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SAÚDE: SEGUNDO PESQUISA, PESSOAS COM TRANSTORNOS DE HUMOR SÃO MAIS PROPENSAS A DESENVOLVER DOENÇAS CRÔNICAS

Ter ansiedade ou depressão aumenta o risco de desenvolver doenças crônicas, diz estudo

Pesquisa analisou mais de 40 mil adultos nos EUA; pessoas diagnosticadas com esses transtornos tiveram problemas como asma, hipertensão ou cânceres ao longo da vida

Megan Marples

da CNN

Casos de depressão e ansiedade tiveram picos durante a pandemia
Casos de depressão e ansiedade tiveram picos durante a pandemiaPexels

 

Mulheres de todas as idades e homens mais jovens com certos transtornos de humor são mais propensos a desenvolver certas doenças crônicas, de acordo com uma nova pesquisa.

Pesquisadores de um estudo retrospectivo publicado na revista JAMA Network Open analisaram dados de saúde de 40.360 adultos do Condado de Olmsted, em Minnesota, do sistema de conexão de registros médicos do Rochester Epidemiology Project. Este banco de dados coleta informações médicas contínuas de pessoas que vivem no condado.

A equipe de pesquisa dividiu os adultos em três faixas etárias por sexo: 20, 40 e 60 anos. Cada participante foi classificado com base em se eles comemoraram os aniversários dessas idades entre 2005 e 2014. O estudo também incluiu um acompanhamento em 31 de dezembro de 2017.

Mulheres em todas as três faixas etárias e homens na faixa dos 20 anos que tinham depressão e ansiedade, ou só depressão tinham um risco significativamente maior de desenvolver uma condição crônica, em comparação com participantes sem ansiedade ou depressão.

Algumas das 15 condições crônicas observadas no estudo incluíram hipertensãoasma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e a maioria dos cânceres.

“Nós tendemos a pensar nos jovens como vitais, em forma e saudáveis. Também tendemos a pensar que as condições médicas crônicas afetam apenas as pessoas mais velhas. Infelizmente, para as pessoas que sofrem de doenças mentais, a realidade pode ser bem diferente”, disse Jasmin Wertz, professor de psicologia na Escola de Filosofia, Psicologia e Ciências da Linguagem da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, que não esteve envolvido no estudo.

De todas as mulheres do estudo, as mulheres na faixa dos 20 anos eram mais propensas a desenvolver doenças crônicas se tivessem ansiedade e depressão, com um aumento de mais de 61% no risco em comparação com participantes sem nenhum transtorno mental.

As mulheres na faixa dos 60 anos eram menos propensas se tivessem apenas ansiedade, com um aumento de mais de 5% no risco em comparação com participantes sem ansiedade nem depressão.

Dos homens do estudo, aqueles com ansiedade e depressão no grupo de 20 anos eram mais propensos a desenvolver uma condição crônica, com um aumento de risco de quase 72% em comparação com o grupo controle, e os homens com ansiedade no grupo de 60 anos eram menos provavelmente com uma redução de mais de 8% no risco.

Possíveis explicações para as disparidades

A equipe de pesquisa não conseguiu determinar por que as mulheres eram mais propensas a serem afetadas do que os homens, mas existem algumas hipóteses possíveis, disse o autor do estudo, William Bobo, professor de psiquiatria e presidente e consultor do departamento de psiquiatria e psicologia da Mayo Clínica em Jacksonville, Flórida.

Existem diferenças sexuais na frequência de transtornos depressivos e de ansiedade diagnosticados e isso pode ter desempenhado um papel”, disse ele.

As mulheres são mais propensas a serem diagnosticadas com transtorno de ansiedade do que os homens e duas vezes mais propensas a serem diagnosticadas com depressão, de acordo com a Clínica Mayo.

Fatores hormonais, biológicos e psicológicos também podem desempenhar um papel, acrescentou Bobo.

Os participantes com ansiedade e depressão também foram afetados por várias condições crônicas, não apenas uma ou duas, disse Wertz.

Mais pessoas podem ser afetadas

O estudo não incluiu doenças crônicas que as pessoas já tinham quando entraram no estudo, e sim analisou os dados coletados em cada marco, disse Kyle Bourassa, pesquisador avançado do Centro de Pesquisa, Educação e Clínica em Geriatria do Durham VA Health Care System em Carolina do Norte. Ele não participou do estudo.

Alguém que está na faixa etária de 60 anos pode ter tido ansiedade e/ou depressão durante a maior parte de sua vida e já desenvolveu doenças crônicas aos 60 anos por causa disso, explicou.

“Esta foi uma boa decisão para ser cauteloso com as estimativas do estudo, mas também pode resultar em subestimar o efeito entre os idosos estudados aqui”, disse Bourassa.

Mais de 86% dos participantes eram brancos, o que é outro fator limitante, segundo Wertz.

Existem grandes disparidades raciais e étnicas na saúde mental e física porque as pessoas que vêm dessas minorias muitas vezes não têm acesso a cuidados de saúde de qualidade, disse ela.

Isso significa que pessoas com origens de minorias raciais e étnicas podem ter uma maior associação entre ansiedade e depressão, o que pode se traduzir em um risco maior de desenvolver condições crônicas do que o relatado, explicou Wertz.

Como diminuir seu risco

Existem tratamentos comportamentais e farmacológicos para ansiedade e depressão, que demonstraram melhorar o bem-estar do paciente, disse Bourassa.

As descobertas feitas a partir deste estudo sugerem que esses tratamentos também podem melhorar a saúde física, especialmente quando as pessoas são mais jovens, disse ele.

Incluir atividade físicameditação consciente e sono em sua rotina diária também demonstrou diminuir a ansiedade e a depressão, de acordo com Bourassa.

Além dessas atividades, evitar fumar e beber muito pode ajudar a diminuir o risco de desenvolver uma condição crônica, disse ele.

Se você sentir que pode ter ansiedade ou depressão, converse com seu médico ou terapeuta para criar um plano de tratamento, disse Wertz. A Aliança Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos também tem uma linha de apoio, acrescentou ela.

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SAÚDE: SAIBA QUAIS OS MALES CAUSADOS PELA SOLIDÃO

Como a solidão pode fazer mal à saúde física e mental

“A solidão associa-se a psicopatologias, como ansiedade, depressão e stress, mas também em nível físico, como a hipertensão e problemas cardiovasculares”, diz a psicóloga Ana Valente.

Daniela Costa Teixeira

da CNN

Saúde mental mais fragilizada, obesidade e problemas cardíacos. Estas são apenas algumas das consequências diretas da solidãoSaúde mental mais fragilizada, obesidade e problemas cardíacos. Estas são apenas algumas das consequências diretas da solidão Freepik

A solidão é uma das principais responsáveis por fazer com que as pessoas se isolem. Porém, também pode ser uma consequência direta desse isolamento, gerando um círculo vicioso em que a pessoa se isola por se sentir só e sente-se só porque está isolada.

Por ser um sentimento, a solidão varia muito de pessoa para pessoa. Mas uma coisa é certa: não escolhe gêneros, nem tampouco a idade. E o percurso de vida, sobretudo quando marcado por “experiências negativas nas relações com os outros”, pode ser determinante para uma maior vulnerabilidade à solidão, diz Marta Calado, psicóloga na Clínica da Mente.

São vários os gatilhos que deixam uma pessoa mais vulnerável à solidão e à vontade de se isolar. A psicóloga Ana Valente dá exemplos: “viver sozinho, condições econômicas mais frágeis, doenças que condicionam a mobilidade, ser cuidador informal, viuvez, desemprego, o local onde se vive, se está mais junto de outros ou não”.

Mas destaca que a solidão “muitas vezes tem a ver com a nossa saúde psicológica e com a nossa história de vida, que pode contribuir para que estejamos mais sozinhos e isolados e para que haja o desenvolvimento de sentimento de solidão”.

E como se diagnostica a solidão? Avaliando o quão bem a pessoa está consigo mesma.

“Os profissionais de saúde têm de saber distinguir uma tendência satisfatória para o isolamento, para ter um tempo para desenvolver as próprias reflexões, daquilo que é sentir a solidão. Quando nos sentimos em solidão não queremos necessariamente estar sozinhos. Sentimos no peito um aperto, um vazio. Sentimos que a vida das outras pessoas está preenchida. Temos de lidar com a emoção da tristeza, de decepção, de frustração”, esclarece a psicóloga Marta Calado.

Sentir-se só sem estar sozinho

Apesar de ser associada ao isolamento, a solidão pode afetar uma pessoa até mesmo quando está em casa, junto da sua família, perto dos seus amigos ou no seu local de trabalho. Há quem se sinta só mesmo quando tem companhia e a pessoa consegue percebê-lo “quando não se sente integrada, se sente rejeitada”.

Esta ‘solidão acompanhada’ “é uma das muitas experiências que faz com que o indivíduo ganhe mecanismos de defesa, de proteção e não se exponha tanto aos outros”. No entanto, “sem perceber, acaba por levar uma vida mais centrada em objetivos individuais ou restrita a grupos”, até porque a pessoa pode sentir-se só na presença apenas de determinadas pessoas ou grupos e não sempre que está acompanhada, diz Marta Calado.

De acordo com a psicóloga, a pessoa pode carecer de um sentimento de pertencimento em casa junto da família, mas encontrá-lo “na família do coração, que são os amigos que escolheu”.

Ana Valente acrescenta que este sentimento de solidão quando não se está efetivamente sozinho foi notório durante a pandemia da Covid-19, sobretudo junto dos mais novos, que “não conseguiram ter sentimentos de pertencimento e não se conseguiram identificar” com quem dividiam teto.

O sentimento de solidão na presença de outras pessoas causa aquilo que Marta Calado chama de “conflito interno”: uma “ambiguidade emocional, com impacto psicológico e comportamental”, especialmente quando a solidão é sentida junto de pessoas com que se está constantemente, como pode acontecer em ambiente familiar ou de trabalho.

Como a solidão afeta a saúde física e mental

A solidão e o isolamento social são capazes de impulsionar uma série de problemas mentais e físicos, ao mesmo tempo que pode ser também consequência deles mesmos. “A solidão associa-se a psicopatologias, como ansiedade, depressão e stress, mas também em nível físico, como a hipertensão e problemas cardiovasculares”, diz Ana Valente.

E por “associa-se” entende-se que é causa e efeito, que pode levar ao sentimento de solidão, mas que este mesmo sentimento pode impactar a saúde física e mental da pessoa.

Uma pessoa que lida constantemente com o sentimento de solidão pode apresentar “alterações de sono ou no apetite. A pessoa pode chorar, ter uma maior desconcentração, sente tristeza, pode ter pensamentos intrusivos e constantes que a levam pensar porque não ser suficiente e interessante para os outros”, continua Marta Calado.

Olhando para o impacto na saúde física, não faltam evidências científicas que comprovem a relação entre a solidão e o isolamento com problemas de saúde. Em 2019, um estudo publicado na PLOS One revela que o isolamento social está associado a uma maior propensão de inatividade física, má alimentação e uso de medicamentos psicotrópicos, fatores que podem desencadear problemas de saúde como a obesidade ou depressão, por exemplo.

“O isolamento social pode ser menos prevalente em idades mais jovens, mas é ainda mais fortemente associado a más condições de saúde e comportamentos do que em idades mais avançadas”, como mostra a pesquisa.

Já um outro estudo, do mesmo ano, mas publicado na revista BMC Public Health, dá conta de que também os mais velhos ficam mais vulneráveis com o isolamento social e consequente solidão.

Os achados sugerem que “o maior isolamento social em homens e mulheres mais velhos está relacionado com a redução da atividade física objetiva diária e um maior tempo sedentário”, dois fatores também com impacto direto na saúde física.

“O isolamento social percebido (PSI) [solidão] está ligado ao aumento do risco de doenças crônicas e mortalidade”, explica um estudo de 2015 publicado na PNAS, que mostra uma maior tendência para inflamação e uma menor capacidade para responder contra vírus.

Um estudo publicado em 2017 pela Associação Americana de Psicologia dá um exemplo disso, afirmando que as pessoas solitárias que foram expostas ao rinovírus eram mais propensas a desenvolver sintomas de constipação do que as pessoas que não eram solitárias.

Mas há outros impactos igualmente penosos, como uma maior propensão para doenças físicas, como hipertensão, doenças cardíacas, obesidade, sistema imunitário enfraquecido, ansiedade, depressão, declínio cognitivo, doença de Alzheimer e até a morte, revela o Instituto Nacional de Envelhecimento dos Estados Unidos. Além disso, deixa os idosos ainda mais vulneráveis aos efeitos do envelhecimento no cérebro. Segundo um estudo, os idosos em isolamento social ou num estado de solidão mostram função cognitiva pior quatro anos depois.

“Sem dúvida que alguém que se sente em solidão não sente bem-estar e satisfação psicológica”, atira Marta Calado, explicando que, nos mais velhos, é comum a tomada de antidepressivos quando o sentimento de solidão é uma constante.

“É natural que pessoas que estão mais sozinhas tomem um antidepressivo para saber tolerar mais facilmente esta gestão emocional, a falta de entusiasmo, alegria e de oportunidades de encontrar ânimo. Até porque esta situação de vida com estas repercussões psicológicas terá repercussões físicas, porque o isolamento faz com que pessoas tenham a tendência a não se movimentar tanto, a ter problemas físicos, como contraturas musculares, dores, cólicas, tensão acumulada.”

Cientistas da Universidade de McGill, no Canadá, revelaram no ano passado uma espécie de assinatura nos cérebros de pessoas solitárias, espelhada em variações no volume de diferentes regiões do cérebro, bem como na forma como essas regiões se comunicam entre si nas redes cerebrais.

Na prática, diz o estudo publicado na Nature Communications, as alterações cerebrais das pessoas solitárias estavam centradas naquilo a que se chama de “rede-padrão”, um conjunto de regiões cerebrais envolvidas em pensamentos internos, como recordar, fazer projeções ou pensar em outras pessoas.

“Cientistas descobriram que as redes-padrão das pessoas solitárias eram mais fortemente ligadas e, surpreendentemente, o seu volume de massa cinzenta nas regiões da rede-padrão era maior”. No entanto, as pessoas solitárias continuam à mercê de um declínio cognitivo mais precoce e do aparecimento mais rápido de sinais de demência, explica o Science Daily.

Apesar de ser uma associação já várias vezes feita pela ciência, a verdade é que ainda “é incerto” se os efeitos do isolamento social ou da solidão “são independentes ou se a solidão representa o caminho emocional pelo qual o isolamento social prejudica a saúde”, segundo um estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.

Prevenir a solidão e evitar o isolamento

“Cabe a todos nós ter o papel comunitário e dentro da sociedade”, diz Ana Valente. A psicóloga defende que “cuidar dos nossos, seja a família ou vizinhos” ajuda que a pessoa que esteja só deixe de se sentir, pelo menos um pouco, só, seja porque está sendo ajudada ou porque está ajudando.

“Todos podemos fazer algo no combate à solidão, até porque isso é muito positivo para o bem-estar e saúde mental de quem ajuda”, frisa.

Ana Valente considera ainda que o “autocuidado” deve ser o ponto de partida, incluindo-se nesta tarefa hábitos como “cuidar da saúde física e mental, fazer atividade física e ter uma alimentação saudável”.

Mas é também preciso saber filtrar e, sobre isto, a psicóloga fala da importância de “ter algum cuidado e filtrar informação e programas de televisão”, sobretudo os que optam por conteúdos mais dramáticos e que podem levar a estados de tristeza”, acrescenta Marta Calado.

Um dos segredos para que a pessoa não sinta necessidade de se isolar é “fazer coisas de que gosta. Pode ser ouvir música, dar uma caminhada, fazer voluntariado, encontrar um papel ativo dentro da comunidade em que a pessoa está inserida”, sendo esse último ponto mais vantajoso até para os mais velhos, sobretudo quando se reformam e perdem a rotina habitual e até, em alguns casos, o seu propósito.

“Ter um papel ativo dentro da comunidade traz emoções positivas e faz com que os sentimentos mais negativos diminuam, incluindo a solidão”, aponta Ana Valente.

Manter as rotinas e ter planeamento diário “no sentido de ocupar as 24 horas do nosso dia com tarefas, seja ligar para um amigo ou familiar, passear com o animal de estimação, ter a tarefa de fazer as compras diárias, falar com vizinhos, acompanhar ou tomar conta dos netos do vizinho” é, para Marta Calado, também uma forma de fazer frente à solidão.

Apesar de as redes sociais serem associadas ao isolamento, em alguns casos podem ser a ferramenta essencial para manter contatos e encurtar distâncias, diminuindo a sensação de solidão. O isolamento físico continua, mas manter ligações com outros, mesmo que digitais, pode ajudar a pessoa a sentir-se menos só.

Fonte : CNN
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SAÚDE: GRUPO DE ALUNOS EM ESCOLA NO RECIFE TEM SURTO COLETIVO DE ANSIEDADE

Surto de ansiedade coletiva acende alerta sobre saúde mental de estudantes

Neste episódio do E Tem Mais, Carol Nogueira apresenta um panorama da preocupação com impactos psicológicos e emocionais da pandemia em crianças e adolescente

Da CNN*

Em São Paulo

Surto de ansiedade coletiva acende alerta sobre saúde mental de estudantes | CNN Brasil

Um grupo de 26 alunos de uma escola do ensino médio de Recife (PE) precisou ser atendido por profissionais de saúde no início deste mês, depois de apresentar sintomas de ansiedade. O caso de surto coletivo ocorreu na primeira semana de exames depois do retorno das aulas presenciais, após dois anos de restrições impostas pela pandemia de Covid-19.

Em São Paulo, um levantamento realizado com estudantes da rede estadual de ensino fundamental e médio apontou que cerca de dois terços das crianças e adolescentes apresentaram sintomas de depressão e ansiedade.

Neste episódio do E Tem Mais, Carol Nogueira apresenta um panorama da preocupação com novos casos de transtornos de ansiedade em crianças e adolescentes. Para descrever as possíveis explicações para esse cenário e os caminhos para cuidar melhor da saúde mental dos jovens brasileiros, participam deste episódio o professor de psiquiatria da infância e adolescência Guilherme Polanczyk, da USP, e a psicóloga Marilene Kehdi.

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PANDEMIA DE COVID-19 CONTRIBUIU PARA O AUMENTO DE CASOS DE ANSIEDADE E DEPRESSÃO NA POPULAÇÃO

Escola tem papel importante para identificar ansiedade em jovens, diz psiquiatra

À CNN, Guilherme Polanczyk afirmou que casos de crises de ansiedade coletiva, como observado em Recife, são atípicos

Amanda GarciaBruna Sales

da CNN

em São Paulo

Pandemia de Covid-19 contribuiu para o aumento de casos de ansiedade e depressão na populaçãoPandemia de Covid-19 contribuiu para o aumento de casos de ansiedade e depressão na população Pedro Amora/Prefeitura de Jundiaí

Falta de ar, tremor e crise de choro foram alguns dos sintomas que afetaram 26 estudantes no dia 8 de abril, na escola Ageu Magalhães, no Recife. Um episódio de crise de ansiedade coletiva é “uma situação atípica”, de acordo com o professor de psiquiatria da infância e adolescência da Universidade de São Paulo (USP), Guilherme Polanczyk.

“Quando olhamos alguém em crise, ficamos ansiosos, é uma situação aguda e intensa, é muito particular, só podemos fazer hipóteses sobre o que aconteceu, eventualmente é que todos foram expostos a uma situação extrema de estresse e provavelmente já tinham alguma fragilidade emocional”, afirmou Polanczyk à CNN.

De acordo com Polanczyk, diversos fatores contribuem para evolução de quadros de ansiedade, “situações do ambiente, da família, da escola, exposições a situações traumáticas contam muito”. O psiquiatra reforçou que identificar os casos precocemente é essencial para que a criança ou adolescente receba acompanhamento médico.

“A ansiedade e depressão são experiências emocionais que as pessoas muitas vezes não compartilham com quem está a sua volta, mas medo e preocupação aparecem no comportamento, pais precisam estar sintonizados para identificar esses comportamentos”.

“A escola também tem papel muito importante, ela promove o desenvolvimento de pessoas, saúde mental é parte fundamental para esse desenvolvimento, para que tenham essa ideia de promoção de saúde mental, identificação de problemas”, completou.

O especialista ainda reforçou que há estudos nacionais e internacionais que apontam que o período mais agudo da pandemia de Covid-19 contribuiu para o aumento de casos de ansiedade e depressão na população em geral, e em especial em jovens.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou 25% no primeiro ano da pandemia. O levantamento aponta que jovens e mulheres foram os mais atingidos.

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AUTOCONHECIMENTO: CONHEÇA OS 8 PRINCIPAIS GATILHOS DE DEPRESSÃO ENTRE JOVENS

A depressão é uma doença mental que ataca cada vez mais os jovens mundo afora. O índice de suicídio ao redor do mundo é alarmante. Isso ocorre devido ao lifestyle da nova era tecnológica dos celulares, tablets, Inteligência artificial e das redes sociais, que mudou completamente o comportamento dos membros da nossa sociedade. O artigo a seguir enumera os 8 principais gatilhos de depressão entre jovens, que devem ser observados e tratados com a devida atenção.

Os 8 principais gatilhos de depressão entre os jovens

Garota triste usando blusa vermelha

Tima Miroshnichenko / Pexels

Você já deve ter ouvido que a depressão é o mal do século, mas a forma como isso afeta a nossa sociedade de maneira prática às vezes é desconhecida. Entre os grupos que mais sofrem com essa doença, estão os jovens, que vivem o auge dessa nossa sociedade acelerada e, muitas vezes, cruel.

Para se ter uma ideia do alcance dessa doença, uma pesquisa da Universidade de Calgary (Canadá), publicada em 2021, mostrou que 1 em cada 5 jovens tem experimentado sintomas de ansiedade clinicamente elevados, enquanto 1 em cada 4 tem passado por sintomas de depressão clinicamente elevados.

Se 25% dos jovens da nossa sociedade sofrem com depressão, entender as causas dessa doença é essencial para que encontremos uma ou mais soluções. Dessa forma, preparamos este artigo com 8 gatilhos de depressão em jovens, para que você possa ajudar caso conheça algum jovem.

1. Isolamento

Uma pesquisa publicada no “The Journal of Clinical Psychiatric” em 2018 mostrou que jovens entre os 20 e 29 anos foram os que mais afirmavam sofrer com a solidão durante seu dia a dia, superando todas as faixas etárias até os 90 anos de idade.

Uma das pesquisadoras afirmou que isso geralmente acontece porque os jovens dessa faixa etária precisam conciliar momentos de muito estresse e pressões, incluindo estabelecer uma carreira, encontrar um parceiro romântico, manter-se conectado às redes sociais, e por aí vai, o que acentua a sensação de estar sozinho e pode causar a depressão.

Jovem sozinha em um vestiário. Fotografia em preto e branco.

Tima Miroshnichenko / Pexels

2. Ansiedade com a carreira

Se você é jovem, sabe muito bem do que estamos falando, mas se a sua juventude já ficou para trás, você certamente consegue se lembrar dos momentos de angústia quando pensava com o que ia trabalhar e o que ia fazer da sua vida.

Estabelecer uma carreira e ter estabilidade profissional e financeira são conquistas que vêm acontecendo de maneira cada vez mais tardia. Se nas gerações anteriores, aos 30 anos um jovem já estava casado, com filhos, com uma carreira estável e um imóvel em seu nome, hoje as coisas são muito mais incertas do que isso.

3. ecessidade de aceitação

Jovens querem participar de grupos, querem ser notados, ser aceitos, ser admirados. E isso tudo pode se tornar uma bola de neve bastante angustiante quando os jovens não conseguem perceber o valor que têm, a não ser que esse valor seja afirmado por alguém “de fora”.

Quatro amigas reunidas tirando uma selfie

Hannah Nelson / Pexels

Isso é algo pelo qual quase todos os jovens passam, até mesmo aqueles que são mais “populares”. Apesar de parecer secundário, pode estimular sentimentos como tristeza, desilusão, baixa autoestima, entre muitos outros.

4. Problemas de autoestima

Na era dos corpos perfeitos dos digitais influencers e dos mil e um especialistas de comentários de redes sociais, a autoestima é uma das mais afetadas na vida dos jovens, que estão constantemente se comparando e encontrando insatisfações em suas vidas, especialmente por causa do próximo tópico: o uso de redes sociais.

5. Uso de redes sociais

Os jovens dessa geração estão precisando enfrentar um desafio que não foi enfrentando por nenhuma geração anterior: o uso de redes sociais 24h por dia, em que há informação e estímulos sem fim, gerando, muitas vezes, comparações, insatisfações e ansiedade.

A verdade é que há muitas maneiras de lidar de maneira saudável com as redes sociais (e é claro que é possível também não estar nelas), então cada jovem deveria encontrar a melhor maneira de usá-las, mas, infelizmente, o que vemos é que muitos ainda a usam de maneira tóxica e irresponsável, o que pode ser gatilho para problemas de autoestima, aceitação, entre muitos outros.

Tela de um celular com ícones de redes sociais.

Tima Miroshnichenko / Pexels

6. Rotinas desequilibradas

Rotinas de trabalho cansativas, mais de um emprego, estudo, vida social, necessidade de encontrar um parceiro, vida familiar, necessidade de estabilidade financeira são algumas das inúmeras preocupações com as quais os jovens convivem de uma vez só. Dessa forma, manter o foco pode ser um desafio praticamente impossível.

Com tanta coisa acontecendo e precisando ser resolvida ao mesmo tempo, a rotina dos jovens do século XXI pode ficar bastante desequilibrada. E sabemos que sedentarismo, baixa qualidade do sono e pouco tempo de lazer são alguns dos principais causadores de depressão.

7. Problemas amorosos

Relacionamentos que acabam frustrados, paixões e desejos não correspondidos, traições e, atualmente, os crushes. Entre os 15 e os 35 anos, vivemos isso tudo da maneira mais intensa possível, muitas vezes sem nem mesmo termos tempo suficiente para digerir o que está acontecendo.

Então, a verdade é que as frustrações da vida amorosa podem causar muitos problemas psicológicos e emocionais nos jovens, que, como dissemos, já sofrem com um acúmulo enorme de responsabilidades e preocupações em outras esferas da vida.

8. Falta de autoconhecimento

Aquele que conhece suas vontades, sua personalidade, seus desejos e seus sonhos consegue viver uma vida mais harmoniosa e equilibrada, porque, ao menos, tem alguma noção de quem é, do que faz mal e do que é preciso fazer para conseguir conquistar o que deseja. Por isso muitos jovens sofrem, ou seja, por não estimularem sua busca por autoconhecimento.

Quando incentivamos nossa busca por autoconhecimento, estamos nos amando e cuidando de nós mesmos, para que possamos entender quem somos, o que nos faz bem e qual seria a melhor forma de viver. Por isso a importância de práticas como terapia e tempo de reflexão consigo mesmo.

Nunca foi tão difícil ser jovem no mundo quanto tem sido atualmente nesses tempos em que as responsabilidades, as frustrações, as velocidades e as tarefas se acumulam e exigem respostas imediatas de pessoas ainda tão imaturas e que estão apenas começando a vida. Entender os gatilhos de depressão entre os jovens é essencial para ajudá-los ou para se ajudar.

ATENÇÃO: Se você desconfia que está com depressão, marque uma consulta com um psiquiatra ou procure auxílio psicológico. Essa doença tem cura e, em breve, você estará bem!

Escrito por Eu Sem Fronteiras

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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AUTOCONHECIMENTO: QUANDO NÃO PODEMOS MUDAR UMA SITUAÇÃO PODEMOS MUDAR A NÓS MESMOS

Sábado também é dia de reflexão e é muito importante observar as coisas que influenciam as nossas decisões, baseado em nossas emoções, que são os gatilhos emocionais. Se não estivermos atentos nunca perceberemos o que realmente estamos fazendo, principalmente depois de tanto tempo em constante tensão e crise emocional, devido a pandemia e todas as instabilidades geradas por ela. Então lhe convido a ler o texto completo a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor!

Gatilhos emocionais, final de ano e as instabilidades dos últimos meses. O que fazer?

Mulher branca sentada olhando para o lado.

fizkes / 123rf

Cuidado com os gatilhos que geram síndrome do pânico, crise de ansiedade e bloqueios… Estava tudo planejado para o Ano Novo. Aí vem a ômicron.

Para tudo, todo mundo entra em pânico de novo, todo mundo tem que rever a sua vida.

Como se preparar a cada dia para que esse turbilhão não nos afete tanto?

Não temos controle sobre o que está acontecendo, então como viver melhor?

Vivemos em constantes crises de ordem econômica, saúde, segurança, social, política etc.

Uma crise acaba e surge outra. Assim é a realidade, porque vivemos em uma época de incertezas e inseguranças. Que acaba gerando muito sofrimento, então não podemos negar que o sofrimento faz parte da vida. Porém existem saídas para nos ajudar.

Porque quando não podemos mudar uma situação, podemos, sim, mudar a nós mesmos.

O importante é identificar o que está fazendo disparar o gatilho, o que está desencadeando a crise que nos faz entrar em pânico.

Como?

Buscando ajuda por meio do autoconhecimento.

Mulher negra sentada no chão com as mãos no peito.

Joice Kelly / Unsplash

Por meio das mais variadas terapias que nos auxiliam a entender que não devemos sofrer por antecipação.

Controlar a ansiedade para que ela não nos leve a uma síndrome do pânico, porque geralmente tudo começa com as emoções negativas que ficam atormentando e fazendo o pensamento ficar acelerado.

Então é hora de parar e mudar o pensamento por meio de emoções positivas, despertando em nós a paz e o equilíbrio.

Mudar os hábitos, prestar mais atenção à respiração, procurar uma vida mais calma e sem tantas cobranças, pois tudo passa e precisamos cuidar melhor de nós mesmos para poder desfrutar de todos os momentos das nossas vidas.

Há necessidade de estar no momento presente. Não temos o passado nem o futuro, apenas o presente. E não temos controle sobre nada, então viva o hoje!

Porque é no hoje que a realidade das nossas vidas acontece. Sabemos que estamos vivendo em uma época em que tudo está muito acelerado e confuso.

Isso é próprio desses novos tempos em que a pressa, o consumo e o descarte fazem parte de uma necessidade em ocultar o vazio existencial.

Se nos prendermos ao passado, ficamos depressivos. Se nos prendermos ao futuro, ficaremos ansiosos.

Mulher branca de máscara e mãos na cabeça.

engin akyurt / Unsplash

A importância de viver no presente é essencial, e parece tão óbvio, mas infelizmente não é. Porque é preciso ter maturidade emocional para entender o que acontece conosco, com nossas emoções e sentimentos.

Precisamos entender que tudo chegará até nós se tivermos serenidade e equilíbrio.

Se tivermos consciência de quem somos nós.

Descanse, pense e medite… porque é no hoje que estamos vivos e cheios de energia.

Dicas para manter a sua saúde mental em tempos de tantas instabilidades financeiras, econômicas e de saúde.

Hoje quero falar com você sobre algumas dicas práticas que você pode aplicar no seu dia a dia, para manter a sua saúde mental em tempos de tantas instabilidades financeiras, econômicas e de saúde.

  1. Aprenda a manter sua atenção no momento presente;
  2. Aprenda a respirar corretamente. Respire fundo e sinta o ar entrando e saindo de suas narinas, repita esse ciclo;
  3. Desligue a TV e faça algo terapêutico para você: pinte, cante, dance, leia um livro legal, pratique a escrita criativa;
  4. Anote todas as suas despesas e, sempre que puder, separe um valor mínimo para guardar e fazer uma reserva de emergência.
  5. Quando o dinheiro entrar, não pense que ele já vai sair da sua conta devido a despesas; pense que você estará usando seu dinheiro para fazer seu capital girar.
  6. Fortaleça seu autoconhecimento, faça terapias, se for preciso, mas cuide de si. Não negligencie esse lado;

Ver as coisas sob um novo ponto de vista nos ajuda a viver melhor, além de trazer novos insights para sairmos de uma determinada situação de forma criativa.

Escrito por Carla Marçal

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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MESMO QUE OS ALUNOS ESTEJAM ÁVIDOS PELA INTERAÇÃO SOCIAL NO RETORNO AS AULAS AINDA HÁ INCERTEZAS QUE PODEM CAUSAR ANSIEDADE

Educação e pandemia: os impactos do isolamento na volta às aulas presenciais

Especialistas alertam para a necessidade de acolhimento e espaços de diálogo nas famílias e escolas

Aline Naomi

colaboração para a CNN

Retorno às aulas presenciais: ainda que os alunos estejam ávidos pela interação social, ela gera muitas incertezas que podem causar ansiedadeRetorno às aulas presenciais: ainda que os alunos estejam ávidos pela interação social, ela gera muitas incertezas que podem causar ansiedade

Há pouco mais de um mês, as escolas da rede estadual e privada do estado de São Paulo passaram a receber 100% de seus estudantes, sem revezamento de alunos e sem o distanciamento de um metro entre as carteiras.

Apesar de as atividades escolares buscarem o retorno à normalidade, os estudantes que chegam às escolas agora são diferentes daqueles que foram para casa no início da pandemia.

A maior parte das redes estaduais de ensino retomaram atividades presenciais. Além de São Paulo, outros estados autorizaram o retorno de 100% dos alunos às salas de aula, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Piauí, Amazonas e Mato Grosso.

Algumas unidades de ensino e até municípios inteiros têm, porém, suspendido atividades após a detecção de casos de Covid-19 entre estudantes.

Mas outro problema de saúde também preocupa. De acordo com levantamento da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), estima-se que, no mundo todo, um a cada sete indivíduos com idade entre 10 e 19 anos viva com algum transtorno mental diagnosticado.

No Brasil, uma pesquisa realizada pelo Instituto de Tecnologia Ipec a pedido da Pfizer mostrou que os jovens foram os mais afetados por problemas mentais durante a pandemia.

Silmara Meireles, psicóloga e integrante da Associação pela Saúde Emocional de Crianças (Asec Brasil/Movimento Saber Lidar), observa que muitas crianças e adolescentes sentiram emocionalmente as restrições de contato a ponto de terem a saúde mental comprometida.

“As crianças e os jovens sofreram muito com o impacto da pandemia por conta do isolamento social, pelo fato de não estarem na escola”, analisa.

A psicóloga também cita o crescimento do número de estudantes com transtornos de ansiedade e de depressão.

Um estudo realizado no final de 2020 por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) constatou que estudantes do 9º do Ensino Fundamental e do Ensino Médio em escolas públicas estaduais e municipais das periferias de São Paulo e Guarulhos foram diagnosticados com depressão (10,5%) e ansiedade (47,5%).

São diversos os fatores que podem gerar essas condições nas crianças e adolescentes, como as aulas remotas, a falta de interação com pessoas da mesma faixa etária, a convivência com adultos estressados em casa — ou em home office ou se colocando em risco para trabalhar.

“Temos vários cenários que causaram impacto nesse período de isolamento, e esses impactos emocionais têm efeitos que vão aparecer agora [presencialmente] no ambiente escolar”, afirma Silmara Meireles.

Habilidades interpessoais comprometidas

A privação de relacionamentos interpessoais afetou não somente a saúde mental dos jovens, mas também as competências a eles relacionadas, como respeito, empatia e confiança. É o que pontua Celso Lopes, psiquiatra e fundador do Programa Semente, de soluções em educação socioemocional.

“Elas [as competências] foram impactadas por uma razão muito simples: os adolescentes foram privados do relacionamento interpessoal. Isso significa que eles estão um pouco infantilizados. Ou seja, o que seria cobrado por ter 15 [anos] ele não consegue realizar porque não teve dois anos de aprendizado”, comenta.

Outros atributos de socialização que podem ter sido prejudicados são saber se aproximar para se apresentar para alguém desconhecido, ser assertivo, se posicionar, perceber emoções positivas e se entusiasmar.

Ainda assim, Lopes ressalta que esse aprendizado pode ser recuperado, assim como os conteúdos curriculares, desde que haja um direcionamento para isso.

Ainda que os alunos estejam ávidos pela interação social, ela gera muitas incertezas que podem causar ansiedade.

“Se você está menos desenvolvido para enfrentar os ambientes sociais, quando esse enfrentamento acontece, porque tem que acontecer, isso gera uma incerteza. E como percebemos essa incerteza? Por meio dos sentimentos da família do medo, como preocupação, ansiedade”, contextualiza Lopes.

O retorno presencial na prática

Fábio de Lima, professor de filosofia da Escola Estadual Professor Joaquim Luiz de Brito, na zona norte de São Paulo, relata que os alunos voltaram às aulas presenciais com saudades da interação com colegas e professores. Mesmo assim, a piora da saúde mental foi trazida pelos estudantes.

“Os alunos falaram que estavam até indo para a escola justamente para tentar resolver essa situação e ter contato com as pessoas, porque eles estavam se sentindo muito deprimidos e sentindo também uma ansiedade”, relata o professor.

Uma aluna de 16 anos do 1º ano do Ensino Médio chegou a compartilhar que estava sofrendo ataques de pânico por conta da pandemia, mas que a família não a entendia e não havia procurado ajuda profissional.

O professor começou a trabalhar a meditação em 2012 com os alunos da 3ª série do Ensino Médio ao abordar filósofos que costumavam praticá-la. Com o passar dos anos, a atividade foi expandida para as outras séries até se tornar um projeto semanal.

A ideia inicial era promover foco e atenção para os exames vestibulares, mas a escola percebeu que a prática também ajudava em outros aspectos, como o combate à violência. “Com a meditação, a pessoa se torna mais pacífica, ela pensa mais naquilo que fala, se torna menos impulsiva”, diz o professor.

Em decorrência da pandemia, o projeto foi interrompido. Com o retorno às aulas presenciais, além de trabalhar a concentração e a memória dos estudantes, os momentos meditativos também servem como espaço para discussão da saúde mental.

“Minha primeira questão com eles [os alunos] na sala de aula foi a adaptação. A partir do momento em que estamos nos adaptando, vemos o que precisa ser trabalhado, e a saúde mental dos alunos veio abalada”, pontua Lima.

As questões de saúde mental não aparecem somente entre crianças maiores e adolescentes. A professora Maristela Iuliano Meira dá aula a crianças de cinco a seis anos na Escola Municipal Infantil Saci Pererê, em Taboão da Serra (Grande São Paulo), e conta que os alunos voltaram ansiosos e agitados.

“Com o confinamento, os pais perderam a paciência com seus filhos. Gritaram muito, deram celulares para mantê-los quietos e não ‘atrapalharem’ os seus trabalhos em casa, ficaram desempregados e acabaram ‘descontando’ as suas frustrações nos pequenos”, afirma.

Prestes a iniciar o Ensino Fundamental, as crianças têm demonstrado dificuldade para se relacionarem entre pares. “Como conviveram muito tempo com pessoas adultas, elas têm medo e receio de se aproximarem de outras crianças”, conta Maristela.

Quando um professor nota algo de diferente no comportamento da criança, a orientação é conversar com os responsáveis para entender se a dificuldade de socialização é normal ou se é um comportamento atípico.

Além disso, para apoiar as famílias nessa retomada, a escola fez um trabalho de orientação aos responsáveis com recomendações para o retorno e conscientização da importância da aprendizagem na primeira infância.

A forma de lidar com sentimentos e emoções

Lopes explica que é muito importante entender que ter sentimentos não é o mesmo que ter uma doença, mas nosso modo de perceber e processar as emoções pode ficar doente.

“Os sentimentos fazem parte dos nossos instrumentos de percepção do que está acontecendo ao nosso redor. Se tem incerteza, vamos ter um padrão ansioso. Se houve perdas, vamos ter o padrão da tristeza. Se houve injustiça, vamos ter padrões da raiva”, exemplifica o psiquiatra.

Nesses casos, o que acontece é o sentimento ser lido como uma doença da qual é preciso fugir. “Precisamos dar nome e perceber que ela [a ansiedade] passa, que boa parte do que me aflige não está acontecendo, mas é o que eu imagino e, a partir disso, as coisas tendem a voltar a uma normalidade”, afirma Lopes.

Ainda assim, algumas pessoas terão mais dificuldade para processar os sentimentos, mesmo em um ambiente mais cooperativo.

“O estressor dessa dificuldade acaba acordando genes que predispõem doenças como a depressão e a ansiedade, e pode-se abrir um quadro que exige um tratamento profissional.”

Necessidade de acolhimento e diálogo

Silmara Meireles reforça a importância de não se naturalizar o impacto emocional da pandemia em crianças e adolescentes. Isso significa que um comportamento destoante pode não ser só uma fase.

“Às vezes, as crianças ficam mais agressivas e só entendemos isso como um comportamento de desobediência, quando também pode mostrar o desencadeamento de um transtorno”, diz a psicóloga.

Para ela, é importante que tanto mães, pais e responsáveis quanto as escolas abram espaços de diálogo com os estudantes para acolhê-los e apoiá-los neste retorno, muito esperado por eles, mas com muitas restrições, inseguranças e perdas.

“Todos que estão dentro desse ambiente escolar precisarão ser mais cuidadosos uns com os outros, mais generosos nas relações e mais pacientes”, ressalta.

Enquetes realizadas com jovens e adolescentes nas redes sociais pelo U-Report Brasil, programa de interação também do Unicef, constatou que 72% sentiram a necessidade de pedir ajuda em relação a sua saúde mental durante a pandemia, mas 41% não recorreram a ninguém.

Ações para apoiar as escolas em São Paulo

Chefe de gabinete da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, Henrique Pimentel afirma que a saúde mental de alunos, professores e servidores é uma preocupação da pasta desde o retorno às atividades presenciais e importante para a retomada.

A secretaria desenvolveu o programa Conviva SP, que, entre outras ações, oferece suporte emocional para estudantes, professores e servidores. Também lançou o programa Psicólogos na Educação, que coloca profissionais da psicologia à disposição das instituições de ensino da rede estadual.

“A escola organiza qual é o melhor modelo de atendimento, se é um atendimento individualizado, se é uma roda de conversa sobre algo que aconteceu que está afetando a rotina daquela turma, e o psicólogo faz uma videochamada com aquela turma através de uma plataforma própria”, diz Pimentel.

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AUTOCONHECIMENTO: CONHEÇA UM POUCO MAIS DO MINDFULNESS OU ATENÇÃO PLENA PARA VOCÊ TER O CONTROLE TOTAL DA SUA VIDA

Nesta segunda-feira você iniciar sua semana conhecendo ou aprendendo uma técnica que vai te levar a alcançar a sua melhor versão, que se chama Mindfulness, ou atenção plena, que nada mais é o ato de estar completamente presente, 100% concentrado no está fazendo a cada momento. Então convido você a ler o artigo completo a seguir e expandir a sua consciência.

Atenção plena para combater o estresse e a ansiedade

Mulher de olhos fechados meditando

Jacob Lund / Canva

Nestes tempos de pandemia ocasionados pela COVID-19, as pessoas constantemente mantiveram a mente ocupada por preocupações, inseguranças e tensões por causa desse vírus que ainda nos rodeia; também por causa da magnitude com a qual ele afetou aspectos de saúde mental em muitas pessoas próximas.

A rotina teve que ser mudada, isolando-se o máximo possível, sem poder sair de casa no último ano, o que em muitas pessoas, independentemente da idade, causou um aumento de estresse, depressão, ansiedade e outros males.

Ficar em casa todos os dias não foi a melhor opção para todos, se pensar na dinâmica disfuncional com a qual as relações humanas são integradas em casa. Portanto, muitos psicólogos que, inclusive, trataram milhares dessas pessoas optaram por ajudar seus pacientes com algumas práticas de atenção plena para auxiliar na redução da ansiedade, da raiva, do estresse e da exaustão.

O que é atenção plena?

A atenção plena (também conhecida como “presença” ou “mindfulness”) é um estado de atenção que deriva da capacidade de os seres humanos estarem completamente presentes e que permite estar atento e apenas observar pensamentos, emoções, crenças, significados, atitudes e resultados da mente.

Mulher com os olhos fechados e o rosto erguido

Masha Raymers / Pexels / Canva

É uma prática que pode ser cultivada e consiste em estar plenamente consciente do aqui e do agora, aceitando o que está sendo experimentado e sentido, tentando estar livre de preocupações, antecipações e sem fazer interpretações ou julgamentos.

A prática da atenção plena combina meditação e autoconsciência. Quanto mais consciente a pessoa estiver, menos sentimento de desconforto terá e agirá de forma menos reativa às situações.

Esse estado de consciência pode ser alcançado com respiração controlada e uma postura na qual a coluna esteja confortavelmente ereta, focalizando as sensações do corpo e da mente.

Esse tipo de meditação tem origem hindu e budista, que se tornou popular no Ocidente graças ao médico americano Jon Kabat-Zinn, que integrou a prática dentro da psicologia cognitiva, que estuda como os seres humanos entendem o mundo.

Os exercícios praticados com a consciência ajudam a reduzir o estresse, a ansiedade, a raiva e a depressão, pois ajudam a observar, aceitar e estar em paz com emoções e pensamentos, aliviando grande parte do sofrimento da vida cotidiana que impacta as relações entre uns e outros.

Além de ajudar a reduzir o estresse, a raiva, a depressão e a ansiedade, a atenção plena também pode beneficiar outros aspectos da saúde. Por exemplo: pode-se utilizar a mesma como terapia para o cuidado da saúde cardiovascular, pois sua prática pode reduzir o risco de um ataque cardíaco em quase 50%.

Como a atenção plena ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade?

Ansiedade e estresse são sentimentos que produzem tensão física e emocional e são derivados de situações ou pensamentos que, às vezes, fazem o indivíduo se sentir nervoso, irritado, com medo ou frustrado. São reações de como o corpo e a mente aprenderam a enfrentar um desafio ou uma maior demanda de energia da mente ou do corpo.

Mãe e filha meditando juntas

fiskez / Getty Images Pro / Canva

Quando a mente se concentra no passado, “ruminando” situações, diálogos e tentativas de solução, são gerados sentimentos de culpa, frustração e arrependimento que não permitem funcionar no presente de forma clara e assertiva. Além disso, gastar tanta energia pensando no futuro com incerteza gera preocupação, medo, angústia, estresse e/ou ansiedade constante. Ambas as formas de lidar com a situação devem ser trabalhadas de maneira diferente, com maior estabilidade, com tomada de decisões assertivas e com geração de prazer no presente.

A atenção plena é voltada para o aprendizado do que acontece, experimentando si mesmo em cada detalhe, concentrando-se nas sensações do presente. Ao estar consciente dos episódios respiratórios e corporais, será muito mais fácil identificar os momentos que causam tensão e desconforto, observar as emoções e aprender a administrá-las melhor.

Vários estudos têm demonstrado que a prática da atenção plena pode produzir mudanças nos níveis psicológico e neuroendócrino. A atenção plena pode reduzir o estresse e a ansiedade, assim como melhorar o humor, fortalecer a inteligência emocional, libertar o medo, melhorar a memória, combater a insônia e estimular a criatividade. Essa prática ajuda a viver em paz com cada mudança, a se concentrar no que importa, inclusive a exercitar o cérebro, uma vez que ativa o córtex pré-frontal; assim pode-se melhorar a capacidade imunológica e aliviar dores ósseas e musculares, entre muitas outras.

Exemplos de técnicas de exercício de consciência

Alguns exemplos de exercícios que comprovadamente vão ajudar a começar a prática da atenção plena são:

Mulher prestando atenção em uma apresentação

Autoaceitação

Para começar a controlar a ansiedade e, acima de tudo, para compreender a consciência, a pessoa deve tratar si mesmo como trataria o melhor amigo. Deve ser lembrado quão importante a pessoa é, pois é o personagem principal da sua própria existência. É sugerido entrar em contato com a experiência do próprio corpo, tal como ele é, sem rejeitar as sensações desagradáveis nem forçar as sensações agradáveis. Nesse tipo de meditação, recomenda-se a companhia de uma pessoa que possa servir como guia.

Prestar mais atenção

Prestar mais atenção é um dos passos mais importantes quando o assunto é atenção plena. Embora possa ser difícil desacelerar na vida e observar de perto o ambiente ao redor, é importante dedicar tempo para se permitir explorar o ambiente com todos os sentidos: olfato, visão, paladar, audição e tato. Isso pode ser praticado no café da manhã, no almoço ou no jantar, por exemplo; durante o banho ou em uma caminhada. A qualquer momento pode-se focar em experimentar cada detalhe.

Viver o momento presente

A etapa acima mencionada levará a viver mais o momento presente, pois ao prestar atenção intencionalmente, o indivíduo se beneficiará dos simples prazeres do dia a dia.

Concentrar-se na respiração

Principalmente quando pensamentos negativos vêm à mente, é recomendado sentar-se, respirar fundo e fechar os olhos. Uma vez alcançado esse passo, pode-se começar a respirar conscientemente, fazendo isso por pelo menos 1 minuto ajudará muito. É ideal para descarregar a tensão acumulada.

A paternidade e maternidade consciente

Sabemos que, antes da Covid-19, a contingência sanitária, a dinâmica disfuncional e a violência nas famílias tinham aumentado. Agora, durante a pandemia, as taxas potencialmente cresceram.

Deve ser dado aos filhos o melhor de si, por isso é recomendado se imaginar no mundo desde a idade dos filhos, como eles o vêem e como eles o escutam. Observar quão perfeito eles são, nem mais, nem menos; trabalhar na presença silenciosa e na escuta ativa, lembrar-se de que quando vivemos tensões, não podemos perder o equilíbrio.

A atenção pode trazer muitos benefícios tanto mentais quanto físicos. Também é recomendável acrescentar uma dieta consciente que inclua uma alimentação saudável com exercício e higiene do sono, que é uma parte chave para controlar o estresse. É essencial procurar um psicólogo para aprender mais sobre essa técnica e começar a praticá-la.

Artigo publicado com garantias médicas, em colaboração com grupo científico do doctoranytime.

Referências:

Mindfulness exercises. (2020, September 15). Mayo Clinic.

Mutu, R. I. (2021, March 9). Mindfulness para reducir el estrés y la ansiedad. MGC Mutua. https://www.mgc.es/blog/mindfulness-para-reducir-el-estres-y-la-ansiedad/

González, Alazne. (2014). Mindfulness (atenção plena ou consciência plena). Research Gate.

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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MEDO E ANSIEDADE PERSEGUEM UNIVERSITÁRIAS AFEGÃS

Estudantes afegãs não veem futuro após Talibã chegar ao poder

Universitárias levadas para o Qatar revelam ter sentido medo e ansiedade devido a possível perda de direitos no Afeganistão

Medo e ansiedade perseguem universitárias afegãs

REUTERS/ALEXANDER CORNWELL

Um grupo de mulheres afegãs jovens demais para lembrar do governo Talibã entre 1996 e 2001 está passando pelo mesmo trauma recontado por parentes depois que o grupo islâmico retomou o controle do Afeganistão, levando milhares de pessoas a fugirem do país.

“Estamos voltando à escuridão”, disse uma das estudantes universitárias levadas para o Qatar, que descreveu sentimentos de ansiedade e medo e, como outras, se recusou a fornecer detalhes que pudessem identificá-las ou identificar suas famílias em casa por motivos de segurança.

“São todas histórias que ouvíamos de nossos pais e avós. E naquela época era apenas uma história, mas agora é como se o pesadelo se tornasse realidade”, disse uma segunda mulher.

As quatro que falaram à Reuters estão entre centenas de estudantes afegãs, a maioria mulheres, trazidas para o Estado árabe do Golfo.

Quando chegou ao poder pela última vez, o Talibã impôs de maneira estrita a sua interpretação ultraconservadora do islamismo sunita, que incluía proibir as mulheres de ir à escola ou de trabalhar.

Muitos duvidam das promessas do grupo militante de que desta vez os direitos das mulheres serão protegidos sob a estrutura do Islã.

“Todo mundo sabe como aquela época foi dura e brutal”, disse uma segunda mulher à Reuters em um complexo residencial na capital Doha, onde refugiados, incluindo de outras nacionalidades, são abrigados.

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AUTOCONHECIMENTO: A MELHOR ESTRATÉGIA CONTRA O FRACASSO É A PERSISTÊNCIA

Ser resiliente é o segredo para vencer o fracasso, para não desistir nunca e não sabotar as possibilidades de realização do que tanto queremos. O texto a seguir afirma que a melhor estratégia contra o fracasso é a persistência. Persistir é ter o foco nos resultados, não importam as condições ou circunstâncias. Ouvir o coração é essencial. Nosso coração é a nossa bússola, é ele quem nos orienta rumo aos lindos sonhos que guardamos dentro dele. O texto a seguir apresenta todos os motivos para não desistir.

Motivos para não desistir: como vencer o fracasso

Mulher sobe por escadas em ambiente externo.
lzflzf / 123RF

Todos nós temos sonhos na vida. Sonhos que nos motivam, estimulam-nos e nos fazem seguir em frente, com a esperança de dias melhores.

Algumas vezes, alimentamos muitas expectativas sobre esses sonhos, gerando ansiedade e angústia em nossa alma. Tais sentimentos, por conta das vibrações que emitem, acabam por sabotar as possibilidades de realização do que tanto queremos.

A frustração vem em seguida, trazendo o desânimo, a descrença e o medo de que outros sonhos também pereçam. Tudo isso acarreta um forte sentimento de insegurança, alimentando as crenças de não merecimento e de incapacidade.

Como consequência desses sentimentos, surge um desequilíbrio emocional que nos faz perder o foco do que é realmente importante. A nossa atenção se dispersa, a nossa energia se esvai e uma série de situações, aparentemente simples, geram um grande caos em nossa vida. Daí um único pensamento põe tudo a perder: “Meu Deus, eu não dou conta de fazer isso!”.

Basta pensar assim uma só vez para que tudo dê errado. “Eu não consigo”, “Eu não posso”, “Não é para mim” etc. são as formas de sabotarmos experiências maravilhosas, repletas de aprendizados e de realizações. Dessa forma é que nasce o fracasso.

Mas a boa notícia é que, assim como o fracasso é construído, ele pode ser desconstruído. A melhor estratégia contra o fracasso é a persistência.

Homem escala montanha.

Johanser Martinez / Pexels

Persistir é o oposto de desistir. Persistir é ter o foco nos resultados, não importam as condições ou circunstâncias. É seguir em frente, mesmo depois de uma decepção. É levantar-se depois de uma queda e continuar caminhando para o alvo. É recordar de tudo o que realmente vale a pena!

Recordar é trazer ao coração um momento inesquecível e especial para nós. O coração é o portal de nossas emoções que carrega todas as respostas necessárias à nossa alma.

Façamos ao nosso coração as seguintes perguntas:

  • O que é realmente importante para mim?
  • Qual o meu objetivo ao alcançar meus sonhos?
  • Quais sentimentos eu nutro pelos meus sonhos?
  • De que forma eu posso gerar minhas próprias oportunidades?
  • De que forma o meu sonho contribui para minha vida e para a vida de meus semelhantes?

Essas são algumas dentre tantas perguntas que podem ser feitas. Nosso coração é a nossa bússola, é ele quem nos orienta rumo aos lindos sonhos que guardamos dentro dele.

Que tal silenciarmos a mente para escutarmos as ritmadas batidas de nosso grande amigo? Que tal ouvirmos o que o nosso coração tem a dizer sobre os nossos sonhos?

Nosso coração nos convida a bater de esperança, a pulsar de coragem, a persistir em nossas realizações, seguindo em frente até que cada sonho se realize.

Com muito amor, deixo minha trova a cada leitor e leitora.

“Em seus sonhos, persista!
Siga em frente, sem temer.
Para que seu sonho exista
É que Deus lhe deu poder.”

Maria Cleide Pereira (MCSCP)

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: UM HERÓI ANÔNIMO CHAMADO MAGO ABEL

Neste domingo, na nossa coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL temos uma bela história sobre altruísmo, abnegação, doação, generosidade e amor ao próximo. Uma singela homenagem de um cidadão movido pelas boas lembranças e pela Gratidão a um herói anônimo que salvou a sua querida mãe da morte por afogamento. O advogado Maurício Filho relembra uma passagem triste, mas com final feliz graças a esse abnegado herói anônimo cuja identidade o autor da história veio a descobrir muitos anos depois. Ele se chama Abel Tinoco e é amigo querido de longa data, desde os tempos de colégio e da nossa meninice. O autor narra dois fatos ocorridos que demonstram o desprendimento, a coragem, a solidariedade e a compaixão oriundos desse cidadão que não mede esforços na hora de ajudar alguém que precisa. Então convido você a ler o texto completo a seguir e conhecer esse personagem ímpar que tenho o orgulho e prazer de dizer: É meu amigo!

*Mago Abel – Um herói anônimo_*

Muitos anos atrás caminhava pela beira da praia de Pirangi um jovem junto com dois outros amigos, era cedo, poucas pessoas estavam na praia naquela hora, Pirangi ainda era um recanto calmo de veraneio aonde as pessoas se conheciam pelo nome, as portas estavam sempre abertas e as redes nas varandas, a tranquilidade reinava.
Chegando já próximo do trapiche ele avista uma pessoa dentro d’água se afogando, sem pensar direito ele resolve entrar na água e, sem avaliar o risco da própria vida socorreu a senhora que se afogava, conseguindo trazer ela para a beira mar, e prestar os socorros para ela expelir a água engolida.
Após se recuperar, a quase afogada, uma senhora baixinha, agradeceu muito, e disse que era natural de Acari e acostumada a tomar banho de açude, mas que havia sido surpreendida com um “buraco” água, e sido arrastada pela correnteza , termina agradecendo muito e diz que por toda a vida vai rezar por ele, que segue seu caminho e não teve mais notícias daquela senhora.
Se passaram muitos anos e o então jovem, se inscreve como um dos voluntários para os testes da vacina desenvolvida pela universidade de Oxford e aqui no Rio Grande do Norte coordenados pelo CePCLIN. Em uma das muitas “_consultas/entrevistas_”, que os voluntários participam, entre as perguntas a médica lhe indaga de onde ele é, na conversa menciona que é de Natal, e que passa o verão em Pirangi, no seguir da conversa descobre que possuem conhecidos em comum e ele recorda do quase afogamento e conta a história .
Neste momento a médica diz, está senhora que vc salvou é a minha mãe. Hj ela tem 88 anos, é lúcida e ativa , e ele pergunta, será que ela lembra da história?
Quando chega em casa, médica vai ao apartamento da mãe e pergunta se ela recorda do fato? E a mãe diz que sim e conta a história da mesma forma que ela havia ouvido na consulta, inclusive a parte da oração , falando que até hj rezava por aquele homem .
Resolve então gravar um áudio aonde a mãe dela conta a história e envia para o “jovem “, que, ao ouvir, fica emocionado ao saber que aquela senhora ainda estava vida e que se recordava e rezava por ele.
Está é a história contada de forma impessoal e sem mencionar os nomes dos personagens, em especial sem identificar quem foi o herói .
Pois bem, os personagem da história são: (a) o herói tem nome e apelido, o nome é Abel Tinôco, mas por nós conhecido como “Mago Abel” , um amigo meu de longas datas, que conheci exatamente na praia de Pirangi do Norte e que até recentemente eu desconhecia ser ele o herói; (b) a senhora é Dona Rosa, minha mãe; e  (c) a médica é a minha irmã Vitória.
Por que contar esta história, conto, pela curiosidade do ocorrido e por vermos que, naquele dia, Abel agiu sem pensar, eis que não sabia quem era aquela pessoa que estava se afogando, ele simplesmente entrou na água e socorreu, sem esperar recompensa ou agradecimentos.
Somente com o tempo, e muito tempo mesmo, é que ele descobre que aquela senhora era mãe de um amigo, e a descoberta deu-se quanto Abel mais uma vez é um herói anônimo, pois como um dos muitos voluntários, ou cobaias como foram chamados no início, se prontificou a receber a vacina para atestar a sua segurança e permitir que a população pudesse ser vacinada.
São ações e pessoas como _Mago Abel_ que nos fazem acreditar na humanidade, crer que existe esperança de que vamos conseguir superar os momentos de dificuldades, pois se não fosse a atitude corajosa e impensada dele, muito provavelmente no próximo domingo eu não poderia comemorar o dia das mães com Dona Rosa viva, e se não fosse a atitude altruísta dele e de muitos outros voluntários, muitas e muitas pessoas domingo também não teriam suas mães para comemorar a data.
Então, para os heróis anônimos como Mago Abel, meu muito obrigado por permitir que muitos tenham o que comemorar no Dia das Mães.
Um abraço amigo !!
*Mago Abel – Um herói anônimo_*
Muitos anos atrás caminhava pela beira da praia de Pirangi um jovem junto com dois outros amigos, era cedo, poucas pessoas estavam na praia naquela hora, Pirangi ainda era um recanto calmo de veraneio aonde as pessoas se conheciam pelo nome, as portas estavam sempre abertas e as redes nas varandas, a tranquilidade reinava.
Chegando já próximo do trapiche ele avista uma pessoa dentro d’água se afogando, sem pensar direito ele resolve entrar na água e, sem avaliar o risco da própria vida socorreu a senhora que se afogava, conseguindo trazer ela para a beira mar, e prestar os socorros para ela expelir a água engolida.
Após se recuperar, a quase afogada, uma senhora baixinha, agradeceu muito, e disse que era natural de Acari e acostumada a tomar banho de açude, mas que havia sido surpreendida com um “buraco” água, e sido arrastada pela correnteza , termina agradecendo muito e diz que por toda a vida vai rezar por ele, que segue seu caminho e não teve mais notícias daquela senhora.
Se passaram muitos anos e o então jovem, se inscreve como um dos voluntários para os testes da vacina desenvolvida pela universidade de Oxford e aqui no Rio Grande do Norte coordenados pelo CePCLIN. Em uma das muitas “_consultas/entrevistas_”, que os voluntários participam, entre as perguntas a médica lhe indaga de onde ele é, na conversa menciona que é de Natal, e que passa o verão em Pirangi, no seguir da conversa descobre que possuem conhecidos em comum e ele recorda do quase afogamento e conta a história .
Neste momento a médica diz, está senhora que vc salvou é a minha mãe. Hj ela tem 88 anos, é lúcida e ativa , e ele pergunta, será que ela lembra da história?
Quando chega em casa, médica vai ao apartamento da mãe e pergunta se ela recorda do fato? E a mãe diz que sim e conta a história da mesma forma que ela havia ouvido na consulta, inclusive a parte da oração , falando que até hj rezava por aquele homem .
Resolve então gravar um áudio aonde a mãe dela conta a história e envia para o “jovem “, que, ao ouvir, fica emocionado ao saber que aquela senhora ainda estava vida e que se recordava e rezava por ele.
Está é a história contada de forma impessoal e sem mencionar os nomes dos personagens, em especial sem identificar quem foi o herói .
Pois bem, os personagem da história são: (a) o herói tem nome e apelido, o nome é Abel Tinôco, mas por nós conhecido como “Mago Abel” , um amigo meu de longas datas, que conheci exatamente na praia de Pirangi do Norte e que até recentemente eu desconhecia ser ele o herói; (b) a senhora é Dona Rosa, minha mãe; e  (c) a médica é a minha irmã Vitória.
Por que contar esta história, conto, pela curiosidade do ocorrido e por vermos que, naquele dia, Abel agiu sem pensar, eis que não sabia quem era aquela pessoa que estava se afogando, ele simplesmente entrou na água e socorreu, sem esperar recompensa ou agradecimentos.
Somente com o tempo, e muito tempo mesmo, é que ele descobre que aquela senhora era mãe de um amigo, e a descoberta deu-se quanto Abel mais uma vez é um herói anônimo, pois como um dos muitos voluntários, ou cobaias como foram chamados no início, se prontificou a receber a vacina para atestar a sua segurança e permitir que a população pudesse ser vacinada.
São ações e pessoas como _Mago Abel_ que nos fazem acreditar na humanidade, crer que existe esperança de que vamos conseguir superar os momentos de dificuldades, pois se não fosse a atitude corajosa e impensada dele, muito provavelmente no próximo domingo eu não poderia comemorar o dia das mães com Dona Rosa viva, e se não fosse a atitude altruísta dele e de muitos outros voluntários, muitas e muitas pessoas domingo também não teriam suas mães para comemorar a data.
Então, para os heróis anônimos como Mago Abel, meu muito obrigado por permitir que muitos tenham o que comemorar no Dia das Mães.
Um abraço amigo !!
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AUTOCONHECIMENTO: DESMISTIFICANDO A ANSIEDADE E APRENDENDO A LIDAR COM ELA

O destaque da nossa coluna AUTOCONHECIMENTO desta quarta-feira é o distúrbio mental da “ansiedade”. O artigo a seguir orienta as pessoas que sofrem de ansiedade como reconhecer os sintomas e como lidar com esse transtorno mental. Por isso convido você a ler o artigo completo a seguir para que tenha condições de ter o controle da sua vida nos momentos de crise.

O que fazer em uma crise de ansiedade?

Mulher com as mãos no rosto pensativaDương Nhân / Pexels

Para muitas pessoas, ansiedade é um sentimento que define a empolgação para um acontecimento, como encontrar um ente querido ou fazer uma viagem. Nessas situações, a ansiedade é mesmo uma sensação positiva, porque não está se manifestando de forma intensa e exagerada.

Por outro lado, a ansiedade pode ser extremamente prejudicial, tornando-se até mesmo um transtorno mental. Alguém que tem essa sensação de forma excessiva, preocupando-se com questões que estão fora de controle ou que sequer existem, por exemplo, apresentará sintomas físicos muito desagradáveis.

A partir do que foi apresentado, compreendemos que a ansiedade não é uma simples empolgação. Pelo contrário, é uma doença que precisa de tratamento e com a qual muitas pessoas sofrem. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2019 cerca de 260 milhões de indivíduos foram diagnosticados com o transtorno em todo o mundo.

Caso você já tenha recebido o diagnóstico de transtorno de ansiedade e esteja enfrentando dificuldades para lidar com os momentos de crise, o conteúdo que preparamos te ajudará. Ou, então, se você ainda não se consultou com um profissional da saúde, mas imagina que tem essa doença, leia as nossas orientações e procure ajuda!

Sintomas de ansiedade

Como vimos anteriormente, a ansiedade é uma sensação que pode se manifestar física e emocionalmente. Uma vez que cada corpo funciona de um jeito, não existe uma quantidade exata de sintomas que podem se manifestar no corpo de alguém. Então observe como você tem passado os dias, busque orientação médica e cuide da sua saúde!

Mulher sentada no sofá e olhando para janela.
fizkes / 123RF

Para começar a entender mais sobre esse transtorno, veja quais são os sintomas físicos do transtorno de ansiedade: dor no peito, aumento dos batimentos cardíacos, falta de ar, sudorese elevada, tremores pelo corpo, fadiga, boca seca, mãos e pés frios, náusea, diarreia e tensão muscular.

Além dos sintomas físicos, há também os emocionais: medo intenso, preocupação exacerbada, sensação de que algo ruim vai acontecer, irritabilidade, nervosismo constante, dificuldade para relaxar, sentimento de tensão, problemas de concentração e insônia. Tanto os sintomas físicos quanto os emocionais podem se manifestar a qualquer momento.

O que fazer durante a crise de ansiedade?

Uma crise de ansiedade é caracterizada pelo momento em que os sentimentos negativos ou os sintomas físicos incômodos de uma pessoa começam a se manifestar com muita intensidade. Ela pode ser fomentada por um gatilho ou por uma situação que deixe esse indivíduo preocupado, mas isso não é uma regra. Já que a crise de ansiedade é imprevisível, o melhor a fazer é entender como podemos lidar com ela, para que essa sensação seja amenizada o mais rapidamente possível. Confira!

1) Observe o que existe ao seu redor

Uma crise de ansiedade pode ser desencadeada pela sensação de que algo ruim vai acontecer, mesmo que isso não seja verdade, então foque no que realmente existe no presente. Nomeie algo que você pode tocar, algo que você pode cheirar, algo que você pode olhar e algo que você pode ouvir. Concentre-se em tudo isso!

2) Controle a sua respiração

Mulher meditando em sua cama

Andrea Piacquadio / Pexels

Durante uma crise de ansiedade, a respiração de um indivíduo pode ficar muito acelerada ou ofegante. Inspire o ar e o segure por um tempo. Depois, libere-o calmamente. Repita esse processo quantas vezes forem necessárias, até que você retome o controle sobre a sua respiração.

3) Elimine a tensão dos seus músculos

Em situações de medo, é comum que nossos músculos se contraiam imediatamente. Em uma crise de ansiedade, isso também acontece, então procure sentar ou deitar, para deixar os seus músculos relaxados. Estique os braços e as pernas enquanto controla a sua respiração.

4) Evite pensar nos problemas que te preocupam

Se a crise de ansiedade tiver sido motivada por algum gatilho, pensar sobre isso só fará com que você tenha mais dificuldade para encerrar a crise. Desvie a sua atenção para outros pensamentos, tente escrever algo ou cantar uma música e dê um tempo para sua mente se recuperar.

5) Imagine um lugar que te traga paz

Mulher de olhos fechados em um gramado

Anastasiya Lobanovsk / Pexels

Caso você esteja em um lugar que despertou uma crise de ansiedade, feche os olhos e comece a imaginar que você não está ali. Imagine um campo, uma praia, uma cachoeira ou a sua casa. Visualize esse lugar que te traz paz e deixe seu corpo se levar por essa sensação de relaxamento.

Como tratar a ansiedade de forma correta?

Agora que você já sabe o que fazer nos momentos de crise de ansiedade, está na hora de se informar sobre a melhor forma de tratar esse transtorno, para que esses episódios sejam cada vez menos frequentes, chegando a ponto de não existirem. Veja só!

O primeiro tratamento indicado para a ansiedade é o acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico. É por meio dele que é possível diagnosticar a doença, identificar o estágio no qual ela está e trabalhar os problemas e as preocupações que estão causando esse transtorno.

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Para complementar o auxílio médico, porém, uma pessoa que sofre de transtorno de ansiedade pode encontrar apoio nas práticas integrativas e complementares. Elas são terapias holísticas certificadas pela Organização Mundial da Saúde que fornecerão um tratamento a partir de recursos terapêuticos e, na maioria das vezes, naturais.

Entre as 29 práticas integrativas e complementares que são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão: Aromaterapia, Cromoterapia, ReikiMeditação e Yoga. A seguir, entenda como cada uma delas funciona e escolha aquela que agrada mais!

1) Aromaterapia

Óleo essencial

gioiak2 / 123RF

A partir de óleos essenciais, a Aromaterapia promove o equilíbrio e o bem-estar de uma pessoa, cujo sistema nervoso será estimulado com perfumes variados. Em geral, tais perfumes são produzidos a partir de flores e de plantas.

2) Cromoterapia

A Cromoterapia é uma forma de terapia que permite que a energia das cores seja transferida para o corpo de uma pessoa, promovendo equilíbrio energético e proporcionando boas sensações. Nesse sentido, cada cor age para diferentes fins.

3) Reiki

Reiki é o nome de uma prática que tem como objetivo transferir a energia vital de uma pessoa para outra, a partir de técnicas de imposição de mãos. Com essa terapia é possível restaurar o equilíbrio energético de um corpo, promovendo bem-estar.

4) Meditação

Homem sentado no chão meditando

cottonbro / Pexels

Com o objetivo de focar a atenção de uma pessoa em uma questão, em uma situação ou em um sentimento, a meditação pode auxiliar no tratamento da ansiedade. Há uma série de tipos de meditação que podem ser descobertos por quem deseja se conhecer mais e desenvolver a própria capacidade de lidar com problemas.

5) Yoga

Yoga é um conjunto de exercícios que tem como objetivo promover a conexão entre o corpo e a mente de uma pessoa. Essa prática também é considerada meditativa, visto que tem como um dos objetivos facilitar a resolução de problemas internos e traumas.

Considerando tudo que foi apresentado, a ansiedade é um transtorno mental que precisa de atenção e de tratamento. Nos momentos de crise, as dicas que separamos te ajudarão, mas é essencial que você busque auxílio médico de diferentes formas para evitar que esses episódios continuem tirando a sua paz e prejudicando o seu bem-estar.

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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AUTOCONHECIMENTO: APRENDA O QUE É BLOQUEIO EMOCIONAL E COMO DESBLOQUEÁ-LA

O artigo a seguir sobre bloqueio emocional é o destaque da nossa coluna AUTOCONHECIMENTO deste sábado. A autora do artigo Carla Marçal nos explica o que é bloqueio emocional e ensina como desbloqueá-lo. Por isso, você que padece desse mal não pode deixar de ler esse breve, mas espetacular artigo sobre esse tema tão importante nos dias atuais.

O que é bloqueio emocional e como desbloqueá-lo?

Mulher com a mão sobre o rosto e apoiada à frente de uma bancada.
Kamil Macniak / 123RF

O que é bloqueio emocional e como desbloqueá-lo? Essa situação é familiar para você?

Muitas pessoas se sentem impedidas de realizar seus sonhos e viver plenamente. Talvez muitas não saibam, mas isso tudo pode ter a ver com o bloqueio emocional.

O bloqueio emocional é uma espécie de barreira psicológica, um mecanismo de defesa que pode estar presente no subconsciente e que nos impede de interpretar alguns aspectos da vida a nosso favor. Essa barreira tem a capacidade de bloquear a nossa chegada às metas que acreditamos ser a fonte da felicidade.

Insegurança, sentimentos de inferioridade, medo, ciúme, pensamentos negativos e inveja são alguns dos sintomas mais comuns de bloqueio emocional. Eles afetam a sua vida por inteiro e podem gerar um clima interno de ansiedade e estresse.

Por não conseguir cuidar dos sentimentos de insegurança, o corpo se contrai, o sistema nervoso sofre alterações, os hormônios do estresse entram em ação, a sua cabeça começa a entrar numa espiral, e tudo que você deseja é sair desse estado emocional.

Mulher com o rosto sobre os joelhos.

Pixabay / Pexels

Pelas terapias integrativas, como o ThetaHealing®, é possível iniciar o processo de harmonização por meio da formação de frequências de ondas cerebrais, reduzindo as tensões e a dor emocional, trazendo alívio aos estados de estresse, ansiedade, depressão e angústia.

Dessa forma, as emoções reprimidas e bloqueadas não se transformam em doenças, e os padrões de pensamentos que podem conduzi-lo a um caminho de desventura são transformados e transmutados.

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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PSICOLOGIA: COMO TRABALHAR A ANSIEDADE NA PANDEMIA, POR ROSSANDRO KLINJEY

Na nossa coluna PSICOLOGIA  desta quarta-feira temos uma mini palestra do extraordinário psicólogo Rossandro Klinjey sobre ansiedade, onde ele ensina como trabalhar esse distúrbio emocional na pandemia. A ansiedade tem sido um desafio coletivo durante a pandemia. Como é possível atenuar os sintomas e melhorar a saúde emocional? Manter o foco no hoje é essencial para deixar de lado a falsa sensação de controle do futuro e com isso, a ansiedade pelo que ainda virá. Então, se você está passando por isso ou não, mas quer prevenir, essa é a oportunidade de saber como!

Fonte:

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CIÊNCIAS: ESTUDO MOSTRA QUE A RELAÇÃO USO CONTÍNUO DO CELULAR E DEPRECIAÇÃO DA SAÚDE MENTAL NÃO PROCEDE

Um novo estudo acerca do uso do celular e suas influências na vida e na saúde das pessoas é o destaque da edição desta sexta-feira, aqui na coluna CIÊNCIAS. Desta vez, o estudo avaliou se passar muito tempo no telefone afeta a saúde mental. E a conclusão foi uma boa notícia. Não faz mal passar muito tempo no telefone. Mas os detalhes dessa pesquisa e os parâmetros utilizados você vai saber ao ler a matéria!

Novo estudo mostra que passar muito tempo no telefone não faz mal à saúde mental

O uso geral de smartphones é um indicador pobre de ansiedade, depressão ou estresse, dizem os pesquisadores, que aconselham cautela quando se trata de desintoxicação digital.

O estudo publicado na Technology, Mind and Behavior foi liderado por Heather Shaw e Kristoffer Geyer, da Lancaster University, com colegas das universidades de Bath e Lincoln.  

Eles mediram o tempo gasto em smartphones por 199 usuários de iPhone e 46 usuários de Android durante uma semana. Os participantes também foram questionados sobre sua saúde mental e física, preenchendo escalas clínicas que medem os sintomas de ansiedade e depressão. Eles também completaram uma escala que mede o quão problemático eles percebem o uso de smartphones.

Surpreendentemente, o tempo gasto no smartphone não foi relacionado a problemas de saúde mental.

A autora principal, Heather Shaw, do Departamento de Psicologia da Universidade de Lancaster, disse: “As capturas diárias de smartphones ou o tempo de tela de uma pessoa não previam ansiedade, depressão ou sintomas de estresse. Além disso, aqueles que excederam os ‘pontos de corte’ clínicos para ansiedade geral e transtorno depressivo maior não usaram o telefone mais do que aqueles que pontuaram abaixo desse limite. ”

Em vez disso, o estudo descobriu que a saúde mental estava associada a preocupações e preocupações sentidas pelos participantes sobre o uso de seu próprio smartphone.

Isso foi medido por meio de suas pontuações em uma escala de uso problemática, em que foram solicitados a avaliar afirmações como ” Usando meu smartphone por mais tempo do que eu esperava” e  “Tendo tentado várias vezes diminuir o tempo de uso do meu smartphone, mas falhando o tempo todo” .

Heather Shaw disse: “É importante considerar o uso real do dispositivo separadamente das preocupações e preocupações das pessoas com a tecnologia. Isso ocorre porque o primeiro não mostra relações dignas de nota com a saúde mental, enquanto o segundo sim. ”

Estudos anteriores se concentraram no impacto potencialmente prejudicial do ‘tempo de tela’, mas o estudo mostra que as atitudes ou preocupações das pessoas podem conduzir a essas descobertas.

O Dr. David Ellis, da Escola de Administração da Universidade de Bath, explicou em um comunicado : “As tecnologias móveis se tornaram ainda mais essenciais para o trabalho e a vida cotidiana durante a pandemia COVID-19. Nossos resultados se somam a um crescente corpo de pesquisas que sugere que a redução do tempo geral de tela não deixará as pessoas mais felizes.

“Em vez de promover os benefícios da desintoxicação digital, nossa pesquisa sugere que as pessoas se beneficiariam com medidas para lidar com as preocupações e medos que cresceram em torno do tempo gasto usando telefones.”

Fonte: Universidade de Lancaster

Fonte: Good News Network

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SAÚDE: É POSSÍVEL TRATAR DEPRESSÃO E ANSIEDADE SEM REMÉDIOS?

Nesta edição da coluna SAÚDE vamos assistir uma palestra do Dr. Samuel Dalle Laste muito importante sobre tratamento de Depressão/Ansiedade. Neste vídeo ele explica detalhadamente como é possível tratar a Depressão e a Ansiedade sem remédios químicos, apenas mudando os seus hábitos alimentares, físicos e mentais. Simples assim. Se você duvida eu lhe convido a assistir esse vídeo poderoso!

Fonte:

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SAÚDE: O PAÍS COM MAIOR ÍNDICE DE PESSOAS COM TRANSTORNO DE ANSIEDADE DO MUNDO É NO BRASIL

 

Brasil tem a maior taxa de ansiedade do mundo - A Crítica de Campo Grande Mobile

Ansiedade é o transtorno mais comum entre os brasileiros; sintomas pioraram na pandemia

É hora de dormir. O seu dia transcorreu normalmente. Ao deitar a cabeça no travesseiro, a sensação deveria ser de tranquilidade. Não há motivo nenhum para grandes preocupações. Mas você – que não tem nada – abre o olho no meio da madrugada. O coração dispara. Aí gera aquela confusão: essa falta de ar é porque eu estou com Covid?

Vem o medo de algo pior – fulminante. A pessoa acha que vai morrer nessa hora. Os sintomas são intensos e reais. Mas, na hora do exame, não estão mais lá. Essa dificuldade em descobrir o que está realmente acontecendo atrasa a busca por um tratamento adequado. E o problema só cresce.

Desde 2017, o Brasil tem o maior índice de pessoas com transtornos de ansiedade em todo o mundo. Já eram quase 19 milhões de brasileiros com a qualidade de vida comprometida. E aí veio o coronavírus – que desencadeou transtornos mentais – e piorou a situação de quem já sofria com eles.

O Ministério da Saúde vem conduzindo uma pesquisa para avaliar a saúde mental dos brasileiros. A primeira etapa foi realizada nos meses de abril e maio. Mais de 17 mil pessoas em todo o Brasil participaram do estudo. O resultado mais alarmante: 86,5% dos entrevistados estavam enquadrados em algum tipo de ansiedade patológica.

Você vai ver nesta reportagem:

– Desde 2017 o Brasil tem o maior índice de pessoas com transtornos de ansiedade em todo o mundo.
– Entenda como o nosso organismo reage à ansiedade normal.
– Quando a ansiedade vira doença?
– Identificando as diferenças da ansiedade normal para a patológica.
– A pandemia do coronavírus desencadeou transtornos mentais e piorou a situação de quem já sofria com eles.
– O que é transtorno de ansiedade generalizada.
– Ansiedade é a terceira principal causa de afastamento do trabalho no Brasil.

No próximo domingo (13), a série ‘Parada obrigatória 1 – vencendo a ansiedade’, vai acompanhar brasileiros na busca por um tratamento eficaz. O que o SUS precisa fazer para atender a essa imensa multidão de ansiosos que hoje existem no Brasil? E os outros transtornos de ansiedade – como a síndrome do pânico e o estresse pós-traumático? Você vai descobrir em que casos a medicação se torna indispensável.

Fonte: G1
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SAÚDE: DEPRESSÃO E ANSIEDADE, É POSSÍVEL TRATAR SEM REMÉDIO?

Nesta segunda-feira você vai assistir a mais um palestra altamente interessante do Dr. Samuel Dalle Laste sobre depressão e ansiedade. Como resolver esse problema sem tomar remédios? Então Assista ao vídeo completo e conheça as dicas do Dr. Dalle Laste!

Fonte:

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: DICAS PARA O COMBATE À ANSIEDADE COM ROSSANDRO KLINJEY

O destaque da nossa coluna DESENVOLVIMENTO PESSOAL desta quinta-feira é o combate a ansiedade em tempos de pandemia. Sofrer de ansiedade é comum durante um momento como esse. Por isso, o Rossandro Klinjey preparou um conteúdo muito especial para ajudar você. Convido você a assistir o vídeo a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor. 

Fonte:

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DICA DE LIVRO: SUPER CÉREBRO DE DEEPAK CHOPRA

Como expandir o poder transformador da sua mente

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é mais um livro fenomenal deste incrível autor Deepak Chopra, onde levanta vários questionamentos como: Qual a diferença entre mente e cérebro? Como controlar o medo, a ansiedade, a depressão? É possível ensinar o cérebro a deixar de lado nossos instintos primários, agir de acordo com a nossa razão e assim sermos felizes de corpo e alma? Essas são algumas das respostas que o renomado médico e autor Deepak Chopra oferece aos leitores de Supercérebro. Escrito em parceria com o neurocientista Rudolph Tanzi, um dos maiores estudiosos do mal de Alzheimer, o livro explica em termos leigos como o cérebro funciona e de que forma é possível deixa-lo em forma para conquistar boa saúde, ter mais qualidade de vida e simplesmente ser mais feliz.

Fonte: Acervo pessoal

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AUTOAJUDA: O USO INTELIGENTE DA ANSIEDADE É A PULSÃO NECESSÁRIA PARA A CONQUISTA

O artigo a seguir é sobre um dos maiores obstáculos no desenvolvimento pessoal e espiritual na atualidade. A ansiedade, que é o destaque desta quinta-feira na coluna AUTOAJUDA deste blog. Por isso lhe convido a ler esse texto esclarecedor, pois pode lhe ajudar e muito a superar dificuldades do dia a dia  que muitas vezes não conseguimos por causa dela: a ansiedade!

A ansiedade é como uma locomotiva que quanto mais acentuada, acrescenta vagões

Mulher deitada na cama, com olheiras e aparência cansada.
123RF/silverkblack

Ansiedade é diferente de medo, mas o medo é o gatilho que a ativa. Ela te traz a sensação de perigo, mesmo sem ter a ameaça por perto; concentra-se em uma ideologia futura, mas sem ações determinadas. Ela é a motivação para a ação.

A ansiedade também é a resposta para traumas que estejam escondidos do consciente, guardados no inconsciente. Por outro lado, podem ser pulsões, ações e reações predestinadas e não realizadas. Essa pendência ativa a ansiedade e armazena as “possíveis realizações”, ou seja, algo que deveria ter sido concluído e não o foi, assim como todos os tipos de pendências.

A ansiedade é a necessidade de realização que ainda não encontrou desfecho. Ela atravessa todos os campos da arquitetura da mente, nasce na memória primitiva, é passada para o inconsciente, joga no inconsciente toda a pendência, chama-nos a atenção no subconsciente e instala-se no consciente.

Ansiedade torna-se sinônimo de pendência

Homem com roupas sociais encostado na parede, com expressão séria, retirando os óculos do rosto.

Foto de Andrea Piacquadio no Pexels

Defino a ansiedade da seguinte maneira: imagine um móvel com milhares de gavetas. Vamos chamar esse armário de armazenador de pendências, de coisas que tenho de fazer e de acontecimentos que me desagradaram e não os resolvi.

Há gavetas de traumas não resolvidos e de vontades e objetivos não realizados. Nesse armário da pendência, as gavetas podem ser abertas de acordo com os acontecimentos da vida.

Cada gaveta pode representar um ponto em meio a nuances de um acontecimento, ou seja, caso aconteça algo no presente que arremeta a um trauma passado, esse trauma resultou em várias gavetas. Cada uma delas é uma consequência diferente para esse trauma. Quanto maior a quantidade de gavetas abertas, maior a ansiedade.

Então imagine que esse trauma do passado foi tão grave, que as nuances das respostas traumáticas cabem em 10 gavetas. Quando acontece algo no presente que arremeta a esse trauma passado, 10 gavetas da ansiedade e das chances traumáticas são abertas.

Se o trauma coube em 3 gavetas por não ter sido tão grave, são 3 gavetas da ansiedade abertas. A potência da ansiedade está relacionada ao número de gavetas neste caso.

Já as gavetas dos pensamentos do que temos de fazer, das realizações que queremos alcançar e ainda não agimos para que fossem realizadas são moldáveis às vivências. Se o medo, a turbulência do dia a dia causa um terremoto em meu quarto e as gavetas desse tipo de ansiedade se abrem (suponhamos 8), temos 8 potências de ansiedade que são abertas em simultâneo.

Quanto maior a quantidade de gavetas, maior o estresse, e isso fará abrir mais gavetas. O acumulado de situações leva a um ponto de confusão mental, e é nesse momento que respiramos, que é a primeira saída para controlar esse terremoto, pois tomamos consciência da situação.

A ansiedade faz parte de nós, tem de existir para que possamos ter reações. Sem a ansiedade, ficaríamos estagnados diante do perigo. Ela nos alerta para que possamos agir. A não ação ou reação resulta em estresse, que, com mais intensidade, pode levar ao pânico. A ansiedade sem reação pode nos levar a um sentimento de tristeza; e, se acumulado e contínuo, a depressão pode ser o resultado final.

O que podemos fazer para amenizar a ansiedade e tirar proveito dela?

Busto de uma pessoa cruzando os braços.

Foto de Tatiana no Pexels

Primeiro faça exercícios de respiração, sempre funciona. Em meio a tantas ideias e pensamentos, o medo de perdê-los pode levar ao estresse, então faça anotações com ordem de prioridade. Use o celular ou caneta e papel (eu prefiro este último, pois incentiva a vencer a preguiça). Falando dela, é o que pode nos impedir de agir. Então, para vencer a preguiça, conte até três e faça logo, pois estará usando a ansiedade para agir e assim ativando ainda mais ansiedade para logo concluir.

Caso a ansiedade tenha levado a um estresse que o tira fora do eixo, busque o equilíbrio em meio a pensamentos positivos e busque a natureza, pois temos uma relação muito íntima com ela, e essa energia poderá ajudar.

Há horas em que vale mais a pena se retirar, descansar, desligar e logo voltar ao normal, afinal, se o que perdeu da memória era tão importante, então uma hora vai voltar.

“O uso inteligente da ansiedade é a pulsão necessária para a conquista.”

Fabiano de Abreu
Escrito por Fabiano de Abreu
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SAÚDE INTEGRAL: HÁBITOS SIMPLES E ROTINEIROS PODEM ACALMAR A ANSIEDADE

Você pode acalmar a ansiedade estabelecendo uma rotina que pode nos educar de forma a encontrar o equilíbrio e encontrar os pontos positivos que os elementos nos trazem. Mesmo em casa ou na quarentena o mais importante é estabelecer uma rotina para equilibrar os elementos ar e éter. Portanto leia o texto completo a seguir e seja uma pessoal mais calma, tranquila e equilibrada!

Mulher deitada no sofá triste

Em tempos de incerteza a ansiedade fica mais forte. De acordo com os estudos do Ayurveda (Ayur = vida e Veda = ciência) — a ciência que estuda a vida —, somos formados por cinco elementos: terra, fogo, água, ar e éter.

Entre estes cinco elementos temos a predominância para ter desequilíbrios em alguns deles, mudando de pessoa para pessoa. Essas tendências são formadas quando estamos sendo gestados.

Durante a vida conhecemos essas tendências e podemos nos educar de forma a encontrar o equilíbrio e encontrar os pontos positivos que os elementos nos trazem.

Porém, todos nós temos todos os elementos.

A ansiedade está ligada com os elementos ar e éter. Para equilibrar esses elementos, o mais importante é estabelecer uma rotina. Mesmo em casa, mesmo na quarentena.

Mulher triste com as suas mãos juntas encostadas na boca

123RF

Na semana passada conversei com a terapeuta de Ayurveda Euclicia Queiroz e aprendi muito sobre a rotina.

E ela me deu dicas supersimples pra gente implementar nas nossas manhãs e que funcionam muito para acalmar a ansiedade.

Desde então estou colocando todas elas em prática, e têm surtido o efeito desejado:

Mais clareza mental

Concentração

Sensação de gerenciar melhor o tempo

Sono muito melhor

Disposição durante o dia

Por isso, compartilho com você o passo a passo:

Mulher encostada em sua janela olhando para frente

Joshua/Unsplash

Acorde antes do nascer do sol – Dentro do Ayurveda o dia é dividido em momentos com relação ao movimento do sol e em tendências que nosso corpo tem em cada parte do dia. Depois que o sol nasce entramos em um momento mais Kapha, ou seja, desenvolvemos sensação de peso, cansaço e até mais sono.

Espreguice-se – Antes de sair da cama, mova lentamente seu corpo se esticando, liberando as toxinas acumuladas durante a noite.

Agradeça – Comece o dia criando uma atmosfera positiva. Agradeça o que tiver vontade, desde poder dormir numa cama limpa, ter saúde e um teto até o ar que respira. Isso cria uma energia de abundância.

Raspe a língua – Se você não tem o raspador, use uma colher. Antes de tomar água, faça isso para, mais uma vez, ajudar seu corpo a se libertar das toxinas que ele se esforçou a noite inteira para limpar.

Tome um banho – Um banho rápido jogando água no corpo coloca você na disposição e na energia de iniciar algo novo com a mente limpa e pronta.

Chuveiro em um banheiro

Kevin/Unsplash

Água morna – É importante que seja morna para ajudar seu sistema digestivo. Bebidas frias impedem o bom funcionamento da digestão. Pode ser só água ou com limão. Tome o quanto tiver vontade para matar a sede.

Silêncio – Cultive um momento de silêncio aproveitando a energia calma da manhã. O silêncio organiza a mente e os pensamentos.

Exercite-se – Mova seu corpo. Pode ser Yoga, caminhada, pilates… o que você gostar. Respeitando seu corpo e seu tempo, esse é o melhor momento do dia para se mexer e suar.

Café da manhã – Alimentos simples e “de verdade”. Evite tudo o que for industrializado. Se estiver sentindo mais ansiedade que o normal, evite o café. Se não der para abrir mão dele, coloque um pouco de cardamomo para “cortar” a cafeína.

É isso! São coisas tão fáceis que todo mundo pode fazer!

Comece aos poucos e me conte como se sente!

Fonte: 

Juliana Ferraro
Escrito por Juliana Ferraro
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PSICOLOGIA: VOCÊ SABE ONDE ESTÃO OS LIMITES DA ANSIEDADE?

Na coluna PSICOLOGIA deste sábado você vai saber coisas muito importantes sobre uma resposta psíquica natural chamada ANSIEDADE e principalmente como reconhecer quando sua ansiedade está ultrapassando os limites da moderação e pode lhe causar transtornos!

Onde estão os limites da ansiedade?

Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

A ansiedade é uma resposta natural frente a situações de excitação ou medo. Porém, vira um transtorno quando a pessoa perde o controle. Você sabe onde estão os limites da normalidade?

14 JUL 2016 · Última alteração: 21 OUT 2019 · Leitura: 2 min.
Onde estão os limites da ansiedade?

Todos nós já nos sentimos ansiosos alguma vez, seja na véspera de uma prova importante, no primeiro dia do novo trabalho, antes de sair com aquela pessoa que você gosta, na hora de tomar uma decisão importante… É uma resposta psíquica natural, que cumpre determinadas funções cognitivas e emocionais.

Porém, o excesso de ansiedade é um problema e não traz nada de positivo para o dia a dia da pessoa. Por isso, é importante saber onde estão os limites da ansiedade, aquela que é considerada “normal”. Veja a seguir como reconhecer quando sua ansiedade está ultrapassando os limites da moderação.

Entendendo a ansiedade

Um dos primeiros sintomas da ansiedade é o coração disparado, as mãos frias e suadas e a respiração acelerada. Faz parte de um sistema de defesa natural, que trata de garantir a sobrevivência individual.

Outros sinais possíveis são inquietação, tensão muscular e dificuldade de concentração. Em níveis moderados, a ansiedade não provoca muito mais que esse tipo de reação. Isso porque a “ameaça” é passageira e não há motivo para seguir em alerta. Mas, quando se converte em ansiedade patológica, acaba dominando o sujeito, que já não consegue mais desconectar o sistema de “alerta”.

Quem tem que lidar com um quadro assim, vive numa realidade onde tudo é arriscado. Em decorrência, podem surgir ainda medos irracionais, fobias e manias, outros complicadores na hora de manter uma vida equilibrada.

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Entendendo e respeitando os limites

Quando você notar (ou alguém vier dizer) que está tendo reações desproporcionais ao que pede a situação, pare e preocupe-se. É fácil ultrapassar limite e se deixar levar por um medo imaginado. Nesse sentido o melhor é tentar identificar se, em algum momento, você teve dificuldade de controlar a ansiedade. Se a resposta for sim, tentar calcular a frequência com que isso ocorre.

Um dos pontos comuns a todos os que sofrem com o transtorno de ansiedade é justamente essa sensação de “estar constantemente ansioso”. Tomar decisões é dificílimo. Não deixa de ser uma postura extremamente defensiva, esperando sempre o pior.

Como controlar a ansiedade?

A ansiedade só é positiva quando controlada e utilizada para o nosso crescimento pessoal. Para conseguir utilizar melhor essa energia, é importante incluir técnicas de relaxamento no seu dia dia, além de trabalhar para descobrir o significado desta ansiedade. Saber por que se manifesta é a forma mais eficaz de estabelecer formas de controle.

Muitas vezes, porém, é impossível conseguir enfrentar um quadro assim sozinho. Se esse for o seu caso, não tenha medo de pedir ajuda. Há inúmeros psicólogos especializados em controle da ansiedade, que podem lhe ajudar a entender e enfrentar uma situação assim.

Fotos: por MirkoOlandese e DracirR (Flickr)

Fonte: Mundo Psicólogos

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