GOVERNO DO RN LANÇA PROJETO PARA AMPLIAR COBERTURA VACINAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DO ESTADO

Governo do RN lança projeto para levar vacinação às escolas e ampliar imunização no estado

Redação/Portal da Tropical

Atualizado em:

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com o objetivo de incentivar a vacinação e ampliar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes no Rio Grande do Norte, o governo do estado lançou nesta terça-feira (24) o projeto Minha Escola Nota 10. A ação pretende levar, entre maio e julho, atividades de conscientização sobre a importância das imunizações e promover a vacinação no âmbito escolar.

O projeto é uma  parceria entre as secretarias estaduais de saúde pública (Sesap) e educação (SEEC). O secretário de saúde do RN, Cipriano Maia, destacou a importância do projeto.

“Precisamos avançar nessa vacinação dos menores de idade e essa ação é primordial na nossa estratégia. As escolas estão em todas as comunidades do estado, próximas as famílias, por isso são o foco desse trabalho”.

Entre as vacinas do calendário infantil em idade escolar estão os reforços da DTP (difteria, tétano e coqueluche) e poliomielite, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), influenza, febre amarela, HPV, hepatite e Covid-19.

A cada ano as coberturas vacinais vem caindo em todo o Brasil, o que acaba aumentando o risco de surtos e da introdução de doenças até então erradicadas, como o sarampo.

De acordo com o Programa Estadual de Imunizações da Sesap, entre os principais problemas para a baixa cobertura vacinal estão a falsa sensação de segurança, dificuldades no acesso aos serviços de saúde (horário, fichas, filas), fake news e medo de reação adversa.

“As escolas tem essa condição de melhorar o acesso das crianças a esse benefício de proteção, onde os pais estão sobrecarregados e não tem condições de levar os filhos até a vacinação, que é acima de tudo uma proteção coletiva”, comentou a promotora de Justiça Rosane Pessoa Moreno.

Fonte: Portal da Tropical _ Notícias

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ESPECIALISTAS APONTAM QUE O USO EM EXCESSO DE TELAS PODE SER NOCIVO PRINCIPALMENTE PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

CNN Sinais Vitais discute riscos à saúde do uso em excesso da tecnologia digital

Especialistas apontam que o uso exagerado das ferramentas pode ser nocivo principalmente para crianças e adolescentes

Lucas RochaAdriana FariasFabiana Lopesda CNNem São Paulo06/05/2022 às 04:30

 

Estudar, trabalhar, comprar, fazer amigos e até mesmo namorar. Estas são apenas algumas das inúmeras possibilidades do uso das tecnologias digitais atualmente. Mas qual o limite entre o uso moderado e inteligente e aquele que pode ser prejudicial à saúde?

CNN Sinais Vitais desta semana faz um mergulho no universo digital com o objetivo de responder a esta pergunta. Especialistas apontam que o uso em excesso das ferramentas pode ser nocivo principalmente para crianças e adolescentes.

O programa, apresentado pelo cardiologista Roberto Kalil, vai ao ar neste domingo (8), às 19h30, reforçando o conteúdo diversificado com a marca CNN Soft.

“Na primeira infância, um estudo mostra que, no Brasil, entre 4 e 5 anos, 89% das crianças são expostas excessivamente às telas”, diz Machado. “Quando nós inclinamos a cabeça para frente, o peso que seria sustentado por cinco quilos passa a pesar 27 quilos. Quando eu inclino a cabeça para frente, crio uma pressão na cervical e nos ombros equivalente a carregar uma criança de oito anos de idade de cavalinho”, complementa Nabuco.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o tempo recomendado de uso diário de telas varia de acordo com a idade, sendo restrita a utilização por crianças menores de dois anos (veja quadro abaixo).

 Arte/CNN

No episódio, a médica Evelyn Eisenstein, coordenadora da rede “Esse mundo digital” e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, fala sobre o prejuízo de desenvolvimento da fala e da linguagem nas crianças menores de 3 anos que têm acesso às tecnologias digitais.

“Nos últimos anos, especialmente durante a pandemia, mais crianças entraram no mundo digital. Até 98% dos adolescentes do Brasil acessam smartphones ou notebooks”, diz.

O neurocientista e pesquisador francês especializado em neurociência cognitiva, Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”, alerta sobre o uso das tecnologias por crianças e adolescentes.

“O cérebro da criança é feito para processar interações humanas, não para processar telas ou qualquer outra coisa”. E, embasado em pesquisas, ele vai além: “Essa vai ser a primeira geração que o QI será mais baixo que a geração anterior”, alerta.

Morgana Secco, mãe da bebê Alice, que ficou conhecida mundialmente por conseguir falar palavras difíceis com tão pouca idade, conta que a filha nunca teve contato com telas de computadores ou celulares, aprendendo apenas com interações humanas.

Anna Lucia Spear King, coordenadora do laboratório Delete Detox Digital e Uso Consciente de Tecnologias do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica o porquê de muitas crianças e adolescentes gastarem tanto tempo jogando online.

“O uso de jogos libera no cérebro dopamina, serotonina, endorfina, substâncias químicas que nos dão muito prazer e o cérebro aprende rápido, por isso as pessoas se viciam. É a mesma linha do álcool e da droga, que liberam as mesmas coisas, o mesmo processo de recompensa no cérebro”, afirma.

O gaúcho Brayan Loss, 30, profissional da área de informática, chegava a passar 18 horas por dia conectado. Isolado, sem contato com outras pessoas, desenvolveu gastrite porque passou a tomar muita cafeína para aguentar a maratona. Isolado em um mundo paralelo, ele precisou buscar ajuda especializada.

Alunos de diferentes idades de uma escola de São Paulo foram convidados pelo programa para participar de uma roda de conversa sobre o uso de dispositivos digitais. Todos contaram que batalharam bastante para ganhar um celular próprio dos pais.

“Esse autocontrole depende muito dos pais e da escola, o livro te traz um espaço muito grande para fantasia, criatividade, raciocínio. Na ferramenta digital, as coisas acontecem em uma velocidade que você fica escravo dela”, diz o médico Roberto Lent, professor emérito da UFRJ e pesquisador do Instituto D’or de Pesquisa e Ensino.

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OITO PAÍSES RELATAM CASOS DE UMA HEPATITE MISTERIOSA QUE ESTÁ AFETANDO CRIANÇAS

OMS confirma novos casos de hepatite misteriosa

Já são 20 países com registros da doença

As crianças afetadas têm de 1 mês a 16 anos. A maioria delas é menor de 10 anosAs crianças afetadas têm de 1 mês a 16 anos. A maioria delas é menor de 10 anos | Foto: Divulgação/Unicef

Oito países relataram nesta semana novos casos de uma hepatite misteriosa que está afetando as crianças. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou na terça-feira 3 que os registros, agora, chegaram a 20 países. Ao todo, quase 230 crianças ficaram doentes e outros 50 casos estão em investigação. São quatro mortes suspeitas (três na Indonésia).

A maioria dos casos foi registrada na Europa, grande parte no Reino Unido. Em 5 de abril, a OMS foi informada de dez casos de hepatite aguda severa de origem desconhecida em crianças de menos de 10 anos no centro da Escócia. Posteriormente, novos casos suspeitos foram identificados na Espanha, na Dinamarca, na Irlanda, na Holanda, na Itália, na França, na Noruega, na Romênia e na Bélgica, conforme a OMS. Fora da Europa, Israel e Estados Unidos se somaram à lista.

Os cientistas estão intrigados com a enxurrada de casos, porque nenhuma das crianças afetadas deu positivo para os vírus normais que causam hepatite. A busca por uma causa desconhecida é especialmente difícil porque os casos podem ter vários fatores por trás deles que não são consistentes entre as doenças.

As crianças afetadas têm de 1 mês a 16 anos. A maioria delas é menor de 10 anos. Nenhuma tinha outra doença.

“É muito urgente e estamos a dar prioridade absoluta a isso e a trabalhar muito de perto com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças na gestão e coordenação”, assegurou o diretor regional de Emergências da OMS, Gerald Rockenschaub.

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TERCEIRO CASO DE RAIVA HUMANA FOI CONFIRMADO EM CRIANÇAS NA ZONA RURAL DE CIDADE MINEIRA

Minas Gerais confirma terceiro caso de raiva humana em crianças

Duas crianças morreram e uma está internada; casos aconteceram na zona rural do Vale do Mucuri, em Bertópolis

Daniela Mallmann

da CNN

Ingrid OliveiraGiulia Alecrim

da CNN

Morcegos podem transmitir doença para humanosMorcegos podem transmitir doença para humanos Foto: Reprodução

Minas Gerais confirmou o terceiro caso de raiva humana em crianças em menos de mês de abril. Duas crianças morreram. As infecções foram identificadas na zona rural do Vale do Mucuri, na cidade de Bertópolis.

O primeiro caso foi identificado em um menino de 12 anos, que morreu.  Uma menina de 12 anos também foi infectada e está internada na UTI de Belo Horizonte, e uma criança de cinco anos  morreu no último dia 17.

Os dois primeiros relatos têm ligação com mordida de morcego.

Agora, a Secretária de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) investiga um quarto caso suspeito, em uma menina de 11 anos — que está internada e aguardando resultado dos exames.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que, em 2022, foram notificados dois casos de raiva humana, ambos no município de Bertópolis. Os dois casos são de indígenas (Maxacali) e com histórico de exposição a morcego.

De acordo com a SES-MG, neste  ano de 2022, a campanha de vacinação antirrábica animal, canina e felina, será realizada nos meses de agosto e setembro pelos municípios mineiros.

O objetivo da campanha de vacinação antirrábica animal é de estabelecer uma barreira imunológica capaz de interromper a transmissão da raiva nas populações canina e felina de uma comunidade, e consequentemente prevenir o acometimento da população humana pelo vírus da raiva.

Sobre a raiva

A raiva é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus que acomete mamíferos, inclusive o ser humano. A transmissão acontece a partir do contato com o vírus pela saliva do animal infectado, que penetra no organismo através da pele ou de mucosas, após a mordida ou arranhão.

A doença é potencialmente fatal, uma vez que envolve o sistema nervoso central, provocando a morte após curta evolução.

Os sintomas da raiva humana incluem mudança de comportamento, inquietude, perturbação do sono, alterações na sensibilidade, queimação, formigamento e dor no local da mordida. A evolução da doença pode levar a quadros de alucinações, acompanhados de febre.

Fonte: CNN

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UNICEF ALERTA QUE A BAIXA COBERTURA VACINAL DE CRIANÇAS PODE ABRIR ESPAÇO PARA O RETORNO DE DOENÇAS COMO SARAMPO E POLIOMIELITE

Com baixa cobertura vacinal, volta do sarampo e da pólio preocupa, alerta Unicef

À CNN, a oficial de saúde do Unicef, Stéphanie Amaral, destacou que é inaceitável que crianças morram e sofram por doenças preveníveis por vacinas

Amanda GarciaBel Campos

da CNN

em São Paulo

Vacinação de crianças em São Paulo (SP)Vacinação de crianças em São Paulo (SP)Foto: Governo do Estado de São Paulo

A baixa cobertura vacinal de crianças pode abrir espaço para o retorno de doenças como o sarampo e a poliomielite. O alerta é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Em apenas três anos, a cobertura de vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola no Brasil caiu de 93,1%, em 2019, para 71,49% em 2021.

Em entrevista à CNN, a oficial de saúde do Unicef no Brasil, Stéphanie Amaral, destacou que a queda tem sido percebida desde 2015.

“A cobertura da pólio, por exemplo, chegava a quase 100% em 2015, em 2019 teve queda para 84% e em 2021 caiu muito mais drasticamente, para 67%”.

Segundo ela, “isso é muito preocupante porque estamos correndo risco de que essas doenças voltem, elas têm gravidade e podem levar à mortalidade, a pólio traz a paralisia infantil e também a morte. É uma situação agravada que a gente precisa reverter não podemos aceitar que crianças morram e sofram por doenças facilmente preveníveis por vacinas”.

Na avaliação da oficial do Unicef, pesquisas apontam que uma série de fatores interfere na falta de adesão à vacinação.

“Ela passa pela baixa percepção da gravidade das doenças, já que elas não têm sido vistas há muito tempo, a nova geração de pais, mães e médicos nunca conviveram com elas e pensam que está tudo bem e que não há perigo, esse é um pensamento errado, e percebemos isso com a volta do sarampo.”

Stéphanie afirma acreditar que a pandemia agravou a situação que já vinha sendo identificada. Outro ponto é a circulação de fake news: “A disseminação de notícias falsas tem papel na diminuição da cobertura vacinal”.

“Precisamos fortalecer o Programa Nacional de Imunizações e a capacidade dos profissionais de saúde e mobilizar a população para entender a gravidade da situação e, assim, levar as crianças para vacinar”, disse.

Ela ainda defendeu que haja busca ativa das crianças que não foram vacinadas e reforçou que os imunizantes são seguros e alvos de pesquisa há anos.

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CRIANÇAS QUE RECEBERAM VACINA ERRADA CONTRA COVID-19 NO PERNAMBUCO ESTÃO SENDO MONITORADAS PELAS AUTORIDADES DE SAÚDE DO ESTADO

Crianças recebem vacina errada contra a Covid-19 em Pernambuco

Dose da Janssen foi aplicada erroneamente em 41 crianças; seis apresentaram efeitos colaterais mais fortes, e todas serão monitoradas

Diego Barros

da CNN

em Pernambuco

Equipes de saúde do governo de Pernambuco acompanham 41 crianças que receberam, de forma equivocada, doses da vacina contra a Covid-19 da Janssen no município de Afogados da Ingazeira (PE).

Segundo informações estaduais e municipais, seis dessas crianças apresentaram efeitos colaterais mais fortes, como náuseas e vômitos. Todas as 41 serão monitoradas pelos próximos 30 dias por autoridades de saúde, que devem monitorar a resposta do organismo à dose não recomendada para crianças.

No Brasil, crianças entre 5 e 11 anos podem ser imunizadas com duas doses infantis da Pfizer; já a Coronavac pode ser utilizada na faixa etária de 6 a 11 anos. Ambas possuem a aprovação e a segurança atestada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A secretaria de Saúde de Pernambuco afirmou que crianças que receberam a vacina errada como 1ª dose deverão retornar, em 60 dias, para receberem a 2ª dose da Pfizer. Já aquelas que buscavam completar o ciclo vacinal e tomaram a Janssen como 2ª dose já são consideradas completamente imunizadas.

Segundo a prefeitura de Afogados da Ingazeira, a servidora responsável pelo erro foi afastada de suas funções e deverá responder a um inquérito administrativo.

Fonte: CNN

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SEGUNDO DCCI, CAI 87% O NÚMERO DE INFECÇÃO POR HIV EM CRIANÇAS DE ATÉ 5 ANOS NO BRASIL

Número de infecções por HIV em crianças de até 5 anos no Brasil cai 87% em 12 anos

Dados mostram que número de casos caiu de 562 para apenas 74 entre 2009 e 2021

Filipe Brasil

da CNN*

no Rio de Janeiro

Teste rápido para diagnóstico de HIVTeste rápido para diagnóstico de HIVBreno Esaki/Agência Saúde

O número de casos de infecção por HIV entre crianças de até 5 anos no Brasil caiu 87% entre 2009 e 2021, segundo indicadores do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI), do Ministério da Saúde (MS).

Em termos absolutos, o número de registros caiu de 562 para apenas 74 nesse período.

A transmissão do Vírus da Imunodeficiência Humana de mulheres grávidas para fetos acontece pela chamada transmissão vertical, que se dá durante a gestação, o parto ou até pela amamentação. Pessoas com o vírus podem ou não desenvolver a Síndrome da Imunodeficiência Humana (AIDS, na sigla em inglês), tudo depende de ter o diagnóstico e iniciar o tratamento o quanto antes.

“Além da maior informação que essas mães recebem hoje em dia, a queda aconteceu por conta do exame que é feito logo que a mulher fica grávida. Assim o risco diminui infinitamente, mas também é crucial que a gestante continue o acompanhamento. Isso porque aqui no projeto, por exemplo, temos casos de mães que passaram bem pela gestação, mas acabaram se infectando durante a amamentação sem saber e passaram para o bebê”, diz a assistente social.

Ainda segundo Adriana, os cuidados durante a gestação tiveram grande avanço nos últimos anos, mas “ainda há pouca comunicação sobre a AIDS para as crianças, que hoje nem sequer sabem o que significa”.

“O que me preocupa atualmente é que paramos de falar sobre a AIDS e as crianças de 8, 9 e até 10 anos muitas vezes não sabem o que é. São esses que em breve serão jovens e vão começar a vida sexual sem consciência, se relacionando sem proteção. E tudo isso pode gerar uma explosão de infecções novamente”, diz Adriana.

Queda de casos entre gestantes

Dados da plataforma de indicadores do Ministério da Saúde indicam que também houve queda na infecção de gestantes nos últimos anos. De 2017 a 2020, ano dos últimos dados compilados pelo ministério, o número de infectadas por mil nascidos vivos foi de 8.577 para 4.280 – uma redução de 50%. Especialistas ponderam, entretanto, que em 2020, por causa da pandemia, os dados podem apresentar alto grau de subnotificação, já que muitas pessoas deixaram de ir aos hospitais devido à Covid-19.

O presidente da Comissão Nacional Especializada em Doenças Infectocontagiosas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o ginecologista Geraldo Duarte, afirma que a queda no número de casos se justifica principalmente pela melhora nos protocolos de tratamento e maior disponibilização de testes.

“Há cerca de 5, 6 anos, as pessoas diagnosticadas só começavam a receber tratamento no momento em que tinham sintomas de imunodeficiência por causa da AIDS. Depois de muita pressão da sociedade, esse protocolo foi modificado e o tratamento passa a ter início logo que acontece o diagnóstico. Por outro lado, a maior disponibilidade de testes permite diagnósticos antecipados e tratamento nas etapas iniciais da doença”, explica o ginecologista.

Para o médico, o número de infecções entre gestantes é um importante indicativo da situação da doença no país.

“Se cai o número de grávidas infectadas, cai também o de crianças e, consequentemente, o de adultos no futuro. Então a tendência é que o número de infecções totais no país acompanhe a variação da doença entre as gestantes”, explica o ginecologista.

Número total de casos também cai no Brasil

O número total de casos de AIDS no país cai a cada ano desde 2013. Nesse período, houve queda de 69%. De 43.493 casos em 2013, o Brasil foi para 13.501 em 2021.

As mortes causadas pela doença também caíram no país: de 2015 a 2020, ano do último dado compilado pelo ministério, os óbitos que tiveram por causa básica a AIDS foram de 12.667 para 10.417.

Para Paulo de Souza Júnior, pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (ICICT/Fiocruz), o avanço no combate à doença no país se deve principalmente à atuação do DCCI no tratamento imediato após o diagnóstico da doença.

“Os números mostram que as ações do departamento têm sido bastante efetivas. Com o tratamento antecipado, além de reduzir os riscos de o paciente vir a ter infecções relacionadas ao HIV e reduzir o risco de óbito, aumentam também as chances de o paciente se manter vinculado ao serviço de saúde. Com isso, muitos nem chegam a ter a AIDS e morrem por outras causas”, diz o pesquisador da Fiocruz.

Números do estado do Rio

No Estado do Rio de Janeiro, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) identificou a mesma tendência de queda nas infecções. O número de crianças de até 5 anos com HIV no estado diminuiu 55,9% de 2018 para 2021.

Em 2018, o estado registrou 34 casos de transmissão vertical. Em 2019, o número caiu para 32. Em 2020, foram 19 e em 2021, 15.

Segundo a gerente de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/AIDS) da SES, Juliana Rebello, quanto mais cedo o vírus for detectado e a terapia antirretroviral começar, melhor.

“Com o tratamento, é possível reduzir a carga viral da mãe até que ela fique indetectável e, assim, impedir a transmissão do HIV para a criança”, explica a servidora.

Fonte: CNN

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VARIEDADES: PAIXÕES DOS FILHOS É UM TEMA QUE DEVE SER DISCUTIDO RESPEITOSAMENTE COM OS PAIS

Por que a paixão do seu filho deve ser levada a sério

Paixões são marcos importantes para as crianças e os pais devem discutir isso respeitosamente com elas

lissa Straus

da CNN*

Jovens amigos se abraçamJovens amigos se abraçamReprodução / Freepik

Recentemente, perguntei ao meu filho da terceira série sobre as paixões em sua classe. Após dois anos de interação limitada com seres humanos, tive que recorrer a ele – a única pessoa em nossa casa que socializa regularmente, embora com seus colegas de oito e nove anos – para uma dose de fofoca.

Ele me contou sobre algumas paixões, incluindo a sua própria, e também deixou claro que havia algumas que ele não podia me contar porque havia jurado segredo. Respeitei seus segredos e não forcei mais.

Apesar do fato de que ele parecia feliz e à vontade durante toda a nossa conversa, eu me perguntei se eu estava fazendo muitas perguntas ou não respeitando os limites. Eu estava transgredindo o espaço sagrado e privado das paixões da infância?

Os especialistas dizem que não – boas notícias para todos os adultos curiosos por aí. Paixões são marcos importantes e há muito ignorados na vida relacional de crianças pré-adolescentes que os pais e cuidadores devem discutir respeitosamente e descompactar com eles.

Essas paixões de cachorrinhos ajudam as crianças a explorar sentimentos românticos antes de estarem prontas para relacionamentos românticos. Através deles, eles aprendem a lidar com algumas das partes mais desafiadoras de desejar o outro.

Por que as crianças têm paixões

Uma paixão está em sua própria categoria de relacionamentos, separada de amizade ou namoro. Às vezes as paixões são para pessoas que conhecemos, e outras vezes são para personagens fictícios.

Muitas vezes, mesmo que conheçamos o objeto do nosso desejo, o crush nos faz idealizá-lo, e muitas vezes é a versão idealizada daquela pessoa que não conseguimos tirar da cabeça, ao invés do ser vivo, respirando, falho.

A experiência de ter uma paixão pode começar na pré-escola, e as paixões podem continuar a ocorrer ao longo da vida. Geralmente as paixões são unidirecionais, embora às vezes sejam recíprocas. De qualquer forma, as paixões são comuns entre crianças pré-púberes e satisfazem necessidades importantes.

“Essas crianças têm ideias românticas emergentes e sentimentos românticos emergentes, mas não estão realmente prontos para traduzi-los em comportamentos ou relacionamentos românticos”, disse Julie Bowker, professora associada de psicologia da Universidade de Buffalo, em Nova York, acrescentando que as paixões geralmente não são sexual ou sobre namoro na escola primária.

Emergir, no entanto, não significa falta de poder. Os sentimentos são reais, e as crianças podem usar a ajuda de seus pais para entendê-los e aprender o que fazer com eles. Começa com os pais levando esses sentimentos a sério.

“Há um componente emocional muito forte lá, e para algumas crianças é difícil saber o que fazer com essas emoções fortes”, disse Catherine Bagwell, professora de psicologia do Oxford College da Emory University, na Geórgia.

Como falar sobre crushs

As crianças podem falar sobre paixões o dia todo com seus amigos e ainda mal entendê-las. É aqui que entram os pais, mesmo que nunca saibamos todos os detalhes de quem tem uma queda por quem.

Os pais estão lá para fornecer contexto e garantir que as crianças saibam que o que estão sentindo provavelmente já foi sentido antes, disse Amy Lang, educadora de pais e sexualidade e apresentadora do “Just Say This”, um podcast sobre sexualidade saudável.

Ao falar sobre paixões com crianças, pergunte por que eles gostam de quem eles gostam, que tipo de coisas eles gostariam de fazer com suas paixões e se eles poderiam convidá-los. Fale também sobre o que acontece se ambas as pessoas não se sentirem da mesma forma.

Como tratamos a pessoa que “gosta” de nós, de quem não “gostamos” de volta? Como lidamos com isso quando a pessoa que “gostamos” não gosta de nós? Mesmo no caso de amor ultra-secreto e não correspondido, essa linha de questionamento pode ajudá-los a conectar os pontos entre ser atencioso, respeitoso e curioso e estar em um relacionamento romântico com alguém. “Estabeleça o fato de que a amizade faz parte dos relacionamentos românticos”, disse Lang.

Conversar com as crianças sobre paixões ajuda a normalizá-las, reduzindo a vergonha que podem estar sentindo no parquinho. Na tentativa de normalizá-los, no entanto, os pais devem tomar cuidado para não transformar as paixões em algo que não são.

“Às vezes os adultos gostam de quase sexualizar as crianças e dizer coisas como: ‘Oh, você é tão fofo! Vai casar.’ No meu universo, todo esse tipo de linguagem não é bom”, disse Lang, explicando que essa conversa não é onde as crianças estão em desenvolvimento e torna os relacionamentos maiores do que são. Ir para lá cria um conjunto de expectativas que as crianças não conseguem entender ou atender inteiramente.

Ao mesmo tempo, os pais devem ter cuidado para não minimizar as paixões.

“As paixões são importantes para eles”, disse Bagwell. Descartá-las ou não levá-las a sério pode ser potencialmente prejudicial para as crianças e pode torná-las menos ansiosas por compartilhar seus sentimentos. Quando os pais levam a sério os sentimentos de seus filhos, eles os ensinam a levar seus sentimentos adiante – que é o primeiro passo para aprender a processar os sentimentos de alguém.

Se a mera menção de paixões deixa seu filho em silêncio, converse de qualquer maneira. Lang recomenda fazer perguntas amplas sobre paixões na escola, se elas estão acontecendo, em vez de quem tem uma queda por quem. Se isso falhar, os pais podem contar suas histórias de paixões quando crianças, o que eles se lembram e como se sentiram.

“Isso diz ao seu filho que você sabe sobre isso, e não há problema em falar sobre isso”, disse ela. Pode parecer estranho ou exagerado, mas Lang disse para superar isso. “É seu trabalho ajudar seu filho a ter relacionamentos saudáveis.”

Lang acrescentou: “Meu filho até hoje não me diz por quem ele tem uma queda, então eu apenas falo sobre paixão em geral e construo sobre isso. Não é trabalho deles nos dizer nada ou fazer perguntas.”

Uma informação que eu gostaria que meus pais me dissessem quando tive paixões precoces é que a maioria das paixões não resulta em relacionamentos. Afinal, eu não era um fracasso romântico. Menos de 20% dos alunos do ensino médio têm relacionamentos românticos recíprocos, disse Bowker, e 20% dos alunos do ensino médio se formam sem ter um relacionamento sério e duradouro.

Crianças em idade elementar podem se beneficiar ao saber que a maioria não está pronta para um relacionamento até os 10 a 14 anos. Até então, e mesmo depois, não há nada de errado ou estranho em ter paixões não correspondidas.

Quais são os limites

Embora as paixões sejam um pouco obsessivas por natureza, elas podem ir longe demais.

Ajude as crianças a entender que alguns comportamentos podem fazer com que o objeto de suas afeições se sinta desconfortável, sugeriu Bowker. Existe uma maneira respeitosa de admirar outra pessoa, e outra que ultrapassa fronteiras, e é importante explicar a diferença. “Havia dois meninos na escola da minha filha que tinham uma queda por ela e a observavam o tempo todo, e isso a deixou desconfortável”, disse ela.

Se seu filho estiver em uma situação semelhante, ela recomendou que os pais conversem com eles sobre “consentimento, respeito e limites”. A atenção indesejada pode facilmente cruzar os limites, e as crianças precisam da ajuda dos pais para descobrir quais são esses limites e como expressá-los aos outros e defender a si mesmos.

Ela disse que os pais devem resistir a normalizar qualquer comportamento só porque eles eram comuns quando eram crianças – não mais “meninos serão meninos” para puxar o cabelo e outras expressões de afeto – e ouvir o que parece certo para seu filho.

À medida que as crianças crescem, Bagwell disse para ficar de olho se a paixão está impedindo-as de fazer outras coisas que deveriam estar fazendo. Se for esse o caso, a paixão pode ter ido longe demais.

O início de relacionamentos saudáveis

Paixões e conversas entre pais e filhos sobre paixões podem ser os blocos de construção de relacionamentos românticos saudáveis. As crianças têm a chance de superar limites e rejeição, desenvolvendo empatia ao longo do caminho.

“Olhando para o quadro geral, eles cheiram a relacionamentos e têm os componentes de relacionamentos”, disse Lang, dando às crianças os blocos de construção para aprender a lidar e falar sobre relacionamentos a longo prazo.

“Fale sobre algo tão normal e comum como paixões, e você abre espaço para muitas outras conversas que podem ser mais importantes a longo prazo”, disse Lang. Estes podem incluir perguntas sobre gênero, sexualidade e relacionamentos sexuais.

Assim como as paixões são ensaios para relacionamentos românticos para meus filhos, agora entendo que falar sobre paixões é um ensaio para futuras conversas.

À medida que eles aprendem a se conectar romanticamente, espero aprender algumas coisas também.

Eu quero ser capaz de abrir espaço para a vulnerabilidade e os sentimentos deles, respeitando sua privacidade, para oferecer conselhos não solicitados que precisam ser ditos mesmo quando encontrados pelo silêncio, e tentar ter certeza através dos altos e baixos do amor precoce que eles conhecem. Eles não são estranhos nem sozinhos.

Fonte: CNN

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CIÊNCIAS: PESQUISADORES DE HARVARD CONSTROEM O PEIXE BIOHÍBRIDO COM CÉLULAS DE CORAÇÃO HUMANO

O peixe biohíbrido com células do coração humano é o destaque desta edição da coluna CIÊNCIAS. O objetivo desta pesquisa, segundo pesquisadores da Universidade de Harvard, é chegar a um coração artificial que possa substituir órgãos malformados em crianças. Leia o artigo completo a seguir e saiba como funciona.

REDAÇÃO GALILEU

 ATUALIZADO EM 

Primeiro peixe biohíbrido totalmente autônomo, feito a partir de células musculares cardíacas derivadas de células-tronco humanas. (Foto: Michael Rosnach, Keel Yong Lee, Sung-Jin Park, Kevin Kit Parker)Primeiro peixe biohíbrido totalmente autônomo, feito a partir de células musculares cardíacas derivadas de células-tronco humanas. (Foto: Michael Rosnach, Keel Yong Lee, Sung-Jin Park, Kevin Kit Parker)

Pesquisadores da Universidade Harvard, em colaboração com cientistas da Universidade Emory, desenvolveram o primeiro peixe biohíbrido totalmente autônomo a partir de células musculares cardíacas derivadas de células-tronco humanas.

O peixe artificial nada recriando as contrações musculares de um coração bombeando sangue. O projeto aproxima a ciência do desenvolvimento de uma bomba muscular artificial mais complexa, além de fornecer uma plataforma para estudar doenças cardíacas como a arritmia.

O objetivo final do estudo é construir um coração artificial para substituir um coração malformado em crianças, segundo Kit Parker, professor na Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas John A. Paulson (SEAS) de Harvard e autor sênior da pesquisa, que foi publicada no periódico Science nesta quinta-feira (10).

Confira um vídeo do peixe biohíbrido:

A maior parte dos trabalhos na construção de tecidos cardíacos ou corações está focada em replicar as características anatômicas ou mesmo o simples batimento do órgão nos tecidos projetados. “Mas aqui, estamos nos inspirando no design da biofísica do coração, o que é mais difícil de fazer. Agora, em vez de usar imagens do coração como um modelo, estamos identificando os princípios biofísicos que o fazem funcionar. Ao usá-los como critérios de design e replicá-los em um sistema, no caso com peixes nadando, é mais fácil ver se fomos bem-sucedidos”, disse o pesquisador, em comunicado.

Esquemas de peixes biohíbridos com natação autônoma (Foto: Reprodução/Michael Rosnach, Keel Yong Lee, Sung-Jin Park, Kevin Kit Parker)Esquemas de peixes biohíbridos com natação autônoma (Foto: Reprodução/Michael Rosnach, Keel Yong Lee, Sung-Jin Park, Kevin Kit Parker)

O peixe biohíbrido desenvolvido em Harvard baseia-se em pesquisas anteriores do Parker’s Disease Biophysics Group. Em 2021, esse laboratório usou células musculares cardíacas de ratos para construir uma bomba biohíbrida semelhante a uma água viva. A partir desse mesmo tipo de células, em 2016, eles desenvolveram uma arraia artificial.

Na pesquisa atual, a equipe construiu o primeiro dispositivo biohíbrido autônomo feito de cardiomiócitos, a fibra muscular cardíaca, derivados de células-tronco humanas. A inspiração foi a forma e o movimento de natação de um peixe-zebra.

Ao contrário dos dispositivos anteriores, o peixe-zebra biohíbrido tem duas camadas de células musculares, uma de cada lado da barbatana da cauda. Quando um lado se contrai, o outro estica. Esse estiramento desencadeia a abertura de um canal mecanossensível de proteína, que causa uma contração, a qual leva a um outro estiramento e assim por diante. O que se tem, portanto, é um sistema de circuito fechado que pode impulsionar o peixe por mais de 100 dias.

Os pesquisadores também projetaram um nó de estimulação autônomo, como um marca-passo, que controla a frequência e o ritmo dessas contrações espontâneas. Juntos, as duas camadas de músculo e o nó de estimulação autônomo permitiram a geração de movimentos contínuos, espontâneos e coordenados de vaivém.

Por causa desses dos dois mecanismos internos de estimulação, esses peixes podem viver mais, mover-se mais rápido e nadar com mais eficiência do que os projetos de trabalhos anteriores, disse Sung-Jin Park, ex-bolsista de pós-doutorado no Grupo de Biofísica de Doenças do SEAS e coautor do estudo. “Esta nova pesquisa fornece um modelo para investigar a sinalização mecanoelétrica como um alvo terapêutico no gerenciamento do ritmo cardíaco e para entender a fisiopatologia das disfunções do nó sinoatrial e da arritmia cardíaca”.

O condicionamento do peixe biohíbrido ainda melhora com a idade. Sua amplitude de contração muscular, velocidade máxima de natação e coordenação muscular aumentaram no primeiro mês à medida que as células dos cardiomiócitos amadureceram. Eventualmente, o peixe biohíbrido atingiu velocidades e eficácia de natação semelhantes às do peixe-zebra na natureza.

Em seguida, a equipe pretende construir dispositivos biohíbridos ainda mais complexos a partir de células cardíacas humanas. “Eu poderia construir um modelo de coração com massinha de modelar, isso não significa que eu possa construir um coração”, disse Parker.

Ele explica que é possível cultivar algumas células tumorais aleatórias até que elas se transformem em um nódulo latejante, e então passe a chamá-las de “organoide cardíaco”. No entanto, a semelhança na forma não vai “recapitular a física de um sistema que bate mais de 1 bilhão de vezes durante sua vida enquanto simultaneamente reconstrói suas células em tempo real”. “Esse é o desafio. É aí que vamos trabalhar.”

Fonte: Revista Galileu

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MINISTRO DA SAÚDE AFIRMOU QUE 15% DO PÚBLICO-ALVO DA VACINAÇÃO INFANTIL CONTRA COVID-19 NO BRASIL JÁ RECEBEU AO MENOS UMA DOSE DO IMUNIZANTE

Queiroga: “Vacinamos 15% das crianças entre 5 e 11 anos”

Ministro comentou percentual de crianças que receberam uma dose dos imunizantes e negou que haja atraso na entrega das vacinas pediátricas contra a Covid-19

Giovanna Galvani

da CNNem São Paulo

 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta terça-feira (8) que 15% do público-alvo da vacinação infantil contra a Covid-19 no Brasil, composto de crianças entre 5 e 11 anos, já recebeu ao menos uma dose de um dos imunizantes disponíveis para esta faixa etária.

Queiroga também negou que exista atraso na entrega de doses pediátricas da vacina contra a Covid-19 e cobrou estados e municípios da participação na campanha.

“As vacinas estão disponíveis. Já vacinamos 15% das crianças entre 5 e 11 anos, há capitais em que a vacinação já avança bastante”, disse o ministro, que repetiu a atual previsão da distribuição das doses pelo país.

“Até o dia 15 de fevereiro, todas as D1 [primeiras doses] estarão disponibilizadas. Não faltam vacinas. O ritmo heterogêneo mostra que é necessário haver um empenho de estados e municípios. Não é só o Ministério da Saúde – pelo contrário, o Ministério tem trabalhado fortemente para levar vacinas para o povo brasileiro”, declarou.

O ministro também criticou perguntas feitas por jornalistas no momento em que ele chegava ao Ministério. Os questionamentos incluíram uma possível falta de confiança dos pais nos imunizantes devido ao período mais longo do que o esperado entre a aprovação da vacina da Pfizer pela Anvisa, no dia 16 de dezembro de 2021, e a disponibilidade das doses para as crianças, que veio no dia 14 de janeiro.

“Não há demora nenhuma, as vacinas chegaram de maneira tempestiva. Desafio qualquer um provar que a Pfizer entregaria uma dose de vacina antes do prazo que entregou”, disse Queiroga.

“Vacinar uma criança não é igual vacinar um adulto. Às vezes você tem que convencer as crianças a se vacinarem, não dá pra pegar uma criança à força, ir lá e aplicar uma vacina com a criança berrando”, afirmou. “Essas questões dos pais terem receio é uma questão que tem que ver com os pais”.

Queiroga também defendeu que haja uma celeridade no processo de aplicação das segundas doses e dos reforços previstos para adultos contra a Covid-19, e afirmou que o Brasil enfrenta o pico de casos da variante Ômicron como os outros países. O ministro voltou a criticar as perguntas feitas sobre o tema:

“Para conter essa pandemia é muito mais importante avançar nas doses da vacina do que ficar nesse ‘nhém nhém nhém’ de vocês aqui que estamos atrasando doses de vacina”, disse aos jornalistas. “Estamos muito bem em relação a nossa campanha de vacinação. É com trabalho que instruímos essas narrativas”.

Sem “juízo de valor”

Questionado sobre as explicações prestadas pelo secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos (Sctie), Hélio Angotti Neto, em relação a uma nota técnica em que ele rejeitava a eficácia das vacinas e defendia a hidroxicloroquina, Queiroga disse que se manifestaria no trâmite adequado do processo.

No fim de janeiro, a secretaria comandada por Angotti publicou uma nota afirmando que as vacinas não têm eficácia e que medicamentos como a hidroxicloroquina têm. Após críticas da comunidade científica, o documento foi republicado com o mesmo teor no texto, mas sem uma tabela que sugeria que a hidroxicloroquina é eficaz e segura e a vacinação, não.

“Do ponto de vista técnico eu vou avaliar diante de um procedimento administrativo. Qualquer antecipação de juízo de valor da minha parte eiva de nulidade essa questão. Tenho que seguir o rito processual”, disse Queiroga. “Não estou julgando o mérito da motivação do secretario, enfrentarei isso no momento certo”, completou o ministro.

Fonte: CNN

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NÚMERO DE CRIANÇAS BRASILEIRAS DE SEIS E SETE ANOS QUE NÃO SABEM LER E ESCREVER CRESCEU EXPLICITANDO UM DOS EFEITOS DA PANDEMIA

Número de crianças brasileiras que não sabem ler e escrever cresce 66% na pandemia

Dados consideram a faixa etária entre 6 e 7 anos e foram divulgados nesta terça-feira (8) pela ONG Todos Pela Educação; país tem, no total, 2,4 milhões nessa situação

Daniel Corrá

Juliana Alves

da CNN

em São Paulo

 

O número de crianças de seis e sete anos no Brasil que não sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 – explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.

A análise foi divulgada, nesta terça-feira (8), pela organização Todos Pela Educação, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Ao todo, 2,4 milhões de crianças brasileiras não estão alfabetizadas nesta faixa etária. O número corresponde a quase metade (40,8%) do grupo inteiro.

“Os efeitos são graves e profundos, então não serão superados com ações pontuais. As Secretarias de Educação precisam oferecer um apoio muito bem estruturado à gestão escolar e aos professores, que já estão com imensos desafios”, destacou o líder de políticas educacionais da Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa, em comunicado divulgado à imprensa.

A nota técnica “Impactos da pandemia na alfabetização de crianças”, divulgada pela organização, declara que “a situação é preocupante em diversas dimensões”.

O documento ainda aponta que o aumento expressivo no número de crianças não-alfabetizadas no país tem impacto mais grave entre alunos negros e pobres.

“As informações reportadas pelos respondentes da pesquisa do IBGE […] corroboram o que têm mostrado as avaliações de aprendizagem que Estados e Municípios vêm aplicando em seus estudantes”, afirma um trecho da nota técnica.

Ao todo, 47,4% das crianças pretas não estão plenamente alfabetizadas; entre as pardas o índice é 44,5%.

Já entre crianças brancas, o número atual é de 35,1%.

Quando avaliados os domicílios ricos do país, o índice é de 16,6%. Já entre os pobres, o número salta para 51%.

Fonte: IBGE/Pnad Contínua. Elaboração: Todos Pela Educação.

A nota técnica conclui que ações presentes e futuras do Poder Público, em todas as esferas, são fundamentais para mitigar os efeitos negativos vistos.

“Não adianta deixarmos toda a responsabilidade disso com os Municípios, só porque ofertam a grande maioria das matrículas dos primeiros anos do Ensino Fundamental. Os governos estaduais e o governo federal não podem se omitir”, afirmou Gabriel Corrêa.

“Devem ter papel central, oferecendo apoio técnico e financeiro às Prefeituras, fortalecendo o regime de colaboração. A tragédia na alfabetização não pode ficar invisível. É fundamental que esse tema ganhe a devida prioridade na agenda dos nossos governantes”, completou o membro da organização.

A Todos Pela Educação ainda lembra que a não-alfabetização das crianças em idade adequada traz prejuízos para aprendizagens futuras e aumenta os riscos de reprovação, abandono e/ou evasão escolar.

Por isso, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece a alfabetização como foco principal da ação pedagógica nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental.

Fonte: CNN

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CIDADE DE NATAL ESTÁ COM DEZ SALAS DE VACINAÇÃO CONTRA COVID-19 EXCLUSIVAS PARA PÚBLICO INFANTIL

Saiba onde há salas de público para crianças em Natal

Redação/Portal da Tropical

Atualizado em:

Foto: Alex Régis

A cidade está com dez salas exclusivas da cidade de Natal para o público infantil, a 5 anos de idade, distribuídas nos cinco Sanitários da cidade. Estas salas estão abertas das 8h às 15h e contam com os dois tipos de imunizantes disponíveis para crianças, Pfizer pediátrica e Coronavac.

Apesar da maioria da população em espera das duas filas de salas disponíveis, o Mid e o Partage Norte Shopping a disponibilidade nas salas disponíveis, o Mid e o Partage Norte Shopping são exclusivos. A partir desta quarta-feira (26), quando a Prefeitura de Natal amplie o distrito dentro da feira do público infantil, os sanitários aguardam maior.

Na UBS do Alecrim, 56 doses foram aplicadas na quarta-feira, enquanto no Midway – aproximadamente no mesmo período, entre 9h e 15h30 – foram vacinadas 149 crianças. No Panatis, Vale Dourado e Bairro Nordeste foram aplicados em torno de 30 doses no Planalto e em Ponta Negra, foram aplicados em torno de 40 doses.

Ana mãe de João Lucas anos, 6 anos, Flávia Flávia, Carlos, que fez, fez uma tentativa de Henrique, 6 anos, Flávia, e Carlos, fez uma tentativa de um dos shoppings. Ela desistiu e foi ir nesta quinta-feira das Rocas “Fiquei surpresa ao chegar na UBS das Rocas. Tinham apenas duas pessoas na minha frente. Não demorou nem dez minutos. Foi um atendimento rápido e os profissionais são excelentes. Meus filhos, amigos, filhos e filhos, fotos.

Atende a José Ramos, administrador do UBS Alecrim, é a demanda com a ampliação da abertura da garantia para as crianças sem comorb. “Somos central, somos referência em uma unidade. A fila está tranquila e segura, sem fila durante todo o período. Temos uma demanda aberta, atendemos qualquer região. Solicito que pais tragam seus filhos para se vacinarem que serão muito bem recebidos e atendidos”, disse.

Paulo Félix, pai de Pedro Lucas, 7 anos, tomou as três doses na UBS do Alecrim e levou seu filho para tomar a primeira dose no mesmo local, constatando o atendimento rápido. “Olhei no site da Prefeitura e todas as informações disponíveis para vacinas Pedro. Aqui é super tranquilo. Tinha certeza que quando fosse disponibilizada para meu filho iria certamente vir a esta unidade. Segundo Pedro, não doeu nada se vacinar, foi só uma picadinha”, disse.

A enfermeira Cilene Dantas, da UBS Rocas, estima que hoje pode duplicar o número de atendimentos. “Só agora pela manhã vacinamos mais de 30 crianças. Ontem vacinamos 55 crianças, nos dois períodos. Estamos com uma média de, no máximo, 15 minutos de espera e esta espera se deve ao trâmite burocrático em se cadastrar como crianças no sistema.”

Cadastro

A SMS reforça para que pais ou responsáveis ​​adiantem o cadastro das crianças e adolescentes no RN Mais Vacina. Lembra ainda que, para a criança se vacinar, é necessário que os pais ou responsáveis ​​apresentem documento comprobatório no caso das imunossuprimidas. As demais devem ser cartões de aniversário, documento com foto ou certidão de nascimento. Informações sobre a importância através do capital podem ser acessadas do site https://cinanatal.rn.gov.br/ .

Micheline Silva, mãe de Maria Heloísa, 09 anos, relata que perdeu um parente e que outros adoeceram por causa do coronavírus e não quer que ninguém mais da família pegue a doença. “Tenho dois filhos e agora, estão os dois vacinados. Se eu pudesse dizer para todas as pessoas virem se vacinar aqui na UBS do Alecrim. Os funcionários são gentis, atenciosos e muito rápidos.”

Confira os exclusivos e das salas exclusivas para o público infantil:

Distritos Sanitários

Norte 1

• UBS Pajuçara: Rua Maracaí, S/N, Conjunto Pajuçara

• USF Nova Natal: Rua Do Pastoril, Nova Natal, Lagoa Azul

Norte 2

• USF Vale Dourado: Rua Irmã Vitória, N° 02, Igapó

• USF Panatis: Rua Das Pimenteiras, S/N, Panatis

Sul

• UBS Ponta Negra: Rua Dr. José Medeiros, 01, Ponta Negra

• UBS Planalto: Rua Mira Mangue, 08, Planalto

Leste

• USF Rocas: Rua Francisco Bicalho, S/N, Rocas

• UBS Alecrim: Rua Fonseca e Silva, N° 1129, Alecrim

Oeste

• UM Felipe Camarão II: Rua Santa Cristina, N° 882, Felipe Camarão

• USF Bairro Nordeste: Rua alto da Bela Vista, N° 492, Bairro Nordeste

Compras

Centro Comercial Midway

• De terça-feira a sábado, das 10h às 21h

• Domingos, das 15h às 21h

Partage Norte Shopping

• Terça-feira a domingo, das 14h às 20h

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SAIBA QUAIS OS ESTADOS APROVARAM O IMUNIZANTE DA CORONAVAC EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Por Marília Neves, g1

 

Doses da CoronaVac distribuídas em Porto Alegre — Foto: Cristine Rochol/PMPADoses da CoronaVac distribuídas em Porto Alegre — Foto: Cristine Rochol/PMPA

Após a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso da CoronaVac na vacinação infantil, alguns estados já aprovaram a utilização do imunizante para este grupo no programa vacinal.

Na quinta-feira (20), a Anvisa decidiu pela autorização para a aplicação da vacina CoronaVac em crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos. Há um veto para o uso em pessoas com baixa imunidade (entenda quem são os imunossuprimidos).

No dia seguinte, na sexta-feira (21), o Ministério da Saúde confirmou que vai incluir a vacinação de crianças com a CoronaVac na campanha nacional de imunização contra a Covid-19.

O esquema vacinal para crianças é o mesmo recomendado para os adultos: duas doses aplicadas em um intervalo de 28 dias. (veja mais pontos de destaque da decisão).

Após autorização, São Paulo, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Sergipe foram alguns dos estados que anunciaram a liberação do uso do imunizante, e começaram a vacinação.

Mato Grosso diz que ainda não prevê início da vacinação de crianças e adolescentes com a CoronaVac.

Já o Acre informou ao g1 que aguarda orientação do Ministério da Saúde sobre como adotar o protocolo com o imunizante no estado. Assim como AmazonasCearáPiauíRoraima e Tocantins.

As cidades de Maceió (Alagoas) e Porto Velho (Rondônia) também esperam pelas orientações do MInistério da Saúde.

Veja lista de estados que aprovaram uso da CoronaVac para crianças e adolescentes:

São Paulo

O governo de São Paulo começou a aplicar a vacina CoronaVac em crianças na quinta-feira (20) e atualizou o calendário de vacinação infantil (veja as datas abaixo).

Na cidade de São Paulo, a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos, sem comorbidades, começou no sábado (22). A imunização é feita com Pfizer nas crianças de 5 anos; a partir dos 6 anos, são imunizados com a vacina disponível na unidade (Pfizer ou CoronaVac).

Segundo calendário estadual de vacinação infantil contra Covid, serão vacinadas:

  • De 20/01 a 30/01 – Crianças de 9 a 11 anos sem comorbidades.
  • De 31/01 a 10/02 – Crianças de 5 a 8 anos sem comorbidades.
  • Desde 14/01 – Crianças de 5 a 11 anos com comorbidades, indígenas ou quilombolas.

Rio de Janeiro

Após a liberação da Anvisa, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro recebeu, na manhã de segunda-feira (24), 168.720 doses de CoronaVac destinadas à imunização contra a Covid de crianças e jovens, com idade entre 6 e 17 anos.

Os imunizantes foram armazenados na Coordenação Geral de Abastecimento da Secretaria Estadual de Saúde, em Niterói, na Região Metropolitana, onde alguns municípios já iniciaram a retirada dos lotes.

Distrito Federal

O Distrito Federal começou a vacinar, no sábado (22), crianças a partir de 6 anos contra a Covid-19. Até então, o público atendido pela campanha estava na faixa etária acima dos 8 anos.

O anúncio na redução de idade foi feito pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) após a liberação do uso da CoronaVac.

“Os pontos de vacinação adulto que ofertam CoronaVac também vacinarão crianças”, informou a Secretaria de Saúde.

“Os pontos de vacinação adulto que ofertam CoronaVac também vacinarão crianças”, diz a Secretaria de Saúde.

Amapá

Após a liberação da Anvisa, o Amapá autorizou os municípios a vacinarem as crianças de 6 a 17 anos com CoronaVac. Segundo a Secretaria de Saúde, o estado agora depende do recebimento de estoque do imunizante para iniciar a vacinação.

Bahia

O Governo da Bahia e a prefeitura de Salvador confirmaram, na sexta-feira (21), a imunização de crianças e adolescentes com doses da CoronaVac.

A Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), garantiu que as doses da CoronaVac começariam a ser aplicadas nas crianças a partir de sábado (22). A capital baiana tem cerca de 60 mil doses para essa estratégia.

Espírito Santo

Após a liberação da AnvisaEspírito Santo informou que pode terminar fevereiro com 290 mil pessoas dessa faixa etária com esquema completo de vacinação contra a Covid-19.

“Com a aprovação da Anvisa para aplicação da CoronaVac em crianças de 6 a 17 anos, enviaremos imediatamente novas doses para que os municípios possam ampliar a vacinação desse público. Criança protegida é criança vacinada!”, informou o governador Renato Casagrande (PSB) na quinta-feira (20).

Goiás

Goiás começou a usar CoronaVac na vacinação de crianças contra a Covid-19 na segunda-feira (24), segundo o secretário estadual da Saúde, Ismael Alexandrino.

O secretário disse que tem 180 mil doses da CoronaVac em estoque. Além disso, algumas cidades ainda têm algumas quantias guardadas, visto que o reforço de adultos para quem tomou as duas doses está sendo feita com a Pfizer.

Maranhão

No Maranhão, após a liberação da Anvisa, a Secretaria de Estado da Saúde começou a distribuir 120 mil doses da vacina CoronaVac para serem aplicadas em crianças de 6 a 11 anos.

“Nós vamos iniciar de imediato a distribuição das 120 mil doses da CoronaVac para todos os municípios. Pedimos também aos municípios que acelerem a imunização considerando, principalmente, o início das aulas”, afirma Carlos Lula, Secretário de Saúde do estado, nesta segunda-feira (24).

Mato Grosso do Sul

Com aproximadamente 28 mil doses de Coronavac, Campo Grande começou a imunizar crianças e adolescentes de 6 a 17 anos com CoronaVac no sábado (22).

A decisão local foi tomada após o Ministério da Saúde confirmar, nesta sexta-feira (21), incluir a vacinação de crianças com a CoronaVac na campanha nacional de imunização contra a Covid-19.

Minas Gerais

Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) começou a distribuir, na segunda-feira (24), cerca de 400 mil doses de CoronaVac para a aplicação em crianças em Minas Gerais.

O cronograma de distribuição ainda não foi divulgado. Em entrevista ao MG1, o secretário Fábio Baccheretti disse que a maior parte das doses (cerca de 351 mil) está estocada na Rede de Frio, em Belo Horizonte. O restante está nas regionais de saúde do estado.

Pará

Após a liberação da Anvisa, o governo do Pará anunciou que vai disponibilizar 160 mil doses da Coronavac para imunização pediátrica contra a Covid-19.

Segundo o governador Helder Barbalho (MDB), em uma rede social, a distribuição das doses para as cidades paraenses será imediata, usando doses da Coronavac que já estavam em estoque, visto que o esquema vacinal de crianças e adultos com essa vacina é o mesmo: duas doses aplicadas em um intervalo de 28 dias.

Em Belém, a vacinação com o imunizante para crianças entre 6 e 11 anos teve início na segunda-feira (24).

Paraíba

Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES/PB) autorizou na segunda-feira (24) a vacinação de crianças de 6 a 11 anos com a vacina CoronaVac/Butantan. A nota técnica divulgada pelo órgão orienta os profissionais de saúde com relação aos cuidados de armazenamento e aplicação do imunizante no público infantil.

Segundo a Secretaria de Saúde, municípios já podem iniciar a vacinação nesta terça-feira (25) se estiverem organizados para esse fim, desde que tenham estoque do imunizante. Ao todo, são 53.859 doses disponíveis em todo o estado.

Paraná

Com mais de 200 mil doses em estoque, o Paraná deve esperar orientação do Ministério da Saúde para vacinar crianças com CoronaVac, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Apesar disso, algumas cidades, como Curitiba e Maringá, iniciaram a vacinação com o imunizante.

Em Curitiba, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) faz, na terça-feira (25), a repescagem da vacinação contra a Covid-19 com imunizantes da Coronavac para crianças e adolescentes nascidos até 31 de dezembro de 2011 – com exceção dos imunossuprimidos. Nesta data, não haverá aplicação de imunizante da Pfizer para primeira dose.

Já em Maringá, a Prefeitura deu início, na tarde desta segunda-feira (24), ao uso de doses em crianças da vacina contra a Covid-19 da CoronaVac. O anuncio da medida foi feito pelo secretário Municipal de Saúde, Marcelo Puzzi.

Pernambuco

O governo de Pernambuco autorizou a vacinação de crianças de 6 a 11 anos com a vacina CoronaVac/Butantan na segunda-feira (24).

De acordo com dados do Programa Estadual de Imunização (PEI), os municípios pernambucanos têm, em estoque, 360 mil doses da CoronaVac, tanto para primeiras doses como para segundas doses.

A superintendente de Imunizações de Pernambuco, Ana Catarina de Melo, afirmou que os municípios que possuem estoque do imunizante já podem iniciar a vacinação das crianças nessa faixa etária, enquanto o estado aguarda envio de novas doses pelo Ministério da Saúde.

Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) autorizou na tarde desta segunda-feira (24) que crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos sejam vacinados com a CoronaVac. Segundo a Secretaria de Saúde, atualmente o Rio Grande do Norte tem 110 mil doses da CoronaVac em estoque.

A Sesap prevê distribuir as doses de Coronavac para os municípios na manhã desta quinta-feira (27). O lote deverá ser enviado junto com doses pediátricas da Pfizer, que o Ministério da Saúde sinalizou que chegarão na próxima quarta-feira (26).

Rio Grande do Sul

governo do Rio Grande do Sul anunciou que inicia na quarta-feira (26) a vacinação de crianças com a CoronaVac.

O público imunizado contra a Covid com o imunizante produzido pelo Instituto Butantan será o de crianças com idade entre seis e 11 anos.

A Comissão Intergestores Bipartite (CIB), composta pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) e pelos municípios, também autorizou o uso da vacina para adolescentes de 12 a 17 anos, mas manteve a prioridade para os mais jovens.

Santa Catarina

Em Santa Catarina, a autorização do governo do Estado aos municípios ocorreu no sábado (22), depois de uma reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), com a participação do secretário de Estado de Saúde, André Motta Ribeiro, e secretários municipais.

A autorização segue as recomendações definidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que indicou utilizar a CoronaVac apenas para as crianças e adolescentes, de 6 a 17 anos que não sejam imunossuprimos.

Sergipe

Sergipe começa a vacinar crianças de 6 anos ou mais com a CoronaVac a partir desta terça-feira (25).

Segundo a enfermeira do Programa Estadual de Imunização, Ana Beatriz Lira, o estado não recebeu nenhuma remessa de CoronaVac para fins pediátricos. Porém, cerca de 130 mil doses estão em posse dos gestores de saúde municipais.

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PREVISÃO DE DISTRIBUIÇÃO DE DOSES DA VACINA CONTRA COVID-19 PARA CRIANÇAS AOS MUNICÍPIOS DO RN É NESTA SEXTA-FEIRA (14)

Vacinas para crianças de 5 a 11 anos do RN serão distribuídas nesta sexta-feira

Redação/Portal da Tropical

 – Atualizado em: 

Foto: Internet

A imunização das crianças de 5 a 11 anos de idade tem previsão de início na próxima segunda-feira (17) em todos os municípios do Rio Grande do Norte. O tem hoje 350 mil crianças nessa faixa de 20 anos.

“Por ser uma criança aberta para início de crianças de 5 anos”, disse Kelly Lima, coordenadora em Saúde da Sessão.

Como comorbidades entende-se crianças com cardiopatia crônica, pneumopatia crônica, imunodepressivos, doença renal crônica, asma, doença crônica, doença hepática crônica, doença hepática crônica, síndrome de Down, hematológica crônica, Diabetes Mellitus e obesidade.

A previsão é que as doses são distribuídas para todas as sextas regionais no início da tarde desta feira (14). O MS sinalizou que será enviado lotes a cada semana. “Está em curso a capacitação das equipes para a aplicação e manejo das vacinas nas crianças. Esse processo é essencial para que a aplicação seja segura”, disse Laiane Graziela coordenadora de Imunização da Sesap.

Os pais ou responsáveis ​​devem estar manifestando sua concordância com o cadastro a criança e feito+ além da Vacina dependente na plataforma da empresa ( https://rn.ufrn.br/ . Em caso de ausência de pais ou responsáveis, o termo de sentimento deve ser autorizado por um escrito.

Fonte: Portal da Tropical _ Notícias

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CRIANÇAS DE 5 A 11 ANOS COMEÇARAM A SER VACINADAS NO URUGUAI

Uruguai dá início à vacinação para crianças de 5 a 11 anos

Pouco menos de 13 mil crianças receberam a primeira dose da vacina contra Covid-19 e ganharam sorvetes e livros

INTERNACIONAL 

 por Agência EFE

Menina ganha um sorvete após ser vacinada contra a Covid em um hospital de Montevidéu Menina ganha um sorvete após ser vacinada contra a Covid em um hospital de Montevidéu
ALEJANDRO PRIETO / EFE – 12.1.2022

Com um livro em uma mão e um sorvete na outra, dezenas de crianças deixam o centro de vacinação no Centro Hospitalar Pereira Rossell, em Montevidéu, onde cores e desenhos animam diante da temida vacina.

Das 12.700 crianças a serem vacinadas em todo o país nesta quarta-feira, o primeiro dia de vacinação para a faixa etária de cinco a 11 anos, 650 estão sendo vacinadas neste hospital, o principal centro de referência pediátrica do Uruguai.

Na área da recepção, um letreiro pintado em vermelho, azul, violeta, verde e amarelo foi feito para as crianças. Um pouco acima, duas telas exibem desenhos animados para as que estão na pequena sala de espera.

Alguns estavam nervosos, mas quase não houve lágrimas nos momentos antes da entrada dos pequenos nas diferentes estações designadas para receber a dose pediátrica correspondente da Pfizer.

“Não vai doer” ou “só demora um segundo” são algumas das frases que os vacinadores dizem para as crianças que, uma vez vacinadas, recebem um livro como prêmio.

E se a leitura não for recompensa suficiente, antes de voltar à sala de espera para aguardar 15 minutos por possíveis efeitos adversos, cada criança recebe um sorvete para se refrescar na atual onda de calor.

No exterior, entre decorações coloridas, cadeiras e redes de dormir, a música também acompanha o dia.

“As crianças vêm para serem vacinadas, mas também para brincar, para passar um tempo relaxando, e saem com um presente”, disse o vice-ministro da Saúde Pública, José Luis Satdjian, na inauguração da campanha de vacinação infantil no Uruguai.

Segundo os dados fornecidos pelo chefe da pasta, Daniel Salinas, também presente no evento, das 320.000 crianças dessa idade no Uruguai, 84.000 receberão a sua primeira dose entre esta semana e a próxima e mais 40.000 na semana seguinte nos mais de 170 centros de vacinação em todo o país.

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VARIEDADES: FALTA DE REGRAS NA REALIDADE VIRTUAL PREOCUPA PAIS

Com realidade virtual sem regras, pais buscam controlar crianças

Rachel Metz

da CNN

Criado pela Google, o cardboard é uma caixa de papelão que, junto com um celular, cria experiências de realidade virtualCriado pela Google, o cardboard é uma caixa de papelão que, junto com um celular, cria experiências de realidade virtualGoogle/Divulgação

No verão passado, Allen Reach viu algo que o perturbou bastante: seu filho de 11 anos, Peyton, usou uma espada para cortar os braços e pernas de um personagem de um jogo de fantasia medieval em realidade virtual, chamado Blade & Sorcery, e depois arremessou de uma ponte o corpo digital desmembrado.

Claro, tudo aconteceu em uma RV. Mas para Roach — que viu esta sangrenta cena enquanto monitorava o jogo em realidade virtual do seu filho em uma tela de computador que espelhava o que Peyton fazia com o seu headset Oculus Quest 2 — pareceu desconfortavelmente real.

Roach sabia que quando Peyton olhava para baixo dentro da realidade virtual, estava vendo uma arma em suas mãos virtuais, não apenas um controle de videogame feito de plástico. Não importava que era um jogador sozinho, o que significava que os demais personagens não eram representados por outros jogadores humanos.

“Isso me incomodou de um jeito que não acontece vindo de telas planas, porque eles estão fazendo isso com suas próprias mãos de uma forma física”, disse.

Roach, que mora em Kansas City, estado do Missouri, EUA, e trabalha como gerente de comunidade da plataforma de aprendizagem baseada em RV, Edstutia, sentou-se com Peyton naquele instante e conversou sobre o que tinha acontecido. Ele também impediu seus três filhos mais velhos (Peyton agora com 12 anos e seus irmãos de 11 e 14 anos) de jogar aquele jogo.

Roach é um entre um crescente número de pais navegando por uma nova fronteira tecnológica que aprendem à medida que avançam. Mais crianças têm acesso a óculos de realidade virtual do que nunca — e com ele, acesso a um ainda nicho, mas em expansão, mundo virtual de jogos, encontros utilizando avatares e muitas outras atividades. E o número de crianças que faz uso desta tecnologia provavelmente aumentará após a temporada de férias mais recente.

O IDC (International Data Corporation em inglês), instituto de pesquisa do mercado de tecnologia, prevê 9.4 milhões de óculos de realidade aumentada sendo entregues em 2021, dos quais 3.6 milhões eram esperados para entrega durante as férias de final de ano, disse Jitesh Urbani, gerente de pesquisa.

O IDC acredita que o Quest 2 — um modelo de óculos de RV — compõe mais de três quartos do total.

Embora os dados demográficos não estejam disponíveis, Urbani suspeita que muitas crianças receberam os produtos como presentes de final de ano. (Meta, a empresa anteriormente conhecida como Facebook, que adquiriu a Oculus em 2014, não divulga os números de vendas do seu óculos de RV. Mas o aplicativo móvel Oculus, que complementa o dispositivo, disparou para o topo no ranking da loja de aplicativos da Apple durante o dia de Natal, indicando um aumento dos produtos sendo recebidos como presentes de final de ano.)

Enquanto os óculos de realidade virtual estão surgindo em mais residências, vários modelos, incluindo o Quest 2, não possuem controles parentais já estabelecidos como limite de tempo e configurações de maturidade por perfil da mesmo forma que você encontra em videogames tradicionais ou serviços como Netflix.

A Meta, que passou por um processo minucioso nos Estados Unidos durante os últimos meses por conta do impacto que suas redes sociais têm em crianças, enfrenta agora questionamentos de reguladores do Reino Unido sobre a segurança de seus óculos de RV em crianças.

A Meta fornece aos pais algumas recomendações sobre o uso adequado de seus dispositivos em seu website. (O “Centro de Segurança Oculus” instrui os pais a monitorar as crianças em atividades de RV e a “utilizar controles parentais em conteúdos onde tais controles estejam disponíveis”.)

Aplicativos podem conter suas próprias medidas de segurança como a habilidade de bloquear ou silenciar outros usuários — o popular aplicativo social Rec Room limita usuários menores de 13 anos a “contas júnior” que desabilita a função de conversa por voz — mas não há controles no próprio Quest 2 principalmente no quesito de limitar o uso por idade. (Pais podem colocar uma senha para bloquear o dispositivo; que simplesmente impede uso não autorizado).

Empresas que vendem óculos de realidade virtual costumam definir limites de idade para os aparelhos. O Quest 2, por exemplo, é indicado para idades a partir de 13 anos e requer uma conta do Facebook, rede social que também possui limite de idade a partir de 13 anos.

Mas os pais podem discordar ou nem mesmo perceber. O único indicativo de limite de idade na caixa do Quest 2, por exemplo, está em uma pequena escrita no canto traseiro de um pedaço de papel deslizante, tornando-o a parte mais descartável da embalagem.

A porta-voz da Meta, Kristina Milian, disse à CNN que a empresa está “constantemente buscando melhorar as proteções e controles” oferecidos aos usuários e que os dispositivos Quest “não foram projetados” para crianças menores de 13 anos.

Milian também contou que a “embalagem do óculos, avisos de saúde e segurança [e] vídeos explicativos de segurança” deixam “claro” a restrição da idade.

Mas alguns pais sentem que precisam criar suas próprias regras de uso e estratégias de segurança para uso dos óculos de realidade virtual.

Mulher usando lentes de realidade virtual / Getty Images

Elas vão desde assistir em tempo real cada movimento virtual das crianças por meio de um smartphone ou outra tela até limitar o que eles podem baixar — ou até mesmo permitir que eles usem a tecnologia somente na companhia de um adulto.

“Eu acho que deveria ser mais prático para os pais”, disse Amber Albrecht, mãe que vive na cidade de Bend, estado do Oregon, que deixou sua filha Rylee, de 10 anos, e seu filho Cooper, de 8, comprarem um par de óculos Quest 2 com o dinheiro do Natal em dezembro.

Às vezes eu sinto como se alguém estivesse me observando

Geralmente, os pais conseguem ver o que seus filhos estão assistindo ou jogando em uma tela como TV, tablet ou smartphone. Porém, é mais complicado com RV, já que a tela está no rosto do usuário, escondido de qualquer um ao seu redor.

Ambos Roach e Albrecht disseram à CNN Business que uma maneira que eles conseguem contornar isso é utilizar uma funcionalidade que permite que usuários fora da realidade virtual vejam o que está acontecendo por trás do óculos, conhecido como espelhamento.

Essa opção faz com que você veja, por meio de um smartphone ou outra tela, o que o usuário do óculos de realidade virtual está fazendo em tempo.

“Sempre que meus filhos entram na RV eu faço uso da função de espelhamento”, disse Roach, cuja família tem ambos um Quest 2 e um PlayStation VR, este último que oferece controles parentais como restrições por tempo de jogo por meio de um PlayStation 4. Disse que, em sua residência, é mais fácil monitorar as atividades em três dimensões do que em duas dimensões no PS4, que fica escondido em um quarto.

Para prevenir — ou pelo menos diminuir — experiências negativas em espaços virtuais, Roach e outros pais disseram que monitoram os aplicativos que suas crianças baixam e configuram regras sobre quais tipos de conteúdo não podem ser consumidos.

Roach conta que suas crianças não possuem permissão para baixar nenhum aplicativo, mas eles podem sugerir nomes que então serão pesquisados por ele (inclusive jogá-los) para assegurar que são adequados. Sua experiência com Blade & Sorcery o ajudou a formar uma política de não-violência realista para jogos de RV, mas ele está bem com brutalidade em desenhos.

Albrecth, que trabalha com relações públicas na indústria da tecnologia, não permite qualquer aplicativo de RV que inclua armas, violência ou zumbis, disse.

Desde quando ela configurou os óculos de realidade virtual Quest 2 de seus filhos usando a conta do Facebook dela, que se conecta ao aplicativo Oculus em seu telefone, ela consegue verificar se eles baixaram qualquer aplicativo gratuito. As crianças usam os dispositivos próximos a ela ou de seu esposo, contou, assim os adultos conseguem também escutar (por meio dos alto-falantes embutidos no Quest 2) o que está acontecendo.

Impacto ao longo do tempo não é conhecido

Enquanto espelhar a tela e limitar os tipos de conteúdo que as crianças acessam podem ajudar os adultos a rastrear o que seus filhos estão fazendo, não elimina a possibilidade que a criança pode ter em encontrar violência ou abuso em um ambiente virtual.

“Você não pode deixar de ver coisas já vistas”, disse Kavya Pearlman, fundadora e CEO da Iniciativa de Segurança XR, quais esforços incluem a criação de padrões de segurança infantil em RV ou realidade aumentada, RA.

Adicionalmente, pouco se sabe sobre como o uso de RV pode impactar as crianças ao longo do tempo.

Uma série de estudos foram conduzidos ao longo dos anos, mas continua não esclarecido se e como a realidade virtual pode causar danos nos olhos, cérebro ou desenvolvimento psicológico de uma criança.

Pearlman espera ver mais pesquisas este ano. Tal trabalho pode ser financiado pela própria Meta, ao anunciar em 2021 o investimento de 50 milhões de dólares em pesquisas direcionadas em parte ao “programa de alfabetização digital para jovens” para o chamado metaverso.

Além de monitorar o que as crianças estão fazendo ao utilizarem óculos de realidade virtual, Pearlman recomenda conversar elas sobre não falar com estranho na RV (que ela disse “que pode ser qualquer um” que você está interagindo).

A Iniciativa de Segurança XR lista uma série de recomendações para os pais com crianças que usam a RV online. Pearlman também aconselhou que as crianças não passem mais que 20 minutos utilizando o óculos de RV por vez, embora ela reconheça que é um limite de tempo arbitrário.

“Eu acho que o limite de tempo depende mesmo da quantidade de estimulante que a experiência dá à criança, algo que não podemos calcular no mesmo instante”, contou.

Mesmo que os pais não estabeleçam um limite de tempo, uma peculiaridade nos óculos de realidade virtual do tipo sem fio pode se tornar um benefício para aqueles que estão exaustos de rastrear as atividades virtual de seus filhos, já que eles possuem apenas algumas horas de autonomia e podem ficar sem carga mais rápido do que outros aparelhos que as crianças podem usar.

“Eu diria que este é outro controle parental: o tempo de bateria. Não dura muito”, disse Albrecht.

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MORADORA DE JOINVILLE RECUPERA BONECAS ACHADAS NO LIXO E DOA PARA CRIANÇAS CARENTES

Por g1 SC e NSC TV

 

Brinquedos são retirados do lixo e recuperados por moradora de Joinville

Brinquedos são retirados do lixo e recuperados por moradora de Joinville

Uma moradora de Joinville, no Norte Catarinense, recupera bonecas e brinquedos jogados no lixo para doar para crianças carentes em instituições e hospitais infantis da cidade.

O projeto tem pouco mais de um ano e já restaurou mais de 140 bonecas.

“Depois que eu comecei a fazer e elas [as bonecas], e vi que começaram a ficar bonitas eu fui me entretendo com aquilo. Hoje o que eu mais gosto de fazer é isso. Eu pego elas estragadas e vou dando vida para elas. Elas se tornam uma boneca novamente”, afirma.

Segundo a aposentada Marta Visinheski, a ideia surgiu após ver na televisão voluntária realizando o mesmo tipo de trabalho na cidade onde morava.

Marta relembra que não sabia nem costurar, mas contou com a ajuda de amigas para colocar o projeto em andamento.

Muitas bonecas, segundo ela, chegam sujas, riscadas e estragadas. Após a restauração cada uma recebe um roupinha e estilo próprio.

“Ali [na restauração] tem muito amor, muito trabalho envolvido. É muito mais que uma boneca “, afirma a aposentada Marta Visinheski.

Marta afirma que ao chegar com a doações nas instituições as bonecas fazem sucesso. Ao ver seu trabalho reconhecido por adultos e crianças, a aposentada incentiva outras pessoas a contribuírem com a sociedade.

“Eu gostaria que as pessoas se envolvessem mais em um causa social. Hoje tem muito tempo de ajuda que a gente pode fazer”, conclui.

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RN TEVE 25 MORTES DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES POR COVID-19 E CASOS PODEM SER TÃO GRAVES QUANTO EM ADULTOS

Por g1 RN

 

UTI de criança — Foto: Prefeitura de Boa Vista/DivulgaçãoUTI de criança — Foto: Prefeitura de Boa Vista/Divulgação

O Rio Grande do Norte registrou, desde o início da pandemia, 25 mortes de crianças e adolescentes abaixo de 14 anos de idade por Covid, de acordo com levantamento da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

A pediatra Sabrinna Machado, preceptora do Instituto Santos Dumont (ISD), explica que há casos assintomáticos nas crianças, mas que a piora no quadro da Covid nelas é tão grave quanto nos adultos.

“Nós temos casos graves de Covid em crianças, com óbitos. Existem muitos casos assintomáticos, mas quando é grave, é tão grave quanto no adulto”, disse.

Ela diz também que, para além dos casos graves, há uma preocupação ainda com a Covid longa nas crianças.

“A Covid longa está sendo uma preocupação para a pediatria, nas questões de cognição e aprendizado. A criança pode evoluir com quadros de cefaleia, sonolência, dificuldade de concentração“, explica a pediatra.

Veja como vai funcionar a vacinação de crianças contra Covid

Doença fatal

No RN, a Covid matou mais crianças que outras doenças imunopreveníveis, como a varicela, tuberculose e a influenza juntas no mesmo período.

Na próxima quinta-feira (13), chegam aos Brasil as primeiras doses destinadas à vacinação contra Covid de crianças entre 5 e 11 anos de idade. Depois de semanas de debate, ficou decidido que não será necessária cobrança de receita médica.

“A Covid é uma doença nova. De todos os estudos científicos feitos nesse período, todos mostraram que a única forma de bloquear a propagação da doença é através da vacinação. E isso não é somente com o coronavírus, mas com diversas outras doenças imunizáveis”, explicou a pediatra Sabrinna Machado

Necessidade da vacinação

A preceptora médica infectologista infantil do ISD, Manoella Alves, ressalta que a vacinação em crianças nessa faixa etária é uma ação fundamental para evitar a disseminação de novas cepas da Covid-19

Ana Escobar: ‘O mundo inteiro já sabe que a vacina é segura para crianças’

“A vacinação das crianças é importante porque é mais um grupo que será protegido. Grupo que tem alto potencial de disseminação do vírus por não entender o que é o isolamento e por nem sempre manter as mãos limpas”, pontuou.

“A vacina é eficaz, testada e é o meio mais eficaz de barrar a doença”.

No RN, de acordo com a Sesap, há mais de 300 mil crianças entre 5 e 11 anos que poderão receber a vacina contra Covid.

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INTEGRANTES DA ANVISA SE REUNÍRAM COM CONSELHOS PARA ALINHAR DIRETRIZES DA VACINAÇÃO EM CRIANÇAS

Em reunião com conselhos de saúde, Anvisa fixa diretrizes da vacinação infantil

Entre as recomendações está o intervalo de 15 dias entre a aplicação da vacina contra a Covid-19 e imunizantes contra outras doenças e que as crianças permaneçam ao menos 20 minutos no local após receberem a dose

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Tiago Tortella

da CNN

Integrantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) participaram de uma reunião com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) nesta quinta-feira (6) para alinhar as diretrizes da vacinação das crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19.

Entre as 17 recomendações está o intervalo de 15 dias entre a aplicação da vacina contra a Covid-19 e imunizantes contra outras doenças; que seja evitada a modalidade “drive-thru” para vacinação infantil; que as crianças permaneçam ao menos 20 minutos no local da vacinação –para que sejam observadas durante esse período–; e que a vacinação seja iniciada apenas após o treinamento dos profissionais de saúde.

Para evitar erros, a agência recomenda que ela ocorra em locais exclusivos, ou seja, onde não seja feita a aplicação de imunizantes para adultos ou de outras vacinas pediátricas.

Os frascos também serão diferentes: a vacina pediátrica da Pfizer tem rótulo e tampa na cor laranja. Para as demais faixas etárias, tem a cor roxa.

Segundo Thais Arbex, analista da CNN, Carlos Lula, presidente do Conass e secretário estadual de Saúde do Maranhão, e Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde de São Paulo, classificaram as medidas como “excelentes”, e disseram que o Brasil tem condições de seguir as diretrizes.

De acordo com o governo, a Anvisa, o Conass e o Conasems permanecerão em diálogo para  aprimoramento das orientações.

Veja quais são as recomendações da Anvisa:

1. Que a vacinação das crianças nessa faixa etária seja iniciada após treinamento completo das equipes de saúde que farão a aplicação da vacina, uma vez que a grande maioria dos eventos adversos pós-vacinação é decorrente da administração do produto errado à faixa etária, da dose inadequada e da preparação errônea do produto;

2. Que a vacinação de crianças seja realizada em ambiente específico e segregado da vacinação de adultos, em ambiente acolhedor e seguro para a população;

3. Quando da vacinação nas comunidades isoladas, por exemplo nas aldeias indígenas, sempre que possível, que a vacina de crianças seja feita em dias separados, não coincidentes com a vacinação de adultos;

4. Que a sala em que se dará a aplicação de vacinas contra a COVID-19, em crianças de 5 a 11 anos, seja exclusiva para a aplicação dessa vacina, não sendo aproveitada para a aplicação de outras vacinas, ainda que pediátricas. Não havendo disponibilidade de infraestrutura para essa separação, que sejam adotadas todas as medidas para evitar erros de vacinação;

5. Que a vacina Covid-19 não seja administrada de forma concomitante a outras vacinas do calendário infantil, por precaução, sendo recomendado um intervalo de 15 dias;

6. Que seja evitada a vacinação das crianças de 5 a 11 anos em postos de vacinação na modalidade “drive-thru”;

7. Que as crianças sejam acolhidas e permaneçam no local em que a vacinação ocorrer por pelo menos 20 minutos após a aplicação, facilitando que sejam observadas durante esse breve período;

8. Que os profissionais de saúde, antes de aplicarem a vacina, informem ao responsável que acompanha a criança sobre os principais sintomas locais esperados (por exemplo, dor, inchaço, vermelhidão no local da injeção) e sistêmico (por exemplo, febre, fadiga, dor de cabeça, calafrios, mialgia, artralgia) outras reações após vacinação, como linfadenopatia axilar localizada no mesmo lado do braço vacinado foi observada após vacinação com vacinas de mRNA COVID-19.

9. Que os pais ou responsáveis sejam orientados a procurar o médico se a criança apresentar dores repentinas no peito, falta de ar ou palpitações após a aplicação da vacina;

10. Que os profissionais de saúde, antes de aplicarem a vacina, mostrem ao responsável que acompanha a criança que se trata da vacina contra a COVID-19, frasco na cor laranja, cuja dose de 0,2ml, contendo 10 mcg da vacina contra a COVID-19, Comirnaty (Pfizer/Wyeth), específica para crianças entre 5 a 11 anos, bem como seja mostrado a seringa a ser utilizada (1 mL) e o volume a ser aplicado (0,2mL);

11. Que um plano de comunicação sobre essas diferenças de cor entre os produtos, incluindo a utilização de redes sociais e estratégias mais visuais que textuais, seja implementado;

12. Que seja considerada a possibilidade de avaliação da existência de frascos de outras vacinas semelhantes no mercado, que sejam administradas dentro do calendário vacinal infantil, e que possam gerar trocas ou erros de administração;

13. Que as crianças que completarem 12 anos entre a primeira e a segunda dose, permaneçam com a dose pediátrica da vacina Comirnaty;

14. Que os centros/postos de saúde e hospitais infantis estejam atentos e treinados para atender e captar eventuais reações adversar em crianças de 5 a 11 anos, após tomarem a vacina;

15. Que seja adotado um programa de monitoramento, capaz de captar os sinais de interesse da farmacovigilância;

16. Que sejam mantidos os estudos de efetividade das vacinas para a faixa etária de 5 a 11 anos; e

17. Adoção de outras ações de proteção e segurança para a vacinação das crianças, a critério do Ministério da Saúde e dos demais gestores da saúde pública.

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CRIANÇAS E ADOLESCENTES ÓRFÃOS EM DECORRÊNCIA DA COVID-19 IRÃO RECEBER AUXÍLIO DO PROGRAMA RN ACOLHE, SEGUNDO LEI SANCIONADA PELA GOVERNADOR DO ESTADO

Governadora do RN sanciona lei que garantia auxílio financeiro a órfãos da covid-19

Redação / Portal da Tropical

 Atualizado em:

Foto: Pedro Carvalho

Crianças e adolescentes órfãos em consequência da covid-19 no Rio Grande do Norte vão receber auxílio financeiro do Programa RN Acolhe no valor de R $ 500,00 por mês. A Lei que institui o benefício é de autoria do Governo do Estado e foi sancionada nesta terça-feira (04) pela governadora Fátima Bezerra.

Responsável pela execução do Programa, a Secretaria de Estado do Trabalho, Habitação e Ação Social (Sethas) já inicia a busca ativa, que será feita de forma contínua, nos municípios para identificar os órfãos da covid-19 no estado. Até o momento, 95 municípios obtêm ao cadastramento e 33 deles identificaram 66 crianças e / ou adolescentes. A previsão é de que o pagamento do benefício seja iniciado em fevereiro aos 66 órfãos já identificados.

O programa é iniciativa de âmbito regional proposto pela governadora Fátima Bezerra e aprovado pelos governadores na Assembleia Geral Ordinária do Consórcio Nordeste, realizada no Centro de Convenções de Natal em 25 de agosto / 2021.

Seis estados do Nordeste – Maranhão, Piauí, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e agora o Rio Grande do Norte – já sancionaram leis instituindo os programas de proteção com auxílio financeiro aos órfãos da Covid-19. O primeiro foi MA que junto ao PI já estão pagando o benefício.

“O RN Acolhe é instrumento de amparo às crianças e aos adolescentes em situação de orfandade e objetiva contribuir para a garantia de direito à vida e à saúde, bem como para o acesso à alimentação, educação e lazer”, afirmou a governadora. “O programa se reveste de mais importância ainda quando vivemos momento de desmonte das conquistas sociais no plano federal. Vamos tirar crianças da invisibilidade da dor, crianças pobres em situação de vulnerabilidade social. Estamos dando proteção social e garantindo o direito das crianças a vacinas que representam direito à vida “, acrescentou.

Secretária de Estado do Trabalho, Habitação e Ação Social (Sethas), Íris Oliveira considera o programa importante para enfrentar os impactos gerados pela pandemia. “É um trabalho articulado com os estados do Nordeste e aprovado pela Assembleia de Governadores. O RN e o Nordeste contam com a sensibilidade e a atenção da governadora Fátima Bezerra para dar assistência a essa população que perdeu quem mais poderia dar proteção. Com o RN Acolhe, o Estado passa a olhar para quem está na situação delicada de orfandade e amplia direitos. O RN e o Nordeste saem na frente, ocupando o espaço que era para ser da União no âmbito da cidadania “.

Maioridade

A nova Lei institui o programa RN Acolhe que atenderá os beneficiários até a maioridade civil. O programa será promovido pela Sethas. O valor é corrigido monetariamente a cada ano, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ou outro índice de composição e composição equivalente que vem a substituí-lo com uma vigência de correção a partir do exercício fiscal de 2023.

No ato de sanção da Lei, Fátima Bezerra também assinou uma portaria que cria o Grupo de Trabalho com um burocrático de regulamentar e implantar o Programa Estadual de Proteção às Crianças e aos Adolescentes Órfãos de Vítimas da Covid-19. O GT será coordenado pelo Gabinete Civil da Governadora do Estado (GAC) e será composto por representações dos seguintes órgãos: GAC, Procuradoria Geral do Estado, Secretarias de Estado do Planejamento, da Administração, da SETHAS e Controladoria Geral do Estado.

A Lei sancionada pela governadora também institui o Conselho Gestor do programa que será composto por representantes de secretarias estaduais – Sethas, Semjidh, Seec, Sesap, Seplan, Fundase / RN – Conselho Estadual de Assistência Social do Rio Grande do Norte (CEAS / RN) ; Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio Grande do Norte (CONSEC); Colegiado Estadual dos Gestores Municipais da Assistência Social do Rio Grande do Norte (COEGEMAS / RN).

Acompanharam a governadora também os secretários da Semjidh, Júlia Arruda, da Administração Penitenciária, Pedro Florêncio, da Comunicação Social, Daniel Cabral, o Controlador Geral do Estado, Pedro Lopes; secretárias-adjuntas da Sethas, Maria Luíza Tonelli, da Educação, Márcia Gurgel, da SEAP, Ivanilma Carla; presidente da Fundase, Herculano Campos.

Investimento

Em 2022, primeiro ano de vigência do programa, serão investidos R $ 679.000,00 com recursos próprios do Orçamento Geral do Estado (OGE). De acordo com estudo da revista científica The Lancet, publicado em julho de 2021, o Brasil tinha estimados 130 mil crianças e adolescentes órfãos da covid-19. Destes 26.543 estavam na região Nordeste. O RN registrava, segundo a The Lancet, 1.681 crianças e adolescentes órfãos da pandemia.

Como funciona o RN Acolhe

– A Sethas realiza busca ativa nos municípios para identificar os órfãos da covid-19 no RN – o cadastramento é feito de forma contínua.

– 95 municípios obtidos à Sethas até o momento.

– 33 municípios identificaram, até o momento, 66 crianças órfãs da covid-19 no RN.

– A previsão é de que o pagamento do benefício já seja iniciado em fevereiro aos 66 órfãos já identificados.

– Terão direito ao benefício crianças e adolescentes com orfandade bilateral ou em família monoparental.

– Os beneficiários devem ter domicílio fixado no RN há pelo menos um ano antes da orfandade.

– Orfandade bilateral: quando ambos os pais, biológicos ou por adoção, faleceram, sendo, pelo menos um deles, em razão da covid-19.

– Orfandade em família monoparental: quando uma família do beneficiado é formada por somente um dos pais, biológico ou por adoção, e este faleceu em razão da covid-19.

– Serão beneficiários da renda assistencial, tanto as crianças e adolescentes que beneficiam sob cuidado de família substituta quanto a, que em acolhimento institucional, desde que satisfaçam as condições exigidas por esta Lei e por sua religião.

Fonte: Portal da Tropical _ Notícias

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CRIANÇAS SUL-AFRICANAS INFECTADAS PELA ÔMICROM TÊM SINTOMAS LEVES, DIZ ESPECIALISTA

Especialista diz que infecções são leves em crianças sul-africanas

A internação de jovens na África do Sul, impulsionada pela nova variante Ômicron, não gera pânico entre as autoridades locais

INTERNACIONAL

 Da Agência Brasil

ATUALIZADO EM 04/12/2021 – 19H49

Crianças não apresentaram quadros mais graves da doença na África do Sul

SIPHIWE SIBEKO – REUTERS 31.08.2019

O aumento de internações entre crianças durante a quarta onda de infecções por Covid-19 na África do Sul, impulsionado pela variante Ômicron do coronavírus, não deve gerar pânico, porque os sintomas têm sido leves, afirmou uma autoridade sanitária neste sábado (4).

Um número alto de internação de crianças com Covid-19 no mês passado em Tshwane, área metropolitana que inclui a capital, Petrória, gerou preocupações de que a nova Ômicron poderia ser mais perigosa para crianças do que outras variantes.

Os cientistas ainda não identificaram nenhuma relação e afirmaram que outros fatores podem ter influenciado esse aumento.

Ntsakisi Maluleke, especialista em saúde pública na província de Gauteng, que inclui Tshwane e a maior cidade do país, Joanesburgo, disse à Reuters que, dos 1.511 pacientes que testaram positivo para Covid-19 nos hospitais da província, 113 tinham menos de 9 anos, uma proporção maior do que a observada em outras ondas de infecções.

“Estamos tranquilos devido a relatórios médicos que informam que as crianças têm infecções leves”, disse em entrevista, acrescentando que autoridades sanitárias e cientistas estão investigando o que está levando a mais internações entre crianças e que espera mais esclarecimentos em duas semanas.

Como apenas um percentual pequeno dos testes positivos para Covid-19 na África do Sul são enviados para sequenciamento de genomas, as autoridades ainda não sabem por quais variantes as crianças internadas foram infectadas.

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ORQUESTRA DE CRIANÇAS E JOVENS DA VENEZUELA ENTRA PARA O GUINNESS BOOK COMO A MAIOR DO MUNDO

Venezuela entra no Guinness Book com maior orquestra do mundo

Mais de 12 mil músicos, entre crianças e jovens do país, tocaram a Marcha Eslava, do compositor russo Piotr Ilich Tchaikovsky

Orquestra de crianças e jovens bateu recorde mundial em apresentação no sábado (13)

O Sistema de Orquestras Infantis e Juvenis da Venezuela recebeu no sábado (20) a certificação oficial do Guinness Book como “maior orquestra do mundo”, integrada por mais de 12 mil músicos que tocaram a Marcha Eslava, do compositor russo Piotr Ilich Tchaikovsky.

Após receber o documento oficial que confirma o recorde, o diretor do Sistema, Eduardo Méndez, afirmou que “é uma grande honra” que “as crianças e jovens da Venezuela” estejam recebendo o que descreveu como “uma façanha”.

“Hoje a Venezuela deve se sentir muito orgulhosa do que tem, por essas crianças, esses jovens, não só pelos 12 mil que estiveram lá, mas por esse milhão de crianças que fazem parte do sistema”, comentou Méndez. Recordou também que tudo começou quando morreu o maestro José Antonio Abreu, fundador do Sistema Nacional de Orquestras e Corais Juvenis e Infantis da Venezuela, em 2018.

Dias após a morte, 10.701 músicos se reuniram em Caracas para fazer um concerto em sua homenagem. “Isto é para você, maestro, foi uma homenagem”, disse Méndez, acompanhado pelas duas irmãs de Abreu, que não falaram.

Méndez destacou que o registro foi possível graças ao “trabalho árduo, tenacidade, disciplina” de toda a equipe e garantiu que “é um feito” de todo o país e não apenas do Sistema. “Podemos fazer muitas coisas boas e com metodologia feita na Venezuela por venezuelanos. Podemos fazer coisas como esta”, concluiu.

Durante a breve cerimônia, precedida de um concerto, o ministro da Comunicação, Freddy Ñáñez, disse que “a música é a mais pura expressão da alma” porque “é capaz de dizer tudo”.

O ministro transmitiu as suas felicitações e as do presidente Nicolás Maduro a todas as pessoas envolvidas.

El Sistema, como é popularmente conhecido, realizou um enorme concerto no sábado passado (13), com mais de 12 mil músicos, em uma tentativa de alcançar o recorde mundial do Guinness de “maior orquestra do mundo”. A Marcha Eslava, que durou 12 minutos, foi precedida por Te Deum, de Marc-Antoine Charpentier, e Chamambo, de Manuel Artés.

Ao total, foram executadas oito obras, as últimas como forma de prestar homenagem ao maestro Abreu, que fundou o Sistema em 1975 para dar às crianças de meios pobres acesso à educação musical. O concerto ocorreu no pátio da Academia Militar do Forte Tiuna, em Caracas.

A apresentação da Marcha Eslava foi conduzida por Andrés David Ascanio, e durante todo o concerto os músicos usaram máscaras por causa da pandemia de Covid-19.

Para alcançar o recorde mundial do Guinness como “a maior orquestra do mundo”, a Venezuela teve de cumprir um conjunto de regras que exigiam que todos os membros fossem “músicos especializados” e conduzidos por um maestro “experiente”. Além disso, cada participante tinha de tocar o seu próprio instrumento “durante todo o tempo”, não podia ser compartilhado por dois ou mais músicos, e a obra executada tinha de ter “uma duração mínima de cinco minutos”.

Fonte: R7

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BOAS NOTÍCIAS: CONHEÇA UM MÉDICO QUE JÁ FEZ 32 MIL CIRURGIAS GRATUITAS PARA CRIANÇAS VOLTAREM A SORRIR

O destaque desta sexta-feira, aqui na coluna BOAS NOTÍCIAS, é um médico que já fez mais de 32 mil cirurgias gratuitas de fenda palatina, ou lábio leporino, para crianças voltem a sorrir. O Dr. Subodh Kumar Singh diz que sua missão é ajudar aos pobres e viver com ética. Caso, quase raro nos dias atuais.

Médico faz 32 mil cirurgias gratuitas para crianças voltarem a sorrir

Um cirurgião plástico de renome mundial e sua equipe realizaram mais de 32 mil cirurgias gratuitas de fenda palatina, ou lábio leporino, para crianças voltem a sorrir.

A missão do Dr. Subodh Kumar Singh de ajudar outras pessoas veio da própria experiência. Ele perdeu o pai aos 13 anos e a família passou a viver em extrema pobreza.

“Meu pai Gyan Singh e minha mãe Giriraj Kumari (ela morreu no ano passado) me ensinaram a servir aos pobres e a viver com ética. Sinto que Deus me fez um cirurgião plástico e não um empresário para servir a uma causa divina”, afirmou.

Depois de passar por dificuldade e se tornar um cirurgião de sucesso, ele não só faz operações de reconstrução para crianças carentes, como ainda faz cirurgias reparativas de queimadura.

A superação do menino pobre

“Junto com meus irmãos mais velhos, eu vendia sabonetes caseiros e muitas vezes ficava insultado quando pedia para saldar nossas dívidas” , lembrou ele .

As coisas começaram a mudar em 1982, quando seus irmãos mais velhos ajudaram a pagar os exames de admissão de Subodh Kumar Singh.

Ele obteve um MBBS (um diploma internacional de medicina equivalente a um MD nos Estados Unidos) da Banaras Hindu University em 1988, um mestrado em cirurgia em 1991 e um mestrado em cirurgia plástica em 1994.

Em 2001, o Dr. Singh fundou o GS Memorial Plastic Surgery Hospital em memória de seu pai. A clínica oferece cirurgia plástica reconstrutiva de última geração para pacientes necessitados a um custo bem mais acessível.

O hospital fez parceria com a Smile Train, uma instituição de caridade que oferece cirurgia corretiva para crianças com fissura labiopalatina.

“Desde 2008/09, realizamos anualmente mais de 4 mil cirurgias de fissura gratuitas sob esta iniciativa”, disse o Dr. Singh.

Cirurgias de reconstrução

Até o momento, mais de 32 mil cirurgias de fenda gratuitas e milhares de outras cirurgias de fenda foram realizadas na clínica sob a liderança do dr. Singh.

“Em cada criança fissurada que veio até mim, eu visualizei aquele pequeno Subodh, que perdeu o pai quando tinha apenas 13 anos”, diz o Dr. Singh.

O Dr. Singh e sua equipe também realizaram 6 mil cirurgias extensas de queimaduras gratuitas.

Seus esforços inspiraram a realização de Burned Girl (2015), documentário da National Geographic que ganhou prêmios internacionais por detalhar a vida de Ragini, de nove anos, cujas queimaduras na infância foram tratadas cirurgicamente pelo Dr. Singh.

Veja:

Com informações do Sunnyskyz

Fonte: Só Notícia Boa

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RN TEM R$ 1,5 MILHÃO BLOQUEADO PELA JUSTIÇA PARA GARANTIR EXAMES PELO SUS PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Por g1 RN

 

Máquina de ressonância magnética — Foto: Reprodução/NSC TVMáquina de ressonância magnética — Foto: Reprodução/NSC TV

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1.505.231,61 das contas do governo do Rio Grande do Norte para garantir que esse valor seja usado para fornecer exames de tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas para crianças e adolescentes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) pelos próximos seis meses.

A nova decisão judicial, que foi obtida após ação do Ministério Público do RN, busca dar efetividade à sentença homologatória de acordo judicial feito anteriormente, que foi descumprido porque o Estado deixou de fornecer os referidos exames.

O MPRN, portanto, moveu uma ação de cumprimento de sentença judicial com o objetivo de que o Estado tome providências e complemente o pagamento das produções de exames já realizados, no valor de R$ 47.231,61, e também custeie os próximos seis meses.

Na nova decisão, a Justiça também determinou a realização de uma audiência a pedido do MP em 24 de novembro, por videoconferência, para definir a distribuição dos exames, já com o valor bloqueado.

Ação anterior

Na ação anterior, o MPRN obteve ordem judicial determinando que o Governo do Estado e o Município de Natal, em até 60 dias, desobstruíssem a fila de espera por exames de ressonância magnética e tomografia computadorizada para crianças e adolescentes pelo SUS.

Para isso, devem realizar mutirões de atendimento e atualizar as solicitações de exame, identificando as situações que não mais necessitam do serviço. Foi fixado um prazo total de 12 meses para que seja concluído o trabalho de higienização da lista completa de solicitações desses exames.

Fonte: G1 RN

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DICA DE SAÚDE: A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE MENTAL NA CRIAÇÃO DOS FILHOS

Como criar filhos que entendam a importância do cuidado com a saúde mental

Conversar abertamente com as crianças e adolescentes sobre os próprios sentimentos é uma forma de construir relações mais saudáveis, segundo especialistas

Lucas Rochada CNN

em São Paulo

Família e escola têm papéis fundamentais na compreensão das crianças sobre saúde mentalFamília e escola têm papéis fundamentais na compreensão das crianças sobre saúde mentalFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

“Terapia é coisa de louco.” “Depressão é falta de vontade.” “Menino não chora.” Esses são apenas algumas frases que representam equívocos comuns no que diz respeito à saúde mental.

O caminho para tornar o cuidado com a saúde da mente em algo prioritário ainda é longo. Segundo especialistas consultados pela CNN, essa atenção deve fazer parte da criação de crianças e adolescentes desde cedo, e alguns passos podem ajudar a transformar a abordagem do tema em algo comum, assim como acontece com o cuidado com outros aspectos da saúde.

De acordo com uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no período entre 2011 e 2014, foram identificadas 15.702 notificações de atendimento ao comportamento suicida entre adolescentes nos serviços de saúde, predominando o grupo etário de 15 a 19 anos (76,4%), do sexo feminino (71,6%), e cor da pele branca (58,3%).

As crianças têm como características comuns a observação e a curiosidade. É a maneira que elas encontram de perceber o mundo à sua volta e de entender as semelhanças e as diferenças entre as pessoas.

Segundo o psiquiatra Antonio Egídio Nardi, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o primeiro passo para conversar sobre saúde mental com os filhos é buscar uma abordagem com linguagem acessível, de acordo com a capacidade de compreensão das crianças em cada idade.

Para Nardi, é essencial mostrar que a saúde mental conta com diferentes nuances e que essas modificações são normais.

“As crianças devem ser informadas que a saúde mental é importante e que existem reações mentais naturais como a tristeza, o luto, a ansiedade, que fazem parte da nossa formação de personalidade, fazem parte do nosso caminho para a maturidade”, afirma Nardi.

A psicóloga Camila Turati, professora da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), explica que o desenvolvimento humano é diverso e não acontece de forma linear. Nesse sentido, as relações que consideram a diversidade são essenciais para o aprendizado de funções psíquicas, como pensamento, linguagem, memória e atenção.

“Quando vamos pensar em saúde das crianças, a primeira coisa é pensar que não temos uma meta única a ser seguida. Cada criança vai se apropriando da realidade de um jeito diferente. Pensar a saúde mental é pensar em condições apropriadas para que essa diversidade possa existir”, diz a psicóloga.

“Então, se temos uma criança que fala mais ou fala menos, gosta de fazer determinada atividade e outra não, não podemos ver isso como um problema”, acrescenta.

Falar sobre os próprios sentimentos

As emoções são características humanas e não estão associadas ao gênero. No entanto, ainda hoje são reproduzidos discursos que levam meninos e meninas a expressar e a lidar de maneiras diferentes com os próprios sentimentos.

“Quando a criança escuta que pode ou não pode chorar, não quer dizer que o sentimento vai deixar de estar ali presente. Quanto mais oportunidades tivermos para conversar, tratar as crianças como sujeitos diversos, independente do seu gênero, isso vai trazendo mais oportunidades para uma constituição diversa, múltipla e inclusiva”, afirma Turati.

A opinião é compartilhada pelo psiquiatra Antonio Egídio, da UFRJ. “Todos nós podemos chorar, todos podemos estar bravos em algum momento. Isso não faz uma pessoa mais fraca ou diferente das outras. Temos que incentivar as crianças a mostrarem seus sentimentos aos amigos, aos professores, sem que isso desqualifique essa criança na sociedade em que ela vive”, diz.

O primeiro passo para conversar sobre saúde mental com os filhos é buscar uma abordagem com linguagem acessível
O primeiro passo para conversar sobre saúde mental com os filhos é buscar uma abordagem com linguagem acessível / Foto: Prefeitura de Jundiaí

O respeito à diferença

Um dos principais ambientes de socialização das crianças e adolescentes, a escola, é o local onde os indivíduos costumam ter os primeiros contatos com pessoas diferentes no que diz respeito a crenças, estilos de vida, características físicas ou de comportamento.

A forma como as diferenças sociais são entendidas pela própria família pode ser refletida na maneira como a criança reage ao conviver com colegas com cores, gêneros, status social e até mesmo condições mentais distintas.

Segundo o psiquiatra da UFRJ, a percepção das diferenças deve ser trabalhada com a criança desde cedo. “A saúde social ensina que nós temos que respeitar o direito e as diferenças, que as pessoas não são iguais. Não se deve comentar a aparência das pessoas, se a pessoa tem a orelha grande, o nariz grande, é alta, baixa, gorda, magra ou qualquer outra coisa que é motivo de bullying por muitos”, afirma Egídio.

Segundo o especialista, o diálogo pode reduzir as chances de bullying, que, para ele, pode ser entendido como um deboche. “É importante explicar que debochar da aparência ou alguma característica de uma pessoa faz mal ao outro e que não gostaríamos que fizessem isso conosco, já que nós também não somos perfeitos e temos as nossas variações”, acrescenta.

Ao longo da vida, convivemos com pessoas com diferentes transtornos mentais. Esquizofrenia, autismo, ansiedade, depressão, deficit de atenção com hiperatividade (TDAH) são apenas algumas das condições que podem afetar qualquer indivíduo.

O entendimento das crianças a respeito do significado desses transtornos pode ser influenciado pela percepção que os próprios adultos à sua volta têm sobre a questão. Para a psicóloga Camila Turati, o diálogo aberto sobre o assunto pode ajudar a desmistificar o tema e a reduzir os estigmas associados aos diferentes distúrbios.

“É importante entender e explicar que somos diversos e temos existências diferentes. Por exemplo, existem pessoas com deficiência e essa deficiência não vai ser algo que vai marcar quem essa pessoa é, mas vai ser apenas uma característica no desenvolvimento humano dessa pessoa”, diz Turati.

O papel central da escola

Para a psicóloga Marilene Proença Rebello de Souza, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), a escola, como um lugar de formação humana, tem um papel central no desenvolvimento da compreensão da saúde mental.

Segundo Marilene, os professores e gestores educacionais devem sugerir a criação de iniciativas que permitam a formação de vínculos, como espaços de escuta, compreensão e atenção às crianças e adolescentes.

“A escola seria um espaço muito interessante se pudéssemos construir projetos de convivência onde tivéssemos rodas de conversa para poder falar sobre situações de discriminação, sobre preconceitos que são vividos no interior da escola, questões de gênero, o papel das redes sociais e discussões de temáticas que geram sofrimento e conflito na escola”, comenta.

De acordo com Camila Turati, além de fornecer mecanismos para que as crianças compreendam a realidade, a escola deve acolher a pluralidade que é comum ao comportamento delas.

“Quanto mais a gente olhar para essas crianças e pensar maneiras que elas possam se apropriar da realidade e se expressar à sua maneira, mais vamos estar cuidando delas. Infelizmente, temos um sistema educacional que conta para nós que existe uma nota a ser atingida, uma meta a ser alcançada. Isso acaba achatando as possibilidades de entendermos esse desenvolvimento humano de uma maneira complexa, como ele é realmente”, afirma.

O luto como oportunidade de fala

Diante da pandemia de Covid-19, o luto passou a ser uma experiência mais presente na vida de muitas famílias. A perda de entes queridos, por vezes, em sequência poderá deixar marcas que ainda não são totalmente compreendidas pelos profissionais da saúde mental.

Para Camila Turati, o processo de entendimento do luto pode ser trabalhado desde cedo. Segundo a psicóloga, esconder das crianças questões sobre a perda e a morte pode trazer prejuízos a longo prazo.

“Quanto mais escondermos que o luto existe ou trabalharmos de uma maneira na qual a criança vai percebendo que a realidade não é a que ela está observando ali, estamos perdendo uma oportunidade de entendimento do que são esses sentimentos, o que fazer com eles e como elaborá-los”, alerta.

De acordo com a psicóloga, falar sobre os sentimentos relacionados ao luto é uma forma de construir o significado da perda de maneira saudável.

“O adulto mostrar que também tem esses sentimentos, muitas vezes os pais querem ser fortes e não transparecer que estão tristes. Na verdade é importante contar para essa criança que se está triste e que também está aprendendo a lidar com a perda e falar sobre maneiras de lembrar dessa pessoa querida de uma outra forma”, complementa.

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LEI LUCAS SANTOS QUE PROTEGE CRIANÇAS E ADOLESCENTES FOI SANCIONADA PELA GOVERNADORA DO RN

De autoria do deputado Kleber Rodrigues, lei Lucas Santos é sancionada pela governadora

02 set 2021

DeFato.com - Estado

O projeto do deputado Kleber Rodrigues, que protege crianças e adolescentes e recebeu o nome de Lucas Santos, foi sancionado pela governadora Fátima Bezerra. A nova lei entra em vigor exatamente no momento em que é celebrado o Setembro Amarelo, que combate o suicídio.

A legislação tem como foco o trabalho de conscientização, prevenção e combate a depressão, automutilação e suicídio.O deputado Kleber Rodrigues saudou a sanção da lei como um “importante instrumento de proteção aos nossos jovens”.

“Esse projeto de lei foi apresentado por nós ainda em 2019, aprovado pelos deputados a unanimidade e agora sancionado pela governadora. Com ela (a nova lei) ganha a população do Estado, que terá ações protetivas para nossas crianças e adolescentes”, ressaltou.

Pela nova lei, está definida a elaboração e implementação de um projeto pedagógico pelas escolas públicas e privadas do estado incluindo medidas de conscientização entre crianças, jovens e adolescentes. Entre as ações estão palestras, debates, distribuição de cartilhas de orientação aos pais, alunos, professores, servidores, entre outras iniciativas.

“A nova lei que rechaça toda e qualquer violência mental, a partir da conscientização e combate a depressão, automutilação e suicídio”, destacou Kleber Rodrigues.

Fonte: Política em Foco
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PEDIATRA DO INSTITUTO SANTOS DUMONT CONFIRMA SURTO DA DOENÇA MÃO-PÉ-BOCA NO RN

Por G1 RN

 

Síndrome da ‘mão-pé-boca’ é uma doença extremamente contagiosa entre crianças — Foto: Prefeitura de Cuiabá/DivulgaçãoSíndrome da ‘mão-pé-boca’ é uma doença extremamente contagiosa entre crianças — Foto: Prefeitura de Cuiabá/Divulgação

Uma doença comum no verão e no outono brasileiro está chamando atenção de pais de crianças em idade escolar no Rio Grande do Norte. Transmitida pelo vírus Coxsackie, a ‘mão-pé-boca’ provoca lesões nas mãos, pés e boca, como o nome sugere.

O pediatra do Instituto Santos Dumont (ISD), Ruy Medeiros, confirma o surto da doença em cidades como Natal e Macaíba, na Região Metropolitana. Na capital potiguar, algumas escolas chegaram a suspender as aulas do Ensino Infantil para impedir o avanço da contaminação entre os alunos.

“A gente chama de síndrome ou doença mão-pé-boca. Ela acomete, principalmente, crianças menores de cinco anos. É uma doença transmitida por via direta ou indireta. Os principais sintomas são os inespecíficos, tipo vômito, náuseas e diarréia. Mas a principal apresentação clínica é a febre e lesões no corpo. Essas lesões no corpo são do tamanho de grãos de arroz que acometem, principalmente, mãos, pés e boca. Por isso, o nome da doença”, explica o médico.

“É uma doença extremamente transmissível entre crianças. A gente tem observado surtos em Natal e Macaíba, mas também em vários locais do Estado”.

De acordo com o pediatra, a doença também pode acometer outras partes do corpo, como joelhos, genitália e nádegas. “Essas lesões vão evoluindo e se tornando pequenas feridas. Quando essas lesões acometem a boca, podem causar muita dor e dificuldade para deglutir. As lesões no corpo podem causar dor, também, e coceira”, conta.

Para a doença, não há tratamento específico. Ela surge e desaparece, na maioria dos casos, entre cinco e sete dias contados a partir dos primeiros sintomas. O ideal é que, nesse período, os pais e responsáveis pelas crianças evitem levá-las à escola e a locais com grande circulação de pessoas.

“A gente pede que pais que tenham crianças com sintomas, como febre e lesões no corpo, suspendam a aglomeração dessas crianças, quer seja na escola ou com outras crianças da mesma idade, para evitar a transmissão. Em pequenas localidades com crianças confinadas em ambientes muito fechados, como escolas, a transmissão é muito rápida”, explica o médico.

A doença mão-pé-boca é altamente contagiosa. De acordo com Ruy Medeiros, o tratamento é feito conforme os sintomas. Se há dor e febre, por exemplo, são ministrados medicamentos que irão aliviá-los, como os analgésicos. Caso as lesões agravem, a orientação é pelo uso de antibióticos.

De acordo com Ruy Medeiros, o surto dessa doença se caracteriza pela velocidade da transmissão. Os pais devem ficar atentos, ainda, ao correto diagnóstico, pois a doença é comumente confundida com sarna e escabiose. “O período de transmissão da doença pode anteceder o aparecimento das lesões. Algumas crianças, antes de apresentarem sintomas, já podem transmitir. Assim que aparecerem os sintomas, procure o serviço de saúde para que se possa ter uma orientação a respeito, se é uma doença grave ou não”, recomenda.

De acordo com o Ministério da Saúde, alguns sintomas que podem ser: febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões; surgimento de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas na boca, amígdalas e faringe; erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital; mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia; dificuldade para engolir e muita salivação por causa da dor.

A doença mão-pé-boca é comum na infância, com poucos casos registrados em adultos. A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados.

Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas. O período de incubação oscila entre um e sete dias. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum.

Nem sempre a infecção pelo vírus Coxsackie provoca todos os sintomas clássicos da síndrome. Há casos em que surgem lesões parecidas com aftas na boca ou as erupções cutâneas; em outros, a febre e a dor de garganta são os sintomas predominantes.

Recomendações

Alimentos pastosos, como purês e mingaus, assim como gelatina e sorvete, são mais fáceis de engolir. Bebidas geladas como sucos naturais, chás e água são indispensáveis para manter a boa hidratação do organismo, uma vez que podem ser ingeridos em pequenos goles.

O cuidador deve sempre lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente, ou levá-la ao banheiro. Se ela puder fazer isso sozinha, insista para que adquira e mantenha esse hábito de higiene mesmo depois de curada.

Além disso, é recomendado evitar, na medida do possível, o contato muito próximo com o paciente (como abraçar e beijar); cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir; manter um nível adequado de higienização da casa, das creches e das escolas; não compartilhar mamadeiras, talheres ou copos; afastar as pessoas doentes da escola ou do trabalho até o desaparecimento dos sintomas (geralmente 5 a 7 dias após início dos sintomas); lavar superfícies, objetos e brinquedos que possam entrar em contato com secreções e fezes dos indivíduos doentes com água e sabão e, após, desinfetar com solução de água sanitária diluída em água pura (1 colher de sopa de água sanitária diluída em 4 copos de água limpa) e descartar adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em latas de lixo fechadas.

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GUERRA NA SÍRIA NÃO IMPEDE DE CRIANÇAS DISPUTAREM AS ‘OLIMPÍADAS DE TENDAS’

Crianças disputam as ‘Olimpíadas de Tendas’ em uma Síria em guerra

Mais de cem pequenos atletas de 8 a 14 anos competem por medalhas nos campos de deslocados no noroeste do país

INTERNACIONAL

 Da AFP

Jogos de crianças nos campos de refugiados da Síria

OMAR HAJ KADOUR / AFP – 08.08.2021

Lançamento de dardo, obstáculos e corridas de velocidade perto das tendas: a milhares de quilômetros de Tóquio, cem crianças competem por medalhas de ouro na Síria, onde campos para deslocados no noroeste organizaram seus próprios Jogos Olímpicos.

Para evitar o calor infernal nos horários de pico, 120 crianças que vivem em uma dúzia de acampamentos perto da cidade de Idleb se reuniram pouco antes do pôr do sol de sábado para as “Olimpíadas de Tendas”, organizadas por uma ONG síria.

Eles têm entre 8 e 14 anos e, vestindo as cores de seu campo, competiram em diversas modalidades: lançamento de disco, salto em altura, artes marciais, ginástica, badminton, corridas e até mesmo uma corrida de cavalo fictícia, em que as crianças montam um cavalo de papelão.

Na terra ocre perto das tendas do campo de Yaman, os contornos de um campo de futebol foram desenhados com giz branco, perto de uma pista de corrida oval cheia de obstáculos.

“Nós nos divertimos muito”, disse Walid Mohamed al-Hassan, de 12 anos. “Consegui o segundo lugar no salto em distância”, continua, sem perder o sorriso, nos braços de seus três companheiros.

Sob o olhar da plateia, dois meninos com uniformes de caratê e faixas laranjas se entreolham e pulam gritando, com um pé na frente do outro e lançando socos no ar.

Ao final das provas, os vencedores são anunciados. Em meio a aplausos e gritos do público, eles recebem suas medalhas no pódio, enquanto confetes são jogados no ar.

Heróis livres

A ideia do evento é “fazer com que as crianças descubram diferentes modalidades esportivas”, explica à AFP um dos organizadores, Ibrahim Sarmini, vestindo uma camisa polo lilás com o logo de sua ONG, a Organização Violeta.

Mas “o objetivo principal era focar nos moradores do campo, nas crianças e nos adultos, que vivem uma vida muito difícil”, acrescenta.

O conflito, que dividiu o país, custou quase meio milhão de vidas e já deslocou milhões desde 2011.

A província de Idleb, o último grande reduto jihadista e rebelde no noroeste do país, tem cerca de três milhões de habitantes, quase metade dos quais vive em acampamentos informais, muitas vezes em condições de extrema pobreza.

Para atender às suas necessidades, eles dependem de ajuda humanitária e apoio de ONGs.

Em Tóquio, onde ocorreu no domingo a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de 2020, foi possível ver os sírios em duas equipes: a delegação oficial de seu país, mas também na equipe olímpica de refugiados, que existe há duas edições.

“É triste ver jovens sírios participando com esse status de refugiado”, disse Sarmini. “Mas é ótimo para nós que existam verdadeiros heróis livres representando o povo do noroeste da Síria nos Jogos Olímpicos.”

Nenhum sírio da equipe de refugiados ganhou uma medalha. Já a delegação síria levou o bronze no levantamento de peso (+109kg) com Man Asaad.

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NÚMERO DE ADOÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES CRESCEU 38% NO RN EM 2021 EM COMPARAÇÃO COM MESMO PERÍODO DO ANO PASSADO

Por G1 RN

 

Adoções cresceram no RN — Foto: Reprodução/TV Cabo BrancoAdoções cresceram no RN — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

O número de adoções de crianças e adolescentes no Rio Grande do Norte cresceu 38,4% entre os meses de janeiro e julho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados são da Coordenadoria da Infância e Juventude do Poder Judiciário do Rio Grande do Norte (CEIJ/RN), baseados no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) e foram divulgados nesta terça-feira (27).

Segundo o sistema, foram concluídas 18 adoções no estado neste período de sete meses – uma média de 2,57 a cada 30 dias. Em 2020, foram 13 – 1,85 mensal.

Para o o juiz coordenador da Infância e Juventude do TJRN, José Dantas de Paiva, campanhas sobre o tema tem ajudado esse número a subir.

“Este é um trabalho que envolve todos os segmentos sociais, sociedade civil organizada, poder público e outros, com o mesmo objetivo. Além da criação de programas específicos como, por exemplo, o Atitude Legal e outros similares, sem esquecer do olhar mais consciente da sociedade”, explicou.

As adoções no Rio Grande do Norte neste ano foram concluídas por varas judiciárias das comarcas de Natal, Mossoró, Parnamirim, Caicó, Areia Branca, Goianinha, Nísia Floresta e Santo Antônio.

No ano passado, até julho, os 13 processos foram em Natal, Macau e Currais Novos.

A adoção de crianças ou adolescentes com idades entre 7 e 16 anos é uma faixa etária que desperta menos interesse dos futuros pais, segundo dados do Sistema Nacional de Adoção. Paulatinamente, essa realidade tem mudado.

Em 2020, 38,46% das adoções envolveram crianças de até 1 ano de idade até julho. De 1 até 3 anos, o índice registrado é de 23,08%. Acima dos 3 anos, o percentual é igual ao de crianças de até 1 ano.

No ano de 2021, as porcentagens são de 44,44%, 11,12% e 44,44%, respectivamente.

“Ainda existe um longo caminho a percorrer. Na verdade, todos gostariam de adotar uma criança recém-nascida, no entanto, por falta de bebês novos, optam por crianças com mais de três anos de idade. Muito ainda deve ser feito”, falou José Dantas de Paiva.

De 2019 para 2020 as adoções no estado aumentaram 15%, de 27 para 31 crianças e adolescentes. O dado é considerado expressivo porque durante boa parte de 2020, a sociedade enfrentou meses marcados pela pandemia da Covid, período notoriamente marcado por dificuldades de renda para boa parte das famílias, além das restrições recomendadas por instituições científicas ligadas à área da saúde.

Fonte: G1 RN

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CRIANÇAS MIGRANTES QUE FORAM SEPARADAS DE SUAS FAMÍLIAS NO GOVERNO DE TRUMP VOLTARÃO AO CONVÍVIO FAMILIAR

EUA vão reunir 29 crianças e famílias separadas na fronteira

Balanço mostra que 2,1 mil crianças seguem sem registro, 1,7 mil voltaram às famílias com ajuda de ONGs e só 7 pelo governo

INTERNACIONAL

 por AFP

Centenas de crianças ainda esperam para voltar para suas famílias nos EUACentenas de criAnças ainda esperam para voltar para suas famílias nos EUAADREES LATIF / REUTERS – ARQUIVO

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (8) que 29 crianças migrantes se reunirão com suas famílias depois de serem separadas sob a política de “tolerância zero” do ex-presidente Donald Trump, embora centenas de menores continuem afastados de seus pais.

O secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), Alejandro Mayorkas, destacou o compromisso do governo de Joe Biden com a reunificação das famílias que foram “cruelmente separadas” pelo governo anterior.

“Quando reunimos as primeiras sete famílias no mês passado, disse que era apenas o começo. Nas próximas semanas, reuniremos mais 29 famílias”, disse Mayorkas, que preside uma força-tarefa para a reunificação familiar, em um comunicado.

O DHS indicou que 3.913 crianças separadas de suas famílias foram identificadas na fronteira EUA-México entre 1º de julho de 2017 e 20 de janeiro de 2021.

Desse total, “há 2.127 menores para os quais a Força-Tarefa não tem um histórico de reunificação confirmado”, disse ele. Até o momento, 1.786 menores foram entregues às suas famílias, 1.779 graças ao apoio de ONGs e mais sete nos últimos 30 dias.

“A força-tarefa espera que o ritmo (de reunificações) aumente conforme os procedimentos são implementados”, de acordo com o DHS.

Demora no programa

O congressista democrata Jerrold Nadler, presidente do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes, e a congressista Zoe Lofgren celebraram o progresso, mas disseram que mais esforços são necessários.

“Este relatório inicial divulgado pela força-tarefa deixa claro que medidas importantes estão sendo tomadas para mitigar os danos imensuráveis que resultaram da política de separação familiar cruel da administração Trump”, disseram eles em um comunicado.

“No entanto, muito mais deve ser feito para garantir que todas as crianças sejam rapidamente reunidas com seus pais ou tutores legais nos Estados Unidos”, observaram.

Antes de assumir o cargo, Biden prometeu implementar uma política de imigração mais “humana” e reverter a postura dura de seu antecessor em relação aos imigrantes sem documentos.

Para isso, confiou à vice-presidente Kamala Harris a tarefa de liderar os esforços diplomáticos para enfrentar as causas da migração irregular no México e no Triângulo Norte da América Central (Guatemala, El Salvador e Honduras), origem da maioria das pessoas detidas sem documentos na travessia da fronteira sul americana.

Harris está no México nesta terça-feira para discutir o assunto, após uma primeira parada na Guatemala.

O número de prisões de imigrantes sem documentos, incluindo menores desacompanhados, bateu um recorde de 15 anos em abril na fronteira dos Estados Unidos com o México.

Das mais de 178.600 pessoas interceptadas, 82% vieram do México e do Triângulo Norte.

Fonte: R7
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TÉCNICAS AVANÇADAS DE ATENÇÃO PLENA PARA CRIANÇAS ATÍPICAS SERÃO APRESENTADAS EM MINICURSO GRATUITO DE TERÇA (30) A QUINTA (1º) PELA INTERNET COM A EMPRESÁRIA JANAÍNA SÁ

Por G1 RN

 

Janaína Sá ministra minicurso gratuito — Foto: Divulgação

Técnicas avançadas de atenção plena para crianças atípicas serão apresentadas em minicurso gratuito de terça (30) a quinta-feira (1º), pela internet. O objetivo é compartilhar conhecimento com famílias e profissionais da saúde, como psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais que convivem e atuam com crianças que apresentam dificuldades no desenvolvimento.

A capacitação será ministrada pela empresária Janaína Sá, que é mãe de uma criança com diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Ela une a experiência diária como mãe e conhecimentos técnicos com estudos de publicações sobre a atenção plena nas universidades de Massachusetts e de Oxford (EUA), onde é certificada como Master Avatar pela Star’s Edge International, para desenvolver o curso “Método 3 R”.

Este método será aplicado na sexta-feira (2), data de lançamento do curso completo com oito módulos. A ideia é trabalhar, por meio de práticas relaxantes e divertidas, pontos importantes para todos como foco, concentração e disciplina.

O minicurso online será feito em formato de live no perfil @paisefilhosespeciais no Instagram, sempre às 21h.

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EDUCAÇÃO: SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO FAZ REVELAÇÕES SOBRE LOCKDOWN IMPOSTO POR DÓRIA E OS REFLEXOS CAUSADOS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Secretário de Educação de Doria cita depressão do filho e diz: “nada mais justifica que não tenhamos a escola de volta” (veja o vídeo)

Reprodução

Em entrevista ao programa da Jovem Pan, “Direto ao Ponto”, desta segunda-feira (25), Rossieli Soares, secretário estadual de educação de São Paulo, respondeu às perguntas do jornalista Augusto Nunes e outros convidados e fez revelações sobre o novo lockdown imposto pelo governador João Doria (PSDB) e os reflexos mentais em crianças e adolescentes.

“Desde junho, tenho me dedicado a mostrar para as pessoas que nós temos condições de voltar. Obviamente que, quando a gente fala da volta, não é, exatamente, a volta ao normal, ‘do dia pra noite’. É volta com as questões de segurança, com ambiente controlado, com distanciamento, como nós estamos aqui, por exemplo, dentro desse estúdio. É voltar às aulas, sim, porque isso é insubstituível e voltar com segurança”, afirmou.

E completa:

“É um rodízio. Não vão todos os alunos, ao mesmo tempo”, explicou, informando que quando a Secretaria de Educação fez o planejamento para o retorno às aulas, em 2021, a equipe não esperava que todo o estado ficasse em fase vermelha ou laranja.

“Esperávamos que, uma ou outra região, fosse e voltasse… E todo o estado ficou no vermelho ou no laranja”, lamentou a decisão do governador.

“Hoje, pra mim, nada mais justifica que não tenhamos a escola de volta. Mas, estamos perguntando se devemos ou não voltar às aulas, quando deveríamos perguntar: o que eu faço pra voltar às aulas? Deveria ser uma unanimidade que a escola deveria estar aberta. Bar aberto. Tudo aberto e a escola fechada”, criticou.

Citando caso particular de depressão do filho, com a voz embargada, Rossieli se emocionou, ao testemunhar que o menino está doente, possivelmente, em virtude de medidas muito restritivas impostas durante o ano pandêmico:

“O pai e a mãe que ama seu filho não pode ‘abrir mão’ desse futuro. A gente está vendo tantas famílias se desgastarem tanto… até se desmancharem. Depressão, angústia.. Eu tô sofrendo isso, dentro da minha casa com o meu filho. Isso é muito difícil. Eu não quero que ninguém passe pelo que nós estamos passando. Eu não quero que nenhuma outra criança ou jovem passe pelo que meu filho está passando”, finalizou.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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BOMBEIROS ALERTAM SOBRE CUIDADOS COM CRIANÇAS NAS PRAIAS

Vai à praia? Bombeiros alertam para os cuidados com o mar e com as crianças

Redação / Portal da Tropical

Atualizado em:

Bombeiros colocam pulseira de identificação nas crianças | Foto: Assecom Bombeiros

O mês de janeiro é o período de maior fluxo de veranistas e turistas nas praias em todo o Brasil. Para apreciar o verão de forma tranquila, são necessários alguns cuidados, como o uso do protetor solar, trânsito seguro e medidas para prevenir o afogamento. Porém, é sobre essa última medida que o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Norte (CBMRN) orienta: água no umbigo sinal de perigo.

Uma das principais orientações feitas pelos guarda-vidas é para quem vai entrar no ambiente aquático não faça o uso de bebida alcoólica, pois o álcool inibe a noção de perigo. Nadar ou brincar no mar depois de comer não é recomendado, pois corre o risco de congestão. Outra dica é manter-se afastado de pedras e costeiras.

Além dos perigos que os ambientes aquáticos impõem aos adultos, os pais ou familiares devem ficar atentos também com as crianças. Com as praias lotadas nesse período, o CBMRN pede que os familiares tenham atenção redobrada.

“Independentemente de ser piscina, rio ou mar, sempre orientamos os responsáveis pelas crianças. Durante o nosso patrulhamento levamos orientações na tentativa de retirar as crianças e os demais banhistas de ambientes não recomendáveis, além de distribuir pulseiras de identificação”, disse o Coordenador da Campanha Praia Segura do Corpo de Bombeiros do RN, Major João Eduardo.

Para intensificar as ações educativas no objetivo de prevenir o afogamento e desaparecimento de crianças, a Corporação e vários órgãos públicos lançaram neste sábado (09), a ‘Campanha Praia Segura 2021’, que está inserida no cronograma da ‘Operação Verão’. Entre as ações que estão sendo ofertadas, destaque para a distribuição de pulseiras de identificação para crianças, em que se pode colocar o nome completo e o número de telefone do responsável para facilitar a localização em uma eventual perda.

“Todos os anos existem ocorrências de crianças desaparecidas nas praias. Por isso, juntamente com a Cruz Vermelha, distribuímos as pulseirinhas de identificação para a população. É mais um modo de prevenção”, finalizou o oficial do CBMRN.

Caso alguém presencie um afogamento, é só entrar em contato de forma imediata com o Corpo de Bombeiros, através do 193, ou arremessar um objeto flutuante para a vítima até a chegada dos guarda-vidas. Importante não tentar socorrer de forma alguma a pessoa, pois somente os bombeiros têm a habilidade para o resgate.

Medidas de Prevenção

• Tenha atenção com as crianças;

• Coloque a pulseira de identificação fornecida pelos guarda-vidas;

• Evite ingerir bebidas alcoólicas e alimentos pesados antes de entrar na água;

• Nade longe de pedras;

• Pergunte sempre ao guarda-vidas qual o local mais apropriado e seguro para o banho;

• Certifique-se da profundidade da região em que deseja mergulhar;

• Respeite as instruções dos guarda-vidas e as sinalizações de perigo na praia.

Operação Verão

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PARA MELHORAR O BEM ESTAR DAS CRIANÇAS DURANTE A PANDEMIA, ESCOLA DE LONDRES DECIDIU CONTRATAR CACHORRO

Escola de Londres ‘contrata’ cachorro durante a pandemia

Colégio decidiu levar o pet para o colégio a fim de melhorar o bem-estar das crianças no período escolar

INTERNACIONAL 

 João Melo, Do R7*

Pet foi escolhido pela escola para auxiliar no combate ao estresse das crianças

A pandemia do novo coronavírus vem causando muito estresse em adultos e crianças, e a todo momento são pensadas alternativas para melhorar o bem-estar das pessoas neste período. Diante disso, uma escola da Inglaterra optou por uma saída criativa.

A Escola Primária de Salusbury decidiu “contratar” um cachorro para auxiliar os estudantes a conter o desânimo causado pela pandemia. Denominado Kobe, o pet começou a frequentar o local no final de outubro, e desde então os professores conseguiram notar uma mudança no comportamento dos alunos.

“Vimos uma resposta muito positiva a Kobe, as crianças realmente gostam de vê-lo andando pelo terreno da escola”, ressalta a diretora da instituição, Stephanie Armstrong. Ela destaca que ao longo do ano o colégio buscou ter um foco que fosse além da educação, e que abrangesse também o bem-estar dos seus frequentadores.

De acordo com Stephanie, o período da pandemia tem sido de grandes transformações para todas as pessoas envolvidas no ambiente escolar, como professores, pais e alunos. Por conta disso, Kobe foi importante para levar alguma estabilidade pelo menos dentro da instituição.

Kobe está na escola desde outubro e se adaptou rapidamente ao novo lar

DIVULGAÇÃO/SALUSBURY PRIMARY SCHOOL

Em relação ao pet, a escola garante sempre os melhores cuidados, respeitando os seus horários de comida e sono, por exemplo, para que então Kobe possa ter o contato com os estudantes. “Ele é um cachorrinho muito brincalhão, e se adaptou às crianças instantaneamente. Estamos muito felizes com a forma como ele se adaptou ao seu novo trabalho”, destacou a diretora.

Fonte: R7

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BOAS NOTÍCIAS: PARA NÃO SEPARAR A FAMÍLIA, CASAL BRASILEIRO ADOTA CINCO IRMÃOS

A nossa coluna BOAS NOTÍCIAS desta terça-feira trás uma bela história com final feliz. Um casal do Paraná adotou 5 irmãos que estavam em um abrigo e evitou que a família se separasse. Um ato de solidariedade e compaixão poucas vezes visto. Que Deus abençoe esse casal e sua nova família e lhes dê um futuro pleno e maravilhoso. Leia o artigo completo a seguir e saiba dos detalhes!

Casal brasileiro adota cinco irmãos pra não separar a família

Por redação

Um casal do Paraná adotou 5 irmãos que estavam em um abrigo e evitou que a família se separasse.

A nova mãe disse que foi amor à primeira vista. O coração disparou e ela teve a certeza de que eram os filhos dela.

“As crianças já vieram no meu colo e, assim, começou a nossa história”.

O processo de adoção levou um ano e em outubro, a crianças, com idades de 4, 5, 7, 8 e 9 anos, receberam os novos registros com os nomes dos novos pais.

A história

O casal, de Peabiru, no Paraná – que teve os nomes preservados – entrou com o processo de habilitação para adoção em 2018 e esperou a conclusão do procedimento e inclusão no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em 2019, eles retornaram ao Fórum de Peabiru e mudaram o perfil dizendo que aceitavam um grupo de irmãos de até sete anos de idade.

Em julho, veio o telefonema da Vara de Infância da Comarca de Palmital com a notícia: cinco irmãos precisavam de amor e de uma família, mas alguns estavam acima da idade pedida.

20 minutos depois o casal retornou a ligação para o Fórum dizendo um sonoro “sim” e foram conhecer as crianças no dia seguinte.

Vida nova

Depois a visita os pais alugaram uma casa maior, em Palmital, para poder ficar com as crianças no estágio de convivência. E deu tudo certo.

No mês passado saiu a guarda definitiva das crianças e elas receberam os registros com o sobrenome dos novos pais.

“Foi um momento simbólico receber o registro dos cinco. Não vivo mais sem essa gritaria, eles alegram a minha casa. Estamos muito felizes”, comemorou a mãe.

Fonte: sonoticiaboa.com.br

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SAÚDE: DOCUMENTÁRIO MUITO ALÉM DO PESO SOBRE ALIMENTAÇÃO É IMPERDÍVEL, DICA # 12

Nesta quarta-feira o Dr. Samuel Dalle Laste nos trás um DOCUMENTÁRIO sobre ALIMENTAÇÃO imperdível, que demonstra a relação das crianças com os alimentos. O documentário Muito Além do Peso foi lançado em novembro de 2012, em um contexto de amplo debate sobre a qualidade da alimentação das nossas crianças e os efeitos da comunicação mercadológica de alimentos dirigida a elas. O filme é fruto de uma longa trajetória da Maria Farinha e do Instituto Alana na sensibilização e mobilização da sociedade sobre os problemas decorrentes do consumismo na infância. Muito Além do Peso mergulha no tema da obesidade infantil ao discutir por que 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria, a publicidade, o governo e a sociedade de modo geral. Com histórias reais e alarmantes, o filme promove uma discussão sobre a obesidade infantil no Brasil e no mundo.

Fonte:

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BOAS NOTÍCIAS: CRIANÇAS FAZEM DEVER DE CASA COM CARTINHAS PARA ALEGRAR IDOSOS EM ASILO

Um ideia genial, de uma jovem professora de 21 anos, chamada Letícia é o destaque da nossa coluna BOAS NOTÍCIAS desta segunda-feira, que você vai conhecer agora lendo o artigo completo a seguir sobre crianças que alegram dia de idosos em asilo na pandemia.

Crianças alegram dia de idosos em asilo na pandemia

“Eu fiz essa cartinha pra alegrar o seu dia… Se estiver lendo de dia, que seu dia fique alegre. Se for à tarde, que ela fique colorida. Se for à noite, que tenha bons sonhos”.

Esta é uma das cartinhas que alunos da 6° e 8° séries mandaram para o Lar Dona Conceição em Ribeirópolis, Sergipe.

Eles são do Colégio Paraíso Cultural e fizeram a boa ação como matéria de português, para praticar “o gênero textual carta, que hoje quase não é utilizado, já que vivemos numa era digital e optamos pelo envio virtual de mensagens”, explicou a professora Letícia Santos, em entrevista ao SóNotíciaBoa.

Letícia, que tem 21 anos e se formou este ano, teve a ideia porque percebeu que os alunos ficaram curiosos sobre a forma como os textos de cartas são escritos e enviados. Aí ela resolveu unir o útil ao agradável.

A professora pediu que eles escrevessem cartinhas para alegrar o dia de idosos que estão em um asilo da cidade e não pode sair, nem receber visitas por causa da pandemia.

“Queríamos levar alegria aos idosos que estão sem receber visitas. As mensagens, nas cartinhas, eram de carinho”,  contou Letícia.

A entrega

Os alunos adoraram a ideia e os idosos também.

As cartinhas foram entregues na última quinta, dia 9, pela tia da professora, que trabalha no asilo da Serra do Machado.

“Minha tia que entregou. Eu não participei da entrega, nem os alunos, porque eles não estão podendo receber visitas. [Os idosos] Ficaram muito emocionados e felizes”, comemorou a professora.

“As gerações passadas, que carregam consigo tantos aprendizados, precisam do nosso amor e cuidado. E foi isso que quis enviar, junto às cartas. E esses sorrisos estão lindos demais para ficarem guardados”, justificou.

Os textos

A professora disse que nem precisou corrigir os textos.

“A cada carta recebida para correção, eu ficava encantada! Corrigir o quê? Corrigir a doçura das crianças e a esperança que eles/as depositavam em suas palavras? Não tinha o que corrigir. Eu era quem tinha que ser corrigida por, diversas vezes, achar o mundo cruel demais”, afirmou.

Nas cartinhas, Letícia teve contato com a bondade das crianças.

“Toda vez que olho para os textos, noto que há muita bondade na Terra, e precisamos sempre fazer com que isso não se acabe. As gerações futuras podem salvar a nossa sociedade, especialmente da maldade”, concluiu.

Veja algumas cartinhas, a alegria dos idosos e como é preciso pouco para alegrar o dia de alguém:

 

  

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa

Fonte: Só Notícia Boa

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SECRETARIA DE SAÚDE DO RN FAZ UM ALERTA SOBRE OCORRÊNCIA DE SÍNDROME INFLAMATÓRIA PÓS-INFECÇÃO POR COVID-19 EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Síndrome inflamatória provocada pela covid-19 atinge crianças e jovens no RN

Letícia França*

 Atualizado em:

Crianças e jovens de 0 a 19 anos podem ser acometidos pela síndrome 

Um alerta foi emitido à população do Rio Grande do Norte, nesta sexta-feira (31), sobre a ocorrência de complicações pós-infecção por covid-19 em crianças e jovens de 0 a 19 anos. Durante coletiva de imprensa para atualização dos dados epidemiológicos da pandemia, a Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap) trouxe à tona a preocupação com a chamada síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica associada à Covid.

A síndrome, que foi objeto de nota de alerta emitida pelo Ministério da Saúde, pode provocar, nas crianças e jovens atingidos, marcadores inflamatórios, febre e complicações cardíacas após infecção pelo novo coronavírus. “A Covid-19 é uma doença nova e ainda em investigação. Há agora uma preocupação dos Governo Estadual e Federal para a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica associada à Covid”, informou subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Alessandra Lucchesi.

“A população deve ficar atenta a sintomas como febre persistente, acima de três dias de duração. Nestes casos, os pais devem procurar atendimento médico. Já temos casos diagnosticados no Rio Grande do Norte que foram atendidos no Hospital Maria Alice Fernandes, em Natal. Foram dez crianças; nove receberam alta e uma está sob acompanhamento” informou a subcoordenadora. “Os casos estão sendo notificados e a Sesap está elaborando os protocolos clínicos para orientação à população, profissionais de saúde e municípios”, complementou.

O médico infectologista Marco Araújo, em entrevista à TV Tropical, trouxe esclarecimentos sobre a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica associada à covid-19. “A maioria das vezes ela é manifestada em fases tardias após a infecção pelo novo coronavírus. A maior parte das pessoas acometidas apresentam sintomas leves e moderados e com excelente recuperação, porém uma pequena parte dessas crianças acometidas necessitam, infelizmente, de internação e manejo em UTI”, ressaltou.

Ele ainda alertou ainda para a necessidade de leitos críticos voltados para o público pediátrico. “Aquelas crianças que porventura vão necessitar de internação e manejo em UTI devido a essa síndrome causada pela covid-19 precisam, basicamente, de suporte em UTI, com uso de medicações para manter a pressão arterial, e de ventilação mecânica para manter o suporte ventilatório adequado, para fazer a criança respirar. Outros precisam de medicações anti-inflamatórias potentes. Para essas crianças que desenvolvem a fase grave, infelizmente, o manejo tem que ser em UTI, mas esse é o grande problema do nosso estado, onde os leitos de pediatria são escassos”, lamentou.

O infectologista também demonstrou preocupação com o retorno às aulas presenciais: “A covid-19 que tem uma taxa de transmissibilidade muito alta, então, a partir do momento que a gente expõe nossas crianças a esse risco, no retorno às aulas, alguma parcela vai ser infectada e alguma parcela vai desenvolver a síndrome com necessidade de internação em UTI. E, quando necessitarem disso, cadê os leitos de UTI pediátricos do nosso estado?”, questionou.

Fonte: Portal da Tropical  notícias

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