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SEGUNDO ESPECIALISTA, ALTA NO PREÇO DO PETRÓLEO E A BUSCA PELA SUSTENTABILIDADE IMPULSIONAM O USO DE BIOCOMBUSTÍVEIS QUE REPRESENTA GRANDE OPORTUNIDADE PARA O BRASIL

Marcos Fava Neves: Alta no uso de biocombustíveis é grande oportunidade para Brasil

O Especialista CNN em agronegócio explica como o Brasil pode aproveitar a alta no uso de biocombustíveis para crescer no mercado internacional

Fernanda Pinotti

da CNN

em São Paulo

 

Especialista CNN em agronegócio Marcos Fava Neves explicou que a alta no preço do petróleo e a busca por sustentabilidade impulsionam o uso de biocombustíveis, o que representa uma grande oportunidade para a sociedade brasileira.

“Quando os Estados Unidos começaram a misturar 10% de etanol na gasolina em 2005, 140 milhões de toneladas de milho passaram a ser destinadas a esse uso, e o Brasil acabou ocupando esse espaço no mercado internacional”, explica.

Enquanto os americanos discutem aumentar essa porcentagem, outros países estão promovendo iniciativas semelhantes. Para Neves, o Brasil pode expandir a economia de maneira sustentável para ocupar o espaço no mercado internacional que deixa de ser ocupados por esses países.

“É uma grande oportunidade para aumentar exportações, geração de renda e criação de empregos.”

Fonte: CNN

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: FINALMENTE NATAL PODE SONHAR COM O PROGRESSO SUSTENTÁVEL

Finalmente o novo Plano Diretor de Natal foi aprovado pelo plenário da Câmara de vereadores nesta quinta-feira, 23/12, e vai trazer novos rumos e bons ventos para o progresso da cidade de Natal com a mudança do zoneamento. O novo Plano Diretor levou mais de dois anos e meio para tomar forma e ficar pronto, tudo isso visando fazer da cidade um lugar mais bonito, mais saudável e ecologicamente correto para se viver.Veja a seguir como ficou o novo Plano Diretor da cidade de Natal!

Ruth Maria da Costa Ataide¹
Alexsandro Ferreira Cardoso da Silva²
Esthefanny Emmanuelly Priscylla de Araújo Bezerra³

No último dia 29 de setembro de 2021, o Prefeito da Cidade do Natal, Álvaro Dias, enviou a minuta do novo Plano Diretor de Natal, depois de um conturbado processo de elaboração ocorrido em meio a pandemia da Covid-19. A toda velocidade, o executivo municipal espera que o texto da minuta, agora na forma de Projeto de Lei – PL 09/21, com 261 artigos, seja discutido e votado até o dia 23 de dezembro, dois dias antes do aniversário de 422 anos da Cidade do Natal. Pode ser um “presente de grego”, se os vereadores não conseguirem reverter uma série de problemas, riscos e ameaças contidos nesta proposta (ATAÍDE et al., 2021). Nesta segunda parte, vamos abordar as propostas para o zoneamento urbano contidas no texto que, na prática, foi suprimido do Projeto de Lei 09/2021. O objetivo dessas reflexões é contribuir para um debate qualificado e acessível sobre os riscos do texto submetido ao legislativo, auxiliando os acadêmicos, vereadores e a população na compreensão dos rumos do Planejamento Urbano de Natal e os possíveis efeitos à cidade e ao meio ambiente.

Ver também:

Importante lembrar, de partida, que o uso e a ocupação do solo urbano são matérias privativas do Município, que exerce seu poder de regulamentar, fiscalizar e punir atos que possam prejudicar ou estar em desacordo com as normas definidas pelos regramentos urbanísticos, entre eles o Plano Diretor, o Código de Obras e o Código do Meio Ambiente. Entretanto, além dessas funções, é dever do Poder Público municipal estabelecer e gerir instrumentos de salvaguarda urbanística e ambiental, de longo prazo, de modo a ampliar a qualidade de vida da sua população. Não é, portanto, matéria desta ou daquela gestão, mas sim de um Planejamento que deve orientar uma justa distribuição do bônus e dos ônus do processo de urbanização. A Constituição Federal de 1988 (BRASIL, 1988) e o Estatuto da Cidade, estabelecido pela Lei 10.257/01 (BRASIL, 2001) oferecem o instrumental para cumprir tais objetivos.

O Zoneamento é um dos mais antigos desses instrumentos, tanto quanto à própria noção de Urbanismo. É utilizado para delimitar diferentes frações da cidade, conforme certas características, funções ou ordenações urbanísticas e ambientais necessárias à aplicação dos demais artigos constantes no Plano Diretor, definido hoje como o principal instrumento de desenvolvimento urbano. É a primeira “base” onde são lançadas as demais estruturas do Plano. Mas, historicamente, há várias formas e modelos de aplicar o zoneamento urbano, que pode definir o uso e a função de uma determinada área, restringir o acesso de veículos ao centro, definir limitações na intensidade de utilização do solo urbano ou, até mesmo, proteger áreas socioambientalmente vulneráveis. Devido a sua importância e alcance não deve o zoneamento ser alterado de modo a perder ou se distanciar de tais fundamentos, ou diminuir as premissas de salvaguardas existentes no Plano Diretor, prejudicando ou impedindo o controle urbanístico da cidade. Como lembra Hely Lopes Meirelles, “O município só deve impor ou alterar zoneamento quando essa medida for exigida pelo interesse público, com real vantagem para a cidade e seus habitantes” (MEIRELLES, 2011, 130).

No Município de Natal, não temos Zona Rural, desde o Plano Diretor de 1984 – Lei 3.175/84 (NATAL, 1984), que passou a considerar o seu território como integralmente urbano. Foi partir deste Plano que o município também teve aprovada a sua primeira Lei de uso e ocupação do solo, estruturada num zoneamento de base racional-funcionalista. Desde então outros planos o sucederam, até o vigente, atualmente em revisão. O PDN 1984 recortava a cidade em diversas Zonas, por uso, função, tipo de instalação fabril ou de serviços, se residencial ou não, etc. A crítica que se fazia a este Plano era, além da setorização funcional dissociada das práticas sociais, a rigidez técnica das prescrições urbanísticas, sem os correspondentes mecanismos de controle e gestão sobre o ritmo do crescimento urbano e as constantes transgressões que o tornava ineficaz.

O Plano Diretor de 1994, estabelecido pela Lei 07/94 (NATAL, 1994), resultou de uma obrigatória revisão do instrumento urbanístico, a luz da Constituição de 1988 e dos novos marcos regulatórios estaduais municipais. Em razão disso e mantendo o zoneamento como base estruturante este Plano estabeleceu dois níveis de orientação e controle do uso e da ocupação do solo: o Macro, definido pelo Macrozoneamento, e o micro, sobreposto ao primeiro e definido pelas Áreas Especiais – AE (ATAÍDE, 2013). Ressalte-se que, diferente do zoneamento funcional do Plano anterior, este desenho de zoneamento materializava as diretrizes do plano, pautadas no cumprimento da função social da propriedade, no equilíbrio do meio ambiente e na adequação da ocupação do solo à infraestrutura instalada. Assim é que o Macrozoneamento dividiu o território em três grandes zonas: Zona Adensável (ZA), Zona de Adensamento Básico (ZAB) e Zona Proteção Ambiental (ZPA). Quanto as AEs, estas estavam sobre alguma das três Macrozonas e, pelas suas características particulares, possuíam prescrições ou orientações próprias. O artigo 6º desta lei especificava ainda que Áreas Especiais eram “porções do território municipal, delimitadas por lei, que se sobrepõe às zonas em função de peculiaridades que exigem tratamento especial” (NATAL, 1994). Portanto, Macrozoneamento e Áreas Especiais são entidades urbanísticas distintas.

Em 2007, a Lei 082/07 (NATAL, 2007) que dispõe sobre o Plano Diretor em vigor, PDN 2007, manteve as três macrozonas e redefiniu as Áreas Especiais como “porções da Zona Urbana situadas em zonas adensáveis ou não, com destinação específica ou normas próprias de uso e ocupação do solo” (art. 20), mantendo o entendimento da Lei 07/94 também para as AEs. Portanto, a legislação existente em Natal desde 1994 consolidou a ideia de um Macrozoneamento e de Áreas Especiais de modo a criar uma norma geral de ordenamento do solo urbano e, sobrepostas, normas especiais sobre o mesmo, quando plenamente justificadas pelas dimensões: social, urbanística, paisagística, cultural ou ambiental. Não se pode falar, assim, em conflito entre Macrozona e Área Especial, na medida em que sua aplicação se dá guiada pelos princípios do equilíbrio e do menor dano, para o maior ganho possível à cidade.

Voltemos ao PL 09/21, que rompe com essa orientação e os princípios do próprio Plano. Sem justificativa técnica ele altera o Macrozoneamento, reduzindo as três zonas atuais em duas: a) Zona Adensável e b) Zona de Proteção Ambiental, e ainda estabelece que todo o território da cidade é passível de algum grau de adensamento, acima do Coeficiente de Aproveitamento 1,0, estabelecido como básico. As ZPAs, no total de dez, são as mesmas definidas na Lei 082/07, com algumas alterações em limites territoriais e na flexibilização nas condições de ocupação. Para essa redefinição do zoneamento O PL 09/21, em seu artigo 12, parte do pressuposto que todas as áreas urbanas possuem condições e disponibilidade de infraestrutura, podendo, assim, prescindir de uma Zona de Adensamento Básico. Internamente a esta única Macrozona adensável, e numa relação inversa a Lei 082/07, cria três “subzonas” que nomeia de “unidades territoriais” (art. 11), sobrepostas entre si e ao bairro, sendo elas: a) Bacias de Esgotamento Sanitário, baseadas no Plano de Drenagem urbana e no Plano de Esgotamento Sanitário b) Bairros e c) Eixos Estruturantes definidos como as vias principais que cortam bairros. O Plano Diretor vigente estabelece o Bairro como a única unidade referencial de planejamento, aplicando sobre ele o zoneamento e as demais prescrições urbanísticas.

Portanto, há neste PL uma unidade administrativa (bairro), uma unidade física (bacia) e uma unidade de ligação viária (linear, não de área). Como o zoneamento proposto hierarquiza ou ordena as funções de cada uma dessas unidades, o instrumento do Macrozona Adensável perde suas funções originais de planejamento e ordenamento urbano e ambiental e passa a servir, apenas, como suporte cartográfico, delimitação sem sentido, pois, de fato, as prescrições urbanísticas seguirão as bacias e as vias principais.

Convém salientar que a definição de Zona Adensável do PL 09/21 (caput do art. 12) é mesma da Lei 082/07 do Plano em vigor (caput do art.11), sendo: “aquela onde as condições do meio físico, a disponibilidade de infraestrutura e a necessidade de diversificação de uso possibilitem um adensamento maior do que aquele correspondente aos parâmetros básicos de coeficiente de aproveitamento” (NATAL, 2021). Ocorre que o PL suprimiu a Macrozona não adensável que, na lei vigente, faz o contraponto territorial (e diferencial) com a zona adensável. Com essa alteração, tal definição é meramente conceitual, carecendo de função urbana, ou seja, tudo que não for ZPA tornar-se adensável e se submete às prescrições definidas pela bacia de esgotamento e pelas vias principais, não porque já tenha infraestrutura, mas devido à retirada da Macrozona adensamento básico. É um movimento sutil, de fato, mas impede que a “cidade real”, aquela que não possui infraestrutura, possa ser visualizada, introduzindo a ideia de que o único contraponto territorial ao adensamento são as ZPAs.

Ponta Negra, Natal (RN). Foto: Valter Campanato (Agência Brasil).

Sobre as ZPAs cabem algumas observações. O Art. 16, do PL 09/21, mantém a definição da Lei 082/07 para essas 10 zonas, sendo: “a área na qual as características do meio físico restringem o uso e ocupação, visando a proteção, manutenção e recuperação dos aspectos ambientais, ecológicos, paisagísticos, históricos, arqueológicos, turísticos, culturais, arquitetônicos e científicos” (NATAL, 2021). Introduz, entretanto, polêmicas alterações de limites em algumas delas e flexibilizações no controle da ocupação sem os estudos correspondentes, quais sejam:

O PDN 082/07 em vigor também estabelece que as ZPAs estão submetidas a regulamentações específicas, que os parâmetros gerais aplicados às Zonas de Adensamento Básico ou Adensáveis não se aplicam aos territórios que delimita. E ainda, que nessas regulamentações, os subzoneamentos específicos de cada ZPA devem observar, onde couber, a divisão do território em três subzonas, as quais correspondem a três níveis de Preservação, Conservação e Uso Restrito. Na subzona de preservação, mais restritiva, há indicações de proteção rigorosa para nove unidades geoambientais características do sitio geográfico do município de Natal, entre elas as dunas e sua vegetação fixadora, as nascentes, a vegetação nas margens dos rios, os mangues, os recifes e as falésias, etc. Na proposta do PL 09/21, as disposições para os subzoneamentos das ZPAs associadas ao nível de preservação suprimem as especificidades do município de Natal, reforçadas desde a Lei Orgânica do Município e limita-se a remeter proteção ambiental dessas unidades geoambientais aos termos das legislações federais, notadamente: Lei Federal 12.651/12, Lei Federal 9.985/00 e Lei Federal 11.428/06 (BRASIL, 2012, 2000 e 2006). Com esta mudança no PL desaparece do texto normativo especifico o entendimento sobre o que é, de fato, importante a preservar em Natal, ficando esta decisão dependente das disposições nacionais. O município perde, portanto, em especificidade e focalização, pois Natal já era obrigada a seguir tais legislações, mas poderia aplicar restrições adicionais na proteção dos seus elementos naturais, como, por exemplo, nas vegetações fixadoras de Dunas, protegidas desde o Código de Meio Ambiente do município – Lei 3100/92 (NATAL, 1992). Em que pese à simplificação do texto do PL sobre este nível de proteção no subzoneamento das ZPAs nos perguntamos se a supressão desta especificidade na escala local direcionada à preservação ambiental pode sugerir, em longo prazo, uma perda de efetividade na proteção desses recursos naturais, especialmente quando temos um cenário nacional adverso ao tema ambiental, expresso nas iniciativas do Congresso Nacional, principalmente, dos últimos 05 anos. Afinal, ganhamos em proteção ambiental ou perdemos com tal simplificação?

Cabe ainda ressaltar que a perda é ampliada quando a aplicação do nível preservação está restrita às ZPAs, ou seja, como uma das suas categorias de proteção ou subzonas. Uma avaliação do Plano Diretor em vigor sobre as unidades geoambientais do município, que também não foi considerada, revelou que existiam pequenas frações de espaços naturais distribuídos na cidade, cuja proteção precisava ser incorporada ao novo regramento urbanístico. É o caso das “Dunas remanescentes”, dos cursos d’água e das suas margens, da cobertura vegetal das encostas, entre outros. Ou seja, os mesmos elementos naturais, estando eles, localizados ou não no interior das ZPAs, que deveriam ser igualmente protegidos.

As outras duas subzonas, Conservação e Uso Restrito, podem delimitar frações das ZPAs que já apresentem algum tipo de ocupação do solo que, dependendo da sua natureza e intensidade na relação com os objetivos de proteção de cada ZPA, deve ser reconhecida e controlada a partir das suas respectivas regulamentações. Como exemplo, tem-se o reconhecimento dos assentamentos precários de origem formal ou informal, atividades agrícolas ou outras atividades consolidadas em diversas ZPAs. Neste ponto surge outra alteração no PL 09/21 que afeta o zoneamento. Trata-se da flexibilização do controle da ocupação do solo nas ZPAs ainda não regulamentadas. O PDN em vigor estabelece limites de ocupação para essas zonas, enquanto as suas regulamentações não se concluírem. Ocorre que mais da metade delas estão nessa situação, mas com os processos em curso, seja no âmbito do próprio órgão de planejamento, seja no âmbito dos conselhos setoriais que integram o sistema de gestão. Dentre as 10 ZPAs em apenas 4 foram regulamentadas. Assim, as ZPAs conhecidas por seus números 02, 06, 07, 08, 09 e 10 não foram regulamentadas, sendo a de número 02, protegida por um plano de manejo, com limites coincidentes com o Parque das Dunas – unidade de conservação estadual. Para essas ZPAs, o PL 09/21 introduz, em seu artigo 20, a possibilidade de ocupação sem regramento estabelecido, quando indica que “enquanto não forem regulamentadas (…) ficam temporariamente instituídas as regras contidas nos processos de regulamentação que estão em trâmite no CONCIDADE/Natal” (Natal, 2021). Ou seja, em flagrante desconformidade jurídica, o texto traz para uma Proposta de Lei Complementar prescrições que são desconhecidas na Minuta e que não podem ser aplicadas pelo licenciamento urbanístico e ambiental, pois não foram aprovadas pelo CONCIDADE, coordenador do sistema de gestão e nem votadas pela Câmara Municipal. Saliente-se ainda, que, desde o início do processo de revisão do Plano, em 2017, as discussões dessas propostas de regulamentação pouco avançaram, algumas retidas à espera do novo Plano.

Com isso é importante deixar uma indagação para o caso da manutenção desse artigo pelo legislativo: como o licenciamento do órgão gestor irá se conduzir para analisar este ou aplicar este ou aquele projeto, sem a clareza dos parâmetros e a autorização em específico, isto é, para efeito de cálculo? Entendemos que a simples autorização em geral do parágrafo único do art. 20, não autoriza o poder público a aprovar ou reprovar projetos tendo como base minutas de lei ainda em discussão no CONCIDADE e que podem ser alteradas livremente pelos conselheiros.

Importante destacar ainda, que todas as regulamentações das ZPAs em discussão nos conselhos tomam como base o Macrozoneamento em vigor, ou seja, as prescrições para três tipos de zonas. Nestas, as prescrições menos restritivas aplicadas às áreas delimitadas como subzonas de Conservação e Uso Restrito, em razão do grau de consolidação da ocupação, remetem, por vezes, as estabelecidas para a Zona de Adensamento básico. A sua supressão do PL 09/21 reforça, portanto, a inviabilidade da aplicação de mais essa incongruência jurídica do texto.

Por fim, cabe comentar sobre as Áreas Especiais (Capítulo II, PL 09/21) e seu relacionamento com o Macrozoneamento. Como referido, as AEs são porções do território que estão sobrepostas as Macrozonas. Devido a suas singularidades, elas exigem tratamento especial – com destinação específica e passível de alteração, quando tal característica deixa de fazer sentido (por exemplo, caso a situação de risco que fundamentou a delimitação de uma dada área como AEIS seja revertida ela pode, em tese, deixar de ser, no futuro, assim classificada). É importante lembrar que uma AE não “anula” uma Macrozona, mas estabelece com esta uma relação de “norma geral para norma especial”, isto é, quando se tratar da sua competência específica, com foco, a AE pode ser acionada como instrumento de intervenção ou proteção social, urbanística ou paisagística desde que não exceda seu objetivo finalístico definido no Plano Diretor. Por exemplo, uma Área Especial de Interesse Social – AEIS pode conviver com uma ZPA, desde que o foco da ação da AEIS seja para minorar as condições de vulnerabilidade social existentes da sua população residente e não ampliar o risco ambiental à ZPA. Este entendimento evita que se utilize uma AE para diminuir uma ZPA ou prejudicá-la. Ou seja, a existência de uma AE não pode desconfigurar uma ZPA como instrumento de Projeto, sendo uma referência a esta ZPA como instrumento de Planejamento (escala micro para macrozona), podendo se configurar, inclusive, como uma nova subzona, distinta das três categorias previstas pelo Plano Diretor. Na iminência da necessidade de intervenção física de uma AEIS encravada sobre uma ZPA, deve esta intervenção respeitar os limites já definidos da ZPA e, ao mesmo tempo, melhorar as condições habitacionais e urbanas da população existente. Este sutil manejo técnico e jurídico entre ZPAs e AEs, infelizmente, também não é bem resolvido no PL 09/21, como demonstrado a seguir.

Na minuta proposta, em seu art. 21, há previsão de nove Áreas Especiais. Dentre estas, algumas são modificações de subzonas criadas em 1984 como a Zona Especial de Preservação Histórica – ZEPH, que passa a se chamar Área Especial de Preservação Cultural – AEPC, entre outras. Outras são novas denominações como a Área Especial Costeira Estuarina e, a mais polêmica, a Área Especial Militar. Vejamos algumas delas e como se relacionam com as duas macrozonas. A Área Especial Costeira Estuarina está definida no Mapa 19, Anexo 3. Ela se divide em uma faixa de orla marítima e as margens dos Rios Potengi e Jundiaí, sobrepondo-se com duas ZPAs (08 e 07). Dúvida: como serão aplicados os direcionamentos de usos dessa estreita faixa de terra e como se ajustam ao subzoneamento de cada ZPA? A minuta não traz nenhuma especificação adicional, remetendo genericamente a um futuro Plano de Gestão da Orla Marítima.

O artigo 24 da proposta é um dos mais estranhos e inadequados. A Área Especial de Interesse Turístico e Paisagístico, definida no Mapa 7, anexo 3, acomoda as atuais Áreas Especiais de Controle Gabarito – AECG as quais, por sua vez, incorporam as antigas Zonas Especiais Turísticas (ZETs 01, 02, 03 e 04). Entretanto, suprime a AECG do entorno do Parque das Dunas e flexibiliza a ocupação do solo da orla da Redinha, atual ZET4, permitindo construções de até 30 metros, aproximadamente 10 pavimentos (parágrafo 2o do art. 21). Tal flexibilização não é acompanhada de nenhuma salvaguarda ou limite de proteção, inviabilizando a própria AEITP. Além disso, cria a possibilidade de uso residencial multifamiliar na Via Costeira, área à beira mar, de propriedade da União, concedida a particulares para exploração de hotelaria desde os anos 1980, o que é estranho à natureza do próprio artigo que, em tese, deveria estar preocupado em salvaguardar o turismo e a paisagem. Ainda, permite padrões de reparcelamento do solo na mesma Via Costeira, cujo domínio é da União e foi concedido para fins de exploração comercial e de serviços turísticos. Por fim, no artigo 25, retira trecho da ZPA10, alegando “urbanização consolidada”, sem as correspondentes explicações. Como podemos ver, em um único artigo – que objetivava proteger a paisagem – foram inseridos vários parágrafos que, ou não possuem vinculação com a AEITP, ou diminuem a efetividade da proteção paisagística e turística. Em todo o texto que trata das AEITPs, a única adição de estratégia protetiva da paisagem está representada pelo destaque as ZPAs e aos cordões dunares dos bairros de Guarapes e Felipe Camarão como de Interesse Paisagístico.

Porém, a AE mais estranha e sem sentido é a chamada Área Especial Militar. Natal, por seu histórico de participação na Segunda Grande Guerra, possui equipamentos militares distribuídos pelo seu litoral e cordões dunares. Essas bases conviveram, até aqui, de modo equilibrado com as suas delimitações como ZPAs, no caso, as de número 06, 07 e 10. No texto do PL, art. 51, houve um redirecionamento dessa convivência. Sem suporte nos fundamentos do zoneamento foi criada a Área Especial Militar – AEM, definida como “àquelas áreas que tenham seu registro imobiliário em nome de pessoa jurídica das Forças Armadas Brasileiras”.

Com essa inserção dissonante pergunta-se: qual a especialidade de tais áreas? Para quê se destinam, se elas convivem com as ZPAs há décadas? Embora não encontremos respostas nos fundamentos do zoneamento, cabe registrar aqui algumas alegações dos representantes das corporações militares na fase discussão do Plano no âmbito do executivo, que resultou no PL. A mais enfática era de que, em nome da “segurança nacional” os terrenos ocupados pelas corporações não poderiam estar submetidos aos regramentos dos municípios, situação que se aplicaria, principalmente, as ZPAs. De fato, essa é a interpretação possível do disposto no parágrafo segundo do artigo 16, quando especifica que “ressalvando-se a observância obrigatória das prescrições urbanísticas correspondentes a cada ZPA em caso da finalidade de uso das áreas militares”. Nota-se uma indicação para a suspensão da aplicação de tais prescrições enquanto a utilização do uso militar. Ainda, o parágrafo único do art. 51 dispõe que “para situações em que for necessário o licenciamento de obras ou serviços nessas áreas, serão aplicadas as prescrições urbanísticas previstas para a localidade onde se situar, sem definir, portanto, a zona de referência: se seria da ZPA ou da Zona Adensável. Tal situação fragiliza as ZPAs que envolvem tais AEMs, pois – de modo inadequado – suspende a aplicação das salvaguardas ambientais que lhes são inerentes.

Como podemos ver nos exemplos destacados (há outros em desconformidade no texto do PL 09/21) a proposta do novo Plano Diretor do município de Natal expressa um desenho de planejamento urbano e ambiental fragmentado, contraditório e pouco elucidativo, deixando margens para interpretações e contribuindo para uma maior insegurança jurídica. É necessária uma reestruturação do Macrozoneamento utilizando técnica urbanística e razoabilidade na tomada de decisões, de modo a evitar graves riscos ao ordenamento urbano e a qualidade ambiental da cidade de Natal.

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¹ Professora do Departamento de Arquitetura (UFRN) e pesquisadora do Observatório das Metrópoles Núcleo Natal.

² Professor do Departamento de Políticas Públicas (UFRN) e pesquisador do Observatório das Metrópoles Núcleo Natal.

³ Graduanda em Arquitetura e Urbanismo e bolsista de extensão (UFRN).

REFERÊNCIAS

ATAÍDE, Ruth Maria da Costa. Interés Ambiental frente a interés social: La gestión de los conflitos socio-espacilaes em los espacios naturales protegidos: los retos de laregulación urbanística de los asentamientos informales em Natal, RN, Brasil. Universitat de Barcelona. Barcelona, 2013.

ATAÍDE, Ruth Maria da Costa; SILVA, Alexsandro Ferreira Cardoso da; SOBRINHA, Maria Dulce P. Bentes. Os rumos do (novo) Plano Diretor em Natal-RN | Parte 1. Observatório das Metrópoles, 2021. Disponível em: https://www.observatoriodasmetropoles.net.br/os-rumos-do-novo-plano-diretor-em-natal-rn-parte-1. Acesso em 11 de outubro de 2021.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília/DF: DOU, 1988.

BRASIL. Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000. Regulamenta o art. 225, § 1o, incisos I, II, III e VII da Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências. Brasília, DF: DOU, 2000. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9985.htm. Acesso em 11 de outubro de 2021.

BRASIL. Lei 10.257, de 10 de julho de 2001. Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. Brasília, DF: DOU, 2001. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10257.htm. Acesso em 12 de outubro de 2021.

BRASIL. Lei nº 11.428, de 22 de dezembro de 2006. Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica, e dá outras providências. Brasília, DF: DOU, 2006. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11428.htm. Acesso em 11 de outubro de 2021.

BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nºs 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nºs 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória nº 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. Brasília, DF: DOU, 2012. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm. Acesso em 12 de outubro de 2021.

MEIRELLES, Hely Lopes. Direito de Construir. São Paulo: Malheiros, 2011.

NATAL, Câmara Municipal de. Projeto de Lei Complementar nº 09, de 29 de setembro de 2021. Dispõe sobre o Plano Diretor de Natal, e dá outras providências. Natal: Câmara Municipal, 2021.

NATAL, Prefeitura Municipal do. Lei nº 3.100, de 19 de junho de 1992. Dispõe sobre o código do MEIO AMBIENTE do Município de Natal. Natal: DOMNatal, 1992.

NATAL, Prefeitura Municipal do. Lei nº 07, de 05 de agosto de 1994. Dispõe sobre o Plano Diretor de Natal e dá outras providências. Natal: DOMNatal, 1994.

NATAL, Prefeitura Municipal do. Lei nº 082, de 21 de junho de 2007. Dispõe sobre o Plano Diretor de Natal e dá outras providências. Natal: DOMNatal, 2007.

NATAL, Prefeitura Municipal do. Lei nº 3.175, de 26 de janeiro de 1984. Dispõe sobre o Plano Diretor de Organização Físico-Territorial do Município de Natal e dá outras providências. Natal: DOMNatal, 1984. Disponível em: https://planodiretor.natal.rn.gov.br/anexos/GT/normas/10_Plano%20Diretor%201984.pdf. Acesso em 08 de outubro de 2021.

Fonte: Observatório das metrópoles

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: 4 AVANÇOS TECNOLÓGICOS CAPAZES DE TORNAR NOSSO PLANETA MAIS SUSTENTÁVEL

No artigo a seguir, destaque de hoje, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE trás os últimos avanços tecnológicos a favor do meio-ambiente, capazes de tornar nosso planeta mais sustentável, quais sejam: Tecnologia da Informação, Energia Solar Biocombustíveis e Tratamento da água. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes!

NATASHA PINELLI
 ATUALIZADO EM 
Dia do meio ambiente (Foto: Thinkstock)Crescimento mais equitativo e menos intensivo no uso de matérias-primas e energia (Foto: Thinkstock)

Desde 1972, o Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado em 5 de junho. A data foi estabelecida durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo, capital da Suécia, e tem como objetivo reforçar os constantes problemas ambientais enfrentados por todo o planeta, assim como a importância da preservação de seus recursos.

Foi também nessa época que o conceito de desenvolvimento sustentável começou a tomar forma. Segundo informações do livro Gestão Socioambiental Estratégica, de Luís Felipe Nascimento, Ângela Denise da Cunha Lemos e Maria Celina Abreu de Mello, logo após a realização da Conferência, diversos países começaram a estruturar órgãos ambientais e legislações que tornaram o ato de poluir uma prática ilegal. Discussões sobre a racionalização do uso de energia e a busca por combustíveis mais limpos também ganharam força.

Vale lembrar que o conceito de desenvolvimento sustentável está intimamente ligado a capacidade de atender às necessidades das sociedades atuais sem comprometer as futuras gerações. “Os princípios sugerem que é preciso desenvolver uma economia que privilegie o crescimento econômico, alterando a qualidade desse crescimento para torná-lo mais equitativo e menos intensivo no uso de matérias-primas e energia, destacando o papel dos avanços científicos, tecnológicos e inovadores”, ressalta a Profa. Dra. Anapatrícia Morales Vilha, Coordenadora da Agência de Inovação da UFABC.

Cenário atual
Passados 44 anos do evento organizado pela ONU, as dificuldades na área de preservação ambiental ainda são muitas. De acordo com um grupo* de docentes dos Cursos de Tecnologia em Saneamento Ambiental e Engenharia Ambiental da Faculdade de Tecnologia da Unicamp, a maioria dos problemas atuais está interligado aos elevados índices de consumo de recursos materiais e energéticos. A rápida elevação da temperatura média do planeta, por exemplo, é um efeito antropogênico. Ou seja, apesar de ter componentes naturais associados a eles, somos os grandes responsáveis por esse fenômeno.

Entretanto, a boa notícia é que o desenvolvimento tecnológico deixou de ser visto apenas como vilão para tornar-se um auxiliar na minimização dos efeitos negativos das atividades produtivas para o meio ambiente. Há várias inovações que favorecem a convivência mais adequada dos seres humanos com o planeta. Outro ponto positivo é que governantes, empresários e população estão assimilando a importância disso.

No entendimento dos docentes da Unicamp, os consumidores estão cada vez mais preocupados com a degradação do meio ambiente e exigem soluções menos impactantes, o que exige posicionamento e investimento das empresas. Além disso, várias universidades brasileiras têm se destacado no quesito inovação, contribuindo com soluções que trabalham pela redução do impacto ambiental.

Com a ajuda do nosso time de especialistas, selecionamos quatro inovações tecnológicas que proporcionam (ou vão proporcionar) diversos benefícios para o meio ambiente:

1. Tecnologia da Informação
O uso de satélites combinado à popularização da internet permitiu que pessoas de todo o mundo evitassem deslocamentos, antes vistos como imprescindíveis. O próprio uso do GPS e de outros aplicativos de geolocalização contribuem de maneira decisiva para a redução da emissão de CO2.

“Na área da agricultura, a utilização desses softwares ajuda na diminuição do uso de insumos, fertilizantes e pesticidas. Também é possível economizar diversas etapas no processo de plantio, o que significa menos gases lançados na atmosfera”, explica José Maria da Silveira, professor do Instituto de Economia da Unicamp.

2. Energia Solar
A energia elétrica é imprescindível para facilitar a vida das pessoas. No entanto, sua produção pode representar uma agressão considerável ao meio ambiente, tanto no caso das termoelétricas, que utilizam a queima de combustíveis fósseis, como no das hidrelétricas, que geram enormes impactos na região onde são instaladas (embora grandes avanços também estejam reduzindo o impacto dessas fontes).

Por ser uma energia abundante e inesgotável, a energia solar mostra-se uma ótima opção para a universalização da eletricidade. Pelo seu clima propício em nosso país, a previsão é que em alguns anos as placas solares tornem-se algo comum nos domicílios e até que pequenos investidores “vendam” esse tipo de energia.

3. Biocombustíveis
Ainda no ramo de fontes de energia sustentáveis, o Brasil apresenta uma produção significativa de etanol. “O cultivo de cana de açúcar cresceu bastante nos últimos tempos. São mais de 400 usinas sucroalcooleiras em todo o país”, ressalta Anapatrícia Morales Vilha.

Além de ser uma fonte renovável de energia, a produção de etanol a partir da cana apresenta uma balanço nulo de produção de CO2. Isso porque durante sua fase de crescimento, a planta sequestra a mesma quantidade de gás emitido durante a fase de fabricação e utilização do combustível.

4. Tratamento da água
O uso de tecnologia para a purificação de águas residuais é uma das principais tendências do momento. De acordo com o grupo* de docentes da Unicamp, um bom exemplo refere-se à utilização de processos oxidativos avançados no tratamento de esgotos, capaz de promover a degradação de vários poluentes, resultando, assim, em uma água de excelente qualidade.


*Contribuíram para essa matéria os seguintes docentes dos Cursos de Tecnologia em Saneamento Ambiental e Engenharia Ambiental da Faculdade de Tecnologia da Unicamp: Carmenlucia Santos Giordano Penteado, Gisela de Aragão Umbuzeiro, Luiz Carlos de Miranda Júnior e Renato Falcão Dantas.

Fonte: época negócios

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CIÊNCIAS: O ANO DE 2021 DEU UM SALTO QUÂNTICO NO QUE TANGE AS ENERGIAS RENOVÁVEIS

As energias renováveis continuam avançando pujantemente e o primeiro semestre de 2021 já pode comemorar em termos de aumento impressionante em implantação de novas usinas geradoras de energia solar, eólica, fusão nuclear e carros elétricos. Leia o artigo completo a seguir e conheça a nova matriz energética mundial.

O mundo alcançou grandes marcos em 6 áreas de energia renovável até agora neste ano

Apesar de alguns governos nacionais continuarem a manter seus projetos de carvão e petróleo à tona, a demanda do mercado e o empreendedorismo privado estão impulsionando o que só pode ser descrito como uma revolução nas energias renováveis.

SWNS

Essas últimas conquistas podem ter sido consideradas inacreditáveis ​​quando a mudança climática global foi discutida pela primeira vez como uma ameaça séria, mas hoje cada desenvolvimento sucessivo de energia renovável, fusão nuclear e carros elétricos torna os desenvolvimentos subsequentes mais baratos e mais fáceis de escalar.

Apenas seis meses em 2021, já vimos algum progresso surpreendente em energia eólica, solar e VEs.

Aproveitando o sol africano

Meio milhão de pessoas que vivem nas cidades de Gemena, Isiro e Bumba, no norte da República Democrática do Congo, terão uma surpresa, pois um trio de empresas de energia solar do Reino Unido, França e Espanha procuram fechar negócios para fornecer energia renovável confiável à região .

Os cidadãos da RDC sofrem com as taxas mais baixas de eletricidade confiável do mundo, e as usinas de energia solar estão definidas para ajudar neste problema com 18 meses de construção começando.

Na África Ocidental, as cidades senegalesas de Kael e Kahone encontrarão 60 MW de energia solar à sua disposição nos próximos meses, à medida que várias instituições oferecem financiamento governamental para energia sustentável. O Senegal é um grande importador líquido de energia, colocando enormes encargos financeiros sobre as pessoas e, portanto, as importações têm sido geralmente baratas, ou seja, carvão marrom e petróleo.

Por último, na Nigéria, uma das maiores economias da África, o programa Solar Power Naija  pretende equipar 500.000 residências com painéis solares, gerando eletricidade para 25 milhões de nigerianos nos próximos anos.

A comunidade de Jangefe já experimentou o início da gigantesca eletrificação verde, com 1.000 casas já equipadas com painéis solares no telhado.

O mais ventoso já registrado

Pixabay 

2021 foi o melhor ano já registrado se você for uma empresa que fabrica turbinas eólicas ou uma instituição que as financia, com 93 novos gigawatts adicionados – o que equivale a um aumento de 53% desde 2020. O 2021 Global Wind Report é de tirar o fôlego, e basta citar o sumário executivo.

“Por meio de inovações tecnológicas e economias de escala, o mercado global de energia eólica quase quadruplicou de tamanho na última década e se estabeleceu como uma das fontes de energia mais competitivas em termos de custos e resilientes em todo o mundo.”

“Hoje, existem 743 GW de capacidade eólica em todo o mundo, ajudando a evitar mais de 1,1 bilhão de toneladas de CO2 globalmente – o equivalente às emissões anuais de carbono da América do Sul.”

O chanceler de alumínio

Andrew Roberts 

Dados reunidos em março a partir da maior análise da indústria automotiva da Alemanha produziram uma estatística surpreendente para quem já olhou para um estacionamento de aeroporto de longo prazo – que 1 em cada 5 carros fabricados na Alemanha pode ser conectado.

O Schmidt Automotive Research Center descobriu que 74.000 dos 373.900 carros que deixaram as linhas de montagem alemãs eram veículos elétricos ou híbridos.

Essa foi a história do lado da oferta, e do lado da demanda as coisas estão igualmente animadoras. A Alemanha é o quarto maior mercado automotivo do mundo, e os registros de carros elétricos – que são VEs comprados e dirigidos – cresceram de uma participação de mercado nacional de 4% em dezembro de 2019, para uma participação de mercado colossal de 26% apenas 12 meses depois. 24% desses VEs foram feitos pela Volkswagen.

Os híbridos também saltaram de 3% para 13%, o que significa que há mais híbridos e VEs nas estradas alemãs do que carros movidos a gasolina.

Isso ocorre apenas no contexto de um aumento global na compra de VE que subiu 40% durante 2020, quando a maioria dos mercados estava sofrendo de problemas relacionados ao COVID.

A nova pensão verde

Como detentores do maior fundo de pensão estatal do planeta, as autoridades monetárias sul-coreanas divulgaram um comunicado em maio de que o Fundo Nacional de Pensão, de US $ 771 bilhões, encerrará todos os investimentos relacionados à energia do carvão, tanto no país quanto no exterior.

O fundo também anunciou que iria renovar as diretrizes para estratégias de investimento para garantir que um padrão mais sustentável surja no futuro.

Adios, carvão: Espanha atinge marco de 50% de energias renováveis

Mineração de carvão: Parolan Harahap, licença CC 

Em meados de maio, a legislatura espanhola anunciou que eliminaria gradualmente toda a produção de petróleo, carvão e gás até 2042, e que todas as vendas de veículos emissores de carbono seriam proibidas até 2040.

No curto prazo, os legisladores espanhóis querem que 74% do consumo nacional de energia seja totalmente renovável até o final da década. Já estão bastante próximos dessa meta, pois no mês de maio 50% da demanda energética do país foi atendida por energia verde.

A Roménia também se juntou ao esforço, alertando a UE que através do seu Plano Nacional de Recuperação e Resiliência o país cessaria toda a produção de carvão até 2032, altura em que espera ter instalado 34% de electricidade renovável para assumir o comando.

O G7, as sete maiores economias desenvolvidas do mundo, concordou em interromper o financiamento do carvão até o final do ano, deixando os grandes emissores africanos, Índia e China, como os últimos remanescentes, agora que o Japão, parte do G7, aderiu.

Óleo verde

Nem tudo é business-as-usual nas salas de reuniões de alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo.

Em uma decisão judicial histórica, um juiz da Holanda ordenou que a Royal Dutch Shell cortasse as emissões em 45% depois que 17.000 pessoas entraram com um processo que sugeria que a pegada bastante grande da Shell na situação dos gases de efeito estufa merece um investimento significativo na redução de CO2 como uma dívida para sociedade.

Na Europa, a petrolífera italiana Eni se tornou a primeira petrolífera europeia a lançar um título corporativo vinculado à sustentabilidade.

A obrigação de 7 anos de € 1 bilhão está ligada a dois indicadores-chave de desempenho: “Aumentar a capacidade instalada de energias renováveis ​​para 5 GW até o final de 2025; e reduzir pela metade a pegada de carbono líquida de seus negócios upstream para 7,4 milhões de toneladas de CO2 equivalente no final de 2024 em relação aos níveis de 2018 ”, relata Dow Jones.

Por último, a Engine No.1, um grupo de acionistas da ExxonMobil, conseguiu fazer com que dois de seus candidatos fossem eleitos para o conselho da empresa americana com o argumento de que a estratégia de negócios de longo prazo da empresa não levava em consideração todo o potencial de perda de valor de mudanças climáticas, tanto de acionistas abandonando o navio, quanto danos potenciais de eventos climáticos extremos.

A BlackRock, a maior administradora de ativos do mundo, com US $ 8,6 trilhões em capital privado, e cujas estratégias de investimento sustentável a GNN relatou extensivamente , garantiu que os candidatos do Engine No.1 conseguissem as posições, utilizando seu voto como grandes acionistas.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: CONHEÇA 10 ATITUDES QUE PODEM SALVAR O PLANETA

A nossa coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta quarta-feira traz um artigo educativo e de conscientização para ajudar você a ser mais um a contribuir com a conservação do meio ambiente com apenas 10 atitudes simples, mas poderosas, que podem salvar o planeta. Leia o artigo completo e saiba quais são essas atitudes!

10 ATITUDES SIMPLES QUE PODEM SALVAR O PLANETA

Quer contribuir para a conservação do meio ambiente? Separamos algumas atitudes simples que podem salvar o planeta, como economizar água e reciclar o lixo.

Nosso planeta frequentemente é alvo de ações humanas que o tornam cada vez mais vulnerável. As mudanças climáticas, a perda de biodiversidade e a crise hídrica são apenas alguns dos problemas enfrentados pela Terra nos últimos anos e que possuem relação direta com as nossas atividades.

O planeta precisa de ajuda, e somente nós podemos ajudá-lo a sair dessa grande crise ambiental. Infelizmente muitas pessoas pensam que apenas grandes ações podem salvar o mundo, entretanto, pequenos atos de preservação e amor pela natureza podem fazer a diferença e garantir que as próximas gerações consigam viver em um planeta saudável.

Veja 10 atitudes simples que podem salvar o planeta:

1) Diminua o consumo de energia. Você pode reduzir o consumo de energia desligando os aparelhos eletrônicos que não estão sendo utilizado, tomando banhos mais curtos, desligando as lâmpadas ao sair do ambiente e não utilizando vários eletroeletrônicos ao mesmo tempo. Uma dica valiosa é trocar as lâmpadas tradicionais por lâmpadas mais econômicas.

2) Reduza o consumo de águaPara isso, reaproveite a água da máquina de lavar e utilize a água da chuva para atividades não potáveis. Outras dicas importantes são: diminuir o tempo de banho, lavar o carro utilizando um balde de água em vez de mangueira e nunca lavar a calçada com água.

3) Separe corretamente o lixo. O lixo deve ser separado adequadamente para que o material a ser reciclado não seja desperdiçado e possa ser aproveitado. Ao misturar o lixo, muito material que poderia ser reutilizado é simplesmente jogado fora, aumentando a quantidade de lixo no planeta.

4) Recicle e reaproveite. Reciclar e reaproveitar é essencial para diminuir a quantidade de lixo que é jogada em nosso planeta em lixões e locais inadequados. Muito material que consideramos lixo pode ser reaproveitado e até mesmo virar obra de arte nas mãos de pessoas habilidosas.

5) Não compre e venda animais silvestres. A compra e venda de animais silvestres alimenta um mercado que compromete a biodiversidade de uma região. Em alguns locais do planeta, a captura ilegal para a venda está levando muitas espécies ao risco de extinção.

6) Sempre que possível, deixe seu carro em casa. Os carros são responsáveis por eliminar uma grande quantidade de compostos que poluem o ar. Ao deixar o carro em casa, você contribui para a diminuição da poluição atmosférica.

7) Compre apenas o que é necessário. O consumo exagerado de produtos gera um uso exacerbado de nossos recursos. Isso quer dizer que, quanto mais compramos bens sem utilidade, mais contribuímos para a destruição da natureza.

8) Reduza o consumo de carne. O consumo de carne prejudica o meio ambiente, pois, para criar pastagens, uma grande área é desmatada. Além disso, é grande a quantidade de água consumida para criar os animais e para garantir todo o processamento da carne. Isso sem falar na grande quantidade de gases de efeito estufa emitidos pelo gado.

9) Alimente-se de alimentos orgânicos. Alimentos orgânicos são aqueles que não possuem agrotóxicos. Assim sendo, o consumo desses alimentos ajuda o meio ambiente e também sua saúde.

10) Espalhe seus conhecimentos sobre como preservar o meio ambiente. Ao ensinar outras pessoas, estamos contribuindo para um planeta mais saudável e com pessoas mais conscientes.

Por Ma. Vanessa dos Santos

Fonte: Biologianet

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: UMA ARVOREQUE PODE SER A SOLUÇÃO PARA RESTAURAR TERRAS DEGRADADAS

Pongamia pinnata  é um membro da família da ervilha que está sendo considerada por especialistas florestais da Indonésia para uma possível restauração da paisagem e o futuro da bioenergia. Esta arvore pode causar uma verdadeira revolução na área do biocombustível, carros elétricos e famílias de alimentos animais. Veja no artigo a seguir que arvore é essa e como ela pode causar essa revolução!

Esta única árvore pode restaurar terras degradadas, criar uma revolução do biocombustível, carros elétricos e famílias de alimentos para animais

FORDIA Research Forest em Parungpanjang, Bogor Regency, Indonésia / Yusuf Bahtimi 

Crescendo em grande parte da Ásia, é conhecido por muitos nomes: incluindo faia indiana, pongâmia, árvore Karum, kranji e malapari.

Pongamia pinnata  é um membro da família da ervilha que está sendo considerada por especialistas florestais da Indonésia para uma possível restauração da paisagem e o futuro da bioenergia.

Uma série de grandes desafios se abate sobre o arquipélago indonésio de mais de 17.000 ilhas, e o governo precisa encontrar maneiras de restaurar 14 milhões de hectares de terras degradadas para cumprir sua promessa à ONU, ao mesmo tempo em que desenvolve uma energia verde setor equivalente a 23% das contribuições totais da rede em apenas 5 anos.

As reservas de gás natural e petróleo do país devem secar até 2030, mesmo enquanto a demanda de energia – atualmente atendida por combustíveis fósseis – está aumentando.

Entre na árvore pongâmia: crescendo bem em terras degradadas ou marginais em climas úmidos e secos, ela pode ser encontrada da Índia a oeste, bem no caminho para Fiji, no Pacífico. Durante séculos, suas sementes laranja / marrons foram transformadas em óleo para curtimento de couro, fabricação de sabão, cicatrização de feridas e muito mais.

O Ministério de Silvicultura e Pesquisa Ambiental da Indonésia está estudando pongamia para o plantio em massa de árvores , pois acredita que este óleo especial pode ser usado para impulsionar uma revolução na energia da biomassa, além de oferecer uma nova safra para as comunidades locais prosperarem economicamente e até mesmo usar como comida.

O truque de tentar plantar todas essas árvores em áreas rurais é que elas precisam fornecer vários benefícios, para várias partes, em vários períodos de tempo. As árvores que crescem rápido podem não viver o suficiente para afetar as mudanças de longo prazo no solo, enquanto as árvores que crescem longa e forte podem ser derrubadas pelos cidadãos porque não produzem nada.

As árvores que produzem produtos florestais podem não sustentar um ecossistema funcional entre elas, ou podem nem mesmo restaurar a terra, mas isso é vital para que 14 milhões de hectares sejam renovados na época das metas do Acordo Climático de Paris.

Mais uma árvore da vida

O coco e o baobá têm a honra de serem referidos como a ‘árvore da vida’ por certos grupos indígenas, e a pongâmia certamente poderia receber essa honra também.

Uma das árvores de crescimento mais rápido no arquipélago indonésio, ela pode prosperar em terras áridas e úmidas, desde o nível do mar até 1.200 metros acima dela. Solo degradado, como o tipo que pode ser encontrado nos limites de terras agrícolas, é adequado para a pongâmia e melhora a qualidade do solo por ser um fixador de nitrogênio.

Os métodos modernos de extração confirmaram o potencial do óleo como uma cultura de biocombustível, com um estudo descobrindo 44% mais óleo por semente extraída do que os métodos tradicionais. Quando  combinado com 5% de gasolina, pode alimentar motores a diesel em veículos sem comprometer o desempenho. Isso é fundamental, pois muitas das ilhas mais remotas da Indonésia são alimentadas por geradores a diesel .

O Centro de Pesquisa Florestal Internacional (CIFOR) está acompanhando o Ministério Florestal da Indonésia em sua pesquisa sobre a pongâmia, e um de seus cientistas, Budi Leksono, conta que as árvores podem até ser usadas para alimentação, como quando as sementes são pré-tratadas e secas podem ser transformadas em uma farinha nutritiva.

“Ainda não experimentei”, disse Leksono ao Forest News.  “Mas nos testes, todos disseram que estava delicioso!” 

O CIFOR está trabalhando para ver se as plantações de pongamia são adequadas para terras de mineração abandonadas e turfeiras degradadas, sendo esta última um dos solos mais ricos em carbono do planeta e ideal para capturar CO2 da atmosfera. Recentemente, isso foi feito na província de Kalimantan Central, em Bornéu.

“Nós plantamos as árvores há um ano e até agora elas estão crescendo mais rápido do que outras espécies semelhantes”, disse Leksono. “Isso sugere que eles podem ser particularmente tolerantes a condições adversas e seriam especialmente promissores para a restauração e reabilitação de terras degradadas”.

Por último, outra organização parceira, o Serviço Florestal da Coréia do Sul, está verificando se Pongamia pode ser cultivada junto com outros produtos agro-florestais básicos, como o café. O primeiro passo é ver como as raízes crescem e onde, para ver se outras pessoas podem coexistir pacificamente.

É um estudo de caso que às vezes uma nação precisa olhar para seu passado para resolver os problemas do futuro.

Fonte: Good News Network

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BOAS NOTÍCIAS: A EMPIRE STATE REALTY TRUST TORNOU-SE A MAIOR USUÁRIA 100% DE ENERGIA VERDE NO SETOR IMOBILIÁRIO DOS EUA

O consumo de energias renováveis avança rapidamente em todo o planeta. Nesse contexto a energia eólica cresce a passos largos e um dos maiores exemplos disso é o contrato assinado pela Empire State Realty Trust, Inc. com a Green Mountain Energy que tornou a empresa a maior usuária 100% de energia verde no setor imobiliário do país. Ao ler o artigo completo a seguir você vai saber de todos os detalhes!

O Empire State Building agora é 100% movido a energia eólica, junto com 13 outros edifícios relacionados

O amado Empire State Building, um marco histórico da cidade de Nova York, agora é totalmente administrado por energia eólica, tornando-o um ano novo verde para as 15.000 pessoas que trabalham lá.

A Empire State Realty Trust, Inc., que possui o arranha-céu de 102 andares junto com outros 13 prédios de escritórios, assinou um contrato de três anos com a Green Mountain Energy para abastecer todo o seu portfólio de imóveis em Nova York e Connecticut com eletricidade eólica renovável.

De acordo com a EPA federal , isso tornou a empresa a maior usuária 100% de energia verde no setor imobiliário do país.

Mais de uma década atrás, o edifício icônico em Midtown Manhattan passou por um retrofit de energia e eficiência inovador , como parte do programa de restauração de US $ 550 milhões do Empire State ReBuilding e já proporcionou uma redução de 40% no uso de energia e nas emissões.

100% do portfólio de mais de 10,1 milhões de pés quadrados da ESRT agora é alimentado por energia eólica renovável, que é estimada para evitar a produção de 450 milhões de libras de dióxido de carbono – equivalente à economia se cada residência do estado de Nova York desligasse todas as luzes por um mês, ou a adição de dois parques centrais à cidade de Nova York.

A Green Mountain Energy ganhou o contrato de eletricidade após um processo de licitação que envolveu vários fornecedores de eletricidade e espera-se que resulte em mais de $ 800.000 em economia para a ESRT no primeiro ano do contrato.

Agora, a decoração Art Déco não é o único charme para os inquilinos que agora podem se gabar de trabalhar em escritórios totalmente neutros em carbono.

Fonte: Good News Network

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LÍDERES DO G20 EM EVENTO PARALELO DEBATERAM SOBRE A ECONOMIA CIRCULAR DO CARBONO

Líderes do G20 nivelam importância da sustentabilidade à da pandemia

Em evento fechado neste domingo, sete líderes gravaram depoimentos sobre experiências e ambições em relação ao setor da economia circular do carbono

INTERNACIONAL

por Agência Estado

Evento aconteceu virtualmente neste ano

Líderes das 20 maiores economias do mundo (G20) debatem nesta manhã de domingo durante evento paralelo de alto nível do grupo sobre a chamada economia circular do carbono (CCE, na sigla em inglês).

O evento é fechado, mas sete deles gravaram depoimentos sobre suas experiências e ambições em relação ao setor.

presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, não estava entre eles. Durante a exibição do vídeo, alguns dos chefes de Estado e de governo colocaram a importância da sustentabilidade para o G20 no mesmo patamar das preocupações com a pandemia de coronavírus. O presidente americano, Donald Trump, disse que a estrutura do Acordo de Paris não serve aos Estados Unidos, mas que o país é o que mais investe no setor.

O primeiro a falar foi o rei Salman bin Abdulaziz Al Saud, da Arábia Saudita, que neste ano é a presidente do G20. Para ele, o grupo conseguirá, unido, mitigar os efeitos negativos sobre o meio ambiente. “Salvaguardar o planeta é algo de extrema importância. Temos que ser pioneiros em sustentabilidade e colocar metas ambiciosas de ambiente”, afirmou. O país se comprometeu a produzir 50% de sua energia a partir das fontes eólica e solar até 2030.

Na sequência, o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, que será o próximo país a liderar o G20, prometeu ampliar as ambições do grupo durante a presidência de 2021. “O impacto da pandemia não deve afetar nossa determinação de atingir nossos objetivos”, alertou, salientando que os dois assuntos são “a maior pressão do nosso tempo”. “Estou convencido que o G20 pode guiar o mundo para a direção correta”, disse, acrescentando não haver “escapatória”, a não ser a redução das emissões de carbono.

Já o primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, o último país a estar à frente da presidência rotatória do G20, disse que o grupo tem de trabalhar junto, como um time. Ele aproveitou para enfatizar o anúncio feito no mês passado pelo governo de reduzir a meta de emissão líquida para zero até 2050.

O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, ressaltou que é preciso apoiar o crescimento, mas também a sustentabilidade. “Sempre temos que ter um olhar para o futuro e para o mundo que vamos deixar para nossas crianças”, disse. Ele relatou que o país baniu a exportação de lixo plástico e citou medidas adotadas pela Austrália que foram premiadas pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O presidente chinês, Xi Jinping, por sua vez, disse que é preciso fortalecer a resposta do G20 às mudanças climáticas. Ele também descreveu iniciativas nesse sentido promovidas recentemente pelo seu país. “Podemos proteger o ecossistema com respeito à natureza. A Terra é uma casa compartilhada. Precisamos proteger o planeta azul.”

Já o premiê indiano, Narendra Modi, ressaltou que todos estão focados em salvar seus cidadãos e economias por causa da pandemia. “Igualmente importante é manter nosso foco nas mudanças climáticas. Temos que viver em harmonia com o meio ambiente”, declarou. Ele disse estar contente em dividir a informação de que seu país não só já atingiu a meta acordada em Paris, como a superou.

O último a gravar um depoimento foi Trump. Ele disse que os Estados Unidos trabalham para ter a água e o ar mais limpos do planeta, e que o país está investindo “bilhões” nesse sentido. O presidente afirmou também que é preciso neste momento proteger os trabalhadores americanos e os empregos do país, além de promover a sustentabilidade.

Para o americano, as críticas feitas aos Estados Unidos sobre meio ambiente são “muito injustas”, e são motivadas apenas pela decisão do país, em seu governo, de não ser mais um signatário do Acordo de Paris. Para ele, o pacto não atende às necessidades dos EUA. “Os Estados Unidos e o G20 têm uma oportunidade importante de manter esse trabalho”, disse sobre o clima e a acessibilidade energética.

Fonte: R7
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TECNOLOGIA: STARTUP DO BROOKLIN DESCOBRIU UMA MANEIRA DE EXPLORAR O SISTEMA SOLAR SEM POLUIR A TERRA

O destaque da nossa coluna TECNOLOGIA desta segunda-feira é uma nova startup focada no desenvolvimento de combustível para propulsão de foguetes a base de carbono-negativo capturando as emissões de CO2 do ar. Uma maneira de explorar o sistema solar sem poluir a Terra. A tecnologia de conversão de carbono inovadora pode ajudar a tornar a indústria espacial mais ecologicamente correta. Então, não perca tempo e conheça os detalhes dessa nova tecnologia de combustíveis!

A startup de tecnologia agora pode fabricar combustível de foguete carbono-negativo capturando as emissões de CO2 do ar

 

 

 

À medida que mais e mais empresas de tecnologia e organizações de pesquisa voltam suas atenções para a exploração espacial, uma startup com sede no Brooklyn descobriu uma maneira de explorar o sistema solar sem poluir a Terra.
Foto da Air Company 

A marca Air Company ganhou notoriedade pela primeira vez em novembro de 2019, quando lançou a primeira vodka com carbono negativo do mundo feita de ar, água e energia solar.

Quando a pandemia atingiu, eles rapidamente transformaram suas instalações de produção na criação de desinfetantes para as mãos – e agora, eles estão aplicando sua tecnologia de conversão de carbono inovadora para ajudar a tornar a indústria espacial mais ecologicamente correta, transformando CO2 em combustível de foguete.

 

 

“Descobrimos que podemos produzir combustível de forma muito eficiente como se fosse um acidente”, disse o co-fundador da eletroquímica e Air Company Stafford Sheehan à Fast Company . “Estávamos operando nossos sistemas em temperaturas mais altas do que o normal, sob algumas condições que normalmente não fazemos, e descobrimos que poderíamos fazer essas moléculas de combustível de maneira muito eficiente.”

Até agora, os motores de foguete usavam metano líquido feito de gás natural, um combustível fóssil insustentável e não reutilizável. No entanto, organizações como a SpaceX e a Blue Origin começaram a procurar novos propelentes para que possam alimentar seus motores de foguetes para voos espaciais comerciais e exploração de Marte.

É aí que entra a Air Company. Para cada lançamento, se a fórmula de combustível de foguete à base de CO2 da Air Company fosse usada para cada lançamento, eles reduziriam a emissão de 715 toneladas de CO2 para a atmosfera – isso é o equivalente a cerca de uma dúzia de voos entre New York para Los Angeles em um avião 747.

Imagem da Air Company 

O combustível de carbono negativo também poderia ser usado para mitigar os efeitos ecológicos de outras formas de transporte, embora o grupo esteja focado principalmente em combustível de foguete.

 

 

Além disso, a Air Company diz que sua fórmula poderia ser usada para abastecer voos de retorno de Marte, já que a atmosfera do planeta é 95% dióxido de carbono.

“A visão dos humanos que habitam Marte está cada vez mais perto de se tornar uma realidade e imagina-se que o CO2 pode nos ajudar a atingir essa meta”, diz o site da Air Company .

Imagem da Air Company 

“Provamos a viabilidade de nossa tecnologia inovadora e somos impelidos a desafiar o impossível, estimulando a inovação em cada indústria vertical que tocamos.”

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: UMA NOVIDADE MUNDIAL, MÁQUINA DE RECICLAGEM QUE TRANSFORMA ROUPAS VELHAS EM NOVOS FIOS

Mais uma grande ideia e uma inovação mundial é o destaque da coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta terça-feira. Uma das maiores e mais populares marcas da Europa, a H&M, está estabelecendo a primeira combinação de trituradora e tricotadora de roupas velhas do mundo para resolver um problema impactante. Looop como é chamada, a máquina tritura roupas velhas em fibras componentes, limpa e prensa em fibras mais longas e os tece em fios antes de criar roupas novas. Então, convido você a conhecer essa nova TECNOLOGIA que veio para contribuir com a sustentabilidade e o meio ambiente agradece!

A máquina de reciclagem em loja da H&M transforma roupas velhas em novos fios – uma inovação mundial

Por Andy Corbley

 

A reciclagem da moda, além de simplesmente revender roupas, está um pouco atrás de outros processos de reciclagem de materiais em termos de tecnologia. Mas uma das maiores e mais populares marcas da Europa, a H&M, está estabelecendo a primeira combinação de trituradora e tricotadora de roupas velhas do mundo para resolver o problema de frente.

Looop, a máquina que tritura roupas velhas em fibras componentes, limpa e prensa em fibras mais longas e os tece em fios antes de criar roupas novas, foi desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa de Têxteis e Vestuário de Hong Kong (HKRITA) em colaboração com o Fundação H&M sem fins lucrativos.

“Para combater as mudanças climáticas, precisamos mudar a moda”, diz um comunicado no site do varejista de moda.

De fato, a análise da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos  sugere que os resíduos da moda podem representar até 5% da capacidade do aterro, ao mesmo tempo que produzem 10% das emissões totais de metano do país.

Looop não usa corantes ou água adicionais, dependendo apenas da cor das roupas descartadas. O processo é concluído em uma linha de montagem de oito máquinas que são vendidas como uma peça de mobiliário de 12 metros de comprimento que pode ser facilmente enviada para todo o mundo em um contêiner de transporte padrão.

Looop está instalado em Drottninggatan 56 em Estocolmo, Suécia, mas a tecnologia está disponível para qualquer marca de moda que deseje empregá-la.

“É um lembrete para tratar todas as roupas como um recurso. Nada está muito esfarrapado ou rasgado para ser reciclado – e nenhuma roupa deve acabar no lixo. ”

Fonte: goodnewsnetwork.org

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: EMPRESA ESPANHOLA DE BIOTECNOLOGIA ESTÁ PROCURANDO GERAR ENERGIA RENOVÁVEL A PARTIR DA BIO BATERIA

Caro(a) leitor(a),

O conhecimento humano acumulado já está dobrando a cada dia e é incrível como as descobertas da ciência estão se sucedendo uma atrás da outra todos os dias. Nós que publicamos, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE quase todos os dias as novidades nos surpreendemos com essas novas descobertas. E são descobertas muito, muito sustentáveis. Então convido você a ler o artigo completo a seguir econhecer essa extraordinária TECNOLOGIA no que tange a geração de energia limpa! 

Organismos naturais no solo podem alimentar luzes com esta bio bateria, que pode ser a tecnologia mais perturbadora do mundo

Uma empresa espanhola de biotecnologia está biotecnologia gerar energia renovável a partir do próprio solo em que nossas casas são construídas.

Descrita como a startup mais perturbadora do mundo em 2016 pelo Google, Bioo (pronuncia-se Bee-oh) cria baterias que utilizam micróbios do solo para gerar eletricidade de uma maneira simples, mas engenhosa.

Quando o solo no qual a bateria é colocada é irrigado ou recebe chuva, nutrientes e micróbios no solo que se alimentam de matéria vegetal em decomposição infiltram-se na bateria, onde sua atividade alimentar cria prótons e elétrons. Quando combinado com o oxigênio que flui pelos orifícios da bateria, o processo gera eletricidade suficiente para acender luzes, telas ou pequenos eletrodomésticos.

O objetivo do Bioo é expandir sua tecnologia até que suas unidades movidas a solo possam gerar energia para uma casa inteira, o que pode não ser tão difícil, já que a fabricação não requer nenhum mineral tóxico ou de terras raras como alguns painéis solares fotovoltaicos.

Bioo está usando vasos de plantas em grande parte de suas pesquisas porque as plantas expelem o excesso de energia de sua fotossíntese através das raízes, que podem ser capturadas para alimentar pequenos dispositivos.

Atualmente uma casa está um pouco fora do alcance do fundador Pablo Vidarte. No entanto, ele criou várias maneiras inovadoras de apresentar suas ideias e, com sorte, gerar os dados e o capital necessários para aumentar sua escala.

Uma dessas vitrines é a Instalação Viva , para a qual as plantas são usadas como interruptores biológicos de ligar / desligar. Depois de receber uma certa frequência de rádio, Vidarte descobriu que certos vasos de plantas podem produzir energia por meio de seus sistemas e ser usados ​​como interruptores elétricos vivos, ligando luzes, telas, música e até mesmo estendendo wi-fi, para uso em uma casa ou ambiente de varejo.

Bioo

12Trabalhando na ilha espanhola de Ibiza, os maiores painéis Bioo da Vidarte alimentam a iluminação externa instalada em toda a propriedade da empresa, que acende à noite.

Ao contrário dos painéis solares, que requerem baterias para armazenar energia para uso quando o sol não está brilhando, ou das turbinas eólicas que param de se mover sem uma brisa, os micróbios do solo nunca dormem – e nunca param de gerar energia. O fluxo de energia é consistente, mesmo no meio da noite ou em um dia sem vento. O painel Bioo também economiza água embaixo de um jardim ou gramado, pois está gerando H20 extra que é expelido para o solo.

E os painéis de energia 100% renovável, que atualmente podem gerar 3W por metro quadrado, não interrompem a paisagem natural acima do solo. Muitos planejadores de cidades estão ansiosos para usá-los para alimentar as luzes, especialmente em parques.

“A tecnologia em si tem potencial para ser muito, muito barata”, diz Vidarte. “Afinal, requer apenas grafite e substâncias à base de carbono que são realmente fáceis de obter, são muito abundantes e também muito baratas.”

Fonte: goodnewsnetwork.org

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BOAS NOTÍCIAS: MADEIRA TRANSPARENTE QUANTO VIDRO É CRIADA POR CIENTISTAS

Um pesquisador norte-americano desenvolveu um material de madeira transparente que se parece claramente com a janela do amanhã. A madeira transparente é aproximadamente cinco vezes mais eficiente termicamente do que o vidro, com isso, reduzindo substancialmente os custos de energia, já que o vidro tem um preço econômico e ecológico caro. A ideia é revolucionária e vai mudar completamente o formato construtivo das edificações daqui pra frente além de colaborar com a manutenção do meio ambiente. Leia a reportagem completa a seguir e saiba de todos os detalhes dessa descoberta genial!

Cientistas criam madeira transparente quase tão clara quanto vidro para fazer janelas de isolamento mais fortes e melhores

 

3,5% da energia usada nos Estados Unidos vai direto para a janela – desperdiçada por causa de painéis de vidro ineficientes no inverno e no verão. Agora, os cientistas nos deram uma maneira de utilizar produtos florestais sustentáveis ​​como um substituto para o caro vidro.

do Laboratório de Produtos Florestais do USDA, Junyong Zhu, colaborou com colegas da Universidade de Maryland e da Universidade do Colorado para desenvolver um material de madeira transparente que se parece claramente com a janela do amanhã.

Eles demonstraram que a madeira transparente tem potencial para superar as janelas de vidro em quase todos os aspectos, tornando-a um dos materiais mais promissores do futuro.

Embora o vidro seja o material mais comum usado na construção de janelas, ele tem um preço econômico e ecológico caro.

O calor é facilmente transferido através dele, especialmente no painel único, e aumenta as contas de energia quando escapa durante o tempo frio e entra quando está quente. A madeira transparente é aproximadamente cinco vezes mais eficiente termicamente do que o vidro, reduzindo substancialmente os custos de energia.

A produção de vidro usada para construção também traz uma grande pegada de carbono. As emissões de fabricação sozinhas são de cerca de 25.000 toneladas métricas por ano, sem considerar a pegada pesada de também transportar o vidro.

Os cientistas usaram madeira da árvore balsa de crescimento rápido e baixa densidade. É tratado a temperatura ambiente, banho oxidante que o deixa quase totalmente visível. A madeira é então penetrada com um polímero sintético denominado álcool polivinílico (PVA), criando um produto quase transparente.

Suas descobertas foram publicadas no Journal of Advanced Functional Materials em um artigo intitulado A Clear, Strong, and Thermally Isulated Transparent Wood for Energy Efficient Windows .

A celulose natural em sua estrutura de madeira e enchimento de polímero absorvente de energia significa que é 3 ordens de magnitude mais durável que o vidro – e muito mais leve também. Pode suportar impactos muito mais fortes e, ao contrário do vidro, entorta ou estilhaça em vez de se estilhaçar

Além disso, a madeira transparente é um material sustentável, com baixa emissão de carbono e capacidade de biodegradação muito mais rápida que o plástico.

É feito de um recurso renovável que também é compatível com os equipamentos de processamento industrial existentes, tornando a transição para a fabricação uma perspectiva fácil.

Com todos esses benefícios potenciais para consumidores, manufatura e meio ambiente, o caso da madeira transparente não poderia ser … mais claro.

Fonte: goodnewsnetwork.org

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: O PRIMEIRO CORREDOR VERDE DE COMPRAS FOI INAUGURADO NA GRÃ-BRETANHA

O destaque desta sexta-feira, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE é a criação do primeiro corredor de compras ecológico, que vai permitir os entusiastas do DIY que se preocupam com o meio ambiente podem agora desfrutar de um ‘corredor de compras verde’ – completo com uma passarela de grama real e um dossel repleto de folhagens e borboletas. O lançamento do ‘The Green Aisle’ foi em uma das principais redes de hardware da Grã-Bretanha, a Homebase. Então, leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes dessa grande novidade!

O primeiro corredor de compras ecológico para entusiastas do meio ambiente que desejam projetos caseiros de bricolagem

SWNS

Os entusiastas do DIY que se preocupam com o meio ambiente podem agora desfrutar do primeiro ‘corredor de compras verde’ – completo com uma passarela de grama real e um dossel repleto de folhagens e borboletas.

O corredor verde é, literalmente, enfeitado com trepadeiras perenes e vegetação para ajudar os compradores ecologicamente corretos a encontrar a seção da loja de ferragens que tornará sua casa mais sustentável.

‘The Green Aisle’ é lançado hoje em uma das principais redes de hardware da Grã-Bretanha, a Homebase. As primeiras lojas a receberem o corredor repleto de folhagens são: Haringey em Londres, Edimburgo, Bridgend, Birmingham e Leeds – com mais lojas a seguir.

Em parceria com a Smart Energy GB, o corredor exibe produtos de reforma residencial ecologicamente corretos e com baixo consumo de energia, bem como informações sobre como instalar um medidor inteligente, tudo em um só lugar.

Todos esses esforços ajudarão a tornar as casas mais verdes e prontas para o inverno.

‘The Green Aisle’ foi criado depois que uma pesquisa descobriu que 74% dos britânicos desejam tornar sua casa mais verde, mas metade não tem ideia por onde começar.

Craig Phillips, especialista em DIY e um dos primeiros a visitar o ‘Corredor Verde’ em Haringey, disse: “Ajudei centenas de pessoas a melhorar suas casas ao longo dos anos, fazendo pequenas mudanças que têm um grande impacto – o mesmo é verdade para tomar pequenas medidas de eficiência energética em casa.

“Pode ser difícil saber por onde começar quando se trata de fazer escolhas mais verdes.

“O Corredor Verde ajuda a tornar esse processo ainda mais fácil para as pessoas, identificando quais produtos são mais ecológicos e, da mesma forma, entendendo o impacto positivo que eles podem ter.”

Dados do Energy Saving Trust também mostram que uma família pode economizar até £ 581 ($ 751) em contas de energia a cada ano se implementar uma gama completa de medidas de eficiência.

Isso inclui a compra de aparelhos eficientes e o exercício das melhores práticas de comportamento de economia de energia, que podem ser incentivadas com um medidor inteligente.

Além da economia financeira, uma família também poderia economizar 2.141 kg de emissões de CO2, o que equivale a dirigir 7.500 milhas ou energia suficiente para alimentar as luzes de 27 residências no Reino Unido por um ano.

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Então, se você está procurando torneiras de chuveiro que economizam água, tinta ecológica, um medidor inteligente ou apenas um excludente de correntes de ar para sua porta, se você estiver na Grã-Bretanha, agora você conhece o corredor verde para onde ir.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: PRIMEIRA LOJA DE DEPARTAMENTOS EM BERLIM INTEIRAMENTE DE PRODUTOS DE SEGUNDA MÃO

Uma inovação para se reinventar em tempos de crise é o destaque deste domingo, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE. Uma loja de departamentos de produtos de segunda mão foi inaugurada em Berlim. Coisa pra gringo ver. É um esforço para derrubar a “cultura do jogar fora” e promover a reutilização e conserto. Então leia o artigo completo a seguir, saiba como essa ideia funciona e quem sabe você abre a sua própria loja?

Berlim agora possui uma loja de departamentos que vende todos os produtos reciclados

 

 

Em um esforço para derrubar a “cultura de jogar fora” e promover a reutilização e reparo, a cidade de Berlim deu o passo único de abrir sua própria loja de departamentos de segunda mão.

Esta não é a loja de artigos usados ​​da sua avó. Ela revende itens perfeitamente bons em lojas de varejo que, de outra forma, seriam jogados fora.

SenUVK

Um trocadilho com as palavras alemãs para “loja de departamentos” e “conservadora”, B-Wa (h) renhaus vende uma grande variedade de produtos, incluindo roupas, móveis, telefones celulares e outros eletrônicos.

Longe de simplesmente vender lixo velho “como está”, os produtos eletrônicos foram consertados por técnicos especializados e vêm com garantia de um ano.

E, para ir além da demografia normal de compradores de segunda mão, a loja foi erguida bem no meio da famosa loja de departamentos Karstadt.

Com o sucesso de seu teste inicial de seis meses no terceiro andar da loja, a cidade planeja abrir mais quatro operações semelhantes em outras partes de Berlim. Em 2030, espera ter pelo menos um local em cada um dos 12 bairros de Berlim.

Essas lojas são apenas a mais recente adição ao impressionante currículo de sustentabilidade de Berlim. Desde 2008, as políticas municipais e as campanhas educacionais reduziram o lixo doméstico médio anual em cerca de 25 libras (11 kg) por residente. Ela também recicla cerca de 49% de seus resíduos de construção mineral – como tijolo e concreto.

Kai Branss

Atualmente, a prefeitura estima que 8% dos produtos eletrônicos descartados e 6% dos itens volumosos descartados possam realmente ser reaproveitados. O objetivo é expandir o mercado para esses itens além dos habituais caçadores de pechinchas e consumidores ecologicamente corretos.

“Três anos atrás, começamos a coletar todos os tipos de produtos usados ​​que as pessoas têm em suas adegas ou sótãos”, disse a porta-voz da cidade Dorothee Winden ao Bloomberg CityLab. “Coisas que estão bem preservadas e funcionando, mas não estão mais sendo usadas. O objetivo é dar a essas coisas uma nova vida com alguém que possa usá-las. ”

As lojas também incluem um centro educacional dentro da loja para incentivar estilos de vida mais sustentáveis ​​- e também premiou ( foto acima ) um projeto que reciclou uniformes escolares, para que os pais não precisassem comprar novos todos os anos.

A empresa verde também conectou a Missão dos Sem-Teto da Cidade de Berlim com varejistas de roupas online que fornecem roupas que foram devolvidas a eles e não podem ser revendidas.

Fonte: Good News Network

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