O livro que revela Deus
Nesta quarta-feira temos uma das obras mais importantes e icônicas de todos os tempos: Tao Te King, de Lao-Tse. Junto com a Bhagavad Gita de Krishna e a Mensagem Viva do Cristo representa a sabedoria espiritual que orienta o ser humano para sua autorrealização. Portanto esta é uma obra que você não pode deixar de ler.
Sobre o autor
Huberto Rohden (30 de dezembro de 1893 – 7 de outubro de 1981) nasceu em São Ludgero, Santa Catarina. Foi ordenado sacerdote em 1920 e pertencia à Companhia de Jesus, tendo estudado ciências, filosofia e teologia em universidades da Áustria, Holanda e Itália. Divergências com a hierarquia católica o levaram a abandonar as atividades sacerdotais em 1944.
Em 1945 recebeu bolsa de estudos na Universidade de Princeton, onde conviveu e dialogou com Albert Einstein, e a partir de 1946 lecionou Filosofia Universal e Religiões Comparadas na American University, em Washington. Em 1951 retornou ao Brasil e passou a residir em São Paulo, onde fundou a Instituição Cultural e Beneficente Alvorada e criou a chamada Filosofia Univérsica, dedicada ao autoconhecimento e à autorrealização.
Escreveu e traduziu mais de 65 obras sobre filosofia, religião e ciência — incluindo traduções do Novo Testamento e do Bhagavad Gita. É considerado um dos pioneiros do pensamento transcendentalista e espiritualista no Brasil. Faleceu em São Paulo aos 87 anos.

Sobre a obra
Tao Te King (também publicado como Tao Te Ching — O Livro que Revela Deus) é a tradução comentada de Huberto Rohden para a obra clássica de Lao-Tsé. Esta obra foi escrita há cerca de 2.600 anos e é considerada uma das mais importantes obras literárias-filosóficas da humanidade. O livro reúne 81 aforismos que sintetizam toda a sabedoria dos grandes mestres da cultura chinesa. Forma o texto fundamental do taoísmo — tradição que, ao lado do confucionismo e do budismo, está entre as crenças mais difundidas na China e no restante do Oriente. Megaleitores + 3
Na tradução de Rohden, cada poema vem acompanhado de comentários e notas explicativas do próprio filósofo. Ele considerava, ao lado dos Evangelhos e do Bhagavad Gita, uma das obras máximas já escritas pela humanidade. A obra apresenta o Tao como o princípio primordial e silencioso que rege o Universo, propondo um caminho de simplicidade, não-ação (wu wei) e harmonia entre o ser humano e a ordem natural das coisas.
Wagner Braga