PONTO DE VISTA: MORO FAZ POLÍTICA, SE POSICIONA E PASSA RECADOS À POPULAÇÃO

Caro(a) leitor(a),

Confesso que imaginava uma espécie de reclusão ou de período sabático de Sergio Moro durante um bom tempo. Principalmente durante todo esse ano. Mas tenho visto muitas manifestações do ex-ministro através das redes sociais, entrevistas e artigos publicados. O que também me surpreende também, são os veículos de mídia que ele escolheu para essas publicações. Justamente a Rede Globo e Jornal O Globo. Não entendi, pois sei que órgãos de imprensa como Rádio Jovem Pan e CNN receberiam bem as suas publicações e entrevistas se fosse o caso. Como tenho ciência que Moro não dá ponto sem nó, ou seja, planeja minuciosamente tudo que faz, penso que tem seus motivos e tem visão bem mais ampla do que a minha e de muita gente que o critica. Aparentemente, já está fazendo política, se posicionando e passando recados à sociedade brasileira. Resta-nos acompanhar, analisar e tirar conclusões com muita parcimônia.

“O populismo, com lampejos autoritários, está escancarado”, diz Moro, em texto publicado no jornal O Globo

Redação

Publicado em 

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Fábio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil

Sem fazer menções diretas, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, atacou o que ‘populismo’ político.

Por meio de um texto, publicado no jornal O Globo, Moro chegou a dizer que “o populismo é negativo por si mesmo, seja de direita, seja de esquerda.”

Ainda segundo Moro, “manipular a opinião pública, estimulando ódio e divisão entre a população é péssimo.”

Leia um trecho do que foi publicado por ele no O Globo:

Os órgãos do Estado têm sua atuação regrada pela lei e por finalidade atender o bem-estar comum, e não cumprir os caprichos e arbítrios do governante do momento.

Políticos populistas tendem a ignorar tal distinção.

Não é o caso de falar em totalitarismo ou mesmo em ditadura, no presente momento, mas o populismo, com lampejos autoritários, está escancarado (…).

O quadro é muito ruim. Mas quero deixar claro: o populismo é negativo por si mesmo, seja de direita, seja de esquerda. Manipular a opinião pública, estimulando ódio e divisão entre a população é péssimo. Temos mais coisas em comum do que divergências. Democracia é tolerância e entendimento.

Conexão Política 

Fonte: Conexão Política

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FACHIN COLABORA COM DEFESA DOS ACUSADOS E ACELERA TRÂMITE DE HABEAS CORPUS PRO BOLSONARISTAS

Fachin acelera trâmite de habeas corpus em favor de bolsonaristas, diz site

Publicado 3 horas 

em 03. 06. 2020 

 

Segundo O Antagonista, o ministro do STF, Edson Fachin, deu à Procuradoria Geral da República 24 horas para manifestar-se sobre um novo habeas corpus apresentado ao STF para livrar os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, que estão envolvidos no inquérito das fake news.

“Tendo em vista a relevância da matéria, oficie-se à autoridade coautora, Ministro Alexandre de Moraes, relator do Inquérito n.º 4.781, a fim de que apresente as informações que entender pertinentes, e, sem prejuízo, abra-se vista à Procuradoria-Geral da República, para se manifestar no prazo de até 24 horas”, despachou o ministro.

Segundo o site, a ação foi apresentada pela MP Pró-Sociedade.

“A urgência da providência liminar por parte deste Tribunal se justifica pelo fato de que os Pacientes estão a sofrer contra si investigação absolutamente ilegal e inconstitucional em razão das arbitrariedades praticadas pelo Ministro ALEXANDRE DE MORAES na condução da investigação realizada pelo Inquérito n.º 4.781, ante a flagrante violação ao princípio acusatório do processo penal brasileiro”, diz a ação.

Fonte: Conexão Política

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MADURO IRÁ PESSOALMENTE AO IRÃ AGRADECER BENEVOLÊNCIA

Maduro diz que visitará Irã em breve para assinar acordos

Um dos acordos de cooperação será em energia. Ainda não se sabe a data de ida de Maduro para o Irã

Reuters

Maduro diz que precisa agradecer o Irã pessoalmenteMaduro diz que precisa agradecer o Irã pessoalmente

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse na segunda-feira (2) que visitará o Irã em breve para assinar acordos de cooperação em energia e outros setores, depois que o país do Oriente Médio enviou cinco navios-tanque para a Venezuela.

“Sou obrigado a agradecer pessoalmente ao povo”, afirmou Maduro em um discurso na televisão estatal, sem fornecer uma data para a visita.

Fonte: R7

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ENTREVISTA: DÓRIA SE APEGA A COMITÊ DE SAÚDE, REPETE CRÍTICAS A BOLSONARO E DEFENDE A PM PAULISTA

João Doria: “Se houver um aumento de contágios, nós vamos recuar”

Governador de São Paulo se apega à orientação do seu comitê de saúde para atenuar quarentena. Repete críticas a Bolsonaro e defende a PM paulista, que “não é violenta, é eficiente”, diz ele

CARLA JIMÉNEZ|NAIARA GALARRAGA GORTÁZAR

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB).O governador de São Paulo, João Doria

O Brasil identificou logo após o Carnaval o primeiro caso de coronavírus da América Latina, um paciente do hospital Albert Einstein, na cidade de São Paulo. Foi naquele 26 de fevereiro, uma quarta-feira de cinzas, que o governador de São Paulo, João Doria, criou um comitê de saúde. O apego à ciência é a bandeira da gestão da pandemia do governador mais poderoso do Brasil –o Estado representa um terço do PIB, com 46 milhões de habitantes— o que lhe garantiu recuperar parte da popularidade. No início de março 74% afirmavam que tinham uma imagem negativa do governador, contra 54% atualmente, segundo a pesquisa Atlas Político. Doria se impôs como o líder informal da frente forjada com seus homólogos para gerir uma crise sanitária que o presidente Jair Bolsonaro despreza, ainda que ela já tenha causado mais de 30.000 mortes e mais de meio milhão de contágios, num panorama que registrou número recorde nesta terça-feira, com o pico de 1.262 novos óbitos contabilizados nas últimas 24 horas. São Paulo, que já representou a maioria dos casos brasileiros de covid-19 – em 3 de abril o Estado somava 219 mortes e o Brasil, 359 —hoje representa quase um quarto (7.994 nesta terça, contra 31.199 no país). Por isso, o governador assume a reabertura gradual do comércio que tanto adiou para achatar a curva da pandemia.

Nascido em São Paulo há 62 anos, Doria viveu dois anos em Paris quando seu pai, que era deputado, foi exilado durante a ditadura. Depois de se alinhar estreitamente com o então candidato Jair Bolsonaro, um fã explícito dos tempos do regime militar durante toda sua carreira, o governador de São Paulo transformou-se em seu principal antagonista. A mudança se deu, segundo Doria, depois de Bolsonaro mostrar seu estilo autoritário com três meses no poder. Hoje Doria é acusado de oportunista pelo presidente e seus seguidores. É nesse fio da navalha que o governador trafega neste momento da pior crise sanitária e política que tomou o país, que incluem gritos por um golpe militar. “São Paulo será um bastião de resistência para a preservação da democracia no Brasil”, garante

Pergunta. A OMS alertou que o pico da pandemia ainda não chegou ao Brasil nem ao resto da América do Sul. Ainda assim, alguns Estados do Brasil, como São Paulo, começam a reabertura gradual. O que acontecerá se os contágios dispararem?

Resposta. Se houver um aumento maior, vamos recuar. Aqui nenhuma decisão é definitiva, sobretudo quando se trata de saúde. Quando for necessário modificá-la, para cima ou para baixo, não hesitaremos em fazer isso. Por que não é precipitado? Porque todas as medidas foram tomadas em comum acordo com o comitê de saúde. Temos 18 cientistas que compõem o comitê criado em 26 de fevereiro, no mesmo dia em que o hospital Albert Einstein identificou o primeiro brasileiro infectado com o coronavírus: um brasileiro que veio da Itália.

P. Justo quando terminou o Carnaval.

R. Exatamente. Naquela mesma tarde criamos o comitê com dez membros liderados por David Uip [infectologista brasileiro que foi secretário de Saúde de São Paulo]. E desde então temos seguido as diretrizes desse comitê. Eles determinam o que podemos fazer, o que não podemos e de que forma podemos fazer. Implementamos esse formato denominado plano de São Paulo em cinco faixas.Tudo muito gradual, cuidadoso e feito dentro do que a ciência nos orienta. Quais são os aspectos fundamentais? A disponibilidade de leitos de UTI.

P. Mas agora na Grande São Paulo a ocupação está em 83%. É bastante.

R. É bastante, mas tenha em mente que a ocupação média de leitos de UTI na rede pública da Grande São Paulo é de 85% fora da pandemia. Agora temos camas específicas para a pandemia. Com os novos respiradores e os leitos conveniados com o setor privado, reduzimos no Estado de São Paulo para 75% e estamos baixando na Grande São Paulo para 75%. Já estivemos em 92%. Outra medida são os testes. Estamos testando mais. Com mais testes teremos um panorama mais preciso da pandemia.

P. Mas a taxa de testes também é muito pequena.

R. Também era pequena na Espanha, e aumentou. Estamos aumentando o volume de testes porque conseguimos comprá-los. O mundo agora tem 216 países com coronavírus, o que mais se consome são respiradores, testes, máscaras e equipamentos de proteção individual. Felizmente, estamos conseguindo comprar mais testes, confiáveis e modernos. E a outra medida, as máscaras. Hoje 96% da população de São Paulo está usando máscara, e esse é um bom número. Não tínhamos nenhum hábito. Tínhamos uma única empresa fabricando máscaras no Brasil, a 3M, em Campinas, e agora temos 20 produzindo máscaras e também de tecido, que é lavável e obviamente sai mais barato que as descartáveis. Esses três aspectos, o número de leitos de UTI, mais testes e melhor proteção com máscaras, nos permite tornar esse projeto muito gradual, sem pressa. Se tivermos que dar um passo atrás por identificar descontrole em alguma região ou cidade do Estado, faremos isso sem nenhuma hesitação.

P. Houve uma mudança de posição bastante surpreendente, depois de se chegar a antecipar feriados aqui na capital para aumentar o isolamento e achatar a curva. Os respiradores, máscaras e a intensificação dos testes ocorreram nos últimos 15 dias?

R. Sua análise está rigorosamente certa. A análise do comitê de saúde não é quinzenal nem semanal, é diária. Funcionou nossa experiência de antecipar os feriados, o que aumentou a taxa de isolamento social na capital, na região metropolitana e no interior. Ontem a taxa de isolamento era de 55% na capital, ou seja, as pessoas estão praticando mais o isolamento. Foi o melhor domingo das últimas quatro semanas. E de 53% no Estado de São Paulo, 52% na Baixada Santista. A população está compreendendo melhor a importância do isolamento social, apesar das mensagens opostas. Enquanto aqui transmitimos que o isolamento é importante para salvar vidas, para usar máscaras e manter as regras de higiene lavando as mãos, a outra mensagem do presidente da República é exatamente oposta. Tudo é muito mais difícil aqui no Brasil do que na Espanha, por exemplo, onde você tem uma única mensagem do Governo central e das províncias. Aqui você tem de um lado uma mensagem totalmente atentadora porque o presidente da República não usa máscara, estimula a aglomeração, cumprimenta pessoas, beija e abraça crianças, não usa álcool em gel nem fala da importância do isolamento. Essa dualidade dificulta enormemente a percepção por parte da opinião pública. É um ganho que alcancemos esse nível de isolamento aqui em São Paulo. Combatemos dois vírus, o coronavírus e o bolsonarovírus.

P. O senhor ficou surpreso com essa atitude do presidente na gestão da pandemia? Não é apenas o não fazer, mas, em certa medida, boicota a posição dos governadores.

R. A verdade é que estou decepcionado. O boicote não é aos governadores, é à vida. Está indo contra a saúde e a vida dos brasileiros. Infelizmente, essa é a realidade. É o que ele vem fazendo desde fevereiro. O presidente nunca teve o comportamento de obedecer à ciência. Três ministros em três meses em meio de uma pandemia. Incrível. E se soma a isso a vontade deliberada de recomendar o uso indiscriminado da cloroquina ou da hidroxicloroquina, que a ciência não recomenda, exceto em casos muito especiais, com prescrição médica e a aceitação do paciente, porque os efeitos colaterais são muito graves, principalmente para cardíacos.

P. Bolsonaro sempre foi um político que falou com desdém da vida, das pessoas que procuravam seus desaparecidos da ditadura, e falava publicamente que queria fuzilar 30.000. Apesar de tudo isso, o senhor esteve ao lado, ao menos no período eleitoral, houve o “Bolsodoria”. Em que momento percebeu caminhos diferentes?

R. No primeiro turno votei em Geraldo Alckmin. No segundo, tínhamos duas opções e eu não votaria em Fernando Haddad. Mas isso não me torna seu antagonista. Porque aqui fizemos a transição de maneira muito republicana. Mas eu não iria votar em quem derrotei dois anos antes. Naquele momento se justificava o voto em Jair Bolsonaro, ele tinha um apelo liberal do ponto de vista da economia, algo que pratico aqui. Ele tinha o nome de Paulo Guedes como futuro ministro da Economia. E havia outro peso importante, que era a defesa da transparência e o combate à corrupção na figura de Sergio Moro, que ele dizia que seria seu ministro da Justiça, como de fato foi. Depois de sua posse, em menos de três meses eu e provavelmente milhões de brasileiros que também votaram em Bolsonaro percebemos que essa imagem e propostas não eram exatamente o que ele defendia. E no terceiro mês de Governo já se percebia a escalada autoritária. Estou apenas com o ministro Paulo Guedes e em uma economia que cresceu 0,9% no primeiro ano. Aqui em São Paulo crescemos 2,9%. Mas como fazer uma administração em meio a um Governo que não tem gestão? Difícil. E se alguém tem dúvidas, é só voltar a ver aquela reunião ministerial. Com esse nível você não governa nem um condomínio, muito menos um país. Sempre defendi um centro democrático liberal que sabe dialogar com a esquerda, a direita, que quer distância dos extremos.

P. Nos últimos tempos ouve-se muito no Brasil sobre intervenção militar, sobre golpe. O senhor recebe ligações de empresários, investidores estrangeiros sobre o que acontece no Brasil? Se vai ter um golpe no Brasil?

R. Eu pessoalmente, como governador de São Paulo, lutarei com todas as forças e com a dimensão política do cargo que obtive no voto direto, foram 11 milhões de votos. São Paulo é o Estado economicamente mais importante do país, tem quase 40% da economia brasileira, 46 milhões de habitantes. Aqui nós não admitiremos em nenhuma hipótese qualquer movimento golpista para implantação da ditadura novamente aqui no Brasil. Primeiro aquela coisa pavorosa de pessoas segurando tochas em frente ao Supremo, protestando e ofendendo os ministros da Corte, e depois um outro espetáculo medíocre no domingo com o presidente da República, mais uma vez sem máscara, desfilando a cavalo, como se um imperador fosse. São Paulo será um bastião de resistência para a preservação da democracia no Brasil. E espero que outros Estados tenham também a mesma conduta. E espero também que ao menos alguns militares, com uma visão melhor e mais consciência, não abracem a escalada autoritária do presidente em busca de um regime ditatorial onde ele possa calar o Congresso, amordaçar os juízes do Supremo Tribunal, e intervir nos Governos estaduais.

P. Neste final de semana houve um protesto com bandeiras de ultradireita, discurso de ucranizar o Brasil que gerou brigas que desdobraram em ação repressiva da PM. Como São Paulo monitora esses atos nazistas? E a ação da PM em embate com manifestantes do ato antifascistas?

R. A polícia não atuou de forma repressiva, atuou de forma protetiva. Um grupo desses ditos neonazistas ucranianos romperam o cerco da polícia, entraram por uma rua lateral, e foram ao encontro dos manifestantes ditos pela democracia. Ali começou um conflito de pessoas se agredindo. Ali a PM teve uma primeira ação com bombas de efeito moral para evitar ali uma conflagração de pessoas contra e pró-Bolsonaro. Aliás, o que um Governo autoritário mais deseja, lamento dizer isso, é um corpo estendido no chão, para justificar a escalada autoritária. A PM tinha uma função ali de evitar o confronto e proteger as pessoas. E houve também uma agressividade desnecessária do outro lado, atirando pedras. PM não disparou nenhum tiro, nenhuma bala de borracha. Duas pessoas se machucaram, mas nada grave. Não fosse a presença da PM teríamos um confronto e muitas até —Deus que me perdoe— uma pessoa morta. Já orientei a PM de São Paulo em reunião desta manhã para proibir qualquer manifestação de duas partes no mesmo local e no mesmo horário. Um que faça no sábado, e outro no domingo. Tudo que não precisamos é estabelecer confrontos na rua neste momento no Brasil. Isso só vai atender a quem tem projeto autoritário e deseja justificar a presença do Exercito e com medida mais autoritária e mais dura diante de um Estado ou conjunto do Estado.

P. Existe investigação sobre esses grupos, células de extrema direita?

R. Nem no período da ditadura militar tivemos movimentos neonazistas no Brasil com característica dessa natureza. Surgiu agora dentro do movimento bolsonarista, que prega liberação de armas e armamento da população, confronto, tochas, e manifestações neonazista. O Brasil nunca viveu essa experiência, sempre foi um pais pacifico. [Na av. Paulista] foi uma manifestação pequena, mas descabida. Orientei a secretaria de segurança pois ela é inconstitucional. Constituição prega não discriminação de quem quer que seja. Negros, índios, brancos, amarelos, judeus, árabes. É inconstitucional, e já orientei a Secretaria de Segurança que houver alguma manifestação antissemita aplique a constituição e coloque na cadeia. Isso é absolutamente inaceitável.

P. Será candidato em 2022?

R. Se não me fizessem essa pergunta acharia que há algo errado com vocês (risos). Não é hora de tratar de eleições, agora é hora de enfrentarmos a pandemia, superarmos essa gravíssima crise de saúde no Brasil, restabelecer o processo econômico, tentar resgatar o que for possível de empregos perdidos neste ano de 2020, e tratar de eleições de 2022 apenas em 2022. Ainda temos eleição municipal, que talvez a data seja alterada por força da pandemia. Mas agora, não é hora de tratar nem especular, nem tratar esse assunto.

P. Vivemos um momento bastante peculiar nos EUA com protestos pela morte injustificada de um homem negro por um policial, que contagiou outros países. Nós também temos uma polícia violenta em São Paulo. 255 pessoas morreram entre janeiro e março pelas mãos da polícia. Na periferia temos ações que sempre evidenciam uso de força maior. De que maneira o Governo de São Paulo vai trabalhar a questão da PM violenta, ainda mais diante de um Governo que empodera estes grupos ainda mais?

RA polícia de São Paulo não é violenta, é eficiente. Temos 88.000 policiais militares, e 20.000 civis. É a maior polícia do Brasil, e também a mais bem treinada. Ano passado foram enviados 320 oficiais, militares e civis ao exterior –Coreia, Japão, Israel—para ações de inteligência da polícia. Agora, São Paulo tem a mesma população da Espanha, os números em São Paulo são grandes. Se virmos na Espanha acredito que não sejam diferentes. São Paulo tem polícia eficiente, vocês viram ontem no domingo. Não viram atos violentos mesmo sendo desafiados. Ainda assim souberam manter a calma.

P. Mas estávamos na avenida Paulista televisionada, num ambiente de classe média. Eu digo na periferia, governador. Nós vivemos a questão de Paraisópolis, no ano passado, não posso deixar de dizer. Crianças [adolescentes] morreram.

R. A polícia não disparou um único tiro em Paraisópolis, nem de borracha nem letal. A polícia foi agredida por dois armados numa motocicleta e se esvaíram para o centro da comunidade. Fizeram a perseguição sem tiros, ainda que fossem alvos de tiros. A circunstância que determinou o falecimento dos jovens foi um pisoteamento de jovens no meio de um baile funk que acontecia na área central de Paraisópolis. Eu assisti a todos os vídeos, solicitei a Procuradoria e a Defensoria Pública, e também ao Tribunal de Justiça, que fizessem todos os procedimentos necessários. E instauramos um inquérito na Polícia Civil para saber se havia ato de violência neste caso que tivesse desencadeado a corrida das pessoais e, infelizmente, o pisoteamento. O que não quer dizer que a PM não cometa erros. Como acontece com a dos EUA. Uma vítima de um policial que cometeu um erro gravíssimo, e outros policiais que podiam ter evitado essas mortes por sufocamento. Não se pode inferir a alcunha que a polícia espanhola é violenta, a polícia inglesa [em 2015, a polícia da Inglaterra e País de Gales havia registrado 55 mortes nos últimos 24 anos], ou a francesa. Há protocolos mundiais para circunstâncias semelhantes, mas também há falhas. Existem. Lamenta-se, mas pode ocorrer. A orientação do Governo é que a policia primeiro reconhecer o erro e depois possa punir, ou se for menos intenso, que ele seja retreinado.

P. Esse assunto vamos conversar depois porque o foco é a pandemia. Mas na Espanha não tem 255 mortos em três meses [15 pessoas morreram nos últimos cinco anos em operações policiais na Espanha, segundo o senador espanhol Jon Iñarritu].

R. Não são 255 mortos [em SP].

P. Sim, são 255 [segundo dados a Secretaria Estadual de Segurança].

R. Não tenho esse número e não quero contestar vocês neste momento. Mas nenhum problema em abordar este assunto num momento futuro. Até porque a minha posição é de um democrata e de respeito aos direitos humanos e à polícia. Foi o ano que mais mandamos policiais ao exterior.

Fonte: El País

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SENADO SUSPENDE REAJUSTES PARA REMÉDIOS POR 60 DIAS E PLANOS DE SAÚDE POR 120 DIAS

Senado aprova projeto para suspender reajuste de remédios e planos de saúde

Anna Satie e Larissa Rodrigues, da CNN em São Paulo e em Brasília

 Atualizado 02 de junho de 2020 às 21:46

O senador Eduardo Braga em pronunciamento durante sessão deliberativa do SenadoO senador Eduardo Braga em pronunciamento durante sessão deliberativa remota do Senado

O Senado aprovou na noite desta terça-feira (2) um projeto para congelar o preço de remédios por 60 dias e planos de saúde por 120 dias. A matéria foi quase unânime, com 71 votos a dois.

O texto agora segue para votação na Câmara dos Deputados.

O autor da proposta, Eduardo Braga (MDB-AM) relembrou os mortos por Covid-19 no Brasil. “Muitos deles talvez não pudessem comprar o remédio ou tivessem acesso a um leito de UTI”, disse. “Os planos de saúde precisam contribuir e dar sua ajuda para salvar brasileiros”.

Inicialmente, Braga havia proposto que o preço dos medicamentos tamém não fossem reajustados por 120 dias.

No final de março, o Planalto editou uma medida provisória semelhante, para impedir variação no preço dos remédios por 60 dias. O texto venceu nsta segunda (1º). A Câmara deve analisar a medida ainda nesta semana e o relator, deputado Assis Carvalho (PT-PI), deve defender no seu relatório a prorrogação do reajuste por outros 60 dias, até 31 de julho.

O país registrou recorde de novas mortes nesta terça-feira. Ao todo, são 555.383 casos confirmados e 31.199 vítimas fatais da doença provocada pelo novo coronavírus.

Mais cedo, a Casa também aprovou um projeto que incentiva a doação de alimentos para pessoas vulneráveis durante a pandemia.

Fonte: CNN
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VEJA EVOLUÇÃO DOS CASOS CONFIRMADOS E MORTES POR CORONAVÍRUS NO RN

Por G1 RN

O Rio Grande do Norte registrou mais 18 mortes e 225 casos confirmados do novo coronavírus em 24h, segundo o boletim da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) desta terça-feira (2).

Com os números do novo boletim, o estado tem 8.233 casos confirmados de Covid-19 e 341 óbitos registrados pela doença. Outras 68 mortes estão em investigação para saber se ocorreram ou não pelo coronavírus.

Na segunda-feira (1º), o Rio Grande do Norte tinha 323 mortes e 8.008 casos da doença confirmados. Segundo a Sesap, o RN tem ainda 16.364 casos suspeitos de coronavírus.

No total, 1.824 pessoas estão recuperadas da doença em todo o estado. Ao todo, 22.332 exames pada diagnosticar o vírus foram realizados no estado potiguar.

Situação do coronavírus no RN

  • 341 mortes
  • 8.233 casos confirmados
  • 16.364 suspeitos
  • 14.128 descartados
  • 1.824 recuperados

A Secretaria afirma no boletim que, atualmente, 514 pacientes estão internados com a doença no Rio Grande do Norte. Destes, 312 estão na rede pública de saúde e 202 nas unidades privadas. A Secretaria de Saúde revela que os leitos de UTI estão 88% ocupados na rede pública e 91% nos hospitais particulares.

Com relação aos leitos de internação semi-intensiva, as taxas de ocupação são de 96% nas unidades de saúde públicas e 74,3% nas privadas.

Fonte: G1 RN
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MANIFESTOS PLURIPARTIDÁRIOS SURGEM NAS RUAS LIDERADOS POR TORCIDAS ANTIFASCISTAS

Torcidas antifascistas assumem linha de frente da mobilização contra Bolsonaro e atraem oposição

Apesar das regras contra aglomeração por causa da covid-19, torcedores projetam novos atos de rua com apoio de opositores. Manifestos pluripartidários surgem, mas não tem adesão de Lula

BREILLER PIRES

|DIOGO MAGRI

Grupo de torcedoras antifascismo protesta na avenida Paulista.Grupo de torcedoras antifascismo protesta na avenida Paulista.

Desde o início da quarentena imposta pela pandemia de coronavírus, nenhuma manifestação crítica ao Governo de Jair Bolsonaro havia gerado tanto barulho nas ruas como o ato convocado por torcidas antifascistas na avenida Paulista, neste domingo. Em defesa da democracia, coletivos originários do futebol também realizaram protesto coordenado em pelo menos outras 15 cidades, a exemplo de Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro, onde torcedores dos principais clubes cariocas engrossaram marcha contra o racismo.

A articulação do movimento partiu de grupos identificados com o antifascismo, embora lideranças de torcidas organizadas como Gaviões da Fiel e Torcida Jovem do Santos, que já repudiou a presença de Bolsonaro na Vila Belmiro e se posicionou contra sua candidatura na eleição presidencial, tenham apoiado e participado dos atos. Também endossou os protestos a Associação Nacional das Torcidas Organizadas (Anatorg), que conta com mais de 200 afiliadas e faz questão de frisar que a manifestação “não é de direita ou esquerda”, mas em oposição a movimentos ultraconservadores, supremacistas e fascistas.

“Nosso protesto surgiu de uma organização autônoma de torcedores membros da Gaviões”, conta Danilo Pássaro, 27, líder do movimento corintiano Somos pela Democracia. “Temos uma preocupação em comum com a escalada autoritária no país, a partir de uma onda de agressões contra profissionais da saúde e jornalistas, incentivando a ruptura dos limites da Constituição, legitimada pelo presidente da República. Por isso, mesmo nesse período de pandemia, assumimos o risco e resolvemos travar essa disputa nas ruas para defender a democracia.” Foi acordado entre os grupos participantes que eles não se identificariam com símbolos ou bandeiras, para que a manifestação não fosse associada a torcidas organizadas.

No início de maio, o movimento iniciou a contra-ofensiva às manifestações insufladas por apoiadores bolsonaristas com um ato reunindo cerca de 70 torcedores corintianos na Paulista, no mesmo horário do protesto de ultradireitistas. A repercussão despertou o apoio de torcidas antifascistas dos rivais Palmeiras, São Paulo e Santos e inspirou o surgimento de mais coletivos semelhantes, como a Resistência Alvinegra, que mobilizou cerca de 200 torcedores atleticanos no centro de Belo Horizonte em dois fins de semana consecutivos. Criada há cinco anos, a Resistência Azul Popular (RAP), formada por cruzeirenses, avalia aderir ao movimento nacional, mas ainda discute um plano de ação sobre como se manifestar em segurança durante a vigência das medidas de isolamento social e evitar embates com grupos de extrema direita.

Tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, houve registros de confusões entre torcedores antifascistas e bolsonaristas, seguidas de repressão policial. Na avenida Paulista, a tensão se estabeleceu quando o protesto das torcidas já havia acabado, após alguns manifestantes ultraconservadores exibirem símbolos suspeitos de apologia ao nazismo como forma de provocação. A Polícia Militar de São Paulo encaminhou imagens ao Ministério Público para investigar os responsáveis pelo início do tumulto, além de determinar se as bandeiras expostas pelo grupo que apoia Bolsonaro são, de fato, relacionadas a movimentos neonazistas.

Partidos de esquerda não ficaram indiferentes à mobilização. Enquanto o PT de São Paulo celebrou a marcha puxada pelas torcidas antifascistas, os deputados federais pelo PSOL, Sâmia Bomfim (SP) e Glauber Braga (RJ), participaram dos atos na Paulista. “Ao usar a realidade da pandemia para avançar com seu projeto autoritário, Bolsonaro coloca o Brasil no limite. O ato das torcidas organizadas em São Paulo foi resultado disso: o povo não aguenta mais”, disse a parlamentar psolista, que ainda criticou a ação da polícia na dispersão do protesto. “A PM agiu de forma brutalmente repressiva contra as torcidas organizadas e acariciou os fascistas, como os vídeos podem demonstrar.” Em imagens captadas por manifestantes, uma mulher bolsonarista que carregava um taco de beisebol e provocou torcedores é escoltada por um policial.

Em trincheira oposta, políticos alinhados a Bolsonaro subiram o tom contra as manifestações das torcidas. Nesta segunda-feira, o filho do presidente e deputado federal, Eduardo Bolsonaro, protocolou ação na Procuradoria-Geral da República contra Sâmia Bomfim e Glauber Braga, insinuando envolvimento dos parlamentares em supostos “atos criminosos com grupo Antifa”. Assim como Donald Trump, que enfrenta protestos de movimentos antirracistas nos Estados Unidos, a família Bolsonaro sugere classificar coletivos antifascistas como organizações terroristas. Em 2015, o líder do PSL no Senado, Major Olímpio, hoje rompido com o bolsonarismo, propôs acabar com as torcidas organizadas, por considerá-las grupos criminosos em projeto de lei que tramita no Congresso. “Aqui eles [antifas] se fantasiam de torcida organizada, mas todos sabemos que querem é desordem, baderna e confronto com manifestações pacíficas”, escreveu Eduardo Bolsonaro.

No Rio, o deputado federal Daniel Silveira (PSL), que acompanhou manifestação pró-Bolsonaro na praia de Copacabana, gravou um vídeo pregando repressão violenta a movimentos antifascistas de torcedores. “Vocês [antifas] vão pegar um ‘polícia’ zangado no meio da multidão, levar um [tiro] no meio da caixa do peito e chamar a gente de truculento. Eu estou torcendo pra isso. Quem sabe não seja eu o sortudo. Não adianta nem falar que foi homicídio. Vai ser legítima defesa”, ameaçou o deputado, que, ao longo do protesto, filmou a conversa com um policial que prometeu queimar a faixa de torcedores do Flamengo estampada com os dizeres “Democracia Rubro-Negra”. A PM do Rio de Janeiro informou em nota que a atitude do agente “não reflete a postura da corporação, que se mantém imparcial, sempre zelando pela democracia”.

A oposição a Bolsonaro não é consenso nas torcidas organizadas e gerou desconforto entre membros que preferem evitar a associação a movimentos antifascistas. Uma das maiores organizadas do São Paulo, a Dragões da Real afirmou que, embora se considere uma organização antifa, não pretende orientar seus sócios a seguirem uma orientação política específica. “O que nos une é o São Paulo Futebol Clube. Fora disso, cada um que escolha seu caminho. Não se pratica democracia com ato antidemocrático.” A Torcida Jovem do Flamengo adota a mesma linha, informando que “não irá impor nem incentivar nenhum de seus integrantes que se manifestem contra ou a favor de qualquer espectro ou vertente política”, por se posicionar como uma instituição apartidária.

Se as organizadas preferem se descolar dos protestos, as torcidas antifascistas planejam aumentar a frequência e a magnitude dos atos com a adesão de movimentos sociais e partidários que se opõem ao Governo Bolsonaro. Neste fim de semana, um manifesto em prol da democracia, que já foi firmado pelos ex-jogadores Casagrande, Raí e Tostão, ultrapassou a marca de 200.000 assinaturas. Para o próximo domingo, cidades como Manaus e Rio articulam manifestações similares à da Paulista.

“Nossa pauta é ampla, não tem viés político-partidário”, diz Danilo Pássaro. “A maior parte do povo brasileiro é favorável à democracia. Convocamos todos os cidadãos democratas para que se juntem a essa luta.” A articulação nacional das Torcidas Antifascistas Unidas ressalta que orienta manifestantes a usar máscaras, luvas e óculos de proteção contra o coronavírus, além de recomendar a torcedores que convivem com pessoas do grupo de risco a participar dos protestos políticos apenas pelas redes sociais.

Nesta segunda, houve uma manifestação em Curitiba que derivou mais uma vez em repressão policial e quebra-quebra, em uma mostra de que a chama dos protestos antifascistas e anti-Bolsonaro, misturados aos atos antirracistas na esteira do movimento nos EUA, devem seguir. Gabriel Fidgan, organizador do protesto na capital do Paraná, afirma que o ato antirracista terminava sem incidentes quando, na “dispersão de alguns poucos, houve vandalismo contra o patrimônio público”, o que “representa a presença organizada de infiltrados que desejam a criminalização do movimento”. Fidgan também criticou o excesso de uso da força pela polícia.

Fonte: El País

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GOVERNO PROPÕE PACTO PELA VIDA COM MUNICÍPIOS DA GRANDE NATAL PARA ENDURECER ISOLAMENTO

Em união com municípios, Governo propõe pacto pela vida para endurecer isolamento

02 jun 2020

Em união com municípios, Governo propõe pacto pela vida para endurecer isolamento

A governadora Fátima Bezerra propôs um pacto pela vida aos prefeitos da 7ª região de saúde formada pelos municípios de Natal, Extremoz, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Parnamirim para que seja possível superar a pandemia. A proposição foi feita por videoconferência, na tarde desta segunda-feira (1º) quando a chefe do Executivo estadual se reuniu com autoridades municipais e de saúde, apelando pelo envolvimento dos municípios no cumprimento e fiscalização das medidas, de forma que o Decreto estadual em vigor possa, de fato, ser posto em prática no cotidiano da população do Rio Grande do Norte.

Para tanto, foi criada uma comissão entre o Governo Estadual e os municípios para definir ações concretas, tais como as blitzen que já vêm acontecendo, rondas nos bairros e comércios, proibição de circulação em áreas públicas, fechamento de acesso às praias e controle de trânsito. Foi proposta, ainda, uma ação integrada das forças de segurança do Estado e municípios e dos Procons, de forma a intensificar a fiscalização do cumprimento das medidas.

“Estamos destacando como é importante a participação municipal nessa hora. O Governo segue abrindo leitos nos hospitais, cedendo equipamentos, convocando profissionais, mas se as pessoas não ficarem em casa, esta batalha se tornará cada vez mais difícil. Por isso o engajamento das prefeituras nessa luta é decisiva, assim como a integração dos órgãos de fiscalização, sob pena de não termos eficácia. Só assim vamos conseguir vencer a pandemia, contando com o apoio também da sociedade”, disse a governadora.

Marise Reis, membro do comitê científico montado na Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) para o enfrentamento da covid-19, observou que apenas o primeiro decreto estadual foi plenamente cumprido e que a consequência do não cumprimento dos demais, com a queda do isolamento social, foi o aumento do número de óbitos. “Cumprir o decreto é a nossa última saída”, enfatizou a especialista.

Presentes à reunião, os representantes do Comitê de Especialistas, Caroline Maciel, do Ministério Público Federal, e Eudo Leite, Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público Estadual, reafirmaram a importância dessas medidas para o resgate do distanciamento social adequado e o impedimento de aglomerações. “É urgente e necessário o cumprimento das medidas de isolamento e o papel das prefeituras é imprescindível para que isso aconteça, através da fiscalização”, reforçou Eudo Leite.

Ao participarem da videoconferência, os prefeitos Rosano Taveira (Parnamirim), Fernando Cunha (Macaíba), Joaz Oliveira (Extremoz) e Paulo Emídio (São Gonçalo do Amarante) declararam que notaram o aumento de pessoas nas ruas de suas cidades e foram enfáticos ao assumirem que endurecerão medidas de isolamento.

Na próxima sexta-feira (05), finda o prazo do atual decreto estadual em vigor e as medidas acertadas na videoconferência se tornam necessárias devido ao crescimento constante no número de óbitos registrados, associado ao baixo índice de isolamento social cumprido pela população potiguar – que no último fim de semana foi de apenas 42%, quando o ideal é de 70%.

Fonte: Política em Foco
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TJRN EMITE NOTA REPUDIANDO OS ÚLTIMOS FATOS POLÍTICOS E ENALTECENDO A INDEPENDÊNCIA DO JUDICIÁRIO

TJRN emite nota contra afrontas à independência do Poder Judiciário

Órgão reitera que ‘acredita no avanço das instituições democráticas e no respeito mútuo entre os poderes’

Por Redação – Publicado em 01/06/2020 às 19:29

TJRN publicou nota nesta segunda-feira (1º)

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte publicou nesta segunda-feira (1º) uma nota de repúdio aos últimos acontecimentos políticos. O órgão “manifesta sua veemente repulsa a qualquer declaração ou conduta que venha a afrontar a autonomia e independência do Poder Judiciário e se direcione a desvirtuar a democracia”.Ainda por meio da nota, o TJRN afirmou que “o respeito e a harmonia entre os poderes republicanos constitui sólido fundamento do Estado Democrático de Direito. A independência judicial fortalece a democracia”.

Por fim, o órgão reitera que “acredita no avanço das instituições democráticas, no respeito mútuo entre os poderes republicanos e por isso repudia qualquer sinalização de retrocesso que objetive atingir o Poder Judiciário ou seus membros, em evidente desrespeito ao regime democrático”.

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EDITORIAL: CELSO DE MELLO PERDEU UMA EXCELENTE OPORTUNIDADE DE FICAR CALADO

No nosso EDITORIAL desta terça-feira vamos analisar o conteúdo do tweeter do ministro Celso de Mello sobre ditadura apoiada por Bolsonaristas que pegou muito mal na audiência pública brasileira e merece explicações do ministro, que perdeu uma excelente oportunidade de ficar calado prática mais condizente com a postura de um Ministro do STF. Assista ao meu comentário e leia o artigo a seguir para formar o seu juízo de valor!

“Respeite o Presidente Bolsonaro e tenha mais amor à nossa Pátria”, diz ministro Luiz Ramos em resposta a Celso de Mello que comparou Brasil à Alemanha de Hitler

Tiago Netto

Publicado em 01.06.2020

Por  

 

Alan Santos | PR

 

O ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, criticou nesta segunda-feira (1º) o comentário do decano do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, que, no fim de semana, afirmou a outros ministros da Corte em uma mensagem no WhatsApp que o país corre risco de sofrer o que ocorreu na Alemanha nazista.

“Comparar o nosso amado Brasil à “Alemanha de Hitler” nazista é algo, no mínimo, inoportuno e infeliz . A Democracia Brasileira não merece isso. Por favor, respeite o Presidente Bolsonaro e tenha mais amor à nossa Pátria!”, escreveu Ramos no Twitter.

Ministro Luiz Ramos

@MinLuizRamos

Comparar o nosso amado Brasil à “Alemanha de Hitler” nazista é algo, no mínimo, inoportuno e infeliz . A Democracia Brasileira não merece isso. Por favor, respeite o Presidente Bolsonaro e tenha mais amor à nossa Pátria!🇧🇷

A mensagem de Celso de Mello veio a público no final de semana e fala em ditadura apoiada por bolsonaristas:

GUARDADAS as devidas proporções, O “OVO DA SERPENTE”, à semelhança do que ocorreu na República de Weimar (1919-1933) , PARECE estar prestes a eclodir NO BRASIL! É PRECISO RESISTIR À DESTRUIÇÃO DA ORDEM DEMOCRÁTICA, PARA EVITAR O QUE OCORREU NA REPÚBLICA DE WEIMAR QUANDO HITLER, após eleito por voto popular e posteriormente nomeado pelo Presidente Paul von Hindenburg , em 30/01/1933 , COMO CHANCELER (Primeiro Ministro) DA ALEMANHA (“REICHSKANZLER”), NÃO HESITOU EM ROMPER E EM NULIFICAR A PROGRESSISTA , DEMOCRÁTICA E INOVADORA CONSTITUIÇÃO DE WEIMAR, de 11/08/1919 , impondo ao País um sistema totalitário de poder viabilizado pela edição, em março de 1933 , da LEI (nazista) DE CONCESSÃO DE PLENOS PODERES (ou LEI HABILITANTE) que lhe permitiu legislar SEM a intervenção do Parlamento germânico!!!! “INTERVENÇÃO MILITAR”, como pretendida por bolsonaristas e outras lideranças autocráticas que desprezam a liberdade e odeiam a democracia, NADA MAIS SIGNIFICA, na NOVILÍNGUA bolsonarista, SENÃO A INSTAURAÇÃO , no Brasil, DE UMA DESPREZÍVEL E ABJETA DITADURA MILITAR !!!!”.

O decano do STF, em nota emitida pelo seu gabinete, disse que a mensagem é uma visão pessoal e que não representa um pensamento da Suprema Corte.

Colunista do Conexão Política. Brasileiro com muito orgulho e apaixonado por esta nação. Cristão.

Fonte: Conexão Política

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