OPINIÃO: O POVO NÃO TEM QUE SAIR EM DEFESA DE BOLSONARO E SIM DA CONSTITUIÇÃO E DE SI PRÓPRIO

OPINIÃO: O POVO NÃO TEM QUE SAIR EM DEFESA DE BOLSONARO E SIM DA CONSTITUIÇÃO E DE SI PRÓPRIO
Bolsonaro anda de moto e visita deputada Bia Kicis em Brasília

Caro(a) leitor(a),

O que estamos assistindo de camarote no cenário da política brasileira é algo único, inusitado e muito estranho. Aqui podemos usar o termo popular “faca de dois gumes”. Haja vista as arbitrariedades do STF à margem da Constituição, se faz necessário uma ação firme da parte do titular do poder neste país: o Povo, como já foi dito por mim  na coluna PONTO DE VISTA. E o Povo começa a fazer a sua parte, indo às ruas como o fez no domingo passado, feriado nacional pelo dia do trabalho. O presidente Jair Bolsonaro na sua sede insaciável de poder se aproveita dessas ocasiões para protagonizar episódios como o deste domingo com os motociclistas. O Povo precisa e deve, mais do que nunca voltar às ruas, diante da situação esdruxula, bizarra e surreal pela qual estamos passando. Mas não para defender Bolsonaro de coisa nenhuma. Ele é maior de idade, raposa velha na política, conhece a Constituição de cabo a rabo, está muito bem assessorado e se vier a se dar mal é única e exclusivamente por sua decisão e culpa. Se tem algo ou alguém que precisa de defesa nesse momento é a nossa débil e frágil Constituição e em consequência o próprio Povo brasileiro. Por isso, não podemos confundir as coisas. É hora de muita responsabilidade, pois um erro pode levar o nosso país para o caos absoluto e isso está por um fio para acontecer. Neste momento sejamos patriotas e vamos compartilhar essa mensagem com força!

Motociclistas se unem a Bolsonaro em homenagem ao Dia das Mães

Este é o 2° ato consecutivo em apoio ao presidente neste mês de maio.

Publicado em 09.05.2021

Marcos Corrêa | PR

O presidente Jair Bolsonaro realizou um passeio de moto de aproximadamente 1 hora em homenagem ao Dia das Mães na manhã deste domingo (9) passando pelas ruas de Brasília.

Ele foi acompanhado por centenas de motociclistas, inclusive o deputado Hélio Lopes (PSL-RJ), que postou em suas redes sociais o trajeto percorrido pelo presidente e pelos demais motociclistas.

O passeio foi anunciado por Bolsonaro durante sua live de quinta-feira (6). Na ocasião, o presidente falou que esperava cerca que 1 mil motociclistas o acompanhassem no passeio em homenagem ao Dia das Mães.

Neste domingo, ele postou sobre o passeio em suas contas no Facebook e no Twitter.

“Esse passeio hoje aqui, com toda certeza, havendo convite, iremos para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. É uma demonstração não política, uma demonstração de amor à Pátria, demonstração de todos aqueles que querem paz, tranquilidade, e liberdade acima de tudo. Pode ter certeza, nosso exército são vocês, o que vocês determinarem, nós faremos”, afirmou o mandatário.

Jornalista, professor e comentarista político. Cobre os bastidores de Brasília no Conexão Política.

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OPINIÃO: A ÚNICA SAÍDA PARA O POVO BRASILEIRO SÃO AS GRANDES MANIFESTAÇÕES

Caro(a) leitor(a),

A situação política deste grande país chegou num check mate, onde o povo brasileiro vai ter de escolher entre ficar em casa obedecendo aos seus governantes estaduais e municipais fazendo o lockdown da burrice ou ir para as ruas empunhar a bandeira verde e amarela do nosso Brasil em nome da manutenção e sobrevivência da nossa jovem e incipiente democracia. Ir para as ruas significa aglomerar, aglomerar significa correr o risco de se infectar com Covid-19, se infectar com a Covid-19 significa correr o risco de morrer. Mas se formos às ruas cumprindo protocolos como usar máscara, portando álcool em gel e tentando manter o distanciamento de pelo menos 1,5 metros, diminuiremos substancialmente esse risco. Ao passo que, se ficarmos em casa, calados, sem tomar nenhuma atitude estaremos apenas esperando a morte chegar e ela virá através do desemprego, da pobreza, da fome e do caos. Ir às ruas requer um risco calculado e cuja chance de morte está abaixo de 1¢ de probabilidade. Ficar em casa será a morte certa da nossa democracia e o iminente caminho para virarmos uma Venezuela, pois o nosso país está desgovernado, já a procuração que passamos para os nossos representantes foi rasgada juntamente com a nossa Constituição, por todos os poderes constituídos. Estamos em guerra e em tempos de guerra o que menos importa é a vida individual de cada cidadão, mas a defesa da integridade e da soberania da nação. Isso é algo pelo qual justifica darmos a vida se assim for necessário. Então só nos resta assumir as rédeas da situação na condição de legítimos detentores do poder. Portanto, vamos às ruas, não em apoio a Bolsonaro, mas a Democracia e vamos mostrar quem realmente manda nesse país e que isso aqui não é uma republiqueta de bananas!

Manifestação em defesa de Bolsonaro tem grande adesão na Avenida Paulista: ‘Eu autorizo’, gritava a multidão

Maior concentração foi registrada entre as ruas Pamplona e Itapeva.

Publicado em 02.05.2021

Reprodução | Douglas Garcia

Em São Paulo, manifestantes foram às ruas neste sábado (1°), Dia do Trabalhador, em um ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com pedido de acionamento do Artigo 142 da Constituição, na Avenida Paulista.

A concentração teve início por volta das 9h, nas proximidades da sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Com forte adesão desde cedo, um trio elétrico foi posicionado com uma faixa gigante exigindo a reabertura econômica em todo o estado durante a pandemia da Covid-19.

Utilizando máscaras e trajes nas cores verde e amarelo, apoiadores do presidente registraram maior volume nas ruas Pamplona e Itapeva, em ambos os sentidos da Paulista.

Com bandeiras do Brasil e diversas faixas e cartazes, a multidão gritava: ‘Eu autorizo, presidente’, em referência à recente fala do chefe do Executivo sobre aguardar um sinal da população para intervir com maior vigor contra medidas autoritárias de Estados e Municípios.

Várias figuras políticas discursaram no veículo, entre elas Carla Zambelli (PSL), Douglas Garcia (PTB) e Roberto Jefferson (PTB).

Ao todo, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os manifestantes ocuparam 4 quarteirões, da Alameda Campinas até a Alameda Ministro Rocha Azevedo.

Jornalista, professor e comentarista político. Cobre os bastidores de Brasília no Conexão Política.

Fonte: Conexão Política

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INCOERÊNCIA: REGISTROS MOSTRAM QUE ALGUNS INVASORES DO CAPITÓLIO NÃO VOTARAM NA ELEIÇÃO QUE MOTIVOU O PROTESTO

Invasores do Capitólio queriam anular eleição na qual não votaram

 

Por Blake Ellis e Melanie Hicken, da CNN*
02 de fevereiro de 2021 às 05:00
Apoiadores de Trump saem do capitólio após invasão (06.jan.2021)Apoiadores de Trump saem do capitólio após invasão (06.jan.2021) Foto: CNN Brasil

Eles estavam lá para “parar o roubo” e manter o presidente que reverenciavam no cargo. No entanto, os registros mostram que alguns dos rebeldes que invadiram o Capitólio dos Estados Unidos não votaram na eleição que motivou os protestos. Nos país, o voto não é obrigatório.

Um desses arruaceiros é Donovan Crowl, um ex-fuzileiro naval que avançou em direção a uma entrada do Capitólio em trajes paramilitares em 6 de janeiro enquanto a multidão pró-Donald Trump gritava “quem é nosso presidente?” As autoridades federais identificaram posteriormente Crowl, 50 anos, como membro de uma organização que se autodenomina uma milícia em seu estado natal, Ohio, e é afiliada ao grupo extremista Oath Keepers.

Sua mãe disse à CNN que ele havia dito a ela que “eles iriam tomar o governo se eles (…) tentassem tirar a presidência de Trump dele”. A mãe contou que Crowl ficou cada vez mais raivoso durante o governo Obama e que estava ciente de seu apoio ao ex-presidente Donald Trump.

Apesar dessas visões aparentemente pró-Trump, uma autoridade eleitoral do condado em Ohio disse à CNN que ele se registrou como eleitor em 2013, mas “nunca votou nem respondeu a nenhum de nossos avisos de confirmação para manter seu registro”. O ex-fuzileiro naval foi então removido das listas de eleitores no final de 2020 e o estado disse que ele não era mais registrado em Ohio. Um secretário do condado de Illinois, onde Crowl foi registrado no passado, também confirmou que ele não era eleitor ativo em nenhuma seção do estado.

Crowl foi indiciado por um tribunal federal sob a acusação de destruição de propriedade do governo e conspiração por supostamente coordenar o planejamento do ataque com outros invasores. Ele permanece preso depois que um juiz afirmar que a mera “sugestão de liberá-lo para viver numa residência com nove armas de fogo não é válida”. Em uma entrevista à revista “New Yorker” citada pelo governo, Crowl contou que tinha intenções pacíficas e alegou ter protegido a polícia. O advogado de Crowl não quis se pronunciar sobre o histórico de votação de seu cliente.

Donovan CrowlDonovan Crowl foi indiciado por um grande júri federal sob a acusação de destruição de propriedade do governo e conspiração Foto: Mountgomery County Jail/ Reprodução

Muitos envolvidos na insurreição professaram ser motivados pelo patriotismo, declarando falsamente que Trump foi o legítimo vencedor do pleito. No entanto, pelo menos oito das pessoas que agora enfrentam acusações criminais por seu envolvimento nos eventos no dia da insurreição não votaram na eleição presidencial de novembro de 2020, de acordo com uma análise dos registros de votação dos estados onde os manifestantes foram presos, entre os estados que exibem registros públicos. Os manifestantes vieram de estados de todo o país e tinham idades entre 21 e 65 anos.

Para determinar quem votou em novembro, a CNN analisou os registros de votação de mais de 80 dos presos logo após o ataque. A maioria votou nas eleições presidenciais e, embora muitos fossem republicanos registrados, alguns foram registrados como democratas nas jurisdições que forneciam informações sobre o partido (o partido de preferência do eleitor pode ser informado e isso pode constar em seu registro, mas não em quem ele votou). O acesso público aos registros do histórico eleitoral varia de acordo com o estado, e a CNN não conseguiu visualizar os registros de alguns dos acusados.

Entre os que não votaram estavam um homem da Geórgia de 65 anos que, de acordo com documentos do governo, foi encontrado em sua van com uma pistola carregada e munição, e um homem da Louisiana que se gabou publicamente de ter passado quase duas horas dentro Capitólio depois de participar do comício “Parem o roubo” (“Stop the Steal”) de Trump.

Outro caso é de uma mulher de 21 anos de Missouri que, segundo os promotores, compartilhou um vídeo no Snapchat que a mostrou desfilando com um pedaço de uma placa de madeira do escritório da presidente da Câmara, Nancy Pelosi. Há também um homem da Flórida anteriormente condenado por tentativa de homicídio acusado pelo governo de se recusar a deixar o Capitólio – ele não pode votar porque tinha multas judiciais não pagas.

Jessica Stern, professora da Universidade de Boston que passou cerca de 30 anos pesquisando extremistas, afirmou que, embora não tenha falado com os indivíduos envolvidos nos eventos no Capitólio, a partir de suas entrevistas com outros extremistas violentos ela pode concluir que uma série de fatores estiveram em jogo. Os manifestantes podem ter acreditado que o sistema era fraudado, como afirma o movimento “Parem o Roubo” – e nesse caso não haveria sentido em votar. Eles poderiam ser mais atraídos pela encenação, a violência ou a atenção que obteriam em uma manifestação como a do Capitólio do que por alcançarem de fato seu objetivo (no caso, o resultado diferente das eleições).

Para a professora, pode ter acontecido uma combinação dessas razões, que se somaram a sentimentos de raiva e humilhação que frequentemente atraem as pessoas para grupos extremistas e para a violência. Ela disse que quando uma pessoa vota, “precisa acreditar mais na ética de votar do que no que seria uma perda de tempo (…) e ver isso como um imperativo moral. A pessoa tem que acreditar que o sistema funciona para todos, que é para o bem do país”.

Jack Griffith, um jovem de 25 anos do Tennessee, alardeou sua chegada a Washington com uma postagem no Facebook dizendo: “A CAVALARIA ESTÁ CHEGANDO!!!!”, usando a hashtag “#MAGA”, de acordo com documentos do tribunal. Pouco depois de deixar o Capitólio em 6 de janeiro, ele postou uma mensagem de decepção. “Eu odeio ser esse cara, mas a Nova Ordem Mundial nos venceu”, escreveu. “Trump foi nosso maior campeão e ainda não foi o suficiente. Ele fez o melhor que pode. Ele fez tanto, mas é só um homem… Até ajudei a invadir o capitólio hoje, mas só piorou as coisas… Por que, Deus? Por quê? POR QUE VOCÊ NOS ABANDONOU? A menos que… Trump ainda tenha um plano?”

As participações online descrevendo sua participação no cerco ao Capitólio foram mais tarde usadas pelo Departamento de Justiça para construir um processo criminal contra ele. Griffith enfrenta uma série de acusações, incluindo entrada violenta ou conduta desordeira na área do Capitólio.

Os dados eleitorais do Tennessee e do Alabama, onde os registros públicos provam que Griffith viveu, mostraram que ele votou nas eleições de 2016 e 2018, mas não no pleito presidencial de 2020. O defensor público que inicialmente o representava não quis comentar. Outro advogado listado como seu atual representante não respondeu aos pedidos de comentários.

Os registros do tribunal detalham como Gracyn Courtright, estudante veterana da Universidade de Kentucky, postou uma série de imagens no Instagram nas quais aparece marchando com uma grande bandeira dos Estados Unidos e outra com os braços erguidos em triunfo fora do Capitólio, com a legenda “mal posso esperar para contar aos meus netos que estive aqui”. Mais tarde, ela postou uma foto sua com uma camisa à mostra com a legenda: “A infâmia é tão boa quanto a fama. De qualquer forma, fiquei mais conhecida. Beijos”.

Acusada de crimes como entrar intencionalmente em um prédio restrito, entre outros, a estudante também foi identificada em imagens de vigilância arrastando uma placa do Congresso “Somente para membros” (“Members Only”) pelo Capitólio, de acordo com registros do tribunal.

“Não sei o que é traição”, ela escreveu em uma conversa compartilhada com o FBI por um informante, que confrontou a estudante universitária mostrando uma série de mensagens no Instagram. A universitária não está registrada em Kentucky, segundo autoridades eleitorais, e sim em seu estado natal, West Virginia, mas os documentos mostram que ela não votou na eleição de 2020. Seu advogado disse à CNN que Courtright não contestou o fato de ela não ter votado na eleição, mas se recusou a fazer mais comentários.

Uma foto do Instagram postada por Gracyn Courtright Uma foto do Instagram postada por Gracyn Courtright a mostra nos arredores do Capitólio e foi incluída nos registros do tribunal federal Foto: Reprodução

Em uma série de postagens nas redes sociais que compartilhou direto do Capitólio, Edward Jacob Lang, de Nova York, se disse pronto para uma revolução. “1776 começou”, escreveu em um documento citado pelo governo, mostrando-o de pé nos degraus do Capitólio. “Eu fui o líder da Liberdade hoje. Me prendam. Vocês estão do lado errado da história”, dizia outro texto. Depois de deixar o Capitólio, ele continuou a encorajar os seguidores a se juntarem ao “movimento patriota” com ele. “DÊ-ME LIBERDADE OU A MORTE”, postou.

Os promotores federais disseram que o vídeo de 6 de janeiro mostra Lang tentando atacar policiais com um taco de beisebol, vestindo uma máscara de gás e um escudo antimotim. Ele agora enfrenta uma série de acusações federais, incluindo agressão, resistência ou impedimento de certos oficiais ou funcionários, desordem civil e entrada violenta. Uma texto recente no site ProPublica revelou como Lang usou o aplicativo de mensagens online Telegram em uma tentativa de radicalizar os “normies” (os que seguem as normas) e convencê-los a se juntar a grupos de milícias locais, encorajando as pessoas nos dias após o motim do Capitol a estocar armas e se preparar para a guerra.

Embora os registros estaduais mostrem que Lang está registrado como eleitor e tenha participado de algumas eleições anteriores, funcionários do condado e do estado confirmaram à CNN que ele não votou na eleição de novembro. O advogado de Lang disse em um comunicado que, de dentro da prisão, Lang alegou que apresentou uma justificativa de voto à distância, dizendo: “O Senhor Lang sempre se apresentou como um Libertário… Ele não é um apoiador devoto de Trump, mas acredita que aqueles que assumem o cargo não irão defender os direitos da Primeira e da Segunda Emenda dos cidadãos”.

A lei de Nova York exige que os votos à distância sejam postados até o dia da eleição e recebidos na semana seguinte para serem contados. Quando questionado sobre a alegação de Lang de que ele enviou seu voto à distância, o Conselho de Eleições do condado de Sullivan instruiu a CNN a registrar uma solicitação de registros abertos para receber qualquer informação. A solicitação não foi respondida até a publicação desta reportagem.

O advogado de Lang também disse que o homem de 25 anos era um “jovem ingênuo e impressionável” que foi provocado pela retórica de Trump. Ele citou a declaração do senador Mitch McConnell de que “a multidão foi alimentada com mentiras” e disse que esperava que Lang e outros não fossem considerados culpados “devido apenas às suas associações, crenças e presença”.

Um homem que se identificou com o nome do pai de Lang recusou-se a falar com um repórter, dizendo: “Nós odiamos a CNN. Nós somos pró-Trump, adeus”. Em uma declaração para um jornal local, o pai de Lang atribuiu as ações de seu filho no Capitólio a “um problema de abuso de drogas”.

Arie Perliger, professor da Universidade de Massachusetts Lowell especializado em terrorismo doméstico de direita, disse que não ficou surpreso ao saber que alguns dos manifestantes não votaram, principalmente membros de milícias, como o ex-fuzileiro naval Crowl, já que a filiação à milícia costuma estar enraizada na desconfiança do governo. Ainda assim, o professor afirmou que temia que isso pudesse refletir uma erosão crescente da fé no processo democrático norte-americano, que é um “risco no qual precisamos pensar”.

“Quando vemos que grupos ideológicos significativos estão deixando de participar do processo democrático, isso pode significar que estão procurando outras formas de se envolver, que podem ser mais violentas”, declarou Perliger, que supervisiona um banco de dados de extremistas de direita atos de violência nos Estados Unidos. “Devemos nos preocupar com um número crescente de grupos ideológicos reduzindo seu envolvimento na política eleitoral”.

* Curt Devine, Sara Sidner, Anna-Maja Rappard e o Editorial Research da CNN contribuíram nesta reportagem.

(Texto traduzido, clique  aqui   para ler o original em inglês).

Fonte: CNN

 

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: O PROPÓSITO DA EVOLUÇÃO É PERMITIR A CONSCIÊNCIA ALCANÇAR A PERFEIÇÃO NA MANIFESTAÇÃO HUMANA COMO SERES ALTRUÍSTAS

Em a Mente Compassiva, artigo a seguir, na nossa coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL desta quinta-feira você vai mergulhar numa REFLEXÃO que mescla o pensamento de Buda, Mahavira, Malala e Nelson Mandela para falar de não violência, igualdade e o poder que todos temos para brilhar. Por que será que isso não acontece pra todo mundo?

A mente  compassiva

Nelson Mandela disse: “Quem sou eu para ser tão brilhante, talentoso e famoso? Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus. Brincar de ser pequeno não serve ao mundo

Bhupendra Vora*

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O propósito da evolução é permitir à consciência alcançar a perfeição na manifestação humana como seres altruístas, com as qualidades de amor e compaixão, à imagem da divina inteligência que é a fonte de toda a vida. O amor dessa inteligência é visível em toda a sua criação, criada com infinita compaixão. Isso fica evidente nas miríades de espécies de vida com as habilidades especiais que lhes foram fornecidas pela natureza para sua sobrevivência.

Mahavira, o grande instrutor e reformador do Jainismo, declarava que não bastava a não violência como credo. Ele estendia esse princípio à solidariedade e ao auxílio a outros seres vivos, para se viver naturalmente, de acordo com as leis da natureza. A Nova Era exige sensibilidade e compaixão, mantendo em mente a interconexão e interdependência da vida em todos os níveis.

No Nobre Caminho Óctuplo de Buda, o primeiro passo, Reta Visão, é considerado de vital importância. Isso significa a compreensão da unidade da vida e das leis que governam o universo. Buda ensinou que trishna ou desejo, é a causa do sofrimento. Os seres humanos se prendem Ao ciclo de vida e morte por meio de desejos incessantes que causam um imenso sofrimento. A ignorância do propósito da vida mantém as pessoas escravizadas.

A mente humana, condicionada por coisas como raça, religião, classe social, etc., está encurralada num modo preconceituoso  de considerar o A mente compassiva mundo. Para compreender esse condicionamento é necessário sabedoria para descobrir suas causas. Os preconceitos a respeito das pessoas são as causas da divisão que cria conflito e sofrimento. Com a percepção, esse condicionamento pode ser reconhecido e a pessoa pode se libertar dele.

J. Kaalam, ex-presidente da Índia, falando perante o Parlamento Europeu, citou o antigo poeta tâmil Kaniyan Pungudranar: “Eu sou um cidadão do mundo e todos os cidadãos do mundo são meus parentes e amigos. Onde há retidão no coração há beleza no caráter. Onde há beleza no caráter há harmonia no lar. Onde há harmonia no lar há ordem na nação. Onde há ordem na nação há paz no mundo.”

São necessários, portanto, corretos valores e corretas formas de educação que resultem em indivíduos responsáveis e compassivos. Há muita coisa errada numa sociedade baseada apenas em valores materiais. Não deveria haver sensibilidade e compaixão para compartilhar os limitados recursos do mundo com aqueles que são menos afortunados que nós?

A extrema ganância de políticos, patrões e outros, com suas práticas ardilosas é responsável por muita iniquidade no mundo Essa doença é visível nos níveis individual, social e nacional do mundo. Há muito sofrimento no continente africano, que é explorado por seus recursos naturais e vida selvagem. O tráfico de “diamantes de sangue” e outras pedras preciosas abastece as indústrias de armamento que fornecem armas para milícias e tribos inimigas. Essas práticas nefastas são responsáveis por assassinatos, estupros e saques.

Em diversas partes do mundo há extrema crueldade contra cães e outros animais, que são cozidos vivos para deleite de pessoas que apreciam esse tipo de culinária. Radha Burnier escreveu: “Viver  de maneira compassiva no mundo moderno dificilmente parece ser um ideal, já que atrapalha grandes e imediatos lucros de negócios e entra em conflito com a procura de novos prazeres e satisfações.”

Outra causa de conflito é a doutrinação religiosa, que cria sociedades intolerantes. No discurso que fez nas Nações Unidas, a jovem Malala Yousufzai enfatizou a necessidade da educação promover um pensamento liberal e a não violência, citando os exemplo de Buda, Cristo, Maomé, Gandhi e Pashtun Badshah Khan.

Para o mundo mudar, o indivíduo precisa mudar. Uma mente que tenha preocupação compassiva com o bem-estar global deve estar envolvida em ações proativas. Nelson Mandela disse: “Nosso medo  mais profundo não é de sermos inadequados. É de sermos poderosos além da conta. É  luz, e não as trevas que nos assusta.‘ Quem sou eu para ser tão brilhante, talentoso e famoso?’ Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus. Brincar de ser pequeno não serve ao mundo… Nascemos para tornar magnífica a glória de Deus que está dentro de nós.”

Fonte: Revista Sophia • SET/OUT 2020 nº 87

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O AUTORITÁRIO LUKASHENKO DIZ QUE SÓ DEIXARÁ O PODER PELA LEI

 

Lukashenko garante que não deixará presidência de Belarus

Presidente afirma que foi eleito e que só ele pode defender o país. Protestos contra reeleição foram reprimidos violentamente e oposição foi presa

INTERNACIONAL

Da EFE

 

Lukashenko diz que não vai deixar o poder

O presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, deixou voltou a afirmar nesta quinta-feira (10) que não abrirá mão do poder, pois ele, segundo declarou, não foi eleito para abandonar o cargo.

“Deixe-me dizer-lhe como homem, para ser muito claro. Meus críticos costumam dizer: ele (para Lukashenko) não quer deixar o poder. Não foi para isso que as pessoas me escolheram”, disse o mandatário, ao apresentar o novo procurador-geral, Andriy Shved, de acordo com a agência oficial BelTA.

“Não nos é dado o poder para pegá-lo, jogá-lo fora e entregá-lo”, disse Lukashenko, após um mês de intensos protestos da oposição e de cidadãos nas ruas do país exigindo sua renúncia.

O líder autoritário já afirmou esta semana em entrevista à imprensa russa que “só ele” podia agora defender Belarus.

“Farei isso com ou sem vocês. Isso é com vocês, mas vocês não vão me dobrar. Se quiserem ficar ao meu lado e salvar o país, façam, se não quiserem, não traiam”, afirmou o presidente aos promotores presentes na apresentação de Shved.

Lukashenko admitiu que “mais cedo ou mais tarde outros tomarão o poder, mas terá de ser pela lei e não por pressão nas ruas”, insistiu o presidente, no cargo há 26 anos.

Reeleição gerou protestos

O presidente de Belarus, que venceu as eleições presidenciais do mês passado com 80,1% dos votos, segundo a Comissão Eleitoral Central, resultado considerado fraudulento pela oposição e por grande parte da comunidade internacional, sugeriu também a necessidade de uma maior dureza da Procuradoria perante os protestos nas ruas.

As forças de segurança do regime de Lukashenko reprimiram duramente as manifestações pacíficas nas últimas semanas, com milhares de detenções, muitas vezes com uso de violência, e em meio a denúncias de maus-tratos e até tortura.

Além disso, a maioria dos líderes da oposição está exilada ou detida.

 

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MANIFESTAÇÃO NESTA TERÇA FEIRA EM NATAL PEDE VOLTA AS AULAS PRESENCIAIS

Por Ayrton Freire, Inter TV Cabugi

 

Manifestação pede volta às aulas em Natal — Foto: Ayrton Freire/Inter TV CabugiManifestação pede volta às aulas em Natal — Foto: Ayrton Freire/Inter TV Cabugi

Pais, crianças, professores e representantes de escolas particulares de Natal fizeram uma manifestação na manhã desta terça-feira (8) pelo retorno às aulas presenciais durante a pandemia do novo coronavírus.

Os manifestantes colocaram cadeiras e mesas escolares na praça 7 de Setembro, no centro da capital, e usaram cartazes defendendo “direito de escolha” das famílias de mandarem seus filhos ou não para a sala de aula.

Em uma proposta de protocolo entregue ao comitê científico do estado, as instituições defendem um ensino híbrido, com aulas presenciais e à distância. Cada família escolheria se mandaria seu filho ou não para a sala de aula.

Cadeiras e mesas escolares foram colocadas na Praça 7 de Setembro, em Natal, em manifestação que pede volta às aulas — Foto: Ayrton Freire/Inter TV Cabugi

As aulas estão suspensas desde o dia 18 de março, por causa da pandemia do novo coronavírus. O último decreto sobre o assunto prevê manutenção da suspensão até o próximo dia 18. Na última quinta-feira (3), o secretário de Educação, Getúlio Marques, anunciou o dia 5 de outubro como data para retorno das aulas em todas as redes de educação do estado, desde que cumpridos os protocolos. No mesmo dia, a governadora Fátima Bezerra (PT) foi às redes sociais declarar que tratava-se de uma previsão de data.

“As escolas adotaram protocolos rígidos. Agora mais do que nunca nos adequamos, investimos. Os pais necessitam desse serviço até para retornar ao trabalho. Cada vez que essa data se retarda ficamos frustados. As escolas permanecem com ensino on-line. Mas queremos dar escolha para quem quer voltar”, afirmou Amanda Paiva, coordenadora de uma escola com 110 alunos no bairro Tirol.

A manifestação desta terça (8) começou por volta das 9h na praça que fica entre a prefeitura da capital, a Assembleia Legislativa e do Tribunal de Justiça do Estado, no centro da cidade.

Os participantes mantiveram distanciamento entre si e usavam máscaras. A administradora Juliana Pereira disse que foi a pedido da filha Laura, de 9 anos.

“Escola é vida. Nossas crianças estão tendo problemas emocionais em casa. As famílias que não podem levar os filhos não serão obrigados. Quando as autoridades dão uma data gera uma expectativa nas crianças e elas se sentem frustradas”, considera.

Para o professor Paulo Garcez, também há o medo do desemprego. “Estamos impedidos de dar aulas presenciais desde março. Não foi dado a nós nenhuma certeza. Precisamos garantir nossos empregos. Tudo está aberto e tiram o direito das crianças. Cada vez mais os desempregos vão aumentando. A gente fica ansioso”, conta.

Pais de alunos, professores e donos de escolas participaram de manifestação pedindo volta às aulas em Natal — Foto: Ayrton Freire/Inter TV Cabugi

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GRUPO DE 82 BRASILEIROS PEDE VOO HUMANITÁRIO AO GOVERNO PARA DEIXAR O PERU

Grupo de 82 brasileiros pede ajuda ao governo para deixar o Peru

Com dificuldades financeiras causadas pela pandemia, grupo faz protesto diante da embaixada brasileira em Lima, pedindo um voo humanitário

INTERNACIONAL

Gabriel Croquer*, do R7

 

Brasileiros fizeram protesto por voo humanitário em frente à embaixada no PeruBrasileiros fizeram protesto por voo humanitário em frente à embaixada no Peru

Com dificuldades financeiras causadas pela pandemia do novo coronavírus, um grupo de pelo menos 82 brasileiros que moram no Peru tenta voltar ao Brasil com urgência. As fronteiras do país estão fechadas e a saída de ônibus impossibilitada, razão pela qual os imigrantes pedem por um voo humanitário ao governo brasileiro.

Desde o início da pandemia, o Itamaraty já contribuiu para a repatriação de 1.679 brasileiros por meio de onze voos humanitários. Este grupo, contudo não conseguiu embarcar em uma destas viagens e agora não tem perspectiva de quando poderá retornar.

Nesta segunda-feira (15), uma parte destes brasileiros foi protestar em frente à embaixada do Brasil em Lima, capital do Peru, para pedir por soluções. Duas pessoas foram atendidas presencialmente, mas não houve resposta sobre o próximo voo.

“Eles não têm data de voo, e não puderam dar nenhuma informação”, disse a professora Gabriele Barreto, que estava entre os manifestantes.

Procurado pelo R7, o Itamaraty afirmou que o Ministério de Relações Exteriores continua mobilizado, buscando por soluções para casos de repatriação no Peru, mas também não deu previsão da próxima viagem de resgate.

“O que a gente precisa de verdade agora seria arrumar uma maneira do consulado pegar todas as pessoas que estão em outras cidades para juntar todo mundo em Lima e um voo humanitário, porque, na verdade, aqui, ninguém tem dinheiro para pagar a passagem. Aqui está todo mundo sem dinheiro”, diz a professora Elaine Maria Caliendo Barreto, que vive em Lima.

Articulação para resgate

Além do Itamaraty, os brasileiros têm ajuda de projetos sociais para a repatriação, que estão se articulando com o governo, juntando recursos e planejando a logística do resgate. O Conectados do Terceiro Setor, coletivo de organizações não-governamentais, é que estima a quantidade de 82 brasileiros necessitando de repatriação.

O número, porém, pode ser maior, com a quantidade de imigrantes que está longe da capital do Peru. “As provincías estão muito longe da capital e as pessoas não têm dinheiro para se locomover, estão cobrando muito caro para fazer traslados. E as pessoas não podem fazer isso porque não têm dinheiro e, emocionalmente, estão todos abalados, todos longe da família, do país, com medo”, explicou Vanir Shirley Valim Docema, que mora em Arequipa, no interior do país.

O Peru fechou as fronteiras ainda em março. Atualmente, tem mais de 240 mil infectados pela covid-19, com 7.257 mortes registradas até esta quarta-feira (17). Em número de casos, o país só perde para o Brasil na América Latina.

Fonte: R7

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POLÍTICA: BOLSONARO DEFENDE SUPREMO E CONGRESSO UM DIA APÓS DISCURSAR EM ATO QUE PEDIA INTERVENÇÃO MILITAR

Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília

Um dia após discursar em ato que pedia intervenção militar, o presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta segunda-feira (20) o Supremo e o Congresso “abertos e transparentes”.

Bolsonaro deu a declaração na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada. Ele parou para falar com jornalistas sobre temas como a crise do coronavírus e sobre a participação no ato deste domingo.

Nesse momento, um dos apoiadores do presidente, que acompanham a saída dele do palácio todas as manhãs, gritou uma frase a favor do fechamento do Supremo. Bolsonaro advertiu o apoiador:

“Sem essa conversa de fechar. Aqui não tem que fechar nada, dá licença aí. Aqui é democracia, aqui é respeito à Constituição brasileira. E aqui é minha casa, é a tua casa. Então, peço por favor que não se fale isso aqui. Supremo aberto, transparente. Congresso aberto, transparente”, afirmou Bolsonaro

O presidente afirmou ainda que a pauta do ato do domingo era a volta ao trabalho e a ida do povo para a rua. Bolsonaro defende o relaxamento das medidas de isolamento social contra o coronavírus.

“O povo na rua, dia do Exército, volta ao trabalho. É isso”, disse.

Para Bolsonaro, os cartazes no ato com dizeres contra a democracia, o Congresso e o Supremo eram de autoria de “infiltrados”.

“Em todo e qualquer movimento tem infiltrado, tem gente que tem a sua liberdade de expressão. Respeite a liberdade de expressão. Pegue o meu discurso, dá dois minutos, não falei nada contra qualquer outro poder, muito pelo contrário. Queremos voltar ao trabalho, o povo quer isso. Estavam lá saudando o Exército Brasileiro. É isso, mais nada. Fora isso, é invencionice, é tentativa de incendiar uma nação que ainda está dentro da normalidade”, disse o presidente.

No ato do domingo, manifestantes gritavam frases como: “Fora, Maia” (em referência ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); “AI-5”; “Fecha o Congresso”; “Fecha o STF”. Essas são palavras de ordem ilegais, inconstitucionais e contrárias à democracia.

O Ato Institucional número 5 (AI-5) vigorou durante dez anos (de 1968 a 1978), no período da ditadura militar, e foi usado para punir opositores ao regime e cassar parlamentares.

O presidente afirmou também que não esta conspirando contra nenhum poder. “O pessoal geralmente conspira para chegar ao poder. Eu já estou no poder. Eu já sou presidente da República […] Eu estou conspirando contra quem, meu Deus do céu? Falta um pouco de inteligência para aqueles que me acusam de ser ditatorial. O que eu tomei de providência contra a imprensa? Contra a liberdade de expressão?”, questionou.

Em seguida, ainda na fala para os jornalistas, o presidente afirmou que “eu sou realmente a Constituição”.

“Eu inclusive sou contra as prisões administrativas [em razão das regras de isolamento social] que estão acontecendo pelo Brasil. Prendendo mulher de biquíni na praia do Recreio, prendendo em Araraquara a mulher em praça pública sozinha. Prendendo lá na praia de Boa Viagem um aposentado da Aeronáutica. Eu sou realmente a Constituição”, afirmou.

Ato do domingo

Para os manifestantes, no domingo, Bolsonaro disse:

“Nós não queremos negociar nada. Nós queremos é ação pelo Brasil. O que tinha de velho ficou para trás. Nós temos um novo Brasil pela frente. Todos, sem exceção, têm que ser patriotas e acreditar e fazer a sua parte para que nós possamos colocar o Brasil no lugar de destaque que ele merece. Acabou a época da patifaria. É agora o povo no poder.”

Os manifestantes e Bolsonaro, que discursou no meio deles, contrariam as orientações das autoridades sanitárias, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), de que sejam evitadas aglomerações para conter o avanço do coronavírus. Bolsonaro não usava máscaras, e poucos manifestantes usavam.

Coronavírus

Na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro voltou a minimizar as mortes causadas pelo coronavírus. “Aproximadamente 70% da população vai ser infectada , não adianta querer correr disso, é uma verdade. Estão com medo da verdade?”, disse.

Até a manhã desta segunda-feira (20), o Brasil já havia registrado oficialmente 39.144 casos de pessoas infectadas por coronavírus e 2.484 mortes.

Bolsonaro também disse esperar que esta seja a última semana com medidas de isolamento mais restritivas no país.

“Espero que essa seja a última semana dessa quarentena, dessa maneira de combater o vírus, todo mundo em casa. A massa não tem como ficar em casa porque a geladeira está vazia”, completou.

Fonte: G1

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MANIFESTANTES FAZEM CARREATA EM NATAL PEDINDO INTERVENÇÃO MILITAR

Manifestantes fazem carreata em Natal pedindo intervenção militar e reabertura do comércio

Protesto pede o fechamento do Supremo Tribunal Federal, do Congresso Nacional e do Senado Federal.

Apoiadores de Jair Bolsonaro fizeram carreata em Natal — Foto: Luiz Gustavo Ribeiro/Inter TV CabugiApoiadores de Jair Bolsonaro fizeram carreata em Natal — Foto: Luiz Gustavo Ribeiro/Inter TV Cabugi

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se juntaram em carreata entre a Zona Sul e a Zona Leste de Natal neste domingo (19). Os manifestantes querem a reabertura do comércio, que está fechado por lei para conter a pandemia do novo coronavírus.

O Governo do Estado renovou em 9 de abril passado o decreto que restringe o funcionamento de estabelecimentos comerciais no Rio Grande do Norte. De acordo com a determinação estadual, somente os serviços essenciais devem funcionar no período de isolamento, como farmácias e mercados.

Os apoiadores também buzinam contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e pedem o retorno do Ato Institucional Nº5, que vigorou nos tempos antidemocráticos de repressão na ditadura militar do Brasil.

Durante a carreata, que teve início na Praça da Árvore de Natal, em Mirassol, as pessoas pediram ainda a conversão do isolamento social em vertical, quando só o grupo de risco adere à medida. Os carros seguem em direção ao bairro de Petrópolis pela Avenida Hermes da Fonseca. Todas as faixas da via no sentido que leva ao Centro estão fechadas.

Apoiadores de Bolsonaro pedem volta do Ato Institucional 5 em carreata em Natal — Foto: Renato LisboaApoiadores de Bolsonaro pedem volta do Ato Institucional 5 em carreata em Natal — Foto: Renato Lisboa

Fonte: G1

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BOAS NOTÍCIAS: UM GRANDE DRAMA COM FINAL FELIZ

Na coluna BOAS NOTÍCIAS desta sexta-feira temos um drama com incrível final feliz. A história da atriz Duda Riedel que conseguiu finalmente em sua busca por um doador de medula um 100% compatível. Veja a reportagem completa a seguir e assista ao emocionante vídeo de comemoração da paciente. 

Duda conseguiu doador de medula 100% compatível. Vídeo emociona web

Duda agora e durante o tratamento - Fotos: reprodução / Instagram

Duda agora e durante o tratamento – Fotos: reprodução / Instagram

A atriz Duda Riedel finalmente conseguiu um doador de medula 100% compatível. O anúncio foi feito nesta quarta, 30, no “chá de medula” dela.

O vídeo da comemoração, postado no Instagram, é emocionante. Duda pula, grita, chora…(assista abaixo) E ela escreveu no post:

“Disseram sim pra mim. Alguém que nunca me viu, não me conhece e se quer sabe o que tenho enfrentado me disse sim. Alguém de outra parte do mundo resolveu me fazer sonhar novamente. Somos 100% (sim, 10 em 10) compatíveis e ele não deve nem imaginar, mas se tornou minha pessoa preferida do mundo”.

Foi como procurar agulha no palheiro, mas deu certo!

“A sensação? É indescritível. A chance de uma compatibilidade tão alta? 1 em cem mil. Eu nunca deixei de ter fé e meu anjo apareceu”, comemorou a atriz, que agora ganha nova chance de viver.

“Ele me deu a luz. Me deu a oportunidade de renascer. Essa pessoa não me salvou apenas, ela salvou toda minha família. Ela deu a oportunidade dos meus pais me verem crescer, de conhecer os futuros filhos das minhas irmãs, de tomar mais um chá com minha avó, de abraçar meus amigos, de garantir novas conquistas, de voar mais alto, de viver.”

Duda fez vários agradecimentos:

“Obrigada meu gêmeo de medula, um dia vou te abraçar tão forte que não vou mais te largar. Nos encontraremos daqui um tempo. Vou te procurar, olhar no seu olho e dizer: muito obrigada… Obrigada Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) por existir, obrigada Hemoce por terem buscado esse doador no mundo inteiro, obrigada meu Deus, obrigada minha Santinha Dulce”, escreveu.

Ensinou como doar

Além de comemorar, Duda voltou a fazer campanha pela doação de medula e ensinou o que é preciso para doador:

“E se você pudesse salvar a vida de alguém, você salvaria? Você diria sim pra alguém que você nunca viu? Que você ao menos conhece?”

Para se tornar um doador de medula óssea é necessário:
– Ter entre 18 e 55 anos de idade
– Estar em bom estado de saúde
– Não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue
– Não apresentar história de doença neoplásica (câncer), hematológica ou autoimune
O cadastro pode ser feito no hemocentro da sua cidade e é necessário apenas documento de identidade, fazer um cadastro pessoal e coletar 5ml de sangue!

História

A atriz, jornalista e escritora Duda Riedel tem 24 anos, é de Fortaleza e foi diagnosticada com leucemia.

Ela descobriu a doença em maio deste ano e deu início ao tratamento imediato.

“Dia 3 de maio de 2019 eu descobri que estou com leucemia. 24 anos, sonhos por todo lado, uma vida saudável, amigos incríveis, um cara maneiro comigo, família estruturada, prestes a viver a melhor fase da minha vida e me deparo com isso. Gritei, chorei, me revoltei, perguntei o que isso queria me ensinar, o porquê de ser comigo… por fim, aceitei”, contou a jovem na época aos seus seguidores.

Com o tratamento, ela perdeu os cabelos e de dentro do hospital passou a se comunicar com os fãs pelo Instagram com mensagens de otimismo, positivismo e esperança.

Hoje Duda tem mais de 580 mil seguidores e uma história linda de vida, garra, de esperança e de sucesso pra contar.

Parabéns Duda!  Pulamos junto com você com esse vídeo do doador 100% compatível. É notícia boa sim!

Viva a solidariedade! Viva a empatia! Viva a doação!

Assista ao vídeo da comemoração que ela postou no Instagram:

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa

Fonte: Só Notícia Boa

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OPINIÃO: O PORTEIRO MENTIROSO E O AI-5 DE EDUARDO BOLSONARO, POR ALEXANDRE GARCIA

Na coluna OPINIÃO desta sexta-feira temos o comentário de Alexandre Garcia sobre os fatos ocorridos no dia de ontem como o depoimento do porteiro do condomínio de Bolsonaro e a infeliz declaração de Eduardo Bolsonaro, em entrevista com Leda Nagle, sobre o novo AI-5. Assista ao vídeo e tire suas conclusões!

Fonte:

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