MAIS SETE CAMPOS DE TERRESTRES DE PETRÓLEO VENDIDOS PELA PETROBRAS NO RN

Petrobras conclui a venda de sete campos terrestres no RN por R$ 676,8 milhões

Foto: Junior Santos

A Petrobras finalizou a venda da totalidade da sua participação em sete campos de produção terrestres no Rio Grande do Norte, localizados no Polo Macau, para a SPE 3R Petroleum S.A., subsidiária integral da 3R Petroleum e Participações S.A..

Após o cumprimento de todas as condições precedentes, a operação foi concluída com o pagamento de R$ 676,8 milhões para a Petrobras, já com os ajustes previstos no contrato.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Para a gerente executiva de Gestão de Portfólio da Petrobras, Ana Paula Saraiva, o desinvestimento da Petrobras tem atraído novos participantes para a indústria, trazendo mais dinamismo para o setor. “ É uma ótima notícia para a Petrobras, para a 3R-Starboard, para o setor onshore e para o mercado em geral. Um bom momento para termos boas novas.”

O sócio da Starboard (acionista controladora da 3R), Paulo Thiago Mendonça, fala sobre os planos para o estado do Rio Grande do Norte: “A venda de ativos onshore e águas rasas é uma estratégia muito sadia para a Petrobras e cria oportunidades para novos entrantes no setor, que irão poder priorizar seus recursos gerando valor para a região e para o país. Temos como importante missão ser a maior produtora de gás do estado do Rio Grande do Norte e exponencializar essa oferta de gás”

Sobre os campos

O Polo Macau engloba os campos de Aratum, Macau, Serra, Salina Cristal, Lagoa Aroeira, Porto Carão e Sanhaçu. A Petrobras detinha 100% de participação em todas as concessões, com exceção da concessão de Sanhaçu, na qual era operadora com 50% de participação, enquanto os 50% restantes são da Petrogal Brasil S.A.. A produção total atual de óleo e gás desses campos é de cerca de 5 mil barris de óleo equivalente por dia.

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REGRA QUE DEFINE ISOLAMENTO DE ESTRANGEIROS DEIXARÁ DE VALER EM 1º DE JULHO NA ESPANHA

Espanha define data para encerrar quarentena de estrangeiros e volta a incentivar o turismo

Regra que obriga isolamento de estrangeiros deixará de valer em 1º de julho, mas Governo ainda precisa definir condições de segurança para viajantes e população

Madrilenhos passeiam no parque Retiro, no primeiro dia de saída do confinamento, na segunda.Madrilenhos passeiam no parque Retiro, no primeiro dia de saída do confinamento, na segunda.

CARLOS E. CUÉ

|HUGO GUTIÉRREZ

Madri – 26 MAY 2020 – 11:55 BRT

A Espanha continua a tomar medidas em prol do retorno à atividade turística normal. Primeiro foi o presidente do Governo (primeiro-ministro), Pedro Sánchez, que anunciou no sábado que turistas estrangeiros poderiam viajar para o país no verão espanhol, que começa em junho. E na segunda-feira, em uma reunião interministerial por videoconferência, ficou definido o dia 1º de julho para o fim da quarentena obrigatória para viajantes que residem no exterior. Assim, concretiza-se a reativação de um setor vital para a economia espanhola e se elimina um obstáculo à venda de viagens, já que essa norma desestimulava os turistas que planejavam passar férias no país.

O Executivo estabeleceu como meta que o turismo, setor responsável por mais de 12% do PIB da Espanha, não perca a temporada de verão. Isso é vital para o setor —e para a economia espanhola—, pois essa é a época do ano em que se concentra o maior número de viagens pelo país. Por isso, as autoridades decidiram definir a data de vencimento da quarentena obrigatória para os turistas de fora.

Fonte: El País

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MADRI SE PREPARA PARA MAIOR CRISE ALIMENTAR DESDE A GUERRA CIVIL

Madri prevê a maior crise alimentar desde o fim da Guerra Civil

Sem turistas, desemprego deve disparar na capital, onde muitos bares e restaurantes não poderão reabrir por falta de mesas externas

Funcionários montam e fazem a limpeza de mesas de um restaurante no centro de Madri.Funcionários montam e fazem a limpeza de mesas de um restaurante no centro de Madri.

MANUEL VIEJO

Madri – 24 MAY 2020 – 17:19 BRT

Em 20 de dezembro de 2019, o Instituto Nacional de Estatística da Espanha (INE) publicou um dado histórico na Espanha: Madri havia superado a Catalunha como a principal economia regional. Uma ultrapassagem de proporções maiúsculas, que só ocorrera antes em 2012 e 2013. A região onde fica a capital espanhola começava 2020 da melhor maneira possível, respondendo por 19% do PIB nacional: 230,8 bilhões de euros (1,39 trilhão de reais). O veleiro da capital ia de vento em popa. Madri era de novo o motor da Espanha.

Quatro meses depois, a região arranca de novo com o barco no meio de uma tempestade de proporções incalculáveis: 400.000 desempregados, 50.000 autônomos sem saber quando voltarão à rotina de três meses atrás e uma crise social que, segundo dados da Prefeitura da capital, prevê a maior crise alimentar desde o fim da Guerra Civil espanhola, em 1939. Pelo menos 101.942 cidadãos recebem diariamente uma sacola com mantimentos, segundo a Federação Regional de Associações de Moradores da capital.

Madri foi e é o epicentro da pandemia de coronavírus na Espanha em nível sanitário, político e social. Aqui começou a expansão do vírus pelo país, aqui surgiram os protestos contra o Governo, e aqui se iniciaram as filas da fome. O balanço é dilacerador. O bichinho abstrato deixou uma região abatida, com mais de 67.000 casos confirmados e 8.907 falecidos em hospitais até o momento. E antes de abrir as porta à fase 1 do desconfinamento, a partir desta segunda-feira, o Colégio de Médicos (conselho profissional) alerta: “Continua nos preocupando que o sistema sanitário madrilenho não possa assumir um novo recrudescimento”.

Foram dois meses caóticos tanto no aspecto político como no econômico. O alívio das medidas de restrição começou na segunda-feira passada, com a chamada fase 0,5, uma etapa que nem sequer estava prevista no manual da desescalada do Governo espanhol. A decisão foi precedida pelos gritos de socorro em lugares como a Puerta del Sol, o marco zero da capital, e o palácio de La Moncloa, sede do Executivo: “É preciso abrir a economia como for”. O objetivo era fechar o quanto antes a gigantesca ferida econômica. Nesta segunda-feira, as consequências começarão a ser conhecidas.

“Com a fase 1 só abriremos entre 10% e 15% dos negócios. Nem todos têm mesas externas”, conta Tomás Gutiérrez, presidente da associação madrilenha dos empresários de hotelaria e restauração. Um em cada cinco estabelecimentos da capital estão relacionados com esse setor. Dos 19.137 bares, restaurantes e hotéis, calcula-se que quase 3.500 não reabrirão mais. “Sobretudo os menores.” Gutiérrez acredita que a recuperação, se vier, será em setembro. “E falta ver como o cliente reage.” Cerca de 120.000 famílias madrilenhas viviam deste setor até março.

O desemprego já havia subido em fevereiro na região. Segundo dados oficiais, 2.147 cidadãos se inscreveram nas listas de procura de emprego. Em março a cifra se multiplicou por cinco, e em abril por vinte. Há mais de 400.000 desempregados, sem contar os que estão com pagamentos parcialmente suspensos, sob um mecanismo chamado processo de regulação temporária de emprego (ERTE, na sigla em espanhol). Com a entrada na fase 1, o Governo regional espera “recuperar entre 35.000 e 55.000 empregos de pessoas que hoje se encontram no ERTE”, segundo o Conselheiro de Economia, Emprego e Competitividade da Comunidade de Madri, Manuel Giménez.

O empresário Juan Francisco Miguel, de 32 anos, abrirá sua produtora DrCerebrus nesta segunda-feira após mais de 60 dias. “Tinha 11 funcionários contratados em fevereiro e só cinco voltarão. Perdemos muitas filmagens.” Ele é um dos 50.000 autônomos da região que continuarão fazendo malabarismos nas contas.

O mesmo ocorre com o setor turístico. Madri é a capital europeia com mais gasto médio por turista, com 355 euros (2.141 reais) por dia, segundo dados do portal Hosteltur. Sem o habitual ruído das malas pelas ruas até julho – a região recebeu 11 milhões de turistas em 2019 –, a Comunidade já prepara uma guinada no setor. “A prioridade agora será o turismo interno”, anunciou a presidenta regional, Isabel Díaz Ayuso, na sexta-feira, sem dar detalhes.

As mudanças também serão notadas na mobilidade, embora se mantenham as faixas horárias. Veem-se mais bicicletas que nunca, mas não se prevê um modelo local que reforce este modal. O principal problema, segundo o Consórcio Geral de Transportes, será a gestão do metrô nos horários de pico. Em condições normais, são três horas de maior movimento: das 8h às 9h, das 14h às 15h e das 18h às 19h. Durante o confinamento, só houve uma faixa com aumento de viajantes diários, a das 14h, mas o consórcio espera que voltem os três picos de tráfego à medida que a desescalada avançar.

Com tudo isto, e apesar de tudo, Madri levantará as persianas na segunda-feira com o objetivo de liderar a recuperação econômica na Espanha. Não está prevista a passagem a uma nova fase nas duas semanas seguintes. E enquanto isso? Reabrirão os hotéis sem zonas comuns, visitas em casa só com até 10 amigos, os velórios poderão receber 10 familiares, e os teatros e cinemas até 30% da ocupação. O motor econômico arranca de novo, e quase três meses depois, em marcha lenta.

Fonte: El País

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SEGUNDO GUEDES BRASIL NÃO TEM SAÍDA E PRECISA “AGUENTAR” A CHINA

O Brasil está quebrado e precisa “aguentar” a China, diz Guedes

Do CNN Brasil Business, em São Paulo

 Atualizado 22 de Maio de 2020 às 18:45

Paulo GuedesMinistro da Economia, Paulo Guedes, na reunião ministerial em 22 de abril, no Palácio do Planalto.

Em vídeo da reunião ministerial divulgado nesta sexta-feira (22), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a China deveria financiar um Plano Marshall para o mundo a fim de compensar os impactos econômicos causados pelo coronavírus. Mesmo assim, segundo o ministro, o Brasil não deveria entrar em mais atritos com a China.

“A China é aquele cara que você sabe que você tem que aguentar. Porque para vocês terem uma ideia, para cada um dólar que o Brasil exporta para os Estados Unidos, exportamos três para a China”, diz Guedes, que também defende uma maior responsabilização aos chineses. “A China (censurado) deveria financiar um Plano Marshall para ajudar todo mundo que foi atingido”, disse ele

Guedes afirma que a relação com os chineses pode ser pragmática. E que a China precisa do Brasil porque “eles precisam comer”.

“Você sabe que geopoliticamente você está do lado de cá. (…) Não vamos vender para eles ponto críticos nosso, mas vamos vender a nossa soja para eles. Isso a gente pode vender à vontade. Eles precisam comer, eles precisam comer”, disse.

Críticas ao desenvolvimentismo

Segundo o ministro, o Pró-Brasil, vendido como uma espécie de plano para recuperar o país, essa ideia poderia ser um desastre. Segundo ele, a retomada do crescimento vem pelos investimentos privados, reformas e abertura da economia.

“Voltar uma agenda de trinta anos atrás, que é investimento público financiado pelo governo, foi o que a Dilma fez. Então, tá cheio de gente pensando nessa eleição agora, e botando coisa p… na cabeça de todo mundo aqui dentro. (…) O governo quebrou! Em todos os níveis (…)”

Segundo ele, a agenda de desalavancar bancos públicos e reduzir endividamento e queda de juros seria suficiente para o Brasil voltar a “voar”, mas aí veio o coronavírus. E a previsão de queda do PIB para 2020 é de 4,7%.

Guedes ainda afirmou que tem conversado com investidores e que querem um “bom ambiente de negócios no país”. Segundo o ministro, o mundo inteiro quer investir no Brasil e que estão dispostos a colocar “centena de bilhões de dólares” no país.

“Simplificação de impostos e segurança jurídica, coisas desse tipo”, disse. De acordo com o ministro, o governo precisaria entrar na OCDE e aderir ao General Purchase Agreement (GPA) seria o suficiente para o Brasil entrar no alvo dos investidores novamente.

“Então, basta a gente fazer isso, quer dizer, vai fazer concorrência para concessão, privatização, então nós já estamos na pista certa, já estamos indo para a direção certa”, disse.

Reconstrução com aprendizes militares

A reconstrução, segundo Guedes, pode passar pelo recrutamento de jovens aprendizes dos quartéis brasileiros. “Quantos jovens podemos absover?  Um milhão a duzentos reais, que é o bolsa família, trezentos reais, pro cara de manhã fazer calistenia. (…) De tarde, aprende a ser um cidadão, pô. (…) É… voluntário para fazer estrada, para fazer isso, fazer aquilo. Sabe quanto custa isso? É duzentos reais por mês.”

Segundo o ministro, com dez meses com um milhão de jovens, os custos para os cofres públicos seria de R$ 2 bilhões. “Então, nós vamos pegar na reconstrução, nós vamos pegar um bilhão, dois bilhões e contratar um milhão de jovens. A Alemanha fez isso na reconstrução (da Segunda Guerra Mundial)”, disse o ministro.

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ECONOMIA: RESTITUIÇÃO DO IR COMEÇA EM 29 DE MAIO E VAI ATÉ 30 DE SETEMBRO

Veja calendário de restituição do IR 2020; 1º lote vence no dia 29 de maio

O pagamento do primeiro lote ficou programado para o dia 29 de maio, com a última data prevista para 30 de setembro

Por CNN Brasil – Publicado em 22/05/2020 às 11:21

A declaração do Imposto de Renda (IR) é feita por meio de um programa da Receita Federal

Nesta sexta-feira (22), a partir das 9h, a Receita Federal libera a consulta do primeiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Depois que a pandemia de coronavírus se alastrou pelo Brasil, algumas regras do processo de declaração do IRPF 2020 passaram por mudanças, a começar pela adoção de um novo calendário.Depois dos ajustes, o pagamento do primeiro lote ficou programado para o dia 29 de maio, com a última data prevista para 30 de setembro. No ano passado, as restituições iniciaram no dia 17 de junho e se estenderam até o dia 16 de dezembro.

Outra mudança no processo foi a prorrogação do prazo de entrega da declaração, que agora se estende até o próximo dia 30 de junho. A medida tem como objetivo evitar aglomerações em agências, a sobrecarga dos sistemas digitais do órgão, e não prejudicar os contribuintes com dificuldade no acesso à internet.

Fonte: Agora RN

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LÍDER CHINÊS ANUNCIA QUE ENVIARÁ DINHEIRO PARA AJUDAR PAÍSES AFETADOS PELA COVID-19

China enviará dinheiro para países afetados pela covid-19

O país destinará nos próximos anos R$ 11,6 bilhões para apoiar os países afetados pela pandemia, em especial, os mais pobres

 

Chefe da China defende a suspensão da dívida dos países mais pobresChefe da China defende a suspensão da dívida dos países mais pobres

O presidente da China, Xi Jinping, anunciou nesta segunda-feira (18) que o país destinará nos próximos anos US$ 2 bilhões (R$ 11,6 bilhões) para apoiar os países afetados pela pandemia da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, em especial, os mais pobres.

O chefe de governo fez a declaração durante a assembleia anual da OMS (Organização Mundial de Saúde), que acontece de maneira virtual, justamente por causa da crise em escala global, provocada pela propagação do patógeno.

No encontro, Xi garantiu que as vacinas que forem desenvolvidas na China contra a doença “estarão disponíveis como bem público”, para que sejam acessíveis para todas as nações em desenvolvimento.

Além disso, o presidente apontou que defenderá junto aos integrantes do G20 a suspensão da dívida dos países mais pobres, como parte das medidas para superar a crise econômica desencadeada pela pandemia da covid-19.

Na videoconferência, Xi afirmou que o planeta vive a mais grave emergência de saúde desde a Segunda Guerra Mundial e garantiu que o surgimento e a propagação do novo coronavírus foi uma surpresa para todos.

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ESPECIALISTAS ESTIMAM QUE 60% DAS EMPRESAS DO PAÍS TERÃO QUE SE ADAPTAR A NOVA REALIDADE PARA SOBREVIVER

 ECONOMIA

MIT: 60% das empresas do país precisarão mudar os seus negócios para sobreviver

À medida em que algumas regiões do mundo começam a vencer a pandemia de coronavírus e a economia, aos poucos, reabre, especialistas tentam calcular o tamanho do impacto da crise nas companhias. Para entender quais mudanças vieram para ficar no mundo corporativo e quais modelos de gestão e negócio vão prevalecer no médio e longo prazo, o CNN Business conversou com a pesquisadora do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e coautora do livro “Qual Seu Modelo de Negócio?” (M.Books, 2018), Stephanie Woerner.

Entre os principais temas de sua pesquisa, Woerner estuda como as empresas lidam com as transformações causadas pela digitalização da economia, especialmente no que diz respeito à competitividade e governança.

Até a próxima quinta (7), a pesquisadora participa do evento online Frontiers Unlocked, promovido pelo MIT Sloan Review Brasil, que vai reunir especialistas para responder à pergunta “como será o novo normal para as empresas depois da pandemia de coronavírus?”. É possível acompanhar o evento pelo site oficial.

Para ela, apesar de a maioria das empresas brasileiras ainda operaram no primitivo modelo de negócio chamado de “silos and spaghetti” —  mais exatamente 60% de todas as companhias do Brasil —, as mudanças induzidas pelo coronavírus vão transformar completamente esse cenário. O termo é uma forma que a pesquisadora utiliza para denominar as companhias que ainda não sairam da prestação de serviços (ou criação de produtos) básicos para os seus clientes.

A tendência, daqui em diante, é que as companhias se digitalizem para aumentar a eficiência e desenvolver uma melhor experiência para os clientes.

À medida em que algumas regiões do mundo começam a vencer a pandemia de coronavírus e a economia, aos poucos, reabre, especialistas tentam calcular o tamanho do impacto da crise nas companhias. Para entender quais mudanças vieram para ficar no mundo corporativo e quais modelos de gestão e negócio vão prevalecer no médio e longo prazo, o CNN Business conversou com a pesquisadora do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e coautora do livro “Qual Seu Modelo de Negócio?” (M.Books, 2018), Stephanie Woerner.

Entre os principais temas de sua pesquisa, Woerner estuda como as empresas lidam com as transformações causadas pela digitalização da economia, especialmente no que diz respeito à competitividade e governança.

Até a próxima quinta (7), a pesquisadora participa do evento online Frontiers Unlocked, promovido pelo MIT Sloan Review Brasil, que vai reunir especialistas para responder à pergunta “como será o novo normal para as empresas depois da pandemia de coronavírus?”. É possível acompanhar o evento pelo site oficial.

Para ela, apesar de a maioria das empresas brasileiras ainda operaram no primitivo modelo de negócio chamado de “silos and spaghetti” —  mais exatamente 60% de todas as companhias do Brasil —, as mudanças induzidas pelo coronavírus vão transformar completamente esse cenário. O termo é uma forma que a pesquisadora utiliza para denominar as companhias que ainda não sairam da prestação de serviços (ou criação de produtos) básicos para os seus clientes.

A tendência, daqui em diante, é que as companhias se digitalizem para aumentar a eficiência e desenvolver uma melhor experiência para os clientes.

Para continuar lendo é só clicar aqui: https://www.cnnbrasil.com.br/business/2020/05/05/modelo-de-negocio-que-afeta-60-das-empresas-brasileiras-deve-mudar-pos-pandemia

Fonte: Blog do BG

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EMPREGO: WALMART E AMAZON VÃO CRIAR 250 MIL VAGAS ATÉ MAIO PARA SUPRIR DEMANDA DE VENDAS ON LINE

Em tempos de crise muita gente sofre, outros quebram, mas alguns aproveitam para dar um salto quântico. É o caso das empresas que trabalham com vendas on line e delivery. Para a sorte dos americanos algumas gigantes do mercado de e-commerce vão suprir grande parte da taxa de desemprego contratando funcionários demitidos dos setores prejudicados. Leia a reportagem completa a seguir e entenda o que está acontecendo!

Walmart e Amazon vão contratar quem está sendo demitido

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação

Na contramão da crise econômica provocada pelo coronavírus, Walmart e Amazon anunciaram que vão contratar e absorver funcionários demitidos de setores prejudicados nos Estados Unidos.

E não se trata de ser bonzinho. É uma questão de visão estratégica de mercado! O motivo é simples: sem poder sair de casa por causa da quarentena, o consumidor passou a fazer compras online e a demanda das duas redes aumentou. Por isso, os empresários decidiram investir neste momento de crise, em vez e recuar.

O Walmart pretende contratar 150 mil funcionários adicionais para trabalhar temporariamente em suas lojas e centros de distribuição, para atender à crescente demanda, resultado da pandemia de coronavírus.

A rede de supermercados também planeja pagar US$ 550 milhões, cerca de 2,5 bilhões de reais,  em bônus aos seus funcionários atuais.

Para ajudar no processo de contratação, o Walmart diz que procurou grupos dos setores de hotelaria e restauração para empregar justamente pessoas que estejam enfrentando demissões.

As novas contratações do Walmart serão feitas até o final de maio. O processo de seleção vai cair de duas semanas para apenas um dia.

A empresa informa ainda que muitas das funções temporárias “se converterão em posições permanentes ao longo do tempo”.

Amazon

A Amazon também anunciou na semana passada a contratação de 100 mil novos trabalhadores para os seus armazéns de estoques e entregas nos EUA

Eles vão atuar nos armazéns de estoque e nos processos de entrega de produtos comprados através da Amazon.com.

Segundo a empresa, o reforço é necessário para dar conta do “aumento sem precedentes na demanda” de pedidos online, fruto da atual pandemia de coronavírus.

A Amazon informou que o pagamento de todos os funcionários dos Estados Unidos e Canadá terá um aumento de US$ 2,00 por hora, até abril.

“Estamos vendo um aumento nas compras online e, como resultado, alguns produtos, como artigos básicos e suprimentos médicos, estão fora de estoque. Com isso em mente, estamos priorizando temporariamente produtos básicos, suprimentos médicos e outros produtos de alta demanda que entram em nossos centros de atendimento, para que possamos receber, reabastecer e entregar mais rapidamente esses produtos aos clientes”, diz o comunicado divulgado no Business Insider.

Com informações da B9

Fonte: Só Notícia Boa

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ÚLTIMA DESTE SÁBADO: TRUMP LIBERA 60 BILHÕES DE DÓLARES PARA BRASIL E MAIS 8 PAÍSES

Em meio a tanta notícia ruim com essa pandemia do coronavírus o FED, Banco Central dos Estados Unidos resolveu liberar até U$ 60 bilhões para 9 países, dentre eles o Brasil, para ajudar a sobreviver a essa guerra contra o coronavírus. Leia o artigo a seguir e saiba dos detalhes!

BC e Fed fecham acordo para ampliar oferta de dólar em US$ 60 bilhões

Dinheiro vai ampliar a oferta de dólar no mercado doméstico

Publicado em 19/03/2020 – 15:16 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O Banco Central (BC) do Brasil e o Federal Reserve (Fed – banco central dos Estados Unidos) vão manter, por pelo menos seis meses, um acordo de swap (troca) de liquidez (recursos disponíveis) em dólares americanos. O montante é de US$ 60 bilhões e vai ampliar a oferta de dólar no mercado doméstico, informou hoje (19) o BC.

Segundo o BC, o dinheiro será utilizado para “incrementar os fundos disponíveis para as operações de provisão de liquidez em dólares”.

“A linha de liquidez soma-se ao conjunto de instrumentos disponíveis do BC para lidar com a alta volatilidade dos mercados em decorrência da pandemia da Covid-19”, acrescentou.

O anúncio de hoje inclui também as autoridades monetárias da Austrália, Dinamarca, Coreia do Sul, México, Noruega, Nova Zelândia, Singapura e Suécia. O Federal Reserve também possui linhas de swap de liquidez em dólares americanos com o Banco do Canadá, o Banco da Inglaterra, o Banco do Japão, o Banco Central Europeu e o Banco Nacional Suíço.

Edição: Fernando Fraga

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ECONOMIA: COMO EVITAR UM COLAPSO NA ECONOMIA MUNDIAL

Na nossa coluna ECONOMIA desta segunda-feira temos um artigo altamente esclarecedor do que está acontecendo com a economia mundial por causa da pandemia do coronavírus, através de um duplo choque, oferta e demanda, que é raríssimo de acontecer e dá sugestões para solucionar o grave problema. Leia artigo completo a seguir e tire suas conclusões!

Coronavírus: um caso raro de choque de oferta e de demanda – e suas possíveis consequências nefastas

E o que deveria ser feito

Em termos puramente econômicos — ênfase em ‘econômicos’ —, a atual epidemia do Covid-19 (que está prestes a virar pandemia) apresenta um estimulante debate intelectual: no curto prazo, teria este cisne negro um efeito inflacionário ou deflacionário sobre os preços da economia global?

E no longo prazo, quais as suas reais consequências?

Rápida cronologia

Como o leitor certamente já está ciente, a difusão do novo coronavírus está causando sérios estragos econômicos.

Ainda em fevereiro, a China entrou em quarentena. Quase 70 milhões de chineses foram literalmente mantidos presos dentro de casa pelo governo. A pena para quem desrespeitasse o aquartelamento era a cadeia. Empresas foram fechadas e linhas de montagem foram paralisadas. Restaurantes não abriram. Ninguém saía às ruas, que ficaram desertas. Nos poucos supermercados abertos, passou a haver racionamento e rigor na entrada de clientes. A atividade do setor privado (PMI – Índice dos Gerentes de Compras), sem nenhuma surpresa, desabou para as mínimas históricas. As principais companhias aéreas do mundo suspenderam seus voos para a China.

E então, apesar de todos os esforços, o vírus começou a se espalhar pelo mundo. Chegou à Coreia do Sul e causou estragos semelhantes. A Samsung e a LG fecharam várias fábricas. Depois chegou ao Japão. Escolas estão fechadas. Está havendo racionamento nos supermercados e, recentemente, uma escassez de papel higiênico.

Na Austrália, que também está sendo afetada, observa-se fenômeno idêntico. Um jornal local até passou a imprimir oito páginas extras para serem utilizadas como “papel higiênico de emergência”

Agora, o vírus se vai se espalhando rapidamente pela Europa. Ainda ontem, o governo da Itália, que se tornou o segundo país mais afetado pela epidemia (já são 631 mortos), simplesmente decretou o isolamento do país. Reuniões públicas estão banidas e qualquer movimentação pelo país está proibida, com exceção daquela estritamente necessária para atendimentos médicos e emergências. A polícia foi instruída a impingir rigorosamente as proibições.

Nos EUA, a epidemia ainda é incipiente, mas já demonstra rápido avanço. Já são mais de mil casos e 31 mortos. E, é claro, a venda de papel higiênico passou a ser racionada pelos supermercados (também no Canadá), em decorrência da súbita e inesperada demanda.

Ao redor do mundo, eis a situação: viagens a turismo e a negócio entraram em colapso (o que está afetando severamente a solvência das companhias aéreas), conferências e eventos esportivos estão sendo cancelados, e, principalmente, toda a cadeia global de produção foi severamente atingida, com várias fábricas e empresas fechadas.

Assim, a oferta global de produtos está afetada, pois as cadeias de suprimento, que possibilitam a produção desses bens, estão paralisadas.

Portanto, temos um impacto sobre a oferta (cadeias interrompidas, fábricas paradas, férias coletivas) e sobre a demanda (restrições de circulação, fechamento de escolas, interrupção de eventos de massa, viagens canceladas, lojas vazias, comércio sem clientes).

Ambos estes choques de oferta e demanda — bem como a expectativa de que há muito mas por vir — geraram pânico nos mercados financeiros. Nas últimas semanas, as bolsas de valores desabaram (pois espera-se menos crescimento econômico global e menores lucros para as empresas), o preço do barril de petróleo afundou (tanto pelo colapso da demanda quanto pela falta de um acordo entre a Rússia e a OPEP) e o indicador de volatilidade, também conhecido como Índice do Medo, alcançou as máximas vistas apenas em 2008, no auge da crise financeira mundial.

Como é de se esperar nestas situações, todos os investidores em busca de proteção e segurança se refugiam nos títulos públicos americanos, que são tidos como os mais seguros do mundo (e, ao contrário de vários europeus, ainda pagam juros nominais positivos). Esse aumento pela procura reduz os juros pagos por esses títulos (entenda aqui o mecanismo) e, como consequência, os títulos de 30 anos do governo americano estão pagando hoje a menor taxa de juros de sua história: 1,17%.

Para se ter uma ideia da magnitude da queda, no início de 2020 (meros dois meses atrás), esses mesmos títulos pagavam juros de 2,35%. Uma queda desta profundidade e rapidez mostra como os investidores experientes (o chamado smart money) estão receosos quanto aos impactos econômicos do coronavírus.

Os dois choques se iniciaram na Ásia

A Ásia foi, e ainda é, o epicentro do surto do coronavírus. E lá também continua sendo epicentro dos problemas das cadeias de suprimento global.

O efeito é duplo:

1) De um lado, todas as empresas ao redor do mundo importam produtos montados na China, no Japão e na Coreia do Sul; e dado que as fábricas destes países estão paralisadas, então tem-se uma disrupção momentânea das cadeias globais de suprimento. As outras empresas do mundo não conseguem receber suas encomendas fabricadas nos países asiáticos.

2) De outro, dado que esses países asiáticos são grandes importadores de commodities do resto do mundo (e utilizam essas commodities exatamente para fabricar os produtos que exportam para o mundo), e dado que suas fábricas estão fechadas, então temos um forte impacto sobre os preços das commodities.

E esse impacto sobre os preços das commodities já é explícito. Abaixo, o gráfico da evolução do Índice CRB, que é o principal índice de commodities do mundo. O índice engloba as 19 commodities mais transacionadas mundialmente: alumínio, cacau, café, cobre, milho, algodão, petróleo bruto, ouro, óleo para aquecimento, suínos, boi gordo, gás natural, níquel, suco de laranja, prata, soja, açúcar, gasolina e trigo. Em termos práticos, você pode interpretar o gráfico como sendo o preço em dólares de uma cesta contendo todas essas commodities.

Indice CRB.png

Índice CRB – evolução dos preços das commodities, em dólar

Observe que os preços das commodities desabaram, e voltaram ao mesmo nível de 2002. Tal efeito é fortemente deflacionário sobre os preços de bens e serviços, pois tudo, em última instância, depende de commodities.

Resta saber agora qual será o efeito sobre os preços da interrupção da cadeia de suprimentos globais. Tal fenômeno, por reduzir a oferta, tende a gerar uma pressão altista nos preços. Mas, por ora, isso ainda não foi observado.

Logo, a realidade é que, por enquanto, já estamos sentindo os efeitos de um choque de demanda — que já é perceptível na forte redução dos preços das commodities — e estamos vivenciando um ainda incipiente choque de oferta, que tende a se refletir na queda da produção de vários bens, como automóveis e eletroeletrônicos. No Brasil, esse choque de oferta já chegou: por falta de peças importadas da China, algumas fábricas estão dando férias coletivas.

Mas tudo tende a piorar.

Efeitos econômicos no resto do mundo

A grande encrenca deste duplo choque é que ambos tendem a se retroalimentar e a se espalhar pelo mundo, intensificando a disrupção. Se o Covid-19 mantiver sua progressão, os choques de oferta e demanda, até então restritos à Ásia, ocorrerão em todos os continentes. Na Europa, o fenômeno já começou.

Para facilitar o raciocínio, eis um resumo cronológico de toda a situação (o que já aconteceu e o que ainda pode vir a acontecer):

a) China, Coréia do Sul e Japão, por causa do Covid-19, sofrem um choque de oferta, o qual reduz profundamente a produção destes países. Sem produção, a renda cai.

b) Com a renda em queda, a população asiática reduz as importações do resto do mundo (commodities da América Latina e bens de consumo da Europa e dos EUA). Isso representa um choque de demanda para estes outros países.

c) Como consequência dessa menor demanda asiática, toda a produção destes países europeus e americanos voltada para a exportação tende a se reduzir. Assim, as pessoas dessas áreas passam agora a também ter uma renda menor.

d) Logo, tem-se menor produção e menor renda ao redor do mundo.

Mas ainda não acabou. O choque de oferta se alastra pelo mundo.

e) Dado que vários dos bens e serviços fabricados pelas empresas europeias e americanas contêm produtos intermediários fabricados na China, no Japão e na Coreia (cadeias globais de produção), a interrupção da atividade na Ásia afeta a produção na Europa e no continente americano. Tem-se um choque mundial de oferta.

f)  No entanto, na União Europeia a situação é mais grave. Conforma a epidemia vai se alastrando pela Europa (e na Itália com mais intensidade), a própria atividade econômica no continente europeu vai sendo suspendida, de modo que o choque de oferta acaba sendo intensificado nos países europeus. Sem estarem produzindo, não há renda. Sem renda, não há como os europeus demandarem produtos do resto do mundo.

Ou seja, tanto Ásia quanto Europa vivenciam os dois choques: demanda e oferta.

g) Por último, resta o continente americano. Por ora, nós estamos vivenciando apenas um incipiente choque de oferta, e um muito pontual choque na demanda (que é sentida nos setores voltados para a exportação). Ainda assim, é notável que os portos de Los Angeles e Long Beach estejam vivenciando uma queda de 2 milhões de contêineres em relação ao mesmo período do ano passado.

A questão é quais serão os desdobramentos em termos de preços. O que irá prevalecer: a restrição da oferta (aumento de preços) ou a queda da demanda (redução de preços)?

O que é fato é que um choque negativo na cadeia da oferta gera um choque negativo na demanda: as empresas, por não estarem mais nem produzindo e nem vendendo, tendem a se tornar insolventes, tornando-se incapazes de honrar suas dívidas ou mesmo de conseguir refinanciamento. Dependendo da situação, isso tende a gerar calotes em massa, o que pode colocar em risco todo o sistema bancário e financeiro.

Por tudo o que foi dito, e respondendo à pergunta inicial do artigo, o coronavírus tende a ter um efeito mais deflacionário sobre as economias — a menos, é claro, que os governos enlouqueçam e adotem as políticas erradas listadas a seguir.

Soluções

Em um contexto de choque de oferta, uma política fiscal expansionista — isto é, aumentar os gastos do governo — não faria sentido: se as pessoas estão proibidas de trabalhar pelos seus respectivas governos (Ásia e Itália) ou se elas não estão trabalhando porque seus fornecedores não estão produzindo (interrupção da cadeia de oferta global), então, por consequência lógica, fomentar um maior gasto estatal não terá como fazer a economia crescer. O único efeito será o de aumentar os preços.

Neste cenário de choque de oferta, o problema óbvio não é a escassez de gastos, mas sim a ausência de atividade econômica.

É difícil as pessoas aceitarem isso, mas quando se tem um choque de oferta ocasionado pelo surto de um vírus que afeta diretamente as bases produtivas das economias, não há como a oferta ser ressuscitada por meio de políticas fiscais e monetárias. É um tanto óbvio, mas vale a pena enfatizar: colocar o governo para imprimir dinheiro, ou para se endividar e gastar um dinheiro que não tem, não terá o poder de magicamente criar novos bens de capital, de ressuscitar linhas de produção e de religar máquinas. (Uma automação intensa até teria esse poder, mas não meros gastos do governo.)

Já um choque de demanda, em tese, até pode ser contrabalançado por um política fiscal baseada estritamente na redução de impostos. Mas isso funcionaria apenas no curto prazo. No longo prazo, sem um aumento na produção (e este é o caso, pois estamos vivendo um duplo choque), não haverá renda crescente para sustentar essa maior demanda.

Igualmente, se muitas empresas se tornarem insolventes por não estarem produzindo, e consequentemente vivenciarem problemas financeiros, então é verdade que uma política monetária mais expansionista poderia facilitar seus refinanciamentos até o momento em que a situação se normalizasse. No entanto, neste caso, também a margem seria estreita e com contrapartidas negativas (maior inflação de preços em decorrência de haver mais dinheiro na economia). E, como já explicado, políticas monetárias não têm como abolir problemas cujas origens estão em um choque de oferta (de novo: estamos vivenciando um duplo choque).

Sendo assim, eis o que realmente pode, e deve, ser feito: permitir que empresas em dificuldades adiem o pagamento de tributos; reduzir todos os fardos regulatórios e burocráticos que oneram a produção (qualquer oxigênio é bem-vindo); permitir a total e irrestrita cooperação entre organização científicas e de saúde; facilitar cadeias de oferta alternativas por meio da abolição de todas as tarifas de importação e barreiras não-tarifárias; facilitar o financiamento a pequenas e médias empresas (por exemplo, zerando o imposto de renda e o imposto sobre ganhos de capital dos fundos de investimento, de private equity ou de venture capital que investirem nelas).

Choques de oferta devem ser resolvidos com políticas do lado da oferta. Uma vez estabilizada a oferta, a renda é criada, e aí a demanda vem naturalmente.

Colocar o governo para imprimir dinheiro, ou para se endividar e gastar dinheiro que não tem apenas para sustentar elefantes brancos e com isso turbinar os números do PIB não é apenas uma solução insensata; é também a receita para um colapso econômico ainda maior no futuro.

Para concluir

Além de evitar adotar as más políticas elencadas acima (que irão intensificar os efeitos do choque de oferta), e de torcer para que sejam adotadas apenas as boas (que irão amenizá-los), resta apenas torcer para a descoberta da vacina. Desonerações e retiradas de obstáculos governamentais sobre a indústria farmacêutica ajudariam bastante, mas isso se tornou anátema.

O que é definitivo é que, infelizmente, os danos econômicos causados por um surto viral aparentemente fora de controle não podem ser abolidos totalmente por meio de truques fiscais e monetários. Quem dera fosse tão simples assim.

Fonte: Mises Brasil

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