SAÚDE: QUAIS OS SINTOMAS DO ALCOOLISMO E COMO IDENTIFICÁ-LOS

 Saiba como identificar os sintomas do alcoolismo

No Brasil, cerca de 10% da população sofre de alcoolismo; os homens correspondem a 70% dos casos e as mulheres, 30%

Da CNN

Em São Paulo

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Na edição desta sexta-feira (17) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes falou sobre como identificar os sintomas do alcoolismo.

A fundadora da banda britânica Liberty X, Michelle Heaton, usou as redes sociais para falar sobre a luta que enfrenta contra o alcoolismo. Ela postou uma foto mostrando como estava o rosto dela na época em que consumia grande quantidade de bebidas alcoólicas e outra foto após começar o tratamento contra a doença.

Na publicação, a cantora disse que essa era a realidade dela há 20 semanas e hoje se sente mais forte mentalmente e fisicamente. No Brasil, cerca de 10% da população sofre de alcoolismo. Os homens correspondem a 70% dos casos e as mulheres, 30%.

Fonte: CNN

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ADVOGADOS DE ROBERTO JEFFERSON ALEGAM PROBLEMAS DE SAÚDE E PEDEM QUE SUA PRISÃO SEJA DOMICILIAR

Médico afirma que Roberto Jefferson não pode ser tratado em prisão

Advogados do ex-deputado reforçaram a petição de sexta-feira pedindo a conversão da prisão temporária para domiciliar

Pedro Duran, da CNN, no Rio de Janeiro

 Atualizado 18 de agosto de 2021 às 21:02

Roberto JeffersonOs advogados do ex-deputado Roberto Jefferson alegam problemas de saúde e pedem que sua prisão seja domiciliarFoto: Marcos Arcoverde / Estadão Conteúdo

Um laudo assinado por um médico da Secretaria de Administração Penitenciária obtido pela CNN, afirma que o ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson, “não apresenta condições de saúde a ser acompanhado ou tratado pelo sistema de Saúde da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro”.

Jefferson foi preso na última sexta-feira (13) por determinação de Moraes. Ele é acusado de integrar uma milícia digital que estaria atacando a democracia brasileira.

O documento assinado eletronicamente às 10h49, desta quarta-feira (18) foi usado como base para que os advogados reforçassem a petição da última sexta-feira, em que — por questões de saúde — pediam a conversão da prisão preventiva para domiciliar. “O próprio sistema carcerário afirma não ter condição de cuida-lo. Complementamos a petição de sexta-feira”, disse à CNN o advogado do ex-deputado, Luiz Gustavo Pereira da Cunha.

Ao sugerir que a penitenciária de Bangu 8, onde está Jefferson, não tem como atender as exigências de saúde do detento, o médico afirma que chegou a conclusão “após análise criteriosa do histórico de saúde de forma pregressa e atual pelos laudos e exames” que foram anexados ao processo.

CNN questionou a Seap sobre os desdobramentos da análise encaminhada à Coordenação de Gestão em Saúde Penitenciária e aguarda resposta.

Na nova petição encaminhada ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados afirmam que o presidente do PTB tem diabetes, hipotireoidismo, diverticulite, e sequelas do tratamento de câncer e de uma cirurgia bariátrica, além de problemas no intestino e no rim.

“Como se nota, o parecer escancara de uma vez por todas o risco morte, imposto ao postulante, evidenciado a gravidade da sua custódia cautelar, de modo que não é necessário o agravamento do seu estado de saúde para substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar”, dizem os cinco advogados que assinam a petição.

CNN mostrou que a conversão da prisão preventiva para domiciliar foi o caminho de outros presos alvos de investigações semelhantes em processos acompanhados por Alexandre de Moraes, como o deputado Daniel Silveira, a ativista Sara Winter e outros quatro integrantes do grupo “300 do Brasil” e o blogueiro Oswaldo Eustáquio. É nisso que a defesa do presidente do PTB aposta para conseguir tirá-lo da prisão.

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MÉDICO INTENSIVISTA DO INCOR EXPLICA QUAIS OS PROCEDIMENTOS ADOTADOS PARA RECUPERAR A BAIXA OXIGENAÇÃO DOS PACIENTES

Diretor da UTI do Incor explica os tratamentos respiratórios para a Covid-19

Carlos Carvalho afirma que o ECMO é usado quando nem a taxa de 100% da ventilação mecânica é capaz de manter a oxigenação do indivíduo

Produzido por Layane Serrano, da CNN em São Paulo

08 de maio de 2021 às 10:23

Diretor da UTI do Incor explica os tratamentos respiratórios para a Covid-19

Nesta semana, o Brasil perdeu o ator, diretor, roteirista e humorista Paulo Gustavo, 42 anos, pela Covid-19. Internado desde 13 de março, o artista fazia uso do ECMO, uma técnica de oxigenação por membrana extracorporal.

O médico intensivista e diretor da UTI respiratória do Incor, Dr. Carlos Carvalho, que tratou Paulo Gustavo nos últimos 10 dias de internação, explica, em entrevista à CNN, quais são os procedimentos adotados nos hospitais para recuperar a baixa oxigenação dos pacientes.

Carvalho diz que os protocolos começam com a medição da taxa de oxigenação, que é feita por um oxímetro. Quando a taxa fica abaixo do nível normal, é necessário que o paciente receba a suplementação do oxigênio via um cateter nasal que leva o oxigênio adicional aos alvéolos dos pulmões. Se isso não for suficiente para se adequar, o paciente é colocado em uma máscara que, segundo Carvalho, oferece uma quantidade maior de oxigênio ao indivíduo.

“Ou seja, eu aumento a concentração de oxigênio no ar que estou liberando para o paciente respirar. Se ainda não for o suficiente, usamos um tipo de máscara oficial que tem uma bolsinha que se enche de oxigênio e, com isso, fica oferecendo ainda mais [oxigênio]”, afirma.

Depois da adoção da máscara, há ainda protocolos de ventilação não invasiva, ou seja, que não requer intubação, uma vez que o respirador artifical é conectado com o pulmão do paciente através de uma máscara.

“Se isso não for suficiente, o paciente precisa de intubação. Para fazer a intubação, ele tem que estar dormindo e analgesiado para não sentir o desconforto que esta técnica traz. Mas esta técnica é salvadora. Coloca-se um tubo de um plástico especial que conecta a via externa com a traquéia, que levará o ar para os pulmões.”

O médico explica que em nosso dia a dia nós respiramos uma atmosfera com 20% de oxigênio, mas quando o indivíduo é intubado significa que esta porcentagem já não é suficiente e se faz necessário trabalhar com concentrações mais altas de oxigênio no ar. “Com a ventilação mecânica, eu consigo controlar de 21% a 100% e, quando eu tenho que intubar, o paciente está tão grave que eu preciso de 100%. À medida que eu vou tratando e ele vai melhorando, eu posso ir diminuindo.”

Quadro com linha do tempo de tratamentos feitos com Paulo GustavoQuadro com linha do tempo de tratamentos feitos em Paulo Gustavo Foto: Reprodução / CNN

Já o ECMO, segundo o médico, é usado quando nem a taxa de 100% da ventilação mecânica é capaz de manter a oxigenação do indivíduo. “Quando nem essas ações funcionam, a ECMO é uma opção. Ela é um sistema que imita pulmão e estas membranas fininhas chamadas de alvéolos, onde o ar chega pela respiração, o sangue passa pelo batimento cardíaco e esse contato entre o ar e o sangue promove a troca do oxigênio e a saída do gás carbônico”, explica.

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ASSOCIAÇÃO QUESTIONA MÉDICO SOBRE TRATAMENTO PRECOCECOM USO DE IVERMECTINA EM DETENTOS DE ALCAÇUZ

Médico de Alcaçuz que recomendou protocolo de medicamentos e disse que não perdeu nenhum detento para o COVID é questionado por associação

 SAÚDE


Foto: reprodução

Depois das declarações do médico Lionaldo Duarte, clínico da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, de que utiliza ivermectina para tratar precocemente covid-19 entre os presos, a Rede Potiguar de Apoio à Pessoa Privada de Liberdade Egressa e Familiares do Sistema Penitenciário (Raesp) solicitou, por escrito, uma posição do titular da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), Pedro Florêncio Filho, sobre a compra e uso de medicação sem comprovação científica para experimentação biomédica entre os detentos, sem conhecimento da Secretaria.

“O médico chegou a colocar durante a entrevista que Alcaçuz foi um ‘case’ de sucesso. Com isso ele vai inferir que, se lá dentro fez o teste e ninguém morreu, quer dizer que, aqui fora, todo mundo pode tomar. Mas, sabemos que a Organização Mundial da Saúde, a Associação Nacional de Infectologia e a de Farmacologia proibiu o uso de ivermectina como tratamento profilático para covid-19”, denuncia Francisco Augusto Cruz Araújo, Coordenador Geral da Raesp/RN.

Ao longo da entrevista, concedida a uma rádio de Natal, o médico que atua em Alcaçuz também afirmou ter autorização para realizar a “pesquisa” entre os presos com a administração do remédio, normalmente, utilizado no tratamento de piolho e pano branco, para prevenir e tratar a covid-19.

Diante da afirmação, o Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura do Rio Grande do Norte – CEPCT/RN também questionou em ofício a Seap, o prefeito de Nísia Floresta, Daniel Gurgel, e a Secretária Municipal de Saúde de Nísia, Lidiane Rodrigues, sobre qual o protocolo médico autorizado no presídio. O Comitê também pediu a instauração de procedimento administrativo para apurar a conduta do médico:

É muito grave a utilização de presos para experimento científico porque eles não são ratos de laboratório. São pessoas que cometeram crimes, foram julgados pela justiça e estão cumprindo suas penas. Existe um protocolo próprio para realização de pesquisas dentro de espaços prisionais. Como a população prisional é extremamente estigmatizada, tanto faz para a sociedade de uma maneira geral que sejam feitos testes nessa população, que essas pessoas sofram riscos, o que aumenta o risco de adoecimento nos espaços prisionais”, adverte Francisco Augusto.

No Rio Grande do Norte, não foi registrado nenhum óbito por covid-19 dentre as mais de oito mil pessoas presas, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária e o Monitoramento realizado pelo Conselho Nacional de Justiça.

“A Seap tem um setor específico para receber pedidos de realização de pesquisas. O que o médico fez passa longe de pesquisa científica, é um experimento próprio de uma convicção que ele tem a partir de sua concepção ideológica. Esse é o problema! Porque como o médico é o profissional autorizado para determinar o tratamento na prisão, ele utiliza seu viés ideológico para implementar o protocolo a uma população que não pode recusar. Aqui fora, posso dizer: não, não quero! Aí fica a questão, até onde vai o poder que o médico tem? A Seap, provavelmente, não tem conhecimento desse tipo de experimento, nem é recomendação da Secretaria fazê-lo”, alerta o Coordenador Geral da Raesp/RN.

Além de pedir um posicionamento oficial sobre a questão, a Raesp também vai enviar um ofício ao Ministério Público Federal solicitando que a entrevista seja analisada para verificação de algum tipo de conduta irregular

“É uma violação à dignidade humana, temos visto as consequências do uso de remédios para tratar covid-19 onde os pacientes têm apresentado graves sequelas”, critica Francisco Augusto, numa referência aos pacientes que tiveram complicações depois do uso do “kit covid” para tratamento precoce da covid-19. Alguns pacientes entraram para lista de transplante por comprometimento de órgãos danificados pelo excesso de medicamentos.

Fonte: Blog do BG

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SAIBA MAIS SOBRE O CURRÍCULO DO NOVO MINISTRO DA SAÚDE MARCELO QUEIROGA

Quem é Marcelo Queiroga, médico que aceitou o convite de Bolsonaro para a Saúde

Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) será o quarto ministro da Saúde do governo Jair Bolsonaro

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

Atualizado 15 de março de 2021 às 22:09

 

O médico cardiologista Marcelo Queiroga aceitou nesta segunda-feira (15) o convite para ser o novo ministro da Saúde, sucedendo o general Eduardo Pazuello. Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o médico é defensor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com quem se encontrou nesta segunda.

Queiroga vem da mesma especialidade e da mesma associação que Ludhmilla Hajjar, médica que recusou convite para assumir o posto hoje ocupado pelo general Eduardo Pazuello por “motivos técnicos” e após receber ameaças de morte, como revelou à CNN.

Ao confirmar a apoiadores que Queiroga seria nomeado para o cargo de ministro da Saúde,

Segundo currículo divulgado na plataforma Lattes, Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga Lopes formou-se em Medicina em 1988, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Ele se tornou residente em Cardiologia em 1992, no Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro.

O currículo Lattes, referência na carreira acadêmica, é preenchido pelo próprio Queiroga, que assume a responsabilidade pela veracidade das informações. A última atualização foi em outubro de 2020.

Ele afirmou ter um doutorado em andamento desde 2010 em Bioética, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, em Portugual. Marcelo Queiroga afirma trabalhar como diretor do Departamento de Hemodinâmica e Cardiologia do Hospital Alberto Urquiza Wanderley e cardiologista no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, ambos na Paraíba.

Em seu currículo, Queiroga não lista experiências em gestão pública.

Além da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cuja presidência assumiu em dezembro de 2019, Queiroga afirma ter atuado na Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBCHI), no Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), no Conselho Federal de Medicina (CFM) e na Associação Paraibana de Medicina (Apmed).

Apoio a Bolsonaro

Busca feita pela CNN no histórico de publicações no Twitter oficial do médico, verificado pela plataforma, há duas menções ao presidente Jair Bolsonaro.

A primeira data de julho de 2019, quando Queiroga publicou uma foto de Bolsonaro conversando, no Congresso, com o então deputado Enéas Carneiro, que o médico definiu como “registro histórico do encontro de dois grandes brasileiros”.

A outra foi em setembro de 2020, quando o médico respondeu a uma publicação do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), que publicou um boletim médico do presidente após uma retirada de cálculo de bexiga.

“Com a graça de Deus nosso presidente Jair Bolsonaro vai superar mais essa adversidade”, escreveu Queiroga ao senador na oportunidade.

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SAÚDE: O EXCESSO OU MUITO ABAIXO DO PESO PODE GERAR COMPLICAÇÃOS PARA A COVID-19

Correspondente Médico: ‘Extremos de peso’ podem gerar complicações para Covid-19

Segundo estudo, pacientes com pouco ou muito peso precisam de atenção redobrada com o coronavírus; neurocirurgião Fernando Gomes explica os motivos

Fernanda Lanza, da CNN, em São Paulo

Atualizado 11 de março de 2021 às 10:29

Correspondente Médico: 'Extremos de peso' podem gerar complicações para Covid-19 - Flipboard

 

O excesso de peso pode agravar o quadro de Covid-19, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. De acordo com uma pesquisa realizada pelo instituto, o risco de intubação de pacientes obesos com o novo coronavírus pode ser até 108% maior. O estudo foi feito com 150 mil adultos que estavam em tratamento contra a Covid-19. O risco também existe para quem está no outro lado da linha, abaixo do peso ideal.

Na edição desta quinta-feira (11) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou o porquê dos dois extremos — o excesso e muito abaixo do peso — são preocupantes.

“As complicações [pela Covid-19] acontecem com quem está com pouco peso e obesidade. Quem está com o peso normal, ou até sobrepeso, tiveram uma evolução satisfatória. Os extremos são preocupantes. A pessoa que tem muito pouco peso não tem reserva biológica suficiente para combater de forma mais eficaz a infecção”, disse Gomes.

“Já a obesidade implica em um acúmulo maior do que o normal de gordura do próprio corpo. Isso tem uma relação com o processo inflamatório. Essa é a explicação do porquê quem tem uma reserva maior de gordura acaba tendo um desfecho negativo numa situação de infecção viral.”

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CIÊNCIA: PESQUISA REVELA QUE OS BRASILEIROS SÃO O POVO QUE MAIS SE SENTE SOLITÁRIO NO MUNDO

Brasileiro é o povo que se sente mais solitário no mundo, revela pesquisa

No quadro Correspondente Médico, Fernando Gomes explicou o sentimento da solidão e onde ele é acionado no cérebro

Fernanda Lanza, da CNN, em São Paulo

 Atualizado 05 de março de 2021 às 11:07

Um levantamento apontou que os brasileiros são o povo que mais se sente solitário em todo o mundo. A pesquisa ouviu mais de 23 mil pessoas em 28 países. Em segundo lugar, vieram os turcos e depois indianos e sauditas. Na parte de baixo do ranking, está a Holanda, que é o país que menos sofre com a solidão.

Na edição desta sexta-feira (5) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou o sentimento da solidão e por que o Brasil apareceu no topo do ranking.

“O ser humano é uma espécie gregária, que gosta de ficar perto de pessoas, trocar experiência, gosta do toque, do calor e da emoção. Mas quando temos a pitada da cultura brasileira, a gente sabe que isso ressalta”, afirmou o médico. “Quando vivemos uma situação diferente como agora, que impõe restrições, é natural que a gente acabe sentindo na pele a falta de algo que nos faz muito bem”, completou.

“Tem alguns núcleos cerebrais chamados núcleos da Rafe, que são responsáveis pela manutenção da vida e são acionados quando temos a sensação de querer estar junto, querer estar perto, esse bem-estar, até nos casos de relacionamento amoroso ele é ativado. Existe uma explicação de fundo neurobiológico para isso [o sentimento de solidão]”, explicou Gomes.

Fonte: CNN

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O MÉDICO E DEPUTADO ALBERT DICKSON DEMONSTROU PREOCUPAÇÃO COM AS ILAÇÕES EM TORNO DO MEDICAMENTO IVERMECTINA,E DIZ QUE ACABA CONFUNDINDO A POPULÇÃO

Albert Dickson rebate ilações com estudos científicos em prol da Ivermectina

26 fev 2021

MP denuncia deputado Albert Dickson por peculato, falsificação de documento e associação criminosa – Justiça Potiguar

Na sessão ordinária desta quarta-feira (24) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte o médico e deputado Albert Dickson (PROS) demonstrou preocupação com as ilações em torno do medicamento Ivermectina divulgadas em massa, o que, na sua opinião, acaba confundindo a população.

“As informações que trago são baseadas em estudos científicos e na minha experiência médica, que já tratou mais de 40 mil pacientes de forma precoce”, disse ao iniciar a sua fala defendendo informações sobre o uso profilático do medicamento Ivermectina na luta contra a COVID-19.

Albert Dickson fez referência aos pronunciamentos de dois médicos de Natal, divulgados ontem via entrevistas em emissora local de televisão e que revelavam que 91% das pessoas internadas nas UTIs dos hospitais do RN teriam usado Ivermectina. “Eles não apresentaram dados científicos. Vamos parar de ilações. Para se ter uma ideia, temos hoje, no mundo, 37 estudos científicos sobre Ivermectina. Sendo 19 deles randomizados –  de casos e controles –  ou seja, estão no topo da excelência dos estudos científicos”, ressaltou.

O deputado pontuou que são 265 cientistas estudando no mundo a Ivermectina. São 10.509 pacientes sendo estudados. “Desses resultados, 90% comprovam que usando Ivermectina profilaticamente a doença não chega à fase grave”, explicou. Albert Dickson explicou que é preciso entender que um paciente que está na UTI pode ter outras comorbidades que compliquem ainda mais o estado de saúde. “São fatores reais que interferem diretamente no processo do paciente”, disse.

Outro fator destacado pelo deputado é a informação que a Ivermectina causa problemas no fígado. “Mais uma inverdade. Outra pesquisa mostra que o efeito da Ivermectina em animais de laboratórios comprova que 91% da Ivermectina é metabolizado no intestino e apenas 5% vai para o fígado”, destacou. Albert Dickson disse que é preciso ter responsabilidade com as informações repassadas à população em um dos momentos mais críticos da pandemia do novo coronavírus.

“A Ivermectina faz 40 anos que está no mercado, ganhou prêmio Nobel de Medicina e nunca registrou um óbito no mundo por seu uso. É um medicamento extremamente seguro. Uma outra pesquisa publicada na Revista Agrária em biologia diz que a Ivermectina não afeta o fígado. Faz efeito contrário melhorando os níveis de esteatose hepática (é um distúrbio que se caracteriza pelo acúmulo de gordura no interior das células do fígado”, justificou.

A Ivermectina foi descoberta em 1975 e introduzida no mercado em 1981. Faz parte da lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial de Saúde (OMS); uma lista com os medicamentos mais seguros e eficazes fundamentais num sistema de saúde.

Fonte: Politica em Foco
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NO ACRE, MÉDICO ATENDE PACIENTES DENTRO D’ÁGUA

Em meio à enchente, médico do Acre atende pacientes dentro da água

Henrique Melo*, da CNN em São Paulo

20 de fevereiro de 2021 às 21:04

O médico Rodrigo Damasceno atende pacientes embaixo d'água em Tarauacá, no AcreO médico Rodrigo Damasceno atende pacientes embaixo d’água em Tarauacá, no AcreFoto: Lucas Melo

Acre enfrenta uma enchente histórica nos últimos dias. As fortes chuvas que começaram no início desta semana elevaram perigosamente o nível de rios no estado e causaram inundações em diversos municípios.

Segundo o Corpo de Bombeiros do estado, cinco rios já ultrapassaram as cotas de transbordamento. No total, mais de 23 mil famílias foram atingidas pelas inundações e cerca de 88 mil pessoas foram afetadas em todo o Acre.

Em meio ao caos, o médico Rodrigo Damasceno tem ido às ruas ajudar a população. Em Tarauacá (380 km de Rio Branco), cidade onde mora, o rio atingiu a marca de 11 metros, dois metros acima da cota de transbordamento e alagou mais de 80% do município. Segundo o médico, que foi prefeito da cidade entre 2012 e 2016, alagamentos são comuns na região mas a situação atual é chocante.

“É uma cidade baixa, entre dois rios (Tarauacá e Muru), e é relativamente comum períodos de alagamentos. Na minha época á frente do município, enfrentamos vários alagamentos, mas nenhum próximo do que estamos nos deparando agora, tanto em dimensão quanto em impactos sociais”, disse.

O médico também alerta para o efeito econômico: “Nosso município também é muito vulnerável no aspecto social, e a população está passando por esse momento difícil de pandemia“.

Nesta semana, Rodrigo viralizou nas redes sociais após uma foto em que ele dentro da água atendendo um bebê em um barco. “Nesses atendimentos, temos dificuldade de locomoção. Tem momentos em que é melhor andar nas ruas alagadas para atender as pessoas”.

À CNN, ele contou mais sobre o encontro: “Após sair de uma casa em que realizamos atendimento, me deparei com essa criança, que sofria com um caso de pneumonia. Dei antibiótico para a mãe e apliquei a medicação para baixar a febre, assim eles foram para casa mais sossegados”.

O médico também descreveu o impacto da inundação no sistema de saúde do município: “Praticamente 80% da população está debaixo d’água e muitos postos de saúde estão sem funcionar. Esse trabalho que a gente faz é para facilitar o atendimento às pessoas. Juntei minha equipe, consegui alguns remédios e fui atender a população”.

A foto de Rodrigo e a situação crítica em todo o estado chamaram a atenção de celebridades, como o DJ Alok, que se disponibilizou a ajudar. Nas redes sociais, o artista compartilhou imagens dos alagamentos e recebeu resposta do governador do Acre, Gladson Cameli (PP), que informou que o estado necessita de colchões, cestas básicas e muito mais. Cameli pede que as pessoas realizem doações para a Associação do Ministério Público do Acre para ajudar a população.

Na última terça-feira (17), o governador decretou situação de emergência e instituiu, temporariamente, o Gabinete de Crise no estado do Acre. Cameli disse que o momento crítico também é causado pela pandemia do novo coronavírus e pela epidemia de dengue no estado.

O governo estadual solicitou ajuda ao governo federal e ao Exército brasileiro para atender as famílias atingidas. Durante a semana, Cameli se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes e com o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas Alves para oficializar o suporte da União ao estado. O governo federal decidiu liberar R$ 450 milhões para auxiliar os municípios alagados em todo o país.

Além das enchentes, o estado sofre também com a alta dos casos do novo coronavírus e de dengue. O último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Acre, de 12 de fevereiro, indica que já foram notificados 1.552 casos de dengue, além de outros 5.353 em investigação. Ainda não foram registrados óbitos pela doença neste ano.

Em relação à Covid-19, o estado contabiliza 54.743 casos e 957 óbitos. Na última semana, o estado bateu seu recorde semanal de novas infecções, com mais de 2 mil registros. Neste sábado (20), 91% dos leitos de UTI estão ocupados, enquanto 85% dos leitos clínicos estão preenchidos.

Fonte: CNN

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DICA DE LIVRO: LUGAR DE MÉDICO É NA COZINHA DO DR. ALBERTO PERIBANEZ GONZALES

Quarta-feira é dia de DICA DE LIVRO aqui no Blog do Saber e a nossa dica de hoje é “Lugar de médico é na cozinha, do Dr. Alberto Peribanez Gonzales, cuja sinopse nos conta que: nos dias de hoje, convivemos com o avanço de inúmeras doenças crônicas e degenerativas, como câncer, problemas cardiovasculares, obesidade e dezenas de outras. Parece que nunca ficamos tão doentes quanto agora. A medicina convencional e os laboratórios farmacêuticos ocupam-se muito mais em investir recursos para produzir e utilizar medicamentos no combate das doenças do que propriamente prevenir enfermidades e promover a manutenção da saúde. Em Lugar de médico é na cozinha, o doutor Alberto Peribanez Gonzalez (www.doutoralberto.com) mostra que a chave para a saúde está bem à mão, nos alimentos da horta e do pomar, dentro da sua própria cozinha. Com base em extensa pesquisa científica, o autor lança a alternativa da alimentação viva, que, empregada já por povos sadios da Antiguidade, propõe a transformação de hábitos nocivos arraigados em atitudes conscientes de saúde. Probiótica, nutracêutica, sinergismo e medicina integrativa são alguns dos termos dessa revolução médica, que renova a abordagem do tratamento de doenças e amplia a dimensão da saúde para além do corpo humano, abrangendo também a harmonia com a natureza e com o planeta que habitamos.

Fonte: Acervo próprio

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PEDIDO DE MÉDICO À LABORATÓRIOS PARA RESERVAR DOSES DE VACINA PARA O STF GERA DEMISSÃO E DESGASTE PARA O PRESIDENTE DA CORTE

Demissão de médico por reserva de vacinas para o STF gera novo desgaste para Fux

 POLÍTICA

Estado de Direito |Ministro Luiz Fux é eleito futuro presidente do TSE - Estado de Direito

A exoneração do médico Marco Polo Freitas, após pedido para laboratórios brasileiros reservarem 7 mil doses de vacina contra coronavírus para imunizar ministros, servidores e familiares, causou uma nova crise no Superior Tribunal Federal (STF). Presidente da Corte, Luiz Fux foi alvo de críticas de outros ministros por ter retirado Freitas do cargo de secretário de Serviços Integrados de Saúde.

Nesta terça-feira, 29, o médico afirmou que nunca realizou “nenhum ato administrativo sem ciência e anuência” dos seus superiores hierárquicos. Ministros ouvidos pelo Estadão elogiaram a atuação profissional de Freitas nos 11 anos em que esteve no Supremo – desde 2014 à frente da secretaria. Eles lembraram, ainda, que Fux havia defendido o pedido de reserva de imunizantes para a Corte em uma entrevista veiculada pela TV Justiça na semana passada.

A demissão de Freitas foi interpretada, nos bastidores, como uma tentativa de achar um “bode expiatório” para acalmar a opinião pública. Conforme revelou o Estadão, o ofício com o pedido de vacinas enviado à Fiocruz, no dia 30 de novembro, é assinado pelo diretor-geral do STF, Edmundo Veras dos Santos Filho. A Fiocruz já negou a solicitação do Supremo. Ainda falta manifestação do Instituto Butantã, também acionado pela Corte.

Na frente da Secretaria de Serviços Integrados de Saúde, Freitas fazia o acompanhamento médico dos ministros. Além de ter acesso às fichas dos magistrados, ele indicava, nas viagens oficiais dos integrantes da Corte, hospitais de referência para urgências de saúde. Foi ele quem viajou a Paraty (RJ) após o acidente aéreo que levou à morte do ministro Teori Zavascki, em 2017.

“O médico Marco Polo Dias Freitas é um dos mais renomados clínicos do Brasil. Conduziu com absoluta maestria a adaptação da rotina do STF no início da pandemia. A responsabilidade pela infeliz requisição de vacinas não pode ser atribuída a um profissional da saúde”, disse ao Estadão o ministro Gilmar Mendes.

O ministro Marco Aurélio Mello, por sua vez, apontou que o ofício foi assinado pelo diretor-geral, que somente atua, externamente, “em nome do tribunal, com o conhecimento do presidente”. “A exoneração implica o afastamento de um bom profissional. Fica no ar a pergunta: a corda estourou no lado mais fraco?”, questionou. “A presidência, de viva voz, na TV Justiça, ante o noticiado pela imprensa, defendeu o ato. Arrependimento ante as críticas? Não sei não!”

Ricardo Lewandowski também saiu em defesa de Freitas, por quem disse ter “grande admiração”. “O considero um excelente médico e competente gestor, que goza da admiração e carinho de todos os integrantes do STF”, disse à reportagem. Freitas ocupava o cargo de secretário desde o período em que o ministro presidiu a Corte, em 2014.

Procurado, Fux não quis comentar a demissão de Freitas nem as críticas dos colegas.

Fonte: Blog do BG

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ACABOU NO CORREDOR DA MORTE NO IRÃ, O MÉDICO QUE SÓ QUERIA SALVAR VIDAS

 

O médico que queria salvar vidas e acabou no corredor da morte no Irã

Em viagem de duas semanas ao Irã, Ahmadreza Djalali foi acusado de espionagem e condenado à morte. Quatro anos depois, seus parentes, amigos e colegas pedem sua liberdade na véspera da execução.

INTERNACIONAL

por BBC NEWS BRASIL

 

Ahmadreza Djalali pertence a uma longa lista de estrangeiros detidos no Irã e acusados de espionagem.

CENTRO DE DIREITOS HUMANOS NO IRÃ

Parecia que seria mais uma viagem de trabalho: passar duas semanas em Teerã e voltar a Estocolmo. Quatro anos depois, Vida Mehran-nia ainda se arrepende de não ter se “despedido adequadamente” do marido.

Ahmadreza Djalali foi convocado em 2016 pelas autoridades do Irã. Lá, ele apresentaria seminários e daria aulas como especialista em medicina emergencial.

No dia de sua partida, a esposa lhe telefonou para desejar boa viagem.

“Inclusive, duas semanas separados era muito para suportar”, me disse Vida enquanto bebia uma xícara de café no centro de Estocolmo. na Suécia.

Ela não pode me receber em sua casa. O filho pequeno do casal não sabe que o pai está preso no Irã. Ele segue pensando que o pai está em uma viagem de trabalho.

Passaram-se quatro anos desde que o médico, que tem cidadania iraniana e sueca, fosse preso pelo serviço de inteligência iraniano.

Acusam-no de passar informações secretas ao Mossad, a agência de inteligência de Israel, para ajudá-los a assassinar cientistas nucleares iranianos.

Ele foi condenado à morte. Seu advogado diz que ele confessou o crime sob tortura.

Confinamento solitário

No último dia 24 de outubro, Djalali foi colocado em uma solitária na prisão de Evin, uma das maiores do Irã. Ali presos políticos são maioria.

Em dezembro, o médico telefonou para sua família. Estava no corredor da morte.

Vida encarou como um alerta de que as autoridades iranianas se preparavam para executar seu marido de 45 anos.

“Estava extremamente desesperado e me pediu que ajudasse a evitar sua execução e salvar sua vida”, disse Vida à BBC.

“Está fraco. Pensa que não pode fazer nada para salvar sua vida e que não tem poder preso sozinho numa cela.”

Depois Djalali conversou com sua filha de 18 anos.

“Ela tem chorado e pedido a políticos e ativistas de direitos humanos que salvem a vida de seu pai”, disse Vida.

“É muito difícil. Todos estamos sofrendo muito. Ninguém pode imaginar o que estamos passando. É uma tortura.”

O golpe na família é imenso.

Vida em família

Vida Mehran-ni

“Meu filho pequeno só tinha quatro anos quando Ahmadreza foi ao Irã. Agora tem oito”, diz Vida.

“Sempre pergunta por seu pai e lembra de quando sentava em seus ombros e se divertiam.”

Ahmadreza sugeriu que, se for executado, seu filho não deve saber como ele morreu.

Mais educação

Ahmadreza Djalali se mudou para a Suécia em 2009 para ampliar sua formação acadêmica.

Sua família viajou um ano depois, após ele ser aprovado para cursar um doutorado no Instituto Karolinska de Estocolmo.

Logo se mudaram para a Itália, onde ele fez um pós-doutorado, e depois voltaram à Suécia em 2015.

A família tinha uma vida simples até a viagem fatídica ao Irã.

A Suécia lhe deu nacionalidade em 2018, enquanto estava na prisão. Para alguns no Irã, o ato foi uma prova de que Ahmadreza era “um ativo do Ocidente”.

A esposa dele rechaça a interpretação, dizendo que o casal já contava com a permissão de residência permanente desde que Ahmadreza completara seu doutorado.

Cientista respeitado

Ahmadreza é um cientista respeitado na Suécia. Pesquisava como fazer com que hospitais e regiões ficassem mais preparados frente a desastres.

Sua foto ainda estampa uma placa no hospital de Södersjukhuset, uma sucursal do Instituto Karolinska, junto ao título de sua tese de doutorado: “Preparação e hospitais seguros: resposta médica a desastres.”

Mantinha contato com a orientadora de seu doutorado no Instituto Karolinska, a professora Lisa Kurland.

Eles planejavam se encontrar em abril de 2017 para discutir a pesquisa, mas Ahmadreza nunca apareceu.

“A não aparição dele não condizia com seu caráter, e me perguntei se algo havia acontecido”, disse a professora de medicina de emergência.

“Várias vezes lhe perguntava antes e depois de cada visita (ao Irã) se era seguro, e ele dizia que sim.”

Quando Ahmadreza foi preso no Irã, sua família disse a amigos e colegas que ele havia se envolvido num acidente de trânsito e estava em um hospital.

Pensaram que isso ajudaria a libertá-lo, mas foi em vão. Então decidiram tornar o caso público.

Sentença de morte

A professora Kurland diz que sentiu um “choque impensável” ao saber que ele havia sido condenado à morte.

“Lembro da sua paixão por querer fazer a diferença”, ela afirma.

“Queria usar ferramentas científicas e metodologias para obter um doutorado, mas também para ajudar as pessoas no Irã.”

Kataria Bohm e Veronica Lindström, professoras associadas do Instituto Karolinksa, dividiram escritórios com Ahmadreza.

Elas o descrevem como “cortês, humilde edecente”, que sempre falava do Irã e de como queria visitar as universidades do país para “compartilhar seu conhecimento e ajudar a gente”, apesar da situação política.

Campanha por libertação

Em 2017, 75 ganhadores do prêmio Nobel escreveram uma carta aberta a autoridades iranianas pedindo a libertação imediata de Ahmadreza Djalali.

Há duas semanas, outros 150 ganhadores do Nobel escreveram outra carta ao líder supremo do Irã, Ali Khamenei, pedindo sua intervenção para libertar Djalali.

No mês passado, a Anistia Internacional pediu ao Irã que suspenda sua execução.

A ministra da Relações Exteriores da Suécia também conversou com seu homólogo iraniano com o mesmo fim.

Mas o Irã rechaçou o pedido da Suécia e advertiu contra “todas as interferências”.

A lista de estrangeiros e pessoas com dupla cidadania detidas pelo Irã é longa.

Grupos de direitos humanos acusam Terrã de usá-los como peões e ganhar concessões de outros governos.

No mês passado, o Irã libertou uma professora britânica-australiana, que cumpria uma sentença de dez anos por espionagem. A professora foi trocada por três prisioneiros iranianos.

A britânica-iraniana Nazanin Zaghari-Ratcliffe, assistente social, permanece detida.

Dedicaçãom

Ahmadreza dedicou sua tese de doutorado ao povo do Irã: “Para a gente morta ou afetada pelos desastres do mundo, especialmente o povo da cidade de Bam no Irã”, lê-se na primeira página.

Em 2003, um terremoto matou mais de 26 mil pessoas em Bam.

O médico nunca pensou que seu doutorado em medicina emergencial o levaria ao corredor da morte.

Sua mulher diz que Ahmadreza só queria salvar vidas e impedir que esses desastres se repetissem.

A filha segue os passos do pai. Está matriculada na mesma universidade onde ele fez o doutorado.

Essa série de eventos tem sabor agridoce para Vida, que apoiou a filha apesar da grande ausência em suas vidas.

“Quando ela terminou o ensino médio com notas altas, seu pai não estava para celebrar”, diz Vida entre lágrimas.

“Quando a aprovaram no Instituto Karolinska e ela escolheu medicina, igual a seu pai, ele também não estava.”

 

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