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AUTOCONHECIMENTO: O PROFANO É O PRIMEIRO PLANO DO NÍVEL SEMICONSCIENCIAL

No 6º vídeo da série AUTOCONHECIMENTO, na coluna AUTOCONHECIMENTO desta quinta-feira, trato do Plano PROFANO, o primeiro e mais rasteiro do nível da Semiconsciência, o nível consciencial em que a maioria da humanidade se encontra atualmente. A Semiconsciência é composta de três planos conscienciais: o Profano, o Místico e o Plena Fé. Assista ao vídeo e entenda o primeiro deles!

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RELIGIÃO: MANIQUEÍSMO, CRISTIANISMO E GNOSTICISMO

Neste sábado, na coluna RELIGIÃO você terá a oportunidade de conhecer melhor o Maniqueísmo, o Cristianismo e o gnosticismo. São três religiões parecidas cujos dogmas de uma, as vezes se confundem com os dogmas da outra. O certo é que os dogmas fundamentais das três se parecem bastante, cujos pilares são: O Bem e o Mal, a dualidade que atormenta o homem desde os primórdios!

              Maniqueísmo, Cristianismo e Gnosticismo

Quando o gnosticismo primitivo já perdia a sua influência no mundo greco-romano, surgiu na Babilônia e na Pérsia, no século III, uma nova vertente, o maniqueísmo.

O seu fundador foi o profeta persa Mani ou Manés e as suas idéias sincretizavam elementos do Zoroastrismo, do Hinduísmo, do Budismo, do Judaísmo e do Cristianismo. Desse modo, Mani considerava Zoroastro, Buda e Jesus como “pais da Justiça”, e pretendia, através de uma revelação divina, purificar e superar as mensagens individuais de cada um deles, anunciando uma verdade completa.

Conforme as suas idéias, a fusão dos dois elementos primordiais, o reino da luz e o reino das trevas, teriam originado o mundo material, essencialmente mau. Para redimir os homens de sua existência imperfeita, os “pais da Justiça” haviam vindo a Terra, mas como a mensagem deles havia sido corrompida, Mani viera a fim de completar a missão deles, como o Paráclito prometido por Cristo, e trouxera segredos para a purificação da luz, apenas destinados aos eleitos que praticassem uma rigorosa vida ascética. Os impuros, no máximo podiam vir a serem catecúmenos e ouvintes, obrigados apenas à observância dos dez mandamentos.

A presente revelação, esta profecia, veio para a Babilônia através de mim, Mani, para as outras escolas e para as outras heresias. Para cada uma delas eu mostrei que a sua própria sabedoria e suas escrituras é a verdade a qual eu desvelei e mostrei ao mundo.

Há duas fontes do que vem à existência: Deus e a Matéria, Luz e a Escuridão, Bem e o Mal. A Luz é a árvore que dá bons frutos. A Matéria é uma árvore que dá maus frutos.

A espiritualidade não pertence ao mundo da matéria, o mundo físico é o mundo espiritual não o material.

Eles deviam seguir os dez mandamentos seguintes como fio condutor da sua vida cotidiana:

– Não adorar nenhum ídolo.

– Purificar o que sai da boca, não praguejar, não mentir, não levantar falso testemunho ou caluniar.

– Purificar o que entra pela boca, não comer carne, nem ingerir álcool.

– Venerar as mensagens divinas.

– Ser fiel ao seu cônjuge e manter a continência sexual, especialmente durante os jejuns;

– Auxiliar e consolar aqueles que sofrem.

– Evitar os falsos profetas.

– Não assustar, ferir, atormentar ou matar animais.

– Não roubar nem cometer fraude.

– Não praticar nenhuma magia ou feitiçaria.

As ideias maniqueístas espalharam-se desde as fronteiras com a China até ao Norte d’África. Mani acabou crucificado no final do século III, e os seus adeptos sofreram perseguições na Babilônia e no Império Romano, neste último sob o governo do Imperador Diocleciano e, posteriormente, os imperadores cristãos. Apesar de a igreja ter condenado esta doutrina como herética em diversos sínodos desde o século IV, ela permaneceu viva até a Idade Média.

Santo Agostinho que a princípio fora influenciado pelas idéias maniqueístas, terminará por combatê-las, sustentando contra esse princípio de igualdade de origens o do caráter negativo do mal. Combateu ainda a concepção maniqueísta de que não havia nenhuma realidade extra corporal. O “logos” era, para Mani, a encarnação do princípio da bondade, destinado a opor-se ao primeiro produto da criação do mal. As sucessivas criações de ambas as potências, bem e mal, não tinham outro fim que o de neutralizar-se, até que o Bem e a Luz triunfassem sobre as trevas do mal.

A igreja cristã de Mani era estruturada a partir dos diversos graus do desenvolvimento interior. Ele mesmo a encabeçava como apóstolo de Jesus Cristo. Junto a ele eram mantidos doze instrutores ou filhos da misericórdia. Seis filhos iluminados pelo sol do conhecimento assistiam cada um deles. Esses “epíscopos” bispos eram auxiliados por seis presbíteros ou filhos da inteligência. O quarto círculo compreendia inúmeros eleitos chamados de filhos e filhas da verdade ou dos mistérios. Sua tarefa era pregar, cantar, escrever e traduzir. O quinto círculo era formado pelos auditores ou filhos e filhas da compreensão. Para esse último grupo, as exigências eram menores.

Mani foi um preservador da tradição gnóstica, com a morte do Mestre Jesus, os discípulos se separaram em dois grupos, e fugiram. Thiago seguiu para o Egito onde escolas gnósticas floresceram nas décadas seguintes, seguindo depois para o porto de Marselha, na França. Este é o motivo de Maria Madalena ser tão venerada na França, e Tiago ter seu famoso Caminho de Santiago de Compostela, motivo das historias britânicas estarem estritamente relacionadas a José de Arimatéia e assim por diante.

Gnosticismo, do grego Γνωστικισμóς (gnostikismós); de Γνωσις (gnosis): ‘conhecimento’, (gnostikos): aquele que tem o conhecimento,  é um conjunto de correntes filosófico-religiosas sincréticas que chegaram a mimetizar-se com o cristianismo nos primeiros séculos de nossa era, vindo a ser declarado como um pensamento herético, após uma etapa em que conheceu prestígio entre os intelectuais cristãos. De fato, pode falar-se em um gnosticismo pagão e em um gnosticismo cristão, ainda que o pensamento gnóstico mais significativo tenha sido alcançado como uma vertente heterodoxa do cristianismo primitivo.

O gnosticismo foi inicialmente definido no contexto cristão, embora algum estudioso supusesse que o gnosticismo se desenvolveu antes, ou foi contemporâneos do cristianismo, não há textos gnósticos até hoje descobertos que sejam anteriores ao cristianismo.

Os estudos do gnosticismo e do cristianismo primitivo da Alexandria receberam um forte impulso a partir da descoberta da Biblioteca de Nag Hammadi, em 1945.

Do outro lado temos o grupo de Tomé, Simão o Mago, Mateus que sobe para as regiões da Síria, onde pequenos núcleos de buscadores das gnoses, conhecimento superior, interno e espiritual, serão formados. Décadas depois a Síria estará entre as regiões visitadas por Apolônio de Tiana e o gnóstico Paulo. A Síria sempre foi objeto de grande interesse espiritual, séculos depois é para a Síria que os Templários se dirigem em busca dos Mistérios, igualmente para a Síria que Christian Rosenkreutz , pseudônimo do fundador dos Rosa-Cruzes, se dirige e encontra o seu ‘livro secreto’, e um ‘augusta fraternidade’.

Coincidência ou não, é impossível ignorar a importância dessa região, sem dúvida algo devia haver lá. Destes segundo grupo de discípulos há relatos que sugerem que Tomé teria passado um tempo lá e retornado para a Índia, como indica o Hino da Pérola,  que é simbólico, mas usa de base a historia de um príncipe que veio do Oriente, curiosamente o ‘Hino da Pérola’ ou ‘Hino da Veste de Glória’ vai ser divulgado a partir de escolas na Síria.

Entre a coleção de textos divulgados pela escola Síria, está o dito Hino, e também os escritos de Tomé, cópias do Evangelho de Tomé, se preservaram graças a esses gnósticos antigos. Além do Evangelho de Tomé, temos o ‘Livro de Tomé’ redigido por Mateus enquanto Jesus conversava com Tomé, segundo consta o próprio livro. Esses textos são divulgados mais tarde principalmente por um gnóstico chamado Bardesanes, na Síria. Bardesanes não é nada menos que o avô de Mani.

Portanto é nesse contexto gnóstico de Hinos da veste de glória e Evangelho de Tomé que Mani, o Profeta da Luz, é educado.

Mani, jovem e inspirado, ignorou ingenuamente o perigo que vinha do oeste e ensina abertamente, logo, os atentos olhos da oposição, a Igreja que se formava em Roma, vê em Mani um problema. Assim o maniqueísmo passou a ser combatido

Mas o que ensinam esses maniqueus que rejeitaram a ânsia por poder da igreja romana e foram tão perseguidos? Ensinam:

– A fonte do Bem está na ‘região da Luz’.

– O Rei da Luz é a Árvore da Vida. Eu assimilei a Lei da Luz. Eu sou Mani, o Apóstolo de Jesus, o Amigo da Luz.

– A Mente-Luz (Cristo) é o que desperta aqueles que dormem.

No homem em quem a Mente-Luz está é a Sabedoria.

– A Mente-Luz (a Mente Iluminada) é o Sol dos corações, a Senda dos que buscam o Pórtico dos tesouros da Vida.

– Bem aventurado é aquele que foi iniciado nestas Gnoses Divino.

– Eu encontrei a Terra da Luz. Eu fiz meu caminho para a Cidade dos Deuses.

– Eu tornei minha alma limpa – sou um servo de Deus, eu sou um Nazareno.

– Vocês são filhos do Dia e filhos da Luz. Jesus tem me auxiliado e ele poderá auxiliar vocês. Ele poderá dar-nos sua Compaixão.

De tempos em tempos a Sabedoria envia os Mensageiros de Deus. Em idades após idades estes Mensageiros têm sido enviados pelo eterno rei da Luz, Zrwan, Seth, Zoroastro, Buddha, Christos. As primitivas religiões foram verdadeiras enquanto puros líderes estavam nelas.

A presente revelação, esta profecia desta última idade, veio para a Babilônia através de mim, Mani, para as outras escolas e para as outras heresias. Para cada uma delas eu mostrei que a sua própria sabedoria e suas escrituras é a verdade a qual eu desvelei e mostrei ao mundo.

Há duas fontes do que vem à existência: Deus e a Matéria, Luz e a Escuridão, Bem e o Mal. A Luz é a árvore que dá bons frutos, a Matéria é uma árvore que dá maus frutos.

A espiritualidade não pertence ao mundo da matéria, o mundo físico é o mundo espiritual não o material.

Fonte: Pensando Céu

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REFLEXÃO: NA BARCA DO CORAÇÃO REPOUSA ADORMECIDA A FÉ

Na coluna REFLEXÃO deste sábado trago um texto, que é uma passagem bíblica do novo testamento acerca de uma travessia de Jesus e seus discípulos no Lago de Genesaré em que Jesus adormece sobre as águas plácidas e acorda sob tenebrosa tempestade e desespero dos discípulos em que Jesus num único gesto acalma as águas turbulentas e os corações do seus discípulos. Vale a pena ler esse texto, pois fala sobre fé e serenidade.

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Na barca do coração

Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças e a barca de teu coração agitar-se, desgovernada, sobre as ondas…

Quando as obrigações diárias, as dificuldades e os problemas, as surpresas – nem sempre agradáveis -, levarem-te a dizer: – Que dia!

Lembra-te…

Caía a tarde e a multidão ainda estava reunida na praia.

Desde que o sol surgira, Jesus atendera as incontáveis súplicas daqueles que O buscavam. Mãos e lágrimas roçavam-Lhe o rosto e a túnica – antes tão limpa e alva – e agora, toda manchada de lamentos.

Finalmente, chegara às margens do lago, vencendo a dor e as tristezas dos sofredores. Aqueles que O viram deixando atrás de Si um rastro confortador de estrelas, perguntavam-se: – Quem será este Homem, a Quem as dores obedecem?

O céu acendia as cores da noite quando a barca de Pedro recolheu a preciosa carga.

Jamais Jesus mostrara na face sinais tão evidentes de cansaço.

Acomodado sobre uma almofada de couro, Sua majestosa cabeça pendeu sobre o peito, como um girassol real despedindo-se ao poente.

Seus lábios deixaram escapar um longo suspiro antes de adormecer.

Seus amigos pescadores não ousaram perturbar-Lhe o merecido sono, manejando remos com cuidado, auxiliados pelos sussurros de doce brisa.

O lago de Genesaré assemelhava-se a gigantesco espelho de prata ao luar, tranqüilo e sereno como o Mestre adormecido.

Faltava pouco para completar a travessia, quando tudo transformou-se.

O tempo irou-se, sem aviso. Adensadas, as nuvens de gaze leve tornaram-se tenebrosa tempestade, e o lago esqueceu a calmaria, encrespando-se, açoitado pelo vento.

Para a barca, vencer a tormenta era como lutar contra vigoroso e invencível Titã. Pedro usou toda a sua força e sabedoria nos remos, gritando ordens que se perdiam entre as gargalhadas dos trovões e dos relâmpagos.

Os discípulos assustados correram a acordar Jesus que ainda dormia.

Mestre! – exclamaram em coro desesperado – Perecemos! Jesus, assim desperto, levantou-Se prontamente, equilibrando o corpo cansado muito ereto, apesar da barca que por pouco não naufragava.

Sua majestosa silhueta parecia estar envolta em misteriosa luz, quando ergueu os braços, ordenando à tempestade:

Calai-vos! E voltando-se para os amigos: – Acalmai-vos! Homens, onde está a vossa fé?

Os ventos emudeceram e o lago baixou suas ondas, aplacado por misterioso imperativo.

Os discípulos olhavam-se, num misto de surpresa e alívio.

Envergonhados, voltaram-se para os remos. No compasso ritmado avançava a barca, ao compasso do coração daqueles homens que se perguntavam: Quem será este Homem, a Quem os ventos obedecem?

* * *

Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças, e a barca de teu coração agitar-se, desgovernada, sobre as ondas…

Quando as obrigações diárias, as dificuldades e os problemas, as surpresas – nem sempre agradáveis – levarem-te a dizer: – Que dia!

Lembra-te… Acorda a mensagem do Cristo adormecida em ti e… Acalma-te!

Redação do Momento Espírita

Fonte: Momento de Reflexão

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