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FUNCIONÁRIOS AMERICANOS QUE TRABALHAM NA EMBAIXADA NA COLÔMBIA RELATARAM SINTOMAS DA SÍNDROME DE HAVANA

Americanos na Colômbia relatam sintomas da síndrome de Havana

Sintomas começaram a aparecer na capital cubana, em 2016, e foram relatados por mais de 100 autoridades americanas

Kylie Atwood

da CNN

 Atualizado 13/10/2021 às 11:04

O presidente dos EUA, Joe Biden, assinou lei para atender americanos acometidos pela síndromeO presidente dos EUA, Joe Biden, assinou lei para atender americanos acometidos pela síndrome Reprodução/CNN Brasil (24.set.2021)

Funcionários americanos que trabalham na Embaixada na Colômbia relataram, nas últimas semanas, sintomas relacionados ao que as autoridades dos Estados Unidos estão chamando de síndrome de Havana. As informações são de um funcionário americano e uma segunda fonte consultada pela CNN.

Algumas autoridades que relataram os sintomas na Colômbia tiveram que ser evacuadas do país, disseram as fontes. Alguns dos afetados já haviam relatado sintomas da doença misteriosa quando estavam em outros países.

Pesquisadores nos Estados Unidos têm se esforçado para determinar o que está causando os sintomas. Os incidentes da síndrome de Havana começaram no final de 2016 em Cuba e desde então foram relatados casos na Rússia, China, Áustria e outros países ao redor do mundo. O governo de Joe Biden continua investigando o assunto.

Os sintomas foram percebidos por mais de 100 diplomatas, espiões e soldados norte-americanos em todo o mundo desde então.

Os incidentes na Colômbia estão agora entre os que os Estados Unidos estão investigando e ocorrem às vésperas da viagem do secretário de Estado americano, Tony Blinken, a Bogotá, que deve acontecer na próxima semana. Nesta terça-feira, o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, não quis comentar sobre os incidentes ou sobre a viagem de Blinken.

Price disse que qualquer funcionário dos EUA afetado pela doença misteriosa “receberá o atendimento imediato de que necessita”.

O Wall Street Journal foi o primeiro a relatar os incidentes na Colômbia.

As viagens internacionais de altos funcionários do governo Biden foram afetadas por dois incidentes relacionados à síndrome de Havana nos últimos meses.

O Departamento de Estado assumiu a tarefa de alertar as autoridades americanas sobre os casos, mas não está divulgando publicamente informações como o número de pessoas afetadas e a localização dos incidentes, dados que eram divulgados em coletivas de imprensa nos casos anteriores, que foram relacionados a Cuba e China.

Na semana passada, o presidente Joe Biden assinou uma lei para apoiar as vítimas da estranha síndrome que está adoecendo diplomatas, espiões e militares em todo o mundo.

“Tive o prazer de promulgar a Lei Havana para garantir que estamos fazendo todo o possível para cuidar do pessoal do governo dos Estados Unidos que passou por problemas anormais de saúde “, disse Biden. No comunicado, o presidente americano se referiu aos episódios como “incidentes” e não como “ataques”, como fizeram os principais legisladores do Comitê de Inteligência do Senado dos Estados Unidos.

“Tratar desses incidentes tem sido uma das prioridades do meu governo”, disse ele após a assinatura da lei, a portas fechadas, na sexta-feira.

(Texto traduzido, leia o original em inglês.)

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SAÚDE: SAIBA TUDO SOBRE A PROSTATA – PARTE 1, POR DR. SAMUEL DALLE LASTE

Nesta quinta-feira estamos começando uma série de vídeos muito importante, onde você vai conhecer tudo sobre a SAÚDE DA PRÓSTATA [Parte 1] . Nessa super aula do Dr. Samuel Dalle Laste serão abordados todos os aspectos que envolvem a saúde da próstata, como prevenção, doenças, sintomas, diagnóstico, tipos de tratamento, hormônios e muito mais. Então se acomode na poltrona e aprenda tudo que puder sobre próstata.

Fonte:

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SAÚDE: SAIBA QUAIS OS SINTOMAS, TRATAMENTO E PREVENÇÃO DO ALZHEIMER

Alzheimer: saiba mais sobre a doença, seus sintomas, como preveni-la e tratar

Sem cura, ela afeta mais de 1 milhão de brasileiros e atinge com mais frequência pessoas acima dos 65 anos

Camila Neumam

da CNN

Em São Paulo

Medidas preventivas podem retardar o desenvolvimento do AlzheimerMedidas preventivas podem retardar o desenvolvimento do

Alguns aspectos da doença de Alzheimer ainda são uma incógnita para a medicina, justamente por ser uma doença neurodegenerativa que não tem cura. Sua causa, seu diagnóstico e seu tratamento nem sempre são precisos, o que torna a necessidade de se falar mais sobre a condição. Por isso, o dia 21 de setembro foi nomeado como o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

No Brasil, ao menos 1,2 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência, e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano. Em todo o mundo, o número chega a 55 milhões, com 10 milhões de novos casos por ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo estimativas da Alzheimer’s Disease International, o número de indivíduos acometidos pela doença poderá chegar a 74,7 milhões em 2030 e 131,5 milhões em 2050, devido ao envelhecimento da população.

O que é o Alzheimer?

Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, progressiva e ainda sem cura, que atinge, em geral, pessoas acima dos 65 anos de idade, sendo a forma mais comum de demência no idoso, explica o psiquiatra Adiel Rios, pesquisador do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP).

A doença se instala quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a falhar. Com isso, surgem fragmentos de proteínas tóxicas dentro dos neurônios e nos espaços que existem entre eles. Essa toxicidade causa perda progressiva de neurônios em certas regiões do cérebro, como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral, essencial para linguagem, raciocínio, memória, reconhecimento de estímulos sensoriais e pensamento abstrato.

O termo demência é usado para descrever um conjunto de sintomas que incluem perda de memória, dificuldade de pensamento e comprometimento da linguagem. Apesar de ser a causa mais comum de demência, a doença de Alzheimer não é a única. Existem outros tipos de demência neurodegenerativas e cerebrovasculares, afirma Natally Santiago, neurocirurgiã do Hospital San Gennaro.

“Diferentemente do envelhecimento cerebral normal, na doença de Alzheimer ocorrem alterações patológicas no tecido cerebral, com depósito de proteína (proteinopatia) e perda de neurônios”, explica Santiago.

Causas do Alzheimer

Não se sabe ainda o que realmente causa o Alzheimer, mas se acredita que seja algo geneticamente determinado. Segundo Santiago, a hereditariedade pode ser considerada um fator de risco, mas sem um caráter de transmissão genética direta a todas as gerações.

“Acredita-se que ocorra a transmissão de uma predisposição para desenvolvê-la, que junto a fatores externos (ambientais), pode ou não desencadear a doença”, disse.

Sintomas do Alzheimer

Perda de memória e alteração do comportamento são os primeiros sinais da doença, segundo a neurologista. Um sinal de alerta, segundo ela, é quando a perda da memória interfere nas atividades pessoais, se torna repetitiva e compromete a rotina do indivíduo.

“Com a evolução da doença, a memória fica significativamente comprometida, com incapacidade de reconhecimento de familiares, de ter as memórias autobiográficas. As alterações de comportamento também tendem a se agravar”, afirma Natally Santiago. O diagnóstico é clínico, feito por avaliação médica. Não existe um marcador para a doença, e os exames de sangue e de imagem ajudam na exclusão de outras possíveis causas de demência, explica a neurologista.

Nas fases iniciais do Alzheimer, as falhas progressivas de memória em relação a fatos recentes são os sintomas mais marcantes. Já memórias antigas tendem a ser preservadas, segundo Adiel Rios. “A pessoa pode se lembrar detalhadamente de fatos que ocorreram há 50 anos, mas não se lembra de algo que aconteceu ontem, ou há poucas horas”, comenta o psiquiatra.

Com a progressão da doença, começa a surgir a dificuldade para se orientar no tempo e espaço, e a incapacidade de se lembrar o caminho de casa, por exemplo. Outros sintomas são alterações do sono, agitação ou apatia e até quadros psicóticos, explica Rios.

“Na fase final da doença, o paciente perde a capacidade de se expressar, não reconhece nem os familiares e não consegue mais cuidar de si, demandando a presença de cuidadores em tempo integral”, diz o psiquiatra da USP.

O psiquiatra indica como os principais sintomas do Alzheimer:

  1. Perda de memória
  2. Diminuição da capacidade de juízo e de crítica
  3. Dificuldade de raciocínio
  4. Colocar objetos em lugar impróprio
  5. Alterações frequentes de humor e comportamento
  6. Mudanças na personalidade, e a perda da iniciativa para realizar tarefas

Fatores de risco para o Alzheimer

A doença foi batizada em homenagem ao médico Alois Alzheimer. Em 1906, o neuropatologista fez uma autópsia no cérebro de uma mulher que morreu após apresentar problemas de linguagem, comportamento imprevisível e perda de memória.

O Dr. Alzheimer descobriu as placas amiloides e os emaranhados neurofibrilares, considerados as marcas da doença. Conheça alguns fatores que podem contribuir para seu desenvolvimento:

Idade: a probabilidade de desenvolver Alzheimer dobra a cada cinco anos após os 65 anos. Para a maioria das pessoas, os sintomas aparecem pela primeira vez após os 60 anos. O Alzheimer de início precoce é uma forma incomum de demência que atinge pessoas com menos de 65 anos e geralmente tem fator hereditário.

História familiar: a genética desempenha um papel importante no risco de um indivíduo desenvolver a doença.

Traumatismo craniano: existe uma possível ligação entre a doença e traumas repetidos ou perda de consciência.

Saúde do coração: o risco de demência vascular aumenta com problemas cardíacos, como hipertensão, colesterol alto e diabetes.

Tratamento do Alzheimer

Como o Alzheimer ainda é uma doença sem cura, alguns medicamentos são indicados para estabilizar ou reduzir a velocidade de progressão da doença, proporcionando mais tempo com alívio dos sintomas, gerando mais qualidade de vida ao paciente e seus familiares, afirma Santiago.

O uso do medicamento experimental aducanumab, indicado para as fases iniciais da doença, foi aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA) – agência reguladora dos EUA equivalente à Anvisa em junho de 2021. A agência não aprovava um novo medicamento contra o Alzheimer desde 2003.

A droga foi desenvolvida para pacientes com deficiência cognitiva leve e tem o objetivo de retardar a progressão da doença – não apenas aliviar os sintomas. A farmacêutica Biogen e seu parceiro japonês Eisai desenvolveram o aducanumab, administrado por meio de infusão intravenosa para tratar a doença de Alzheimer precoce. Em julho de 2020, a Biogen concluiu seu pedido para a FDA e aguardava a aprovação desde então.

Esta é a primeira autorização que muda a perspectiva do tratamento contra o Alzheimer. “O medicamento atua na proteína danificada no cérebro de quem já tem a doença”, afirma Jerusa Smid, coordenadora do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

No entanto, há fatores controversos sobre o aducanumab, que ainda precisam ser esclarecidos. Eles envolvem resultados clínicos e de efeitos colaterais, que devem ser esclarecidos na fase 4 da pesquisa (que testa a medicação em um grupo maior de pessoas), segundo a neurologista.

“Faltam dados que comprovem a melhora clínica do paciente, além do fato de a medicação apresentar sangramento cerebral como efeito colateral, considerado grave”, afirma Jerusa.

Outras drogas vêm sendo estudadas. Em março de 2021 o New England Journal of Medicine publicou um estudo indicando que o medicamento intravenoso experimental do laboratório Eli Lilly and Company, donanemab, pode retardar o declínio cognitivo em pessoas com a doença.

Em 25 de julho de 2018, resultados adicionais de um ensaio clínico inicial para uma droga experimental, o anticorpo chamado BAN2401, mostraram que ele melhorou a cognição e reduziu os sinais clínicos de Alzheimer. Detalhes sobre a imunoterapia foram anunciados em uma entrevista coletiva durante a Conferência Internacional da Associação de Alzheimer no mesmo ano.

A primeira droga utilizada em larga escala e aprovada pelas agências reguladoras, em 1993, foi a tacrina. Porém, esse remédio caiu em desuso com o advento de novas medicações, pela dificuldade na administração e pelo risco de complicações e efeitos adversos.

As medicações que atuam na acetilcolina e que estão aprovadas para uso no Brasil nos casos de demências leve e moderada são a rivastigmina, a donepezila e a galantamina (conhecidas como inibidores da acetilcolinesterase ou anticolinesterásicos), segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). “Todas disponíveis no Sistema Único de Sáude”, diz a neurologista da ABN.

“As medidas preventivas e o uso destas medicações tendem a melhorar sintomas e a retardar a progressão da doença, mas, definitivamente, não trazem a cura do Alzheimer”, afirma Smid.

Como prevenir o Alzheimer

Como até hoje a medicina não descobriu o que realmente causa a doença de Alzheimer, as medidas consideradas preventivas tendem a retardá-la, não a evitá-la, explica Smid.

As medidas de prevenção foram elencadas em duas meta-análises (revisão de diversos estudos) divulgadas nas revistas científicas The Lancet e Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry, em 2020, que analisaram estudos sobre prevenção, tratamento e cuidados em casos de demência, sobretudo Alzheimer.

consumo excessivo de álcool, o sedentarismo, o tabagismo e a alimentação pobre em nutrientes, que aumente o risco de obesidadediabetes e hipertensão são os principais fatores de risco, segundo a publicação.

Estes fatores, segundo os especialistas, precisam ser evitados com medidas sociais e educacionais para melhorar a vida destes grupos. “Essas ações requerem programas de saúde pública e intervenções individualizadas, concluíram os pesquisadores da University College London e da University of Plymouth, ambas no Reino Unido, que assinaram o trabalho.

Os autores concluíram que dois terços das intervenções mais promissoras se concentraram em mudanças de estilo para uma vida saudável, focadas em evitar fatores de risco para doenças cardiovasculares, como pressão alta e níveis de colesterol.

As principais ações preventivas (por indivíduos ou autoridades públicas) apontadas pelas duas meta-análises incluíram:

  1. Manter o nível adequado de açúcar no sangue e o peso sob controle para evitar diabetes
  2. Manter o peso em um nível saudável, normalmente abaixo de um Índice de Massa Corporal (IMC) de 25
  3. Obter o máximo de educação escolar possível a partir da infância
  4. Evitar traumatismo craniano (como concussões)
  5. Manter-se cognitivamente ativo com leituras e aprendendo coisas novas
  6. Evitar ou controlar a depressão
  7. Gerenciar o estresse
  8. Tratar a “hipotensão ortostática” (sensação recorrente de tontura ao se levantar)
  9. Manter a pressão arterial sob controle a partir dos 40 anos
  10. Examinar os riscos de perda de audição ao longo da vida e adotar aparelho auditivo se necessário (perda auditiva está associada a dano na região cerebral vinculada à memória)
  11. Evitar níveis elevados de homocisteína, um aminoácido que pode contribuir para a formação de coágulos nos vasos sanguíneos e danos nas artérias (prevenção com base em suplementação de vitaminas do complexo B, com recomendação médica)
  12. Praticar exercícios físicos
  13. Gerenciar a fibrilação atrial, que é uma frequência cardíaca rápida e irregular devido a sinais elétricos caóticos no coração (com acompanhamento médico regular)
  14. Comer alimentos com vitamina C ou tomar suplementos (frutas cítricas, como laranja e acerola; legumes, como cenoura, pimentão amarelo e pimentão vermelho, e verduras, como couve e brócolis)
  15. Reduzir a exposição à poluição do ar e ao fumo passivo do tabaco
  16. Evitar abuso de álcool
  17. Evitar o hábito de fumar
  18. Ter sono de boa qualidade
  19. Evitar terapia de reposição de estrogênio no pós-menopausa (isso não se aplica em casos de menopausa precoce ou perimenopausa)
  20. Evitar o uso de medicamentos para demência como prevenção
  21. Combater a pobreza e a discriminação racial
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SAÚDE: OS PRINCIPAIS SINTOMAS DE DISBIOSE INTESTINAL, POR SAMUEL DALLE LASTE

No vídeo de hoje, aqui na coluna SAÚDE o Dr. Samuel Dalle Laste da uma super dica sobre DISBIOSE INTESTINAL. Ele enumera todos os sintomas e sinais que podem indicar essa patologia. Portanto, não perca tempo e comece logo assistir ao vídeo a seguir e aprenda como identificar essa doença!

Fonte:

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SAIBA O QUE É MOMMY BURNOUT, QUADRO DE SINTOMAS SENTIDOS PELAS MÃES QUE VIVENCIAM INTENSA ROTINA MATERNA E DOMÉSTICA

Burnout materno: quando as mães estão esgotadas

Redação / Portal da Tropical

 Atualizado em:

Foto: Divulgação

Você já fala em Síndrome de Burnout? Em inglês, o termo significa esgotamento, fadiga ao extremo, depressão e referência-se a um distúrbio psíquico marcado pela sensação de exaustão, tensão emocional e estresse crônico gerado pela dedicação excessiva ao trabalho. Fazendo um paralelo, nos Estados Unidos já se usa o termo Mommy Burnout, em português “esgotamento materno”, para se referir ao mesmo quadro de sintomas sentido pelas mães que vivenciam uma intensa rotina materna e doméstica.

Com o Dia das Mães chegando, volta à evidência a necessidade de um olhar atento e acolhedor para a saúde mental dessas mulheres. Elaine Eufrásio, professora de Psicologia da Estácio, explica que as mulheres têm mais chances de desenvolver transtornos psicológicos por causa de vulnerabilidades específicas como a exposição à traumas de gênero, doméstica violência e o fator social que traz a incumbência de cuidar dos filhos, marido, da família, entre outros, somados à carreira e cuidados pessoais.

Diante dessa situação, Elaine, que também é especialista em Saúde da Família, recomenda manter um diálogo com o cônjuge e deixar claro que precisa de ajuda. “A sociedade prega a mulher como Mulher Maravilha: boa mãe, profissional e esposa. Mas a mulher precisa entender seus sentimentos, e que tudo bem não dar conta às vezes, para diminuir a culpa e assim, buscar uma divisão das tarefas domésticas”.

Mulheres trabalham mais em casa

De acordo com a segunda edição da pesquisa “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, divulgada em março pelo IBGE, mulheres dedicam quase o dobro do tempo que os homens em afazeres domésticos. Enquanto eles gastam em média 11 horas, elas chegam a passar cerca de 21,4 horas semanais varrendo, lavando e cozinhando.

Os dados da pesquisa do IBGE referente ao ano de 2019, mas em tempos de pandemia e de reclusão social, a maioria das mulheres acumulou ainda mais funções no dia a dia com mais horas ativas de trabalho no home office, trabalho doméstico e atenção com os filhos, especialmente as crianças em aula à distância.

“Com o fechamento das escolas e o ensino remoto, por exemplo, ficou nítido esse fator social ao observarmos como o acompanhamento do estudo das crianças recaiu sobre as mulheres. Socialmente, elas são levadas a acreditar que precisam sempre como tomar responsabilidades domésticas para si, dar conta de tudo sozinhas, e somado ao trabalho externo, isso acaba pesando “, afirma a psicóloga.

Reforço da saúde mental

A rotina diária deve manter o equilíbrio entre corpo e mente. Por isso, é importante avaliar como está a alimentação, o tempo dedicado para a atividade física, a qualidade do sono, o momento do dia de desacelerar e dar atenção ao que traz prazer. Elaine chama isso de “recuperar a alegria”. “É necessário tirarmos um momento do dia para fazer algo que não seja obrigação, repondo a alegria perdida diante de um cenário de pandemia que estamos vivenciando”.

A psicóloga recomenda momentos de lazer como ouvir uma música que goste, dançar, cantar, ler, buscar uma conexão espiritual. “É muito subjetivo, mas diante das adversidades, é preciso buscar essa alegria para dar um novo significado ao que estamos passando em um período negativo”. afirma. Elaine lembra ainda a importância de, mesmo à distância, manter os serviços sociais.

“Pode ser através de ligações, chamadas de vídeo, mensagens de texto. Nesse momento tão doméstico, uma mulher deve lembrar que não é só esposa e mãe, ela também é filha e amiga”, encerra.

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SAÚDE: SAIBA COMO AUMENTAR A IMUNIDADE BAIXA, SEUS SINTOMAS E CAUSAS

O nosso sistema imunológico trabalha 24 horas por dia para nos manter saudáveis. O que determina o nosso nível de saúde e bem estar é o nosso Sistema Imunológico ou Sistema de Defesa do nosso organismo. Quando a imunidade está baixa ficamos suscetíveis à doenças e complicações. O artigo de hoje, aqui na coluna SAÚDE esclarece tudo sobre o assunto e nos ensina como perceber os sintomas, saber quais as causas e como aumentar a imunidade. Então fique esperto(a), leia o tudo e saiba como se manter saudável!

Imunidade Baixa: Como Aumentar, Sintomas e Causas

Dicas para Aumentar a Imunidade Baixa Incluindo as Vacinas

 

Certamente você já escutou falar em imunidade baixa ou até mesmo esteve nessa situação. Esse termo é comumente usado tanto para explicar o porquê de alguém ficar doente com recorrência, como de ter apenas um resfriado. Mas, de fato, o que é imunidade baixa e o que acontece para a imunidade cair?

O corpo possui um sistema responsável por agir ao ataque de vírus, bactérias e outros microrganismos patogênicos – o sistema imunológico. Quando não nos alimentamos bem, estamos estressados ou temos outros hábitos ruins, ele enfraquece, nos deixando suscetíveis à doenças e complicações.

Por sua vez, as vacinas estimulam o organismo a se defender contra esses agentes prejudiciais, assim como bons hábitos, alimentos e suplementos ajudam a aumentar a imunidade. Ficou interessado e quer saber mais sobre o assunto? Então não deixe de continuar de olho na leitura do artigo!

Aqui você saberá tudo sobre:

  • O que é sistema imunológico;
  • Quais os sintomas de imunidade baixa?
  • O que faz a imunidade cair?
  • Como aumentar a imunidade de forma natural?
  • O que fazer quando a imunidade está baixa?
  • Qual vitamina para imunidade baixa? Conheça alimentos fontes

 

O que é o sistema imunológico?

A parte responsável pelos mecanismos de defesa do corpo é o que chamamos de sistema imunológico. Quem garante a barreira contra vírus, bactérias e fungos são milhões de células que trabalham a todo o momento. A ação delas faz com que possamos ficar protegidos contra várias doenças e complicações.

Por isso, o sistema imune é tão importante. E, mais do que isso, é imprescindível conhecer e adotar hábitos saudáveis que auxiliam o “campo” de segurança do corpo. Mas, primeiro, é essencial que você reconheça os sinais e sintomas que aparecem quando ele está pedindo socorro. Veja mais no próximo tópico!

Quais os sintomas de imunidade baixa?

A imunidade baixa pode resultar em complicações leves e até em casos mais sérios. De fato, tudo vai depender de como está o seu sistema imunológico, já que é ele quem dita a vulnerabilidade do organismo. Confira a seguir alguns sintomas e sinais que o corpo dá quando a imunidade está baixa:

  1. Otite;
  2. Cansaço excessivo;
  3. Amidalite;
  4. Herpes;
  5. Problemas de pele;
  6. Infecção intestinal de repetição;
  7. Candidíase;
  8. Gripe insistente.
imunidade baixa: 8 sinais que o corpo dá

O que faz a imunidade cair?

Como anda a qualidade do seu sono? Você tem se nutrido corretamente? Tem se estressado? Essas são algumas importantes perguntas a se fazer para avaliar as possíveis causas que levam a imunidade baixar.

Além disso, fatores genéticos influenciam diretamente no sistema imunológico, assim como a idade – crianças e idosos tendem a ficar doentes com maior facilidade. Ainda, algumas doenças, como desnutrição, AIDS, câncer, anemia e alcoolismo propiciam o enfraquecimento da atuação das células de defesa.

Variações hormonais típicas dos ciclos menstruais, da TPM e da gravidez são possíveis causas da queda de imunidade, assim como o uso de tabaco e alguns medicamentos. Ficou com medo? Calma, há diversas maneiras de reverter quadros de baixa imunidade e aumentar a imunidade. Siga a leitura para descobrir!

Como aumentar a imunidade de forma natural?

Basicamente, para aumentar a imunidade, é necessário manter um estilo de vida saudável. Além disso, você pode intensificar o consumo de alimentos ricos em vitaminas, minerais e aminoácidos que estimulam a produção das células de defesa. Veja os principais hábitos saudáveis:

O que fazer quando a imunidade está baixa?

A boa notícia é, que assim como os hábitos de vida não saudáveis podem baixar a imunidade, quando adequados, eles são capazes de fortalecer o sistema imunológico. Confira a seguir 9 dicas para aumentar a imunidade e ajudar o seu corpo a ficar mais resistente ao ataque de vírus, bactérias e fungos:

  1. Durma bem;
  2. Perca o hábito de fumar;
  3. Evite muita exposição ao Sol;
  4. Restrinja bebidas alcoólicas;
  5. Controle o estresse;
  6. Pratique atividades físicas moderadamente;
  7. Só use medicamentos quando realmente for necessário;
  8. Tenha sua carteira de vacinação em dia;
  9. Mantenha uma alimentação balanceada.

Deseja entender melhor? Abaixo você saberá porque todas essas dicas ajudam na baixa imunidade!

1. Durma bem

A privação de sono resulta na diminuição do número e da função das células do sistema imune. Portanto, 7 a 8 horas de descanso com qualidade por dia são fundamentais para evitar a imunidade baixa. Combinado?

2. Perca o hábito de fumar

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o tabagismo é inimigo das defesas do corpo e propicia aos fumantes uma chance maior de adoecer em comparação aos não-fumantes. Opte por estar no grupo certo!

3. Evite muita exposição ao Sol

Os raios ultravioleta (UV) causam danos ao DNA, levando a liberação de citocinas, que são moléculas envolvidas na resposta imune, e acarretam na baixa da imunidade.

4. Restrinja bebidas alcoólicas

A ingestão de álcool em excesso tende a inibir a resposta imunológica do organismo, refletindo na queda da imunidade e propiciando o surgimento de infecções e outras complicações. Portanto, restrinja o consumo!

5. Controle o estresse

Com o estresse constante, o corpo passa a produzir hormônios em grandes quantidades, como cortisol e adrenalina, que atuam na inibição das funções do sistema de defesa do organismo.

6. Pratique atividades físicas moderadamente

O excesso de exercícios tende a causar a baixa da imunidade, já que diminui os níveis de glutamina dos músculos, um aminoácido não essencial, que tem extrema importância para o sistema imunológico.

7. Só use medicamentos quando realmente for necessário

Os antibióticos, por exemplo, não matam só as bactérias que causam infecções, mas também aquelas que habitam no organismo e ajudam a nos proteger contra invasores. Tome cuidado com o uso indiscriminado!

8. Tenha sua carteira de vacinação em dia

As vacinas são feitas com partículas ou com o agente inteiro que causa a enfermidade. Elas têm papel essencial no fortalecimento da imunidade, pois fazem com que o corpo se defenda por meio de anticorpos.

9. Mantenha uma alimentação balanceada

Desde a antiguidade já se sabe que a nutrição é um fator extremamente importante na manutenção do estado de saúde e do bem-estar dos indivíduos. O seu sistema imunológico depende de uma série de reações desencadeadas por nutrientes e compostos bioativos específicos.

Siga lendo e conheça alguns alimentos importantes para consumir na dieta e aumentar a imunidade!

Qual vitamina para imunidade baixa? Conheça alimentos fontes

Existem certos tipos de vitaminas, minerais e aminoácidos fundamentais para a formação das células do sistema imunológico. Então, se você está em busca de soluções sobre como aumentar a imunidade naturalmente, foque nos seguintes nutrientes:

  • vitaminas A, C, D e E;
  • minerais selênio e zinco;
  • aminoácidos, como arginina e lisina.

1. Ricos em vitamina A

Os alimentos ricos em vitamina A são principalmente fígado, gema de ovo e óleos de peixes. Essa vitamina lipossolúvel atua como um potente antioxidante, neutralizando os radicais livres. É também essencial para o funcionamento da retina e para promover a formação dos pigmentos que tornam a visão noturna possível.

Além disso, é fundamental para o crescimento e manutenção dos tecidos que revestem a superfície do corpo e para tornar o sistema imunológico mais ativo, melhorando a resistência às infecções.

2.  Ricos em vitamina C

A vitamina C age como um antioxidante no organismo e também auxilia no funcionamento do sistema imune e na formação de colágeno. Ainda, contribui com a absorção de ferro dos alimentos, ajuda na regeneração da forma reduzida da vitamina E e atua no metabolismo energético e de proteínas e gorduras.

Abacaxi, laranja, limão e kiwi possuem grande quantidade de vitamina C, favorecendo a resistência e a produção dos leucócitos no corpo e contando muitas propriedades anti-inflamatórias.

3. Ricos em vitamina D

São usados no tratamento e na prevenção da deficiência de vitamina D e em casos de hipocalcemia. Essa vitamina age sobre os ossos, rins e intestino, regulando o metabolismo do cálcio. Também auxilia na saúde óssea e na imunidade, contribuindo com o menor risco de determinadas doenças autoimunes.

Óleo de fígado de bacalhau, bife de fígado, gema de ovo e atum são alimentos ricos em vitamina D, que ajudam a tratar imunidade baixa. É importante ressaltar que essa vitamina também é obtida através do Sol.

4. Ricos em vitamina E

A vitamina E é mais uma das vitaminas que ajudam na baixa imunidade. Ela se encontra na classe das lipossolúveis, sendo essencial para a nutrição humana. Devido a sua ação antioxidante, ajuda a combater a formação de radicais livres e tem grande importância para o sistema imunológico.

Principalmente as oleaginosas são exemplos de alimentos ricos em vitamina E, incluindo pistache, amêndoa e castanha-do-Pará. O óleo de amêndoas também é uma boa opção para incluir na alimentação.

5. Ricos em selênio

O selênio é um potente antioxidante capaz de atuar como rejuvenescedor no corpo, sendo essencial para a manutenção da saúde. Possui ação imunoestimulante, auxiliando na proteção contra doenças cardíacas e circulatórias. Ainda, tem ação anti-inflamatória, o que faz dele útil à artrite e outras doenças autoimunes.

Entre os alimentos bons para aumentar a imunidade e ricos em selênio estão castanha-pará, farinha de trigo, frango, arroz, gema de ovo, carne bovina e clara de ovo, por exemplo.

6. Ricos em zinco

Uma das principais funções do zinco é a sua participação na síntese e degradação dos carboidratos, lipídeos e proteínas. Ainda, ele atua na manutenção do crescimento e desenvolvimento normal humano. Encontramos o zinco em alimentos, como ostras, camarão, carne de vaca, frango e peixe.

Além disso, o zinco age como estabilizador de estruturas de membranas e componentes celulares e na participação ativa da função imune e desenvolvimento cognitivo.

7. Ricos em aminoácidos

Arginina e lisina são aminoácidos que contribuem para reverter casos de imunidade baixa. A arginina auxilia no tratamento de doenças que afetam o sistema imunológico e na hipertensão arterial. É encontrada no chocolate, amendoim, nozes, gelatina e castanha de caju, por exemplo.

Já a lisina é um dos mais importantes aminoácidos, pois participa da formação dos anticorpos do sistema imune e é bastante efetiva no tratamento do vírus da herpes. É encontrada nas carnes, peixes, e ovos.

Esses foram 7 alimentos para incluir no cardápio e potencializar a imunidade! Uma dieta incompleta não oferece os nutrientes e compostos bioativos necessários para o trabalho das células de defesa.

Diversos estudos já foram realizados sobre as vitaminas, minerais e aminoácidos citados. Já imaginou encontrar todos reunidos em um único lugar?

Leia mais sobre o Melhor Suplemento para Imunidade – 9 Ingredientes Essenciais

Gostou das dicas para aumentar a imunidade baixa?

Você costuma ficar doente com facilidade? Se sim, está na hora de parar e repensar seus hábito e agora você já sabe como aumentar a imunidade do corpo e ter muito mais saúde!

Quem necessita fortalecer o sistema imunológico, pode seguir as recomendações contidas neste conteúdo! As dicas não servem apenas para quem está com a imunidade baixa, mas para quem deseja evitar doenças e possíveis complicações também. Ficou com dúvidas? Comente aqui e logo responderemos você!

Siga lendo sobre o assunto em: Conheça 10 Dicas de Como Fortalecer o Sistema Imunológico de Idosos! Para mais artigos, acompanhe o nosso Blog!

Referências

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AUTOCONHECIMENTO: DESMISTIFICANDO A ANSIEDADE E APRENDENDO A LIDAR COM ELA

O destaque da nossa coluna AUTOCONHECIMENTO desta quarta-feira é o distúrbio mental da “ansiedade”. O artigo a seguir orienta as pessoas que sofrem de ansiedade como reconhecer os sintomas e como lidar com esse transtorno mental. Por isso convido você a ler o artigo completo a seguir para que tenha condições de ter o controle da sua vida nos momentos de crise.

O que fazer em uma crise de ansiedade?

Mulher com as mãos no rosto pensativaDương Nhân / Pexels

Para muitas pessoas, ansiedade é um sentimento que define a empolgação para um acontecimento, como encontrar um ente querido ou fazer uma viagem. Nessas situações, a ansiedade é mesmo uma sensação positiva, porque não está se manifestando de forma intensa e exagerada.

Por outro lado, a ansiedade pode ser extremamente prejudicial, tornando-se até mesmo um transtorno mental. Alguém que tem essa sensação de forma excessiva, preocupando-se com questões que estão fora de controle ou que sequer existem, por exemplo, apresentará sintomas físicos muito desagradáveis.

A partir do que foi apresentado, compreendemos que a ansiedade não é uma simples empolgação. Pelo contrário, é uma doença que precisa de tratamento e com a qual muitas pessoas sofrem. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2019 cerca de 260 milhões de indivíduos foram diagnosticados com o transtorno em todo o mundo.

Caso você já tenha recebido o diagnóstico de transtorno de ansiedade e esteja enfrentando dificuldades para lidar com os momentos de crise, o conteúdo que preparamos te ajudará. Ou, então, se você ainda não se consultou com um profissional da saúde, mas imagina que tem essa doença, leia as nossas orientações e procure ajuda!

Sintomas de ansiedade

Como vimos anteriormente, a ansiedade é uma sensação que pode se manifestar física e emocionalmente. Uma vez que cada corpo funciona de um jeito, não existe uma quantidade exata de sintomas que podem se manifestar no corpo de alguém. Então observe como você tem passado os dias, busque orientação médica e cuide da sua saúde!

Mulher sentada no sofá e olhando para janela.
fizkes / 123RF

Para começar a entender mais sobre esse transtorno, veja quais são os sintomas físicos do transtorno de ansiedade: dor no peito, aumento dos batimentos cardíacos, falta de ar, sudorese elevada, tremores pelo corpo, fadiga, boca seca, mãos e pés frios, náusea, diarreia e tensão muscular.

Além dos sintomas físicos, há também os emocionais: medo intenso, preocupação exacerbada, sensação de que algo ruim vai acontecer, irritabilidade, nervosismo constante, dificuldade para relaxar, sentimento de tensão, problemas de concentração e insônia. Tanto os sintomas físicos quanto os emocionais podem se manifestar a qualquer momento.

O que fazer durante a crise de ansiedade?

Uma crise de ansiedade é caracterizada pelo momento em que os sentimentos negativos ou os sintomas físicos incômodos de uma pessoa começam a se manifestar com muita intensidade. Ela pode ser fomentada por um gatilho ou por uma situação que deixe esse indivíduo preocupado, mas isso não é uma regra. Já que a crise de ansiedade é imprevisível, o melhor a fazer é entender como podemos lidar com ela, para que essa sensação seja amenizada o mais rapidamente possível. Confira!

1) Observe o que existe ao seu redor

Uma crise de ansiedade pode ser desencadeada pela sensação de que algo ruim vai acontecer, mesmo que isso não seja verdade, então foque no que realmente existe no presente. Nomeie algo que você pode tocar, algo que você pode cheirar, algo que você pode olhar e algo que você pode ouvir. Concentre-se em tudo isso!

2) Controle a sua respiração

Mulher meditando em sua cama

Andrea Piacquadio / Pexels

Durante uma crise de ansiedade, a respiração de um indivíduo pode ficar muito acelerada ou ofegante. Inspire o ar e o segure por um tempo. Depois, libere-o calmamente. Repita esse processo quantas vezes forem necessárias, até que você retome o controle sobre a sua respiração.

3) Elimine a tensão dos seus músculos

Em situações de medo, é comum que nossos músculos se contraiam imediatamente. Em uma crise de ansiedade, isso também acontece, então procure sentar ou deitar, para deixar os seus músculos relaxados. Estique os braços e as pernas enquanto controla a sua respiração.

4) Evite pensar nos problemas que te preocupam

Se a crise de ansiedade tiver sido motivada por algum gatilho, pensar sobre isso só fará com que você tenha mais dificuldade para encerrar a crise. Desvie a sua atenção para outros pensamentos, tente escrever algo ou cantar uma música e dê um tempo para sua mente se recuperar.

5) Imagine um lugar que te traga paz

Mulher de olhos fechados em um gramado

Anastasiya Lobanovsk / Pexels

Caso você esteja em um lugar que despertou uma crise de ansiedade, feche os olhos e comece a imaginar que você não está ali. Imagine um campo, uma praia, uma cachoeira ou a sua casa. Visualize esse lugar que te traz paz e deixe seu corpo se levar por essa sensação de relaxamento.

Como tratar a ansiedade de forma correta?

Agora que você já sabe o que fazer nos momentos de crise de ansiedade, está na hora de se informar sobre a melhor forma de tratar esse transtorno, para que esses episódios sejam cada vez menos frequentes, chegando a ponto de não existirem. Veja só!

O primeiro tratamento indicado para a ansiedade é o acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico. É por meio dele que é possível diagnosticar a doença, identificar o estágio no qual ela está e trabalhar os problemas e as preocupações que estão causando esse transtorno.

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Para complementar o auxílio médico, porém, uma pessoa que sofre de transtorno de ansiedade pode encontrar apoio nas práticas integrativas e complementares. Elas são terapias holísticas certificadas pela Organização Mundial da Saúde que fornecerão um tratamento a partir de recursos terapêuticos e, na maioria das vezes, naturais.

Entre as 29 práticas integrativas e complementares que são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão: Aromaterapia, Cromoterapia, ReikiMeditação e Yoga. A seguir, entenda como cada uma delas funciona e escolha aquela que agrada mais!

1) Aromaterapia

Óleo essencial

gioiak2 / 123RF

A partir de óleos essenciais, a Aromaterapia promove o equilíbrio e o bem-estar de uma pessoa, cujo sistema nervoso será estimulado com perfumes variados. Em geral, tais perfumes são produzidos a partir de flores e de plantas.

2) Cromoterapia

A Cromoterapia é uma forma de terapia que permite que a energia das cores seja transferida para o corpo de uma pessoa, promovendo equilíbrio energético e proporcionando boas sensações. Nesse sentido, cada cor age para diferentes fins.

3) Reiki

Reiki é o nome de uma prática que tem como objetivo transferir a energia vital de uma pessoa para outra, a partir de técnicas de imposição de mãos. Com essa terapia é possível restaurar o equilíbrio energético de um corpo, promovendo bem-estar.

4) Meditação

Homem sentado no chão meditando

cottonbro / Pexels

Com o objetivo de focar a atenção de uma pessoa em uma questão, em uma situação ou em um sentimento, a meditação pode auxiliar no tratamento da ansiedade. Há uma série de tipos de meditação que podem ser descobertos por quem deseja se conhecer mais e desenvolver a própria capacidade de lidar com problemas.

5) Yoga

Yoga é um conjunto de exercícios que tem como objetivo promover a conexão entre o corpo e a mente de uma pessoa. Essa prática também é considerada meditativa, visto que tem como um dos objetivos facilitar a resolução de problemas internos e traumas.

Considerando tudo que foi apresentado, a ansiedade é um transtorno mental que precisa de atenção e de tratamento. Nos momentos de crise, as dicas que separamos te ajudarão, mas é essencial que você busque auxílio médico de diferentes formas para evitar que esses episódios continuem tirando a sua paz e prejudicando o seu bem-estar.

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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POR QUE ALGUMAS PESSOAS COM CORONAVIRUS NÃO APRESENTAM SINTOMAS, ENQUANTO OUTRAS FICAM EXTREMAMENTE DOENTES

Enigma da pandemia: os genes que ajudam a entender porque algumas pessoas ficam mais doentes que outras

Estudo identificou genes que oferecem pistas sobre o que leva alguns a ficarem gravemente doentes com a Covid-19

CORONAVÍRUS

por BBC NEWS BRASIL

Covid-19 deixa algumas pessoas gravemente doentes e outras não têm sintomas

BBC NEWS BRASIL/SCIENCE PHOTO LIBRARY

Um dos maiores enigmas da pandemia é entender por que algumas pessoas com coronavírus não apresentam sintomas, enquanto outras ficam extremamente doentes.

Um estudo com mais de 2.200 pacientes de terapia intensiva publicado na revista Nature identificou genes específicos que podem trazer a resposta.

Eles tornam algumas pessoas mais suscetíveis aos sintomas graves de Covid-19.

As descobertas lançam luz sobre onde o sistema imunológico falha, o que pode ajudar a identificar novos tratamentos.

Os tratamentos continuarão a ser necessários mesmo com as vacinas sendo desenvolvidas, diz Kenneth Baillie, consultor em medicina da Royal Infirmary em Edimburgo, que liderou o projeto denominado Genomicc.

“As vacinas devem diminuir drasticamente o número de casos, mas é provável que os médicos ainda precisem tratar a doença em cuidados intensivos por vários anos em todo o mundo. Por isso existe uma necessidade urgente de encontrar novos tratamentos.”

Células ‘irritadas’

Os cientistas analisaram o DNA de pacientes em mais de 200 unidades de terapia intensiva em hospitais do Reino Unido.

Todos os pacientes tiveram análises minuciosas em seus genes, que por sua vez abrigam instruções para todos os processos biológicos – incluindo como combater um vírus.

Os genomas dessas pessoas foram então comparados com o DNA de pessoas saudáveis na tentativa de identificar diferenças. Algumas foram encontradas – a primeira delas em um gene chamado TYK2.

“Ele é parte do sistema que torna as células imunológicas mais irritadas e mais inflamatórias”, explicou o Baillie.

Se o gene estiver imperfeito, essa resposta imune pode entrar em exaustão, colocando os pacientes em risco de séria inflamação pulmonar.

Um tipo de medicamento anti-inflamatório já usado para doenças como a artrite reumatóide tem como alvo exatamente esse mecanismo biológico. É o caso de um remédio chamado Baricitinib.

“Isso o torna esse remédio candidato muito plausível para novos tratamentos”, disse Baillie. “Mas, é claro, precisamos fazer testes clínicos em grande escala para descobrir se isso se confirma ou não.”

Pouco ‘interferon’

Diferenças genéticas também foram encontradas em um gene chamado DPP9, que desempenha um papel em inflamações, e em um gene chamado OAS, que ajuda a impedir que o vírus se multiplique.

Além disso, variações em um gene chamado IFNAR2 também foram identificadas nos pacientes de terapia intensiva.

O IFNAR2 está ligado a uma molécula antiviral potente chamada interferon, que ajuda a ativar o sistema imunológico assim que uma infecção é detectada.

Acredita-se que a produção de pouco interferon pode dar ao vírus uma vantagem inicial, permitindo que ele se replique rapidamente, levando a quadros mais graves.

Dois outros estudos recentes publicados na revista Science também relacionaram o interferon a casos de Covid, por meio de mutações genéticas e um distúrbio autoimune que afeta sua produção.

O professor Jean-Laurent Casanova, que realizou a pesquisa, da Universidade Rockefeller em Nova York, disse: “[Interferon] foi responsável por quase 15% dos casos críticos de Covid-19 registrados internacionalmente segundo nosso estudo.”

O interferon poderia ser administrado como tratamento, mas um ensaio clínico da Organização Mundial da Saúde concluiu que ele não ajudou pacientes em estado grave. No entanto, o professor Casanova diz que o contexto é importante.

Ele explicou: “Eu espero que, se administrado nos primeiros dois, três, ou quatro dias de infecção, o interferon funcione, porque ele essencialmente forneceria a molécula que o [paciente] não produz por si mesmo”.

‘Quando as coisas dão errado’

Vanessa Sancho-Shimizu, uma geneticista do Imperial College de Londres, disse que as descobertas genéticas oferecem uma visão sem precedentes sobre a biologia da doença.

“É realmente um exemplo de medicina de precisão, no qual podemos realmente identificar o momento em que as coisas deram errado para aquele indivíduo”, disse ela à BBC News.

“As descobertas desses estudos genéticos nos ajudarão a identificar caminhos moleculares específicos que podem ser alvos de intervenção terapêutica”, disse ela.

Mas o genoma ainda guarda alguns mistérios.

O estudo Genomicc – e vários outros – revelou um grupo de genes no cromossomo 3 fortemente ligado a sintomas graves. No entanto, a biologia por trás disso ainda não é compreendida pelos cientistas.

Mais pacientes serão convidados a participar da pesquisa.

“Precisamos de todos, mas estamos particularmente interessados ​​em recrutar pessoas de grupos étnicos minoritários que aparecem de maneira mais ampla na população gravemente doente”, afirmou Baillie.

Ele acrescentou: “Ainda há uma necessidade urgente de encontrar novos tratamentos para esta doença e temos que fazer as escolhas certas sobre os próximos tratamentos, porque não temos tempo para cometer erros”.

Fonte: R7

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ALIMENTAÇÃO: A INANIÇÃO É A COMPLETA FALTA DE CONSUMO ALIMENTÍCIO

Inanição: o que é, sintomas e riscos

A ausência de uma rotina alimentar adequada pode causar consequências graves à saúde

Escrito por Paula Santos

Redação Minha Vida

Anorexia Nervosa: o que é e sintomas | Blog IMEB

 que é inaniçã

A inanição é definida  como a completa falta de consumo alimentício, ocorrendo quando o indivíduo, voluntariamente ou não, para de se alimentar. Esse quadro é considerado grave, já que o organismo precisa buscar por maneiras de combater a fome e desnutrição causadas pela ausência de comida.

“O corpo tenta não ceder a este quadro de inanição desfazendo dos seus próprios tecidos, que serão a principal fonte de calorias para tentar manter todo o organismo funcionando. Este processo causa uma rápida perda de peso, incluindo perda de gordura corporal e massa muscular”, conta a nutricionista Simone Silva.

Sintomas

Os sintomas iniciais de um quadro de inanição são, normalmente, geradas pela fome intensa sentida pelo indivíduo, incluindo:

Quando o período sem alimentação se estende, os impactos se tornam visíveis:

  • A massa muscular fica muito reduzida e os ossos ficam salientes
  • A região da barriga perde toda a gordura, tornando a cavidade funda
  • A pele fica seca, sem elasticidade, pálida e com aspecto envelhecido
  •  queda de cabelo, pois os fios se tornam secos e quebradiços

Causas

Os motivos que levam alguém a parar de consumir alimentos podem ser extremamente variáveis. Em países que lidam com a extrema pobreza, por exemplo, milhares de pessoas possuem o quadro de inanição involuntariamente, já que podem passar dias sem acesso a comida.

Além disso, distúrbios alimentares, como a bulimia anorexia nervosa, podem fazer com que a pessoa deixe de se alimentar com o objetivo de perder peso. Pacientes que enfrentam complicações de saúde que afetam o sistema digestivo também possuem o risco de inanição, como é o caso do câncer de intestino.

Tratamento

A retomada da alimentação deve ser realizada de forma lenta e gradual, pois alguns dos impactos causados pela inanição causam mudanças drásticas no corpo de quem sofre com essa condição. O intestino naturalmente começa a se atrofiar após um certo período de inatividade, fazendo com que o organismo possua dificuldade em se adaptar com a ingestão de comidas.

“Se o paciente não necessitar receber alimentação por sonda nasogástrica e apresentar capacidade de ingerir alimento pela boca, é aconselhável iniciar a alimentação com a ingestão de alimentos líquidos, como sopas, sucos e caldos”, conta Simone Silva.

O volume dos alimentos deve ser distribuído em pequenas doses, e a textura deve ser dividida em três fases de readaptação: líquido, pastoso e, finalmente, sólido. A especialista explica que os tipos de alimentos devem ser alterados gradativamente de acordo com a aceitação do indivíduo.

“No período de tratamento contínuo da inanição, um paciente pode recuperar de 1,5 a 2,0 kg por semana, até atingir o peso saudável para sua idade e altura”, explica.

Desnutrição e inanição

É importante diferenciar a desnutrição e a inanição. No primeiro caso, o organismo sofre com a baixa absorção de nutrientes, podendo ocorrer devido a uma dieta inadequada, como o consumo excessivo de industrializados e fast food, ou problemas de saúde, como intolerância alimentar e anorexia. Já em quadros de inanição, não há a ingestão de qualquer tipo de comida.

Riscos

A ausência de alimentação por um período de 4 a 7 semanas pode levar à morte. Quando o consumo de água também é restringido, os riscos se intensificam e se tornam mais graves. Além disso, a falta de nutrientes torna o organismo mais vulnerável a uma série de infecções e complicações, como a presença de fungos no esôfago, beribéri, pelagra e escorbuto.

Fontes:  Simone Silva, nutricionista da Clínica Simone Neri

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SAÚDE: CONHEÇA A FÓRMULA DE COMO ALIVIAR OS SINTOMAS DA TPM

Aproveite o seu domingão para tirar todas as suas dúvidas e aprender como aliviar os sintomas da TPM com o Dr. Samuel Dalle Laste.Uma oportunidade única de você dar um salto quântico na sua qualidade de vida e na sua saúde. Então lhe convido a assitir o vídeo completo a seguir!

Fonte:

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SAÚDE MENTAL: SAIBA TUDO E TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE ESQUIZOFRENIA

Em SAÚDE MENTAL, nesta quinta-feira, vamos mergulhar num assunto importantíssimo que é Esquizofrenia, uma doença que afeta mais de 2,5 milhões de pessoas no Brasil e atinge com eles suas famílias também. Então lhe convido a ler o artigo completo a seguir para tirar todas as suas dúvidas sobre essa doença e saber como conviver de boa com isso!

Esquizofrenia | Mais Pfizer

Esquizofrenia: o que é, sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Esquizofrenia?

esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico em que uma alteração cerebral dificulta o julgamento correto sobre a realidade, a produção de pensamentos simbólicos e abstratos e a elaboração de respostas emocionais complexas.

esquizofrenia é uma doença mental que, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), acomete cerca de 20 milhões de pessoas em escala mundial. Normalmente, o transtorno aparece entre o final da adolescência e começo da vida adulta, sendo uma doença crônica, complexa e que exige tratamento por toda a vida.

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a esquizofrenia não é um distúrbio de múltiplas personalidades. O termo Esquizofrenia foi criado pelo psiquiatra suíço E. Bleuler, no início do século XX e tem origem nas raízes gregas schizo (cindir, dividir) e phren (mente), no sentido de que as funções mentais se encontrariam divididas nesses pacientes.

O transtorno foi um termo cunhado pelo psiquiatra suíço E. Bleuler, no início do século XX e tem origem nas raízes gregas schizo (cindir, dividir) e phren (mente), no sentido de que as funções mentais se encontrariam divididas nesses pacientes.

Tipos

Existem alguns tipos de esquizofrenia:

  • Esquizofrenia paranoide: com predomínio de alucinações e delírios
  • Esquizofrenia desorganizada ou hebefrênica: com predominante pensamento e discurso desconexo
  • Esquizofrenia catatônica: em que o paciente apresenta mais alterações posturais, com posições bizarras mantidas por longos períodos e resistência passiva e ativa a tentativas de mudar a posição do indivíduo
  • Esquizofrenia simples: em que a pessoa, sem ter delírios, alucinações ou outras alterações mais floridas, progressivamente vai perdendo sua afetividade, capacidade de interagir com pessoas, ocorrendo um progressivo prejuízo de seu desempenho social e ocupacional. Por vezes levando os indivíduos afetados a uma vida de sem-teto e vagando pelas ruas.

Causas

Ainda não se conhecem todos os mecanismos cerebrais que promovem os sintomas relacionados à esquizofrenia, mas hoje sabe-se que se trata de uma doença química cerebral decorrente de alterações em vários sistemas bioquímicos (neurotransmissores) e vias neuronais cerebrais.

Esquizofrenia: entenda a doença que provoca delírios e alucinações

Vários genes em combinação são responsáveis por estas alterações cerebrais. O ambiente, ou seja, as relações vitais que a pessoa estabelece funcionam como fatores estressores que contribuem para que estes genes ligados se ativem e a doença apareça. Não existem fatores psicológicos ou ambientais que causam a esquizofrenia, mas sim fatores de vida que são gatilhos para o início das alterações cerebrais da doença.

Várias substâncias químicas, denominadas de neurotransmissores, estão alteradas no cérebro do esquizofrênico, principalmente dopamina e glutamato. Estudos recentes mostram diferenças na estrutura do cérebro e do sistema nervoso central das pessoas com esquizofrenia em comparação aos de pessoas saudáveis.

Fatores de risco

Sabe-se que alguns fatores são gatilhos importantes para o início das alterações neuroquímicas cerebrais e para o posterior aparecimento dos sintomas da doença no comportamento do indivíduo:

  • História familiar de esquizofrenia: as chances são de 10% se tiver um irmão com esquizofrenia, 18% se tiver um irmão gêmeo não-idêntico com esquizofrenia, 50% se tiver um irmão gêmeo idêntico com esquizofrenia e 80% se os dois pais forem afetados por esquizofrenia
  • Ser exposto a toxinas, vírus e à má nutrição dentro do útero da mãe, especialmente nos dois primeiros trimestres da gestação
  • Problemas no parto como falta de oxigênio (hipóxia neonatal)
  • Ter um pai com idade mais avançada
  • Uso de maconha
  • Tabagismo.

Sintomas

Sintomas de Esquizofrenia

Os sintomas de esquizofrenia no sexo masculino costumam aparecer entre os 15 e 20 anos. Já em mulheres, os sinais da doença são mais comuns beirando os 30 anos de idade. Embora seja raro, também é possível o aparecimento da esquizofrenia em crianças e adultos com mais de 50 anos.

A esquizofrenia é a principal doença de um grupo de transtornos psiquiátricos denominados de transtornos psicóticos. Psicose é quando uma pessoa tem alterações na apreensão e no juízo sobre a realidade (delírios) e na sensopercepção (alucinações).

Além da psicose, que geralmente ocorre no momento de crise da doença, é comum o paciente apresentar alterações comportamentais decorrentes das lesões cerebrais que este quadro agudo provocou, como por exemplo distúrbios cognitivos (pensamento, atenção, tomada de decisão, raciocínio abstrato, linguagem, etc) e emocionais (apatia, falta de motivação, falta de prazer, depressão, etc).

Delírios

São alterações decorrentes da forma como o cérebro está captando a realidade e produzindo a crítica sobre a mesma. As alterações nestas áreas do cérebro produzem crenças convictas em fatos e percepções que não são compartilhadas pelas outras pessoas.

Uma pessoa delirante tem certeza de que está sendo prejudicada de alguma forma ou capta sinais em coisas que estão acontecendo à sua volta e chega a conclusões que não são racionais (por exemplo, achar que os sinais de trânsito estão vermelhos porque são um sinal de uma emboscada que está sendo armada para ele ou mesmo acreditar que mensagens subliminares estão sendo enviadas a ela através de apresentadores de TV).

A pessoa com esquizofrenia pode acreditar também que seu pensamento está sendo controlado por algo ou alguém que está distante ou que ela própria consiga controlar o pensamento das outras pessoas.

Os delírios mais comuns são os de estarem sendo vigiados ou perseguidos por alguém, mas existem vários outros tipos de delírio: de terem criado fui inventado algo, de estarem sendo traídos, de serem culpados por alguma catástrofe ou de estarem sendo infestados por parasitas dentro do corpo.

Alucinações

São alterações na forma como o cérebro percebe os estímulos do meio e se caracterizam pela percepção de estímulos que não existem ou que não estão sendo percebidos pelas outras pessoas, como por exemplo ver coisas que só ela vê ou ouvir coisas que apenas ela escuta.

Para a pessoa com esquizofrenia, essas coisas têm toda a força e o impacto de uma experiência normal. As alucinações podem estar em qualquer um dos sentidos, mas ouvir vozes é a alucinação mais comum de todas. A pessoa pode também falar sozinha interagindo com vozes que esteja ouvindo ou com imagens/pessoas que esteja vendo.

Pensamento desorganizado

Esse sintoma pode ser refletido na fala, que também sai desorganizada e com pouco ou nenhum nexo. A ideia de que pensamento desorganizado é um sintoma da esquizofrenia surgiu a partir do discurso desorganizado de alguns pacientes.

Para os médicos, os problemas na fala só podem estar relacionadas à incapacidade de a pessoa formar uma linha de pensamento coerente. Neste sentido, a comunicação eficaz de uma pessoa portadora de esquizofrenia pode ser prejudicada por causa deste problema, e as respostas às perguntas feitas podem ser parcial ou completamente alheias e desconexas.

Habilidade motora desorganizada ou anormal

O comportamento de uma pessoa com esse tipo de disfunção não é focado em um objetivo, o que torna difícil para ela executar tarefas. Comportamento motor anormal pode incluir resistência a instruções, postura inadequada e bizarra ou uma série de movimentos inúteis e excessivos.

Sintomas em adolescentes

Os sintomas de esquizofrenia nos adolescentes são semelhantes aos dos adultos, mas a condição pode ser mais difícil de reconhecer. Isso pode ser em parte porque alguns dos primeiros sintomas da esquizofrenia nos adolescentes são comuns para o desenvolvimento típico durante a adolescência, como:

  • Pouca socialização com amigos e familiares
  • Queda no desempenho na escola
  • Problemas para dormir
  • Irritabilidade ou humor deprimido
  • Falta de motivação.

Em comparação com sintomas de esquizofrenia em adultos, os adolescentes podem ser:

  • Menos propensos a ter delírios
  • Mais propensos a ter alucinações visuais.

Outros sintomas

Além dos sinais citados, outros parecem estar relacionados com a esquizofrenia. Uma pessoa com a doença pode:

  • Não aparentar emoções ou apresentar apatia emocional (indiferença afetiva)
  • Não alterar as expressões faciais
  • Ter fala monótona e sem adição de quaisquer movimentos que normalmente dão ênfase emocional ao discurso
  • Diminuição da fala e prejuízo da linguagem
  • Negligência na higiene pessoal
  • Perda de interesse em atividades cotidianas
  • Isolamento social
  • Incapacidade de conseguir sentir prazer.

Buscando ajuda médica

A pessoa com esquizofrenia, em virtude dos sintomas da própria doença, não apresentará crítica acerca do seu quadro, já que a principal característica da psicose é a apreensão incorreta da realidade. Neste caso, um familiar que identifique o problema deve saber que muitas vezes será difícil convencer a pessoa sobre os sintomas já que a própria natureza do quadro a leva a estar convicta de que o que está dizendo é a verdade sobre a realidade. Por isso, muitas vezes algum parente ou amigo próximo deve ser responsável por levar a pessoa doente a um especialista ou para a internação, se for o caso.

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar a esquizofrenia são:

  • Clínico geral
  • Psiquiatra
  • Psicólogo.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quais são seus sintomas e quando você os notou pela primeira vez?
  • Alguém mais na sua família foi diagnosticado com esquizofrenia?
  • Os sintomas foram contínuos ou ocasionais?
  • Você já pensou em suicídio?
  • Você está comendo regularmente, indo ao trabalho ou à escola, tomando banho regularmente?
  • Você já foi diagnosticado com alguma outra condição médica?
  • Quais medicamentos você está tomando atualmente?

Diagnóstico de Esquizofrenia

Não há exames médicos disponíveis capazes de diagnosticar a esquizofrenia. Para que o paciente seja diagnosticado com esquizofrenia, um psiquiatra deve examinar-lo para confirmar se é um caso da doença ou não. O diagnóstico é feito com base em uma entrevista minuciosa com a pessoa e seus familiares e após o descarte de outras doenças que atingem o cérebro e também podem contar com os mesmos sintomas psicóticos da esquizofrenia.

A esquizofrenia é diagnosticada quando a psicose ocorre por uma alteração no próprio cérebro e não por psicose decorrente de outras causas. Exames que avaliam a imagem do cérebro como tomografia ou ressonância magnética e exames de sangue podem ajudar a descartar outras doenças que podem também se apresentar com psicose como por exemplo:

1) Doença de Wilson: doença genética relacionada ao metabolismo do cobre (presença de sintomas psicóticos em 10-20% dos casos);

2) Consumo de álcool, maconha, cocaína, alucinógenos e outras;

3) Tumores cerebrais que atingem o lobo temporal (todo primeiro surto psicótico necessita de um exame como uma tomografia para afastar este tipo de causa de psicose);

4) Doença de Alzheimer (até 60% dos casos apresentam psicose);

5) Demência fronto-temporal;

6) Doença de Parkinson;

7) Doença de Huntington;

8) Esclerose múltipla;

9) Encefalite límbica (inflamação imunológica do cérebro);

10) Lúpus Eritematoso Sistêmico;

11) Síndrome do X-frágil;

12) Encefalite do HIV (inflamação do cérebro pelo vírus HIV);

13) Medicamentos como esteróides anabolizantes, corticóides e anfetaminas;

14) Epilepsia;

15) Acidente vascular cerebral (AVC) principalmente no lado direito do cérebro;

16) Traumatismo cranioencefálico (TCE).

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Esquizofrenia

Esquizofrenia requer tratamento durante toda a vida, mesmo após o desaparecimento de sintomas. O tratamento com medicamentos e terapia psicossocial podem ajudar a controlar a doença. Durante os períodos de crise ou tempos de agravamento dos sintomas, a hospitalização pode ser necessária para garantir a segurança, alimentação adequada, sono adequado e higiene básica do paciente.

O psiquiatra é o médico responsável pelo diagnóstico e pelo tratamento que é principalmente medicamentoso. A equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social e enfermeiro auxilia no manejo e nas abordagens psicossociais e psicoterápicas da doença.

O tratamento deve ser sempre medicamentoso (remédios antipsicóticos e outros medicamentos adjuvantes) e não medicamentoso (terapia comportamental e abordagens psicossociais de reintegração do indivíduo).

Medicamentos antipsicóticos

Medicamentos antipsicóticos são os medicamentos mais comumente prescritos para o tratamento da esquizofrenia. Eles são usados para controlar os sintomas, agindo diretamente sobre a desregulação dos neurotransmissores.

A escolha do medicamento ministrado ao paciente dependerá, também, da vontade do paciente em cooperar com o tratamento. Alguém que seja resistente a tomar a medicação, por exemplo, pode precisar de injeções, em vez de tomar um comprimido.

Psicoterapia

A terapia com um psicólogo, psicoterapia, pode ajudar o paciente a entender os fatores do dia a dia que desencadeiam a esquizofrenia, reduzir seus sintomas e trabalhar os eventos que o levaram a desenvolver este problema.

Hospitalização

Durante períodos de crise ou períodos de sintomas graves, a hospitalização pode ser necessária para garantir a segurança, alimentação adequada, sono adequado e higiene básica.

Terapia eletroconvulsiva

Para adultos com esquizofrenia que não respondem à terapia medicamentosa, a terapia eletroconvulsiva (ECT) pode ser considerada. A ECT pode ser útil para alguém que também tenha depressão. Saiba mais sobre a técnica e por que ela não é do mal.

Como posso ajudar alguém que conheço com esquizofrenia?

Cuidar e apoiar um familiar com esquizofrenia pode ser difícil, especialmente por ter que responder a alguém que faz declarações estranhas ou claramente falsas. É importante entender que a esquizofrenia é uma doença biológica.

Aqui estão algumas coisas que você pode fazer para ajudar seu ente querido:

  • Incentive-os a permanecer em tratamento
  • Lembre-se de que suas crenças ou alucinações parecem muito reais para eles
  • Diga-lhes que você reconhece que todos têm o direito de ver as coisas de sua maneira
  • Seja respeitoso, solidário e gentil sem tolerar comportamento perigoso ou inadequado
  • Verifique se há algum grupo de suporte na sua área.

Medicamentos para Esquizofrenia

Os medicamentos mais usados para o tratamento de alguns sintomas da esquizofrenia são:

  • Anafranil
  • Aripiprazol
  • Bromazepam
  • Clomipramina
  • Clozapina
  • Equilid 50mg
  • Haldol
  • Haloperidol
  • Lexotan
  • Olanzapina
  • Risperidona
  • ZAP

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e nunca se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo (prognóstico)

Esquizofrenia tem cura?

Os resultados para uma pessoa com esquizofrenia são muito difíceis de prever. Na maior parte do tempo, os sintomas melhoram com medicamento. Entretanto, outras pessoas podem apresentar dificuldade funcional e correm o risco de apresentar episódios repetidos, principalmente durante os estágios iniciais da doença.

As pessoas com esquizofrenia podem precisar de moradia assistida, treinamento profissional e outros programas de apoio social. Pessoas com as formas mais graves da doença podem ser incapazes de viver sozinhas, sendo necessárias, nesses casos, casas coletivas ou outras moradias de longo prazo com a estrutura adequada.

Os sintomas retornarão se a pessoa com esquizofrenia não tomar sua medicação.

Complicações possíveis

Se não for tratada, a esquizofrenia pode resultar em problemas emocionais, comportamentais e de saúde graves, assim como problemas jurídicos e financeiros que afetam quase que totalmente a vida da pessoa. Complicações que a esquizofrenia pode causar incluem:

  • Suicídio
  • Qualquer tipo de autolesão
  • Ansiedade e fobias
  • Depressão
  • Consumo excessivo de álcool e abuso de drogas ou medicamentos de prescrição
  • Perda de dinheiro
  • Conflitos familiares
  • Improdutividade no trabalho e nos estudos
  • Isolamento social
  • Outros problemas de saúde, incluindo aqueles associados com medicamentos antipsicóticos e tabagismo
  • Ser vítima de comportamento agressivo
  • Agressividade.

Convivendo/ Prognóstico

A terapia de apoio pode ser útil para muitas pessoas com esquizofrenia. Técnicas comportamentais, como o treinamento de habilidades sociais, podem ser usadas para melhorar as atividades sociais e profissionais. Aulas de treinamento profissional e construção de relacionamentos são importantes.

Os familiares de uma pessoa com esquizofrenia devem ser informados sobre a doença e receber apoio. Os programas que destacam os serviços de apoio social para pessoas necessitadas podem ajudar aqueles que não recebem apoio da família ou de conhecidos.

Os familiares e cuidadores são frequentemente incentivados a ajudar as pessoas com esquizofrenia a continuar seguindo o tratamento.

É importante que a pessoa com esquizofrenia aprenda a:

  • Tomar os medicamentos corretamente e lidar com os efeitos colaterais
  • Reconhecer os sinais iniciais de uma recaída e saber como reagir se os sintomas retornarem.

Lidar com os sintomas que se manifestam mesmo com o uso de medicamentos. Um terapeuta pode ajudar a:

  • Administrar dinheiro
  • Usar o transporte público.

Prevenção

Prevenção

Não existe uma forma conhecida de prevenir a esquizofrenia.

Após o diagnóstico, os sintomas podem ser prevenidos por meio do uso correto da medicação. O paciente deve tomar os medicamentos prescritos exatamente como o médico recomendou. Os sintomas retornarão caso a medicação seja interrompida.

É importante que o paciente sempre converse com o médico, principalmente se estiver pensando em mudar ou interromper o uso dos medicamentos. Fazer visitas regulares ao médico e ao terapeuta são medidas essenciais para prevenir a recorrência dos sintomas.

Referências

Ministério da Saúde

National Institutes of Health

UNIICA

Sociedade Brasileira de Psiquiatria

ABRE

Mental Health America

Mayo Clinic

OMS (Organização Mundial de Saúde)

Diego Tavares
Revisado por Diego Tavares
Psiquiatria – CRM 145258/SP
Por Redação

Fonte: Minha Vida

Continuar lendo SAÚDE MENTAL: SAIBA TUDO E TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE ESQUIZOFRENIA

SAÚDE: SAIBA TUDO, MAS TUDO MESMO SOBRE ALZHEIMER

Na nossa coluna desta quarta-feira você vai saber tudo sobre Alzheimer como nunca viu antes. Por isso sugiro que leia o artigo completo a seguir que toda a atenção, pois você vai tirar todas as suas dúvidas, numa oportunidade única, sobre essa doença que está afetando uma fatia considerável da população mundial. 

Alzheimer: sintomas, tratamentos e tem cura?

Visão Geral

O que é Alzheimer?

A doença de Alzheimer (CID 10 G30) é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social. Com o passar do tempo, ela também interfere no comportamento e personalidade da pessoa, causando consequências como a perda de memória.

No início, o paciente pode até lembrar de acontecimentos muito antigos, mas acaba esquecendo coisas simples, como uma refeição que acabou de realizar.

Alzheimer: doença ligada ao envelhecimento afeta a memória recente

Com a evolução do quadro, o Alzheimer causa grande impacto no cotidiano da pessoa e afeta a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem. A pessoa fica cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.

O Alzheimer é a causa mais comum de demência – um grupo de distúrbios cerebrais que causam a perda de habilidades intelectuais e sociais. Na doença de Alzheimer, as células cerebrais degeneram e morrem, causando um declínio constante na memória e na função mental.

A demência varia em gravidade desde o estágio mais brando, quando está apenas começando a afetar o funcionamento de uma pessoa, até o estágio mais grave, quando a pessoa deve depender completamente dos outros para atividades básicas da vida diária.

Alzheimer no Brasil

No Brasil, existem cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade. Seis por cento delas têm a doença de Alzheimer, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz).

Curiosidades

O nome oficial do Alzheimer refere-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença, em 1906. Ele estudou e publicou o caso da sua paciente Auguste Deter, uma mulher saudável que, aos 51 anos, desenvolveu um quadro de perda progressiva de memória, desorientação, distúrbio de linguagem (com dificuldade para compreender e se expressar), tornando-se incapaz de cuidar de si.

Após o falecimento de Auguste, aos 55 anos, o Dr. Alzheimer examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como características da doença. (3)

Fases do Alzheimer

A Doença de Alzheimer é caracterizada pela piora progressiva dos sintomas. Entretanto, muitos pacientes podem apresentar períodos de maior estabilidade. A evolução dos sintomas da Doença de Alzheimer pode ser dividida em três fases: (4)

Estágio inicial: O estágio inicial raramente é percebido. Parentes e amigos (e, às vezes, os profissionais) veem isso como “velhice”, apenas uma fase normal do processo do envelhecimento. Como o começo da doença é gradual, é difícil ter certeza exatamente de quando a doença começa. Entretanto, os primeiros sintomas são:

  • Ter problemas com a propriedade da fala (problemas de linguagem)
  • Ter perda significativa de memória – particularmente das coisas que acabam de acontecer
  • Não saber a hora ou o dia da semana
  • Ficar perdida em locais familiares
  • Ter dificuldade na tomada de decisões
  • Ficar inativa ou desmotivada
  • Apresentar mudança de humor, depressão ou ansiedade
  • Reagir com raiva incomum ou agressivamente em determinadas ocasiões
  • Apresentar perda de interesse por hobbies e outras atividades.

Estágio intermediário: Como a doença progride, as limitações ficam mais claras e mais graves. A pessoa com demência tem dificuldade com a vida no dia a dia e:

  • Pode ficar muito desmemoriada, especialmente com eventos recentes e nomes das pessoas
  • Pode não gerenciar mais viver sozinha, sem problemas
  • É incapaz de cozinhar, limpar ou fazer compras
  • Pode ficar extremamente dependente de um membro familiar e do cuidador
  • Necessita de ajuda para a higiene pessoal, isto é, lavar-se e vestir-se
  • A dificuldade com a fala avança
  • Apresenta problemas como perder-se e de ordem de comportamento, tais como repetição de perguntas, gritar, agarrar-se e distúrbios de sono
  • Perde-se tanto em casa como fora de casa
  • Pode ter alucinações (vendo ou ouvindo coisas que não existem).

Estágio avançado: O estágio avançado é o mais próximo da total dependência e da inatividade. Distúrbios de memória são muito sérios e o lado físico da doença torna-se mais óbvio. A pessoa pode:

  • Ter dificuldades para comer
  • Ficar incapacitada para comunicar-se
  • Não reconhecer parentes, amigos e objetos familiares
  • Ter dificuldade de entender o que acontece ao seu redor
  • É incapaz de encontrar o seu caminho de volta para a casa
  • Ter dificuldade para caminhar
  • Ter dificuldade na deglutição
  • Ter incontinência urinária e fecal
  • Manifestar comportamento inapropriado em público
  • Ficar confinada a uma cadeira de rodas ou cama.

Tipos

O Alzheimer pode ser classificado em dois tipos:

Alzheimer de início precoce

A doença de Alzheimer não é apenas uma doença da velhice. Muitas pessoas com início precoce estão em seus 40 e 50 anos. A doença de Alzheimer precoce (também conhecida como início precoce) afeta pessoas com menos de 65 anos. Até 5% dos mais de 5 milhões de americanos com Alzheimer apresentam um início mais precoce.

Alzheimer de início tardio

O início tardio é caracterizado quando os sintomas se manifestam após os 65 anos, sendo os casos mais frequentes.

Causas

Pesquisadores acreditam que, para a maioria das pessoas, a doença de Alzheimer é causada por uma combinação de fatores genéticos, de estilo de vida e ambientais que afetam o cérebro ao longo do tempo.

A causa do Alzheimer é desconhecida, mas seus efeitos deixam marcas fortes no paciente. Normalmente, atinge a população de idade mais avançada, embora se registrem casos em gente jovem. Os cientistas já conseguiram identificar um componente genético do problema, só que estão longe de uma solução. (2,3)

Embora as causas da doença de Alzheimer ainda não sejam completamente compreendidas, seu efeito sobre o cérebro é claro. A doença de Alzheimer danifica e mata as células cerebrais. Um cérebro afetado pela doença de Alzheimer tem muito menos células e muito menos conexões entre as células sobreviventes do que um cérebro saudável.

À medida que mais células cerebrais morrem, a doença de Alzheimer leva a um encolhimento significativo do cérebro. Quando os médicos examinam o tecido cerebral de Alzheimer sob o microscópio, eles vêem dois tipos de anormalidades que são consideradas características da doença:

  • Placas: esses aglomerados de uma proteína chamada beta-amilóide podem danificar e destruir as células cerebrais de várias maneiras, inclusive interferindo na comunicação célula a célula. Embora a causa final da morte de células cerebrais na doença de Alzheimer não seja conhecida, a coleção de beta-amilóide do lado de fora das células cerebrais é um dos principais suspeitos
  • Emaranhados: as células cerebrais dependem de um sistema interno de suporte e transporte para transportar nutrientes e outros materiais essenciais ao longo de suas longas extensões. Este sistema requer a estrutura normal e o funcionamento de uma proteína chamada tau.

Fatores de risco

Como dito anteriormente, as causas do alzheimer ainda não estão comprovadas. Contudo, cientistas acreditam que alguns fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença, como: (2,3)

Idade

O aumento da idade é o maior fator de risco conhecido para a doença de Alzheimer. A doença de Alzheimer não faz parte do envelhecimento normal, mas seu risco aumenta muito depois que você atinge a idade de 65 anos. A taxa de demência dobra a cada década após os 60 anos.

Pessoas com raras alterações genéticas ligadas ao início precoce da doença de Alzheimer começam a sentir sintomas já na faixa dos 30 anos.

Histórico familiar e genética

O risco de desenvolver Alzheimer parece ser um pouco maior se um parente de primeiro grau – seu pai ou irmão – tem a doença.

Os cientistas identificaram mudanças raras (mutações) em três genes que virtualmente garantem que uma pessoa que os herda desenvolverá a doença de Alzheimer. Mas essas mutações são responsáveis por menos de 5% da doença de Alzheimer.

A maioria dos mecanismos genéticos do Alzheimer entre as famílias permanece amplamente inexplicada. O mais forte gene do risco que os pesquisadores descobriram até agora é a apolipoproteína e4 (APoE4), embora nem todo mundo com esse gene desenvolva a doença. Outros genes de risco foram identificados, mas não confirmados de forma conclusiva.

Comprometimento cognitivo leve

As pessoas com comprometimento cognitivo leve têm problemas de memória ou outros sintomas de declínio cognitivo que são piores do que o esperado para a idade, mas não são graves o suficiente para serem diagnosticados como demência.

Aqueles com comprometimento cognitivo leve têm um risco aumentado – mas não uma certeza – de demência posterior em desenvolvimento. Tomar medidas para desenvolver um estilo de vida saudável e estratégias para compensar a perda de memória nesta fase pode ajudar a retardar ou impedir a progressão para demência.

Estilo de vida e saúde do coração

Não há nenhum fator de estilo de vida que foi definitivamente mostrado para reduzir o risco de doença de Alzheimer.

No entanto, algumas evidências sugerem que os mesmos fatores que o colocam em risco de doença cardíaca também podem aumentar as chances de você desenvolver a doença de Alzheimer. Exemplos incluem:

Esses fatores de risco também estão ligados à demência vascular, um tipo de demência causada por vasos sanguíneos danificados no cérebro.

Sintomas

Sintomas de Alzheimer

Os primeiros sintomas são aumento do esquecimento ou confusão leve que podem ser os únicos sintomas da doença de Alzheimer que você percebe. Mas ao longo do tempo, a doença rouba mais de sua memória, especialmente as memórias recentes. A taxa em que os sintomas pioram varia de pessoa para pessoa.

Se você tem Alzheimer, você pode ser o primeiro a perceber que está tendo uma dificuldade incomum de lembrar as coisas e organizar seus pensamentos.

Ou você pode não reconhecer que algo está errado, mesmo quando as mudanças são perceptíveis para os membros da sua família, amigos íntimos ou colegas de trabalho.

Alterações cerebrais associadas à doença de Alzheimer levam a problemas crescentes com:

Memória

Todo mundo tem lapsos de memória ocasionais. É normal perder a noção de onde você coloca as chaves ou esquecer o nome de um conhecido. Mas a perda de memória associada à doença de Alzheimer persiste e piora, afetando sua capacidade de funcionar no trabalho e em casa.

Pessoas com Alzheimer podem:

  • Repetir afirmações e perguntas repetidamente, sem perceber que elas já fizeram a pergunta antes
  • Esquecer conversas, compromissos ou eventos
  • Perder-se em lugares familiares
  • Eventualmente, esqueça os nomes dos membros da família e objetos do cotidiano
  • Tenha dificuldade em encontrar as palavras certas para identificar objetos, expressar pensamentos ou participar de conversas

Pensamento e raciocínio

A doença de Alzheimer causa dificuldade em se concentrar e pensar, especialmente em conceitos abstratos como números.

A multitarefa é especialmente difícil, e pode ser um desafio gerenciar as finanças, equilibrar os talões de cheque e pagar as contas em dia. Essas dificuldades podem progredir para a incapacidade de reconhecer e lidar com números.

Planejando e executando tarefas familiares

Atividades de rotina que exigem etapas seqüenciais, como planejar e cozinhar uma refeição ou jogar um jogo favorito, tornam-se uma luta à medida que a doença progride. Eventualmente, pessoas com Alzheimer avançado podem esquecer como executar tarefas básicas, como vestir-se e tomar banho.

Mudanças na personalidade e comportamento

Alterações cerebrais que ocorrem na doença de Alzheimer podem afetar a maneira como você age e como se sente. Pessoas com Alzheimer podem experimentar:

  • Depressão
  • Apatia
  • Retraimento social
  • Mudanças de humor
  • Desconfiança nos outros
  • Irritabilidade e agressividade
  • Mudanças nos hábitos de sono
  • Hábito de vagar
  • Perda de inibições
  • Delírio, como acreditar que algo foi roubado.

Muitas habilidades importantes não são perdidas até muito tarde na doença. Estes incluem a capacidade de ler, dançar e cantar, apreciar música antiga, envolver-se em artesanato e hobbies, contar histórias e relembrar.

Isso ocorre porque as informações, habilidades e hábitos aprendidos no início da vida estão entre as últimas habilidades a serem perdidas à medida que a doença progride; a parte do cérebro que armazena essa informação tende a ser afetada mais tarde no curso da doença.

Capitalizar essas habilidades pode promover sucessos e manter a qualidade de vida mesmo na fase moderada da doença.

Mesmo com uma aparência saudável, os portadores de Alzheimer precisam de supervisão ao longo das 24 horas do dia. O quadro da doença evolui, em média, por um período de cinco a dez anos.

Saiba diferenciar Alzheimer e envelhecimento

Buscando ajuda médica

A ajuda médica é importante para garantir a qualidade de vida de uma pessoa com Alzheimer, isso porque o tratamento irá retardar o processo de evolução da doença.

Fazer o diagnóstico de alguém com Alzheimer não é tarefa fácil. A família do paciente imagina que se trata apenas de um problema consequente da idade avançada e não procura a ajuda de um especialista.

Ao notar sintomas do Alzheimer, o próprio portador tende a escondê-los por vergonha. A família precisa estar atenta e, se identificar algo incomum, deve encaminhar o idoso à unidade de saúde mais próxima, mesmo que ela não tenha um geriatra ou um neurologista.

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar o Alzheimer são:

  • Clínico geral
  • Neurologista
  • Geriatra
  • Psiquiatra.

Diagnóstico de Alzheimer

Diagnosticar alguém com Alzheimer não é tarefa fácil. A família do idoso imagina que se trata apenas de um problema consequente da idade avançada e não procura a ajuda de um especialista.

Ao notar sintomas do Alzheimer, o próprio portador tende a escondê-los por vergonha. A família precisa estar atenta e, se identificar algo incomum, deve encaminhar o idoso à unidade de saúde mais próxima, mesmo que ela não tenha um geriatra ou um neurologista.

É preciso diferenciar o esquecimento normal de manifestações mais graves e frequentes, que são sintomas da doença. Não é porque a pessoa está mais velha que não vai mais se lembrar do que é importante.

Nos quadros de demência da Doença de Alzheimer, normalmente observa-se um início lento dos sintomas (meses ou anos) e uma piora progressiva das funções cerebrais.

A certeza do diagnóstico só pode ser obtida por meio do exame microscópico do tecido cerebral do doente após seu falecimento. Antes disso, esse exame não é indicado, por apresentar riscos ao paciente.

Na prática, o diagnóstico da Doença de Alzheimer é clínico, isto é, depende da avaliação feita por um médico, que irá definir, a partir de exames e da história do paciente, qual a principal hipótese para a causa da demência.

O acompanhamento médico é essencial para que se identifique corretamente a existência ou não do Alzheimer. Outras doenças, como a hipertensão – que dificulta a oxigenação do cérebro -, também podem originar falta de memória e sintomas de demências. Existem também demências que podem ser tratadas, como a provocada pelo hipotireoidismo.

Alzheimer no SUS

Em 2002, o Ministério da Saúde publicou a portaria que instituiu no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) o Programa de Assistência aos Portadores da Doença de Alzheimer.

Esse programa funciona por meio dos Centros de Referência em Assistência à Saúde do Idoso, que são responsáveis pelo diagnóstico, tratamento, acompanhamento dos pacientes e orientação aos familiares e atendentes dos portadores de Alzheimer. No momento, há 26 Centros de Referência já cadastrados no Brasil.

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, vem investindo na capacitação de profissionais do SUS para atendimento aos idosos.

O envelhecimento da nossa população é um fenômeno recente, pois, até os anos 50, a expectativa de vida da população era de aproximadamente 40 anos, observa. Atualmente a esperança de vida da população é de 71 anos de idade, lembra a coordenadora.

Estimativas do Ministério da Saúde indicam que 73% das pessoas com mais de 60 anos dependem exclusivamente do SUS. O atendimento aos pacientes que sofrem do Alzheimer acontece não só nos Centros de Referência em Assistência à Saúde do Idoso, mas também nas unidades ambulatoriais de saúde.

Exames

Dentre os principais exames complementares usados na rotina básica para investigar pacientes com demência, por exemplo, Alzheimer (tipo de demência mais comum) destacam-se:

  • Exames de sangue
  • Exame de imagem do cérebro.

Em casos selecionados é preciso também realizar a retirada do líquido da espinha. Exames mais sofisticados como imagem funcional do cérebro não são necessários de rotina.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Alzheimer

O SUS oferece, por meio do Programa de Medicamentos Excepcionais, a rivastigmina, a galantamina e o donepezil, principais remédios utilizados para o tratamento do Alzheimer.

É bom lembrar que os medicamentos não impedem a evolução da doença, que não tem cura. Os medicamentos para a demência têm alguma utilidade no estágio inicial, podendo apenas amenizar ou retardar os efeitos do Alzheimer.

1ª. Tratamento dos distúrbios de comportamento:

Para controlar a confusão e agressividade utilizam-se medicamentos da classe dos neurolépticos atípicos, embora mesmo com esses medicamentos pode ser difícil controlar esses sintomas.

Aqui, cabe ressaltar a importância de se evitar remédios que podem prejudicar ainda mais a função intelectual ou cognitiva destes indivíduos, por isso o médico deve ficar atento com os remédios que o paciente com Alzheimer está usando.

Depressão e transtornos do sono também devem ser tratados com medicações específicas.

2ª. Tratamento específico:

Dirigido para tentar melhorar o déficit de memória, corrigindo o desequilíbrio químico do cérebro. Drogas como a rivastigmina, donepezil (Eranz), galantamina (Reminyl), entre outras, podem funcionar melhor no início da doença, até a fase intermediária.

Porém, seu efeito pode ser temporário, pois a doença de Alzheimer continua, infelizmente, progredindo. Estas drogas possuem efeitos colaterais (principalmente gástrico e cardíaco), que podem inviabilizar o seu uso,

Também há o fato de que somente uma parcela dos idosos melhoram efetivamente com o uso destas drogas chamadas anticolinesterásicos, ou seja, não resolve em todos os idosos com demência.

Outra droga, comumente utilizada na fase moderada e avançada da doença é a memantina, que atua de maneira diferentes dos anticolinesterásicos. A memantina é um antagonista não competitivo dos receptores NMDA do glutamato e comumente usada em associação com os anticolinesterásicos.

Medicamentos para Alzheimer

Somente um médico pode dizer qual é a medicação para Alzheimer mais indicada para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e nunca se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula

Convivendo (prognóstico)

Alzheimer tem cura?

Até o momento, não existe cura para a Doença de Alzheimer. Os avanços da medicina têm permitido que os pacientes tenham uma sobrevida maior e uma qualidade de vida melhor, mesmo na fase grave da doença.

As pesquisas têm progredido na compreensão dos mecanismos que causam a doença e no desenvolvimento das drogas para o tratamento.

Os objetivos dos tratamentos são aliviar os sintomas existentes, estabilizando-os ou, ao menos, permitindo que boa parte dos pacientes tenha uma progressão mais lenta da doença, conseguindo manter-se independentes nas atividades da vida diária por mais tempo.

Complicações possíveis

A perda de memória e de linguagem, julgamento prejudicado e outras alterações cognitivas causadas pela doença de Alzheimer podem complicar o tratamento para outras condições de saúde. Uma pessoa com doença de Alzheimer pode não ser capaz de:

  • Comunicar que ele está sentindo dor
  • Relatar sintomas de outra doença
  • Seguir um plano de tratamento prescrito
  • Observar ou descrever os efeitos colaterais dos medicamentos.

À medida que a doença de Alzheimer progride para os seus últimos estágios, as alterações cerebrais começam a afetar as funções físicas, como a deglutição, o equilíbrio e o controle do intestino e da bexiga. Esses efeitos podem aumentar a vulnerabilidade a problemas de saúde adicionais, como:

Convivendo/ Prognóstico

Quanto mais os efeitos da doença de Alzheimer avançam em seu corpo, mais o paciente tende a se afastar completamente do convívio social. O ator norte-americano Charles Bronson foi uma das vítimas da doença.

Perto de perder a vida, aos 81 anos, em 2003, o ator de Era uma Vez no Oeste praticamente havia esquecido a sua identidade e não se lembrava de nada de seu passado como astro de Hollywood.

O ex-presidente norte-americano Ronald Reagan, morto em 2004, foi outra vítima famosa. O problema de saúde tirou o político das atividades públicas, em sua última década de vida.

A família e a sociedade podem dar um grande apoio aos pacientes do Alzheimer. A Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) é formada por familiares dos pacientes e conta com a ajuda de vários profissionais, como médicos e terapeutas.

A associação promove encontros para que as famílias troquem experiências e aprendam a cuidar e a entender a doença e seus efeitos na vida dos idosos.

Para a coordenadora de Saúde do Idoso do Ministério da Saúde, Neidil Espínola, mesmo com o desgaste, as famílias podem entender que, se o paciente sofre de uma doença incurável, pelo menos ele pode ser cuidado e receber carinho.

Cuidando de quem tem Alzheimer

Prevenção

  • leitura constante
  • exercícios de aritmética
  • jogos inteligentes
  • participação em atividades de grupo.

Previna a doença de Alzheimer

Incurável, o Alzheimer ainda não possui uma forma de prevenção. Os médicos acreditam que manter a cabeça ativa e uma boa vida social permite, pelo menos, retardar a manifestação da doença. Entre as atividades recomendadas para estimular a memória, estão:

Perguntas frequentes

Quando internar a pessoa portadora da doença de Alzheimer?

Um dos grandes problemas causados pela doença de Alzheimer é a redução da capacidade de discernimento. O doente não consegue entender a consequência dos seus atos, não manifesta a sua vontade, não desenvolve raciocínio lógico por causa dos lapsos de memória e perde a capacidade de comunicação.

Isto impossibilita que as pessoas o compreendam, e portanto, a lei o considera civilmente incapaz.

A interdição serve como medida de proteção para preservar o paciente de Alzheimer de determinados riscos que envolvem a prática de certos atos como, por exemplo, evitar que pessoas “experientes” aproveitem-se da deficiência de discernimento do paciente para efetuar manobras desleais, causando diversos prejuízos, principalmente, de ordem patrimonial e moral.

Como exemplo, podemos citar a venda de um imóvel ou de um veículo, retirada de dinheiro do banco, emissão de cheques, entre outros.

A interdição declara a incapacidade do paciente de Alzheimer que não poderá, por si próprio, pratica ou exercer pessoalmente determinados atos da vida civil, necessitando, para tanto, ser representado por outra pessoa. Esse representante é o curador.

Como interditar o paciente com Alzheimer?

A interdição do paciente de Alzheimer é feita através de processo judicial, sendo necessário, para tanto, a atuação de um advogado.

Entretanto, em alguns casos específicos, o Ministério Público poderá atuar, sendo, nesse caso, desnecessária a representação por advogado. No processo de interdição, o paciente será avaliado por perito médico que atestará a capacidade de discernimento da pessoa.

O laudo emitido servirá de orientação para o juiz decidir pela intervenção, ou não. Além disso, o paciente deverá ser levado até a presença do juiz (se houver possibilidade) para que este possa conhecê-lo.

Quem é o curador?

Curador é o representante do interditado (no caso, o doente de Alzheimer) nomeado pelo juiz, que passará a exercer todos os atos da vida civil no lugar do paciente interditado. Irá administrar os bens, assinar documentos, enfim, cuidará da vida civil do paciente de Alzheimer.

Para facilitar a compreensão, é só imaginar a relação existente entre os pais e o filho menor de idade. A criança não pode assinar contratos, quem os assina em seu lugar são seus pais.

A criança também não pode movimentar conta no banco, necessitando da representação dos seus pais para tanto. Com a interdição, podemos comparar o paciente interditado como sendo a criança, e os pais, o curador.

E a “procuração de plenos poderes”, não possui a mesma finalidade da interdição?

Não, a interdição é mais ampla. Se o paciente de Alzheimer não for interditado, todos os atos praticados por ele serão válidos, a princípio. Ao passo que, se ele for interditado, seus atos serão NULOS.

A procuração, por sua vez, não tem esse “poder”, apenas confere ao representante o direito de atuar dentro dos limites a ele conferido na procuração, geralmente administrar patrimônio e assinar documentos – o paciente poderia praticar atos autônomos causando uma série de prejuízos.

Atos, estes, que serão tidos como válidos, se praticados com boa-fé. Muitas vezes, a procuração se torna inviável porque o paciente não consegue assiná-la.

O que é o auxílio-cuidador pago pelo INSS?

É o acréscimo de 25% ao valor da aposentadoria quando o segurado, aposentado por invalidez, necessita de assistência permanente de outra pessoa. Muitas confusões são feitas em relação a este benefício.

Ele não é devido a quem necessita de um cuidador permanente, mas, sim, a quem se aposentou por invalidez devido a uma doença que precisa de cuidador em tempo integral.

O que é o benefício da prestação continuada paga pelo INSS?

É a garantia de um salário mínimo mensal, pago pelo INSS, à pessoa portadora de deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais, que comprove não possuir meios de prover a própria manutenção, nem de tê-la provida por sua família.

Para ter direito a esse benefício, o idoso não precisa ter contribuído à Seguridade Social, mas precisa provar que sua família possui renda mensal per capta (por pessoa da família) inferior a 1/4 do salário mínimo.

Exemplo: um idoso com mais de 65 anos que resida na casa de sua filha, com o genro e mais dois netos. No caso de somente o genro trabalhar e ganhar R$ 1.000,00 por mês.

Dividiremos R$ 1.000,00 por cinco pessoas (casal, dois filhos e o idoso), obteremos R$ 200,00 por pessoa – valor menor que um salário mínimo. Assim, nesse exemplo, o idoso tem direito ao benefício.

Alzheimer é hereditário?

Na maioria dos casos, o Alzheimer não é causado por hereditariedade. O maior fator de risco para o surgimento da doença é a idade. Caso alguém de sua família sofra com a condição, não há motivos para grandes preocupações. Entretanto, se muitos familiares desenvolverem o distúrbio, é aconselhável realizar um acompanhamento médico.

Como funciona o adesivo para Alzheimer?

O adesivo é oferecido gratuitamente pelo SUS, e nada mais é do que o remédio rivastigmina. Aplicado diretamente na pele, ele tem o mesmo nível de eficácia das cápsulas e solução oral já disponibilizadas para os portadores da doença – a vantagem é que o patch permite a absorção do remédio ao longo do dia e, com isso, minimiza efeitos colaterais como náusea e vômitos, comuns no tratamento via oral.

Associação Brasileira de Alzheimer

Associação de Parentes e Amigos de Pessoas com Alzheimer, Doenças Similares e Idosos Dependentes – APAZ

Referências

(1) Márcia Kimura Oka, médica geriatra do Hospital Santa Catarina, CRM SP 69555

(2) Ministério da Saúde. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/226_alzheimer.html

(3) Mayo Clinic. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/alzheimers-disease/symptoms-causes/syc-20350447

(4) Associação Brasileira de Alzheimer. Disponível em: http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/o-que-e-alzheimer

(5) Alzheimer’s Association. Disponível em: https://www.alz.org/alzheimers_disease_what_is_alzheimers.asp

Fonte: 

Redação
Escrito por Redação
Redação Minha Vida
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SAÚDE: SAIBA TUDO SOBRE O MAL DO SÉCULO, O ESTRESSE!

A nossa coluna SAÚDE desta quinta-feira trás um assunto importantíssimo que é considerado por muitos especialistas como o “mal do século”, já que a partir dele contraímos quase todos os tipos de doenças: o Estresse. Nesta publicação você vai ver e aprender praticamente tudo sobre estresse, tirar suas dúvidas e saber como evitar e/ou amenizar. Então convido você a ler o artigo completo e aprender a se defender das armadilhas do estresse!

Conheça as 7 melhores formas de evitar o estresse no trabalho

Estresse: sintomas físicos e emocionais

Visão Geral

O que é Estresse?

estresse (ou stress, em inglês) é um sintoma que muda nosso estado de forma indescritível. Ele pode ser caracterizado por sensações de irritação, medo, desconforto, preocupação, frustração, indignação, nervoso, e ser motivado por diversas razões distintas. Além disso, muitas vezes, a causa para o estresse é desconhecida.

Quando o estresse interfere na sua vida, tornando difícil passar dias tranquilos por um longo período, ele pode ser mais perigoso tanto para mente quanto para o corpo. Isso acontece porque o estresse também leva a incômodos físicos.

Tipos de estresse

Segundo a Associação Americana de Psicologia, há três tipos de estresse: estresse agudo, estresse agudo episódico ou estresse crônico. Além disso, existe o Transtorno do Estresse Pós-traumático.

Estresse agudo

O estresse agudo é uma reação do corpo a um momento ou fato estressante. Os sintomas da reação aguda ao estresse passam em grande parte pelos sintomas ansiosos como:

  • ativação psíquica
  • instabilidade de humor
  • apreensão
  • insegurança

A Associação Americana de Psicologia ainda descreve sintomas físicos de quem passou por estresse agudo:

Estresse agudo episódico

A Associação Americana de Psicologia ainda define o estresse agudo episódico, que é quando esses estímulos que causam as reações agudas ao estresse se repetem com frequência.

Neste caso, os sinais são os sintomas do estresse agudo, mas prolongados. Como:

Estresse crônico

Quando uma pessoa se mantém continuamente estressada, e isso faz parte da rotina, o estresse pode estar se tornando crônico. Neste caso, as reações do corpo ao estresse e os sintomas não vão embora, afetando diversas áreas da vida. O estresse crônico é um fator de risco para ansiedade e depressão.

De acordo com o psiquiatra Mário Louzã, o estresse crônico é prejudicial ao corpo principalmente porque alguns hormônios, particularmente o cortisol, começam a entrar em ação. “Se o cortisol fica muito elevado durante dias, semanas, começa a gerar problema para o organismo, que não foi feito pra ter esse hormônio em sobrecarga”, explica ele.

Alguém que tem estresse crônico apresenta sintomas físicos e emocionais, como:

  • fadiga
  • desgaste
  • mal estar
  • cansaço
  • esgotamento
  • aumento da vigilância
  • dificuldade em relaxar e descansar
  • desânimo
  • tristeza
  • sensação de fracasso
  • dificuldade de sentir prazer
  • alteração do sono.

Transtorno do estresse pós-traumático

Quando o episódio que desencadeou o estresse agudo representou ameaça à sua vida ou à vida de terceiros, é possível que a pessoa desenvolva o transtorno do estresse pós-traumático (TEPT). Ele pode ser definido como um distúrbio da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais.

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Esse quadro ocorre devido à pessoa ter sido vítima ou testemunha de atos violentos ou de situações traumáticas que representaram. Quando ele se recorda do fato, revive o episódio como se estivesse ocorrendo naquele momento e com a mesma sensação de dor e sofrimento vivido na primeira vez. Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais.

Sintomas

Sintomas de Estresse

O estresse é um sentimento normal. Ele pode, inclusive, ajudar uma pessoa em seu dia a dia, melhorando seu desempenho no trabalho, por exemplo. No entanto, quando o estresse é muito grande, você pode senti-lo em seu corpo por meio de algumas reações específicas. Pode reparar, quando você está muito estressado, você pode notar:

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  • Um ritmo cardíaco acelerado
  • Batimento fora do ritmo
  • Respiração acelerada
  • Sudorese
  • Tremores

Sintomas físicos do estresse

Além de mexer com a sua cabeça, o estresse também se manifesta no seu corpo, a longo e a curto prazo. Os sintomas físicos do estresse são:

  • Manchas roxas no corpo
  • Fezes soltas
  • Necessidade frequente de urinar
  • Boca seca
  • Problemas para engolir
  • Dificuldade para dormir
  • Queda de cabelo em excesso
  • Cansaço demasiado
  • Alergias de pele
  • Gastrite e úlceras
  • Tensão muscular
  • Imunidade baixa
  • Dores de cabeça
  • Mudanças de apetite
  • Acne incomum
  • Refluxo

Procure um médico se esses e outros sintomas surgirem e estiverem lhe causando preocupação. Além do mais, estes não são sinais exclusivos de estresse, mas também de problemas de saúde mais graves.

Se os sintomas do estresse te afetam fisicamente e causam preocupações, procure um médico - Foto: Shutterstock

Se os sintomas do estresse te afetam fisicamente e causam preocupações, procure um médico – Foto: Shutterstock

Visão Geral

Causas

Uma pessoa pode sentir estresse em alguns momentos importantes de sua vida, motivada, possivelmente, por ansiedade, apreensão e preocupação, como por exemplo:

  • Começar em um emprego novo ou escola nova
  • Mudar-se para uma casa nova
  • Casar-se
  • Ter um filho
  • Terminar um relacionamento
  • Uma doença, seja com você ou com um amigo ou ente querido, é uma causa comum de estresse.

Sentimentos de estresse e ansiedade são comuns em pessoas que se sentem deprimidas e tristes também.

Alguns medicamentos podem provocar ou piorar os sintomas de estresse. Estes podem incluir:

  • Alguns medicamentos inalados usados para tratar asma
  • Medicamentos para tireoide
  • Algumas pílulas dietéticas
  • Alguns remédios para resfriado
  • Produtos com cafeína, cocaína, álcool e tabaco também podem provocar ou piorar os sintomas de estresse e ansiedade.

Quando essas sensações ocorrem com frequência, a pessoa pode ter um distúrbio de ansiedade. Outros problemas em que o estresse pode estar presente:

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Especialistas que podem diagnosticar estresse são:

Estresse no trânsito: conheça exercícios que ajudam a relaxar no carro

  • Um ritmo cardíaco acelerado
  • Batimento fora do ritmo
  • Respiração acelerada
  • Sudorese
  • Tremores
  • Tontura.

Procure um médico se esses e outros sintomas surgirem e estiverem lhe causando preocupação. Além do mais, estes não são sinais exclusivos de estresse, mas sim de problemas de saúde mais graves.

Na consulta médica

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando os sintomas surgiram?
  • Se você pudesse descrever seus sintomas, como o faria?
  • Como é sua rotina no dia a dia?
  • Você se considera uma pessoa com altos índices de estresse?
  • Você tem enfrentado dificuldades em sua vida pessoal, no trabalho ou nos estudos?
  • O estresse tem prejudicado sua vida de qualquer forma?.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Estresse

Quando o estresse está alto e atrapalhando seu dia a dia, é importante consultar profissionais da saúde para que esse sintoma seja atenuado. Só um médico ou psicólogo pode dizer se o tratamento para o estresse deve ser feito com medicamentos ou se há alternativas naturais e caseiras.

Antes de chegar a este profissional, você pode tentar algumas opções naturais para aliviar o estresse:

Comer chocolate amargo, peixes e outros alimentos com triptofano

O triptofano é um aminoácido que ajuda a reduzir marcadores bioquímicos do estresse, em particular o hormônio cortisol, que apresenta muitos efeitos adversos no corpo humano.

Os alimentos fontes de triptofano são: peixes, peru, ovo, nozes, castanhas, leguminosas (feijão azuki, lentilha, soja), semente de abóbora, levedo de cerveja, linhaça, aveia, arroz integral, chocolate amargo e queijo tofu.

Faça algum tipo de massagem

Para aliviar o estresse, outra alternativa é relaxar com uma massagem terapêutica.

Segundo a fisioterapeuta Vanessa Pereira, qualquer pessoa pode fazer, independente da idade. “Além de livrar os músculos das tensões, a massagem ajuda também a amenizar alguns desequilíbrios como a dor, fadiga e má postura”, explica. Os únicos cuidados devem ser tomados com quem está em período pós-operatório, com febre, inflamação e outras doenças graves.

A Associação Americana de Psicologia (AAP) recomenda algumas formas de reduzir o estresse:

Identifique o que causa estresse

Monitore seu estado mental ao longo do dia. Quando você se sentir estressado, escreva o motivo. Ao longo dos dias, será possível perceber um padrão e evitar estas situações.

Construa bons relacionamentos

Lidar com pessoas pode ser uma fonte de estresse, mas passar momentos com quem você ama e se sente bem pode aliviar esse sintoma.

Ande!

Quando o estresse toma conta de você, é possível que você sinta vontade de reagir às situações de maneira impulsiva, colocando muito a perder. Por isso, o que a AAP recomenda é andar antes que isso aconteça.

Descanse bem

Seu sono está realmente acabando com todo o cansaço do seu dia? Segundo com a pesquisa da associação, quase metade dos adultos estressados ficam acordados à noite. Para facilitar uma boa noite de descanso, não tome bebidas com cafeína e remova as distrações do seu quarto, como televisão e computador. Também é recomendado ter uma hora certa para dormir.

Busque ajuda

Se nenhuma destas alternativas ajudar, não demore em procurar um psicólogo ou psiquiatra. Eles poderão ajudar a identificar situações que contribuem para seu estresse crônico e traçar um plano para combatê-lo.

Prevenção

Prevenção

Todo estresse só é negativo quando se torna excessivo. O problema é que na maior parte das situações do dia-a-dia as pessoas são tomadas por tantas preocupações que o estresse em excesso tem se tornado um problema comum dos tempos de hoje.

Mas sabia que esse tipo de nervosismo pode ser prevenido com algumas mudanças simples no seu cotidiano? Pequenos hábitos, como respiração e mudanças no dia-a-dia ajudam a controlar e evitar o problema. Confira essas e outras dicas a seguir:

Alimentar-se de forma balanceada

Alimentação muitas vezes parece ser remédio para todos os problemas, e talvez seja mesmo. No caso do estresse, ter pratos equilibrados ajuda o organismo de muitas formas. Ter um consumo adequado de gorduras, carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais é essencial para o bem-estar do organismo.

Se o nosso organismo recebe diariamente esses nutrientes, por meio da alimentação, naturalmente ele irá funcionar melhor, aumentando a energia e vitalidade que precisamos para enfrentar os problemas do cotidiano.

No entanto, se existe carência ou excesso de algum elemento, o nosso corpo precisa fazer um esforço para compensar isso, o que gera mais desgaste. Por outro lado, também há a perda de nutriente durante o quadro de estresse crônico, que é agravado pelo consumo de itens como cafeína, açúcar e sal.

Praticar atividades físicas

Exercícios têm diversas características que se relacionam com o relaxamento de quem os pratica. Em primeiro lugar há a liberação de hormônios que otimizam o funcionamento do corpo.

A adrenalina age na redução do estresse, o cortisol atua como anti-inflamatório, o glucagon aumenta a quantidade de glicose no fígado, o GH (hormônio do crescimento) transmite bem-estar e a endorfina produz a sensação de prazer e melhora a qualidade do sono.

Além disso, existe um mecanismo que os especialistas chamam de senso de propósito. Quando fazemos algo com a convicção de que isso está contribuindo para a nossa saúde, damos para a nossa mente comandos do tipo “isso é bom para mim”, “estou seguindo na direção certa” e “estou cumprindo um propósito”, que vai alimentando a nossa sensação interna de que merecemos algo bom, somos boas pessoas.

Desta forma, a prática de uma atividade física ajuda a mudar um pouco o foco, saindo daquele problema que ficou incomodando o dia todo e estava causando estresse.

Mudar a postura

Ter uma postura melhor é benéfico também para a mente. E a palavra “postura” aqui não significa apenas a forma como recebemos as informações, e sim com a maneira que posicionamos nosso corpo no dia a dia.

Para provar esse ponto, os especialistas costumam sugerir um exercício: primeiro posicione a cabeça para frente e encolha os ombros, curve as costas para frente, como se estivesse deprimido, e tente pensar em algo alegre. Difícil, não é mesmo?

Em seguida, espalhe-se na cadeira como em um dia de verão na praia, e depois tente pensar em uma conta para pagar. Igualmente complicado! A forma com que usamos o nosso corpo tem um reflexo direto no nosso estado interno e na nossa capacidade de lidar com os problemas.

Procure rir mais

Estudos de 1989 foram os primeiros a demonstrar alguma relação entre o riso e a redução do estresse, ao perceber que voluntários que assistiam vídeos humorísticos tinham uma queda maior nos hormônios cortisol e adrenalina, do que os que assistiam a qualquer vídeo.

Depois disso, vários outros estudos confirmaram esse achado, que o riso reduz os níveis de hormônios e substâncias ligados ao estresse.

Sorris mais combate o estresse - Foto: Shutterstock

Sorrir mais combate o estresse – Foto: Shutterstock

Rir libera endorfinas, que são hormônios que promovem a sensação de bem-estar; também ativa a sua resposta ao estresse, aumentando a sua frequência cardíaca e pressão arterial e criando uma sensação de relaxamento.

Por fim, ele também estimula a circulação e ajuda a relaxar os músculos, o que reduz os sintomas físicos do estresse.

Além do mais, a risada tem o dom de mudar a perspectiva de quem está rindo sobre as situações.

Como grande parte do estresse é devido a pensamentos, julgamentos e pressões internas por resultados que vamos criando no decorrer do dia, rir pode ser uma boa alternativa para conseguir ver a situação sobre um ponto de vista diferente.

Fazer sexo

Sexo vai além do prazer: os mecanismos hormonais da prática sexual beneficiam o corpo a lidar com estresse. O contato íntimo produz alterações químicas cerebrais, melhorando o humor devido à liberação de testosterona, estrogênio, prolactina, hormônio luteinizante e prostaglandina na corrente sanguínea.

Dormir melhor

O estresse prolongado, antes de tudo, funciona como uma agressão ao nosso organismo. E dormir bem é uma das melhores formas do corpo se recuperar desse tipo de ataque.

Quando você está descansado, tem uma maior clareza de pensamento e uma habilidade maior para reagir aos estímulos agressores.

Pessoas que ficam longos períodos com privação de sono tendem estar mais desatentas e com os reflexos lentos. Tanto que pessoas que dormem pouco tendem a ser mais irritadas e diversos estudos relacionam transtorno de humor com pessoas que trabalham com turnos trocados.

Respirar direito

A respiração está diretamente relacionada com nossas emoções e tem a capacidade de regulá-las de duas formas: primeiro por um mecanismo fisiológico, já que o estado de ansiedade nos faz inalar o ar com mais rapidez e de forma mais rasa, e mudar isso conscientemente ajuda a acalmar, pois o corpo volta ao equilíbrio.

Outro ponto está no fato do indivíduo, ao tornar sua respiração consciente, traz sua atenção ao momento presente. Com isso o estado de ansiedade tende a ser minimizado.

Auto incentivar-se

Dentro da psicologia existe um termo chamado “Positive talk” (em livre tradução, algo como fala positiva).

O conceito vem do fato de que todas as pessoas conversam consigo mesmas, mas enquanto algumas sabem fazer isso como uma forma de alento e carinho, outras não sabem se auto incentivar: a maior parte das pessoas cultiva pensamentos de injustiça, sofrimento e pesar, além de fazer julgamentos sobre si mesmo que certamente não faria para os outros.

O problema é que ter esse tipo de pensamento gera um círculo vicioso, que faz com que a pessoa se vitimize mais e, com isso, fiquem mais propensas a situações de estresse prolongado.

Deixar o celular de lado

Hoje em dia o celular parece parte de nós, mas saiba que ele ajuda (e muito!) a aumentar o estresse das pessoas. Um estudo publicado no BMC Public Health em 2011 acompanhou 4156 jovens de 20 a 24 anos de idade por um ano, relacionando seu uso de celular com problemas de saúde mental, como depressão, estresse e falta de sono.

Foi percebido que aqueles que usam muito seus telefones tinham incidências mais altas de estresse, principalmente naqueles que percebiam esse uso como algo estressante. Diversos fatores podem ajudar nisso.

Muitas pessoas acabam continuando conectadas ao trabalho, por exemplo, por meio de seus celulares, não permitindo que elas tenham tempo de descanso.

Outra questão é o imediatismo desses aparelhos: o uso excessivo do celular, das redes sociais e aplicativos pode colaborar com o estresse, na medida em que se torna mais uma obrigação, porque aparece para a outra pessoa a que horas que você abriu o aplicativo ou conversou pela última vez.

Claro que não há problemas em se usar o celular, desde que seu uso seja equilibrado.

Referências

Fisioterapeuta Camila Montandon, especialista em Terapias Integrativas

Psiquiatra Leonard Verea, especialista em Medicina Psicossomática e em Medicina do Trabalho

Cirurgião-geral Marcelo Katayama, instrutor de treinamento com foco em desenvolvimento pessoal e diretor no Núcleo Ser.

Associação Americana de Psicologia

Psiquiatra Roney Vargas Barata, da Aliança Instituto de Oncologia.

Psiquiatra Mário Louzã

Redação
Escrito por Redação
Redação Minha Vida
Fonte: Minha Vida
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PREFEITO DE NATAL SANCIONA LEI QUE PERMITE A ENTREGA DE IVERMECTINA E CLOROQUINA À PACIENTES CONDICIONADOS À AVALIAÇÃO MÉDICA COM SINTOMAS LEVES DE CORONAVIRUS

Álvaro Dias sanciona lei que permite entrega de ivermectina e cloroquina para pacientes

Uso dos medicamentos está condicionado à avaliação médica, a partir do momento de identificação de sintomas ou sinais leves do coronavírus

Por Redação – Publicado em 31/07/2020 às 18:03

Kit de medicamentos será distribuído de acordo com a receita médica

Visando ao enfrentamento do novo coronavírus no município de Natal, o prefeito Álvaro Dias sancionou duas leis que tratam do combate à Covid-19, aprovadas pela Câmara Municipal do Natal (CMN) e publicadas na edição desta sexta-feira (31) do Diário Oficial do Município (DOM).

A Lei n.º 7.044, de 08 de julho de 2020, autoriza a Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Natal) a disponibilizar, gratuitamente, um kit de medicamentos aos pacientes infectados pela Covid-19 que possuam receita médica com a indicação de tratamento com fármacos, como hidroxicloroquina, cloroquina, ivermectina, azitromicina ou outros medicamentos que venham a ser liberados e preconizados pelo Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina – RN (Cremern).

O uso dos fármacos está condicionado à avaliação médica, a partir do momento de identificação de sintomas ou sinais leves da doença, com realização de anamnese, exame físico e exames complementares, em Unidade de Saúde. É importante frisar que o médico é responsável pelo tratamento do paciente e, caso prescreva os referidos medicamentos, deverá aplicar o Termo de Ciência e Consentimento para o uso da cloroquina.

O kit de medicamentos será distribuído de acordo com a receita médica, utilizando o protocolo regulamentado pelo Ministério da Saúde, somente para adultos (maiores de 18 anos). Os medicamentos deverão ser entregues em um sistema organizado por etapas, de forma que evite aglomerações à população. O receituário médico deve ser de controle especial em nome do paciente. Para retirar o medicamento, o paciente, acompanhante ou responsável, deverá apresentar receita médica legível em nome do paciente e documento oficial com foto. A Lei terá o prazo de vigência em consonância com o período de aplicação das medidas e restrições de deslocamento decorrentes do vírus Covid-19 estabelecidas pela Prefeitura de Natal.

A segunda Lei sancionada (Lei n. º 7.046, de 08 de julho de 2020), implanta, em caráter de excepcionalidade, e enquanto durar a pandemia, o uso da telemedicina no sistema público de saúde de Natal para todas as especialidades da medicina, de acordo com o disposto na Lei n. 13.989, de 15 de abril de 2020 e na Portaria do Ministério da Saúde n. 567, de 20 de março de 2020.

A telemedicina é o exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde, dispostos na Lei n. 13.989, de 15 de abril de 2020. O Conselho Regional de Medicina fica com a incumbência de fiscalizar o procedimento previsto na Lei, enquanto que a Prefeitura se encarregará de realizar campanha publicitária para informar e incentivar o uso da telemedicina pela população natalense, durante a pandemia.

Fonte: Agora RN

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UTILIDADE PÚBLICA: TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O CORONAVÍRUS

Na nossa coluna UTILIDADE PÚBLICA desta segunda-feira trago um artigo sobre o coronavírus onde você pode tirar todas as suas dúvidas acerca dessa pseudo-epidemia que começou na cidade de Wuhan na China e começa a se espalhar para outros países. Aparentemente o vírus ainda não chegou ao Brasil, mas pode ser apenas uma questão de tempo e por isso é importante conhecer tudo sobre esse vírus para podermos nos prevenir caso ele nos alcance.  Portanto leia o artigo completo a seguir e saiba como combatê-lo caso seja necessário!

TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O CORONAVÍRUS

Por Giulia Villa Real Seabra

coronavírusFoto: EPA/RUNGROJ YONGRIT – BBC

A população brasileira ficou em alerta depois da suspeita de que o coronavírus tinha chegado ao Brasil, por meio de uma mulher que vinha de Xangai e desembarcou em Minas Gerais, no último sábado. E não é pra menos. Com sintomas parecidos com a gripe, o vírus contaminou 610 pessoas ao redor do mundo e até o momento, 25 mortes já foram confirmadas na China.

O Ministério da Saúde já descartou a possibilidade da mulher estar infectada já que o caso da paciente internada em Minas Gerais não se enquadra nos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a infecção pelo coronavírus. De acordo com a pasta, a cidade de Xangai não tem transmissão ativa do vírus até o momento.

Afinal de contas, o que é o coronavírus?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), “os coronavírus (CoV) são uma grande família de vírus que causam doenças que variam do resfriado comum a doenças mais graves, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV)”. Eles podem ser transmitidos por animais e pessoas e recebem esse nome por terem, em sua membrana, picos projetados que se assemelham à coroa do sol.

O novo coronavírus de Wuhan – oficialmente chamado de 2019-nCoV – causa sintomas parecidos com os do SARS e do MERS.

Como acontece o contágio?

Geralmente, coronavírus são passados por contato direto entre humanos, por meio de tosse ou espirro. Porém ainda não está claro o quão fácil isso acontece. Mas o fato de 15 agentes de saúde terem sido infectados sugere que a transmissão pode ser mais perigosa do que se imaginava, já que essas pessoas utilizam equipamentos e protocolos de higiene e proteção muito mais avançados.

Como o coronavírus surgiu?

sopa de morcego
Foto: Reprodução/Twitter

O novo vírus provavelmente surgiu de uma feira de rua de frutos-do-mar em Wuhan, onde diversos animais foram vendidos, e várias pessoas que frequentaram o local acabaram infectadas. Os morcegos, vendidos em forma de sopa na feira, são um dos principais suspeitos.

Mas um novo estudo que analisou o código genético do vírus indica que ele pode ter sido passado para humanos pelo contato com cobras asiáticas, cuja carne também foi vendida no dia. Esse tipo de cobra é conhecido por se alimentar de morcegos.

No entanto, como o vírus consegue se adaptar aos hospedeiros tanto de sangue frio e quanto quente e como ele surgiu, ainda permanecem um mistério.

Como se prevenir?

Segundo o portal da Superinteressante, é importante ressaltar que não há nenhuma vacina ou tratamento específico para infecções por coronavírus. Em geral, trata-se o sintoma, e depois a responsabilidade fica para o sistema imunológico do indivíduo. Por essa razão, pessoas debilitadas, idosos e crianças são os grupos mais vulneráveis – e os que mais respondem pelas mortes do novo surto.

As medidas de proteção contra o coronavírus é semelhante às de gripes e resfriados. A recomendação oficial da OMS prevê a boa higiene das mãos – limpar as mãos com freqüência usando álcool ou sabão e água; manter a “etiqueta da tosse” – cobrir a boca e o nariz com o cotovelo ou um tecido ao tossir e espirrar; evitar contato próximo com quem tem febre e tosse; procurar atendimento médico se apresentar febre, tosse e dificuldade em respirar; evitar contato desprotegido com animais vivos e superfícies em contato com animais em mercados ao ar livre com circulação de coronavírus; evitar o consumo de produtos de origem animal crua ou mal cozida; e manusear com cuidado produtos crus de origem animal.

Evitar lugares fechados e aglomerações também estão entre as recomendações de proteção. Vale ressaltar que, no Brasil, não há circulação do vírus no momento, então não há motivo para preocupação com prevenção.

Sintomas

Casos mais leves podem se parecer com gripe ou resfriado comum, dificultando a detecção. Já casos mais graves podem evoluir para pneumonia e síndrome respiratória aguda grave ou causar insuficiência renal. Os sintomas incluem febre alta, tosse, dificuldade para respirar e lesões pulmonares.

Ainda há pouca informação sobre período de incubação – o tempo entre a exposição e o início dos sintomas – e transmissibilidade Estima-se que o período de incubação seja de aproximadamente duas semanas e já se sabe que ele pode ser transmitido de pessoa para pessoa. No entanto, pouco se sabe sobre quem está em maior risco de sintomas mais graves.

Devo me preocupar?

Com a disseminação do vírus para outros países e a circulação de pessoas, a chegada do coronavírus ao Brasil é uma ameaça possível. Mas, no momento, não há indícios de circulação desse vírus. Por isso, deve ser uma preocupação, mas não motivo para pânico.

Fonte: Womens Health Brasil

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SAÚDE: SAIBA QUAIS SÃO OS 11 SINTOMAS DO HIV QUE VOCÊ DEVE FICAR DE OLHO

Na nossa coluna SAÚDE desta sexta-feira temos um artigo de Colleen de Bellefonds e Sarah Bradley sobre 11 sintomas do HIV que toda mulher deve ficar alerta. Leia o artigo completo a seguir e saiba quais são esses sintomas como se cuidar para evitar.

11 SINTOMAS DO HIV QUE TODA MULHER DEVE FICAR DE OLHO

Por Colleen de Bellefonds and Sarah Bradley – Women’s Health EUA

Sintomas do HIVFoto Shutterstock

E se eu lhe disser que os primeiros sintomas do HIV se parecem mais com um resfriado comum do que qualquer outra coisa? Segundo Michael Horberg, médico diretor responsável por HIV/ AIDS na Kaiser Permanente, a maioria das pessoas infectadas nem sabe disso. “É apenas em retrospectiva que eles reconhecem os sintomas.”

Durante as primeiras semanas após a infecção (uma fase conhecida como infecção aguda pelo HIV ou síndrome retroviral aguda), algumas pessoas notam sinais como febre, dores no corpo e dor de garganta. Mas, após essa etapa, os pacientes passam para o estágio de latência clínica, ou o HIV crônico, que é amplamente livre de sintomas.

Uma atualização: o HIV é um vírus incurável que ataca o sistema imunológico do seu corpo. Pode ser transmitido através de fluidos corporais como sêmen, sangue e leite materno, mas não através da saliva.

Quando se trata da prevenção, o Centers for Disease Control and Prevention (EUA) recomenda o uso de preservativos ou possivelmente a exploração de novos medicamentos, como a profilaxia pré-exposição e a profilaxia pós-exposição (PEP), que visam prevenir a transmissão do HIV.

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Embora não haja cura para a doença, a maioria dos pacientes com HIV ainda pode levar vidas longas e saudáveis graças aos tratamentos com terapia anti-retroviral. No entanto, se não for tratado, o vírus pode progredir para a AIDS, o que pode torná-lo ainda mais suscetível a doenças graves e, eventualmente, levar à morte.

A única maneira de realmente saber se você tem HIV é fazer o teste (o que você deve fazer pelo menos uma vez por ano se for sexualmente ativo e tiver relações sem proteção).

Como a detecção precoce do HIV pode prolongar sua vida útil e reduzir as taxas de transmissão, é importante estar ciente dos sintomas potenciais (além do fato de que, na maioria dos casos, não há sintomas). Veja o que você precisa saber abaixo:

11 sintomas do HIV que toda mulher deve ficar de olho

1. Febre e calafrios

Uma febre baixa acompanhada de calafrios é um dos sintomas mais comuns do HIV que você pode notar. “Seu corpo está tentando lutar contra um corpo estranho que não deveria estar lá, neste caso ineficaz”, diz Horberg.

Embora a elevação da temperatura do seu corpo realmente mate alguns vírus mais fracos, como a gripe, não é suficiente para eliminar o HIV. A febre geralmente dura uma semana ou duas, mas pode aparecer por apenas um dia. “Se houver alguma chance de você ter sido infectado, faça o teste”, acrescenta o profissional.

2. Acordar com suores noturnos

Ficar úmida em uma noite abafada sem ar condicionado definitivamente não é o mesmo que suores noturnos, que resultam em poças de suor que vão fazer você querer trocar seus lençóis. “O corpo está tentando liberar toxinas”, diz Horberg.

“Embora o HIV possa causar suores noturnos, muitos outros culpados potenciais também o fazem. A menopausa, mononucleose e cânceres como linfoma e leucemia são alguns exemplos”, explica ele. Por isso, se acordar com os lençóis molhados ao longo de algumas noites, procure um médico.

3. Feridas no corpo

Algumas pessoas que têm os sintomas do HIV notam uma leve erupção vermelha em todo o corpo, incluindo braços, tronco e pernas – embora possa aparecer em apenas um ou dois pontos.

“É uma vermelhidão geral, não discretos inchados avermelhados. Se você já teve uma reação à algum remédio, é semelhante a isso ”, diz Horberg.

Geralmente dura pelo menos uma semana, e a maioria dos pacientes diz que não coça. É uma reação à febre, juntamente com a resposta natural da inflamação do seu corpo, uma vez que combate a infecção.

4. Dor de garganta

Uma resposta inflamatória à infecção viral grave também pode causar inflamação na garganta, dificultando a ingestão. Mas seu médico não detectará manchas brancas nesta área, apenas vermelhidão e inflamação, como se você estivesse com um resfriado.

“Muitos vírus afetam sua garganta”, diz Horberg. Mas se você está preocupado com o HIV, é melhor consultar um médico sobre este.

5. Sentir sono e dor o tempo todo

“Você pode se sentir desconfortável (e realmente fadigada) por pelo menos uma semana depois de ser infectada”, diz Horberg.

É uma exaustão implacável. Até mesmo ir para o trabalho ou apenas seguir sua rotina será uma tarefa árdua. “Tudo machuca. É difícil se mexer e você não consegue se sentir à vontade”, explica o profissional. “Seu corpo está lutando contra o vírus HIV e está cansado.”

6. Pescoço, axilas e virilha inchados

Seus gânglios linfáticos – localizados no pescoço, axilas e virilha – fabricam células de combate à infecção e estão fazendo horas extras ao mesmo tempo em que estão sob ataque direto do HIV. “É por isso que mais de um terço das pessoas que foram expostas ao vírus notam que essas glândulas parecem maiores que o normal”, explica Horberg.

Se você sentir vários nódulos linfáticos inchados em locais diferentes, é definitivamente um sintoma para checar com um médico.

7. Infecção por fungos

As leveduras são fungos microscópicos que vivem naturalmente em sua boca e vagina. Quando você é infectado pelo HIV, no entanto, eles podem ficar fora de controle, causando uma infecção por fungos. “A capacidade natural do seu corpo para combater outras infecções está sendo atacada”, aponta Horberg.

Dito isto, condições como diabetes também costumam causar infecções fúngicas – e algumas mulheres sem quaisquer doenças subjacentes simplesmente adquirem infecções fúngicas com mais frequência do que outras. Então, verifique com seu médico o tratamento.

8. Aftas

“As aftas são úmidas, redondas e esbranquiçadas no revestimento da boca – e podem ser causadas por inflamação quando o corpo tenta combater o HIV”, diz Horberg.

Elas muitas vezes causam uma sensação de ardor e são mais sensíveis a alimentos ácidos, como limões. Deve-se notar, contudo, que aftas acontecem por várias razões diferentes, como estresse, alergias ou alterações hormonais.

9. Perda de peso inesperada

Em seus estágios posteriores, o HIV não tratado causa perda de peso ou de massa muscular. “Isso acontece porque o vírus faz com que você perca o apetite e impede que o corpo absorva nutrientes”, explica Horberg.

Embora o valor exato que você vai perder varie, é notável e geralmente acontece durante um longo período de tempo. “Muitas vezes seus amigos e entes queridos comentam que você está perdendo”, conta o especialista. “Normalmente, isso não acontece em pacientes que foram bem tratados com medicamentos modernos”.

10. Diagnostico de meningite

“Como o HIV se dissemina através do sistema nervoso central, pode causar meningite viral, um inchaço das membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal”, aponta Amesh Adalja, especialista em doenças infecciosas da Johns Hopskins Bloomberg School of Public Health (EUA). De acordo com o CDC, os sintomas comuns da meningite viral incluem febre, irritabilidade, letargia e vômito.

A meningite criptocócica também é comumente associada a infecções por HIV, embora geralmente em fases posteriores ou em pacientes com AIDS. A maioria das pessoas está exposta ao fungo cryptococcus em algum momento, mas um sistema imunológico enfraquecido não consegue combater a exposição como uma pessoa saudável pode.

11. Desconforto gastrointestinal

“Um trio de sintomas gastrointestinais – diarréia, náusea e vômito – também pode ser um sinal da infecção inicial do HIV”, diz Amruta Padhye, MD, especialista em doenças infecciosas da University of Missouri Health Care (EUA). “Com o aumento da viremia [níveis de vírus no sangue], o sistema imunológico está em um estado de hiperativação”, explica ela.

Continuar lendo SAÚDE: SAIBA QUAIS SÃO OS 11 SINTOMAS DO HIV QUE VOCÊ DEVE FICAR DE OLHO

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