O Sermão da Montanha é a essência da espiritualidade

Base da harmonia espiritual

Há séculos, as igrejas cristãs do Ocidente têm estado divididas em facções e frequentemente se envolvem em disputas acaloradas. A causa dessas divergências? Dogmas específicos que são associados à doutrina de Jesus, como a infalibilidade papal, o batismo, a confissão, a eucaristia, o pecado original, a redenção pelo sangue de Jesus e a infalibilidade da Bíblia. Entretanto, nada disso tem a ver com o conteúdo da maior obra sacra já constituída e registrada pela humanidade, o Sermão da Montanha. O Sermão da Montanha é a essência da espiritualidade e base da harmonia espiritual. E não possui a marca registrada de nunhuma religião, seita ou crença.

O Sermão da Montanha é a essência da espiritualidade.

Deveria ser o único e universal credo

No entanto, existe uma solução para evitar essas polêmicas e controvérsias: todas as vertentes do Cristianismo, do Budismo, do Taoismo, do Islamismo e outras religiões adotarem o Sermão da Montanha como seu único e universal credo. Contudo, essa mensagem suprema de Cristo não contém termos teológicos dogmáticos; é integralmente espiritual e cósmica, ou melhor, “místico-ética”. Não é uma teoria para ser “acreditada”, mas uma realidade para ser “vivida”.

Portanto, nesse contexto, não haveria dissidentes nem hereges. Contudo, a mística representa o “primeiro e maior mandamento”: o amor a Deus. A ética é o “segundo mandamento”: o amor ao próximo. Com base nisso, a harmonia universal seria possível.

Quem são os bem aventurados?

Então, quem é considerado “bem-aventurado”? Quem é chamado de “filho de Deus”? E quem “verá a Deus”? Esses títulos não pertencem a adeptos de dogmas específicos, teologias de igrejas ou credos eclesiásticos. Os bem-aventurados são os “pobres de espírito”, os “puros de coração”, os “mansos”, os que “sofrem perseguição por causa da justiça”, os “pacificadores”, os “misericordiosos” e os que “amam seus inimigos” e “fazem o bem aos que os odeiam”.

Quando a humanidade abandonar suas teologias humanas e adotar a sabedoria divina do Sermão da Montanha como credo único e universal, as guerras religiosas e as excomunhões de hereges chegarão ao fim. Isso, é claro, pressupõe que essa mensagem máxima seja vivida experiencialmente, não apenas analisada intelectualmente.

Vivência espiritual e análise intelectual

A vivência espiritual promove convergência e harmonia, enquanto a análise intelectual gera divergências e desarmonia. Todavia,sem dúvida alguma, o Semão da Montanha é a essência da espiritualidade, pois até o grande Mahatma Gandhi reconheceu um dia. Ele disse: “se todos os livros religiosos desaparecessem, exceto o Sermão da Montanha, nada estaria perdido”. Nele encontramos a síntese da mística e da ética, unindo Oriente e Ocidente, Brahmanismo e Cristianismo, e representando a essência de todas as grandes religiões.

Assim como as linhas de uma pirâmide convergem no vértice, as verdades universais se encontram no Sermão da Montanha. Se o Evangelho é o coração da Bíblia, o Sermão da Montanha é sua própria alma.

Trechos extraídos do livro O Semão da Montanha de Huberto Rohden.

A meu ver o Sermão da Montanha é a essência da espiritualidade. Por isso, a partir deste artigo vamos começar um jornada de exploração ao Sermão da Montalha, para que os leigos tenham a oportunidade de compreender as sábias porém enigmaticas, mas universais, palavras de Jesus, que poucos entenderam em mais de 2000 mil anos.

Wagner Braga

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