VIVI UMA INFÂNCIA EM QUE PENSAVA ESTAR VIVENDO UMA VIDA NORMA, DIZ SOBREVIVENTE DO NAZISMO QUE FUGIU A PÉ PELOS ALPES

Eu dormia andando’: sobrevivente do nazismo fugiu a pé pelos Alpes

Ariella Pardo Segre tinha três anos quando as deportações de judeus começaram na Itália e sua família foi caminhando à Suíça

INTERNACIONAL

Eugenio Goussinsky, do R7

Ariella Segre morava na cidade de Bolonha

FACEBOOK/ARIELLA PARDO SEGRE

O frio cortante dos Alpes agredia o rosto da menina Ariella Pardo Segre, de três anos. Era o ano de 1943. Carregada por um contrabandista de cigarros, ela fazia parte de um grupo que fugira do regime nazista na Itália. Atrás dela, estavam seu irmão, Lucio, de sete anos, sua mãe Íris Volli e seu pai, Ferrucio Pardo, um renomado professor de filosofia em Bolonha, onde moravam até então.

A menina tremia de frio e de medo. Um medo que não se apresentava exatamente na forma de terror ou pânico, mas como uma incerteza paralisante, uma sina de explicação ainda impalpável para uma garota. Ela estava sendo embalada pelos ventos cruéis da vida, controlada por pessoas que guiavam o destino de populações inteiras, tão frias quanto esse imenso deserto de gelo que se deparava à sua frente.

“Vivi uma infância em que pensava estar vivendo uma vida normal. Mas não era. Havia restrições enormes e fui perceber isso anos depois que fugimos, quando fui crescendo”, revela Ariella, hoje com 80 anos.

Mas, naquele momento de fuga, ela começou a intuir que algo não ia nada bem. Dias antes, eles haviam saído às pressas de Bolonha, após o vizinho, Alfredo Giommi, alertar seu pai que a Guestapo (polícia secreta nazista) acabara de ir lá à sua procura.

“O vizinho despistou os nazistas, dizendo que não conhecia meu pai. Em seguida, assim que ele chegou, o alertou para ir embora naquele instante. Meus pais decidiram sair da Itália, a pé. Como os Alpes não são em linha reta para caminhar, demoramos muito, dias e dias para chegar à Suíça. Era um pequeno grupo decidido a sobreviver”.

Um contrabandista de cigarros conhecia rotas e abrigos e organizou a fuga.

“Minha mãe lhe deu seu anel de noivado para que me carregasse durante a caminhada. Me sentia como um saco de batatas sendo carregado de um lado para o outro, sem entender direito o porquê daquilo tudo”.

Eles saíram da Itália via Milão para onde foram, de Bolonha, de trem, no compartimento de animais.

“Assim ninguém notaria que estávamos lá. Foi um aluno de meu pai que nos ajudou a fugir de Bolonha, nos deu uma carroça e nos acompanhou até o terminal. Sem documentos em Milão, seríamos fuzilados. Por isso meu pai decidiu que atravessaríamos a fronteira para a Suíça. A situação se tornou insustentável na Itália depois de setembro de 1943, quando Mussolini voltou”, conta.

Perseguição na Itália

A partir de 1938, a situação dos judeus sob o regime fascista era penosa. Perseguidos, já não podiam frequentar escolas de outras comunidades, segundo o decreto denominado Leis Raciais Fascistas. Ferrucio também só poderia lecionar em escolas judaicas até que, gradualmente, a situação foi ficando ainda pior após setembro de 1943, quando as tropas alemãs se apoderaram da Itália.

Mussolini, após ser capturado em julho daquele ano pelos aliados, na Segunda Guerra, foi resgatado pelos alemães e reconduzido ao poder, tornando-se apenas uma marionete dos nazistas, neste novo regime denominado República Social Italiana. Foi quando as deportações de judeus para os campos de concentração se tornaram política no país.

Durante a travessia, Ariella viu sua mãe cair em uma fenda na neve. Uma sensação de abandono a abateu e ela começou a gritar desesperadamente. Um desespero que apenas aterrorizou seus companheiros de viagem, que lhe repreendiam para que parasse de gritar e expô-los ao perigo de que fossem descobertos.

“Alguém me falou: cale a boca, sua mãe morreu! Eu emudeci. Não falei mais nada, fiquei em silêncio por meses”, lembra.

Íris, no entanto, foi retirada com vida e se recuperou, a ponto de, na linha fronteiriça com a Suíça, ter forças para atirá-la pela cerca de arame farpado, antes mesmo dela.

“Ela não tinha certeza de que iria passar. Então me jogou para o meu condutor, o contrabandista, do outro lado, dizendo que era para ele me manter segura e que, se ela não sobrevivesse, pelo menos eu sobreviveria. Depois todos conseguiram passar. Eu não sentia fome nem sede, estava anestesiada. Dormia andando”.

Em campos de refugiados

Ao chegarem à Suiça, que se dizia neutra na guerra, foram enviados para um acampamento de refugiados na cidade de Lugano. Havia separação por idade e gênero. Ariella, portanto, ficou sozinha em um dos locais, longe da família, até 1945, quando as forças aliadas venceram a guerra e os levaram de volta para a Itália. As condições eram precárias.

“Eu apenas sobrevivi”, descreve Ariella.

No retorno a Bolonha, o cenário era o mesmo. Seu prédio ainda estava lá. A cidade vivia sua rotina. Mas o apartamento já não lhes pertencia. Teriam de morarna cidade onde Ariella nasceu, na condição de refugiado. Foram enviados para um campo de refugiados, onde teriam de dormir sob lonas erguidas em suportes de madeira. Mas, novamente, Alfredo Giommi, o vizinho, entrou em cena.

“Ele soube que estivemos no nosso antigo apartamento e que o novo proprietário disse que não era mais nosso. Que todos os judeus haviam perdido tudo. Ele então foi para o campo de refugiados. Me viu sentada em frente à tenda e me pegou no colo. Comecei a chorar. Meu pai, então, chegou e o abraçou. Ele nos cedeu um quarto de seu apartamento para que dormíssemos lá. Foi um anjo, nos deu um teto, o que para nós era tudo”.

Giommi recebeu, anos depois, o título de Justo entre as Nações, instituído pelo Memorial do Holocausto, em Jerusalém, em reconhecimento aos não judeus que salvaram a vida de judeus perseguidos na Segunda Guerra Mundial.

O preconceito na Europa ainda fazia da Itália e de outros países um lugar pouco confiável. Ariella iniciou o curso na Faculdade de Física, mas o interrompeu após conhecer o futuro marido, Marco Vittório Segre, que nascera em Turim, em 1934, e fugira com a família aos seis anos para o Brasil.

Ele estava na Itália para visitar parentes e os dois começaram um romance. Dois anos depois, Ariella veio para o Brasil, onde se casaram e tiveram quatro filhos. Ela passou a ser professora de italiano, inclusive em Botucatu (SP), onde morou por alguns anos, já que Marco era professor em uma faculdade na cidade. Lucio, o irmão de Ariella, ainda mora na Itália. Ferrucio faleceu em 1976 e Íris, em 1988. “Eles vinham sempre para cá, adoravam o Brasil”, conta Ariella.

Para ela, em parte, é um alívio o fato de nunca ter ido para um campo de concentração. Por outro, ela vivencia o drama também como uma vítima do nazismo. E, onde quer que vá, carrega a bandeira da defesa dos direitos humanos.

“Esse capítulo cruel da nossa história mostra como é nefasto um povo se fanatizar quando não pensa, quando não tem uma educação completa. Foi isso que ocorreu naquela época e que não pode mais ocorrer, com nenhum povo, jamais”.

Nos Alpes, Ariella aprendeu como é importante a existência do calor humano.

Fonte: R7

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ENTRETENIMENTO: LEO BORROMEO DE 13 ANOS É CUBER MAIS RÁPIDO DAS FILIPINAS E RESOLVE O CUBO EM 5 SEGUNDOS

Conheça a história desse garoto prodígio que já é o mais rápido cuber das Filipinas, o terceiro mais rápido da Ásia e 23º do mundo. Assista ao vídeo e vela a perícia fenomenal desse garoto extraordinário. Esse o destaque desta terça-feira na coluna ENTRETENIMENTO!

Recordista de 13 anos resolve cubo mágico em 5 segundos. Assista

Um garoto filipino de apenas 13 anos está chamando a atenção na internet pela rapidez com que resolve o cubo mágico: 5 segundos.

Leo Borromeo já solucionou mais de 900 quebra-cabeças em competições e quebrou recordes com os cubos, que também são chamados de Rubik.

O jovem é extremamente habilidoso, gosta de desafios e são várias as modalidades que ele já competiu.

Os recordes são para cubos 2x2x2, 3x3x3, 4x4x4 e 5x5x5 – que formam sequências de cores e precisam estar alinhados no final.

A habilidade do Leo é tão grande que ele também resolve um cubo de Rubik com apenas uma mão.

Mais rápido

O adolescente que mora em Cebu, província das Filipinas, é atualmente o ‘speedcuber’ mais rápido do país, de acordo com a Associação Mundial de Cubos.

Ele é classificado como o mais rápido das Filipinas em tempo único (5,96 segundos) e médio (7,51 segundos).

Ele também é classificado como o terceiro cuber mais rápido da Ásia e 23º do mundo.

Infância

Aos sete anos, ele começou a se interessar por brincar com o cubo de Rubik e aprendeu sozinho a resolvê-lo assistindo a vídeos no YouTube.

“Comprei para ele um barato e no começo quebrou. Então, ele me pediu para comprar um normal para ele ”, disse Sheryl Borromeo.

Quebra-cabeças

Leo não brinca simplesmente com um cubo de Rubik, ele os resolve, porque são quebra-cabeças que devem ter cores coordenadas, após serem desarranjados.

Em um dia, Leo resolve mais de 100 quebra-cabeças de cubos de Rubik, organizando e reorganizando-os repetidamente.

Seu cubo favorito para resolver é o 3×3, mas ele também resolve outros cubos que incluem o 4×4.

Precoce, ele atualmente ele estuda na Universidade de San Carlos North Campus e nunca sai de casa sem seu cubo de Rubik.

Olha a facilidade em 5 segundos:

Leo na competição de cubos:

Com informações do Inspire More

Fonte: Só Notícia Boa

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CLIPES NACIONAIS: SEU JORGE – BURGUESINHA

Hoje vamos de CLIPES NACIONAIS com Seu Jorge que teve uma infância dura no bairro Gogó da Ema, em Belford Roxo. As variadas profissões nunca ofuscaram o seu verdadeiro desejo de se tornar músico. Desde adolescente, frequentava as rodas de samba cariocas acompanhando o pai e os irmãos em bailes funks e bailes charmes da periferia, e cedo começou a se profissionalizar cantando na noite. Participou da formação da banda Farofa Carioca, que   mistura dos ritmos negros de várias partes do mundo, como negrosreggaejongofunk e rap. A partir daí, Seu Jorge tem sua carreira   e a participação em estúdio e na turnê da banda brasileira Planet Hemp, em 2000. Participou também em diversos filmes em sua carreira.

 Fonte: Seu Jorge
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REFLEXÃO: NASCEMOS CRIANÇAS E PARTIMOS DESSA PARA OUTRA COMO CRIANÇAS

Não é a toa que nascemos crianças e na velhice, muitas vezes, voltamos a ser crianças, já que Jesus foi muito claro ao proclamar – referindo-se às crianças – que destas é o Reino dos Céus, e mais, que quem não receber o Reino de Deus como uma criança, jamais entrará nele. Todos temos a nossa porção criança, seja lá em que idade for e devemos cultivá-la, pois como diz a célebre Cecília Meireles:  A infância traz encerradas em si todas as condições superiores do destino humano. Então, convido você a ler o artigo completo a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor!

A importância da imaginação infantil

A imaginação maravilhosa da infância

A sempre lúcida e inspirada Cecília Meirelles, traz-nos alguns de seus pensamentos sobre a infância:

É porque nós, desgraçadamente, já andamos esquecidos; mas, quando fomos pequenos, tivemos também essa maravilhosa imaginação com que qualquer criança deslumbra o mais requintado poeta.

Nosso mundo foi feito de coisas prodigiosas: os milagres das fadas, os encantos dos bruxos, toda a mágica das histórias mais assombrosas…

Tudo foi sempre muito verossímil, porque tínhamos em nós uma força misteriosa geradora das mais extraordinárias possibilidades.

Talvez porque convivíamos mais diretamente com a natureza, e a natureza é por si mesma assombrosa.

Depois de ver uma borboleta voar, uma flor desenrolar-se do botão, uma semente transformar-se em planta, um passarinho sair do ovo e mais tarde a cantar;

Uma estrela revelar-se, depois de feita a noite, um campo encher-se de pirilampos, as nuvens crescerem, unirem-se, viajarem, desfazerem-se…

Depois de tudo isso, com que é que se vai admirar uma criança?

E éramos tão senhores da vida, com todos os seus cenários e as suas aparências…

Acreditávamos tanto na eternidade profunda das coisas, malgrado as suas superficiais e parciais extinções.

Que a morte era pra nós qualquer coisa enganosa, que os adultos não tinham ainda encarado bem, que ainda não conheciam de perto e só por isso, com certeza, não sabiam ainda vencer…

A infância traz encerradas em si todas as condições superiores do destino humano.

Ela mesma não sabe disso, porque a sabedoria tem qualquer coisa de inconsciente. Mas vivem dentro dela todas as capacidades da vida, por mais difíceis, inacreditáveis, longínquas e indefiníveis que sejam.

* * *

E cá estamos nós, mais uma vez, admirados com a grandiosidade desse período de nossas vidas chamado infância.

Seria apenas um período? Parece uma descrição pequena demais para abraçá-la honrosamente.

Deus nos deu a infância como um grande tesouro, uma lição de pureza poderosa, que não vem de fora, de professores, de sábios, de livros, mas vem de nosso íntimo divino.

Jesus foi muito claro ao proclamar – referindo-se às crianças – que destas é o Reino dos Céus, e mais, que quem não receber o Reino de Deus como uma criança, jamais entrará nele.

O Mestre Nazareno não olvidou que ali, naqueles corpos infantis, existiam Espíritos velhos, mas usou dessa lição para deixar visíveis as características da alma infantil – fundamentais para o crescimento moral humano.

Destacava a humildade, a pureza, na forma de ausência de preconceitos; a ânsia de saber, a perseverança, a docilidade, e tantas outras…

* * *

Que sua porção criança possa sempre sorrir ao ver o nascer do sol.

E que quando caia a noite, e venha o medo do escuro, saiba observar as estrelas e sua perfeição incompreensível e bela – e isso lhe traga novamente o sorriso.

Que sua porção criança permita enxergar o lado bom das pessoas, e jamais cair nas teias da amargura ou do pessimismo destruidor.

Que sua porção criança lhe recorde do quão bom e importante é viver.

Redação do Momento Espírita, com citações do livro Crônicas de educação, v. 1, de Cecília Meirelles, ed. Nova Fronteira

Fonte: Momento de Reflexão

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