupa vai direto para a máquina de lavar. No trabalho, os colegas estão o tempo todo pesquisando técnicas e novos aparatos para tentar se proteger o máximo possível. Em uma emergência sanitária como esta, a ordem é tentar. Foi assim que os socorristas do Samu de Santo André desenvolveram com canos e plásticos uma espécie de cápsula para tentar trazer mais segurança aos profissionais ao entubarem pacientes graves. Ou adotaram pequenas soluções como o uso de plásticos nos compartimentos das ambulâncias para facilitar a desinfecção de cada insumo guardado ali dentro.

A preocupação consigo e com os familiares é constante em quem está na linha de frente, mas medo é uma palavra que não cabe no cotidiano deles, especialmente quando se veem em situações de urgência e casos graves da covid-19. “Medo a gente não tem. A gente escolheu isso, treinou. A gente estuda o tempo todo”, explica o enfermeiro Guireli. Assim como não cabe se envolver com os pacientes para não atrapalhar a tecnicidade que demanda a assistência deles, ainda que algumas histórias teimem em voltar à mente. Guireli lembra que perdeu um paciente de 47 anos, homem, que fazia exercícios físicos e parecia ter uma vida saudável. Relutante em procurar hospital, chamou o Samu quando já apresentava insuficiência respiratória. Chegou na unidade de saúde com vida, mas já não havia muito o que fazer. Morreu no mesmo dia em que foi socorrido. “Ele me chamou muita atenção porque era saudável”, diz o enfermeiro. “Essa doença é agressiva. E os pacientes apresentam sintomas diferentes dependendo da idade”, acrescenta.

Antes da pandemia costumava receber uma média de 200 chamados por dia. No início de março, a histórica demanda por acidentes e traumas se arrefeceu com o distanciamento social, mas não demorou para que os 250 profissionais que atuam nessas ambulâncias em santo André voltassem a ver a demanda se intensificar outra vez e voltar ao patamar anterior à crise com um novo perfil: a dificuldade respiratória imposta pela covid-19. “Os casos de suspeita de covid-19 e pedidos de transferência de pacientes vêm aumentando. Mudou o nosso perfil, porque agora temos menos traumas”, diz a médica reguladora Renata Rigo. Ela é uma das três profissionais que ficam em uma central monitorando tanto as características dos pacientes quanto os hospitais com vagas para saber para onde encaminhá-los. “Com base nisso a gente decide qual a ambulância que vai e se precisa que vá um médico ou só a enfermagem”, explica.

Se antes os profissionais do Samu conseguiam acompanhar a história dos pacientes que atendem e entender a sua capacidade de recuperação rapidamente, as longas internações dos casos graves do novo coronavírus agora deixaram os finais das histórias das quais participam fragmentadas. É difícil acompanhar o desfecho de cada ocorrência em meio à grave crise sanitária. Acostumados a lidar com altas situações de estresse e treinados para serem ágeis diante da urgência, os socorristas dizem que chama a atenção a gravidade da covid-19 e a dificuldade de reanimar os pacientes que não procuram atenção médica antes de apresentarem um quadro grave.

“Olha só como caiu o número de PCR (pacientes com parada cardiorrespiratória) que a gente consegue reverter”, diz o coordenador do Samu de Santo André, Renan Tomas, enquanto aponta para um gráfico com estatísticas fixado em um painel na parede. Desde janeiro, ele contabiliza ali o número de ocorrências em que os socorristas encontram o paciente em parada e quantos deles foram revertidos. “Em janeiro, revertemos 19 de 92. Em abril, de 121, a gente reverteu 4″, conta. “Está morrendo mais gente. O paciente com covid-19 não volta [da parada] de jeito nenhum. A gravidade aumentou”, diz.

Fonte: El País

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ÚLTIMAS INFORMAÇÕES SOBRE A PANDEMIA DA COVID-19 NO RN

Dados do Ministério da Saúde: RN registra 649 novos casos de coronavírus, totalizando 8.051; sem registro de óbitos nas últimas 24h, total é de 305

 SAÚDE

Conforme dados do Painel Coronavírus do Ministério da Saúde atualizados na noite deste domingo (31), o número de casos confirmados de Covid-19 no Rio Grande do Norte passa dos 8 mil. Ainda de acordo com o painel, não houve registro de óbitos provocados pelo coronavírus nas últimas 24h no RN.

Casos confirmados: 8.051, são 649 casos a mais em relação aos 7.402 do boletim de sábado divulgado pela Sesap.

Óbitos: 305, nenhuma morte registrada a mais em comparação com os dados de ontem da Sesap.

Fonte: Blog do BG
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JUSTIÇA JULGA PARCIALMENTE PROCEDENTE PEDIDO DO MPRN PARA QUE ESTADO REGULARIZE CARGOS DE DIRETORIA DE SAÚDE DA PM

Justiça determina que o Estado adote providências para preencher cargos na Diretoria de Saúde da PM

01 jun 2020

Justiça determina que o Estado adote providências para preencher cargos na Diretoria de Saúde da PM

A 6ª Vara da Fazenda Pública de Natal julgou parcialmente procedente pedido formulado pelo Ministério Público do RN e determinou que o Estado do Rio Grande do Norte adote as providências necessárias para que, no prazo máximo de dezoito meses, sejam preenchidos, através de concurso público, os cargos de 2º Tenente e de Cabo dos quadros de pessoal da Diretoria de Saúde da Polícia Militar.

O preenchimento deve ser realizado em número suficiente para que tais quadros passem a funcionar com, pelo menos, a metade do seu efetivo, o que corresponde, respectivamente, a 90 oficiais de todas as patentes para o Quadro de Saúde e o Quadro de Apoio à Saúde somados, e a 125 praças de todas as graduações para o Quadro de Praças Policiais Militares Especialistas de Saúde.

Salienta a decisão judicial, que o último concurso para a Diretoria da Saúde foi realizado em 2000, portanto, há mais de 20 anos e, considerando o efetivo atual, a tendência é o esvaziamento do Quadro.

A determinação menciona, também, que embora 100 mil pessoas sejam beneficiadas pelos órgãos de apoio da Diretoria de Saúde da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, entre elas, policiais militares e bombeiros militares e seus dependentes, o Poder Público não adotou, nem está adotando, qualquer previdência para evitar o colapso dos Hospitais da Polícia Militar no Estado do Rio Grande do Norte.

A sentença ressalta que, analisando o conjunto de fatos e provas, a omissão administrativa restou evidenciada, o que legitima a atuação excepcional do Poder Judiciário. Com fundamento em precedentes do Supremo Tribunal Federal, observa que não há qualquer indicação de progressão e adoção de medidas concretas para mudança da situação apresentada.

De modo que o Poder Judiciário deve intervir quando o Poder competente demonstra-se inerte na adoção de medidas assecuratórias a realizar políticas públicas indispensáveis à garantia de relevantes direitos constitucionais, sempre em respeito aos mecanismos do sistema de freios e contrapesos (checks and balances).

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