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SAÚDE: SAIBA QUAIS OS MALES CAUSADOS PELA SOLIDÃO

Como a solidão pode fazer mal à saúde física e mental

“A solidão associa-se a psicopatologias, como ansiedade, depressão e stress, mas também em nível físico, como a hipertensão e problemas cardiovasculares”, diz a psicóloga Ana Valente.

Daniela Costa Teixeira

da CNN

Saúde mental mais fragilizada, obesidade e problemas cardíacos. Estas são apenas algumas das consequências diretas da solidãoSaúde mental mais fragilizada, obesidade e problemas cardíacos. Estas são apenas algumas das consequências diretas da solidão Freepik

A solidão é uma das principais responsáveis por fazer com que as pessoas se isolem. Porém, também pode ser uma consequência direta desse isolamento, gerando um círculo vicioso em que a pessoa se isola por se sentir só e sente-se só porque está isolada.

Por ser um sentimento, a solidão varia muito de pessoa para pessoa. Mas uma coisa é certa: não escolhe gêneros, nem tampouco a idade. E o percurso de vida, sobretudo quando marcado por “experiências negativas nas relações com os outros”, pode ser determinante para uma maior vulnerabilidade à solidão, diz Marta Calado, psicóloga na Clínica da Mente.

São vários os gatilhos que deixam uma pessoa mais vulnerável à solidão e à vontade de se isolar. A psicóloga Ana Valente dá exemplos: “viver sozinho, condições econômicas mais frágeis, doenças que condicionam a mobilidade, ser cuidador informal, viuvez, desemprego, o local onde se vive, se está mais junto de outros ou não”.

Mas destaca que a solidão “muitas vezes tem a ver com a nossa saúde psicológica e com a nossa história de vida, que pode contribuir para que estejamos mais sozinhos e isolados e para que haja o desenvolvimento de sentimento de solidão”.

E como se diagnostica a solidão? Avaliando o quão bem a pessoa está consigo mesma.

“Os profissionais de saúde têm de saber distinguir uma tendência satisfatória para o isolamento, para ter um tempo para desenvolver as próprias reflexões, daquilo que é sentir a solidão. Quando nos sentimos em solidão não queremos necessariamente estar sozinhos. Sentimos no peito um aperto, um vazio. Sentimos que a vida das outras pessoas está preenchida. Temos de lidar com a emoção da tristeza, de decepção, de frustração”, esclarece a psicóloga Marta Calado.

Sentir-se só sem estar sozinho

Apesar de ser associada ao isolamento, a solidão pode afetar uma pessoa até mesmo quando está em casa, junto da sua família, perto dos seus amigos ou no seu local de trabalho. Há quem se sinta só mesmo quando tem companhia e a pessoa consegue percebê-lo “quando não se sente integrada, se sente rejeitada”.

Esta ‘solidão acompanhada’ “é uma das muitas experiências que faz com que o indivíduo ganhe mecanismos de defesa, de proteção e não se exponha tanto aos outros”. No entanto, “sem perceber, acaba por levar uma vida mais centrada em objetivos individuais ou restrita a grupos”, até porque a pessoa pode sentir-se só na presença apenas de determinadas pessoas ou grupos e não sempre que está acompanhada, diz Marta Calado.

De acordo com a psicóloga, a pessoa pode carecer de um sentimento de pertencimento em casa junto da família, mas encontrá-lo “na família do coração, que são os amigos que escolheu”.

Ana Valente acrescenta que este sentimento de solidão quando não se está efetivamente sozinho foi notório durante a pandemia da Covid-19, sobretudo junto dos mais novos, que “não conseguiram ter sentimentos de pertencimento e não se conseguiram identificar” com quem dividiam teto.

O sentimento de solidão na presença de outras pessoas causa aquilo que Marta Calado chama de “conflito interno”: uma “ambiguidade emocional, com impacto psicológico e comportamental”, especialmente quando a solidão é sentida junto de pessoas com que se está constantemente, como pode acontecer em ambiente familiar ou de trabalho.

Como a solidão afeta a saúde física e mental

A solidão e o isolamento social são capazes de impulsionar uma série de problemas mentais e físicos, ao mesmo tempo que pode ser também consequência deles mesmos. “A solidão associa-se a psicopatologias, como ansiedade, depressão e stress, mas também em nível físico, como a hipertensão e problemas cardiovasculares”, diz Ana Valente.

E por “associa-se” entende-se que é causa e efeito, que pode levar ao sentimento de solidão, mas que este mesmo sentimento pode impactar a saúde física e mental da pessoa.

Uma pessoa que lida constantemente com o sentimento de solidão pode apresentar “alterações de sono ou no apetite. A pessoa pode chorar, ter uma maior desconcentração, sente tristeza, pode ter pensamentos intrusivos e constantes que a levam pensar porque não ser suficiente e interessante para os outros”, continua Marta Calado.

Olhando para o impacto na saúde física, não faltam evidências científicas que comprovem a relação entre a solidão e o isolamento com problemas de saúde. Em 2019, um estudo publicado na PLOS One revela que o isolamento social está associado a uma maior propensão de inatividade física, má alimentação e uso de medicamentos psicotrópicos, fatores que podem desencadear problemas de saúde como a obesidade ou depressão, por exemplo.

“O isolamento social pode ser menos prevalente em idades mais jovens, mas é ainda mais fortemente associado a más condições de saúde e comportamentos do que em idades mais avançadas”, como mostra a pesquisa.

Já um outro estudo, do mesmo ano, mas publicado na revista BMC Public Health, dá conta de que também os mais velhos ficam mais vulneráveis com o isolamento social e consequente solidão.

Os achados sugerem que “o maior isolamento social em homens e mulheres mais velhos está relacionado com a redução da atividade física objetiva diária e um maior tempo sedentário”, dois fatores também com impacto direto na saúde física.

“O isolamento social percebido (PSI) [solidão] está ligado ao aumento do risco de doenças crônicas e mortalidade”, explica um estudo de 2015 publicado na PNAS, que mostra uma maior tendência para inflamação e uma menor capacidade para responder contra vírus.

Um estudo publicado em 2017 pela Associação Americana de Psicologia dá um exemplo disso, afirmando que as pessoas solitárias que foram expostas ao rinovírus eram mais propensas a desenvolver sintomas de constipação do que as pessoas que não eram solitárias.

Mas há outros impactos igualmente penosos, como uma maior propensão para doenças físicas, como hipertensão, doenças cardíacas, obesidade, sistema imunitário enfraquecido, ansiedade, depressão, declínio cognitivo, doença de Alzheimer e até a morte, revela o Instituto Nacional de Envelhecimento dos Estados Unidos. Além disso, deixa os idosos ainda mais vulneráveis aos efeitos do envelhecimento no cérebro. Segundo um estudo, os idosos em isolamento social ou num estado de solidão mostram função cognitiva pior quatro anos depois.

“Sem dúvida que alguém que se sente em solidão não sente bem-estar e satisfação psicológica”, atira Marta Calado, explicando que, nos mais velhos, é comum a tomada de antidepressivos quando o sentimento de solidão é uma constante.

“É natural que pessoas que estão mais sozinhas tomem um antidepressivo para saber tolerar mais facilmente esta gestão emocional, a falta de entusiasmo, alegria e de oportunidades de encontrar ânimo. Até porque esta situação de vida com estas repercussões psicológicas terá repercussões físicas, porque o isolamento faz com que pessoas tenham a tendência a não se movimentar tanto, a ter problemas físicos, como contraturas musculares, dores, cólicas, tensão acumulada.”

Cientistas da Universidade de McGill, no Canadá, revelaram no ano passado uma espécie de assinatura nos cérebros de pessoas solitárias, espelhada em variações no volume de diferentes regiões do cérebro, bem como na forma como essas regiões se comunicam entre si nas redes cerebrais.

Na prática, diz o estudo publicado na Nature Communications, as alterações cerebrais das pessoas solitárias estavam centradas naquilo a que se chama de “rede-padrão”, um conjunto de regiões cerebrais envolvidas em pensamentos internos, como recordar, fazer projeções ou pensar em outras pessoas.

“Cientistas descobriram que as redes-padrão das pessoas solitárias eram mais fortemente ligadas e, surpreendentemente, o seu volume de massa cinzenta nas regiões da rede-padrão era maior”. No entanto, as pessoas solitárias continuam à mercê de um declínio cognitivo mais precoce e do aparecimento mais rápido de sinais de demência, explica o Science Daily.

Apesar de ser uma associação já várias vezes feita pela ciência, a verdade é que ainda “é incerto” se os efeitos do isolamento social ou da solidão “são independentes ou se a solidão representa o caminho emocional pelo qual o isolamento social prejudica a saúde”, segundo um estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.

Prevenir a solidão e evitar o isolamento

“Cabe a todos nós ter o papel comunitário e dentro da sociedade”, diz Ana Valente. A psicóloga defende que “cuidar dos nossos, seja a família ou vizinhos” ajuda que a pessoa que esteja só deixe de se sentir, pelo menos um pouco, só, seja porque está sendo ajudada ou porque está ajudando.

“Todos podemos fazer algo no combate à solidão, até porque isso é muito positivo para o bem-estar e saúde mental de quem ajuda”, frisa.

Ana Valente considera ainda que o “autocuidado” deve ser o ponto de partida, incluindo-se nesta tarefa hábitos como “cuidar da saúde física e mental, fazer atividade física e ter uma alimentação saudável”.

Mas é também preciso saber filtrar e, sobre isto, a psicóloga fala da importância de “ter algum cuidado e filtrar informação e programas de televisão”, sobretudo os que optam por conteúdos mais dramáticos e que podem levar a estados de tristeza”, acrescenta Marta Calado.

Um dos segredos para que a pessoa não sinta necessidade de se isolar é “fazer coisas de que gosta. Pode ser ouvir música, dar uma caminhada, fazer voluntariado, encontrar um papel ativo dentro da comunidade em que a pessoa está inserida”, sendo esse último ponto mais vantajoso até para os mais velhos, sobretudo quando se reformam e perdem a rotina habitual e até, em alguns casos, o seu propósito.

“Ter um papel ativo dentro da comunidade traz emoções positivas e faz com que os sentimentos mais negativos diminuam, incluindo a solidão”, aponta Ana Valente.

Manter as rotinas e ter planeamento diário “no sentido de ocupar as 24 horas do nosso dia com tarefas, seja ligar para um amigo ou familiar, passear com o animal de estimação, ter a tarefa de fazer as compras diárias, falar com vizinhos, acompanhar ou tomar conta dos netos do vizinho” é, para Marta Calado, também uma forma de fazer frente à solidão.

Apesar de as redes sociais serem associadas ao isolamento, em alguns casos podem ser a ferramenta essencial para manter contatos e encurtar distâncias, diminuindo a sensação de solidão. O isolamento físico continua, mas manter ligações com outros, mesmo que digitais, pode ajudar a pessoa a sentir-se menos só.

Fonte : CNN
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AUTOCONHECIMENTO: AS DEFICIÊNCIAS GERALMENTE SÃO DÁDIVAS DE DEUS E NÃO CASTIGO

O texto que publicamos, na coluna autoconhecimento do Blog do Saber pode ser considerado uma dádiva de Deus para quem experimenta hoje a realidade de uma deficiência física ou mental. Pode ser a oportunidade de compreender o porquê dessa “aparentemente dura realidade” Por isso convido você  a ler o artigo a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor.

COMO O ESPIRITISMO EXPLICA AS DEFICIÊNCIAS

Mulher branca numa cadeira de rodas.Marcus Aurelius / Pexels

Falar em deficiências e doenças é sempre um assunto muito difícil. Todo mundo tem ou conhece alguém próximo que já nasceu com problemas genéticos. Questionamos sempre qual a razão disso acontecer? Por que Deus, que é bom e justo, permite que isso aconteça já que a pessoa não tem chances de reverter essa situação?

Segundo o Espiritismo, a vida material é apenas uma parte de nossa existência, que é eterna.

Na antiguidade, antes do advento da era cristã, a visão da deficiência era muito grotesca e desumana. Acreditava-se que os indivíduos que assim nasciam não agradavam aos deuses, não tinham alma e eram vistos como castigos. Eram esquecidos, escondidos e abandonados. Com a chegada da era cristã, isso mudou, pois Jesus nos trouxe o conceito de fraternidade.

A partir da disseminação dos ensinamentos de Cristo, as pessoas com deficiências passaram a ser mais respeitadas e aceitas. Aí temos o advento do Espiritismo que traz ao mundo uma visão expandida da vida, das provas que passamos, e apresenta o conceito da reencarnação.

A reencarnação nada mais é do que a nova oportunidade que Deus nos oferece para reparar os erros e excessos que cometemos em outras encarnações. Deus permite os sofrimentos e provas porque sabe que com eles aprendemos e progredimos. Mas, será que entendemos que a principal função da reencarnação é nos dar oportunidades para a evolução do nosso espírito a caminho da vida eterna, da vida espiritual?

Essa aceitação é fundamental para compreendermos e aceitarmos as deficiências físicas e mentais. Em cada encarnação recebemos um corpo que é um presente de Deus, e ele nos servirá para nos auxiliar no trabalho de nossa evolução. Deveríamos cuidar dele da melhor forma possível. Sem excessos, sem vícios.

Mulher negra deficiente visual.

Tima Miroshnichenko / Pexels

Toda enfermidade física ou mental é um resgate dos excessos que cometemos em algum momento de nossas vidas passadas. Ou seja, as deficiências são, então, resultado de nossas próprias escolhas!

Resgate não é punição de Deus!

Resgate é a oportunidade de trazer algo de volta. E esse algo é a nossa essência divina, bondosa, perfeita.

A falta de conhecimento ou da aceitação da reencarnação é que nos leva a uma interpretação equivocada das deficiências. Estamos aqui para aprender, passando por dificuldades, por deficiências, porque a cada um de nós é dado o remédio apropriado para nossa cura. Sem as deficiências, muitos espíritos não teriam a possibilidade de resgatar suas dívidas. Aprendemos pelo amor ou pela dor. E com certeza a segunda é nossa maior escola.

NA VISÃO ESPÍRITA, AS DEFICIÊNCIAS SÃO INSTRUMENTOS DE EVOLUÇÃO, SÃO DÁDIVAS, SÃO UM CAMINHO QUE NOS AJUDAM A REEQUILIBRAR NOSSAS ENERGIAS.

O livro “Deficiente Mental: por que fui um?” psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, é um apanhado de relatos de diversos espíritos que nasceram ou ficaram deficientes ao longo da vida. É muito interessante e vale a pena ser lido. Em um dos relatos deste livro, há o seguinte comentário:

Pessoa branca numa cadeira de rodas.

Steve Buissinne / Pixabay

“Temos muitas oportunidades de voltar à Terra em corpos diferentes e que são adequados para o nosso aprendizado necessário. Quando há muito abuso, há o desequilíbrio, e para ter novamente o equilíbrio, tem de haver a recuperação. Quando se danifica o corpo perfeito, podemos, por aprendizado, tê-lo com anormalidades para aprender a dar valor a essa grande oportunidade que é viver por períodos em um corpo de carne. O acaso não existe, Deus não nos castiga, somos o que fizemos por merecer, e as dificuldades que temos encarnados são lições preciosas”.

Precisamos aceitar que o comportamento de cada indivíduo durante suas encarnações é determinante para o surgimento das deficiências em reencarnações seguintes. E, segundo a lei da ação e reação, cada tipo de deficiência física ou mental tem uma relação direta com o tipo de abuso que um espírito praticou na última encarnação.

Precisamos ter cuidado para não criar a falsa impressão que só nascem com deficiências espíritos inferiores. Isso não é verdade! Muitas vezes, espíritos extremamente inteligentes reencarnam com debilidades (físicas ou mentais) para expiar suas provas.

Um outro livro muito interessante é  “Jornada dos Anjos”, onde há o relato de um imperador que precisou reencarnar como deficiente físico e mental para não ter a oportunidade de exercer o poder político, correndo o risco de utilizá-lo para benefício próprio como fez nas encarnações passadas. E ainda, para não ser perseguido pelos inimigos espirituais de outras encarnações. Quando imperador, sua missão espiritual era a de fazer o Cristianismo crescer e se tornar uma doutrina verdadeira, voltada para o bem comum e para a caridade. Seduzido pelo poder, deixou sua missão para trás e, com isso, atrasou por séculos sua evolução.

Em 1985, em uma entrevista dada para Hebe Camargo e Nair Bello, Chico Xavier fala sobre a origem de alguns exemplos de deficiências na encarnação atual. Uma pessoa que se suicidou com uma bala na cabeça pode, por exemplo, sofrer na próxima encarnação das seguintes deficiências:

  •        Se atingiu a área da fala, poderá ser mudo
  •        Se atingiu a área dos olhos, poderá ser cego
  •        Se atingiu áreas mais complexas, poderá voltar com problemas mentais
  •        suicídio por afogamento, eczemas
  •        se enforcou, poderá ser paraplégico
  •        Se matou alguém e em seguida se matou, esquizofrenia

As deficiências também podem ser provas de altruísmo, ou seja, um espírito que aceita vir deficiente para ajudar aos outros. Deficiências que foram pedidas pelo espírito reencarnante para ajudar seus familiares. NESSE SENTIDO, a deficiência não é um resgate ou uma expiação para uma prova pessoal, mas pode ser também uma prova solicitada para ajudar aos pais a se espiritualizarem. A dedicação, a paciência, o devotamento e a perseverança que os pais têm que despender com o deficiente vão ajudá-los a evoluírem e a se espiritualizarem através do amor ao filho que necessita.

Sei que em um primeiro olhar é difícil, mas vamos buscar o que há de positivo nas deficiências. As deficiências fazem com que o ser humano descubra novas sensibilidades, virtudes e capacidades que estavam adormecidas. E quantos não são os casos de pessoas deficientes que extrapolam todos os limites e nos revelam atitudes de força, coragem, autoconfiança e alegria de viver, mesmo com uma série de limites?

Alguém já viu aquele rapaz sem braços e sem pernas, Nicholas James Vujicic, um australiano que é um pregador evangélico e palestrante motivacional?

As deficiências são desafios, uma escola para o deficiente e os cuidadores. Quanto maior o amor e dedicação daqueles que cuidam, maior será a chance de resgate de provas para ambos: deficiente e cuidador. Um ajuda ao outro a evoluir e concluir uma etapa da evolução. Nesse contexto, a família tem um papel fundamental, seja por ter recebido a missão de ajudar ao deficiente, seja por ter a chance de também resgatar suas provas.

Mulher branca com uma das pernas amputadas.

Anna Shvets / Pexels

Em uma de suas palestras, Divaldo Pereira Franco, diz que os pais de pessoas deficientes podem ter sido pessoas envolvidas diretamente com a forma como o espírito do atual deficiente conduziu sua vida. De alguma forma, colaboraram ou ainda foram imprevidentes e não conseguiram ajudar esse irmão que hoje tem na deficiência a oportunidade de resgate de seus erros. Através da reencarnação juntos, na mesma família, poderão desenvolver o amor, o carinho, a paciência, ajudando o deficiente em sua sobrevivência, reabilitação.

E como podemos agir perante a deficiência? Culpar a Deus pela situação não ajudará em nada, pelo contrário, só prejudicará e dificultará ainda mais a condição do deficiente e do cuidador. É preciso garantir um ambiente de muita oração, muita vibração positiva, buscando a fé em Deus para cumprir a missão, para que essa seja uma reencarnação redentora. Buscar auxílio em instituições que trabalhem com os deficientes, porque estão preparados para dar bons conselhos.

De tudo isso que falamos, independentemente de buscar conhecer os porquês, daquilo que provocou a deficiência nos dias atuais, é fundamental pensar no presente, enfrentando um dia de cada vez, buscando auxílio na fé e na esperança, e principalmente, compreendendo que a vida na Terra é apenas uma passagem.

Escrito por Silvia Jara

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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CIÊNCIA E TECNOLOGIA: VIDA FORA DA TERRA – PARTE 1, COM MARCELO GLEISE

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ESTUDANTE POTIGUAR FICA ENTRE OS ALUNOS COM MELHORES NOTAS NA SELEÇÃO DE UNIVERSIDADE NOS EUA E GANHA BOLSA PARA OS QUATRO ANOS DE CURSO FORA DO PAÍS

Por g1 RN

 

Estudante potiguar fica entre 1% com melhores notas em seleção de universidade dos EUA e ganha bolsa para cursar Física — Foto: DivulgaçãoEstudante potiguar fica entre 1% com melhores notas em seleção de universidade dos EUA e ganha bolsa para cursar Física — Foto: Divulgação

O estudante potiguar José Moraes de Albuquerque Neto, de 18 anos, ficou entre 1% dos alunos com melhores notas na seleção da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e conseguiu uma bolsa de 100 mil dólares para os quatro anos de curso de Física fora do país. Esse benefício é concedido apenas para quem consegue os melhores resultados.

Ele fez a prova de seleção em Brasília, em outubro do ano passado, e respondeu a 58 questões de matemática, 52 questões de leitura em inglês e outras 44 de gramática. Aluno da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Porto em 2021, José ainda aguarda o resultado de outras oito universidades americanas.

A escolha pela Michigan State University, segundo ele, se deu porque a instituição possui o melhor departamento de física nuclear norte-americano, além de ostentar um dos três melhores laboratórios do mundo nessa área.

José Neto conta que a curiosidade pela física sempre esteve na sua vida, mas o interesse passou a ser maior durante o Ensino Médio. “Sempre fui muito experimentalista, buscava o sentido das coisas, como o Universo funcionava e levantava dúvidas. A Física é a ciência que perfeitamente permite isso”, explicou. Agora, ele sonha em ser pesquisador. “Meu foco é a pesquisa em física nuclear e física atômica. Quero ser professor universitário”, garantiu.

No ano passado, ele foi medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. O estudante fez questão de destacar a contribuição dos professores da escola durante todo o processo. “Pude ver o brilho no olhar dos professores – especialmente os de Física e Química – quando descobriram que eu queria ser um cientista pesquisador. Eles me apoiaram em todos os aspectos, sempre”, contou.

O professor de Física Ewerton Barros, que deu aula para José Neto durante conclusão do Ensino Médio, destacou as qualidades do aluno. “Um rapaz de inteligência diferenciada, muito humilde, de bem com a vida e conhecedor e estudioso de várias áreas de conhecimento. José Neto é aquele tipo de aluno que engrandece nossa carreira de professor. Ele alçará voos ainda maiores, não tenho dúvidas”.

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CERCA DE 52 COORDENADORES E CONSULTORES DA CAPES PEDEM RENÚNCIA COLETIVA DOS CARGOS

Por g1 — São Paulo

 

52 coordenadores e consultores da Capes pedem renúncia coletiva dos cargos
52 coordenadores e consultores da Capes pedem renúncia coletiva dos cargos

Um grupo de 6 coordenadores e 46 consultores da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) pediu renúncia coletiva de seus cargos nesta segunda-feira (29).

Órgão ligado ao Ministério da Educação, a Capes é responsável por avaliar os programas de pós-graduação de mestrado e doutorado no país, autorizando ou não o seu funcionamento.

Os pesquisadores que pediram para serem desligados são das áreas de Matemática, Probabilidade e Estatística e de Física e Astronomia.

Em uma carta aberta enviada à direção da Capes, os servidores atribuem a sua decisão à falta de apoio e respaldo ao trabalho deles.

O documento ainda lista outros motivos, como a falta de ação da Capes para a retomada da avaliação quadrienal, que está paralisada por uma decisão judicial liminar.

Ao g1, pesquisadores também apontaram mudança na prioridade da direção da entidade ao, segundo eles, se preocupar mais com a abertura de novos cursos à distância do que com a avaliação dos que estão hoje em funcionamento (veja mais abaixo).

A reportagem procurou a autarquia, mas até a última atualização desta reportagem não havia obtido retorno.

Num primeiro momento, três coordenadores de matemática e 28 consultores renunciaram a seus cargos. Em seguida, outros 3 coordenadores e 18 pesquisadores de física se juntaram ao grupo.

Entenda a importância das avaliações

Os coordenadores de área da Capes são responsáveis pela avaliação de cursos de mestrado e doutorado. As avaliações englobam tanto a proposta de novos cursos, chamada de Apresentação de Propostas de Cursos Novos (APCN), quanto a permanência daqueles que já integram o Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG).

avaliação quadrienal é a realizada periodicamente pelas coordenações de área para verificar se os cursos terão reconhecimento renovado para continuar funcionando até a próxima avaliação.

Avaliação quadrienal paralisada e fim de mandato

Em 22 de setembro, o Ministério Público Federal (MPF) conseguiu uma liminar concedida pela Justiça Federal que suspendia imediatamente a avaliação quadrienal dos programas de pós stricto sensu (mestrado e doutorado) em andamento.

O MPF argumenta que apurou ilícitos nos critérios adotados pela Capes no ranqueamento dos programas de pós no Brasil e nas normas usadas para a concessão de bolsas.

A Procuradoria pediu ainda que a Capes apresentasse, em 30 dias, a relação completa dos “critérios de avaliação”, “tipos de produção/estratos” e as “notas de corte” utilizados para avaliar os cursos.

De acordo com os pesquisadores ouvidos pelo g1, a entidade não entrou com recurso no tempo hábil e se manifestou apenas cerca de dois meses após a liminar passar a valer, mantendo o processo avaliatório paralisado nesse período.

Diante desse cenário, os demissionários afirmam que as avaliações que estavam sendo feitas pelos coordenadores e consultores não serão finalizadas antes do final do mandato quadrienal atual, previsto para acabar entre o final de abril e começo de maio de 2022.

Segundo o pesquisador Gregório Pacelli, que era coordenador de Matemática, esse foi o principal motivo que levou à renúncia coletiva. “Não temos solução, não temos avaliação. Então, ficar por mais seis meses seria um desgaste”, afirmou.

Mudança de prioridades

O também pesquisador Fernando Lázaro Freire Jr., que ocupava a coordenação da área de Física e Astronomia, afirmou ao g1 que a prioridade da autarquia é a criação de cursos EaD: “A atual direção da Capes não tem a avaliação como uma prioridade e, sim, a abertura de novos cursos, especialmente aqueles da modalidade de ensino à distância, para todas as áreas”.

A questão também foi apontada na carta assinada pelos demissionários. Além do curto prazo estabelecido para avaliar os parâmetros de cursos para as 49 áreas, “o EaD definitivamente não é a modalidade de ensino dos melhores programas de pós-graduação no mundo”.

Coordenadores e consultores demissionários

De acordo com Gregório Pacelli, os coordenadores não possuem vínculo com a Capes. Eles são eleitos entre si e não há compensação financeira pelos serviços prestados. Uma vez que a renúncia seja oficializada no Diário Oficial da União, os coordenadores permanecem nas instituições com as quais possuem vínculo.

Os consultores, por sua vez, precisam assinar termos de confidencialidade com a autarquia, mas também não possuem vínculo profissional, e foram eleitos pelo Conselho Técnico-Científico da Educação Superior para ocupar os cargos em questão.

São eles:

Coordenadores de matemática

  1. Gregório Pacelli Feitosa Bessa
  2. Roberto Imbuzeiro Moraes Felinto de Oliveira
  3. Sandra Augusta Santos

Consultores da área Matemática

  1. Alexandre Loureiro Madureira
  2. Alexandre Tavares Baraviera
  3. Antônio Carlos Gardel Leitão
  4. Carlos Hoppen
  5. César Javier Niche Mazzeo
  6. Daniel Marinho Pellegrino
  7. Diego Ribeiro Moreira
  8. Dimitar Kolev Dimitrov
  9. Edgard Pimentel
  10. Eduardo de Siqueira Esteves
  11. Elias Alfredo Gudiño Rojas
  12. Elias Salomão Helou
  13. Gabriela Del Vale Planas
  14. Glaydston de Carvalho Bento
  15. Gregório Manoel Silva Neto
  16. Hedibert Freitas Lopes
  17. Jaqueline Godoy Mesquita
  18. João Xavier da Cruz Neto
  19. Klaus Leite Pinto Vasconcellos
  20. Márcio Gomes Soares
  21. Marcos Oliveira Prates
  22. Maria Amélia Salazar Pinzón
  23. Maria Aparecida Soares Ruas
  24. Pablo Braz e Silva
  25. Paolo Piccione
  26. Paulo Alexandre de Souza
  27. Paulo José da Silva e Silva
  28. Plamen Emilov Koshlukov

Coordenadores de Física

  1. Fernando Lázaro Freire Jr.
  2. Alberto Saa
  3. Rubem Sommer

Consultores da área Física

  1. Alex Antonelli,
  2. Ângela Burlamaqui Klautau
  3. Antonio Gomes de Souza Filho
  4. Anderson Stevens Leonidas Gomes
  5. Antonio Zelaquett Khoury
  6. Francisco Anacleto Barros Fidelis de Moura
  7. George Emanuel Avraam Matsas
  8. Leandro Salazar de Paula
  9. Marco Cremona
  10. Marcos Gomes Eleutério da Luz
  11. Pedro Luis Grande
  12. Renata Zukanovich Funchal
  13. Roberto Cid Fernandes Junior
  14. Roberto Vieira Martins
  15. Rodrigo Gribel Lacerda
  16. Saulo Carneiro de Souza Silva
  17. Tobias Frederico
  18. Valtencir Zucolotto

Fonte: CNN

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SEGUNDO PESQUISA, IMPACTO ECONÔMICO DE INATIVIDADE FÍSICA DE BRASILEIROS REPRESENTA GASTOS DE R$ 300 MILHÕES AO SUS

Inatividade física causa gastos de R$ 300 milhões ao SUS

Falta de exercícios atinge mais mulheres do que homens

Fernando Frazão

Agência Brasil

Estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) constatou que o impacto econômico da inatividade física de brasileiros, em diferentes regiões do país, representa gastos no Sistema Único da Saúde (SUS) de cerca de R$ 300 milhões somente com internações, em valores de 2019

“Esse custo seria evitável na medida em que você ampliasse o acesso da população a programas de promoção de atividade física”, disse à Agência Brasil Marco Antonio Vargas, subchefe do Departamento de Economia da UFF e coordenador executivo da pesquisa, denominada “Implicações socioeconômicas da inatividade física: panorama nacional e implicações para políticas públicas”.

Ele afirmou que esses programas devem ser direcionados a variados segmentos de diferentes faixas da população. “Você tem carências muito claras em alguns setores, principalmente em populações mais vulneráveis”, ponderou. Aí entram ações promovidas pelos municípios. O estudo objetiva contribuir para a formulação e implementação de políticas em saúde preventiva, assim como ao estímulo à prática de atividade física no país.

O foco do trabalho se situou em pessoas maiores de 40 anos de idade, em função do volume de dados existentes. Buscou-se correlacionar os dados com os custos de tratamento no SUS, isto é, custos de hospitalização. O levantamento envolveu uma equipe interdisciplinar de pesquisadores, coordenada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – (In) Atividade Física e Exercício da UFF – e foi feito em 2019, portanto, antes da pandemia do novo coronavírus. No momento, está se buscando a atualização dos dados de 2020 para cá, por pesquisadores do Laboratório de Ciências do Exercício (Lace) e do Núcleo de Pesquisa em Indústria, Energia, Território e Inovação (Neiti) da UFF.

Doenças crônicas

Vargas esclareceu que a inatividade está associada à incidência de diversas doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), entre as quais hipertensão, diabetes, neoplasias de cólon e mama e doenças isquêmicas do coração, entre outras. A inatividade física constitui um dos principais fatores de risco associados à mortalidade DCNTs no mundo e no Brasil.

“Em maior ou menor medida, essas enfermidades guardam correlação com a inatividade física. Algumas em percentual menor e outras, maior”, observou Vargas. Dentro do conjunto de custos no SUS associado ao tratamento de doenças crônicas não transmissíveis, a pesquisa buscou a parte que pode ser atribuída à inatividade física.

O coordenador informou que o nível de escolaridade e de renda está associado à prevalência maior de inatividade física. A partir de dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério de Saúde, de 2017, observou-se, por exemplo, que o sedentarismo é maior entre os indivíduos com sete anos ou menos de escolaridade (57,92%) em comparação com aqueles que possuem 12 anos ou mais de escolaridade (41,18%).

Atividades físicas e práticas saudáveis ajudam a aliviar a tensão da rotina / Getty Images (Buena Vista Images)

O nível de inatividade é maior entre mulheres do que entre homens e quanto menor for o nível de escolaridade, maior o nível de inatividade.

Vargas defendeu, ainda, que a promoção da atividade física deve ser encarada como parte integrante de uma política de saúde. “Ela não está separada e, portanto, deve ter uma atenção bastante especial do ponto de vista de programas voltados à prevenção”, salientou.

O estudo cita dados da Base de Informações Municipais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (BIM-IBGE). Eles mostram que  88% dos municípios brasileiros desenvolvem algum tipo de ação, projeto ou programa permanente na área de esporte e lazer.

Vargas argumentou, entretanto, que o percentual ainda é muito baixo quando se trata de programas na área de esporte voltados à inclusão social em comunidades carentes (26,4%) ou para pessoas com deficiência (16,8%).

O mesmo ocorre em relação a programas de inclusão social de idosos e de mulheres, por exemplo, que apenas 30% dos municípios apresentam. Ações para jovens e adultos já contam com um percentual maior: 50% das cidades têm iniciativas de inclusão social para essas camadas da população voltadas à educação física.

O coordenador destacou que esses dados necessitam de um olhar mais minucioso para identificar o que está ocorrendo nas cidades e como estão acontecendo esses programas de esporte nas escolas. Ao mesmo tempo, a pesquisa observou que, ao longo dos últimos anos, houve uma queda significativa de gastos com desporto e lazer na esfera federal, que representam, em média, apenas 0,024% do total de gastos federais.

Cenário mundial

Dados recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que a inatividade física é um fenômeno que envolve mais de 20% da população mundial de adultos e mais de 80% da população mundial de adolescentes. Isso significa que um em cada quatro adultos, e quatro em cada cinco adolescentes, não fazem atividades físicas regulares, suficientes para atender às recomendações globais estabelecidas pela OMS.

Ainda segundo a OMS, 27,5% da população global não atingem níveis mínimos desejáveis de atividade física durante a semana. Na América Latina e no Caribe, 39,1% da população são fisicamente inativos. A maior prevalência de inatividade física na região é encontrada no Brasil, onde 47% da população não atingem os níveis mínimos recomendados.

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ENETNDA COMO A REFORMA DO IMPOSTO DE RENDA PODE MEXER NO SEU BOLSO

Por G1

 

Entenda como a reforma do Imposto de Renda pode mexer com seu bolso
Entenda como a reforma do Imposto de Renda pode mexer com seu bolso

texto-base da reforma do Imposto de Renda aprovada na Câmara dos Deputados estabelece mudanças para a pessoa física – a medida faz parte do pacote de medidas tributárias proposto pelo governo Jair Bolsonaro. O texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente para entrar em vigor.

Para a pessoa física, o projeto atualiza as faixas de renda da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), isentando um número maior de contribuintes. Por outro lado, reduz o limite de desconto simplificado na declaração anual.

Na avaliação dos especialistas, boa parte parte dos contribuintes devem ser beneficiados pela proposta, mas destacam que o efeito da correção da tabela tende a ser praticamente nulo em termos anuais nas faixas de renda mais elevadas. Veja simulações ao final da reportagem.

Entenda o impacto no seu bolso

 

Como era e como pode ficar a tabela mensal do imposto de renda das pessoas físicas — Foto: Economia G1

Como era e como pode ficar a tabela mensal do imposto de renda das pessoas físicas — Foto: Economia G1

O projeto prevê elevar a faixa de isenção (o ganho mensal livre de imposto de renda) de R$ 1.903,98 para R$ 2,5 mil– uma correção de 31%. Com a nova faixa de isenção, mais de 5,6 milhões passarão a ser considerados isentos e, portanto, deixarão de pagar o tributo.

Com isso, os isentos passariam dos atuais 10,7 milhões para 16,3 milhões de pessoas. Já os demais trabalhadores celetistas teriam um desconto menor no contracheque. As demais faixas do IR seriam ajustadas, mas em menor proporção (cerca de 13%).

“Pensando num sistema com um todo, a mudança de alargar a base e ter faixas para beneficiar aquelas pessoas com uma renda menor é importante para dar maior progressividade ao sistema”, diz Frederico Bastos, professor do Insper.

O projeto reduz o limite de desconto simplificado na declaração de ajuste anual para R$ 10.563,60.

Pelas regras atuais, o desconto “padrão” (valor que pode ser abatido dos rendimentos, sobre o qual não vai incidir o imposto) é de 20% dos rendimentos tributáveis anuais, limitado a R$ 16.754,34. O abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde.

Inicialmente, o projeto previa que o contribuinte poderia optar pela declaração simplificada se tivesse até R$ 40 mil de renda anual. Contudo, pelo acordo firmado com o relator, esse limite foi retirado — isto é, o contribuinte de qualquer faixa salarial poderá optar por esse modelo

Câmara aprova imposto de 15% sobre lucros e dividendos distribuídos pelas empresas

Pela proposta original do Executivo, o impacto fiscal da reforma do Imposto de Renda seria nulo — ou seja, não haveria aumento nem queda de carga tributária ou arrecadação. O Ministério da Economia, entretanto, não divulgou estimativas sobre o impacto fiscal da versão da reforma aprovada pela Câmara.

Quem vai ganhar com as mudanças?

Uma análise feita pela tributarista Elisabeth Libertuci, tributarista especialista em pessoa física e sócia de Lewandowski Libertuci, mostra que a proposta reduz o valor de imposto de renda a pagar daqueles que recebem até R$ 6.980 por mês ou R$ 83,7 mil por ano.

Para quem ganha acima disso, porém, a diminuição do limite do desconto simplificado deverá neutralizar os efeitos da correção da tabela mensal, com impacto praticamente nulo no valor de imposto pago por ano. Ou seja, o trabalhador poderá ter menos desconto em folha ao longo do ano, mas esse valor vai ser compensado com uma restituição menor – ou mais imposto a pagar – na hora de fazer a declaração anual.

“Para parte dos contribuintes, a correção da tabela na verdade não vai existir em termos anuais. O que terá é apenas um ajuste mensal para pagamento menor de imposto durante o ano”, explica.

Veja abaixo a simulação do impacto da mudança para trabalhadores celetistas, levando em conta a correção da faixa do IR e a mudança na regra do desconto simplificado. O cálculo foi feito num cenário em que não há dependentes ou outras deduções.

O que muda com o projeto no IR pago no mês — Foto: Economia G1

O que muda com o projeto no IR pago no mês — Foto: Economia G1

Um trabalhador que recebe R$ 3,5 mil por mês, por exemplo, passaria a pagar ao mês R$ 97,50 de IR retido na fonte, em vez dos atuais R$ 170,20. No ano, o total de imposto a pagar somaria R$ 270, contra os atuais R$ 806,42. Ou seja, R$ 536,42 a menos. Compare com a tabela abaixo:

O que muda com o projeto no IR pago no ano — Foto: Economia G1

O que muda com o projeto no IR pago no ano — Foto: Economia G1

Para quem ganha R$ 5 mil por mês, a “mordida” mensal de IR retido na fonte cairia de R$ 505,64 para R$ 378,75. Já o valor anual passaria de R$ 3.166,49 para R$ 2.285,46, uma diferença de R$ 881,03.

Já para quem recebe acima de R$ 6.980 por mês, o valor pago por mês será R$ 141,89 menor. No cálculo anual, porém, a redução será de apenas R$ 0,23 para todas faixas salariais mais elevadas.

“Em termos de carga tributária anual, não haverá correção da tabela para todas as faixas, mas o efeito prático é que finalmente será retido mensalmente muito menos imposto de renda, o que é positivo”, avalia Libertuci. “O contribuinte continuará tendo restituição, mas vai receber menos porque pagou menos durante o ano. E essas pessoas vão emprestar menos dinheiro para o governo”, explica.

Fonte: G1
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SAÚDE: DICAS E CUIDADOS PARA PRATICAR EXERCÍCIOS COM SEGURANÇA DEPOIS DOS 50 ANOS

Por Bradesco Seguros.

 

Práticas de pouco impacto são as mais indicadas para quem está acima dos 50 anos — Foto: ShutterstockPráticas de pouco impacto são as mais indicadas para quem está acima dos 50 anos — Foto: Shutterstock

Atividade física é fundamental em qualquer idade. Com o passar dos anos, o corpo vai mudando e exigindo cuidados diferentes, mas a prática de exercícios deve estar sempre presente.

Reunimos algumas dicas para quem já passou dos 50 anos e quer se manter ativo ou mesmo iniciar agora a prática de atividades físicas – sim, sempre é tempo de começar!

Antes de começar

Como primeiro passo, é essencial ter em mente que práticas de pouco impacto são as mais indicadas para quem está acima dos 50 anos – a não ser, é claro, que já se tenha um histórico de preparo.

Para essa faixa etária, são importantes exercícios que melhorem a força dos membros e que trabalhem a coordenação motora e o equilíbrio. Mas é sempre bom lembrar: a atividade mais efetiva é aquela que você sente prazer ao realizar, e isso deve ser levado em conta. Esse momento precisa ser agradável e contínuo, e não uma fonte de aborrecimento.

Também é imprescindível que haja acompanhamento médico ou de um profissional da área. Avaliação e orientações individualizadas quanto ao tipo, frequência e intensidade dos exercícios vão ajudar a evitar eventuais desconfortos e lesões.

A partir daí, o leque de possibilidades é grande, assim como o de benefícios. A atividade física frequente diminui o risco de depressão, de doenças do coração, de osteoporose e muitos outros problemas.

Caminhada

Fortalece a musculatura e as articulações e melhora o ritmo cardíaco. Importante manter a postura mais ereta possível, usar tênis com amortecimento e começar com trajetos curtos, aumentando com o passar do tempo. É também uma atividade que pode envolver convívio social, interessante para os idosos.

Pilates e yoga

O pilates trabalha flexibilidade, força, e favorece a coordenação motora. Além disso, estimula a circulação sanguínea e ajuda a melhorar a postura.

Já a yoga traz alguns benefícios semelhantes – como flexibilidade, força e postura –, mas alia isso a exercícios de estabilidade e equilíbrio, além de alongar e tonificar os músculos.

Ambos trabalham bem a respiração e são fortes aliados também no alívio do estresse.

Hidroginástica e natação

Atividades na água são bastante completas por estimularem o movimento de todos os músculos do corpo, desenvolvendo força e resistência, essenciais para a manutenção física dos mais velhos. A água ainda favorece o relaxamento das articulações, aliviando as dores no corpo.

A prática de qualquer uma das modalidades melhora também a saúde dos pulmões e o ritmo cardíaco.

Andar de bicicleta

Pedalar é outra boa opção para quem tem mais de 50 anos porque ajuda a fortalecer as articulações, especialmente as dos joelhos, tornozelos e quadril, e ajuda a diminuir as dores provocadas pela artrite. Além disso, a atividade também trabalha a musculatura das pernas e do abdômen.

Musculação

Uma série feita com acompanhamento, na academia, pode focar no fortalecimento dos músculos da cintura e das pernas, por exemplo. Porém, o importante é evidenciar a repetição e não o peso, já que uma carga maior pode causar dores e ser prejudicial para corpos de mais idade.

Alongamentos

O mais básico dos exercícios, deve ser feito antes e depois de qualquer outra atividade física, para evitar o aparecimento de lesões. Também pode ser feito de maneira isolada, com a vantagem de melhorar a amplitude dos movimentos, a flexibilidade e diminuir a rigidez das articulações.

Fonte: G1 

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TECNOLOGIA: CIENTISTAS DESVENDAM MISTÉRIO POPULARMENTE CONHECIDO COMO “EFEITO CASTANHA-DO-BRASIL

Finalmente foi elucidado o mistério da física envolvendo a castanha-do-pará, que intrigava os cientistas há muito tempo. O fenômeno popularmente conhecido como “efeito castanha-do-Brasil”, aborda qual é a rota traçada por castanhas-do-pará para estarem sempre no topo do mix de castanhas? Foi desvendado através de uma TECNOLOGIA 3D. Lendo o artigo completo a seguir você conhecerá como foi desvendado esse mistério!

 ATUALIZADO EM 
Aparentemente trivial, descoberta pode ter implicações para as indústrias alimentícia e farmacêutica – e até para a mineração (Foto: pictavio/Pixabay)Aparentemente trivial, descoberta pode ter implicações para as indústrias alimentícia e farmacêutica – e até para a mineração (Foto: pictavio/Pixabay)

Pela primeira vez na história, pesquisadores da Universidade de Manchester, na Inglaterra, desvendaram o mistério por trás de um fenômeno popularmente conhecido como “efeito castanha-do-Brasil”. A partir de tecnologia 3D, a equipe respondeu a uma pergunta que intrigava a comunidade científica – e a indústria – há anos: qual é a rota traçada por castanhas-do-pará para estarem sempre no topo do mix de castanhas?

À primeira vista, o trajeto não guarda enigmas e pode ser explicado pela Física, mais especificamente pelo conceito da segregação por tamanho. Por causa de seu formato irregular, em um mix de grãos, a noz brasileira costuma ficar “por cima” de outras castanhas (a de caju, por exemplo). Facilmente observado a olho nu, numa tigela ou pacote de nozes, o fenômeno ainda não havia sido rastreado em três dimensões – foi o que fizeram os cientistas de Manchester.

Na empreitada, o grupo conseguiu acompanhar o interior de uma mistura de castanhas-do-pará com amendoins. Enquanto a embalagem era repetidamente agitada, técnicas de tomografia computadorizada de raios-X de lapso de tempo capturaram como os grãos interagiram. “Isso nos permitiu ver pela primeira vez o processo pelo qual as castanhas-do-Brasil passam o amendoim para chegar ao topo”, relata Philip Withers, professor de Ciência de Materiais e coautor do estudo, em comunicado.

Experimento capturou a evolução temporal de uma mistura de castanhas-do-pará com amendoins. Acima, as castanhas foram coloridas de acordo com o seu volume (topo), assim como os amendoins (meio). (Foto: Scientific Reports/Reprodução)Experimento capturou a evolução temporal de uma mistura de castanhas-do-pará com amendoins. Acima, as castanhas foram coloridas de acordo com o seu volume (topo), assim como os amendoins (meio). (Foto: Scientific Reports/Reprodução)

Os pesquisadores resumiram o experimento em uma imagem que revela a evolução temporal da mistura de nozes em 3D. Nela, é possível notar que o amendoim se infiltra para baixo, enquanto três castanhas-do-pará maiores alcançam o topo do recipiente – ao mesmo tempo, as castanhas brasileiras restantes aparecem presas na parte inferior.

Publicado na revista Scientific Reports nesta segunda-feira (19), o estudo explica que a primeira noz brasileira atinge os primeiros 10% da altura do reservatório após 70 ciclos de cisalhamento – como, na Física, são chamadas as tensões geradas por forças que agem em direções semelhantes –, o que acontece com as outras duas castanhas do Brasil após 150 ciclos.

O experimento também mostrou que, quando inicialmente colocadas no recipiente, as castanhas-do-pará tendem a ficar planas – isto é, no eixo horizontal – e não começam a subir até que primeiro tenham girado o suficiente em direção ao eixo vertical. Quando finalmente alcançam a superfície, elas retornam à orientação plana, como mostram gráficos feitos a partir de imagens realizadas no Centro de Pesquisa Nacional para Tomografia Computadorizada de Raios-X baseada em Laboratório (NSCT), no Instituto Henry Royce.

Segundo os pesquisadores, a orientação da castanha-do-pará é a chave para seu movimento ascendente. Acima, imagem ilustra movimento das castanhas do Brasil e amendoins ao longo do tempo. (Foto: Scientific Reports/Reprodução)Segundo os pesquisadores, a orientação da castanha-do-pará é a chave para seu movimento ascendente. Acima, imagem ilustra movimento das castanhas do Brasil e amendoins ao longo do tempo. (Foto: Scientific Reports/Reprodução)

E por que algumas das castanhas-do-pará ficaram “presas” e não chegaram ao topo como as outras? Segundo os pesquisadores, isso aconteceu em função do baixo número de amendoins na parte inferior do recipiente. São esses grãos que, ao atravessar as castanhas maiores e se infiltrar para baixo, “forçam” a subida das nozes brasileiras. Com apenas quatro deles na parte inferior, não houve fluxo de massa suficiente para impulsionar a subida dessas castanhas do Brasil – mesmo que elas tenham girado para a vertical.

E por que isso importa?

Aparentemente trivial, a descoberta pode ajudar pesquisadores a compreender melhor os efeitos que características como tamanho e a orientação de partículas têm em processos de separação (ou segregação) de materiais. Isso, de acordo com o estudo, é um fator-chave para a projeção de equipamentos industriais que promovam uma distribuição mais uniforme de ingredientes em misturas alimentícias e comprimidos medicinais – e até nas atividades de mineração.

Mas não só isso. “Essa capacidade de rastrear o movimento em 3D abrirá o caminho para novos estudos experimentais de misturas de segregação e para simulações ainda mais realistas e modelos preditivos poderosos”, sugere o estudo.

Fonte: Revista Galileu

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POLÍTICA: A PEÇA “PRECISAMOS MATAR O PRESIDENTE” É LIBERDADE DE EXPRESSÃO OU AMEAÇA À INTEGRIDADE FÍSICA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA?

Aberração: Grupo teatral carioca estreia, em março, peça “Precisamos matar o presidente”

FotomontagemFotomontagem

André Porciúncula, Secretário Nacional de Fomento à Cultura do Governo Federal, usou as redes sociais para denunciar uma peça teatral que mais parece um convite para matar o presidente Jair Bolsonaro.

A peça que alguns chamam de “liberdade de expressão e trabalho artístico” poderia ser enquadrada como grave ameaça à integridade física do presidente da República.

“Eis o tipo de “peça” que uma elite militante doentia (agora, desesperada com a perda do dinheiro público) promoveu na cultura, nas últimas décadas. O resgate cultural será lento e trabalhoso, mas devolveremos à cultura a sanidade dos valores do homem comum”, disparou o secretário.

O “espetáculo” é de um tal grupo carioca chamado “Blabonga Cia Teatral” e disseram que vão explorar as “possibilidades” de encenação virtual para apresentar ao público, a partir do dia 06/03, pela plataforma Doity, a peça “Precisamos matar o presidente”, do diretor e ator Davi Porto.

Porto, em entrevista a um jornal do Rio de Janeiro, tentou justificar o surgimento da “brilhante” ideia:

“O espetáculo, assim como qualquer outra arte, nasce de uma necessidade… A pandemia acabou unindo todas essas necessidades… Somada à necessidade, surgiu o descaso do governo atual, que ainda transformou cada artista em inimigo do estado. Eu acredito que na vida política tem muito aquela coisa de você repudiar as pessoas, de você discordar das pessoas. Isto é uma ordem natural, mas de repente tudo que restou foi o ódio. Entender esse ódio, esse sentimento e a relação com a vida dos artistas foi algo que me cativou. A ideia não é matar o presidente. A ideia não é matar ninguém. A ideia é transformar essa força, esse ódio, esse sentimento motriz em algo como o teatro”, divaga Porto.

Apesar de tentar despistar, o fato é que a peça estimula, sim, agressões contra o presidente Jair Bolsonaro e a família dele.

Meu Deus, aonde vamos parar?

Fonte: Jornal da Cidade Online

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FÍSICA QUÂNTICA: A AFINIDADE DA FÍSICA QUÂNTICA COMA PSICOLOGIA PODE EXPLICAR POR QUE HUMANOS TÊM DIFICULDADE EM TOMAR DECISÕES

Na primeira edição da nossa coluna FÍSICA QUÂNTICA de 2021 temos um artigo muito interessante extraído do site TECMUNDO sobre uma afinidade entre a física quântica e a psicologia, que antes não se sabia, que pode explicar o porquê da dificuldade de os humanos em tomar decisões. Então, sugiro a leitura desse texto para entender melhor como essa fusão entre duas ciências distintas pode resultar em soluções para algo antes inexplicável!

Física quântica pode explicar dificuldade de humanos em tomar decisões

3 min de leitura
Imagem de: Física quântica pode explicar dificuldade de humanos em tomar decisões

 

Se nós, humanos, somos – de longe – as criaturas mais inteligentes do planeta, como é possível que a gente tome tantas decisões erradas? Pior ainda: por que tantos de nós insistimos no erro e nos equivocamos de novo? Pois, de acordo com Nicoletta Lanese, do site Live Science, em vez de buscar respostas na Psicologia apenas, pesquisadores da Universidade de Ciências e Tecnologia da China se voltaram para a Física e a Mecânica Quântica e, por mais estranho que soe, encontraram pistas bastante interessantes.

Teoria Cognitiva Quântica

Pode até parecer que a Física e a Psicologia sejam tão diferentes quanto a água e o vinho. No entanto, ambas áreas ajudam, à sua maneira obviamente, os cientistas a preverem o quão desorganizado um sistema pode se tornar – embora uma seja aplicada ao estudo da natureza das partículas e, a outra, ao estudo da natureza humana.

Dentro da Física, a Mecânica Quântica consiste no ramo que descreve o comportamento das partículas fundamentais que compõem toda a matéria que existe. Assim, enquanto a Física estuda o comportamento do Universo na escala de corpos como galáxias, estrelas, planetas etc., a quântica se dedica a compreender o funcionamento do cosmos na escala de átomos, elétrons, partículas subatômicas e assim por diante, e um de seus pilares consiste no conceito de incerteza que se aplica a esse domínio minúsculo.

(Fonte: MoleClues / Reprodução)

Agora, considerando o comportamento humano e o processo de tomada de decisões, não restam dúvidas de que nós, apesar de sermos criaturas inteligentes e complexas, com frequência provamos não ser tão racionais assim na hora de optar por algo e, em vez de decidir pelo óbvio, nem sempre nos portamos como deveríamos, muito menos como esperado.

É aí que entra a chamada “Teoria Cognitiva Quântica”, uma proposta que, ademais de conciliar a Psicologia e a Física, ajuda a explicar os lapsos racionais que os humanos têm – através do mesmo conceito de incerteza da quântica. Em outras palavras, o que os defensores dessa linha de pesquisa defendem é que, para poder prever melhor como se dará o processo de tomada de decisões, os psicólogos podem lançar mão de algumas noções da mecânica quântica.

Casamento entre humanas e exatas

No caso dos pesquisadores chineses, segundo Nicoletta, eles selecionaram um grupo de pessoas e colocaram todas elas para realizar uma variedade de testes psicológicos clássicos em que os participantes precisavam – adivinhe… – tomar decisões e aprender através de seus erros a desenvolver melhores estratégias para situações futuras.

Os cientistas também aplicaram testes baseados em 2 modelos criados a partir dos preceitos quânticos – além de gravar o grupo e monitorar a atividade cerebral de todos os integrantes por meio de ressonâncias magnéticas funcionais. Por fim, o time identificou as regiões do cérebro que se tornavam mais ativas durante o processamento de informações e aprendizado de novas estratégias para os participantes avançarem nos testes.

(Fonte: Psychology Today / Reprodução)

A análise dos resultados apontou que os modelos quânticos são mais eficientes do que os testes psicológicos na hora de prever quais decisões os participantes tomariam, além de possibilitarem aos cientistas antecipar com maior precisão como o processo de aprendizagem ocorreria. Outro aspecto interessante da pesquisa foi que 40% dos participantes nos experimentos eram fumantes – e, enquanto os cientistas observaram os resultados descritos acima entre os não-fumantes, não foi possível traçar o mesmo paralelo entre atividade cerebral e modelo quântico entre os tabagistas.

E o que isso significa? Considerando que o monitoramento do cérebro foi realizado durante exercícios focados na tomada de decisões e na habilidade de se aprender com os próprios erros, a análise indica que a dependência no cigarro pode gerar deficiências nessas habilidades – mas mais estudos são necessários para explorar melhor essa hipótese.

Além disso, os resultados sugerem fortemente que o princípio de incerteza e a Teoria da Cognição Quântica oferecem modelos mais adequados para prever com maior precisão o comportamento humano associado com o processo de tomada de decisões do que os modelos psicológicos tradicionais – e que Tecmundoduas ciências que parecem completamente opostas podem ter mais em comum do que se pensava.

Maria Tamanini

via nexperts

Fonte: Tecmundo

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CIÊNCIAS: PLATÃO TINHA RAZÃO, A TERRA É FEITA DE CUBOS!

É impressionante, mas a cada dia, quanto mais a ciência avança nas suas descobertas, mais se aproxima dos modelos, pensamento, ideias e teorias dos estudiosos da antiguidade. Há 2500 anos atrás Platão acreditava que o universo era feito de cinco tipos de matéria: terra, ar, fogo, água e cosmos. Ele descreveu a geometria de cada um e a forma platônica da terra era o cubo. Em pesquisa recente cientistas chegaram a conclusão de que Platão estava certo: a forma média das rochas na Terra é um cubo. Eu te convido a ler o artigo completo a seguir e saber como os pesquisadores chegara a essa conclusão!

Geofísicos confirmam a teoria de Platão – a terra é feita de cubos

Platão, o filósofo grego que viveu no século 5 aC, acreditava que o universo era feito de cinco tipos de matéria: terra, ar, fogo, água e cosmos. Cada um foi descrito com uma geometria particular, uma forma platônica. Para a terra, essa forma era o cubo.

A ciência avançou continuamente para além das conjecturas de Platão, olhando para o átomo como o bloco de construção do universo. No entanto, Platão parece ter descoberto algo, descobriram os pesquisadores.

Em um novo artigo no  Proceedings of the National Academy of Sciences , uma equipe da Universidade da Pensilvânia, da Universidade de Tecnologia e Economia de Budapeste e da Universidade de Debrecen usa matemática, geologia e física para demonstrar que a forma média das rochas na Terra é um cubo.

“Platão é amplamente reconhecido como a primeira pessoa a desenvolver o conceito de um átomo, a ideia de que a matéria é composta de algum componente indivisível na menor escala”, diz Douglas Jerolmack, geofísico do Departamento da Terra da Escola de Artes e Ciências de Penn e Ciências Ambientais e do Departamento de Engenharia Mecânica e Mecânica Aplicada da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas. “Mas esse entendimento era apenas conceitual; nada sobre nossa compreensão moderna dos átomos deriva do que Platão nos disse.

“O interessante aqui é que o que encontramos com a rocha, ou terra, é que há mais do que uma linhagem conceitual que remonta a Platão. Acontece que a concepção de Platão sobre o elemento terra ser composto de cubos é, literalmente, o modelo estatístico médio para a terra real. E isso é simplesmente alucinante. ”

A descoberta do grupo começou com modelos geométricos desenvolvidos pelo matemático Gábor Domokos, da Universidade de Tecnologia e Economia de Budapeste, cujo trabalho previa que rochas naturais se fragmentariam em formas cúbicas.

“Este artigo é o resultado de três anos de pensamento e trabalho sério, mas ele se resume a uma ideia central”, diz Domokos. “Se você pegar uma forma poliédrica tridimensional, cortá-la aleatoriamente em dois fragmentos e, em seguida, cortar esses fragmentos repetidamente, obterá um vasto número de diferentes formas poliédricas. Mas, em um sentido comum, a forma resultante dos fragmentos é um cubo. ”

Domokos puxou dois físicos teóricos húngaros para o circuito: Ferenc Kun, um especialista em fragmentação, e János Török, um especialista em modelos estatísticos e computacionais. Depois de discutir o potencial da descoberta, Jerolmack diz, os pesquisadores húngaros levaram sua descoberta a Jerolmack para trabalharem juntos nas questões geofísicas; em outras palavras, “Como a natureza permite que isso aconteça?”

“Quando levamos isso para Doug, ele disse: ‘Isso é um erro ou isso é grande’”, lembra Domokos. “Trabalhamos ao contrário para entender a física que resulta nessas formas.”

Fundamentalmente, a pergunta que eles responderam é quais formas são criadas quando as rochas se quebram em pedaços. Notavelmente, eles descobriram que a conjectura matemática central une os processos geológicos não apenas na Terra, mas também em todo o sistema solar.

“Fragmentação é esse processo onipresente que está moendo materiais planetários”, diz Jerolmack. “O sistema solar está repleto de gelo e rochas que estão continuamente se despedaçando. Este trabalho nos dá uma assinatura desse processo que nunca vimos antes. ”

Parte desse entendimento é que os componentes que se desprendem de um objeto anteriormente sólido devem se encaixar sem nenhuma lacuna, como um prato que caiu à beira de quebrar. Acontece que as únicas das chamadas formas platônicas – poliedros com lados de igual comprimento – que se encaixam sem lacunas são os cubos.

“Uma coisa que especulamos em nosso grupo é que, possivelmente Platão olhou para um afloramento de rocha e depois de processar ou analisar a imagem subconscientemente em sua mente, ele conjecturou que a forma média é algo como um cubo”, diz Jerolmack.

“Platão era muito sensível à geometria”, acrescenta Domokos. De acordo com a tradição, a frase “Que ninguém ignorante em geometria entre” estava gravada na porta da Academia de Platão. “Suas intuições, amparadas por um pensamento amplo sobre a ciência, podem tê-lo levado a essa ideia sobre os cubos”, diz Domokos.

Para testar se seus modelos matemáticos eram verdadeiros na natureza, a equipe mediu uma ampla variedade de rochas, centenas delas coletadas e milhares mais em conjuntos de dados coletados anteriormente. Não importa se as rochas foram naturalmente desgastadas por um grande afloramento ou dinamitadas por humanos, a equipe encontrou um bom ajuste para a média cúbica.

No entanto, existem formações rochosas especiais que parecem quebrar a “regra” cúbica. A Calçada do Gigante na Irlanda do Norte, com suas altas colunas verticais, é um exemplo, formada pelo processo incomum de resfriamento do basalto. Essas formações, embora raras, ainda são englobadas pela concepção matemática de fragmentação da equipe; eles são apenas explicados por processos fora do comum no trabalho.

Um mundo confuso e fascinante

Pedregulhos na Nova Zelândia, Christoph Theisinger 

“O mundo é um lugar bagunçado”, diz Jerolmack. “Nove em cada 10 vezes, se uma rocha é separada, comprimida ou cortada – e geralmente essas forças acontecem juntas – você acaba com fragmentos que são, em média, formas cúbicas. Somente se você tiver uma condição de estresse muito especial é que terá outra coisa. A terra simplesmente não faz isso com frequência. ”

Os pesquisadores também exploraram a fragmentação em duas dimensões, ou em superfícies finas que funcionam como formas bidimensionais, com uma profundidade significativamente menor do que a largura e o comprimento. Lá, os padrões de fratura são diferentes, embora o conceito central de divisão de polígonos e obtenção de formas médias previsíveis ainda se mantenha.

“Acontece que, em duas dimensões, você tem a mesma probabilidade de obter um retângulo ou um hexágono na natureza”, diz Jerolmack. “Eles não são hexágonos verdadeiros, mas são o equivalente estatístico em um sentido geométrico. Você pode pensar nisso como tinta rachando; uma força está agindo para separar a tinta igualmente de lados diferentes, criando uma forma hexagonal quando ela se quebra. ”

Na natureza, exemplos desses padrões de fratura bidimensionais podem ser encontrados em mantos de gelo, lama secante ou mesmo na crosta terrestre, cuja profundidade é muito ultrapassada por sua extensão lateral, permitindo que funcione como um dispositivo bidimensional de fato material. Já se sabia que a crosta terrestre se fraturou dessa forma, mas as observações do grupo sustentam a ideia de que o padrão de fragmentação resulta de placas tectônicas.

Identificar esses padrões na rocha pode ajudar na previsão de fenômenos, como riscos de queda de rochas ou a probabilidade e localização de fluxos de fluidos, como óleo ou água, nas rochas.

Para os pesquisadores, encontrar o que parece ser uma regra fundamental da natureza emergindo de percepções milenares tem sido uma experiência intensa, mas satisfatória.

“Há muitos grãos de areia, seixos e asteróides por aí, e todos eles evoluem lascando de maneira universal”, diz Domokos, que também é co-inventor do Gömböc, a primeira forma convexa conhecida com o mínimo número – apenas dois – de pontos de equilíbrio estático. O lascar por colisões elimina gradualmente os pontos de equilíbrio, mas as formas não chegam a se tornar um Gömböc; o último aparece como um ponto final inatingível desse processo natural.

O resultado atual mostra que o ponto de partida pode ser uma forma geométrica icônica semelhante: o cubo com seus 26 pontos de equilíbrio. “O fato de que a geometria pura fornece esses colchetes para um processo natural onipresente me dá felicidade”, diz ele.

“Quando você pega uma pedra na natureza, não é um cubo perfeito, mas cada um é uma espécie de sombra estatística de um cubo”, acrescenta Jerolmack. “Lembra a alegoria da caverna de Platão. Ele postulou uma forma idealizada que era essencial para a compreensão do universo, mas tudo o que vemos são sombras distorcidas dessa forma perfeita. ”

Fonte: Universidade da Pensilvânia

Fonte: Good News Network

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AUTOCONHECIMENTO: A SAÚDE FÍSICA É O RESULTADO DE TODOS OS NOSSOS “OUTROS CORPOS” ENERGÉTICOS, EMOCIONAL, MENTAL E ESPIRITUAL

A AUTOCURA é possível, mas é preciso haver o alinhamento do físico, mental, espiritual e emocional. O equilíbrio corpo-mente-espírito. Sem isso é impossível alcançar a Saúde Integral. O texto a seguir explica como e porque isso acontece e como você pode conseguir esse alinhamento. Leia o artigo completo e dê um salto quântico!

Saúde e espiritualidade, reflexão para a autocura

Gabriella Hausen

Escrito por Gabriella Hausen

Mulher sorrindo segurando buquê de rosas perto do rosto

Segundo a mentora Joanna de Ângelis, a medicina ayurvédica na Índia, a medicina chinesa e outros saberes e mentores, a saúde física é o resultado da saúde de todos os nossos “outros corpos” (energético, mental, espiritual emocional, ) e vice-versa.

No livro “Momentos de Saúde”, Joanna de Ângelis comenta: “A criatura humana torna-se o que pensa, o que sustenta mentalmente e desenvolve até a fixação”. Portanto, aquilo que pensamos chega até o nosso físico, querendo ou não.

Já é muito falado dentro de alguns estudos, como na metafísica da saúde, sobre a importância do nosso equilíbrio de uma forma integral. Junto a isso, muitos mentores e espíritos em psicografia, cada vez mais, nos atentam para essa realidade. Pois o momento em que estamos, de transição, é um instante de grande força e desejo de despertarmos de vez, e não só isso, mas também de olharmos para a nossa autocapacidade de cura.

Ainda no livro “Momentos de Saúde”, a mentora Joanna comenta: “Graças à inferioridade humana, permanecem os fatores de perturbação e desordem na área da saúde, desenvolvendo as enfermidades dilaceradoras”. Em conjunto, explica: “À medida que a criatura se autodescobre e se autopenetra com os equipamentos do amor, constata que a saúde é uma conquista interior, que se reflete no corpo como resultado da harmonia íntima”.

Mesmo depois de diversos auxílios e até provas, ainda é um tanto difícil para nós, seres humanos, percebermos que só depende de nós a conquista de nossa harmonia interna.

Por mais complicado que seja perceber, isso não depende do esposo, do filho, da mãe, do governante, da presidenta, mas sim dos nossos pensamentos, sentimentos, ações e hábitos.

O nosso ego e a nossa mente mais instintiva, em vez de olharem para a nossa parcela de responsabilidade e corresponsabilidade, muitas vezes preferem apontar o dedo e criticar, antes mesmo de fazerem uma boa avaliação interior. Esse mecanismo, chamado de “projeção”, dentro da psicologia analítica, seria uma defesa inconsciente para acharmos que temos razão, em vez de mudarmos. Ademais, o nosso corpo, não raramente, prefere continuar junto ao conforto em vez da mudança plena. Mudança essa que, inclusive, nos aproximaria e aproxima da nossa essência e dos nossos amigos e mentores espirituais.

Sobre algumas das formas com as quais podemos nos curar, existem diversas, estão aí as terapias holísticas, casas de umbanda, kardecistas, budistas, e assim por diante. Todavia, gostaria de compartilhar a visão de Joanna com isso, já que este texto foi inspiração minha a um grupo de estudos que usa como referência psicografias de “Divaldo Franco”. Ademais, Joanna de Ângelis continua: “O amor é a chave para o enigma da enfermidade-saúde”. Amor esse que não se encontra nos apegos e no amor Eros, aquele sexual, mas sim em um amor mais qualificado.

Segundo Joanna, a caridade é, além de uma terapia para a paz interna, também “o modelo de aplicação correta para o amor”. Amor que nos conecta ao nosso Eu Divino, aquele que carrega e nos entrega a verdadeira cura.

Algo que aprendi e sigo aprendendo é sobre essa minha responsabilidade de ser “plena”, de buscar a minha própria harmonia e felicidade, junto de meus entes e amigos amados, claro, mas sem depositar nos mesmos os fracassos existenciais, que só respondem às minhas ações e vibrações. Para encerrar, gostaria de convidar você, que lê agora, para começar a fazer o mesmo. Para buscar auxílio, se necessário e se conectar com energias mais elevadas, para buscar o seu caminho de cura. Acredito que os livros de Joanna possam ajudá-lo, se assim for a sua Vontade e o seu caminho.

Um grande abraço!

Fonte: eusemfronteiras.com.br

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AUTOCONHECIMENTO: UM OLHAR NUNCA VISTO ANTES SOBRE A METAFÍSICA

Estou pasmo com o texto que li e acabo de publicar aqui, na coluna AUTOCONHECIMENTO, neste domingo. Nunca tinha lido nada parecido antes, no que tange a Metafísica. O texto a seguir afirma que a METAFÍSICA vai morrer definitivamente a partir do momento em que a física reconhecer definitivamente o papel da consciência no comportamento subatômico e a ciência desenvolver a tecnologia que possa ver a energia etérica diretamente e exibir isto em vídeo. Você precisa ler o texto a seguir para compreender o que estou dizendo com mais clareza. Então, desejo uma boa leitura, uma ótima reflexão e iluminação para enxergar o objetivo dessa mensagem!

A morte da metafísica

Mensagem de 28 de Setembro de 2020

Pode algo tão profundo quanto a metafísica chegar a um ponto em que deixará de existir?

Para responder a isto, você tem que compreender a definição da palavra “metafísica”. Significa “além da física”, Isto é, além do estudo dos fenômenos da natureza.

Dizer que a metafísica está além do estudo da natureza, sugere algo sobrenatural. No entanto, como nada pode existir fora da Criação, então nada está além de ser natural. Sobrenatural, portanto, é uma palavra que se contradiz.

“Sobrenatural” é um oximoro, como uma “estimativa exata”, “limpar a sujeira” e “um definitivo talvez”. Como pode algo na Criação estar além do natural? O mais provável é algo que esteja além da compreensão dos físicos, porque ela é muito sutil para ser incluída na física de hoje.

Vamos nos ater à palavra sobrenatural. “Sobrenatural” implica que algumas coisas estão permanentemente além de nossa compreensão e, na Nova Realidade, esta atitude não mais o torna. Se algo existe, pode ser compreendido. O primeiro passo é admitir que exista.

Por exemplo, há provas contundentes para apoiar a idéia de que a aura humana existe. A aura humana é um envoltório de energia etérica que envolve o corpo físico. Embora apenas os clarividentes possam atualmente ver a aura humana, o que irá acontecer quando um dispositivo for inventado que permita que a energia etérica da aura seja diretamente exposta na tela física de um monitor? Uma coisa que acontecerá, será um impulso em nossa capacidade de diagnosticar condições de saúde, antes que elas possam se manifestar fisicamente e causar danos reais.

Hoje temos câmeras de aura que interpretam sinais elétricos nas mãos e fazem uma estimativa de como seria a aura, mas estes não lêem a energia etérica da aura diretamente. Além disto, temos câmeras Kirlian, mas elas exibem uma reação elétrica à energia etérica, não a própria energia etérica. O que precisamos é de uma tecnologia que possa ver a energia etérica diretamente e exibir isto em vídeo. Outra aplicação desta tecnologia será um contato claro com os espíritos dos entes queridos que partiram.

O estudo da energia etérica está em sua infância hoje. A energia etérica é a energia vital, uma energia mais sutil do que a energia eletromagnética. Embora a energia eletromagnética lide diretamente com o mundo físico, a energia etérica é pré-física. Os clarividentes podem vê-la e as pessoas no mundo espiritual podem vê-la como a luz etérea. A maior parte dos seres humanos físicos não a vê no momento presente, embora tenhamos a capacidade potencial para fazê-lo, através do desenvolvimento de nossos sentidos sutis, embutidos e, à medida que evoluirmos através da Mudança, as pessoas irão perceber que esta habilidade está se revelando naturalmente.

A pesquisa com a energia etérica hoje está se iniciando. Lembre-se de que a energia elétrica, no início de 1800, era ainda uma mera curiosidade dos pioneiros científicos. A eletricidade, dizia-se, podia ser sentida a partir de uma enguia elétrica, poderia ser vista no céu como um relâmpago, e observada na biologia como a força que move os músculos.

Quando a garrafa de Leyden, um dispositivo para armazenar uma pequena carga de eletricidade estática foi inventada, a porta foi aberta para mais pesquisas sobre a eletricidade. Então, com a invenção da bateria química e a sua capacidade de produzir uma corrente controlada, as experiências de laboratório se tornaram muito mais fáceis de realizar.

Não demorou muito para que houvesse instrumentos para medir a tensão, a corrente e a resistência. Então, as invenções do motor elétrico e do gerador elétrico de Faraday, abriram o caminho para que a eletricidade se tornasse a nova força motriz na Revolução Industrial, substituindo em grande parte o vapor como fluido de trabalho.

Os desafios atuais com a física e a metafísica são a energia etérica e a consciência. A pesquisa com a energia etérica trará máquinas que irão diagnosticar e curar automaticamente. Ela também produzirá, entre inúmeros outros benefícios, os meios para afetar e controlar o clima. Danças da chuva não são superstições. Elas são tentativas conscientes para alterar o equilíbrio da energia etérica na vizinhança, o que, automaticamente, afeta as condições meteorológicas. Os aparelhos de energia etérica podem também alcançar o mesmo efeito.

O estudo da consciência também expandirá a física que está apenas começando a reconhecer o papel da consciência no comportamento subatômico. Partículas subatômicas estão exibindo sinais de consciência, e isto está acontecendo sob condições controladas em laboratórios. Isto está levando à compreensão de que o universo, e tudo nele, devem ser conscientes. Em outras palavras, o universo deve ser um Ser Infinito grande, plenamente consciente e interligado.

Os limites entre a física e a metafísica irão se obscurecer, quando o estudo da consciência se tornar o seu terreno comum. A física descobrirá que ela tem que se expandir e se tornar algo mais abrangente do que tem sido até aqui. O grande ponto crítico ocorrerá quando a física crescer para incluir uma filosofia da consciência da Criação. Quando ela adotar o hábito de fazer a pergunta: “Como é que a consciência do Criador chegou a isto?”, então estará no caminho mais rápido para as suas maiores descobertas.

A física, o estudo da natureza, irá crescer para incluir tudo na natureza. Quando chegar este dia, não haverá metafísica, porque a metafísica terá se tornado uma parte da nova física em expansão.

O desconhecido se tornará conhecido, e a nossa apreciação das obras do Criador terão crescido junto com este conhecimento em expansão.

Owen Waters
Fonte: http://www.spiritualdynamics.net/ — Regina Drumo

Fonte: Trabalhadores da Luz

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