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CIÊNCIAS: NOVO ESTUDO CONSTATA QUE ATIVIDADE FÍSICA TEM DUPLO EFEITO BENÉFICO NA DEPRESSÃO

CIÊNCIAS: NOVO ESTUDO CONSTATA QUE ATIVIDADE FÍSICA TEM DUPLO EFEITO BENÉFICO NA DEPRESSÃO
1130439536 - Young female athlete having cross training on bikes with her friends in a gym and looking at camera Credito: skynesher/Getty Images

Atualmente, é sabido por todos que 10 em cada 10 médicos indicam a atividade física como sinônimo de saúde de uma forma geral. No caso da depressão, um novo estudo da da Ruhr-Universität Bochum concluiu que o efeito é duplamente benéfico, pois não apenas reduz os sintomas depressivos, mas também aumenta a capacidade do cérebro de mudar. Convido você a ler o artigo completo a seguir e entender como isso acontece!

O duplo efeito benéfico da atividade física na depressão é confirmado por um novo estudo

A atividade física faz bem ao cérebro. Por exemplo, estimula sua capacidade de mudança e adaptação.

O duplo efeito benéfico da atividade física na depressão é confirmado por um estudo da Ruhr-Universität Bochum: não apenas reduz os sintomas depressivos – que você já deve ter adivinhado.

Talvez o mais surpreendente seja que também aumenta a capacidade do cérebro de mudar, o que é necessário para os processos de adaptação e aprendizagem.

“Os resultados mostram como coisas aparentemente simples, como a atividade física, são importantes no tratamento e prevenção de doenças como a depressão”, disse a professora associada, líder do estudo, Dra. Karin Rosenkranz.

O programa de exercícios promove motivação e união

Pessoas com depressão geralmente se retraem e são fisicamente inativas. Para investigar o efeito da atividade física, o grupo de trabalho de Karin Rosenkranz recrutou 41 pessoas que estavam em tratamento no hospital para o estudo. Os participantes foram designados a um de dois grupos, um dos quais completou um programa de exercícios de três semanas.

O programa, que foi desenvolvido pela equipe de ciência do esporte da Universidade de Bielefeld liderada pelo Professor Thomas Schack, era variado, continha elementos divertidos e não assumia a forma de uma competição ou teste, mas exigia trabalho em equipe dos participantes.

“Isso promoveu especificamente a motivação e a união social ao quebrar o medo de desafios e experiências negativas com atividades físicas – como aulas de educação física na escola”, explica Karin Rosenkranz. O outro grupo participou de um programa de controle sem atividade física.

A equipe do estudo verificou a gravidade dos sintomas depressivos, como perda de impulso e interesse, falta de motivação e sentimentos negativos, antes e depois do programa.

A capacidade do cérebro de mudar, conhecida como neuroplasticidade, também foi medida. Pode ser determinado externamente com a ajuda da estimulação magnética transcraniana. “A capacidade de mudar é importante para todos os processos de aprendizagem e adaptação do cérebro”, explica Karin Rosenkranz.

A capacidade de mudar aumentou – os sintomas diminuíram

Os resultados mostram que a capacidade de mudança do cérebro é menor em pessoas com depressão do que em pessoas saudáveis.

Seguindo o programa de atividade física, essa capacidade de mudança aumentou significativamente e atingiu os mesmos valores de pessoas saudáveis.

Ao mesmo tempo, os sintomas depressivos diminuíram no grupo. “

Quanto mais aumenta a capacidade de mudança, mais claramente os sintomas clínicos diminuem ”, resume Karin Rosenkranz.

Essas mudanças não foram tão pronunciadas no grupo que participou do programa de controle. “Isso mostra que a atividade física afeta os sintomas e a capacidade de mudança do cérebro. Não podemos dizer em que medida a mudança de sintomas e a capacidade de mudança do cérebro estão causalmente ligadas a partir desses dados ”, diz o médico, referindo-se às limitações.

“É sabido que a atividade física faz bem ao cérebro, pois, por exemplo, promove a formação de conexões neuronais. Isso certamente também pode desempenhar um papel aqui. ”

O estudo foi publicado em 9 de junho de 2021 na revista  Frontiers in Psychiatry . E se isso sugere alguma coisa, é que quando você está se sentindo deprimido – se puder – vale a pena tentar mexer o corpo.

Fonte: Ruhr-University Bochum

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: SINAIS ESTÉTICOS DE BELEZA NÃO SE LIMITAM AOS SISTEMAS DE RECOMPENSA DO CÉREBRO

CIÊNCIAS: SINAIS ESTÉTICOS DE BELEZA NÃO SE LIMITAM AOS SISTEMAS DE RECOMPENSA DO CÉREBRO
One of my "autumn" oil on canvas paintings of Minnesota.

Uma equipe de pesquisa do Instituto Max Planck de Estética Empírica (Alemanha) investigou como nossos cérebros passam de apenas ver uma paisagem para sentir seu impacto estético. A visão de belas paisagens envolve os sistemas de recompensa do cérebro. Eles mediram a atividade cerebral dos participantes enquanto assistiam e classificavam vídeos. Leia o artigoSINAIS ESTÉTICOS DE BELEZA NÃO SE LIMITAM completo a seguir e saiba como isso acontece na nossa mente.

Como o cérebro pinta a beleza de uma paisagem

Sinais estéticos estão presentes em mais áreas do cérebro do que se imaginava

Sinais estéticos de beleza não se limitam aos sistemas de recompensa do cérebro. Crédito: MPI for Empirical Aesthetics

Como uma imagem da natureza ganha seu brilho de beleza? Sabemos que a visão de belas paisagens envolve os sistemas de recompensa do cérebro. Mas como o cérebro transforma os sinais visuais em estéticos? Por que percebemos uma vista de montanha ou nuvens passageiras como belas? Uma equipe de pesquisa do Instituto Max Planck de Estética Empírica (Alemanha) abordou essa questão e investigou como nossos cérebros passam de apenas ver uma paisagem para sentir seu impacto estético. Suas conclusões estão em artigo publicado na revista Frontiers in Human Neuroscience.

Em seu estudo, os pesquisadores apresentaram vídeos de paisagens artísticas a 24 participantes. Usando imagens de ressonância magnética funcional (fMRI), eles mediram a atividade cerebral dos participantes enquanto assistiam e classificavam os vídeos.

O primeiro autor, A. Ilkay Isik, explicou que “esperava-se que os sinais estéticos se limitassem aos sistemas de recompensa do cérebro, mas, surpreendentemente, já os encontramos presentes em áreas visuais do cérebro enquanto os participantes assistiam aos vídeos. As ativações ocorreram bem ao lado de regiões do cérebro encarregadas do reconhecimento de características físicas em filmes, como o layout de uma cena ou a presença de movimento”.

‘Átomos’ de afeto

O autor sênior Edward Vessel sugeriu que esses sinais podem refletir uma forma elementar de percepção da beleza. Segundo ele, “quando vemos algo além de nossas expectativas, pedaços locais de tecido cerebral geram pequenos ‘átomos’ de afeto positivo. A combinação de muitos desses sinais de surpresa em todo o sistema visual contribui para criar uma experiência esteticamente atraente”.

Com esse novo conhecimento, o estudo não só contribui para a nossa compreensão da beleza. Ele também pode ajudar a esclarecer como as interações com o ambiente natural podem afetar nossa sensação de bem-estar. Os resultados podem ter aplicações potenciais em uma variedade de campos em que a ligação entre percepção e emoção é importante, como cuidados de saúde clínicos e inteligência artificial.

Fonte: Revista Planeta

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DICA DE LIVRO: SUPER GENES DE DEEPAK CHOPRA E RUDOLPH E. TANZI

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é SUPER GENES, do renomado Deepak Chopra em parceria com o cientista Rudolph E. Tanzi, co-autores do Best Seller SUPERCÉREBRO.  Durante muito tempo acreditamos que os genes determinassem nosso destino biológico e que fossem imutáveis, mas recentes descobertas no campo da genética mostram que eles são dinâmicos e podem ser influenciados por diversos fatores. Em Supergenes, os autores discorrem sobre como a ciência atual sustenta que nossos genes reagem a tudo o que fazemos, dizemos e pensamos. Oferecendo um cardápio de escolhas para 6 esferas da vida – dieta, estresse, atividade física, meditação, sono e emoções -, em três níveis de dificuldade, os autores também mostram, de forma muito prática, o que devemos fazer no dia a dia para ativar o melhor do nosso código genético pela vida afora. Um livro que você, que é buscador, não pode deixar de ler! 

Fonte: Acervo particular

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CIÊNCIAS: ATRAVÉS DA DECODIFICAÇÃO DA ATIVIDADE CEREBRAL DURANTE O SONO PESQUISADORES ESTÃO DECIFRANDO OS MECANISMOS NEURONAIS DE CONSOLIDAÇÃO DA MEMÓRIA

A ciência tenta avançar no estudo e na pesquisa sobre o que acontece dentro do nosso cérebro quando dormimos através de um sistema único que decodifica a atividade cerebral durante o sono decifrando os mecanismos neuronais de consolidação da memória. A equipe da Universidade de Genebra fornece evidências sem precedentes de que o trabalho de separar as milhares de informações processadas durante o dia ocorre durante o sono profundo. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa descoberta fantástica.

Em que o cérebro pensa durante o sono?

Graças a um sistema único que decodifica a atividade cerebral durante o sono, pesquisadores suíços estão decifrando os mecanismos neuronais de consolidação da memória

Sono: cientistas criam “decodificador” para sondar o que o cérebro pensa durante esse período. Crédito: Pikrepo

Dormimos em média um terço do nosso tempo. Mas o que o cérebro faz durante essas longas horas? Usando uma abordagem de inteligência artificial capaz de decodificar a atividade cerebral durante o sono, cientistas da Universidade de Genebra (Suíça,) conseguiram vislumbrar o que pensamos quando dormimos. Seu estudo foi publicado na revista Nature Communications.

Ao combinar imagens de ressonância magnética funcional (fMRI) e eletroencefalografia (EEG), a equipe da Universidade de Genebra fornece evidências sem precedentes de que o trabalho de separar as milhares de informações processadas durante o dia ocorre durante o sono profundo. De fato, nesse momento, o cérebro, que não recebe mais estímulos externos, pode avaliar todas essas memórias para reter apenas as mais úteis. Para isso, estabelece um diálogo interno entre suas diferentes regiões. Além disso, associar uma recompensa a uma informação específica estimula o cérebro a memorizá-la em longo prazo.

Os resultados abrem pela primeira vez uma janela para a mente humana durante o sono.

Papel importante

Na ausência de ferramentas capazes de traduzir a atividade cerebral, o conteúdo de nossos pensamentos enquanto estamos adormecidos permanece inacessível. No entanto, sabemos que o sono desempenha um papel importante na consolidação da memória e no controle emocional: quando dormimos, nosso cérebro reativa o rastro da memória construída durante o dia e nos ajuda a regular nossas emoções.

“Para descobrir quais regiões do cérebro são ativadas durante o sono, e para decifrar como essas regiões nos permitem consolidar nossa memória, desenvolvemos um decodificador capaz de decifrar a atividade do cérebro no sono profundo e a que corresponde”, explicou Virginie Sterpenich, pesquisadora do laboratório da professora Sophie Schwartz no Departamento de Neurociências Básicas da Faculdade de Medicina da Universidade de Genebra e investigadora principal deste estudo. “Em particular, queríamos ver até que ponto as emoções positivas desempenham um papel neste processo.”

Durante o sono profundo, o hipocampo (estrutura do lobo temporal que armazena traços temporários de eventos recentes) envia de volta ao córtex cerebral as informações que armazenou durante o dia. Estabelece-se um diálogo que permite a consolidação da memória ao repetir os acontecimentos do dia e, portanto, reforça o vínculo entre os neurônios.

Combinação de ferramentas

Para conduzirem o experimento, os cientistas colocaram voluntários em ressonância magnética no início da noite e os fizeram jogar dois videogames. Um era um jogo de reconhecimento facial; o outro, um labirinto 3D de onde a saída deve ser encontrada.

Esses jogos foram escolhidos porque ativam regiões cerebrais muito diferentes e, portanto, são mais fáceis de distinguir nas imagens de ressonância magnética. Além disso, os jogos eram manipulados sem o conhecimento dos voluntários, de forma que apenas um dos dois jogos pudesse ser vencido (metade dos voluntários venceu um e a outra metade venceu o segundo), de modo que o cérebro associasse o jogo vencido a uma emoção positiva.

Os voluntários então dormiram no aparelho de ressonância magnética por uma ou duas horas – a duração de um ciclo de sono – e sua atividade cerebral foi registrada novamente. “Combinamos eletroencefalograma (EEG), que mede os estados de sono, e ressonância magnética funcional, que tira uma foto da atividade cerebral a cada dois segundos, e então usamos um ‘decodificador neuronal’ para determinar se a atividade cerebral observada durante o período de jogo reaparecia espontaneamente durante o sono”, explicou Sophie Schwartz.

Gosto por recompensa

Comparando imagens de ressonância magnética das fases de vigília e sono, os cientistas observaram que, durante o sono profundo, os padrões de ativação do cérebro eram muito semelhantes aos registrados durante a fase de jogo. “E, muito claramente, o cérebro reviveu o jogo ganho e não o jogo perdido ao reativar as regiões usadas durante a vigília. Assim que você vai dormir, a atividade cerebral muda. Gradualmente, nossos voluntários começaram a ‘pensar’ nos dois jogos novamente, e quase exclusivamente sobre o jogo que ganharam quando entraram em um sono profundo”, disse Virginie Sterpenich.

Dois dias depois, os voluntários realizaram um teste de memória: reconhecer todas as faces do jogo, por um lado, e encontrar o ponto de partida do labirinto, por outro. Aqui, novamente, quanto mais as regiões do cérebro relacionadas ao jogo foram ativadas durante o sono, melhores foram os desempenhos da memória. Assim, a memória associada à recompensa é maior quando é reativada espontaneamente durante o sono.

Com este trabalho, a equipe de Genebra abre uma nova perspectiva no estudo do cérebro adormecido e do incrível trabalho que ele realiza todas as noites.

Fonte: Revista Planeta

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DICA DE LIVRO: A INCRÍVELCONEXÃO INTESTINO CÉREBRO DE CAMILA ROWLANDS

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é “A incrível conexão INTESTINO CÉREBRO” de Camila Rowlands, onde você vai descobrir a relação entre as emoções e o equilíbrio intestinal. Nunca antes tinha sido revelado com tal claridade a enorme verdade que encerra o aforismo “somos o que comemos”. Porque nunca antes tinha visto tão claramente que o medo, a ira, o amor, a felicidade, a paz do espírito, o equilíbrio emocional. (em definitivo, o que somos e o que vivemos) são assuntos das vísceras e que talvez, nelas habite e se expresse o esquivo subconsciente. Até há pouco tempo acreditava-se que o comando absoluto sobre o resto dos órgãos era exercido pelo cérebro, que desde o alto dirigia, por exemplo, a atividade intestinal. Assim, o intestino era considerado pela ciência tal qual mero subordinado que acatava as ordens desse chefe todo poderoso que habita a zona nobre da torre. Contudo, hoje se sabe que o intestino tem o mesmo grau de importância que o cérebro cranial. Isso é assim, a ponto de que se fala de um segundo cérebro e não em sentido metafórico. O intestino é, literalmente, nosso segundo cérebro. Você precisa ler este livro incrível e conhecer quem realmente comanda o nosso corpo!

Fonte: Acervo próprio

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ARTIGOS: A CIÊNCIA CONFIRMA QUE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, EXERCÍCIOS FÍSICOS E MENTAIS PREVINEM O ALZHEIMER

Ainda bem que a ciência vem, cada vez mais, se aproximando da espiritualidade e dos ensinamentos dos grandes sábios da história da humanidade. A medicina natural, a medicina Ayuvérdica, a filosofia Hermética e outras filosofias orientais, há milênios já pratica o modelo da conexão corpo-mente-espírito para o equilíbrio e a saúde integral. Em meu livro Coração, Intuição e Gratidão, um atalho para a vida plena, desenvolvo um método. O método da saúde Integral, através de 04 passos: Alimentação saudável, reprogramação do subconsciente, exercícios físicos e a prática diária da Gratidão. Ao ler o livro SUPER CÉREBRO, Como expandir o poder transformador da sua mente, me identifico completamente com a leitura e  o pensamento do Best Seller Deepak Chopra e fico muito feliz de saber que estou certo e o seu livro só confirma o meu método. A seguir transcrevo um trecho retirado do epílogo de Rudy, Enxergando o mal de Alzheimer com esperança e clareza, pagina 321.

Aprenda como prevenir o Alzheimer para não sofrer no futuro -

O que você pode fazer para evitar ou fazer face ao mal de Alzeheimer? Siga a tendência de estilo de vida que está funcionando no resto do mundo para tantas doenças. Para começar, exercícios. Um colega próximo, Sam Sisodia, mostrou que em modelos animais (ratos que receberam as mutações genéticas humanas do Alzeheimer), ao se providenciar à noite rodas para que eles se exercitassem, a patologia cerebral se reduzia de forma dramática. O exercício realmente induz a atividade dos genes que baixam os níveis de beta-amiloides no cérebro. Estudos epidemiológicos também confirmam que o exercício moderado (três vezes por semana por uma hora) pode diminuir o risco de Alzeheimer. Um teste clínico indicou que a prática de 60 minutos de exercício forte duas vezes por semana era capaz de diminuir a progressão da moléstia assim que ela começava.

A segunda chave é a dieta. A regra geral é: se o que você come faz bem para o coração, é bom para o cérebro. Uma dieta mediterrânea, rica em azeite de oliva extravirgem, assim como quantidades moderadas de vinho tinto  e mesmo de chocolate amargo, têm sido associadas ao baixo risco para desenvolver Alzeheimer. Uma prevenção até mais simples é comer menos. Em modelos animais, as restrições calóricas aumentam a longevidade e reduzem a patologia do cérebro. (mais recentemente, o óleo de coco extravirgem foi apresentado como útil para o tratamento e a prevenção da doença. Entretanto são necessários mais dados para avaliar essa pretensão.)

Você está alcançando o terceiro dos meios de prevenção ao ler este livro. Trata-se da curiosidade intelectual, que estimula a formação de novas sinapses no cérebro. Cada nova sinapse que você faz fortalece as que você já tem. Como dinheiro no banco, fazer mais sinapses significa que você não será tão facilmente exaurido antes de ter Alzheimer. Embora essa doença afete pessoas com espectro completo de educação, da saída do ensino médio ao doutorado, alguns estudos sugerem que um nível mais elevado de educação pode servir como proteção. Talvez mais importante que a estimulação intelectual seja o engajamento social. Ser mais socialmente interativo tem sido associado com risco mais baixo, enquanto a solidão tem sido documentada como um fator de risco para adquirir a doença.

Fonte: Chopra, Deepak

Supercerébro: como expandir o poder transformador da sua mente/Deepak Chopra, Rudolph E. Tanzi; tradução de Bianca Albert,                   Eliana Rocha, Rosane Albert. – São Paulo: Alaúde Editorial, 2013.

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CIÊNCIAS: UMA INCRÍVEL E ESPANTOSA COINCIDÊNCIA DA CIÊNCIA COM O AUTOCONHECIMENTO

A sabedoria e a solidão podem ser moldadas por micróbios intestinais saudáveis, acreditam os pesquisadores

A evolução da ciência da sabedoria repousa na ideia de que os traços definidos da sabedoria correspondem a regiões distintas do cérebro, e que maior sabedoria se traduz em maior felicidade e satisfação com a vida, enquanto ser menos sábio resulta em consequências opostas e negativas.

Cientistas descobriram em vários estudos que pessoas consideradas mais sábias são menos propensas a se sentirem sozinhas, enquanto aquelas que estão mais solitárias também tendem a ser menos sábias.

Em um novo estudo, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego levam a conexão entre sabedoria, solidão e biologia mais adiante, relatando que a sabedoria e a solidão parecem influenciar – e / ou ser influenciadas pela – diversidade microbiana do intestino.

A microbiota intestinal humana é composta por trilhões de micróbios – bactérias, vírus, fungos – que residem no trato digestivo. Os pesquisadores já sabem há algum tempo sobre o “eixo intestino-cérebro”, que é uma rede complexa que liga a função intestinal aos centros emocionais e cognitivos do cérebro.

Esse sistema de comunicação bidirecional é regulado pela atividade neural, hormônios e sistema imunológico; alterações podem resultar em interrupções na resposta ao estresse e nos comportamentos, disseram os autores, desde a excitação emocional até habilidades cognitivas de ordem superior, como a tomada de decisões.

Estudos anteriores associaram a microbiota intestinal a transtornos de saúde mental, incluindo depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia, bem como traços de personalidade e psicológicos considerados componentes essenciais da sabedoria de base biológica.

Uma pesquisa recente conectou o microbioma intestinal ao comportamento social, incluindo descobertas de que pessoas com redes sociais maiores tendem a ter microbiotas intestinais mais diversificadas.

O novo  estudo Frontiers in Psychiatry  envolveu 187 participantes, com idades entre 28 e 97, que completaram medidas validadas de auto-relato de solidão, sabedoria, compaixão, apoio social e engajamento social. A microbiota intestinal foi analisada por meio de amostras fecais.

A diversidade do intestino microbiano foi medida de duas maneiras: diversidade alfa, referindo-se à riqueza ecológica das espécies microbianas dentro de cada indivíduo e diversidade beta, referindo-se às diferenças na composição da comunidade microbiana entre os indivíduos.

“Descobrimos que níveis mais baixos de solidão e níveis mais altos de sabedoria, compaixão, apoio social e envolvimento foram associados a uma maior riqueza filogenética e diversidade do microbioma intestinal”, disse a primeira autora Tanya T. Nguyen, PhD, professora assistente de psiquiatria em Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego.

Os autores disseram que os mecanismos que podem ligar a solidão, a compaixão e a sabedoria com a diversidade microbiana intestinal não são conhecidos, mas observaram que a diversidade microbiana reduzida geralmente representa pior saúde física e mental e está associada a uma variedade de doenças, incluindo obesidade, doenças inflamatórias doença intestinal e transtorno depressivo maior.

Uma microbiota intestinal mais diversa pode ser menos suscetível à invasão por patógenos externos, o que poderia contribuir e ajudar a promover melhor resiliência e estabilidade da comunidade.

“É possível que a solidão resulte em diminuição da estabilidade do microbioma intestinal e, consequentemente, redução da resistência e resiliência às perturbações relacionadas ao estresse, levando a efeitos fisiológicos a jusante, como inflamação sistêmica”, escreveram os autores.

“Comunidades bacterianas com baixa diversidade alfa podem não manifestar doença evidente, mas podem ser menos do que ideais para prevenir doenças. Assim, pessoas solitárias podem ser mais suscetíveis a desenvolver diferentes doenças. ”

A relação entre solidão e diversidade microbiana foi particularmente forte em idosos, sugerindo que os idosos podem ser especialmente vulneráveis ​​às consequências da solidão relacionadas à saúde, o que é consistente com pesquisas anteriores.

Por outro lado, os pesquisadores disseram que o apoio social, a compaixão e a sabedoria podem conferir proteção contra a instabilidade do microbioma intestinal relacionada à solidão. A microflora intestinal saudável e diversa pode atenuar os efeitos negativos do estresse crônico ou ajudar a moldar comportamentos sociais que promovem a sabedoria ou a solidão. Eles observaram que estudos com animais sugerem que a microbiota intestinal pode influenciar comportamentos e interações sociais, embora a hipótese não tenha sido testada em humanos.

A complexidade do tópico e as limitações do estudo, como a ausência de dados sobre as redes sociais dos indivíduos, dieta e grau de isolamento social objetivo versus relatos subjetivos de solidão, justificam estudos maiores e mais longos, escreveram os autores.

“A solidão pode levar a mudanças no microbioma intestinal ou, reciprocamente, alterações do ambiente intestinal podem predispor um indivíduo a se tornar solitário”, disse Dilip V. Jeste, MD, distinto professor de psiquiatria e neurociências da UC San Diego School of Medicine e autor sênior do artigo. “Precisamos investigar muito mais profundamente para entender melhor o fenômeno do eixo intestino-cérebro.”

Teremos a certeza de compartilhar atualizações de pesquisas sobre os fascinantes vínculos potenciais entre o que está acontecendo no intestino e o que está acontecendo na mente conforme eles surgem.

Fonte: Universidade da Califórnia – San Diego ; Imagem em destaque: Curtis Clark, licença CC

Fonte: Good NewsNetwork

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SAÚDE: SAIBA QUAIS AS REAÇÕES DO CÉREBRO EM SITUAÇÕES DE PERSEGUIÇÃO OU REJEIÇÃO

Entenda como o cérebro reage a situações de rejeição e perseguição

Neurocirurgião Fernando Gomes explica as reações do cérebro no quadro Correspondente Médico

Fernanda Lanza, da CNN, em São Paulo

09 de março de 2021 às 08:37

Entenda como o cérebro reage a situações de rejeição e perseguição - Correspondente Médico - YouTube

Meghan Markle, de 39 anos, esposa do príncipe Harry, movimentou a imprensa mundial por causa de uma acusação que fez à realeza. Em uma entrevista bombástica à apresentadora Oprah Winfrey, Meghan contou que não queria mais estar viva quando convivia com a família real britânica.

Na edição desta terça-feira (9) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou como o cérebro reage a situações de rejeição e perseguição.

“São muitas informações que acabam impactando o cérebro, principalmente a parte emocional — o chamado sistema límbico –, e com isso a autoestima fica abalada e as vias de fuga naturais acabam sendo a manifestação de uma doença como a depressão e ansiedade”, explicou Gomes.

“Uma região chamada ínsula do cérebro é ativada quando vem essa sensação de rejeição ou perseguição, assim como a região do giro do cíngulo, área que nos dá a sensação de sofrimento. Portanto, quando o desconforto é associado com o sofrimento, essas áreas cerebrais são acionadas, mostrando que não estão funcionando de forma adequada.”

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CIÊNCIA: PESQUISA REVELA QUE OS BRASILEIROS SÃO O POVO QUE MAIS SE SENTE SOLITÁRIO NO MUNDO

Brasileiro é o povo que se sente mais solitário no mundo, revela pesquisa

No quadro Correspondente Médico, Fernando Gomes explicou o sentimento da solidão e onde ele é acionado no cérebro

Fernanda Lanza, da CNN, em São Paulo

 Atualizado 05 de março de 2021 às 11:07

Um levantamento apontou que os brasileiros são o povo que mais se sente solitário em todo o mundo. A pesquisa ouviu mais de 23 mil pessoas em 28 países. Em segundo lugar, vieram os turcos e depois indianos e sauditas. Na parte de baixo do ranking, está a Holanda, que é o país que menos sofre com a solidão.

Na edição desta sexta-feira (5) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou o sentimento da solidão e por que o Brasil apareceu no topo do ranking.

“O ser humano é uma espécie gregária, que gosta de ficar perto de pessoas, trocar experiência, gosta do toque, do calor e da emoção. Mas quando temos a pitada da cultura brasileira, a gente sabe que isso ressalta”, afirmou o médico. “Quando vivemos uma situação diferente como agora, que impõe restrições, é natural que a gente acabe sentindo na pele a falta de algo que nos faz muito bem”, completou.

“Tem alguns núcleos cerebrais chamados núcleos da Rafe, que são responsáveis pela manutenção da vida e são acionados quando temos a sensação de querer estar junto, querer estar perto, esse bem-estar, até nos casos de relacionamento amoroso ele é ativado. Existe uma explicação de fundo neurobiológico para isso [o sentimento de solidão]”, explicou Gomes.

Fonte: CNN

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CIÊNCIAS: NEUROLOGISTAS QUE PROCURAM ENTENDER COMO O OUVIDO ABSOLUTO AFETA O CÉREBRO FAZEM IMPORTANTE DESCOBERTA

Estudo científico feito por neurologistas que procuram entender como o ouvido absoluto afeta o cérebro chegou a conclusão que tanto o tom perfeito – a habilidade de identificar uma nota simplesmente pelo som – e o treinamento musical em geral levaram a uma maior conectividade funcional entre as regiões do cérebro, especialmente em uma idade precoce. Vale a pena ler o artigo completo a seguir e conhecer os meandros dessa pesquisa!

O treinamento musical dá ao cérebro uma vantagem crucial – especialmente em uma idade precoce, afirma um novo estudo

Neurologistas que procuram entender como o ouvido absoluto afeta o cérebro encontraram uma conclusão totalmente diferente e inspiradora sobre música e função cerebral.

Eles descobriram que tanto o tom perfeito – a habilidade de identificar uma nota simplesmente pelo som – e o treinamento musical em geral levaram a uma maior conectividade funcional entre as regiões do cérebro.

A afinação perfeita é algo associado ao gênio musical e é um talento possuído por titãs como Mozart, Pavarotti, Tchaikovsky, Jimi Hendrix e Mariah Carey.

Usando métodos de última geração para avaliar a atividade sincronizada entre hemisférios e regiões cerebrais, Simon Leipold e os outros pesquisadores descobriram “efeitos robustos da musicalidade na conectividade inter e intra-hemisférica em redes estruturais e funcionais”.

O julgamento consistiu em 153 participantes do sexo feminino e masculino; 52 músicos de pitch perfeito, 51 músicos de pitch não perfeito e 50 não músicos.

“Crucialmente, a maioria dos efeitos era replicável em músicos com e sem tom absoluto quando comparados a não músicos”, escrevem os autores do artigo correspondente, que são neurologistas na Universidade de Zurique e em Stanford. “No entanto, não encontramos evidências de um efeito de pitch [perfeito] na conectividade funcional ou estrutural intrínseca em nossos dados: os dois grupos de músicos mostraram redes surpreendentemente semelhantes em todas as análises.”

Eles também descobriram que o treinamento musical em uma idade jovem produz conexões estruturais mais fortes – como, conexões que ajudam áreas distintas do cérebro a trabalharem juntas para realizar tarefas cognitivas complexas – o que tem implicações importantes fora da educação musical.

Leipold e a equipe, sem saber, produziram um caso muito forte para a educação musical nas escolas, já que sua descoberta de conexões estruturais não é nada trivial. Em vez disso, é uma das métricas mais importantes da saúde e do desenvolvimento do cérebro.

O artigo é um grande caso de descobertas inesperadas na ciência: como estabelecer estudos para examinar um efeito hipotético pode às vezes levar à descoberta de um efeito totalmente diferente, com implicações amplamente diferentes.

Fonte: Good News Network

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NUTRIÇÃO: PRIORIZE O SEU CÉREBRO E FAÇA UMA NUTRIÇÃO A BASE DE ÔMEGA-3

A nutrição do nosso corpo é primordial à nossa saúde e começa pelo cérebro. Nesta terça-feira o destaque, aqui na coluna NUTRIÇÃO é uma dieta do mediterrâneo e ômega-3, priorizando o cérebro e uma melhor saúde mental. Então, aproveite essa oportunidade incrível e leia o artigo completo a seguir!

A melhor nutrição está no cérebro: dieta do mediterrâneo e ômega-3 é a receita para uma melhor saúde mental

Alimentos ricos em ômega 3 sobre mesa de madeira.
Tatjana Baibakova / 123RF

A digestão ocorre no estômago e no intestino, mas é o hipotálamo, no cérebro, que controla o apetite e a necessidade de ingestão de alimentos, sendo o responsável pelo controle da fome e da sede.

Essa região do cérebro está relacionada à sobrevivência, estando por essa razão localizada no chamado cérebro reptiliano. Ela é responsável por nos “lembrar” que devemos nos alimentar e beber. Nosso cérebro representa 2% do peso no nosso corpo, mas usa 20% da energia, por isso a alimentação é uma fonte de energia vital. Em relação à água, o cérebro consiste em 73% de água. Se retirarmos a água, nosso cérebro consiste em 60% de gordura e a gordura de melhor qualidade é o ômega-3.

O ômega-3 é retirado de peixes gordos, como salmão, arenque e sardinha. Leite e ovos também têm ômega-3, mas há um porém: se os animais se alimentaram do pasto, terá ômega-3, caso seja alimentado de forma industrializa este não será produzido. Exatamente como o salmão de cativeiro, que representa a maioria do consumo e que não possui ômega-3, sendo ideal que o salmão seja selvagem. Que tal as nozes, sementes de chia, linhaça? Também contêm ômega-3 e é uma ótima gordura para o nosso cérebro. Para bebês, o leite materno tem ômega-3 e pesquisas já revelaram que crianças que foram amamentadas por ele tiveram melhor desempenho escolar.

Não produzimos ômega-3, ela vem da dieta, no caso da amamentação, vem da nutrição na dieta da mãe. A melhor alternativa são as fontes naturais e não de vitaminas, estas não são comprovadamente um substituto com a mesma qualidade dos alimentos naturais.

Bebê sendo amamentado pela mãe.
Anna Shvets / Pexels

O cérebro cresce a uma taxa de 250 mil células nervosas por minuto, durante a gestação, nos 3 primeiros meses o cérebro do recém-nascido vai de 55% do tamanho do cérebro adulto.

E a melhor dieta? A do mediterrâneo, confira uma rotina nesta dieta:

Café da manhã

Chá de ervas e frutas, não muitas, o suficiente. Pode optar pelo sanduíche com duas fatias de pão integral com queijo de cabra ou minas, azeite, tomate, ervas e manjericão.

Pode optar pelos frutos secos na parte da manhã, pois como têm muitas calorias, sustenta ao longo do dia e são “queimados“ no decorrer do dia.

Almoço

Peixe em especial os mais gordurosos que contenham ômega-3. Tempere-o com ervas e especiarias como noz moscada, tomilho, alecrim e orégano. Arroz integral com lentilhas, legumes como cenoura, tomate, couve-flor e salada. Pode substituir o peixe por carne sem gordura, seja de vaca, porco, que esteja bem cozida. O cogumelo é uma ótima opção aos vegetarianos e contém alta fonte de proteína.

Salmão fatiado sobre folhas verdes e tomates.
Ponyo Sakana / Pexels

Sobremesa

Espere uns 30 minutos após a refeição para comer frutas como ameixa, laranja, abacaxi, tangerina ou kiwis.

Lanche da tarde

Iogurte natural com frutas vermelhas com farelo de aveia e um fio de mel. Pode variar no dia seguinte com iogurte com lactobacilos vivos para ajudar na microbiota intestinal.

Jantar

Uma sopa leve ou uma refeição mais leve como sardinha, atum, com berinjela, azeite, azeitonas, pimentão, cebola, alho podendo acrescentar uma fatia de pão integral para acompanhar.

Ceia

Um bom chá de camomila, manjericão com alecrim, maçã, chás que favoreçam um bom relaxamento.

Obrigado

Fabiano de Abreu
Escrito por Fabiano de Abreu
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SAÚDE: É POSSÍVEL TRATAR DEPRESSÃO E ANSIEDADE SEM REMÉDIOS?

Nesta edição da coluna SAÚDE vamos assistir uma palestra do Dr. Samuel Dalle Laste muito importante sobre tratamento de Depressão/Ansiedade. Neste vídeo ele explica detalhadamente como é possível tratar a Depressão e a Ansiedade sem remédios químicos, apenas mudando os seus hábitos alimentares, físicos e mentais. Simples assim. Se você duvida eu lhe convido a assistir esse vídeo poderoso!

Fonte:

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AUTOCONHECIMENTO: A MENTE A INTELIGÊNCIA SOB A ÓTICA DOS MAIORES CIENTISTAS DA HUMANIDADE

O artigo a seguir na coluna AUTOCONHECIMENTO desta sexta-feira faz a mais completa análise dos mistérios da e da inteligência, citando quase todos os grandes filósofos, matemáticos, físicos, psicanalistas e teólogos que já passaram nessa trajetória da humanidade para tentar entender onde a mente se liga ou desliga com o cérebro. Portanto, não deixe de ler esse sensacional artigo.

OS MISTÉRIOS DA MENTE E A INTELIGÊNCIA

Vai chegar o ponto em que a humanidade atingirá o ponto de fusão completa entre a matéria densa e a matéria sutil, chegando ao que se pode chamar de Inteligência Cósmica.

Por Francisco Claussen

Dos mistérios do cérebro: por que esquecemos as coisas? - Canaltech

Como dizia Walter Rudolf Hess (1881-1973), da Universidade de Zurique, Prêmio Nobel de Medicina em 1949: “Para estudar a mente, devemos começar pela introspecção observação de nossa própria experiência. Suponha que passemos juntos pelo meu jardim. Pelas reações e comentários que você fizer posso deduzir-lhe os sentimentos e pensamentos, e muitas coisas sobre o seu estado de espírito. Uma rosa amarela pode atrair-lhe atenção. A cor, o perfume e a picada do espinho formam em sua mente uma impressão dessa rosa, a qual se funde logo com impressões passadas. A sua imagem da rosa deveria ser igual à minha, porém elas não se assemelham porque duas mentes jamais são iguais”.

As impressões que recebemos se integram em nossas memórias e assim corporificam a nossa experiência. Nosso comportamento individual é determinado pela associação de impressões novas com a lembrança de experiências anteriores. A mente pode lidar com situações complexas usando a abstração e a associação, e chegar a conclusões lógicas que podem resultar em decisões ou criações. O modo pelo qual as intenções podem ser convertidas com precisão em movimentos hábeis (pense em um cirurgião, um pianista, um atirador) nos dá uma indicação geral da correlação entre o mental e o físico.

Através de experiências com homens e animais, sabemos que certos tipos de comportamento se relacionam com zonas bem definidas do cérebro. Pela estimulação elétrica do tronco encefálico e das áreas adjacentes podemos despertar reações de defesa, vôo e fome; estimulando níveis superiores, o riso compulsivo; pela estimulação do córtex, reações visuais e auditivas, entre outras. São fascinantes os resultados desse tipo de pesquisa no cérebro, mas e preciso compreender que eles mal chegam a constituir um começo. A grande lacuna que devemos transpor em nosso conhecimento da mente continua sendo esta: de que maneira as ações do sistema nervoso se transformam em consciência?

A MENTE E SEUS PROCESSOS SEMPRE FORAM TÃO MISTERIOSOS e fascinantes para o homem quanto o próprio universo. Mas, de um modo relativo, faz pouco tempo que o estudo da mente se tornou um campo da ciência experimental. Com tal abordagem científica, o conhecimento da mente veio a lucrar muito. No século 19, muita coisa se esclareceu sobre a natureza dos processos mentais, as origens da vida emocional e vário tipos de comportamento. E à medida que surgiam noções novas, as teorias antigas e simplistas foram sendo substituídas por indagações cada vez mais complexas.

René Descartes (1596-1650) definiu o pensamento como o conjunto dos processos mentais conscientes: pensamentos intelectuais, sentimentos, sensações e vontade. Achava que a mente trabalhava sempre, até durante o sono. Fez uma divisão completa e total entre o espírito e o corpo, bem mais drástica do que a divisão de Platão (427-347 a.C.), que pelo menos atribui a sensação ao corpo. Além disso, prestou um serviço inestimável por atribuir à mente todos os processos.

Mas o homem ainda pergunta: O que é a mente? Será que os mistérios vão desaparecer quando entendermos o funcionamento da complexa estrutura anatômica que chamamos de sistema nervoso? Ou a mente tem os seus próprios segredos?

A concepção que os antigos gregos tinham da mente era bem simples: ela era o órgão que se relacionava apenas com as idéias puras. Platão negava, do modo mais explícito, haver alguma ligação com a sensação. A seu ver, a sensação era a função do corpo inferior, sendo este destituído de qualquer atividade intelectual.

Já Aristóteles (384-322 a.C.) respeitava bem mais o corpo, achando que ele era governado por poderes psíquicos dignos da atenção dos filósofos, poderes relacionados com movimento e sensação. Tão precárias eram suas noções de anatomia que, para ele, a sede física da vida mental era o coração, e não o cérebro, não obstante ter antecipado o pensamento moderno com a crença de que a matéria viva era misteriosamente animada por poderes psíquicos.

OS PRIMEIROS CRISTÃOS ADMIRAVAM MAIS PLATÃO do que Aristóteles, e em toda a Idade Média considerava-se que a alma pertencia a Deus e o corpo, a Satanás. Apenas a alma podia conhecer a verdade de Deus. Apenas dois mil anos depois de Aristóteles, outro grande filósofo reabriu a velha questão com um novo espírito de investigação.

Foi o francês René Descartes. A mente ativa de Descartes abarcou todos os ramos do conhecimento de seu tempo: matemática, fisiologia, mecânica e filosofia. Cristão devoto, sua filosofia foi uma tentativa corajosa de reconciliar os métodos científicos com a fé em Deus, harmonizar a teoria mecanicista do mundo com a aceitação de que este era criação de Deus. Procurou usar métodos científicos para provar verdades sobre o espírito e a matéria. Daí sua famosa máxima: “Penso, logo existo”; isto é, a existência do espírito não era uma doutrina revelada, mas fato fácil de observar.

O conhecimento da mente era ainda concebido como uma acumulação de “idéias” estáticas, embora as sensações já estivessem incluídas como parte dele. Era como se a mente fosse vista como um depósito que, de repente, era encontrado repleto de todos os tipos possíveis de objetos. Há dois mil anos, o estadista e filósofo romano Lúcio Sêneca (3 a.C.-65 d.C.) declarou: “O homem é um animal que pensa”. E ao longo dos tempos os psicólogos continuaram a indagar: O que é o pensamento?

O médico alemão que se fez filósofo, Wilhelm Wundt (1832-1920), usando suas técnicas e métodos, expandiu suas investigações para muito além do campo da sensação pura. Começou a identificar uma série de funções mentais bem semelhantes àquelas em que o homem baseara suas primeiras alegações de superioridade sobre outros animais.

A MEMÓRIA E A APRENDIZAGEM SUSCITAM DIFICULDADES semelhantes. Os animais podem aprender muita coisa. O comportamento de alguns animais superiores, como os elefantes, por exemplo, mostra que usam a lembrança do que aprenderam para ajudar a resolver problemas posteriores.

Pensamento, consciência, memória e aprendizagem são termos diversos para indicar que a vida mental inclui significação, conhecimento. Fica, assim, clara a superioridade do homem sobre os animais. Desde que entendamos um conceito, podemos generalizar. Podemos evocá-lo repentinamente, como na memória, e com base nele fazer previsões com o uso da imaginação e de técnicas novas ainda em desenvolvimento, e nisso está a nossa maior esperança de obter o conhecimento pleno dos processos mentais.

Anatomistas e fisiologistas têm revelado a estrutura detalhada do sistema nervoso e os meios pelos quais funciona. Médicos estudam os efeitos de lesões e doenças, e, de suas observações sobre a mente anormal, chegam a conclusões sobre a mente normal. Psicólogos realizam experimentos sobre o comportamento e a percepção de homens e animais. Constroem-se máquinas eletrônicas para imitar, até onde é possível, os processos de pensamento, e com eles já aprendemos alguma coisa quanto à aprendizagem e memória. Com os sistemas mais complexos que quase diariamente estão sendo inventados, iremos certamente aprender mais sobre outras funções superiores desse fascinante fator da vida, que é a mente.

Conviria, nesse particular, dizer mais alguma coisa sobre a inteligência.. É muito comum nos referirmos a ela, mas nem sempre os significados atribuídos ao termo são idênticos e, às vezes, até um pouco contraditórios. É preciso que se entenda que a inteligência não é uma coisa, como uma mesa, uma cadeira, um animal, mas sim um conceito que só pode ser compreendido dentro de um conjunto global de fatos e teorias a ela associadas.

AS ORIGENS DESSA DEFINIÇÃO SE PERDEM NA ANTIGUIDADE. Sabe-se que Platão e Aristóteles já tinham formulado uma distinção entre os aspectos conhecidos da natureza humana, relacionada com pensamento, solução de problemas, meditação, raciocínio, reflexão, e ainda sobre categorias dos comportamentos humanos relacionados com emoções, sentimentos, paixões e vontade; até que Cícero, mais tarde, inventou o termo inteligência, que ainda usamos freqüentemente para nos referirmos aos poderes cognitivos e capacidades intelectuais de uma pessoa.

No século passado, a noção de inteligência foi aperfeiçoada pelo filósofo Herbert Spencer (1820-1903), pelo estatístico Karl Pearsone, e pelo primo de Darwin, gênio mundialmente conhecido, Sir Francis Galton. Eles introduziram as noções de mensuração, evolução e genética experimental no estudo da inteligência. Pode-se acrescentar a essas contribuições as dos fisiologistas, particularmente a do trabalho clínico de Hughlings Jackson, as investigações experimentais de Sherrington e os estudos microscópicos do cérebro, realizados por Campbell, Brodman e outros. Esses trabalhos fisiológicos serviram para confirmar a teoria de Herbert Spencer, de uma hierarquia das funções neurais em que um tipo básico de atividades se desenvolve através de estágios regularmente definidos, em formas mais altas e mais especializadas.

Descobriu-se que o cérebro sempre atua como um todo. Sua atividade, nas palavras de Sherrington, é padronizada e não indiferentemente difusa; a própria padronização sempre envolve e implica em integração, e o conhecimento cognitivo é governado por amplas áreas do cérebro e não por pequenas áreas especializadas. A ação de massa foi identificada teoricamente com a inteligência, por muitos autores.

A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE EM SEU CAMINHO PARA A ETERNIDADE vem se tornando possível com a agregação dessa energia cósmica ao último elo mais aperfeiçoado do gênero mamífero, que se desenvolveu durante milhões de anos em nosso planeta. Essa situação deverá levar a humanidade, progressivamente, a um estágio de aperfeiçoamento da sua matéria densa, quando ocorreria a fusão completa da matéria densa com a matéria sutil – a Inteligência Cósmica.

Ao ser atingido esse estágio, assim entendemos, tudo retornaria à pura e simples energia da qual surgiu o universo em que vivemos. Mas para que isso aconteça, ainda decorrerão bilhões de anos, e o que a ciência hoje já chama de crush-bang (o grande esmagamento).

O fluido energético, a Inteligência Cósmica de que fomos dotados há, provavelmente, cerca de 600 mil anos – quando a natureza encontrou o tipo ideal para estabelecer e desenvolver o ser humano que veio se formando durante milhões de anos em nosso planeta – aperfeiçoou a nossa vida intelectual, como uma virtude que sintetiza, de um modo excelente, a disposição duradoura adquirida pela repetição freqüente de um ato. À medida que essas primeiras virtudes intelectuais começaram a determinar e aperfeiçoar a atividade própria de nossa inteligência – no que diz respeito aos objetos que lhes eram imediatamente conaturais – a sabedoria foi aperfeiçoando nossa atividade intelectual naquilo que ela possui de mais puro e mais elevado.

Por natureza, há no homem o desejo pelo conhecimento, e esse desejo pode ser satisfeito, em, parte, pelas ciências ou outras formas de conhecimento intuitivo. Somente a virtude da sabedoria, entretanto, satisfaz plenamente a este anseio profundo do homem. A contemplação, por exemplo, nada mais é do que o ato excelente produzido por essa virtude. As demonstrações científicas ou as que procedem desse hábito, são normalmente mais rigorosas e mais corretas do que aquelas que derivam das demais ciências. Os julgamentos, obras do hábito da sabedoria, são, os mais penetrantes, os mais exatos.

Pode-se mesmo caracterizar o modo que a sabedoria imprime a todos os seus conhecimentos como uma maneira de unidade na perfeição. Este modo de unidade é, de fato, a feição própria de uma atividade intelectual perfeita, que tende a reduzir o mais possível as imperfeições de nossas atividades de conhecimento, sempre fragmentárias e sucessivas.

(Extraído da revista Sexto Sentido 54, páginas 20-24)

Fonte: IPPB
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EX- JOGADOR DIEGO MARADONA FOI OPERADO PARA DRENAGEM DE UM COÁGULO NO CÉREBRO

Cirurgia para drenar coágulo no cérebro de Maradona é bem-sucedida, diz médico

De César López, da CNN

Atualizado 04 de novembro de 2020 às 01:43

Ídolo da seleção Argentina, Diego Maradona completa 60 anosÍdolo da seleção Argentina, Diego Maradona completa 60 anos

O ex-jogador de futebol argentino Diego Armando Maradona foi operado nesta terça-feira (3) para a drenagem de um hematoma subdural no cérebro, disse seu médico em um comunicado.

“O hematoma subdural crônico foi evacuado com sucesso”, disse o médico de Maradona, Leopoldo Luque.

Segundo ele, Diego está acordado e “está muito bem”.

O ex-atleta, que completou 60 anos em 30 de novembro, foi operado em uma clínica em Olivos.

O médico havia garantido que Maradona estava lúcido e tranquilo antes do procedimento, e descreveu a operação como de rotina, sem dar explicações de como ocorreu o traumatismo craniano do ex-jogador de futebol, agora técnico do Gimnasia y Esgrima La Plata.

Fonte: CNN

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AUTOCONHECIMENTO: COMO ATIVAR OS MECANISMOS DO CÉREBRO ASSOCIADOS A SENTIMENTOS POSITIVOS, ATRAVÉS DA NEUROCIÊNCIA DA FELICIDADE

Pedro Calabrez é professor e escritor. Doutor em Ciências (Ph.D) pelo Lab de Neurociências Clínicas da Unifesp. Diretor da NeuroVox e neste domingo você vai assistir a uma mini-palestra dele sobre a neurociência da felicidade, que começa a desvendar mecanismos do cérebro associados a sentimentos positivos e como interferir para ativá-los​. Então não perca esta excelente oportunidade de aprender mais sobre AUTOCONHECIMENTO!

Fonte:   Território Conhecimento

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SAÚDE INTEGRAL: SAIBA COMO A INTELIGÊNCIA INFLUENCIA NO RESULTADO DA EVOLUÇÃO DO CÉREBRO

A ciência descobriu que a inteligência, quando estimulada pode contribuir geneticamente na evolução do cérebro das futuras gerações de uma determinada linhagem familiar. Que quando um indivíduo desenvolve bastante o seu intelecto, parte desse desenvolvimento intelectual é assimilado pela genética e se reflete em cérebros mais evoluídos nas próximas gerações. Saiba como isso acontecelendo o artigo completo a seguir!

A inteligência é o resultado de como o cérebro evoluiu

Fabiano de Abreu
Escrito por Fabiano de Abreu

123RF | Dolgachov

Garoto sentado em escada lendo livro
Considero de antemão a inteligência como algo parcialmente genético e ambiental. O genético se torna primordial, já que ele é o molde necessário para a introdução de mais inteligência. Quando o ser nasce inteligente, a inteligência é um impulsionador natural para o desenvolvimento cognitivo, fazendo com que a pessoa fique ainda com mais capacidades.

A pessoa mais inteligente, ao procriar, vai passar não só o seu gene intelectual, que já tinha desde o seu nascimento, como também vai passar uma parte da inteligência adquirida no seu desenvolvimento até o momento da procriação. O grau em percentual desta inteligência adquirida e passada geneticamente ainda não temos como medir, mas eu acredito que seja pequeno o suficiente para ser necessário milênios para que possamos notar grandes alterações.

Professora em pé em frente quadro com estudos segurando livro e varinha apontada para quadro

Se posicionássemos, por exemplo, 100 gerações de pessoas inteligentes que buscassem mais conhecimento e desenvolvimento cognitivo para ser passado geneticamente, resultariam em pessoas de uma inteligência em padrões bem mais altos do que o natural, sem influências.

O cérebro é dividido em diferentes partes que determinam o tipo de memória, os sentidos, as emoções etc. O tipo de inteligência está relacionado à parte do cérebro mais desenvolvida. Uma inteligência plena poderia ter todas as partes bem desenvolvidas, o que promoveria um grande avanço intelectual se todas as partes trabalham em uma potência de conectividade que definem, por exemplo, por meio de uma cognição desenvolvida, melhores sentidos e suas interpretações com memórias de curto prazo e com interpretações rápidas e assertivas, assim como uma melhor memorização de longo prazo, com capacidade de manipular a emoção para um melhor mecanismo de armazenamento.

Isso mesmo! Estou dizendo que um cérebro desenvolvido pode ter um melhor controle sobre seus sentidos e sentimentos. É como uma ginástica muscular que há quem tenha o incentivo padrão de fazê-lo e como fazê-lo. A ginástica cerebral pode ser trabalhada com a própria inteligência e a consciência de como desenvolver cada necessidade para que seja possível um aprimoramento.

A força de vontade está relacionada à inteligência, assim como a preguiça é o descanso da inteligência de quem não quer pensar. Contudo, a permanência nela é a falta de determinação intelectual e desistência que promove um estacionamento no desenvolvimento da própria inteligência. É a racionalidade de como, quando e onde fazer para melhor se desenvolver. Somos organismos evolutivos, buscamos a evolução para a sobrevivência e isso é como um vício universal, evoluir, está impresso em nosso código genético.

O código genético evolutivo é uma determinação inconsciente de que temos que progredir. O nosso cérebro sente essa necessidade quando determinamos por diversas gerações essa necessidade. Por exemplo: se uma pessoa desenvolve o seu cognitivo durante a sua vida, seu filho vai ter um gene determinado a continuar esse caminho; por mais que ele não siga, pois o ambiente pode interferir nisso, ele sempre terá uma fagulha esperando ser acendida para seguir essa evolução, ele sempre sentirá a sensação de falta. A falta é uma sensação de algo interrompido que deveria ter sido prosseguido. Vou a mais um exemplo: hoje vivemos a sensação da solidão; isso se dá devido ao avanço tecnológico, que nos distanciou da interação social corpo a corpo. Temos em nosso traço genético a necessidade dessa interação; quando ela não ocorre, temos a sensação, mesmo que inconscientemente, de que nos falta algo que está impresso em nossa memória primitiva, então nos sentimos sós, mas às vezes não sabemos o motivo.

Quando interrompemos ou desviamos de algo que está impresso em nosso código genético, temos a sensação da falta. Ela não é consciente; é como se algo não fosse suprido, algo que fosse necessário para completar os vagões do comboio que precisa seguir sobre os trilhos; os trilhos são nossa linha genética evolutiva e os vagões somos nós e nossas nuances de personalidade, entre outras coisas que nos fazem ser humanos.

Menino brincando com peças de lego espalhadas no chão

A inteligência está no cruzamento entre dois espécimes com o gene da inteligência desenvolvido, podendo ser maior em um do que o outro, que moldam o terceiro espécime, resultado do seu cruzamento. Acredito que o gene da inteligência é determinante por meio do fator evolutivo, acompanhando o melhor padrão entre o casal. Por exemplo: uma mulher com um nível de inteligência maior que do homem; eles cruzam, então há duas tendências evolutivas no filho: uma delas é o fator determinante de percentual recebido da mulher e do homem – a ciência ainda não sabe qual percentual o filho leva da inteligência da mulher e do homem –, mas é determinante que o homem ou a mulher passa um percentual maior de inteligência, dependendo do sexo. A segunda é o fator evolutivo, ou seja, vamos dizer que o maior percentual genético da inteligência seja da mulher, e não do homem; mesmo assim, se o homem for inteligente, será aproveitado também esse fator para impulsionar o processo evolutivo.

Seria uma lógica intuitiva, já que somos projetados evolutivamente, portanto, para uma evolução cerebral, como já sabemos que ocorreu na nossa espécie, tanto é que temos os lobos frontais desenvolvidos, mas os primatas não os tem. Essa necessidade de evolução está relacionada à evolução intelectual, então nossos descendentes tendem a ser mais inteligentes que nós, pois buscam o melhor de nós para seguir adiante.

Mas há um último fator decisivo na inteligência humana: o desenvolvimento do feto. O indivíduo pode ter fatores genéticos para o desenvolvimento de um cérebro inteligente, mas, na formação, de acordo de como ela ocorre, é possível desenvolver um potencial maior ou menor de inteligência. Há muitos casos de pai e mãe com o QI menor do que do filho, por exemplo. Assim como há casos de pais com alto QI e o filho também, um dos pais com alto QI e o filho com baixo QI, mas dificilmente há casos de pais com baixo QI e filhos com alto QI. Ou seja, a evolução do feto pode ser determinante para o QI do indivíduo, de acordo com a forma como ele evolui aproveitando não só o gene da inteligência dos pais, mas também ao ter uma evolução cerebral de acordo, para que o cérebro use toda capacidade para desenvolver um alto QI.

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CLIPES INTERNACIONAIS: ROXETTE – IT MUST HAVE BEEN LOVE

Você vai começar a semana ao som de uma das bandas de maior sucesso de todos os tempos, assistindo em CLIPES INTERNACIONAIS um dos seus maiores sucessos. Roxette foi uma dupla de pop rock sueca formada por Marie Fredriksson e Per Gessle. A dupla alcançou sucesso mundial entre o fim dos anos 1980. Ao longo de mais de trinta anos de carreira, o Roxette vendeu mais de 75 milhões de álbuns no mundo todo. O nome Roxette foi escolhido a partir de uma canção homônima de 1974 da banda britânica Dr. Feelgood, uma das favoritas de Per Gessle. Depois de 17 anos de luta contra o câncer Marie Fredriksson, de 61 anos, era tratada desde 2002 por um tumor no cérebro, morreu na manhã de 9 de dezembro de 2019.

Fonte:

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BOAS NOTÍCIAS: EM PELNA PANDEMIA MULHER CONSEGUE VENCER TUMOR CEREBRAL E DAR À LUZ A QUADRIGÊMEOS

A nossa coluna BOAS NOTÍCIAS desta quarta-feira trás uma história incrível com final feliz. Mãe dá à luz a quadrigêmeos quatro meses depois de retirar tumor no cérebro. Katie Sturm, do Texas, descobriu que tinha tumor no cérebro após um convulsão no trabalho. Então leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes dessa história fantástica!

Grávida vence tumor cerebral e tem quadrigêmeos na pandemia

A história de Katis Sturm é surpreendente. Aos 16 anos ela foi informada que nunca poderia ter filhos, mas ficou grávida de quadrigêmeos depois que se casou e aos três meses da gravidez descobriu que tinha um tumor no cérebro.

Ela foi diagnosticada na UT Southwestern com um glioma, tumor que afeta a função cerebral e a saúde e em plena pandemia, precisou ser operada às pressas.

Felizmente deu tudo certo. Os bebês Austin, Daniel, Jacob e Hudson nasceram no dia 3 de julho e a família tirou a foto acima no mês passado para comemorar.

Katie e Chris Sturm e os quadrigêmeos são de Haslet, Texas, nos EUA.

Convulsões

Antes do parto, os médicos estavam preocupados. Eles queriam esperar que os bebês nascessem para remover o tumor. Mas Katis começou a ter convulsões foi preciso agir rápido.

Em 22 de março, o dia em que entrou em vigor o lockdown no Condado de Dallas, durante a 20ª semana de gravidez, Katie foi para a cirurgia.

“Meu maior medo era morrer na mesa. Eu disse ao meu marido que se algo acontecesse comigo, eu não queria deixá-lo sozinho com quatro recém-nascidos”, lembra.

Mas as coisas correram bem e Katie se recuperou com sucesso em casa.

No dia 3 de julho, quando ela estava com 32 semanas de gravidez, os médicos fizeram uma cesariana e os quadrigêmeos nasceram.

Vida nova

Hoje, a família contabiliza sorrisos e números. São 24 fraldas pra tocar por dia, 20 mamadeiras para preparar, cinco mamadas por dia e muita paciência.

“Muito choro – alguém está sempre chorando”, disse Katie Sturm.

Três meses após a chegada dos bebês, ela e o marido estão se adaptando à vida com os quadrigêmeos, mais o primeiro filho do casal, Ryan, de 3 anos.

“O ponto principal de tudo isso é que queríamos ter um menino e uma menina e estaríamos prontos”, disse Chris Sturm.

Ajuda

Quando engravidou dos quadrigêmeos Katie se perguntava se ela e o marido seriam capazes de sustentar tantos filhos mas eles estão conseguindo.

Com a ajuda de amigos e familiares, o casal se mudou para uma casa maior e comprou uma minivan para se preparar para a vida com cinco crianças.

A avó dela organizou um chá de bebê drive-thru, com distanciamento social. A mãe e a sogra de Katie estiveram por perto para ajudar a cuidar das crianças assim que nasceram.

O casal aderiu a um programa para múltiplos, no qual médicos costumam fornecer amostras de remédios gratuitamente.

A ansiedade agora é de Ryan, que tem sido doce e gentil com os recém-nascidos, mas não vê a hora que eles cresçam para poderem brincar juntos.

Amamentando os quatro - Foto: (Smiley N. Pool / Staff Photographer
Amamentando os quatro – Foto: (Smiley N. Pool / Staff Photographer
Foto: Smiley N. Pool / Staff Photographer
Foto: Smiley N. Pool / Staff Photographer
Família reunida - Foto: Smiley N. Pool / Staff Photographer
Família reunida – Foto: Smiley N. Pool / Staff Photographer

 

Com informações do DallasNews

Fonte: Só Notícia Boa

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DICA DE LIVRO: TREINE SEU CÉREBRO PARA SER FELIZ, TEREZA AUBELE, WENCK E REYNOLDS

Nesta quarta-feira a nossa DICA DE LIVRO é um livro feito a três mãos, pelos autores Dra. Teresa Aubele, Dr. Stan Wenck e Susan Reynolds  e se chama “Treine seu cérebro para ser feliz”. A felicidade começa no nível celular e, como seu cérebro gera novos neurônios todos os dias, você literalmente pode se programar para ser feliz… basta saber como. Com este guia inovador, você incita seus neurônios a provocarem a alegria aprendendo a: Redirecionar a resposta de luta ou fuga que causa estresse e ansiedade; Concentrar a atenção das células de sua massa cinzenta no bem-estar emocional; Envolver-se em atividades que inundam seu cérebro com dopamina e serotonina, além de outros neurotransmissores “da felicidade”; Satisfazer a fome de prazer que seu cérebro sente por meio de uma dieta e de uma série de exercícios de meditação; Melhorar sua nutrição e, por consequência, sua qualidade de vida incluindo em sua dieta as vitaminas e os suplementos certos; Enganar seu cérebro de modo a fazê-lo construir novas vias de serenidade. Portanto, ser feliz é tudo que se quer. Então não deixe de ler essa obra espetacular!

Foto: Arquivo particular

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AUTOCONHECIMENTO: A RELAÇÃO ENTRE CÉREBRO, MENTE E ESPÍRITO E A EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA

Uma REFLEXÃO sobre a relação entre mente, cérebro e espírito sob os prismas do budismo, do esoterismo e da visão teosófica é o assunto da nossa coluna AUTOCONHECIMENTO desta terça-feira. Vamos mergulhar na literatura teosófica, que divide o homem em diferentes elementos constitutivos, o componente mais espiritual do ser humano é chamado espírito (atman, em sânscrito) e é a fonte última e profunda de nossa consciência. E fazer analogias entre o cérebro e o espírito na perspectiva biológica-teosófica. Então lhe convido a fazer essa maravilhosa leitura, refletir e fazer seu juízo de valor!

O papel do cérebro no espírito natalício

Paralelos entre cérebro e espírito

“Existem similaridades na estrutura e na função do
cérebro e da mônada que constituem o ser humano. A
mônada corresponde, sob o ponto de vista espiritual,
ao cérebro físico. Refletir sobre esse fato favorece a
busca consciente pela saúde física e espiritual”

Fernando Gaspar Sobrinho*

O cérebro é o órgão mais importante do corpo humano e os neurônios que o constituem são células altamente
diferenciadas, permanentes e bastante exigentes. Nossos comportamentos, emoções e pensamentos estão relacionados a esse órgão. As ações motoras, nossos movimentos, os sentidos e a manutenção do equilíbrio e das funções corporais, como respiração, circulação, digestão, crescimento, reprodução, metabolismo e temperatura, entre outros, estão associados a regiões específicas do cérebro. Cada parte do cérebro, portanto, desempenha uma função, cuida de um segmento corporal e processa informações.

Além dessa biologia já aceita, o debate sobre a independência da consciência ou alma em relação ao cérebro permanece em aberto desde a Antiguidade. O cérebro é um maestro biológico, mas, sob um ponto de vista metafísico, pode ser a batuta de uma alma maestra que rege sua orquestra física. Na literatura teosófica, que divide o homem em diferentes elementos constitutivos, o componente mais espiritual do ser humano é chamado espírito (atman, em sânscrito) e é a fonte última e profunda de nossa consciência. É o ser humano sem cascas. Neste texto vamos fazer analogias entre o cérebro e o espírito na perspectiva biológica-teosófica.

O cérebro é envolvido por sete revestimentos, que podem ser listados, de dentro para fora: as três meninges(pia-máter, aracnoide-máter e dura-máter), o osso do crânio e seus dois revestimentos (interno ou endósteo e externo ou periósteo), e a pele (couro cabeludo). Cada uma dessas camadas possui suas peculiaridades e suas funções. Elas protegem, isolam, filtram e nutrem o cérebro. Elas tornam viável a existência do cérebro num ambiente que, de outro modo, seria incompatível com sua vida. O cérebro, como outros órgãos vitais, não pode se relacionar diretamente
com o meio exterior. O mesmo pode ser dito da relação entre o espírito e seus veículos materiais.

Segundo Jinarajadasa, em seu livro Os Sete Véus Sobre a Consciência, e outras obras similares, uma pessoa é constituída por sete princípios, sendo, do mais grosseiro ao mais sutil: físico, etérico (físico em estado sutil), kama (desejos-paixões-emoções), manas (mente inferior e mente superior), búdico (buddhi) e átmico (atman ou espírito). Este último, segundo a literatura esotérica, é revestido por um envoltório delicado: o ovo áurico. De certo ponto de vista, a consciência está para o cérebro como o espírito está para o ovo áurico. Dada a incognoscibilidade de atman,
buddhi é tido como foco fundamental da vida. Portanto, a vida real é a de buddhi, cuja síntese prática é dada pela fraternidade. A respeito, a fraternidade é o primeiro objetivo da Sociedade Teosófica.
Cada um daqueles princípios constitutivos se relaciona a complexas funções físicas, psíquicas e espirituais. Eles processam informações que poderão afetar a consciência profunda e ao mesmo tempo são instrumentos que viabilizam a manifestação dessa mesma consciência. Existe, guardadas as devidas proporções, uma similaridade numérica e funcional entre os revestimentos do cérebro e os espirituais.

Vejamos os sentidos e as ações corporais. Embora os impulsos nervosos oriundos dos órgãos dos sentidos, como os olhos e os ouvidos, possam chegar ao cérebro e nos fazer conscientes dessas percepções, ou seja, visão e audição, o cérebro em si é insensível. Ele pode ser tocado e cortado sem que a pessoa sinta nada, porque inexiste sensor de dor no cérebro. A cefaleia nunca advém do cérebro, mas das estruturas a ele relacionadas. O cérebro também é incapaz de se mover sozinho, pois não possui estrutura locomotora. Portanto, ele não fala, não anda, não vê e não ouve. O cérebro é como o olho: tudo vê, exceto a si mesmo. A despeito disso, nenhuma das ações e sensações conscientes são possíveis sem o cérebro, o destino ou a origem desses impulsos nervosos. Mas para que tudo isso ocorra, o cérebro precisa de instrumentos, ferramentas capazes de sentir ou executar ordens. Esses órgãos estão distantes do cérebro; daí a necessidade de nervos para conduzir sinais.
Quando o ser humano se torna consciente de algo à sua volta ou consigo próprio é porque a informação nervosa chegou até o cérebro, mais especificamente ao córtex, a substância cinzenta que o reveste. Por isso ele é considerado, junto com a medula espinal, parte do sistema nervoso central. Ele é o destino dos sentidos corporais que, por sua vez,
começam no estímulo dos órgãos dos sentidos. Ele também é a origem física das ordens motoras para os músculos e secretoras para as glândulas. Se alguém deseja fazer algo conscientemente, essa ordem partirá de modo obrigatório do córtex cerebral, que é sua camada mais superficial.

Após abordar o cérebro, voltemos ao espírito. Em Teosofia, a mônada é o cerne espiritual do ser humano. Ela é constituída de um complexo formado pelo espírito e pela chamada alma espiritual. O espírito é visto aqui como um princípio universal, comum a todos os seres humanos, e não uma individualidade personalista. Ele é tido como uma emanação imortal do princípio subjacente à origem e manutenção do universo, sendo, portanto, parte dessa própria
fonte. Trata-se de algo cuja quintessência e sutileza estão além da cognição humana e, portanto, é abstrata, especulativa e intuitiva. Mas o ovo áurico que o envolve é menos abstrato e, em nossa analogia, corresponde ao córtex cerebral, destino do que pode ser assimilado e origem imediata dos impulsos espirituais.

Não é por acaso que a reflexão a respeito do espírito exige intuição. O instrumento imediato do espírito, seu veículo de manifestação, é a chamada alma espiritual, cuja principal característica é a perspectiva impessoal da vida e do cosmo e a percepção intuitiva de verdades. Na dimensão da alma espiritual, nos sentimos unidos e empáticos em relação a todos os outros seres. Tem-se acesso direto ao conhecimento das coisas. De algum modo, essa alma está conectada ao espírito e esse grau de visão universal é um indício da união atman-buddhi.

Um complexo multidimensional

Nos textos teosóficos-hindus, o espírito é atman e a alma espiritual é buddhi. Esta última pode ser influenciada por nossa mente superior ou abstrata (manas arupa, literalmente “mente amorfa”), que reflete e constrói nossos pensamentos melhores e mais altruístas. Já a mente concreta representa o aspecto inferior da mente, mais ligada ao que é terreno ou egoísta. Quanto mais forte a sintonia com os níveis superiores, mais intensa é a consciência de unidade cósmica, manifestada principalmente pela fraternidade, espiritualidade e sabedoria, e maior é o intercâmbio
entre esses planos existenciais.

Logo, o ser humano é um complexo multidimensional. Podemos, assim, abordar as dimensões relativas ao que chamamos personalidade transitória e à mônada imortal. A propósito, a mônada, em seu próprio nível, é incapaz, ela mesma, das tarefas da personalidade.

Do ponto de vista sensitivo, as experiências são processadas em seus respectivos níveis dimensionais até que determinados fluxos chegam à mente superior e à mônada, que é o destino daquilo que pode ser especialmente codificado e assimilado através das encarnações. Aqueles princípios sutis e o corpo que formam o ser humano funcionam como órgãos sensoriais e efetores para a mônada, ou seja, são portas de entrada para percepções e vias de saída dos fluxos monádicos. Em última análise, o desenvolvimento da mente superior e da mônada dependem das experiências vividas pelo indivíduo em suas diversas dimensões e existências. Como será visto adiante, o objetivo da vida é elevar a mente superior até harmonizá-la com buddhi e com esta fundir-se. Retornemos ao cérebro para falar
sobre seu desenvolvimento e potencialidades. Para alcançar sua plena capacidade, o sistema nervoso necessita se desenvolver, pois a criança nasce imatura. Por isso não anda nem fala. Com o tempo, a partir da nutrição e dos estímulos da experiência cotidiana, os neurônios crescem, formam conexões, circuitos, e codificam dados e habilidades. O cérebro se torna ativo, a memória e a destreza se expandem junto com o aprendizado: o ser alcança a maturidade. Isso permite a capacidade criativa, armazenadora e executora. O ser adquire protagonismo no mundo, deixando a passividade em prol da atividade.

Um processo semelhante ocorre com a mônada por meio das reencarnações. Ela se torna ativa, desenvolve suas potencialidades, se expande e amadurece progressivamente conforme se relaciona com os demais princípios
da manifestação por meio da mente. Esses veículos-instrumentos se tornam melhores e capazes de expressar a força, a vontade, a genialidade, a virtude e a sabedoria, frutos da ressonância monádica. Num estágio avançado, é dito que a mente superior se une à alma espiritual (buddhi) e o ser humano se realiza em seu atual momento evolutivo. Essa fusão é o moksa hindu ou o nirvana budista, o fim dos ciclos de renascimentos e mortes (samsara).

Aprendizado internalizado

Fisicamente, vimos que os impulsos nervosos que chegam ao córtex do cérebro são já processados e adaptados às condições exigidas. Porém, outro ponto a ser considerado diz respeito à circulação do sangue, pois nem todas as substâncias aí presentes têm acesso ao cérebro. Isso porque existe um filtro, uma triagem celular chamada “barreira hematoencefálica”. Deste modo, somente substâncias nobres de interesse do cérebro aí chegam.

Algo análogo se dá com a mônada e seus veículos. Somente aquilo que é assimilável pela mônada pode ter acesso a ela. A brutalidade das paixões, os vícios, os pensamentos mesquinhos, as grosserias e o moralmente reprovável são descartados e reciclados em seus respectivos níveis insólitos. Nesses casos, somente o fluxo da lição é assimilado pela mente superior e daí pela mônada. As marcas e cicatrizes permanecem na Terra, enquanto o aprendizado é internalizado. As experiências se somam e desenvolvem a natureza interior. Práticas virtuosas têm acesso, por ressonância, aos princípios superiores do ser humano e agem diretamente no crescimento espiritual da pessoa. Essa capacitação progressiva da mônada-mente torna a individualidade que reencarna positivamente qualificada e capaz de prodígios maiores associados ao autocontrole, à mente sagaz e à vivência de emoções construtivas manifestas nas atitudes nobres. Assim, as chances de acertos crescem e os erros decrescem.

É importante considerar que todos os movimentos, sejam mentais, emocionais ou físicos, mobilizam energias próprias que repercutem em seus respectivos níveis ou dimensões. Isso significa que, de fato, toda ação gera consequências. É o karma hindu-budista, que resulta em júbilo ou sofrimento, conforme a qualidade, direção e intensidade da energia mobilizada. É, em certo sentido, a “providência” dos cristãos ou as “mutações” de que fala Confúcio. Segundo Paulo, “o que o homem semear, isso ele colherá”.

Conclui-se que existem similaridades na estrutura e na função do cérebro biológico e da mônada teosófica que constituem o ser humano. Para uma pessoa, a mônada corresponde, sob o ponto de vista espiritual, ao cérebro físico. Refletir sobre esse fato favorece a busca consciente pela saúde física e espiritual, haja vista o reconhecimento da importância de ambos. O paralelo entre nosso centro físico e o espiritual reforça a relação entre esses extremos enquanto princípios. As analogias discutidas aqui endossam o fundo espiritual que permeia a vida humana, colocando-o como meta existencial, uma vez que somos essencialmente espíritos e não apenas corpos.

* Fernando Gaspar Sobrinho é médico e professor universitário.

Fonte: Revista Sophia edição 85

 

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POESIA: OS INSONDÁVEIS MISTÉRIOS DO SENTIR EM FORMA DE POESIA

A nossa coluna POESIA deste domingo está um pouco diferente. Só pra variar publicamos uma REFLEXÃO sobre os Insondáveis mistérios do sentir em forma de poema de autoria de Luiz Roberto Bodstein. Um mergulho da alma nos meandros do coração e a sua conexão com o cérebro. Então convido você a ler essa obra prima da sensibilidade, refletir e fazer o seu juízo de valor!

Insondáveis mistérios do sentir

Mulher olhando para o rio sozinha
123RF/ Kitz Corner

Na mais despida e pura das minhas vivências
algo se projetou para além dos limites do conhecimento:
ao se mostrar necessário tocar um outro ser,

calo o racional e abro espaço para o coração.

Logo escuto sua voz falando do que está cheio o peito,

e não apenas do que dita o cérebro,

dizendo das coisas que não se diz,

ouvindo tudo que das palavras não ouço,

atento ao que brota da consciência maior.

Mulher com as mãos juntas em seu busto

Giulia Bertelli/Unsplash

Nas curvas das letras o fenômeno se repete:

as palavras correm no papel enquanto o sentimento

é que segue à frente do meu pensamento,

bem do âmago do ser para a porta de saída!

E é nesse momento mágico que sinto os dedos a serviço

do mesmo coração que pede espaço.

Pessoa escrevendo com caneta em um papel
Aaron Burden/Unsplash

E eis que um resultado mágico acontece

ao me descobrir aprendendo com o que me sai dos lábios,

e com o que me é revelado pela ponta dos dedos

como se eles e eu fôssemos coisas distintas

e nada mais me coubesse além de servir-lhes de intérprete.

Lábios e mãos atuam como meros instrumentos

Apressando-se a servir ao seu senhor supremo,

Nada além de um regato brotando daquele recanto físico

que se aprofunda nos insondáveis mistérios do espírito

Tendo no coração seu único comando.

Mulher segurando uma folha em forma de coração
Jakob Owens/Unsplash

O coração é o guia e eu apenas me deixo guiar.

Ele encarnando o mestre e eu seu aprendiz.

O coração na cátedra do saber mais elevado,

eu deleitado pelo inebriante prazer de me sentir alimentado.

Consciência em forma liquida que me percorre as veias

Seguindo por todo o corpo em direção à mente,

que então lhe dá abrigo, solícita e agradecida,

como quem recebe o hóspede Intensamente aguardado

para usufruir de sua extasiante presença.

Hóspede que não se apega apenas ao que sabe,

mas, de forma ainda mais inebriante,

ao que sabe que nunca vai saber!

Luiz Roberto Bodstein
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AUTOCONHECIMENTO: O PIANO DE CAUDA É COMO O CÉREBRO O POTENCIAL É VOCÊ QUEM EXPLORA

Na nossa coluna AUTOCONHECIMENTO desta segunda-feira é dia de textos inteligentes e conscienciais publicados por Beth Michepud. O de hoje fala sobre a versatilidade e a resiliência do cérebro e da nossa consciência. Leia o texto completo a seguir e tire suas lições e/ou conclusões!

Piano de cauda

 em NOVEMBRO 3, 2019

piano

Penso, logo posso criar a realidade desejada.

Tales Luciano Duarte, do blog yogui.co, fez a seguinte observação contida em um de seus textos: “se olharmos para o mundo e examiná-lo em um nível coletivo, o que vemos? Como podemos perceber isso?

Neste momento, as massas nascem, vão à escola, pagam contas, criam sua família e encontram um “trabalho” dentro do atual paradigma para se sustentar.

Esse é o mantra da vida moderna. Estamos como robôs, que são treinados a crer nessa realidade.

Existe uma espécie de lavagem cerebral para aceitar as coisas como elas são, sem questionar o que esta acontecendo por trás e para continuar com o status quo, só cuidar de nós mesmos e nossas próprias vidas.

Como Noam Chomsky diria, o nosso consentimento foi fabricado.

Se continuarmos por este caminho e continuarmos vendo a realidade, vamos, em essência, prolongar esse tipo de existência e experiência para a raça humana, sem nunca haver mudanças conscienciais e realmente consistentes.”

Deepak Chopra, no livro Super cérebro diz que “ Uma das coisas únicas do cérebro humano é que pode fazer apenas o que pensa poder fazer.

No momento em que diz “a minha memória já não é o que era” ou “hoje não me lembro de uma só coisa”, está de fato treinando o cérebro para corresponder às suas diminuídas expetativas. Baixas expetativas equivalem a baixos resultados.

A primeira regra é que o seu cérebro está sempre espiando os seus pensamentos. Assim escuta, assim aprende. Se lhe ensinar limitação, o seu cérebro ficará limitado. Mas, e se fizer o oposto? E se ensinar o seu cérebro a ser ilimitado?

Pense no seu cérebro como sendo um piano de cauda Steinway. Todas as teclas estão no lugar, prontas a soar ao toque de um dedo. Seja um principiante a sentar-se ao teclado ou um virtuoso de renome mundial como Vladimir Horowitz ou Arthur Rubinstein, o instrumento é fisicamente o mesmo. Mas a música que dele ressoará será inteiramente diferente. O principiante usa menos de 1% do potencial do piano; o virtuoso transcende os limites do instrumento.

Se o mundo da música não dispusesse de virtuosos, ninguém jamais adivinharia as coisas espantosas que um Steinway de cauda pode fazer.”
Luz e Paz!

Fonte: Sabedoria Universal

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