CRÔNICAS: DESCOBERTAS, POR ANA MADALENA

” É como um sol de verão queimando no peito,
Bate um novo desejo em meu coração…”
 Canção de verão, Roupa nova
                               DESCOBERTAS
O veraneio começou e vai ser daqueles, com direito a muito protetor solar e creme hidratante. Está muito quente, em todos os sentidos; praias lotadas e festinhas por toda parte. Ainda bem que estou bem longe de todo esse burburinho; na virada do ano mudei meu local de home office e agora estou numa casa à beira mar, um lugar praticamente deserto.
Os primeiros dias foram confusos; a rotina rígida que tive há tantos anos foi para o espaço. O barulho das ondas do mar e o balanço das folhas dos coqueiros embalaram meu sono até mais tarde. A minha sorte é que, com o aluguel da casa, veio uma ajudante de cozinha. Acordo com o café pronto, um verdadeiro banquete de frutas coloridas e outras coisinhas. Na minha “vida passada”, só tinha tempo para uma xícara de café e crackers. Estou no lucro.
A internet por aqui “dá para o gasto”, disse o proprietário. Por sorte, consigo fazer meu trabalho; as reuniões online faço propositalmente com o cenário da praia, enchendo uns poucos de admiração e matando uns muitos de inveja. Essas reuniões são praticamente minha única conexão com o mundo exterior. Ainda não fui ao vilarejo fazer compras; por aqui vem sempre um vendedor de frutas, cujo peso/medida é feito com garrafas pet, uma evolução das antigas latas de óleo, segundo ele. Compro meia garrafa de todas as frutas! Em dias intercalados ele também traz um peixinho, vindo diretamente da rede do arrasto. Um luxo!
A mocinha que trabalha aqui é bem franzina, um “sibito baleado”, como ela disse que era chamada, apesar de ter um nome lindo, uma homenagem à bisavó. Não sei se Nina é “magra de ruim”, mas por via das dúvidas, desde que cheguei, fazemos as refeições juntas, que por sinal são as melhores que já provei. No começo ela ficou envergonhada, mas agora até repete o prato. Ela é muito calada, um ” bichinho do mato”, mas eu sempre puxo assunto e logo no primeiro dia descobri que ela tinha problemas para lavar louça. -Eu não gosto, mas lavo, viu? É porque tenho trauma de infância; levei muita surra quando criança; minha mãe dizia que os copos ficavam com “cheiro”. Fui solidária com seu trauma, afinal quem não os tem?  Se listasse os meus …
Decidi que lavaria a louça e ela enxugaria; seria uma oportunidade para eu ficar um pouco em pé, uma vez que trabalho sentada o dia todo. Ela estranhou minha atitude e também meu método.
– A senhora usa essas esponjas todas de uma vez?
– Expliquei que tinha uma para panelas, outra para pratos e talheres e uma para copos.
– Ela perguntou como eu sabia qual era para cada uma, se todas eram iguais?
– Mostrei a letra que escrevi para identificá-las.
– Ela conferiu e murmurou “uhum”. Depois disse-lhe o que lavar primeiro.
– Ela olhou espantada: E tem isso, é?
– Expliquei que meu escorredor era “de primeiro andar”, e por isso eu lavava primeiro os pratos, que logo secavam, e depois os copos, pois assim a água não empoçava sobre eles.
– Ela me olhou como se tivesse feito uma grande descoberta. Espantada mesmo ficou quando viu o armário de roupas, dobradas milimetricamente iguais e cabides com mesmo espaçamento.
– Sim, tenho “toc” e tentei explicar a Nina, mas ela não entendeu.
Nina apareceu toda sorridente na manhã seguinte. Disse que falou para a mãe “das minhas formas” de cuidar da casa e disse que vai treinar para fazer igual. Depois, meio sem jeito, perguntou como eu aprendi a ler. Essa pergunta me pegou de surpresa e questionei se já tinha estudado. Respondeu com o mesmo monossílabo “uhum”, mas completou dizendo que a escolinha do vilarejo tinha fechado há tempos e tinha esquecido muita coisa.
Carlos Drummond de Andrade disse que “entre a raiz e a flor, há o tempo”. Pensando nisso, prolonguei minha estadia aqui por mais dois meses;  Nina vai me ensinar a cozinhar e eu lhe retribuirei,  ensinando a ler e escrever. Tenho certeza que nosso verão vai ser de grandes Descobertas!
Continuar lendo CRÔNICAS: DESCOBERTAS, POR ANA MADALENA

CONHEÇA OS VARIADOS SABORES MARCADOS PELA CULINÁRIA DE IMIGRANTES NO BAIRRO DA LIBERDADE EM SÃO PAULO

Bairro da Liberdade esconde sabores além da cozinha japonesa

Ao contrário do que se pensa, a região em São Paulo possui restaurantes que levam à mesa sabores variados, todos marcados pela culinária de imigrantes

Giuliana Nogueira

colaboração para o Viagem & Gastronomia

São Paulo

Buta-man do Butamão, restaurante escondido numa galeria que é especializado no bolinho chinêsButa-man do Butamão, restaurante escondido numa galeria que é especializado no bolinho chinêsGiuliana Nogueira

Conhecida como símbolo da imigração japonesa em São Paulo, a Liberdade é muito mais múltipla do que se pode imaginar à primeira vista.

A região atrai uma variada profusão de etnias em busca de oportunidades e novos restaurantes não param de pipocar pelo bairro, alguns difíceis de decifrar o menu ou que nos deixam em dúvida se vale a pena entrar.

Logo, é preciso espírito desbravador para atravessar algumas portinhas escondidas.

Vale lembrar que não estou falando aqui de chefs ocidentais que reproduzem pratos orientais com perfeição e anos de estudo e técnica.

O que se vê na maioria desses lugares são pessoas que deixaram seus países em busca de uma vida melhor e encontraram na própria cultura uma forma de sustento.

De restaurantes chineses a indianos, a seguir, dou uma pequena amostra do que é possível encontrar pelo bairro da Liberdade, onde podemos explorar o que nem sempre aparece nos guias.

Figueirinha Restaurante

restaurante chinês de cozinha cantonesa mudou este ano do saguão do Fresh Hotel para o espaço na rua da Glória e segue basicamente frequentado por chineses.

O serviço começa às 9h e vai direto até às 22h com o mesmo menu, embora à noite também disponha de um buffet montado, o qual para se aventurar seria preciso um pouco mais de conhecimento sobre os ingredientes disponíveis.

As panelinhas aromáticas fumegantes sob as mesas são tentadoras, mas o cardápio à la carte já traz opções suficientes para quem está engatinhando no assunto. Entre as pedidas imperdíveis destaco um din sun de camarão e um de camarão e porco – leve e intensamente saboroso.

Já a sopa de ovo milenar é o que chamam de reconfortante. Com um sabor que lembra uma canja caseira, o caldo glutino envolve os pedacinhos de ovos. E, por falar em glutinoso, as “massas” de arroz, de textura elástica, são opções interessantes para sair dos tradicionais yakisobas e bifuns, que também estão no cardápio.

O bao, pãozinho chinês fofinho feito no vapor, é outra boa pedida. E não tem erro: o clássico rolinho primavera cai bem para quem tiver medo de arriscar. Para acompanhar, ao melhor estilo oriental, vale o chá de jasmim.

Rua da Glória, 158, Liberdade, São Paulo – SP (no prédio do 7º Tabelionato de São Paulo) / Tel.: (11) 91231-2399 / Horário de funcionamento: terça-feira das 16h30 às 22h; quarta a segunda-feira das 8h45 às 22h.

Butamão

Buta-man é um bolinho chinês macio recheado de carne de porco e cozido no vapor / Giuliana Nogueira

Butamão fica escondido na galeria da rua Barão de Iguape, o Liba’s Food Court. Buta-man é um bolinho chinês, fofinho e macio, recheado de carne de porco e cozido no vapor. No Japão, ele é vendido em lojas de conveniência; no Brasil, esse lugar é ocupado pela coxinha e pelo pão de batata.

Aliás, para se adequar ao paladar brasileiro, Yoshiaki Fujiwara, chef do Yakitori Cocoro, que fica logo na entrada da galeria, criou o buta-man de queijo – mas aposte mesmo no tradicional de porco que não tem erro.

Ao vapor, também é possível pedir o shumai de porco ou camarão, uma massa de arroz fininha para lembrar que nem só de frituras vive a cozinha de rua oriental.

Rua Barão de Iguape, 158/164, Liberdade, São Paulo – SP / Tel.: (11) 99694-1626 / Todos os dias a partir das 11h30. 

Shindo Lámen

Lamen vegano do Shindo Lámen / Giuliana Nogueira

Tem dinheiro no bolso e um pouco de disposição para chegar cedo e pegar sua senha? No fundo da mesma galeria do Butamão está um dos mais peculiares cozinheiros do pedaço.

Em uma minúscula cozinha improvisada, com poucos lugares no balcão e dono de um vocabulário português bem enxuto, Michihiko Shindo prepara três ou quatro vezes na semana cerca de 35 porções de lámen.

São dois sabores por dia, sendo sempre uma das opções vegana. E quer saber? Vá no vegano. Não que a outra opção não seja boa, mas é impressionante a explosão de sabores que ele atinge sem o uso de carne e a gordura animal tão características dos lámens.

O mais intrigante é que ele usa frequentemente um ingrediente tipicamente brasileiro neste prato: o tucupi. Digo que o Shindo não é uma refeição, é uma experiência.

Rua Barão de Iguape, 158/164, Liberdade, São Paulo – SP / Tel.: (11) 96191-1566 / Horários e pratos anunciados pelo Instagram.

Curry’s Culinária Indiana

Curry’s Culinária Indiana apresenta sabores intensos, mas com pimenta adaptada ao paladar dos paulistanos / Giuliana Nogueira

No pedaço mais habitado pelos restaurantes japoneses da Liberdade há um estranho no ninho. Foi ali na Thomaz Gonzaga que Kanchana Kanojia abriu seu restaurante especializado em culinária indiana, mais precisamente thali, uma comida trivial que talvez pudesse ser chamada de “PF” por um brasileiro em Nova Delhi.

De sabores intensos, mas com a pimenta adaptada ao paladar dos paulistanos, os curries vêm cercados de outros sabores deliciosos e aromáticos, como o arroz Basmathi cozido na manteiga ghee e cominho, e a samosa (R$ 16), o pastel indiano recheado com batata, ervilhas e especiarias.

O pão naan (R$ 8) quentinho preparado na hora é acompanhamento perfeito para ir envolvendo o curry de cordeiro ou o untuoso kofta de legumes, bolinhos cozidos ao curry de tomate, castanha-de-caju e frutas secas com especiarias – uma das várias opções vegetarianas do menu.

Rua Thomaz Gonzaga, 45C, Liberdade, São Paulo – SP / Tel.: (11) 3132-0111; (11) 98543-7705 / Horário de funcionamento: terça a quinta-feira e domingo das 11h às 21h; sexta e sábado das 11h às 22h; pausa das 16h às 18h nos dias de atendimento.

Thai Chef

Som Tam do Thai Chef, típica salada tailandesa de mamão verde / Giuliana Nogueira

Outro estranho no ninho da rua Thomaz Gonzaga é o Thai Chef. A cozinha tailandesa aqui vem à mesa bem servida, sempre aromática e com contraste de acidez, dulçor, picância e umami.

Receitas clássicas preparadas pela chef são uma verdadeira festa para as papilas gustativas, como a Som Tam (a partir de R$ 30 a normal e R$ 54 com camarão), famosa salada tailandesa de mamão-papaia em tiras com amendoim torrado, tomates, cenouras, vagem, molho de peixe e limão, que misturam sabores cítricos e levemente adocicados.

A intensidade da pimenta pode vir à escolha do freguês; os tailandeses gostam dela acentuada.

Outra opção clássica é o Tom Yum (a partir de R$ 35), uma sopa aromatizada cozida com camarão e que vem com galangal, um leve toque de folha de limão-kaffir, ervas, pimenta fresca, capim-limão e shimeji, também disponível na versão frango.

Rua Thomaz Gonzaga, 45D, Liberdade, São Paulo – SP / Tel.: (11) 95999-4884 (WhatsApp) / Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira das 11h30 às 15h30 e das 18h30 às 21h30; sábado das 11h30 às 16h e das 18h30 às 21h30 e domingo das 11h30 às 17h30; fechado às segundas.

Fonte: CNN


Continuar lendo CONHEÇA OS VARIADOS SABORES MARCADOS PELA CULINÁRIA DE IMIGRANTES NO BAIRRO DA LIBERDADE EM SÃO PAULO

A COZINHA PODE SER A JANELA DE APRESENTAÇÃO DE UM PAÍS PARA OS DEMAIS

Diplomacia da gastronomia: países usam pratos para apresentar cultura ao mundo

Receitas e ingredientes tradicionais podem servir para popularizar uma nação internacionalmente, além de aquecer setores internos

INTERNACIONAL

Lucas Ferreira, do R7

Pratos tradicionais levam cultura dos países para os quatro cantos do mundo

FREEPIK/MONTAGEM/R7

Muitos governos usam grandes quantias de dinheiro para mostrar ao mundo um pouco da  cultura local, com o objetivo de atrair turistas e consolidar suas marcas nacionais no mundo. Música, cinema e esportes são armas institucionais conhecidas, mas a diplomacia da gastronomia também tem seu espaço.

A cozinha pode ser uma janela de apresentação de um país para os demais. Quem não conhece a pizza italiana, o queijo francês, a vodka russa ou até o sashimi japoneses, o famoso peixe cru? Todos estes pratos e ingredientes representam uma nação aos quatro cantos do planeta.

O professor de relações internacionais da Facamp (Faculdades de Campinas) James Onnig explica que a gastronomia pode ser um exemplo de soft power — quando um país exerce alguma influência em outros Estados sem o uso de força bélica.

“A diplomacia da gastronomia é uma forma de soft power que os países usam para vender a imagem do país, passar a imagem do país de uma forma mais delicada, suave, representativa. Como isso, eles atraem a atenção dos outros países e estabelecem relações mais próximas”, conta Onnig ao R7.

De acordo com o professor, a diplomacia gastronômica é explorada a partir de uma grande valorização dos pratos ou ingredientes regionais de um país. Este trabalho de imagem, realizado por governos ao lado de empresas, pode trazer benefícios para diferentes setores da nação.

“Este tipo de diplomacia acaba trazendo uma coisa muito interessante que, na verdade, dinamiza alguns setores, além da exportação de produtos alimentares, o turismo, as viagens, tudo isso acaba sendo valorizado.”

Os pratos tradicionais costumam ser utilizados como peça de publicidade de sites de viagens institucionais dos países. Alguns pratos, inclusive, são alvo de briga entre povos que buscam reconhecer a autoria de uma receita, como diz o coordenador do curso de gastronomia da Universidade Estácio de Sá, Helio Takeda.

“O ceviche, orginalmente do Peru, é disputado por outros países, como o Chile. Outra produção é o padvola, um doce à base de merengue, que tanto a Austrália como a Nova Zelândia reivindicam sua criação”, explica Takeda ao R7. “Na verdade, tudo se adapta para usar os produtos sazonais de cada país”.

Há também os casos em que um prato ou uma cozinha ganha tanto renome que as reproduções pelo mundo acabam sendo bem diferentes. Um exemplo são os hot rolls, tradicionalmente consumidos nos restaurantes de comida japonesa no Brasil, mas que não têm origem no Japão. O governo de Tóquio chegou a organizar maneiras de classificar locais em que a comida traz traços da cozinha nacional.

“Ao longo do tempo, todos começaram a pegar ideias de todas as cozinhas e fazer um mix entre elas. Mas precisamos ter em mente que a comida japonesa não é só peixe cru, existem outras coisas envolvidas. Agora temos aos poucos um certificado do Ministério da Agricultura do Japão que é dado aos restaurantes tradicionais aqui no Brasil que têm comida japonesa”, destaca o coordenador de gastronomia da Estácio.

Brasil também faz uso da diplomacia da gastronomia

Feijoada é um dos pratos brasileiros mais conhecidos no mundo

SERGIO MORAES/REUTERS – 24.3.2016

Se o Brasil é muito lembrado pelo samba e futebol, a gastronomia do país não fica muito para trás. A tradicional feijoada é conhecida mundialmente, assim como a cachaça e o café, historicamente ligados à cultura nacional.

“Existia todo um esforço brasileiro para colocar a cachaça no mercado internacional”, ressalta Onnig. “O guaraná também tem um esforço enorme para isso, o café é outro conhecido por trazer essa imagem brasileira histórica”.

Diferentemente de outras formas diplomáticas, a gastronomia não pode parar guerras por si só, mas o professor de Facamp aposta que pode facilitar as negociações entre governos.

“A comida ganha as pessoas rapidamente em uma mesa de negociações. Acho que os países fazem isso indiretamente quanto têm uma reunião importante, serve um prato bom, todo mundo fica mais feliz, talvez aí facilite as negociações”, conclui Onnig.

Continuar lendo A COZINHA PODE SER A JANELA DE APRESENTAÇÃO DE UM PAÍS PARA OS DEMAIS

CRÔNICAS: DESCOBERTAS, POR ANA MADALENA

” É como um sol de verão queimando no peito,
Bate um novo desejo em meu coração…”
 Canção de verão, Roupa nova
                               DESCOBERTAS
O veraneio começou e vai ser daqueles, com direito a muito protetor solar e creme hidratante. Está muito quente, em todos os sentidos; praias lotadas e festinhas por toda parte. Ainda bem que estou bem longe de todo esse burburinho; na virada do ano mudei meu local de home office e agora estou numa casa à beira mar, um lugar praticamente deserto.
Os primeiros dias foram confusos; a rotina rígida que tive há tantos anos foi para o espaço. O barulho das ondas do mar e o balanço das folhas dos coqueiros embalaram meu sono até mais tarde. A minha sorte é que, com o aluguel da casa, veio uma ajudante de cozinha. Acordo com o café pronto, um verdadeiro banquete de frutas coloridas e outras coisinhas. Na minha “vida passada”, só tinha tempo para uma xícara de café e crackers. Estou no lucro.
A internet por aqui “dá para o gasto”, disse o proprietário. Por sorte, consigo fazer meu trabalho; as reuniões online faço propositalmente com o cenário da praia, enchendo uns poucos de admiração e matando uns muitos de inveja. Essas reuniões são praticamente minha única conexão com o mundo exterior. Ainda não fui ao vilarejo fazer compras; por aqui vem sempre um vendedor de frutas, cujo peso/medida é feito com garrafas pet, uma evolução das antigas latas de óleo, segundo ele. Compro meia garrafa de todas as frutas! Em dias intercalados ele também traz um peixinho, vindo diretamente da rede do arrasto. Um luxo!
A mocinha que trabalha aqui é bem franzina, um “sibito baleado”, como ela disse que era chamada, apesar de ter um nome lindo, uma homenagem à bisavó. Não sei se Nina é “magra de ruim”, mas por via das dúvidas, desde que cheguei, fazemos as refeições juntas, que por sinal são as melhores que já provei. No começo ela ficou envergonhada, mas agora até repete o prato. Ela é muito calada, um ” bichinho do mato”, mas eu sempre puxo assunto e logo no primeiro dia descobri que ela tinha problemas para lavar louça. -Eu não gosto, mas lavo, viu? É porque tenho trauma de infância; levei muita surra quando criança; minha mãe dizia que os copos ficavam com “cheiro”. Fui solidária com seu trauma, afinal quem não os tem?  Se listasse os meus …
Decidi que lavaria a louça e ela enxugaria; seria uma oportunidade para eu ficar um pouco em pé, uma vez que trabalho sentada o dia todo. Ela estranhou minha atitude e também meu método.
– A senhora usa essas esponjas todas de uma vez?
– Expliquei que tinha uma para panelas, outra para pratos e talheres e uma para copos.
– Ela perguntou como eu sabia qual era para cada uma, se todas eram iguais?
– Mostrei a letra que escrevi para identificá-las.
– Ela conferiu e murmurou “uhum”. Depois disse-lhe o que lavar primeiro.
– Ela olhou espantada: E tem isso, é?
– Expliquei que meu escorredor era “de primeiro andar”, e por isso eu lavava primeiro os pratos, que logo secavam, e depois os copos, pois assim a água não empoçava sobre eles.
– Ela me olhou como se tivesse feito uma grande descoberta. Espantada mesmo ficou quando viu o armário de roupas, dobradas milimetricamente iguais e cabides com mesmo espaçamento.
– Sim, tenho “toc” e tentei explicar a Nina, mas ela não entendeu.
Nina apareceu toda sorridente na manhã seguinte. Disse que falou para a mãe “das minhas formas” de cuidar da casa e disse que vai treinar para fazer igual. Depois, meio sem jeito, perguntou como eu aprendi a ler. Essa pergunta me pegou de surpresa e questionei se já tinha estudado. Respondeu com o mesmo monossílabo “uhum”, mas completou dizendo que a escolinha do vilarejo tinha fechado há tempos e tinha esquecido muita coisa.
Carlos Drummond de Andrade disse que “entre a raiz e a flor, há o tempo”. Pensando nisso, prolonguei minha estadia aqui por mais dois meses;  Nina vai me ensinar a cozinhar e eu lhe retribuirei,  ensinando a ler e escrever. Tenho certeza que nosso verão vai ser de grandes Descobertas!
Continuar lendo CRÔNICAS: DESCOBERTAS, POR ANA MADALENA

SEGUNDO PESQUISA DO PROCON, PREÇO MÉDIO DO GÁS DE COZINHA EM NATAL É DE R$ 119,86

Preço médio do gás de cozinha em Natal é de R$ 119,86, constata Procon

Redação/Portal da Tropical

Atualizado em:

Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Procon Natal (Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Natal) realizou pesquisa de preço de Gás Liquefeito de Petróleo, mais conhecido como GLP ou gás de cozinha, no dia 23 de março de 2022 nas quatro regiões da cidade e passou pelos bairros de Potengi, Pajuçara, Igapó, Nossa Senhora da Apresentação, Rocas, Neópolis, Ponta Negra, Pitimbu, Cidade Alta, Mãe Luíza, Nova Descoberta e Quintas, contemplando todas as regiões da cidade. O Núcleo de pesquisa percorreu um total de 21 pontos de venda, levando em consideração o porte do estabelecimento e o registro de licenciamento de comercialização desse produto fixado e identificado junto com a placa de preço.

A pesquisa encontrou o botijão de 13 kg sendo vendido no comércio de Natal ao preço mais comum de R$ 120,00, ou seja, 42% dos estabelecimentos pesquisados tinha esse valor a venda para o consumidor, e também deve estar atento nos preços praticados no comércio, uma vez que a pesquisa encontrou estabelecimento com o menor preço de R$ 110,00, e isso representa uma economia de R$ 9,86, da mesma forma, foi observado que em 28,57% dos estabelecimentos estão com seus preços abaixo da média pesquisada, ou seja, uma economia significativa para o consumidor.

O reajuste do gás de cozinha anunciado pela Petrobras nesse mês de março chegou a 16% nas refinarias, passando de R$ 3,86 para R$ 4,48 o quilo. Assim o preço do botijão pago pelos consumidores nos pontos de revenda, dentre outros também estão incluídos os custos e as margens de comercialização das distribuidoras e dos pontos de revenda, onde representa 19,9% e 23,5% respectivamente. Esse reajuste, no entanto, afeta a vida dos brasileiros de baixa renda em um cenário de inflação no Brasil. Mesmo com aprovação de projeto no Congresso Nacional que estabelece a ampliação do auxílio gás, dobrando o alcance do beneficio que custeia o botijão de gás, essa iniciativa é paliativa, uma vez que a política da Petrobras é de equiparação de preço internacional – EPI.

Análise dos dados

A pesquisa realizada pelo Procon Natal, encontrou o preço médio do botijão GLP de 13 kg de gás de cozinha em Natal no mês de março por R$ 119,86, o maior preço encontrado foi de R$ 130,00 e o menor preço de R$ 110,00, preços praticados à vista, a variação entre o maior e o menor preço é de 13,64%.

Na última pesquisa em dezembro o preço médio desse produto era de R$ 108,48, o maior preço encontrado foi de R$ 113,00 e o menor preço de R$ 100,00, preços à vista, a variação entre o maior e o menor preço é de 13%. Analisando as duas pesquisas, a varição no preço médio da pesquisa anterior para a atual chega a 10,49%.

Mais uma vez, o Núcleo de pesquisa orienta os consumidores que existe diferença no preço desse produto à vista e no cartão que chega a R$ 5, uma vez que em determinados estabelecimentos o preço é de R$ 125,00 à vista e 130,00 no cartão, prática essa legal aos comerciantes pela Lei 13.455 de 2017 onde os mesmos estão autorizados a oferecer preços diferenciados para pagamentos em dinheiro ou cartão de crédito ou débito, desde que devidamente explícito ao consumidor. Entretanto, a pesquisa também identificou que 38% dos pontos de venda localizados na zona norte e zona sul, não fazem diferenciação de preço a essa prática.

Conclusão

“Então, o ano praticamente se inicia para o consumidor com mais um aumento desse produto, ou seja, da mesma do ano anterior com sucessivos aumentos aplicados pela política da Petrobras ao gás de cozinha em uma economia de mercado com custo em reais e uma valorização dolarizada, com reflexos da globalização em lucros para a estatal brasileira para acionista, deixando de lado a parte social da empresa, agravando uma crise socioeconômica em muitas famílias para sobreviver”, destacou o instituto.

O Procon Natal disponibiliza a pesquisa na íntegra aos consumidores em sua página virtual no site, www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa, com preço do botijão de 13Kg mais barato, as médias e as variações encontradas, e orienta aos consumidores que utilizem-se da pesquisa para economizar na hora da compra desse produto uma vez que encontrará o endereço dos estabelecimentos pesquisados e os preços praticados à vista e no cartão.

Continuar lendo SEGUNDO PESQUISA DO PROCON, PREÇO MÉDIO DO GÁS DE COZINHA EM NATAL É DE R$ 119,86

UTILIDADE PÚBLICA: SEGUNDO SINGÁS-RN, PREÇO DO GÁS DE COZINHA PODE CHEGAR À R$ 130,00 NO RN A PARTIR DESTA SEXTA-FEIRA (11)

Por g1 RN

 

Preço do gás de cozinha pode chegar a R$ 130 no RN após novo aumento, diz sindicato de revendedores — Foto: Heloisa Guimarães/Inter TV CabugiPreço do gás de cozinha pode chegar a R$ 130 no RN após novo aumento, diz sindicato de revendedores — Foto: Heloisa Guimarães/Inter TV Cabugi

O preço do botijão de gás de cozinha vai aumentar nesta sexta-feira (11) no Rio Grande do Norte. De acordo com o Sindicato dos Revendedores Autorizados de Gás Liquefeito de Petróleo (Singás-RN), o preço do botijão vai variar de R$ 125 a R$ 130 no estado.

O valor vai sofrer novo reajuste em função do aumento de 16,1% para as distribuidoras, anunciado pela Petrobrás na quarta-feira (9). Segundo a estatal, o preço passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg.

De acordo com o presidente do Singás-RN, Francisco Correia, o preço vai ser reajustado nesta sexta-feira (11).

Ele reconhece que o aumento gera muita reclamação dos consumidores. “Nos últimos meses houve um aumento de mais de R$ 40 no preço do botijão. Realmente para a população que ganha um salário mínimo é muito difícil e a reclamação é muito grande. A insatisfação das classes C, D e E é enorme. A gente vê, inclusive, muita gente que está cozinhando à lenha por causa dessa dificuldade”, disse Francisco.

Continuar lendo UTILIDADE PÚBLICA: SEGUNDO SINGÁS-RN, PREÇO DO GÁS DE COZINHA PODE CHEGAR À R$ 130,00 NO RN A PARTIR DESTA SEXTA-FEIRA (11)

SAIBA COMO FAZER O BOTIJÃO DE GÁS RENDER MAIS EM CASA

Por Patrícia Basilio, g1

 

Botijão de gás passou de R$ 75,29 no final de 2020 a R$ 96,89 no início de outubro — Foto: Reprodução / RBS TVBotijão de gás passou de R$ 75,29 no final de 2020 a R$ 96,89 no início de outubro — Foto: Reprodução / RBS TV

A inflação no Brasil está impactando não só a qualidade das refeições dos brasileiros, mas também a forma como os alimentos estão sendo preparados. Com menor poder de compra, a carne nobre foi substituída por uma opção mais em conta e o gás de cozinha passou a ser menos utilizado.

Desde o início do ano, o preço médio do GLP (gás liquefeito de petróleo), conhecido popularmente como gás de cozinha, aos consumidores subiu quase 30%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP)passando de R$ 75,29 no final de 2020 a R$ 96,89 no início de outubroA alta foi 5 vezes superior à inflação acumulada no período, de 5,67%.

Não à toa, a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, acelerou de 0,87% em agosto para 1,16% em setembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi a maior taxa para meses de setembro desde o início do Plano Real, em 1994, quando o índice foi de 1,53%.

Diante do alto gasto com o botijão, o g1 separou sete dicas para economizar no consumo do gás de cozinha, em parceria com o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

1- Cheque o botijão de gás e as mangueiras

Verifique as roscas do botijão de gás e os canos do fogão e forno despejando um pouco de espuma de sabão e observando se há algum vazamento no caso de formação de bolhas de ar.

2- Mantenha as bocas do fogão limpas

Se as chamas estiverem com tons amarelos ou laranjas, é sinal de que as bocas estão sujas ou com mau funcionamento. Com isso, o fogo perde sua potência e acaba gastando mais gás para cozinhar o alimento.

3- Evite a passagem de vento

Feche as janelas enquanto cozinha. O vento diminui a potência das chamas, exigindo mais tempo para que a panela atinja a temperatura ideal.

4- Use bocas do fogão adequadas

Colocar uma panela pequena em uma boca grande é desperdício de gás de cozinha.

5- Tampe as panelas

Panelas tampadas aproveitam mais as chamas e, por isso, cozinham mais rápido, já que o calor não se dissipa para o ar.

6- Corte os alimentos em pedaços

O tempo de uso é determinante para a economia de gás. Por isso, quanto menor o corte do alimento, menos tempo ele levará para ser cozido.

7- Otimize o uso do forno

Tente cozinher pratos diferentes de uma só vez no forno. Um exemplo são o prato principal e a sobremesa.

Continuar lendo SAIBA COMO FAZER O BOTIJÃO DE GÁS RENDER MAIS EM CASA

ALTA NO PREÇO DO GÁS DE COZINHA FAZ PRODUTO CHEGAR À R$ 115,00 NO RN

Após nova alta, preço do gás de cozinha no RN chega a R$ 115

Preço médio praticado pelas revendedoras é o 11º do ranking nacional

Cláudio Oliveira/Tribuna do Norte
19/09/2021 | 08:17

O preço do botijão de 13kg do gás de cozinha, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), segue em escalada e no Rio Grande do Norte chegou aos R$ 115 nesta semana. Este foi o maior preço registrado no estado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), em levantamento que compreende o período de 12 a 18 de setembro. O preço médio do produto no Estado está em R$ 102,66. Contudo, se engana quem pensa que a situação é a pior do País. O preço médio praticado pelas revendedoras potiguares é o 11º no ranking nacional, ou seja, em dez estados, a situação é ainda pior.

A justificativa, segundo o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás/RN) para a alta no preço, mesmo sem reajuste nas refinarias, está num aumento que as distribuidoras repassaram às revendedoras que, por sua vez, transferiram para o consumidor. “No dia 1º de setembro, as distribuidoras aumentaram o repasse em torno de 7% que equivale no RN a cerca de 7 a 10 reais. Nos informaram que seria referente ao dissídio coletivo da categoria, que ocorre neste mês, além de outros custos anuais de combustível, energia e matéria-prima. Por isso tivemos essa majoração”, disse Francisco Correia.

Essa correção no preço, promovido pelas distribuidoras só ocorre uma vez por ano, segundo o Sindigás. Elas contabilizam uma alta de 50% no custo do combustível, além do aumento de energia e reajustes salariais. Os outros seis aumentos no preço do botijão nesse ano foram efetivados pela Petrobras nas refinarias.

Segundo o estudo semanal da ANP, no Rio Grande do Norte foram pesquisados 39 pontos de revendas de gás em Natal, Parnamirim e Mossoró, as três maiores cidades do estado. Parnamirim registrou o maior preço médio nesta semana ficando em R$ 105,69 e Mossoró ficou com o menor, R$ 100.

Porém, é em Natal onde se vende o botijão mais caro, chegando a R$ 115 num ponto de revenda da Avenida Nevaldo Rocha. O botijão mais barato da pesquisa no RN foi encontrado por R$ 90 na Cidade da Esperança e em Cidade Nova.

O pedreiro José Antônio de Lima, 53, observou a diferença de preços entre Natal e João Pessoa, na Paraíba, onde mora. “Vejo a diferença de preço daqui para lá em dois sentidos. Lá a gente compra mais barato e ainda tem prazo de até 30 dias para pagar. A gente encontra o botijão por menos de 90 lá. Aqui eu só vi de R$ 100 pra cima. É um absurdo porque a tendência é que aumente como vem ocorrendo todo mês e quem mais se prejudica são os mais pobres que estão passando fome com alta no preço de tudo”, declarou.

Nesta semana, o levantamento da ANP registrou que o menor preço do botijão de gás na Paraíba, onde Antônio mora, foi de R$ 87,99 e o maior chegou a R$ 110. O preço médio do gás de cozinha naquele estado é de R$ 99,52

No preço do botijão pago pelos consumidores nos pontos de revenda estão incluídos os custos e as margens de comercialização das distribuidoras e dos pontos de revenda. Isso varia em cada região, especialmente em relação ao frete.

No ranking nacional desta semana, o GLP mais barato está no Rio de Janeiro, que está com um preço médio de R$ 88,97 mas o botijão pode ser encontrado por até R$ 75,00. Já o maior preço médio ficou em Rondônia (R$ 114,43) onde a revenda chega a R$ 130.

Fonte: Agora RN

Continuar lendo ALTA NO PREÇO DO GÁS DE COZINHA FAZ PRODUTO CHEGAR À R$ 115,00 NO RN

DICA DE LIVRO: LUGAR DE MÉDICO É NA COZINHA DO DR. ALBERTO PERIBANEZ GONZALES

Quarta-feira é dia de DICA DE LIVRO aqui no Blog do Saber e a nossa dica de hoje é “Lugar de médico é na cozinha, do Dr. Alberto Peribanez Gonzales, cuja sinopse nos conta que: nos dias de hoje, convivemos com o avanço de inúmeras doenças crônicas e degenerativas, como câncer, problemas cardiovasculares, obesidade e dezenas de outras. Parece que nunca ficamos tão doentes quanto agora. A medicina convencional e os laboratórios farmacêuticos ocupam-se muito mais em investir recursos para produzir e utilizar medicamentos no combate das doenças do que propriamente prevenir enfermidades e promover a manutenção da saúde. Em Lugar de médico é na cozinha, o doutor Alberto Peribanez Gonzalez (www.doutoralberto.com) mostra que a chave para a saúde está bem à mão, nos alimentos da horta e do pomar, dentro da sua própria cozinha. Com base em extensa pesquisa científica, o autor lança a alternativa da alimentação viva, que, empregada já por povos sadios da Antiguidade, propõe a transformação de hábitos nocivos arraigados em atitudes conscientes de saúde. Probiótica, nutracêutica, sinergismo e medicina integrativa são alguns dos termos dessa revolução médica, que renova a abordagem do tratamento de doenças e amplia a dimensão da saúde para além do corpo humano, abrangendo também a harmonia com a natureza e com o planeta que habitamos.

Fonte: Acervo próprio

Continuar lendo DICA DE LIVRO: LUGAR DE MÉDICO É NA COZINHA DO DR. ALBERTO PERIBANEZ GONZALES

BOAS NOTÍCIAS: CHEF KOBE, UM BEBÊ DE 1 ANO É A NOVA SENSAÇÃO NAS REDES SOCIAIS

Um bebê de 1 ano que ainda nem fala é o nosso destaque na coluna BOAS NOTÍCIAS desta quinta-feira para relaxar um pouco de tanta tensão em tempos de pandemia. O Chef Kobe como estão chamando o fofucho sorridente que aparece em vídeo “ajudando” os pais a preparar uma pizza já tem 1,6 milhão de seguidores. Veja a reportagem completa a seguir e assista ao vídeo também!

Chef de 1 ano é a nova estrela culinária: 1,6 milhão de seguidores

Não tem mau humor que resista a ele! O nome desse fofo é Kobe, ou Chef Kobe, como vem sendo chamado por 1,6 milhão de fãs que arrebanhou no Instagram. Ele não para de comer enquanto cozinha, se diverte e mostra o barrigão cheio pra animar a farra. Impossível não rir.

Kobe é um menino lindo, risonho e divertido, de 1 ano, que ainda não sabe falar, mas mexe com o público ao fazer pizzas e outros pratos vestido à caráter, com chapéu de chef e uniforme.

Enquanto ri, mostrando apenas alguns dentinhos da frente, Kobe sova a massa da pizza e ajuda os pais a colocar os ingredientes. Como bom chef, ele experimenta pra ver se está tudo fresquinho (rs)… e dá risada….Ah, Kobe adora comer durante a farra gastronômica.

Quando a pizza fica pronta o pequeno chef experimenta de novo e dá o seu ok com cabeça, pra dizer que o prato está aprovado e pronto para ser servido.

E não só pizza. Kobe faz desde macarrão com queijo e até pratos mais complexos, incluindo costeletas de cordeiro e tigelas tailandesas com manjericão – sempre ao lado dos pais, que não aparecem nos vídeos.

1 milhão de seguidores

Nessa brincadeira, o menino ganhou seu primeiro milhão de seguidores no Instagram nos últimos meses. Hoje ele bateu 1,6 milhão, número de deixa para trás chefs renomados como José Andres, que tem 514 mil seguidores e Guy Fieri, que tem 1,4 milhão de seguidores.

A mãe do chef Kobe, Ashely Wian, disse ao Today Food que ele realmente gosta da cozinha.

“Ele se diverte muito fazendo isso e com uma personalidade tão grande e animada que decidi gravá-lo para compartilhar com amigos e familiares”, afirmou.

“Queria que todos vissem sua empolgação na cozinha e também todas as coisas que ele está aprendendo. “

Come de tudo

Tudo começou com o incentivo da mãe para que o menino comesse de tudo, desde pequeno.

“Kobe come 100 alimentos diferentes com 1 ano de idade. As pessoas adoravam vê-lo experimentar novos alimentos quando começamos aos seis meses, então evoluiu para ele preparando esses alimentos”, afirmou.

No momento, seus favoritos absolutos são mirtilos e bananas.

Queijo

Mas o que o menino realmente adora é queijo e adorar cozinhar por um motivo simples:

“ele come” enquanto cozinha, disse sua mãe. Wian disse que as reações aos vídeos de seu filho foram incrivelmente positivas e ela está muito feliz em saber que ele “coloca um sorriso em tantos rostos em todo o mundo durante um período tão difícil”.

“Adoro que esse tempo com meu filho tenha se transformado em algo inspirador para o mundo. Esses vídeos tolos de nós cozinhando juntos se transformaram em algo que nunca imaginamos!” disse.

Ela contou que as imagens inspiraram outros pais a se sentarem em família e desfrutarem de uma refeição juntos, algo que Wian disse ser “extremamente importante” na casa dela

“Há tantos benefícios na culinária … tantas lições, habilidades práticas – e memórias podem ser criadas”, concluiu.

Agora, com você, o pequeno Chef Kobe:

Com informações do Today

Fonte: Só Notícia Boa

Continuar lendo BOAS NOTÍCIAS: CHEF KOBE, UM BEBÊ DE 1 ANO É A NOVA SENSAÇÃO NAS REDES SOCIAIS

Fim do conteúdo

Não há mais páginas para carregar