MULHERES AFEGÃS SÃO OBRIGADAS A CASAREM COM MEMBROS DO TALIBÃ

Talibã obriga mulheres a casarem com seus membros e bate nas que usam calças, diz refugiada afegã

Desde o retorno do grupo radial ao poder, em agosto de 2021, há inúmeras violações aos direitos humanos

INTERNACIONAL

 Letícia Sepúlveda, do R7

Sara Razi, de 23 anos, deixou o Afeganistão em meio ao avanço do Talibã Sara Razi, de 23 anos, deixou o Afeganistão em meio ao avanço do Talibã ARQUIVO PESSOAL

Sara Razi, afegã de 23 anos, estava em Bangladesh quando viu pela televisão seu país cair sob o domínio Talibã pela segunda vez, o grupo permaneceu no poder entre 1996 e 2001. Naquele 15 de agosto de 2021, ela ligou desesperada para a família à procura de notícias. Antes da retomada do grupo, ela decidiu deixar o Afeganistão para começar a graduação em Economia, devido ao medo do avanço Talibã.“Minha família está espalhada pelo mundo. Uma de minhas irmãs está nos Estados Unidos, a outra foi para a Nova Zelândia e meu irmão também deixou o país depois de ser ameaçado inúmeras vezes pelo Talibã. Depois do novo governo, apenas minha mãe permaneceu em Cabul”, conta em entrevista exclusiva ao R7. Outro irmão de Sara foi morto pelo grupo radical e seu pai morreu de Covid-19.

“Quando falo com minhas amigas elas choram muito porque não conseguiram terminar seus estudos. O Talibã deixou as universidades abertas para ter apoio internacional, mas na realidade muitos professores saíram do país e as alunas apenas aprendem valores islâmicos”, completa.

Segundo Sara, uma pequena parcela das mulheres afegãs consegue sair do país a partir de bolsas de estudo internacionais. Muitas pessoas preferem enfrentar vários riscos a permanecer no Afeganistão. Os refugiados procuram entrar em países próximos como o Paquistão e o Irã.

A Anistia Internacional realizou uma pesquisa sobre a situação de mulheres e meninas afegãs sob o domínio Talibã de setembro de 2021 a junho de 2022. O levantamento foi publicado em julho deste ano e revela que o governo radical impediu que a grande maioria das meninas do ensino médio retornassem à escola. Nas universidade, o assédio do Talibã às estudantes é tanto que elas pararam de frequentar as aulas ou decidiram não se matricular nos cursos.

Entre tantas restrições, as mulheres foram expulsas da maioria dos postos de trabalho e retiradas de cargos públicos. Além disso, estão proibidas de percorrer mais de 70 km sem um homem da família e são obrigadas a usarem a burca em ambientes públicos, para que seus corpos e rostos estejam totalmente cobertos.

“Quando vejo os noticiários internacionais, é muito difícil de acreditar no que está acontecendo. O talibã obriga várias mulheres a se casarem com seus soldados, batem nas que saem às ruas usando calças e prendem as que não obedecem suas ordens”, conta Sara Razi. “As mulheres nunca estarão seguras sob este governo.”

Assim como ela, o documento da Anistia Internacional também denuncia o casamento forçado de meninas com membros do Talibã. Famílias afegãs casam suas filhas por não terem condições de sustentá-las devido à grave crise econômica que tomou conta do país.

Relatos de prisões  também estão presentes na pesquisa. ”De acordo com quatro indivíduos que trabalhavam em centros de detenção administrados pelo Talibã, o grupo prende mulheres e meninas por violarem suas políticas discriminatórias, como as regras contra aparecer em público sem um homem da família.”

“As afegãs detidas arbitrariamente por suposta ’corrupção moral’ ou por fugirem de abusos não têm acesso a aconselhamento jurídico, são submetidas a torturas, bem como a condições desumanas de detenção”, conclui o texto.

Em meio a tantas violações, Sara acredita que órgãos internacionais poderiam fazer mais pelo seu país, assim como os países aliados. Para ela, está claro que países como a China e a Rússia, que apoiam o governo Talibã, não se importam com os direitos perdidos pela população afegã. Indignada com os abusos do governo e com a falta de ações diplomáticas, ela não tem ideia de quando irá voltar ao seu país ou ver sua família novamente.

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SAÚDE: SEGUNDO ESTUDO, MULHERES QUE PROGRAMAM AS RELAÇÕES SEXUAIS PODEM AUMENTAR AS CHANCES DE ENGRAVIDAR

Relação “cronometrada” pode aumentar as chances de gravidez, diz estudo

Análise de revisão sugere que testes que detectam hormônios na urina são

eficazes para estimar o período mais fértil

Lucas Rocha

da CNN

em São Paulo

Getty Images/Maryna Terletska

As mulheres que “programam” as relações sexuais podem aumentar as chances de engravidar, de acordo com um estudo de revisão. A pesquisa aponta que os casais que identificam sua “janela fértil” usando monitores de teste de urina específicos podem melhorar suas chances de gravidez.

Os resultados foram apresentados na 38ª reunião anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia. De acordo com a pesquisadora Tatjana Gibbons, não foi possível chegar a conclusões definitivas sobre outros métodos de detecção de ovulação devido à falta de evidências suficientes.

Isso inclui métodos baseados em conscientização sobre fertilidade (FABM, na sigla em inglês), que são usados ​​na maioria dos aplicativos de ciclo menstrual para mulheres que tentam engravidar. Os métodos incluem o uso de previsões de calendário, identificação de alterações no fluido vaginal e na temperatura corporal a partir de dispositivos com biossensores, que indicam quando a ovulação é mais provável.

“Esta atualização sugere um benefício da relação sexual cronometrada usando a detecção de ovulação urinária. No entanto, são necessárias mais evidências sobre os efeitos adversos da relação sexual cronometrada e sua eficácia em diferentes grupos – como aqueles com infertilidade inexplicável – antes que os médicos possam promover essa prática”, diz Tatjana, da Universidade de Oxford e do Departamento de Nuffield de Saúde Reprodutiva e da Mulher, do Reino Unido.

Os kits de detecção de ovulação são testes que podem ser realizados em casa. Um bastão de teste é mergulhado em uma amostra de urina para medir os níveis de hormônio luteinizante (LH) e estrogênio. Com base nos níveis detectados, o monitor relata três níveis de fertilidade (baixo, alto e pico) para fornecer orientação sobre a “janela fértil”.

A relação sexual programada pode ser mais amplamente praticada devido a um aumento na disponibilidade de aplicativos de saúde, incluindo métodos de detecção de ovulação. A tecnologia prevê os dias no ciclo menstrual em que o ovário tem maior probabilidade de liberar um óvulo.

Para a análise, os pesquisadores avaliaram a eficácia da relação sexual cronometrada assistida por métodos de detecção de ovulação, como aplicativos digitais vinculados a monitores de urina, testes de ovulação de urina que medem hormônios de fertilidade entre outros métodos.

Os especialistas estimaram o impacto da relação sexual programada nas taxas de nascidos vivos, taxas de gravidez, tempo até a gravidez e qualidade de vida. O objetivo também foi investigar quaisquer associações entre as relações sexuais programadas e eventos adversos, incluindo estresse que pode ser causado pela falta de espontaneidade e pressão do desempenho sexual.

Para a análise, foram considerados dados de seis estudos envolvendo 2.374 mulheres que estavam tentando engravidar de maneira natural. No geral, os resultados apontaram que a relação sexual cronometrada, usando a detecção de ovulação urinária, estava associada a taxas mais altas de gravidez do que em casais que não estavam cronometrando a relação especificamente na janela fértil.

Os autores avaliaram a chance de gravidez por meio de relações sexuais programadas entre 20% a 28% em comparação com 18% para relações espontâneas.

Para casais usando detecção de ovulação, foi demonstrado um benefício para aqueles que tentavam conceber há menos de 12 meses, mas não havia evidências suficientes para detectar uma diferença em casais acima desse período.

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SAIBA QUAIS AS UNIDADES DE SAÚDE DE NATAL QUE ABRIRÃO NESTE SÁBADO (11) PARA ATENDER MULHERES DO PROJETO MULHER 365

Unidades de Saúde de Natal abrem neste sábado para atender mulheres no Projeto Mulher 365; confira locais

Redação/Portal da Tropical

 Atualizado em:

Foto: Divulgação/SMS Natal

O Projeto Mulher 365 tem objetivo de alertar as mulheres sobre a prevenção contra o câncer do colo do útero. Desta forma, a Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, vai abrir neste sábado (11) das 8h às 12h, seis unidades de saúde realizando atendimento exclusivo para mulheres com a disponibilização do exame citopatológico. Além deste exame, haverá consulta médica, testagem de ISTs, vacinação e todos os atendimentos que a unidade possui voltados para a saúde da mulher.

“O projeto Mulher 365 teve início em 2018, porém estava suspenso por causa da pandemia, agora uma vez por mês faremos essa ação. A data será sempre no sábado e a demanda é aberta, ou seja, basta levar o cartão do SUS e RG que o atendimento será realizado”, afirma George Antunes, Secretário de Saúde de Natal.

Unidades que participarão do Mulher 365

UBS Bela Vista

USF Rosângela Lima

UM de Mãe Luiza

USF Felipe Camarão III

USF Cidade Nova

USF Monte Líbano

Fonte: Portal da Tropical _ Notícias

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SAÚDE: SAIBA QUAL O PERFIL DE MULHERES QUE SERÃO AFETADAS CASO ABORTO SOFRA RESTRIÇÕES NOS EUA

Por BBC

 

Protestantes a favor do direito ao aborto durante movimento nos EUA. — Foto: GETTY IMAGES/via BBCProtestantes a favor do direito ao aborto durante movimento nos EUA. — Foto: GETTY IMAGES/via BBC

Rebecca passa correndo pelos manifestantes até uma mãe de três filhos, sentada sozinha no banco do estacionamento de uma clínica de aborto. A mulher está com medo de voltar para a clínica. “E se alguém da minha igreja me vir?”, diz ela aos prantos.

Com um braço, Rebecca oferece um abraço, e com o outro ela segura seu guarda-chuva para proteger a mulher dos manifestantes antiaborto reunidos do lado de fora.

Rebecca Rehm Tuggle foi criada como católica, agora ela trabalha do lado de fora de uma pequena clínica no estado de Louisiana, no sul dos Estados Unidos. Ela ajuda os clientes a evitar manifestantes e a encontrar com segurança o caminho para dentro.

O Hope Medical Group é a única clínica na cidade de Shreveporte uma das apenas três no Estado, Louisiana, para uma população estimada de cerca de 920 mil mulheres em idade fértil (entre 15 e 44 anos).

Oito em cada dez pacientes desta clínica vivem abaixo do nível de pobreza nacional, e cerca de 60% se identificam como afro-americanas.

“Falei com uma mulher que veio fazer um aborto ontem, ela disse mal dar conta das coisas como estão hoje na vida dela. Não estou falando apenas de dinheiro, estou falando de tempo. Ela é mãe, tem dois empregos e mal consegue passar tempo com a criança que tem em casa”, diz Rebecca.

Depois que vazou um documento indicando que a Suprema Corte dos EUA poderá derrubar o direito legal nacional ao aborto, muitas pessoas como Rebecca temem o impacto de uma possível proibição. Há uma preocupação particular com mulheres de minorias étnicas que são desproporcionalmente representadas nas estatísticas de aborto.

Os negros representam 13% da população dos EUA, mas as mulheres negras constituem mais de um terço dos abortos relatados no país, e as mulheres hispânicas cerca de um quinto.

As mulheres mais pobres são mais propensas a procurar um aborto, revelam os dados, e as mulheres de minorias étnicas são mais afetadas pela desigualdade de renda. Além disso, a diferença de riqueza entre grupos brancos e não brancos está aumentando nas últimas décadas entre a população dos EUA.

Na linha da pobreza

O vazamento recente revelou que os juízes da Suprema Corte dos EUA podem ser a favor de anular a decisão conhecida como Roe versus Wade, que em 1973 estabeleceu o direito da mulher ao aborto nos EUA. O aborto não se tornaria imediatamente ilegal em todo o país – em vez disso, caberia a cada Estado decidir qual acesso ao procedimento médico as mulheres teriam em seu território.

O Instituto Guttmacher, um grupo de pesquisa pró-escolha, prevê que, se a decisão no caso Roe versus Wade for derrubada, o aborto pode ser proibido ou restringido em 26 estados – afetando mais da metade da população em idade fértil.

E as mulheres mais pobres, assim como as afro-americanas,   sofreriam o impacto, pois estes grupos são mais propensos a buscar um aborto, de acordo com registros oficiais.

Kathaleen Pittman, que trabalha como administradora da clínica de Louisiana, diz que a pobreza é a principal razão citada pelas mulheres ao interromper a gravidez. A maioria das clientes atendidas pela clínica paga pelo procedimento com fundos de organizações sem fins lucrativos.

“Tivemos pacientes contando com três fundos de aborto diferentes, tentando juntar o dinheiro”, diz ela.'Se eu sentar e pensar muito sobre o que pode trazer o amanhã, não serve em nada para a paciente', diz Kathaleen Pittman — Foto: VALERIA PERASSO/via BBC‘Se eu sentar e pensar muito sobre o que pode trazer o amanhã, não serve em nada para a paciente’, diz Kathaleen Pittman — Foto: VALERIA PERASSO/via BBC

A maioria já tem um ou mais filhos em casa, diz Kathaleen – em linha com estatísticas nacionais, que mostram que seis em cada 10 mulheres que abortam já são mães, segundo dados de 2019 do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) .

“Só ver as mulheres na clínica é muito revelador. Todos os dias ouvimos de mulheres que têm que cancelar sua consulta porque o transporte falhou, a creche falhou… Qualquer dia perdido no trabalho para muitas dessas famílias é um problema real.”

Se o aborto se tornar ilegal na Louisiana, Kathaleen teme o pior: “Vamos ver mais pobreza, mais mortes”. As desigualdades de saúde para pacientes de baixa renda e grupos étnicos minoritários já são prevalentes.

De acordo com o CDC, em 2020, a taxa de mortalidade materna para mulheres negras não hispânicas foi quase três vezes maior do que a taxa para mulheres brancas não hispânicas.

Resumo: o que está acontecendo com o aborto nos EUA?

  • Um documento que vazou sugere que a Suprema Corte dos EUA pode decidir a anulação do direito nacional ao aborto. A decisão final está prevista para ocorrer a partir de junho ou julho.
  • Atualmente, os procedimentos de aborto estão disponíveis até cerca de 24 semanas de gravidez.
  • A Suprema Corte está considerando a possibilidade de permitir que os Estados proíbam o procedimento, restringindo-os para estágios muito iniciais da gravidez.
  • Nos últimos dez anos, menos mulheres fizeram abortos nos EUA, de acordo com estatísticas do CDC – os procedimentos relatados caíram quase 18% entre 2010 e 2019.

Batalha judicial

Se Roe versus Wade for derrubado, pelo menos 13 Estados em todo o país já têm leis que proibiriam ou restringiriam o aborto após o anúncio da decisão da Suprema Corte dos EUA.

Na Louisiana, a proibição viria imediatamente. A exceção seria para emergências médicas graves ou com risco de vida.

A Louisiana Right to Life (LARTL) é uma das maiores e mais antigas organizações antiaborto do Estado. Seu trabalho envolve a promoção das regulamentações restritivas que o Estado tem aprovado nos últimos anos. Mas a LARTL também se envolve no aconselhamento e ativismo, incluindo sessões de oração fora das clínicas.

“Acreditamos que não importa como a vida seja concebida, mesmo nos casos raros e horríveis de estupro e incesto, vale a pena proteger a vida”, diz Sarah Zargorski, diretora de comunicações da LARTL.

Sua organização acredita que os problemas que as mulheres negras e pobres enfrentam devem ser abordados reformulando a conversa sobre saúde materna.

“Tanto tempo foi gasto na chamada saúde reprodutiva, mas agora temos a oportunidade de nos concentrar na saúde materna real”.

A LARTL recentemente declarou que se opõe a qualquer legislação que criminalize a mãe.

“A mãe também é vítima de Roe, as mulheres foram enganadas por décadas sobre as ramificações do aborto”, diz ela.”Em última análise, o aborto é sempre perigoso, pois acaba com a vida do nascituro – devemos nos concentrar especificamente nas mulheres pertencentes a minorias, ajudando-as a fazer uma escolha de afirmação de vida, seja assumindo a maternidade ou entregando para adoção”.

A administradora da clínica, Kathaleen, tem uma visão diferente: “Se Roe versus Wade for derrubado, veremos mais dessas mulheres morrendo, não apenas por complicações da gravidez, mas por abortos sem auxilio profissional, porque não teriam acesso a uma interrupção segura”.

‘É sobre autonomia corporal’

Mais da metade da população negra nos EUA vive no Sul, onde em muitos estados os legisladores já criaram leis ou emendas para restringir o aborto de diferentes maneiras — por exemplo, impondo ultrassonografias obrigatórias, aconselhamento estatal ou períodos de espera antes do procedimento poder ser realizado.

Para Marcela Howell, presidente e CEO da In Our Own Voice — parceria nacional de organizações de mulheres negras com uma agenda de justiça reprodutiva — a anulação destacaria uma preocupação mais ampla:

“Não se trata apenas de aborto, para mulheres negras é sobre autonomia corporal”.

Ela diz que, embora Roe versus Wade tenha estabelecido o direito ao aborto, não removeu as barreiras financeiras e logísticas para mulheres negras abortarem, nem impediu que as regulamentações estaduais dificultassem o acesso aos procedimentos.

Tina Marshall, que fundou a Black Abortion Defense League, em Charlotte, na Carolina do Norte, conta que vê estes obstáculos diariamente.

“Na comunidade negra ninguém fala em aborto, mas todo mundo conhece alguém que já fez. Falo do meu aborto para normalizar”, diz ela.

Tina começou a fazer seu trabalho porque sentiu que pacientes negras podem querer o apoio de outra mulher negra, em vez de outros acompanhantes que são em sua maioria brancos.

Tia Tina, como ela é conhecida fora do Charlotte’s Preferred Women’s Health Center, interage com os grupos antiaborto no local.

“Fiquei absolutamente horrorizada quando comecei, com tantos homens brancos parados lá fora, tentando humilhar essas mulheres, enquanto atravessavam o estacionamento.”

“Ninguém protege as mulheres negras, exceto outras mulheres negras”, afirma.

Cherilyn Holloway tem uma visão diferente sobre o aborto. Ela é chefe da Pro-Black Pro-Life, uma organização que ela diz tentar abrir um diálogo sobre injustiça racial e aborto, que ela fundou após ter dois abortos.

“Eu tinha 15 anos na primeira vez e recebi um ultimato do meu pai que me fez sentir que não tinha escolha”, revela.

Cherilyn reconhece que as mulheres negras de baixa renda são desproporcionalmente afetadas pelas desigualdades, mas diz que recorrer ao aborto não é a resposta.

“Não temos um problema de gravidez. Temos um problema econômico”, avalia.

“Quando penso no argumento em torno do acesso ao aborto, por que apenas temos acesso a essa única coisa? Há todas essas outras disparidades, e esta é a única que estamos relatando.”

Independentemente de o aborto ser legal ou ilegal, ela o vê como “uma solução band-aid para um problema muito maior”.

“Aqui está a questão que sempre coloco. A solução para a taxa de mortalidade materna negra é mais abortos? É assim que estamos resolvendo este problema? Então, estamos preocupados que, se acabarmos com o aborto, mais mulheres negras grávidas vão morrer ao dar à luz. Mas não estamos solucionando o problema original.”

Menos clínicas, maiores distâncias

Caitlin Myers, professora de economia do Middlebury College, vem analisando quais os efeitos da derrubada do Roe versus Wade podem ter sobre as mulheres mais pobres.

Ela diz que as proibições estaduais provavelmente fechariam clínicas de aborto para 41% das mulheres americanas em idade reprodutiva e aumentariam a distância média de carro até um provedor de aborto — de 55 km para 450 km.

Sua pesquisa também mostra que muitas mulheres não poderão arcar com o custo destas viagens.

“Estamos prevendo que cerca de um quarto das mulheres que desejam abortar não conseguirão chegar a uma clínica de aborto nos estados em que o aborto ainda é legal — cerca de 100 mil mulheres no primeiro ano”.

Laurie Bertram Roberts é diretora executiva do Yellowhammer Fund, que oferece apoio financeiro para mulheres que buscam abortos no Alabama e no Mississippi.

Estes dois estados apresentam a maior porcentagem de mulheres negras que abortam nos EUA, de acordo com a Kaiser Family Foundation.

Sua própria experiência de ter tido um aborto negado em um hospital católico é uma das razões pelas quais ela abraçou esta carreira.

“Você sabe como é ser uma pessoa negra que deu à luz sete filhos?”, questiona.

Nos EUA, muita gente depende de seguros privados para financiar seus cuidados com a saúde, uma vez que o acesso aos serviços de saúde é muito caro e, na maioria das vezes, não há uma prestação universal de serviços de saúde financiada pelo governo.

Afro-americanos e hispânicos são menos propensos a ter seguro de saúde privado, devido à sua renda mais baixa e taxas mais altas de desemprego.

Quase um quarto (23,8%) das mulheres hispânicas e 12,5% das mulheres negras de 15 a 49 anos não têm seguro de saúde, em comparação com apenas 8,4% entre as brancas.

E a maioria das mulheres que recebem assistência federal por meio do Medicaid — o programa que oferece alguma cobertura de saúde para pessoas de renda muito baixa —, na maioria dos casos, é impedida de usar esses fundos para serviços de aborto, que podem custar algumas centenas de dólares.

“É muito avassalador pensar sobre qual será o impacto”, diz Laurie, comentando sobre o vazamento da decisão da Suprema Corte.

“No Alabama, tínhamos cinco clínicas, mas duas recentemente fecharam. Para substituir isso, para redirecionar todas essas mulheres, é muito esforço.”

“Você tem dois estados com altas taxas de mortalidade materna de mulheres negras, altas taxas de mortalidade infantil de crianças negras… não há outro desfecho a não ser que algumas mulheres negras vão morrer.”

No estado de Washington, Mercedes Sánchez trabalha com a sensibilização comunitária de populações etnicamente diversas na Cedar River Clinics.

Localizada em um estado onde o aborto provavelmente permanecerá legal, Mercedes já está preocupada que sua clínica possa não ser capaz de acomodar um fluxo cada vez maior de mulheres vindas de fora do estado para realizar o procedimento.

“Já vemos muitas mulheres que vêm de outro estado. Vamos ver este problema se agravar.”

Enquanto isso, na clínica Hope, em Louisiana, Kathaleen já está tendo dificuldades para atender à demanda.

“Em um dia qualquer, temos 300 mulheres esperando uma consulta com a gente.”

“Eu mesma tive que enviar mulheres para lugares tão distantes quanto o Colorado”, diz ela — é uma jornada de 1.600 km.

“É assustador, mas o consenso em nossa clínica é que vamos fazer o que pudermos por estas pacientes enquanto pudermos.”

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AS MUHERES CARREGAM NOS OMBROS A GRANDE RESPONSABILIDADE DE RECONSTRUIR AS CIDADES E REFORMULAR AS RELAÇÕES SOCIAIS PÓS -GUERRArelações,

Qual é o papel que as mulheres desempenham nos períodos pós-guerra?

Com os homens convocados para os combates, papel feminino se torna fundamental para a reconstrução de um país

INTERNACIONAL

Letícia Sepúlveda, do R7

Cerca de 60 mil mulheres ajudaram na reconstrução da Alemanha após Segunda GuerraCerca de 60 mil mulheres ajudaram na reconstrução da Alemanha após Segunda Guerra FOTO: CHRONOS HISTORY

Quando as tropas inimigas saem das áreas de guerra, um grande rastro de destruição é deixado para trás. Cabe às pessoas que permaneceram o trabalho de reconstruir as cidades e reformular as relações sociais, inevitavelmente afetadas após os conflitos armados. Historicamente, as mulheres carregam nos ombros essas responsabilidades.

Com a convocação dos homens para atuarem nas áreas de conflito, as mulheres que permanecem no âmbito doméstico mais uma vez são atreladas ao papel de “cuidadoras”, seja dos filhos, dos idosos e até mesmo das cidades devastadas nos combates.

“As consequências da guerra na vida das mulheres sempre foram aumentar ainda mais os efeitos patriarcais que elas já enfrentam”, aponta Diana Assunção, historiadora e fundadora do grupo de mulheres “Pão e Rosas”.

A especialista explica que as consequências dos conflitos atingem ainda mais as mulheres que trabalham fora e dentro de casa (com atividades relacionadas à família), conceito chamado de “dupla jornada de trabalho”. Para além de seus afazeres particulares, elas começam a lidar com as responsabilidades de toda uma comunidade.

A busca e a perda de empregos

As guerras ainda tiveram um papel importante na entrada feminina nos postos de trabalho. Em 1920, após a Revolução Russa, as mulheres já representavam 46% da força de trabalho industrial no país. Entretanto, no mesmo período, 4 milhões de homens retornaram ao trabalho e substituíram essas trabalhadoras. Em outubro de 1921, elas representavam 60% dos desempregados.

A professora do departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Cristina Wolff explica que o mesmo ocorreu durante o período da Segunda Guerra Mundial. “As mulheres da classe média precisaram sair de suas casas para substituir os homens em muitos postos.”

“Quando os conflitos acabaram, elas foram chamadas a voltar para as atividades domésticas e isso levou a um sentimento de perda de liberdade e autonomia”, completa. A partir daí, movimentos sociais começaram a atuar para que as mudanças sociais relacionadas às mulheres persistem.

Reconstrução

As mulheres também desempenharam um papel importante na reconstrução das cidades, aspecto que continua a persistir nas guerras atuais. Apesar do fenômeno não ter ocorrido em massa na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, um artigo do portal Deutsche Welle, revela que em Berlim cerca de 60 mil mulheres, cerca 5% da população feminina na época, recolheram os destroços causados pela devastação da guerra.

Entre os conflitos, as mulheres também contribuem para a reconstrução das sociedade, como acontece atualmente na Síria. Em Ruanda, após a guerra civil de 1994, a participação social das mulheres foi determinante para a reconstrução do país, o que levou a uma maior participação política femina. Segundo dados do Fórum Econômico Mundial, em 2018 as mulheres eram parte de 67% do Parlamento.

“Quando temos a situação em que os países disputam território, é muito importante que se tenha uma organização independente das mulheres junto com a classe trabalhadora”, ressalta Diana Assunção. “O papel das mulheres ucranianas e russas será o de unidade para enfrentar a guerra.”

O território ucraniano está sendo amplamente devastado pelas tropas russas desde o início da invasão, em 24 de fevereiro. De acordo com a prefeitura de Mariupol, 90% da cidade foi destruída pelos ataques russos, sendo que 40% de sua infraestrutura é “irrecuperável”.

Esquecimento

Apesar de todo o seu papel durante e após os conflitos, o esforço feminino muitas vezes é esquecido ou pouco citado.

“O imaginário da guerra aproxima esses momentos à realidade masculina devido ao – machismo estrutural das nossas sociedades. As mulheres são pensadas como ‘as que cuidam’, em um ‘papel secundário’, que não reflete o seu esforço”, explica a professora Cristina Wolff.

Para Diana Assunção, as atividades das mulheres são esquecidas porque nossa sociedade patriarcal busca apagar o papel das mulheres trabalhadoras, rebeldes e revolucionárias. É apagado porque a história sempre pode servir de exemplo para as futuras gerações.”

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SEGUNDO DADOS DA SAÚDE, NÚMERO DE MORTES DE MULHERES GRÁVIDAS OU ATÉ 42 DIAS APÓS O PARTO CRESCEU 41,9% NO BRASIL EM 2021

Mortes de gestantes crescem mais de 40% em 2021, apontam dados da Saúde

Foram registrados mais de 2,7 mil óbitos. Especialistas creditam aumento à pandemia de Covid-19

Pauline Almeida

da CNN

no Rio de Janeiro

Mortes de gestantes crescem mais de 40% em 2021, apontam dados da Saúde | W Radio Brasil

 

O número de mortes de mulheres grávidas ou até 42 dias após o parto cresceu 41,9% no Brasil no ano passado em relação a 2020, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

O aumento dos óbitos, provocado pela pandemia de Covid-19, deixa o Brasil ainda mais longe da meta de reduzir a mortalidade materna, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

O painel do Ministério da Saúde mostra que o país vinha registrando uma queda nos óbitos de gestantes e puérperas entre 2017 e 2019 — este último com 1.575 mortes. No entanto, em 2020, com o início da disseminação do coronavírus, a situação mudou: foram 1.964 mortes, uma alta de quase 25%. Já em 2021, o número saltou para 2.787.

CNN procurou o Ministério da Saúde para comentar os números e aguarda um retorno.

O obstetra e pesquisador do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Marcos Nakamura, explica que as gestantes e mulheres após o parto se mostraram um grupo de risco para a Covid-19.

“Desde o H1N1, a gente sabe que essas infecções respiratórias graves têm uma possibilidade de afetar desproporcionalmente as mulheres grávidas. Por que isso? A grávida, por conta das mudanças no organismo, acaba tendo uma capacidade pulmonar reduzida. O pulmão é afetado, isso faz com que rapidamente descompense, levando a um quadro de insuficiência respiratória”, relatou à CNN.

Segundo o médico, que também é presidente da Comissão de Mortalidade Materna da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), os dados do Sivep-Gripe (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe, do Ministério da Saúde) indicam 461 óbitos de gestantes com diagnóstico confirmado de Covid-19, em 2020, e 1.519, em 2021.

“Em 2019, a razão de mortalidade materna é de 58 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos. Em 2020, 72 a cada 100 mil nascidos vivos. Em 2021, deve ficar acima de 100”, colocou, lembrando que o Ministério da Saúde ainda pode fazer pequenas correções nas estatísticas.

A Razão de Mortalidade Materna é um índice que expressa o número de mortes de gestantes ou mães até 42 dias após o parto por 100 mil nascidos vivos. Em países desenvolvidos, ela fica em torno de 10 por 100 mil nascidos vivos.

Marcos Nakamura também conta que outro efeito do coronavírus causa impacto sobre as gestantes.

“Além da questão respiratória, tem um distúrbio inflamatório, aumenta a chance de trombose. E a grávida ou a mulher que teve o parto tem uma predisposição a ter essas complicações, especialmente de trombose, em relação à população normal”, colocou.

Já o diretor médico da Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Jair Braga, pontua que a pandemia prejudicou o acompanhamento pré-natal das gestantes, fundamental para a identificação de problemas e comorbidades, devido ao cancelamento de consultas e o medo de contaminação nos hospitais e consultórios.

“As grávidas demoraram um pouco para entrar no grupo de risco da Covid. E depois que entraram, ficaram”, colocou.

Diante dos números, ambos os médicos ressaltam a importância das mulheres gestantes receberem a vacina contra o coronavírus.

Como chegar à meta da ONU para 2030?

Com a melhora do cenário epidemiológico da pandemia, os olhares se voltam para como melhorar o atendimento e chegar à meta de 30 mortes por 100 mil nascidos vivos, até 2030.

Para Jair Braga, o pré-natal precisa ser seguido à risca. As consultas de acompanhamento, segundo o médico, servem para identificar problemas como hipertensão e diabetes, algumas das principais causas de mortes.

O diretor médico da Maternidade Escola da UFRJ também defende a qualificação dos profissionais de saúde. “É um desafio muito grande, principalmente nas cidades que têm menos recursos”, colocou.

O pesquisador do IFF/Fiocruz, Marcos Nakamura, ainda argumenta a necessidade da ampliação de UTIs obstétricas, a melhora do encaminhamento de gestantes de risco e a resolução de problemas de infraestrutura enfrentados em alguns hospitais.

“A pandemia veio escancarar alguns problemas que já eram crônicos na rede de atenção”, avalia.

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TALIBÃ ORDENOU QUE COMPANHIAS AÉREAS IMPEÇAM MULHERES DE EMBARCAR DESACOMPANHADAS DE PARENTES DO SEXO MASCULINO

Talibã proíbe afegãs de viajar de avião sem parente do sexo masculino

Medida ocorre após o anúncio na semana passada do fechamento das escolas de ensino médio para meninas

Afegãs participam de um protesto em frente ao Ministério da Educação em Cabul

AHMAD SAHEL/AFP – 26.03.2022

O Talibã ordenou que as companhias aéreas no Afeganistão impeçam as mulheres de embarcar, a menos que estejam acompanhadas por um parente do sexo masculino, informaram as autoridades da aviação à AFP.

As restrições impostas às mulheres foram anunciadas depois do fechamento das escolas de ensino médio para meninas na quarta-feira (23) – poucas horas após a reabertura dos estabelecimentos de ensino pela primeira vez desde a chegada dos islamitas radicais ao poder em agosto.

Dois funcionários das companhias aéreas Ariana Afghan e Kam Air afirmaram neste domingo (27) à noite que os talibãs ordenaram que as empresas não permitam às mulheres viajar sozinhas.

A decisão foi adotada após uma reunião na quinta-feira (24) entre representantes do Talibã, das duas companhias aéreas e autoridades migratórias do aeroporto, informaram à AFP os dois funcionários, que pediram anonimato.

Desde seu retorno ao poder, os talibãs anunciaram várias restrições à liberdade das mulheres, geralmente aplicadas em nível local, de acordo com as autoridades regionais do ministério para a Promoção da Virtude e a Prevenção do Vício.

O ministério afirmou que não divulgou nenhuma diretriz para proibir as viagens de mulheres sozinhas em aviões.

Porém, a medida foi confirmada em uma carta enviada por um executivo da Ariana Afghan aos funcionários da companhia aérea após a reunião com os talibãs – a AFP obteve uma cópia da mensagem.

“Nenhuma mulher pode viajar em um voo local ou internacional sem um parente masculino”, afirma a carta.

Dois agentes de viagens procurados pela AFP também confirmaram que pararam de emitir passagens para mulheres que viajam sozinhas.

“Algumas mulheres que viajavam sem um parente do sexo masculino não conseguiram embarcar em um voo da Kam Air na sexta-feira [25] de Cabul a Islamabad”, afirmou um passageiro.

Os talibãs já proibiram as mulheres de viajar sozinhas por estrada entre cidades, mas até agora elas tinham permissão para embarcar em voos.

O movimento islamita prometeu uma versão mais tolerante do rígido governo de seu primeiro período no poder, de 1996 a 2001. Mas, desde agosto, os talibãs reverteram duas décadas de avanços nos direitos das mulheres afegãs. Elas foram excluídas da maioria dos cargos públicos e do ensino médio. Além disso, são obrigadas a se vestir de acordo com uma interpretação estrita do Alcorão.

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PLENÁRIO DA CÂMARA APROVOU EM VOTAÇÃO SIMBÓLICA PROJETO QUE RESERVA 20% DAS VAGAS PARA MULHERES EM CONCURSOS PÚBLICOS DE SEGURANÇA

Câmara aprova PL que reserva vagas para mulheres em concursos na área de segurança

Projeto aprovado pela Câmara prevê a reserva de, ao menos, 20% das vagas para o público feminino; texto vai ao Senado

Gabriela Vinhalda CNN

Em Brasília

Governo orientou contrário à votação, assim como o partido NovoGoverno orientou contrário à votação, assim como o partido Novo09/11/2021REUTERS/Adriano Machado

O plenário da Câmara aprovou nesta terça-feira (15), em votação simbólica, um projeto que reserva ao menos 20% das vagas oferecidas em concursos públicos na área da segurança pública para mulheres. O texto vai ao Senado Federal.

De autoria da deputada Elcione Barbalho (MDB-PA), o parecer cria a Política Nacional de Valorização das Mulheres na Área de Segurança Pública, que será regulamentada pelo Executivo.

Entre as diretrizes que devem ser seguidas, estão: a publicidade e publicação expressa nos editais acerca da reserva de vagas prevista, a promoção do aumento da licença maternidade para, ao menos, 180 dias e a promoção de equidade na ocupação dos cargos gerenciais.

Além disso, se torna obrigatória a realização de pesquisas, estudos e estatísticas sobre o perfil das servidoras mulheres e a ocupação de cargo, a promoção de estratégia para enfrentamento ao assédio e à violência contra as mulheres no âmbito do ambiente de trabalho e a inclusão obrigatória de conteúdos relacionados à igualdade entre homens e mulheres nos cursos de formação.

O governo orientou contrário à votação, assim como o Novo, que apresentou um destaque (sugestão de alteração à matéria) para retirar o dispositivo que prevê a reserva de vagas para mulheres.

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SEGURANÇA: POLÍCIA CIVIL DO RN LANÇA PLANO DE PROTEÇÃO À MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Por g1 RN

 

Delegadas lançam plano de proteção à mulherDelegadas lançam plano de proteção à mulher

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) lançou, nesta terça-feira (8), o Plano de Proteção à Mulher vítima de violência doméstica e o Guia Prático de Proteção Tecnológica à Mulher.

As ferramentas consistem em orientações a serem entregues às vítimas que procurarem uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), elaboradas de acordo com a necessidade de cada uma, levando-se em conta o contexto de violência apresentado no momento do registro de Boletim de Ocorrência (B.O.) e do preenchimento Formulário de Avaliação de Risco.

O Guia Prático de Proteção Tecnológica à Mulher traz dicas de como se proteger, pelo celular, de possíveis perseguições de companheiros e ex-companheiros. “Ela vai saber, por exemplo, identificar no celular dela aplicativos espiões; ela vai saber se está sendo monitorada de forma online pelo agressor e conseguir impedir que ele a localize através do aparelho celular dela”, explicou a coordenadora das Delegacias da Mulher do RN, Paoulla Maués.

Em relação ao Plano de Proteção à Mulher vítima de violência doméstica, Paoulla explicou que o objetivo é orientar as mulheres como agir de acordo com a particularidade de cada caso. “A gente vai avaliar qual é o contexto de violência que ela está inserida e dar as orientações. Se ela informar que o agressor tem arma em casa, por exemplo, nós orientamos ela a fazer a denúncia. Se ela quiser fazer a retirada de pertences pessoais, nós vamos acompanhá-la nessa retirada”, disse

O Rio Grande do Norte tem cinco delegacias especializadas de atendimento à mulher: duas em Natal, uma em Parnamirim, uma em Mossoró e uma em Caicó. Nos municípios sem delegacias especializadas, as vítimas podem procurar as delegacias distritais.

Fonte: G1 RN

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DADOS DO SEBRAE RN INDICAM QUE AS MULHERES COMANDAM 35% DOS NEGÓCIOS NO ESTADO

Por g1 RN

 

Marliete de Sousa e Marliene Moura de Sousa administram uma floricultura há 14 anos — Foto: Divulgação/Agência SebraeMarliete de Sousa e Marliene Moura de Sousa administram uma floricultura há 14 anos — Foto: Divulgação/Agência Sebrae

As irmãs Marliete de Sousa e Marliene Moura administram uma floricultura em Natal há 14 anos. O empreendimento das duas faz parte de 35% dos negócios do Rio Grande do Norte, que são comandados por mulheres.

Os dados estão em um estudo do Sebrae RN elaborado a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE (PNADC).

O estudo também detalha o perfil das empreendedoras potiguares e aponta que elas acumulam a jornada de trabalho com os afazeres domésticos. Segundo a pesquisa, 89% das donas de empresas no estado atuam por conta própria e 46% delas são chefes de domicílio.

O levantamento feito pelo Sebrae mostra ainda que o número de mulheres com pelo menos o nível médio continua maior que o dos homens – essa diferença cresceu entre o último trimestre de 2019 e o mesmo período de 2021.

No RN, 21% das empreendedoras têm nível superior em termos de escolaridade, porém 61% delas só ganham até um salário mínimo. Em relação à cor, 56% das empresárias potiguares são negras e o mesmo percentual trabalha menos de 40 horas por semana – 54% dessas mulheres possuem negócios no setor de serviços.

Mulheres que contratam

As irmãs Marilete e Marliene também fazem parte das empreendedoras que contratam funcionário. Segundo o Sebrae, 11% das mulheres que comandam negócios no estado têm pessoas contratadas na equipe.

Há 14 anos, as irmãs decidiram aproveitar a experiência de Marliene como florista e resolveram montar um pequeno negócio, que atualmente funciona numa galeria de lojas de um hipermercado da capital.

Em 2010 as sócias chegaram a abrir uma filial em Natal, e empregaram oito funcionárias, mas tiveram que fechar após três anos. Com o investimento na atual loja, atualmente empregam quatro pessoas.

“É muito gratificante ser empreendedora, realizar sonhos e encantar a vida das pessoas todos os dias”, acredita Marilene, que aponta a principal a dificuldade.

“O nosso maior desafio atualmente é honrar com os compromissos tributários”, diz.

Desafios do negócio

Quem decide abrir um negócio, sabe dos desafios que tem pela frente. Esse é o caso de Patrícia Fernandes Meireles, que juntamente com duas irmãs Priscila e Poliana, decidiu abrir uma empresa de capacitação e aprimoramento para profissionais da área da saúde (enfermeiros, odontólogos e psicólogos) no contexto das urgências e emergências.

Três irmãs também abriram negócio próprio no RN — Foto: Divulgação/Agência SebraeTrês irmãs também abriram negócio próprio no RN — Foto: Divulgação/Agência Sebrae

“A ideia surgiu da vontade que tínhamos de ter uma empresa em que as três atuassem em suas áreas. Assim, montamos a Aprimore em 2018”, contou Patrícia.

À frente do negócio, as três irmãs empreendedoras precisam cuidar não só da parte das aulas, com a experiência profissional, mas também de outras atribuições para que a empresa consiga se manter e crescer.

“São muitos pequenos desafios cotidianos diários. O maior deles é conciliar tudo, sem dúvidas. Conseguir encontrar aquele ponto de equilíbrio entre as demandas da empresa, os plantões, a necessidade de estudar e se qualificar. Quando você é dona do negócio, o negócio só vai andar se você andar com ele. Só tem você pra fazer acontecer, tanto na sala de aula, como no backstage, nas redes sociais e tudo mais. Enquanto pessoa, é preciso estabelecer um ponto de equilíbrio”, relatou a empresária.

Dados no Brasil

O empreendedorismo feminino no Brasil ganhou força no último trimestre do ano passado. Após recuar para um total de 8,6 milhões de donas do próprio negócio, no segundo trimestre de 2020, o número de mulheres à frente de um negócio no país fechou o quarto trimestre de 2021 em 10,1 milhões (mesmo resultado alcançado no último trimestre de 2019).

O levantamento mostra que a participação feminina entre os donos de negócios empregadores também continua abaixo do período pré-crise. No final de 2019, havia 1,3 milhão de donas de empresas que contratavam empregados (o que representava 13,6% do total das Donas de Negócio). Já no final do ano passado, esse número havia recuado para 1,1 milhão (11,4% do universo).

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SENADO APROVA PROJETO QUE AUMENTA EM UM TERÇO AS PENAS DE CRIMES COMETIDOS CONTRA HONRA DAS MULHERES

Senado aprova aumento da pena dos crimes de honra contra as mulheres

No Dia Internacional da Mulher, parlamentares analisaram projetos prioritários da bancada feminina

REUTERS/Adriano Machado

Gabriela Vinhal

da CNN

Em Brasília

Plenário do Senado votou projetos nesta terça-feira (8)Plenário do Senado votou projetos nesta terça-feira 

O plenário do Senado votou nesta terça-feira (8) uma série de projetos que priorizam demandas da bancada feminina. No Dia Internacional da Mulher, foi aprovado um projeto que aumenta em um terço as penas de crimes contra a honra cometidos contra as mulheres, entre eles calúnia, injúria e difamação. O texto segue para análise da Câmara.

De autoria da senadora Zenaide Maia (Pros-RN), o relatório modifica o Código Penal e inclui no rol de possibilidades de aumento de pena o fato de o crime de honra ter sido cometido “contra a mulher, por razões da condição de sexo feminino”, ou seja, quando o crime envolve “menosprezo ou discriminação à condição de mulher”.

Atualmente, o crime de calúnia prevê detenção de seis meses a dois anos; a difamação, uma penalidade de três meses a um ano, além de multa; já o crime de injúria tem pena de um a seis meses, ou multa, para quem “injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro”.

Outro projeto aprovado altera a Lei de Abuso de Autoridade e torna crime a violência institucional, ou seja, os atos ou a omissão de agentes públicos que prejudiquem o atendimento à vítima ou à testemunha de violência. O texto também pune a conduta que cause a revitimização. Em ambos os casos é prevista pena de detenção de três meses a um ano e multa.

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NO INTERIOR DE SÃO PAULO DUAS MULHERES BRIGAM NA JUSTIÇA PARA VER QUEM FICA COM UMA CACHORRINHA

Por Fantástico e g1 São Carlos e Araraquara

 

No interior de SP, duas mulheres brigam na Justiça para ver quem fica com uma cachorrinha
No interior de SP, duas mulheres brigam na Justiça para ver quem fica com uma cachorrinha

A técnica de enfermagem Catiene Aloa da Silva Oliveira estava ansiosa para terminar uma longa espera pela sua cachorrinha shih-tzu Chewie, em São Carlos (SP), que havia fugido de casa há três anos.

Ela descobriu que o animal estava vivendo em uma casa em outro bairro, entrou na Justiça e fez um exame de DNA com o filho de Chewie que provou a identidade da cachorra que estava buscando.

Mas a expectativa do reencontro acabou se transformando em frustração depois que Gabrielle Sigoli, que deveria devolver Chewie, sumiu em 16 de dezembro.

A reportagem do Fantástico tentou falar com o advogado de Gabrielle, mas ele não quis dar entrevista.

Desaparecimento

Chewie chegou na vida de Catiene, conhecida como Cacau, quando tinha apenas 45 dias de vida. Foi doada por uma amiga, para amenizar a dor da perda por morte de outra cachorra da família da técnica de enfermagem.

Mas, em outubro de 2018, quando tinha dois anos, a cachorra desapareceu da casa, no bairro Bela Vista. “Eu estava atrasada, acredito que deixei o portão meio que aberto e ela escapou para ir atrás de mim. Mas eu saí muito rápido e acho que não deu tempo dela me alcançar”, diz Cacau.

Ela só se deu conta do sumiço da Chewie quando voltou para casa e não foi recebida pela cachorra, como ocorria todos os dias.

Por mais de uma semana, Cacau e sua família percorreram as ruas do bairro, perguntando sobre Chewie nas casas e comércios da vizinhança. Também começou uma campanha intensa nas redes sociais em busca do animal.

Ela conta que a família ficou desesperada sem saber onde estava a cachorrinha. O animal dormia na cama de um dos seus dois filhos e ele chorava todas as noites.

“É uma tortura. Quando um cachorro morre, a gente se conforma com a morte, né? Mas com o desaparecimento de alguém que a gente ama muito, de um animal que a gente ama de verdade, é um sofrimento contínuo, sabe? Eu entrei com remédios, medicamentos e tudo pra sanar essa dor que eu estava sentindo. Pra mim está sendo bem complicado mesmo”, conta.

Denúncia anônima em rede social

Até que um ano e meio atrás, as campanhas na internet deram resultado e a família recebeu uma mensagem em uma rede social:

“Foi uma mulher que pegou ela. Ela sabe que a cachorra tem dono. Mudou todas as características da cachorra. Tosou ela inteira. Mas Deus sabe o que faz, o que é seu retorna pra você”, dizia a mensagem feita por um perfil falso sem identificação.

O denunciante disse também que a Chewei passou a se chamar Pandora e deu o nome da nova tutora: Gabrielle Sigoli.

“Aí essa pessoa veio com essa notícia: ‘Olha, eu sei com quem está. É de cortar o coração ver você procurar por essa cachorra e eu saber com quem está e não falar, né?”

Depois da mensagem, Cacau começou a investigar, descobriu onde Gabrielle morava e foi atrás de Chewei, mas nem conseguiu ver a cachorra. Segundo a técnica de enfermagem, a mulher disse que o animal não estava lá naquele momento e que a entregaria no dia seguinte.

“Eu comecei a chorar, meu esposo ali me acalmando, minha irmã estava lá comigo. E eu acreditei, né? De bom coração fui embora acreditando que no outro dia eles me devolveriam”, afirma.

No outro dia veio a primeira decepção. A casa de Gabrielle estava toda fechada e ninguém apareceu para recebê-los, muito menos entregar a cachorra.

Justiça e exame de DNA

Após outras tentativas frustradas de reaver o animal, Cacau entrou na Justiça. A decisão, que determinava o mandado de reintegração de posse de Chewei para a técnica de enfermagem, saiu em 15 de dezembro.

Para que houvesse a decisão, o juiz pediu um exame de DNA da cachorra para comprovar que ela era mesmo o animal que Cacau procurava.

A comparação do DNA da cachorra que estava sendo disputada na Justiça deveria ser feita com a de Luck, o filho de Chewei que vive com a família de Cacau. Mas, na primeira tentativa outra frustração. A técnica de enfermagem conta que Gabrielle levou outra cachorra para fazer a coleta de sangue no laboratório.

Cacau percebeu que o animal não era Chewei e protestou. Somente na segunda tentativa, o exame foi realizado e demonstrou o vínculo genético entre a cachorra e Luck, comprovando que a cachorra que estava com Gabrielle era mesmo Chewie.

“Eu fiquei extremamente feliz, né? Eu falei, ‘nossa, agora ela vai voltar! É meu presente de Natal’. Deus, olhou assim, tudo no seu tempo. Eu creio nisso. Foi tudo no tempo Dele mesmo. Por mais demorado que tenha sido pra mim, foi assim. Saber eu já sabia, mas saber que era resultado positivo, saber por escrito ali, foi extremamente emocionante pra todos nós, né?”, diz Cacau.

Mulher desapareceu com cachorra

A decisão judicial, porém, não pôs fim à história. Cacau e a família montaram uma recepção para Chewei, com festa, balões e a família toda reunida, mas, quando o oficial de justiça foi buscar a cachorra, foi informado pela sogra de Gabrielle que ela não morava mais lá e que não sabia de seu paradeiro.

O oficial foi então até o trabalho de Gabrielle e mais uma vez não a encontrou. Os colegas informaram que ela foi trabalhar, mas teve uma emergência e precisou ir embora. Desde então, o oficial nunca encontrou a mulher.

A defesa de Gabrielle recorreu da decisão judicial e pediu um novo exame de DNA, alegando que, nos últimos três anos, a mulher criou laços afetivos com a cachorra, mas o pedido foi negado.

Com o sumiço de Gabrielle, a advogada de Cacau entrou com um pedido de multa pelo descumprimento da decisão judicial e ficou estabelecido a quantia diária de R$ 1 mil –limitada a R$ 10 mil – até que a ré entregue a cachorra. O que até agora não ocorreu.

A advogada de Cacau conta que a defesa de Gabrielle chegou a oferecer outro cachorro no lugar, o que, claro, foi negado.

“Não se pode tratar um animal como um copo. Os animais são únicos, desenvolve essa relação de afeto e é isso que precisa ser preservado. O que é importante destacar que a Chewei só está afastada da família por três anos por ação de uma pessoa que não devolveu pra família. Fatalidades acontecem, animais, infelizmente, podem escapar, mas a partir do momento que você encontra um animal na rua, é obrigação tentar achar o tutor, né?”, diz Carolina de Mattos.

Cacau mantém a esperança de reaver sua querida cachorra e diz que não irá desistir de trazê-la de volta para sua família, ainda mais que a Justiça está ao seu lado.

“Todo esse tempo que eu perdi, que foram três anos sem ela. Três anos de tortura. é um tempo de tranquilidade saber que agora está mais próximo e mais perto de ter ela aqui com a gente, no seio da família real dela mesmo, né? Então, com certeza ela vai continuar sendo amada como sempre foi e vai se acostumar facilmente com a gente novamente, independente do tempo.”

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MULHERES NOS EUA PODERÃO RECEBER PÍLULAS ABORTIVAS PELO CORREIO

Agência dos EUA libera envio de remédio abortivo pelo correio

Medicamento usado para interromper gestações de até 10 semanas pode ser enviado após teleconsultas com médicos

INTERNACIONAL

Do R7

Pela decisão, pacientes poderão receber as pílulas pelo correio

EVELYN HOCKSTEIN / REUTERS – 6.12.2021

A FDA, agência do governo norte-americano responsável por alimentos e remédios, anunciou nesta quinta-feira (16), que pacientes poderão receber um medicamento abortivo pelo correio, em vez de exigir que elas compareçam pessoalmente para retirar as pílulas em centros de saúde certificados.

A decisão envolve principalmente a mifepristona, um remédio usado para interromper gerações de até 10 semanas. Com isso, as pacientes não precisarão ir até uma clínica e poderão receber o remédio após passar por uma consulta de telemedicina com profissionais autorizados.

A agência já havia reduzido as restrições de comparecimento pessoal para o remédio, mas a partir de agora essa decisão terá caráter permanente. A medida certamente levará a novas batalhas jurídicas em estados mais conservadores.

Em 19 deles, localizados no Sul e Meio-Oeste dos EUA, as consultas remotas para fins de aborto já são proibidas e possivelmente eles farão leis para limitar o acesso liberado pela FDA.

Segundo um levantamento citado pelo New York Times, seis estados proibiram o envio de pílulas pelo correio, outros sete aprovaram leis que exigem que os remédios sejam entregues pessoalmente e outros quatro determinaram que abortos com usos de remédios só podem acontecer em prazos inferiores ao de 10 semanas.

Atualmente, o que as mulheres que moram nos estados com governos anti-aborto têm feito para driblar a legislação é viajar até estados que liberam o procedimento. Mesmo que não vão a uma clínica, elas podem fazer a teleconsulta até mesmo dentro do carro e depois receber as pílulas em qualquer endereço dentro do estado.

Números

Segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDCs), 42% de todos os abortos realizados nos EUA em 2019 — e 54% dos feitos antes de 10 semanas de gestação — foram à base de medicamentos. O órgão ainda não tem fechadas as estatísticas de 2020. Os números também mostram que 79% de todas as interrupções de gravidez foram antes de 10 semanas.

Um projeto piloto liberado pela FDA com teleconsultas e envio das pílulas por correspondência registrou que, de 1.157 abortos realizados por meio do programa entre maio de 2016 e setembro de 2020, 95% aconteceram sem a necessidade de nenhum atendimento médico posterior. Apenas 70 atendimentos médicos e 10 casos com complicações mais graves foram registrados, segundo o relatório final.

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CHEFE DO TALIBÃ PEDE AO GOVERNO MEDIDAS SÉRIAS PARA RESPEITAR OS DIREITOS DAS MULHERES

Líder talibã pede proteção aos direitos das mulheres afegãs

Mulá Hibatullah Akhundzada diz que país deve abolir o casamento forçado, mas não cita direito ao estudo ou trabalho

INTERNACIONAL |

por AFP

Talibãs permitiram que meninas adolescentes voltassem às salas de aula

BULENT KILIC / AFP – 26.9.2021

O chefe supremo dos talibãs pediu nesta sexta-feira (3) em um decreto que o governo “tome medidas sérias para respeitar os direitos das mulheres” no Afeganistão, entre outros contra casamentos forçados, mas sem mencionar o direito de trabalhar ou estudar.

“Ninguém pode obrigar uma mulher a se casar”, declarou o mulá Hibatullah Akhundzada ao ordenar aos tribunais, governadores e vários ministérios que lutem contra os casamentos forçados, muito comuns no Afeganistão.

Os talibãs tentam convencer a comunidade internacional para que restabeleça a ajuda financeira ao país, imerso em uma grave crise humanitária mais de quatro meses depois que tomaram o poder.

Sobre o direito das mulheres afegãs, especialmente o acesso à educação e ao trabalho, é uma das condições para que os doadores estrangeiros voltem a oferecer ajuda.

Até agora, os islâmicos só permitiram que algumas funcionárias voltem ao trabalho: as que trabalham em educação e saúde. Também suspenderam as aulas para as adolescentes na maioria das escolas de ensino médio do país, apesar de alegarem que é uma medida temporária.

No decreto, Akhundzada fala mais sobre os casamentos e as viúvas. Pede que não se casem novamente à força e que tenham o direito a uma parte da herança de seu marido.

Os talibãs foram acusados por seus inimigos de casarem as mulheres à força com seus combatentes, acusações que não puderam ser verificadas.

Os casamentos forçados de meninas menores de idade, em troca de dinheiro, levam meses aumentando devido à pobreza.

O mulá Akhundzada também pediu ao ministério de Assuntos Religiosos que anime os “eruditos” a pregar contra a opressão das mulheres.

Desde o retorno dos talibãs ao poder, a economia afegã, que depende em grande parte dos subsídios internacionais, se afundou.

Washington congelou os ativos do banco central afegão e tanto o Banco Mundial quanto o Fundo Monetário Internacional suspenderam as ajudas.

A ONU alertou que 23 milhões de afegãos, de uma população de quase 40 milhões, estarão à beira da fome no inverno.

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UTILIDADE PÚBLICA: CERCA DE 92 % DAS MULHERES NATALENSES ENFRENTAM DIARIAMENTE ALGUM TIPO DE AGRESSÃO

Pesquisa revela que 92% das mulheres natalenses já sofreram algum tipo de assédio

Foto: Divulgação

Cerca de 92% das mulheres natalenses dizem ter sofrido algum tipo de assédio em ambiente coletivo, mas nunca denunciaram o agressor. De olhares inconvenientes ao toque em alguma parte do corpo, ou a encostada proposital, são agressões enfrentadas diariamente por mulheres e meninas na capital. Os dados estão em uma pesquisa recente realizada pela Prefeitura de Natal e apresentada ao público durante o lançamento da campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. A ação foi deflagrada nessa quinta-feira (25), data considerada um marco mundial do movimento pela eliminação da violência de gênero contra mulheres e meninas.

Encampada pela Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (Semul), a campanha foi lançada numa solenidade conduzida pela primeira-dama do município Amanda Grace Dias, representando o Executivo municipal e pela secretária Andréa Ramalho (titular da Semul), no salão nobre do Palácio Felipe Camarão.

PESQUISA

A pesquisa quantitativa abordou 650 mulheres, entre trabalhadoras e frequentadoras dos bares e restaurantes de Natal nas quatro regiões administrativas. Realizada entre 5 a 7 de novembro, em 63 estabelecimentos da cidade, a pesquisa apontou que dos tipos de violência mais frequentes são olhares inconvenientes (79,45%) e cantadas inconvenientes ( 78,29%). Porém, 26,79% sofreram assédio por gestos obscenos, 41,34% sussurros indecorosos, 41,34% por toque em alguma parte do corpo, 42,73%. Do universo abordado, 85,69% das mulheres se declararam pardas ou brancas e 11,38% pretas, dessas 53 por cento católicas 21% sem religião e 18% protestante ou evangélica.

Fonte: Blog do BG

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CULTURA: PARA FORTALECER A IDENTIDADE NEGRA APÓS EPISÓDIO DE RACISMO, MENINA DE 9 ANOS FAZ RELEITURA FOTOGRÁFICA DE MULHERES NEGRAS

Por Bárbara Hammes, g1 PR

 

Analu fez releitura de foto da atriz Viola Davis — Foto: Reprodução/InstagramAnalu fez releitura de foto da atriz Viola Davis — Foto: Reprodução/Instagram

“Que ela saiba que pode ser quem quiser”. São estas as palavras que definem o objetivo de Márcia Mascarenhas Grise, uma cientista curitibana que adotou Ana Luiza Mascarenhas Grise, hoje com nove anos, e com ela fez releituras fotográficas de grandes mulheres negras.

Analu, como é chamada pela mãe, foi – e ainda é – inúmeras vezes vítima do racismo existente na sociedade. Segundo Márcia, em uma das vezes, a mãe percebeu que a filha passava óleo excessivo no cabelo para o deixar liso e preso.

Depois de muito insistir, a pequena contou que estava fazendo aquilo porque um colega tinha dito que o cabelo dela era “desarrumado”.

“Precisava fazer algo para mostrar que ela precisa valorizar quem é e que é igual a mim e a todas as pessoas, sem diferença por causa da cor da pele. Eu percebo os olhares, os comentários que muitas vezes as pessoas fazem dizendo que não estão sendo racistas, mas estão”, explicou a mãe.

Quando a ideia surgiu, o ensaio que deu origem a uma página no Instagram virou também um momento de aprendizado e diversão entre as duas.

No projeto chamado de “Nós podemos!”, Márcia fez uma lista de nomes de mulheres negras e selecionou 20 delas para começar a primeira etapa de releitura das fotos. Dezessete foram publicadas e novas personalidades foram selecionadas para novas etapas da iniciativa.

Foram semanas organizando o local, as roupas e acessórios, os fundos, em Curitiba. Além disso, a mãe também compartilhou com Analu a história de cada pessoa ali representada.

Para a professora Ione Jovino, pesquisadora de racismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), o movimento de apresentar às crianças representações negras positivadas é fundamental para a construção da autoestima.

“É muito importante que as crianças se vejam representadas. Que elas conheçam. É preciso que crianças saibam de onde vem a história do rock, do samba, mesmo que não goste, mas de onde vem a história da capoeira, quais foram os artistas negros que revolucionaram. O que fizeram especial, de diferente. É importante que a gente conte a história das coisas, que a gente mostre isso, e que as crianças tenham referência”, afirmou.

Segundo Ione, a ideia de contar quem é cada pessoa representada nas imagens, para além da releitura, pode “dar bons frutos”

Serena Williams foi a atleta escolhida na primeira seleção — Foto: Reprodução/InstagramSerena Williams foi a atleta escolhida na primeira seleção — Foto: Reprodução/Instagram

O resultado deixou mãe e filha felizes. De acordo com a cientista, Analu se divertiu durante os ensaios e captou a mensagem. “Toda mulher pode ser o que quiser”, reforçou a menina ao g1.

Um dos reconhecimentos da importância da atitude de Márcia veio com uma curtida de Viola Davis, a atriz norte-americana. Viola, inclusive, foi uma das personalidades reeditadas por Ana Luiza.

Uma das releituras é da cantora e compositora Roseta Tharppe — Foto: Reprodução/InstagramUma das releituras é da cantora e compositora Roseta Tharppe — Foto: Reprodução/Instagram

Entre os nomes, a jovem também teve inspiração em Michelle Obama e Wangari Muta Maathai, primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz.

As releituras também passaram por Serena Williams, maior campeã de Grand Slam na era aberta, e Enedina Alves Marques, a primeira mulher a se formar em um curso superior no estado do Paraná.

Todas foram escolhidas por Márcia, que quis representar as diferentes áreas de atuação para mostrar que, de fato, não há limites para os sonhos.

Outra personalidade escolhida foi a vencedora do Prêmio Nobel Ellen Johnson Sirleaf — Foto: Reprodução/InstagramOutra personalidade escolhida foi a vencedora do Prêmio Nobel Ellen Johnson Sirleaf — Foto: Reprodução/Instagram

Racismo e infância

Márcia adotou Ana Luiza quando ela ainda era recém-nascida, no Pará. Branca, a cientista passou a sentir incômodo quando percebeu que a filha a via como referência para tudo. Para ela, era fundamental fazer com que Analu se enxergasse em sua negritude.

“Nenhum branco tem direito de dizer que não existe racismo, eles não percebem porque eles não sofrem. Esse é um projeto de empoderamento de mãe para filha, mas também uma forma de lutar contra o racismo”, afirmou.

Racismo esse, segundo a pesquisadora Ione Jovino, que atinge crianças negras sobretudo a partir da representação – ou ausência dela e afetam diretamente a autorrepresentação e a autoestima das crianças negras.

“O racismo atinge as crianças sobretudo as crianças pequenas a partir da questão da representação, do modo como as crianças vêem as pessoas negras representadas ou do modo como as crianças vêem a ausência de pessoas negras representadas […] Desde muito pequenas as crianças aprendem a ver o cabelo liso, preso, como bonito, arrumado e o cabelo crespo, enrolado, solto como desarrumado”, comentou.

Ela também pontuou a atuação dos adultos como fundamental na perpetuação do racismo. De acordo com Ione, os adultos ensinam “desde muito cedo que a cor da pele influencia na escolha de quem eles querem brincar, convidar para o aniversário”.

“Muitas vezes isso torna o trabalho de quem cuida da criança muito difícil. […] As crianças que não têm acesso a canais pagos e fechados não vêem, que não têm acesso à internet ou têm pouco acesso não vêem. Isso tem relação com uma das dimensões do racismo estrutural que é a econômica, que atinge pessoas negras pobres de forma diferenciada, e isso numa fase que a pessoa está aprendendo a se enxergar, olhar para si, ver quem é, quem são seus pares”, disse.

Para ela, o papel das famílias é insistir no letramento racial das crianças e em mostrar exemplos de pessoas negras em posição de comando e destaque. Pessoas de diferentes campos, inclusive de influenciadores digitais.

“Creio que seja muito importante para a gente ensinar as crianças para que elas se reconheçam e se enxergam como dignas, com possibilidades, bonitas, como quem pode fazer coisas e estar nos lugares. Em algum momento ensinar que vão ter obstáculos, no caso de pessoas negras maiores, mas que isso não impossibilite essa criança de crescer, sonhar, de ter oportunidades para fazer”, reforçou.

Desigualdade

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, 34% da população paranaense era negra ou parda.

Dados do instituto apontam ainda que em 2019 os brancos eram 38,92% dos trabalhadores com carteira assinada, enquanto pretos e pardos representavam 32,22%.

A população negra também recebe menos, com remuneração média quase R$ 1.000 mais baixa que os trabalhadores brancos.

O IBGE também mostrou que a população negra foi a mais atingida por conta da crise desencadeada pela pandemia. No segundo trimestre de 2020, a taxa de desemprego entre os pretos ficou em 17,8%. A dos brancos ficou em 10,4%.

Trabalhadores pretos foram os mais afetados no mercado de trabalho diante da crise provocada pela pandemia — Foto: Economia/G1Trabalhadores pretos foram os mais afetados no mercado de trabalho diante da crise provocada pela pandemia — Foto: Economia/G1

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SAÚDE: SAIBA QUAIS OS SINTOMAS E PREVENÇÃO DA PRISÃO DE VENTRE

Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor

Prisão de ventre afeta mais as mulheres; veja como amenizar o problema

Colaboração para VivaBem

08/11/2021 04h00

iStockImagem: iStock

A dificuldade persistente em evacuar é um problema bastante comum que traz um desconforto enorme no dia a dia. A constipação intestinal, que também é conhecida como prisão de ventre, acompanha sintomas como dores abdominais, inchados e irritabilidade.

As mulheres costumam sofrer mais com o intestino preso. A situação desagradável é bastante comum na gestação, alguns dias antes da menstruação e na menopausa.

De acordo com Henrique Perobelli, gastroenterologista e proctologista do Hospital São Camilo, em São Paulo, as alterações hormonais durante o ciclo menstrual mexem com a musculatura do intestino e retardam o ritmo intestinal. “Além disso, o envelhecimento causa flacidez do assoalho pélvico devido ao peso aumentado que precisa suportar ao longo da vida. Isso agrava o problema”, afirma.

O especialista acrescenta que há ainda o fator comportamental. Muitas mulheres ficam com vergonha de evacuar fora de casa e seguram as fezes quando estão no ambiente de trabalho ou ao viajar. Por isso, como ficam mais tempo no organismo, os excrementos endurecem, o que dificulta a eliminação.

“Os estudos apontam que aumenta a prevalência de constipação crônica em mulheres mais velhas. O problema também é mais comum em quem sofreu abusos na infância e em pessoas de baixa condição socioeconômica”, destaca Rafaela Pacheco, médica e presidente da Associação Pernambucana de Medicina de Família e Comunidade e membro da SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade).

Principais sintomas

A constipação intestinal é caracterizada pela dificuldade em evacuar. Um indicativo dessa dificuldade é o número de idas ao banheiro: menos de três vezes na semana já é considerado problemático. Geralmente, as fezes são mais duras, secas e em pouca quantidade, o que exige um maior esforço para sua eliminação. Algumas vezes, há ainda a sensação de evacuação incompleta.

Alguns indivíduos também apresentam cólicas abdominais, dificuldade para eliminar os gases, distensão no abdome e náuseas. Em alguns casos, surge a dor anal —quando há o ressecamento excessivo das fezes, causando fissuras e sangramentos na região.

Por que a constipação acontece?

Há diversos motivos para uma pessoa ficar constipada. Entre as principais causas estão o estresse, o consumo de poucas fibras, a hidratação inadequada e o sedentarismo.

Além disso, o uso de alguns medicamentos pode “segurar” ainda mais o intestino: remédios para hipertensão, antiácidos, diuréticos, anticonvulsivantes e alguns analgésicos e anti-inflamatórios entram para a lista.

As gestantes também são mais afetadas devido aos hormônios produzidos no período e pela pressão que o útero faz sobre o reto. Já os idosos apresentam mais o problema por perder a força muscular do abdome e usar medicamentos para doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson.

Outras condições de saúde como diabetesAVC (acidente vascular cerebral), problemas no cólon ou reto (como diverticulite ou síndrome do intestino irritável) e o funcionamento inadequado da glândula tireoide também aumentam o risco de prisão de ventre.

Em casos mais graves, a constipação intestinal crônica ocasiona complicações como fecaloma, ou seja, uma massa compacta de fezes endurecidas, que ficam no reto ou no cólon e interrompem o trânsito intestinal. Sendo assim, a pessoa não consegue mais defecar.

“Quem tem histórico de câncer colorretal na família, sangramentos nas fezes e perda de peso sem motivo aparente deve se atentar ainda mais e procurar ajuda médica. Também é importante observar se há mudanças no aspecto das fezes”, afirma Pacheco.

Tratamentos indicados

Quando a constipação intestinal se torna muito frequente, as fezes estiverem muito ressecadas ou houver sinal de sangue, é a hora de procurar um especialista para ter um diagnóstico correto. Geralmente, são realizados exames para descartar doenças e começar o tratamento adequado.

As pessoas que sofrem com a constipação são orientadas a mudar o estilo de vida. Isso envolve dieta, atividade física e aumento do consumo de água. Além disso, em alguns casos, são indicados medicamentos para combater o problema.

“O tratamento ocorre com a reeducação dietética, aumento do consumo de fibras, laxantes osmóticos, que umidificam as fezes, e formadores de bolo fecal. Em alguns casos, é preciso fisioterapia [para reeducar as funções do músculo esfíncter anal] e medicamentos específicos”, afirma Perobelli.

Vale destacar que o uso de laxantes sem prescrição médica não é recomendado. Apesar de proporcionar um alívio quase imediato, em quantidades excessivas, eles danificam as células do cólon e interferem na capacidade de contração. Sendo assim, costumam piorar a constipação em longo prazo.

“O ideal é evitar o uso de medicamentos ou quaisquer intervenções antes de mudar os hábitos de alimentação e estilo de vida”, completa a médica de família e comunidade.

Alimentação pode ser aliada

Alimentos fontes de fibras - iStock - iStockImagem: iStock

A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda consumir, no mínimo, 30 gramas de fibras por dia. Elas ajudam a dar volume e consistência pastosa ao bolo fecal, facilitando o trânsito intestinal.

“Uma dieta desequilibrada interfere no funcionamento intestinal. A adição de alimentos ricos em fibras à dieta e o aumento da ingestão de líquidos previne e alivia os sintomas. Essa mudança deve ser gradativa, já que as fibras em excesso causam desconfortos e se não forem bem hidratadas, acabam agravando a constipação”, explica Marcella Garcez, nutróloga e diretora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia).

Entre os alimentos fontes de fibras, podemos citar:

Por outro lado, a recomendação é evitar ou consumir com moderação alimentos com baixo teor de fibras e mais difíceis de digerir. É o caso das carnes vermelhas, laticínios, alimentos processados e fritos, fast-food e itens com farinha refinada e açúcar.

É possível prevenir a prisão de ventre?

Sim. De acordo com os especialistas consultados por VivaBem, a melhor forma de prevenir a prisão de ventre é apostar na manutenção de bons hábitos de vida. A boa notícia é que pessoas que sofrem de constipação leve também conseguem colher benefícios e controlar a condição com algumas atitudes simples do dia a dia. Veja:

  • Evitar segurar as fezes e ir ao banheiro assim que sentir vontade;
  • Mudar a dieta, ou seja, incluir mais fibras e beber mais água;
  • Ler os rótulos dos produtos e checar o teor de fibras;
  • Realizar atividade física regular. O ideal é se mexer pelo menos 30 minutos por dia, cerca de três vezes por semana;
  • Manter um horário e local regular para evacuar. É importante criar uma rotina;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas, já que desidratam as fezes;
  • Usar laxantes ou supositórios apenas com orientação médica;
  • Gerenciar o estresse e a ansiedade.

Fonte: Vivabem Uol

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SEGUNDO DADOS DO INCA, NA REGIÃO NORTE INCIDÊNCIA DE CÂNCER DE COLO DO ÚTERO É A MAIOR DO BRASIL

Projeto leva rastreamento de câncer de colo do útero a indígenas do Norte

Giulia Granchi

Do VivaBem, em São Paulo

19/10/2021 04h00

Divulgação/SESAIImagem: Divulgação/SESAI

Há cerca de cinco meses, Kátia Ramos Moreira Leite, médica patologista, foi procurada por um assessor da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), que dividiu com ela a situação alarmante de deficiência no rastreamento de saúde ginecológica das mulheres indígenas na região Norte do país. Mesmo havendo postos de saúde nos bairros e nas aldeias, as coletas de exames precisavam ir para laboratórios afastados das regiões, e muitos resultados nunca voltavam ou demoravam demais.

Na região Norte, a incidência de câncer de colo de útero é a maior do Brasil. Dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer) estimam que enquanto nas outras regiões a incidência, em média, é de 17 casos para cada 100 mil mulheres, lá, esse índice é de 24 casos para cada 100 mil mulheres. O atendimento, como apontou o pedido do assessor da Sesai, é majoritariamente centrado nas maiores cidades

Leite ouviu o pedido do assessor e aceitou, em nome da SBP (Sociedade Brasileira de Patologia), da qual é presidente, ajudá-los a montar um mutirão para análise dessas citologias vaginais. O processo está atualmente sendo realizado, e o material colhido é enviado para a sede da SBP, em São Paulo. Depois, as amostras são divididas para os 11 laboratórios espalhados no Brasil que aceitaram realizar os exames gratuitamente.

“O principal causador da doença é o contágio sexual pelo vírus do HPV. O diagnóstico é essencial. Como desde a lesão percursora até o desenvolvimento do câncer levam vários anos, é possível interromper esse processo. Mas se meninas iniciam atividade sexual sem proteção muito cedo e não fazem exames, aos 20 já podem ter carcinoma estabelecido”, explica a patologista.

O câncer de colo de útero é um dos tumores mais comuns entre as mulheres. A doença ocorre predominantemente em mulheres não brancas e com baixa escolaridade —cerca de 62% dos casos—, expondo a chaga da falta de acesso à informação e aos serviços de saúde em grupos mais vulneráveis da população.

“Além do mal que isso causa individualmente, também sobrecarrega o SUS com necessidade de tratamentos como quimioterapia e radioterapia. Não podemos deixar que isso aconteça”, diz a médica, explicando que a vacina contra o HPV é a maneira mais eficaz de se proteger contra o vírus.

“Se as mulheres conseguem descobrir a lesão, o que já é difícil, precisam ir até a capital, deixar o trabalho… Quando muitas vezes ela é chefe da rede da família. Por isso a importância de levar alternativas até elas, e sem dúvida o rastreio oportuno proporciona que as mulheres em volta daquela família conheçam a questão”, aponta Monique Freire Santana, médica patologista e pesquisadora da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas.

O objetivo do projeto é beneficiar 10 mil mulheres, número que pode ser excedido se houver uma demanda maior do que o esperado. “Antigamente, a gente não tinha a segurança de fazer um exame preventivo. Demorava até dois anos para sair um resultado. Agora, está chegando em 30 dias e estamos pedindo para que todas as mulheres indígenas façam a coleta”, diz Daniele Silva de Oliveira, indígena da etnia Mura e moradora da comunidade indígena Vista Alegre, em Roraima.

A coleta é feita por agentes de saúde das unidades primárias, e a SBP está criando um material para melhorar o treinamento desses profissionais. “Havia defeitos em muitas das coletas, o que prejudica um pouco da análise”, comenta a patologista.

Junto do Sesai e com a participação de uma ginecologista do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), o objetivo é criar um curso online ensinando as melhores práticas para a coleta.

O patologista Fábio Távora, diretor médico do Laboratório Argos, em Fortaleza, um dos participantes do projeto, avalia que o exame ajuda também a criar uma cultura de cuidados nas comunidades. “Oferecer esse teste gera uma ida ao sistema de saúde, transforma isso em coisa rotineira, e receber os resultados gera mais confiança nesse processo.”

E se o resultado apontar lesões?

Caso lesões sejam encontradas nos exames, o protocolo é prosseguir com biópsia para que o tipo de tumor seja identificado, e se necessário, encaminhar as pacientes para tratamento.

O intuito, explica a presidente da SBP, é contar com a ajuda do HC de São Paulo também para fazer o tratamento, além de levar equipes pequenas e itinerantes até as comunidades para fazer esse atendimento. “A área é enorme e muitas vezes as populações ficam bastante isoladas. Mesmo de barco, às vezes são dias e o custo é grande.”

Além disso, Leite afirma que junto da Sesai, há o planejamento para novas ações na área de saúde. “Uma delas é a doação de equipamentos mais modernos. Outra é a montagem de pequenos laboratórios para fazer pelo menos os exames mais primários nessas unidades de atendimento”, conta.

Fonte: VivaBem Uol

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OPINIÃO: PL DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA DE ABSORVENTE VETADO PELO PRESIDENTE POR NÃO EXISTIR NO TEXTO A FONTE DOS RECURSOS PARA VIABILIZÁ-LO

Tabata Amaral e a insanidade do PL dos absorventes

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O projeto de lei que estabelece a distribuição ‘’gratuita’’ de absorventes para mulheres de baixa renda foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. Ao justificar o ato, ele disse não existir no texto a fonte dos recursos necessários para viabilizá-lo.

Pouco tempo depois a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) reagiu e falou que o presidente mentiu. Como não poderia deixar de ser, ela aproveitou para repetir as mesmas groselhas feministas a respeito do atual governo – a imensa maioria delas totalmente desconectadas com a realidade.

Sem mais delongas: o PL é uma insanidade do começo ao fim. Carrega consigo os germes da mentalidade estatista, do Estado provedor de direitos sem contrapartida alguma.

É um gasto desnecessário para um problema que milagrosamente virou pauta importante no governo Bolsonaro. E claro, será mais uma conta criada por políticos irresponsáveis para o contribuinte pagar.

Primeiro que essa distribuição de absorventes é tudo, menos gratuita. O valor do custo é de R$ 68 milhões. Pode parecer pouco para o erário federal, mas todos nós sabemos o que acontece com um programa estatal: uma vez criado, a tendência é aumentar mais e mais. Como todo programa estatal exige dinheiro para ser custeado e o governo não tem outra fonte de recursos a não ser o dinheiro dos impostos, quem pagará a conta é o contribuinte.

Imposto gera distorção econômica e quase sempre atinge a classe média e os pobres, então a ideia de beneficiar mulheres em condição socioeconômica crítica cai por terra.

O veto do presidente Bolsonaro bastou para classificá-lo como monstro insensível – visão compartilhada por liberais que até ontem eram fiscalistas convictos. Aqui a ironia é visível.

Bolsonaro foi chamado de populista por causa do auxílio emergencial, fura-teto e irresponsável com as contas públicas. Agora é o exato oposto.

O Congresso aprova um PL totalmente insano como esse, praticando o suprassumo do populismo, mas só o presidente merece o rótulo de populista, pois vetar um gasto desnecessário é realmente uma traição imperdoável ao liberalismo. Eis a nada nova coerência dos livres.

As consequências mais imediatas do projeto bastam para rejeitá-lo imediatamente. Só que para, além disso, vem o significado da coisa. Ele arrebata de vez a questão e mostra o quanto a iniciativa é danosa. E para tal objetivo é necessário compreender o engodo da democracia como paraíso terrestre e suas consequências.

Vivemos na era da democracia, tão celebrada por intelectuais, políticos e demais integrantes do establishment. Em que pese os inquéritos ilegais junto com as violações cada vez maiores da liberdade de expressão vistos recentemente no Brasil, a democracia triunfou tanto aqui como no resto do Ocidente sem resistência alguma. Seus defensores mais ardorosos costumam utilizar o exemplo dos Estados Unidos como prova inequívoca do sucesso da democracia – omitindo as opiniões extremamente negativas dos Founding Fathers sobre ela.

Tal visão idealizada da democracia é obviamente falsa. Seu triunfo se confunde com o advento do Estado moderno, resultando no aumento impressionante no tamanho e nos poderes do governo sobre todas as áreas das nossas vidas. Ou seja, os representantes eleitos possuem mais poder que qualquer rei absolutista da Idade Moderna, pois os meios à disposição são maiores e mais eficazes que os de um Luís XIV, por exemplo. Como mostra o livro de Hans-Hermann Hoppe, Democracia, o Deus que falhou, a democracia estimula os donos do poder a utilizarem os recursos disponíveis de forma irresponsável, uma vez que os falta a condição hereditária de um rei. Com mandatos limitados pelo voto, os ‘’zeladores’’ da administração pública irão aproveitá-los da melhor forma possível para si, gerando as dívidas governamentais praticamente impagáveis vistas na grande maioria das nações.

Foi exatamente assim que o Congresso agiu ao aprovar o PL dos absorventes. Criaram uma despesa absurda, fizeram populismo pensando na vantagem imediata das eleições e promoveram a ‘’boa’’ e velha dependência do Estado de mais uma parcela da população. Tudo isso com o dinheiro do povo, é claro.

O pior dessa história é que não há o menor absurdo do PL após uma breve análise da atual Constituição brasileira. Criada em 1988, a nossa Carta Magna praticamente institucionalizou o welfare state com sua concessão absurda de múltiplos direitos. E direito nada mais é que uma obrigação que alguém possui para com uma parte contemplada. No caso da Constituição, a entidade obrigada a prover tais direitos legalmente estabelecidos é o Estado. Se mulheres de baixa renda têm direito a um absorvente, o dever de contemplá-las com tal acessório é do Estado – o PL da deputada Tabata vem apenas para reafirmar tal quadro.

Não há como defender o PL dos absorventes. Todos os aspectos possíveis que poderiam justificar a sua aceitação acabam servindo de base para rejeitá-lo. No mundo normal seria assim. Mas estamos no país dos insanos, do Ministério da Verdade, dos autoproclamados intelectuais que nada sabem e dos jornalistas que tudo omitem. Nesse país tudo é razoável – inclusive essa iniciativa sem pé nem cabeça.

P.S: Antes que os analfabetos funcionais – que não são poucos neste país – compreendam tal texto como apelo a um regime ditatorial pelo simples fato da crítica à democracia, faz-se necessário lembrar que (I) a ditadura não necessariamente é o oposto da democracia, (II) existem formas e regimes de governo a garantirem melhor as liberdades que a democracia e (III) sob muitos aspectos a própria democracia pavimenta o caminho para a ditadura. No mundo normal – repito o comando – tal explicação seria desnecessária. Mas no Brasil dos inquéritos ilegais e de censura ao jornalismo independente, é isso ou ir para a cadeia. É a tragicomédia nossa de cada dia.

Foto de Carlos Júnior

Carlos Júnior

Jornalista

Fonte: Jornal da Cidade Online

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SECRETÁRIO GERAL DA ONU CRITICOU O NÃO CUMPRIMENTO DAS PROMESSAS FEITAS PELO TALIBÃ SOBRE O DIREITO DAS MULHERES AFEGÃS

ONU diz que Talibã descumpriu promessas de direitos das mulheres

Secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que mantém diálogo constante com talibãs pelos direitos femininos

Sob regime talibã, mulheres perderam direitos básicos, como o acesso à educação

HOSHANG HASHIMI/AFP – 08.09.2021

O secretário-geral da ONU, António Guterres, criticou nesta segunda-feira (11) as promessas “não cumpridas” do Talibã às mulheres e meninas afegãs, e pediu ao mundo que injete dinheiro no Afeganistão para evitar o colapso econômico do país.

“Estou especialmente preocupado ao ver que as promessas feitas às mulheres e meninas afegãs pelos talibãs não estão sendo cumpridas”, disse à imprensa.

“Faço um apelo enérgico aos talibãs para que mantenham suas promessas às mulheres e meninas e cumpram suas obrigações em virtude dos direitos humanos internacionais e do direito humanitário.”

“Não vamos abandonar” o assunto, afirmou Guterres, destacando que a questão é abordada diariamente com os talibãs, que não desfrutam de reconhecimento internacional, apesar de estarem no poder no Afeganistão desde meados de agosto.

“As promessas não cumpridas levam a sonhos desfeitos das mulheres e meninas no Afeganistão”, acrescentou, lembrando que, a partir de 2001, quando os talibãs foram derrubados do governo por uma invasão dos Estados Unidos, “o tempo médio [das afegãs] na escola passou de seis para dez anos”.

Guterres ressaltou que “80% da economia afegã é informal, com um papel preponderante das mulheres. Sem elas, não existe a possibilidade de a economia e a sociedade afegãs se recuperarem”.

Em um momento em que os bens afegãos estão sendo congelados e os auxílios ao desenvolvimento interrompidos, Guterres pediu “ao mundo que aja e injete liquidez na economia afegã”.

“Devemos encontrar formas de dar uma nova vida à economia” para que as pessoas sobrevivam, e “isso pode ser feito sem violar as leis internacionais”, acrescentou, referindo-se às sanções que pesam contra Cabul.

É possível transferir fundos internacionais ou fundos afegãos bloqueados a agências da ONU ou organizações não governamentais, que depois pagam salários aos afegãos no local, disseram funcionários do órgão multilateral.

Essa prática, com isenções bancárias autorizadas particularmente pelos Estados Unidos, já foi usada no passado, como, por exemplo, no Iêmen.

Guterres declarou que “a comunidade internacional está se movendo muito lentamente” para injetar liquidez na economia afegã e destacou que “o povo afegão não pode sofrer um castigo coletivo [pelas sanções] devido ao comportamento dos talibãs”.

A crise humanitária afeta pelo menos 18 milhões de pessoas, metade da população do país asiático.

Até agora, a ajuda humanitária internacional chegou a várias regiões do Afeganistão sem obstrução por parte dos talibãs, e inclusive com sua “cooperação” e assistência em “segurança”, afirmou Guterres.

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CIÊNCIAS: PESQUISADORES DESCOBREM PORQUE MACHOS E FÊMEAS SENTEM A TEMPERATURA DE FORMA DIFERENTE

Saiba o porquê de machos e fêmeas sentirem a temperatura de forma diferente lendo o artigo completo a seguir. Pesquisadores da Escola de Zoologia da Universidade de Tel Aviv (Israel) oferecem uma explicação nova e evolucionária para esse questionamento tão antigo. Então convido você a ler o artigo completo a seguir e entender isso!

Evolução explica por que as mulheres sentem mais frio do que os homens

Diferença está relacionada aos sistemas de detecção de calor dos dois sexos, afirmam pesquisadores israelenses

Crédito: Pixabay

Pesquisadores da Escola de Zoologia da Universidade de Tel Aviv (Israel) oferecem uma explicação nova e evolucionária para o cenário familiar em que as mulheres trazem um suéter para o trabalho enquanto os homens se sentem confortáveis ​​usando mangas curtas em um escritório com ar-condicionado. Os pesquisadores concluíram que esse fenômeno não é exclusivo dos humanos: muitos machos de espécies endotérmicas (pássaros e mamíferos) preferem uma temperatura mais fria do que as fêmeas.

“Propomos que machos e fêmeas sentem a temperatura de forma diferente”, escrevem os pesquisadores em artigo publicado na revista Global Ecology and Biogeography. “Esta é uma diferença evolutiva embutida entre os sistemas de detecção de calor dos dois sexos, que está relacionada, entre outras coisas, ao processo de reprodução e cuidado com a prole.”

O estudo foi liderado pelos doutores Eran Levin e Tali Magory Cohen, da Escola de Zoologia e do Museu Steinhardt de História Natural da Universidade de Tel Aviv, Yosef Kiat, da Universidade de Haifa, e pelo dr. Haggai Sharon, especialista em dor de Faculdade Sackler de Medicina da Universidade de Tel Aviv e do Centro Médico Sourasky de Tel Aviv (Hospital Ichilov).

Análise aprofundada

O trabalho incluiu uma análise estatística e espacial aprofundada da distribuição de dezenas de espécies de pássaros e morcegos que vivem em Israel, aliada a uma revisão abrangente da literatura de pesquisa internacional sobre o assunto. O dr. Levin, que entre outras coisas estuda a fisiologia e o comportamento dos morcegos, observou em seus estudos anteriores que, durante a época de reprodução, machos e fêmeas tendem a segregar-se, com os machos habitando áreas mais frias. Por exemplo, colônias inteiras em cavernas nas encostas do Monte Hermon são compostas apenas por machos durante a estação de reprodução, enquanto na área mais quente do Mar da Galileia há principalmente fêmeas, que dão à luz e criam seus filhotes lá. Foi esse fenômeno que despertou sua curiosidade.

Além disso, um estudo da literatura científica revela vários exemplos de um fenômeno semelhante sendo observado em muitas espécies de pássaros e mamíferos. Nas espécies de aves migratórias, os machos passam o inverno em áreas mais frias do que as fêmeas (deve-se notar que nas aves a segregação entre os sexos ocorre fora da época de reprodução, uma vez que os machos participam da criação dos filhotes). Entre muitos mamíferos, mesmo em espécies que vivem em pares ou em grupos mistos durante toda a vida, os machos preferem a sombra enquanto as fêmeas preferem a luz do sol, ou os machos ascendem aos picos das montanhas enquanto as fêmeas permanecem nos vales.

Após a revisão da literatura, os pesquisadores conduziram suas próprias pesquisas. Eles reuniram amostras de informações coletadas em Israel ao longo de quase 40 anos (1981-2018) em milhares de espécimes de 13 espécies de pássaros migratórios de 76 locais (dados da Birdlife Israel e do Museu Steinhardt de História Natural) e 18 espécies de morcegos de 53 locais (dados dos pesquisadores e da Sociedade para a Proteção da Natureza). No total, o estudo incluiu mais de 11 mil pássaros e morcegos, desde o Monte Hermon, no norte, até Eilat, no sul.

Separação clara

O raciocínio por trás da escolha de pássaros e morcegos para o estudo é o fato de que eles voam e, portanto, são altamente móveis, e os pesquisadores levantaram a hipótese de que a separação espacial entre os sexos – às vezes estendendo-se a diferentes zonas climáticas – seria particularmente clara nesses grupos. Além disso, a diversidade climática significativa de Israel permitiu que eles estudassem animais individuais da mesma espécie que vivem em condições climáticas muito diferentes.

Os resultados do estudo demonstraram claramente que os machos preferem uma temperatura mais baixa do que as fêmeas, e que essa preferência leva a uma separação entre os sexos em certos períodos durante os ciclos de reprodução, quando machos e fêmeas não precisam, e podem até interferir, uns com os outros.

“Nosso estudo mostrou que o fenômeno não é exclusivo dos humanos. Entre muitas espécies de pássaros e mamíferos, as fêmeas preferem um ambiente mais quente do que os machos e, em certos momentos, essas preferências causam segregação entre as duas espécies”, disse o dr. Levin. “À luz das descobertas e do fato de ser um fenômeno generalizado, levantamos a hipótese de que estamos lidando com uma diferença entre os mecanismos de detecção de calor das mulheres e dos homens, que se desenvolveram ao longo da evolução. Essa diferença é semelhante em sua essência às diferenças conhecidas entre as sensações de dor vivenciadas pelos dois sexos, e é impactada por diferenças nos mecanismos neurais responsáveis ​​pela sensação e também por diferenças hormonais entre homens e mulheres.”

Paz e sossego

A drª Magory Cohen observou que essa diferença tem várias explicações evolutivas. Primeiramente, a separação entre machos e fêmeas reduz a competição pelos recursos do meio ambiente e afasta os machos que podem ser agressivos e colocar em perigo os bebês. Além disso, muitas fêmeas de mamíferos devem proteger seus filhotes em um estágio em que eles ainda não são capazes de regular a temperatura corporal por conta própria, e por isso desenvolveram uma preferência por um clima relativamente quente.

Levin e Magory Cohen concluíram: “O ponto principal é que, voltando ao reino humano, podemos dizer que essa diferença na sensação térmica não surgiu para que pudéssemos discutir com nossos parceiros sobre o ar-condicionado, mas pelo contrário: visa fazer com que o casal se distancie um do outro para que cada um possa desfrutar de um pouco de paz e sossego. O fenômeno também pode estar ligado a fenômenos sociológicos observados em muitos animais e até mesmo em humanos, em um ambiente misto de mulheres e homens: as mulheres tendem a ter muito mais contato físico entre si, enquanto os homens mantêm mais distância e evitam o contato uns com os outros.”

Fonte: Revista Planeta

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SAÚDE: NATALENSE PROMOVE PROJETO QUE RECONSTRÓI ARÉOLA DO SEIO DE MULHERES QUE TIVERAM CÂNCER DE MAMA

Após perder a mãe para o câncer de mama, natalense cria projeto gratuito para pacientes da doença: “Me sinto conectada com ela”

A enfermeira e micropigmentadora estética Aline Costa, de 32 anos, perdeu a mãe para o câncer de mama em 2012. Atualmente, ela promove um projeto que reconstrói a aréola do seio

Nathallya Macedo
06/10/2021 | 10:41

A campanha Outubro Rosa alerta para a prevenção e tratamento do câncer de mama em todo o Brasil. No Rio Grande do Norte, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 1.130 novos casos da doença em 2021, sendo mais de 50% diagnosticados já em estágio avançado. É por isso que o autoexame e consultas com especialistas são extremamente indicados para o público feminino.

Há 21 anos, a mãe da natalense Aline Costa, de 32 anos, foi diagnosticada com a doença. Ela perdeu a mama e ficou em tratamento por mais de uma década, falecendo em 2012. Foi a partir dessa vivência que a jovem resolveu estudar e se especializar na área da saúde. Em 2010, formou-se enfermeira oncológica e. atualmente, trabalha como micropigmentadora estética.

“A dor da perda da minha mãe nunca vai acabar, só sabe quem passa. E da forma como aconteceu, foi trágico, porque vi minha mãe sofrendo muito”, relembrou Aline. Com força e vontade de ajudar outras mulheres que passaram pela mesma situação, a natalense criou o projeto “Reviver Mulher” para redesenhar, através de tatuagem, a aréola das pacientes que passaram pela reconstrução mamária após o câncer.

Aline fez um curso e começou a trabalhar com a micropigmentação. O foco sempre foi oferecer a reconstrução areolar de forma gratuita, ajudando a devolver a autoestima das mulheres. Em 2018, atendeu a primeira paciente. Até agora, cerca de 50 mulheres passaram pela clínica de Aline.

“Minha mãe me incentivou a seguir essa carreira de enfermagem, mas não deu tempo de cuidar dela. Com o projeto, me me sinto conectada com ela. Me sinto viva”, contou. “Lembro do caso de uma mulher que foi fazer a micropigmentação areolar comigo. A filha dela a acompanhou, mas seria uma surpresa para o marido dela porque ele estava viajando.  Mas quando ela chegou em casa, não aguentou e tirou a blusa, fez uma chamada de vídeo com o marido e começou a chorar. Ela me disse que todo mundo chorava: ela, a filha e o marido”.

A natalense acredita que o autoexame é essencial para manter a saúde. Ela sempre reforça a campanha e o projeto durante o mês de outubro. Para participar do “Reviver Mulher”, basta entrar em contato com Aline Costa através do perfil oficial do Instagram .

Fonte: Agora RN

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CANDIDATOS MASCULINOS VENCERAM TODAS AS CADEIRAS NAS ELEIÇÕES NO QATAR APESAR DE 28 MULHERES TEREM SE CANDIDATADO

Qatar: Eleições inéditas terminam sem nenhuma mulher eleita

Eleitores escolheram 30 dos 45 membros da assembleia consultiva; emir Tamim ben Hamad al Thani designará os restantes

INTERNACIONAL

por AFP

Mulheres representavam cerca de 10% das pessoas que se candidataram às eleições

AFP – 2/10/2021

Os eleitores do Qatar compareceram às urnas neste sábado (2) para definir a maioria dos integrantes do órgão legislativo. De acordo com os resultados iniciais, nenhuma mulher foi eleita. A votação é inédita no país, onde os partidos políticos são proibidos, e não vai alterar o equilíbrio de poder no rico emirado governado pela família Al Thani.

Os eleitores foram convocados para determinar 30 dos 45 membros da Majlis al Shura, uma assembleia consultiva de pouco poder. Os demais serão designados pelo emir Tamim ben Hamad al Thani, que até agora escolhia todos os integrantes.

Candidatos do sexo masculino venceram todas as cadeiras, segundo resultados preliminares divulgados pela mídia local, apesar de 28 mulheres terem concorrido.

Esse resultado abre a possibilidade de o emir usar suas 15 nomeações diretas para corrigir o desequilíbrio. Não se sabe quando as indicações serão anunciadas ou quando o conselho se reunirá.

A participação popular foi de cerca de 44,3% nos 29 distritos eleitorais com mais de um candidato, segundo a televisão pública.

Uma contagem preliminar divulgada na tarde de sábado na televisão pública indicou que um terço dos candidatos aprovados havia desistido da disputa, e a agência estatal de notícias Qatar News informou mais tarde que havia 233 candidatos.

“Quando os candidatos perceberam que não tinham chance de ganhar um assento, decidiram endossar outros candidatos”, explicou Andreas Krieg, professor do King’s College de Londres.

O conselho terá novas faculdades, como propor leis, aprovar o orçamento ou revogar ministros, mas o todo-poderoso emir continuará com o direito de veto. No Golfo Pérsico, apenas o pequeno reino do Kuwait tem um Parlamento eleito por seus cidadãos.

A votação, prevista pela Constituição de 2004, mas adiada em várias ocasiões, acontece em um momento de grande exposição para o país.

Qatar receberá no próximo ano a Copa do Mundo de futebol, e as autoridades acreditam que organizar as eleições “provocará uma atenção positiva” para o país, afirmou Luciano Zaccara, especialista na região do Golfo e professor na Universidade do Catar.

“É uma forma de mostrar que o país está no bom caminho, que deseja mais participação política”, completou. Na prática, no entanto, os analistas não esperam grandes mudanças após as eleições no maior produtor e exportador mundial de gás natural liquefeito.

Votação com limites

Cartazes dos candidatos foram espalhados pelas cidades do país. Organizaram-se alguns comícios e anúncios eleitorais foram exibidos na televisão. Mas a política externa e o status da monarquia continuam sendo temas tabu.

Outras limitações também foram registradas. Os 284 candidatos originais, incluindo apenas 28 mulheres, precisaram da aprovação do poderoso Ministério do Interior, seguindo critérios como idade, caráter ou histórico judicial.

Os candidatos também foram obrigados a informar o ministério com antecedência sobre suas ações de campanha e o nome das pessoas que discursariam nos eventos.

“É um dia histórico […] me sinto feliz. Espero que o próximo conselho esteja à altura do momento que o Qatar e o mundo vivem”, declarou à AFP Ali Abdullah al-Julaifi, eleitor de 44 anos.

Outra questão importante é que a maioria dos 2,5 milhões de habitantes do emirado são estrangeiros e não podem votar. E, entre os 330.000 cidadãos qataris, apenas os descendentes daqueles que já eram cidadãos em 1930 foram autorizados a votar e apresentar candidaturas.

Não é a primeira ocasião em que os qataris participam de um processo eleitoral, uma vez que já votaram em reformas constitucionais ou eleições locais.

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SAÚDE: MULHERES RESPONSÁVEIS PELA GESTÃO DE EQUIPES APRESENTAM NÍVEIS ELEVADOS DE ESGOTAMENTO

Mais mulheres estão sofrendo com burnout no trabalho, e isso é um problema

Relatório aponta que mulheres responsáveis ​​pela gestão de equipes apresentam níveis ainda mais elevados de esgotamento

Kathryn Vasel

do CNN Brasil Business*

Pesquisa aponta que mulheres estão mais esgotadas no mercado de trabalhoPesquisa aponta que mulheres estão mais esgotadas no mercado de trabalho Karolina Grabowska no Pexels

Mesmo em face de uma pandemia global, as mulheres continuaram a progredir no mundo corporativo nos Estados Unidos no ano passado. Mas também estão sofrendo mais com o burnout.

Um novo relatório da McKinsey & Company em parceria com a LeanIn.org apontou que a representatividade das mulheres melhorou na maior parte do fluxo corporativo em 2020. O relatório anual pesquisou mais de 65.000 funcionários de 423 organizações** que optaram por participar.

Embora os ganhos sejam uma boa notícia, as mulheres ainda estão sub-representadas nos cargos de liderança. O problema é ainda maior entre as mulheres negras.

“À medida que as empresas continuam a gerenciar os desafios da pandemia e procuram construir um local de trabalho mais igualitário para o futuro, elas precisam se concentrar em duas prioridades principais. Primeiro a de promover todos os aspectos da diversidade e inclusão. Depois, de lidar com o desgaste crescente que todos os funcionários – mas principalmente as mulheres – estão experimentando “, disse o relatório.

Nos últimos cinco anos, a representação feminina em cargos de liderança, incluindo gerente, vice-presidente e vice-presidente sênior, aumentou, mas as mulheres ainda estão sub-representadas em todos os níveis de gestão.

No início de 2021, 41% dos cargos de chefia eram ocupados por mulheres, ante 37% no início de 2016. Mas as mulheres negras representavam apenas 12% dos gerentes neste ano.

No nível de vice-presidente sênior, 27% são de mulheres em 2021, ante 24% em 2016. No entanto, as mulheres negras ocuparam apenas 5% dessas funções este ano.

“Os ganhos na representação das mulheres em geral não se traduziram em ganhos para as mulheres negras”, disse o relatório. As mulheres negras continuam perdendo terreno a cada etapa do processo, disse Rachel Thomas, cofundadora e CEO da LeanIn.Org. “Elas perdem mais terreno do que as mulheres brancas e perdem mais terreno do que os homens negros”, disse ela.

“E quando você chegar aos níveis de diretoria, nenhum de nós deve estar comemorando a aparência dos chamados C-levels: apenas um em cada quatro executivos desse grupo é uma mulher e apenas um em 25 é uma mulher negra.”

Mulheres negras também enfrentam taxas mais altas de microagressões no local de trabalho que podem prejudicar o crescimento de suas carreiras e levar ao esgotamento, descobriu o relatório.

Burnout é uma ameaça real

A pandemia ampliou o esgotamento dos funcionários em todas as áreas, mas tem sido especialmente ruim entre as mulheres, que estão cada vez mais considerando reduzir o número de funcionários.

Das mulheres entrevistadas, 42% disseram que frequentemente ou quase sempre se sentiram esgotadas este ano, em comparação com 35% dos homens. No ano passado, 32% das mulheres relataram se sentir assim, em comparação com 28% dos homens.

Ainda mais preocupante é que uma em cada três mulheres já pensou em deixar o mercado de trabalho ou mudar de carreira, de acordo com o relatório. Isso representa um em cada quatro durante os primeiros meses da pandemia.

As mulheres responsáveis ​​pela gestão de equipes apresentam níveis ainda mais elevados de esgotamento, com mais de 50% das gerentes entrevistadas relatando que costumavam ficar ou quase sempre estavam esgotadas.

O problema começa cedo

É difícil avançar degraus na escada corporativa quando você nem consegue chegar até ela. Para cada 100 homens promovidos a cargos de chefia, apenas 86 mulheres são promovidas, de acordo com o relatório.

“O degrau quebrado provavelmente explica porque a representação das mulheres nos níveis de gerente sênior, diretor e vice-presidente melhorou mais lentamente do que o fluxo geral”, disse o relatório.

Sem solução rápida

As empresas podem fazer mais quando se trata de melhorar a diversidade, incluindo a revisão das práticas de contratação, promoção e avaliação de desempenho para garantir justiça, responsabilização dos líderes da empresa e acompanhamento mais completo da representação.

O relatório descobriu que, embora muitas empresas promovam a diversidade como importante, apenas cerca de dois terços responsabilizam os líderes seniores pelo progresso nas metas de diversidade e menos de um terço responsabilizam os gerentes.

“Em alguns casos, as empresas estão oferecendo penalidades financeiras por não fazerem progresso, bem como incentivos financeiros para fazer progresso. Algumas estão compartilhando os resultados publicamente fora da organização, então tudo isso ajuda a demonstrar que é importante e responsabiliza os indivíduos”, disse Ishanaa Rambachan, sócia da McKinsey & Company.

Fonte: CNN

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DURANTE A PANDEMIA RENDA DO BRASILEIRO CAI 9,4%, SEGUNDO FGV

Renda do brasileiro cai 9,4% durante a pandemia, diz FGV

Metade da população mais pobre, mulheres com filhos, nordestinos e idosos foram os grupos que mais sentiram os impactos da queda de renda média no país

Iuri Corsinida

CNNno Rio de Janeiro 
Atualizado 07/09/2021 às 09:47

Mulheres estão entre as que mais sentiram o impacto da queda da renda média, aponta FGVMulheres estão entre as que mais sentiram o impacto da queda da renda média, aponta FGV Foto: Reprodução / CNNIuri Corsinida CNN

Mesmo com o Poduto Interno Bruto (PIB) voltando aos patamares pré-pandemia, apesar de ainda ter apresentado retração na última divulgação, o mercado de trabalho do país segue em níveis alarmantes, piores do que os atingidos antes do início da pandemia do novo coronavírus.

Isso porque, segundo o economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Social, a renda média do brasileiro, incluindo informais e desempregados, atualmente está 9,4% abaixo do nível do final de 2019.

O número é ainda mais sentido entre a metade mais pobre da população, cuja perda de renda é de 21,5%.

Ainda de acordo com Marcelo Neri, a causa da queda de renda da metade mais pobre da população se deu em decorrência do aumento do desemprego, cujo efeito impactou em uma queda de renda de 11,5%.

Além disso, muitas pessoas na base da distribuição de renda se retiraram do mercado sem perspectiva de encontrar trabalho na pandemia, que os economistas chamam de efeito desalento – e que teve queda de renda 8,2 pontos de porcentagem.

“A redução de renda dos ocupados fruto da aceleração da inflação e do próprio desemprego e a redução da jornada de trabalho completam a queda de renda dos pobres entre o último trimestre de 2019 até o segundo trimestre de 2021 como aproximação dos efeitos totais da pandemia”, explica o economista.

Quem perdeu mais

Além da metade mais pobre da população, foram os idosos os que sentiram os maiores impactos no orçamento, com recuo de 14,2% na renda média. Segundo a FGV, isso se explica pois os idoso perderam espaço por terem que se retirar do mercado de trabalho em função da maior fragilidade em relação à Covid-19.

Depois aparecem os nordestinos, que tiveram 11,4% de perda de renda em relação ao final de 2019. A nível de exemplo, essa perda na região Sul foi de 8,4%.

Em seguida aparecem as mulheres que precisaram ficar com seus filhos em casa, que tiveram redução na renda de 10,35%, contra 8,4% entre os homens. Todos esses grupos citados tiveram quedas superiores às da média (-9,4%).

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CORTINAS SEPARAM HOMENS E MULHERES EM UNIVERSIDADES NO AFEGANISTÃO

Afeganistão: cortinas separam alunos e alunas em universidades

Atitudes relacionadas aos direitos das mulheres afegãs serão observadas atentamente por autoridades estrangeiras

INTERNACIONAL

 por Reuters – Internacional

Cortinas separam homens e mulheres em universidades afegãs

REUTERS

Universitários de todo o Afeganistão começaram a voltar às salas de aula depois de o Talibã tomar o poder, e em alguns casos as alunas são separadas dos colegas homens por cortinas ou tábuas no meio da sala.

O que acontece em universidades e escolas de todo o país será observado atentamente por potências estrangeiras que buscam sinas de como serão os direitos das mulheres agora que o movimento militante islâmico voltou ao poder.

Alguns países ocidentais dizem que a ajuda financeira vital e o reconhecimento do Talibã dependeriam de como este administra o Afeganistão, o que inclui seu tratamento de meninas e mulheres.

Quando governou o país pela primeira vez, entre 1996 e 2001, o grupo baniu meninas e mulheres das universidades e dos postos de trabalho.

Apesar das garantias das últimas semanas de que os direitos das mulheres serão honrados de acordo a lei islâmica, não está claro o que isto significará na prática.

Professores e estudantes de universidades de Cabul, Kandahar e Herat, as maiores cidades afegãs, disseram à Reuters que as alunas estão sendo segregadas nas salas, ensinadas separadamente ou restritas a certas partes dos campi.

“Armar cortinas não é aceitável”, disse Anjila, uma estudante de 21 anos da Universidade de Cabul que encontrou a sala dividida ao voltar, em entrevista à Reuters por telefone. “Me senti horrível quando entrei na sala… estamos voltando a 20 anos atrás gradualmente”.

Mesmo antes de o Talibã dominar o país, Anjila disse que as alunas se sentavam separadas dos alunos, mas que as salas não eram divididas fisicamente. Na semana passada, o Talibã disse que o ensino seria retomado, mas que homens e mulheres deveriam ser separados.

Um porta-voz do Talibã não comentou uma foto da sala segregada, nem quais medidas deverão ser adotadas nas universidades.

Mas uma autoridade de alto escalão do Talibã disse à Reuters que tais divisórias são “completamente aceitáveis” e que o Afeganistão tem “recursos e mão de obra limitados, então, por ora, é melhor ter o mesmo professor ensinando os dois lados de uma sala”.

Fotos compartilhadas pela Universidade Avicenna, de Cabul, que circularam amplamente pelas redes sociais mostram uma cortina cinza dividindo o centro da sala e alunas usando túnicas longas e coberturas na cabeça, mas com os rostos visíveis.

Não ficou claro de imediato se as divisórias das salas são resultado de uma diretiva do Talibã.

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SECRETARIAS DE NATAL PASSARAM ATUAR JUNTAS NO DIRECIONAMENTO E CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL DE MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Natal oferece capacitação profissional às mulheres protegidas pela Patrulha Maria da Penha

Redação / Portal da Tropical

 Atualizado em:

Foto: Semdes

As secretarias municipais de Segurança Pública e Defesa Social (Semdes) e a de Trabalho e Assistência Social (Semtas) passaram a juntas atuar no direcionamento e na capacitação profissional das mulheres sofridas pela violência doméstica que são protegidos pela Patrulha Maria da Penha, operada pela Guarda Municipal de Natal (GMN).

O trabalho conjunto passa a possibilitar às mulheres cursos de qualificação profissional com o objetivo de inserir essas pessoas no mercado de trabalho, concedendo a oportunidade da independência financeira e a construção de uma nova vida, já que um dos pontos da passividade da vítima em não denunciar a violência se encontra inserido na dependência financeira que ela tem do agressor.

Entre os cursos ofertados, conforme as escolhas foram pelos cursos de Libras, Camareira, Inglês, Espanhol e Repositor a de Mercadorias. Os cursos duração de 60 horas. Essa parceria que se iniciou recente se estenderá para outros serviços e benefícios deertados pela Semtas.

“Essa é uma iniciativa que vem reforçar ainda mais a rede de apoio às mulheres vítimas de violência em Natal. O secretário Adjuto Dias foi sensível a causa e de imediato integramos a Semdes e a Semtas nessa parceria que tem como meta maior qualificação com vistas a emprego e renda para mulheres provocadas de violência doméstica ou familiar ”, comentou a secretária da Semdes, Sheila Freitas.

As primeiras mulheres que aceitaram participar do projeto de capacitação profissional tiveram suas inscrições efetivadas na manhã desta sexta-feira (27). O sistema de inclusão segue um processo onde a Coordenação da Patrulha Maria da Penha identifica como mulheres que desejam ter uma capacitação voltada para geração de emprego e renda, e essas pessoas ao setor responsável pela Semtas, que vai receber e inscrever no curso desejado .

A coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Michely Oliveira, esteve com a equipe da Semtas e todo o processo de acolhimento, inclusão e capacitação foi discutido para iniciar a formação profissional das primeiras mulheres protegidas pela Patrulha de Natal. “São mulheres que não tem emprego. e fornecem trabalhar, porém não possuem qualificação para se inserir no mercado de trabalho. Agora trazemos a oportunidade da mulher ser capacitada para trabalhar e ter uma vida com dignidade “, concluiu uma coordenadora.

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SECRETÁRIO GERAL DA ONU COBRA QUE OS TALIBÃS GARANTAM AS LEIS INTERNACIONAIS E O DIREITO À LIBERDADE

Secretário geral da ONU alerta sobre direitos das mulheres afegãs

Antonio Guterres cobrou que os talibãs e os demais envolvidos no conflito garantam as leis internacionais e o direito à liberdade

INTERNACIONAL 

por Agência EFE

Secretário geral da ONU, Antonio Guterres

MAXIM SHEMETOV/REUTERS – 12.5.2021

O secretário geral da ONU, Antonio Guterres, lançou um alerta neste domingo (15) sobre os direitos das mulheres e das crianças no Afeganistão, em meio a tensão provocada com a tomada de parte do território pelos talibãs.

“O secretário geral está acompanhando com profunda preocupação a volátil situação no Afeganistão”, indica comunicado emitido hoje pela ONU à imprensa.

“O conflito está forçando centenas de milhares de pessoas a deixar suas casas. Segue havendo informação de abusos e violações de direitos humanos sérios nas comunidades afetadas pelos confrontos”, completa Guterres.

A nota aponta que o diplomata português está “especialmente preocupado” pelo futuro de mulheres e crianças afegãs, cujos “direitos obtidos com esforço, devem ser mantidos”.

Além disso, o secretário geral da ONU cobrou que os talibãs e os demais envolvidos no conflito garantam o cumprimento das leis internacionais e o direito à liberdade de todas as pessoas.

Guterres ainda exigiu que as agências de ajuda humanitária tenham “acesso sem restrições” aos necessitados.

Mais cedo, o presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, fugiu do país, o que resultou na tomada de Cabul pelos talibãs e acelerou a retirada das delegações diplomáticas estrangeiras que já estava em curso

Fonte: R7

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SAIBA QUAIS AS MUDANÇAS DA PEC DA REFORMA ELEITORAL APROVADA PELA CÂMARA

PEC da Reforma Eleitoral: entenda as mudanças aprovadas até o momento

Além da volta das coligações partidárias, texto altera contagem de votos para mulheres e negros na Câmara, acesso ao fundo partidário e propaganda eleitoral

Lucas Rocha, da CNN, em São Paulo

12 de agosto de 2021 às 18:48

Câmara dos DeputadosFoto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (11) o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Eleitoral. Nesta quinta-feira (12), foram votados os destaques – pedidos feitos por deputados ou líderes de partido para votação, de forma separada, de emenda ou parte do texto.

O Plenário aprovou os dois destaques da PEC nesta quinta-feira. As decisões incluem a manutenção do segundo turno nas eleições majoritárias no país e a manutenção do caráter nacional dos partidos.

Na quarta-feira, a Câmara já havia aprovado a volta das coligações partidárias para as eleições proporcionais para deputados federais, estaduais e vereadores.

texto-base aprovado inclui, ainda, mudanças na contagem de votos para mulheres e negros na Câmara, regras para o acesso ao fundo partidário e à propaganda eleitoral, a perda do mandato para deputados e vereadores que se desfiliarem da legenda, entre outras alterações.

A votação em segundo turno da PEC da Reforma Eleitoral foi adiada para a próxima terça-feira (17). Caso seja aprovada novamente por 3/5 da Câmara, a proposta ainda tem que passar duas vezes no Senado Federal, também com aprovação de 3/5 dos senadores. Se não houver nenhuma alteração na segunda casa legislativa, o texto segue para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro.

Votos em mulheres e negros

O plenário decidiu por 352 votos a 97 pela manutenção do texto que prevê a contagem em dobro dos votos dados a candidatas e a negros para a Câmara, nas eleições de 2022 a 2030.

O dispositivo tem como objetivo a distribuição entre os partidos políticos dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral. Segundo o texto aprovado, a contagem em dobro será aplicada apenas uma vez.

Acesso ao Fundo partidário e à propaganda eleitoral

A mudança aprovada pela PEC na Emenda Constitucional 97, de 2017, que trata da cláusula de desempenho, prevê o acesso ao Fundo Partidário e à propaganda no rádio e na televisão aos partidos que tenham ao menos cinco senadores, de forma alternativa aos deputados exigidos para as eleições de 2022 e 2026, de 11 e 13 deputados federais, respectivamente.

Entre os cinco senadores, entram, além dos eleitos, aqueles que o partido já tem no Senado e cuja vaga não esteja em disputa. A mesma regra valerá para as eleições de 2030 em diante, ao término da transição da cláusula de desempenho.

Fidelidade partidária

O texto aprovado prevê a perda do mandato dos deputados (federais, estaduais ou distritais) e dos vereadores que se desfiliarem da legenda. As exceções incluem acordos com os partidos e hipóteses de justa causa estipuladas em lei.

No entanto, a mudança de partido não será contada para fins de distribuição de recursos do Fundo Partidário, do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e de acesso gratuito ao rádio e à televisão.

São consideradas como justa causa pela Lei 9.096/95 o desligamento feito por mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; grave discriminação política pessoal; e durante o período de 30 dias que antecede o prazo de filiação exigido em lei para concorrer à eleição (seis meses antes do pleito).

A terceira alteração permite às fundações partidárias de estudo e pesquisa, doutrinação e educação política desenvolverem atividades amplas de ensino e formação.

Regulamentos eleitorais

O Plenário também aprovou a regra da anterioridade, segundo a qual a lei que mudar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, mas não será aplicada à eleição seguinte se ela acontecer em menos de um ano da vigência da lei.

O significa que para as regras aprovadas serem aplicadas nas eleições de 2022, a matéria precisa passar pela sanção presidencial até o mês de outubro.

A decisão também determina a aplicação dessa regra para as decisões interpretativas ou administrativas do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Regras transitórias

No texto-base, a incorporação de partidos prevê que as sanções eventualmente recebidas pelos órgãos partidários regionais e municipais da legenda incorporada, inclusive as decorrentes de prestações de contas e de responsabilização de seus antigos dirigentes, não serão aplicadas ao partido incorporador nem aos seus novos dirigentes, exceto aos que já integravam o partido incorporado.

Em relação às anotações que devem ser enviadas ao TSE sobre mudanças no estatuto do partido, o texto determina que serão objeto de análise apenas os dispositivos alterados.

Outras mudanças

O texto prevê alterações dos critérios para a apresentação de projetos de iniciativa popular, da sociedade civil, por meio de apoio com a coleta de assinaturas. A regra atual da Constituição requer para a apresentação desse tipo de projeto no mínimo 1% do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco estados, e em cada um deles deve haver um mínimo de 0,3% de eleitores que subscrevem o projeto.

Com a PEC, a iniciativa passa a depender apenas do apoio de 100 mil eleitores, independentemente da distribuição pelos estados, e podendo ser de forma eletrônica. Também serão autorizadas consultas populares sobre questões locais, a serem realizadas juntamente com o pleito.

De acordo com o texto aprovado, as datas das eleições serão adiadas para a semana seguinte em domingos próximos a feriados. Se o domingo das eleições, de primeiro ou segundo turno, coincidir com a proximidade de um feriado nacional entre quinta-feira e terça-feira, as eleições serão realizadas no primeiro domingo seguinte. A regra valerá para as eleições de prefeitos, governadores e presidente da República.

O texto-base da PEC muda, ainda, a data de posse do presidente da República e de governadores de 1º de janeiro para 5 e 6 do mesmo mês, respectivamente. No entanto, as novas datas valem apenas para as posses dos eleitos nas eleições gerais de 2026.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias

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FUNCIONÁRIOS DE MERCADOS E FARMÁCIAS ESTÃO SENDO TREINADOS PARA RECEBEREM DENÚNCIAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Mulheres podem fazer denúncias de violência em farmácias e mercados

Funcionários desses estabelecimentos são treinados para entender os sinais

Anne Barbosa Da CNN, em São Paulo

07 de agosto de 2021 às 22:49

Mulheres podem fazer denúncias de violência em farmácias e mercados

A violência contra a mulher cresceu desde o início da pandemia, mas esse movimento não aparece por inteiro nos números oficiais. Embora os telefonemas para o 190 tenham aumentado 16,3%, quem liga para um serviço de ajuda não necessariamente registra o caso oficialmente, por conta do isolamento social e do medo — o que fez com que o número de registros de mulheres que sofreram violência doméstica caísse 7,4% no ano passado em relação a 2019.

Para ajudar as que sofrem em silêncio, atendentes de estabelecimentos como farmácias, mercados ou até hotéis estão sendo treinados para acionar imediatamente a Polícia Militar para socorrer as vítimas, assim que perceberem um sinal. Como nunca fecharam durante a pandemia, as farmácias se tornaram os principais locais para essas denúncias.

“A vítima coloca no papel nome, telefone e endereço. Automaticamente, os funcionários fazem o acolhimento reservado na área interna para essa vítima e, depois, a gente aciona o 190”, explica a gerente da unidade Drogasil visitada pela CNN, Elizabeth Madalena Santos Oliveira.

“Todas aceitaram de pronto, então as 8.500 lojas foram treinadas. Todos os farmacêuticos, atendentes, para usar o protocolo. A gente teve situações de chegar mulher descalça, sem chinelo, com um shortinho e blusa simples. Ou seja, fugiu de casa num momento de descuido do agressor”, diz Sérgio Mena Barreto, CEO da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

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VEREADORA JÚLIA ARRUDA É NOMEADA PARA ASSUMIR A SECRETARIA ESTADUAL DAS MULHERES

Júlia Arruda assume Secretaria Estadual das Mulheres

06 jul 2021

Fátima Bezerra anuncia Júlia Arruda na Secretaria das Mulheres, Juventude, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos

O Diário Oficial do Estado publica nesta terça-feira (06) a nomeação da vereadora Júlia Arruda para comandar a Secretaria das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (Semjidh). O anúncio foi feito no final do expediente de hoje (05) pela governadora Fátima Bezerra, que enalteceu o trabalho realizado pela secretária Eveline Guerra em defesa das pautas da diversidade.

Júlia Arruda é publicitária e vereadora de Natal pelo PCdoB. No desempenho do seu quarto mandato como vereadora de Natal, se destaca pelo fato de ter sido a primeira mulher reeleita para a Câmara Municipal e também primeira a presidir – embora temporariamente – a Casa Legislativa da capital potiguar. Tem destacada atuação na defesa dos direitos das mulheres, das pessoas com deficiência, da criança e do adolescente.

Ela assume esse novo desafio com o compromisso de avançar nas políticas públicas afirmativas de inclusão, proteção e igualdade. “Estamos vindo para somar, contribuir para o fortalecimento dessas políticas públicas. Agradecemos o convite da governadora, do vice-governador e louvamos as iniciativas e trajetória da secretária Eveline, por tudo o que ela representa. Esperamos dar uma nova dinâmica à secretaria e fortalecer as políticas públicas. Vem aí o Agosto Lilás, o Dia de Combate ao Feminicídio”, enfatizou Júlia Arruda, lembrando que a pandemia potencializou muitas violações dos direitos das mulheres, das pessoas com deficiência, das crianças e adolescentes. “Tudo isso a gente só vai poder enfrentar com a adoção de políticas públicas. E é esse o intuito de minha presença na secretaria.”

“Temos a certeza do dever cumprido em defesa da sociedade, da população mais vulnerável. As mulheres, a juventude, os direitos humanos ganham com esse novo projeto, tendo à frente a vereadora Júlia Arruda. Estamos muito felizes porque na Câmara Municipal assume um jovem que tem um papel importante nesse momento político que estamos atravessando”, comentou Eveline.

Com a ida de Júlia para a Semjidh, assume o suplente Pedro Gorki, uma liderança jovem do movimento estudantil, que ganhou projeção nacional ao ser eleito no final de 2017, aos 16 anos de idade, presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), maior organização estudantil do país ao lado da UNE.

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MULHERES LIDERAM 9 MINISTÉRIOS NO NOVO GOVERNO ISRAELENSE

Israel: novo governo tem nove mulheres à frente de ministérios

Coalizão liderada por Naftali Bennet tem presença feminina recorde em pastas como Economia, Educação e Energia

INTERNACIONAL

João Melo, Do R7*

Mulheres lideram 9 ministérios do novo governo israelense

EMMANUEL DUNAND / AFP

Israel iniciou um novo ciclo político no último domingo (13) após 12 anos de Benjamin Netanyahu como primeiro-ministro do país. O cargo de chefe de executivo israelense passou a ser de Naftali Bennet pelos próximos dois anos, que vai liderar um governo de coalizão composto por oito partidos diferentes, entre esquerda, direita, centro e um partido árabe.

O novo governo israelense é composto por 27 ministérios e tem nove mulheres liderando importantes pastas. A presença feminina recorde é vista como um grande avanço na política local. Isso porque, historicamente, as mulheres são sub-representadas em cargos políticos no país.

O gabinete liderado por Benjamin Netanyahu, que tomou posse em maio de 2020, tinha oito mulheres. Entre elas, Pnina Tamano-Shata, Orit Farkash-Hacohen e Merav Cohen, que também possuem cargos na nova coalizão.

Um relatório divulgado pelo Centro de Pesquisa e Informação do Parlamento Israelense no Dia Internacional da Mulher de 2020 revelou que, entre os 189 membros da União Interparlamentar, Israel está apenas na 83ª posição no que diz respeito à representatividade feminina na legislatura.

O relatório apontou também que, entre os 36 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), Israel ocupa o 27° lugar em relação à representação de mulheres na política.

Lista das mulheres no novo governo de Israel:

Yifat Shasha-Biton (Tikva Hadasha) – Educação

Merav Cohen (Yesh Atid) – Igualdade Social,

Orna Barbivai (Yesh Atid) – Economia

Pnina Tamano-Shata (Kahol Lavan) – Imigração e Integração

Ayalet Shaked (Yamina) – Interior

Tamar Zandberg (Meretz) – Meio Ambiente

Orit Farkash-Hacohen (Kahol Lavan) – Tecnologia e Ciência

Karin Elharar (Yesh Atid) – Energia

Merav Michaeli (Partido Trabalhista) – Transporte

Fonte:R7
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SEGUNDO IBGE, 73% DOS 69 MIL POTIGUARES MAIORES DE 18 ANOS QUE JÁ SOFRERAM VIOLÊNCIA SEXUAL SÃO MULHERES

Por G1 RN

 

Maioria dos registros de violência aconteceu contra mulheres — Foto: PixabayMaioria dos registros de violência aconteceu contra mulheres — Foto: Pixabay

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE apontou que 169 mil pessoas maiores de 18 anos que moram no Rio Grande do Norte atualmente já sofreram algum tipo de violência sexual durante a vida. O número representa 6,4% da população potiguar nesse grupo de idade.

O relatório com o dado consta no volume 5 da PNS de 2019, que foi publicada pelo IBGE na sexta-feira (7).

Desse total de 169 mil pessoas que já tiveram alguma violência sexual, 124 mil são mulheres, que representa 73% do total – quase três vezes o número de homens44 mil.

A pesquisa considera violência sexual quando uma pessoa for “tocada, manipulada, beijada ou teve parte do corpo expostas contra a vontade, foi ameaçada ou forçada a ter relações sexuais ou quaisquer atos sexuais contra a vontade”.

Faixa etária da pessoas que já sofreram violência sexual
Rio Grande do Norte
Total de pessoas27.00027.00062.00062.00057.00057.00022.00022.00018 a 29 anos30 a 39 anos40 a 59 anos60 anos ou mais020k40k60k80k
Fonte: IBGE

No Nordeste, o número estimado de mulheres que sofreram violência sexual é de 1,8 milhão, também três vezes maior que o de homens (612 mil).

No Brasil, essa diferença é ainda maior: de quatro vezes. Em todo o Brasil, 7,4 milhões de mulheres relataram ter sofrido esse tipo de violência, enquanto o número de homens foi de 1,8 milhão.

Violência física e psicológica

Além da violência sexual, a PNS também retratou que no Rio Grande do Norte 478 mil pessoas maiores de 18 anos já sofreram ou violência física ou psicológica no período de 12 meses anterior à pesquisa, que foi realizada em 2019. Isso equivale a 18,3% da população do estado nessa faixa de idade.

Desse total, 15,2% das pessoas deixaram de realizar suas atividades habituais em razão da violência que sofreram, aponta o IBGE. Ou seja, 73 mil potiguares.

A maioria dessas agressões foram psicológicas: 453 mil pessoas.

Isso significa que elas foram: ofendidas, humilhadas ou ridicularizadas na frente de outras pessoas; foram alvo de grito ou xingamento; sofreram ameaças, ofensas, xingamento ou tiveram suas imagens expostas sem seu consentimento por meio de mídias sociais; receberam ameaça verbal de feri-la ou alguém importante para esta pessoa a recebeu; ou teve algo destruído de propósito por outra pessoa.

Considerando apenas a violência física, foram 101 mil potiguares que relataram ter passado por uma situação desse tipo – 3,9% da população nessa faixa de idade.

Fonte: G1 RN
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DOCUMENTÁRIO MOSTRA A HISTÓRIA DE TRÊS ENFERMEIRAS ARGENTINAS QUE PARTICIPARAM DA GUERRA DAS MALVINAS

A história oculta das enfermeiras argentinas na Guerra das Malvinas

Documentário conta a participação de três mulheres da Força Aérea no conflito contra o Reino Unido em 1982

INTERNACIONAL

 Da EFE

Guerra das Malvinas

EFE/ EN EL CAMINO PRODUCCIONES

A história da Guerra das Malvinas é geralmente ilustrada na Argentina com jovens soldados homens que viveram horrores em um território frio e foram derrotados pelo Reino Unido, mas, 39 anos depois, um documentário mostra um lado pouco conhecido: o de três enfermeiras que participaram da guerra.

“Estavam condenadas ao esquecimento, provavelmente porque eram mulheres, mas também porque eram enfermeiras, porque testemunharam o pior da guerra (…). O que elas tinham que contar era algo que não se queria contar”, disse à Agência Efe o diretor do documentário “Nosotras también estuvimos” (“Nós também estivemos”, em tradução livre), o argentino Federico Strifezzo.

Ele aponta o fato de que a ditadura argentina (1976-1983) tentou silenciar a realidade da guerra de 1982 pela disputa das ilhas Malvinas (ou Falklands, como são chamadas pelo Reino Unido), de modo que o silêncio forçado de um total de 14 enfermeiras que participaram encobriu as feridas dos combatentes, dos jovens soldados desnutridos, dos corpos congelados e dos maus tratos.

“Nosotras tambien estuvimos” se concentra em três dessas enfermeiras, da Força Aérea Argentina, que permaneceram na cidade de Comodoro Rivadavia, no sul da Argentina, e que esperaram lá pela chegada dos feridos nos combates nas ilhas.

No filme, Alicia Reynoso, Stella Morales e Ana Masitto retornam juntas pela primeira vez aos lugares onde ficavam seus acampamentos e que hoje são campos ou cavernas vazios.

Elas falam, choram e largam um fardo muito pesado, à sombra dos veteranos comumente reconhecidos pela sociedade.

“Elas ficaram em silêncio por 30 e poucos anos. Uma delas, Ana, disse que passou mais de dez anos sem dizer a seu marido (…) que esteve na Guerra das Malvinas. Alicia não permitiu que seus filhos ligassem a TV no dia 2 de abril. Era uma história que estava realmente enterrada em seus corações”, contou Strifezzo.

Diretor as encontrou a partir de foto

O diretor soube da história delas por meio de uma foto das três durante a guerra, algo que despertou sua curiosidade. Então ele viu capas de revistas da época em que foram entrevistadas durante a guerra, e uma das publicações era intitulada: “No meio da guerra, com coragem e perfume de mulher”.

No filme, elas lembram suas declarações otimistas sobre a guerra e os avisos de seus superiores.

Segundo Strifezzo, uma das reportagens da época afirmava que algumas das mulheres eram voluntárias, “uma das grandes mentiras” da ditadura, já que na realidade as 14 mulheres eram profissionais da Força Aérea.

O documentário estreou no Festival de Cinema de Trieste. Na última quarta-feira, dois dias antes do 39º aniversário do início da Guerra das Malvinas, foi exibido em Comodoro Rivadavia.

Reconhecimento oficial parcial

Hoje, essas três enfermeiras e suas colegas foram reconhecidas pelo Congresso Nacional, mas “continuam sendo negadas como veteranas, porque não foram para as ilhas”, segundo Strifezzo, que ressaltou que mesmo assim elas “cumpriram um papel que tinha muito valor”, paralelo aos que estavam no campo de batalha, onde morreram 649 argentinos, 255 britânicos e três moradoras das ilhas.

Numa época em que havia pouquíssimas mulheres nas forças armadas, as histórias de vida de Alicia, Stella e Ana trazem “outra visão da guerra”.

“Acho que o documentário fala da guerra de um ponto de vista mais próximo, mais humano, mais emocional. Talvez possa ser uma contribuição ao que existe hoje em relação à Guerra das Malvinas”, explicou.

Fonte: R7
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VARIEDADES: COMO FAZEM AS MULHERES PROFISSIONAIS EM DIFERENTES ÁREAS PARA LIDAR COM TRABALHO, FAMÍLIA E MANTER O EQUILÍBRIO

Servir vale a pena’: conheça cinco mulheres na linha de frente da pandemia

A trincheira é feminina. Profissionais de diferentes áreas contam o que fazem para lidar com seus trabalhos, suas famílias e manter o equilíbrio

Fernanda Colavitti, da CNN, em São Paulo

08 de março de 2021 às 05:00

Marisa Ferreira de Mello Pádua, 55 anos, psicólogaMarisa Ferreira de Mello Pádua, 55 anos, psicólogaFoto: Acervo pessoal

Um ano de pandemia e, em alguma medida, todos tiveram suas vidas transformadas pelo novo coronavírus — no trabalho, na vida pessoal, ou nos dois. A prevalência entre os afetados nas duas pontas é feminina.

Segundo levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU), as mulheres representam 70% dos profissionais nos setores social e de saúde e são três vezes mais responsáveis pelos cuidados não-remunerados em casa do que os homens.

São mulheres como Vera, Fabiana, Fernanda, Clara e Marisa, que saíram para trabalhar ao longo desse ano, enfrentando o medo de serem contaminadas, bagunçando e reorganizando suas vidas domésticas e, ainda assim, encontrando maneiras de prosseguir. Aqui, elas compartilham como foi encarar a pandemia na linha de frente da batalha e suas estratégias para manter algum nível de positividade e saúde mental.

Marisa Ferreira de Mello Pádua, 55 anos, psicóloga

“Quem teve perdas de pessoas queridas ou precisou implorar por uma vaga de hospital para um familiar vai entender a importância de valorizar a vida”

“Coordeno o setor de psicologia do Hospital Saboya, no Jabaquara (SP), e atuo numa enfermaria psiquiátrica. Estando na linha de frente, ainda mais na área de saúde mental, foi impossível me isolar. Enquanto todos estavam reclamando de ficar em casa, isso era tudo o que eu mais queria.

Por mais cuidados que eu tenha tomado, acabei pegando Covid, em junho. Foi leve, tive apenas dor de cabeça e cansaço – sintomas que, mesmo agora, curada e tendo tomado as duas doses da vacina, continuo sentindo. Meu marido e minha sogra de 97 anos, que mora com a gente, também pegaram. Ela ficou assintomática. Ele teve sintomas mais fortes, que já passaram.

Houve aumento da carga de trabalho, com férias e feriados suspensos para darmos conta dos atendimentos a pessoas que tentavam o suicídio, pacientes com transtorno bipolar, esquizofrenia crônica. Eram casos muito graves que aumentaram demais durante a pandemia.

Foi (e está sendo) tudo muito pesado. E ainda vieram as perdas de colegas de trabalho, que foram muitas e significativas. E era inevitável não imaginar que eu poderia ser a próxima.

Tenho cinco irmãs e uma delas eu não vejo há um ano. Tenho dois filhos que moram no exterior, que também não sei quando vou poder encontrar. Já comprei a passagem para ver a minha filha, que está grávida, em julho, mas não sei se vai ser possível. Meu escape são a ioga e a meditação. É isso que me dá um suporte mental para poder confortar os pacientes e outras psicólogas com quem trabalho.”

Vera Aparecida dos Santos, 51, assistente social

“Aprendi que servir vale a pena, e quero sempre estar disponível para servir ao outro no combate à violêncVera Aparecida dos Santos, 51, assistente socialVera Aparecida dos Santos, 51, assistente socialFoto: Acervo pessoal

“Eu atuo na prevenção contra a violência sexual, dando orientação e apoio às vítimas de todos os gêneros e idades. Mesmo não sendo uma profissional da área de saúde, acabei ficando imersa nesse universo. A pandemia trouxe um aumento nos casos de violência sexual contra mulheres e crianças. Fui deslocada para uma unidade de saúde para atender urgências.

No começo, faltavam equipamentos de proteção e tínhamos de atender vítimas que chegavam com sintomas de Covid. Convivi com a agonia de ver crianças com sangramento vaginal sem atendimento – todos os esforços estavam focados na pandemia. Tentava dialogar com as unidades e pedir atendimento médico a vítimas com sinais de violência sexual.

Isso me causava muita angústia. Tive dor de cabeça constante por conta da tensão. O caminho que encontrei para lidar com todo esse stress foi a descontração e o apoio dos colegas. Elegemos o horário de almoço como nosso momento de conforto, a hora de conversar sobre qualquer assunto que não fosse Covid, de brincar, dar risada, e de comer muito doce.

Sou solteira e moro sozinha. Tenho um irmão que mora do lado do meu apartamento, e desde março do ano passado eu não vou lá. A meditação, que já era importante na minha vida, ficou ainda mais. Eu segui fazendo acompanhamento psicológico online. Fui convidada a participar de lives sobre prevenção à violência e fiquei feliz em contribuir de uma forma nova para salvar a vida de mais mulheres.”

Fabiana Cristina de Oliveira, 30, diarista

“Aprendizado e empatia são as palavras que definem 2020 para mim. Em nenhum momento deixe de sentir e de transmitir amor”

Fabiana Cristina Almeida de Oliveira, 30, diaristaFabiana Cristina Almeida de Oliveira, 30, diarista Foto: Acervo pessoal

“Sou de Recife, mas vivo em São Paulo há 9 anos. Trabalho em diferentes casas, de segunda a sábado. Continuei indo para algumas famílias até o fim de março do ano passado. Em abril, parei de ir em todas as casas. Algumas pessoas se prontificaram, de uma maneira linda, a continuar me pagando. Mas nem todas puderam.

Eu ganhava 2 mil reais por mês, e passei a ganhar metade. Por sorte, meu marido trabalha em um mercado e não parou. Mesmo assim, temos três filhos. Foi uma geração de dívida enorme. Tive de reduzir as despesas, as compras de mercado. Era armário ficando vazio e nada de dinheiro entrando.

Esse período sem trabalhar foi o que eu senti mais medo de pegar Covid. Meus filhos não estavam indo para a escola e eu não deixava ninguém sair para nada, nem para colocar o lixo na rua. Imagina três crianças ansiosas para sair e brincar…

Apesar de todos os cuidados, acabei pegando Covid em setembro, quando voltei a trabalhar. Foi apavorante. A evolução foi muito rápida. Eu estava trabalhando e, de repente, senti uma falta de ar imensa, uma sensação de desmaio, e fiquei com febre. Passei cinco dias sem conseguir sair da cama.

Tivemos de fazer um esquema de guerra em casa para eu não contaminar meus filhos e meu marido. Fiquei trancada no quarto. Meu marido tirou uma licença do trabalho para cuidar de mim e das crianças, que choravam o tempo todo. Ninguém em casa pegou.

Minha fé me ajudou a manter a saúde mental. Em nenhum momento me senti sozinha. Voltei a trabalhar em todas as casas, estou com a semana fechada. Hoje, somos uma família mais feliz e meus filhos reconhecem meu esforço para trazer dinheiro para casa”.

Fernanda Justo Descio Bozola, 36, médica infectologista

“A pandemia me fez valorizar ainda mais as coisas simples, como um abraço de familiares e amigos”

Fernanda Justo Descio Bozola, 36, médica infectologista
Fernanda Justo Descio Bozola, 36, médica infectologista
Foto: Acervo pessoal

“Trabalho no controle de infecção do Hospital Sírio-Libanês. Em 2019, fiquei grávida e, no final da gestação, chegou a pandemia. Naquele momento, eu enfrentei o medo do vírus e o desconhecimento da maternidade. Por conta do isolamento, não tive ajuda de ninguém, além do meu marido. Me senti um pouco culpada, porque tive de ser afastada do hospital em abril, por causa da gravidez.

Minha filha nasceu em maio. Meu marido tirou férias e depois ficou trabalhando em home office. Éramos só ele e eu cuidando da Cecília. Sentia falta de ter a minha mãe perto de mim, ou uma amiga que pudesse ir em casa. Trocava mensagens, ligava, mas não é a mesma coisa. Por outro lado, isso fortaleceu o vínculo entre nós três em casa.

Quando tive de voltar a trabalhar presencialmente, veio o stress de encontrar alguém para ficar com a minha filha. Hoje uma profissional maravilhosa trabalha com a gente. Nesse momento, já tínhamos 6 meses de pandemia no Brasil. Eu sabia as medidas de prevenção e sempre tive equipamentos de proteção individual no hospital. Vou trabalhar com tranquilidade, porque sei que estou protegida.

Me senti realizada em poder participar do enfrentamento da pandemia como médica infectologista, colocar em prática tudo o que eu estudei. Mas o trabalho é muito intenso e preciso chegar em casa bem para cuidar da minha bebê. É ela que me mantém forte. A minha estratégia para lidar com a situação é separar minha vida profissional da minha vida doméstica. Quando saio para trabalhar, respiro fundo e entro na sintonia 100% trabalho. Na volta para casa, faço o inverso. Tomo um banho e digo: ‘pronto, mamãe chegou’.”

Clara Esther Maciel dos Santos, 35, enfermeira

“A pandemia me trouxe autoconhecimento, porque fui obrigada a me cuidar”

Clara Esther Maciel dos Santos, 35, enfermeira
Clara Esther Maciel dos Santos, 35, enfermeira
Foto: Acervo pessoal

“Quando a pandemia chegou, eu estava em período de experiência como enfermeira-líder no Hospital Sírio-Libanês. Hoje, sou coordenadora da UTI. Apesar dos ganhos profissionais, foi um período muito difícil, especialmente na minha vida pessoal.

Meu marido trabalha em uma indústria metalúrgica e o serviço caiu bastante. Ele ficou trabalhando em casa, com redução salarial, e cuidando dos nossos dois filhos. Tive de assumir praticamente todas as contas. Saía de casa às 5h e não tinha hora para voltar.

Eu tinha muito medo dessa doença, que era totalmente desconhecida. A gente não sabia como tratar, que tipo de paramentação utilizar. Eu tinha pavor de levar o vírus para casa. Passei quatro meses usando máscara dentro de casa, dormindo separada do meu marido. E sem abraçar meus filhos.

Sentia que eu não estava conseguindo dar conta de ser profissional, mãe e companheira. Em agosto, tive uma crise de ansiedade séria e precisei me afastar. Pensei em desistir de tudo. Conversei com a minha coordenadora e ela sugeriu que eu tirasse 15 dias de férias com o compromisso de me cuidar. Desde então, faço terapia toda semana.

O medo ainda existe, mas hoje me sinto mais protegida no hospital do que fora, porque temos todos os protocolos. A terapia tem sido fundamental para enfrentar esse período e entender que eu tenho vários papéis, como profissional, mãe, companheira, e ainda tem que sobrar um tempo para mim.”

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GOVERNADOR DE NOVA YORK DIZ QUE NÃO VAI RENUNCIAR AO CARGO, APÓS SER ACUSADO DE ASSÉDIO SEXUAL

Acusado de assédio, governador de Nova York diz que não irá renunciar

Três mulheres já acusaram publicamente o democrata Andrew Cuomo de assédio sexual e condutas inapropriadas

INTERNACIONAL

Do R7, com AFP

Cuomo também é acusado de reter número de mortes de covid-19 no Estado

SETH WENG / POOL VIA AFP – 22.2.2021

O governador de Nova York (EUA), Andrew Cuomo, disse nesta quarta-feira (3) que não irá renunciar ao cargo, após ser acusado de assédio sexual por três mulheres, duas das quais trabalharam para ele recentemente

“Não vou renunciar”, disse Cuomo, em sua primeira entrevista coletiva após a divulgação das acusações, que vieram a público desde a semana passada.

O governador democrata pediu desculpas por sua conduta e pediu aos moradores do estado de Nova York “que esperem o resultado da investigação da promotora-geral estadual antes de formar sua opinião” sobre o corrido.

“Agi de uma maneira que fez com que as pessoas se sentisse incomodadas, mas não foi intencional”, afirmou Cuomo, de 63 anos. “Me sinto horrível com tudo isso e estou francamente envergonhado”, disse ele, com olhos marejados de lágrimas e voz trêmula.

“Nunca toquei nenhuma pessoa de maneira inapropriada”, ressaltou ele. “Certamente nunca tive intenção de ofender, prejudicar ou causar dor a alguém”. O governador disse que irá cooperar “totalmente” com a investigação independente que será feita pela procuradora-geral do estado, Letitia James.

Declínio de Cuomo

O escândalo fez Cuomo cair em desgraça nas últimas semanas. No ano passado, ele se ganhou muito destaque nos EUA por sua atuação no combate à pandemia de covid-19 em Nova York, um dos estados mais afetados no primeiro semestre.

Vários analistas acreditavam que ele iria formar parte do governo do presidente Joe Biden após o fim do ano que vem, quando acaba seu mandato, mas agora muitos membros de seu partido pedem sua renúncia.

Cuomo já vinha sendo alvo de críticas por ter retido informações sobre o número de mortes por coronavírus nas casas de repouso para idosos de Nova York. Na segunda-feira, ele autorizou formalmente que seja investigado, depois que duas ex-funcionárias o acusaram de condutas inapropriadas.

Horas depois, outra mulher, Anna Ruch, de 33 anos, que ao contrário das outras denunciantes nunca trabalhou com o governador, disse ao New York Times que durante um casamento em 2019, Cuomo colocou a mão em seu ombro e quando ela tirou, segurou seu rosto com as duas mãos e perguntou se poderia beijá-la.

“Estava tão confusa, chocada e envergonhada”, disse ela ao jornal. “Que só virei a cabeça e fiquei sem palavras”.

Políticos democratas e republicanos se uniram às denunciantes e associações contra o assédio contra o assédio para exigir a saída do governador, cujo terceiro mandato termina no fim de 2022. Em teoria, Cuomo poderia se candidatar mais uma vez para um quarto período de 4 anos.

“Se essas acusações estiverem certas, ele não pode governar” disse na terça o prefeito da cidade de Nova York, Bill de Blasio, também do Partido Democrata e um antigo rival de Cuomo.

Fonte: R7

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MILITANTE PELOS DIREITOS DAS MULHERES NA ARÁBIA SAUDITA FOI LIBERTADA NA ÚLTIMA QUARTA FEIRA (10)

Ativista pelos direitos das mulheres é libertada na Arábia Saudita

Loujain al-Hathloul, que estava detida há mais de dois anos acusada de violar uma lei antiterrorismo, está em casa, disse a irmã

INTERNACIONAL

 Do R7, com AFP

Loujain al Hathloul estava detida desde maio de 2018

MARIEKE WIJNTJES / DIVULGAÇÃO VIA REUTERS – ARQUIVO

Loujain al-Hathloul, militante pelos direitos das mulheres na Arábia Saudita, foi libertada nesta quarta-feira (10), segundo anunciou sua família, enquanto o reino enfrenta uma nova pressão por parte dos EUA por suas políticas em relação às questões humanitárias.

“Loujain foi liberada”, escreveu no Twitter sua irmã Lina, que acrescentou em inglês: “Loujain está em casa depois de 1.001 dias encarcerada”.

A ativista tinha sido condenada no último dia 29 de dezembro a uma pena de 5 anos e 8 meses de prisão, em virtude de uma lei “antiterrorista”, sentença que ainda está em suspenso e que, por isso, a deixou ficar em liberdade por alguns meses, de acordo com a família.

Loujain al-Hathloul, 31, foi declarada culpada de “diversas atividades proibidas pela lei antiterrorista”, indicou o site estatal Sabq, que acompanhou a audiência.

Os meios de comunicação sauditas destacaram que a sentença prevê uma liberdade provisória por até 2 anos e 10 meses, “sob a condição de que ela não cometa nenhum novo delito nesse período”. O tempo que a ativista já passou detida em prisão preventiva, desde maio de 2018, foi descontado da pena.

O tribunal também proibiu que ela abandone o país durante 5 anos. A irmã de Loujain, Lina, disse que ela pretende apelar da sentença.

Pressão norte-americana

A libertação aconteceu depois que o novo presidente dos EUA, Joe Biden, se comprometeu a intensificar as investigações sobre os antecedentes em matéria de direitos humanos do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman.

Depois de anos de alguma impunidade durante a presidência de Donald Trump, é esperado que Biden insista que ele liberte cidadãos norte-americanos e sauditas, ativistas e até membros da família real, muitos dos quais estão detidos sem nenhuma acusação formal.

Fonte: R7
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BIDEN FORMA UM TIME ECONÔMICO COM MULHERES NO GOVERNO

 

Nova equipe econômica do governo dos EUA terá 4 mulheres

Presidente eleito vai divulgar nome dos membros da nova equipe nesta terça-feira (1º), mas confirmou que Janet Yellen será secretária do Tesouro

INTERNACIONAL

Da AFP

Biden forma time econômico com mulheres

Joshua Roberts/Reuters – 25.11.2020

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, selecionou Janet Yellen, ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), para comandar o Tesouro e anunciou uma equipe econômica com a qual busca romper as barreiras raciais e de gênero e superar a crise decorrente da pandemia.

Depois de fazer história ao escolher Kamala Harris, a primeira mulher e primeira pessoa de ascendência afro-americana e sul-asiática a ganhar a vice-presidência, Biden nomeou quatro mulheres de diferentes origens para cargos importantes em sua equipe econômica, assim como o primeiro subsecretário negro do Tesouro.

Nesta terça-feira (1º), Biden e Harris devem apresentar publicamente os selecionados.

“Esta é a equipe que nos ajudará a reconstruir nossa economia melhor do que nunca”, disse Biden em um comunicado divulgado na segunda-feira.

A posse do democrata está prevista para 20 de janeiro.

Os Estados Unidos, país do mundo com mais mortes por covid-19, enfrentam um desemprego de 6,9%, o dobro do que era antes da pandemia. O crescimento registrado no terceiro trimestre segue abaixo de 2,9%, na comparação com o mesmo período de 2019.

O Senado deve aprovar a nomeação de Yellen, mesmo que os republicanos mantenham a maioria na Câmara alta após as duas eleições parciais que serão realizadas em janeiro no estado da Geórgia.

O presidente do Comitê de Finanças do Senado, o republicano Chuck Grassley, disse à imprensa que Yellen deve receber “uma opinião favorável”.

Se o prognóstico for concretizado, Yellen se tornará, aos 74 anos, a primeira mulher a chefiar o Tesouro americano – equivalente ao Ministério da Economia -, depois de ser a primeira mulher a presidir o poderoso Fed, entre 2014 e 2018.

“Estamos enfrentando grandes desafios como país no momento”, disse Yellen no Twitter após ter sua nomeação revelada.

Uma prioridade absoluta para ela será obter a aprovação no Congresso de um novo plano de ajuda para os mais atingidos pela pandemia, quando expirar o enorme pacote de estímulo econômico aprovado em março.

A tarefa não será fácil, pois ainda não se sabe se os democratas manterão o controle do Senado em janeiro, ao contrário do que aconteceu quando Barack Obama assumiu o cargo em 2009 em meio à crise financeira.

“Para que possamos nos recuperar, devemos restaurar o sonho americano, uma sociedade onde cada pessoa pode realizar seu potencial e sonhar ainda maior para seus filhos”, tuitou Yellen.

Também na segunda-feira, Biden anunciou a nomeação de Wally Adeyemo como subsecretário do Tesouro. Advogado nascido na Nigéria, ele é ex-vice-conselheiro de Segurança Nacional e atual presidente da Fundação Obama.

‘Com responsabilidade’

Além de Yellen, outras três mulheres foram indicadas para altos cargos econômicos.

Neera Tanden, presidente do “think tank” Center for American Progress, será nomeada para chefiar o Escritório de Administração e Orçamento da Casa Branca, tornando-se a primeira sul-asiática e americana a ser escolhida para o cargo.

Embora Biden tenha elogiado a trajetória de Tanden, ex-assessora de Hillary Clinton durante a campanha de 2016, a indicação, que não tem o apoio unânime dos democratas mais progressistas, pode ser bloqueada no Senado, em um momento em que os republicanos já se manifestam contrários.

A afro-americana Cecilia Rouse, reitora da Escola de Assuntos Públicos e Internacionais da Universidade de Princeton, foi nomeada para presidir o Conselho de Consultores Econômicos do Presidente (CEA).

Heather Boushey, descrita como uma “economista eminente” especialista em desigualdade e atualmente presidente do Washington Center for Equitable Growth, também assumirá um cargo no CEA, juntamente com Jared Bernstein, um amigo de Biden que foi seu conselheiro quando o presidente eleito era vice-presidente de Obama.

Vários cargos importantes na formulação de políticas econômicas, como o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) e o secretário de Comércio, ainda não foram anunciados.

Essas nomeações são aguardadas com ansiedade no exterior, já que o governo Donald Trump travou uma guerra comercial com a China e abalou as relações comerciais com os principais aliados dos Estados Unidos.

Biden disse que sua equipe econômica representa a diversidade da América.

“É composta por funcionários públicos comprovados, respeitados e inovadores que ajudarão as comunidades mais afetadas pela covid-19 e abordarão as desigualdades estruturais em nossa economia”, garantiu Biden.

Na segunda-feira, os estados cruciais de Arizona e Wisconsin certificaram oficialmente a vitória de Biden na eleição presidencial, cimentando ainda mais sua vitória e a derrota de Trump, que buscava o segundo mandato e ainda não admitiu o triunfo do democrata.

 

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BEM ESTAR: ENTENDA COMO A BEBIDA ALCOÓLICA AGE NO ORGANISMO DE HOMENS E MULHERES

Nesta sexta-feira temos um artigo especial, aqui na coluna SAÚDE e BEM ESTAR sobre como o álcool atua no organismo masculino e feminino. Você vai ficar sabendo dentre outras coisas se pode melhorar ou se atrapalha o desempenho sexual. Então, convido você a ler o artigo completo a seguir para conhecer em detalhes este assunto!

O álcool pode melhorar ou atrapalhar o desempenho sexual?

Entenda como a bebida alcoólica age no organismo de homens e mulheres e se ela pode influenciar na relação sexual

A combinação de álcool e sexo é um assunto que costuma despertar curiosidade. No imaginário de muitas pessoas, tomar algumas doses de bebida alcoólica tem uma função importante nas preliminares, quase como se fosse uma espécie de afrodisíaco. Mas, afinal, a substância pode aumentar a libido ou melhorar o desempenho sexual?

Para responder essa pergunta, precisamos entender como o álcool age no organismo e seus impactos na hora do sexo para homens e mulheres. Em termos gerais, a substância é um depressor do sistema nervoso central, o que significa que uma ou duas doses, inicialmente, podem provocar uma sensação de bem-estar e relaxamento.

Neste contexto, a pessoa, geralmente, fica mais desinibida e autoconfiante, dando a impressão de que o efeito do álcool torna mais fácil conquistar um parceiro ou ficar mais à vontade na cama. Porém, à medida que o número de doses aumenta, a concentração de álcool no sangue sobe e, com isso, também cresce o risco de o desempenho sexual não ser satisfatório.

Assim, a bebida alcoólica em excesso diminui a libido e, o que antes parecia ser uma boa combinação, acaba sendo desastroso. Para os homens, pode ficar mais difícil alcançar e manter a ereção, além de retardar o orgasmo, até mesmo ao ponto de inibi-lo. No caso das mulheres, também pode ocorrer a dificuldade de alcançar o orgasmo e algumas relatam diminuição da lubrificação vaginal.

Expectativa x Realidade

Além dos aspectos físicos, é importante destacar as expectativas em relação à atuação do álcool no sexo. Um estudo apontou que, quando consumido em baixas quantidades, o álcool está associado a maior excitação sexual autorrelatada, ou seja, as pessoas têm a percepção de que ele aumenta a excitação e melhora o desempenho sexual. No entanto, a realidade é diferente e, fisiologicamente, isso não é constatado.

Outros estudos ainda indicam que as pessoas que associam o beber a um melhor desempenho sexual tendem a consumir mais álcool nas ocasiões em que o sexo é uma possibilidade. Entretanto, essas pessoas não relataram experiências sexuais mais positivas em relação às que tiveram quando estavam sóbrias.

Disfunção sexual e riscos

Para quem sofre de dependência alcoólica, a relação álcool e sexo é ainda mais problemática. Um estudo mostrou que 37% dos pacientes dependentes apresentaram alguma dificuldade sexual, sendo a disfunção erétil a mais comum entre os homens (representando 25% dos casos).

É preciso alertar também sobre outro efeito, ainda mais custoso à saúde: o abuso do álcool diminui a percepção de riscos e dificulta a tomada de decisões. Assim, uma das principais consequências negativas é ter relações sexuais sem proteção, o que aumenta as chances de de transmissão de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e de uma gravidez indesejada.

Em casos mais extremos, o excesso pode levar a um “blecaute alcoólico”, ou seja, a pessoa corre o risco de não se lembrar de partes ou períodos inteiros enquanto estava acordada e bebendo. São períodos de amnésia durante os quais a pessoa realiza ações, como ter uma relação sexual, e o cérebro é incapaz de formar memórias de tais eventos.

Por isso, é importante ter consciência dos riscos que o consumo abusivo de álcool nos expõe e dos mitos que nos cercam quando o assunto é álcool e sexo: bebida alcoólica em excesso não é sua aliada. E vale lembrar que é essencial respeitar os próprios limites ao decidir beber, pois os efeitos do álcool variam bastante de pessoa para pessoa.

Efeitos do álcool no corpo

Álcool e imunidade: bebida pode afetar a defesa do organismo

Bebidas alcoólicas podem engordar e atrapalhar seus treinos

Álcool na gravidez: nenhuma dose é segura para a saúde do feto

Arthur Guerra de Andrade
Psiquiatria – CRM 33807/SP
Por Especialistas – Em 16/10/2020
Fonte: Minha Vida
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EXPOSIÇÃO EM MOSSORÓ RETRATA MULHERES QUE LUTAM CONTRA CÂNCER DE MAMA

Por G1 RN

 

Exposição em shopping e vai ficar no Memorial da Resistência — Foto: DivulgaçãoExposição em shopping e vai ficar no Memorial da Resistência — Foto: Divulgação

Uma exposição em Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, vai retratar mulheres que lutam ou lutaram contra o câncer de mama. O projeto que reúne 32 imagens vai ficar aberto ao público a partir deste domingo (25), às 16h, no Memorial da Resistência.

“Lindas, Fortes e Corajosas” tem fotos de pacientes, familiares e amigas que lutaram juntos contra a doença. A exposição é uma homenagem ao Outubro Rosa.

As fotografias foram feitas pelo fotógrafo Pacífico Medeiros, com produção e arte de Valéria Escóssia e coordenação de Suian Costa.

A exposição vai ficar até quinta-feira (29) na Sala Joseph Boulier, no Memorial da Resistência, das 7h às 17h.

“Todas as ações de conscientização e principalmente apoio às pessoas que enfrentam uma batalha como essa são necessárias, não só em outubro, mas sempre”, falou Luciano Sales, diretor do Memorial da Resistência.

Fonte: G1 RN

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CLIPES INTERNACIONAIS: BRYAN ADAMS- PLEASE FORGIVE ME

Nesta terça-feira você vai conhecer melhor a história de um dos maiores astros do pop rock internacional. Bryan Guy Adams nasceu em 5 de novembro de 1959, no Canadá. Aos dez anos de idade inicia-se no mundo musical, quando aprende a tocar guitarra e participa de algumas bandas que acabam não dando certo. Foi aos 18, quando conheceu o baterista e compositor Jim Vallance, seu maior parceiro de composições, que sua carreira começou a deslanchar. Seu primeiro álbum, Bryan Adams, sai em 1980. Com a carreira já consolidada, Adams continua a produzir talento de Bryan Adams não se restringe apenas a música. O artista fez um livro de fotos preto e branco de 80 mulheres canadenses, com destaque para as cantoras Celine Dion, Joni Mitchell e Alanis Morrissete. A renda adquirida com a vendagem do livro foi destinada a um instituto do Canadá dedicado à  pesquisa do câncer de mama. É um dos músicos canadenses mais vendidos de todos os tempos. E agora curta uo dos seus maiores sucessos: Please Forgive me!

Fonte:/www.google.com/search?q=Clipes+internacioais

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MAIS DE MIL MULHERES DEVERÃO SER ATENDIDAS COM EXAMES DE MAMOGRAFIAS PELO GRUPO REVIVER

Por Anna Alyne Cunha, Inter TV Cabugi

 

Grupo Reviver pretende atender mais de mil mulheres com exames de mamografias — Foto: DivulgaçãoGrupo Reviver pretende atender mais de mil mulheres com exames de mamografias

O mês de outubro começou com o alerta da campanha de prevenção e conscientização para o diagnóstico precoce do câncer de mama. No Brasil, a doença ainda representa a primeira causa de morte por câncer na população feminina e o diagnóstico precoce ajuda no tratamento e na possiblidade de cura. O Grupo Reviver, que fornece gratuitamente exames de mamografias através de um convênio com o SUS, pretende realizar mais de 1.200 exames neste mês de outubro.

“Nós intensificamos os atendimento neste mês e ate aumentamos o atendimento, com mais de 70 mulheres por dia, trabalhando também nos finais de semana. Nosso objetivo é fazer pelo menos 1.200 mamografias neste mês. Além de palestras e vídeos. O mais importantes do Outubro Rosa é esse alerta para as mulheres aprenderem a se tocar, se cuidar, se amar e fazer os seus exames”, reforça Idaísa Cavalcante, associada e fundadora do Grupo Reviver.

Para o ano de 2020, de acordo com o Ministério da Saúde, são estimados 66.280 casos novos de câncer de mama. Com alta na incidência, mulheres a partir dos 40 anos devem redobrar os cuidados. “Nos últimos anos esse número vem aumentando, a gente não sabe ao certo, mas principalmente é pelo estilo de vida da mulher. O stress, o aumento de peso, a falta de atividade física, o uso de terapia hormonal sem uma assistência medica… são vários os fatores que ajudam no aumento da incidência do câncer”, explica Uianê Azevedo, médica especialista em imagem da mulher.

A dona de casa Erica Juliana Fernandes, 40 anos, procurou a unidade móvel de saúde do Grupo Reviver na manha desta quinta-feira (01) para realizar o exame de mamografia pela primeira vez. “Na minha família, todos nós temos os cuidados básicos com saúde e, agora, surgiu a possiblidade de fazer o exame”, conta a dona de casa.

Assim como a costureira Maria do Socorro Nascimento, de 52 anos, que está renovando os exames há pelo menos dois anos. “Tenho amigas que já tiveram até que retirar o seio por acusa do câncer. O melhor é se cuidar, se apalpar, pra saber se tem alguma coisa e resolver logo antes que o câncer tome conta da gente”, diz a costureira.

A unidade móvel do Grupo Reviver estará até esta sexta-feira (02), em frente a um supermercado na Rua da Conceição, no bairro de Cidade da Esperança. As mamografias serão realizadas das 7h30 às 17h30. Para ter acesso ao exame, as mulheres devem apresentar carteira de identidade, cartão SUS Natal e comprovante de residência. As fichas são distribuídas diariamente no início do expediente.

Confira datas e locais de atendimento:

05 e 06/10
Escola de Governo
Centro Administrativo

07 a 09/10
Serra de São Bento

10 e 11/10
Tangará

13 a 16/10
Posto de Saúde Cohabinal – Parnamirim
Rua Eduardo Rodrigues Medeiros s/n

19 a 23/10
UBS Novo Horizonte
Rua dos Paiatis, 128 Quintas

26 a 30/10
UBS Rocas
Rua Francisco Biscalho s/n

Grupo Reviver atende em unidade móvel que percorre os bairros da cidade — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV CabugiGrupo Reviver atende em unidade móvel que percorre os bairros da cidade — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi

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FUNDO DE AMPARO ÀS MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA FOI APROVADO PELA COMISSÃO DE FINANÇAS E FISCALIZAÇÃO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO RN

Comissão aprova criação de fundo de amparo às mulheres vítimas de violência

13 ago 2020

Comissão aprova criação de fundo de amparo às mulheres vítimas de violência

A Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou, em sessão realizada na tarde desta quarta-feira (12), a tramitação de proposta que cria o Fundo Estadual de Amparo às Mulheres Vítimas de Violência no Estado. A proposta foi aprovada com votos favoráveis de todos os deputados presentes.

A matéria é de autoria da deputada Cristiane Dantas (Solidariedade). Pela proposta, o Fundo deverá ser criado e gerido pelo Poder Executivo, que terá recursos que serão destinados ao financiamento de treinamentos profissionais e reinserção no mercado de trabalho de mulheres vítimas de violência doméstica. Entre as ações previstas, o Fundo deverá financiar ações para implementação, manutenção e apoio ao Projeto Casa Abrigo no Estado do Rio Grande do Norte.

De acordo com a deputada, as medidas protetivas da Lei Maria da Penha aparecem como principais meios de cessar a agressão e criar um ambiente protegido para a mulher em situação de risco, mas muitas mulheres se mantêm em relacionamentos abusivos por não terem perspectivas profissionais e entendem que são dependentes financeiramente de seus companheiros. Para a parlamentar, isso aumenta a sensação de domínio dos agressores, que por sua vez, criam o sentimento de superioridade, o que também contribui para mais agressões.

“A violência doméstica e familiar contra a mulher é uma dura realidade no seio da sociedade em que vivemos. Casos de agressões físicas, psicológicas ou verbais no  contexto doméstico são noticiados diariamente, e obrigam o poder público a utilizar de instrumentos legais para coibir abusos e proteger as vítimas. Razão pela qual se faz de extrema necessidade a criação de um Fundo para fins de que a mulher vítima de violência doméstica se desvincule de seu relacionamento abusivo, sabendo que serão amparadas e que poderão desenvolver uma profissão, reinseridas no mercado de trabalho e conseguirão a independência que desejam”, justificou a deputada.

No relatório, o deputado Getúlio Rêgo (DEM) disse que a matéria atende todos os requisitos legais para continuidade da tramitação. “É uma proposta que está dentro da legalidade e, com certeza, tem uma grande importância. Por isso, voto pela continuidade do trâmite na Casa”, votou Getúlio Rêgo.

Os depututados Galeno Torquato (PSD), Tomba Farias (PSDB), Ubaldo Fernandes (PL), Souza Neto (PSB) e o presidente da CFF, deputado Kelps Lima (Solidariedade), também votaram favoravelmente à matéria, que foi aprovada com os votos de todos membros da comissão.

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DESDE O INÍCIO DA PANDEMIA CENTENAS DE MULHERES DESAPARECERAM NO PERU

Centenas de mulheres desaparecem durante a pandemia no Peru

Um total de 915 pessoas, sendo 606 meninas e 309 mulheres,  desapareceram desde o início do bloqueio de 16 de março a 30 de junho

INTERNACIONAL

Do R7, com Reuters

Mulher vítima de violência doméstica durante a pandemia do coronavírus no PeruMulher vítima de violência doméstica durante a pandemia do coronavírus no Peru

Mais de 900 mulheres e meninas desapareceram no Peru durante o isolamento social para evitar a disseminação do coronavírus. A informação é do Ombudsman Nacional, que pediu a criação de um registro nacional de pessoas desaparecidas para tratar do número “alarmante” de desaparecimentos.

Os registros devem ser mantidos para rastrear aqueles que desaparecem, sejam encontrados vivos ou mortos e vítimas de tráfico sexual, violência doméstica ou feminicídio, disse Isabel Ortiz, uma comissária de direitos das mulheres no escritório do Ombudsman Nacional, um órgão independente que monitora os direitos humanos do Peru.

Um total de 915 pessoas, sendo 606 meninas e 309 mulheres, desapareceram desde o início do toque de recolher de 16 de março a 30 de junho, disse Ortiz.

“Os números são realmente bastante alarmantes”, disse Ortiz à Thomson Reuters Foundation em uma entrevista por telefone.

“Conhecemos o número de mulheres e meninas que desapareceram, mas não temos informações detalhadas sobre quantas foram encontradas”, disse ela. “Não temos registros adequados e atualizados.”

Sem o tipo de dados que um registro nacional de pessoas desaparecidas poderia coletar, muitas vezes permanece desconhecido o que aconteceu com os que foram desaparecidos e se foram encontrados mortos ou vivos, disse ela.

Alguns podem ser vítimas de crimes violentos como violência doméstica ou feminicídio, o assassinato de uma mulher por um homem, segundo Ortiz.

“Em alguns casos, é o autor do crime que denunciou uma mulher como desaparecida”, disse ela.

Ações do estado

Um registro nacional de pessoas desaparecidas permitiria o cruzamento de informações com outros crimes contra mulheres para ajudar a encontrar pessoas desaparecidas e identificar possíveis suspeitos, disse ela.

“Precisamos ter um registro adequado que nos permita vincular o desaparecimento de mulheres a outros crimes, como tráfico de seres humanos e violência sexual”, disse Ortiz.

Na semana passada, o ministério das mulheres do Peru disse que 1.200 mulheres e meninas haviam desaparecido durante a pandemia – um número mais alto que incluiu o mês de julho.

O ministério das mulheres disse que o governo está trabalhando para erradicar a violência contra as mulheres e aumentou o financiamento este ano para programas de prevenção à violência baseados em gênero.

Violência de gênero

Países em todo o mundo relataram aumento da violência doméstica devido a bloqueios por coronavírus, levando as Nações Unidas a pedirem ações urgentes do governo.

A América Latina e o Caribe são conhecidos por altos índices de feminicídio e violência contra as mulheres, impulsionados por uma cultura machista e normas sociais que ditam o papel das mulheres, disse Ortiz.

“A violência contra as mulheres existe por causa dos muitos padrões patriarcais que existem em nossa sociedade”, disse ela.

“Existem muitos estereótipos sobre o papel das mulheres que definem como deve ser seu comportamento e, quando não são respeitadas, a violência é usada contra as mulheres”, disse ela.

Antes da pandemia, centenas de milhares de mulheres em toda a América Latina, incluindo o Peru, estavam realizando manifestações de rua em massa, exigindo ações do governo contra a violência de gênero.

 

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A DIFERENÇA DE TRATAMENTO E COBRANÇA ENTRE HOMENS E MULHERES CONTINUA E CONTINUARÁ EXISTINDO POR MUITO TEMPO

‘Transformação se impõe, não é mais uma opção’, diz ministra Cármen Lúcia

Da CNN

31 de julho de 2020 às 23:30

O programa O Mundo Pós-Pandemia desta sexta-feira (31) entrevistou a ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia. Ela falou sobre os impactos do novo coronavírus no país e na vida em sociedade.

“A transformação se impõe, não é mais uma opção. Nós não podemos continuar a querer bem só a quem está perto, pois quem está perto é o espelho de quem está mais longe. Talvez essas pessoas estejam sofrendo mais do que a gente”, disse.

  A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal), que presidiu o        órgão entre 2016 e 2018, falou sobre os desafios do Poder Judiciário e o papel da mulher no pós-pandemia.

“Eu sei que a diferença de tratamento, a diferença de cobrança entre homens e mulheres, continua e continuará existindo ainda por muito tempo”, disse.

Cármen Lúcia foi entrevistada pelas jornalistas da CNN Luciana Barreto e Thaís Herédia e a comentarista Lia Bock. O comando da atração é da âncora Daniela Lima.

Fonte: CNN
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