GOVERNO AUSTRALIANO TEME QUE PROJETO AUMENTE INFLUÊNCIA CHINESA NO PAÍS

Austrália: crise dos submarinos revela tensão crescente com China

Governo australiano, que apoia Taiwan, teme que projeto da ‘Nova Rota da Seda’ aumente influência chinesa no país

INTERNACIONAL

 Eugenio Goussinsky, do R7

Fuzileiros americanos e australianos carregam embarcação em Bowen, AustráliaFuzileiros americanos e australianos carregam embarcação em Bowen, Austrália
AMERICA’A NAVY/26-07-21

A decisão anunciada pelo governo australiano na última terça-feira (14), de abandonar seu seu acordo, selado em 2016, com o Grupo Naval da França para construir uma frota de submarinos convencionais trouxe visibilidade, para o Ocidente, a uma tensão entre China e Austrália, que tem crescido nos últimos anos.

O governo australiano anunciou um novo pacto, com Estados Unidos e Reino Unido, para transferência de tecnologia para a construção de oito submarinos com propulsão nuclear, considerados mais potentes e modernos.

Segundo especialistas, os submarinos, mais precisos e silenciosos, têm condições de patrulhar áreas do Mar da China Meridional com menor risco de detecção.

A decisão enfureceu o governo francês, mas, em termos estratégicos. O presidente Emmanuel Macron, buscando não enfraquecer o poderio francês, convocou os embaixadores dos Estados Unidos e da Austrália, para esclarecimento, mesmo sendo os dois países aliados da França.

O governo francês, no entanto, não tem muito mais o que fazer, além desta tentativa de se impor diplomaticamente, justamente porque, neste imbróglio, tem seus interesses totalmente vinculados aos dos Estados Unidos e Otan, diante do que é visto como uma ameaça chinesa.

Uma ameaça que tem incomodado o governo australiano, justamente porque o país, na Oceania e aliado dos Estados Unidos, se situa em uma região na qual a China está ampliando sua influência, dentro do projeto “Nova rota da seda”, anunciado em 2013 pelo presidente chinês, Xi Jinping e incorporado à Constituição chinesa em 2017.

Porto de Darwin

O objetivo do projeto é fortalecer o vínculo com a Ásia, Europa, África e outras áreas, por meio de obras de infraestrutura, como a construção de portos, ferrovias, aeroportos e centros industriais.

O temor da Austrália é de uma crescente influência do poder econômico e, por conseguinte, do governo chinês dentro de seu território. Isso, aliás, já tem ocorrido.

Desde 2015, o porto de Darwin, localizado no Território do Norte e estratégico, por causa de sua proximidade com a Ásia. O porto está sob controle da estatal chinesa Landbridge, em forma de arrendamento por 99 anos.

Além disso, a Austrália se mantém aliada de Taiwan, apesar de não manterem relações formais, no objetivo da ilha de se firmar como país independente da China.

Para a Austrália, ter os submarinos com propulsão nuclear, produzidos pelos Estados Unidos e Reino Unido, daria mais segurança defensiva, em relação aos interesses chineses, dentro das disputas territoriais no mar da China Meridional.

Além de Taiwan, elas englobam disputas, entre países como Brunei, República Popular da China, Taiwan (República da China, fora da ONU desde 1971), Filipinas, Japão, Vietnã e Malásia.

Os territórios disputados são, entre outros, as Ilhas Spratly e Ilhas Paracel e regiões próximas do mar, como Golfo de Tonkin.

Tais disputas ameaçariam a Austrália, que ainda tem a China como maior parceiro econômico, do ponto de vista territorial e comercial.

A China admite ter interesses nestas regiões e afirma que, mais cedo ou mais tarde, irá recuperar o poder sobre Taiwan, considerada pelo governo chinês como parte indivisível da China.

“A China deve ser e será reunificada. Estamos prontos para fazer o nosso melhor para lutar pela perspectiva de uma reunificação pacífica, mas nunca deixaremos nenhum espaço para qualquer forma de atividades separatistas de ‘independência de Taiwan’ “, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, em abril último.

Pandemia e direitos humanos

As tensões entre China e Austrália aumentaram desde 2018. O governo australiano, do primeiro-ministro Scott Morrison, passou a questionar Pequim sobre as acusações de desrespeito aos direitos humanos contra opositores.

No ano passado, a pandemia também serviu para distanciar ambos os países. As relações entre

Canberra e Pequim congerlaram relações quando o governo de Morrison pediu investigação sobre as origens da covid-19, irritando o governo chinês e afetando os laços comerciais entre os países.

Desde então, a China tem dificultado as exportações para a Austrália, de produtos como carvão, trigo e vinho.

Pesquisa recente feita pelo Australia Institute, 42% dos entrevistados na Austrália acreditam que, em algum momento, a China irá atacar a Austrália, conforme informou artigo do The Guardian.

O jornal revelou que Allan Behm, chefe do programa de assuntos internacionais e de segurança do Australia Institute, garantiu que “não há dúvida de que as ações recentes da China e a retórica anti-China na Austrália geraram medo e insegurança na comunidade australiana”.

O acordo com os Estados Unidos e com o Reino Unido, neste sentido, também se encaixa aos objetivos do governo australiano de recuperar a popularidade, em meio a uma crise econômica potencializada pela pandemia.

No ano passado, o governo australiano elevou a proposta de déficit público no orçamento do ano fiscal seguinte, para 213,7 bilhões de dólares australianos (151,8 bilhões de dólares na ocasião), com o objetivo de expandir gastos, entre outros em programas sociais, para estimular a recuperação econômica do país.

Diante da crise, a compra de modernos submarinos também é uma forma de propaganda do governo australiano. Um discurso belicista é uma grande arma para a imagem de um governo, ao longo do tempo. Neste sentido, a insatisfação da França, acabou sendo, para a Austrália, o menor dos prejuízos.

Fonte: R7

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NAVEGAÇÕES EM PRINCIPAIS HIDROVIAS DO PAÍS SÃO REDUZIDAS E ATÉ INTERROMPIDAS DEVIDO A SECA

Seca interrompe ou reduz navegação em principais hidrovias do país

Barcaças de soja estão paradas na Tietê-Paraná desde agosto; preocupação já é com safra de 2022

Raquel Landimda CNN

 

A pior crise hídrica dos últimos 91 anos interrompeu ou reduziu a navegação nos principais rios do país. As hidrovias Tietê-Paraná, Paraná-Paraguai e Madeira enfrentam dificuldades.

Para evitar o racionamento de energia, o governo federal diminui a vazão dos reservatórios das hidrelétricas. A medida baixou o calado dos rios e prejudicou o transporte de cargas.

Na hidrovia Tietê-Paraná, as barcaças de soja estão paradas desde o fim de agosto. Com o rio mais vazio, as embarcações correm o risco de encalhar numa região de pedras no canal da usina de Nova Avanhadava, em São Paulo.

Em tempos normais, a soja é embarcada em São Simão (GO) e segue pelo rio até Pederneiras (SP). De lá, vai de trem para o Porto de Santos. A opção agora para a maior parte da carga é ir desde o Centro-Oeste até o porto paulista de caminhão. A preocupação do agronegócio já é com a volta da hidrovia prevista para fevereiro de 2022.

Se não voltar a chover em breve e o nível de rio baixar ainda mais, isso pode inviabilizar a retomada. “Se a hidrovia não voltar a operar, vamos perder toda a movimentação de grãos na safra de 2022”, diz André Nassar, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

No Rio Paraguai, praticamente parou o transporte de minério de ferro de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, até os portos da Argentina e do Uruguai. Já no Rio Madeira, na região norte do país, as barcaças ainda saem de Porto Velho (RO) até Itacoatiara (AM), mas com um volume menor de soja.

Segundo a Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega), o custo do frete pela hidrovia é 70% menor do que o transporte por caminhão. Enquanto uma barcaça carrega 6 mil toneladas de soja, um caminhão leva 50 toneladas.

“Existe uma lei do uso múltiplo das águas: navegação, agricultura irrigada, uso de peixes e produção de energia. Nós sofremos um embate o tempo todo com o setor elétrico. E falta investimento nos rios brasileiros”, diz Raimundo Holanda, presidente da Fenavega.

Procurada pela CNN, a secretaria de Logística e Abastecimento de Transportes de São Paulo disse que a hidrovia Tietê-Paraná acabou parando porque o Ministério da Infraestrutura não liberou o dinheiro para a retirada das pedras no canal da usina de Nova Avanhadava.

Já o ministério da Infraestrutura afirmou que a paralisação das obras no local não ocorreu por falta de recursos, mas por causa do atraso na entrega da complementação da documentação pelo Departamento Hidroviário de São Paulo.

Fonte: CNN
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ECONOMIA: LEVANTAMENTO DA ANP APONTA QUE O RN TEM A GASOLINA MAIS CARA DO PAÍS

Por Igor Jácome, G1 RN

 

Posto de gasolina, combustível, Natal — Foto: Augusto César GomesPosto de gasolina, combustível, Natal — Foto: Augusto César Gomes

Rio Grande do Norte tem a gasolina mais cara do país, de acordo com o último levantamento de preços da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em média, o preço do litro do combustível custa R$ 6,625 no estado.

O levantamento da agência considera os preços encontrados em postos de todos os estados brasileiros entre os dias 5 e 11 de setembro. No RN, por exemplo, foram consultados 53 postos.

maior preço encontrado nas bombas do estado foi de R$ 6,699 e o menor, R$ 6,420.

Embora outras unidades da federação, como Rio Grande do Sul e Acre, tenham postos vendendo gasolina comum a mais de R$ 7, é possível encontrar estabelecimentos com preços bem mais baixos.

Nos postos gaúchos, por exemplo, a gasolina variou de R$ 5,958 a R$ 7,185 e a média levantada ficou em R$ 6,335.

Com preço médio de R$ 5,224, o Amapá foi o estado com o menor preço para o combustível na semana do levantamento, de acordo com a ANP.

Logo atrás do Rio Grande do Norte, Piauí (R$ 6,605), Rio de Janeiro (R$ 6,560), Acre (R$ 6,485) e Distrito Federal (R$ 6,411) figuraram entre os estados com combustível mais caro do país.

Nos estados vizinhos, Paraíba e Ceará, os preços médios ainda estão abaixo de R$ 6, segundo o levantamento da ANP.

Outros combustíveis

No caso do Etanol, o Rio Grande do Norte tem o terceiro maior preço médio do país: R$ 5,658. Fica atrás apenas do Rio Grande do Sul (R$ 6,036) e do Amapá (R$ 5,680).

Custando em média, R$ 4,578 o gás natural veicular vendido no estado é o segundo mais caro do país, com preço abaixo somente do praticado no Rio Grande do Sul, que é de R$ 4,846.

No caso do óleo diesel, o preço médio encontrado no estado ficou em R$ 4,875, não figurando nem entre os mais caros, nem mais baratos do país. Já o gás do cozinha, de 13 litros, custa em média R$ 100,59.

Preço médio da gasolina por estado

  • Rio Grande do Norte – R$ 6,625
  • Piauí – R$ 6,605
  • Rio de Janeiro – R$ 6,56
  • Acre – R$ 6,485
  • Distrito Federal – R$ 6,411
  • Goiás – R$ 6,363
  • Rio Grande do Sul – R$ 6,335
  • Minas Gerais – R$ 6,304
  • Tocantins – R$ 6,274
  • Espírito Santo- R$ 6,218
  • Rondônia – R$ 6,158
  • Mato Grosso – R$ 6,129
  • Alagoas – R$ 6,1
  • Sergipe – R$ 6,087
  • Pará – R$ 6,07
  • Bahia – R$ 6,062
  • Maranhão – R$ 6,028
  • Pernambuco – R$ 6,018
  • Amazonas – R$ 6,001
  • Ceará – R$ 5,987
  • Mato Grosso do Sul – R$ 5,971
  • Paraíba – R$ 5,929
  • Santa Catarina – R$ 5,833
  • Paraná – R$ 5,775
  • Roraima – R$ 5,739
  • São Paulo – R$ 5,715
  • Amapá – R$ 5,224

Fonte: G1 RN

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PRIMEIRO MINISTRO DO HAITI ENTROU EM ACORDO COM OPOSIÇÃO PARA FORMAR UM GOVERNO DE UNIDADE NO PAÍS

Premiê e oposição chegam a acordo para formar governo no Haiti

Ariel Henry se comprometeu a formar uma assembleia que redigirá a nova constituição nacional antes das próximas eleições

INTERNACIONAL

Da EFE

primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, entrou em acordo com os principais partidos de oposição para formar um governo de unidade no país, além de ter se comprometido a formar uma assembleia que redigirá a nova constituição nacional antes das próximas eleições.

O novo Executivo será empossado em um prazo de oito dias e ficará no poder até que aconteça o pleito “no máximo, até o fim de 2022”, conforme indica o texto do pacto alcançado neste sábado (11).

Henry ficará com a chefia do Executivo, que será “essencialmente não partidário” e será composto por personalidades escolhidas com base em “sua notoriedade”.

No período de transição, a atuação do governo será supervisionada por uma Autoridade de Controle e Segurança, integrada por dez senadores e por outros 23 pessoas designadas por universidades públicas, câmaras de comércio e outras instituições.

O acordo também prevê a criação de uma Assembleia Nacional Constituinte que seja formada por 33 membros, nomeados por diferentes organismos da sociedade civil, incluindo representantes de grupos feministas, de deficientes, entre outros.

A assembleia será formada já levando em conta o anteprojeto de Constituição apresentado nesta semana, que havia sido redigido por uma comissão de especialistas designada pelo presidente Jovenel Moise, que foi assassinado em 7 de julho deste ano.

Segundo o acordo oficializado hoje, os constituintes terão um prazo de três meses para preparar o projeto de carta magna, que será submetido a ratificação da população do Haiti.

Uma vez que seja promulgada a nova Constituição, serão realizadas novas eleições, no máximo, no fim de 2022, para que eleitos possam assumir os cargos no início do ano seguinte, segundo indica o texto do acordo.

O Haiti está sem presidente desde a morte de Moise, e também em um Parlamento desde o início de 2020, devido ao adiamento das eleições legislativas que deveriam ter acontecido no ano anterior.

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BOLSOSNARO GRAVA ÁUDIO PEDINDO AOS CAMINHONEIROS MANIFESTANTES QUE LIBEREM AS RODOVIAS PARA NÃO ATRAPALHAR A ECONOMIA DO PAÍS

Bolsonaro diz que bloqueios atrapalham economia e pede que caminhoneiros liberem rodovias

Presidente gravou um áudio para ser enviado aos caminhoneiros manifestantes

Renata Agostinida CNNAna Carolina Nunes

do CNN Brasil Business

em Brasília e em São Paulo

Bolsonaro diz que bloqueios atrapalham economia e pede que caminhoneiros liberem rodovias | CNN BrasilBolsonaro diz que bloqueios atrapalham economia e pede que caminhoneiros liberem vias | AGORA CNN

Diante da escala dos bloqueios feitos por caminhoneiros em rodovias pelo país – até o momento, em 16 estados – o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) gravou um áudio direcionado aos manifestantes afirmando que os bloqueios atrapalham a economia, pois provocam desabastecimentos, inflação e prejudicam a todos, “em especial os mais pobres.”

O presidente afirma que os caminhoneiros são aliados, e pede, então, para que liberem as estradas e deixem “seguir com a normalidade”. “A gente em Brasília aqui agora, não é fácil negociar e conversar com outras autoridades, mas a gente vai fazer a nossa parte e vamos buscar uma solução para isso, tá ok?”, diz Bolsonaro no áudio.

O presidente finaliza a mensagem enviando um abraço para todos os caminhoneiros.

A autenticidade da mensagem foi confirmada por duas fontes do governo à CNN e pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que gravou um vídeo diante da repercussão do áudio.

Segundo o ministro, o áudio “mostra a preocupação do presidente com a paralisação”. “Essa paralisação ia agravar efeitos da economia, inflação, impactar os mais pobres e mais vulneráveis. Nós já temos hoje um efeito nos preços dos produtos em função da pandemia”, reforçando a mensagem de Bolsonaro.

Tarcísio de Freitas segue dizendo que é uma preocupação de todos a melhoria da situação do país e com a resolução de problemas graves. “Mas a gente não pode tentar resolver um problema criando outro, principalmente os mais vulneráveis. Daí a preocupação do presidente da república.”

Na noite desta quarta-feira, a Polícia Rodoviária Federal contabilizava bloqueios parciais de estradas em 16 estados.

Mais cedo, ao falar com apoiadores, o presidente já havia feito um “apelo” aos caminheiros, pedindo que não houvesse paralisação nas rodovias do país.

“Não parem, caminhoneiros. Se tiver uma paralisação no Brasil, todos vão sofrer. Desde o abastecimento, inflação, vai ter problemas sociais graves. Se eu puder apelar aos caminhoneiros aqui é que não parem o Brasil. Eu sei do poder que eles têm e reconheço o trabalho que eles fazem, mas acredito que a paralisação não interessa para nenhum de nós”, disse Bolsonaro.

O presidente agradeceu ainda aos caminheiros e disse saber o que eles têm suportado diante do preço do combustível e dos pedágios, mas pediu “moderação”.

“Não é a gente matando a vaca que vai liberar o carrapato, então moderação para todo mundo. Sabemos onde está o erro. O outro lado também sabe onde está o erro, mas não quer dar o braço a torcer. Eu não tenho os poderes que vocês pensam que eu tenho”, disse Bolsonaro.

Os bloqueios nas estradas chegaram a ser discutidos por Bolsonaro durante a reunião ministerial na manhã desta quarta-feira. A avaliação no Palácio do Planalto é que o fato de não haver uma pauta setorial e se tratar de um movimento ser descentralizado dificulta a atuação do governo. Por isso, os recados enviados pelo presidente para tentar desarticular a ação dos caminhoneiros.

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EX-PRESIDENTE DO AFEGANISTÃO SE DESCULPOU COM A POPULAÇÃO AFEGÃ POR TER FUGIDO DO PAÍS E NEGA TER ROUBADO MILHÕES DE DÓLARES

Ex-presidente afegão pede desculpa ao povo por ter fugido do país

Ashraf Ghani disse que sair do Afeganistão foi a decisão mais difícil de sua vida e negou ter roubado milhões de dólares

INTERNACIONAL

Lucas Ferreira, do R7

Ashraf Ghani deixou Cabul, capital do Afeganistão, no dia 15 de agosto

PALÁCIO PRESIDENCIAL AFEGÃO / VIA REUTERS – 14/08/2021

O ex-presidente do Afeganistão, Mohammad Ashraf Ghani, se desculpou nesta quarta-feira (8) com a população afegã por ter fugido do país no dia 15 de agosto. Segundo o político, esta foi a decisão mais difícil de sua vida, mas teria sido tomada para garantir a segurança dos 6 milhões de moradores da capital Cabul e evitar confrontos armados contra o Talibã.

Em comunicado publicado nas redes sociais, Ghani afirmou que nunca quis abandonar o povo afegão após mais de 20 anos tentando “construir a democracia” no país.

“Deixar Cabul foi a decisão mais difícil da minha vida, mas eu acredito que esta foi a única maneira de manter as armas caladas e salvar Cabul e seus 6 milhões de habitantes. Eu tenho dedicado mais de 20 anos da minha vida a ajudar os afegãos a construírem uma democracia, prosperidade e soberania estatal – nunca foi minha intenção abandonar o povo ou essa visão.”

Ghani também se defendeu da acusação de que teria levado consigo milhões de dólares pertencentes ao Afeganistão. O ex-presidente se colocou a disposição para passar por uma auditoria independente de suas finanças e posses.

“Estas afirmações são completamente e categoricamente falsas. Corrupção é uma praga que prejudicou o nosso país por décadas e combater a corrupção foi o foco central dos meus esforços como presidente. […] Eu recebo com felecidade uma auditoria oficial ou investigação financeira sob tutela das Nações Unidas ou qualquer outro órgão independente apropriado para provar a veracidade das minhas afirmações.”

O presidente deposto ainda encoraja que políticos do alto escalão afegão tomem a mesma atitude para mostrar ao povo do Afeganistão a honestidade do antigo regime.

Na última terça-feira (7), o Talibã anunciou o novo governo provisório do país. Mohammad Hasan Akhund, antigo conselheiro político do fundador do grupo, Mullah Omar, foi nomeado o líder do regime. Internacionalmente, a China celebrou o que chamou de ‘fim da anarquia’ no Afeganistão, enquanto os EUA consultarão aliados mundiais sobre a formação deste governo.

“É com profundo pesar que meu próprio capítulo terminou em tragédia semelhante a de meus antecessores – sem garantir estabilidade e prosperidade. […] Meu compromisso com o povo afegão nunca enfraqueceu e me guiará pelo resto da vida”, concluiu Ghani.

Fonte: R7

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EMBAIXADA DA CHINA SERÁ MANTIDA NO AFEGANISTÃO, SEGUNDO ANUNCIOU TALIBÃS

Talibãs anunciam que China manterá embaixada no Afeganistão

Segundo porta-voz, o governo chinês também irá ampliar a ajuda humanitária para o país, inclusive no combate à pandemia

Homens do Talibã patrulham as ruas de Cabul, capital do Afeganistão

AAMIR QURESHI / AFP – 2.9.2021

Um porta-voz do Talibã afirmou nesta quinta-feira (2) que a China prometeu manter aberta sua embaixada no Afeganistão e aumentar a ajuda ao país, devastado por décadas de conflito.

Abdul Salam Hanafi, membro do gabinete político do grupo islâmico em Doha, no Catar, “manteve conversas com Wu Jianghao, vice-ministro das Relações Exteriores da República Popular da China”, anunciou o porta-voz do grupo, Suhail Shaheen no Twitter.“O vice-ministro chinês garantiu que manterá sua embaixada em Cabul e que nossas relações melhorarão. (…) A China continuará e aumentará sua ajuda humanitária, em particular para o tratamento da covid-19”, acrescentou.Fonte: R7

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OPINIÃO: O PAÍS JÁ VIVE UMA “RUPTURA INSTITUCIONAL” E ESTÁ SOB COMANDO DE UMA “DITADURA DE TOGA” PRATICADA PELO STF

Ana Paula Henkel diz que a ruptura já aconteceu e que vivemos uma “Ditadura da Toga” (veja o vídeo)

Reprodução InternetReprodução Internet

A comentarista política da Rádio Jovem Pan, Ana Paula Henkel fez uma análise em que apresenta uma série de fatores que demonstram que o país já vive uma “ruptura institucional” e está sob o comando de uma “ditadura de toga” praticada pelo Supremo Tribunal Federal.

Henkel cita a entrega de autos do Inquérito das Fake News, cujos conteúdos são negados aos advogados dos réus, mas que acabam de ser totalmente disponibilizados para a CPI da Pandemia, em curso no Senado Federal.

O objetivo seria iniciar uma verdadeira perseguição aos que são acusados de divulgar Fake News e que teriam, olha só, causado desinformação que levou ao aumento do número de mortos pela pandemia.

Ana Paula ainda faz críticas à bajulação desmedida da mídia a parlamentares corruptos que comandam a CPI, e à superexposição dos próprios membros do STF.

A indignação da comentarista da Pan só confirma aquilo que todo brasileiro com o mínimo de integridade e bom senso ja sabe. O Brasil da ruptura institucional é aquele em que o subjetivo se torna prova incontestável, enquanto os fatos mais graves, devidamente materializados, são levados em conta somente se for conveniente.

Veja o vídeo:

 

Fonte: Jornal da Cidade Online

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SECRETÁRIO DE DEFESA DOS EUA ORDENOU A VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA IMEDIATA CONTRA COVID-19 PARA TODOS OS MILITARES DO PAÍS

Pentágono ordena vacinação obrigatória a todos os militares

Medida se estende a todo o efetivo, tanto na ativa quanto na reserva, que ainda não foi imunizado contra a covid-19

INTERNACIONAL

 por Agência EFE

Lloyd Austin, secretário de Defesa dos EUA, emitiu a ordem nesta quarta

MICHAEL REYNOLDS / EFE – EPA – 19.8.2021

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, ordenou nesta quarta-feira (25) a vacinação obrigatória e imediata contra a covid-19 para todos os militares do país.

Em comunicado enviado aos responsáveis de todos os departamentos militares, Austin pediu a imunização de todos os efetivos — tanto aqueles que estão na ativa como os da reserva — que ainda não se vacinaram.

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, explicou em entrevista coletiva que serão administradas as vacinas que tiverem sido completamente aprovadas pela Food and Drug Administration (FDA).

Até agora, o único imunizante a ter recebido a aprovação completa da FDA é o da Pfizer. As outras duas vacinas que estão sendo administradas no país — Moderna e Janssen — só têm autorização para o uso emergencial.

Questionado sobre a possibilidade de haver militares receosos com a vacinação, Kirby enfatizou que esta é “uma ordem legal”.

“E antecipamos que nossas tropas vão seguir as ordens legais. Quando você ergue a mão direita e faz o juramento, é o que concorda em fazer”, declarou.

No entanto, o porta-voz acrescentou que os comandantes têm “muitos instrumentos disponíveis” para aumentar as taxas de vacinação e para conseguir fazer com que os soldados tomem “a decisão certa sem terem de recorrer a ações disciplinares”.

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ESPANHA LIBERA ENTRADA DE BRASILEIROS IMUNIZADOS E SEM QUARENTENA NO PAÍS

Brasileiros estão liberados para entrar na Espanha sem quarentena

Turista precisa estar completamente imunizado a mais de 14 dias e apresentar um comprovante de vacinação em espanhol

INTERNACIONAL

 Pablo Marques, do R7

Brasileiros podem entrar na Espanha sem fazer quarentena

PIXABAY

O governo espanhol anunciou, nesta terça-feira (24), que os brasileiros estão liberados de fazer quarentena para entrar no país desde que estejam completamente imunizados a mais de 14 dias.

Segundo o comunicado divulgado pela embaixada espanhola, pessoas vacinadas com qualquer uma das vacinas disponíveis podem entrar no país, inclusive quem recebeu as doses do imunizante Coronavac.

O certificado de imunização deve ser traduzido para o espanhol, inglês, francês ou alemão. Para vacinas feitas no Brasil, é necessário obter o certificado digital do Ministério da Saúde do Brasil na versão em espanhol.

As pessoas que pegaram covid-19 e não se vacinaram poderão apresentar um certificado de recuperação, mas desde que já tenha passado pelo menos 11 dias desde o primeiro teste positivo. Esse certificado também deve ser traduzido para o espanhol, inglês, francês ou alemão e terá validade de 180 dias.

Não será exigido um teste negativo feito com uma certa antecedência do embarque, mas é possível que seja solicitado que o passageiro seja testado no momento do desembarque. Todos terão a temperatura corporal verificada e a entrada poderá ser negada por motivos de saúde pública.

A Espanha permite voo vindos do Brasil desde de 3 de agosto, mas a entrada era permitida apenas para familiares de cidadãos espanhóis e para quem tem visto de longa duração, incluindo estudantes.

No dia 22 de julho a Espanha já havia reaberto suas fronteiras, com restrições, para pessoas de 23 países, mas o Brasil ficou de fora da lista

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TALIBÃ NO PODER É UM RISCO PARA O PATRIMÔNIO CULTURAL DO AFEGANISTÃO

Patrimônio cultural do Afeganistão corre risco com Talibã no poder

Funcionários do Museu Nacional de Cabul estariam escondendo peças do acervo para evitar que sejam destruídas

INTERNACIONAL

 Fábio Fleury, do R7

Um dos Budas de Bamiyan, destruídos pelo Talibã no início de 2001

FRANÇOISE FOLIOT VIA WIKIMEDIA COMMONS

Após a tomada de Cabul, capital do Afeganistão, pelo grupo islâmico Talibã no último dia 15, as preocupações da comunidade internacional se voltaram não só para os destinos das mulheres e crianças afegãs e dos cidadãos que colaboraram com forças estrangeiras ao longo dos quase 20 anos de ocupação, mas também para o inestimável patrimônio cultural do país.

Na última semana, Audrey Azoulay, diretora-geral da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), fez um apelo aos talibãs, “pela preservação da herança cultural do Afeganistão em sua diversidade, em respeito à lei internacional e protegendo o patrimônio cultural de danos e saques”.O pedido da diretora se justifica pelas atitudes do Talibã durante o período em que o grupo governou o país, de 1996 até 2001, quando foi derrotado pela intervenção dos EUA e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Em março de 2001, eles explodiram duas estátuas gigantes de buda no vale de Bamiyan, que fica a cerca de 180 quilômetros a oeste de Cabul.

 

Com 55 e 38 metros de altura, as duas estátuas escavadas na rocha e o sítio arqueológico ao redor foram considerados patrimônios da humanidade pela Unesco em 2003.  Os arqueólogos estimam que as imagens teriam sido construídas entre o fim do século 6 d.C. e o início do século 7 d.C.

Segundo relatos, o Talibã chegou a debater a destruição das estátuas por se tratarem de representações de divindades do budismo e cogitaram mantê-las intactas, pois não havia praticantes da religião entre a população afegã. No entanto, elas foram destruídas como uma espécie de vingança, segundo uma entrevista do líder talibã, o mulá Mohammed Omar, a um jornal paquistanês em 2004.

“Eu não queria destruir o buda de Bamiyan. Alguns estrangeiros me disseram que queriam fazer reparos na estátua, que tinha sido levemente afetada pelas chuvas. Isso me chocou. Eu pensei, essas pessoas não se importam com milhares de seres humanos, os afegãos que estão morrendo de fome, mas estão preocupados com a estátua. Achei isso deplorável e ordenei sua destruição. Se tivessem vindo para trabalho humanitário, nunca teria ordenado”, afirmou.

Proteção do patrimônio cultural

Criada em paralelo à ONU após a Segunda Guerra Mundial, a Unesco tem o papel de defender a educação, a saúde, os direitos humanos e o patrimônio cultural, segundo a historiadora Aline Vieira de Carvalho, professora de pós-graduação em História e pesquisadora no Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam) da Unicamp.

“Quando a gente fala de patrimônio, fala de outras culturas, de diversidade religiosa, é pra isso que serve o patrimônio histórico. Ele nos dá a dimensão de que somos diferentes e essa convivência precisa ser preservada. Então quando você tem um grupo extremista no poder, com essa leitura muito estrita das leis religiosas, o temor é pelo apagamento dessa memória”, explica a historiadora.

No caso específico do Afeganistão, que fica na Ásia Central e pertenceu a um grande número de impérios ao longo da história, do grego, de Alexandre, o Grande, até o britânico, passando por Genghis Khan, entre outros, a herança cultural é algo precioso. Por isso, toda essa preocupação por parte de organizações internacionais e de especialistas. Para Aline, o Minarete de Jam também está em perigo e deveria estar protegido pela Unesco.

“O patrimônio do Afeganistão nos interessa porque é um território que tem uma história de milênios e que de certa forma foi um espaço de trânsitos culturais e de encontros culturais. No caso de Bamiyan há uma clara influência indiana. Por que há também a preocupação com o minarete e os restos arqueológicos de Jam? Porque eles já estão em perigo, estão numa área onde o conflito limpa a cultura e cria uma versão muito singular do passado”, alerta.

Segundo a pesquisadora da Unicamp, tentativas de resgate do patrimônio histórico podem ser observadas antes mesmo da criação da Unesco, quando obras de arte e livros foram salvos dos nazistas na Europa durante a Segunda Guerra. No caso de cidades históricas, como Herat, no Afeganistão, isso não é possível, mas em uma escala menor isso já está acontecendo no país.

“Temos informações que no Museu Nacional de Cabul, onde há mais de 800 mil peças de arte islâmica, todas manifestações de uma herança riquíssima, os funcionários estão retirando algumas obras para preservá-las. Essa estratégia já vinha sendo usada há muito tempo e está incluída na convenção de 1954, que foi criada para proteger o patrimônio cultural e histórico em áreas de conflito”, destaca.

No dia 15, funcionários do Museu Nacional publicaram uma nota no perfil da instituição no Facebook, falando sobre o caos na cidade em meio à invasão do Talibã. “Usando a oportunidade, criminosos saquearam propriedades públicas e privadas. Os funcionários e artefatos do museu ainda estão em segurança, mas essa situação caótica causa grande preocupação. Por isso, pedimos atenção para a segurança dos objetos desta instituição”, diz o texto.

Por tudo isso, o futuro do país, não apenas para seu povo, mas também sua herança cultural, está sob risco. Não apenas para a Unesco como para a comunidade científica.

“Acho que a grande questão do Afeganistão e a preocupação da Unesco é saber que o perigo dessa destruição, desse apagamento da memória, é absolutamente irreparável. Todos estamos muito preocupados também com a situação das pessoas, das crianças, mas também o direito ao território, à memória e ao pertencimento sendo perdidos. Tudo isso é desolador”, lamenta Aline

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O ESTADO DO RN ESTÁ NO 9º LUGAR NO RANKING DA GASOLINA MAIS CARA DO BRASIL

RN tem a 9ª gasolina mais cara do Brasil

24 ago 2021

RN tem a 9ª gasolina mais cara do Brasil; saiba quais são os estados com o litro mais barato

Batendo recordes inflacionários a cada semana, o preço da gasolina segue em indomável disparada no Brasil. Contudo, a depender do estado em que o consumidor mora, os valores praticados podem ter variações significativas.

O Rio de Janeiro tem o preço médio mais alto do País, com o litro vendido a R$ 6,48. Apenas três centavos abaixo, surge o Acre (R$ 6,45). O pódio é completado pelo Distrito Federal, onde a gasolina é comercializada por R$ 6,35, na média. Os dados constam na mais recente pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), realizada entre os dias 15 e 21 de agosto.

Entre os estados nordestinos, o Piauí é o recordista de inflação, com o preço médio de R$ 6,30; seguido do Rio Grande do Norte, cujos postos vendem o litro a R$ 6,10. No sentindo oposto, o estado com a gasolina mais barata é o Amapá. Na média, os amapaenses pagam R$ 5,14 pelo litro.

Na nova e indigesta realidade dos combustíveis, esta cotação pode ser considerada baixa, embora ainda soe estranho atribuir bons adjetivos à gasolina mesmo acima da casa dos R$ 5. O Ceará ocupa a 18º posição no raking nacional, portanto, está entre as 10 mais baratas do País, com o valor médio de R$ 5,93 por litro.

Ranking: preço médio da gasolina nos estados

  1. Rio de Janeiro: R$ 6,48
  2. Acre: R$ 6,45
  3. Distrito Federal: R$ 6,35
  4. Piauí: R$ 6,30
  5. Goiás: R$ 6,27
  6. Minas Gerais: R$ 6,18
  7. Tocantins: R$ 6,15
  8. Rio Grande do Sul: R$ 6,14
  9. Rio Grande do Norte: R$ 6,10
  10. Sergipe: R$ 6,09
  11. Rondônia: R$ 6,06
  12. Bahia: R$ 6,06
  13. Alagoas: R$ 6,04
  14. Espírito Santo: R$ 6,04
  15. Pará: R$ 6,03
  16. Mato Grosso do Sul: R$ 5,95
  17. Mato Grosso: R$ 5,94
  18. Ceará: R$ 5,93
  19. Pernambuco: R$ 5,90
  20. Maranhão: R$ 5,90
  21. Amazonas: R$ 5,79
  22. Paraíba: R$ 5,79
  23. Santa Catarina: R$ 5,74
  24. Paraná: R$ 5,73
  25. Roraima: R$ 5,63
  26. São Paulo: R$ 5,62
  27. Amapá: R$ 5,14
Fonte: Política em Foco
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COLÔMBIA HOSPEDARÁ TEMPORIAMENTE AFEGÃOS QUE FOGEM DA TOMADA DE SEU PAÍS PELO TALIBÃ ENQUANTO AGUARDA APROVAÇÃO PARA ENTRAR NOS EUA

Colômbia receberá refugiados afegãos que se dirigem aos EUA

Cerca de 4 mil afegãos que colaboraram com norte-americanos ficarão no país até a emissão de visto norte-americano

INTERNACIONAL

 por Reuters

Presidente da Colômbia anunciou a abertura do país para afegãos que vão para os EUA

NATHALIA ANGARITA / REUTERS – ARQUIVO

A Colômbia hospedará temporariamente afegãos que fogem da tomada de seu país pelo Talibã enquanto aguardam a aprovação para entrar nos Estados Unidos, disse o presidente Iván Duque nesta sexta-feira (20).

Duque não especificou quantos afegãos transitariam pela Colômbia. Os meios de comunicação dos EUA e da Colômbia informaram que o número será de cerca de 4.000.

O presidente dos EUA, Joe Biden, está enfrentando críticas por sua forma de lidar com a caótica retirada norte-americana do Afeganistão. Os críticos acusam seu governo de avaliar mal a velocidade com que o Talibã assumiria o controle e de desvirtuar o planejamento de retirada de norte-americanos e aliados afegãos após a presença de 20 anos dos EUA no Afeganistão.

“A Colômbia também se junta ao grupo de países aliados que oferecerá apoio aos EUA para que os cidadãos do Afeganistão que ajudaram os EUA durante anos e que estão em processo de registro e transferência migratória para aquele país possam ficar na Colômbia temporariamente”, disse Duque em declarações conjuntas com o embaixador dos Estados Unidos, Philip Goldberg.

Mais detalhes serão fornecidos nos próximos dias, segundo Duque.

Os Estados Unidos pagarão o custo da estada dos afegãos no país sul-americano, disse Goldberg, agradecendo à Colômbia por sua ajuda e também por sua generosidade em receber cerca de 2 milhões de imigrantes venezuelanos.

Entre terça (17) e quarta-feira (18), as forças armadas de diversos países deram início ao processo de retirada de seus cidadãos do Afeganistão, que desde o último domingo (15) está sob controle do Talibã. Na foto acima, indianos fazem fila para embarcar em um avião militar que partiu na terça-feira de Cabul, capital do país, rumo à Índia.

Fonte: R7

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CINCO BRASILEIROS ESTÃO NO AFEGANISTÃO, CONFIRMA ITAMARATY

Itamaraty confirma que cinco brasileiros estão no Afeganistão

Ministério das Relações Exteriores afirmou que situação de cidadãos é “prioridade” e disse que dois deles querem deixar o país

INTERNACIONAL

 Do R7

Estrangeiros e afegãos continuam deixando o país em voos que partem de Cabul

FORÇAS ARMADAS DA FRANÇA / DIVULGAÇÃO VIA AFP – 20.8.2021

O Itamaraty confirmou, nesta sexta-feira (20), que pelo menos 5 brasileiros continuam no Afeganistão após o país ter sido dominado pelo Talibã. Segundo a nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, dois deles manifestaram o desejo de sair do território afegão.

“A situação dos brasileiros no Afeganistão constitui, neste momento, prioridade para a assistência consular do Itamaraty”, diz o comunicado. Não há até o momento informações sobre as identidades dos brasileiros que estão no país asiático.

O ministério também confirmou que o governo brasileiro avalia conceder vistos humanitários a cidadãos afegãos que queiram deixar o país, nos mesmos moldes das autorizações já concecidas a refugiados de outros países, como o Haiti e a Síria.

“A situação dos brasileiros no Afeganistão constitui, neste momento, prioridade para a assistência consular do Itamaraty. Foram amplamente divulgados os dados de contato da Embaixada do Brasil em Islamabad, que tem a representação do Brasil junto ao Afeganistão e a jurisdição consular sobre o território afegão, e da Divisão de Assistência Consular, para identificar e apoiar brasileiros que precisem urgentemente de auxílio.

São os seguintes os telefones de plantão da Embaixada do Brasil no Paquistão (+92 300 8525941) e da Divisão de Assistência Consular do MRE (+55 61 98197-2284).

Até o momento, há informação sobre cinco brasileiros no Afeganistão, dois dos quais manifestaram intenção de deixar o país.

Os brasileiros que necessitem receberão o apoio mais amplo possível. Está sendo realizada coordenação diplomática com países que têm conduzido operações de resgate em território afegão.

No momento, o Governo brasileiro avalia a possibilidade de concessão de vistos humanitários para pessoas afetadas pela situação política no Afeganistão em termos semelhantes aos concedidos a haitianos e apátridas da República do Haiti e para as pessoas afetadas pelo conflito na Síria.”

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MULTIDÃO DE AFEGÃOS FOI ATÉ AO AEROPORTO DE CABUL NA TENTATIVA DE DEIXAR O PAÍS

EUA pedem a cidadãos para que se refugiem e evitem aeroporto

Multidão de pessoas tentou embarcar à força em aviões norte-americanos que estavam partindo de Cabul com estrangeiros

INTERNACIONAL

 por Agência EFE

Multidão de afegãos foi até o aeroporto de Cabul na tentativa de deixar o país

WAKIL KOHSAR / AFP

Os Estados Unidos pediram nesta segunda-feira a seus cidadãos no Afeganistão que “se refugiem” e evitem ir ao aeroporto de Cabul, palco de cenas dramáticas nas últimas horas, com centenas de pessoas tentando desesperadamente entrar em aviões – até mesmo se agarrando a eles – rumo a outros países.

“Pedimos aos cidadãos americanos que se refugiem e não vão ao aeroporto até novo aviso do Departamento de Estado”, disse o porta-voz da pasta, Ned Price, em entrevista coletiva um dia após a capital afegã cair sob domínio dos talibãs.

Ao menos dois atiradores foram mortos pelas forças de segurança americanas no Aeroporto Internacional Hamid Karzai, em Cabul, de acordo com o Pentágono.

Price também disse que “todas as opções” para retirar afegãos que se beneficiam do programa especial de vistos e suas famílias continuam a ser exploradas. Além disso, ele reiterou que a segurança dos funcionários do governo dos EUA e cidadãos americanos é uma prioridade para o país.

Em relação aos diplomatas americanos, Price confirmou que os funcionários que estavam na embaixada em Cabul, incluindo o embaixador, foram levados ao aeroporto de Cabul, onde estão “seguros”.

O porta-voz afirmou que os EUA vão manter uma presença diplomática no Afeganistão “desde que seja seguro e responsável fazê-lo”, mas ressaltou que a embaixada está fechada.

“Não há presença dos EUA no terreno na embaixada”, explicou.

Sobre as imagens dramáticas no aeroporto de Cabul, onde pelo menos seis pessoas morreram, segundo várias testemunhas, e milhares de pessoas desesperadas tentavam fugir do país embarcando em voos de repatriação, Price as classificou como “caóticas”, “dolorosas” e “difíceis de observar”.

Ao comentar um comunicado do Conselho Superior de Reconciliação Nacional do Afeganistão, Price disse que o governo dos EUA só trabalhará com um governo afegão que seja “inclusivo e representativo”, o que, segundo ele, inclui a “participação plena e significativa das mulheres”.

Os EUA enviaram 6 mil soldados nos últimos dias, e outros 1 mil estão a caminho do Afeganistão para ajudar na retirada de civis americanos e seus aliados após a tomada de poder pelos talibãs.

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POLÍTICA: PT AINDA SE MOSTRA INCAPAZ DE LIDAR COM OS ERROS COMETIDOS NOS 13 ANOS EM QUE GOVERNOU O PAÍS

Editorial O Globo diz que esquerda insiste no modelo econômico que fracassou, cita erros do PT e corrupção desmascarada

Foto: Reprodução

Faltando pouco mais de um ano para as eleições de 2022, o Partido dos Trabalhadores (PT) ainda se mostra incapaz de lidar com um dos maiores erros cometidos nos 13 anos em que governou o país. Não se trata apenas da corrupção desmascarada pela Operação Lava-Jato. Mas da principal causa dela: a crença irracional no modelo econômico nacional-desenvolvimentista, que resultou em repetidos fracassos ao longo da história brasileira. Outros partidos (sobretudo de esquerda) padecem do mesmo mal.

Uma nova evidência do custo desse erro é um estudo recente do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). De autoria de Adriano Pires e Luana Furtado, ambos da consultoria Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), e do economista do Ibre/FGV Samuel Pessôa, ele apresenta números novos para dimensionar as consequências nefastas da mão pesada do Estado na economia.

O levantamento conclui que o custo de construção da Refinaria Abreu e Lima, no litoral sul de Pernambuco, uma decisão do governo Lula baseada em cálculos políticos, foi o maior na comparação com unidades de refino semelhantes inauguradas em 11 diferentes países — da Coreia do Sul à Índia, incluindo China e México.

Analisando o valor investido, chega-se à estarrecedora marca de US$ 160 mil gastos para cada barril diário de capacidade instalada, o quíntuplo da média das obras analisadas. A unidade que mais se aproxima da brasileira em termos de custo é a construída na província de Alberta, no Canadá, dedicada ao refino de óleo oriundo de areia betuminosa, atividade sabidamente mais cara. Mesmo assim, o preço final da usina canadense foi 23% inferior ao da brasileira.

A história da Abreu e Lima é de chorar de desgosto. O orçamento para a construção foi aprovado em 2005 com um valor estimado em US$ 2,3 bilhões. O projeto original previa uma parceria com a venezuelana PDVSA e a conclusão da obra em 2011. Em 2006, após uma revisão, o valor pulou para US$ 4 bilhões. Como diz o estudo do Ibre, “a mudança foi atribuída à variação cambial e a modificações no perfil do petróleo venezuelano” que seria refinado em parte da Abreu e Lima.

Três anos mais tarde, um novo salto no orçamento, desta vez maior, para US$ 13,4 bilhões. Não pararia aí. Em 2014, os números oficiais avaliavam a obra em US$ 18,5 bilhões. A refinaria acabou entrando em operação em 2014 com metade da capacidade anunciada no projeto inicial, já que a parceria com os venezuelanos nunca se concretizou. Não é coincidência que, entre os condenados pela Lava-Jato, constem vários nomes ligados a desvios durante a obra.

Como ao menos a refinaria entrou em operação, esse péssimo histórico ainda é melhor que o do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), outra iniciativa do governo Lula. A refinaria fluminense ainda tem futuro incerto após 15 anos de seu anúncio e investimento de US$ 12,5 bilhões, segundo o Tribunal de Contas da União.

Seria no mínimo salutar que os dirigentes do PT e outros defensores do nacional-desenvolvimentismo esclarecessem se aprenderam com o desperdício dos elefantes brancos, a corrupção decorrente do capitalismo de compadrio e a ilusão de políticas industriais que soam brilhantes quando saem da cabeça dos intelectuais, mas se mostram trágicas ao encontrar a realidade.

Opinião – O Globo

Fonte: Blog do BG

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OPINIÃO: OSWALDO EUSTÁQUIO NÃO DEIXA PEDRA SOBRE PEDRA E DISPARA CONTRA AS ARBITRARIEDADES QUE ESTÃO ACONTECENDO NO PAÍS

Oswaldo Eustáquio escancara “golpe” contra Bolsonaro e revela onde a trama vai começar (veja o vídeo)

Oswaldo Eustáquio (Reprodução)Oswaldo Eustáquio (Reprodução)

Em entrevista imperdível à TV JCO, o jornalista Oswaldo Eustáquio não deixou pedra sobre pedra, disparando contra as arbitrariedades que estão acontecendo no país.

Direto da Costa Rica, sede da Corte Interamericana de Direitos Humanos, onde foi apresentar denúncia contra o ministro Alexandre de Moraes pela prisão do deputado federal Daniel Silveira, Eustáquio fez um verdadeiro raio-x do turbulento cenário político brasileiro:

“Eu sou uma prova viva de abuso de autoridade.

Fui brutalmente espancado, agredido e torturado na prisão. A PGR arquivou o inquérito nº 4828, que chamavam de atos antidemocráticos, e descobriram que nada pesava sobre mim.

Diante disso, fui declarado inocente, nem acusado fui, nem denunciado fui, mas meu sigilo telefônico continua sendo quebrado”, explicou.

Eustáquio criticou duramente a postura da Câmara em relação ao deputado Daniel Silveira:

“O presidente da Câmara se ajoelhou ao STF. Eu não estou aqui para criticar o Arthur Lira, mas eu quero dizer para vocês que o Arthur Lira tem vários processos no STF.

E, quando ele é investigado pelo STF, ele tem nas mãos a possibilidade de desafiar o STF, mas com vários processos, ele não faz.

A Constituição é muito clara: Daniel não pode estar preso sem anuência do Congresso Nacional, ou seja, se o Congresso Nacional falar ‘revoga a prisão do Daniel Silveira’, a prisão tem que ser revogada no ato que isso for julgado em plenário”, analisou.

Ainda durante a entrevista, Oswaldo apontou o desequilíbrio de poderes e deixou claro que quem tem mandado no Brasil é o STF e, para ele, existe uma clara provocação dos ministros desta instituição ao presidente Bolsonaro:

“Ele [STF] está provocando, cada vez mais, o presidente Bolsonaro. Pra quê? Para que Bolsonaro tome uma atitude.

E quando Bolsonaro tomar essa atitude, vão dizer: ‘É golpe’. A esquerda está planejando isso. Existe a trama de um golpe contra o presidente. O Senado é o lugar da CPI do golpe.

É no Senado que eles estão, agora, preparando um relatório para chamar o presidente de genocida, corrupto e encaminhar para a Câmara o pedido de impeachment”, alertou.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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INSTITUTO EM COSTA DO MARFIM CONFIRMA PRIMEIRO CASO DE EBOLA NO PAÍS DESDE 1994

Costa do Marfim registra primeiro caso de ebola desde 1994

País fez acordo com a Guiné para receber mais de 5 mil doses de vacina contra a doença

Costa do Marfim não registrava caso confirmado de ebola desde 1994

CELLOU BINANI / AFP

O Instituto Pasteur da Costa do Marfim confirmou neste sábado (14) o primeiro caso de ebola no país desde 1994, segundo divulgou o Ministério da Saúde do país e a Organização Mundial da Saúde.

De acordo com as primeiras informações, a paciente em questão havia viajado no último dia 12 para a capital marfinense, Abidjan, por via terrestre, vindo da vizinha Guiné, que anunciou em 19 de junho o fim do último surto da doença.

A mulher que foi diagnosticada com ebola tem 18 anos, nasceu em Guiné e foi internada em um hospital após sentir febre, conforme indicou o Ministério da Saúde da Costa do Marfim.

Segundo a OMS, não há indicação até o momento de que haja uma conexão entre o surto no território marfinense com o de Guiné, “mas pesquisas e a sequenciação genética identificarão a cepa e determinação se existe uma conexão entre ambos”.

Durante este ano, também chegaram a ser declarados surtos na República Democrática do Congo (RDC), cujo fim foi declarado em 3 de maio.

No entanto, esta a última vez em que foi registrado um surto em uma grande capital, como Abidjan, foi entre 2014 e 2016, resultando na morte de 11,3 mil pessoas.

Na Costa do Marfim, nenhum caso havia sido confirmado desde 1994, quando o vírus saltou de uma família de chimpanzés para um pesquisador que trabalhava na região.

“É uma grande preocupação que este surto tenha sido declarado em Abidjan, uma metrópole com mais de 4 milhões de habitantes”, indicou a diretora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, por meio de comunicado.

A agência, além disso, indicou que 5 mil doses de vacina contra a doença que tinham sido reservadas para enfrentar o surto na Guiné, estão sendo transferidas para a Costa do Marfim, graças a um acordo entre os Ministérios da Saúde dos dois países.

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PRESIDENTE DE CUBA ADMITE SATURAÇÃO NO SISTEMA DE SAÚDE NAS ÚLTIMAS SEMANAS APÓS AUMENTO DE CASOS DE COVID-19 NO PAÍS

Presidente de Cuba admite saturação do sistema de saúde

Milhares de casos de covid-19 registrados na últimas semanas sobrecarregaram o trabalho dos médicos nos hospitais

INTERNACIONAL

por Agência EFE

Cuba tenta controlar a covid-19 com vacinas produzidas no país

EFE/ERNESTO MASTRASCUSA

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira (12) que o sistema de saúde do país ficou saturado devido aos milhares de casos de covid-19 registrados nas últimas semanas.

“A situação atual da pandemia superou as capacidades do sistema de saúde, tensionando o trabalho de todo o pessoal”, disse o chefe de governo, durante reunião do grupo de trabalho criado para prevenir e controlar a covid-19, segundo veiculou a imprensa oficial.

Cuba, atualmente, tem incidência acumulada de 1.190 casos para cada 100 mil habitantes nos últimos 15 dias, o que coloca o país na liderança no continente americano e entre os cinco primeiros do mundo no quesito.

Nos últimos dias, em média, Cuba tem registrado mais de 8 mil positivos e mais de 70 mortes por dia, enquanto nas redes sociais circulam imagens de hospitais lotados nas regiões mais afetadas do território.

Díaz-Canel indicou que o novo pico de casos de covid-19 está “sobrecarregando todo o pessoal da saúde, de todos os órgãos que estão apoiando o combate à pandemia, e também provocando um maior consumo de medicamentos e oxigênio”.

Atualmente, Cuba atravessa grave crise econômica, que provocou desabastecimento generalizado, uma preocupante escassez de medicamentos, o que impacta a luta contra a propagação do novo coronavírus.

Segundo o presidente, a receita para reverter a situação é “mais exigência de nossas instituições sanitárias, mais rigor no trabalho”, além de compreensão da população para que todos protejam a sim próprios e aos outros.

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SEGUNDO ESPECIALISTAS, DEVIDO MUDANÇA CLIMÁTICA O BRASIL PRECISA REPENSAR A MANEIRA COMO É CONDUZIDO O AGRONEGÓCIO NO PAÍS

Com mudança climática, Brasil precisa repensar agronegócio, dizem especialistas

Relatório do IPCC alerta para aumento do desmatamento e consequências para a Amazônia

Edison Veiga, colaboração para a CNN

09 de agosto de 2021 às 05:05

AmazôniaA estiagem decorrente do desmatamento já implica em gastos anuais adicionais de US$ 1 bilhão para a agropecuáriaFoto: Ernesto Carriço/NurPhoto via Getty Images

Diante do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), divulgado na manhã desta segunda-feira (9), especialistas ouvidos pela CNN concordam que o papel que o Brasil precisa assumir diante do cenário de crise ambiental inclui mudanças na maneira como é conduzido o agronegócio.

As razões não são apenas ecológicas — são também econômicas. Conforme o físico Paulo Artaxo, pesquisador na Universidade de São Paulo (USP) e uma das maiores referências mundiais sobre aquecimento global, o relatório indica que no “Brasil central o aumento da temperatura pode chegar a 4 ou 5°C nas próximas décadas”. “São mudanças muito fortes que podem inviabilizar o agronegócio como temos hoje”, ressalta. “O Brasil precisa olhar com muito cuidado as conclusões do relatório do IPCC.”

Estudos recém-publicados já vinham sugerindo isso. Trabalho realizado pela engenheira ambiental Rafaela Flach, da Universidade Tufts, nos Estados Unidos — publicado pela revista World Development — estimou em mais de 3,5 bilhões de dólares por ano os prejuízos da indústria da soja por conta do calor elevado. Segundo o trabalho dela, a produtividade do grão cai 5% a cada dia com temperatura acima de 30ºC.

Em maio, a revista Nature publicou outro trabalho que seguia a mesma toada. De acordo com os pesquisadores, entre eles o engenheiro florestal Argemiro Teixeira Leite Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a estiagem decorrente do desmatamento já implica em gastos anuais adicionais de 1 bilhão de dólares por ano para a agropecuária realizada na região sul da chamada Amazônia Legal.

Amazônia

O X da questão é a Amazônia. Com o avanço descontrolado da agropecuária para terras antes ocupadas pelo bioma, a floresta brasileira gradativamente deixa de ser um grande sumidouro de dióxido de carbono e se torna um emissor do gás.

“No caso brasileiro, não é tanto negacionismo climático, como se vê em outros países grandes como Estados Unidos e Austrália, mas sobretudo desconhecimento”, acredita o biólogo Mairon Bastos Lima, pesquisador no think tank sueco Instituto Ambiental de Estocolmo. “As coisas muitas vezes são apresentadas como ocorrendo dentro da sua variabilidade natural, como sendo fruto do El Niño ou de alguma outra dinâmica que se tenta explicar, mas o que este relatório do IPCC reafirma é precisamente que o clima do planeta não está dentro da sua variabilidade normal.”

“Talvez haja menos um negacionismo e mais um receio em contar ao público brasileiro que mais de 70% das emissões brasileiras provêm da agropecuária ou do desmatamento”, acrescenta.

O relatório mais recente do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), iniciativa do Observatório do Clima, mostra que em 2019 quase a metade de todas as emissões brasileiras vieram do desmatamento. Esses dados haviam caído de 2004 e 2010, e voltaram a subir a partir de 2012. “A agropecuária, por si só, mesmo excluindo as emissões pelo desmatamento, ainda emite mais do que toda a indústria brasileira e transpor somados”, calcula Lima.

O relatório IPCC apresenta o risco dos chamados “eventos de alto risco e baixa previsibilidade”. Um deles está na Amazônia. “É onde o desmate reduz a evapotranspiração, que por sua vez compromete ainda mais as chuvas”, explica Lima. “Isso pode fazer com que a floresta entre num ciclo autodestrutivo. Menos árvores, menos chuva, e se transformar numa savana. É o chamado ‘forest dieback’, que este relatório pela primeira vez explicitamente reconhece.”

“Para o Brasil já não basta zerar emissões, mas remover o que está na atmosfera. E, a floresta amazônica precisa ser protegida urgentemente, pois ela é um dos grandes sumidouros naturais de carbono do planeta. É necessário zerar o desmatamento e favorecer os serviços ecossistêmicos para reduzir nossa vulnerabilidade diante das mudanças climáticas”, comenta o engenheiro florestal Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil.

“Se passarmos do ponto de não-retorno no qual esse processo tem início, as consequências são gravíssimas”, acrescenta o Lima. “A Amazônia está diretamente envolvida no chamado Sistema de Monção da América do Sul, que gera as chuvas — das quais dependem muito da agricultura e das hidrelétricas brasileiras — do Sudeste e Centro-Oeste do Brasil de novembro a março. O relatório do IPCC aponta que esta região  pode experimentar um aumento de temperatura até duas vezes maior que a média global. Então o problema diz respeito a nós muito diretamente.”

Águas e conta de luz mais cara

Outro aspecto trazido pelo IPCC que implicaria diretamente sobre o Brasil, com seus 7,4 mil km de costa marítima, é o aumento do nível do mar, em decorrência do aquecimento global. “Pode chegar a até 1 metro nas próximas décadas. Imagine o impacto em cidades como Santo, Rio de Janeiro, Recife e Florianópolis? O impacto no Brasil é enorme e somos nós quem temos as maiores vulnerabilidades”, afirma, o físico Paulo Artaxo, pesquisador na USP.

Pesquisador no Instituto do Homem e Meio Ambienta da Amazônia (Imazon), o engenheiro florestal Paulo Barreto atenta para o que o brasileiro já está vendo na conta de luz, mais cara para frear o consumo. “O Brasil está mais seco e a tendência é que piorará sem a redução drástica das emissões de poluentes que causam o aquecimento global”, afirma.

“As secas mais frequentes, acompanhadas de queimadas, vão empobrecer a floresta amazônica. A floresta mais rala terá menos capacidade de modular a quantidade de chuvas em outras regiões do país. Já estamos vendo alguns efeitos do que isso significa: menos chuvas estão reduzindo a produtividade agropecuária no sul da Amazônia, reservatórios das hidrelétricas estão reduzidos e rios mais secos dificultam o transporte de cargas em hidrovias.”

Natalie Unterstell, presidente do think thank Talanoa, dedicado à política climática, e mestre em políticas públicas pela Universidade de Harvard, atenta para outros impactos decorrentes da previsão de aumento generalizado de secas afetando as regiões norte e nordeste do Brasil, “mesmo em cenários de baixa emissão”. “Diversas regiões da América do Sul vão experimentar o que chamamos de secas agrícolas e ecológicas. Isso quer dizer que eles preveem impactos em larga escala sobre a produção agrícola, quebras de safra e isso, obviamente, vai impactar em questões como inflação”, ressalta. “Isso tem conexão com as preocupações de bancos em tentar regular os riscos climáticos, gerir os riscos climáticos. Porque isso pode afetar nossa estabilidade financeira e controlar alguns componentes da macroeconomia.”

“Infelizmente, o poder público tem atuado na direção contrária do que seria necessário para reduzir e adaptar ao risco climático. Além de já ter reduzido a proteção ambiental que resultou em aumento de desmatamento, o governo e Congresso estão aprovando uma lei que tenderia a aumentar o desmatamento por vários anos”, diz ele, sobre o projeto conhecido como PL da grilagem. “A lei beneficia invasores de terras públicas – dando um perdão e possibilitando a compra das áreas por preços muito abaixo do mercado. Esse prêmio aos criminosos estimula novas ocupações e mais desmatamento.”

Essa postura brasileira pode sair cara economicamente. Conforme ele ressalta, há um movimento crescente na Europa que busca “impor uma taxa a produtos importados de países com políticas ambientais fracas”. “O Brasil deveria ser mais ativo na busca das soluções, interna e externamente”, defende. “O Brasil poderia conseguir recursos internacionais para ajudar a conservar as florestas nativas e a reflorestar para ajudar a ‘limpar o ar’, ou seja, retirar o carbono da atmosfera pelo crescimento das árvores.”

Agropecuária

Para o pesquisador Leite Filho, o IPCC deu uma “chamada”, indiretamente, ao Brasil ao indicar que o desmatamento impacta na questão das chuvas e, por consequência, prejudica o próprio agronegócio. Na fronteira agropecuária brasileira, ou seja, no limiar da Amazônia Legal, isso é um verdadeiro ciclo vicioso.

“Não tem como o Brasil continuar com essa narrativa de que desenvolvimento necessita de destruição florestal”, ressalta ele. “É importantíssimo a gente entender que é necessária a mudança de paradigma. O relatório fala que haverá um aumento de seca em várias regiões do globo, mas esses efeitos variam — em alguns pontos haverá aumento na precipitação; em outros, secas severas. Na bacia amazônica, a previsão é de secas fortes, a precipitação deve diminuir à medida que o mundo for se aquecendo.”

“Como grande parte da fronteira agrícola do Brasil avança ali, em direção à floresta, precisamos verificar também o desmatamento, qual a responsabilidade que temos quanto a isso. Já há evidências de que a Amazônia emite mais CO2 do que é capaz de absorver, devido ao desmatamento”, acrescenta o pesquisador.

Em comunicado divulgado à imprensa, o WWF-Brasil ressaltou que o relatório aponta, para o Brasil, que “não basta zerar as emissões — é preciso remover o carbono já existente na atmosfera”. “Como a floresta Amazônia é um dos grandes sumidouros naturais de carbono do planeta, sua preservação é mais importante que nunca”, diz o texto. “Estudos indicam que partes da floresta já estão emitindo mais carbono do que capturando, em função de sua degradação que, se persistir nos níveis atuais, poderá pressionar todo o bioma além de seu ponto de equilíbrio, afetando o clima em todo o planeta, mas mais especificamente na América do Sul, colocando em risco a segurança alimentar, hídrica e energética do Brasil.”

CNN procurou o Palácio do Planalto, os ministérios do Meio Ambiente, da Agricultura e de Minas Energia e o Conselho da Amazônia para comentar o relatório e a opinião dos especialistas e aguarda retorno.

Fonte: CNN

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ARGENTINOS SAÍRAM ÀS RUAS DE BUENOS AIRES EM PROTESTO CONTRA FALTA DE EMPREGO E A POBREZA NO PAÍS

Milhares de argentinos fazem manifestação contra pobreza e falta de trabalho

País passa há anos por uma crise econômica, intensificada com a pandemia

Nicolás Misculin e Miguel Lo Bianco, da Reuters

07 de agosto de 2021 às 15:24

Protesto na Argentina Manifestantes da Argentina protestam contra pobreza e falta de emprego Foto: Reprodução / Twitter / @MovimientoEvita

Milhares de argentinos saíram às ruas de Buenos Aires neste sábado (7) em protesto contra a falta de empregos e a pobreza, em uma país que sofre há anos com a crise econômica, intensificada pela pandemia de coronavírus.

Organizações de desempregados e grupos de esquerda encabeçaram o protesto que começou em uma igreja do oeste da capital argentina, para onde peregrinam anualmente milhares de pessoas para pedir por emprego no santuário de San Cayetano — patrono local do trabalho –, terminando na Praça de Maio, em frente à sede do governo.

“Venho pedir pelas pessoas que não têm trabalho: meu irmão não tem, meus vizinhos ficaram sem trabalho e muita gente que vemos que está mal de todas as formas”, disse Néstor Pluis, auxiliar escolar de 41 anos.

A Argentina busca um crescimento econômico de 7% em 2021 para deixar para trás uma recessão com inflação alta iniciada em 2018, que foi agravada pela quarentena decretada com a pandemia de Covid-19. A crise deixou 42% da população na pobreza, com uma taxa de desemprego de 10,2%.

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DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL DA CRIANÇA PODE SER IMPACTADO POR ABANDONO PARENTAL

Abandono parental pode causar impacto no desenvolvimento emocional das crianças

Redação / Portal da Tropical

 Atualizado em:

Foto: Arquivo / Marcello Casal Jr.

O Dia dos Pais pode ser uma data cheia de afeto e carinho para alguns, mas, infelizmente, para a maior parte dos brasileiros, o sabor desse dia pode ser agridoce. De acordo com levantamento da Central Nacional de Informações do Registro Civil (CRC), em 2020, 6,31% das 1.280.514 crianças que nasceram foram apenas com o nome das mães nas certidões de nascimento.

Isso representa, na prática, 80.904 pessoas que não foram reconhecidas legalmente por seus pais, um número que vem crescendo ao longo dos anos: em 2018, foram 5,74% registros com essa lacuna, e em 2019, 6,15%.

Segundo a professora da Estácio e psicóloga infantojuvenil, Maria Mabel, uma conexão dos pais com os filhos, especialmente nos primeiros anos de vida, é crucial para o desenvolvimento saudável dos pequenos. “Uma criança que cresce se sozinha pode apresentar diversas dificuldades no futuro: na adolescência tende a se distanciar cada vez mais dos responsáveis ​​e pode ter dificuldades em manter mantimentos amorosos, pois não aprendeu a estar com o outro no período da infância, impactando diretamente suas relações de amizade e relações afetivos ”, explica.

De acordo com o último Censo Escolar feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2013, 5,5 milhões de crianças não tinham o nome do pai no registro de nascimento. Atualmente, o reconhecimento paternal é facilitado em qualquer cartório de registro civil do país, podendo ser feito pelo pai que deseje incluir seu nome na certidão ou pela mãe ou filho maior de 18 anos que queira apontar o suposto pai para dar início ao processo.

Entretanto, Mabel aponta que, mais que o nome no registro, que é necessário por motivos legais como pagamento de pensão alimentícia, é essencial que os pequenos tenham a presença de ambos os pais. Mas na realidade, essa responsabilidade cabe apenas à mãe em 12 milhões de casos, segundo o IBGE. Felizmente, algumas contam com a ajuda de amigos e familiares que formam uma rede de apoio.

A psicóloga afirma que é com esse grupo que as crianças tem seu primeiro contato social, e no caso de não haver uma presença paterna, a rede de apoio será “implícita” também para ajudar a mãe a lidar com as demandas vindas das crianças, que por vezes podem se tornar mais difíceis sem o apoio do pai.

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NOVO PRESIDENTE IRANIANO APOIARÁ INICIATIVA PARA SUSPENDER SANÇÕES OCIDENTAIS, MAS CONTINUARÁ DEFENDENDO OS DIREITOS LEGAIS DO PAÍS

Novo presidente do Irã toma posse e se diz aberto à diplomacia

Ebrahim Raisi afirmou que buscará retirar as sanções que no momento afetam as atividades econômicas do país

INTERNACIONAL

 por AFP

Ebrahim Raisi tomou posse nesta quinta como novo presidente do Irã

ATTA KENARE / AFP – 5.8.2021

novo presidente iraniano, o ultraconservador Ebrahim Raisi, anunciou nesta quinta-feira (5) durante sua posse que apoiará qualquer iniciativa para suspender as sanções ocidentais, mas advertiu que nem elas nem a pressão impedirão o Irã de defender seus “direitos legais”.

Raisi foi empossado hoje perante o Parlamento, embora tenha oficialmente iniciado seu mandato de quatro anos na terça-feira, após ser empossado pelo guia supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

“Vou me dedicar a servir ao meu povo, honrar o país, propagar a religião e a moralidade e apoiar a verdade e a justiça”, jurou Raisi, ex-chefe da Autoridade Judicial, durante cerimônia nesta quinta-feira em Teerã, transmitida ao vivo pela televisão estatal.

O novo governante substituiu o moderado Hassan Rohani, cuja principal conquista em seus dois mandatos foi o acordo nuclear de 2015 entre o Irã e seis potências ocidentais.

Crise e sanções

Mas o país tem enfrentado uma profunda crise econômica e social desde que o ex-presidente americano Donald Trump retirou unilateralmente seu país do acordo em 2018 e voltou a impor sanções.

Nesta quinta-feira, ele afirmou que apoiará “qualquer plano diplomático” que permita o levantamento dessas sanções, mas ressaltou que nem as sanções nem a pressão impedirão o Irã de defender seus “direitos legais”.

Logo após a posse de Raisi, os Estados Unidos pediram uma retomada “rápida” das negociações para reativar um acordo nuclear e forçar o Irã a cumprir seus compromissos, em troca do levantamento das sanções de Washington.

“Pedimos ao Irã para voltar logo às negociações”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price. “Para nós, esta é uma prioridade urgente”.

O Irã realizou seis rodadas de negociações com potências mundiais entre abril e junho em Viena para tentar ressuscitar o acordo nuclear, mas a última rodada de diálogo terminou em 20 de junho sem data marcada para a próxima reunião.

O novo governo tentará suspender as sanções “opressivas”, mas “não vinculará as condições de vida do país à vontade dos estrangeiros”, apontou Raisi na terça-feira.

O presidente de 60 anos enfrenta advertências dos Estados Unidos, Reino Unido e Israel sobre um ataque mortal na semana passada a um petroleiro, pelo qual Teerã nega responsabilidade.

Nesta quinta-feira, o ministério das Relações Exteriores iraniano alertou Israel para se abster de qualquer ação militar contra a República Islâmica, após nova ameaça.

“Em uma nova violação insolente da lei internacional, o regime israelense está agora ameaça abertamente o #Iran com uma ação militar”, disse o porta-voz da diplomacia iraniana, Said Khatibzadeh, no Twitter.

“Dizemos claramente: QUALQUER ação imprudente contra o Irã levará a uma resposta DECISIVA”, advertiu Khabitzadeh. “Não nos coloque à prova”.

O Irã também tem sido duramente atingido pela pandemia de covid-19, com mais de quatro milhões de casos e mais de 92.000 mortes.

– “Estendo a mão” –

Sua cerimônia de posse contou com a presença de cerca de 80 autoridades estrangeiras, incluindo o presidente afegão, Ashraf Ghani, e o líder do movimento islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza, Ismail Haniyeh, e os chefes do Parlamento da Rússia, Síria e África do Sul, de acordo com a televisão estatal.

Também esteve presente o negociador nuclear europeu, Enrique Mora, que se encontrou nesta quarta-feira em Teerã com o ministro das Relações Exteriores, Javad Zarif.

Teerã “estará do lado dos oprimidos”, disse Raisi, estejam eles “no coração da Europa, na América ou na África, no Iêmen, na Síria ou na Palestina”. “Somos os verdadeiros defensores dos direitos humanos”, disse.

Uma das prioridades de seu governo será melhorar as relações do Irã com seus vizinhos, disse ele. “Estendo a mão da amizade e da fraternidade a todos os países da região, especialmente aos nossos vizinhos”.

O governo Raisi consolida o poder nas mãos dos conservadores, que venceram as eleições legislativas de 2020, marcadas pela desqualificação de milhares de candidatos reformistas e moderados.

O novo presidente iniciou os trabalhos já na quarta-feira, presidindo uma reunião da equipe de trabalho sobre o coronavírus e se reunindo com ministros do governo cessante, segundo o site da Presidência.

Raisi enfrenta desafios em várias frentes, notaram vários meios de comunicação iranianos após a sua posse.

As sanções dos EUA sufocam o Irã e suas exportações de petróleo, enquanto a economia contraiu mais de 6% em 2018 e 2019.

O presidente terá que “enfrentar múltiplos desafios devido à miríade de problemas”, disse o editorial do jornal ultraconservador Kayhan na quarta-feira, citando “inflação sem precedentes”, altos custos de habitação, recessão e corrupção.

Na próxima semana, o chefe de Estado apresentará seus candidatos a cargos ministeriais, segundo a televisão. O novo Executivo será fruto de um “consenso nacional”, prometeu Raisi.

Fonte: R7

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MÉXICO ENTROU COM AÇÃO JUDICIAL EM UM TRIBUNAL DE BOSTON CONTRA GRANDE FABRICANTES DE ARMAS DOS EUA

México processa grandes fabricantes de armas dos EUA

Governo mexicano abriu processo em uma corte de Boston pela entrada descontrolada de armamentos no país

INTERNACIONAL

 por AFP

O chanceler Ebrard (d), afirmou que tem um caso sólido contra os fabricantes

PEDRO PABLO CORTEZ / EFE – 4.8.2021

México entrou com uma ação judicial nesta quarta-feira (4) contra grandes fabricantes de armas dos Estados Unidos em um tribunal federal de Boston, denunciando um “comércio negligente e ilícito” que incentiva o contrabando e a violência em seu território, anunciou a chancelaria.

“Confiamos na qualidade jurídica do que estamos apresentando, vamos litigar com toda a seriedade e vamos ganhar o julgamento e reduzir drasticamente o tráfego ilícito de armas ao México”, disse o chanceler Marcelo Ebrard em coletiva de imprensa.

Entre as empresas denunciadas estão Smith & Wesson, Beretta, Colt, Glock, Century Arms, Ruger e Barrett, produtoras de mais de 68% das mais de meio milhão de armas que chegam ilegalmente no México todo ano, segundo informações da alegação.

De acordo com uma nota informativa da chancelaria mexicana, “entre 70% e 90% das armas recuperadas em cenas de crime no México foram traficadas dos Estados Unidos”.

Ebrard afirmou que não existem precedentes de que o governo mexicano “participe em um litígio desta natureza” em um tribunal americano e que a medida contou com a autorização do presidente Andrés Manuel López Obrador.

A equipe legal da chancelaria conta com o apoio dos advogados americanos Steve Shadowen, especializado em direitos civis, e Jonathan Lowy, também envolvido na prevenção da violência por armas de fogo.

Ação simbólica

O chanceler explicou que a ação visa a que as fabricantes indenizem o governo mexicano pelos danos causados por suas “práticas negligentes”, embora a quantia para cobrir essa exigência deva ser determinada no decorrer do julgamento.

Exige também o desenvolvimento e implementação de padrões razoáveis e verificáveis para “monitorar e disciplinar” os distribuidores de armas.

Ebrard acusou as fabricantes americanas de desenvolverem diferentes modelos, especialmente para os traficantes de drogas mexicanos, um argumento que está incluído na ação judicial.

“(As armas) são feitas para isso, para que as comprem, são mais valiosas, têm diferentes tipos de arranjos do ponto de vista estético e do ponto de vista do uso”, afirmou o chanceler.

O historiador e analista Lorenzo Meyer confirmou que não existem antecedentes de uma ação semelhante do México em tribunais dos Estados Unidos, embora tenha poucas expectativas sobre o sucesso da mesma.

“A ação receberá a resposta de um exército de advogados (…) Vejo isto mais como uma peça simbólica, como um elemento de pressão”, disse Meyer à AFP.

O especialista lembrou que até o momento as exigências mexicanas a respeito se limitaram a reclamações retóricas, sobretudo durante o governo do presidente Felipe Calderón (2006-2012), que lançou uma questionada ofensiva militar antidrogas.

Desde 2006 o México acumula 300.000 homicídios, a maioria deles vinculada ao crime organizado.

Descartado incidente diplomático

O chanceler mexicano insistiu em que o objetivo principal não é a reparação econômica, mas modificar a atuação dos fabricantes.

“Se não fizermos uma ação desta natureza e não a ganharmos, não vão entender, vão continuar fazendo o mesmo e vamos continuar tendo mortos todos os dias no nosso país”, afirmou Ebrard.

O chanceler descartou, ainda, que a ação possa gerar um incidente diplomático com Washington, pois o litígio não é contra o governo e a causa mexicana tem “razão jurídica e moral”.

O tráfico ilegal de armas é uma questão central na agenda binacional do México e Estados Unidos, principal mercado dos poderosos e sanguinários cartéis do narcotráfico.

Mais de 17.000 assassinatos cometidos em 2019 envolveram o uso de armas traficadas do país vizinho, segundo dados do governo mexicano.

O país encerrou 2020 com 34.523 homicídios, o que representou uma redução de 0,4% em comparação com 2019.

Fonte: R7
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PRESIDENTE DA VENEZUELA CONSIDEROU PROVOCAÇÃO A PRESENÇA DE AVIÃO NORTE-AMERICANO NO ESPAÇO AÉREO DO PAÍS

Venezuela denuncia violação de seu espaço aéreo pelos EUA

Avião cargueiro norte-americano teria sido identificado pelo exército venezuelano na região da fronteira com a Colômbia

INTERNACIONAL

Do R7

Presidente da Venezuela, Nicola Maduro
HANDOUT / VENEZUELAN PRESIDENCY / AFP

O governo venezuelano denunciou nesta sexta-feira (23) que um avião cargueiro norte-americano violou seu espaço aéreo em sua fronteira com a Colômbia, o que considerou uma “provocação”.

A incursão da aeronave, “tipo C-17 de transporte militar pesado” foi registrada na quinta-feira à noite durante “um intervalo de três minutos (…), fazendo um trajeto de aproximadamente 14 milhas náuticas sobre a área mais ocidental da Serra de Perijá, estado de Zulia”, informou em um comunicado o ministério da Defesa.

I”Esta flagrante provocação ocorre no âmbito de exercícios militares combinados desenvolvidos pela Força Aérea e o Exército colombianos nos Departamentos de Antioquia e Cundinamarca, respectivamente, nos quais também há presença de aviões caça americanos F-16 e RC135 de exploração estratégica”, acrescentou o texto.A Força Aérea Colombiana informou em 16 de julho sobre exercícios de treinamento militar combinado com os Estados Unidos “com o objetivo de melhorar a interoperabilidade com países aliados”.

“Temos conhecimento que como parte dos pré-citados exercícios estão sendo executadas tarefas de reconhecimento do espaço geográfico venezuelano, razão pela qual não descartamos outras possíveis ações hostis atentatórias contra nossa soberania e integridade territorial”, denunciou a Venezuela.

O presidente Nicolás Maduro “deu ordens precisas de permanecer alerta e responder de forma contundente a qualquer ato de agressão”, acrescentou o texto.

O ministério da Defesa destacou que ao longo deste ano, “aeronaves americanas violaram 21 vezes a Região de Informação de Voo (FIR) de Maiquetía [La Guaira, norte], comportando esta uma grave violação das normas internacionais de aeronáutica”.

Segundo as autoridades venezuelanas, os aviões que passam pela região de informação de voo são obrigados a se comunicar com a torre de controle do aeroporto.

A Venezuela não tem relações diplomáticas com os Estados Unidos e a Colômbia, país com o qual compartilha uma porosa fronteira de mais de 2.200 km.

As relações com os dois países são tensas desde o governo do falecido presidente Hugo Chávez, mas se intensificaram depois que Washington e Bogotá reconheceram o líder opositor Juan Guaidó como presidente, após considerar que a reeleição de Maduro em 2018 foi fraudulenta.

Maduro denuncia constantemente planos dos governos destes dois países, seus principais adversários internacionais, para assassiná-lo ou derrubá-lo.

Fonte: R7

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PRIMEIRO-MINISTRO DO HAITI ASSUMIU O GOVERNO DO PAÍS E PROMETE RESTABELECER A ORDEM E ORGANIZAR ELEIÇÕES EXIGIDA PELA POPULAÇÃO

Novo primeiro-ministro do Haiti pede união para evitar ‘abismo’

Ariel Henry tomou posse do cargo nesta terça (20), 13 dias após o assassinato do presidente Jovenel Moise, que o indicou

INTERNACIONAL |

por AFP

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Ariel Henry foi o sétimo e último primeiro-ministro indicado pelo presidente Jovenel Moise

VALERIE BAERISWYL / AFP – 20.7.2021

O novo primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, assumiu oficialmente nesta terça-feira (20) o governo de um país à beira do caos, prometendo restabelecer a ordem e organizar as eleições exigidas pela população e pela comunidade internacional.

O ex-neurocirurgião de 71 anos é o sétimo e último primeiro-ministro nomeado pelo presidente Jovenel Moise, que foi assassinado por um grupo armado no dia 7 de julho.

“Uma das minhas prioridades será devolver à população a certeza de que faremos tudo o que for possível para restabelecer a ordem e a segurança”, declarou o novo líder do país.

“Este é um dos principais assuntos ao qual presidente da República queria que eu me dedicasse, porque ele entendia que era um passo necessário para atender sua outra preocupação, que era a realização de eleições limpas e honestas”, acrescentou.

A cerimônia de posse de seu governo em Porto Príncipe foi precedida por uma solene homenagem ao presidente Moise, com coreografias, discursos e uma orquestra em um cenário rodeado de flores brancas e coroado por um enorme retrato do chefe de Estado assassinado.

Cinco ministras mulheres

O novo governo, cuja composição foi publicada na segunda-feira no Diário Oficial da República do Haiti, é integrado por 18 ministros, entre eles 5 mulheres.

Além do cargo de primeiro-ministro, Ariel Henry também será o ministro de Assuntos Sociais e Trabalho.

Claude Joseph, que foi o primeiro-ministro interino após o assassinato do presidente e chegou a se mostrar disposto a se manter no poder, permanece no cargo do ministério de Relações Exteriores.

A disputa entre Joseph e Henry para assumir a liderança do Executivo finalmente foi decidida durante o fim de semana, após uma pressão exercida por embaixadores de diversos países, entre eles a França e os EUA, assim como por emissários dos EUA na OEA e na ONU.

Em um discurso transmitido pela televisão na noite de segunda, Henry disse que queria “lançar um solene apelo à unidade nacional, à união das nossas forças e à cooperação de todos, para frear essa caminhada do país rumo ao abismo, para voltar ao rumo e proteger noss país dos diversos perigos que o ameaçam”.

Segundo o novo primeiro-ministro, “a própria existência da nação” do Haiti atualmente está “em perigo”.

Sobre o assassinato de Moise, cujo funeral de Estado será realizado nesta sexta-feira, Henry prometeu “que todos os culpados, os autores e seus patrocinadores deverão ser identificados e responderão por seus atos diante da Justiça haitiana”.

O Haiti não tem um Parlamento funcionando no momento e estava afundado em uma profunda crise política e de segurança pública quando Moise foi assassinado.

A polícia haitiana prendeu cerca de 20 ex-militares colombianos que participaram como mercenários do assassinato e afirma ter descoberto um complô organizado por um grupo de haitianos. incluindo um ex-senador que está sendo procurado e um pastor radicado na Flórida (EUA). Estes homens teriam recrutado o grupo por meio de uma empresa de segurança venezuelana com sede em Miami.

Henry também agradeceu à comunidade internacional pelas vacinas contra a covid-19 que foram doadas ao povo haitiano. Os primeiros lotes chegaram em 14 de julho ao país, que conta com uma intraestrutura de saúde extremamente precária.

Fonte: R7
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FRANÇA ANUNCIOU QUE VIAJANTES IMUNIZADOS CONTRA COVID-19, SEJA QUAL FOR A PROCEDÊNCIA, PODERÃO ENTRAR NO PAÍS

França libera entrada de turistas brasileiros totalmente vacinados

Medida vale para quem foi imunizado com Pfizer, AstraZeneca ou Janssen. Quem tomou CoronaVac não será beneficiado

INTERNACIONAL

R7, com AFP

A Torre Eiffel, em Paris, foi reaberta a visitantes na última sexta-feira

BERTRAND GUAY / AFP

A França anunciou neste sábado (17) que viajantes com imunização completa contra a covid-19 poderão entrar no país seja qual for sua procedência a partir deste domingo (18). Com isso, brasileiros também poderão entrar em terras francesas.

No entanto, a medida vale apenas para quem foi imunizado com uma das vacinas reconhecidas pela Agência Europeia de Medicamentos, ou seja, Pfizer, Moderna, AstraZeneca ou Janssen. Apesar de aprovadas pela OMS, as chinesas Sinopharm e Sinovac não são aceitas pelo país, o que afeta os brasileiros imunizados com a CoronaVac, a versão da Sinovac produzida pelo Instituto Butantan. A vacina russa Sputnik V, que não é validada pela União Europeia ou pela OMS, também não é aceita.

“Ao mesmo tempo e porque as vacinas são eficazes contra o vírus, especialmente sobre a variante Delta, as restrições que pesam sobre os viajantes já vacinados totalmente com uma vacina reconhecida pela Agência Europeia de Medicamentos (Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen) serão levantadas a partir deste sábado, 17 de julho, seja qual for seu país de procedência”, informa o comunicado do primeiro-ministro Jean Castex.

A França vai exigir um teste negativo de covid-19 de menos de 24 horas a todos os viajantes procedentes de alguns países europeus, entre eles Espanha. A medida, que afeta os cidadãos que não estão vacinados, afeta todas as pessoas procedentes do Reino Unido, Espanha, Portugal, Chipre, Grécia e Holanda.

Até agora, os viajantes do Reino Unido tinham que apresentar um teste negativo de um máximo de 48 horas e os dos países europeus de até 72 horas.

Além disso, o ministério também confirmou que a lista “vermelha” de países se amplia e passa a incluir, a partir de agora, Cuba, Indonésia, Tunísia e Moçambique.

Os viajantes procedentes desses países devem ter um motivo de peso para justificar o deslocamento e, mesmo se estiverem vacinados, devem realizar uma quarentena de sete dias ao chegarem.

Os novos casos de covid-19 seguem aumentando na França e já superaram os 10 mil por dia, embora as internações nos hospitais não tenham aumentado, segundo os dados oficiais do governo.

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PRESIDENTE DA SÍRIA BACHAR AL- ASSAD TOMOU POSSE PARA O 4º MANDATO

Bachar Al-Assad toma posse como presidente da Síria pela 4ª vez

Sucessor político de seu pai, que governara o país por quase 30 anos, presidente no poder desde 2000 foi eleito com 95% dos votos

INTERNACIONAL

Do R7

Atual mandato de Al-Assad terminará em 2028

SANA/HANDOUT VIA REUTERS – 12.8.2020

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, tomou posse neste sábado (17) para o quarto mandato consecutivo de sete anos cada, depois de ter conquistado ampla vitória em eleições polêmicas em 26 de maio.

“Com base nos artigos 7 e 90 da Constituição da República Árabe Síria, tenho a honra de convidar o presidente Bashar al-Assad a fazer seu juramento constitucional”, anunciou o orador parlamentar do palácio de Damasco, Hamuda al-Sabag.

Al-Assad foi recebido com honras militares e protagonizou um cerimonioso desfilando através de orquestras e armas. Depois, se encaminhou para um salão onde centenas de membros de seu governo, parlamentares, representantes da sociedade civil e altos comandantes militares o esperavam.

Bachar al-Assad tomou posse em 2000, depois da morte do pai, Hafez Al-Assad, que governara o país por quase 30 anos, e, de acordo com a constituição atual, terá que deixar a Presidência ao final do atual mandato, em 2028. Ele obteve 95,1% dos votos no final de maio, em uma eleição fortemente criticada pela oposição e por grande parte da comunidade internacional.

Milhões de pessoas nas regiões noroeste e nordeste, fora do controle de Damasco, foram deixadas de fora da votação, que também não aderiram ao plano de paz patrocinado pela ONU para uma solução política na Síria desde 2015.

Como era de se esperar, Al-Assad derrotou os pouco conhecidos adversários Mahmoud Marai, líder da oposição interna de Damasco, e Abdullah Salloum Abdullah, ex-vice-ministro de assuntos parlamentares, que concorreu como candidato independente.

Fonte: R7
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RN LIDEROU AS CONTRATAÇÕES DE UM NOVO LEILÃO NACIONAL PARA CONTRATAÇÃO DE ENERGIA EÓLICA REALIZADO PELA ANEEL

Por G1 RN

 

Torres eólicas na praia de Tourinhos, em São Miguel do Gostoso — Foto: Augusto César Gomes/G1Torres eólicas na praia de Tourinhos, em São Miguel do Gostoso — Foto: Augusto César Gomes/G1

Maior produtor de energia eólica no país, o Rio Grande do Norte liderou as contratações em um novo leilão nacional para contratação de energia, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) nesta quinta-feira (8).

A previsão é que sejam investidos mais de R$ 1,4 bilhão na implantação dos projetos no estado. Ao todo, são 20 projetos de novas usinas eólicas para operação a partir de 2024 e 2025. Foram contratados 350,6 MW em geração de energia.

O valor equivale a quase três vezes o contratado para o segundo colocado no leilão, que foi o estado de São Paulo, com 131 MW. A Paraíba ficou na terceira posição, com 100 MW.

O Rio Grande do Norte possui mais de 20 empresas de geração de energia com projetos em operação, de acordo com boletim divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento do Estado em março. Além disso, são mais de 180 empreendimentos em operação, que colocam o estado na liderança nacional em potência instalada, com 5,2 GW.

O estado possui ainda 52 empreendimentos em construção (1,8 GW) e outros 78 contratados (3,1 GW).

“14 das maiores empresas do mundo do setor eólico estão aqui”, diz o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaime Calado. De acordo com ele, a qualificação profissional, além da geografia privilegiada são os principais atrativos do estado.

“Temos aqui cursos voltados especificamente para o mercado eólico e por isso estamos gerando emprego de qualidade. Além disso, formamos um grupo de trabalho, composto por pesquisadores e outros agentes, especialmente focado nas energias renováveis, o que irá potencializar ainda mais este trabalho que estamos desenvolvendo, com incentivos e inovação”, enfatizou.

Pesquisadores avaliam, por exemplo, a futura instalação de torres eólicas no mar.

Fonte: G1 RN
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ASSASSINATO DO PRESIDENTE DO HAITI DEIXA FUTURO DO PAÍS INCERTO

Futuro do Haiti após assassinato do presidente é incerto

Para especialistas, a escalada de violência no país deve continuar e uma nova intervenção internacional é pouco provável

INTERNACIONAL

Fábio Fleury, do R7

Haitianos se reúnem diante de delegacia onde estavam suspeitos da morte de Jovenel Moise

VALERIE BAERISWYL / AFP – 8.7.2021

assassinato do presidente do Haiti, Jovenel Moise, dentro da residência presidencial em Porto Príncipe, na madrugada de quarta-feira (7), é mais um capítulo trágico da história de um país que vive décadas de grave crise social, econômica, política e de segurança pública.

A possibilidade de uma nova intervenção militar internacional, como foi a Minustah, liderada pelo Brasil entre 2004 e 2017, com o apoio de outros 21 nações existe, mas é remota, especialmente pela grande quantidade de recursos financeiros e de pessoal que precisaria ser destinada a uma eventual missão de paz.

“A situação é tão complicada que a intervenção não tem o que fazer, as chancelarias dos demais países sabem disso e é difícil que aconteça uma operação como a Minustah, que os países participantes financiam. É um custo para os cofres públicos e neste momento os governos estão lutando reativar suas economias por causa da pandemia. E além disso, o Haiti não pode se tornar um protetorado, uma área de controle militar permanente”, explica Carlo Cauti, professor de Instituições e Organizações Internacionais no curso de Relações Internacionais no Ibmec-SP.

Segundo o especialista, em 2004, após a fuga do então presidente Jean-Bertand Aristide, a comunidade internacional se uniu em torno de um projeto para pacificar e estabilizar o Haiti. Quatro anos após o fim da Minustah, hoje é quase impensável que uma intervenção parecida e no mesmo nível de engajamento mundial se repita.

“Assim como no Haiti, na maioria dos casos a presença militar estrangeira simplesmente não conseguiu construir uma estrutura estatal sólida, os militares estrangeiros acabaram saindo e novos problemas surgiram. É diferente de uma situação como a do Timor Leste, quando era para proteger um país ocupado, e outra quando a convulsão é interna”, lamenta Cauci.

Temor de mais violência

Na opinião do sociólogo Alexandre Pires, professor de Relações Internacionais do Ibmec, a morte de Jovenel Moise não deve representar um ponto de ruptura na crise institucional que o Haiti atravessa. O temor, para ele, é de que a escalada de violência possa se intensificar ainda mais.

“O que existe hoje é o surgimento de várias gangues tentando tomar conta do país, esse processo não deve cessar, provavelmente vamos ter mais uma sequência de golpes e caso não haja algum tipo de interferência externa é possível que tenhamos um cenário de guerra civil, mas sem uma estrutura militar, entre esses mesmos grupos”, alerta ele.

Após décadas de crise, sem falar em desastres naturais como terremoto de 2010, que matou cerca de 200 mil pessoas, o Estado haitiano tem cada vez menos capacidade de criar uma estrutura sócio-econômica que possa dar condições de melhorar a vida de seus cidadãos, na opinião do professor.

“O país está todo desorganizado e a população vai continuar padecendo, por catástrofes políticas, econômicas. É um país que não tem uma infraestrutura física e nem a institucional, sem capacidade do governo, de arrecadação, e não tem confiança das grandes potências para poder ganhar verbas”, diz Pires.

Para ele, o problema da violência tira do país até mesmo a capacidade de fomentar o turismo, que é a grande fonte de renda da maioria dos países caribenhos, inclusive Cuba. “Quase todos os países caribenhos tem algum tipo de solidez e conseguem receber turistas que trazem recursos importantes, menos o Haiti”, lamenta.

Fonte: R7
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SEGUNDO MINISTÉRIO DA SAÚDE, VACINA CONTRA GRIPE ESTÁ ABERTA PARA TODA POPULAÇÃO DO PAÍS

Vacinação da gripe é ampliada para todas as pessoas

Até aqui, campanha estava focada em idosos, crianças e grupos prioritários; vacina da gripe pode ser tomada 14 dias depois da dose contra a Covid-19

Juliana Elias, da CNN, em São Paulo

03 de julho de 2021 às 21:37

Frio em SPDoenças respiratórias aumentam no inverno e podem sobrecarregar hospitaisFoto: Leandro Ferreira/Fotoarena/Estadão Conteúdo

O Ministério da Saúde informou neste sábado (3) que a vacinação contra a influenza, o vírus da gripe, já está aberta para toda a população do país com mais de seis meses de idade. A campanha vai até a próxima sexta-feira, 9 de julho, e cada estado e município pode determinar como será o atendimento à população ampla.

Até aqui, a campanha estava focada nos grupos prioritários, que incluem pessoas com mais de 60 anos ou com menos de 6, gestantes e pessoas cm comorbidades, entre outros.

O Ministério da Saúde e especialistas reforçam a importância de se proteger contra a gripe, que é mais comum no inverno, e, em especial, em meio à pandemia de coronavírus, para evitar que mais casos graves de doenças respiratórias ocupem os leitos dos hospitais.

É necessário dar um intervalo mínimo de 14 dias entre a dose da vacina da Covid-19 e a da influenza. Como as duas campanhas estão ocorrendo ao mesmo tempo, a orientação do Ministério da Saúde é que, nos grupos prioritários, a dose contra a Covid-19 seja feita antes.

Para a campanha da vacinação contra a gripe deste ano, foram disponibilizadas 80 milhões de doses, produzidas pelo Instituto Butantan. Até agora, 34,2 milhões de pessoas se imunizaram, o que representa cerca de 42% dos grupos prioritários.

Para se vacinar contra a gripe, basta ir a um serviço de saúde com um documento com foto e, se possível, também a caderneta de vacinação.

No grupo prioritário da vacinação contra a gripe inclui ainda professores, profissionais da saúde, puérperas (até 45 dias após o parto), povos indígenas, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e rodoviário, trabalhadores portuários, membros das forças de segurança e salvamento, Forças Armadas, presidiários e funcionários dos presídios.

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ISRAEL INAUGURA SUA PRIMEIRA EMBAIXADA EM ABU DHABI NOS EMIRADOS ÁRABES

Israel inaugura nos Emirados Árabes sua 1ª embaixada no Golfo

Autoridades dos dois países se reuniram em Abu Dhabi após a normalização das relações bilaterais em setembro de 2020

INTERNACIONAL

 por AFP

Israel inaugura sua primeira embaixada no Golfo em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos

SHLOMI AMSALEM / AFP / GPO

O ministro israelense das Relações Exteriores, Yair Lapid, inaugurou nesta terça-feira (29), nos Emirados Árabes Unidos, a primeira embaixada de seu país no Golfo, dentro de uma inédita visita após a normalização das relações bilaterais em setembro de 2020.

“Cortando a fita de inauguração da embaixada de Israel em Abu Dhabi com a ministra emiradense da Cultura, Nura Al Kaabi”, tuitou o ministro com uma foto dele e da responsável local na capital dos Emirados.

A visita de Lapid é a primeira de um ministro israelense aos Emirados e foi descrita por ele como “histórica”.

Mundo supera três bilhões de doses de vacinas anticovid administradas

“O que fazemos aqui hoje não é o fim do trajeto, é o começo”, acrescentou Lapid no Twitter, onde também publicou uma foto sua com um ‘mezuzá’, uma pequena caixa com um pergaminho que contém versículos da Torá, que é colocada nas portas das casas e tocada com a mão antes de entrar em uma residência.

“Devemos conectar nossas economias e fazê-las prosperar”, disse, pedindo a todos os países árabes da região para “reconhecer” Israel.

Durante sua visita, Lapid se reunirá com seu homólogo, Abdalá ben Zayed Al-Nahyan, e com autoridades da área econômica dos Emirados.

“Orgulhoso de representar o Estado de Israel em sua primeira visita oficial aos Emirados Árabes Unidos. Obrigado pela recepção calorosa”, tuitou Lapid em hebraico e árabe em sua chegada.

O movimento islamita da Palestina, que controla a Faixa de Gaza, declarou em um comunicado que a inauguração da embaixada “reflete a insistência dos Emirados no pecado (…) que cometeram assinando os acordos de normalização”.

– Contexto de tensão
O ministro não foi, porém, recebido na pista do aeroporto por nenhuma autoridade e encontrou uma escassa cobertura de imprensa – uma discrição que contrasta com os grandes anúncios e com o tom de celebração dos primeiros meses de normalização das relações entre os dois países.

A visita de Lapid coincide com um aumento da tensão nos territórios palestinos ocupados por Israel.

Os países árabes, entre eles Emirados e Bahrein, criticaram a repressão das manifestações palestinas por parte das forças israelenses em Jerusalém Oriental, ocupado por Israel.

Além disso, os bombardeios israelenses sobre Gaza, muito criticados pela população do Golfo nas ruas e nas redes sociais, também deixaram os novos aliados comerciais de Israel em apuros.

Além dos Emirados, Bahrein, Marrocos e Sudão também assinaram acordos de normalização das relações com Israel, sob o impulso do ex-presidente americano Donald Trump.

Nesta terça, o Bahrein designou um embaixador para representar seu país no Estado hebreu.

Os palestinos denunciaram essas aproximações como “traição”. Até então, a resolução do conflito israelense-palestino era uma condição prévia indispensável para qualquer normalização das relações com Israel.

Fonte: R7
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CCJ COLOCOU EM MARCHA PROJETO DE LEI QUE PODE MUDAR FORMA DE DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDÍGENAS NO PAÍS

Demarcação de terras indígenas provoca debate jurídico na Câmara e no STF

Da CNN, em São Paulo *

28 de junho de 2021 às 04:30

Entenda julgamento no Supremo sobre demarcação de terras indígenas - 10/06/2021 - Poder - Folha

Uma decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, na última quinta-feira (24), colocou em marcha um projeto de lei que pode mudar a forma como ocorre a demarcação de terras indígenas no país. O PL 490, que tramita desde 2007, propõe que a tese do marco temporal seja aplicada à demarcação. Na prática, isso significa que apenas os espaços comprovadamente ocupados por indígenas em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição, poderão ser classificados como terras demarcadas.

A decisão da CCJ em favor do PL 490 aconteceu em meio a manifestações de lideranças e representantes indígenas em Brasília. Durante a sessão, a única deputada indígena eleita, Joênia Wapichana (Rede-RR), leu uma carta elaborada por juristas que alegam ser inconstitucional o texto do projeto. Os juristas citados pela congressista ainda alertaram para uma votação do Supremo Tribunal Federal (STF), que deve ser realizada nesta semana e pode decidir, em definitivo, se a tese do marco temporal se aplica ou não à demarcação de territórios indígenas.

Neste episódio do E Tem Mais, Carol Nogueira fala sobre o Projeto de Lei 490/2007 e o debate jurídico sobre o assunto na Câmara e no STF. Participa do episódio Juliana de Paula Batista, advogada do Instituto Socioambiental (ISA), que descreve como se dá a demarcação de terras indígenas no país hoje e como o projeto que agora segue para o plenário pode alterar esse trâmite. O episódio também conta com declarações do advogado Eloy Terena, coordenador jurídico da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), e do deputado federal Arthur Maia (DEM-BA), relator do projeto em tramitação na Câmara.

Fonte: CNN

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FINLÂNDIA BUSCA MÃO DE OBRA ESTRANGEIRA PARA ALIVIAR CRISE DEMOGRÁFICA

País mais feliz do mundo busca mão de obra estrangeira

Finlândia tenta aliviar crise demográfica e solucionar déficit de mão de obra, um dos mais graves da Europa

INTERNACIONAL

por AFP

Finlândia busca trabalhadores estrangeiros para aliviar déficit

PIXABAy

Na liderança do ranking de “países mais felizes do mundo”, a Finlândia sofre para encontrar trabalhadores estrangeiros que aliviem sua crise demográfica e solucionem o déficit de mão de obra, um dos mais graves da Europa.

“Atualmente é amplamente reconhecido que precisamos de um número grade de pessoas para ajudar a cobrir os custos da geração mais velha”, declarou à AFP Saku Tihveräinen, ‘headhunter’ da agência Talented Solutions.

Muitos países ocidentais enfrentam o envelhecimento da população, mas poucos sentem o efeito como esta nação escandinava de 5,5 milhões de habitantes, que tem o maior déficit de trabalhadores qualificados dentro da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

A Finlândia tem quatro cidadãos com mais de 65 anos para cada 10 pessoas em idade produtiva. Em 2030, a proporção alcançará um para cada dois, o que deixará o país atrás apenas do Japão a nível mundial.

O governo calcula que precisa de um saldo migratório positivo de 20 mil a 30 mil pessoas a cada ano – o dobro do atual – para manter os serviços públicos e os cuidados geriátricos em nível de excelência e compensar o iminente déficit no sistema previdenciário.

Depois de vários anos de inércia, as empresas e o governo “estão em um ponto de inflexão e admitem o problema”, afirma Charles Mathies.

Diretor de pesquisas para educação e migrações da Academia da Finlândia, Mathies é um dos especialistas consultados para o programa governamental “Talent Boost” (Impulso ao talento), lançado há quatro anos para aumentar a atração do mercado de trabalho do país.

Entre os profissionais procurados estão profissionais de saúde espanhóis, metalúrgicos eslovacos, técnicos de informática ou especialistas marítimos russos, indianos e filipinos.

“Problema de mentalidade”

Apesar dos bons serviços públicos e do reduzido nível de criminalidade e desigualdade, a Finlândia sofre para captar talento estrangeiro pela dificuldade de seu idioma, o clima rigoroso e também pelo que muitos estrangeiros chamam de relutância generalizada em reconhecer experiências ou qualificações no exterior, assim como preconceito contra candidatos não finlandeses.

Ahmed (nome modificado) chegou ao país por motivos familiares e, apesar de ter longa experiência no setor de desenvolvimento de produtos digitais, não encontrou emprego.

“Nunca houve falta de empregos, apenas falta de mentalidade”, disse o britânico de 42 anos que, enquanto procurava emprego na Finlândia, recebeu ofertas da Noruega, Catar, Reino Unido e Alemanha.

Finalmente, ele optou por trabalhar na cidade alemã de Düsseldorf, para onde vai e volta a cada semana a partir de Helsinque.

“Muitas empresas e organizações finlandesas são inflexíveis sobre o uso do finlandês, e um finlandês muito fluente”, indica Saku Tihveräinen.

“Mas como a falta de mão de obra se aprofunda, vemos empresas que buscam outras soluções”, explica.

Ele cita como exemplo o caso de uma fábrica de tecnologia em expansão que conseguiu contratar quase 2.000 pessoas em seis meses depois de adotar o inglês como língua de trabalho.

O prefeito de Helsinque, Jan Vapaavuori, faz campanha para que grandes empresas de comunicação ajudem a melhorar a atratividade da cidade.

Convencer os solteiros não representa um grande problema, mas recrutar casais e famílias é difícil porque “os cônjuges sempre encontram problemas para conseguir um bom emprego”, explica.

Apesar das dificuldades, o prefeito confia na imigração asiática e na mudança de prioridades provocada pela pandemia que, segundo ele, reforçou os valores da cidade: “segura, funcional, confiável e previsível”.

Fonte: R7
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PRESIDENTE AFEGÃO E O PRINCIPAL NEGOCIADOR DO GOVERNO COM OS TALIBÃS VISITARÃO A CASA BRANCA AINDA EM JUNHO

Presidente afegão e negociador do talibã visitarão Casa Branca

 Estados Unidos planejam retirar todas as suas forças do país árabe até 11 de setembro de 2021

INTERNACIONAL

 por AFP

Presidente afegão Ashraf Ghani visitará a Casa Branca em 25 de junho

WAKIL KOHSAR/AFP – 19.11.2020

O presidente afegão Ashraf Ghani e o principal negociador do governo nas negociações com os talibãs, Abdullah Abdullah, visitarão a Casa Branca em 25 de junho, anunciou neste domingo (20) a porta-voz de Joe Biden, Jen Psaki.

“A visita do presidente Ghani e do Dr. Abdullah destacará a parceria duradoura entre Estados Unidos e Afeganistão, enquanto a retirada militar continua”, disse Psaki em um comunicado.

Os Estados Unidos planejam retirar todas as suas forças do Afeganistão até 11 de setembro de 2021. Esses ataques levaram Washington a derrubar o regime do Talibã, lar dos extremistas do Al-Qaeda que realizaram os ataques nos Estados Unidos.

Desde o anúncio, as operações de retirada se aceleraram e já foram concluídas em mais de 50%.

Mas ainda existem pontos de tensão, especialmente em relação ao destino de cerca de 18.000 afegãos que trabalharam com as forças americanas, alguns como intérpretes, que esperam obter vistos de imigração para os Estados Unidos por medo de retaliação se o Talibã voltar ao poder.

O governo Biden não considera necessário evacuar esse pessoal neste momento, e promove a concessão de vistos especiais, embora o Pentágono tenha indicado há várias semanas que está se preparando para uma evacuação em massa.

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LÍDER DA COREIA DO NORTE AFIRMOU QUE SEU PAÍS DEVE SE PREPARAR PARA O “DIÁLOGO E O CONFRONTO” COM OS EUA

Coreia do Norte antecipa ‘diálogo e confronto’ com EUA, diz Kim

Líder norte-coreano diz que país deve se preparar para negociações difíceis com o governo Joe Biden

INTERNACIONAL

 por AFP

Líder norte-coreano fala durante reunião do comitê central do partido

KCNA / DIVULGAÇÃO VIA AFP – 17.6.2021

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou que seu país deve se preparar para “o diálogo e o confronto” com os Estados Unidos sob a presidência de Joe Biden, informou a agência estatal KCNA nesta sexta-feira (18, quinta 17 de Brasília).

Durante uma reunião nesta quinta-feira do comitê central do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, atualmente no poder, Kim Jong-un delineou sua estratégia para as relações com Washington e a tendência política da nova administração americana, revelou a KCNA.

Kim “enfatizou a necessidade de se preparar para o diálogo e o confronto e, especialmente, estar bem preparado para o confronto a fim de proteger a dignidade de nosso Estado” e garantir um “ambiente de paz”, acrescentou a agência oficial de notícias.

O líder norte-coreano “pediu uma reação rápida e clara para enfrentar a mudança da situação e concentrar esforços para assumir o controle estável da situação na península coreana”.

Política hostil

Pyongyang já havia acusado Biden de seguir uma “política hostil” e advertido que seria um “grande erro” do presidente norte-americano dizer que enfrentaria a ameaça do programa nuclear norte-coreano “com diplomacia e dissuasão”.

O antecessor de Biden, o republicano Donald Trump, fez manchete — embora tenha resultado em pouco progresso prático — com uma série de encontros diretos com Kim, uma política que Biden disse que não seguirá a menos que os termos mudem dramaticamente.

Após cúpula, Rússia saúda ‘bom senso’ dos EUA sobre diálog

Em uma visita a Washington em maio do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, Biden anunciou que não se encontraria com Kim a menos que houvesse um plano de negociação concreto sobre o arsenal nuclear de Pyongyang.

A Casa Branca disse que buscará uma “abordagem política calibrada”, que no jargão diplomático é entendida como manter um perfil baixo e a mente aberta.

“Entendemos onde esforços anteriores encontraram dificuldades e tentamos aprender com eles”, afirmou um alto funcionário da Casa Branca.

Fonte: R7
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PUTIN DIZ QUE SEU PAÍS SOFRE ATAQUES VINDOS DOS EUA, MAS NÃO ACREDITA EM PARTICIPAÇÃO DO GOVERNO NORTE-AMERICANO

Putin volta a negar envolvimento em ciberataques contra os EUA

Presidente russo diz que seu país também sofre ataques vindos dos EUA, mas não acredita que governo norte-americano participe

INTERNACIONAL

 Do R7, com EFE

Putin participou de cúpula com Joe Biden em Genebra, na Suíça

DENIS BALIBOUSE / POOL VIA EFE – EPA – 16.6.2021

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, voltou a negar o envolvimento de seu governo com os ciberataques contra pontos vulneráveis da infraestrutura dos EUA, após sua primeira cúpula com o presidente norte-americano Joe Biden nesta quarta-feira (16) em Genebra, na Suíça.

Nos últimos meses, ataques cibernéticos contra a empresa de gasodutos Colonial, a mais importante da costa leste do país, além do frigorífico JBS, a Microsoft e órgãos do governo norte-americano, foram atribuídos a hackers baseados na Rússia. O próprio Biden, no entanto, já havia descartado a participação de autoridades russas.

Nesta quarta, ao se referir ao assunto em uma coletiva com jornalistas, Putin, que na segunda-feira também já havia negado que seu governo tivesse participado da ofensiva, falou em uma possível cooperação com os EUA.

“Na questão da cibersegurança, nós vamos começar negociações que acho que serão extremamente importantes”, disse o presidente russo. “Acreditamos que a esfera da segurança cibernética é extremamente importante para o mundo em geral, para os Estados Unidos e, no mesmo grau, para a Rússia”

Segundo ele, “a maior parte dos ciberataques do mundo partem dos EUA, Canadá, países latino-americanos e Reino Unido”. De acordo com a Fox News, Putin afirmou que citava uma lista feita por autoridades norte-americanas e questionou “onde está a Rússia na lista? A Rússia não está na lista”.

Ele disse que a Rússia também sofre ciberataques e citou como exemplo uma ofensiva ao sistema de saúde de uma das regiões do país.

“Desde então, vemos de onde procedem os ataques, vemos que este trabalho é coordenado a partir do ciberespaço dos Estados Unidos”, revelou Putin, ressaltando que não acredita que governo dos EUA esteja “interessado em manipulações desse tipo”.

Fonte: R7
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ECOLOGIA-MEIO AMBIENTE: BRASIL É O PAÍS DO MUNDO QUE MAIS DEDICA TERRITÓRIO A PROTEÇÃO DE VEGETAÇÃO NATIVA

Estudo da ONU aponta que Brasil é líder na proteção de florestas

Foto: Banco de imagens/Estadão Conteúdo

O Brasil é o país do mundo que mais dedica território à proteção de vegetação nativa. A afirmação é da Organização das Nações Unidas (ONU), publicada em estudo sobre Áreas Protegidas no Planeta, que considera como terras protegidas as unidades de conservação, parques nacionais, estações hidrológicas e também aquelas destinadas a povos tradicionais, como os indígenas. Entre as dez maiores nações do mundo em extensão territorial, o Brasil está na liderança como o país que mais protege florestas. O ranking preparado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi publicado na revista Oeste. Nele, o Brasil lidera com 30% da área protegida, ao lado da Austrália, que tem 20%, China, com 15,6%, Rússia, com 11,2%, e os demais países com 10% ou menos de proteção. Segundo o doutor em Ecologia e presidente da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, a proteção ambiental brasileira é quase três vezes maior em comparação com as demais nações.

“Isso não é conhecido e nem reconhecido. Não se fala disso aqui dentro e muito menos lá fora. Eu quase diria que para alguns é importante esconder essa realidade. Essa realidade precisa ser conhecida, temos que conhecer como a própria ONU declara no seu relatório sobre as áreas protegidas do mundo que o Brasil tem a maior rede de áreas protegidas terrestres do planeta, o Brasil representa 6% das terras do mundo, sua extensão territorial, mas das áreas protegidas ele é 12%. Isso precisa ser conhecido para que, num segundo momento, seja reconhecido”, afirma. A extensão das áreas protegidas pelo Brasil equivale a 54% de todo o território europeu. Se projetarmos a dimensão territorial das áreas protegidas do nosso país na superfície da Europa, 15 países ficariam cobertos pela mata. No debate da sustentabilidade, a pauta do desmatamento segue no radar. Nesta semana, uma pesquisa feita pela Coalização Brasil, Clima, Florestas e Agricultura mostrou que 90% dos executivos já utilizam dados de desmatamento para tomar decisões nos negócios. Segundo Evaristo de Miranda, esse tema precisa de gestão. “É um tema que temos que gerir, mas ele é apenas um dos componentes do grande tema da gestão das florestas, da gestão da Amazônia, do desenvolvimento sustentável que compõe com tudo isso”, diz. Novos estudos sobre proteção ambiental estão sendo feitos pela Embrapa com dados do Cadastro Ambiental Rural e do Censo, e a expectativa é que eles sejam publicados nas próximas semanas.

Fonte: Blog do BG

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MINISTRO DA DEFESA DA ARGENTINA DECLAROU EM EVENTO DE HOMENAGEM AOS VETERANOS DA GUERRA DAS MALVINAS QUE O PAÍS CONTINUA REIVINDICANDO A SOBERANIA SOBRE AS ILHAS

Argentina diz que Reino Unido usa Malvinas como ‘enclave militar’

Ministro da Defesa do país afirma que britânicos só seguem com a posse do arquipélago para estabelecer presença no Atlântico Sul

INTERNACIONAL |

Do R7

Fernández voltou a declarar que quer a devolução das Malvinas

ALBERTO VALDES / EFE – ARQUIVO
O ministro da Defesa da Argentina, Agustín Rossi, declarou segunda-feira, em evento em homenagem aos veteranos da guerra das Malvinas de 1982, que o país continua reivindicando a soberania sobre as ilhas através dos canais diplomáticos, mas denunciou o uso do arquipélago como um “enclave militar” pelo Reino Unido.

O ato, realizado ao lado da sede ministerial em Buenos Aires, foi dedicado ao reconhecimento dos soldados que lutaram na guerra na qual morreram 255 britânicos, três ilhéus e 649 argentinos, exatamente 39 anos depois do fim das batalhas.

Rossi disse que desde 2 de abril, quando foi lembrado um novo aniversário do início da guerra, o país iniciou a vigília dos 40 anos, que serão completados em 2022.No meio do discurso, Rossi afirmou que “para a Grã-Bretanha a guerra não acabou” e acrescentou: “As ações da Grã-Bretanha em termos de política de defesa não são inócuas”.

Segundo o oficial argentino, os britânicos continuam com a execução de exercícios militares, que ele considerou “ofensivos. “Merecem nosso repúdio, crítica e condenação permanente”, considerou.

“O Reino Unido transformou as Malvinas em um enclave militar, em uma ilha onde há tantos ilhéus quanto soldados britânicos. Através de uma análise geopolítica e geoestratégica das ilhas, o interesse britânico está colocado na importância deste enclave militar no Atlântico Sul-Sul, sua visão para a Antártida e sua visão para o Estreito de Magalhães”, completou.

Reclamação diplomática e bloqueio inglês

O ministro denunciou os bloqueios do Reino Unido contra as tentativas do governo argentino de atualizar ou reequipar as Forças Armadas e prometeu continuar a luta pelo controle do arquipélago.

“Continuaremos reivindicando as Malvinas através dos canais diplomáticos. Nenhum país do mundo gosta de ser acusado de ser imperialista ou de exercer uma situação de colonialismo explícito como a Grã-Bretanha está exercendo hoje com a Argentina”, disse Rossi. “Qualquer componente de origem britânica interrompe qualquer tipo de operação”, acrescentou.

Na última sexta-feira, o presidente argentino, Alberto Fernández, defendeu reivindicação de soberania de seu país sobre as Ilhas Malvinas. Segundo ele, o território continua “usurpado” pelo Reino Unido.

“A Argentina fez muitos esforços para encontrar um ponto de diálogo e acordos com os usurpadores, mas não correu bem”, lamentou o chefe de governo em um evento que marcou o Dia da Afirmação dos Direitos Argentinos sobre as Ilhas Malvinas.

Em sua opinião, o Reino Unido se estabeleceu nas Malvinas por razões econômicas e militares, para ter um melhor controle do Atlântico Sul.

Fonte: R7
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ONG MÉDICOS UNIDOS DA VENEZUELA (MUV) ALERTOU QUE A PANDEMIA DA COVID-19 ESTÁ FORA DE CONTROLE NO PAÍS

ONG alerta que pandemia está fora de controle na Venezuela

Instituição afirma que não há controle das informações sobre mortes, o que acontece nos hospitais e campanha de vacinação

INTERNACIONAL |

EFE

Dados oficiais apontam que o país já recebeu 3,23 milhões de doses de vacina

MIGUEL GUTIÉRREZ/EFE

A ONG Médicos Unidos da Venezuela (MUV) alertou neste domingo (13) que a pandemia da covid-19 está “fora de controle” no país, considerando que não há “controle das informações”, das mortes ou “do que acontece nos hospitais”.

“É cada vez mais evidente que não há controle sobre a informação. Não há controle de morbidade. Não há controle de óbitos. Não há controle do que acontece nos hospitais e não há controle de vacinação. Este é um alerta, a pandemia na Venezuela está fora de controle”, escreveu a ONG em sua conta no Twitter.

Segundo dados oficiais divulgados pelo governo e questionados por várias associações médicas e pela oposição, foram registrados 250.309 casos e 2.814 mortes por covid-19 na Venezuela desde o início da pandemia.

Em relação às vacinas, informações oficiais indicam que o país já recebeu 3,23 milhões de doses.

Esse número inclui um lote de 500 mil doses da vacina russa Sputnik V que chegou ontem.

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou recentemente que “cerca de 11% dos venezuelanos foram vacinados contra a covid-19” – aproximadamente 3,3 milhões de pessoas – embora não tenha detalhado quantos cidadãos receberam uma única dose e quantos completaram a imunização.

Para vacinar 11% da população, são necessárias 6,6 milhões de doses, já que tanto a Sputnik V quanto a chinesa VeroCell, do laboratório Sinopharm – que são as vacinas recebidas pela Venezuela -, são de dupla aplicação.

No entanto, o governo só havia informado até ontem sobre a chegada de 2,73 milhões de doses divididas em nove remessas – sete da Rússia e duas da China -, por isso não se sabe quando foram recebidas as 570 mil que faltavam para completar metade da imunização de 3,3 milhões de pessoas, equivalente aos 11% referidos por Delcy Rodríguez.

Nesse sentido, o ministro da Saúde, Carlos Alvarado, afirmou ontem que, com o novo lote, a Venezuela já tem “vacinas suficientes para imunizar 13% da meta, que é de 22 milhões de pessoas”.

Como parte de suas críticas, o MUV questionou os motivos do surto de covid-19 na concentração da seleção venezuelana de futebol – que disputa a Copa América que teve início hoje no Brasil – onde as autoridades detectaram 11 casos de coronavírus.

“Temos o direito de saber o que aconteceu com a seleção porque é o nosso patrimônio esportivo no futebol e se trata de seres humanos públicos que vão interagir com outros jogadores que estão em risco e merecem ser protegidos”, escreveram na mesma rede social.

Fonte: R7

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SEGUNDO AGÊNCIA ESTATAL DE NOTÍCIAS XINHUA, A CHINA VAI AUTORIZAR ATÉ TRÊS FILHOS POR FAMÍLIA

China vai autorizar três filhos por família, afirma imprensa estatal

País, que é o mais populoso do mundo, teve queda expressiva na taxa de natalidade e lida com envelhecimento da população

INTERNACIONAL

 por AFP

China vai autorizar três filhos por família, afirma imprensa estatal

PEXELS

A China vai autorizar até três filhos por família, ao acabar com o limite de dois ainda em vigor, anunciou nesta segunda-feira (31) a agência estatal de notícias Xinhua.

A decisão acontece poucas semanas após a divulgação dos resultados último censo no país, que demonstrou uma expressiva queda da taxa de natalidade no país mais populosos do mundo.

“Em resposta ao envelhecimento da população (…) os casais serão autorizadas a ter três filhos”, informou a agência estatal, ao destacar as conclusões de uma reunião do gabinete político do Partido Comunista comandada pelo presidente Xi Jinping.

No início de maio, os resultados do censo realizado em 2020 revelaram um envelhecimento mais rápido que o esperado da população chinesa.

No ano passado, marcado pela epidemia de covid-19, o número de nascimentos no país caiu a 12 milhões, contra 14,65 milhões em 2019.

A taxa de natalidade em 2019 (10,48 por 1.000) já estava no menor nível desde a fundação da China comunista em 1949.

Depois de mais de três décadas da “política do filho único”, a China flexibilizou as regras em 2016 e permitiu o segundo filho.

Mas a nova política não foi suficiente para estimular a taxa de natalidade em queda livre por vários motivos, incluindo a redução dos casamentos, o aumento do custo da moradia e da educação e, também, a decisão das mulheres de adiar os planos de gravidez para privilegiar a carreira profissional.

No outro extremo da pirâmide, a China tinha mais de 264 milhões de pessoas com mais 60 anos em 2020.

O grupo de pessoas com mais de 60 anos constitui agora 18,7% do total da população, um aumento de 5,44 pontos percentuais na comparação com o censo de 2010.

Do outro lado, a população em idade ativa (15 a 59 anos) representa 63,35% do total, uma queda de 6,79 pontos na comparação com a década anterior.

Em março, o Parlamento aprovou um plano para aumentar gradualmente a idade de aposentadoria durante os próximos cinco anos, o que desagradou grande parte da população.

Fonte: R7
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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: MINISTRO RICARDO SALLES REBATE FALSAS NARRATIVAS DA “MÍDIA DO ÓDIO” DE OPOSITORES SOBRE O MEIO AMBIENTE NO PAÍS

Se diz ambientalista, mas o Acre, da Marina Silva, tem o segundo pior saneamento do Brasil”, dispara Salles

Fotomontagem

O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em entrevista ao programa “Pingos nos Is”, desta segunda-feira (17), comentou sobre a questão dos lixões que existem em mais de 3 mil municípios brasileiros.

Salles afirma que o grande problema ambiental do Brasil são os resíduos das cidades. E, desde o início da atual gestão, já foram fechados 600 lixões no país.

“Tínhamos mais de três mil municípios no Brasil com lixões, ao invés de ter aterro e destinação adequada. Isso é vontade política, investimento, estratégia. Ajudamos os municípios a estruturar, equipamentos de coleta seletiva, de triagem, as cooperativas de reciclagem e também o destino final. Os aterros são algo necessário. Nós não temos ainda o aproveitamento energético. Então, os aterros passam a ser a destinação mais adequada dentro dos possíveis”, explicou.

Atento à evolução tecnológica e o meio ambiente urbano, o ministro falou:

“Ajudamos os municípios, demos os recursos, demos os equipamentos e, pela primeira vez na história, o número de lixões no Brasil caiu, substancialmente, 20% em relação ao que era no início do Governo (Bolsonaro). Algo que vinha crescendo há décadas no país em razão do descaso, falta de interesse”, garantiu.

Sobre a poluição do ar, Salles disse:

“O ar só não é pior no Brasil, nos grandes conglomerados, graças ao Etanol, que é o nosso combustível exemplo pro resto do planeta, combustível renovável. Se não tivéssemos o Etanol como fonte importante de combustível pros nossos veículos, as cidades seriam ainda mais poluídas em razão da queima dos combustíveis fósseis: gasolina e óleo diesel”, esclareceu.

Salles comentou sobre o desmatamento no país.

“A nossa defesa é a de que precisa fazer a regularização fundiária pra melhorar o problema do desmatamento ilegal na Amazônia. Precisa ter o pagamento pelos serviços ambientais. Precisa ter o zoneamento ecológico. Precisa colocar ‘de pé’ a bioeconomia pra além das ações de comando e controle”, informou, acrescentando que o estado do Pará concentra mais de 40% do desmatamento no Brasil.

O ministro rebateu as falsas narrativas da “mídia do ódio” e de opositores sobre o meio ambiente no país e disse que o Governo Bolsonaro procurar participar de eventos internacionais para dirimir as dúvidas “face a face”.

“É uma vergonha, né? Esse pessoal que se diz ambientalista e sentaram na cadeira de ministro do Meio Ambiente por 20 anos, não cuidaram do saneamento e do lixo. Basta dizer que o estado do Acre, da Marina Silva, tem o segundo pior saneamento do Brasil”, finalizou.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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PROPOSTA DE REFORMA TRIBUTÁRIA NA COLÔMBIA FOI O STOPIM PARA AS MANIFESTAÇÕES NO PAÍS

Colômbia: entenda o que está por trás das manifestações no país

Reforma tributária cancelada pelo governo e desigualdades sociais históricas estão entre os fatores que estão levando pessoas às ruas

INTERNACIONAL

 João Melo, Do R7*

A reforma tributária foi estopim para as manifestações na Colômbia

GABRIEL BOUYS / AFP

No último dia 15 de abril, o governo da Colômbia apresentou uma proposta de reforma tributária. Sob o pretexto de ‘salvar’ a economia do país dos efeitos de uma crise histórica, intensificados pela pandemia do coronavírus, o projeto colocava boa parte do sacrifício nas costas dos mais pobres. A população se revoltou e há manifestações nas ruas há 3 semanas, pioradas pela repressão policial que já deixou pelo menos 50 mortos.

A reforma, chamada de Lei de Solidariedade Sustentável, visava aumentar a arrecadação de impostos através do aumento do número de contribuintes. Para que isso fosse possível, o governo de Ivan Duque propôs abaixar o teto do imposto de renda e aumentar os impostos referentes a serviços básicos e ao IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado).

De acordo com Renata Peixoto de Oliveira, doutora em Ciência Política pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e docente da Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), a reforma propunha que o IVA incidisse sobre serviços básicos da sociedade colombiana, como energia elétrica e gás, o que afetaria bastante a vida das classes mais populares do país.

“A população mais carente seria afetada porque haveria a taxação de produtos que para elas são essenciais. Logo, taxar esses serviços e aumentar a proporção de contribuintes com ainda mais tributos afeta diretamente quem já não tem dinheiro para suas necessidades básicas”, destacou a especialista.

Outras razões dos protestos

Após a população ir às ruas e protestar incisivamente contra a reforma tributária, o governo do país decidiu, no dia 2 de maio, retirá-la da pauta do Congresso colombiano. Mas essa decisão não foi o suficiente para fazer com que os manifestantes deixassem de protestar.

Isso porque, segundo a professora da Unila, a proposição de uma reforma tributária no momento em que a população mais precisa de auxílio por conta da crise econômica causada pela pandemia foi o estopim, mas trouxe à tona um longo cenário de desigualdades que assolam a Colômbia há décadas.

“Como as pessoas já estavam nas ruas protestando e se mobilizando, foram reacendidas outras insatisfações. Por conta disso, não podemos ver essas manifestações como reações momentâneas e pontuais, mas sim como um desgaste de um modelo econômico neoliberal em vigor desde a década de 80”, afirmou Renata.

A cientista política completa ressaltando que os processos de privatização oriundos deste sistema econômico fazem com que, até hoje, a população colombiana tenha dificuldades para acessar serviços públicos de saúde e educação, por exemplo.

As manifestações de grande magnitude que tomaram conta de países sul-americanos como Venezuela, Chile, Bolívia e Equador ao longo de 2019 também aconteceram na Colômbia, destaca a especialista, se estendendo até o primeiro semestre de 2020 e tendo como um dos principais atores os ex-guerrilheiros que participaram do processo de paz assinado em 2016 no país.

“Alguns ex-guerrilheiros que assinaram o tratado de paz estavam tentando se reintegrar à sociedade e tiveram de enfrentar os impactos econômicos da pandemia nos bairros mais carentes. Essas pessoas fizeram manifestações silenciosas colocando lenços vermelhos na janela, que sinalizavam que as pessoas daquela casa estavam pedindo ajuda por estarem passando fome. Como não foram atendidas pelo governo, as pessoas tiraram os lenços da janela e foram às ruas se manifestar e foram duramente reprimidas”, ressalta.

O acordo de paz também tem uma influência no aumento das tensões na Colômbia porque, de acordo com a professora, apenas as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) exerceram seus deveres e obrigações diante do que foi instituído nos documentos, fazendo a deposição de suas armas.

“O acordo não foi cumprido em sua totalidade pelo Estado colombiano. Por isso há um cenário alarmante em termos de violência política na Colômbia desde então, com centenas de líderes comunitários e políticos sendo assassinados no país, assim como ex-guerrilheiros, que além disso não conseguiram se reinserir na sociedade”, afirma.

Outro motivo que faz com que os protestos sigam acontecendo nas ruas colombianas diz respeito à população indígena do país que, para além das reivindicações pontuais que estão sendo feitas nas manifestações, também levam consigo insatisfações relacionadas a um histórico de desigualdades que assola essa parcela da população há muitos anos.

Segundo Renata Peixoto, a cultura extrativista na Colômbia afeta não somente a fauna e a flora do país, como também as pessoas que vivem nas regiões rurais. Logo, ela destaca que é natural que os indígenas pautem as suas questões anteriores junto com as demandas momentâneas que estão sendo colocadas nos protestos. “Se essa crise afeta as populações urbanas pobres e de classe média, então imagina o que os povos originários estão passando?”

Militarização das ruas e próximos passos

A hostilidade policial em relação às pessoas que estão reivindicando as suas pautas sociais e econômicas também vem chamando a atenção nas manifestações. Entidades colombianas afirmam que esta repressão é reflexo da militarização das ruas do país.

De acordo com o Comitê Nacional do Desemprego, que une diversas entidades que apoiam o movimento, além das pelo menos 50 pessoas que já morreram em meio às mobilizações, outras 578 ficaram feridas (37 devido a lesões oculares), 524 desapareceram e 21 mulheres sofreram violência sexual. O Ministério da Defesa registrou a morte de um militar.

“Essa militarização das ruas, com forças policiais agindo de forma violenta contra cidadãos e cidadãs que estão se manifestando foi um elemento propulsor para que os protestos continuassem, para que mais pessoas aderissem, e também para chamar a atenção da comunidade internacional com pessoas mortas, desaparecidas e até denúncias de abusos sexuais”, ressalta a especialista.

Ela acrescenta que as pessoas às vezes levam outras pautas a serem reivindicadas durante as passeatas, mas que, a partir do momento que acontece a violência policial, este assunto também passa a ser levantado por quem está presente nas manifestações.

Em relação aos próximos passos a serem dados pelo governo de Ivan Duque, Renata afirma que o caminho mais indicado a ser seguido é o de recuar. “Como passar uma reforma tributária como essa neste momento de crise? O caminho seria perceber que não existe campo para isso e atender as reivindicações.”

“O mais acertado seria entender que não existe apoio e nem campo para fazer uma manobra que avance que aprofunde-se no modelo neoliberal cobrando isso da população mais pobre do país”, completa.

Fonte: R7

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DOMINGO NO CHILE FOI O SEGUNDO DIA DE VOTAÇÃO PARA ELEGER OS 155 CIDADÃOS QUE IRÃO REDIGIR A NOVA CONSTITUIÇÃO DO PAÍS

Chile espera alta participação no segundo dia de eleições

Mais de três milhões de chilenos, cerca de 20,5% do eleitorado, votaram no primeiro dia do pleito

INTERNACIONAL

 Da EFE

ATUALIZADO EM 16/05/2021 – 15H03

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RODRIGO ARANGUA / AFP – 16.05.2021

Depois de passar a noite sob custódia, as urnas foram reabertas neste domingo (16), no segundo dia de votação no Chile, para eleger os 155 cidadãos que vão redigir uma nova Constituição em substituição da atual, promulgada durante a ditadura, em dia em que se espera uma grande participação dos eleitores.

Mais de três milhões de chilenos, cerca de 20,5% do eleitorado, votaram ontem no primeiro dia das eleições consideradas as mais importantes desde o plebiscito de 1988 que pôs fim à ditadura de Augusto Pinochet.

“Os mais de 23 mil membros das Forças Armadas cumpriram integralmente a custódia dos votos durante a noite nas 2.731 seções eleitorais do país, sem relatar incidentes”, disse o ministro da Defesa, Blado Prokurica.

As eleições, que deveriam ser realizadas em abril mas foram adiadas devido à pandemia, estão acontecendo em dois dias para evitar aglomerações — algo incomum no Chile — e os eleitores também vão votar em autoridades locais e governadores regionais, que até então eram nomeados pelo governo.

O DESAFIO DA PARTICIPAÇÃO

Segundo os especialistas, o número de participação ontem foi “potencialmente animador” se levarmos em conta que as eleições municipais de 2016 registraram uma participação de 35% e que os domingos são os dias por excelência de votação, embora desta vez as urnas fechem às 18h (horário local, 19h de Brasília).

Os constituintes são fruto do histórico plebiscito de outubro do ano passado, em que 80% dos chilenos decidiram enterrar a atual Carta Magna, herdada do regime militar de Augusto Pinochet e foco de críticas durante os protestos do final de 2019.

No referendo, votaram 50,9% dos cadernos eleitorais, o que representa a maior participação desde que a votação se tornou voluntária no Chile em 2012, e o número total de votantes nessas eleições é estimado em cerca de metade dos 14,9 milhões de eleitores.

Para a pesquisadora principal do Centro de Estudos de Conflitos e Coesão Social (COES), Emmanuelle Barozet, a abstenção será marcada principalmente pela pandemia, em um país que soma mais de 1,2 milhão de casos e quase 30 mil mortos em decorrência da Covid-19.

Em outubro — disse Barozet à Efe — muitos idosos ficaram em casa por medo do contágio, mas agora estão vacinados e, por serem os mais participativos, “podemos esperar números elevados”.

A convenção terá 17 cadeiras reservadas aos povos indígenas e será igualitária, algo inédito no mundo e que em poucos meses fará do Chile o primeiro país a ter uma Carta Magna escrita igualmente por homens e mulheres.

A nova Constituição deve ser concluída no prazo de nove meses, prorrogável apenas uma vez por mais três meses, e em 2022 deve ser aprovada ou rejeitada em referendo com voto obrigatório.

Fonte: R7

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ESPAÇONAVE CHINESA POUSA COM SUCESSO NA SUPERFÍCIE DE MARTE

China conclui pouso histórico de nave espacial em Marte

País asiático se tornou a segunda nação, depois dos Estados Unidos, a pousar na superfície do planeta vermelho

Espaçonave pousou em um local em uma vasta planície conhecida como Utopia Planitia

PIXABAY

Uma espaçonave chinesa pousou com sucesso na superfície de Marte neste sábado (15), informou a agência de notícias estatal Xinhua, tornando a China a segunda nação, depois dos Estados Unidos, a pousar no planeta vermelho.

A nave espacial Tianwen-1 pousou em um local em uma vasta planície conhecida como Utopia Planitia, “deixando uma pegada chinesa em Marte pela primeira vez”, afirmou a Xinhua

O presidente chinês Xi Jinping emitiu uma mensagem de parabéns a todas as pessoas envolvidas na missão.

“Você foi corajoso o suficiente para o desafio, buscou a excelência e colocou nosso país nas posições avançadas da exploração planetária”, disse. “Sua notável conquista ficará para sempre gravada nas memórias da pátria e do povo”, acrescentou.

A nave deixou sua órbita estacionada por volta das 14h de sexta-feira (1h, horário de Pequim, no sábado). O módulo de pouso se separou do orbitador três horas depois e entrou na atmosfera marciana, disse o jornal oficial China Space News.

Fonte: R7

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GOVERNO DE PORTUGAL SUSPENDE PROIBIÇÃO DE VIAGENS NÃO ESSENCIAIS DE TURISTAS BRITÂNICOS PARA O PAÍS

Portugal autoriza chegada de turistas britânicos a partir do dia 17

Eliminação desta restrição permitirá que os torcedores ingleses viajem ao Porto para assistir a final da Liga dos Campeões

INTERNACIONAL

Da AFP

Nova medida começará a valer na segunda-feira (17)

HECTOR RETAMAL / AFP

Os turistas britânicos poderão viajar para Portugal a partir de segunda-feira (17), depois que o governo decidiu nesta sexta (14) eliminar a proibição de viagens “não essenciais” imposta em janeiro deste ano.

Tomada pelo Ministério das Relações Exteriores e comunicada pela agência de promoção do turismo, a decisão surge depois de o Reino Unido ter incluído Portugal na sua “lista verde”. Nela, estão países e territórios para os quais seus cidadãos podem viajar sem terem de cumprir quarentena na volta.

O levantamento das restrições também permitirá que os torcedores ingleses viajem para o Porto (norte), em 29 de maio, para assistir à final da Liga dos Campeões. A partida será disputada pelo Chelsea e pelo Manchester City.

Na quinta-feira, a Uefa decidiu mudar o local do jogo, inicialmente marcado para Istambul, devido às fortes restrições às viagens entre o Reino Unido e a Turquia.

Espera-se a chegada de cerca de 12 mil torcedores à cidade portuguesa.

Ainda assim, todos os viajantes procedentes do Reino Unido terão de apresentar um teste PCR negativo para covid-19 feito em menos de 72 horas.

Diante do grande aumento dos casos registrados pelo Reino Unido em janeiro, favorecido pelo surgimento de novas variantes, Portugal decidiu suspender os voos com aquele país.

Esta suspensão foi levantada em 16 de abril, embora apenas para viagens consideradas “essenciais”.

Depois de seis meses de estado de emergência sanitária e de ter ocupado, durante várias semanas no último inverno (verão no Brasil), os primeiros lugares em número de casos de covid-19, proporcionalmente à sua população, Portugal iniciou em 1º de maio a última fase de seu desconfinamento gradual. Até o momento, não houve nenhuma alta em número de casos da pandemia neste país de 10 milhões de habitantes.

Fonte: R7
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GOVERNO DO PERU DESCARTOU A EXISTÊNCIA DE UM MERCADO ILEGAL DE VACINAS CONTRA COVID-19 NO PAÍS

Peru descarta existência de mercado ilegal de vacinas

Investigação começou após vídeos circularem nas redes sociais mostrando seringas que seriam usadas em idosos vazias

INTERNACIONAL

Peru descarta existência de mercado ilegal de vacinas contra covid

PIXABAY

O governo do Peru descartou nesta sexta-feira (14) a existência de um mercado ilegal de vacinas contra a covid-19 no país e descreveu os casos de idosos cuja imunização foi simulada com seringas vazias como acontecimentos “isolados”.

“Não há sinal de mercado negro, as vacinas estão sob proteção policial”, disse o vice-ministro de Saúde Pública, Gustavo Rosell, ao anunciar as conclusões de uma rápida investigação de seu ministério.

Durante uma coletiva de imprensa, ele ressaltou: “É muito, muito difícil as nossas vacinas chegarem ao mercado negro, não temos nenhuma perda até ao momento”.

“Não há vínculo entre as pessoas envolvidas nas três denúncias [investigadas], são casos isolados”, afirmou Rosell.

A investigação começou em 11 de maio, após a divulgação de vídeos nas redes sociais que mostravam que seringas que seriam usadas para aplicar o imunizante a idosos estavam vazias.

Os três enfermeiros investigadas alegaram às autoridades que o ocorrido se deve a “erro humano, por distração”, segundo o relatório. Os casos aconteceram nos dias 1º e 30 de abril e 9 de maio, em diferentes postos de vacinação da capital.

“Esta foi uma clara violação do protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde com um rigor que vimos em todos os lugares”, disse o presidente interino do Peru, Francisco Sagasti, ao comentar o caso na terça-feira.

As denúncias desencadearam versões sobre um possível mercado clandestino de vacinas com a participação de profissionais de saúde.

Segundo dados oficiais, o Peru já vacinou 2,2 milhões de pessoas com a primeira dose e 732 mil já receberam as duas necessárias, o que corresponde a 2,3% da população.

A campanha, que usa as vacinas dos laboratórios Sinopharm, Pfizer e AstraZeneca, começou em 9 de fevereiro com profissionais da linha de frente e, em 8 de março, teve início a vacinação dos idosos.

Mas o processo avança lentamente devido à escassez de doses e centros de vacinação. Atualmente os maiores de 70 anos estão sendo imunizados.

O Peru tem 33 milhões de habitantes e acumula mais de 65 mil mortes e 1,8 milhão de infecções por covid-19 nos 14 meses da pandemia.

Fonte: R7
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LEI QUE REDUZ JORNADA DE TRABALHO DE PAIS COM FILHOS AUTISTAS FOI SANCIONADA PELO PREFEITO DE CAICÓ

Prefeito de Caicó sanciona lei que reduz carga horária para pais de filhos autista

O prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, entregou na manhã desta quinta-feira (13), ao presidente do Grupo Corujas do Seridó (que atua na defesa dos interesses de pais de crianças com Síndrome do Espectro Altista – TEA), José Alves, a cópia da LEI Nº 5.321, DE 12 DE MAIO DE 2021, já sancionada, que concede ao servidor público municipal, tutor, curador ou responsável por uma pessoa com deficiência, o direito à redução da jornada de trabalho remunerada.

“Essa era uma reivindicação antiga e a Lei não podia ser de iniciativa da Câmara Municipal de Vereadores, como inicialmente ocorreu. Então, na gestão passada, o assunto ficou travado. Agora, nós recebemos o vereador Thales Rangel e uma comissão de pais de crianças com autismo e vimos que era uma coisa necessária. Isso é uma conquista de todos”, disse o prefeito Dr. Tadeu.

Na busca por oferecer um melhor atendimento para crianças com autismo e outros tipos de deficiência, Dr. Tadeu ainda confirmou que está trabalhando para que o Centro de Reabilitação – CER, tenha um olhar ainda mais diferenciado para essas crianças.

Fonte: Política em Foco

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NOS EUA ADOLESCENTES ENTRE 12 E 15 ANOS COMEÇAM A SER VACINADOS

Vacinação para adolescentes entre 12 e 15 anos começa nos EUA

Em diversos estados norte-americanos, pais e filhos mostraram alívio e alegria com a imunização dos mais jovens

INTERNACIONAL

Da AFP

Adolescente de 13 anos recebe vacina contra covid em centro de imunização na Virgínia

ANDREW CABALLERO REYNOLDS / EFE – 13.5.2021

Harrison Hunger, de 14 anos, recebeu sua vacina contra a covid-19, nesta quinta-feira (13), em uma clínica de Bloomfield Hills, no estado de Michigan, e agora só pensa em comer donuts

Questionado sobre qual será a primeira coisa que fará após a vacinação, não hesita: “Provavelmente irei ao Krispy Kreme, porque estão oferecendo donuts de graça para quem tem um destes”, responde ao mostrar o cartão de vacinação.

campanha de imunização de 17 milhões de adolescentes entre 12 e 15 anos começou com força nesta quinta-feira após a extensão da autorização da vacina Pfizer/BioNTech para essa faixa etária, parte da estratégia do presidente Joe Biden de tentar alcançar a imunidade de rebanho no país.

Em todo o país, jovens fizeram fila com seus pais em centros de vacinação, cerca de 15.000 farmácias e clínicas pediátricas, ansiosos para retornar a alguma normalidade pré-pandêmica.

“Isso vai me ajudar a sair mais”, afirmou Daniel Fox, de 13 anos, um dos primeiros na porta do Javits Center, em Nova York, centro de convenções que virou local de vacinação.

“Se encontrar online para jogar é muito divertido, mas também é divertido nos vermos pessoalmente de vez em quando”, completou.

Harrison, por sua vez, planeja viajar para o Alasca com sua família duas semanas após receber a segunda dose.

“Segura” e “eficaz”

“A vacina para jovens de 12 a 15 anos é segura, eficaz, prática, rápida e gratuita”, garantiu Biden na quarta-feira.

Os gêmeos de 14 anos, Anaya e Jay Tsai, também receberam sua primeira dose em Nova York.

“Há muito tempo que espero por este dia. É extremamente importante”, comemorou a mãe, Purva Tsai, de 47 anos.

“Espero que isso signifique que as coisas voltem ao normal para os meninos e que eles possam socializar com os amigos”, acrescentou.

 

Não havia muitas pessoas no posto de vacinação montado no Walter E. Washington Convention Center, na capital americana.

Kandall Frederick, de 15 anos, chegou cedo com sua mãe de carro, antes de entrar na escola.

“Eu estava emocionada”, admitiu a jovem. “Eu fui a última na família a ser vacinada, então agora estaremos todos seguros e podemos sair e fazer as coisas com mais liberdade”.

“É melhor prevenir do que remediar”, estimou Maya, de 15 anos. Sua mãe, Amy, diz estar “encantada” com a vacinação permitida pelas autoridades sanitárias. “Queremos que seja seguro e contribua o máximo possível para a imunidade coletiva”.

Uma pesquisa da Kaiser Family Foundation, que entrevistou pais de adolescentes em abril, revelou que três em cada dez queriam que seus filhos fossem vacinados imediatamente, um quarto vai esperar para ver como funciona, um quinto vai vacinar apenas se a escola pedir e o resto é contra a vacinação.

A vacina para adolescentes é a mesma que para adultos, incluindo o número de doses.

Os adolescentes são menos vulneráveis à covid do que as pessoas mais velhas, e a principal razão para vaciná-los é diminuir a transmissão.

Mas casos extremamente raros da covid ainda podem ocorrer entre adolescentes e crianças, bem como uma complicação pós-viral conhecida como síndrome inflamatória multissistêmica.

O que o nova-iorquino Theo Bernstein, que fez 12 anos há poucos dias, mais deseja é “voltar para a escola cinco dias por semana”, em vez dos dois atuais. Sua mãe, Daphna Straus, diz que está disposta a fazer “o que for preciso para deixar os professores mais confortáveis e voltarem a ensinar pessoalmente”.

Charles Muro, de 13 anos, que escreve para o jornal de sua escola em Hartford, Connecticut, diz que está “aliviado” após receber a vacina e quer promover a imunização entre seus amigos.

A vacina “é o futuro: se querem poder ir à pizzaria no domingo à noite, é assim que podemos voltar à normalidade”, lembrou.

A Academia Americana de Pediatria disse esta semana que a autorização da vacina da Pfizer é uma ferramenta importante para que mais escolas voltem às aulas presenciais em setembro, quando o novo ano letivo começa.

Fonte: R7
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GOVERNO DOS EUA ESTÁ EM CONTATO COM PRESIDENTE DO BRASIL PARA FORNECER AJUDA À HOSPITAIS DO PAÍS

Casa Branca trabalha com governo brasileiro para auxiliar hospitais

Medida está sendo tomada por conta da aceleração da pandemia no Brasil e vai girar em torno de R$ 108 milhões

INTERNACIONAL

por Agência Estado

Auxílio vai girar em torno de R$ 108 milhões, segundo a porta-voz da Casa Branca

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou nesta terça-feira (4), que o governo dos Estados Unidos está em contato com o Brasil para fornecer ajuda a hospitais diante da aceleração da  pandemia no país.

Durante uma coletiva de imprensa, a assessora informou que o auxílio deve ficar em torno de US$ 20 milhões (cerca de R$ 108 milhões na cotação atual) em medicamentos usados para a intubação de pacientes.

Segundo Jen Psaki, as negociações envolvem a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) e ainda não estão finalizadas.

Recentemente, a Casa Branca anunciou que ajudaria no combate à crise sanitária na Índia, que tem registrado recordes de casos e mortes por covid-19.

Durante a coletiva de imprensa, a porta-voz informou que a ajuda enviada pela Casa Branca à Índia inclui 1.500 cilindros de oxigênio, 550 concentradores de oxigênio e uma unidade de geração de oxigênio em grande escala.

Ao ser questionada se uma parte dos estoques da vacina da AstraZeneca que serão doados pelos EUA irão para o Brasil, Psaki se limitou a responder que há “uma gama de solicitações” do mundo inteiro pelos imunizantes.

Fonte: R7
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