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QUAL O LEGADO DE TRUMP NA HISTÓRIA DOS EUA?

Legado Trump: o que o presidente deixa para a história dos EUA

Combativo e explosivo, presidente investiu no crescimento do país, confrontou a China e a Coreia do Norte e criou movimento no eleitorado americano

INTERNACIONAL

Giovanna Orlando, do R7

 

Trump é primeiro presidente nos EUA que não se reelege desde 1992

Depois de quatro anos de um mandato, Donald Trump deixa de ser o presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2020. Nas eleições de 3 de novembro, o Republicano não conseguiu garantir a reeleição e perdeu para o candidato democrata Joe Biden. A última vez que os norte-americanos não reelegeram um presidente foi em 1992.

Em 2016, quando foi eleito, ninguém apostava que o apresentador de televisão e magnata nova iorquino conseguiria assumir o posto mais poderoso do mundo. Conhecido por ser explosivo, Trump não escondeu a personalidade forte durante o mandato, tendo atristos com diferentes líderes mundiais e focando em “tornar a América ótima”, com incentivos à economia doméstica.

Para especialistas, é difícil de explicar o legado do presidente mais “diferente” dos Estados Unidos. Trump não tinha formação política ou experiência passada em cargos públicos.

O bilionário conseguiu se comunicar com uma parcela da população que os Democratas não tinham conseguido conquistar durante os oito anos de Barack Obama na Casa Branca e criou um movimento próprio.

“É indiscutível que ele perdeu a eleição, mas o trumpismo provou a sua força, é um legado político expressivo”, diz o professor de Relações Internacionais da ESPM-SP Leonardo Trevisan.

Segundo ele, o trumpismo é “marcado por um apelo radicalizado, com características fundamentalistas e uma forte aproximação com o eleitor médio norte-americano”.

Trump conseguiu não só conquistar o tradicional eleitorado republicano, como conquistou a confiança e o voto de uma parcela da população que estava desencantada com a política nacional e a globalização, além de minorias importantes, como os latinos, que garantiram sua vitória na Flórida, e 35% do eleitorado muçulmano no país.

Legado econômico

Focando na economia interna e no crescimento do país, Trump adotou medidas mais protecionistas e nacionalistas que outros presidentes.

Entre algumas das medidas adotadas pelo presidente, estão a “desburocratização, liberação de empréstimos para pequenos comerciantes e empresários”, enumera a professora de Relações Internacionais da ESPM-SP Denilde Holzhacker. Segundo ela, parte dos votos que Trump recebeu foi por conta dessas políticas.

Apesar da ajuda econômica, Trump nunca teve uma plataforma e objetivos claros em outras partes do governo, como saúde, educação e meio ambiente. Na saúde, o presidente criticou o legado de Obama, mas não gerou melhoras ou mudanças, apesar de ter adotado uma postura dura durante a crise dos opióides, entre 2018 e 2019, chegando até a confrontar a indústria farmacêutica.

Tratamento com a China

Desde o início do mandato, Trump classificou a China como sendo a maior ameaça aos Estados Unidos e adotou uma postura combativa perante o país asiático. Com guerras comerciais e tecnológicas, embargos e taxas altíssimas, o presidente tentou barrar a entrada de produtos e empresas chinesas nos EUA e criticou abertamente o regime de Xi Jinping.

A relação entre os dois país piorou no começo deste ano, quando Trump afirmou que a culpa pela pandemia do novo coronavírus era da China e se referia a covid-19 como “vírus chinês”.

“O Trump desenhou o jeito como os EUA vão lidar com o primeiro concorrente do país desde a Guerra Fria”, analisa Trevisan. “Ele criou um processo, um histórico para normatizar as relações com a China”.

O país asiático é um dos únicos pontos em que Democratas e Republicanos não divergem, enxergando o crescimento econômico e tecnológico da China como uma ameaça. O governo de Biden já sinalizou que vai lidar com o país com cautela e não vai mexer nos 350 bilhões de dólares que Trump impôs como barreira alfandegária, diz o professor.

“Qualquer concessão que o Biden fizer vai ter um peso enorme na próxima eleição”, prediz.

Dialogo com a Coreia do Norte e Oriente Médio

Diferentemente de outros presidentes americanos, Trump buscou diálogo e aliados em áreas novas. O presidente se reuniu com o presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, em históricas cúpulas, para tentar discutir a desnuclearização do país. Apesar dos esforços, as conversas não geraram frutos.

Trump também buscou diálogo com países do Oriente Médio, estreitando as relações do governo americano com Israel e fechando um acordo para normalizar a relação entre o país, os Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

Apesar da relação amigável com alguns governos árabes, Trump teve uma relação complicada com o Irã, e começou 2020 com o assassinato do general Qasem Soleimani, o que rendeu um mês de intensos bombardeios e princípio de guerra.

Fonte: R7

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FILOSOFIA: COMO AS PALAVRAS TÊM FORÇA E SÃO IMPACTANTES!

Um dos maiores ícones da humanidade em todos os tempos Martin Luther King é o destaque da nossa coluna FILOSOFIA desta quarta-feira. Aproveite para conhecer melhor essa figura ímpar, que revolucionou as classes sociais nos Estados Unidos através do seu movimento pela igualdade entre brancos e negros. A sua frase “Eu tenho um sonho” foi tão impactante que entrou para a história da oratória. O mundo nunca mais foi o mesmo depois de Martin Luther King. Saiba o porquê!

“Eu tenho um sonho”. Conheça o impacto da frase de Martin Luther King

No ano de 1963, ocorreu a Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade, em que Martin Luther King – um pastor afro-americano de 34 anos de idade – discursou para um público de aproximadamente 250 mil pessoas. Tal discurso provocou uma reviravolta na época com o seu impacto e a frase “Eu tenho um sonho” entrou para a história da oratória. Um ano após essa marcha, a Lei dos Direitos Civis foi aprovada nos EUA, sendo, assim, o primeiro passo dado pelo governo norte-americano na luta contra o racismo. Quer saber mais sobre esse marco na busca por direitos iguais? Atente-se!

Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade

Esta marcha foi uma grande manifestação de cunho político que ocorreu no dia 28 de agosto de 1963 em Washington, capital dos EUA. O líder e organizador desse ato foi o pastor, advogado, pacifista e ativista dos direitos humanos Martin Luther King, que conseguiu reunir mais de 200 mil pessoas no protesto para discursar, pedir, orar e clamar pela liberdade, justiça social, emprego e especialmente pelo fim da desigualdade e segregação racial contra o povo negro do país.

A maioria dos manifestantes eram negros e muitos deles caminharam por estradas até o local da marcha – fato que gerou uma certa preocupação ao governo do presidente na época, John Kennedy. John simpatizava com a causa, mas temia que toda a aglomeração causasse conflitos prejudiciais às aprovações dos direitos civis e, assim, manchasse internacionalmente a imagem dos EUA. Mas esse temor não se concretizou, pois a marcha foi totalmente organizada e repercutiu mundialmente como a maior força política em prol das leis do direito de voto e dos direitos civis, nos anos 1964 e 1965.

Cerca de 75% das pessoas da manifestação eram negras. E esse movimento teve a participação de advogados, fazendeiros, operários e até grandes nomes do cinema.

Imagem da estátua de Martin Luther King.
Direitos autorais : actionsports

Martin Luther King, o líder

Martin foi desde a juventude um grande ativista contra a discriminação racial e um dos maiores líderes de todos os movimentos em prol dos direitos dos negros. Ao liderar a Marcha de Washington, alcançou um de seus ápices ao fazer o seu discurso impactante nomeado “I have a dream” (eu tenho um sonho, em português). Nesse discurso, Martin detalha uma sociedade e um cenário em que os negros e brancos possam viver juntos em harmonia.

Antes de discursar, o pastor e ativista foi recebido com uma grande salva de palmas de todos os que aguardavam as suas palavras. Martin iniciou o seu discurso fundamentando a realização e o ideal da marcha, além de explicar o motivo da localização do palanque – em um Monumento como forma de homenagem a Abraham Lincoln, o presidente que assinou a lei da Abolição da Escravidão e que, por esse motivo, enfrentou uma Guerra Civil.

No decorrer das palavras, Martin ressaltou que os negros ainda não eram cidadãos livres e falou pela luta da liberdade, dos direitos da vida e enfatizou a busca pela felicidade. Em resposta às alas mais radicais de Malcolm X, disse que o povo negro não precisava saciar a sede por liberdade em taça de revolta e ódio, mesmo firmando a ideia de que ninguém deveria ficar satisfeito com as verdades tortas que as elites da época contavam.

Imagem de várias braços erguidos. Eles estão pintados com as cores e os símbolos da bandeira dos Estados Unidos. Ao fundo a imagem do céu azul. Sobre ele a frase escrita: Dia de Martin Luther King - Eu tenho um sonho.
Direitos autorais : belchonock

Extremamente emocionado, o ativista abandonou o discurso escrito e deu início a um improviso, que começou com um trecho que marcou a história: “…eu tenho um sonho, que um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos se sentarão juntos à mesa da fraternidade…”. Esse momento foi regado a silêncio e lágrimas e emocionou toda a multidão presente.

Martin Luther King finalizou o discurso pedindo que todas as pessoas dessem as mãos e entoassem um antigo hino religioso conhecido pelos tempos de escravidão: “Livres, finalmente livres! Graças a Deus estamos livres!”.

Durante a tarde, John Kennedy recebeu em seu gabinete alguns líderes da Marcha e declarou o seu apoio à reivindicação. Mas, infelizmente, não foi ele que introduziu a proposta para ser aprovada pelo Congresso Americano, pois em menos de 3 meses após esse dia, foi assassinado ao visitar Dallas, no Texas.

Imagem de um coração preenchido com as cores e os símbolos da bandeira dos Estados Unidos. Sobre a imagem do coração está escrito as frases: Martin Luther King - Eu tenho um sonho".
Direitos autorais : Andrey Vinnikov

O impacto de “Eu tenho um sonho”

Na época, a cultura da segregação racial era muito forte nos EUA e boa parte da população foi tocada com o discurso de Martin. Ao proferir palavras profundas e enfatizar o desejo simples e genuíno pela liberdade e pela igualdade racial, o pastor e advogado fez com que toda a sua luta pelo povo negro ganhasse força, não só nos Estados Unidos, mas no mundo inteiro. Como consequência da marcha e do discurso, o apelo contra a segregação racial e os direitos em prol da causa foram firmados nas leis do país.

A Lei de Direitos Civis foi aprovada nos EUA no ano de 1964, fazendo com que os negros pudessem ocupar todos os espaços do país da mesma forma que os brancos. Em 1965, a população negra conquistou os mesmos direitos de voto. Em 1964, Martin recebeu o Prêmio Nobel da Paz e, em 1968, foi assassinado, mas isso não calou a voz da sua luta, pois a sua garra em finalizar a marginalização dos negros fez com que diversos regimes de segregação racial fossem extintos no mundo inteiro.

Imagem da bandeira dos Estados Unidos e sobre ela está escrita a frase de Martin Luther King: Eu tenho um sonho.
Direitos autorais : belchonock

Veja um trecho do discurso:

“Eu tenho um sonho que um dia esta nação irá se levantar e viver o verdadeiro significado da sua crença. Nós comemoraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia, nas montanhas vermelhas da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes de donos de escravos se sentarão juntos à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, mesmo o estado do Mississippi, um estado inóspito sufocado pelo calor da injustiça e sufocado pelo calor da opressão, se tornará um oásis de justiça e liberdade. Eu tenho um sonho, que meus quatro pequenos filhos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor da pele, mas pelo conteúdo do seu caráter. Eu tenho um sonho hoje. Eu tenho um sonho que um dia, o estado do Alabama, com seus racistas cruéis, cujo governador cospe palavras de “interposição” e “anulação”, um dia bem lá no Alabama meninos negros e meninas negras possam dar as mãos com meninos brancos e meninas brancas, como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje.”

Fonte: Eu Sem Fronteia

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O NÚMERO DE REFUGIADOS FOI REDUZIDO POR TRUMP PARA O MENOR DA HISTÓRIA

 

Trump reduz limite de novos refugiados para menor da história

‘Pessoas de certas áreas de alto risco de presença ou controle terrorista, incluindo Somália, Síria e Iêmen, não serão admitidas’, diz texto

INTERNACIONAL

Da EFE

Donald Trump, em comunicado, limitou em 15 mil os refugiados de 2021

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou nesta quarta-feira (28) que o país só poderá receber até 15 mil refugiados durante o ano fiscal de 2021, o limite mais baixo desde 1980, quando entrou em vigor a lei que regula este amparo e que agora inclui um máximo de mil cotas para cidadãos de El Salvador, Guatemala e Honduras.

“A admissão de até 15 mil refugiados nos EUA durante o ano fiscal de 2021 (1º de outubro de 2020 até 30 de setembro de 2021) é justificada por razões humanitárias e de interesse nacional”, disse Trump em memorando ao secretário de Estado, Mike Pompeo.

O chefe da diplomacia dos EUA já havia antecipado esse número em mensagem ao Congresso no dia 30 de setembro.

De acordo com o memorando de Trump, divulgado pela Casa Branca, o número de refugiados incorpora “mais de 6.000 vagas não utilizadas do teto de admissão de refugiados do ano fiscal de 2020”. Essas cotas não foram usadas devido à nova pandemia de coronavírus.

O mandatário declarou que “pessoas de certas áreas de alto risco de presença ou controle terrorista, incluindo Somália, Síria e Iêmen, não serão admitidas como refugiados, exceto aqueles refugiados de especial preocupação humanitária”.

“Ao reduzir ainda mais a meta de admissão de refugiados para um novo mínimo histórico, ele está batendo a porta dos Estados Unidos para aqueles que estão em maior risco”, disse o reverendo John L. McCullough, presidente e diretor executivo do Church World Service (CWS), em comunicado.

O governo tinha até o final do ano fiscal de 2020, 30 de setembro, para notificar o Congresso sobre o número de refugiados que poderá acolher no próximo ano.

No ano fiscal de 2020, o governo já havia reduzido o limite para um mínimo histórico de 18 mil refugiados, que Trump descreveu em várias ocasiões como um fardo e uma ameaça à segurança do país.

De acordo com o CWS, desde a aprovação da Lei dos Refugiados de 1980, o país havia estabelecido uma meta média de admissão de 95 mil refugiados por ano, mas esse número foi “drasticamente reduzido em mais de 80%” desde o início do governo Trump, em janeiro de 2017, o que, de acordo com esta organização, “causou danos irreparáveis às famílias de refugiados”.

 

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BOAS NOTÍCIAS: CASAL VENCE O CÂNCER JUNTO APÓS SE CONHECER EM UM HOSPITAL

Um casal de Fundaleu, em Buenos Aires, na Argentina, é o destaque da edição desta terça-feira, aqui na coluna BOAS NOTÍCIAS. Eles se conheceram no hospital, ambos fazendo tratamento contra o câncer e três anos depois estão casados e venceram o câncer juntos. Então leia essa linda história de amor e comece o seu dia de alto astral!

Casal se conhece em hospital e vence câncer junto

Por redação

Um casal venceu o câncer junto e está compartilhando sua linda história pra dar esperança a outras pessoas em situações semelhantes.

Bryan Casares e Candela Mozzi estavam recebendo tratamento para linfoma, tipo agressivo de câncer, em Fundaleu, em Buenos Aires, na Argentina.

Eles se encontraram num grupo de pacientes e bateram um longo papo. Foi então que perceberam que eram os únicos que conversavam o tempo todo. Uma química que não se explica.

Três anos depois, agora eles são um casal e os dois venceram juntos o câncer.

Bryan disse que quando as pessoas perguntam, “contamos a história toda porque esperamos que possa dar esperança àqueles que lutam com outras condições semelhantes.”

O amor vence obstáculos!!!

O antes e depois do casal Fotos: Arquivo Pessoal
O antes e depois do casal Fotos: Arquivo Pessoal

Fonte: sonoticiaboa.com.br

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: ENERGIA SOLAR ACABA DE ATENDER DEMANDA DE 100% NO SUL DA AUSTRÁLIA E JÁ É A ELETRICIDADE MAIS BARATA DA HISTÓRIA

Solar é agora a eletricidade mais barata da história e acaba de atender 100% da demanda no sul da Austrália pela primeira vez

A Austrália do Sul atendeu 100% de suas demandas de eletricidade com energia solar pela primeira vez no fim de semana – a maior parte dela vinda não de fazendas solares, mas de painéis fotovoltaicos montados em telhados.

Uma combinação de céu sem nuvens, baixa demanda de energia e temperaturas amenas ajudou a criar condições para 76% da energia circulante a ser gerada por energia solar no telhado, com fazendas solares em escala de serviço público compondo o resto.

Ambas as fontes combinadas para produzir 1,37 gigawatts de energia disponível, o que teria gerado 986 toneladas métricas de CO2 e normalmente exigiria 1 milhão de libras de carvão ou cerca de 100.000 galões de gasolina.

Na ensolarada Austrália, a energia solar nos telhados já havia atingido um recorde de 900 megawatts por hora de produção pela primeira vez apenas algumas semanas antes, um recorde que seria quebrado por 2,5 horas seguidas no domingo, quando os painéis dos telhados geravam 992 MWh.

Recorde também estava sendo estabelecido fora dos contadores da Austrália do Sul, já que, em um novo relatório , a Agência Internacional de Energia (IEA) diz que a energia solar é agora a forma mais barata de eletricidade para empresas de serviços públicos construir. Ao mesmo tempo, a tecnologia do painel fica mais eficiente e os preços dos painéis básicos continuam caindo, e os investidores estão encontrando negócios cada vez melhores de financiamento.

Isso é uma boa notícia para a Austrália do Sul e para o continente como um todo, já que  relatórios de energia sugerem que a instalação de painéis solares e baterias continuará a se expandir até 2021, removendo a necessidade de salvaguardas da rede de gás natural e até mesmo permitindo alguns dos excessos ser enviado para o estado de Victoria.

Solar vai crescer exponencialmente

O futuro da energia solar é brilhante, do vento: arejado, dos biocombustíveis: cheirando bem, e na perspectiva anual de energia da IEA, eles o descrevem como tal depois de executar cenários em que políticas declaradas de vários estados ao redor do globo são cumpridas e calculadas para o que isso significaria para o setor de energia.

De acordo com sua análise, o crescimento global da energia solar chegará a 13% a cada ano e, embora os custos de capital tenham subido ligeiramente após anos de declínio, outras condições de mercado levarão a produção e o investimento a novos máximos, enquanto 275 GWh de carvão global irão para o direção oposta em 2025.

“A implantação global de energia solar fotovoltaica excede os níveis pré-crise (COVID) em 2021 e estabelece novos recordes a cada ano após 2022, graças aos recursos amplamente disponíveis, custos decrescentes e apoio político em mais de 130 países”, diz o resumo executivo do relatório.

Ele acrescenta que as energias renováveis ​​ultrapassarão o carvão como o principal meio de geração de eletricidade em todo o mundo até 2025, observando que de acordo com seus objetivos e trajetória atual, a China terá expandido as energias renováveis ​​em 1.500 terawatts por hora até 2030, mais do que a demanda de eletricidade de todas as nações. da Alemanha, França e Itália no ano passado.

Os mercados financeiros não são cegos para isso. Firmas de investimento como a Blackrock estão adotando uma nova abordagem relacionada ao clima para estratégias de investimento, com seu CEO Larry Fink escrevendo cartas a todos os principais CEOs cujo dinheiro Blackrock administra, para que eles examinem as práticas de negócios sustentáveis ​​de qualquer empresa em que planejem investir.

Os recordes que a Austrália do Sul está estabelecendo são os sinais de uma tendência global que afetará todos os mercados e todas as empresas de energia, e provavelmente apenas a queda de algumas pedras que iniciará uma avalanche nas montanhas.

Fonte: goodnewsnetwork.org

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PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA RN É FINALISTA DA SUPERLIGA C DE VÔLEI

RN é finalista da Superliga C de vôlei pela primeira vez na história

Redação / Portal da Tropical

 – Atualizado em: 

Foto: Anderson Teixeira

O time do Unimed/Aero derrotou Sport Recife na semifinal e vai disputar o título, disputada no ginásio do Sesi, em Natal, nesta quinta-feira (16). O momento é histórico para o volei potiguar, pela primeira vez em 8 anos de competição, um time do RN chega à final da Superliga C.

“Estou muito feliz em fazer parte desse projeto e desse momento importante pra Natal, pro RN. Pra ficar melhor, vamos fazer de tudo pra ficar com o título e o acesso à Superliga B”, comemora Juarez, ponteiro tocantinense que joga no Chipre e foi um dos contratados pelo clube potiguar para a disputa.

O jogo da semifinal, nesta sexta, começou com o Sport Club do Recife abrindo 6 pontos de vantagem. O Unimed/Aero não se rendeu. Virou em 17×16 e se manteve na frente até fechar o primeiro set em  25×22. Os sets seguintes, apesar de bem disputados, tiveram placares mais folgados: 25×16 e 25×17.

A briga pelo título da Superliga está entre potiguares e cearenses. No primeiro jogo das semifinais, o Vôlei Unip/Fortaleza garantiu a vaga na final com uma vitória por 3×0 em cima dos conterrâneos do Clube do Vôlei Multisports.

“É uma equipe muito bem treinada, forte, agressiva. Então é trabalhar pra chegar no nosso objetivo, sempre com o pé no chão, sabendo que falta esse jogo para conseguir o título”, diz Carlos Eduardo Pessoa, técnico do Unimed/Aero. O campeão garante vaga na Superliga B 2021.

Fonte: Portal da Tropical Notícias

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FINALMENTE É INICIADA NO MUSEU DA RAMPA A CONSTRUÇÃO DE DECK E DE PÍERS

Construção de deck e de píers é iniciada no Museu da Rampa

Redação/Portal da Tropical

 – Atualizado em: 

Complexo da Rampa | Foto: Sandro Menezes

As obras de reforma do Museu da Rampa e a construção do Memorial do Aviador continuam em execução, mantendo a programação estabelecida pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN). De acordo com o Executivo, as obras já estão mais de 80% executadas. A previsão de conclusão é para o final do mês de dezembro de 2020.

Ainda segundo o governo, nesta semana, chegaram ao canteiro de obras, localizado no bairro de Santos Reis, as estacas centrifugadas de concreto, com diâmetros de 30 cm e 40 cm e comprimentos de 9 m e 11 m, produzidas em Cabo de Santo Agostinho (PE). Isso marcou o início da construção do deck frontal, com largura de 3,80m e extensão aproximada de 102 m, assim como de dois píers que adentram área do Rio Potengi, com extensões de 22 m e 27 m.

A reforma da Rampa e a construção do Museu do Aviador teve orçamento inicial de, aproximadamente, R$ 7,6 milhões, com recursos do Ministério do Turismo. No entanto, segundo Gustavo Coelho, secretário de Infraestrutura, a obra também conta com aporte de recursos financeiros do governo estadual destinados à cobertura dos valores relativos à contrapartida e aos reajustamentos decorrentes do prazo de execução da obra.

Com sua conclusão, o Complexo Cultural da Rampa – composto por dois prédios principais, o Museu da Rampa propriamente dito e o Memorial do Aviador – passará a contar com, aproximadamente, 2.800 m² de área construída, os quais abrigarão salas para exposições, loja, café, auditório, dentre outros, tornando-se importante área vocacionada à realização de eventos – que contarão o papel da Cidade de Natal no pioneirismo da aviação e na criação do correio aéreo da América Latina e ainda sua participação na Segunda Grande Guerra Mundial.

Fonte: Portal da Tropical Notícias

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PSICOLOGIA: O SURPREENDENTE IMPACTO SOBRE A PSIQUE DA COVID-19 SOBRE SOBREVIVENTES DO HOLOCAUSTO

Um estudo para verificar os efeitos psicológicos da pandemia em sobreviventes do Holocausto é o destaque desta sexta-feira, aqui na coluna PSICOLOGIA, cuja conclusão foi surpreendente. Então convido você a ler o artigo completo a seguir e tomar conhecimento desse interessante resultado!

Covid-19 e sobreviventes do Holocausto: os impactos sobre a psique

Estudo descobriu que a pandemia pode ecoar adversidades passadas e desencadear reações psicológicas ampliadas em pessoas que passaram por essa experiência trágica

Judeus em Auschwitz, 1944: entre os sobreviventes do Holocausto agora confrontados com a pandemia de covid-19 em Israel, os que manifestaram mais preocupação com a doença foram os que enfrentaram doenças infecciosas durante aquele período. Crédito: Ernst Hofmann ou Bernhard Walte/German Federal Archives/Wikimedia

Pessoas que sobreviveram ao Holocausto (o genocídio de cerca de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial) exibiram uma ampla gama de reações emocionais e maneiras de lidar com a pandemia de covid-19, segundo um estudo da Universidade Bar-Ilan (Israel). Alguns estão lidando bem com a crise atual, enquanto outros enfrentam dificuldades consideráveis. A forma como lidam com a crise atual deriva em grande parte de como lidam com suas memórias traumáticas do genocídio promovido pelo regime nazista. A pesquisa foi publicada na revista “Journal of Psychiatric Research”.

Para muitos desses sobreviventes, as diretrizes da política de saúde da pandemia de covid-19 são uma reminiscência de várias condições adversas existentes durante o Holocausto. Elas incluem o isolamento prolongado e a separação de membros da família, mas, particularmente, o risco onipresente de contrair doenças infecciosas.

Estudos anteriores mostraram que os sobreviventes são mais sensíveis a vários eventos estressantes pós-Holocausto. Entre eles destacam-se aqueles que refletem um trauma primário passado. No novo estudo, os pesquisadores examinaram se a exposição a adversidades específicas do Holocausto estaria relacionada a reações psicológicas amplificadas à covid-19.

O estudo enfocou 127 sobreviventes do Holocausto e judeus de ascendência europeia que não passaram por essa experiência. Todos eles nasceram antes de 1945. Os entrevistados foram entrevistados durante o período da saída gradual do primeiro bloqueio (lockdown) de Israel, entre abril e junho de 2020.

O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT, ou PTSD na sigla em inglês) e a solidão foram mais prevalentes entre os sobreviventes que contraíram doenças infecciosas o Holocausto, como tuberculose e disenteria, ante adultos mais velhos que não experimentaram o evento trágico (38,5% x 0% para TEPT; 53,8% x 22,6% para solidão). Além disso, e surpreendentemente, as preocupações relacionadas à covid-19 foram mais frequentes entre os sobreviventes que contraíram doenças infecciosas durante o Holocausto (46,2%) ante outros sobreviventes (22,1%) ou aqueles que não foram expostos ao Holocausto (6,5%).

“Acreditávamos que a maioria dos sobreviventes do Holocausto manifestaria maior sofrimento psicológico durante a pandemia. Isso se explicaria porque muitos deles ainda lidam com sintomas de TEPT e outras deficiências. No entanto, o aumento da angústia foi evidente sobretudo em um subgrupo de sobreviventes cujas vidas foram ameaçadas por doenças infecciosas durante o Holocausto”, disse o prof. Amit Shrira, do Programa de Mestrado em Gerontologia e do Departamento Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade Bar-Ilan.

Shrira conduziu o estudo em colaboração com Maya Frenkel-Yosef, da Nini Czopp Association, que fornece serviços sociais aos sobreviventes do Holocausto holandês-israelense e suas famílias, e com Ruth Maytles, aluna de doutorado da Universidade Bar-Ilan. Estudioso também da transmissão intergeracional do trauma, Shrira atualmente analisa com colegas os dados de um novo estudo focado em como os descendentes de sobreviventes do Holocausto estão lidando com a atual pandemia.

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: URSO DAS CAVERNAS EXTINTO COM APROXIMADAMENTE 39.000 ANOS É DESCOBERTO INTACTO NA TUNDRA CONGELADA DO ÁRTICO RUSSO

Uma descoberta simplesmente sensacional foi feita por pastores de rena no Ártico Russo e é o destaque da nossa coluna CIÊNCIAS desta quarta-feira. Um urso das cavernas da idade do gelo foi encontrado na tundra congelada do Ártico Russo, na República Siberiana de Sakha, com todos os seus órgãos intactos. Isso vai permitir aos cientistas a rara oportunidade de estudar o animal extinto em detalhes requintados. Então lhe convido a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa incrível descoberta!

O primeiro urso-caverna extinto e perfeitamente preservado da Idade do Gelo foi descoberto por pastores de renas no Ártico Russo

 

 

 

Em uma descoberta inédita, pastores de renas na tundra congelada do Ártico Russo encontram os restos “mumificados” de um urso das cavernas da Idade do Gelo.

Descoberto na ilha Bolshoy Lyakhovsky, na República Siberiana de Sakha, o urso foi encontrado envolto em gelo de modo que todos os seus órgãos – até o nariz – ainda estavam intactos, permitindo aos cientistas a rara oportunidade de estudar o animal extinto em detalhes requintados.

A datação por radiocarbono para descobrir a idade dos restos mortais não foi concluída, mas as primeiras sugestões parecem sugerir que eles têm cerca de 39.000 anos.

Cientistas da Universidade Federal do Nordeste em Yakutsk, Rússia, que estão tontos com a descoberta , disseram que, até agora, apenas crânios e ossos do urso das cavernas – um predecessor ligeiramente maior do urso marrom moderno – foram encontrados.

“Hoje, esta é a primeira e única descoberta desse tipo – uma carcaça de urso inteira com tecidos moles. Esta descoberta é de grande importância para todo o mundo ”, disse Lena Grigorieva da universidade, uma das maiores especialistas da Rússia em espécies da Idade do Gelo.

Outro cientista, Maxim Cheprasov, do laboratório Mammoth Museum em Yakutsk, disse ao Siberian Times que “será preparado um programa científico para seu estudo abrangente”, para que se saiba mais sobre como o animal vivia.

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NEFU RIAEN

“Teremos que estudar a carcaça de um urso usando todos os métodos modernos de pesquisa científica – genética molecular, celular, microbiológica e outros.”

Coincidentemente, um filhote de urso-caverna bem preservado da mesma espécie (Ursus spelaeus) foi recentemente encontrado separadamente.

Um dos exemplos clássicos, como o mamute lanoso, da megafauna da era do Pleistoceno Superior, o urso das cavernas originalmente recebeu esse nome porque a maioria de seus ossos foi encontrada em cavernas.

Não tendo predadores naturais, os cientistas há muito levantaram a hipótese de que a morte durante a hibernação, um período que durante a última Idade do Gelo teria sido longo, era a causa mais comum de mortalidade.

A mudança climática e a extinção causada pelo homem foram sugeridas como as principais causas do desaparecimento de animais há 15.000 anos.

O derretimento do permafrost na Sibéria, de acordo com o Times , revelou grandes descobertas no campo da paleontologia, como carcaças preservadas de mamutes, rinocerontes lanudos, potros da Idade do Gelo e leões das cavernas.

Fonte: Good News Network

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EM ARTIGO, MOURÃO DIZ QUE O BRASIL É O PAÍS COM MENOS DESMATAMENTO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

Somos o país que menos desmatou na história da humanidade, diz Mourão em artigo

Sinara Peixoto, da CNN em São Paulo

19 de setembro de 2020 às 19:19 | Atualizado 19 de setembro de 2020 às 20:41

Hamilton Mourão

 

O vice-presidente da República e do Conselho Nacional da Amazônia, Hamilton Mourão, utilizou as redes sociais, na tarde deste sábado (19), para defender a ideia de que há desinformação a respeito dos dados sobre preservação ambiental no Brasil.

Na semana em que o Pantanal atingiu a maior taxa histórica de queimadas, Mourão afirma que “somos o país que menos desmatou na história da humanidade”.

“Interesses econômicos e políticos a parte, também ocorre uma certa desinformação, que termina por ganhar força junto aos que jamais pisaram na Amazônia. Para esclarecer o cenário existente, eu os convido a juntos analisarmos as queimadas, o coelho da vez, tirado da cartola, para como em uma mágica induzir o espectador a acreditar no truque que lhe está sendo encenado”, afirmou.

O vice-presidente admite que as queimadas são um problema nos biomas brasileiros, mas diz que “não na proporção trágica e com o descaso dos governantes como querem crer os donos das cartolas e dos coelhos”.

“SIM, as queimadas acometem a Floresta Amazônica e outros biomas do País – e também do mundo, não somos a única nação a enfrentar esse problema -, especialmente no período da seca, quando os índices historicamente se elevam. Mas não na proporção trágica e com o descaso dos governantes como querem crer os donos das cartolas e dos coelhos. As queimadas que estão ocorrendo na Amazônia não são ‘padrão Califórnia ou Austrália’ e as ações do Governo Federal buscam não só reduzi-las, mas também atenuar seus efeitos nocivos ao meio ambiente e à saúde das pessoas.”

Na publicação da tarde deste sábado, Mourão apresenta uma análise de números que, segundo ele, foram computados até esta semana.

“Gostaria de compartilhar a análise dos números computados até 15 de setembro deste ano, comparando-os com igual período do ano passado. Tivemos um aumento de 11% nesse período, destacando que um terço ocorreu em áreas já desmatadas, outro terço naquelas que foram objeto de desmatamento recente e o último terço em regiões urbanas, de assentamentos e industriais”, pontua.

O presidente do Conselho da Amazônia destaca o foco de ação do poder público. “Nossos alvos de repressão localizam-se naquele importante terço de áreas recentemente desmatadas, notadamente aquelas situadas em terras indígenas e unidades de conservação, onde não podemos aceitar o avanço da criminalidade”.

E finaliza questionando “narrativas” sobre o tema, defendendo a atuação do governo federal no enfrentamento aos crimes ambientais e exaltando o sistema democrático. “Não se deixem levar por narrativas tiradas da cartola, como o coelho daquele mágico”.

“Por fim deixo claro que o governo do Presidente Bolsonaro não compactua com ILEGALIDADES e manterá os esforços constantes no sentido de que criminosos ambientais sejam enfrentados de acordo com a lei, pois respeito ao Estado de Direito é pilar básico do sistema democrático e da civilização ocidental, a qual temos orgulho de pertencer”.

Nações europeias enviam carta

Dinamarca, França, Holanda, Alemanha, Itália, Noruega, Reino Unido e Bélgica assinaram uma carta enviada a Hamilton Mourão expressando preocupações com a degradação da Amazônia.

No documento, os signatários afirmam que “na Europa, há um interesse legítimo no sentido de que os produtos e alimentos sejam produzidos de forma justa, ambientalmente adequada e sustentável” e por isso os números do desmatamento na floresta amazônica estariam preocupando “consumidores, empresas, investidores e a sociedade civil”.

Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram um aumento no número de focos de incêndio de 7% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar de parecer um crescimento pequeno, 2019 foi o ano no qual foi registrada a maior quantidade de queimadas na Amazônia desde 2012.

A carta relembra um histórico do Brasil como um dos pioneiros na tomada de medida contra o desmatamento amazônico, e menciona o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desflorestamento na Amazônia Legal, o Código Florestal Brasileiro e a Moratória da Soja como exemplos de projetos nacionais de preservação.

O documento também expressa preocupação com os povos indígenas e as populações locais.

Os representantes dos países, participantes da parceria das Declarações de Amsterdã, um compromisso com a preservação do meio ambiente, afirmam que estão dispostos a colaborar com o Brasil em projetos de preservação.

“Gostaríamos de ter a oportunidade de discutir esse desafio junto com Vossa Excelência, através de nossos representantes diplomáticos, na esperança de que possamos trabalhar com base numa agenda comum, juntamente com outros parceiros europeus, para garantir um futuro próspero e sustentável para o nosso povo, o clima e o meio ambiente”, escreveram ao vice-presidente Hamilton Mourão.

A carta foi publicada nas redes sociais da Embaixada Alemã:

Print do tweet da embaixada alemãPublicação da Embaixada Alemã no Twitter, divulgando a carta.
Foto: Reprodução/Twitter

 

Texto de Mourão na íntegra

Nos últimos tempos, os mais variados atores acusam o Brasil de não ser capaz de cuidar do seu patrimônio ambiental, em particular a Amazônia. Uma ironia, levando em consideração que somos o País que menos desmatou na história da humanidade.

Como exemplo, cito que nos primórdios da vida na terra a Europa possuía 7% das florestas do mundo e o Brasil 9,8%. Hoje os europeus contam com 0,1% e nosso País com 28,9% da cobertura florestal mundial.
Reitero que somos a Nação que tem a matriz energética mais limpa e a maior cobertura vegetal original, chegando ao admirável valor de 84% de área nativa preservada na Amazônia e mais de 60% se considerarmos todo o território nacional.

Interesses econômicos e políticos a parte, também ocorre uma certa desinformação, que termina por ganhar força junto aos que jamais pisaram na Amazônia. Para esclarecer o cenário existente, eu os convido a juntos analisarmos as queimadas, o coelho da vez, tirado da cartola, para como em uma mágica induzir o espectador a acreditar no truque que lhe está sendo encenado.

SIM, as queimadas acometem a Floresta Amazônica e outros biomas do País – e também do mundo, não somos a única nação a enfrentar esse problema -, especialmente no período da seca, quando os índices historicamente se elevam.

Mas não na proporção trágica e com o descaso dos governantes como querem crer os donos das cartolas e dos coelhos. As queimadas que estão ocorrendo na Amazônia não são “padrão Califórnia ou Austrália” e as ações do Governo Federal buscam não só reduzi-las, mas também atenuar seus efeitos nocivos ao meio ambiente e à saúde das pessoas.

Para compreendermos a realidade das queimadas amazônicas e termos capacidade de interpretar os números divulgados, precisamos entender o que significam os focos identificados pelos satélites de referência utilizados pelo INPE. As imagens acusam todos os focos de calor, o que não significa incêndio, pois qualquer área com temperatura acima de 47o – uma fogueira por exemplo – é assim identificada.

Além disso, como consta no site do instituto, é comum uma mesma queimada ser detectada por vários satélites. Os dados brutos também não distinguem as ilegais das legais, que são aquelas ocorridas dentro dos 20% de terra que, de acordo com nossa legislação, pode ser explorada no bioma Amazônia.

Os fatores que levam a uma queimada não são matemáticos, pois questões ambientais e humanas influenciam tanto a ignição como a propagação e contenção do evento. Não é uma ciência exata. Assim, os esforços dos governos federal e estaduais podem ser positivos, com elevados ganhos em um período, como em outros tendem a ser negativos.

Por isso é importante que os dados sejam TRANSPARENTES, contudo submetidos a uma análise qualitativa por meio de processo inteligente, levando a ajustes e correções, necessários para o combate às ilegalidades e para que a informação produzida seja a expressão da verdade.

Gostaria de compartilhar a análise dos números computados até 15 de setembro deste ano, comparando-os com igual período do ano passado. Tivemos um aumento de 11% nesse período, destacando que um terço ocorreu em áreas já desmatadas, outro terço naquelas que foram objeto de desmatamento recente e o último terço em regiões urbanas, de assentamentos e industriais.

Nossos alvos de repressão localizam-se naquele importante terço de áreas recentemente desmatadas, notadamente aquelas situadas em terras indígenas e unidades de conservação, onde não podemos aceitar o avanço da criminalidade.

No Bioma Amazônia existem cerca de 530.000 imóveis rurais, de acordo com dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), em aproximadamente 25.000 ocorrem queimadas ilegais, ou seja, em 5% das propriedades. Essa é a dimensão do problema a ser enfrentado, com paciência, determinação e clareza.
Não podemos e não iremos parar.

Seguiremos sempre adiante, passo a passo, com foco no aperfeiçoamento contínuo dos métodos, técnicas, equipes, políticas públicas e recursos disponíveis para a prevenção e o combate das queimadas ilegais na Floresta Amazônica, atuando nas frentes política, econômica, social e legal.

Não se deixem levar por narrativas tiradas da cartola, como o coelho daquele mágico.
Por fim deixo claro que o governo do Presidente Bolsonaro não compactua com ILEGALIDADES e manterá os esforços constantes no sentido de que criminosos ambientais sejam enfrentados de acordo com a lei, pois respeito ao Estado de Direito é pilar básico do sistema democrático e da civilização ocidental, a qual temos orgulho de pertencer.

Fonte: CNN

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