RENAN CALHEIROS TRAÇOU ESTRATÉGIA PARA ACALMAR MILTARES SOBRE O RUMO DA CPI DA COVID

Renan Calheiros traça estratégia para acalmar militares e aproximá-los da CPI

No episódio desta sexta (30) do podcast Horário de Brasília, Daniela Lima e Renata Agostini contaram que senador quer abrir caminho para colaboração

Renata Agostini
Thais Arbex

Por Renata Agostini e Thais Arbex, CNN  

Atualizado 30 de abril de 2021 às 17:39

Renan Calheiros traça estratégia para acalmar militares e aproximá-los da CPI | CNN 360º - YouTube

Relator da CPI da Pandemia, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) traçou uma estratégia para acalmar os militares sobre os rumos da comissão, que inclui encontros com representantes das Forças Armadas e envio de mensagens, nos bastidores, de que as tropas não estarão no centro das investigações.

O assunto foi um dos temas do episódio desta sexta-feira (30) do podcast Horário de Brasília, apresentado por Daniela Lima e Renata Agostini. A dupla comentou que o movimento de Renan é importante porque o senador e o chamado G7, grupo que reúne parlamentares de oposição e independentes, já debatem a convocação do ex-comandante do Exército Edson Pujol, que entrou em choque com Bolsonaro e foi substituído recentemente pelo presidente.

O objetivo de Renan é aproximar os militares dos trabalhos da CPI, convencendo-os a colaborar com a apuração. O senador indicou a interlocutores que planeja realizar encontros com integrantes das Forças Armadas a partir da próxima semana.

O movimento atende a dois objetivos. De um lado, Renan quer rebater um discurso que, na visão do senador, será explorado por Jair Bolsonaro: de que a CPI pretende emparedar os militares. De outro lado, oferecer uma saída política às tropas, ao sinalizar que a CPI pretende apontar que os militares foram arrastados para o centro da crise pelo Palácio do Planalto – e não por decisão própria.

A avaliação de Renan, transmitida a interlocutores, é que o movimento será importante especialmente num momento em que a imagem do presidente da República está desgastada com parte dos militares, após a troca rumorosa dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

Isso porque a ideia não é blindar as tropas de pedidos de informações ou de convocações. O incremento na produção de cloroquina promovido pelo Exército terá de ser apurado, já que investigar a recomendação do uso de ivermectina e hidroxicloroquina pelo governo é uma das frentes consideradas mais promissoras por Renan e seus aliados.

Na próxima quarta-feira (5), o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, será o primeiro militar a depor à CPI da Pandemia. Durante a semana, também serão ouvidos pela comissão outros nomes que ocuparam o posto de titular da pasta no governo Bolsonaro: Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich vão depor na terça (4) e o atual ministro, Marcelo Queiroga, é esperado na quinta-feira (6).

O atual ministro da Defesa, Walter Braga Netto, ficou fora da primeira rodada de oitivas. Mas não está descartada a sua convocação. Sobre Pujol, Renan indicou a pessoas próximas que o ex-comandante do Exército pode esclarecer pressões feitas pelo Palácio do Planalto sobre as tropas.

Apresentado por Daniela Lima e Renata Agostini, o Horário de Brasília é transmitido ao vivo e com vídeo no site da CNN Brasil e no canal da emissora no YouTube, às sextas-feiras, a partir de 12h30. Depois, os episódios podem ser acessados on demand nas principais plataformas de podcast: Apple Podcasts, Spotify, Amazon Podcasts e Deezer.

Fonte: CNN
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“ESPERAMOS CONTINUAR A TRABALHAR JUNTOS PARA COLOCAR NOSSO MUNDO NO CAMINHO DE UM FUTURO SEGURO, PRÓSPERO E SUSTENTÁVEL”, AFIRMA ENVIADO DOS EUA APÓS CONVERSA COM MINISTROS DO MEIO AMBIENTE E DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO BRASIL

EUA anunciam diálogo com governo do Brasil sobre metas climáticas

Nas redes sociais, John Kerry disse ter conversado, nesta sexta-feira (30), com ministros das Relações Exteriores e do Meio Ambiente

INTERNACIONAL

por Reuters

John Kerry vai conversar com ministros brasileiros sobre clima

REUTERS – 30.4.2021

O enviado dos Estados Unidos para o clima, John Kerry, afirmou nesta sexta-feira (30) ter conversado com o ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, e com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a respeito de novas metas climáticas do Brasil.

“Eu falei hoje com os ministros do Meio Ambiente, Salles, e das Relações Exteriores, França, do Brasil sobre as importantes novas metas climáticas do Brasil”, disse Kerry no Twitter.

“Esperamos continuar a trabalhar juntos para colocar nosso mundo no caminho de um futuro seguro, próspero e sustentável”, acrescentou.

Na semana passada, em discurso durante a Cúpula do Dia da Terra, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil irá atingir a neutralidade climática em 2050, e reafirmou a intenção de zerar o desamamento ilegal em 2030, mas voltou a pedir recursos internacionais para o país atingir essas metas.

O Brasil e os Estados Unidos negociam desde fevereiro um possível financiameto norte-americano a medidas de combate ao desmatamento da Amazônia, com o Brasil pedindo recursos para financiar ações, enquanto os EUA pedem resultados antes de liberar dinheiro.

O desmatamento na Amazônia explodiu em 2019, depois da eleição do presidente Jair Bolsonaro, e atingiu em 2020 o maior índice desde 2012, com 11.088 km² de mata desaparecendo entre agosto de 2019 e julho de 2020, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Aliado do ex-presidente norte-americano Donald Trump, Bolsonaro foi pego de surpresa pela eleição do democrata Joe Biden, que não acreditava que aconteceria.

Com a mudança de governo nos EUA, o tema das mudanças climáticas –e, consequentemente, o desmatamento da Amazônia– mudou de patamar e passou a ser central no relacionamento entre os dois países, o que forçou o governo brasileiro a uma mudança de postura.

Procurados, o Itamaraty e o Ministério das Relações Exteriores não responderam de imediato a pedidos de comentários sobre a conversa dos ministros com Kerry.

Fonte: R7
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AUTOCONHECIMENTO: O NOSSO COMPORTAMENTO TEM ORIGEM NA NOSSA ESSÊNCIA

Hoje trago até você um artigo impressionantemente esclarecedor, que você não pode deixar de tomar conhecimento em hipótese alguma, pois aborda o porquê do nosso COMPORTAMENTO enquanto seres humanos experienciando essa terceira dimensão. Um comportamento regido pela nossa essência, intrínseca a nossa alma, cujo caminho já foi traçado no ato da concepção. Portanto convido você a ler esse texto extraordinário e entender como e porque somos como somos e porque isso ocorre!

Comportamento – Um ensaio sobre a essência do ser

Foto de perfil de um homem com os olhos fechados e encostado em uma árvore.
mavoimage / 123RF

Academicamente falando, muito já se disse do processo de formação e informação por que passa todo indivíduo, assunto esse explorado até à exaustão, ainda que tão pouco compreendido quando escapa do ambiente acadêmico para ser levado à vida das pessoas. Isso porque a abordagem fica na diferença entre esses termos sem se atinar para o fato de que ambos não vão além de causa, e o que mais importa quando se fala em relacionamento é a consequência. Explicando melhor: durante o período de formação ou desenvolvimento, estamos apenas construindo a estrutura que depois será usada para sustentar nossas relações com as pessoas, ou seja, como acontecerá a sua aplicação prática.

Então nossa abordagem aqui pretende ir além do período de formação e informação por que passamos, mas colocando foco no “depois” que disso resulta, traduzido como qualidade das relações que iremos estabelecer. E de que forma podemos medir essa qualidade? Pelo benefício levado às pessoas envolvidas em termos de bem-estar físico e emocional resultante dos elos que se estabelecem entre elas, a partir de sua aproximação.

Ainda no campo das causas, existe um vetor humano que independe e antecede a fase de formação e informação, a que muitos atribuem um caráter de “essência” própria. A essência do indivíduo já nasceria com ele, sendo constituída pelas características que permanecerão inalteradas por toda a vida. E claramente é a de mais difícil compreensão dentre todos os atributos humanos, pois nem a própria pessoa conseguirá entender quando ou como surgiu: apenas se dá conta de que é componente intrínseco de sua visão de mundo, sempre esteve presente e lhe serviu de norte para pensar e agir do modo com que o faz. Tanto que muitas vezes essa conscientização da própria essência vai acontecer muito tempo depois, quando o indivíduo já atingiu sua maturidade plena ou até na velhice. E é nesse dia que se “olha pelo retrovisor” aquele padrão que sempre se fez perceber em cada reação e nos momentos mais importantes da existência.

Muita gente irá confundir essa essência a que me referi com o que se tem como caráter da pessoa. Isso é um equívoco, pois o caráter é forjado pelo conhecimento que vai se acumulando nos primeiros anos de vida, enquanto a essência já estava lá antes disso, daí porque os próprios estudiosos da alma humana encontram dificuldade para alcançar sua compreensão. Só para ilustrar, na definição de Eric Berne, ao elaborar sua teoria da “Análise Transacional” – com base no comportamento humano –, o pesquisador descobriu que havia emoções que já nasciam conosco, e que ele chamou de “emoções primárias ou autênticas”. Estas seriam em número de cinco: a Alegria, a Tristeza, o Medo, o Afeto e a Raiva. São reações inatas que todo recém-nascido já traz desde que seu sistema nervoso é formado ainda no útero materno, sendo muito fácil de se constatarem. Pode-se afirmar, então, que a Essência seria o sexto elemento emocional acrescido ao conjunto, com a diferença de que nem o próprio indivíduo se dará conta disso até muito tempo depois. Ele apenas perceberá que determinadas coisas lhe provocam um profundo mal-estar ou, ao contrário, uma maravilhosa sensação de plenitude, sem sequer entender a razão para os perceber dessa forma.

Mas a pergunta que nos deve interessar é: isso é bom ou é ruim? Quando se fala em alegria ou afeto fica claro que se trata de coisas boas. E quando lidamos com tristeza, medo ou raiva, é senso comum que se trate de coisas ruins. Então por que não acontece da mesma forma em relação à nossa essência? Essa resposta, pelo menos, não é tão difícil quanto lhe conhecer a origem: as cinco emoções classificadas por Berne acontecem no próprio indivíduo, independentemente de outrem, enquanto a essência dele… ah! Isso ele só irá descobrir depois de senti-la em contato direto com a essência alheia. Isso nos leva à conclusão de que nossa essência é a única dentre as características emocionais inatas que depende dos relacionamentos para se revelar a nós. É fácil saber que as outras cinco podem ter origem em qualquer coisa – seres vivos ou não –, mas a essência só acontece em relação a outro ser vivo que também a possua, sendo decisiva para aproximá-los ou distanciá-los de forma claramente perceptível e indelével. E por que indelével? Ora, se ela não muda, bastará identificar quem a traga totalmente contrária à sua para se saber que não conseguirão se entender em momento algum, pois não se trata daquele tipo de erro que todos cometemos em diferentes momentos, e que costumamos entender como “erros de percurso”. A incompatibilidade entre essências estaria intrinsecamente associada à visão de mundo que trazemos, e, quando se mostram inconciliáveis, podem tanto se traduzir por “conflitos de personalidade” quanto por “falhas de caráter” (estas últimas, obviamente, quando esbarram em questões éticas).

Peças vermelhas de xadrez sobre superfície lisa. Uma peça preta está afastada deste conjunto.

Markus Spiske / Pexels

Vamos analisar um modelo até bastante comum no seio familiar, como é a dificuldade de relacionamento entre pai e filho por exemplo, devido ao desencontro de suas essências: um pai que pensa e se comporta de forma incisiva e autoritária por força de sua formação, e um filho que reage muito mal a esse tipo de postura, cobrando explicações para sua forma inflexível de agir. Claro está que eles dificilmente chegarão a um entendimento, a menos que um dos dois busque harmonia com a própria essência: ou o pai decida atenuar seu autoritarismo para se aproximar do filho, ou este dispense as cobranças de um tratamento menos rígido por alguma razão que considere importante, como a idade ou a saúde de seu pai, por exemplo. Note-se que nenhum dos dois precisou abrir mão de sua essência, mas apenas “fazer uma concessão” em prol de algo que se mostrou importante naquele momento ou naquela situação específica para o objetivo proposto, que era o de diminuir a distância entre ambos. Esse exemplo mostra um caso bem frequente de conflito de personalidades, mas não necessariamente com base em questões de caráter.

Mas voltando atrás um pouquinho – lá onde acaba a causa (formação e informação) e tem início a consequência (conformação ou transformação). Já se pode entender que a essência não depende de que se tenha consciência dela para que se manifeste nos indivíduos. Quando contrariada, ela simplesmente “reage” dentro da pessoa, acionando o alarme de que há um conflito em andamento esperando por um posicionamento dos envolvidos, como no exemplo utilizado entre pai e filho. Tal posicionamento é que irá decidir o tipo de comunicação entre eles. A partir daí se saberá se poderá haver uma harmonização, ainda que não de essência, mas como uma espécie de “pacificação consciente”. Esta chega como um “escudo” colocado a serviço da saúde mental dos envolvidos quando a relação entre eles estiver sendo colocada em xeque. Essa “proteção” por efeito de escolha poderá se estender a todo o tempo de convívio por conta dessa tomada de consciência pelas partes, “positivando” um relacionamento que poderia ser conflituoso se não se empenhassem num “ajustamento de conduta”. Em outras palavras, por ter sido resultado de uma decisão consciente, a relação não produzirá nenhuma daquelas emoções primárias negativas do estudo de Berne sobre as quais falamos no início: medo, tristeza ou raiva, já que consentida.

Punho fechado.

Pixabay / Pexels

Mas há casos em que as partes acabam não colhendo resultados positivos, mesmo com o esforço de “pacificação”, e aqui se percebe de novo a relevância da decisão consciente por parte dos envolvidos. Se tudo se resumiu a um desejo superficial, não partido do cerne de sua inteligência emocional, em lugar da desejada transformação de postura, o que ocorrerá será apenas uma conformação, que ocorre quando o indivíduo aceita o acordo de fora pra dentro, mas de dentro pra fora sua essência continua gritando que não o aceitou. A pessoa, nesse caso, vai sentir raiva de si mesma por ter cedido, pode mergulhar em tristeza por ter se deixado convencer sem pensar nas consequências internas, ou até sentir medo de não conseguir levar o acordo adiante, e a situação acabar pior do que antes. Isso demonstra a importância da conscientização no que toca ao resultado esperado: ela tanto pode produzir harmonização com a própria essência pela escolha sensata, quanto gerar um robusto conflito interno e não resultar em nenhuma mudança de postura, como se propunha.

Ainda no que diz respeito à essência – que muitos confundem com “índole” –, pouco se sabe sobre sua real natureza, a menos que tentemos entendê-la sob a ótica da espiritualidade. Mas existe uma diferença sutil – porém consistente – entre as duas coisas: a índole teoricamente poderia ser moldada, e a essência não, por ser parte integrante do ser. Partindo dessa premissa, a índole poderia receber influências tanto internas quanto externas, mas no que toca à essência, apenas a “descobrimos” tal qual é, sem exercer nenhum tipo de comando sobre ela. Poder-se-ia dizer, então, que o indivíduo possuidor de uma essência harmônica e positiva não traria tendência para desenvolver uma “índole ruim”? Teoricamente isso se mostraria verdadeiro, porque a primeira – que é o próprio ser – não o permitiria. Mas a essência “não consolidada” desde a concepção, esta sim, se colocaria suscetível à “moldagem” negativa da índole, a exemplo de um livro em branco em que o tipo de vida escolhido possa escrever nele os próximos capítulos de sua trajetória.

É claro que, nesse aspecto, estamos tratando de crenças, e não de ciência. E nesse campo insólito e desconhecido, nada se pode afirmar. O que se toma como real a partir de narrativas de vida é que a essência – ou natureza do ser – vai sendo descoberta aos pouquinhos pelo próprio indivíduo, e de alguma forma consegue ser “captada” pelos demais à sua volta, dependendo do grau de sensibilidade de cada um. A confirmação dessa essência seria obtida pelo indivíduo em forma de um sentimento sutil e subjetivo, mas extremamente poderoso, que cria rejeição inequívoca a tudo que se mostre contrário a ela, como também faz eclodir uma empatia instantânea com aqueles que a trazem nos mesmos moldes. Daí porque se diz que ambas as essências simplesmente “se descobrem” como decorrência de sua sintonia, e elas próprias se identificam umas com as outras, independentemente das escolhas de seus detentores.

Isso explicaria por que determinada pessoa, no primeiro momento em que trava contato com outra, sente-se identificada com ela, mesmo antes de obter qualquer informação sobre quem seja; ou, ao contrário, percebe-se nutrindo uma rejeição interna ao se aproximar dela, mesmo não havendo uma razão concreta para tal sentimento. Muitos irão buscar explicações para tais reações nas crenças que trazem: algum resíduo espiritual de outras vidas, intuição, sexto sentido, premonição etc. Quatrocentos anos atrás, entretanto, Giordano Bruno já afirmava que o fato de se crer ou não em algo não faz com que a verdade mude. Então o que menos importa é como você interpreta o fenômeno, mas sim a forma como lida com ele em seu benefício e daqueles com quem se relaciona, e isso é o que deve ser levado em conta na hora de avaliar seu potencial para modificar toda a trajetória de ambos.

Luiz Roberto Bodstein

 

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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ARTIGOS: O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA ACONTECE ATRAVÉS DO AUTOCONHECIMENTO

Despertar da Consciência: 9 dicas para te ajudar! • Guia da Alma

O AUTOCONHECIMENTO É O CAMINHO PARA DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

Dizem que 70% de tudo que aprendemos ao longo da vida assimilamos até os 7 ou 8 anos de idade. Esse pensamento já está superado há algum tempo, visto que, atualmente, todo o conhecimento acumulado da humanidade, já dobra a cada 15 dia. Ao longo da minha breve vida aprendi muitas coisas, mas tenho plena certeza que o conteúdo mais importante e valioso só vim começar a aprender depois dos 30 anos de idade e esse conteúdo é bem diferente do que a maioria das pessoas costumam assimilar. Tal conteúdo tão valioso só começa a ser assimilado após o despertar da consciência. Antes disso você pode estudar muito, fazer pós-graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado, ler um livro por dia e o seu aprendizado vai ser apenas cognitivo. Provavelmente não somará nada ou quase nada na evolução da sua alma. Esse conteúdo valioso se chama AUTOCONHECIMENTO. Para se ter uma ideia do que estou falando a nossa mente é subdividida em três compartimentos: o consciente, o subconsciente e o inconsciente. Ao contrario do que a maioria das pessoas possa imaginar, o nosso consciente ocupa apenas 5% da nossa mente. Ao passo que 95% são ocupados pelos subconsciente e inconsciente. Portanto, todo o conhecimento que acumulamos conscientemente ao longo da vida é uma ínfima parte da nossa poderosa mente.

Por isso todo o conhecimento adquirido lá fora precisa passar pelo filtro do subconsciente e ser analisado pelo inconsciente. Se não for assim de nada vale acumular tanto conhecimento. Ocorre que a maioria das pessoas não submete o conteúdo captado ao inconsciente por puro medo. Medo de penetrar na imensidão do subconsciente e inconsciente. O medo de encarar os seus traumas, suas dores e sofrimentos passados. Dai a importância de se autoconhecer.

Tudo na vida tem um motivo e uma explicação. Infelizmente somos muito limitados enquanto seres semiconscientes, que só conseguimos perceber as coisas cerceadas  pelos 5 sentidos. 90% das coisas do universo estão numa dimensão acima da que vivemos, a 3ª dimensão. Para que tenhamos condições de enxergar essas coisas é necessário desenvolvermos a percepção sensorial da Intuição. Intuir é preciso para que possamos ter a sensibilidade necessária de enxergar tais objetos, onde podemos evitar situações indesejáveis e nos mantermos vibrando em alta frequência.

Acredite no seu potencial, não tenha medo de se autoconhecer e dê um salto quântico na sua vida.

Namastê!

Wagner Braga

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AUTOCONHECIMENTO: A FAMOSA PARÁBOLA DE JESUS CRISTO NA INTERPRETAÇÃO DO YOGUE BRAHMA VIDYA

Normalmente as interpretações das famosas parábolas de Jesus Cristo feitas pelos teólogos não conseguem alcançar o verdadeiro teor ou o real significado das enigmáticas palavras do grande mestre e por essa razão a consciência humana cristã ainda é tão atrasada, arcaica e retrograda, representada pelos dogmas e crenças limitantes impostas aos seus fiéis. A humanidade não pode continuar caminhando com passo de formiga, sem vontade e sem direção. Por isso esse blog trabalha em prol da expansão da consciência e em busca da verdade. A leitura do texto a seguir seguramente vai fazer você refletir e despertar a consciência. 

PASTOR DANIEL DUTRA: SÉRIE OS SETE “EU SOU” DE JESUS / “EU SOU O CAMINHO A VERDADE E A VIDA”

EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA

Uma das mais famosas parábolas de Jesus Cristo é interpretada pelo Instrutor de Yoga Brahma Vidya, a partir de uma revelação originada de seus profundos estudos, procurando alcançar uma dimensão mais profunda nos ensinamentos do Cristo.

Conferencia ditada por Sri Vájera Yogue Dasa, no templo da Suddha Dharma Mandalam

Depois de ter o bom karma de ser instruído por alguns dos mais altos iniciadores da Grande Organização Esotérica da Índia – denominada Suddha Dharma Mandalam – obtive a revelação, ou a intuição espiritual da conhecida frase que parece na Bíblia, pronunciada por Jesus, O Cristo, a qual é apresentada como titulo do estudo que pretendo fazer a seguir.

Recordaremos, desde logo, que Jesus, O Cristo, em muitas ocasiões, ensinava em forma de parábolas ou símbolos, para que a Sabedoria Divina contida na Ciência dos Poderes do Espírito ou Ego Pessoal fosse entendida pelos que tinham “Olhos para ver e ouvidos para ouvir” (Mateus XII, 16)

Tal procedimento é uma lei que persiste até nossos dias nas organizações esotéricas. A Divina Hierarquia de Hierofantes da Suddha Dharma Mandalam mantém em absoluto segredo as chaves para atualizar os poderes do atman, ou Ego. Isso ocorre mesmo quando há um personagem digno e santo, merecedor da Vama Deva Diksha, a grande iniciação conferida por um iniciador físico, devidamente autorizado pela Hierarquia Divina, e outorgada por um siddha espiritual (mestre espiritual).

Antes de chegar a ser merecedor ou estar apto a obter tão altíssima iniciação, os discípulos que cumprem com os requisitos adequados, observando as oito qualidades átmicas – ausência de inveja; compaixão; paz; ausência de cobiça; pureza integral física e de coração; ausência de egocentrismo; perseverança; irradiação de felicidade para todos os seres e as práticas de Raja Yoga – podem ser favorecidos com iniciações menores. Estas promovem algumas manifestações da glória que contêm o atman (alma) dentro do coração, e também visões nos planos sutis para infundir maior fé, conhecimento direto de verdades reveladas, e uma vontade mais firme para continuar o caminho, vencendo as dificuldades da vida diária, impostas pelos guias ocultos para o necessário progresso do discípulo.

ALIÁS, É FREQÜENTE QUE O DISCIPULO TENHA SONHOS simbólicos ou proféticos que o alertam a continuar firmemente no caminho da sabedoria oculta. É mediante a ciência infusa que as iniciações revelam que o estudante ou discípulo aceito descobre, pouco a pouco, mais e mais profundamente, as verdades encerradas nos símbolos, parábolas ou em contos aparentemente feitos para entreter as crianças, como podemos encontrar nos contos árabes das Mil e Uma Noites.

Voltando à análise da frase em estudo – “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (João, XIV, 6) – direi que o entendimento vulgar é aquele que se refere à pessoa de Jesus de Nazaré, considerando-o como um exemplo individual cujo modelo de vida é o Caminho; seus ensinamentos, sermões, máximas e instruções são os meios que podem nos conduzir ao conhecimento da Verdade Eterna, diferente das verdades transitórias ou passageiras. E, por último, entende que Jesus é o representante da Vida Perpétua.

Penso que essas palavras podem ter outra dimensão, não querendo dizer que tal análise seja a ultima palavra, pois é possível que outros as compreendam de diferentes pontos de vista. Nos ensinamentos dados pelos Mestres de Sabedoria, está dito que: “ […] cada indivíduo é autor de seu próprio destino” (do livro Luz no Caminho), executando seu caminho. Pode, por acaso, ser Jesus o meu caminho? Não! Somente eu é que tenho de percorrer os caminhos que se deparam nas várias reencarnações que têm de experimentar minha chispa Divina, ou chama própria (consciência); isso deve ser feito para atualizar as potencialidades que a conduziram, plena de sabedoria, ao prapty, ou liberação final das sucessivas vidas terrenas.

NÃO PODE SER QUE O CRISTO, COMO REENCARNAÇÃO humana, seja a Verdade Eterna, pois ele nasceu, cresceu e morreu, desaparecendo fisicamente desta terra. A verdade visível de sua existência foi curta, passageira: apenas trinta e três anos. O Senhor, considerado enquanto homem, não é a Vida Eterna. Poucos dias depois de ter dito essas palavras (João, VI, 40 e 48), seu corpo individual estava morto. Então, que significado tem a palavra “vida” quando ele a pronunciou? Certamente deve expressar algo muito mais importante do que vida terrena.

A “Vida” verdadeira e eterna é aquela manifestada na partícula espiritual presente em todo ser vivo. Essa partícula percorre seu caminho, impulsionada por uma força interna, permanente e invencível. Nesse caminho, ela deve encontrar dentro de si mesma a Verdade Eterna do Espírito, individualizada no coração. E depois, com compreensão, realizar a união acidental com a onipotente e onisciente Consciência Cósmica, mantenedora da Vida Eterna na raiz evolutiva de todas as existências individuais.

Mas que condições são necessárias para percorrer esse caminho e chegar, progressivamente, à visão da Verdade Imutável? Que condições são necessárias para conhecer a ilimitada grandeza da Fonte da Vida, ou Parabrahman?

O mesmo Cristo disse: “Os pobres de espírito verão a Deus”. Quer dizer, tenham consciência de que há uma origem da vida universal. Mas, do ponto de vista esotérico, o que significa esse “pobres de espírito”? Suponho que nem um estudante primário da ciência mística possa acreditar que unicamente os tontos ou dementes poderão ver Deus, e os inteligentes e os sábios superdotados estão condenados à ignorância do contato consciente e progressivo com a união da Altíssima Glória da Substância Omnidifusa do Divino.

Essas idéias inferiores são falsas, contrárias a toda razão. Os sábios videntes da Índia explicam essas enigmáticas palavras e tiram o véu da importância que existe nos conceitos errados de alguns religiosos. “Pobres de espírito” indica aquelas pessoas “e não têm qualquer coisa que perturbe suas almas; não têm inveja, ódios, rancores, véus de ilusão e de vingança.

São “os puros de coração que verão a Deus” (Mateus V 8). Se um rico com maus sentimentos não alcança a pureza integral do corpo e da alma, será impossível para ele experimentar as gloriosas qualidades divinas; tão impossível quanto querer passar um camelo pelo buraco de uma agulha (Mateus XIX, 24).

SE QUISERMOS CHEGAR A SER IOGUES compreensivos da união transcendente eterna da Substancia Primária da Vida, plena de transcendentes poderes, é imperativo lutar até empobrecer nosso espírito, deixando-o isento dos acúmulos que perturbam o avanço no Caminho Reto, que conduz à Verdade Imutável e à Vida Eterna.

Este estudo não teria utilidade prática se não recordarmos o sistema ou método de Yoga ensinado pelo Mestre Galileo, ao indicar o dhyana (meditação) ou as condições necessárias para efetuar com êxito as editações que nos conduzem ao conhecimento da Verdade e da Vida. O Senhor ensinou dizendo: “Entra em teu aposento, fecha portase janelas e, em silencio, adora teu Pai que está nos Céus” (Mateus VI, 6). Continuarei este assunto explicando os conceitos que contem cada frase.

“Entra em teu aposento”, significa o interior do ser, mas no mais profundo de nossa alma. Temos de seguir este Caminho. Nada nem o mais Excelso Ser Divino, pode realizá-lo por nós; cada individuo tem de transitar por si mesmo. Um mestre de sabedoria só nos pode dar indicações ou nos fortalecer mediante a Graça Divina, fonte d’Ele mesmo e com a invocação da Divindade, mas cada um de nós tem de andar por seu caminho individual.

Os guias espirituais colocam nosso carro físico neste mundo, com seu motor (atma, alma) e seu combustível (shakty, energia), mas somos nós que temos de dirigi-lo, transpondo obstáculos formados por enganos de personalidade, penhascos, fossos e muitíssimos outros estorvos. O esforço para vencer essas dificuldades aperfeiçoa nossa inteligência vida após vida, e desperta os poderes inerentes da Chispa Divina (fagulha de Deus em nós), acrescentando a insignificante faculdade do livre arbítrio que possuímos para que sejamos um bom guia para o nosso próprio destino.

“fecha a porta e jenelas” significa apagar totalmente os ruídos mundanos. Silenciar os cinco indriyas, ou sentidos físicos. Abstrair todo o pensamento que distraia o dhyana, ou seja, a meditação escolhida. Não tem de entrar em nossa mente qualquer pensamento ou idéia que seja estranha para o nosso propósito contemplativo.

“Em silencio, adora teu Pai que está nos Céus”. A palavra “silencio” indica um dos mais difíceis estados mentais, necessário para conseguir obter êxitos espirituais. Podemos, com certa facilidade, fazer silencio exterior; mas dentro do aposento de nossa mente, os pensamentos saltam de um lado para o outro, como numa luta enlouquecida.

Um papagaio fala e fala sem parar um instante. Dentro da mente, produzem-se conversações, gritos, insultos e projetos, como, também idéias mentais indesejáveis, precisamente nos momentos em que queremos deixar nossa alma “pobre”, ou ausente de toda complicação. Só queremos ouvir a “voz do silêncio”. Mas o papagaio não se cala, as idéias não deixam de saltar. Sem dúvida, é necessário chegar à paz da “Oração de Quietude” para ouvir a “voz do silêncio”, melodiosa e divina.

“Adorar” significa amar sem pretender recompensas materiais nem espirituais. Adorar é um fluido espontâneo de puríssimo amor, que nasce do mais profundo da alma da Divindade. “Pai” é a essência da origem de nossa vida. “Que está nos Céus”; essa substância sutil de onde surgem todas as coisas e seres é também chamada Céu. Espírito de Deus, existente fora e dentro de tudo. É a Luz da Consciência, Poder e Glória do Absoluto sem limite. Todos os seres, sem exceção, têm de passar, vida após vida, pelo doloroso caminho que conduz ao progresso eterno, reconhecendo e adquirindo maior sabedoria, poder e glória no tempo sem limite, andando pelo “Caminho da Verdade e da Vida”.

PARA A PRATICA, DIZER MENTALMENTE E PENSAR as seguintes frases.

Eu sou o caminho: recolhendo os sentidos; adentrando-se na profundidade da alma; irradiando amor universal para alcançar o Eu Superior unindo a mente humana com o Espírito Eterno pleno de divinos poderes.

Eu sou a verdade: o corpo físico, com a efêmera existência nos planos materiais, é uma verdade passageira. Quando se alcança a visão e consciência pessoal do Espírito Eterno, a existência material se assemelha a um sonho ou ilusão. Em troca, o atma ou espírito, com sua permanência indestrutível e eterna, é considerado como uma verdade real, em meio às verdades passageiras (momentâneas) dos planos materiais.

Continuemos o Caminho concentrando o pensamento no Sol Eterno de verdade permanente, raiz de nossa vida.

Eu sou a vida: quando se alcança a união ou yoga progressivo com o atma particular, adquire-se a consciência de que esse atma subsiste mediante uma base ou raiz universal, que na Ciência Yóguica é chamado de Param-Atma, o Supremo Espírito. Esse Supremo Espírito existe indiscutivelmente unido a tudo que surgiu, surge ou surgirá no tempo sem limite, infundindo, vida e consciência progressiva a tudo quanto exista, seguindo um plano divino de aperfeiçoamento de todas as formas materiais.

Alcançar a união consciente com o atma, mediante nosso esforço e firme vontade, é o único Caminho que nos conduz á obtenção da consciência da existência da Verdade, ou Deus Supremo.

“Por meio do Filho conhecerá o Pai”, ou seja, é necessário que o filho do homem físico busque o filho espiritual de Deus, nosso espírito pessoal. Com o encontro, começará a conhecer a transcendência ilimitada da vida presente no céu, na terra e em todo o lugar, transmitindo poder, sabedoria, glória e amor. É um fluir permanente vindo do mais profundo do eterno diretor espiritual de nossa vida, Quando reconhecemos nosso Caminho, tomamos contato consciente com a Verdade dentro de nós mesmos, depois com a Vida. Então, entraremos no Reino dos Céus, onde toda a Ciência Divina nos será revelada.

Dedicamos esta publicação como um serviço à Obra Santa, impulsionada pela Divina Hierarquia em benefício e felicidade de todos os seres.

Sri Vájera Yogue Dasa é instrutor de Yoga Brahna Vidya na América, Primeira Autoridade Iniciática Externa para o Ocidente do Mandalam.

Fonte: IPPB
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TRUMP SE CONTRADIZ E REVELA DESESPERO AO RECONHECER VITÓRIA DE BIDEN E DEPOIS VOLTAR ATRÁS

 

Trump reconhece vitória de Biden, mas volta atrás

Minutos antes, presidente disse que concorrente havia vencido porque tinha ‘roubado’. Em tweet, ele afirma que ainda há um longo caminho pela frente

INTERNACIONAL

Do R7

Trump nega ter reconhecido vitória de Biden

Minutos depois de postar no Twitter que Joe Biden havia vencido as eleições presidenciais, o presidente Donald Trump voltou atrás e disse que “não reconheceu nada”.

“Ele só venceu pelos olhos da mídia das fake news. Eu não concedo NADA! Nós ainda temos um longo caminho a seguir. Essa foi uma eleição fraudada!”, disse o presidente pelo Twitter.

Desde o dia 7 de novembro, o candidato democrata Joe Biden é chamado pela imprensa de presidente eleito, depois de projeções apontarem que ele havia vencido no estado chave da Pensilvânia. Com o fim das apurações na última semana, Biden havia conquistado 290 delegados, enquanto Trump tinha 232. Para ser eleito, um candidato precisa de 270 delegados.

O presidente se recusa a reconhecer a derrota e dar início ao processo de transição de poder. Ele pediu a recontagem de votos na Geórgia, Michigan e Wisconsin, mas apenas a Geórgia afirmou que vai recontar as cédulas.

Trump e sua equipe seguem alegando que as eleições foram fraudadas, apesar de não haver indícios de fraude ou erros. As autoridades afirmaram no começo da semana que essas foram as eleições mais seguras da história dos Estados Unidos.

Fonte: R7

 

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AUTOCONHECIMENTO: VOCÊ JÁ SE PERGUNTOU O QUE SIGNIFICA NÚMEROS IGUAIS?

AUTOCONHECIMENTO nunca é demais. Pelo contrário é através dele que vamos chegar a nossa plenitude. O destaque deste domingo nesta coluna é o significado de números iguais e/ou repetidos, tais como 11:11, 04:04, 14:14. Isso tem um significado real e muito importante na nossa vida. Saiba o porquê disso lendo o artigo completo e assistindo o vídeo a seguir!

O que significa 11:11?

Olá, Centelha! Você já reparou como os números iguais fazem parte do nosso dia a dia? Quem nunca bateu os olhos no relógio e aquele exato minuto correspondia a uma sequência de números iguais? E o que dizer quando vemos uma sequência de números repetidos em placas de carros, endereços de imóveis, em algum dado exibido em uma planilha…

Existem várias possibilidades de nos depararmos com números iguais ao longo do nosso dia. Mas você já se perguntou o que isso quer dizer?

Quando vemos uma sequência de números iguais, independentemente de qual número seja, significa que estamos no caminho certo do nosso despertar da consciência e expansão da nossa jornada temporariamente humana. O Universo está nos mandando uma mensagem através daqueles números. Cada pessoa deve pedir auxílio da sua Centelha Divina para saber interpretar a resposta do Universo. Por isso, é importante mantermos a nossa conexão com a Centelha Divina, pois é ela quem sabe indicar o caminho, a solução ou o que fazer em cada situação da nossa vida. Confie na sua Centelha Divina e não no “outro” para lhe dar a resposta correta. Lembre-se que a solução para tudo está dentro de você!

O poder dos números

Quando você estuda alquimia, você percebe que o número 1 é o número do Todo, que nós fazemos parte do Todo e tudo o que existe faz parte da Consciência Matriz, a consciência da Fonte Criadora que se transformou em Tudo. O número 1 é muito poderoso, porque ele representa a unicidade do Ser, sendo que tudo o que existe é uma coisa só.

De acordo com a Numerologia, cada número ou valor numérico tem a sua própria vibração, afinal, tudo no Universo está vibrando, até mesmo os números! Cada número possui a sua essência individual e indica algum acontecimento ou traço de personalidade. Dessa forma, os números não são meros algarismos, eles são as representações numéricas de determinadas energias, podendo vibrar no polo positivo ou no negativo.

Desde os primórdios da humanidade, utilizamos os números para realizar previsões e buscar o significado para as nossas perguntas. Na Antiguidade, um dos maiores numerólogos foi o filósofo grego Pitágoras (571 a. C. – 570 a. C.). Para ele, tudo no Universo poderia ser entendido por meio de números. Por exemplo: os números determinam a harmonia de uma música, são ferramentas essenciais para os cálculos de engenharia… além disso, para um bolo dar certo, é necessário saber a quantidade de cada ingrediente que deve ser utilizado na receita. E o que falar dos computadores e das combinações binárias que fazem a máquina interpretar os nossos comandos?

Pitágoras foi o criador da Numerologia Pitagórica, mas além dela, também existem outros tipos de Numerologia como a Chinesa, a Kármica e a Cabalística. Cada uma interpreta os números de determinada forma e apresenta os seus próprios significados.

O que significa o 11:11?

Neste artigo, vou dar atenção especial à sequência numérica 11:11.

Teal Swan*, uma autora norte-americana que estuda o autoconhecimento, diz que o 11:11 é conhecido como o “portador de luz”. O 11 é o primeiro dos números mestres, sendo o número mais intuitivo de todos, estando na mesma vibração que os reinos angélicos. E quando ele aparece de forma repetida, todo esse poder é intensificado. Querida Centelha, você pode interpretar 11:11 como o número supremo da confirmação.  Ele é comparável a um “SIM” do Universo.

O que isso quer dizer?

Quando vemos a sequência do 11, significa que, nesse exato momento, você está no caminho do despertar da consciência, no caminho que você decidiu antes desta vida e aquilo que você pensa, diz ou faz é confirmado pelo Universo como um todo. O 11:11 é a ligação entre polaridades. Alguns exemplos dessas polaridades são: o físico e o não físico. A escuridão e a luz. O conhecimento e a ignorância. O mundo das ilusões (onde nosso avatar habita) e o mundo superior (onde está o Eu Sou).

Ainda de acordo com Teal Swan, 11:11 é também o número supremo da canalização. A canalização é uma espécie de passagem entre a realidade física e não física. É como se fizéssemos um “download” de um arquivo disponível na “Nuvem do Todo”. Para entender mais sobre esse assunto, recomendo o vídeo do canal Temporariamente Humana chamado: Canalização.

Centelha, quando você vir a sequência do número 11, significa que você está na posição perfeita para canalizar, receber uma intuição ou orientação da sua Centelha Divina. É um sinal de elevação de consciência.

Quando isso acontecer, tenha em mente que:

  • A sua Centelha Divina, os anjos ou seres de luz estão dizendo “sim” para você.
  • Visualizar o 11:11 significa que o auxílio divino está pronto para te oferecer algo ou ajudá-lo naquele momento.
  • Ver o 11:11 é um incrível sinal do Universo. É um indício de que o seu desejo está para se realizar.
  • Sempre que ver essa sequência, aproveite para agradecer por todas as bênçãos que já existem na sua vida.
  • Além disso, quando se deparar com o 11:11, aproveite para fazer um pedido naquele momento.

Mas, fica aqui uma observação importante: ver o 11:11 (ou qualquer sequência de números repetidos) deve ocorrer de forma natural, não é para ficar olhando o relógio esperando essa hora aparecer 😉

Se deparar com números iguais (seja o 11:11, 04:04, 14:14 etc) significa que você está em sincronia com o Todo. Essa sincronicidade acontece quando você está no caminho que deveria estar. Então, minha querida Centelha, siga a sua jornada sem deixar se dominar pelo medo, afinal, você faz parte do Todo e tudo é possível desde que a gente acredite.

Fonte: temporariamentehumana.com

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: FALAR, DAR VOZ AOS NOSSOS PENSAMENTOS E SENTIMENTOS É UMA ATIVIDADE COMUM ENTRE TOODS NÓS

           A palavra e o Caminho

  “Algo dentro de nós ecoa em resposta à expressão dos elos desatados, os nós que nos impedem de explorar nossas possibilidades mais profundas. A pessoa é chamada de sábio porque se reconhece que esse algo está dentro de cada um.”

Tim Boyd*

Menos estresse e mais memória; 7 benefícios do contato com a natureza - 15/09/2018 - UOL VivaBem

Com frequência as coisas mais profundas são encontradas naquilo que é familiar, mas muitas vezes elas são negligenciadas. Há uma atividade comum em que todos nos engajamos falar, dar voz a nossos pensamentos e sentimentos. A maioria de nossa fala tende a ser casual, mais ou menos por hábito ou cortesia. Todos nós já ouvimos a pergunta “Como está você?” num dia em que não estamos nos sentindo bem, e respondemos de imediato “Bem!” – porque essa é a conduta social.

Se pensarmos um pouco mais sobre o dom divino da fala, poderíamos ser mais conscientes   no modo como a usamos. A fala é um reflexo de um poder divino que está dentro de todos nós. muito considerada nas Escrituras de inúmeros povos do mundo. Na Bíblia, as primeiras palavras do Evangelho de João afirmam que “no princípio era o Verbo” – a fala não como nós a entendemos, mas talvez no sentido do som que traz todas as coisas à existência.

Quando João fala da vinda do Grande Instrutor, do surgimento de um Avatar, a linguagem usada é: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós.” Uma compreensão clara do poder da palavra, corretamente entendida, é algo que perpassa as religiões do mundo.

Em A Doutrina Secreta, H. P Blavatsky escreveu sobre som e a fala: “Pronunciar uma palavra é evocar um pensamento, e torná-lo presente: a potência magnética da fala humana é o começo de toda manifestação no Mundo Oculto.” Blavatsky escreve a respeito da capacidade da fala de magnetizar, de atrair para si. Isso não se relaciona apenas às práticas ocultas conscientes, mas às conversas normais em que nos engajamos do momento a momento.

Na maioria das vezes usamos a fala sem sabedoria. Segundo Blavatsky, emitir uma palavra é evocar um pensamento e torná-lo presente. Toda palavra que dizemos, seja casual ou profunda, traz um pensamento à nossa presença e à presença dos outros. Ela prossegue dizendo: “Emitir um nome não é apenas definir um ser, mas colocá-lo sob a influência de uma ou mais potências ocultas.” Assim, ao simplesmente dizermos um nome, nós nos engajamos num ato que registra a participação de “potências” cooperativas.

É claro que, em nossa conversação normal, não aplicamos um nível de pensamento tão profundo. Estamos apenas conversando, e para nós não é algo tão sério ou importante. Mas a verdade é que nosso discurso é sempre algo com essa profundidade. Pronunciar um nome é definir um ser e colocá-lo sob a influência de forças divina   ou daquelas forças mais adequa das à fala irrefletida e a uma mente que não é refinada.

Em Aos Pés do Mestre, os mexericos são descritos como perversos. Por quê? O foco de nossa fala é um nome – o nome de uma pessoa. No ato de falar a respeito de Maria, João, Pedro, Suzana ou quem quer que seja que tragamos à nossa conversa, estamos definindo um ser e colocando-o sob influência de uma variedade de forças, e, em virtude da potência magnética da fala, ela atrai todo tipo de influências vindas do pensamento dos fofoqueiros.

Portanto, há uma grande responsabilidade envolvida no modo como usamos a linguagem. Ela pode tornar-se uma bênção ativa no mundo à nossa volta, ou uma maldição. Embora não pensemos em nós mesmos como pessoas que possam causar malefícios a outrem, por causa da natureza casual de nosso pensamento e de nossa fala a respeito dos outros, certamente fazemos tais coisas inconscientemente.

Para algumas pessoas, parece uma desculpa apropriada dizer: “Eu não sabia disso!” Mas, para aqueles que se comprometeram com um   caminho de conscientização cada vez mais profundo, isso não é aceitável. Mesmo se formos a um tribunal, nos dirão que ignorar a lei não é desculpa. Isso é especialmente verdadeiro com as leis universais e as consequências kármicas resultantes.

A experiência que temos do karma resulta amplamente de certos hábitos mentais desenvolvidos ao longo do tempo, hábitos que, por sua natureza, se repetem. Uma mente que foi habituada a responder ao longo de uma determinada linha atrai as consequências que correspondem a esse modo de pensar. Assim, a pessoa irada sente-se isolada, a desonesta é desconfiada e assim por diante. Quando percebemos isso, a desculpa da inconsciência em causar mal aos outros por meio da fala não nos cabe.

Buscar o que nos nutre

Uma   primeira  dama  dos EUA, Eleanor Roosevelt, envolveu-se de forma profunda em ações humanitárias. Ela, certa vez, fez um comentário a respeito da fala “Mentes pequenas falam sobre pessoas; mentes médias falam a respeito de eventos; as grandes mentes falam sobre ideias.” Isso não é da perspectiva de alguém que estava especificamente engajada num caminho espiritual, porque provavelmente podemos dizer que as mentes maiores falam a respeito do divino, de Deus ou da realidade, e que as mentes ainda maiores permanecem silenciosas. Mas todos nós habitamos diferentes áreas desse espectro da fala, em diferentes momentos.

A ideia é tentar refinar os espectros que habitamos, e é nisso que estamos constantemente   engajados. Num certo sentido nossa questão é a dieta, seja do alimento com o qual nutrimos os nossos corpos, as nossas emoções ou as nossas mentes. Os materiais com os quais nos alimentamos criam os  corpos  que habitamos – os corpos físico, emocional e mental. Por isso, devemos procurar o melhor alimento possível.

As coisas que dizemos são importantes, mas também temos que prestar atenção às coisas que ouvimos. As ideias e conversas que nos permitimos ouvir e repetir têm igual importância. Toda grande tradição espiritual proporciona a prática de algo semelhante a mantras, orações, canções espirituais, poesia elevadora. Elas fornecem combinações específicas de sons para falarmos e ouvirmos.

O mantra deve ser enunciado em voz alta, não apenas porque é bom ouvi-lo, mas porque esses sons, e as ideias que eles corporificam, fazem com que as correspondentes substâncias dentro de nós ecoem – tornem-se ativas. À medida que se tornam ativas, elas também se tornam mais capazes de reproduzir essa atividade. Cada vez que são avivadas, fica mais fácil para esses materiais repetirem suas atividades.

É aconselhável se engajar em práticas de repetição de poesia, CONGERDESIGN/PIXABAY Sophia 87 FINAL. indd 8 29/10/2020 09:17:24 SOPHIA • SET/OUT 2020 9 mantra e oração. A poesia não é para ser lida silenciosamente, é para ser soada pela voz, ouvida pelo ouvido, vibrada nos ossos. Esta é a prática, mas acredito que não a levamos a sério. Busquemos tempo para ouvir a poesia edificante do nosso país e de vários outros países do mundo. Apenas ouçamos, e vejamos como somos tocados internamente.

Antes de chegar a um período em que pudéssemos dizer que definitivamente estávamos no caminho  espiritual, muitos de nós geralmente passamos por um período de busca, muitas vezes sem sequer ter consciência de que já estávamos buscando.

Há um belo poema de Robert Frost que se refere a esse momento do nosso desabrochar, chamado A estrada não percorrida: “Duas estradas bifurcam num bosque amarelo, /E lamentei não ter podido viajar pelas duas/E ser um viajante; durante longo tempo permaneci/E observei uma delas até onde conseguia,/Onde ela se dobrava num matagal;/Depois peguei a outra, tão justa, tão razoável,/E tendo talvez a melhor reivindicação,/Porque era gramada e Sophia 87 FINAL. indd 9 29/10/2020 09:17:25 10 SOPHIA • SET/OUT 2020 queria o desgaste;/Embora quanto a isso o passar por lá/Verdadeiramente as tivesse desgastado por igual, /E naquela manhã ambas estavam igualmente/Cheias de folhas que ainda não tinham sido pisadas./Oh, eu segui a primeira por mais um dia!/Mas sabendo como um caminho leva a outro,/ Duvidei se algum dia retornaria./ Contarei esta história com um suspiro/Em algum lugar daqui aeras incontáveis:/Duas estradas bifurcado num bosque e eu/Segui a menos trilhada,/E isso fez toda a diferença.”

É um momento de escolha que nos leva a essa bifurcação. Por que não a outra estrada, que nos teria levado numa direção completamente diferente? Não sabemos, mas, tanto por opção quanto por acaso, nós nos encontramos aqui.

Um grande poeta Sufi chamado Jalal ad-Din Muhamad Rumi fala a respeito da natureza da nossa busca do devocional para alcançar Sophia 87 FINAL.indd 10 29/10/2020 09:17:26SOPHIA • SET/OUT 2020 11 esse amigo divino. Seu poema é intitulado Amigo: “Amigo, nossa proximidade é assim:/Onde quer que ponhas o pé, /Sente-me na firmeza sob ti./O que tem isso a ver com esse amor?/Eu vejo teu mundo, mas não a ti.”

Para onde quer que olhemos vemos as manifestações do divino, mas o bem-amado amigo divi-

no que buscamos não é visto em lugar algum deste mundo. Essa é a natureza do caminho espiritual e do fogo da aspiração dentro de nós. Isso é o que nos impulsiona. Por que iria alguém continuar sem conseguir ver esse divino, invisível, sempre presente, que nos cerca e nos apoia como a própria firmeza sob nossos pés?

Um fragmento de um poema escrito por um dos grandes poetas de língua inglesa fala a respeito de uma experiência verdadeira, que é familiar a todos nós em algum momento. Ele foi membro da Sociedade Teosófica e conheceu Helena Blavatsky na Inglaterra. Seu nome é William Butler Yeats. Os versos vêm de um poema intitulado Vacilação: “Meu quinquagésimo aniversário viera e se fora,/ Eu estava sentado, um homem solitário,/Numa loja cheia de gente em Londres,/Um livro aberto e uma xícara vazia/Sobre a tampa de mármore da mesa./Enquanto da loja a rua eu observava,/O meu corpo de repente se inflamou;/E durante mais ou menos vinte minutos/Pareceu tão grande a minha felicidade,/Que eu fui abençoado e podia abençoar.”

Nesse momento de despertar (para ele, cerca de vinte minutos), o senso de felicidade foi tão profundo que, sem sombra de dúvida, sabia que fora abençoado, e que tinha a capacidade de abençoar os. Esta é uma experiência que provavelmente todos nós tivemos, pelo menos em alguns momentos.

No Mundaka Upanishad (III.2.8), podemos ler: “Assim como os rios perdem o nome e a forma quando desaparecem no oceano, o sábio deixa   para  trás  todos os traços quando desaparece na luz. Percebendo a verdade, ele se torna a verdade; passa para além de todo sofrimento, além da morte; todos os nós de seu coração são desatados.”

Nós sentimos a beleza e o poder dessas palavras. “Algo” dentro de nós ecoa em resposta à expressão dos elos desatados, os nós que nos impedem de explorar nossas possibilidades mais profundas. Não é algo que esteja sendo dado de fora por algum sábio. A pessoa é chamada de sábio porque se reconhece que esse algo está dentro de cada um de nós, e sabe-se  como  falar com ele.

Finalmente, da caneta de um outro membro da Sociedade Teosófica, Edwin Arnold, em A Luz da Ásia, temos os últimos quatro versos deste poema a respeito da iluminação do Buda: “O orvalho está sobre o lótus! – nasce, Grande Sol!/E levanta a minha folha e, me mistura com a onda./Omani padame hum, chega o Amanhecer!/A Gota de orvalho desliza para o Oceano brilhante!”

“Para onde quer que olhemos vemos as manifestações do divino. Por que iria alguém continuar sem ver esse divino sempre presente, que nos cerca e nos apoia como a própria firmeza sob nossos pés?”“Qual a distância daqui ao céu? Não é distante, meu amigo: Um único passo para o interior, Porá   fim a todas as tuas jornadas.” Angelus Silesius (1620).

Fonte: Revista Sophia  ano 18 nº 87

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: A LIMPEZA PSICOLÓGICA É NECESSÁRIO PARA AQUELES QUE BUSCAM O DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL

Quando nascemos, independente de onde sejamos educados já trazemos dos nossos ancestrais seus sistemas de crenças e seus padrões de comportamento, através do inconsciente coletivo. Durante muito tempo o homem não evoluiu com relação a isso, pois muitas dessas crenças e padrões de comportamento já estão ultrapassados emperrando a evolução da humanidade. Por isso é preciso começar a fazer sua limpeza espiritual. Precisa começar a influenciar a si mesmo. O texto a seguir nos explica como esse processo acontece na nossa mente, através do nosso cérebro e suas três camadas. Portanto, convido você a ler o texto completo a seguir e entender como funciona esse processo evolutivo!

Passos   no   caminho

‘Estamos sendo estruturados para levar adiante o que nossos ancestrais deixaram; seus sistemas de crenças e padrões de comportamento. Não é possível começar a vida com um caderno em branco ‘

Caty Green*

Bonsai: a árvore da felicidade

A limpeza psicológica é necessária para aqueles que buscam o desenvolvimento espiritual. Se não for feita com seriedade e êxito, se os problemas pessoais ou as necessidades emocionais não forem primeiramente expostos e depois resolvidos e curados, o indivíduo pode permanecer como uma criança, num nível muito vulnerável. É a criança que está contente com a figura de Deus ou de um grande pai que está no céu, que dará doces  se ela se comportar como deve ou a castigará caso não o faça. Dessa forma você não encontra o seu caminho espiritual; você simplesmente restabelece seu eu infantil e se convence a permanecer no modo “criança  boazinha.

Obviamente esse comportamento terá muito apoio, uma vez que é com isso que a maioria das religiões está preocupada. Mas se você busca o desenvolvimento espiritual com seriedade, como uma experiência pessoal e não apenas como um tópico intelectual de conversa, precisa começar a fazer sua limpeza espiritual. Precisa começar a influenciar a si mesmo.

A definição do eu começa muito cedo. Desde bebês nós ingerimos alimentos e eliminamos os resíduos, respiramos, vocalizamos e tentamos compreender o que significa tudo isso, toda essa informação chegando através dos cinco sentidos. O que é o aqui? O que é este corpo que eu tenho que operar? O que é tudo aquilo que está lá fora na minha frente? As respostas chegam lentamente, à medida que o reconhecimento se desenvolve, junto com a experiência e a  prática.

Esse processo assegura que nós nos desenvolvamos de acordo com os padrões do tempo e do lugar  onde  chegamos ao mundo. Embora a maioria das coisas que lemos a princípio sejam orientações   básicas para a instância física em que nos encontramos,  os aspectos físicos que experimentamos ao nosso derredor, à medida que dominamos essas coisas, também nos apresentam aos valores socioculturais do mundo – ao lugar imediato, ao período histórico, às pessoas que são responsáveis por nós e a quem nós, por nossa vez, devemos responsabilidade.

Estamos sendo estruturados para levar adiante o que nossos ancestrais deixaram; levar adiante seus sistemas de crenças e seus padrões de comportamento. Normalmente não é possível começar a vida com um caderno em branco, por assim dizer. Aprendemos por imitação, um processo que se estabelece muito antes de termos suficiente desenvolvimento intelectual para selecionar o que queremos ou não  imitar.

Esse processo de imitação se aprofunda no cérebro e mergulha no subconsciente até a memória da raça, a raiz do celeiro psicológico. No fundo da raiz do celeiro está nosso cérebro; acima dela está a segunda camada do cérebro. Contudo, toda a codificação que constitui a base da consciência individual é limitada pelo terceiro cérebro, que adquirimos há algumas centenas de milhares de  anos.

Temos um cérebro tripartite, com três camadas, por assim dizer. As partes do cérebro que lidam com a nutrição do corpo físico e com a padronização da respiração, vocalização, movimentos, reprodução e autodefesa são as partes mais antigas – essa é a nossa camada mais ancestral, a primeira, o Cérebro Reptiliano.

Mais recente – embora com muitos milhões de anos – é o Cérebro Mamífero, o cérebro animal que se desenvolveu a partir do Cérebro Reptiliano. Ele gerencia, em um nível mais elevado, questões como a vigilância do nosso ambiente, o impulso para reproduzir e o desenvolvimento deliberado de sistemas que atuam em nossa defesa – tudo que compartilhamos com a maioria dos outros mamíferos.

O cérebro que nomeia

A última aquisição é o Cérebro que  Nomeia, o cérebro da linguagem, um recém-chegado em termos de evolução. Como a chegada de uma nova camada ao cérebro nunca faz com que a funcionalidade prévia desapareça, nós retemos as duas primeiras camadas, principalmente no nível subconsciente. Mas temos razão de questionar o status da integração do  Cérebro  que Nomeia com os outros dois. Onde os cérebros Reptiliano e Mamífero parecem coordenar, com êxito, o Cérebro que  Nomeia, o recém-chegado, parece ainda estar tentando se encaixar. Intelecto e instinto nem sempre andam de mãos dadas.

Ao aceitar a narrativa do Gênesis como o grande mito que resume a chegada do Cérebro que Nomeia, uma mudança tectônica na composição de nossas espécies, somos obrigados a estar em conformidade com várias versões que refletem essa grande ocorrência histórica. Consideremos alguns versículos da Bíblia (a versão do Rei James). No Gênesis capítulo 1, versículo 28, consta que os seres humanos foram instruídos a “povoar a terra, e subjugá-la: e exercer domínio (…) sobre toda criatura viva que se mova sobre a terra”.

No capítulo 2, versículos 19 e 20, lê-se que, depois de ter formado todas as criaturas, Deus as “trouxe para Adão ver que nome lhes daria (…) E Adão deu nome a todas”. Transportados para o Novo Testamento, vemos em João, capítulo 1, versículos 1-3: “No início era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no início com Deus. E todas as coisas foram feitas através d’Ele, e sem Ele nada seria feito do que foi feito.”

As raízes do conceito de Verbo remontam muito além da referência judaico-cristã. A Wikipedia refere-se a “um mantra Indo-iraniano efetivamente significando ‘Verbo’”, e indica que os satya mantras indo-iranianos “não significam simplesmente ‘Verbo verdadeiro’, mas pensamento estabelecido em conformidade com consumação inerente (realização)”. Observa-se que esse uso da palavra realização inclui seu significado em francês de tornar real). Uma outra referência: “a tradição chinesa [do termo mantra] é zhenyan, literalmente ‘palavras verdadeiras’”. Essas antigas referências à nossa capacidade linguística não parecem estar relacionadas e evidentemente justificariam um estudo considerável, mas o conceito de Cérebro que Nomeia, e que nos diz respeito, é limitado.

Esse conceito pode ser resumido da seguinte forma: nosso cérebro línguístico define tudo para nós. Ele recebe informações dos cinco sentidos do corpo físico. Portanto, a percepção da realidade disponível ao ser humano é limitada ao que esses cinco sentidos conseguem perceber. Quando o assunto vai além da experiência humana direta, o ser humano pode interpretá-lo apenas através da capacidade do Cérebro que Nomeia, desse modo percebendo o tema em termos dos limites impostos. O intelecto pode ir muito além, mas ainda deve interpretar conceitos nos termos definidos pelos cinco sentidos.

Qualquer cão ouve melhor do que um ser humano. Muitas criaturas ouvem melhor do que conseguimos ouvir; muitas veem melhor. O cavalo tem um campo de visão de quase 360°, o equivalente, para nós, a ter olhos atrás da cabeça. A abelha vê duas escalas separadas de preto.

Considerando a situação de nossa percepção de um modo um pouco diferente: aqui está uma mesa bem robusta. Você pode subir nela, até mesmo pular sobre ela. Ela é sólida, não há qualquer dúvida a respeito. Mas o que você vê quando olha para a mesa através de um potente microscópio?  Você vê movimento, poderoso, constante, impressionante. A mesa é uma massa de moléculas em movimento.

Conclusão: nossa percepção do mundo e também nossa compreensão de tudo que podemos chamar de realidade, e de tudo que podemos imaginar, é determinada pelo Cérebro  que Nomeia, um cérebro alimentado apenas pelas informações dos cinco limitados sentidos humanos. Aquilo que chamamos de real é apenas o que é real para nós.

Embora a riqueza de referências ao Verbo exija estudo e reflexão, a realização do nosso propósito de Verbo sobre o nosso eu  exige que demos os próximos passos no caminho.

Radicada no solo do Cérebro que Nomeia, a consciência não acha fácil reconhecer qualquer outra percepção da realidade, qualquer outro senso de seu eu. O ser humano que no momento consideramos como normal permanece engajado em representar o cenário de seu drama pessoal. Sugerir que outro nível de experiência possa ser desejável e até vantajoso é muitas vezes percebido como tolice mística.

Shakespeare disse: “O mundo é um palco, e os homens e mulheres são apenas atores.” Esta é uma instrução espiritual da mais elevada ordem. A tarefa para aqueles que estão no caminho espiritual é deixar esse palco, erradicar o processo mental do Cérebro que Nomeia e permitir-lhe chegar ao solo da consciência superior.

Porém, é fácil falar; fazer é outra coisa. A decisão de fazer é o resultado de um anseio apaixonado pelo que tem sido chamado de união divina, união com o divino, aquilo que está além do humano. Ou pode ser simplesmente uma questão de curiosidade intelectual. Ou ambas ao mesmo tempo. O que quer que invoque o impulso deve ser forte e contínuo para ser bem-sucedido.

     A voz do silêncio

A palavra-chave para a natureza desse processo é escutar. O místico Eckhart Tolle escreve e fala sobre isso. Seu trabalho nos transporta a um ponto de onde podemos dar nossos primeiros passos no caminho. Recomendo ouvir seus discursos gravados, pois sua voz carrega o peso dos seus processos interiores.

A maioria de nós não coordenou conscientemente nosso processo auditivo. Temos a antiga resposta instintiva a sons inesperados. Isso é ouvir. Podemos ouvir muito bem, mas ouvir não deve ser confundido com escutar.

Em muitas línguas a conversação comum e casual é cheia de orações que começam com “escute”. Por quê? Será que, como regra geral, nós realmente não escutamos? Se assim for, o fato de que pedimos ao nosso ouvinte para escutar mostra que nós percebemos a nossa necessidade de desenvolver e enriquecer nosso processo de escuta.

A escuta acontece em vários níveis de atenção. Muitas vezes tudo que fazemos é ficar em silêncio enquanto a outra pessoa fala. Podemos simplesmente estar esperando a nossa vez de falar. Um outro nível é escutar em busca de informação – quando a atenção está focada em reter as especificações da informação crua.

Contudo, um terceiro grau do ato de ouvir permite obter informação e também captar como a pessoa se sente a respeito do que está dizendo; em outras palavras, compreender que peso emocional, psicológico e intelectual o tema e as afirmações podem ter para quem está falando. O ouvinte pode avaliar o que essas várias perspectivas significam, sendo assim capaz de uma conversação profundamente enriquecedora para as duas partes. É a partir desse terceiro nível que o indivíduo pode avançar no caminho espiritual, pois grande parte desse movimento é o processo de escutar internamente

Então, já que a definição do eu é estruturada pelo Cérebro que Nomeia, vamos dar uma olhada na sua estrutura e escutar. Ouvir o chamado e o mais importante de todos os sons: a voz do silêncio.

“O ato de ouvir permite também captar como a pessoa se sente; compreender que peso emocional, psicológico e intelectual o tema e as afirmações podem ter para quem está falando.”

Fonte: Revista SOPHIA • JUL/AGO 2020

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AUTOCONHECIMENTO: A ESSÊNCIA DA MENTE ABRANGE TODAS AS COISAS

A intuição é uma percepção sensorial que todo ser humano possui, mas que a maioria das pessoas, geralmente, não a desenvolve. Costuma-se falar que é o sexto sentido e que só a mulher possui. Isso não é verdade. Qualquer pessoa possui esse dom, mas não desenvolve essa percepção ao longo da sua vida e perde a valiosa oportunidade de evoluir espiritualmente mais rápido. A intuição cresce com a experiência de vida de cada um e é essência para nos orientar, principalmente nas tomadas de decisão na nossa trajetória. Por isso devemos desenvolvê-la, ouvindo-a junto com o coração. Então lhe convido a ler o texto completo a seguir e descobrir o verdadeiro valor e importância dessa percepção sensorial na nossa vida! 

O caminho da intuição

“A essência da mente é grande porque abrange todas
as coisas; todas as coisas são da nossa natureza.
Não existe uma questão de “limpar” a mente, mas sim
de ter consciência da sua universalidade”

Lama Anagarika Govinda*

A meditação sempre foi o principal requisito da doutrina budista de liberação. Entretanto, quanto mais as diferentes técnicas de meditação, suas definições psicológicas e seus princípios metafísicos e filosóficos eram explicados, classificados e fixados em comentários, mais as práticas de meditação eram negligenciadas e sufocadas por discussões teóricas, regras, regulamentos morais e infindáveis recitações de textos sagrados.

A reação foi uma revolta contra as escrituras e a erudição e um retorno a uma experiência mais direta e espontânea. Ao pedantismo de um pensamento escolástico e de lógica intelectual opôs-se a ferramenta do paradoxo, que, como uma espada afiada, cortou os nós dos problemas criados artificialmente e nos deu um relance da verdadeira natureza das coisas. O paradoxo, entretanto, é uma espada de dois gumes. Quando ele se torna rotineiro, destrói aquilo que ajudou a revelar. A força de um paradoxo, como a de uma espada, está no inesperado e na velocidade com que ela é manejada.

Um bom exemplo é a história de dois monges chineses que discutiam sobre uma bandeira ao vento. Um dizia que a bandeira se movia; o outro, que ela era movida pelo vento. Hui- -Neng, o Sexto Patriarca da China, disse: “Nem o vento nem a bandeira estão se movendo; é a mente de vocês que se move.” Mummon, um Patriarca Japonês do século XIII, foi além: “Nem o vento, nem a bandeira, nem a mente estão se movendo.”
Ele se referiu ao princípio essencial de sunyata: não há ir nem vir, mas os dois aspectos subjetivos e objetivos da realidade estão incluídos.

Essa realidade além dos opostos, contudo, não deve ser separada de seus expoentes; a transitoriedade não deve ser separada da eternidade. A mais perfeita autoexpressão individual é a descrição mais objetiva do mundo. O maior artista é o que expressa o que é sentido por todos.
Como ele faz isso? Sendo mais subjetivo que os outros. Quanto mais ele expressa a si mesmo, o seu ser mais íntimo, mais próximo ele se mostra aos outros. A nossa natureza real não é o nosso ego limitado e imaginário; é o vasto e oniabrangente espaço, tão intangível quanto vazio. É sunyata em seu sentido mais profundo. O segredo da arte é que ela revela o supraindividual através da individualidade, o “não ser” através do ser, o objeto através do sujeito. A arte em si é uma espécie de paradoxo, e é por isso que todas as escolas de meditação do Budismo no Extremo Oriente dão a ele essa importância tão grande.

O Sutra do Sexto Patriarca é um exemplo do uso ideal do paradoxo. Ele expressa a atitude espiritual do Zen de uma maneira que não ofende o bom senso nem tente fazer do bom senso a medida de todas as coisas. O leitor se situa numa atmosfera que o coloca acima do plano da consciência diária, e participa da realidade num nível mais alto de consciência.

O Sexto Patriarca impressiona pela sua espontaneidade, que deveria ser
inerente a cada ser humano, e com a qual o leitor facilmente se identifica. Assim ele é capaz de participar das experiências e dos ensinamentos do Patriarca, cuja vida tornou-se o símbolo máximo do Budismo Zen.

O noviço de Kwang-tung, cujamente não estava ainda sobrecarregada por qualquer problema filosófico, penetrou espontaneamente no centro da vida espiritual: a experiência do Budado. Essa experiência não depende de regras monásticas e erudição, de ascetismo e virtuosidade, de conhecimento livresco e de textos sagrados, mas somente da realização do espírito vivo dentro de nós.

O Sexto Patriarca atingiu um estado de espontânea iluminação sem ter tido qualquer educação formal, embora, por outro lado, tenha sido ao GERD ALTMANN/PIXABAY ouvir o Sutra Diamante que seu interesse despertou e sua visão espiritual se abriu. A experiência espontânea, portanto, pode muito bem ser o produto de uma antiga tradição consagrada, se essa tradição contém símbolos de uma realidade supramental (que a psicologia moderna chamaria de símbolos arquetípicos), ou seja, formulações que levem a mente além do círculo estreito do raciocínio mundano. No choque inesperado entre uma mente sensitiva e esses símbolos e formulações, as portas da percepção interna são subitamente abertas, e o indivíduo se identifica com a realidade supramental.

O Patriarca veio de uma família pobre de Kwang-tung. Um dia, quando vendia lenha no mercado, ouviu o Sutra Diamante, e isso despertou uma resposta tão profunda que ele decidiu entrar no monastério da Escola Zen, onde o abade era o Quinto Patriarca. Ele se tornou um noviço e recebeu o trabalho mais humilde, no estábulo e na cozinha.

Um dia o abade convocou todos os discípulos a fim de escolher um sucessor. Ele queria escolher alguém que tivesse não apenas compreendido, mas realizado a mensagem do Zen; assim, pediu aos monges que escrevessem sobre a natureza mais íntima da mente. Ninguém ousou se apresentar, exceto o erudito Shin- -shau, já considerado um sucessor.
Shin-shau escreveu seu verso na parede do corredor, para anunciar a sua autoria apenas se o Patriarca ficasse satisfeito. O Patriarca, embora apreciasse as palavras, pediu a Shin-shau que meditasse sobre elas durante alguns dias e escrevesse outra estrofe que mostrasse que o autor tinha passado pelo portal da iluminação – que tivesse experienciado o escrito.

Dois dias depois, um jovem que passava pelo quarto onde o noviço de Kwang-tung descascava arroz recitou a estrofe do Shin-shau. O noviço foi para o corredor e pediu a um visitante para ler o verso, já que ele não sabia ler nem escrever. Depois que o visitante leu em voz alta, o noviço disse que também tinha composto uma estrofe, e pediu ao visitante que a escrevesse abaixo do verso de Shin-shau.

             Espelho interno

Quando os outros monges viram a nova estrofe e souberam quem a tinha composto, disseram: “Como foi possível que uma pessoa tão iluminada trabalhasse para nós?” O Patriarca, entretanto, temendo a inveja dos monges, apagou a estrofe e pediu ao jovem que se encontrasse com ele à noite. Quando todos no monastério estavam em profundo sono, ele deu ao noviço a insígnia de seu futuro cargo e tornou-o Sexto Patriarca. Ordenou então que o noviço saísse de imediato do monastério e retornasse somente quando ele, o Quinto Patriarca, tivesse falecido. O noviço fez como lhe foi dito, e, quando retornou com os mantos do cargo, ele foi reconhecido com o nome de Wei-lang.

As estrofes de Shin-shau e do Sexto Patriarca oferecem uma percepção valiosa da atitude mental da Escola Zen. A de Shin-shau diz: “Nosso corpo é como uma árvore de iluminação,/nossa mente é como um espelho limpo;/de hora a hora precisa ser limpo,/de modo que nenhuma poeira se ajunte nele.” Este verso mostra uma preocupação pedante com a preservação da pureza do espelho interno,   a mente original (que, de qualquer modo, está além da pureza e da impureza); além disso, mostra que o autor não fala a partir de sua própria experiência, mas apenas como um erudito, porque o verso se baseia em uma expressão do Svetasvatara Upanishad: “Assim como um espelho,/ que foi coberto com poeira,/brilha como fogo, se for limpo,/da mesma maneira, aquele que compreendeu a natureza da alma/atinge o alvo e liberta-se da aflição.

Shin-shau apenas repetiu o Upanishad sem ter experenciado a realidade da mente original, enquanto que o jovem noviço captou a essência do Sutra Diamante em um ato de percepção direta; ele experenciou a verdadeira natureza da mente. Isso se revela na sua estrofe, que refuta a de Shin-shau e mostra o ponto de vista budista como é compreendido pelos Mestres do Zen: “Nosso corpo não é uma árvore de modo algum,/nem é a mente um estojo de espelhos;/quando tudo está vazio,/onde poderia a poeira se acumular?”

A mente original, conhecida como a mente de Buda ou o princípio de bodhi, o anseio por iluminação, é uma propriedade latente de cada
consciência, não apenas um reflexo do universo, mas a própria realidade universal. Isso pode parecer uma espécie de vacuidade metafísica, a ausência de qualidades e de possibilidades de definição. Bodhi, portanto, não é algo que cresceu como uma árvore, assim como a mente não é um espelho que reflete a realidade numa capacidade secundária. A mente em si mesma é a vacuidade que a tudo abrange (sunyata); assim, onde a poeira poderia se acumular?

“A essência da mente é grande, porque abrange todas as coisas; todas as coisas são da nossa natureza.” Não existe uma questão de “limpar” a mente, mas sim de ter consciência da sua universalidade. O que podemos melhorar é o intelecto, a limitada consciência individual. Isso, porém não nos leva além de seus próprios limites, porque permanecemos no círculo de suas leis inerentes de tempo e espaço, lógica e causalidade. Só o ato de ultrapassar nossas limitações e abandonar os conteúdos que nos aprisionam a essas leis pode nos dar a experiência da totalidade do espírito e a realização de sua verdadeira natureza– o que chamamos de iluminação.

A verdadeira natureza da mente abrange tudo que vive. O voto do Bodhisattva de libertar todos os seres vivos não é, portanto, tão presunçoso quanto parece. Esse voto não nasceu da ilusão de que um homem mortal pode se estabelecer como um salvador; é resultado da percepção de que somente no estado de iluminação seremos capazes de nos tornar um com tudo o que vive. Nesse ato de unificação, libertamos a nós mesmos e a todos os seres que estão potencialmente presentes e participam da natureza da nossa mente – que são parte de nossa mente.

É por isso que, de acordo com os ensinamentos do Mahayana, a liberação dos sofrimentos, a extinção da vontade de viver e de todos os desejos, é considerada insuficiente. É por isso que se empenhar na busca da perfeita iluminação (samyak-sambodhi) é considerado o único objetivo digno de um seguidor de Buda. Enquanto desprezarmos o mundo e dele tentarmos escapar, nós nem o superamos nem ganhamos maestria nele; estamos longe da libertação. “Este mundo é o mundo de Buda, dentro do qual a iluminação pode ser achada. Buscar a iluminação nos separando do mundo é tão tolo como buscar chifre numa lebre.” Porque “aquele que trilha sinceramente o caminho do mundo não verá as faltas do mundo.”

Também não deveríamos imaginar que, pela supressão das faculdades intelectuais, podemos atingir a iluminação. “É um grande engano suprimir o pensamento”, diz o Sexto Patriarca. Zen é o caminho para superar as limitações da nossa atitude intelectual. Mas antes de apreciar o Zen, temos que desenvolver o intelecto, a capacidade de pensar e discernir. Se nós não alcançarmos maestria sobre o intelecto, não poderemos superá-lo. O intelecto é tão necessário para superar a emocionalidade e a confusão quanto a intuição é necessária para superar as limitações do intelecto e seus julgamentos.

A razão, a mais alta propriedade do intelecto, é o que guia o pensamento intencional. Suas finalidades, contudo, são limitadas; a razão só pode operar naquilo que é limitado. Somente a sabedoria (prajna) pode aceitar e intuitivamente compreender o ilimitado, o atemporal e o infinito, ao renunciar às explicações e reconhecer o mistério que pode apenas ser sentido, experenciado e finalmente realizado em vida. A sabedoria tem raízes na experiência e na realização do nosso ser mais íntimo. A razão tem raízes no pensamento. Entretanto, a sabedoria não despreza nem o pensamento nem a razão; ela os usa em seu próprio âmbito, o âmbito da ação intencional, a busca da ciência e a coordenação das nossas impressões sensoriais, percepções, sensações, e emoções, tudo em um conjunto.

Aqui o lado criativo do pensamento exerce sua ação, convertendo a matéria-prima da experiência na percepção de um mundo razoável.
O tamanho desse mundo depende da faculdade criativa do indivíduo. A mente pequena vive no mundo dos efêmeros desejos; a grande mente vive na infinidade do universo e na constante percepção do mistério que dá profundidade e amplitude à vida, e assim impede que o mundo sensorial se confunda com a realidade última. Aquele que penetrou até os limites do pensamento ousa saltar na grande vacuidade, o campo primordial do seu ser ilimitado.

Fonte: Revista Sophia- ano 18 – Edição 85

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PF SUSPEITA DE AÇÃO CRIMINOSA POR PARTE DE DONO DE FAZENDA EM INCÊNDIO DO PANTANAL

 

No Pantanal, imagens mostram caminho do fogo e PF suspeita de ação criminosa em fazendas
No Pantanal, imagens mostram caminho do fogo e PF suspeita de ação criminosa em fazendas

Um patrimônio natural do Brasil agoniza em meio a uma onda devastadora de incêndios. Quem vai salvar o Pantanal? As chamas já consumiram 20% da vegetação. Animais em desespero tentam escapar do fogo, que se espalha com rapidez no clima seco. A região enfrenta a maior estiagem dos últimos 50 anos, consequência do aquecimento global.

Mas, a exemplo do que acontece na Amazônia, as queimadas no Pantanal podem ser resultado principalmente da intervenção humana. É o que uma investigação da Polícia Federal busca descobrir e o Fantástico teve acesso com exclusividade às informações do inquérito. Com a ajuda de imagens de satélite, os agentes identificaram o início de alguns focos de incêndios. A principal suspeita é de que, nos casos investigados, a ação tenha sido criminosa.

Em uma das regiões mais preservadas da região, perto do Parque Nacional do Pantanal, na divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o fogo teria começado de forma criminosa, dentro de fazendas.

“A Polícia Federal tem por competência constitucional e atribuição apuração de danos ambientais que atinjam áreas de proteção da União”, destaca Leonardo Rafaini, delegado da Polícia Federal. O nome dessa operação é “Matáá”, que significa fogo no idioma de uma tribo indígena do Pantanal.

A investigação começou com a análise de imagens de satélites da Nasa. Um dos exemplos: no dia 30 de junho, aparece um primeiro foco de incêndio em uma fazenda. “A única causa natural para os incêndios florestais são as descargas elétricas atmosféricas, os raios”, afirma Alexandre Martins Pereira – analista ambiental do Prevfogo-Ibama. Em 30 de junho, não houve raios e o incêndio só pode ter sido provocado pelo homem. No dia seguinte, surgem outros focos, inclusive na fazenda vizinha. O incêndio cresce muito, como mostram as imagens. Situação parecida se repetiu em outras duas fazendas. E os focos começaram em datas próximas, no mês de julho – o que chamou ainda mais a atenção dos policiais.

No caso das quatro fazendas do Pantanal, o passo seguinte da investigação foi checar se as informações da Nasa batiam com as do banco de dados do Inpe, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. “É possível identificar a origem, o local dos focos e onde houve o provável início dos incêndios”, diz o delegado.

O resultado do Inpe: as queimadas começaram mesmo dentro das quatro fazendas e se espalharam, reforçando a suspeita de incêndio proposital. Depois, policiais seguiram as coordenadas dos satélites, filmaram – e fotografaram – o que sobrou do incêndio nas fazendas. Segundo a Polícia Federal, a devastação passou dos limites das fazendas e atingiu uma área total de cerca de 33 mil hectares, incluindo áreas de preservação permanente. A principal suspeita é que, nesse caso, houve o uso indevido do fogo para limpeza das pastagens.

Esse ano, já queimaram quase 3 milhões de hectares no Pantanal. E muitos focos começam por causa de uma prática comum, nem sempre autorizada pelos órgãos ambientais: atear fogo na pastagem para renovar o pasto. Depois da queima, com a primeira chuva, o capim rebrota vigoroso para engordar o gado. O problema é que com a seca e o vento, as chamas se alastram por fazendas vizinhas, atingem reservas ambientais, matam animais silvestres e devastam a vegetação nativa.

Uma das quatro fazendas investigadas pela Polícia Federal se chama Bonsucesso. Ainda havia focos de incêndio quando os agentes sobrevoaram o lugar, no mês passado.

O dono da Bonsucesso é o pecuarista Ivanildo Miranda. Ele é acusado de participar de escândalos recentes em Mato Grosso do Sul e aceitou fazer delação premiada. Ivanildo é réu em um processo de corrupção envolvendo políticos e empresários. O advogado dele, Newley Amarilla, falou sobre a investigação dos incêndios no Pantanal: “O senhor Ivanildo, meu cliente, não ateou fogo, nem mandou atear fogo em lugar nenhum”. O advogado não sabe dizer como o fogo começou: “Queimou cerca de 500 a 700 hectares. Não é possível até agora medir, embora o fogo já tenha sido extinto”.

Esta semana, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão nas fazendas. O inquérito ainda está em andamento. A pena pode chegar a mais de 15 anos de prisão por danos ao Pantanal.

Fonte: G1
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ACORDO ENTRE ISRAEL E ÁRABES PODE ESTAR ABRINDO UM CAMINHO DE PAZ NO ORIENTE MÉDIO

 

Paz com Kosovo gera expectativa de amplo acordo entre Israel e árabes

Negociador americano, Jared Kushner, afirmou acreditar que há totais condições de Israel ser reconhecido pelos 22 países da região

INTERNACIONAL

Eugenio Goussinsky, do R7

Enviado dos EUA se reuniu com autoridades

Pandemia, conflitos ideológicos, atos racistas e recrudescimento do antissemitismo em alguns locais. O ano de 2020 desenhava-se como um dos mais difíceis dos últimos tempos. Mas algo inimaginável começou a se consolidar no segundo semestre, como um aceno de esperança em dias melhores.

Apesar de todas as dificuldades, os últimos dias têm mostrado que um caminho de paz finalmente pode estar se abrindo no turbulento Oriente Médio.

Um passo para isso foi a assinatura de um acordo entre Israel e Emirados Árabes.

Outro, foi a abertura de relações diplomáticas entre Israel e Kosovo, cuja população é de maioria islâmic (cerca de 92%).

Dois acordos em menos de um mês, após longos anos. Tais iniciativas geram expectativas para uma conciliação de Israel com todos os 22 países árabes em um futuro próximo.

No último dia 31 de agosto, em conversa com com a agência de notícias dos Emirados Árabes Unidos, WAM , o negociador americano, Jared Kushner, afirmou acreditar que há totais condições de Israel ser reconhecido pelos 22 países da região.

Ele acabara de se reunir com o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos), Anwar Mohammed Gargash e com o conselheiro de Segurança Nacional israelense, Meir Ben-Shabbat. E quando perguntado sobre as chances de isso acontecer um dia, o americano foi direto.

“100 por cento”, afirmou. E completou.

“Acredito que seja lógico para eles (países árabes) fazerem isso e acredito que seja a coisa certa a fazer ao longo do tempo”.

Kushner é genro do presidente Donald Trump e conselheiro sênior da Casa Branca.

Na ocasião, ele antecipou que mais um país de origem muçulmana iria assinar um acordo com Israel, na semana seguinte.

Foi o que aconteceu. Israel assinou um novo acordo, este com Kosovo, uma região predominantemente islâmica, que fazia parte da antiga Iugoslávia e que obteve sua independência.

Em 2008, Kosovo declarou sua independência em relação à Sérvia e é reconhecido como país por nações como  os Estados Unidos, França, Alemanha, Dinamarca e Turquia.

Assim como a Sérvia, que já mantinha laços diplomáticos com Israel, Kosovo também reconheceu Jerusalém como capital israelense.

Paz duradoura

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gabi Ashkenazi, afirmou em nota que essa convergência de iniciativas pode ajudar em um entendimento entre Sérvia e Kosovo, cuja independência não é reconhecida pelo país báltico.

“Vemos a decisão da Sérvia e do Kosovo de estabelecer embaixadas em Jerusalém como um passo simbólico para a promoção da paz entre esses países. A cidade de Jerusalém, a capital eterna do Estado de Israel, constituirá uma ponte de paz para o mundo inteiro. Peço a outros países que sigam seus passos e mudem suas embaixadas para Jerusalém, a capital de Israel.”

A possibilidade de uma paz duradoura pode ser ainda mais atraente pelo fato desta união, amparada em um grande bloco de nações árabes, ter tudo para ajudar a solucionar boa parte da questão palestina e isolar grupos considerados terroristas, como o Hezbollah, e países reticentes a um diálogo com Israel, como o Irã.

Não, não se trata de um devaneio otimista e ingênuo. Muitos contextos foram modificados em função de questões estratégicas e financeiras. Elas têm impulsionado esses novos tempos, também em função da crise econômica gerada pela pandemia. E da redução, ainda que incipiente, da importância do petróleo, principal recursos dos países na região.

Os Estados Unidos, aliados de Israel, então, aproveitaram a importância e o fato de terem inclusive ultrapassado a Arábia Saudita como maiores produtores de petróleo no mundo, para barganhar com várias nações.

Intercâmbio comercial

Some-se a isso, a vasta gama de produtos que são comercializados pelo país, inclusive armamentos. Temerosa em relação à ameaça iraniana, a Arábia Saudita, por exemplo, busca na segurança militar uma forma de não perder sua influência regional.

Um fator decisivo que levou Israel a se aproximar de acordos de paz com os árabes foi a inclusão do país, após sofrer muitas pressões e não ser aceito por muitos anos, como membro da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), em maio de 2010. Pode-se ver hoje que aquele momento, além da questão comercial, foi uma vitória diplomática.

Já um intercâmbio com Israel também seria vantajoso do ponto de vista comercial para muitos países árabes. A tecnologia israelense em gestão de água se encaixa aos planos dos governos destas nações, em geral localizadas em regiões desérticas.

Além disso, haveria intercâmbio comercial de máquinas e equipamentos, softwares, cibertecnologia, diamantes lapidados, técnicas de novas matizes energéticas, produtos agrícolas, produtos químicos, têxteis e até mesmo de petróleo.

Fonte: R7

 

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