Uma análise técnica sobre a Conscienciologia

O Julgamento é estritamente autônomo

Ao contrário do que se possa pensar, na Conscienciologia, não existe um juiz, um Deus, um tribunal espiritual ou um carma punitivo que julga e dita para onde a consciência vai. O julgamento é, portanto, estritamente autônomo. É justamente nesse ponto que uma análise técnica sobre a Conscienciologia se distancia de praticamente todas as religiões tradicionais: aqui, não há instância externa que absolve ou condena.

  • A Terra é uma escola primária: Nosso planeta é classificado como um “hospital-escola” de baixa evolução (um mundo trocológico). Consciências que alcançam um nível de maturidade muito alto simplesmente não precisam mais reencarnar aqui. Elas mudam para outras dimensões ou planetas mais avançados. Portanto, a Terra está sempre cheia de “alunos repetentes” ou de consciências que acabaram de sair do reino animal e estão nas primeiras encarnações humanas.
  • O “Efeito Hipnose” da Matéria: Ao nascer em um corpo físico denso, a consciência sofre um choque biológico e uma amnésia temporária (esquece as vidas passadas). Limitar-se ao cérebro humano faz com que a maioria das pessoas foque apenas em instintos básicos de sobrevivência, poder, sexo e dinheiro, atrasando o processo evolutivo por milênios.
  • A evolução não é automática: Ninguém evolui por osmose ou por decreto divino. A evolução depende estritamente do autoesforço (autopesquisa). Como a maioria das pessoas vive no “piloto automático”, elas passam dezenas de vidas cometendo os mesmos erros.

Quem decide se você “levou pau” ou passou de ano é você mesmo, através de dois mecanismos técnicos: o Autochoque Lúcido e mudança de padrão pensênico. A seguir, explico como funciona esse processo — técnico e sem misticismo.

A Lei da Afinidade Magnética

Você não é enviado para um plano denso ou elevado por um decreto. Pelo contrário, você vai para onde a sua energia e os seus pensamentos o puxam.

O que é holopensene: É a soma de todos os seus PENsamentos, SENtimentos e Energias acumulados ao longo da vida.

Como funciona na desencarnação: Quando o corpo físico morre, a consciência perde a “blindagem” da matéria. A atmosfera mental real dela fica, então, totalmente exposta. Se uma pessoa viveu cheia de mágoa, vícios, egoísmo ou raiva, a energia dela se torna densa — pesada. Por gravidade energética e afinidade, ela é atraída para dimensões extrafísicas que possuem a mesma vibração patológica — o que o Espiritismo chama de umbral.

Ela não foi punida. Ela simplesmente foi para o ambiente que combina com quem ela é por dentro.

O Curso Intermissivo

Quando a consciência recupera um pouco de lucidez no período entre vidas — chamado de intermissão —, ela passa pelo Autochoque Lúcido. Vale destacar, contudo, que o Curso Intermissivo não acontece automaticamente para todas as consciências após a dessoma. Ele pressupõe um nível mínimo de lucidez consciencial.

Uma Análise Técnica sobre a Conscienciologia.

O Acerto de Contas Comigo Mesmo

Consciências muito imaturas ou presas a padrões patológicos profundos tendem a permanecer por longos períodos em dimensões extrafísicas densas — o umbral —, sem lucidez suficiente para participar de qualquer processo organizado de aprendizado. Somente quando recuperam equilíbrio mínimo é que se tornam aptas a receber orientação dos Evoluciólogos. Ademais, quanto mais evoluída a consciência, mais elaborado, longo e técnico será o seu curso intermissivo.

Para aquelas que alcançam lucidez suficiente, o curso envolve:

A revisão do filme da vida: A consciência avalia a própria Proéxis (Programação Existencial — as metas que ela mesma traçou antes de nascer), confrontando o que planejou fazer com o que de fato realizou. Sobretudo, é nesse confronto que a verdade mais dura emerge: o desperdício de oportunidades reais de evolução.

O autojulgamento: Ver o próprio desperdício gera um choque de realidade profundo. É a própria consciência que conclui: “Eu fracassei. Desperdicei uma oportunidade preciosa de evolução.” Não há, todavia, nenhuma voz externa proferindo essa sentença — ela nasce inteiramente de dentro.

Há, portanto, uma consequência direta nessa visão: quanto mais a consciência se desenvolve ainda encarnada — cultivando lucidez, cosmoética e autoconhecimento —, mais produtivo será o seu período intermissivo. O que fazemos aqui determina a qualidade do que viveremos lá.

O Comitê de Orientadores

Embora o julgamento seja interno, a consciência não está abandonada. Ela recebe o auxílio dos Evoluciólogos — orientadores evolutivos de alta lucidez.

Quem são: São consciências extremamente lúcidas, técnicas e amorosas, que atuam como “diretores de escola” do processo evolutivo.

O papel deles: Eles não punem e não castigam. Funcionam, ademais, como conselheiros de carreira evolutiva. Sentam com a consciência arrependida e ajudam a planejar a próxima ressoma, orientando de forma puramente técnica: “Você faliu no trato com o dinheiro e com a sua família na última vida. Para a próxima, vamos planejar um cenário onde você possa reparar esses erros.”

Autorresponsabilidade — O princípio central

Contudo, o que sustenta todo esse sistema não é punição nem recompensa — é a autorresponsabilidade absoluta. Na visão de Waldo Vieira, o universo funciona como uma engrenagem precisa: ninguém nos pune, ninguém nos perdoa. Somos, porém, o resultado matemático das nossas próprias escolhas diárias.

É precisamente aqui que uma análise técnica sobre a Conscienciologia revela sua proposta mais desafiadora: a de que cada consciência é, ao mesmo tempo, ré, juíza e responsável pela própria sentença — não como castigo, mas como consequência natural de quem ela escolheu ser.

Wagner Braga

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