É aquela que se escolhe
A feliz solidão é aquela que se escolhe, não a que se sofre. É o intervalo entre o mundo e si mesmo — necessário, restaurador, quase sagrado.
Há uma diferença profunda entre estar sozinho e sentir-se solitário. A solidão imposta pesa, estreita, esvazia. A solidão escolhida, ao contrário, abre. É nela que o pensamento encontra espaço para se desdobrar sem interrupções, que a sensibilidade afina como um instrumento antes de voltar ao conjunto.
Quem aprendeu a habitar a própria companhia descobriu algo que a agitação moderna insiste em esconder: que o silêncio não é ausência, mas presença de outra ordem. É na quietude que se ouve o que realmente se pensa, se reconhece o que realmente se sente, se distingue o que é genuíno do que é apenas eco dos outros.
A feliz solidão não é fuga nem indiferença. É o lugar onde se vai para voltar inteiro. Quem a conhece não a teme — espera por ela com a mesma antecipação com que se espera por um velho amigo que nunca decepciona.

Feliz Solidão
Contentamento ?
É solidão boa.
É estar contente.
A sós.
Não à toa.
É não precisar,
Da companhia de algo,
Ou de alguém.
Sem correr atrás de alguma coisa.
É estar presente.
É estar bem.
Sem lado,
Sem posição,
Sem julgar,
Sem medo,
Sem vitimização,
Sem pensamentos discursivos,
Sem obrigação.
Sem atividade.
Na quietude.
Deixar ir a tagarelice dos pensamentos.
É a ótima solidão.
Sem ansiedade,
Sem medos internos,
Sem conflitos externos,
Sem desejo de comida,
Sem desejo de bebida,
Sem desejo de pessoas.
Dizer-se não.
Sentir-se ser,
Não o que deveria ser.
Voltar, gentilmente e,
Sentir,
” Eu estou aqui “
No presente.
Com meus pés no chão.
Vivenciar,
Disciplina,
Coragem,
E, experimentar
Eficaz evolução.
Natal RGN Brasil 05 abril 2026
Leôncio Queiroz