PERSONAGEM ARLINDO RENDE A ILUSTRADORA POTIGUAR PRÊMIO NACIONAL DE MELHOR QUADRINHO

Por Igor Jácome, g1 RN

 

Luiza Souza, a Ilustralu, com o livro Arlindo e “ovos” que representam as cinco indicações a prêmio na CCXP Awards — Foto: Redes sociais

Arlindo é um menino que mora em Currais Novos, no interior do Rio Grande do Norte, e vive as descobertas de um adolescente. O personagem criado pela ilustradora potiguar Luiza Souza – conhecida na internet como @Ilustralu – ganhou milhares de fãs, virou livro no ano passado e acaba de ser considerado o melhor quadrinho na maior premição de cultura pop do país: a CCXP Awards.

O resultado da primeira edição da premiação foi divulgada na última sexta-feira (15) em São Paulo. Além de quadrinhos, foram premiados trabalhos em mais de 30 áreas como filmes, séries, jogos, literatura, entre outros.

A obra da potiguar concorreu em cinco categorias: melhor quadrinho, melhor álbum, melhor quadrinista, melhor roteirista e melhor colorista.

Eu não esperava tantas indicações, mas foi uma felicidade gigante. Mais massa ainda foi o tanto de gente que se emocionou junto. Acho que quando uma história assim que serviu de espelho para tanta gente ganha, todo mundo que se enxergou um pouco ali ganha junto.
— Luiza Souza, Ilustralu, autora de Arlindo

Luiza trabalha com ilustração e quadrinhos desde 2014, de forma independente. Ela conta que a ideia do personagem surgiu em 2018, a partir de sua percepção sobre os discursos de ódio que se tornavam mais corriqueiros no país.

“Resolvi fazer uma webcomic, que começou a ser publicada no primeiro dia de 2019, toda terça-feira, às 20h. Depois passei a publicar toda terça e quinta. As pessoas se identificaram bastante, principalmente durante o período de isolamento por causa da pandemia”, considerou.

Arlindo

Arlindo vive nos anos 2000, tentando se encontrar, experimentando seus primeiros amores, questões familiares e se descobrindo como uma pessoa LGBT.

“Ele é um bom amigo, um bom filho, um rapaz que ajuda a mãe a fazer docinhos, embora o pai seja muito precoceituoso e não aceite que ele cozinhe”, resume Ilustralu.

Todo o trabalho é de Luiza: do roteiro à arte final. O sucesso na internet foi tanto, que os leitores passaram a pedir a publicação de um livro com a história.

Livro

Uma campanha de financiamento coletivo aberta na internet bateu 100% da meta (cerca de R$ 85 mil) em menos de 24 horas e teve resultado final de 455% a proposta inicial.

O livro, que tem cerca de 200 páginas, foi lançado em uma edição de capa dura em 2021, pela editora Seguinte – selo jovem da Companhia das Letras. Apesar da publicação da obra, a autora ressalta que toda a história continua disponível na internet.

“É um trabalho que fala sobre aprender a se amar, sobre o valor que a gente tem, que temos o direito de existir sem dever nada a ninguém”, considera.

Segundo Luiza, a história tem inspirações na sua própria adolescência, bem como na de amigos. O cenário de Currais Novos, por exemplo, foi onde ela cresceu.

“Eu queria que as pessoas prestassem atenção que tem pessoas escutando aquele seu discurso de ódio. As vezes é uma criança que está ali do seu lado e está sendo atingida por aquilo”, considerou.

Documentário

A autora comemora a premiação e conta que está produzindo um documentário, que já teve dois episódios lançados na internet, sobre a transformação da série de quadrinhos em livro.

O webdocumentário “Arlindo sou eu”, produzido em Natal e dirigido por Camila Guerra, já tem disponibilizado um episódio sobre o roteiro e outro que fala sobre regionalidade.

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BOAS NOTÍCIAS: FOI MILAGRE MESMO?

Nesta sexta-feira aqui na coluna Boas Notícias vamos reviver uma história fantástica que merece boa reflexão: milagres existem? vamos mergulhar na história comovente do garoto Dylan Askin que sofria de câncer e estava em coma, quando minutos antes de desligarem os aparelhos ele acordou. Convido você a ler essa comovente história e refletir sobre o assunto!

Menino acorda do coma pouco antes de desligarem aparelhos

(Foto: divulgação)

Um menino de dois anos acordou do coma um dia após a família decidir desligar os aparelhos que mantinham a vida dele.
A recuperação de Dylan Askin, que sofria de um câncer raro nos pulmões, aconteceu no domingo de Páscoa de 2016 em Nottingham, no Reino Unido, mas a notícia só foi divulgada agora pela família.
“Não me considero religiosa, mas acredito que foi um milagre”, disse a mãe, Kerry Askin.
Os médicos não achavam que ele sobreviveria. Foi quando Dylan desafiou essa expectativa, e começou a se mexer. O menino estava internado no Queens Medical Hospital.
Após o batismo no hospital na Sexta-Feira Santa, a família já tinha se despedido da criança.
Segundo Kerry, quando os médicos começaram os procedimentos habituais para desligar as máquinas, Dylan começou a dar sinais de vida e os níveis de oxigênio começaram a subir.
Venceu o câncer
Dois anos depois, Dylan venceu a doença.
O menino terminou o tratamento contra o câncer com sucesso no ano passado e agora o quadro clínico dele está estável.
Após a recuperação, a família, agradecida, focou-se em ajudar instituições de caridade.
Fonte:  Daily Mail

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REFLEXÃO: UM CONTO TAILANDÊS PARA AMENIZAR SUAS DIFICULDADES E LHE DAR ESPERANÇA

NESTA  SEXTA-FEIRA, NA NOSSA COLUNA REFLEXÃO VOCÊ VAI CONHECER A HISTÓRIA DE BUDA E O MENDIGO – UMA HISTÓRIA TAILANDESA QUE NOS AJUDOU A VER OS NOSSOS PROBLEMAS POR OUTRO ÂNGULO. EU ESPERO QUE ESSA HISTÓRIA CHEGUE ATÉ VOCÊ E QUE ELA POSSA COLOCAR UM SORRISO NO SEU ROSTO E NO ROSTO DAS PESSOAS QUE VOCÊ AMA. AMOR E LUZ, NAMASTÊ.🙏🏼✨.

Fonte:

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REFLEXÃO: AS QUATRO ESTAÇÕES, UM CONTO SOBRE JULGAR OS OUTROS E A NÓS MESMOS

A nossa coluna REFLEXÃO deste sábado trás um conto muito importante que deixa uma lição de vida extraordinária, contada por Camila Zen. Quantas vezes encontramos pessoas em momentos difíceis, talvez até mesmo de não muito bom humor, desestabilizados,… quantas vezes nos encontramos em momentos assim, pra baixo, parecendo que nada dá certo, sem energia pra fazer o que tem que ser feito… Essa história nos ajuda a entender que esses momentos fazem parte da vida, da sua vida e da vida de outras pessoas, e nos faz lembrar de não julgarmos ninguém por apenas um capítulo que conhecemos, e nem a nós mesmos, pelos momentos difíceis e que não nos encontramos muito bem.

Fonte:

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FILOSOFIA: COMO AS PALAVRAS TÊM FORÇA E SÃO IMPACTANTES!

Um dos maiores ícones da humanidade em todos os tempos Martin Luther King é o destaque da nossa coluna FILOSOFIA deste sábado. Aproveite para conhecer melhor essa figura ímpar, que revolucionou as classes sociais nos Estados Unidos através do seu movimento pela igualdade entre brancos e negros. A sua frase “Eu tenho um sonho” foi tão impactante que entrou para a história da oratória. O mundo nunca mais foi o mesmo depois de Martin Luther King. Saiba o porquê!

“Eu tenho um sonho”. Conheça o impacto da frase de Martin Luther King

No ano de 1963, ocorreu a Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade, em que Martin Luther King – um pastor afro-americano de 34 anos de idade – discursou para um público de aproximadamente 250 mil pessoas. Tal discurso provocou uma reviravolta na época com o seu impacto e a frase “Eu tenho um sonho” entrou para a história da oratória. Um ano após essa marcha, a Lei dos Direitos Civis foi aprovada nos EUA, sendo, assim, o primeiro passo dado pelo governo norte-americano na luta contra o racismo. Quer saber mais sobre esse marco na busca por direitos iguais? Atente-se!

Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade

Esta marcha foi uma grande manifestação de cunho político que ocorreu no dia 28 de agosto de 1963 em Washington, capital dos EUA. O líder e organizador desse ato foi o pastor, advogado, pacifista e ativista dos direitos humanos Martin Luther King, que conseguiu reunir mais de 200 mil pessoas no protesto para discursar, pedir, orar e clamar pela liberdade, justiça social, emprego e especialmente pelo fim da desigualdade e segregação racial contra o povo negro do país.

A maioria dos manifestantes eram negros e muitos deles caminharam por estradas até o local da marcha – fato que gerou uma certa preocupação ao governo do presidente na época, John Kennedy. John simpatizava com a causa, mas temia que toda a aglomeração causasse conflitos prejudiciais às aprovações dos direitos civis e, assim, manchasse internacionalmente a imagem dos EUA. Mas esse temor não se concretizou, pois a marcha foi totalmente organizada e repercutiu mundialmente como a maior força política em prol das leis do direito de voto e dos direitos civis, nos anos 1964 e 1965.

Cerca de 75% das pessoas da manifestação eram negras. E esse movimento teve a participação de advogados, fazendeiros, operários e até grandes nomes do cinema.

Imagem da estátua de Martin Luther King.
Direitos autorais : actionsports

Martin Luther King, o líder

Martin foi desde a juventude um grande ativista contra a discriminação racial e um dos maiores líderes de todos os movimentos em prol dos direitos dos negros. Ao liderar a Marcha de Washington, alcançou um de seus ápices ao fazer o seu discurso impactante nomeado “I have a dream” (eu tenho um sonho, em português). Nesse discurso, Martin detalha uma sociedade e um cenário em que os negros e brancos possam viver juntos em harmonia.

Antes de discursar, o pastor e ativista foi recebido com uma grande salva de palmas de todos os que aguardavam as suas palavras. Martin iniciou o seu discurso fundamentando a realização e o ideal da marcha, além de explicar o motivo da localização do palanque – em um Monumento como forma de homenagem a Abraham Lincoln, o presidente que assinou a lei da Abolição da Escravidão e que, por esse motivo, enfrentou uma Guerra Civil.

No decorrer das palavras, Martin ressaltou que os negros ainda não eram cidadãos livres e falou pela luta da liberdade, dos direitos da vida e enfatizou a busca pela felicidade. Em resposta às alas mais radicais de Malcolm X, disse que o povo negro não precisava saciar a sede por liberdade em taça de revolta e ódio, mesmo firmando a ideia de que ninguém deveria ficar satisfeito com as verdades tortas que as elites da época contavam.

Imagem de várias braços erguidos. Eles estão pintados com as cores e os símbolos da bandeira dos Estados Unidos. Ao fundo a imagem do céu azul. Sobre ele a frase escrita: Dia de Martin Luther King - Eu tenho um sonho.
Direitos autorais : belchonock

Extremamente emocionado, o ativista abandonou o discurso escrito e deu início a um improviso, que começou com um trecho que marcou a história: “…eu tenho um sonho, que um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos se sentarão juntos à mesa da fraternidade…”. Esse momento foi regado a silêncio e lágrimas e emocionou toda a multidão presente.

Martin Luther King finalizou o discurso pedindo que todas as pessoas dessem as mãos e entoassem um antigo hino religioso conhecido pelos tempos de escravidão: “Livres, finalmente livres! Graças a Deus estamos livres!”.

Durante a tarde, John Kennedy recebeu em seu gabinete alguns líderes da Marcha e declarou o seu apoio à reivindicação. Mas, infelizmente, não foi ele que introduziu a proposta para ser aprovada pelo Congresso Americano, pois em menos de 3 meses após esse dia, foi assassinado ao visitar Dallas, no Texas.

Imagem de um coração preenchido com as cores e os símbolos da bandeira dos Estados Unidos. Sobre a imagem do coração está escrito as frases: Martin Luther King - Eu tenho um sonho".
Direitos autorais : Andrey Vinnikov

O impacto de “Eu tenho um sonho”

Na época, a cultura da segregação racial era muito forte nos EUA e boa parte da população foi tocada com o discurso de Martin. Ao proferir palavras profundas e enfatizar o desejo simples e genuíno pela liberdade e pela igualdade racial, o pastor e advogado fez com que toda a sua luta pelo povo negro ganhasse força, não só nos Estados Unidos, mas no mundo inteiro. Como consequência da marcha e do discurso, o apelo contra a segregação racial e os direitos em prol da causa foram firmados nas leis do país.

A Lei de Direitos Civis foi aprovada nos EUA no ano de 1964, fazendo com que os negros pudessem ocupar todos os espaços do país da mesma forma que os brancos. Em 1965, a população negra conquistou os mesmos direitos de voto. Em 1964, Martin recebeu o Prêmio Nobel da Paz e, em 1968, foi assassinado, mas isso não calou a voz da sua luta, pois a sua garra em finalizar a marginalização dos negros fez com que diversos regimes de segregação racial fossem extintos no mundo inteiro.

Imagem da bandeira dos Estados Unidos e sobre ela está escrita a frase de Martin Luther King: Eu tenho um sonho.
Direitos autorais : belchonock

Veja um trecho do discurso:

“Eu tenho um sonho que um dia esta nação irá se levantar e viver o verdadeiro significado da sua crença. Nós comemoraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia, nas montanhas vermelhas da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes de donos de escravos se sentarão juntos à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, mesmo o estado do Mississippi, um estado inóspito sufocado pelo calor da injustiça e sufocado pelo calor da opressão, se tornará um oásis de justiça e liberdade. Eu tenho um sonho, que meus quatro pequenos filhos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor da pele, mas pelo conteúdo do seu caráter. Eu tenho um sonho hoje. Eu tenho um sonho que um dia, o estado do Alabama, com seus racistas cruéis, cujo governador cospe palavras de “interposição” e “anulação”, um dia bem lá no Alabama meninos negros e meninas negras possam dar as mãos com meninos brancos e meninas brancas, como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje.”

Fonte: Eu Sem Fronteia

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REFLEXÃO: UM CONTO TAILANDÊS PARA AMENIZAR SUAS DIFICULDADES E LHE DAR ESPERANÇA

NESTA  SEXTA-FEIRA, NA NOSSA COLUNA REFLEXÃO VOCÊ VAI CONHECER A HISTÓRIA DE BUDA E O MENDIGO – UMA HISTÓRIA TAILANDESA QUE NOS AJUDOU A VER OS NOSSOS PROBLEMAS POR OUTRO ÂNGULO. EU ESPERO QUE ESSA HISTÓRIA CHEGUE ATÉ VOCÊ E QUE ELA POSSA COLOCAR UM SORRISO NO SEU ROSTO E NO ROSTO DAS PESSOAS QUE VOCÊ AMA. AMOR E LUZ, NAMASTÊ.🙏🏼✨.

Fonte:

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ALESP REGISTRA ENTRE JANEIRO E ABRIL DESTE ANO MAIOR NÚMERO DE REPRESENTAÇÕES POR QUEBRA DE DECORO DA HISTÓRIA DESDE A CRIAÇÃO DO CONSELHO

Número de representações por quebra de decoro na Alesp é o maior em 23 anos

Foram 28 representações no Conselho de Ética apenas nos cinco primeiros meses de 2022

Carolina Figueiredo

da CNN

São Paulo

Fachada da Assembleia Legislativa de São Paulo, na zona sul de São Paulo.Fachada da Assembleia Legislativa de São Paulo, na zona sul de São Paulo.Foto: Divulgação/Alesp

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) já registrou, entre janeiro e abril desse ano, o maior número de representações por quebra de decoro no Conselho de Ética da Casa da história. O Conselho foi criado em 1994, mas os dados digitalizados só estão disponíveis a partir de 1999.

Foram 28 representações por comportamentos considerados desrespeitosos só nos primeiros cinco meses de 2022. O recorde anterior foi no ano de 2019, quando 21 representações foram feitas. Foi nesse ano que a Casa puniu pela primeira vez um deputado.

De 2019 até hoje — sob gestão da deputada Maria Lucia Amary (PSDB) — essas representações resultaram em cinco advertências, duas perdas temporárias de mandato e uma cassação.

A primeira sanção aplicada pelo órgão aconteceu em 2019, uma advertência ao deputado Douglas Garcia (Republicanos). Declarações de cunho discriminatório e transfóbico por parte do parlamentar foram as razões dos processos movidos pelas deputadas Erica Malunguinho (PSOL) e Professora Bebel (PT).

Do Val é, inclusive, o recordista de acusações por quebra de decoro. Eleito em 2018, o deputado tomou posse em 2019 e, até ter o mandato cassado em 2022, teve 32 representações protocoladas contra ele no Conselho de Ética.

Outros dois deputados, Frederico D’Avila (PL) e Fernando Cury (União Brasil), foram punidos com suspensão, que significa a perda temporária de mandato.

D’Avila foi suspenso por ofender o Papa Francisco, a Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) e o arcebispo de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes, durante um discurso na Casa. Já Cury teve o mandato suspenso por 119 dias por acusação de assédio contra a deputada Isa Penna (PCdoB).

Antes de 2019, só duas representações haviam sido feitas contra deputados por quebra de decoro, uma em 2016 e outra em 1999.

Histórico:

1999 – 1 Representação
2000 a 2015: nenhuma representação
2016 – 1 Representação
2017 a 2018: nenhum representação
2019 – 21 Representações
2020 – 12 Representações
2021 – 16 Representações
2022 – 28 Representações (até hoje)
Total – 79 (até hoje)

Condenações do Conselho (2019-até hoje)
5 advertências, 2 perdas temporárias de mandato (suspensões), e uma cassação.

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MOMENTO ESPETACULAR: BRASILEIRA MAYA GABEIRA SURFA A MAIOR ONDA DO MUNDO E ENTRA PARA GUINNESS WORLD RECORDS

UM FEITO DIGNO DE FIGURAR NO GUINNESS BOOK É O DESTAQUE DA NOSSA COLUNA MOMENTO ESPETACULAR DESTA QUINTA-FEIRA E COMO SE NÃO BASTASSE UM RECORDE BRASILEIRO E MAIS AINDA UM RECORDE MUNDIAL DE UMA BRASILEIRA. A BRASILEIRA MAYA GABEIRA BATEU O RECORDE DOS RECORDES, POIS COM UMA ONDA DE 22,4 M DE ALTURA SUPEROU O RECORDE MUNDIAL MASCULINO COM UMA ONDA DE APENAS 21 M. UM SHOW PRA NINGUÉM BOTAR DEFEITO. PORTANTANO, NÃO PERCA, ASSISTA AO VÍDEO A SEGUIR. PARABÉNS MAYA!

BRASILEIRA ENTRA PRO GUINNESS POR SURFAR MAIOR ONDA DA HISTÓRIA: VÍDEO

O Big Waves Awards 2020, considerado o Oscar das ondas gigantes, confirmou: a brasileira e surfista profissional, Maya Gabeira, fez história no esporte e vai para o Guinness.

Maya foi premiada na categoria “Maior Onda do Big Arwards 2020”. Ela bateu o próprio recorde mundial feminino na semana passada ao pegar uma onda de 22,4 metros de altura, equivalente a um prédio de 7 andares. (vídeo abaixo)

Assim, a WSL – World Surf League – validou e a Maya Gabeira vai para o Guinness World Records com o título de Maior Onda Surfada – Sem Limites – Feminino.

Próprio recorde

O recorde anterior também era dela, quando surfou em uma onda de 20 metros em 2018, no mesmo local, em Nazaré, Portugal.

As divisões masculina e feminina são separadas no Big Wave Awards, mas a onda de Maya neste ano superou a do vencedor entre os homens – o havaiano Kai Lenny, com uma onda de 21 metros.

“Uma mulher surfou a maior onda do ano no geral.  Era algo que eu havia sonhado anos atrás, mas não como algo realista. Não houve representação para eu acreditar que era possível”, disse a campeã brasileira.

“Eu apenas pensei que era tão irreal, mas ver isso acontecer foi incrível. Esse é um esporte extremamente dominado pelos homens, então ter uma mulher capaz de representar isso é bastante raro”, comemorou Maya.

Veja:

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: DO QUE PRECISAMOS PARA NÃO DESISTIR? COM ANNA PATRÍCIA BOGADO

Na sessão DESENVOLVIMENTO PESSOAL desta quarta-feira mais uma mini-palestra imperdível de ANNA PATRÍCIA BOGADO sobre algo que em momento nenhum ela citou: RESILIÊNCIA. Do que precisamos para não desistir? Essa é a pergunta que ela responde nessa mini-palestra contando uma história incrível. Assista a palestra e tire sus conclusões!

FonteAnna Patrícia Chagas

Publicado

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REFLEXÃO: A HISTÓRIA DO REI E DAS DUAS ÁGUIAS, POR CAMILA ZEN

Quando sentimos que a vida nos dá uma rasteira, a primeira coisa que nos vem a cabeça é nos sentir injustiçados. Mas o nosso conhecimento é limitado, não temos ideia de como acontecimentos de agora vão nos afetar no futuro. Tanto os acontecimentos que julgamos bons, quanto os que julgamos ruins. A vida tem um jeito de nos guiar, nos impulsionar, que a maioria das vezes não conseguimos entender. Esse é um conto que nos ajuda a entender como, muitas vezes, as coisas que parecem ruins no momento, são necessárias pra nos fazer aprender, crescer e nos tornar capazes de viver a vida que sonhamos, e dar certos passos necessários pra isso, mas que às vezes não temos coragem. Confia na sua jornada, confia em você! E use cada oportunidade pra aprender e crescer em direção aos seus sonhos.

Fonte:

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CONHEÇA A HISTÓRIA DA CONSTRUÇÃO DA CAPITAL DO BRASIL

Brasília, 62 anos: conheça histórias de operários que construíram a capital

Construção da cidade demorou 1.112 dias e foi feita por quase 64 mil operários

Leandro MagalhãesIngrid Oliveira

da CNN

A capital do Brasil completa 62 anos neste 2022. A construção de Brasília demorou 1.112 dias.

Três anos e dez meses. Esse foi o tempo que a idealização da capital demorou para sair dos papéis de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. A dupla foi a responsável por tornar realidade o grande marco do governo de Juscelino Kubitschek.

Em 1956, primeiro ano da construção, surgiram diversos acampamentos onde moravam os quase 64 mil operários envolvidos no empreendimento.

Entre as as pessoas que participaram do projeto, muitos sofriam com a falta de estrutura. E outros perderam a vida nesse processo por conta dos acidentes de trabalho.

“Esse prédio, que se chamava ’28’, hoje é o Congresso, toda hora caia uma pessoa. Muitos operários morreram”, disse à CNN o ex-operário Iran Andrade.

Antônio Rodrigues dos Santos, ex-operário da construção, disse à CNN que estava desempregado em Minas Gerais e foi para Brasília a trabalho.

“Brasília para mim é tudo. Foi onde eu consegui fazer alguma coisa. Eu vim para Brasília para trabalhar”, disse.

Mesmo com todos os problemas estruturais, a obra avançou e o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República, e foi o primeiro a ser construído.

O ex-operário mineiro Jerônimo Peres ajudou a construir o Palácio. Ele chegou a Brasília em 1958.

“A gente morou lá mesmo. Tinha o alojamento, a residência. A gente levantava, tomava café e ia trabalhar”, disse à CNN.

A pedido da CNN, Peres visitou o Palácio da Alvorada e foi recebido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

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DICA DE LIVRO: 1808 DE LAURENTINO GOMES

O propósito deste livro, resultado de dez anos de investigação jornalística, é resgatar e contar a história da corte lusitana no Brasil e tentar devolver seus protagonistas à dimensão mais correta possível dos papéis que desempenharam duzentos anos atrás. ´1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil´ é o relato sobre um dos principais momentos históricos brasileiros.

RESUMO DO LIVRO:

Introdução
O Brasil foi descoberto em 1500, mas, de verdade, só foi  inventado como país em 1808. Foi quando a família real portuguesa chegou ao Rio de Janeiro fugindo das tropas do imperador francês Napoleão Bonaparte. Até então, o Brasil ainda não existia.
Pelo menos, não como é hoje: um país integrado, de dimensões continentais, fronteiras bem definidas e habitantes que se identificam como brasileiros. Até 1807, era apenas uma grande fazenda, de onde Portugal tirava produtos, que levava embora.
A vinda da corte iria transformar radicalmente esse cenário. Em apenas treze anos, entre a chegada e a partida da corte, o Brasil deixou de ser uma colônia atrasada, proibida e ignorante para se tornar uma nação independente. Nenhum outro período da história brasileira testemunhou mudanças tão profundas, tão decisivas – em tão pouco tempo.

A fuga

Ameaçado por Napoleão, D. João abandona Portugal e foge para o Brasil.
Na manhã de 29 de novembro de 1807 os portugueses acordaram com a informação de que a rainha, D. Maria I (também conhecida como “A Rainha Louca”), seu filho, o príncipe regente D. João, e toda a Corte estavam fugindo para o Brasil sob a proteção da Marinha Britânica.

D. João fora colocado contra a parede e obrigado a tomar a decisão mais grave da sua vida. Seu adversário era ninguém  menos do que  Napoleão Bonaparte. O imperador francês estava em guerra com a Inglaterra, aliada de Portugal, e havia decretado o Bloqueio Continental, ou seja, fechado os portos europeus ao comércio de produtos britânicos.
Assim, em novembro de 1807, as tropas francesas marcharam em direção a Lisboa, prontas para varrer Portugal e chutar seu príncipe regente do trono. Sem exército para se defender, D. João preferiu fugir para o Brasil, protegido pelos navios de guerra britânicos, levando junto a família real, a maior parte da nobreza, seus tesouros e todo o aparato do Estado.

A viagem

Afligida por tempestades e infestações de piolhos, a corte atravessa o oceano.
Entre 10 000 e 15 000 pessoas acompanharam o príncipe regente na viagem ao Brasil. Era muita gente, levando-se em conta que a capital Lisboa tinha cerca de 200 000 habitantes. O grupo incluía pessoas da nobreza, conselheiros reais e militares, juízes, advogados, comerciantes e suas famílias. Também viajavam médicos, bispos, padres, damas-de-companhia, camareiros, pagens, cozinheiros e cavalariços.
A viagem não foi exatamente um cruzeiro de luxo. A esquadra portuguesa, com total de 58 navios – incluindo a escola inglesa – levou quase dois meses para atravessar o Oceano Atlântico. Logo nos primeiros dias de viagem, a esquadra foi atingida por uma tempestade. No meio da tormenta, os navios se perderam uns dos outros. O enjôo era coletivo. A  corte portuguesa não parava de vomitar por sobre as amuradas dos navios. Durante a travessia alguns navios ficaram infestados de piolhos. Para combater a praga, as mulheres nobres tiveram de raspar os cabelos e untar as cabeças carecas com banha de porco e pó anti-séptico à base de enxofre.
No calor sufocante das zonas tropicais, ratos, baratas e carunchos infestavam os depósitos de mantimentos. A água apodrecia, contaminada por bactérias e fungos. Por falta de frutas e alimentos frescos, as pessoas ficavam doentes.

A chegada

Dom João chega a Salvador e começa a tomar decisões para mudar o Brasil.
No dia 22 de janeiro de 1808, após 54 dias de mar e aproximadamente 6 400 quilômetros percorridos, D. João aportou em Salvador. Outra parte da esquadra portuguesa, que havia se separado durante uma tempestade, tinha chegado ao Rio de Janeiro uma semana antes, no dia 17 de janeiro.
D. João passou um mês na Bahia, antes de seguir para o Rio de Janeiro. Foram dias de incontáveis festas, celebrações, passeios e decisões importantes, que haveriam de mudar os destinos do Brasil.No dia 28 de janeiro, apenas uma semana depois de aportar em Salvador, o príncipe regente assinou seu mais famoso ato em território brasileiro: a carta régia de abertura dos portos ao comércio de todas as nações amigas. Até então, o comércio com o Brasil era monopólio dos portugueses.

O Brasil em 1808

Ao chegar ao Brasil, a corte encontrou uma colônia atrasada e ignorante.
Às vésperas da chegada da Corte ao Rio de Janeiro, o Brasil era um amontoado de regiões com pouco contato, isoladas umas das outras, sem comércio nem qualquer outra forma de relacionamento.O mapa do Brasil de 1808 já era muito semelhante ao atual.
O Tratado de Madri, de 1750, tinha revogado o antigo Tratado de Tordesilhas e redesenhado as fronteiras das colônias portuguesa e espanholas com base no conceito de ocupação efetiva do território.
A maioria da população  ainda se concentrava no litoral.Com um imenso território virgem, escassamente povoado, o Brasil tinha pouco mais de três milhões de habitantes – menos de dois por cento da sua população atual. De cada três brasileiros, um era escravo. A população indígena era estimada em 800 000 pessoas. Era uma população analfabeta, pobre e carente de tudo.
Tudo isso começaria a mudar com a chegada da corte portuguesa.

A transformação

No Rio de Janeiro, D. João põe mãos à obra e cria um país a partir do nada.
Em 1808, havia tudo por fazer no Brasil. Entre outras carências, a colônia precisava de estradas, escolas, tribunais, fábricas, bancos, moeda, comércio, imprensa, biblioteca, hospitais, comunicações eficientes. Em especial, necessitava de um governo organizado que se responsabilizasse por tudo isso. D. João não perdeu tempo. No dia 10 de março de 1808, quarenta e oito horas depois de desembarcar no Rio de Janeiro, organizou seu novo gabinete.
Caberia a esse ministério criar um país a partir do nada.Além de abrir os portos ao comércio com outras nações, pondo fim do monopólio português, D. João autorizou a construção de fábrica, a abertura de estradas e a inauguração de escolas de ensino superior. Também criou o Banco do Brasil, a Imprensa Régia e o Jardim Botânico. As regiões mais distantes foram exploradas e mapeadas. A navegação a vapor foi inaugurada em 1818.
As transformações teriam seu ponto culminante em 16 de dezembro de 1815. Nesse dia, véspera da comemoração do aniversário de 81 anos da rainha Maria I, D. João elevou o Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves, e promoveu o Rio de Janeiro à sede oficial da coroa.

O retorno

Portugal abandonado se revolta e exige a volta da corte para Lisboa
Os treze anos em que D. João VI permaneceu no Rio de Janeiro foram de fome e grandes sofrimentos para o povo português.
Entre 1807 e 1814, Portugal perdeu meio milhão de habitantes, vítimas da fome e da guerra ou refugidos em outros países. Nunca, em toda sua história, o país havia perdido um número tão grande de habitantes em tão pouco tempo.
Portugal também se empobreceu. A abertura dos portos no Brasil prejudicou os comerciantes, que até então se beneficiavam do monopólio do comércio com a colônia. E sem o comércio com o Brasil, Portugal não era nada.
Em 1820, depois de mais de uma década de sofrimentos, o povo português se revoltou. Tropas rebeladas reuniram-se na cidade do Porto, e se declararam contra o domínio inglês. No manifesto que distribuíram à população, os militares lamentavam a situação de penúria em que o país se encontrava e exigiam a volta do rei D. João VI.
Ameaçado de perder Portugal, D. João decidiu retornar a Lisboa. Antes se reuniu com seu filho, o príncipe D. Pedro, e lhe fez uma recomendação: “Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti, que me hás de respeitar, que para algum desses aventureiros”.

O novo Brasil

D. João VI volta para Lisboa, mas deixa para trás um Brasil pronto para a independência
D. João partiu do Rio de Janeiro no dia 26 de abril de 1821. Sua comitiva incluía cerca de 4 000 portugueses – um terço do total que o havia acompanhado na fuga para o Rio de Janeiro, treze anos antes. Conta-se que o rei embarcou chorando. Se dependesse apenas de sua vontade, ficaria no Brasil para sempre.
A preservação da integridade territorial foi uma grande conquista de D. João VI. Sem a mudança da corte portuguesa, os conflitos regionais teriam se aprofundado, a tal ponto que a separação entre as províncias seria quase inevitável. Não seríamos este país continental de hoje, mas teríamos o território dividido em diferentes nações.
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como um país de dimensões continentais, que hoje é o maior herdeiro da língua e da cultura portuguesas. Em outras palavras, ao mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre. O resultado foi a Independência, em 1822.

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BOAS NOTÍCIAS: VOCÊ VAI RIR A VALER COM A HISTÓRIA DA MULHER QUE GANHOU NA LOTERIA POR ENGANO.


Mulher compra bilhete da loteria por engano e ganha R$ 40 milhões

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Por Jéssica Souza
Imagem de capa para Mulher compra bilhete da loteria por engano e ganha R$ 40 milhõesChances de ganhar esse valor são de uma em 3 milhões, segundo a Loteria da Califórnia. Foto: Divulgação

Sortuda! Uma mulher viu sua vida mudar para sempre após comprar por engano uma raspadinha premiada na loteria.

Depois de raspar o jogo, LaQuedra Edwards descobriu que ganhou o prêmio principal de US$ 10 milhões, algo em torno de R$ 47,5 milhões. Uau!

As chances de ganhar um valor desses são de uma em 3 milhões, segundo a Loteria da Califórnia, nos Estados Unidos.

Como comprou o bilhete errado

A intenção inicial de LaQuedra era comprar a raspadinha mais barata, que ela costuma comprar toda semana.

Mas, segundo o relato dela à CBS News, no momento em que comprava os bilhetes de loteria em um supermercado, um estranho esbarrou nela e fez com que acidentalmente, ela selecionasse uma raspadinha de US$ 30 — cerca de R$ 150,00.

“Ele esbarrou em mim, não disse nada e apenas saiu pela porta”, disse ela em um comunicado da Loteria do Estado da Califórnia enviado à imprensa local.

LaQuedra ainda contou que na ocasião ficou irritada porque não conseguiu comprar outros jogos com preços menores, como havia planejado.

Ainda sem acreditar!

“Ainda estou em choque. Tudo o que me lembro de dizer quando descobri o quanto acabei de ganhar foi: ‘Sou rica!”, disse a moradora.

Em comunicado, LaQuedra disse que planeja usar o dinheiro para comprar uma casa e iniciar uma organização sem fins lucrativos.

Que lindo!

Com informações de CBS News

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CRÔNICAS: EU ESTOU FODA-SE! POR ANA MADALENA

Hoje você vai ler mais uma maravilhosa e irada crônica da nossa incrível Ana Madalena que tem uma imaginação super fértil. Desta vez ela nos presenteia com um conto fenomenal acerca de uma peça do vestuário feminino chamada “Cropped’. Uma minúscula blusinha que deixa a mostra a metade da barriga e o umbigo. Sua imaginação vai tão longe que retroage na moda dos anos 40 e volta até os nossos dias citando a inesquecível e incrível Marília Mendonça que consegue criar com um cropped a expressão “Eu sou foda-se”!

Marília Mendonça aparece de top cropped e afirma: ''É por que eu estou magra?''

Eu estou foda-se!

Era uma vez uma mocinha chamada Gabriela, que um dia foi convidada para sair com um rapaz. Ela ficou eufórica, mas infelizmente sua futura história de amor chegou ao fim antes mesmo de começar.  Gabriela “levou um bolo” e ficou numa profunda tristeza. Sua irmã resolveu dar uma força e tweetou:
 –  Vai mulher, reage, coloca um cropped!
Em pouco tempo a publicação atingiu altos níveis de compartilhamento e como por encanto, a Internet arranjou uma solução prática e simples para espantar os problemas e desânimo das pessoas. Colocar um cropped virou um grito de liberdade!

E também a peça de roupa do momento, embora tenha surgido na década de 30, usado principalmente nas roupas de banho. Já na década de 80, virou tendência, no estilo DIY,  Do it yourself – faça você mesmo, quando “uma galera” passou a tesoura nas suas blusas longas. A indústria da moda, percebendo esse movimento, caiu em campo; o cropped voltou repaginado, atendendo a todos os corpos, ajudando  mulheres a se desligar das pressões estéticas.

A moda é assunto sério, embora para alguns seja apenas um pedaço de tecido. Dois psicólogos de uma universidade americana cunharam o termo ” cognição indumentária” para explicar como a roupa que usamos tem interferência sistemática nos processos psicológicos de cada um, transmitindo sensações, como auto-estima e poder. Quem nunca “se sentiu” com uma roupa?

A primeira semana de moda do mundo aconteceu em 1943, chamada de “Press Week”; tinha como objetivo apresentar as coleções parisienses para quem não pôde viajar até a capital francesa, depois da Segunda Guerra Mundial. De lá para cá, muito mudou; atualmente a maior revolução da moda  é oferecer aos clientes as roupas que acabaram de “passear” nas passarelas. No ano passado a griffe Burberry instituiu os desfiles “see-now-buy-now”, “veja agora, compre agora”, resultado da popularização das redes sociais e dos tapetes vermelhos, que transmitem ao vivo os desfiles, despertando no consumidor o desejo de adquirir  imediatamente o que foi apresentado.

Um estudo feito sobre o impacto das redes sociais e o consumo  concluiu que o consumidor está cada dia mais imediatista e não tem paciência para esperar que os lançamentos demorem meio ano para chegar às lojas. Esse fenômeno comportamental deve-se ao fato de hoje tudo ser muito rápido e os “looks” serem exibidos à exaustão, tornando o produto praticamente “fora de moda”, seis meses depois, ao chegar nas araras. No Brasil, as próximas semanas de moda terão apenas desfiles com roupas que possam ser comprados imediamente. Alguns fabricantes estão pessimistas,  dizem que é um tiro no escuro, que não sabem se o produto vai ser bem aceito, além do risco de um investimento alto. Realmente não é fácil fabricar algo que agrade multidões, além, óbvio, do fator econômico, que tanto atinge o empresariado, quanto o consumidor. Com a pandemia e o isolamento, o setor sofreu bastante.

A industria da moda é a segunda mais poluente do mundo, perdendo apenas para o setor de petróleo. Essa posição no ranking é creditada ao “fast fashion”, nome dado pela rapidez que as grandes marcas lançam novas coleções, hoje, a cada duas semanas. O “fast fashion” é um conceito no qual a produção, o consumo e o descarte de uma peça de roupa tem um ciclo muito rápido. O lixo têxtil, resíduos oriundos das confecções, não tem valor no mercado de reciclagem e terminam no lixão.

Contrapondo com a rapidez do “fast fashoin”, já existe o movimento “slow living”, que consiste em um estilo de vida mais tranquilo e cuja filosofia pode ser utilizada em vários setores. O “modo slow” nasceu na Itália, em 1986, quando um ativista protestou contra a abertura de um restaurante fast food em Roma. Ele pregava o “slow food”, que consiste numa alimentação sustentável, prestigiando os produtores locais. Vale lembrar que o movimento “slow” não quer dizer moroso, nem muito menos preguiçoso. Ele oferece a possibilidade de vivermos o presente, pois geralmente projetamos o futuro, ou relembramos o passado, enquanto que a correria nos desliga do presente, que é o único tempo que a vida acontece de verdade. Na moda, o “slow fashion” é baseado em reduzir as compras para  um número menor de peças, mas com estilo e qualidade de  produtos. Esse movimento tem por objetivo convidar as pessoas a repensar seus hábitos e estilo de vida, pois a correria do dia a dia, além da quantidade de informações a que somos submetidos, resultou no adoecimento das pessoas e, não por acaso, a ansiedade é a doença do século.

Assisti a um show de Marília Mendonça, onde ela estava vestindo um cropped;. em determinado momento ela disse:

– Eu queria dizer que hoje eu estou inaugurando o uso de um cropped na minha vida. É por que estou magra? Não, não é.  Eu não estou magra. Eu estou foda-se!

A plateia foi ao delírio e esse vídeo viralizou rapidamente, como tudo que Marília fazia. Segundo ela, a decisão de usar a famosa blusinha com acabamento acima do umbigo significava a liberdade de poder vestir o que gosta e não se importar com críticas. E cá pra nós, ela soube, como ninguém, levantar o ânimo da mulherada. Ela e Gabi, que criou o @menibadocroped e desde então a lista para o uso da frase não pára:

-Está infeliz? Reaja e coloque um cropped!
-Está com problemas financeiros? Reaja e coloque um cropped!
-Está preocupada com o futuro da humanidade? Reaja e coloque um cropped!

E eu pergunto: ficou com preguiça de ler essa crônica? Reaja e coloque um cropped! Eu vesti o meu para lhe escrever!

Ana Madalena
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CRÔNICAS: DESCOBERTAS, POR ANA MADALENA

” É como um sol de verão queimando no peito,
Bate um novo desejo em meu coração…”
 Canção de verão, Roupa nova
                               DESCOBERTAS
O veraneio começou e vai ser daqueles, com direito a muito protetor solar e creme hidratante. Está muito quente, em todos os sentidos; praias lotadas e festinhas por toda parte. Ainda bem que estou bem longe de todo esse burburinho; na virada do ano mudei meu local de home office e agora estou numa casa à beira mar, um lugar praticamente deserto.
Os primeiros dias foram confusos; a rotina rígida que tive há tantos anos foi para o espaço. O barulho das ondas do mar e o balanço das folhas dos coqueiros embalaram meu sono até mais tarde. A minha sorte é que, com o aluguel da casa, veio uma ajudante de cozinha. Acordo com o café pronto, um verdadeiro banquete de frutas coloridas e outras coisinhas. Na minha “vida passada”, só tinha tempo para uma xícara de café e crackers. Estou no lucro.
A internet por aqui “dá para o gasto”, disse o proprietário. Por sorte, consigo fazer meu trabalho; as reuniões online faço propositalmente com o cenário da praia, enchendo uns poucos de admiração e matando uns muitos de inveja. Essas reuniões são praticamente minha única conexão com o mundo exterior. Ainda não fui ao vilarejo fazer compras; por aqui vem sempre um vendedor de frutas, cujo peso/medida é feito com garrafas pet, uma evolução das antigas latas de óleo, segundo ele. Compro meia garrafa de todas as frutas! Em dias intercalados ele também traz um peixinho, vindo diretamente da rede do arrasto. Um luxo!
A mocinha que trabalha aqui é bem franzina, um “sibito baleado”, como ela disse que era chamada, apesar de ter um nome lindo, uma homenagem à bisavó. Não sei se Nina é “magra de ruim”, mas por via das dúvidas, desde que cheguei, fazemos as refeições juntas, que por sinal são as melhores que já provei. No começo ela ficou envergonhada, mas agora até repete o prato. Ela é muito calada, um ” bichinho do mato”, mas eu sempre puxo assunto e logo no primeiro dia descobri que ela tinha problemas para lavar louça. -Eu não gosto, mas lavo, viu? É porque tenho trauma de infância; levei muita surra quando criança; minha mãe dizia que os copos ficavam com “cheiro”. Fui solidária com seu trauma, afinal quem não os tem?  Se listasse os meus …
Decidi que lavaria a louça e ela enxugaria; seria uma oportunidade para eu ficar um pouco em pé, uma vez que trabalho sentada o dia todo. Ela estranhou minha atitude e também meu método.
– A senhora usa essas esponjas todas de uma vez?
– Expliquei que tinha uma para panelas, outra para pratos e talheres e uma para copos.
– Ela perguntou como eu sabia qual era para cada uma, se todas eram iguais?
– Mostrei a letra que escrevi para identificá-las.
– Ela conferiu e murmurou “uhum”. Depois disse-lhe o que lavar primeiro.
– Ela olhou espantada: E tem isso, é?
– Expliquei que meu escorredor era “de primeiro andar”, e por isso eu lavava primeiro os pratos, que logo secavam, e depois os copos, pois assim a água não empoçava sobre eles.
– Ela me olhou como se tivesse feito uma grande descoberta. Espantada mesmo ficou quando viu o armário de roupas, dobradas milimetricamente iguais e cabides com mesmo espaçamento.
– Sim, tenho “toc” e tentei explicar a Nina, mas ela não entendeu.
Nina apareceu toda sorridente na manhã seguinte. Disse que falou para a mãe “das minhas formas” de cuidar da casa e disse que vai treinar para fazer igual. Depois, meio sem jeito, perguntou como eu aprendi a ler. Essa pergunta me pegou de surpresa e questionei se já tinha estudado. Respondeu com o mesmo monossílabo “uhum”, mas completou dizendo que a escolinha do vilarejo tinha fechado há tempos e tinha esquecido muita coisa.
Carlos Drummond de Andrade disse que “entre a raiz e a flor, há o tempo”. Pensando nisso, prolonguei minha estadia aqui por mais dois meses;  Nina vai me ensinar a cozinhar e eu lhe retribuirei,  ensinando a ler e escrever. Tenho certeza que nosso verão vai ser de grandes Descobertas!
Fonte: Ana Madalena
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CONHEÇA A HISTÓRIA DA MERCEDES -BENZ ERGUIDA EM TORRE DA CAIXA D’ÁGUA NA GRANDE NATAL

Por Lucas Cortez e Igor Jácome, Inter TV Cabugi e g1 RN

 

Mercedez-bens amarela sendo retirada de torre da caixa d'água — Foto: CedidaMercedez-bens amarela sendo retirada de torre da caixa d’água — Foto: Cedida

Em 12 anos, uma mercedes-benz amarela 1972 pendurada na caixa d’água de um posto de combustíveis virou um marco na BR-101, em Parnamirim, próximo à entrada de Natal.

O veículo ficava na torre de caixa d’água do posto do Dudu e virou ponto de encontro e referência para visitantes e moradores da região que passavam diariamente pelo local.

O veículo foi retirado do local na última quarta-feira, 6 de abril, e gerou comoção nas redes sociais. O cobrador de transporte público Arlindo Arruda Pereira ficou inconformado.

“Trabalho há 25 anos como cobrador, todo dia via aquele carro. Era meu xodó. Quero que o posto Dudu bote aquele carro de volta, com urgência, porque era nosso xodó. Acabou. Não existe mais posto Dudu aqui. Virou um deserto. Botem o carrinho ali de novo, pelo amor de Deus”, disse em entrevista à Inter TV Cabugi.

O carro foi colocado na torre em março de 2010, segundo o empresário Ronaldo Azevedo, de 60 anos, um dos proprietários do local. Ele afirma que a ideia surgiu como uma homenagem a seu pai, após um sonho.

“Eu tive um sonho com meu pai, que já era falecido. Durante uma reforma na torre, ao retirar o letreiro com o nome Dudu, eu sonhei com ele à noite e ele me indagava insistentemente o que eu faria com essa torre, já que o nome dele tinha sido tirado. Ele tinha um orgulho muito grande do nome na caixa d’água. Aquilo me deixou bastante intrigado e eu comecei a bolar uma homenagem”, revelou.

Ainda segundo Ronaldo, ele decidiu retirar um dos veículos da coleção que o pai tinha quando vivo, a mercedes 230 amarela, e desenvolveu um projeto junto com amigos para colocar o veículo na torre – o que de fato aconteceu em março de 2010.

O carro de 50 anos, no entanto, precisa de uma manutenção. O empresário afirmou que foi por esse motivo que resolveu tirar o veículo antigo do local.

O posto de combustíveis que existia no local também já não funcionava há alguns anos. Segundo o empresário, uma loja de veículos novos e seminovos está sendo montada no local e um novo carro será colocado na caixa d’água.

“Fomos surpreendidos com essa forte repercussão que teve nas redes sociais e nos mostrou realmente como esse ponto era um referencial em Parnamirim. Seria uma surpresa para as pessoas, mas vamos logo anunciar que vamos colocar um novo carro na caixa d’água – uma Troller. A gente espera colocar até julho. A mercedes levará um tempo para ser restaurada e ficará exposta na loja”, disse.

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ARTIGOS: A IMPORTÂNCIA DA ESCRITA PARA EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE, POR WAGNER BRAGA

O ARTIGO a seguir escrevi, há quase 17 anos, quando completei 40 anos e tive um insight sobre tudo que se perdeu em termos de pensamentos e ideias fabulosas que devem ter se perdido ao longo da trajetória da humanidade, pelo fato de não terem sido registradas através da escrita. Algo que, talvez, poucas pessoas pensaram. Por isso intitulei esse texto A IMPORTÂNCIA DA ESCRITA e lhe convida agora aler, refletir e fazer o seu juízo de valor sobre o assunto.

A importância da invasão da escrita

A IMPORTÂNCIA DA ESCRITA

Resolvi implementar uma mudança radical na minha vida, em vários aspectos como o profissional, o espiritual, o familiar e o social. Isto começou a algum tempo e veio amadurecendo, até que , agora, aos 40 anos determinei acelerar o rítmo dessa mudança e tomei algumas atitudes como: deixar a barba crescer, investir em mim, utilizando toda a experiência e conhecimento adquiridos ao longo do tempo, mais a volta ao estudo acadêmico e colocar tudo isso a serviço da sociedade, claro, sem esquecer o lado econômico e financeiro que é condição sine qua non para a nossa sobrevivência. A volta aos estudos acadêmicos é muito importante, por ser algo que eu nunca deveria ter parado, pois o conhecimento é tudo na vida.

Descobri aos 40 anos a coisa que talvez tenha sido a mais revolucionária de todas. Verifiquei que mais de 95% de tudo que pensamos não comentamos com outras pessoas, ou seja, a maioria dos nossos pensamentos se perdem no tempo e no espaço. Dos 5% que comentamos, talvez, apenas 5% nós registramos de alguma forma. Daí cheguei à conclusão que é provável, que as ideias mais brilhantes já pensadas pelo homem não são as que hoje estão materializadas em monumentos, edifícios, pontes, viadutos, túneis, catedrais e tantas outras obras maravilhosas, tidas como extraordinárias criações da mente e engenharia humanas. As ideais mais brilhantes foram àquelas que se perderam nos pensamentos de, sabe Deus, quantas mentes maravilhosas, ao longo da história das civilizações e que nem sequer chegaram a ser escritas ou registradas de alguma forma. Que se tivessem sido escritas, sabe-se lá a quantos anos luz a humanidade estaria em conhecimento, modernidade e desenvolvimento científico, tecnológico, psicológico e espiritual. É possível que há muito já tivéssemos descoberto outro planeta para povoar. Quem sabe em que nível de evolução não estaria a mente humana? Talvez já estivéssemos na era do tele transporte. Talvez o homem já tivesse descoberto tantos mistérios que cercam o interior e o funcionamento desta máquina fantástica que é o cérebro. Já que estamos aqui numa caminhada que tem como objetivo final (e que muita gente não sabe) o domínio completo desta fantástica máquina.

Vale registrar ainda, que ao longo da breve história do mundo civilizado, está bem-dita evolução do conhecimento e desenvolvimento humanos, sofreu vários percalços e contratempos que atrasaram ainda mais o cumprimento deste objetivo. Não podemos esquecer que a Santa Madre Igreja, na ancia de eliminar os ímpios e efetivar a hegemonia dos dogmas cristãos pelo mundo a fora, fez de tudo que pôde para impedir que este conhecimento continuasse a se expandir. Usou do pseudo poder divino da Santa Inquisição e queimou bibliotecas inteiras, perseguiu e queimou nas fogueiras os chamados hereges que na realidade eram pessoas de mentes brilhantes, cujo filho mais ilustre desta perseguição, Galileu Galilei, foi forçado a abjurar a teoria heliocêntrica do universo.

E ainda, se levarmos em consideração, que a pelo menos 4000 anos A/C, a civilização Suméria, que viveu nas margens dos rios Tigre e Eufrates, nas cercanias de Bagdá, e onde hoje estão sendo feitas escavações que, até o momento, já descobriu que, naquela ocasião, os Sumérios já tinham conhecimento que a terra era redonda e girava em torno do sol. Que o Sistema solar era composto de 10 planetas e que um deles, o mais distante, desintegrou-se, provavelmente por ter sido atingido por um cometa. Que descreveram o tamanho de cada planeta e a distância exata entre cada um. É possível verificar que estamos com pelo menos 5500 anos de atraso na nossa evolução.

Portanto a descoberta revolucionária a que cheguei é que, ao contrário do que pensava sobre as pessoas românticas e sensíveis que gostam de cultivar um diário de bolso, anotando tudo que lhe acontece diariamente e eu os rotulava de “tolos”, hoje, penso que o pouco que caminhamos nesta evolução e ao encontro deste objetivo, devemos tudo a estes “tolos” que anotaram tudo nos seus diários. Como é o caso do filósofo Platão que anotou tudo que o mestre Sócrates falou. Sócrates por sua vez não escreveu uma só linha do seu legado, mas ele não foi de todo um “tolo”, pois ao contrário da maior parte da humanidade, ele expressou através da dialética a maioria das coisas que pensou e só por isso mereceu um lugar especial na história, além de detonar um processo de desenvolvimento do pensamento humano que nos possibilitou em grande parte tudo que temos e que somos hoje.

Portanto, se faz necessário que registremos tudo ou pelo menos o que for possível do nosso pensamento para que possamos contribuir com o objetivo final e tirarmos esse atraso de mais de 5500 anos, que só de lembrar bate um sentimento de revolta e tristeza ao mesmo tempo. Só de pensar que poderíamos estar vivenciando um novo mundo, sem guerras, sem miséria, sem doenças infectocontagiosas, sem a AIDS, sem as gritantes desigualdades de classes sociais, vivenciando a verdadeira e sonhada globalização e quem sabe até fazendo cruzeiros intergalácticos.

Portanto, amigos escrevam, escrevam tudo que lhe vier à mente, pois no meio das bobagens surgirão as grandes ideias que ajudarão a mudar o mundo.

Natal, 28 de Julho de 2004.

Wagner Braga.

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VAMOS RELEMBRAR COMO FORAM IMPLANTADAS AS VIAGENS DE TRENS URBANOS EM NATAL

Viagens de trem foram implantadas em Natal nos anos 80; relembre história

Letícia França

Atualizado em:

José Agripino Maia, então prefeito de Natal, discursa em evento inaugural das linhas férreas da capital | Foto: arquivo pessoal

O Rio Grande do Norte inaugura, nesta quarta-feira30, mais uma estação. Denominada Cajupiranga, a linha férrea vai atender aos perímetros urbanos da Estação de Parnamirim. Há cerca de 40 anos, ocorria a implantação do primeiro sistema de trens urbanos em Natal, que ligava a capital às regiões metropolitanas.

Asgripino aos primeiros anos de Natal. Os relatos históricos históricos que, no dia 6 de outubro de 1981, ocorreram a primeira viagem experimental dos trens urbanos entre Natal e Extremoz, com a presença do então da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), Aloysio Weber, o então prefeito de Natal, José Agripino, convidada e imprensa. A viagem teve início às 9h30 saindo da estação da Ribeira.

A inauguração oficial do sistema de trens de Natal ocorreu alguns meses depois, em janeiro de 1082. O evento contorno com a participação do prefeito de Natal, José Agripino, e também do então governador Lavoier Maia. Uma multidão se formou na estação de Extremo. O trem inaugural fez o percurso entre os dois municípios em 50 minutos e transportou cerca de mil pessoas entre convites e autoridades. No dia seguinte os trens começaram a circular normalmente com cinco viagens diárias em ambos os sentidos, Natal-Extremoz, Extremoz-Natal.

População animada o trem urbano em Natal | Foto: Reprodução/Crônicas Taipuenses

José Agricultor, José Agrião, pronto para os municípios. Em 192 as viagens de treinamento Ceará e Mirim ocorrem também entre Natal. Já em meados de 1986, aconteceu o lançamento da linha sul ligando a capital e Parnamirim. A chamada linha sul, cerca de 30 mil, foi projetada para atender 15 mil pessoas por dia e previsão de 19 mil no primeiro semestre87.

Quase quatro décadas depois, José Agripino Maia acolhia de mais uma agência notou. Ele que, além de prefeito de Natal, também já foi governador do Rio Grande do Norte e senador pelo estado, celebrou a implantação do novo trecho na região metropolitana: “Trinta e cinco anos depois chega ao trecho Parnamirim-Nísia. Antes tarde do que nunca. As ideias sobrevivem ao tempo”, destacou.

Agripino Maia usando as redes sociais para relembrar a inauguração das primeiras linhas de trem | Foto: Instagram/@joseagripinomaia

Atualmente, o sistema de trens urbanos é operado pela Companhia Brasileira de Trens (CBTU) através da Superintendência de Trens Urbanos de Natal. Essa superintendência foi criada em 1988 e seu sistema de transporte de passageiros sobre trilhos, atende a Região Metropolitana de Natal, cruzando os municípios de Extremoz, Ceará-Mirim e Parnamirim.

O sistema permite, hoje, o deslocamento de 13 mil passageiros/dia, por meio de Veículos Leves Sobre Trilhos (VLT) e de locomotivas diesel com carros de passageiros, nos subsistemas denominados Linha Norte (Natal/Ceará-Mirm) com extensão de 38 ,5km – 13 estações e Linha Sul (Natal/Parnamirim) com 17,7km – 10 estações.

Estação Cajupiranga

Estação Cajupiranga é parte da Linha Branca e integra o Trem I, que vai chegar aos perímetros urbanos de Parnamirim com 3,4 milhas via férrea. A inauguração acontece, nesta quarta-feira30, com a presença do presidente Jair Bolsonaro e a comitiva do Governo Federal. O investimento nesta etapa é de R$ 17,5 milhões. O primeiro ponto de parada da linha férrea, a Estação Boa Esperança, foi inaugurado em fevereiro.

As obras da Linha Branca, que vão contar três com trechos ao todo, foram iniciadas em fevereiro de 2021 e beneficiam 11 mil passageiros. Construídos 23,4 milhas de vias, com cinco novas estações a partir de Parnamirim, passando por São José de Mipibu e chegando até Nísia Floresta. O investimento federal é de R$ 69,1 milhões.

Segundo o Governo Federal, a construção dos trechos II e III deve ser concluída até setembro deste ano. As duas etapas contam com R$51,6 milhões em investimento e estão com 3 de execução. Essas etapas contarão com 20 milhas de vias e três estações de parada, sendo uma em São José de Mipibu e duas em Nísia Floresta.

A CBTU no Rio Grande do Norte transporta, em média, 11,6 mil pessoas por dia. O sistema conta com 56,6 milhas de linhas férreas e 23 estações.

Com informações históricas das Crônicas Taipuenses, a partir de dados do Diário de Natal, 1981, p.12, Diário de Natal, 07/10/1981, p.5; O Poti, 17/01/1982, p.1; Diário de Natal, 11/10/1982, p.3; Diário de Natal, 01/11/1986, p.7.

Fonte: Portal da Tropical _ Notícias

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BRASIL FECHOU O MÊS DE FEVEREIRO COM MAIOR TAXA DE GERAÇÃO DE ENERGIA SOLAR DA HISTÓRIA

Brasil registra recorde de geração de energia solar em fevereiro

Dados são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a pedido da CNN

Iuri Corsini 

DA CNN Rio de Janeiro

REUTERS/Carlos Barria/File Photo

O Brasil fechou o mês de fevereiro com a maior taxa de geração de energia solar da história. Foram mais de 1,2 milhões de MWh (Megawatt-hora) gerados, o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.

Os dados são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), produzidos a pedido da CNN.

O número já estava dentro do esperado, uma vez que novas usinas solares estão entrando no mercado, um reflexo do caminho seguido pelo país de optar por energias mais limpas e diversas, como disse Ricardo Gedra, Gerente de análise e informações ao mercado da CCEE.

“De positivo, podemos citar a diversificação da matriz elétrica brasileira. Ter uma matriz diversificada é bom, pois você não fica na dependência de poucas, como as termelétricas e hídricas. Esse aumento para o país traz mais segurança e robustez para o sistema elétrico brasileiro”, explicou ele.

Atualmente, da capacidade total de geração de energia no Brasil (incluindo todas as fontes), apenas 2,5% correspondem à energia solar.

Além disso, aproximadamente 1,6% da eletricidade consumida no Brasil provém da energia solar centralizada, gerada pelas grandes usinas. Esses números, diz Gedra, devem aumentar significativamente ao longo dos próximos 10 anos.

O especialista também atribui esse avanço da geração de energia solar, principalmente puxada pela geração centralizada, ao crescimento do mercado livre no Brasil.

“As grandes empresas no Brasil têm agora a opção de comprar energia no mercado livre. E como elas tem essa opção, podem escolher a fonte que lhes convém. Muitas têm optado por fontes renováveis.

Essa questão da liberdade dos consumidores (que hoje ainda está restrita a grandes empresas) têm fomentado a energia solar e eólica, já que cada vez mais as empresas têm pensado nos impactos ambientais”, concluiu.

Os dados da CCEE se refletem, por exemplo, no número de consumidores deste tipo de energia. A quantidade de unidades consumidoras abastecidas por energia solar no Brasil dobrou nos últimos 12 meses.

Em março foram registrados 1,1 milhão de estabelecimentos, entre residências e empresas, frente aos 511 mil estabelecimentos, no mesmo período de 2021, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

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CRÔNICAS: TALVEZ UMA HISTÓRIA DE AMOR, POR ANA MADALENA

Hoje é quarta-feira e quarta-feira é dia de CRÔNICAS com a criativa e talentosa Ana Madalena, que vem de “Talvez uma história de amor”. Essa crônica relata sobre um relacionamento que poderia ter sido uma linda história de amor, mas, numa determinada altura, foi interrompido por muitos anos e depois teve uma nova oportunidade de vir, finalmente, a se materializar. Convido você a ler essa emocionante história nas palavras dessa talentosa autora!

Constelação Sistêmica Familiar - Movimento interrompido | Villa do Bem

“Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e paz que mereço 
Que a tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada”.
      Metade, Oswaldo Montenegro 

Talvez uma história de amor

Viu o bilhete. Ele sempre fora muito enigmático; tinha a mania de florear uma simples frase, para não falar daquele vicio de fazer aspas com os dedos das mãos. Releu pela última vez e depois o rasgou em mil pedacinhos.
Olhou o armário vazio. Ele tinha levado até o botão da camisa que ela tinha posto no cantinho da gaveta. Não ficaria temperando tristeza, era radical no amor; ou tudo ou nada!  Deu um suspiro, desses que  prometem uma virada emocional. Olhou ao redor e viu o vinho caro que ele comprara para impressionar. Deve ter retirado da adega mas esquecera de levar. Pegou uma taça e se serviu, enquanto decantava seus sentimentos. E quanto mais bebia, mais a coragem líquida fazia efeito. Ligou para o escritório e disse que tiraria uns dias de férias. De repente sentiu saudades de sua infância.
Estacionou o carro em frente à pousada de D. Celeste. Da calçada já dava para sentir o aroma do café. Ainda era cedo, mas alguns hóspedes já estavam no salão, onde ficavam as mesas com toalhas floridas. Uma mocinha, ainda sonolenta, anotava os pedidos: ovo caipira, pão assado, queijo derretido e suco. O café e o leite, assim como as frutas, estavam numa mesa, perto da porta.
D. Celeste apareceu para dar bom dia.  Estava sempre arrumada; os vestidos com golinhas de renda lhe conferiam uma sofisticação em meio a tanta simplicidade. Os cabelos, todos branquinhos, presos num coque, de longe pareciam algodão. Tomaram café juntas, enquanto colocavam as novidades em dia. Patrícia segurou as mãos de D. Celeste, que foi a melhor amiga da sua mãe. Tentou
resgatar um tempo feliz, quando a vida passava lentamente. Observou as duas grossas alianças na mão esquerda envelhecida e lembrou de Sr. Manoel.  Todos estavam partindo…
Outros chegando, pensou, quando viu estacionar um ônibus de excursão. Não lembrava que era o fim de semana da festa da padroeira.
 -Todos os meus filhos estão vindo, inclusive Rafael. Vamos para a fazenda; no domingo faremos um churrasco dançante; contratei o compadre da sanfona, lembra dele? Perguntou D. Celeste.
Claro que lembrava, mas seu pensamento estava em Rafael. Foram namorados de adolescência, quando ainda moravam naquela cidadezinha. Tanta coisa mudou desde então…
Escolheu uns jeans escuros, uma camiseta branca e fez uma maquiagem leve. Prendeu o cabelo, pois estava muito quente, embora aquela época do ano costumasse esfriar à noite. Pegou uma pashmina, por precaução. Olhou-se no espelho e gostou do que viu. A possibilidade de rever Rafael era revigorante.  Pegou o carro e seguiu pela estradinha de barro, que tão bem conhecia. Dali a pouco vislumbrou a fazenda, um casarão branco, de portas e janelas azuis.
Rafael estava na entrada, recebendo os convidados. Ela tentou respirar, mas parecia que tinha gasto a cota de oxigênio da semana. A última vez que se viram foi quando ele lhe disse que passaria uns três anos em Boston, mas que voltaria para ela. Esses três anos viraram oito. Na época não pensou em seguir com ele, embora ele tivesse proposto. Ela estava começando uma carreira, não jogaria tudo para o alto. E cada um seguiu sua vida.
Ele abriu um enorme sorriso! E disse que estava definitivamente de volta. Patrícia fingiu que a informação fosse aleatória e respondeu qualquer coisa, com o coração aos pulos.  A presença dele ainda mexia muito com ela… Sua cabeça estava pensando mil coisas; havia um hiato de tempo entre eles, muita coisa tinha acontecido desde que ele partiu, além deles estarem amadurecidos, serem praticamente outras pessoas, com visões de vida diferentes…
 -Vamos dançar?
Ela aceitou de imediato. E nos braços de Rafael, resolveu que seria menos razão, que se deixaria levar. Quem sabe o destino não estaria lhe devolvendo sua história de amor…
Ana Madalena
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ARTIGOS: ESPIRITUALIDADE X RELIGIOSIDADE, UM CONFLITO QUE JÁ DUROU DEMAIS E PRECISA ACABAR

Costumo dizer que espiritualmente a humanidade de uma maneira geral se encontra na idade da pedra. É notório que cognitivamente o homem evoluiu enormemente e, por causa dessa evolução cognitiva chegou a um nível de desenvolvimento tecnológico impressionante. Mas o seu DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL não acompanhou no mesmo ritmo essa evolução. Por causa disso estamos vendo tanta mazela, tanto farrapo humano vagando por ai e ao mesmo tempo tanta desavença, discórdia, conflitos étnicos, raciais e geopolíticos. As pessoas costumam confundir religiosidade com espiritualidade. Essa confusão se estabeleceu desde a antiguidade, mas se agigantou na Idade Média, com a Santa Inquisição. A espiritualidade não está presa a dogmas, nem a religião. Ela pode surgir até em pessoas descrentes de Deus e isso não quer dizer nada.

Portanto, assim como temos pessoas crentes de boa índole e valem ouro em pó, também  temos os nativos, os não crentes que estão sendo usados para receberem essas dádivas. O que precisamos é expandir a consciência para entender que ao agir assim o universo conspira a nosso favor e fica tudo mais fácil. Saímos da Zona de Conforto rumo a vida plena!

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RIO DE JANEIRO COMPLETA NESTA TERÇA-FEIRA 457 ANOS DE FUNDAÇÃO

Por Eduardo Pierre, g1 Rio

 

Veja curiosidades históricas sobre o Rio de Janeiro

Rio de Janeiro completa nesta terça-feira 457 anos de fundação. Foi naquele 1º de março de 1565 que Estácio de Sá, aos pés do Pão de Açúcar, deu início à história da cidade.

Em cinco séculos, o Rio foi capital de reino, de império e da república e colecionou recordes à medida que foi crescendo.

Marcos e curiosidades da cidade foram tema do Globo Comunidade desta semana. Muitos dos lugares históricos que os testemunharam continuam de pé.

Praça 15 e a Baía de Guanabara — Foto: Reprodução/TV GloboPraça 15 e a Baía de Guanabara — Foto: Reprodução/TV Globo

Batismo errado?

Navegadores portugueses apontaram na Baía de Guanabara em 1º de janeiro de 1502, muito antes da fundação na Urca.

Reza a lenda que a cidade foi batizada em homenagem ao mês e em referência ao que seria a foz de um grande rio.

Mas historiadores pontuam que, na época, rioria e baía eram termos usados para identificar os mesmos corpos geográficos.

Então, provavelmente os patrícios já sabiam que estavam diante da Baía que seria a da Guanabara.

Imagem de São Sebastião teria vindo com Estácio de Sá em 1565 — Foto: Reprodução/TV GloboImagem de São Sebastião teria vindo com Estácio de Sá em 1565 — Foto: Reprodução/TV Globo

Santo quatrocentão

São Sebastião não é padroeiro da cidade à toa.

Várias evidências históricas apontam que a imagem que está na Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca — não a do altar, mas a que fica numa redoma — veio na esquadra de Estácio de Sá.

Cabe lembrar sempre: 20 de janeiro é o dia do santo, feriado municipal; 1º de março é a data da fundação da cidade — e em 2022 excepcionalmente folga porque caiu na terça-feira de carnaval.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Centro do Rio — Foto: Alexandre Macieira/RioturIgreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Centro do Rio — Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Aclamação de rei e de imperadores

Na Rua Primeiro de Março — olha aí o aniversário do Rio de novo —, no Centro, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, na esquina da Sete de Setembro, guarda muitos momentos históricos.

Foi lá, em 1818, a aclamação de Dom João VI como rei de Portugal, Brasil e Algarves. Os convidados viram o príncipe europeu se tornar rei fora de seu continente — isso nunca ocorreu em outro lugar.

Também foi na Igreja do Carmo que dois Pedros foram coroados imperadores, depois que o Brasil declarou independência de sua “metrópole”, em 1822, deixando de ser colônia.

Biblioteca Nacional, no Centro do Rio — Foto: Alexandre Macieira/RioturBiblioteca Nacional, no Centro do Rio — Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Biblioteca custou uma fortuna

Quando a Corte portuguesa veio para o Brasil fugindo de Napoleão Bonaparte, em 1808, o então príncipe-regente trouxe os 60 mil títulos da Biblioteca Real. Era a gênese da Biblioteca Nacional, hoje a oitava maior do mundo e a maior da América Latina.

Mas quase que esse tesouro não ficou no Rio. Nas negociações da independência, o Brasil acertou pagar 800 contos de réis — quantia considerada exorbitante na época — para que os livros não voltassem para Lisboa.

A Biblioteca Nacional atualmente conta com 15 milhões de itens.

Equipe do TG revela cores e sons da Floresta da Tijuca, aos pés do Cristo Redentor — Foto: Vanderlei Duarte/TGEquipe do TG revela cores e sons da Floresta da Tijuca, aos pés do Cristo Redentor — Foto: Vanderlei Duarte/TG

Floresta para matar a sede

A história diz que a Floresta da Tijucaa maior do mundo dentro de uma cidade, é relativamente nova.

Isso porque, no ciclo do café, o maciço foi devastado para que escravos pudessem plantar cafezais pelos morros.

Mas a busca por essa riqueza teve um custo alto. Sem as árvores, as fontes de vários rios começaram a secar. A falta d’água, dizem historiadores, chegou a níveis insuportáveis na cidade.

Dom Pedro II ouviu os cientistas da época, que aconselharam o replantio com espécies nativas.

A floresta renasceu e hoje tem 33 quilômetros quadrados de Mata Atlântica preservada.

Palácio do Catete, que foi sede da presidência quando a capital nacional era o Rio — Foto: Getty ImagesPalácio do Catete, que foi sede da presidência quando a capital nacional era o Rio — Foto: Getty Images

Palácios tinham dono

Residências oficiais sempre pertenceram ao poder, certo?

Nada disso. Os palácios tinham dono e foram “desapropriados” para abrigar os novos moradores.

Obra-prima da engenharia de pé

Fica em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, a mais importante obra de engenharia brasileira do século 18. A Ponte dos Jesuítas foi construída por religiosos inacianos como parte de um sistema complexo de drenagem e irrigação da Fazenda Santa Cruz.

“Não é só uma ponte, é um reservatório. Foi uma obra muito avançada para a época”, afirmou Carlos Eduardo Pinto, professor de história da Uerj.

A ponte é considerada o primeiro projeto de hidráulica agrícola do Brasil. Baseado em técnicas holandesas, envolveu a abertura de quilômetros de canais centrais e secundários que drenavam a baixada entre Santa Cruz, Itaguaí e Piranema, interligando os principais rios da região.

Os canais de maior porte, conhecidos como valas do Itá e São Francisco, margeavam ambos os lados do Rio Guandu e ultrapassavam dez quilômetros de comprimento, servindo também como via de transporte de produtos até o Porto da Ilha da Madeira, na Baía de Sepetiba.

A estrutura foi tombada pelo Iphan em 1938.

Favela do Esqueleto, no Maracanã — Foto: Reprodução/TV GloboFavela do Esqueleto, no Maracanã — Foto: Reprodução/TV Globo

Tinha uma favela na Uerj

O câmpus da Uerj no Maracanã já foi uma favela — a do Esqueleto, que surgiu nos anos 1940. Começou com uma ocupação em uma construção abandonada, desde os anos 1930, do que seria o Hospital das Clínicas da Universidade do Brasil (hoje a UFRJ).

Em poucos anos, a favela já era uma das maiores do Rio, com vários tipos de barracos e até casas populares. Com a inauguração do Maracanã, em 1950, a comunidade cresceu ainda mais.

Uerj também nasceu em 1950, como Universidade do Distrito Federal, e ao se expandir precisou de um novo espaço. Em 1976 foi inaugurado o câmpus Francisco Negrão de Lima justamente naquele terreno — com isso, as famílias que moravam no Esqueleto foram removidas para outras partes da cidade.

Historiador da Uerj conta curiosidades sobre o Rio
Historiador da Uerj conta curiosidades sobre o Rio

 Fonte: G1

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RN ENTROU PARA HISTÓRIA NACIONAL COM A PRIMEIRA ELEITORA REGISTRADA NO PAÍS HÁ 90 ANOS

Por Igor Jácome, g1 RN

 

Mulheres representam maioria do eleitorado brasileiro, mas ainda são minoria nos cargos eletivos. — Foto: Amanda Perobelli/ReutersMulheres representam maioria do eleitorado brasileiro, mas ainda são minoria nos cargos eletivos. — Foto: Amanda Perobelli/Reuters

O Brasil celebra nesta quinta-feira (24) os 90 anos do voto feminino no país, com a chegada do primeiro Código Eleitoral Brasileiro em fevereiro de 1932. Mas quase cinco anos antes, o Rio Grande do Norte já tinha entrado na história nacional ao registrar sua primeira eleitora: a professora Celina Guimarães Vianna, então com 29 anos.

O estado publicou a Lei nº 660, de 25 de outubro de 1927, estabelecendo que não haveria distinção de sexo para o exercício do voto. Em 25 de novembro daquele mesmo ano, na cidade de Mossoró, no Oeste potiguar, o nome de Celina Guimarães foi incluído na lista dos eleitores do estado. O fato que repercutiu mundialmente.

Em abril de 1928, quatro anos antes do código eleitoral, Celina voltou pela primeira vez junto com outras 14 mulheres potiguares, que já estavam alistadas. Na mesma ocasião, o estado também registrou a eleição da primeira prefeita do país: Alzira Soriano, eleita para comandar a cidade de Lajes (RN) com 60% dos votos. Ela tomou posse no cargo em 1º de janeiro de 1929.

De acordo com a promotora de Justiça do Rio Grande do Norte Érica Canuto, que estuda a atuação feminina na política, o pioneirismo potiguar foi resultado da luta do incentivo da advogada feminista Bertha Lutz.

“Existia um movimento sufragista forte na Europa. Bertha Lurtz foi estudar fora e trouxe esses ideais para o Brasil. Ela veio ao RN em 1927 e conseguiu convencer o governador do estado, Juvenal Lamartine, mudar a lei estadual. E rodou o interior do estado todo. Em Lajes, conheceu Alzira Soriano e viu nela uma gestora nata. Alzira era viúva e administrava uma fazenda. Bertha foi quem convenceu ela a se candidatar”, conta.

Alzira foi a primeira prefeita da América Latina.

Alzira Soriano em seu gabinete no governo de Lajes — Foto: Arquivo Pessoal

Os votos das primeiras eleitoras potiguares em 1928 acabaram anulados pela Justiça, mas o marco ficou na história. Já Alzira perdeu o mandato por causa da revolução de 1930, foi convidada a permanecer na liderança do município como interventora, mas recusou.

Desde a instituição do Código Eleitoral, as mulheres passaram a participar mais ativamente da política nacional, mas Erica Canuto considera que ainda há grandes desafios a serem vencidos, quando o assunto são os direitos políticos desse público.

Atualmente as mulheres representam a maior parte do eleitorado do país e no estado. Nas últimas eleições de 2020, as eleitoras representavam 52,8% dos votos no Rio Grande do Norte. Apesar disso, a participação nos cargos eletivos é mínima.

No Congresso, apenas cerca de 15% das vagas foram ocupadas por mulheresnas últimas eleições. Na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, dos 24 parlamentares eleitos em 2018, apenas três são mulheres – o que representa cerca de 12,5%. Na Câmara Municipal de Natal, a proporção é um pouco maior e chega a 20%. São seis vereadoras entre os 29 parlamentares.

Além disso, o Rio Grande do Norte conta com a única mulher no cargo de governadora, entre os 26 estados do país: Fátima Bezerra (PT).

“Lugar de mulher também é na política. Em 2015 o TSE determinou um mínimo de tempo de campanha reservado para mulheres, depois teve a reserva de 30% do fundo eleitoral para as candidatas. Estamos falando de uma busca por igualdade. A ocupação da mulher nos espaços público é um objetivo de paridade, porque todas as violências contra a mulher são fundamentadas na desigualdade. É preciso investir em políticas públicas afirmativas e educação, que se fale disso em todos os espaços, porque estamos falando de cultura, que demora a ser modificada”, considera.

A Lei 14.192 de 2021 considera violência política contra a mulher “toda ação, conduta ou omissão com a finalidade de impedir, obstaculizar ou restringir os direitos políticos da mulher”, além de “qualquer distinção, exclusão ou restrição no reconhecimento, gozo ou exercício de seus direitos e de suas liberdades políticas fundamentais, em virtude do sexo”. As medidas valem já a partir das eleições de 2022.

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BOAS NOTÍCIAS: AOS 18 ANOS DE IDADE JOVEM AUTISTA É APROVADO EM MEDICINA

O jovem Arthur Ataíde Ferreira Garcia, de apenas 18 anos, diagnosticado com autismo e morador de Praia Grande, no Litoral Sul de São Paulo, passou no vestibular de medicina. O sonho dele é ser psiquiatra para ajudar outros autistas. Leia o artigo completo a seguir e conheça essa bela história de superação.

Jovem autista de 18 anos é aprovado em medicina

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Por Jéssica Souza
Imagem de capa para Jovem autista de 18 anos é aprovado em medicinaArthur quer ser psiquiatra para ajudar outros autistas, por isso estudou para Medicina – Foto: Arquivo Pessoal

Foi fazendo simulados dentro do próprio quarto que o jovem Arthur Ataide Ferreira Garcia, de apenas 18 anos, passou no vestibular de medicina. Diagnosticado com autismo e morador de Praia Grande, no Litoral Sul de São Paulo, o sonho dele é ser psiquiatra para ajudar outros autistas.

Arthur contou que foi diagnosticado aos 9 anos de idade e que, desde o Ensino Fundamental, estudava sete horas por dia, “para compensar as dificuldades do autismo”.

“Eu quero ser um psiquiatra para ser alguém que vai entender as pessoas autistas e para explicar para pais e familiares a importância de se esforçar para entendê-los também. É difícil fazer parte de um grupo que, por ser diferente da maior parte das pessoas, não é compreendido”, alertou o jovem estudante.

Arthur faz lembrar a série The Good Doctor e a história de Shaun Murphy, um jovem médico com autismo vindo da calma vida do interior, que começa a trabalhar em um famoso hospital.

Inclusão no vestibular

Arthur cresceu ouvindo que seria capaz de realizar o sonho de ser médico. Além disso, ele sabia que vestibulares muitas vezes não são um sistema que pensa na inclusão. A pessoa com autismo fica exposta às sobrecargas sensoriais como a intensidade da luz da sala e o barulho de fora do prédio.

Para se preparar, ele passou a simular a experiência do vestibular no seu quarto. E foi assim que veio o surpreendente resultado: aprovado em medicina numa universidade do Guarujá, no Litoral Sul de São Paulo.

“Quando vi o resultado, até achei que estava errado. Mas depois de um tempo, vi que fazia sentido. Era o resultado de todo esforço que tive até aqui. Fiquei eufórico, contei para os meus pais. Um dos momentos que mais me senti realizado. Tenho potencial para ser psiquiatra e mudar essa área por dentro”, disse o jovem.

Irmão mais novo também tem autismo

E a aprovação no curso de medicina já inspira o irmão três anos mais novo.

“Se eu consegui, ele também conseguirá. Ele está super confiante agora, se preparando para o vestibular também”, revelou Arthur.

As aulas já tiveram início nesta semana no campus Guarujá da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) e agora Arthur tenta conseguir uma bolsa para arcar com algumas despesas, já que o campus não fica no município onde mora e a universidade é particular.

Com informações de Isto É

Fonte: Só Notícia Boa

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FRANK-WALTER É O QUINTO PRESIDENTE REELEITO NA HISTÓRIA DA ALEMANHA

Frank-Walter Steinmeier é reeleito presidente da Alemanha

Social-democrata, que contava com o apoio da maioria dos partidos, alcançou 1.045 votos dos 1.425 votos válidos

Frank-Walter Steinmeier é o quinto presidente reeleito na história da Alemanha

MICHAEL SOHN/POOL/AFP – 13.2.2022

A Assembleia Federal da Alemanha reelegeu neste domingo (13) o atual presidente do país, Frank-Walter Steinmeier, para um novo mandato de cinco anos como chefe de Estado, cargo representativo para o qual contou com o apoio dos principais partidos políticos do país.

Steinmeier, de origem social-democrata, foi eleito por 1.045 votos em 1.425 votos válidos, segundo a contagem lida por Bärbel Bas, presidente do Bundestag, a Câmara Baixa do Parlamento alemão.

Um total de 1.472 pessoas podiam votar: os 736 deputados do Bundestag mais o mesmo número de representantes propostos pelas assembleias legislativas dos Länder, entre os quais, além de políticos, havia representantes de várias esferas da sociedade alemã. Ao final, foram apurados 1.437 votos, 86 abstenções e 12 votos nulos.

A reeleição do ex-ministro das Relações Exteriores era dada como certa após o consenso que sua candidatura recebeu dos partidos que compõem a coalizão que governa a Alemanha e é presidida pelo também social-democrata Olaf Scholz.

Steinmeier, de 66 anos, é o quinto presidente alemão a renovar o cargo; antes dele foi Horst Köhler, em 2009, que renunciou um ano depois.

Frank-Walter Steinmeier foi ministro das Relações Exteriores entre 2005 e 2009 e entre 2013 e 2017. Além disso, foi candidato social-democrata à chancelaria nas eleições federais de 2009, tendo sido derrotado por Angela Merkel.

O Partido Liberal, os Verdes e o Partido Social-Democrata já tinham maioria suficiente para reeleger Steinmeier, que decidiu tentar seguir no cargo, como disse ao anunciar sua candidatura, para “continuar acompanhando o país no caminho para um futuro pós-pandêmico”.

Confirmando que estava disposto a continuar no cargo, Steinmeier declarou que sua intenção era ajudar a “construir pontes” a partir da Presidência e não deixar que a crise causada pela pandemia levasse a uma “divisão social” no país.

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CRÔNICAS: A INAUGURAÇÃO DA COLUNA CAPITOLINA, POR ELZA BEZERRA

Na nossa coluna CRÔNICAS desta sexta-feira uma história super, hiper bem contada pela talentosa escritora norte riograndense, lá de Currais Novos, no nosso querido Seridó, Elza Bezerra, sobre a façanha da esquadrilha de hidroaviões aérea italiana, sob o comando do General Italo Balbo, Ministro italiano da Aeronáutica, que nos idos de 1931 fez a travessia do Atlântico Sul e pousou no Rio Potengi com seus 10 hidroaviões.  A Inauguração da Coluna Capitolina, trazida pelos italianos foi o ápice da comemoração. Leia essa crônica maravilhosa e conheça um pouco mais da nossa história.

A INAUGURAÇÃO DA COLUNA CAPITOLINA

 

Extra, extra! Os hidroaviões foram vistos sobrevoando a ilha de Fernando de Noronha; imediatamente os aparelhos radiotelegráficos fizeram a notícia chegar a Natal.

Quatro horas da tarde do dia 06 de janeiro de 1931, a população natalense correu ansiosa para as margens do rio, aguardando a chegada da esquadrilha aérea italiana, sob comando do General Italo Balbo, Ministro italiano da Aeronáutica, que fazia a travessia do Atlântico Sul.

Dos quatorze hidroaviões S55 que partiram de Bolama (Guiné-Bissau), após dezessete horas de voo, dez aterrissaram sobre o Potengi, próximo ao porto de Natal e seus tripulantes foram saudados efusivamente por prolongadas buzinas de carros, acenos de chapéus e repicar dos sinos da cidade.

Recebido pelo major Nery da Fonseca, representante do Ministério do Exterior, e demais autoridades locais, o General italiano e o Alto Comando foram acomodados na Vila Cincinato (antiga residência dos Governadores na Rua Trairi) e os demais oficiais na Escola Doméstica e no edifício da Alfândega Nova.

A façanha foi comemorada com telegramas de congratulações do Rei italiano, Vittorio Emanuele III; do Presidente do Conselho de Ministros da Itália, Benedito Mussolini; do chefe do governo provisório da República, Getúlio Vargas, e várias autoridades brasileiras e estrangeiras.

Correio da Manhã (RJ) | Edições de 07, 08 e 09 de janeiro de 1931 com detalhes sobre a travessia aérea

Entre 6 e 9 de janeiro, o General Italo Baldo e os demais aviadores cumpriram intensa programação social na capital potiguar, que incluíram recepção oferecida pelo Interventor Irineu Jofilly, jantar no Aero Clube, concerto de piano, coquetéis, missa campal e benção de monumento.

Em 08 de janeiro, após uma missa campal na esplanada do Porto, o General Balbo falou em nome da Itália, oferecendo o monumento em homenagem a Carlo Del Prete. Trata-se da Coluna Capitolina, trazida especialmente para agradecer ao povo do Rio Grande do Norte a hospitalidade oferecida aos italianos Carlo Del Petre e Arturo Ferrarin, após a travessia do Atlântico Sul, realizada em 05 de julho de 1928, quando pousaram na praia de Touros, devido às más condições de visibilidade da pista de Parnamirim.

No dia 09 de janeiro de 1931, a esquadrilha partiu com destino a Bahia e depois ao Rio de Janeiro, onde foi recebida com euforia na então capital federal. Por enquanto, estava selada a boa relação entre a Itália de Mussolini e o Brasil de Getúlio Vargas no novo tabuleiro geopolítico pós Primeira Guerra Mundial e Natal, como ponto estratégico, seria cobiçada pelas potências mundiais.

A Coluna Capitolina foi inaugurada na esplanada do Cais do Porto, com os dizeres em italiano: “Trazida de um só lance sobre asas velozes, além de toda a distância tentada, por Carlo Del Prete e Arturo Ferrarin, a Itália aqui chegou a 5 de julho de 1928. O oceano não mais divide e sim une as gentes latinas do Velho e Novo Mundo”.

Inauguração da Coluna Capitolina no cais do Porto em Natal/RN
General Italo Balbo inaugurando a Coluna Capitolina após missa campal

Em 1935, o movimento comunista de Natal derrubou a coluna alegando tratar-se de um monumento de um governo fascista. A coluna permaneceu em lugar ignorado até ser reencontrada e novamente erguida na praça João Tibúrcio, depois seguiu para a Praça Carlos Gomes, no Baldo. Por fim, foi chantada no largo Vicente de Lemos do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, onde hoje se localiza.

Coluna Capitolina no largo Vicente de Lemos no IHGRN

Post Scriptum: Dos quatorze aviões da esquadrilha, dois acidentaram-se na partida de Bolama, vitimando cinco tripulantes. Outro teve problema no radiador próximo aos rochedos São Pedro e São Paulo, amerissou e a tripulação foi resgatada com vida por um dos cruzadores da marinha italiana que acompanhava por mar a travessia dos aviadores. O quarto também teve problema próximo a Fernando de Noronha. Ao final, os dois hidroaviões foram consertados em Fernando de Noronha e chegaram dois dias depois a Natal. Os detalhes estão nas páginas do Correio da Manhã.


Para saber mais sobre o voo histórico de Carlo Del Petre e Arturo Ferrarini, acesse o post do historiador Rostand Medeiros, clicando aqui: O VOO DE ARTURO FERRARIN E CARLO DEL PRETE A NATAL EM 1928 E O NOSSO MAIS IMPORTANTE PRESENTE


Aeronautica Militare – 1930 la “1ª Crociera Atlantica” direzione Brasile con 14 idrivolanti S55Fonte: blog de Elza Bezerra
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CRÔNICAS: COXINHA DA ASA, POR ANA MADALENA

Em nossa coluna CRÔNICAS desta quarta-feira temos mais uma divertida, inspiradora e original história contada pela sensacional Ana Madalena, que mais uma vez dá um show de criatividade e excelente enredo em “Coxinha da asa”. Então convido você a ler, apreciar e curtir esse belo conto da cena urbana.

Reforma deixa casa na praia mais arejada e clara | CASA.COM.BR

Coxinha da asa

Estávamos em um grupo animado, aproveitando os primeiros dias do ano. Fomos para a casa de praia de uma amiga, que gentilmente nos convidou. A casa, super moderna, tem uma decoração belíssima, em tons alaranjados e verde musgo.
Os funcionários usam uniformes; o do piscineiro, calça cáqui e camisa polo azul marinho; o do motorista,  exatamente o contrário.  Acho que eles combinam com as almofadas da área externa. Tudo é milimetricamente pensado. Em um cantinho do jardim, foi construída uma capelinha, onde toda manhã eu faço minhas orações. No lado oposto, fica a área de lazer, onde o churrasqueiro realça seus músculos numa camisa floral. Se perfilasse todos os funcionários, eu não saberia dizer qual o mais bonito. A  impressão que tenho é que foram escolhidos numa agência de modelos. Cá prá nós, eu estava me sentindo no filme “Comer, rezar e amar”, embora me restringi a comer e rezar, se é que você me entende. O mesmo não posso dizer…
A anfitriã nos convidou para sentarmos no terraço e sugeriu  que ficássemos sem o celular, a não ser que tivéssemos uma urgência. Eu adorei! Detesto conversar e as pessoas ficarem checando mensagens o tempo todo. Sempre fico desconfiada que sou “entediante”,embora o que realmente penso é que as pessoas estão cada vez mais deselegantes. Mas longe de mim levantar polêmicas. Jamais!
O churrasco atrasou um pouco. Confesso que estava morrendo de fome, principalmente porque passei a madrugada lendo, depois fiquei vagando pela casa e quando peguei no sono, era quase de manhã. Acordei as onze horas e, por óbvio, a mesa do café já tinha sido retirada. Comi uma maçã, embora não seja uma das minhas frutas preferidas.  Na verdade, sinto um rói roí no estômago, mas era o que estava à mão. Segui para a área da piscina, onde todos aguardavam o churrasco. No caminho, passei pela mesa de caipifrutas, que estava uma tentação! Não resisti e peguei uma de seriguela! Que sede!
O papo rolava solto, divertido, até que resolveram falar sobre questões mais profundas. Alguém disse que se arrependia de muitas coisas que tinha feito na vida e, para minha surpresa,  todos concordaram. Eu fui a única voz dissonante.
– Sinceramente, eu não me arrependo de nada do que fiz.
Caíram em cima de mim!  Disseram que eu queria ser auto suficiente, além de outras bobagens.
– Gente, o que fizemos no passado foi sob as circunstâncias do que estávamos vivendo; nossas escolhas dependeram do nosso grau de conhecimento à época. Se eu fosse analisar minhas ações com a maturidade que tenho hoje, provavelmente minha vida seria totalmente diferente.
Ainda dei alguns exemplos para justificar e consegui, com esforço, fazer-me entender. Depois dessa quebra de braço, surgiram outras questões:
– Vocês esconderiam um segredo de uma pessoa muito próxima? E bloqueariam amigos ou familiares?
Todos falaram ao mesmo tempo. Eu, dessa vez, preferi escutar, bebendo uma caipifruta de uva. E quando estava tentando “pescar” a fruta no fundo do copo…
– Ana, qual sua opinião?
Eu, que tinha abstraido, fiquei desconfiada do que responder.  Meio relutante, disse:
– Pequenos segredos são gestos de amor, assim como bloquear alguém. Eu evito dizer certas coisas que possam vir a atormentar uma pessoa próxima de mim. Prefiro guardar o segredo, desde que, no contexto, não prejudique a vida daquela pessoa. Por exemplo:  eu não diria a minha tia que o marido dela fuma escondido. A trabalheira que ele deve ter para ela não sentir o cheiro… E quanto a bloquear, diferentemente do que dizem por aí, acho uma benção. Eu até gosto quando me bloqueiam; evitam-se desculpas e explicações desnecessárias. Eu bloqueio sem o menor pudor! Quando vejo que uma pessoa pensa muito diferente de mim e que  não temos raízes para crescer numa amizade, eu peço desculpas e saio dessa relação. Simples assim.
Arrasaram comigo. Ninguém concordou com meu ponto de vista.  Nessa hora, liguei meu “modo sobrevivente” e só não fui embora porque estava morrendo de fome. O jeito foi beber outra caipifruta. Escolhi a de kiwi. Tinha pedaços enormes da fruta!
Resolveram jogar “dicionário”. A brincadeira consiste em escolher uma palavra “desconhecida” e cada jogador inventar um significado. Em cada rodada, todos recebem um papelzinho com a resposta certa, mas apenas um dos jogadores dirá a verdade. O objetivo é  caprichar na explicação e enganar, o mais convincente possível. É previamente sorteado o jogador que terá que apontar quem está dizendo a verdade;  se errar, sai do jogo. A pessoa responsável por escolher as palavras participa apenas como “apresentador”.
Não contei para ninguém que sou perita nesse jogo. Consigo montar um contexto em torno de uma palavra, com riqueza de detalhes. Comento a origem e etmologia da palavra, ao ponto de qualquer um cair na minha lábia!  Algumas das palavras que saíram e enganei direitinho foram: acepipes, eutróficos e néscio, essa última dei uma explicação tão convincente do que “não” era, que quase acreditei na minha versão.
Os jogadores eliminados ficaram irritados. Em vez de elogiar minha performance, meu poder de convencimento, preferiram me tirar do jogo.
– Ana, você mente muito bem. Você é assim só no jogo ou na vida também?
Fingindo distração e bebendo uma caipufruta de morango, respondi:
– A mentira é fundamental para vivermos.  Claro que existem mentiras e mentiras. Na maioria das vezes eu minto amorosamente. Eu jamais diria a minha mãe que encurtei o telefonema porque estava com preguiça de ouvir as mesmas coisas. Prefiro listar uma série de afazeres, pois ela mesma acaba pedindo desculpas por estar atrapalhando. Compenso noutro dia, quando faço uma visita para conversamos longamente. Todos ficam felizes.
-Minha nossa, como você tem coragem de confessar essas coisas? Quem em sã consciência diz que mentir é fundamental para a vida?
-E não é? Mas se você não concorda, tudo bem. Não estou aqui defendendo minha opinião, mas o direito de tê-la! E, digo mais: além de mentir, reconheço um mentiroso de longe. Aliás, sou especialista! Alguns merecem até o selo da Anvisa! Só aqui tem…
Não terminei a frase. A dona da casa me tirou de circulação. Foi melhor assim. Eu não me controlaria e descascaria todo mundo. O álcool também já estava subindo na minha cabeça…
Gentilmente, ela sugeriu que eu fosse embora. Mas como? Não ficaríamos até o feriado? Apelei!  Disse que não poderia dirigir, que tinha bebido, tentando fazer hora para ficar para o almoço. Que fome! Ela disse que mandaria um dos funcionários conduzir meu carro.
– Qual funcionário? O seu amante da noite, o motorista do seu marido? Ou o piscineiro, que entra no seu quarto logo cedinho?
– Como ousa?
– Noite passada vi a movimentação de vocês na casa. Seu quarto é uma festa!  Fico imaginando se seu marido também não apronta nessas viagens a trabalho… Mas não se preocupe; esse segredo é nosso. Lembra que falei que segredos são gestos de amor? Por falar em gesto, você poderia ver se já saiu a coxinha da asa?
Ana Madalena
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EX-MINISTRA SOCIAL-DEMOCRATA FOI ELEITA PRIMEIRA PREFEITA DA HISTÓRIA DE BERLIM

Capital da Alemanha, Berlim elege a primeira prefeita de sua história

Franziska Giffey tem como principal meta acelerar a construção de moradias na cidade, onde os aluguéis subiram 85% em 12 anos

INTERNACIONAL

 por AFP

Franziska Giffey é filiada ao Partido Social-Democrata (PSD) da AlemanhaFranziska Giffey é filiada ao Partido Social-Democrata (PSD) da Alemanha TOBIAS SCHWARZ / AFP – 22.12.2021

A ex-ministra social-democrata Franziska Giffey foi eleita prefeita de Berlim com um plano para acelerar a construção de moradias diante da alta dos aluguéis.

Giffey, de 43 anos, participou do governo de coalizão liderado por Angela Merkel entre 2018 e 2021 e é a primeira mulher a governar a capital alemã. Há duas décadas, os social-democratas (SPD) estão no comando.

Entre 1947 e 1948, quando a cidade estava dividida em quatro setores, outra mulher, Louise Schroeder, ficou responsável pela gestão dos assuntos correntes, especialmente no início do bloqueio de Berlim pelos soviéticos.

O SPD venceu as eleições locais de 26 de setembro passado e vai liderar uma coalizão com os verdes e com a esquerda radical Die Linke. Os representantes locais votaram, e Giffey obteve 84 votos a favor, 52 contra e duas abstenções.

Um dos principais objetivos traçados pelos três sócios é a construção, até 2030, de pelo menos 200 mil moradias na cidade, que atrai cada vez mais moradores.

Os três partidos decidiram criar uma comissão para avaliar a possibilidade de adotar uma política de “expropriação” para empresas imobiliárias após uma votação a favor nesse sentido em um referendo.

Os berlinenses votaram pela “expropriação” de grupos imobiliários que tenham mais de 3.000 imóveis.

A nova prefeita disse, no entanto, ser contrária à medida por acreditar que não é “o caminho certo”, em especial pelas indenizações envolvidas.

Na capital, os aluguéis subiram, em média, 85% entre 2007 e 2019. Ainda assim, permanecem mais baixos do que em cidades como Londres e Paris. O aumento afeta grande parte dos moradores, pois 80% da população da cidade é composta de inquilinos.

Fonte: R7

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OS MONUMENTOS BRASILEIROS REPRESENTAM A MEMÓRIA DA SOCIEDADE DO PAÍS

Qual é o papel dos monumentos para a memória da história no Brasil

Neste episódio do podcast Entre Vozes, Luciana Barreto revela como estátuas costumam refletir versões discutíveis de personagens e acabam ignorando outras

Da CNN Brasil*

Em São Paulo

Qual é o papel dos monumentos para a memória da história no Brasil | CNN Brasil

Os monumentos representam a memória da nossa sociedade. Através deles, conhecemos as histórias que foram deixadas por quem teve o poder de construir uma narrativa e consolidá-la ao longo do tempo. Mas, muitas vezes, esses tributos apresentam apenas uma versão da história, isso porque as pessoas, culturas e lugares possuem diferentes interpretações, a depender do ponto de vista de quem descreve os acontecimentos.

Neste episódio do Entre Vozes, Luciana Barreto revela detalhes de como nasceu “o mito dos Bandeirantes” e como os livros e monumentos históricos buscaram perpetuar a versão de que eles eram heróis desbravadores – algo que, hoje, é motivo de contestação. Para isso, convidamos a historiadora e feminista negra Angélica Ferrarez de Almeida, que há anos realiza pesquisas sobre temas como raça, memória e patrimônio. Ela nos ajuda a entender a importância de também se debater quais monumentos o Brasil deixou de erguer ao longo da história, e como isso contribui para a invisibilização de personagens importantes do país.

Além de Angélica, o episódio conta também com a participação de Cássia Caneco, educadora que coordenou um levantamento realizado em São Paulo, que tinha como objetivo verificar quantos monumentos existiam na cidade e a quem eles eram dedicados. Segundo ela, o resultado não surpreende: “Dos 367 monumentos que São Paulo tinha até setembro de 2020, só cinco homenageavam pessoas negras”.

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REFLEXÃO: VOCÊ É ESPECIAL – UM CONTO PARA CRIANÇAS, POR CAMILA ZEN

Nesta sexta-feira um conto diferente da Camila Zen. Um conto especial para as crianças, para ajudá-las a entender como são especiais e únicas no mundo inteiro! Uma história sobre amor próprio, auto confiança e autoestima. Espero que você possa compartilhar com seus filhos, netos ou irmãos menores e fazê-los refletir sobre essa história incrível!

Fonte:

Camila Zen
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REFLEXÃO: UMA HISTÓRIA REAL QUE VAI TE SURPREENDER! POR CAMILA ZEN

Como sempre, a cada sexta-feira, temos uma história muito interessante e de muita sabedoria contada pela eloquente Camila Zen.  A de hoje é uma história real sobre uma coisa muito pequeninha que você provavelmente tem ou já teve vários na sua casa. Uma história de vida cheia de reviravoltas do início ao fim e que tem muito a nos ensinar sobre resiliência, sonhos e as dificuldades que todos nós enfrentamos nas nossas vidas, mesmo que ninguém faça idéia. Portanto, convido você a assistir mais esse espetacular vídeo, refletir e fazer o seu juízo de valor. Isso ajuda a expandir a consciência!

Fonte:

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REFLEXÃO: QUANTO PESA ESSE COPO? UMA CURTA HISTÓRIA, POR CAMILA ZEN

Uma história que nos convida a ver os nossos problemas por um ângulo um pouco inusitado. Segurar um problema sem trégua, indefinidamente é o mesmo que segurar um copo com água por um dia inteiro ou até mesmo dias. Quanto mais tempo você passa com ele na mão mais ele parece pesar. E aí, por quanto tempo você tem segurado o copo? Assista ao vídeo de Camila Zen a seguir contando uma curta história que merece a sua REFLEXÃO. Namastê!

Fonte:

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11 DE SETEMBRO COMPLETA 20 ANOS DO MAIOR ATENTADO TERRORISTA EM SOLO AMERICANO

11 de setembro de 2001: os 20 anos do dia que marcou a história

O maior atentado terrorista em solo norte-americano teve consequências que são sentidas até hoje em várias partes do mundo

INTERNACIONAL

 Fábio Fleury, do R7

A Torre Norte do WTC queimou durante quase 2 horas antes de desabar

HUBERT MICHAEL BOESL / EFE – EPA – DPA – 11.9.2001

Na manhã do dia 11 de setembro de 2001, quatro aviões da Boeing (dois 757 e dois 767, dois da American Airlines e dois da United Airlines) decolaram dos aeroportos de Boston, Newark e Washington. Todos iam para a Califórnia, mas jamais chegaram ao destino. Ao invés disso, o que aconteceu com eles mudou para sempre a história do século 21.

O voo 11 da American Airlines, com 11 tripulantes e 76 passageiros, foi dominado por 5 sequestradores e colidiu com a Torre Norte do World Trade Center, em Nova York, às 8h46. Apenas 17 minutos depois, o avião que fazia o voo 175 da United, com 9 tripulantes, 51 passageiros e 5 terroristas, colidiu com a Torre Sul.O mundo ainda tentava entender o que estava acontecendo quando a aeronave que fazia o voo 77 da American Airlines colidiu contra o Pentágono, prédio do Departamento de Defesa dos EUA, em Washington, com 6 tripulantes, 53 passageiros e 5 sequestradores, às 9h37. O último avião, do voo 93 da United Airlines, tinha como alvo o Congresso norte-americano, mas caiu perto de Shanksville, na Pensilvânia, às 10h03, após alguns dos 7 tripulantes e 33 passageiros tentarem retomar o controle das mãos de 4 terroristas.

Em um intervalo de 77 minutos, 19 terroristas da Al-Qaeda conseguiram cumprir o maior e mais ousado atentado terrorista em solo norte-americano da história. No total, 2.996 pessoas morreram em decorrência direta das ações terroristas. As consequências desse dia, no entanto, perduram por duas décadas.

“É o momento em que a grande potência internacional, que saiu vitoriosa no pós-Guerra Fria se mostra vulnerável. A primeira coisa fundamental é a demonstração da vulnerabilidade da grande potência global a ataques terroristas. E isso vai desencadear uma série de reações por parte dos EUA que tornam o 11 de setembro um grande divisor de águas”, analisa Felipe Loureiro, coordenador do curso de Relações Internacionais da USP.

O evento mudou fundamentalmente o posicionamento dos EUA, que passaram uma década como principal potência hegemônica mundial após o colapso da União Soviética. De uma política externa mais calcada em uma expansão econômica, o país passou a investir pesado em intervenções em outros locais. O resultado foram duas das mais longas guerras da história norte-americana, outros milhares de mortes e trilhões de dólares em despesas militares.

“No 11 de setembro, tudo mudou. Os EUA passam a intervir muito mais diretamente em determinadas regiões que eram geopolitcamente sensíveis. Teve a invasão do Afeganistão três meses depois do ataque e a invasão do Iraque em 2003. Há uma mudança na forma como os EUA lidam com o mundo, uma política intervencionista, mas ela tem um custo muito grande”, afirma o cientista político Guilherme Casarões, professor da FGV-SP.

As invasões

Menos de um mês após os atentados, em 7 de outubro, forças norte-americanas e britânicas atacaram posições do Talibã no Afeganistão. O grupo extremista que governava o país dava abrigo e recursos para a Al Qaeda de Osama Bin-Laden, que mais tarde assumiu o planejamento dos ataques, e se recusava a entregá-los.

Tinha início então a invasão ao território afegão, que rapidamente derrotou os talibãs e desembocou em uma intervenção de longo prazo, encerrada apenas no dia 31 de agosto deste ano, com a retirada das tropas e funcionários dos EUA e países aliados por meio do aeroporto de Cabul, e a retomada do país pelo grupo extremista.

Em 2003, por insistência do então presidente dos EUA, George W. Bush, que alegava um envolvimento do regime de Saddam Hussein, no Iraque, com a Al-Qaeda, além de supostas armas de destruição em massa, tropas norte-americanas e aliadas invadiram o país.

Para os especialistas, essa operação tirou o foco do Afeganistão, onde havia um contingente menor em um momento em que seria possível derrotar de vez o Talibã e a Al-Qaeda, minou a credibilidade dos EUA no cenário internacional e ajudou a radicalizar ainda mais a região.

“A invasão do Iraque foi muito contestada por aliados históricos, como a Alemanha, a França e o Brasil, já no início do governo Lula. Alguns aliados ajudaram, mas a maior parte adotou uma postura de reticência. A Rússia e a China também fizeram críticas pesadas sobre a legitimidade da ação no Iraque, que gerou uma série de problemas no país”, recorda Casarões.

“Isso acabou fomentando mais instabilidade nesses territórios e consequentemente deu base para novas organizações terroristas surgirem. Algumas foram até mais mortíferas e mais desestabilizadoras para a ordem local e internacional do que as anteriores, como foi o caso do Estado Islâmico, que é uma consequência direta da intervenção norte-americana no Oriente Médio”, complementa Loureiro.

Ataques e desestabilização

Provas dessa desestabilização logo puderam ser sentidas em duas grandes cidades europeias. Em 11 de março de 2004, explosões em trens e estações de Madri mataram 193 pessoas e feriram mais de 2 mil. Em 7 de julho de 2005, atentados no metrô e um ônibus de Londres fizeram mais 56 vítimas fatais e 700 feridos. As ações foram atribuídas a células da Al-Qaeda, como uma resposta à participação da Espanha e do Reino Unido na invasão ao Iraque.

“Acho que não haveria razão para esses atentados sem o 11 de Setembro. Tanto os atentados de Londres como de Madri vêm como consequência da ocupação do Iraque, Reino Unido e Espanha estavam na coalizão. Esse é o ponto fundamental. Os atentados do Estado Islâmico contra França e Bélgica aconteceram por causa de bombardeios na Síria. Todos os ataques partiram dessa noção de que havia uma presença estrangeira”, argumenta Casarões.

Um exemplo disso, segundo o professor da FGV, está no fato de que Bin Laden já tinha ordenado pelo menos três ataques anteriores contra os EUA: os atentados suicidas simultâneos contra as embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia, em 7 de agosto de 1998, e contra o destróier USS Cole, uma embarcação militar de grande porte, no Iêmen, em 2000. A intenção dele era encerrar a presença ocidental no Oriente Médio, especialmente na Arábia Saudita, berço da religião islâmica.

Nos EUA, as ações militares que deram sustentação interna a Bush nos primeiros anos de seu mandato começaram a se tornar um peso para o país. Em 2008, Barack Obama foi eleito prometendo em sua campanha que iria encerrar as ocupações no Iraque e no Afeganistão. Pelo menos na primeira, conseguiu o objetivo em 2011, mas o país voltaria a ter presença de tropas mais tarde, por conta do combate ao Estado Islâmico.

“Obama deixou muito claro que queria focar a política externa na Ásia, mirando mais em questões comerciais, mas ficou preso às diversas crises que surgiram na região, como o crescimento do Estado Islâmico, a Primavera Árabe e a guerra na Síria”, argumenta Casarões.

Além de impelir os EUA a responder com ações militares no cenário internacional, o 11 de Setembro também causou uma corrida em busca de uma ampliação na segurança interna. Houve um rearranjo das agências de inteligência do país, com a criação do Departamento de Segurança, mas também causou inúmeros problemas de violações dos direitos civis, desde vigilância ilegal até prisões arbitrárias.

“O mundo percebeu quanto os países mais ricos estavam vulneráveis a ataques e isso levou a um aumento dos aparelhos de segurança, uma reestruturação muito ampla do setor, especialmente na aviação civil e na inteligência. Isso acabou se traduzindo em determinadas violações de direitos, monitoramento dos dados, das pessoas, muitas vezes sem base ou autorização”, ressalta Loureiro.

Os esquecidos de Guantanamo

Um dos maiores símbolos da face mais obscura da chamada “guerra ao terror” permanece em operação até hoje: a prisão de Guantanamo, em Cuba, aberta no início de 2002 para abrigar acusados de participação no ataque ao WTC. No total, 780 pessoas foram detidas no local, a maioria sem julgamento e muitas sem sequer conhecer as acusações, sofrendo torturas e outras violações das convenções internacionais.

“Outra promessa de campanha do Obama era fechar Guantanamo, prisão que tem uma série de problemas com respeito aos direitos humanos, mas ele não conseguiu por causa do Congresso”, pondera Casarões. Parlamentares democratas e republicanos foram contra a ideia e aprovaram projetos que impediam que prisioneiros detidos no presídio cubano fossem trazidos a solo norte-americano.

No momento, 39 homens permanecem detidos em Guantanamo, todos capturados entre 2002 e 2008, segundo um levantamento do New York Times. Destes, 14 são do Iêmen, 6 do Paquistão, 4 da Arábia Saudita, 2 do Afeganistão, 2 da Argélia, 2 da Líbia, 2 da Malásia. Indonésia, Iraque, Palestina, Quênia, Somália, Tunísia têm um cidadão cada, além de um considerado apátrida.

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HISTÓRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE MOSSORÓ É REGISTRADA EM LIVRO

Mossoró ganha livro sobre história da Câmara Municipal

03 set 2021

Mossoró ganha livro sobre história da Câmara Municipal | Política em Foco

O livro Memorial da Câmara Municipal de Mossoró foi lançado na noite desta quinta-feira (2), no plenário da Casa. Editado pela Coleção Mossoroense, a obra resgata a história do Poder Legislativo, em mais de 160 anos, entre 1853 e 2020. É resultado de parceria entre a Fundação Vereador Aldenor Nogueira e a Fundação Vingt-un Rosado.

Parte da pesquisa é de autoria do historiador Raimundo Soares de Brito, falecido há nove anos e autor da obra Legislativo e Executivo de Mossoró, uma Viagem mais do que Centenária. “Raibrito” assina a autoria do Memorial da Câmara Municipal de Mossoró, com os servidores públicos municipais Edilson Segundo e Eriberto Monteiro.

O lançamento reuniu vereadores, ex-parlamentares, servidores e ex-servidores da Câmara; representantes de academias de letras, universidades e outros segmentos sociais.

Segundo o presidente da Câmara, Lawrence Amorim (SD), a obra reforça a historiografia de Mossoró. “Trata-se de valiosa fonte de pesquisa e de conhecimento sobre a gloriosa história do Legislativo como Poder representativo do povo mossoroense”, destaca.

Um dos destaques do Memorial é o resgate de personagens da história de Mossoró. É o caso de prefeitos e vereadores de diversas legislaturas. “Alguns desses personagens dão nome a importantes ruas da cidade e têm sua importância relevada no livro”, frisa Eriberto Monteiro.

Com mais de 450 páginas, o livro não será vendido, mas doado para escolas, bibliotecas públicas, Museu Lauro da Escóssia, universidades, entidades de classe e outros setores representativos da sociedade.

Fonte: Política em Foco
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REFLEXÃO: O SEGREDO DA FELICIDADE, POR CAMILA ZEN

Sexta-feira é dia da coluna REFLEXÃO com Camila Zen. A curta história de hoje é “O Segredo da Felicidade”: Dizem que as crianças nascem sabendo todos os segredos do mundo, mas antes que possam nos contar, elas esquecem. Essa é uma curta história sobre um pai, um filho e o segredo da felicidade. Espero que essa história possa alegrar o seu dia ou o dia de alguém que você ama ❤️ Amor e luz, namastê 🙏🏼

Fonte:

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CRÔNICAS: A LÓGICA DO MALUCO DE LIMA BARRETO, EM CRÔNICAS BRASILEIRAS

Hoje, continuamos com a série CRÔNICAS BRASILEIRAS com uma criativa história do imortal Lima Barreto, “A lógica do maluco”, que você precisa ler e apreciar esta obra prima de um dos maiores ícones da literatura brasileira. 

lima-barreto

A lógica do maluco


Lima Barreto

Estes malucos têm cada ideia, santo Deus! Num dia destes, no Hospital Nacional de Alienados, aconteceu uma que é mesmo de se tirar o
chapéu. Contou-me o caso o meu amigo doutor Gotuzzo, que me consentiu em trazê-lo a público, sem o nome do doente – o que farei
sem nenhuma discrepância.
Havia na seção que esse ilustre médico dirige um doente que não era comum. Não o era, não pela estranheza de sua moléstia, uma simples
mania, sem aspectos notáveis; mas pela sua educação e relativa instrução. Com bons princípios, era um rapaz lido e assaz culto. Fazia
parte até da Academia de Letras da Vitória, estado do Espírito Santo, onde residia – como membro extraordinário, em vista ou à vista de vaga, isto é, membro externo, ou de fora, que espera a primeira vaga para entrar. É uma espécie de acadêmico muito original que aquela academia criou e que, embora se preste à troça, lembre cousas de bebês, de cueiros, do Manequinho da Avenida, e outras muito pouco elegantes, oferece, entretanto, efeitos práticos notáveis. Atenua a cabala nas eleições e evita as sem-vergonhices e baixezas de certos candidatos.
Lá, ao menos, quando há vaga, já se sabe quem vai preenchê-la. Não é preciso mandar organizar um livro, às pressas…
A denominação, na verdade, não é lá muito parlamentar; a academia capixaba, porém, a perfilhou, depois de proposta pela boca de um dos
mais insignes beletristas goianos que nela têm assento.


O doente do doutor Gotuzzo, como já disse, era membro de fora da academia capixaba; mas, subitamente, com a leitura dos Comentários à
Constituição
, do doutor Carlos Maximiliano, enlouqueceu e foi para o hospital da Praia das Saudades.
Entregue aos cuidados do doutor Gotuzzo, melhorou um pouco; mas tiveram a imprudência de lhe dar, de novo, os tais
Comentários e a
mania voltou-lhe. Como ele gostasse do assunto, o doutor Gotuzzo mandou retirar do poder dele a profunda obra do doutor Maximiliano e
deu-lhe a do senhor João Barbalho. Melhorou a olhos vistos. Há dias, porém, teve um pequeno acesso; mas brando e passageiro. Tinha
pedido ser levado à presença do alienista, pois queria falar-lhe certa cousa particular. O chefe da enfermaria permitiu e ele lá foi ter, na hora
própria.
O doutor Gotuzzo acolheu-o com toda a gentileza e bondade, como lhe
é trivial:
– Então, o que há, doutor?
O doente era como todo o brasileiro, bacharel em direito ou em ciências veterinárias; mas pouca importância dava à carta. Gostava de ser tratado de capitão – cousa que não era nem da defunta Guarda Nacional, sepultada, como tantas outras cousas, apesar da Constituição. Apareceu calmo e sentou-se ao lado do alienista, a um aceno deste. Interrogado,
respondeu:
– Preciso que o doutor consinta que eu vá falar ao diretor.
– Para quê? Para que você quer falar ao doutor Juliano?
– É muito simples: quero arranjar um emprego. Dou-me muito com o doutor Marcílio de Lacerda, senador, que foi até quem me fez membro de fora da Academia da Vitória; e ele, naturalmente, há de se interessar por mim.

– Escreva ao doutor Marcílio que ele virá até aqui.
– Não me serve. Quero ir até lá; é muito melhor. Para isso, preciso licença do doutor Juliano.
– Mas, meu caro, não adianta nada o passo que você vai dar.
– Como?
– Você é doente, sua família já obteve a interdição de você – como é
que você pode exercer um cargo público?
– Posso, pois não. Está na Constituição: “os cargos públicos civis, ou
militares, são acessíveis a todos os brasileiros”. Eu não sou brasileiro?
Logo…
– Mas você…
– Eu sei; mas as mulheres não estão sendo nomeadas?

Olhe, doutor: mulher, menor, louco ou interdito, em direito têm grandes semelhanças. Tanto insistiu que obteve o consentimento para ir falar ao eminente psiquiatra. O doutor Juliano Moreira recebeu-o com a sua inesgotável bondade, que, mais do que o seu real talento, é a dominante na sua individualidade. Ouviu o doente com calma, interrogou-o com doçura e respondeu ao pedido dele:
– Por ora, não consinto, porquanto devo antes pedir, a esse respeito, as luzes de um qualquer notável consultor jurídico.

Fonte: Toda crônica. Apresentação e notas de Beatriz Resende; organização de Rachel Valença. Rio de Janeiro, Agir, 2004, vol. II, p.450. Publicada, originalmente, na revista Careta, de 8/10/1921 e, posteriormente, no livro Vida urbana, Brasiliense, 1956, p.266.

Fonte: Crônica Brasileira

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BOAS NOTÍCIAS: VEJA IMAGENS AÉREAS INÉDITAS DAS PIRÂMIDES DE GIZÉ

A notícia boa da nossa coluna BOAS NOTÍCIAS deste domingo são imagens fabulosas das Pirâmides de Gizé vistas de cima com você nunca viu antes. Então te convido para ler o artigo e assistir ao vídeo a seguir e apreciar essas imagens incríveis!

Veja o pico das Pirâmides de Gizé, como pássaros enxergam [vídeo]

Um fotógrafo fez um vídeo aéreo incrível mostrando o ponto mais alto de uma das Pirâmides de Gizé, no Egito, com o mesmo ponto de vista que teria um pássaro, sobrevoando uma das Sete Maravilhas do Mundo.

Nas imagens é possível ver até detalhes das pedras que ficam lá no pico da Pirâmide de Quéops, uma das três construídas há mais de 4.600 anos. (vídeo abaixo)

O momento único foi gravado por um drone do fotógrafo ucraniano Alexander Ladanivskyy, com autorização do Ministério do Turismo egípcio.

Especialista em fotografias de viagens, Ladanivskyy procura sempre registros únicos nos destinos que visita, pontos de vista que o turista comum não alcança. E desta vez, ele se superou.

A construção

A Grande Pirâmide de Gizé foi apontada como uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, ainda no ano 225 Antes da Era Comum – prazo equivalente ao chamado período “antes de Cristo”. Mas sua construção é muito anterior, passa de 4.600 anos.

Ela é a maior e mais conhecida das pirâmides que formam a Necrópole de Gizé e fica nos arredores de Cairo, capital do Egito.

Ela foi construída como túmulo para o faraó Quéops, por isso leva o nome de Pirâmide de Quéops.

Com mais de 146 metros de altura, durante cerca de 3 mil anos foi a construção mais alta feita pela humanidade, até a criação da Catedral Lincoln, na Inglaterra, construída em 1311 e é a única das antigas maravilhas que ainda existem.

Na construção foram utilizados mais de 2,3 milhões de blocos de pedra, em um total estimado de 5,5 milhões de toneladas de calcário, 8 mil toneladas de granito e 500 mil toneladas de argamassa em sua construção.

Originalmente, os blocos de pedra calcária brancas e polidas cobriam a pirâmide e faziam com que brilhasse à luz do sol, mas atualmente somente algumas dessas pedras resistem, na base da construção.

As imagens do pico da pirâmide feitas por drone - Foto: Alexander Ladanivskyy
As imagens do pico da pirâmide feitas por drone – Foto: Alexander Ladanivskyy 

Se prepare para uma verdadeira viagem nesse vídeo:

 

Com informações do Hypeness

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REFLEXÃO: UMA HISTÓRIA SOBRE O AMOR E A LOUCURA, POR CAMILA ZEN

A nossa REFLEXÃO desta sexta-feira é com a maravilhosa Camila Zen, que vai lhe contar uma história muito interessante. Você já ouviu dizer que o amor e a loucura andam juntos? Então ouça essa interessante história de como tudo começou!

Fonte:

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REFLEXÃO: O CAMINHO DO MEIO, UMA CURTA HISTÓRIA SOBRE BUDA, POR CAMILA ZEN

Sexta-feira é dia de Camila Zen na coluna REFLEXÃO com suas histórias que deixam lições de sabedoria. Desta vez ela narra uma curta história sobre Buda sobre “o caminho do meio”. Quantas vezes nos pegamos querendo encontrar uma resposta 100% certa, um caminho, uma escolha 100% certa? Essa é uma curta história sobre Buda, que nos ensina a viver de uma forma mais leve e tranquila. Do meu coração pro seu, eu espero que essa história possa te ajudar ou ajudar alguém que você ama. Então assista ao vídeo completo a seguir, reflita e faça o seu juízo de valor!

Fonte:

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CIÊNCIAS: O MAIS ANTIGO EXEMPLO DE GEOMETRIA APLICADA É DESCOBERTO E TEM 3.700 ANOS

Uma descoberta incrível de mais de 3.700 anos identifica que já existia disputa de terras entre agrimensores com a utilização de topógrafos para definir limites de terrenos na Babilônia. “A descoberta e a análise do tablete têm implicações importantes para a história da matemática”, disse o pesquisador principal, dr. Daniel Mansfield, da Escola de Matemática e Estatística da Universidade de Nova Gales do Sul. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa descoberta!

Descoberto mais antigo exemplo de geometria aplicada

Tablete babilônio de 3.700 anos era usado por agrimensores para definir os limites de terrenos

A placa de argila Si.427: criada por agrimensor da Babilônia. Crédito: Universidade de Nova Gales do Sul

Um matemático australiano revelou as origens da geometria aplicada em uma placa de argila de 3.700 anos escondida à vista de todos em um museu em Istambul (Turquia) há mais de um século. O tablete, denominado Si.427, foi descoberto no final do século 19 no que hoje é o Iraque Central, mas seu significado era desconhecido até agora.

O mais empolgante é que o Si.427 é considerado o exemplo mais antigo conhecido de geometria aplicada. A pesquisa também revela uma história humana convincente de agrimensura. Ela foi abordada em artigo na revista Foundations of Science.

“O Si.427 data do período da Antiga Babilônia (OB, na sigla em inglês) – 1900 a 1600 a.C.”, disse o pesquisador principal, dr. Daniel Mansfield, da Escola de Matemática e Estatística da Universidade de Nova Gales do Sul. “É o único exemplo conhecido de documento cadastral do período OB, que é um plano usado por agrimensores para definir os limites do terreno. Nesse caso, ele nos diz detalhes jurídicos e geométricos sobre um campo que foi dividido depois que parte dele foi vendida.”

Implicações importantes

Esse é um objeto significativo porque o agrimensor usa o que agora é conhecido como “triplos pitagóricos” para fazer ângulos retos precisos.

“A descoberta e a análise do tablete têm implicações importantes para a história da matemática”, afirmou Mansfield. “Por exemplo, isso foi mais de mil anos antes do nascimento de Pitágoras.”

Em 2017, Mansfield conjeturou que outro artefato fascinante do mesmo período, conhecido como Plimpton 322, era um tipo único de mesa trigonométrica.

“É geralmente aceito que a trigonometria – o ramo da matemática que se preocupa com o estudo de triângulos – foi desenvolvida pelos antigos gregos que estudavam o céu noturno no século 2 a.C.”, observou ele. “Mas os babilônios desenvolveram sua própria ‘prototrigonometria’ alternativa para resolver problemas relacionados à medição do solo, não do céu.”

Levantamento de terreno

Acredita-se que o tablete revelado hoje já existia antes do Plimpton 322 – na verdade, problemas de avaliação provavelmente inspiraram o Plimpton 322. “Há todo um zoológico de triângulos retângulos com formas diferentes. Mas apenas um pequeno punhado podia ser usado pelos agrimensores babilônios. O Plimpton 322 é um estudo sistemático desse zoológico para descobrir as formas úteis”, afirmou Mansfield.

Em 2017, a equipe especulou sobre a finalidade do Plimpton 322, hipotetizando que era provável que tivesse algum propósito prático, possivelmente usado para erguer palácios e templos, construir canais ou campos de pesquisa.

“Com este novo tablete, podemos realmente ver pela primeira vez por que eles estavam interessados ​​em geometria: estabelecer limites de terra precisos”, disse Mansfield. “Isso vem de um período em que a terra estava começando a se tornar privada – as pessoas começavam a pensar em terra em termos de ‘minha terra e sua terra’, querendo estabelecer um limite adequado para ter relacionamentos positivos de vizinhança. E é isso que este tablete diz imediatamente. É um campo sendo dividido e novos limites são feitos.”

Importância da precisão

Existem até pistas escondidas em outros tabletes daquele período de tempo sobre as histórias por trás dessas fronteiras. “Outra placa se refere a uma disputa entre Sin-bel-apli – um indivíduo proeminente mencionado em muitas tabuinhas, incluindo Si.427 – e uma rica proprietária de terras”, afirmou Mansfield. “A disputa é sobre valiosas tamareiras na fronteira entre suas propriedades. O administrador local concorda em enviar um topógrafo para resolver a disputa. É fácil ver como a precisão era importante na resolução de disputas entre indivíduos tão poderosos.”

Segundo Mansfield, a forma como essas fronteiras eram feitas revela uma compreensão geométrica real. “Ninguém esperava que os babilônios estivessem usando os triplos pitagóricos dessa forma. É mais semelhante à matemática pura, inspirada nos problemas práticos da época.”

Mais fácil falar do que fazer

Uma maneira simples de fazer um ângulo reto preciso é fazer um retângulo com os lados 3 e 4 e a diagonal 5. Esses números especiais formam o 3-4-5 “triplo pitagórico”, e um retângulo com essas medidas tem ângulos retos matematicamente perfeitos. Isso é importante para os topógrafos antigos e ainda é usado hoje.

“Os antigos topógrafos que fizeram o Si.427 fizeram algo ainda melhor: eles usaram uma variedade de triplos pitagóricos diferentes, tanto como retângulos quanto triângulos retângulos, para construir ângulos retos precisos”, observou Mansfield.

No entanto, é difícil trabalhar com números primos maiores que 5 no sistema numérico babilônico de base 60. “Isso levanta uma questão muito particular – seu sistema de número de base 60 exclusivo significa que apenas algumas formas pitagóricas podiam ser usadas. (…) Parece que o autor da Plimpton 322 examinou todas essas formas pitagóricas para encontrar essas formas úteis.”

Fonte: Revista Planeta

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CRÔNICAS: FECHANDO GAVETAS, POR ANA MADALENA

Aqui na coluna CRÔNICAS desta quarta-feira a nossa querida amiga e colaboradora Ana Madalena nos presenteia com mais uma de suas pérola, onde homenageia de forma lúdica e carinhosa seus “amigos”, contando uma história sobre “fechar gavetas”. As gavetas que são como páginas ou episódios da nossa vida. Então eu te convido para ler esse maravilhoso conto e se deliciar com mais essa criativa e instigantes história!  

Fechando gavetas


Detesto pessoas que preferem falar da devastação em vez da jardinagem. Tão melhor focarmos no lado positivo da vida… Meus amigos, guardadas suas peculiaridades, são bons jardineiros. E para nós, a amizade é uma coisa sagrada; se a gramática permitisse, gostaria que a palavra amigo fosse sempre adjetivo, independente do lugar na frase, afinal ser amigo é “apesar de”!

Nunca entendi porque desfilar em carro de bombeiro é sinônimo de sucesso, não desmerecendo os bombeiros, claro. Mauricio sonha com isso! Inventou até um concurso culinário para a TV local, talvez por não ter sido selecionado para um reality gastronômico, onde os três primeiros colocados farão um passeio no “vermelhinho”. Mauricio cozinha super bem e é excelente anfitrião, além de muito família!  E se tem uma coisa que admiro nele é que, de um jeito ou outro,  ele faz acontecer! Além de ser comicamente hiperbólico!

Olivia é, de longe, uma  das pessoas mais inteligentes que conheço. Tem Phd, Phe, Phi e todo o resto do alfabeto em Economia. Seu grave defeito, para outros, é ser extremamente culta e demonstrar conhecimento. Ela adora dar dicas, fazer citações e contar histórias interessantes, algumas de morrer de rir, mas ganhou a pecha de ser metida a besta e não tem argumento que faça com que sejam mais tolerantes com ela. Coitados, não sabem quanto perdem… Muito do que sei devo a ela e me sinto uma privilegiada por ter sua amizade.

Camille, com dois “L” é unanimidade em aceitação. Desde o colégio  transitava bem em todos os grupos. Realmente ela é dessas raridades  que o tempo não modificou. Casou muito jovem, com o namoradinho de escola e formou uma família linda. Seus três filhos são meninos muito bons e companheiros. Camille é a minha amiga de todas as horas, sempre pronta para uma conversa e é de longe a mais sensata das pessoas. Na régua de alguns, ela é classificada como  “boazinha”, a que está sempre procurando agradar todos.

Eu, assim como todos os meus amigos, temos em comum o fato de termos sido, em algum momento das nossas vidas, submetidos a uma classificação, um rótulo. Eu não sei de onde surgiu essa coisa de resumir uma pessoa a uma única coisa, mas acho muito desagradável e extremamente prejudicial em todos os níveis da vida, principalmente no emocional, quando você deixa de “estar” para “ser” e a fama chega antes da pessoa. Haja gaveta para tantos rótulos!

Lembro que, há muitos anos, resolvi mudar a cor do meu cabelo, originalmente preto, para um  tom acobreado. Não quis descolorir para não enfraquecer a fibra, então passei um bom tempo pintando até chegar na cor desejada. Nunca esqueci quando virei fofoca numa mesa de restaurante, onde, coincidentemente, estavam esses três amigos reunidos, planejando a primeira comunhão do caçula de Camille. Mauricio seria o responsável pelo cardápio e Olivia organizaria um livrinho com orações e escreveria um textinho sobre o significado da data.

Eu estava em Búzios, meio que de férias, na casa de tia Lúcia, que levara uma queda e machucara gravemente o ombro. Na família, eu faço o papel de “cuidadora”;  não tenho problemas em dormir em sofás estreitos de hospitais ou em qualquer lugar,  e gosto mesmo de cuidar dos meus, principalmente se eles gostam de conversar ou que eu leia para eles.

Minha rotina em Búzios incluía desde ajuda na hora das refeições até escovar os cabelos da minha tia. Com o passar dos dias acrescentamos caminhadas na praia, onde depois sentávamos nas cadeiras que tio José prontamente trazia e ali, embaixo de um guarda sol, eu deixava os dois enquanto aproveitava para tomar banho de mar.

Após um mês, retornei para casa. O sol de Búzios me conferiu um bronze bonito, um aspecto saudável, mas a junção de sol e mar destruiu a cor do meu cabelo. Ficou quase um laranja! Minha cabeleireira, que tinha viajado para fazer um curso, só chegaria três dias depois e eu resolvi esperá-la, ao invés  de ir para outro salão.

– Vocês souberam de Ana? Parece que arranjou um namorado surfista em Búzios e agora deu até para fumar um cigarrinho batizado!
-E aquele cabelo ridículo? Deve ter passado parafina!
-É muito sonsa… Fica posando de certinha mas por trás, é só quem apronta!

Esses foram alguns dos diálogos que meus amigos ouviram antes da confusão! Sim, amigo que é amigo defende o outro até o fim. Olivia, educadamente, pediu licença àquelas pessoas e começou, do seu jeitinho, a falar que era feio inventar histórias, que calúnias podem destruir a reputação de uma pessoa, etc. Camille, muito maternal, tentou contar o que de fato tinha acontecido, o porquê da minha ida à Búzios, mas foi debalde.  Mauricio, bufando, levantou-se e sem o menor constrangimento, pegou os copos de cada um dos meus detratores e derramou o líquido sobre suas cabeças. E o tempo fechou! Todos foram expulsos do restaurante e nós rimos dessa história até hoje! Ainda bem que à época não existiam redes sociais, nem o  tribunal da Internet!

Os rótulos, ou etiquetagem de pessoas, são geralmente colocados em uma determinada época da vida que, com sorte, vai sendo esquecido com o passar do tempo. Não faz sentido continuar sendo chamado de irresponsável quando hoje você é o oposto. Se o mundo mudou tanto em vinte anos, o que dizer de nós?

Li em algum lugar que na viagem da vida, todo peso inútil atrasa a caminhada. Confesso que essa frase virou um mantra para mim e já descartei várias gavetas, sem nenhum remorso.
Convido vocês para fecharem algumas gavetas também!

Ana Madalena

 

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REFLEXÃO: O QUEBRADOR DE PEDRAS, POR CAMILA ZEN

Sexta-feira também é dia de REFLEXÃO, com Camila Zen, que nos conta uma história sobre os nossos desejos, talvez infinitos. Na verdade, não, não sobre os desejos em si, mas sobre desfrutá-los ou não quando os alcançamos. Sobre um querer sem fim. Sobre estarmos presos em uma roda sem parar pra refletir… e apreciar… Apreciar, é viver a vida! Quando ficamos muito presos lá na frente, no futuro, sempre focando no próximo passo, fica difícil apreciar o presente, ou seja, apreciar a vida. Que você tenha muitos sonhos pra ser seu combustível de seguir em frente, mas que também tenha muita clareza pra apreciar cada passo, cada fase. Com carinho, do meu coração pro seu, e pro das pessoas que você ama. Amor e luz, namastê!

Fonte:

 

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BOAS NOTÍCIAS: UMA INCRÍVEL HISTÓRIA DE TRANSPLANTES DUPLOS

Onde existe amor não existe preconceito, racismo nem desigualdades. Pelo contrário, o que existe são soluções. Veja o exemplo dessa linda história de amor e humanidade da nossa coluna BOAS NOTÍCIAS desta quarta-feira. Colegas de trabalho descobrem que a situação de seus maridos eram idênticas: ambos precisavam de um transplante de rim. E o que é mais incrível, elas  perceberam que o tipo sanguíneo delas possibilitava o transplante. O resto da história você vai conhecer lendo o artigo completo a seguir!

Colegas de trabalho doam rins: uma para o marido da outra

Amigas de trabalho há 10 anos, Tia Wimbush e Susan Ellis, descobriram em uma conversa aleatória que poderiam salvar as vidas dos maridos, que precisavam de transplantes de rim.

Os laços que elas tinham se estreitaram ainda mais após o procedimento. As duas comemoraram o sucesso das cirurgias e dizem que terão uma ligação eterna a partir de agora.

As colegas conversavam no banheiro sobre a condição de saúde dos maridos, quando perceberam que o tipo sanguíneo delas possibilitava o transplante.

Companheiras

Tia e Susan trabalham desde 2011 no departamento de TI da Children’s Healthcare de Atlanta, nos Estados Unidos. No entanto, elas só se aproximaram em 2019, quando os maridos foram diagnosticados com problemas renais.

Ocasionalmente, elas se encontravam para compartilhar os obstáculos dos tratamentos e dar conselhos sobre como ultrapassar as fases pré-cirúrgicas.

E foi em uma dessas conversas que elas mudaram totalmente o rumo das vidas das duas famílias. Enquanto lavavam as mãos e discutiam casualmente o processo de doação, Tia olhou para Ellis e perguntou o tipo de sangue do marido dela.

Lance, marido de Susan, é tipo O-, assim como Tia. Rodney, esposo de Tia, é AB, que pode receber transfusões de sangue tipo A, como o de Susan.

“O que passou na minha cabeça foi: ‘E se pudermos doar nossos rins uma para o marido da outra?’. Eu nunca poderia ter imaginado”, conta Tia.

Os quatro amigos passaram por exames que confirmaram a compatibilidade e, seis meses depois, em março desse ano, os transplantes foram realizados.

Nova família

Os dois casais contam que a experiência os uniu como uma família.

“É mais do que amizade. Todos nós corremos um risco fazendo a cirurgia, e agora estamos conectados para sempre, torcendo um para o outro durante o processo de recuperação e essa segunda chance de vida”, conta Tia.

“Estou mudada para sempre, com esperança na humanidade e espero que outras pessoas aprendam algo com essa história”, concluiu.

Lance e Susan após a cirurgia.- Foto: arquivo pessoal
Lance e Susan após a cirurgia.- Foto: arquivo pessoal
Tia e Rodney após a cirurgia.- Foto: arquivo pessoal
Tia e Rodney após a cirurgia.- Foto: arquivo pessoal

Com informações de CNN

Fonte: Só Notícia Boa

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CRÔNICAS: O LADO B, POR ANA MADALENA

A nossa coluna CRÔNICAS desta quarta-feira está sensacional, com mais uma história quase verdadeira da fenomenal Ana Madalena, que conta a saga de uma amiga que passou a vida inteira enganada quanto as suas origens e finalmente, ao descobrir toda a verdade virou pelo avesso e desencavou o lado B. Vale a pena ler esse conto hilariante. Boa diversão! 

Bom demais para ser verdade? O Japão provavelmente não vai pagar por metade da sua próxima viagem - Passageiro de Primeira

O lado B


Essa é uma história quase verdadeira. Ela é baseada numa mentira, que só foi descoberta há poucos dias. O sentimento de frustração da minha amiga foi enorme e sua reação foi… Bem, não vou julgar. Não sei o que faria no seu lugar. Aliás, ultimamente tenho como meta de vida não julgar ninguém, coisa que fazia inconscientemente. Que desperdício de tempo!

Nos conhecemos há alguns anos quando fizemos um curso de ikebana. Ela era tímida, tinha uma fala suave e gestos calmos. Confesso que sempre admirei sua postura corporal, talvez por eu ser estabanada e gesticular demais. Akine também era muito disciplinada, principalmente na hora das refeições; eu até tentei incorporar seu estilo, comer mais grãos integrais,  beber chá depois do almoço, mastigar bastante, mas isso não durou nem um mês. Em todos esses aspectos estou cada dia pior; faço as refeições diante da TV  e não quero ver chá pela frente!

Ela tentou me ensinar meditação, mas não deu certo. Eu não me concentrava e abria meus olhos o tempo todo, só para checar se ela estava “zen”  mesmo. Uma vez me pegou no flagra e gentilmente disse que eu tentasse focar noutra técnica, pois sou dispersa. Eu tenho esse “problema” de foco mesmo… No colégio, eu não conseguia me concentrar nas aulas. Havia sempre alguém com um fio de cabelo solto na roupa ou um colarinho manchado na minha mira. Meu pensamento estava sempre noutro lugar. Bem, mas essa história não é sobre mim…

Akine tinha uma beleza rara; cabelos pretos e brilhantes, olhinhos puxados e uma pele maravilhosa. Filha única, ela manteve as tradições; sua descendência asiática vem dos  “ancestrais”, como se refere aos tataravós. Ela era encantada com a sabedoria milenar; o apartamento de Akine, por exemplo, tem uma sapateira na entrada, motivo de estranhamento  para quem a visitara antes da pandemia. Nunca permitiu que entrassem em sua casa com sapatos; além de serem sujos, trazem más energias. A decoração, minimalista, era totalmente temática e as únicas músicas que escutava eram aquelas que têm som de água e pássaros.  Seu sonho de vida sempre foi ir para o Japão mas, somente ano passado, conseguiu se organizar financeiramente para fazer uma viagem mais longa. Ela tinha muitos planos…

Lembro quando me ligou chorando; seu voo fora cancelado por tempo indeterminado. Pediu para eu ir até sua casa, precisava conversar com alguém; queria entender como seria o “tal” isolamento. O anúncio da quarentena inicial nos pareceu uma eternidade… Convenci-a que não tínhamos muito o que fazer; era torcer para que o tal vírus fosse abatido!  Esperançosas, resolvemos fazer um brinde para a descoberta da cura e… Ah! Tenho uma coisa para dizer sobre brinde. A primeira vez que brindamos, eu, por óbvio, disse “tim-tim; ela, envergonhada, explicou que em japonês isso significava o nome do órgão sexual masculino. Desde esse dia só digo “Kambai”, mesmo estando com outros amigos; impossível não fazer a “tradução”!

Aproveitamos o cancelamento da viagem para aprofundarmos os estudos sobre o Japão. Sim, eu também gosto de muitos aspectos daquele povo, mesmo sabendo que nunca, n-u-n-ca, irei por lá. Meus pais já foram umas três vezes, são encantados por tudo, acham lindas as cerejeiras, mas eu só registro a informação de que é muito longe, argumento infalível para eu desistir de qualquer viagem.

Akine resolveu fazer a árvore genealógica, na esperança de encontrar algum parente por lá e, à partir dessa informação, entrar em contato para combinar uma visita. Animada,  contratou uma profissional para fazer esse estudo.

Era um fim de tarde, eu estava saindo do trabalho quando Akine ligou. Falava intempestivamente e eu, sem conseguir entender, resolvi ir à sua casa. Levei um susto; uma Akine loiríssima atendeu a porta, bebendo cerveja, bebida que detestava, e me entregando um copo, disse:
-Tim-tim, Ana.  ( Eu falei kambai, juro!)

-Estamos celebrando o quê mesmo? Perguntei desconfiada.
– A grande farsa! A farsa que é a minha vida!

Akine recebera o estudo familiar e descobriu que nunca existiu descendente asiático na família. Houve, sim, um erro no cartório;  em vez de registrá-la como Aline, trocaram a letra. O fato de ter um olhinho puxado ajudou a criar uma mentira para salvá-la do bullying de ter um nome esquisito aos nossos padrões. A “japinha”, alcunha desde o ensino fundamental, foi considerada exótica por um bom tempo, principalmente no interior da Paraiba, onde nasceu.

O desenrolar dessa mentira vai mais longe. Sua mãe, venerada por ela, passou a ser vilã. Ela não morreu no parto, mas fugiu com o seu pai biológico, que soube depois ser um sujeito atarracado, de olhos puxados e cabelos pretos como o dos índios. Ao seu pai, o que lhe criou, coube inventar essa mentira para não manchar a honra materna. E, sendo funcionário de um banco, pediu transferência logo que o escândalo tomou conta da cidade. Eles moraram em vários lugares, até quando seu pai se aposentou aqui, em Natal. E foi ele quem deu os detalhes dessa história; tirou um peso dos ombros, coitado!

A nova Akine em nada se parece com a pessoa que conheci. Ultimamente escuta  pagode, funk e até sertanejo. Deixou de lado suas roupas sóbrias e destruiu, repito, destruiu, toda a decoração do apartamento. A sapateira, na entrada, permaneceu intacta, mas apenas por causa do covid. A viagem para o Japão foi trocada por Paris, Roma e Lisboa para quando a pandemia ceder.  E, na primeira oportunidade, irá para o Carnaval no Rio. Está louca para se esbaldar na avenida!

Sabe aquela pessoa de gestos contidos e fala mansa? Essa agora sou eu, na frente do que Akine se transformou. Imagine você que, enquanto lhe escrevo, estou na sala dela, esperando que termine uma aula on line de street dance. O pior é que agora eu estou com um problemão: não estou gostando desse lado B, dessa nova personalidade, cheia de novidades e zero bom senso. Como faço para dizer isso sem magoá-la? Aceito sugestões.

Ana Madalena
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DICA DE LIVRO: ESCRAVIDÃO VOLUME II DE LAURENTINO GOMES

Na semana passada a coluna DICA DE LIVRO apresentou aqui, a obra ESCRAVIDÃO, volume I, do renomado historiador Laurentino Gomes. Nesta quarta-feira a nossa DICA é o tão esperado segundo volume da trilogia Escravidão, da corrida do ouro em Minas Gerais até a chegada da corte de dom João ao Brasil.

No segundo volume de Escravidão – Da corrida do ouro em Minas Gerais até a chegada da corte de dom João ao Brasil, Laurentino Gomes concentra-se no século XVIII. O período representou o auge do tráfico negreiro no Atlântico, motivado pela descoberta das minas de ouro e diamantes no país e pela disseminação, em outras regiões da América, do cultivo de cana-de-açúcar, arroz, tabaco, algodão e outras lavouras marcadas pelo uso intensivo de mão de obra cativa.

Nenhum outro assunto é tão importante e tão definidor da nossa identidade nacional quanto a escravidão. Conhecê-lo ajuda a explicar o que fomos no passado, o que somos hoje e também o que seremos daqui para a frente. Em um texto impactante que inclui imagens e gráficos, Laurentino Gomes lança o segundo volume de sua obra, resultado de 6 anos de pesquisas, que incluíram viagens por 12 países e 3 continentes.

Fonte: Acervo particular

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DICA DE LIVRO: ESCRAVIDÃO, VOL. I, DE LAURENTINO RAMOS

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira aborda “as raízes do Brasil com o corpo na América e a alma na África”, ESCRAVIDÃO, Vol. I, de Laurentino Gomes. Um livro que você não pode deixar de ler se quiser entender porque somos como somos. 

Maior território escravista do hemisfério ocidental, o Brasil recebeu cerca de 5 milhões de cativos africanos, 40% do total de 12,5 milhões embarcados para a América ao longo de três séculos e meio. Como resultado, o país tem hoje a maior população negra do planeta, com exceção apenas da Nigéria. Foi também, entre os países do Novo Mundo, o que mais tempo resistiu a acabar com o tráfico de pessoas e o último a abolir o cativeiro, por meio da Lei Áurea de 1888 ― quatro anos depois de Porto Rico e dois depois de Cuba.

Nenhum outro assunto é tão importante e tão definidor da nossa identidade nacional quanto a escravidão. Conhecê-lo ajuda a explicar o que fomos no passado, o que somos hoje e também o que seremos daqui para a frente. Em um texto impactante e rigorosamente documentado, Laurentino Gomes lança o primeiro volume de sua nova trilogia, resultado de 6 anos de pesquisas, que incluíram viagens por 12 países e 3 continentes.

Fonte: Acervo particular

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CIÊNCIAS: DESTINO DA HUMANIDADE PODE TER MUDADO HÁ 13 MIL ANOS

Cientistas da Universidade de Edimburgo (Reino Unido) sugerem que um aglomerado de fragmentos de cometa que se acredita ter atingido a Terra há quase 13 mil anos pode ter moldado as origens da civilização humana. Essa colisão pode ter alterado toda a forma de vida de caçadores-coletores do sudoeste da Ásia. Leia o artigo completo a seguir e saiba como se deu essa mudança!

Choque de cometa pode ter mudado a civilização humana

Colisão ocorrida há cerca de 13 mil anos teria alterado o modo de vida de caçadores-coletores do sudoeste da Ásia

Cometa ruma para a Terra: um desses incidentes, há 13 mil anos, teria levado comunidades humanas a investir na agricultura e a agrupar-se em núcleos urbanos. Crédito: Nasa/Don Davis

Um aglomerado de fragmentos de cometa que se acredita ter atingido a Terra há quase 13 mil anos pode ter moldado as origens da civilização humana, sugere um estudo da Universidade de Edimburgo (Reino Unido). Possivelmente o impacto cósmico mais devastador desde a extinção dos dinossauros, ele parece coincidir com grandes mudanças na forma como as sociedades humanas se organizaram, afirmam os pesquisadores. Seu estudo foi publicado na revista Earth-Science Reviews.

A análise apoia as afirmações de que um impacto ocorreu antes do início do período Neolítico no chamado Crescente Fértil do sudoeste da Ásia. Durante esse tempo, os humanos na região –que abrange partes de países modernos como Egito, Iraque e Líbano – mudaram de estilos de vida de caçadores-coletores para outros centrados na agricultura e na criação de assentamentos permanentes.

Acredita-se que a colisão – conhecida como impacto Younger Dryas (Dryas Recente) – também exterminou muitas espécies de animais grandes e marcou o início de uma mini era do gelo que durou mais de mil anos.

Sítio arqueológico no Arizona (EUA), com uma camada preta distinta, indicando mudanças ambientais substanciais começando por volta de 10800 a.C., com detritos de impacto em sua base. Crédito: Comet Research Group

Evidências revisadas

Desde que foi proposta, em 2007, a teoria sobre o choque catastrófico tem sido objeto de acalorados debates e muitas pesquisas. Agora, cientistas da Universidade de Edimburgo revisaram as evidências que avaliam a probabilidade de um impacto ter ocorrido e como o evento pode ter se desenrolado.

A equipe diz que um grande corpo de evidências apoia a teoria de que um cometa atingiu a Terra cerca de 13 mil anos atrás. Os pesquisadores analisaram dados geológicos de quatro continentes, particularmente da América do Norte e da Groenlândia, onde os maiores fragmentos teriam caído.

Sua análise destaca níveis excessivos de platina, sinais de materiais derretidos em temperaturas extremamente altas e a detecção de nanodiamantes que existem dentro dos cometas e se formam durante explosões de alta energia. Todas essas evidências apoiam fortemente a teoria do impacto, dizem os pesquisadores.

A equipe diz que mais pesquisas são necessárias para lançar mais luz sobre como isso pode ter afetado o clima global e mudanças associadas nas populações humanas ou extinções de animais.

O dr. Martin Sweatman, da Escola de Engenharia da Universidade de Edimburgo, que liderou o estudo, disse: “Essa grande catástrofe cósmica parece ter sido homenageada nos gigantescos pilares de pedra de Göbekli Tepe, possivelmente o ‘primeiro templo do mundo’, que está ligado à origem da civilização no Crescente Fértil do sudoeste da Ásia. A civilização, portanto, começou com um estrondo?”

Fonte: Revista Planeta

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ARTIGOS: NOSSAS CRENÇAS LIMITANTES PODEM E DEVEM SER QUESTIONADAS

Exemplos de Crenças Limitantes - Portal

Hoje quero falar de uma coisa que, na minha mente, é muito clara, lógica e óbvia. A caminhada da humanidade ao longo de sua história é evolutiva. No que tange ao intelecto qualquer um consegue enxergar do estado que o homem saiu da pré-história e tudo que conquistou em termos tecnológicos. Mas, quando nos voltamos para o aspecto espiritual e emocional, verificamos o quão está defasada essa evolução. O quanto ainda somos altamente dependentes das antigas crenças limitantes que carregamos geração após geração, entranhadas no inconsciente coletivo. Essas crenças limitantes em grande parte tem a ver com religião, dogmas e moral, que vem da antiguidade, do Antigo Testamento Bíblico. Uma moral que não se sustenta nos dias atuais e precisa ser substituída.

– Você deve estar se perguntando, então em que devo acreditar?

Eu te respondo: primeiro você precisa adquirir conhecimento. O conhecimento mais amplo possível. Por exemplo, conhecer as outras religiões que você não conhece. Tem gente que só de pensar em ler ou estudar sobre outras religiões pode ser castigado(a) e assim se mantem ignorante, com uma visão limitada sobre tudo e assim é facilmente manipulado(a) pelo primeiro aproveitador que cruzar o seu caminho. Quando Jesus disse: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, ele quis dizer exatamente que se você não conhece o que há do outro lado da montanha você jamais será livre para escolher onde morar. Jamais saberá se do outro lado a vista é mais bonita e morrerá com a eterna dúvida. Quando Deus nos deu o livre arbítrio e nos diferenciou de todos os demais seres vivos da face da terra, ele nos deu a “liberdade” de escolher qual o caminho a seguir.

O nosso aprendizado é saber conciliar essa liberdade de escolher com a melhor escolha e a melhor escolha passa pela total obediência às Leis Universais. Não estou falando de “Tábuas das Leis” ou “10 mandamentos”. Isso não tem nada a ver com religião, mas com Leis Cósmicas Universais que comandam o universo, cujas principais delas são a “Lei da Atração” e a “Lei de Causa e Efeito”. A partir do momento que o homem entende algo tão simples, ele dá um salto quântico, alinha o espiritual com o intelectual e o mental e muda de plano espiritual.

Convido você a refletir sobre estas palavras, fazer o seu juízo de valor e expandir sua consciência!

Paz e Luz!

Namastê!

Wagner Braga

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BOAS NOTÍCIAS: TIO E SOBRINHO SALVOS PELO AMOR

Uma história super comovente e de superação é o destaque desta quarta-feira na coluna BOAS NOTÍCIAS. A história de um homem alcoólatra que conseguiu largar o vício para cuidar do sobrinho órfão de mãe e abandonado pelo pai que não o assumiu por ser deficiente física e mental. Essa história daria um filme de sucesso na telona. Leia o artigo completo a seguir, assista ao vídeo, se emocione e conheça essa linda história de amor que salvou a vida dos dois! Se você se sensibilizar, assim como eu, ajude essa dupla guerreira!

Tio larga vício para cuidar do sobrinho órfão com deficiência: eles se salvaram

O poder do amor é transformador. Seu Edvaldo e o Thalysson são mais do que tio e sobrinho órfão. Viraram pai e filho. E depois disso, um salvou a vida do outro.

Quando Thalysson nasceu, há 22 anos, a mãe dele morreu no parto e o pai não quis assumir o bebê que tinha deficiência.

Seu Edvaldo dos Santos na época era alcoólatra, mas se comprometeu a cuidar da criança. Ele nem imaginou que começava ali uma ligação tão forte que mudaria a vida dos dois para sempre.

O tio conseguiu largar o vício e abriu mão de tudo, até do emprego, para cuidar do menino e cumprir essa linda missão de amor.

“Deixe de trabalhar para cuidar dele. Eu trabalhava numa empresa de sorvetes em São Luiz [Maranhão]. A minha vida agora parou, só [vivo] em função dele”, contou Edvaldo.

Desenganado pelos médicos

Seu Edvaldo lembra que o menino foi desenganado pelos médicos quando nasceu.

“O médico disse que ele não tinha muito tempo de vida, não”.

Mas o coração de pai já brotava no peito do seu Edivaldo. Ele não quis acreditar no prognóstico, tirou o sobrinho do hospital e começou a cuidar dele em casa.

Hoje, Thalysson está para fazer 22 anos e o amor que um tem pelo outro você pode ver no vídeo abaixo.

Eles são de São Luiz e agradecem se você puder mandar alguma ajuda.

Pegue o lencinho e assista ao vídeo:

Conta do seu Edvaldo para quem puder ajudar - Foto: reprodução / Instagram
Conta do seu Edvaldo para quem puder ajudar – Foto: reprodução / Instagram

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Fonte: Só Notícia Boa

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CRÔNICAS: E FOI ASSIM…POR ANA MADALENA

Na crônica desta quarta-feira, aqui na coluna CRÔNICAS, Ana Madalena, mais uma vez, aguçou a sua imaginação e, como sempre escreveu uma história que vai prender a sua atenção do começo ao fim, pois foi assim comigo. Não consegui parar de ler, olhos grudados na tela do computador até o fim. Então lhe convido a ler e se entreter sem querer!

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E foi assim…

Ela mergulhou seu olhar aos pouquinhos;  tinha necessidade de captar cada milímetro daquela foto, tirada em plena fila da vacina. Se reconheceram pelos olhos; os dela, cor de mel com alguns risquinhos quase amarelos; os dele, um oceano azul. É incrível como o olhar é algo que não esquecemos, pensou. Por sorte ele tomou a iniciativa de falar; ela era insegura e tinha medo que ele não lembrasse dela, afinal estavam com máscaras e já faziam mais de vinte anos desde que se viram naquela loja…

A torneira já estava pingando há dias; qualquer um que passasse meia hora ali se sentiria incomodado, mas ela não parecia perceber absolutamente nada ao seu redor. Estava  triste com os rumos da sua vida… Uma noite finalmente escutou, não só o pinga-pinga, mas também seu coração. Precisava urgente sair daquele estado de letargia. Pegou um bloquinho de notas e escreveu uma lista de coisas para fazer no dia seguinte; a primeira seria comprar uma torneira nova.

Nunca imaginou que existissem tantos modelos! Ficou parada em frente ao mostruário, totalmente indecisa, enquanto que o cliente ao lado parecia ter feito curso de torneiras. Foi até muito gentil em tirar algumas dúvidas, uma vez que o vendedor sumira. Detestava essas lojas self service, comentou. Ele, rindo, disse que para quem não era familiarizado, era realmente difícil. Foi nesse exato momento que seus olhos se encontraram pela primeira vez. Não sabia se tinha sido impressão, mas sentiu que ele teve algum interesse por ela. Será que ele olha assim para todo mundo? Imediatamente levou sua mão ao colar, procurando sua medalhinha de N. Sra. Aparecida, gesto que repetia sempre que ficava tímida ou nervosa. Ela não soube identificar qual dos dois sentimentos. Talvez ambos.

-Tem alguma pessoa para instalar a torneira?
-Não, respondeu desanimada. Você indica alguém?
-Eu mesmo posso fazer isso para você. Tenho algum tempo disponível depois daqui. Só preciso passar na obra para deixar algumas coisas.
–  Eu não tenho coragem de pedir isso, principalmente a alguém que não conheço.
– Isso não é mais problema. Prazer, Arthur.

E ali, contra todos os seus princípios, Isabella escreveu seu endereço na caixa de uma torneira de jardim que ele estava comprando. Combinaram que ela seguiria na frente; Arthur ainda tinha uma lista de compras para finalizar. Enquanto estava no caixa, ficou pensando se torcia para ele ir, ou não. Por via das dúvidas, assim que chegou em casa organizou algumas coisas que estavam pelos cantos. Resolveu fazer um café, afinal teria que servir alguma coisa. Fez também um suco, caso ele não gostasse de café. Ainda bem que tinha um bolo feito na véspera.  Colocou um cd, abriu as janelas, escolheu uma toalha de mesa, separou umas xícaras. Olhou em volta e riu sozinha! Que loucura! Fazer tudo aquilo por uma pessoa que só sabia o primeiro nome…

As horas foram passando e ela começou a se sentir boba. Claro que ele não viria! Seu ânimo foi baixando de nível com o passar do dia. Ao anoitecer teve uma crise de choro, mas não um choro de tristeza, mas de dados de realidade. Constatou que tinha organizado a casa para agradar um estranho enquanto que negligenciara a si própria. Deu um suspiro profundo e, finalmente entendeu que se havia uma pessoa importante naquela casa, com certeza era ela!

Há dias estava ansiosa para tomar a vacina. Praticamente todos seus amigos já estavam vacinados, até seu ex marido, que se gabava de ter porte atlético, mas que de repente virou hipertenso. Não estava julgando, mas achou esquisito. Chegou bem cedo ao posto de vacinação, antes do horário de abertura. Ficou um tempo no carro ouvindo música, até que outras pessoas foram chegando e resolveu interagir, mesmo a distância. Todos estavam, no mínimo, eufóricos. De repente Isabella ouviu um rapaz chamando por Arthur. Ela, de canto de olho, conferiu se era o mesmo que tinha conhecido.
Os olhos azuis e o cabelo, agora um pouco grisalhos não deixavam dúvidas. Era ele, com certeza. Segurou sua medalhinha, nervosa. Será que deveria se dirigir à ele? Enquanto pensava, ouviu ele pronunciando seu nome.

-Isabella?
– Sim… Me desculpe, mas não estou reconhecendo; essas máscaras não ajudam, não é mesmo?
– Com certeza você não lembra de mim, mas nunca lhe esqueci. Nos conhecemos comprando torneiras há muitos anos. Você até escreveu seu endereço numa caixa, mas quando cheguei na obra percebi que nenhuma delas era a que você havia escrito. Ainda voltei para a loja, mas o vendedor … Enfim, são muitos detalhes, mas quero que saiba que fiz de tudo para lhe encontrar.
– Como me reconheceu?
– Você não mudou muito. E seus olhos são muito marcantes, mas ainda bem que continua usando o mesmo colar, com essa medalhinha. Não tive dúvidas. O que vai fazer depois da vacina? Podemos tomar um café…
– Sim, podemos. Eu moro perto daqui.
– Dessa vez eu vou seguindo seu carro.

Cada um fotografou o outro na hora da vacina e depois fizeram uma foto juntos. No caminho para casa, Isabella sentiu o coração aos pulos. Conferiu pelo retrovisor se Arthur estava lhe seguindo. Estava. No sinal, olhou novamente a foto. Feliz,  notou que seus olhos sorriam.

Ana Madalena
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