AUTOCONHECIMENTO: DESAPEGO, PERDÃO, CONFIANÇA E AMOR, VALORES IMPRESCINDÍVEIS PARA A NOSSA EVOLUÇÃO ESPIRITUAL

Sem dúvida alguma o caminho para o AUTOCONHECIMENTO passa necessariamente pelo desapego e pelo perdão. Perdoar é um ato de confiança e de amor. Ai chegamos no que realmente viemos fazer aqui. Viemos aprender a amar. Quando conseguimos reunir as virtudes: desapego, perdão, confiança e amor, estamos prontos para mudar de nível consciencial e dar um salto quântico da nossa caminhada evolutiva. Esse é o tema que o texto a seguir aborda com muita maestria. Então leia! 

O poder do perdão para uma vida mais feliz

Uma pessoa segurando a mão de outra
Pixabay / Pexels

“Quem nunca errou, que atire a primeira pedra”. Essa passagem bíblica, que se tornou bastante popular, certamente já foi utilizada por você em algum momento da sua vida. É o que dizemos quando uma pessoa que errou está sendo julgada como se fosse a única a se equivocar.

Isso porque é difícil aceitar que todos nós erramos e falhamos, em alguma medida. Independentemente de quais sejam as nossas intenções, podemos magoar alguém, fazer uma previsão incorreta, expressar os nossos sentimentos sem pensar duas vezes. Atitudes assim podem acontecer com qualquer pessoa.

No entanto, nem sempre somos capazes de reconhecer a nossa humanidade. É por isso que existe o perdão. Com esse ato, demonstramos que todas as pessoas erram e que elas não devem ser punidas eternamente por causa disso. Perdoar alguém não é sinônimo de esquecer o mal que alguém nos fez, é libertar essa pessoa (e nós mesmos) do peso da culpa.

Ou seja, perdoar é um ato de confiança e de amor. Confiança porque mostramos à outra pessoa que acreditamos que ela não tornará a fazer o que fez; e de amor, porque lhe damos a oportunidade de viver em paz. Inclusive o perdão pode ser concedido de uma pessoa para ela mesma, permitindo que ela siga em frente depois de se equivocar.

Por que o perdão é importante?

Algumas pessoas se orgulham de nunca perdoar as outras. Elas imaginam que assim irão construir apenas laços muito verdadeiros e duradouros com quem está acima de qualquer possibilidade de erro. Uma atitude inadequada, uma palavra mal interpretada, e isso já é suficiente para romper relações. Restarão apenas os melhores.

No entanto, será que esse é o melhor jeito de viver? Para responder a essa questão, pense na sua infância. Provavelmente, naquela época, você fez muita coisa errada, desde rabiscar uma parede até dizer que odiava alguém da sua família. É evidente que você só fez tudo isso porque ainda estava aprendendo como a vida funciona, mas os seus familiares te perdoaram, não é?

Quando nos tornamos adultos, imaginamos que já aprendemos tudo sobre a vida e que errar não é mais possível. Porém nós estamos sempre nos transformando, e precisamos da oportunidade de consertar as nossas atitudes que provocaram algum mal-estar. Imagine como teria sido a sua vida se a sua família não tivesse te perdoado pelos erros que você cometeu quando era criança!

Então, em primeiro lugar, o perdão é importante porque nos mostra que todos estão em constante evolução e que cometer falhas faz parte desse processo. É justamente a partir dele que nos tornaremos versões melhores de quem somos, tanto ao nos perdoarmos quanto ao perdoarmos os outros.

Mulher com os braços para cima e sorrindo se sentindo livre

Daniel Reche / Pexels

Pensando em outra situação, lembre-se de algo muito doloroso que outra pessoa já te fez e de um erro que você cometeu e que parecia não ter conserto. Quais são os seus sentimentos sobre isso? Há alguma emoção positiva sobre esse fato, ou apenas rancor, raiva e tristeza? É mais provável que as suas sensações sejam mais parecidas com a segunda hipótese.

Entretanto toda essa negatividade é produtiva para você? Ela te ensina algo sobre a vida, te ajuda a ser uma pessoa melhor? Não! O perdão é importante, nesse caso, porque ele nos ajuda a enxergar uma situação a partir de outra perspectiva. Nós não iremos esquecer o que aconteceu, mas olharemos para isso de um jeito diferente, sem sentimentos negativos.

Logo o perdão é uma ferramenta fundamental para a nossa evolução. É a partir dele que compreendemos que todos erram, que oferecemos novas chances e que nos tornamos capazes de avaliar situações que nos trouxeram alguma dificuldade. É uma verdadeira libertação, para quem perdoa e para quem é perdoado.

Razões para perdoar

Se você ainda não se convenceu de que o perdão é transformador e pode melhorar a sua vida, separamos algumas razões para fazer isso. É importante que você saiba que não tem a obrigação de perdoar a todos, porém é necessário considerar essa hipótese em todos os casos.

1) Estimular a sinceridade

Quando uma pessoa comete um erro e sente que não seria perdoada por causa dele, é provável que ela omita o que fez ou minta sobre isso. Tal comportamento pode tornar uma relação fragilizada, ainda que a aparência dê a entender que está tudo bem. Qualquer relacionamento precisa de transparência!

2) Construir diálogos importantes

Em vez de represarmos dentro de nós as questões que nos incomodam sobre outras pessoas ou sobre nós mesmos, temos a oportunidade de construir diálogos importantes. Por meio de conversas objetivas e verdadeiras, é possível entender os motivos por trás de determinada ação, o que favorece a concessão do perdão e o desenvolvimento de interações futuras.

3) Facilitar o convívio com outras pessoas

As pessoas não são perfeitas, e saber disso é essencial para a boa convivência. Todos nós vamos errar em algum momento e precisaremos do perdão de outra pessoa para manter o nosso bem-estar e o bem-estar dela. Havendo uma mudança de atitude depois desse tipo de desculpa, o convívio com outras pessoas se tornará bem mais leve.

Pessoas reunidas comendo pizza

Ron Lach / Pexels

4) Focar o presente e o futuro

O passado pode nos auxiliar a compreender o presente e o futuro, mas não deve guiar os nossos sentimentos e pensamentos o tempo todo. Com o perdão, reconhecemos que um determinado erro (de outras pessoas ou de nós mesmos) pode ficar no passado, sem trazer outras consequências mais graves ao longo do tempo. Do contrário, essa falha vai se transformar em rancor e insegurança, durando meses, e até anos, sem necessidade.

5) Exercitar a empatia

empatia é o que nos permite compreender as atitudes que outra pessoa tomou em determinado momento. Talvez nós acreditemos que faríamos algo diferente do que ela fez, porém iremos reconhecer que naquele momento ela fez o que achou certo. Ainda que os resultados não tenham sido os melhores, é possível perdoá-la por isso.

Como praticar o perdão

Depois de entender as mudanças positivas que o perdão pode trazer para a sua vida, amplie suas habilidades descobrindo como praticar o perdão. Seja alguém melhor!

1) Reconheça o problema

Em primeiro lugar, o processo de conceder o perdão – seja para alguém, seja para você mesmo – deve partir do reconhecimento do problema. Qual foi a atitude que causou um problema? Qual é a magnitude desse desconforto? É possível resolvê-lo? Faça uma análise criteriosa seguindo essas perguntas.

2) Enxergue além do erro

Para perdoar alguém, é preciso reconhecer que as pessoas não podem ser resumidas a uma atitude. Elas são formadas a partir de erros e de acertos, e estão em constante transformação. Então não reduza um ser humano a um equívoco que ele cometeu, porque a complexidade dele não pode ser resumida a isso.

Homem e mulher de mãos dadas

Free-Photos / Pixabay

3) Trabalhe a sua confiança

Confiar em uma pessoa que errou conosco pode ser um desafio. Confiar no nosso potencial depois de nos prejudicar ou de prejudicar alguém, também. No entanto, precisamos trabalhar a nossa capacidade de confiar nos outros e em nós mesmos apesar das falhas que podem acontecer. Afinal, precisamos acreditar em nós para ampliar nossos potenciais.

4) Certifique-se de ouvir o outro

O exercício de ouvir a outra pessoa é fundamental para o processo de perdoar alguém. Somente com esse gesto será possível compreender o que levou esse indivíduo a agir de um jeito, e não de outro. Dessa maneira, reconheceremos que a forma de agir em uma situação tem uma explicação, com a qual podemos nos relacionar empaticamente.

5) Supere essa questão

Deixar o passado no passado é o que pode nos trazer uma sensação de liberdade indescritível. Nós não podemos nos apegar aos erros que já cometemos, ou que cometeram conosco, principalmente quando eles são indiferentes para o presente e para o futuro. Então supere de uma vez essa questão que está te perturbando, por meio do perdão!

Avaliando o conteúdo que foi apresentado, é possível compreender que o perdão é uma maneira de viver a vida com mais leveza, com amor e com empatia. Não precisamos perdoar todo mundo, mas precisamos nos abrir para isso. Inclusive devemos nos perdoar por aquilo que não tem qualquer influência na totalidade de quem somos. Abrace a possibilidade de falhar, perdoe, transforme e siga em frente!

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: A MUDANÇA DE HÁBITOS É SEMPRE BEM VINDA QUANDO É PARA MELHOR

Vamos começar a nossa sexta-feira aprendendo como ser uma pessoa mais organizada, já que o fim de semana se aproxima e temos mais tempo para algumas arrumações. Este é o tema da nossa coluna DESENVOLVIMENTO PESSOAL. Conheça 9 hábitos que vão lhe tornar uma pessoa mais organizada e menos estressada!

9 hábitos para se tornar uma pessoa organizada

Pequenas mudanças de hábitos podem promover uma rotina menos estressante; confira

Escrito por Paula Santos

Redação Minha Vida

Em 11/3/2021

Ser uma pessoa organizada não é algo que vem de berço. Muitas pessoas alegam dificuldade em deixar as coisas arrumadas ou sua rotina preparada para a semana, afirmando que simplesmente não possuem o gene da organização.

Entretanto, uma pessoa se torna organizada por meio de hábitos cultivados no dia a dia, seguindo um planejamento com determinação. Logo, mesmo quem se considera desorganizado, pode aprender novas formas de comportamento, moldando um novo jeito de agir e pensar.

“Organização pura e simples não existe, porque sozinha, ela não dura. O que existe é a mudança nos hábitos”, conta Roberta Andrade, personal organizer da HEKATÊ. Pensando nisso, a especialista separou nove hábitos que, quando seguidos, podem te ajudar a se tornar uma pessoa mais organizada. Confira:

1- Planeje-se no dia anterior

Aproveite o cansaço do fim do dia para tomar decisões corriqueiras, como escolher o café da manhã e a roupa que irá usar no dia seguinte. Desta forma, você evita o consumo de energia pela manhã para decidir entre café ou chocolate quente e, caso acorde em atraso, já saberá qual roupa vestir.

2- Aproveite o tempo do micro-ondas

A chamada “mágica do micro-ondas” é uma dica que pode ajudar a otimizar o tempo. “Ao invés de colocar seu leite ou almoço para esquentar e ficar na internet, utilize estes minutos para fazer algum tipo de organização, como olhar a gaveta de utensílios ou tirar a louça da máquina”, explica Roberta.

3- Monte seu cardápio

Tire um dia para organizar seu cardápio com antecedência, colocando no papel tudo o que mais gosta. Ao dividir o que será consumido nas próximas semanas, é possível ter maior controle sob sua alimentação, se atentando aos tipos de comida que serão escolhidos.

4- Não acumule a louça

Não deixe que sua louça se acumule – nem para lavar, nem após secar. Para isso, tenha o hábito de esvaziar a máquina de lavar ou o escorredor ao menos uma vez ao dia.

5- Guarde os objetos

“Casa com vida é uma casa com bagunça, mas quando ela não volta para o lugar, se torna um problema. Crie o hábito de voltar objetos espalhados pela casa aos seus devidos lugares todas as noites”, ensina a personal organizer. Assim, é possível começar o dia seguinte com a casa em ordem.

6- Controle seus e-mails

Tenha o hábito de checar seus e-mails em horários pré-estabelecidos e, para evitar passar muito tempo navegando na internet, coloque um alarme para lembrar o momento de migrar para uma próxima atividade.

7- Não acumule cartas

Evite montar uma pilha de cartas. Processe tudo assim que elas chegarem, conferindo se é uma conta para pagar, uma notificação ou algo que pode ir direto para o cesto de lixo.

8- Use a agenda do celular

Ative a agenda do celular para te ajudar a lembrar de seus compromissos. Desta forma, você não irá perder nenhuma atividade importante.

9- Pratique o desapego

“Comece a olhar tudo que está ao seu redor e se pergunte: Eu uso? Eu amo? Eu preciso? Excesso de itens gera estresse e contribui para a bagunça”, finaliza Roberta.

Paula Santos

Fonte: Minha Vida

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AUTOCONHECIMENTO: NÃO CONFUNDA AUMENTAR A CONSCIÊNCIA COM TOMAR CONSCIÊNCIA

É importante entendermos a diferença entre aumentar a consciência e tomar consciência. O texto a seguir nos informa com clareza essa sutil diferença. Ficar mais consciente ou elevar a consciência tem a ver com enxergar melhor o certo e o errado, mas tornar-se consciente tem a ver com desapegar-se dos problemas. Convido você a ler o texto esclarecedor a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor!

Aumentar a consciência não é o mesmo que tomar consciência

Mensagem de 10 de Março de 2021

“Elevar a consciência não é o mesmo que tornar-se consciente. Você pode aumentar a consciência sobre o que está errado no mundo, que acha que precisa ser consertado, ou pode aumentar a consciência do que é bom no mundo que você poderia estar apreciando. O que você está fazendo é mirar com uma lanterna.

Você pode focar no positivo ou negativo. Isto é mirar onde você foca. MAS, tornar-se consciente significa que você percebe que tem uma escolha. Isso significa que bem e mal são lados opostos da mesma moeda. Enquanto se apegar à moeda, você vai continuar a ter os opostos. Deixe ir.

Aumentar a consciência é o mesmo que dizer ‘ei, há um problema aqui. ‘Perigo, Will Robinson, perigo!’ O alarme soou. ‘Volte’! ou ‘Vá em frente.’ Tornar-se consciente é ir além de aumentar a consciência. É além de ir para frente e para trás. Não é tornar-se mais ‘desperto’.

Pare de fazer o que sempre fez para obter melhores resultados

Tornar-se consciente é abandonar os problemas e questões. Significa abandonar o ego, o apego aos problemas e as soluções. Podemos ficar tão presos às nossas soluções que deixamos de resolver o problema. Isso é abandonar os apegos e tornar-se livre.

Não é ficarmos mais sobrecarregados ao que prestamos atenção. Não é encher nossa mente com mais assuntos com os quais se preocupar diariamente. Esta forma de consciência frequentemente pede por doações. Esta forma de consciência é um chamado para agir e não para a transcendência.

Não pense que porque você está mais consciente dos problemas que você está mais consciente. O que você está é mais preocupado com os assuntos. É bom ajudar a resolver problemas. Também é bom não viver a vida como uma coleção de problemas que precisam ser resolvidos. Abandone os problemas. Sinta alegria.

Ative sua atitude e deleite-se em ter um sucesso maior

Porque não aumentar a consciência de todo o bem no mundo, toda alegria, todas as pessoas solidárias, todas as deliciosas atitudes saudáveis, todos os maravilhosos dias de tempo bom? Que tal aumentar a consciência de todas as pessoas, eventos e coisas em sua vida que o deleitam?

Que tal aproveitar isso e ir além de tudo isso? Torne-se consciente!

Uma coisa é trazer algo para sua atenção. Outra coisa é ir além do objeto de sua atenção. Outra é perceber que não há problemas. A mente causa sofrimento, como Budha mencionou. Sem pensamentos, não haveria dor emocional. Haveria apenas o que é. Para entender isso, você precisa tornar-se consciente. Mencionar isso só aumenta sua consciência. Agora, vá além, ao invés. Comemore tudo!”

Rex Sikes – Fonte: https://gratitudeactivator.com/
Roseli Giusti Zahm e Marco Iorio Júnior — Tradutora e Editor exclusivos do Trabalhadores da Luz

Fonte: Trabalhadores da Luz

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REFLEXÃO: DOAR DESDE A MAIS TENRA INFÂNCIA É O CAMINHO NATURAL PARA O DESAPEGO

O exercício da doa ção que devemos fazer desde muito pequenos é o tema da nossa REFLEXÃO deste domingo, aqui na comuna. Uma das maiores lições é o ato de doar e se doar. E quando criança devemos ser ensinados pelos pais a doar aquilo que não nos serve mais, mas sem influenciar a criança, deixando-a livre para escolher o que deseja doar naquele momento. O texto a seguir nos instrui nesse sentido e eu lhe convido a ler, refletir e fazer o seu juízo de valor!

14 DICAS PARA DESAPEGAR E DOAR TUDO O QUE NÃO SERVE MAIS

A lição da doação

Comumente ouvimos falar a respeito da necessidade de nos desapegarmos das coisas materiais, desde que somos passageiros nesta vida, sendo a verdadeira a vida espiritual.

Ao esboçarmos tal conceito, o que temos em mente é de repassá-lo para adultos, isto é, pessoas maduras.

É que nutrimos a ilusão de que os mais idosos é que partem primeiro, o que nem sempre é verdadeiro, embora possa parecer a lei natural.

Dessa forma, é bastante importante que comecemos a ministrar a lição da doação, do desapego aos pequeninos.

Excelente exercício é convidá-los a doar alguns dos seus brinquedos para outras crianças. Afinal, para os pequenos, o que existe de mais precioso, senão os seus brinquedos?

A experiência tem demonstrado que, assim convidadas, as crianças normalmente escolhem diversos brinquedos, em especial se lhes for dito que eles se destinam a outras crianças que não têm com que brincar.

É comovente se observar como elas separam bonecas, bolas, bichinhos de pelúcia, e vão afirmando: Com este, eu já não brinco mais. Este eu posso dar.

Mais comovente ainda é observá-las entregar, de boa vontade, os seus brinquedos a outras crianças.

Mas o que se tem registrado em momentos tais é a interferência dos pais, separando, dentre os escolhidos pela criança para doação, aqueles brinquedos que reputam de muito valor para irem parar nas mãos de uns pequenos carentes.

É que os adultos olhamos para os brinquedos com olhos de valores comerciais, enquanto a criança tem olhos de utilidade.

Muitas vezes, o brinquedo caro não é o seu preferido.

Quando, como pais, assim procedemos, estamos demonstrando o quanto somos apegados às coisas materiais e o quanto nos falta ainda exercitar para nos libertarmos em definitivo de tais conceitos.

Urgente que aprendamos a não interferir nas decisões das nossas crianças, quando a generosidade se lhes estampa nos gestos. Pois é nas lições do cotidiano que se forma o caráter dos pequenos. E, de um modo geral, somos nós mesmos, os pais, que podamos com nossas atitudes aquilo que é espontâneo nos nossos pequenos.

Dar coisas, e mormente aquelas que consideramos como preciosas, é a verdadeira lição da doação.

Lição que os pequenos demonstram em abundância, nas quais nós, os adultos, nos devemos espelhar.

É que, normalmente, buscamos dar daquilo que nos sobra, que nos é supérfluo, que não mais desejamos.

Quando assim agimos, não estamos nos doando verdadeiramente, pois que nada mais fazemos que atender a um gesto de fraternidade, algo que se espera de qualquer ser humano em relação a outro carente.

* * *

O sinal de que Jesus está conosco e nós com Ele é exatamente o que nos dispomos dar, em nome Dele.

Doemos, pois, o pão da esperança, da alegria e do bom ânimo para todos os que encontremos em nosso caminho, desesperançados, tristes e acabrunhados.

Engrandeçamo-nos nas pequenas doações, crescendo nos deveres que nos cabem realizar.

Redação do Momento Espírita, com pensamento final extraído do verbete Doação, do livro Repositório de sabedoria, v.2, pelo Espírito Joanna de Ângelis , psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal

Fonte: Momento de Reflexão

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AUTOCONHECIMENTO: O DESAPEGO É O MAIOR DESAFIO DO SER HUMANO NESSE PLANO DIMENSIONAL

Neste texto espetacular que vem a seguir temos um verdadeiro tratado sobre “o desapego”. O que significa o lento e penoso processo de se desvencilhar do ego, do sofrimento, da permanência e do ciclo vicioso em busca da iluminação. Portanto lhe convido a mergulhar nessa leitura fantástica que lhe ajudar a se libertar de suas crenças limitantes!

O Desapego

Mãos abertas libertando borboletas ao céu ensolarado.

Por Anne Moon. 3 de dezembro de 2019.

Odesapego, o ato de não se prender a coisas ou pessoas ou, para muitos, a liberdade. Vejo que há uma confusão com esse conceito, tão falado hoje em dia, apesar de ser bastante mencionado pelo budismo há milhares e milhares de anos, então vamos falar sobre e desmistificar o desapegar.

No budismo, uma das doutrinas é o desapego, que seria a forma de viver mais leve, de atingir a iluminação e evoluir. Tudo isso porque o apego é a raiz de todo sofrimento.

Quando se fala em apegar, é se apegar ao passado, ao futuro, às pessoas, às coisas, pois existe a impermanência, que não garante que nada disso fique em sua vida, ou que fiquemos nesse plano para usufruir de tudo o que está ao nosso redor.

O apego vem do ego em excesso, pois ele nos prende em um ciclo vicioso.

É nesse ponto em que há uma confusão enorme. Uns pensam que desapegar é não se conectar emocionalmente com ninguém, desconsiderar as coisas e pessoas, viver seguindo apenas os instintos e sempre vivendo no limite, que não devo filtrar as coisas e pessoas que quero em meu círculo social.

Nós desde crianças, somos criados com a crença de permanência, que tudo é fixo, determinado, nada muda, tudo é o que é e ponto final. Sendo assim, quando algo sai de rota em nossas vidas, entramos no sofrimento e nos desequilibramos, não é mesmo?

Por exemplo, você tem algum plano criado, mas no meio do caminho algo acontece que coloca tudo água abaixo, ou que te obriga a remanejar um pouco as coisas e isso nos desestabiliza, ficamos sem saber o que fazer.

Buda diz que o apego é a expressão da nossa mente cheia de desejos vindos do ego. Veja o ego não como um monstro insaciável, mas como uma criança que precisa de limites, de entender como a vida é. Quando o ego fala muito alto, ficamos na ânsia de realizar todos os nossos desejos, focamos apenas no “eu”, no que Eu preciso, Sinto e Quero e não no que o outro precisa, sente e quer, no sentido de se doar pelas pessoas.

Mulher de costas com os cabelos esvoaçantes, em frente a um rio com árvores em volta.

Foto de Dominika Roseclay no Pexels

Quando você compreende que a vida é muito mais doar do que receber, você despertou e evoluiu. Sim, pois o fluxo do universo funciona assim, doar para receber, simplesmente pelo ato em si e todos agindo assim. Afinal, esse momento de isolamento social, dessa pandemia, essa nova década em si se mostrou um momento para além de darmos atenção ao nosso interior, darmos mais atenção ao nosso próximo, ao universo que é o nosso lar.

O apego é o ego gritando para ser satisfeito. Seja em uma compulsão por comida, bebida ou qualquer coisa lícita e ilícita também ou até mesmo por sexo.

Tem uma palestra na internet do venerável Shifu Zhihan falando que quando estamos no apego, centralizados em nosso ego, ficamos nessa ânsia que muitas vezes nem sabemos o porquê de estarmos nessa vibração.

Nessa palestra ele fala sobre os dez exércitos de Mara e conta aquela história incrível sobre quando Mara tentou Buda, quando queria o impedir de alcançar o nibbana durante a meditação.

O que é mais curioso é que o ataque é justo no ego do iluminado.

Quando Mara manda suas filhas para o seduzirem, quando Buda sente fome, dores no corpo, cansaço, quando se lembra de que deixou seus filhos e sua esposa em seu castelo. Afinal, ele era um príncipe indiano que abdicou de todas as riquezas, regalias e de sua família, por querer buscar a iluminação.

O apego nos traz insatisfação e mais insatisfação, pois somos insaciáveis, sempre estamos querendo algo, desejando algo, não nos contentamos com o que temos. Eu falo de a pessoa nunca ser grata pelo que já tem, para que o universo possa dar cada vez mais. A insatisfação faz com que essa pessoa não consiga se conectar no presente e expressar a gratidão. Pela falta de contentamento, não consegue ser grato e assim não consegue fazer com que sua vida flua, por estar presa a essa ilusão da permanência, de que tudo é eterno, determinado, que tudo já foi roteirizado por algo ou alguém.

Desesperador isso, ao menos para mim. Imagine não poder mudar nada na sua vida? Imagine não poder fazer mudanças na própria vida?

Não teria motivo para a gente se movimentar na vida, apenas ficar sentado e deixar a vida acontecendo, passivos, já que não podemos fazer nada para mudar as coisas, estando tudo já determinado.

Silhueta de um homem de braços abertos ao pôr do sol.

Foto de Snapwire no Pexels

É aí que percebemos que a impermanência faz parte do fluxo do universo, o universo é movimento, é livre.

Nada deveria nos pertencer nem controlar, no sentido de posse, aquele pensamento de “tudo é MEU, a MINHA disposição” e não nos deixar ser controlados, possuídos, perder nossa autonomia.

A ideia do desapego não é viver de forma fria e desregrada, descompromissada, não se importar com os outros, com as consequências, viver no automático, mas ter em mente que “nada me pertence e a nada eu pertenço”.

Viver em liberdade, ser um espírito livre, o desapego é deixar de viver no automático e começar a viver em consciência plena, em unidade, se entendendo como parte do universo, nem melhor, nem pior e nem igual.

É que nem o efeito zenão, que seria o ato de cocriar a realidade que você tanto deseja. Você faz a pergunta para o universo: “Universo, de todas as realidades disponíveis para mim, eu escolhi essa determinada realidade. Quanta consciência eu preciso para que isso se atualize mais rápido em minha vida?” e então você solta ao universo falando a seguinte frase “Entrego, confio, aceito e agradeço”, sem ficar na ansiedade para que isso ocorra e nem que ocorra como quer.

Foto de um homem visto de perfil, com touca e agasalho, de olhos fechados, sorrindo.

Foto de Enoch Patro no Pexels

Quando eu falo sobre não querer possuir e não deixar pessoas te possuírem é parar de querer impor controle sobre os outros, parar de interferir no processo de evolução de alguém e ter responsabilidade por si mesmo.

Quando eu falo sobre não deixar que coisas te controlem ou que você não tente controlar as coisas, é não se deixar levar por elas e não atrapalhar o fluxo natural das coisas. Sabe a linha tênue entre equilíbrio X vícios, saudável X exagerado?

Jamais interferir no fluxo das coisas ou no processo evolutivo de alguém, por não sabermos se dentre todas as possibilidades disponíveis na vida, a melhor entre elas, seria a que NÓS achamos a melhor, sendo que o universo é abundante, livre, a natureza é livre.

Amar não é ter a sensação de posse, como o apego, que vem do ego, traz.

Amar é querer a liberdade, que se desenvolva mais e melhor a cada dia.

A impermanência, o desapego é uma forma otimista de olhar a realidade, que cada dia pode ser melhor do que o outro, a cada dia posso ser a melhor versão de mim mesma.

Anne Moon
Escrito por Anne Moon

Gratidão a você que leu esse artigo!

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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AUTOCONHECIMENTO: O QUE BUDA NOS DIZ SOBRE FAMÍLIA E DESAPEGO?

Na coluna AUTOCONHECIMENTO desta sexta-feira vamos assistir a uma mini-palestra da Monja Coen sobre família e desapego na visão budista. É muito importante esse tema já que somos regido desde que nascemos pelo Ego e o apego a matéria. Assista a palestra e encontre as suas respostas! 

Fonte:

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