Blog do Saber, Cultura e Conhecimento!

PESQUISA DO IBGE AFIRMA QUE NATAL É A 2ª CAPITAL BRASILEIRA COM MAIOR PERCENTUAL DE ADULTOS DECLARADOS HOMOSSEXUAIS OU BISSEXUAIS

Por g1 RN

 

Pessoas se reúnem ao redor de uma bandeira do orgulho LGBT — Foto: Mike Blake/ReutersPessoas se reúnem ao redor de uma bandeira do orgulho LGBT — Foto: Mike Blake/Reuters

Natal é a segunda capital do país com maior percentual de adultos que se declararam homossexuais ou bissexuais ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O dado foi divulgado nesta quarta-feira (25) dentro da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) – Quesito Orientação Sexual.

Segundo o instituto, 4% dos natalenses maiores de 18 anos que respoderam à entrevista se declararam homossexuais ou bissexuais.

Entre as capitais, o percentual só é menor que o registrado em Porto Alegre (5,1%). Macapá ficou na terceira colocação, com (3,9%).

Em média, 2,8% dos entrevistados nas capitais de todo o país se declararam homossexuais ou bissexuais. No Nordeste, a média das capitais foi de 2,2%.

A pesquisa colheu os dados em 2019 e investigou, pela primeira vez, em caráter experimental, essa característica da população brasileira.

Ao todo, 93% dos natalenses se declararam heterossexuais e 2,9% dos entrevistados não sabiam ou não quiseram informar sua sexualidade.

Rio Grande do Norte

Ainda de acordo com a pesquisa, no Rio Grande do Norte, 1,8% da população adulta seria homossexual ou bissexual. O percentual é pouco superior à media da região Nordeste, que foi de 1,5%.

93,8% dos potiguares se reconheceriam como heterossexuais e outros 4,4% não sabem ou não quiseram responder.

Pesquisa nacional

Segundo o IBGE, cerca de 2,9 milhões de pessoas se declararam homossexuais ou bissexuais, no país, o que corresponde a 1,8% da população adulta, maior de 18 anos. Já 1,7 milhão não sabe sua orientação sexual e 3,6 milhões não quiseram responder.

De acordo com a pesquisa, o percentual de pessoas que se declararam homossexuais ou bissexuais foi maior entre aquelas com maior nível de instrução e renda.

No grupo de pessoas com nível superior, 3,2% se declararam homossexual ou bissexual, percentual significativamente maior do que os sem instrução ou com nível fundamental incompleto (0,5%).

Os maiores percentuais de homossexuais ou bissexuais também foram observados nas duas classes de rendimento mais elevadas, sendo de 3,1% para os que moravam em domicílios cujo rendimento per capita era de mais de três a cinco salários mínimos, e de 3,5% naqueles com mais de cinco salários mínimos per capita

Primeira edição da pesquisa

Essa foi a primeira vez que o IBGE coletou dados sobre a orientação sexual da população brasileira. As informações foram divulgadas em caráter experimental, segundo o instituto, pois ainda não atingiram um grau completo de maturidade em termos de harmonização, cobertura ou metodologia.

A PNS captou a orientação sexual de forma similar à utilizada em grandes pesquisas domiciliares que realizam esse tipo de investigação pelo mundo. Segundo o IBGE, a comparação dos resultados mostra que os dados da PNS estão coerentes com os gerados por outros países.

“Nos Estados Unidos, por exemplo, onde a coleta da orientação sexual pela autodeclaração é realizada desde 2013, a National Health Interview Survey (NHIS) mostrou que, em 2018, 3,2% das mulheres e 2,7% dos homens norte-americanos se declararam homossexuais ou bissexuais. No Brasil, a PNS, primeira experiência relacionada ao tema, mostrou que esses percentuais foram de 1,8% e 1,9%, respectivamente”, informou o IBGE.

Continuar lendo PESQUISA DO IBGE AFIRMA QUE NATAL É A 2ª CAPITAL BRASILEIRA COM MAIOR PERCENTUAL DE ADULTOS DECLARADOS HOMOSSEXUAIS OU BISSEXUAIS

BOAS NOTÍCIAS: FINALMENTE CIENTISTAS DESCOBREM A CAUSA GENÉTICA DO LÚPUS

Muito importante e interessante o artigo publicado hoje, aqui na coluna CIÊNCIAS, pois trata-se de uma descoberta extraordinária da ciência. Finalmente uma equipe internacional de pesquisadores identificou uma causa da doença autoimune lúpus dentro das mutações de DNA de um gene que detecta o RNA viral. Como essa é uma doença crônica e, atualmente, não tem cura, essa descoberta é considerada o grande e decisivo passo para a cura.

Cientistas descobrem causa genética do lúpus, uma doença autoimune crônica

Uma equipe internacional de pesquisadores identificou uma causa da doença autoimune lúpus dentro das mutações de DNA de um gene que detecta o RNA viral – descobertas que levarão ao desenvolvimento de novos tratamentos.

Atualmente não há cura para a doença autoimune crônica que causa inflamação em órgãos e articulações e afeta o movimento e a pele – às vezes com sintomas debilitantes e complicações que podem ser fatais.

O lúpus afeta cerca de um quarto de milhão de pessoas nos EUA e no Reino Unido, e os tratamentos atuais são predominantemente imunossupressores que funcionam diminuindo o sistema imunológico para aliviar os sintomas.

Mas cientistas relataram recentemente a realização de sequenciamento completo do genoma no DNA de uma criança espanhola chamada Gabriela, que foi diagnosticada com lúpus grave quando tinha 7 anos de idade. Um caso tão grave com início precoce dos sintomas é raro e indica uma única causa genética.

Em sua análise publicada em 27 de abril na Nature , os pesquisadores relatam encontrar uma única mutação pontual no gene TLR7. Por meio de referências dos EUA e do Hospital Shanghai Renji na China, eles identificaram outros casos de lúpus grave em que esse gene também foi mutado.

Para confirmar que a mutação causa lúpus, a equipe usou a edição de genes CRISPR para introduzi-la em camundongos. Esses camundongos desenvolveram a doença e apresentaram sintomas semelhantes, fornecendo evidências de que a mutação TLR7 era a causa. O modelo de camundongo e a mutação foram ambos nomeados ‘kika’ por Gabriela, a jovem que está sendo tratada no Centro de Imunologia Personalizada da Universidade Nacional Australiana.

“Tem sido um grande desafio encontrar tratamentos eficazes para o lúpus, e os imunossupressores atualmente usados ​​podem ter sérios efeitos colaterais e deixar os pacientes mais suscetíveis à infecção”, disse Carola Vinuesa , autora sênior, investigadora principal e líder do estudo. novo Laboratório de Autoimunidade no Instituto Francis Crick, onde continuará a pesquisa. “Houve apenas um único novo tratamento aprovado pelo FDA nos últimos 60 anos.”

“Esta é a primeira vez que uma mutação TLR7 demonstrou causar lúpus, fornecendo evidências claras de uma maneira pela qual essa doença pode surgir”.

Pode ser um pequeno número de pessoas com lúpus que apresentam variantes no próprio TLR7, mas muitos pacientes apresentam sinais de hiperatividade na via do TLR7. Ao confirmar uma ligação causal entre a mutação genética e a doença, os pesquisadores podem começar a desenvolver tratamentos mais eficazes.

A mutação que os pesquisadores identificaram faz com que a proteína TLR7 se ligue mais facilmente a um componente de ácido nucleico chamado guanosina e se torne mais ativa. Isso aumenta a sensibilidade da célula imunológica, tornando mais provável que ela identifique incorretamente o tecido saudável como estranho ou danificado e monte um ataque contra ele.

Curiosamente, outros estudos mostraram que mutações que fazem com que o TLR7 se torne menos ativo estão associadas a alguns casos de infecção grave por COVID-19, destacando “o delicado equilíbrio de um sistema imunológico saudável”.

10x mais provável em mulheres

O trabalho também pode ajudar a explicar por que o lúpus é cerca de 10 vezes mais frequente em mulheres do que em homens.

Como o TLR7 fica no cromossomo X, as fêmeas têm duas cópias do gene, enquanto os machos têm uma. Normalmente, um dos cromossomos X é inativo nas mulheres, mas nesta seção do cromossomo, o silenciamento da segunda cópia é muitas vezes incompleto. Isso significa que as mulheres com uma mutação nesse gene podem ter duas cópias funcionais.

“A identificação do TLR7 como a causa do lúpus neste caso incomumente grave encerrou uma odisseia diagnóstica e traz esperança para terapias mais direcionadas para Gabriela e outros pacientes com lúpus que provavelmente se beneficiarão dessa descoberta”, diz a Dra. autor do estudo.

Os pesquisadores agora estão trabalhando com empresas farmacêuticas para explorar o desenvolvimento ou o redirecionamento de tratamentos existentes, que visam o gene TLR7. E eles esperam que direcionar esse gene também possa ajudar pacientes com doenças relacionadas, como artrite reumatoide e dermatomiosite, que pertencem à mesma família ampla do lúpus.

Agora uma adolescente que mantém contato com a equipe de pesquisa, Gabriela expressou esperança de que a descoberta fará com que as pessoas com lúpus sintam que não estão sozinhas na luta. “Espero que a pesquisa continue e acabe em um tratamento específico que possa beneficiar tantos guerreiros lúpicos que sofrem desta doença.”

Fonte: Good News Network

Continuar lendo BOAS NOTÍCIAS: FINALMENTE CIENTISTAS DESCOBREM A CAUSA GENÉTICA DO LÚPUS

SEGUNDO PESQUISA, 74% DOS BRASILEIROS DIZEM QUE O DINHEIRO É SUA MAIOR FONTE DE PREOCUPAÇÃO

Por Raphael Martins, g1

 

Notas, moeda, Real, dinheiro, notas de dinheiro — Foto: Reprodução/PixabayNotas, moeda, Real, dinheiro, notas de dinheiro — Foto: Reprodução/Pixabay

Uma pesquisa da fintech Onze, cedida com exclusividade ao g1, mostra que 74% dos brasileiros dizem que o dinheiro é sua maior fonte de preocupação. O número é maior do que a angústia pela família (60%), pela saúde (57%) e pelo trabalho (44%).

A sondagem colheu respostas de 1.603 pessoas, todas elas trabalhadoras assalariadas em regime CLT. A segmentação da amostra é ainda mais preocupante, pois trabalhadores formais costumam ter renda maior que os informais.

Das principais dificuldades quando o assunto é dinheiro, a pesquisa destaca o sacrifício de montar um “colchão” de conforto financeiro. Apenas 17,8% dos entrevistados afirmaram que conseguem cobrir os gastos e poupar algum dinheiro ao fim do mês.

Na outra ponta, 42,7% disseram que a renda atual cobre os gastos, mas sem sobras. Outros 33,7% confidenciaram que os gastos são maiores que a renda mensal. Os demais não fazem nenhum controle financeiro e não souberam responder.

Estresse financeiro

Esse sentimento de pressão causado pelo dinheiro é chamado de “estresse financeiro”. Os impactos se espalham tanto pela saúde física como pela produtividade no trabalho e nas relações pessoais.

Dos entrevistados, 30,6% disseram que a preocupação constante com o dinheiro afeta o desempenho no trabalho. Dessa fatia, o principal sintoma é a perda de sono pela aflição financeira (59,1%), seguida de perda de foco (54,8%), mau humor e impaciência com colegas (20,3%) e necessidade de resolver pendências ao longo do dia (20%).

“Levando em consideração que o dinheiro é a maior preocupação de 74% dos entrevistados e 31% afirmam ter seu rendimento afetado, chegamos a uma média de 25% de trabalhadores afetados pelo estresse financeiro. Ou seja, 1 em cada 4 trabalhadores CLTs”, diz relatório da Onze.

Oito em cada dez brasileiros têm dívidas a pagar; juros altos são armadilhas

Oito em cada dez brasileiros têm dívidas a pagar; juros altos são armadilhas

Quando o assunto é a vida pessoal, 54,5% dos entrevistados admite que a preocupação financeira tem atrapalhado.

Entre os sintomas, o principal é a falta de energia para aproveitar o tempo com entes queridos (62,3%). Em seguida, mau humor e falta de paciência com a família (47,9%) e desentendimentos com o parceiro (32,6%).

Por fim, a Onze também avaliou os efeitos do estresse financeiro na saúde mental. Nada menos que 75% percebem influência. Lidera a sensação de ansiedade (71,6%), seguida de pensamento constante sobre pagamentos e dívidas (64,5%), desânimo (58,3%), irritabilidade (46,7%) e medo do futuro (45,9%).

Como superar o estresse financeiro?

Em entrevista ao podcast Educação Financeira desta segunda-feira (9), Ana Paula Netto, consultora financeira da Onze, afirma que o principal gatilho de estresse financeiro é a falta de organização.

“Com base em outras pesquisas que fizemos, o que te leva a ter saúde financeira é a disciplina. Mas as pessoas relutam em se organizar porque, em geral, associam dinheiro a sentimentos negativos”, diz.

Segundo a planejadora financeira Paula Bazzo, a quebra dessa inércia pode vir de um estudo de si mesmo sobre estilo de organização.

“Tem pessoas que não funcionam ao tentar ‘planilhar’ esses números. É preciso tirar esse peso de que tudo tem que ser planilhado. Tem pessoas que desistem antes mesmo de começarem”, afirma.

Bazzo diz que separar uma ou duas horas por semana para pensar nas obrigações financeiras em cada área da vida já pode ser um bom início. Assim, já se pode ter um norte para avaliar se a pessoa está dentro ou ultrapassou os limites.

“Para aquela pessoa que é completamente desorganizada e não se reconhece no processo de organização financeira, ter um orçamento um pouco mais simples é mais funcional do que tentar fazer uma planilha super complexa e cheia de gráficos”, diz a especialista.

Continuar lendo SEGUNDO PESQUISA, 74% DOS BRASILEIROS DIZEM QUE O DINHEIRO É SUA MAIOR FONTE DE PREOCUPAÇÃO

SEGUNDO PESQUISA, ALTA NA INFLAÇÃO LEVA RENDA DE BRASILEIRO A PATAMAR DE UMA DÉCADA ATRÁS

Inflação alta leva renda do brasileiro à patamar de dez anos atrás, mostra Pnad

Economistas avaliam que incertezas políticas e econômicas seguram a ampliação do mercado formal, responsável por puxar o crescimento da renda.

Pauline Almeida

da CNN

no Rio de Janeiro

 

Com uma inflação acumulada de 11,3% nos últimos 12 meses, o brasileiro vê sua renda real chegar a R$ 2.548, a menor para um primeiro trimestre do ano desde 2012, ou seja, em uma década.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de março, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), André Braz, destaca que a inflação vem consumindo o salário dos trabalhadores e a alimentação está entre os principais desafios.

Segundo o IBGE, o rendimento real habitual entre janeiro e março deste ano teve uma alta de 1,5% em relação ao trimestre anterior (outubro a dezembro de 2021).

No entanto, caiu 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Das dez categorias usadas pelo IBGE para dividir os trabalhadores por atividades, apenas duas tiveram crescimento na renda real entre o primeiro trimestre deste 2022 e o de 2021: agricultura (+1,8%) e construção, que registrou um aumento médio de R$ 113 (5,8%).

Nesse período, outras sete tiveram redução: comércio e reparação de veículos (-2,8%); transporte, armazenamento e correio (-0,7%); alojamento e alimentação (-5,2%); informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (-4,6%); outros serviços (-3,4%) e serviços domésticos (-0,6%).

As principais quedas em um ano foram registraram na indústria (-7,3%), com uma redução de R$ 198 no rendimento médio, e no grupo da administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, com uma diminuição de 15,7%, cerca de R$ 671.

Instabilidade barra crescimento do mercado de trabalho

Se o rendimento mostra uma queda em relação aos anos anteriores, ele teve uma leve reação no comparativo com o trimestre encerrado entre outubro e dezembro.

Neste caso, dos dez grupos, apenas transporte, armazenamento e correios (-1,1%) e administração pública (-1,6%) registraram redução.

Os principais crescimentos se deram nas categorias de agricultura, com aumento de 6%, cerca de R$ 93, chegando a R$ 1.649; indústria, com alta de 2,9%, chegando a R$ 2.509 (+R$ 71); construção, aumento de R$ 117, com rendimento médio de R$ 2.060 (+6,1%); comércio, uma alta de 3,2% e rendimento de R$ 2.107 (+R$ 65); alojamento e alimentação, aumento de 5,6%, acrescentando R$ 90 e chegando a R$ 1.696); e serviços domésticos, com 3,1% (R$ 30), com um rendimento de R$ 1.008.

Com renda média superior a do trabalho informal (de R$ 1.637), os postos de trabalho formais cresceram 1,1% entre janeiro e março e registraram um aumento também no valor, indo para R$ 2.467.

É esse segmento que costuma puxar a renda para baixo ou para cima.

O pesquisador e economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, do FGV Ibre, avalia que a ampliação das vagas de carteira assinada é contida pelo cenário econômico, com a expectativa de um PIB inferior a 1% neste ano.

“Isso tem a ver com a baixa taxa de crescimento. O trabalho formal é relativamente mais caro, é algo custoso. O empresário faz isso quando ele vê o ambiente mais tranquilo. A incerteza aumentou desde 2015 e não baixou”, pontuou.

O desemprego ficou estável no Brasil, neste primeiro trimestre de 2022, mas ainda são 11,9 milhões de pessoas desocupadas. Já a população ocupada caiu 0,5%, com 93,5 milhões, com 472 mil pessoas a menos do que no trimestre entre outubro e dezembro de 2021.

Barbosa Filho afirma que o mercado de trabalho também tem outros desafios pela frente, que extrapolam o campo econômico.

“Você ainda tem uma turbulência internacional e tem um ano eleitoral que tem tudo para ser polarizado”, colocou.

Fonte: CNN

Continuar lendo SEGUNDO PESQUISA, ALTA NA INFLAÇÃO LEVA RENDA DE BRASILEIRO A PATAMAR DE UMA DÉCADA ATRÁS

SEGUNDO PESQUISA, BRASILEIROS AINDA SE MOSTRAM CAUTELOSOS EM ABRIR MÃO DO USO DE MÁSCARA DE PROTEÇÃO CONTRA COVID-19

Maioria dos brasileiros mantém máscara em viagens e supermercados, diz pesquisa

Pelo menos 70% dos entrevistados afirmaram que continuariam a frequentar supermercados e a viajar de avião ou ônibus de máscara

Lucas RochaCarolina Figueiredo

da CNN

em São Paulo

Supermercado no Rio de JaneiroSupermercado no Rio de JaneiroTânia Rêgo/Agência Brasil

O uso de máscaras como medida de prevenção à Covid-19 deixou de ser obrigatório em todos os estados e no Distrito Federal. No entanto, os brasileiros ainda se mostram cautelosos em abrir mão do item de proteção facial.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Instituto FSB Pesquisa, pelo menos 70% dos entrevistados afirmaram que continuariam a frequentar supermercados e a viajar de avião ou ônibus de máscara.

A pesquisa ouviu 2.015 pessoas, com 16 anos ou mais, em todos os estados e no Distrito Federal, entre 1º e 5 de abril.

A maioria dos entrevistados afirmou que manteria o uso de máscaras em supermercados (73%), viagens de ônibus ou avião (70%), no comércio de rua (64%), nos shoppings (61%) e no trabalho (59%). O índice fica acima de 40% em atividades como cinemas, bares, restaurantes, shows e academias.

A pesquisa aponta que, nos últimos seis meses, o número de pessoas que usam máscaras em lugares abertos e fechados caiu quase pela metade – passou de 55% em novembro de 2021 para 29% em abril deste ano – enquanto houve um aumento entre os adeptos apenas em lugares fechados (de 40% para 53%). Já 17% disseram que não estão usando mais máscaras contra 4% em novembro de 2021.

“É precoce dizer que o uso das máscaras continuará a ser um padrão entre os brasileiros mesmo com o fim da obrigatoriedade. Os índices de contaminação e óbitos por Covid-19 estão muito presentes na memória da população. Precisamos continuar a avaliar esse comportamento nos próximos meses”, diz o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, em comunicado.

A pesquisa também aponta uma grande adesão à vacinação contra a Covid-19 no país. Entre os entrevistados, 95% afirmaram ter recebido pelo menos uma dose – e a maioria (82%) pretende tomar a dose de reforço e completar o esquema vacinal. De acordo com a pesquisa, para 33% da população o medo de conviver com pessoas não vacinadas é considerado grande ou muito grande.

Fonte: CNN

Continuar lendo SEGUNDO PESQUISA, BRASILEIROS AINDA SE MOSTRAM CAUTELOSOS EM ABRIR MÃO DO USO DE MÁSCARA DE PROTEÇÃO CONTRA COVID-19

SEGUNDO DADOS DA SAÚDE, NÚMERO DE MORTES DE MULHERES GRÁVIDAS OU ATÉ 42 DIAS APÓS O PARTO CRESCEU 41,9% NO BRASIL EM 2021

Mortes de gestantes crescem mais de 40% em 2021, apontam dados da Saúde

Foram registrados mais de 2,7 mil óbitos. Especialistas creditam aumento à pandemia de Covid-19

Pauline Almeida

da CNN

no Rio de Janeiro

Mortes de gestantes crescem mais de 40% em 2021, apontam dados da Saúde | W Radio Brasil

 

O número de mortes de mulheres grávidas ou até 42 dias após o parto cresceu 41,9% no Brasil no ano passado em relação a 2020, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

O aumento dos óbitos, provocado pela pandemia de Covid-19, deixa o Brasil ainda mais longe da meta de reduzir a mortalidade materna, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

O painel do Ministério da Saúde mostra que o país vinha registrando uma queda nos óbitos de gestantes e puérperas entre 2017 e 2019 — este último com 1.575 mortes. No entanto, em 2020, com o início da disseminação do coronavírus, a situação mudou: foram 1.964 mortes, uma alta de quase 25%. Já em 2021, o número saltou para 2.787.

CNN procurou o Ministério da Saúde para comentar os números e aguarda um retorno.

O obstetra e pesquisador do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Marcos Nakamura, explica que as gestantes e mulheres após o parto se mostraram um grupo de risco para a Covid-19.

“Desde o H1N1, a gente sabe que essas infecções respiratórias graves têm uma possibilidade de afetar desproporcionalmente as mulheres grávidas. Por que isso? A grávida, por conta das mudanças no organismo, acaba tendo uma capacidade pulmonar reduzida. O pulmão é afetado, isso faz com que rapidamente descompense, levando a um quadro de insuficiência respiratória”, relatou à CNN.

Segundo o médico, que também é presidente da Comissão de Mortalidade Materna da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), os dados do Sivep-Gripe (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe, do Ministério da Saúde) indicam 461 óbitos de gestantes com diagnóstico confirmado de Covid-19, em 2020, e 1.519, em 2021.

“Em 2019, a razão de mortalidade materna é de 58 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos. Em 2020, 72 a cada 100 mil nascidos vivos. Em 2021, deve ficar acima de 100”, colocou, lembrando que o Ministério da Saúde ainda pode fazer pequenas correções nas estatísticas.

A Razão de Mortalidade Materna é um índice que expressa o número de mortes de gestantes ou mães até 42 dias após o parto por 100 mil nascidos vivos. Em países desenvolvidos, ela fica em torno de 10 por 100 mil nascidos vivos.

Marcos Nakamura também conta que outro efeito do coronavírus causa impacto sobre as gestantes.

“Além da questão respiratória, tem um distúrbio inflamatório, aumenta a chance de trombose. E a grávida ou a mulher que teve o parto tem uma predisposição a ter essas complicações, especialmente de trombose, em relação à população normal”, colocou.

Já o diretor médico da Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Jair Braga, pontua que a pandemia prejudicou o acompanhamento pré-natal das gestantes, fundamental para a identificação de problemas e comorbidades, devido ao cancelamento de consultas e o medo de contaminação nos hospitais e consultórios.

“As grávidas demoraram um pouco para entrar no grupo de risco da Covid. E depois que entraram, ficaram”, colocou.

Diante dos números, ambos os médicos ressaltam a importância das mulheres gestantes receberem a vacina contra o coronavírus.

Como chegar à meta da ONU para 2030?

Com a melhora do cenário epidemiológico da pandemia, os olhares se voltam para como melhorar o atendimento e chegar à meta de 30 mortes por 100 mil nascidos vivos, até 2030.

Para Jair Braga, o pré-natal precisa ser seguido à risca. As consultas de acompanhamento, segundo o médico, servem para identificar problemas como hipertensão e diabetes, algumas das principais causas de mortes.

O diretor médico da Maternidade Escola da UFRJ também defende a qualificação dos profissionais de saúde. “É um desafio muito grande, principalmente nas cidades que têm menos recursos”, colocou.

O pesquisador do IFF/Fiocruz, Marcos Nakamura, ainda argumenta a necessidade da ampliação de UTIs obstétricas, a melhora do encaminhamento de gestantes de risco e a resolução de problemas de infraestrutura enfrentados em alguns hospitais.

“A pandemia veio escancarar alguns problemas que já eram crônicos na rede de atenção”, avalia.

Continuar lendo SEGUNDO DADOS DA SAÚDE, NÚMERO DE MORTES DE MULHERES GRÁVIDAS OU ATÉ 42 DIAS APÓS O PARTO CRESCEU 41,9% NO BRASIL EM 2021

SEGUNDO PESQUISA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, NATAL É A 21ª CAPITAL COM MAIOR CONSUMO DE BEBIDAS ALCÓOLICAS

Natal é 21ª colocada em ranking de capitais com maior consumo de bebidas alcoólicas em 2021

Foto: Ilustrativa

Belo Horizonte é a capital que mais consumiu bebidas alcoólicas em 2021, segundo pesquisa do Ministério da Saúde. Natal fica apenas na 21ª colocação nessa lista.

O levantamento mostra que 25,20% dos moradores de BH consumiram mais de quatro doses de bebida alcoólicas em 30 dias. Com isso, a capital lidera o ranking da pesquisa. A segunda colocada é Vitória (ES), com 23,28%, seguida por Cuiabá (MT), com 23,17%.

Já a capital que menos ingere bebidas alcoólicas é Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Apenas 12,8% dos adultos da cidade consumiram mais doses deste tipo de bebida.

Veja o ranking com todas as capitais:

  • Belo Horizonte (MG): 25,20%
  • Vitória (ES): 23,28%
  • Cuiabá (MT): 23,17%
  • Distrito Federal (DF): 22,54%
  • Salvador (BA): 22,53%
  • Palmas (TO): 22,17%
  • Porto Velho (RO): 21,74%
  • Florianópolis (PA): 21,47%
  • Macapá (AM): 20,42%
  • Rio de Janeiro (RJ): 19,90%
  • João Pessoa (PB): 19,83%
  • Campo Grande (MS): 19,77%
  • Recife (PE): 19,43%
  • Teresina (PI): 18,50%
  • Goiânia (GO): 18,39%
  • Fortaleza (CE): 18,33%
  • Boa Vista (RR): 17,87%
  • São Luís (MA): 17,85%
  • Aracaju (SE): 17,28%
  • São Paulo (SP): 15,82%
  • Natal (RN): 15,40%
  • Belém (PA): 15,31%
  • Curitiba (PR): 15,18%
  • Manaus (AM): 14,80%
  • Rio Branco (AC): 13,67%
  • Maceió (AL): 13,16%
  • Porto Alegre (RS): 12,82%

Homens beberam mais
A pesquisa levou em consideração os moradores das capitais brasileiras que consumiram quatro ou mais doses de bebidas alcóolicas, no caso das mulheres e cinco ou mais doses no caso dos homens.

Se for separar por sexo, BH continua liderando a pesquisa com o consumo de álcool entre os homens: 36,21% dos belo-horizontinos consumiram bebidas alcoólicas no período e nas doses pesquisadas no levantamento.

No caso das mulheres, em primeiro lugar na lista das que mais ingeriram bebidas alcóolicas, em 2021, aparecem as moradoras da cidade de Florianópolis, em Santa Catarina: 17, 55% delas se enquadraram no perfil do estudo. As mulheres de BH aparecem em quarto lugar.

Fonte: Blog do BG

Continuar lendo SEGUNDO PESQUISA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, NATAL É A 21ª CAPITAL COM MAIOR CONSUMO DE BEBIDAS ALCÓOLICAS

SEGUNDO PESQUISA, NATAL É O SEGUNDO DESTINO NACIONAL MAIS VENDIDO E VISITADO DO BRASIL

Natal é o segundo destino mais procurado do Brasil, aponta pesquisa

Redação/Portal da Tropical

Atualizado em:12

Foto: Divulgação/ABIH-RN

O Rio Grande do Norte aparece mais uma vez como destaque no cenário do turismo nacional. Em anúncio realizado nesta segunda-feira (11), pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo – Braztoa, Natal, a porta de entrada do turista no RN, figura como segundo destino nacional mais vendido e visitado, empatado com Gramado/RS.

O resultado é fruto do trabalho realizado pela Emprotur – Empresa Potiguar de Promoção Turística em parceria com os gestores e o comércio turístico potiguar para a Promoção do Estado do Rio Grande do Norte em mercados públicos públicos estratégicos.

A capital potiguar superou destinos tradicionais como: Rio de Janeiro, Porto de Galinhas, Fortaleza e Maceió. “Esse é um resultado importante e que merece ser conhecido. Não estamos no ranking pelo segundo ano consecutivo, reunindo os resultados de um trabalho focado e direcionado para o aumento das vendas”, declara o diretor-presidente da Emprotur, Bruno Reis.

Continuar lendo SEGUNDO PESQUISA, NATAL É O SEGUNDO DESTINO NACIONAL MAIS VENDIDO E VISITADO DO BRASIL

CIÊNCIAS: ESTUDO DE HARVARD DEMONSTRA QUE RESPIRAR PROFUNDAMENTE PODE COMBATER VÍRUS

Um estudo de Harvard demonstrou que os meros movimentos da respiração, conhecidos por influenciar as funções vitais dos pulmões, incluindo a manutenção do tecido saudável, quando em padrão constante de alongamento e relaxamento faz ainda mais – gera respostas imunes contra vírus invasores, como o COVID-19. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes desse estudo.

Humanos podem combater vírus respirando profundamente – estudo de Harvard mostra como funciona

A pessoa média terá mais de 600 milhões de respirações ao longo de sua vida. Cada respiração estica os tecidos dos pulmões a cada inspiração e os relaxa a cada expiração. Os meros movimentos da respiração são conhecidos por influenciar as funções vitais dos pulmões, incluindo a manutenção do tecido saudável.

Agora, uma nova pesquisa do Wyss Institute da Universidade de Harvard revelou que esse padrão constante de alongamento e relaxamento faz ainda mais – gera respostas imunes contra vírus invasores, como o COVID-19.

Usando um ‘Chip de Pulmão Humano’ que replica as estruturas e funções do saco de ar do pulmão, ou “alvéolo”, a equipe de pesquisa descobriu que, aplicando forças mecânicas que imitam os movimentos respiratórios, eles podem suprimir a replicação do vírus da gripe, enquanto ativam o sistema imunológico protetor inato. respostas.

“Esta pesquisa demonstra a importância dos movimentos respiratórios para a função pulmonar humana, incluindo respostas imunes à infecção, e mostra que nosso chip de alvéolo humano pode ser usado para modelar essas respostas nas porções profundas do pulmão, onde as infecções geralmente são mais graves e levam à hospitalização e à morte”, disse o co-primeiro autor Haiqing Bai, Ph.D., um bolsista de desenvolvimento de tecnologia Wyss no Instituto. Os resultados foram publicados esta semana na Nature Communications.

Criando uma gripe em um chip

Como as fases iniciais da pandemia de COVID-19 deixaram dolorosamente claro, o pulmão é um órgão vulnerável onde a inflamação, em resposta à infecção, pode gerar uma “tempestade de citocinas” que pode ter consequências mortais. No entanto, os pulmões também são muito complexos e é difícil replicar suas características únicas no laboratório. Essa complexidade dificultou a compreensão da ciência de como os pulmões funcionam nos níveis celular e tecidual, em estados saudáveis ​​e doentes.

Os Chips de Órgãos Humanos do Wyss Institute foram desenvolvidos para resolver esse problema e demonstraram replicar fielmente as funções de muitos órgãos humanos diferentes no laboratório, incluindo o pulmão. Como parte de projetos financiados pelo NIH e DARPA desde 2017, os pesquisadores da Wyss têm trabalhado na replicação de várias doenças em Lung Airway e Alveolus Chips para estudar como os tecidos pulmonares reagem a vírus com potencial pandêmico e testar possíveis tratamentos.

Durante seu doutorado treinando, Bai estudou doenças que afetam os minúsculos sacos de ar dentro dos pulmões, onde o oxigênio é rapidamente trocado por dióxido de carbono. Essa fundação o preparou para enfrentar o desafio de recriar uma infecção de gripe em um Alveolus Chip para que a equipe pudesse estudar como esses espaços pulmonares profundos montam respostas imunes contra invasores virais.

Microestrutura de alvéolos pulmonares humanos pelo Instituto Wyss da Universidade de Harvard 

Bai e sua equipe primeiro alinharam os dois canais microfluídicos paralelos de um Organ Chip com diferentes tipos de células humanas vivas – células pulmonares alveolares no canal superior e células dos vasos sanguíneos pulmonares no canal inferior – para recriar a interface entre os sacos aéreos humanos e seus capilares de transporte de sangue. Para imitar as condições que os alvéolos experimentam no pulmão humano, o canal revestido por células alveolares foi preenchido com ar, enquanto o canal do vaso sanguíneo foi perfundido com um meio de cultura fluido contendo nutrientes que normalmente são fornecidos pelo sangue. Os canais foram separados por uma membrana porosa que permitiu que as moléculas fluíssem entre eles.

Estudos anteriores do Wyss Institute estabeleceram que a aplicação de alongamento cíclico em Alveolus Chips para imitar os movimentos respiratórios produz respostas biológicas que imitam as observadas in vivo. Isso é feito aplicando sucção em câmaras laterais ocas adjacentes aos canais fluídicos revestidos de células para esticar e relaxar ritmicamente os tecidos pulmonares em 5%, que é o que os pulmões humanos normalmente experimentam a cada respiração.

Quando a equipe infectou esses chips de alvéolos “respiradores” com influenza H3N2, introduzindo o vírus no canal de ar, eles observaram o desenvolvimento de várias características conhecidas da infecção por influenza, incluindo a quebra de junções entre as células, um aumento de 25% na morte celular, e o início de programas de reparo celular. A infecção também levou a níveis muito mais altos de múltiplas citocinas inflamatórias no canal dos vasos sanguíneos, incluindo o interferon tipo III, uma defesa natural contra a infecção viral que também é ativada em estudos de infecção por gripe in vivo.

Além disso, as células dos vasos sanguíneos dos chips infectados expressaram níveis mais altos de moléculas de adesão, o que permitiu que as células imunes, incluindo células B, células T e monócitos no meio de perfusão, se ligassem às paredes dos vasos sanguíneos para ajudar a combater a infecção. Esses resultados confirmaram que o Alveolus Chip estava montando uma resposta imune contra o H3N2 que recapitulou o que acontece no pulmão de pacientes humanos infectados pelo vírus da gripe.

Concentre-se em sua respiração

A equipe então realizou o mesmo experimento sem movimentos respiratórios mecânicos. Para sua surpresa, os chips expostos a movimentos respiratórios tiveram 50% menos mRNA viral em seus canais alveolares e uma redução significativa nos níveis de citocinas inflamatórias em comparação aos chips estáticos. A análise genética revelou que a cepa mecânica ativou vias moleculares relacionadas à defesa imunológica e múltiplos genes antivirais, e essas ativações foram revertidas quando o alongamento cíclico foi interrompido.

“Esta foi a nossa descoberta mais inesperada – que o estresse mecânico por si só pode gerar uma resposta imune inata no pulmão”, disse o co-primeiro autor Longlong Si , Ph.D., ex-bolsista de desenvolvimento de tecnologia da Wyss que agora é professor na Universidade de Shenzhen. Instituto de Tecnologia Avançada na China.

Sabendo que às vezes os pulmões sofrem mais de 5% de tensão, como no distúrbio pulmonar obstrutivo crônico (DPOC) ou quando os pacientes são colocados em ventiladores mecânicos, os cientistas aumentaram a tensão para 10% para ver o que aconteceria. A cepa mais alta causou um aumento nos genes e processos da resposta imune inata, incluindo várias citocinas inflamatórias.

“Como o nível de tensão mais alto resultou em maior produção de citocinas, isso pode explicar por que pacientes com doenças pulmonares como DPOC sofrem de inflamação crônica e por que os pacientes que são colocados em ventiladores de alto volume às vezes sofrem lesão pulmonar induzida pelo ventilador”, explicou Si.

Os cientistas então deram um passo adiante, comparando as moléculas de RNA presentes nas células dentro dos Chips Alveolus tensos versus estáticos para ver se eles poderiam identificar como os movimentos respiratórios estavam gerando uma resposta imune. Eles identificaram uma proteína de ligação ao cálcio, chamada S100A7, que não foi detectada em chips estáticos, mas altamente expressa em chips tensos, sugerindo que sua produção foi induzida por estiramento mecânico. Eles também descobriram que o aumento da expressão de S100A7 regulava positivamente muitos outros genes envolvidos na resposta imune inata, incluindo múltiplas citocinas inflamatórias.

Com base nesse resultado promissor, a equipe infectou Chips Alveolus com o vírus H3N2 e administrou o medicamento azeliragon em sua dose terapêutica duas horas após a infecção.

Este medicamento bloqueou significativamente a produção de citocinas inflamatórias – um efeito que foi ainda mais aprimorado quando eles adicionaram o medicamento antiviral molnupiravir (que foi recentemente aprovado para pacientes com COVID-19) ao regime de tratamento.

No entanto, embora o azeliragon seja um medicamento anti-inflamatório promissor, os cientistas alertaram que são necessários mais estudos para determinar um regime de tratamento seguro e eficaz em humanos.

Enquanto isso, a respiração robusta é algo que todos podemos fazer ao longo de qualquer estação para promover uma boa saúde.

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: ESTUDO DE HARVARD DEMONSTRA QUE RESPIRAR PROFUNDAMENTE PODE COMBATER VÍRUS

MINISTÉRIO DA SAÚDE DIVULGA PESQUISA QUE REVELA INDICADORES ASSOCIADOS A DOENÇAS CRÔNICAS NO BRASIL

Pesquisa revela indicadores de saúde associados a doenças crônicas no país

Estimativas fornecem a frequência de fatores de risco ou proteção para doenças crônicas com base em respostas de mais de 27 mil brasileiros de todas as capitais

Lucas Rocha

da CNN

em São Paulo

Foto: Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (7), Dia Mundial da Saúde, resultados da Pesquisa Vigitel 2021, um dos mais amplos inquéritos de saúde do Brasil.

Ao todo, 27.093 pessoas com 18 anos ou mais, de todas as capitais residentes em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal, foram entrevistadas entre os meses de setembro de 2021 e fevereiro de 2022.

As estimativas fornecem a frequência de fatores de risco ou proteção para doenças crônicas, agrupados por temas que envolvem: tabagismo, excesso de peso e obesidade, padrões de alimentação, padrões de atividade física, consumo de bebidas alcoólicas, autoavaliação do estado de saúde, prevenção
de câncer e morbidade referida.

Tabagismo

tabagismo e a exposição passiva ao tabaco são importantes fatores de risco para o desenvolvimento de uma série de doenças crônicas, tais como câncer, doenças pulmonares e doenças cardiovasculares.

A frequência de adultos que fumam variou entre 4% em Aracaju e 14,5% em Campo Grande. As maiores frequências de fumantes foram encontradas, entre homens, em Campo Grande (22,2%), no Distrito Federal (17,7%) e em Curitiba (14,9%) e, entre mulheres, em São Paulo (9,7%), Rio Branco (9,6%) e Florianópolis (8,7%).

Considerando todas as capitais, a frequência de adultos fumantes foi de 9,1%, sendo maior no sexo masculino (11,8%) do que no feminino (6,7%). No total da população, a frequência de fumantes tendeu a ser menor entre os adultos jovens (antes dos 34 anos de idade) e entre aqueles com 65 anos e mais.

Em relação aos fumantes passivos, entre os homens, as maiores frequências foram observadas no Rio de Janeiro (11,2%), Distrito Federal (10,2%) e em Aracaju (9,7%) e, entre as mulheres, em Belo Horizonte (10,8%), Rio Branco (10,0%) e Boa Vista (9,9%).

Excesso de peso e obesidade

Em pesquisas populacionais, o diagnóstico do estado nutricional é feito a partir do índice de massa corporal (IMC), obtido pela divisão do peso, medido em quilogramas, pela altura ao quadrado, medida em metros (kg/m²). O excesso de peso é diagnosticado quando o IMC alcança valor igual ou superior a 25 kg/m², enquanto a obesidade é diagnosticada com valor de IMC igual ou superior a 30 kg/m².

A frequência de adultos com excesso de peso variou entre 49,3% em São Luís e 64,4% em Porto Velho. As maiores frequências de excesso de peso foram observadas, entre homens, em Porto Velho (67,5%), João Pessoa (66,5%) e Manaus (65,2%) e, entre mulheres, em Manaus (61,8%), Porto Velho e Belém (61%). As menores frequências de excesso de peso, entre homens, ocorreram em Salvador (50,8%), São Luís (51,4%) e Vitória (55,8%) e, entre mulheres, em Palmas (45%), Teresina (46,4%) e São Luís
(47,5%).

Nas capitais, a frequência de excesso de peso foi de 57,2%, sendo maior entre os homens (59,9%) do que entre as mulheres (55%). No total da população, a frequência dessa condição aumentou com a idade até os 54 anos e reduziu com o aumento da escolaridade, segundo a pesquisa.

Em relação à obesidade, a frequência variou entre 17,9% em Vitória e 26,4% em Porto Velho. As maiores frequências de obesidade foram observadas, entre os homens, em Aracaju (27,9%), Goiânia (26,7%) e Porto Velho (26,6%) e, entre as mulheres, em Manaus (26,6%), Recife (26,5%) e Porto Velho (26,2%). As menores frequências ocorreram, entre homens, em Recife (17,7%), São Luís e Salvador (18,6%), e entre as mulheres, em Palmas (16,1%), Vitória (16,8%) e Teresina (17,2%).

Consumo alimentar

A pesquisa Vigitel também reúne indicadores do consumo de alimentos considerados marcadores de padrões saudáveis de alimentação (incluindo frutas e hortaliças, feijão e alimentos não ou minimamente processados que são protetores para doenças crônicas) e marcadores de padrões não saudáveis de alimentação (como refrigerantes e alimentos ultraprocessados).

Na análise, foi considerado regular o consumo de frutas e hortaliças quando ambos alimentos eram
consumidos em cinco ou mais dias da semana. A frequência de adultos que consomem regularmente frutas e hortaliças variou entre 22,6% em Rio Branco e 44,7% em Belo Horizonte.

As maiores frequências, entre homens, foram encontradas em Curitiba (37,1%), Belo Horizonte (36,7%) e Porto Alegre (35,9%) e as menores em São Luís (14,0%), Rio Branco (19,2%) e Salvador (20,2%). Entre mulheres, as maiores frequências foram encontradas em Florianópolis (52,1%), Belo Horizonte (51,4%) e no Distrito Federal (50,3%) e as menores em Rio Branco (25,7%), Porto Velho (28,2%) e Salvador (30,6%).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão diária de pelo menos 400 gramas de frutas e hortaliças, o que equivale, aproximadamente, ao consumo diário de cinco porções desses alimentos.

A frequência de adultos que referiram o consumo de refrigerantes em cinco ou mais dias da semana variou entre 4% em Natal e 25,7% em Porto Alegre.

As maiores frequências, entre homens, foram encontradas em Campo Grande (28,8%), Porto Alegre (27,6%), e Cuiabá (24,6%) e, as menores em Natal (4,6%), Salvador (6,9%) e Teresina (7,1%). Entre mulheres, as maiores frequências foram encontradas em Porto Alegre (24,2%), Cuiabá (16,2%) e em Curitiba (15,8%), e as menores frequências em Maceió (2,8%), Natal (3,4%) e Salvador (3,8%).

No conjunto de capitais, a frequência do consumo de refrigerantes em cinco ou mais dias da semana foi de 14%, sendo mais elevada entre homens (17,2%) do que entre mulheres (11,3%).

A frequência de adultos que referiram o consumo de cinco ou mais grupos de alimentos ultraprocessados no dia anterior à entrevista variou entre 10% em Salvador a 27,8% em Macapá.

As maiores frequências dessa condição entre homens foram encontradas em Curitiba (32,3%), Porto Alegre (30,0%) e Manaus (29,7%), e as menores ocorreram em Salvador (13,3%), Aracaju (15,1%), João Pessoa e Vitória (15,3%). Entre mulheres, as maiores frequências foram encontradas em Macapá
(26,9%), Cuiabá (20,4%) e Porto Alegre (19,7%), e as menores em Salvador (7,3%), Vitória (8,6%) e Florianópolis (10,5%).

Atividade física

Na pesquisa, foram avaliadas atividades físicas praticadas em quatro contextos: no tempo livre ou lazer, na atividade ocupacional, no deslocamento e no âmbito das atividades domésticas.

A frequência de adultos que fazem atividade física no tempo livre equivalente a pelo menos 150 minutos de prática moderada por semana variou entre 32,3% em São Paulo e 44,0% em Vitória.

Entre homens, as maiores frequências foram encontradas em Belém (50%), Recife (49,2%), São Luís e Aracaju (49%), e as menores em Campo Grande (35,9%), São Paulo (36,6%) e Cuiabá (39,6%). Entre mulheres, as maiores frequências foram observadas em Vitória (44,5%), Palmas (41,7%) e Natal (39,7%), e as menores no Rio de Janeiro (24,2%), em São Paulo (28,7%) e Porto Alegre (30,1%).

A pesquisa considera como prática insuficiente de atividade física o equivalente a menos de 150 minutos semanais da soma de tempo gasto em todos os tipos de atividades físicas moderadas e menos de 75 minutos de intensidade vigorosa.

A frequência de adultos com prática insuficiente de atividade física variou entre 39,8% em Goiânia e 51,8% em Porto Alegre. Entre homens, as maiores frequências foram encontradas em Campo Grande (46,1%), Cuiabá (44,8%) e João Pessoa (43,5%), e as menores em Goiânia (30,3%), Boa Vista (33,7%) e Natal (33,9%). Entre mulheres, as maiores frequências foram observadas no Rio de Janeiro (63,1%), em Porto Alegre (59,6%) e Manaus (59,2%), e as menores em Florianópolis (43,4%), Goiânia (48,2%) e
Vitória (48,8%).

Estado de saúde

A frequência de adultos que avaliaram negativamente seu estado de saúde (como ruim ou muito ruim) variou entre 3,0% em Florianópolis e 7,2% em Rio Branco. No conjunto das 27 cidades, 4,7% dos indivíduos avaliaram negativamente o seu estado de saúde, sendo essa proporção maior em mulheres (5,5%) do que em homens (3,7%).

A frequência de adultos que referiram diagnóstico médico de depressão variou entre 7,2% em Belém e 17,5% em Porto Alegre. No contexto das capitais, a frequência do diagnóstico médico de depressão foi
de 11,3%, sendo maior entre as mulheres (14,7%) do que entre os homens (7,3%).

Os dados da pesquisa Vigitel são utilizados por gestores e analistas de dados na formulação de políticas públicas em saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, a partir deste ano, as informações geradas também serão disponibilizadas na Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde (IVIS), permitindo a consulta aos indicadores para cada fator de risco monitorado por ano.

Continuar lendo MINISTÉRIO DA SAÚDE DIVULGA PESQUISA QUE REVELA INDICADORES ASSOCIADOS A DOENÇAS CRÔNICAS NO BRASIL

SEGUNDO PESQUISA DO PROCON, PREÇO MÉDIO DO GÁS DE COZINHA EM NATAL É DE R$ 119,86

Preço médio do gás de cozinha em Natal é de R$ 119,86, constata Procon

Redação/Portal da Tropical

Atualizado em:

Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Procon Natal (Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Natal) realizou pesquisa de preço de Gás Liquefeito de Petróleo, mais conhecido como GLP ou gás de cozinha, no dia 23 de março de 2022 nas quatro regiões da cidade e passou pelos bairros de Potengi, Pajuçara, Igapó, Nossa Senhora da Apresentação, Rocas, Neópolis, Ponta Negra, Pitimbu, Cidade Alta, Mãe Luíza, Nova Descoberta e Quintas, contemplando todas as regiões da cidade. O Núcleo de pesquisa percorreu um total de 21 pontos de venda, levando em consideração o porte do estabelecimento e o registro de licenciamento de comercialização desse produto fixado e identificado junto com a placa de preço.

A pesquisa encontrou o botijão de 13 kg sendo vendido no comércio de Natal ao preço mais comum de R$ 120,00, ou seja, 42% dos estabelecimentos pesquisados tinha esse valor a venda para o consumidor, e também deve estar atento nos preços praticados no comércio, uma vez que a pesquisa encontrou estabelecimento com o menor preço de R$ 110,00, e isso representa uma economia de R$ 9,86, da mesma forma, foi observado que em 28,57% dos estabelecimentos estão com seus preços abaixo da média pesquisada, ou seja, uma economia significativa para o consumidor.

O reajuste do gás de cozinha anunciado pela Petrobras nesse mês de março chegou a 16% nas refinarias, passando de R$ 3,86 para R$ 4,48 o quilo. Assim o preço do botijão pago pelos consumidores nos pontos de revenda, dentre outros também estão incluídos os custos e as margens de comercialização das distribuidoras e dos pontos de revenda, onde representa 19,9% e 23,5% respectivamente. Esse reajuste, no entanto, afeta a vida dos brasileiros de baixa renda em um cenário de inflação no Brasil. Mesmo com aprovação de projeto no Congresso Nacional que estabelece a ampliação do auxílio gás, dobrando o alcance do beneficio que custeia o botijão de gás, essa iniciativa é paliativa, uma vez que a política da Petrobras é de equiparação de preço internacional – EPI.

Análise dos dados

A pesquisa realizada pelo Procon Natal, encontrou o preço médio do botijão GLP de 13 kg de gás de cozinha em Natal no mês de março por R$ 119,86, o maior preço encontrado foi de R$ 130,00 e o menor preço de R$ 110,00, preços praticados à vista, a variação entre o maior e o menor preço é de 13,64%.

Na última pesquisa em dezembro o preço médio desse produto era de R$ 108,48, o maior preço encontrado foi de R$ 113,00 e o menor preço de R$ 100,00, preços à vista, a variação entre o maior e o menor preço é de 13%. Analisando as duas pesquisas, a varição no preço médio da pesquisa anterior para a atual chega a 10,49%.

Mais uma vez, o Núcleo de pesquisa orienta os consumidores que existe diferença no preço desse produto à vista e no cartão que chega a R$ 5, uma vez que em determinados estabelecimentos o preço é de R$ 125,00 à vista e 130,00 no cartão, prática essa legal aos comerciantes pela Lei 13.455 de 2017 onde os mesmos estão autorizados a oferecer preços diferenciados para pagamentos em dinheiro ou cartão de crédito ou débito, desde que devidamente explícito ao consumidor. Entretanto, a pesquisa também identificou que 38% dos pontos de venda localizados na zona norte e zona sul, não fazem diferenciação de preço a essa prática.

Conclusão

“Então, o ano praticamente se inicia para o consumidor com mais um aumento desse produto, ou seja, da mesma do ano anterior com sucessivos aumentos aplicados pela política da Petrobras ao gás de cozinha em uma economia de mercado com custo em reais e uma valorização dolarizada, com reflexos da globalização em lucros para a estatal brasileira para acionista, deixando de lado a parte social da empresa, agravando uma crise socioeconômica em muitas famílias para sobreviver”, destacou o instituto.

O Procon Natal disponibiliza a pesquisa na íntegra aos consumidores em sua página virtual no site, www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa, com preço do botijão de 13Kg mais barato, as médias e as variações encontradas, e orienta aos consumidores que utilizem-se da pesquisa para economizar na hora da compra desse produto uma vez que encontrará o endereço dos estabelecimentos pesquisados e os preços praticados à vista e no cartão.

Continuar lendo SEGUNDO PESQUISA DO PROCON, PREÇO MÉDIO DO GÁS DE COZINHA EM NATAL É DE R$ 119,86

CIÊNCIA: DORMIR 29 MINUTOS A MAIS CADA NOITE PODE SER A CHAVE PARA MELHORAR A ATENÇÃO PLENA

ESTUDO REVELA O NÚMERO PERFEITO DE MINUTOS EXTRAS DE SONO POR NOITE PARA MELHORAR A ATENÇÃO PLENA

 

A plena atenção é alcançada trazendo intencionalmente a consciência e a atenção de um indivíduo para as experiências que ocorrem no momento presente, sem formar uma opinião.

Ao contrário de estudos anteriores, uma nova pesquisa publicada no  Sleep Health  analisou como as múltiplas dimensões do sono noturno impactam a atenção diária, ao invés de focar apenas na qualidade ou duração do sono.

O estudo, liderado pela University of South Florida, descobriu que um sono melhor melhora a atenção plena no dia seguinte, o que, por sua vez, reduz a sonolência durante o dia.

A pesquisa se concentrou em enfermeiras, o maior grupo de profissionais de saúde cuja necessidade de sono ideal e atenção plena é particularmente alta.

Problemas de sono são comuns nesta população devido a longos turnos, falta de controle situacional e proximidade de condições de saúde potencialmente fatais. Sua ótima saúde do sono e atenção plena são particularmente importantes, pois atuam na linha de frente da pandemia COVID-19.

“Pode-se estar acordado e alerta, mas não necessariamente atento. Da mesma forma, uma pessoa pode estar cansada ou com pouca excitação, mas ainda assim pode estar consciente ”, disse o autor principal Soomi Lee, professor assistente de estudos de envelhecimento da USF . “A atenção plena está além de apenas estar acordado. Indica o controle da atenção e autorregulação que facilita a sensibilidade e o ajuste adaptativo às pistas ambientais e internas, que são essenciais ao fornecer cuidados cuidadosos aos pacientes e ao lidar eficazmente com situações estressantes ”.

Lee e seus colegas da USF e do Moffitt Cancer Center acompanharam 61 enfermeiras por duas semanas e examinaram várias características da saúde do sono. Eles descobriram que a atenção cuidadosa das enfermeiras era maior do que o normal após noites com maior suficiência de sono, melhor qualidade do sono, menor eficiência, e maior duração do sono (meia hora extra a mais).

A atenção consciente diária contribuiu para menos sonolência no mesmo dia. Aqueles com maior atenção plena também tiveram 66% menos probabilidade de apresentar sintomas de insônia durante o período de estudo de duas semanas.

Os pesquisadores chegaram a essas conclusões usando uma variedade de ferramentas para medir o quanto os participantes estavam conscientes a cada momento diário e como seus estados mentais eram afetados pelo sono.

Os participantes foram solicitados a responder a perguntas diárias sobre a consciência plena e a sonolência três vezes por dia durante duas semanas usando o aplicativo para smartphone RealLife Exp.

A atenção plena diária foi medida pela Escala de Conscientização de Atenção Consciente, que fazia perguntas como: “Eu estava fazendo algo automaticamente, sem estar ciente do que estava fazendo” e “Estava achando difícil manter o foco no que estava acontecendo”. Os participantes também usaram um dispositivo Actiwatch Spectrum pelas mesmas duas semanas que mediu a atividade do movimento do pulso para quantificar os padrões de sono e vigília.

Os resultados deste estudo fornecem informações sobre o desenvolvimento de uma estratégia de intervenção de saúde comportamental para uma gama mais ampla de pessoas, especialmente profissionais de saúde que precisam de um sono melhor e de atenção plena. Dada a associação entre atenção consciente e melhor atendimento ao paciente, melhorar o sono nessa população também pode trazer benefícios importantes para os resultados de saúde do paciente.

Fonte: goodnewsnetwork.org

Continuar lendo CIÊNCIA: DORMIR 29 MINUTOS A MAIS CADA NOITE PODE SER A CHAVE PARA MELHORAR A ATENÇÃO PLENA

PESQUISA INDICA QUEDA NA RENDA MÉDIA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA EM RELAÇÃO AO TRIMESTRE ANTERIOR

Renda média do brasileiro cai 1,1% no trimestre até janeiro; queda anual chega a 9,7%

Indicador iniciou sequência de quedas desde a redução do valor do auxílio emergencial, em setembro de 2020

João Pedro Malar

do CNN Brasil Business

em São Paulo

Renda média caiu de R$ 2.518 para R$ 2.489Renda média caiu de R$ 2.518 para R$ 2.489Getty Images/EyeEm

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) referente ao trimestre encerrado em janeiro indicam que a renda média da população caiu 1,1% em relação ao trimestre anterior, encerrado em outubro, indo de R$ 2.518 para R$ 2.489. A divulgação foi feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (18).

Na comparação anual – com o trimestre englobando novembro e dezembro de 2020 e janeiro de 2021 – a queda foi ainda maior, de 9,7%. Naquele período, a renda média foi de R$ 2.755.

“Embora haja expansão da ocupação e mais pessoas trabalhando, isso não está se revertendo em crescimento do rendimento dos trabalhadores em geral”, diz a coordenadora de trabalho e rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

A especialista destaca ainda que, a retração dos rendimentos, que costuma ser associada ao trabalhador informal, esteve disseminada para outras formas de inserção e não apenas às relacionadas à informalidade.

Nenhum dos setores da economia analisados teve alta na renda dos empregados. Na indústria, a queda foi de 4,1%, cerca de R$ 102, e ocorreu mesmo com alta nos empregos com carteira

A área de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais teve recuo de 2,1% na renda média, cerca de R$ 76. O segmento de serviços domésticos teve queda na renda média de 3,1%, cerca de R$ 30.

Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas caiu 6%, cerca de R$ 130, enquanto informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas registrou queda de 7,5%,cerca de R$ 288.

Segundo os dados da Pnad Contínua, a renda média da população iniciou uma tendência de queda a partir de setembro de 2020 (então em R$ 2.876), mesmo mês em que o governo federal reduziu pela metade o valor do auxílio emergencial criado durante a pandemia. Além da perda do valor, o cenário de crise econômica, com atividade menor e inflação alta, afeta a renda da população.

O IBGE divulgou nesta manhã que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em janeiro. O número é o menor para o período desde 2016, e fica 0,9 ponto percentual abaixo da taxa registrada no trimestre anterior, encerrado em outubro.

Continuar lendo PESQUISA INDICA QUEDA NA RENDA MÉDIA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA EM RELAÇÃO AO TRIMESTRE ANTERIOR

CIÊNCIAS: ESPÉCIES RARAS ESTÃO VIVENDO NO BARCO ENDURANCE QUE NAUFRAGOU EM 1915

Cientistas descobrem nas profundezas da Antártida espécies raras de seres marinhos que vivem na carcaça da embarcação Endurance e que podem indicar efeitos da crise climática. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa nova descoberta.

REDAÇÃO GALILEU

 ATUALIZADO EM 

 Lírio do mar amarelo (Foto: Huw Griffiths/Twitter)Lírio do mar amarelo (Foto: Huw Griffiths/Twitter)

Desaparecido em 1915, o Endurece, barco que naufragou durante expedição que levava 28 homens para cruzar a Antártida pela primeira vez, foi recentemente encontrado. Sua descoberta foi divulgada nesta quarta-feira (9), pelo Fundo do Patrimônio Marítimo das Malvinas e, desde então, atraiu os olhares de muitos cientistas, pesquisadores e curiosos. Entre eles, o biólogo marinho Huw Griffiths, do Grupo de Trabalho BAS-Arctic. O cientista chamou atenção nas redes sociais ao olhar além da carcaça da embarcação e apontar para sua nova (e incrível) tripulação.

Em uma thread no Twitter que hoje já conta com mais de 1800 compartilhamentos, Huw destaca que a luz limitada e temperaturas congelantes do local do naufrágio tornou a embarcação o lugar perfeito para algumas das espécies mais desconhecidas da Antártida, um elenco colorido e muito resistente.

“Meu lugar favorito do @Endurance_22 até agora é o lírio do mar amarelo brilhante ou o #crinoid perseguido! Os lírios do mar datam de mais de 480 milhões de anos e costumavam ser muito comuns e diversos em todos os oceanos do mundo até o período Triássico!”, escreveu o pesquisador em um de seus posts, acompanhado da foto que colocamos no início dessa reportagem.

Anêmonas-do-mar da Antártida (Foto: Huw Griffiths/Twitter)
Anêmonas-do-mar da Antártida (Foto: Huw Griffiths/Twitter)
Salvar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olhando com atenção as imagens ainda é possível ver Anêmonas-do-mar da Antártida. Elas estão nas pranchas quase intodo navio e uma até parece ter assumido o mache.

 caranguejo yeti (Foto: Huw Griffiths/Twitter)

Descobertas podem apontar para uma migração causada pelas mudanças climáticas. caranguejo yeti (Foto: Huw Griffiths/Twitter)

Griffiths e sua colega de pesquisa, Dra. Katrin Linse, também acreditam ter identificado nas imagens um caranguejo yeti, criaturas que, até onde se sabia, não habitavam o Mar de Weddell. A descoberta, embora fascinante, pode apontar para uma migração causada por mudanças climáticas, apontam os pesquisadores.

Thread no Twitter Endurance 22 (Foto: Huw Griffiths/Twitter)
O navio Endurance foi encontrado a uma profundidade de mais de 3 mil metros (Foto: Huw Griffiths/Twitter)

Cem anos após a morte de seu capitão, Ernest Shackleton, o navio Endurance foi encontrado a uma profundidade de mais de 3 mil metros, nas águas do Mar de Weddell, pela Expedição Endurance 22. A investigação arqueológica partiu da Cidade do Cabo, na África do Sul, e utilizou o navio sul-africano de pesquisa e logística SA Agulhas II, além de veículos de busca submarina.

Fonte: Revista Galileu

Continuar lendo CIÊNCIAS: ESPÉCIES RARAS ESTÃO VIVENDO NO BARCO ENDURANCE QUE NAUFRAGOU EM 1915

SEGUNDO PESQUISA, RESERVA DE POTÁSSIO BRASILEIRO ESTÁ GARANTIDO ATÉ 2100

Brasil tem reservas de potássio para abastecer agricultura até 2100, diz pesquisa

Apenas 11% das jazidas estão em terras indígenas, segundo UFMG; projeto que prevê exploração mineral nessas áreas pode voltar à discussão nesta terça, na Câmara dos Deputados

Pauline Almeida

da CNN

no Rio de Janeiro

Armazém de mina de potássioArmazém de mina de potássio12/10/2019REUTERS/Nayan Sthankiya

Enquanto produtores agrícolas do país se preocupam com os efeitos da guerra na Ucrânia para o abastecimento de fertilizantes, uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais mostra que o Brasil tem reservas que poderiam garantir o abastecimento de potássio até 2100.

Atualmente, de acordo com dados da Embrapa, 50% da importação do insumo vem da Rússia e de Belarus.

Segundo o professor Raoni Rajão, do departamento de Engenharia de Produção da UFMG, dois terços das reservas se concentram nos estados de Sergipe, São Paulo e Minas Gerais.

Já entre as que estão na Amazônia, apenas 11% se sobrepõem a terras indígenas ainda não homologadas. Os números foram levantados com base em dados do Ministério de Minas e Energia.

A informação vem no momento em que o projeto do governo federal que busca autorizar a exploração mineral em terras indígenas pode voltar a ser discutido, após dois anos parado.

Líderes de bancadas da Câmara dos Deputados relataram à CNN, segundo apuração de Larissa Rodrigues, sobre uma reunião nesta terça-feira (8) para tratar do assunto.

Os parlamentares contaram que o presidente da Casa, Arthur Lira, quer acelerar a aprovação devido à dificuldade do Brasil de ter acesso a fertilizantes em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia.

Em entrevista a uma rádio de Roraima nessa segunda-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro defendeu o projeto e criticou a demarcação de terras indígenas.

“Temos projeto desde 2020 que permite explorarmos essas terras indígenas, de acordo com o interesse do ministério, se eles concordarem, podemos explorar minérios, fazer hidrelétricas. O que o fazendeiro faz na tua terra, o indígena pode fazer do lado”, declarou Bolsonaro.

No entanto, o professor Raoni Rajão não vê da mesma forma. “A afirmação que é necessário mudar a legislação não corrobora”, declarou à CNN.

Já Everaldo Zonta, professor do departamento de Solos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), ainda avalia que as jazidas em terras indígenas trazem o desafio da tecnologia.

“É um potássio que não vai ser conseguido tão cedo, não por problemas ambientais, mas é um potássio em forma de salmoura, profundo. Nós não temos tecnologia ainda”, declarou.

Como conquistar independência?

O Brasil depende da importação de fertilizantes à base de nitrogênio, fósforo e potássio para garantir a produção agrícola. Eles são utilizados para corrigir o solo e garantir o aumento da safra.

Segundo os pesquisadores Raoni Rajão e Everaldo Zonta, o país tinha independência de potássio até 1990.

“Vem desde a privatização da Vale, que era a grande produtora. O aumento da produção de alimentos, que hoje mantém a balança comercial positiva, se deve ao aumento no consumo de fertilizantes, mas a produção nacional não seguiu a mesma linha”, analisa Zonta.

Os dois professores são unânimes em pedir uma política nacional para extração de potássio. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento deve lançar um plano nacional de fertilizantes ainda este mês.

Rajão acredita que o cenário da guerra mostra a importância de se investir no mercado brasileiro, mas defende que é preciso incentivo para iniciar uma concorrência com gigantes internacionais que dominam as vendas.

“O governo federal está preparando um plano de fertilizantes, mas isso passa por vários pontos importantes, como equiparar a questão dos impostos. No Brasil, se você produz, você paga 8% de ICMS. Se você importa, não paga imposto. Não faz sentido você ter esse tratamento diferenciado, além de ter a necessidade de uma ação de longo prazo, com estímulos de bancos públicos”, defendeu.

Já Zonta destaca a importância de investimentos em pesquisa para soluções para a busca por fertilizantes.

Estoques para três meses

A Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) divulgou que os produtores têm estoque de fertilizantes para três meses.

A entidade mantém diálogo com o governo federal para resolver o problema e espera que a guerra na Ucrânia acabe o quanto antes.

Procurado, o Ministério da Agricultura respondeu à CNN que o Brasil tem fertilizantes para garantir o plantio até outubro. E também que prepara uma caravana de treinamento sobre a eficiência dos insumos, na tentativa de garantir uma economia de US$ 1 bilhão em fertilizantes.

Continuar lendo SEGUNDO PESQUISA, RESERVA DE POTÁSSIO BRASILEIRO ESTÁ GARANTIDO ATÉ 2100

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: BACTÉRIA QUE COME CO2 PROMETE SER UMA BENÇÃO PARA A INDÚSTRIA DE EMISSÕES PESADAS

Um extraordinária novidade vindo da engenharia química com relação a redução de CO2 na atmosfera terrestre é o destaque desta sexta-feira, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE. Michael Jewett, químico da Northwestern University juntamente com seu colegas encontraram cepas anteriores de bactérias utilizadas industrialmente para projetar uma cepa individual de closridídio autoethanogenum,  um tipo de criatura bacteriana chamada acetogênio que se alimenta de acetato através da fermentação. Essa bactéria come CO2 e libera acetona e isopropanol. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa incrível descoberta científica que promete ser uma bênção para a indústria de emissões pesadas.

Cientistas criam bactérias para comer CO2 e liberar acetona e isopropil valiosos que são carbono-negativos

Os cientistas descobriram uma maneira de engenharia genética de bactérias que consumirão óxido de carbono e dióxido de carbono antes de convertê-los em dois produtos químicos amplamente utilizados, acetona e isopropanol, tornando todo o processo negativo em carbono.

Usado em uma ampla variedade de produtos, de desinfetante para as mãos a lâmpadas, e quase sempre feito de combustíveis fósseis virgens, o mercado global de acetona e isopropanol é de mais de US$ 10 bilhões, com a acetona produzindo duas toneladas métricas de CO2 por tonelada de acetona . As bactérias que os cientistas removeram chegaram a 1,78 kg de emissões da atmosfera por kg de acetona produzida e 1,17 kg de emissões por kg de isopropanol.

Michael Jewett, químico da Northwestern University, fez parceria com a grande empresa de bioetanol LanzaTech para ser pioneira neste novo método de síntese química verde.

Ele e seus colegas encontraram cepas anteriores de bactérias utilizadas industrialmente para projetar uma cepa individual de closridídio autoethanogenum,  um tipo de criatura bacteriana chamada acetogênio que se alimenta de acetato através da fermentação.

Ao final de seu trabalho, eles criaram um acetogênio que consumia emissões industriais como o CO2, convertendo-o em acetona ou isopropanol com alta eficiência de cerca de 3 gramas por litro por hora, quase sem subprodutos alternativos.

O uso de bactérias para fermentar açúcares é um método de produção comum e menos intensivo em carbono para o etanol. Os pesquisadores pegaram suas cepas únicas de bactérias produtoras de acetona e isopropanol e trabalharam com a instalação de produção de etanol da LanzaTech para testar se sua ideia poderia funcionar no mundo real.

Um novo caminho

“Nossa visão para comercialização é transformar instalações de fermentação de gás produtoras de etanol estabelecidas que a LanzaTech já opera em plantas de produção flexíveis de produtos”, disse Jewett à GNN por e-mail.

“Especificamente, a LanzaTech já está operando com sucesso duas plantas comerciais convertendo as emissões da indústria pesada em etanol, com mais de 30 milhões de galões de etanol produzidos e mais de 150.000 toneladas de CO2 evitadas.”

“Ao trocar o micróbio produtor de etanol atualmente implantado em nossas instalações comerciais de fermentação a gás por um novo micróbio programado para produção de acetona ou propanol, podemos aumentar instantaneamente a gama de produtos que uma instalação individual pode fabricar. Essa flexibilidade do produto permitirá que os operadores da planta tomem decisões baseadas no mercado sobre quais produtos focar a qualquer momento”, disse Jewett.

Isso é particularmente relevante por dois motivos. A primeira é que, como esses produtos químicos são usados ​​na fabricação de tintas, removedor de esmaltes, vernizes, suplementos de cetona, resinas, epóxis, diluentes, terpenos, limpadores de lentes, esponjas desinfetantes, álcool isopropílico, aditivos para combustíveis e nos processos de triagem para tumores de linfonodos e extração de DNA, a demanda do mercado pode mudar rapidamente. Um exemplo perfeito disso foi o uso de desinfetante para as mãos em muitos países durante a primeira onda do COVID-19.

Em segundo lugar, a flexibilidade oferecida pela fermentação permite o uso da mesma infraestrutura de biorreator para múltiplas conversões – por exemplo, etanol, acetona e isopropanol – e se destaca como um benefício chave em relação à fabricação química tradicional, onde as plantas são tipicamente construídas especificamente para um único processo de conversão , o que significa que as empresas podem economizar os milhões normalmente gastos na construção de novas fábricas para novos produtos químicos.

É o material dos sonhos da engenharia química, e o trabalho de Jewett promete ser uma bênção para a indústria de emissões pesadas.

Fonte: Good News Network

Continuar lendo ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: BACTÉRIA QUE COME CO2 PROMETE SER UMA BENÇÃO PARA A INDÚSTRIA DE EMISSÕES PESADAS

PONTO DE VISTA: AGORA A VERDADE VIRÁ A TONA EM DOSES HOMEOPÁTICAS

Caro(a) leitor(a),

Há bastante tempo eu venho afirmando, aqui na coluna PONTO DE VISTA do Blog do Saber, que essas pesquisas de intenção de voto para presidente da república em hipótese alguma reflete a vontade do povo brasileiro e que, assim que o ano de 2022 se iniciasse iríamos observar uma mudança nos números, já que até então não havia a obrigatoriedade do registro da pesquisa no TSE, com todos os cálculos e planilhas. Eis que as primeiras pesquisas desse ano começam a mudar tais números, apontando uma queda das intenções de votos do candidato bandido, ladrão Lula e uma ascensão do candidato Bolsonaro. Também começa a mostrar o aumento da rejeição do candidato meliante, como se estivesse preparando o espírito da população para a real situação. Porque ficaria muito feio sustentar esse teatro por muito mais tempo para na reta final houvesse uma virada homérica sem uma explicação plausível. A não se a mentira!

A maior obviedade é que o meliante das duas vezes em que foi eleito precisou ir para o 2º turno brigar para se eleger, numa época em que se dizia a alma mais honesta desse país. Como é que depois de tudo que sabemos que aconteceu podemos acreditar que o povo enlouqueceu e vai eleger esse corrupto, bandido, ladrão e mentiroso em primeiro turno?

Não. Não há como, qualquer cidadão com pelo menos 2 neurônios na cabeça acreditar numa imbecilidade como essa. Por isso, vamos continuar fazendo a nossa parte, denunciando esse tipo de cerceamento às informações e a verdade.

Rejeição a Lula cresce e chega a 43%, aponta pesquisa

Sondagem também aponta rejeição de Bolsonaro e Moro em alta.

Reprodução | YouTube

Em um período de 1 mês, a distância entre Lula e Bolsonaro caiu 5 pontos, conforme registrou o Conexão Política. Os dados mais recentes são do levantamento do PoderData.

O petista tem visto sua vantagem diminuir sobre os seus adversários.

Inclusive, a rejeição contra o esquerdista tem aumentado. Segundo os números da mesma pesquisa, 43% dos entrevistados garantem que não votariam em Lula “de jeito nenhum”.

O ex-presidente do Brasil tem sido alvo de críticas, especialmente de quem questiona a falta de adesão popular nas ruas.

A pesquisa do PoderData foi realizada entre os dias 13 a 15 de fevereiro de 2022, por meio de ligações para celulares e telefones fixos.

Ao todo, 3 mil pessoas foram entrevistadas em 243 municípios, cobrindo as 27 unidades da Federação.

A sondagem já está protocolada no Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, sob registro BR-06942/2022.

FALE COMIGO: raul@conexaopolitica.com.br — diretor de redação do Conexão Política e natural de Recife (PE).

Fonte: Conexão Política

Continuar lendo PONTO DE VISTA: AGORA A VERDADE VIRÁ A TONA EM DOSES HOMEOPÁTICAS

BOAS NOTÍCIAS: CUMA-CUMA A FRUTA BRASILEIRA TESTADA POR PESQUISADORES CANADENSES NA LUTA CONTRA O CÂNCER

A camu-camu, fruta brasileira proveniente da Amazônia, já reconhecida por seus efeitos protetores contra obesidade e diabetes, será testada este mês contra o câncer, no primeiro ensaio clínico em pacientes com a doença, por pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá. Leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes dessa incrível descoberta!

Fruta brasileira usada contra o câncer será testada em pacientes no Canadá

Uma fruta brasileira, já reconhecida por seus efeitos protetores contra obesidade e diabetes, será testada este mês contra o câncer, no primeiro ensaio clínico em pacientes com a doença.

Pesquisadores canadenses descobriram que a fruta camu-camu (Myrciaria dubia) – que contém castalagina, um polifenol presente no fruto amazônico – aumenta a eficácia da imunoterapia, modificando o micro bioma dos pacientes – as pesquisas até agora eram feitas apenas em cobaias.

Para a pesquisa em humanos, os cientistas fizeram o recrutamento de 45 pacientes com câncer de pulmão ou melanoma e o tratamento será combinado a inibidores de pontos de verificação imunológico.

A fruta brasileira

A pequena fruta do camu-camu originária da Amazônia.

Ela cresce nas várzeas dos rios, principalmente na época das cheias.

É uma grande fonte de vitamina C, superando o teor da acerola em 20 vezes e o do limão em 100 vezes.

Nenhum brasileiro na pesquisa

A pesquisa não tem cientistas brasileiros envolvidos e está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Montreal.

“Com esta pesquisa, realizada com nossos colegas da Universidade Laval e da Universidade McGill, provamos que a castalagina, um polifenol que atua como prebiótico, modifica o micro bioma intestinal e melhora a resposta à imunoterapia, mesmo para cânceres resistentes a esse tipo de tratamento,” disse o Dr. Bertrand Routy, da Universidade de Montreal.

“Nossos resultados abrem caminho para ensaios clínicos que usarão a castalagina como complemento de medicamentos chamados inibidores de pontos de verificação imunológicos em pacientes com câncer,” acrescentou sua colega Meriem Messaoudene.

Tratamento atua no sistema imunológico

Nos últimos anos, os inibidores de pontos de verificação imunológico trouxeram uma esperança renovada de que o sistema imunológico dos pacientes poderia superar a resistência do câncer, revolucionando as terapias direcionadas ao melanoma e ao câncer de pulmão.

Esse tipo de imunoterapia ativa o sistema imunológico para matar as células cancerosas.

Apesar dessas esperanças, apenas uma minoria dos pacientes tem respostas duradouras à imunoterapia que se assemelhe a uma cura. Por isso os cientistas voltaram aos laboratórios em busca de novas abordagens terapêuticas.

O objetivo agora é transformar um microbioma não saudável em um saudável, a fim de fortalecer o sistema imunológico.

Entre essas estratégias está uma que emprega prebióticos, compostos químicos que podem melhorar a composição do microbioma intestinal.

“Nós descobrimos que a castalagina se liga a uma bactéria intestinal benéfica, a Ruminococcus bromii, e promove uma resposta anticancerígena,” disse o Dr. Routy.

Com informações do Diário da Saúde

Fonte: Só Notícia Boa

Continuar lendo BOAS NOTÍCIAS: CUMA-CUMA A FRUTA BRASILEIRA TESTADA POR PESQUISADORES CANADENSES NA LUTA CONTRA O CÂNCER

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: O SONHO É COLOCAR ÁGUA, AR E LUZ SOLAR PARA CRIAR UM COMBUSTÍVEL

A amônia é a vedete da nossa edição desta quarta-feira da coluna ECOLOGIA  E MEIO AMBIENTE. Químicos da Universidade de Wisconsin  Madison descobriram uma nova maneira de converter amônia em gás nitrogênio, utilizando um processo que pode ser um passo para a substituição dos combustíveis à base de carbono pela amônia. Ao ler o artigo completo a seguir você vai entender como funciona o processo dessa incrível transformação.

Químicos descobrem nova maneira de aproveitar a energia limpa da amônia

Uma equipe de pesquisa da Universidade de Wisconsin  Madison identificou uma nova maneira de converter amônia em gás nitrogênio por meio de um processo que pode ser um passo para a substituição da amônia pelos combustíveis à base de carbono.

A descoberta desta técnica, que usa um catalisador metálico e libera, em vez de exigir, energia recebeu uma patente provisória da Wisconsin Alumni Research Foundation.

“O mundo atualmente funciona com uma economia de combustível de carbono”, explica Christian Wallen, autor do artigo e ex-pesquisador de pós-doutorado no laboratório do químico John Berry da UW-Madison. “Não é uma grande economia porque queimamos hidrocarbonetos, que liberam dióxido de carbono na atmosfera. Não temos como fechar o ciclo para um verdadeiro ciclo de carbono, onde poderíamos transformar o dióxido de carbono de volta em um combustível útil”.

Para avançar em direção à meta das Nações Unidas de que o mundo se torne neutro em carbono até 2050, os cientistas devem considerar maneiras ambientalmente responsáveis ​​de criar energia a partir de outros elementos que não o carbono, e a equipe da UW-Madison está propondo uma economia de energia de nitrogênio baseada em interconversões de nitrogênio e amônia.

Os cientistas ficaram entusiasmados ao descobrir que a adição de amônia a um catalisador metálico contendo o elemento semelhante à platina, rutênio, produzia nitrogênio espontaneamente, o que significa que não era necessária energia adicional. Em vez disso, esse processo pode ser aproveitado para produzir eletricidade, com prótons e gás nitrogênio como subprodutos. Além disso, o complexo de metal pode ser reciclado através da exposição ao oxigênio e usado repetidamente, um processo muito mais limpo do que o uso de combustíveis à base de carbono.

“Descobrimos que, não apenas estamos produzindo nitrogênio, estamos produzindo em condições completamente sem precedentes”, diz Berry, que é o professor de química Lester McNall e concentra seus esforços de pesquisa na química dos metais de transição. “Ser capaz de completar a reação de amônia a nitrogênio sob condições ambientais – e obter energia – é um grande negócio.”

A amônia foi queimada como fonte de combustível por muitos anos. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi usado em automóveis, e os cientistas hoje estão considerando maneiras de queimá-lo em motores como substituto da gasolina, principalmente na indústria marítima. No entanto, a queima de amônia libera gases tóxicos de óxido de nitrogênio.

A nova reação evita esses subprodutos tóxicos. Se a reação fosse alojada em uma célula de combustível onde a amônia e o rutênio reagem na superfície de um eletrodo, poderia produzir eletricidade de forma limpa sem a necessidade de um conversor catalítico.

“Para uma célula de combustível, queremos uma saída elétrica, não uma entrada”, diz Wallen. “Descobrimos compostos químicos que catalisam a conversão de amônia em nitrogênio à temperatura ambiente, sem qualquer voltagem aplicada ou produtos químicos adicionados. Este é o primeiro processo, até onde sabemos, a fazer isso.”

“Temos uma infraestrutura estabelecida para distribuição de amônia, que já é produzida em massa a partir de nitrogênio e hidrogênio no processo Haber-Bosch”, diz Michael Trenerry, estudante de pós-graduação e autor do artigo. “Esta tecnologia pode permitir uma economia de combustível livre de carbono, mas é metade do quebra-cabeça. Uma das desvantagens da síntese de amônia é que o hidrogênio que usamos para produzir amônia vem do gás natural e dos combustíveis fósseis.”

Essa tendência está mudando, no entanto, à medida que os produtores de amônia tentam produzir amônia “verde”, na qual os átomos de hidrogênio são fornecidos pela eletrólise da água neutra em carbono, em vez do processo Haber-Bosch, que consome muita energia.

À medida que os desafios da síntese de amônia forem superados, de acordo com Berry, haverá muitos benefícios em usar amônia como fonte de energia ou combustível comum. É compressível, como propano, fácil de transportar e fácil de armazenar. Embora já existam algumas células de combustível de amônia, elas, ao contrário desse novo processo, requerem energia adicional, por exemplo, primeiro dividindo a amônia em nitrogênio e hidrogênio.

Os próximos passos do grupo incluem descobrir como projetar uma célula de combustível que aproveite a nova descoberta e considerar maneiras ecológicas de criar os materiais iniciais necessários.

“Um dos próximos desafios em que gostaria de pensar é como gerar amônia a partir da água, em vez de gás hidrogênio”, diz Trenerry. “O sonho é colocar água, ar e luz solar para criar um combustível.”

Esta pesquisa é relatada na revista Nature Chemistry .

Fonte: Universidade de Wisconsin  Madison

Energia limpa a partir de amônia: descoberta da universidade é um passo em direção à economia livre de carbono

Fonte: Good News Network

Continuar lendo ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: O SONHO É COLOCAR ÁGUA, AR E LUZ SOLAR PARA CRIAR UM COMBUSTÍVEL

CIÊNCIAS: PESQUISADORES DE HARVARD CONSTROEM O PEIXE BIOHÍBRIDO COM CÉLULAS DE CORAÇÃO HUMANO

O peixe biohíbrido com células do coração humano é o destaque desta edição da coluna CIÊNCIAS. O objetivo desta pesquisa, segundo pesquisadores da Universidade de Harvard, é chegar a um coração artificial que possa substituir órgãos malformados em crianças. Leia o artigo completo a seguir e saiba como funciona.

REDAÇÃO GALILEU

 ATUALIZADO EM 

Primeiro peixe biohíbrido totalmente autônomo, feito a partir de células musculares cardíacas derivadas de células-tronco humanas. (Foto: Michael Rosnach, Keel Yong Lee, Sung-Jin Park, Kevin Kit Parker)Primeiro peixe biohíbrido totalmente autônomo, feito a partir de células musculares cardíacas derivadas de células-tronco humanas. (Foto: Michael Rosnach, Keel Yong Lee, Sung-Jin Park, Kevin Kit Parker)

Pesquisadores da Universidade Harvard, em colaboração com cientistas da Universidade Emory, desenvolveram o primeiro peixe biohíbrido totalmente autônomo a partir de células musculares cardíacas derivadas de células-tronco humanas.

O peixe artificial nada recriando as contrações musculares de um coração bombeando sangue. O projeto aproxima a ciência do desenvolvimento de uma bomba muscular artificial mais complexa, além de fornecer uma plataforma para estudar doenças cardíacas como a arritmia.

O objetivo final do estudo é construir um coração artificial para substituir um coração malformado em crianças, segundo Kit Parker, professor na Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas John A. Paulson (SEAS) de Harvard e autor sênior da pesquisa, que foi publicada no periódico Science nesta quinta-feira (10).

Confira um vídeo do peixe biohíbrido:

A maior parte dos trabalhos na construção de tecidos cardíacos ou corações está focada em replicar as características anatômicas ou mesmo o simples batimento do órgão nos tecidos projetados. “Mas aqui, estamos nos inspirando no design da biofísica do coração, o que é mais difícil de fazer. Agora, em vez de usar imagens do coração como um modelo, estamos identificando os princípios biofísicos que o fazem funcionar. Ao usá-los como critérios de design e replicá-los em um sistema, no caso com peixes nadando, é mais fácil ver se fomos bem-sucedidos”, disse o pesquisador, em comunicado.

Esquemas de peixes biohíbridos com natação autônoma (Foto: Reprodução/Michael Rosnach, Keel Yong Lee, Sung-Jin Park, Kevin Kit Parker)Esquemas de peixes biohíbridos com natação autônoma (Foto: Reprodução/Michael Rosnach, Keel Yong Lee, Sung-Jin Park, Kevin Kit Parker)

O peixe biohíbrido desenvolvido em Harvard baseia-se em pesquisas anteriores do Parker’s Disease Biophysics Group. Em 2021, esse laboratório usou células musculares cardíacas de ratos para construir uma bomba biohíbrida semelhante a uma água viva. A partir desse mesmo tipo de células, em 2016, eles desenvolveram uma arraia artificial.

Na pesquisa atual, a equipe construiu o primeiro dispositivo biohíbrido autônomo feito de cardiomiócitos, a fibra muscular cardíaca, derivados de células-tronco humanas. A inspiração foi a forma e o movimento de natação de um peixe-zebra.

Ao contrário dos dispositivos anteriores, o peixe-zebra biohíbrido tem duas camadas de células musculares, uma de cada lado da barbatana da cauda. Quando um lado se contrai, o outro estica. Esse estiramento desencadeia a abertura de um canal mecanossensível de proteína, que causa uma contração, a qual leva a um outro estiramento e assim por diante. O que se tem, portanto, é um sistema de circuito fechado que pode impulsionar o peixe por mais de 100 dias.

Os pesquisadores também projetaram um nó de estimulação autônomo, como um marca-passo, que controla a frequência e o ritmo dessas contrações espontâneas. Juntos, as duas camadas de músculo e o nó de estimulação autônomo permitiram a geração de movimentos contínuos, espontâneos e coordenados de vaivém.

Por causa desses dos dois mecanismos internos de estimulação, esses peixes podem viver mais, mover-se mais rápido e nadar com mais eficiência do que os projetos de trabalhos anteriores, disse Sung-Jin Park, ex-bolsista de pós-doutorado no Grupo de Biofísica de Doenças do SEAS e coautor do estudo. “Esta nova pesquisa fornece um modelo para investigar a sinalização mecanoelétrica como um alvo terapêutico no gerenciamento do ritmo cardíaco e para entender a fisiopatologia das disfunções do nó sinoatrial e da arritmia cardíaca”.

O condicionamento do peixe biohíbrido ainda melhora com a idade. Sua amplitude de contração muscular, velocidade máxima de natação e coordenação muscular aumentaram no primeiro mês à medida que as células dos cardiomiócitos amadureceram. Eventualmente, o peixe biohíbrido atingiu velocidades e eficácia de natação semelhantes às do peixe-zebra na natureza.

Em seguida, a equipe pretende construir dispositivos biohíbridos ainda mais complexos a partir de células cardíacas humanas. “Eu poderia construir um modelo de coração com massinha de modelar, isso não significa que eu possa construir um coração”, disse Parker.

Ele explica que é possível cultivar algumas células tumorais aleatórias até que elas se transformem em um nódulo latejante, e então passe a chamá-las de “organoide cardíaco”. No entanto, a semelhança na forma não vai “recapitular a física de um sistema que bate mais de 1 bilhão de vezes durante sua vida enquanto simultaneamente reconstrói suas células em tempo real”. “Esse é o desafio. É aí que vamos trabalhar.”

Fonte: Revista Galileu

Continuar lendo CIÊNCIAS: PESQUISADORES DE HARVARD CONSTROEM O PEIXE BIOHÍBRIDO COM CÉLULAS DE CORAÇÃO HUMANO

PESQUISA DO DIEESE APONTA NATAL COMO A CAPITAL QUE TEVE MAIOR ALTA PERCENTUAL NO PREÇO DA CESTA BÁSICA ENTRE AS CAPITAIS

Por g1 RN

 

Custo de cesta básica aumentou em Natal — Foto: Caíque Rodrigues/g1 RRCusto de cesta básica aumentou em Natal — Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

Natal teve a maior alta percentual no preço da cesta básica nos 12 últimos meses entre as capitais do Brasil. É o que aponta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgada nesta quarta-feira (9) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Entre janeiro de 2021 e janeiro de 2022, a capital potiguar teve uma alta acumulada de 21,2%. O preço subiu de R$ 434,23 para custar R$ 551,06.

Outros aumentos expressivos nos últimos 12 meses foram de Recife (14,52%), João Pessoa (14,15%) e Campo Grande (14,08%).

Apenas no mês de janeiro deste ano, o crescimento foi de 4% no valor da cesta básica em Natal.

Segundo o Dieese, das 17 capitais pesquisadas, apenas Porto Alegre apresentou queda no início de 2022.

Apesar do maior crescimento em 12 meses, o preço da cesta básica em Natal (R$ 551,06) é a quinta menor entre as capitais pesquisadas. Atrás estão Recife (R$ 543,10), Salvador (R$ 540,01), João Pessoa (R$ 538,65) e Aracaju (R$ 507,82).

O valor mais alto é em São Paulo, cidade na qual a cesta básica custa em média R$ 713,86.

Continuar lendo PESQUISA DO DIEESE APONTA NATAL COMO A CAPITAL QUE TEVE MAIOR ALTA PERCENTUAL NO PREÇO DA CESTA BÁSICA ENTRE AS CAPITAIS

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: ALGO EM TORNO DE 14,2% DAS ESPÉCIES DE ARVORES DO PLANETA AINDA SÃO DESCONHECIDAS

A natureza é incrível, a diversidade das nossas florestas é fabulosa, o planeta é imenso, mas é finito. Mesmo assim ainda não conhecemos todas as espécie de arvores. A ciência atual estima que mais de 9 mil espécies de arvores ainda são desconhecidas e isso representa 14,2% de todas as espécies existentes no planeta. O artigo a seguir trata das novas estimativas publicadas recentemente. Então leia e conheça os detalhes do trabalho publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Mais de 9 mil espécies de árvores ainda são desconhecidas

Amazônia: uma das regiões que abrigam espécies ainda desconhecidas. Crédito: Pxfuel

Deutsche Welle01/02/22 – 11h03min

Das mais de 73 mil espécies de árvores que habitam o planeta, mais de 9 mil ainda são desconhecidas. Esse novo número é consideravelmente maior do que o relatado até então, exatamente 14,2% superior ao que a ciência localizou e descreveu até agora.

As novas estimativas foram publicadas nesta segunda-feira (31/01) na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). “É um resultado que surpreendeu a equipe, já que, quando começamos esse trabalho, não sabíamos exatamente o total que encontraríamos”, afirma à DW Peter Reich, da Universidade de Michigan, primeiro autor do estudo que reuniu 148 pesquisadores de diferentes continentes.

A maior parte desse universo a ser ainda explorado está na América do Sul. “São árvores que estão localizadas em hotspots de diversidade da Bacia Amazônica e na interface Andes-Amazônia, no sopé das cordilheiras”, detalha Reich. Só nessa parte do mundo, podem existir cerca de 3.900 espécies a serem descobertas, de um total de 31.100 estimadas.

“Seria preciso muito trabalho para desvendar quais são. Teríamos que priorizar ir até esses lugares para responder a isso”, comenta Reich sobre os desafios logísticos e financeiros para custear as expedições. Porém, “mais importante do que saber e dar nome a essas espécies é protegê-las”.

Espécies raras e vulneráveis

Parte considerável dessa riqueza planetária a ser detalhada são árvores raras, particulares de uma determinada região (endêmicas), tropicais ou subtropicais. Essas características as tornam mais vulneráveis ao risco de extinção.

“A contribuição de espécies raras para os serviços ecossistêmicos pode ser relevante e é tema de pesquisa, mas é desafiador, pois a maioria permanece mal documentada. Portanto, estimar o número de espécies de árvores é essencial para informar, otimizar e priorizar os esforços de conservação florestal em todo o mundo”, afirmam os cientistas.

É na América do Sul que está o maior número de espécies raras e endêmicas (49%), enquanto a Eurásia e a África respondem juntas por quase outros 32% das espécies únicas no mundo.

Segundo os autores, o estudo mostra que a conservação florestal deveria ter prioridade absoluta na América do Sul, especialmente quando se considera o ritmo de destruição das florestas por desmatamento, incêndios e mudanças climáticas.

O mesmo esforço deveria ser empregado também em vegetações de outros continentes, acrescentam os autores, segundo os quais “provavelmente há um alto número de espécies não descobertas na América Central e no Sudeste Asiático”.

Em todos os países da Amazônia, mais de 860 mil hectares de floresta nativa foram perdidos em 2021, conforme apontou o relatório publicado em outubro último pelo Projeto de Monitoramento da Amazônia Andina (MAAP). A maior parte foi em território brasileiro (79%), seguido por Peru (7%) e Colômbia (6%).

No Brasil, especificamente, o sistema de monitoramento via satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou o desmatamento de 13,2 mil quilômetros quadrados entre agosto de 2020 e julho de 2021. A taxa é 22% superior à apurada no período anterior.

Bancos de dados internacionais

Para chegar a essa nova estimativa, os pesquisadores se apoiaram em dois grandes bancos de dados, o Global Forest Biodiversity Initiative e o TreeChange. O primeiro conta com uma plataforma que reúne informações coletadas em mais de 70 países, cobrindo 1,2 milhão de parcelas permanentes de florestas. Já o segundo, reúne dados sobre 65 mil espécies documentadas.

Dentre os colaboradores em todo mundo, estão pesquisadores brasileiros da Universidade Federal do Acre, Universidade Federal do Sudoeste do Bahia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Regional de Blumenau e Universidade de São Paulo.

“Nós compartilhamos dados e ideias de como usar e interpretar as informações disponíveis. Foi um trabalho todo feito durante a pandemia, pode ser um exemplo de como pesquisadores de todo o mundo podem colaborar num grande estudo”, diz Reich sobre a parceria.

Futuro em xeque

Segundo o estudo, conhecer a extensão da diversidade das árvores é fundamental para o futuro da humanidade. “Pode nos ajudar a inferir os mecanismos evolucionários que geraram a diversidade, para que possamos prever como esses mesmos mecanismos podem funcionar no futuro”, argumentam os autores. “Pode também auxiliar na avaliação de quais sistemas podem ser mais resilientes às mudanças globais.”

Como muitas dessas espécies ainda não identificadas são raras e, portanto, mais vulneráveis, compreender mais a fundo os números seria crucial para traçar estratégias de preservação de toda essa biodiversidade.

“A natureza é incrível, e a ciência está tentando aprender, responder perguntas para entender quais são as espécies que convivem conosco. Há muitas que são mais ameaçadas do que pensávamos. Esse é um alerta que lançamos também”, destaca o ecólogo Reich a que considera a principal mensagem do estudo.

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: ALGO EM TORNO DE 14,2% DAS ESPÉCIES DE ARVORES DO PLANETA AINDA SÃO DESCONHECIDAS

CIÊNCIAS: REVESTIMENTO NÃO TÓXICO EXTINTOR DE INCÊNDIO PODE EVITAR QUE EDIFÍCIOS SEJAM ENGOLIDOS PELAS CHAMAS

Um revestimento não tóxico retardador de fogo potencialmente salva-vidas é o destaque da edição desta segunda-feira, aqui na coluna CIÊNCIAS. A descoberta foi de uma equipe de pesquisa australiana desenvolveu um revestimento extintor de incêndio que poderia salvar edifícios de serem engolidos pelas chamas. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes.

Inspirado na lava, o novo revestimento não tóxico pode deter o fogo em suas trilhas

Foto por DDP 

A lava é uma das substâncias mais quentes encontradas na superfície da Terra e também uma fonte de inspiração para o projeto de um revestimento retardador de fogo potencialmente salva-vidas.

Uma equipe de pesquisa, liderada pelo engenheiro químico da Universidade do Sul de Queensland e Futuro Fellow do Conselho de Pesquisa Australiano, Professor Pingan Song, desenvolveu um revestimento não tóxico e extintor de incêndio que poderia salvar edifícios de serem engolidos pelas chamas.

O professor Song disse que a lava despertou sua ideia de um revestimento híbrido que derreteria e depois formaria gradualmente uma camada cerâmica fluida, mas não combustível, quando exposta a calor extremo.

“A lava de Melton é como um líquido viscoso, mas não inflamável”, disse o professor Song.

“Uma vez resfriado, ele se solidifica para se tornar uma camada cerâmica que não suporta fogo.

“Inspirados por esse fenômeno interessante, projetamos um revestimento retardador de fogo que pode criar uma camada cerâmica não combustível que pode oferecer proteção contra incêndio para os substratos subjacentes, assim como um escudo contra incêndio.”

O professor Song disse que pulverizar o revestimento em materiais de construção, como espuma de isolamento térmico, madeira e estruturas de aço, durante a construção, pode evitar desastres como o incêndio da Grenfell Tower em Londres em 2017, onde 72 pessoas morreram.

“As espumas de polímero foram identificadas como a principal causa de desastres catastróficos recentes, particularmente o incêndio da Torre Grenfell”, disse ele.

“Materiais de madeira maciça, também amplamente utilizados em edifícios, mas extremamente combustíveis, também podem desencadear incêndios, como o incêndio de Notre-Dame de Paris em 2019.”

Os retardadores de fogo têm sido usados ​​em materiais de construção há décadas, mas a maioria não é suficientemente eficaz, caro e às vezes difícil de produzir em massa.

O professor Song disse que sua versão oferece melhor proteção e pode ser usada em outras configurações de aplicativos, como móveis de madeira, mineração, túneis e transportes.

“Nosso revestimento retardante de fogo produz uma camada cerâmica muito robusta e termicamente estável, em comparação com os revestimentos existentes, que geralmente produzem uma camada protetora que é frágil e se degrada em altas temperaturas”, disse ele.

O professor Song disse que o revestimento retardante de fogo ainda precisa passar por mais testes e refinamentos antes que possa ser comercializado e colocado em uso generalizado, o que ele espera que aconteça nos próximos três anos.

A pesquisa, que foi financiada por um Australian Research Council Future Fellowship, foi publicada na revista Matter .

Fonte: Universidade do Sul de Queensland

Continuar lendo CIÊNCIAS: REVESTIMENTO NÃO TÓXICO EXTINTOR DE INCÊNDIO PODE EVITAR QUE EDIFÍCIOS SEJAM ENGOLIDOS PELAS CHAMAS

CIÊNCIAS: PESQUISADORES DESCOBREM QUE É POSSÍVEL IDENTIFICAR ANIMAIS EM UM ZOOLÓGICO PELA LEITURA DO DNA DO AR LOCAL

Um anova técnica permite identificar, através do DNA do ar os animais que habitam um determinado zoológico. Pesquisadores da Dinamarca e do Reino Unido identificaram uma variedade de animais do zoológico de Hamerton no Reino Unido. Leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes dessa novíssima técnica.

DNA em ar de zoológico permite identificar os animais que moram lá

Técnica permitiu a duas equipes diferentes, na Dinamarca e no Reino Unido, a identificação de uma grande variedade de animais do zoológico e seus arredores, até mesmo peixes ornamentais

Dingos (espécie de canídeo australiano) no zoológico de Hamerton, no Reino Unido, observam com curiosidade o equipamento de amostragem. Crédito: Elizabeth Clare

O ar em um zoológico está cheio de odores, desde os peixes usados ​​na alimentação até o estrume dos herbívoros que pastam, mas agora sabemos que também está cheio de DNA dos animais que vivem lá. Na revista Current Biology, dois grupos de pesquisa – um da Universidade de Copenhague (Dinamarca) e outro da Queen Mary University (Reino Unido) – publicaram estudos independentes de prova de conceito mostrando que, pela coleta de ar de um zoológico local, eles podem recolher DNA suficiente para identificar os animais nas proximidades. Essa pode ser uma ferramenta valiosa e não invasiva para rastrear a biodiversidade.

“Capturar DNA ambiental aerotransportado de vertebrados nos permite detectar até mesmo animais que não podemos ver estão lá”, disse a pesquisadora Kristine Bohmann, chefe da equipe da Universidade de Copenhague.

Animais terrestres podem ser monitorados de várias maneiras: diretamente, por câmera e observação pessoal, ou indiretamente, por aquilo que deixam para trás, como pegadas ou fezes. A desvantagem desses métodos é que eles podem envolver trabalho de campo intensivo e exigir que o animal esteja fisicamente presente. Por exemplo, monitorar animais pela câmera requer conhecimento de onde colocar as câmeras no caminho do animal, vasculhar milhares de fotos e, geralmente, um pouco de sorte.

Funcionamento surpreendentemente bom

“No início da minha carreira, fui para Madagascar na esperança de ver muitos lêmures. Mas, na realidade, raramente os vi. Em vez disso, eu principalmente ouvia-os pulando pela copa das árvores”, afirmou Bohmann. “Portanto, para muitas espécies, pode ser muito trabalhoso detectá-los por observação direta, especialmente se eles são esquivos e vivem em habitats muito fechados ou inacessíveis.”

“Em comparação com o que as pessoas encontram em rios e lagos, monitorar o DNA aerotransportado é muito, muito difícil, porque o DNA parece superdiluído no ar”, disse Elizabeth Clare, pesquisadora-chefe da equipe da Queen Mary University de Londres (Clare está agora na Universidade de York, em Toronto, Canadá). “Mas nossos estudos em zoológicos ainda não falharam para diferentes amostradores, genes, locais e abordagens experimentais. Tudo funcionou e surpreendentemente bem.”

Bohmann e Clare baseiam-se fortemente em suas pesquisas anteriores de monitoramento da vida selvagem, coletando outros tipos de amostras contendo DNA eliminado por animais. Isso é conhecido como “DNA ambiental”, ou eDNA, e é uma técnica bem estabelecida usada com mais frequência para monitorar organismos aquáticos por meio do sequenciamento de eDNA de amostras de água.

“O ar envolve tudo e queríamos evitar a contaminação em nossas amostras e, ao mesmo tempo, otimizar a detecção real de DNA animal”, afirmou Bohmann. “Nosso trabalho mais recente com eDNA aerotransportado envolve o que normalmente fazemos ao processar amostras de eDNA, apenas com uns poucos ajustes.”

Várias fontes

Cada grupo de pesquisa conduziu seu estudo em um zoológico local, coletando amostras em vários lugares da instituição, incluindo recintos fechados com paredes como a casa tropical e estábulos internos, bem como recintos externos ao ar livre. “Para coletar o eDNA aerotransportado, usamos uma ventoinha, como a que você usaria para resfriar um computador, e anexamos um filtro a ela. Então, deixamos funcionando por algum tempo”, disse Christina Lynggaard, primeira autora do estudo e pós-doutoranda na Universidade de Copenhague.

A ventoinha inspira ar do zoológico e de seus arredores, que pode conter material genético de várias fontes, como respiração, saliva, pelo ou fezes, embora os pesquisadores não tenham determinado a fonte exata. “Pode ser qualquer coisa que pode voar e é pequena o suficiente para continuar flutuando no ar”, observou Lynggaard. “Depois da filtração do ar, extraímos o DNA do filtro e usamos a amplificação por PCR para fazer várias cópias do DNA do animal. Após o sequenciamento de DNA, processamos milhões de sequências e, por fim, nós as comparamos a um banco de dados de referência de DNA para identificar as espécies animais.”

“Há um componente de voto de confiança em parte disso porque quando você lida com tecido regular ou até mesmo amostras de DNA aquático, você pode medir quanto DNA tem, mas com essas amostras estamos lidando com pequenas quantidades de DNA forenses”, afirmou Clare. “Em muitos casos, quando coletamos amostras por apenas alguns minutos, não podemos medir o DNA, então temos que pular para o próximo estágio do PCR, onde descobrimos se há algo nele ou não. Quando fazemos a amostragem por horas, obtemos mais, mas há uma troca.”

Medidas de segurança

Em cada estudo, os pesquisadores detectaram animais dentro do zoológico e vida selvagem nas proximidades. A equipe de Clare, da Queen Mary University de Londres, detectou DNA de 25 espécies de mamíferos e pássaros, e até mesmo DNA pertencente ao ouriço-terrestre, que está ameaçado de extinção no Reino Unido. A equipe de Bohmann na Universidade de Copenhague detectou 49 espécies de vertebrados não humanos, incluindo mamíferos, pássaros, répteis, anfíbios e espécies de peixes. Isso incluía animais de zoológico como o ocapi e o tatu e até mesmo o lebiste (peixe ornamental) em um lago na casa tropical, animais de ocorrência local como esquilos e espécies nocivas como a ratazana e o rato-doméstico. Além disso, os pesquisadores detectaram espécies de peixes usadas para alimentação de outros animais no zoológico.

Ambas as equipes tomaram medidas extensas para verificar se suas amostras não estavam contaminadas, inclusive por DNA já em seus laboratórios.

Confirmações independentes

Ao escolherem um zoológico para o local de seus estudos, os pesquisadores sabiam a posição de uma grande coleção de espécies não nativas, de modo que puderam dizer a diferença entre um sinal real e um contaminante. “Originariamente, tínhamos pensado em ir para uma fazenda, mas se você pegar DNA de vaca, deve perguntar: ‘Essa vaca está aqui ou é alguma vaca a 160 quilômetros de distância ou no almoço de alguém?’”, observou Clare. “Mas, usando o zoológico como modelo, não há outra maneira de detectar o DNA de um tigre, exceto pelo tigre do zoológico. Isso nos permite realmente testar as taxas de detecção.”

Clare acrescentou: “Uma coisa que nossos laboratórios fazem é desenvolver e aplicar novas ferramentas. Então, talvez não seja tão surpreendente que ambos terminemos com a mesma ideia ao mesmo tempo”.

No entanto, o fato de os dois grupos de pesquisa estarem publicando ao mesmo tempo na revista Current Biology está longe de ser coincidência. Depois de ver os artigos um do outro em um servidor de pré-impressão, os dois grupos decidiram enviar seus manuscritos para a revista juntos. “Decidimos que preferíamos arriscar um pouco e dizer que não estamos dispostos a competir nisso”, avaliou Clare. “Na verdade, é uma ideia tão maluca que é melhor ter confirmações independentes de que isso funciona. Ambas as equipes estão ansiosas para ver essa técnica se desenvolver.”

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo CIÊNCIAS: PESQUISADORES DESCOBREM QUE É POSSÍVEL IDENTIFICAR ANIMAIS EM UM ZOOLÓGICO PELA LEITURA DO DNA DO AR LOCAL

PESQUISA DO DIEESE APONTA QUE PREÇO DA CESTA BÁSICA EM NATAL AUMENTOU 15% EM 2021

Por g1 RN

 

Tomate teve aumento nos preços — Foto: Augusto César Gomes/g1Tomate teve aumento nos preços — Foto: Augusto César Gomes/g1

O preço da cesta básica em Natal aumentou 15,4% em Natal no ano de 2021. É o que aponta a pesquisa mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que foi divulgada nesta sexta-feira (7).

Com isso, a capital potiguar registrou o segundo maior aumento entre as 17 capitais analisadas. Apenas Curitiba, com 16,3%, teve aumento maior nos produtos componentes.

A pesquisa realizada considera o período entre dezembro de 2020 e dezembro de 2021.

De acordo com a pesquisa, a cesta básica na capital potiguar custou, em dezembro do ano passado, R$ 529,54. No fim de 2020, ela custava R$ 447,88.

Apesar do crescimento no valor, a cesta básica de Natal é apenas a 13ª mais cara entre as capitais pesquisadas. Em São Paulo, cidade mais cara, o valor é de R$ 690,51.

Produtos

O aumento mais expressivo na cesta básica em Natal, segundo o Dieese, foi no preço do tomate, que subiu 102,2%. O produto subiu em todas as cidades pesquisadas, segundo o departamento.

“Houve diminuição da área plantada e busca por culturas mais lucrativas, por causa do menor consumo das famílias em 2021”, citou a pesquisa.

farinha de mandioca foi outro produto que subiu em 2021, ficando 13,1% mais caro na capital potiguar. “A menor área plantada da mandioca e os impactos do clima reduziram a oferta”, destacou o relatório.

Por outro lado, Natal foi a única cidade pesquisada em que o preço do pão francês ficou mais barato em 2021, com queda de 2,8%.

O óleo de soja foi outro produto que subiu em Natal, com aumento de 2,6%.

Fonte: G1 RN
Continuar lendo PESQUISA DO DIEESE APONTA QUE PREÇO DA CESTA BÁSICA EM NATAL AUMENTOU 15% EM 2021

OPINIÃO: EM TEMPOS DE FAKE NEWS NADA MAIS FAKE DO QUE AS PESQUISAS ELEITORAIS

Ministério Público e Justiça precisam se manter atentos sobre pesquisas eleitorais - Jornal Opção

Caro(a) leitor(a),

Já parou pra pensar o porquê de tanta pesquisa nas últimas semanas, neste fim de ano? E o porquê de coincidentemente todas elas darem o mesmo resultado, com Lula praticamente se elegendo no 2º turno?

Você já parou para refletir sobre uma coisa?

  • Veja bem, nas duas vezes em que Lula se sagrou presidente da república, no tempo em que ainda não existia mensalão ou petrolão, ele precisou, nas duas vezes, ir para o 2º turno para se eleger presidente. Agora que ele foi desmascarado, condenado em segundo e até terceira instâncias e cumpriu mais de 500 dias de cana. Agora que todo o Brasil já sabe que Lula é o maior ladrão do mundo, um chefe de quadrilha, líder de ORCRIM, capaz, inclusive de mandar matar pelo poder e que não consegue nem aparecer publicamente que leva ovo na cabeça,  a imprensa marrom acha que pode meter na cabeça dos brasileiros que vence no primeiro turno de uma provável eleição. Isso é achar que todos os brasileiros são idiotas, imbecis e senis. É um desrespeito enorme e deveria ser considerado crime esse tipo de pesquisa eleitoral.

Mas tudo isso está acontecendo por puro desespero da esquerda vagabunda e sanguessuga que sabendo de tudo isso tenta a sua última cartada antes da virada do ano, quando as pesquisas eleitorais vão ser submetidas a auditoria para verificação da sua veracidade. A partir de então vamos conhecer a real intenção do eleitorado brasileiro e então toda essa farsa será desmascarada. Aguardemos então o ano novo que nos reserva muito boas surpresas!

Continuar lendo OPINIÃO: EM TEMPOS DE FAKE NEWS NADA MAIS FAKE DO QUE AS PESQUISAS ELEITORAIS

SAIBA ONDE ENCONTRAR PRODUTOS MAIS BARATOS PARA CEIA NATALINA, SEGUNDO PESQUISA DO PROCON

Procon faz pesquisa de preço de produtos natalinos e indica locais mais baratos

Redação / Portal da Tropical

 Atualizado em:

Foto: Ewerton Santos

O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Natal, com o seu Núcleo de Pesquisa, no intuito de orientar os consumidores nas compras para as festas de fim de ano, realizou a pesquisa direta de produtos natalinos em funcionários comerciais como hipermercados, supermercados e atacarejos da capital. A equipe de pesquisadores esteve nas primeiras semanas do mês de dezembro, entre os dias 03 e 16, em 17 equipamentos comerciais.

A cesta de produtos natalinos é composta por sessenta e nove itens divididos por categorias: queijos, salames, panetones, carnes, peixes, bebidas, chocolates, biscoitos, azeites, frutas secas e frutas em conservas. Após avaliar os dados dos preços dos produtos da cesta natalina, o Procon Natal observou que, mais uma vez, para a maioria dos produtos, há grandes diferenças entre os preços praticados pelos diferentes definidos.

Como forma de se nortear na hora de comprar, o consumidor pode usar o valor do preço médio encontrado pela pesquisa como referência, para decidir se o local em que ele deseja realizar suas compras oferece preços vencidos, uma vez que não é possível aos consumidores frequentar todos os requisitos em busca do menor preço.

O Procon Natal informa ainda que o objetivo da pesquisa é orientar o público onde procurar esses produtos da cesta natalina com os menores preços, e que a planilha está disponível no endereço eletrônico www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa , acessível aos consumidores para consulta na íntegra aos dados obtidos na pesquisa. Alerta também para que os consumidores fiquem atentos aos preços praticados nos adaptados uma vez que estes produtos têm seus preços conforme o porte do estabelecimento ea vários produtos disponíveis aos consumidores nessa época do ano.

Metodologia

Os produtos que compuseram a pesquisa foram os mais comuns da tradicional ceia natalina, de forma a abranger o maior número de produtos característicos desta época do ano. Os critérios foram selecionados em função da oferta da maior parte desses produtos, levando em consideração o porte do mesmo, uma vez que se tratar de produtos sazonais, os de maior porte possuem maior variedade destes produtos. Os pesquisadores compareceram aos critérios em duas ocasiões distintas, dentro do período contemplado pela pesquisa. A média foi fornecida a partir dos valores encontrados nas duas semanas, em todos os adaptados, para cada item.

Análise dos dados

Na categoria de salame e queijos, o salame teve variação positiva de 1,28% de uma semana para outra com preço médio (kg) de R $ 101,25 na primeira semana, e de R $ 102,56 na segunda semana, esse produto teve seu melhor preço na segunda semana, tendo sido encontrado pelos pesquisadores com valor de R $ 63,20 nos atacarejos. Já os queijos (kg) variação negativa em quase todos os produtos pesquisados, em destaque o queijo provolone Quatá e o queijo do reino Tirolez com variação negativa de 8,22% e 9,21%, respectivamente. Nessa categoria foi observado que dos nove produtos pesquisados ​​44,44% tiveram redução de preço de uma semana para outra.

Os panetones certa estabilidade de preço em relação aos variados padrões, sem grande variação entre as duas semanas pesquisadas. O panetone tradicional de chocolate da Bauducco (400 g) teve seus preços médios de R $ 18,08 na primeira semana, e de R $ 18,05 na segunda, uma variação negativa de 0,72%, essa tendência segue para todos os panetones, uma vez que ocorrer a aproximação do fim do período de festas natalinas, os especificações comerciais fazem promoções deste produto. Na primeira semana o melhor preço para a compra desse produto era nos hipermercados com o preço médio de R $ 17,56, mas na segunda semana a pesquisa identificou o melhor preço nos atacarejos com preço médio de R $ 17,89, ou seja, os hipermercados aumentaram o preço desse produto, enquanto os atacarejos aumentaram.

Esse produto estava presente em grande variedade nos três segmentos pesquisados, na primeira semana foi encontrado em 69,56% dos equipamentos, e na segunda semana cerca de 76,47% dos equipamentos estavam com esse produto à venda. Isso demonstra que os padrões estão preparados com estoque e a tendência é de promoção para esse produto, com a proximidade do dia 24 de dezembro. Esse produto que já foi comercializado em grande variedade de marcas em anos anteriores, atualmente foi encontrado pelos pesquisadores com destaque para três marcas: Bauducco, Visconti e Tommy.

Em relação à categoria de carnes e peixes, estão incluídos como aves, os peixes e a carne suína. Dos quinze itens dessa categoria 46,66% redução nos preços de uma semana para a outra. Fato esperado, pois mesma forma que os panetones são produtos bastante sazonais ea tendência é de crescentes promoções ao se aproximar a data natalina. Os produtos que redução essa foram: Chester, Aves Fiesta e Supreme, peru, lombo e pernil de porco. A ave Supreme da Sadia teve sua variação negativa de 9,34%, onde na primeira semana o preço médio foi de R $ 21,08 e na segunda semana foi de R $ 19,28.

Os produtos dessa categoria estavam com preços melhores nos atacarejos, nos supermercados de bairro esses produtos não são comercializados na maioria dos adaptados, mas onde foram encontrados, seus preços são melhores em relação aos hipermercados. A exemplo o frango congelado (produto mais comum), uma pesquisa encontrou nos atacarejos o preço médio de R $ 10,49 (kg), nos supermercados de bairro o preço médio foi de R $ 12,79 (kg) e nos hipermercados o preço médio desse produto a pesquisa encontrou um preço médio de R $ 13,42 (kg), esses preços foram observados na segunda semana, na primeira semana os preços são diferentes mas o comportamento é o mesmo.

Em relação à categoria das bebidas, foram avaliados na pesquisa apenas os vinhos nacionais mais populares (brancos e tintos), espumantes nacionais e whiskys mais comuns. Os itens pesquisados ​​não agregados grandes mudanças de preço entre uma semana e outra, os preços diferentes especificados se especificado da média e o segmento que apresenta a maior variedade são os hipermercados. Para alguns produtos comercializados nos atacarejos, os preços são melhores, porém não foi encontrada uma diferença consideravelmente nos valores.

Já nos supermercados, segundo o Procon, a variedade não é tão grande e os preços não são tão em conta. Além disso, os hipermercados possuem uma variedade muito maior de marcas de serem avaliadas por este órgão. Dentre as bebidas pesquisadas pelo Procon Natal, o vinho tinto foi o que registrou o menor índice de aumento comparando-se os preços médios em relação às duas semanas pesquisadas e permaneceu praticamente estável, à exceção do vinho tinto Mioranza (750 ml) com variação positiva de 9,17%. Para o litro de whisky da marca Red Label, o preço médio foi de R $ 99,84, de R $ 47,80 para o da marca Teacher ‘seo médio preço do Old Eigth foi de R $ 31,38. Para esses produtos os melhores preços foram encontrados nos hipermercados, já nos supermercados de bairro esses produtos estavam em falta na maioria dos específicos.

As frutas em calda e secas escolhidas uma das categorias mais caras dos componentes da cesta natalina, por se tratar de especiarias. Por serem comercializadas em diversas frações nos adaptados, não é possível estabelecer uma comparação segundo a forma de apresentação das mesmas. Desta forma, para os cálculos de comparação, o Núcleo de pesquisa utilizando-se do preço por quilograma do item. Outra dificuldade no comparativo desses produtos entre os componentes é a diversidade de marcas, além da apresentação a granel. Então, pelo exposto, o consumidor deve estar atento na hora de fazer suas compras para a conversão do valor unitário em preço por quilograma, pois um pacote com algumas gramas pode sair muito mais caro que a aquisição do produto a granel. Exemplo disso é a Castanha do Pará, que apresentou em média o preço (kg) de R $ 158,64 na primeira semana, e de R $ 143,29 na segunda semana. O preço (kg) mais caro encontrado pela equipe de pesquisa foi nos supermercados de bairro de R $ 207,70 na primeira e segunda semanas.

Na categoria de biscoito e chocolates a variação na primeira e segunda semana do mês de dezembro para esses produtos tiveram índice negativo, para os biscoitos Champanhe a variação foi negativa de 3,05%, o preço médio da primeira semana foi de R $ 8, 11 e na segunda semana o preço médio encontrado pela pesquisa foi de R $ 7,87.

A pesquisa identificou no produto caixa de chocolate uma redução na gramatura, e isso não quer dizer que o preço acompanhou a redução da quantidade, no comportamento dos preços foi de promoção, segundo os adaptados. A caixa de chocolate Nestlé (250 g), por exemplo, foi encontrada com preço médio de R $ 11,05 na primeira semana e na segunda de R $ 11,00. Os melhores preços foram encontrados nos atacarejos com o menor preço deste produto na primeira semana de R $ 9,77 e na segunda semana estava por R $ 9,82, ou seja, nas duas semanas a pesquisa identificou este segmento como sendo o melhor lugar para compra deste item.

Para a categoria de azeites, pela variedade encontrada esses produtos uma análise foi feita com os preços mais em conta, dentre aqueles encontrados nos pesquisados ​​pesquisados. O Núcleo de pesquisa considerado para sua avaliação de preços o azeite extravirgem de 500 ml das seguintes marcas Gallo, Andorinha e Borges, por terem sido encontradas pelos pesquisadores na maioria dos equipamentos pesquisados. O azeite extravirgem Gallo apresenta uma grande variação entre o menor e o maior preço nas duas semanas. Na primeira semana foi encontrado com menor valor de R $ 22,50 enquanto que o maior valor foi de R $ 35,89, já na segunda semana da pesquisa, o menor preço encontrado foi de R $ 20,50 e o maior foi de R $ 35,89, com uma variação entre o maior e menor de cerca de 75%, entre os adaptáveis. Em média o azeite Galo na primeira semana estava com o preço médio de R $ 27,20 e na segunda semana o preço médio encontrado foi de R $ 27,14. Esse comportamento foi observado nas demais marcas, e, nas duas semanas pesquisadas, os melhores preços para esse produto foram encontrados pela pesquisa nos hipermercados e nos atacarejos.

Continuar lendo SAIBA ONDE ENCONTRAR PRODUTOS MAIS BARATOS PARA CEIA NATALINA, SEGUNDO PESQUISA DO PROCON

PESQUISA CLÍNICA DA UFRN SOBRE TRATAMENTO DA DEPRESSÃO ESTÁ RECRUTANDO VOLUNTÁRIOS

Por g1 RN

 

Depressão — Foto: Getty Images via BBCDepressão — Foto: Getty Images via BBC

Uma pesquisa clínica da UFRN sobre tratamento da depressão está recrutando voluntários no Rio Grande do Norte. O estudo investiga a cetamina como tratamento alternativo para a doença.

Os interessados em participar devem se inscrever através de um formulário (clique AQUI). O projeto busca pacientes com depressão resistentes ao tratamento tradicional. Os profissionais que tenham pacientes com depressão resistentes ao tratamento também podem encaminhá-los ao estudo através do formulário.

De acordo com o grupo de pesquisa da UFRN, a cetamina é uma droga anestésica que quando é utilizada em doses sub-anestésicas proporciona uma ação antidepressiva muito rápida.

Em 2020, foi aprovado nos EUA e no Brasil o uso da escetamina spray, uma medicação derivada da cetamina. Apesar de ser um tratamento promissor, tem um alto custo, o que o torna inviável para a maior parte da população.

Por conta do custo, esse grupo de pesquisadores da UFRN iniciou essa pesquisa para buscar a validação através de outra forma de administração da cetamina, que tenha um custo menor.

Nessa pesquisa, a cetamina é administrada por via subcutânea e tem um custo aproximado de R$ 10, cada dose. O estudo está sendo realizado no Ambulatório de Psiquiatria do Hospital Universitário há dois meses e atendeu cinco pacientes.

O tratamento é gratuito, dura oito semanas e a administração da cetamina é semanal. Cada sessão semanal tem um tempo médio de duas a três horas.

Além da administração da cetamina, são coletados dados clínicos e realizados exames de sangue a fim de investigar as alterações de moléculas relacionadas à depressão, por exemplo, os fatores de inflamação e os relacionados à resposta ao estresse.

Equipe

O estudo é realizado pelo Departamento de Fisiologia e Comportamento (DFS) do Centro de Biociências (CB), o Instituto do Cérebro (ICe) e o Departamento de Psiquiatria do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol/UFRN).

A equipe é formada pelos professores Dráulio de Araújo e Fernanda Palhano-Fontes (ICe/UFRN), Nicole Galvão-Coelho (DFS/CB/UFRN), e Patrícia Cavalcanti e Emerson Arcoverde, do Departamento de Psiquiatria do Huol.

Continuar lendo PESQUISA CLÍNICA DA UFRN SOBRE TRATAMENTO DA DEPRESSÃO ESTÁ RECRUTANDO VOLUNTÁRIOS

CIÊNCIAS: PESQUISADORES DESCOBREM ICTIOSSAURO-MONSTRO NA COLOMBIA

Uma equipe de pesquisadores do Canadá, da Colômbia e da Alemanha descobriu um espécime pré-histórico, com um crânio de um metro de comprimento incrivelmente preservado, é um dos últimos ictiossauros (animais antigos que se pareciam assustadoramente com os atuais peixes-espada) a viver no planeta. Leia o artigo completo a seguir e saiba todos os detalhes dessa descoberta incrível! 

‘Ictiossauro-monstro’ é descoberto na Colômbia

Réptil marinho de 130 milhões de anos é o único da espécie a ter desenvolvido uma dentição apropriada para ingerir presas grandes

Concepção artística do Kyhytysuka sachicarum, que viveu onde hoje é a Colômbia no Cretáceo Inferior. Crédito: Dirley Cortés

Uma equipe de pesquisadores do Canadá, da Colômbia e da Alemanha descobriu um novo réptil marinho pré-histórico. O espécime, um crânio de um metro de comprimento incrivelmente preservado, é um dos últimos ictiossauros (animais antigos que se pareciam assustadoramente com os atuais peixes-espada) a viver no planeta. A pesquisa sobre a descoberta foi objeto de artigo na revista Journal of Systematic Palaeontology.

“Esse animal desenvolveu uma dentição única que lhe permitia comer presas grandes”, disse Hans Larsson, diretor do Museu Redpath da Universidade McGill (Canadá) e coautor do estudo. “Enquanto outros ictiossauros tinham dentes pequenos e do mesmo tamanho para se alimentar de pequenas presas, essa nova espécie modificou o tamanho e o espaçamento dos dentes para construir um arsenal capaz de matar presas de porte maior, como peixes grandes e outros répteis marinhos.”

O animal recebeu o nome de Kyhytysuka sachicarum. “Decidimos chamá-lo de Kyhytysuka, que pode ser traduzido como ‘aquele que corta com algo afiado’ em uma língua indígena da região central da Colômbia onde o fóssil foi encontrado, para homenagear a antiga cultura muisca que existiu lá por milênios”, afirmou Dirley Cortés, graduada na Universidade McGill sob a supervisão de Hans Larsson e Carlos Jaramillo, do Instituto Smithsonian de Pesquisa Tropical.

Panorama mais claro

O panorama geral da evolução dos ictiossauros fica mais claro com essa nova espécie, dizem os pesquisadores. “Comparamos esse animal com outros ictiossauros jurássicos e cretáceos e conseguimos definir um novo tipo de ictiossauros”, disse Erin Maxwell, do Museu Estadual de História Natural de Stuttgart (graduada do laboratório de Hans Larsson na Universidade McGill). “Isso abala a árvore evolutiva dos ictiossauros e nos permite testar novas ideias de como eles evoluíram.”

Segundo os pesquisadores, essa espécie vem de um importante período de transição durante o período Cretáceo Inferior. Nessa época, a Terra estava saindo de um período relativamente frio, os níveis do mar aumentavam e o supercontinente Pangeia estava se dividindo em massas de terra ao norte e ao sul. Houve também um evento de extinção global no final do Jurássico que mudou os ecossistemas marinhos e terrestres. “Muitos ecossistemas marinhos jurássicos clássicos de ictiossauros que se alimentavam em águas profundas, plesiossauros de pescoço curto e crocodilos adaptados aos mares foram sucedidos por novas linhagens de plesiossauros de pescoço longo, tartarugas marinhas, grandes lagartos marinhos chamados mosassauros e agora esse ictiossauro monstro”, disse Dirley Cortés.

“Estamos descobrindo muitas novas espécies nas rochas de onde vem esse novo ictiossauro. Estamos testando a ideia de que essa região e época na Colômbia era um antigo hotspot de biodiversidade e estamos usando os fósseis para entender melhor a evolução dos ecossistemas marinhos durante esse período de transição”, acrescentou ela.

Como próximos passos, os pesquisadores continuam a explorar a riqueza de novos fósseis alojados no Centro de Investigaciones Paleontológicas de Villa de Leyva, na Colômbia. “Foi aqui que cresci”, disse Cortés, “e é muito gratificante poder fazer pesquisas aqui também.”

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo CIÊNCIAS: PESQUISADORES DESCOBREM ICTIOSSAURO-MONSTRO NA COLOMBIA

UTILIDADE PÚBLICA: CERCA DE 92 % DAS MULHERES NATALENSES ENFRENTAM DIARIAMENTE ALGUM TIPO DE AGRESSÃO

Pesquisa revela que 92% das mulheres natalenses já sofreram algum tipo de assédio

Foto: Divulgação

Cerca de 92% das mulheres natalenses dizem ter sofrido algum tipo de assédio em ambiente coletivo, mas nunca denunciaram o agressor. De olhares inconvenientes ao toque em alguma parte do corpo, ou a encostada proposital, são agressões enfrentadas diariamente por mulheres e meninas na capital. Os dados estão em uma pesquisa recente realizada pela Prefeitura de Natal e apresentada ao público durante o lançamento da campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. A ação foi deflagrada nessa quinta-feira (25), data considerada um marco mundial do movimento pela eliminação da violência de gênero contra mulheres e meninas.

Encampada pela Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (Semul), a campanha foi lançada numa solenidade conduzida pela primeira-dama do município Amanda Grace Dias, representando o Executivo municipal e pela secretária Andréa Ramalho (titular da Semul), no salão nobre do Palácio Felipe Camarão.

PESQUISA

A pesquisa quantitativa abordou 650 mulheres, entre trabalhadoras e frequentadoras dos bares e restaurantes de Natal nas quatro regiões administrativas. Realizada entre 5 a 7 de novembro, em 63 estabelecimentos da cidade, a pesquisa apontou que dos tipos de violência mais frequentes são olhares inconvenientes (79,45%) e cantadas inconvenientes ( 78,29%). Porém, 26,79% sofreram assédio por gestos obscenos, 41,34% sussurros indecorosos, 41,34% por toque em alguma parte do corpo, 42,73%. Do universo abordado, 85,69% das mulheres se declararam pardas ou brancas e 11,38% pretas, dessas 53 por cento católicas 21% sem religião e 18% protestante ou evangélica.

Fonte: Blog do BG

Continuar lendo UTILIDADE PÚBLICA: CERCA DE 92 % DAS MULHERES NATALENSES ENFRENTAM DIARIAMENTE ALGUM TIPO DE AGRESSÃO

CIÊNCIAS: PESQUISA DESCOBRE COMO ELIMINAR A PROCRASTINAÇÃO DE MANEIRA SIMPLES

Procrastinação é o tema da nossa coluna CIÊNCIAS deste sábado, aqui no Blog do Saber. Uma pesquisa da Universidade de Otago descobriu que, se você deseja que alguém o ajude em algo, é melhor não definir um prazo. Mas se você definir um prazo, encurte-o. Conclusões que indicam que eliminar a procrastinação é mais fácil do que você pensa. Leia o artigo completo a seguir e saiba como!

A melhor maneira de eliminar a procrastinação é mais fácil do que você pensa, afirma uma nova pesquisa

Eles dizem que a procrastinação é uma ladra de tempo – na verdade, os prazos são.

Uma nova pesquisa da Universidade de Otago descobriu que, se você deseja que alguém o ajude em algo, é melhor não definir um prazo. Mas se você definir um prazo, encurte-o.

O professor Stephen Knowles, da Otago Business School, Department of Economics, e seus co-autores testaram o efeito do comprimento do prazo na conclusão de tarefas para suas pesquisas.

Os participantes foram convidados a preencher uma pesquisa online na qual uma doação vai para instituições de caridade. Eles tiveram uma semana, um mês ou nenhum prazo para responder.

O professor Knowles diz que a pesquisa começou porque ele e sua equipe – Dr. Murat Genç, do Departamento de Economia de Otago, Dra. Trudy Sullivan, do Departamento de Medicina Preventiva e Social de Otago, e o Professor Maroš Servátka, da Escola de Graduação em Administração da Macquarie – estavam interessados em ajudar instituições de caridade a arrecadar mais dinheiro.

No entanto, os resultados são aplicáveis ​​a qualquer situação em que alguém pede ajuda a outra pessoa. Isso pode ser pedir a um colega para ajudar no trabalho ou pedir ao seu parceiro para fazer algo por você, diz o professor Knowles.

O estudo constatou que as respostas à pesquisa foram as mais baixas para o prazo de um mês e as mais altas quando nenhum prazo foi especificado.

A falta de prazo e o prazo de uma semana levaram a muitas respostas iniciais, enquanto um prazo longo parecia dar às pessoas permissão para procrastinar e depois esquecer.

O professor Knowles não ficou surpreso ao descobrir que especificar um prazo mais curto aumentava as chances de receber uma resposta em comparação com um prazo mais longo. No entanto, ele achou interessante que eles receberam a maioria das respostas quando nenhum prazo foi especificado.

“Interpretamos isso como uma evidência de que especificar um prazo mais longo, em oposição a um prazo curto ou nenhum prazo, retira a urgência de agir, que muitas vezes é percebida pelas pessoas quando solicitadas a ajudar”, diz ele.

“As pessoas, portanto, adiam a realização da tarefa e, como estão desatentas ou esquecem, postergá-la resulta em taxas de resposta mais baixas.”

Ele diz da pesquisa, publicada na Economic Inquiry , que é possível que a não especificação de um prazo ainda pudesse ter levado os participantes a supor que existe um prazo implícito.

O professor Knowles espera que sua pesquisa possa ajudar a reduzir a quantidade de procrastinação que as pessoas fazem.

“Muitas pessoas procrastinam. Eles têm as melhores intenções de ajudar alguém, mas simplesmente não se preocupam em fazê-lo. ”

Fonte: Universidade de Otago

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: PESQUISA DESCOBRE COMO ELIMINAR A PROCRASTINAÇÃO DE MANEIRA SIMPLES

PRIMEIRA-DAMA DE SÃO GONÇALO APARECE ENTRE OS PRIMEIROS COLOCADOS NAS INTENÇÕES DE VOTOS PARA A ALERN

Terezinha Maia entre os primeiros colocados em mais uma pesquisa eleitoral

15 nov 2021

Destacando-se nas pesquisas de intenções de votos para a Assembleia Legislativa do RN, a primeira-dama de São Gonçalo do Amarante, Terezinha Maia, apareceu entre os três primeiros colocados nos últimos dados do Instituto Seta, divulgados nesta segunda-feira (15) pelo Blog do BG.
Tomba Farias, Nelter Queiroz, Terezinha Maia e George Soares lideram a lista dos pré-candidatos mais lembrados pelos eleitores potiguares. A primeira-dama, que também é ex-vice-prefeita de São Fernando, no Seridó, no pleito de 2018 obteve quase 27 mil votos, sendo atualmente a primeira suplente de deputado estadual na sua coligação.
O levantamento foi feito de forma espontânea.
Continuar lendo PRIMEIRA-DAMA DE SÃO GONÇALO APARECE ENTRE OS PRIMEIROS COLOCADOS NAS INTENÇÕES DE VOTOS PARA A ALERN

CIÊNCIAS: UM INCRÍVEL TRATAMENTO PARA DOENÇAS AUTOIMUNES É A ESPERANÇA PARA PESSOAS COM DOENÇAS COMO LUPUS

Na edição da coluna CIÊNCIAS deste sábado você vai conhecer um novo e incrível tratamento para doenças autoimunes como o lúpus, que  é um distúrbio do sistema imunológico que faz com que os mecanismos naturais de defesa do corpo se voltem contra si mesmo. O Institutos Feinstein de Pesquisa Médica em Manhasset está estudando os efeitos de um medicamento para lúpus chamado Benlysta. Convido você a ler o artigo completo a seguir para ver os detalhes desse tratamento que pode ser a solução para uma infinidade de pessoas que sofrem de doenças autoimunes.

A maratonista parada por lúpus está correndo novamente graças ao incrível tratamento para doenças autoimunes

Quando uma corredora de maratona foi colocada fora de ação por lúpus, um distúrbio autoimune debilitante, um ensaio experimental a colocou de volta nos trilhos e pode vir a criar a primeira terapia segura para interromper a progressão da doença.

Foi durante o treinamento para a Maratona de Nova York de 2020 que Sasheen Reid, de 35 anos, teve a infeliz honra de morar na cidade com o mais severo bloqueio do país, colocando seus planos para a maratona em espera.

“Eu dei à luz em maio de 2020 e então tive uma crise muito forte por cerca de seis semanas após o parto”, Reid disse ao GNN.

Como a esclerose múltipla ou ELA, o lúpus é um distúrbio do sistema imunológico que faz com que os mecanismos naturais de defesa do corpo se voltem contra si mesmo.

Um ensaio estava sendo aberto ao mesmo tempo nos Institutos Feinstein de Pesquisa Médica em Manhasset para estudar os efeitos de um medicamento para lúpus chamado Benlysta. Então Reid se inscreveu para participar.

“Comecei o teste em outubro de 2020. Meu marido é assinante da Lupus Foundation, então sempre que um novo medicamento era lançado, ele me contava”, diz Reid. “Eu li muito sobre a luta das pessoas contra o lúpus, só tenho dores nas articulações e queda de cabelo. Não tenho envolvimento com rins ou arritmia cardíaca e acho que esse é o objetivo do estudo, se os pacientes podem ser diagnosticados precocemente, você pode prevenir a progressão da doença? ”

Pegando-o cedo e parando a doença em seu caminho

“Um dos maiores obstáculos [para o tratamento] é diagnosticar precocemente os pacientes com a doença”, disse Cynthia Aranow MD, reumatologista da Feinstein envolvida no estudo, ao GNN. “Em média, pode levar até seis anos para se obter um diagnóstico adequado, o que pode atrasar o início do tratamento de medicamentos para as pessoas, para controlar seus sintomas, controlar sua doença e prevenir danos a órgãos”.

Benlysta foi aprovado para pacientes com lúpus por mais de dez anos e, mais recentemente, foi aprovado pelo FDA para o tratamento da doença renal lúpica. No entanto, geralmente é usado depois que outros medicamentos falharam.

“O objetivo deste ensaio clínico de dois anos é focado em pacientes com um diagnóstico recente e precoce. Estamos especificamente interessados ​​em ver se o tratamento precoce com Benlysta pode interromper a progressão da doença em seus caminhos ”, disse ela.

“Se pudermos alterar o curso da doença por meio de intervenção precoce, esperamos poupar os pacientes da necessidade de medicamentos imunossupressores (que estão associados a muitos efeitos colaterais) para controlar sua doença no futuro.

Reid não sabe se ela recebeu o placebo ou Benlysta, mas ela já se sente muito melhor, e seus testes para o principal biomarcador de lúpus – anti DNA de fita dupla – caíram de 650 (normal para pacientes com lúpus).

Para Reid, isso se traduziu em: tirar os tênis de corrida, comprar as bebidas de colágeno pós-treino e entrar na pista.

“Eu era uma corredora. Fiz 10Ks, fiz meias maratonas, viajei para Barbados para fazer maratonas, no interior do estado de Nova York ”, disse ela. “Então, quando recebi o diagnóstico, estava determinada a, tanto quanto possível, não fazer com que mudasse meu estilo de vida.”

Ela diz que com um cronograma de treinamento de corredor, um trabalho em tempo integral e três filhos, ela tem que se certificar de que se cuida, especificamente alongando antes e depois das corridas, e alternando corridas com cross-training para força, para fortalecer as articulações que estão sujeitas a uma inflamação maior com o lúpus.

Reid completou recentemente uma corrida de 6 km, um marco em seu treinamento para a Maratona de Nova York de 2023 que se aproxima.

“Temos esperança de que os dados importantes coletados de Sasheen e outros levem a avanços na compreensão, tratamento e cuidado de pessoas com lúpus”, disse o Dr. Aranow.

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: UM INCRÍVEL TRATAMENTO PARA DOENÇAS AUTOIMUNES É A ESPERANÇA PARA PESSOAS COM DOENÇAS COMO LUPUS

CIÊNCIAS: CIENTISTAS CONFIRMAM QUE PEPTÍDEOS EXISTENTES NO LEITE AJUDAM A MELHORAR O SONO

Finalmente pesquisadores conseguiram comprovar cientificamente porque tomar leite antes de dormir pode ser bom para a melhor qualidade do sono. Eles identificaram na bebida de origem animal peptídeos capazes de ajudar no sono depois de realizarem testes com resultados promissores em camundongos. Leia o artigo completo a seguir e confira os detalhes dessa descoberta sensacional!

REDAÇÃO GALILEU

 ATUALIZADO EM 

Leite morno contém peptídeos que ajudam a aliviar o estresse para uma noite de sono mais tranquila (Foto: Charlotte May/Unsplash)Leite morno contém peptídeos que ajudam a aliviar o estresse para uma noite de sono mais tranquila (Foto: Charlotte May/Unsplash)

Sua avó estava certa: tomar um leitinho antes de se deitar pode realmente ajudar você a dormir melhor. A bebida contém triptofano, um aminoácido envolvido na produção de serotonina e melatonina, que são fundamentais na regulação do sono. Mas não só por isso.

O líquido proveniente da vaca também tem uma mistura de peptídeos que alivia o estresse e pode ajudar a adormecer, segundo aponta um novo estudo publicado no jornal científico Journal of Agricultural and Food Chemistry, no último dia 20 de setembro.

Os autores da pesquisa, que atuam na Universidade de Tecnologia do Sul da China identificaram os peptídeos presentes nessa mistura, conhecida como caseína hidrolisada tríptica (CTH). Para obter esse mix, a caseína, uma proteína do leite de vaca, costuma ser tratada com a enzima digestiva tripsina.

Entre os peptídeos já conhecidos da CTH, está a α-casozepina (α-CZP), que pode gerar alguns efeitos possivelmente benéficos ao sono. Mas os pesquisadores queriam encontrar outros pedaços de proteína que também pudessem ajudar a dormir –  e quem sabe de modo ainda mais potente.

Então, eles resolveram testar isoladamente os efeitos da CTH e da α-CZP em camundongos. A mistura de peptídeos demonstrou mais benefícios ao sono do que a α-CZP sozinha, segundo informa um comunicado. Logo, os cientistas concluíram que outros peptídeos também estavam dando “uma força” nesse processo de adormecer.

Ao utilizarem espectrometria de massa, a equipe conseguiu rastrear esses peptídeos durante o processo de digestão dos roedores. Com isso, os especialistas descobriram várias das substâncias que se ligam ao GABA, um receptor atuante no sistema nervoso responsável pelas sensações de calma e relaxamento.

Em seguida, os ratos foram medicados com os peptídeos e aquele que se saiu melhor foi o YPVEPF. Esse peptídeo em específico aumentou em cerca de 25% o número de camundongos que dormiram. Além do mais, a duração da soneca dos animais aumentou em 400%, em comparação com um grupo de roedores que não foram tratados.

Com os resultados positivos, os cientistas têm esperanças de que outros peptídeos da CTH também possam ser utilizados para melhorar a qualidade do sono. As moléculas podem ser usadas na fabricação de medicamentos contra a insônia, por exemplo.

Fonte: Revista Galileu

Continuar lendo CIÊNCIAS: CIENTISTAS CONFIRMAM QUE PEPTÍDEOS EXISTENTES NO LEITE AJUDAM A MELHORAR O SONO

CIÊNCIAS: CIENTISTAS DESCOBREM ORIGEM DE FRAGMENTOS DE VIDRO SOBRE A SUPERFÍCIE DO DESERTO DO ATACAMA

Pesquisadores mostram que as amostras de vidro coletadas do deserto do Atacama contêm pequenos fragmentos com minerais frequentemente encontrados em rochas de origem extraterrestre. Eles acreditam que, por volta de 12 mil anos atrás, algo queimou uma vasta área do deserto do Atacama, no Chile. O calor foi tão intenso que transformou o solo arenoso em extensas placas de vidro de silicato. Então essa equipe de pesquisa que estuda a distribuição e composição desses vidros chegou a uma conclusão sobre o que causou esse inferno e você pode conhecer todos os detalhes lendo o artigo completo a seguir!

Explosão de cometa teria criado manchas de vidro no Atacama

Calor emitido pela explosão de um cometa logo acima da superfície teria fundido o solo arenoso em pedaços de vidro que se estendem por 75 km, segundo cientistas

O vidro de silicato escuro espalhado por uma vasta faixa do deserto do Atacama teria sido criado por uma explosão de cometa há cerca de 12 mil anos. Crédito: P. H. Schultz, Universidade Brown

Por volta de 12 mil anos atrás, algo queimou uma vasta área do deserto do Atacama, no Chile. O calor foi tão intenso que transformou o solo arenoso em extensas placas de vidro de silicato. Agora, uma equipe de pesquisa que estuda a distribuição e composição desses vidros chegou a uma conclusão sobre o que causou esse inferno.

Em um estudo publicado na revista Geology, os pesquisadores mostram que as amostras de vidro do deserto contêm pequenos fragmentos com minerais frequentemente encontrados em rochas de origem extraterrestre. Esses minerais correspondem de perto à composição do material trazido à Terra pela missão Stardust da Nasa, que coletou amostras de partículas do cometa Wild 2. A equipe conclui que essas amostras são provavelmente os restos de um objeto extraterrestre – provavelmente um cometa com uma composição semelhante à do Wild 2 – os quais caíram após a explosão que derreteu a superfície arenosa abaixo.

“Esta é a primeira vez que temos evidências claras de vidros na Terra criados pela radiação térmica e ventos a partir da explosão de um bólido explodindo logo acima da superfície”, disse Pete Schultz, professor emérito do Departamento de Terra, Meio Ambiente e Ciências Planetárias da Universidade Brown (EUA) e primeiro autor do estudo. “Para ter um efeito tão dramático em uma área tão grande, essa foi uma explosão verdadeiramente massiva. Muitos de nós já vimos bolas de fogo cruzando o céu, mas elas são pequenos pontos comparados a isso.”

Os depósitos de vidro se estendem ao longo de um corredor de 75 quilômetros no norte do Chile. Crédito: Schultz et al., Geology, 2021

Origem em debate

Os vidros estão concentrados em manchas ao longo do deserto de Atacama, a leste do Pampa del Tamarugal, um planalto no norte do Chile situado entre a Cordilheira dos Andes, a leste, e a Cordilheira Costeira, a oeste. Campos de vidro verde escuro ou preto ocorrem dentro de um corredor que se estende por cerca de 75 quilômetros. Não há evidências de que os vidros possam ter sido criados por atividade vulcânica, disse Schultz. Assim, sua origem é um mistério.

Alguns pesquisadores propuseram que o vidro era o resultado de incêndios antigos na grama, já que a região nem sempre foi deserta. Durante o Pleistoceno, havia oásis com árvores e pântanos gramados criados por rios que se estendiam das montanhas a leste, e sugeriu-se que os incêndios generalizados podem ter atingido temperaturas suficientemente altas para derreter o solo arenoso em grandes lajes vítreas.

Mas a quantidade de vidro presente e várias características físicas importantes tornavam o fogo por incêndio simples um mecanismo de formação impossível, descobriu a nova pesquisa. Os vidros mostram evidências de terem sido torcidos, dobrados, enrolados e até mesmo lançados enquanto ainda estavam na forma fundida. Isso é consistente com a chegada de um grande meteoro e uma explosão de ar, que teria sido acompanhada por ventos com força de tornado.

A mineralogia do vidro lança mais dúvidas sérias sobre a ideia do incêndio na grama, disse Schultz. Ele e seus colegas do Fernbank Science Center, na Geórgia (EUA), da Universidade Santo Tomás (Chile) e do Serviço de Geologia e Mineração do Chile realizaram uma análise química detalhada de dezenas de amostras retiradas de depósitos de vidro em toda a região.

Análise das amostras revelou uma mineralogia consistente com uma origem cometária. Crédito: Schultz et al., Geology, 2021

Minerais exóticos

A análise encontrou minerais chamados zircões que se decompuseram termicamente para formar badeleíta. Essa transição mineral normalmente ocorre em temperaturas acima de 1.650 graus Celsius – muito mais quente do que o que poderia ser gerado por incêndios em grama, diz Schultz.

A análise também revelou associações de minerais exóticos encontrados apenas em meteoritos e outras rochas extraterrestres, disseram os pesquisadores. Minerais específicos como cubanita, troilita e inclusões ricas em cálcio e alumínio combinaram com as assinaturas minerais de amostras de cometas recuperadas da missão Stardust da Nasa.

“Esses minerais são o que nos diz que esse objeto tem todas as marcas de um cometa”, afirmou Scott Harris, geólogo planetário do Fernbank Science Center e coautor do estudo. “Ter a mesma mineralogia que vimos nas amostras de poeira estelar incorporadas nesses vidros é uma evidência realmente poderosa de que o que estamos vendo é o resultado de uma explosão de ar cometária.”

Mais trabalho precisa ser feito para estabelecer as idades exatas do vidro, o que determinaria exatamente quando o evento ocorreu, disse Schultz. Mas a datação provisória coloca o impacto na hora certa de que os grandes mamíferos desapareceram da região.

Desaparecimento da megafauna

“É muito cedo para dizer se houve uma conexão causal ou não, mas o que podemos dizer é que esse evento aconteceu na mesma época em que pensamos que a megafauna desapareceu, o que é intrigante”, disse Schultz. “Também existe a possibilidade de que isso tenha sido testemunhado pelos primeiros habitantes, que acabavam de chegar à região. Teria sido um show e tanto.”

Schultz e sua equipe esperam que pesquisas adicionais possam ajudar a limitar o tempo e lançar luz sobre o tamanho do objeto causador do evento. Por enquanto, Schultz espera que este estudo possa ajudar pesquisadores a identificar sítios de explosão semelhantes em outros lugares e revelar o risco potencial representado por tais eventos.

“Pode haver muitas dessas cicatrizes de explosão por aí, mas até agora não tínhamos evidências suficientes para nos fazer acreditar que elas estavam realmente relacionadas a eventos de explosão aérea”, afirmou Schultz. “Acho que esse sítio fornece um modelo para ajudar a refinar nossos modelos de impacto e ajudará a identificar sites semelhantes em outros lugares.”

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo CIÊNCIAS: CIENTISTAS DESCOBREM ORIGEM DE FRAGMENTOS DE VIDRO SOBRE A SUPERFÍCIE DO DESERTO DO ATACAMA

BOAS NOTÍCIAS: PLANTAS QUE CRESCEM NO DESERTO DO ATACAMA PODEM SER A SOLUÇÃO ALIMENTAR EM FACE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Uma pesquisa sensacional que está sendo feita no deserto do Atacama, no Chile é o destaque desta quarta-feira, aqui na coluna BOAS NOTÍCIAS. Uma verdadeira Mina de ouro genética é como estão sendo chamadas as plantas que crescem no deserto do Atacama, no norte do Chile e que podem ser a chave para lidar com a mudança climática, de acordo com esta pesquisa. Então sugiro que você leia o artigo completo a seguir para conhecer essa que pode ser a maior descoberta dos últimos tempos!

‘Mina de ouro genética’ que poderia ajudar as plantações a sobreviver ao aquecimento global foi desenterrada no deserto

SWNS

Uma “mina de ouro genética” que poderia ajudar as safras a sobreviver ao aquecimento global foi desenterrada – no deserto mais seco do mundo.

As plantas que crescem no deserto do Atacama, no norte do Chile, são a chave para lidar com a mudança climática, de acordo com uma nova pesquisa.

Eles desenvolveram genes que os permitem prosperar na região mais parecida com Marte na Terra.

A maioria está intimamente relacionada a alimentos básicos, como grãos, legumes e batatas.

Isso abre a porta para a engenharia de frutas e vegetais mais resistentes, dizem os cientistas.

A autora principal, Professora Gloria Coruzzi, da Universidade de Nova York, disse: “Em uma era de mudança climática acelerada, é fundamental descobrir a base genética para melhorar a produção e a resiliência das safras sob condições secas e pobres em nutrientes”.

O deserto costeiro – espremido entre a costa do Pacífico e as montanhas dos Andes – é um planalto árido. No entanto, na primavera, um cantinho é coberto por um tapete de flores. A pata de guanaco roxa e a ananuca amarela estão entre as mais de 200 espécies de plantas que florescem.

Eles prosperam em um ambiente inóspito, com média de apenas 0,01 centímetro de chuva por ano.

Outras variedades incluem gramíneas, plantas anuais e arbustos perenes.

Árvores mesquite, arbusto de trigo sarraceno, samambaias e sálvia preta têm raízes profundas e folhas carnudas que retêm a umidade.

As plantas mais resistentes da Terra

SWNS

Agora, uma equipe internacional está chegando ao fundo de um fenômeno que confunde os cientistas há décadas.

Eles estabeleceram um “laboratório natural” incomparável que identificou genes e micróbios específicos que alimentam as plantas mais resistentes do planeta.

Espera-se que as descobertas nos Proceedings of the National Academy of Sciences ajudem a alimentar o mundo nas próximas décadas.

O co-autor principal, Prof Rodrigo Gutierrez, da Pontifícia Universidade Católica do Chile, disse: “Nosso estudo de plantas no Deserto de Atacama é diretamente relevante para regiões do mundo que estão se tornando cada vez mais áridas, com fatores como secas, temperaturas extremas, e o sal na água e no solo, representando uma ameaça significativa à produção global de alimentos. ”

As plantas também precisam lidar com alta altitude, baixa disponibilidade de nutrientes no solo e radiação solar extremamente alta.

Durante um período de dez anos, os pesquisadores coletaram, rotularam e congelaram as 32 plantas mais dominantes.

Eles foram retirados de 22 locais em todo o deserto em diferentes áreas de vegetação e a cada 100 metros de altitude.

As amostras foram mantidas em nitrogênio líquido e enviadas 1.600 quilômetros, mantidas sob gelo seco, para o laboratório do Prof Gutierrez em Santiago, onde a equipe mapeou seu DNA.

Alguns cresceram onde as temperaturas oscilavam mais de 50 graus do dia para a noite – ou havia radiação muito alta.

Outros foram encontrados em solo em grande parte arenoso e sem nutrientes – com a única chuva anual caindo em alguns dias

A análise mostrou que algumas espécies desenvolveram bactérias promotoras de crescimento perto de suas raízes.

A estratégia adaptativa otimiza a ingestão de nitrogênio – crítica para o crescimento – nos solos pobres em nutrientes do Atacama.

Os genes cujas sequências de proteínas foram adaptadas foram então identificados pela comparação das plantas com 32 espécies “irmãs” semelhantes.

Isso foi feito por meio de uma técnica chamada filogenômica, que reconstrói a árvore genealógica de um organismo.

O professor Corruzi disse, sobre os resultados, publicados em Proceedings of the National Academy of Sciences , “O objetivo era usar esta árvore evolutiva baseada em sequências do genoma para identificar as mudanças nas sequências de aminoácidos codificadas nos genes que suportam a evolução do Atacama adaptação das plantas às condições do deserto. ”

Alguns dos leitos dos rios do Atacama estão secos há cerca de 120.000 anos.

As temperaturas diurnas estão em torno de 25 graus Celsius – caindo para menos dois à noite. A NASA o investigou em busca de pistas sobre o potencial de vida na superfície marciana.

O co-autor, Dr. Gil Eshel, da NYU, disse: “Esta análise genômica computacionalmente intensa envolveu a comparação de 1.686.950 sequências de proteínas em mais de 70 espécies.

“Usamos a supermatriz resultante de 8.599.764 aminoácidos para a reconstrução filogenômica da história evolutiva das espécies de Atacama.”

O estudo identificou 265 genes candidatos cujas alterações na sequência de proteínas foram selecionadas por forças evolutivas.

Essas mutações podem ser a base da adaptação das plantas às condições do deserto.

Eles incluem genes envolvidos na resposta à luz e fotossíntese, que podem permitir que as plantas se adaptem à radiação extrema.

Da mesma forma, os pesquisadores descobriram genes envolvidos na regulação da resposta ao estresse, sal, desintoxicação e metal.

Eles podem estar relacionados à resistência a um ambiente pobre em nutrientes.

A maioria dos estudos sobre a tolerância das plantas foi baseada em experimentos de laboratório usando algumas espécies modelo – perdendo o contexto ecológico.

A coautora Dra. Viviana Araus, membro do laboratório do Prof Gutierrez, disse: “Ao estudar um ecossistema em seu ambiente natural, fomos capazes de identificar genes adaptativos e processos moleculares entre espécies que enfrentam um ambiente hostil comum.”

O surpreendente desabrochar do Atacama é conhecido localmente como o “deserto em flor”.

O professor Gutierrez disse: “A maioria das espécies de plantas que caracterizamos nesta pesquisa não foi estudada antes.

“Como algumas plantas do Atacama estão intimamente relacionadas a culturas básicas, incluindo grãos, legumes e batatas, os genes candidatos que identificamos representam uma mina de ouro genética para produzir safras mais resistentes, uma necessidade dada a crescente desertificação de nosso planeta.”

O deserto também é o paraíso dos astrônomos. Com seus céus cristalinos e ar seco, alguns dos telescópios mais poderosos do mundo estão alojados lá.

Fonte: Good News Network

Continuar lendo BOAS NOTÍCIAS: PLANTAS QUE CRESCEM NO DESERTO DO ATACAMA PODEM SER A SOLUÇÃO ALIMENTAR EM FACE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

CIÊNCIAS: CIENTISTAS DESCOBREM QUE A ÁGUA DA TORNEIRA FORMA, COM O TEMPO, UMA PELÍCULA CONTRA OS MICRO PLÁSTICOS

Uma nova descoberta sobre os micro plásticos é o destaque desta edição da coluna CIÊNCIAS deste sábado. Cientistas da AMBER, o Centro SFI para Materiais Avançados e Pesquisa em Bioengenharia, Trinity e University College Dublin descobriram que a água da torneira produz um escudo protetor natural contra micro plásticos prejudiciais. Itens, como chaleiras de plástico, que são usadas repetidamente com água da torneira, podem desenvolver com o tempo uma proteção pele que impede a liberação de micro plásticos inteiramente. Leia o artigo completo a seguir e saiba como isso acontece!

A água da torneira produz um escudo protetor contra os microplásticos, descobrem os cientistas

A água da torneira produz um escudo protetor natural contra microplásticos prejudiciais, o que pode ajudar a evitar que produtos domésticos os liberem.

Isso é de acordo com uma equipe de cientistas da AMBER, o Centro SFI para Materiais Avançados e Pesquisa em Bioengenharia, Trinity e University College Dublin.

A pesquisa da Irlanda revela que a água da torneira contém oligoelementos e minerais, que evitam que os plásticos se degradem na água e liberem microplásticos.

Os microplásticos podem carregar uma variedade de contaminantes, como traços de metais e alguns produtos químicos orgânicos potencialmente prejudiciais.

Estudos anteriores investigando a liberação de microplásticos usaram formas de água pura, que só existem em laboratórios e não levam em consideração especificamente os íons e as impurezas encontradas na água da torneira.

O professor John J Boland da AMBER, e da Trinity’s School of Chemistry, que era um co-líder da equipe de pesquisa, disse: “É bem sabido que os plásticos podem se degradar e liberar microplásticos, que podem entrar no meio ambiente e ser consumidos por humanos . ”

Boland cita chaleiras de plástico – que ainda são bastante comuns no Reino Unido para ferver água – como um exemplo, dizendo: “Nossa pesquisa mostra que muitos itens, como chaleiras de plástico, que são usadas repetidamente com água da torneira, podem desenvolver com o tempo uma proteção pele que impede a liberação de microplásticos inteiramente. ”

Lisa

“Como a água da torneira não é H2O 100% pura – uma vez que contém oligoelementos e minerais, o que mostramos é que, se você incluir esses oligoelementos e minerais, a degradação dos plásticos na água da torneira é completamente diferente. Em vez de os plásticos se desfazerem, os minerais revestem o plástico e evitam qualquer tipo de degradação e, assim, o produto se torna livre de microplásticos.

“Por exemplo, aquela cor marrom escura em sua chaleira [para água fervente] é uma coisa boa. É óxido de cobre que se forma a partir de minerais de cobre na água da torneira, que por sua vez vem dos canos de cobre em sua casa – tudo isso se combina para dar uma proteção perfeita para a chaleira. ”

Sobre a pesquisa, publicada no Chemical Engineering Journal , Boland disse: “Esta descoberta é importante porque aprendemos que esses tipos de películas protetoras podem ser fabricadas em laboratório e aplicadas diretamente no plástico sem ter que esperar que ele se acumule naturalmente . Essa descoberta também mostra que a natureza está liderando o caminho, apontando soluções para o que é um problema muito significativo que nossa sociedade moderna de alta tecnologia enfrenta. ”

Fonte: Trinity College Dublin

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: CIENTISTAS DESCOBREM QUE A ÁGUA DA TORNEIRA FORMA, COM O TEMPO, UMA PELÍCULA CONTRA OS MICRO PLÁSTICOS

ANÁLISE POLÍTICA: NA NOVA PESQUISA PODERDATA-BAND SERGIO MORO APARECE EM 3º LUGAR ISOLADO

Na ANÁLISE POLÍTICA deste sábado temos o comentário esclarecedor e imparcial do jornalista Felipe Moura Brasil sobre a última pesquisa eleitoral, feita pelo PoderData-Band. acerca das eleições para presidente da república em 2022. Ele comenta sobre a queda do Lula e a aparição do Sergio Moro já em 3º lugar, com 8%, isolado e descolado de Ciro Gomes que vem em 4º lugar com apenas 5%. Convido você a acompanhar desde já essa que parece ser a primeira de uma série de pesquisas com a inclusão e talvez a confirmação da candidatura de Sergio Moro, já que se aproxima a data final das filiações partidárias no mês de novembro.

Fonte:

Continuar lendo ANÁLISE POLÍTICA: NA NOVA PESQUISA PODERDATA-BAND SERGIO MORO APARECE EM 3º LUGAR ISOLADO

PODCAST: SEGUNDO PESQUISA, CERCA DE 9% DAS MULHERES BRASILEIRAS JÁ SOFRERAM VIOLÊNCIA SEXUAL NA VIDA

Por g1

 

Em livro sobre cultura do estupro, Ana Paula Araújo relata abuso

O podcast Abuso estreia nesta quinta-feira no Globoplay, no g1 e na Deezer. A jornalista Ana Paula Araújo mergulhou neste tema para publicar o livro “Abuso: A cultura do estupro no Brasil” (Globo Livros), que ganha sua versão em podcast, com seis episódios, publicados sempre às quintas-feiras.

Segundo dados da Pesquisa Nacional da Saúde (PNS), divulgada em maio deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde, cerca de 9% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência sexual na vida.

Produzido pelo Jornalismo da Globo, o podcast tem roteiro da Rádio Novelo. Os seis episódios narram a história de mulheres que passaram por episódios de violência sexual no Brasil e o “fantasma” do medo que mulheres têm de serem abusadas. O caso da adolescente Fernanda é o fio condutor do programa. No ano em que prestaria vestibular, ela foi abordada por um homem que anunciou um assalto e a violentou.

Ao lado da história de Fernanda, cada episódio apresenta outras mulheres que passaram por situações de abuso, muitas delas dentro da própria casa.

Para denunciar e buscar ajuda em casos de violência contra a mulher, ligue 180.

O que são podcasts?

Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.

Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…

Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

Continuar lendo PODCAST: SEGUNDO PESQUISA, CERCA DE 9% DAS MULHERES BRASILEIRAS JÁ SOFRERAM VIOLÊNCIA SEXUAL NA VIDA

CIÊNCIAS: EQM OU PROJEÇÃO ASTRAL?

O artigo em destaque na nossa edição desta segunda-feira, aqui na coluna CIÊNCIAS, aborda um assunto muito polêmico, que para a ciência convencional ainda parece ser algo relacionado a algum distúrbio neurológico não explicável denominado de EQM ou Experiência de Quase Morte. A boa notícia como evolução é que os estudos mais recentes indicam que 10% das pessoas têm EQM. Uma ciência denominada Projeciologia tem outra explicação para esse fenômeno e afirma ser recorrente em 100% da humanidade, mas apenas 10% possui sensibilidade suficiente para perceber tal fenômeno. Os conhecimentos das duas ciências começam a se aproximar e não demora vão atar as pontas!

Cerca de 10% das pessoas têm experiências de quase morte, segundo estudo

Luz branca intensa é uma das características comuns em episódios de EQM. Imagem: Jesse Krauß/Wikimedia

É uma ocorrência mundial: pessoas de todas as idades, das mais diversas latitudes, têm relatado, em momentos em que suas vidas estavam em perigo real, ver uma luz branca intensa, sentir muita tranquilidade e, de alguma forma, pairar acima de seu corpo. Para os neurologistas, essas chamadas experiências de quase morte (EQM, ou, em inglês, NDE, abreviatura de near death experience) têm uma base neural, que pode, de acordo com recentes pesquisas, ser semelhante ao que acontece no cérebro durante certos distúrbios do sono.

A novidade mais fresca nessa área vem do neurologista Daniel Kondziella, da Universidade de Copenhague (Dinamarca), que em 29 de junho de 2019 apresentou seus estudos em uma reunião do Congresso da Academia Europeia de Neurologia, em Oslo (Noruega) segundo o site NBC News. Segundo ele, cerca de 10% das pessoas que participaram de sua pesquisa declararam ter vivido experiências de quase morte.

As descobertas dele e de sua equipe, ainda não publicadas em um periódico revisado por especialistas, sugerem que características típicas de tais episódios, como a luz branca brilhante e uma sensação de tranquilidade, são provavelmente o resultado da atividade neural no cérebro, semelhante ao que se observa durante um fenômeno chamado paralisia do sono.

“Acho que essas experiências podem ser desencadeadas em situações de morte iminente”, disse Kondziella à NBC News. “Mas, ao perceberem essas experiências, as redes cerebrais estão trabalhando para armazená-las, para serem ressuscitadas, para que se recuperem essas memórias e para nos falar sobre elas.”

“Acho que, antes de desmaiarem, (essas pessoas) têm a experiência de quase morte. Quando são ressuscitadas, a última coisa que lembram é essa experiência”, disse ele.

Definição ampla

O estudo de Kondziella foi baseado em questionários enviados anonimamente para 1.034 pessoas online. Os questionários começavam com uma única pergunta: você já teve uma experiência de quase morte?

A definição de tal experiência foi ampla: “Qualquer experiência perceptiva consciente, incluindo experiências emocionais, autorrelacionadas, espirituais e/ou místicas, ocorrendo em uma pessoa próxima à morte ou em situações de intenso perigo físico ou emocional”. Como as respostas vieram de indivíduos anônimos, foi impossível para os pesquisadores confirmar qualquer uma das respostas.

Ressalvas à parte, os pesquisadores descobriram que 106 pessoas, ou cerca de 10% dos entrevistados, relataram o que era considerado uma “verdadeira” experiência de quase morte. Desse total, 53% descreveram a experiência como prazerosa, e 14% como desagradável.

Essas pessoas se mostraram também mais propensas a ter um histórico de distúrbios do sono extremos e vívidos, referido como intrusão do sono REM (REM é a abreviatura em inglês de movimento rápido dos olhos, etapa do sono em que ocorrem os sonhos). Essa descoberta, segundo pesquisadores, impulsionou a teoria de que tais experiências têm uma base neurológica. Durante o sono REM, quando uma pessoa está sonhando, a maioria dos músculos do corpo fica paralisada para que a ação desenrolada nos sonhos não se manifeste no nível físico.

Visões estranhas

A paralisia do sono foi descrita por alguns dos entrevistados no estudo de Kondziella e sua equipe. “Às vezes acordo à noite e não consigo me mexer”, escreveu um participante. “Vejo coisas estranhas, como espíritos ou demônios na minha porta, e depois de um tempo os vejo chegando ao meu lado. Eu não posso me mover ou falar, e eles se sentam no meu peito. Isso é assustador!”

Uma revisão de 2011 estimou que quase 8% da população mundial teve pelo menos um episódio de paralisia do sono durante a vida, e nem todas as experiências são tão vivas ou assustadoras.

Kondziella sugere que os mecanismos cerebrais responsáveis ​​por esses distúrbios do sono também permitem que as pessoas visualizem experiências quando suas vidas estão verdadeiramente em perigo, uma hipótese reforçada pela descoberta do estudo de que há sobreposição entre aqueles que relatam ambos os fenômenos.

O neurologista defende o que as pessoas vivenciam como episódios de quase morte, frequentemente relatados como sendo de mudança de vida e espiritualmente significativos. “Como cientista, acho que há uma explicação biológica”, disse ele. “Mas se há um significado mais profundo para elas, isso é uma questão para filósofos e líderes religiosos.”

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo CIÊNCIAS: EQM OU PROJEÇÃO ASTRAL?

SEGUNDO PESQUISA, IMPACTO ECONÔMICO DE INATIVIDADE FÍSICA DE BRASILEIROS REPRESENTA GASTOS DE R$ 300 MILHÕES AO SUS

Inatividade física causa gastos de R$ 300 milhões ao SUS

Falta de exercícios atinge mais mulheres do que homens

Fernando Frazão

Agência Brasil

Estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) constatou que o impacto econômico da inatividade física de brasileiros, em diferentes regiões do país, representa gastos no Sistema Único da Saúde (SUS) de cerca de R$ 300 milhões somente com internações, em valores de 2019

“Esse custo seria evitável na medida em que você ampliasse o acesso da população a programas de promoção de atividade física”, disse à Agência Brasil Marco Antonio Vargas, subchefe do Departamento de Economia da UFF e coordenador executivo da pesquisa, denominada “Implicações socioeconômicas da inatividade física: panorama nacional e implicações para políticas públicas”.

Ele afirmou que esses programas devem ser direcionados a variados segmentos de diferentes faixas da população. “Você tem carências muito claras em alguns setores, principalmente em populações mais vulneráveis”, ponderou. Aí entram ações promovidas pelos municípios. O estudo objetiva contribuir para a formulação e implementação de políticas em saúde preventiva, assim como ao estímulo à prática de atividade física no país.

O foco do trabalho se situou em pessoas maiores de 40 anos de idade, em função do volume de dados existentes. Buscou-se correlacionar os dados com os custos de tratamento no SUS, isto é, custos de hospitalização. O levantamento envolveu uma equipe interdisciplinar de pesquisadores, coordenada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – (In) Atividade Física e Exercício da UFF – e foi feito em 2019, portanto, antes da pandemia do novo coronavírus. No momento, está se buscando a atualização dos dados de 2020 para cá, por pesquisadores do Laboratório de Ciências do Exercício (Lace) e do Núcleo de Pesquisa em Indústria, Energia, Território e Inovação (Neiti) da UFF.

Doenças crônicas

Vargas esclareceu que a inatividade está associada à incidência de diversas doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), entre as quais hipertensão, diabetes, neoplasias de cólon e mama e doenças isquêmicas do coração, entre outras. A inatividade física constitui um dos principais fatores de risco associados à mortalidade DCNTs no mundo e no Brasil.

“Em maior ou menor medida, essas enfermidades guardam correlação com a inatividade física. Algumas em percentual menor e outras, maior”, observou Vargas. Dentro do conjunto de custos no SUS associado ao tratamento de doenças crônicas não transmissíveis, a pesquisa buscou a parte que pode ser atribuída à inatividade física.

O coordenador informou que o nível de escolaridade e de renda está associado à prevalência maior de inatividade física. A partir de dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério de Saúde, de 2017, observou-se, por exemplo, que o sedentarismo é maior entre os indivíduos com sete anos ou menos de escolaridade (57,92%) em comparação com aqueles que possuem 12 anos ou mais de escolaridade (41,18%).

Atividades físicas e práticas saudáveis ajudam a aliviar a tensão da rotina / Getty Images (Buena Vista Images)

O nível de inatividade é maior entre mulheres do que entre homens e quanto menor for o nível de escolaridade, maior o nível de inatividade.

Vargas defendeu, ainda, que a promoção da atividade física deve ser encarada como parte integrante de uma política de saúde. “Ela não está separada e, portanto, deve ter uma atenção bastante especial do ponto de vista de programas voltados à prevenção”, salientou.

O estudo cita dados da Base de Informações Municipais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (BIM-IBGE). Eles mostram que  88% dos municípios brasileiros desenvolvem algum tipo de ação, projeto ou programa permanente na área de esporte e lazer.

Vargas argumentou, entretanto, que o percentual ainda é muito baixo quando se trata de programas na área de esporte voltados à inclusão social em comunidades carentes (26,4%) ou para pessoas com deficiência (16,8%).

O mesmo ocorre em relação a programas de inclusão social de idosos e de mulheres, por exemplo, que apenas 30% dos municípios apresentam. Ações para jovens e adultos já contam com um percentual maior: 50% das cidades têm iniciativas de inclusão social para essas camadas da população voltadas à educação física.

O coordenador destacou que esses dados necessitam de um olhar mais minucioso para identificar o que está ocorrendo nas cidades e como estão acontecendo esses programas de esporte nas escolas. Ao mesmo tempo, a pesquisa observou que, ao longo dos últimos anos, houve uma queda significativa de gastos com desporto e lazer na esfera federal, que representam, em média, apenas 0,024% do total de gastos federais.

Cenário mundial

Dados recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que a inatividade física é um fenômeno que envolve mais de 20% da população mundial de adultos e mais de 80% da população mundial de adolescentes. Isso significa que um em cada quatro adultos, e quatro em cada cinco adolescentes, não fazem atividades físicas regulares, suficientes para atender às recomendações globais estabelecidas pela OMS.

Ainda segundo a OMS, 27,5% da população global não atingem níveis mínimos desejáveis de atividade física durante a semana. Na América Latina e no Caribe, 39,1% da população são fisicamente inativos. A maior prevalência de inatividade física na região é encontrada no Brasil, onde 47% da população não atingem os níveis mínimos recomendados.

Continuar lendo SEGUNDO PESQUISA, IMPACTO ECONÔMICO DE INATIVIDADE FÍSICA DE BRASILEIROS REPRESENTA GASTOS DE R$ 300 MILHÕES AO SUS

SAÚDE: PESQUISA APONTA QUE GENÉTICA PODE INFLUENCIAR NA REAÇÃO DAS PESSOAS À COVID

Estudo sugere que genética influencia na reação do organismo à Covid-19

Entre os resultados, foi possível classificar os grupos de risco de pessoas infectadas pelo novo coronavírus além da idade e das comorbidades associadas a outras doenças

Iara Maggionida CNN

Em Curitiba

Uma pesquisa feita por universidades estaduais do Paraná aponta que a genética pode influenciar o nível de reação das pessoas à Covid-19.

O estudo envolveu a revisão de cerca de 90 trabalhos científicos, publicados até julho de 2021, relacionados às variantes do novo coronavírus em países como Estados Unidos, Inglaterra, Irã, Itália e Suíça.

Entre os resultados, foi possível classificar os grupos de risco de pessoas infectadas além da idade e das comorbidades associadas a outras doenças.

De acordo com a pesquisa, há dois genes que influenciam diretamente na evolução clínica da Covid-19.

Um deles é o ACE2, responsável pela regulação da pressão arterial do corpo humano. O outro é o TMPRSS2, referente à entrada e disseminação viral.

Os resultados demonstram ainda que o tipo sanguíneo influencia nas reações fisiológicas das pessoas. O tipo A, por exemplo, apresenta mais risco de infecção, enquanto o tipo O apresenta menos risco, de acordo com o estudo.

Fonte: CNN

Continuar lendo SAÚDE: PESQUISA APONTA QUE GENÉTICA PODE INFLUENCIAR NA REAÇÃO DAS PESSOAS À COVID

CIÊNCIAS: DESMISTIFICANDO A QUEIMA DE GORDURA ATRAVÉS DO LEANTAMENTO DE PESO

Um novo estudo da UNSW sobre treinamento de força vs aeróbica mostra que podemos perder cerca de 1,4 por cento de toda a nossa gordura corporal apenas com o treinamento de força, que é semelhante a quanto podemos perder com cardio ou aeróbica . Por isso te convido a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa incrível descoberta!

O levantamento de peso pode queimar gordura assim como o cardio: nova pesquisa sobre treinamento de força vs aeróbica

É um conhecimento básico de exercícios que, para ganhar músculos, treinar força e, para perder gordura, você faz cardio – certo? Não necessariamente, sugere um novo estudo da UNSW.

Na verdade, o estudo – uma revisão sistemática e meta-análise que revisou e analisou as evidências existentes – mostra que podemos perder cerca de 1,4 por cento de toda a nossa gordura corporal apenas com o treinamento de força, que é semelhante a quanto podemos perder com cardio ou aeróbica .

“Muitas pessoas pensam que se você quer perder peso, você precisa sair e correr”, diz a autora sênior do estudo, Dra. Mandy Hagstrom, fisiologista do exercício e professora sênior da UNSW Medicine & Health.

“Mas nossas descobertas mostram que mesmo quando o treinamento de força é feito sozinho, ele ainda causa uma perda favorável de gordura corporal sem ter que fazer dieta consciente ou correr”.

Até agora, a ligação entre o treinamento de força e a perda de gordura não era clara. Estudos investigaram essa ligação no passado, mas seus tamanhos de amostra tendem a ser pequenos – um efeito colateral de poucas pessoas quererem se voluntariar para se exercitar por meses a fio. Amostras menores podem tornar difícil encontrar resultados estatisticamente significativos, especialmente porque muitos organismos podem responder de maneira diferente aos programas de exercícios.

“Pode ser realmente difícil discernir se há um efeito ou não com base em um único estudo”, diz o Dr. Hagstrom. “Mas quando somamos todos esses estudos, criamos efetivamente um grande estudo e podemos ter uma ideia muito mais clara do que está acontecendo.”

A Dra. Hagstrom e sua equipe reuniram as descobertas de 58 artigos de pesquisa que usaram formas altamente precisas de medição da gordura corporal (como varreduras corporais, que podem diferenciar a massa gorda da massa magra) para medir os resultados de programas de treinamento de força. Ao todo, os estudos incluíram 3.000 participantes, nenhum dos quais tinha qualquer experiência anterior em treinamento de peso.

Embora os programas de treinamento de força difiram entre os estudos, os participantes treinaram por cerca de 45-60 minutos cada sessão por uma média de 2,7 vezes por semana. Os programas duraram cerca de cinco meses.

A equipe descobriu que, em média, os participantes perderam 1,4 por cento de sua gordura corporal total após seus programas de treinamento, o que equivale a cerca de meio quilo de massa gorda para a maioria dos participantes.

Embora as descobertas sejam encorajadoras para os fãs de bombeamento de ferro, o Dr. Hagstrom diz que a melhor abordagem para pessoas que desejam perder gordura ainda é manter uma alimentação nutritiva e ter uma rotina de exercícios que inclua aeróbio / cardio e treinamento de força.

Mas se aeróbica e cardio simplesmente não são sua praia, a boa notícia é que você não precisa forçá-los.

“Se você deseja se exercitar para mudar sua composição corporal, você tem opções”, diz o Dr. Hagstrom.

“Faça o exercício que você deseja fazer e o que é mais provável que você siga.”

Acabando com o mito da perda de gordura

Parte da razão pela qual muitas pessoas pensam que o treinamento de força não corresponde ao cardio em termos de perda de gordura se resume a maneiras imprecisas de medir a gordura.

Por exemplo, muitas pessoas se concentram no número que veem na balança – ou seja, no peso corporal total. Mas essa figura não diferencia a massa gorda de tudo o mais que compõe o corpo, como água, ossos e músculos.

“Na maioria das vezes, não ganhamos massa muscular quando fazemos treinamento aeróbico”, diz o Dr. Hagstrom. “Melhoramos nossa aptidão cardiorrespiratória, ganhamos outros benefícios de saúde e funcionais e podemos perder gordura corporal.

“Mas quando treinamos força, ganhamos massa muscular   perdemos gordura corporal, então o número na balança não parecerá tão baixo como pareceria após o treinamento aeróbico, especialmente porque o músculo pesa mais do que a gordura.”

A equipe de pesquisa se concentrou em medir o quanto o percentual de gordura corporal total – ou seja, a quantidade de seu corpo que é composta de massa gorda – mudou após programas de treinamento de força. Esta medição mostrou que a perda de gordura parece estar no mesmo nível da aeróbica e do treinamento cardiovascular, apesar dos números diferentes nas escalas.

“Muitas recomendações de condicionamento físico vêm de estudos que usam ferramentas de medição imprecisas, como impedância bioelétrica ou escalas”, diz o Dr. Hagstrom.

“Mas a maneira mais precisa e confiável de avaliar a gordura corporal é por meio de DEXA, ressonância magnética ou tomografia computadorizada. Eles podem compartimentar o corpo e separar a massa gorda do tecido magro. ”

Embora este estudo não tenha mostrado se variáveis ​​como duração do exercício, frequência, intensidade ou volume definido afetaram a porcentagem de perda de gordura, a equipe espera investigar a seguir se  como o  treinamento de força pode alterar a quantidade de perda de gordura.

Uma maneira melhor de medir o progresso

Como parte de seu estudo, publicado na Sports Medicine,  a equipe conduziu uma subanálise comparando como diferentes formas de medir a gordura podem influenciar as descobertas de um estudo.

Curiosamente, mostrou que quando os jornais usaram medidas mais precisas, como varreduras corporais, eles tenderam a mostrar mudanças gerais mais baixas na gordura corporal.

“Usar medições precisas de gordura é importante porque nos dá uma ideia mais realista de quais mudanças corporais podemos esperar”, diz o principal autor do estudo, Sr. Michael Wewege, candidato a PhD na UNSW e NeuRA.

“Futuros estudos de exercícios podem melhorar suas pesquisas usando essas medidas corporais mais precisas.”

Reformular a maneira como medimos o progresso não se aplica apenas aos pesquisadores do esporte, mas também às pessoas comuns.

“O treinamento de resistência faz tantas coisas fantásticas para o corpo que outras formas de exercício não fazem, como melhorar a densidade mineral óssea, massa magra e qualidade muscular. Agora, sabemos que também oferece um benefício que antes pensávamos que só vinha da aeróbica ”, diz o Dr. Hagstrom.

“Se você está treinando força e quer mudar a aparência do seu corpo, não se preocupe muito com o número da escala, porque ele não mostrará todos os resultados.

“Em vez disso, pense em toda a composição corporal, por exemplo, como suas roupas se ajustam e como seu corpo começará a se sentir e a se mover de maneira diferente”.

Fonte: University of New South Wales

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: DESMISTIFICANDO A QUEIMA DE GORDURA ATRAVÉS DO LEANTAMENTO DE PESO

BOAS NOTÍCIAS: UMA RESERVA QUE ABRANGE 5 NAÇÕES DA EUROPA CENTRAL COMPARÁVEL A AMAZÔNIA

‘A Amazônia da Europa’ é como está sendo chamada a primeira reserva de 5 nações da Europa Central, com 4.000 milhas quadradas e abrange Áustria, Eslovênia, Croácia, Hungria e servia. É uma vitória da natureza que está se formando há 12 anos, finalmente se tornou uma Reserva da Biosfera da UNESCO transfronteiriça que cobre cinco nações. Leia o artigo completo a seguir e saiba como isso aconteceu!

A primeira reserva de 5 nações do mundo se estende por 4.000 milhas quadradas na Áustria, Eslovênia, Croácia, Hungria, Sérvia: ‘A Amazônia da Europa’

 

Peter Valic, licença CC 

A ‘Amazônia da Europa’ – uma vitória da natureza que está se formando há 12 anos, finalmente se tornou uma Reserva da Biosfera da UNESCO transfronteiriça que cobre cinco nações.

Protegendo os valiosos e vulneráveis ​​ecossistemas ribeirinhos e estuarinos dos rios Danúbio, Mura e Drava, a reserva se estende pela Croácia, Sérvia, Hungria, Áustria e Eslovênia.

Semelhante aos seus famosos “Locais do Patrimônio Mundial”, as Reservas da Biosfera da UNESCO representam um alto nível de proteção e reconhecimento internacional para os melhores ecossistemas do mundo, e aqueles que são essenciais para a manutenção da biosfera – a teia global da vida.

A Reserva Transfronteiriça Mura-Drava-Danúbio (MDD) cobre 1.150 milhas quadradas (300k ha) de áreas selvagens centrais e 2.700 milhas quadradas de zonas de transição e tampão (700k ha).

As zonas tampão contêm microssistemas relativamente puros e relacionados, como pântanos, viveiros de peixes e lagos marginais, enquanto as zonas de transição mantêm uma modesta habitação humana, como vilas, empresas de ecoturismo e agricultura.

“Esta é a paisagem fluvial conectada mais valiosa da Europa Central e não precisa se esquivar de ser comparada à Amazônia”, afirmou o coordenador do projeto do WWF, Arno Mohl, que defendeu o MDD por mais de uma década.

A semente do projeto foi lançada em 2009, quando a Croácia e a Hungria assinaram uma declaração conjunta declarando o desejo comum de ver tal reserva surgindo, que foi seguida apenas dois anos depois pela Sérvia, Eslovênia e Áustria.

Em 2011, a UNESCO começou a rever as fronteiras e os habitats de cada país antes de designar uma biosfera em cada um, sempre com o intuito de combiná-los.

Mesmo em um continente tão populoso como a Europa, a reserva é um sinal de que a natureza pode manter bastiões ao nosso redor, e o MDD é a primeira Reserva da Biosfera a cruzar as fronteiras de tantas nações.

“Os cinco países envolvidos provam que a conservação da natureza pode ultrapassar as fronteiras dos países para o benefício de todos. No contexto da atual crise climática e da extinção em massa de espécies, proteger as últimas áreas naturais tornou-se uma questão de nossa sobrevivência ”, continuou Mohl.

Representando um corpo de água tão importante, talvez não seja surpreendente que seja um refúgio para espécies ameaçadas como a cegonha preta, lontra, castores, andorinha-do-mar, esturjão e a maior densidade de águias brancas europeias, junto com 36 espécies de peixes nativos da Eslovênia em a Lista Vermelha da IUCN.

Na Eslovênia, o rio Mura é o único trecho de água não separado por barragens, o que significa que os peixes podem migrar de suas cabeceiras até o Delta do Danúbio, onde deságua no Mar Negro.

Fonte: Good News Network

Continuar lendo BOAS NOTÍCIAS: UMA RESERVA QUE ABRANGE 5 NAÇÕES DA EUROPA CENTRAL COMPARÁVEL A AMAZÔNIA

SEGUNDO PESQUISA, CONSERVADORES E SEUS RIVAIS EMPATARAM NA ELEIÇÃO QUE VAI DEFINIR SUCESSOR DE MERKEL

Pesquisa mostra empate em eleição que vai definir sucessor de Merkel

União Democrata-Cristã e Partido Social-Democrata aparecem com 25% dos votos apurados em boca de urna do pleito alemão

INTERNACIONAL

Do R7, com Reuters

Boca de urna indica disputa acirrada na Alemanha

FABRIZIO BENSCH/REUTERS – 26.9.2021

Os conservadores da CDU/CSU (União Democrata-Cristã) e seus rivais da sigla SPD (Social-Democrata) empataram na eleição nacional realizada na Alemanha neste domingo (26), aponta uma pesquisa de boca de urna. O levantamento deixa em aberto qual dos grupos vai liderar o próximo governo no lugar de Angela Merkel, que se prepara para deixar o poder após 16 anos.

Conforme a pesquisa encomendada pela emissora ARD, o bloco CDU/CSU obteve 25% dos votos, o pior resultado em uma eleição federal desde o pós-guerra e o mesmo percentual alcançado pelo Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda. Outras pesquisas mostraram que o SPD estava marginalmente à frente.

 

O resultado confirma as previsões das pesquisas de intenção de voto, que mostravam um cenário bastante acirrado para Olaf Scholz e Armin Laschet. “Isso dói”, disse o secretário-geral da CDU, Paul Ziemiak, à ARD após a publicação das pesquisas de boca de urna.

A atenção agora mudará para discussões informais — provavelmente com os Verdes, com 15%, e os Liberais Democratas Livres (FDP), com 11% — seguidas por negociações de coalizão mais formais que podem levar meses, deixando Merkel no comando em uma função interina.

Depois de uma campanha eleitoral com foco doméstico, os aliados de Berlim na Europa e fora dela podem ter que esperar meses antes de ver se o novo governo alemão está pronto para se envolver em questões estrangeiras na medida em que eles gostariam.

Merkel está no poder desde 2005, mas planeja deixar o cargo após a eleição, tornando a votação um evento de mudança de era para definir o futuro da maior economia da Europa.

Continuar lendo SEGUNDO PESQUISA, CONSERVADORES E SEUS RIVAIS EMPATARAM NA ELEIÇÃO QUE VAI DEFINIR SUCESSOR DE MERKEL

CIÊNCIAS: PESQUISA DA USP DESCOBRE QUE O HORMÔNIO DO CRESCIMENTO ESTIMULA O APETITE

Os resultados de pesquisa da USP sobre ação de ‘hormônio do crescimento” no cérebro é o destaque deste sábado , aqui na coluna CIÊNCIAS. Os pesquisadores descobriram que o GH regula a capacidade da grelina, molécula conhecida como hormônio da fome, de induzir o aumento na ingestão de alimentos. Leia o artigo completo a seguir e saiba como isso ocorre!

Ação de ‘hormônio do crescimento’ no cérebro ajuda a estimular apetite

Resultados de pesquisa da USP podem ter implicações futuras em terapias para controle do peso

A sensação de fome é influenciada pela ação do hormônio do crescimento no cérebro, concluíram pesquisadores brasileiros. Crédito: Pikrepo

Pesquisa realizada com camundongos mostrou como o hormônio do crescimento (GH, do inglês growth hormone) age no cérebro e desempenha importante papel no estímulo do apetite, além de suas funções já conhecidas. O GH regula a capacidade da grelina, molécula conhecida como hormônio da fome, de induzir o aumento na ingestão de alimentos.

O trabalho, conduzido no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), revelou que a grelina atua na glândula hipófise, estimulando a liberação de GH. Esses dois hormônios têm receptores no hipotálamo, região na base do cérebro com várias funções, entre elas a regulação do apetite.

“O rótulo de estimulador da fome deve ser, no mínimo, compartilhado entre grelina e GH. Isso porque, sem o efeito de estimulação da secreção de GH, a grelina também perde a capacidade de estimular o apetite”, afirma o pesquisador do ICB-USP José Donato Junior, um dos orientadores do estudo.

Antecedentes

A pesquisa recebeu o apoio da Fapesp por meio de duas Bolsas de Pós-Doutorado (16/20897-3 e 17/25281-3) e de um Projeto Temático (20/01318-8). Os resultados foram divulgados na revista científica Endocrinology.

“Nossas descobertas podem ter implicações futuras em terapias para controle de peso corporal e regulação da ingestão alimentar”, diz o pesquisador à Agência Fapesp.

Donato lembra que outro grupo de cientistas já havia mostrado, em 2019, que quanto maior a taxa de GH, mais o cérebro produz o peptídeo AgRP, potente estimulador de apetite.

O estudo foi realizado com indivíduos com acromegalia – doença crônica provocada por uma disfunção da glândula hipófise, que passa a produzir o GH em excesso e provoca aumento anormal de extremidades do corpo, como mãos, pés e rosto.

Esse trabalho se baseou em parte nos resultados de outra pesquisa desenvolvida no ICB-USP que apontou a atuação do GH diretamente no cérebro para conservar energia quando se perde peso, além de sua função de desenvolvimento ósseo e aumento de estatura (leia mais em agencia.fapesp.br/29906/).

Mecanismo

Para entender a atuação dos dois hormônios, os pesquisadores da USP geraram camundongos machos geneticamente modificados que não possuíam receptor para o GH – especificamente em neurônios.

Embora esses camundongos tenham mostrado aumento normal do GH após injeção de grelina, eles não apresentaram a resposta de estímulo do apetite esperada.

Além disso, exibiram níveis hipotalâmicos reduzidos de neuropeptídeos que estimulam a fome, como o Y. Com isso, os resultados revelam que a ação do GH no cérebro dos camundongos é necessária para o efeito estimulador da grelina na ingestão de alimentos.

A grelina, o único hormônio ligado à sensação de fome, é produzido pelo estômago, enquanto outros hormônios gerados no intestino ou no tecido adiposo costumam causar sensação de saciedade. Descoberta em 1999, a grelina também está relacionada ao estresse, ajudando a entender o motivo de a fome mudar quando o organismo está exposto a situações extremas.

Já o GH foi descoberto há mais tempo, sendo que estudos da década de 1950 mostraram pela primeira vez sua estrutura. Até hoje é apontado como o fator mais importante ligado ao crescimento corporal.

A falta desse hormônio pode provocar nanismo, quando o corpo não se desenvolve como deveria, fazendo com que a pessoa tenha uma altura máxima abaixo da média da população da mesma idade e sexo, podendo variar entre 1,40 e 1,45 metro. O excesso leva ao gigantismo (menos comum atualmente, pois tem tratamento aplicado desde os primeiros anos da criança) ou à acromegalia.

Futuro

Donato afirma que os próximos passos da pesquisa estão voltados a compreender melhor como o GH atua no cérebro.

“Isso nos aproxima de propostas terapêuticas. Estamos testando um medicamento usado em casos de acromegalia para bloquear a ação do hormônio estimulador da fome. O problema são os possíveis efeitos colaterais, por isso temos que entender os mecanismos celulares usados pelo GH para afetar os neurônios.”

O grupo do ICB-USP também publicou uma revisão de estudos na revista Frontiers in Neuroendocrinology, que compila informações sobre como o hipotálamo (controlador da ingestão alimentar e do metabolismo) regula o exercício físico ou é regulado por ele. O trabalho apontou que a combinação de abordagens fisiológicas e moleculares ajuda a entender a fisiologia do exercício em pontos como estratégias de perda de peso, aderência ao treinamento e desempenho.

O artigo Ghrelin-induced Food Intake, but not GH Secretion, Requires the Expression of the GH Receptor in the Brain of Male Mice pode ser lido em https://academic.oup.com/endo/article-abstract/162/7/bqab097/6273366.

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo CIÊNCIAS: PESQUISA DA USP DESCOBRE QUE O HORMÔNIO DO CRESCIMENTO ESTIMULA O APETITE

SEGUNDO PESQUISA, QUATRO EM CADA DEZ BRASILEIROS RELATAM PROBLEMAS PSICOLÓGICOS DEVIDO A PANDEMIA

Pandemia afetou a saúde mental de quatro em cada dez brasileiros, diz pesquisa

Entrevistados relataram problemas psicológicos como ansiedade ou depressão desde o início da crise do coronavírus

Stephanie Alvesda

CNNem São Paulo

Uma pesquisa realizada pelo instituto de pesquisas Datafolha registrou o impacto da pandemia de Covid-19 na saúde mental das pessoas. De cada 10 indivíduos, pelo menos quatro relataram problemas psicológicos como ansiedade ou depressão desde o início da crise do coronavírus.

Os dados também mostram que as mulheres são mais atingidas que os homens, representando 53%. Já quando o corte é por faixa etária, os jovens entre 16 e 21 anos são os que mais sofrem, sendo 56%.

A pesquisa foi realizada em agosto, com mais de duas mil pessoas em cinco macrorregiões brasileiras. O estudo foi encomendado por uma empresa farmacêutica em parceria com a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata).

Continuar lendo SEGUNDO PESQUISA, QUATRO EM CADA DEZ BRASILEIROS RELATAM PROBLEMAS PSICOLÓGICOS DEVIDO A PANDEMIA

CIÊNCIAS: PESQUISADORES DESCOBREM QUE GOTÍCULAS COM CORONAVÍRUS PERMANECEM MAIS TEMPO NO AR DO QUE SE PENSAVA ANTES

Estudos científicos mais recentes mostram que, ao contrário do que se pensava até então as gotículas exaladas em espirros de pessoas infectadas permanecem bem mais tempo em suspensão no ar do que se pensava anteriormente. os chamados. Isso inclui o ar que uma pessoa infectada exala ao espirrar: os vírus infecciosos estão em gotículas líquidas de tamanhos diferentes, com gás entre elas. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa descoberta incrível!

Gotículas com coronavírus duram mais tempo do que se pensava

Descoberta de pesquisadores austríacos e italianos mostra que é preciso estudar mais esses fenômenos para chegar a conclusões mais eficientes sobre distanciamento e uso de máscara

Simulações de computador mostram quanto tempo pequenas gotas podem permanecer suspensas no ar. Crédito: Universidade de Tecnologia de Viena

É mais fácil se infectar no inverno do que no verão – isso é verdade para a covid-19, para a gripe e para outras doenças virais. A umidade relativa desempenha um papel importante nisso. Ao ar livre, o risco é muito mais alto do lado de fora no inverno do que no verão, como pode ser visto pelo fato de que nossa respiração se condensa em gotas no ar frio.

Modelos anteriores presumiam que apenas gotas grandes representam um risco relevante de infecção, porque pequenas gotas evaporam rapidamente. Na Universidade de Tecnologia de Viena (Áustria), no entanto, em cooperação com a Universidade de Pádua (Itália), demonstrou-se agora que isso não é verdade: devido à alta umidade do ar que respiramos, mesmo pequenas gotas podem permanecer no ar por muito mais tempo do que anteriormente assumido. O estudo foi publicado na revista PNAS.

Simulações e cabeças de plástico

O prof. Alfredo Soldati e sua equipe do Instituto de Mecânica dos Fluidos e Transferência de Calor da Universidade de Tecnologia de Viena estão pesquisando fluxos compostos por diferentes componentes – os chamados “fluxos multifásicos”. Isso inclui o ar que uma pessoa infectada exala ao espirrar: os vírus infecciosos estão em gotículas líquidas de tamanhos diferentes, com gás entre elas.

Essa mistura leva a um comportamento de fluxo relativamente complicado: tanto as gotículas quanto o gás se movem, ambos os componentes influenciam um ao outro e as próprias gotículas podem evaporar e se transformar em gás. Para chegar ao fundo desses efeitos, foram desenvolvidas simulações de computador, nas quais a dispersão das gotas e do ar respirável pode ser calculada em diferentes parâmetros ambientais – por exemplo, em diferentes temperaturas e umidade.

Além disso, foram realizados experimentos. Um bico com uma válvula controlada eletromagneticamente foi instalado em uma cabeça de plástico para pulverizar uma mistura de gotículas e gás de uma maneira precisamente definida. O processo foi gravado com câmeras de alta velocidade. Assim, foi possível medir exatamente quais gotas permaneceram no ar e por quanto tempo. A equipe de Francesco Picano, da Universidade de Pádua, também esteve envolvida no projeto de pesquisa.

Desaceleração do processo

“Descobrimos que pequenas gotas permanecem no ar uma ordem de magnitude maior do que se pensava”, afirmou Soldati. “Há um motivo simples para isso: a taxa de evaporação das gotas não é determinada pela umidade relativa média do ambiente, mas pela umidade local diretamente no local da gota.” O ar exalado é muito mais úmido do que o ar ambiente, e essa umidade exalada faz com que pequenas gotículas evaporem mais lentamente. Quando as primeiras gotas evaporam, isso localmente leva a um aumento da umidade, desacelerando ainda mais o processo de evaporação de outras gotas.

“Isso significa que pequenas gotículas são infecciosas por mais tempo do que o previsto, mas isso não deve ser motivo para pessimismo”, disse Soldati. “Isso apenas nos mostra que é preciso estudar tais fenômenos da maneira correta para compreendê-los. Só então podemos fazer recomendações cientificamente sólidas, por exemplo, no que diz respeito a máscaras e distâncias de segurança.”

Continuar lendo CIÊNCIAS: PESQUISADORES DESCOBREM QUE GOTÍCULAS COM CORONAVÍRUS PERMANECEM MAIS TEMPO NO AR DO QUE SE PENSAVA ANTES

SAÚDE: SEGUNDO PESQUISA, MAIS DA METADE DOS BRASILEIROS ESTÁ DORMINDO MAL DURANTE A PANDEMIA

Recuperar sono perdido leva mais tempo do que se imagina, diz estudo

Pesquisa recente mostra que sono pode não ser recuperado mesmo após noites de descanso nem mesmo nos mais jovens

Sandee LaMotteda

CNN

Mais da metade dos brasileiros está dormindo mal durante a pandemia, segundo pesquisa do Instituto do SonoMais da metade dos brasileiros está dormindo mal durante a pandemia, segundo pesquisa do Instituto do SonoGetty Images

Bocejando e exausto de mais uma noite de pouco sono? Parabéns, você se juntou à multidão de pessoas ao redor do mundo que sofrem de privação de sono, um problema sério que pode afetar sua saúde física e mental.

Os problemas do sono constituem uma “epidemia global que ameaça a saúde e a qualidade de vida de até 45% da população mundial”, segundo estatísticas do Dia Mundial do Sono.

Mas é fácil se recuperar desse déficit de sono, certo, especialmente se você for jovem? Uma boa noite de sono ou duas – e certamente uma semana inteira de sono – e você está de volta ao seu pleno funcionamento?

Infelizmente, um novo estudo recente revelou que pode não ser o caso, mesmo para pessoas mais jovens. Treze pessoas na casa dos 20 anos que dormiram 30% menos do que o necessário, por 10 noites, não recuperaram totalmente a maior parte de seu processamento cognitivo após sete noites de sono irrestrito para se recuperar.

“Este é um estudo bem-feito, embora pequeno, com várias medidas para examinar o impacto da privação parcial do sono – examinando principalmente a duração do sono usando actigrafia de pulso, alterações no EEG e desempenho cognitivo”, disse o Dr. Bhanu Prakash Kolla, especialista em medicina do sono no Centro de Medicina do Sono da Clínica Mayo em Rochester, Minnesota, que não participou do estudo.

“Os tempos de reação melhoraram ao longo de sete dias e voltaram aos níveis basais, enquanto outras tarefas cognitivas, incluindo a precisão, não se recuperaram completamente”, disse Kolla.

“O que o estudo mostrou que há coisas como memória e velocidade de processamento mental que não serão restauradas tão rapidamente”, disse o especialista em sono Dr. Raj Dasgupta, professor assistente de medicina clínica na Keck School of Medicine da University of Southern California, que também não participou do estudo.

“Definitivamente, a maior parte da perda de sono pode ser recuperada, mas há coisas que você simplesmente não vai recuperar rapidamente”, disse Dasgupta. “É por isso que é tão importante, em primeiro lugar, não ter dívidas de sono.”

Seu cérebro precisa dormir

Pode ter sido um pequeno estudo, mas ecoa os resultados de pesquisas anteriores. Um estudo de sono baseado em laboratório descobriu que as pessoas que dormiam menos de seis horas por noite durante duas semanas – e que pensavam que estavam bem – funcionavam tão mal em termos cognitivos e reflexos quanto as pessoas que foram privadas de sono por dois noites inteiras.

Isso porque o cérebro precisa de ciclos de sono ininterruptos para absorver novas habilidades, formar memórias-chave e reparar o corpo do desgaste do dia. Durante o sono, seu corpo está literalmente se reparando e se restaurando em um nível celular.

A falta crônica de sono, portanto, afeta sua capacidade de prestar atenção, aprender coisas novas, ser criativo, resolver problemas e tomar decisões.

Até mesmo pular o sono por apenas uma noite interrompe o funcionamento.

Ficar acordado por apenas 18 horas pode prejudicar sua capacidade de dirigir se você tivesse uma concentração de álcool no sangue de 0,05%, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Pule 24 horas inteiras de sono e você logo estará com 0,10% – bem acima do limite de direção legal dos EUA de 0,08%.

Um estudo de 2017 descobriu que adultos saudáveis ​​de meia-idade que dormiram mal por apenas uma noite produziram uma abundância da proteína beta-amiloide, responsável pelas placas características do Alzheimer.

E um estudo publicado em junho descobriu que adultos mais velhos que têm dificuldade significativa em adormecer e que passam por despertares noturnos frequentes têm alto risco de desenvolver demência ou morrer prematuramente por qualquer causa.

Dependendo da idade, devemos dormir de sete a dez horas por noite. Mas 1 em cada 3 americanos não dorme o suficiente, de acordo com o CDC.

Além disso, 50 milhões a 70 milhões de americanos lutam com distúrbios do sono, como apneia do sono, insônia e síndrome das pernas inquietas, que podem arruinar o sono de uma boa noite.

O CDC chama isso de “problema de saúde pública”, porque o sono interrompido está associado a um risco maior de doenças, incluindo pressão alta, desempenho imunológico enfraquecido, ganho de peso, falta de libido, alterações de humor, paranoia, depressão e um risco maior de diabetes, derrame, doença cardiovascular, demência e alguns tipos de câncer.

O que fazer

Quanto tempo você vai demorar para se recuperar da falta de sono?

“Não sabemos isso exatamente”, disse Kolla. “Este estudo mostra que talvez algumas tarefas, especialmente em pacientes mais jovens em recuperação, podem demorar mais se se seguir a privação de sono.”

A chave, segundo os especialistas, antes de mais nada, é evitar ficar sem dormir.

“Precisamos priorizar o sono e tentar dormir pelo menos sete horas por noite”, disse Kolla. “Quando não podemos, é importante ter certeza de que temos algum tempo para nos recuperar e estar cientes de que a privação de sono afeta nosso humor e cognição.”

Você pode se preparar para um bom sono não fumando e mantendo a ingestão de álcool ao mínimo. Comer uma dieta bem balanceada, praticar exercícios regularmente, permanecer mentalmente ativo e manter a pressão arterial e os níveis de colesterol sob controle também melhoram o sono.

Você também pode resolver quaisquer problemas de sono treinando seu cérebro para dormir melhor. Os especialistas chamam isso de “higiene do sono” e sugerem definir uma rotina de hora de dormir projetada para relaxar e acalmar, que não inclui TV, smartphone ou outro dispositivo emissor de luz azul pelo menos uma a duas horas antes de dormir.

Fonte: CNN

Continuar lendo SAÚDE: SEGUNDO PESQUISA, MAIS DA METADE DOS BRASILEIROS ESTÁ DORMINDO MAL DURANTE A PANDEMIA

BOAS NOTÍCIAS: CIENTISTAS DESCOBREM PROPRIEDADES DA CAMAPU PARA RECUPERAÇÃO DO ALZHEIMER E PARKINSON

A Camapu é o destaque deste domingo, aqui na coluna BOAS NOTÍCIAS. Pesquisadores descobriram que a fruta pode ser a grande vedete na recuperação de pessoas com Alzheimer e Parkinson. Por isso convido você a ler o artigo completo a seguir e saber dos detalhes dessa incrível descoberta!

Descoberta fruta que ajuda na recuperação de Alzheimer e Parkinson

Pesquisadores do Pará descobriram que uma substância presente no talo do camapu, uma fruta típica brasileira, é capaz de ajudar na recuperação do Alzheimer e do Parkinson.

O camapu já era conhecido como uma planta medicinal para tratar doenças neurodegenerativas, diminuir o colesterol e fortalecer a imunidade. Agora os cientistas comprovaram que o camapu tem uma substância que ajuda a estimular a produção de novos neurônios no hipocampo, responsável pela nossa memória.

Por isso, ele acreditam que ela poderá ser usada para tratar as duas doenças: Alzheimer e Parkinson.

“A notícia é muito boa, principalmente pelo fato de esta substância estimular o crescimento neuronal na área do hipocampo. A gente está falando da criação de novos neurônios, algo que algum tempo atrás não se falava”, diz Milton Nascimento dos Santos, do Grupo de Pesquisas Bioprospecção de Moléculas Ativas da Flora Amazônica da Universidade Federal do Pará.

Promessa para a medicina

Por enquanto, a pesquisa se limita a animais, mas os cientistas já pesquisam uma forma de viabilizar a produção de um medicamento fitoterápico, que será aplicado em humanos.

Um medicamento à base dela também pode ser usado para tratar pacientes com depressão grave, onde há perda neuronal.

Desde a descoberta, o camapu tem sido uma nova promessa para a medicina, no tratamento de doenças neurodegenerativas.

Os primeiros testes aconteceram em ratos e agora iniciam-se os testes clínicos e de produção em larga escala.

Outro desafio dos cientistas é encontrar uma forma de melhorar a produção do camapu.

“A substância pode ser uma maravilha, mas se só é produzida pela planta uma vez por ano, a produção de fitoterápicos ficaria inviável”, diz Milton.

E nós ficamos na torcida para que a equipe de cientistas consiga driblar logo esse desafio e trazer logo novidades sobre o novo medicamento!

Com informações de GreenMe

Fonte: Só Notícia Boa

Continuar lendo BOAS NOTÍCIAS: CIENTISTAS DESCOBREM PROPRIEDADES DA CAMAPU PARA RECUPERAÇÃO DO ALZHEIMER E PARKINSON

Fim do conteúdo

Não há mais páginas para carregar

Fechar Menu
×

Carrinho