IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA GUIA EM ACARÍ RECEBE DO PAPA FRANCISCO O TÍTULO DE BASÍLICA MENOR

Papa Francisco concede o Título de Basílica Menor à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia, em Acari

26 mar 2021

Papa Francisco concede o Título de Basílica Menor à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia, em Acari | Política em Foco

Com um Decreto emanado pela Santa Sé, o Papa Francisco torna a Igreja Matriz de Acari uma Basílica Menor, em razão da sua história, da fé secular do povo católico seridoense, além da beleza arquitetônica e da exemplaridade da liturgia que se celebra no seu interior. Celebra também o centenário do nascimento do Cardeal Dom Eugenio de Araujo Sales, filho de Acari, que foi batizado naquela Igreja e por cuja pessoa, falecido em 2012, a Diocese de Caicó nutre uma especial gratidão principalmente pelo cultivo das vocações sacerdotais do clero seridoense.
A Paróquia Nossa Senhora da Guia, na cidade do Acari, é a primeira que foi desmembrada da antiga Freguesia da Senhora Santa Ana do Seridó, cujo território paroquial abrangia o que hoje corresponde ao território da Diocese de Caicó. Sua Igreja é a mais imponente de todas as igrejas paroquiais da Diocese de Caicó, com a ressalva de que a Catedral de Sant’Ana de Caicó possui a primazia absoluta seja teológica que em importância eclesial sobre todos os demais Templos do Seridó.

A Matriz de Acari, que agora passa a ser Basílica Menor pontifícia, foi construída por um filho seu, o Padre Thomaz Pereira de Araújo, inaugurada em 1867 e nela foi batizado o Cardeal Dom Eugenio de Araujo Sales (Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro), cujo centenário de nascimento foi solenemente celebrado aos 08 de novembro de 2020.

Sendo a segunda paróquia mais antiga da Diocese de Caicó, por haver sido erigida em 1835, e uma das mais antigas do estado do Rio Grande do Norte, ela guarda uma inefável expressão da piedade popular de nossa gente, que é, na sua maioria, humilde e pacata. A devoção à Nossa Senhora da Guia remonta, porém, ao ano de 1738, de modo que as cidades ao seu redor têm na cidade de Acari um referencial de piedade mariana e de decoro nas celebrações litúrgicas.

A então Matriz de Acari sempre foi tido como um lugar sagrado e fonte secular de vida cristã do povo fiel, tanto pela antiguidade de sua devoção, como pela mística que inspira a sua arquitetura imponente, que relembra a grandeza de Deus que se faz próximo a cada pessoa que nela se encontra, em oração, certo de ter o auxílio de Jesus Cristo, nosso Senhor, o filho bendito da Virgem que nos Guia.

Foi considerando a sua importância para a fé do povo do Rio Grande do Norte que Sua Santidade o Papa Francisco quis que a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia de Acari tivesse a merecida dignidade de Basílica Menor.

Essa Igreja, que é o povo de Deus que caminha peregrino neste mundo, cuja imagem é misteriosamente representada no Templo material, será a partir de agora um sinal de sua comunhão com o Sucessor de Pedro, o Papa Francisco.

O fato de nela haver sido batizado o Cardeal Dom Eugenio de Araujo Sales, filho de Acari, reforça a consciência da comunhão eclesial deste lugar com o Bispo da Igreja de Roma, o Papa, que nos preside na caridade, em cuja pessoa Dom Eugenio serviu por muitos anos. Em uma transmissão televisiva, ele afirmou nitidamente: “Honra-me profundamente ter nascido em Acari, uma cidade que está sob as bênçãos de Nossa Senhora da Guia”.
O Pároco, Padre Fabiano Maurício Dantas, e o Pároco emérito, Monsenhor Raimundo Sérvulo da Silva, capelão do Santo Padre, reconhecidos a Deus por tamanha efeméride, sabem hoje que contam com a benevolência do coração de nosso Pastor Supremo, o Papa Francisco, que tem constantemente voltado o olhar para o povo mais simples.

Fonte: Política em Foco
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DICA DE LIVRO: O CÓDIGO DE DEUS, DE GREGG BRADEN

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira vai para “O Código de Deus, o segredo do nosso passado, a promessa do nosso futuro”, de Gregg Braden, autor do best-seller “O Efeito Isaias”, que já indiquei aqui na coluna. Uma mensagem codificada foi descoberta nas moléculas da vida, no interior do DNA em cada célula do nosso corpo. Graças a um achado notável que liga o alfabeto bíblico ao nosso código genético, a “linguagem da vida” agora pode ser lida como as letras antigas de uma mensagem eterna. Neste trabalho fascinante, Gregg Braden compartilha a descoberta que mudou sua vida e que o levou a se dedicar durante doze anos a um estudo profundo sobre as mais sagradas e respeitadas tradições da humanidade. A extensa pesquisa global do autor e suas descobertas controversas possibilitarão ao leitor decifrar a mensagem codificada nas nossas células desde o dia da nossa origem e aprender como a mensagem no nosso DNA pode se tornar uma base para a resolução de conflitos. Um livro que você precisa ler para entender o sentido da vida!

Fonte: Amazon

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DICA DE LIVRO: O EFEITO ISAIAS DE GREGG BRADEN

Quarta-feira é dia de DICA DE LIVRO e a de hoje é O Efeito Isaias de Gregg Braden. Esta obra trata dos Manuscritos de Isaías, provavelmente o mais importante dos Manuscritos do Mar Morto, descobertos em 1946. Nela o autor combina pesquisas no campo da física quântica com as palavras do profeta Isaías e dos antigos essênios, demonstrando que as profecias que se referem a uma catástrofe global e a sofrimentos podem representar apenas possibilidades futuras, e não previsão de um fim iminente, e afirma que temos o poder de alterar essas possibilidades. Então não perca tempo! Adquira logo este livro maravilhoso e comece a leitura!

Fonte: Acervo próprio

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: A CABALA, AS LEIS ESPIRITUAIS E A CRIAÇÃO DO UNIVERSO

Nesta segunda-feira estamos de volta com a nossa coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS trazendo esclarecimentos sobre a CABALA. O seu conceito, o que é, onde surgiu, quem a pratica, sua importância para a humanidade e seu significado. Lendo o artigo completo a seguir você vai adquirir um conhecimento mais profundo sobre essa crença e saber a sua relação com o Judaísmo e outras religiões.

Cabala

Mulher com as mãos unidas ao lado de uma vela
sparkbadaboom / 123RF

A cabala é, essencialmente, uma sabedoria que remete ao conhecimento existente desde antes da criação do Universo, que esteve sob os cuidados e domínio de Adão, no Jardim do Éden. A cabala explica desde a formação do Universo até em como funcionam as energias e leis espirituais estabelecidas aqui na Terra, bem como responde às nossas perguntas mais profundas e fundamentais, tais como o porquê de os bons e justos sofrerem e qual o sentido da vida.

Etimologicamente, a palavra cabala origina-se do hebraico e significa, literalmente, “receber”. Trata-se, portanto, de uma sabedoria que é passada pelos mestres, sendo “recebida” pelos seus alunos ou discípulos, o que pode ser comparado também como a transmissão da Luz espiritual aos que assim estejam aptos a receber.

Com o passar dos tempos, essa sabedoria foi transmitida por diversas escolas e líderes espiritais, como Noé, Abraão, Moisés e, mais recentemente, rabinos justos e ilustres como Rav Isaac Luria, o santo ARI, que fundou sua escola na cidade de Tzfat, Israel, no século XVI E.C. O santo ARI proporcionou uma abertura incomensurável desses estudos ao grande público leigo, sendo antes restritos a pequenos grupos eleitos.

Livro antigo aberto

balazschristina / 123RF

Sendo os judeus os guardiães da lei, da Torá e seus preceitos, a cabala acabou sendo associada a esse povo ou mesmo à sua religião, o judaísmo. A cabala, porém, é anterior ao judaísmo e possui diversas vertentes.

Em síntese, a cabala procura desvendar os códigos ocultos da Torá (os cinco primeiros livros da Bíblia, ou pentateuco, sendo eles Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio), entregue por escrito nas mãos de Moisés há aproximados 3200 anos. Segundo os mestres cabalistas, a Torá não deve ser lida literalmente, sendo que possui todas as orientações de vida e todas as respostas aos dilemas e perguntas da humanidade, sobre o modo que devemos viver para alcançar a vida plena.

Atualmente, como previsto pelos grandes cabalistas, chegou o momento de essa sabedoria ser disseminada às massas, de forma simples e direta, para que a época do Messias possa se estabelecer. Em tempos de escuridão e desafios cada vez maiores que precisamos enfrentar, é maior o potencial para a Luz do Criador ser revelada, de forma irrestrita.

Escolha a vida e revele a Luz do Criador!

Denis Schaefer
Escrito por Denis Schaefer

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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ARTIGOS: A IMPORTÂNCIA DA ESCRITA PARA A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE, POR WAGNER BRAGA

O ARTIGO a seguir escrevi, há quase 17 anos, quando completei 40 anos e tive um insight sobre tudo que se perdeu em termos de pensamentos e ideias fabulosas que devem ter se perdido ao longo da trajetória da humanidade, pelo fato de não terem sido registradas através da escrita. Algo que, talvez, poucas pessoas pensaram. Por isso intitulei esse texto A IMPORTÂNCIA DA ESCRITA e lhe convida agora aler, refletir e fazer o seu juízo de valor sobre o assunto.

A importância da invasão da escrita

A IMPORTÂNCIA DA ESCRITA

Resolvi implementar uma mudança radical na minha vida, em vários aspectos como o profissional, o espiritual, o familiar e o social. Isto começou a algum tempo e veio amadurecendo, até que , agora, aos 40 anos determinei acelerar o rítmo dessa mudança e tomei algumas atitudes como: deixar a barba crescer, investir em mim, utilizando toda a experiência e conhecimento adquiridos ao longo do tempo, mais a volta ao estudo acadêmico e colocar tudo isso a serviço da sociedade, claro, sem esquecer o lado econômico e financeiro que é condição sine qua non para a nossa sobrevivência. A volta aos estudos acadêmicos é muito importante, por ser algo que eu nunca deveria ter parado, pois o conhecimento é tudo na vida.

Descobri aos 40 anos a coisa que talvez tenha sido a mais revolucionária de todas. Verifiquei que mais de 95% de tudo que pensamos não comentamos com outras pessoas, ou seja, a maioria dos nossos pensamentos se perdem no tempo e no espaço. Dos 5% que comentamos, talvez, apenas 5% nós registramos de alguma forma. Daí cheguei à conclusão que é provável, que as ideias mais brilhantes já pensadas pelo homem não são as que hoje estão materializadas em monumentos, edifícios, pontes, viadutos, túneis, catedrais e tantas outras obras maravilhosas, tidas como extraordinárias criações da mente e engenharia humanas. As ideais mais brilhantes foram àquelas que se perderam nos pensamentos de, sabe Deus, quantas mentes maravilhosas, ao longo da história das civilizações e que nem sequer chegaram a ser escritas ou registradas de alguma forma. Que se tivessem sido escritas, sabe-se lá a quantos anos luz a humanidade estaria em conhecimento, modernidade e desenvolvimento científico, tecnológico, psicológico e espiritual. É possível que há muito já tivéssemos descoberto outro planeta para povoar. Quem sabe em que nível de evolução não estaria a mente humana? Talvez já estivéssemos na era do tele transporte. Talvez o homem já tivesse descoberto tantos mistérios que cercam o interior e o funcionamento desta máquina fantástica que é o cérebro. Já que estamos aqui numa caminhada que tem como objetivo final (e que muita gente não sabe) o domínio completo desta fantástica máquina.

Vale registrar ainda, que ao longo da breve história do mundo civilizado, está bem-dita evolução do conhecimento e desenvolvimento humanos, sofreu vários percalços e contratempos que atrasaram ainda mais o cumprimento deste objetivo. Não podemos esquecer que a Santa Madre Igreja, na ancia de eliminar os ímpios e efetivar a hegemonia dos dogmas cristãos pelo mundo a fora, fez de tudo que pôde para impedir que este conhecimento continuasse a se expandir. Usou do pseudo poder divino da Santa Inquisição e queimou bibliotecas inteiras, perseguiu e queimou nas fogueiras os chamados hereges que na realidade eram pessoas de mentes brilhantes, cujo filho mais ilustre desta perseguição, Galileu Galilei, foi forçado a abjurar a teoria heliocêntrica do universo.

E ainda, se levarmos em consideração, que a pelo menos 4000 anos A/C, a civilização Suméria, que viveu nas margens dos rios Tigre e Eufrates, nas cercanias de Bagdá, e onde hoje estão sendo feitas escavações que, até o momento, já descobriu que, naquela ocasião, os Sumérios já tinham conhecimento que a terra era redonda e girava em torno do sol. Que o Sistema solar era composto de 10 planetas e que um deles, o mais distante, desintegrou-se, provavelmente por ter sido atingido por um cometa. Que descreveram o tamanho de cada planeta e a distância exata entre cada um. É possível verificar que estamos com pelo menos 5500 anos de atraso na nossa evolução.

Portanto a descoberta revolucionária a que cheguei é que, ao contrário do que pensava sobre as pessoas românticas e sensíveis que gostam de cultivar um diário de bolso, anotando tudo que lhe acontece diariamente e eu os rotulava de “tolos”, hoje, penso que o pouco que caminhamos nesta evolução e ao encontro deste objetivo, devemos tudo a estes “tolos” que anotaram tudo nos seus diários. Como é o caso do filósofo Platão que anotou tudo que o mestre Sócrates falou. Sócrates por sua vez não escreveu uma só linha do seu legado, mas ele não foi de todo um “tolo”, pois ao contrário da maior parte da humanidade, ele expressou através da dialética a maioria das coisas que pensou e só por isso mereceu um lugar especial na história, além de detonar um processo de desenvolvimento do pensamento humano que nos possibilitou em grande parte tudo que temos e que somos hoje.

Portanto, se faz necessário que registremos tudo ou pelo menos o que for possível do nosso pensamento para que possamos contribuir com o objetivo final e tirarmos esse atraso de mais de 5500 anos, que só de lembrar bate um sentimento de revolta e tristeza ao mesmo tempo. Só de pensar que poderíamos estar vivenciando um novo mundo, sem guerras, sem miséria, sem doenças infectocontagiosas, sem a AIDS, sem as gritantes desigualdades de classes sociais, vivenciando a verdadeira e sonhada globalização e quem sabe até fazendo cruzeiros intergalácticos.

Portanto, amigos escrevam, escrevam tudo que lhe vier à mente, pois no meio das bobagens surgirão as grandes ideias que ajudarão a mudar o mundo.

Natal, 28 de Julho de 2004.

Wagner Braga.

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ARTIGOS: ILLUMINATI, O DESTINO DA HUMANIDADE NAS MÃOS DAS SOCIEDADES SECRETAS,POR WAGNER BRAGA

Na última edição da série O DESTINO DA HUMANIDADE NAS MÃOS DAS SOCIEDADES SECRETAS, aqui na coluna ARTIGOS, apresentamos Os Illumimati, a mais hostil de todas as Sociedades Secretas. Foi fundada em 1776 na Alemanha e continua influenciando e até conduzindo o destino da humanidade até hoje. Por isso não deixe de ler esse artigo, pois o seu destino, de alguma forma, pode estar sendo ditado por essa seita! 

Símbolo dos Illuminati, suposta sociedade secreta que muitos crentes de teoria da conspiração creem dominar o mundo por trás dos governos Foto: Apic / Getty Images

Illuminati: os soldados da Nova Ordem

Sem dúvida alguma esta é, de todas as ordens e sociedades secretas a mais hostil, pois seus dogmas e preceitos estão voltados para o domínio total da humanidade e por vezes cerceada por sentimentos vingativos.  Talvez o livro que virou filme de grande sucesso mundial, Anjos e Demônios, de Dan Brown, seja a mais fiel reprodução do que seja e como funciona esta sociedade secreta.  Talvez seja a mais poderosa organização subterrânea que já existiu. Segundo Sylvia Browne, “De todas as sociedades secretas que pesquisei, os Illuminati são de longe a mais vil”.

O termo illuminati (“iluminados”, em latim) foi usado para designar diversas organizações, reais e fictícias, através dos séculos. Atualmente, a uma sociedade secreta criada na Alemanha pelo filósofo Adam Weinshaupt, no ano de 1776, denominada Illuminati da Baviera. Apesar de ter sido educado por padres jesuítas Weinshaupt admirava os rituais pagãos e o ‘Maniqueismo[1]’.

De acordo com Sylvia Browne, “Weinshaupt decidiu formar um corpo de conspiradores para libertar o mundo do que chamava de dominação jesuíta da Igreja em Roma, trazendo de volta a pura fé dos mártires cristãos”. “Foi assim que ele fundou a Sociedade dos Mais Perfeitos, nome que mudou para Illuminati (na sua tradução, os ‘intelectualmente inspirados’). Os 5 membros originais foram escolhidos entre os alunos da Universidade de Ingolstadt, onde ele ensinava direito canônico.”(Browne, 2008).

Sabe-se que esses pupilos juravam obediência à organização, que se dividia em 3 categorias. Começando pela mais baixa que se chamava Berçário. Esta incluía os níveis Preparação, Noviço, Minerval e Illuminatus Menor. Em seguida tinha a Maçonaria, com os graus Illuminatus Major e Illuminatus Dirigens. Finalmente a mais alta, Mistérios, que englobava os graus Presbítero, Regente, Magus e Rex – o supremo.

O grupo de 5 iniciados cresceu e invadiu a Alemanha, despertando a desconfiança do governo e se transformando em alvo de extrema perseguição. Com isso, em 1784, Weinshaupt terminou fugindo do país. A partir daí surgiram teorias que vão desde o extermínio dos Illuminati, passando por aqueles que acreditam que o grupo continuou a operar clandestinamente, defendendo ideologias como o anarquismo e o comunismo, até os que acham que estariam por trás da Revolução Francesa, da Revolução Russa e do nascimento dos EUA.

Mas segundo os que acreditam na Teoria da Conspiração, a influência dos Illuminati nos EUA foi tão grande que vários de seus símbolos estão estampados na nota de US$ 1. Robert Goodman, em seu livro, “O livro negro dos Illuminati”, diz: “Eles usam sinais para transmitir informação entre si. O presidente Roosevelt, maçom de grau 33, aproveitou o desenho na nota para incluir toda essa informação como pista para novos projetos dos Illuminati”. “Um deles seria a 2ª Guerra Mundial, uma espécie de ensaio geral da Nova Ordem.”
Alguns pesquisadores acreditam que, atualmente, esses grupos herdeiros dos Illuminati controlam as finanças, a imprensa e a política internacionais. Para eles, as organizações que estariam envolvidas seriam sociedades secretas como a “Crânio e Ossos” (Skull and Bones), uma fraternidade dos estudantes da Universidade Yale, e o clube Bilderberg, que reúne políticos, empresários, banqueiros e barões da comunicação. “Acredita-se que eles querem um único governo global”. Afirma a pesquisadora espanhola Cristina Martin, autora do livro El Club Bilderberg (sem tradução para o português).

Quanto aos supostos símbolos dos Illuminati escondidos na nota de US$ 1, que os especialistas afirmam serem várias pistas de sua influência sobre a sociedade americana, são os seguintes:

  1. Olho que tudo vê
  2. Pirâmide de tijolos iguais
  3. Inscrição Novus Ordo Seclorum
  4. 13 estrelas
  5. 13 frutos e folhas
  6. 13 listras verticais
  7. 13 flechas
  8. Coruja

E ainda há mais uma curiosidade sobre a nota de 20 dólares bastante intrigante. Ao dobrar a nota no sentido longitudinal fazendo duas metades você verá a imagem das torres gêmeas em chamas como mostra a figura a seguir.

Resultado de imagem para Torres Gêmeas (Fonte da imagem: Reprodução/ Fold Money)

Torres Gêmeas (Fonte da imagem: Reprodução/ Fold Money)

Wagner Braga

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AUTOCONHEIMENTO: SAIBA TUDO SOBRE “A CURA PELA FÉ” NUMA ENTREVISTA COM O DR. JEFF LEVIN

A postagem desta quinta-feira, aqui na coluna AUTOCONHECIMENTO é uma oportunidade única de você conhecer qual a relação entre as práticas religiosas ou espirituais e a saúde. Numa entrevista com uma das maiores autoridades em estudos definidos como epidemiologia da religião, cujo objetivo principal é saber como atores espirituais previnem a incidência de enfermidades em determinadas regiões e a mortalidade, e promovem a saúde e o bem-estar – estabelecendo o relacionamento existente entre ciência, medicina e espiritualidade. Ele esclarece para você todas essas dúvidas existentes na sua cabeça.

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A CURA PELA FÉ

Hoje em dia, Jeff Levin é considerado um dos principais nomes nos estudos científicos a respeito da relação entre as práticas religiosas ou espirituais e a saúde.

Por Gilberto Schoereder

Várias pesquisas vêm sendo realizadas nos últimos anos envolvendo o que alguns chamam de “o poder da oração”. Uma das grandes autoridades mundiais nesse campo é o dr. Jeff Levin, um epidemiologista social formado em religião, sociologia, saúde pública, medicina preventiva e gerontologia na Universidade Duke, na Universidade da Carolina do Norte, na Divisão Médica da Universidade do Texas e na Universidade de Michigan.

Ele é pesquisador do National Institute for Healthcare Research e seus estudos podem ser definidos como epidemiologia da religião – o estudo científico de como fatores espirituais previnem a incidência de enfermidades em determinadas regiões e a mortalidade, e promovem a saúde e o bem-estar – estabelecendo o relacionamento existente entre ciência, medicina e espiritualidade.

Seu trabalho estabelece pontes entre diferentes campos de atividade, como epidemiologia, gerontologia, sociologia, psicologia e medicina alternativa e complementar.

As perguntas básicas que seus estudos apresentam são: Como a fé religiosa atua como um recurso na prevenção de doenças e na promoção do bem-estar?; Um relacionamento de amor com Deus é uma característica das pessoas saudáveis?; A religiosidade é um fator de proteção contra doenças ao longo do processo de envelhecimento?; Existem efeitos terapêuticos ou preventivos de energias sutis ou estados alterados de consciência?

O resultado de suas pesquisas foi publicado no livro Deus, Fé e Saúde (Editora Cultrix). Entrevistamos o dr. Levin por e-mail para que ele nos falasse mais sobre seu trabalho e as mais recentes descobertas nessa área, assim como sua relação com teorias e posturas mais conservadoras da medicina, que ainda resistem em aceitar as evidências científicas coletadas nos últimos vinte anos.

A relação entre a oração ou as preces e a saúde se tornou um dos assuntos mais comentados da atualidade. Essa relação positiva entre ambas está definitivamente comprovada ou ainda estamos no campo das evidências? Em que ponto se encontram as pesquisas científicas?

O campo da pesquisa em espiritualidade e saúde compreende, na verdade, três áreas de estudo diferentes. Uma delas, aquela em que minha pesquisa se focou nos últimos vinte anos, envolve investigações epidemiológicas de como a fé ou o envolvimento religioso influencia a saúde física e mental. Já foram feitos mais de mil estudos com esse enfoque e, hoje, a ideia de que aspectos da vida religiosa podem ser benéficos para a saúde ou o bem-estar de algumas pessoas é aceita de forma geral e não controversa.

As duas outras áreas de pesquisa em espiritualidade e saúde envolvem: 1) estudos experimentais de laboratório, como em psicofisiologia, explorando os correspondentes espirituais de estados alterados de consciência; 2) testes clínicos investigando os efeitos da oração à distância. Em contraste com a pesquisa epidemiológica, esses estudos encontram muito mais resistência. Pessoalmente, acredito que existem boas evidências para ambas, mas os temas e conceitos levantados por esses estudos desafiam a estreiteza da visão de mundo de muitos cientistas das correntes estabelecidas.

Tem se falado na influência de fatores espirituais ou religiosos no processo de cura. Foi realizada alguma tentativa no sentido de determinar se se trata, de fato, de fatores espirituais, ou pode se tratar da ação da mente, como ocorre em tantos dos chamados “fenômenos parapsicológicos”? Em outras palavras, a crença de uma ou mais pessoas daria início a um processo ou uma ação mental. O que o senhor pensa a esse respeito?

Eu não estou certo de que usando os métodos naturalistas da ciência empírica poderemos algum dia desemaranhar esses dois conceitos. Aqui, nos Estados Unidos, médicos religiosamente muito conservadores opuseram muita resistência a essa pesquisa. Eles vêem os resultados de estudos de oração e cura, e quer atribuir qualquer cura subseqüente à intervenção “sobrenatural” de Deus. Outros reconhecem a possibilidade de que o ato de rezar envolva criar uma intenção mental positiva que pode ter, por si mesma, um efeito curativo. Mas isso é interpretado pelo primeiro grupo como blasfemo e até mesmo, acredite ou não, satânico – porque parece implicar efeitos que são inerentemente parapsicológicos, e a parapsicologia é considerada maligna.

Considero essa reação perturbadora por duas razões. Em primeiro lugar, fez muitos médicos cristãos conservadores rejeitar efetivamente os resultados de estudos de oração e cura, porque os estudos implicavam que as orações de qualquer um podem ser efetivas, independentemente de religião, talvez devido a algum tipo de mecanismo paranormal. Isso ameaça as reivindicações de exclusividade que alguns fazem para sua própria religião e para os resultados de orações dessa religião.

Em segundo lugar, se os resultados forem devidos “apenas” à parapsicologia – em vez de a Deus, por assim dizer -, por que isso seria um problema? Em última instância, todos esses efeitos vêm de Deus. Eu acredito que o Criador dotou os seres humanos com todo tipo de aptidão, algo que os grandes místicos conhecem há milhares de anos e que cientistas ocidentais só agora procuram entender. Mais de cem anos de pesquisa parapsicológica confirmaram isso, para satisfação minha e de muitos outros.

Durante suas pesquisas, o senhor teve conhecimento da ação dos chamados “médiuns de cura”? De alguma forma, esses casos podem estar relacionados?

Já ouvimos falar que a cura não provém exatamente dos médiuns, mas da crença das pessoas que os consultam.

Pessoalmente, nunca pesquisei sobre médiuns, mas tenho uma posição a respeito. Acredito que, quando se trata de orações, cura pelas mãos ou por energia, ou qualquer outra forma sutil de terapia bioenergética ou relativa à consciência, todos os elementos da interação curativa podem ser importantes; em outras palavras, as habilidades, características e intenções de quem cura, o método da cura e as crenças do paciente. Tudo isso pode entrar em jogo até certo ponto, mas pode variar de acordo com a situação.

Quanto a uma condição sine qua non para o sucesso da cura, já ouvi muitos curandeiros dizendo que descobriram, por experiência própria, que é indispensável haver uma intenção amorosa por parte do curandeiro ou rezador; independentemente de outros elementos (método, técnica, expectativas de paciente, etc.). É fundamental haver uma intenção sincera e abnegada de amor fraterno, que deseje o melhor benefício para a pessoa, de acordo com a vontade de Deus.

Já ouvimos falar de experiências de “prece a distância”, com resultados positivos. Inclusive, as pessoas que realizavam as preces não sabiam a quem elas se dirigiam. O que o senhor pode nos dizer sobre esse assunto?

Como muitos leitores já devem saber, houve vários estudos recentes que investigaram os efeitos da oração a distância. Alguns desses estudos foram, de fato, bem controlados, com método duplo-cego e amostragem criteriosa; foram testes clínicos de certa forma similares aos testes farmacológicos que avaliam os efeitos de novas drogas. Para horror de muitos médicos acadêmicos convencionais, alguns desses estudos mostraram resultados, com índices de recuperação que foram melhores entre os pacientes que foram alvo de orações sem o saberem do que entre os pacientes dos grupos de controle.

Acredite ou não, já houve quase duzentas investigações desse tipo. E não só em pessoas, mas outros organismos, como animais e plantas. A pesquisa foi compilada de forma muito abrangente em um livro soberbo chamado Spiritual Healing (Cura Espiritual), escrito por meu amigo Dr. Dan Benor, um médico norte-americano. Ele descobriu que cerca de um quarto dos estudos foi realizado com uma metodologia de pesquisa impecável, e que, desse um quarto, aproximadamente três quartos constataram resultados positivos. Em outras palavras, isso é evidência e que orações a distância tiveram um efeito mensurável e benéfico.

Em seu livro Deus, Fé e Saúde, o senhor estabelece uma relação entre o modo como o compromisso religioso influencia o comportamento, e o modo como o comportamento influencia a saúde. No entanto, o comportamento de uma pessoa não está necessariamente ligado ou necessariamente dependente de um compromisso religioso. Foi feita alguma pesquisa no sentido de determinar o comportamento de pessoas não-religiosas, para ver se aquelas que têm comportamento saudável têm uma saúde melhor, como as religiosas ou espiritualizadas? O senhor diz em seu livro que as pesquisas mostram que o comportamento não-saudável não relacionado à postura religiosa ou espiritual?

É claro que as pessoas podem ser perfeitamente saudáveis sendo ou não sendo religiosas ou espiritualizadas. O que tentei fazer no meu livro foi examinar os “mecanismos” subjacentes às relações entre espiritualidade e saúde observadas em pesquisas. Essas associações existem, eu concluí, exatamente porque a religiosidade pode motivar comportamentos saudáveis, pode gerar relações sociais de apoio e solidariedade, pode produzir sentimentos ou emoções poderosos, etc. E já se sabe que cada um desses fatores – hábitos saudáveis, relacionamentos, sentimentos – é importante para a saúde.

Existem diferenças visíveis entre “estar associado a uma religião” e ter o que se poderia chamar de uma “atitude espiritual independente”? Faz diferença se a pessoa reza numa igreja ou em qualquer outro tipo de templo, ou se ela reza em casa, e segundo suas próprias regras? O que conta, afinal, é o comportamento, é o modo de pensar, é uma sintonia especial, ou outro fator?

Eu não acredito que faça qualquer diferença. Um dos primeiros fatos básicos que descobri quando comecei minha pesquisa, vinte anos atrás, é que um efeito saudável da religiosidade ou da espiritualidade parecia ser uma constante universal na natureza. Isto é, quando se toma como referência ou pessoas sem um caminho espiritual ou a população como um todo, efeitos epidemiologicamente protetores ou preventivos foram observados em católicos, protestantes, judeus, budistas, hindus, muçulmanos, zoroastristas, etc. Além disso, uma quantidade considerável de estudos mostrou um benefício às pessoas que, mesmo não sendo formalmente religiosas, estão envolvidas com meditação ou outras buscas espirituais.

O Institute of Noetic Sciences, uma esplêndida organização na Califórnia, publicou um relatório excelente chamado The Physcal and Psychological Effects of Meditation (Os Efeitos Físicos e Psicológicos da Meditação) documentando esses estudos.

O senhor entende que essa aproximação da ciência com a religião é uma tendência para o futuro? O filósofo Ken Wilber já vem se manifestando há anos a respeito da necessidade de se desenvolver aproximando as visões científica e espiritual. O que o senhor pensa a esse respeito?

Nos últimos trinta anos, os acadêmicos dos Estados Unidos têm demonstrado um considerável interesse em explorar a interface entre religião e ciência. Porém, muito desse discurso aconteceu dentro do contexto rígido das filosofias e visões de mundo adotadas pelos acadêmicos e pelas religiões predominantes. Um “novo paradigma” que unifique as abordagens científica e espiritual seria certamente um desdobramento bem-vindo. Mas precisamos nos perguntar: Qual paradigma? Qual abordagem científica? Perspectiva espiritual de quem?

Ken Wilber fala para muitas pessoas que têm interesse intelectual na consciência e em caminhos espirituais alternativos, mas eu não diria que o mundo acadêmico ortodoxo esteja pronto para isso. Para boa parte da comunidade acadêmica, o diálogo entre ciência e religião é um diálogo entre uma visão muito materialista e mecanicista de ciência e uma versão cartesiana de espiritualidade, baseada num paradigma muito antigo.

Já existe alguma tentativa de se desenvolver uma teoria a respeito dessa ação da prece na melhora da saúde das pessoas, ou ainda é muito cedo para isso? O senhor entende que uma tória desse gênero deverá estar ligada a teorias desenvolvidas pela parapsicologia, envolvendo a atuação da mente sobre a matéria?

Uma das críticas que os céticos organizados fazem incessantemente à literatura científica sobre oração e cura é que esses estudos não podem ser verdadeiros porque não existe uma teoria que explique as descobertas. Assim, de acordo com essa crítica, os resultados são impossíveis.

A crítica é errônea por dois motivos distintos. Primeiro, a pesquisa clínica estabelece uma distinção entre eficácia e mecanismo de ação. A eficácia de uma terapia pode ser demonstrada muito tempo antes de se compreender o mecanismo subjacente de ação. É o caso da aspirina, que sabíamos que funcionava antes de entendermos por quê. Ignorar ou condenar os resultados de pesquisas metodologicamente sólidas porque eles não se enquadram nas atuais teorias seria a morte da ciência. Qualquer grande novo avanço, por definição, será gerado pela necessidade de se formular uma nova perspectiva teórica que responda a dados inesperados. É assim que as coisas têm funcionado ao longo da história da ciência.

Mas a segunda razão que invalida as objeções dos céticos é muito mais básica: existem, de fato, teorias e perspectivas para nos ajudar a entender como e por quê a oração pode curar. Sobre esse tópico já foi escrito mais do que eu poderia abordar aqui, mas basta dizer que há muitos anos têm surgido livros acadêmicos e artigos científicos com esse enfoque.

Propuseram-se muitos mecanismos de ação possíveis, aproveitando trabalhos estimulantes nas áreas da física, do estudo da consciência, da psicofisiologia e da parapsicologia. Todo tipo de força, energia ou campos foi cogitado, inclusive conceitos como os de mente estendida, campos mórficos, mente não-local, psi, energias sutis, etc. O pesquisador alemão, Dr. David Aldridge, escreveu muito sobre esse tópico, assim como meu amigo Dr. Larry Dossey, o médico norte-americano, em muitos de seus livros, como Palavras que Curam (Healing Words, Editora Cultrix).

Acredito que a parapsicologia guarda uma riqueza de demonstrações empíricas e de proposições teóricas no que tange à oração a distância e seus efeitos de cura. Mas, infelizmente, muitos cientistas e médicos acadêmicos ortodoxos desdenham e não acreditam nesse trabalho, ao mesmo tempo em que o conhecem tão pouco. Essa postura vem principalmente da ignorância e de uma necessidade corporativista de proteger o próprio território. É pena, mas isso também parece ser uma constante na história da ciência e da medicina.

Para Saber Mais:

Deus, Fé e Saúde – Jeff Levin –
Editora Cultrix
Fone : (11) 6166-9000
Site de Jeff Levin: / www.religionandhealth.com/index.htm

(Extraído da revista Sexto Sentido 52, páginas 26-31)

Fonte: IPPB
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ARTIGOS: A MAÇONARIA, O DESTINO DA HUMANIDADE NAS MÃOS DAS SOCIEDADES SECRETAS, POR WAGNER BRAGA

Na  série O DESTINO DA HUMANIDADE NAS MÃOS DAS SOCIEDADES SECRETAS, aqui na coluna ARTIGOS, já apresentamos Os Essênios, uma das seitas judaicas e a Irmandade Rosacruz. Na nossa 4ª publicação dessa série vou apresentar para você uma das mais discretas dessas sociedades, visto que sofreu perseguições e intolerância dos regimes reinantes na idade média: A Maçonaria, cujos princípios fundamentais dessa irmandade são a Tolerância, a Filantropia e a Justiça. Portanto uma sociedade secreta do bem.

Aventuras na História · O Compasso do Mundo: A Maçonaria através da história

A Maçonaria

A Maçonaria é uma sociedade discreta, que cultua a Liberdade, a Fraternidade e a igualdade entre os homens. Seus membros, são homens livres e de bons costumes que se denominam mutuamente de irmãos, devido ao seu caráter secreto de irmandade. Os princípios fundamentais dessa irmandade são a Tolerância, a Filantropia e a Justiça.

Na época do seu surgimento havia perseguições, intolerância e falta de liberdade por causa dos regimes reinantes na época. Daí a sua discrição até os dias de hoje. Seu caráter secreto deveu-se a tais perseguições e intolerância. A democracia permitiu que os Maçons se espalhassem por todos os países do mundo.                                                                                                                                                                            O ingresso à irmandade universal é feito através de convite expresso. O novo membro é integrado à irmandade numa cerimônia denominada iniciação. É uma forma de ingresso tradicional, que se mantém inalterada por séculos, cujo belíssimo conteúdo, praticamente conduz o iniciando a meditar profundamente sobre os questionamentos filosóficos que sempre inquietaram a humanidade ao longo da história.  Este ritual se chama Iniciação.                                                                                                                                                                                  O iniciante ingressa na Ordem com o grau de Aprendiz. Com o tempo e o aprendizado recebido ganha o grau de Companheiro e após um determinado período de estudos alcança o grau máximo do ‘Simbolismo[1]’, denominado de Grau de Mestre Maçom.

O local de reunião dos Maçons é chamado de loja, onde eles realizam seus rituais, que são dirigidos por mestre Maçom experiente denominado  Venerável Mestre. Estas cerimônias são em homenagem e honra ao Grande Arquiteto Do Universo: Deus.

Seus ensinamentos são transmitidos através de símbolos dando assim um conhecimento hermenêutico profundo e adequado ao nível intelectual de cada indivíduo.

Os símbolos são retirados das primeiras organizações Maçônicas, dos antigos mestres construtores de catedrais. “Maçom” em francês significa pedreiro. Devido a este fato encontramos réguas, compassos, esquadros, prumos, cinzéis e outros artefatos de uso da Arte Real, ou seja, instrumentos usados pelos mestres construtores de catedrais e castelos, que são utilizados para transmitir ensinamentos.

Por possuir um conhecimento eclético, a Maçonaria busca nas mais diversas vertentes suas verdades e experiências, dando um caráter universal a sua doutrina.

A Maçonaria não é uma religião, pois o objetivo fundamental de toda sociedade religiosa é o culto a divindade.

Cada Loja possui independência em relação as outras Lojas da jurisdição, mas estão ligadas a uma Grande Loja ou Grande Oriente, sendo estes soberanos. Cada Grande Loja ou Grande Oriente denomina-se de “potência”. Esta é uma divisão puramente administrativa, pois as regras, normas, e leis máximas, denominadas ‘Landmarks’ são comuns a todos os Maçons.
Um dos Landmark básicos da Ordem é que o homem para ser aceito deve acreditar em um princípio criador independente de sua religião.

Seus integrantes professam as mais diversas religiões. No Brasil a grande maioria dos brasileiros é cristã, e adota a Bíblia como livro da lei. Em outra nação, o livro que ocupa o lugar de destaque no Templo, poderá ser o Alcorão, o Torá, o livro de Maomé, os Vedas, etc, de acordo com a religião de seus membros.

No preâmbulo da primeira Constituição editada pela Grande Loja ficam registrados de forma clara os princípios em que se baseia a Ordem:

  • A Maçonaria proclama desde sempre, a existência de um Princípio Criador, sob a denominação de Grande Arquiteto do Universo;
  • Não impõe nenhum limite a livre investigação da Verdade e é para garantir a todos essa liberdade que ela de todos exige tolerância;
  • É acessível aos homens de todas as raças e de todas as crenças religiosas e políticas;
  • Proíbe em suas Oficinas toda discussão sobre matéria partidária, política ou religiosa, recebe os homens qualquer que sejam as suas opiniões políticas ou religiosas, humildes, contudo, livres e de bons costumes;
  • Tem por fim combater a ignorância em todas as suas manifestações;

É uma escola mutua que impõe este programa: obedecer as leis do País, viver segundo os ditames da honra, praticar a justiça, amar o próximo, trabalhar incessantemente pela felicidade do gênero humano e para conseguir a sua emancipação progressiva e pacífica.”

Maçons famosos fundaram diversas entidades que prestam serviços a humanidade, vejamos alguns exemplos: Os escoteiros por Robert Baden Powell, os Clubes de Rotary por Paul Harris, os Clubes de Lions por Melvin Jones, os grupos de jovens DeMolays por Frank Sherman Land.

A independência do Brasil foi decretada e solicitada a Dom Pedro I em uma sessão Maçônica realizada em 20 de agosto de 1822. Este dia é dedicado ao Maçom brasileiro.

O Marechal Deodoro da Fonseca, iniciado na Loja “Rocha Negra” de São Gabriel, Rio Grande do Sul, proclama a república em 15 de novembro de 1889.

Nossa Loja Fraternidade contou em suas colunas com o General Manoel Luiz Osório, Marquês do Herval.

[1] O Simbolismo surgiu na Europa na segunda metade do século XIX em resposta ao cientificismo, tendência intelectual de matriz positivista que preconizava a adoção do método científico para a investigação de todas as áreas do saber e da cultura. Em resposta a esse materialismo cientificista, os escritores simbolistas buscaram o resgate de certos valores do Romantismo que foram esquecidos pelo Realismo.

Wagner Braga 

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REFLEXÃO: A INTUIÇÃO E O SAGRADO FEMININO SERÃO VALORIZADOS EM 2021

Não tenho certeza, mas pelo sobrenome o autor do maravilhoso texto a seguir, provavelmente é esposo da Beth Michepud, a fundadora do Blog Sabedoria Universal. Ele afirma que 2021 é o ano da Intuição. N meu livro Coração, Intuição e Gratidão eu enfatizo que a Intuição é um poder sensorial que todos nós, homens e mulheres, temos e precisamos investir e desenvolver essa percepção mais e mais, já que ela, aliada ao nosso coração vão nos ajudar a tomar decisões assertivas e nos conduzir pelo caminho reto que nos levará a vida plena. Então leia o texto completo a seguir e aprenda a seguir a sua intuição!

2021, o ano da intuição

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Photo by Annie Spratt on Unsplash

Ano Novo, vida nova. Geralmente é com esse tipo de votos que abrimos nossos desejos para um novo ano. Mas o que esperar de 2021? O que será que está por vir nesse novo pequeno ciclo?

2021 será um ano muito potente e intenso. Olhando por diversos prismas, ele é um ano que nos permitirá refletir sobre nosso ideal, nos conectando profundamente com nosso sagrado feminino e com nossa necessidade de comunicação. Ao mesmo tempo, com toda essa energia ele vem para terminar de derrubar o que 2020 chacoalhou – se em 2020 tivemos a oportunidade de colocar luz naquilo que tínhamos dificuldade de ver, 2021 nos faz prontos para derrubar o que não é mais útil e começarmos a construir aquilo que queremos como seres humanos e de luz.

Ou seja, utilizando como base o verbo Religare (do Latim, ligar novamente, voltar-se às origens), esse é o momento de nos unirmos ao nosso mais sagrado e nos conectarmos com nossa intuição, trabalhando nossa essência para que possamos acessar o nosso melhor e trazer impactos positivos e de luz à todas as pessoas e seres desse universo.

Sim, esse novo ano também nos trará diversos desafios. Com a recente entrada na Era de Aquário (no dia 21/12/2020), sentiremos cada vez mais o ímpeto de questionar, manifestar e comunicar, além de sentir uma abertura para assuntos novos e incomuns até então. Novas visões serão colocadas na mesa, bem como novas tecnologias. E tudo isso contribuirá para uma expansão ainda maior da nossa força pessoal e coletiva para promover mudanças. Há de se ter muito cuidado com a comunicação também. Comunicação Não-Violenta e Autoconhecimento serão atitudes norte para que possamos agir sempre no nosso melhor.

Explorando outras visões, esse cenário também é referendado pela Numerologia… 2021 é regido pelo número 5, marcado por incertezas e instabilidade. Se por um lado há o conflito do velho com o novo, por outro o número 5 também traz em si o pensar diferente, inovar e enxergar outras perspectivas.

O Tarot, por sua vez, traz como carta regente para 2021 o Papa. Essa figura, que nos convida a revisitar convicções, nos impulsiona a rever conceitos em vez de se manter irredutível numa posição. 2021 será o ano de aprender a ver a vida por outros ângulos.

Já o Sincronário da Paz, baseado no Calendário Maia, diz que teremos um ano Espelho, com guia Enlaçador de Mundos. Isso significa que será um ano de reflexões, no qual teremos como norte a conexão com a espiritualidade. Os demais elementos (Dragão, Noite e Estrela) nos dizem que seremos impulsionados pela criação e que, ao lidar com nossos sabotadores, poderemos iluminar nossa própria sombra e trazer à tona o nosso feminino e nossa intuição.

O que dizem algumas religiões?

Olhando pelo prisma de religiões, na Umbanda os orixás regentes de 2021 serão Oxalá e Oxum, duas figuras que trazem a importância de se valorizar tanto o seu lado espiritual quanto o familiar. 2021 será considerado um período de fechamento de ciclos para o início de outro, num ano de crescimento pessoal, espiritual e material, utilizando-se da proteção, união, aprendizado e paciência dessas duas figuras divinas para trazer o ser humano para o centramento necessário.

Já no Hinduísmo, a visão é que o ano de 2021 será regido por Kali, que representa a Mãe Natureza. Essa deusa, um aspecto da deusa Durga que surge sempre que algo de ruim precisa ser destruído, vem para abrir nossos olhos para a realidade e, a partir daí, permitir que um processo de evolução ocorra. Em outras palavras, é tempo de retirar as vendas para tudo o que vem acontecendo no mundo e conosco, e agir a partir das nossas próprias atitudes, sentimentos e pensamentos, dando espaço àquilo que realmente é fundamental para a felicidade.

Ou seja, 2021 será…

Esplêndido. Cada um será desafiado a se conectar com sua intuição e sabedoria interna, permitindo que o sagrado feminino ganhe forças e equalize as necessidades do mundo. Será um ano de fechamento de ciclos e abertura de novas jornadas, que serão muito prósperas se conseguirmos ouvir nossa voz interior e sabermos o que realmente impactará positivamente a nós mesmos como seres de luz e, consequentemente, expandir amor a todo o planeta e universo.

Que em 2021 você possa despertar esse melhor e fazer crescer esse sentimento de paz, alegria, luz e prosperidade. E que a gratidão, o amor e a sabedoria sejam a tônica dos novos tempos.

Gratidão! Namastê!

Pedro Michepud Rizzo

Fonte: Sabedoria Universal

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CONHECIMENTO: CONHEÇA A VERDADEIRA ORIGEM DO NATAL

A origem do Natal remonta a tempos bem remotos, antes mesmo da vinda de Jesus ao nosso meio. Desde os primórdios da humanidade, a metade do inverno, que ocorre nas semanas finais do mês de dezembro no hemisfério Norte, é um período de celebração. Algumas civilizações já utilizavam o mês de dezembro para comemorar o solstício de inverno. Os primeiros europeus celebravam luz e o renascimento. Na era cristã, o Papa Júlio I escolheu o dia 25 de dezembro para celebrar o nascimento do menino Jesus. Provavelmente, a Igreja escolheu esta data na tentativa de adotar e assimilar as tradições da festa pagã Saturnália. Portanto essa é uma data simbólica, assim como tudo na Bíblia é impregnado de simbolismo. Jesus não poderia ter nascido em dezembro, já que naquela região o mês de dezembro é muito frio e o gado normalmente fica recolhido e não no pasto. Sendo assim a manjedoura não estaria desocupada como é contado na Bíblia. Os 3 Reis Magos não se encontraram com Jesus naquela noite e sim 2 anos depois, já que cada um saiu de uma partes muito distante daquela região e no lombo de camelos esse trajeto levaria pelo menos 2 anos para ser realizado. Une-se a isso a passagem que diz que os 3 Reis Magos se encontraram com Herodes que lhes deu presentes para que levassem até Jesus e ao mesmo tempo decretou a morte de todas as crianças do sexo masculino com 2 anos. Mas o que importa é o simbolismo, a mensagem e não a verdadeira história constituída. O artigo a seguir levanta as diversas hipóteses sobre a origem do Natal para levar ao leitor um pouco mais de esclarecimento sobre esta data tão comemorada!

Presente de Natal

A Origem do Natal

O Natal é uma época especial na qual uma energia positiva paira no ar. Independentemente de crença religiosa, esse é um período para celebrar o Amor e a Gratidão entre as pessoas queridas e buscar fazer o bem de forma genuína. Afinal, todas as ações boas que fazemos, retorna para nós de forma ainda mais significativa.

Assim como eu, muitas Centelhas comemoram a data. Este artigo conta sobre a origem dessa festividade.

Como começou o Natal?

Desde os primórdios da humanidade, a metade do inverno, que ocorre nas semanas finais do mês de dezembro no hemisfério Norte, é um período de celebração. Séculos antes da chegada do homem chamado Jesus, os primeiros europeus celebravam luz e o renascimento. Para eles, o solstício de inverno marcava o fim dos dias mais escuros, no qual as temperaturas mais adversas já haviam ficado para trás e esses povos ansiavam pelos dias mais longos e com mais horas de luz solar.

Na Escandinávia, os nórdicos celebravam o Natal desde 21 de dezembro, data do solstício de inverno, até o mês de janeiro. Em reconhecimento ao retorno do Sol, pais e filhos levavam para casa grandes pedaços de lenha, nos quais ateavam fogo. As pessoas comiam um banquete até que toda a lenha tivesse queimado, o que poderia levar até 12 dias. Os nórdicos acreditavam que cada faísca do fogo representava um novo porco ou bezerro que nasceria ao longo do próximo ano.

O final de dezembro era um período perfeito para celebração na maior parte da Europa. Nessa época do ano, a maioria do rebanho era abatida, de modo que os animais não precisariam ser alimentados durante o inverno. Para muitos, era a única época do ano em que havia fornecimento de carne fresca. Além disso, a maior parte do vinho e da cerveja produzidos ao longo do ano estava finalmente fermentada e pronta para consumo.

Na Alemanha, as pessoas veneravam o deus pagão Odin durante o feriado da metade do inverno. Os alemães temiam Odin, pois acreditavam que ele fazia voos noturnos pelo céu para observar seu povo, decidindo quem iria prosperar ou perecer. Por causa da sua presença, muitas pessoas optavam por ficar em casa.

Saturnália

Em Roma, onde os invernos não eram tão rigorosos quanto aqueles do Norte, celebrava-se a Saturnália – um feriado em homenagem a Saturno, deus da agricultura. Com início na semana anterior ao solstício de inverno e continuando por um mês inteiro, a Saturnália era um período hedonista, com abundância de comida e bebida e quando a ordem social romana era subvertida. Por um mês, escravos se tornavam senhores. Camponeses estavam no comando da cidade. As escolas e o comércio eram fechados para que todos pudessem se divertir.

Juvenália

Também próximo ao período do solstício de inverno, os romanos comemoravam a Juvenália, uma festividade dedicada às crianças de Roma. Além disso, membros das classes mais favorecidas frequentemente celebravam o nascimento de Mitra, o deus do inconquistável Sol, em 25 de dezembro. Acreditava-se que Mitra, um deus infante, havia nascido de uma pedra. Para alguns romanos, o aniversário de Mitra era o dia mais sagrado do ano.

Yule

Os sacerdotes pré-cristãos, chamados druidas, chamavam o festival da metade do inverno de Yule (sinônimo de Natal, em inglês). Acredita-se que o nome deriva de thoul, uma palavra arcaica que significa “roda”. Os celtas viam o Sol como uma roda, girando pelos céus, fornecendo dias longos e curtos. Chegar ao dia mais curto significava que as pessoas poderiam, mais uma vez, ansiar para que os dias ficassem mais longos.

As celebrações pagãs na noite mais escura do ano adentravam a manhã para dar boas-vindas à nova luz. Nas terras celtas, as celebrações sempre incluíam um grande banquete e imensas fogueiras. Os animais remanescentes eram abatidos e as bebidas que haviam sido reservadas para fermentação ao longo dos meses mais frios já estavam prontas para consumo! As carnes de gansos, patos, bois, carneiros e porcos eram colocadas para assar em espetos nos salões dos poderosos dos tempos medievais.

Toda essa celebração ilustrava o estado de espírito no auge do inverno. Os dias eram escuros e o Sol ficava baixo no céu, as árvores eram despidas de suas folhas e o solo estava estéril e congelado. As pessoas ficavam desesperadas para que a luz retornasse – o nascimento do Sol.

O início do Natal na era cristã

Conforme o Cristianismo se espalhava no oeste do Império Romano, houve um encontro com o mundo celta. Os celtas já tinham seus próprios deuses e deusas e um sistema elaborado de crenças. Essas crenças eram ligadas à natureza, às estações do ano e aos movimentos celestiais. Os cristãos da época sobrepunham suas próprias celebrações às festividades pagãs, de modo que a conversão dos nativos não fosse tão conflitante, o que sempre funcionou.

Logo, a Igreja de Roma sobrepôs o nascimento celta do Sol com o nascimento de Jesus.  Com a imposição do cristianismo no território celta, esse povo, agora doutrinados, adoravam o nascimento de Cristo, não o nascimento do Sol. Mas tanto o Sol quanto Jesus representavam o banimento da escuridão e a vinda da luz.

O Natal é realmente o dia em que Jesus nasceu?

Nos primeiros anos do Cristianismo, a Páscoa era o principal feriado, o nascimento de Jesus não era comemorado. Contudo, no século IV, autoridades da Igreja decidiram instituir o nascimento de Jesus como um feriado. Infelizmente, a Bíblia não menciona uma data para o nascimento dele (posteriormente, este fato foi usado como argumento pelos puritanos para negar a legitimidade da celebração). Embora algumas evidências sugiram que o nascimento ocorreu na primavera (afinal, por que pastores estariam com rebanho em Belém no meio do inverno?), o papa Julio I escolheu o dia 25 de dezembro para celebrar o nascimento de Jesus Cristo.

Costuma-se argumentar que a Igreja escolheu esta data na tentativa de adotar e assimilar as tradições da festa pagã Saturnália. Primeiramente chamada Festa da Natividade, o costume se espalhou para o Egito em 432 e para a Inglaterra no final do século VI. No final do século XVIII, a celebração do Natal já havia se espalhado até a Escandinávia.

Atualmente, as Igrejas ortodoxas russa e grega celebram o Natal 13 ou 14 dias depois do dia 25 de dezembro. Isso acontece porque as Igrejas ocidentais usam o calendário gregoriano, enquanto as Igrejas orientais usam o calendário juliano, que está 13 ou 14 dias atrasado em relação ao calendário gregoriano. Tanto as Igrejas do Ocidente como as Igrejas do Oriente celebram a Epifania ou o Dia de Reis 12 dias depois dos seus respectivos Natais. Acredita-se que esse é o dia em que os três reis magos finalmente encontraram Jesus na manjedoura.

Ao celebrar o Natal no mesmo período que as tradicionais festas do solstício de inverno, os líderes da Igreja aumentaram as chances de o Natal ser aceito pela população, mas renunciaram à habilidade de ditar como ele seria celebrado.

Na Idade Média, a Cristandade tinha, na maior parte, substituído a religião pagã. No Natal, os fiéis compareciam à igreja e depois celebravam ruidosamente de maneira bêbada e carnavalesca, similar ao que ocorre hoje na festa de Mardi Gras.

Cada ano, um pedinte ou estudante seria coroado o “senhor do desgoverno” e os ávidos celebrantes seriam seus súditos. Os pobres iriam até as casas dos ricos para exigir sua melhor comida e bebida. Se os proprietários se negassem a obedecer, os visitantes muito provavelmente iriam atormentá-los com travessuras. O Natal tornou-se o período do ano em que as classes mais favorecidas iriam pagar sua “dívida” real ou imaginária para a sociedade, ao entreter os cidadãos menos afortunados.

No entanto, com o endurecimento da ideia de “moral e pecado” na Idade Média, essa celebração mais festiva deu lugar a uma festa mais familiar e com caráter religioso, semelhante ao que temos atualmente.

Quem inventou o Papai Noel?

A lenda do Papai Noel remonta a um monge chamado São Nicolau, nascido na Turquia por volta de 280 d.C. São Nicolau doou toda sua rica herança e viajou para o interior para ajudar pobres e doentes, tornando-se conhecido como o protetor de crianças e marinheiros.

São Nicolau surgiu na cultura popular norte-americana no fim do século XVIII, em Nova York, quando famílias holandesas se reuniam em homenagem ao aniversário da morte de Sint Nikolaas (São Nicolau, em holandês) ou Sinter Klaas, na versão abreviada. O nome Santa Claus (Papai Noel, em inglês) deriva dessa abreviação.

Hoje, a figura do Papai Noel virou um dos sinônimos do Natal e é um símbolo de alegria, bondade e generosidade. Então, querida Centelha, assim como o Papai Noel, espero que o seu coração esteja repleto de Amor, Gratidão e generosidade nesse período de final do ano. Desejo muita luz a você!

***

Fontes:

Butler, S. The Delicious History of the Yule. History Channel. Disponível em: <https://www.history.com/news/the-delicious-history-of-the-yule-log>. Acesso em: 25 nov. 2020.

HANDWERK, B. Yuletide Tales: Santa, Singing Mobs, and the Time Christmas Was Canceled. National Geographic. Disponível em: <https://www.nationalgeographic.com/news/2013/12/131222-science-santa-claus-christmas-jesus-pagan-saturnalia-wassail-puritan/>. Acesso: 25 nov. 2020.

History.com EditorsSaturnalia. History Channel. Disponível em: <https://www.history.com/topics/ancient-rome/saturnalia>. Acesso em: 25 nov. 2020

Fonte: Temporariamente Humana

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: AS 5 CRENÇAS LIMITANTES QUE TRAVAM O NOSSO CRESCIMENTO PESSOAS E ESPIRITUAL

Nesta sexta-feira, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO PESSOAL temos um artigo que trata das crenças limitantes que são incutidas em nossas mentes desde que nascemos e que atrapalham e atrasam a nossa evolução. Por isso lhe convido a ler esse artigo esclarecedor que abrir a sua mente e lhe ajudar a se libertar desses dogmas e crenças que travam o nosso crescimento pessoal e espiritual.

5 coisas estúpidas que a sociedade cobra de você

Handsome bearded man resting after work and drinking coffee

Recentemente, escrevi um artigo que repercutiu muito, o assunto em questão era o quanto a sociedade que vivemos é doente e porque não aceitar o que ela nos oferece como normal é, na verdade, algo saudável a se fazer, embora isso possa nos estigmatizar socialmente e até nos fazer parecer loucos perante aos outros seres humanos.

É claro, em última análise, a sociedade nada mais é do que fruto da nossa própria criação — uma manifestação da nossa mente coletiva. A sociedade, portanto, pode ser mudada no momento em que tomarmos essa decisão, mas antes que possamos fazê-lo, primeiro precisamos mudar nós mesmos.

A melhor maneira para mudarmos é questionando as crenças que nutrimos por tradição e começar a pensar por nós mesmos a fim de descobrirmos uma forma de viver que realmente contribua para o nosso bem-estar. Por esse motivo, eu gostaria de te apresentar 5 coisas estúpidas e muito prejudiciais que a sociedade tem te ensinado e cobrado, juntamente com os motivos pelos quais você não deveria acreditar e nem segui-las:

1) “Você precisa obedecer às autoridades”

Desde muito cedo, a sociedade nos influenciou a não acreditarmos em nós mesmos, a não escutar a nossa voz interior e nem usar o nosso pensamento crítico. Se ousássemos fazer o contrário, estávamos destinados a nos meter em problemas.

Consequentemente, ao invés de criarmos e caminhar pelo nosso próprio caminho, nós seguimos um caminho predeterminado por outros, quer gostemos ou não.

A melhor maneira para mudarmos é começar a pensar por nós mesmos.

Nós temos aceitado como normal a cegueira de acreditar no que as autoridades nos dizem e a obedecer todas as regras que nos são impostas, sem parar para questionar essas crenças a fim de encontrar a verdade para que possamos viver da maneira que queremos e não da forma que a sociedade espera.

Não é surpresa que a maioria das pessoas não consiga pensar por si só e nem acatar a responsabilidade que tem pela própria vida, o que resulta em ser vítima das decisões que os outros tomam por ela.

2) “Você precisa se casar”

O amor é um pássaro livre e na maior parte dos casos, o casamento é uma prisão. A sociedade tem nos levado a acreditar que para ser um casal feliz e amável é preciso se casar. A realidade, no entanto, não poderia ser mais distante e isso é óbvio pelo fato de que metade dos casais casados acabam no divórcio.

O casamento é uma forma das pessoas possuírem a outra, de torná-la seu objeto e controlá-la a fim de se sentirem seguros com a ideia de que ela estará ali para sempre.

Mas como alguém pode saber o quanto esse amor durará?

O amor vem e vai, mas às vezes ele se vai rápido demais. Então, forçar esse tipo de relação com alguém que você não sabe se amará no futuro é algo estúpido e imaturo.

3) “Você precisa comprar várias coisas para ser feliz”

Muitos de nós acreditam que para ser feliz é preciso comprar várias coisas, especialmente as mais caras.

A publicidade nos enganou ao nos fazer acreditar que a felicidade é encontrada nos objetos materiais e a não ser que tenhamos um monte deles, não somos capazes de nos divertir.

Mas não importa quantas posses tenhamos, nos sentimos sedentos a ter mais, porque adquirir objetos materiais simplesmente não pode satisfazer as nossas necessidades emocionais.

O que nós realmente precisamos para sermos felizes é aprender a nos relacionar com os outros, a perseguir as nossas paixões, a desenvolver uma atitude plena e a sermos gratos pelas dádivas que a vida nos oferece — e dinheiro nenhum no mundo pode comprar isso!

4) “Você precisa ser rico para alcançar o sucesso

No nosso sistema econômico baseado em dívidas, todos precisamos de dinheiro para cobrir as nossas necessidades básicas e ter tempo e recurso para adquirir aquelas coisas que nos dão satisfação.

No entanto, muitas pessoas confundem a acumulação financeira com uma vida de sucesso. Elas pensam que para ser feliz é necessário ter uma conta bancária bastante recheada.

O sucesso não vem do dinheiro, mas sim de aprender a viver em harmonia.

É claro, elas não são responsáveis por isso. Desde que estávamos no primário nos levaram a acreditar que ter dinheiro é o maior objetivo da vida — sem ele, a vida é sem significado e sem propósito e se falhamos em obtê-lo, então falhamos com nós mesmos.

Desse modo, vemos quase todo mundo se matando para ganhar mais e não importa o quanto ganhem, ainda assim, eles se sentem tristes e apáticos porque não entendem que o sucesso não vem do dinheiro, mas sim de aprender a viver em harmonia com nós mesmos e com os outros.

5) “Você precisa ser religioso para ser uma boa pessoa”

Outra coisa estúpida que a sociedade te cobra é ser “religioso”. Muitas pessoas têm sido ensinadas por seus pais, escola e igreja que para ter uma boa moral e agir de boa fé com seus semelhantes é preciso acreditar cegamente em uma religião e seguir seus dogmas sem o direito de dúvidas.

Mas eu te digo uma coisa: isso é um absurdo!

Ser religiosamente doutrinado é algo que te suprime de várias maneiras. Isso acontece porque seguir os dogmas de uma religião significa que você agirá de determinadas formas porque uma escritura ou uma figura de poder te instruiu, e não porque você realmente quis e isso é extremamente negativo tanto para você quanto para o bem-estar do mundo todo.

Primeiramente, suprimir-se enche sua psique de “ódio próprio” porque quando você não se sente completo, amado e aceito por ser quem você é, como você pode se amar? Você só consegue se odiar. E como uma pessoa que se odeia é capaz de amar os outros? Não dá, amar a si mesmo é o primeiro passo para amar o próximo.

Além do mais, fazer certas coisas só porque sua religião diz que são boas pode ser algo realmente prejudicial tanto para você quanto para as pessoas ao seu redor, ainda que você tenha as melhores das intenções. Não é à toa, que algumas das piores atrocidades da humanidade tenham sido feitas em nome da religião.

Por último, mas não menos importante, quando você acredita que a sua religião é a única verdadeira, você passa a ver as outras crenças e seus seguidores como seus inimigos. Assim, a religião organizada gera ódio e conflito entre as pessoas.

Tendo dito tudo isso, a maioria das principais religiões do mundo tem importantes lições para ensinar, então estude-as e aprenda o que puder delas, mas certifique-se de descartar o que você sentir que não é certo ou útil. E acima de tudo, não aliene-se a nenhuma ideologia, seja ela religiosa ou não.

***

Sendo profundamente seres sociais com uma imensa necessidade de nos conectarmos e sermos amados pelos outros, muitos de nós vivem a fim de receber a aprovação social, com medo de que se agirem de outra forma serão abandonados e terão que enfrentar a solidão.

Porém, dessa forma só nos reprimimos e sacrificamos o nosso bem-estar. Obviamente, forçar-se a agir de determinada forma só porque te mandaram não é a decisão mais sábia e saudável a se tomar.

É claro, rebelar-se contra a sociedade é algo difícil, mas absolutamente necessário para que você possa trazer paz, felicidade e liberdade para sua vida e também para criar um mundo mais bonito para todo mundo.

Portanto, se você deseja viver melhor, você precisa deixar de lado suas crenças tóxicas que lhe foram impostas e arranjar coragem para dizer NÃO às estúpidas expectativas da sociedade, não importa quais obstáculos tenha que enfrentar na sua jornada.


Escrito por Amanda Prieto da Equipe Eu Sem Fronteiras

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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DICA DE LIVRO: O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA, UMA JORNADA SAGRADA PELOS CAMINHOS DE SINTRA, DE SOL DE OLIVEIRA

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é O Despertar da Consciência, Uma jornada Sagrada pelos caminhos de Sintra, da autora Sol de Oliveira. No início dos anos 1990, a autora faz uma viagem à França, Espanha e Portugal levada pela Ordem iniciática à qual pertence. Nessa viagem, entra em contato pela primeira vez, conscientemente, com as energias cátara e templária e com a vila portuguesa de Sintra, por cuja energia peculiar se sente profundamente atraída. Os anos passam e ela continua conectada, energeticamente, àquele lugar, ao qual voltou por diversas vezes.Introduzida, paulatinamente, por Mestres espirituais, como a Abadessa Francisca da Luz e Lírio Branco, aos segredos de suas outras encarnações vividas naquele lugar, compreende sua missão e acede, não sem alguma relutância inicial, ao que eles lhe pedem: divulgar suas mensagens. Assim nasceu este livro, cujo objetivo é nos alertar para a Energia Crística que está próxima da Terra e precisa de seres despertos que ajudem a ancorar o Princípio Feminino da Energia Cósmica no planeta, para que o Amor, enfim, prevaleça entre nós, humanidade terrestre. Expandindo as consciências com suas mensagens, os mestres ensinam-nos como proceder a uma transformação interior reverenciando a sacralidade do feminino, o que nos conduzirá, em segurança, pela estrada luminosa que nos levará de volta à Casa do Pai e a um encontro com Deus em nossos corações. Porque só o Amor é real.

Fonte: Acervo particular

 

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OPINIÃO: SERIA BERGOGLIO O “TAL PAPA NEGRO”?

A trajetória errática de Bergoglio

LER NA ÁREA DO ASSINANTE

Nicolas Maduro e Papa FranciscoNicolas Maduro e Papa Francisco

Há uma clara dissonância entre o papa Francisco e grande parte de seu rebanho.

Pior, com sua omissão à perseguição de cristãos pelo Islã, na Africa e na China; com seu silêncio diante do terrorismo contra os templos católicos no Chile; e por fim, com seu apoio ao reconhecimento do casamento entre homossexuais, dentre outras atitudes, há risco de que a dissonância se transforme em abismo.

O desconforto com o papa vem sobretudo dos mais conservadores, hoje, esmagadora maioria católica. Já se espalham até boatos pelo próprios católicos de que Bergoglio, além de marxista, seria o tal “Papa Negro”, o “Anticristo do Apocalipse”, até mesmo praticante de ocultismo e de satanismo.

Obviamente, tudo delírio ou campanha difamatória de má fé, mas que ilustram o enorme desconforto de parte da Igreja com seu atual chefe.

Paradoxalmente, Francisco vem sendo defendido com fervor por progressistas não católicos, ou católicos não praticantes.

Cumpre esclarecer que Jorge Bergoglio tem uma trajetória política errática. Durante a ditadura militar argentina, esteve muito próximo dos generais, especialmente de um almirante da linha dura, mais tarde acusado de tortura e assassinatos de militantes da esquerda (era o vice do almirante Massera, ministro da Marinha).

Bergoglio foi acusado por seus próprios pares jesuítas de ter sido um colaborador da ditadura. Mas isso soa injusto. Parece que ele apenas optou por uma estratégia de redução de danos, usando do bom diálogo com o amigo almirante para tentar proteger seus padres, por um lado, e silenciando seus subordinados para não provocar a ditadura. Teria sido, enfim, uma espécie de resistência complacente.

Quando caiu a ditadura, Bergoglio foi extremamente estigmatizado pelo clero progressista, acusado de covarde, fraco, até mesmo de colaborador. Então passa um bom tempo exilado nas bases, faz mea culpa, adere à Teologia da Libertação até ressurgir como bispo progressista na periferia de Buenos Aires. Aliás, com um belo trabalho social.

Daí, é redimido, alça voo até ser ungido papa.

Fernando Meirelles retrata parte dessa trajetória no belíssimo filme Dois Papas. O diretor é extremamente indulgente com Bergoglio. Até aí, tudo bem, pois estamos falando de obra de arte.

O problema é que Bergoglio pode estar cometendo um grave erro de liderança.

Depois do conservador Wojtyla e do reacionário Ratzinger, tudo indica que o rebanho praticante seja hegemonicamente conservador. O atual papa foi eleito pelo cardeais justamente para conduzir uma guinada à esquerda. Mas há indícios de que estaria sendo por demais açodado. Talvez perdido. Seu reinado pode desandar em desastre.

(Texto de Hugo Studart, católico praticante, devoto dos franciscanos)

Fonte: Jornal da Cidade Online

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FILOSOFIA: POR QUE ME TORNEI ATEU?

Nesta edição da coluna FILOSOFIA você vai saber porque Leandro Karnal se tornou ateu. Um depoimento muito interessante, com a experiência de vida religiosa e conhecimento do filósofo sobre religião e espiritualidade que levaram-no a se tornar ateu. Vale a pena assistir, refletir e fazer seu juízo de valor!

Fonte:

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DICA DE LIVRO: JESUS NAZARENO DE HUBERTO ROHDEN

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é, talvez, a obra mais lida do incrível filósofo e teólogo Huberto Rhoden, Jesus de Nazaré. Poucos personagens históricos exerceram sobre a humanidade uma influencia comparável a de Jesus de Nazaré. Sua ação nas áreas religiosa, filosófica, politica e social produziu as mais profundas alterações na cul­tura da maioria dos povos. Jesus Nazareno como os Evangelhos o descrevem e como minha alma do autor o contempla (1936), parcialmente reescrito e sem a linguagem teológica das edições anteriores, relata, com profunda emoção e visão his­tórica, a vida e a obra de Jesus, desde o seu nascimen­to ate a sua paixão, morte e ressurreição. Rohden, como outros biógrafos inspirados, pro­clama Jesus como supremo modelo de vivencia hu­mana e espiritual. A leitura e o estudo desta obra são uma lição espiritual de Vida. Não deixe de ler esta extraordinária obra!

Fonte: Acervo pessoal

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DICA DE LIVRO: PISTIS SOPHIA – OS MISTÉRIOS DE JESUS, COMENTADO POR HELENA BLAVATSKY

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é Pistis Sophia – Os Mistérios de Jesus. Este livro contém parte dos ensinamentos secretos de Jesus que foram ministrados aos discípulos após a ressurreição do Mestre. Originalmente escrito em grego e tido como perdido, esse documento foi encontrado numa tradução para o copto, a língua do Alto Egito nos primeiros séculos da nossa era. A tradição oral confirma a importância de Pistis Sophia como o mais esotérico de todos os ensinamentos de Jesus que foram preservados. Esta edição, revisada e com comentários adicionais de Helena Blavatsky, contém novas sugestões de interpretações na Introdução e mais de 400 notas explicativas ao longo do texto, facilitando assim seu entendimento. Por isso você que é curioso e buscador esse é o livro pra você ler e abrir a sua cabeça, quebrar paradigmas e expandir a consciência.

  Foto: Arquivo pessoal

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DICA DE LIVRO: O SANTO GRAAL E A LINHAGEM SAGRADA DE MICHAEL BAIGENT, RICHARD LEIGH E HENRY LINCOLN

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira É “O Santo Graal e a linhagem sagrada”, dos autores Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln. No fim do século XIX, um padre descobre, nas fundações da igreja francesa de Rennes-lw-Chateau, algo que lhe confere grande poder sobre seus superiores e acesso a círculos restritos da nobreza europeia. Para muitos um tesouro. Para os autores deste livro, esta descoberta se refere a um conjunto de informações, codificadas em pergaminhos dos primeiros séculos da nossa era,  contendo as mais explosivas revelações sobre a figura de Jesus e sobre o cristianismo. A recompensa desses dados misteriosos converge para as origens da dinastia merovíngia , a “linhagem sagrada”, afogada em sangue há mais de 1.300 anos, com apoio da Igreja, que buscava abafar para sempre um segredo, finalmente revelado no fim deste livro. Então, se você é buscador e curioso descubra esse segredo lendo esse extraordinário livro.

Foto: Amazon

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DICA DE LIVRO: A ALMA DO MUNDO DE ROGER SCRUTON

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é uma obra do renomado escritor Roger Scruton sobre a experiência do sagrado contra o ataque dos ateísmos contemporâneos. O renomado filósofo argumenta que nossos relacionamentos pessoais, intuições morais e julgamentos estéticos implicam na existência de uma dimensão transcendental que não pode ser completamente compreendida pelo olhar da ciência. Em vez de apresentar uma defesa da existência de Deus, ou da verdade da religião, o que o autor propõe neste livro é uma reflexão sobre por que o sentimento do sagrado é essencial à vida humana, e o que a perda dele pode significar. Ao analisar arte, arquitetura, música e literatura, Scruton sugere que as formas mais puras da experiência e da expressão humana contam a história da nossa necessidade do sagrado, e que esta busca dá ao mundo uma alma. A alma do mundo conclui, portanto, que, mesmo com o papel cada vez menor do sagrado no mundo contemporâneo, os caminhos à transcendência permanecem abertos.

Foto: Amazon

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DICA DE LIVRO: 50 ANJOS PARA A ALMA DE ANSELM GRUN

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é um livro extraordinário que li há muitos anos e retorna  a minha cabeceira, pois merece ser lido mais de uma vez. Neste livro são apresentados cinquenta anjos que introduzem os leitores no tesouro da alma. É impossível viver de uma só vez as múltiplas possibilidades da alma, mas sempre podemos voltar nossa atenção para um aspecto. Os cinquenta anjos ajudarão a desdobrar as muitas facetas de nossa alma. O próprio Deus precisa nos enviar, no anjo, sua graça, seu espírito, para que a alma em nós se fortaleça e não vivamos desalmados, mas moldemos nossa vida e este mundo a partir de nosso interior. Você vai se apaixonar por essa leitura!

Foto: Amazon

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REFLEXÃO: O QUE PODEMOS TIRAR DE LIÇÃO EM CADA RELIGIÃO

Nesta terça-feira na nossa coluna REFLEXÃO vamos analisar o que podemos aprender com diferentes religiões, já que o que há em comum entre todas elas é a FÉ. A crença em algo, algum deus ou deuses. Invariavelmente todas elas pregam o amor entre os indivíduos, mas além disso, cada uma possui suas peculiaridades e têm algo a nos ensinar. Portanto lhe convido a conhecer a essência de cada uma delas, refletir fazer o seu aprendizado!

O que podemos aprender com diferentes religiões

A maioria das pessoas tem alguma fé. Não necessariamente seguem uma religião, mas acreditam em alguma coisa: destino, astrologia, forças cósmicas, entre outras. É a fé que traz algum tipo de conforto e segurança para uma pessoa, principalmente quando ela se sente desamparada. A crença, por outro lado, manifesta-se essencialmente por meio de uma religião. É possível acreditar na existência de um ou de vários deuses, e levar a vida seguindo aquilo que os livros sagrados, por exemplo, determinam como certo.

Entretanto, a crença e a fé não devem ser limitantes da realidade. Muitas pessoas passam a acreditar em algo e rejeitam a existência de quaisquer outras formas de pensamento ou de existência. É preciso compreender que existem inúmeras maneiras de ver e sentir o mundo, e que é necessário conviver em paz com todas elas.

Para que você possa aplicar esse conceito de harmonia, paz e compreensão na prática, vamos aprender o que cada religião pode nos ensinar. Não consideraremos a base da religião em si, mas os conceitos que podemos seguir, independentemente de qual seja a nossa crença. Faça este exercício! Sempre há o que aprender.

Imagem de três cruzes, referindo-se à ressureição de Jesus Cristo.

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

1) Cristianismo

O cristianismo é a religião com mais adeptos em todo o mundo. Isso se dá pelo fato de a Igreja Católica ter catequizado povos que estavam sendo explorados, aumentando a região de influência da religião. Embora pareça contraditório, impor o cristianismo para outras pessoas, anulando a religião delas, não faz parte do que prega essa religião.

O cristianismo traz uma mensagem sobre praticar o bem para as outras pessoas, amando-as como ama a si mesmo. Seguindo esse conceito, de espalhar amor para quem está a seu redor, teríamos uma sociedade mais igualitária, justa e respeitosa.

2) Islamismo

O islamismo é outra religião de muitos adeptos em todo o mundo. Quem a segue é considerado muçulmano, e deve viver toda a vida tendo como foco os princípios pregados por Alá, a figura sagrada desse povo. Ainda que existam diferenças no tratamento de homens e mulheres de acordo com o islamismo, a religião é mais do que isso.

“Maktub” é a expressão que significa “estava escrito”, e é o que diz para as pessoas muçulmanas que o destino delas já foi traçado. Assim, tanto o que acontece de bom ou de ruim pode trazer algum ensinamento no futuro. Tudo estava destinado a acontecer, e não podemos fugir desse destino. É uma boa forma de pensar quando estamos enfrentando um momento de muita dificuldade.

3) Hinduísmo

O hinduísmo funciona como um conjunto de cultos que teve origem na Índia. Diferentemente de qualquer outra religião, o hinduísmo abrange a diversidade de divindades e de pensamentos, sendo que os seguidores podem escolher com qual se identificam mais.

A crença em uma força cósmica formadora do Universo é uma característica do hinduísmo, mas a maior lição que podemos aprender com a religião é a de que existem múltiplas formas de pensar e todas elas são válidas. Crendo em uma ou em várias divindades, você ainda estará conectado(a) com algo maior, com o Universo.

Imagem de Buda em posição de meditação. Ao fundo temos um lago, uma árvore com copa bem frondosa e um lindo por do sol.
Imagem de Karin Henseler por Pixabay

4) Budismo

Confundido com uma filosofia, o budismo é uma religião que segue os princípios de Siddhartha Gautama, chamado de Buda. Monges budistas são conhecidos no mundo todo, por levarem a religião a um outro patamar: o da devoção completa. As pessoas que atingem esse estado de espírito passaram, inicialmente, por um processo que qualquer um pode reproduzir.

O budismo ensina a necessidade de se desapegar das coisas que são transitórias. Objetos, por exemplo, não são essenciais na vida de uma pessoa, muito menos fazer compras de bens não necessários todos os meses. O luxo, a ostentação e as riquezas não favorecem a evolução espiritual de uma pessoa, nem a conexão dela com o que existe de mais puro no mundo. O desapego é o segredo do budismo. Valorize o que realmente importa.

5) Judaísmo

O judaísmo é a primeira religião monoteísta da história. Antes dela, todos os povos acreditavam na existência de inúmeros deuses, que governavam elementos da natureza e emoções. A mudança que o judaísmo trouxe não anula a possibilidade de crer em múltiplas divindades.

O que podemos aprender com o judaísmo é o que a religião considera como maior pecado: a idolatria. Quando idolatramos uma pessoa ou um conceito, nos fechamos para outras possibilidades e nos recusamos a enxergar o ser idolatrado como alguém que pode ter cometido erros. É preciso estar com a mente sempre aberta.

6) Espiritismo

O espiritismo é a religião que mais cresce no mundo, e conquista adeptos a todo momento. Para fazer parte dela, não há qualquer ritual específico. Basta começar a frequentar os cultos e acreditar no que a religião prega.

Existe uma característica fundamental do espiritismo que pode ser aprendida e seguida por qualquer pessoa. A caridade é vista como uma atitude fundamental para a evolução da alma de uma pessoa. Mesmo que você não acredite na existência da alma, você ainda pode praticar caridade e espalhar o bem para outras pessoas.

Imagem de um ritual de Candomblé. Várias fitas coloridas e ao fundo mães e pais de santos.
Imagem de José Eugênio Costa jecosta por Pixabay

7) Candomblé

O candomblé é uma religião que foi criada por pessoas negras escravizadas, que trouxeram as crenças africanas para o Brasil, enquanto tentavam sobreviver. Por mais que a origem da religião tenha vindo de pessoas que viviam em péssimas condições, o candomblé pode surpreender.

É uma característica da religião a prática de festas e oferendas, com dança, música e batuques tipicamente africanos. É assim que quem crê nessa religião homenageia o deus e os orixás nos quais acreditam. Isso significa que a festa, a dança e a música podem transmitir sentimentos e emoções puras, sendo uma forma essencial de comunicação com o divino.

8) Umbanda

Diferentemente do candomblé, a umbanda é uma religião que une as crenças africanas às crenças europeias, que foram trazidas ao Brasil com os colonizadores. A união das duas formas de ver o mundo criou uma religião nova e que tem muito a ensinar.

Para a umbanda, as entidades que conduzem as pessoas não podem ser consideradas totalmente boas ou totalmente ruins. Cada uma delas age de acordo com uma intenção, que pode ser prejudicial ou benéfica. É importante pensar assim também sobre as pessoas, que não devem ser julgadas como boas ou ruins a partir de simples atitudes ou formas de pensar.

9) Wicca

Wicca é uma religião diferente de qualquer outra. Nesse caso, não há crença em uma divindade, sendo uma religião pagã. A fé se manifesta na Wicca por meio da conexão entre espiritualidade e natureza, sendo uma religião que prega o contato com a essência da vida na Terra.

O que podemos aprender com a Wicca é a possibilidade de explorar o que a natureza nos fornece de forma respeitosa e consciente. É preciso compreender cada elemento que vemos como parte de um todo, buscando aprender que tipos de energia a Lua, o Sol e o mar, por exemplo, podem nos transmitir.

Imagem em preto e branco de uma bíblia antiga aberta.
Imagem de Free-Photos por Pixabay

O amor deve prevalecer

Ainda que a liberdade de praticar qualquer religião seja garantida pela Constituição Federal do Brasil, o racismo e a intolerância religiosa continuam atacando as religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé.

De janeiro a novembro de 2018, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos recebeu 213 denúncias de ataques a religiões de matriz africana. Infelizmente, esse número cresce a cada ano. Em 2017, por exemplo, foram feitas 145 denúncias.

O ataque aos praticantes de candomblé e de umbanda representa a recusa da população em aceitar a presença da população negra no Brasil. Ainda acreditam que as pessoas negras existem para servir as pessoas brancas, e que devem pensar e agir como tais.

Por mais que o Brasil se declare como um Estado laico, os temas relacionados à religião, quando votados no Congresso, são definidos por uma maioria de pessoas cristãs. Isso não significa que as pessoas que praticam umbanda e candomblé são minoria ou que não se interessam por política. Pessoas negras que seguem essas duas religiões são sistematicamente excluídas da sociedade.

Os ataques aos terreiros (onde são praticados os rituais religiosos) e aos fiéis vão contra os princípios de quaisquer religiões, que pregam, acima de tudo, o amor. Rejeitar a existência de crenças diferentes para cada pessoa não condiz com os ideais de igualdade, respeito e harmonia que as religiões definem.

Impor a própria crença, negando a fé de outra pessoa, não irá converter alguém, muito menos convencer outra pessoa de que a religião dela não é válida. Todas as religiões têm direito de existir e de serem praticadas, sem o risco de seus fiéis serem atacados.

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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DICA DE LIVRO: JESUS, O HOMEM MAIS AMADO DA HISTÓRIA DE RODRIGO ALVAREZ

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é um livro extraordinariamente bem narrado e primorosamente ilustrado do jornalista e escritor Rodrigo Alvarez, “Jesus, o homem mais amado da História”. Uma biografia daquele que ensinou a humanidade a amar e dividiu a História em antes e depois é o livro mais atual sobre a vida do homem cuja história mantém seu vigor e interesse há mais de dois mil anos. O autor tomou como base as fontes arqueológicas e bibliográficas mais recentes, além das mais antigas (entre eles diversos manuscritos originais). Para descrever com maior autenticidade e sentimento, viajou pelos mesmos lugares percorridos por Jesus em seu tempo para reconstituir os passos do pregador que, ao mesmo tempo Deus e homem, ensinou a amar, mudou o curso da humanidade. Um livro para todos os leitores, cristãos ou não, perceberem a relevância e a permanência de sua trajetória e de seus ensinamentos.

Foto: Amazon

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ESTABELECIMENTOS RELIGIOSOS ESTÃO AUTORIZADOS A FUNCIONAR NO RN DIZ NOVO DECRETO

Por G1 RN

 

Igrejas foram fechadas para conter avanço da Covid-19 — Foto: Douglas Lemos/Inter TV CabugiIgrejas foram fechadas para conter avanço da Covid-19

O Governo do Rio Grande do Norte regulamentou o funcionamento de igrejas, templos, espaços religiosos e estabelecimentos similares – que estão autorizados a funcionar durante a pandemia do novo coronavírus desde 1º de abril – por meio de uma Portaria publicada neste sábado (23), no Diário Oficial do Estado.

O texto normatiza o decreto estadual de 1º de abril, que já trazia medidas restritivas de funcionamento nos estabelecimentos religiosos. No documento do Governo do Estado foram estabelecidas uma série de recomendações sanitárias para as atividades religiosas e orações individuais.

A portaria recomenda organização de filas, dentro e fora, das igrejas com a distância mínima prevista, além de frequência simultânea de até 20 pessoas. A manutenção da higienização regular dos ambientes e dos equipamentos de contato para evitar o contágio por Covid-19 também foi estabelecida como condição para a reabertura.

Confira outras recomendações:

  • Disponibilização alternada de assentos entre as fileiras de bancos, devendo estar bloqueados de forma física aqueles que não puderem ser ocupados;
  • Disponibilização ininterrupta e suficiente de álcool gel 70% em locais fixos de fácil visualização e acesso, devendo os frequentadores higienizar as mãos na entrada e na saída do estabelecimento;
  • Utilização de máscaras de proteção, industriais ou caseiras, pelos frequentadores e funcionários durante todo o tempo em que permanecerem no estabelecimento;
  • Vedação de distribuição de qualquer material impresso aos frequentadores;
  • Utilização de embalagens individuais para a partilha de objetos litúrgicos;
  • Utilização, sempre que possível, de sistema natural de circulação de ar, abstendo-se da utilização de aparelhos de ar condicionado e ventiladores.

A publicação em Diário Oficial também condiciona o funcionamento dos centros religiosos a “priorização do afastamento” de pessoas colaboradoras da igreja, que pertençam ao grupo de risco da nova doença, como idosos, hipertensos e diabéticos. As igrejas, templos e espaços também ficam autorizadas a transmitir missas e cultos pela internet, desde que sigam as recomendações sanitárias.

Fonte: G1 RN

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ITÁLIA VOLTA A CELEBRAR MISSA PRESENCIAL NESTA SEGUNDA-FEIRA

Papa reza pelos que cuidam da limpeza de ruas e hospitais

Itália volta a celebrar nesta segunda-feira missa com fiéis presentes

por Agência Brasil – Publicado em 17/05/2020 às 11:46

Em missa celebrada neste domingo (17), na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, o papa Francisco lembrou as pessoas que fazem o serviço de limpeza nas casas, nos hospitais e nas ruas

Em missa celebrada neste domingo (17), na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, o papa Francisco lembrou as pessoas que fazem o serviço de limpeza nas casas, nos hospitais e nas ruas.”Hoje,  a nossa oração é pelas muitas pessoas que limpam os hospitais, as ruas, que esvaziam as lixeiras, que passam pelas casas para recolher o lixo: um trabalho que ninguém vê, mas que é necessário para sobreviver.”

Na homilia, afirmou que na sociedade há guerras, contrastes e insultos porque “falta o Pai: o Espírito Santo ensina o acesso ao Pai que faz de nós irmãos, uma única família, e nos dá a mansidão dos filhos de Deus”.

Fiéis nas igrejas

Em alguns países, as celebrações litúrgicas com a presença dos fiéis foram retomadas; em outros, a possibilidade está sendo considerada.

Na Itália, a partir desta segunda-feira, a missa será celebrada com a presença do povo. “Mas, por favor, continuemos com as normas, as prescrições que nos dão para proteger a saúde de cada um e do povo”, destacou o papa, em referência aos riscos de propagação do novo coronavírus, causador da Covid-19.

“Nestes tempos de pandemia em que estamos mais conscientes da importância do cuidado da nossa casa comum, faço votos de que toda a nossa reflexão e compromisso comuns ajudem a criar e fortalecer atitudes construtivas para o cuidado da Criação”, acrescentou Francisco..

Após rezar a oração de Regina Coeli (Rainha do Céu), o pontífice lembrou ainda que amanhã comemora-se o centenário do nascimento de São João Paulo II, em Wadowice, Polônia. “Amanhã de manhã, celebrarei a santa missa, que será transmitida para todo o mundo, no altar onde repousam seus restos mortais. Do Céu, ele continua a interceder pelo povo de Deus e pela paz no mundo”, disse Francisco.

Fonte: Agora RN
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PANDEMIA CAUSA ESTRAGOS NAS FINANÇAS DO VATICANO

PANDEMIA CAUSA ESTRAGOS NAS FINANÇAS DO VATICANO
Pope Francis speaks during his general audience as it is streamed via video over the internet from a library inside the Vatican, March 25, 2020. Vatican Media/Handout via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY.

Coronavírus provoca queda de receitas e esgota cofres do Vaticano

Da CNN, em São Paulo*
14 de Maio de 2020 às 00:03

Papa Francisco no VaticanoPapa Francisco no VaticanoPapa Francisco dá uma bênção “Urbi et Orbi” (à cidade e ao mundo) extraordinária diante da praça de São Pedro vazia

O Vaticano anunciou, no final de abril, que a pandemia de coronavírus havia forçado o papa Francisco a adiar uma campanha anual de arrecadação de recursos entre católicos de todo o mundo.

O adiamento do “Óbolo de São Pedro” em mais de três meses, para o primeiro final de semana de outubro, ocorreu em um momento particularmente ruim, já que outras receitas, principalmente dos museus do Vaticano, despencaram.

“Definitivamente temos anos difíceis pela frente”, disse o padre Juan Antonio Guerrero, novo chefe do Secretariado de Economia do Vaticano, ao site oficial Vatican News nesta quarta-feira (13).

Ele estimou que a receita da Santa Sé cairá entre 25% e 45% por causa do coronavírus, dependendo de como as medidas de corte de custos funcionarem.

A pandemia causou estragos nas finanças do Vaticano, forçando-o a recorrer aos fundos de reserva e a implementar algumas das mais difíceis medidas de controle de custos já feitas na pequena cidade-estado.

Os principais administradores do Vaticano realizaram uma reunião de emergência no final de março, quando ordenaram o congelamento de promoções e contratações e a proibição de horas extras, viagens e grandes eventos.

Um memorando interno checado pela agência Reuters informa que as decisões, válidas para o restante do ano, foram tomadas “para mitigar, pelo menos a curto prazo, o grave impacto econômico…e para evitar medidas drásticas imediatas”.

O sistema Óbolo de São Pedro, que arrecada entre 50 a 65 milhões de dólares por ano, visa ajudar as atividades do papa como chefe da Igreja, de 1,3 bilhão de membros, e apoiar projetos de caridade nas áreas mais necessitadas do mundo.

Fonte: CNN

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: UMA DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA OU NÃO DOS IRMÃOS DE JESUS

A Semana Santa sempre é mais rica em literatura sobre o assunto: Jesus. Por isso estamos editando a coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS novamente, com um tema muito polêmico entre cristãos: os irmãos de Jesus! Nesta edição está em discussão as afirmações do livro “Jesus e os manuscritos do Mar Morto” do autor David Donnini, que acredita ter tido Jesus muitos irmãos. Leia o texto completo a seguir e tire suas conclusões!

Os irmãos de Jesus: um mistério bíblico ainda sem solução

Maria deu à luz uma única vez ou teve vários filhos depois de Jesus? Trechos da Bíblia levam pesquisadores a acreditar na segunda hipótese

Os irmãos de Jesus: um mistério bíblico ainda sem solução - Planeta
Jesus faz o Sermão da Montanha, em tela de Carl Bloch (1834-1890): há pistas na Bíblia de que ele tinha irmãos. Crédito: The Museum of National History/Wikimedia
Em várias passagens dos evangelhos há menções diretas ou indiretas a irmãos e irmãs de Jesus, todos filhos de Maria. Ao contar como Jesus nasceu, Lucas diz, no evangelho que leva seu nome, que Maria deu à luz seu filho primogênito. Se Jesus fosse o único filho de Maria, não haveria por que referir-se a ele como o primogênito, isto é, o primeiro entre outros.

“Também no Evangelho de Mateus a palavra primogênito aparece nas antigas versões em latim, mas os tradutores cortaram essa palavra”, diz o historiador florentino David Donnini, autor do livro Jesus e os Manuscritos do Mar Morto. “Estava escrito em Mateus – diz ele: ‘Peperit filium suum primogenitum‘. A última palavra foi suprimida. E na versão em grego se lê, com mais detalhe: ‘E não a conheceu até que deu à luz seu filho primogênito, a quem deu o nome de Jesus’.” A frase refere-se a José, o pouco lembrado pai de Jesus, com quem Maria não teria tido relações sexuais “até que deu à luz seu filho primogênito”. E a família foi numerosa, segundo o especialista em cristianismo antigo Mauro Pesce, da Universidade de Bolonha: quatro irmãos e um número não sabido de irmãs.

Segundo o historiador David Donnini, a palavra primogênito figura nas primeiras versões em latim do Evangelho de Mateus, mas depois os tradutores a cortaram.

Tiago, o chefe da Igreja de Jerusalém após a morte de Jesus, seria outro dos filhos de Maria e José.

Facção antirromana

“Sobre a existência dos irmãos e irmãs de Jesus não faltam menções no Novo Testamento. O mais importante deles chamava-se Giacomo (Tiago), que foi o chefe da Igreja de Jerusalém após a morte de Jesus”, diz o historiador. De acordo com ele e outros estudiosos, Tiago era o líder de uma facção antirromana do cristianismo antigo, até ser assassinado.

O Evangelho de Marcos diz explicitamente: “Chegaram sua mãe e seus irmãos e, tendo ficado do lado de fora, mandaram chamá-lo. Muita gente estava sentada ao redor dele, e lhe disseram: Olha, tua mãe, teus irmãos e tuas irmãs estão lá fora, à tua procura” (Marcos, capítulo 3, versículos 31-32). A mesma passagem é descrita por Lucas (Lc 8, 19-20). E Marcos, em outra passagem (Mc 6, 3), cita os nomes dos quatro irmãos de Jesus e ainda pergunta pelas irmãs: “Não é este o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, Joset (variação de José), Judas e Simão? E as suas irmãs, não estão aqui entre nós?”

A mesma passagem está em Mateus, com ligeiras diferenças de palavras: “Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não estão todas conosco?” (Mt 13, 55).

Em João também há referência aos irmãos de Jesus: “Aproximava-se a Festa dos Judeus, chamada dos Tabernáculos, e seus irmãos lhe disseram: Parte daqui e vai para a Judeia, para que também os teus discípulos vejam as obras que tu fazes” (Jo 7, 2-3). O trecho é importante porque faz uma clara distinção entre irmãos e discípulos. Irmãos poderiam significar não irmãos de sangue, mas de fé, e o texto descarta essa hipótese.

A menção de Paulo

De todos os textos canônicos do catolicismo, as cartas de Paulo, o grande propagador do cristianismo entre os não hebreus, são consideradas os documentos mais próximos da realidade histórica. Todas foram escritas por ele mesmo, após a morte de Jesus e muitos anos antes das transcrições dos evangelhos. Numa das cartas, ele diz: “Só três anos depois fui a Jerusalém para conhecer Pedro e não vi nenhum dos outros apóstolos, com exceção de Tiago, o irmão do Senhor” (Gal 1, 18-19).

Os evangelistas nunca escreveram seus evangelhos. Todos foram transmitidos por via oral e transcritos dezenas de anos depois por diferentes escribas da Igreja, que lhes deram os nomes que têm como homenagem aos apóstolos, já falecidos. As cartas de Paulo, ao contrário, não passaram por transcrições ou traduções de terceiros e foram preservadas tal qual o apóstolo as escreveu. Nelas, em nenhum momento Paulo fala em virgindade de Maria ou que Jesus fosse seu único filho. Na verdade, de Maria não cita nem mesmo o nome. Sobre o nascimento de Jesus, a única coisa que diz é que “nasceu de uma mulher, segundo a Lei”, referindo-se à lei dos hebreus.

O culto a Maria é posterior. Ela só foi declarada virgem no século 4 d.C., quando o patriarca Cirilo fez valer sua tese de que Maria era mãe de Deus, o Deus Jesus, e não do homem Jesus – tornando, assim, possível (ao menos no plano teológico) sua virgindade carnal. No entanto, a ideia de que Jesus era Deus é estranha aos evangelhos, pois o próprio Jesus refere-se inúmeras vezes ao “Pai que está no céu”, inclusive quando, na cruz, pronuncia a célebre frase: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27, 46; Mc 15, 34) – cujo real significado permanece um grande mistério.

Sucessão familiar

As incongruências provam como era importante para a Igreja demonstrar a virgindade de Maria, 400 anos depois do nascimento de Jesus. E o porquê disso é também um mistério. A questão não existia na época em que Maria era viva. Aparentemente, havia coisas mais importantes a tratar. Havia perseguições, a Palestina vivia convulsionada. Quando Jesus morre, quem será seu sucessor? Jesus havia feito uma multidão de seguidores e eles precisavam de um chefe. Seria Pedro? João? Ou Maria Madalena? E Maria, a mãe, seria ouvida sobre essa questão? E José, o pai?

A sucessão de Jesus seria um problema sério se ele fosse o único filho de Maria. Felizmente, para o cristianismo, não era. O escolhido foi Tiago – o que pode parecer estranho, porque Jesus diz no Evangelho de Mateus (Mt 16, 18) que seu eleito para construir sua Igreja era Pedro. Mas Tiago foi escolhido porque era irmão de Jesus, “seguindo uma regra semelhante à do califado muçulmano xiita, em que o sucessor deve ser sempre um membro da família, diferentemente da regra sunita, em que o sucessor é eleito por seus seguidores”, explica o historiador Mauro Pesce.

Mas Tiago, além de irmão, tinha méritos. De acordo com o historiador Robert Eisenman, da California State University e autor de Tiago, o Irmão de Jesus, ele era o chefe de um grupo de cristãos que não aceitavam a dominação romana da Palestina, pregavam que o reino de Deus estava próximo – seria antirromano e neste mundo – e defendiam a pureza da tradição hebraica (eram, por isso mesmo, chamados de integristas). Não havia unanimidade entre os judeus sobre a dominação romana e toda a região vivia, já naquela época, em pé de guerra.

Sobrinhos de Jesus

O irmão de Jesus foi chefe da Igreja até o ano 61 d.C., quando irromperam violentas revoltas na Palestina e ele foi apedrejado até a morte, a mando de judeus colaboracionistas que o acusaram de estar por trás das rebeliões. Em 70 d.C., as tropas de ocupação romanas atearam fogo ao Templo de Jerusalém, destruindo-o, fato que é atribuído nos evangelhos apócrifos do Mar Morto à punição divina pelo assassinato de Tiago.

Outro irmão de Jesus, Judas, também teria participado dos movimentos de libertação. Seus filhos foram presos como subversivos em 90 d.C., durante as perseguições movidas pelo imperador romano Domiciano. O fato é citado por Eusébio de Cesareia – historiador, teólogo e bispo da Igreja do século 4 -, lembrando que os presos eram sobrinhos de Jesus e membros da estirpe real de Israel.

A Igreja Católica justifica a menção a irmãos e irmãs de Jesus nas escrituras como um mal-entendido semântico. Seriam primos dele, filhos de uma irmã de Maria também chamada Maria, dita “de Cleofas”. De acordo com essa explicação, a confusão vem do fato de que em aramaico se emprega a mesma palavra para irmão e primo. “Mas essa ideia não se sustenta”, afirma David Donnini. “Os evangelhos não foram escritos originariamente em aramaico, mas em grego, e o termo utilizado é adelphos, que significa inequivocamente irmão, e não primo.”

Outro historiador, Daniel Maguerat, da Universidade de Bolonha, foi tirar a prova: examinou os textos dos evangelhos na língua original e só descobriu um único caso em que o termo irmão podia estar sendo usado para designar primo. Em todos os outros, era irmão mesmo.

Fonte: Revista Planeta

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: O ENIGMÁTICO PILATOS É DESNUDADO PELO HISTORIADOR ALDO SCHIAVONE

Enfim um novo livro sobre um personagem polêmico e enigmático na história da humanidade que nunca havia ficado claro a sua participação ou intenção no que tange a condenação e crucificação de Jesus. Nesse livro, o autor, Aldo Schiavone revista a figura do governador que julgou Jesus para explicar sua ambiguidade e afirma ser inverossímil que ele tenha lavado as mãos. Portanto lhe convido a ler o artigo a seguir e conhecer melhor esse grande personagem da história.

Historiador desterra mitos sobre Pilatos e diz que é inverossímil que ele tenha lavado as mãos

Aldo Schiavone revisita a figura do governador que julgou Jesus para explicar sua ambiguidade

'Ecce Homo', de Antonio Ciseri.‘Ecce Homo’, de Antonio Ciseri.

Poucas figuras entraram para a história como Pilatos, aparecendo brevemente, com uma só ação, para depois se volatilizar deixando poucos rastros. Além disso, chegou a nós como uma figura ambígua. O historiador italiano Aldo Schiavone publica na Espanha o livro Poncio Pilato – Un Enigma entre la Historia y el Misterio (editora Trotta), um interessante livro que mergulha em tudo o que se pode saber sobre ele, nos Evangelhos e nas únicas quatro fontes históricas encontradas: textos de Flavio Josefo e Fílon de Alexandria, uma menção de Tácito e a inscrição em uma pedra achada em 1961.

Para o autor, Pilatos se viu metido num imbróglio que punha em risco os complexos equilíbrios políticos de um país revoltoso e cuja cultura lhe parecia bárbara e incompreensível. Para complicar ainda mais as coisas, o relato teria sido desfigurado pela óptica antijudaica impressa nos Evangelhos, que procurava também deixar os romanos com uma boa imagem para que a nova fé prosperasse no império, e força situações incompreensíveis à luz histórica. E, como última tese, Schiavone aponta que Pilatos inclusive chegou a compreender que Jesus estava decidido a morrer e não poderia fazer nada para evitá-lo. Não só isso: intuiu que devia colaborar em um desenho sobrenatural que lhe escapava, como uma espécie de cooperador necessário.

“Este o ponto mais delicado de toda a história”, afirma o autor por telefone de Roma. “Eu acredito que isso foi ocultado porque punha em xeque o equilíbrio entre predestinação e livre arbítrio, e sobretudo a responsabilidade judaica na morte de Jesus. O relato de João, o mais preciso, trai esta realidade, esta profecia que se autocumpria, pois há saltos no relato que tornam evidente que algo aconteceu ali. Pilatos, depois da enésima tentativa de salvar Jesus, se rende e diz: que se cumpra o seu destino. Mas isso era difícil de dizer, e os evangelhos não dizem”. Assim se explica, opina Schiavone, a ambiguidade de Pilatos na tradição e o fato de Tertuliano, um dos primeiros grandes autores cristãos, ter dito no século II que o governador da Judeia tinha “coração cristão”.

Schiavone segue em sua análise os Evangelhos, escritos décadas depois do ano 30, porque acredita que “há na memória um fundo de verdade decifrável, não quer dizer que seja tudo falso, e o que se pode verificar costuma corresponder aos dados históricos”. Pelo caminho, detona estereótipos. O mais famoso: a lavagem de mãos: “É um gesto totalmente hebraico. É impensável que um dirigente romano fizesse um gesto assim em um processo. Uma incongruência cultural e jurídica”, raciocina. “Mas era necessário que ficasse claro para o leitor judeu que o praefectus não tinha nada a ver com o assunto”. Para o autor, é o marco zero na genealogia do antissemitismo cristão.

Haveria outros elementos forçados. Como a introdução do povo judeu como tal no processo contra Jesus. Marcos e Mateus colocam a multidão no relato, em frente ao palácio de Pilatos, para que compartilhe uma responsabilidade que, de outra forma, recairia apenas sobre os sacerdotes. Sobretudo, em nenhuma parte se explica o motivo: por que a mesma cidade que seis dias antes recebera Jesus como um herói muda de opinião e exige sua morte. Na mesma linha se situa o dilema público entre Jesus e Barrabás, outro personagem sem base histórica. “É outra falsificação. Era necessário que o povo por completo se apresentasse em cena. Mas é totalmente irreal que se convocasse uma assembleia popular em frente ao palácio. Ali não havia uma praça, uma ágora, nem quem a convocasse. Certamente não os sacerdotes, pois os romanos não teriam permitido, e tampouco os próprios romanos. O mais provável é que fossem só os sacerdotes com um pequeno grupo.”

Os sacerdotes, que viam em Jesus um perigo teológico e político, queriam envolver os romanos em seu plano para eliminá-lo, usando-os como anteparo perante o povo, cuja reação temiam. Jesus, acredita o autor, era um personagem conhecido, destacava-se no exército de pregadores e iluminados da Palestina no século I. A acusação útil foi de que instigava à insurreição. Roma governava com o consenso, com alianças com as aristocracias locais, e isto era ainda mais marcado nas províncias do Oriente, com civilizações mais antigas. Não eram os bárbaros do norte, que simplesmente eram submetidos. Nessa época se vivia na Judeia um messianismo apocalíptico, misturado com a política e a resistência ao invasor. Os romanos, tão afastados desta cultura, viam esse lugar como um hospício. “Nenhuma das populações submetidas tinha produzido nada parecido com a Bíblia”, diz o historiador.

Pilatos temia uma armadilha, ser instrumento de um ajuste de contas entre facções, acabar utilizado por sacerdotes saduceus para se livrarem de um adversário, e que isso desencadeasse a ira popular. Os saduceus eram a aristocracia local, colaboravam com os romanos, mas eram uma minoria. De fato, seriam massacrados na revolta do ano 66. Todo o interrogatório de Jesus, segundo o relato dos Evangelhos, é uma sondagem de Pilatos para saber o que se está tramando. E revela que ele não tinha nada contra Jesus, procurava uma imputação, mas não a encontrava. Os textos não esclarecem em que língua falaram, provavelmente aramaico. Em nenhum lugar consta que Jesus falasse grego. Talvez houvesse um intérprete. Jesus não se defende em nenhum momento, e frases como “Meu reino não é deste mundo” desnorteariam Pilatos que, em todo caso, percebeu que não se achava diante de um rebelde. Segundo Schiavone, mais que um interrogatório, tornou-se “uma conversa em que Pilatos parece cada vez mais fascinado e perturbado”, e quase um diálogo platônico. Até que, muito a seu pesar, o envia para a morte.

Só há sete nomes próprios na Paixão: Judas, Anás, Caifás, Barrabás, Herodes Antipas, José de Arimateia e Pilatos. Sobre Judas e Barrabás não há confirmação histórica, mas dos outros cinco, sim. E Pilatos é o mais importante. Não vivia em Jerusalém, e sim em Cesareia, a capital, perto da Síria. Cidade pagã e litorânea, mais agradável. Mas naquela semana havia festas e ele estava em Jerusalém, 40.000 habitantes. Uma cidade grande na época, mas tudo ficava perto. Os deslocamentos do relato evangélico são questão de ruas. Aldo Schiavone aponta que tudo começou provavelmente em 6 de abril do ano 30, uma quinta-feira.

Pilatos estava na Judeia desde o ano 26. Chegou com 40 anos de idade. Não sabemos nada de sua vida anterior, nem seu nome. É possível que fosse Lúcio ou Tito. Seu primeiro episódio conhecido, relatado por Flávio Josefo, foi um incidente assim que assumiu o cargo. Entrou à noite em Jerusalém com as tropas, que levavam insígnias e retratos do imperador, algo proibido na religião judaica, que se opunha às imagens na Cidade Santa. Uma multidão se congregou por cinco dias diante do seu palácio dias para exigir que fossem retiradas, e no sexto a situação estourou: o governador mandou a guarda dissolver a multidão à força. Mas os judeus se jogaram no chão dispostos ao sacrifício, algo que deixou Pilatos estupefato. Viu então que a religião era algo “passional e decisivo” para essa gente, diz Schiavone, e isso condicionou sua atitude posterior, para se movimentar com mais tato.

Depois da morte Jesus só há duas menções a Pilatos, sobre novos incidentes. Foi afastado após dez anos em seu cargo e chamado a Roma. Como era inverno, ano 36 ou 37, não podia fazer a viagem por mar e foi por terra. Mas justo então morreu o imperador Tibério, em 17 de março de 37, e não voltamos a saber mais nada sobre ele.

Fonte: EL PAÍS

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DICA DE LIVRO: BREVE HISTÓRIA DOS JUDEUS DE MICHAEL BRENNER

Quarta-feira é dia de DICA DE LIVRO e hoje estamos indicando um livro fascinante: Breve História dos Judeus de Michael Brenner. Em Breve história dos judeus, o autor narra, na forma de um relato histórico amplo e estimulante, a trajetória dos judeus desde os tempos bíblicos até a época atual, acompanhando um processo que no fundo é um drama de migração e mudança, mas sempre profundamente arraigado na tradição. O autor repassa as mais recentes perspectivas acadêmicas a respeito da história judaica e faz desta Breve história o livro mais informativo e acessível entre os disponíveis sobre o assunto. Entender a história dos judeus é entender a história da humanidade!

Foto: Amazon

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BOAS NOTÍCIAS: PANDEMIA UNE INIMIGOS HISTÓRICOS NA TERRA SANTA NA LUTA CONTRA O CORONAVÍRUS

Uma notícia maravilhosa na nossa coluna BOAS NOTÍCIAS deste sábado. Inimigos históricos se unem em oração na luta contrveja como foi!a a pandemia do coronavírus e emocionam o mundo. Leia a reportagem completa a seguir e veja como foi!

Paramédicos israelense e muçulmano oram juntos e emocionam: coronavírus

Avraham Mintz e Zoher Abu Jama tinham acabado de responder a uma ligação de uma mulher de 41 anos com problemas respiratórios na cidade de Be’er Sheva, no sul de Israel.

Em meio ao trabalho, havia um homem de 77 anos e mais ligações pela frente. No fim da tarde, Mintz e Abu Jama perceberam que talvez fosse o único intervalo do turno e os dois integrantes do Magen David Adom (MDA), serviço de resposta a emergências de Israel, fizeram uma pausa para orar.

Jerusalém e Meca

Mintz, um judeu religioso, estava de pé em frente a Jerusalém, com seu xale branco e preto pendurado nos ombros.

Abu Jama, muçulmano, ajoelhou-se diante de Meca com seu tapete marrom e branco de oração, desenrolado debaixo dele.

Para os dois paramédicos, que rotineiramente trabalham juntos duas ou três vezes por semana desde a pandemia, a oração conjunta não era novidade. Mas, a imagem está inspirando o mundo em meio ao caos.

Viral

Uma foto dos dois homens tirada por um colega de trabalho rapidamente se tornou viral, conquistou milhares de curtidas nas mídias sociais e apareceu na cobertura da mídia internacional.

Um usuário respondeu no Instagram:

“Tenho orgulho de todos os serviços de resgate, não importa de que comunidade ou religião.”

No Twitter, outro usuário disse: “Uma luta! Uma vitória! Vamos nos unir”.

“O fato de ser simples o torna tão poderoso. Acredito que Zoher, eu e a maioria do mundo entendemos que temos que levantar a cabeça e orar. Isso é tudo o que resta”, disse Mintz à CNN.

História dos dois

Pai de nove filhos, ele mora em Be’er Sheva, tem 42 anos e trabalha em período integral no MDA. Lá, Mintz treina voluntários.

Abu Jama, pai de sete filhos da cidade beduína de Rahat, nas proximidades, foi um desses voluntários.

Ele deixou seu emprego como instrutor de direção para ajudar o máximo possível agora.

“Em termos de crença e personalidade, acreditamos nas mesmas coisas e temos algo em comum”, disse à CNN.

“Acredito que ele é uma pessoa que dá e recebe o sentimento de honra e isso é importante”.

Trégua

A pandemia, que provocou uma trégua no Oriente Médio, uniu na semana passada na mesma mesa, palestinos e israelenses, um encontro pacífico que há anos nações e entidades do mundo todo buscavam, sem sucesso.

Juntos, representantes dos dois lados criaram um gabinete comum de operações para combater pandemia , conforme divulgamos esta semana.

Pausa pra orar

Em Israel, as equipes da MDA atenderam 100.000 ligações nos dias de pico, mais de 10 vezes o volume normal, de acordo com Zaki Heller, porta-voz da entidade.

O diretor-geral da MDA, Eli Bin, ficou orgulhoso ao falar sobre sua equipe, composta por 2.500 funcionários em período integral e 25.000 voluntários.

“As pessoas do MDA estão enfrentando o vírus, olhando nos olhos. Os trabalhadores do MDA estão trabalhando com as mãos, luvas e máscaras”, disse ele à CNN.

“Nós somos os heróis de Israel. Todo mundo tem medo do vírus… Nós também somos, mas temos a crença de que tudo está sob o controle de Deus, que Deus seja abençoado. Nós dois acreditamos nisso”, disse Mintz.

Abu Jama faz eco de seu parceiro: “Acredito que Deus nos ajudará e passaremos por isso. Todos devemos orar a Deus para nos superar e passaremos por esta crise mundial.”

Os dois oraram por cerca de 15 minutos, então voltaram à ambulância e ao trabalho.

Com informações da CNN Brasil

Fonte: Só Notícia Boa

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DICA DE LIVRO: DEUS CASTIGA? DE CAIRBAR SCHUTEL

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é o livro “Deus castiga?”, de autoria de Cairbar Schutel,  psicografado por Helena Craveiro, sobre uma dúvida que praticamente todo ser humano tem. Miséria, violência, egoísmo, eis algumas das muitas queixas que fazemos do mundo em que vivemos. Muitos afirmam ser castigo de Deus, pois o homem se encontra cada vez mais afastado dos ensinamentos cristãos. Mas, se Deus é amor, como acreditar que Ele puna seus filhos, em vez de lhes dar oportunidade de aprenderem e se corrigirem? É isso que este importante livro vem esclarecer, o porquê de tanto sofrimento, a importância da prece em nossa vida e como o Evangelho pode nos ajudar em nossas dificuldades diárias. Com uma linguagem simples, mas com o conhecimento e a seriedade doutrinária que são importantes características de Cairbar Schutel, Deus Castiga? esclarece várias dúvidas que muitos de nós temos a respeito não só de Espiritismo, como também de fatos que nos cercam de uma maneira geral.

Deus Castiga

Fonte: Petit

Fonte: Amazon

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OPINIÃO: GOLPE BAIXO E FALTA DE ESCRÚPULOS É A TÔNICA DA ESQUERDA

Uma publicação da própria esquerda sobre livro lançado enaltecendo a espiritualidade do ex-presidiário Lula é o destaque da nossa coluna OPINIÃO desta quinta-feira. Para que você veja até onde vai a falta de escrúpulos e os golpes baixos que essa turma é capaz de produzir para voltar reaver o poder. Desde quando Lula sabe o que é espiritualidade? Desde quando Lula acredita em Deus para se aproximar assim da igreja católica? Leia a reportagem completa e assista ao vídeo a seguir e tire suas conclusões! 

Eles são incansáveis ….A visita ao Papa não foi atoa olhem por onde estão indo

Agora está ficando claro essa visita ao Papa. Não é só o dinheiro depositado no  banco do Vaticano. Liguem os pontos: no lançamento do tal livro, Lula fala de um PROJETO espiritual que a esquerda tem que encampar daqui pra frente para dar um novo rumo junto ao povo brasileiro, frente a “batalha” espiritual do mal da extrema direita que está no poder. Entre os colaboradores que escreveram o livro, até um rabino vindo de Israel.
Vejam como é importante que mantenhamos a questão espiritual balizada pelos verdadeiros valores Cristãos ou Judaico/Cristãos.  Não podemos abrir mão disso, a esquerda tem consciência que o maior obstáculo que possuem é a Igreja Católica e sua doutrina com vistas à transcendência. Não confundam CNBB, ou Santa Sé com Igreja Católica, sabemos que estão infiltradas desde os anos 50, exatamente porque a esquerda percebeu que se não combater a Igreja jamais se instalará.  O relativismo religioso é uma porta aberta às ideologias assassinas.
O teólogo Leonardo Boff, a monja Coen, a yalorixá Adriana de Nanã e o rabino Jayme Fucs Bar são alguns dos 24 autores do livro “Lula e a espiritualidade: oração, meditação e militância”, organizado por Mauro Lopes e que acaba de ser lançado. O livro surgiu a partir de uma correspondência do autor com Lula. Numa das cartas, Lula apresentou o tripé de sua espiritualidade, que dá título ao livro: “oração, meditação e militância”.

[10:33, 21/02/2020] Fernando Perri: Quem espera que o demônio apareça como demônio é ingênuo, ele sempre se apresentará como um anjo do Senhor, cabe a nós desmascara-lo.

Fonte:

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HISTÓRIA: A VERDADE SOBRE O PAPA DE HITLER!

No livro O Papa de Hitler, a história secreta de Pio XII, Baseado em novas pesquisas, John Cornwell conta pela primeira vez a história da carreira de Eugenio Pacelli, o homem que foi papa, como Pio XII, durante a Segunda Guerra Mundial, considerado o mais poderoso sacerdote da história moderna. Ao analisar o início da carreira de Pacelli, o autor faz também uma denúncia do escandaloso silêncio do papa Pio XII durante a guerra e suas conseqüências. Agora teremos a oportunidade de saber se John Cornwell estava certo ou não!

Vaticano abre arquivo secreto sobre a II Guerra Mundial

Pesquisadores terão acesso a 16 milhões de documentos pertencentes ao acervo, que contém informações sobre o controvertido papel do papa Pio XII durante o conflito

Pio XII, em tela de Luis Fernández-Laguna: figura que deve sair engrandecida com a liberação do acervo, segundo Luis Manuel Cuña Ramos. Crédito: Luis Fernández García/Wikimedia

Os arquivos do Vaticano que conservam a documentação do papa Pio XII (1939-1958) vão ser hoje (2 de março) tornados públicos, permitindo que se esclareça o silêncio do líder da igreja católica contra o nazismo.

O Vaticano confirmou há duas semanas a abertura dos arquivos, reforçando a ideia de que a consulta da documentação venha a esclarecer o silêncio do papa Pio XII, acusado nas últimas décadas de não ter levantado a voz contra o nazismo durante a II Guerra Mundial (1939-1945).

“A Igreja não tem medo da história. Pelo contrário”, disse o papa Francisco no dia 4 de março de 2019, quando anunciou a abertura da documentação relativa ao pontificado de Eugenio Pacelli (papa Pio XII), entre 1939 e 1958.

Oitenta e cinco investigadores estão já inscritos para pesquisar 16 milhões de documentos pertencentes ao “arquivo secreto”, mas também de diferentes instituições do Estado do Vaticano que foram organizados nos últimos 14 anos.

Entre os investigadores estão historiadores do Museu do Holocausto (Washington), assim como de Israel, Alemanha, Itália, França, Rússia, Espanha e de vários países da América do Sul.

Silêncio sobre o nazismo

A decisão de abrir os arquivos tem sido comentada por historiadores e organizações judaicas que teorizam sobre um papa acusado de se ter calado perante o fascismo e o nazismo, notando inclusivamente que a poucos metros da cidade do Vaticano, no dia 16 de outubro de 1943, soldados nazistas capturaram 1.022 judeus, entre os quais 200 crianças e adolescentes, que poucos dias depois foram enviados para o complexo de extermínio de Auschwitz, instalado na Polônia.

Desses 1.022 judeus capturados perto do Vaticano, 17 pessoas sobreviveram.

Até o momento, o Vaticano apenas liberou, em 2004, abrir consulta a “Inter Arma Caritas”, o gabinete de informação sobre os prisioneiros de guerra instituído por Pio XII e que recolheu entre 1939 e 1947 fichas de 2,1 milhões de prisioneiros de guerra.

Em 1965, o Vaticano publicou documentação que acabou por ser coligida em 12 volumes – “Atos e documentos da Santa Sé relativos à II Guerra Mundial” – que continha material de arquivo sobre o pontificado de Pio XII.

Luis Manuel Cuña Ramos, um dos membros da equipe dos arquivos do Vaticano, disse que já veio dizer que “desta documentação vai sair muito engrandecida a figura de Pio XII”.

“Vamos deixar-nos de ideologias e de preconceitos e vamos à história. Este é o momento para os historiadores tirarem conclusões”, acrescentou.

No final do ano passado, o papa Francisco alterou formalmente o nome do Arquivo Secreto do Vaticano, que passou a se chamar Arquivo Apostólico do Vaticano.

* A RTP (Rádio e Televisão de Portugal) é a emissora pública de televisão de Portugal

Fonte: Revista Planeta

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OPINIÃO: O AUTODECLARADO SANTO LULA RECEBE BENÇÃO DO PAPA FRANCISCO

Na coluna OPINIÃO deste domingo trago mais um artigo brilhante do extraordinário Caio Coppolla. Desta vez ele fala da visita do ex-presidiário Lula da Silva, onde o autor ironiza metaforicamente chamando-o de São Lula em função da quase inacreditável cara de pau desse bandido inveterado que praticamente obrigou o Papa a recebê-lo como uma das suas ovelhas. Na coluna EDITORIAL entrarei em detalhes sobre esse assunto. Mas leia o artigo a seguir de Caio Coppolla e tire suas conclusões!

SÃO LULA VISITA O PAPA FRANCISCO

 

Papa Francisco abençoa Lula, o corrupto que se diz a “alma mais honesta do Brasil”. Foto: Reprodução/Twitter LulaOficial/Ricardo Stuckert

Ontem, no Vaticano, o Papa recebeu a visita de Lula, um corrupto condenado pela Justiça da vara criminal e solto pela (in)justiça do mais alto tribunal – embora nenhum ministro ouse afirmar sua inocência.

Segundo a conta do ilustre ex-presidiário no Twitter, o encontro teve como objetivo “conversar sobre um mundo mais justo e fraterno“. Um papo interessantíssimo, pois inconciliável com a biografia do notório visitante: num mundo mais justo, corruptos condenados deveriam responder por seus crimes no cárcere; e um mundo mais fraterno pressupõe que não se roube o próximo, como preconiza o 7º dos 10 mandamentos bíblicos.

Imagino que, em algum momento da interlocução, o Papa Francisco tenha tido o impulso misericordioso de expiar os pecados de Lula e conceder-lhe o divino perdão. Decerto, frustrou-se. Afinal, perdoar pressupõe o arrependimento do pecador, e não existe absolvição que não seja precedida de remorso.

Lula pode ser acusado de muita coisa (como de fato é!), mas jamais de demonstrar qualquer peso na consciência por seus delitos ou de se esforçar para repara-los. Mesmo figurando em múltiplos processos e condenações, todos amparados por vasto acervo probatório, Lula insiste em uma inocência imaginária, que desafia até a mais alienada das mentes militantes. Mitômano reconhecido, Lula só se esquece de um detalhe: ludibriar o Papa é possível, mas mentir para Deus está muito além do alcance humano (até para um expert na área, como é o caso).

Contudo, faltar com a verdade na Terra não constitui pecado capital. Isso fica por conta da vaidade, da presunção e da arrogância de Lula; e aqui estamos falando do pecado da soberba. Como esquecer as pérolas da “modéstia” do líder petista: Não tem, nesse país, uma viva alma mais honesta do que eu” – quanta generosidade ao falar das próprias virtudes e quanto orgulho de ser tão “humilde”.

Mas pra fechar essa breve nota, voltemos à reunião no Vaticano e analisemos o fato sob o prisma espiritual. Ainda que cândido e casto, o Papa foi mero coadjuvante nesse encontro etéreo; o protagonismo ficou com Lula, o corrupto que se fez santo por autodeclaração. Que Deus nos livre e tenha piedade de nós!

 

Fonte: 

Caio Coppolla
Editor do Boletim e comentarista político

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DICA DE LIVRO: QUEM JESUS FOI? QUEM JESUS NÃO FOI? DE BART D. EHRMAN

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é uma obra polêmica que tem como objetivo levantar das principais inconsistências por trás do Novo Testamento, principalmente com relação à vida de Jesus. A obra se coloca como um documento de análise histórica que recupera textos antigos da Bíblia, lançando sobre eles a luz de novos conhecimentos. Todas as espécies de pessoas com os mais diversos interesses já leram a Bíblia, mas a maioria percorreu seus milhares de páginas sem perceber quantas contradições existem entre os diferentes textos e autores. Em Quem Jesus foi? Quem Jesus não foi?, o renomado estudioso da Bíblia e autor de best-sellers da lista do New York Times, Bart D. Ehrman, faz um levantamento das principais inconsistências por trás do Novo Testamento com relação à vida de Jesus. O autor observa, por exemplo, que a morte de Jesus ocorre, surpreendentemente, em momentos diferentes nos Evangelhos de João e de Marcos. E mais:― As contradições inimagináveis nos textos sobre a vida de Jesus, desde sua concepção até a ressurreição;― Os relatos desconexos sobre os ensinamentos de Cristo;― E o porquê de as doutrinas fundamentais ― como a dicotomia entre céu e inferno ― não terem sido baseadas nos ensinamentos de Jesus. Depois de ler Quem Jesus foi? Quem Jesus não foi?, sua mente estará aberta para compreender a Bíblia de forma diferente e inovadora. Mais uma vez, Ehrman conseguiu recuperar textos antigos, lançando sobre eles a luz de novos conhecimentos, para torná-los mais compreensíveis a todos os interessados na Bíblia e na história do cristianismo.

Fonte: Amazon

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AUTOCONHECIMENTO: BUDISMO, A FILOSOFIA EM BUSCA DA PAZ INTERIOR

Na nossa coluna AUTOCONHECIMENTO desta segunda-feira trago um resumo animado sobre BUDISMO, A Filosofia em Busca da Paz Interior. Assistindo esse vídeo você vai conhecer a filosofia do Budismo e entender que, na verdade o budismo não é uma religião e sim uma filosofia de vida que busca a expansão da consciência.

Fonte:

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REFLEXÃO: SE APROFUNDANDO NA ESPIRITUALIDADE COM MAITÊ PROENÇA

Na nossa coluna REFLEXÃO desta terça-feira estou publicando um texto escrito pela famosa atriz Maitê Proença que conta um pouco da sua biografia e revela o seu lado espiritual e a sua experiência com o etéreo, o sutil. São experiências que ela afirma ter vivido da maneira mais sóbria possível e dá forma que foi escrito não dá pra duvidar que seja verdade. Portanto, caro(a) leitor(a), convido você a ler o texto a seguir completo, refletir sobre o assunto e tirar suas conclusões sobre o que realmente é a ESPIRITUALIDADE!

Resultado de imagem para espiritualidade

MAITÊ PROENÇA – ESPIRITUALIDADE – por Maitê Proença

(Publicado na Revista Época, número 286 – 10 de novembro de 2003 – Ed. Globo)

Eu acredito em Deus. Acredito pra caramba!
Meus pais eram ateus convictos, do tipo que acha ingênuo quem crê no que a lógica não explica. Mesmo assim aos 5 anos, por praticidade, me enfiaram numa escola de freiras onde vivi meus primeiros conflitos, digamos, existenciais.
Falava-se em pecado o tempo todo e eu passei a andar obcecada pelo chão tentando não matar formigas, já que matar era pecado e eu não podia imaginar nada tão mortífero quanto meu próprio pé, ou tão matável quando aquelas criaturas em quem até então eu só havia pensado para esmagá-las se me picassem. Além disso o mundo ia fazer primeira comunhão e lá em casa ninguém falava no assunto. Quando perguntei a minha mão se Deus existia, ela disse: “É igual papai-noel, existe pra quem acredita nele”.
Ela sabia que eu já não acreditava. Por fim, não deu certo a experiência com as freiras, me trocaram de escola e por uns bons anos fiquei livre daquelas questões.

Aí minha mãe morreu, meu pai pirou e eu fui parar num pensionato pra filhos de missionários americanos e luteranos. Ali, rezava-se pra acordar, pra dormir, pra comer e pra louvar ao final de cada dia com cânticos espirituais.
As coisas eram certas ou muito erradas e não havia meio-termo.
O bom senso não servia pra nada e o que valia era a palavra de Deus segundo a interpretação que aquela gente fazia da Bíblia. Bom, eu vinha de uma casa onde as pessoas filosofavam a vida e onde o pensamento era a maior diversão, então demorou um pouco pra eu conseguir aceitar o maniqueísmo que ditava as regras de minha nova moradia. Mas o mar não estava pra peixe, e aquela gente religiosa tinha o coração puro e bom. Eles tinham amor pra dar e eu uma cratera de carências pra preencher. Nessa união justa, Deus entrou na minha vida pela primeira vez. Entrou, claro, pela vala do amor e me encheu de conforto.
A cabeça viciada na lógica pensava: “Se eu nunca tivesse visto a cor azul não saberia imaginá-la, então se Deus não existisse, a imaginação do homem não o teria concebido.”
Assim, li a Bíblia toda, o velho e o novo, e de resto sintonizei no amor divino e deixei rolar. A primeira vez que me aconteceu uma experiência transcendental eu tinha 14 anos. Estava deitada no chão, à toa, e sem mais nem menos meu espírito se descolou do meu corpo. Não, eu não tinha fumado nada e também não estava em estado elevado de consciência, rezando ou coisa assim. Estava ali de bobeira mesmo, quando uma sensação de sublime leveza me arrebatou pra fora do corpo deitado, que meu outro ser, suspenso, passou a observar. Eu ia subindo acompanhada por seres cuja forma eu não via, mas sentia, e o chão, o campo, o quarteirão, minha cidade foram se mostrando cada vez mais distantes e sem cor. Tudo parecia preto e branco. Então o mundo com meu corpo ali era cinza e sem graça, mas dentro do meu ser etéreo e cada vez mais distante havia uma festa de soberana harmonia. Eu era dona de uma paz magnífica!
Não sei dizer por quanto tempo meu espírito ficou em êxtase, pode ter durado 30 minutos ou uma hora, mas guardo até hoje a sensação e acho que por causa dela não tenho medo da morte.
Naquela época fiquei uns três anos envolvida com coisas de Deus, e aí, não sei bem por que, larguei mão por um tempo. Mas não totalmente. Sempre viajei muito e em cada cultura buscava os locais e templos sagrados. Na maioria, independentemente da corrente religiosa, senti a presença de Deus.
Às vezes, quando era muito forte, passava horas tentando sintonizar a forma de louvor local, para então me abastecer de luz. Aliás, Ele não liga, sabe, se a gente quer chamá-lo de Buda, Iemanjá, Maomé ou Jesus. Ele não liga nem se a gente deixar de chamá-lo por um tempo. Ele é dono do infinito e não tem pressa. Mas então retomando, há 15 anos voltei a ter uma prática religiosa diária e pessoal, hoje devotada à face feminina de Deus, sendo Nossa Senhora o ponto alto de meu altar. De lá pra cá os fenômenos foram muitos. Não vou descrevê-los porque você vai achar que eu estou doidinha. Mas o fato é que na minha vida essas coisas acontecem. Se não ocorrer o mesmo com você, amigo, não quer dizer que eu tenha um botão a menos, apenas que me abri para uma experiência a mais.
E tem mais uma coisa, que é o seguinte: “Eu acredito que o Senna, nosso ídolo, viu mesmo Deus naquela curva em Mônaco (2). Ele estava num estado especial de concentração e aconteceu. Não tinha por que se expor ao ridículo, dando a cara a bater para um bando de céticos, se não houvesse de fato visto o que viu. Você não viu, mas ele viu, oras.”
Copérnico afirmou que a Terra era redonda e girava em torno do Sol.
Foi chamado de maluco, hoje sabemos que não era. O Dhomini diz que ganhou o Big Brother porque estava com seu ponto firmado na oração de otimismo que recebeu de seu mestre. Tereza D´Ávilla em êxtase levitava contra a própria vontade, tamanha a força de seu louvor, e na Índia, onde não se questiona o sagrado, essas coisas são corriqueiras. Elas acontecem. Acontecem na pausa.
Acontecem na hora do silêncio, entre uma respiração e outra. Acontecem simplesmente. Talvez estejam pra acontecer pra você. Sshhhhh…- Maitê Proença (1) –

-Notas:

1. Maitê Proença é uma das atrizes mais conhecidas do Brasil. Fez parte do elenco de várias novelas famosas. Atualmente está no elenco de “Malhação”.
2. Aírton Sena declarou numa entrevista para a revista Plaiboy (em 1990) que havia experimentado uma experiência fora do corpo no Japão, dentro do carro, momentos antes do início de uma prova. Nessa experiência rápida, ele narrou que viu Jesus. Daí em diante ele assumiu a condição ostensiva de cristão convicto.
Fonte: IPPB.org
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AUTOCONHECIMENTO: A ORIGEM DO MAL

Na coluna AUTOCONHECIMENTO desta segunda-feira temos um bate papo informal, mas muito sagaz entre a Monja Coen e o folósofo Mario Sergio Cortella debatendo a origem do mal. Um debate com muita filosofia e religião que vale a pena assistir e tirar várias dúvidas comuns entre a maioria das pessoas. 

Fonte:

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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTE SÁBADO

INTERNACIONAIS

Por G1

11/01/2020 01h04  Atualizado há 35 minutos


Aviação Civil do Irã apresentou imagem de caixa-preta do avião nesta sexta-feira (10) — Foto: Iran Press / AFPAviação Civil do Irã apresentou imagem de caixa-preta do avião nesta sexta-feira (10) — Foto: Iran Press / AFP

O Irã anunciou neste sábado (11) que seus militares derrubaram “sem querer” o avião ucraniano que caiu na quarta-feira (8) perto de Teerã. Na tragédia morreram 176 pessoas. O presidente iraniano, Hassan Rouhani, chamou o desastre de “erro imperdoável”.

Militares informaram que o avião voava perto de um local sensível e foi derrubado devido a um “erro humano”. O comunicado lido na TV estatal diz que as partes ​​responsáveis serão punidas.

Logo depois, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, escreveu em uma rede social que investigação interna das Forças Armadas concluiu que a aeronave foi abatida por mísseis. Segundo o líder do Irã, as apurações sobre “essa grande tragédia e erro imperdoável” continuam.

Hassan Rouhani

@HassanRouhani

Armed Forces’ internal investigation has concluded that regrettably missiles fired due to human error caused the horrific crash of the Ukrainian plane & death of 176 innocent people.
Investigations continue to identify & prosecute this great tragedy & unforgivable mistake.

Rouhani também declarou que seu país “lamenta profundamente”. As Forças Armadas iranianas prestaram condolências a todas os parentes das vítimas. O ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Zarif, também disse lamentar profundamente e pediu desculpas às famílias e aos mortos.

“É um dia triste”, escreveu Zarif no Twitter, citando um “erro humano em tempos de crise causada pelo aventureirismo dos americanos. Nosso profundo arrependimento, desculpas e condolências ao nosso povo, às famílias de todas as vítimas e às outras nações afetadas”.

O presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, cobrou um pedido oficial de desculpas de Teerã e pediu que as investigações sobre o desastre continuem.

Indícios

Canadá, Reino Unido e EUA diziam que o avião, um Boeing 737, foi abatido por um míssil iraniano, provavelmente por engano, e vários vídeos que apontam para esta tese foram postados nas redes sociais.

O Irã, entretanto, negava categoricamente a hipótese até a manhã deste sábado. Na sexta-feira, o chefe de aviação civil iraniano, Ali Abedzadeh, mostrou imagens da caixa-preta da aeronave e afirmou que qualquer declaração antes da análise dos dados seria “opinião”.

Destroços de avião ucraniano são vistos em Shahedshahr, sudoeste da capital Teerã, no Irã — Foto: Ebrahim Noroozi/AP Destroços de avião ucraniano são vistos em Shahedshahr, sudoeste da capital Teerã, no Irã — Foto: Ebrahim Noroozi/AP

O desastre ocorreu na madrugada de quarta, logo após o Irã disparar mísseis contra bases militares utilizadas pelas tropas americanas no Iraque, em resposta ao assassinato do general iraniano Qassem Soleimani em um ataque dos EUA.

O voo PS752 da companhia Ukraine Airlines International (UAI) decolou de Teerã rumo a Kiev e caiu dois minutos depois. Todas as 176 pessoas que estavam a bordo morreram no desastre. A maioria das vítimas era iraniana-canadense, mas também havia britânicos, suecos e ucranianos.

Vídeo de míssil

Vídeo divulgado pelo New York Times aparenta mostrar míssil atingindo avião da UcrâniaVídeo divulgado pelo New York Times aparenta mostrar míssil atingindo avião da Ucrânia

Um vídeo de cerca de 20 segundos mostra imagens de um objeto luminoso que sobe rapidamente para o céu e toca o que parece ser um avião.

O vídeo foi publicado por vários meios de comunicação, como o jornal “The New York Times”.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, afirmou que o Canadá tinha “informações de várias fontes” indicando que “o avião foi abatido por um míssil iraniano”, acrescentando que “não foi intencional”.

Antes, o presidente americano Donald Trump falou “suspeitas” sobre a queda do avião ucraniano. “Estava voando em uma área bastante difícil e alguém poderia ter se enganado”.

Queda de avião ucraniano no Irã — Foto: Roberta Jaworski e Rodrigo Sanches/G1Queda de avião ucraniano no Irã — Foto: Roberta Jaworski e Rodrigo Sanches/G1

Caixa-preta

Na sexta-feira (10), o Irã apresentou a caixa-preta da aeronave e prometeu anunciar a causa da queda do Boeing neste sábado. Em uma entrevista coletiva em Teerã, o presidente da Organização de Aviação Civil Iraniana (CAO), Ali Abedzadeh, tinha negado que o avião foi derrubado.

“Uma coisa é certa, este avião não foi atingido por um míssil”, disse. Entretanto, Abedzadeh afirmou que as informações das caixas-pretas eram cruciais para a investigação. “Qualquer declaração antes da extração dos dados é uma opinião de especialistas”.

Autoridades dos Estados Unidos entregaram ao presidente ucraniano Volodimir Zelenski “dados importantes sobre a catástrofe”, segundo anunciou Kiev.

“Junto com o presidente Zelenski nos reunimos com autoridades americanas e recebemos informações que serão tratadas por nossos especialistas”, disse no Twitter o ministro ucraniano das Relações Exteriores, Vadym Prystaiko.

Cerca de 50 especialistas ucranianos chegaram a Teerã na quinta-feira para participar da investigação e da análise das caixas-pretas. Uma equipe canadense de dez pessoas está “a caminho” para tratar de questões relacionadas às vítimas.

A agência canadense de segurança nos transportes aceitou um convite da autoridade de aviação civil iraniana para participar da investigação.

Apenas alguns países do mundo, incluindo Estados Unidos, Alemanha e França, têm a capacidade de analisar caixas-pretas.

 

Por Shin Suzuki, G1

11/01/2020 06h00  Atualizado há 51 minutos


Neil Peart em show do Rush na arena Grand Garden, em Las Vegas, no EUA, em 2002 — Foto: REUTERS/Ethan MilleNeil Peart em show do Rush na arena Grand Garden, em Las Vegas, no EUA, em 2002 — Foto: REUTERS/Ethan Mille

“Tocar um show de 3 horas do Rush é como correr maratonas enquanto você resolve equações.” Neil Peart define assim o jeito como executava sua música. É boa, mas talvez mecânica demais para o que é o estilo Peart. Suas passagens de bateria envolvem noções de ritmo sofisticadas e complexas, mas o baterista estava longe de soar como máquina. Seu toque tinha algo especial, que ajudou o Rush a ter uma carreira de quase 50 anos e inspirou milhões de fãs mundo afora.

Ele morreu no último dia 7, mas o anúncio feito pela família só ocorreu na última sexta (10). O músico tinha um estilo discreto, adjetivo não muito comum entre indivíduos pertencentes a qualquer categoria “melhor de todos os tempos” (aliás, maior que John Bonham? Que Keith Moon? Vai ser uma discussão que vai animar os próximos dias).

Peart inspirava estudiosos. Nerds. Chegou a ler 3 livros por semana. Não é surpresa que Peart tenha se tornado o letrista oficial da banda. Os temas escritos por ele e cantados por Geddy Lee versavam sobre princípios filosóficos, livre arbítrio, aleatoriedade da vida, ficção científica, luta contra o totalitarismo.

Uma conversa pouco rock and roll? Os fãs discordam. Mas, sim, saem os temas mais típicos do rock e entram versos inspirados em um livro de Mark Twain, escritor do século 19: “Tom Sawyer”, que divertiu Peart por ser conhecida no Brasil como “a música do MacGyver”, da série “Profissão: Perigo”, tinha estrofes de sofisticação maior que a média.

“No, his mind is not for rent

To any god or government

Always hopeful, yet discontent

He knows changes aren’t permanent

But change is”

Tradução:

“Não, sua mente não está aberta para negócios

Com qualquer deus ou governo

Sempre esperançoso, ainda que descontente

Ele sabe que mudanças não são permanentes

Mas a mudança é”

As inclinações políticas de Peart são sempre um tema de discussão entre os fãs de Rush. Há a conhecida admiração do baterista pela obra da escritora conservadora Ayn Rand, embora tenha se distanciado da aceitação total das ideias dela nos últimos anos. Por muitas vezes, Peart pende para um lado mais Thoreau, o escritor anarquista-individualista que defendia lutar com todas as unhas para evitar a interferência do estado em suas vidas.

Talvez pelo Rush foi descrito por muito tempo pela crítica musical como “chato”, “pretensioso”, “enjoativo”.

A partir dos anos 2000, a maré começou a mudar (para os nerds também, aliás) e fãs famosos e descolados como o Foo Fighters Dave Grohl, Trent Reznor do Nine Inch Nails e o apresentador Stephen Colbert declararam sua admiração. Até na cultura pop – seja comédia de bromance “Eu Te Amo, Cara” (2009) com Paul Rudd e Jason Segel ou na ácida animação “Family Guy” – o Rush já era referência.

Os fãs do power trio canadense se sentiram vingados. De repente, o Rush era uma das raras bandas com universo e fandom próprio.

De repente, até o “air drum” tão associado a Neil Peart e ao Rush foi legitimado. Sim, a bateria invisível de mãos soltas, um equivalente percursivo do air guitar que, vamos combinar, não proporciona o momento mais charmoso de uma pessoa. Mas a sensação de viver por alguns instantes Neil Peart – sem medo de ser feliz ou ridículo – é irresistível. Como todo bom nerd sabe, é só ninguém ver que a mágica acontece.

Fonte: G1

Por G1

10/01/2020 13h20  Atualizado há 6 horas


 Mike Pompeo, secretário de Estado, e Steven Mnuchin, secretário de Tesouro dos EUA, durante entrevista coletiva em 10 de janeiro de 2020 — Foto: Kevin Lamarque/ReutersMike Pompeo, secretário de Estado, e Steven Mnuchin, secretário de Tesouro dos EUA, durante entrevista coletiva em 10 de janeiro de 2020 — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Os Estados Unidos impuseram sanções adicionais ao Irã como retaliação pelo ataque feito contra bases americanas no Iraque, anunciou o secretário de Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, nesta sexta-feira (10).

“Essas sanções vão continuar até que o regime [iraniano] pare de financiar o terrorismo global e se comprometa a nunca ter armas nucleares”, disse Mnuchin em comunicado divulgado pelo Tesouro americano.

EUA impõem sanções adicionais ao Irã como retaliaçãoEUA impõem sanções adicionais ao Irã como retaliação

Oito autoridades iranianas foram penalizadas, entre elas o secretário do Conselho de Segurança Nacional Supremo, Ali Shamkhani, e Gholamreza Soleimani, comandante da milícia voluntária Basij, da Guarda Revolucionária do Irã. Além deles, sofreram sanções os “maiores produtores” de aço, ferro e cobre do país: segundo o comunicado, foram sancionados 17 produtores de metal e companhias mineradoras iranianas.

Governo dos EUA anuncia novas sanções contra o IrãGoverno dos EUA anuncia novas sanções contra o Irã

Também sofreram sanções duas empresas sediadas em Pequim, na China, e uma empresa de fachada nas ilhas Seychelles, todas acusadas de realizar comércio ou transações com o Irã.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, participou da coletiva de imprensa em que o anúncio do Tesouro foi feito. Ele afirmou que não há dúvida de que o Irã tinha intenção de matar americanos com os ataques por mísseis, que acabaram não deixando vítimas. A ofensiva iraniana, na terça-feira (7), foi em retaliação ao ataque americano que matou o general Qassem Soleimani, o mais importante do Irã.

Pompeo também fez outros comentários sobre a crise entre os EUA e o Irã. A respeito do assassinato do general Qassem Soleimani, ele afirmou que o governo tinha informações específicas sobre uma ameaça iminente por parte do Irã aos americanos, que incluía ataques contra embaixadas.

O secretário de Estado disse ainda que eles acreditam que o Boeing 737 da Ucrânia, que caiu em Teerã na quarta-feira (8), foi atingido por um míssil iraniano. Essa hipótese foi corroborada por declarações de fontes do governo americano, do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, e do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. Segundo eles, as constatações de inteligência permitem afirmar que o avião foi derrubado por um míssil do Irã, ainda que isso possa ter acontecido de forma acidental. O Irã nega essa possibilidade.

Na quinta-feira (9), o jornal americano “The New York Times” divulgou um vídeo que supostamente mostra o momento em que a aeronave é derrubada por um míssil:

Vídeo divulgado pelo New York Times aparenta mostrar míssil atingindo avião da UcrâniaVídeo divulgado pelo New York Times aparenta mostrar míssil atingindo avião da Ucrânia

Sanções a Cuba

Novas sanções também foram impostas a Cuba: eles proibiram voos fretados entre os EUA e a ilha. O intuito dessa nova restrição é tentar cortar a receita do regime cubano, que dá apoio à Venezuela.

 

Por Blog do BG

EUA impõem novas sanções contra elite política do Irã e se negam a sair do Iraque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou nesta sexta-feira, 10, uma série de sanções contra o Irã, uma forma de punição econômica pelos ataques iranianos com mísseis contra as forças dos EUA no Iraque. O ataque às bases iraquianas foi uma resposta à execução do general Qassim Suleimani.

O anúncio das sanções foi feito pelo Secretário de Estado americano, Mike Pompeo, e pelo Secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, e têm como alvo altos funcionários do governo e setores-chave da economia iraniana, e devem cortar bilhões de dólares em fundos para o governo. Além de detalhar as sanções, os dois informaram que a Casa Branca rejeitou um novo pedido do Iraque para retirar suas tropas do país.

Estadão Conteúdo

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ERRO HUMANO? Irã admite ter derrubado avião ucraniano com míssil em ato ‘não intencional’

O Irã admitiu na madrugada deste sábado, 11, que seus militares derrubaram “não intencionalmente” o avião a jato ucraniano que caiu logo após decolar na última quarta-feira, 8, matando todos os 176 a bordo. As informações são das agências Estadão Conteúdo e Reuters.

A declaração culpa um “erro humano” pela queda. A aeronave foi abatida na quarta-feira, 15 horas depois que o Irã lançou um ataque de míssil balístico em duas bases no Iraque, onde havia militares dos EUA, em retaliação pelo assassinato do general iraniano Qassim Suleimani em um ataque de drone em Bagdá. Ninguém foi ferido no ataque às bases.

O avião, a caminho da capital ucraniana de Kiev, levava 167 passageiros e nove tripulantes de vários países, incluindo 82 iranianos, 57 canadenses e 11 ucranianos, segundo autoridades.

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[FOTO] Ator que interpretou Coringa é preso em protesto organizado por atriz vencedora do Oscar contra mudanças climáticas

O ator Joaquin Phoenix, cotado para levar o Oscar de melhor ator pela interpretação no papel de Coringa, foi detido ontem durante mais um protesto organizado por Jane Fonda, atriz vencedora de duas estatuetas, contra a mudança climática na frente do Capitólio, em Washington, D.C. as informações são do site americano de notícias sobre celebridades TMZ.

Joaquin discursou para os manifestantes —que incluíam ainda as atrizes Maggie Gyllenhaal e Susan Sarandon— e alertou para os malefícios da indústria de carne para o meio ambiente. Segundo o TMZ, o ator Martin Sheen também foi detido.

“Eu não tenho nada preparado, mas acho que poucos falam nesses protestos sobre a indústria de carne e laticínios”, afirmou Phoenix, sendo aplaudido. “Às vezes nos perguntamos o que podemos fazer nesta luta contra a mudança climática, e você pode mudar já hoje ou amanhã o que consome. E eu acho que seja algo dúbio. Eu luto contra coisas que faço às vezes, mas eu posso mudar meus hábitos alimentares”, completou.

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Queda de avião ucraniano é atribuída a ato terrorista do Irã, afirma jornalista

Acusada de financiar terroristas e de tornar um deles (“general” Qasem Soleimani) comandante do seu exército, a ditadura do Irã é acusada de derrubar o avião ucraniano que levava 176 pessoas, como denunciou o governo do Canadá e atestou um vídeo divulgado ontem. Há várias teorias sobre as razões do ato de terrorismo iraniano, como o fato de o avião transportar muitos ocidentais. Mas a rigor não há explicação razoável para quem faz o mal sem olhar a quem, senão a covardia. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Apesar do terrorismo e da violenta repressão a intelectuais, artistas e opositores, a ditadura do Irã recebe paparicos da esquerda brasileira. Certeiro no míssil contra o avião, na véspera o Irã não conseguiu atingir duas bases dos EUA no Iraque: os mísseis caíram a 33km de distância. Especialistas em armamento e estratégia militar suspeitam que o Irã errou os alvos americanos de propósito, para não irritar Donald Trump.

 

‘Megaincêndio’ na Austrália assola área 4 vezes maior que Nova York

O gado pasta enquanto o céu fica laranja com os incêndios em Towamba, a 20 km de Eden, na Austrália. Os incêndios florestais mataram pelo menos 27 pessoas e destruíram mais de 2 mil casas em todo o país — Foto: Peter Parks/AFP

Dois grandes incêndios no sudeste da Austrália se uniram nesta sexta-feira (10), originando um incêndio gigantesco que assola um território equivalente a quatro vezes a superfície da cidade de Nova York, segundo a agência de notícias France Press (AFP). Na terça (6), as autoridades haviam alertado para o risco destes incêndios se unirem.

As temperaturas subiram nesta sexta-feira para 40°C em algumas regiões, agravando os incêndios que queimavam no estado de Nova Gales do Sul e no estado vizinho de Victoria. Os ventos fortes na região foram os responsáveis por espalhar as chamas e unir os dois incêndios.

“As condições estão difíceis hoje. Os ventos quentes e secos são novamente um verdadeiro desafio”, disse o chefe dos bombeiros na zona rural de Nova Gales do Sul, Shane Fitzsimmons, à AFP.

Várias ordens de evacuação foram emitidas para os moradores das áreas de fronteira entre ambos os estados.

‘Mudança de políticas, não de clima’

Em Sydney e em Melbourne, milhares de pessoas saíram às ruas para exigir que o governo conservador da Austrália faça mais para combater as mudanças climáticas globais e reduza as exportações de carvão.

“Mudança de políticas, não de clima”, dizia uma das faixas dos manifestantes de acordo com a AFP, refletindo a crescente conscientização sobre mudanças climáticas ligadas aos incêndios devastadores.

Alguns manifestantes defendem que há uma campanha de desinformação nas redes sociais que tem como objetivo desconsiderar o efeito das mudanças climáticas sobre os incêndios e atribuí-los a uma origem criminosa, assim como aos recordes de seca e às altas temperaturas.

Por outro lado, a hashtag #arsonemergency (“emergência incêndio criminal”) tem sido usada por milhares de internautas que atribuem o período de queimadas a ações criminais.

O primeiro-ministro Scott Morrison tentou, nesta sexta-feira, evitar as perguntas dos jornalistas sobre se a mudança climática poderia transformar em norma os terríveis incêndios desta temporada.

“Olha, já conversamos sobre isso várias vezes”, respondeu Morrison, acrescentando que as avaliações relevantes serão feitas quando a temporada de incêndios terminar.

Estado em alerta

A primeira-ministra de Nova Gales do Sul, Gladys Berejiklian, disse que há mais de 130 incêndios em seu estado, dos quais cerca de 50 ainda estão fora de controle.

Dos 26 casos de pessoas mortas em consequência das queimadas em todo país, 18 ocorreram em Nova Gales do Sul. Dos mais de 8 milhões de hectares destruídos em todo o país, cerca de 5 milhões são de terras do estado. Além disso, 24 mil pessoas foram afetadas por problemas na rede elétrica da região.

A situação também é particularmente preocupante na Ilha Kangaroo, terceira maior ilha da Austrália, composta por reservas ambientais que abrigam animais silvestres e espécies em extinção. Kingscote, maior cidade da ilha, está isolada do resto do mundo, devido aos enormes incêndios.

Especialistas da Universidade de Sydney acreditam que a catástrofe matou um bilhão de animais, um balanço que inclui mamíferos, pássaros e répteis.

Em 2019, a Austrália teve seu ano mais quente e seco, com a mais alta temperatura máxima média já registrada em dezembro: 41,9ºC.

G1

Fonte: Blog do BG

 

NACIONAIS

CONTRADIÇÃO? Bolsonaro diz para eleitor não votar em quem usar fundão, mas deve sancionar lei que cria

O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta sexta que o eleitor não vote em parlamentar que usar recursos do chamado “fundão”, mas voltou a sinalizar que não vai vetar a verba de R$ 2 bilhões que será destinada para as eleições municipais de outubro.

Segundo O Globo, durante inauguração do novo pronto socorro da Santa Casa de Misericórdia de Santos, no litoral sul paulista, o presidente lanço uma campanha. “Terei um momento difícil pela frente. A questão dos R$ 2 bilhões do fundão. Lanço a campanha aqui: não vote em parlamentar que recebe fundão”, afirmou.

O Antagonista

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Mourão defende proximidade com EUA e afirma que Brasil deve ser solução: “Não problema”

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, defendeu uma atuação “independente e pragmática” do Brasil no cenário internacional. Em entrevista exclusiva à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta sexta-feira (10), ele fez uma breve análise do panorama geopolítico atual, reforçou a ideia de que o país deve buscar uma inserção soberana e colaborativa com as demais nações.

“O Brasil, tradicionalmente, sempre se voltou ao mundo de uma forma independente e pragmática. Nós temos que ter essa visão de perseguir os interesses do país. Costuma-se se dizer que, em relações internacionais, não existem amizades eternas nem inimigos perpétuos, existem apenas os nossos interesses. Essa é a visão que nós temos que continuar, buscando uma inserção soberana do país, apresentando o Brasil como solução, e não como problema, seja aqui no nosso entorno próximo, na América do Sul e, ao mesmo tempo, com as grandes nações, como Estados Unidos, que nós consideramos o grande farol da democracia, a China, nosso maior parceiro comercial, a Comunidade Europeia, a Rússia e a África, não podemos descuidar da África, um grande número de brasileiros veio de lá.”

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CNJ recebe 70 sugestões para implantação do juiz de garantias

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu cerca de 70 sugestões para a implantação da figura do juiz de garantias. As propostas foram apresentadas através de uma consulta pública, aberta pelo conselho no dia 30 de dezembro e que termina nesta sexta-feira, 10.

A consulta foi aberta a tribunais, associações de juízes, magistrados, Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Defensoria Pública da União (DPU) e ao Colégio Nacional de Defensores Públicos-Gerais (Condege). Segundo o CNJ, 67 sugestões foram enviadas por magistrados e tribunais.

As propostas serão analisadas por um grupo de trabalho instituído pelo presidente do CNJ, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, e coordenado pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins. O prazo para a apresentação de um ato normativo vai até o dia 15 de janeiro.

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Governo considera subsidiar conta de luz de grandes igrejas

Um dos potenciais beneficiados, o Templo de Salomão da Igreja Universal, tem cultos diários de manhã, à tarde e à noite Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas/VEJA

A pedido do presidente Jair Bolsonaro, o Ministério de Minas e Energia avalia alternativas para subsidiar a conta de luz de grandes templos religiosos. A pasta confirmou que está “estudando o assunto”. Uma minuta de decreto, espécie de documento prévio, foi elaborada e enviada ao Ministério da Economia, que resiste à ideia por contrariar a agenda reformista do ministro Paulo Guedes, defensor da redução desse tipo de benefício. A informação foi antecipada nesta sexta-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo.

A intenção do governo é reduzir a conta de luz de consumidores de maior demanda, conectados à alta tensão, como basílicas e catedrais, que pagam tarifas mais caras no chamado horário de ponta, justamente quando acontecem algumas celebrações religiosas. O objetivo seria o de equivaler as tarifas mais caras, dos horários de maior consumo, às cobradas no restante do dia. O horário de ponta varia de acordo com cada distribuidora, mas costuma durar três horas seguidas, entre o fim da tarde e o início da noite nos dias de semana.

Apesar de ser direcionada a todos os templos religiosos, o alvo principal da medida são os evangélicos, com uma bancada que é uma das principais bases de apoio ao governo Bolsonaro. Em entrevista a VEJA, o bispo Robson Rodovalho, fundador da Sara Nossa Terra, defende que o presidente é “o primeiro a dar real importância às igrejas”, e que um subsídio desta natureza não havia sido discutido antes por “falta de vontade política”. “As igrejas sempre foram preteridas, por preconceito”, diz. No caso da Sara Nossa Terra, conta que usa geradores próprios para os ares condicionados, além de lâmpadas LEDs automáticas. “São poucos os templos grandes e pessoalmente, acredito que o impacto na economia seria pequeno”, diz.

Sócio-fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), Adriano Pires, discorda da medida. “Se adotada, é absurda. Não dá para governar refém de grupos de interesses, porque uma hora vai ser a igreja, outra será os caminhoneiros, outra as montadoras”, diz Pires, que é especialista no setor de energia. Reforça que o valor que os templos deixariam de pagar teria de ser custeado por outros consumidores. “É preciso lembrar que a economia é um jogo de soma zero. Se um não paga, o outro paga por dois. E como o governo justificaria, por exemplo, que vai subsidiar energia das igrejas e não de escolas ou de hospitais?”, completa.

Se prosperar, este não será o primeiro afago de Bolsonaro à comunidade evangélica. Com o aval do presidente, o Congresso aprovou no ano passado um projeto que garante incentivos fiscais às igrejas até 2032, e, por decreto, liberou os templos de realizar adaptações para garantir a acessibilidade em áreas destinadas ao altar e ao batistério. Além disso, em julho, manifestou a intenção de indicar um presidente “terrivelmente evangélico” ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Veja

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Reportagem descreve “Jesus moreno, baixinho e invocado”, e cita fatos que contestam datas e supostos acontecimentos

Foto: (Son of God / BBC/Divulgação)

Pensou em Jesus, pensou em deserto. Pelo senso comum, a paisagem onde Cristo viveu é aquela que sempre aparece nos filmes sobre ele: areia, gente esfomeada, mais areia… Só que não. A região em volta do Mar da Galileia, onde Jesus passou a maior parte da vida, não tem nada de deserto. Está mais para uma daquelas paisagens suíças de propaganda de chocolate: um lago de água doce, com uma vegetação colorida em volta. Tudo emoldurado por montanhas. Cartão postal.

E o que o lugar tem de bonito, tem de fértil. Há dois mil anos, as vilas que pontuavam os 64 quilômetros de circunferência do lago produziam toneladas de azeite, figos, nozes, tâmaras – itens bem mais valiosos há 2 mil anos do que hoje.

Escavações arqueológicas mostram que a cidade onde Jesus se estabeleceu, Cafarnaum, era o centro comercial de onde esses alimentos partiam para o resto da Palestina. A pesca também era industrial. Magdala, a 10 quilômetros de Cafarnaum, abrigava um centro de processamento de peixes, onde as tilápias do Mar da Galileia eram limpas, conservadas em sal do Mar Morto, e exportadas para outros cantos do Império Romano.

O ambiente era de fartura, pelo menos para os padrões da Antiguidade. Tanto que o próprio milagre da multiplicação dos pães e dos peixes não aparece na Bíblia como uma “ação de combate à fome”. Mas como um lanche de fim de tarde mesmo. Segundo os evangelhos, uma multidão tinha seguido Jesus até um lugar ermo para ouvi-lo. Estava anoitecendo. Os apóstolos alertaram o mestre de que, no lugar onde estavam, o pessoal não teria onde comprar comida. Então operou-se o milagre. Sem drama.

A ideia de que Jesus pregava num deserto famélico é só a ponta de um iceberg de mitos que povoam o senso comum quando o assunto é Cristo. Nesta reportagem, vamos ver o que a história, a arqueologia e a própria Bíblia têm a dizer sobre os outros.

1. Ele não nasceu em Belém, nem no Natal

O sino que bate nas canções natalinas não é o de Belém. E também não foi no dia 25 de dezembro que ele nasceu. Tudo o que sabemos sobre o nascimento de Jesus está nos evangelhos de Mateus e Lucas – e são versões bem diferentes. Em Mateus, José e Maria aparentemente viviam em Belém quando ela deu à luz. No evangelho de Lucas, eles moravam em Nazaré, e só se deslocaram até Belém porque Augusto, o imperador romano, decretou que todos os habitantes do império deveriam ir até a cidade onde nasceram seus ancestrais para participar de um censo.

Como José, segundo a narrativa, era descendente do rei Davi, que nasceu em Belém, ele e a esposa foram até lá. Evangelhos à parte, hoje é consenso entre os historiadores de que Jesus nasceu mesmo em Nazaré. “Tanto Mateus quanto Lucas dizem que Jesus nasceu em Belém com o objetivo de dizer metaforicamente, simbolicamente, que ele é o ‘novo rei Davi’”, diz o teólogo americano John Dominic Crossan, um dos maiores especialistas na história do cristianismo. Crossan e outros descartam Belém por um motivo: do ponto de vista dos evangelistas, seria mais simples dizer que ele nasceu e cresceu em Belém mesmo – e então mudou para o Mar da Galileia, onde começou a pregar.

Mas como os textos se dão ao trabalho de dizer que ele veio de Nazaré, uma cidade que não tinha nada de especial, o mais provável é que ele tenha nascido lá mesmo. Mais: o motivo que Lucas dá para José e Maria terem ido a Belém não existiu. O governo de Augusto é extremamente bem documentado. E não há registro de censo nenhum. Menos ainda um em que as pessoas teriam que “voltar à cidade de seus ancestrais”.

Outro consenso é o de que Jesus nasceu “antes de Cristo”. A fonte aí é a própria Bíblia. Mateus e Lucas dizem que ele veio ao mundo durante o reinado de Herodes, o Grande (não confunda com Herodes Antipas, seu filho, o soberano da Galileia durante a fase adulta de Jesus). Bom, como esse reinado terminou em 4 a.C., ele não pode ter nascido depois disso.

E sobre o dia do nascimento a Bíblia é clara: não diz nada. “No início, o cristianismo não tinha uma data exata para o nascimento de Jesus. Então, lugares diferentes celebravam em datas diferentes”, diz o teólogo Irineu Rabuke, da PUCRS. O dia 25 de dezembro acabou adotado, no século 4, porque nessa data os romanos já comemoravam uma festa importante, a Natalis Solis Invicti, ou “Nascimento do Sol Invencível”. Era uma comemoração pelo solstício de inverno, o dia mais curto do ano. É que, depois do solstício, os dias vão ficando cada vez mais longos.

A festa, então, é pela vida, que a partir daí volta a florescer. Por isso mesmo, o solstício de inverno foi celebrado com festa em boa parte das culturas humanas, desde sempre. O círculo de pedras de Stonehenge, por exemplo, já era palco de festas assim 3 mil anos antes de Jesus nascer, por exemplo. Por esse ponto de vista, dá para dizer que o monumento pré-histórico inglês é, no fundo, uma enorme árvore de natal.

2. Ele era moreno, baixinho e de cabelo curto

A Bíblia não fala sobre a aparência de Jesus, Isso deu liberdade para que artistas construíssem a imagem de Cristo de acordo com suas próprias interpretações. Os do Renascimento, por exemplo, desenhavam Jesus à imagem e semelhança dos nobres do norte da Itália. E essa foi a imagem que ficou.

Ok. Mas vamos à ciência: esqueletos de judeus do século 1 indicam que a altura média deles era de mais ou menos 1,55 m. E que a maioria não pesava muito mais do que 50 quilos. Então o físico de Jesus estaria dentro dessa faixa. E mesmo se fosse bem alto para a época, com 1,65 m, por exemplo, ainda seria pequeno para os padrões de hoje. Determinar o rosto é mais difícil. Mas uma equipe de pesquisadores britânicos liderada por Richard Neave, um especialista em ciência forense, conseguiu uma aproximação boa. Usando como base três crânios do século 1, eles lançaram mão de softwares de modelagem 3D para determinar qual seria o formato do nariz, dos olhos, da boca… enfim, do rosto de um adulto típico da época. O resultado foi uma face parecida com a do retrato que abre esta reportagem. Não que aquilo seja de fato o rosto de Cristo. Mas que se trata de uma aproximação cientificamente confiável, se trata.

Quanto à cor da pele, a hipótese mais provável é que fosse morena, como era, e continua sendo, a da maior parte das pessoas no Oriente Médio. E como seria a de praticamente qualquer um que passasse a vida toda ao ar livre naquele calor de lascar. Bom, sobre o cabelo dele quem dá a maior pista é a própria Bíblia. No livro 1 Coríntios, Paulo diz que “cabelo comprido é uma desonra para o homem”. O maior divulgador do cristianismo no século 1 provavelmente não diria isso se Jesus tivesse sido notório pela cabeleira. Na verdade, as primeiras representações conhecidas de Cristo, feitas no século 3, mostram um Jesus de cabelo curto. E sem barba, até. “A ideia era mostrar que se tratava de um jovem”, diz Chevitarese. A inspiração desses artistas eram as esculturas de Apolo e Orfeu, deuses gregos também retratados como jovens imberbes. Por volta do século 5, essa primeira imagem de um Jesus jovial e imberbe perdeu espaço para uma outra, em que ele está de barba e cabelos longos e escuros.

Esse Jesus moreno e barbudo surgiu no Império Bizantino e é conhecido como Cristo Pantocrator (“todo poderoso” em grego). “Os bizantinos começam a atribuir à figura de Jesus um caráter de invencível. E essa representação de alguma forma coincidia com as que eles faziam dos próprios imperadores bizantinos”, diz Chevitarese.

Os renascentistas, depois, também fariam um Jesus à imagem e semelhança das pessoas que conheciam, e que achavam mais bonitas. Daí a pele clara, os cabelo dourado e os olhos azuis. Nas últimas décadas, porém, artistas (e cineastas) têm se esforçado para não representar Jesus como um nórdico. Em A Paixão de Cristo (2004), de Mel Gibson, o protagonista Jim Caviezel chegou a ter os seus olhos azuis transformados em castanhos. Mas ainda falta um filme realista para valer nesse quesito.

3. Jesus era só um entre vários profetas

Cristo viveu em um período favorável para o surgimento de profetas. Só no livro Guerra dos Judeus (do historiador Flávio Josefo, que viveu no século 1) é possível identificar pelo menos 15 figuras semelhantes a Jesus, que viveram mais ou menos na mesma época dele. A Bíblia cita outros quatro. Um é João Batista, que anunciava o fim do mundo aos seus seguidores, e de quem os cristãos herdaram o ritual do batismo. “Cerca de cem anos depois da morte de João Batista, seus discípulos ainda diziam que ele era maior que Jesus”, diz Chevitarese.

Para o historiador, João Batista era um concorrente de Cristo. Os dois eram profetas apocalípticos (já que pregavam o fim dos tempos) e viviam na mesma região. A diferença é que João chegou primeiro. “Ele não se ajoelharia na frente de Jesus e diria que não é digno de amarrar a sandália dele, como está nos evangelhos. Pelo contrário”, diz. Segundo ele, foi a redação da Bíblia, evidentemente favorável a Jesus, que transformou Batista num coadjuvante: “Os textos pró-Jesus é que vão amarrar o Batista à tradição de Jesus. João Batista é um dos melhores exemplos que nós temos de um candidato messiânico marcadamente popular”. O segundo desses profetas contemporâneos é Simão, o Feiticeiro. Conforme o livro Atos dos Apóstolos, do Novo Testamento, Simão é conhecido por “praticar mágica”, e quando ouve os apóstolos falarem sobre Jesus, oferece dinheiro a eles para tentar comprar o dom de Deus (os apóstolos recusam a oferta, claro).

O terceiro desses é Bar-Jesus, que os apóstolos encontram quando chegam à Grécia e a quem nomeiam como “falso profeta”. E o último é o “egípcio”, com quem Paulo é confundido no templo de Jerusalém. O egípcio era um candidato a Messias que viveu por volta do ano 40, e prometeu levar os seus seguidores para atravessar o leito do Jordão, que, ele dizia, se abriria quando eles passassem. Chevitarese conta que eles sequer tiveram tempo de chegar às margens do rio: “Os romanos, quando ficaram sabendo disso, mandaram a tropa aniquilar todo mundo. Vai que o rio abre mesmo?”.

4. Mateus, Marcos, Lucas e João não são os autores dos evangelhos

Mateus e João eram apóstolos. Marcos, um discípulo de outro apóstolo (Pedro). E Lucas era médico de Paulo. Mas a ideia de que eles escreveram os Evangelhos é um mito. A autoria de cada um foi atribuída aleatoriamente pela Igreja bem depois de os textos terem ido para o papiro.

O evangelho de Mateus, por exemplo, foi atribuído a Mateus porque ele dá ênfase ao aspecto econômico – e Mateus era o apóstolo que tinha sido coletor de impostos. Já o texto creditado a João é o único dos evangelhos a relatar o episódio em que Jesus, pouco antes de morrer, pede ao apóstolo João que ele cuide de Maria. Aí os créditos ficaram com João.

O que se sabe mesmo sobre os autores é que não eram “autores” no sentido moderno da palavra. Hoje, qualquer um pode ser autor, porque todo mundo sabe ler e escrever. Há 2 mil anos, não. Saber escrever era o equivalente a ser pós-graduado em robótica. Os antigos contratavam escribas profissionais quando precisavam deixar algo por escrito. Com os evangelhos não foi diferente. O mais provável é que comunidades cristãs tenham encomendado esses trabalhos – e ditado aos escribas as histórias que conhecemos hoje. Ditado e entregado outros textos também, para que eles usassem como fonte.

Dos evangelhos, o primeiro a ser escrito foi aquele que hoje é atribuído a Marcos, quase 40 anos após a morte de Jesus. Marcos, enfim, saiu por volta do ano 70. Mateus e Lucas vieram um pouco depois, ente 75 e 80 – até por isso ambos trazem alguns trechos idênticos aos do manuscrito atribuído a Marcos.

Também há muita coisa igual em Mateus e em Lucas, e que não aparece em Marcos. Como? A tese é simples: os dois autores teriam usado uma fonte em comum, que acabou perdida. Os especialistas chamam essa fonte de “Q” (“Q” de quelle, que é “fonte” em alemão). Sempre que Mateus e Lucas concordam em alguma história que não está em Marcos, então, ela é creditada ao suposto livro “Q”. Por causa desse entrelaçamento todo, costumam chamar esses três evangelhos de “sinópticos”. Ou seja: os três têm a “mesma ótica”. Contam basicamente a mesma história, cada um com algum adendo aqui e alguma omissão ali. Já João, o quarto evangelho, escrito por volta do ano 100, traz uma história diferente. Ali Jesus é mais do que o “filho de Deus”: é o próprio Deus encarnado. E a narrativa também muda. Em João ele destrói as barracas dos cambistas e vendedores do Templo de Jerusalém logo no começo da saga, por exemplo. Nos outros, esse ato está bem no final.

Depois foram surgindo mais e mais “biografias” de Jesus. Para diminuir a bagunça, logo depois que o imperador Constantino legalizou o cristianismo, no século 4, a Igreja se organizou para definir quais seriam os livros que fariam parte da Bíblia Cristã. E bateu o martelo para a formação atual do Novo Testamento. O critério da Igreja foi usar os textos mais antigos – os mais confiáveis. Os quatro evangelhos, inclusive, faziam parte da primeira lista de livros sagrados do cristianismo de que se tem notícia, o Cânon de Muratori, compilado em 170 d.C. “A Igreja no século 4 apenas reconheceu o que já eram as suas escrituras por séculos”, diz o teólogo Ben Witherington, da Universidade de St. Andrews, na Escócia.

Os textos sobre Jesus que não entraram para a Bíblia acabaram conhecidos como evangelhos “apócrifos” (“ocultos”, em grego). Existem dezenas. Um deles, aliás, é aquele descoberto recentemente e que ficou famoso por dizer que Jesus era casado. Não é bem um “evangelho”, mas um fragmento de papiro do tamanho de um cartão, em que aparece escrito em egípcio: “Jesus disse a eles: ´Minha esposa (…)`” – o resto está cortado.

O manuscrito é dos anos 300 d.C. Bem mais recente que os evangelhos do Novo Testamento. O que ele significa? Que alguma comunidade cristã daquela época acreditava que Jesus era casado. Para a maior parte dos pesquisadores, isso não basta para mudar a “biografia oficial” de Cristo, como diz André Chevitarese: “João Batista era celibatário. Paulo era celibatário. Jesus é um desses casos”.

5. O episódio da traição de Judas pode ter sido criado para agradar fiéis romanos

Judas, um dia, foi nome. Hoje, virou adjetivo, sinônimo de ausência de caráter. Mas Judas Iscariotes, que teria entregue Jesus aos romanos em troca de 30 moedas de prata, pode ser um injustiçado. Essa história aparece nos quatro evangelhos – com uma ou outra variação. Para alguns estudiosos, porém, ela é uma farsa. A maior evidência estaria nos textos de Paulo, os mais antigos entre os do Novo Testamento, escritos por volta do ano 50 d.C. Numa passagem na Primeira Epístola aos Coríntios Paulo diz que, depois de ressuscitar, Jesus apareceu para os 12 apóstolos, e não para 11: “Ele foi sepultado e, no terceiro dia, foi ressuscitado, como está escrito nas Escrituras; e apareceu a Pedro e depois aos 12 apóstolos” (Coríntios, 15:5). Ou seja, Judas estaria lá. Não teria se matado após a famosa traição, como dizem os evangelhos. Essa epístola foi escrita pelo menos dez anos antes de Marcos, o primeiro dos quatro Evangelhos.

Outro documento que defende o suposto traidor é o Evangelho apócrifo que ficou conhecido como “Evangelho de Judas”. Uma cópia desse manuscrito foi revelada em 2006. Pesquisadores acreditam que o texto foi escrito originalmente por volta do século 2, já que ele foi mencionado em uma carta escrita pelo bispo Irineu de Lyon em 178 d.C. Segundo o texto, Judas teria apenas acatado um pedido de Jesus ao entregá-lo para as autoridades romanas. Nessa versão, Iscariotes era o apóstolo mais próximo do mestre – daí o pedido ter sido feito a ele.

Mesmo se levarmos em conta só os evangelhos canônicos, alguns pesquisadores acham pouco verossímeis as passagens que incriminam Judas. É o caso de John Dominic Crossan: “Para ser sincero, eu vou e volto com essa questão. Mesmo quando respondo afirmativamente [que Judas de fato traiu Jesus], penso nisso como remotamente possível”, diz ele. Durante a sua última semana de vida, Jesus era protegido pela presença da multidão durante o dia (“Procuravam então prendê-lo, mas temeram a multidão”, Marcos, 28:12), e se protegia ao sair de Jerusalém e ir para Betânia, onde estava hospedado, durante a noite. Na opinião de Crossan, as autoridades romanas não precisariam da ajuda de Judas para encontrar Jesus: “Certamente as autoridades teriam descoberto por si próprias o lugar exato para interceptar Jesus. Então, Judas era mesmo necessário? Essa é minha maior objeção com a figura histórica de Judas como traidor”.

Por esse ponto de vista, o episódio da traição de Judas teria sido criado para facilitar a conversão dos romanos ao cristianismo. Na época, parte da população do império já começava a se converter, e não ficaria bem se a maior parte da responsabilidade pela morte de Jesus recaísse justamente sobre um romano, Pôncio Pilatos. É o que Chevitarese defende: “Pessoas vindas do ambiente politeísta, principalmente das elites romanas, já estavam se convertendo ao cristianismo por volta de 70 d.C. Por isso, os evangelhos fazem Pilatos lavar as mãos”.

6. O Reino dos Céus era na Terra

Todo ano, antes de avisar a Jesus Cristo que ele está aqui, Roberto Carlos olha para o céu e vê uma nuvem branca que vai passando. O céu virou sinônimo de paraíso, é de lá que Deus observa os nossos movimentos e é pra lá que vai quem já morreu. Mas o jovem Jesus, quando tentava convencer seus ouvintes a se comportarem de maneira justa, não dizia exatamente isso. O Reino de Deus (ou Reino dos Céus) que Jesus pregava iria acontecer aqui na Terra mesmo.

Os próprios evangelhos deixam isso claro. Em uma conversa com os discípulos pouco antes de morrer, Jesus diz que alguns deles estarão vivos para ver o reino de Deus chegar: “Dos que aqui estão, alguns há que de modo nenhum provarão a morte até que vejam o Reino de Deus já chegando com poder” (Marcos, 9:1). Em outro momento, Jesus chega a afirmar que o Reino de Deus já chegou: “Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galileia pregando o evangelho de Deus; e dizendo: O tempo está cumprido, e é chegado o reino de Deus. Arrependei-vos, e crede no evangelho” (Marcos, 1:15).

Os discípulos, portanto, acreditavam que o Reino de Deus seria instaurado imediatamente. “No tempo de Jesus, era muito forte a esperança de que se fosse fazer um reino nos moldes do Rei Davi, do Rei Salomão. Quando Jesus falava em ‘reino’, as pessoas achavam que só podia ser um reino desse tipo”, diz Irineu Rabuske. Mas Jesus era um profeta apocalíptico, e o que ele defendia é que Deus faria uma intervenção em breve e daria início a um reino de paz e justiça.

É verdade que também existem na Bíblia diversas passagens em que Jesus fala sobre um pós-morte. Uma delas está em Lucas. É sobre um homem rico e um mendigo que costumava pedir-lhe esmolas. Depois de morrer, o rico vai para uma espécie de inferno, onde “atormenta na chama”. E o mendigo é consolado por Abraão. Cristo é mais claro ainda no evangelho de João. Ele diz a Pilatos que “seu reino não é deste mundo”.

Só que Lucas e João são textos mais recentes que Marcos. E para boa parte dos pesquisadores, é por isso mesmo que eles dão ênfase à ideia de um Reino do Céu no “céu”.

“Essas referências foram sendo acrescentadas conforme o início do reino não ocorria”, diz o arqueólogo e especialista em cristianismo Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Ou seja: chegou um momento em que os cristãos tiveram que lidar com o fato de que o reino de Deus talvez não estivesse tão próximo assim. A partir daí, começou um processo de reinterpretação. A pregação de Jesus, de que os bons seriam recompensados e os maus punidos num julgamento que marcaria o fim de uma era no mundo, foi sendo alterada. E o julgamento passou a acontecer no final da vida de cada pessoa. Faz todo o sentido: do ponto de vista argumentativo, é uma versão mais sofisticada. Só quem já morreu pode contestá-la.

7. Ele era invocado

Não há novidade em dizer que que o Jesus dos Evangelhos é um personagem temperamental. Um dos episódios mais importantes de sua jornada é justamente um momento de “destemperança”: quando ele revira as mesas e cadeiras das “casas de câmbio” que atulhavam o pátio do Templo de Jerusalém, e acaba condenado à morte – se fosse pelo código penal de hoje, seria por algo como “perturbar a ordem pública”. Ou seja: sabe-se muito bem que ele não era um guru transcendental, ou coisa que o valha, mas um homem com sangue quente fluindo nas veias.

Alguns pesquisadores, de qualquer forma, acham que era mais do que isso. É o caso do americano Reza Aslan, pesquisador de história da religião e autor de livros sobre Jesus e Maomé. Aslan defende que Jesus era um líder radical. Um homem que “juntou um exército de discípulos na Galileia com o objetivo de estabelecer o Reino dos Céus na Terra, um orador magnético que desafiou a autoridade dos sacerdotes do Templo, um nacionalista judaico que lutou contra a ocupação romana, e perdeu”.

“Não há evidência de que Jesus tenha defendido ações violentas, mas ele certamente não era um pacifista”, diz Aslan. As pistas estariam em trechos dos próprios evangelhos. Em Marcos 10:34 Jesus diz “Não pensem que vim trazer paz ao mundo. Não vim trazer a paz, mas a espada”. Um pouco mais adiante, Jesus completa com uma frase típica de revolucionário: “Não serve para ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer”.

Em Marcos 11:21, Jesus mostra uma verve que nada tem a ver com o “dar a outra face”. “Ai de você, cidade de Corazim! Ai de você, cidade de Betsaida! Porque, se os milagres que foram feitos aí tivessem sido feitos nas cidades de Tiro e de Sidom, os seus moradores já teriam abandonado os seus pecados há muito tempo. “Pois eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, Deus terá mais pena de Tiro e de Sidom do que de vocês, Corazim e Betsaida”

Tiro e Sidom, vale lembrar, eram cidades da província romana da Síria, ao norte da Galileia (hoje elas fazem parte do Líbano). Ou seja: tratava-se de um povo rival dos judeus (e a ainda se trata). Jesus estava amaldiçoando as duas cidades pelo fato de seus habitantes não terem dado bola para seus milagres.

Ele segue, agora desgraçando a cidade que lhe servia de quartel-general, às margens do Mar da Galileia: “E você, cidade de Cafarnaum, acha que vai subir até o céu? Pois será jogada no mundo dos mortos. Se os milagres que foram feitos aí tivessem sido feitos na cidade de Sodoma, ela existiria até hoje.”

Diante disso, esta passagem do Evangelho de Lucas (6:27) soa até destoante: “Amem os seus inimigos e façam o bem aos que lhe odeiam. Desejem o bem àqueles que os amaldiçoam”.

Independentemente de quem foi o Jesus histórico, o fato é que inspirou o grandes valores do cristianismo: o perdão, o altruísmo, a empatia. Uma filosofia que se resume no trecho seguinte de Lucas: “Faça aos outros aquilo que quiser que façam a você”. E isso é o que realmente importa.

Super Interessante

https://super.abril.com.br/historia/jesus-era-moreno-baixinho-e-invocado/

 

LOCAIS

Mesmo sem pré-candidato, PT confirma que vai ter candidatura própria em Natal

Mesmo sem saber quem vai entrar na briga, o diretório estadual do PT confirmou que o partido terá candidato nas eleições desse ano para a Prefeitura do Natal seguindo orientação do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. A informação foi confirmada pelo presidente estadual Júnior Solto, em entrevista à Tribuna do Norte.

O principal nome era o da deputada federal Natália Bonavides, mas ela não quer. Sem ela, vários nomes foram postos no tabuleiro: o do médico e ex-candidato a senador Alexandre Motta; o do senador Jean Paul Prates; o do secretário e ex-deputado Fernando Mineiro; e o da vereadora Basílio. Mesmo assim, outros nomes de fora dessa lista não são descartados.

Alexandre já se coloca como pré-candidato e já produz vídeos para circular nas redes sociais. Jean Paul evita exposição pública, mas anda conversando com aliados. Mineiro está focado nos trabalhos a frente da Secretaria de Gestão de Projetos, mas aliados garantem que ele pode entrar na disputa. E a vereadora Divaneide aceita a briga, mas teme perder o mandato na Câmara Municipal. Apesar das muitas opções, hoje o partido não tem um nome de unanimidade.

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Deputado do RN cobra do STF respeito às religiões em decisão que liberou especial de Natal do Porta dos Fundos

O deputado federal General Girão cobrou, por meio das redes sociais, que o Supremo Tribunal Federal (STF) incluísse o respeito às religiões na mesma decisão que liberou a exibição do especial de Natal do Porta dos Fundos no Netflix, da mesma forma como ocorre com agressões físicas.

🇧🇷🇧🇷🇧🇷Deputado General Girão Monteiro

@GeneralGirao

Com a devida vênia de VExa Iluminados Ministros do STF, mas faltou inserir nessa decisão sobre o Respeito à opção religiosa de cada cidadão. A Mídia ou quem quer que seja deve responder sobre agressões à religião. Assim como todos respondemos sobre agressões físicas#STFmaisjusto https://twitter.com/STF_oficial/status/1215405505419583488 

STF

@STF_oficial

Ministro Dias Toffoli suspende decisão que censurou especial de Natal do Porta dos Fundos. De acordo com o presidente do STF, o pleno exercício da liberdade de expressão é condição inerente à dignidade humana e reafirma e potencializa outras liberdades constitucionais.

Presidente da Câmara, Paulinho Freire, assume Prefeitura do Natal durante 10 dias

A Prefeitura de Natal está sob o comando do presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Paulinho Freire (PSDB), durante os próximos 10 dias do mês de janeiro. A medida se deve a licença do prefeito Álvaro Dias (MDB), por motivos de viagem. A transição temporária do cargo ocorreu às 18h desta sexta-feira (10), sem ato solene, como em outras oportunidades, sendo realizada a assinatura do ato formal.

“É sempre uma missão gratificante e honrosa assumir interinamente a gestão da Prefeitura do Natal. Neste período daremos continuidade às agendas administrativas do prefeito Álvaro Dias e vamos manter os trabalhos em dia em nome do bem-estar e qualidade nos serviços públicos para o povo natalense”, destacou Paulinho Freire.

Já a Câmara Municipal será presidida durante o período pela vice-presidente da Casa, vereadora Nina Souza (PDT). Segundo versa a Lei Orgânica do Município, em caso de ausência do prefeito e do vice, o presidente da Câmara é o próximo na linha sucessória para assumir a Prefeitura.

 

FICOU COM RAIVA: Natália Bonavides solta nota criticando todos que foram a favor da demolição do Hotel Reis Magos

A deputada federal Natália Bonavides soltou uma nota sobre o Hotel Reis Magos e não poupou ninguém que foi favorável à demolição. Criticou quem defendeu a demolição, quem criticou ela, quem viaja para a Europa, todos os envolvidos na revisão do Plano Diretor de Natal, enfim, não sobrou um.

Confira nota na íntegra

Por Natália Bonavides

Sobre o Hotel Reis Magos, um dos poucos exemplares da arquitetura moderna brasileira em nossas terras: engraçado ver uma parte da elite natalense, que em suas férias anuais no exterior se deslumbra com prédios históricos, bradando pela demolição do hotel potiguar. Qualquer bequinho francês mais ou menos preservado merece ao menos um stories no Instagram de animados viajantes. Construções que esses países, em algum momento, decidiram não demolir. Mas quando as linhas arquitetônicas que pedem socorro são da terra nativa, são “porcarias”. O histórico viralatismo que acha que só é merecedor de atenção o que é de fora. Nada contra vira-latas, tenho até duas gatas que são. Mas essa síndrome nos lembra que tem quem ache que a gente merece menos.

Em tempos de anticiência, em que até a vacinação está em risco e o sarampo retorna, não é exatamente surpreendente que não se dê valor a um parecer técnico-científico elaborado pelo Departamento de História da UFRN. Ou a uma análise técnica da Fundação José Augusto. Ou ao estudo do IPHAN que, mesmo não tendo prosseguido o processo em âmbito federal, reconhece que o prédio tem as características para tombamento em âmbito local. Ou a um parecer técnico elaborado conjuntamente pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFRN e Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Tristes tempos em que a produção do conhecimento técnico-científico tem sido, mais do que desvalorizada, até atacada.

As reações à minha publicação defendendo o tombamento do Hotel foram muitas. Teve colunista dizendo que afirmei que o prédio era público, não sei se por má-fé ou por falta de atenção. Um outro, por má-fé ou preguiça, afirma que cheguei agora no tema, ignorando que meu posicionamento público sobre o assunto não mudou desde meu primeiro ano como vereadora de Natal. Outro me mandou ir morar lá (risos!). Um outro blogueiro sugeriu que eu me prostituísse naquelas redondezas de noite com minhas amigas. E um outro, por fim, queria que eu ficasse “caladinha”, assim mesmo, no diminutivo. Coisinhas que a gente escuta quando é mulher e jovem na política.

Todo esse brado tem razões claras e cristalinas como a água. Não pensem as leitoras e leitores que seria somente o Hotel a despertar toda a reacionária comoção. A questão é outra e tem nome e sobrenome: Revisão do Plano Diretor de Natal. Que está sendo feita de forma bastante atropelada, ressalte-se.

No debate político, deve-se analisar sempre também o não dito. As entrelinhas. No debate do plano diretor, idem. Quando gritam “modernização!”, não poucas vezes o que se quer dizer é: apropriação, pelo poder econômico, de coisas tão nossas como desfrutar da praia.

A polêmica em torno do Hotel Reis Magos esconde um debate maior, que envolve pouca visão de futuro, muito interesse econômico e muita pressão da especulação imobiliária, ansiosa por colocar por ali e por toda a nossa orla prédios altos que privatizem até a vista pro mar numa capital litorânea. (Não custa lembrar do mau histórico das privatizações em nossas terras: o hotel Reis Magos era público e foi após sua privatização que se viu inutilizado.

Temos que ficar atentos para preservar o interesse público, o meio ambiente, os ditames do Estatuto da Cidade e da Constituição Federal. A especulação imobiliária sempre quis causar um grande impacto nas discussões do plano diretor de Natal. Da última vez, tentou e perdeu. Conseguirá ganhar agora?

EDITAL PREVISTO EM FEVEREIRO: IBGE anuncia 3,4 mil contratações temporárias para Censo 2020 no RN

Foto: Reprodução / FAEPE

O portal G1-RN destaca em reportagem nesta sexta-feira(10) que 3.478 pessoas deverão ser contratadas temporariamente para trabalhar no Censo Demográfico 2020 no Rio Grande do Norte, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado de uma seleção para 68 vagas foi divulgado nesta data pelo órgão. O próximo processo seletivo simplificado tem edital previsto para publicação em fevereiro, com 3.402 vagas. Veja detalhes aqui.

 

Valores pagos a mais por Dpvat começam a ser reembolsados no dia 15

Depósitos serão feitos diretamente na conta-corrente ou na poupança do proprietário do veículo; pedido pode ser feito na página da seguradora na internet

10/01/2020 às 17:37

José Aldenir

A seguradora Líder informou nesta sexta-feira, 10, que começará a devolver na próxima semana os valores cobrados a mais de proprietários de veículos que fizeram o pagamento do seguro por Danos Pessoais por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Dpvat ).

O reembolso começará a ser feito no dia 15 deste mês. A iniciativa ocorre após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, ter voltado atrás e derrubado sua própria liminar, que suspendeu a resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) que reduziu os valores do seguro obrigatório Dpvat.

De acordo com a Líder, gestora do Dpvat, o reembolso ocorrerá diretamente na conta-corrente ou na conta-poupança do proprietário do veículo em até dois dias úteis. Para fazer a solicitação, é necessário informar o CPF ou CNPJ, e-mail e telefone do proprietário, Renavam do veículo, data do pagamento, valor pago e dados bancários para reembolso.

O pedido pode ser feito na página da Líder na internet. Na tarde desta sexta-feira, o site da seguradora estava fora do ar.

O calendário de pagamento do Dpvat acompanha as datas de acerto do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), que, na maioria dos estados, vence o mês de janeiro.

Com a reconsideração do ministro Toffoli, o preço do seguro caiu. De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), o valor do seguro passou a ser de R$ 5,21 para carros de passeio e táxis e de  R$ 12,25 para motocicletas, o que representa uma redução de 68% e 86%, respectivamente, em relação a 2019.

Fonte: Agora RN

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BOAS NOTÍCIAS: IGREJA PAGA DÍVIDAS MÉDICAS DE 5 MIL FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA

Peço desculpas pela ignorância do “macaco” aqui, mas, para mim, este é um fato inédito no mundo. No imaginário popular e no meu, tradicionalmente as igrejas recebem doações em dinheiro para sobreviverem e em muitos casos, principalmente nas evangélicas é comum haver uma certa voracidade pelo dizimo a ponto de ser dado ao pastor uma meta de arrecadação ou será demitido e a igreja fechada. Por isso a notícia de que uma igreja paga dívidas médicas de 5 mil famílias de baixa renda na Califórnia, EUA, não é apenas uma BOA NOTÍCIA é uma EXCELENTE NOTÍCIA, no nosso BOAS NOTÍCIAS desta quinta-feira, pelo fato de isso estar contaminando outras igrejas. Leia a reportagem completa e saiba com tudo aconteceu!

Igreja paga dívidas médicas de 5 mil famílias de baixa renda

Foto: Shutterstock

Foto: Shutterstock

Durante todo ano de 2019 os seguidores da Igreja da Assembléia Cristã, em Eagle Rock, na Califórnia, EUA, ajudaram a levantar dinheiro para uma causa desconhecida.

Esta semana, às portas do Natal, o co-pastor da igreja, Ted Hughes, anunciou que doaria todos os US$ 50 mil – mais de R$ 200 mil – dos fundos acumulados à RIP Medical Debt , uma organização sem fins lucrativos dedicada a comprar e pagar dívidas médicas das pessoas.

Como as dívidas podem ser compradas por frações de custo por paciente, a doação conseguiu pagar mais de US $ 5,2 milhões – mais de R$ 20 milhões – que 5.555 famílias de baixa renda deviam por serviços médicos em Los Angeles.

Surpresa

As famílias só saberão que suas dívidas foram perdoadas quando receberem uma carta pelo correio da Igreja da Assembléia Cristã a respeito da doação.

Com isso as famílias vão ficar mais tranquilas e parar de receber telefonemas de cobrança, que estressam qualquer um.

“Devido à generosidade do povo da Igreja da Assembléia Cristã, fomos capazes de dar um presente de Natal ao povo de Los Angeles, sem compromisso”, disse Hughes no vídeo do anúncio .

O presente sem dúvida, vai ajudar na recuperação da saúde física e mental dessas pessoas, para começar o ano novo mais aliviadas.

Com informações do GNN e ABC7

Fonte: Só Notícia Boa

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REFLEXÃO: COMO O BUDISMO VÊ A FIDELIDADE E O RELACIONAMENTO ABERTO

Neste domingo temos um tema atual e controverso na coluna REFLEXÃO: a fidelidade e o relacionamento aberto na ótica do budismo e na análise da Monja Coen. Uma mini-palestra bastante interessante e esclarecedora para você que tem dúvidas sobre o assunto.

Fonte:

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DICA DE LIVRO: O QUINTO EVANGELHO DE HUBERTO RHODEN

Quarta-feira é dia de DICA DE LIVRO e a dica de hoje é um livro que todo mundo, independente de fé ou religião deveria ler, pois é sobre um dos vários evangelhos apócrifos que ficaram fora do Cânone Bíblico e muito pouca gente tomou conhecimento do seu conteúdo. Este evangelho constitui um dos maiores acontecimentos religiosos dos tempos modernos, foi descoberto em 1945 na localidade de Nag Hammadi, no alto Egito, escrito em língua copta . O evangelho segundo Tomé é conhecido como “O quinto evangelho” e vem confirmar os evangelhos canônicos, ratificando sua autenticidade, pois são as palavras originais de Jesus, o Vivo, ditas secretamente aos seus discípulos mais próximos. Esta edição maravilhosa, que foi traduzida e comentada pelo educador e filósofo Huberto Rohden, é uma contribuição oportuna e indispensável à literatura espiritual brasileira.

Foto: Amazon

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BOAS NOTÍCIAS: EM AÇÃO DE GRAÇAS NO DIA MUNDIAL DA POBREZA O PAPA ALMOÇA COM 1500 DESABRIGADOS

Na coluna BOAS NOTÍCIAS desta segunda-feira temos uma boa ação comandada pelo Papa Francisco. O pontífice almoçou com 1500 desabrigados e necessitados em ação de graça ao Dia Mundial da Pobreza. Veja a reportagem completa a seguir e saiba como foi!

Papa almoça com 1.500 necessitados no Dia Mundial da Pobreza

Papa almoça com necessitados - Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane

Papa almoça com necessitados – Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane

1.500 pessoas desabrigadas e necessitadas almoçaram com o Papa Francisco neste domingo, 17, o Dia Mundial da Pobreza.

O almoço foi no salão de audiências do Vaticano.

O Papa e os convidados comeram lasanha, frango com molho de creme de cogumelo, batatas, doces, frutas e depois tomaram café.

Eles foram levados ao Vaticano por voluntários de grupos de caridade que os ajudam diariamente.

Amigos pobres

Antes, em uma missa para pessoas necessitadas, Francisco disse que as pessoas em situações melhores não deveriam se sentir “aborrecidas” pelos pobres, mas ajudá-los o máximo possível.

Disse que eles deveriam se perguntar: “Eu, um cristão, tenho pelo menos um amigo pobre?”

Atendimento médico

Durante a semana passada uma clínica móvel ficou na Praça de São Pedro, com médicos voluntários, dando tratamento de saúde especializado e grátis às pessoas necessitadas.

Tratamento continuará até o fim do ano nas proximidades do Vaticano, outra iniciativa de Francisco.

Com informações da Reuters e G1

Fonte: Só Notícia Boa

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: O QUE A CIÊNCIA DIZ SOBRE BÍBLIA E O PERSONAGEM “JESUS”

ESTUDOS TEOLÓGICOS: O QUE A CIÊNCIA DIZ SOBRE BÍBLIA E O PERSONAGEM “JESUS”
SP - 22/07/2016 - ISTOE - OS GURUS DA INTELECTUALIDADE BRASILEIRA. MARIO SERGIO CORTELLA - FOTO: FELIPE GABRIEL

Nesta quinta-feira voltamos com a coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS com o professor Mario Sérgio Cortella, numa entrevista,  esclarecendo muitos pontos obscuros da história de Jesus, como ele existiu realmente?. Vale a pena conferir e tirar suas dúvidas. Assista a esse vídeo espetacular!

Fonte:

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AUTOCONHECIMENTO: ENSINAMENTOS DOS INICIADOS

Agradeço sempre ao divino quando encontro um texto tão iluminado. Posso dizer que literalmente ganhei o dia ao ler esse texto consciencial muita luz e sabedoria infinita. Ter a honra de receber e ler um texto como esse é toque de luz e honra na senda espiritual, coisa rara e deve ser comemorado. Assim enxergo, mas se você não enxerga não leia, siga seu caminho.

Resultado de imagem para ensinamentos dos iniciados

Ensinamentos dos Iniciados

Mourejar na gleba terrestre e, ao mesmo tempo, carregar a Luz, é uma dádiva.
Ser servidor da Luz é uma honra, pois faz a jornada rica e ilumina a própria vida.
Saber que o Eterno sussurra o Bem em seu coração, é fortaleza!
Que nos momentos de provas, os estudantes espirituais lembrem-se disso!
Que não se afastem da Fonte Imanente que os protege e inspira na jornada.
Que não reneguem seus ideais por causa de ingratidões ou coisas de ego.
Que não se esqueçam de orar ao Pai-Mãe de todos, pela melhoria da humanidade.
Que não se deixem levar por modismos alienantes nem por questões esdrúxulas.
Que se mantenham firmes na senda, porque é isso que o iniciado espiritual faz!
Que não esperem entendimento do mundo, para aquilo que só o coração sabe.
Que o ceticismo dos homens não envenene os ideais de quem conhece a Luz.
Que haja sabedoria para reagir contra as más companhias e suas seduções…
Que haja compreensão e humildade para saber perdoar os que caem na senda.
Que haja abertura e inteligência para não julgar, pois só o Alto sabe tudo.
Que haja muita alegria na volta de um irmão perdido e que o coração faça festa.
Que ninguém olhe o passado dos outros, mas o seu potencial de melhoria.
Que ninguém se iluda: o caminho da ascese evolutiva é árduo e cheio de provas.
Que haja sabedoria para se fortalecerem nas asas luminosas da prece lúcida.
Que os estudantes e trabalhadores vigiem mais, não aos outros, mas, a si mesmos.
Que reconheçam a Luz como o grande presente de suas vidas.
Honra e Compreensão.
Equilíbrio na Senda.
Harmonia e Serenidade.
Tenacidade e Gratidão.
Amor e Perdão.
Paz e Luz.
– Ramatís e Os Iniciados*** –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges).
– Notas:
* Teurgia – a relação secreta da Luz do coração com a Luz celeste; a arte de conectar-se com os espíritos celestes, pela prece, para a consecução das artes da cura espiritual. Por esse parâmetro, Jesus praticava a teurgia. Aliás, ele era O Grande Taumaturgo!
** Agentes das Trevas – obsessores espirituais; assediadores extrafísicos; espíritos negativos.
*** Ramatís – Para mais informações sobre esse sábio mentor espiritual, basta acessar o seguinte link do site do IPPB:
– Os Iniciados – grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
Obs.: Enquanto eu passava essas linhas a limpo, lembrei-me de dois outros textos de Ramatís e dos Iniciados, nessa mesma sintonia, postados pelo site do IPPB em 1998 e 1999. Penso que a sinergia desses textos possa enriquecer esses escritos de hoje. Então, estou postando-os na sequência.
Fonte: IPPB
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DICA DE LIVRO: A LINGUAGEM DE DEUS DE FRANCIS S. COLLINS

Na coluna DICA DE LIVRO desta quarta-feira estou indicando um livro que li a bastante tempo que ajudou a moldar na minha mente o que hoje acredito em termos de criacionismo e evolução da humanidade. A linguagem de Deus é um livro que vem esclarecer o dilema existente entre a fé em Deus e a fé na ciência. O brilhante cientista americano Francis Collins, com suas embasadas evidências, expõe que a religião e os conhecimentos científicos não são incompatíveis, mas sim complementares. De um lado, a ciência investiga o que há de natural, já a religião dá respostas a diversas questões pertencentes a outra esfera, as quais nenhuma teoria da evolução pode explicar. Nesta obra, o autor nos conta como deixou de ser ateu para se tornar cristão e narra também as dificuldades que enfrentou no meio acadêmico ao confessar sua crença. Ao perceber quão limitada é a visão dos cientistas ateus com relação às mais profundas questões humanas, como Por que estamos aqui? ou Qual o sentido da vida? , o doutor Collins apresenta evidências de que a ciência e a religiosidade devem caminhar juntas em prol da humanidade. A linguagem de Deus, um livro instigante e esclarecedor, trata da relação entre a ciência e a religião com sensatez e reverência. O renomado cientista mescla fundamentos técnicos e sua reflexão pessoal sobre o assunto. Com este livro, você verá que é plenamente possível haver reconciliação e harmonia entre Deus e a ciência.

Fonte: Amazon

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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTE DOMINGO

Por G1

13/10/2019 05h34  Atualizado há 36 segundos


Papa Francisco recita Fórmula de Canonização dos SantosPapa Francisco recita Fórmula de Canonização dos Santos

Santa Dulce dos Pobres. É assim que Irmã Dulce passa a ser chamada após a cerimônia de canonização que a tornou santa na manhã deste domingo (13) diante da Praça de São Pedro, no Vaticano, em Roma, lotada de fiéis.

A santa, conhecida popularmente como Anjo Bom da Bahia, foi uma das religiosas mais populares do Brasil graças ao trabalho social prestado aos mais pobres e necessitados, principalmente na Bahia.

O Vaticano considera, oficialmente, que Santa Dulce dos Pobres é a primeira santa brasileira. Embora outras brasileiras e uma religiosa que atuou no país tenham sido canonizadas pela Igreja Católica anteriormente, irmã Dulce é a primeira mulher nascida no Brasil que teve milagres reconhecidos.

Outros quatro beatos, de nacionalidades diferentes, também foram canonizados por Papa Francisco às 10h35 (5h35 no horário de Brasília) deste domingo (leia mais abaixo).

“Em honra da Santíssima Trindade, pela exaltação da fé católica e para incremento da vida cristã, com autoridade de nosso senhor Jesus Cristo, os santos apóstolos Pedro e Paulo, depois de haver refletido longamente, ter invocado a ajuda divina e escutado o parecer de muitos irmãos do espiscopado, declaramos e definimos santos os beatos: John Henry Newman, Giuseppina Vannini, Mariam Thresia Chiramel, Dulce Lopes Pontes e Marguerite Bauys”, declarou o Papa, em latim.

Irmã Dulce com crianças, em Salvador — Foto: Divulgação/Obras Sociais Irmã DulceIrmã Dulce com crianças, em Salvador — Foto: Divulgação/Obras Sociais Irmã Dulce

Papa pede intercessão de outros santos

O chamado “rito de canonização” ocorreu na missa de domingo celebrada pelo Papa. Após um canto de entrada, o Papa abriu a celebração e, em seguida, houve um canto de “invocação do Espírito Santo”. O ato é uma forma de pedir a Deus que o ajude a tomar uma decisão acertada.

Depois, em uma “ladainha” — uma oração cantada —, a Igreja invocou a intercessão de todos os outros santos. Em seguida, foi lida a fórmula de canonização. Depois da leitura da fórmula, em latim, os cinco beatos foram considerados santos. A partir daí, houve um canto de comemoração e a missa seguiu como ocorre nos demais domingos.

Além de Irmã Dulce, foram canonizados:

  • o teólogo e cardeal inglês John Henry Newmann, um dos principais intelectuais cristãos do século 19;
  • a religiosa italiana Giuseppina Vannini;
  • a religiosa indiana Maria Teresa Chiramel Mankidiyan;
  • a catequista suíça Margherita Bays.

A cerimônia de canonização no Vaticano foi acompanhada por autoridades brasileiras como o vice-presidente, Hamilton Mourão; o governador da Bahia, Rui Costa; o prefeito de Salvador, ACM Neto; e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre.

Beatificação e caminhos para canonização

Irmã Dulce foi beatificada em 2011, após ter o primeiro milagre reconhecido. Ela passou a ser chamada “Bem-aventurada Dulce dos Pobres”. O primeiro milagre atribuído a Irmã Dulce foi recuperação de uma paciente que teve uma grave hemorragia pós-parto e cujo sangramento subitamente parou, sem intervenção médica.

Para ser considerada santa, Irmã Dulce precisaria ter um segundo milagre reconhecido. Isso ocorreu em maio deste ano. O miraculado, José Maurício, voltou a enxergar após fazer uma oração para a então beata. Ele teve glaucoma e começou a perder a visão em 1999. Em 2000, ele já estava cego, mas em 2014 voltou a enxergar.

Três graças alcançadas por devotos após orações a Irmã Dulce estavam sendo analisadas pelo Vaticano com vista no processo de canonização da religiosa. Os três casos foram enviados ao Vaticano pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em 2014, após análise de profissionais da própria instituição.

O Vaticano tem quatro exigências quanto à veracidade da graça, até ser considerada milagre: ser preternatural (a ciência não consegue explicar), instantâneo (acontecer imediatamente após a oração), duradouro e perfeito.

Tapeçarias penduradas na fachada da Basílica de São Pedro retratam da esquerda para a direita: Irmã Dulce, Giuseppina Vannini, John Henry Newman, Maria Teresa Chiramel Mankidiyan e Margarita Bays na Praça de São Pedro, no Vaticano, neste domingo (13) — Foto: Alessandra Tarantino/AP

Tapeçarias penduradas na fachada da Basílica de São Pedro retratam da esquerda para a direita: Irmã Dulce, Giuseppina Vannini, John Henry Newman, Maria Teresa Chiramel Mankidiyan e Margarita Bays na Praça de São Pedro, no Vaticano, neste domingo (13) — Foto: Alessandra Tarantino/AP

Trajetória de Irmã Dulce

  • Nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador
  • Quando ela tinha 7 anos, sua mãe morreu
  • Aos 13 anos, ela acolhia mendigos e doentes na casa onde morava com o pai e os irmãos, no bairro de Nazaré, na capital baiana
  • A vida religiosa começou aos 18 anos, quando, após se formar como professora primária, ela ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus
  • Somente aos 19 anos, mais especificamente em 13 de agosto de 1933, recebeu o hábito de freira e adotou o nome de Irmã Dulce em homenagem à mãe, que se chamava Dulce Maria; naquele mesmo mês, ela viveu 6 meses em São Cristovão (SE) e depois voltou para Salvador
  • No ano de 1935, iniciou a assistência à comunidade carente, sobretudo nos Alagados, conjunto de palafitas que foi formado no bairro de Itapagipe, na capital baiana
  • Em 1939, Irmã Dulce invadiu cinco casas, em um local de Salvador conhecido como Ilha dos Ratos. Nos imóveis, ela acolhia enfermos e desabrigados
  • Ainda na década de 30, ajudou operários do bairro de Itapagipe, em Salvador, a formarem a União Operária São Francisco. Logo depois, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, fundou o Círculo Operário da Bahia
  • Junto aos trabalhadores, ela inaugurou um colégio para os filhos dos operários e ainda ajudou a fundar os cinemas Plataforma e São Caetano, além do Cine Teatro Roma; a renda obtida nos cinemas contribuía para a manutenção do Círculo Operário
  • Na década de 60 transformou um galinheiro do Convento de Santo Antônio em albergue. Mais tarde, o lugar deu origem ao Hospital Santo Antônio, no Largo de Roma, em Salvador, e as Obras Sociais que levam o nome dela
  • Em 13 de março de 1992, faleceu em Salvador na Bahia
  • Em 1912, foi nomeada beata

13/08/2019 06h00 Atualizado há 2 semanas


Irmã Dulce — Foto: Reprodução/Site da OsidIrmã Dulce — Foto: Reprodução/Site da Osid

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, mais conhecida como Irmã Dulce, teve uma vida peculiar. A baiana se dedicou às causas sociais de tal forma que vai ser ser canonizada no mês de outubro e vai se tornar a primeira santa brasileira.

No dia 13 de agosto, quando é celebrada a Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, o G1 mostra 13 curiosidades sobre a trajetória da religiosa. Confira abaixo:

1 – O número 13
Vários fatos marcantes da vida de Irmã Dulce têm relação com o número 13. Ela começou a praticar caridade aos 13 anos de idade, atendendo doentes na porta de casa. Em 13 de agosto de 1933, recebeu o hábito de freira das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus – por isso foi escolhida justamente esta data para render graças ao ‘Anjo bom da Bahia’.

Morreu em 13 de março de 1992, aos 77 anos. A cerimônia de canonização da beata vai ser realizada no dia 13 de outubro de 2019, no Vaticano. Ela tinha uma devoção especial por Santo Antônio, que recebe homenagens no dia 13 de junho. Além disso, ela foi batizada no dia 13 de dezembro de 1914.

2 – Problemas de saúde
Irmã Dulce transmitia força para todos os que eram cercados por ela, mas tinha saúde frágil. Por causa de um enfisema pulmonar, ela tinha 70% da capacidade respiratória comprometida e chegou a pesar apenas 38 quilos. Os últimos 30 anos de vida foram os mais difíceis, ainda assim, continuou trabalhando em prol dos mais necessitados.

3 – Sono na cadeira
Irmã Dulce passou 30 anos dormindo sentada em uma cadeira para cumprir uma promessa. A penitência foi feita em agradecimento à recuperação de uma irmã, que em 1955 teve uma gestação de alto risco e poderia morrer.

Somente em 1985, a religiosa voltou a dormir em uma cama, após ser convencida pelos médicos de que o estado de saúde dela poderia piorar.

Quarto onde Irmã Dulce viveu parte da sua vida, em Salvador, está em memorial, inclusive a cadeira onde ela dormiu durante 30 anos — Foto: Divulgação/OsidQuarto onde Irmã Dulce viveu parte da sua vida, em Salvador, está em memorial, inclusive a cadeira onde ela dormiu durante 30 anos — Foto: Divulgação/Osid

4 – Infância feliz
Irmã Dulce nasceu em 26 de maio de 1914, na casa de número 36 do bairro do Barbalho, na freguesia do Santo Antônio Além do Carmo. Era considerada uma criança doce, mas determinada, levada e firme.

Além de brincar de boneca, gostava de empinar pipa e jogar futebol com a garotada. A paixão pela bola era grande e ela adotou o Esporte Clube Ipiranga como time do coração. Foi a primeira equipe formada pela classe trabalhadora, que rompeu com o perfil elitista do esporte baiano no início do século XX.

5 – Estudos e formação religiosa
Escondida da família, aos 15 anos Irmã Dulce pediu admissão no Convento do Desterro, em Salvador, entretanto, foi descoberta. O pai, o cirurgião-dentista Augusto Lopes Pontes, permitiu que ela fosse após concluir os estudos.

Ela formou-se em professora pela Escola Normal da Bahia (atual ICEIA), concluiu o curso de Oficial de Farmácia e recebeu o título de Auxiliar de Serviço Social. Deu aulas para crianças e lecionou Geografia e História no Colégio Santa Bernardete, no Largo da Madragoa, pertencente à congregação dela.

6 – Rebelde com causa
Durante 10 anos, Irmã Dulce esteve afastada da congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus em função das atividades sociais, já que não seguia as regras rígidas impostas para as freiras. Só foi aceita de volta ao adoecer. Ela não deixou de ser freira nesse período, mas não precisava, por exemplo, seguir os horários de reclusão.

7 – Defensora dos trabalhadores
Em 1937, ela se uniu com os operários Ramiro Mendonça, Nicanor Santana e Jorge Machado, além do frei Hidelbrando, para criar a União Operária São Francisco, a primeira organização operária católica da Bahia. Dois anos depois, inaugurou o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para operários e filhos de operários, no bairro da Massaranduba.

8 – Invasão
Em 1939, Irmã Dulce invadiu cinco casas vazias na localidade então conhecida como Ilha dos Ratos, na Cidade Baixa, onde passou a abrigar doentes. Foi expulsa e os levou para as imediações da Igreja do Bonfim. A ação foi alvo de repressão do então prefeito, Wanderley Pinho, que ordenou a saída do grupo.

Irmã Dulce, a freira baiana que foi beatificada em 2010 e vai ser canonizada este ano — Foto: Divulgação/ OsidIrmã Dulce, a freira baiana que foi beatificada em 2010 e vai ser canonizada este ano — Foto: Divulgação/ Osid

9 – Cultura e arte
Irmã Dulce era apreciadora das artes, especialmente da música. Ela tocava acordeon e gostava de forró. Em 1948, fundou o Cine Teatro Roma, na Cidade Baixa. O local foi primeiro palco de Roberto Carlos na Bahia.

Por lá passaram outros grandes nomes da MPB, como Raul Seixas e Waldick Soriano. Além dos shows, o espaço era badalado com exibição de filmes que faziam sucesso nos anos 50 e 60. Ela também fundou outros dois cinemas: o Plataforma e o São Caetano.

10 – De porta em porta
Irmã Dulce procurava políticos, empresários e pessoas influentes em busca de donativos para os doentes atendidos por ela. Batia na porta de escritórios e lojas para pedir não somente dinheiro, mas também roupas, colchões, alimentos, remédios, produtos de higiene, entre outros itens de primeira necessidade.

Nem sempre era bem recebida. Os mais antigos contam que um comerciante cuspiu na mão que ela estendeu para ele pedindo dinheiro. Outro comentário é que o valor arrecadado era guardado em uma pasta preta, com um fundo falso, para que não vissem o que foi conseguido e não desistissem de ajudar.

11 – Parou o presidente
Em 1947, o ex-presidente Eurico Gaspar Dutra visitou a capital baiana e foi cercado por Dulce e mais 300 crianças. O grupo criou um bloqueio ao acesso da comitiva presidencial para a Igreja do Bonfim. Ela queria chamar a atenção para os excluídos da capital baiana, pediu – e conseguiu – verbas para as suas obras.

12 – Nobel da Paz
Em 1988, Irmã Dulce foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Ela não foi premiada, no entanto, a partir deste feito tornou-se mundialmente conhecida.

13 – Papa João Paulo II
Irmã Dulce tinha grande admiração pelo papa João Paulo II. Na primeira vez que ele esteve em Salvador, em 7 de julho de 1980, ela foi desautorizada pelos médicos a ir para a missa campal que foi celebrada pelo Pontífice, por causa dos problemas no pulmão.

A religiosa desobedeceu os médicos e tomou muita chuva na ocasião, o que a fez contrair pneumonia e passar 20 dias hospitalizada. Valeu todo o sacrifício, pois na ocasião ela foi chamada a subir ao altar e receber uma bênção especial do papa, sendo ovacionada por meio milhão de baianos que acompanhavam a celebração.

Além disso, recebeu um terço de presente de João Paulo. Na segunda visita ao Brasil, em outubro de 1991, ele rompeu a agenda de compromissos e fez questão de ir até o Convento Santo Antônio para visitar Irmã Dulce, que já estava bastante debilitada. Cinco meses após da visita do Pontífice, o ‘Anjo bom da Bahia morreu.

Papa João Paulo II durante encontro com Irmã Dulce, em foto da década de 80 — Foto: Estadão Conteúdo/ArquivoPapa João Paulo II durante encontro com Irmã Dulce, em foto da década de 80 — Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo

Fonte: G1

Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

13/10/2019 05h00 Atualizado há uma hora


Na proposta orçamentária de 2020, encaminhada ao Congresso Nacional em agosto deste ano, o governo propôs que a área de saúde conte com R$ 122,9 bilhões no ano que vem.

Esse valor é R$ 920 milhões acima do mínimo fixado pela regra vigente do teto de gastos públicos – ou seja, o valor do piso do ano anterior corrigido pela inflação.

Pela regra que vigorava anteriormente, entretanto, o valor mínimo (piso) que deveria ser destinado à saúde em 2020 era de 15% da receita corrente líquida – estimada, na proposta de orçamento, em R$ 882,4 bilhões para o próximo ano.

Com isso, o piso, pela norma anterior ao teto, deveria ser de R$ R$ 132,3 bilhões.

A diferença de R$ 9,46 bilhões entre o valor que deveria ser aplicado pela regra anterior ao teto de gastos (R$ 132,3 bilhões) – que já perdeu validade legal – e o valor proposto pelo governo (R$ 122,9 bilhões) equivale à possível perda de recursos no próximo ano.

Essa destinação menor de recursos para saúde no ano que vem se confirmará se o Congresso Nacional aprovar os valores propostos pelo governo.

Entretanto, pela regra do teto de gastos, se o Legislativo quiser aumentar o orçamento da área de saúde, terá de cancelar despesas em outros setores em igual proporção.

Essa, porém, não seria uma tarefa fácil, porque o “cobertor” já está curto.

“Isso fica cada vez mais difícil. Porque todas as áreas estão sofrendo contingenciamento [bloqueio] grande. Como estamos chegando perto do limite mínimo [para evitar paralisia da máquina pública], tirar de uma área para colocar em outra fica cada vez mais uma não possibilidade”, avaliou Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal.

Em 2017, o então ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, já alertava que, sem a aprovação da reforma da Previdência Social – que tramita somente neste ano no Congresso –, a regra que criou o teto para gastos públicos se tornaria”incompatível” com a realidade orçamentária do país a partir de 2020.

Isso porque foi estabelecido um limite para gastos, e as despesas obrigatórias – que não podem ser cortadas pelo governo, como aposentadorias e salários de servidores, por exemplo – estão crescendo acima da inflação nos últimos anos e ocupando um espaço maior no orçamento.

Em 2020, essas despesas obrigatórias devem representar cerca de 94% de todos os gastos – restando pouco espaço para os gastos discricionários (que podem ser alterados pelo governo).

Estudo mostra que gasto do governo em saúde é de R$ 3,89 por habitanteEstudo mostra que gasto do governo em saúde é de R$ 3,89 por habitante

Gastos em saúde no Brasil

Estudo divulgado no ano passado pelo Tesouro Nacional mostra que os gastos públicos com Saúde no Brasil equivaleram a 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 e, com isso, ficaram “ligeiramente” acima da média da América Latina e Caribe (3,6% do PIB), mas também se posicionaram bem abaixo da média dos países desenvolvidos – que foi de 6,5% do PIB em 2015.

“Assim, constata-se que a despesa pública em saúde no Brasil está em patamar mediano em comparação com a média internacional, mas relativamente inferior ao volume de recursos empregados nos sistemas de saúde universais dos países europeus, como Reino Unido e Suécia, que apresentam boa qualidade”, diz o documento.

Levantamento divulgado no ano passado pelo Conselho Federal de Medicina concluiu que os gastos públicos por habitante na saúde cresceram bem menos do que a inflação nos últimos dez anos.

“Comparativamente com outros países mais ricos e não tão ricos, o governo coloca, percentualmente, menor quantidade de dinheiro na saúde e esse estudo demonstra com clareza isso. Na própria Argentina, que passa por problemas até piores do que nós, o gasto público em saúde, percentualmente, é o dobro do Brasil”, afirmou, em dezembro, Donizete Giamberardino, coordenador da Comissão Nacional Pró-SUS, naquele momento.

Ipea reforça teto de gastos como premissa para crescimentoIpea reforça teto de gastos como premissa para crescimento

Teto de gastos

regra do teto de gastos, que começou a valer em 2017, limita o crescimento dos gastos públicos, em um ano, à taxa de inflação registrada no ano anterior.

A proposta foi uma das principais apostas do governo Michel Temer para reequilibrar as contas públicas e viabilizar a recuperação da economia brasileira.

Quando foi enviada, Temer e sua equipe econômica, chefiada por Henrique Meirelles, asseguraram que não haveria perdas para saúde e educação.

Parlamentares da oposição, porém, chamaram a proposta de “PEC da maldade” porque, na visão deles, a medida iria congelar investimentos nas áreas de saúde e educação.

O objetivo do teto de gastos é retomar, com o passar dos anos, os chamados “superávits primários” nas contas públicas (receitas menos despesas, sem contar juros) e possibilitar a contenção do crescimento da dívida pública – que se aproxima de 80% do PIB (patamar é considerado elevado para economias emergentes).

Se o crescimento da dívida não for freado, analistas avaliam que isso pode gerar uma contenção de investimentos privados e uma consequente alta da taxa de juros, com reflexos no crescimento da economia brasileira e na geração de empregos.

Economistas opinam

Saiba o que alguns economistas dizem sobre os efeitos do teto de gastos para os serviços públicos nos próximos anos. Além da área de saúde, há previsão de que outros ministérios, e serviços ofertados, sejam afetados.

Parte dos analistas defende a mudança da regra do teto, permitindo que o governo gaste mais do que o previsto anteriormente. Outros propõem que se “quebre o piso”, ou seja, que se alterem as regras de gastos obrigatórios – que prevê a correção de benefícios previdenciários e a reforma administrativa, com impacto nos próximos anos – como forma de manter de pé o limite para gastos.

Waldery Rodrigues, secretário de Fazenda do Ministério da Economia – O número 2 do Ministério da Economia declarou ao G1 que é alto o nível de gastos obrigatórios. Ele defendeu manter o teto, afastou a possibilidade de propor a retirada de despesas previdenciárias ou investimentos do limite, ou de que o valor seja corrigido também pelo PIB (além da inflação). Questionado sobre propostas no Congresso, ele disse que o governo analisa apoiar a interrupção do pagamento do abono salarial caso os limites sejam descumpridos e a redução temporária da jornada de trabalho de servidores, com redução salarial equivalente. Também avalia propor o corte de todas remunerações acima do teto do Supremo Tribunal Federal (STF).

Débora Freire, professora adjunta do Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais – Em estudo com outros economistas, ela avalia que o cenário austero que teto de gastos estabelece, para um período de 20 anos, implicará o agravamento da desigualdade social no Brasil. “A gente observa que as famílias mais pobres são as que consomem muito mais bens e serviços públicos e que serão as mais prejudicadas em termos do nível de vida com o teto de gastos”, avaliou. Para a professora, é necessário que os gastos sociais em saúde e educação tenham regras distintas. Afirmou ainda que o teto é muito rígido e não segue parâmetros internacionais. Débora Freire também defendeu uma reforma tributária mais progressiva, ou seja, que tribute mais os ricos.

Mansueto Almeida, secretário do Tesouro Nacional – O economista avaliou, no fim de setembro, que qualquer mudança na regra do teto de gastos terá como consequência atrasar o ajuste nas contas públicas brasileiras, e observou que a dívida pública, próxima de 80% do PIB, é muito alta para o padrão dos países emergentes. Ele disse que o gasto com saúde tem garantido o mínimo constitucional (pela regra do teto, com base na variação da inflação), e acrescentou que, apesar de ser uma despesa obrigatória, parte dela não é executada, ficando os recursos “empoçados” por conta da evolução lenta de projetos.

José Luis Oreiro, professor adjunto do departamento de Economia da Universidade de Brasilia (UnB) – O economista avaliou que o teto de gastos é insustentável. Segundo ele, o teto “congela” em termos reais os gastos públicos em um contexto em que população ainda cresce 0,8% ao ano, aumentando também a demanda por serviços públicos. Além disso, as despesas previdenciárias e com pessoal também têm registrado alta anual acima da inflação, diminuindo espaço para os gastos com serviços públicos. “É lógico que vai estourar o teto. O teto foi um artifício feito em 2016 para se aprovar a reforma da Previdência. Que foi [parcialmente] aprovada no Senado. Qual a funcionalidade agora? Nenhuma. Então tira o teto, senão não sai dessa agenda que é uma corrida para o fundo”.

Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) – O economista defendeu a continuidade do atual formato do teto de gastos. Segundo ele, o teto pode ser descumprido em 2021, mas a discussão deveria ser sobre o reforço de gatilhos – a serem acionados depois disso acontecer – como, por exemplo, redução de jornada de servidores, fim das progressões automáticas de carreiras e combate a remunerações recebidas acima do teto do STF. Ele avaliou que a demanda por recursos para saúde e educação é “infinita”, mas afirmou que, antes ou em paralelo à recomposição desses valores, é preciso fazer avaliações e revisões periódicas sobre essas despesas.

Francisco Funcia, economista e e consultor técnico do Conselho Nacional de Saúde – O analista disse que as necessidades da população não variam de acordo com a inflação. “Se o recurso está congelado [sem alta real, acima da inflação], cai o que se aloca por habitante em saúde”, afirmou. Ele disse que o Reino Unido, exemplo de sistema universal de saúde, gasta 7,9% do Produto Interno Bruto (PIB) com saúde. No Brasil, os gastos de governo federal, estados e municípios são de 4% do PIB, disse ele. “Estamos subfinanciados”, declarou. Funcia afirmou ser a favor do teto de gastos, mas com base no PIB. “Não pode passar, por exemplo, de 19% do PIB. Se o país cresce, a receita e a despesa crescem também”, afirmou.

Fonte: G1
Por Blog do BG

Irmã Dulce é canonizada pelo papa e se torna a primeira santa brasileira

A religiosa baiana Maria Rita Lopes Pontes, a Irmã Dulce (1914-1992), foi canonizada neste domingo (13) pelo papa Francisco e se tornou a primeira santa brasileira. Ela teve dois milagres reconhecidos pela Igreja Católica e agora passa a ser chamada de Santa Dulce dos Pobres.

A cerimônia de canonização acontece na praça São Pedro, no Vaticano, em frente à basílica de mesmo nome, diante de autoridades e fiéis.

Iniciada às 5h10 (horário de Brasília), a missa teve uma liturgia específica para canonizações. Logo após cantos iniciais e a saudação do papa, o cardeal Angelo Becciu, prefeito da Congregação das Causas dos Santos, fez o pedido formal ao papa para que cincos beatos fossem considerados santos.

Além de Irmã Dulce (1914-1992), foram canonizados o britânico John Henry Newman (1801-1890), a italiana Giuseppina Vannini (1859 -1911), a indiana Mariam Thresia Chiramel Mankidiyan (1876 -1926) e a suíça Marguerite Bays (1876 -1926).

No altar, armado à frente da basílica de São Pedro, foram colocadas relíquias dos novos santos.

Em seguida, foi rezada a “Ladainha de Todos os Santos”, o que só ocorre em momentos solenes da Igreja Católica. Uma canonização só acontece diante do papa, no Vaticano, diferentemente da beatificação que pode ser no lugar de origem do religioso. O papa, então, iniciou a fórmula da canonização, falando em latim.

“Pela honra da Santíssima Trindade, pela exaltação da fé católica e o fortalecimento da vida cristã, pela autoridade do Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e nossa, depois de haver longamente refletido, invocado tantas vezes a ajuda divina e escutado o parecer de muitos dos nossos irmãos no episcopado, declaramos e definimos santos os beatos”, disse o papa Francisco.

Após citar o nome dos cinco, sendo o da brasileira em quarto lugar, declarou: “Inscrivamo-os no álbum dos santos, estabelecendo que eles sejam venerados assim por toda a igreja. Em nome do pai, do filho e do espírito Santo.”

FOLHAPRESS

 

Esquerda é cão e Bolsonaro dará tão certo que vamos ficar 12 anos

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, causou mais uma polêmica neste sábado (12). Segundo ela, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) “vai dar tão certo que vamos ficar 4, 8, 12 anos”.“As pessoas me perguntam, mas Damares, já estão falando em reeleição? Sim, estamos precisando de pelo menos 12 anos para cuidar do Brasil”, afirmou a ministra durante o segundo dia da Cpac, conferência conservadora que acontece em São Paulo.

Folhapress

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“Jamais poderia concorrer contra Bolsonaro”, diz Moro

Em sua entrevista à Rede TV!, Sergio Moro foi questionado sobre como reagiria se Jair Bolsonaro o convidasse para sucedê-lo na Presidência da República. Ele respondeu:

“Vim ao governo a convite do presidente Jair Bolsonaro e ele mesmo mencionou que vai ser candidato à reeleição, então eu jamais poderia concorrer contra uma pessoa que me convidou, até por uma questão de lealdade”, disse.

“Acho que não vale a pena a gente ficar antecipando o futuro, o importante é fazer um bom trabalho como ministro. É isso que estou fazendo.”

O Antagonista

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Sobe para 156 as localidades atingidas por manchas de óleo

Foto: Marcos Rodrigues/Agência Sergipe Notícias

Desde o fim de agosto e início de setembro, diversas manchas de óleo têm aparecido em praias do Nordeste. Segundo o último balanço do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), divulgado na sexta-feira (11), 156 localidades foram atingidas.Mais de 150 pontos do litoral nordestino já foram atingidos por mancha de óleo

No total, o Ibama afirma que 71 municípios foram afetados em todos os 9 estados do Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Uma investigação do governo federal aponta que o óleo que está poluindo as praias têm a mesma origem, mas ainda não é possível afirmar de onde ele viria. Segundo a Petrobras, trata-se de óleo cru, que não é produzido no Brasil.

G1

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PSL vai procurar Bolsonaro para tentar reverter risco de saída do presidente

O PSL tenta acertar uma reunião de lideranças do partido com o presidente Jair Bolsonaro para tentar debelar a crise que pode resultar na saída do presidente. O senador Major Olímpio (PSL-SP) disse que algumas lideranças vão se reunir no início desta semana com Bolsonaro para pedir uma definição sobre seu futuro no partido. O senador participou da celebração da missa solene da padroeira no Santuário Nacional de Aparecida, na manhã deste sábado – o presidente participaria de outra missa às 16 horas.

Segundo ele, depois que a crise se tornou pública, ele e o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, não conversaram a respeito com o presidente. “Não tivemos oportunidade de conversar. Possivelmente conversamos no início da semana, a partir de segunda-feira. Talvez a gente converse em São Paulo. Espero que avance positivamente.”

Olímpio voltou a criticar a interferência dos filhos do presidente nas questões do partido. “Temos no presidente Bolsonaro nosso ícone único, nosso líder maior no partido. Os demais têm que se alinhar com as situações. Com o Eduardo e o Flavio eu não quero papo. Sou aliado do pai. Os filhos têm que ser mais cordatos, mais responsáveis, e ele não pode confundir a questão de filhos com a questão de filiados.”

Ao mesmo tempo em que defende a permanência de Bolsonaro no PSL, afirmando que o presidente tem 100% de aprovação dentro do partido, o líder no Senado mantém as críticas contra dois dos filhos do presidente. “Os filhos (Eduardo e Flavio) são filiados e têm que se portar como filiados, não querer ser distinguidos da forma como estão querendo, Acabam atrapalhando o pai, atrapalhando o partido. Não pode esse sentimento de ser príncipe, isso não existe aqui. Não reconheço a monarquia no Brasil.”

O senador disse esperar que o presidente não deixe o PSL. “Estamos 24 horas por dia tentando debelar essa crise. O partido cresceu em função do Jair Bolsonaro, mas ele se tornou presidente em função do PSL. Foi o único partido que se escancarou para ter a garantia do Bolsonaro ser candidato. Nesse momento, o PSL e Bolsonaro se completam. Tem partido com três ministros no governo que vota quando é conveniente, quando não é não vota e ainda faz manifestações contrárias.”

Major Olímpio não considera que eventual saída de Bolsonaro seria uma traição ao PSL. “Ele é presidente da República e, se entender por sair, não há traição de lado nenhum. Em relação a alguns parlamentares que engendraram para tentar destituir a executiva nacional, eu vejo como traição. Acredito em medidas que serão tomadas em relação aos que conspiraram. Não cito nomes porque os nomes de mais de 20 estão numa carta lá assinada por eles. Não é questão de expulsão, tem que ver o que o estatuto diz.”

Sobre a afirmação do presidente de que pediria uma auditoria no PSL, o senador disse que ele foi mal informado a respeito. “Eu tenho certeza de que as informações levadas ao presidente são inconsistentes. Até se falar em prestação de contas, fundo partidário é recurso público, é auditado.

Plantaram na cabeça do presidente fatos inexistentes, mas defendo a auditoria plenamente. São Paulo não pode receber repasses porque tem uma pena do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) que impede de repassar recursos até novembro. Têm babacas que não conhecem nem o que é administração de partido. Se o presidente está cobrando isso, acredito que ele recebeu informações distorcidas, maledicentes.”

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Bolsonaro sobre manchas de óleo no Nordeste: “Estranhamos o silêncio da ONU e ONGs”

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

– Desde 02/setembro nosso Governo busca identificar os responsáveis pelo derramamento de óleo nas praias do Nordeste.
– Estranhamos o silêncio da ONU e ONGs, sempre tão vigilantes com o meio ambiente.

Vídeo incorporado

Jair Bolsonaro disse neste sábado “estranhar” o silêncio da ONU e de ONGs em relação às manchas de óleo encontradas em praias do Nordeste.

“Desde 02/setembro nosso governo busca identificar os responsáveis pelo derramamento de óleo nas praias do Nordeste”, afirmou no Twitter.

Estranhamos o silêncio da ONU e ONGs, sempre tão vigilantes com o meio ambiente.”

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Não existe motivo para Bolsonaro sair do PSL, diz Eduardo

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou a VEJA neste sábado, 12, que não vê motivos para Jair Bolsonaro deixar o PSL após a crise aberta pelo presidente com o partido.

Há quatro dias, Bolsonaro disse a um apoiador, no Palácio da Alvorada, para “esquecer o PSL”. Ele declarou que o presidente do partido, deputado federal Luciano Bivar (PE), estaria “queimado para caramba”.

“Por mim, o Bolsonaro continua, sim. Não faz muito sentido, não existe motivo suficiente para ele sair do PSL”, disse Eduardo.

O deputado afirmou que não conversou com Bolsonaro sobre a possibilidade de debandada do PSL. Ele preferiu não comentar se houve cálculo errado do presidente ao criticar Bivar.

Eduardo tem dado sinais aos seus aliados para normalizar a relação de Bolsonaro com o partido. Na sexta-feira 11, durante uma fala no fórum conservador CPAC Brasil, em São Paulo, o deputado se referiu ao vice-presidente da sigla, Antônio de Rueda, como o “pacificador do PSL”.

Estava prevista a participação de Bivar no evento realizado na sexta, mas ele foi excluído da programação após a crise com Bolsonaro.

Veja

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Quase 10 mil crianças e adolescentes foram indenizados com o seguro DPVAT em 2019

Acidentes de trânsito geraram indenizações para 9.865 crianças e adolescentes de até 17 anos entre janeiro e setembro deste ano.

O levantamento é de uma seguradora, responsável pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), benefício a que todos os brasileiros têm direito quando se acidentam em território nacional.

Segundo a pesquisa, que contabiliza apenas quem pediu a indenização, foram 36 crianças e adolescentes acidentados por dia este ano. Entre os casos, 70% são indenizações por invalidez, pagas quando há sequelas permanentes nas vítimas. Das 9.865 indenizações nesta faixa etária, 1.461 foram por morte no trânsito.

A maior parte dos menores vitimados nesses quase 10 mil acidentes era formada por pedestres (58%), e cinco mil ocorrências envolveram motocicletas, enquanto automóveis foram os veículos em 3,4 mil sinistros.

O estado de Minas Gerais é o que concentra o maior número de indenizações a crianças e adolescentes acidentados, com 1.001 casos. São Paulo (985) e Ceará (717) vêm em seguida.

A seguradora recomenda prudência ao volante e atenção a itens de segurança, como a cadeirinha, o cinto de segurança e o capacete, no caso de motos. Para pedestres, também é indicado ter cuidados como acompanhar as crianças ao atravessar a rua, utilizar faixas de pedestres e respeitar a sinalização.

Agência Brasil

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RN tem 39 localidades contaminadas por petróleo, apenas quatro em processo formal de limpeza

Foto: Divulgação/Adema

O relatório oficial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) sobre o aparecimento de óleo cru em praias do Nordeste, identificou ocorrências em 39 áreas do litoral do Rio Grande do Norte entre os dias 7 e 24 de setembro. Ainda conforme o documento elaborado pelo Ibama, que traz informações atualizadas até às 18h do dia 11 de outubro, das 39 áreas atingidas na costa potiguar quatro estão em processo formal de limpeza, 19 apresentam vestígios do óleo, em 14 áreas o material não foi mais observado em uma segunda vistoria, e duas áreas não possuem dados atualizados. As manchas de óleo cru começaram a surgir nas praias a partir do dia 2 de setembro, no RN o primeiro registro foi feito no dia 7.

Nas praias do RN onde o óleo não foi mais observado, foram levantadas duas possibilidades principais para explicar o fato: a realização de ações informais de limpeza, que envolveram prefeituras locais e voluntários; ou a ocultação do material na própria areia da orla devido a fragmentação das manchas e a dinâmica das marés.

Duas equipes do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema) estão vistoriando os locais onde as manchas foram registradas. O resultado dessas visitas, com o quadro atualizado da situação, será apresentado na próxima segunda-feira (14), às 10h, durante coletiva de imprensa no auditório da sade da Governadoria do Estado. Na ocasião, que irá contar com participação de representantes dos municípios afetados e de órgãos estaduais e federais, também serão apresentadas as atividades planejadas pelo Idema para dirimir o problema.

“Com as vistorias vamos obter informações mais elucidativas, além dos relatórios que temos recebido do Ibama. Estamos unindo esforços para elaborar um diagnóstico sobre a situação em relação aos impactos desse material em nosso litoral”, explicou Leon Aguiar, diretor-presidente do Idema.

Análises preliminares sugerem que o material encontrado não é do Brasil, e a origem do óleo cru segue sob investigação conduzida pelo Ibama e Marinha do Brasil.

O Governo do Estado assegurou, através de nota oficial intitulada “Manchas de óleo não afetam o turismo do RN” distribuída pela assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Turismo (Setur-RN) na tarde dessa sexta-feira (11), que “as manchas de óleo que atingiram diversas praias do Nordeste brasileiro não afastaram banhistas e turistas dos 410km de litoral do RN”.

De fato, apesar do Rio Grande do Norte ter sido o estado com o maior número de áreas atingidas, o volume do material é o mais baixo quando comparado com outras localidades da região.

Ainda de acordo com a nota, a secretária Estadual de Turismo, Ana Costa, declarou que “as providências estão sendo tomadas”. Ela acredita que as notícias que circulam na imprensa local e nacional sobre o caso são “prejudiciais para o setor” na medida que se “dissipa a ideia de que as praias do RN estão completamente sujas de óleo, o que é uma inverdade. Nossas principais praias turísticas estão próprias para banho, e estamos em alerta para tomar todas as providências necessárias caso a situação se agrave. O que pode afetar a economia e afastar o turista são essas ‘fakenews’ que precisam ser combatidas”, sentenciou a titular da Setur-RN.

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LOCAIS

Fiscalização encontra 50 academias e 24 profissionais irregulares no RN

Foto: Divulgação/CREF

Uma fiscalização encontrou 50 academias de musculação e 24 profissionais irregulares no Rio Grande do Norte. A ação do Conselho Regional de Educação Física (CREF) da 16ª Região passou por 41 cidades potiguares durante todo o mês de setembro.

Das 50 academias, 25 delas sequer eram registradas no Conselho, o que as impediam de oferecer esse tipo de serviço. Ao todo, 11 academias foram fechadas ainda durante a presença dos fiscais pela falta de condições.

Além das interdições, as 24 pessoas que trabalhavam sem o registro no Conselho de Educação Física vão ser denunciadas ao Ministério Público por exercício ilegal da profissão de Educação Física, baseado no que determina a lei federal número 9.696 de 1º de setembro de 1998 que regulamenta essa atividade profissional.

“Esse trabalho é importante para que os donos dessas academias tenham a consciência de que a regularização é importante para que a comunidade possa ser atendida de uma forma segura. O lado positivo é que, com o aumento das fiscalizações, aumenta também a procura pela regularização”, explica Luiz Marcos Peixoto, chefe do departamento de fiscalização do Conselho de Educação Física.

Além das academias, a fiscalização também atuou em eventos, condomínios e escolas. Ao todo, foram averiguadas 48 denúncias feitas pela população.

G1

Fonte: Blog do BG

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: JESUS É RELEVANTE HOJE EM DIA?

Na coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS desta terça-feira estou publicando um texto extraído do site y-jesus.org, que questiona a relevância de Jesus nos dias de hoje. Um estudo com muitos questionamentos e explicações que vale a pena ler e aprofundar o conhecimento teológico para tentar entender a verdadeira missão de Jesus aqui na terra.

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Jesus é relevante hoje em dia?

Muitos pensam que Jesus Cristo quer que sejamos religiosos. Eles pensam que Jesus veio para tirar toda a diversão da vida e nos dar regrar impossíveis de seguir. Eles estão dispostos a chamá-lo de grande líder do passado, mas dizem que ele não é relevante para as suas vidas hoje em dia.

Josh McDowell era um universitário que pensava que Jesus era somente outro líder religioso que definiu regras impossíveis de seguir. Ele pensava que Jesus era totalmente irrelevante para sua vida.

Então um dia, em uma mesa de refeições de um grêmio estudantil, McDowell sentou-se ao lado de uma vibrante e jovem colega com um sorriso radiante. Intrigado, ele perguntou a ela por que ela estava tão feliz. Sua resposta imediata foi“Jesus Cristo!” 

Jesus Cristo? McDowell rosnou, disparando de volta:

“Ah, pelo amor de Deus, não comece com isso. Estou cheio de religião, cheio da igreja e cheio da Bíblia. Não comece com esse lixo sobre religião.”

Mas a jovem não se alterou e calmamente informou,

“Senhor, eu não disse religião, eu disse Jesus Cristo.”

McDowell ficou perplexo. Ele nunca havia considerado Jesus mais do que uma figura religiosa e ele não queria fazer parte da hipocrisia da igreja. Ainda assim aqui estava esta alegre cristã falando sobre Jesus como de alguém que havia trazido sentido à sua vida.

Cristo alegou responder a todas as profundas questões sobre nossa existência. Em um momento ou outro, todos nos questionamos sobre o sentido da vida. Você já olhou as estrelas em uma noite negra e perguntou-se quem as colocou lá? Ou olhou um pôr-do-sol e pensou sobre as maiores questões da vida:

  • “Quem sou eu?”
  • “Por que estou aqui?”
  • “Para onde vou depois que morrer?”

Apesar de outros filósofos e líderes religiosos terem oferecido suas respostas sobre o sentido da vida, mas somente Jesus Cristo provou suas credenciais voltando dos mortos. Céticos como McDowell que originalmente zombavam da ressurreição de Jesus descobriram que existem evidências convincentes que isto realmente aconteceu.

Jesus concede real sentido à vida. Ele disse que a vida é muito mais do que ganhar dinheiro, divertir-se, ter sucesso e terminar em um cemitério. Ainda assim, muitas pessoas tentam encontrar sentido na fama e no sucesso, mesmo as maiores estrelas…

Madonna tentou responder a pergunta de “Por que estou aqui?” tornando-se uma diva, confessando: “por muitos anos pensei que a fama, fortuna e a aprovação popular trariam felicidade. Mas um dia você acorda e percebe que não trazem… Eu ainda sentia que faltava algo… Eu queria saber o sentido da felicidade verdadeira e duradoura e como poderia encontrá-la”.[1]

Outros desistiram de encontrar sentido. Kurt Cobain, vocal da banda grunge de Seattle Nirvana, desesperou-se com a vida aos 27 anos e cometeu suicídio. O desenhista da era do Jazz Ralph Barton também pensava que a vida era sem sentido e deixou a seguinte nota de suicídio: “Eu tive algumas dificuldades, muitos amigos, grandes sucessos; Passei de esposa a esposa e de casa a casa, visitei muitos países do mundo, mas agora estou farto de inventar coisas para preencher 24 horas do dia.”[2]

Pascal, o grande filósofo francês acreditava que o vazio interior que todos sentimos somente pode ser preenchido por Deus. Ele declara que “há um vácuo no formato de Deus no coração de cada homem que somente Jesus pode preencher”.[3] Se Pascal estiver certo, esperaríamos que Jesus não somente respondesse às questões da nossa identidade e sentido da vida, mas também nos desse esperança de vida após a morte.

Pode haver sentido sem Deus? Não, de acordo com o ateu Bertrand Russell, que escreveu: “a menos que você aceite a existência de deus, a questão do sentido da vida é insignificante”.[4]  Russell resignou-se por fim a “apodrecer” no túmulo. Em seu livro Porque não sou cristão, Russell refutou tudo o que Jesus disse sobre o sentido da vida, incluindo sua promessa de vida eterna.

Mas se Jesus de fato derrotou a morte como declarado pelas testemunhas, (veja “Jesus ressuscitou dos mortos?”) então somente ele poderia falar sobre o sentido da vida e responder à pergunta “para onde vamos?” A fim de entender como as palavras, vida e morte de Jesus podem estabelecer nossas identidades, dar sentido à nossa vida e proporcionar esperança no futuro, precisamos entender o que ele disse sobre Deus, sobre nós e sobre si mesmo.

O que Jesus disse sobre Deus?

Deus é relacional

Muitos pensam que Deus é mais como uma força do que uma pessoa que podemos conhecer e aproveitar. O Deus de quem Jesus falou não é uma Força impessoal como em Guerra nas Estrelas, cuja bondade é medida em voltagem. E nem ele é um grande bicho-papão insensível no céu, tendo prazer em tornar nossas vidas miseráveis.

Pelo contrário, Deus é relacional como nós, mas muito mais. Ele pensa e ouve. Ele se comunica em uma língua que podemos entender. Jesus nos disse e mostrou como Deus é. De acordo com Jesus, Deus conhece cada um de nós intima e pessoalmente, e pensa sobre nós continuamente.

Deus é amoroso

E Jesus disse que Deus é amoroso. Jesus demonstrava o amor de Deus onde quer que fosse, ao curar os doentes e alcançar os feridos e pobres.

O amor de Deus é radicalmente diferente do nosso, pois não é baseado em atração ou desempenho. É totalmente sacrifical e altruísta. Jesus comparou o amor de Deus com o amor de um pai perfeito. Um bom pai quer o melhor para seus filhos, sacrifica-se por eles e abastece-os. Mas, pensando neles, também lhes dá disciplina.

Jesus ilustra o coração amoroso de Deus com uma história sobre um filho rebelde que rejeitou o conselho de seu pai sobre a vida e sobre o que é importante. Arrogante e teimoso, o filho queria deixar de trabalhar e “viver um pouco”. Em vez de esperar até que seu pai estivesse pronto para lhe dar sua herança, ele começou a insistir a seu pai que lhe desse mais cedo.

Na história de Jesus, o pai concede o pedido do filho. Mas as coisas não foram nada bem para o filho. Após desperdiçar seu dinheiro com frivolidades, o filho rebelde teve que trabalhar em uma fazenda de porcos. Logo ele estava tão faminto que até a comida dos porcos lhe parecia boa. Abatido e sem certeza de que seu pai lhe aceitaria de volta, ele arrumou suas coisas e voltou para casa.

Jesus conta que não somente seu pai lhe aceitou de volta, mas também correu para lhe encontrar. E então o pai foi totalmente radical em seu amor e deu uma grande festa para celebrar o retorno de seu filho.

É interessante que mesmo que o pai tenha amado profundamente seu filho, ele não foi atrás dele. Ele deixou o filho que ele amava sentir dor e sofrer as consequências de sua escolha rebelde. De maneira semelhante, as Escrituras ensinam que o amor de Deus nunca arriscará o que é melhor pra nós. Ele nos deixará sofrer as consequências das nossas próprias escolhas erradas.

Jesus também ensinou que Deus nunca compromete Seu caráter. O caráter é quem somos no fundo. É nossa essência da qual todos os pensamentos e ações resultam. Então, como é Deus? Quão profundo?

Deus é sagrado

Ao longo das Escrituras (quase 600 vezes), Deus é denominado “sagrado”. Sagrado significa que o caráter de Deus é moralmente puro e perfeito de todas as maneiras. Imaculado. Isto significa que Ele nunca possui um pensamento impuro ou inconsistente com Sua excelência moral.

Além disso, a santidade de Deus significa que Ele não pode estar na presença do mal. Visto que o mal é o oposto de Sua natureza, Ele o odeia. É como poluição para Ele.

Mas se Deus é sagrado e detesta o mal, por que não criou nosso caráter como o Dele? Por que existem pedófilos, assassinos, estupradores e pervertidos? E por que nós lutamos tanto para manter nossas próprias escolhas morais? Isso nos leva à próxima parte da nossa busca por sentido. O que Jesus disse sobre nós?

O que Jesus disse sobre nós?

Feito para um relacionamento com Deus

Se lermos o Novo Testamento, descobrimos que Jesus falava continuamente do nosso imenso valor para Deus, dizendo que Deus nos criou para ser Seus filhos.

Estrela do rock da banda irlandesa U2, Bono declarou em uma entrevista: “é um conceito surpreendente que o Deus que criou o universo esteja procurando por companhia, um relacionamento real com as pessoas….”[5] Em outras palavras, antes do universo ser criado, Deus já planejava adotar-nos em Sua família. Não somente isto, Deus também planejou uma incrível herança para nós. Como o coração do pai na história de Jesus, Deus quer nos esbanjar com uma herança de bênçãos inimagináveis e privilégios reais. Em Seus olhos, somos especiais.

Liberdade de escolha

No filme Mulheres Perfeitas, homens fracos, mentirosos, gananciosos e assassinos criaram robôs submissos e obedientes para substituir suas mulheres liberais que eram consideradas um perigo. Apesar de os homens supostamente amarem suas mulheres, eles as substituíram por brinquedos para forçar sua obediência.

Deus poderia ter-nos feito desta forma—pessoas robóticas (iPeople) programadas para amá-lo e obedecê-lo, a idolatria codificada em nós como um protetor de tela. Mas desta maneira nosso amor compulsório não teria sentido. Deus quer que O amemos livremente. Em relacionamentos reais, todos desejamos alguém para nos amar por quem somos, não por obrigação—preferimos uma alma-gêmea do que uma noiva sob encomenda. Søren Kierkegaard resumiu o dilema nesta história.

Suponha que existia um rei que amava uma humilde donzela. O rei era como nenhum outro. Todos os homens de estado tremiam perante seu poder… E ainda assim o poderoso rei derretia-se de amor por uma humilde donzela. Como ele poderia declarar seu amor por ela? De uma maneira estranha, seu status limitava seus passos. Se ele a trouxesse ao palácio e a coroasse com joias ela com certeza não resistiria—ninguém ousava resistir a ele. Mas será que ela o amaria? Ela poderia dizer que o amava, claro, mas será que seria verdadeiro?[6]

Agora vemos o problema. De maneira menos poética: Como terminar com um namorado onisciente? (“As coisas não estão funcionando com a gente, mas acho que você já sabia disso.”) Porém, para tornar o amor doado livremente possível, Deus criou os humanos com uma capacidade única: livre arbítrio.

Rebelião contra as leis morais de Deus

C.S. Lewis argumentou que mesmo que sejamos internamente programados com um desejo de conhecer Deus, rebelamo-nos contra ele desde o momento que nascemos.[7] Lewis também começou a examinar seus próprios motivos, que levaram-no a descobrir que ele instintivamente sabia discernir o certo do errado.

Lewis se perguntou de onde este senso de certo e errado vinham. Todos nós experimentamos este senso de certo e errado quando lemos que Hitler matou seis milhões de judeus ou sobre um herói ou heroína sacrificando sua vida por alguém. Sabemos instintivamente que é errado mentir e trapacear. O reconhecimento de que somos programados com uma lei moral interna levou o antes ateu à conclusão de que deve existir um “legislador” moral.

De fato, de acordo com Jesus e com as Escrituras, Deus nos deu uma lei moral para obedecer. E não somente nos afastamos do relacionamento com Ele, mas também infringimos essas leis morais estabelecidas por Deus. A maioria de nós conhece alguns dos Dez Mandamentos:

“Não mentir, roubar, matar, cometer adultério, etc.” Jesus resumiu as leis dizendo que devemos amar a Deus com todo nosso coração e o próximo como a nós mesmos. O pecado, portanto, não é o único mal que fazemos ao infringir a lei, mas também falhamos em fazer o que é certo.

Deus criou o universo com leis que governam tudo que há nele. Elas são invioláveis e imutáveis. Quando Einstein derivou a fórmula E=MC2, ele liberou o mistério da energia nuclear. Junte os ingredientes corretos sob as condições corretas e um poder imenso é liberado. As Escrituras nos dizem que a lei moral de Deus não é menos válida, pois deriva do Seu caráter.

Desde os primeiros homem e mulher, desobedecemos as leis de Deus, mesmo que tenham sido para o nosso bem. E falhamos em fazer o que é certo. Herdamos esta condição do primeiro homem, Adão. A Bíblia chama essa desobediência de pecado, que significa “errar o alvo” como um arqueiro erra seu objetivo. Por isso nossos pecados destroem o relacionamento com Deus destinado a nós. Usando o exemplo do arqueiro, erramos o alvo sobre o propósito para o qual fomos criados.

O pecado causa a destruição de todos os relacionamentos: a raça humana isolada de seu ambiente (alienação), indivíduos isolados de si mesmos (culpa e vergonha), pessoas isoladas umas das outras (guerra, assassinato) e pessoas isoladas de Deus (morte espiritual). Como uma corrente, após o primeiro elo entre Deus e a humanidade ter sido quebrado, todos os elos ligados soltaram-se.

E estamos destruídos. Como no rap de Kayne West, “eu não acho que há nada agora que posso fazer para consertar meus erros… Quero falar com Deus, mas tenho medo, pois não nos falamos há tanto tempo…” As letras de West falam da separação que o pecado traz para nossas vidas. E, de acordo com a Bíblia, esta separação é mais do que apenas letras de uma música de rap. Ela tem consequências mortais.

Nossos pecados nos separam do amor de Deus

Nossa rebelião (pecado) criou uma muralha de separação entre Deus e nós (veja Isaías 59:2). Nas Escrituras, “separação” significa morte espiritual. Uma morte espiritual significa estar completamente isolado da luz e da vida de Deus.

“Mas espere um minuto”, você pode dizer. “Deus não sabia disso tudo antes de nos criar?”

“Por que Ele não viu que Seu plano falharia?” Com certeza, um Deus onisciente saberia que nos rebelaríamos e pecaríamos. De fato, são nossas falhas que tornam o plano de Deus tão incrível. Isto nos leva à razão pela qual Deus veio à Terra em forma humana. E ainda mais incrível—a notável razão para sua morte.

O que Jesus disse sobre si mesmo?

A solução perfeita de Deus

Durante seus três anos de ministério público, Jesus nos ensinou como viver e realizou muitos milagres, mesmo ressuscitando os mortos. Ele declarou que sua missão principal era salvar-nos dos nossos pecados.

Jesus afirmou que ele era o Messias prometido que traria toda a iniquidade sobre si. O profeta Isaías havia escrito sobre o Messias 700 anos antes, dando várias dicas sobre sua identidade. Mas a dica mais difícil de entender era a de que o Messias seria tanto homem quanto Deus!

“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado. E ele será chamado… Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6)

O autor Ray Stedman escreve sobre o Messias prometido por Deus: “Desde o início do Velho Testamento há um senso de esperança e expectativa, como o som de passos que se aproximam: Alguém está vindo! … Essa esperança aumenta ao longo dos registros proféticos quando profeta após profeta declara dica instigante após outra: Alguém está vindo!”[8]

Os profetas antigos previram que o Messias se tornaria a oferenda perfeita de Deus pelos pecados, satisfazendo sua justiça. O homem perfeito que se qualifica para morrer por nós. (Isaías 53:6)

De acordo com os autores do Novo Testamento, a única razão pela qual Jesus estava qualificado para morrer por nós é porque, como Deus, ele havia vivido uma vida moralmente perfeita e não estava sujeito ao julgamento do pecado.

É difícil entender como a morte de Jesus pagou por nossos pecados. Talvez uma analogia jurídica esclareça como Jesus resolve o dilema do amor e justiça perfeitos de Deus.

Imagine-se entrando em um tribunal, culpado de assassinato (você teria sérios problemas). Ao aproximar-se do júri, você percebe que o juiz é seu pai. Sabendo que ele o ama, você imediatamente começa a implorar, “Pai, deixe-me ir!”

Ao que ele responde: “eu te amo filho, mas sou um juiz. Eu não posso simplesmente deixá-lo ir”.

Ele está arrasado. Eventualmente ele bate o martelo e o declara culpado. A justiça não pode ser comprometida, ao menos não por um juiz. Mas, por ele lhe amar tanto, ele desce do júri, retira o manto e oferece-se para pagar a pena em seu lugar. De fato, ele toma seu lugar na cadeira elétrica.

Esta é a imagem mostrada no Novo Testamento. Deus desceu na história humana como a pessoa de Jesus Cristo e foi para a cadeira elétrica (leia-se: cruz) em nosso lugar, por nós. Jesus não é um bode expiatório que leva os pecados, mas sim o próprio Deus. De forma mais clara, Deus tinha duas escolhas: julgar o pecado em nós ou assumir ele mesmo a punição. Em Cristo, Ele escolheu a segunda opção.

Apesar de Bono, do U2, não ter intenção de ser um teólogo, ele declara corretamente a razão da morte de Jesus:

“O motivo da morte de Cristo é que ele assumiu todos os pecados do mundo, para que o que nós fizemos não voltasse para nós e que nossa natureza pecadora não trouxesse uma morte óbvia. É esse o motivo. Isso deveria nos manter humildes. Não são nossos bons atos que nos levam para o céu”.[9]

E Jesus deixou claro que ele é o único que pode nos levar a Deus, dizendo: “Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.”. (João 14:6)

Mas muitos argumentam que a afirmação de Jesus de que ele é o único caminho para Deus é muito limitada, dizendo que existem muitos caminhos a Deus. Os que acreditam que todas as religiões são uma só negam que temos o problema do pecado. Eles recusam-se a levar as palavras de Cristo a sério. Eles dizem que o amor de Deus aceitará a todos, independente do que fizermos.

Talvez Hitler mereça um julgamento, argumentam, mas não eles ou outros que vivem “vidas decentes”. É como dizer que Deus dá nota para a média e todos que tirarem um D- ou melhor entrarão. Mas isto apresenta um dilema.

Como vimos, o pecado é o oposto absoluto do caráter de Deus. Portanto, ofendemos aquele que nos criou e nos amou a ponto de sacrificar Seu próprio filho por nós. De certa maneira, nossa rebelião é como cuspir em sua face. Bons atos, religião, meditação nem Karma podem pagar pelas dívidas criadas pelos nossos pecados.

De acordo com o teólogo R. C. Sproul, somente Jesus pode pagar essa dívida. Ele escreve:

“Moisés podia meditar sobre a lei, Maomé podia brandir uma espada, Buda podia dar conselhos pessoais e Confúcio podia oferecer palavras sábias, mas nenhum desses homens era qualificado para oferecer redenção dos pecados do mundo. Somente Cristo é digno de devoção e servidão ilimitados”.[10]

Um presente não merecido

O termo bíblico que descreve o perdão espontâneo de Deus através da morte em sacrifício de Cristo é graça. Enquanto a misericórdia nos salva de algo que merecemos, a graça de Deus nos dá o que não merecemos. Revisemos por alguns instantes como Cristo fez por nós o que não poderíamos ter feito por nós mesmos:

  • Deus nos ama e nos criou para um relacionamento com Ele.[11]
  • Foi-nos dada a liberdade de aceitar ou rejeitar esse relacionamento.[12]
  • Nosso pecado e rebelião contra Deus e Suas leis criou uma muralha de separação entre nós e Ele.[13]
  • Apesar de merecermos julgamento eterno, Deus pagou nossas dívidas completamente com a morte de Jesus em nosso lugar, tornando uma vida com Ele possível.[14]

Bono nós dá sua perspectiva sobre a graça.

“A graça desafia a razão e a lógica. O amor interrompe, por assim dizer, as consequências das suas ações, o que no meu caso é realente ótimo, pois eu já fiz muitas coisas estúpidas… Eu teria muitos problemas se Karma fosse meu juiz no fim das contas, pois ele não perdoa meus erros, mas eu acredito na graça. Acredito que Jesus levou meus pecados em sua cruz, porque eu seu quem sou e espero que não tenha que depender da minha própria religiosidade”.[15]

Agora temos uma ideia do plano de Deus se desenvolvendo pelas eras. Mas ainda há um ingrediente faltando. De acordo com Jesus e com os autores do Novo Testamento, cada um de nós individualmente deve responder ao presente gratuito que Jesus nos oferece. Ele não nos força a aceitá-lo.

É você quem escolhe o final

Nós fazemos escolhas continuamente—o que vestir, o que comer, nossa carreira, nosso cônjuge, etc. É o mesmo ao escolher um relacionamento com Deus. O autor Ravi Zacharias escreve:

“A mensagem de Jesus revela que cada indivíduo… chega a conhecer Deus não por virtude do seu nascimento, mas sim por uma escolha consciente para deixar que Ele comande sua vida”.[16]

Nossas escolhas são muitas vezes influenciadas por outros. Porém, algumas vezes, recebemos conselhos errados. Em 11 de setembro de 2001, 600 pessoas inocentes confiaram em um conselho errado e sofreram inocentemente as consequências. Esta é a história verdadeira:

Um homem que estava no 92º andar da torre sul do World Trade Center havia acabado de ouvir um jato colidir contra a torre norte. Atordoado pela explosão, ele ligou a polícia e pediu instruções de como agir. “Precisamos saber se precisamos sair daqui, pois sabemos que houve uma explosão”, disse ele com urgência no telefone.

A voz do outro lado da linha aconselhou-o a não evacuar o prédio. “Eu aguardaria por novas instruções.”

“Muito bem”, disse o homem que ligara. “Não iremos evacuar o prédio.” Ele então desligou o telefone.

Logo após as 9hs, outro jato chocou-se contra o 80º andar da torre sul. Quase todas as 600 pessoas que estavam nos andares mais altos da torre sul pereceram. A falha em evacuar o prédio foi uma das maiores tragédias do dia.[17]

Essas 600 pessoas morreram porque confiaram em informações erradas, mesmo que dada por uma pessoa que tentou ajudá-las. A tragédia não teria ocorrido se as 600 vítimas tivessem recebido a informação correta.

Nossa escolha consciente sobre Jesus é infinitamente mais importante do que as enfrentadas pelas mal-informadas vítimas do 9/11. A eternidade está em jogo. Podemos escolher uma de três diferentes respostas. Podemos ignorá-lo. Podemos rejeitá-lo. Ou podemos aceitá-lo.

A razão pela qual muitas pessoas passam a vida ignorando Deus é por estarem ocupadas demais com seus próprios planos. Chuck Colson era assim. Aos 39 anos, Colson ocupava o escritório ao lado do presidente dos Estados Unidos. Ele era o cara “durão” da Casa Branca de Nixon, o “carrasco” que tomava as decisões difíceis. Contudo, em 1972, o escândalo Watergate arruinou sua reputação e seu mundo se desfez. Mais tarde, ele escreve:

“Eu estava preocupado comigo mesmo. Fiz várias coisas, alcancei várias coisas, tive sucesso e não dei a Deus nenhum crédito, não agradeci nenhuma vez por qualquer dos Seus presentes para mim. Eu nunca pensei em nada como sendo ‘imensuravelmente superior’ a mim nem pensei em momento algum sobre o poder infinito de Deus, não fiz nenhuma relação com Ele na minha vida”.[18]

Muitos identificam-se com as palavras de Colson. É fácil deixar-se levar pelo ritmo rápido da vida e deixar pouco ou nenhum tempo para Deus. Ignorar a graciosa oferta do perdão de Deus tem as mesmas consequências drásticas que rejeitá-la diretamente. Nossa dívida do pecado permanece sem pagamento.

Em casos criminais, poucos rejeitam um perdão completo. Em 1915, George Burdick, editor da cidade do New York Tribune recusou revelar suas fontes e infringiu a lei. O presidente Woodrow Wilson declarou um perdão completo para as ofensas que Burdick “cometeu ou possa ter cometido”. O que tornou o caso histórico foi que Burdick recusou este perdão. Isto levou o caso à Suprema Corte, que ficou do lado de Burdick e declarou que um perdão presidencial não poderia ser forçado a ninguém.

Com relação a rejeitar o perdão completo de Cristo, as pessoas indicam diversas razões. Muitas dizem que não há evidência suficiente, mas como Bertrand Russell e uma horda de outros céticos, eles não estão interessados em investigar. Outros recusam-se a olhar além de alguns Cristãos hipócritas que conhecem, indicando um comportamento sem amor e inconsistente como desculpa. E outros ainda rejeitam Cristo por culparem Deus por alguma experiência trágica ou triste que sofreram.

Contudo, Zacharias, que debateu com intelectuais em centenas de universidade acredita que o real motivo pelo qual as pessoas rejeitam Deus é a moral. Ele escreve:

“Um homem rejeita Deus não por causa de demandas intelectuais nem por falta de evidências. Um homem rejeita Deus por causa
da sua resistência moral que recusa-se a admitir que precisa de Deus”.[19]

O desejo pela liberdade moral manteve C. S. Lewis longe de Deus pela maioria de seus anos na universidade. Após sua busca pela verdade levou-o a Deus, Lewis explica como a aceitação de Cristo requer mais do que apenas concordar intelectualmente com os fatos. Ele escreve:

“O homem caído não é simplesmente uma criatura imperfeita que precisa de melhoria: ele é um rebelde que deve abaixar suas armas. Abaixar as armas, render-se, dizer que se arrepende, perceber que tem estado no caminho errado e preparar-se para recomeçar a vida… é isto que os cristãos chamam de arrependimento”.[20]

Arrependimento é uma palavra que significa uma mudança dramática de pensamento. Foi isso que aconteceu ao “carrasco” de Nixon. Após a exposição do Watergate, Colson começou a pensar de maneira diferente sobre a vida. Sentindo sua própria falta de propósito, ele começou a ler o Cristianismo Puro e Simples de Lewis que havia sido presenteado por um amigo. Advogado treinado, Colson pegou um bloco de notas amarelo e começou a escrever os argumentos de Lewis. Colson relembra:

“Eu sabia que havia chegado a minha hora… Eu deveria aceitar Jesus Cristo sem reservas como Senhor da minha vida? Era como se houvesse um portão à frente. Não havia meios de dar a volta nele. Ou passava por ele ou ficaria de fora. Um ‘talvez’ ou ‘preciso de mais tempo’ seria brincar comigo mesmo”.

Após um certo conflito interno, este ex-ajudante do presidente dos Estados Unidos realmente percebeu que Jesus Cristo merecia sua total dedicação. Ele escreve:

“E então na sexta-feira pela manhã, enquanto eu sentava sozinho olhando o mar que tanto amo, palavras que eu não sabia que entenderia ou diria saíram naturalmente dos meus lábios: ‘Senhor Jesus, eu acredito. Eu O aceito. Por favor, entre na minha vida. Eu me comprometo Convosco”.[21]

Colson descobriu que suas questões de “quem sou eu?” “por que estou aqui?” e “para onde vou?” todas são respondidas com um relacionamento pessoal com Jesus Cristo. O apóstolo Paulo escreve: “Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade”. (Efésios 1:11, A Mensagem)

Quando entramos em um relacionamento pessoal com Jesus Cristo, ele preenche nosso vazio interno, nos traz paz e satisfaz nosso desejo por sentido e esperança. Não precisamos mais buscar estímulos ou satisfação temporários. Quando Ele entra em nós, também satisfaz nossas ânsias mais profundas com amor e segurança verdadeiros e duradouros.

E a coisa mais impressionante é que o próprio Deus veio como homem pagar toda a nossa dívida. Portanto, nós não estamos mais sob o castigo do pecado. Paulo afirma isto claramente aos Colossenses quando escreve:

“Antes vocês estavam separados de Deus e, em suas mentes, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação”.(Colossenses 1:21b-22a NLT).

Por isso, Deus fez o que não podíamos ter feito por nós mesmos. Foram liberados de nossos pecados pela morte em sacrifício de Jesus. É como se um assassino em sério estivesse perante um júri e lhe fosse concedido perdão total e completo. Ele não merece o perdão, nem nós merecemos. A bênção de Deus da vida eterna é totalmente gratuita—e é para quem quiser. Mas mesmo que o perdão nos seja oferecido, é nossa escolha aceitá-lo. A escolha é sua.

Você está em um momento da sua vida em que deseja aceitar a oferta franca de Deus?

Talvez como Madonna, Bono, Lewis e Colson sua vida também tenha sido vazia. Nada do que você tentou satisfez o vazio interior que você sente. Deus pode preencher este vazio e transformá-lo em apenas um momento. Ele o criou para ter uma vida abundante de sentido e propósito. Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente”. (João 10:10b)

Talvez as coisas não estejam indo bem na sua vida e você tem sentido-se cansado e sem paz. Você percebe que infringiu as leis de Deus e que está isolado de seu amor e perdão. Você teme o julgamento de Deus. Jesus disse: “Eu lhe trago um presente—paz de espírito e coração. E a paz que trago não se parece com nenhuma que o mundo traz”.

Esteja você simplesmente cansado de uma vida de buscas vazias ou incomodado por uma falta de paz com o Criador, a resposta é Jesus Cristo.

Ao confiar em Jesus Cristo, Deus perdoará todos os seus pecados—do passado, do presente e do futuro, e o tornará Seu filho. E como Seu filho amado, Ele traz propósito e sentido para a vida na Terra e a promessa de uma vida eterna com Ele.

A Palavra de Deus diz: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus”. (João 1:12)

Perdão dos pecados, propósito para a vida e vida eterna são todos seus se quiser. Você pode convidar Cristo para sua vida agora mesmo com uma oração. Orar é falar com Deus. Deus conhece seu coração e não está preocupado com suas palavras, mas sim com a atitude do seu coração. A seguir está uma sugestão de oração:

“Amado Deus, quero conhecer Você pessoalmente e viver eternamente Contigo. Obrigado, Senhor Jesus, por morrer na cruz pelos meus pecados. Eu abro as portas da minha vida para recebê-lo como Senhor e Salvador. Tome o controle da minha vida e me transforme, fazendo de mim a pessoa que Você quiser que eu seja.”

Esta oração expressa o desejo do seu coração? Se sim, basta orar de acordo com a sugestão acima na sua própria língua.

Ao assumir um compromisso com Jesus Cristo, ele entra na sua vida, torna-se seu guia, conselheiro, confidente e melhor amigo. Além disso, ele lhe dá forças para superar as provações e a tentação, liberando-o para experimentar uma nova vida cheia de sentido, propósito e poder.

Chuck Colson descobriu esse nosso propósito e poder. Colson admite prontamente que antes de tornar-se cristão ele era ambicioso, orgulhoso e egoísta. Ele não tinha nenhum desejo ou poder para amar os que precisavam. Porém, seus pensamentos e motivações mudaram drasticamente após seu compromisso com Cristo.

Fonte: y-jesus.org

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REFLEXÃO: A PERSONALIDADE E O CARÁTER HUMANO SÃO FORJADOS TAL QUAL O ARTISTA E O SOPRADOR

O texto que publico na coluna REFLEXÃO desta quinta-feira é de autoria de José Sérgio P. Silva e tem como título “O Artista e o Soprador”. O texto, de grande profundidade, é um misto de ciência, alquimia, espiritismo e exoterismo para cunhar a personalidade e o caráter do ser humano. Vale a pena conferir!

Alma quimica

O artista e o soprador 

 O grande Alquimista idealiza a obra misturando elementos em uma combinação química para produzir vida e transformação. O DNA é uma cadeia genética de átomos dispostos de tal forma que determinam todas as características do nosso ser.

É como se houvesse um mapa ou um plano cuidadosamente traçado que determina todos os potenciais para desenvolver determinadas características que podem iniciar e favorecer determinados comportamentos.

Desde quando nascemos e durante toda nossa vida tais potenciais estarão lá a nos favorecer ou nos dificultar em determinados aspectos. Isso explicaria os nossos talentos, virtudes e fraquezas. Isso explicaria também porque determinadas pessoas mesmo em situações adversas não desenvolvem determinadas fraquezas e outras com um pequeno impulso as incorporam em seu caráter.

Entretanto estudos indicam que o DNA precisa ser ativado para produzir os efeitos que nele estão registrados. Esta ativação ocorreria diante de situações emocionais que provocam uma reação em cadeia em nosso ser e disparam nossos mecanismos internos de proteção e preservação.

Parece então haver uma combinação perfeita entre o plano, o meio e as circunstâncias, para provocar esta ativação.

Quando comparamos o plano da Alma do mapa numerológico com as reações da pessoa diante dos problemas e desafios concluímos que deve existir algum mecanismo que estabeleça esta relação entre o plano, os registros do DNA, o meio e as circunstâncias. Assim suas personalidades são moldadas segundo suas heranças,  como que trazendo de volta um passado distante que foi registrado na sua genética.

Os antigos estudos herméticos falam em quatro fases sucessivas da vida e indicam que somente a partir da terceira fase o indivíduo está com sua personalidade pronta. É como se passássemos uma grande parte de nossa vida nos reconstruindo segundo um velho padrão, para retomar quem somos, para depois então, uma vez reincarnados, começarmos então a reforma de nosso ser lutando contra nossas tendências indesejáveis.

Na oficina da alquimia Suprema, o artista idealizou a obra e cabe ao soprador manter o fogo aceso para aquecer os materiais e fazer a fusão que produzirá a transformação da alma. É pelo calor e pelo atrito que o chumbo se transformará em ouro.

Se assim o fizermos durante toda uma vida, pelo esforço da vontade, manteremos a chama viva e produziremos a mágica da transformação.

Talvez então, após o final, nosso DNA espiritual seja reescrito nos livros sagrados com uma nova fórmula. E finalmente possamos herdar tais virtudes facilitadoras em futuras jornadas.

Roguemos então que o artista alquimista possa idealizar novas combinações químicas e nos proporcionar novos papéis que colocarão a prova tais aprendizados…

8 de Agosto de 2019
João Sérgio P. Silva

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HISTÓRIA E POLÍTICA: CARLOS MAGNO E A FUNDAÇÃO DA EUROPA

Na coluna HISTÓRIA & POLÍTICA desta quinta-feira temos mais uma brilhante palestra do historiador Jilene Augusto. Desta vez sobre a saga do Imperador Carlos Magno e a fundação da Europa. Veja aqui o que você não aprende na escola!

Fonte:

Publicado em 21 de ago de 2019

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