LÍDER DO PSL NA CÂMARA DOS DEPUTADOS, VITOR HUGO DESTACOU A NECESSIDADE E IMPORTÂNCIA DE A CPI INVESTIGAR REPRESENTANTES DE ESTADOS E MUNICÍPIOS

 

Deputados debatem os rumos da CPI da Pandemia

À CNN, deputados federais Vitor Hugo (PSL-GO) e Alessandro Molon (PSB-RJ) abordaram a condução das autoridades diante da pandemia de Covid-19

Da CNN

05 de junho de 2021 às 20:17

Deputados debatem os rumos da CPI da Pandemia

Os deputados federais Vitor Hugo (PSL-GO) e Alessandro Molon (PSB-RJ) debateram, em entrevista à CNN neste sábado (5), os rumos da CPI da Pandemia – que investiga a ação das autoridades diante da pandemia de Covid-19 no Brasil – e a condução das investigações até o momento. A CPI da Pandemia já ouviu ex-ministros, o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, representantes de laboratórios e profissionais da saúde.

Líder do PSL na Câmara dos Deputados, Vitor Hugo destacou a necessidade e a importância de a CPI investigar representantes de estados e municípios.

“Ainda não vimos a CPI se voltar contra os desvios que já foram identificados, que o nosso presidente transferiu para os estados e municípios. Cade o governador do Amazonas sendo convocado? Isso é uma prova de ineficiência. Sabemos que a CPI tem se tornado palanque eleitoreiro, defendendo narrativas que não vão servir para dar nenhum pedido de impeachment. É uma CPI fadada ao insucesso e um ambiente tóxico”, disse.

O deputado Alessandro Molon defendeu que a CPI “cumpra um papel de importância” e que deve encontrar responsáveis pelas mortes causadas pela pandemia de Covid-19 no país.

“A CPI já conseguiu produzir evidências muito claras da responsabilidade do governo Bolsonaro por essas mais de 470 mil mortes, pelo desastre que tem sido essa pandemia no Brasil, e quem contribuiu para que ele agisse de forma tão desastrosa. Não tenho dúvida que ele terminará responsabilizado, eu sinceramente acredito que isso o aguarda, mas é preciso entender toda a cadeia de envolvidos nessa tragédia de milhares de mortes, isso passa por esse gabinete paralelo que está sendo desvendado”, afirmou Molon.

O deputado do PSB concordou, porém, que governadores também devem ser investigados pelas autoridades.

“Todos aqueles que praticaram crimes com o dinheiro público devem responder por eles e ser presos, sejam governadores, de onde forem. A Polícia Federal tem agido para apurar esse crimes, os culpados devem ser presos e responder pelos seus crimes. Nós não vimos nenhuma ação da PF até o momento para investigar a ação dele [presidente] e de seus ministros, mas são submetidos a ele, por isso a necessidade da CPI”, disse Molon.

O deputado federal Vitor Hugo rebateu, afirmando “não haver a necessidade de investigação por parte da Polícia Federal ao atual governo”.

“A PF não faz investigação porque não há o que investigar, a PF é subordinada ao estado, não ao presidente. Se isso não acontece com o nosso governo é porque somos muito diferentes dos outros governos que o senhor apoia”, afirmou Vitor Hugo.

 

Fonte: CNN

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RENAN CALHEIROS TRAÇOU ESTRATÉGIA PARA ACALMAR MILTARES SOBRE O RUMO DA CPI DA COVID

Renan Calheiros traça estratégia para acalmar militares e aproximá-los da CPI

No episódio desta sexta (30) do podcast Horário de Brasília, Daniela Lima e Renata Agostini contaram que senador quer abrir caminho para colaboração

Renata Agostini
Thais Arbex

Por Renata Agostini e Thais Arbex, CNN  

Atualizado 30 de abril de 2021 às 17:39

Renan Calheiros traça estratégia para acalmar militares e aproximá-los da CPI | CNN 360º - YouTube

Relator da CPI da Pandemia, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) traçou uma estratégia para acalmar os militares sobre os rumos da comissão, que inclui encontros com representantes das Forças Armadas e envio de mensagens, nos bastidores, de que as tropas não estarão no centro das investigações.

O assunto foi um dos temas do episódio desta sexta-feira (30) do podcast Horário de Brasília, apresentado por Daniela Lima e Renata Agostini. A dupla comentou que o movimento de Renan é importante porque o senador e o chamado G7, grupo que reúne parlamentares de oposição e independentes, já debatem a convocação do ex-comandante do Exército Edson Pujol, que entrou em choque com Bolsonaro e foi substituído recentemente pelo presidente.

O objetivo de Renan é aproximar os militares dos trabalhos da CPI, convencendo-os a colaborar com a apuração. O senador indicou a interlocutores que planeja realizar encontros com integrantes das Forças Armadas a partir da próxima semana.

O movimento atende a dois objetivos. De um lado, Renan quer rebater um discurso que, na visão do senador, será explorado por Jair Bolsonaro: de que a CPI pretende emparedar os militares. De outro lado, oferecer uma saída política às tropas, ao sinalizar que a CPI pretende apontar que os militares foram arrastados para o centro da crise pelo Palácio do Planalto – e não por decisão própria.

A avaliação de Renan, transmitida a interlocutores, é que o movimento será importante especialmente num momento em que a imagem do presidente da República está desgastada com parte dos militares, após a troca rumorosa dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

Isso porque a ideia não é blindar as tropas de pedidos de informações ou de convocações. O incremento na produção de cloroquina promovido pelo Exército terá de ser apurado, já que investigar a recomendação do uso de ivermectina e hidroxicloroquina pelo governo é uma das frentes consideradas mais promissoras por Renan e seus aliados.

Na próxima quarta-feira (5), o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, será o primeiro militar a depor à CPI da Pandemia. Durante a semana, também serão ouvidos pela comissão outros nomes que ocuparam o posto de titular da pasta no governo Bolsonaro: Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich vão depor na terça (4) e o atual ministro, Marcelo Queiroga, é esperado na quinta-feira (6).

O atual ministro da Defesa, Walter Braga Netto, ficou fora da primeira rodada de oitivas. Mas não está descartada a sua convocação. Sobre Pujol, Renan indicou a pessoas próximas que o ex-comandante do Exército pode esclarecer pressões feitas pelo Palácio do Planalto sobre as tropas.

Apresentado por Daniela Lima e Renata Agostini, o Horário de Brasília é transmitido ao vivo e com vídeo no site da CNN Brasil e no canal da emissora no YouTube, às sextas-feiras, a partir de 12h30. Depois, os episódios podem ser acessados on demand nas principais plataformas de podcast: Apple Podcasts, Spotify, Amazon Podcasts e Deezer.

Fonte: CNN
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PANDEMIA: EUROPA COMEÇA A SAIR DE UM LONGO E TENEBROSO INVERNO

Europa dá seus primeiros passos rumo à liberdadade

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Imagem: Reprodução

Vários países na Europa já adotaram medidas para aumentar a liberdade de circulação, outros ainda aguardam a implementação de estratégias de saída dos bloqueios devido à crise do vírus chinês.

Alemanha

Na Alemanha, as medidas contra o coronavírus chinês continuarão pelo menos até o dia 3 de maio. Na próxima semana, o gabinete de combate ao coronavírus do governo alemão e os primeiros-ministros dos 16 estados federais decidirão o que acontecerá após o dia 3.

A chanceler Merkel e os líderes estaduais decidiram na semana passada que lojas de varejo, com uma área de até 800 metros quadrados, poderiam ser reabertas em 20 de abril. A condição é que as lojas limitem o número de clientes, evitem filas e cumpram os regulamentos de higiene e regras de distância (de pelo menos 1,5 metro). Isso também se aplica a instalações culturais, como bibliotecas, jardins zoológicos e jardins botânicos.

Lojas com um máximo de 2.500 metros quadrados podem reabrir em 4 de maio. Lojas maiores, como as de departamento, permanecem fechadas porque a conformidade com a regra de distância não seria possível. Os cabeleireiros também podem reabrir em 4 de maio, mas apenas com as práticas de higiene necessárias que incluem as máscaras para a boca. Desde o dia 15 de abril, usar máscaras foi recomendado com urgência em lojas e transportes urbanos e regionais.

Creches, escolas e universidades reabrirão gradualmente a partir de segunda-feira, 4 de maio. Os primeiros a voltar às escolas são as turmas de graduação, turmas que precisam fazer exames finais no próximo ano e as turmas de transição das escolas primárias.

Desde meados de março, a Alemanha proibiu o agrupamento de mais de duas pessoas, com exceção de familiares, parceiros e outros companheiros de casa, contatos profissionais urgentes, transporte público e funerais. Todas as lojas não-essenciais tiveram que fechar. Os restaurantes também fecharam, embora ainda fosse possível oferecer o serviço de entrega de refeições.

Igrejas, mesquitas e sinagogas também estão fechadas. Viagens particulares, visitas a familiares e passeios inter-regionais não são recomendados. Aqueles que ficam fora da Alemanha por mais de 72 horas sem um “motivo urgente” devem retornar à quarentena por duas semanas. Fazer visitas a casas de repouso e instituições para deficientes e idosos é proibido. No entanto, as gerências dos estabelecimentos devem impedir o isolamento social dos moradores. A realização de eventos como shows, festas, feiras e competições esportivas com público estão proibidos até 31 de agosto.

França

Na França, os bares permanecem fechados, mas as escolas reabrem. A partir de 11 de maio, as medidas de quarentena na França serão gradualmente eliminadas. O país está em bloqueio há dois meses.

Os franceses agora só podem sair de casa se tiverem um documento oficial e assinado que apresente uma razão convincente pela qual o cidadão está nas ruas. Quem não cumprir a ordem pode ser multado em 135 euros. Nas últimas semanas, a polícia em toda a França já emitiu centenas de milhares de multas.

O presidente francês Emmanuel Macron disse que o número de pacientes do coronavírus chinês em leitos de UTI está diminuindo. Se essa tendência continuar, a quarentena poderá ser suspensa em etapas a partir de meados de maio.

Em toda a França, o ensino on-line é fornecido, mas nem todas as crianças têm uma conexão adequada à Internet e, em muitos lugares, os pais são incapazes de monitorar a educação “virtual”. Quanto mais tempo as medidas levarem, maior a chance de atraso no aprendizado escolar.

Ainda está sendo discutido como as escolas poderão ser reabertas com segurança.

Um dos efeitos da reabertura será que os pais poderão voltar ao trabalho. Portanto, as empresas poderão reiniciar lentamente após 11 de maio, se cumprirem as regras de higiene.

Por enquanto, as portas permanecerão fechadas para a cultura e o turismo. Casas de shows e museus, campings e hotéis devem permanecer fechados indefinidamente.

Após 11 de maio, os franceses com sintomas de coronavírus chinês também serão testados em massa. Máscaras de boca estarão disponíveis para todos os franceses. E o governo de Macron quer trabalhar com um aplicativo “anticoronavírus”; mas o parlamento já alertou que deve-se primeiro considerar a privacidade dos cidadãos franceses.

Bélgica

Na Bélgica, a primeira-ministra belga, Sophie Wilmès, apresentou as novas diretrizes no combate ao coronavírus chinês nesta semana. Uma das medida foi a decisão de que o bloqueio para os belgas continue até pelo menos 3 de maio. A medida de proibir reuniões para mais de duas pessoas permanece, e as pessoas continuam podendo sair apenas para realizar tarefas essenciais.

Para quem tem filhos menores de 6 anos, será possível a partir de 3 de maio se locomover de carro para recreação. Isso não significa ir para a praia ou montanhas, mas estas famílias poderão caminhar em florestas, por exemplo.

Ciclismo e corrida já foram permitidos nas últimas semanas, mas com a nova medida foram adicionados patins e mobiletes. O governo espera que todos voltem para casa imediatamente após suas atividades. Descansar em um banco do parque ainda continuará proibido.

A nova diretriz permitirá que as pessoas em casas de repouso possam receber visitantes novamente: um visitante permanente por pessoa. A primeira-ministra belga enfatizou que isso era uma possibilidade e não uma obrigação. Ele disse que a medida é pra evitar a solidão de pessoas que não veem a família há semanas.

Na nova situação, o governo passou a recomendar o uso de máscaras faciais. O uso delas é recomendado em qualquer situação e distância, segura ou não.

Além disso, as lojas de bricolagem já reabriram nesta semana e os centros de jardinagem seguirão neste fim de semana. Em relação a outros setores, o primeiro-ministro belga disse que não houve mudanças. No entanto, ficou claro que festivais de verão e outros tipos de reuniões em massa permanecerão proibidos até o final de agosto.

Itália

Na Itália, o bloqueio continua, em princípio, até 3 de maio, mas há cada vez mais pessoas exigindo do governo o desbloqueio do país o quanto antes. O Ministro do Desenvolvimento Econômico acredita que as empresas e lojas que aderirem às medidas de segurança devem poder voltar ao trabalho a partir de hoje, 22 de abril.

Embora ainda não seja oficial, o Ministro da Educação deu a entender que o ano letivo encerrou. E os alunos que reprovarem no curso serão reavaliados no próximo ano letivo. Ainda há incertezas sobre os exames finais. A ideia é oferecê-los remotamente e oralmente, mas as organizações estudantis pedem ao ministro que examine as possibilidades de efetuá-los nas escolas.

No último decreto em 10 de abril, o primeiro-ministro italiano Conte anunciou que as rédeas seriam afrouxadas depois da Páscoa, e que livrarias e lojas de roupas infantis seriam reabertas. Mas vários líderes regionais não aceitaram a proposta, e mantiveram as livrarias fechadas. As regras relativas à liberdade de movimento também diferem por região, em todo o país você pode sair no máximo a 200 metros de sua casa para algum exercício físico. Mas na região de Veneto isso não foi autorizado. Por enquanto, não há eventos ou competições esportivas e os restaurantes também permanecerão fechados.

Uma força-tarefa foi criada para determinar até quando a Itália permanecerá fechada. A data, em princípio, permanecerá em 4 de maio, mas o governo está analisando se isso pode ser feito mais cedo e, possivelmente, por região em alguns casos. A Lombardia tem cerca de 200 mortes por dia, enquanto outras regiões estão praticamente livres do vírus chinês. A associação de industriais da Itália está pressionando o governo Conte a reiniciar rapidamente certas indústrias, como a indústria da moda e a automotiva.

Espanha

Na Espanha, o Conselho de Ministros se reuniu na terça-feira (14) para decidir sobre uma nova extensão do confinamento. A prorrogação foi determinada por mais duas semanas, de 26 de abril a 11 de maio. A grande questão é se o governo relaxará as regras estritas atuais.

Desde a semana passada, as profissões não-vitais também puderam voltar ao trabalho. Mas o governo espanhol parece disposto a permitir um pouco mais ao resto dos residentes, como por exemplo, permitir que crianças pequenas possam ir às ruas; ou um adolescente ou adulto sair para fazer compras ou passear com o cachorro, sem levar companhias.

Muitos espanhóis esperam poder levar seus filhos para essas compras diárias depois de 26 de abril. O governo também discute permitir se as pessoas poderão se exercitassem na rua novamente; correr ou andar de bicicleta foi estritamente proibido até agora. No total, os agentes multaram 600.000 pessoas em mais de um mês por violar as regras de bloqueio.

Muito depende do desenvolvimento nos próximos dias. No entanto, o governo percebe que, com a extensão do bloqueio para 11 de maio, a população ficará completamente trancada em casa por 57 dias, desde que o “estado de emergência” entrou em vigor em 14 de março.

Ninguém ousa falar sobre como o país pode ou deve receber turistas no próximo verão. O turismo, nacional e internacional, representa 14% do PIB da Espanha.

Áustria

A Áustria já reabriu pequenas lojas, centros de jardinagem e lojas de ferragens na semana passada, sujeitas a boas práticas de higiene e medidas de segurança. Os clientes precisam usar uma máscara facial e o acesso às lojas é limitado. Relaxamentos adicionais são esperados nos próximo dias.

As escolas abririam novamente em meados de maio.

Na Áustria são permitidas competições esportivas, mas dentro das regras de 1,5 metro de distância. Então, esportes como o tênis e golfe são permitidos. Eventos públicos continuam proibidos.

Dinamarca

Na Dinamarc,a as crianças da escola primária e berçário (creche) voltaram às aulas desde quarta-feira (15). As escolas secundárias e superiores permanecem fechadas, assim como as universidades. Depois de 10 de maio, os dinamarqueses querem relaxar a proibição de reuniões, mas os eventos públicos continuam proibidos.

Hotéis, academias e dentistas também permanecerão fechados.

Noruega

A Noruega pretende permitir que alunos com menos de 12 anos (escola primária) voltem à escola nas próximas semanas.

Suécia

Os suecos continuam a seguir sua própria linha, e um bloqueio nunca foi necessário no país.

Polônia

A Polônia manterá as eleições presidenciais em 10 de maio e também iniciará uma estratégia de saída de bloqueios a partir desta semana. Mais lojas serão abertas, mas sua fronteira permanecerá fechada até 3 de maio.

República Tcheca

A República Tcheca reabrirá as escolas primárias no final de maio, aplicando as devidas medidas de segurança e higiene; com não mais do que 15 alunos por classe e todos deverão usar máscaras faciais.

Shopping centers, restaurantes e atrações turísticas permanecerão fechados.

Fonte: El País

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