CRÔNICAS: SOBRE NASCIMENTO, INFÂNCIA E OUTRAS COISINHAS…POR ANA MADALENA

Nesta quarta-feira, aqui na coluna CRÔNICAS temos uma história verídica travestida de conto que a imaginativa Ana Madalena com muita inspiração criou, tirando do fundo do baú da sua rica e feliz experiência de vida. Foi buscar na sua infância lembranças imemoriais, lúdicas de relacionamentos com pais, irmãos e coleguinhas da escola. Então convido você a ler essa crônica atraente que mistura ficção com realidade! 

Sobre nascimento, infância e outras coisinhas…


Dizem que muito do que somos é explicado pela posição dos astros na hora do nosso nascimento. Eu discordo; acho que depende muito mais da hora da concepção, que, no meu caso, quase não aconteceu. Explico: sou fruto de uma camisinha furada; posso encher o peito e dizer que, na corrida de obstáculos, cheguei em primeiro lugar ao pódio. Isso não é para qualquer um. Até hoje tenho na memória aquele milésimo de segundo quando rompi a borracha de látex e nadei rumo ao útero. Na hora pensei: -Enfim só! Livrei-me daquela aglomeração! Nada como reinar absoluta durante nove meses, vivendo de sombra e água fresca.

Era madrugada chuvosa. Dentro e fora da barriga da minha mãe. Escutei sua voz abafada e, pelos movimentos estranhos, percebi que algo não ia bem. Senti um empurrão.
-Como assim, estou sendo expulsa do meu úterozinho? Ainda falta um mês para terminar o contrato!
Por mais que eu não quisesse fazer a mudança, não teve jeito e cheguei ao mundo, antes do tempo. Eu, que já estava toda trabalhada para nascer leonina, do nada, me transformei num caranguejo. Os astros devem ter se enganado, tamanha a confusão que causaram. Minha mãe, coitada, que engravidara quando meu irmão estava com cinco meses, ainda teve que correr contra o tempo para organizar minha chegada inesperada. Diferentemente dele, que era péssimo para comer, já nasci faminta e com o dedo atolado na boca. Não foi de estranhar, quando, aos onze anos, tive que fazer uso de aparelhos dentários, de tão dentuça que era. À época não era comum, mas minha mãe sempre atenta, correu para resolver esse probleminha. Claro que rapidinho virei motivo de chacota e fui chamada de “boca de ferro”, um dos apelidos carinhosos que recebi na vida.

Apesar desse meu nascimento micareta, não fui uma bebê frágil. Muito pelo contrário. Me sentia poderosa, tanto por ter vencido a corrida e, mais ainda por ser a princesinha do lar. A verdade, confesso, é que eu queria mesmo ser filha única, mas na impossibilidade, curti ser única filha. Só fiquei desconfiada mesmo quando vi a barriga da minha mãe crescer…. Aí tem coisa, pensei!. E não deu outra! Nunca esqueci da noite que me colocaram na cama e disseram que eu ia ganhar um irmãozinho.
 – Você prefere chamá-lo Gustavo ou Alexandre?
Quem se importa, pensei! Mas avaliei bem e percebi que estaria no lucro. Ainda reinaria como a menininha da casa…

Eu só não contava com o fator surpresa! Ver minha mãe chegar em casa com um bebê de laço rosa no cabelo estava fora dos meus planos. Corri para o meu quarto e chorei. Chorei mais ainda quando disseram que escolheram um nome para ficar rimando com o meu. Naquela época era comum nomes compostos, então éramos Ana Madalena e Suzana Helena. Eu nunca tive direito ao diminutivo; não faço ideia por que nunca fui Aninha, enquanto minha irmã já veio ao mundo como Suzie.

Percebi uma remodelação de móveis na casa. Meu bercinho passou para o quarto dos meus pais e eu ganhei uma cama, de onde eu caía praticamente todas as noites, algumas de propósito. Cansaram de me encontrar dormindo no chão. Eu, que lutava para dividir atenção com meu irmão, de repente me vi tendo que fazer contorcionismo para ser notada. A caçulinha era o xodó da família; o mais velho, primogênito, era o orgulho. Eu era apenas a filha do meio.

Daí em diante minha vida só piorou, fiquei rebelde mas, por sorte,  já estava em tempo de ir para a escola. Reza a lenda que nos bancos escolares eu era um doce de candura,  participava de todas as atividades recreativas, e por isso mesmo, fui até escolhida para ser a noiva da quadrilha da minha turma, posição almejada por todas as meninas. Eu fiquei empolgadissima, mas, apesar da minha alegria, pude constatar que era alvo de inveja, de uma inveja que tinha requintes de crueldade.

E aconteceu o que temia. No recreio, quando estávamos no parquinho, fui desafiada a subir no escorrego. Todos sabiam que eu tinha medo de altura.  E lá em cima eu congelei; hoje sei que foi um ataque de pânico. A menina que estava atrás de mim deu um empurrão e, como eu ainda estava em pé,  me desequilibrei e cai de cara no chão. Ouvi muitas risadas. Lembro até  que estava vestindo um shortinho azul e uma blusa imaculadamente branca, que nessa hora, virou uma mistura de barro e sangue. O meu dente da frente, que ainda teria alguns anos na minha boca, caiu com o impacto. Ninguém da minha turma tinha perdido dente de leite até então.  Desde esse dia  passei a ser identificada como” a banguela do preliminar”.

Comecei a me ausentar do recreio. Algumas amiguinhas foram solidárias e por vezes permaneceram na sala comigo. Ir para o colégio tinha se tornado um fardo e, da menina falante, não restara nada. Virei introspectiva, passei a ler revistinhas, hábito que me dava prazer e que, no futuro próximo me impulsionaria para ser uma leitora voraz. O mundo dos livros era uma realidade à parte e que me preenchia totalmente. Só para constar,  rapidinho voltei a ser tagarela, foi só uma fase.

Muito se passou desde então. Adoro  relembrar algumas dessas histórias, mas não com saudosismo melancólico, até porque o passado deve ser um lugar de referência e não de residência. A minha menina “do meio” sobreviveu ilesa a infância e adolescência e, adulta, está tirando de letra esse mundo de fakes, filtros e outras coisinhas mais…

Ana Madalena
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AUTOCONHECIMENTO: O FILME MATRIX É FICÇÃO OU REALIDADE? CONHEÇA O PERFIL FILOSÓFICO

O Icônico filme Matrix já tem mais de 20 anos, mas continua mais atual do que nunca, pois a sua mensagem ainda não alcançou nem 20% da humanidade. Quando falo que não alcançou não estou falando que nem 20% da humanidade assistiu o filme. Me refiro a mensagem de conscientização que o filme deixou, que é puro autoconhecimento. Tem a ver com o despertar da consciência humana e olha que a ideia da Matrix é muito velha. Remonta aos idos de Platão e ao mito da caverna, mas infelizmente a humanidade amadurece porcamente a duras penas. É necessário que você leia o artigo completo a seguir para fazer uma reflexão sobre o que estou dizendo e tirar suas conclusões!

Matrix: apenas um filme ou uma mensagem sobre a realidade?

Protagonistas do filme de óculos escuros e roupas pretas
Warner Bross / Divulgação

Lançado no já longínquo ano de 1999, “Matrix”, protagonizado por Keanu Reeves e dirigido e roteirizado pelas famosas irmãs Wachowski, é um filme que fez muito sucesso, a ponto de ter arrecadado mais de 450 milhões de dólares em bilheteria mundialmente. Três anos depois, a película ganhou uma sequência, “Matrix — Reloaded”, que arrecadou mais de 740 milhões de dólares, e a trilogia foi fechada com “The Matrix Revolutions”, em 2003, que fez quase 430 milhões de dólares em bilheteria.

De maneira geral, a história acompanha o programador Thomas Anderson (Keanu Reeves), que usa o codinome Neo nas atividades de hacking que faz. Ele é atormentado por sonhos nos quais se vê conectado por cabos contra a sua vontade, num ambiente futurista digital e computadorizado. Conforme o tempo passa, ele começa a se questionar a respeito da realidade. Conforme encontra com Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), ele começa a entender que é vítima da Matrix, um sistema artificial que aprisiona a mente das pessoas, criando a ilusão de que elas vivem em um mundo real, mas na verdade vivem apenas uma ilusão de realidade.

Apesar da trama de ficção científica, “Matrix” é apenas um filme de entretenimento ou tem conceitos filosóficos, pode nos fazer refletir e aprender alguma coisa a respeito das ideias apresentadas? Entenda neste artigo o que podemos aprender com o longa “Matrix” e como podemos sair da Matrix.

O que é Matrix na filosofia?

Segundo Morpheus, personagem do filme “Matrix”, a “Matrix está em toda parte […], é o mundo que você acredita ser real para que não perceba a verdade. […] Que você é um escravo. Como todo mundo, você nasceu num cativeiro. Nasceu numa prisão que não pode ver, cheirar ou tocar. Uma prisão para a sua mente”.

De acordo com essa explicação apresentada pelo personagem, a Matrix é uma prisão psicológica, por assim dizer, é a condição em que nos colocamos quando aceitamos as regras e as convenções impostas socialmente, que nos padronizam e nos fazer adotar um comportamento socialmente aceito, tirando de nós a oportunidade de desenvolver uma identidade e uma personalidade próprias.

Apesar de ganhar novos contornos no filme, essa ideia é velha conhecida na filosofia e pode ser relacionada ao mito da caverna, de Platão. Escrito no livro “A República”, essa história desenvolvida por Platão descreve a existência de uma caverna habitada por pessoas que já nascem com suas mãos amarradas em uma parede e a única coisa que essas pessoas podem ver é um amontoado de sombras projetado na parede à frente.

Livro aberto
Suzy Hazelwood / Pexels

Essas sombras, segundo o mito, eram produzidas por uma fogueira situada na parte traseira da parede à qual os homens viviam presos, então homens livres passavam por ali, além de animais e outros objetos, mas os homens acorrentados não os viam, somente viam suas sombras e ouviam seus sonhos, então tudo o que conheciam era aquilo. Aquele era o mundo deles e eles estavam presos àquela realidade, sem conhecer a realidade, de fato.

Certo dia, um dos homens que vivia preso na caverna consegue se libertar e abandona aquele espaço. Inicialmente cegado pela luz solar, que nunca havia visto, aos poucos sua visão se acostuma com a claridade e ele começa a entender, pouco a pouco, que o mundo não é aquele apanhado de sombras e que as coisas existem de verdade: têm cheiro, cor, forma, existem outras pessoas, animais, objetos… E aí esse homem fica diante de uma decisão extremamente importante: viver a liberdade que conquistou e deixar o velho mundo que o aprisionava (e seus velhos companheiros) para trás ou voltar à caverna e tentar explicar por que todos deveriam sair dali, correndo o risco de ser chamado de louco.

O mito da Matrix, enfim, já foi extensamente abordado pela filosofia e nada mais é do que a descrição de que existe um mundo e uma realidade que conhecemos e à qual fomos moldados desde o nosso nascimento, mas que é possível abandonar essa prisão psicológica a partir de um caminho individual, do autoconhecimento e da desconstrução daquilo que é conhecido como realidade para se libertar e viver de maneira mais livre e única.

Qual a mensagem que o filme Matrix quer passar

Quando Neo, o personagem protagonista de “Matrix” pergunta a Morpheus como é possível deixar a Matrix para trás, abandonar esse modo de viver, Morpheus diz a ele que esse é um caminho individual e que abandonar a Matrix é uma decisão que cabe a cada pessoa. E talvez seja essa a principal mensagem do filme Matrix: deixar para trás os conceitos que o mundo tenta fazer com que assimilemos com verdade desde que nascemos é uma tarefa que cada um deve fazer por si mesmo.

Nada mais é, falando de maneira simples, uma descrição do processo de autoconhecimento: tentar entender aquilo que é bom ou verdadeiro para si mesmo, em vez de aceitar o que o mundo prega e impõe e, a partir disso, compreender o caminho da felicidade e do autoconhecimento, tentando sempre melhorar como ser humano e encontrar jeitos de viver de maneira mais agradável, mais positiva e menos preso àquilo que o sistema, a vida, o mundo e a sociedade esperam de nós.

Keanu Reeves como Thomas Anderson na capa de divulgação do Matrix 4
Warner Bros / Divulgação

Além disso, Morpheus reforça essa característica da jornada do autoconhecimento como algo individual ao dizer que a Matrix já foi tão assimilada pelas pessoas e parece uma situação tão confortável que elas até mesmo se recusam a aceitar que esse é um mundo ilusório e que alguns indivíduos estão tão habituados a essa realidade ilusória que até mesmo defenderão esse sistema, caso ele seja ameaçado.

Um exemplo relativamente simples: a maior parte de nós trabalha 8h por dia. Uma noite de descanso de qualidade exige 8h de sono. Considerando que as obrigações do dia a dia, como tomar banho, alimentar-se e se deslocar para o trabalho tomem de nós outras 4h ou 5h, resta, em nosso dia, 3h ou 4h para que, extremamente cansados e esgotados, façamos o que quisermos. Estamos presos nesse sistema em que temos somente 15% do tempo da nossa vida para fazermos o que quisermos, enquanto dedicamos quase 35% dele a enriquecer alguém que ganha dinheiro por causa de nossa mão de obra. Estamos presos nisso que parece a realidade, mas ter somente 15% da vida para fazer o que quiser parece mesmo uma boa realidade? Fica aí a reflexão.

A Matrix e o mundo atual

Além do exemplo citado acima, há muitas outras exigências e condições impostas pelo sistema e que fazem com que vivamos uma realidade que apenas parece ser realidade, mas que, na verdade, é um simulacro, uma condição à qual estamos presos e que seguimos vivendo não porque achamos certo, mas porque a sociedade pede isso de nós.

Outro bom exemplo atual de Matrix é o uso de redes sociais. Verifique o número de horas que você investe em usar as redes sociais, como Instagram, Facebook e Twitter, e pense: esse tempo todo usando redes sociais faz mesmo bem a você ou você está usando as redes somente porque todo mundo está usando e te parece um escape fácil e simples da realidade?

Celular ligado apresentando várias redes sociais
Magnus Mueller / Pexels

Mais um exemplo de Matrix: você, que se formou ou está se formando em uma faculdade, está realmente preparado ou se preparando para fazer algo que ama? Você realmente gosta muito do seu trabalho ou daquilo com o qual quer trabalhar ou apenas está se formando porque é isso o que o mundo atual exige de quem deseja ter condições financeiras melhores para viver uma vida mais confortável?

A quantas séries da Netflix você assistiu porque realmente te pareceram interessantes e a quantas você assistiu somente porque todo mundo estava assistindo e você não queria ficar de fora?

A Matrix impõe a nós tantos estímulos externos que acabamos incorporando esses estímulos como se fossem vontades nossas, coisas que realmente queremos, então nos esquecemos de entender qual é a NOSSA realidade, o que é real para nós e nos faz realmente felizes.

Como sair da Matrix?

Assim como Morpheus explica para Neo, não existe resposta exata para essa pergunta. Sim, a Matrix nos aprisiona a todos, mas a saída dela é um processo individual de autoconhecimento. Ninguém pode dizer a você como sair da Matrix, porque você é quem precisa se entender, se desconstruir e compreender qual vida você deseja realmente viver, para que, dessa forma, deixe para trás as convenções do sistema, do mundo e da Matrix.

Você é quem define a sua jornada de autoconhecimento, mas você pode começar esse caminho analisando o seu dia a dia, as suas atividades e as suas relações e, então, perguntar: o que eu faço porque realmente gosto e amo e o que eu faço porque é o que o mundo e as outras pessoas esperam de mim? A partir disso, filtrar torna-se uma possibilidade.

É claro que vivemos em um sistema capitalista, que exige que trabalhemos e tenhamos dinheiro para pagar nossas contas e sobreviver, então não entenda abandonar a Matrix como renunciar ao trabalho e viver uma vida alternativa no meio do mato — a não ser, é claro, que seja isso que você realmente deseja. Sair da Matrix não significa necessariamente abandonar o mundo e as obrigações do mundo real, mas fazer as pazes com elas e cuidar mais de si mesmo, aproveitando o seu tempo para fazer aquilo que você verdadeiramente ama fazer.

Mais do que um filme, “Matrix” apresenta conceitos e reflexões muito necessários para nós, mostrando que o cinema não é puro entretenimento, já que pode nos fazer repensar a vida e a maneira como vivemos a vida. E você, está consciente da Matrix e de como é possível sair dela?

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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DICA DE LIVRO: 21 LIÇÕES PARA O SÉCULO 21 DE YUVAL NOAH HARARI

texto

A DICA DE LIVRO desta quarta-feira, 21 lições para o século 21, é o último lançamento do Best Seller Yuval Noah Harari e explora as grandes questões do presente e o que podemos fazer para melhorá-lo.

Como podemos nos proteger de guerras nucleares, cataclismos ambientais e crises tecnológicas? O que fazer sobre a epidemia de fake news ou a ameaça do terrorismo? O que devemos ensinar aos nossos filhos?
Em Sapiens, Yuval Noah Harari mostrou de onde viemos; em Homo Deus, para onde vamos. 21 lições para o século 21 explora o presente e nos conduz por uma fascinante jornada pelos assuntos prementes da atualidade.
Seu novo livro trata sobre o desafio de manter o foco coletivo e individual em face a mudanças frequentes e desconcertantes. Seríamos ainda capazes de entender o mundo que criamos?

Esse é um livro que você não pode deixar de ler, pois esclarece como nenhum outro o rumo que a nossa complexa sociedade está tomando e desvenda o que a 4ªrevolução industrial pode nos proporcionar,

Fonte: Acervo próprio

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CRÔNICAS: A MADRINHA, POR ANA MADALENA

A nossa colaboradora e cronista Ana Madalena está fazendo muito sucesso, aqui na coluna CRÔNICAS com suas histórias originais e pitorescas, de leitura fácil e gostosa. Mas tenho a impressão que a crônica desta quarta-feira será imbatível, pois “A Madrinha” é uma história que prende o leitor até o fim, uma história criativa e fascinante. Então, lhe convido a fazer esta gostosa leitura.

Resultado de imagem para a madrinha que assume a educação do afilhado

” A nossa vida é um carnaval, a gente brinca escondendo a dor, e a fantasia do meu ideal, é você, meu amor…
Sopraram cinzas no meu coração, tocou o silêncio em todos os clarins, caiu a máscara da ilusão, dos pierrots e Arlequins”.
             Turbilhão, Moacir Franco

A madrinha

Tem sempre alguém no mundo tendo o melhor dia de sua vida. Essa frase pipocou na cabeça de Larissa; queria saber se todos teriam esse dia ou se essa alegria era reservada apenas para alguns. Dizia que não fazia sentido viver toda uma vida esperando por essa possibilidade. Pense numa pessoa complicada! A minha vontade era dizer algumas verdades, mas não gosto de passar na cara. É cruel.
Tudo começou há alguns anos. Estávamos no primeiro ano da faculdade e fomos fazer uma pesquisa, num bairro afastado. Sem muito senso de direção, nos perdemos e demos muitas voltas até que o motor do carro começou a fumaçar. Nossa reação imediata foi desligá-lo e sair correndo, imaginando que fosse explodir. Depois de uns minutos percebemos que a fumaça diminuía e finalmente paramos para olhar onde estávamos. A rua, enlameada, tinha poucas casas e as pessoas à porta não pareciam cordiais. Senti que éramos intrusas, mas por sorte vimos uma borracharia e seguimos em busca de ajuda.
O proprietário nos olhou com desprezo; com um palito no canto da boca, apontou a placa e depois os pneus ao redor. Ali não era oficina, respondeu grosseiramente. Nessa hora apareceu um rapaz muito bonito e disse que poderia nos ajudar. Percebi uma troca de olhares entre ele e o borracheiro, mas também entre ele e Lari.
O problema do carro tinha sido a falta de alguma coisa, que esquentara o motor. Aguardamos um pouco enquanto esfriava e pedimos orientação para sairmos dali, local que abrigava uma boca de fumo, como soubemos depois. Ele se ofereceu para deixar-nos no posto de gasolina da “principal”, e enquanto eu dizia que não precisava, Lari toda “derretida” agradecia pela ajuda. Ele sentou no banco do carona, o meu lugar, e eu intrigada, pensei: quem é esse sujeito folgado na fila do pão?
Era Firestônio! Cai na risada pensando ser um chiste. Não era. O pai, o borracheiro, achava esse nome bonito e forte! Que excêntrico, comentei. Para os íntimos era Tônio e pelo que entendi, Lari já era dessa turma. Finalmente chegamos ao posto, quando
vi que trocaram o número de celular.
O namoro deles foi instantâneo. Naquela mesma noite ele foi à casa de Larissa. Estava na cara que ele era um sedutor oportunista e a minha amiga, que sofria de carência crônica, caiu feito um patinho. A resistência da família em relação ao namoro foi enorme, mas ela bateu o pé e os pais resolveram não implicar. Assim como eu, aguardariam  o dia que caísse a ficha, coisa que aconteceu uns quatro meses depois, com a notícia da gravidez.
Larissa é dessas pessoas inconstantes; precisa de novidades e adora ir contra a maré. Durante seu namoro com o “nome de pneu” nos afastamos. Ele, assim que soube que ia ser pai, foi logo exigindo casa, comida e roupa lavada, além de uma mesada. A coisa toda foi tão absurda que até Larissa percebeu a situação e terminou o namoro. Aí foi outra confusão, com ele ameaçando tomar o filho e mais uma série de coisas. Muito antes do bebê nascer foi preso por venda de drogas.
Pedrinho nasceu numa quarta feira de cinzas, com pouco mais de sete meses. O parto, prematuro, foi uma loucura. Estávamos caminhando na orla da praia quando a bolsa estourou. Nossa sorte foi ter uma ambulância por perto que nos levou para a maternidade mais próxima. Lari chorou todo o percurso num misto de medo e sabendo que a partir daquele momento sua vida mudaria por completo. Desde esse dia, nunca mais colocou seu “bloco na rua”. E como é amarga, ficou feliz por esse ano não ter carnaval. Ainda bem que essa não é uma história triste, pelo menos para Pedrinho, que é uma criança pra cima, feliz e tem um amor de madrinha, que faz jus ao “cargo”.  Eu, claro!
Ana Madalena
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CRÔNICAS: ENTRE NÓS, POR ANA MADALENA

O texto de hoje, aqui na coluna CRÔNICAS mostra todo o talento e versatilidade da escritora Ana Madalena num conto que mistura história real com ficção. Uma história como muitas que já assistimos, um dia, nas novelas televisivas, mas que também já aconteceu bem parecido na vida real e no final ficamos sem saber ou ter certeza se a história foi real ou apenas fruto da fértil imaginação dessa incrível autora. Então, convido você a experimentar essa aventura e tentar decifrar nas entrelinhas deste conto até que ponto é real!

” E quando o dia não passar de um retrato, colorindo de saudade o meu quarto
Só aí vou ter certeza de fato que eu fui feliz
O que vai ficar na fotografia,
São os laços invisíveis que havia”.
                  Fotografia, Leoni 

Entre nós

O ódio também é vínculo. Li essa frase em  algum lugar e me fez lembrar uma cerimônia de casamento. Antes que você imagine coisas, adianto que não tem nada a ver diretamente com os noivos, nem tão pouco comigo. Deixo aqui apenas a reflexão que muitas vezes transformamos laços em nós, criando prisões que poderiam ser evitadas.
Eram dois irmãos unidos também por uma empresa familiar. O comércio, iniciado pelo pai, obteve muito êxito na administração dos filhos. Um, pragmático e bastante tímido, outro sonhador e falante. O primeiro cuidava da parte administrativa e o segundo cuidava  das vendas. Eles eram inseparáveis e tocaram os negócios por muitos anos.
O tímido casou bem jovem com a namorada de adolescência. O falante levou a sério a vida de solteiro e de tio dos três sobrinhos, uma menina e dois meninos. Adorava as crianças e sempre as levava para passear. Difícil era não vê-lo com algum deles. A sobrinha mais velha era o seu xodó; uma menina alegre e carismática!
O casamento acabou depois de 16 anos;  havia um zum zum zum na cidade que a esposa o traía há tempos. Os filhos, já em idade de escolher, optaram por ficar com o pai, pois apesar de ser muito introvertido, sempre foi pai presente, daqueles que coloca as crianças para dormir, leva para escola e está em todos os momentos importantes. A ex-esposa era, digamos assim, uma mulher fútil que vivia para ela mesma. Só o marido não enxergava.
A noite de micareta estava animada. O tio, que era um carnavalesco nato, se esbaldou. Gostava de sair em blocos com os amigos, mas não era de beber. Era animado por natureza. Estranhamente naquele dia, parecia ter tomado todas; os amigos desconfiaram que tivessem posto um ” boa noite cinderela” no seu copo. Por sorte quem estava no mesmo camarote era sua ex- cunhada, que cuidou de levá-lo pra casa.
No outro dia pipocou nas redes sociais várias fotos íntimas deles dois, que ela mesma postou. Foi um escândalo! Mas, na verdade, tudo que a foto mostrava era um homem “apagado”, com uma mulher sensualizando. Todos diziam que ela tinha feito isso para se vingar; a partilha de bens não saíra ao seu gosto, mas até provar que “babado não era bico”… Foi rompida a sociedade na empresa e os laços familiares.
Julia estava linda no dia do seu casamento.
Os padrinhos já estavam perfilados quando ela viu seu tio chegando. Ficou feliz, afinal era um segundo pai e ela sempre o apoiou no episódio das fotos, tanto que nem convidou sua mãe, que sumira do mapa havia muito tempo, mas essa é outra longa história que não cabe aqui.
O fotógrafo, que estava fazendo fotos da chegada da noiva, percebeu a mudança de ares e presenciou uma discussão entre pai e filha. Percebendo a tristeza no olhar de Julia, criou coragem para conversar com o pai, que transpirava exaltado. Calmamente, entregou-lhe um copo de água e um lencinho de papel, avisando que já estava na hora deles entrarem. Depois, usando de psicologia, disse-lhe que esperava um dia ter a mesma alegria que ele estava tendo em casar uma filha e que daria o melhor de si para que todo amor entre eles transparecesse nas fotos. Essas palavras surtiram um efeito mágico.
O pai de Julia apontou para o irmão e pediu ao fotógrafo que o chamasse.  Na porta da igreja os irmãos tiveram uma longa conversa. E eu… Bem, estava em casa quando meu pai ligou pedindo que levasse a caixinha de remédios da minha mãe, que esquecera em cima do mesa. Sim, meus pais foram convidados desse casamento pelos avós de Julia. Enquanto eu aguardava a cerimonialista vir pegar a caixinha,  assisti o choro e o abraço dos irmãos. Os nós foram finalmente desatados.
Ana Madalena
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DICA DE LIVRO: O DESPERTAR, UMA JORNADA NO CAMINHO DO AUTOENCONTRO DE SCOTT MILLER

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é uma obra de autoria de um conterrâneo chamado Sergio Motta, sob o codinome Scott Miller, intitulado O DESPERTAR, uma jornada no caminho do autoencontro. Uma excelente obra de ficção na linha do AUTOCONHECIMENTO, sobre o personagem Scott Miller que após colher sucessivas frustrações em sua vida conheceu Jade, que lhe alertou para a importância de olhar para dentro, a fim de se libertar das dores do passado e das crenças limitantes que o fez priorizar o trabalho e o intelecto em detrimento do seu desenvolvimento pessoal. À medida que dirigiu o olhar para seu interior , revendo suas histórias e comportamentos, vários questionamentos surgiram e o fizeram refletir para ressignificar suas experiências , em especial, àquelas relacionadas com seus desapontamentos. Um livro instigante que você não pode deixar de ler.

Fonte: Acervo próprio

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DICA DE LIVRO: A METAMORFOSE DE FRANZ KAFKA

Na nossa primeira edição de 2021 da coluna DICA DE LIVRO temos uma das mais importantes novelas da história da literatura mundial, A Metamorfose. A metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. Sem a menor cerimônia, o texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante – o famoso Gregor Samsa – transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana – tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universa.

Fonte: Acervo particular

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OPINIÃO: MAIS UMA FICÇÃO DA LEI PENAL BRASILEIRA “CUMPRIR PENA EM CASA”

OPINIÃO: MAIS UMA FICÇÃO DA LEI PENAL BRASILEIRA  “CUMPRIR PENA EM CASA”
Viviane Vieira do Amaral Arronenzi

A juíza Viviane e o menino João Hélio: “Cumprir pena em casa” é mais uma ficção da lei penal brasileira

Fotomontagem reproduçãoFotomontagem reprodução

Na véspera do Natal deste já tão difícil ano de 2020, um crime hediondo chocou o Brasil: no Rio de Janeiro, a juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi foi brutalmente assassinada a facadas pelo ex-marido, diante das três filhas do casal: gêmeas de 7 anos de idade e a mais velha com 9 anos.

O crime bárbaro, como não poderia deixar de ser, gerou justa indignação. Gerou também alguns comentários absolutamente equivocados sobre nossa legislação penal, e demonstrou pela enésima vez a hipocrisia de parte de nossas “classes falantes”.

Uma profissional da Justiça criminal (de outro estado) disse que a legislação brasileira é muito branda “com os crimes praticados contra as mulheres”.

“Contra as mulheres”? Vejamos.

Em 2007, o menino João Hélio, de apenas 6 anos de idade, morreu após ser arrastado pelo asfalto das ruas da Zona Norte do Rio de Janeiro, preso pelo cinto de segurança ao automóvel de sua mãe, que havia acabado de ser roubado por 5 elementos que acharam que não valia a pena parar o carro para salvar a vida do menino.

Os assaltantes arrastaram João Hélio por 7 quilômetros pelas ruas de Oswaldo Cruz, Madureira, Campinho e Cascadura, em alta velocidade; o menino ia batendo no asfalto, e assim perdeu alguns dedos e parte da cabeça; o crânio ficou esfacelado (pedaços de massa encefálica foram encontrados na rua Cerqueira Dalto, na região) e o corpo, irreconhecível.

Presos dias depois, os latrocidas foram condenados a penas de cerca de 40 anos de prisão – com exceção de um deles que, por ter 17 anos de idade, não podia ser processado criminalmente (muito novo para entender o que fez com João Hélio, diz a ficção estabelecida pela legislação brasileira).

Mas as penas de 40 anos também não passavam de ficção. Em agosto de 2019, um dos homens condenados pela morte de João Hélio, Carlos Roberto da Silva, conhecido como ”Carlinhos Sem Pescoço”, deixou o Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, na Zona Oeste do Rio, pois ganhou o direito de cumprir a pena EM CASA.

“Cumprir pena em casa” é mais uma ficção da lei penal brasileira.

Cerca de 12 anos após o crime, todos os assassinos de João Hélio já estavam de volta às ruas, graças a uma legislação que, como se vê, não é “muito branda com crimes contra mulheres” – é absurdamente frouxa com crimes contra mulheres, com crimes contra meninos de 7 anos de idade, com crimes contra juízes, com crimes contra empregadas domésticas mortas por causa de um celular, etc. etc.

Lembram do caso Suzane Von Richtoffen, a jovem de família rica que em 2002 matou os próprios pais, auxiliada pelo namorado e pelo irmão do namorado? Os três assassinos foram condenados a 39 anos de prisão – pura ficção; nossa benevolente legislação permitiu que os irmãos Cravinhos pudessem voltar a circular pelas ruas de São Paulo já em 2013. Suzane teve que aguardar mais um pouco (até 2014…).

A mesma história se repete no caso Nardoni (a menina morta ao ser arremessada da janela pelo pai e pela madrasta) e em tantos e tantos outros casos: latrocidas, assassinos, assaltantes, traficantes e outros criminosos voltam às ruas após cumprirem menos (na maioria das vezes, muito menos) da metade das penas a que foram condenados.

Há alguns anos, um grupo de juízes, promotores e procuradores criou o Movimento de Combate à Impunidade, propondo leis mais severas e punições mais efetivas para criminosos de todo o tipo. Fizemos um seminário em 2017 – “Segurança Pública como Direito Fundamental” – com foco nos direitos DAS VÍTIMAS e seus familiares, e não nos direitos imaginários dos criminosos. Na época, os promotores de Justiça Diego Pessi e Leonardo Giardin de Souza (que participaram do seminário) haviam lançado o hoje clássico “Bandidolatria e Democídio”, mostrando a relação entre os assombrosos índices de criminalidade brasileiros e o tratamento cada vez mais leniente dos criminosos pela legislação e pela jurisprudência dos tribunais.

A militância “progressista” reagiu com ira. Chegaram a tentar reunir um grupo na frente do prédio onde ocorreu o seminário para protestar e vaiar os palestrantes. O grupo não tinha mais de 10 pessoas, comandadas por duas ou três advogadas ligadas ao PSOL – mas faziam barulho!

“Fascistas! Punitivistas! Reacionários! Prender não resolve!”, gritavam.

Curiosamente, esses mesmos setores que afirmam que punição não é solução e que “prender não resolve”, estão desde a véspera do Natal exigindo leis com punição mais dura para crimes contra as mulheres e uma pena de prisão exemplar para o assassino da juíza Viviane.

São os mesmos setores que se esforçam para barrar qualquer mudança na Lei de Execução Penal que permita que um latrocida condenado a 40 anos de prisão cumpra integralmente sua pena – ou pelo menos mais de dois terços dela.

Eles fingem não entender que criminosos não têm medo de notas de repúdio (como bem lembrou meu amigo Roberto Motta) – o que os criminosos temem é ter que passar o resto da vida na cadeia.

Mas os nossos “progressistas” vão continuar lutando para que isso não aconteça com latrocidas, homicidas e muito menos (valha-nos Deus!) com os traficantes, esses “pequenos comerciantes de drogas” que não representam qualquer risco para a população porque, como sabemos todos (principalmente os cariocas), “tráfico é um crime que não tem relação com violência” – daí porque uma das principais bandeiras dessa turma é a soltura de traficantes.

Muitos desses que aparentam sentir profunda indignação com o hediondo crime de que foi vítima a juíza Viviane são os mesmos que pediram ou aplaudiram a decisão ilegal do STF que, na prática, liberou a atividade do crime organizado em mais de 1.400 comunidades no estado do Rio de Janeiro ao proibir operações policiais nessas localidades usando como esdrúxulo pretexto a pandemia do coronavírus.

Como se vê, a indignação deles com criminosos é altamente seletiva; depende do caso se enquadrar ou não na agenda da militância “progressista-identitária”.

Nossa sincera solidariedade à família da juíza Viviane, bem como à família do menino João Hélio – cuja morte, infelizmente, não mereceu “nota de repúdio” dos “progressistas” – e de tantas e tantas vítimas esquecidas, não importando gênero, cor da pele, orientação sexual ou o que for.

O Brasil, em 2017, teve mais de 60 mil vítimas de homicídio e latrocínio – das quais cerca de 90% eram do sexo masculino. Por mais que a militância “progressista” tente negar a realidade, esse morticínio não tem como causa principal o machismo, ou a “cultura do patriarcado”.

Também não são a desigualdade de gênero, a cor da pele ou a preferência sexual que explicam os inacreditáveis mais de dois milhões de “assaltos” (roubos, em geral à mão armada) sofridos por brasileiros anualmente (um a cada 3 minutos, provavelmente um recorde mundial).

O que explica esses índices de criminalidade surreais é a IMPUNIDADE.

Eu desejaria do fundo do coração que o assassino da juíza Viviane passasse os próximos 40 anos na cadeia (e quando eu digo “cadeia” me refiro a cadeia de verdade, ou seja, prisão em regime FECHADO).

Infelizmente, porém, a militância dos bondosos “progressistas” contra o “punitivismo” não deixa que isso aconteça. Existe o risco de, quando o assassino de Viviane voltar às ruas no regime semiaberto (inclusive na saída temporária do Dia dos Pais), suas filhas mais novas sejam ainda adolescentes.

Desde o último dia 24 a turma do “Prender não resolve, companheiros!” está mordendo a língua, e pedindo punição exemplar para o criminoso.

Mas será por pouco tempo: no próximo confronto entre policiais e traficantes, eles voltam a torcer pelo lado que habitualmente apoiam.

Não se deixem enganar por essa hipocrisia.

Marcelo Rocha Monteiro. Procurador de Justiça no Estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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CIÊNCIAS: CIVILIZAÇÕES PERDIDAS, LENDA OU FICÇÃO?

Civilizações perdidas: importância e influência para a sociedade moderna

Cidade perdida embaixo d'água

Com certeza você já ouviu falar de civilizações perdidas, como Atlântida/Atlantis ou a menos conhecida Lemúria, ambas tidas como mitologias e teorias que não foram confirmadas até os dias atuais. Mas você sabia que teóricos e estudiosos da antropogenese (origem e desenvolvimento humano) afirmam que há milhões de anos existiram formas de vida nesses locais, conhecidas hoje como raças raízes? Acredita-se que uma humanidade planetária nasce, evolui e se desenvolve, evoluindo e involuindo em sete etapas planetárias chamadas de Sete Raças-Raízes ou Raças Planetárias. Foi indicado, inclusive, que duas dessas raças – terceira e quarta raças-raiz – foram, respectivamente, originadas em Lemúria e em Atlântida.

A maioria das pessoas acredita que as histórias sobre Atlântida não passam de teorias da conspiração ou de lendas criadas para aflorar a imaginação da população, porque não há registros que comprovem que o lugar realmente existiu, onde era localizado e como uma ilha-cidade inteira desapareceu, mas há hipóteses de que Atlântida tenha estado na região do Mar Mediterrâneo e de que sua destruição foi causada pela erupção de um vulcão gigantesco na Ilha de Thera, no Mar Egeu, ocorrida provavelmente no século XVI a.C. Nos dias de hoje, o que restou do vulcão e de sua cratera é um círculo de ilhas atualmente conhecido como Santorini, na Grécia. Na história que deu origem à lenda, contada pelo filósofo Platão, contudo, Atlântida estaria localizada além das Colunas de Hércules, no Oceano Atlântico.

Imagem de cidades embaixo d'água

Em 2012, na área conhecida mundialmente como Triângulo das Bermudas, um grupo de cientistas canadenses alega ter descoberto uma cidade perdida. A noroeste da costa de Cuba, a 700 metros de profundidade, um robô submarino tirou as fotografias das ruínas de edifícios, quatro pirâmides gigantes e um objeto parecido com uma esfinge. Especialistas acreditam que os edifícios pertencem ao período pré-clássico do Caribe e da história da América Central da mesma época; já pesquisadores independentes insistem de que as ruínas são de Atlântida. Arqueólogos dizem que as construções foram construídas em terra e depois submergiram por causa de uma catástrofe natural, todavia essa hipótese implica em admitir a existência de uma vasta porção de terra no meio do Atlântico numa época geológica recuada, ideia que reforça a crença na Atlântida de Platão.

Cidade perdida embaixo d'água

Já Lemúria, que estaria localizado no Oceano Índico, trata-se de um continente inteiro desaparecido. Os pensamentos que incitaram a possível existência de um continente misterioso surgiram na metade do século XIX, com Philip Lutley Sclater, zoologista e advogado britânico, e Ernst Haeckel, biólogo alemão, que foram os primeiros que a iniciar os estudos sobre isso, levantando questionamentos sobre as migrações de animais e humanos. De acordo com Ernst, havia uma espécie de “pedaço faltando” quando se pensava no trânsito de humanos que saíam da Ásia e chegavam à África, pois apenas uma porção continental de terra na região poderia explicar a capacidade dos humanoides de se locomoverem de um lugar tão distante de outro sem cruzar o oceano. Anteriormente, Lutley teve quase as mesmas dúvidas que Haeckel, mas pensando nos lêmures: foi observado que havia muitos mais desses animais em Madagascar do que na África ou na Índia, podendo-se concluir que eles teriam saído de um lugar e ido para os outros.

Monumentos de cidade perdida embaixo d'água

Até os tempos modernos, muito se especula acerca destas civilizações. Para espanto geral, em 2013, geologistas encontraram evidências de que poderia ter existido um continente na região onde a tal da Lemúria estaria. Foi localizado ao sul da Índia, mais precisamente nas ilhas Maurício, um zircão datado de 3 bilhões de anos atrás, época em que a ilha supostamente não existia, já que ela é datada de 2 milhões de anos e só surgiu graças à movimentação das placas tectônicas. Desta forma, os cientistas afirmaram a existência de uma porção enorme de terra ali há muito tempo, mas ela desapareceu para dentro do oceano há cerca de 84 milhões de anos. Atualmente, o continente perdido é chamado de de Mauritia, em homenagem às ilhas que agora estão ali. Contudo não se conseguiu comprovar a lenda dos lemurianos, seres hermafroditas fabulosos, com quatro braços, que seriam, de acordo com a crença popular, os ancestrais dos humanos que habitavam Lemúria.

Falando em reais cidades perdidas – e encontradas -, a cidade de Alexandria foi descoberta no Mar Mediterrâneo em 1998. Exploradores encontraram a antiga cidade egípcia de Alexandria debaixo d’água, praticamente inteira, mesmo após estar submersa por cerca de 1.600 anos. É possível que ela tenha afundado devido a vários desastres naturais, como a subida do nível do mar, além de terremotos. Lá os mergulhadores encontraram o palácio real de Cleópatra, com direito a pisos de mármore, colunas, fornos e bacias, blocos de calcário vestido, paredes e estátuas de divindades egípcias, além de uma esfinge de granito cinza-escuro; todos itens que deveriam fazer parte da imensa construção.

Muitas culturas falam de terras míticas, cidades submersas e reinos perdidos que desafiam a ciência a comprovar suas teorias e histórias, e essas civilizações misteriosas entram e saem do campo do interesse público, sendo popularizadas na TV, em livros, revistas e agora na internet. Tornou-se cada vez mais difícil haver quem nunca tenha ouvido falar destas regiões ou que sequer tenha se sentido curioso ou incentivado a pesquisar mais sobre o assunto para saber se novas descobertas ocorreram. Esses lugares, sejam reais ou não, demonstram uma coisa: a forma como a criatividade, a imaginação e a especulação são atiçadas com essas histórias estimula um louvável desenvolvimento crítico e questionador na população, o que não deixa de ser benéfico para as mentes acostumadas a receber informações prontas, sem interesse de procurar saber mais sobre algum assunto que pode nem ser verídico.

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
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CIÊNCIA E FICÇÃO: UM RELATO CIENTÍFICO PRECISO SOBRE AS CIVILIZAÇÕES MURIL E ANUNNAKI – 4ª PARTE

Na edição da coluna CIÊNCIAS desta terça-feira temos a oportunidade de conhecer a história de civilizações supostamente extraterrestres, como os Muril e os Anunnaki, que habitaram o nosso planeta há milhares de anos e são citados nos hieroglifos Sumérios. Nesta 4ª e última parte  vamos conhecer as trilhas dos tupiniquins pelos estados de São Paulo, Santa Catarina e mais ao Norte em Rondônia história das cidades perdidas na região amazônica que já foram e continuam sendo motivo de expedições.

Como capilares do Caminho de Peabiru existiam trilhas por todo o atual território brasileiro, como indicam registros arqueológicos em toda sua extensão. E uma destas trilhas é hoje conhecido como a trilha dos tupiniquins.

Este caminho passava pelas atuais cidades de São Paulo, Sorocaba e Botucatu no Estado de São Paulo e, pelas cidades de Tibagi, Ivaí, Alto Piquiri e Foz do Iguaçu no Estado do Paraná, chegando até em Assunção no Paraguai.

Ainda de acordo com relatos históricos o Caminho de Peabiru ao atravessar o rio Pinheiros no Estado de São Paulo, outros ramos dele chegavam à região da atual cidade de Cananeia e estendiam ao litoral dos atuais Estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Do litoral do atual município de São Vicente/SP ele passava pelos municípios de Cubatão e de São Paulo. E neste último atravessava locais hoje conhecidos como o Pátio do Colégio e Rua Direita, cruzava o Vale do Anhangabaú e continuava seguindo o traçado atual das Avenidas Consolação e Rebouças.

  

  
Ontem no Caminho de Peabiru transitaram tropeiros, bandeirantes, colonizadores espanhóis, desbravadores portugueses. Sobretudo, por ele passaram levas mais levas de índios tupis-guaranis, de gês, entre outros povos indígenas. Hoje este caminho após milhares de anos de uso, parte dele transformou-se em frenéticas e movimentadas vias cortando o Vale do Anhangabaú, Avenida da Consolação e Avenida Rebouças, na Cidade de São Paulo – Imagens da Internet

Com interesse especial voltado à região amazônica, relacionado aos acontecimentos ali já tidos muito e muito antes de surgir o Caminho de Peabiru, os pesquisadores de Dakila (ainda como antigo Projeto Portal), realizaram a primeira expedição àquela região, entre os meses de março e abril de 2004. Eles com o objetivo de elucidar a “pré-história brasileira”, procuraram evidencias de uma civilização avançada que ali já existiu.

Eles procuraram encontrar artefatos, vestígios em cavernas, em pinturas rupestres e em símbolos ainda desconhecidos pela arqueologia e que poderiam apenas ser encontrados naquela região deixadas por esta civilização, na forma de mensagens não só inteligentes, mas também elucidativas.

E algumas destas inscrições encontradas foram do alfabeto extraterrestre conhecido em toda a galáxia, símbolos de divindades e inscrições relacionadas às entradas intraterrenas, entre outras informações colhidas.

As informações avançadas contidas nestas inscrições não poderiam ter originadas de antigos povos indígenas que já habitaram aquela região, mais especificamente a região que localiza hoje o Estado de Rondônia, que poderá se transformar em uma região de importantes sítios arqueológicos

  

  

  
Gravuras rupestres encontradas durante a Expedição Zigurats do ano de 2004, nos Municípios de Presidente Médici (Riachuelo) e Costa Marques/RO – Fotos Portal Pegasus

Se os pesquisadores de Dakila possuem interesse especial para a região amazônica, é porque dali que tudo se iniciou. Nesta parte do território brasileiro que começou a civilização Muril.

Entretanto, estes pesquisadores mais do que seu interesse arqueológico por aquela região, procuram se identificar com o proceder desta civilização. Tê-la como modelo para os tempos atuais, como uma civilização que exercitou a Ciência Lilarial com sabedoria, com sentimento de vida e com o saber que conduz as consciências em harmonia às ondas modulares.

Na Grécia antiga Gaia ou a deusa “Mãe Terra” era a força geradora, que nascida do caos já existia desde o princípio da criação e, como deusa da fertilidade deu à luz o mar, o céu e as montanhas. O que mencionavam os antigos gregos tido hoje como mito, a Ciência Lilarial com outras palavras dá-lhe de certa forma sentido de verdade através das ondas modulares.

Com percepção mais ampla enfocando esta nova ciência, o sentido mais verdadeiro de “Mãe”, que dá condições o ser humano de fisicamente existir, suprindo-o em suas necessidades, para que possa (biologicamente) viver, é a “Mãe Terra”, é a “Mãe Natureza”.

O ser humano chamado de mãe é mais verdadeiramente “portal”, que ao ser aberto pela “chave energética impulsionadora” daquele chamado de pai, possibilita o corpo físico humano se mostrar na realidade física e nela a alma humana experienciar.

“Pai e Mãe” de todos é a Energia Suprema, é Deus. Ela é real fonte que tudo modula, gera e cria na abundância. E ao conduzir em constante e dinâmica vibração as ondas modulares entrelaçadas de polaridades opostas, nada se perde, tudo se transforma, inclusive para gerar vidas que nutrindo de outras, possam surgir novas vidas.

   
A “Mãe Natureza” ao nutrir os seres humanos, ela de fato que os possibilita existirem (biologicamente) na realidade física, “nascerem” para este mundo, que nele em corpos físicos suas almas podem experienciar – Fotos de Antônio Carlos Tanure.

Os pesquisadores de Dakila instigados pelo Quinto Princípio Universal ou o de Ritmo, que está sempre em ação pelo balanço do ir e do vir no tempo, voltam o seu interesse no aqui agora para onde tudo começou, mas agora sem oscilações emocionais procuram dar seus saltos quânticos definitivos.

Vivenciam o momento de seguirem sempre em frente. Principalmente de se olharem sempre de frente, já sem bloqueios emocionais e já reprogramados mentalmente para este Novo Tempo, que deve ser também o aqui agora de toda humanidade.

Aqueles que já atingiram todos os graus de domínio sobre si mesmos, eles já sabem usar sua vontade que os induz às mudanças, para atingirem os necessários graus de equilíbrio e de firmeza mentais. E assim alcançarem sintonia (pela mente/coração) com o pulsar do universo e se realizarem mais facilmente.

Eles já experienciam capacidade mental de mudarem a vibração de tudo, de se tornarem senhores de todas as “Leis”, ao agirem de acordo com os “Princípios” que as regem, para se transformarem em cocriadores, em semideuses.

Sobretudo, eles já sabem pela Ciência Lilarial e espelhando-se na civilização Muril, que com ela agora somando à vibração na frequência do sentimento humano do Amor Universal que une, permite que tenham sintonia maior com a Energia Suprema, alcancem maior aproximação com Deus.

 

Fontes de pesquisas:
https://dakila.com.br › pesquisas › ratanaba-a-capital-do-mundo
https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/quatro-culturas-que-viveram-na-amazonia-antiga.phtml
https://br.sputniknews.com › ciencia_tecnologia › 2019091214506135-pes…
Fonte: Pesquisadores brasileiros encontram complexo arqueológico …
https://www.nsctotal.com.br › Hora de SC, DC › Cotidiano
Caminho do Peabiru: trilha histórica começa em Palhoça e segue até …
https://meiembipeturismo.com.br › o-caminho-do-peabiru
https://ndmais.com.br › noticias › caminho-de-peabiru-e-mapeado-a-partir…
https://pt.wikipedia.org › wiki › Caminho_do_Peabiru
Vídeo Caminho de Peabiru – De Lá Pra Cá – 27/11/2011
O código secreto de Hitler e os anunnaki – YouTube
https://www.youtube.com › watch
https://www.revistaplaneta.com.br › Ciência
https://www.youtube.com › watch…O Sangue RH Negativo Esconde um Grande Segredo …
Parceria #07 – Ratanabá e as antigas tecnologias dos Murils Dakila Pesquisas

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CIÊNCIA E FICÇÃO: UM RELATO CIENTÍFICO PRECISO SOBRE AS CIVILIZAÇÕES MURIL E ANUNNAKI – 3ª PARTE

Na edição da coluna CIÊNCIAS desta sexta-feira temos a oportunidade de conhecer a história de civilizações supostamente extraterrestres, como os Muril e os Anunnaki, que habitaram o nosso planeta há milhares de anos e são citados nos hieroglifos Sumérios. Nesta 3ª parte  vamos conhecer a história das cidades perdidas na região amazônica que já foram e continuam sendo motivo de expedições  já que se transformaram em lendas contadas pelos povos indígenas da amazônia.

Informações quando passadas oralmente de geração em geração, elas sem comprovação física acabam se transformando em lendas, como as que os povos indígenas vêm transmitindo sobre existências de cidades perdidas na densa floresta amazônica. Cidades como Akhaim, Akhanis e Akhakor que eram reverenciadas, mas ao mesmo tempo temidas.

Estas cidades mencionadas de geração em geração na forma de relatos sobre o Eldorado e tidas como lendas, elas mesmo assim sempre despertaram interesse e foram procuradas. Expedições já foram realizadas e continuam sendo feitas em sua busca na região amazônica, que dela o Brasil possui maior extensão junto aos países limítrofes.

  

 
A lenda do El Dorado é uma antiga narração feita pelos nativos sul-americanos aos espanhóis no tempo da colonização das Américas. Narração de uma cidade repleta de tesouros e com algumas de suas construções em ouro – Imagem da Internet.

Paitíti é mais uma narração de cidade lendária, que está oculta na região da floresta amazônica, entre o sudeste do Peru, o nordeste da Bolívia e o noroeste do Brasil constituído pelos territórios do Acre, Rondônia e Mato Grosso. Ela foi capital de um reino chamado de Grande Paitíti e como mito assemelha-se ao do Eldorado.

De acordo com alguns estudiosos quatro cataclismos globais mais recentes foram o grande cataclismo acontecido cerca de 550 mil anos atrás, formando “ilhas” de diversos tamanhos.

A segunda catástrofe global aconteceu cerca de 435 mil anos atrás e outra em torno de 180 mil anos, para finalmente em torno de 9.000 a.C., acontecer o ultimo cataclismo diluviano global.

Com o primeiro cataclismo formaram-se “ilhas”, uma delas se supõe com a extensão de um verdadeiro continente. E, em parte deste imenso território foi com o passar do tempo sendo construído um império composto por sete reinos.

Estes reinos possuíam seus limites nos atuais territórios da Bolívia Peru e Colômbia, incluía também parte do hoje território brasileiro, através dos Estados do Amazonas e do Mato Grosso, estendendo-se ao Planalto de Goiás.


Mapa focalizando a região amazônica, que possui maior extensão no território brasileiro e que praticamente inexplorado, deve provavelmente conter mais sítios arqueológicos de tempos mais antigos, esperando serem descobertos – Imagem da Internet

Registros arqueológicas do Caminho do Peabiru utilizado por povos indígenas antes da colonização das Américas, parecem indicar ser este o caminho no continente sul-americano, que estes povos o faziam pelo chão.

Mas, é bom lembrar também, como já foi mencionando no início deste texto, que outros caminhos por toda a Terra em tempos ainda muito mais remotos utilizados pela civilização Muril, foram percorridos muitos deles em galerias subterrâneas.

Hoje, quando se pensa sobre a floresta amazônica, a imagem mais comum que se forma à mente, é a de uma gigantesca área verde com inúmeros desafios à sobrevivência humana. Mas, o que as pesquisas arqueológicas mais recentes indicam, aquela região não era tão assim selvagem antes das presenças dos europeus. Ela já era densamente habitada, com os povos que ali existiam produzindo inúmeros objetos e praticando intensa agricultura.

Uma das principais fontes escritas destas informações é o diário de Frei Gaspar de Carvajal, dominicano espanhol que ainda em 1542 na expedição de Francisco de Orellana, desceu o rio Amazonas de sua nascente no Peru até sua foz próxima à ilha de Marajó, no Pará.


Reminiscência do que foi o Caminho do Peabiru indica a presença de uma estrada ramificada, que por ela transitava em tempos passados os vários povos indígenas do continente sul-americano. Partes da estrada principal eram calçadas nas regiões mais difíceis de caminhar – Imagem da Internet.

Foi através da narração de Frei Gaspar de Carvajal, que estabeleceu a primeira relação entre o grande rio do novo mundo descoberto pela colonização europeia e a palavra “amazona”.

Esta denominação foi motivada pela visão deste narrador de guerreiras nativas às margens deste rio, que ele as associou ao mito grego das amazonas, dando nome de Amazonas ao extenso rio daquela região.

Ele também registrou nas margens dos vários afluentes deste grande rio densidade populacional. Esta informação e outras em suas crônicas foram consideradas exageradas, fantasiosas pelos estudiosos. Porém, estudos mais recentes de pesquisadores e arqueólogos brasileiros estão confirmando estes dados.

Tais relatos vêm hoje sendo confirmado por pesquisas arqueológicas naquela área, que nela estão sendo encontrados continuamente objetos de pedra e de cerâmicas ricamente trabalhadas, que vão reconstruindo a história dos povos que ali habitaram, como os da cultura Marajoara, Santarém, Guarita e Maracá.

Um aspecto da cultura marajoara que chama atenção dos arqueólogos são os desenhos presentes nos objetos, que lembram animais misturados com caracteres humanos (figuras antropozoomorfas) e os objetos tapajônicos (Santarém) que chamam atenção por representarem também diferentes perspectivas.

Os Guarita ocupavam na Amazônia os territórios entre os rios Negro e Solimões e, os arqueólogos ainda não sabem se eles eram um povo em uma só aldeia ou, se em várias delas articuladas politicamente à uma aldeia central, que funcionava como uma espécie de capital.  Quanto aos Maracá suas urnas funerárias são encontradas na superfície de abrigos rochosos, em cavernas no sul do Amapá.

 

 
Objetos arqueológicos respectivamente das Culturas Marajoara, Santarém,
Guarita e Maracá – Imagens da Internet

Sobre estas antigas culturas na região amazônica brasileira dizem os estudiosos em arqueologia do Instituto Mamirauá: ”não se pode dizer que é um só sítio arqueológico. O que está se vendo é um complexo arqueológico de vários sítios, que podem ter histórias diferentes, mas que estão interligadas”.

Nesta área de pesquisas foi descoberta uma grande quantidade de vestígios de pelo menos cinco ocupações humanas diferentes. Dentre essas descobertas estão também cerâmicas da tradição Pocó, que podem ter até mais de 3 mil anos.

Estes pesquisadores constataram ainda, que perto deste complexo arqueológico foi encontrada uma floresta de castanheiras e que embora ela se estenda por quilômetros ao longo do rio, não ultrapassa 500 metros de largura.

Esta floresta compactada de castanheiras não natural constatada nesta área, ela indica atividades agrícolas durante centenas e centenas de anos. Outra evidencia neste sentido é também a presença de terra preta ali, compondo um solo extremamente fértil associado a ocupação humana durante longa data

 

 
Objetos arqueologicos que estão sendo encontrados e pesquisados na região amazonica, eles indicam que aquela região foi em tempos passados intensamente habitada por um longo periodo -. Imagens da Internet.

Pesquisas de outros estudiosos levam ainda a supor, que antes do descobrimento do Brasil os índigenas já utilizavam de um caminho principal, que ligava o litoral brasileiro ao Andes peruanos e que dele derivavam muitas outras trilhas intercomunicantes espalhadas pelo territorio brasileiro, chamadas também de peabirus.

O tronco principal deste caminho ligava o litoral do Estado de São Paulo ao Andes, cruzando o interior do continente sul-americano. Ele  ainda se estendia ao litoral de Santa Catarina (com registros arqueologicos até hoje  de sua existencia) e continuava alcançando a região litoranea do Rio Grande do Sul.

Peabiru na língua tupi “pe” siginifica caminho  e “abiru” gramado/capim amassado, portanto  esta palavra identifica  caminho, que dele os indigenas já o utilizavam muito antes do descobrimento do continente sul-americano pelos europeus e que possuindo em torno de 1,40 metro de largura era constituido de grama e de calçamento, este ultimo em locais mais dificeis de transitar.

Ainda o siginificado da palavra peabiru, de acordo  com o Barão de Capanema, era devido  os incas chamarem seu território de”biru“ e dai, a denominação Caminho de Peabiru como mistura de “pe-biru”, que equivaleria caminho para o “biru”.

E embora não existam informações acerca da razão pela qual o “projeto inca” não ter sido  totalmente concretizado, o “correio dos guaranis” pelas trilhas deste caminho foi uma de suas evidencias, permitiindo naquela epoca comunicação entre seus habitantes. Este correio rudimentar chamado “parejhara” alcançava extensa região do territorio brasileiro.

A região amazônica desperta  hoje e cada vez mais o interesse não só dos brasileiros, como também do restante do mundo.

O Observatório Astronômico do Parque Arqueológico do Solstício nas proximidades da cidade litorânea de Calçoene, no Estado do Amapá, é um conjunto de monólitos que pela sua semelhança compara-se de certo modo, com o enigmático monumento paleolítico da Inglaterra.

Este sítio arqueológico também chamado de Rego Grande, por estar aquela região banhada pelo rio com este mesmo nome, possui 127 monólitos erguidos em um raio de 30 metros. Estas pedras com o comprimento de mais 4 metros estão dispostas, para que no solstício de inverno do hemisfério norte elas apontem para os principais astros do céu amazônico e para que o sol ao meio dia fique em posição exata no centro delas.

 

 Atualmente a teoria mais aceita sobre os monólitos do Observatório Astronômico de Calçoene, no Amapá, indica sua origem o interior da Amazônia, porque na região deste sitio arqueológico foram encontradas uma série de cerâmicas enterradas, que possuem aparente correlação às peças cerâmicas cerimoniais Aristé ou Cunani (semelhantes às marajoaras) – Imagens da Internet

Mas, esta descoberta que vem atraindo a atenção de estudiosos e de pesquisadores de todo o mundo, ninguém ainda tem certeza de fato, qual o seu real propósito e como este conjunto de pedras maciças foi feito.

Segundo a tradição guarani o Caminho de Peabiru foi aberto por um ancestral civilizador chamado Sumé, que também com os nomes de Zumé, Pay Sumé ou Tumé era possuidor de uma longa barba branca e tinha o poder de caminhar sobre as águas.

Este “ser” estando entre estes índios, transmitiu para eles uma série de conhecimentos, como a agricultura, dominio do fogo, a organização social e também foi ele que criou a rota do Caminho de Peabiru (com  seu sentido leste-oeste), para que  alcançassem terras distantes, onde seus parentes (incas) que usavam roupas eram possuidores de objetos de ouro e de prata, moravam em cidades de pedras localizadas em montanhas muito altas.

 
Caminho de Peabiru um provavel milenar e misterioso conjunto de trilhas, tendo a principal delas sempre o sentido leste-oeste, era utilizado por povos indigenas muito antes da chegada dos europeus no continente sul-americano. Este caminho era tido principalmente pelos guaranis como sagrado, por o associar com o deslocamento do sol e também por o associar (subjetivamente) à busca do paraiso ou à terra sem males – Imagens da Internet

Através do caminho de peabiru era realizada entre os indios locais intensa troca de mercadorias e de serviços, sem que eles fizessem nestas transações o uso de moeda. Os índios do litoral forneciam sal e conchas ornamentais, os índios mais interiorizados (distantes do litoral) forneciam penas de aves maiores para enfeites, feijão, milho e outros alimentos e os incas ainda mais distantes forneciam objetos de metal (prata, ouro e outros metais).

Mas, com as vindas cada vez mais constantes de portugueses e principalmente de espanhois ao novo mundo, este harmonico sistema de troca começou a ser desfeito, porque os peabirus foram se tornando cada vez mais  conhecidos destes europeus, na mesma proporção em que a ganancia dos mesmos ia cada vez mais também aumentando, pela possibilidade através destas trilhas encontrar  riquezas incalculaveis guardadas pelos indigenas e assalta-las.

 
Em Machu Picchu a primeira fotografia é da Pedra de Intihuatana e a segunda foto foi tirada também nesse local, no dia 02/09/2018, em torno das 12:00 horas, focalizando diretamente o sol, considerado pelos antigos incas uma divindade, o deus solar Inti. Mais informações neste Site com o texto: Incas os filhos do Sol – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Há mais de 500 anos a expedição de Juan Díaz de Solís ao retornar à Europa através de três caravelas desta expedição, uma delas acabou naufragando ao tentar acessar a Ilha de Santa Catarina, no local onde hoje é conhecido como Praia de Naufragados. Dos 15 tripulantes apenas 11 sobreviveram e passaram a viver ao sul desta Ilha.

Os índios Carijós que acolheram estes náufragos, deram atenção especialmente a um deles, ao português Aleixo Garcia que casou com uma índia desta tribo e que para ele estes índios passaram diversas informações, entre elas a de um caminho que chegava a uma região de montanhas (Peru), onde seus habitantes eram possuidores de objetos de ouro, chegando a lhe mostrar alguns deles trazidos de lá.

Em 1524 o naufrago Aleixo Garcia decidiu averiguar as informações dos índios contadas repetidas vezes para ele. Reuniu cerca de 2 mil índios amigos e com seus companheiros de naufrágio, eles partiram em uma longa viagem de exploração por uma boa parte da América do Sul, através do Caminho de Peabiru.

Ele demorou cerca de quatro meses até chegar à Bolívia, onde ali ele saqueou algumas peças de ouro e já retornando foi morto por indígenas no Paraguai, mas parte do ouro saqueado foi levada para o Brasil (Santa Catarina).

 
Para alguns estudiosos Aleixo Garcia que se tornou líder dos índios Carijós, ele aparece na literatura espanhola e latino-americana, como o verdadeiro descobridor do império inca, tendo contato com esta avançada cultura, ao utilizar o Caminho de Peabiru e alcançar a Bolívia e os limites do Peru, tendo antes passado pelo território brasileiro e paraguaio – Imagens da Internet

Outros dois relatos sobre o Caminho de Peabiru um diz, que em 1531 Martim Afonso de Souza fundador da Vila São Vicente, enviou uma expedição  seguindo esta trilha, mas esta expedição foi trucidada pelos guaranis. Outro menciona, que em novembro de 1541, o espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca em sua caminhada por estas trilhas, partindo da foz do rio Itapocu no litoral norte de Santa Catarina, acabou por descobrir no final de janeiro de 1542, as Cataratas do Iguaçu.

 
No seculo XVII bandeirantes paulistas como Antônio Raposo Tavares trilharam também o Caminho de Peabiru para atacar missões jesuitas, que fizeram uso desta trilha para atividades de evangelização e aldeamento de indígenas – Imagens da Internet

O Caminho de Peabiru para alguns pesquisadores possuia até mesmo 4.000km, ao  ligar a costa do oceano atlantico à costa do oceano pacifico cortando todo o interior do continente sul-americano, para ligar o litoral de Santa Catarina ao do Chile, depois de passar pelos territorios do Paraná e de São Paulo no Brasil e pelos territorios do Paraguai, Bolivia e Peru.

As rotas deste caminho eram sinalizadas muitas vezes por informações fornecidas pela propria natureza através de montanhas como Monte Crista/SC, de rios e de outras referencias naturais que com elas os indios se direcionavam e, para alcança-las utilizavam também inscrições rupestres e outros simbolos marcadores. Às vezes ainda ao lado deste caminho eles fabricavam alguns de seus utensilios.

  

  
Restam ainda em pontos isolados de algumas matas e de algumas localidades pequenos trechos do Caminho de Peabiru. Os trechos mais dificieis de transitar eram pavimentados. Este caminho era também sinalizado com inscrições rupestres e simbolos astronômicos de origem indígenas. Ainda, ao lado destas trilhas os indigenas às vezes fabricavam alguns de seus utensilios – Imagens da Internet

O Caminho de Peabiru mesmo como  um conjunto com muitas ramificações, estas eram  especificas e identificadas em seu conjunto, parecendo tudo a ver com o Sol, em uma assimilidade à cultura incaica, que tinha neste corpo celeste sua dividade principal.

Como já foi mencionado, este caminho sempre em seu sentido acompanhando o trajeto do Sol, ele também levava (subjetivamente) os indigenas estimulados pela sua memoria ancestral, à terra sem males.

Estes povos buscando a sabedoria como “percepção filosofica”, a  associava aos seus valores interiorizados na busca de Deus ou, no reencontro com suas dividindades.

 
No templo de Qoricancha o disco solar e o ouro com seu dourado (primeira imagem) associavam-se para simbolizar a principal divindade inca Inti, o deus solar Viracocha e o sentido do divino interiorizado em cada um. E ainda nesse templo o perfeito alinhamento das janelas (segunda imagem), Cusco/Peru. Mais informações neste Site com o texto: Incas os filhos do Sol – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Através de registros pontuais arqueológicos pode-se supor, que o Caminho de Peabiru estava  fisicamente presente por todo o continente sul-americano como uma imensa rede de trilhas, que eram utilizadas pelos indigenas para seus interesses materiais/comerciais, mas também através delas buscavam o “espiritual”, como a trilha que levava a Cahuachi, nome que significa lugar onde vivem os videntes, hoje um sítio arqueológico no Peru.

Este local centro de peregrinação da cultura Nazca, que viveu sua época de esplendor entre os séculos I e V, ele está no meio do deserto e próximo às Linhas de Nazca.

Como centro de peregrinação sua população crescia nas datas de eventos cerimoniais importantes, que pareciam envolver as Linhas de Nazca  No local havia uma necrópole chamada Chauchilla, outro monumento responsável por estas viagens periódicas.

 
Na primeira foto Pirâmide de Adobe no Sítio Arqueológico Cahuachi e na segunda foto ao fundo geoglifos na montanha, em Nazca/Peru. Em 1994 eram apenas conhecidos 30 geoglifos naquela região, mas já em 2015 com o desenvolvimento de tecnologias, pesquisas naquela região já revelavam 40 deles. E mais recente em 2018, análises que foram feitas por cientistas da Universidade Yamagata/Japão e da IBM revelaram 143 geoglifos na forma de animais, de humanoides e de objetos – Imagens da Internet

Outra cultura que desenvolveu na região do hoje Peru, entre 700 a.C. – 200 d.C., foi a enigmática cultura pré-incaica Paracas, que produzia primorosos trabalhos têxteis em algodão e em lã, além de produzir refinadas cerâmicas. Ela também possuía pratica da deformação craniana com uma finalidade estética e ritual.

Contudo, alguns crânios dos Paracas o volume craniano chega a ser 25 por cento maior e 60% mais pesado do que um crânio humano convencional, significando que eles não poderiam ter sido intencionalmente deformados para finalidades descritas anteriormente.

Estes crânios também contêm somente um osso parietal, ao invés de dois como nos crânios dos seres humanos. O fato destas características cranianas não serem resultados de deformações artificiais, a causa deste formato alongado perdura como mistério, que fomenta várias suposições.

 
Descobertas arqueológicas de alguns crânios alongados da civilização Paracas anterior à de Nazca e também tapetes confeccionados com a figura de seres alados, o significado deles perdura como um mistério – Imagens da Internet

Fonte: Pegasus Portal

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CIÊNCIA E FICÇÃO: UM RELATO CIENTÍFICO PRECISO SOBRE AS CIVILIZAÇÕES MURIL E ANNUNNAKI – 2ª PARTE

Na edição da coluna CIÊNCIAS desta terça-feira temos a oportunidade de conhecer a história de civilizações supostamente extraterrestres, como os Muril e os Anunnaki, que habitaram o nosso planeta milhares de anos atrás e são citados nos hieroglifos sumérios. Nesta 2ª parte desse artigo vamos conhecer a história dos Anunnaki aqui na terra.

EM OUTROS TEMPOS NO CAMINHO DE PEABIRU -2ª PARTE

Os anunnaki chegaram à Terra alguns milhares de anos atrás, muito depois dos seres da civilização Muril.

E eles empregaram seus conhecimentos tecnológicos para erguerem construções e também para reconstruírem aquelas dos Muril que tinham sido ciclicamente destruídas por cataclismos globais. Reconstruíram edificações subterrâneas surpreendentes, verdadeiras cidades e outras magnificas construções deixadas pela civilização Muril, valendo-se dos recursos naturais da Terra.



Para os sumérios os anunnaki eram aqueles que desceram dos céus, para os hebreus os nefilin (elohim bíblicos) e para os antigos egípcios os neter. Eles possuidores de estatura física elevada em relação à humana, iniciaram o processo de exploração e de colonização da Terra – Imagem da Internet

A primeira expedição Anunnaki aterrissou inicialmente na região do Golfo Pérsico, onde estabeleceu a sua primeira base de operações em Eridu, termo que pode ser traduzido como lar longínquo construído. E a primeira deidade suméria Anu e sua esposa Antu eram “deuses supremos do Céu e da Terra”.

Filho deste casal, a segunda deidade na “hierarquia divina” era Enlil o senhor do espaço ou do mundo superior, que ditava leis e que controlava tudo que estava no céu e na terra através de suas naves (shen). Ele tinha como esposa Ninlil.

O terceiro deus hierárquico e irmão do anterior era Enki ou, o senhor do mundo inferior (da superfície) que desenvolveu a agricultura modificando o deslocamento de rios, criando canais e transformando áreas alagadas em terra firme e ainda trouxe a arte da fabricação de tijolos, de produtos cerâmico-metalúrgicos, entre outras tecnologias para a construção de cidades. Ele tinha como esposa Nin.ti.

O plano original destes seres era extrair ouro do mar, o que de fato foi feito, mas à medida que esse processo foi ficando inviável, a única alternativa foi extrair este minério do solo – e, a região escolhida como centro de comando foi aquela hoje conhecida como sudeste da África. Ali então foi erguido o complexo de Abzu, onde o casal de cientistas Enki e Ninti iniciaram também suas experiências genéticas.

Com a fertilização “in vitro” do óvulo de um hominídeo (homo erectus feminino) com o espermatozoide do jovem “deus” anunnaki Ninurta que resultou um embrião, este foi colocado no ventre da deusa mãe Nin.Ti/Ninhursag, permitindo a partir desta inseminação a primeira geração de seres humanos.

Estes cientistas repetiram experiências genéticas várias vezes, no intuito de formarem as primeiras gerações de híbridos humano-alienígenas, que eram estéreis. E, à medida que estes seres denominados de ”lulu” (trabalhadores primitivos cabeças negras) iam sendo criados e geneticamente aperfeiçoados, eram levados para trabalhos físicos dentro das minas de extração de metais, principalmente do ouro.

Posteriormente, Enki aperfeiçoou ainda mais por manipulação genética estes híbridos, usando seu próprio esperma para criar uma segunda geração de seres humano-alienígenas.

O homo sapiens macho e fêmea que dela se originou e que deu origem no final o homo sapiens sapiens, foi o resultado de sucessivas transferências genéticas alienígenas acontecidas alguns milhares de anos atrás, de acordo com textos sumérios, babilônios e do Antigo Testamento.


O homo sapiens Adão é o resultado do processo de transferência genética alienígena feita pelos seus criadores, “deuses” anunnaki – Imagem da Internet

Seres de 49 raças com suas origens em vários pontos do universo não puderam impedir a criação da raça adâmica pelos seus criadores (anunnaki), portanto não puderam impedir a criação do homem e da mulher.

Mas, estes seres cósmicos em escala evolutiva superior e utilizando-se da própria condição da natureza humana, vêm estimulando os seres humanos para que deem seus saltos quânticos, percebam através de suas almas que são possuidores de essência divina, que são portadores de Energia/Luz Viva.

Eles vêm estimulando o corpo mental do homem-animal que geneticamente surgiu, induzindo-o ao processo da individualização de sua consciência, mas sem interferirem diretamente em sua evolução.

Os seres alienígenas das 49 raças (atualmente mais presentes os de Ophiúcus) sempre estiveram atuantes em relação à humanidade, intuitivamente direcionando os seres humanos, principalmente aqueles que já alcançaram frequência mental mais acelerada e o necessário padrão evolutivo, para que já se percebam em suas verdadeiras condições (vibracionais) de seres universais e multidimensionais.

Os anunnaki criadores dos seres humanos são de um outro mundo também físico, possuidores de tecnologias muito avançadas. Entretanto, não geradores de emoção não possuem alma e, sem ela não alcançam o sentimento/emoção que ser humano possui e que com ele pode mentalmente vibrar, para alcançar frequência cocriadora.

  

 
Historicamente o ser humano sempre procurou várias maneiras de se identificar com seus deuses criadores. Neste sentido, no Antigo Testamento o termo mitra aparece, fazendo referência às vestes sacerdotais, como um adorno usado por pessoas destacadamente posicionadas ou como sinal de nobreza quase divina. Hoje com uma fenda na parte superior e duas fitas que caem sobre as espáduas, este adorno distingue hierarquia religiosa – Imagens da Internet

Construções piramidais quando estão sendo pesquisadas em sítios arqueológicos, elas podem ser fisicamente vistas, mas muitas outras erguidas em tempos ainda mais remotos continuam escondidas no subsolo, esperando serem descobertas.

Algumas destas construções tinham a intenção de gerar frequência vibracional de mudança, de estimularem a vida ainda primitiva (selvagem) daquela época, já visando pelas Leis Universais milhares de anos à frente o surgimento do ser humano e a transição planetária atual.

Em tempos mais antigos hominídeos ainda não geneticamente modificados, possuíam inteligência incipiente, portando sendo ela pouca desenvolvida, não possuíam por motivo obvio o recurso de expressarem oralmente, apesar de que nesta época seus quatro sentidos já tinham sido desenvolvidos, a sua visão que ainda estava desenvolvendo completamente.

Posteriormente, estes seres já geneticamente modificados como “protótipos humanos” iam física e mentalmente desenvolvendo o “dom” de se expressarem através de palavras e, fazendo deste “dom” instrumento, para que seu pensamento fosse cada vez mais sendo “construído” através de vibrações sonoras que exteriorizavam, eles iam cada vez mais também se estimulando para a capacidade de raciocínio.

Estes seres criados geneticamente pelos anunnaki tiveram funcionalmente desenvolvido seu SNC e com ele capacidade maior para uma vida inteligente de relação social, que nela infelizmente se inseriu o sentimento consciente de egoidade, gerando-os obstáculos de toda sorte.

 
Australopithecus, Homo habilis, Homo erectus, Homo sapiens neanderthalensis e homo sapiens sapiens – “o caminho” físico, mental e emocional pelo qual passou o atual ser humano – Imagens da Internet.

A equipe do egiptólogo Zahi Hawass encontrou mais recentemente debaixo da pata dianteira da Esfinge/Egito, duas placas que mencionam: “depois do diluvio houve um intervencionismo genetico de criaturas, compondo (produzinto) os seres humanos”. 

Este registro arqueológico reforça a hipotese, que uma civilização muito avançada produziu/criou os seres humanos, fazendo da Terra um canteiro genetico experimental.

E nesta informação talvez esteja ainda a resposta do elo perdido, que os arqueologos e outros pesquisadores não o encontrando, não podem explicar a evolução humana em um tempo relativamente curto, que não se encaixa dentro dos estudos e da conclusão de Darwin.

Também como reforço desta hipotese alguns outros estudiosos mencionam, que em suas pesquisas a carga dos elementos quimicos compondo o DNA humano possui padrão numerico e que ele ao ser trocado por letras do alfabeto hebraico, “escrevem” os nomes Javé e El, “deuses” da antiga civilização Sumeria Enki e Enlil, como se nesta “coincidencia” estes “deuses” quizessem “assinar” seus nomes no DNA humano.

O poder anunnaki está até hoje presente acompanhando o desenrolar da historia evolutiva humana. Estes seres por terem um ano de vida equivalendo cerca de três mil e seissentos anos de vida dos seres humanos, esta diferença lhes possibilita este acompanhamento, já que existem absudarmente mais do que os humanos.

E somando à sua milenar existencia, eles como  possuem estrutura molecular diferente a do ser humano que se baseia no DNA e possuem também a condição de tomarem a forma que desejarem, desta maneira sem serem reconhecidos acompanham ao longo dos milenios a humanidade, direcionando-a como seus líderes, conduzindo-a voltados aos seus interesses, em varias ocasiões e em varios campos da atuação humana.

 
Na historia da humanidade os anunnaki (seus descendentes) que atuam mentalmente em sintonia à frequencia de Enlil, envolvem-se mais com o poder/controle militar associado ao poder/controle religioso, tão comumente hoje visto no oriente médio. E aqueles na frequencia de Enki se envolvem mais veladamente com o poder/controle politico-social das massas, como governo oculto – Imagens da Internet.

O significado de Matrix está hoje cada vez mais sendo estudado e debatido por pensadores e cientistas em todo o mundo. Estes estudiosos acreditam existir uma inteligencia paralela à inteligencia humana. Inteligencia que controla  esta última, não deixando que os seres humanos se voltem  para os seus proprios e verdadeiros interesses, sobrepondo-os com os seus.

E parece que este controle utiliza-se quimicamente do carbono no corpo humano, uma molecula tetravalente como também é tetravalente a molecula de silicio, o que favorece a conexão entre elas, produzindo ponte de interação entre o meio holografico exterior-controlador e o meio bio-fisico humano.

Ponte de interação ainda mais intesificada com a presença da proteína que caracteriza o fator Rh no sangue humano e que parece acionar a onipresença controladora e exterior dos anunnaki.

O fator Rh do sangue que foi demonstrado primeiramente no macaco-rhesus, é uma proteína encontrada em torno de 85% da população mundial e, o restante que não a possui sua história genética associa-se aos Shemsu Hor, aos seguidores de Hórus ou do deus dos céus e dos vivos, antes mesmo do Egito antigo e dos sumérios, há mais de 13.000 anos.

Aqueles que hoje continuam não possuindo esta proteína, portanto com Rh negativo perpetuando esta linhagem, normalmente possuem liderança e com ela exercitam o poder em seus vários aspectos.

No transcorrer dos vários ciclos civilizatórios da humanidade com civilizações mais antigas e outras nem tanto, as ruinas arqueológicas destes tempos sempre causam interesse aos pesquisadores, através de informações que colhem in loco e, mesmo também através de informações que são oralmente passadas de gerações em gerações, como as que foram fornecidas pelos índios aos conquistadores espanhóis e aos colonizadores portugueses, tendo suas fontes de origens já perdidas no tempo.

Fonte: Pegasus Portal

Continuar lendo CIÊNCIA E FICÇÃO: UM RELATO CIENTÍFICO PRECISO SOBRE AS CIVILIZAÇÕES MURIL E ANNUNNAKI – 2ª PARTE

CIÊNCIA E FICÇÃO: UM RELATO CIENTÍFICO PRECISO SOBRE AS CIVILIZAÇÕES MURIL E ANUNNAKI

Nesta edição da coluna CIÊNCIAS desta sexta-feira temos a oportunidade de conhecer a história de civilizações supostamente extraterrestres, como os Muril e os Anunnaki, que habitaram o nosso planeta milhares de anos atrás e são citados nos hieroglifos Sumérios. Devido a extensão desse extraordinário artigo vamos dividi-lo em 4 partes. Então lhe convido a relaxar e ler com calma o conteúdo a seguir que trás informações preciosas da origem da humanidade.

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Em outros tempos no Caminho de Peabiru

Em outros tempos no Caminho de Peabiru

 

 

 

 

Este texto com informações escritas e visuais (imagens) está na forma de quatro subtextos, que neles as informações vão se somando, construindo e procurando clarear gradativamente no tempo acontecimentos, que passaram inicialmente pela civilização Muril e depois pelas presenças dos anunnaki.

A seguir pelo Caminho de Peabiru e suas trilhas antes e durante a colonização do continente sul-americano pelos europeus e finalmente hoje pelas atuais pesquisas de Dakila na região amazônica, instigadas pelo Quinto Princípio Universal ou o de Ritmo, que está sempre em ação pelo balanço do ir e do vir no tempo.

Assim, estes pesquisadores ao voltarem seu interesse ao início de tudo, se movem por este Princípio Universal, entretanto procuram mais do que em suas pesquisas arqueológicas naquela região, se identificarem pelo coração e pela mente com o proceder da civilização Muril.

Tê-la como modelo para os tempos atuais, como uma civilização que exercitou a Ciência Lilarial com sabedoria, com sentimento de vida e com o saber que conduz as consciências em harmonia às ondas modulares.

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A civilização Muril era constituída por seres que procediam em sintonia às Leis Universais. Quando aqui chegaram em uma época que já se perdeu no tempo, eles vieram de uma só vez, instalando-se por todo planeta, mas com a intenção de não interferirem na natureza, não a destruírem, mesmo prevalecendo de seu poder de domínio, através de tecnologias muitíssimas avançadas que possuíam.

Esta civilização a primeira que se instalou na Terra, quando aqui chegou foi para estuda-la, mapeando-a e demarcando-a, entre várias outras de suas pesquisas.

O centro de poder e de comando desta civilização que aqui se instalou, ele se localizou na região que hoje nela se acha a floresta amazônica. Nesta região ergueu-se Ratanabá como o centro do poder de um império e, nesta condição tornou-se capital do mundo.

A tecnologia desta civilização não era baseada em rodas, combustíveis e muito menos em eletrônica. Ela utilizava de luz condensada, propriedades da agua, energia escalar e frequência sonora, tecnologias muito mais avançadas que as tecnologias da ciência humana de hoje.

E em função destas suas tecnologias fazia o perfeito corte de pedras, que lhe permitiu erguer milhares e imponentes construções de pedra por toda a Terra, sendo a principal Ratanabá, que ainda se encontra boa parte oculta na floresta amazônica.

Estas edificações construídas pelos Muril possuíam galerias subterrâneas, que funcionavam como caminhos, ligando-as à Ratanabá. Resquícios destas estradas subterrâneas existem alguns deles ainda hoje, até mesmo debaixo de aguas oceânicas.

Ratanabá termo do idioma irdin (o primeiro falado na Terra), significa dos reinos para o mundo. “Ratan” pode ser traduzido como imperadores, império, império dominante. E “kinaba” pode ser compreendido como mundo, mundos ou, “os que transitam entre os mundos”. Portanto, da junção destas duas palavras se pode ter como significado final, do Império para o mundo ou dos reinos para o mundo ou ainda, capital do mundo.

O choque de um grande corpo celeste com a Terra gerando efeito cataclísmico sobre ela, atingiu Ratanabá e ocasionou perda de parte da extensão plana onde ela se localizava. Também, em função deste cataclismo os rios da região amazônica que originalmente fluíam para o norte, mudaram seus cursos para o sul.


Impacto de um corpo celeste modificou a topografia da região onde localizava Ratanabá, hoje ocupada pela floresta amazônica – Imagem Dakila Pesquisas

Com a destruição do centro do poder da civilização Muril, aquela região foi se transformando no que é hoje uma imensa e fechada floresta, escondendo tecnologias e soterrando artefatos desta civilização.

Antes deste cataclismo algumas das construções dos Muril funcionavam como indicadores, sinalizando a direção das estradas onde os caminhantes deveriam passar e depois descansar em Ratanabá, que na realidade era um gigantesco local de descida e de decolagem de aparelhos voadores desta civilização.

Não só em Ratanabá principal construção desta civilização, mas também suas outras construções estão ainda hoje como gigantescos monumentos em ruinas espalhados por toda a Terra e alguns deles sendo pesquisados em sítios arqueológicos. E muitas destas ruinas foram pela sua solidez reaproveitadas por civilizações posteriores, erguendo sobre elas outras construções com vários propósitos.


Algumas ruinas dos Muril constituídas de solidas bases de pedra, quase sempre a maior parte delas maciças estruturas não visíveis ainda escondidas no subsolo destas antigas bases extraterrestres, foram sobre elas levantadas outras construções por civilizações posteriores, como se vê também hoje no Forte Príncipe da Beira, no município de Costa Marques/Rondônia – Imagem da Internet

Na Amazônia existe uma construção da civilização Muril, que está praticamente intacta sob o Forte Príncipe da Beira/RO. Existem em seu subsolo salões subterrâneos, sistema de tuneis e galerias que chegam passar por debaixo do rio Guaporé e que continuam em outras direções.

Galerias com a tecnologia dos Muril estão espalhadas pelo território brasileiro, elas são estradas subterrâneas que não foram destruídas por movimentações geológicas e que não foram ainda descobertas.

Estas galerias saindo de um único ponto ou de Ratanabá por ser naquela época a capital ou o centro do mundo, ligavam ainda os continentes. Quando afloravam à superfície, eram bases desta civilização e, algumas delas ainda hoje no território brasileiro são conhecidas como as de São José das Letras/MG, Pedra da Gávea/RJ e a da Serra do Roncador/MT, que é uma das mais ativas.

    
São José das Letras/MG, Pedra da Gávea/RJ e a da Serra do Roncador/MT (em atividade até hoje), são alguns pontos em território brasileiro que nele afloravam bases, dentro das rotas subterrâneas de comunicação com Ratanabá – Imagens da Internet

Entre várias de suas pesquisas na região amazônica, o que Dakila vem fazendo já trinta anos, em uma delas seus participantes realizaram pesquisas no Forte Príncipe da Beira/RO. Utilizaram-se de instrumentos sensíveis e próprios para o tipo de pesquisas que ali fizeram, no intuito de perscrutarem fendas nas solidas paredes, que no subsolo sustentam parte aflorada desta construção.

E o que estes sofisticados instrumentos acusaram do outro lado destas fendas, foram espaços (salas) contendo diversos artefatos metálicos, pequenos e grandes muito bem trabalhados, que não poderiam ser de uma cultura primitiva. Também pela “visão” através destes instrumentos, os objetos “vistos” não poderiam ser de cerâmica.

Nas galerias ali encontradas suas paredes em alguns trechos parecem possuir iluminação própria através de certa fluorescência e sua ventilação parece vir às vezes de cima e outras vezes de lado.

Os comprimentos destas galerias possuem várias medidas, cem, mil, dez mil e uma de até 107 mil metros sem encontrar o ponto de referência à frente ou o seu fim, mas estas constatações não puderam ser desvendadas, pela inesperada interrupção destas pesquisas

 

 

 

 No sobsolo sustentando o Forte Príncipe da Beira/RO, os pesquisadores de Dakila constataram sólida construção de pedra com fendas, que por elas através de instrumentos próprios, foram vistos em espaços/salas vários objetos metálicos de diversos tamanhos e formas muito bem trabalhados, além de notarem também em certas partes de suas galerias, as paredes ali pareciam possuir iluminação própria através de uma florescência – Imagens de Dakila Pesquisas

Dakila após sua descoberta debaixo do Forte Príncipe da Beira, imediatamente a comunicou ao Iphan, órgão governamental responsável pela preservação cultural e histórica do Brasil. Mas, para a surpresa de seus pesquisadores, em vez de agradecimentos eles foram impedidos por este órgão governamental, continuarem ali em suas pesquisas.

Em uma série de outras surpresas, cerca de oito meses após esta proibição os pesquisadores de Dakila foram “brindados” com mais uma, quando o Iphan mostrou em seu site apenas algumas peças quebradas de louça de uso doméstico e também comunicou, “que este forte abandonado por décadas estava agora (a partir de 2018) sendo estudado por arqueólogos, para ser restaurado como atração turística e que mais de quarenta mil peças já tinham sido encontradas nas escavações da parte interna daquela construção”.

Talvez, a informação desta grande quantidade de objetos como peças históricas encontradas no Forte Príncipe da Beira de uso dos militares, no período que ali ocuparam durante a colonização, seja também “cortina de fumaça”, para esconder o que verdadeiramente valioso deve ter sido colhido no subsolo daquela construção, originado de uma época muitíssimo antes da descoberta do continente americano pelos europeus.

Como sempre acontece em qualquer parte do mundo, pesquisas que envolvem presenças de civilizações com possível evidencia alienígena, elas são sempre encobertas ou mesmo impedidas de continuarem por interesses não confessos, ocultos.


Pedaços de vasilhames de louça de uso doméstico, foi o que o Iphan mostrou em seu site como descoberta no Forte Príncipe da Beira – Imagem Dakila Pesquisas

Como as pesquisas no Forte Príncipe da Beira foram impedidas, os participantes de Dakila continuando em suas pesquisas, adentraram pela floresta amazônica em direção à Serra da Muralha (divisa RO/AM) e, foi ali em um determinado ponto que encontraram o marco zero, ou de onde partiu a primeira demarcação da civilização Muril.

Deste marco que os Muril definiram não só a construção de Ranatabá, como também suas outras construções/bases espalhadas pelo mundo.

  
Marco zero ou de onde se originou a primeira demarcação da civilização Muril – Imagens de Dakila Pesquisas

As bases de pesquisas e de estudos da Civilização Muril eram marcadas por cristais facetados com cerca de 10 metros de comprimento, possuindo a forma de um lápis sextavado comprido com uma ponta. Estes marcos confundem os arqueólogos e cientistas, que não tendo certeza o que realmente são, os associam às formações da própria natureza.

Estas tecnologias cristalinas emitem para qualquer parte do universo sinais, que com eles são identificadas várias informações, entre elas o local de suas emissões. E no território amazônico brasileiro mesmo soterrado está ativo um destes cristais especialmente fundido, parecendo se encontrar em torno de 79 metros de profundidade no centro de uma destas bases.


Obelisco na avenida principal de Belo Horizonte/MG e também presenças em locais destacados em muitas outras cidades do mundo, recordam uma das tecnologias da civilização Muril – Imagem da Internet

Outras constatações da presença da civilização Muril são os geoglifos que serviam como sinalizadores ou mapas para serem vistos também do céu, sinalizando com suas presenças as bases desta civilização, tanto na superfície quanto no subsolo.

A denominação “templos” com sentido de cunho místico-religioso foi dada posteriormente a estas bases, que são de fato construções antiguíssimas espalhadas por toda a Terra e que depois abandonadas pela civilização Muril, muitas delas em ruinas foram reaproveitas por outras civilizações, que sobre elas ergueram outras construções, deturpando a verdadeira finalidade de sua construção original.

Assim, muitas das escritas e desenhos ritualísticos (hieróglifos, petróglifos e outros) que estão hoje nestas construções, eles são informações posteriores e não correspondem verdadeiramente às de seus iniciais construtores.

 
Pedra do Ingá/PB com seus petróglifos faz parte também de história da civilização Muril – Imagens da Internet

Como já foi mencionado, a civilização Muril não dilapidava natureza, a intenção destes seres como viajantes do espaço em todos os planetas que os tinham especiais como a Terra, era de criar diversas bases que funcionassem como centros de pesquisas e de conhecimento.


Locais infelizmente desmatados na região amazônica estão mostrando do alto, gigantescos hierógligos como figuras escavadas às vezes simetricas ou não, mas sempre parecendo direcionar ou sinalizar pontos/bases de apoio da civilização Muril, como parece também assim mostrar o contorno do Forte Prncipe da Beira – Imagens de Dakila Pesquisas

O interesse de alguns governos estrangeiros e de organizações não governamentais (ONG’s) sobre a região amazônica, com os primeiros às vezes até transvestidos destes últimos, nele estão também incluídos os artefatos e as tecnologias ali presentes de Ratanabá, que ainda permanecem escondidos e protegidos pela selva.

Este interesse que muito dele é realmente cobiça, dissimula-se como alertas para proteção da natureza ou como protestos para preservação ambiental.

Muito deste interesse está voltado ao que de fenomenal ainda se acha naquela região escondido pela floresta. Não só as riquezas minerais daquela região são cobiçadas, mas também artefatos e tecnologias de Ranatabá ali existentes.

Se estes artefatos e estas tecnologias caírem em mãos do poder político-militar de alguns governos do mundo, eles tornarão este planeta palco de conflitos e de beligerância ainda mais intensos do que os atuais.

Conflitos e beligerância induzidos por procedimentos compulsivos humanos totalmente opostos aos da civilização Muril, que se voltava ao verdadeiro sentido do conhecimento, do verdadeiro construir e de se realizar, que se a humanidade soubesse tê-los sabiamente como exemplos e com eles se conduzisse, poderia mudar sua história.

Após a finalização de suas pesquisas e de seus estudos os Muril foram embora, deixando aqui de sua civilização o que restou de suas construções.

Fonte: Pegasus Portal

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DICA DE LIVRO: O MAIOR MILAGRE DO MUNDO DE OG MANDINO

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é O maior milagre do mundo, de Og Mandino. Neste livro o autor nos apresenta Simon Potter, “o apanhador de papel”. Um homem de história incrível que salva pessoas para quem a vida não foi generosa. Ele desaparece misteriosamente, após passar adiante a sabedoria contida no Memorando de Deus. Em um mundo ainda tomado pela frustração e pelo desespero, assolado pelas drogas, crimes, famílias desfeitas, Simon volta com novos princípios para salvar a humanidade. Mais uma vez, o “apanhador de papel” recorre a Og Mandino para transmitir sua mensagem, dizendo-lhe que sua missão ainda não está completa. Dia após dia, os dois se encontram nas proximidades de um bosque para conversar.De forma simples e agradável, o autor nos presenteia com fundamentos capazes de mudar o presente e abrir caminhos para um futuro promissor, em uma parábola que representa uma verdadeira lição de esperança. Portanto convido você a se envolver e ler esse livro extraordinário cheio de lições de vida e aprendizado.

Foto: Amazon

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DICA DE LIVRO: SERGIO MORO, A HISTÓRIA DO HOMEM POR TRÁS DA OPERAÇÃO QUE MUDOU O BRASIL, DE JOICE HASSELMANN

A nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira é um livro fascinante e bem escrito pela autora Joice Hasselmann sobre a maior reserva moral desse país. O ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. Neste livro a autora faz uma série de questionamentos que rondam a mente da maioria dos brasileiros, tais como: Afinal, quem é Sérgio Moro? Teria ele motivações para agir com justiça diante de políticos? Como ele consegue manter a serenidade diante dos ataques sofridos? Ele pensou em desistir? Como será o Brasil depois de sua atuação? Será que ele pretende limpar toda a corrupção do Brasil? Para responder a essas perguntas, a autora imerge no passado e na trajetória do juiz de primeira instância que atuou contra famosos casos de corrupção até liderar a investigação da Operação Lava Jato com o Ministério Público e a Polícia Federal. Portanto, o leitor conhecerá também o caso do Banestado, remetente ao final da era Fernando Henrique Cardoso, e do Mensalão, duas investigações de grande importância que contaram com o trabalho de Moro. Sérgio Moro – A história do homem por trás da operação que mudou o Brasil é um mergulho no caso conhecido como o maior escândalo de corrupção do país.   A ideia deste livro é entender o “fenômeno Moro” e, por meio de conexões, será possível conhecer a carreira do magistrado que está mudando o país. Para além do espírito verde-e-amarelo dos protestos, mostraremos quem é o homem por trás do mito. Percorra essas páginas e compreenda a grande personalidade na busca pela verdade sobre a Operação Lava Jato e descubra o que a República do Paraná fez pelo restante do país.

Foto: Amazon

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LIVROS: OS OLHOS NA ESCURIDÃO DE DEAN KOONTZ E A GRANDE COINCIDÊNCIA

Em meio a histeria da pandemia do coronavírus da última semana em face ao avanço da epidemia pelo mundo, vem a tona um livro publicado há 40 anos pelo escritor de suspenses e ficção Dean Koontz, The eyes of darkness ou Os olhos da escuridão sobre uma “arma biológica” chamada “Wuhan-400” que causaria pânico em todo o mundo. Numa extrema coincidência o autor prevê que 2020 aconteceria uma epidemia semelhante a do coronavírus. Leia o artigo completo a seguir e conheça a incrível história!

O coronavírus foi realmente previsto no livro de Dean Koontz em 1981?

Thaís Garcia

Publicado em 26.02.2020

O coronavírus foi realmente previsto no livro de Dean Koontz em 1981? 16

GETTY/TWITTER

O escritor de suspense, Dean Koontz, previu o surto do atual vírus corona há quase quarenta anos? Em seu livro “The Eyes of Darkness” (Os Olhos da Escuridão), escrito em 1981, o americano escreve sobre uma “arma biológica” chamada “Wuhan-400” que causaria pânico em todo o mundo.

O escritor de ficção – que frequentemente incorpora elementos de horror, ficção científica e mistério em seus ‘thrillers’ (suspenses) – forneceu uma descrição de um vírus que, para muitos, é assustadoramente semelhante ao “Covid-19”.

“Um cientista chinês chamado Li Chen fugiu para os EUA com um disquete com informações sobre a nova e mais perigosa arma biológica da China”, diz o livro de 312 páginas“Eles chamam de “Wuhan-400″ porque foi desenvolvido em laboratórios perto da cidade de Wuhan”.

The eyes of darkness conta a história de Tina Evans, que busca descobrir o que realmente aconteceu com seu filho Danny. O menino é dado como morto após um acidente, mas, cerca de um ano depois, ao entrar no quarto do garoto, Tina vê uma mensagem escrita no quadro-negro que há no cômodo: “Não morreu”.

O filho da protagonista é detido em uma unidade militar, depois de ter sido infectado com o microrganismo produzido pelos seres humanos.

Koontz escreveu que o Wuhan-400 foi desenvolvido como uma “arma perfeita”: afetava apenas as pessoas e não podia sobreviver fora de um corpo humano vivo por mais de um minuto. Era uma arma biológica projetada para matar pessoas, mas acidentalmente deu a uma criança habilidades psíquicas.

Décadas depois, seu romance está circulando on-line, com sugestões de que Koontz previu o coronavírus de 2019.

Uma postagem no Facebook inclui 3 fotos: duas páginas do livro e uma mostrando a capa do romance de Koontz, ‘The Eyes of Darkness’.

A legenda diz: “Koontz escreveu este livro no início dos anos 80 e descreveu o vírus Corona. Interessante.”

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Página do livro de Dean Koontz: “Eles a chamam de ‘Wuhan-400’ porque foi desenvolvida em seus laboratórios de RDNA nos arredores da cidade de Wuhan, e foi a 400ª cepa viável de um micro-organismo feito pelo homem em um centro de pesquisa”.

O coronavírus foi realmente previsto no livro de Dean Koontz em 1981? 18Trecho do livro que diz: “Por volta de 2020 uma doença severa, parecida com a pneumonia, se espalhará pelo globo, atacando pulmões, tubos bronquiais e resistindo a todos os tratamentos conhecidos”.

O coronavírus foi realmente previsto no livro de Dean Koontz em 1981? 19O livro “The Eyes of Darkness”, escrito em 1981 por Dean Koontz.

Instituto de Virologia de Wuhan

Várias pessoas estão convencidas de que não é uma história fictícia que Koontz escreveu no início dos anos 80. Elas acreditam que o “centro de pesquisa” descrito no livro é o Instituto Wuhan de Virologia.

De fato, existe um laboratório deste instituto que possui a mais alta classificação de laboratórios que estuda os vírus mais mortais. Ele está localizado a cerca de 30 quilômetros de onde “Covid-19” estourou pela primeira vez.

A China construiu um laboratório em Wuhan para estudar alguns dos vírus mais perigosos do mundo, o SARS e o Ebola – e especialistas em biossegurança dos EUA alertaram em 2017 que o vírus poderia “escapar” da instalação que se tornou essencial no combate ao surto.

Acredita-se que um mercado de peixe em Wuhan seja o local onde o vírus mortal se espalhou. Ele fica a cerca de 32 quilômetros do Laboratório Nacional de Biossegurança de Wuhan, que abrigava patógenos perigosos, incluindo SARS e Ebola.

Em 2017, quando a inauguração do laboratório se aproximava, cientistas americanos publicaram na revista Nature suas preocupações de que esses vírus assassinos pudesse “escapar” e infectar pessoas. Tim Trevan, consultor de biossegurança de Maryland, nos EUA, disse que temia que a cultura da China pudesse tornar o instituto inseguro, porque uma “estrutura em que todos se sentissem à vontade para falar e que tivesse uma abertura de informações seria importante”.

O vírus da SARS – que entre 2002 e 2004 infectou 8.098 pessoas e matou 774 – havia ‘escapado’ várias vezes de um laboratório em Pequim, antes da abertura do laboratório de Wuhan, segundo o artigo da Nature. A China instalou o primeiro dos 5 a 7 biolaboratórios planejados e projetados para a máxima segurança em Wuhan em 2017, com o objetivo de estudar os patógenos de maior risco, como o SARS.

O laboratório, instalado no Instituto de Virologia Wuhan, foi construído em 2015 e ficou pronto em 2017. Ele foi o primeiro laboratório do país projetado para atender aos padrões de biossegurança nível 4 (BSL-4) – o mais alto nível de risco biológico, o que significa que seria qualificado para lidar com os patógenos mais perigosos. Os laboratórios da BSL-4 devem ser equipados com roupas de proteção especiais ou espaços especiais de trabalho em gabinetes, nos quais são confinados vírus e bactérias que podem ser transmitidos pelo ar para caixas seladas que os cientistas alcançam usando luvas de alta qualidade. Existem cerca de 54 laboratórios BSL-4 em todo o mundo. O primeiro da China, em Wuhan, recebeu credenciamento federal em janeiro de 2017.

Apesar dos primeiros temores sobre a contaminação em massa, especialistas chineses disseram que “atualmente não há suspeitas de que a instalação tenha algo a ver com o atual surto”, detectado pela primeira vez na China em dezembro do ano passado.

O microbiologista da Universidade Rutgers, Richard Ebright – e também responsável pelo sequenciamento de genoma crucial que permite aos médicos diagnosticar o vírus – disse ao Daily Mail que “não há motivos para suspeitar de que o laboratório esteja conectado ao vírus corona em Wuhan”.

De acordo com Guizhen Wu, da revista Biosafety and Health, o laboratório de Wuhan estava operacional ‘para experimentos globais em patógenos BSL-4’ desde janeiro de 2018.

“Após um incidente de vazamento de laboratório da SARS em 2004, o Ministério da Saúde da China iniciou a construção de laboratórios de preservação de patógenos de alto nível, como SARS, vírus corona e vírus de gripe pandêmica”, disse Guizhen Wu.

Os cientistas americanos que alertaram dos riscos em 2017 disseram à Revista Nature que o trabalho realizado em Wuhan era importante para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos. Isso incluiu a realização de testes em animais, incluindo macacos, já que os regulamentos para pesquisas com animais são muito mais flexíveis na China do que nos países ocidentais. O mais recente surto do vírus corona, que atualmente os cientistas acreditam ter sofrido mutação para infectar pessoas por meio de contato animal-humano, agora se espalhou para outros países, chegando ao Brasil.

Covid-19 x Wuhan-400

O Wuhan-400 tem algumas semelhanças com o Covid-19, mas as “previsões” de Koontz não se encaixam perfeitamente nas características do Covid-19.

O Wuhan-400 foi mencionado na versão original do livro como ‘Gorki-400’. Naquela época, o que preocupava era a Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. Somente em 2008 o nome foi alterado para Wuhan-400 e várias passagens do romance foram alteradas.

Ambos têm uma associação com a cidade chinesa de Wuhan. A doença fictícia de Koontz foi desenvolvida por pesquisadores de um laboratório. Embora não haja evidências de que o Covid-19 tenha sido criado em um laboratório ou tenha sido projetado por pessoas, essa hipótese não deve ser totalmente descartada.

O romance também diz que Wuhan-400 “afeta apenas seres humanos” e que “nenhuma outra criatura viva pode transmiti-lo”. Acredita-se, porém, que o Covid-19, segundo cientistas, tenha passado para os humanos a partir de animais.

No livro, a arma é mortal: com uma taxa de mortalidade de 100%, enquanto o atual vírus corona, apresentou até o momento no máximo – as opiniões diferem – 2%.

O período de incubação também é muito diferente. O fictício “Wuhan-400” tem um período de incubação extremamente rápido de cerca de 4 horas, em comparação com o COVID-19, que tem um período de incubação entre de 14 dias ou até mais, apresentando casos de 24, 27 e até 34 dias.

Casos graves de Covid-19 podem causar pneumonia e falta de ar, mas a Organização Mundial da Saúde diz que a maioria das vítimas se recuperará. E testes para vacinas e outros tratamentos em potencial estão sendo realizados.

Covid-19

Os coronavírus são um grupo de vírus que causa doenças que variam do resfriado comum a doenças mais graves. Um surto de uma nova cepa, chamada Covid-19, foi identificado em Wuhan, China, no final de dezembro de 2019.

De acordo com a atualização mais recente da Organização Mundial da Saúde sobre o surto, em 26 de fevereiro de 2020, o vírus já matou 2.770 pessoas.

Houve 81.280 casos confirmados de infecção por Covid-19 em todo o mundo, a maioria deles na China.

Thaís Garcia

Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.
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