Eu tenho pensado muito sobre coerência. A coerência como um ato de coragem.
Sobre esse lugar silencioso dentro da gente que sabe… mesmo quando a gente ainda não conseguiu colocar em palavras.
Sabe quando algo já não faz mais sentido. Sabe quando uma escolha pesa. E, sabe quando um “sim” vem acompanhado de um incômodo difícil de explicar.
E, ainda assim, quantas vezes eu mesma já segui?
Segui tentando ajustar o que já estava desalinhado. Segui permanecendo onde, no fundo, eu sabia que já tinha mudado. E também, segui silenciando partes de mim para evitar desconfortos maiores.
A incoerência não chega de forma brusca
E é curioso… porque a incoerência não chega de forma brusca. Ela vai se instalando aos poucos.
Num cansaço que não passa.
Numa irritação que não se justifica.
Numa sensação de estar presente… mas não inteira.
Eu tenho aprendido que existe um custo em não ser fiel ao que se sente. Um custo que não aparece de imediato, mas que vai, pouco a pouco, nos afastando de nós mesmos.
E talvez o mais difícil seja admitir isso. Porque ser coerente não é simples. Não é confortável. E muitas vezes não é bem visto.

Coerência é presença
Ser coerente, para mim, tem sido um exercício de honestidade. Não de impulsividade — mas de escuta.
De reconhecer o que já mudou dentro de mim, mesmo que eu ainda esteja entendendo como agir a partir disso.
Às vezes, essa coerência aparece em movimentos muito pequenos.
Um limite que eu finalmente coloco.
Uma conversa que eu deixo de adiar.
Uma escolha que, mesmo com medo, começa a se alinhar com o que eu acredito.
Eu não vejo mais coerência como rigidez. Vejo como presença. Como um compromisso silencioso de não me abandonar.
E talvez seja isso que eu tenho aprendido — e reaprendido: que viver em coerência não é sobre ter todas as respostas, mas sobre ter coragem de não ignorar as perguntas. Por isso vejo a coerência como um ato de coragem.
✨ Porque, no fim, incoerência cansa… e verdade sustenta.
Sarita Cesana
Psicóloga CRP 17-0979
@saritacesana_ @jornada_da_felicidade