G7 AUMENTA PRESSÃO SOBRE A RÚSSIA POR CAUSA DA GUERRA UCRÂNIA

G7 vai aumentar sanções contra a Rússia e aplicará teto de preço ao petróleo do país

Maiores economias do mundo pretendem aumentar a pressão sobre o governo russo devido à guerra na Ucrânia

Líderes do G7 se reúnem com o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, por chamada de vídeo

BENOIT TESSIER/REUTERS – 27.06.2022

O grupo das sete maiores economias do mundo se comprometerá, nesta terça-feira (28), com um novo pacote de ações coordenadas destinadas a aumentar a pressão sobre a Rússia por causa da guerra na Ucrânia e finalizará os planos para um teto de preço para o petróleo russo, disse uma autoridade de alto escalão dos Estados Unidos nesta segunda-feira (27).

O anúncio ocorre no momento em que a Casa Branca afirma que a Rússia deu calote em seus títulos soberanos estrangeiros pela primeira vez em décadas — uma afirmação que Moscou rejeitou — e depois de conversa virtual do presidente ucraniano Volodmir Zelenski com líderes do G7, reunidos em um resort alpino no sul da Alemanha.

Zelenski pediu aos líderes do G7 uma ampla gama de apoio militar, econômico e diplomático, de acordo com uma autoridade europeia.

As nações do G7, que geram quase metade da produção econômica do mundo, querem aumentar a pressão sobre a Rússia sem alimentar a inflação, já em alta, que está causando tensões internas e devastando vários países.

O teto de preço pode atingir as reservas de guerra do presidente russo Vladimir Putin ao mesmo tempo que reduz o valor da energia.

“Os objetivos duplos dos líderes do G7 têm sido mirar diretamente as receitas de Putin, principalmente por meio da energia, mas também minimizar os reflexos e o impacto nas economias de seus países e no restante do mundo”, disse a autoridade dos EUA à margem da cúpula anual do G7.

Os líderes do G7 também estabelecerão um “compromisso de segurança sem precedentes e de longo prazo para fornecer à Ucrânia apoio financeiro, humanitário, militar e diplomático pelo tempo que for necessário”, o que inclui o fornecimento oportuno de armas modernas, disse a Casa Branca em uma nota.

As sanções ocidentais atingiram duramente a economia da Rússia, e as novas medidas visam privar ainda mais o Kremlin das receitas do petróleo. Os países do G7 trabalharão com outros —como a Índia — para limitar as receitas que Putin pode continuar gerando, afirmou a autoridade dos EUA.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, é um dos cinco líderes de nações convidadas que se juntam ao G7 para conversas sobre mudanças climáticas, energia, saúde, segurança alimentar e igualdade de gênero no segundo dia da cúpula.

“É um mecanismo que pode beneficiar mais países terceiros do que a Europa”, disse uma autoridade da UE. “Esses países estão fazendo perguntas sobre a viabilidade, mas em princípio pagar menos pela energia é um tema muito popular.”

Os líderes do G7 encarregarão seus governos de trabalhar intensamente em medidas para implementar o teto de preço russo, atuando com países de todo o mundo e partes interessadas, inclusive o setor privado, segundo a autoridade dos EUA.

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DEVASTADORA GUERRA NA UCRÂNIA OCUPOU LUGAR CENTRAL NA INAUGURAÇÃO DA ASSEMBLEIA ANUAL DA OMS

Guerra na Ucrânia é tema central da abertura da reunião anual da OMS

Entidade acredita que onde há guerra também há doença e que paz é indispensável para a saúde

Tedros Adhanon, diretor-geral da OMS, em discurso na inauguração da assembleia anual

JEAN-GUY PYTHON/AFP/AFP – 22.05.2022

A “devastadora” guerra na Ucrânia ocupou um lugar central na inauguração da assembleia anual da Organização Mundial da Saúde (OMS) neste domingo (22) e ameaça ofuscar os esforços feitos em outras crises, assim como uma reforma para prevenir futuras pandemias.

“Onde há guerra, também há fome e doenças”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante seu discurso de abertura na 75ª Assembleia Mundial da Saúde.

“A paz é indispensável para a saúde”, frisou.

Essa assembleia deve decidir se renovará o mandato de Tedros por outros cinco anos, após uma primeira gestão marcada pela pandemia da Covid-19.

Pouco antes, o presidente francês, Emmanuel Macron, pediu aos 194 Estados-membros da organização que apoiem a resolução que será apresentada na terça-feira (24) pela Ucrânia. O texto condena duramente a invasão russa, em especial seus mais de 200 ataques ao sistema de saúde, incluindo hospitais e ambulâncias.

O conflito na Ucrânia não é, porém, a única emergência sanitária a ser discutida ao longo da semana.

“Esta reunião é uma oportunidade histórica para fortalecer a arquitetura universal de segurança e saúde”, disse à assembleia o presidente da República Dominicana, Luis Abinader Corona.

As negociações abordarão, por exemplo, como fortalecer as respostas a futuras pandemias por meio de um instrumento legal, como um tratado.

Entre as principais reformas em pauta, está a do orçamento da OMS. Os países devem dar sinal verde para um acordo para que a organização tenha um financiamento mais seguro e flexível.

O orçamento semestral da OMS para 2020-21 foi de US$ 5,8 bilhões, mas apenas 16% desse valor é procedente das cotas ordinárias de seus membros. A ideia é aumentar essas cotas, gradualmente, de modo a chegar a até 50%.

A assembleia termina no próximo sábado (28). Trata-se da primeira a ser realizada de forma presencial desde a eclosão da pandemia de Covid-19 no fim de 2019.

Fonte: R7

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ONU DEMONSTRA TER AÇÕES LIMITADAS DIANTE DA POSSIBILIDADE DE UMA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL

Por que a ONU está paralisada em relação à guerra na Ucrânia?

Professor de relações internacionais aponta que a estrutura do Conselho de Segurança limita as ações pela manutenção da paz

INTERNACIONAL

Letícia Sepúlveda, do R7

ONU demonstra ter pouco efetividade para garantir a paz no mundo diante da guerra na Ucrânia

JOHN ANGELILLO/REUTRES – 20.09.2021

A guerra na Ucrânia envolve diretamente a Rússia e indiretamente os EUA, ou seja, duas potências militares em lados opostos. Nesse cenário, esperava-se que a ONU (Organização das Nações Unidas) tivesse um papel fundamental para a manutenção da paz, seu principal objetivo desde sua criação após a Segunda Guerra Mundial.

No momento em que o mundo teme a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial, a organização demonstra ter ações limitadas diante dessa situação. Isso acontece, principalmente, por causa da sua estrutura, na qual os membros permanentes do Conselho de Segurança (Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China) têm poder de veto nas decisões e usam isso para se proteger de possíveis consequências de suas políticas externas.

“O Conselho de Segurança é o órgão em que se debate o uso das forças da ONU (Forças de Paz conhecidas como capacetes azuis) e seu formato impede que os países que possuem poder de veto sejam atingidos pelas deliberações, o que é o caso da Rússia agora”, explica o professor João Carlos Jarochinsk, do departamento de Relações Internacionais da UFRR (Universidade Federal de Roraima)

Desde o início da guerra, em 24 de fevereiro, a organização apenas condenou a invasão russa e suspendeu Moscou do Conselho de Direitos Humanos. Porém, não teve nenhuma outra ação relevante que contribuísse para um cessar-fogo entre Moscou e Kiev.

Para além da força militar, o especialista destaca o papel humanitário da organização que se mostra importante e efetivo em muitos momentos, como agora no Leste Europeu.

“A ONU é responsável por uma atuação de forma muito rápida e eficiente na questão dos refugiados ucranianos, além de toda a mobilização para estruturas de recepção, abrigos e campos de refugiados.”

Reformulação

Como a ONU se encontra limitada para atuar no campo da paz em meio à devastação que a guerra provocou em muitas cidades ucranianas, surge o debate sobre se é o momento para uma reformulação.

A organização também enfrenta o entrave da busca por soberania por parte de muitos países, com líderes que visam o fortalecimento nacional e que têm apoio da população. Para Jarochinsk, a conjuntura política é desfavorável para que, neste momento, ocorra uma reforma na instituição e ressalta uma possível “tendência de piora”.

“Devemos avaliar quais são as possibilidades de mudança. Pode ser que não consigamos conquistar os objetivos propostos e que se desestruture um sistema que mal ou bem tem funcionado há mais de 75 anos.”

Ainda existe a questão do financiamento da ONU, que vem de seus países membros, desta forma, a organização depende dessas contribuições para sua atuação pelo mundo. Por esse motivo, o especialista acredita que esse é um ponto sensível e o principal problema a ser enfrentado.

“É preciso pensar no fortalecimento do Tribunal Penal Internacional (TPI), que responsabiliza as pessoas que são responsáveis por muitas atrocidades. Apesar de alguns avanços, o tribunal está muito longe do que seria o ideal.”

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MINISTROS DA UNIÃO EUROPEIA DISCUTEM UMA RESPOSTA À RÚSSIA COMO PARTE DE NOVO PACOTE DE SANÇÕES PELA GUERRA NA UCRÂNIA

Ministros da União Europeia buscam resposta à ameaça energética da Rússia

Moscou cortou o abastecimento dos países que se negaram a pagar em rublo, apesar de contratos estabelecidos em euro e dólar

A ministra polonesa Anna Moskwa afirmou que foi pedido um embargo sobre o gás russo

JOHN THYS/AFP – 2.5.2022

Os ministros de Energia da União Europeia discutiram nesta segunda-feira (2) uma resposta ao corte do fornecimento de gás russo à Polônia e Bulgária, além de alternativas para reduzir a dependência de hidrocarbonetos da Rússia, como parte de um novo pacote de sanções pela guerra na Ucrânia.

A reunião é a primeira do setor desde que Moscou cortou o abastecimento a estes países que se negaram a pagar em rublos, uma nova exigência russa.

“Pedimos um embargo imediato sobre o petróleo e gás russos. Chegou o momento do petróleo, logo será do gás”, disse a ministra polonesa Anna Moskwa.

No entanto, Moskwa afirma que as reservas de seu país estarão a 100% de sua capacidade “neste inverno” boreal.

“O gás americano começou a chegar através da Lituânia e vamos obter gás da Noruega através da Dinamarca”, afirmou.

Mecanismos de pagamento

A União Europeia alega que os contratos celebrados por empresas europeias são acordados, em regra, em euros ou dólares, por isso a Comissão Europeia considera que o mecanismo de conversão imposto por Moscou justifica a imposição de sanções.

Com base neste entendimento, Polônia e Bulgária pagaram suas compras na moeda prevista em seus contratos com a Gazprom e se negaram a abrir uma segunda conta em rublos. Em retaliação, a companhia de gás russa considerou que não recebeu os pagamentos e suspendeu as entregas.

Nesta reunião, os ministros devem decidir se há algum problema com a abertura de uma segunda conta em rublos e se a Gazprom deve aceitar o pagamento em euros ou dólares, como determinam os contratos, informou uma fonte europeia.

“Nenhuma empresa ou país pretende abrir uma conta em rublos”, disse a comissária europeia de Energia, Kadri Simson.

Reduzir a dependência

“Os ministros também devem acordar um encerramento gradual das compras de petróleo e derivados russos, mas nenhuma decisão é esperada para o final desta reunião”, disse a ministra francesa Barbara Pompili.

Já a ministra espanhola Teresa Ribera destacou que a questão “das sanções não é competência dos ministros de Energia”.

Chefe alemão da mesma pasta, Robert Habeck, destacou que “reduzimos significativamente nossa dependência de petróleo russo e estamos criando as condições necessárias para suportar também um embargo”.

Em 2021, a Rússia forneceu 30% do petróleo e 15% de seus derivados, comprados pela União Europeia.

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EUROJUST ANUNCIOU QUE O TPI INVESTIGARÁ SE HOUVE CRIMES DE GURRA COMETIDOS PELA RÚSSIA E UCRÂNIA

Tribunal Penal Internacional se une à UE para investigar crimes de guerra russos na Ucrânia

Bloco europeu pretende alterar sua legislação para permitir que provas sejam armazenadas pela Eurojust, vez que isso é inviável na Ucrânia

Eurojust (Agência da União Europeia para Cooperação em Justiça Criminal) anunciou na segunda-feira (25) que o TPI (Tribunal Penal Internacional), com sede em Haia, na Holanda, tomará parte em uma investigação multinacional com o objetivo de apurar eventuais crimes de guerra cometidos pela tropas da Rússia na Ucrânia.

Conforma o acordo, que configura um movimento inédito para o TPI, o procurador do órgão, Karim Khan, se juntará aos procuradores-gerais de LituâniaPolônia e Ucrânia na equipe de investigação conjunta (EIC) que analisa eventuais abusos cometidos pelas tropas russas no conflito.

“Com este acordo, as partes da EIC e o Gabinete do Procurador enviam uma mensagem clara de que serão envidados todos os esforços para recolher provas de crimes internacionais fundamentais cometidos na Ucrânia e levar os responsáveis ​​à Justiça”, disse a Eurojust em comunicado.

Paralelamente, a União Europeia (UE) anunciou que discute a adoção de uma emenda legal permitindo à Eurojust “recolher, conservar e partilhar provas de crimes de guerra”, bem como trabalhar em parceria com o TPI. Atualmente, o regulamento não prevê que a agência “preserve essas provas de forma mais permanente, nem as analise e troque quando necessário, nem coopere diretamente com as autoridades judiciais internacionais”, disse a UE em comunicado.

De acordo com o bloco europeu, tal iniciativa é necessária para permitir que os acusados sejam eventualmente julgados e punidos. “Devido ao conflito em curso, é difícil armazenar e preservar provas de forma segura na Ucrânia. Para garantir a responsabilização pelos crimes cometidos na Ucrânia, é crucial garantir o armazenamento seguro de provas fora da Ucrânia, bem como apoiar as investigações e os processos por várias autoridades judiciárias europeias e internacionais”.

O comissário para a Justiça da UE, Didier Reynders, afirmou após o anúncio que “a impunidade não será tolerada”. Já a vice-presidente de valores e transparência, Vera Jourova, declarou que “a luta da Ucrânia é a nossa luta” e que “a Europa está determinada e fará o que puder para ajudar”.

O Massacre de Bucha

A pressão dos governos ocidentais contra a Rússia aumentou consideravelmente depois que os corpos de dezenas de pessoas foram encontrados nas ruas de Bucha, quando as tropas locais reconquistaram a cidade três dias após a retirada do exército russo. As imagens dos mortos foram divulgadas pela primeira vez no dia 2 de abril, por agências de notícias, e chocaram o mundo.

As fotos mostram pessoas mortas com as mãos amarradas atrás do corpo, um indício de execução. Outros corpos aparecem parcialmente enterrados, com algumas partes à mostra. Há também muitos corpos em valas comuns. Nenhum dos mortos usava uniforme militar, sugerindo que as vítimas são civis.

“O massacre de Bucha prova que o ódio russo aos ucranianos está além de qualquer coisa que a Europa tenha visto desde a Segunda Guerra Mundial”, disse o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, em sua conta no Twitter.

Moscou, por sua vez, nega as acusações. Através do aplicativo russo de mensagens Telegram, o Ministério da Defesa russo disse que, “durante o tempo em que a cidade esteve sob o controle das forças armadas russas, nenhum morador local sofreu qualquer ação violenta”. O texto classifica as denúncias como “outra farsa, uma produção encenada e provocação do regime de Kiev para a mídia ocidental, como foi o caso em Mariupol com a maternidade“.

Entretanto, imagens de satélite da empresa especializada Maxar Technologies derrubam o argumento da Rússia. O jornal The New York Times realizou uma investigação com base nessas imagens e constatou que objetos de tamanho compatível com um corpo humano aparecem na rua Yablonska entre 9 e 11 de março. Eles estão exatamente nas mesmas posições em que foram descobertos os corpos quando da chegada das tropas ucranianas, conforme vídeo feito por um residente da cidade em 1º de abril.

Os mortos de Putin

Desde que assumiu o poder na Rússia, em 1999, o presidente Vladimir Putin esteve envolvido, direta ou indiretamente, ou é forte suspeito de ter relação com inúmeros eventos, que levaram a dezenas de milhares de mortes. A lista de vítimas do líder russo tem soldados, civis, dissidentes e até crianças. E vai aumentar bastante com a guerra que ele provocou na Ucrânia.

Na conta dos mortos de Putin entram a guerra devastadora na região do Cáucaso, ações fatais de suas forças especiais que resultaram em baixas civis até dentro do território russo, a queda suspeita de um avião comercial e, em 2022, a invasão à Ucrânia que colocou o mundo em alerta.

A Referência organizou alguns dos principais incidentes associados ao líder russo. Relembre os casos.

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AUMENTO DOS PREÇOS INTERNACIONAIS DOS ALIMENTOS DEVIDO INVASÃO RUSSA DA UCRÂNIA PODE LEVAR MAIS DE 10 MILHÕES DE PESSOAS A POBREZA

Crise alimentar por causa da guerra na Ucrânia pode levar 10 milhões de pessoas à pobreza

Situação no Leste Europeu aumenta as taxas de inflação pelo mundo e afeta a recuperação da economia após pandemia

Guerra na Ucrânia será responsável por elevar insegurança alimentar no planeta

ALEXANDER NEMENOV / AFP

O aumento dos preços internacionais dos alimentos, uma consequência da invasão russa da Ucrânia, pode levar mais de 10 milhões de pessoas à pobreza, advertiu a secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, nesta terça-feira (19).

Durante um evento na sede do Tesouro, em Washington, Yellen alertou  que a alta de preços e os desequilíbrios nos fornecimentos do setor representam o risco do agravamento da situação já precária dos pobres no mundo.

“As primeiras estimativas sugerem que pelo menos 10 milhões de pessoas a mais poderiam ser empurradas para a pobreza apenas pelo aumento dos preços dos alimentos”, destacou a secretária em seu discurso.

“A guerra piorou uma situação que já era grave. O impacto dos preços e dos suprimentos já está se materializando, o que aumenta as pressões inflacionárias globais, cria riscos para os balanços externos e mina a recuperação após a pandemia. Quero ser clara: as ações da Rússia são as responsáveis por isso”, apontou.

Yellen deu suas declarações bem no momento em que o Banco Mundial (BM) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) realizam suas respectivas reuniões de primavera (outono no Brasil). Nesse sentido, sugeriu que os credores, com sede em Washington, poderiam proporcionar ajuda às pessoas vulneráveis, impulsionar investimentos na agricultura e ordenar as cadeias de abastecimento de modo a abordar as necessidades críticas, como os fertilizantes.

Ela também sugeriu que o G20, cujos ministros da Economia se reúnem na quarta-feira (20), poderia utilizar uma ferramenta lançada, pela primeira vez, durante a crise financeira mundial de 2008 para aumentar o investimento em agricultura e ajudar os pobres do mundo.

“Temos um sistema internacional forte e temos que trabalhar juntos agora”, frisou.

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PREÇOS MUNDIAIS DOS ALIMENTOS ATINGIRAM “UM NÍVEL SEM PRECEDENTES” NO MÊS DE MARÇO DEVIDO A GUERRA NA UCRÂNIA

Preços dos alimentos atingem nível recorde no mundo devido à guerra na Ucrânia

Agência da ONU para a Alimentação e a Agricultura informou que 38,3 milhões de pessoas podem ser afetadas em junho, caso medidas adequadas não sejam tomadas

Menino ucraniano come um pão em estação ferroviária em Przemysl, no leste da Polônia

WOJTEK RADWANSKI/AFP – 07.04.2022

Os preços mundiais dos alimentos atingiram “um nível sem precedentes” em março devido à guerra na Ucrânia, que afeta seriamente o comércio de cereais e óleos vegetais, anunciou nesta sexta-feira (8) a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).

Os preços das matérias-primas agrícolas, como trigo, girassol ou milho, continuam a disparar à medida que se intensifica o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, os principais exportadores mundiais desses produtos.

O índice da FAO, que se baseia na variação mensal mundial dos preços de uma cesta de produtos básicos, registrou alta de 12,6% em março, em relação a fevereiro, quando já havia batido recorde desde sua criação, em 1990, disse a organização em um comunicado.

A FAO destaca que o preço dos cereais “aumentou 17,1% em relação a fevereiro, principalmente devido ao trigo e outros grãos grossos, aumentos causados ​​pela guerra na Ucrânia”.

O bloqueio dos portos ucranianos explica essa alta histórica. A Ucrânia é o quinto maior exportador mundial de trigo.

Desde o início do conflito, em 24 de fevereiro, o mar de Azov foi fechado ao transporte e as exportações dos portos de Berdyansk e Mariupol foram bloqueadas.

O preço do milho também “registrou um aumento mensal de 19,1%, atingindo um nível recorde, assim como o da cevada e o do sorgo”, disse a FAO em seu relatório de março. A Ucrânia pediu na quinta-feira à União Europeia ajuda urgente para os agricultores.

A Comissão Europeia coordenará os embarques, que incluem “combustível, sementes e fertilizantes” ou máquinas agrícolas, de acordo com o comissário de agricultura Janusz Wojciechowski.

Risco de crise alimentar global

Os preços dos alimentos também subiram devido aos óleos vegetais, que aumentaram 23,2% em um mês, impulsionados principalmente pelo óleo de girassol, do qual o principal exportador mundial é a Ucrânia.

Os preços dos óleos de palma, soja e colza também aumentaram, devido à ausência do óleo de girassol nos supermercados.

Na França, por exemplo, óleo, farinha ou massa tornaram-se escassos em algumas lojas, principalmente devido às compras dos consumidores, que temem a escassez.

Na terça-feira, o presidente russo Vladimir Putin propôs “monitorar” as entregas de alimentos a países “hostis” ao Kremlin, em meio à escalada de sanções contra as operações militares russas na Ucrânia.

A FAO também indica que, como resultado do conflito, a fome no Sahel e na África Ocidental, uma região altamente dependente das importações de grãos da Rússia e da Ucrânia, pode piorar.

Se medidas adequadas não forem tomadas, a fome poderá afetar 38,3 milhões de pessoas em junho, segundo a instituição.

A pedido do presidente do Níger, Mohamed Bazum, vários países, entre os quais Estados Unidos e França, comprometeram-se na quarta-feira a aumentar a sua ajuda às populações dessa zona num montante de 1,79 milhão de euros (1,95 milhão de dólares).

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VEJA CINCO POSSIBILIDADES PARA FICAR ATENTO À GUERRA ENTRE RÚSSIA E UCRÂNIA NAS PRÓXIMAS SEMANAS

Cinco cenários que podem acontecer na Ucrânia daqui para frente

Do agravamento da crise de refugiados até as condições para um cessar-fogo, guerra terá diferentes desdobramentos nas próximas semanas

Angela Dewan

da CNN
23/03/2022 às 13:42

Soldado ucraniano nas ruas de Kiev, capital do paísSoldado ucraniano nas ruas de Kiev, capital do paísChris McGrath/Getty Images (14.mar.2022)

guerra da Rússia na Ucrânia está se aproximando da marca de um mês, e o avanço de suas tropas em algumas cidades-chave, incluindo a capital de Kiev, parece ter diminuído.

Embora haja um quadro crescente de que o ataque da Rússia à Ucrânia não está saindo como planejado, o país continua a usar seu poder aéreo para destruir cidades e atingir civis a fim de empurrar a Ucrânia à submissão.

Então, para onde caminha essa guerra? Aqui estão cinco possibilidades para ficar atento nas próximas semanas.

1. A Rússia poderia intensificar sua campanha de bombardeio

Especialistas estão alertando que quanto mais a Rússia é atingida em solo, maior a probabilidade de intensificar sua campanha de bombardeio aéreo e o uso de outras armas de “repouso” que coloquem os soldados russos em menor perigo.

Há pouca informação confiável saindo da Ucrânia ou da Rússia sobre o número de mortos, mas um relatório em um tablóide russo na segunda-feira (21) sugeriu que o lado russo havia perdido quase 10.000 soldados e que outros 16.000 haviam sido feridos.

O site Komsomolskaya Pravda removeu os números no final do dia, alegando que os números só apareceram em primeiro lugar porque haviam sido hackeados.

CNN não conseguiu verificar os dados, mas o número de mortos está mais próximo do que o relatado pelas agências de inteligência dos EUA.

Tais perdas, se comprovadamente verdadeiras, explicariam tanto a parada no movimento terrestre quanto o aumento do bombardeio aéreo de cidades-chave e outros ataques de impasse.

Um alto funcionário da defesa dos EUA disse que a Rússia começou a disparar contra a cidade de Mariupol, no sul, de navios no Mar de Azov.

“A Rússia ainda tem capacidades e reservas, e haverá um aumento na intensidade à medida que se esforça para trazer mais tropas”, disse Jeffrey Mankoff, um distinto pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos Nacionais da Universidade de Defesa Nacional dos EUA, à CNN.

Uma atualização recente do Ministério da Defesa do Reino Unido disse que a Rússia estava atraindo tropas de todo o país e de locais distantes, como sua frota do Pacífico. O país também estaria atraindo combatentes da Armênia e de empresas militares privadas, sírios e outros mercenários.

A questão é por quanto tempo a Rússia pode continuar com altas perdas de pessoal.

“Haverá mais tropas e outros equipamentos e ajuda, é claro, mas há um ponto em que será difícil sustentar esse tipo de ritmo operacional, particularmente os números sobre os quais temos ouvido — tanto em termos de homens e de perdas materiais, quanto eles superar a capacidade de reabastecimento”, disse Mankoff.

2. Embora haja foco em Kiev, a Rússia pode tentar cercar combatentes ucranianos no leste

Fala-se muito sobre o impasse do esforço de guerra russo, mas se isso é verdade ou não se resume a quais eram os objetivos de Moscou em primeiro lugar.

Mesmo isso é difícil de saber com certeza, já que a justificativa pública do país para sua invasão é claramente propaganda — a “desnazificação da Ucrânia”, por exemplo.

É provável que a Rússia esteja, no mínimo, tentando incorporar partes do leste da Ucrânia.

Áreas como Donetsk e Luhansk, que compõem a região do Donbass, são controladas por separatistas apoiados pela Rússia desde 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia e, embora as ambições da Rússia possam se estender além do Donbass, ainda é provável que seja um foco central, dizem especialistas.

Embora haja muita atenção no impulso da Rússia em direção a Kiev, a maior parte do exército ucraniano permanece perto de Donetsk e Luhansk, onde eles são agrupados como a Operação das Forças Conjuntas (JFO).

O movimento das tropas russas sugere que eles estão tentando cercar o JFO em três eixos, e é provável que esse seja o foco principal da Rússia.

Isso fica claro ao olhar para a sofisticação do tipo de tropas que estão sendo enviadas para lá, disse Sam Cranny-Evans, analista de pesquisa do Royal United Services Institute.

“O Distrito Militar do Sul — em Donetsk, Luhansk, Mariupol, Berdyansk, Melitopol — estas são as melhores tropas do exército russo. E eles sempre funcionam. Eles são projetados para combater a Otan”, disse Cranny-Evans à CNN.

“Então, as forças que estavam comprometidas com o cerco de Kiev sugerem que era um objetivo que ou a Rússia achava que seria facilmente alcançado, ou superestimaram as capacidades dessas forças. Portanto, isso leva, em parte, à conclusão de que um cerco das tropas ucranianas na JFO faz parte do objetivo que a Rússia está procurando alcançar. E os movimentos das forças russas parecem sugerir que esse é o caso.”

Ele acrescentou que a mídia ocidental estava tão focada nas perdas da Rússia e no desafio da Ucrânia que estava dando uma falsa noção da dinâmica da guerra.

“Se olharmos para esses mapas, fica claro que as forças russas realmente avançaram um longo caminho para um país muito grande. Eles tomaram algumas cidades, então agora há muito mais cidadãos ucranianos vivendo sob o domínio russo do que há três semanas”, disse Cranny-Evans.

“Independentemente de quantos veículos russos explodiram ou quantos soldados russos são mortos, também é provável que haja um número muito alto de ucranianos que sofreram um destino semelhante.”

3. Haverá mais conversas sobre conversas

Um cenário é que a guerra da Ucrânia pode se tornar um conflito prolongado.

É provável que a Rússia tenha perdido um número significativo de soldados, armas e equipamentos na guerra e, embora tenha se envolvido em conflitos de longa data no passado, não vai querer deixar este com seus militares totalmente destruídos.

“As negociações são a única área em que as coisas parecem um pouco promissoras, porque tanto a Rússia quanto a Ucrânia disseram na última semana que estão caminhando para uma discussão substantiva real, em vez de a Rússia apenas estabelecer um ultimato”, disse Keir Giles, especialista russo do think tank Chatham House, com sede no Reino Unido, à CNN.

Autoridades russas disseram que suas demandas incluem a Ucrânia abandonar suas intenções de se juntar à Otan, se desmilitarizar e adotar um status “neutro”, como a Áustria e a Suécia. Mas as condições do que isso significa para a Ucrânia teriam que ser negociadas.

O principal porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitry Peskov, disse à CNN em uma entrevista na terça-feira que a Rússia também queria que a Ucrânia aceitasse que a Crimeia — que a Rússia anexou em 2014 — é oficialmente parte da Rússia e que as estadistas separatistas de Luhansk e Donetsk “já são estados independentes”.

Numerosos especialistas especularam que a Rússia procurará esculpir partes do leste da Ucrânia.

“Será doloroso deliberar, a menos que se torne possível que a ajuda ocidental, tanto militar quanto humanitária, seja absorvida na Ucrânia a taxas suficientes para que eles possam realmente virar a maré contra o avanço russo”, disse Giles.

“Se é uma questão de quem pode derramar os maiores recursos e sentir a dor maior para prevalecer, a Rússia tem um histórico de infligir danos econômicos substanciais a si mesma e submeter sua própria população ao sofrimento a fim de seguir com guerras”, disse Giles, referindo-se a sanções que estão começando a complicar a economia russa.

Mas as autoridades dos EUA não estão tão otimistas de que as negociações vão correr bem.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse em uma coletiva de imprensa na semana passada que uma solução diplomática para a guerra era improvável, dizendo que as ações da Rússia “estão em total contraste com qualquer esforço diplomático sério para acabar com a guerra”.

Ele também sugeriu que a Rússia intensificaria a guerra usando armas químicas.

4. Pode haver “deportações” de ucranianos para a Rússia. Isso é preocupante

Embora alguns tenham conseguido sair, autoridades ucranianas dizem que outros foram levados involuntariamente para a Rússia.

A Rússia tem dito aos moradores da cidade de Mariupol, no sul, para sair enquanto realiza um bombardeio aéreo agressivo que despedaçou a cidade.

As forças abriram o que chamam de “corredores humanitários” para permitir que civis fujam, mas dezenas de milhares deles foram transportados para a Rússia.

A organização estatal russa de mídia RIA Novosti informou que quase 60.000 residentes de Mariupol chegaram ao território russo “com total segurança”.

A mídia russa mostrou linhas de veículos aparentemente indo para o leste até a fronteira, a cerca de 40 quilômetros de Mariupol.

Mas o conselho de Mariupol acusou a Rússia de forçar os moradores a ir à Rússia contra sua vontade.

“Na semana passada, vários milhares de moradores de Mariupol foram levados para o território russo”, disse a cidade em um comunicado.

O prefeito de Mariupol, Vadym Boichenko, disse no sábado que “o que os ocupantes estão fazendo hoje é familiar para a geração mais velha, que viu os terríveis eventos da Segunda Guerra Mundial, quando os nazistas capturaram pessoas à força”.

Giles disse que havia a preocupação de uma reprise dessa história sombria nas próximas semanas.

“A Rússia tem um histórico de represálias cruéis e selvagens contra civis em qualquer área quando qualquer tipo de movimento de resistência está ocorrendo. E já se moveram para deportar pessoas de Mariupol para partes remotas da Rússia, o que vem diretamente do roteiro do século XX da Rússia para lidar com esses problemas”, disse ele.

Giles se referiu às “deportações” de centenas de milhares de pessoas dos estados bálticos da Estônia, Letônia e Lituânia, que a Rússia anexou à União Soviética no início da Segunda Guerra Mundial.

“‘Deportação’ é um eufemismo. Tem sido usado como um termo bastante inócuo para o que aconteceu com essas pessoas, o que foi efetivamente escravidão e fome. Estão enviando as mulheres, as crianças, as pessoas que você deseja remover das sociedades, para neutralizá-las”, disse Giles.

“Eles geralmente se deparam com destinos horríveis. Se eles sobreviveram, não retornariam por anos ou décadas.”

5. Mais milhões de ucranianos poderiam fugir, deixando uma nação em pedaços

O destino da guerra é uma coisa, mas o destino da Ucrânia é outra.

Assim como o poder aéreo russo deixou algumas das cidades e vilas da Síria em escombros, partes da Ucrânia estão começando a parecer iguais. Mais de 3,5 milhões de ucranianos já deixaram o país.

A maioria são mulheres e crianças, o que significa que as famílias também estão sendo dilaceradas. A guerra desencadeou o maior movimento de refugiados que a Europa já viu desde a Segunda Guerra Mundial.

Esses números estão aumentando a uma taxa de cerca de 100.000 pessoas por dia.

Ucranianos que fugiram de guerra aguardam para embarcar em ônibus próximo à fronteira com a Polônia / Getty Images

Se for incluído o número de pessoas deslocadas internamente, 10 milhões de ucranianos já deixaram suas casas. Isso é quase um quarto da população do país.

E o que as guerras passadas mostram é que os refugiados muitas vezes nunca retornam aos seus países de origem. Muitas vezes, há pouco para o que voltar. Eventualmente, a ameaça de mais uma guerra é suficiente para manter os refugiados afastados.

É algo em que os negociadores precisarão pensar em qualquer conversa no horizonte.

Mesmo que uma solução diplomática possa ser encontrada para acabar com esta guerra, uma questão que permanecerá é se ela será suficiente para evitar a próxima, disse Cranny-Evans.

“Se olharmos, historicamente, para regimes autoritários que têm um desempenho ruim em um ambiente militar, eles não tendem a mudar seu comportamento em uma direção positiva depois”, disse Evans.

“Portanto, a questão pode ser que, se os ucranianos disserem: ‘Ok, seremos neutros, apenas saia’, os russos podem dizer ‘Não, você tem que nos dar Donetsk e Luhansk. Isso pode ser suportável para a Ucrânia, talvez, para parar a guerra'”, avaliou.

“Mas e se, por exemplo, 10 anos depois, a Ucrânia avançar com uma modernização militar significativa? Ou se o próximo presidente russo quiser provar seu valor, e eles conduzem outra guerra? Há muitos cenários para pensar em termos do que o fim desta guerra poderia levar.”

Continuar lendo VEJA CINCO POSSIBILIDADES PARA FICAR ATENTO À GUERRA ENTRE RÚSSIA E UCRÂNIA NAS PRÓXIMAS SEMANAS

CRÔNICAS: SONHOS INTERROMPIDOS, POR ANA MADALENA

Diante de tanta barbaridade que estamos enfrentando nos dias atuais, em pleno século XXI, tendo que encarar uma guerra do outro lado do mundo, mas que afeta todo o planeta, violentando quase todas as regras humanitárias impostas pelos tratados e convenções que regulam as guerras não podia deixar de haver pelo menos uma inspiradora  CRÔNICA da nossa incrível colaboradora Ana Madalena, que desta vez escreveu sobre “Sonhos interrompidos”, uma crônica que fala dos inúmeros sonhos e aspirações da pátria ucraniana que foram destruídos por causa dessa guerra estúpida.

Sonhos interrompidos

Alguém me disse que Freud tinha dito que o maior ato de poder é dar nome à alguém. E eu agora lhe digo: cuidado ao escolher nomes. Falo por causa própria; ouvi muito “Madalena arrependida”, mas, por sorte,  escapei ilesa. Atualmente, com o mundo  cheio de bullying, a atenção deve ser redobrada! Ainda bem que meus filhos gostaram dos seus nomes, pelo menos nunca recebi queixas! A verdade é que a maternidade é uma eterna preocupação; só estamos felizes quando nossos filhos estão bem.

Fui uma grávida feliz, apesar de descolamento de placenta, enjoo, melasma e ter engordado 15 kg em  cada gravidez, cujo saldo final foi uma conta que nunca fechou.  Eu vivia em êxtase  por estar gerando uma vida na minha nave espacial. Dia desses voltei no tempo; estava remexendo meu baú, onde encontrei algumas roupinhas de bebê que guardei de lembrança. Na verdade não estava procurando por elas; uma amiga que viajaria no início do ano para o gelado inverno da Europa, perguntou se eu tinha roupas de frio.

O meu baú acomoda diferentes fases da minha vida; é de longe, a coisa mais lúdica que tenho em casa. Pessoas de todas as idades gostam de dar uma olhadinha; ali eu tenho desde meu primeiro uniforme de colégio, sapatilha de balé,  patins, até meu vestido de noiva, um clássico que usaria ainda hoje. E, no meio de tudo isso, guardo as roupas de frio. Enviei uma sacola para minha amiga, que adorou as meias de lã coloridas, luvas e echarpes e principalmente a balaclava.

– A bala o quê??? Não faço ideia do que você está falando…

– Ana, é o gorro de lã que deixa só os olhos de fora. Foi “trend” na semana de moda ano passado.

O tal gorro eu comprei numa lojinha em Bariloche, há muitos anos. Nem sabia que tinha esse nome, mas, estranhamente, fui inundada por vários artigos falando desse acessório, que leva o nome de uma cidade portuária ucraniana, Balaclava, e foi cenário de uma batalha durante a guerra da Crimeia, em 1854. As tropas britânicas e irlandesas foram enviadas para lutar contra soldados russos em condições de congelamento. Obrigada Google.

Voltando aos dias atuais, é com muita tristeza que, mesmo depois de dois anos de pandemia ( e contando…), agora assistimos  em tempo real,  o terror de uma  guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Sobre esse último país, somente li a respeito ha alguns anos pela curiosidade em saber mais sobre o lugar onde nasceu Clarice Lispector, uma das minhas escritoras favoritas. Mas agora, por onde vou, encontro pessoas falando detalhes sobre a Ucrânia, como se fossem vizinhos de porta.  A sensação que tenho é a mesma do início da pandemia, quando todos viramos cientistas e profundos conhecedores sobre virus, vacina e respiradores. Não, não é uma crítica, muito pelo contrário. Acho até  muito bom quando as pessoas aprofundam seus conhecimentos e não se limitam a leituras rasas. Falando nisso…

Semana passada eu estava numa padaria, na fila das tapiocas, e escutei a conversa de dois rapazes; um deles, planejando uma viagem para a Turquia. Ele disse que resolveu mudar o itinerário para o Chile, com receio da guerra, e perguntou ao colega se ele tinha a “balalaiva” para emprestar. Eu, que há pouco tivera conhecimento da palavra,  tive o Ímpeto de corrigi-lo, mas aí fui novamente surpreendida:

– Será que por lá tem loiras bonitas como as ucranianas?

O colega, alheio ao “tour du blond” feito por um político, retrucou:

-E no Chile tem loira?

Por sorte, minhas tapiocas ficaram prontas.

Dizem que as mulheres ucranianas são bonitas;  não parei para observá-las como um tipo especifico de beleza. Aliás não faz sentido alguém pensar ou tecer qualquer comentário sobre esse assunto, diante de tanto sofrimento. O que li é que elas são muito fortes e valentes! Até 2016, as Forças Armadas da Ucrânia não aceitavam mulheres em posição de combate e algumas delas cobriam a cabeça com a balaclava para esconder seu gênero. A verdade é que homens e mulheres ucranianos têm uma longa história de sofrimento, sendo uma delas, o “Holodomor”, genocídio de milhões de pessoas, vitimados pela fome, em razão da política econômica de Stalin, entre os anos 1931 a 1933. A palavra  holodomor significa “deixar morrer de inanição”. Apesar do número estimado, quatro milhões de mortes, alguns meios de imprensa negaram a existência de tal barbárie e colocaram uma pedra em cima dessa história.

Falando em barbárie, e voltando a Freud, ele, que teve três, dos seus filhos, lutando na Primeira Guerra Mundial, escreveu um texto em 1915, intitulado “Considerações atuais entre a guerra e a morte”, onde finaliza dizendo que a “guerra desfaz todos os laços de solidariedade entre os povos combatentes e ameaça deixar atrás de si uma exasperação que durante um longo tempo, impossibilitará o reatamento de tais laços”.

Freud chamava a civilização moderna de hipócrita e dissimulada e que a guerra era uma fissura nos pilares do projeto civilizatório iluminista europeu, povo que detinha os valores culturais, filosóficos, científico,  artísticos, etc. Diante dessa constatação, ele se perguntava como justificar a dicotomia entre civilização e barbárie… Pelo visto, nem Freud explicou.

Os corredores humanitários são uma pausa temporária em uma zona desmilitarizada;  milhares de famílias seguem nesses corredores em busca de um novo lugar para morar. A guerra gera caos em termos práticos, como adquirir água, alimento, aquecimento e um local seguro, mas gera um trauma muito maior no emocional. Acredito que não há nada pior do que não ter perspectiva de um futuro, um amanhã… Assisti muitas cenas fortes, uma delas, em particular, me emocionou:  a de criancinhas, vestindo pesados  casacos de frio, que chega a atingir 20 graus abaixo de zero,  em um bunker, onde uma menina canta a música do filme Frozen. Outra imagem forte foi a do estacionamento de carrinhos de bebês, para

a chegada dos refugiados com seus filhos, uma verdadeira lição de humanidade.

Recebi um post contendo uma foto em preto e branco, onde estão a figura de uma criança, de uma mulher e de um casaco pendurado em um cabide, com a frase de um poeta e escritor palestino, Malimoud Darwish: “A guerra terminará, os líderes apertarão as mãos  e aquela velha mãe esperará por seu filho martirizado, aquela mulher esperará por seu amado marido e aquelas crianças esperarão por seu pai herói… Não sei quem vendeu a pátria, mas sei quem pagou o preço”.

Há muitos anos eu assisti o filme “A escolha de Sofia”, uma história passada na guerra, onde uma mãe tem que fazer a escolha de qual dos filhos morrerá. Ela, calculando que sua menina não resistiria ao sofrimento dos campos de concentração, opta pela morte da filha, salvando o filho de morrer em câmeras de gás. Não sei se por causa do filme, mas  tornou-se usual  dizer essa expressão, quando é exigida uma escolha de tamanha dificuldade. Com certeza existem muitas Sofias na Ucrânia, tendo que fazer escolhas difíceis, como a mãe que enviou o filho para atravessar o corredor humanitário sozinho, com medo de que algo pior pudesse lhe acontecer. Ele chegou bem e espero que ela saiba disso.

Na guerra, lutar pela vida é a única opção. Infelizmente, o saldo será sempre negativo; ou perdem-se vidas ou sonhos. Que Deus proteja os inocentes!

Ana Madalena

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ONU ALERTA PARA AUMENTO NOS PREÇOS DOS ALIMENTOS COMO CONSEQUÊNCIA DA GUERRA

Guerra pode provocar aumento de até 20% nos preços de alimentos, alerta ONU

Segundo a FAO, agência especializada das Nações Unidas, não se sabe se a Ucrânia conseguiria realizar colheitas durante conflito prolongado ou se haverá regularidade nas exportações de alimentos russos

Reuters

Rada, de 2 anos, alimenta-se em Medyka, Polônia, após deixar a Ucrânia 11/03/2022Rada, de 2 anos, alimenta-se em Medyka, Polônia, após deixar a Ucrânia 11/03/2022REUTERS/Fabrizio Bensch

Os preços de alimentos e matérias-primas para rações podem subir entre 8% e 20% como resultado do conflito na Ucrânia, provocando um salto no número de pessoas desnutridas em todo o mundo, disse a FAO, a agência de alimentos e agricultura das Nações Unidas, nesta sexta-feira (11).

Em uma avaliação preliminar sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia, a FAO disse que não estava claro se a Ucrânia seria capaz de realizar colheitas durante um conflito prolongado, e que há também incertezas em torno das exportações de alimentos russos.

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GOVERNO BRITÂNICO SIMPLIFICA CONCESSÃO DE VISTOS PARA PESSOAS QUE FOGEM DA GUERRA QUE TÊM VÍNCULOS FAMILIAR NO PAÍS

Reino Unido simplifica procedimento de entrada de refugiados ucranianos

Pessoas com vínculos familiares no país poderão obter permissão de entrada a partir de qualquer lugar em que estejam

Manifestante segura bandeira britânica durante protesto contra a invasão russa da Ucrânia Manifestante segura bandeira britânica durante protesto contra a invasão russa da Ucrânia HENRY NICHOLLS/REUTERS – 06.03.2022

 

Depois de ser muito criticado por sua lentidão na concessão de vistos temporários para as pessoas que fogem da guerra na Ucrânia, o governo britânico anunciou, nesta quinta-feira (10), a simplificação do procedimento para ucranianos com vínculos familiares no país.

A partir de terça-feira (15), “os ucranianos com passaporte poderão obter, completamente online, permissão para vir de onde quer que estejam e poderão fornecer seus dados biométricos uma vez no Reino Unido”, anunciou a ministra do Interior, Priti Patel.

“Uma vez estudada a sua candidatura e realizadas as verificações pertinentes, eles receberão uma notificação direta de que podem aderir ao esquema e vir para o Reino Unido”, especificou.

Isso significa que os ucranianos não terão mais que ir aos poucos centros de solicitação de vistos britânicos distribuídos por toda a Europa, que poderão “concentrar seus esforços em ajudar os ucranianos sem passaporte”, ressaltou.

O governo de Boris Johnson foi duramente criticado na quarta-feira pela ministra sobre questões parlamentares  e sanitárias pela sua gestão de pedidos de visto de refugiados ucranianos, que classificou de “caos e confusão”.

A ministra apelou à eliminação de “atrasos e burocracia desnecessários” e pediu que o processo tenha melhores recursos, seja mais eficiente e transparente.

Até quarta-feira, o Reino Unido havia concedido 957 vistos de 12 meses e apenas para ucranianos com laços familiares no país.

Entre 50 mil e 60 mil ucranianos vivem no Reino Unido, e o embaixador ucraniano em Londres, Vadym Prystaiko, estimou que cerca de 100 mil de seus parentes poderiam tentar se juntar a eles.

O complicado processo britânico foi comparado por muitos à política da vizinha União Europeia, que concede residência de três anos a ucranianos sem visto.

Patel falou vagamente da possibilidade de ucranianos sem laços familiares com o Reino Unido poderem viajar para o país através do patrocínio de indivíduos, instituições de caridade, empresas e comunidades, sem mais detalhes.

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CONSELHO DO FMI APROVA FINANCIAMENTO EMERGENCIAL PARA UCRÂNIA

FMI aprova ajuda ‘crítica’ de R$ 7 bilhões para a Ucrânia

Fundo diz que país sofrerá “profunda recessão” este ano, apesar de antes da guerra a organização ter calculado crescimento de 3,6%

Ucrânia sofre com bombardeios russos em instalações civis e militares

STR/UKRAINIAN STATE EMERGENCY SERVICE/AFP – 7.3.2022

O Conselho do FMI (Fundo Monetário Internacional) aprovou nesta quarta-feira (9) um financiamento emergencial de 1,4 bilhão de dólares (cerca de R$ 7 bilhões) para a Ucrânia, a fim de ajudar o país, vítima de uma “enorme crise humanitária e econômica” causada pela invasão russa.

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, declarou que o pacote fornecerá “apoio financeiro crítico” que, por sua vez, catalisará uma “mobilização em larga escala” de fundos necessários para “mitigar os impactos econômicos da guerra”.

“A necessidade de financiamento é importante, urgente, e poderia aumentar consideravelmente à medida que a guerra persistir”, afirmou.

Segundo Georgieva, a Ucrânia sofrerá uma “profunda recessão” este ano. Antes da guerra, o FMI calculava um crescimento da economia ucraniana de 3,6% para 2022.

A Ucrânia, um dos países mais pobres da Europa, já se beneficiava de um programa de ajuda do FMI. No entanto, este chamado acordo “de confirmação”, que previa um desembolso de 2,2 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 11 bilhões) até o fim de junho, foi anulado a pedido das autoridades ucranianas.

A chefe do FMI destacou, ainda, que “a resposta política de emergência das autoridades ucranianas tem sido notável”, acrescentando que a Ucrânia “tem se mantido em dia em todas as obrigações da dívida”.

Duas semanas após o início da invasão russa da Ucrânia, são muito elevadas as perdas humanas e materiais causadas pelo conflito militar mais grave da Europa na atualidade, do qual mais de 2 milhões de pessoas fugiram.

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ATORES NA UCRÂNIA IMPROVISAM PALCO PARA TRAZER UM POUCO DE ALEGRIA AS FAMÍLIAS QUE ESTÃO ABRIGADAS EM TEATRO

A solidariedade e a arte em tempos de guerra

Repórteres André Tal e Gilson Fredy conhecem o trabalho de apoio da população aos que estão na linha de frente dos ataques

INTERNACIONAL

 Do R7

“A gente está em um galpão escondido no interior da Ucrânia, onde voluntários se unem para montar fortificações antitanque. É uma espécie de metalúrgica. Eles já montaram, em quatro dias, 300 peças gigantes que estão sendo enviadas para a frente de batalha para tentar impedir o avanço dos tanques russos.”

“A gente está no subterrâneo de um dos teatros mais famosos e históricos da Ucrânia. O subterrâneo tem se transformado em abrigo antiaéreo desde o início da guerra. Aqui ficam cerca de 400 pessoas com água, com cadeiras, esperando acabar o risco de ataque aéreo.”

“A gente vê também refletores, porque o local vai ser usado como palco improvisado. Durante os momentos de maior tensão, os atores pretendem fazer performances para trazer um pouco de alegria a essas famílias

Fonte: R7

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ECONOMIA: A BOMBA ATÔMICA DAS SANÇÕES ECONÔMICAS E SUAS PROVÁVEIS CONSEQUÊNCIAS

O destaque deste domingo, aqui na coluna ECONOMIA do Blog do Saber é sobre as prováveis consequências das sanções econômicas lançadas sobre a Rússia na tentativa de cessar o conflito entre Rússia e Ucrânia. O artigo a seguir elenca todas as sanções provocadas pela OTAN e os países do ocidente contra a Rússia e esclarece sobre as prováveis consequências. Você vai entender tudo que está acontecendo nesse tabuleiro de xadrez.

As devastadoras e atômicas sanções lançadas pelo Ocidente contra a economia russa

E suas prováveis consequências

 

Desta vez, Vladimir Putin conseguiu a façanha de unir o mundo em oposição. Mas suas propensões autoritárias e expansionistas não são surpresa para quem acompanha sua trajetória.

Já em sua primeira campanha eleitoral, em 2000, Putin foi questionado por uma jornalista como era ser um candidato ex-agente da KGB. Respondeu com sorriso malicioso: “Não existe tal coisa como um ‘ex-agente da KGB'”.

Sua primeira grande crise ocorreu quando 42 terroristas chechenos tomaram 850 reféns em um teatro de Moscou. As forças especiais russas chefiadas por Putin (as Spetsnaz) empregaram agentes químicos, que mataram 39 sequestradores e 130 reféns, incluindo 9 estrangeiros.

Em 2003, fechou a última emissora independente de TV e tornou ilegal que a mídia comente sobre eleições. Em 2004, passou a nomear os governadores. Em 2005, afirmou que o colapso da União Soviética foi “o maior desastre geopolítico do século”. Eliminou inimigos políticos, muitos alegadamente com veneno, coagiu e aliciou os oligarcas e colocou as principais empresas russas sob sua órbita.

Ao menos desde 2008 Putin já vociferava que, caso a Ucrânia aderisse à Otan, anexaria a Ucrânia do Leste e a península da Crimeia. O Ocidente ignorou e preferiu pagar para ver. Naquele ano, Ron Paul votou ‘não’ à proposta do governo Bush de expandir a OTAN alertando que “a expansão da OTAN poderá envolver os Estados Unidos militarmente em conflitos que não são de interesse nacional”.

As seguidas trapalhadas de política externa dos EUA e da OTAN não justificam a anexação da Crimeia em 2014, território ucraniano desde 1954. Putin violou a soberania da Ucrânia e zombou do Direito Internacional ao empenhar soldados sem insígnias. De lá para cá, as hostilidades entre as partes se acentuaram e Putin optou pela agressão aberta.

É de se imaginar, porém, se Putin realmente vislumbrou a potência e a extensão da reação internacional, que simplesmente desconectou a Rússia do resto do mundo por intermédio de uma “bomba atômica financeira” e a tornou pária instantaneamente.

Já se imaginavam sanções a indivíduos, até agora implementadas contra cerca de 700 oligarcas, empresários e membros do círculo de poder, que tiveram seus bens congelados na Europa e nos EUA.

Mas as sanções financeiras contra toda a economia russa foram devastadoras.

Um curto resumo

Até o momento, eis um sucinto resumo destas sanções.

* A comunidade internacional desconectou vários bancos russos do Swift, uma rede de facilitação de transferências financeiras, composta por 11 mil bancos. Embora a medida tecnicamente não impeça que a Rússia efetue transações internacionais, a sanção torna estas transações muito mais custosas, trabalhosas e demoradas.

* Adicionalmente, vários bancos russos também sofreram sanções. O Sberbank, que é maior banco russo, teve da anunciar sua saída do mercado europeu. Suas ações caíram 99% na bolsa de Londres (confira o gráfico). O banco está sendo liquidado na Áustria. Na Croácia e na Eslovênia, está repassando a carteira para quem se dispuser a comprar. Na República Checa, precisa aparecer com um depósito bilionário até o fim do dia ou será liquidado. Para completar, o banco está sofrendo uma corrida bancária da parte de seus clientes. Não tem como durar.

* A British Petroleum, maior investidora estrangeira na Russia, anunciou sua saída do país ao se desfazer da participação de 20% na estatal Rosneft.

* A Shell também desfez sua parceria com a Gazprom.

* A Equinor, maior companhia de energia da Noruega, também está saindo do país.

* E a Exxon também se juntou ao grupo.

* GM, Ford, Volvo, Daimler Truck, Renault e BMW informaram que interromperam exportações para a Rússia, bem como parcerias com empresas locais.

* Boeing e Airbus suspenderam suas operações no país. A Boeing não irá mandar peças de manutenção.

* A Apple também parou de vender seus produtos no e para o país.

* Visa, Mastercard e Amex bloquearam seus sistemas e estão impedindo os bancos russos de utilizarem suas redes. Na prática, ninguém mais pode utilizar cartão de crédito na Rússia.

* Todos os produtos da Nike estão indisponíveis no país.

* As principais empresas mundiais de transporte marítimo de carga suspenderam todo o transporte de contêineres para a Rússia. Maersk, MSC, Hapag Lloyd, Ocean Network Express não transportam mais nada para o país.

* EUA, Canadá e União Europeia fecharam seu espaço aéreo para companhias aéreas russas. Russos precisam recorrer a aviões da Turkish Airlines (a Turquia não boicotou a Rússia). O Canadá também fechou seus portos para navios russos.

* A Rússia, portanto, está isolada economicamente, pelo ar e pelo mar. Trata-se de um colapso total no comércio internacional do país. Na prática, o país voltou a viver em uma situação de autarquia, e podendo utilizar apenas dinheiro de papel (Apple Pay e Google Pay também pararam de funcionar).

A mãe de todas as sanções

Porém, a ‘sanção atômica’ visando a fechar as torneiras da guerra e desestabilizar a Rússia financeiramente foi o congelamento das gigantescas reservas internacionais (US$ 630 bilhões) do Banco Central russo.

Quem acompanha este Instituto sabe que não existe isso de dólares (ou euro) “entrarem em um país”. Dólares eletrônicos nunca saem dos EUA. Assim como euros eletrônicos nunca saem da Europa. Dólares, no formato de dígito eletrônicos, só ficam depositados em bancos americanos. E euros eletrônicos só ficam depositados em bancos europeus (o mesmo, obviamente, vale para franco suíço, libra esterlina e iene japonês: todos estes ficam apenas no sistema bancários de seus respectivos países).

Logo, quando um Banco Central estrangeiro (seja da Rússia ou mesmo do Brasil) quer utilizar os dólares (ou euros) de suas reservas internacionais, eles inevitavelmente têm de recorrer a bancos americanos (ou europeus). Isso foi explicado em detalhes aqui.

Igualmente, Bancos Centrais estrangeiros também detêm títulos do governo americano e dos governos europeus. Estes títulos ficam custodiados em seus respectivos países. Se estes governos se recusarem a convertê-los para suas respectivas moedas quando demandados por uma instituição estrangeira, nada feito.

Sendo assim, da noite para o dia, o Banco Central russo perdeu acesso aos US$ 630 bilhões que possuía em suas reservas internacionais (a título de comparação, as reservas internacionais do Banco Central do Brasil são de “apenas” US$ 360 bilhões). Com a instituição sem acesso às suas reservas, ela perdeu totalmente sua capacidade de vender dólares e euros para estabilizar o rublo.

Como consequência desta medida, e em conjunto com todas as demais sanções anunciadas, houve uma brutal especulação baixista contra o rublo, que derreteu.

O gráfico abaixo mostra a evolução da taxa de câmbio rublo/dólar.

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Gráfico 1: evolução da taxa de câmbio rublo/dólar

Ao fim do ano passado, eram necessários 70 rublos para se comprar um dólar. Agora são necessários 106 rublos, um encarecimento de mais de 50%.

Isso obrigou o Banco Central russo a disparar a taxa básica de juros para 20%, em uma tentativa de tentar conter a desvalorização.

O Banco Central russo pode vender ouro em sua posse (o ouro, de fato, está nos cofres da instituição), mas só para portadores de rublo. Já ajuda bastante, inclusive para secar a base monetária, mas o efeito sobre o câmbio demorará mais que a venda direta de dólares.

O objetivo dos EUA e da União Europeia era exatamente este: derreter o rublo.

Um derretimento semelhante (porém menos intenso), aliás, aconteceu ao fim de 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia e o país sofreu sanções da União Europeia (as quais nem de perto se comparam às atuais). Naquela ocasião, o rublo se esfacelou. O dólar saltou de 33 rublos para quase 80 rublos em um ano e meio (vide o gráfico 1). A inflação de preços encostou em 18%. A taxa básica de juros subiu de 4,75% para 17% em poucos meses. E o PIB caiu 4% (em momento de expansão mundial).

Naquela ocasião, Putin conseguiu se segurar. Será um pouco mais difícil bancar essa agora.

Os contra-ataques

Como medidas de contra-ataque, o governo russo impôs controle de capital e proibiu estrangeiros de venderem ativos russos. O intuito é afetar diretamente investidores da União Europeia e dos EUA, cujos fundos investem em ativos russos.

A consequência mais direta é que estrangeiros em posse de ativos russos não mais podem vender estes ativos em troca de rublos para então conversar os rublos em dólares. E isso está dando algum suporte ao rublo. O rublo estaria muito pior não fosse isso.

Adicionalmente, a Rússia anunciou um calote no pagamento de seus bonds (títulos emitidos em moeda estrangeira) para estrangeiros. Nem tinha como ser diferente.

Agora, já entrando na economia real, a Rússia suspendeu a venda da fertilizantes para o mundo, inclusive para o Brasil. Rússia, Ucrânia e Bielorrússia são os maiores fornecedores. A encrenca é que a Lituânia fechou as fronteiras e, com isso, impediu acesso ao corredor logístico.

Já os preços do trigo e do milho dispararam. A Rússia é o quarto maior produtor de trigo do mundo e o maior exportador. A Ucrânia é o sétimo maior produtor e está entre os quatro maiores em embarques. Juntos, os dois países respondem por cerca de 30% das exportações mundiais de trigo. E ambos os países são grandes exportadores de milho para a China.

E tornaram-se também grandes exportadores de óleo de soja.

Eis a evolução dos preços do trigo, do milho e da soja, em dólares:

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Gráfico 2: evolução do preço do trigo, em dólares

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Gráfico 3: evolução do preço do milho, em dólares

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Gráfico 4: evolução do preço da soja, em dólares

E, obviamente, o mais impactado de tudo foi o petróleo. A Rússia é o terceiro maior produtor de petróleo do mundo e o maior exportador de gás. Com o comércio fechado para o país, e com as sanções, o barril do tipo Brent saltou de 80 dólares no início deste ano para 111 dólares.

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Gráfico 5: evolução do preço do barril de petróleo do tipo Brent, em dólares

Por ora, alimentos e energia ficarão ainda mais caros para o resto do mudo.

Outro grande risco está no sistema bancário mundial.

Ao se desplugar a Rússia financeiramente, materializa-se o grave risco de contágio de bancos e empresas estrangeiras, que podem sofrer atrasos de pagamentos e calotes. E evaporam-se os mais de US$ 300 bilhões que a Rússia disponibiliza ao sistema financeiro no overnight, que será um choque nos bancos do Ocidente.

Para concluir

O Kremlin afirmou que “as sanções são problemáticas, mas a Rússia tem o potencial de neutralizá-las”. Pouco provável.

Ao que tudo indica, as sanções só serão revertidas se Putin se retirar da Ucrânia. Ou então renunciar. Mas as chances desta última são ínfimas.

O povo russo será o mais afetado pelo impasse. Com a economia esfacelada, os riscos da reação de Putin – no limite, a continuidade da escalada bélica – são enormes. A sanção atômica financeira pode ser percebida pelos russos como uma renúncia das tradicionais e ensaiadas regras de “escalada gradual”, tornando-se um ato de guerra análogo ao bloqueio total do comércio e do sistema bancário.

A Rússia, vale repetir, está neste momento isolada do comércio por ar e mar, vivendo em autarquia e utilizando apenas papel-moeda físico. E com uma perspectiva de hiperinflação e acentuado empobrecimento.

As reações do chefe de estado perante esta situação são completamente imprevisíveis, principalmente quando se sabe que ele tem acesso a quase 6 mil ogivas nucleares.

Fonte: Mises Brasil

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FAB VAI TRANSPORTAR BRASILEIROS E SEUS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO QUE ESTÃO FUGINDO DA GUERRA

Ninguém fica pra trás! Bolsonaro autoriza e FAB vai trazer brasileiros e seus animais de estimação que estão na guerra (veja o vídeo)

Jair Bolsonaro - Foto: Isac Nóbrega/PR; FABJair Bolsonaro – Foto: Isac Nóbrega/PR; FAB

O presidente Jair Bolsonaro informou nesta sexta-feira (4) que a Força Aérea Brasileira (FAB) vai transportar os animais de estimação de brasileiros que estão em Varsóvia, na Polônia, e que serão repatriados na semana que vem em um voo que está sendo organizado pelo governo brasileiro.

“Após contato com os Ministros das Relações Exteriores e da Defesa, dei sinal verde à FAB para o embarque dos cães que acompanham aqueles brasileiros no retorno à Pátria”, postou o presidente no Twitter.

Os cidadãos brasileiros estão na Polônia após terem fugido da Ucrânia, país vizinho, que vem sofrendo uma invasão militar da Rússia.

A previsão é que a aeronave multimissão KC-390 Millennium parta da Base Aérea de Brasília na segunda-feira (7), com destino a Varsóvia, onde os brasileiros embarcarão de acordo com definições do Ministério das Relações Exteriores, que coordena a missão de resgate em conjunto com o Ministério da Defesa.

No voo de ida, serão transportadas 11,5 toneladas de material de ajuda humanitária a ser doado pelo Brasil.

A aeronave deve retornar ao Brasil na quinta-feira (10) pela manhã.

Rodrigo Maroni, deputado estadual e conhecido por ser o maior protetor de animais do Brasil, enalteceu a atitude de Bolsonaro em suas redes sociais:

Fonte: Jornal d Cidade Online

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SECRETÁRIO DE ESTADO DOS EUA ANUNCIA VERBA PARA AJUDA HUMANITÁRIA AOS REFUGIADOS DA GUERRA DA UCRÂNIA

Na Polônia, secretário de Estado dos EUA anuncia verba de US$ 2,7 bi para ajuda humanitária

Cerca de 106 mil refugiados chegaram da Ucrânia nas últimas 24 horas, segundo autoridades polonesas

INTERNACIONAL

 por Agência EFE

ATUALIZADO EM 05/03/2022 – 14H08

Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, em imagem de arquivo

OLIVIER DOULIERY/POOL/AFP – 04.03.2022

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, anunciou neste sábado (5) uma verba de US$ 2,7 bilhões para ações de ajuda humanitária aos refugiados de guerra ucranianos, e reafirmou seu compromisso com a defesa do flanco oriental da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). O governo do presidente americano Joe Biden pediu ao Congresso a aprovação do repasse, conforme disse Blinken na cidade de Rzeszów, na Polônia, perto da fronteira com a Ucrânia, em um pronunciamento conjunto com o chanceler polonês Zbigniew Rau.

Blinken enfatizou a “enorme solidariedade” que a Polônia está demonstrando ao receber os refugiados, bem como sua importância estratégica para a defesa do flanco oriental da Otan. Antes do pronunciamento conjunto, houve uma reunião entre Blinken e o primeiro-ministro polonês Mateusz Morawiecki, na mesma cidade. No fim da reunião, o premiê polonês garantiu que seu país e os EUA concordaram plenamente sobre a necessidade de “construir uma arquitetura de defesa mais sólida” no flanco oriental. Os Estados Unidos têm 10 mil soldados destacados em território polonês, de acordo com o secretário de Estado americano.

A Polônia recebeu 106 mil refugiados da Ucrânia nas últimas 24 horas, o maior número desde o início da invasão russa do país vizinho, segundo as autoridades polonesas. Com isso, chegou a cerca de 780 mil o total de refugiados acolhidos pela Polônia nos dez dias desde o começo da ofensiva militar russa. Segundo dados da ONU, estima-se que 1,2 milhão de pessoas tenham deixado a Ucrânia nos últimos dez dias, 78 mil delas não ucranianas, principalmente estudantes ou trabalhadores de 138 nacionalidades que vivem no país.

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GOVERNO UCRANIANO ENCAMINHOU AO BRASIL PEDIDO DE SUPRIMENTOS MÉDICOS A SEREM ENVIADOS AO PAÍS EM MEIO A GUERRA

Ucrânia pede suprimentos médicos ao Brasil; lista inclui respirador e monitor de sinais vitais

Relação será encaminhada ao Ministério da Saúde; governo quer embarcar os itens em avião da FAB que decolará rumo à Polônia no dia 7

Kenzô Machidada CNN

Em Brasília

O governo ucraniano encaminhou ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil um pedido de suprimentos médicos a serem enviados ao país em meio a guerra. A CNN teve acesso à lista de 18 itens, que inclui aparelhos respiratórios para adultos e crianças e monitores de sinais vitais. A relação foi enviada pelo Itamaraty ao Ministério da Saúde nesta semana para que a pasta indique como o governo brasileiro pode atender a demanda.

A expectativa é a de que os técnicos da Saúde respondam a solicitação até o fim de semana, para que os suprimentos possam ser embarcados no primeiro avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que vai resgatar brasileiros na Ucrânia. A aeronave sairá de Brasília na próxima segunda-feira (7), às 15 horas.

A relação das necessidades médicas da Ucrânia também inclui desfibrilador, aparelho para fazer eletrocardiograma, instrumentos cirúrgicos e até fonte de luz portátil para realizar exames nas vítimas da guerra.

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BRASILEIRA QUE MORA NA UCRÂNIA DECIDE ENFRENTAR GUERRA AO LADO DO MARIDO UCRANIANO IMPEDIDO DE DEIXAR O PAÍS

Brasileira decide ficar e enfrentar a guerra ao lado de marido ucraniano

Devido ao decreto da Lei Marcial, homens com idade entre 18 e 60 anos estão proibidos de deixar o país

INTERNACIONAL

 Letícia Sepúlveda, do R7

Fernanda Krupin com seu marido

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM @LATINANAUCRANIA

Ao lado do marido ucraniano e dos dois cachorros, a brasileira Fernanda Krupin, de 29 anos, se deslocou quatro vezes nos últimos sete dias, buscando abrigos seguros em meio ao avanço das tropas russas na Ucrânia.

”Foi horrível, eu vi diversos tanques na rua, canhões e escutei bombardeios na estrada”, conta sobre um dos percursos.

Fernanda poderia sair da Ucrânia para se estabelecer em algum país vizinho, como mais de 1 milhão de pessoas fizeram, mas escolheu permanecer ao lado do marido. Com o decreto daLei Marcial, todos os ucraninos com idade entre 18 e 60 anos estão proibidos de deixar o país.

Entre as famílias que chegam na fronteira ucraniana, apenas mulheres e crianças conseguem passar, os homens ficam para trás esperando a convocação do exército.

“Estamos vivendo um dia de cada vez e em alerta o tempo todo”, explica. Ela e o marido se conheceram no Brasil e moram juntos na Ucrânia há cerca de um ano e meio.

“Eu disse que se alguma coisa acontecesse nós sairíamos juntos ou ficaria com ele aqui. Nós temos meios de nos proteger, ainda não temos filhos e temos um carro para nos locomover.”

”Eu entendo as mulheres que precisaram sair por conta de seus filhos e pela dificuldade de locomoção. Mas enquanto estivermos protegidos, permaneceremos juntos”, conclui

O casal estava receoso na última semana antes da invasão. Estavam esperando a documentação dos dois cachorros para viajarem ao norte da Ucrânia, mas os documentos só ficaram prontos no mesmo dia em que a invasão russa começou.

Resistência

Para além dos militares ucranianos responsáveis por segurar o avanço russo em grandes cidades, o país ainda conta com aqueles que se voluntariam para proteger a nação. Homens e mulheres sem experiência militar se apresentam para treinamentos e para receber equipamentos.

Fernanda ressalta que a luta da população é impressionante. “A Ucrânia é cercada de um povo de muita força e resistência. Pessoas que nunca pegaram em armas estão indo para a linha de frente da guerra.”

Entre os ucranianas afetados pela destruição das tropas russas, está o sogro da brasileira. Aos 87 anos, ele tem memórias de sua infância em meio à segunda guerra mundial e chora perante a atual invasão russa.

O idoso se recusou a deixar sua casa, localizada em um vilarejo perto de Kiev, quando a guerra se intensificou. Atualmente, sabe que o filho de 35 anos pode ser convocado pelo exército.

“Meu marido não tem treinamento militar e essa situação é super angustiante, não tem como não ser”, relata Fernanda. ”Mas quero manter minha fé de que a gente vai conseguir superar isso, que de alguma forma vamos conseguir sair daqui ou voltar para nossa vida de antes.”

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A MISSÃO ARRISCADA DE UM POLONÊS QUE DECIDIU RECOLHER SOZINHO DOAÇÕES PARA REFUGIADOS DA UCRÂNIA

guerra também desperta a solidariedade entre os povos

Personagens, muitas vezes invisíveis durante uma grande cobertura de guerra, são essenciais para os foragidos tão abalados

INTERNACIONAL

Leandro Stoliar, da Record TV

Leandro Stoliar e o repórter cinematográfico Luís Felipe Silveira

LEANDRO STOLIAR/RECORD TV

Era quase madrugada quando Luis Felipe e eu chegamos à um bairro afastado do centro de Varsóvia, capital da Polônia. Nosso dia terminaria com a entrevista de um brasileiro que está preocupado com a guerra na Ucrânia e com medo das batalhas atravessarem a fronteira entre os dois países.

Um homem corria de um lado para o outro da rua com o porta-malas do carro aberto. Fazia muito frio. Sensação de -4 graus. O veículo cheio de mantimentos até o teto despertou minha curiosidade.

Lukas é um polonês que decidiu sozinho realizar uma missão arriscada: Recolher doações e levar sozinho para a Ucrânia, do outro lado da fronteira onde milhares de refugiados passam frio e fome para tentar fugir do país.

“Somos vizinhos da Ucrânia e me sinto na obrigação de ajudar”, diz o morador no meio da escuridão.

Essa missão solidária havia se tornado ainda mais perigosa depois que as duas maiores cidades ucranianas foram bombardeadas naquele dia. Em Kharkiv, ex-capital do país, um míssil atingiu o prédio do palácio do governo local.

A imagem chocou o mundo.

10 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas no ataque. O curioso é que dias antes, nossa equipe esteve no mesmo lugar fazendo uma reportagem para o Jornal da Record. A maior praça da Europa, segundo os ucranianos. Na frente do prédio, um grupo de voluntários recolhia donativos para ajudar as vítimas da guerra.

Enquanto Lukas se desdobrava em muitos para tentar salvar vidas, as decisões políticas de Ucrânia e Rússia mexiam no tabuleiro e mudavam os rumos da guerra.

Os novos ataques às principais cidades ucranianas aconteceram depois que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, pediu novamente a inclusão imediata da Ucrânia na União Europeia. As delegações de Rússia e Ucrânia haviam se encontrado para negociar o cessar-fogo um dia antes, e nada. A Rússia não quer a vizinha na UE. Zelenski assinou um pedido oficial para fazer parte do bloco e a Rússia reagiu com um ataque violento. Nas fronteiras, milhares de ucranianos fogem do país no que já é chamada de “a maior crise de refugiados do século na Europa”. Segundo dados da Agência da ONU para os refugiados, o número de refugiados no leste europeu era de 660 mil, até então. O governo polonês estima que nas últimas 24 horas mais de 100 mil pessoas atravessaram a fronteira para entrar no país. E a maioria não tem para onde ir.

Fomos conhecer a casa do polonês Mikolai, que também decidiu ajudar os refugiados. Ele se inscreveu numa lista de voluntários para receber, na própria casa, famílias que fogem da Ucrânia.

“Eu fico bem por estarem seguros, porque essa é uma situação trágica e dramática. Eu vou até a fronteira pegar mais gente para levar para a casa de amigos”, me disse o polonês emocionado. Mikolai é advogado e dono de uma agência de viagens com sede em vários países.

Os primeiros hóspedes são uma família do Azerbaijão que vivia há 15 anos na Ucrânia e fugiu do país depois que a cidade deles foi bombardeada.

O dentista Elvin aceita me dar uma entrevista. Ele não fala muito bem inglês, então, meu tradutor precisa me ajudar. Elvin me conta que a família tem vergonha de aparecer na Tv. Ficaram todos no quarto, enquanto conversávamos na sala da casa luxuosa, em um condomínio de classe média alta em Constantin, nos arredores de Varsóvia.

Elvin me diz que fugiu quando as tropas russas cercaram a cidade.

“Depois de 4 dias de bombardeios eu me sinto em casa aqui”, conta o refugiado aliviado. De acordo com uma pesquisa feita na Polônia, 74% da população acreditam que a possibilidade de um ataque Russo ao país é media ou alta.

Fomos até a casa do brasileiro Esron, do outro lado da cidade. Outro personagem da nossa história que a produtora, Gabriela Coelho, conseguiu descobrir mesmo trabalhando do outro lado do mundo. Nessa cobertura, ela também se desdobrou.

Esron é casado com uma polonesa e nos recebe com a hospitalidade brasileira em meio ao frio polonês. Uma casa bonita de dois andares com lareira na sala e um bom espaço interno. Assim como muitas casas ucranianas, que agora estão destruídas pelos bombardeios russos.
Esron conta que está com medo da guerra.

“O que a gente queria é ir embora pro Brasil, mas a empresa dela (esposa) não liberou.”
O casal começou a tomar providências para tentar se proteger como: sacar dinheiro em grande quantidade, estocar madeira para aguentar o frio (no caso de falta de energia) e alimentos. A esposa, Catagena, diz que a mãe dela está com muito medo.

“Minha mãe falou pra estocar dinheiro. Eu acho que ela exagera, mas é melhor prevenir do que não fazer nada”, disse a polonesa com a filha de 1 ano e meio no colo.

Os poloneses mais velhos já viveram a guerra. O país foi atacado na segunda guerra mundial… Eles sabem que a chance de os conflitos chegarem aqui é real.

Depois de 16 dias de uma cobertura intensa e cansativa, recebemos a notícia de que amanhã uma equipe de reportagem vem para nos render. Foram dias sem dormir, sem comer, sem descansar, atrás de histórias reais. Passamos por todas as cidades e regiões ucranianas onde os conflitos deixam mortos e feridos. Passamos antes e depois da invasão russa.

Nossa missão foi contar aquilo que ninguém costuma ver: As histórias dos invisíveis.

Nesta guerra em que um lado se impõe com a força das armas e da poderosa máquina de desinformação digital, trazer a realidade dos mais fracos que lutam bravamente pelo próprio futuro também é um ato de resistência.

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ONU APROVA PEDIDO DE PAÍSES OCIDENTAIS PARA SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DE EMERGÊNCIA SOBRE INVASÃO DA UCRÂNIA

ONU aprova reunião extraordinária da Assembleia Geral sobre guerra

Encontro será realizado na segunda-feira (28) para que 193 países se manifestem sobre invasão russa da Ucrânia

INTERNACIONAL

Do R7, com informações da AFP

Assembleia Geral da ONU

JOHN ANGELILLO/POOL VIA REUTERS – 20.9.2021

O Conselho de Segurança da ONU aprovou neste domingo (27), a pedido de países ocidentais, uma resolução para convocar para amanhã, segunda-feira (28), “em sessão extraordinária de emergência”, a Assembleia Geral da ONU, a fim de que seus 193 membros se pronunciem sobre a invasão da Ucrânia.

A resolução, promovida pelos Estados Unidos e pela Albânia, foi aprovada por 11 países, com o voto contrário da Rússia e a abstenção de China, Índia e Emirados Árabes. O Brasil votou a favor. O regulamento da ONU não contempla o direito ao veto para recorrer a essa instância.

Com base em procedimento estabelecido em 1950 e intitulado “A união pela paz”, esse recurso, que representa um revés para a Rússia no cenário diplomático internacional, não pode ser vetado por nenhum dos cinco países-membros do Conselho de Segurança.

Recorrer à Assembleia Geral, o que aconteceu algumas vezes na história da ONU, permitirá que os 193 países da ONU se posicionem sobre o conflito, entre os defensores da democracia e da soberania da Ucrânia e o apoio a Moscou.

A sessão extraordinária da Assembleia Geral, marcada para as 10h em Nova York, será aberta pelo presidente da instância e pelo secretário-geral da ONU e deve durar o dia inteiro.

Fonte: CNN

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GOVERNO BRASILEIRO ESTÁ FOCADO EM CONTRIBUIR PARA RESOLUÇÃO PACÍFICA ENTRE RÚSSIA E UCRÂNIA

Por Guilherme Mazui, g1 — Brasília

 

Bolsonaro defende soberania dos Estados, mas não cita Rússia

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (26) em uma rede social que o Brasil defende a soberania e a integridade dos países e que seu governo está focado em contribuir para uma “resolução pacífica do conflito” entre Rússia e Ucrânia.

A Rússia invadiu a Ucrânia na madrugada de quinta-feira (24), na maior ofensiva militar registrada na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. A invasão já dura três dias.

No texto, Bolsonaro, mais uma vez, não fez uma crítica direta à Rússia, à invasão ou ao presidente Vladimir Putin. Ele somente declarou que a posição do Brasil em “defesa da soberania, da autodeterminação e da integridade territorial” dos países “sempre foi clara e está sendo comunicada” por meio de canais adequados, como o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

“A posição do Brasil em defesa da soberania, da auto-determinação e da integridade territorial dos Estados sempre foi clara e está sendo comunicada através dos canais adequados para isso, como o Conselho de Segurança da ONU, e por meio de pronunciamentos oficiais”, escreveu o presidente.

“Volto a afirmar que eu e meu governo estamos focados em garantir a segurança do nosso país, proteger os interesses do nosso povo, auxiliar os cidadãos brasileiros que se encontram nas regiões conflagradas e contribuir para uma resolução pacífica do conflito”, concluiu.

Conselho da ONU

O Brasil condenou a invasão da Rússia ao território da Ucrânia durante seu voto no Conselho de Segurança das Nações Unidas na sexta-feira (25).

Representante do Brasil na ONU, o embaixador Ronaldo Costa Filho disse que o Conselho de Segurança deveria agir urgentemente diante da agressão da Rússia. O diplomata apelou pela “cessação total das hostilidades, pela retirada das tropas e pela retomada imediata do diálogo diplomático”.

Costa Filho ainda declarou que o Brasil tentou manter uma posição de equilíbrio, mas que “o uso da força contra a integridade territorial de um Estado-membro não é aceitável no mundo atual”.

Durante a reunião, a Rússia vetou uma resolução do conselho que serviria para condenar a invasão da Ucrânia – e foi o único país (dos 15 membros) a votar contra, mas seu voto teve poder de veto.

Rússia usa poder de veto e bloqueia condenação pelo Conselho de Segurança da ONU

Histórico

Bolsonaro, que na semana passada esteve com Putin em Moscou, tem sido criticado por não condenar a invasão à Ucrânia, a exemplo do que presidentes e primeiros-ministros de outros países já fizeram. No encontro com Putin, Bolsonaro disse ser ‘solidário’ à Rússia, mas sem especificar o motivo.

Representantes das embaixadas da Ucrânia e dos Estados Unidos no Brasil afirmaram que aguardavam qualquer declaração do Brasil que condenasse os ataques feitos pela Rússia.

Em nome do Brasil, houve somente duas declarações contra a guerra até o momento: o voto proferido na ONU pelo embaixador Ronaldo Costa Filho e fala do vice-presidente Hamilton Mourão, que disse não concordar com a invasão. Mourão, porém, foi desautorizado por Bolsonaro durante uma transmissão pela internet.

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PONTO DE VISTA: A COMUNIDADE INTERNACIONAL PRECISA POR UM FREIO NISSO OU FICAREMOS SEM OPÇÃO

Caro(a) leitor(a),

A situação nesse conflito entre Rússia e Ucrânia é delicadíssima e muito grave, pois ao peitar os Estados Unidos e a União Europeia e iniciar uma guerra covarde o ditador Wladimir Putin abre caminho para uma escalada armamentista sem precedentes e mostra que está disposto a conquistar toda a região territorialmente, como já demonstra ameaçando a Suécia e a Finlândia diante da inércia dos aliados da OTAN. Isso é péssimo, pois a coisa vai caminhar para uma situação fora de controle, que pode culminar com uma 3ª guerra mundial. A passividade da comunidade internacional, apenas assistindo de camarote o massacre da Rússia sobre a Ucrânia, abre um forte precedente pra que Putin amplie a sua hegemonia em toda a região da Criméia. E se isso acontecer é temerário acreditar que ele vai se contentar com isso.

Então, apesar da delicadíssima situação a comunidade internacional precisa se posicionar urgentemente, com sanções econômicas e, se for necessário, militares também.

Após invadir Ucrânia, Rússia faz ameaças contra Finlândia e Suécia

Declaração acende alerta na Europa.

Arquivo | Flickr

Depois de invadir a Ucrânia, a Rússia voltou a subir o tom e realizou ameaças que aumentam as tensões no cenário europeu.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, sinalizou nesta sexta-feira (25) eventual retaliação contra Finlândia e Suécia se eles passarem a integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Desde a última semana, o grupo militar internacional ficou ainda mais no centro dos conflitos entre Ucrânia e o governo do presidente Vladimir Putin.

“Todos os estados membros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa [OSCE] em sua capacidade nacional, incluindo Finlândia e Suécia, reafirmaram o princípio de que a segurança de um país não pode ser construída à custa da segurança de outros”.

A fala ocorre no mesmo dia em que representantes dos dois países europeus se reuniram com o conselho da Aliança Atlântica.

“A adesão à Otan provocaria graves retaliações militares e políticas”, garantiu.

Fonte: Conexão Política

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PRESIDENTE BOLSONARO AFIRMOU QUE É SUA A DECISÃO SOBRE POSICIONAMENTO DO BRASIL FRENTE A GUERRA ENTRE RÚSSIA E UCRÂNIA

Bolsonaro sobre posição do Brasil em guerra na Ucrânia: decisão é minha

Fala acontece após o vice-presidente Hamilton Mourão declarar que os países do Ocidente devem usar a força em apoio aos ucranianos

Douglas Porto

Emanuelle Leones

da CNN*

em São Paulo e Brasília

 

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quinta-feira (24), que é sua a decisão sobre o posicionamento do Brasil frente à guerra entre Rússia e Ucrânia.

“Quem fala pelo país é o presidente e o presidente se chama Jair Messias Bolsonaro. Quem tem dúvida disso basta procurar o Artigo 84 [da Constituição Federal]. Quem está falando isso está falando sobre o que não lhe compete”, disse Bolsonaro em transmissão pelas redes sociais.

A fala acontece após o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) declarar que os países do Ocidente devem usar a força em apoio aos ucranianos.

“Tem que haver o uso da força. Realmente um apoio à Ucrânia maior do que o que está sendo colocado. Essa é a minha visão”, indicou Mourão.

O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, ao lado do chefe do Executivo na transmissão, expressou que a Embaixada do Brasil na Ucrânia está aberta e dedicada aos brasileiros. E que junto ao Ministério da Defesa, está fazendo um plano para retirada desses cidadãos.

“Esse plano envolve contato com países vizinhos. Só vamos tirar os brasileiros dali quando tivermos condições necessárias para que isso ocorra de maneira segura e ordenada. Estamos analisando comboios terrestres, ferrovias, rodovias. O espaço aéreo está fechado, mas estamos focados”, informou Carlos França.

Em viagem à Rússia, em 17 de fevereiro, Bolsonaro discursou ao lado do presidente Vladimir Putinque prega a paz e respeita “quem age desta maneira” e que era solidário ao país. Entretanto, não citou o conflito com os ucranianos.

Os Estados Unidos criticaram o discurso de Bolsonaro, afirmando que “o momento em que o presidente do Brasil se solidarizou com a Rússia, quando as forças russas se preparam para lançar ataques a cidades ucranianas, não poderia ter sido pior”, disse à CNN um porta-voz do Departamento de Estado.

O Brasil está negociando com os EUA alterações no projeto de resolução que os norte-americanos submeteram nesta quinta-feira aos países que integram o Conselho de Segurança da  Organização das Nações Unidas (ONU).  No documento, revelado pela CNN, os americanos pedem a condenação da invasão da Ucrânia pela Rússia e a imediata retirada das tropas.

Segundo fontes do governo brasileiro, a avaliação inicial é que o país apoie o projeto, mas com alterações para equilíbrio do texto. Por exemplo: defender o diálogo, reconhecer que acordos do passado nunca foram completamente implementados por nenhuma das partes e oferecer uma melhor contextualização da situação. Em suma, fugir da lógica de que há um país culpado e que os demais são inocentes neste embate.

Fonte: CNN

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FRANÇA CONDENA ENERGICAMENTE DECISÃO DA RÚSSIA DE FAZER GUERRA CONTRA UCRÂNIA

Macron condena guerra na Ucrânia e trabalha para detê-la; Otan prepara reunião de emergência

Embaixadores da Otan vão realizar novo encontro nesta quinta-feira (24) para discutir a ação militar autorizada por Vladimir Putin

INTERNACIONAL

 Do R7, com informações da AFP

Presidente da França, Emmanuel Macron, tentou mediar o confronto entre Rússia e Ucrânia

TOBIAS SCHWARZ / POOL / AFP

“A França condena energicamente a decisão da Rússia de fazer a guerra contra a Ucrânia”, declarou nesta quinta-feira (24) o presidente francês, Emmanuel Macron, que pediu a Moscou que “ponha fim imediatamente a suas operações militares”.

“A França se solidariza com a Ucrânia. Está ao lado dos ucranianos e age com seus parceiros e aliados para deter a guerra”, acrescentou o presidente francês em dois tuítes.

Novas tratativas

Embaixadores da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) realizarão uma nova reunião de emergência nesta quinta-feira (24) para discutir a ação russa no território ucraniano, disse à agência AFP um funcionário da aliança militar.

Nas primeiras horas da quinta-feira, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, condenou a operação militar russa, que ele definiu como um “ataque irresponsável e não provocado, que coloca em risco inúmeras vidas de civis”.

“Mais uma vez, apesar de nossas repetidas advertências e esforços incansáveis para se engajar na diplomacia, a Rússia escolheu o caminho da agressão contra um país independente e soberano”, acrescentou.

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OPINIÃO: GUERRA INTERNA DO PTB É A PROVA CABAL DE QUE BOLSONARO ACERTOU EM IR PARA OUTRO PARTIDO

A “arapuca” da qual Bolsonaro escapou…

Foto DivulgaçãoFoto Divulgação

Essa guerra interna do PTB, envolvendo inclusive articulação para manter Roberto Jefferson preso e tomar a presidência do partido, é a prova cabal de que Bolsonaro acertou ao ir para outro partido.

Quando Bolsonaro fechou com o PL, a turminha do Movimento Conservador deu chilique, dizendo que o presidente deveria ir para o PTB, argumentando que o partido getulista era o único conservador do Brasil e blá-blá-blá.

Agora imaginem o presidente tendo que articular chapas em todos estados do Brasil, e tendo que lidar ao mesmo tempo com a instabilidade interna do partido.

O tempo sempre mostra que Bolsonaro tem razão.

Ricardo Santi

Fonte: Jornal da Cidade Online

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SEGUNDO PORTA-VOZ, É INACEITÁVEL A IDEIA DE UMA GUERRA ENTRE UCRÂNIA E RÚSSIA

Rússia diz que simples ideia de guerra com a Ucrânia é ‘inaceitável’

Alemanha e França entraram em negociação com russos e ucranianos para reduzir o temor de um conflito armado na região

Veículos militares russos realizando exercícios próximo à fronteira com a Ucrânia

SERGEY PIVOVAROV/REUTERS – 26.1.2022

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse nesta quinta-feira (27) que até mesmo a ideia de uma guerra entre a Rússia e a Ucrânia é “inaceitável”, a última de uma série de declarações oficiais com o objetivo de eliminar os temores de uma iminente invasão russa ao país vizinho.

“Já afirmamos repetidamente que nosso país não pretende atacar ninguém. Consideramos inaceitável até mesmo o pensamento de uma guerra entre nosso povo”, disse Alexei Zaitsev, porta-voz do ministério.

A Rússia, que anexou a Crimeia da Ucrânia em 2014 e apoiou uma rebelião separatista no leste da Ucrânia, aumentou a presença de tropas na região da fronteira ucraniana, assim como enviou forças à também vizinha Belarus.

Kiev rejeita a versão da Rússia de que o conflito separatista no leste da Ucrânia é uma guerra civil que nada tem a ver com Moscou, dizendo que a Rússia apoia os separatistas com forças disfarçadas no terreno de combate.

Apesar da tensão, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, saudou as negociações entre quatro partes com Rússia, França e Alemanha como significativas e um passo para a paz, segundo comunicado divulgado por seu gabinete nesta quinta-feira.

“O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, avalia positivamente o fato da reunião, sua natureza construtiva, bem como a intenção de continuar conversações significativas por duas semanas em Berlim”, disse ele.

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PRESIDENTE DA ARMÊNIA RENUNCIOU AO CARGO ALEGANDO INCAPACIDADE DE SEU GABINETE DE INFLUENCIAR A POLÍTICA DO PAÍS DURANTE A ATUAL CRISE

Presidente da Armênia renuncia em meio a crise nacional

Após guerra com Azerbaijão, Armen Sarkissian alegou que seu gabinete se mostrou incapaz de influenciar a política do país

Presidente culpou Constituição por inação política de seu governo

REUTERS/HAYK BAGHDASARYAN – 23/1/2022

O presidente da Armênia, Armen Sarkissian, cujo papel é protocolar, anunciou sua renúncia neste domingo (23), alegando que seu gabinete se mostrou incapaz de influenciar a política do país durante a atual crise.

O anúncio acontece após um período de instabilidade nessa pequena nação do Cáucaso com dificuldades econômicas e depois de uma sangrenta guerra com o Azerbaijão pelo controle da região de Nagorno-Karabakh.

A guerra, que deixou mais de 6.000 mortos, resultou no envio de forças de paz da Rússia para a região em disputa.

A humilhante derrota da Armênia no conflito e a perda, no fim de 2020, de Nagorno-Karabakh desencadearam grandes protestos sociais e uma crise interna que colocou frente a frente Sarkissian e o primeiro-ministro, Nikol Pashinyan.

“Esta não é uma decisão emocional e segue uma lógica específica”, declarou Sarkissian em comunicado divulgado em seu site.

“O presidente não tem as ferramentas necessárias para influenciar processos importantes de política externa e interna em tempos difíceis para o povo e para o país”, completou.

Seu papel é sobretudo protocolar e o Poder Executivo recai principalmente no primeiro-ministro Pashinyan.

No centro da desavença está a decisão de demitir o chefe do Estado-Maior do Exército. Sarkissian rejeitou assinar a ordem de Pashinyan para a demissão, um duro golpe para o criticado primeiro-ministro.

O chefe de Estado argumentava que a crise na Armênia não poderia ser encerrada com frequentes mudanças de pessoal nas estruturas de liderança do país.

Neste domingo Sarkissian denunciou “uma realidade em que o presidente não pode vetar leis que considera ruins para o povo e o país”.

“Espero que as mudanças constitucionais possam ser implementadas e que o próximo presidente e a administração presidencial possam operar em ambiente mais equilibrado”, acrescentou o comunicado.

A Constituição da Armênia estipula que o Parlamento, controlado por partidos que apoiam Sarkissian, deve organizar uma votação para escolher o próximo presidente em até 35 dias.

Ex-professor de física, Armen Sarkissian, nascido em 1953 em Yerevan, a capital, foi primeiro-ministro de 1996 a 1997, antes de servir como embaixador no Reino Unido. Foi eleito presidente em março de 2018.

O anúncio de sua renúncia veio logo depois de uma visita aos Emirados Árabes Unidos, após a qual seu gabinete disse que tiraria uma folga para exames médicos, sem dar detalhes.

Desde o desmantelamento da União Soviética, a economia armênia passa por dificuldades. O dinheiro enviado pela comunidade armênia no exterior contribuiu para a construção de escolas, igrejas e outros projetos de infraestrutura, inclusive em Nagorno-Karabakh.

O país tem uma diáspora grande e politicamente poderosa que se espalhou pelo mundo após os massacres da era otomana. Agora é estimada em 10 milhões de pessoas, principalmente na Rússia, Estados Unidos e França.

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ACORDO FECHADO PELO PRESIDENTE DA COREIA DO SUL PODE POR FIM A GUERRA DE 70 ANOS

Após 70 anos, guerra da Coreia está perto de ter um fim definitivo?

Conflito foi interrompido por um cessar-fogo assinado em 1953, mas nunca houve uma declaração de paz formal

INTERNACIONAL

 Sofia Pilagallo*,

do R7

Moon Jae-in (à esquerda) e Kim Jung-un (à direita) juntos em setembro de 2018

AFP – 17.09.2018

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, afirmou na semana passada que fechou um “acordo em princípio” com a Coreia do Norte, Estados Unidos e China para declarar formalmente o fim da Guerra da Coreia, que teve início em 1950. O conflito foi interrompido três anos depois, quando ambas as partes assinaram um cessar-fogo, ou armistício, mas o fim da guerra nunca foi oficialmente declarado.

Segundo o professor de Relações Internacionais da Facamp (Faculdades de Campinas) James Onnig, é importante ressaltar que tanto os EUA quanto a China não estão diretamente envolvidos no conflito, mas ambos os países fazem parte do tratado devido a questões geopolíticas que envolvem as Coreias.

Enquanto os Estados Unidos ainda contam com tropas e bases militares instaladas no território sul-coreano, o que faz com que o país seja visto como parceiro da Coreia do Sul, a China é um dos principais parceiros econômicos e diplomáticos da Coreia do Norte.

“O número de soldados americanos em território sul-coreano vem diminuindo, mas ainda é muito presente. Então, essa perspectiva faz com que os EUA sejam vistos com antagonismo em relação à Coreia do Norte”, afirma.

“No caso da China, a questão é um pouco mais genérica. Formalmente falando, ela não tem soldados dentro do território norte-coreano, mas sabe-se que a potência asiática tem um poder de influência muito grande sobre a Coreia do Norte”, completa.

O acordo

É fato que todas as partes envolvidas têm interesse em um acordo de paz. Mas, as negociações ainda não tiveram início — e, para Onnig, é difícil que o tratado seja consumado. Cada lado tem suas respectivas exigências, e nenhum deles parece querer recuar.

De um lado, a Coreia do Norte exige que o primeiro passo parta do Ocidente, com o fim do bloqueio econômico e militar contra o país e o fim da pressão sobre o programa nuclear norte-coreano. De outro, a Coreia do Sul acredita que o primeiro aceno deve vir do lado de lá, e pede que Coreia do Norte encerre seu programa nuclear.

Coreia do Norte chegou a assinar o TNP (Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares), estabelecido em 1968, mas saiu do acordo em 2003 e, desde 2010, vem avançando em uma escalada militar que teve seu ápice em 2017.

O regime de Kim Jong-un deixou claro que não está disposto a encerrar o conflito enquanto os EUA “mantiverem sua postura hostil”, se referindo à presença militar americana na Coreia do Sul. O governo norte-coreano considera a medida uma ameaça e teme uma eventual invasão, uma vez que os norte-americanos não sinalizaram se irão retirar suas tropas.

“Esta situação é insolúvel porque algum dos lados precisa recuar. E, no momento geopolítico que estamos vivendo, não só por conta da pandemia, mas também pelas dúvidas que cercam a conjuntura econômica, acho muito difícil que isso aconteça”, diz.

Conflitos recentes

O professor lembra que esta não é a primeira vez que as Coreias tentam uma aproximação desde o cessar-fogo assinado em 1953. Em 2004, os dois países uniram esforços para construir, em conjunto, um distrito industrial que recebeu o nome de Kaesong.

O local, situado no extremo sul da Coreia do Norte, próximo à fronteira com a Coreia do Sul, contava com indústrias sul-coreanas e mão de obra norte-coreana. Mas, o projeto foi sofrendo seus percalços até que, em 2014, o governo da Coreia do Sul encerrou seu apoio financeiro, alegando que a Coreia do Norte estaria produzindo muitas armas nucleares. De 2014 para cá, a situação ficou ainda pior.

“Em 2020, a Coreia implodiu o escritório conjunto de relações com a Coreia do Sul, em Kaesong, o que foi uma ação muito simbólica. No português bem claro, o recado que a Coreia do Norte tentou passar foi: ‘acabou o papo’. Portanto, não só a atual conjuntura, como também o histórico recente de conflitos entre as Coreias, levam a crer que a paz entre os países está longe de ser uma realidade”, afirma.

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EUA TESTAM RESISTÊNCIA DE SATÉLITE A AMEAÇAS DA CHINA E RÚSSIA

EUA fazem exercício de guerra para testar resistência de satélites a ataques

Prática acontece após russos abaterem um satélite de comunicação ultrapassado, e contou com apoio do Reino Unido, Canadá e AustráliaMike

Mike Stone

da Reuters

Vice-secretária de Defesa dos EUA Kathleen Hicks conversa com vice-comandante do Comando de Treinamento e Prontidão Espaciais, brigadeiro Todd Moore, durante visita a Base da Força Espacial no ColoradoVice-secretária de Defesa dos EUA Kathleen Hicks conversa com vice-comandante do Comando de Treinamento e Prontidão Espaciais, brigadeiro Todd Moore, durante visita a Base da Força Espacial no Colorado13/12/2021 Força Aérea dos EUA/Sargento. Brittany A. Chase/Divulgação

Os Estados Unidos estão testando a resistência de satélites a ameças da China e da Rússia quilômetros acima da superfície da Terra. Isso acontece poucas semanas depois de os russos abaterem um satélite de comunicação obsoleto.

As simulações com auxílio de computadores incluem o possível abate de satélites rastreadores de mísseis, interferência e outros “efeitos” de guerra eletrônica, que são táticas possíveis em uma guerra espacial. Satélites de verdade não são utilizados na prática.

Durante uma visita à Base da Força Espacial de Schriever, no Colorado, a vice-secretária de Defesa Kathleen Hicks acompanhou o exercício de treinamento espacial simulado “Bandeira Espacial”, realizado pelas forças norte-americanas. Foi o 13º exercício do tipo e o terceiro envolvendo parceiros como o Reino Unido, o Canadá e a Austrália.

Líderes do Pentágono estão visitando bases do país nesta semana, enquanto o esboço de orçamento de 2023 do governo Biden ganha corpo. O Departamento da Defesa espera direcionar fundos do orçamento para garantir que as Forças Armadas possam conter ameaças da China e da Rússia.

Satélites são vitais para comunicações militares, navegação por posicionamento global e sistemas de sincronização necessários em caso de um conflito armado.

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NAVIOS DE GUERRA CONSTRUÍDOS PELA CHINA TÊM SEMELHANÇA COM OS USADOS PELOS EUA

China construiu navios de guerra semelhantes aos usados pelos EUA

Imagens de satélite divulgadas pelo Instituto Naval americano mostram veículos utilizados para testar armas em deserto chinês

INTERNACIONAL 

por AFP

Aparentemente, a China construiu modelos em escala real de navios de guerra dos EUA, incluindo um porta-aviões, que seriam alvos potenciais para praticar ataques contra algumas das armas americanas mais potentes posicionadas no Pacífico – mostram imagens de satélite recebidas pela AFP.

Centrados em enormes porta-aviões, os comandos navais de batalha estão entre as armas mais poderosas do arsenal americano. Um deles se encontra estacionado no Pacífico, onde observa áreas-chave como Taiwan e o Mar do Sul da China.

A China vem desenvolvendo mísseis antinavio há anos, incluindo alguns capazes de destruir porta-aviões.

Em imagens de satélite capturadas no mês passado e enviadas à AFP neste domingo (7), enormes modelos de navios americanos podem ser vistos no deserto de Taklamakan, na região chinesa de Xinjiang. Pelo menos um deles tem o formato de porta-aviões e outro de destróier. Um dos alvos estava montado em trilhos usados para transportá-lo.

Entre as estruturas em escala natural, havia algumas planas, assim como outras mais sofisticadas, parecidas com instrumentos de navegação, de acordo com o Instituto Naval dos Estados Unidos (Usni, na sigla em inglês).

“A análise das imagens de satélite históricas mostra que o modelo do porta-aviões foi construído, inicialmente, entre março e abril de 2019”, afirma o relatório do instituto.

“Passou por várias reconstruções e foi quase completamente desmontado em dezembro de 2019. Mas o local voltou a ser usado no fim de setembro deste ano, e a estrutura estava praticamente concluída no início de outubro”, completou.

O Usni diz que, segundo a empresa de Inteligência AllSource Analysis, a área já foi usada para testes de mísseis balísticos no passado. Ao ser questionado sobre as imagens, o porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, Wang Wenbin, disse na segunda-feira não estar “a par da situação”.

Pequim está avançando em um grande projeto de modernização de seu arsenal, de acordo com um relatório do Pentágono divulgado na semana passada, com muitas de suas armas projetadas para ajudar a neutralizar os principais navios americanos em caso de um conflito regional.

O Exército chinês mobilizou alguns de seus mísseis em exercícios, o que, segundo depoimento dado há meses no Congresso pelo almirante da Marinha americana Philip Davidson, é “uma mensagem inequívoca para o público regional e global”.

Os Estados Unidos fazem regularmente operações no Mar do Sul da China e ao redor de Taiwan, o que irrita Pequim.

A China reivindica a soberania de quase toda essa área marítima e considera Taiwan uma parte de seu território a ser retomada um dia, se necessário à força.

Fonte: R7
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NAVIOS DE GUERRA DA CHINA E RÚSSIA PROTAGONIZARAM CENA DE PROVOCAÇÃO AO JAPÃO E AOS EUA

China e Rússia provocam Japão e EUA com manobra militar inédita

Dez embarcações dos dois países atravessaram sem aviso o estreito que separa duas das principais ilhas japonesas

INTERNACIONAL

 Do R7

Navios de China e Rússia atravessaram um importante estreito no arquipélago japonês

REPRODUÇÃO VIA REUTERS TV

Dez navios de guerra das marinhas da China e da Rússia protagonizaram uma cena inédita de provocação ao Japão e aos EUA, seus adversários tanto localmente quanto no cenário global, nesta segunda-feira (18), ao atravessarem sem aviso o estreito que separa duas das principais ilhas japonesas.

O episódio, denunciado nesta terça, aconteceu depois de uma série de exercícios navais que os dois países realizam em conjunto no mar do Japão, em águas internacionais, todos os anos. Após o fim da atividade, que envolveu dezenas de embarcações, cinco destróieres chineses e cinco russos se desgarraram da esquadra.

Os dez navios atravessaram o estreito de Tsugaru para chegar ao oceano Pacífico. Com pouco menos de 20 quilômetros, o estreito separa as ilhas de Honshu — a maior e mais populosa do Japão, onde fica a capital, Tóquio — e Hokkaido, ao norte.Yoshihiko Isozaki, membro do novo governo do Japão, criticou a ação em uma entrevista à rede pública NHK e disse que Tóquio “observa de perto as atividades” de chineses e russos na região.

O novo primeiro-ministro do país, Fumio Kishida, vem reiterando uma dura posição japonesa contra a China e reforçando a aliança com os EUA. No último mês, o presidente americano Joe Biden fortaleceu o grupo Quad — aliança formada por EUA, Japão, Índia e Austrália —, em uma tentativa de frear o crescimento chinês na região.

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DOIS NAVIOS DE GUERRA RUSSO E UM AMERICANO CHEGARAM PERTO DE UM INCIDENTE NO MAR DO JAPÃO

Navios da Rússia e dos EUA se envolvem em incidente na Ásia

Segundo russos, americanos teriam tentado invadir as águas do país; Pentágono nega a informação de Moscou

INTERNACIONAL

 por AFP

Navios americanos são comuns na parte asiática do Pacífico

REPRODUÇÃO/DAILY MAIL

Dois navios de guerra russo e americano chegaram perto de um incidente no mar do Japão nesta sexta-feira (15), quando a Rússia acusou a Marinha dos Estados Unidos de se aproximar demais de suas águas territoriais, o que a Casa Branca negou.

Por volta das 17 horas (5 horas no horário de Brasília), o destróier americano USS Chafee, que operava no mar do Japão por vários dias, “aproximou-se das águas territoriais da Federação Russa e tentou cruzar a fronteira”, afirmou em comunicado o Ministério da Defesa russo.

“A embarcação Admiral Tribouts, que estava na área, alertou o navio estrangeiro sobre esses atos inaceitáveis”, acrescentou.

“O USS Chafee, convencido pela determinação da tripulação russa a evitar uma violação das fronteiras nacionais, deu meia-volta às 17h50, quando estava a menos de 60 metros” do Admiral Tribouts, continuou o Ministério da Defesa russo.

 

A Marinha russa também alertou o navio americano de que estava em uma área “fechada à navegação devido ao fogo de artilharia como parte das manobras do mar Conjunto Russo-Chinês de 2021”, acrescentou o comunicado.

O USS Chafee “estava conduzindo operações de rotina nas águas internacionais do mar do Japão”, garantiu em um comunicado, chamando a interação entre os dois navios de “segura e profissional”.

Casa Branca admitiu que a Rússia notificou os marinheiros americanos sobre as manobras na área, mas enfatizou que elas foram programadas “para o final do dia”.

O USS Chafee “respeitou as leis e costumes internacionais”, completou, enfatizando que os Estados Unidos “continuarão a voar, navegar e operar onde a lei internacional permitir”.

A área é dominada pela China, que desaprova as patrulhas regulares dos Estados Unidos e seus aliados nas águas internacionais da região para fazer valer seus direitos à liberdade de navegação.

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OPINIÃO: “QUEREMOS DESTRUIR A FAMÍLIA SIM”, AFIRMA ATIVISTA LGBT

Destruir a família: efeito de uma guerra cultural

Reprodução internetReprodução internet

“Queremos destruir a família, sim”. A fala do ativista LGBT Vitor Zaparoli (que usa o nome social de Amanda Palha), é um retrato fiel do que estamos presenciando: uma tentativa, por todos os lados, de abater o conceito de família.

No discurso, realizado em 2019, o ativista diz com todas as letras que isso é uma estratégia política e que somente assim todos os movimentos feministas e LGBT serão considerados uma ameaça real.

“Seria um ‘retrocesso violento’ dizer que o movimento defende a família”, revela Zaparoli.

Esse episódio revela, na carne, que estamos vivendo uma guerra diferente. A batalha não busca conquistar territórios, mas o horizonte de consciência das pessoas.

As armas não são bombas, mas narrativas com ‘verniz’ de verdade, que tem como objetivo ‘anestesiar’ a sociedade para que se desviem das realidades mais naturais, como por exemplo, dos aspectos biológicos das pessoas. Os filtros ideológicos, neste sentido, atualmente são os nossos olhos e os nossos ouvidos.

A guerra, portanto, é cultural! E qual é a base da cultura ocidental? A família! Ela é a célula que oxigena todo o tecido social e que amplia a vitalidade dos valores perenes, sustentando nossa sociedade de maneira harmônica e responsável. Então, destruir a família é o mesmo que romper com todos os atores dos processos civilizacionais do ocidente (filosofia, direito, religião, dentre outros) e criar uma nova base social fundada na mentalidade revolucionária e em estruturas secundárias, como empresas e associações. Portanto, o bombardeio contra a família tradicional tende a intensificar-se cada dia mais.

Ao caricaturar o conceito tradicional de família, vai se asfixiando as referências milenares das relações e nos papéis desenvolvidos no lar. Isso se manifesta na perversão da educação, no divórcio, na desordem na relação entre pais e filhos, na inversão dos valores morais, na distorção de respeito e autoridade, de responsabilidades com o próximo, na valorização de antivirtudes, em casamentos alternativos, no poliamor, dentre outros aspectos. Querem transformar as características mais naturais do coração da mulher e do homem e retirar suas identidades – e esse ponto é muito importante.

Rompendo com os conceitos de família – que gera equilíbrio social – vai se descaracterizando a identidade humana. O Papa Bento XVI –, alertou-nos que “não se destrói a célula mãe da sociedade sem que se atinja de modo irreversível o ser humano”. E esse processo, tragicamente, não é um desencadeamento natural ou simples obra do “espírito dos tempos”, ou seja, não acontece de maneira natural. Ao contrário, trata-se de um trabalho organizado e muito bem estruturado para implantação de um projeto de poder cultural. Uma das mães do movimento feminista, Shulamith Firestone, disse que é preciso fazer uma “revolução sexual” na qual “as diferenças genitais entre os seres humanos não mais importariam culturalmente”. Nesta marcha, a Ideologia de Gênero vem de maneira acelerada embotando a realidade e desconstruindo a natureza humana.

Onde tudo é família (como um homem e seu cachorro de estimação ou duas mulheres e seu gatinho), nada é família. O resultado é um caos moral, uma inversão de valores, uma construção estereotipada do bom (moral), do belo (emocional) e da verdade (intelectual). Por isso não é de se estranhar leis querendo aprovar o incesto e a pedofilia. Sim, isto já foi legitimado parcialmente em países como o México. É evidente, então, que existe uma tentativa de destruir o coração da sociedade: pai, mãe, filhos, homem, mulher e criança.

Fonte: Jornal da Cidade Online 

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ANÁLISE POLÍTICA: BOLSONARO FEZ JOGADA DE XADREZ 4D OU PUXOU REVÓLVER SEM MUNIÇÃO? POR RODRIGO CONSTANTINO

Uma análise minuciosa e isenta do perfil de Bolsonaro pelo jornalista liberal conservador Rodrigo Constantino é o destaque deste sábado, aqui na coluna ANÁLISE POLÍTICA do Blog do Saber. Depois de uma semana do 7 de setembro onde está o resultado da estratégia de recuo de Bolsonaro? Ou não houve estratégia? Assista o vídeo completo a seguir e entenda o que houve!

 

Fonte:

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OPINIÃO: NOSSO PAPEL COMO BRASILEIROS COMUNS NA GUERRA POLÍTICA QUE ACONTECE ATUALMENTE NO BRASIL

A guerra política que acontece no País e o nosso papel, como brasileiros comuns

Foto Reprodução/InternetFoto Reprodução/Internet

Contextualização: ontem, dia 9, escrevi um texto na parte da manhã que envolvia minhas considerações a respeito do que o povo havia feito no dia 7 de setembro, e qual a extensão do ato. Resolvi suspender a sua publicação em virtude da “Carta à Nação” divulgada pelo Presidente da República durante a tarde, para (i) não ofuscar a importância daquele fato, que deveria ser noticiado em primeiro lugar, (ii) me inteirar do ocorrido e formar minha convicção, e (iii) acrescentar os adendos que eu tivesse àquele primeiro texto, que considerava (e ainda considero) importante para organização do pensamento a respeito dos tempos em que vivemos atualmente.

Então, resolvi acrescentar uma segunda parte ao texto escrito ontem, dia 8, com minha análise sobre o movimento do Presidente Bolsonaro na divulgação da tal “Carta à Nação” como consequência dos atos do dia 7.

O texto a seguir foi separado em duas partes. A primeira é a que já estava escrita ontem mesmo, dia 9, produzida antes da tal “Carta à Nação”, divulgada ontem à tarde, e a segunda é, obviamente, de depois.

Sem maiores delongas, passo, portanto, ao texto que produzi.

Parte I: Estamos em uma GUERRA POLÍTICA sem precedentes. Uma guerra pela retirada de poder da casta política que sempre dominou tudo desde a proclamação da República, no final de 1889.

Com efeito, durante toda a República o povo nunca participou ativamente de nada. Mesmo em 1964, período que todos adoram citar, ele, o povo, só foi até um certo momento; depois foi tirado de cena, como sempre foi feito.

Esses tempos atuais representam a primeira vez que o povo assume protagonismo de alguma ação política.

Não há democracia sem povo, e a vontade popular deve ser respeitada. Isso é incontestável, e não admite refutação mesmo entre aqueles que pregam a “relativização da verdade”, na atitude orwelliana dos tempos atuais.

O povo despertou e enxergou que pode ser protagonista dos rumos do país, e não mais apenas sendo mantido com a obrigação de votar nas eleições, para alimentar o sistema com os cargos que têm que ser preenchidos na máquina pública.

Por outro lado, o povo também já enxergou que aliado a esse protagonismo está o poder popular (que, aliás, é um dos postulados da Constituição da República, na expressão “todo o poder emana do povo”, constante do parágrafo único do artigo 1º da Carta).

E aqui, nesse particular, entra em cena a questão do exercício do poder. Olavo de Carvalho ensina que ter poder é se fazer obedecer; seja pelo convencimento ou seja pela força bruta. E diante do poder popular, a vontade da maioria tem que ser imposta. Não se pode ter medo de usar o verbo “impor”, que no léxico significa tornar obrigatória, forçar-se a cumprir.

Assim é em uma democracia. Se a vontade da maioria não é obedecida, ela tem que ser imposta. Não há mal algum nisso, repito. Não se trata de ser “antidemocrático”, trata-se justamente do inverso disso. Não se pode chamar de democracia a ideia de alguém impor a vontade popular da maioria frente à minoria. Viver em uma democracia é saber se resignar ante a vontade da maioria, caso seja minoria.

O povo saiu às ruas no dia 7 de setembro, na maior manifestação popular de toda a história do país, com, basicamente, três objetivos:

(i) estabelecer um marco temporal, fixando na história a data em que tudo começou, no despertar coletivo da população brasileira quanto à sua luta pela liberdade;

(ii) fazer um retrato para o mundo sobre o que vem acontecendo aqui, demonstrando à comunidade internacional o tamanho do movimento popular e a união de propósitos entre os brasileiros;

(iii) e demonstrar apoio ao Presidente da República, na sua luta em favor do povo contra o sistema oligárquico que escraviza o país, deixando claro que apoia e apoiará qualquer medida que ele venha tomar no sentido de impor a vontade popular da maioria sobre a minoria.

Esse é o panorama político em que nos encontramos. E aqui vou ao ponto principal desse meu texto. Não esperem resultados imediatos sobre o que o povo vem fazendo, daqueles de 24 ou até mesmo 48 horas, do tipo ultimato. Temos que ter maturidade para saber conservar o que já conquistamos nesses últimos anos e avançar mais, com consistência.

Entendo o sentimento de impaciência e até frustração de alguns, que têm feito contato comigo, dizendo-se agoniados ante a demora do Presidente em “fazer o que tem que fazer”. Na verdade, esse texto é mesmo endereçado a eles.

É realmente difícil, e entendo essas pessoas. Mas que saibam o seguinte: isso tudo que a minoria oligárquica que controla tudo faz para impedir a maioria do povo de tomar a frente nos destinos do país e garantir que o Presidente da República governe como deve governar é porque o Brasil é um país muito rico, mas muito rico mesmo, que mesmo com todas essas confusões e roubalheiras de sempre, funcionava relativamente bem, de acordo com a “teoria da graxa” que alguns juristas esquerdistas criaram para justificar as coisas erradas.

O sistema está em uma luta fratricida para se manter no poder e expelir o povo – representado por Jair Bolsonaro – do seu meio, tendo-o como um intruso, um invasor, uma persona non grata frente a essa casta oligárquica que controla tudo desde, repito, a proclamação da República.

Esse método de governar o país e de se tocar a máquina pública durou até o final de 2018, pois foi interrompido por Jair Bolsonaro quando foi eleito Presidente da República.

E agora, em um português claro, não querem largar o osso e não permitem que se pare a engrenagem que os alimenta.

A pergunta que alguns fazem é: como agir, frente a isso tudo?

Respondo por mim, que sou apenas um homem comum. De minha parte estarei com o Presidente da República aonde ele estiver, pois reconheço na figura dele a nossa única chance, como brasileiros, de conseguir algum avanço no que almejamos para o país. E estarei também com todos os brasileiros que lutam pela melhoria das coisas e pela demolição desse sistema que nos escraviza a todos, mantendo-nos reféns de um sistema falido, maquiado sob a alcunha de “democracia”, mas que na verdade se traduz em uma demofobia.

Não desanimo e nem me deixo levar pela emoção. Sei que todos nós nascemos nessa época para sairmos em defesa das coisas que amamos – e dentre elas está, em primeiro lugar, a liberdade. Tudo tem um propósito. A única diferença entre mim, você que lê isso aqui, os milhões que foram às ruas no dia 7, e Jair Bolsonaro, é que ele é Presidente da República e nós não.

De resto, ele é igual a nós todos, e deixá-lo de apoiar nas batalhas da GUERRA POLÍTICA significa o risco de nós perdermos o que já conquistamos, e retroceder àquele sistema que jamais podemos permitir que volte.

Devemos, por outro lado, continuar com a mesma demonstração de poder popular, com os mesmos discursos que temos usado, e sem retroceder um centímetro na nossa militância, até que enfim seja tomada alguma medida por parte do Presidente da República que garanta o cumprimento da vontade popular da maioria do povo.

É isso que penso sobre a situação do país e do nosso papel nisso tudo.

9 de setembro de 2021, 10 horas da manhã.

Parte: II

Divulgada a tal “Carta à Nação” por parte do Presidente da República, agora é hora de se avaliar a consequência política dela, e o que pode repercutir na militância de direita e na base de apoio de Bolsonaro.

Ressalvo que tudo o que escrevo aqui é com base em minha própria análise opinativa, de cidadão comum, que não integra governo nem partido político, e que portanto não possui qualquer informação chamada “de bastidores”.

Li a íntegra do documento, com muita atenção, sem me deixar contaminar pela emoção, e refleti bastante. Para mim, Bolsonaro sentou na mesa de negociação “com a moeda boa na mão”.

Ao chamar Michel Temer para servir de interlocutor para pacificação das instituições, especialmente do Supremo Tribunal Federal, na verdade não apenas golpeou a esquerda como desarmou completamente a narrativa de que ele seria antidemocrático ou golpista, e que estava prestes a decretar um regime de exceção, fora do Estado Democrático.

Transferiu a responsabilidade de tudo que envolva a crise institucional que, verdade seja dita, não foi gerada por ele, para o Supremo Tribunal Federal, e principalmente, restabeleceu a confiança imediata dos investidores no Mercado brasileiro, além de pretender avançar pautas no Legislativo que aparentemente não avançariam mais, em virtude da falada crise institucional.

Certamente, se não tivesse sido feito nada, o Governo de Jair Bolsonaro apenas se arrastaria tentando se equilibrar no gelo fino até o final do mandato, sem qualquer avanço no Congresso. E se tivesse sido tomada alguma medida de ruptura constitucional de verdade, daquelas que muita gente esperava, o país ingressaria em um caos econômico, social e político que no final apenas o povo é que sofreria, abrindo caminho para a esquerda radical e raivosa.

Por fim, tem um aspecto engraçado nisso tudo, que mostra como Bolsonaro é de fato uma pessoa de visão: ao “tirar Temer da cartola”, e deixar claro que foi ele quem rascunhou a tal “Carta à Nação”, fazendo questão de dizer que foi, sim, o ex-presidente quem escreveu, ele fez reviver nos ânimos da esquerda a questão do impeachment de Dilma, articulado muito por Temer nos bastidores, que chegou até mesmo a redigir uma carta à presidente naquela ocasião, carta essa que enfureceu os petistas que ainda defendiam a Mulher Sapiens.

A esquerda jamais superou o que Temer fez. Jamais o perdoou, e jamais o perdoará. E, por outro lado, foi Temer quem, agora, resolveu dar a viabilidade à pacificação institucional que Bolsonaro fez sem adentar em qualquer ato de ruptura.

No final, não teve golpe algum do Presidente da República, não teve tanque nas ruas, não teve fechamento de STF, não teve qualquer golpe antidemocrático como já haviam “vendido” para o mundo. Teve uma atitude de um verdadeiro estadista, que apenas com o capital político obtido no amplo apoio popular nas manifestações da véspera pode, com a maquiagem de acenar com a bandeira branca e estender a mão para quem o ataca, na verdade enquadrar todos e colocá-los de volta em seu círculo, transferindo para eles, inteiramente, a responsabilidade por eventuais disruptura na estabilidade do país.

Não tenho dúvidas que Bolsonaro não só garantiu a permanência do seu governo, com o desmantelamento de mais um golpe que se avizinhava para apeá-lo do cargo, como também a neutralização quase completa da esquerda, que nesse exato momento deve estar se perguntado o que aconteceu de errado dessa vez, no seu plano para provocar o caos e desestabilizar o país.

Agora é ter serenidade e paciência para ver os resultados da ação do Presidente da República, que certamente já aparecerão em um curto período de tempo.

10 de setembro de 2021, 11 horas da manhã.

Pensei, refleti, busquei informações, e achei a jogada MUITO BOA. Típica mesmo do nosso “soldado 01”, que vai abrindo caminho e tentando, além de se equilibrar no Poder, ganhar território para a direita, no futuro.

Bolsonaro teve o que se chama de “moeda boa na mão”, para negociar, depois do 7 de setembro.

Amanhã escrevo um texto sobre isso, e vai pro Jornal da Cidade, com minha visão ampla de tudo.

Mas por ora digo o seguinte: NÃO JOGUE FORA ESSE GRANDE AVANÇO QUE CONQUISTAMOS NA DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA, achando que Bolsonaro se acovardou. Tenha maturidade emocional para entender que ele na verdade AVANÇOU.

Leia a íntegra da nota, sem emoção e pausadamente. E pare de servir de massa de manobra para a Esquerda, ou de ser usado para narrativas.

Foto de Guillermo Federico Piacesi Ramos
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SEGUNDO PROFESSOR, A ONU TERIA CONDIÇÕES DE ADIAR OU ELIMINAR POR COMPLETO O RISCO DE UMA GUERRA MUNDIAL PROVOCADA PELA CRISE NO AFEGANISTÃO

Há risco de a crise no Afeganistão evoluir para uma guerra mundial?

Segundo professor da Unicamp, ONU teria condições de adiar este perigo por muito tempo e possivelmente eliminá-lo por completo

INTERNACIONAL

Sofia Pilagallo, do R7*

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Vitória do Talibã poderia fortalecer outros grupos extremistas e provocar conflitos regionais

AKHTER GULFAM / EFE – EPA – 25.8.2021

Com a crise política que se instalou no Afeganistão desde quando o Talibã invadiu a capital Cabul e assumiu o controle do país, no dia 15 de agosto, um pensamento possível é que o mundo estaria caminhando rumo a um novo conflito a nível global — que, se consumado, seria o terceiro da história da humanidade e o primeiro deste século.

Para o professor de Direito da Unicamp (Universidade Estadual Paulista), Luís Vedovato, que estuda o Afeganistão pelo viés dos direitos humanos, o risco de um conflito nessas proporções acontecer é consideravelmente baixo.

Não por acaso, a entidade foi criada em 1945, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, o maior e mais destrutivo conflito da história, que matou um total estimado de 70 a 85 milhões de pessoas.

“Há de se levar em conta ainda a questão econômica, que é internacionalmente conectada devido a estrutura da ONU. Conflitos são sempre prejudiciais à economia, ainda mais um conflito de proporções mundiais”, afirma o professor da Unicamp.

Um segundo fator a ser levado em consideração, de acordo com Vedovato, é a possibilidade, ainda que remota, de haver o uso de bombas nucleares em uma eventual nova guerra mundial. Esse tipo de armamento tem como característica uma grande liberaçao de energia e, por isso, tem um imenso poder de destruição.

O mundo ainda se lembra, com imenso pesar, dos dias 9 e 16 de agosto de 1945, quando os Estados Unidos lançaram bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki e provocaram, instantaneamente, a morte de 70 mil pessoas.

“O Irã, por exemplo, enriquece urânio a 20% de pureza, o que não é o suficiente para a produção de bombas nucleares e, por hora, é usado apenas e tão somente para a produção de energia. Sabe-se, no entanto, que produzir bombas nucleares não seria um grande desafio naquela região, ainda mais tendo em vista que todos os países ali são muito bem armados”, diz.

Conflitos regionais

Apesar de Vedovato não acreditar que uma terceira guerra mundial seja uma possibilidade concreta, ele defende que, eventualmente, poderiam surgir conflitos regionais entre alguns países do Oriente Médio, que, assim como o Afeganistão, também abrigam grupos que fazem uma interpretação extrema da religião islâmica.

Um exemplo disso é o Iêmen, país onde o terrorismo gera preocupação desde muito tempo e há forte presença da organização fundamentalista Al-Qaeda, responsável pelo ataque às torres do World Trade Center, em Nova York, em 11 de setembro de 2001.

Para o professor, a recente vitória do Talibã sobre o governo do Afeganistão poderia fortalecer esses grupos, que cogitariam tomar o poder de seus respectivos países e provocar, assim, alguns conflitos na região do Oriente Médio. Dificilmente, no entanto, ele acredita que tais conflitos se espalhariam pelo mundo e evoluiriam para uma situação de proporções maiores.

“Ainda não há qualquer perspectiva de uma terceira guerra mundial, mas acho que o mundo deve ficar bastante atento aos próximos desdobramentos da crise no Afeganistão, sobretudo porque estamos em um momento de mudança de poder”, afirma.

“Os Estados Unidos estão agora saindo do centro das decisões políticas mundiais para compartilhar esse centro com outros países, tais como China e Rússia, que já sinalizaram apoio ao novo governo talibã”, completa.

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EX-DITADOR DO SUDÃO OMAR AL-BASHIR SERÁ ENTREGUE A JUSTIÇA

Sudão entregará ex-ditador Omar al-Bashir à Justiça internacional

Ex-governante do país será julgado em Haia por crimes de guerra e contra a humanidade cometidos no conflito de Darfur

INTERNACIONAL

 por AFP

Omar al-Bashir governou o Sudão por mais de três décadas até ser deposto em 2019

ASHRAF SHAZLY / AFP – ARQUIVO

O governo sudanês entregará ao Tribunal Penal Internacional (TPI) vários ex-dirigentes do país, entre eles o presidente deposto Omar al-Bashir, procurados por crimes de guerra contra a humanidade e por crimes de guerra no conflito na região de Darfur, informou a Chancelaria do Sudão nesta quarta-feira (11).

“O Conselho de Ministros decidiu entregar as pessoas procuradas ao Tribunal Penal Internacional”, declarou a ministra sudanesa das Relações Exteriores, Mariam al-Mahdi, citada pela agência oficial de notícias Suna, em reunião com o novo procurador desta corte com sede em Haia, Karim Khan, que se encontra em Cartum.

Desde 2003, o conflito em Darfur, no oeste do país, opôs o regime de maioria árabe de Al-Bashir aos rebeldes de minorias étnicas que se consideravam marginalizadas. Causou cerca de 300 mil mortes e cerca de 2,5 milhões de deslocados, a maioria durante os primeiros anos de combates, de acordo com as Nações Unidas.

O compromisso do Sudão em buscar justiça (…) vem como uma resposta às demandas do povo”, declarou o primeiro-ministro, Abdullah Hamdok, em um comunicado após se reunir com Khan.

Al-Bashir, de 77 anos, foi deposto em abril de 2019, após três décadas no poder, vítima de um movimento popular sem precedentes.

Em fevereiro de 2020, o governo de transição lançado após sua queda se comprometeu, verbalmente, a favorecer o comparecimento de Omar al-Bashir perante o TPI. O tribunal emitiu mandados de prisão contra ele e contra outros funcionários de seu governo por “crimes contra a humanidade” e por “genocídio” em Darfur.

Os outros dois ex-líderes do regime que serão entregues ao TPI são Ahmed Haroun, ex-governador do estado de Kardofan do Sul, e Abdel Rahim Mohamed Hussein, ex-ministro da Defesa, ambos processados pelos mesmos motivos. Eles foram presos após a queda de Al-Bashir e estão detidos no Sudão.

Justiça para as vítimas

Um acordo de paz histórico assinado em outubro de 2020 entre o governo de transição e vários grupos rebeldes insistiu na necessidade de “cooperação total e ilimitada” com o TPI.

Nessa linha, na semana passada o gabinete do governo sudanês votou a favor da ratificação do Estatuto de Roma do TPI. E, nesta quarta-feira, a ministra sudanesa destacou a importância da cooperação com o tribunal de Haia “para obter justiça para as vítimas da guerra em Darfur”.

Na terça-feira (10), o procurador-geral do Sudão, Mubarak Mahmud, declarou – depois de se encontrar com Khan – que seu gabinete estava pronto para “cooperar com o TPI em todos os casos, especialmente aqueles envolvendo as vítimas de Darfur, para que a justiça seja feita”.

No Twitter, o enviado especial da ONU para o Sudão, Volker Perthes, disse que “o TPI pode ajudar a estabelecer um tribunal especial para Darfur”.

A organização de direitos humanos Anistia Internacional fez um apelo para que os “crimes terríveis” de Bashir não fiquem impunes, referindo-se ao genocídio em Darfur.

Condenado por corrupção em 2019, Al-Bashir está detido na prisão de Kober, em Cartum.

Ele também está sendo julgado pela Justiça sudanesa por seu papel no golpe que o levou ao poder em 1989. Desde julho de 2020, seu julgamento foi adiado várias vezes, devido a recursos interpostos por seus advogados.

Em julho, o TPI anunciou que um líder das milícias Janjaweed do Sudão e um ex-aliado de Bashir serão os primeiros a enfrentar julgamento por crimes de guerra e por crimes contra a humanidade no conflito de Darfur.

Ali Muhammad Ali Abd-Al-Rahman, também conhecido pelo nome de guerra Ali Kushayb, enfrentará 31 acusações perante o TPI, incluindo assassinato, estupro e tortura, informou o tribunal. Este homem de 70 anos, que se entregou no ano passado depois de mais de uma década foragido, nega as acusações.

Fonte: R7

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GUERRA NA SÍRIA NÃO IMPEDE DE CRIANÇAS DISPUTAREM AS ‘OLIMPÍADAS DE TENDAS’

Crianças disputam as ‘Olimpíadas de Tendas’ em uma Síria em guerra

Mais de cem pequenos atletas de 8 a 14 anos competem por medalhas nos campos de deslocados no noroeste do país

INTERNACIONAL

 Da AFP

Jogos de crianças nos campos de refugiados da Síria

OMAR HAJ KADOUR / AFP – 08.08.2021

Lançamento de dardo, obstáculos e corridas de velocidade perto das tendas: a milhares de quilômetros de Tóquio, cem crianças competem por medalhas de ouro na Síria, onde campos para deslocados no noroeste organizaram seus próprios Jogos Olímpicos.

Para evitar o calor infernal nos horários de pico, 120 crianças que vivem em uma dúzia de acampamentos perto da cidade de Idleb se reuniram pouco antes do pôr do sol de sábado para as “Olimpíadas de Tendas”, organizadas por uma ONG síria.

Eles têm entre 8 e 14 anos e, vestindo as cores de seu campo, competiram em diversas modalidades: lançamento de disco, salto em altura, artes marciais, ginástica, badminton, corridas e até mesmo uma corrida de cavalo fictícia, em que as crianças montam um cavalo de papelão.

Na terra ocre perto das tendas do campo de Yaman, os contornos de um campo de futebol foram desenhados com giz branco, perto de uma pista de corrida oval cheia de obstáculos.

“Nós nos divertimos muito”, disse Walid Mohamed al-Hassan, de 12 anos. “Consegui o segundo lugar no salto em distância”, continua, sem perder o sorriso, nos braços de seus três companheiros.

Sob o olhar da plateia, dois meninos com uniformes de caratê e faixas laranjas se entreolham e pulam gritando, com um pé na frente do outro e lançando socos no ar.

Ao final das provas, os vencedores são anunciados. Em meio a aplausos e gritos do público, eles recebem suas medalhas no pódio, enquanto confetes são jogados no ar.

Heróis livres

A ideia do evento é “fazer com que as crianças descubram diferentes modalidades esportivas”, explica à AFP um dos organizadores, Ibrahim Sarmini, vestindo uma camisa polo lilás com o logo de sua ONG, a Organização Violeta.

Mas “o objetivo principal era focar nos moradores do campo, nas crianças e nos adultos, que vivem uma vida muito difícil”, acrescenta.

O conflito, que dividiu o país, custou quase meio milhão de vidas e já deslocou milhões desde 2011.

A província de Idleb, o último grande reduto jihadista e rebelde no noroeste do país, tem cerca de três milhões de habitantes, quase metade dos quais vive em acampamentos informais, muitas vezes em condições de extrema pobreza.

Para atender às suas necessidades, eles dependem de ajuda humanitária e apoio de ONGs.

Em Tóquio, onde ocorreu no domingo a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de 2020, foi possível ver os sírios em duas equipes: a delegação oficial de seu país, mas também na equipe olímpica de refugiados, que existe há duas edições.

“É triste ver jovens sírios participando com esse status de refugiado”, disse Sarmini. “Mas é ótimo para nós que existam verdadeiros heróis livres representando o povo do noroeste da Síria nos Jogos Olímpicos.”

Nenhum sírio da equipe de refugiados ganhou uma medalha. Já a delegação síria levou o bronze no levantamento de peso (+109kg) com Man Asaad.

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PRESIDENTE DOS EUA ALERTOU QUE ATAQUE CIBERNÉTICO PODE RESULTAR EM UMA “GUERRA REAL COM TIROS”

Biden alerta que ciberataques podem levar a ‘guerra real’

Presidente dos EUA se disse preocupado com ataques cibernéticos à infraestrutura do país e lançou advertência

INTERNACIONAL

 por Reuters

Biden alertou para risco de "guerra real" como resultado de ataques cibernéticos

EVELYN HOCKSTEIN / REUTERS – 27.7.2021

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, alertou nesta terça-feira (27) que se os EUA se envolverem em uma “guerra real com tiros” contra uma “grande potência” poderá ser resultado de um ataque cibernético significativo ao país, ressaltando o que Washington vê como as ameaças crescentes representadas por Rússia e China.

A segurança cibernética subiu ao topo da pauta do governo Biden após uma série de ataques a entidades de alta importância, como a empresa de administração de redes SolarWinds, a Colonial Pipeline company, o frigorífico JBS e a fabricante de softwares Kaseya atingirem os Estados Unidos muito além das empresas hackeadas. Alguns dos ataques afetaram o fornecimento de alimentos e combustíveis a partes do país.

“Eu acredito que é mais do que provável que se acabarmos nos envolvendo em uma guerra – uma guerra real com tiros com uma grande potência — será graças a uma violação cibernética de grandes consequências”, disse Biden em um discurso de meia hora ao visitar o gabinete do diretor Nacional de Inteligência (ODNI, na sigla em inglês).

Durante uma cúpula no dia 16 de junho em Genebra entre Biden e o presidente russo, Vladimir Putin, o norte-americano compartilhou uma lista de instalações de infraestrutura que os Estados Unidos consideram fora dos limites para demais Estados-nações.

Desde então, membros do alto escalão da equipe de segurança nacional do governo Biden têm estado em contato constante com membros do alto escalão do Kremlin por conta de ataques virtuais aos Estados Unidos, segundo a Casa Branca.

Biden também destacou as ameaças representadas pela China, se referindo ao presidente chinês, Xi Jinping, como “seriamente comprometido à meta de se tornar a força militar mais poderosa do mundo, assim como a maior e mais proeminente economia do planeta até meados da década de 2040”.

Durante seu discurso para cerca de 120 funcionários do ODNI e autoridades e lideranças, Biden também agradeceu aos integrantes das agências de inteligência dos EUA, enfatizou sua confiança no trabalho que fazem e disse que não irá exercer qualquer tipo de pressão política sobre eles. O ODNI supervisiona 17 organizações de inteligência.

“Eu nunca irei politizar o trabalho que vocês fazem. Vocês têm a minha palavra”, disse. “É importante demais para o nosso país”.

Os comentários de Biden indicam uma ruptura clara com as declarações de seu antecessor Donald Trump, que tinha uma relação contenciosa com as agências de inteligência do país em questões como as indicações de que a Rússia teria interferido para ajudar Trump a conquistar a eleição de 2016 e o papel delas nas revelações de que Trump teria pressionado o governo da Ucrânia a investigar Biden.

Trump teve quatro diretores permanentes ou interinos de inteligência nacional durante seus quatro anos de governo.

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MINISTRO DA DEFESA DA ARGENTINA DECLAROU EM EVENTO DE HOMENAGEM AOS VETERANOS DA GUERRA DAS MALVINAS QUE O PAÍS CONTINUA REIVINDICANDO A SOBERANIA SOBRE AS ILHAS

Argentina diz que Reino Unido usa Malvinas como ‘enclave militar’

Ministro da Defesa do país afirma que britânicos só seguem com a posse do arquipélago para estabelecer presença no Atlântico Sul

INTERNACIONAL |

Do R7

Fernández voltou a declarar que quer a devolução das Malvinas

ALBERTO VALDES / EFE – ARQUIVO
O ministro da Defesa da Argentina, Agustín Rossi, declarou segunda-feira, em evento em homenagem aos veteranos da guerra das Malvinas de 1982, que o país continua reivindicando a soberania sobre as ilhas através dos canais diplomáticos, mas denunciou o uso do arquipélago como um “enclave militar” pelo Reino Unido.

O ato, realizado ao lado da sede ministerial em Buenos Aires, foi dedicado ao reconhecimento dos soldados que lutaram na guerra na qual morreram 255 britânicos, três ilhéus e 649 argentinos, exatamente 39 anos depois do fim das batalhas.

Rossi disse que desde 2 de abril, quando foi lembrado um novo aniversário do início da guerra, o país iniciou a vigília dos 40 anos, que serão completados em 2022.No meio do discurso, Rossi afirmou que “para a Grã-Bretanha a guerra não acabou” e acrescentou: “As ações da Grã-Bretanha em termos de política de defesa não são inócuas”.

Segundo o oficial argentino, os britânicos continuam com a execução de exercícios militares, que ele considerou “ofensivos. “Merecem nosso repúdio, crítica e condenação permanente”, considerou.

“O Reino Unido transformou as Malvinas em um enclave militar, em uma ilha onde há tantos ilhéus quanto soldados britânicos. Através de uma análise geopolítica e geoestratégica das ilhas, o interesse britânico está colocado na importância deste enclave militar no Atlântico Sul-Sul, sua visão para a Antártida e sua visão para o Estreito de Magalhães”, completou.

Reclamação diplomática e bloqueio inglês

O ministro denunciou os bloqueios do Reino Unido contra as tentativas do governo argentino de atualizar ou reequipar as Forças Armadas e prometeu continuar a luta pelo controle do arquipélago.

“Continuaremos reivindicando as Malvinas através dos canais diplomáticos. Nenhum país do mundo gosta de ser acusado de ser imperialista ou de exercer uma situação de colonialismo explícito como a Grã-Bretanha está exercendo hoje com a Argentina”, disse Rossi. “Qualquer componente de origem britânica interrompe qualquer tipo de operação”, acrescentou.

Na última sexta-feira, o presidente argentino, Alberto Fernández, defendeu reivindicação de soberania de seu país sobre as Ilhas Malvinas. Segundo ele, o território continua “usurpado” pelo Reino Unido.

“A Argentina fez muitos esforços para encontrar um ponto de diálogo e acordos com os usurpadores, mas não correu bem”, lamentou o chefe de governo em um evento que marcou o Dia da Afirmação dos Direitos Argentinos sobre as Ilhas Malvinas.

Em sua opinião, o Reino Unido se estabeleceu nas Malvinas por razões econômicas e militares, para ter um melhor controle do Atlântico Sul.

Fonte: R7
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AUTORIDADES COMERCIAIS AMERICANAS E CHINESAS TIVERAM A PRIMEIRA CONVERSA TELEFÔNICA DESDE QUE BIDEN SE TORNOU PRESIDENTE DOS EUA

China e EUA têm primeira aproximação após guerra comercial

Autoridades comerciais conversaram por telefone pela 1ª vez; relações entre dois países se deterioraram durante governo Trump

EUA e China aceitam voltar a negociar

REUTERS/JASON LEE/ILLUSTRATION/FILE PHOTO

Autoridades comerciais chinesas e americanas tiveram a primeira conversa telefônica desde que Joe Biden se tornou presidente dos Estados Unidos, anunciou nesta quinta-feira (27) o ministério do Comércio da China.

As relações entre Pequim e Washington se deterioraram durante a presidência de Donald Trump, marcada por um conflito comercial entre as duas grandes potências mundiais.

O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, conversou com Katherine Tai, Representante do Comércio dos Estados Unidos (USTR), em uma “troca construtiva” e em uma “atitude de igualdade e respeito mútuo”, de acordo com um comunicado divulgado pelo ministério.

“A embaixadora Tai falou sobre os princípios que orientam a administração Biden-Harris, com foco nas políticas comerciais (…) ao mesmo tempo que mencionou as questões que preocupam”, afirma, em um comunicado curto, o escritório da representante americana do Comércio.

Washington confirmou uma “reunião virtual” e uma conversa “sincera e pragmática”.

Este foi o primeiro contato entre Tai, designada para o posto em março, e Liu He, principal conselheiro econômico do presidente Xi Jinping e negociador chefe na guerra comercial.

Os dois países assinaram um acordo em janeiro de 2020, com o objetivo de encerrar dois anos de guerra comercial, que continha dispositivos sobre a proteção da propriedade intelectual e as condições de transferência de tecnologia, grandes exigências dos Estados Unidos.

O acordo prevê ainda que as duas partes devem ter encontros de etapa a cada seis meses.

Mas o novo governo Biden anunciou em abril que faria um balanço das promessas cumpridas pela China no âmbito do acordo.

A “capacidade” da China de cumprir seus compromissos com os Estados Unidos é uma “prioridade”, disse Katherine Tai.

Compromissos

Com o acordo comercial, a China se comprometeu a aumentar em pelo menos 200 bilhões de dólares em 2020 e 2021 as compras de produtos e serviços americanos para tentar reduzir o desequilíbrio da balança comercial, muito favorável ao gigante asiático.

Mas no fim do primeiro trimestre de 2021, Pequim havia cumprido apenas entre 61% e 75% das compras previstas, de acordo com um estudo de Chad Brown, pesquisador do Peterson Institute for International Economics (PIIE), que utilizou dados do comércio internacional publicados pelos dois países.

O acordo comercial denominado “fase 1” manteve as tarifas dos Estados Unidos de 25% sobre uma gama de produtos chineses e componentes industriais que representavam 250 bilhões de dólares, assim como as medidas de retaliação chinesas de mais de 100 bilhões de dólares sobre as importações procedentes dos Estados Unidos.

O governo dos Estados Unidos afirmou em março que não está disposto a retirar as tarifas, mas se declarou disposto a negociar com a China.

As tarifas foram adotadas para “remediar uma situação comercial desequilibrada e injusta”, declarou Katherine Tai, antes de acrescentar que a suspensão das taxas poderia ter consequências negativas na economia americana.

Fonte: R7
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GRUPOS DE PALESTINOS ESTÃO CUIDANDO DE ANIMAIS FERIDOS DURANTE A GUERRA

Palestinos aproveitam trégua em Gaza para tratar animais feridos

Cães e gatos encontrados pelas ruas recebem medicamentos, alimentos e abrigo após 11 dias de conflito entre Hamas e Israel

INTERNACIONAL

 por Reuters – Internacional

Animais na Faixa de Gaza recebem cuidados após 11 dias de conflito entre Hamas e Israel

IBRAHEEM ABU MUSTAFA/REUTERS – 25/05/2021

Grupos palestinos de defesa de animais estão cuidando de cães e gatos de rua feridos durante o conflito de 11 dias entre militantes do Hamas e Israel, durante o qual Gaza foi atingida por centenas de ataques aéreos israelenses.

Ao menos 253 pessoas foram mortas em Gaza, e mais de 1.900 ficaram feridas, disseram autoridades de saúde palestinas.

Os militares israelenses estimaram em 13 os mortos em seu país, e centenas foram tratados de ferimentos depois que salvas de foguetes do Hamas causaram pânico e fizeram pessoas de locais distantes como Tel Aviv correrem para abrigos.

Saeed El-Aer, proprietário da Sociedade Sulala de Tratamento e Cuidado de Animais, está vasculhando as ruas de Gaza em busca de cães e gatos abandonados e lhes fornecendo medicamentos, alimentos e abrigo.

“Ainda estamos recebendo chamadas sobre gatos e cães feridos na guerra, e ainda estamos tentando encontrá-los para ajudá-los”, disse ele.

Assim que foi acertado um cessar-fogo na sexta-feira, após as piores hostilidades entre o Hamas e Israel em anos, Aer correu para seu abrigo de animais, construído em um pedaço de terra que o município lhe deu em Zeitoun, no subúrbio leste da Cidade de Gaza.

“Encontrei todos os cães do lado de fora. Estavam tristes, com medo e aterrorizados”, disse ele à Reuters, acrescentando que os bombardeios israelenses destruíram parte da cerca exterior.

“Fiquei surpreso de ver um jumento morto e outro cavalo ferido, que depois morreu. Encontrei cães feridos por estilhaços, e ainda estou tratando-os.”

Fonte: R7

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DIANTE DO AUMENTO DE CONFLITOS ENTRE SEPARATISTAS E O GOVERNO DA UCRÂNIA, PRESENÇA DE NAVIOS DE GUERRA É REFORÇADA NA REGIÃO

Tensão: Rússia reforça presença de navios de guerra no Mar Negro

Moscou reforça a presença naval na região diante do aumento dos conflitos entre separatistas e o governo da Ucrânia

INTERNACIONAL

 Do R7

Navio de guerra russo navega pelo estreito de Bósforo em IstambulNavio de guerra russo navega pelo estreito de Bósforo em Istambul YORUK ISIK/REUTERS – 17.04.21

Dois navios de guerra russos transitaram pelo estreito de Bósforo a caminho do Mar Negro neste sábado (17) e 15 navios menores também seguiram para a mesma localidade, com Moscou reforçando sua presença naval em meio a um momento de tensões com o Ocidente e com a Ucrânia.

O reforço naval coincide com um grande aumento das tropas russas na região próxima à Ucrânia, algo que Moscou classifica como exercício defensivo temporário, e segue uma escalada nos combates no leste da Ucrânia entre separatistas apoiados pela Rússia e as forças do governo ucraniano.

As relações entre Rússia e Washington, que cancelou o envio de dois de seus próprios navios de guerra ao Mar Negro na semana passada após protestos contundentes dos russos, estão em um nível preocupante no pós-Guerra Fria.

Moscou expulsou dez diplomatas americanos na sexta-feira em retaliação à expulsão do mesmo número de diplomatas russos nos Estados Unidos por suposta atividade maléfica.

A Rússia também restringiu temporariamente o movimento de navios de guerra estrangeiros “e outros navios estatais” perto da Crimeia, que o país anexou da Ucrânia em 2014, uma medida já condenada por Kiev e Washington.

Dois navios russos de desembarque anfíbio da classe Ropucha, da Frota do Norte da Rússia, capazes de transportar tanques e desembarcar blindados e tropas durante ataques costeiros, transitaram pelo Bósforo neste sábado, informou um repórter da Reuters em Istambul.

Mais reforços navais russos na forma de outros dois navios de desembarque, desta vez da Frota do Báltico, devem transitar em breve no Bósforo.

A agência de notícias RIA também informou neste sábado que 15 navios menores da frota russa do Cáspio concluíram sua transferência para o Mar Negro como parte de um exercício militar.

Em mais um sinal de aumento das tensões na região, um navio transportando caminhões e equipamentos de logística para as forças da OTAN na Romênia transitou pelo Bósforo na noite de sexta-feira, informou o mesmo repórter da Reuters.

Em São Petersburgo, o serviço de segurança secreta russo FSB deteve brevemente um diplomata ucraniano, disse o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia neste sábado.

A agência de notícias Interfax citou o FSB dizendo que Oleksandr Sosoniuk foi levado sob custódia quando tentava obter informações confidenciais de bancos de dados da polícia russa durante um encontro com um cidadão russo.

Fonte: R7
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DOCUMENTÁRIO MOSTRA A HISTÓRIA DE TRÊS ENFERMEIRAS ARGENTINAS QUE PARTICIPARAM DA GUERRA DAS MALVINAS

A história oculta das enfermeiras argentinas na Guerra das Malvinas

Documentário conta a participação de três mulheres da Força Aérea no conflito contra o Reino Unido em 1982

INTERNACIONAL

 Da EFE

Guerra das Malvinas

EFE/ EN EL CAMINO PRODUCCIONES

A história da Guerra das Malvinas é geralmente ilustrada na Argentina com jovens soldados homens que viveram horrores em um território frio e foram derrotados pelo Reino Unido, mas, 39 anos depois, um documentário mostra um lado pouco conhecido: o de três enfermeiras que participaram da guerra.

“Estavam condenadas ao esquecimento, provavelmente porque eram mulheres, mas também porque eram enfermeiras, porque testemunharam o pior da guerra (…). O que elas tinham que contar era algo que não se queria contar”, disse à Agência Efe o diretor do documentário “Nosotras también estuvimos” (“Nós também estivemos”, em tradução livre), o argentino Federico Strifezzo.

Ele aponta o fato de que a ditadura argentina (1976-1983) tentou silenciar a realidade da guerra de 1982 pela disputa das ilhas Malvinas (ou Falklands, como são chamadas pelo Reino Unido), de modo que o silêncio forçado de um total de 14 enfermeiras que participaram encobriu as feridas dos combatentes, dos jovens soldados desnutridos, dos corpos congelados e dos maus tratos.

“Nosotras tambien estuvimos” se concentra em três dessas enfermeiras, da Força Aérea Argentina, que permaneceram na cidade de Comodoro Rivadavia, no sul da Argentina, e que esperaram lá pela chegada dos feridos nos combates nas ilhas.

No filme, Alicia Reynoso, Stella Morales e Ana Masitto retornam juntas pela primeira vez aos lugares onde ficavam seus acampamentos e que hoje são campos ou cavernas vazios.

Elas falam, choram e largam um fardo muito pesado, à sombra dos veteranos comumente reconhecidos pela sociedade.

“Elas ficaram em silêncio por 30 e poucos anos. Uma delas, Ana, disse que passou mais de dez anos sem dizer a seu marido (…) que esteve na Guerra das Malvinas. Alicia não permitiu que seus filhos ligassem a TV no dia 2 de abril. Era uma história que estava realmente enterrada em seus corações”, contou Strifezzo.

Diretor as encontrou a partir de foto

O diretor soube da história delas por meio de uma foto das três durante a guerra, algo que despertou sua curiosidade. Então ele viu capas de revistas da época em que foram entrevistadas durante a guerra, e uma das publicações era intitulada: “No meio da guerra, com coragem e perfume de mulher”.

No filme, elas lembram suas declarações otimistas sobre a guerra e os avisos de seus superiores.

Segundo Strifezzo, uma das reportagens da época afirmava que algumas das mulheres eram voluntárias, “uma das grandes mentiras” da ditadura, já que na realidade as 14 mulheres eram profissionais da Força Aérea.

O documentário estreou no Festival de Cinema de Trieste. Na última quarta-feira, dois dias antes do 39º aniversário do início da Guerra das Malvinas, foi exibido em Comodoro Rivadavia.

Reconhecimento oficial parcial

Hoje, essas três enfermeiras e suas colegas foram reconhecidas pelo Congresso Nacional, mas “continuam sendo negadas como veteranas, porque não foram para as ilhas”, segundo Strifezzo, que ressaltou que mesmo assim elas “cumpriram um papel que tinha muito valor”, paralelo aos que estavam no campo de batalha, onde morreram 649 argentinos, 255 britânicos e três moradoras das ilhas.

Numa época em que havia pouquíssimas mulheres nas forças armadas, as histórias de vida de Alicia, Stella e Ana trazem “outra visão da guerra”.

“Acho que o documentário fala da guerra de um ponto de vista mais próximo, mais humano, mais emocional. Talvez possa ser uma contribuição ao que existe hoje em relação à Guerra das Malvinas”, explicou.

Fonte: R7
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NA SÍRIA, MENINO DE 10 ANOS TRABALHA 10 HORAS/DIA PARA GANHAR R$ 73/MÊS E SUSTENTAR A FAMÍLIA

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NA GUERRA DE DECRETOS PREFEITO DE NATAL CHAMA ATENÇÃO DA GOVERNADORA DO ESTADO PARA ABRIR HOSPITAL DE CAMPANHA

GUERRA DE DECRETOS: Decreto da Prefeitura do Natal diz para o Governo abrir Hospital de Campanha

No decreto do prefeito Álvaro Dias, chama atenção o teor do Art. 20 que recomenda ao Governo do Estado a instalação imediata de um hospital de campanha, veja abaixo:

 SAÚDE

Bancada Federal destina recursos para construção do Hospital Municipal de Natal | Blog do BG

Fonte: Blog do BG

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GOVERNOS DO AFEGANISTÃO E TALIBÃ SE REUNIRAM PARA RETOMAR AS NEGOCIAÇÕES E POR UM FIM EM DUAS DÉCADAS DE GUERRA

Afeganistão e Talibã retomam negociações após 1 mês de impasse

Parada de 35 dias nos diálogos realizados no Catar resultou em uma nova onda de violência no país

INTERNACIONAL Do R7

Enquanto autoridades se reúnem, violência prossegue no Afeganistão

JAWED KARGAR / EFE – EPA – 21.2.2021

O governo do Afeganistão e o Talibã realizaram se reuniram pela primeira vez em mais de um mês nesta segunda-feira (22), em Doha, no Catar, após um atraso de 35 dias que causou uma preocupação generalizada sobre o futuro das conversações que visam pôr fim a duas décadas de guerra.

“Os negociadores principais e vários membros das equipes para as conversações de paz intra-afegãs se encontraram esta noite em uma atmosfera positiva”, informaram em um comunicado conjunto os escritórios de imprensa do governo afegão e as equipes de insurgentes.

Ambos os lados deram ênfase à continuação das reuniões e relataram a nomeação de grupos de trabalho para a agenda para continuar os encontros em busca de um acordo.

Atraso preocupante

Foi o primeiro encontro entre Cabul e os insurgentes em Doha após um atraso de mais de um mês que ocorreu sem motivo divulgado e criou preocupações entre os afegãos sobre o destino dessas conversações. As partes terão agora que trabalhar na redação final da agenda para as conversações de paz.

Espera-se que a discussão de um cessar-fogo seja um dos principais tópicos a serem incluídos na agenda, em meio à crescente violência em curso no país, que está tomando a forma de ataques direcionados em áreas urbanas, principalmente na capital nacional.

As conversações entre facções afegãs, que começaram em 12 de setembro, são precedidas pelo acordo histórico que os Estados Unidos e o Talibã assinaram há quase um ano no Catar, no qual Washington se comprometeu a retirar suas tropas em 14 meses.

Já o Talibã concordou em reduzir drasticamente a violência e participar das conversações para pôr fim à guerra. Na primeira rodada, as partes só chegaram a um entendimento sobre as regras e procedimentos para as tratativas.

Fonte: R7
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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: UMA RESUMO ANIMADODO LIVRO A ARTE DA GUERRA DE SUN TZU

Nesta quarta-feira você vai ver, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO PESSOAL, um resumo animado, feito por Albano do Seja Uma Pesoa Melhor, de um livro que tem mais de dois mil anos, cujas ideias sobrevivem até hoje graças a profunda sabedoria contida em suas breves páginas. Na vida tudo é conhecimento e estratégia. Portanto, quem conhece a si mesmo e conhece o inimigo alcançará a vitória e quem, além disso, conhece o tempo e o terreno a alcançará de modo absoluto!

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POLÍTICA: RODRIGO MAIA ESTÁ SE DESPEDINDO DA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA EM GRANDE ESTILO

Os bastidores da guerra entre o governo Bolsonaro e a turma do Baleia pela presidência da Câmara

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Rodrigo Maia está se despedindo da presidência da Câmara dos Deputados, pelo que parece, em grande estilo, esbanjando dinheiro público.

Desde a posse do presidente Bolsonaro, o ‘Botafogo’, como é conhecido no esquema de propina da Odebrecht, tem engavetado mais projetos do que nunca e deixado caducar medidas importantes para o crescimento do país.

Mas, caro leitor, se você pensa que Maia largou o osso do poder, está muito enganado! Ele uniu a esquerda para eleger seu sucessor na presidência, Baleia Rossi, deputado federal por São Paulo e presidente nacional do MDB.

Isso mesmo, PT e MDB unidos – a narrativa do golpe que teria derrubado Dilma Rousseff foi esquecida.

Na próxima edição da revista A Verdade, que vai ao ar às 15h desta segunda-feira, 18, revelaremos os bastidores da guerra pela presidência da Câmara.

A turma do Baleia vem com tudo para tentar paralisar o país até 2022.

Mas o governo Bolsonaro sabe disso, e já preparou seu arpão!

Fonte: Jornal da Cidade Online

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UMA CAMPANHA DE RECRUTAMENTO NOS EUA ESTÁ NO CENTRO DE UMA BATALHA LEGAL ENTRE ORGANIZAÇÕES DE ESCOTISMO

Por que os escoteiros e as escoteiras estão em ‘guerra’ nos EUA

Uma campanha de recrutamento está no centro de uma batalha legal entre as duas principais organizações de escotismo do país

INTERNACIONAL |

 por BBC NEWS BRASIL

Desde que a Boy Scouts começou a recrutar meninas, várias tropas de escoteiros formadas só por meninas foram criadasDesde que a Boy Scouts começou a recrutar meninas, várias tropas de escoteiros formadas só por meninas foram criadas

Uma campanha de recrutamento está no centro de uma batalha legal entre as duas principais organizações de escotismo dos Estados Unidos.

Em 2018, a Boy Scouts of America, que é originalmente exclusiva para meninos, tirou a palavra boy (menino, em inglês) do nome de seu programa de recrutamento para crianças mais velhas, com idades entre 11 e 17 anos, e passou a aceitar meninas entre seus integrantes.

A organização disse na época que também estava mudando o nome do programa para Scouts BSA para se adequar à mudança e se tornar mais “inclusiva” — o nome da organização foi mantido como Boy Scouts of America, assim como o programa para crianças mais novas continuou a ser chamado de Cub Scouts (cub significa “filhote” em inglês).

Mas a organização Girl Scouts, que é voltada para meninas, protestou, alegando que a mudança seria prejudicial para sua marca e entrou com uma ação na Justiça em novembro de 2018, por violação de marca registrada.

A Girl Scouts diz que muitos pais inscreveram suas filhas por engano no Scouts BSA pensando que era o programa para meninas, disseram os advogados da organização.

Em resposta, os escoteiros acusaram as escoteiras de iniciar uma “guerra”. No mês passado, advogados da Boy Scouts pediram a um juiz que rejeitasse o processo. A organização nega que a mudança tenha causado confusão.

Em um comunicado divulgado no sábado (25/12), a Boy Scouts disse que isso é “não apenas impreciso, mas também ignora as decisões de mais de 120 mil meninas e mulheres jovens que se juntaram ao Scouts BSA ou ao Cub Scouts”.

Disputa por membros

Em outubro de 2017, a diretoria do Boy Scouts of America votou unanimemente para abrir o clube centenário a todas as crianças, independentemente do gênero.

“À medida que entramos em uma nova era para nossa organização, é importante que todos os jovens possam se ver no escotismo de todas as maneiras possíveis”, disse Michael Surbaugh, chefe-executivo da Boy Scouts of América. Ele acrescentou que queria tornar a organização mais “inclusiva”.

O movimento desencadeou uma forte reação online, inclusive do filho do presidente Donald Trump. “Estranho, eu pensei que era para isso que as Girls Scouts serviam???”, tuitou Donald Trump Jr.

Desde que a Boy Scouts começou a recrutar meninas, várias tropas de escoteiros formadas só por meninas foram criadas nos Estados Unidos.

A presidente da Girl Scouts, Kathy Hopinkah Hannah, acusou o grupo de iniciar uma “campanha secreta” para recrutar meninas para uma organização que tinha um declínio “bem documentado” de membros.

“Solicito formalmente que sua organização permaneça focada em servir os 90% dos meninos americanos que não participam atualmente dos escoteiros… e não considere expandir para recrutar meninas”, escreveu a Hannah ao presidente da Boy Scouts, Randall Stephenson.

A Boy Scouts afirma ter cerca de 2,3 milhões de membros nos Estados Unidos, um terço a menos do que tinha em 2000, em comparação com cerca de 1,7 milhão de membros da Girl Scouts.

Fonte: R7

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