CRÔNICAS: AUTOESTIMA, POR ANA MADALENA

O texto a seguir, aqui na coluna CRÕNICAS, desta quarta-feira retrata uma cena urbana do cotidiano de muita gente, atualmente, que mora só e divide sua solidão com livros, bichos, plantas e mensagens no celular. A solidão que faz parte da vida de boa parte dos jovens. Então, convido você a ler essa inspiradíssima crônica da talentosa Ana Madalena!

Bela jovem sentada perto do livro de leitura de janela de vidro | Foto Premium

Autoestima

Chovia. Ela não se dava conta porque estava concentrada, lendo um  livro. Usava um fone de ouvido, talvez escutando alguma música relaxante. Sua mesa, adaptada para home office, era uma bagunça. Muitas canetas coloridas espalhadas, uma luminária cheia de adesivos, vários livros empilhados e um jarro com uma plantinha seca. De repente ela desvia o olhar para a janela e percebe as gotas de chuva escorrendo pelo vidro. Levanta -se, abre a janela e coloca o jarrinho no parapeito. Lembra do gato. Onde está mesmo o pratinho da ração? Completa com leite. Segura o celular, como que esperando uma ligação. Nada. Nem uma mensagem. Senta novamente diante do livro, dá um longo suspiro, olha para a janela, sorri e resolve virar a página!!!
Fonte: Ana Madalena
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SAÚDE: TAXA DE EXCESSO DE PESO NOS JOVENS BRASILEIROS DE 18 A 24 ANOS AUMENTOU MAS DE 70%

Excesso de peso aumenta mais de 70% entre jovens de 18 e 24 anos

Já pessoas acima de 35 anos engordaram acima da média do país desde 2006, de acordo com dados do Ministério da Saúde

Nathalie Hanna Alpaca

da CNN*No Rio de Janeiro

Sobrepeso não é um fenômeno novo, mas aumenta a cada anoSobrepeso não é um fenômeno novo, mas aumenta a cada ano I Yunmai/Unsplash

Nos últimos 15 anos, a taxa de excesso de peso dos jovens brasileiros de 18 a 24 anos aumentou de 20,65%, em 2006, para 35,71%, em 2021 – uma alta de mais de 70%. Em pessoas de 25 a 34 anos, houve um salto de 37,67% para 54,41%, com um crescimento de 44% no período. Os dados foram obtidos por meio do sistema Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde.

De acordo com Gilberto Kac, professor titular do Instituto de Nutrição Josué de Castro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o sobrepeso não é um fenômeno novo, mas aumenta a cada ano.

Não tem dúvida que o excesso de peso e obesidade são problemas graves. Eles podem gerar diabetes, hipertensão, vários tipos de câncer, problemas osteoarticulares e cardiovasculares. Observamos que esse obstáculo cresce cada vez mais em países desenvolvidos, como no Reino Unido e Estados Unidos, mas, nos últimos anos, vemos isso principalmente em países subdesenvolvidos e de baixa renda, como o Brasil.

Gilberto Kac

Kac ressalta que é mais comum que esses problemas de saúde se manifestem em pessoas mais velhas. Mas, segundo o nutricionista, os jovens podem sofrer riscos precoces de acordo com o quadro de saúde, principalmente em casos de sedentarismo.

Além dos jovens, pessoas acima de 35 anos engordaram acima da média do país em todos os anos disponibilizados pelo Ministério da Saúde. Em 2006, 48,55% dos brasileiros apresentavam sobrepeso na faixa etária de 35 a 44 anos. Em 2021, esse número foi de 62,38%. O mesmo ocorreu nos indivíduos de 45 a 54 anos: de 54,74% saltaram para 64,39%.

O professor Gilberto Kac analisa que há diversos fatores que impulsionam esse aumento, como o sistema alimentar atual e a falta de atenção do poder público.

Existe uma questão de poder aquisitivo e de acesso. Há vários conglomerados industriais que pressionam esses indivíduos, por meio do marketing, para fazer o consumo de produtos ultraprocessados, como biscoitos e refrigerantes, e outros itens com características de baixo custo. Além disso, a falta de regulamentação governamental e a rotulagem frontal desses produtos deveriam ter programas muito mais avançados para proteger a população desse tipo de formação de paladar.

Gilberto Kac

Em dados gerais, 42,74% da população brasileira estava acima do peso em 2006. Já em 2021, último ano divulgado pelo sistema do órgão federal, esse índice era de 57,25%.

Economia afetada

Os problemas de saúde causados pelo sobrepeso podem afetar até a economia, segundo a economista e professora da Ibmec Vivian Almeida. Ela explica que quanto mais pessoas doentes, maiores as chances da produtividade do mercado ser atingida negativamente.

“Pessoas com doenças crônicas, de todas as faixas etárias, podem afetar a produtividade, principalmente os jovens, que são a raiz e energia da população economicamente ativa. O físico faz grande parte disso, desde o trabalho braçal até o intelectual. Então isso tende a escalonar. É um processo e um problema instigante, que pode afetar o PIB do país. A economia somos nós. A pessoa é a economia. Se a saúde da pessoa não estiver boa, nada estará 100%”, avalia.

Além da saúde, Vivian pontua que a alta nos preços dos alimentos causados pela inflação faz com que as pessoas procurem uma saída, como alimentos mais baratos e ultraprocessados.

“É possível observar uma perda do consumo há um tempo. Paulatinamente e de modo convergente, a perda de renda e o consumo mostra uma piora na alimentação. Exemplo disso temos os ultraprocessados, que são atrativos por muitas questões: mais baratos, acesso. Se observarmos pelo lado do consumo, esse vai sendo o efeito no corpo do brasileiro. Em média, a piora de alimentação está relacionado à piora de saúde”, completa a especialista.

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SEGUNDO O TSE, A PROCURA DE JOVENS PELO TÍTULO ELEITORAL PARA O PLEITO DESTE ANO SUPEROU AS ELEIÇÕES DE 2018 E 2014

Procura de jovens pelo título de eleitor é maior do que em 2014 e 2018

Incentivo de figuras públicas pode ser um dos fatores que explica aumento, avalia analista do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Renata Souza

da CNN

em São Paulo

O e-Título pode ser utilizado para se identificar na seção eleitoral, caso o eleitor tenha registrado a biometriaO e-Título pode ser utilizado para se identificar na seção eleitoral, caso o eleitor tenha registrado a biometriaFoto: Reprodução / Justiça Eleitoral

Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a procura de jovens pelo título de eleitor para o pleito deste ano superou as eleições de 2018 e 2014. Entre janeiro e março de 2022, o país ganhou 1.144.481 novos votantes na faixa etária de 15 a 18 anos. Nas duas últimas eleições gerais, em 2018 e 2014, foram emitidos 877.082 e 854.838 novos documentos, respectivamente.

Em 2022, o cadastro seguirá aberto até o dia 4 de maio, prazo máximo para o eleitor solicitar o título, transferir o domicílio eleitoral e regularizar eventuais pendências com a Justiça Eleitoral.

“Vamos lá galera! Vocês ficam falando ‘Anitta, faz alguma coisa’, mas não dá pra salvar o país sozinha, não. Faz esse título de eleitor aí logo!”, publicou a cantora em suas redes sociais.

Além disso, a polarização do cenário eleitoral deste ano pode ser outro fator colaborando nesta procura. “Esse cenário tende a incentivar os jovens a terem um maior engajamento e, por consequência, procuram participar mais ativamente do processo eleitoral. E, para tanto, é necessário ter o título de eleitor. A população tem se conscientizado cada vez mais sobre isso”, afirma Cruvinel.

Resultados negativos em uma década

Apesar do crescimento em relação às duas últimas eleições gerais, o número de adolescentes de 16 e 17 anos que solicitou o primeiro título de eleitor caiu 82% em uma década, segundo um levantamento da CNN com base em dados do TSE.

Em 2012, 2.603.094 pessoas dessa faixa etária solicitaram o documento. Neste ano, faltando menos de duas semanas para o fim do prazo, o número de novos eleitores é inferior em quase 1,5 milhão de pessoas.

emissão do documento pode ser feita pela internet, no site do TSE. O interessado deve ir na aba “Eleitor e eleições”, clicar em “Autoatendimento do eleitor” e selecionar a opção “tire seu título”.

Debate

CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

*Com informações de Pauline Almeida e Beatriz Puente, da CNN

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PANDEMIA DE COVID-19 CONTRIBUIU PARA O AUMENTO DE CASOS DE ANSIEDADE E DEPRESSÃO NA POPULAÇÃO

Escola tem papel importante para identificar ansiedade em jovens, diz psiquiatra

À CNN, Guilherme Polanczyk afirmou que casos de crises de ansiedade coletiva, como observado em Recife, são atípicos

Amanda GarciaBruna Sales

da CNN

em São Paulo

Pandemia de Covid-19 contribuiu para o aumento de casos de ansiedade e depressão na populaçãoPandemia de Covid-19 contribuiu para o aumento de casos de ansiedade e depressão na população Pedro Amora/Prefeitura de Jundiaí

Falta de ar, tremor e crise de choro foram alguns dos sintomas que afetaram 26 estudantes no dia 8 de abril, na escola Ageu Magalhães, no Recife. Um episódio de crise de ansiedade coletiva é “uma situação atípica”, de acordo com o professor de psiquiatria da infância e adolescência da Universidade de São Paulo (USP), Guilherme Polanczyk.

“Quando olhamos alguém em crise, ficamos ansiosos, é uma situação aguda e intensa, é muito particular, só podemos fazer hipóteses sobre o que aconteceu, eventualmente é que todos foram expostos a uma situação extrema de estresse e provavelmente já tinham alguma fragilidade emocional”, afirmou Polanczyk à CNN.

De acordo com Polanczyk, diversos fatores contribuem para evolução de quadros de ansiedade, “situações do ambiente, da família, da escola, exposições a situações traumáticas contam muito”. O psiquiatra reforçou que identificar os casos precocemente é essencial para que a criança ou adolescente receba acompanhamento médico.

“A ansiedade e depressão são experiências emocionais que as pessoas muitas vezes não compartilham com quem está a sua volta, mas medo e preocupação aparecem no comportamento, pais precisam estar sintonizados para identificar esses comportamentos”.

“A escola também tem papel muito importante, ela promove o desenvolvimento de pessoas, saúde mental é parte fundamental para esse desenvolvimento, para que tenham essa ideia de promoção de saúde mental, identificação de problemas”, completou.

O especialista ainda reforçou que há estudos nacionais e internacionais que apontam que o período mais agudo da pandemia de Covid-19 contribuiu para o aumento de casos de ansiedade e depressão na população em geral, e em especial em jovens.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou 25% no primeiro ano da pandemia. O levantamento aponta que jovens e mulheres foram os mais atingidos.

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JOVEM DO RN QUE MOROU NA RUA CONSEGUI SUA PRIMEIRA APROVAÇÃO NO CURSO DE DIREITO NA UERN

Estudante que chegou a morar na rua faz palestras em escolas no RN para ajudar jovens em situação de fragilidade

Foto: Reprodução

Vitório Ferreira morava na rua meses antes de conseguir a primeira aprovação no curso de Direito, na UERN. Às vezes sem comida, às vezes passando frio, ele venceu todos os obstáculos. Foram meses dormindo no chão do estacionamento de uma farmácia na busca pelo sonho da aprovação e de uma mudança de vida.

O jovem potiguar foi aprovado no curso de Direito em diversas instituições do país, tais como UERJ e PUC-SP. Atualmente, utiliza a sua história para inspirar outros jovens a superarem as dificuldades que vivem diariamente em momentos de dificuldades. ”Tanto nos fracassos, como nas vitórias, o que levo da minha vida são os momentos em que não deixei de buscar os meus sonhos. As outras pessoas às vezes não têm a noção do que você está passando e justamente por isso você é a única pessoa que tem propriedade para não desistir.”

Hoje, Vitório Ferreira já se situa em uma situação diferente da que já viveu. Após a sua primeira aprovação em Direito, escritórios de grandes advogados potiguares ajudaram na construção de uma realidade que lhe permitisse estudar sem se preocupar com a própria subsistência. Atualmente, Vitório faz parte do programa de mentoria do escritório MadrugaBTW, cujo sócio é o potiguar Antenor Madruga, bem como é orientado pelos professores da UFRN André Elali e Ana Beatriz Presgrave.

Fonte: Blog do BG

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AUTOCONHECIMENTO: CONHEÇA OS 8 PRINCIPAIS GATILHOS DE DEPRESSÃO ENTRE JOVENS

A depressão é uma doença mental que ataca cada vez mais os jovens mundo afora. O índice de suicídio ao redor do mundo é alarmante. Isso ocorre devido ao lifestyle da nova era tecnológica dos celulares, tablets, Inteligência artificial e das redes sociais, que mudou completamente o comportamento dos membros da nossa sociedade. O artigo a seguir enumera os 8 principais gatilhos de depressão entre jovens, que devem ser observados e tratados com a devida atenção.

Os 8 principais gatilhos de depressão entre os jovens

Garota triste usando blusa vermelha

Tima Miroshnichenko / Pexels

Você já deve ter ouvido que a depressão é o mal do século, mas a forma como isso afeta a nossa sociedade de maneira prática às vezes é desconhecida. Entre os grupos que mais sofrem com essa doença, estão os jovens, que vivem o auge dessa nossa sociedade acelerada e, muitas vezes, cruel.

Para se ter uma ideia do alcance dessa doença, uma pesquisa da Universidade de Calgary (Canadá), publicada em 2021, mostrou que 1 em cada 5 jovens tem experimentado sintomas de ansiedade clinicamente elevados, enquanto 1 em cada 4 tem passado por sintomas de depressão clinicamente elevados.

Se 25% dos jovens da nossa sociedade sofrem com depressão, entender as causas dessa doença é essencial para que encontremos uma ou mais soluções. Dessa forma, preparamos este artigo com 8 gatilhos de depressão em jovens, para que você possa ajudar caso conheça algum jovem.

1. Isolamento

Uma pesquisa publicada no “The Journal of Clinical Psychiatric” em 2018 mostrou que jovens entre os 20 e 29 anos foram os que mais afirmavam sofrer com a solidão durante seu dia a dia, superando todas as faixas etárias até os 90 anos de idade.

Uma das pesquisadoras afirmou que isso geralmente acontece porque os jovens dessa faixa etária precisam conciliar momentos de muito estresse e pressões, incluindo estabelecer uma carreira, encontrar um parceiro romântico, manter-se conectado às redes sociais, e por aí vai, o que acentua a sensação de estar sozinho e pode causar a depressão.

Jovem sozinha em um vestiário. Fotografia em preto e branco.

Tima Miroshnichenko / Pexels

2. Ansiedade com a carreira

Se você é jovem, sabe muito bem do que estamos falando, mas se a sua juventude já ficou para trás, você certamente consegue se lembrar dos momentos de angústia quando pensava com o que ia trabalhar e o que ia fazer da sua vida.

Estabelecer uma carreira e ter estabilidade profissional e financeira são conquistas que vêm acontecendo de maneira cada vez mais tardia. Se nas gerações anteriores, aos 30 anos um jovem já estava casado, com filhos, com uma carreira estável e um imóvel em seu nome, hoje as coisas são muito mais incertas do que isso.

3. ecessidade de aceitação

Jovens querem participar de grupos, querem ser notados, ser aceitos, ser admirados. E isso tudo pode se tornar uma bola de neve bastante angustiante quando os jovens não conseguem perceber o valor que têm, a não ser que esse valor seja afirmado por alguém “de fora”.

Quatro amigas reunidas tirando uma selfie

Hannah Nelson / Pexels

Isso é algo pelo qual quase todos os jovens passam, até mesmo aqueles que são mais “populares”. Apesar de parecer secundário, pode estimular sentimentos como tristeza, desilusão, baixa autoestima, entre muitos outros.

4. Problemas de autoestima

Na era dos corpos perfeitos dos digitais influencers e dos mil e um especialistas de comentários de redes sociais, a autoestima é uma das mais afetadas na vida dos jovens, que estão constantemente se comparando e encontrando insatisfações em suas vidas, especialmente por causa do próximo tópico: o uso de redes sociais.

5. Uso de redes sociais

Os jovens dessa geração estão precisando enfrentar um desafio que não foi enfrentando por nenhuma geração anterior: o uso de redes sociais 24h por dia, em que há informação e estímulos sem fim, gerando, muitas vezes, comparações, insatisfações e ansiedade.

A verdade é que há muitas maneiras de lidar de maneira saudável com as redes sociais (e é claro que é possível também não estar nelas), então cada jovem deveria encontrar a melhor maneira de usá-las, mas, infelizmente, o que vemos é que muitos ainda a usam de maneira tóxica e irresponsável, o que pode ser gatilho para problemas de autoestima, aceitação, entre muitos outros.

Tela de um celular com ícones de redes sociais.

Tima Miroshnichenko / Pexels

6. Rotinas desequilibradas

Rotinas de trabalho cansativas, mais de um emprego, estudo, vida social, necessidade de encontrar um parceiro, vida familiar, necessidade de estabilidade financeira são algumas das inúmeras preocupações com as quais os jovens convivem de uma vez só. Dessa forma, manter o foco pode ser um desafio praticamente impossível.

Com tanta coisa acontecendo e precisando ser resolvida ao mesmo tempo, a rotina dos jovens do século XXI pode ficar bastante desequilibrada. E sabemos que sedentarismo, baixa qualidade do sono e pouco tempo de lazer são alguns dos principais causadores de depressão.

7. Problemas amorosos

Relacionamentos que acabam frustrados, paixões e desejos não correspondidos, traições e, atualmente, os crushes. Entre os 15 e os 35 anos, vivemos isso tudo da maneira mais intensa possível, muitas vezes sem nem mesmo termos tempo suficiente para digerir o que está acontecendo.

Então, a verdade é que as frustrações da vida amorosa podem causar muitos problemas psicológicos e emocionais nos jovens, que, como dissemos, já sofrem com um acúmulo enorme de responsabilidades e preocupações em outras esferas da vida.

8. Falta de autoconhecimento

Aquele que conhece suas vontades, sua personalidade, seus desejos e seus sonhos consegue viver uma vida mais harmoniosa e equilibrada, porque, ao menos, tem alguma noção de quem é, do que faz mal e do que é preciso fazer para conseguir conquistar o que deseja. Por isso muitos jovens sofrem, ou seja, por não estimularem sua busca por autoconhecimento.

Quando incentivamos nossa busca por autoconhecimento, estamos nos amando e cuidando de nós mesmos, para que possamos entender quem somos, o que nos faz bem e qual seria a melhor forma de viver. Por isso a importância de práticas como terapia e tempo de reflexão consigo mesmo.

Nunca foi tão difícil ser jovem no mundo quanto tem sido atualmente nesses tempos em que as responsabilidades, as frustrações, as velocidades e as tarefas se acumulam e exigem respostas imediatas de pessoas ainda tão imaturas e que estão apenas começando a vida. Entender os gatilhos de depressão entre os jovens é essencial para ajudá-los ou para se ajudar.

ATENÇÃO: Se você desconfia que está com depressão, marque uma consulta com um psiquiatra ou procure auxílio psicológico. Essa doença tem cura e, em breve, você estará bem!

Escrito por Eu Sem Fronteiras

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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CRIANÇAS SUL-AFRICANAS INFECTADAS PELA ÔMICROM TÊM SINTOMAS LEVES, DIZ ESPECIALISTA

Especialista diz que infecções são leves em crianças sul-africanas

A internação de jovens na África do Sul, impulsionada pela nova variante Ômicron, não gera pânico entre as autoridades locais

INTERNACIONAL

 Da Agência Brasil

ATUALIZADO EM 04/12/2021 – 19H49

Crianças não apresentaram quadros mais graves da doença na África do Sul

SIPHIWE SIBEKO – REUTERS 31.08.2019

O aumento de internações entre crianças durante a quarta onda de infecções por Covid-19 na África do Sul, impulsionado pela variante Ômicron do coronavírus, não deve gerar pânico, porque os sintomas têm sido leves, afirmou uma autoridade sanitária neste sábado (4).

Um número alto de internação de crianças com Covid-19 no mês passado em Tshwane, área metropolitana que inclui a capital, Petrória, gerou preocupações de que a nova Ômicron poderia ser mais perigosa para crianças do que outras variantes.

Os cientistas ainda não identificaram nenhuma relação e afirmaram que outros fatores podem ter influenciado esse aumento.

Ntsakisi Maluleke, especialista em saúde pública na província de Gauteng, que inclui Tshwane e a maior cidade do país, Joanesburgo, disse à Reuters que, dos 1.511 pacientes que testaram positivo para Covid-19 nos hospitais da província, 113 tinham menos de 9 anos, uma proporção maior do que a observada em outras ondas de infecções.

“Estamos tranquilos devido a relatórios médicos que informam que as crianças têm infecções leves”, disse em entrevista, acrescentando que autoridades sanitárias e cientistas estão investigando o que está levando a mais internações entre crianças e que espera mais esclarecimentos em duas semanas.

Como apenas um percentual pequeno dos testes positivos para Covid-19 na África do Sul são enviados para sequenciamento de genomas, as autoridades ainda não sabem por quais variantes as crianças internadas foram infectadas.

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SEGUNDO BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO DO MS, OS JOVENS REPRESENTAM MAIOR INCIDÊNCIA DOS NOVOS CASOS DE HIV

Por que jovens de 20 a 34 anos representam mais de metade dos casos de HIV

Dados do Ministério da Saúde revelaram que a maior incidência dos novos casos de HIV (52,9%) está entre a população jovem, de 20 a 34 anos

Lucas Rochada CNN

em São Paulo

A testagem regular para o HIV e outras ISTs permite interromper a cadeia de transmissãoA testagem regular para o HIV e outras ISTs permite interromper a cadeia de transmissãoRodrigo Nunes/MS

Dados do mais recente boletim epidemiológico de HIV/Aids do Ministério da Saúde, divulgados nesta quarta-feira (1º), Dia Mundial de Luta contra a Aids, revelaram que os jovens são os com maior incidência da doença.

Dos casos registrados entre 2007 e junho de 2021, 52,9% foram entre jovens de 20 a 34 anos.

Ainda acordo com o boletim, entre 2010 e 2020 houve tendência de aumento de detecção de Aids entre jovens nas faixas de 15 a 29 anos e de 20 a 24 anos. “Destaca-se que o aumento em jovens dessas faixas etárias foi, respectivamente, de 29,0% e de 20,2% entre 2010 e 2020”, diz o relatório.

Especialistas consultados pela CNN apontam que a alta dos casos entre jovens está associada à falta de vivência do período mais grave da epidemia da HIV, no início da década de 1980, ao perfil de comportamento dos jovens e à banalização e estigma relacionados à doença.

Banalização da doença favorece aumento dos casos

Nos últimos 40 anos, desde a descoberta dos primeiros casos de Aids (síndrome da imunodeficiência adquirida), transformações tecnológicas, especialmente nas áreas da medicina e farmacologia, levaram a avanços significativos para o diagnóstico e tratamento da infecção.

Diferentemente dos primeiros medicamentos utilizados contra o HIV, como a zidovudina, também conhecida como AZT, as terapias disponíveis atualmente apresentam menos efeitos colaterais e maior eficácia para impedir a replicação viral.

O avanço no tratamento, com reflexos na melhoria da qualidade de vida dos pacientes, permitiu que a Aids passasse a ser entendida como uma doença crônica, assim como o diabetes e a hipertensão. Se por um lado isso favorece a adesão ao tratamento contribui para reduzir o estigma sobre a doença, por outro, a banalização do agravo também está associada ao aumento do número de casos.

Para a infectologista Fabiana Lopes Custódio, os jovens tendem a subestimar os riscos relacionados às ISTs, especialmente por não terem presenciado o início da epidemia de Aids, quando havia um número mais expressivo de mortes pela doença.

“O jovem acha que com ele não vai acontecer. Ele não se enxerga numa situação vulnerável. Ouço muito de pacientes no consultório frases do tipo ‘se eu pegar HIV, tudo bem, tem tratamento e hoje é uma doença crônica como outra qualquer’. Esse relaxamento abriu possibilidades do incremento de outras ISTs”, disse a médica do Centro de Saúde Escola Dr. Joel Domingos Machado, ligado à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).

A opinião também é compartilhada pela infectologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Brenda Hoagland. “Faz parte da característica do jovem ser mais ousado, não seguir regras, seguir o inverso do que é dito. É natural que eles acabem se expondo mais e aceitando menos as medidas e as orientações de prevenção”, afirma.

A infectologista da Fiocruz defende que as campanhas de conscientização à prevenção do HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) sejam reformuladas, de modo a atingir o público mais jovem.

“O desafio é trazer para o mais jovem uma linguagem que ele compreenda, aceite e entenda que a mensagem é direcionada para o seu grupo. Não adianta usarmos apenas técnicas antigas, como folhetos, informativo ou comercial careta. Isso não vai chamar a atenção”, afirma. “Precisamos de jovens trabalhando conosco dentro do contexto da prevenção, de forma que eles possam traduzir isso para as redes sociais”, completa.

Estigma prejudica adesão à testagem

A testagem regular para o HIV e outras ISTs permite interromper a cadeia de transmissão. Os testes podem ser realizados de forma gratuita, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em unidades básicas de saúde e Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) – saiba onde fazer os exames.

Segundo a médica Fabiana Custódio, o estigma associado ao HIV e à Aids faz com que as pessoas deixem de buscar atendimento especializado e realizar os testes. “Uma preocupação comum entre os jovens é que outras pessoas descubram o diagnóstico do HIV ou de ISTs, o que afasta a procura pelo atendimento médico. Os resultados dos testes são confidenciais”, diz.

A pesquisadora da Fiocruz, Brenda Hoagland explica que os avanços no conhecimento técnico e científico levaram ao desenvolvimento do conceito da prevenção combinada, que reúne diferentes estratégias para evitar o contágio e a transmissão do HIV e de outras ISTs.

“Unidades de saúde oferecem preservativos, e as profilaxias pré e pós exposição ao HIV. Mas pode ser que os ambientes ainda não sejam amigáveis ou atrativos para essa população mais jovem. Agora que temos todos os instrumentos de prevenção disponíveis, cabe a nós trabalhar a linguagem e os ambientes para receber essa população mais jovem”, afirma.

A médica do Centro de Saúde Escola Dr. Joel Domingos Machado, Fabiana Custódio, explica que as ISTs podem apresentar uma grande variedade de sintomas que merecem atenção, como corrimento, verrugas, úlceras, prurido (coceira), dor local e lesões na pele.

“Todos esses sinais e sintomas afetam o bem-estar de qualquer pessoa. Evitando essas doenças, evitamos complicações. Uma IST pode diminuir a autoestima do paciente e a prática de sexo seguro”, afirmou.

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ORQUESTRA DE CRIANÇAS E JOVENS DA VENEZUELA ENTRA PARA O GUINNESS BOOK COMO A MAIOR DO MUNDO

Venezuela entra no Guinness Book com maior orquestra do mundo

Mais de 12 mil músicos, entre crianças e jovens do país, tocaram a Marcha Eslava, do compositor russo Piotr Ilich Tchaikovsky

Orquestra de crianças e jovens bateu recorde mundial em apresentação no sábado (13)

O Sistema de Orquestras Infantis e Juvenis da Venezuela recebeu no sábado (20) a certificação oficial do Guinness Book como “maior orquestra do mundo”, integrada por mais de 12 mil músicos que tocaram a Marcha Eslava, do compositor russo Piotr Ilich Tchaikovsky.

Após receber o documento oficial que confirma o recorde, o diretor do Sistema, Eduardo Méndez, afirmou que “é uma grande honra” que “as crianças e jovens da Venezuela” estejam recebendo o que descreveu como “uma façanha”.

“Hoje a Venezuela deve se sentir muito orgulhosa do que tem, por essas crianças, esses jovens, não só pelos 12 mil que estiveram lá, mas por esse milhão de crianças que fazem parte do sistema”, comentou Méndez. Recordou também que tudo começou quando morreu o maestro José Antonio Abreu, fundador do Sistema Nacional de Orquestras e Corais Juvenis e Infantis da Venezuela, em 2018.

Dias após a morte, 10.701 músicos se reuniram em Caracas para fazer um concerto em sua homenagem. “Isto é para você, maestro, foi uma homenagem”, disse Méndez, acompanhado pelas duas irmãs de Abreu, que não falaram.

Méndez destacou que o registro foi possível graças ao “trabalho árduo, tenacidade, disciplina” de toda a equipe e garantiu que “é um feito” de todo o país e não apenas do Sistema. “Podemos fazer muitas coisas boas e com metodologia feita na Venezuela por venezuelanos. Podemos fazer coisas como esta”, concluiu.

Durante a breve cerimônia, precedida de um concerto, o ministro da Comunicação, Freddy Ñáñez, disse que “a música é a mais pura expressão da alma” porque “é capaz de dizer tudo”.

O ministro transmitiu as suas felicitações e as do presidente Nicolás Maduro a todas as pessoas envolvidas.

El Sistema, como é popularmente conhecido, realizou um enorme concerto no sábado passado (13), com mais de 12 mil músicos, em uma tentativa de alcançar o recorde mundial do Guinness de “maior orquestra do mundo”. A Marcha Eslava, que durou 12 minutos, foi precedida por Te Deum, de Marc-Antoine Charpentier, e Chamambo, de Manuel Artés.

Ao total, foram executadas oito obras, as últimas como forma de prestar homenagem ao maestro Abreu, que fundou o Sistema em 1975 para dar às crianças de meios pobres acesso à educação musical. O concerto ocorreu no pátio da Academia Militar do Forte Tiuna, em Caracas.

A apresentação da Marcha Eslava foi conduzida por Andrés David Ascanio, e durante todo o concerto os músicos usaram máscaras por causa da pandemia de Covid-19.

Para alcançar o recorde mundial do Guinness como “a maior orquestra do mundo”, a Venezuela teve de cumprir um conjunto de regras que exigiam que todos os membros fossem “músicos especializados” e conduzidos por um maestro “experiente”. Além disso, cada participante tinha de tocar o seu próprio instrumento “durante todo o tempo”, não podia ser compartilhado por dois ou mais músicos, e a obra executada tinha de ter “uma duração mínima de cinco minutos”.

Fonte: R7

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JOVENS QUE FUGIRAM DO AFEGANISTÃO CRIAM ESCOLA PARA REFUGIADOS EM BASE MILITAR NOS EUA

Após fuga, três jovens afegãs criam escola em base militar nos EUA

Batool Behnam, Sepehra Azami e Nilab Ibrahimy ensinam inglês para mais de 250 alunos entre 7 e 60 anos de idade

INTERNACIONAL

 Leticia Sepúlveda, do R7

Batool Behnam, Nilab Ibrahimy e Sepehra Azami na escola Rise Again, em Wisconsin

ARQUIVO PESSOAL

Na base militar de Fort McCoy, no estado de Wisconsin, no norte dos Estados Unidos, as afegãs Batool Behnam e Sepehra Azami, 25 anos, e Nilab Ibrahimy, 23 anos, viram a oportunidade de transformar a vida de outros refugiados de seu país por meio da educação.

“Reparamos que as crianças estavam sempre entendidas e ansiosas com sua nova realidade, foi a partir daí que decidimos fazer alguma coisa. Pensamos em dar aulas de inglês, então entramos em contato com os oficiais da base e eles nos ajudaram com um local apropriado”, explica Sepehra.

“Quando começamos, tínhamos apenas um quadro branco para as primeiras aulas, mas depois recebemos materiais das autoridades e de uma organização religiosa”, completa Nilab. “Para nós, mulheres que trabalhavam em tempo integral no Afeganistão, a ideia de ficar apenas em nossos quartos sem nada para fazer era inaceitável”.

A escola recebeu o nome de “Rise Again” (Levantar Novamente), como uma forma de resignificar um momento tão difícil na vida dos alunos. Batool conta que todos eles deixaram tudo para trás quando saíram do Afeganistão, mas vieram recomeçar. “A educação é algo que nos empodera, então mesmo depois de perder tudo, podemos nos reerguer com essa oportunidade e ter a esperança de um futuro melhor”.

As aulas começaram em 11 de setembro, apenas 8 dias após a chegada das meninas em Wisconsin, e exatamene 20 anos após os ataques ao World Trade Center e ao Pentágono, que motivaram a ocupação norte-americana no Afeganistão.

A base militar, atualmente, abriga cerca de 13 mil afegãos que deixaram o país após a retomada do grupo extremista Talibã, em 15 da agosto deste ano, e que forçou a retirada de todas as tropas estrangeiras de forma repentina e acelerada.

Para além das aulas de inglês, Nilab, Batool e Sepehra também ensinam matemática e tentam passar informações para os alunos sobre a cultura dos Estados Unidos, muito diferente dos costumes afegãos. Para elas, é importante falar sobre a realidade que os refugiados irão enfrentar quando saírem da base militar, um abrigo temporário com permanência máxima de 6 meses.

Atualmente, a escola tem mais de 350 alunos entre 7 e 60 anos de idade. “Os meninos e as meninas estudam juntos, mas homens e mulheres preferem estudar separados, então organizamos aulas diferentes a partir da faixa estária dos 14 anos”, explica Nilab.

Como refugiados do Afeganistão continuam chegando, a escola recebe novos estudantes todos os dias. As criadoras do projeto começaram a ensinar alguns alunos para que eles possam assumir as aulas depois que elas deixarem a base militar. Desta forma, a escola continuará funcionando apesar da ausência das três fundadoras.

“Nós levamos alguns alunos, homens e mulheres, para as nossas aulas, para que no futuro possam continuar nosso trabalho. Com isso, o sistema de ensino será mais duradouro para as outras pessoas que continuarão chegando. Estamos muito esperançosas de que essa ideia dará certo”, diz Nilab.

Fuga do Afeganistão

Quando a pandemia de Covid-19 começou, as alunas afegãs da Asian University for Women (AUW), em Bangladesh, insituição em que Nilab, Batool e Sepehra estudavam, precisaram voltar para seu país. Entretanto, com a volta do Talibã ao poder, as autoridades da Universidade se organizaram para tirar suas alunas do Afeganistão.

Ao lado de 150 alunas e ex-alunas da AUW, as meninas enfrentaram o caos do aeroporto de Cabul, capital afegã, nos primeiros dias do novo governo talibã, na tentativa desesperada de deixar o país. O local era a única porta de saída do país e, por isso, uma zona de perigo para militares e civis pelo risco de um ataque terrorista.

Em 25 de agosto, dez dias após a retomada dos extremistas, elas perderam um primeiro voo com destino a Bangladesh, quando oficiais talibãs as impediram de entrar no aeroporto. O grupo passou dois dias em um ônibus nos arredores do local, tentando conseguir entrar em um avião.

Em uma segunda tentativa, dias após a primeira, voos comerciais pararam de operar em Cabul. O aeroporto estava praticamente inoperante desde que as tropas dos EUA concluíram sua saída em 30 de agosto, em uma retirada que permitiu a fuga de mais de 120 mil pessoas do país.

Desta forma, o reitor da Universidade conseguiu que as meninas deixassem o Afeganistão por meio de um avião militar dos Estados Unidos.

Assim, Nilab, Batool, Sepehra e suas colegas deixaram o país rumo à base militar de Fort McCoy. Elas viajaram com poucos pertences e sem se despedir de seus familiares.

Desde a fuga, Sepehra conta que ela e as colegas não sabem o que está para acontecer em suas vidas. “Nós falamos com nossas famílias diariamente e perguntamos sobre a situação no Afeganistão, mas não temos ideia de como o futuro vai ser e se ainda conseguiremos falar com eles.”

“Como refugiadas aqui no Estados Unidos não conseguimos ter meios para tirá-los do país, mas nossa universidade está nos ajudando com a contratação de um advogado para que possamos ter acesso a um green card e ajudar nossas famílias”.

“Nossas vidas voltaram 20 anos”

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Com o passado sombrio do Talibã, que controlou o Afeganistão entre 1996 e 2001, as fundadoras da escola não acreditam nas promessas do grupo de que serão mais moderados neste novo governo.

“No primeiro dia em que eles tomaram Cabul, nós perdemos os nossos empregos, então nossas vidas voltaram 20 anos. Eles prometem para a mídia que deixarão as afegãs voltarem ao trabalho, mas nossas colegas continuam em casa”, diz Nilab. “Além disso, as escolas continuam fechadas para as meninas, mas mesmo para os meninos a situação é complicada, já que os professores estão sem receber seus salários.”

A partir da sexta série do ensino afegão, quando as meninas têm cerca de 13 anos, elas estão proibidas de continuar os estudos. A irmã mais nova de Sepehra está inserida nesta realidade.

“Eles dizem que as mulheres podem ir às universidades, mas como elas podem cursar o ensino superior se estão proibidas de irem à escola?”, questiona Batool.https://noticias.r7.com/internacional/apos-fuga-tres-jovens-afegas-criam-escola-em-base-militar-nos-eua-08112021

Mesmo com todas as limitações impostas pelo grupo extremista, as afegãs continuam indo às ruas para lutar pelo direito ao estudo e ao trabalho. “Elas sabem que se saírem podem ser assassinadas pelo Talibã, mas, mesmo assim, continuam tentando ser ouvidas”, completa a jovem.

Fonte: R7
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EMBAIXADORA DA JUVENTUDE DA ONU COBRA DOS LÍDERES MUNDIAIS UM DISCURSO MAIS PLURAL SOBRE O CLIMA

COP26: brasileira se junta a outros jovens pela preservação do planeta

Mahryan Sampaio, embaixadora da juventude da ONU, defende um discurso mais plural sobre o clima e cobra líderes mundiais

INTERNACIONAL

 Pablo Marques, do R7

Mahryan Sampaio (terceira da esq. para dir.) irá participar da COP26, na Escócia

REPRODUÇÃO INSTAGRAM/@MAHRYAN

Mahryan Sampaio, de 21 anos, é embaixadora da juventude da ONU e ao lado de outras três brasileiras forma uma comitiva que estará nesta semana em Glasgow, na Escócia. Elas participam da COP26, a cúpula das Nações Unidas sobre mudanças climáticas.

A brasileira irá se juntar a um grande grupo de jovens com idade em torno dos 20 anos para pressionar os líderes mundiais presentes na conferência a adotarem compromissos de preservação do planeta. “A importância dos jovens nesses espaços é tremenda”, diz.

A mobilização dos jovens para participar de um evento sobre o clima e o meio ambiente é uma tentativa de expor as demandas de uma parcela da população que costumava ficar de fora dos debates.

“A juventude não é o futuro. A juventude é o presente e o presente já está sendo afetado. Os desastres ambientais não estão restritos a apenas uma área e já viraram rotina no mundo todo”, afirma Mahryan.

“Existem pessoas incríveis no Brasil, na Ásia e na África que falam a partir de suas próprias perspectivas e isso tem sido considerado cada vez mais nesse espaço de decisão, inclusive na COP”, afirma.

Antes de encarar os principais nomes da política mundial, jovens de mais de 140 países se reuniram na COY (Conferência Jovem para Mudança Climática, na sigla em inglês), conferência que está na 16ª edição e que é voltada para capacitar, preparar e ouvir a voz da juventude. Esse encontro resultou em um documento que será levado para a COP e é uma das formas de amplificar o discurso da juventude.

“Nós temos muito a dizer e isso até então não era valorizado. Hoje nós conseguimos projetar muitas mais vozes” diz a brasileira. “Mas ainda é preciso avançar”, completa.

Mahryan destaca a importância de cobrar que as metas do Acordo de Paris, em vigor desde 2016 e ratificado por mais de 140 nações, inclusive o Brasil, deixem de ser postergadas e passem a ser cumpridas.

Quanto a sua participação na cúpula, a brasileira se diz “otimista” e afirma: “Estando a juventude nesses espaços de decisão, nós não deixamos que certas coisas aconteçam. Nós pressionamos e estamos ali falando nos ouvidos dos líderes mundiais”.

Fonte: R7

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SAÚDE: SEGUNDO PESQUISA, METADE DOS JOVENS BRASILEIROS DE 18 A 24 ANOS CONSIDERAM SUA SAÚDE MENTAL RUIM

Metade dos jovens brasileiros relata problemas de saúde mental

Foto: Getty Images

Uma pesquisa realizada em capitais brasileiras mostrou que metade dos jovens de 18 a 24 anos consideram sua saúde mental como “ruim” (39%) ou “muito ruim” (11%). No mesmo grupo, somente 4% classifica sua saúde mental como muito boa. A análise lança luz sobre o atual período, altamente afetado pela pandemia da Covid-19.

O estudo — que avaliou respostas de homens e mulheres com 18 anos ou mais — mostra que os jovens se sentem mais afetados do que os outros grupos. Considerando o público geral, o número de pessoas que classificou a saúde mental como “muito ruim” foi de 5% e “ruim”, 25%.

Do total dos pesquisados, as queixas mais comuns foram: tristeza (42%), insônia (38%), irritação (38%), angústia ou medo (36%), além de crises de choro (21%).

Ao todo, 2 mil pessoas responderam ao questionário em São Paulo, capital, e nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador. O levantamento é da consultoria Ipec e foi apresentado pela Pfizer nesta quarta-feira.

O estudo também analisou a busca dos participantes por ajuda especializada: 21% chegaram a procurar ajuda profissional, e 11% fazem acompanhamento de maneira contínua. Os diagnósticos mais detectados foram de ansiedade, com 16% dos respondentes, e depressão, detectado em 8%. Também foram relatadas síndrome do pânico (3%) e fobia social (2%).

Em entrevista coletiva realizada pela farmacêutica, o médico e pesquisador do departamento de Psiquiatria da Unifesp Michel Haddad explicou que o aparecimento desse tipo de transtorno está ligado a uma série de fatores combinados.

— A escalada de transtornos mentais já acontece há pelo menos duas décadas, a pandemia só escancarou o problema — disse o especialista.

Em busca de soluções

O levantamento mostra as soluções buscadas pelos respondentes para aplacar o impacto psicológico imposto pela pandemia. Do total, 19% praticam atividade física ao ar livre, e 18% em casa. Outros (17%) apostam na leitura de livros. Embora, seja importante reafirmar, assim como desordens de saúde física, o tratamento de doenças que afetem a saúde mental necessitam de acompanhamento médico e, por vezes, de tratamento farmacológico.

Ao todo, quatro em cada cinco participantes declararam que a pandemia impactou sua saúde mental de alguma forma. Em especial, a preocupação com acúmulo de dívidas foi a mais relatada, com 23% dos respondentes. Na sequência, aparecem o medo de testar positivo para a Covid-19 (18%) e a morte de alguém próximo (12%).

Fonte: Blog do BG

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EM NATAL, PESSOAS COM 20 ANOS SERÃO VACINADAS NA SEGUNDA-FEIRA E NA TREÇA-FEIRA AS DE 19 ANOS

Natal vacina pessoas de 20 anos na segunda-feira e de 19 anos na terça-feira

Redação / Portal da Tropical

 Atualizado em:

Foto: Heilysmar Lima

Natal vacinará nesta segunda-feira (16), as pessoas com 20 anos e na terça-feira (17) é uma vez dos jovens com 19 anos. A prefeitura acredita que ainda na próxima semana a capital alcance a faixa etária dos 18 anos e com isso conclua a fase atual do Plano Nacional de Imunização. Na capital potiguar, a vacinação segue de segunda-feira a sábado,

“Nossa estrutura vacinal está pronta. Acreditamos que com a chegada de novas doses estaremos nos próximos dias vacinando os jovens de 18 anos. Natal é uma das cidades do nordeste que mais avança na imunização ”, comenta Álvaro Dias, prefeito de Natal.

O secretário de Saúde, George Antunes, faz um apelo à população para que complete o esquema vacinal. “Tão importante como a primeira dose é a segunda, só assim nos sentiremos protegidos. A estrutura está pronta são mais de 40 pontos de vacinação, então eu peço, vão se vacinar ”, relata,

A vacinação contra Covid-19 acontece em 35 UBS e nos cinco drives (SESI, Nélio Dias, Via Direta, Palácio dos Esportes e Arena das Dunas), todos os endereços, horário de funcionamento, tempo de fila nos drive e dúvidas podem ser acessadas através do https://vacina.natal.rn.gov.br/ . É importante que a população faça o cadastro no RN Mais Vacinas.

Segunda dose

As 35 UBS e os drives (Palácio dos Esportes, Via Direta, Sesi, Nélio Dias e Arena das Dunas) aplicam a D2 dos imunobiológicos de Oxford, Coronavac e Pfizer (exceto Arena que não dispõe de Pfizer). Para receber a vacina basta estar com cartão de vacinação, documento com foto, comprovante de residência do município e dentro do prazo para a aplicação da D2.

Confira os prazos abaixo para ver quem está apto a receber a segunda dose:

Oxford
Pode receber a D2 quem conferir a primeira dose até 25 de maio, ou 85 dias.

Coronavac
Pode receber a D2 que completou 28 dias da primeira dose.

Pfizer
Pode receber a D2 quem confere a primeira dose até 21 de maio.

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CAMPANHA SOBRE DESAPARECIMENTO DE JOVENS NO RN É APROVADA PELA COMISSÃO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

Comissão aprova criação de campanha sobre desaparecimento de jovens no RN

02 jun 2021

ALRN: Comissão aprova criação de campanha sobre desaparecimento de jovens no estado do RN

O desaparecimento de crianças e adolescentes no Rio Grande do Norte foi tema de debate na reunião da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Socioeconômico, Meio Ambiente e Turismo da Assembleia Legislativa, que ocorreu na tarde desta terça-feira (1º). Os parlamentares aprovaram proposta que prevê criação de campanha conscientizando a população sobre o tema.

A matéria em análise foi proposta pelo deputado Kleber Rodrigues (PL) e relatada na comissão pelo deputado Coronel Azevedo (PSC). Pela proposta, fica instituída a “Campanha Estadual educativa sobre desaparecimento de crianças e adolescentes” nas escolas das redes pública e privada no Rio Grande do Norte, que deverá ocorrer durante todo ano letivo.

O objetivo da campanha é direcionar sobre como agir em caso de desaparecimento, orientar como denunciar situações dessa natureza, divulgar a legislação de proteção às crianças e adolescentes, além de desenvolver palestras ao longo do ano para tratar do tema. O Estado também deverá disponibilizar cartilhas informativas sobre o tema. Na proposta, também está prevista a viabilização de parcerias e convênios para dar efetividade à norma.

“Na justificativa, o autor argumentou que há estimativa de que 50 mil crianças desaparecem por ano, mas o número é muito maior. Não existem campanhas esclarecedoras que ensinem os pais como agir e nem as crianças e adolescentes em como se proteger, e essa falta de conhecimento dificulta ainda mais recuperação da criança num tempo hábil. Ainda na justificativa, o deputado Kleber Rodrigues também explicou que quadrilhas que atuam dentro e fora do Brasil aliciam ou sequestram crianças  para fins de venda de órgãos, trabalho escravo infantil, prostituição infantil e adoção ilegal, que é a maior incidência   de desaparecimentos. São alguns dos argumentos que fazem a matéria ser relevante e, por isso, voto favoravelmente”, disse Coronel Azevedo.

Membros da comissão, os deputados Isolda Dantas (PT) e Jacó Jácome (PSD) elogiaram a matéria e votaram favoravelmente, mas cobraram que o Poder Público atue para fazer cumprir efetivamente o que será aprovado.

“Sou entusiasta dessa matéria, mas deixamos sempre a ressalva de que é importante que essas campanhas educativas saiam do papel e ganhem as ruas”, ressaltou Jacó Jácome. “Acompanho o relator e parabenizo o deputado autor. Também me somo ao deputado Jacó no apelo para que essa campanha ganhe as ruas”, finalizou Isolda Dantas.

Agora, o material seguirá na tramitação na Casa até apreciação em plenário.

Fonte: Política em Foco
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MINISTÉRIO DA ECONOMIA ESTUDA AUXÍLIO FINANCEIRO PARA JOVENS “NEM-NEM” QUE FIZER CURSO PREPARATÓRIO

Governo quer dar bolsa de até R$ 300 para jovem ‘nem-nem’ que fizer cursos

Ministério da Economia quer incluir jovens que nem estudam e nem trabalham em novo programa de apoio a trabalhadores informais

Adriana de Luca, da CNN, em São Paulo 

03 de maio de 2021 às 22:53

 

Ministério da Economia está estudando o lançamento de um novo tipo de auxílio financeiro: o bônus de inclusão produtiva. A princípio, apenas os trabalhadores informais seriam os beneficiados, mas o governo também pretende incluir os jovens que nem estudam e nem trabalham, os chamados “nem-nem”.

Eles receberão entre R$ 200 e R$ 300 com a condição de fazer um curso preparatório. As empresas poderão contratar e treinar essas pessoas, oferecendo, portanto, uma oportunidade de ingresso no mercado de trabalho.

O número de jovens “nem-nem” atingiu recorde no ano passado por causa da pandemia de Covid-19. Foi o caso da radialista Gabriela Godoy Biasoli, 23, por exemplo, que se formou na faculdade em 2019 e tinha planos de começar uma pós-graduação na Europa em 2020.

Desempregada, o planejamento foi frustrado por conta do coronavírus. “Temos muitos profissionais com anos de experiência disponíveis para o mercado e eu sou recém-formada, então fica muito competitivo”, disse Biasoli.

De acordo com uma consultoria de análise de dados, entre 2012 e 2020 o número de jovens fora da escola ou faculdade vinha diminuindo lentamente. No entanto, o percentual de pessoas dessa faixa etária que está fora do mercado de trabalho saltou no começo da disseminação da Covid-19 no Brasil no ano passado.

No fim de 2020, 25% das pessoas entre 15 e 29 anos nem estudavam e nem trabalhavam. No segundo trimestre de 2020, esse índice atingiu um recorde de 29%.

Fonte: CNN
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EM ABERTURA DO SEMINÁRIO PACTO PELA VIDA A GOVERNADORA DO RN FAZ APELO AOS JOVENS A PARTICIPAREM DO ESFORÇO DO GOVERNO NO COMBATE AO CORONAVIRUS NO ESTADO

Governadora abre seminário e convoca jovens para reforçar Pacto pela Vida

05 mar 2021

Governadora abre seminário e convoca jovens para reforçar Pacto pela Vida - Tribuna de Noticias

Na abertura do 1° Seminário Estadual de Gestores Municipais de Juventude do Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra e o vice-governador Antenor Roberto fizeram um apelo aos jovens de todos os municípios do RN a participar do esforço do Governo do Estado para vencer a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) que está em fase de crescimento e muito mais perigosa do que na primeira fase.

Organizado pela Subsecretaria da Juventude, o seminário foi aberto na tarde deste quinta-feira (05), em um fórum virtual, que contou com a participação de representantes de mais de 40 municípios potiguares, uma roda de conversa com a socióloga Regina Novaes (UniRio), e a presença da deputada estadual Isolda Dantas, além de assessores de parlamentares comprometidos com as causas da juventude.

“Através dos jovens, o vírus contamina os idosos, o pai, a mãe, os que têm comorbidades, mas agora os jovens também estão morrendo de Covid. Vamos dar um grito de alerta neste fórum de hoje, vamos entrar fortes na fiscalização. Esta é a hora de vocês entrarem junto às prefeituras para garantir os protocolos, para garantir que as pessoas fiquem em casa. Vocês são uma força determinante para frearmos essa nova onda de contaminação e mortalidade que a pandemia trouxe em nível de tragédia”, invocou Antenor Roberto, que também convocou os jovens a contribuir com o debate de outro tema importante: a construção do novo plano de segurança pública do RN.

“A juventude é movida pelo sentimento da paixão, da compaixão, a juventude que proclama o direito à vida e que, mais do que qualquer outro segmento, tem que dar o exemplo agora com muita solidariedade, com muito amor aos seus. Neste momento é muito importante a participação de vocês nessa corrente de defesa da vida. Não temos o direito de negligenciar, nem de nos omitir da realidade que vivemos. O Governo está fazendo sua parte. Enquanto a vacina não acelera, temos de recorrer, cada vez mais, a essas medidas protetivas, de isolamento social e vocês são importantes”, conclamou a governadora, para em seguida parafrasear um poema de Vinícius de Morais: “Eu diria: são inúmeras as possibilidades desta vida para quem tem paixão. E paixão é o que não falta à nossa juventude. Cidadania, dignidade. Vacina, sim!”

Fátima renovou o compromisso com o desenvolvimento de políticas públicas de interesse da juventude e citou algumas iniciativas como o CredJovem, parceria com a Agência de Fomento (AGN) e Sebrae para a concessão de crédito a empreendimentos geridos por jovens das zonas urbana e rural; o RN Aprendiz, criado em parceria com empresas privadas para incentivar a contratação de aprendizes; o Jovem Potiguar, cujo objetivo é capacitá-los para o mercado de trabalho; o PPCAAM, de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte.

“Por que a juventude não pode empreender? Ela não só pode como deve empreender. E é aí que entra o papel do Estado no fortalecimento dessas políticas estruturantes para a conquista plena da cidadania. A juventude não quer esmola, nem favor. Ela quer direito e é nesse contexto que nosso governo trabalha”, disse a professora Fátima Bezerra. Ela também reafirmou o plano de fazer investir na educação profissional. “Meu sonho é tornar a rede estadual de educação profissional e tecnológica padrão IFRN. A ideia inicial é construir 12 novos centros de ensino profissionalizantes no estado.” O dinheiro para isso, fruto de uma ação referente ao antigo Fundef, também seria usado em programas de combate ao analfabetismo e na formação de professores.

Na abertura do seminário, a titular da Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH), Eveline Guerra, destacou a importância do seminário para articular políticas afirmativas e fortalecer a organização da juventude no Estado. “O seminário é importante porque parte da compreensão de que o governo não é um ator sozinho na política do Estado e que privilegia o diálogo com os municípios para garantir que a política chegue a todos os jovens do nosso estado”, disse o subsecretário da Juventude, Gabriel Medeiros. No seminário será criado o Fórum Estadual de Gestores Municipais de Políticas Públicas para a Juventude.

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GOVERNADOR DO AMAZONAS CULPA FESTAS CLANDESTINAS PELA EXPLOSÃO DE CASOS DE COVID-19 NO ESTADO

Jovens levaram doença para casa, diz governador do Amazonas

Da CNN, em São Paulo

 Atualizado 14 de janeiro de 2021 às 21:27

Governador do AM rebate críticas de Arthur Virgílio

Diante do colapso do sistema de saúde no Amazonas, o governador do estado, Wilson Lima (PSC), culpou as festas clandestinas ocorridas no final de 2020 como as principais culpadas pela explosão de casos de Covid-19 no estado neste início de ano.

“Algo que contribuiu muito para o aumento significativo dos casos no Amazonas foram as festas clandestinas. As pessoas nas festas passavam copos de bebida de boca em boca. Aquilo foi fatal, não tinha outro caminho senão as pessoas serem infectadas,” disse o governador.

Ainda na trilha dos eventos clandestinos, Lima disse que o que se viu no Amazonas foi um processo de jovens levarem o vírus para casa, algo que pode ser notado de acordo os grupos etários mais infectados e com mais mortes pelo novo coronavírus no estado.

“No Amazonas os mais infectados estão entre 20 e 49 anos. Os que mais morrem estão acima dos 73 anos. Isso nos leva a crer que os jovens estavam sendo infectados e levando a doença para casa.”

Por conta do alto número de casos graves em pessoas mais velhas, a capital do estado, Manaus, vive atualmente uma crise de falta de tubos de oxigênio. Segundo o governador, a demanda por este material quadruplicou nas últimas duas semanas.

“No pico da pandemia levamos 30 dias para dobrar o consumo de oxigênio no estado. Agora em menos de 15 dias o consumo de oxigênio quadruplicou. Fomos surpreendidos por esse aumento excepcional.”

Fonte: CNN

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PSICOLOGIA: O SISTEMA ESCOLAR COMPULSÓRIO É A MÁQUINA DE MOER AS PAIXÕES E OBSESSÕES DOS SEUS JOVENS FILHOS

O Sistema Escolar Compulsório acaba com as mais decisivas habilidades dos nossos jovens como o entusiasmo e a obsessão, como uma máquina de moer. Não podemos deixar que continue acontecendo. Por isso lhe convido a ler o artigo completo a seguir e saber o que fazer para evitar!

O entusiasmo e a obsessão são suas mais decisivas habilidades

E a escola afeta o desenvolvimento de ambas. Não deixe isso acontecer

 

Foram incontáveis as vezes que ouvi essas duas frases de efeito sobre a importância da educação escolar:

“A escola não é sobre aprender coisas específicas. É sobre aprender a como aprender.”

“A escola não é sobre como resolver algum problema específico. É sobre aprender a como pensar.”

Os seguidores dessas idéias frequentemente partem do princípio de que a melhor maneira de as crianças aprenderem a como aprender e a como pensar é por meio da escola.

Tais pessoas consideram perfeitamente aceitável o fato de que as coisas que as crianças aprendem na escola não serão diretamente úteis para elas fora da escola, pois acreditam que essas “meta-habilidades” de aprender e de pensar são perfeitamente transferíveis para o futuro, quando então, já na vida adulta, poderão ser utilizadas para conseguir os conhecimentos e as habilidades demandadas pelo mercado.

Só que este aprendizado imposto é totalmente antitético àquela outra habilidade realmente transferível e muito mais fundamentalmente importante: o entusiasmo.

O entusiasmo é a devoção genuína e espontânea a uma busca. É o impulso voluntário que nos leva a querer se aprofundar em algo, por pura paixão. O entusiasmo é a mais fundamental das habilidades transferíveis, pois é o mais poderoso motivador do aprendizado e da criatividade. Em qualquer área.

Por definição, o entusiasmo e a paixão não podem ser ensinados por meio de lições obrigatórias e compulsórias. O entusiasmo é como se fosse uma planta que só pode ser silvestre; que não pode ser cultivada por qualquer outra coisa senão a liberdade.

Acabando com o entusiasmo das crianças

Toda criança normal já nasce dotada de entusiasmos naturais. Elas são inerentemente dotadas de curiosidades. Elas são ávidas para explorar as coisas do mundo. Elas adoram observar e interagir com o mundo ao seu redor com grande entusiasmo e dedicação.

E, sob a adequada liberdade, esse entusiasmo irá crescer com o tempo e a experiência. Em algumas ocasiões, o entusiasmo chegará ao ponto da obsessão. As crianças irão se tornar obcecadas ou por alguma atividade específica (um esporte, um videogame, uma arte criativa etc.) ou por um assunto (dinossauros, uma linha de brinquedos, carros, aviões etc.).

Para os olhos de um adulto, esta obsessão poderá parecer inútil ou excessiva. Afinal, como é que um conhecimento profundo sobre Pokémon irá melhorar o futuro de uma criança? Mas eis aí o grande erro: a parte crucial não é o fato de a criança estar aprendendo tudo sobre Pokémon, mas sim o fato de que a criança, ao seguir o seu êxtase (para utilizar uma frase de Joseph Campbell), está aprendendo a como ficar absorta em algo; a como se aprofundar completamente em um assunto.

Esta, de novo, é a mais fundamental das habilidades transferíveis. No futuro, será esta propensão — construída na infância — à imersão voluntária e entusiasmada que o indivíduo poderá utilizar para dominar qualquer arte, assunto, trabalho manual, ocupação: desde design gráfico até administração de negócios e programação de computadores.

Só que os pais, os professores e todos os burocratas que criam os currículos do sistema escolar frequentemente fazem de tudo para oprimir e esmagar o desenvolvimento desta paixão. As crianças são tolhidas de seguir seus próprios interesses e compulsoriamente redirecionadas para fazer apenas aquilo que os adultos consideram ser mais importante. E mesmo essas atividades impostas também não são aprofundadas. Com o intuito de deixar a criança “mais experiente” e “mais madura”, as atividades são continuamente interrompidas e alteradas. Apenas explorações superficiais são permitidas.

O doutor Peter Gray, professor de psicologia do Boston College e especialista no assunto, escreveu todo um livro, intitulado  Livre para Aprender, relatando inúmeros exemplos práticos de como o sistema escolar compulsório mata o entusiasmo e a motivação das crianças. Em seu artigo “A escola é uma prisão e está destruindo nossas crianças“, ele diz:

Esta incrível vontade de aprender e esta enorme capacidade de aprendizado não são desligadas quando a criança faz 5 ou 6 anos de idade. Nós é que as desligamos por meio de nosso coercitivo sistema de educação compulsória. A maior e mais duradoura lição trazida pelo nosso sistema escolar é que aprender é algo maçante, que deve ser evitado ao máximo possível.

Ainda segundo Gray, o entusiasmo e o impulso natural pelo aprendizado são continuamente substituídos por um sistema de controle social que ensina às crianças que seus interesses e observações não mais importam.

Em nome da educação escolar, estamos cada vez mais roubando das crianças o tempo e a liberdade de que necessitam para se educarem por conta própria por meio de seus próprios métodos. Criamos um arranjo educacional no qual as crianças devem suprimir seus instintos naturais — os quais as estimulam a estar no controle do próprio aprendizado — para, em vez disso, simplesmente seguirem automaticamente métodos e caminhos criados para elas por adultos, e os quais não levam a lugar nenhum.

Já o conhecido educador e defensor do ensino doméstico (homeschooling) John Holt escreveu o seguinte em seu livro — hoje best-seller — Como as Crianças Aprendem:

Queremos acreditar que estamos enviando nossas crianças para a escola para que elas aprendam a pensar. Mas o que realmente estamos fazendo é ensinando-as a pensar de maneira errada. Pior: estamos ensinando-as a abandonar uma maneira natural e poderosa de pensar e a adotar um método que não funciona para elas e o qual nós mesmos raramente usamos.

Ainda pior do que tudo isso: nós tentamos convencê-las de que, ao menos dentro da escola, ou mesmo em qualquer situação em que palavras, símbolos ou pensamento abstrato estejam envolvidos, elas simplesmente não podem pensar. Devem apenas repetir.

No final, quando a criança sai do sistema escolar compulsório, sua capacidade de entusiasmo — a paixão genuína e espontânea a uma busca — está completamente atrofiada. Ela não mais pode seguir suas paixões simplesmente porque ela já se esqueceu de que tal coisa existe. A única coisa que pode impulsioná-la a realizar algo é a motivação externa dada por figuras de autoridades. Tudo o que ela aprendeu é que deve fazer apenas aquilo que os outros consideram bom para ela.

Consequentemente, no trabalho e na vida em geral, essa pessoa ficará à deriva. Será um adulto que irá apenas a reboque dos outros, sem rumo certo na vida.

Meu caso

Lembro-me de ter tido, no início de minha infância, uma sucessão de manias que à época eu chamava de “febres”. Eu descobria um determinado assunto e então ele dominava minhas atenções e interesses por meses. E então, com o tempo, eu ficava saciado e me dava por satisfeito, e ia então para o assunto seguinte. Tive várias fases. Fui obcecado com dinossauros, depois com animais em geral (colecionava os nomes científicos de todas as espécies que saíam nas revistas da National Geographic), depois com He-Man, Transformers etc.

E então minha suscetibilidade a contrair essas febres foi sendo interrompida e finalmente vencida por essa verdadeira máquina de moer chamada de “sistema escolar compulsório”. Fui dominado pela apatia e tive uma crise existencial. E isso durou até a universidade.

Porém, quando finalmente me formei, minha capacidade de paixão e entusiasmo voltou, e veio forte. Reaprender a habilidade da obsessão e do entusiasmo foi uma das mais importantes etapas do meu processo de “desescolarização”.

Vencida a crise existencial, tornei-me obcecado em estudar teologia e cosmologia. Após perceber que eu não compreendia o mundo à minha volta, tornei-me obcecado em aprender sobre a história do mundo, e me tornei autodidata no assunto. Após descobrir as idéias da liberdade, tornei-me obcecado em estudar por conta própria os princípios da Escola Austríaca de Pensamento Econômico e a filosofia política do libertarianismo. Deixar-me ser levado por meu êxtase ao longo desses caminhos de obsessão finalmente me levou a uma carreira profissional bem-sucedida e gratificante.

Meu único arrependimento é que esta feliz progressão tenha sido tão longamente postergada por aquele martírio devorador de entusiasmos e arrefecedor de espíritos que é o sistema escolar compulsório.

Conclusão

Não ceda à tentação de frustrar as paixões de seus jovens filhos; não restrinja suas obsessões. Confie nas escolhas deles. Deixe-os cultivar sua capacidade nata de se devotar com entusiasmo, paixão e júbilo às suas próprias buscas. A paixão e o entusiasmo são os ativos mais preciosos deles: a habilidade fundamental que irá gerar todas as outras habilidades. Não roube isso deles. Deixe-os livre para construir suas paixões. Isso lhe deixará orgulhoso no futuro.

Fonte: mises.org.br

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SECRETARIA DE SAÚDE DO RN FAZ UM ALERTA SOBRE OCORRÊNCIA DE SÍNDROME INFLAMATÓRIA PÓS-INFECÇÃO POR COVID-19 EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Síndrome inflamatória provocada pela covid-19 atinge crianças e jovens no RN

Letícia França*

 Atualizado em:

Crianças e jovens de 0 a 19 anos podem ser acometidos pela síndrome 

Um alerta foi emitido à população do Rio Grande do Norte, nesta sexta-feira (31), sobre a ocorrência de complicações pós-infecção por covid-19 em crianças e jovens de 0 a 19 anos. Durante coletiva de imprensa para atualização dos dados epidemiológicos da pandemia, a Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap) trouxe à tona a preocupação com a chamada síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica associada à Covid.

A síndrome, que foi objeto de nota de alerta emitida pelo Ministério da Saúde, pode provocar, nas crianças e jovens atingidos, marcadores inflamatórios, febre e complicações cardíacas após infecção pelo novo coronavírus. “A Covid-19 é uma doença nova e ainda em investigação. Há agora uma preocupação dos Governo Estadual e Federal para a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica associada à Covid”, informou subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Alessandra Lucchesi.

“A população deve ficar atenta a sintomas como febre persistente, acima de três dias de duração. Nestes casos, os pais devem procurar atendimento médico. Já temos casos diagnosticados no Rio Grande do Norte que foram atendidos no Hospital Maria Alice Fernandes, em Natal. Foram dez crianças; nove receberam alta e uma está sob acompanhamento” informou a subcoordenadora. “Os casos estão sendo notificados e a Sesap está elaborando os protocolos clínicos para orientação à população, profissionais de saúde e municípios”, complementou.

O médico infectologista Marco Araújo, em entrevista à TV Tropical, trouxe esclarecimentos sobre a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica associada à covid-19. “A maioria das vezes ela é manifestada em fases tardias após a infecção pelo novo coronavírus. A maior parte das pessoas acometidas apresentam sintomas leves e moderados e com excelente recuperação, porém uma pequena parte dessas crianças acometidas necessitam, infelizmente, de internação e manejo em UTI”, ressaltou.

Ele ainda alertou ainda para a necessidade de leitos críticos voltados para o público pediátrico. “Aquelas crianças que porventura vão necessitar de internação e manejo em UTI devido a essa síndrome causada pela covid-19 precisam, basicamente, de suporte em UTI, com uso de medicações para manter a pressão arterial, e de ventilação mecânica para manter o suporte ventilatório adequado, para fazer a criança respirar. Outros precisam de medicações anti-inflamatórias potentes. Para essas crianças que desenvolvem a fase grave, infelizmente, o manejo tem que ser em UTI, mas esse é o grande problema do nosso estado, onde os leitos de pediatria são escassos”, lamentou.

O infectologista também demonstrou preocupação com o retorno às aulas presenciais: “A covid-19 que tem uma taxa de transmissibilidade muito alta, então, a partir do momento que a gente expõe nossas crianças a esse risco, no retorno às aulas, alguma parcela vai ser infectada e alguma parcela vai desenvolver a síndrome com necessidade de internação em UTI. E, quando necessitarem disso, cadê os leitos de UTI pediátricos do nosso estado?”, questionou.

Fonte: Portal da Tropical  notícias

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