REFLEXÃO: EMPATIA, AUTRUÍSMO E COMPAIXÃO NA VISÃO DE CHARLES DARWIN

A nossa REFLEXÃO desta terça-feira vem de um texto impressionante escrito por Paul Eckman sobre a face desconhecida de Charles Darwin, conteúdo de uma obra não impressa, o maior livro não lido de Darwin até então, “A Descendência do Homem e Seleção em Relação a Sexo”, que foi publicado em 1871. Nesta obra Darwin sobre compaixão e revela um lado de seu pensamento ignorado por muitos. Ele descreve como os humanos e outros animais vêm em socorro de outros que estão em perigo. Você precisa ler o artigo completo a seguir para entender em profundidade a visão de Darwin sobre  empatia, altruísmo e compaixão!

Darwin e compaixão

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“Um debate pouco conhecido de Darwin sobre compaixão, revela um lado de seu pensamento ignorado por muitos, diferente da visão competitiva, cruel e egoísta da natureza humana que tem sido erroneamente atribuída a uma perspectiva darwinista.

Em 1871, onze anos antes de sua morte, o maior livro não lido de Darwin, “A Descendência do Homem e Seleção em Relação a Sexo” foi publicado. No quarto capítulo, Darwin explicou a origem do que ele chamou de simpatia (que hoje pode ser  chamado de empatia, altruísmo e compaixão), que descreve como os humanos e outros animais vêm em socorro de outros que estão em perigo.

Embora ele reconheça que tais ações fossem mais prováveis dentro do grupo familiar, ele descreveu que a maior realização moral refere-se a preocupação com o bem-estar de todos os seres vivos, humanos e não humanos.

Não é de se surpreender, dado o compromisso de Darwin para a continuidade da espécie,  que ele afirmaria que a preocupação com o bem-estar dos outros não é uma característica exclusivamente humana. Ele escreveu:

“Há vários anos, um zelador do Jardim Zoológico me mostrou algumas feridas profundas e mal curadas em sua nuca, causadas por um babuíno feroz, enquanto ele estava ajoelhado no chão.

O macaquinho americano, um grande amigo do zelador e que morava na mesma dependência,  ficou extremamente assustado com o grande babuíno. No entanto, assim que ele viu o amigo em perigo, correu para socorrê-lo, e, entre gritos e mordidas, conseguiu distrair o babuíno para que o homem fosse capaz de escapar, depois. . . de correr um grande risco de vida.”

De acordo com Darwin, a probabilidade de tais ações é maior quando quem ajuda tem alguma relação com a pessoa que necessita de ajuda. Mesmo aqueles que ele descreveu como sendo “selvagens,”  colocariam suas vidas em risco por um membro de sua comunidade. Ele citou o “instinto materno” para explicar por que uma mãe não hesitará em resgatar o seu  filho do perigo, mesmo quando isso signifique expor-se a essa mesma ameaça.

Darwin reconheceu, no entanto, que alguns indivíduos ajudam completos estranhos em perigo, e não só parentes, entes queridos ou membros de uma mesma comunidade. Sem especificar se representavam a maioria ou, simplesmente, uma ocorrência frequente, Darwin escreveu que “muitos dos homens civilizados” agiriam com bravura para ajudar um estranho, mesmo que isso implicasse em risco para suas próprias vidas.

Ele atribuiu tal heroísmo ao mesmo motivo que “. . . levou o heroico macaquinho americano, descrito anteriormente, a salvar o seu zelador, atacando o grande e terrível babuíno,” o que implica que o heroísmo relacionado a estranhos não se limita aos homens civilizados. A linha de pensamento de Darwin foi corroborada pelo estudo contemporâneo de Monroe, sobre indivíduos excepcionais que socorrem outros pondo em risco suas próprias vidas.

Darwin não leva em consideração por que a compaixão para com estranhos, mesmo sob próprio risco de vida, está presente em apenas alguns indivíduos. Existe uma predisposição genética para tais preocupações, ou isso é apenas resultado de alguma combinação entre a natureza e a criação? Além disso, Darwin não escreveu sobre a possibilidade de se cultivar tal compaixão por estranhos naqueles que não a possuem. Hoje, estes são pontos cruciais de investigação teórica e empírica.

No entanto, Darwin oferece uma explicação da origem da compaixão. Quando a dor ou o sofrimento é testemunhado involuntariamente, a testemunha  experimenta o sofrimento da pessoa.

De acordo com esta linha de raciocínio, a testemunha age para diminuir o sofrimento da outra pessoa e, dessa formadiminuiro seu próprio sofrimento tendo como base a empatia.

Darwin não considera por que tais respostas empáticas não aparecem em  todos os indivíduos.

Seja qual for a sua origem, Darwin propôs que a seleção natural favorece o ato da compaixão:

Por mais complexa a conduta na qual esse sentimento possa ter sido originado, uma vez que é de grande importância para todos aqueles animais que socorrem e defendem uns aos outros, ela terá sido reforçada pela seleção natural; estas comunidades, que incluem o maior número de membros mais compassivos, iriam prosperar mais  e criar a maior prole.

No entanto, ao contrário da expectativa de Darwin, não existem países conhecidos hoje ou no passado onde a compaixão e o altruísmo em relação a estranhos são manifestados pela maioria da população.

A razão, que deveria ser óbvia, segundo ele, é de que as pessoas devem ser compassivas não só com estranhos em sua própria nação, e sim estender esta preocupação a todas as pessoas, de todas as nações e de todas as raças.

A experiência infelizmente nos mostrou quanto tempo leva antes de olharmos para eles como nossos semelhantes. A simpatia além das fronteiras do homem, que é a humanidade para com os animais inferiores, parece ser uma das conquistas mais recentes. Esta virtude (a preocupação com os animais inferiores), uma das mais nobres das quais o homem é dotado, parece surgir acidentalmente a partir de nossas compreensões, tornando-se mais suave e amplamente difundida, até que elas se estendam a todos os seres sencientes.”

Durante uma série de discussões, eu li esta última citação de Darwin, a respeito das emoções e compaixão, ao Dalai Lama. O tradutor do Dalai Lama exclamou: “Ele usou a frase ”todos os seres sencientes”? O tradutor ficou surpreso porque esta frase é a tradução exata em Inglês da descrição tibetana e sânscrita da maior extensão de compaixão por um Bodhisattva (um santo budista).

A preocupação com o bem-estar de todos os seres vivos não é encontrada nas religiões abraâmicas (Judaísmo, Cristianismo, Islamismo), que concentram-se na preocupação com todos os seres humanos. A preocupação com os outros animais existe no hinduísmo, mas somente de forma limitada. Dentre as principais religiões do mundo, a que abrange a compaixão para com todos os seres vivos é exclusiva do budismo.

A  impressionante semelhança entre Darwin e a mais alta virtude moral do ponto de vista budista (todos os seres sencientes), e as origens da compaixão (ambos atribuem a diminuição de seu próprio sofrimento empático, e ambos observam que é mais forte em relação aos sentimentos de uma mãe para com seu filho), levantam a possibilidade de que as ideias de Darwin possam ter sido  derivadas a partir do ponto de vista das escritas budistas.

No entanto, a origem das ideias de Darwin sobre moralidade e compaixão aparecem em suas 1.838 anotações, dois anos após seu retorno da viagem do Beagle, quando Darwin tinha 29 anos de idade, cinco anos antes de ele aprender sobre budismo com seu grande amigo JD Hooker.

Ao concluir a introdução de sua edição de “A Descendência do Homem e Seleção em Relação a Sexo”, Moore e Desmond escreveram que alguns dos contemporâneos que estudaram este livro, enfatizaram os “. . . aspectos humanos dos valores vitorianos de Darwin: dever, altruísmo e compaixão.”

Os pensamentos de Darwin sobre a compaixão, o altruísmo e a moralidade, certamente mostram um lado diferente das preocupações deste grande pensador, frequentemente retratado pelos que não são familiares com suas escritas e que se concentram na famosa frase “a sobrevivência do mais apto” (uma citação de Spencer, não de Darwin).

Mesmo alguns cientistas desconhecem o compromisso de Darwin com a harmonia da humanidade, suas convicções abolicionistas e seu grande interesse em princípios morais e no bem-estar humano e animal.” (Paul Eckman)

Luz e Paz!

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AUTOCONHECIMENTO: QUAL A DIFERENÇA ENTRE SIMPATIA, EMPATIA E COMPAIXÃO?, POR WAGNER BRAGA

Existem sentimentos que não podemos confundir, precisamos entender e desenvolver! No vídeo de hoje, falo um pouco sobre simpatia, empatia e compaixão, três sentimentos que tem relação, mas são diferentes um do outro. Explico que é cada um para mostrar a diferença entre eles e como eles impactam a nossa vida!

Fonte:

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AUTOCONHECIMENTO: O NOSSO COMPORTAMENTO TEM ORIGEM NA NOSSA ESSÊNCIA

Hoje trago até você um artigo impressionantemente esclarecedor, que você não pode deixar de tomar conhecimento em hipótese alguma, pois aborda o porquê do nosso COMPORTAMENTO enquanto seres humanos experienciando essa terceira dimensão. Um comportamento regido pela nossa essência, intrínseca a nossa alma, cujo caminho já foi traçado no ato da concepção. Portanto convido você a ler esse texto extraordinário e entender como e porque somos como somos e porque isso ocorre!

Comportamento – Um ensaio sobre a essência do ser

Foto de perfil de um homem com os olhos fechados e encostado em uma árvore.
mavoimage / 123RF

Academicamente falando, muito já se disse do processo de formação e informação por que passa todo indivíduo, assunto esse explorado até à exaustão, ainda que tão pouco compreendido quando escapa do ambiente acadêmico para ser levado à vida das pessoas. Isso porque a abordagem fica na diferença entre esses termos sem se atinar para o fato de que ambos não vão além de causa, e o que mais importa quando se fala em relacionamento é a consequência. Explicando melhor: durante o período de formação ou desenvolvimento, estamos apenas construindo a estrutura que depois será usada para sustentar nossas relações com as pessoas, ou seja, como acontecerá a sua aplicação prática.

Então nossa abordagem aqui pretende ir além do período de formação e informação por que passamos, mas colocando foco no “depois” que disso resulta, traduzido como qualidade das relações que iremos estabelecer. E de que forma podemos medir essa qualidade? Pelo benefício levado às pessoas envolvidas em termos de bem-estar físico e emocional resultante dos elos que se estabelecem entre elas, a partir de sua aproximação.

Ainda no campo das causas, existe um vetor humano que independe e antecede a fase de formação e informação, a que muitos atribuem um caráter de “essência” própria. A essência do indivíduo já nasceria com ele, sendo constituída pelas características que permanecerão inalteradas por toda a vida. E claramente é a de mais difícil compreensão dentre todos os atributos humanos, pois nem a própria pessoa conseguirá entender quando ou como surgiu: apenas se dá conta de que é componente intrínseco de sua visão de mundo, sempre esteve presente e lhe serviu de norte para pensar e agir do modo com que o faz. Tanto que muitas vezes essa conscientização da própria essência vai acontecer muito tempo depois, quando o indivíduo já atingiu sua maturidade plena ou até na velhice. E é nesse dia que se “olha pelo retrovisor” aquele padrão que sempre se fez perceber em cada reação e nos momentos mais importantes da existência.

Muita gente irá confundir essa essência a que me referi com o que se tem como caráter da pessoa. Isso é um equívoco, pois o caráter é forjado pelo conhecimento que vai se acumulando nos primeiros anos de vida, enquanto a essência já estava lá antes disso, daí porque os próprios estudiosos da alma humana encontram dificuldade para alcançar sua compreensão. Só para ilustrar, na definição de Eric Berne, ao elaborar sua teoria da “Análise Transacional” – com base no comportamento humano –, o pesquisador descobriu que havia emoções que já nasciam conosco, e que ele chamou de “emoções primárias ou autênticas”. Estas seriam em número de cinco: a Alegria, a Tristeza, o Medo, o Afeto e a Raiva. São reações inatas que todo recém-nascido já traz desde que seu sistema nervoso é formado ainda no útero materno, sendo muito fácil de se constatarem. Pode-se afirmar, então, que a Essência seria o sexto elemento emocional acrescido ao conjunto, com a diferença de que nem o próprio indivíduo se dará conta disso até muito tempo depois. Ele apenas perceberá que determinadas coisas lhe provocam um profundo mal-estar ou, ao contrário, uma maravilhosa sensação de plenitude, sem sequer entender a razão para os perceber dessa forma.

Mas a pergunta que nos deve interessar é: isso é bom ou é ruim? Quando se fala em alegria ou afeto fica claro que se trata de coisas boas. E quando lidamos com tristeza, medo ou raiva, é senso comum que se trate de coisas ruins. Então por que não acontece da mesma forma em relação à nossa essência? Essa resposta, pelo menos, não é tão difícil quanto lhe conhecer a origem: as cinco emoções classificadas por Berne acontecem no próprio indivíduo, independentemente de outrem, enquanto a essência dele… ah! Isso ele só irá descobrir depois de senti-la em contato direto com a essência alheia. Isso nos leva à conclusão de que nossa essência é a única dentre as características emocionais inatas que depende dos relacionamentos para se revelar a nós. É fácil saber que as outras cinco podem ter origem em qualquer coisa – seres vivos ou não –, mas a essência só acontece em relação a outro ser vivo que também a possua, sendo decisiva para aproximá-los ou distanciá-los de forma claramente perceptível e indelével. E por que indelével? Ora, se ela não muda, bastará identificar quem a traga totalmente contrária à sua para se saber que não conseguirão se entender em momento algum, pois não se trata daquele tipo de erro que todos cometemos em diferentes momentos, e que costumamos entender como “erros de percurso”. A incompatibilidade entre essências estaria intrinsecamente associada à visão de mundo que trazemos, e, quando se mostram inconciliáveis, podem tanto se traduzir por “conflitos de personalidade” quanto por “falhas de caráter” (estas últimas, obviamente, quando esbarram em questões éticas).

Peças vermelhas de xadrez sobre superfície lisa. Uma peça preta está afastada deste conjunto.

Markus Spiske / Pexels

Vamos analisar um modelo até bastante comum no seio familiar, como é a dificuldade de relacionamento entre pai e filho por exemplo, devido ao desencontro de suas essências: um pai que pensa e se comporta de forma incisiva e autoritária por força de sua formação, e um filho que reage muito mal a esse tipo de postura, cobrando explicações para sua forma inflexível de agir. Claro está que eles dificilmente chegarão a um entendimento, a menos que um dos dois busque harmonia com a própria essência: ou o pai decida atenuar seu autoritarismo para se aproximar do filho, ou este dispense as cobranças de um tratamento menos rígido por alguma razão que considere importante, como a idade ou a saúde de seu pai, por exemplo. Note-se que nenhum dos dois precisou abrir mão de sua essência, mas apenas “fazer uma concessão” em prol de algo que se mostrou importante naquele momento ou naquela situação específica para o objetivo proposto, que era o de diminuir a distância entre ambos. Esse exemplo mostra um caso bem frequente de conflito de personalidades, mas não necessariamente com base em questões de caráter.

Mas voltando atrás um pouquinho – lá onde acaba a causa (formação e informação) e tem início a consequência (conformação ou transformação). Já se pode entender que a essência não depende de que se tenha consciência dela para que se manifeste nos indivíduos. Quando contrariada, ela simplesmente “reage” dentro da pessoa, acionando o alarme de que há um conflito em andamento esperando por um posicionamento dos envolvidos, como no exemplo utilizado entre pai e filho. Tal posicionamento é que irá decidir o tipo de comunicação entre eles. A partir daí se saberá se poderá haver uma harmonização, ainda que não de essência, mas como uma espécie de “pacificação consciente”. Esta chega como um “escudo” colocado a serviço da saúde mental dos envolvidos quando a relação entre eles estiver sendo colocada em xeque. Essa “proteção” por efeito de escolha poderá se estender a todo o tempo de convívio por conta dessa tomada de consciência pelas partes, “positivando” um relacionamento que poderia ser conflituoso se não se empenhassem num “ajustamento de conduta”. Em outras palavras, por ter sido resultado de uma decisão consciente, a relação não produzirá nenhuma daquelas emoções primárias negativas do estudo de Berne sobre as quais falamos no início: medo, tristeza ou raiva, já que consentida.

Punho fechado.

Pixabay / Pexels

Mas há casos em que as partes acabam não colhendo resultados positivos, mesmo com o esforço de “pacificação”, e aqui se percebe de novo a relevância da decisão consciente por parte dos envolvidos. Se tudo se resumiu a um desejo superficial, não partido do cerne de sua inteligência emocional, em lugar da desejada transformação de postura, o que ocorrerá será apenas uma conformação, que ocorre quando o indivíduo aceita o acordo de fora pra dentro, mas de dentro pra fora sua essência continua gritando que não o aceitou. A pessoa, nesse caso, vai sentir raiva de si mesma por ter cedido, pode mergulhar em tristeza por ter se deixado convencer sem pensar nas consequências internas, ou até sentir medo de não conseguir levar o acordo adiante, e a situação acabar pior do que antes. Isso demonstra a importância da conscientização no que toca ao resultado esperado: ela tanto pode produzir harmonização com a própria essência pela escolha sensata, quanto gerar um robusto conflito interno e não resultar em nenhuma mudança de postura, como se propunha.

Ainda no que diz respeito à essência – que muitos confundem com “índole” –, pouco se sabe sobre sua real natureza, a menos que tentemos entendê-la sob a ótica da espiritualidade. Mas existe uma diferença sutil – porém consistente – entre as duas coisas: a índole teoricamente poderia ser moldada, e a essência não, por ser parte integrante do ser. Partindo dessa premissa, a índole poderia receber influências tanto internas quanto externas, mas no que toca à essência, apenas a “descobrimos” tal qual é, sem exercer nenhum tipo de comando sobre ela. Poder-se-ia dizer, então, que o indivíduo possuidor de uma essência harmônica e positiva não traria tendência para desenvolver uma “índole ruim”? Teoricamente isso se mostraria verdadeiro, porque a primeira – que é o próprio ser – não o permitiria. Mas a essência “não consolidada” desde a concepção, esta sim, se colocaria suscetível à “moldagem” negativa da índole, a exemplo de um livro em branco em que o tipo de vida escolhido possa escrever nele os próximos capítulos de sua trajetória.

É claro que, nesse aspecto, estamos tratando de crenças, e não de ciência. E nesse campo insólito e desconhecido, nada se pode afirmar. O que se toma como real a partir de narrativas de vida é que a essência – ou natureza do ser – vai sendo descoberta aos pouquinhos pelo próprio indivíduo, e de alguma forma consegue ser “captada” pelos demais à sua volta, dependendo do grau de sensibilidade de cada um. A confirmação dessa essência seria obtida pelo indivíduo em forma de um sentimento sutil e subjetivo, mas extremamente poderoso, que cria rejeição inequívoca a tudo que se mostre contrário a ela, como também faz eclodir uma empatia instantânea com aqueles que a trazem nos mesmos moldes. Daí porque se diz que ambas as essências simplesmente “se descobrem” como decorrência de sua sintonia, e elas próprias se identificam umas com as outras, independentemente das escolhas de seus detentores.

Isso explicaria por que determinada pessoa, no primeiro momento em que trava contato com outra, sente-se identificada com ela, mesmo antes de obter qualquer informação sobre quem seja; ou, ao contrário, percebe-se nutrindo uma rejeição interna ao se aproximar dela, mesmo não havendo uma razão concreta para tal sentimento. Muitos irão buscar explicações para tais reações nas crenças que trazem: algum resíduo espiritual de outras vidas, intuição, sexto sentido, premonição etc. Quatrocentos anos atrás, entretanto, Giordano Bruno já afirmava que o fato de se crer ou não em algo não faz com que a verdade mude. Então o que menos importa é como você interpreta o fenômeno, mas sim a forma como lida com ele em seu benefício e daqueles com quem se relaciona, e isso é o que deve ser levado em conta na hora de avaliar seu potencial para modificar toda a trajetória de ambos.

Luiz Roberto Bodstein

 

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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BOAS NOTÍCIAS: 7 IRMÃOS PERDEM OS PAIS EM ACIDENTE DE CARRO E SÃO ADOTADOS POR CASAL QUE SÃO PAIS DE MAIS 5

Uma emocionante história de superação é o destaque desta segunda-feira, aqui na coluna BOAS NOTÍCIAS. Um casal que já tinha cinco filhos biológicos adotou sete irmãos que perderam os pais em acidente de carro e foram parar em um orfanato. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer essa história de amor, compaixão e empatia!

Casal adota 7 irmãos que perderam os pais em acidente de carro

Que coração imenso! Um casal que já tinha cinco filhos biológicos adotou sete irmãos que perderam os pais em acidente de carro e foram parar em um orfanato.

Pam Willis estava navegando nas redes sociais quando viu a notícia sobre os irmãos órfãos que precisavam de um lar permanente.

A esposa chamou do marido, Gary Willis, para ver a matéria. O casal da Califórnia, nos Estados Unidos, se comoveu e decidiu adotar todos eles para não separar a família.

A adoção

O casal entrou em contato para conhecer Adelino, que hoje tem 15 anos, Ruby, de 13, Aleecia, de 9, Anthony, de 8, Aubriella, de 7, Leo, de 5, e Xander, de 4 anos de idade.

Em agosto do ano passado, eles foram morar com seus novos pais.

A cerimônia da nova família foi virtual e contou com a presença dos outros cinco filhos biológicos de Pam e Gary, que já são adultos: Matthew, de 32 anos, Andrew, de 30, Alexa, de 27, Sophia, de 23, e Sam, de 20.

A adaptação

Como foi a adaptação dos jovens ao novo lar?

Pam disse a um jornal local que os primeiros seis meses foram difíceis para que as crianças dormissem bem, mas que todos foram se acostumando com o tempo e as coisas ficaram mais tranquilas.

“Trouxemos uma grande tela de TV para que todos pudessem assistir, torcer e estar seguros durante a pandemia do coronavírus. Havia muito amor, eles nos deram uma segunda chance de ser pais, nós demos a eles uma segunda mãe e um segundo pai”, concluiu Pam.

Os 7 irmãos órfãos adotados pelo casal - Foto: reprodução / Instagram
Os 7 irmãos órfãos adotados pelo casal – Foto: reprodução / Instagram
Os pais com os 7 irmãos que adotaram - Foto: reprodução / Instagram
Os pais com os 7 irmãos que adotaram – Foto: reprodução / Instagram

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do Só Notícia Boa – Com informações do R7

Fonte: Só Notícia Boa

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: SAIBA QUAIS OS BENEFÍCIOS DO CONTÁGIO PELO VÍRUS DA EMPATIA

         O vírus da empatia

Se esse vírus nos contagiar, teremos respeito para com o outro, aí inclusos a quebra da propagação da doença, a solidariedade para com os afetados e as vítimas dos efeitos sociais, psicológicos e econômicos da pandemia

Fernando Gaspar*

Resultado de imagem para fotos de empatia

Necessitamos uns dos outros. É um fato essencial. É a primeira grande lição espiritual e física da vida humana, se analisada retrospectivamente. Afinal, ao nascer, dependemos completamente dos nossos pais.

Na verdade, a necessidade da colaboração entre duas pessoas retroage à concepção. A lição se repete ao longo de toda a vida, nos mais diversos aspectos sociais. Já abordamos o tema em outro artigo. Em certas circunstâncias, a interdependência se torna mais evidente, mais aguda. É o caso de uma pandemia, onde um responde pela doença do outro. Nessas ocasiões, mais do que nunca, deveríamos optar pela empatia, pelo engajamento e pela solidariedade em prol da saúde.

Quando o mundo vive a propagação de uma doença contagiosa e para a qual não há tratamento específico, mas a perspectiva de uma vacina, então entra em cena a importância crítica dos cuidados preventivos. Nesse contexto, nossa saúde depende diretamente da higidez e dos cuidados de outras pessoas, pois a transmissão da infecção se dá de um infectado para um são, de diferentes modos, inclusive pelo ar, segundo a OMS. A preocupação consigo nos leva a desejar que todos cooperem para quebrar a cadeia de transmissão, inclusive aderindo a programas de vacinação, uma grande conquista científica.

Além de amor próprio, necessitamos, literalmente, de amor ao próximo, já que a proximidade é um fator crucial para o contágio. Acontece que grande parte dos infectados tem poucos ou nenhum sintoma. Deste modo, a conscientização de que cada um pode ser vetor silencioso para a doença ou a morte de outros é crucial para que todos adotem medidas higiênicas preconizadas pela ciência e pelas autoridades. Exige-se, portanto, uma  preocupação consigo e com os demais. Ninguém é excluído: “amai (até) vossos inimigos”, porque todos são potenciais vetores da doença e da morte, indiscriminadamente.

O grupo do neurocientista Giácomo Rizzolatti descreveu, em 1996, a existência dos chamados neurônios espelhos. Eles constataram, inicialmente, que certas áreas do cérebro são ativadas quando executamos determinadas atividades ou simplesmente observamos sua execução por outras pessoas. A existência dessas células sugere a importância da interação como um aspecto evolutivo e oferece uma base biológica adicional para a empatia.

Preocupar-se com os demais, colocar-se no lugar deles, é ter empatia. Sabe-se que a Covid-19 pode ser mais grave em certos grupos, como idosos e portadores de doenças. Cabe ao forte e ao jovem cuidar-se, tendo em vista a possibilidade de levar o vírus até aquelas pessoas. Dessa forma, posicionando-se na perspectiva de terceiros, deveremos adotar a postura fraterna, que implica no reconhecimento de que somos irmãos, considerando-se nossa origem espiritual e planetária, com destinos comuns. Sem dúvida, é nosso dever não infectar.

                            Unidade e interdependência

Estamos todos submetidos às mesmas leis universais. Do ponto de vista espiritual, o budista em geral reconhece ao menos duas dessas leis, a do karma e a do renascimento. A primeira faz retornar a cada um conforme suas obras, em todas as dimensões da vida. Diz o Vinaya Pitaka: “Quando os frutos da retribuição estiverem maduros, não há onde se ocultar.” Já o renascimento significa reviver nas formas. Ambas as leis têm implicações morais e éticas.

No olhar do filósofo Adolfo Váz quez, no livro Ética, a moral envolve os costumes, os hábitos e os valores de um grupo social numa dada época e lugar, sendo, portanto, variável. O comportamento moral, por sua vez é objeto de uma ciência chamada ética. Assim, aplicada à Teosofia, o reconhecimento das leis do karma e do renascimento pode mudar a moral e suas consequências éticas.

Como o ponto central da moral é a atuação, influência ou repercussão sobre o outro, a empatia ganha especial relevância. No Budismo, esse aspecto surge sob a forma de compaixão. Tocado pela possibilidade causar, de modo involuntário, o adoecimento do próximo, o budista cuida-se. Consequentemente, zela pelos demais. O cristão pode atribuir a mesma atitude à misericórdia com vistas à providência divina. De qualquer modo, o sentimento de simpatia alheia evoca o senso de unidade entre os seres, um flagrante monismo cósmico, que deve nortear nossas ações com vistas à empatia.

O próprio vírus é um exemplo de unidade e interdependência. O SarsCov-2, causador da Covid-19, é um parasita intracelular, como qualquer vírus. Logo, ele depende da célula hospedeira para se multiplicar e se propagar. Esse mecanismo viral é, por si só, um exemplo de dependência. A propósito, em termos teleológicos, o vírus possivelmente não “deseja” a morte do hospedeiro, uma vez que, quanto mais tempo este sobreviver, mais vírus serão produzidos. É sabido que os seres visam perpetuar-se, e colaboram nesse sentido.

Nessa discussão, naturalmente  emerge nossa relação com outros reinos da natureza, a começar pelos micróbios. Os micro-organismos constituem os seres vivos mais abundantes do mundo. Em relação a eles, os humanos são minoria: eis um recado para que respeitemos adiversidade  e as minorias entre nós mesmos, humanos, haja vista ser comum agirmos contra minorias. Sejamos empáticos. Afinal, se aquela lógica numérica fosse aplicada a nós, e não apenas entre nós, seríamos subjugados ou extintos em prol de outras criaturas. Outro ponto é que não devemos subestimar uma doença somente porque uma  minoria adoece gravemente; afinal, todos são importantes. Neste caso, pensar o contrário é faltar com a empatia e a fraternidade.

A despeito de sermos uma minoria entre os seres vivos, somos portadores de características singulares e sofisticadas, como a inteligência e a autoconsciência. Esses atributos nos fazem poderosos, o que torna nossa responsabilidade junto à natureza muito maior, se comparada a outras criaturas. Nossa possibilidade de intervir, para o bem ou para o mal, é enorme. Assim sendo, pela felicidade e bem-estar geral, é um dever pender essa balança para o bem comum, considerando-se a ecologia, da qual não podemos nos furtar.

Sob certo aspecto, a pandemia é um exemplo de desequilíbrio ecológico. Especialistas associam a atual crise sanitária ao desrespeito à natureza. Segundo eles, o desmatamento e o confinamento de animais silvestres trouxeram um antigo vírus das florestas para a cidade. Isso já aconteceu com o HIV e o Ebola. Como resultado, temos uma doença transmissível, as mortes e as sequelas da doença, e do isolamento social, passando pela economia e pela subsistência dos povos. Isso ocorre quando nos falta empatia para com a natureza.

O vírus expõe nossa condição de filhos da Terra e do Cosmo. Ele não faz distinção e representa uma ameaça potencial para qualquer pessoa, a despeito de gênero, idade, raça, nacionalidade, profissão, status, opção política, etc. No papel de vilão, é irônico constatar que o vírus é  me- nos preconceituoso e seletivo que os humanos. Ele pode invadir qualquer um. Unidos pela vulnerabilidade, os humanos deveriam reproduzir o caráter universal do vírus e fomentar uma visão que supere as aparentes diferenças entre nós. O vírus que não distingue ninguém deveria nos tornar mais espiritualizados; ele deveria ser o vírus da empatia, mas isso depende de nossa postura e atitudes.

Para o teósofo Pablo Sender, em Theosophy and Conscious Mind, o “As essências visíveis e invisíveis  do universo nos une à nossa origem. Estamos ligados por elementos comuns. Essa interligação se torna mais notável numa crise como a atual. Se no dia a dia a cooperação é o motor da vida, agora ela se faz particularmente valiosa.” problema fundamental na raiz dos nossos equívocos é a ignorância a respeito do que realmente somos. De fato, não por acaso Delfos diz: “Conhece-te a ti mesmo e conhecereis o universo e os deuses.” Nas dimensões sutis da existência há a essência que tudo permeia e de onde tudo provém O acesso consciente a esses níveis contém a chave do autoconhecimento e, por conseguinte, da sabedoria universal. E quanto mais profunda a autoconsciência, maior o poder de empatia, de amor e compaixão. Mas qual a origem da autoconsciência?

P. Blavatsky afirma que a autoconsciência individual surge na mente e por causa dela. A noção de ego está atrelada à mente. Por outro lado, os níveis mais profundos dos seres, para além da mente, são níveis coletivos, impessoais. Esses últimos planos de existência unificam a tudo e a todos, representam a raiz precípua de onde qualquer coisa se origina, do mineral ao homem, passando pelos diversos seres vivos ou os ditos inanimados, como os vírus cristalizados.

Em geral, os teósofos tomam o plano espiritual como a raiz fundamental e primeira de tudo que existe. De seus raios surge a miríade de possibilidades. Mas esse nível é indescritível, inconsciente (em nossa perspectiva mental) e por isso já foi tido pelos antigos como sendo nada, embora seja o incompreensível tudo–  assim como o infinitamente grande ou pequeno é um nada para nossos

Comparado ao espírito, buddh já possui certa consciência (que, na verdade, é estupenda, dada sua magnitude), embora para a mente ele seja ainda inconsciente. Para fins de comparação, imaginemos nosso corpo: estamos conscientes dele, mas nós mesmos estamos mergulhados num Cosmo esplendidamente infinito e ignoto. Embora o Cosmo seja o espetaculoso poder total, em nossa limitada visão ele é inconsciente.  sentidos. Importa considerar, portanto, que o espírito é um elemento universal. Para alcançar a mente, ele lança mão de um veículo intermediário chamado, em sânscrito, buddhi.

Segundo Blavatsky, buddhi pode ser comparado a uma folha de papel em branco. O espaço onde este se situa é Atman (Espírito), ao passo que o papel pode ser comparado a uma “condensação” transitória do raio do Atman, chamado buddhi. Esse papel, que é uma unidade onde tudo se inscreve, não admite dualidade ou egoísmo, até porque aí tudo se delineia e o ego inexiste. Na prática, é a fonte longínqua da empatia que resulta no altruísmo. É a origem do amor universal e irrestrito. A empatia é, portanto, um reflexo desses planos impessoais profundos e elevados na mente e nas emoções do ser humano.

A dependência mútua nos une por fios invisíveis, assim como as essências visíveis e invisíveis do universo nos une à nossa origem. O átomo em nosso corpo teve origem numa estrela que, num instante crítico e remoto, explodiu. Estamos ligados por elementos comuns. Num outro nível, essa interligação se torna mais notável numa crise como a atual. Se no dia a dia a cooperação é o motor da vida, agora ela se faz particularmente valiosa. Se não cultivarmos o amor ao próximo, respeitando-o, jamais seremos plenamente felizes.

Para usar uma metáfora, podemos concluir que se o “vírus da empatia” nos contagiar, teremos o devido respeito pela natureza e para com o outro, aí inclusos o autocuidado e a quebra da cadeia de propagação da doença. Deve aparecer a solidarieda- de para com os afetados pela enfermidade, suas sequelas e para com as vítimas dos efeitos sociais, psicológicos e econômicos. Afinal, na borrasca surgem grandes oportunidades para que a espiritualidade e o amor fraterno que estão na essência das religiões se manifestem.

Fonte:  REVISTA SOPHIA • NOV/DEZ 2020

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CRÔNICAS: A CICATRIZ, POR ANA MADALENA

Bem que o texto de hoje da nossa querida Ana Madalena poderia estar na coluna REFLEXÃO ao invés da coluna CRÔNICAS, pois nos convida a refletir sobre o mundo desumano em que estamos vivendo, de cada um por si, do farinha pouca meu pirão primeiro, do venha nós o vosso reino, enfim, um mundo recheado de tanto egoísmo, que nem nos damos conta da importância e do valor da fraternidade, e da compaixão, que precisamos enxergar, apesar das cicatrizes que acumulamos ao longo da jornada. Então convido você a ler este lindo e ao mesmo tempo profundo texto reflexivo desta extraordinária escritora!

Resultado de imagem para A cicatriz

“Quem tem o mel, dá o mel
 Quem tem o fel, dá o fel
 Quem nada tem, nada dá”.
       Da sagrada escritura dos violeiros, Zé Ramalho

A cicatriz

Eu tinha até intenção de responder direitinho, mas sem tempo, resolvi abreviar. Para um bom entendedor, meias palavras … A pesquisadora ficou muito chateada, mesmo eu não sendo obrigada a responder. Ainda teve aquela cena de humilhação com a mocinha que estava ao meu lado. Fiquei extremamente indignada;  não admito ver maus tratos, muito menos fazer terceiros de saco de pancada. Em época de extremismos, um pouco de empatia é pedir demais? Sinceramente, os tempos podem ser outros, mas eu sou a mesma. Certas coisas eu não abro mão. Pronto, falei.
Cena: estava eu no supermercado quando apareceu uma moça fazendo pesquisa. O foco era sobre as aglomerações no verão. Enquanto analisava a tal pesquisa, uma senhora muito bem vestida caminhava ao lado de uma mocinha, que empurrava o carrinho. A senhora dizia o que levar, talvez lendo uma lista pelo celular. De repente ouvi um xingamento. A moça, bem assustada, explicava que colocara “aquilo” porque estava acabando. A reclamação continuou e ficou impossível não ouvir. Como elas estavam passando pela gôndola dos temperos, conclui que um orégano da vida tenha sido o motivo do destempero de tão “elegante” senhora. Sabe vergonha alheia? Eu senti. Por trás das máscaras, cada uma de nós escondeu um sentimento. Nessa hora meu celular tocou; era meu pai avisando que fosse pegá-lo no dentista. Devolvi a pesquisa, explicando que não poderia me demorar, mas mesmo assim a moça me seguiu até o caixa, insistindo para que eu terminasse o questionário. Foi quando escrevi em letras garrafais BAIXA HUMANIDADE e devolvi a pesquisa.
Li um artigo que a falta de empatia começa na infância e tem relação com ausência de limites. A empatia é um sentimento que só pode se manifestar quando nos colocamos no lugar do outro; está ligado à compaixão e ao processo de identificação, além de ser um exercício, uma competência, que só se desenvolve com a prática. Parece muito simples mas, um exemplo bem atual, as aglomerações nessa pandemia, mostram exatamente o oposto. E olha que estamos falando em salvar vidas…
O que determina a origem da civilização? Para a antropóloga Margaret Mead, o primeiro sinal de civilização em uma cultura foi um fêmur cicatrizado há quinze mil anos encontrado num sitio arqueológico.  Explico: houve um tempo em que a lei era matar ou morrer; não existia mimimi. Uma pessoa machucada atrapalhava todo o restante do grupo, por isso muitos eram deixados à deriva. Ter um osso cicatrizado era sinônimo de cuidado, de amor ao próximo. Alguém despendeu tempo para com o outro. Dito isso, fico me perguntando qual seria a resposta para essa mesma pergunta nos dias atuais… A impressão que tenho é que estamos vivendo uma regressão civilizatória.
Ou não! Enquanto estava aqui refletindo, recebi uma mensagem de padre Robério, um amigo de muitos anos. A mensagem: ” O Papa Francisco comemorou o primeiro Dia Internacional da Fraternidade Humana, participando de um encontro virtual dia 04 de fevereiro de 2021, organizado pelo Xeique Mohammed bin Zayed, em Abu Dabi”. Segundo o Papa, a fraternidade é a nova fronteira da humanidade.
“Fraternidade significa estender a mão, significa respeito, significa ouvir com o coração aberto, significa firmeza nas próprias convicções.  Não existe fraternidade se as convicções forem negociadas. Esse é o momento de ouvir. É o momento da certeza de que um mundo sem irmão é um mundo de inimigos. A indiferença é uma forma sutil de inimizade. Não é preciso uma guerra para fazer inimigos”.
Eu sou uma pessoa otimista! Ainda acredito na humanidade. Sei que vamos cuidar de ossos quebrados e, principalmente das cicatrizes que não aparecem. Finalizo com uma mensagem de Fernando Pessoa:  “Somos anjos de uma única asa e, só podemos voar, quando nos abraçamos uns aos outros”. Vamos refletir!
Um abraço fraterno.
Ana Madalena
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AUTOCONHECIMENTO: SAIBA QUAL A RELAÇÃO ENTRE SIMPATIA, EMPATIA E COMPAIXÃO

Confesso que só agora, depois de ler o texto que lhes trago agora, consegui entender o verdadeiro significado, a diferença e a relação entre Simpatia, Empatia e Compaixão. Dai a fundamental importância da leitura, do estudo e do conhecimento diários. Com certeza, depois que você ler o texto a seguir irá dar um salto quântico na sua evolução espiritual e jamais será o(a) mesmo(a), pois ao aprender o significado e a relação entre esses três sentimentos e passar a colocar em prática esses ensinamentos sua vida tomará um novo rumo. Então, não perca essa oportunidade!

Simpatia, empatia e compaixão – entenda a relação entre elas

Mensagem de 21 de Janeiro de 2021

Os chakras tridimensionais operam como barômetros de equilíbrio ou desequilíbrio. Se você souber o que eles fazem, terá a oportunidade de reorientar sua atenção e começar a se realinhar. Todos os sete chakras principais nos apoiam, mas para a maioria de nós, os três chakras inferiores guiam a vida que experimentamos.

Primeiro chakra: Sobrevivência

O primeiro trabalho do chakra é mantê-lo seguro para que você possa cumprir seu propósito nesta vida. Se você estiver ameaçado e não for o ponto de saída de sua vida, o primeiro chakra sobrepõe tudo para mantê-lo seguro. Ele ativará o mecanismo de fuga ou luta e fará com que você volte para a calçada antes que o ônibus o atinja. O primeiro chakra está localizado na ponta mais baixa de sua coluna vertebral.

Segundo chakra: Emoções

O segundo chakra trata das emoções mais baixas (carência, ciúme, ressentimento, vícios e tristeza) mais a sexualidade e a sensualidade. Este chakra está localizado a dois dedos abaixo do umbigo e voltado para a coluna vertebral.

Terceiro chakra: Poder, Controle, Julgamento e Resistência

Se você encontrar sua região do plexo solar em dor, ela pode não ser uma indigestão ácida. Este chakra está lhe dizendo que você está desequilibrado, em uma situação de “empurrar e empurrar” (poder e controle). Se você estiver resistindo ou julgando algo em grau suficientemente alto, a área do terceiro chakra será bloqueada e/ou com dor.

Juntos, os três chakras inferiores apoiam a simpatia e a empatia. Estas duas reações tridimensionais são baseadas em experiências passadas. Elas lhe dizem onde você está em relação à sua segurança e ao seu encaixe emocional, bem como em relação ao seu bem-estar, e como você é aceito pelos outros. Este é o trabalho de empatia e simpatia.

Empatia

A empatia é a capacidade de sentir a dor emocional e física que outros estão experimentando. Muitos trabalhadores da luz da nova era têm grande orgulho e são glamorizados por sua capacidade de sentir a dor física dos outros. Eles veem isso como uma forma útil de ler a energia dos outros e de curá-los. Eventualmente, ao continuar a optar por trazer dor ao seu corpo, você vai prejudicar sua saúde e bem-estar. O transporte da dor aumentará seu processo de envelhecimento e o desgastará.

A empatia é um segundo chakra, um meio tridimensional de determinar se a pessoa que está diante de você está segura para interagir com você. O segundo chakra lê a energia da outra pessoa para determinar seu humor, atitude, estabilidade emocional/mental, e para determinar se estar perto dela é seguro. É o trabalho de seu primeiro chakra, não seu segundo, manter você e seu corpo a salvo. Usar seu segundo chakra para este trabalho (empatia) torna-se um fardo e interfere no seu bem-estar e equilíbrio.

Simpatia

A simpatia é a reação interna, tridimensional e emocional à observação da dor do outro. Você se sente arrependido, preocupado, triste, e perturbado com o que eles estão passando. Simpatia não é sentir a dor deles em seu corpo; é uma reação de segundo chakra inferior a ela, sentida dentro de seu corpo emocional. O hábito da simpatia destruirá seu equilíbrio emocional e eventualmente também seu bem-estar físico.

Nem a simpatia nem a empatia beneficiarão seu amigo em dor. A dor em seu caminho existe para que eles possam alavancar para seu próprio maior domínio pessoal. Nada com que você possa se preocupar, sentir ou assumir por eles afetará positivamente sua jornada.

Compaixão

A compaixão, por outro lado, é uma expressão superior quarta-dimensional. Ela opera no momento presente e permite que você observe de forma neutra e objetiva a situação que está diante de você. Ela não julga a situação. É permitir e aceitar as coisas exatamente como elas são. O ato de estar em sua Mente Superior e cercado por seu Octaedro lhe oferece a capacidade de ser compassivo. Enfrentar seu amigo que está sofrendo enquanto você está neste espaço compassivo, lhe dá o espaço para ver e oferecer as informações sábias e úteis de que eles podem se beneficiar se assim o desejarem.

Por outro lado, quando você está nas reações tridimensionais de simpatia e empatia, é impossível para você guiar e orientar seu amigo. A compaixão permite que você observe sem se enredar no drama, nas reações emocionais e na dor física dos outros. Este lugar de poder então permite que você seja de maior utilidade. Você pode ajudar os outros a liberar seus padrões, crenças e hábitos pouco benéficos de maneira maior – se eles assim o desejarem.

Reação versus resposta

Para muitos, os próximos meses e anos da Mudança serão muito confusos e emocionais. Aqueles que confiam em padrões reacionários de simpatia e empatia para compreender ou ajudar os outros experimentarão uma atração carregada, emocional e física, eletromagnética para os sentimentos, pensamentos e dor dessas pessoas. Digamos isso novamente: Como o ímpeto da Mudança continua a aumentar, se você optar por confiar na empatia e simpatia, você encontrará esses padrões eletromagnéticos carregados puxando você para dentro dos sentimentos, pensamentos e dramas erráticos, sem foco e dolorosos daqueles que estão diante de você.

A maioria de nós pode se lembrar claramente onde estávamos e o que estávamos fazendo quando ouvimos falar dos eventos do 11 de setembro. À medida que o evento se desenrolou, duas ondas de energia se moveram ao redor do mundo:

Uma reação tridimensional mergulhada no medo

Uma resposta em quarta dimensão que se intensificou e perguntou: “O que eu posso fazer? Como posso ajudar?”

As pessoas na área de Nova York experimentaram primeiro a reação tridimensional de medo, seguida pela segunda resposta, que moveu muitos para uma vibração da quarta dimensional de compaixão, que envolveu nenhum pensamento e nenhuma condição. Alguns amigos nossos penduraram seu telefone fixo pela janela para que outros pudessem ligar para casa e oferecer seu banheiro para os bombeiros. Tudo o que importava era que o bem-estar fosse trazido de volta ao equilíbrio. As comunidades se uniram para servir e ajudar. Outros ao redor do mundo também foram afetados por estes eventos. Muitos que não estavam diretamente envolvidos sentiam empatia e simpatia e optaram por sentir desconforto físico e emocional, o que também incluía medo, lágrimas e preocupação. Muitos outros escolheram a compaixão e, à sua própria maneira, se intensificaram para ajudar. Como você reagiu na época?

Tanto a reação quanto a resposta são escolhas muito disponíveis durante este tempo de Turno. Você tem esta escolha a cada momento. Lembrar e usar suas ferramentas para se manter concentrado, observador, claro e objetivo permitirá que você mantenha um tom vibracional que o mantém bem acima das reações dos três chakras inferiores e fora do medo tridimensional.

Trecho do livro do Kindle: “O que você quer dizer com a terceira dimensão está se afastando?( What Do You Mean the Third Dimension is Going Away)”

Fonte: https://eraoflight.com/
Rafaella Dourado e Marco Iorio Júnior — Tradutora e Editor exclusivos do Trabalhadores da Luz

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AUTOCONHECIMENTO: DESENVOLVA A SUA POTÊNCIA PARA TER UMA VIDA DE LEVEZA E QUALIDADE

Escolhi o texto a seguir com o título de “a sua potência é a sua praia”, pois é um chamado para o despertar da consciência e nos fazer entender que somos energia numa forma densa, mas que se investirmos na nossa potência que está adormecida dentro de nós temos total condição de ao abandonarmos esse corpo denso passarmos para um estagio energético menos denso e ter uma vida de leveza e qualidade. Então, convido você a ler breve texto a seguir e expandir sua consciência!

A sua potência é a sua praia

Mulher feliz em um balanço
choreograph / 123rf

Uma das maiores alegrias na vida é ter a oportunidade de se fazer o que se ama fazer, pois isso evita que a sexta-feira seja a única coisa boa que se espera da vida. Fazer o que se ama é prazeroso desde quando se acorda em uma manhã de segunda-feira, até o final de semana, afinal a vida é prazerosa quando estamos utilizando nossa potência, estado de realizar-se como ser.

Existe todo um processo até se alcançar uma vida em que se diga: “Isso era tudo o que eu buscava”. Neste sentido, precisamos de planejamento e de foco. Não menos importante, se elenca o estado espiritual, isto é, nossa envergadura de espiritualidade, sempre apontada em direção da liberdade, imparcialidade e equilíbrio.

Para se ter uma vida de leveza e qualidade, além de se fazer aquilo que se ama fazer, é preciso ter o silêncio da mente, a paz interior, a leveza da alma, o bem-estar consigo mesmo, isto é, a aceitação da vida que acontece no aqui e agora. Portanto precisamos desenvolver nossa espiritualidade, nossa empatia, nosso não julgamento e nossa ação transformadora para com o nosso próximo.

O fato é que somos uma energia no universo, uma energia em potência, logo não somos perpétuos. Contudo nossa alma é imortal, vive para sempre, e, enquanto estivermos neste casco de corpo humano, precisamos utilizar nossa energia, nossa potência, colocar em ação nossos projetos, fazendo com que nossos momentos sejam produtivos e sempre fazendo com que nossas tomadas de decisão sejam eficazes dentro do nosso cronograma, isto é, que atendam ao espaço dos ciclos dentro de um projeto de vida.

No final de tudo, que atenda ao propósito de vida, a fim de integrar nossa existência, atender nossas expectativas e servir aos nossos sonhos. Para isso, passamos por um longo processo de experiências, então é contabilizado ao olharmos para trás, veremos as perdas pelo caminho, sonhos abandonados, projetos esquecidos, tudo por conta da força, da potência utilizada no sonho majoritário. Por fim, seja incrível em seu turno enquanto vida.

Nilo Deyson Monteiro Pessanha
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BOAS NOTÍCIAS: O LADO BOM DE 2020 – 1ª PARTE

Nesta segunda-feira você vai ver aqui, na coluna BOAS NOTÍCIAS a 1ª parte da retrospectiva de O Lado Bom de 2020, que o Rinaldo Oliveira e sua filha do SÓ NOTÍCIA BOA fizeram para nos lembrar que 2020 não foi um ano tão ruim. Que também teve muitas coisas boas. Então veja o editorial e o vídeo a seguir com todo esse conteúdo!

2020 entra para a história como um dos anos mais tristes da humanidade… as perdas, a pandemia, o isolamento, as tragédias… Mas se é fácil perder a esperança, também é preciso vibrar positivo pra que venha um ano novo melhor. Focar no que aconteceu de ruim não vai atrair coisa boa pra 2021. Por isso o SóNotíciaBoa preparou O Lado Bom de 2020. “Nós fizemos o programa no estilo “sessão da tarde de Natal”, sem aquele peso das retrospectivas de fim de ano da TV, que jogam a gente no buraco e nos enterram na tristeza. Nada disso”, garantiu Rinaldo de Oliveira, fundador do SoNotíciaBoa e apresentador do Lado Bom de 2020. O Lado Bom de 2020 põe a gente pra cima. Resume o que aconteceu de melhor no ano: histórias de cura, de vitória, de solidariedade, de empatia, de amor, de heróis, de gente que se superou, que acreditou, que venceu, que fez a gente chorar de alegria. “A gente pesquisou no portal e nas redes sociais do SóNotíciaBoa as notícias mais lidas, as mais curtidas, os vídeos mais acessados em 2020 e juntamos tudo pra virar uma história de Natal, com final feliz”, lembra Andréa Fassina, diretora de conteúdo do portal. E o curioso é a alegria que a própria pesquisa ia trazendo pra gente, pro ambiente, à medida em que a equipe ia selecionando as matérias que iam entrar no programa. Rever tudo o que contamos de bom em 2020 no SóNotíciaBoa renovou nossa própria esperança e gratidão. E foi tanta notícia boa em 2020, que tivemos que dividir o programa em dois capítulos.

Fonte: Só Notícia Boa

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AUTOCONHECIMENTO: A TRANSIÇÃO PLANETÁRIA É CAUSA OU CONSEQUÊNCIA DO DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA?

Há muito se fala dessa tão anunciada Transição Planetária. Sob o prisma estritamente astronômico e astrológico a transição planetária existe e está acontecendo. Lembra em 2012 quando você achou que o mundo não acabou? Pois bem, muitos acreditam que foi ali que ele (o mundo que conhecíamos) se foi e abriu caminho para um novo mundo e para um importante momento planetário. O “fim do mundo” dava conta de uma alegoria astrológica (mal interpretada) sobre transição de era. A cada 2160 anos, o sol nasce na frente da constelação de um signo. Durante esse período, o planeta passa a ser regido pelas características de tal signo (o que caracteriza a sua era). Agora é a vez de Aquário. Mas além desta “troca de era”, estamos atravessando o período de encerramento de um ciclo de eras (já rolaram eras de todos os signos), o que ocorre a cada 26 mil anos (!). A astrologia diz que não estamos vivendo apenas uma era de mudanças, e sim uma mudança de eras.  Estamos saindo da era de Peixes e “entrando” (em transição) para esta nova era de Aquário. As datas de início exato de cada era variam de acordo com diferentes linhas de pensamento, pois assim como a passagem do dia para a noite não acontece de uma hora para outra, existe uma transição, com sobreposição de luzes e sombras, entre as eras. É exatamente este momento que estamos vivendo.

Transição Planetária, o Despertar da Consciência!

Mão no universo com sistema solar ao fundo

Dizem que tudo isso que estamos vivendo faz parte do início da chamada Transição Planetária. Transição esta que consiste no despertar da consciência humana.

Sim, a quarentena, o isolamento não diz respeito a uma mera medida de preservação da espécie. É muito mais. É um momento para, de fato, pararmos e nos avaliarmos. O que estamos fazendo de nossas vidas?

Aquele ritmo acelerado, aquela correria do dia a dia era para nos levar para onde mesmo? Estamos caminhando por quê? Para “ter” mais e mais?

Mulher sentada de costas com mãos para o alto fazendo coração com mar e pôr-do-sol ao fundo

Foto de Peng Louis no Pexels

E o “ser” e o “sentir” ainda fazem parte da nossa vida? O emocionar-se ainda encontra espaço?

Mas, afinal, o que é este tal despertar da consciência? Consciência de quê? Respondo: de que somos muito mais do que matéria. Somos almas experimentando uma vida no corpo físico. Somos muito mais capazes do que imaginamos. Temos talentos, dons para serem descobertos e explorados. Temos sentimentos e emoções, que nos diferenciam das máquinas.

Somos seres especiais e complexos.

E quando chegamos ao final de nossas vidas aqui na Terra, não levamos nenhum bem material conosco! Mas, então, por que queremos acumular tanto? Para nossos herdeiros?

Ora, não parece ter muita lógica nesse raciocínio. Vamos partilhar ainda em vida; vamos ser compassivos com nossos irmãos.

Aliás, esta é outra grande tomada de consciência. Somos seres interdependentes, precisamos uns dos outros. Vamos ser mais compassivos com os mais vulneráveis neste momento.

A compaixão é um belo atributo do novo humano. E o que estamos vivenciando facilita ou deveria facilitar para nos tornarmos mais sensíveis com as dores do mundo.

É o momento de nos prepararmos para o novo normal! Nova vida, nova consciência, novo despertar, novo humano!

Desperte o seu Eu interior e se sintonize com suas emoções e seus valores mais elevados. E tenha certeza disto: você estará no caminho certo, acompanhando com êxito a Transição Planetária!

Úrsula Petrilli Dutra Christini
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BOAS NOTÍCIAS: A CONTINUAÇÃO DE UMA LINDA HISTÓRIA DE GÊMEOS SEPARADOS HÁ 23 ANOS

Domingo é dia de BOAS NOTÍCIAS e coisas leves. Por isso trago uma publicação bastante leve de uma história bonita de dois irmãos gêmeos que foram separados ao nascerem e se reencontraram 23 anos depois. Agora, a novidade e BOA NOTÍCIA é que vão morar e trabalhar juntos. Então lhe convido a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa bela história!

Gêmeos separados há 23 anos vão morar e trabalhar juntos em MG

ATUALIZAÇÃO: VAMOS CONVERSAR AO VIVO COM OS DOIS HOJE, 18H NO INSTAGRAM DO SONOTICIABOA! ACOMPANHE! Os gêmeos fotógrafos Tomaz Maranhão e Gabriel Mateus, separados há 23 anos e que se conheceram em junho passado, vão morar juntos a partir da semana que vem.

E mais: vão trabalhar juntos no que eles mais amam: a fotografia – foi justamente uma foto que permitiu que eles se encontrassem nas redes sociais, como mostrou o SóNotíciaBoa na época.

Os dois nasceram no Ceará. Tomaz, que foi adotado por uma família de Fortaleza, embarca nesta segunda-feira, 14 para Uberaba, onde vive Gabriel com a esposa, Carol Polato.

“Sinto que precisamos nos conhecer e viver a experiência de estarmos próximos, de nos dar amparo e suprir uma falta que é a experiência de vivermos juntos”, disse Tomaz ao Diário do Nordeste.

Ele tomou a decisão depois de conviver durante 21 dias com o irmão Gabriel.

“Já era algo anunciado, já estava estampado no meu rosto. De uma forma ou de outra iria se concretizar, só não imaginava que seria tão rápido e que, mais uma vez, essa separação me deixaria tão mal”, contou Tomaz.

Já Gabriel é pura felicidade.

“Ter ele ao nosso lado, e ver os nossos amigos abraçando ele me fez sentir paz e grande felicidade. Era meu sonho ter ele comigo, darmos risadas, estar na presença dos amigos com a companhia dele, foi um sentimento que eu nunca tive”.

Os planos

As mães adotivas Tomaz foram as primeiras a incentivar a mudança definitiva.

“Tive uma criação muito linda. Tenho duas mães que me entendem, que sentem comigo, me permitem ter as minhas próprias vivências e sempre me apoiam. Dessa vez não seria diferente. A família de Uberaba adorou a novidade e já me acolhe de braços abertos”, diz Tomaz.

Tomaz, que trabalhava no Museu da Fotografia Fortaleza, pretende fazer ensaios e cobertura fotográfica de eventos com o irmão em Minas Gerais

Ele sonha em abrir um estúdio.

“Sinto que precisamos nos conhecer e viver a experiência de estarmos próximos, de nos dar amparo e suprir uma falta que é a experiência de vivermos juntos”, diz.

Contando as horas

Em Minas, Gabriel e a esposa dele, Carol Polato, contam as horas para a chegada de Tomaz.

“Ele é uma pessoa de luz e essa luz vai nos ajudar a enxergar e fazer com que sejamos pessoas cada vez melhores. Alguém para sorrir conosco, para compartilhar os momentos difíceis, para evoluir com a gente, era tudo o que nós precisávamos. E não poderia ser outra pessoa melhor senão o irmão gêmeo que eu sempre sonhei em ter ao meu lado”, comemora Gabriel.

Uma história de separação que o tempo tratou de reunir.

“Existe algo muito forte na gemelaridade, nós sentimos a existência um do outro. Isso foi fundamental para que pudéssemos nos encontrar… A vida nos traz porquês que muitas vezes não conseguimos entender, mas, o tempo se encarrega de resolver”, concluiu Tomaz.

Gêmeos fotografando - Fotos: reprodução / redes sociais
Gêmeos fotografando – Fotos: reprodução / redes sociais
Ensaio dos gêmeos - Foto: arquivo pessoal
Ensaio dos gêmeos – Foto: arquivo pessoal


Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa – Com informações do Diário do Nordeste

Fonte: Só Notícia Boa

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: A PRÁTICA DA ESPIRITUALIDADE PODE AJUDAR NA ARTE DE VIVER JUNTOS EM TEMPOS DIFÍCEIS

Sim meu caro e minha cara leitora, a espiritualidade pode ajudar na arte de viver juntos em tempos difíceis e o artigo a seguir vai lhe esclarecer como praticar a espiritualidade e como essa prática pode salvar casamentos e relacionamentos em tempos de pandemia e confinamento. Por isso, lhe convido a ler com atenção o texto completo a seguir e encontrar esse norte pra sua vida!

A espiritualidade pode ajudar na arte de viver juntos em tempos difíceis?

Casal em sala de casa com homem tocando violão e mulher cantando

A espiritualidade pode ajudar na arte de viver juntos em tempos difíceis?

Nem sempre os casais conseguem fazer do dia a dia um belo quadro expressando o mais verdadeiro amor ou uma poesia de belas e harmoniosas rimas entonadas pelo mais profundo amor.

Parece que há dias que a tinta derrama e borra o quadro, que a tinta colorida está preta e branca e sem brilho. E palavras duras quebram a rima dos versos de amor da poesia.

E em tempos de pandemia, parece que a arte de viver juntos é testada? Teste do financeiro, da saúde física e mental, da empatia dentro de casa, dos nervos à flor da pele, o medo da morte do relacionamento, sem falar das mortes causadas pela Covid-19.

Muitos casais, ou pelo menos um dos parceiros, têm visto nesse atual momento um alento na busca pela espiritualidade. A busca por um sentido de conexão com algo maior que si próprio, a reconexão com o espírito, ouvir a voz interior, se aproximar um pouco do Amor Incondicional. Para alguns, a espiritualidade está relacionada à vivência religiosa; para outros, é algo independente.

Nós, como espíritos vivenciando essa experiência humana aqui na Terra, nesse momento de transição, ao nos conectar com essa Luz Maior, podemos atravessar essa tempestade com mais facilidade e menos sofrimento. Para isso, o casal precisa se conectar com esse Amor Maior e refleti-lo em suas palavras e ações. Amar não é ficar parado, como um príncipe mimado, esperando que suas necessidades sejam atendidas, sem haver retribuição pelo amor recebido. Amar é agir amorosamente. Assim os casais podem encontrar juntos, e conectados com a espiritualidade, soluções criativas à medida que os obstáculos aparecem:

Ver o outro também como um espírito vivendo sua experiência terrena.

Respeitar os limites da outra pessoa.

Dividir uma dor num momento difícil.

Havendo necessidade, refazer o planejamento financeiro.

Demonstrar sua lealdade.

Se alegrar com o sucesso do seu par.

Alimentar o bom humor na relação.

Dividir as tarefas da casa de forma justa — e as responsabilidades com filhos, caso os tenha.

Casal deitado junto em sofá sorrindo

Foto de Cottonbro no Pexels

Escutar o(a) companheiro(a).

Se unir em oração.

Incentivar o crescimento do par.

Apoiar o(a) parceiro(a) em momentos de dor ou dificuldades profissionais.

Assumir sua parte dos problemas da relação e não apenas atribuí-los ao outro.

Fazer planos juntos para colocar em ação quando essa fase passar.

Acontece que muitas vezes os casais se envolvem tanto com as questões materiais que esquecem de praticar a espiritualidade no dia a dia, como os exemplos que citei anteriormente e muitos outros que precisam ser praticados.

Quando o casal consegue falar a língua da espiritualidade, a língua do amor, abre-se dessa maneira para a felicidade da alma, felicidade que chega e, ao ser cultivada, permanece e cresce.

Fátima Cardoso

Escrito por Fátima Cardoso

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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FILOSOFIA: OS CONCEITOS DE EMPATIA, SIMPATIA E ANTIPATIA POR LEANDRO KARNAL

 

Na nossa coluna FILOSOFIA desta segunda-feira temos mais uma mini-palestra do extraordinário Leandro Karnal sobre os conceitos de Empatia, Antipatia e Simpatia com muito humor e metáforas incríveis. Um vídeo que ensina, diverte e relaxa.

Fonte:

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