SAÚDE: SAIBA QUAIS AS TÉCNICAS QUE PODEM MELHORAR OS HÁBITOS ALIMENTARES

Técnicas de atenção plena podem ajudar a melhorar os hábitos alimentares

A alimentação consciente significa usar todos os sentidos físicos e emocionais para experimentar e desfrutar as escolhas alimentares, segundo especialistas

Kristen Rogers

da CNN

A gratidão é tanto um aspecto quanto um resultado potencial da alimentação consciente, dizem especialistas A  Agratidão é tanto um aspecto quanto um resultado potencial da alimentação consciente, dizem especialistas Louis Hansel/Unsplash

Você engoliu o almoço enquanto navegava pelas redes sociais ou assistia ao seu programa favorito, e agora se sente inchado e inseguro sobre o sabor da sua comida. Ou talvez você se sinta culpado por comer sobras de bolo de chocolate direto da geladeira.

De acordo com a pesquisadora Lilian Cheung, esses comportamentos e mentalidades contrastam com a alimentação consciente, o que significa usar todos os seus sentidos físicos e emocionais para experimentar e desfrutar as escolhas alimentares que você faz sem julgamento. A especialista, que falou à CNN via e-mail, é palestrante e diretora de promoção da saúde e comunicação no Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública T.H. Chan da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

“Ela se origina da filosofia mais ampla da atenção plena, uma prática secular e difundida, usada em muitas religiões”, disse Cheung. “Mindfulness é um foco intencional nos pensamentos, emoções e sensações físicas de alguém no momento presente.”

As filosofias da alimentação consciente e da alimentação intuitiva se sobrepõem, mas diferem em alguns aspectos importantes. Enquanto a alimentação consciente significa estar presente para experimentar a comida enquanto a ingere, a alimentação intuitiva se concentra mais em melhorar o relacionamento da pessoa com a comida e a imagem corporal, rejeitando mensagens externas rígidas sobre dieta.

Se um método é melhor do que o outro, depende das necessidades individuais, disse Lisa Young, professora adjunta de nutrição da Universidade de Nova York, nutricionista em consultório particular e autora de “Finally Full, Finally Slim” (“Finalmente satisfeito, finalmente magro”, sem edição no Brasil).

A alimentação consciente se encaixa em todos os tipos de aconselhamento e estratégias para alimentação, peso e saúde. “É mais fácil de usar para um público maior porque é uma ferramenta que pode ser incorporada a vários métodos diferentes”, disse Young.

As especialistas alertaram que a alimentação consciente não é um remédio universal para questões relacionadas à alimentação ou saúde, mas estudos sugeriram alguns benefícios da prática, em grande parte com base em seus aspectos meditativos e habilidades para ajudar as pessoas a distinguir sinais de fome física de fome emocional.

Algumas pessoas experimentaram perda ou estabilidade de peso, redução da ansiedade e do estresse, hábitos alimentares normalizados e alívio da síndrome do intestino irritável e sintomas gastrointestinais, disse Young.

Praticando alimentação consciente

O objetivo da alimentação consciente é ampliar a sintonia entre todos os seus sentidos — visão, olfato, audição, paladar e tato — e pensamentos durante as experiências alimentares sem distração, disse Teresa T. Fung, professora e diretora da Programa Didático de Dietéticas na Simmons University, em Boston, e professora adjunta de nutrição da Escola de Saúde Pública T.H. Chan da Universidade de Harvard.

“Quando vou tomar o café da manhã, não vou segurar meu iPad e ler as notícias de hoje. Não vou checar meu e-mail. Vou apenas sentar em um lugar tranquilo — pode ser um sofá. Não preciso me sentar à mesa da sala de jantar”, explicou Fung.

CNN acompanhou Fung em sua experiência com o café matinal: ela prestava atenção ao som do café sendo fervido, depois ao cheiro. Ela notava a cor da sua bebida, seu equilíbrio entre creme e café. Em seguida, ela pode se concentrar em saber se o café em si é tão quente em sua boca quanto a caneca em suas mãos ou na textura do líquido. Enquanto ela bebia, ela pode notar mentalmente os sabores.

A gratidão é tanto um aspecto quanto um resultado potencial da alimentação consciente. Aumentando sua consciência além de si mesmo enquanto come, você também pode pensar “de onde veio a comida, expressando gratidão pelos elementos ambientais e indivíduos envolvidos na jornada da comida até o prato”, disse Cheung, diretora editorial da The Nutrition Source, recurso online do departamento de nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard para orientação científica para uma vida saudável.

Você pode estar acostumado a usar o telefone, assistir televisão ou ler enquanto come, mas pode quebrar o hábito eliminando gradualmente as distrações da hora das refeições. “Se você janta enquanto assiste TV na maioria das noites da semana, pode começar reservando o domingo à noite para comer com atenção? Depois na segunda e assim por diante?”, questionou Cheung.

O mesmo vale para aqueles que têm uma agenda lotada, o que dificulta ser capaz de se concentrar apenas em comer. Apenas tente praticar a alimentação consciente o máximo que puder — seja por cinco minutos durante a hora do almoço ou durante cada refeição e lanche, fazer o que você pode é melhor do que nada, disseram as especialistas.

Se você se sentir impaciente ou com vontade de pegar o telefone enquanto come, tudo bem, disse Cheung. Apenas observe esses sentimentos, respire fundo algumas vezes e volte a atenção para a refeição. Dê pequenas mordidas e mastigue bem também. Se você comer devagar, é mais provável que reconheça quando estiver satisfeito — em vez de cheio — e puder parar de comer.

“Compartilhar uma refeição ou comer ao lado de outras pessoas é certamente recomendado”, disse Cheung. E comer atentamente “não precisa significar consumir sua comida em silêncio”. “Em vez disso, tente reservar alguns minutos no início da refeição: sorria para seus colegas, expresse sua gratidão pela comida e a companhia de outras pessoas e experimente as primeiras mordidas sem falar para se concentrar na experiência de comer.”

Depois de comer conscientemente por um tempo, essa mentalidade pode se aplicar a outras áreas de sua vida. “Isso pode se aplicar a uma vida consciente e a fazer uma coisa de cada vez”, disse Fung. “Vou verificar meus e-mails agora, vou assistir à TV mais tarde. Com tanta frequência, fazemos tantas coisas ao mesmo tempo que nos tornamos multitarefas e não prestamos atenção em nada.”

Fonte: CNN

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AUTOCONHECIMENTO: O INFINITO PODER DA MENTE, POR WAGNER BRAGA

Nossa consciência é infinita! No vídeo de hoje, falei sobre um assunto extremamente importante: o poder da mente. Precisamos aprender a trabalhar com a tríade da mente: o consciente, o inconsciente e o subconsciente. Através dos exercícios de mentalização, conseguimos reprogramar nossa mente e colocamos o subconsciente a nosso serviço  para conseguirmos superar as dificuldades da vida, realizar todos os nossos sonhos e viver de forma mais leve e plena.

Fonte:

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AUTOCONHEIMENTO: A HIPNOSE COMO FERRAMENTA PARA A MUDANÇA DE HÁBITO OU DE PADRÃO

A Hipnose é uma técnica terapêutica  muito utilizada para auxiliar no tratamento de diversas questões físicas e emocionais e atua de modo consciente e inconsciente. De uma forma ou de outra passa pelo AUTOCONHECIMENTO e o amadurecimento espiritual. Excelente ferramenta para quem deseja a mudança de hábitos ou de padrão. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer  essa técnica e como ela pode lhe ajudar a se libertar de velhas crenças limitantes e dar um salto quântico!

Como a hipnose pode te ajudar a resolver problemas?

Hipnose: entenda o método e quando ele pode ser usado

A hipnose é uma técnica terapêutica que pode ajudar no tratamento de diversas condições físicas e emocionais

hipnose é um método terapêutico reconhecido para o tratamento de diversas questões físicas e emocionais, mas ainda é envolta por mistérios e curiosidades. Muitas pessoas têm dúvida sobre a sua eficácia mesmo com diversos artigos científicos que provam o seu sucesso terapêutico.

A hipnose atua de modo consciente e inconsciente. Durante o processo de tratamento é preciso entender que o estado hipnótico não é sempre igual para todas as pessoas. Uma pessoa hipnotizada tem uma alteração natural no foco de atenção e pode entrar em um transe leve, médio ou profundo.

No estado mais leve a pessoa “flui” a sua atenção entre estar bem consciente e, às vezes, mais focada nos pensamentos. No estado médio, a pessoa fica mais focada no que ocorre no mundo das ideias, da fantasia, com menor contato com todos os estímulos do agora. No estado mais profundo, a pessoa fica mais conectada com o que sente, pensa e imagina e, muitas vezes, não se recorda posteriormente do que vivenciou no estado hipnótico.

Durante o transe hipnótico a pessoa vivencia, ainda, certos fenômenos ditos hipnóticos, tais como: analgesia, anestesiaamnésia etc.

Para diversas questões emocionais o uso da hipnose é uma ferramenta excelente. Para o tratamento de depressãoansiedade e compulsão alimentar, a hipnose pode contribuir para solucionar as causas, os sintomas e também somar para a cura e mudança de padrão.

Emagrecer usando a hipnose, por exemplo, é um método muito eficaz para mudança de padrão emocional. Comer em excesso e não ter disciplina são comportamentos comuns, que merecem atenção para que haja uma “correção” e ajuste nesta dinâmica.

Muitas pessoas não conseguem mudar hábitos alimentares por questões hormonais ou por problemas de saúde que merecem atenção médica. Mas a grande maioria tem ligações afetivas com o tema: situações familiares, problemas na infância, na adolescência são comuns. A complexidade de montar uma rotina saudável para conseguir praticar atividade física também acaba sendo um problema.

Quando você está em um estado emocional focado e direcionado, como no estado hipnótico, há um favorecimento da sua concentração, direcionando melhor sua energia e tempo para entrar em contato direto com os fatores emocionais que sustentam crenças ou padrões negativos.

Mas não adianta achar que hipnose é “delegar” ao hipnotista a cura do seu problema. Seja responsável pelas suas emoções e comportamentos para que você tenha, além do seu inconsciente, o seu consciente trabalhando a seu favor. Crie metas, modifique hábitos, cuide bem de você.

A hipnose em si não é responsável pela cura de modo isolado. É por meio da alteração do foco de atenção que podemos nos beneficiar de um momento específico de aprendizado. E, ao aprender novas formas de lidar com a gente, com os outros e com as nossas emoções, somos capazes de mudar.

A hipnose também contribui para a superação de traumas e momentos difíceis que foram vivenciados. O bem-estar proveniente da hipnose pode ser comparado com o bem-estar de uma meditação mais profunda (embora o funcionamento da mente seja diferente nos dois estados mentais). Os benefícios da hipnose estão ligados ao processo de mudança de hábitos para um comportamento mais saudável.

A quantidade de sessões não pode ser estabelecida previamente, pois cada um responde e reage de modo diferente. Embora alguns profissionais vendam seu serviço com número de sessões pré-programadas, o ideal é o trabalho de consciência e tomada de responsabilidade para a mudança desejada.

Sucesso naquilo que busca e até breve!

Adriana de Araújo
Escrito por Adriana de Araújo
Psicologia – CRP 56802/SP
Por Especialistas – Em 9/6/2021

Fonte: Minha Vida

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AUTOCONHECIMENTO: SERÁ REALMENTE POSSÍVEL MANTER UMA INTIMIDADE GENUÍNA E UMA COMUNICAÇÃO HONESTA ANO APÓS ANO?

Em toda evolução há fracassos antes que algo novo surja. Todas as alegrias e tristezas que os casais enfrentam para se ver face a face  são uma experiência rica, que pode nos levar adiante num território não mapeado. Aprender a se relacionar conscientemente vai muito além da nossa satisfação pessoal. Quando o casal não honra nem aprecia um ao outro, prejudicam seu casamento e criam um vórtice de dor que atravessa gerações. Por isso convido você a ler o artigo completo a seguir e entender como foi a evolução dos relacionamentos ao longo da evolução da humanidade e assim ter condições de corrigir erros de percurso baseado em toda essa experiência.

RELACIONAMENTOS  CONSCIENTES

John Welwood*

Com os problemas que os casais enfrentam hoje, as pessoas se perguntam como agir num empreendimento tão difícil. Será realmente possível estabelecer intimidade genuína e comunicação honesta, e mantê-las ano após ano? Ou isso será apenas uma fantasia? Agora que permanecer solteiro tornou-se uma alternativa mais aceitável, qual é o objetivo de atravessar o tumulto e a luta que um relacionamento de longo prazo impõe?

Até recentemente, família, sociedade e religião determinavam a forma e a função do relacionamento e do casamento em particular. A família escolhia ou vetava o parceiro. O casal tinha um conjunto definido de papéis dentro de uma família ampla de pais, avós, primos, tios e tias. A família tinha lugar num clã, que era parte de nações maiores que compartilhavam valores sociais, morais e religiosos. Situado no centro dessa rede ampla, o casamento tinha contexto e propósito bem definidos; dava apoio à sociedade e a sociedade o apoiava.

Nas palavras do antigo livro chinês da sabedoria, o I Ching, “a família é a sociedade em embrião [e] o alicerce da família é o relacionamento entre marido e mulher”.

Hoje, pela primeira vez na história, as relações de um casal carecem de diretrizes claras e de um significado social atrativo. Nunca antes os casais tinham sido unidades tão autônomas, separados da família maior, da comunidade e de valores compartilhados, como também de ensinamentos espirituais que ajudavam a encontrar um lugar no Cosmo. Se, como afirmou Margareth Mead, “não há sociedade no mundo onde as pessoas permaneceram casadas sem enormes pressões da comunidade para fazê-lo”, o que manterá os casais juntos, agora que as pressões desapareceram?

Como restaram poucas razões extrínsecas convincentes para duas pessoas compartilharem uma jornada de vida, só as qualidades internas de amor e conexão podem manter um casal unido. Isso significa que as pessoas devem se analisar como nunca antes. É importante avaliar como é essa nova situação. Estamos em território desconhecido. Se estamos com dificuldade de encontrar o nosso caminho, podemos parar de nos culpar; a culpa não é nossa.

Infelizmente, a maioria de nós tem pouca consciência do que temos de enfrentar. Iludidos por imagens populares de casamentos fáceis e destituídos de percepção histórica, presumimos que o casamento foi legado da forma como conhecemos, ou que os casais de antigamente tinham uma chave que nós perdemos. Contudo, ao olhar para a história dos relacionamentos, não encontramos harmonia. O que a história do casamento revela é desentendimento e mesmo brutalidade. Ao longo da maior parte da história ele raramente foi uma instituição harmoniosa.

Nossas dificuldades com os relacionamentos refletem um problema de todas as épocas e extratos sociais: a necessidade de resolver o conflito entre suas duas metades – os modos masculino e feminino de ser. A consciência, que evolui integrando elementos aparentemente contraditórios, dará um salto enorme quando transformar o velho antagonismo homem-mulher numa aliança criativa. Nossas lutas com a intimidade, que parecem tão desencorajadoras, são– a partir dessa perspectiva evolutiva mais ampla – o principal veículo para esse importante avanço.

Sem uma noção de história, presumimos que nossas tentativas de combinar o amor romântico, o prazer do sexo e o compromisso monogâmico num mesmo relacionamento são naturais. Contudo, nenhuma sociedade tentou ou foi bem-sucedida em reunir amor, sexo e casamento. A dificuldade de uni-los levou pensadores como Margaret Mead a concluir: “O casamento norte-americano ideal é […] uma das formas mais difíceis de casamento que a raça humana já tentou.” Sem entender a enormidade disso, vamos ter ressentimentos quando nossos relacionamentos não funcionarem. Para encontrar rumo ter uma visão clara de como proceder, precisamos entender que tentamos fazer algo nunca feito antes.

Perspectivas históricas

Nas origens da humanidade, há pouca evidência de que o amor entre casais tivesse um lugar importante, e não conseguimos detectar claramente o papel original do casamento. As antigas sociedades se centravam no poder mágico do feminino, a Grande Mãe, a fértil fonte de vida. Como os homens não eram percebidos como pais das crianças, não tinham papel importante na família. A palavra matrimônio – literalmente “herança da mulher” – veio a significar casamento presumivelmente porque um homem tinha que se casar com uma mulher para ter uma propriedade. A propriedade era das mulheres (porque  provavelmente foram as primeiras a cultivar a terra e a organizar comunidades para cuidar das crianças) e era transmitida pelo lado feminino Quando os homens dominaram a agricultura, as ferramentas e o armazenamento de alimentos, indo de caçadores a lavradores, desenvolveram um novo modo de consciência, menos dependente das rotinas de sobrevivência do corpo e da terra. À medida que esse novo modo ganhou ascendência, foi usado contra o feminino, estabelecendo uma forma institucionalizada de domínio que hoje é conhecido como sistema patriarcal.

A Grécia antiga pouco fez para melhorar a relação homem-mulher. Os homens se casavam para procriar, ter uma dona de casa obediente e adquirir propriedades, mas davam pouco valor ao amor da esposa. Platão foi o primeiro a proclamar a enobrecedora virtude do amor, mas o objeto apropriado desse amor não era a mulher, e sim os homens jovens.

Embora os antigos romanos tivessem mais apetite erótico como casal, tinham pouca noção de amor baseado no respeito mútuo. O pai possuía esposa e filhos como propriedade e podia legalmente fazer o que quisesse com eles, inclusive condená-los à morte, sob certas circunstâncias. Durante os últimos anos do Império Romano as mulheres ganharam mais direitos, mas o casamento se desintegrou quando homens e mulheres buscaram cada vez mais o prazer sexual fora de suas fronteiras.

Após esta fase, era de se esperar que o Cristianismo tornasse salutar as relações entre casais. Porém, os antigos cristãos mostravam um grande desprezo pelas mulheres, o sexo e o casamento. Os gregos reuniram amor e sexo homossexual; os romanos uniram sexo e casamento; e o Cristianismo antigo separou os três. A Igreja considerava o celibato um ideal; tolerava o casamento com relutância, mas advertia, nas palavras de São Jerônimo: “Aquele que ama ardentemente sua própria esposa é um adúltero.” Aparentemente o homem era virtuoso se amasse o próximo, mas execrado se amasse a esposa.

Como um homem podia amar a descendente de Eva, culpada pela queda da humanidade? A literatura  eclesiástica descrevia a mulher em termos como “portal do inferno, confusão para o homem, besta insaciável, uma ansiedade contínua, uma guerra incessante, uma ruína diária”. Durante a Inquisição a Igreja estabeleceu o terror contra a mulher que detivesse propriedades e poder.

Um frade do século XV, em suas Regras de Casamento, exortou os maridos: “Repreenda-a severamente, intimide-a e aterrorize-a. E se isso ainda não funcionar […] pegue uma  vara e bata-lhe com força”.

No período medieval as mulheres eram consideradas propriedade. Os casamentos eram arranjados entre famílias; os pais escolhiam a esposa dos filhos com base nas posses, no status e na linhagem. O pai era um pequeno rei e a família, os súditos.

Quando o respeito pelo feminino tinha atingido um ponto tão baixo, houve uma grande mudança: a propagação do amor romântico – algo radicalmente novo – pelos trovadores de Provença no século XII. O feminino voltou a ser objeto de veneração. As regras do jogo entre homens e mulheres mudaram da conquista para o galanteio. Pela primeira vez a ternura e a gentileza, o respeito, a fidelidade e os sentimentos românticos se tornaram ideais nas relações. Nunca antes a sociedade havia  aprovado, o sequer concedido, essa legitimidade ao sentimento romântico.

Contudo, o amor cortês continuou a dividir amor e sexo, assim como amor e casamento. O cavalheiro se apaixonava por uma dama casada. Este tipo de “amor puro” era incompatível com o sexo. Os amantes podiam se tocar, beijar e acariciar, mas o ato sexual era considerado falso amor. Nas palavras de um trovador, “pouco ou nada sabe do serviço de mulheres quem deseje possuir sua dama inteiramente”. Com a conquista sexual descartada, as provações para conquistar o amor de uma dama tornaram-se uma senda de caráter, desenvolvimento e purificação. A qualidade refinada do amor era o que permitiria ao homem realizar o ideal de se tornar um cavalheiro. Apesar das inovações radicais, era uma noção de relacionamento romântico distorcida e idealizada.

Duas principais influências sobre a poesia amorosa trovadoresca parecem ser responsáveis por isso: a heresia dos cátaros, uma seita cristã que adorava o divino feminino e “Os antigos romanos tinham pouca noção de amor baseado no respeito mútuo. O pai possuía esposa e filhos como propriedade. Durante os últimos anos do Império Romano as mulheres ganharam mais direitos, mas o casamento se desintegrou quando homens e mulheres buscaram cada vez mais o prazer sexual fora de suas fronteiras.” condenava o contato sexual com mulheres (o amor era algo celestial, não manchado pelo desejo); e a tradição sufi de poesia devocional escrita para Deus, personificado e adorado como o amado. Ela proporcionou um molde ao amor secular por uma mulher. tornaram-se uma senda de caráter, desenvolvimento e purificação. A qualidade refinada do amor era o que permitiria ao homem realizar o ideal de se tornar um cavalheiro. Apesar das inovações radicais, era uma noção de relacionamento romântico distorcida e idealizada.

Até hoje podemos ver essa distorção em letras de canções de amor. O“ amor puro” se mantinha separado da realização sexual, e também era considerado incompatível com o casamento, como mostra uma famosa decisão dos Tribunais do Amor, que estabeleciam as convenções do romance: “Declaramos que o amor não pode exercer poderes entre duas pessoas que sejam casadas. Os amantes dão tudo ao outro livremente, se qualquer compulsão ou necessidade mas as pessoas casadas têm o dever de ceder aos desejos do outro.”

Assim, amor e casamento, paixão celestial e realização terrena foram estabelecidos como uma trágica contradição, que ao longo do tempo inúmeros amantes atormentados só conseguiram resolver através da morte.

Somente na era vitoriana a sociedade tentou unir amor e casamento. Como os trovadores, os vitorianos idealizavam a mulher e viam seu amor como enobrecedor da natureza mais abjeta do homem, não como amante clandestina, mas como esposa. Porém, as mulheres tinham que pagar um alto preço por esse status: a negação da sexualidade. A mulher que desfrutasse ou mesmo fizesse alusão ao sexo era considerada decaída; não podia servir como “anjo da casa”, que elevava os homens e a sociedade com suas virtudes. Ao tentar introduzir o amor romântico no casamento, os vitorianos retiraram completamente o fogo da relação. O prazer sexual estava relegado às casas de prostituição vitorianas.

Na Revolução Industrial, no final do século XIX, os pais saíam de casa para trabalhar, e a antiga estrutura de autoridade patriarcal se esfacelou. Os filhos buscaram liberdade na escolha de parceiros. Um método radical – o namoro – apareceu nos anos 1920, dando um golpe fatal no controle dos pais. Ao mesmo tempo, uma nova consciência feminina surgiu e as mulheres buscaram direitos. As mulheres geralmente percebem melhor que os homens como o amor, o sexo e o compromisso podem aprofundar uma relação. Quando as mulheres finalmente puderam mostrar o que elas queriam do casamento, as relações entraram em uma nova era.

“O mito de  Eros e Psique aponta a separação entre amor e consciência. O casamento tradicional tem sido como o amor no escuro, e só pode pros- seguir no piloto automático. Agora que não funciona mais, estamos passando as provações de Psique.”

O próximo passo

Será possível ter um compromisso profundo e duradouro junto com o amor romântico, a liberdade individual e a paixão sexual num mesmo relacionamento? Estamos buscando uma meta impossível? O que exatamente estamos tentando realizar?

Ao olhar para a história, fica claro que a maioria dos casais tentou viver sem compartilhar intimidade. Hoje, porém, buscamos um relacionamento pleno, mental, emocional, sexual e espiritualmente. Isso é extremamente saudável. Apesar das dificuldades, a tentativa de reunir amor, sexo e casamento é um avanço essencial no caminho evolutivo. Se bem-sucedida, resulta em algo novo: intimidade genuína, onde dois parceiros dividem aspirações e sentimentos profundos e se conhecem mais plenamente.

Esse tipo de intimidade é um passo importante na cura da oposição  masculino-feminino e na união das duas metades da humanidade. Precisamos dessa cura para sobre viver e ficar em paz. O mundo sofre um grave desequilíbrio; milhares de anos em busca de explorar a terra e o feminino  criaram uma ferida profunda na consciência humana. Ninguém consegue escapar de seus efeitos, que perpassam nossa vida interna e externa. Internamente há uma divisão entre mente e corpo, intelecto e sentimento, poder e ternura, fazer e ser. Externamente vemos a destruição da natureza em todo o planeta. Se o potencial evolutivo do amor é curar divisões e trazer plenitude, fica claro, ao olhar para a história, que ele ainda precisa ser realizado. A genuína união entre masculino e feminino deve ocorrer no plano interno, dentro de nós, e externo, entre casais.

O casamento moderno, apesar de contribuições como igualdade e flexibilidade de funções, levou a becos sem saída. O casamento tradicional sufocava a liberdade, mas nos anos a lamparina ele foge, e ela enfrenta uma série de provações para reencontrá-lo. Depois das provações o casal se une de maneira ampla, e seu amor prossegue à luz do dia.

O mito aponta a separação entre consciência (Psique) e amor (Eros). O casamento tradicional tem sido como o amor no escuro, e só pode prosseguir no piloto automático. Agora que não funciona mais, estamos passando as provações de Psique.

Aprender a se relacionar conscientemente vai muito além da nossa satisfação pessoal. Quando o casal não honra nem aprecia um ao outro, prejudicam seu casamento e criam um vórtice de dor que atravessa gerações. Os filhos reproduzem essa dor em suas próprias famílias e no mundo. Juntando essas feridas e seus efeitos, tem-se toda uma sociedade em sofrimento. Assim, encarar o outro de forma honesta é um passo essencial na limpeza da desordem no planeta. Se pudermos encarar nossas dificuldades com os relacionamentos como parte de uma evolução humana e planetária, podemos parar de nos repreender pelos fracassos e usar o sofrimento de maneira consciente, como ferramenta para despertar. Em toda evolução há fracassos antes que algo novo surja. Todas as alegrias e tristezas que os casais enfrentam para se ver face a face são uma experiência rica, que pode nos levar adiante num território não mapeado.

As gerações futuras encontrarão seu caminho mais facilmente com o que fazemos agora. Se nós enfrentarmos esses desafios, usando-os como oportunidade de explorar nossos poderes mais profundos e de expandir a visão de quem somos, podemos  desenvolver a sabedoria que nossa era precisa, e ver nascer uma nova visão de amor e comunidade – ajudando a nos iluminar como indivíduos e, nesse processo, a moldar um novo mundo.

Fonte: Revista Sophia –ano 19-nº 89

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: COMO LIBERTAR SUA VIDA EM 7 ETAPAS, POR IVAN MAIA

Existem 7 dores que explicam todo o sofrimento que você vê nos seres humanos de hoje em dia. Você já deve ter reparado quantas pessoas estão tristes, desanimadas, depressivas, especialmente nessa época de pandemia que estamos atravessando. E se já havia gente triste antes, agora então, você nem pode imaginar! O nome desse vídeo é Como Libertar Sua Vida em 7 Etapas.

Milhões de pessoas sofrem, e isso ocorre porque eu, você e elas não fomos ensinados sobre as 7 áreas e sobre as dores que cada uma delas gera em nossas vidas pela nossa ignorância desse fato. Veja a proporção disso na vida de uma pessoa que está atravessando uma fase ruim: ela está com uma dor PROFISSIONAL, pois perdeu o emprego na pandemia; em seguida começa a dor FINANCEIRA, que a seguir gera a dor FAMILIAR, pois sem dinheiro os casamentos e relacionamentos se abalam profundamente. Isso tudo acarreta a dor FÍSICA, pois as preocupações e a tristeza geram doenças, e as doenças levam à morte. Então vem a dor ESPIRITUAL, pois sua fé fica abalada, suas crenças na tragédia superam sua crença em Deus e ela perde as esperanças. Percebe o quanto isso é grave?

Então assista ao vídeo a seguir com uma palestra incrível de Ivan Maia onde ele explica como e porque isso tudo acontece e o que fazer para se libertar disso!

Fonte:

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AUTOCONHECIMENTO: FAZENDO O ALINHAMENTO DO INCONSCIENTE COMA CONSCIÊNCIA

Conheça aqui na coluna, trabalhadores da Luz um texto consciencial que vai alinhar o seu inconsciente ao seu Consciente. Então não perca tempo e leia o texto completo a seguir e dê um salto quântico!

Trazendo o Inconsciente para a Consciência

Mensagem de 25 de Novembro de 2020  

Em meu contínuo processo de crescimento, muitas vezes as coisas nas quais eu preciso “trabalhar” são aquelas que eu não consigo ver. Elas chegam até mim através de espelhos, reflexos ou circunstâncias que tornam claro que eu tenho um ponto cego. Uma tendência inconsciente em direção ao ego, desvalorizar, ou inúmeras coisas que mantenham distante o meu próximo nível de consciência.

Conforme chego nessas encruzilhadas, estou começando a perceber que o chão onde nossa inconsciência mora está ruindo. O véu que a manteve escondida está se alargando e ficando mais fino. Vai requerer esforço manter tudo isso no lugar. Conforme a barreira começa a desmoronar sob o peso da eminência do Amor, surgem momentos onde você se torna consciente das partes que estão tentando permanecer no controle, venha o inferno ou a maré alta.

Bem, se a maré alta está chegando e a resistência permanece, então é o inferno. Uma vez eu tive uma imagem de um castelo de areia. Ele representava todas as minhas partes que se acumularam ao longo do tempo que representavam o que eu achava ser real e verdadeiro, apenas para descobrir que a maré subiu e tudo foi embora. Bem desse jeito. Isto pode ser uma experiência da noite escura ou pode ser apenas outra volta da roda da ascensão assim que você se habitua a ela.

A verdade é que nós somos a areia e a água brincando neste drama épico de construção e desconstrução. O que estava inconsciente vem para a superfície e vai derrubar o castelo, assim como o sol nasce e se põe. Então quando isso acontece, a questão mais profunda é como integramos e navegamos este processo, para que haja menos necessidade desses momentos e suas reações.

Na minha jornada contínua com SoulFullHeart, é tudo sobre sentir e explorar as camadas mais profundas que estão em reação, sofrimento e estados inconscientes. Isto é feito não apenas por meio de autorreflexão e exploração, mas de outros reflexos e espelhamentos profundos. É aí que enxergamos as coisas que não conseguimos ver por nós mesmos. Isso não é fácil para partes de nós, mas é catalítico e alquímico. A vida nunca mais será a mesma amanhã como foi ontem quando você está numa esteira transportadora da consciência.

Se você está sentindo um profundo desejo de acabar com os ciclos de sofrimento, padrões inconscientes ou isolamento do lobo solitário e está disposto a ser iniciado em reinos mais profundos de sua própria consciência, expressão e intimidade, eu recomendo fortemente uma seção de SoulFullHeart comigo, Jelelle, Raphael, ou Kasha. Eu acredito que o chamado será sentido nos corações que devem despertar.

Se você quer aprender mais e tornar-se mais familiarizado com o processo e o paradigma, você está convidado a juntar-se ao portal de nosso grupo SoulFullHeart Portal para mais compartilhamentos pessoais, videos, artigos e comunidade online.

As energias estão aqui para apoiar este novo nivelamento em Amor,
Libertação e Liderança

Gabriel Heartman – Fonte: https://soulfullheartblog.com/
Roseli Giusti Zahm e Marco Iorio Júnior — Tradutora e Editor exclusivos do Trabalhadores da Luz

Fonte: Trabalhadores da Luz

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ERA TRISTE O TEMPO QUE NÃO TÍNHAMOS O DIREITO DE VOTAR, DIZ BARROSO INCENTIVANDO OS ELEITORES

Por G1 — Brasília

 

O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, durante pronunciamento na TV — Foto: Reprodução/TSEO presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, durante pronunciamento na TV — Foto: Reprodução/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, pediu aos eleitores neste sábado (14) que participem do primeiro turno das eleições municipais neste domingo (15). O apelo foi feito durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV.

De acordo com a Corte Eleitoral, mais de 147 milhões de pessoas estão aptas a ir às urnas neste domingo para escolher os próximos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em 5.567 municípios.

Ao fazer o pedido, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) disse que era “triste e feio” o período em que a sociedade não podia exercer o direito ao voto.

“Não deixe de votar. Era triste e feio o tempo em que não tínhamos esse direito. A sua cidade e o Brasil terão a cara de quem comparecer às urnas. Para exigir, é preciso participar”, afirmou o magistrado.

O presidente do TSE também fez um apelo ao voto consciente. “Selecione com cuidado o seu candidato. Ainda há tempo. Se informe acerca de sua seriedade e credibilidade”, declarou.

Na sequência, o magistrado afirmou que, na democracia, não existem “nós e eles”. “Eles são aqueles que nós colocamos lá”, emendou.

Uso de máscara

O ministro disse ainda que a Justiça Eleitoral tomou “as medidas necessárias para garantir a saúde” das pessoas que participarão da votação.

Barroso reiterou a obrigatoriedade do uso de máscara para acesso às seções eleitorais, além de fazer outras recomendações para evitar a disseminação do coronavírus durante o processo eleitoral.

“Use máscara. É obrigatório. E ela protege você e os outros. Se possível, leve sua própria caneta. E mantenha distância de ao menos um metro das outras pessoas”, declarou.

Íntegra

Leia a íntegra do pronunciamento do presidente do TSE:

Boa noite! Amanhã se realizam as eleições para a escolha de prefeitos e vereadores. A democracia brasileira precisa de você. Não falte a esse encontro com a história.

Lembre-se: ninguém vive na União ou nos Estados. As pessoas vivem nas cidades, onde são tomadas algumas das principais decisões que afetam a sua vida, como educação fundamental, saúde básica e saneamento. Não fique de fora!

Em nome da Justiça Eleitoral, dirijo-me a todos os eleitores para fazer três pedidos:

O primeiro: não deixe de votar. Era triste e feio o tempo em que não tínhamos esse direito. A sua cidade e o Brasil terão a cara de quem comparecer às urnas. Para exigir, é preciso participar. Seu voto tem poder. Faça a diferença.

Segundo pedido: vote consciente. Selecione com cuidado o seu candidato. Ainda há tempo. Se informe acerca de sua seriedade e credibilidade. Na democracia, não existem nós e eles. Eles são aqueles que nós colocamos lá.

E o terceiro pedido: vote com segurança. A Justiça Eleitoral tomou as medidas necessárias para garantir a saúde de todos. Faça sua parte. Use máscara. É obrigatório. E ela protege você e os outros. Se possível, leve sua própria caneta. E mantenha distância de ao menos um metro das outras pessoas.

Seja dono do seu destino. Qualquer que seja a sua convicção política, faça parte de uma corrente do bem. Ajude a fazer um país melhor e maior. Boa noite!

Fonte: G1

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: UMA EXPERIÊNCIA FORA DO CORPO É UM ENCONTRO CONSCIENTE COM PESSOAS DE OUTRO PLANO

Nesta segunda-feira de finados, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL não vamos explorar os mortos, mas a vida após a morte. Trago um texto bastante esclarecedor sobre projeção do corpo e EQM ou Experiência de Quase Morte. Algo que a ciência vem estudando desde sempre e a cada dia chega mais perto dessa conexão ou desconexão que liga e desliga a nossa consciência, que é eterna, a cada nova experiência de vida aqui na terra. Portanto, lhe convido a ler esse riquíssimo texto e entender um pouco mais sobre essa experiência que todos temos, mas a maioria não percebe!

ENCONTROS E MENSAGENS ALÉM DO CORPO

por William Buhlman 

O que significa sonhar com pessoa que já morreu? - Sonhar com - Significado dos Sonhos

“Eu não pude acreditar quando vi. Ele estava saudável e cheio de energia, pleno de vida. Era este o pai de quem eu me lembrava – e não o homem franzino e frágil que jazera durante semanas num leito de hospital.”
– Barb G., Nova York.

Uma das experiências fora do corpo mais surpreendentes é um encontro plenamente consciente com uma pessoa amada que já faleceu. Esse contato pessoal pode proporcionar revelações surpreendentes sobre a nossa natureza espiritual e as dimensões invisíveis que nos cercam, além de uma poderosa confirmação de nossa própria imortalidade. Ele também nos oferece uma excelente oportunidade para nos reunirmos e nos comunicarmos com uma pessoa amiga ou amada que temíamos ter perdido para sempre. É comum as pessoas relatarem encontros pessoais, ocorridos durante experiências fora do corpo e experiências de quase-morte, com pessoas amadas que se foram. O que eu acho especialmente interessante é a diversidade desses encontros. O contato relatado pode assumir quase qualquer forma: uma criança, uma mulher ou marido recém-falecidos, uma nuvem ou esfera inteligente, ou um avô ou avó gentis. Às vezes, o contato é com alguém conhecido; outras vezes, pode ser com alguém que aparece como um guia ou professor.

No levantamento sobre EFCs* que eu conduzi, 24 por cento das experiências dos respondentes envolviam contato com uma pessoa amada que já partira. Além disso, 22 por cento dos respondentes viram ou sentiram a presença de um ser não-físico. Evidencias em números cada vez maiores sugere que a maior parte dos contatos é feita com indivíduos que nós conhecemos em algum momento do passado. Com freqüência, os espíritos são atraídos para nós porque existe uma ligação com a nossa alma grupal, com uma vida passada ou porque há um relacionamento emocional ou espiritual de que nós não estamos cientes.

ENCONTROS CONSCIENTES COM PESSOAS AMADAS QUE JÁ SE FORAM

Um dos grandes benefícios da exploração fora do corpo é a autopotencialização que ela oferece. Ela nos proporciona habilidades e percepções que se estendem muito além dos limites da matéria. Para muitos, ela abre um novo mundo de possibilidades que a nossa sociedade está apenas começando a examinar e a entender. Por exemplo, nossas concepções atuais sobre a morte e o morrer se baseiam em algumas suposições muito antigas. Muitos de nós ainda consideram a morte como o fim da vida. O nosso vocabulário está cheio de afirmações que indicam o caráter final da morte: “o último suspiro”, “os momentos finais”, e assim por diante. As experiências fora do corpo fornecem evidencias substanciais de que, quando alguém morre, essa pessoa, na verdade, apenas mudou sua taxa vibratória e a densidade do seu corpo. A pessoa ainda está muitíssimo viva e passa bem.

“Eu estava morando em Michigan quando minha mãe telefonou de Maryland por volta de 1 hora da madrugada para me dizer que, depois de uma longa doença, meu pai havia falecido. Depois de fazer a mala e reservar uma passagem de avião, decidi me deitar no sofá de minha sala de visitas para descansar durante cerca de uma hora antes do vôo. De repente, houve uma sensação de movimento ou de vibração, e eu me encontrei sentada no porão da casa dos meus pais, num divã de estilo dinamarquês que eles tiveram durante anos. Havia uma voz que vinha de um canto – e que se parecia muito com a de minha falecida sogra – e que disse: ‘Susie, seu pai está aqui.’ Num instante, vi o meu pai de pé diante de mim, com um cachimbo na boca, usando uma camisa de flanela e uma calça Levi’s marrom. Eu disse: ‘O que você está fazendo aqui? Pelo que se supõe, você deveria estar morto. Mas você parece muito bem.’ Ele abriu os braços para mim e me disse: ‘Aqui, tudo é bom. Eu me sinto ótimo. Eu só queria que você soubesse.’ Fiquei de pé e o abracei – ele parecia sólido – e num instante eu estava de volta ao meu sofá em Michigan. Foi essa experiência que me convenceu, para além de qualquer coisa que me tivesse sido dita durante a minha formação católica, que há uma existência para além desta vida. Tenho a certeza de que nos encontraremos novamente.”
– Susan W., Bel Air, Califórnia.

É comum as pessoas que morreram continuarem relativamente perto do mundo físico durante vários dias após a morte. Ao longo desse período, elas visitam freqüentemente as pessoas amadas e expressam a sua despedida. Nós, com freqüência, recebemos essa comunicação durante o sono. Muitas pessoas não estão cientes de que durante o sono nós saímos ligeiramente fora de sincronia com o nosso corpo biológico. Isso fornece um potencial janela de comunicação direta com a nossa mente. A maneira como percebemos essa comunicação e nos lembramos dela está baseada em nossa percepção. Algumas pessoas não têm lembrança da visita, enquanto outras percebem o contato como um sonho que varia desde uma vaga lembrança até uma experiência interativa incrivelmente vívida. Aquelas que estão treinadas e que se sentem à vontade com a exploração fora do corpo têm uma enorme vantagem porque a sua consciência está muito mais aberta e mais bem preparada para esse contato e essa comunicação multidimensionais. Em outras palavras, é muito mais provável que elas tenham plena percepção dessas visitas. Aquelas que temem o contato espiritual permanecem, em grande medida, inconscientes do contato ou o interpretam como um sonho passageiro.

Uma das razões que levam pessoas a aprender a se auto-iniciar em explorações fora do corpo é que elas querem se encontrar conscientemente e se comunicar com as pessoas amadas que faleceram. Esse tipo de encontro é muito mais comum do que se comunicar com as pessoas amadas que faleceram. Esse tipo de encontro é muito mais comum do que se costuma acreditar. Pesquisas indicam que uma grande porcentagem de pais que perderam um filho terão algum tipo de contato com essa criança em até um ano a contar da data da perda, e que mais de 50 por cento das pessoas experimentaram uma reunião com os seus falecidos cônjuges.

“A minha mulher morreu depois de uma longa doença, e os primeiros dias após a sua morte transcorreram como borrão. Mesmo que a morte tivesse aliviado a sua dor, eu estava entorpecido pela tristeza. Durante a maior parte do tempo, eu tinha os amigos e a família junto a mim, mas, numa noite, quando estava sozinho, eu me relaxei sobre o sofá, lembrando-me da vida que tínhamos passado juntos. Quando fechei os olhos para repousar, senti que o meu corpo começou a formigar e a vibrar, e então eu fiquei muito, muito leve. Eu estava quase desmaiando. Então, subitamente, me senti como se estivesse numa pintura. Era surreal: era a minha casa, mas estava diferente, as cores era vibrantes, e havia bordas macias ao redor de tudo. E foi quando eu a vi. Ela nunca me pareceu tão bela; havia até mesmo um brilho ao seu redor. Ela usava o vestido do nosso casamento, mas estava descalça. Ela não falou, mas a expressão pacifica em seu rosto me fez saber que ela estava bem. Eu pude sentir que os seus pensamentos me diziam que estaríamos juntos novamente quando chegasse a hora. Com uma graça sobrenatural, ela saiu para fora do meu campo de visão. Quando abri os olhos, senti que o meu corpo pensava como chumbo. Passaram-se vários minutos até que eu conseguisse me mover. Isso aconteceu seis anos atrás, e deu inicio ao meu processo de cura.”
– Les D., Raleigh, Carolina do Norte.

Quando desenvolvemos as nossas capacidades naturais para perceber e explorar conscientemente além dos limites do corpo, não ficamos mais limitados a sonhos e a visões a fim de nos comunicar com as pessoas que amamos e que já morreram. Nossa capacidade para vivenciar a comunicação pessoal além do físico é profundamente autopotencializadora. À medida que crescemos nessa habilidade, vamos nos tornando mais capazes de expandir as maneiras como percebemos e nos comunicamos com os mundo invisíveis ao nosso redor. Eventualmente, chegaremos a um ponto em que nos tornaremos exploradores espirituais plenamente cientes das outras dimensões da realidade e interagindo conscientemente com elas. Acredito que o número crescente de pessoas ao redor do mundo que estão começando a explorar e a cultivar essa capacidade representa um dos saltos mais importantes no desenvolvimento e na evolução da consciência humana.

(Texto extraído do excelente livro “O Segredo da Alma” – O Uso de Experiências Fora do Corpo Para Entender a Nossa Verdadeira Natureza – William Buhlman – Editora Pensamento – Páginas 15-18.)

– Nota de Wagner Borges:

William Buhlman é projetor consciente e autor de dois ótimos livros sobre as experiências fora do corpo: “Aventuras Além do Corpo” (publicado no Brasil pela Editora Ediouro); e “O Segredo da Alma” (publicado recentemente no Brasil pela Editora Pensamento). Ambas as publicações são obras de referência séria dentro do estudo das projeções da consciência. O link para a página eletrônica do pesquisador americano é esse: http://www.mach1audio.com/out-of-body/ – ou www.out-of-body.com

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AUTOCONHECIMENTO: NO 11º VÍDEO DA SÉRIE O DESTAQUE É O INCONSCIENTE

Este é 11º vídeo da série AUTOCONHECIMENTO desta quarta-feira cujo tema central trata do aprofundamento no conhecimento sobre o subconsciente e o inconsciente. Suas propriedades, peculiaridades e funções. Assista a mais essa mini-palestra para não perder o fio da meada! 

Fonte:

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