COMPROMISSOS DO PRESIDENTE :EM CLIMA DE CELEBRAÇÃO BOLSONARO COMEMOROU OS RESULTADOS POSITIVOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL E RESSALTOU A RELIGIOSIDADE DO POVO BRASILEIRO

Como é bom estar à frente de uma nação que é mais de 90% cristã”

Jair BolsonaroJair Bolsonaro

Em clima de celebração, o presidente Jair Bolsonaro aproveitou, esta terça-feira (12), para comemorar os resultados positivos da Caixa Econômica Federal (CEF). Ele pontuou as medidas do seu governo no evento em comemoração aos 160 anos do banco público, no Palácio do Planalto.

Em seu discurso, Bolsonaro ressaltou a religiosidade dos membros integrantes do governo e exaltou a atuação de ministros, da Caixa e também da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

“Como é bom estar à frente de uma nação que mais de 90% do povo é cristão. O Estado é laico, mas seu presidente e seu ministério são cristãos. Quem diria, temos ministros, terrivelmente, católicos e três pastores entre nós”, declarou o presidente.

Enaltecendo a religião, Bolsonaro saiu em defesa da liberdade do povo brasileiro.

“A liberdade não tem preço. Quem vai mudar o Brasil não será um homem ou uma mulher, mas todos nós. Estamos aqui porque acreditamos em Deus”, afirmou.

Durante o evento, o chefe do Executivo elogiou o trabalho desempenhado pela Caixa e atribuiu ao presidente do banco, Pedro Guimarães, e à primeira-dama, a contratação de pessoas com deficiência, como ação de inclusão do governo.

“Também, senhora primeira-dama, você participou e você sabe o seu poder no governo. Em grande parte (devemos) a você e ao Pedro (Guimarães) a contração de três mil pessoas com deficiência. Isso era discurso no passado”, garantiu.

Jair Bolsonaro ressaltou que o governo se antecipou às demandas do setor em seu primeiro ano de gestão, ao expor as atividades da instituição bancária para lotéricos e representantes da categoria.

“Apresentamos para vocês uma cesta de direitos e de benefícios. Muitos se surpreenderam porque, geralmente, só se é atendido no Brasil, quando se faz reivindicações. Nós nos antecipamos a problemas, buscamos soluções. Nós trabalhamos dessa forma”, comemorou.

A equipe econômica, liderada pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes e as ministras Tereza Cristina, da Agricultura, e Damares Alves, da Mulher, Família e Direitos Humanos também foram lembrados na ocasião.

Ao final da fala, Bolsonaro ainda mandou recado à imprensa brasileira em que afirmou que a mídia “nunca teve tanta liberdade” como no governo dele.

“Minha adorada imprensa, vocês nunca tiveram tanta liberdade como no nosso governo. Nunca se ouviu falar no meu governo de controle social da mídia ou democratização da mesma. Vocês têm liberdade demais, de sobra”, disse, em tom carinhoso, discordando das recentes censuras das mídias sociais a autoridades conservadoras.

“Elas não concorrem com vocês (imprensa), uma estimula a outra”, justificou.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: SAIBA O QUE É ESPIRITUALIDADE E A DIFERENÇA PARA RELIGIOSIDADE

O texto de hoje, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL é justamente sobre espiritualidade. Você vai saber o que é espiritualidade, o que é religiosidade e quais as diferenças. O fato é que a maioria das pessoas confundem uma com a outra e muitas vezes não sabem mesmo o que significa cada uma. Então, não perca essa oportunidade de esclarecer suas dúvidas e expandir sua consciência!

ESPIRITUALIDADE – O que é; qual a importância; e como desenvolvê-la. – Camila Schmidt

O que é espiritualidade?

Mensagem de 15 de Novembro de 2020

Talvez você já tenha ouvido falar de espiritualidade, mas não tem certeza do que é. Bem, é diferente da religião, e você pode praticá-la mesmo que não seja religioso. Descubra sobre diferentes tipos de espiritualidade e as razões pelas quais algumas pessoas decidem viver vidas espirituais.

Isto pode ajudar se:

Você está se perguntando o que significa espiritual
Você está curioso sobre os diferentes tipos de espiritualidade
Você quer saber como você pode ser espiritual, mas não religioso.
Garota lendo livro em uma biblioteca

O que é espiritualidade?

Espiritualidade é algo muito falado, mas muitas vezes mal compreendido. Muitas pessoas pensam que espiritualidade e religião são a mesma coisa, e por isso trazem suas crenças e preconceitos sobre religião para as discussões sobre espiritualidade. Embora todas as religiões enfatizem o espiritualismo como sendo parte da fé, você pode ser ‘espiritual’ sem ser religioso ou membro de uma religião organizada.

Qual é a diferença entre religião e espiritualidade?

Há algumas formas bastante claras de diferença entre religião e espiritualidade.

Religião: Este é um conjunto específico de crenças e práticas organizadas, geralmente compartilhadas por uma comunidade ou grupo.

Espiritualidade: Esta é mais uma prática individual, e tem a ver com ter um senso de paz e propósito. Também está relacionado ao processo de desenvolvimento de crenças em torno do sentido da vida e da conexão com os outros, sem nenhum valor espiritual definido.

Organizado vs. forma livre

Uma maneira de entender a relação entre espiritualidade e religião é imaginar um jogo de futebol. As regras, árbitros, outros jogadores e as marcas de campo ajudam a guiá-lo enquanto joga o jogo de uma forma semelhante à que a religião pode guiá-lo a encontrar sua espiritualidade.

Chutar a bola em um parque, sem ter que jogar no campo ou com todas as regras e regulamentos, também pode lhe dar realização e diversão e ainda expressar a essência do jogo, semelhante à espiritualidade na vida.

Você pode fazer um ou ambos

Você pode identificar como sendo qualquer combinação de religioso e espiritual, mas ser religioso não o torna automaticamente espiritual, ou vice versa.

Por que as pessoas praticam a espiritualidade?

A vida pode ser cheia de altos e baixos, de bons e maus momentos. Muitas pessoas veem a espiritualidade como uma ótima maneira de buscar conforto e paz em suas vidas. Muitas vezes ela pode ser praticada ao lado de coisas como a Yoga, que finalmente se concentra no alívio do estresse e na liberação da emoção.

Espiritualidade é uma forma de ganhar perspectiva

A espiritualidade reconhece que seu papel na vida tem um valor maior do que o que você faz todos os dias. Ela pode aliviá-lo da dependência de coisas materiais e ajudá-lo a compreender o propósito maior de sua vida. A espiritualidade também pode ser usada como uma forma de lidar com as mudanças ou incertezas.

Fonte: https://eraoflight.com/
Rafaella Dourado e Marco Iorio Júnior — Tradutora e Editor exclusivos do Trabalhadores da Luz

Fonte: Trabalhadores da Luz

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FILOSOFIA: A RELIGIOSIDADE IMPOSTA MOLDOU NOSSOS PADRÕES, TRANSFORMANDO-NOS EM ZUMBIS ITINERANTES

Na nossa coluna FILOSOFIA desta sexta-feira temos um REFLEXÃO muito importante a fazer sobre RELIGIOSIDADE X ESPIRITUALIDADE, que o escritor Vander Luiz Rocha faz com muita maestria, quando questiona por que, e para que existo? Poucos fazem, preferem cumprir deveres religiosos ou deixar esse assunto de lado. Então essa é uma excelente oportunidade de você refletir sobre isso. Então lhe convido a ler o texto completo a seguir para entender que é fundamenta deixar a mente livre e aberta ao conhecimento, além d nosso tempo!

Além do nosso tempo

Vander Luiz Rocha

Escrito por Vander Luiz Rocha

Pessoa sentada em um banco de madeira, em frente ao mar, em um dia nublado.

A religiosidade é imposta em nosso subconsciente desde que nascemos e é alicerçada pelos costumes da sociedade. Tal prática moldou em nós padrões para explicar a nossa existência terrena, transformando-nos em zumbis itinerantes num planeta desconhecido.

Somada a essa religiosidade, com o passar dos dias, no afoitamento do cumprimento das obrigações, bombardeados pela publicidade que nos impele ao consumismo, impulsionados pelo dever a cumprir, exigido pelos compromissos financeiros, necessitados de nos mantermos atuais… Nos debilitamos.

Nesse processo nos é oferecido um deus à imagem e semelhança humana, tal como os reis medievais, e tão vaidoso que precisa ser louvado. Crer nesse deus mito é bom, já que ele tudo pode, cria e mata, faz e acontece, etc., limitando a grandeza espiritual a vistosos espetáculos.

Tenha fé nele, que tudo dará certo, e os devotos o procuram nos templos, como os negociadores na busca de comércio.

Iludidos pela teoria do menor esforço, contam com o destaque pessoal perante a sociedade, permanecendo distantes do trabalho que edifica por não se dedicarem ao serviço interior.

Assim moldados a pensar e a agir, não refletimos com a necessária cautela e ponderação sobre nós e deixamos de viver, permanecendo escravos de conceitos, gaiolas que nos impedem de voar. É fundamental ter a mente livre.

Pensar sobre si, perguntar: por que, e para que existo? Poucos fazem, preferem cumprir deveres religiosos ou deixar esse assunto de lado.

Qualquer que seja o ensinamento para o bem, há de ser entendido tal como é, assimilado como expresso, levando-os ao uso habitual, nunca interpretados. Entendamos que os interpretadores imprimem a eles características de suas concepções individuais, impregnando-os com suas inclinações e estados psíquicos, trazem-nos segundo seu entender, assim ensinam

Ninguém, depois do sepulcro, gozará de um descanso a que não tenha feito jus, tampouco o nada vem após o fenecimento corpóreo, o corpo morre, nós continuamos.

Havemos de viver no exercício do aprendizado espiritual e não só para o material, que há de ser entendido como tonificante necessário para o viver corpóreo. Há de haver equilíbrio entre ambos.

Na parte IV do seu livro “República”, Platão concebe o homem como corpo e alma. Enquanto o corpo modifica-se e envelhece, a alma é imutável, eterna e divina.

Construímos o nosso mundo exterior à semelhança do nosso mundo interior. Ter na evolução interior o tempero do espírito fará com que tenhamos a satisfação do viver, pois haverá sabor no que fazemos, tocamos ou pensamos.

O ser humano que perdeu ou não adquiriu a consciência da espiritualidade não conseguirá evoluir. Poderá crescer materialmente, mas não alcançará a plenitude do sabor da vida, porquanto se ilude pela compra de alegrias.

Ainda sobre Platão, ele afirma que “não podemos ser felizes quando somos dominados pela concupiscência e pela cólera, isso porque as paixões sempre nos conduzem por caminhos perigosos e contraditórios e fazem com que os desejos e os impulsos violentos de nosso corpo tirem nosso bom senso”.

O risco de nos corrompermos é contínuo, a etiqueta social nos remete a um conjunto de regras não escritas que determinam o comportamento humano em sociedade, quem não se comportar dentro dessa norma é censurado, marginalizado.

Por querer estar moderno, há quem acompanha a moda, por mais corrupta que ela seja. Também, hoje em dia, a consciência própria é quase sempre desvirtuada pelo martelar contínuo de proclames, que criam e descriam necessidades. Sem dúvida, somos conduzidos pela mídia a nos comportarmos desse jeito, a nos vestirmos como desejam e a nos alimentarmos do que ofertam. Quem se deixar levar por esse vendaval será rebocado pelos interesses econômicos, materializando-se sempre mais.

Não é dito aqui que nos tornemos retrógrados, absolutamente. Se a roupa mostrada na televisão nos agrada, por que não vesti-la? O que não podemos é perder a nossa individualidade, não corromper a consciência, e, principalmente, não se dedicar ao volátil.

O equilíbrio interior, em espírito, é o que nos leva a ser melhor, a ser feliz. Só evoluímos se formos capazes de dominar nossos sentimentos pela razão.

Conduzamo-nos em espírito pelo saber, sejamos melhores em nós para sermos melhores com os demais caminheiros, busquemos merecer a espiritualidade superior.

O comedimento, o equilíbrio, a seleção racional, e, principalmente, saber sobre si como ser universal parece-me ser um bom começo.

Serenidade, equilíbrio.

Fonte: eusemfronteiras.com.br

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FILOSOFIA: POR QUE ME TORNEI ATEU?

Nesta edição da coluna FILOSOFIA você vai saber porque Leandro Karnal se tornou ateu. Um depoimento muito interessante, com a experiência de vida religiosa e conhecimento do filósofo sobre religião e espiritualidade que levaram-no a se tornar ateu. Vale a pena assistir, refletir e fazer seu juízo de valor!

Fonte:

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: EXISTE UM ABISMO ENORME ENTRE ESPIRITUALIDADE E RELIGIOSIDADE

Na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL desta quinta-feira temos um tema importantíssimo para REFLEXÃO. A maioria das pessoas costuma confundir RELIGIOSIDADE com ESPIRITUALIDADE, que são coisas bem diferentes e não podem ser confundidas para que possamos evoluir na nossa jornada espiritual. Então lhe convido a ler o artigo completo a seguir que ressalta as diferenças entre espiritualidade e religiosidade e assim você parar de patinar e dar um salto quântico no seu DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL.   

Diferença entre espiritualidade e religiosidade

Pessoa com a mão aberta em direção ao céu
Jeremy Perkins/Unsplash

Apesar de muitas e muitas pessoas colocarem religião e espiritualidade em par de igualdade, elas se enganam. A religiosidade tem como base uma religião. E religião consiste num conjunto de crenças e filosofias, tendo um superior como guia dos demais. Esse superior é uma pessoa dotada de certa autoridade para determinar as condutas corretas para cada um; ou seja, para determinar aquilo que se deve ou não fazer, quais são as crenças ideais, quais os rituais e em quê se deve crer. A religião nos apresenta dogmas, doutrinas e padrões para seguir. Somente seguindo as regras dessa específica religião haveria a possibilidade de desenvolvimento, crescimento, expansão na vida ou, ainda, alcance da salvação.

Podemos considerar a religiosidade como uma característica de um indivíduo: uma vez que ele tenha adotado dogmas, crenças e fundamentos de determinada religião, passa a segui-los de maneira quase “automática”.

Quando dizemos que “fulano” é religioso, isso quer dizer que ele é espiritualizado? Nem sempre. Existem sim pessoas religiosas e espiritualizadas ao mesmo tempo. Inclusive, algumas podem até encontrar sua espiritualidade por meio do caminho da religião escolhido. No entanto, uma pessoa pode cumprir todos os rituais religiosos, ir todos os dias à igreja, à missa, ao centro espírita… e ser altamente julgadora, critica, desonesta, maldosa, e por aí vai…

Pessoa sentada em um banco com as mãos voltadas para cima

Jeremy Yap/Unsplash

Uma pessoa que seja muito religiosa, sem de fato ter desenvolvido a sua espiritualidade, pode se tornar até mesmo fanática, considerando-se acima dos outros e tornando-se intolerante com as diferenças. Algumas pessoas de religiões diferentes se odeiam, não se falam, se agridem e até se matam. Não é isso que vemos por aí nas notícias mundiais? Essas pessoas são como os fariseus na época de Jesus. Cristo os chamava de “hipócritas”, e dizia a eles que faziam belas orações e gritavam para que todos os ouvissem, mas o coração fedia mais do que um sepulcro caiado.

Nem sempre pessoas religiosas fazem reflexões profundas acerca dos ensinamentos de sua religião; nem sempre há uma ação prática benevolente; nem sempre há um verdadeiro conectar com o Divino; e nem sempre há uma transformação pessoal ou para com a vida dos outros.

A espiritualidade é algo diferente, que realmente produz transformações na vida do indivíduo, tornando-o um ser humano melhor. Ela vem de dentro de nós. É algo que flui do nosso ser e que nos traz uma conexão com a nossa essência, com o Universo e com o Criador de todas as coisas. A espiritualidade nos traz paz, harmonia e equilíbrio! Ela nos traz serenidade, nos ensina a respeitar aos outros e a tolerar as diferenças.

Pessoa com a mão esticada em direção ao sol e ao mar
Marc Olivier/Unsplash

A espiritualidade nos leva a enxergar o outro como igual a nós no que se refere aos aspectos humanos, ainda que tenha opções e escolhas diversas, mostrando que isso é perfeitamente normal, e que somente assim estaremos em conformidade com o Criador do Universo, pois ELE deu a cada um o livre-arbítrio.

Então, acredito eu, quanto mais espiritualizados estivermos, mais tolerantes, compassivos, menos julgadores e disputadores uns com os outros seremos. Não precisamos converter ninguém! Quando somos verdadeiramente espiritualizados, não precisamos trazer ninguém para o nosso lado, pois não vemos mais o outro como inadequado, errado, pecaminoso, incorreto! Só porque alguém escolheu uma religião ou opção de vida diferente da minha eu não tenho o direito de ofendê-lo, desrespeitá-lo ou de tentar convertê-lo.

A espiritualidade nos ensina que não existe uma crença correta ou uma incorreta. O fato de alguém não concordar com as minhas crenças não significa que esse alguém é indigno e, portanto, merecedor do fogo do inferno. Assim, eu passo a enxergar os outros como seres iguais a mim, com liberdade de escolhas.

Nós precisamos acordar! Muitas religiões são fruto de interesses próprios e manipulação. No passado foram cometidas inúmeras atrocidades em nome de Deus. Hoje ainda se vê isso acontecendo.

Eu acho que a frase “Quem não está do nosso lado está contra nós” só funciona para seres involuídos e que estão vivendo lá na época da Pré-História. São cérebros ainda reptilianos, que pensam que, para sobreviver, precisam aniquilar os diferentes, e isso não condiz com o desejo de Cristo, com a vontade de Deus, do Universo e do Criador de todas as coisas.

Vamos respeitar as diferenças, meu povo!

Herica Rodrigues
Escrito por Herica Rodrigues
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REFLEXÃO: O QUE PODEMOS TIRAR DE LIÇÃO EM CADA RELIGIÃO

Nesta terça-feira na nossa coluna REFLEXÃO vamos analisar o que podemos aprender com diferentes religiões, já que o que há em comum entre todas elas é a FÉ. A crença em algo, algum deus ou deuses. Invariavelmente todas elas pregam o amor entre os indivíduos, mas além disso, cada uma possui suas peculiaridades e têm algo a nos ensinar. Portanto lhe convido a conhecer a essência de cada uma delas, refletir fazer o seu aprendizado!

O que podemos aprender com diferentes religiões

A maioria das pessoas tem alguma fé. Não necessariamente seguem uma religião, mas acreditam em alguma coisa: destino, astrologia, forças cósmicas, entre outras. É a fé que traz algum tipo de conforto e segurança para uma pessoa, principalmente quando ela se sente desamparada. A crença, por outro lado, manifesta-se essencialmente por meio de uma religião. É possível acreditar na existência de um ou de vários deuses, e levar a vida seguindo aquilo que os livros sagrados, por exemplo, determinam como certo.

Entretanto, a crença e a fé não devem ser limitantes da realidade. Muitas pessoas passam a acreditar em algo e rejeitam a existência de quaisquer outras formas de pensamento ou de existência. É preciso compreender que existem inúmeras maneiras de ver e sentir o mundo, e que é necessário conviver em paz com todas elas.

Para que você possa aplicar esse conceito de harmonia, paz e compreensão na prática, vamos aprender o que cada religião pode nos ensinar. Não consideraremos a base da religião em si, mas os conceitos que podemos seguir, independentemente de qual seja a nossa crença. Faça este exercício! Sempre há o que aprender.

Imagem de três cruzes, referindo-se à ressureição de Jesus Cristo.

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

1) Cristianismo

O cristianismo é a religião com mais adeptos em todo o mundo. Isso se dá pelo fato de a Igreja Católica ter catequizado povos que estavam sendo explorados, aumentando a região de influência da religião. Embora pareça contraditório, impor o cristianismo para outras pessoas, anulando a religião delas, não faz parte do que prega essa religião.

O cristianismo traz uma mensagem sobre praticar o bem para as outras pessoas, amando-as como ama a si mesmo. Seguindo esse conceito, de espalhar amor para quem está a seu redor, teríamos uma sociedade mais igualitária, justa e respeitosa.

2) Islamismo

O islamismo é outra religião de muitos adeptos em todo o mundo. Quem a segue é considerado muçulmano, e deve viver toda a vida tendo como foco os princípios pregados por Alá, a figura sagrada desse povo. Ainda que existam diferenças no tratamento de homens e mulheres de acordo com o islamismo, a religião é mais do que isso.

“Maktub” é a expressão que significa “estava escrito”, e é o que diz para as pessoas muçulmanas que o destino delas já foi traçado. Assim, tanto o que acontece de bom ou de ruim pode trazer algum ensinamento no futuro. Tudo estava destinado a acontecer, e não podemos fugir desse destino. É uma boa forma de pensar quando estamos enfrentando um momento de muita dificuldade.

3) Hinduísmo

O hinduísmo funciona como um conjunto de cultos que teve origem na Índia. Diferentemente de qualquer outra religião, o hinduísmo abrange a diversidade de divindades e de pensamentos, sendo que os seguidores podem escolher com qual se identificam mais.

A crença em uma força cósmica formadora do Universo é uma característica do hinduísmo, mas a maior lição que podemos aprender com a religião é a de que existem múltiplas formas de pensar e todas elas são válidas. Crendo em uma ou em várias divindades, você ainda estará conectado(a) com algo maior, com o Universo.

Imagem de Buda em posição de meditação. Ao fundo temos um lago, uma árvore com copa bem frondosa e um lindo por do sol.
Imagem de Karin Henseler por Pixabay

4) Budismo

Confundido com uma filosofia, o budismo é uma religião que segue os princípios de Siddhartha Gautama, chamado de Buda. Monges budistas são conhecidos no mundo todo, por levarem a religião a um outro patamar: o da devoção completa. As pessoas que atingem esse estado de espírito passaram, inicialmente, por um processo que qualquer um pode reproduzir.

O budismo ensina a necessidade de se desapegar das coisas que são transitórias. Objetos, por exemplo, não são essenciais na vida de uma pessoa, muito menos fazer compras de bens não necessários todos os meses. O luxo, a ostentação e as riquezas não favorecem a evolução espiritual de uma pessoa, nem a conexão dela com o que existe de mais puro no mundo. O desapego é o segredo do budismo. Valorize o que realmente importa.

5) Judaísmo

O judaísmo é a primeira religião monoteísta da história. Antes dela, todos os povos acreditavam na existência de inúmeros deuses, que governavam elementos da natureza e emoções. A mudança que o judaísmo trouxe não anula a possibilidade de crer em múltiplas divindades.

O que podemos aprender com o judaísmo é o que a religião considera como maior pecado: a idolatria. Quando idolatramos uma pessoa ou um conceito, nos fechamos para outras possibilidades e nos recusamos a enxergar o ser idolatrado como alguém que pode ter cometido erros. É preciso estar com a mente sempre aberta.

6) Espiritismo

O espiritismo é a religião que mais cresce no mundo, e conquista adeptos a todo momento. Para fazer parte dela, não há qualquer ritual específico. Basta começar a frequentar os cultos e acreditar no que a religião prega.

Existe uma característica fundamental do espiritismo que pode ser aprendida e seguida por qualquer pessoa. A caridade é vista como uma atitude fundamental para a evolução da alma de uma pessoa. Mesmo que você não acredite na existência da alma, você ainda pode praticar caridade e espalhar o bem para outras pessoas.

Imagem de um ritual de Candomblé. Várias fitas coloridas e ao fundo mães e pais de santos.
Imagem de José Eugênio Costa jecosta por Pixabay

7) Candomblé

O candomblé é uma religião que foi criada por pessoas negras escravizadas, que trouxeram as crenças africanas para o Brasil, enquanto tentavam sobreviver. Por mais que a origem da religião tenha vindo de pessoas que viviam em péssimas condições, o candomblé pode surpreender.

É uma característica da religião a prática de festas e oferendas, com dança, música e batuques tipicamente africanos. É assim que quem crê nessa religião homenageia o deus e os orixás nos quais acreditam. Isso significa que a festa, a dança e a música podem transmitir sentimentos e emoções puras, sendo uma forma essencial de comunicação com o divino.

8) Umbanda

Diferentemente do candomblé, a umbanda é uma religião que une as crenças africanas às crenças europeias, que foram trazidas ao Brasil com os colonizadores. A união das duas formas de ver o mundo criou uma religião nova e que tem muito a ensinar.

Para a umbanda, as entidades que conduzem as pessoas não podem ser consideradas totalmente boas ou totalmente ruins. Cada uma delas age de acordo com uma intenção, que pode ser prejudicial ou benéfica. É importante pensar assim também sobre as pessoas, que não devem ser julgadas como boas ou ruins a partir de simples atitudes ou formas de pensar.

9) Wicca

Wicca é uma religião diferente de qualquer outra. Nesse caso, não há crença em uma divindade, sendo uma religião pagã. A fé se manifesta na Wicca por meio da conexão entre espiritualidade e natureza, sendo uma religião que prega o contato com a essência da vida na Terra.

O que podemos aprender com a Wicca é a possibilidade de explorar o que a natureza nos fornece de forma respeitosa e consciente. É preciso compreender cada elemento que vemos como parte de um todo, buscando aprender que tipos de energia a Lua, o Sol e o mar, por exemplo, podem nos transmitir.

Imagem em preto e branco de uma bíblia antiga aberta.
Imagem de Free-Photos por Pixabay

O amor deve prevalecer

Ainda que a liberdade de praticar qualquer religião seja garantida pela Constituição Federal do Brasil, o racismo e a intolerância religiosa continuam atacando as religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé.

De janeiro a novembro de 2018, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos recebeu 213 denúncias de ataques a religiões de matriz africana. Infelizmente, esse número cresce a cada ano. Em 2017, por exemplo, foram feitas 145 denúncias.

O ataque aos praticantes de candomblé e de umbanda representa a recusa da população em aceitar a presença da população negra no Brasil. Ainda acreditam que as pessoas negras existem para servir as pessoas brancas, e que devem pensar e agir como tais.

Por mais que o Brasil se declare como um Estado laico, os temas relacionados à religião, quando votados no Congresso, são definidos por uma maioria de pessoas cristãs. Isso não significa que as pessoas que praticam umbanda e candomblé são minoria ou que não se interessam por política. Pessoas negras que seguem essas duas religiões são sistematicamente excluídas da sociedade.

Os ataques aos terreiros (onde são praticados os rituais religiosos) e aos fiéis vão contra os princípios de quaisquer religiões, que pregam, acima de tudo, o amor. Rejeitar a existência de crenças diferentes para cada pessoa não condiz com os ideais de igualdade, respeito e harmonia que as religiões definem.

Impor a própria crença, negando a fé de outra pessoa, não irá converter alguém, muito menos convencer outra pessoa de que a religião dela não é válida. Todas as religiões têm direito de existir e de serem praticadas, sem o risco de seus fiéis serem atacados.

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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