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COLAPSO NA SAÚDE PÚBLICA DE NATAL É TRAGÉDIA ANUNCIADA E PODER PÚBLICO SE OMITE

 

Sistema de saúde entra em colapso em Natal

Sistema de saúde entra em colapso em Natal

Na região metropolitana de Natal, o sistema de saúde colapsou nesta quarta-feira (3). Não teve vagas de UTIs nem nas unidades de pronto-atendimento.

Dona Iraci foi diagnosticada com pneumonia na segunda-feira (1º). Nesta quarta-feira (3), o quadro se agravou e uma UTI móvel do SAMU levou a senhora de 84 anos pra um hospital. Ela esperou quase três horas dentro da ambulância porque a unidade estava lotada. A filha gravou a conversa com a médica.

Médica: Eu não tenho onde colocar.

Luciana Fonseca, filha de Iraci: Vou tirar da ambulância e vai botar onde?

Médica: O que é que eu vou fazer? Pelo amor de Deus.

Filha de Iraci: Aí a gente vai deixar uma pessoa morrer porque não tem espaço para colocar?

Por volta das 11 da manhã Dona Iraci foi internada. A prefeitura de São Gonçalo do Amarante declarou que está com 12 pacientes internados esperando vagas em UTIs. E que o hospital está atendendo além do limite. Na última semana, o número de casos aumentou 75% em Natal e a taxa de ocupação das UPAs mais que dobrou.

Antes de conseguir atendimento em uma UPA da capital, Alexandre já tinha passado por outras. A esposa, que está grávida, e o filho de dez meses, estão com sintomas de Covid. “Já faz uns dias que eles estão com sintomas. Dor de cabeça, dor no corpo, falta de ar. Aí me preocupa muito. A gente veio fazer esse exame pra saber logo”, disse.

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CORRUPÇÃO: BASEADO EM INFORMAÇÕES DA CONTROLADORIA GERAL MPRN ABRE INVESTIGAÇÃO FORMAL SOBRE CONTRATO DO GOVERNO DO RN COM ARENA DAS DUNAS

 

Arena das Dunas — Foto: Rafael Fernandes/Inter TV CabugiArena das Dunas

Após uma auditoria da Controladoria Geral do Estado apontar um prejuízo de R$ 421 milhões ao Rio Grande do Norte durante o tempo de contrato entre o governo e a Arena das Dunas, o Ministério Público abriu, nesta terça-feira (2) uma investigação sobre a concessão.

A abertura de um inquérito a partir de uma notícia-fato foi publicada no Diário Oficial do Estado e terá o objetivo de apurar possíveis irregularidades na contratação e execução da Parceria Público-Privada firmada para a construção do estádio usado na Copa do Mundo de 2014.

Responsável pelo inquérito, o promotor Leonardo Cartaxo Trigueiro, da 46ª Promotoria de Justiça da Comarca de Natal, levou em consideração o relatório final da auditoria da Controladoria Geral do Estado, e um processo do Tribunal de Contas do Estado no qual o plenário rejeitou as contas dos contratos firmados entre o governo e uma empresa de consultoria e assessoramento técnico e jurídico para estruturação do projeto da concessão.

Desde que o relatório da auditoria foi divulgado, a Arena das Dunas contesta o resultado da apuração, afirmou que as conclusões apresentadas eram equivocadas e que a Controladoria teria “atropelado” o direito ao contraditório.

A auditoria também mobilizou deputados estaduais, que criaram uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o contrato. O grupo foi instalado na última semana.

De acordo com a Control, o estado já teria desembolsado aproximadamente R$ 110 milhões a mais do que deveria ter sido pago à Arena das Dunas.Os valores de repasses fixos e variáveis à Arena, que são de aproximadamente R$ 10 milhões por mês, são contestados pela Control, que sugeriu ao Executivo estadual suspender o pagamento de parte dos recursos.

Fonte:  G1 RN
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JUSTIÇA: BENS DA HEMPSHIRE, EMPRESA QUE DEIXOU DE ENTREGAR RESPIRADORES AO CONSÓRCIO NORDESTE, SÃO BLOQUEDOS ATÉ QUE SEJA DEVOLVIDO O DINHEIRO

Por Fernanda Zauli e Igor Jácome, G1 RN

 

A Justiça determinou o bloqueio dos bens da empresa HempShare, que deixou de entregar respiradores comprados por R$ 48,7 milhões aos estados nordestinos. A decisão foi tomada após uma ação aberta pelo Consórcio Nordeste – que representa os estados da região – contra a empresa.

Os respiradores foram comprados para atender as necessidades dos estados na pandemia do novo coronavírus e o pagamento, antecipado. A compra foi realizada de forma conjunta, pelos estados, através do Consórcio Nordeste, que é liderado pela Bahia e, desde o início da pandemia do novo coronavírus, vem tentando realizar compras unificadas de equipamentos para a região.

De acordo com a HempShare, os equipamentos fabricados na China apresentavam problemas. A empresa afirmou que, em contrapartida, ofereceu respiradores produzidos no Brasil, testados pela Anvisa e mais baratos, mas que não foram aceitos pelo Consórcio. Ainda segundo a empresa, caso a substituição fosse aceita, ao invés de 300, mais de 400 respiradores seriam entregues.

A empresa ainda declarou que não vai recorrer da decisão porque já havia acordado a devolução do dinheiro, que será feita nos próximos dias. Depois disso, os bens deverão ser desbloqueados.

A denúncia em nome do Consórcio Nordeste foi feita pelo estado-líder, a Bahia, desde que foi sinalizada pela própria empresa a impossibilidade de entrega dos equipamentos pelas condições contratadas. O processo corre em segredo de Justiça.

A Bahia publicou no Diário Oficial a rescisão do contrato e acionou a Justiça para ressarcimento dos valores. O G1 entrou em contato com o governo da Bahia na sexta-feira (29) para pedir mais informações sobre o assunto, mas não recebeu resposta até este sábado (30).

Em nota, o Governo do Rio Grande do Norte afirmou que a quebra do contrato teve início quando a empresa responsável por realizar a perícia nos equipamentos que seriam comprados da China informou sobre a constatação de falha nas válvulas e alertou que todas elas deveriam ser substituídas. Apenas o estado desembolsou R$ 5 milhões.

Em nota, o Consórcio Nordeste informou que “em nome da total transparência e publicidade de suas ações, o Consórcio Nordeste adiantou-se em comunicar a situação aos órgãos competentes e a solicitar o acompanhamento das ações com foco no ressarcimento, o mais breve possível, dos valores repassados. A aquisição desses equipamentos foi delineada com muito cuidado, atentando para o rigor da lei e o mais importante: no intuito de salvar o máximo de vidas possível, uma vez que a oferta de respiradores no mercado era a pior possível e não havíamos recebido, até aquele momento, os equipamentos prometidos pelo Governo Federal”.

Respiradores são usados em UTIs — Foto: Divulgação

Fonte: G1 RN

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ESTADO PRECÁRIO DA VENEZUELA SUSCITA RESPOSTA HUMANITÁRIA EM LARGA ESCALA

Coronavírus desencadeia tempestade perfeita na Venezuela

Emergência aprofunda a precariedade de um país atingido por uma crise estrutural. A Human Rights Watch pede “uma resposta humanitária em larga escala liderada pela ONU”

FRANCESCO MANETTO

México – 27 MAY 2020 – 10:36 BRT

Motoristas fazem fila para abastecer em Caracas.Motoristas fazem fila para abastecer em Caracas.

Na Venezuela, desencadeou–se  tempestade perfeita,emergência sanitária do coronavírus, à instabilidade política e à precariedade social acrescentou-se um coquetel de escassez de gasolina, colapso dos serviços, cortes de energia e de água que multiplicam as graves disfunções do país. Desde que Nicolás Maduro sucedeu o ex-presidente Hugo Chávez em 2013, mais de cinco milhões de venezuelanos migraram em busca de oportunidades. Embora nos últimos meses dezenas de milhares de pessoas tenham retornado devido à falta de recursos diante das restrições e quarentenas decretadas por diferentes Governos, o fluxo migratório transbordou para a região e ainda hoje é um de seus principais desafios.

Os dados oficiais da crise da covid-19 colocam a Venezuela entre os países do mundo com menos casos, com pouco mais de 1.000 contágios e uma dezena de mortes, mas por trás desses números existe um sistema sanitário sem capacidade de detecção e a habitual falta de transparência do regime chavista. Diferentes associações, profissionais vinculados à oposição e a Academia de Ciências Físicas, Naturais e Matemáticas questionaram essas informações. Esta última instituição advertiu sobre o atraso do desenvolvimento da doença no país e inclusive os números divulgados pelo Governo refletem um aumento de 40% dos casos na semana passada.

Enquanto isso, milhões de venezuelanos têm de enfrentar uma crise de combustível sem precedentes. A espoliação da empresa estatal de petróleo PDVSA, a deterioração das refinarias e a má gestão levaram Maduro a pedir ajuda ao Irã, um de seus principais aliados internacionais. Teerã enviou cinco navios com 1,5 milhão de litros de combustível. Mas a isso se juntou nos últimos dias a interrupção do abastecimento de água, que se tornou um drama, especialmente nos hospitais. A catástrofe econômica e a hiperinflação completam o panorama de uma crise que é estrutural há anos.

“A crise humanitária na Venezuela e o colapso do sistema de saúde geraram uma situação perigosa que favorece a rápida disseminação do vírus na população em geral, condições de trabalho inseguras para o pessoal de saúde e uma alta taxa de mortalidade entre os pacientes que necessitam de tratamento hospitalar”, diz a doutora Kathleen Page, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins. Segundo sua análise, citada em um relatório da Human Rights Watch (HRW) publicado nesta terça-feira, essas premissas podem “fazer com que mais pessoas tentem sair do país”, saturando assim os sistemas sanitários dos países vizinhos. A ONG pede que os Estados Unidos, a União Europeia e os países membros do Grupo de Lima pressionem as autoridades venezuelanas para que “permitam a entrada na Venezuela de uma resposta humanitária em grande escala liderada pela ONU”.

“Para contribuir com uma resposta eficaz à covid-19 na Venezuela, os Governos preocupados com a situação venezuelana deveriam as financiar as iniciativas humanitárias da ONU para garantir que a ajuda seja distribuída de maneira apolítica”. É a proposta de José Miguel Vivanco, diretor para as Américas da HRW. “Mas para que a ajuda chegue efetivamente ao povo venezuelano, a responsabilidade máxima recai sobre as autoridades que respondem a Maduro; para tanto é preciso pressioná-las para que garantam o pleno acesso ao Programa Mundial de Alimentos e permitam que os atores humanitários e médicos trabalhem sem medo de represálias”, acrescenta.

A discussão em torno da ajuda humanitária é motivo de conflito entre o Governo e a oposição há anos. Desde a época em que o principal adversário de Maduro era Henrique Capriles, as forças críticas ao chavismo pediram a abertura de um corredor através da fronteira para permitir a entrada de remédios e alimentos. No ano passado, um mês depois que Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino, esse instrumento foi pervertido com a intenção de introduzir caminhões com material sanitário e suplementos nutricionais pela cidade colombiana de Cúcuta. A operação, promovida pelo Governo de Iván Duque e pela Administração de Donald Trump, derivou em uma batalha campal e fracassou. Desde então a situação se precipitou.

Apesar de a emergência vir de longe e estar relacionada essencialmente à gestão do regime, as sanções internacionais, especialmente as impostas por Washington, dificultam agora a cooperação e repercutem na população. A HRW pede que os Estados Unidos determinem regras de jogo muito claras. Por exemplo, “estabelecer claramente que ninguém será penalizado por financiar ou fornecer assistência humanitária à Venezuela neste período de crise de saúde pública e reiterar que a assistência humanitária está isenta de sanções”. Além disso, “estabelecer procedimentos para que as empresas e organizações possam enviar assistência humanitária à Venezuela sem controles excessivamente burocráticos nem atrasos desnecessários” e, por último, “apoiar um robusto esforço humanitário, liderado pela ONU, na Venezuela”.

Fonte: El País

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ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO NA BOLÍVIA. MINISTRO DA SAÚDE É PRESO POR COMPRA SUPERFATURADA DE RESPIRADORES

Ministro da Saúde da Bolívia é preso por compra superfaturada de respiradores

Governo interino investiga o escândalo de corrupção desencadeado pela aquisição de 170 ventiladores pulmonares de uma empresa espanhola através de intermediário

FERNANDO MOLINA

La Paz – 20 MAY 2020 – 20:44 BRT

Presidenta interina Jeanine Áñez durante uma cerimônia em La Paz.Presidenta interina Jeanine Áñez durante uma cerimônia em La Paz.

O escândalo desencadeado na Bolívia pela compra de respiradores com superfaturamento milionário levou nesta quarta-feira à prisão do ministro da Saúde, Marcelo Navajas. Até ontem o responsável pela política de saúde do Governo interino descartava a existência de irregularidades na aquisição de 170 ventiladores pulmonares de uma empresa espanhola através de intermediários. Além dele foram presos dois consultores da instituição que financiou a operação, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que havia inicialmente apoiado a compra para fazer frente à covid-19. A situação de Navajas, que ainda não foi afastado do cargo, dependerá do curso da investigação policial.

Essas prisões, que se juntam à de um funcionário de nível médio, aconteceram horas depois de a presidenta transitória, Jeanine Áñez, encurralada por investigações jornalísticas, ter manifestado sua intenção de enfrentar o caso com mão dura. “Graças às denúncias nas redes e nos meios de comunicação iniciamos uma investigação sobre uma possível corrupção na compra dos respiradores espanhóis”. “Peço a prisão e ordeno todo o peso da lei contra aqueles que tiverem levado um único peso. Cada centavo de corrupção deve ser devolvido ao Estado”, disse Áñez no Twitter. Na semana passada, em uma cerimônia pública, ela havia anunciado a compra desses respiradores.

A imprensa boliviana determinou que cada um dos ventiladores pulmonares produzidos pela empresa catalã GPA Innova tem um preço de fábrica de 7.194 dólares (cerca de 40.950 reais). Mas o Governo interino pagou ―não à empresa, mas a um ou mais intermediários, um detalhe que ainda não foi esclarecido― mais de 4,7 milhões de dólares por 170 máquinas; isso significa que cada uma custou 28.000 dólares. O Executivo boliviano decidiu fazer a compra diretamente na Espanha, segundo os primeiros dados, por meio de seu cônsul em Barcelona, David Pareja, apesar de uma importadora local ter oferecido ao diplomata enviar os mesmos equipamentos ao país por 12.500 dólares a unidade.

Fontes da GPA Innova explicam em Barcelona que a empresa “vendeu os respiradores a um exportador pelo preço de tabela e a partir daí a responsabilidade é do exportador” e que “não têm conhecimento do preço final de venda”. As mesmas fontes indicam que o produto comercializado “é um respirador de emergência, do qual 100 unidades foram vendidas à Conselheira de Saúde do Governo catalão”, e que aguardam a homologação de um novo respirador, um modelo “advanced”. “Somos fabricantes especializados, não exportadores”, indicam as mesmas fontes.

Esses respiradores também foram contestados pelas associações médicas da Bolívia por uma razão diferente do preço. Em cartas e comunicados públicos os especialistas apontaram que esses aparelhos não eram para terapia intensiva, mas para assistência em emergências e, portanto, eram inadequados para atender pacientes com covid-19. Até ontem a Bolívia registrava 4.263 casos de covid-19 e 174 pessoas tinham morrido. Cerca de 81% dos casos estão nos Departamentos (Estados) orientais de Santa Cruz e de Beni, cujos serviços médicos estão em colapso. Como em outras partes do mundo, a necessidade mais sentida nesses lugares são leitos disponíveis nas poucas ―cerca de 67― unidades de terapia intensiva de que estas regiões dispõem.

Fonte: El País

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APÓS 5 HORAS DE DEPOIMENTO PAULO MARINHO AFIRMA QUE SUAS REVELAÇÕES VÃO “AO ENCONTRO” DAS DE MORO

Paulo Marinho, o rastilho de pólvora que incendeia inquérito contra Jair Bolsonaro

Empresário que rompeu com clã presidencial depõe por cinco horas à PF e diz que suas revelações vão “ao encontro” das de Moro. Delegados desmentem presidente

O presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira, em Brasília.O presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira, em Brasília.

AFONSO BENITES

Brasília – 20 MAY 2020 – 22:25 BRT

empresário e presidente do PSDB no Rio de Janeiro, Paulo Marinho, de romper de vez com Jair Bolsonaro e afirmar que soube que integrantes da Polícia Federal atuaram para beneficiá-lo na campanha presidencial de 2018 incendiou de vez a investigação sobre as supostas tentativas do mandatário de interferir politicamente no trabalho da PF. Por cinco horas na tarde desta quarta-feira, Marinho, que é suplente do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e foi seu aliado até meados de 2019, prestou depoimento à Polícia Federal dentro do inquérito que investiga se o presidente cometeu cinco crimes ao tentar interferir politicamente na corporação. A investigação, aberta após a demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça no final de abril, se baseou nos relatos feitos pelo ex-juiz da Lava Jato.

Ao sair do depoimento, Marinho não revelou aos jornalistas o teor do que disse, alegando que poderia atrapalhar as investigações. Limitou-se a dizer que suas palavras iam ao “encontro” das acusações de Moro. Foi a sequência esperada do capítulo que ele abriu no fim de semana, quando, em entrevista à Folha de S. Paulo, trouxe novos elementos e personagens para a trama que enrola a família Bolsonaro. O empresário diz ter provas do que revelou ao jornal. Segundo esse antigo aliado de Bolsonaro, Flavio lhe contou numa reunião em sua casa que fora avisado, antes do segundo turno da eleição de 2018, que dois assessores dos Bolsonaro estariam entre os alvos da Operação Furna da Onça, um desdobramento da Lava Jato que, no dia 8 de novembro daquele ano, resultou na prisão de dez deputados estaduais suspeitos de receberem uma mesada ilegal dos governos de Sergio Cabral e de Luiz Fernando Pezão. A informação antecipada teria vindo de um delegado simpatizante do então candidato Jair Bolsonaro. Um dos alvos da investigação era o ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz, suspeito de administrar um esquema milionário de apropriação de parte dos salários dos servidores do gabinete – a rachadinha.

O episódio narrado por Marinho acabou implicando outros personagens que terão de prestar depoimento. Segundo ele, Flávio esteve em sua casa junto com o o advogado Victor Granado Alves em dezembro de 2018. Alves foi o interlocutor de Flávio no encontro com o delegado que antecipou a operação que atingiria a família Bolsonaro em outubro de 2018, duas semanas antes do segundo turno. A justificativa do delegado que, segundo o relato, vazou a informação era de proteger a campanha eleitoral de Bolsonaro, favorito a vencer a eleição. Alves confirmou ao jornal O Globo a reunião que teve com Flavio na casa de Marinho no final de 2018.

Assessor próximo de Flávio, o escritório de Granado Alves recebeu 500.000 reais provenientes do fundo partidário do PSL entre fevereiro de 2019 e março de 2020 por prestar serviço de assessoramento jurídico ao diretório estadual do Rio de Janeiro —a legenda diz que vai cobrar os valores do advogado de volta. Flávio era quem dirigia o partido no Estado. O valor é proveniente de recursos públicos, algo que toda a família Bolsonaro costuma dizer que não precisava usar em sua campanha eleitoral. O advogado, que também é investigado no esquema da rachadinha, já defendeu o senador em casos envolvendo a uma franquia de chocolates do parlamentar e possui duas lojas da mesma rede.

Conforme dois policiais federais ouvidos pela reportagem, o entrelaçamento das apurações mostra uma prática comum entre a família Bolsonaro e reforça que o ponto mais fraco do presidente é a tentativa de proteger seus filhos de investigações, por isso a pretensão de interferir na Superintendência da PF do Rio de Janeiro.

Influência de Ramagem

Outras testemunhas que já haviam deposto no inquérito conduzido pelo ministro Celso de Mello aumentam a pressão sobre o presidente. Ao menos dois deles contradisseram Bolsonaro nesta semana. O mandatário alega que estaria descontente com Moro e com o então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, porque eles não forneciam relatórios de inteligência para subsidiar suas decisões.

O delegado Cláudio Ferreira Gomes, que até 12 de maio passado era diretor de Inteligência da PF, afirmou que a Presidência nunca lhe cobrou esses relatórios. “Não houve nenhum pedido específico de relatório de inteligência, por parte da Presidência da República, dirigido à Diretoria de Inteligência Policial no período de sua gestão”, afirmou aos policiais na terça-feira.

Já o atual diretor-executivo da PF e ex-superintendente no Rio, Carlos Henrique Oliveira de Sousa, pediu para revisar o depoimento que concedeu na semana passada. Antes, ele dizia que, até assumir a superintendência do Rio, não havia sido procurado por nenhum representante do Palácio do Planalto. Na terça, contudo, mudou o que disse. Afirmou que, antes de assumir a superintendência no Rio, foi levado pelo delegado Alexandre Ramagem para uma conversa com Bolsonaro na sede da Presidência no segundo semestre do ano passado. O objetivo era para que o presidente conhecesse o futuro chefe a PF em seu Estado. Ramagem é o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que foi impedido pelo Supremo Tribunal Federal de assumir a direção-geral da PF por ser amigo dos filhos de Bolsonaro.

A reunião com o presidente, conforme investigadores, mostra a importância que o mandatário dá para a superintendência do Rio. Não é comum ocupantes de cargo de terceiro ou quarto escalões da polícia reúnam-se com o chefe do Executivo.

Nesta quarta-feira, a PF também interrogou os delegados Cairo Costa Duarte, superintendente da PF em Minas Gerais, e o delegado Rodrigo Morais que investigou o atentado sofrido por Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018. Ambos disseram que, ao contrário do que demonstra publicamente, o presidente nunca lhes transmitiu qualquer insatisfação sobre a conclusão do inquérito, de que Adélio Bispo agiu sozinho no esfaqueamento de Bolsonaro.

O chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro, coronel Marcos Braga Grillo, também deverá ser interrogado nos próximos dias. O militar é o outro dos assessores de Flávio que teria se reunido com o delegado da PF que teria vazado a informação sigilosa aos Bolsonaro.

Em Brasília, é esperada a divulgação total ou parcial do vídeo de uma reunião ministerial, do dia 22 de abril, na qual o presidente teria pressionado Moro pela troca de comando na Polícia Federal. O relator do inquérito no STF, Celso de Mello, informou que tomará sua decisão sobre esse tema até sexta-feira. O inquérito é para investigar se Bolsonaro cometeu os crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, obstrução de Justiça e corrupção passiva privilegiada.

Fonte: El País

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PONTO DE VISTA: É BIZARRO UM CONDENADO COMEMORAR A PANDEMIA E FICAR POR ISSO MESMO

Caro(a) leitor(a),

Sou daqueles que acham que não devemos dar ouvidos àqueles que causaram tanto mal a humanidade, que de alguma forma já foram punidos e hoje fazem parte do passado. Por isso mesmo não menciono o nome do meliante Lula aqui no Blog há muito tempo, pois, para mim, essa figura nefasta não cheira nem fede, faz parte de um triste passado, mas não podia ficar calado quando esse câncer sai das profundezas do inferno e vem falar asneiras absurdas como essa de comemorar a pandemia e a grande mídia não fala nada. Se fosse uma fala de Bolsonaro já estariam pedindo o impeachment dele. O mundo viria abaixo, mas como foi um bandido, corrupto, lavador de dinheiro, o maior quadrilheiro da história mundial. Um condenado que, só não está encarcerado porque o benevolente STF resolveu lhe conceder prisão domiciliar, ninguém fala nada. O cara devia dar graças a Deus e ficar quietinho para que o mundo lhe esqueça e o deixe onde está, pois como sabemos continua respondendo a mais de 8 processos e virão mais condenações, que um ato como esse deveria ser considerado como agravador de pena e acrescer mais alguns anos. Que país é esse que nós somos obrigados a ouvir asneiras como essa? 

Fonte:

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WITZEL ADMITE FLEXIBILIZAR ALGUMAS MEDIDAS DE CONTENÇÃO EM JUNHO

Witzel diz que pode flexibilizar quarentena no RJ em junho

  Atualizado 19 de Maio de 2020 às 22:54
O governador do Rio de Janeiro, Wilson WitzelO governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou nesta terça-feira (19) que pode começar a flexibilizar algumas medidas de distanciamento social decretadas para conter o coronavírus a partir de junho, e estimou que a atividade econômica fluminense estará perto da normalidade em agosto.

O governador fez o anúncio no mesmo dia em que a Assembleia Legislativa rejeitou um projeto de lei que autorizava o Executivo estadual a decretar um lockdown –a forma mais rígida de isolamento– apesar do avanço da Covid-19, que já deixou mais de 3 mil mortos no Estado.

Durante a votação, realizada em debate virtual, houve confronto entre policiais militares e manifestantes contra o isolamento do lado de fora do prédio da Alerj. O lockdown já foi sugerido ao Estado e à capital fluminense pelo Ministério Público Estadual, Fundação Oswaldo Cruz e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) como forma de conter o avanço do surto.

Segundo Witzel, o estado tem feito uma avaliação semanal da curva de casos e óbitos da Covid-19, e entende que em junho já será possível afrouxar algumas medidas do isolamento, que está em vigor desde março.

“Pelo aumento das contaminações, acredito que vamos ter uma parede epidemiológica que vai nos permitir em agosto uma quase plena retomada da economia”, disse. “Estou trabalhando com uma abertura gradual da atividade econômica a partir do mês de junho”, acrescentou.

Nesta terça-feira, a Secretaria de Saúde confirmou um recorde diário de óbitos contabilizados, com mais 227 mortes no Estado, que já contabiliza 3.079 no total. Os dados oficiais apontam para 27 mil casos de Covid-19.

A prefeitura da capital fluminense também decidiu estender por mais uma semana o chamado “lockdown parcial” em cerca de 10 bairros da zona norte e zona oeste. Desde a semana passada está bloqueado o acesso de carros aos centros comerciais dos bairros em questão, entre outras restrições.

Fonte: CNN

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LIGA CONTRA O CÂNCER EMITE NOTA E SE DEFENDE DE ACUSAÇÕES DE FRAUDE

Liga Contra o Câncer emite nota de esclarecimento sobre auditoria do TCE-RN em contrato com o governo estadual

A Liga Contra o Câncer emitiu nota de esclarecimento sobre a auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) que apontou que cada leito de UTI no contrato entre a Liga e o governo estadual para atender demandas de Covid-19 custará R$ 3,2 mil, o que significa mais que o dobro do gasto com leitos de UTI de perfil semelhante, segundo comparação feita pelos auditores.

Leia abaixo a nota da Liga:

LIGA NORTE RIOGRANDENSE CONTRA O CÂNCER

NOTA DE ESCLARECMENTO

Atuando há mais de setenta anos no Rio Grande do Norte, a Liga Contra o Câncer criou um modelo de assistência que consegue conjugar excelência com compromisso social, levando a todos, indistintamente, o melhor em atenção oncológica. Sempre.

Recentemente, a Liga foi convocada por um amplo grupo de entes públicos a assumir um papel direto na luta contra o coronavírus. Governo do Estado, Ministério Púbico do Rio Grande do Norte (MPRN), Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) e Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT/RN) solicitaram que a instituição fosse além de suas atividades para instalar e gerir uma unidade de contingência para pacientes oncológicos portadores de Covid-19.

Assumir esse compromisso só foi possível a partir de uma discussão conjunta entre todas as entidades sobre a viabilidade financeira da empreitada, haja vista a impossibilidade da própria filantrópica bancar o empreendimento para o qual estava sendo convocada.

Os valores pactuados, e todas as condições previstas no TAC assinado com as entidades, inclusive compra de equipamentos que serão de propriedade do Estado, foram definidos levando em conta custos atuais, prazo exigido e necessidade de montar estrutura completa e resolutiva, e não estão – de modo algum – acima dos valores de mercado para semelhante padrão de complexidade e qualidade.

Comprometida com a transparência, a Liga mantém disponíveis todas as informações que asseguram aos órgãos de controle a lisura deste e de todos os contratos que tem com o setor público. Neste instante, todos os nossos esforços estão sendo feitos para entregar o equipamento antes do prazo estabelecido, reforçando o compromisso da Liga com a população do Rio Grande do Norte neste cenário tão delicado para saúde pública em nosso Estado.Comments

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EDITORIAL: PAULO MARINHO É MAIS UM QUE FOI DESPREZADO POR BOLSONARO

No EDITORIAL desta terça-feira o assunto é o ilustre Sr. Paulo Marinho que saiu do seu anonimato para os holofotes da política nacional ao confirmar e declarar em entrevista dada à coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de S.Paulo que um dos interesses do clã no controle da Polícia Federal possa ter surgido desde um episódio ocorrido ainda na campanha presidencial. Que a PF informou-os sobre investigação de Flávio Bolsonaro em rachadinha e a partir dai ocorreram as demissões de Queiroz e sua filha Natália. Será coincidência?

Você pode conferir todos os detalhes dessa treta em reportagem do GAUCHAZH POLÍTICA logo depois da matéria do Jornal da Cidade On Line.

Mas o que questiono aqui é a idoneidade do tal empresário Paulo Marinho!

Fonte:

As ligações de Paulo Marinho com o PT, João Doria, Sarney, Lula e Dilma revelam a sua péssima índole

19/05/2020 às 06:11

Paulo MarinhoPaulo Marinho

No dia 09 de novembro de 2018, logo após a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República, a revista Crusoé fez matéria onde denunciava os possíveis interesses escusos do empresário Paulo Marinho no governo Bolsonaro.

Na publicação, tratava o recém-eleito suplente na chapa senatorial de Flávio Bolsonaro como “O candidato a lobista-geral da República”.

A primeira frase da matéria, assinada pelos jornalistas Caio Junqueira e Filipe Coutinho dizia o seguinte:

“Saiba quem é Paulo Marinho, o empresário carioca que já é apontado como possível fonte de problemas para o futuro governo. Ele está sempre perto de onde há poder e dinheiro. Já foi próximo até dos petistas.”

 

Na sequência, o texto descrevia as ligações do empresário com o criminoso José Dirceu:

“Na véspera da cassação do petista José Dirceu, em dezembro de 2005, um deputado federal que participaria da votação secreta no dia seguinte recebeu um telefonema em que o interlocutor o convidava para uma reunião que ocorreria horas depois em uma mansão no Lago Sul, em Brasília.

Ao chegar, lá estavam Dirceu, Luiz Eduardo Greenhalgh, seu advogado e correligionário, e o dono da casa e autor do telefonema: o carioca Paulo Marinho, hoje um dos empresários mais próximos do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

A ideia era tentar angariar votos para impedir a iminente cassação. Marinho, amigo de Dirceu, estava empenhado na missão, que se mostraria infrutífera.”

E a matéria prossegue com revelações assombrosas:

“Em Brasília, nos tempos em que plantou os negócios que lhe renderiam as polpudas comissões, Paulo Marinho mantinha uma intensa relação com o universo político. Passaram por sua casa gente como José Sarney e Dilma Rousseff, na ocasião, respectivamente, presidente do Senado e ministra de Minas e Energia. Um dos negócios que ele intermediava era a compra da Varig.”

Um outro momento do texto é revelador:

“No auge da era Lula, por exemplo, fez contatos com empresários interessados em viabilizar o notório filme em homenagem ao ex-presidente — sim, o homem de Bolsonaro já foi um lulista empenhado.”

Na realidade o “homem de Bolsonaro” nunca galgou esta condição. Aproximou-se de Flávio com esse objetivo, mas foi barrado pelo crivo do presidente da República.

Como não conseguiu viabilizar seus negócios no governo, como não conseguiu ser o “lobista-geral da República”, agora tenta derrubar o governo.

Parece óbvio que os objetivos de Paulo Marinho, um sujeito habilidoso e sedutor, são meramente financeiros. O que pretende é ganhar dinheiro, como sempre fez nos governos anteriores.

Desta feita não deu certo.

Fonte: Revista Crusoé

da Redação

Paulo Marinho afirma que Flávio Bolsonaro foi informado de operação ainda durante campanha

Vazamento teria sido feito por parte de um delegado da Polícia Federal, disse o empresário em entrevista

Em entrevista dada à coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de S.Paulo, o empresário Paulo Marinho, ex-aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), declarou que um dos interesses do clã no controle da Polícia Federal possa ter surgido desde um episódio ocorrido ainda na campanha presidencial.

Na conversa, Marinho disse que “ia contar uma história que nunca tinha falado antes, pois não tinha razão para fazer isso”, emendando que tem datas anotadas e que as informações seriam bem precisas.

Entre as informações, estaria que Flávio Bolsonaro contou que, uma semana depois do primeiro turno, o ex-coronel Miguel Braga recebeu um telefonema de um delegado da Polícia Federal do Rio dizendo que tinha um assunto do interesse do candidato ao Senado e filho do então presidenciável.

Quando um grupo de confiança de Flávio foi a um encontro do policial, o mesmo teria dito: “Vai ser deflagrada a operação Furna da Onça, que vai atingir em cheio a Assembleia Legislativa do Rio”.

O policial, que teria dito ser adepto da campanha de Jair Bolsonaro, afirmou que iriam segurar a operação, para “não interferir no resultado das eleições”.

O empresário Paulo Marinho foi um dos mais importantes e próximos apoiadores de Jair Bolsonaro na campanha presidencial de 2018. Ele não apenas cedeu sua casa no Rio de Janeiro para a estrutura de campanha do então deputado federal, como foi candidato — e eleito — suplente na chapa de Flávio Bolsonaro.

Resposta de Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), classificou a entrevista à Folha de S.Paulo de seu suplente, Paulo Marinho, de “invenção de alguém desesperado e sem votos”. Em nota neste domingo, Flávio disse que Marinho “preferiu virar as costas a quem lhe estendeu a mão” e trocou a família Bolsonaro pelos governadores João Doria (PSDB), de São Paulo, e Wilson Witzel (PSC), do Rio de Janeiro. O ex-aliado de Bolsonaro é pré-candidato à prefeitura do Rio pelo PSDB.

Flávio também alega que Marinho tem interesse em lhe prejudicar, já que, em caso de algum impedimento do hoje senador, é o seu substituto na Casa.

“Ele sabe que jamais teria condições de ganhar nas urnas e tenta no tapetão. E por que somente agora inventa isso, às vésperas das eleições municipais em que ele se coloca como pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, e não à época em que ele diz terem acontecido os fatos, dois anos atrás?”, escreve Flávio.

PGR vai analisar relato de vazamento

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou neste domingo (17) que vai analisar o relato do empresário Paulo Marinho à Folha de S.Paulo sobre o suposto vazamento. O procurador-geral, Augusto Aras, discutirá a denúncia com a equipe de procuradores que atua em seu gabinete em matéria penal. Deve decidir se cabe investigar o caso no âmbito do inquérito que apura, com base em denúncias do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, se Bolsonaro tentou interferir indevidamente na Polícia Federal.

Ele poderá requerer o depoimento de Marinho, por exemplo, o que não está definido por ora. Segundo auxiliares de Aras, ainda não houve tempo para uma análise aprofundada do caso. Será necessário analisar se o assunto guarda pertinência com a investigação já em curso.

Oposição quer que Marinho seja ouvido em inquérito

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) classificou as declarações do empresário como “gravíssimas” e afirmou que elas revelam “a interferência de Bolsonaro e de sua família na Polícia Federal antes mesmo do início de seu governo”.

Líder da minoria no Senado, ele disse que vai pedir que Paulo Marinho seja ouvido no inquérito que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) para apurar as suspeitas de interferência de Bolsonaro na Polícia Federal.

“A nação não suporta em meio à uma pandemia, o presidente da República criando crises políticas e se envolvendo em todos os tipos de crimes. É urgente superarmos Jair Bolsonaro. O impeachment é urgente. Só assim reconduziremos o país a um caminho seguro”, escreveu o senador em rede social.

Randolfe afirmou ainda que vai protocolar na segunda (18) uma representação no Conselho de Ética do Senado contra Flávio Bolsonaro pedindo a apuração dos fatos. Se aceito, o pedido pode levar a abertura de um processo de cassação do senador.

Defesa de Moro também estuda pedir depoimento

Assim como Randolfe, a defesa do ex-ministro da Justiça Sergio Moro estuda pedir o depoimento de Paulo Marinho no inquérito que investiga a suposta interferência do presidente na Polícia Federal.

A avaliação é a de que o ex-aliado do presidente pode reforçar a narrativa de Moro. O ex-ministro disse à PF que Bolsonaro queria interferir na corporação. Os advogados do ex-juiz da Lava-Jato irão esperar ate terça (19) uma manifestação da PGR (Procuradoria Geral da República) sobre as declarações do empresário.

Marinho pede proteção a Witzel

No Twitter, o empresário agradeceu a repercussão das declarações e disse que pediu proteção a ele e à sua família ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

Fonte: GAUCHAZH
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