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SEEC-RN EMITIU COMUNICADO ORIENTANDO DIRETORES À SUSPENSÃO DAS AULAS EM ALGUMAS CIDADES COM ÁREAS CONSIDERADAS DE RISCOS

Secretaria Estadual de Educação orienta para suspensão das aulas

04 jul 2022

A Secretaria Estadual de Educação emitiu comunicado orientando para suspensão das aulas.

Veja a nota na íntegra:

A Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC-RN) orienta aos diretores das Diretorias Regionais de Educação e Cultura (DIREC), principalmente de Natal, Parnamirim, Ceará-Mirim que suspendam as atividades nas escolas, nesta segunda-feira, 04 de julho, em especial naquelas localidades consideradas de risco, nos diversos municípios atingidos pelas fortes chuvas no dia de hoje (3), em toda região litorânea.

Aconselha, também, que sejam feitas vistorias nas escolas que sofreram algum alagamento, antes da retomada das atividades com estudantes e profissionais das equipes docente e pedagógica, como medida de segurança.

A SEEC coloca-se à disposição para colaborar em qualquer emergência, solicitando a compreensão nesse momento de calamidade para o povo potiguar.

Em caso de emergência, a gestão escolar deve ligar para a Defesa Civil (190 ou 156) ou para o Corpo de Bombeiros (193).

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RISCOS DE COMPLICAÇÕES DO GLAUCOMA SERÃO REDUZIDOS SE DIAGNOSTICADOS PRECOCEMENTE

Diagnóstico precoce do glaucoma reduz riscos de complicações; saiba os sintomas

Número de pessoas com a doença ocular relacionada à idade deve chegar a 95,4 milhões em 2030, diz OMS

Lucas Rocha

da CNN

em São Paulo

OMS alerta que o envelhecimento da população vai afetar significativamente o número de indivíduos com doenças ocularesOMS alerta que o envelhecimento da população vai afetar significativamente o número de indivíduos com doenças ocularesFG Trade/Getty Images

No Brasil, a estimativa é de que mais de 35 milhões de pessoas tenham algum problema que cause dificuldade para enxergar. Entre esses casos, pelo menos 900 mil têm o diagnóstico de glaucoma, de acordo com o Ministério da Saúde.

A doença provoca o aumento da pressão interna do olho com alteração irregular no fluxo de sangue, que pode afetar a visão e levar à cegueira permanente.

Um relatório publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019 apontou que cerca de 64 milhões de pessoas em todo o mundo tinham glaucoma na ocasião, sendo que 6,9 milhões de casos (10,9%) são resultado de formas graves da doença, como dificuldade de visão ao longe em grau moderado ou grave e cegueira.

Neste 26 de maio, o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma alerta para a importância do diagnóstico precoce. A doença não tem cura, mas pode ser controlada com tratamento contínuo.

O glaucoma ocorre quando a pressão elevada no interior do olho passa a danificar as fibras nervosas do nervo óptico com o passar dos anos. O médico oftalmologista Gustavo Bonfadini explica que a condição está associada à diminuição do escoamento de um líquido que circula continuamente no olho humano. A redução no fluxo leva a um acúmulo no órgão que provoca o aumento da pressão intraocular.

“Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de evitar a perda da visão. A melhor maneira de prevenir é consultar um médico oftalmologista”, diz Bonfadini.

Na maior parte dos casos, o glaucoma não tem uma causa definida. O médico oftalmologista Emerson Fernandes de Sousa e Castro, do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, explica que, em geral, a doença se desenvolve a partir dos 40 anos de idade.

“Existem alguns fatores de risco. Pessoas de origem afrodescendente, com miopia ou com familiares que tenham a doença têm mais risco de desenvolvê-la, mas o grande fator de risco é a idade. Passou dos 40 anos, há mais chance”, afirma Castro.

Segundo o médico, o glaucoma também pode ser causado por fatores secundários como complicações associadas ao diabetes, acidentes e trauma ocular.

Quais são os sintomas da doença?

O glaucoma pode ser uma doença silenciosa, que se desenvolve durante meses ou anos sem apresentar sinais.

“Como o glaucoma, na maioria de suas formas, não apresenta sintomas em estágios iniciais, pois a perda de visão se instala preferencialmente na periferia do campo visual e, geralmente, as pessoas somente procuram tratamento quando já há perda de visão. Isso pode significar que o número de pessoas com glaucoma é muito maior do que aqueles já com perda de visão estabelecida”, diz Roberto Pedrosa Galvão Filho, diretor médico do Instituto de Olhos do Recife e presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG).

De acordo com a SBG, 80% dos casos não apresentam sintomas no início da doença. Na ausência do tratamento, o paciente começa a perder a visão periférica. Quando o indivíduo olha para a frente, enxerga nitidamente os objetos que estão distantes, porém, não vê o que está nas laterais. Nos estágios mais avançados, a visão central também é atingida e o glaucoma pode evoluir para a cegueira.

Quando os sintomas surgem, as pessoas começam a esbarrar nas coisas como um sinal da perda da visão periférica.

O Ministério da Saúde recomenda consulta ao médico oftalmologista pelo menos uma vez ao ano para avaliações completas da visão. Os exames para o diagnóstico, que avaliam a estrutura dos olhos, o campo de visão e o nível de pressão ocular, são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O glaucoma é uma doença crônica que não tem cura. No entanto, na maioria dos casos ela pode ser controlada a partir do tratamento adequado e contínuo. Os especialistas alertam que o diagnóstico precoce reduz os riscos de complicações, incluindo a perda da visão. O tratamento pode ser feito com colírios, uso de laser ou cirurgia.

“Como o glaucoma é lento, na maioria das vezes, um exame anual a partir dos 40 anos previne a imensa dos casos e, mesmo que a pessoa desenvolva a doença, o tratamento vai muito bem. Diferentemente da catarata, o tratamento não tem como melhorar, apenas controlar”, afirma o médico.

Aumento das doenças oculares

A OMS alerta que o envelhecimento da população vai afetar significativamente o número de indivíduos com doenças oculares. Até 2030, a quantidade de pessoas em todo o mundo com 60 anos ou mais deve aumentar de 962 milhões (em 2017) para 1,4 bilhões, enquanto o número de pessoas com mais de 80 anos aumentará de 137 milhões (2017) para 202 milhões.

Essas mudanças populacionais, segundo a OMS, levarão a um aumento considerável no número de pessoas com deficiência visual decorrente de doenças oculares graves. As projeções indicam que, até 2030, o número de pessoas com glaucoma relacionado à idade deve aumentar 1,3 vezes, saltando de 76 milhões, em 2020, para 95,4 milhões em 2030.

Além do envelhecimento, mudanças no estilo de vida também podem contribuir para o aumento das doenças que afetam os olhos. A redução do tempo dedicado a atividades ao ar livre, aumento das tarefas que exigem a focagem de perto, como o uso de telas, e o aumento das taxas de urbanização podem contribuir para um aumento significativo nos casos de miopia em escala global.

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CHUVAS INTENSAS EM NATAL DEIXAM DEFESA CIVIL EM ALERTA

Defesa Civil de Natal monitora pontos de riscos após alerta de chuvas intensas

Redação/Portal da Tropical

 Atualizado em:

População deve ter atenção aos riscos e ligar para o 190 | Foto: cedida

A Defesa Civil de Natal passa a monitorar áreas de riscos com equipe de plantão 24 horas, diariamente, para atendimento de ocorrências, monitoramentos e trabalhos preventivos após alerta de ocorrência de chuvas mais intensas.

De acordo com a Defesa civil, as equipes redobraram as atenções, tendo vistoriado as principais lagoas de captação da cidade. Na ocasião constatou-se que todas estavam com seus equipamentos funcionando normalmente com níveis de água entre baixo e médio. Informaram também que, após a emissão destes alertas pelos órgãos de monitoramento climático, o trabalho é intensificado, visando prevenir danos à população. Durante a noite desta segunda-feira (23), foi acrescentada uma equipe extra ao plantão, porém não foi registrado nenhum chamado do Centro de Operações de Segurança Pública – CIOSP.

A Defesa Civil informa que continuará atenta e orienta a população a observar os eventuais sinais de risco no seu entorno: nas áreas de morro ou encosta, observar sinais de afundamento de piso, fissuras ou rachaduras nas paredes, inclinação de postes; nas áreas de alagamento observar os níveis de água nas lagoas de captação, presença de lixo ou entupimento de bueiros, e, sempre que identificada qualquer situação de risco, acionar imediatamente a Defesa Civil através do Ciosp, ligando para o 190, e fazer o registro da situação.

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ESPECIALISTAS APONTAM QUE O USO EM EXCESSO DE TELAS PODE SER NOCIVO PRINCIPALMENTE PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

CNN Sinais Vitais discute riscos à saúde do uso em excesso da tecnologia digital

Especialistas apontam que o uso exagerado das ferramentas pode ser nocivo principalmente para crianças e adolescentes

Lucas RochaAdriana FariasFabiana Lopesda CNNem São Paulo06/05/2022 às 04:30

 

Estudar, trabalhar, comprar, fazer amigos e até mesmo namorar. Estas são apenas algumas das inúmeras possibilidades do uso das tecnologias digitais atualmente. Mas qual o limite entre o uso moderado e inteligente e aquele que pode ser prejudicial à saúde?

CNN Sinais Vitais desta semana faz um mergulho no universo digital com o objetivo de responder a esta pergunta. Especialistas apontam que o uso em excesso das ferramentas pode ser nocivo principalmente para crianças e adolescentes.

O programa, apresentado pelo cardiologista Roberto Kalil, vai ao ar neste domingo (8), às 19h30, reforçando o conteúdo diversificado com a marca CNN Soft.

“Na primeira infância, um estudo mostra que, no Brasil, entre 4 e 5 anos, 89% das crianças são expostas excessivamente às telas”, diz Machado. “Quando nós inclinamos a cabeça para frente, o peso que seria sustentado por cinco quilos passa a pesar 27 quilos. Quando eu inclino a cabeça para frente, crio uma pressão na cervical e nos ombros equivalente a carregar uma criança de oito anos de idade de cavalinho”, complementa Nabuco.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o tempo recomendado de uso diário de telas varia de acordo com a idade, sendo restrita a utilização por crianças menores de dois anos (veja quadro abaixo).

 Arte/CNN

No episódio, a médica Evelyn Eisenstein, coordenadora da rede “Esse mundo digital” e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, fala sobre o prejuízo de desenvolvimento da fala e da linguagem nas crianças menores de 3 anos que têm acesso às tecnologias digitais.

“Nos últimos anos, especialmente durante a pandemia, mais crianças entraram no mundo digital. Até 98% dos adolescentes do Brasil acessam smartphones ou notebooks”, diz.

O neurocientista e pesquisador francês especializado em neurociência cognitiva, Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”, alerta sobre o uso das tecnologias por crianças e adolescentes.

“O cérebro da criança é feito para processar interações humanas, não para processar telas ou qualquer outra coisa”. E, embasado em pesquisas, ele vai além: “Essa vai ser a primeira geração que o QI será mais baixo que a geração anterior”, alerta.

Morgana Secco, mãe da bebê Alice, que ficou conhecida mundialmente por conseguir falar palavras difíceis com tão pouca idade, conta que a filha nunca teve contato com telas de computadores ou celulares, aprendendo apenas com interações humanas.

Anna Lucia Spear King, coordenadora do laboratório Delete Detox Digital e Uso Consciente de Tecnologias do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica o porquê de muitas crianças e adolescentes gastarem tanto tempo jogando online.

“O uso de jogos libera no cérebro dopamina, serotonina, endorfina, substâncias químicas que nos dão muito prazer e o cérebro aprende rápido, por isso as pessoas se viciam. É a mesma linha do álcool e da droga, que liberam as mesmas coisas, o mesmo processo de recompensa no cérebro”, afirma.

O gaúcho Brayan Loss, 30, profissional da área de informática, chegava a passar 18 horas por dia conectado. Isolado, sem contato com outras pessoas, desenvolveu gastrite porque passou a tomar muita cafeína para aguentar a maratona. Isolado em um mundo paralelo, ele precisou buscar ajuda especializada.

Alunos de diferentes idades de uma escola de São Paulo foram convidados pelo programa para participar de uma roda de conversa sobre o uso de dispositivos digitais. Todos contaram que batalharam bastante para ganhar um celular próprio dos pais.

“Esse autocontrole depende muito dos pais e da escola, o livro te traz um espaço muito grande para fantasia, criatividade, raciocínio. Na ferramenta digital, as coisas acontecem em uma velocidade que você fica escravo dela”, diz o médico Roberto Lent, professor emérito da UFRJ e pesquisador do Instituto D’or de Pesquisa e Ensino.

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SAÚDE: SEGUNDO PESQUISA, PESSOAS COM TRANSTORNOS DE HUMOR SÃO MAIS PROPENSAS A DESENVOLVER DOENÇAS CRÔNICAS

Ter ansiedade ou depressão aumenta o risco de desenvolver doenças crônicas, diz estudo

Pesquisa analisou mais de 40 mil adultos nos EUA; pessoas diagnosticadas com esses transtornos tiveram problemas como asma, hipertensão ou cânceres ao longo da vida

Megan Marples

da CNN

Casos de depressão e ansiedade tiveram picos durante a pandemia
Casos de depressão e ansiedade tiveram picos durante a pandemiaPexels

 

Mulheres de todas as idades e homens mais jovens com certos transtornos de humor são mais propensos a desenvolver certas doenças crônicas, de acordo com uma nova pesquisa.

Pesquisadores de um estudo retrospectivo publicado na revista JAMA Network Open analisaram dados de saúde de 40.360 adultos do Condado de Olmsted, em Minnesota, do sistema de conexão de registros médicos do Rochester Epidemiology Project. Este banco de dados coleta informações médicas contínuas de pessoas que vivem no condado.

A equipe de pesquisa dividiu os adultos em três faixas etárias por sexo: 20, 40 e 60 anos. Cada participante foi classificado com base em se eles comemoraram os aniversários dessas idades entre 2005 e 2014. O estudo também incluiu um acompanhamento em 31 de dezembro de 2017.

Mulheres em todas as três faixas etárias e homens na faixa dos 20 anos que tinham depressão e ansiedade, ou só depressão tinham um risco significativamente maior de desenvolver uma condição crônica, em comparação com participantes sem ansiedade ou depressão.

Algumas das 15 condições crônicas observadas no estudo incluíram hipertensãoasma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e a maioria dos cânceres.

“Nós tendemos a pensar nos jovens como vitais, em forma e saudáveis. Também tendemos a pensar que as condições médicas crônicas afetam apenas as pessoas mais velhas. Infelizmente, para as pessoas que sofrem de doenças mentais, a realidade pode ser bem diferente”, disse Jasmin Wertz, professor de psicologia na Escola de Filosofia, Psicologia e Ciências da Linguagem da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, que não esteve envolvido no estudo.

De todas as mulheres do estudo, as mulheres na faixa dos 20 anos eram mais propensas a desenvolver doenças crônicas se tivessem ansiedade e depressão, com um aumento de mais de 61% no risco em comparação com participantes sem nenhum transtorno mental.

As mulheres na faixa dos 60 anos eram menos propensas se tivessem apenas ansiedade, com um aumento de mais de 5% no risco em comparação com participantes sem ansiedade nem depressão.

Dos homens do estudo, aqueles com ansiedade e depressão no grupo de 20 anos eram mais propensos a desenvolver uma condição crônica, com um aumento de risco de quase 72% em comparação com o grupo controle, e os homens com ansiedade no grupo de 60 anos eram menos provavelmente com uma redução de mais de 8% no risco.

Possíveis explicações para as disparidades

A equipe de pesquisa não conseguiu determinar por que as mulheres eram mais propensas a serem afetadas do que os homens, mas existem algumas hipóteses possíveis, disse o autor do estudo, William Bobo, professor de psiquiatria e presidente e consultor do departamento de psiquiatria e psicologia da Mayo Clínica em Jacksonville, Flórida.

Existem diferenças sexuais na frequência de transtornos depressivos e de ansiedade diagnosticados e isso pode ter desempenhado um papel”, disse ele.

As mulheres são mais propensas a serem diagnosticadas com transtorno de ansiedade do que os homens e duas vezes mais propensas a serem diagnosticadas com depressão, de acordo com a Clínica Mayo.

Fatores hormonais, biológicos e psicológicos também podem desempenhar um papel, acrescentou Bobo.

Os participantes com ansiedade e depressão também foram afetados por várias condições crônicas, não apenas uma ou duas, disse Wertz.

Mais pessoas podem ser afetadas

O estudo não incluiu doenças crônicas que as pessoas já tinham quando entraram no estudo, e sim analisou os dados coletados em cada marco, disse Kyle Bourassa, pesquisador avançado do Centro de Pesquisa, Educação e Clínica em Geriatria do Durham VA Health Care System em Carolina do Norte. Ele não participou do estudo.

Alguém que está na faixa etária de 60 anos pode ter tido ansiedade e/ou depressão durante a maior parte de sua vida e já desenvolveu doenças crônicas aos 60 anos por causa disso, explicou.

“Esta foi uma boa decisão para ser cauteloso com as estimativas do estudo, mas também pode resultar em subestimar o efeito entre os idosos estudados aqui”, disse Bourassa.

Mais de 86% dos participantes eram brancos, o que é outro fator limitante, segundo Wertz.

Existem grandes disparidades raciais e étnicas na saúde mental e física porque as pessoas que vêm dessas minorias muitas vezes não têm acesso a cuidados de saúde de qualidade, disse ela.

Isso significa que pessoas com origens de minorias raciais e étnicas podem ter uma maior associação entre ansiedade e depressão, o que pode se traduzir em um risco maior de desenvolver condições crônicas do que o relatado, explicou Wertz.

Como diminuir seu risco

Existem tratamentos comportamentais e farmacológicos para ansiedade e depressão, que demonstraram melhorar o bem-estar do paciente, disse Bourassa.

As descobertas feitas a partir deste estudo sugerem que esses tratamentos também podem melhorar a saúde física, especialmente quando as pessoas são mais jovens, disse ele.

Incluir atividade físicameditação consciente e sono em sua rotina diária também demonstrou diminuir a ansiedade e a depressão, de acordo com Bourassa.

Além dessas atividades, evitar fumar e beber muito pode ajudar a diminuir o risco de desenvolver uma condição crônica, disse ele.

Se você sentir que pode ter ansiedade ou depressão, converse com seu médico ou terapeuta para criar um plano de tratamento, disse Wertz. A Aliança Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos também tem uma linha de apoio, acrescentou ela.

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FRENTE FRIA DEVE CAUSAR CHUVAS E RECORDES DE FRIO EM VÁRIAS REGIÕES DO BRASIL

Por g1

 

Movimentação no Viaduto do Chá em São Paulo (SP), onde pedestres tentam se proteger do calor nesta terça-feira , 29 de março de 2022 — Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Movimentação no Viaduto do Chá em São Paulo (SP), onde pedestres tentam se proteger do calor nesta terça-feira , 29 de março de 2022 — Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Uma nova frente fria e uma massa de ar polar avançam pelo Brasil no decorrer desta semana e devem causar chuva e recordes de frio em várias regiões, a começar pelo Sul, e também nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, de acordo com o serviço de meteorologia Climatempo.

A frente fria chegou já nesta terça-feira (29), mas se espalha com mais força a partir desta quarta-feira (30), quando há chance de chuva forte. Já o frio deve avançar pelo interior do continente, alcançar o Norte da Argentina, o Sul da Bolívia e o Paraguai.

“É justamente este tipo de trajetória que faz com que o ar frio entre facilmente sobre o interior da Região Sul, em áreas de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e até de Rondônia e do Acre”, analisa o Climatempo.

Assim, o mês de março deve terminar com queda nas temperaturas no Centro-Sul do país, com recordes para o ano em várias regiões. Nas capitais Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Campo Grande e Cuiabá, isso deverá ocorrer entre a madrugada e/ou da tarde na quinta-feira (31) ou na sexta-feira (1º).

Em Porto Alegre, a previsão é de 14ºC já na quarta-feira.

“É alto o risco de temporais no deslocamento da frente fria pelo Sul do Brasil. Fortes a intensas áreas de instabilidade devem se formar entre o final desta terça e as primeiras horas da quarta-feira no Oeste e no Sul gaúcho. Estas áreas de instabilidade, então, vão avançar muito rapidamente para as demais regiões gaúchas entre a madrugada e o período da manhã. No decorrer do dia, atingem Santa Catarina e o Paraná”, complementou o serviço de meteorologia MetSul.

Veja abaixo os dias mais frios até o momento em 2022, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet):

  • Porto Alegre: 14,9°C (20 de março); 20,9°C (12 de março)
  • Florianópolis: 17,4°C (18 de fevereiro); 22,2°C (20 de março)
  • Curitiba: 12,9°C (17 de fevereiro); 19,0°C (20 de março)
  • São Paulo: 15,7°C (21 de março); 20,8°C (8 de janeiro)
  • Campo Grande: 19,7°C (18 de fevereiro); 26,9°C (24 de março)
  • Cuiabá: 21,8°C (13 de maro); 29,1°C (28 de janeiro)

Além disso, segundo o Climatempo, uma “situação pouco comum poderá ser observada”.

O frio deverá avançar antecipadamente nos estados de Rondônia e Acre, com previsão de recordes de baixas temperaturas para Rio Branco e Porto Velho na sexta-feira.

Veja a previsão para as capitais nesta quarta-feira (30):

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MINISTÉRIO DA SAÚDE ALERTA PARA OS FATORES DE RISCOS CAUSADOS PELO DIABETES E HIPERTENSÃO

Entenda as complicações do diabetes, um dos principais fatores de risco à saúde no país

Aumento da glicose no sangue pode causar danos aos olhos, rins e nervos, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares

Lucas Rocha

da CNN

em São Paulo

O diabetes e a hipertensão são os maiores fatores de risco à saúde no Brasil. O alerta foi feito pelo Ministério da Saúde, na terça-feira (22), com base em resultados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel).

A publicação do Ministério da Saúde apresenta estimativas sobre a frequência e distribuição sociodemográfica de doenças nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, entre 2006 e 2020.

Além de apresentar indicadores relacionados às doenças e à autoavaliação de saúde, o levantamento permite a implementação e o acompanhamento de políticas públicas para a redução e o controle das doenças crônicas não transmissíveis.

Na edição desta quarta-feira (23) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou quais são as principais complicações associadas ao diabetes.

A doença é causada por uma insuficiência na produção de insulina pelo pâncreas ou pela dificuldade de uso da insulina produzida pelo corpo.

“Nós temos um órgão dentro da cavidade abdominal chamado pâncreas, que tem a função de produzir um hormônio chamado insulina. Nas células, a insulina influencia a entrada da glicose. Então, você come, ingere os nutrientes que são absorvidos no aparelho digestivo, e na corrente sanguínea você tem a glicose, que entra dentro das diversas células do corpo através do trabalho desse hormônio”, explica Gomes.

O aumento da glicose no sangue pode causar danos aos olhos, rins e nervos, além de aumentar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e os derrames vasculares.

“O diabetes não tratado a longo prazo pode causar malefícios para o corpo, como problemas na retina, problemas relacionados ao coração e ao cérebro. Em longo prazo, até amputações podem acontecer”, disse.

Um dos valores de referência que indica o desenvolvimento da doença é o resultado do teste de hemoglobina glicada, capaz de medir os níveis de açúcares no sangue também chamado de índice glicêmico.

“A taxa normal de hemoglobina glicada é de até 5,7% da hemoglobina total, a molécula que carrega oxigênio no sangue. Valores entre 5,7% e 6,5% o indivíduo é considerado com pré-diabetes. Acima de 6,5% é considerado um quadro de diabetes”, explica Domingos Malerbi, presidente do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Diferentes tipos de diabetes

O diabetes é classificado em diferentes tipos (1 e 2), de acordo com a forma de apresentação da doença.

O mais comum é o tipo 2, que compreende cerca de 90 a 95% dos casos. A doença é caracterizada pela má absorção da insulina produzida pelo pâncreas, o que leva a uma dificuldade para manter o açúcar no sangue em níveis normais.

O desenvolvimento da diabetes tipo 1 está relacionado à destruição permanente da maior parte das células do pâncreas que produzem a insulina pelo próprio sistema imunológico do paciente. Quando isso acontece, o órgão passa a produzir pouca ou nenhuma insulina. Em geral, o tipo 1 atinge crianças, adolescentes e jovens adultos.

Como prevenir o diabetes

Assim como no caso da hipertensão, fatores comportamentais têm importante papel no surgimento do diabetes. O neurocirurgião Fernando Gomes alerta que a adoção de hábitos saudáveis pode ajudar a prevenir a doença.

Comer diariamente verduras e legumes, reduzir o consumo de sal, açúcar e gorduras, parar de fumar, manter o peso controlado e praticar exercícios físicos regularmente são as formas mais eficazes de se combater a doença.

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SAIBA COMO SE PROTEGER DOS FATORES QUE AUMENTAM OS RISCOS DE PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS NO OUTONO

Por Mariana Garcia, g1

 

Fatores típicos da estação como o ar mais seco e a poluição podem prejudicar o desempenho das defesas naturais do nosso sistema respiratório. — Foto: IlustraçãoFatores típicos da estação como o ar mais seco e a poluição podem prejudicar o desempenho das defesas naturais do nosso sistema respiratório. — Foto: Ilustração

outono começou no domingo (20) e fatores típicos da estação, como o ar mais seco e a poluição, podem prejudicar o desempenho das defesas naturais do nosso sistema respiratório.

“O tempo frio e seco, habitual do outono e do inverno, leva a um ressecamento das vias aéreas, o que aumenta a dificuldade de formar o muco de forma adequada. Isso diminui a capacidade de defesa da via contra microrganismos”, explica o pneumologista Frederico Fernandes, diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.

As infecções mais comuns no outono são as virais, como gripe e resfriado. “Em geral, esses vírus circulam mais a partir de abril, maio, com uma grande incidência de influenza (gripe) no final de maio e começo de junho. Começa no outono e se estende até o inverno”, diz Fernandes.

O pneumologista acredita que, com a flexibilização das máscaras, essas infecções virais aumentarão em 2022. Por isso, é essencial que pessoas com sintomas de infecção respiratória continuem se protegendo e, por consequência, protegendo o próximo.

Infecção bacteriana

Outro tipo de infecção frequente é a bacteriana: amigdalite, faringite, sinusite e pneumonia.

“Se uma virose respiratória começa a ficar mais arrastada, não melhora depois de três dias, ela pode ter se transformado em bacteriana. É preciso atenção caso os sintomas se prolonguem“, alerta o pneumologista.

Os sinais de alerta são: febre alta persistente, queda no estado geral de saúde (como a falta de apetite), dificuldade para respirar ou respiração trabalhosa e sintomas que não melhorar a partir do terceiro dia.

Já as manifestações alérgicas mais comuns são a rinite, asma e bronquite. Alguns gatilhos frequentes da estação são: mudanças de temperatura, baixa umidade do ar, mofo, poeira, ácaros.

Dicas para prevenir os problemas respiratórios

Apesar de não ser possível prevenir algumas formas de infecção, algumas atitudes podem reduzir a chance de contágio:

  • Lavar as mãos frequentemente
  • Lavar o nariz com soro fisiológico pelo menos três vezes ao dia
  • Manter hábitos saudáveis (boa noite de sono, exercício físico e alimentação balanceada)
  • Tomar bastante líquidos
  • Umidificar o ambiente
  • Estar com as vacinas em dia
  • Evitar ambientes fechados ou mal ventilados
  • Evitar ambientes poluídos
  • Evitar acúmulo de poeira e mofo em casa
  • Evitar cobertores e malhas que soltam pelos
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FLEXIBILIZAÇÃO DE MEDIDAS PROTETIVAS CONTRA COVID-19 AINDA É ARRISCADO, ALERTA FIOCRUZ

Fiocruz alerta sobre riscos da flexibilização de medidas protetivas

Abandono do uso de máscara pode colaborar para o aumento do número de casos, óbitos e internações, por de Covid. Especialistas defendem ainda a aplicação de uma 4ª dose da vacina contra a Covid-19 para idosos a partir dos 70 anos

Isabelle Resende

da CNN

Rio de Janeiro

SP anuncia fim do uso obrigatório de máscaras para proteção contra o coronavírus em locais abertosSP anuncia fim do uso obrigatório de máscaras para proteção contra o coronavírus em locais abertosFoto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Nesta sexta-feira (11), data em que se completam dois anos que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia do novo coronavírus, o novo boletim do Observatório Fiocruz Covid-19 chama atenção para o relaxamento prematuro das medidas protetivas diante do cenário atual.

Segundo os pesquisadores do Observatório, responsáveis pelo boletim, é necessário ter prudência na adoção de qualquer medida de flexibilização, tanto pelo possível impacto do Carnaval e o potencial aumento de casos e internação, como pela “vacinação que avançou bastante, mas precisa ir além”.

Os pesquisadores defendem ainda a aplicação de uma 4ª dose da vacina contra a Covid-19 para idosos a partir dos 70 anos.

“Flexibilizar medidas como o distanciamento físico ou o abandono do uso de máscaras de forma irrestrita colabora para um possível aumento de casos, internações e óbitos, e não nos protege de uma nova onda”, afirmam os pesquisadores. Outra questão ressaltada é a do distanciamento físico, que voltou ao centro da atenção no momento atual, posterior ao feriado de carnaval.

“O aumento de casos, mesmo entre vacinados, aumenta a demanda de hospitalizações e possivelmente os óbitos. Atualmente, o ideal é voltarmos ao padrão do início da pandemia, quando recomendávamos fortemente o uso de máscaras, higienização de mãos e evitar as aglomerações”, explicam.

O boletim destaca que, durante a onda da Ômicron, os países que tinham maiores parcelas da população com dose de reforço apresentaram uma redução substancial das hospitalizações, mesmo com alta no número de casos de Covid-19.

Além disso, estratégias de saúde pública que ampliem a cobertura e vacinação também são necessárias – tais como o passaporte de vacinas nos locais de trabalho e ambientes fechados, combinado com o uso de máscaras nos locais em que não há um controle do total de vacinados ou em situações que envolvem grande concentração de pessoas.

Com metade dos óbitos ocorrendo em pessoas com no mínimo 78 anos, que possuem maior vulnerabilidade às formas graves e fatais da Covid-19, os pesquisadores defendem ainda a necessidade de aplicação de uma 4ª dose neste grupo, seis meses após a aplicação da dose de reforço.

Ao mesmo tempo em que casos graves são mais concentrados nas idades mais avançadas, cresce a contribuição de grupos mais jovens, principalmente de crianças, no quantitativo total de número de casos, como aponta o Boletim.

“A maior vulnerabilidade das crianças, provocada principalmente pela baixa adesão deste grupo à vacinação, compromete igualmente o grupo que se encontra no extremo oposto da pirâmide etária”, pontuam.

Casos e óbitos por Covid-19

Os dados referentes às duas últimas semanas epidemiológicas , de 20 de fevereiro a 5 de março, confirmam a tendência de queda nos indicadores de incidência e mortalidade por Covid-19.

O documento aponta que houve um decréscimo de 48% em relação aos casos diários das duas semanas anteriores (de 6 a 19 de fevereiro) e uma redução de 33% no número de óbitos por Covid-19 no mesmo período.

Entretanto, esses resultados ainda não incluem a avaliação do efeito do carnaval e da flexibilização do uso de máscaras. Houve um ligeiro aumento da taxa de letalidade nas últimas semanas, indicando que pode haver uma redução do número de casos, no entanto com maior gravidade entre esses.

Leitos de UTI para Covid-19

Os dados relativos às taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS obtidos entre 7 e 8 de março confirmam a tendência de melhora no indicador verificada nas semanas anteriores. As duas Unidades Federativas que se encontravam na zona crítica (taxas iguais ou superiores a 80%) no dia 21 de fevereiro saíram da zona de alerta (taxas inferiores a 60%). A tendência foi semelhante à que ocorreu em nove Unidades da Federação que estavam em zona de alerta intermediária e passaram a estar fora da zona de alerta.

O único estado que se manteve na zona de alerta foi Santa Catarina, que apresentou um aumento de 19 pontos percentuais, passando de 60% de taxa de ocupação de leitos, em 21 de fevereiro, para 79% em 8 de março.

Em 11 Unidades da Federação, as taxas caíram de forma bastante expressiva, em torno de 20 pontos percentuais ou bem mais: Acre (60% para 40%), Amapá (40% para 24%), Bahia (58 para 31%), Ceará (58% para 36%), Distrito Federal (100% para 56%), Mato Grosso do Sul (82% para 44%), Mato Grosso (63% para 32%), Paraná (67% para 43%), Rio Grande do Norte (49% para 28%), Sergipe (78% para 49%) e Tocantins (65% para 26%).

Entre as capitais com taxas divulgadas, a cidade do Rio de Janeiro pode ser considerada dentro da zona de alerta crítico, com 87% dos seus leitos UTI Covid-19 ocupados para adultos; ou fora da zona de alerta com 4,7% dos leitos ocupados por pacientes com Covid-19 ativa, a depender do indicador utilizado, uma vez que os dados do estado são desagregados.

Quatro capitais encontram-se em alerta intermediário: Salvador (61%), Vitoria (67%), Goiânia (73%) e Porto Alegre (65%). Outras 16 capitais encontram-se fora da zona de alerta: Rio Branco (50%), Maceió (38%), Macapá (18%), Manaus (14%), Fortaleza (54%), Campo Grande (56%), Cuiabá (35%), João Pessoa (33%), Curitiba (46%), Recife (30%), Natal (15%), Porto Velho (39%), Florianópolis (26%), São Paulo (38%) e Palmas (30%). Os dados referentes às capitais Belém (PA), São Luís (MA), Teresina (PI), Boa Vista (RR) e Aracaju (SE) não estavam disponíveis para consulta.

Níveis de atividade e incidência de SRAG no país

As Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) permanecem em tendência de redução do número de casos no país, com uma taxa de incidência avaliada, pela média móvel, em 1,7 casos por 100 mil habitantes, o que é ligeiramente inferior aos valores observados em novembro de 2021, pouco antes do crescimento de ocorrências devido à variante Ômicron.

Os registros de SRAG correspondem a casos graves de infecções por vírus respiratórios que levam à hospitalização ou óbito. Dentre esses registros, predominam os casos de Covid-19 (87,4% dos casos positivos) nas últimas quatro semanas.

Todas as faixas etárias tiveram redução das incidências nas últimas semanas, com exceção das crianças até 11 anos de idade. Os pesquisadores observam que estes casos em crianças também incluem infecções por outros vírus respiratórios e podem estar relacionados ao período de volta às aulas.

No quadro geral, a taxa de incidência se mantém acima de um caso por 100 mil habitantes, o que ainda é considerada alta. “Entretanto, como a tendência é de redução, há uma perspectiva positiva, mas exige a manutenção de esforços para que esta queda continue sustentada por mais semanas. Permanece a importância da vacinação, inclusive com doses de reforço, combinadas com outras medidas de proteção, pelas esferas de governo e pela população”, orientam.

Fonte: CNN

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SAÚDE: SAIBA QUAIS OS RISCOS OFERECIDOS PELO USO DA MELATONINA

Uso de melatonina para dormir está aumentando, mas oferece riscos

Conhecido como hormônio do sono, o composto tem sido associado a dor de cabeça, tontura, náusea, cólicas estomacais e uma série de disfunções

Sandee LaMotte

da CNN*

Foto: Wavebreakmedia_micro/Freepik

Mais e mais adultos estão tomando melatonina — popularmente conhecido como hormônio do sono —sem receita para dormir, e alguns deles podem estar usando em níveis perigosamente altos, descobriu um novo estudo.

Embora o uso geral entre a população adulta dos Estados Unidos ainda seja “relativamente baixo”, a pesquisa “documenta um aumento significativo de no uso de melatonina nos últimos anos”, disse a especialista em sono Rebecca Robbins, instrutora na divisão de sono da Escola de Medicina de Harvard, que não esteve envolvida no estudo.

A pesquisa, publicada nesta terça-feira (01) na revista médica JAMA, descobriu que em 2018 os americanos estavam consumindo mais que o dobro da quantidade de melatonina que utilizavam uma década antes.

Especialistas temem que o impacto negativo no sono, causado pela pandemia, possa ter aumentado ainda mais a dependência generalizada de auxílios para dormir, disse Robbins.

“Tomar soníferos tem sido associado em estudos prospectivos com o desenvolvimento de demência e mortalidade precoce”, disse ela.

A melatonina tem sido associada a dor de cabeça, tontura, náusea, cólicas estomacais, sonolência, confusão ou desorientação, irritabilidade e ansiedade leve, depressão e tremores, bem como pressão arterial anormalmente baixa. Também pode interagir com medicamentos comuns e desencadear alergias.

Embora o uso de curto prazo para jet lag (distúrbio do sono), trabalhadores por turnos e pessoas com problemas para adormecer pareça seguro, a segurança a longo prazo é desconhecida, de acordo com o Centro Nacional de Saúde Complementar e Integrativa (NCCIH) dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA.

Dose maior, pouca regulação

Desde 2006, um pequeno, mas crescente subconjunto de adultos está tomando quantidades de melatonina que excedem em muito a dosagem de 5 miligramas por dia que normalmente é usada como tratamento de curto prazo, segundo o estudo.

No entanto, as pílulas à venda podem conter níveis de melatonina muito mais altos do que o anunciado no rótulo. Ao contrário de medicamentos e alimentos, a melatonina não é totalmente regulamentada pela agência reguladora Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, portanto, não há requisitos federais para que as empresas testem pílulas para ter certeza de que contêm a quantidade de melatonina anunciada.

“Pesquisas anteriores descobriram que o conteúdo de melatonina nesses suplementos não regulamentados e comercialmente disponíveis variou de -83% a +478% do conteúdo rotulado”, disse Robbins, coautora do livro “Durma para o Sucesso” (em tradução livre).

Também não há requisitos para que as empresas testem seus produtos quanto a aditivos ocultos prejudiciais em suplementos de melatonina vendidos em lojas e online. Estudos anteriores também descobriram que 26% dos suplementos de melatonina continham serotonina, “um hormônio que pode ter efeitos nocivos mesmo em níveis relativamente baixos”, de acordo com o NCCIH, departamento dos Institutos Nacionais de Saúde.

“Não podemos ter certeza da pureza da melatonina que está disponível no mercado”, disse Robbins.

Tomar muita serotonina combinando medicamentos como antidepressivos, remédios para enxaqueca e melatonina pode levar a uma reação medicamentosa grave. Sintomas leves incluem calafrios e diarréia, enquanto uma reação mais grave pode levar à rigidez muscular, febre, convulsões e até morte se não for tratada.

É um hormônio, não uma erva

Por ser comprado sem receita, os especialistas dizem que muitas pessoas veem a melatonina como um suplemento de ervas ou vitamina. Na realidade, a melatonina é um hormônio produzido pela glândula pineal, localizada nas profundezas do cérebro, e liberada na corrente sanguínea para regular os ciclos de sono do corpo.

“Há uma visão de que, se for natural, não pode doer”, disse Robbins à CNN em uma entrevista anterior sobre o impacto da melatonina nas crianças. “A verdade é que realmente não sabemos as implicações da melatonina a longo prazo, para adultos ou crianças”.

Outra realidade: estudos descobriram que o uso de melatonina pode ser útil na indução do sono se usado corretamente – tomando pelo menos duas horas antes de dormir – mas o benefício real é pequeno.

“Quando os adultos tomaram melatonina, diminui a quantidade de tempo que levaram para adormecer em quatro a oito minutos”, disse à CNN Cora Collette Breuner, professora do departamento de pediatria do Hospital Infantil de Seattle da Universidade de Washington.

“Então, para alguém que leva horas para adormecer, provavelmente a melhor coisa a fazer é desligar as telas, fazer 20 a 40 minutos de exercício por dia ou não beber nenhum produto com cafeína”, disse Breuner.

“Estas são todas as ferramentas de higiene do sono que funcionam, mas as pessoas hesitam muito em fazê-las. Preferem apenas tomar uma pílula, certo?”

Treinando seu cérebro para dormir

Existem outras dicas de sono comprovadas que funcionam tão bem, se não melhor, do que soníferos, dizem os especialistas. O corpo começa a secretar melatonina no escuro. O que fazemos em nossa cultura moderna? Usamos luz artificial para nos manter acordados, muitas vezes muito além da hora normal de dormir do corpo.

Pesquisas descobriram que o corpo diminui ou interrompe a produção de melatonina se exposto à luz, incluindo a luz azul de nossos smartphones, laptops e similares.

“Qualquer fonte de luz de espectro de LED pode diminuir ainda mais os níveis de melatonina”, disse Vsevolod Polotsky, que dirige a pesquisa básica do sono na divisão de medicina pulmonar e de cuidados intensivos da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em uma entrevista anterior à CNN.

Portanto, fique sem esses dispositivos pelo menos uma hora antes de adormecer. Gosta de ler para dormir? Tudo bem, dizem os especialistas, basta ler um livro real com pouca luz ou usar um e-reader no modo noturno.

“A luz digital diminuirá o impulso circadiano”, disse Polotsky, enquanto uma “luz de leitura fraca não o fará”.

Outras dicas incluem manter a temperatura do seu quarto em temperaturas mais baixas de cerca de 15ºC a 20ºC. Dormimos melhor se estivermos com um pouco de frio, dizem os especialistas.

Estabeleça um ritual na hora de dormir tomando um banho quente ou chuveiro, lendo um livro ou ouvindo música suave.

Ou você pode tentar respiração profunda, ioga, meditação ou alongamentos leves. Vá para a cama e levante-se no mesmo horário todos os dias, mesmo nos fins de semana ou nos dias de folga, explicam. O corpo gosta de rotina.

Se o seu médico prescrever melatonina para ajudar com o jet lag ou outros problemas menores de sono, mantenha o uso “a curto prazo”, disse Robbins.

Se você planeja usar melatonina para um sonífero de curto prazo, tente comprar melatonina de grau farmacêutico, ela aconselhou. Para descobrir isso, procure um selo mostrando que o produto foi testado.

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PEQUIM ADOTA ESTRATÉGIA PARA PROTEGER ECONOMIA CHINESA CONTRA RISCOS DE TENSÃO COM OS EUA

Em tensão com o mundo, China amplia produção e ‘cria’ estoque

A estratégia adotada por Pequim é para tentar proteger a economia chinesa

A estratégia adotada por Pequim é para tentar proteger a economia chinesa contra o risco de um longo período de tensão com os Estados Unidos

A estratégia adotada por Pequim é para tentar proteger a economia chinesa contra o risco de um longo período de tensão com os Estados Unidos | Foto: Reprodução/Mídias Sociais

A China está ampliando a produção interna e aumentando os estoques de itens considerados essenciais, para tornar o país menos dependente do resto do mundo.

A estratégia adotada por Pequim é para tentar proteger a economia chinesa contra o risco de um longo período de tensão com os Estados Unidos (EUA) e outros países.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e o Ministério da Agricultura, definiram a “segurança” como prioridade para 2022.

As autoridades se comprometeram a garantir o fornecimento em geral, de grãos até energia e matérias-primas, assim, como a produção e distribuição de componentes industriais e commodities.

China reforçou a compra de grãos

Além de reforçar as compras de grãos nos últimos meses, a China também detalhou planos para reservar terras aráveis para o cultivo de soja, cultura que abandonara quase completamente em 2001.

Para 2022, as autoridades econômicas da China definiram alimentos básicos como soja e oleaginosas como prioridades.

Prioridade é dos fornecedores internos

A agenda econômica orientada para a segurança faz parte da estratégia do Partido Comunista Chinês de dar prioridade aos fornecedores e consumidores internos como motores da economia da China.

Assim, diminuiria a dependência de investimento estrangeiro e às exportações.

Tensões com grande parte do mundo

Essa virada para dentro parece ter se acelerado à medida que as relações da China com grande parte do mundo desenvolvido se tornam mais tensas.

Uma série de questões que vão da pandemia de covid-19 aos direitos humanos e a reivindicação de soberania de Pequim sobre Taiwan colocaram os EUA e muitos de seus aliados, como Austrália, Canadá e Japão, contra a China, que retaliou com a restrição às importações de alguns de seus produtos.
O veto ao carvão australiano, em especial, agravou a crise de energia em muitas partes da China no ano passado.

Cada vez mais assertiva e nacionalista, a China busca se tornar mais autossuficiente não só em tecnologia, mas também em bens essenciais, como alguns alimentos de primeira necessidade cujo fornecimento para o país depende de importações já faz tempo.

Com informações do jornal Valor Econômico

Fonte: R7

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VEJA AS DICAS DO SUPERINTENDENTE DA DEFESA CIVIL DO RJ SOBRE COMO AGIR DIANTE DE TEMPORAIS EM REGIÕES DE RISCOS

Saiba o que fazer em caso de chuvas e risco de deslizamento em regiões urbanas

Superintendente da Defesa Civil do Rio de Janeiro, Lauro Botto Maia, falou à CNN sobre riscos durante chuvas

Atualizado 10/01/2022 às 12:41

Com a crise das chuvas pelo Brasil, o risco de deslizamento se torna uma das principais inseguranças para moradores de regiões urbanas. O superintendente da Defesa Civil do Rio de Janeiro, Lauro Botto Maia, dá indicações de como agir diante de temporais em regiões de risco.

Para essas localidades, geralmente, a Defesa Civil tem um sistema de aviso. “No momento em que ouvir alarmes sonoros das sirenes, saiam de suas casas”, disse.

Ele contou que, no Rio de Janeiro, o órgão faz treinamentos com a população para momentos como esse, para facilitar a evacuação da população de áreas de risco diante de temporais.

No último sábado, uma encosta cedeu na cidade de Rio Bonito, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, mas não houve vítimas. No último final de semana, as chuvas provocaram ao menos 90 ocorrências em todo o estado. As regiões Serrana, Norte e Noroeste.

“A gente trabalha sempre com o pior cenário possível, infelizmente”, disse o membro da Defesa Civil, mas alertou que a situação das chuvas na cidade não foram graves. Ainda assim, sempre há riscos, principalmente por causa da ocupação irregular em algumas áreas, e por conta da características geográficas da cidade.

A Defesa Civil do Rio e de outras cidades também colocam à disposição um número de telefone para receber alertas de temporais e demais riscos relacionados à previsão do tempo.

“Fiquem atentos aos alertas da defesa civil”, disse o superintendente. No Rio de Janeiro, “o número 40199 é utilizado para que o cidadão comum envia o seu SMS com seu CEP para receber alertas”, completou.

Por parte do poder público, a iniciativa primeira deve ser o mapeamento de áreas de risco para agir com assertividade. “A gente tem todas essas áreas mapeadas”, disse Maia.

Esse mapeamento serve para realizar iniciativas prévias que evitem a instalação de famílias em regiões de perigo ou que treinem pessoas para que ajam rápido diante de uma situação de risco. “A gente procura fazer o trabalho fora do período chuvoso. Por isso, não temos esse tipo de tragédia a anos no Rio de Janeiro”, diz.

No caso de a residência apresentar sinais de que pode estar cedendo sobre a força de deslizamentos e enchentes, ele recomendou que o imóvel seja abandonado “imediatamente”.

“Sob qualquer sinal de rachadura, ouviu o trincar da alvenaria da casa, abandone imediatamente a residência, e procure um dos pontos de apoio. Se não houver ponto de apoio, procure um lugar seguro”, alertou.

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GEÓLOGA DIZ QUE MAPEAMENTO DE RISCOS PODEM IDENTIFICAR LOCAIS DE FUTURAS QUEDAS DE ROCHAS

Desabamento em Capitólio (MG) foi desastre natural inevitável, afirma geóloga

Joana Sanches, da Universidade Federal de Goiás, aponta que mapeamento de risco podem identificar locais de futuras quedas

Ingrid Oliveira

da CNN

São Paulo

 Atualizao 09/01/2022 às 20:03

Desabamento em Capitólio (MG) foi desastre natural inevitável, afirma geóloga | CNN DOMINGO - YouTube

Após a tragédia em Capitólio (MG) que deixou 10 mortos no sábado (8), autoridades devem discutir na segunda-feira (10) normas técnicas de segurança para decidir como ficará a região do Lago de Furnas.

À CNN, a geóloga Joana Sanches, doutora na área de mapeamento da Universidade Federal de Goiás (UFG), disse que foi um desastre natural que iria acontecer de qualquer forma.

“A rocha pode ceder. Se existisse avaliação técnica, poderia ter sido remediado um pouco, mas, no momento, devemos nos preocupar com as vítimas”, disse.

Ela explica que o local cedeu por conta dos aumentos da chuva e de uma fratura que já havia provocado uma separação da parede.

A geóloga aponta que a área deveria estar interditada por conta das cabeças d’água e das fortes chuvas. Mas “tudo foi uma fatalidade”, na opinião dela.

Em coletiva de imprensa neste domingo (9), o prefeito de Capitólio, Cristiano Geraldo, informou que haverá uma reunião para discutir normas técnicas de segurança.

Joana Sanches diz que o que deve ser feito agora é uma análise com drone medindo as fraturas e vendo se há risco de outros deslizamentos.

“Haverá um análise do tamanho, se estão preenchidas por solo ou por água. Deve haver um mapa geológico de risco para medir o local de possíveis novas quedas”, explica.

A pesquisadora comenta que essa tragédia foi excepcional, porque, apesar de quedas serem comuns, o tamanho do bloco que desabou foi um evento isolado.

“Infelizmente essa tragédia aconteceu, mas agora a gente espera que as pessoas entendam que é necessário realizar análises técnicas de paredões em pontos turísticos”, disse Joana Sanches.

Segundo a especialista, as medidas de segurança precisam vir dos governos. “O nosso papel não é proibir, mas restringir em certos eventos climáticos”, comenta.

“Daqui para frente, a gente precisa montar um esquema nacional para existir avaliações para não existir o risco de morte.”

Fonte: CNN

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MUDANÇA CLIMÁTICA E O AUMENTO DO NÍVEL DO MAR SÃO OS RISCOS MORTAIS E EXISTENCIAIS PARA TUVALU

Chanceler de Tuvalu alerta para nível do mar: ‘Estamos afundando’

Simon Kofe enviou à COP26 um vídeo no qual mostra os efeitos das mudanças climáticas na ilha da Oceania

INTERNACIONAL

 por AFP

Vídeo da delegação de Tuvalu chama atenção para o aumento do nível dos oceanos

HANDOUT/MINISTRY OF JUSTICE, COMMUNICATION AND FOREIGN AFFAIRS TUVALU/AFP – 09.11.2021

O ministro das Relações Exteriores de Tuvalu, uma pequena ilha polinésia, filmou-se com água até a cintura, em um vídeo dirigido à COP26, para simbolizar o perigo da mudança climática e da elevação do nível dos oceanos.

“A mudança climática e o aumento do nível do mar são riscos mortais e existenciais para Tuvalu e para as nações com atóis”, alertou o chanceler Simon Kofe. “Estamos afundando, mas o mesmo está acontecendo com todos”, frisou.

“E não importa se sentimos os efeitos hoje, como Tuvalu, ou daqui a cem anos”, explicou.

O vídeo começa com uma câmera fechada em Kofe, de terno e gravata, contra um fundo azul com as bandeiras de Tuvalu e da ONU.

“Pedimos a neutralidade mundial do carbono até meados do século”, afirma o ministro, em alusão ao objetivo global de equilibrar as emissões e as retenções de gases de efeito estufa até 2050.

O ministro pede ainda que o mundo se mobilize para conseguir manter o aquecimento do planeta em no máximo 1,5 grau e que as reivindicações dos países mais impactados pelas mudanças climáticas sejam ouvidas e compensadas.

“Esperamos que o mundo aja unido”, pediu o ministro.

Depois de sua fala, a câmera abre o ângulo para mostrar o ministro Kofe por inteiro, com água até a cintura, em um ponto da costa de Tuvalu.

Os quase 200 países reunidos na COP26, em Glasgow, devem desenvolver oficialmente o Acordo de Paris sobre o Clima de 2015, comprometendo-se, em princípio, a reforçar suas medidas de combate à mudança climática, em particular a redução das emissões de gases de efeito estufa.

“Não podemos esperar os discursos, se a água sobe”, insistiu. “Temos que tomar ações ousadas, alternativas, hoje, para garantir que haja um amanhã.”

Fonte: R7

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ESPORTE-SAÚDE: QUEIROGA NÃO VÊ RISCOS EM REALIZAR COPA AMÉRICA NO BRASIL

Queiroga diz que não vê ‘risco adicional’ na realização da Copa América

Ministro da Saúde afirmou que outros eventos esportivos acontecem no Brasil e que não houve ‘sequer um caso de contaminação em campo’

Rafaela Lara, da CNN, em São Paulo

07 de junho de 2021 às 09:5

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na Câmara dos DeputadosMinistro da Saúde, Marcelo Queiroga, na Câmara dos Deputados Foto: Reprodução / CNN

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (7) que não vê “risco adicional” na realização da Copa América no Brasil. O país foi anunciado como sede do campeonato pela Conmebol e confirmado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, na última terça-feira(1º).

Segundo Queiroga, o país recebeu outros eventos esportivos como o Campeonato Brasileiro que “ocorreu normalmente, com várias partidas, não houve sequer um caso de contaminação no campo.”

De acordo com o governo federal, a Copa América acontecerá em quatro estados a partir de 13 de junho – Brasília, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Goiás. Para o ministro da Saúde, há um controle sanitário no Brasil que permite o monitoramento de casos da Covid-19 enquanto o evento acontece.

“As pessoas estão entrando no país seguindo as regras, com exames de RT-PCR. Com controle sanitário adequado, eu não vejo um risco adicional em função dessa competição. A vigilância em saúde existe. Os protocolos sanitários da CBF são validados por especialistas.”

Para Queiroga, não cabe ao ministério proibir o evento. “A prática de esportes não está proibida. A Copa América é um evento privado. Não compete ao Ministério da Saúde autorizar ou não.”

Reconvocação na CPI da Pandemia

O ministro da Saúde voltará a falar aos senadores da CPI da Pandemia nesta terça-feira (8). Ele foi reconvocado e deve prestar esclarecimentos sobre explicar contradições e sanar dúvidas dos membros da comissão a partir das declarações de outros depoentes já ouvidos.

“Eu retorno à CPI sem problemas. Os senadores são pessoas que têm um grande espírito público e acreditamos que querem buscar o melhor cenário para o nosso país”, disse Queiroga na manhã desta segunda-feira.

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PREFEITURAS SÃO RECOMENDADAS PELO MPRN, SOBRE RISCO DE AGLOMERAÇÃO EM GRANDES EVENTOS

MPRN recomenda que Prefeituras atentem aos riscos da realização de grandes eventos

03 dez 2020

Covid-19: MPRN recomenda que Prefeituras atentem aos riscos da realização de grandes eventos

O número de casos de Covid-19 no Estado parou de diminuir desde o final de agosto, conforme dados da Secretaria de Saúde do RN (Sesap). Em algumas cidades, os casos vêm crescendo. Por isso, visando o controle da pandemia e a garantia da assistência aos cidadãos que se contaminarem, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) encaminhou uma recomendação para os gestores municipais.

Assim, prefeitos e secretários municipais de saúde devem fortalecer as ações de prevenção e de monitoramento da Covid-19 e ficar atentos aos riscos da realização de grandes eventos. Até agora, 12 Municípios receberam a recomendação ministerial: São Gonçalo do Amarante, São José do Campestre, Serra de São Bento, Monte das Gameleiras, Caiçara do Norte, Pedra Grande, São Bento do Norte, Poço Branco, São Fernando, Timbaúba dos Batistas, Caicó e Serra Negra do Norte.
A principal medida a ser seguida diz respeito à necessidade de os gestores avaliarem a  possibilidade de não autorizar ou cancelar evento já agendado, quando as condições epidemiológicas do Município não estiverem favoráveis (aumento do número de casos e de óbitos).
Ainda é desejável que não sejam realizados eventos que propiciem a aglomeração de pessoas quando a cidade estiver com classificação 3 ou 4 (amarelo) e 5 (vermelho), segundo o indicador composto criado para se ter uma visão global da epidemia no Estado do RN. De acordo com o Comitê Científico da Sesap para o enfrentamento da pandemia, esse indicador tem nove variáveis, relativas à assistência (ocupação de leitos), à situação epidemiológica (tendência de casos e óbitos e taxas populacionais) e à testagem.
Outra orientação refere-se à necessidade de autorização prévia dos eventos de massa como shows e festas com aglomerações, além da intensificação da fiscalização sobre o cumprimento das exigências referentes às normas de saúde pública que tratam sobre o coronavírus. Esses eventos só podem ocorrer mediante uso obrigatório de máscaras, disponibilidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos trabalhadores do evento, aferição de temperatura, distanciamento mínimo, entre outras providências, assim como seguir um protocolo de biossegurança por evento.
Números acendem alerta sobre controle da pandemia no Estado
De acordo com o Comitê de Especialistas da Sesap, a partir do final de agosto os casos no RN pararam de cair e ao longo do mês de setembro ocorreu um crescimento de 0,5% ao dia. Até 26 de outubro, o crescimento já era de 2% ao dia. O comitê classificou esse cenário de cessação do processo de queda “bastante preocupante”.
Assim, para emitir as recomendações, o MPRN considerou a urgência de cada município observar a sua classificação de acordo com o indicador mencionado. Considerando dados da Sesap até 09/11/2020, grande parte dos municípios estava com classificação 1 e 2. Entretanto ainda existiam 14% deles (que representam 15% da população potiguar) na categoria 3 (amarela), portanto com indicadores que merecem atenção por parte dos gestores.
Já outros dados colhidos pela Sesap, apontam que com relação ao número de casos novos de Covid-19, em 31/10/2020 (a última data para uma estimativa confiável), o RN estava com a mesma média diária de casos de 09/05/2020 (250 casos).
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ALIMENTAÇÃO: A INANIÇÃO É A COMPLETA FALTA DE CONSUMO ALIMENTÍCIO

Inanição: o que é, sintomas e riscos

A ausência de uma rotina alimentar adequada pode causar consequências graves à saúde

Escrito por Paula Santos

Redação Minha Vida

Anorexia Nervosa: o que é e sintomas | Blog IMEB

 que é inaniçã

A inanição é definida  como a completa falta de consumo alimentício, ocorrendo quando o indivíduo, voluntariamente ou não, para de se alimentar. Esse quadro é considerado grave, já que o organismo precisa buscar por maneiras de combater a fome e desnutrição causadas pela ausência de comida.

“O corpo tenta não ceder a este quadro de inanição desfazendo dos seus próprios tecidos, que serão a principal fonte de calorias para tentar manter todo o organismo funcionando. Este processo causa uma rápida perda de peso, incluindo perda de gordura corporal e massa muscular”, conta a nutricionista Simone Silva.

Sintomas

Os sintomas iniciais de um quadro de inanição são, normalmente, geradas pela fome intensa sentida pelo indivíduo, incluindo:

Quando o período sem alimentação se estende, os impactos se tornam visíveis:

  • A massa muscular fica muito reduzida e os ossos ficam salientes
  • A região da barriga perde toda a gordura, tornando a cavidade funda
  • A pele fica seca, sem elasticidade, pálida e com aspecto envelhecido
  •  queda de cabelo, pois os fios se tornam secos e quebradiços

Causas

Os motivos que levam alguém a parar de consumir alimentos podem ser extremamente variáveis. Em países que lidam com a extrema pobreza, por exemplo, milhares de pessoas possuem o quadro de inanição involuntariamente, já que podem passar dias sem acesso a comida.

Além disso, distúrbios alimentares, como a bulimia anorexia nervosa, podem fazer com que a pessoa deixe de se alimentar com o objetivo de perder peso. Pacientes que enfrentam complicações de saúde que afetam o sistema digestivo também possuem o risco de inanição, como é o caso do câncer de intestino.

Tratamento

A retomada da alimentação deve ser realizada de forma lenta e gradual, pois alguns dos impactos causados pela inanição causam mudanças drásticas no corpo de quem sofre com essa condição. O intestino naturalmente começa a se atrofiar após um certo período de inatividade, fazendo com que o organismo possua dificuldade em se adaptar com a ingestão de comidas.

“Se o paciente não necessitar receber alimentação por sonda nasogástrica e apresentar capacidade de ingerir alimento pela boca, é aconselhável iniciar a alimentação com a ingestão de alimentos líquidos, como sopas, sucos e caldos”, conta Simone Silva.

O volume dos alimentos deve ser distribuído em pequenas doses, e a textura deve ser dividida em três fases de readaptação: líquido, pastoso e, finalmente, sólido. A especialista explica que os tipos de alimentos devem ser alterados gradativamente de acordo com a aceitação do indivíduo.

“No período de tratamento contínuo da inanição, um paciente pode recuperar de 1,5 a 2,0 kg por semana, até atingir o peso saudável para sua idade e altura”, explica.

Desnutrição e inanição

É importante diferenciar a desnutrição e a inanição. No primeiro caso, o organismo sofre com a baixa absorção de nutrientes, podendo ocorrer devido a uma dieta inadequada, como o consumo excessivo de industrializados e fast food, ou problemas de saúde, como intolerância alimentar e anorexia. Já em quadros de inanição, não há a ingestão de qualquer tipo de comida.

Riscos

A ausência de alimentação por um período de 4 a 7 semanas pode levar à morte. Quando o consumo de água também é restringido, os riscos se intensificam e se tornam mais graves. Além disso, a falta de nutrientes torna o organismo mais vulnerável a uma série de infecções e complicações, como a presença de fungos no esôfago, beribéri, pelagra e escorbuto.

Fontes:  Simone Silva, nutricionista da Clínica Simone Neri

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