Blog do Saber, Cultura e Conhecimento!

REFLEXÃO: QUANTO PESA ESSE COPO? UMA CURTA HISTÓRIA, POR CAMILA ZEN

Uma história que nos convida a ver os nossos problemas por um ângulo um pouco inusitado. Segurar um problema sem trégua, indefinidamente é o mesmo que segurar um copo com água por um dia inteiro ou até mesmo dias. Quanto mais tempo você passa com ele na mão mais ele parece pesar. E aí, por quanto tempo você tem segurado o copo? Assista ao vídeo de Camila Zen a seguir contando uma curta história que merece a sua REFLEXÃO. Namastê!

Fonte:

Continuar lendo REFLEXÃO: QUANTO PESA ESSE COPO? UMA CURTA HISTÓRIA, POR CAMILA ZEN

11 DE SETEMBRO COMPLETA 20 ANOS DO MAIOR ATENTADO TERRORISTA EM SOLO AMERICANO

11 de setembro de 2001: os 20 anos do dia que marcou a história

O maior atentado terrorista em solo norte-americano teve consequências que são sentidas até hoje em várias partes do mundo

INTERNACIONAL

 Fábio Fleury, do R7

A Torre Norte do WTC queimou durante quase 2 horas antes de desabar

HUBERT MICHAEL BOESL / EFE – EPA – DPA – 11.9.2001

Na manhã do dia 11 de setembro de 2001, quatro aviões da Boeing (dois 757 e dois 767, dois da American Airlines e dois da United Airlines) decolaram dos aeroportos de Boston, Newark e Washington. Todos iam para a Califórnia, mas jamais chegaram ao destino. Ao invés disso, o que aconteceu com eles mudou para sempre a história do século 21.

O voo 11 da American Airlines, com 11 tripulantes e 76 passageiros, foi dominado por 5 sequestradores e colidiu com a Torre Norte do World Trade Center, em Nova York, às 8h46. Apenas 17 minutos depois, o avião que fazia o voo 175 da United, com 9 tripulantes, 51 passageiros e 5 terroristas, colidiu com a Torre Sul.O mundo ainda tentava entender o que estava acontecendo quando a aeronave que fazia o voo 77 da American Airlines colidiu contra o Pentágono, prédio do Departamento de Defesa dos EUA, em Washington, com 6 tripulantes, 53 passageiros e 5 sequestradores, às 9h37. O último avião, do voo 93 da United Airlines, tinha como alvo o Congresso norte-americano, mas caiu perto de Shanksville, na Pensilvânia, às 10h03, após alguns dos 7 tripulantes e 33 passageiros tentarem retomar o controle das mãos de 4 terroristas.

Em um intervalo de 77 minutos, 19 terroristas da Al-Qaeda conseguiram cumprir o maior e mais ousado atentado terrorista em solo norte-americano da história. No total, 2.996 pessoas morreram em decorrência direta das ações terroristas. As consequências desse dia, no entanto, perduram por duas décadas.

“É o momento em que a grande potência internacional, que saiu vitoriosa no pós-Guerra Fria se mostra vulnerável. A primeira coisa fundamental é a demonstração da vulnerabilidade da grande potência global a ataques terroristas. E isso vai desencadear uma série de reações por parte dos EUA que tornam o 11 de setembro um grande divisor de águas”, analisa Felipe Loureiro, coordenador do curso de Relações Internacionais da USP.

O evento mudou fundamentalmente o posicionamento dos EUA, que passaram uma década como principal potência hegemônica mundial após o colapso da União Soviética. De uma política externa mais calcada em uma expansão econômica, o país passou a investir pesado em intervenções em outros locais. O resultado foram duas das mais longas guerras da história norte-americana, outros milhares de mortes e trilhões de dólares em despesas militares.

“No 11 de setembro, tudo mudou. Os EUA passam a intervir muito mais diretamente em determinadas regiões que eram geopolitcamente sensíveis. Teve a invasão do Afeganistão três meses depois do ataque e a invasão do Iraque em 2003. Há uma mudança na forma como os EUA lidam com o mundo, uma política intervencionista, mas ela tem um custo muito grande”, afirma o cientista político Guilherme Casarões, professor da FGV-SP.

As invasões

Menos de um mês após os atentados, em 7 de outubro, forças norte-americanas e britânicas atacaram posições do Talibã no Afeganistão. O grupo extremista que governava o país dava abrigo e recursos para a Al Qaeda de Osama Bin-Laden, que mais tarde assumiu o planejamento dos ataques, e se recusava a entregá-los.

Tinha início então a invasão ao território afegão, que rapidamente derrotou os talibãs e desembocou em uma intervenção de longo prazo, encerrada apenas no dia 31 de agosto deste ano, com a retirada das tropas e funcionários dos EUA e países aliados por meio do aeroporto de Cabul, e a retomada do país pelo grupo extremista.

Em 2003, por insistência do então presidente dos EUA, George W. Bush, que alegava um envolvimento do regime de Saddam Hussein, no Iraque, com a Al-Qaeda, além de supostas armas de destruição em massa, tropas norte-americanas e aliadas invadiram o país.

Para os especialistas, essa operação tirou o foco do Afeganistão, onde havia um contingente menor em um momento em que seria possível derrotar de vez o Talibã e a Al-Qaeda, minou a credibilidade dos EUA no cenário internacional e ajudou a radicalizar ainda mais a região.

“A invasão do Iraque foi muito contestada por aliados históricos, como a Alemanha, a França e o Brasil, já no início do governo Lula. Alguns aliados ajudaram, mas a maior parte adotou uma postura de reticência. A Rússia e a China também fizeram críticas pesadas sobre a legitimidade da ação no Iraque, que gerou uma série de problemas no país”, recorda Casarões.

“Isso acabou fomentando mais instabilidade nesses territórios e consequentemente deu base para novas organizações terroristas surgirem. Algumas foram até mais mortíferas e mais desestabilizadoras para a ordem local e internacional do que as anteriores, como foi o caso do Estado Islâmico, que é uma consequência direta da intervenção norte-americana no Oriente Médio”, complementa Loureiro.

Ataques e desestabilização

Provas dessa desestabilização logo puderam ser sentidas em duas grandes cidades europeias. Em 11 de março de 2004, explosões em trens e estações de Madri mataram 193 pessoas e feriram mais de 2 mil. Em 7 de julho de 2005, atentados no metrô e um ônibus de Londres fizeram mais 56 vítimas fatais e 700 feridos. As ações foram atribuídas a células da Al-Qaeda, como uma resposta à participação da Espanha e do Reino Unido na invasão ao Iraque.

“Acho que não haveria razão para esses atentados sem o 11 de Setembro. Tanto os atentados de Londres como de Madri vêm como consequência da ocupação do Iraque, Reino Unido e Espanha estavam na coalizão. Esse é o ponto fundamental. Os atentados do Estado Islâmico contra França e Bélgica aconteceram por causa de bombardeios na Síria. Todos os ataques partiram dessa noção de que havia uma presença estrangeira”, argumenta Casarões.

Um exemplo disso, segundo o professor da FGV, está no fato de que Bin Laden já tinha ordenado pelo menos três ataques anteriores contra os EUA: os atentados suicidas simultâneos contra as embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia, em 7 de agosto de 1998, e contra o destróier USS Cole, uma embarcação militar de grande porte, no Iêmen, em 2000. A intenção dele era encerrar a presença ocidental no Oriente Médio, especialmente na Arábia Saudita, berço da religião islâmica.

Nos EUA, as ações militares que deram sustentação interna a Bush nos primeiros anos de seu mandato começaram a se tornar um peso para o país. Em 2008, Barack Obama foi eleito prometendo em sua campanha que iria encerrar as ocupações no Iraque e no Afeganistão. Pelo menos na primeira, conseguiu o objetivo em 2011, mas o país voltaria a ter presença de tropas mais tarde, por conta do combate ao Estado Islâmico.

“Obama deixou muito claro que queria focar a política externa na Ásia, mirando mais em questões comerciais, mas ficou preso às diversas crises que surgiram na região, como o crescimento do Estado Islâmico, a Primavera Árabe e a guerra na Síria”, argumenta Casarões.

Além de impelir os EUA a responder com ações militares no cenário internacional, o 11 de Setembro também causou uma corrida em busca de uma ampliação na segurança interna. Houve um rearranjo das agências de inteligência do país, com a criação do Departamento de Segurança, mas também causou inúmeros problemas de violações dos direitos civis, desde vigilância ilegal até prisões arbitrárias.

“O mundo percebeu quanto os países mais ricos estavam vulneráveis a ataques e isso levou a um aumento dos aparelhos de segurança, uma reestruturação muito ampla do setor, especialmente na aviação civil e na inteligência. Isso acabou se traduzindo em determinadas violações de direitos, monitoramento dos dados, das pessoas, muitas vezes sem base ou autorização”, ressalta Loureiro.

Os esquecidos de Guantanamo

Um dos maiores símbolos da face mais obscura da chamada “guerra ao terror” permanece em operação até hoje: a prisão de Guantanamo, em Cuba, aberta no início de 2002 para abrigar acusados de participação no ataque ao WTC. No total, 780 pessoas foram detidas no local, a maioria sem julgamento e muitas sem sequer conhecer as acusações, sofrendo torturas e outras violações das convenções internacionais.

“Outra promessa de campanha do Obama era fechar Guantanamo, prisão que tem uma série de problemas com respeito aos direitos humanos, mas ele não conseguiu por causa do Congresso”, pondera Casarões. Parlamentares democratas e republicanos foram contra a ideia e aprovaram projetos que impediam que prisioneiros detidos no presídio cubano fossem trazidos a solo norte-americano.

No momento, 39 homens permanecem detidos em Guantanamo, todos capturados entre 2002 e 2008, segundo um levantamento do New York Times. Destes, 14 são do Iêmen, 6 do Paquistão, 4 da Arábia Saudita, 2 do Afeganistão, 2 da Argélia, 2 da Líbia, 2 da Malásia. Indonésia, Iraque, Palestina, Quênia, Somália, Tunísia têm um cidadão cada, além de um considerado apátrida.

Continuar lendo 11 DE SETEMBRO COMPLETA 20 ANOS DO MAIOR ATENTADO TERRORISTA EM SOLO AMERICANO

HISTÓRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE MOSSORÓ É REGISTRADA EM LIVRO

Mossoró ganha livro sobre história da Câmara Municipal

03 set 2021

Mossoró ganha livro sobre história da Câmara Municipal | Política em Foco

O livro Memorial da Câmara Municipal de Mossoró foi lançado na noite desta quinta-feira (2), no plenário da Casa. Editado pela Coleção Mossoroense, a obra resgata a história do Poder Legislativo, em mais de 160 anos, entre 1853 e 2020. É resultado de parceria entre a Fundação Vereador Aldenor Nogueira e a Fundação Vingt-un Rosado.

Parte da pesquisa é de autoria do historiador Raimundo Soares de Brito, falecido há nove anos e autor da obra Legislativo e Executivo de Mossoró, uma Viagem mais do que Centenária. “Raibrito” assina a autoria do Memorial da Câmara Municipal de Mossoró, com os servidores públicos municipais Edilson Segundo e Eriberto Monteiro.

O lançamento reuniu vereadores, ex-parlamentares, servidores e ex-servidores da Câmara; representantes de academias de letras, universidades e outros segmentos sociais.

Segundo o presidente da Câmara, Lawrence Amorim (SD), a obra reforça a historiografia de Mossoró. “Trata-se de valiosa fonte de pesquisa e de conhecimento sobre a gloriosa história do Legislativo como Poder representativo do povo mossoroense”, destaca.

Um dos destaques do Memorial é o resgate de personagens da história de Mossoró. É o caso de prefeitos e vereadores de diversas legislaturas. “Alguns desses personagens dão nome a importantes ruas da cidade e têm sua importância relevada no livro”, frisa Eriberto Monteiro.

Com mais de 450 páginas, o livro não será vendido, mas doado para escolas, bibliotecas públicas, Museu Lauro da Escóssia, universidades, entidades de classe e outros setores representativos da sociedade.

Fonte: Política em Foco
Continuar lendo HISTÓRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE MOSSORÓ É REGISTRADA EM LIVRO

REFLEXÃO: O SEGREDO DA FELICIDADE, POR CAMILA ZEN

Sexta-feira é dia da coluna REFLEXÃO com Camila Zen. A curta história de hoje é “O Segredo da Felicidade”: Dizem que as crianças nascem sabendo todos os segredos do mundo, mas antes que possam nos contar, elas esquecem. Essa é uma curta história sobre um pai, um filho e o segredo da felicidade. Espero que essa história possa alegrar o seu dia ou o dia de alguém que você ama ❤️ Amor e luz, namastê 🙏🏼

Fonte:

Continuar lendo REFLEXÃO: O SEGREDO DA FELICIDADE, POR CAMILA ZEN

CRÔNICAS: A LÓGICA DO MALUCO DE LIMA BARRETO, EM CRÔNICAS BRASILEIRAS

Hoje, continuamos com a série CRÔNICAS BRASILEIRAS com uma criativa história do imortal Lima Barreto, “A lógica do maluco”, que você precisa ler e apreciar esta obra prima de um dos maiores ícones da literatura brasileira. 

lima-barreto

A lógica do maluco


Lima Barreto

Estes malucos têm cada ideia, santo Deus! Num dia destes, no Hospital Nacional de Alienados, aconteceu uma que é mesmo de se tirar o
chapéu. Contou-me o caso o meu amigo doutor Gotuzzo, que me consentiu em trazê-lo a público, sem o nome do doente – o que farei
sem nenhuma discrepância.
Havia na seção que esse ilustre médico dirige um doente que não era comum. Não o era, não pela estranheza de sua moléstia, uma simples
mania, sem aspectos notáveis; mas pela sua educação e relativa instrução. Com bons princípios, era um rapaz lido e assaz culto. Fazia
parte até da Academia de Letras da Vitória, estado do Espírito Santo, onde residia – como membro extraordinário, em vista ou à vista de vaga, isto é, membro externo, ou de fora, que espera a primeira vaga para entrar. É uma espécie de acadêmico muito original que aquela academia criou e que, embora se preste à troça, lembre cousas de bebês, de cueiros, do Manequinho da Avenida, e outras muito pouco elegantes, oferece, entretanto, efeitos práticos notáveis. Atenua a cabala nas eleições e evita as sem-vergonhices e baixezas de certos candidatos.
Lá, ao menos, quando há vaga, já se sabe quem vai preenchê-la. Não é preciso mandar organizar um livro, às pressas…
A denominação, na verdade, não é lá muito parlamentar; a academia capixaba, porém, a perfilhou, depois de proposta pela boca de um dos
mais insignes beletristas goianos que nela têm assento.


O doente do doutor Gotuzzo, como já disse, era membro de fora da academia capixaba; mas, subitamente, com a leitura dos Comentários à
Constituição
, do doutor Carlos Maximiliano, enlouqueceu e foi para o hospital da Praia das Saudades.
Entregue aos cuidados do doutor Gotuzzo, melhorou um pouco; mas tiveram a imprudência de lhe dar, de novo, os tais
Comentários e a
mania voltou-lhe. Como ele gostasse do assunto, o doutor Gotuzzo mandou retirar do poder dele a profunda obra do doutor Maximiliano e
deu-lhe a do senhor João Barbalho. Melhorou a olhos vistos. Há dias, porém, teve um pequeno acesso; mas brando e passageiro. Tinha
pedido ser levado à presença do alienista, pois queria falar-lhe certa cousa particular. O chefe da enfermaria permitiu e ele lá foi ter, na hora
própria.
O doutor Gotuzzo acolheu-o com toda a gentileza e bondade, como lhe
é trivial:
– Então, o que há, doutor?
O doente era como todo o brasileiro, bacharel em direito ou em ciências veterinárias; mas pouca importância dava à carta. Gostava de ser tratado de capitão – cousa que não era nem da defunta Guarda Nacional, sepultada, como tantas outras cousas, apesar da Constituição. Apareceu calmo e sentou-se ao lado do alienista, a um aceno deste. Interrogado,
respondeu:
– Preciso que o doutor consinta que eu vá falar ao diretor.
– Para quê? Para que você quer falar ao doutor Juliano?
– É muito simples: quero arranjar um emprego. Dou-me muito com o doutor Marcílio de Lacerda, senador, que foi até quem me fez membro de fora da Academia da Vitória; e ele, naturalmente, há de se interessar por mim.

– Escreva ao doutor Marcílio que ele virá até aqui.
– Não me serve. Quero ir até lá; é muito melhor. Para isso, preciso licença do doutor Juliano.
– Mas, meu caro, não adianta nada o passo que você vai dar.
– Como?
– Você é doente, sua família já obteve a interdição de você – como é
que você pode exercer um cargo público?
– Posso, pois não. Está na Constituição: “os cargos públicos civis, ou
militares, são acessíveis a todos os brasileiros”. Eu não sou brasileiro?
Logo…
– Mas você…
– Eu sei; mas as mulheres não estão sendo nomeadas?

Olhe, doutor: mulher, menor, louco ou interdito, em direito têm grandes semelhanças. Tanto insistiu que obteve o consentimento para ir falar ao eminente psiquiatra. O doutor Juliano Moreira recebeu-o com a sua inesgotável bondade, que, mais do que o seu real talento, é a dominante na sua individualidade. Ouviu o doente com calma, interrogou-o com doçura e respondeu ao pedido dele:
– Por ora, não consinto, porquanto devo antes pedir, a esse respeito, as luzes de um qualquer notável consultor jurídico.

Fonte: Toda crônica. Apresentação e notas de Beatriz Resende; organização de Rachel Valença. Rio de Janeiro, Agir, 2004, vol. II, p.450. Publicada, originalmente, na revista Careta, de 8/10/1921 e, posteriormente, no livro Vida urbana, Brasiliense, 1956, p.266.

Fonte: Crônica Brasileira

Continuar lendo CRÔNICAS: A LÓGICA DO MALUCO DE LIMA BARRETO, EM CRÔNICAS BRASILEIRAS

BOAS NOTÍCIAS: VEJA IMAGENS AÉREAS INÉDITAS DAS PIRÂMIDES DE GIZÉ

A notícia boa da nossa coluna BOAS NOTÍCIAS deste domingo são imagens fabulosas das Pirâmides de Gizé vistas de cima com você nunca viu antes. Então te convido para ler o artigo e assistir ao vídeo a seguir e apreciar essas imagens incríveis!

Veja o pico das Pirâmides de Gizé, como pássaros enxergam [vídeo]

Um fotógrafo fez um vídeo aéreo incrível mostrando o ponto mais alto de uma das Pirâmides de Gizé, no Egito, com o mesmo ponto de vista que teria um pássaro, sobrevoando uma das Sete Maravilhas do Mundo.

Nas imagens é possível ver até detalhes das pedras que ficam lá no pico da Pirâmide de Quéops, uma das três construídas há mais de 4.600 anos. (vídeo abaixo)

O momento único foi gravado por um drone do fotógrafo ucraniano Alexander Ladanivskyy, com autorização do Ministério do Turismo egípcio.

Especialista em fotografias de viagens, Ladanivskyy procura sempre registros únicos nos destinos que visita, pontos de vista que o turista comum não alcança. E desta vez, ele se superou.

A construção

A Grande Pirâmide de Gizé foi apontada como uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, ainda no ano 225 Antes da Era Comum – prazo equivalente ao chamado período “antes de Cristo”. Mas sua construção é muito anterior, passa de 4.600 anos.

Ela é a maior e mais conhecida das pirâmides que formam a Necrópole de Gizé e fica nos arredores de Cairo, capital do Egito.

Ela foi construída como túmulo para o faraó Quéops, por isso leva o nome de Pirâmide de Quéops.

Com mais de 146 metros de altura, durante cerca de 3 mil anos foi a construção mais alta feita pela humanidade, até a criação da Catedral Lincoln, na Inglaterra, construída em 1311 e é a única das antigas maravilhas que ainda existem.

Na construção foram utilizados mais de 2,3 milhões de blocos de pedra, em um total estimado de 5,5 milhões de toneladas de calcário, 8 mil toneladas de granito e 500 mil toneladas de argamassa em sua construção.

Originalmente, os blocos de pedra calcária brancas e polidas cobriam a pirâmide e faziam com que brilhasse à luz do sol, mas atualmente somente algumas dessas pedras resistem, na base da construção.

As imagens do pico da pirâmide feitas por drone - Foto: Alexander Ladanivskyy
As imagens do pico da pirâmide feitas por drone – Foto: Alexander Ladanivskyy 

Se prepare para uma verdadeira viagem nesse vídeo:

 

Com informações do Hypeness

Continuar lendo BOAS NOTÍCIAS: VEJA IMAGENS AÉREAS INÉDITAS DAS PIRÂMIDES DE GIZÉ

REFLEXÃO: UMA HISTÓRIA SOBRE O AMOR E A LOUCURA, POR CAMILA ZEN

A nossa REFLEXÃO desta sexta-feira é com a maravilhosa Camila Zen, que vai lhe contar uma história muito interessante. Você já ouviu dizer que o amor e a loucura andam juntos? Então ouça essa interessante história de como tudo começou!

Fonte:

Continuar lendo REFLEXÃO: UMA HISTÓRIA SOBRE O AMOR E A LOUCURA, POR CAMILA ZEN

REFLEXÃO: O CAMINHO DO MEIO, UMA CURTA HISTÓRIA SOBRE BUDA, POR CAMILA ZEN

Sexta-feira é dia de Camila Zen na coluna REFLEXÃO com suas histórias que deixam lições de sabedoria. Desta vez ela narra uma curta história sobre Buda sobre “o caminho do meio”. Quantas vezes nos pegamos querendo encontrar uma resposta 100% certa, um caminho, uma escolha 100% certa? Essa é uma curta história sobre Buda, que nos ensina a viver de uma forma mais leve e tranquila. Do meu coração pro seu, eu espero que essa história possa te ajudar ou ajudar alguém que você ama. Então assista ao vídeo completo a seguir, reflita e faça o seu juízo de valor!

Fonte:

Continuar lendo REFLEXÃO: O CAMINHO DO MEIO, UMA CURTA HISTÓRIA SOBRE BUDA, POR CAMILA ZEN

CIÊNCIAS: O MAIS ANTIGO EXEMPLO DE GEOMETRIA APLICADA É DESCOBERTO E TEM 3.700 ANOS

Uma descoberta incrível de mais de 3.700 anos identifica que já existia disputa de terras entre agrimensores com a utilização de topógrafos para definir limites de terrenos na Babilônia. “A descoberta e a análise do tablete têm implicações importantes para a história da matemática”, disse o pesquisador principal, dr. Daniel Mansfield, da Escola de Matemática e Estatística da Universidade de Nova Gales do Sul. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa descoberta!

Descoberto mais antigo exemplo de geometria aplicada

Tablete babilônio de 3.700 anos era usado por agrimensores para definir os limites de terrenos

A placa de argila Si.427: criada por agrimensor da Babilônia. Crédito: Universidade de Nova Gales do Sul

Um matemático australiano revelou as origens da geometria aplicada em uma placa de argila de 3.700 anos escondida à vista de todos em um museu em Istambul (Turquia) há mais de um século. O tablete, denominado Si.427, foi descoberto no final do século 19 no que hoje é o Iraque Central, mas seu significado era desconhecido até agora.

O mais empolgante é que o Si.427 é considerado o exemplo mais antigo conhecido de geometria aplicada. A pesquisa também revela uma história humana convincente de agrimensura. Ela foi abordada em artigo na revista Foundations of Science.

“O Si.427 data do período da Antiga Babilônia (OB, na sigla em inglês) – 1900 a 1600 a.C.”, disse o pesquisador principal, dr. Daniel Mansfield, da Escola de Matemática e Estatística da Universidade de Nova Gales do Sul. “É o único exemplo conhecido de documento cadastral do período OB, que é um plano usado por agrimensores para definir os limites do terreno. Nesse caso, ele nos diz detalhes jurídicos e geométricos sobre um campo que foi dividido depois que parte dele foi vendida.”

Implicações importantes

Esse é um objeto significativo porque o agrimensor usa o que agora é conhecido como “triplos pitagóricos” para fazer ângulos retos precisos.

“A descoberta e a análise do tablete têm implicações importantes para a história da matemática”, afirmou Mansfield. “Por exemplo, isso foi mais de mil anos antes do nascimento de Pitágoras.”

Em 2017, Mansfield conjeturou que outro artefato fascinante do mesmo período, conhecido como Plimpton 322, era um tipo único de mesa trigonométrica.

“É geralmente aceito que a trigonometria – o ramo da matemática que se preocupa com o estudo de triângulos – foi desenvolvida pelos antigos gregos que estudavam o céu noturno no século 2 a.C.”, observou ele. “Mas os babilônios desenvolveram sua própria ‘prototrigonometria’ alternativa para resolver problemas relacionados à medição do solo, não do céu.”

Levantamento de terreno

Acredita-se que o tablete revelado hoje já existia antes do Plimpton 322 – na verdade, problemas de avaliação provavelmente inspiraram o Plimpton 322. “Há todo um zoológico de triângulos retângulos com formas diferentes. Mas apenas um pequeno punhado podia ser usado pelos agrimensores babilônios. O Plimpton 322 é um estudo sistemático desse zoológico para descobrir as formas úteis”, afirmou Mansfield.

Em 2017, a equipe especulou sobre a finalidade do Plimpton 322, hipotetizando que era provável que tivesse algum propósito prático, possivelmente usado para erguer palácios e templos, construir canais ou campos de pesquisa.

“Com este novo tablete, podemos realmente ver pela primeira vez por que eles estavam interessados ​​em geometria: estabelecer limites de terra precisos”, disse Mansfield. “Isso vem de um período em que a terra estava começando a se tornar privada – as pessoas começavam a pensar em terra em termos de ‘minha terra e sua terra’, querendo estabelecer um limite adequado para ter relacionamentos positivos de vizinhança. E é isso que este tablete diz imediatamente. É um campo sendo dividido e novos limites são feitos.”

Importância da precisão

Existem até pistas escondidas em outros tabletes daquele período de tempo sobre as histórias por trás dessas fronteiras. “Outra placa se refere a uma disputa entre Sin-bel-apli – um indivíduo proeminente mencionado em muitas tabuinhas, incluindo Si.427 – e uma rica proprietária de terras”, afirmou Mansfield. “A disputa é sobre valiosas tamareiras na fronteira entre suas propriedades. O administrador local concorda em enviar um topógrafo para resolver a disputa. É fácil ver como a precisão era importante na resolução de disputas entre indivíduos tão poderosos.”

Segundo Mansfield, a forma como essas fronteiras eram feitas revela uma compreensão geométrica real. “Ninguém esperava que os babilônios estivessem usando os triplos pitagóricos dessa forma. É mais semelhante à matemática pura, inspirada nos problemas práticos da época.”

Mais fácil falar do que fazer

Uma maneira simples de fazer um ângulo reto preciso é fazer um retângulo com os lados 3 e 4 e a diagonal 5. Esses números especiais formam o 3-4-5 “triplo pitagórico”, e um retângulo com essas medidas tem ângulos retos matematicamente perfeitos. Isso é importante para os topógrafos antigos e ainda é usado hoje.

“Os antigos topógrafos que fizeram o Si.427 fizeram algo ainda melhor: eles usaram uma variedade de triplos pitagóricos diferentes, tanto como retângulos quanto triângulos retângulos, para construir ângulos retos precisos”, observou Mansfield.

No entanto, é difícil trabalhar com números primos maiores que 5 no sistema numérico babilônico de base 60. “Isso levanta uma questão muito particular – seu sistema de número de base 60 exclusivo significa que apenas algumas formas pitagóricas podiam ser usadas. (…) Parece que o autor da Plimpton 322 examinou todas essas formas pitagóricas para encontrar essas formas úteis.”

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo CIÊNCIAS: O MAIS ANTIGO EXEMPLO DE GEOMETRIA APLICADA É DESCOBERTO E TEM 3.700 ANOS

CRÔNICAS: FECHANDO GAVETAS, POR ANA MADALENA

Aqui na coluna CRÔNICAS desta quarta-feira a nossa querida amiga e colaboradora Ana Madalena nos presenteia com mais uma de suas pérola, onde homenageia de forma lúdica e carinhosa seus “amigos”, contando uma história sobre “fechar gavetas”. As gavetas que são como páginas ou episódios da nossa vida. Então eu te convido para ler esse maravilhoso conto e se deliciar com mais essa criativa e instigantes história!  

Fechando gavetas


Detesto pessoas que preferem falar da devastação em vez da jardinagem. Tão melhor focarmos no lado positivo da vida… Meus amigos, guardadas suas peculiaridades, são bons jardineiros. E para nós, a amizade é uma coisa sagrada; se a gramática permitisse, gostaria que a palavra amigo fosse sempre adjetivo, independente do lugar na frase, afinal ser amigo é “apesar de”!

Nunca entendi porque desfilar em carro de bombeiro é sinônimo de sucesso, não desmerecendo os bombeiros, claro. Mauricio sonha com isso! Inventou até um concurso culinário para a TV local, talvez por não ter sido selecionado para um reality gastronômico, onde os três primeiros colocados farão um passeio no “vermelhinho”. Mauricio cozinha super bem e é excelente anfitrião, além de muito família!  E se tem uma coisa que admiro nele é que, de um jeito ou outro,  ele faz acontecer! Além de ser comicamente hiperbólico!

Olivia é, de longe, uma  das pessoas mais inteligentes que conheço. Tem Phd, Phe, Phi e todo o resto do alfabeto em Economia. Seu grave defeito, para outros, é ser extremamente culta e demonstrar conhecimento. Ela adora dar dicas, fazer citações e contar histórias interessantes, algumas de morrer de rir, mas ganhou a pecha de ser metida a besta e não tem argumento que faça com que sejam mais tolerantes com ela. Coitados, não sabem quanto perdem… Muito do que sei devo a ela e me sinto uma privilegiada por ter sua amizade.

Camille, com dois “L” é unanimidade em aceitação. Desde o colégio  transitava bem em todos os grupos. Realmente ela é dessas raridades  que o tempo não modificou. Casou muito jovem, com o namoradinho de escola e formou uma família linda. Seus três filhos são meninos muito bons e companheiros. Camille é a minha amiga de todas as horas, sempre pronta para uma conversa e é de longe a mais sensata das pessoas. Na régua de alguns, ela é classificada como  “boazinha”, a que está sempre procurando agradar todos.

Eu, assim como todos os meus amigos, temos em comum o fato de termos sido, em algum momento das nossas vidas, submetidos a uma classificação, um rótulo. Eu não sei de onde surgiu essa coisa de resumir uma pessoa a uma única coisa, mas acho muito desagradável e extremamente prejudicial em todos os níveis da vida, principalmente no emocional, quando você deixa de “estar” para “ser” e a fama chega antes da pessoa. Haja gaveta para tantos rótulos!

Lembro que, há muitos anos, resolvi mudar a cor do meu cabelo, originalmente preto, para um  tom acobreado. Não quis descolorir para não enfraquecer a fibra, então passei um bom tempo pintando até chegar na cor desejada. Nunca esqueci quando virei fofoca numa mesa de restaurante, onde, coincidentemente, estavam esses três amigos reunidos, planejando a primeira comunhão do caçula de Camille. Mauricio seria o responsável pelo cardápio e Olivia organizaria um livrinho com orações e escreveria um textinho sobre o significado da data.

Eu estava em Búzios, meio que de férias, na casa de tia Lúcia, que levara uma queda e machucara gravemente o ombro. Na família, eu faço o papel de “cuidadora”;  não tenho problemas em dormir em sofás estreitos de hospitais ou em qualquer lugar,  e gosto mesmo de cuidar dos meus, principalmente se eles gostam de conversar ou que eu leia para eles.

Minha rotina em Búzios incluía desde ajuda na hora das refeições até escovar os cabelos da minha tia. Com o passar dos dias acrescentamos caminhadas na praia, onde depois sentávamos nas cadeiras que tio José prontamente trazia e ali, embaixo de um guarda sol, eu deixava os dois enquanto aproveitava para tomar banho de mar.

Após um mês, retornei para casa. O sol de Búzios me conferiu um bronze bonito, um aspecto saudável, mas a junção de sol e mar destruiu a cor do meu cabelo. Ficou quase um laranja! Minha cabeleireira, que tinha viajado para fazer um curso, só chegaria três dias depois e eu resolvi esperá-la, ao invés  de ir para outro salão.

– Vocês souberam de Ana? Parece que arranjou um namorado surfista em Búzios e agora deu até para fumar um cigarrinho batizado!
-E aquele cabelo ridículo? Deve ter passado parafina!
-É muito sonsa… Fica posando de certinha mas por trás, é só quem apronta!

Esses foram alguns dos diálogos que meus amigos ouviram antes da confusão! Sim, amigo que é amigo defende o outro até o fim. Olivia, educadamente, pediu licença àquelas pessoas e começou, do seu jeitinho, a falar que era feio inventar histórias, que calúnias podem destruir a reputação de uma pessoa, etc. Camille, muito maternal, tentou contar o que de fato tinha acontecido, o porquê da minha ida à Búzios, mas foi debalde.  Mauricio, bufando, levantou-se e sem o menor constrangimento, pegou os copos de cada um dos meus detratores e derramou o líquido sobre suas cabeças. E o tempo fechou! Todos foram expulsos do restaurante e nós rimos dessa história até hoje! Ainda bem que à época não existiam redes sociais, nem o  tribunal da Internet!

Os rótulos, ou etiquetagem de pessoas, são geralmente colocados em uma determinada época da vida que, com sorte, vai sendo esquecido com o passar do tempo. Não faz sentido continuar sendo chamado de irresponsável quando hoje você é o oposto. Se o mundo mudou tanto em vinte anos, o que dizer de nós?

Li em algum lugar que na viagem da vida, todo peso inútil atrasa a caminhada. Confesso que essa frase virou um mantra para mim e já descartei várias gavetas, sem nenhum remorso.
Convido vocês para fecharem algumas gavetas também!

Ana Madalena

 

Continuar lendo CRÔNICAS: FECHANDO GAVETAS, POR ANA MADALENA

REFLEXÃO: O QUEBRADOR DE PEDRAS, POR CAMILA ZEN

Sexta-feira também é dia de REFLEXÃO, com Camila Zen, que nos conta uma história sobre os nossos desejos, talvez infinitos. Na verdade, não, não sobre os desejos em si, mas sobre desfrutá-los ou não quando os alcançamos. Sobre um querer sem fim. Sobre estarmos presos em uma roda sem parar pra refletir… e apreciar… Apreciar, é viver a vida! Quando ficamos muito presos lá na frente, no futuro, sempre focando no próximo passo, fica difícil apreciar o presente, ou seja, apreciar a vida. Que você tenha muitos sonhos pra ser seu combustível de seguir em frente, mas que também tenha muita clareza pra apreciar cada passo, cada fase. Com carinho, do meu coração pro seu, e pro das pessoas que você ama. Amor e luz, namastê!

Fonte:

 

Continuar lendo REFLEXÃO: O QUEBRADOR DE PEDRAS, POR CAMILA ZEN

BOAS NOTÍCIAS: UMA INCRÍVEL HISTÓRIA DE TRANSPLANTES DUPLOS

Onde existe amor não existe preconceito, racismo nem desigualdades. Pelo contrário, o que existe são soluções. Veja o exemplo dessa linda história de amor e humanidade da nossa coluna BOAS NOTÍCIAS desta quarta-feira. Colegas de trabalho descobrem que a situação de seus maridos eram idênticas: ambos precisavam de um transplante de rim. E o que é mais incrível, elas  perceberam que o tipo sanguíneo delas possibilitava o transplante. O resto da história você vai conhecer lendo o artigo completo a seguir!

Colegas de trabalho doam rins: uma para o marido da outra

Amigas de trabalho há 10 anos, Tia Wimbush e Susan Ellis, descobriram em uma conversa aleatória que poderiam salvar as vidas dos maridos, que precisavam de transplantes de rim.

Os laços que elas tinham se estreitaram ainda mais após o procedimento. As duas comemoraram o sucesso das cirurgias e dizem que terão uma ligação eterna a partir de agora.

As colegas conversavam no banheiro sobre a condição de saúde dos maridos, quando perceberam que o tipo sanguíneo delas possibilitava o transplante.

Companheiras

Tia e Susan trabalham desde 2011 no departamento de TI da Children’s Healthcare de Atlanta, nos Estados Unidos. No entanto, elas só se aproximaram em 2019, quando os maridos foram diagnosticados com problemas renais.

Ocasionalmente, elas se encontravam para compartilhar os obstáculos dos tratamentos e dar conselhos sobre como ultrapassar as fases pré-cirúrgicas.

E foi em uma dessas conversas que elas mudaram totalmente o rumo das vidas das duas famílias. Enquanto lavavam as mãos e discutiam casualmente o processo de doação, Tia olhou para Ellis e perguntou o tipo de sangue do marido dela.

Lance, marido de Susan, é tipo O-, assim como Tia. Rodney, esposo de Tia, é AB, que pode receber transfusões de sangue tipo A, como o de Susan.

“O que passou na minha cabeça foi: ‘E se pudermos doar nossos rins uma para o marido da outra?’. Eu nunca poderia ter imaginado”, conta Tia.

Os quatro amigos passaram por exames que confirmaram a compatibilidade e, seis meses depois, em março desse ano, os transplantes foram realizados.

Nova família

Os dois casais contam que a experiência os uniu como uma família.

“É mais do que amizade. Todos nós corremos um risco fazendo a cirurgia, e agora estamos conectados para sempre, torcendo um para o outro durante o processo de recuperação e essa segunda chance de vida”, conta Tia.

“Estou mudada para sempre, com esperança na humanidade e espero que outras pessoas aprendam algo com essa história”, concluiu.

Lance e Susan após a cirurgia.- Foto: arquivo pessoal
Lance e Susan após a cirurgia.- Foto: arquivo pessoal
Tia e Rodney após a cirurgia.- Foto: arquivo pessoal
Tia e Rodney após a cirurgia.- Foto: arquivo pessoal

Com informações de CNN

Fonte: Só Notícia Boa

Continuar lendo BOAS NOTÍCIAS: UMA INCRÍVEL HISTÓRIA DE TRANSPLANTES DUPLOS

CRÔNICAS: O LADO B, POR ANA MADALENA

A nossa coluna CRÔNICAS desta quarta-feira está sensacional, com mais uma história quase verdadeira da fenomenal Ana Madalena, que conta a saga de uma amiga que passou a vida inteira enganada quanto as suas origens e finalmente, ao descobrir toda a verdade virou pelo avesso e desencavou o lado B. Vale a pena ler esse conto hilariante. Boa diversão! 

Bom demais para ser verdade? O Japão provavelmente não vai pagar por metade da sua próxima viagem - Passageiro de Primeira

O lado B


Essa é uma história quase verdadeira. Ela é baseada numa mentira, que só foi descoberta há poucos dias. O sentimento de frustração da minha amiga foi enorme e sua reação foi… Bem, não vou julgar. Não sei o que faria no seu lugar. Aliás, ultimamente tenho como meta de vida não julgar ninguém, coisa que fazia inconscientemente. Que desperdício de tempo!

Nos conhecemos há alguns anos quando fizemos um curso de ikebana. Ela era tímida, tinha uma fala suave e gestos calmos. Confesso que sempre admirei sua postura corporal, talvez por eu ser estabanada e gesticular demais. Akine também era muito disciplinada, principalmente na hora das refeições; eu até tentei incorporar seu estilo, comer mais grãos integrais,  beber chá depois do almoço, mastigar bastante, mas isso não durou nem um mês. Em todos esses aspectos estou cada dia pior; faço as refeições diante da TV  e não quero ver chá pela frente!

Ela tentou me ensinar meditação, mas não deu certo. Eu não me concentrava e abria meus olhos o tempo todo, só para checar se ela estava “zen”  mesmo. Uma vez me pegou no flagra e gentilmente disse que eu tentasse focar noutra técnica, pois sou dispersa. Eu tenho esse “problema” de foco mesmo… No colégio, eu não conseguia me concentrar nas aulas. Havia sempre alguém com um fio de cabelo solto na roupa ou um colarinho manchado na minha mira. Meu pensamento estava sempre noutro lugar. Bem, mas essa história não é sobre mim…

Akine tinha uma beleza rara; cabelos pretos e brilhantes, olhinhos puxados e uma pele maravilhosa. Filha única, ela manteve as tradições; sua descendência asiática vem dos  “ancestrais”, como se refere aos tataravós. Ela era encantada com a sabedoria milenar; o apartamento de Akine, por exemplo, tem uma sapateira na entrada, motivo de estranhamento  para quem a visitara antes da pandemia. Nunca permitiu que entrassem em sua casa com sapatos; além de serem sujos, trazem más energias. A decoração, minimalista, era totalmente temática e as únicas músicas que escutava eram aquelas que têm som de água e pássaros.  Seu sonho de vida sempre foi ir para o Japão mas, somente ano passado, conseguiu se organizar financeiramente para fazer uma viagem mais longa. Ela tinha muitos planos…

Lembro quando me ligou chorando; seu voo fora cancelado por tempo indeterminado. Pediu para eu ir até sua casa, precisava conversar com alguém; queria entender como seria o “tal” isolamento. O anúncio da quarentena inicial nos pareceu uma eternidade… Convenci-a que não tínhamos muito o que fazer; era torcer para que o tal vírus fosse abatido!  Esperançosas, resolvemos fazer um brinde para a descoberta da cura e… Ah! Tenho uma coisa para dizer sobre brinde. A primeira vez que brindamos, eu, por óbvio, disse “tim-tim; ela, envergonhada, explicou que em japonês isso significava o nome do órgão sexual masculino. Desde esse dia só digo “Kambai”, mesmo estando com outros amigos; impossível não fazer a “tradução”!

Aproveitamos o cancelamento da viagem para aprofundarmos os estudos sobre o Japão. Sim, eu também gosto de muitos aspectos daquele povo, mesmo sabendo que nunca, n-u-n-ca, irei por lá. Meus pais já foram umas três vezes, são encantados por tudo, acham lindas as cerejeiras, mas eu só registro a informação de que é muito longe, argumento infalível para eu desistir de qualquer viagem.

Akine resolveu fazer a árvore genealógica, na esperança de encontrar algum parente por lá e, à partir dessa informação, entrar em contato para combinar uma visita. Animada,  contratou uma profissional para fazer esse estudo.

Era um fim de tarde, eu estava saindo do trabalho quando Akine ligou. Falava intempestivamente e eu, sem conseguir entender, resolvi ir à sua casa. Levei um susto; uma Akine loiríssima atendeu a porta, bebendo cerveja, bebida que detestava, e me entregando um copo, disse:
-Tim-tim, Ana.  ( Eu falei kambai, juro!)

-Estamos celebrando o quê mesmo? Perguntei desconfiada.
– A grande farsa! A farsa que é a minha vida!

Akine recebera o estudo familiar e descobriu que nunca existiu descendente asiático na família. Houve, sim, um erro no cartório;  em vez de registrá-la como Aline, trocaram a letra. O fato de ter um olhinho puxado ajudou a criar uma mentira para salvá-la do bullying de ter um nome esquisito aos nossos padrões. A “japinha”, alcunha desde o ensino fundamental, foi considerada exótica por um bom tempo, principalmente no interior da Paraiba, onde nasceu.

O desenrolar dessa mentira vai mais longe. Sua mãe, venerada por ela, passou a ser vilã. Ela não morreu no parto, mas fugiu com o seu pai biológico, que soube depois ser um sujeito atarracado, de olhos puxados e cabelos pretos como o dos índios. Ao seu pai, o que lhe criou, coube inventar essa mentira para não manchar a honra materna. E, sendo funcionário de um banco, pediu transferência logo que o escândalo tomou conta da cidade. Eles moraram em vários lugares, até quando seu pai se aposentou aqui, em Natal. E foi ele quem deu os detalhes dessa história; tirou um peso dos ombros, coitado!

A nova Akine em nada se parece com a pessoa que conheci. Ultimamente escuta  pagode, funk e até sertanejo. Deixou de lado suas roupas sóbrias e destruiu, repito, destruiu, toda a decoração do apartamento. A sapateira, na entrada, permaneceu intacta, mas apenas por causa do covid. A viagem para o Japão foi trocada por Paris, Roma e Lisboa para quando a pandemia ceder.  E, na primeira oportunidade, irá para o Carnaval no Rio. Está louca para se esbaldar na avenida!

Sabe aquela pessoa de gestos contidos e fala mansa? Essa agora sou eu, na frente do que Akine se transformou. Imagine você que, enquanto lhe escrevo, estou na sala dela, esperando que termine uma aula on line de street dance. O pior é que agora eu estou com um problemão: não estou gostando desse lado B, dessa nova personalidade, cheia de novidades e zero bom senso. Como faço para dizer isso sem magoá-la? Aceito sugestões.

Ana Madalena
Continuar lendo CRÔNICAS: O LADO B, POR ANA MADALENA

DICA DE LIVRO: ESCRAVIDÃO VOLUME II DE LAURENTINO GOMES

Na semana passada a coluna DICA DE LIVRO apresentou aqui, a obra ESCRAVIDÃO, volume I, do renomado historiador Laurentino Gomes. Nesta quarta-feira a nossa DICA é o tão esperado segundo volume da trilogia Escravidão, da corrida do ouro em Minas Gerais até a chegada da corte de dom João ao Brasil.

No segundo volume de Escravidão – Da corrida do ouro em Minas Gerais até a chegada da corte de dom João ao Brasil, Laurentino Gomes concentra-se no século XVIII. O período representou o auge do tráfico negreiro no Atlântico, motivado pela descoberta das minas de ouro e diamantes no país e pela disseminação, em outras regiões da América, do cultivo de cana-de-açúcar, arroz, tabaco, algodão e outras lavouras marcadas pelo uso intensivo de mão de obra cativa.

Nenhum outro assunto é tão importante e tão definidor da nossa identidade nacional quanto a escravidão. Conhecê-lo ajuda a explicar o que fomos no passado, o que somos hoje e também o que seremos daqui para a frente. Em um texto impactante que inclui imagens e gráficos, Laurentino Gomes lança o segundo volume de sua obra, resultado de 6 anos de pesquisas, que incluíram viagens por 12 países e 3 continentes.

Fonte: Acervo particular

Continuar lendo DICA DE LIVRO: ESCRAVIDÃO VOLUME II DE LAURENTINO GOMES

DICA DE LIVRO: ESCRAVIDÃO, VOL. I, DE LAURENTINO RAMOS

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira aborda “as raízes do Brasil com o corpo na América e a alma na África”, ESCRAVIDÃO, Vol. I, de Laurentino Gomes. Um livro que você não pode deixar de ler se quiser entender porque somos como somos. 

Maior território escravista do hemisfério ocidental, o Brasil recebeu cerca de 5 milhões de cativos africanos, 40% do total de 12,5 milhões embarcados para a América ao longo de três séculos e meio. Como resultado, o país tem hoje a maior população negra do planeta, com exceção apenas da Nigéria. Foi também, entre os países do Novo Mundo, o que mais tempo resistiu a acabar com o tráfico de pessoas e o último a abolir o cativeiro, por meio da Lei Áurea de 1888 ― quatro anos depois de Porto Rico e dois depois de Cuba.

Nenhum outro assunto é tão importante e tão definidor da nossa identidade nacional quanto a escravidão. Conhecê-lo ajuda a explicar o que fomos no passado, o que somos hoje e também o que seremos daqui para a frente. Em um texto impactante e rigorosamente documentado, Laurentino Gomes lança o primeiro volume de sua nova trilogia, resultado de 6 anos de pesquisas, que incluíram viagens por 12 países e 3 continentes.

Fonte: Acervo particular

Continuar lendo DICA DE LIVRO: ESCRAVIDÃO, VOL. I, DE LAURENTINO RAMOS

CIÊNCIAS: DESTINO DA HUMANIDADE PODE TER MUDADO HÁ 13 MIL ANOS

Cientistas da Universidade de Edimburgo (Reino Unido) sugerem que um aglomerado de fragmentos de cometa que se acredita ter atingido a Terra há quase 13 mil anos pode ter moldado as origens da civilização humana. Essa colisão pode ter alterado toda a forma de vida de caçadores-coletores do sudoeste da Ásia. Leia o artigo completo a seguir e saiba como se deu essa mudança!

Choque de cometa pode ter mudado a civilização humana

Colisão ocorrida há cerca de 13 mil anos teria alterado o modo de vida de caçadores-coletores do sudoeste da Ásia

Cometa ruma para a Terra: um desses incidentes, há 13 mil anos, teria levado comunidades humanas a investir na agricultura e a agrupar-se em núcleos urbanos. Crédito: Nasa/Don Davis

Um aglomerado de fragmentos de cometa que se acredita ter atingido a Terra há quase 13 mil anos pode ter moldado as origens da civilização humana, sugere um estudo da Universidade de Edimburgo (Reino Unido). Possivelmente o impacto cósmico mais devastador desde a extinção dos dinossauros, ele parece coincidir com grandes mudanças na forma como as sociedades humanas se organizaram, afirmam os pesquisadores. Seu estudo foi publicado na revista Earth-Science Reviews.

A análise apoia as afirmações de que um impacto ocorreu antes do início do período Neolítico no chamado Crescente Fértil do sudoeste da Ásia. Durante esse tempo, os humanos na região –que abrange partes de países modernos como Egito, Iraque e Líbano – mudaram de estilos de vida de caçadores-coletores para outros centrados na agricultura e na criação de assentamentos permanentes.

Acredita-se que a colisão – conhecida como impacto Younger Dryas (Dryas Recente) – também exterminou muitas espécies de animais grandes e marcou o início de uma mini era do gelo que durou mais de mil anos.

Sítio arqueológico no Arizona (EUA), com uma camada preta distinta, indicando mudanças ambientais substanciais começando por volta de 10800 a.C., com detritos de impacto em sua base. Crédito: Comet Research Group

Evidências revisadas

Desde que foi proposta, em 2007, a teoria sobre o choque catastrófico tem sido objeto de acalorados debates e muitas pesquisas. Agora, cientistas da Universidade de Edimburgo revisaram as evidências que avaliam a probabilidade de um impacto ter ocorrido e como o evento pode ter se desenrolado.

A equipe diz que um grande corpo de evidências apoia a teoria de que um cometa atingiu a Terra cerca de 13 mil anos atrás. Os pesquisadores analisaram dados geológicos de quatro continentes, particularmente da América do Norte e da Groenlândia, onde os maiores fragmentos teriam caído.

Sua análise destaca níveis excessivos de platina, sinais de materiais derretidos em temperaturas extremamente altas e a detecção de nanodiamantes que existem dentro dos cometas e se formam durante explosões de alta energia. Todas essas evidências apoiam fortemente a teoria do impacto, dizem os pesquisadores.

A equipe diz que mais pesquisas são necessárias para lançar mais luz sobre como isso pode ter afetado o clima global e mudanças associadas nas populações humanas ou extinções de animais.

O dr. Martin Sweatman, da Escola de Engenharia da Universidade de Edimburgo, que liderou o estudo, disse: “Essa grande catástrofe cósmica parece ter sido homenageada nos gigantescos pilares de pedra de Göbekli Tepe, possivelmente o ‘primeiro templo do mundo’, que está ligado à origem da civilização no Crescente Fértil do sudoeste da Ásia. A civilização, portanto, começou com um estrondo?”

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo CIÊNCIAS: DESTINO DA HUMANIDADE PODE TER MUDADO HÁ 13 MIL ANOS

ARTIGOS: NOSSAS CRENÇAS LIMITANTES PODEM E DEVEM SER QUESTIONADAS

Exemplos de Crenças Limitantes - Portal

Hoje quero falar de uma coisa que, na minha mente, é muito clara, lógica e óbvia. A caminhada da humanidade ao longo de sua história é evolutiva. No que tange ao intelecto qualquer um consegue enxergar do estado que o homem saiu da pré-história e tudo que conquistou em termos tecnológicos. Mas, quando nos voltamos para o aspecto espiritual e emocional, verificamos o quão está defasada essa evolução. O quanto ainda somos altamente dependentes das antigas crenças limitantes que carregamos geração após geração, entranhadas no inconsciente coletivo. Essas crenças limitantes em grande parte tem a ver com religião, dogmas e moral, que vem da antiguidade, do Antigo Testamento Bíblico. Uma moral que não se sustenta nos dias atuais e precisa ser substituída.

– Você deve estar se perguntando, então em que devo acreditar?

Eu te respondo: primeiro você precisa adquirir conhecimento. O conhecimento mais amplo possível. Por exemplo, conhecer as outras religiões que você não conhece. Tem gente que só de pensar em ler ou estudar sobre outras religiões pode ser castigado(a) e assim se mantem ignorante, com uma visão limitada sobre tudo e assim é facilmente manipulado(a) pelo primeiro aproveitador que cruzar o seu caminho. Quando Jesus disse: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, ele quis dizer exatamente que se você não conhece o que há do outro lado da montanha você jamais será livre para escolher onde morar. Jamais saberá se do outro lado a vista é mais bonita e morrerá com a eterna dúvida. Quando Deus nos deu o livre arbítrio e nos diferenciou de todos os demais seres vivos da face da terra, ele nos deu a “liberdade” de escolher qual o caminho a seguir.

O nosso aprendizado é saber conciliar essa liberdade de escolher com a melhor escolha e a melhor escolha passa pela total obediência às Leis Universais. Não estou falando de “Tábuas das Leis” ou “10 mandamentos”. Isso não tem nada a ver com religião, mas com Leis Cósmicas Universais que comandam o universo, cujas principais delas são a “Lei da Atração” e a “Lei de Causa e Efeito”. A partir do momento que o homem entende algo tão simples, ele dá um salto quântico, alinha o espiritual com o intelectual e o mental e muda de plano espiritual.

Convido você a refletir sobre estas palavras, fazer o seu juízo de valor e expandir sua consciência!

Paz e Luz!

Namastê!

Wagner Braga

Continuar lendo ARTIGOS: NOSSAS CRENÇAS LIMITANTES PODEM E DEVEM SER QUESTIONADAS

BOAS NOTÍCIAS: TIO E SOBRINHO SALVOS PELO AMOR

Uma história super comovente e de superação é o destaque desta quarta-feira na coluna BOAS NOTÍCIAS. A história de um homem alcoólatra que conseguiu largar o vício para cuidar do sobrinho órfão de mãe e abandonado pelo pai que não o assumiu por ser deficiente física e mental. Essa história daria um filme de sucesso na telona. Leia o artigo completo a seguir, assista ao vídeo, se emocione e conheça essa linda história de amor que salvou a vida dos dois! Se você se sensibilizar, assim como eu, ajude essa dupla guerreira!

Tio larga vício para cuidar do sobrinho órfão com deficiência: eles se salvaram

O poder do amor é transformador. Seu Edvaldo e o Thalysson são mais do que tio e sobrinho órfão. Viraram pai e filho. E depois disso, um salvou a vida do outro.

Quando Thalysson nasceu, há 22 anos, a mãe dele morreu no parto e o pai não quis assumir o bebê que tinha deficiência.

Seu Edvaldo dos Santos na época era alcoólatra, mas se comprometeu a cuidar da criança. Ele nem imaginou que começava ali uma ligação tão forte que mudaria a vida dos dois para sempre.

O tio conseguiu largar o vício e abriu mão de tudo, até do emprego, para cuidar do menino e cumprir essa linda missão de amor.

“Deixe de trabalhar para cuidar dele. Eu trabalhava numa empresa de sorvetes em São Luiz [Maranhão]. A minha vida agora parou, só [vivo] em função dele”, contou Edvaldo.

Desenganado pelos médicos

Seu Edvaldo lembra que o menino foi desenganado pelos médicos quando nasceu.

“O médico disse que ele não tinha muito tempo de vida, não”.

Mas o coração de pai já brotava no peito do seu Edivaldo. Ele não quis acreditar no prognóstico, tirou o sobrinho do hospital e começou a cuidar dele em casa.

Hoje, Thalysson está para fazer 22 anos e o amor que um tem pelo outro você pode ver no vídeo abaixo.

Eles são de São Luiz e agradecem se você puder mandar alguma ajuda.

Pegue o lencinho e assista ao vídeo:

Conta do seu Edvaldo para quem puder ajudar - Foto: reprodução / Instagram
Conta do seu Edvaldo para quem puder ajudar – Foto: reprodução / Instagram

Com informações do ImperatrizPlay e AmorIncondicionalMa 

Fonte: Só Notícia Boa

Continuar lendo BOAS NOTÍCIAS: TIO E SOBRINHO SALVOS PELO AMOR

CRÔNICAS: E FOI ASSIM…POR ANA MADALENA

Na crônica desta quarta-feira, aqui na coluna CRÔNICAS, Ana Madalena, mais uma vez, aguçou a sua imaginação e, como sempre escreveu uma história que vai prender a sua atenção do começo ao fim, pois foi assim comigo. Não consegui parar de ler, olhos grudados na tela do computador até o fim. Então lhe convido a ler e se entreter sem querer!

Sexo na pandemia: a máscara protege da Covid, mas beijar aumenta os riscos com novos parceiros | Viva você | G1

E foi assim…

Ela mergulhou seu olhar aos pouquinhos;  tinha necessidade de captar cada milímetro daquela foto, tirada em plena fila da vacina. Se reconheceram pelos olhos; os dela, cor de mel com alguns risquinhos quase amarelos; os dele, um oceano azul. É incrível como o olhar é algo que não esquecemos, pensou. Por sorte ele tomou a iniciativa de falar; ela era insegura e tinha medo que ele não lembrasse dela, afinal estavam com máscaras e já faziam mais de vinte anos desde que se viram naquela loja…

A torneira já estava pingando há dias; qualquer um que passasse meia hora ali se sentiria incomodado, mas ela não parecia perceber absolutamente nada ao seu redor. Estava  triste com os rumos da sua vida… Uma noite finalmente escutou, não só o pinga-pinga, mas também seu coração. Precisava urgente sair daquele estado de letargia. Pegou um bloquinho de notas e escreveu uma lista de coisas para fazer no dia seguinte; a primeira seria comprar uma torneira nova.

Nunca imaginou que existissem tantos modelos! Ficou parada em frente ao mostruário, totalmente indecisa, enquanto que o cliente ao lado parecia ter feito curso de torneiras. Foi até muito gentil em tirar algumas dúvidas, uma vez que o vendedor sumira. Detestava essas lojas self service, comentou. Ele, rindo, disse que para quem não era familiarizado, era realmente difícil. Foi nesse exato momento que seus olhos se encontraram pela primeira vez. Não sabia se tinha sido impressão, mas sentiu que ele teve algum interesse por ela. Será que ele olha assim para todo mundo? Imediatamente levou sua mão ao colar, procurando sua medalhinha de N. Sra. Aparecida, gesto que repetia sempre que ficava tímida ou nervosa. Ela não soube identificar qual dos dois sentimentos. Talvez ambos.

-Tem alguma pessoa para instalar a torneira?
-Não, respondeu desanimada. Você indica alguém?
-Eu mesmo posso fazer isso para você. Tenho algum tempo disponível depois daqui. Só preciso passar na obra para deixar algumas coisas.
–  Eu não tenho coragem de pedir isso, principalmente a alguém que não conheço.
– Isso não é mais problema. Prazer, Arthur.

E ali, contra todos os seus princípios, Isabella escreveu seu endereço na caixa de uma torneira de jardim que ele estava comprando. Combinaram que ela seguiria na frente; Arthur ainda tinha uma lista de compras para finalizar. Enquanto estava no caixa, ficou pensando se torcia para ele ir, ou não. Por via das dúvidas, assim que chegou em casa organizou algumas coisas que estavam pelos cantos. Resolveu fazer um café, afinal teria que servir alguma coisa. Fez também um suco, caso ele não gostasse de café. Ainda bem que tinha um bolo feito na véspera.  Colocou um cd, abriu as janelas, escolheu uma toalha de mesa, separou umas xícaras. Olhou em volta e riu sozinha! Que loucura! Fazer tudo aquilo por uma pessoa que só sabia o primeiro nome…

As horas foram passando e ela começou a se sentir boba. Claro que ele não viria! Seu ânimo foi baixando de nível com o passar do dia. Ao anoitecer teve uma crise de choro, mas não um choro de tristeza, mas de dados de realidade. Constatou que tinha organizado a casa para agradar um estranho enquanto que negligenciara a si própria. Deu um suspiro profundo e, finalmente entendeu que se havia uma pessoa importante naquela casa, com certeza era ela!

Há dias estava ansiosa para tomar a vacina. Praticamente todos seus amigos já estavam vacinados, até seu ex marido, que se gabava de ter porte atlético, mas que de repente virou hipertenso. Não estava julgando, mas achou esquisito. Chegou bem cedo ao posto de vacinação, antes do horário de abertura. Ficou um tempo no carro ouvindo música, até que outras pessoas foram chegando e resolveu interagir, mesmo a distância. Todos estavam, no mínimo, eufóricos. De repente Isabella ouviu um rapaz chamando por Arthur. Ela, de canto de olho, conferiu se era o mesmo que tinha conhecido.
Os olhos azuis e o cabelo, agora um pouco grisalhos não deixavam dúvidas. Era ele, com certeza. Segurou sua medalhinha, nervosa. Será que deveria se dirigir à ele? Enquanto pensava, ouviu ele pronunciando seu nome.

-Isabella?
– Sim… Me desculpe, mas não estou reconhecendo; essas máscaras não ajudam, não é mesmo?
– Com certeza você não lembra de mim, mas nunca lhe esqueci. Nos conhecemos comprando torneiras há muitos anos. Você até escreveu seu endereço numa caixa, mas quando cheguei na obra percebi que nenhuma delas era a que você havia escrito. Ainda voltei para a loja, mas o vendedor … Enfim, são muitos detalhes, mas quero que saiba que fiz de tudo para lhe encontrar.
– Como me reconheceu?
– Você não mudou muito. E seus olhos são muito marcantes, mas ainda bem que continua usando o mesmo colar, com essa medalhinha. Não tive dúvidas. O que vai fazer depois da vacina? Podemos tomar um café…
– Sim, podemos. Eu moro perto daqui.
– Dessa vez eu vou seguindo seu carro.

Cada um fotografou o outro na hora da vacina e depois fizeram uma foto juntos. No caminho para casa, Isabella sentiu o coração aos pulos. Conferiu pelo retrovisor se Arthur estava lhe seguindo. Estava. No sinal, olhou novamente a foto. Feliz,  notou que seus olhos sorriam.

Ana Madalena
Continuar lendo CRÔNICAS: E FOI ASSIM…POR ANA MADALENA

REFLEXÃO: SAIBA ONDE ESTÃO AS RESPOSTAS NESSA CURTA HISTÓRIA, POR CAMILA ZEN

Sexta-feira é dia de REFLEXÃO, aqui no Blog do Saber, com Camila Zen. Muitas vezes procuramos explicação pra tudo.. tentando entender como tudo funciona, como é o certo a fazer… mas se olharmos pra dentro de nós, e nos conectarmos com o ritmo da vida, podemos perceber que as respostas já estão aqui dentro, e muitas vezes não são claras como fórmulas matemáticas… mas sim, algo que, se você se permitir, você sente muito claro dentro do seu coração. Eu espero que essa história possa te ajudar a se conectar com o ritmo da vida e de todo o universo, que é a mesma energia que vibra dentro de você. Amor e luz, namastê.

Fonte:

Continuar lendo REFLEXÃO: SAIBA ONDE ESTÃO AS RESPOSTAS NESSA CURTA HISTÓRIA, POR CAMILA ZEN

SEGUNDO CIENTISTAS, AS EMISSÕES DE CO2 NA ATMOSFERA CRESCERAM AO MAIOR NÍVEL NA HISTÓRIA MODERNA

Nível de CO2 no ar é o maior desde início das medições há 63 anos

Relatório que compila medições feitas no Havaí mostra os maiores níveis do gás na atmosfera desde 1958

INTERNACIONAL 

por Reuters

Emissões de CO2 na atmosfera cresceram ao maior nível histórico, diz relatório Emissões de CO2 na atmosfera cresceram ao maior nível histórico, diz relatório ERNEST SCHEYDER  REUTERS – ARQUIVO

Apesar de uma imensa redução nos deslocamentos e atividades comerciais nos primeiros meses da pandemia, a quantidade de carbono na atmosfera terrestre em maio chegou ao maior nível já registrado na história moderna, como mostrou um indicador global publicado nesta segunda-feira (7).Cientistas da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) e do Instituto Scripps de Oceanografia da Universidade da Califórnia em San Diego disseram que as descobertas, que foram tiradas a partir da quantidade de dióxido de carbono no ar no observatório climático da NOAA em Mauna Loa, no Havaí, são de que a taxa é a mais alta desde o início das medições há 63 anos.

A medição, batizada de curva de Keeling em homenagem a Charles David Keeling, o cientista que começou a rastrear o dióxido de carbono naquele local em 1958, é um padrão de referência para o nível de carbono na atmosfera.

Os instrumentos no observatório da NOAA, que fica no topo de uma montanha, registraram 419 partes de dióxido de carbono por milhão no mês passado, mais do que as 417 partes por milhão registradas em maio de 2020.

Como o dióxido de carbono é um importante fator na promoção de mudanças climáticas, as descobertas mostram que reduzir combustíveis fósseis, desmatamento e outras práticas que levam a emissões de carbono precisam ser prioridade para evitar consequências catastróficas, afirma Pieter Tans, cientista do Laboratório de Monitoramento Global da NOAA, em um relatório sobre as emissões.

“Estamos adicionando cerca de 40 bilhões de toneladas métricas de CO2 poluente na atmosfera por ano”, escreveu Tans. “Isso é uma montanha de carbono que cavamos da Terra, queimamos, e lançamos à atmosfera em forma de CO2, ano após ano”.

 Fonte: R7

Continuar lendo SEGUNDO CIENTISTAS, AS EMISSÕES DE CO2 NA ATMOSFERA CRESCERAM AO MAIOR NÍVEL NA HISTÓRIA MODERNA

CRÔNICAS: O SILÊNCIO DAS PALAVRAS, POR ANA MADALENA

Hoje temos, aqui na coluna CRÔNICAS, mais uma pérola da nossa preciosa colaboradora Ana Madalena. Desta vez ela nos remete a uma viagem no tempo, através das páginas da Bíblia Sagrada, até os idos da famosa Torre de Babel para nos lembrar que o que estamos vivendo atualmente, em muito se parece com a “confusão de vozes, algazarras e mistura de línguas”, daquele tempo. Mas prefere o Silêncio das Palavras a todo esse barulho. O silêncio, a leitura, o conhecimento, a reflexão…Um texto para nos fazer refletir até que ponto evoluímos ou retroagimos nessa longa caminhada experiencial! Portanto convido você a ler, refletir e fazer o seu juízo de valor!

O que era a torre de Babel? - Respostas Bíblicas

O Silêncio das palavras

Ah o tempo… A impressão que tenho é que estamos retroagindo, e sob um aspecto muito sombrio. Uma história que sempre me vem à mente, está no capítulo 11 do Gênesis, a construção da Torre de Babel: Os descendentes de Noé construíram um altíssimo monumento com o objetivo de alcançar o céu. Chateado com a blasfêmia, Deus teria feito com que os trabalhadores falassem línguas diferentes, o que inviabilizou a conclusão da obra. Por causa desse episódio, a palavra Babel adquiriu nos dicionários, significados como “confusão de vozes, algazarra e mistura de linguas”.

Estamos vivendo em um mundo onde as pessoas, apesar de suas semelhanças, mal se entendem; a nossa Babel agora são as redes sociais. Várias vezes, quando leio alguma coisa, me questiono porque as pessoas ficaram tão intolerantes, ou pior,  porque perderam o bom senso e a capacidade de ouvir. Sinto saudades de um tempo em que éramos mais humanos e menos críticos. Por sinal,  lembro que, quando adolescente, a maior critica que eu recebi foi ser chamada de “esquisita”, por ter um passatempo diferente. Diferente para os outros, claro.

Sobre esse tema, sou solidária aos gostos alheios. Acho incrível quem gosta de escalar montanhas, mesmo sabendo do risco de uma avalanche, ou quem decide ser bombeiro e enfrentar a “ferro e a fogo” o perigo de um incêndio de grandes proporções. Não nasci com esses rompantes de aventura, sou muito medrosa e o máximo de risco que corri até hoje foi escrever um diário que displicentemente deixo aqui e acolá. No geral eu sou muito simples e metódica.

Estava organizando meus armários e encontrei uma caixa que há muito não via. Eu tenho um hábito que está se tornando cada vez mais raro, até por vivermos num mundo digital; eu coleciono matérias de revistas. Eu adorava quando precisava ir para alguma consulta médica e me deparava com uma mesa lotada de revistas, algumas já fazendo aniversário. Eu torcia para que o médico atrasasse só para poder folheá-las com tranquilidade e, quando encontrava algum artigo interessante, eu pedia para destacar a página. Foi assim que comecei a minha coleção, motivo de risos entre meus irmãos, que se gabavam de possuir uma coleção de selos e moedas, e não páginas de revistas velhas.

Minha coleção cresceu bastante quando, ainda na Universidade, estagiei num escritório, sempre bem abastecido. Meus colegas de sala  soltavam piadinhas do bem, com exceção de Núbia, uma secretária muito esquisita. Ela me olhava com curiosidade e sempre perguntava qual a finalidade daqueles papéis; eu, pacientemente, explicava que os artigos eram como cápsulas de conhecimento, que uma hora ou outra, poderiam explodir, dependendo da minha necessidade. Ela franzia o cenho, em aparente desaprovação.

Depois de dez meses, meu estágio chegou ao fim. A última semana foi bem melancólica, mas combinei de rever os colegas. Umas duas semanas depois retornei e, para minha surpresa, lá estava Núbia, ocupando a “minha mesa” e, curiosamente, vestindo roupas semelhantes às minhas, até a armação de óculos era igual. Em cima da mesa, algumas revistas, uma tesoura e algumas pastas, exatamente das cores que eu tinha. Com um sorriso, olhou pra mim e disse:
– Ana, eu sou a nova você!

No mundo sempre existirão pessoas que vão gostar de você pelo que você é, e outras que vão lhe odiar pelo mesmo motivo, mas só nós sabemos de fato quem somos. Dito isso, informo que Núbia desistiu de mim; classificou-me como um caso clássico de excentricidade! Talvez eu seja mesmo. No ruído dessa Babel, sou mais o silencio das minhas palavras.

Ana Madalena
Continuar lendo CRÔNICAS: O SILÊNCIO DAS PALAVRAS, POR ANA MADALENA

RUAS DE PEQUENA ILHA CARIBENHA, DE SÃO VICENTE, FICAM COBERTAS DE CINZAS APÓS EXPLOSÃO VULCÂNICA

Ilha do Caribe sofre maior explosão vulcânica de sua história

Forte erupção do vulcão La Soufrière, em São Vicente, forçou a evacuação da maior parte da população das vilas próximas

INTERNACIONAL

 por Reuters – Internacional

Ruas da cidade de Georgetown, em São Vicente, ficaram cobertas de cinzas

ROBERTSON S. HENRY / REUTERS – 10.4.2021

Rios de lava quente, fragmentos de rocha e gás escorreram pelos flancos do vulcão La Soufrière na pequenina ilha caribenha de São Vicente nesta segunda-feira (12), após a maior explosão do vulcão até hoje, desde o início da erupção quatro dias antes.

O La Soufriere entrou em erupção na sexta-feira após décadas de inatividade, bombeando nuvens escuras de cinzas a 10 quilômetros e forçando a saída de moradores da região por terra e por mar.

Nenhuma morte foi reportada até agora, mas cerca de um terço da área da ilha está isolada e o espaço aéreo continua fechado enquanto o fornecimento de água e energia elétrica está intermitente em algumas comunidades.

Vários habitantes da ilha disseram à Reuters que estavam evitando sair já que as cinzas estão entupindo o ar e se transformando em algo parecido com cimento em contato com a chuva, dificultando a locomoção a pé, ou por carro.

“Estamos sofrendo com as cinzas, e fica difícil respirar às vezes”, disse Aria Scott, de 19 anos, uma estudante moradora da capital Kingstown. “Eu não vou lá fora pois não quero assumir o risco”.

A explosão de segunda-feira, que aconteceu às 4 da manhã no horário local, foi a mais poderosa até hoje, afirmou Erouscila Joseph, diretora do Centro de Estudos Sísmicos da Universidade das Índias Ocidentais, que alertou que a erupção pode causar torrentes de lama conforme as cinzas chegarem aos rios.

“Acreditamos que mais explosões são possíveis nos próximos dias ou semanas”, disse.

São Vicente e Granadinas, que tem população de pouco mais de 100 mil pessoas, não passa por atividade vulcânica desde 1979, quando uma erupção causou cerca de 100 milhões de dólares em prejuízos. A erupção do La Soufriere — que significa “saída de enxofre” em francês — em 1902 matou mais de mil pessoas.

Continuar lendo RUAS DE PEQUENA ILHA CARIBENHA, DE SÃO VICENTE, FICAM COBERTAS DE CINZAS APÓS EXPLOSÃO VULCÂNICA

APESAR DE TER VIVIDO UMA VIDA EXTRAORDINÁRIA, PRÍNCIPE PHILIP TEVE UMA INFÂNCIA TRÁGICA E ASSUSTADORA

Conheça as histórias da infância trágica do Príncipe Philip

Duque de Edinburgo foi abandonado pelos pais quando criança e sua irmã mais velha morreu em acidente com toda a família

INTERNACIONAL

 Sofia Pilagallo, do R7*

Príncipe Philip conheceu a Rainha Elizabeth II em uma universidade nos Estados UnidosPríncipe Philip conheceu a Rainha Elizabeth II em uma universidade nos Estados UnidosAFP / ARQUIVO – 25.11.1947

Apesar de ter vivido uma “vida extraordinária”, nas palavras do primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson, o Príncipe Philip, marido da Rainha Elizabeth 2ª, que morreu nesta sexta-feira (9) aos 99 anos, teve uma infância trágica e assustadora em alguns momentos.

Philip nasceu em Mon Repos, uma vila na ilha de Corfu, na Grécia, em 10 de junho de 1921. Primeiro filho homem da princesa Alice de Battenberg e do príncipe André da Grécia e Dinamarca, ele foi consagrado o sexto na linha de sucessão do trono grego.

Como membro da realeza, era de se esperar que seus primeiros anos fossem um mar de rosas — no entanto, a família foi apanhada no tumulto que tomou conta da Europa na primeira metade do século 20.

Seu pai estava servindo no exército quando a Turquia invadiu a Grécia em 1922 e, após desobedecer às ordens durante uma batalha, foi acusado de traição e exilado. Ele fugiu para Paris de barco, com Philip ainda pequeno carregado a bordo em uma caixa de laranja, e foi lá que a família gradualmente se desfez.

Sua mãe, por sua vez, sofria de uma forma de psicose e, em 1931, foi internada à força em um sanatório psiquiátrico na Suíça após sofrer um colapso nervoso. Desiludido, seu pai mudou-se para o sul da França para ficar com a amante. Do verão de 1932 até a primavera de 1937, o Duque de Edinburgo não viu nem recebeu nenhuma palavra de sua mãe, nem mesmo um cartão de aniversário. Mais tarde, ela se tornaria freira.

“Foi simplesmente o que aconteceu”, afirmou Philip em entrevista ao jornal britânico The Daily Telegraph em maio de 2017. “A família se separou. Minha mãe estava doente, minhas irmãs eram casadas, meu pai estava no sul da França. Eu apenas tinha que seguir em frente.” Anos mais tarde, quando um entrevistador lhe perguntou qual idioma ele falava em casa, ele respondeu: “O que você quer dizer com ‘em casa?”

Para a sorte do duque, o irmão mais velho de sua mãe, Georgie, interveio para cuidar dele por um período de sete anos, até sua morte. Na sequência, ele foi acolhido por outro tio, o Lord Louis Mountbaten, que o mandou para o difícil internato de Gordonstoun na orla do Mar do Norte, na Escócia — a mesma escola para a qual ele enviaria mais tarde o príncipe Charles.

Foi enquanto ele estava lá que sua irmã favorita Cecilie morreu, na Bélgica, em um acidente de avião acompanhada do marido George e dos dois filhos pequenos. Ela estava grávida de seu terceiro filho. A árdua tarefa de contar a Philip coube a seu diretor, Kurt Hahn. Segundo Hahn, Philip não desabou e “sua tristeza foi a de um homem.”

Um ano depois, o duque deixou a escola e passou a estudar no Royal Naval College, em Dartmouth, nos Estados Unidos, a conselho de seu guardião Lord Mountbatten. Foi lá que ele conheceu a jovem princesa Elizabeth, na época com 13 anos, com quem teve quatro filhos, oito netos e dez bisnetos. O casal permaneceu junto por 70 anos.

Fonte: R7

Continuar lendo APESAR DE TER VIVIDO UMA VIDA EXTRAORDINÁRIA, PRÍNCIPE PHILIP TEVE UMA INFÂNCIA TRÁGICA E ASSUSTADORA

DOCUMENTÁRIO MOSTRA A HISTÓRIA DE TRÊS ENFERMEIRAS ARGENTINAS QUE PARTICIPARAM DA GUERRA DAS MALVINAS

A história oculta das enfermeiras argentinas na Guerra das Malvinas

Documentário conta a participação de três mulheres da Força Aérea no conflito contra o Reino Unido em 1982

INTERNACIONAL

 Da EFE

Guerra das Malvinas

EFE/ EN EL CAMINO PRODUCCIONES

A história da Guerra das Malvinas é geralmente ilustrada na Argentina com jovens soldados homens que viveram horrores em um território frio e foram derrotados pelo Reino Unido, mas, 39 anos depois, um documentário mostra um lado pouco conhecido: o de três enfermeiras que participaram da guerra.

“Estavam condenadas ao esquecimento, provavelmente porque eram mulheres, mas também porque eram enfermeiras, porque testemunharam o pior da guerra (…). O que elas tinham que contar era algo que não se queria contar”, disse à Agência Efe o diretor do documentário “Nosotras también estuvimos” (“Nós também estivemos”, em tradução livre), o argentino Federico Strifezzo.

Ele aponta o fato de que a ditadura argentina (1976-1983) tentou silenciar a realidade da guerra de 1982 pela disputa das ilhas Malvinas (ou Falklands, como são chamadas pelo Reino Unido), de modo que o silêncio forçado de um total de 14 enfermeiras que participaram encobriu as feridas dos combatentes, dos jovens soldados desnutridos, dos corpos congelados e dos maus tratos.

“Nosotras tambien estuvimos” se concentra em três dessas enfermeiras, da Força Aérea Argentina, que permaneceram na cidade de Comodoro Rivadavia, no sul da Argentina, e que esperaram lá pela chegada dos feridos nos combates nas ilhas.

No filme, Alicia Reynoso, Stella Morales e Ana Masitto retornam juntas pela primeira vez aos lugares onde ficavam seus acampamentos e que hoje são campos ou cavernas vazios.

Elas falam, choram e largam um fardo muito pesado, à sombra dos veteranos comumente reconhecidos pela sociedade.

“Elas ficaram em silêncio por 30 e poucos anos. Uma delas, Ana, disse que passou mais de dez anos sem dizer a seu marido (…) que esteve na Guerra das Malvinas. Alicia não permitiu que seus filhos ligassem a TV no dia 2 de abril. Era uma história que estava realmente enterrada em seus corações”, contou Strifezzo.

Diretor as encontrou a partir de foto

O diretor soube da história delas por meio de uma foto das três durante a guerra, algo que despertou sua curiosidade. Então ele viu capas de revistas da época em que foram entrevistadas durante a guerra, e uma das publicações era intitulada: “No meio da guerra, com coragem e perfume de mulher”.

No filme, elas lembram suas declarações otimistas sobre a guerra e os avisos de seus superiores.

Segundo Strifezzo, uma das reportagens da época afirmava que algumas das mulheres eram voluntárias, “uma das grandes mentiras” da ditadura, já que na realidade as 14 mulheres eram profissionais da Força Aérea.

O documentário estreou no Festival de Cinema de Trieste. Na última quarta-feira, dois dias antes do 39º aniversário do início da Guerra das Malvinas, foi exibido em Comodoro Rivadavia.

Reconhecimento oficial parcial

Hoje, essas três enfermeiras e suas colegas foram reconhecidas pelo Congresso Nacional, mas “continuam sendo negadas como veteranas, porque não foram para as ilhas”, segundo Strifezzo, que ressaltou que mesmo assim elas “cumpriram um papel que tinha muito valor”, paralelo aos que estavam no campo de batalha, onde morreram 649 argentinos, 255 britânicos e três moradoras das ilhas.

Numa época em que havia pouquíssimas mulheres nas forças armadas, as histórias de vida de Alicia, Stella e Ana trazem “outra visão da guerra”.

“Acho que o documentário fala da guerra de um ponto de vista mais próximo, mais humano, mais emocional. Talvez possa ser uma contribuição ao que existe hoje em relação à Guerra das Malvinas”, explicou.

Fonte: R7
Continuar lendo DOCUMENTÁRIO MOSTRA A HISTÓRIA DE TRÊS ENFERMEIRAS ARGENTINAS QUE PARTICIPARAM DA GUERRA DAS MALVINAS

OPINIÃO: APÓS ASSASSINATO DE PM NÃO VIMOS A ESQUERDA NEM A MAIORIA DA IMPRENSA ESBOÇAR O MÍNIMO PESAR PELA TRAGÉDIA, APENAS TIRANETES SE FAZENDO DE VÍTIMAS E EXIGINDO RESPEITO

Esquerda: Histórias de amor e ódio à Polícia

Imagem em destaque

Após o assassinato do PM Wesley Góes, não vimos a esquerda e nem a maioria da imprensa esboçar o mínimo pesar por esta tragédia. Ao contrário! Além de o chamarem de terrorista, no dia seguinte – seguindo o ritual marxista – surgem tiranetes se fazendo de vítima e exigindo respeito.

Afinal, a esquerda odeia ou ama a polícia – quando a usa como instrumento de opressão?

Para entender melhor, é preciso conhecer um pouco do pensamento de Marx.

Em linhas gerais, Marx afirmava que a polícia era um “aparelho de Estado” cujo objetivo seria agir repressivamente em nome da classe dominante para manter subjugada a outra classe. Outra hora falo porquê a ideia das “duas classes conflitantes” não funciona.

Suas primeiras críticas à polícia são de 1843, em A Questão Judaica, quando critica duramente a “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão”, pós-Revolução Francesa – como se esta tivesse “traído” a revolução:

“A segurança é o conceito social supremo da sociedade burguesa, o conceito da polícia, no sentido de que o conjunto da sociedade só existe para garantir a cada um de seus membros a conservação de sua pessoa, de seus direitos e de sua propriedade. Através do conceito da segurança, a sociedade burguesa não se eleva acima do seu egoísmo. A segurança é, antes, a asseguração do seu egoísmo.”

Para Marx, os Estados investirem em segurança pública é assegurar o egoísmo da classe dominante. E, dois anos depois, em A Ideologia Alemã, ele avança em sua interpretação:

“Os burgueses pagam bem o seu Estado e fazem com que a nação inteira também o faça para que eles, os burgueses, possam pagar mal; eles asseguram para si, mediante bom pagamento aos serviçais do Estado, uma força protetora, uma polícia; para que possam descontar dos seus trabalhadores (como desconto do salário), sem correr riscos.”

Marx acredita que a polícia existe para garantir o poder da classe dominante, numa deturpação grosseira, pois chega a confundir polícia e exército. Ora, e os crimes de estupro, roubo, assassinato e tantos outros? A sociedade não precisa de polícia para lhe fazer justiça?

Na verdade, a Civilização Cristã Ocidental delimitou o sentido de justiça e segurança pública para que as pessoas não vivessem mais sob a lei do mais forte, a qual Marx não se opõe (e aí atraiu o interesse de anarquistas, que são mil vezes mais violentos que os marxistas).

Em Teorias da mais-valia (citado no “Dicionário do pensamento marxista”), Marx disse que “o crime suaviza a monotonia da existência burguesa e fornece enredos para a grande literatura”.

É que Marx e Engels acreditavam que o crime era uma consequência natural do Capitalismo.

Para eles, uma vez implantado o comunismo, não existiriam mais crimes!

É daí que vem a ideia de que o bandido é uma vítima da sociedade capitalista.

Marx cita, para dar crédito à tese do fim da criminalidade sob o comunismo, a Comuna de Paris.

A Comuna de Paris foi a tentativa de uma parte da população parisiense, cerca de 90 mil pessoas, de viver o comunismo num espaço físico delimitado, dentro de Paris, cuja população era de cerca de 1,8 milhão de pessoas. Durou apenas dois meses.

A pergunta é, você pode confiar no testemunho de militantes? Foram os membros da chamada Primeira Internacional ou Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) ligados a Marx e Engels que lideraram a Comuna e seguiam as premissas de Marx. Se fosse bom, por que durou apenas dois meses?

Ah! Marx “justificou”: os comunards foram bonzinhos demais! Ou seja, eles não mataram o suficiente! Não seguiram a tese da Revolução Permanente (citado em A Questão Judaica, p.42).

Mas Lenin não decepcionou Marx.

Curiosamente, ao tomar o poder na URSS, a primeira coisa que Lenin faz é criar uma Polícia Política, altamente repressiva e assassina: a Cheka (se pronuncia, tchecá) destinada a instalar “o terror organizado”, nas palavras do seu chefe Felix Dzerzhinsky, que recrutou… bandidos.

Ou seja: para os marxistas, a polícia só é boa quando utilizada para seus objetivos totalitários.

Entendeu agora porque eles não choram a morte de um trabalhador ou de um Policial Militar, mas de um bandido, “vítima da sociedade”?

Para encerrar, trago o vídeo definitivo, postado por @DallasginR que prova que o último tiro do PM Wesley foi para cima!

Fonte: Jornal da Cidade Online

Continuar lendo OPINIÃO: APÓS ASSASSINATO DE PM NÃO VIMOS A ESQUERDA NEM A MAIORIA DA IMPRENSA ESBOÇAR O MÍNIMO PESAR PELA TRAGÉDIA, APENAS TIRANETES SE FAZENDO DE VÍTIMAS E EXIGINDO RESPEITO

REFLEXÃO: UMA CURTA HISTÓRIA PARA VOCÊ REFLETIR COMO VÊ O MUNDO!

Nesta sexta-feira temos mais um conto da Camila Zen, aqui na coluna REFLEXÃO. Quem é você nesse conto? Um conto sobre o que pensamos do mundo e das pessoas, e sobre como isso reflete em nós. ✨“Eu vou começar com a pessoa no espelho. Vou pedir pra mudar o seu jeito. E nenhuma mensagem poderia ser mais clara; se você quer fazer do mundo um lugar melhor; dê uma olhada em si mesmo e comece a mudança.” – Michael Jackson.✨ Então, quem é você nesse conto? Eu espero que essa história possa te inspirar e inspirar as pessoas que você ama. Amor e luz, namastê.

Fonte:

Continuar lendo REFLEXÃO: UMA CURTA HISTÓRIA PARA VOCÊ REFLETIR COMO VÊ O MUNDO!

CRÔNICAS: TALVEZ UMA HISTÓRIA DE AMOR

Hoje é quarta-feira e quarta-feira é dia de CRÔNICAS com a criativa e talentosa Ana Madalena, que vem de “Talvez uma história de amor”. Essa crônica relata sobre um relacionamento que poderia ter sido uma linda história de amor, mas, numa determinada altura, foi interrompido por muitos anos e depois teve uma nova oportunidade de vir, finalmente, a se materializar. Convido você a ler essa emocionante história nas palavras dessa talentosa autora!

Constelação Sistêmica Familiar - Movimento interrompido | Villa do Bem

“Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e paz que mereço 
Que a tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada”.
      Metade, Oswaldo Montenegro 

Talvez uma história de amor

Viu o bilhete. Ele sempre fora muito enigmático; tinha a mania de florear uma simples frase, para não falar daquele vicio de fazer aspas com os dedos das mãos. Releu pela última vez e depois o rasgou em mil pedacinhos.
Olhou o armário vazio. Ele tinha levado até o botão da camisa que ela tinha posto no cantinho da gaveta. Não ficaria temperando tristeza, era radical no amor; ou tudo ou nada!  Deu um suspiro, desses que  prometem uma virada emocional. Olhou ao redor e viu o vinho caro que ele comprara para impressionar. Deve ter retirado da adega mas esquecera de levar. Pegou uma taça e se serviu, enquanto decantava seus sentimentos. E quanto mais bebia, mais a coragem líquida fazia efeito. Ligou para o escritório e disse que tiraria uns dias de férias. De repente sentiu saudades de sua infância.
Estacionou o carro em frente à pousada de D. Celeste. Da calçada já dava para sentir o aroma do café. Ainda era cedo, mas alguns hóspedes já estavam no salão, onde ficavam as mesas com toalhas floridas. Uma mocinha, ainda sonolenta, anotava os pedidos: ovo caipira, pão assado, queijo derretido e suco. O café e o leite, assim como as frutas, estavam numa mesa, perto da porta.
D. Celeste apareceu para dar bom dia.  Estava sempre arrumada; os vestidos com golinhas de renda lhe conferiam uma sofisticação em meio a tanta simplicidade. Os cabelos, todos branquinhos, presos num coque, de longe pareciam algodão. Tomaram café juntas, enquanto colocavam as novidades em dia. Patrícia segurou as mãos de D. Celeste, que foi a melhor amiga da sua mãe. Tentou
resgatar um tempo feliz, quando a vida passava lentamente. Observou as duas grossas alianças na mão esquerda envelhecida e lembrou de Sr. Manoel.  Todos estavam partindo…
Outros chegando, pensou, quando viu estacionar um ônibus de excursão. Não lembrava que era o fim de semana da festa da padroeira.
 -Todos os meus filhos estão vindo, inclusive Rafael. Vamos para a fazenda; no domingo faremos um churrasco dançante; contratei o compadre da sanfona, lembra dele? Perguntou D. Celeste.
Claro que lembrava, mas seu pensamento estava em Rafael. Foram namorados de adolescência, quando ainda moravam naquela cidadezinha. Tanta coisa mudou desde então…
Escolheu uns jeans escuros, uma camiseta branca e fez uma maquiagem leve. Prendeu o cabelo, pois estava muito quente, embora aquela época do ano costumasse esfriar à noite. Pegou uma pashmina, por precaução. Olhou-se no espelho e gostou do que viu. A possibilidade de rever Rafael era revigorante.  Pegou o carro e seguiu pela estradinha de barro, que tão bem conhecia. Dali a pouco vislumbrou a fazenda, um casarão branco, de portas e janelas azuis.
Rafael estava na entrada, recebendo os convidados. Ela tentou respirar, mas parecia que tinha gasto a cota de oxigênio da semana. A última vez que se viram foi quando ele lhe disse que passaria uns três anos em Boston, mas que voltaria para ela. Esses três anos viraram oito. Na época não pensou em seguir com ele, embora ele tivesse proposto. Ela estava começando uma carreira, não jogaria tudo para o alto. E cada um seguiu sua vida.
Ele abriu um enorme sorriso! E disse que estava definitivamente de volta. Patrícia fingiu que a informação fosse aleatória e respondeu qualquer coisa, com o coração aos pulos.  A presença dele ainda mexia muito com ela… Sua cabeça estava pensando mil coisas; havia um hiato de tempo entre eles, muita coisa tinha acontecido desde que ele partiu, além deles estarem amadurecidos, serem praticamente outras pessoas, com visões de vida diferentes…
 -Vamos dançar?
Ela aceitou de imediato. E nos braços de Rafael, resolveu que seria menos razão, que se deixaria levar. Quem sabe o destino não estaria lhe devolvendo sua história de amor…
Ana Madalena
Continuar lendo CRÔNICAS: TALVEZ UMA HISTÓRIA DE AMOR

SECRETARIA DE SAÚDE E SERVIÇOS HUMANOS DOS EUA SERÁ COMANDADA POR XAVIER BECERRA, 1º LATINO NA HISTÓRIA A OCUPAR O POSTO

Senado aprova nome, e EUA terão 1º latino secretário de Saúde

Procurador-geral da Califórnia, Xavier Becerra, foi aceito para ocupar cargo com a vantagem de apenas um voto

INTERNACIONAL

Da EFE

Xavier Becerra será o novo secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA

EFE/ MICHAEL REYNOLDS – ARQUIVO

O Senado dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira (18) como secretário de Saúde e Serviços Humanos o atual procurador-geral da Califórnia, Xavier Becerra, que se torna assim o primeiro latino a ocupar o posto na história.

Ao todo, Becerra, de origem mexicana, recebeu o voto favorável de 50 senadores, enquanto 49 se manifestaram contrariamente.

O único entre os integrantes da casa que são do Partido Republicado que se posicionou favoravelmente à indicação foi a moderada Susan Mollins, representante do estado do Maine.

O processo da confirmação do secretário de Saúde e Serviços Humanos acabou se tornando uma batalha partidária, já que os democratas defenderam sem reservas a indicação, remontando à defensa da reforma sanitária do governo de Barack Obama.

O principal argumento dos republicados é que Becerra não tem experiência suficiente para ocupar o cargo.

O novo secretário terá a responsabilidade de liderar a resposta do governo de Joe Biden contra o novo coronavírus. Além disso, de dar atendimento ao crescente número de menores migrantes que chegaram nos EUA através da fronteira com o México.

Becerra tem mais de 25 anos de experiência legislativa e foi um dos parlamentares que ajudou na aprovação da reforma sanitária do último governo democrata antes de Biden, o chamado “ObamaCare”.

Fonte: R7
Continuar lendo SECRETARIA DE SAÚDE E SERVIÇOS HUMANOS DOS EUA SERÁ COMANDADA POR XAVIER BECERRA, 1º LATINO NA HISTÓRIA A OCUPAR O POSTO

CRÔNICAS: O SEGREDO, POR ANA MADALENA

A nossa coluna CRÔNICAS continua bombando com as incríveis e originais histórias da nossa colaboradora Ana Madalena, que faz qualquer um prender a respiração ao ler os seus criativos e intrigantes contos bem contados. Então, lhe convido a ler O Segredo, a mais nova crônica dessa talentosa escritora!

Sonhar com bebê, o que significa ? | Significado dos Sonhos
“Ando por aí, querendo te encontrar, em cada esquina paro em cada olhar; deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar …
Palavras apenas, palavras pequenas, palavras…”
       Palavras ao vento, Cássia Eller

O segredo

Da minha janela posso ver todo o movimento. Houve dias que contei até os pássaros que voaram por aqui. Nem sei dizer como essa mania começou, acho que foi quando anotava a hora que o poste acendia e apagava. Hoje não vivo sem fazer uma contagem do meu entorno; sei cada mínimo detalhe. E antes que pergunte se não tenho mais o que fazer, adianto que não tenho um trabalho formal. Eu vivo de rendas, resultado de anos de esforço dos meus pais, que faleceram muito jovens, mas deixaram um patrimônio considerável. Eu até evito comentar sobre isso; as pessoas acham que tenho a melhor vida do mundo, como se dinheiro fosse tudo… Quem não vê minhas lutas sempre achará que é fácil.
Moro num bairro arborizado e minha rua é como um condomínio fechado. Temos uma guarita, com segurança 24 horas, sete casas, todas sem muros. A minha, fica na parte mais alta e é de três andares. O último, onde fica a biblioteca dos meus pais, hoje é meu “observatório” e por conseguinte, onde passo a maior parte dos meus dias. Consigo ver muita coisa daqui, mas também ouço bastante. Talvez porque esteja a favor do vento e, como diz Cecília Meireles, “ao redor de nós as palavras voam e às vezes pousam”. Acredito que a minha casa seja o lugar favorito para elas pousarem!
Na Casa Amarela com “bay window”, uma das mais bonitas daqui, mora um casal sem filhos. Eles são a única exceção. No geral a criançada se multiplica por aqui. Não existe metro quadrado mais fértil! Confesso que ter filhos não está nos meus planos; é muito trabalhoso e ainda não encontrei alguém que queira dividir essa tarefa. Eu sei disso porque vejo como é na Casa Branca, a que tem uma rede na varanda. Lá vivem dois pestinhas que brigam o tempo todo. A pobre da mãe não tem descanso. Único momento de paz é quando, à noite, deita por uns vinte minutos e se balança lentamente. Acho que ela fica rezando, pois vejo fazer o sinal da cruz.
O Sobrado das icsórias vermelhas é uma loucura! Tem quatro crianças, de todas as idades. Vivem na bicicleta, para lá e para cá. Por sorte foram passar as férias com os avós, como a maioria das crianças dessa rua. Acho que os pais terminaram o ano exauridos com as aulas remotas. O mês de janeiro foi uma tranquilidade, o maior silêncio. E talvez por isso ..
Era bem cedo. O sol nem tinha nascido. Do outro lado da rua vi um rapaz conversando com o segurança do turno da manhã, o que vem render o vigia. Eles apontavam para nossas casas e eu fiquei muito desconfiada. Redobrei minha vigilância. Desde aquele dia o rapaz sempre vinha na mesma hora. Foi numa dessas manhãs que ouvi ele dizendo que a criança estava prestes a nascer. Que criança? Será que era um código?
A luz do poste apagou por volta das três da madrugada, quando ouvi barulho de vidro quebrado. Rapidamente, olhei pela janela e vi um vulto correndo. Nessa hora, um homem entrou na nossa rua carregando um cesto, que deixou embaixo de uma das janelas da Casa Amarela. Ouvi também quando ele bateu no vidro algumas vezes, só parando quando as luzes da casa acenderam e um bebê começou a chorar. O casal abriu a porta e o homem, que estava escondido, só saiu depois de ver que a criança tinha sido retirada do cestinho. Ato contínuo, ele falou com o vigia e saiu correndo, mas antes de dobrar a esquina, reconheci que era o segurança do turno do dia.
A movimentação do casal naquele dia foi intensa. Um dos quartos, antes vazio, agora tem cortinas brancas de voil e bercinho com detalhes cor de rosa. A alegria é tanta que ninguém questiona como aquela garotinha chegou ali. Certas coisas melhor mesmo não saber… Ainda bem que a alegria é contagiante!
Ana Madalena
Continuar lendo CRÔNICAS: O SEGREDO, POR ANA MADALENA

ARTIGOS: A IMPORTÂNCIA DA ESCRITA PARA A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE, POR WAGNER BRAGA

O ARTIGO a seguir escrevi, há quase 17 anos, quando completei 40 anos e tive um insight sobre tudo que se perdeu em termos de pensamentos e ideias fabulosas que devem ter se perdido ao longo da trajetória da humanidade, pelo fato de não terem sido registradas através da escrita. Algo que, talvez, poucas pessoas pensaram. Por isso intitulei esse texto A IMPORTÂNCIA DA ESCRITA e lhe convida agora aler, refletir e fazer o seu juízo de valor sobre o assunto.

A importância da invasão da escrita

A IMPORTÂNCIA DA ESCRITA

Resolvi implementar uma mudança radical na minha vida, em vários aspectos como o profissional, o espiritual, o familiar e o social. Isto começou a algum tempo e veio amadurecendo, até que , agora, aos 40 anos determinei acelerar o rítmo dessa mudança e tomei algumas atitudes como: deixar a barba crescer, investir em mim, utilizando toda a experiência e conhecimento adquiridos ao longo do tempo, mais a volta ao estudo acadêmico e colocar tudo isso a serviço da sociedade, claro, sem esquecer o lado econômico e financeiro que é condição sine qua non para a nossa sobrevivência. A volta aos estudos acadêmicos é muito importante, por ser algo que eu nunca deveria ter parado, pois o conhecimento é tudo na vida.

Descobri aos 40 anos a coisa que talvez tenha sido a mais revolucionária de todas. Verifiquei que mais de 95% de tudo que pensamos não comentamos com outras pessoas, ou seja, a maioria dos nossos pensamentos se perdem no tempo e no espaço. Dos 5% que comentamos, talvez, apenas 5% nós registramos de alguma forma. Daí cheguei à conclusão que é provável, que as ideias mais brilhantes já pensadas pelo homem não são as que hoje estão materializadas em monumentos, edifícios, pontes, viadutos, túneis, catedrais e tantas outras obras maravilhosas, tidas como extraordinárias criações da mente e engenharia humanas. As ideais mais brilhantes foram àquelas que se perderam nos pensamentos de, sabe Deus, quantas mentes maravilhosas, ao longo da história das civilizações e que nem sequer chegaram a ser escritas ou registradas de alguma forma. Que se tivessem sido escritas, sabe-se lá a quantos anos luz a humanidade estaria em conhecimento, modernidade e desenvolvimento científico, tecnológico, psicológico e espiritual. É possível que há muito já tivéssemos descoberto outro planeta para povoar. Quem sabe em que nível de evolução não estaria a mente humana? Talvez já estivéssemos na era do tele transporte. Talvez o homem já tivesse descoberto tantos mistérios que cercam o interior e o funcionamento desta máquina fantástica que é o cérebro. Já que estamos aqui numa caminhada que tem como objetivo final (e que muita gente não sabe) o domínio completo desta fantástica máquina.

Vale registrar ainda, que ao longo da breve história do mundo civilizado, está bem-dita evolução do conhecimento e desenvolvimento humanos, sofreu vários percalços e contratempos que atrasaram ainda mais o cumprimento deste objetivo. Não podemos esquecer que a Santa Madre Igreja, na ancia de eliminar os ímpios e efetivar a hegemonia dos dogmas cristãos pelo mundo a fora, fez de tudo que pôde para impedir que este conhecimento continuasse a se expandir. Usou do pseudo poder divino da Santa Inquisição e queimou bibliotecas inteiras, perseguiu e queimou nas fogueiras os chamados hereges que na realidade eram pessoas de mentes brilhantes, cujo filho mais ilustre desta perseguição, Galileu Galilei, foi forçado a abjurar a teoria heliocêntrica do universo.

E ainda, se levarmos em consideração, que a pelo menos 4000 anos A/C, a civilização Suméria, que viveu nas margens dos rios Tigre e Eufrates, nas cercanias de Bagdá, e onde hoje estão sendo feitas escavações que, até o momento, já descobriu que, naquela ocasião, os Sumérios já tinham conhecimento que a terra era redonda e girava em torno do sol. Que o Sistema solar era composto de 10 planetas e que um deles, o mais distante, desintegrou-se, provavelmente por ter sido atingido por um cometa. Que descreveram o tamanho de cada planeta e a distância exata entre cada um. É possível verificar que estamos com pelo menos 5500 anos de atraso na nossa evolução.

Portanto a descoberta revolucionária a que cheguei é que, ao contrário do que pensava sobre as pessoas românticas e sensíveis que gostam de cultivar um diário de bolso, anotando tudo que lhe acontece diariamente e eu os rotulava de “tolos”, hoje, penso que o pouco que caminhamos nesta evolução e ao encontro deste objetivo, devemos tudo a estes “tolos” que anotaram tudo nos seus diários. Como é o caso do filósofo Platão que anotou tudo que o mestre Sócrates falou. Sócrates por sua vez não escreveu uma só linha do seu legado, mas ele não foi de todo um “tolo”, pois ao contrário da maior parte da humanidade, ele expressou através da dialética a maioria das coisas que pensou e só por isso mereceu um lugar especial na história, além de detonar um processo de desenvolvimento do pensamento humano que nos possibilitou em grande parte tudo que temos e que somos hoje.

Portanto, se faz necessário que registremos tudo ou pelo menos o que for possível do nosso pensamento para que possamos contribuir com o objetivo final e tirarmos esse atraso de mais de 5500 anos, que só de lembrar bate um sentimento de revolta e tristeza ao mesmo tempo. Só de pensar que poderíamos estar vivenciando um novo mundo, sem guerras, sem miséria, sem doenças infectocontagiosas, sem a AIDS, sem as gritantes desigualdades de classes sociais, vivenciando a verdadeira e sonhada globalização e quem sabe até fazendo cruzeiros intergalácticos.

Portanto, amigos escrevam, escrevam tudo que lhe vier à mente, pois no meio das bobagens surgirão as grandes ideias que ajudarão a mudar o mundo.

Natal, 28 de Julho de 2004.

Wagner Braga.

Continuar lendo ARTIGOS: A IMPORTÂNCIA DA ESCRITA PARA A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE, POR WAGNER BRAGA

FILOSOFIA: A FILOSOFIA NO PENSAMENTO E PELA ÓTICA DOS MAIORES FILÓSOFOS DE TODOS OS TEMPOS

Nesta segunda-feira, aqui na coluna FILOSOFIA você vai aprender mais sobre FILOSOFIA. O texto a seguir trata do conceito de Filosofia segundo a visão e o pensamento dos mais diversos grandes filósofos ao longo da história da humanidade. Então pode ser considerado um compêndio da filosofia universal em que você passará a entender profundamente sobre filosofia. Então, não perca essa excelente oportunidade e leia o texto completo a seguir! 

Filosofia

O pensador, de Rodin: história, análise e curiosidades - Cultura Genial

A filosofia foca questões da existência humana, mas diferentemente da religião não é baseada na revelação divina ou fé, e sim na razão.

Desta forma, a filosofia pode ser definida como a análise racional do significado da existência humana, individual e coletivamente com base na compreensão do ser.

E apesar de ter algumas semelhanças com a ciência muitas das perguntas da filosofia não podem ser respondidas pelo empirismo experiencial.

Aristóteles, Pitágoras, Platão, Sócrates, Descartes, Locke, Kant, Freud e muitos outros fizeram suas teorias baseadas nas diversas disciplinas da filosofia – logica, metafisica, ética, filosofia política e estética, entre outras.

Nos dias de hoje a palavra filosofia é muitas vezes usada para descrever um conjunto de ideias ou atitudes, como exemplo: filosofia da vida, filosofia política, filosofia da educação, etc.

A filosofia surgiu na Grécia antiga por volta do século VI a.C. Naquela época a Grécia era o centro cultural importante e recebia influencias de várias partes do mundo.

grecia-antiga

Grécia Antiga centro cultural – Imagem da Internet

Assim, o pensamento crítico a partir daquele momento começou a florescer e muitos indivíduos começaram procurar respostas fora da mitologia grega. Essa atitude de reflexão que busca o conhecimento significou o nascimento da filosofia.

Antes de surgir o termo filosofia Heródoto já usava o verbo filosofar e Heráclito usava o substantivo filosofo. No entanto, vários autores indicam que Tales de Mileto foi o primeiro que se classificou como filosofo ou “amante da sabedoria”.

A ética na filosofia estuda os valores que regem os relacionamentos interpessoais, como as pessoas se posicionam na vida, e de que maneira elas convivem em harmonia com as demais. O termo ética é oriundo do grego, e significa “aquilo que pertence ao caráter”. A ética diferencia-se de moral, uma vez que a moral é relacionada a regras e normas, costumes de cada cultura, e a ética é o modo de agir das pessoas.

A partir do século VII a.C., os homens e as mulheres não se satisfaziam mais com uma explicação mítica da realidade. O pensamento mítico explica a realidade a partir de uma realidade exterior, de ordem sobrenatural que governa a natureza. O mito não necessita de explicação racional e, por isso, está associado à aceitação dos indivíduos e não há espaço para questionamentos ou críticas.

A ética na filosofia clássica abrange diversas outras áreas de conhecimento, como também a estética, a psicologia, a sociologia, a economia, pedagogia, política, etc.

Com o crescimento mundial e o início da Revolução Industrial, surgiu a ética na filosofia contemporânea e não mais aquela que Sócrates, Aristóteles, Epicuro e outros, procuraram estudá-la, então através da filosofia procuraram estudar as normas da sociedade e a conduta dos indivíduos, em relação ao que os faziam escolher entre “o bem e o mal”.

O filósofo – ou, o indivíduo que pratica a filosofia, é movido pela curiosidade e fundamentos da realidade, que sempre faz com que ele busque conhecimento, sem uma visão realista. A filosofia é um estudo para a vida toda, uma prática que dura eternamente. Um filósofo jamais para de buscar respostas e filosofar, pois é isso que caracteriza a filosofia.

Geralmente se considera, que depois da filosofia de Kant teve início uma nova etapa da filosofia, que se caracterizou por ser uma continuação do que pensava esse filosofo. Immanuel Kant (1724 – 1804) foi um filósofo prussiano, geralmente considerado como o último grande filósofo da era moderna.

Nesse período desenvolveu-se o idealismo alemão, que levou as ideias kantianas às últimas consequências. A noção de que há um universo inteiro – ou, a realidade em si mesma, inalcançável ao conhecimento humano.

Esse pensamento levou os idealistas alemães Fichte, Schelling e Hegel assimilar a realidade objetiva ao próprio sujeito, no intuito de resolver o problema da separação fundamental entre sujeito e objeto. Neste sentido Hegel postulou que o universo é espírito. E o conjunto dos seres humanos, sua história, sua arte, sua ciência e sua religião são apenas manifestações desse espírito absoluto em sua marcha dinâmica rumo ao autoconhecimento.

Mas, talvez a teoria que maior impacto filosófico provocou no século XIX não tenha sido elaborada por um filósofo. Ao propor sua teoria da evolução das espécies por seleção natural, Charles Darwin (1809-1882) estabeleceu as bases de uma concepção de mundo profundamente revolucionária. O filósofo que melhor percebeu as sérias implicações da teoria de Darwin para todos os campos de estudo foi Herbert Spencer (1820-1903). Em várias publicações Spencer elaborou uma filosofia evolucionista que aplicava os princípios da teoria da evolução aos mais variados assuntos, especialmente à psicologia, ética e sociologia.

Sem ser filosofo Darwin foi talvez, aquele que com a sua teoria da evolução das espécies trouxe maior impacto no século XIX – Imagem da Internet.

Também no século XIX surgem filósofos que colocam em questão a primazia da razão. Entre esses destacam-se Arthur Schopenhauer (1788-1860), Søren Kierkgaard (1813-1855) e Friedrich Nietzsche (1844-1900). Tomando como ponto de partida a filosofia kantiana, Schopenhauer defende que o mundo dos fenômenos – ou, o mundo que as pessoas o representam em ideias e que julgam compreender – não passa de uma ilusão e que a força motriz por trás de todos os atos e ideias humanos é uma vontade cega, indomável e irracional. Kierkgaard condena todas as grandes elaborações sistemáticas, universalizantes e abstratas da filosofia.

No século XX, a filosofia tornou-se uma disciplina profissionalizada das universidades, semelhante às demais disciplinas acadêmicas. Desse modo, tornou-se também menos geral e mais especializada. Para alguns estudiosos a filosofia tornou-se uma disciplina altamente organizada, feita por especialistas para especialistas. O número de filósofos cresceu exponencialmente, expandiu-se o volume de publicações e multiplicaram-se várias áreas de rigorosa investigação filosófica. Hoje, o campo mais amplo da filosofia é demasiadamente vasto para uma única mente.

Os filósofos britânicos Bertrand Russell e George Edward Moore romperam com a tradição idealista que predominava na Inglaterra em fins do século XIX e buscaram um método filosófico que se afastasse das tendências espiritualistas e totalizantes do idealismo.

Russell mostrou como resolver um problema filosófico empregando os recursos da nova lógica matemática. A partir desse novo modelo proposto por Russell, vários filósofos se convenceram de que a maioria dos problemas da filosofia tradicional, se não todos, não seriam nada mais que confusões propiciadas pelas ambiguidades e imprecisões da linguagem natural. Quando tratados numa linguagem científica rigorosa, esses problemas revelar-se-iam como simples confusões e mal-entendidos.

Uma postura ligeiramente diferente foi adotada por Ludwig Wittgenstein, discípulo de Russell. Segundo Wittgenstein, os recursos da lógica matemática serviriam para revelar as formas lógicas que se escondem por trás da linguagem comum.

Sob a inspiração dos trabalhos de Russell e de Wittgenstein, o Círculo de Viena passou a defender uma forma de empirismo que assimilasse os avanços realizados nas ciências formais, especialmente na lógica. Essa versão atualizada do empirismo tornou-se universalmente conhecida como neopositivismo ou positivismo lógico. O Círculo de Viena consistia numa reunião de intelectuais oriundos de diversas áreas (filosofia, física, matemática, sociologia, etc.) que tinham em comum uma profunda desconfiança em relação a temas de teor metafísico.

Círculo de Viena constituído dor intelectuais de diversas áreas da ciência – Imagem da Internet.

Fora dos países de língua inglesa, floresceram diferentes movimentos filosóficos. Entre esses destacam-se a fenomenologia, a hermenêutica, o existencialismo e versões modernas do marxismo. Para Husserl, o traço fundamental dos fenômenos mentais é a intencionalidade. A estrutura da intencionalidade é constituída por dois elementos, o primeiro elemento é o ato intencional e o segundo é o objeto do ato intencional. A ciência da fenomenologia trata do significado ou da essência dos objetos da consciência.

A filosofia clínica é um termo utilizado para definir diversos conceitos filosóficos, voltado à “terapia da alma”, usando o potencial prático da filosofia como recurso terapêutico para indivíduos, organizações ou empresas através de consultas individuais, discussões de grupo, seminários, palestras, etc. No Brasil o termo está fortemente vinculado ao movimento realizado pelo filósofo Lúcio Packter e vem sendo apontado como uma ferramenta terapêutica de grande monta.

Não há uma definição simples que consiga responder o que é filosofia, pela própria extensão do conteúdo por ela produzido. O que se convencionou chamar de “filosofia” pelas diferentes respostas que os filósofos deram a ela no decorrer da história, muitas vezes alguns refutaram as interpretações de outros – e, com estes desmentidos fica o desconhecimento de fato, o que é filosofia.

Como já foi anteriormente mencionado, os “problemas” trazidos pela Filosofia só podem ser resolvidos por meio da investigação racional, pois não podem ser constatados por meio de uma experimentação, como faz a Matemática, através de cálculos, ou de análise de documentos, como faz a História.

Existe uma diversidade filosófica em várias formas literárias. Parmênides escreveu o que pensava em forma de poema, Platão em diálogos, Epicuro em cartas e Nietzsche escreveu em forma de aforismos. Apenas com esses exemplos já se vê, que não esgotam a pluralidade da escrita e da atividade filosófica. As formas de se fazer filosofia vão muito além dos tratados e das dissertações.

O que alguns filósofos dizem sobre O que é a Filosofia:

Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.): A admiração sempre foi, antes como agora, a causa pela qual os homens começaram a filosofar;a princípio, surpreendiam-se com as dificuldades mais comuns; depois, avançando passo a passo, tentavam explicar fenômenos maiores, como, por exemplo, as fases da lua, o curso do sol e dos astros e, finalmente, a formação do universo. Procurar uma explicação e admirar-se é reconhecer-se ignorante.”

Epicuro (341 a. C. – 270 a. C.) – “Nunca se protele o filosofar quando se é jovem, nem o canse fazê-lo quando se é velho, pois que ninguém é jamais pouco maduro nem demasiado maduro para conquistar a saúde da alma. E quem diz que a hora de filosofar ainda não chegou ou já passou assemelha-se ao que diz que ainda não chegou ou já passou a hora de ser feliz.”

Epicuro – Imagem da Internet

Descartes escreveu uma frase que é como um tributo à escola de Epitecto: “É mais fácil mudar seus desejos do que mudar a ordem do mundo”.

Outro ensinamento crucial por ele deixado:” a pessoa só deve ocupar definitivamente daquilo que está sob seu controle. Não se deve nem se entusiasmar com tapas amáveis que se dê em suas costas e nem se deprimir com um gesto de frieza. Não se pode entregar aos outros o comando de seu estado de espírito”.

Não é aquele que lhe diz injúrias quem ultraja a pessoa, mas sim a opinião que esta tem dele”, disse Epitecto. “Se a pessoa ignora quem a insulta, ela lhe tira o poder dele de chateá-la. Não são exatamente os fatos que moldam o estado de espírito de uma pessoa, mas sim a maneira como ela os encara”.

Para os desafios perenes da humanidade, as palavras de Epitecto são uma lembrança eterna disso – evitar que se tenha opiniões ruins sobre as coisas, como de fato costumam ser. A mente humana parece sempre optar pela infelicidade.

Epitecto – Imagem da Internet

Outra lição filosoficamente essencial é não se inquietar com o futuro. O sábio vive apenas o dia de hoje. Não se atormenta com o que pode acontecer amanhã. Este conceito é comum em quase todas as escolas filosóficas, ter o descaso pelo dia seguinte, procurando apenas vivenciar o aqui agora, mesmo em situações extremas.

O futuro é fonte de inquietação permanente para a humanidade. O medo do dia de amanhã impede que a pessoa se desfrute o dia de hoje. “A imprevidência é uma das maiores marcas da sabedoria”, escreveu Epicuro, que nascido em Atenas em 341 a.C. Ele pregava e praticava a simplicidade, no entanto seu nome ficou vinculado à busca frívola do prazer.

Edmund Husserl (1859-1938): “Qual o pensador para quem, na sua vida de filósofo, a filosofia deixou de ser um enigma?”

Friedrich Nietzsche (1844-1900): “Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre tomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes”.

Kant (1724-1804): “Não se ensina filosofia, ensina-se a filosofar”.

Ludwig Wittgenstein (1889-1951): “Qual o seu objetivo em filosofia? – Mostrar à mosca a saída do vidro.”

Maurice Merleau-Ponty (1908-1961): “A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo.”

Gilles Deleuze (1925-1996) e Félix Guattari (1930-1993):“A filosofia é a arte de formar, de inventar, de fabricar conceitos… O filósofo é o amigo do conceito, ele é conceito em potência… Criar conceitos sempre novos é o objeto da filosofia.”

Karl Jaspers (1883-1969): “As perguntas em filosofia são mais essenciais que as respostas e cada resposta transforma-se numa nova pergunta”.

García Morente (1886-1942): “Para abordar a filosofia, para entrar no território da filosofia, é absolutamente indispensável uma primeira disposição de ânimo. É absolutamente indispensável que o aspirante a filósofo sinta a necessidade de levar seu estudo com uma disposição infantil. (…) Aquele para quem tudo resulta muito natural, para quem tudo resulta muito fácil de entender, para quem tudo resulta muito óbvio, nunca poderá ser filósofo”.


Entretanto, a Filosofia não tem respostas para essas questões, ela sugere. Mais do que fornecer respostas prontas, a Filosofia sugere caminhos possíveis e coerentes, caminhos que podem ser seguidos por qualquer um, desde que se disponha a utilizar a sua razão e que se conduza uma análise crítica das atitudes e das práticas adotadas em sua própria vida.
Filosofia é útil para os que querem conhecer a si mesmos e entender de onde surgem as ideias que estão em sua mente. Ela é necessária para os que têm interesse em questionar os fundamentos das ciências, da política, da arte e da religião. Para os que têm necessidade de encontrar uma resposta às perguntas: “qual o sentido da vida”, “qual o sentido do universo”, “qual o sentido de tudo?” …

A Filosofia é o estudo das inquietações e problemas da existência humana, dos valores morais, estéticos, do conhecimento em suas diversas manifestações e conceitos, visando o sentido da verdade; portanto sem procurar se mostrarr como verdade absoluta, nem tentar achar máximas como verdade absoluta.

Ela se distingue de outras vertentes de conhecimento. Os métodos dos estudos filosóficos estão fundamentados na análise do pensamento, nas experiências práticas da mente, na lógica e na análise conceitual.

o dimensional desperto quando experiencia na realidade física, deve nela procurar “o bem viver”, “conduzindo-se filosoficamente” neste mundo da razão e dos sentidos. Mas, quando ele alcança a sintonia mental e a interação consciente com outras realidades regidas por outras Leis Universais não mais próprias ao mundo físico, o seu entendimento, a sua percepção e o seu sentido de valores ampliam-se – inclusive seus conceitos filosóficos…

Fontes de consulta:

1 –Filosofia – O que é, Conceito e Definição

2 – ww.coladaweb.com › Filosofia

3 – https://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia

4 – O que é filosofia? para que serve a filosofia?

www.mundodafilosofia.com.br/artigo5.html

5 – O que é a filosofia? – Crítica

criticanarede.com/fa_5excerto.html

Fonte: Pegasus Portal

Continuar lendo FILOSOFIA: A FILOSOFIA NO PENSAMENTO E PELA ÓTICA DOS MAIORES FILÓSOFOS DE TODOS OS TEMPOS

ARTIGOS: O DESTINO DA HUMANIDADE NAS MÃOS DAS SOCIEDADES SECRETAS, POR WAGNER BRAGA

Caro(a) leitor(a),

A partir desta edição da coluna ARTIGOS vou falar sobre a influência das Sociedades Secretas no destino da humanidade. Um assunto que a maioria da humanidade não sabe nem que existe, mas que está por trás do rumo e do destino de todos nós e, hoje, mais do que nunca essa verdade precisa vir a tona, pois estamos passando por tempos de despertar da consciência. No texto a seguir vou dar uma visão geral dessas irmandades e a partir do próximo ARTIGO falarei de cada uma delas.

Sociedade Secreta S.A. - Jovem Nerd

Ao longo da história, aos poucos, surgiram instituições, seitas, irmandades e inúmeras agremiações místicas. Estas instituições ou irmandades faziam questão de permanecer isoladas, guardando segredos imemoriais nunca revelados. Esses segredos eram guardados a sete chaves e passados apenas de “pai para filho”. Em raras exceções eram revelados para outras pessoas, que tinham de ser da mais alta confiança.

Reservei este texto para falar de algumas dessas agremiações que de alguma forma influenciaram a humanidade ao longo de sua trajetória terrestre. Quando falo que influenciaram não estou exagerando nem fazendo apologia a alguma “teoria da conspiração”. O rumo que a história seguiu tem muito a ver com a influência que estas irmandades tiveram sobre o nosso ‘Inconsciente Coletivo’ (Termo criado pelo psicólogo suíço Carl Gustav Jung o inconsciente coletivo é o que não sabemos de nós mesmos. Não representa o que eu vivi, mas o que a humanidade como um todo viveu).

Para enfatizar esse pensamento devo citar alguns exemplos de personagens famosos da história que só vem a confirmar essa teoria. A Maçonaria sempre reuniu mentes inquietas, brilhantes e, principalmente, influentes. Para além de teorias da conspiração, os maçons sempre estiveram envoltos em grandes marcos mundiais, tais como: a independência dos EUA, que, acredita-se, foram decididos em lojas maçônicas. Entre as figuras mais ilustre estão ninguém menos que Benjamin Franklin e George Washington. Já no Brasil, temos um belo time de notáveis como: José Bonifácio (Patriarca da Independência, foi o primeiro grão-mestre da instituição no país), D. Pedro I, Rui Barbosa, marechal Deodoro da Fonseca e Joaquim Nabuco. Mais recentemente, o ex-presidente americano Bill Clinton foi dirigente da Ordem DeMolay, um braço da Maçonaria fundada em 1919 nos Estados Unidos.

 Já o Opus Dei é tão poderoso que, há quem acredite, pode decidir grandes questões da Igreja. Sabe-se que uma das funções secretas dos membros do Opus Dei é ocupar posições de liderança na sociedade, de onde viria todo o poder e dinheiro da instituição.

Outra Instituição, menos conhecida, porém não menos influente é a Skull and Bones. Os membros dessa organização também trabalham com o mesmo intuito da Opus Dei. Não pode ser coincidência o fato de entre os membros da sociedade, estarem alguns dos mais importantes políticos e homens de negócios do EUA, como por exemplo: George Bush pai e George Bush filho, ambos ex-presidentes dos Estados Unidos. Até mesmo o fundador da corporação Time-Life, Henry Luce, um dos mais importantes conglomerados de comunicação dos Estados Unidos, que publica a influente revista Time, fez parte da Skull and Bones.

Por fim, existem registros históricos que Os Illuminati participaram de grandes eventos históricos como a Revolução Francesa, de 1789; as inúmeras revoluções que aconteceram em países europeus no mesmo ano e até mesmo a Primeira Guerra Mundial. Os próprios fundadores dos Estados Unidos e do Federal Reserve, banco central americano, teriam ligação com a Nova Ordem Mundial, cujo principal objetivo é a dominação global da Organização. Sem falar num sem número de artistas e cantores famosos, tais como: Beyoncé e seu marido Jay-z, Ryanna, Kanye West, Justin Bieber, Walt Disney e tantos outros.

As instituições ou irmandades mais conhecidas eram: Os Essênios, Os cavaleiros Templários, A Maçonaria, A Rosa Cruz e os Illuminati, as quais vou falar brevemente sobre cada uma para que o leitor possa se familiarizar, conhecer melhor e poder fazer um juízo de valor sobre o assunto.

Wagner Braga

Continuar lendo ARTIGOS: O DESTINO DA HUMANIDADE NAS MÃOS DAS SOCIEDADES SECRETAS, POR WAGNER BRAGA

CRÔNICAS: RECOMEÇOS, POR ANA MADALENA

Quarta-feira é dia de CRÔNICA, aqui no Blog do Saber. A nossa mais nova coluna recheadas de boas e saudáveis CRÔNICAS da melhor qualidade. A nossa estreia, na semana passada foi com a bela história de Paz e Guerra, uma trégua no Natal, escrita por Ana Madalena, que dá agora uma nova contribuição com a crônica “Recomeços”. Então, vamos lá, faça uma boa leitura e tire suas conclusões!

Firmino Filho decreta ponto facultativo nesta sexta-feira em Teresina

” Um livro é a prova de que os homens podem fazer magia”.

Carl Sagan 

Recomeços

Foi no início de julho de 2019, alguns dias antes do meu aniversário. Estava muito feliz e tinha planejado chegar bem cedo, mas chovia bastante e faltou energia o dia todo. Escolhi o meu apartamento pela vista, que é magnífica, mas o prédio, bem antigo, não tem gerador. Meus amigos disseram que foi uma compra por impulso, mas quando vieram para o “open house” entenderam o porquê da escolha. Meu apartamento de 35,7 metros quadrados era tudo que eu precisava para ser feliz.  E acredite, cada centímetro fez uma grande diferença no decorrer desse ano…
Sou o tipo básica, mas gosto de conforto e de beleza nas mínimas coisas. Decorei meu apartamento do jeito que sonhei. Infelizmente, pouco depois da minha mudança, a empresa onde trabalho resolveu me “promover” e eu passei a fazer viagens a cada quinze dias. O meu sonhado “lar doce lar” virou apenas um lugar para dormir. Até que…
Recordo quando meu supervisor ligou, já tarde da noite, cancelando minha viagem de março. Disse que seria por uns dias e que assim que tudo normalizasse, eu retomaria a agenda de trabalho. Desliguei eufórica, até abri um vinho para comemorar! Finalmente eu teria tempo para curtir meu cantinho!
Liguei a TV para saber da tal pandemia;  confesso que me assustei com o que ouvi. Telefonei para meus pais e irmãos e pedi para que não saissem de casa. Corri ao supermercado e fiquei impactada com as filas intermináveis; parecia que estávamos numa guerra. E era, só que invisível.
Preparei um roteiro para meus próximos dias. Não poderia ficar sem foco, sou movida à rotina. Tentei me exercitar, ter horário de leitura, de trabalho, fazer cursos online e outras tantas coisas que sempre reclamei não fazer por falta de tempo. Mas o tempo foi passando e a quarentena se prolongando… Veio a inquietação. De tudo. O mais estressante foi não saber quando isso acabaria.
Chegou julho, a Terra deu mais uma volta ao redor do sol e eu fiz aniversário sozinha. Não, minto! Comprei um hamster chinês, apesar da minha desconfiança de tudo que vem de lá. Nossas noites foram reservadas para os exercícios: eu na esteira e ele na rodinha. Tomei a resolução de cuidar de um ser vivo depois que vi todas as minhas plantinhas morrerem por descuido. Aquele planejamento de uma rotina saudável ficou no papel por meses, quando vestia pijamas e arrastava chinelos.
Agora falta pouco para esse ano ser mais um calendário jogado fora. Apesar de todos os percalços e das milhares de pessoas que perderam a vida, confesso que depois que peguei o ritmo, só tenho coisas positivas para levar comigo. Descobri que sou ótima companhia e que, apesar do caos do isolamento, fiz descobertas incríveis e aprendi novas habilidades. Também comprei uma estante de exatos 70 centímetros e já preenchi duas prateleiras dos livros que li, de longe o melhor programa cultural e à prova de aglomeração. Também escrevi um diário; quem sabe um dia eu venha a ter filhos e eles possam entender como alguém vive em meio a uma pandemia.
O ano de 2020 realmente ficará marcado na vida de todos nós. Aos amigos e familiares eu cito Oswaldo Montenegro, na música Sem mandamentos,  “hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse e até desculpo o que você falou”. Esse é o meu hino de esperança; deixemos rusgas e outros sentimentos incômodos para trás.  Vamos agradecer! Nós sobrevivemos!
Ana Madalena
Continuar lendo CRÔNICAS: RECOMEÇOS, POR ANA MADALENA

CONHECIMENTO: CONHEÇA A VERDADEIRA ORIGEM DO NATAL

A origem do Natal remonta a tempos bem remotos, antes mesmo da vinda de Jesus ao nosso meio. Desde os primórdios da humanidade, a metade do inverno, que ocorre nas semanas finais do mês de dezembro no hemisfério Norte, é um período de celebração. Algumas civilizações já utilizavam o mês de dezembro para comemorar o solstício de inverno. Os primeiros europeus celebravam luz e o renascimento. Na era cristã, o Papa Júlio I escolheu o dia 25 de dezembro para celebrar o nascimento do menino Jesus. Provavelmente, a Igreja escolheu esta data na tentativa de adotar e assimilar as tradições da festa pagã Saturnália. Portanto essa é uma data simbólica, assim como tudo na Bíblia é impregnado de simbolismo. Jesus não poderia ter nascido em dezembro, já que naquela região o mês de dezembro é muito frio e o gado normalmente fica recolhido e não no pasto. Sendo assim a manjedoura não estaria desocupada como é contado na Bíblia. Os 3 Reis Magos não se encontraram com Jesus naquela noite e sim 2 anos depois, já que cada um saiu de uma partes muito distante daquela região e no lombo de camelos esse trajeto levaria pelo menos 2 anos para ser realizado. Une-se a isso a passagem que diz que os 3 Reis Magos se encontraram com Herodes que lhes deu presentes para que levassem até Jesus e ao mesmo tempo decretou a morte de todas as crianças do sexo masculino com 2 anos. Mas o que importa é o simbolismo, a mensagem e não a verdadeira história constituída. O artigo a seguir levanta as diversas hipóteses sobre a origem do Natal para levar ao leitor um pouco mais de esclarecimento sobre esta data tão comemorada!

Presente de Natal

A Origem do Natal

O Natal é uma época especial na qual uma energia positiva paira no ar. Independentemente de crença religiosa, esse é um período para celebrar o Amor e a Gratidão entre as pessoas queridas e buscar fazer o bem de forma genuína. Afinal, todas as ações boas que fazemos, retorna para nós de forma ainda mais significativa.

Assim como eu, muitas Centelhas comemoram a data. Este artigo conta sobre a origem dessa festividade.

Como começou o Natal?

Desde os primórdios da humanidade, a metade do inverno, que ocorre nas semanas finais do mês de dezembro no hemisfério Norte, é um período de celebração. Séculos antes da chegada do homem chamado Jesus, os primeiros europeus celebravam luz e o renascimento. Para eles, o solstício de inverno marcava o fim dos dias mais escuros, no qual as temperaturas mais adversas já haviam ficado para trás e esses povos ansiavam pelos dias mais longos e com mais horas de luz solar.

Na Escandinávia, os nórdicos celebravam o Natal desde 21 de dezembro, data do solstício de inverno, até o mês de janeiro. Em reconhecimento ao retorno do Sol, pais e filhos levavam para casa grandes pedaços de lenha, nos quais ateavam fogo. As pessoas comiam um banquete até que toda a lenha tivesse queimado, o que poderia levar até 12 dias. Os nórdicos acreditavam que cada faísca do fogo representava um novo porco ou bezerro que nasceria ao longo do próximo ano.

O final de dezembro era um período perfeito para celebração na maior parte da Europa. Nessa época do ano, a maioria do rebanho era abatida, de modo que os animais não precisariam ser alimentados durante o inverno. Para muitos, era a única época do ano em que havia fornecimento de carne fresca. Além disso, a maior parte do vinho e da cerveja produzidos ao longo do ano estava finalmente fermentada e pronta para consumo.

Na Alemanha, as pessoas veneravam o deus pagão Odin durante o feriado da metade do inverno. Os alemães temiam Odin, pois acreditavam que ele fazia voos noturnos pelo céu para observar seu povo, decidindo quem iria prosperar ou perecer. Por causa da sua presença, muitas pessoas optavam por ficar em casa.

Saturnália

Em Roma, onde os invernos não eram tão rigorosos quanto aqueles do Norte, celebrava-se a Saturnália – um feriado em homenagem a Saturno, deus da agricultura. Com início na semana anterior ao solstício de inverno e continuando por um mês inteiro, a Saturnália era um período hedonista, com abundância de comida e bebida e quando a ordem social romana era subvertida. Por um mês, escravos se tornavam senhores. Camponeses estavam no comando da cidade. As escolas e o comércio eram fechados para que todos pudessem se divertir.

Juvenália

Também próximo ao período do solstício de inverno, os romanos comemoravam a Juvenália, uma festividade dedicada às crianças de Roma. Além disso, membros das classes mais favorecidas frequentemente celebravam o nascimento de Mitra, o deus do inconquistável Sol, em 25 de dezembro. Acreditava-se que Mitra, um deus infante, havia nascido de uma pedra. Para alguns romanos, o aniversário de Mitra era o dia mais sagrado do ano.

Yule

Os sacerdotes pré-cristãos, chamados druidas, chamavam o festival da metade do inverno de Yule (sinônimo de Natal, em inglês). Acredita-se que o nome deriva de thoul, uma palavra arcaica que significa “roda”. Os celtas viam o Sol como uma roda, girando pelos céus, fornecendo dias longos e curtos. Chegar ao dia mais curto significava que as pessoas poderiam, mais uma vez, ansiar para que os dias ficassem mais longos.

As celebrações pagãs na noite mais escura do ano adentravam a manhã para dar boas-vindas à nova luz. Nas terras celtas, as celebrações sempre incluíam um grande banquete e imensas fogueiras. Os animais remanescentes eram abatidos e as bebidas que haviam sido reservadas para fermentação ao longo dos meses mais frios já estavam prontas para consumo! As carnes de gansos, patos, bois, carneiros e porcos eram colocadas para assar em espetos nos salões dos poderosos dos tempos medievais.

Toda essa celebração ilustrava o estado de espírito no auge do inverno. Os dias eram escuros e o Sol ficava baixo no céu, as árvores eram despidas de suas folhas e o solo estava estéril e congelado. As pessoas ficavam desesperadas para que a luz retornasse – o nascimento do Sol.

O início do Natal na era cristã

Conforme o Cristianismo se espalhava no oeste do Império Romano, houve um encontro com o mundo celta. Os celtas já tinham seus próprios deuses e deusas e um sistema elaborado de crenças. Essas crenças eram ligadas à natureza, às estações do ano e aos movimentos celestiais. Os cristãos da época sobrepunham suas próprias celebrações às festividades pagãs, de modo que a conversão dos nativos não fosse tão conflitante, o que sempre funcionou.

Logo, a Igreja de Roma sobrepôs o nascimento celta do Sol com o nascimento de Jesus.  Com a imposição do cristianismo no território celta, esse povo, agora doutrinados, adoravam o nascimento de Cristo, não o nascimento do Sol. Mas tanto o Sol quanto Jesus representavam o banimento da escuridão e a vinda da luz.

O Natal é realmente o dia em que Jesus nasceu?

Nos primeiros anos do Cristianismo, a Páscoa era o principal feriado, o nascimento de Jesus não era comemorado. Contudo, no século IV, autoridades da Igreja decidiram instituir o nascimento de Jesus como um feriado. Infelizmente, a Bíblia não menciona uma data para o nascimento dele (posteriormente, este fato foi usado como argumento pelos puritanos para negar a legitimidade da celebração). Embora algumas evidências sugiram que o nascimento ocorreu na primavera (afinal, por que pastores estariam com rebanho em Belém no meio do inverno?), o papa Julio I escolheu o dia 25 de dezembro para celebrar o nascimento de Jesus Cristo.

Costuma-se argumentar que a Igreja escolheu esta data na tentativa de adotar e assimilar as tradições da festa pagã Saturnália. Primeiramente chamada Festa da Natividade, o costume se espalhou para o Egito em 432 e para a Inglaterra no final do século VI. No final do século XVIII, a celebração do Natal já havia se espalhado até a Escandinávia.

Atualmente, as Igrejas ortodoxas russa e grega celebram o Natal 13 ou 14 dias depois do dia 25 de dezembro. Isso acontece porque as Igrejas ocidentais usam o calendário gregoriano, enquanto as Igrejas orientais usam o calendário juliano, que está 13 ou 14 dias atrasado em relação ao calendário gregoriano. Tanto as Igrejas do Ocidente como as Igrejas do Oriente celebram a Epifania ou o Dia de Reis 12 dias depois dos seus respectivos Natais. Acredita-se que esse é o dia em que os três reis magos finalmente encontraram Jesus na manjedoura.

Ao celebrar o Natal no mesmo período que as tradicionais festas do solstício de inverno, os líderes da Igreja aumentaram as chances de o Natal ser aceito pela população, mas renunciaram à habilidade de ditar como ele seria celebrado.

Na Idade Média, a Cristandade tinha, na maior parte, substituído a religião pagã. No Natal, os fiéis compareciam à igreja e depois celebravam ruidosamente de maneira bêbada e carnavalesca, similar ao que ocorre hoje na festa de Mardi Gras.

Cada ano, um pedinte ou estudante seria coroado o “senhor do desgoverno” e os ávidos celebrantes seriam seus súditos. Os pobres iriam até as casas dos ricos para exigir sua melhor comida e bebida. Se os proprietários se negassem a obedecer, os visitantes muito provavelmente iriam atormentá-los com travessuras. O Natal tornou-se o período do ano em que as classes mais favorecidas iriam pagar sua “dívida” real ou imaginária para a sociedade, ao entreter os cidadãos menos afortunados.

No entanto, com o endurecimento da ideia de “moral e pecado” na Idade Média, essa celebração mais festiva deu lugar a uma festa mais familiar e com caráter religioso, semelhante ao que temos atualmente.

Quem inventou o Papai Noel?

A lenda do Papai Noel remonta a um monge chamado São Nicolau, nascido na Turquia por volta de 280 d.C. São Nicolau doou toda sua rica herança e viajou para o interior para ajudar pobres e doentes, tornando-se conhecido como o protetor de crianças e marinheiros.

São Nicolau surgiu na cultura popular norte-americana no fim do século XVIII, em Nova York, quando famílias holandesas se reuniam em homenagem ao aniversário da morte de Sint Nikolaas (São Nicolau, em holandês) ou Sinter Klaas, na versão abreviada. O nome Santa Claus (Papai Noel, em inglês) deriva dessa abreviação.

Hoje, a figura do Papai Noel virou um dos sinônimos do Natal e é um símbolo de alegria, bondade e generosidade. Então, querida Centelha, assim como o Papai Noel, espero que o seu coração esteja repleto de Amor, Gratidão e generosidade nesse período de final do ano. Desejo muita luz a você!

***

Fontes:

Butler, S. The Delicious History of the Yule. History Channel. Disponível em: <https://www.history.com/news/the-delicious-history-of-the-yule-log>. Acesso em: 25 nov. 2020.

HANDWERK, B. Yuletide Tales: Santa, Singing Mobs, and the Time Christmas Was Canceled. National Geographic. Disponível em: <https://www.nationalgeographic.com/news/2013/12/131222-science-santa-claus-christmas-jesus-pagan-saturnalia-wassail-puritan/>. Acesso: 25 nov. 2020.

History.com EditorsSaturnalia. History Channel. Disponível em: <https://www.history.com/topics/ancient-rome/saturnalia>. Acesso em: 25 nov. 2020

Fonte: Temporariamente Humana

Continuar lendo CONHECIMENTO: CONHEÇA A VERDADEIRA ORIGEM DO NATAL

CRÔNICAS: GUERRA E PAZ, UMA TRÉGUA NO NATAL

Nesta quinta-feira estamos estreando a coluna CRÔNICAS, aqui no Blog do Saber e o texto inaugural é de uma grande amiga chamada Ana Madalena, que adora escrever as coisas do cotidiano, do dia a dia com um olhar de otimismo, atentando sempre para o lado bom das experiências vividas por ela, pelos amigos, pelas pessoas em geral. Sempre tirando as boas lições de cada uma dessas experiências, pois é o que importa e que levamos nessa jornada. Então convido você a ler  o lindo conto adaptado por ela sobre “Um Natal de guerra e paz”, que vai deixar você simplesmente apaixonado(a) com a história, o exemplo e as lições enriquecedoras!

TBT Guerra e Paz: Uma Trégua no Natal [Musical de Natal 2019] - YouTube

Um Natal de guerra e paz

Por Ana Madalena
” A guerra é sempre uma derrota da humanidade”.
João Paulo II

A lenda

Era um povoado muito pobre, no meio do nada. O humilde sapateiro morava numa casinha que ficava numa esquina, de onde era possível ver outro pequeno povoado. Por ali passavam muitos viajantes que se perdiam durante a noite, quando o céu não tinha estrelas e tudo era escuridão.
Ele era um homem bondoso; o dinheiro ganho com dificuldade, era usado em alimento e velas. Sim, velas. Toda noite ele acendia uma vela na sua janela, criando um ponto de luz para os que por ali passassem. Era como se ele fosse um farol.
A guerra tão alardeada começou. A cidade ficou totalmente deserta e todos os rapazes que moravam nos arredores foram convocados. Dificilmente alguém passava por ali, mas mesmo assim, o sapateiro continuou acendendo velas, por muitos anos. As poucas pessoas do povoado, percebendo sua insistência, traduziram esse gesto como um ato de bondade e esperança. Na véspera do Natal todos decidiram acender uma vela nas suas casas. À meia noite os sinos da igreja começaram a tocar e veio a boa nova: a guerra tinha cessado. Todos acreditaram ser o milagre das velas! Desde então é tradição em quase todos os povos acender velas no Natal.

A História

A primeira Grande Guerra tinha começado há menos de seis meses. Nas trincheiras, os dias eram longos, frios e os ataques não paravam. Estava chegando o Natal e o Papa consciente dessa situação, propôs uma trégua  para os países envolvidos: “que as armas silenciem, enquanto os anjos cantem”. A resposta foi negativa; o Natal deveria ser cancelado para não atrapalhar o êxito da guerra.
A noite de Natal chegou. Às 20.30h o capitão do exército britânico deu três tiros para cima e ergueu uma bandeira com os dizeres “Merry Christmas”. Os alemães ergueram outra, onde estava escrito “Thank you”. Uma ventania muito forte começou e os ingleses puderam ouvir um alemão chamando-os com sotaque forte.
Os capitães de ambos os lados se levantaram para se encontrar no meio do caminho, um em direção ao outro. Apertaram as mãos e ouviram um caloroso aplauso de todos os soldados. Trocaram cigarros, bebidas e até montaram uma barbearia improvisada para cortes de cabelo. Por fim, puderam recolher seus mortos do campo de batalha, para velá-los em paz. A notícia da trégua se espalhou por toda Europa tornando-se um símbolo da esperança. De certa forma a guerra acabou no Natal de 1914, mesmo que por algumas horas…

A mensagem

Cada pessoa está vivendo uma guerra particular. Em comum, lutamos para eliminar o vírus que assola o mundo. Infelizmente existe a pandemia do egoísmo; pessoas que não se preocupam com o coletivo, que vivem na superfície da existência  O amor está ficando rarefeito. Ainda bem que existem muitos sapateiros e soldados que estão dispostos a mudar tudo isso. A vida pede por nós!
Autor: Ana Madalena
Continuar lendo CRÔNICAS: GUERRA E PAZ, UMA TRÉGUA NO NATAL

QUAL O LEGADO DE TRUMP NA HISTÓRIA DOS EUA?

Legado Trump: o que o presidente deixa para a história dos EUA

Combativo e explosivo, presidente investiu no crescimento do país, confrontou a China e a Coreia do Norte e criou movimento no eleitorado americano

INTERNACIONAL

Giovanna Orlando, do R7

 

Trump é primeiro presidente nos EUA que não se reelege desde 1992

Depois de quatro anos de um mandato, Donald Trump deixa de ser o presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2020. Nas eleições de 3 de novembro, o Republicano não conseguiu garantir a reeleição e perdeu para o candidato democrata Joe Biden. A última vez que os norte-americanos não reelegeram um presidente foi em 1992.

Em 2016, quando foi eleito, ninguém apostava que o apresentador de televisão e magnata nova iorquino conseguiria assumir o posto mais poderoso do mundo. Conhecido por ser explosivo, Trump não escondeu a personalidade forte durante o mandato, tendo atristos com diferentes líderes mundiais e focando em “tornar a América ótima”, com incentivos à economia doméstica.

Para especialistas, é difícil de explicar o legado do presidente mais “diferente” dos Estados Unidos. Trump não tinha formação política ou experiência passada em cargos públicos.

O bilionário conseguiu se comunicar com uma parcela da população que os Democratas não tinham conseguido conquistar durante os oito anos de Barack Obama na Casa Branca e criou um movimento próprio.

“É indiscutível que ele perdeu a eleição, mas o trumpismo provou a sua força, é um legado político expressivo”, diz o professor de Relações Internacionais da ESPM-SP Leonardo Trevisan.

Segundo ele, o trumpismo é “marcado por um apelo radicalizado, com características fundamentalistas e uma forte aproximação com o eleitor médio norte-americano”.

Trump conseguiu não só conquistar o tradicional eleitorado republicano, como conquistou a confiança e o voto de uma parcela da população que estava desencantada com a política nacional e a globalização, além de minorias importantes, como os latinos, que garantiram sua vitória na Flórida, e 35% do eleitorado muçulmano no país.

Legado econômico

Focando na economia interna e no crescimento do país, Trump adotou medidas mais protecionistas e nacionalistas que outros presidentes.

Entre algumas das medidas adotadas pelo presidente, estão a “desburocratização, liberação de empréstimos para pequenos comerciantes e empresários”, enumera a professora de Relações Internacionais da ESPM-SP Denilde Holzhacker. Segundo ela, parte dos votos que Trump recebeu foi por conta dessas políticas.

Apesar da ajuda econômica, Trump nunca teve uma plataforma e objetivos claros em outras partes do governo, como saúde, educação e meio ambiente. Na saúde, o presidente criticou o legado de Obama, mas não gerou melhoras ou mudanças, apesar de ter adotado uma postura dura durante a crise dos opióides, entre 2018 e 2019, chegando até a confrontar a indústria farmacêutica.

Tratamento com a China

Desde o início do mandato, Trump classificou a China como sendo a maior ameaça aos Estados Unidos e adotou uma postura combativa perante o país asiático. Com guerras comerciais e tecnológicas, embargos e taxas altíssimas, o presidente tentou barrar a entrada de produtos e empresas chinesas nos EUA e criticou abertamente o regime de Xi Jinping.

A relação entre os dois país piorou no começo deste ano, quando Trump afirmou que a culpa pela pandemia do novo coronavírus era da China e se referia a covid-19 como “vírus chinês”.

“O Trump desenhou o jeito como os EUA vão lidar com o primeiro concorrente do país desde a Guerra Fria”, analisa Trevisan. “Ele criou um processo, um histórico para normatizar as relações com a China”.

O país asiático é um dos únicos pontos em que Democratas e Republicanos não divergem, enxergando o crescimento econômico e tecnológico da China como uma ameaça. O governo de Biden já sinalizou que vai lidar com o país com cautela e não vai mexer nos 350 bilhões de dólares que Trump impôs como barreira alfandegária, diz o professor.

“Qualquer concessão que o Biden fizer vai ter um peso enorme na próxima eleição”, prediz.

Dialogo com a Coreia do Norte e Oriente Médio

Diferentemente de outros presidentes americanos, Trump buscou diálogo e aliados em áreas novas. O presidente se reuniu com o presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, em históricas cúpulas, para tentar discutir a desnuclearização do país. Apesar dos esforços, as conversas não geraram frutos.

Trump também buscou diálogo com países do Oriente Médio, estreitando as relações do governo americano com Israel e fechando um acordo para normalizar a relação entre o país, os Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

Apesar da relação amigável com alguns governos árabes, Trump teve uma relação complicada com o Irã, e começou 2020 com o assassinato do general Qasem Soleimani, o que rendeu um mês de intensos bombardeios e princípio de guerra.

Fonte: R7

Continuar lendo QUAL O LEGADO DE TRUMP NA HISTÓRIA DOS EUA?

FILOSOFIA: COMO AS PALAVRAS TÊM FORÇA E SÃO IMPACTANTES!

Um dos maiores ícones da humanidade em todos os tempos Martin Luther King é o destaque da nossa coluna FILOSOFIA desta quarta-feira. Aproveite para conhecer melhor essa figura ímpar, que revolucionou as classes sociais nos Estados Unidos através do seu movimento pela igualdade entre brancos e negros. A sua frase “Eu tenho um sonho” foi tão impactante que entrou para a história da oratória. O mundo nunca mais foi o mesmo depois de Martin Luther King. Saiba o porquê!

“Eu tenho um sonho”. Conheça o impacto da frase de Martin Luther King

No ano de 1963, ocorreu a Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade, em que Martin Luther King – um pastor afro-americano de 34 anos de idade – discursou para um público de aproximadamente 250 mil pessoas. Tal discurso provocou uma reviravolta na época com o seu impacto e a frase “Eu tenho um sonho” entrou para a história da oratória. Um ano após essa marcha, a Lei dos Direitos Civis foi aprovada nos EUA, sendo, assim, o primeiro passo dado pelo governo norte-americano na luta contra o racismo. Quer saber mais sobre esse marco na busca por direitos iguais? Atente-se!

Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade

Esta marcha foi uma grande manifestação de cunho político que ocorreu no dia 28 de agosto de 1963 em Washington, capital dos EUA. O líder e organizador desse ato foi o pastor, advogado, pacifista e ativista dos direitos humanos Martin Luther King, que conseguiu reunir mais de 200 mil pessoas no protesto para discursar, pedir, orar e clamar pela liberdade, justiça social, emprego e especialmente pelo fim da desigualdade e segregação racial contra o povo negro do país.

A maioria dos manifestantes eram negros e muitos deles caminharam por estradas até o local da marcha – fato que gerou uma certa preocupação ao governo do presidente na época, John Kennedy. John simpatizava com a causa, mas temia que toda a aglomeração causasse conflitos prejudiciais às aprovações dos direitos civis e, assim, manchasse internacionalmente a imagem dos EUA. Mas esse temor não se concretizou, pois a marcha foi totalmente organizada e repercutiu mundialmente como a maior força política em prol das leis do direito de voto e dos direitos civis, nos anos 1964 e 1965.

Cerca de 75% das pessoas da manifestação eram negras. E esse movimento teve a participação de advogados, fazendeiros, operários e até grandes nomes do cinema.

Imagem da estátua de Martin Luther King.
Direitos autorais : actionsports

Martin Luther King, o líder

Martin foi desde a juventude um grande ativista contra a discriminação racial e um dos maiores líderes de todos os movimentos em prol dos direitos dos negros. Ao liderar a Marcha de Washington, alcançou um de seus ápices ao fazer o seu discurso impactante nomeado “I have a dream” (eu tenho um sonho, em português). Nesse discurso, Martin detalha uma sociedade e um cenário em que os negros e brancos possam viver juntos em harmonia.

Antes de discursar, o pastor e ativista foi recebido com uma grande salva de palmas de todos os que aguardavam as suas palavras. Martin iniciou o seu discurso fundamentando a realização e o ideal da marcha, além de explicar o motivo da localização do palanque – em um Monumento como forma de homenagem a Abraham Lincoln, o presidente que assinou a lei da Abolição da Escravidão e que, por esse motivo, enfrentou uma Guerra Civil.

No decorrer das palavras, Martin ressaltou que os negros ainda não eram cidadãos livres e falou pela luta da liberdade, dos direitos da vida e enfatizou a busca pela felicidade. Em resposta às alas mais radicais de Malcolm X, disse que o povo negro não precisava saciar a sede por liberdade em taça de revolta e ódio, mesmo firmando a ideia de que ninguém deveria ficar satisfeito com as verdades tortas que as elites da época contavam.

Imagem de várias braços erguidos. Eles estão pintados com as cores e os símbolos da bandeira dos Estados Unidos. Ao fundo a imagem do céu azul. Sobre ele a frase escrita: Dia de Martin Luther King - Eu tenho um sonho.
Direitos autorais : belchonock

Extremamente emocionado, o ativista abandonou o discurso escrito e deu início a um improviso, que começou com um trecho que marcou a história: “…eu tenho um sonho, que um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos se sentarão juntos à mesa da fraternidade…”. Esse momento foi regado a silêncio e lágrimas e emocionou toda a multidão presente.

Martin Luther King finalizou o discurso pedindo que todas as pessoas dessem as mãos e entoassem um antigo hino religioso conhecido pelos tempos de escravidão: “Livres, finalmente livres! Graças a Deus estamos livres!”.

Durante a tarde, John Kennedy recebeu em seu gabinete alguns líderes da Marcha e declarou o seu apoio à reivindicação. Mas, infelizmente, não foi ele que introduziu a proposta para ser aprovada pelo Congresso Americano, pois em menos de 3 meses após esse dia, foi assassinado ao visitar Dallas, no Texas.

Imagem de um coração preenchido com as cores e os símbolos da bandeira dos Estados Unidos. Sobre a imagem do coração está escrito as frases: Martin Luther King - Eu tenho um sonho".
Direitos autorais : Andrey Vinnikov

O impacto de “Eu tenho um sonho”

Na época, a cultura da segregação racial era muito forte nos EUA e boa parte da população foi tocada com o discurso de Martin. Ao proferir palavras profundas e enfatizar o desejo simples e genuíno pela liberdade e pela igualdade racial, o pastor e advogado fez com que toda a sua luta pelo povo negro ganhasse força, não só nos Estados Unidos, mas no mundo inteiro. Como consequência da marcha e do discurso, o apelo contra a segregação racial e os direitos em prol da causa foram firmados nas leis do país.

A Lei de Direitos Civis foi aprovada nos EUA no ano de 1964, fazendo com que os negros pudessem ocupar todos os espaços do país da mesma forma que os brancos. Em 1965, a população negra conquistou os mesmos direitos de voto. Em 1964, Martin recebeu o Prêmio Nobel da Paz e, em 1968, foi assassinado, mas isso não calou a voz da sua luta, pois a sua garra em finalizar a marginalização dos negros fez com que diversos regimes de segregação racial fossem extintos no mundo inteiro.

Imagem da bandeira dos Estados Unidos e sobre ela está escrita a frase de Martin Luther King: Eu tenho um sonho.
Direitos autorais : belchonock

Veja um trecho do discurso:

“Eu tenho um sonho que um dia esta nação irá se levantar e viver o verdadeiro significado da sua crença. Nós comemoraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia, nas montanhas vermelhas da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes de donos de escravos se sentarão juntos à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, mesmo o estado do Mississippi, um estado inóspito sufocado pelo calor da injustiça e sufocado pelo calor da opressão, se tornará um oásis de justiça e liberdade. Eu tenho um sonho, que meus quatro pequenos filhos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor da pele, mas pelo conteúdo do seu caráter. Eu tenho um sonho hoje. Eu tenho um sonho que um dia, o estado do Alabama, com seus racistas cruéis, cujo governador cospe palavras de “interposição” e “anulação”, um dia bem lá no Alabama meninos negros e meninas negras possam dar as mãos com meninos brancos e meninas brancas, como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje.”

Fonte: Eu Sem Fronteia

Continuar lendo FILOSOFIA: COMO AS PALAVRAS TÊM FORÇA E SÃO IMPACTANTES!

O NÚMERO DE REFUGIADOS FOI REDUZIDO POR TRUMP PARA O MENOR DA HISTÓRIA

 

Trump reduz limite de novos refugiados para menor da história

‘Pessoas de certas áreas de alto risco de presença ou controle terrorista, incluindo Somália, Síria e Iêmen, não serão admitidas’, diz texto

INTERNACIONAL

Da EFE

Donald Trump, em comunicado, limitou em 15 mil os refugiados de 2021

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou nesta quarta-feira (28) que o país só poderá receber até 15 mil refugiados durante o ano fiscal de 2021, o limite mais baixo desde 1980, quando entrou em vigor a lei que regula este amparo e que agora inclui um máximo de mil cotas para cidadãos de El Salvador, Guatemala e Honduras.

“A admissão de até 15 mil refugiados nos EUA durante o ano fiscal de 2021 (1º de outubro de 2020 até 30 de setembro de 2021) é justificada por razões humanitárias e de interesse nacional”, disse Trump em memorando ao secretário de Estado, Mike Pompeo.

O chefe da diplomacia dos EUA já havia antecipado esse número em mensagem ao Congresso no dia 30 de setembro.

De acordo com o memorando de Trump, divulgado pela Casa Branca, o número de refugiados incorpora “mais de 6.000 vagas não utilizadas do teto de admissão de refugiados do ano fiscal de 2020”. Essas cotas não foram usadas devido à nova pandemia de coronavírus.

O mandatário declarou que “pessoas de certas áreas de alto risco de presença ou controle terrorista, incluindo Somália, Síria e Iêmen, não serão admitidas como refugiados, exceto aqueles refugiados de especial preocupação humanitária”.

“Ao reduzir ainda mais a meta de admissão de refugiados para um novo mínimo histórico, ele está batendo a porta dos Estados Unidos para aqueles que estão em maior risco”, disse o reverendo John L. McCullough, presidente e diretor executivo do Church World Service (CWS), em comunicado.

O governo tinha até o final do ano fiscal de 2020, 30 de setembro, para notificar o Congresso sobre o número de refugiados que poderá acolher no próximo ano.

No ano fiscal de 2020, o governo já havia reduzido o limite para um mínimo histórico de 18 mil refugiados, que Trump descreveu em várias ocasiões como um fardo e uma ameaça à segurança do país.

De acordo com o CWS, desde a aprovação da Lei dos Refugiados de 1980, o país havia estabelecido uma meta média de admissão de 95 mil refugiados por ano, mas esse número foi “drasticamente reduzido em mais de 80%” desde o início do governo Trump, em janeiro de 2017, o que, de acordo com esta organização, “causou danos irreparáveis às famílias de refugiados”.

 

Continuar lendo O NÚMERO DE REFUGIADOS FOI REDUZIDO POR TRUMP PARA O MENOR DA HISTÓRIA

BOAS NOTÍCIAS: CASAL VENCE O CÂNCER JUNTO APÓS SE CONHECER EM UM HOSPITAL

Um casal de Fundaleu, em Buenos Aires, na Argentina, é o destaque da edição desta terça-feira, aqui na coluna BOAS NOTÍCIAS. Eles se conheceram no hospital, ambos fazendo tratamento contra o câncer e três anos depois estão casados e venceram o câncer juntos. Então leia essa linda história de amor e comece o seu dia de alto astral!

Casal se conhece em hospital e vence câncer junto

Por redação

Um casal venceu o câncer junto e está compartilhando sua linda história pra dar esperança a outras pessoas em situações semelhantes.

Bryan Casares e Candela Mozzi estavam recebendo tratamento para linfoma, tipo agressivo de câncer, em Fundaleu, em Buenos Aires, na Argentina.

Eles se encontraram num grupo de pacientes e bateram um longo papo. Foi então que perceberam que eram os únicos que conversavam o tempo todo. Uma química que não se explica.

Três anos depois, agora eles são um casal e os dois venceram juntos o câncer.

Bryan disse que quando as pessoas perguntam, “contamos a história toda porque esperamos que possa dar esperança àqueles que lutam com outras condições semelhantes.”

O amor vence obstáculos!!!

O antes e depois do casal Fotos: Arquivo Pessoal
O antes e depois do casal Fotos: Arquivo Pessoal

Fonte: sonoticiaboa.com.br

Continuar lendo BOAS NOTÍCIAS: CASAL VENCE O CÂNCER JUNTO APÓS SE CONHECER EM UM HOSPITAL

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: ENERGIA SOLAR ACABA DE ATENDER DEMANDA DE 100% NO SUL DA AUSTRÁLIA E JÁ É A ELETRICIDADE MAIS BARATA DA HISTÓRIA

Solar é agora a eletricidade mais barata da história e acaba de atender 100% da demanda no sul da Austrália pela primeira vez

A Austrália do Sul atendeu 100% de suas demandas de eletricidade com energia solar pela primeira vez no fim de semana – a maior parte dela vinda não de fazendas solares, mas de painéis fotovoltaicos montados em telhados.

Uma combinação de céu sem nuvens, baixa demanda de energia e temperaturas amenas ajudou a criar condições para 76% da energia circulante a ser gerada por energia solar no telhado, com fazendas solares em escala de serviço público compondo o resto.

Ambas as fontes combinadas para produzir 1,37 gigawatts de energia disponível, o que teria gerado 986 toneladas métricas de CO2 e normalmente exigiria 1 milhão de libras de carvão ou cerca de 100.000 galões de gasolina.

Na ensolarada Austrália, a energia solar nos telhados já havia atingido um recorde de 900 megawatts por hora de produção pela primeira vez apenas algumas semanas antes, um recorde que seria quebrado por 2,5 horas seguidas no domingo, quando os painéis dos telhados geravam 992 MWh.

Recorde também estava sendo estabelecido fora dos contadores da Austrália do Sul, já que, em um novo relatório , a Agência Internacional de Energia (IEA) diz que a energia solar é agora a forma mais barata de eletricidade para empresas de serviços públicos construir. Ao mesmo tempo, a tecnologia do painel fica mais eficiente e os preços dos painéis básicos continuam caindo, e os investidores estão encontrando negócios cada vez melhores de financiamento.

Isso é uma boa notícia para a Austrália do Sul e para o continente como um todo, já que  relatórios de energia sugerem que a instalação de painéis solares e baterias continuará a se expandir até 2021, removendo a necessidade de salvaguardas da rede de gás natural e até mesmo permitindo alguns dos excessos ser enviado para o estado de Victoria.

Solar vai crescer exponencialmente

O futuro da energia solar é brilhante, do vento: arejado, dos biocombustíveis: cheirando bem, e na perspectiva anual de energia da IEA, eles o descrevem como tal depois de executar cenários em que políticas declaradas de vários estados ao redor do globo são cumpridas e calculadas para o que isso significaria para o setor de energia.

De acordo com sua análise, o crescimento global da energia solar chegará a 13% a cada ano e, embora os custos de capital tenham subido ligeiramente após anos de declínio, outras condições de mercado levarão a produção e o investimento a novos máximos, enquanto 275 GWh de carvão global irão para o direção oposta em 2025.

“A implantação global de energia solar fotovoltaica excede os níveis pré-crise (COVID) em 2021 e estabelece novos recordes a cada ano após 2022, graças aos recursos amplamente disponíveis, custos decrescentes e apoio político em mais de 130 países”, diz o resumo executivo do relatório.

Ele acrescenta que as energias renováveis ​​ultrapassarão o carvão como o principal meio de geração de eletricidade em todo o mundo até 2025, observando que de acordo com seus objetivos e trajetória atual, a China terá expandido as energias renováveis ​​em 1.500 terawatts por hora até 2030, mais do que a demanda de eletricidade de todas as nações. da Alemanha, França e Itália no ano passado.

Os mercados financeiros não são cegos para isso. Firmas de investimento como a Blackrock estão adotando uma nova abordagem relacionada ao clima para estratégias de investimento, com seu CEO Larry Fink escrevendo cartas a todos os principais CEOs cujo dinheiro Blackrock administra, para que eles examinem as práticas de negócios sustentáveis ​​de qualquer empresa em que planejem investir.

Os recordes que a Austrália do Sul está estabelecendo são os sinais de uma tendência global que afetará todos os mercados e todas as empresas de energia, e provavelmente apenas a queda de algumas pedras que iniciará uma avalanche nas montanhas.

Fonte: goodnewsnetwork.org

Continuar lendo ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: ENERGIA SOLAR ACABA DE ATENDER DEMANDA DE 100% NO SUL DA AUSTRÁLIA E JÁ É A ELETRICIDADE MAIS BARATA DA HISTÓRIA

PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA RN É FINALISTA DA SUPERLIGA C DE VÔLEI

RN é finalista da Superliga C de vôlei pela primeira vez na história

Redação / Portal da Tropical

 – Atualizado em: 

Foto: Anderson Teixeira

O time do Unimed/Aero derrotou Sport Recife na semifinal e vai disputar o título, disputada no ginásio do Sesi, em Natal, nesta quinta-feira (16). O momento é histórico para o volei potiguar, pela primeira vez em 8 anos de competição, um time do RN chega à final da Superliga C.

“Estou muito feliz em fazer parte desse projeto e desse momento importante pra Natal, pro RN. Pra ficar melhor, vamos fazer de tudo pra ficar com o título e o acesso à Superliga B”, comemora Juarez, ponteiro tocantinense que joga no Chipre e foi um dos contratados pelo clube potiguar para a disputa.

O jogo da semifinal, nesta sexta, começou com o Sport Club do Recife abrindo 6 pontos de vantagem. O Unimed/Aero não se rendeu. Virou em 17×16 e se manteve na frente até fechar o primeiro set em  25×22. Os sets seguintes, apesar de bem disputados, tiveram placares mais folgados: 25×16 e 25×17.

A briga pelo título da Superliga está entre potiguares e cearenses. No primeiro jogo das semifinais, o Vôlei Unip/Fortaleza garantiu a vaga na final com uma vitória por 3×0 em cima dos conterrâneos do Clube do Vôlei Multisports.

“É uma equipe muito bem treinada, forte, agressiva. Então é trabalhar pra chegar no nosso objetivo, sempre com o pé no chão, sabendo que falta esse jogo para conseguir o título”, diz Carlos Eduardo Pessoa, técnico do Unimed/Aero. O campeão garante vaga na Superliga B 2021.

Fonte: Portal da Tropical Notícias

Continuar lendo PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA RN É FINALISTA DA SUPERLIGA C DE VÔLEI

FINALMENTE É INICIADA NO MUSEU DA RAMPA A CONSTRUÇÃO DE DECK E DE PÍERS

Construção de deck e de píers é iniciada no Museu da Rampa

Redação/Portal da Tropical

 – Atualizado em: 

Complexo da Rampa | Foto: Sandro Menezes

As obras de reforma do Museu da Rampa e a construção do Memorial do Aviador continuam em execução, mantendo a programação estabelecida pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN). De acordo com o Executivo, as obras já estão mais de 80% executadas. A previsão de conclusão é para o final do mês de dezembro de 2020.

Ainda segundo o governo, nesta semana, chegaram ao canteiro de obras, localizado no bairro de Santos Reis, as estacas centrifugadas de concreto, com diâmetros de 30 cm e 40 cm e comprimentos de 9 m e 11 m, produzidas em Cabo de Santo Agostinho (PE). Isso marcou o início da construção do deck frontal, com largura de 3,80m e extensão aproximada de 102 m, assim como de dois píers que adentram área do Rio Potengi, com extensões de 22 m e 27 m.

A reforma da Rampa e a construção do Museu do Aviador teve orçamento inicial de, aproximadamente, R$ 7,6 milhões, com recursos do Ministério do Turismo. No entanto, segundo Gustavo Coelho, secretário de Infraestrutura, a obra também conta com aporte de recursos financeiros do governo estadual destinados à cobertura dos valores relativos à contrapartida e aos reajustamentos decorrentes do prazo de execução da obra.

Com sua conclusão, o Complexo Cultural da Rampa – composto por dois prédios principais, o Museu da Rampa propriamente dito e o Memorial do Aviador – passará a contar com, aproximadamente, 2.800 m² de área construída, os quais abrigarão salas para exposições, loja, café, auditório, dentre outros, tornando-se importante área vocacionada à realização de eventos – que contarão o papel da Cidade de Natal no pioneirismo da aviação e na criação do correio aéreo da América Latina e ainda sua participação na Segunda Grande Guerra Mundial.

Fonte: Portal da Tropical Notícias

Continuar lendo FINALMENTE É INICIADA NO MUSEU DA RAMPA A CONSTRUÇÃO DE DECK E DE PÍERS

PSICOLOGIA: O SURPREENDENTE IMPACTO SOBRE A PSIQUE DA COVID-19 SOBRE SOBREVIVENTES DO HOLOCAUSTO

Um estudo para verificar os efeitos psicológicos da pandemia em sobreviventes do Holocausto é o destaque desta sexta-feira, aqui na coluna PSICOLOGIA, cuja conclusão foi surpreendente. Então convido você a ler o artigo completo a seguir e tomar conhecimento desse interessante resultado!

Covid-19 e sobreviventes do Holocausto: os impactos sobre a psique

Estudo descobriu que a pandemia pode ecoar adversidades passadas e desencadear reações psicológicas ampliadas em pessoas que passaram por essa experiência trágica

Judeus em Auschwitz, 1944: entre os sobreviventes do Holocausto agora confrontados com a pandemia de covid-19 em Israel, os que manifestaram mais preocupação com a doença foram os que enfrentaram doenças infecciosas durante aquele período. Crédito: Ernst Hofmann ou Bernhard Walte/German Federal Archives/Wikimedia

Pessoas que sobreviveram ao Holocausto (o genocídio de cerca de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial) exibiram uma ampla gama de reações emocionais e maneiras de lidar com a pandemia de covid-19, segundo um estudo da Universidade Bar-Ilan (Israel). Alguns estão lidando bem com a crise atual, enquanto outros enfrentam dificuldades consideráveis. A forma como lidam com a crise atual deriva em grande parte de como lidam com suas memórias traumáticas do genocídio promovido pelo regime nazista. A pesquisa foi publicada na revista “Journal of Psychiatric Research”.

Para muitos desses sobreviventes, as diretrizes da política de saúde da pandemia de covid-19 são uma reminiscência de várias condições adversas existentes durante o Holocausto. Elas incluem o isolamento prolongado e a separação de membros da família, mas, particularmente, o risco onipresente de contrair doenças infecciosas.

Estudos anteriores mostraram que os sobreviventes são mais sensíveis a vários eventos estressantes pós-Holocausto. Entre eles destacam-se aqueles que refletem um trauma primário passado. No novo estudo, os pesquisadores examinaram se a exposição a adversidades específicas do Holocausto estaria relacionada a reações psicológicas amplificadas à covid-19.

O estudo enfocou 127 sobreviventes do Holocausto e judeus de ascendência europeia que não passaram por essa experiência. Todos eles nasceram antes de 1945. Os entrevistados foram entrevistados durante o período da saída gradual do primeiro bloqueio (lockdown) de Israel, entre abril e junho de 2020.

O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT, ou PTSD na sigla em inglês) e a solidão foram mais prevalentes entre os sobreviventes que contraíram doenças infecciosas o Holocausto, como tuberculose e disenteria, ante adultos mais velhos que não experimentaram o evento trágico (38,5% x 0% para TEPT; 53,8% x 22,6% para solidão). Além disso, e surpreendentemente, as preocupações relacionadas à covid-19 foram mais frequentes entre os sobreviventes que contraíram doenças infecciosas durante o Holocausto (46,2%) ante outros sobreviventes (22,1%) ou aqueles que não foram expostos ao Holocausto (6,5%).

“Acreditávamos que a maioria dos sobreviventes do Holocausto manifestaria maior sofrimento psicológico durante a pandemia. Isso se explicaria porque muitos deles ainda lidam com sintomas de TEPT e outras deficiências. No entanto, o aumento da angústia foi evidente sobretudo em um subgrupo de sobreviventes cujas vidas foram ameaçadas por doenças infecciosas durante o Holocausto”, disse o prof. Amit Shrira, do Programa de Mestrado em Gerontologia e do Departamento Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade Bar-Ilan.

Shrira conduziu o estudo em colaboração com Maya Frenkel-Yosef, da Nini Czopp Association, que fornece serviços sociais aos sobreviventes do Holocausto holandês-israelense e suas famílias, e com Ruth Maytles, aluna de doutorado da Universidade Bar-Ilan. Estudioso também da transmissão intergeracional do trauma, Shrira atualmente analisa com colegas os dados de um novo estudo focado em como os descendentes de sobreviventes do Holocausto estão lidando com a atual pandemia.

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo PSICOLOGIA: O SURPREENDENTE IMPACTO SOBRE A PSIQUE DA COVID-19 SOBRE SOBREVIVENTES DO HOLOCAUSTO

CIÊNCIAS: URSO DAS CAVERNAS EXTINTO COM APROXIMADAMENTE 39.000 ANOS É DESCOBERTO INTACTO NA TUNDRA CONGELADA DO ÁRTICO RUSSO

Uma descoberta simplesmente sensacional foi feita por pastores de rena no Ártico Russo e é o destaque da nossa coluna CIÊNCIAS desta quarta-feira. Um urso das cavernas da idade do gelo foi encontrado na tundra congelada do Ártico Russo, na República Siberiana de Sakha, com todos os seus órgãos intactos. Isso vai permitir aos cientistas a rara oportunidade de estudar o animal extinto em detalhes requintados. Então lhe convido a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa incrível descoberta!

O primeiro urso-caverna extinto e perfeitamente preservado da Idade do Gelo foi descoberto por pastores de renas no Ártico Russo

 

 

 

Em uma descoberta inédita, pastores de renas na tundra congelada do Ártico Russo encontram os restos “mumificados” de um urso das cavernas da Idade do Gelo.

Descoberto na ilha Bolshoy Lyakhovsky, na República Siberiana de Sakha, o urso foi encontrado envolto em gelo de modo que todos os seus órgãos – até o nariz – ainda estavam intactos, permitindo aos cientistas a rara oportunidade de estudar o animal extinto em detalhes requintados.

A datação por radiocarbono para descobrir a idade dos restos mortais não foi concluída, mas as primeiras sugestões parecem sugerir que eles têm cerca de 39.000 anos.

Cientistas da Universidade Federal do Nordeste em Yakutsk, Rússia, que estão tontos com a descoberta , disseram que, até agora, apenas crânios e ossos do urso das cavernas – um predecessor ligeiramente maior do urso marrom moderno – foram encontrados.

“Hoje, esta é a primeira e única descoberta desse tipo – uma carcaça de urso inteira com tecidos moles. Esta descoberta é de grande importância para todo o mundo ”, disse Lena Grigorieva da universidade, uma das maiores especialistas da Rússia em espécies da Idade do Gelo.

Outro cientista, Maxim Cheprasov, do laboratório Mammoth Museum em Yakutsk, disse ao Siberian Times que “será preparado um programa científico para seu estudo abrangente”, para que se saiba mais sobre como o animal vivia.

LOOK : Adolescente descobriu um novo planeta 6,9 vezes maior que a Terra Apenas alguns dias de estágio na NASA

NEFU RIAEN

“Teremos que estudar a carcaça de um urso usando todos os métodos modernos de pesquisa científica – genética molecular, celular, microbiológica e outros.”

Coincidentemente, um filhote de urso-caverna bem preservado da mesma espécie (Ursus spelaeus) foi recentemente encontrado separadamente.

Um dos exemplos clássicos, como o mamute lanoso, da megafauna da era do Pleistoceno Superior, o urso das cavernas originalmente recebeu esse nome porque a maioria de seus ossos foi encontrada em cavernas.

Não tendo predadores naturais, os cientistas há muito levantaram a hipótese de que a morte durante a hibernação, um período que durante a última Idade do Gelo teria sido longo, era a causa mais comum de mortalidade.

A mudança climática e a extinção causada pelo homem foram sugeridas como as principais causas do desaparecimento de animais há 15.000 anos.

O derretimento do permafrost na Sibéria, de acordo com o Times , revelou grandes descobertas no campo da paleontologia, como carcaças preservadas de mamutes, rinocerontes lanudos, potros da Idade do Gelo e leões das cavernas.

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: URSO DAS CAVERNAS EXTINTO COM APROXIMADAMENTE 39.000 ANOS É DESCOBERTO INTACTO NA TUNDRA CONGELADA DO ÁRTICO RUSSO

EM ARTIGO, MOURÃO DIZ QUE O BRASIL É O PAÍS COM MENOS DESMATAMENTO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

Somos o país que menos desmatou na história da humanidade, diz Mourão em artigo

Sinara Peixoto, da CNN em São Paulo

19 de setembro de 2020 às 19:19 | Atualizado 19 de setembro de 2020 às 20:41

Hamilton Mourão

 

O vice-presidente da República e do Conselho Nacional da Amazônia, Hamilton Mourão, utilizou as redes sociais, na tarde deste sábado (19), para defender a ideia de que há desinformação a respeito dos dados sobre preservação ambiental no Brasil.

Na semana em que o Pantanal atingiu a maior taxa histórica de queimadas, Mourão afirma que “somos o país que menos desmatou na história da humanidade”.

“Interesses econômicos e políticos a parte, também ocorre uma certa desinformação, que termina por ganhar força junto aos que jamais pisaram na Amazônia. Para esclarecer o cenário existente, eu os convido a juntos analisarmos as queimadas, o coelho da vez, tirado da cartola, para como em uma mágica induzir o espectador a acreditar no truque que lhe está sendo encenado”, afirmou.

O vice-presidente admite que as queimadas são um problema nos biomas brasileiros, mas diz que “não na proporção trágica e com o descaso dos governantes como querem crer os donos das cartolas e dos coelhos”.

“SIM, as queimadas acometem a Floresta Amazônica e outros biomas do País – e também do mundo, não somos a única nação a enfrentar esse problema -, especialmente no período da seca, quando os índices historicamente se elevam. Mas não na proporção trágica e com o descaso dos governantes como querem crer os donos das cartolas e dos coelhos. As queimadas que estão ocorrendo na Amazônia não são ‘padrão Califórnia ou Austrália’ e as ações do Governo Federal buscam não só reduzi-las, mas também atenuar seus efeitos nocivos ao meio ambiente e à saúde das pessoas.”

Na publicação da tarde deste sábado, Mourão apresenta uma análise de números que, segundo ele, foram computados até esta semana.

“Gostaria de compartilhar a análise dos números computados até 15 de setembro deste ano, comparando-os com igual período do ano passado. Tivemos um aumento de 11% nesse período, destacando que um terço ocorreu em áreas já desmatadas, outro terço naquelas que foram objeto de desmatamento recente e o último terço em regiões urbanas, de assentamentos e industriais”, pontua.

O presidente do Conselho da Amazônia destaca o foco de ação do poder público. “Nossos alvos de repressão localizam-se naquele importante terço de áreas recentemente desmatadas, notadamente aquelas situadas em terras indígenas e unidades de conservação, onde não podemos aceitar o avanço da criminalidade”.

E finaliza questionando “narrativas” sobre o tema, defendendo a atuação do governo federal no enfrentamento aos crimes ambientais e exaltando o sistema democrático. “Não se deixem levar por narrativas tiradas da cartola, como o coelho daquele mágico”.

“Por fim deixo claro que o governo do Presidente Bolsonaro não compactua com ILEGALIDADES e manterá os esforços constantes no sentido de que criminosos ambientais sejam enfrentados de acordo com a lei, pois respeito ao Estado de Direito é pilar básico do sistema democrático e da civilização ocidental, a qual temos orgulho de pertencer”.

Nações europeias enviam carta

Dinamarca, França, Holanda, Alemanha, Itália, Noruega, Reino Unido e Bélgica assinaram uma carta enviada a Hamilton Mourão expressando preocupações com a degradação da Amazônia.

No documento, os signatários afirmam que “na Europa, há um interesse legítimo no sentido de que os produtos e alimentos sejam produzidos de forma justa, ambientalmente adequada e sustentável” e por isso os números do desmatamento na floresta amazônica estariam preocupando “consumidores, empresas, investidores e a sociedade civil”.

Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram um aumento no número de focos de incêndio de 7% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar de parecer um crescimento pequeno, 2019 foi o ano no qual foi registrada a maior quantidade de queimadas na Amazônia desde 2012.

A carta relembra um histórico do Brasil como um dos pioneiros na tomada de medida contra o desmatamento amazônico, e menciona o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desflorestamento na Amazônia Legal, o Código Florestal Brasileiro e a Moratória da Soja como exemplos de projetos nacionais de preservação.

O documento também expressa preocupação com os povos indígenas e as populações locais.

Os representantes dos países, participantes da parceria das Declarações de Amsterdã, um compromisso com a preservação do meio ambiente, afirmam que estão dispostos a colaborar com o Brasil em projetos de preservação.

“Gostaríamos de ter a oportunidade de discutir esse desafio junto com Vossa Excelência, através de nossos representantes diplomáticos, na esperança de que possamos trabalhar com base numa agenda comum, juntamente com outros parceiros europeus, para garantir um futuro próspero e sustentável para o nosso povo, o clima e o meio ambiente”, escreveram ao vice-presidente Hamilton Mourão.

A carta foi publicada nas redes sociais da Embaixada Alemã:

Print do tweet da embaixada alemãPublicação da Embaixada Alemã no Twitter, divulgando a carta.
Foto: Reprodução/Twitter

 

Texto de Mourão na íntegra

Nos últimos tempos, os mais variados atores acusam o Brasil de não ser capaz de cuidar do seu patrimônio ambiental, em particular a Amazônia. Uma ironia, levando em consideração que somos o País que menos desmatou na história da humanidade.

Como exemplo, cito que nos primórdios da vida na terra a Europa possuía 7% das florestas do mundo e o Brasil 9,8%. Hoje os europeus contam com 0,1% e nosso País com 28,9% da cobertura florestal mundial.
Reitero que somos a Nação que tem a matriz energética mais limpa e a maior cobertura vegetal original, chegando ao admirável valor de 84% de área nativa preservada na Amazônia e mais de 60% se considerarmos todo o território nacional.

Interesses econômicos e políticos a parte, também ocorre uma certa desinformação, que termina por ganhar força junto aos que jamais pisaram na Amazônia. Para esclarecer o cenário existente, eu os convido a juntos analisarmos as queimadas, o coelho da vez, tirado da cartola, para como em uma mágica induzir o espectador a acreditar no truque que lhe está sendo encenado.

SIM, as queimadas acometem a Floresta Amazônica e outros biomas do País – e também do mundo, não somos a única nação a enfrentar esse problema -, especialmente no período da seca, quando os índices historicamente se elevam.

Mas não na proporção trágica e com o descaso dos governantes como querem crer os donos das cartolas e dos coelhos. As queimadas que estão ocorrendo na Amazônia não são “padrão Califórnia ou Austrália” e as ações do Governo Federal buscam não só reduzi-las, mas também atenuar seus efeitos nocivos ao meio ambiente e à saúde das pessoas.

Para compreendermos a realidade das queimadas amazônicas e termos capacidade de interpretar os números divulgados, precisamos entender o que significam os focos identificados pelos satélites de referência utilizados pelo INPE. As imagens acusam todos os focos de calor, o que não significa incêndio, pois qualquer área com temperatura acima de 47o – uma fogueira por exemplo – é assim identificada.

Além disso, como consta no site do instituto, é comum uma mesma queimada ser detectada por vários satélites. Os dados brutos também não distinguem as ilegais das legais, que são aquelas ocorridas dentro dos 20% de terra que, de acordo com nossa legislação, pode ser explorada no bioma Amazônia.

Os fatores que levam a uma queimada não são matemáticos, pois questões ambientais e humanas influenciam tanto a ignição como a propagação e contenção do evento. Não é uma ciência exata. Assim, os esforços dos governos federal e estaduais podem ser positivos, com elevados ganhos em um período, como em outros tendem a ser negativos.

Por isso é importante que os dados sejam TRANSPARENTES, contudo submetidos a uma análise qualitativa por meio de processo inteligente, levando a ajustes e correções, necessários para o combate às ilegalidades e para que a informação produzida seja a expressão da verdade.

Gostaria de compartilhar a análise dos números computados até 15 de setembro deste ano, comparando-os com igual período do ano passado. Tivemos um aumento de 11% nesse período, destacando que um terço ocorreu em áreas já desmatadas, outro terço naquelas que foram objeto de desmatamento recente e o último terço em regiões urbanas, de assentamentos e industriais.

Nossos alvos de repressão localizam-se naquele importante terço de áreas recentemente desmatadas, notadamente aquelas situadas em terras indígenas e unidades de conservação, onde não podemos aceitar o avanço da criminalidade.

No Bioma Amazônia existem cerca de 530.000 imóveis rurais, de acordo com dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), em aproximadamente 25.000 ocorrem queimadas ilegais, ou seja, em 5% das propriedades. Essa é a dimensão do problema a ser enfrentado, com paciência, determinação e clareza.
Não podemos e não iremos parar.

Seguiremos sempre adiante, passo a passo, com foco no aperfeiçoamento contínuo dos métodos, técnicas, equipes, políticas públicas e recursos disponíveis para a prevenção e o combate das queimadas ilegais na Floresta Amazônica, atuando nas frentes política, econômica, social e legal.

Não se deixem levar por narrativas tiradas da cartola, como o coelho daquele mágico.
Por fim deixo claro que o governo do Presidente Bolsonaro não compactua com ILEGALIDADES e manterá os esforços constantes no sentido de que criminosos ambientais sejam enfrentados de acordo com a lei, pois respeito ao Estado de Direito é pilar básico do sistema democrático e da civilização ocidental, a qual temos orgulho de pertencer.

Fonte: CNN

Continuar lendo EM ARTIGO, MOURÃO DIZ QUE O BRASIL É O PAÍS COM MENOS DESMATAMENTO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

CIÊNCIAS: CIVILIZAÇÕES PERDIDAS, LENDA OU FICÇÃO?

Civilizações perdidas: importância e influência para a sociedade moderna

Cidade perdida embaixo d'água

Com certeza você já ouviu falar de civilizações perdidas, como Atlântida/Atlantis ou a menos conhecida Lemúria, ambas tidas como mitologias e teorias que não foram confirmadas até os dias atuais. Mas você sabia que teóricos e estudiosos da antropogenese (origem e desenvolvimento humano) afirmam que há milhões de anos existiram formas de vida nesses locais, conhecidas hoje como raças raízes? Acredita-se que uma humanidade planetária nasce, evolui e se desenvolve, evoluindo e involuindo em sete etapas planetárias chamadas de Sete Raças-Raízes ou Raças Planetárias. Foi indicado, inclusive, que duas dessas raças – terceira e quarta raças-raiz – foram, respectivamente, originadas em Lemúria e em Atlântida.

A maioria das pessoas acredita que as histórias sobre Atlântida não passam de teorias da conspiração ou de lendas criadas para aflorar a imaginação da população, porque não há registros que comprovem que o lugar realmente existiu, onde era localizado e como uma ilha-cidade inteira desapareceu, mas há hipóteses de que Atlântida tenha estado na região do Mar Mediterrâneo e de que sua destruição foi causada pela erupção de um vulcão gigantesco na Ilha de Thera, no Mar Egeu, ocorrida provavelmente no século XVI a.C. Nos dias de hoje, o que restou do vulcão e de sua cratera é um círculo de ilhas atualmente conhecido como Santorini, na Grécia. Na história que deu origem à lenda, contada pelo filósofo Platão, contudo, Atlântida estaria localizada além das Colunas de Hércules, no Oceano Atlântico.

Imagem de cidades embaixo d'água

Em 2012, na área conhecida mundialmente como Triângulo das Bermudas, um grupo de cientistas canadenses alega ter descoberto uma cidade perdida. A noroeste da costa de Cuba, a 700 metros de profundidade, um robô submarino tirou as fotografias das ruínas de edifícios, quatro pirâmides gigantes e um objeto parecido com uma esfinge. Especialistas acreditam que os edifícios pertencem ao período pré-clássico do Caribe e da história da América Central da mesma época; já pesquisadores independentes insistem de que as ruínas são de Atlântida. Arqueólogos dizem que as construções foram construídas em terra e depois submergiram por causa de uma catástrofe natural, todavia essa hipótese implica em admitir a existência de uma vasta porção de terra no meio do Atlântico numa época geológica recuada, ideia que reforça a crença na Atlântida de Platão.

Cidade perdida embaixo d'água

Já Lemúria, que estaria localizado no Oceano Índico, trata-se de um continente inteiro desaparecido. Os pensamentos que incitaram a possível existência de um continente misterioso surgiram na metade do século XIX, com Philip Lutley Sclater, zoologista e advogado britânico, e Ernst Haeckel, biólogo alemão, que foram os primeiros que a iniciar os estudos sobre isso, levantando questionamentos sobre as migrações de animais e humanos. De acordo com Ernst, havia uma espécie de “pedaço faltando” quando se pensava no trânsito de humanos que saíam da Ásia e chegavam à África, pois apenas uma porção continental de terra na região poderia explicar a capacidade dos humanoides de se locomoverem de um lugar tão distante de outro sem cruzar o oceano. Anteriormente, Lutley teve quase as mesmas dúvidas que Haeckel, mas pensando nos lêmures: foi observado que havia muitos mais desses animais em Madagascar do que na África ou na Índia, podendo-se concluir que eles teriam saído de um lugar e ido para os outros.

Monumentos de cidade perdida embaixo d'água

Até os tempos modernos, muito se especula acerca destas civilizações. Para espanto geral, em 2013, geologistas encontraram evidências de que poderia ter existido um continente na região onde a tal da Lemúria estaria. Foi localizado ao sul da Índia, mais precisamente nas ilhas Maurício, um zircão datado de 3 bilhões de anos atrás, época em que a ilha supostamente não existia, já que ela é datada de 2 milhões de anos e só surgiu graças à movimentação das placas tectônicas. Desta forma, os cientistas afirmaram a existência de uma porção enorme de terra ali há muito tempo, mas ela desapareceu para dentro do oceano há cerca de 84 milhões de anos. Atualmente, o continente perdido é chamado de de Mauritia, em homenagem às ilhas que agora estão ali. Contudo não se conseguiu comprovar a lenda dos lemurianos, seres hermafroditas fabulosos, com quatro braços, que seriam, de acordo com a crença popular, os ancestrais dos humanos que habitavam Lemúria.

Falando em reais cidades perdidas – e encontradas -, a cidade de Alexandria foi descoberta no Mar Mediterrâneo em 1998. Exploradores encontraram a antiga cidade egípcia de Alexandria debaixo d’água, praticamente inteira, mesmo após estar submersa por cerca de 1.600 anos. É possível que ela tenha afundado devido a vários desastres naturais, como a subida do nível do mar, além de terremotos. Lá os mergulhadores encontraram o palácio real de Cleópatra, com direito a pisos de mármore, colunas, fornos e bacias, blocos de calcário vestido, paredes e estátuas de divindades egípcias, além de uma esfinge de granito cinza-escuro; todos itens que deveriam fazer parte da imensa construção.

Muitas culturas falam de terras míticas, cidades submersas e reinos perdidos que desafiam a ciência a comprovar suas teorias e histórias, e essas civilizações misteriosas entram e saem do campo do interesse público, sendo popularizadas na TV, em livros, revistas e agora na internet. Tornou-se cada vez mais difícil haver quem nunca tenha ouvido falar destas regiões ou que sequer tenha se sentido curioso ou incentivado a pesquisar mais sobre o assunto para saber se novas descobertas ocorreram. Esses lugares, sejam reais ou não, demonstram uma coisa: a forma como a criatividade, a imaginação e a especulação são atiçadas com essas histórias estimula um louvável desenvolvimento crítico e questionador na população, o que não deixa de ser benéfico para as mentes acostumadas a receber informações prontas, sem interesse de procurar saber mais sobre algum assunto que pode nem ser verídico.

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
Continuar lendo CIÊNCIAS: CIVILIZAÇÕES PERDIDAS, LENDA OU FICÇÃO?

CIÊNCIAS: NOVOS DADOS SOBRE DINOSSAURO BRASILEIRO NOS APROXIMA DOS NOSSOS ANCESTRAIS

Nesta quinta-feira, aqui na coluna CIÊNCIAS temos novas informações sobre o dinossauro brasileiro. Pesquisadores do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, divulgaram ontem (15) dados inéditos de uma pesquisa sobre o crescimento ósseo da espécie do dinossauro Vespersaurus paranaensis, que viveu no Paraná no período Cretáceo. Para que gosta de antropologia é uma ótima oportunidade para ler e conhecer a história dos nossos antepassados!

Pesquisadores apresentam dados inéditos sobre dinossauro brasileiro

O Vespersaurus paranaensis viveu no Paraná no período Cretáceo, há cerca de 90 milhões de anos

Pesquisadores recolhem fósseis no noroeste do Paraná: dinossauro tinha um crescimento mais parecido com o de jacarés e crocodilos. Crédito: © Cenpaleo/Museu Nacional

Pesquisadores do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, divulgaram ontem (15) dados inéditos de uma pesquisa sobre o crescimento ósseo da espécie do dinossauro Vespersaurus paranaensis. O estudo foi conduzido em parceria com o Centro Paleontológico da Universidade do Contestado, em Santa Catarina. Ele revela que esse animal poderia viver entre 13 e 14 anos e atingia a maturidade sexual entre 3 e 5 anos de idade.

Vespersaurus paranaensis foi uma espécie de dinossauro de pequeno porte, com 1,5 metro de comprimento. Ele viveu no período Cretáceo, entre 90 milhões e 70 milhões de anos atrás, no noroeste do Paraná. Nessa época, partes do Centro-Oeste, do Sudeste e do Sul do Brasil formavam o Deserto Caiuá. A espécie habitava o entorno de áreas úmidas, possivelmente um oásis. Nessa mesma região, também já foram encontrados fósseis de lagartos extintos e de duas espécies de pterossauros.

Graças ao grande número de fósseis preservados do Vespersaurus paranaensis, foi possível traçar um panorama mais completo e confiável sobre como esses animais se desenvolviam, qual eram suas taxas de crescimento e quanto tempo levavam para se tornar adultos. A técnica da ósteo-histologia, empregada no estudo, consiste na retirada de fragmentos do osso, por meio de cortes com serras elétricas. Por ser relativamente destrutiva, costuma ser usada apenas quando existe abundância de fósseis.

Fêmur do dinossauro. Crédito: Geovane Souza/Museu Nacional

Tecido incomum

A pesquisa constatou ainda a existência de um tipo de tecido ósseo incomum para os dinossauros, conhecido como paralelo-fibroso. Ele é caracterizado por um alto grau de organização das fibras de colágeno contida nos ossos e demanda mais tempo para se formar ao longo do crescimento do animal. Assim, as taxas de crescimento do Vespersaurus paranaensis eram provavelmente mais lentas do que o observado em outros dinossauros e mais similares às de jacarés e crocodilos.

A hipótese dos pesquisadores é de que a desaceleração do crescimento desses animais estaria relacionada com o seu tamanho corpóreo. Também é possível que seja uma adaptação ao ambiente árido onde viviam.

Reconstituição artística do dinossauro. Crédito: Geovane Souza

O trabalho integrou a pesquisa de mestrado de Geovane Alves de Souza, financiada com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Mobilizou mais seis cientistas: Arthur Brum, Juliana Sayão, Maria Elizabeth Zucolotto, Marina Soares, Luiz Weinschütz, além do paleontólogo e diretor de Museu Nacional Alexander Kellner.

Perguntas sem respostas

De acordo com nota divulgada pelo Museu Nacional, as descobertas revelam a importância do financiamento de bolsas de pós-graduação, lançando luz sobre como os dinossauros viveram em um mundo de constante mudança climática e quais os mecanismos e estratégias de sobrevivência existiam no passado do planeta. “Apesar de os dinossauros fascinarem tanto cientistas quanto o público leigo, muitas perguntas sobre seu crescimento, metabolismo e anatomia ainda permanecem sem respostas”, diz o texto.

Vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Museu Nacional vem se reconstruindo desde o grave incêndio ocorrido em sua sede em 2018.  De acordo com a instituição, essa pesquisa inédita surge em momento oportuno e reforça a sua capacidade de produzir ciência de ponta e de qualidade. Os resultados do estudo também foram divulgados na “PeerJ”, revista científica internacional focada em ciências biológicas e ciências médicas.

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo CIÊNCIAS: NOVOS DADOS SOBRE DINOSSAURO BRASILEIRO NOS APROXIMA DOS NOSSOS ANCESTRAIS

DICA DE LIVRO: UMA INCRÍVEL HISTÓRIA DO HOMEM DE ÉVELYNE HEYER

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é para quem é curioso(a) e buscador(a): “Como foi a história do gênero Homo até chegar ao sapiens? Por que somos a única espécie que fala? Somos todos mestiços? Por que o parto humano é tão perigoso? Por que os homens são mais altos que as mulheres? Como será a espécie Homo sapiens no futuro? Esta é uma leitura imperdível para todos os que se fascinam com perguntas como essas e buscam entender por que nós, Homo sapiens, somos como somos. Aqui, alguns dos mais renomados especialistas respondem, de forma acessível, aos principais questionamentos sobre a nossa espécie e também às questões colocadas pelas últimas pesquisas em paleon­tologia, antropologia e áreas afins. Em textos escritos por um time que reúne de biólogos a geneticistas, passando por neurologistas e paleontólogos, é contada a incrível história evolutiva deste grande mistério que é o ser humano.” Portanto, ai está uma excelente oportunidade de você esclarecer uma série de questões que permeiam a sua mente!

busca

Foto: Arquivo pessoal

Continuar lendo DICA DE LIVRO: UMA INCRÍVEL HISTÓRIA DO HOMEM DE ÉVELYNE HEYER

Fim do conteúdo

Não há mais páginas para carregar

Fechar Menu
×

Carrinho