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ANÁLISE POLÍTICA: OS BRASILEIROS QUE QUEREM ENTREGAR A AMAZÔNIA, POR ALEXANDRE GARCIA

Nesta segunda-feira estamos de volta com a coluna ANÁLISE POLÍTICA trazendo os extraordinários comentários do incrível Alexandre Garcia, que hoje fala dos brasileiros que querem entregar a Amazônia. Gente que trabalha dentro do próprio país contra o seu próprio país em favor de interesses externos. Assista, reflita e faça o seu juízo de valor.

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: UM ESTUDO IMPRESSIONANTE ATRAVÉS DE REGISTROS FOTOGRÁFICOS DA NOSSA AMAZÔNIA

Um estudo que começou lá no início dos anos 2000, que apresentou mais de 120 mil registros fotográficos demais de 289 espécies na vida selvagem da floresta amazônica faz parte de um grande projeto para proteger melhor a diversidade da Amazônia. Leia o artigo completo a seguir e entenda como esse estudo pode ajudar a melhorar e proteger a nossa imensa floresta.

Foto impressionante de uma pantera agora faz parte de um grande projeto para proteger melhor a diversidade da Amazônia

Olhando para a câmera, esta foto de uma pantera na floresta amazônica é parte de um grande projeto para proteger melhor a enorme diversidade de vida selvagem encontrada lá.

Os conservacionistas reuniram mais de 120.000 fotos de armadilhas fotográficas da floresta para melhorar a pesquisa sobre a abundância, diversidade e condições de habitat de espécies ameaçadas da floresta tropical.

As câmeras de vida selvagem na Bacia Amazônica, equipadas com sensores que acionam quando os animais se aproximam, capturaram fotos de onças, tucanos, harpias, jaguatiricas, antas, queixadas e muito mais.

Um total de 120.849 registros de 289 espécies de 2001 a 2020 foram coletados e padronizados.

A construção desse novo banco de dados envolveu 147 cientistas de 122 instituições de pesquisa e grupos de conservação sob a liderança do Centro Alemão de Pesquisa Integrativa em Biodiversidade (iDiv) e da Universidade Friedrich Schiller de Jena.

Até agora, o conhecimento sobre o número, diversidade, padrões de distribuição e comportamento das espécies neste território tem sido irregular e, portanto, escasso. A informação estava espalhada entre muitas publicações individuais, literatura cinzenta e dados brutos não publicados.

Os dados, publicados na revista Ecology , fornecem informações de 143 locais de estudo em toda a Bacia, uma área de quase 8,5 milhões de quilômetros quadrados abrangendo estados no Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Peru, Suriname. e Venezuela.

A armadilha fotográfica é um método de pesquisa não invasivo e de baixo custo que permite a detecção de espécies de baixa densidade e esquivas que, de outra forma, poderiam ser subestimadas.

Imagem Ocelot da armadilha da câmera lançada – iDiv via SWNS 

“Nosso banco de dados melhora significativamente a situação das informações sobre vertebrados na região amazônica”, disse Ana Carolina Antunes , pesquisadora de doutorado da Universidade de Jena e membro do grupo de pesquisa iDiv.

Esse imenso mosaico de habitats abriga mais de 5.520 espécies de vertebrados e, juntos, fornecem ao mundo serviços ecossistêmicos essenciais.

“Não é só que as câmeras permitem tirar belas fotos dos animais. Eles também fornecem mais dados importantes a partir dos quais é possível deduzir como as mudanças climáticas e as mudanças na paisagem induzidas pelo homem afetam os animais e seus habitats em grande escala.”

Esse banco de dados agora permite análises em maior escala das mudanças nas densidades populacionais e nos padrões de residência dos animais. Por exemplo, o banco de dados pode ajudar a manter a onça-pintada protegida na Floresta Amazônica fornecendo análises de habitat mais precisas; declarações sobre onde os habitats melhor atendem aos requisitos das onças e onde eles não atendem.

2 onças – iDiv via SWNS 

Os resultados das análises podem ser usados ​​para mapear e designar áreas protegidas. Eles também confirmam a importância das áreas protegidas já designadas para a onça-pintada e suas presas.

Os dados anteriormente fragmentados, que cobriam apenas áreas menores, permitiram que fossem feitas declarações muito esparsas sobre os habitats de grande escala que as onças – e outras espécies – exigem.

A Amazônia é a maior e mais biodiversa floresta tropical da Terra, com 34
milhões de pessoas e metade do carbono terrestre armazenado das florestas tropicais do planeta, um total de 100 bilhões de toneladas de carbono em biomassa.

Esta região hiperdiversa tem mais de 15.000 espécies de árvores distribuídas em uma variedade de habitats, como savanas, florestas de areia branca e florestas inundadas ou não inundadas. Cruzando esses habitats, o rio Amazonas é a maior bacia hidrográfica do mundo em extensão e volume, contendo de 12 a 20% da água doce global.

“Juntos, esses dados nos permitem avançar em nosso potencial de abordar questões importantes relacionadas à conservação e ao desenvolvimento de políticas públicas”, disse um dos autores do estudo, Milton Ribeiro, professor da Universidade Estadual Paulista.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: FAUNA DA AMAZÔNIA AMEAÇADA DE EXTINÇÃO NOS PRÓXIMOS 30 ANOS

AMAZÔNIA PODE TER 90% DA FAUNA AMEAÇADA PELO CALOR EM 2050

NOVO ESTUDO AFIRMA QUE AQUECIMENTO LANÇARÁ ESPÉCIES NO PRECIPÍCIO BEM ANTES DO FIM DO SÉCULO; OCEANOS TROPICAIS JÁ PODEM ESTAR CHEGANDO LÁ

Entre 80% e 100% das espécies amazônicas poderão não resistir ao aumento de temperatura projetado para 2050 no pior cenário do aquecimento global. Crédito: ncassullo/Pixabay

No meio do século, grandes áreas da Amazônia terão entre 80% e 100% de suas espécies de animais abruptamente expostas a temperaturas jamais experimentadas por elas. Algumas poderão não resistir e se extinguir, provocando um efeito cascata em todo o ecossistema.

Os resultados são de um novo estudo que mostra como o aquecimento global pode impactar a fauna em todo o planeta, com efeito mais severo nos trópicos.

Se nada for feito para conter emissões de gases de efeito estufa, antes do fim do século 81% dos grupos de espécies terrestres e 37% dos de espécies marinhas terão ao menos uma espécie vivendo além do limite de temperatura. Nos trópicos, onde os bichos já vivem perto do limite, 68% dos grupos de espécies terrestres e 39% dos de espécies marinhas terão ao menos 20% de suas espécies vivendo em superaquecimento.

Regiões como a Amazônia, o Sahel, o noroeste da Austrália e o Sudeste Asiático poderão ter 90% de suas comunidades de animais empurradas para além do limite de temperatura no qual elas evoluíram por milhares de anos. Pior ainda: em muitos casos a virada será abrupta, ou seja, ocorrerá em intervalos de tempo muito curtos, de uma década ou menos. É o caso da Amazônia, onde a maior parte das espécies entra na zona quente por volta de 2050.

NA BEIRA DO PRECIPÍCIO

Isso não significa necessariamente extinção, mas indica que todo o ecossistema foi empurrado para a beira de um precipício. Algumas espécies podem cair imediatamente. Outras podem ficar tão na beirada que qualquer peteleco pode fazê-las despencar.

“A exposição marca o ponto a partir do qual nós entramos em território desconhecido e nossa incerteza sobre a capacidade de uma espécie sobreviver na natureza aumenta dramaticamente”, diz Alex Pigot, do University College de Londres. O biólogo e mais dois colegas da África do Sul e dos EUA publicaram o estudo em 8 de abril na revista científica “Nature”.

Percentual de espécies expostas na pior década (no alto) e ano da exposição (acima)

 

E talvez nem seja preciso esperar 20 anos para começar a ver esses efeitos. As projeções do trio de pesquisadores indicam que os oceanos tropicais podem ter suas comunidades animais (“assembleias”, no jargão dos pesquisadores) lançadas na beira do abismo antes de 2030. De fato, pode ser que isso já esteja acontecendo com os recifes de coral.

Em 2020 estamos assistindo ao terceiro evento de branqueamento em massa de corais da Grande Barreira de Corais australiana em cinco anos. O branqueamento é causado por ondas de calor marinhas. A temperatura da água sobe tanto que as microalgas que dão cor aos corais não conseguem sobreviver, deixando as colônias brancas – e matando-as de fome.

“Os intervalos entre esses eventos estão ficando cada vez mais curtos, dando menos tempo para os corais se recuperarem”, disse Pigot. “Infelizmente, nossos modelos estão projetando que na próxima década o que hoje consideramos uma condição extrema se torne o novo normal.” A exposição ao calor, afirma, pode levar a extinções locais nesse caso.

HORIZONTE CLIMÁTICO

Entender como a biodiversidade sofrerá com a mudança climática tem sido um desafio para os cientistas. Ao mesmo tempo, é fundamental para orientar estratégias de conservação e adaptação. Se um ecossistema pode ser muito afetado pelo aquecimento da Terra, então provavelmente é uma boa ideia conservá-lo hoje para evitar que os efeitos cumulativos de clima, desmatamento e outras formas de exploração predatória acelerem o processo.

No entanto, a maioria dos estudos olha para cenários de extinção de espécies individuais no fim do século, em vez de considerar a perspectiva, mais realista, de uma caminhada de todo o grupo de espécies que partilha um mesmo ambiente para o abismo.

Pigot e seus colegas usaram os resultados de 22 modelos climáticos e os cruzaram com a distribuição geográfica de mais de 30.600 espécies para saber qual era o limite de temperatura tolerado por elas. A partir disso, projetaram o clima futuro segundo três cenários do IPCC, o painel do clima da ONU: o chamado RCP 2.6, no qual o Acordo de Paris é cumprido e o aquecimento fica abaixo de 2 °C neste século; o RCP 4.5, um cenário intermediário; e o RCP 8.5, no qual não se faz nada para conter emissões e a temperatura sobe 4 °C. As projeções de ruptura do ecossistema amazônico apresentadas acima foram feitas nesse pior cenário.

REDUÇÃO PELO CONFINAMENTO

Mesmo com as promessas dos países no Acordo de Paris para cortar emissões, Pigot acha que é cedo para descartar o cenário 8.5. “Há feedbacks potenciais no sistema terrestre que podem levar a um aumento de emissões por fontes naturais. Isso significa que um grande aquecimento, correspondente ao cenário 8.5, ainda é muito provável se não agirmos agora e depressa.”

“Esse estudo é muito importante e sai em boa hora. Pela primeira vez o impacto sobre espécies do aumento de temperatura causado pelas mudanças climáticas é projetado para coletivos ou assembleias de espécies e não para espécies individualmente”, disse o biólogo Fabio Scarano, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável. A boa notícia do trabalho, prossegue, é que, se a sociedade global alcançar a meta do Acordo de Paris, menos de 2% das assembleias de espécies mundo afora sofreriam disrupções.

“À luz da mudança de comportamento planetário ao longo desse último mês de março, com uma brutal redução na emissão de gases estufa por conta do confinamento, já não parece tão impossível frear a rápida velocidade das mudanças climáticas. Tomara que possamos fazê-lo por sabedoria, em vez de em resposta a novas pestes, que certamente irão proliferar em um cenário de biodiversidade abruptamente em declínio.”

Fonte: Revista Planeta

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CONHEÇA CANDIRU O PEIXE VAMPIRO DOS RIOS NA AMAZÔNIA CAPAZ DE PENETRAR ORIFÍCIOS DO CORPO HUMANO

Por Jheniffer Núbia, g1 RO

 

Candiru:conheça o peixe que pode penetrar uretra, ânus e vagina de banhistas em rios da AM
Candiru:conheça o peixe que pode penetrar uretra, ânus e vagina de banhistas em rios da A

Com um sol intenso na Amazônia na maior parte do ano, muitos moradores usam os rios como alternativa para se refrescar do ‘calorão’. No entanto, algumas dessas águas escondem um perigo para banhistas: o candiruo ‘peixe vampiro’ que pode penetrar orifícios do corpo humano, como uretra, ânus e vagina.

O candiru é da família Trichomycteridae, que engloba mais de 280 espécies, com cerca de 40 gêneros. Segundo especialistas, ele é um parasita e se alimenta de outros peixes, e pode chegar a medir até 30 centímetros.

Esse peixe é hematófago, ou seja, se alimenta do sangue de outros animais e alguns vivem em forma de parasita nas brânquias de outros peixes. Na região em que está presente, ele é muito temido.

O peixe candiru é exclusivo da região amazônica e, segundo o biólogo Adriano Martins, a anatomia dessa espécie permite que ele se camufle nos rios barrentos da Amazônia, como o rio Madeira.

“Ele tem a cabeça e olhos pequenos, o corpo muito liso e coloração azulada que ajuda na camuflagem das águas turvas dos rios amazônicos. São peixes bem pequenos”, explicou.

O temido Candiru é uma das espécies que habitam o rio Madeira — Foto: Divulgação/g1RO

Adriano ressalta que, ao encontrar sua presa, o candiru usa técnicas para se fixar e, em alguns casos, sua retirada só é possível através de cirurgia.

“Ele pode ser atraído por odores e pode penetrar a uretra, ânus e vagina. Ao entrar no hospedeiro, ele fixa seu corpo através de espinhos que tem em volta da cabeça e também utiliza suas nadadeiras que dificultam sua saída, sendo assim, sua retirada acontece somente em procedimento médico”, explica Adriano

De acordo com o biólogo Flavio Teressini, os candirus “têm órgãos sensoriais que captam odores dentro da água” e, por isso, “conseguem localizar o cheiro de sangue e matéria em decomposição com grande facilidade”.

Por exemplo, se uma capivara morre dentro do rio, o candiru entra no animal e começa a digeri-la de dentro para fora. Eles se alimentam das vísceras e depois vão para a parte externa.

Casos em humanos

Terassini revelou ao g1 que, em Rondônia, há cerca de 10 casos por ano de penetração do animal em seres humanos.

“[Há] quase um [caso] por mês. É comum acontecer acidentes com seres humanos da penetração da larva do candiru em orifícios de homens e mulheres. Eles podem entrar tanto pelo nariz, ouvido, própria boca, ânus e região genital. A maioria desses acidentes acontece com mulheres, que às vezes vão fazer xixi ou entram nos rios no período menstrual. Daí, eles sentem o odor do sangue e acabam penetrando na região genital”, explicou.

Os biólogos alertam que não é recomendado entrar na água dos rios amazônicos com ferimentos recentes que possam sangrar, não urinar na água e sempre utilizar trajes de banho que cubram os órgãos genitais.

Retirada por cirurgia

Por conta do corpo liso, a entrada do candiru em orifícios pode ser rápida. Porém, para fazer a retirada do animal, é preciso passar por procedimento cirúrgico.

O médico urologista Oadmil Monteiro, que atuava no Hospital João Paulo II, em Porto Velho, diz já ter feito a retirada do peixe em um banhista.

O paciente disse que estava sem cueca e nadando no Rio Madeira. Ele chegou aqui no hospital relatando muita dor no canal da uretra e sem conseguir urinar. Nós o levamos para o centro cirúrgico e o peixe estava lá”, conta.

Em um passeio com amigos, Wenceslau Ruiz, que é um cirurgião atuante no Hospital João Paulo II, teve contato com o peixe pela primeira vez. Ele conta que o animal lesionou um amigo enquanto eles tomavam banho em um rio.

“[Estávamos] tomando banho na praia do Acácio e, de repente, um deles sentiu uma ferrada nas costas. Quando vi, tinha um peixinho (candiru) de uns 12 centímetros. Segurei ele pelo rabo e puxei. Em poucos minutos já havia um ferimento. Meu colega falou que foi o candiru que fez a lesão”, relembra.

Casos na pesca

João Cordeiro, amante da pesca esportiva e acostumado a pescar no rio Madeira, em Porto Velho, grava seus momentos de lazer e registra cenas inusitadas que encontra.

Em uma das pescarias, ele fisgou um peixe que estava acompanhando por um pirarucu. Na mão, ele mostra o animal que tem cerca de 3 centímetros. O pescador relata o quanto o animal é voraz e “sanguinário”.

“Acabei de pegar uma pirarara e olha o tanto de candiru que ficou no caiaque. Esses são os candirus que entram nas pessoas. Esses entram na uretra, em qualquer buraco que ele achar ele entra. Ele é pequeno, mas é voraz. Ele é atraído por sangue, urina, calor”, conta no vídeo gravado para suas redes sociais.

Ao g1, João afirma que tamanho não é documento.

“O pessoal tem medo de anaconda, jacaré, mas o candiru, que pode ser do tamanho de uma unha, é bem pior que eles. Ele leva a pessoa para o hospital, aí só na base de cirurgia”, diz.

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BOAS NOTÍCIAS: CUMA-CUMA A FRUTA BRASILEIRA TESTADA POR PESQUISADORES CANADENSES NA LUTA CONTRA O CÂNCER

A camu-camu, fruta brasileira proveniente da Amazônia, já reconhecida por seus efeitos protetores contra obesidade e diabetes, será testada este mês contra o câncer, no primeiro ensaio clínico em pacientes com a doença, por pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá. Leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes dessa incrível descoberta!

Fruta brasileira usada contra o câncer será testada em pacientes no Canadá

Uma fruta brasileira, já reconhecida por seus efeitos protetores contra obesidade e diabetes, será testada este mês contra o câncer, no primeiro ensaio clínico em pacientes com a doença.

Pesquisadores canadenses descobriram que a fruta camu-camu (Myrciaria dubia) – que contém castalagina, um polifenol presente no fruto amazônico – aumenta a eficácia da imunoterapia, modificando o micro bioma dos pacientes – as pesquisas até agora eram feitas apenas em cobaias.

Para a pesquisa em humanos, os cientistas fizeram o recrutamento de 45 pacientes com câncer de pulmão ou melanoma e o tratamento será combinado a inibidores de pontos de verificação imunológico.

A fruta brasileira

A pequena fruta do camu-camu originária da Amazônia.

Ela cresce nas várzeas dos rios, principalmente na época das cheias.

É uma grande fonte de vitamina C, superando o teor da acerola em 20 vezes e o do limão em 100 vezes.

Nenhum brasileiro na pesquisa

A pesquisa não tem cientistas brasileiros envolvidos e está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Montreal.

“Com esta pesquisa, realizada com nossos colegas da Universidade Laval e da Universidade McGill, provamos que a castalagina, um polifenol que atua como prebiótico, modifica o micro bioma intestinal e melhora a resposta à imunoterapia, mesmo para cânceres resistentes a esse tipo de tratamento,” disse o Dr. Bertrand Routy, da Universidade de Montreal.

“Nossos resultados abrem caminho para ensaios clínicos que usarão a castalagina como complemento de medicamentos chamados inibidores de pontos de verificação imunológicos em pacientes com câncer,” acrescentou sua colega Meriem Messaoudene.

Tratamento atua no sistema imunológico

Nos últimos anos, os inibidores de pontos de verificação imunológico trouxeram uma esperança renovada de que o sistema imunológico dos pacientes poderia superar a resistência do câncer, revolucionando as terapias direcionadas ao melanoma e ao câncer de pulmão.

Esse tipo de imunoterapia ativa o sistema imunológico para matar as células cancerosas.

Apesar dessas esperanças, apenas uma minoria dos pacientes tem respostas duradouras à imunoterapia que se assemelhe a uma cura. Por isso os cientistas voltaram aos laboratórios em busca de novas abordagens terapêuticas.

O objetivo agora é transformar um microbioma não saudável em um saudável, a fim de fortalecer o sistema imunológico.

Entre essas estratégias está uma que emprega prebióticos, compostos químicos que podem melhorar a composição do microbioma intestinal.

“Nós descobrimos que a castalagina se liga a uma bactéria intestinal benéfica, a Ruminococcus bromii, e promove uma resposta anticancerígena,” disse o Dr. Routy.

Com informações do Diário da Saúde

Fonte: Só Notícia Boa

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: ALGO EM TORNO DE 14,2% DAS ESPÉCIES DE ARVORES DO PLANETA AINDA SÃO DESCONHECIDAS

A natureza é incrível, a diversidade das nossas florestas é fabulosa, o planeta é imenso, mas é finito. Mesmo assim ainda não conhecemos todas as espécie de arvores. A ciência atual estima que mais de 9 mil espécies de arvores ainda são desconhecidas e isso representa 14,2% de todas as espécies existentes no planeta. O artigo a seguir trata das novas estimativas publicadas recentemente. Então leia e conheça os detalhes do trabalho publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Mais de 9 mil espécies de árvores ainda são desconhecidas

Amazônia: uma das regiões que abrigam espécies ainda desconhecidas. Crédito: Pxfuel

Deutsche Welle01/02/22 – 11h03min

Das mais de 73 mil espécies de árvores que habitam o planeta, mais de 9 mil ainda são desconhecidas. Esse novo número é consideravelmente maior do que o relatado até então, exatamente 14,2% superior ao que a ciência localizou e descreveu até agora.

As novas estimativas foram publicadas nesta segunda-feira (31/01) na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). “É um resultado que surpreendeu a equipe, já que, quando começamos esse trabalho, não sabíamos exatamente o total que encontraríamos”, afirma à DW Peter Reich, da Universidade de Michigan, primeiro autor do estudo que reuniu 148 pesquisadores de diferentes continentes.

A maior parte desse universo a ser ainda explorado está na América do Sul. “São árvores que estão localizadas em hotspots de diversidade da Bacia Amazônica e na interface Andes-Amazônia, no sopé das cordilheiras”, detalha Reich. Só nessa parte do mundo, podem existir cerca de 3.900 espécies a serem descobertas, de um total de 31.100 estimadas.

“Seria preciso muito trabalho para desvendar quais são. Teríamos que priorizar ir até esses lugares para responder a isso”, comenta Reich sobre os desafios logísticos e financeiros para custear as expedições. Porém, “mais importante do que saber e dar nome a essas espécies é protegê-las”.

Espécies raras e vulneráveis

Parte considerável dessa riqueza planetária a ser detalhada são árvores raras, particulares de uma determinada região (endêmicas), tropicais ou subtropicais. Essas características as tornam mais vulneráveis ao risco de extinção.

“A contribuição de espécies raras para os serviços ecossistêmicos pode ser relevante e é tema de pesquisa, mas é desafiador, pois a maioria permanece mal documentada. Portanto, estimar o número de espécies de árvores é essencial para informar, otimizar e priorizar os esforços de conservação florestal em todo o mundo”, afirmam os cientistas.

É na América do Sul que está o maior número de espécies raras e endêmicas (49%), enquanto a Eurásia e a África respondem juntas por quase outros 32% das espécies únicas no mundo.

Segundo os autores, o estudo mostra que a conservação florestal deveria ter prioridade absoluta na América do Sul, especialmente quando se considera o ritmo de destruição das florestas por desmatamento, incêndios e mudanças climáticas.

O mesmo esforço deveria ser empregado também em vegetações de outros continentes, acrescentam os autores, segundo os quais “provavelmente há um alto número de espécies não descobertas na América Central e no Sudeste Asiático”.

Em todos os países da Amazônia, mais de 860 mil hectares de floresta nativa foram perdidos em 2021, conforme apontou o relatório publicado em outubro último pelo Projeto de Monitoramento da Amazônia Andina (MAAP). A maior parte foi em território brasileiro (79%), seguido por Peru (7%) e Colômbia (6%).

No Brasil, especificamente, o sistema de monitoramento via satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou o desmatamento de 13,2 mil quilômetros quadrados entre agosto de 2020 e julho de 2021. A taxa é 22% superior à apurada no período anterior.

Bancos de dados internacionais

Para chegar a essa nova estimativa, os pesquisadores se apoiaram em dois grandes bancos de dados, o Global Forest Biodiversity Initiative e o TreeChange. O primeiro conta com uma plataforma que reúne informações coletadas em mais de 70 países, cobrindo 1,2 milhão de parcelas permanentes de florestas. Já o segundo, reúne dados sobre 65 mil espécies documentadas.

Dentre os colaboradores em todo mundo, estão pesquisadores brasileiros da Universidade Federal do Acre, Universidade Federal do Sudoeste do Bahia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Regional de Blumenau e Universidade de São Paulo.

“Nós compartilhamos dados e ideias de como usar e interpretar as informações disponíveis. Foi um trabalho todo feito durante a pandemia, pode ser um exemplo de como pesquisadores de todo o mundo podem colaborar num grande estudo”, diz Reich sobre a parceria.

Futuro em xeque

Segundo o estudo, conhecer a extensão da diversidade das árvores é fundamental para o futuro da humanidade. “Pode nos ajudar a inferir os mecanismos evolucionários que geraram a diversidade, para que possamos prever como esses mesmos mecanismos podem funcionar no futuro”, argumentam os autores. “Pode também auxiliar na avaliação de quais sistemas podem ser mais resilientes às mudanças globais.”

Como muitas dessas espécies ainda não identificadas são raras e, portanto, mais vulneráveis, compreender mais a fundo os números seria crucial para traçar estratégias de preservação de toda essa biodiversidade.

“A natureza é incrível, e a ciência está tentando aprender, responder perguntas para entender quais são as espécies que convivem conosco. Há muitas que são mais ameaçadas do que pensávamos. Esse é um alerta que lançamos também”, destaca o ecólogo Reich a que considera a principal mensagem do estudo.

Fonte: Revista Planeta

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SEGUNDO MINISTRO DO MEIO AMBIENTE, QUEDA NOS NÚMEROS DE ALERTA NA AMAZÔNIA INDICAM QUE GOVERNO ESTÁ NO CAMINHO CERTO PARA ELIMINAR DESMATAMENTO EM 2028

Leite diz que governo está “na direção correta” para eliminar desmatamento em 2028

Ministro diz que queda de alertas nos últimos 4 meses mostra “integração” do governo. Último consolidado anual apontou aumento de 22% no desmatamento na região

Giovanna Galvani

Giovanna Inoue

da CNN

em Brasília e São Paulo

Ministro Joaquim Leite, do Meio Ambiente, em coletiva sobre os resultados da participação brasileira na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26)Ministro Joaquim Leite, do Meio Ambiente, em coletiva sobre os resultados da participação brasileira na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26)José Cruz/Agência Brasil

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, afirmou nesta terça-feira (14) que quedas recentes nos números de alerta de desmatamento na Amazônia apontam que o governo “está na direção correta” em relação à eliminação do desmate ilegal em 2028, conforme acordado na última Cúpula do Clima.

Em uma coletiva de imprensa, o ministro anunciou que ações do governo resultaram em uma redução de 12% nos alertas entre agosto, setembro, outubro e novembro de 2020 e 2021. Somente para o mês de novembro, a queda foi de 19,5%. Os dados são do sistema Deter.

No entanto, os números ainda contrastam com o último consolidado anual de desmatamento na região.

De acordo com o monitoramento do sistema PRODES, o desmate na Amazônia atingiu a marca de 13.235 quilômetros quadrados entre 1 de agosto de 2020 a 31 julho de 2021, alta de 21,97% na comparação com o ano passado.

Questionado sobre os comparativos entre o índice anual e os resultados dos últimos meses, o ministro afirmou que o governo entende “que a queda nesse período, de 12% [nos 4 meses] e de 19% em novembro, refletem a maior integração do governo e ministérios” contra crimes ambientais nesta gestão – o ministro assumiu o cargo em junho de 2021, sucedendo o ex-ministro Ricardo Salles.

Também presente na coletiva, o ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres afirmou que é “difícil” avaliar o trabalho de gestões anteriores frente aos índices da Amazônia, mas endossou declarações de Joaquim Leite sobre a continuidade de operações integradas contra crimes ambientais em 2022.

“A gente precisa entender o tamanho do problema e enfrentá-lo, e a gente entende. Estamos fazendo isso. Sem a integração, sem as agências agindo juntas e aqui com as polícias, os órgãos de fiscalização ambiental, a Marinha, a Aeronáutica, nós não vamos conseguir diminuir os crimes ambientais”, afirmou. “Esse é um problema nacional”.

Segundo Torres, houve um aumento de 109% nas operações com a Força Nacional na região amazônica em outubro. Em novembro, o número foi 179% maior do que em 2020, declarou.

“Subimos [o número de operações], estamos lá, ficaremos lá e estamos em fase final do planejamento da operação Guardiões do Bioma, [operação] de combate de crimes ambientais que norteará o nosso trabalho em 2022 e seguintes”, disse Torres.

A realização da Operação Guardiões do Bioma, que já havia sido anunciada anteriormente por Joaquim Leite, foi novamente endossada pelos ministros. No entanto, ainda não foram detalhados quais serão os valores destinados a ela, bem como sua distribuição entre ministérios e autarquias, como Ibama e ICMBio.

Leite também afirmou que, com a aprovação do orçamento para 2022, será possível implementar mudanças nos sistemas de monitoramento a fim de “separar o que é crime ambiental de supressão autorizada” de mata.

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PONTO DE VISTA: GILSON MACHADO, MINISTRO DO TURISMO ABRE O VERBO E DESMORALIZA MINISTRA DO MEIO AMBIENTE DA FRANÇA

Caro(a) leitor(a),

Eu nunca consegui compreender como em pleno século 21, em meio a tanta tecnologia, uma quantidade imensa de satélites circulando na órbita do nosso planeta e uma quantidade absurda de câmeras espalhadas por todos os países do mundo, como é que uma simples narrativa de uma minoria, consegue transformar o Brasil, que detém a guarda da maior floresta virgem do mundo no maior vilão do aquecimento climático e do efeito estufa. Não conseguia entender o porquê de ter nenhum filho de Deus que fosse lá, em algum fórum mundial falar a verdade e provar com imagens o que realmente acontece no nosso planeta. 

Pois é, finalmente o cabra macho que tanto aguardávamos apareceu e ele se chama Gilson Machado, Ministro do Turismo, um nordestino da gema, carismático, com um enorme poder da eloquência e franqueza inerente a poucos homens públicos. 

Ele foi lá, disse tudo, não escondeu nada e desmoralizou a Ministra do Meio Ambiente da França, Bárbara Pompili, que em discurso na reunião do G20 blasfemou culpando o Brasil pelas mudanças climáticas ocorridas no mundo. Isso só confirma o velho ditado que diz: “quem fala tudo que quer, ouve o que não quer.

Na presença de líderes mundiais, ministro Gilson Machado desmente e desmoraliza ministra da França (veja o vídeo)

Gilson Machado - Foto: Agência BrasilGilson Machado – Foto: Agência Brasil

O Ministro do Turismo Gilson Machado desmentiu e desmoralizou a ministra do Meio Ambiente da França, Bárbara Pompili, que fez um discurso, em reunião do G20, culpando o Brasil pelas mudanças climáticas ocorridas no mundo.

Gilson Machado tomou a palavra e detonou:

“Nós somos responsáveis por 80% do dinheiro do mundo. Oitenta por cento do PIB mundial vêm de nossos países e nós produzimos 78% dos gases de monóxido de carbono, dos gases de efeito estufa na atmosfera. Alguns países aqui produzem esses gases há mais de 200 anos. Vocês sabem quanto desses 78% é do Brasil? 2,9%! (Comprovado por imagens) Satélite NASA.

A senhora sabe quanto por cento do meu país está igual a quando Jesus Cristo veio à Terra? 66% do meu território.

E a Amazônia brasileira está preservada, sim! Não pegou fogo. Não se acabou. (…) Temos 84% da Amazônia brasileira igual de quando Jesus Cristo veio à Terra. NASA (Comprovado por imagens). Tá aqui.

Um em cada cinco pratos que nós comemos aqui, no G20, veio do meu país! Com apenas 7% do seu território usado para agricultura”

Implacável!

Confira:

 

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PRESIDENTES DO BRASIL E COLÔMBIA AFIRMARAM QUE SEUS PAÍSES CHEGAM À PRÓXIMA CÚPULA DA ONU SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS “UNIDOS EM DEFESA DA AMAZÔNIA”

Brasil e Colômbia chegam à COP26 ‘unidos’ em defesa da Amazônia

Presidentes dos dois países participarão de cúpula em Glasgow, na Escócia, com outros líderes mundiais no final de outubro

INTERNACIONAL

 por AFP

Presidentes se encontram nesta terça-feira (19) no Palácio do Planalto, em Brasília

JOÉDSON ALVES/EFE – 19.10.2021

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e seu homólogo colombiano, Iván Duque, afirmaram nesta terça-feira (19), em Brasília, que seus países chegam à próxima cúpula da ONU sobre mudanças climáticas “unidos” em defesa da Amazônia.

“Chegaremos a Glasgow [Reino Unido] unidos para tratar de um assunto muito importante e caro para todos nós: nossa amada, rica e desejada Amazônia”, disse Bolsonaro após se reunir com Duque no Palácio do Planalto.

Os países da região amazônica “compartilham a ideia de chegar a Glasgow com uma mensagem inequívoca para proteger este território”, acrescentou Duque por sua vez.

“Nossa voz em Glasgow será não só trabalhar pela transição energética, pela redução de emissões, mas também alcançar a neutralidade de carbono e fazê-lo com grande proteção de nossas florestas tropicais e de nossa Amazônia”, afirmou o presidente colombiano no segundo dia de sua visita oficial ao Brasil.

Líderes mundiais se reunirão na cidade escocesa de Glasgow entre 31 de outubro e 12 de novembro para discutir a redução das emissões de CO2, chave para o combate às mudanças climáticas.

O governo Bolsonaro é muito criticado por sua política ambiental, principalmente pelo aumento do desmatamento desde que assumiu o poder em 2019, por ter enfraquecido órgãos de controle ambiental e defender publicamente a exploração de recursos em áreas protegidas.

Em uma mudança de discurso, em abril, Bolsonaro se comprometeu a atingir a neutralidade de carbono até 2050, ou seja, o equilíbrio entre a quantidade emitida e a retida, e prometeu que o Brasil eliminará o desmatamento ilegal até 2030.

Brasil e Colômbia concentram 61% e 6% da floresta amazônica em seus territórios, respectivamente. Setenta por cento do desmatamento na Colômbia ocorre nessa região. Em 2020, 109.302 hectares foram desmatados em solo amazônico colombiano, segundo dados oficiais.

Durante a visita oficial de Duque “para estreitar os laços” com o Brasil, os presidentes assinaram sete acordos de cooperação em temas como combate ao narcotráfico, exportação, saneamento, agricultura e tecnologia.

Duque também se reuniu com empresários colombianos e brasileiros em São Paulo e tem encontro marcado com os presidentes das duas casas do Congresso nesta terça-feira.

Brasil e Colômbia registraram intercâmbio bilateral de 3,6 bilhões de dólares em 2020, segundo o governo brasileiro

Fonte: R7

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TECNOLOGIA: DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA TERÁ MONITORAMENTO DE IA DA MICROSOFT

Um monitoramento feito através de IA criada pela Microsoft para prevenir desmatamento na Amazônia é o destaque desta edição da coluna TECNOLOGIA. Uma nova plataforma de Inteligência Artificial (IA) foi lançada nesta quarta-feira (4) para facilitar as ações de prevenção e combate ao desmatamento na floresta amazônica. Leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes desta descoberta tecnológica.

Microsoft anuncia IA que ajuda a prevenir desmatamento na Amazônia

1 min de leitura
Imagem de: Microsoft anuncia IA que ajuda a prevenir desmatamento na AmazôniaImagem: Microsoft/Reprodução

Uma nova plataforma de Inteligência Artificial (IA) foi lançada nesta quarta-feira (4) para facilitar as ações de prevenção e combate ao desmatamento na floresta amazônica. A ferramenta PrevisIA, desenvolvida pela Microsoft, pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e pelo Fundo Vale, antecipa informações de regiões suscetíveis a desmatamento e incêndios.

O algoritmo analisa dados de topografia, cobertura do solo e estradas legais e ilegais em imagens de satélite, para encontrar riscos de derrubada de árvores ou queimadas e informar órgãos públicos para realizarem ações de prevenção e de combate. Os alertas gerados pela plataforma também são abertos ao público em um painel de controle da iniciativa.

Os recursos de nuvem do Microsoft Azure e o algoritmo de IA da Imazon para detectar estradas ajudou a melhorar o modelo de risco de desmatamento para identificar territórios mais ameaçados pelo desmatamento na Amazônia, como Terras Indígenas e Unidades de Conservação.

Amazônia sob risco

Parque do Xingu, no Pará, é uma das áreas com maior vulnerabilidade ao desmatamento até março de 2022, segundo Inteligência Artificial. (Fonte: PrevisIA/Reprodução)Parque do Xingu, no Pará, é uma das áreas com maior vulnerabilidade ao desmatamento até março de 2022, segundo Inteligência Artificial. (Fonte: PrevisIA/Reprodução)Fonte:  PrevisIA/Reprodução 

O mapa de risco oferecido pela plataforma PrevisIA aponta que 9.635 km2 da floresta amazônica estarão vulneráveis ao desmatamento ou a incêndios em março de 2022. A área representa 29% de toda a Amazônia Legal e abrange municípios, unidades de conservação e terras indígenas, além de comunidades quilombolas e assentamentos rurais.

São Félix do Xingu (Pará), fronteira do garimpo ilegal e da pecuária de corte, é o município com o maior risco identificado pela plataforma, seguido de Colniza (Mato Grosso), Lábrea (Amazonas) e Porto Velho, capital de Rondônia.

Entre as Unidades de Conservação com maior vulnerabilidade, estão o Parque Nacional dos Campos Amazônicos (entre o Amazonas e Rondônia), a Área de Proteção Ambiental do Tapajós e Floresta Nacional do Amana (ambos no Pará).

De acordo com a PrevisIA, os territórios ocupados pelos povos Yanomami, Apyterewa, Karipuna, além dos parques do Xingu e do Araguaia, que abrigam diversas etnias, estão entre os mais ameaçados pela destruição ambiental.

Fonte: Tecmundo

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: AUMENTO DE CO2 X DESMATAMENTO. SAIBA QUEM É MAIS LETAL

Um aumento de 50% nos níveis de gás carbônico (CO2) na atmosfera pode ter um efeito na diminuição das chuvas na Amazônia similar ou até maior ao da substituição de 100% da mata por pastagens. É o que mostram as simulações realizadas em supercomputador do Inpe. Em números os estudos informam que esse aumento do CO2 contribui com uma redução anual de 12% no volume de chuvas, enquanto o desmatamento total diminuiria a precipitação em 9%. Leia o artigo completo a seguir e saiba como isso acontece!

Amazônia: acúmulo de CO2 reduz volume de chuvas mais que desmate

Aumento de dióxido de carbono na região pode ter impacto até 3 pontos percentuais maior que o do desmatamento na diminuição das chuvas

Simulações realizadas em supercomputador do Inpe mostram que efeito direto do aumento de gás carbônico sobre a floresta causaria redução de chuvas equivalente ou até superior à provocada pela substituição total das árvores por pastagens; resultado chama atenção para a necessidade de medidas regionais e globais para combater as mudanças climáticas. Crédito: João Marcos Rosa/AmazonFACE

Um aumento de 50% nos níveis de gás carbônico (CO2) na atmosfera pode ter um efeito na diminuição das chuvas na Amazônia similar ou até maior ao da substituição de 100% da mata por pastagens. A elevação do CO2 pode causar uma queda no vapor d’água emitido pela floresta que levaria a uma redução anual de 12% no volume de chuvas, enquanto o desmatamento total diminuiria a precipitação em 9%.

A estimativa foi apresentada em estudo publicado na revista “Biogeosciences” por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Técnica de Munique e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

“Como o CO2 é um insumo básico da fotossíntese, quando ele aumenta na atmosfera há um impacto na fisiologia das plantas, o que pode ter um efeito cascata sobre a transferência de umidade das árvores para a atmosfera [transpiração], formação de chuvas na região, biomassa da floresta e uma série de outros processos”, explica David Montenegro Lapola, professor do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp, que liderou o estudo.

Efeito estufa

O pesquisador coordena um projeto financiado no âmbito do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG). O trabalho integra ainda projeto apoiado pela Fundação na modalidade Temático e contou com bolsa de pós-doutorado.

Os pesquisadores queriam saber qual seria a influência no regime de chuvas apenas do efeito fisiológico causado nas plantas pelo aumento do CO2 na atmosfera. É sabido que uma maior disponibilidade do gás faz com que as plantas transpirem menos, emitindo menos umidade para a atmosfera e, consequentemente, gerando menos chuvas.

Normalmente, porém, previsões sobre o aumento do dióxido de carbono na atmosfera não dissociam o efeito fisiológico da elevação do CO2 do efeito que o aumento desse gás tem sobre o balanço de radiação na atmosfera. Nesse segundo caso, o gás impede que parte do calor escape da atmosfera, causando o fenômeno conhecido como efeito estufa.

Projeções apresentadas no último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU), levando em conta mudanças no balanço de radiação atmosférica, mais o efeito fisiológico nas plantas, já haviam mostrado uma possível redução de até 20% no volume anual de chuvas na Amazônia, evidenciando que grande parte das alterações no regime de chuvas na região será controlada pela resposta fisiológica da floresta ao aumento de CO2.

Ações locais e globais

Para o estudo atual, os pesquisadores realizaram simulações no supercomputador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Inpe, em Cachoeira Paulista. Foram projetados cenários de um aumento de 50% na concentração atmosférica de CO2 e seus impactos sobre a fisiologia da floresta ao longo de cem anos de simulação. Outra simulação deu conta de prever o efeito da substituição de 100% da floresta por pastagens. “Para a nossa surpresa, apenas o efeito fisiológico nas folhas da floresta geraria uma diminuição anual de 12% nas chuvas [252 milímetros a menos por ano]. Enquanto isso, o desmatamento total levaria a uma redução de 9% [183 milímetros a menos por ano]. São valores muito acima da variação natural de 5% da precipitação na Amazônia entre um ano e outro”, diz Lapola.

Os resultados chamam atenção para a necessidade tanto de ações locais – para reduzir o desmatamento nos nove países que abrigam a Amazônia – quanto globais, de forma a reduzir a emissão de CO2 na atmosfera pela atividade industrial, transporte e geração de energia, por exemplo.

Lapola é um dos coordenadores do experimento AmazonFACE (Free-Air Carbon Dioxide Enrichment, na sigla em inglês). Instalado ao norte de Manaus, ele vai aumentar a concentração de gás carbônico em pequenas parcelas de floresta, a fim de verificar as mudanças fisiológicas e atmosféricas causadas pelo aumento do dióxido de carbono. O experimento pode antecipar o cenário climático previsto para este século (leia mais em: agencia.fapesp.br/32279/ agencia.fapesp.br/31140/).

Transpiração da floresta e do pasto

Nos dois cenários projetados pelas simulações computacionais, a redução das chuvas seria causada por uma queda de aproximadamente 20% da transpiração pelas folhas. As razões para essa diminuição, porém, são diferentes em cada uma das situações.

As folhas possuem em sua superfície aberturas microscópicas, chamadas de estômatos. Para captar o CO2 para a fotossíntese, os estômatos se abrem e captam a quantidade necessária do gás, ao mesmo tempo que emitem vapor d’água. No cenário com mais dióxido de carbono no ar, as folhas ficam menos tempo com os estômatos abertos. Com isso, emitem menos vapor e diminuem a formação de nuvens e, portanto, de chuvas.

Outra razão se dá pela redução da área total de folhas. Numa eventual substituição de 100% da mata por pastagens, haveria uma redução de 66% dessa área. Isso ocorre porque, enquanto um metro quadrado de pasto tem uma área foliar um pouco maior do que esse mesmo metro quadrado, na floresta, com várias camadas de folhas sobrepostas nas árvores, a chamada área foliar pode ser superior a seis metros quadrados para cada metro quadrado de chão. Por fim, tanto o aumento de dióxido de carbono quanto o desmatamento influenciam ainda os ventos e massas de ar, que têm papel fundamental no regime de chuvas.

Cascata de fenômenos

“O dossel da floresta tem árvores altas, baixas, folhas, galhos, que trazem uma complexidade para a superfície, a chamada rugosidade. O vento bate nesses locais e gera redemoinhos, os vórtices, que por sua vez geram instabilidade e estão na origem da convecção responsável pelas chuvas equatoriais. A pastagem, por sua vez, é uma superfície lisa, em que o vento flui sempre em frente e, sem a floresta, não forma esses redemoinhos. Isso causa um aumento do vento, que leva boa parte da precipitação para o oeste. Enquanto isso, grande parte da Amazônia Leste e Central, a área brasileira, fica com menos chuva”, informa Lapola.

A diminuição da transpiração causada pelo aumento do CO2, por sua vez, aumenta a temperatura média em até dois graus, uma vez que há menos gotículas de água para amenizar o calor. Esse fator inicia uma cascata de fenômenos que resulta na inibição da formação da chamada convecção profunda (nuvens de chuva muito altas e carregadas de vapor d’água), diminuindo as chuvas.

“Um próximo passo seria testar outros modelos computacionais para comparar os resultados com o que encontramos. Além disso, é fundamental a realização de experimentos como o FACE, pois apenas eles podem fornecer dados para verificar e aprimorar simulações de modelagem como as que fizemos”, encerra o pesquisador.

O artigo CO2 physiological effect can cause rainfall decrease as strong as large-scale deforestation in the Amazon, de Gilvan Sampaio, Marília H. Shimizu, Carlos A. Guimarães-Júnior, Felipe Alexandre, Marcelo Guatura, Manoel Cardoso, Tomas F. Domingues, Anja Rammig, Celso von Randow, Luiz F. C. Rezende e David M. Lapola, pode ser lido em https://bg.copernicus.org/articles/18/2511/2021/.

Fonte: Revista Planeta

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FRANÇA LANÇA PROJETOS PARA ACOMPANHAR PROCESSOS EM COMUNIDADES INDÍGENAS NA AMAZÔNIA

França financia projeto para proteger a Amazônia

Projeto TerrIndígena visa acompanhar processos organizacionais de 18 comunidades indígenas na Colômbia, Brasil e Equador

INTERNACIONAL

 Da EFE

A AFD (Agência Francesa de Desenvolvimento) e o FFEM (Fundo Francês para o Meio Ambiente Mundial) apresentaram o projeto TerrIndígena, que visa acompanhar os processos organizacionais de 18 comunidades indígenas na Amazônia da Colômbia, Brasil e Equador.O projeto destinará 5,72 milhões de euros (cerca de R$ 32 milhões) para fortalecer a proteção de mais de 17 milhões de hectares na região amazônica do norte do Brasil, Colômbia e Equador, informou neste sábado a Embaixada da França no Equador.Além disso, observou que esta é uma das áreas amazônicas mais bem preservadas que, no entanto, enfrenta crescentes ameaças ambientais – desmatamento, contaminação da água e do solo – que colocam as comunidades indígenas em um alto grau de vulnerabilidade.

A iniciativa será desenvolvida em conjunto com a Fundação Gaia Amazonas (Colômbia), a Fundação EcoCiencia (Equador) e o Iepé – Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Brasil).

Também com organizações da sociedade civil ou ONGs, que possuem ampla experiência de trabalho em conjunto com governos indígenas que protegem uma das mais importantes florestas tropicais do planeta.

O TerrIndigena está estruturado em torno de quatro componentes: fortalecimento das ferramentas de governança para garantir uma melhor representação dos direitos indígenas; e a proteção dos territórios e monitoramento comunitário de pressões e ameaças endógenas e exógenas.

Da mesma forma, o estabelecimento de atividades geradoras de renda em linha com os valores e culturas tradicionais, respeitando os ecossistemas; e a troca de conhecimentos e experiências a nível regional e coordenação de atores.

A região amazônica está ameaçada pelo desmatamento, pela degradação de seus ecossistemas e pela exploração excessiva de seus recursos.

A embaixada destacou que entre as principais ferramentas para protegê-la e conter o desmatamento estão a criação de áreas protegidas e o reconhecimento dos territórios indígenas, que atualmente representam 47,2% da Amazônia (Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada – RAISG), indicou. EFE

Fonte: R7

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BOAS NOTÍCIAS: LANÇADO A PARTIR DA ÍNDIA O AMAZÔNIA 1 É O 1º SATÉLITE TOTALMENTE BRASILEIRO

Domingo é dia de descansar, relaxar e de ter BOAS NOTÍCIAS. Por isso o destaque de hoje aqui na coluna é o lançamento do primeiro satélite totalmente brasileiro para monitorar desmatamento na Amazônia dentre outras coisas muito importantes como: a agricultura no país, observações de possíveis desastres ambientais, monitorar os nossos diversos biomas, nossos mares e todos os alvos de interesses que temos. Então, convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer todos os detalhes dessa incrível projeto brasileiro!

Brasil lança 1º satélite para monitorar desmatamento na Amazônia

O Brasil lança na madrugada deste domingo, 28, o Amazônia 1, o primeiro satélite de observação da Terra totalmente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.

O lançamento está previsto para ocorrer à 1h54 (horário de Brasília) e poderá ser acompanhado ao vivo pelo canal oficial no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

Ele será colocado em órbita pela missão PSLV-C51 e vai partir da Índia, da agência espacial Indian Space Research Organisation (ISRO).

Amazônia e região costeira

O satélite integra a Missão Amazonia 1, que pretende fornecer dados de sensoriamento remoto para observar e monitorar o desmatamento, especialmente na região amazônica, além de monitorar a agricultura no país.

Ele vai gerar imagens do planeta a cada 5 dias. Sob demanda, poderá fornecer dados de um ponto específico em 2 dias – o que, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ajudará na fiscalização de áreas que estejam sendo desmatadas, bem como na captura de imagens onde haja maior ocorrência de nuvens.

De acordo com o instituto, o novo satélite possibilitará também o monitoramento da região costeira, de reservatórios de água e de florestas (naturais e cultivadas). Há, ainda, a possibilidade de uso para observações de possíveis desastres ambientais.

“Os sistemas espaciais – os satélites que observam a Terra a partir de um ponto de vista privilegiado – nos permitem conhecer melhor os nossos oceanos, os nossos biomas, a nossa atmosfera, compreender melhor esse conjunto de fatores que fazem com que este planeta, até onde se saiba, seja o que contém as melhores condições de vida na forma como nós a conhecemos”, disse. “[Também é importante] se projetar para outros corpos celestes, tentando entender melhor como eles evoluíram e o que acontece com eles.

“O satélite Amazonia 1, que é de sensoriamento remoto óptico, vai dar autonomia ao Brasil para melhor monitorar seus diversos biomas, seus mares e todos os alvos de interesses que temos, porque é um satélite que estará sob domínio completo do Brasil”, explica o presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Moura, que acompanha comitiva na Índia.

Por que na Índia?

O equipamento foi enviado para Sriharikota, no sudeste da Índia, em dezembro do ano passado porque não pode ser lançado do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, mundialmente conhecido por sua localização privilegiada.

O motivo é simples: o Brasil não tem um foguete capaz de colocar o satélite em órbita.

Feito em parceria com a AEB, O Amazônia 1 teve investimentos calculados em R$ 270 milhões.

Com ele, o Brasil passará a fazer parte do seleto grupo de 20 países que são capazes de desenvolver o próprio satélite.

Mais satélites

O satélite levou 12 anos para ser desenvolvido pelos nossos cientistas.

“O Amazonia 1 coroa esse esforço do Brasil que vem lá de 1979, 1980, com a Missão Espacial Brasileira, de o país ser capaz de desenvolver o satélite próprio de sensoriamento remoto óptico”, disse Carlos Moura.

A Missão Amazonia pretende lançar, em data a ser definida, mais dois satélites de sensoriamento remoto: o Amazonia 1B e o Amazonia 2. “Os satélites da série Amazonia serão formados por dois módulos independentes: um módulo de serviço – que é a Plataforma Multimissão (PMM) – e um módulo de carga útil, que abriga câmeras e equipamentos de gravação e transmissão de dados de imagens”, detalha o Inpe.

Além de ajudar no monitoramento do meio ambiente, a missão ajudará na validação da Plataforma Multimissão como base modular para diversos tipos de satélites. Essa plataforma representa, segundo o Inpe, “um conceito moderno de arquitetura de satélites, que tem o propósito de reunir em uma única plataforma todos os equipamentos que desempenham funções necessárias à sobrevivência de um satélite, independentemente do tipo de órbita.”

Entre as funções executadas pela plataforma estão as de geração de energia, controle térmico, gerenciamento de dados e telecomunicação de serviço – o que possibilitará a adaptação a diferentes cargas úteis, além de reduzir custos e prazos no desenvolvimento de novas missões.

Amazonia 1 antes de embarcar para a Índia - Foto: INPE
Amazonia 1 antes de embarcar para a Índia – Foto: INPE
Foguete da Índia que vai lançar satélite brasileiro - Fotos: ISRO
Foguete da Índia que vai lançar satélite brasileiro – Fotos: ISRO 

Com informações da Agência Brasil

Fonte: Só Notícia Boa

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OS CAMINHOS ILEGAIS DE MADEIRAS DA AMAZÔNIA

Por Renata Lo Prete

 

Ao prometer divulgar uma lista de países que estariam comprando madeira retirada da Amazônia de forma criminosa, o presidente Jair Bolsonaro atraiu a atenção para uma atividade que vem burlando as normas e a fiscalização graças, em boa medida, ao desmonte regulatório promovido pelo próprio governo. Neste episódio, Renata Lo Prete explica e dimensiona o problema em conversas com Beto Veríssimo, engenheiro agrônomo e co-fundador do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) e Maurício Torres, professor do Instituto de Agriculturas Amazônicas da Universidade Federal do Pará. Beto faz um raio-X do negócio da madeira, descreve seu histórico declinante e mostra que o produto ilegal abastece majoritariamente o mercado interno. Ele também avalia a nova tecnologia de rastreamento da Polícia Federal, mencionada por Bolsonaro no mesmo evento em que falou da suposta lista. Maurício relata o passo-a-passo da extração na floresta e os expedientes para dar “verniz de legalidade” à madeira. Para ele, trata-se do “maior antro de trabalho escravo” da Amazônia.

Fonte: G1

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EXÉRCITO NÃO TEM PARTIDO NEM É INSTITUIÇÃO DO GOVERNO, DIZ COMANDANTE

Por Luiz Felipe Barbiéri, G1 — Brasília

 

Comandante do Exército afirma que militares não querem se envolver em política
Comandante do Exército afirma que militares não querem se envolver em política

O comandante do Exército, general Edson Pujol, disse nesta sexta-feira (13) que a instituição não pertence ao governo e não tem partido político.

O general discursou durante um seminário de defesa nacional, promovido pelas Forças Armadas.

A declaração vai na linha do que Pujol disse na quinta-feira (12), durante uma transmissão ao vivo pela internet. Na ocasião, ele afirmou que os militares não querem fazer parte da política nem querem que a política entre nos quartéis.

O comandante do Exército deu as declarações na mesma semana em que o presidente Jair Bolsonaro defendeu o uso de “pólvora” para defesa da Amazônia.

Bolsonaro fez o comentário ao aludir ao fato de que Joe Biden, presidente eleito dos Estados Unidos, defendeu durante a campanha eleitoral sanções econômicas ao Brasil caso o país não detenha a destruição da floresta.

“Não somos instituição de governo, não temos partido. Nosso partido é o Brasil. Independente de mudanças ou permanências em determinado governo por um período longo, as Forças Armadas cuidam do país, da nação. Elas são instituições de Estado, permanentes. Não mudamos a cada quatro anos a nossa maneira de pensar e como cumprir nossas missões”, afirmou Pujol no seminário desta sexta.

De acordo com o blog do Gerson Camarotti, generais da ativa e da reserva entendem que Pujol está manifestando um incômodo da instituição com o que consideram tentativas de Bolsonaro de politizar o Exército.

O pretenso uso de “pólvora” contra os EUA gerou uma série de críticas de parlamentares contra Bolsonaro e piadas nas redes sociais, algumas com o Exército como alvo.

Também presente ao seminário, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, foi questionado após o evento se a declaração de Bolsonaro gerou constrangimento nas Forças Armadas. Para o ministro, o presidente fez uso de uma “força de expressão”.

“Para mim, foi uma força de expressão aquilo ali. Já te falei, ministro não vai comentar declaração de presidente. Estamos levando nossa vida normal. Estamos seguindo dentro dos nosso planejamentos estratégicos”, disse Azevedo e Silva.

Fonte: R7

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SEGUNDO JORNAL, GOVERNO QUER MANTER CONTROLE SOBRE AS ONGS NA AMAZÔNIA E SÓ PERMITIR AS QUE ATENDAM AOS INTERESSES NACIONAIS

Por G1 — Brasília

 

Conselho Nacional da Amazônia propôs um novo amrco regulatório para as ONGs
Conselho Nacional da Amazônia propôs um novo amrco regulatório para as ONGs

O governo federal quer aprovar um marco regulatório com regras para controlar as organizações não governamentais (ONGs) na região da Amazônia e permitir a atuação somente daquelas que atenderem aos “interesses nacionais”.

A informação foi publicada nesta segunda-feira (9) pelo jornal “O Estado de S.Paulo”. O jornal obteve documentos do Conselho da Amazônia no qual estão listadas metas do órgão. Uma delas é a aprovação do marco legal das ONGs. A TV Globo também teve acesso aos documentos.

O Conselho da Amazônia é presidido pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão. O órgão foi criado para comandar as ações do governo em relação à preservação da floresta e para dar uma resposta à comunidade internacional, que cobra do Brasil ações efetivas contra o desmatamento.

Os documentos revelados por “O Estado de S.Paulo” foram enviados pela Vice-Presidência da República para diversos ministros do governo, com o objetivo de informar sobre a programação do conselho.

Um dos trechos apresenta o objetivo de criar o marco regulatório das ONGs e depois justifica a medida:

“Obter o controle de 100% das ONGs que atuam na região amazônica, até 2022, a fim de autorizar somente aquelas que atendam aos interesses nacionais”, diz um dos trechos dos documentos.

Os documentos obtidos por “O Estado de S.Paulo” mostram que o marco regulatório das ONGs seria discutido na reunião do Conselho realizada na segunda-feira da semana passada.

De acordo com o jornal, o projeto do marco regulatório ainda não está pronto. A elaboração da minuta ficará a cargo dos ministérios da Justiça, do Meio Ambiente e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Em nota, a ONG Greenpeace disse que a ideia do governo de controlar a ação das organizações da sociedade civil é “bastante grave” e demonstra falta de compromisso com “preceitos básicos de democracia e participação social”.

“Lamentavelmente, mais uma vez, estamos diante de indícios de que o governo Bolsonaro não compactua com preceitos básicos de democracia e participação social. Constar em um planejamento estratégico do Conselho Nacional da Amazônia Legal a proposta de se criar um ‘marco regulatório das ONGS’, para ‘obter o controle de 100% das ONGs’ que atuam na região e, a partir de 2022, só autorizar aquelas que atendam a ‘interesses nacionais’, é bastante grave”, afirmou Luiza Lima, porta-voz de Políticas Públicas do Greenpeace.

“Governar um país democrático é defender a participação da sociedade civil organizada nas decisões que impactam a população. Um governo que preza pela democracia acolhe a voz que vem das ruas, encoraja uma participação popular vibrante e defende a pluralidade e diversidade de ideias”, completou Lima.

Mourão nega controle de ONGs

No início da manhã desta segunda, ao chegar para o trabalho no Palácio do Planalto, Mourão foi questionado por jornalistas sobre a reportagem de “O Estado de S.Paulo”. O vice-presidente respondeu que o documento sobre o marco regulatório das ONGs não passou por ele.

“Eu também não sei por que, eu não assinei esse documento, não vi. Preciso esclarecer. Não passou por mim isso aí”, afirmou Mourão.

“Olha, eu li essa matéria hoje pela manhã. Vou ver o que que é esse assunto, porque não é dessa forma que a coisa está colocada. Eu vou esclarecer essa situação”, completou.

À tarde, em entrevista à rádio Band News FM, Mourão disse que houve uma “interpretação errada” dos documentos obtidos pelo jornal e que não há estudo para criar um marco regulatório para as organizações não governamentais.

“Teve uma interpretação errada a respeito dessa questão de marco para organizações não governamentais. Não é isso que está colocado. Nós estamos realizando um planejamento em conjunto com todos os ministérios […] para que a gente possa divulgar aquilo que nós vamos conseguir realizar nos próximos dois anos ainda neste mandato do presidente Bolsonaro”, afirmou.

“Essa questão de marco regulatório das ONGs não passa por nenhum estudo mais sério nesse momento”, complementou.

O vice-presidente não explicou qual a finalidade dos estudos contidos nos documentos revelados pelo jornal nem se a temática continuará a ser debatida no Conselho Nacional da Amazônia Legal.

Ataques a ONGs

Ao longo de seu governo, o presidente Jair Bolsonaro tem feito ataques às ONGs que atuam na Amazônia. Em 2019, ele chegou a culpá-las pelas intensas queimadas que levaram às maiores devastações da floresta nos últimos anos e à reação da comunidade internacional contra as políticas de preservação ambiental do governo brasileiro.

Em setembro de 2020, em uma cúpula sobre biodiversidade da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente disse, sem apresentar provas, que organizações, em parceria com “algumas ONGs”, comandam “crimes ambientais” no Brasil e também no exterior.

Fonte: G1

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PARA RESPONDER AS CRÍTICAS QUE O PÁIS SOFRE NA ÁREA AMBIENTAL, VICE-PRESIDENTE LEVA COMITIVA DE EMBAIXADORES PARA CONHECER A AMAZÔNIA

Por Carolina Diniz, G1 AM

 

Hamilton Mourão concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (5), em Manaus. — Foto: Carolina Diniz/G1 AMHamilton Mourão concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (5), em Manaus.

No segundo dia de visita ao Amazonas, a comitiva de embaixadores e ministros, liderada pelo vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, visitou o ponto turístico do encontro dos rios Negro e Solimões, além da superintendência regional da Polícia Federal em Manaus e áreas rurais com iniciativas de agricultura sustentável na região metropolitana.

Segundo Mourão, as reuniões e visitas realizadas se preocuparam em expor a complexidade dos desafios da Amazônia ocidental e estratégias do governo para preservar e desenvolver a região. A tentativa do governo, com a comitiva, é responder críticas que País sofre na área ambiental.

Nesta quarta, a comitiva sobrevoou áreas da Amazônia, mas o roteiro deixou de fora o Sul do estado, região mais afetada pelas queimadas e desmatamento. Neste ano, o Amazonas já registra o maior número de queimadas da história.

“Vimos como o conhecimento científico e o emprego das tecnologias de ponta estão permitindo monitoramento cada vez mais eficaz das atividades ilícitas e combate aos crimes ambientais, fundiários, mineração e tráfico de drogas”, explicou.

A viagem foi organizada após oito países europeus enviarem uma carta ao vice-presidente afirmando que a alta do desmatamento poderia dificultar a importação de produtos brasileiros. Mourão preside o Conselho da Amazônia.

Na parte da manhã, o grupo visitou uma fazenda no município de Iranduba, distante 29 km da capital, para conhecer iniciativas sustentáveis para exploração das riquezas naturais do Amazonas. Na ocasião, segundo Mourão, os chefes de missão diplomática conheceram empreendedores que investem na sustentabilidade, entre outras iniciativas.

Em pronunciamento para imprensa, no final da tarde, Mourão citou as altas taxas de internação por Covid-19 no Amazonas, para justificar medidas adicionais de precaução e restrição de contato mais próximo com comunidades locais.

Ações de combate

Mourão segue cumprindo agenda no Amazonas
Mourão segue cumprindo agenda no Amazonas

Em entrevista coletiva, o vice-presidente falou sobre os atuais planos de ação para combater o desmatamento ilegal na Amazônia, que está diretamente ligado ao número de incêndios na região. A mesa estava composta ainda pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, que respondeu ao G1 sobre as ações realizadas nas áreas federais – que correspondem a 81% da região desmatada no sul do estado.

Segundo Lima, o Estado tem trabalhado em parceria com órgãos federais, como Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), Polícia Federal e Exército Brasileiro, e que a maior dificuldade é a falta de regularização fundiária. “Esse é um problema histórico. Quando não tenho titularização de uma terra, fica difícil punir o responsável por aquele desmatamento”, pontuou.

Mourão respondeu que o objetivo do governo é “estrangular” o comércio ilegal de madeira – apontado como principal causa de desmatamento nas áreas federais localizadas no Amazonas – e fechar os canais de escoamento do material ilícito, para que o infrator não consiga vender a madeira ilegal. O tema da fiscalização fundiária também foi tratado pelo ministro Ricardo Sales.

O general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, aproveitou a oportunidade para explicar o que havia dito nesta quarta-feira (4) quando se referiu às queimadas na Amazônia como ‘fogueirinhas’.

“Se eu achasse que as queimadas eram fogueirinhas, eu não estava aqui e nem estava no conselho federal da Amazônia Legal”, disse. “O que eu quis dizer é que quando se atribui à Amazônia e a nós incêndios gigantescos, não corresponde com a verdade, porque temos 85% da Amazônia preservada”, acrescentou.

Na Amazônia, Heleno diz que se floresta estivesse em chamas, fumaça seria vista em Londres
Na Amazônia, Heleno diz que se floresta estivesse em chamas, fumaça seria vista em Londres

O embaixador da África do Sul, Joseph Mashimbye, se pronunciou ao fim da coletiva de imprensa e destacou a disposição do governo em abrir um diálogo em relação à atual situação da Amazônia.

“Somos gratos porque estamos começando nosso diálogo. Não estou falando totalmente em nome de todos, porque não concordamos com minha fala necessariamente, mas todos aqui estamos de acordo que estamos começando, sim, um diálogo. Se já tivermos começado vamos consolidar as relações e amizades acerca da amazônia”, declarou.

Segundo o embaixador, os países que estavam representados por doze embaixadores e diplomatas, querem realizar parceria com a região amazônica. Joseph mencionou ainda, que o grupo de doze diplomatas e embaixadores não compartilham da mesma opinião a respeito do que foi visto até o momento durante a viagem.

Embaixador da África do Sul, Joseph Mashimbye. — Foto: Carolina Diniz/G1 AMEmbaixador da África do Sul, Joseph Mashimbye.

Fonte: G1
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NA PRÓXIMA SEMANA MOURÃO E MINISTROS DEVERÃO LEVAR EMBAIXADORES DE 10 PAÍSES À AMAZÔNIA

Por Pedro Henrique Gomes, G1 — Brasília

Em setembro, Mourão anunciou que levaria representantes europeus à Amazônia

Em  setembro, Mourão anunciou que levaria representantes europeus à Amazônia

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (29) que levará representantes diplomáticos de 10 países à região amazônica, na próxima semana, para defender “que a Amazônia brasileira continua preservada”. A comitiva será capitaneada pelo vice-presidente da República e presidente do Conselho da Amazônia Legal, Hamilton Mourão.

O presidente Jair Bolsonaro não deve participar da viagem oficial, que prevê compromissos nas cidades de Manaus, São Gabriel da Cachoeira e Maturacá, todas no Amazonas. O grupo deve sair de Brasília na manhã da próxima quarta-feira (4) e retornar dois dias depois, na sexta (6).

De acordo com a Vice-Presidência da República, participarão os chefes das missões diplomáticas de:

  • África do Sul
  • Alemanha
  • Canadá
  • Colômbia
  • Espanha
  • França
  • Peru
  • Portugal
  • Reino Unido
  • Suécia

Além das representações dos países, devem participar da viagem os chefes diplomáticos da União Europeia e da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), que tem sede em Brasília.

O Executivo brasileiro será representado na comitiva, além de Mourão, pelos ministros Tereza Cristina (Agricultura), Ricardo Salles (Meio Ambiente), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Eduardo Pazuello (Saúde), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, tenente-brigadeiro do ar Raul Botelho.

A viagem foi organizada após oito países europeus enviarem uma carta a Mourão, afirmando que a alta do desmatamento poderia dificultar a importação de produtos brasileiros.

No documento divulgado em setembro, os países disseram estar comprometidos em liminar o desmatamento das cadeias de produtos agrícolas vendidos para a Europa. Em resposta, Mourão já tinha informado que pretendia levar os embaixadores para visitar o bioma.

“A questão é proporção. Se a gente consegue ver que aquilo [desmatamento] é concentrado em uma área específica, que aquilo ali não corresponde à massa do bioma amazônico, a gente está reforçando um discurso que o vice-presidente faz recorrentemente. De que você tem, de fato, um choque de civilização em uma determinada área”, disse o embaixador Juliano Féres Nascimento, chefe da assessoria diplomática da Vice-Presidência.

O embaixador da Noruega também foi convidado, mas não poderá participar. Alemanha e Noruega são os maiores doadores do Fundo Amazônia, que financia ações ambientais na região – e que não celebra contratos para incentivar novos projetos desde 2018.

Na época em que recebeu a carta, Mourão considerou que o documento “não tinha tom agressivo” e repetia o conteúdo de outras manifestações recebidas pelo governo, criticado em razão da política ambiental do presidente Jair Bolsonaro.

Para Mourão, o “ponto focal” da carta era uma questão comercial que envolve as cadeias de produção de alimentos. A discussão ocorre em um contexto de barreiras comerciais, no qual o Brasil precisa fazer negociação diplomática e ambiental.

“Faz parte da estratégia comercial dos países europeus essa questão da cadeia de suprimento, isso é uma barreira. Existem barreiras tarifárias e não tarifárias, então, isso a gente tem que fazer a negociação, não só comercial, mas diplomática, como a ambiental também”, disse o vice-presidente em setembro.

Roteiro

Segundo o assessor diplomático de Mourão, a ideia é que o avião saia de Brasília em direção à Serra do Cachimbo, localizada na divisa entre os estados de Mato Grosso e Pará. De lá, a aeronave deve reduzir altitude e seguir o traçado da BR-163, no trecho que vai da divisa os dois estados até a cidade de Santarém (PA).

Nascimento diz que, nesse trecho, será possível sobrevoar áreas recém desmatadas, que enfrentam incêndios frequentes e áreas que apresentem as “cicatrizes” do fogo. Depois, disse o assessor, a comitiva será apresentada à parte da Amazônia que está preservada.

Em Manaus, o roteiro prevê atividades em organizações militares e no laboratório de investigação da Polícia Federal.

Em Iranduba, o grupo deve visitar um projeto de colonização do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A comitiva também deve passar pelo local onde as águas dos rios Negro e Solimões se encontram para formar o Rio Amazonas.

Em São Gabriel da Cachoeira, os embaixadores devem ser levados à Casa de Apoio à Saúde Indígena, da Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, além de visitar organizações militares.

Fonte: G1
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SEGURANÇA: SIMULAÇÃO DE GUERRA SEM PRECEDENTES É FEITA PELO EXÉRCITO BRASILEIRO NA AMAZÔNIA

Exército fez simulação de guerra sem precedentes na Amazônia

 ESPECIALJORNALISMO

Brasil testa lança foguetes em uma manobra no Amazona envolvendo mais de 3.500 militares Foto: Reprodução de vídeo / Agência O Globo
Brasil testa lança foguetes em uma manobra no Amazona envolvendo mais de 3.500 militares Foto: Reprodução de vídeo / Agência O Globo 

O Exército brasileiro gastou R$ 6 milhões somente em combustível, horas de voo e transporte para simular uma guerra entre dois países na Amazônia, numa operação militar inédita, que ainda não havia sido feita no país. Os militares decidiram criar um campo de guerra em que um suposto país “Vermelho” invadiu um país “Azul”, sendo necessário expulsar os invasores.

A simulação ocorreu num momento de animosidade com a vizinha Venezuela, praticamente ao mesmo tempo em que o governo brasileiro decidiu retirar as credenciais dadas aos diplomatas do regime de Nicolás Maduro que atuam no Brasil. A operação envolveu 3,6 mil militares e se concentrou nas cidades de Manacapuru, Moura e Novo Airão, no Amazonas, num raio de 100 a 300 quilômetros de Manaus.

A “guerra” na região amazônica ocorreu entre 8 e 22 de setembro. No dia 18 daquele mês, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, fez uma visita a Roraima, região de fronteira com a Venezuela. O chefe da diplomacia de Donald Trump esteve em Boa Vista — a 840 quilômetros de Manacapuru — e foi ciceroneado pelo chanceler Ernesto Araújo. A visita foi duramente criticada, por ter ocorrido durante a campanha eleitoral em que Trump busca a reeleição, por ter se passado na região de fronteira e por ter emitido um sinal belicoso da relação de EUA e Brasil com a Venezuela.

Lançamento de mísseis

O valor gasto com a chamada Operação Amazônia, que incluiu o lançamento de mísseis com alcance de 80 quilômetros, foi obtido pelo GLOBO por meio da Lei de Acesso à Informação. A lei também foi usada para obter a informação sobre o ineditismo da operação. Antes, o Ministério da Defesa se recusou a fornecer essas informações.

“Dentro da situação criada e com os meios adjudicados, foi a primeira vez que ocorreu este tipo de operação”, informou o Exército à reportagem. Os R$ 6 milhões gastos saíram do Comando de Operações Terrestres (Coter). A Força não informou os outros gastos com a operação, além de combustível, horas de voo e transporte de civis.

“Foram empregados diversos meios militares, tais como viaturas, aeronaves (aviões e helicópteros), balsas, embarcações regionais, ferry-boats, peças de artilharia, o sistema de lançamento de foguetes Astros da artilharia do Exército, canhões, metralhadoras, ‘obuseiro’ Oto Melara e morteiros 60, 81 e 120 mm, além de veículos e caminhões especiais”, afirmou o Exército.

Simulações de conflito e treinamento de militares já haviam sido feitos outras vezes, mas em escala menor, sem o uso de todos esses equipamentos e numa articulação entre Exército, Marinha e Aeronáutica. A reportagem pediu ao Ministério da Defesa e ao Exército, também via Lei de Acesso, informações sobre o tamanho das ações passadas. A Defesa não respondeu, e disse que caberia ao Exército responder. A Força informou que a Operação Amazônia, da forma como foi feita, é inédita.

O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e o comandante do Exército, Edson Leal Pujol, foram à região do “conflito” no dia 14 de setembro. Eles acompanharam, por exemplo, o disparo de mísseis.

O sistema Astros, com lançadores múltiplos de foguetes, é considerado um projeto estratégico para o Exército. A exemplo de outros projetos, terá mais previsão de recursos no Orçamento de 2021. A proposta de Orçamento enviada ao Congresso prevê R$ 141,9 milhões para esses mísseis em 2021. Neste ano, a previsão é de R$ 120,7 milhões.

Segundo informação do Comando Militar da Amazônia, 20 foguetes foram disparados pela artilharia do Exército no dia 15, na altura do quilômetro 61 da rodovia AM-010. O objetivo foi “neutralizar uma base do Exército oponente”. O Exército diz que trabalha na elaboração de lançadores de foguetes com alcance de 300 quilômetros.

Três dias após a incursão de Azevedo e Pujol na simulação de guerra na Amazônia, Pompeo, o secretário de Trump, visitou Boa Vista ao lado de Araújo. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chamou a visita de de “afronta” à “altivez de nossas políticas externa e de defesa”. O chanceler brasileiro reagiu e disse que Brasil e Estados Unidos “estão na vanguarda da solidariedade ao povo venezuelano”.

A guerra entre “azuis” e “vermelhos” foi causada pela invasão dos “vermelhos” em território “azul”, conforme a simulação feita pelo Exército. Os militares envolvidos atuaram na “libertação” de territórios como as cidades amazonenses de Manacapuru, Moura e Novo Airão. Segundo o Ministério da Defesa, houve ações também em Rondônia.

Não houve ações em Roraima, segundo a pasta. Mesmo assim, a operação contou com a participação de militares que atuam diretamente em regiões de fronteira, como os que estão na brigada de São Gabriel da Cachoeira (cidade do Amazonas na fronteira com Venezuela e Colômbia) e os da brigada de Boa Vista, capital de Roraima, estado que é a principal porta de entrada de refugiados venezuelanos no Brasil.

Participaram da operação as brigadas do Comando Militar da Amazônia, mais o grupo de artilharia de Rondonópolis (MT), o grupo de mísseis e foguetes de Formosa (GO), o comando de operações especiais de Goiânia, a brigada de artilharia antiaérea de Guarujá (SP) e a brigada de infantaria paraquedista do Rio.

Mudança de estratégia

Em agosto, O GLOBO mostrou a mudança da estratégia do governo de Jair Bolsonaro para a atuação das Forças Armadas, com a previsão inédita de uma “rivalidade entre Estados” na esfera regional e uma associação entre essa “rivalidade” e a necessidade de ampliação do orçamento para a Defesa, que chegaria a 2% do PIB nacional. A estratégia aparece em atualizações de documentos oficiais das Forças, as chamadas Política e Estratégia Nacional de Defesa, encaminhadas ao Congresso. Nos documentos, o governo Bolsonaro prevê pela primeira vez a ocorrência de “tensões e conflitos” em áreas vizinhas ao Brasil.

Fonte: Blog do BG

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COMPROMISSOS DO PRESIDENTE: GOVERNO FEDERAL REPRIME EXPLORAÇÃO ILEGAL DE MADEIRA E DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

Caro(a) leitor(a),

O Blog do Saber é um canal de informação independente e imparcial. O nosso compromisso é única e exclusivamente com a verdade. Mas reconhecemos que a grande mídia persegue indiscriminadamente o governo Bolsonaro e não mostra a agenda positiva de ações do governo. Portanto, desde o início desse governo nos prontificamos a trazer a baila assuntos que são esquecidos propositadamente pela imprensa marrom. Por isso estamos publicando nesta segunda-feira, aqui na coluna COMPROMISSOS DO PRESIDENTE as ações que estão sendo implementadas na Amazônia que não são divulgadas pelos que se dizem progressistas. A seguir duas boas notícias que você precisa saber. Então leia os artigos e fique por dentro!

PF, Exército Brasileiro, IBAMA e SEMAS investigam extração ilícita de madeira da terra indígena do Alto Rio Guamá

Redação

Publicado em 27.09.2020

Por  

 

PF do Pará

Polícia Federal, Exército Brasileiro, IBAMA e SEMAS deflagram, no contexto da Operação Verde Brasil 2, a Operação Embaúba. A ação conjunta teve início na quinta-feira (24/9) e tem por objetivo fiscalizar e inutilizar equipamentos de madeireiras irregulares no município de Nova Esperança do Piriá. Tais madeireiras são apontadas como responsáveis pela extração ilícita de madeira da Terra Indígena do Alto Rio Guamá.

Ao todo foram desmontadas oito serrarias. As ações integradas continuarão nos próximos dias e visam o combate à crimes ambientais em todo o Estado do Pará.

Operação Verde Brasil 2

A Operação Verde Brasil 2 é coordenada pelo Ministério da Defesa. Está no escopo do Conselho Nacional da Amazônia (CNA), conselho regulado pela Vice-Presidência da República, em apoio aos órgãos de controle ambiental e de segurança pública. A missão deflagrada pelo Governo Federal, em 11 de maio de 2020, visa ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais na Amazônia Legal.

Resultados da Verde Brasil 2

Durante mais de quatro meses de trabalho na Operação Verde Brasil 2, houve a apreensão de 5.431 metros cúbicos de madeira, 8.050 toneladas de minério, 287 ações de combate a incêndio, 6.943 litros de combustível, 52 veículos ilegais para transporte de madeira, 54 milhões hectares embargados, 458 materiais (motosserra, correntes, motores, armamentos, munições, etc.). Ainda, 217 embarcações recolhidas, 16 detidos e mais de R$244 milhões de multas aplicadas.

Com informações, Polícia Federal no Pará.

Fonte: Conexão Política

Governo Bolsonaro cobra na Justiça quase R$ 900 milhões de desmatadores da Amazônia

Publicado em 25.09.2020

Por  

 

Ilustração | Getty Images

O governo Bolsonaro, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), informou nesta sexta-feira (25) que foram ajuizadas neste mês 27 ações na Justiça para cobrar R$ 893 milhões de pessoas acusadas de desmatamento na Amazônia Legal.

Segundo o órgão, o valor corresponde ao montante que deve ser reparado pelos danos ambientais causados em cerca de 35 mil hectares de floresta. 

Os desmatamentos irregulares ocorreram em municípios do Amazonas (Lábrea, Nova Aripuanã e Manicoré), Rondônia (Alto Paraíso e Machadinho D´Oeste), Pará (Ulianópolis, Marabá e São Feliz do Xingú ), Mato Grosso (Nova Maringá, Santa Cruz do Xingú, São Felix do Araguaia e Peixoto de Azevedo) e em Mucajaí (RR).

Segundo a AGU, em cerca de um ano, foram solicitados pelo órgão na Justiça a reparação de 95 mil hectares da Amazônia, que totalizam R$ 2,2 bilhões em indenizações.

No período, além das 27 ações protocoladas em setembro, o órgão também ajuizou mais 45 ações, no valor de R$ 1,3 bilhões. Cerca de R$ 570 milhões foram bloqueados dos acusados.

A atuação da AGU ocorre por meio de uma força-tarefa de procuradores e advogados da União para garantir o ressarcimento dos danos ambientais na Amazônia.

As informações são da Agência Brasil.

Editor-chefe do Conexão Política; residente e natural de Campo Grande/MS | FALE COMIGO: contatomarcosrocha@icloud.com

Fonte: Conexão Política

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PONTO DE VISTA: TÃO RICA E TÃO POBRE A AMAZÔNIA É COBIÇADA POR TODAS AS NAÇÕES DO MUNDO

Caro(a) leitor(a),

A hipocrisia é, talvez, a pior falha de caráter que um ser humano pode carregar e infelizmente está forjada na maior parte da classe política mundial e da grande imprensa com viés de esquerda. O que estão fazendo com o Brasil e os brasileiros no que concerne ao meio ambiente é algo imperiosamente criminoso. O que o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, diz sobre a dicotomia Riqueza e Pobreza na região amazônica é triste de ouvir, fácil de constatar e difícil de solucionar, principalmente quando se tem uma parte dos próprios brasileiros na torcida do quanto pior melhor, tentando a todo custo voltar ao poder em detrimento da destruição do governo e por tabela, mundialmente a imagem do Brasil. Portanto, mais do que nunca, é hora de vestirmos a camisa verde e amarela, nos imbuirmos do patriotismo latente em nosso peito varonil e começarmos a gritar alto nas redes sociais que o Brasil é nosso e da Greta Tumberg ou do Leonardo Dicaprio e somos nós que decidimos o que é melhor para a nossa biota. Tenhamos coragem e atitude. Eu estou fazendo a minha parte e você?

Mesmo sendo região mais rica do Brasil, Amazônia tem pior IDH e maior pobreza, afirma Ricardo Salles

Publicado em 23.09.2020

Geraldo Magela/Agência Senado

Durante a Audiência Pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o Fundo Clima, na última segunda-feira (21), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, reforçou a necessidade de desenvolver a região amazônica.

“A Amazônia é a região mais rica do Brasil, com a população mais pobre do Brasil e com o pior IDH do nosso país”, relatou.

Ele destacou a ineficiência dos titulares anteriores, que receberam ao longo das últimas décadas muitos prêmios, mas a população da região continuou sendo a mais pobre e com o pior IDH. “Portanto, isso não significou uma melhoria de qualidade de vida das pessoas”, frisou.

“Lembrando sempre que a Amazônia é a região mais rica do Brasil em termos de recursos naturais, não só minerais, mas também florestais, de biodiversidade e água-doce”, disse Salles.

Na visão do ministro, ao longo dos últimos anos ocorreu a ‘política do avestruz’ na região, “que é enfiar a cabeça num buraco e fazer de conta que os problemas não existem, que o Brasil já não tinha diversas centenas de garimpos ilegais em terras indígenas antes do presidente Bolsonaro assumir, que o Brasil já não tinha desmatamento ilegal, que o Brasil já não tinha roubo de madeira e que as pessoas já não viviam na região mais miserável do Brasil, com pior IDH, em qualquer aspecto, saneamento, educação, moradia, etc”, definiu.

Salles afirmou que ambientalistas e ativistas dizem defender a preservação do local, mas esquecem das mais de 20 milhões de pessoas que lá vivem. Ele ainda lembrou a fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que “a miséria é o pior inimigo do meio ambiente”. A fala foi proferida por Guedes no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. “Basta verificar que os países ricos não têm problemas ambientais significativos, e eles estão não só em países mais pobres, mas em regiões mais pobres de países mais pobres.” completou Salles.

“O que se verifica, quando se vê o fato, é que aquela narrativa do desmonte, do retrocesso, da não preservação, do não cuidado, não se sustenta, o que pode haver são visões diferentes de como fazê-lo”, defendeu.

“Nós entendemos que é agregar setor privado, fomentar mercado, gerar mecanismo de mercado, seja na parte de clima, seja crédito de carbono ou florestas, [esses] são instrumentos necessários para tirarmos o Brasil, principalmente a Amazônia, dessa situação de pobreza e de IDH baixo na região mais rica do país”, completou.

Ricardo Salles ainda finalizou reforçando qual a visão de sua gestão: “Monetizar a floresta, que é algo importantíssimo, mantendo aquela lógica de a floresta em pé tem que valer mais do que a floresta devastada. Mas, este tem que valer, tem que chegar aos 23 milhões de brasileiros que estão na Amazônia, senão para eles isso é um discurso meramente virtual e que os confronta diariamente coma as suas necessidades pessoais”.

Fundo Amazônia

Outro tema abordado pelo ministro durante a audiência no STF foi a narrativa de que o governo teria paralisado o Fundo Amazônia.

Ricardo Salles apresentou uma carta da Embaixada da Noruega, demonstrando que foi o próprio país que requereu que não mais houvesse desembolso do fundo.

O titular da pasta do Meio Ambiente lembrou que o Fundo Amazônia utilizou nos seus 10 anos cerca de 1 bilhão e meio de reais. Desse valor, segundo ele, quase metade foram para entidades sem fins lucrativos e a outra parte para governos, não havendo nenhum desembolso para o setor privado, seja para o fornecimento de serviços, ou apoiamento a projetos; o que para o ministro denota uma visão avessa à participação do setor privado nessas ações, que cobrará um preço elevado em termos de não desenvolvimento bioeconômico.

“Porque, quem pode desenvolver a bioeconomia investindo, criando emprego, é o setor privado. Não querer o setor privado na Amazônia acaba trazendo essa consequência de não haver oportunidade de renda para as pessoas, que assim, por sua vez, passam a ser mais suscetíveis de serem cooptadas por atividades ilegais, dentre elas, a mineração ilegal, roubo de madeira, grilagem de terra, etc”, lembrou.

Ao final da fala de Salles, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), concordou com a visão apresentada. “Em última análise, todas as políticas públicas visam mesmo é tornar a vida das pessoas melhor, se não puder produzir esse impacto evidentemente é uma política pública que não esta funcionando bem”, disse.

Gestora Pública, paisagista e assessora de imprensa.

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EM ARTIGO, MOURÃO DIZ QUE O BRASIL É O PAÍS COM MENOS DESMATAMENTO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

Somos o país que menos desmatou na história da humanidade, diz Mourão em artigo

Sinara Peixoto, da CNN em São Paulo

19 de setembro de 2020 às 19:19 | Atualizado 19 de setembro de 2020 às 20:41

Hamilton Mourão

 

O vice-presidente da República e do Conselho Nacional da Amazônia, Hamilton Mourão, utilizou as redes sociais, na tarde deste sábado (19), para defender a ideia de que há desinformação a respeito dos dados sobre preservação ambiental no Brasil.

Na semana em que o Pantanal atingiu a maior taxa histórica de queimadas, Mourão afirma que “somos o país que menos desmatou na história da humanidade”.

“Interesses econômicos e políticos a parte, também ocorre uma certa desinformação, que termina por ganhar força junto aos que jamais pisaram na Amazônia. Para esclarecer o cenário existente, eu os convido a juntos analisarmos as queimadas, o coelho da vez, tirado da cartola, para como em uma mágica induzir o espectador a acreditar no truque que lhe está sendo encenado”, afirmou.

O vice-presidente admite que as queimadas são um problema nos biomas brasileiros, mas diz que “não na proporção trágica e com o descaso dos governantes como querem crer os donos das cartolas e dos coelhos”.

“SIM, as queimadas acometem a Floresta Amazônica e outros biomas do País – e também do mundo, não somos a única nação a enfrentar esse problema -, especialmente no período da seca, quando os índices historicamente se elevam. Mas não na proporção trágica e com o descaso dos governantes como querem crer os donos das cartolas e dos coelhos. As queimadas que estão ocorrendo na Amazônia não são ‘padrão Califórnia ou Austrália’ e as ações do Governo Federal buscam não só reduzi-las, mas também atenuar seus efeitos nocivos ao meio ambiente e à saúde das pessoas.”

Na publicação da tarde deste sábado, Mourão apresenta uma análise de números que, segundo ele, foram computados até esta semana.

“Gostaria de compartilhar a análise dos números computados até 15 de setembro deste ano, comparando-os com igual período do ano passado. Tivemos um aumento de 11% nesse período, destacando que um terço ocorreu em áreas já desmatadas, outro terço naquelas que foram objeto de desmatamento recente e o último terço em regiões urbanas, de assentamentos e industriais”, pontua.

O presidente do Conselho da Amazônia destaca o foco de ação do poder público. “Nossos alvos de repressão localizam-se naquele importante terço de áreas recentemente desmatadas, notadamente aquelas situadas em terras indígenas e unidades de conservação, onde não podemos aceitar o avanço da criminalidade”.

E finaliza questionando “narrativas” sobre o tema, defendendo a atuação do governo federal no enfrentamento aos crimes ambientais e exaltando o sistema democrático. “Não se deixem levar por narrativas tiradas da cartola, como o coelho daquele mágico”.

“Por fim deixo claro que o governo do Presidente Bolsonaro não compactua com ILEGALIDADES e manterá os esforços constantes no sentido de que criminosos ambientais sejam enfrentados de acordo com a lei, pois respeito ao Estado de Direito é pilar básico do sistema democrático e da civilização ocidental, a qual temos orgulho de pertencer”.

Nações europeias enviam carta

Dinamarca, França, Holanda, Alemanha, Itália, Noruega, Reino Unido e Bélgica assinaram uma carta enviada a Hamilton Mourão expressando preocupações com a degradação da Amazônia.

No documento, os signatários afirmam que “na Europa, há um interesse legítimo no sentido de que os produtos e alimentos sejam produzidos de forma justa, ambientalmente adequada e sustentável” e por isso os números do desmatamento na floresta amazônica estariam preocupando “consumidores, empresas, investidores e a sociedade civil”.

Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram um aumento no número de focos de incêndio de 7% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar de parecer um crescimento pequeno, 2019 foi o ano no qual foi registrada a maior quantidade de queimadas na Amazônia desde 2012.

A carta relembra um histórico do Brasil como um dos pioneiros na tomada de medida contra o desmatamento amazônico, e menciona o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desflorestamento na Amazônia Legal, o Código Florestal Brasileiro e a Moratória da Soja como exemplos de projetos nacionais de preservação.

O documento também expressa preocupação com os povos indígenas e as populações locais.

Os representantes dos países, participantes da parceria das Declarações de Amsterdã, um compromisso com a preservação do meio ambiente, afirmam que estão dispostos a colaborar com o Brasil em projetos de preservação.

“Gostaríamos de ter a oportunidade de discutir esse desafio junto com Vossa Excelência, através de nossos representantes diplomáticos, na esperança de que possamos trabalhar com base numa agenda comum, juntamente com outros parceiros europeus, para garantir um futuro próspero e sustentável para o nosso povo, o clima e o meio ambiente”, escreveram ao vice-presidente Hamilton Mourão.

A carta foi publicada nas redes sociais da Embaixada Alemã:

Print do tweet da embaixada alemãPublicação da Embaixada Alemã no Twitter, divulgando a carta.
Foto: Reprodução/Twitter

 

Texto de Mourão na íntegra

Nos últimos tempos, os mais variados atores acusam o Brasil de não ser capaz de cuidar do seu patrimônio ambiental, em particular a Amazônia. Uma ironia, levando em consideração que somos o País que menos desmatou na história da humanidade.

Como exemplo, cito que nos primórdios da vida na terra a Europa possuía 7% das florestas do mundo e o Brasil 9,8%. Hoje os europeus contam com 0,1% e nosso País com 28,9% da cobertura florestal mundial.
Reitero que somos a Nação que tem a matriz energética mais limpa e a maior cobertura vegetal original, chegando ao admirável valor de 84% de área nativa preservada na Amazônia e mais de 60% se considerarmos todo o território nacional.

Interesses econômicos e políticos a parte, também ocorre uma certa desinformação, que termina por ganhar força junto aos que jamais pisaram na Amazônia. Para esclarecer o cenário existente, eu os convido a juntos analisarmos as queimadas, o coelho da vez, tirado da cartola, para como em uma mágica induzir o espectador a acreditar no truque que lhe está sendo encenado.

SIM, as queimadas acometem a Floresta Amazônica e outros biomas do País – e também do mundo, não somos a única nação a enfrentar esse problema -, especialmente no período da seca, quando os índices historicamente se elevam.

Mas não na proporção trágica e com o descaso dos governantes como querem crer os donos das cartolas e dos coelhos. As queimadas que estão ocorrendo na Amazônia não são “padrão Califórnia ou Austrália” e as ações do Governo Federal buscam não só reduzi-las, mas também atenuar seus efeitos nocivos ao meio ambiente e à saúde das pessoas.

Para compreendermos a realidade das queimadas amazônicas e termos capacidade de interpretar os números divulgados, precisamos entender o que significam os focos identificados pelos satélites de referência utilizados pelo INPE. As imagens acusam todos os focos de calor, o que não significa incêndio, pois qualquer área com temperatura acima de 47o – uma fogueira por exemplo – é assim identificada.

Além disso, como consta no site do instituto, é comum uma mesma queimada ser detectada por vários satélites. Os dados brutos também não distinguem as ilegais das legais, que são aquelas ocorridas dentro dos 20% de terra que, de acordo com nossa legislação, pode ser explorada no bioma Amazônia.

Os fatores que levam a uma queimada não são matemáticos, pois questões ambientais e humanas influenciam tanto a ignição como a propagação e contenção do evento. Não é uma ciência exata. Assim, os esforços dos governos federal e estaduais podem ser positivos, com elevados ganhos em um período, como em outros tendem a ser negativos.

Por isso é importante que os dados sejam TRANSPARENTES, contudo submetidos a uma análise qualitativa por meio de processo inteligente, levando a ajustes e correções, necessários para o combate às ilegalidades e para que a informação produzida seja a expressão da verdade.

Gostaria de compartilhar a análise dos números computados até 15 de setembro deste ano, comparando-os com igual período do ano passado. Tivemos um aumento de 11% nesse período, destacando que um terço ocorreu em áreas já desmatadas, outro terço naquelas que foram objeto de desmatamento recente e o último terço em regiões urbanas, de assentamentos e industriais.

Nossos alvos de repressão localizam-se naquele importante terço de áreas recentemente desmatadas, notadamente aquelas situadas em terras indígenas e unidades de conservação, onde não podemos aceitar o avanço da criminalidade.

No Bioma Amazônia existem cerca de 530.000 imóveis rurais, de acordo com dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), em aproximadamente 25.000 ocorrem queimadas ilegais, ou seja, em 5% das propriedades. Essa é a dimensão do problema a ser enfrentado, com paciência, determinação e clareza.
Não podemos e não iremos parar.

Seguiremos sempre adiante, passo a passo, com foco no aperfeiçoamento contínuo dos métodos, técnicas, equipes, políticas públicas e recursos disponíveis para a prevenção e o combate das queimadas ilegais na Floresta Amazônica, atuando nas frentes política, econômica, social e legal.

Não se deixem levar por narrativas tiradas da cartola, como o coelho daquele mágico.
Por fim deixo claro que o governo do Presidente Bolsonaro não compactua com ILEGALIDADES e manterá os esforços constantes no sentido de que criminosos ambientais sejam enfrentados de acordo com a lei, pois respeito ao Estado de Direito é pilar básico do sistema democrático e da civilização ocidental, a qual temos orgulho de pertencer.

Fonte: CNN

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RECURSO DE COMBATE AO DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA É DESBLOQUEADO PELO GOVERNO

Governo desbloqueia recursos para o combate ao desmatamento na Amazônia

Por Raquel Landim, CNN  

Atualizado 28 de agosto de 2020 às 21:09

Governo desbloqueia recursos para o combate ao desmatamento na Amazônia | CNN BrasilO governo federal voltou atrás num bloqueio de R$ 60 milhões de orçamento do Ministério do Meio Ambiente.

Segundo apurou a CNN, os recursos acabam de ser liberados no sistema. Com a decisão, os trabalhos estão mantidos.

Horas depois, a pasta publicou a seguinte nota: “O Ministério do Meio Ambiente informa que na tarde de hoje houve o desbloqueio financeiro dos recursos do IBAMA e ICMBIO e que, portanto, as operações de combate ao desmatamento ilegal e às queimadas prosseguirão normalmente”.

 

O recuo ocorre depois de uma nota do Ministério do Meio Ambiente informando que paralisaria, a partir de segunda-feira, as ações de combate ao desmatamento na Amazônia e às queimadas no Pantanal.

Segundo nota divulgada hoje à tarde pelo ministério, haviam sido bloqueados R$ 20,9 milhões do Ibama e R$ 39,7 milhões do ICMBio.

Fonte: CNN
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APÓS CRITICAS, O ATOR LEONARDO DI CAPRIO É CONVIDADO POR MOURÃO À VISITAR A AMAZÔNIA

Mourão responde a críticas de Di Caprio e convida ator a visitar Amazônia

Da Reuters
 Atualizado 19 de agosto de 2020 às 22:40

O vice-presidente Hamilton Mourão, coordenador do Conselho da Amazônia, afirmou nesta quarta-feira que não há exportação ilegal de produtos saindo da Amazônia e ainda rechaçou acusações de que os brasileiros seriam os “vilões da sustentabilidade”, em pronunciamento no Fórum Mundial Amazônia +21.

“Não existe essa situação de que o Brasil está exportando para o resto do mundo produtos que saem ilegalmente da floresta. Se isso ocorre é numa porcentagem ínfima”, disse, afirmando ainda que a agropecuária da região amazônica não tem participação significativa nacionalmente.

No discurso, o vice-presidente disse que “não somos os vilões da sustentabilidade”, muito pelo contrário, destacando que o Brasil está entre os países que têm a matriz energética mais limpa do mundo. Citou ainda que o país tem mais de 60% de sua cobertura preservada, índice esse que sobe para mais de 80% na região amazônica, segundo ele.

Mourão aproveitou a palestra para fazer uma provocação.

“Eu gostaria de convidar o nosso mais recente crítico, o nosso ator Leonardo Di Caprio, para ir comigo aqui a São Gabriel da Cachoeira para fazermos uma marcha de oito horas pela selva entre o aeroporto de São Gabriel e a estrada de Cucuí. Ele vai aprender em cada socavão que ele tiver que passar que a Amazônia não é uma planície e aí entenderá melhor como funcionam as coisas nessa imensa região”, disse em referência ao astro de Hollywood que também é um proeminente ativista das causas ambientais e tem criticado políticas do governo do presidente Jair Bolsonaro na defesa da floresta.

Soberania

Mourão afirmou que apenas reprimir ilícitos ambientais na Amazônia é insuficiente e defendeu um novo modelo de desenvolvimento para a região baseado na pesquisa e em informação em cima da rica biodiversidade.

O vice-presidente disse que espera como um dos resultados para o Conselho da Amazônia afirmar a soberania do país sobre aquela região. Quer também chegar ao fim do ano com um resultado positivo com a redução nas queimadas e impedir o prosseguimento no desmatamento ilegal no local.

Apesar da operação de Garantia da Lei e da Ordem conduzida por militares na região amazônica desde maio, as queimadas começam a dar sinais que podem disparar, com algumas regiões registrando um crescimento de focos de incêndio.

Grandes empresas brasileiras, com negócios no exterior, também estão preocupadas com ações de desmatamento na região e têm feito pressão por medidas de órgãos públicos.

Mourão destacou ainda esperar que até o final do ano seja possível avançar na proposta de regularização fundiária das terras da Amazônia.

Fonte: CNN

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O GOVERNO RECONHECE A NECESSIDADE DE COMBATER O DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA, E ESTÁ TRABALHANDO PRA ISSO

Estamos agindo para preservar a Amazônia, diz Tereza Cristina

Da CNN

 Atualizado 19 de julho de 2020 às 23:54

O governo reconhece a necessidade de combater o desmatamento na Amazônia e está trabalhando com esse objetivo, mas é preciso fazer a ressalva de que parte da cobrança estrangeira tem a ver com a força competitiva do agronegócio brasileiro. O diagnóstico foi feito pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em entrevista à CNN Brasil no programa especial Brasil Pós-Pandemia: A Retomada.

“É claro que temos que preservar a Amazônia. Tem coisas que nós podemos corrigir e estamos trabalhando para isso”, disse Cristina aos âncoras William Waack e Rafael Colombo.

Segundo ela, um exemplo é o processo de regularização fundiária, algo que vai permitir que o governo faça um acompanhamento da situação e uma fiscalização mais efetiva de eventuais ilegalidades no que diz respeito ao desmatamento. Além disso, os títulos de posse poderão ser retirados caso, em um período de dez anos, seja detectado qualquer ilegalidade ambiental ou trabalhista.

A chefe da Agricultura negou que o governo tenha subestimado a relevância do desenvolvimento sustentável. “Estamos ouvindo que essas cobranças viriam desde o ano passado, em visitas que fizemos à Europa e aos Estados Unidos”, afirmou a ministra, citando o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, no início deste ano, como uma das ocasiões em que isso aconteceu.

Mas a ministra também fez questão de marcar posição sobre a forma como o governo enxerga parte das críticas direcionadas ao país no tema ambiental: ela relacionou algumas das cobranças à assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia no ano passado.

“O acordo deixou os produtores rurais da Europa preocupados com o potencial que a agricultura brasileira em, que essa concorrência poderia ser nociva a eles”, afirmou.

A cobrança de fundos internacionais parece mirar apenas o Brasil e a Amazônia, deixando de lado queimadas na Europa e na Austrália, exemplificou a ministra.

Oportunidade na crise

Tereza Cristina disse que a pandemia serve como oportunidade para que o agronegócio possa melhorar sua imagem, reconhecendo que ela não era boa e estava “deteriorada”. Segundo a ministra, a crise provocada pela pandemia mostrou para a população a importância do abastecimento de alimentos, cuja normalidade ajuda até a trazer tranquilidade em um momento de tanta incerteza.

“A população brasileira começa a ver o agronegócio com outros olhos.”

‘Desinformação’

A ministra da Agricultura também foi questionada e se posicionou sobre o uso dos defensivos agrícolas. “Existem assuntos que são demonizados, como o dos pesticidas. Existe aí uma desinformação”, disse Cristina, argumentando que, utilizados em doses adequadas, não causam mal à saúde humana. Cristina ressaltou que os alimentos brasileiros são exportados para mais de 160 países.

A ministra negou que tenha havido qualquer decisão para afrouxar a análise de defensivos agrícolas no governo do presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi a de buscar zerar a fila de análise, mas sem abrir mão da tramitação necessária pela legislação.

Ela afirmou que novos produtos precisam passar pela análise de três órgãos, a Anvisa, o Ministério do Meio Ambiente e o da Agricultura, antes que recebam o sinal verde para que sejam comercializados. “É uma decisão técnica, eu nem fico sabendo quais são liberados e quais não são”, afirmou.

Fonte: CNN

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: GOVERNO PREPARA ESCRITURAS PARA MILHARES DE OCUPAÇÕES IRREGULARES NA AMAZÔNIA

Governo vai dar escritura a milhares de ocupações na Amazônia após vistoria a distância

Mais de 97 mil propriedades, com área total de 6,3 milhões de hectares, serão avaliadas. Argumento é de que é difícil punir o responsável pelo desmatamento, porque não se sabe quem é o dono da terra

Por Estadão Conteúdo – Publicado em 15/07/2020 às 10:11

 

O governo prepara uma ofensiva para titular milhares de ocupações feitas décadas atrás na região amazônica, todas hoje em situação irregular, por meio de sistemas e vistoria a distância. A ação é uma das principais respostas que o vice-presidente Hamilton Mourão pretende dar ao crescimento do desmatamento na região, tema que voltou a ganhar repercussão dentro e fora do País, dada a escalada da devastação na floresta.

Sob o argumento de que é difícil punir o responsável pelo desmatamento, porque não se sabe quem é o “dono” da terra, o governo vai acelerar a titulação de propriedades, a partir do cruzamento de uma série de bancos de dados. O Estadão apurou que um decreto sobre o assunto já foi preparado pelo Ministério da Agricultura e enviado à Casa Civil, para publicação nos próximos dias. Esse decreto vai regulamentar que as vistorias das terras e o processamento dos dados poderão se basear em sistemas de “sensoriamento remoto”, com apoio de imagens de satélite.

Ao todo, 97,4 mil propriedades com tamanho de até quatro módulos fiscais – o que equivale a, aproximadamente, 280 hectares – terão suas informações analisadas para receber escritura definitiva. Esses imóveis, se somados, atingem área total de 6,374 milhões de hectares. É como se toda a área dos Estados do Rio de Janeiro e Sergipe fossem regularizadas por meio de sistemas, sem vistoria presencial. Pelos dados do governo, esse volume equivale à 40% de toda a área passível de ser regularizada na região.

Foram definidas 13 áreas com maior concentração de propriedades para serem priorizadas. Boa parte dessas áreas está no entorno da rodovia Transamazônica (BR-230), em regiões que concentram queimadas e desmatamento ilegal.

O que o governo quer fazer é usar uma série de bancos de dados disponíveis para filtrar a situação dessas propriedades e, se não for encontrada nenhuma pendência, entregar a escritura. A exigência básica é que o proprietário tinha que estar no local em 2008 ou em anos anteriores.

Esse marco temporal utiliza dados do IBGE para ser comprovado, além de informações dos ocupantes e bases anuais sobre desmatamento, como o Serviço Florestal Brasileiro. A verificação passa por uma série de camadas de análise, como a checagem se a terra requerida está sobreposta a áreas militares, terras indígenas ou quilombolas, unidades de conservação federal, assentamentos do Incra, áreas já embargadas por órgãos federais, região de conflitos agrário ou já cadastrados por meio proprietários.

Tudo isso será feito a distância, por meio de imagens de satélite e cruzamento de dados. Há uma verificação ainda sobre o CPF de quem solicita a terra e se está em situação regular e não apresenta nenhum tipo de pendência. Confirmada a regularidade, a escritura poderá liberada em poucos dias.

A avaliação do governo é que esses casos podem ser acelerados sem necessidade de se mexer nas atuais que tratam do processo de regularização fundiária.

O Palácio do Planalto foi derrotado em sua principal investida sobre o assunto, com a perda de validade da Medida Provisória 910, a chamada “MP da Grilagem”, que caducou em maio e que previa regularização, nos mesmos critérios, para terras com até 15 módulos fiscais. A resistência ambiental no Congresso conseguir segurar o avanço da MP.

Hoje, a cúpula do governo Jair Bolsonaro trabalha para que o conteúdo da medida provisória migre para um projeto de lei (2.633) que tramita no Congresso, mas o entendimento é que, enquanto essa discussão não se desenrola, é possível fazer as titulações em áreas menores, sem alteração legal.

A base legal a qual o governo se refere é a Lei 11.952, editada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2009, a lei que implementou o programa Terra Legal e que Bolsonaro pretendia alterar, por meio da MP 910, que caducou. A regularização a distância tem como alvo as ocupações feitas por colonos até 2008 ou antes, e não projetos assentamentos tratados pelo Incra.

A lei do Terra Legal permitia a vistoria a distância em propriedades de até quatro módulos fiscais, mas o governo entende o novo decreto é necessário para regulamentar pontos em aberto desta lei, como o uso do sensoriamento remoto como plataforma para análise das informações.

Na semana passada, o vice-presidente Hamilton Mourão, pressionado pelos índices recordes de desmatamento na Amazônia, chegou a declarar que o governo vai realizar uma ação de regularização fundiária na região antes mesmo da mudança na lei sobre o tema, em discussão no Congresso Nacional.

O Conselho Nacional da Amazônia Legal, coordenado por Mourão, deve discutir o assunto nesta quarta-feira, 15, em reunião em Brasília. “É uma linha de ação inicial para regularização fundiária com os meios disponíveis. Mesmo sem aprovação do PL, temos algumas áreas que a gente pode avançar e resolver o problema das pessoas que estão lá”, disse Mourão, na ocasião.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, diz que a medida vai ajudar a combater o desmatamento. “Como podemos fiscalizar e autuar um crime se não temos como apontar o responsável por ele? Com a titulação da terra, isso está resolvido”, afirmou.

Para a pesquisadora do instituto Imazon, Brenda Brito, especialista no tema, há fragilidades no processo de regularização. “É comum, na Amazônia, pessoas fazerem o fracionamento de grandes áreas, com o uso de outras pessoas como laranjas, para apresentar posses de até quatro módulos. Uma vistoria remota não consegue captar isso, por exemplo”, comentou Brenda.

Ela chama a atenção que, no ano passado, as regularizações de terras praticamente pararam. Entre 2009 e 2018, a média anual de regularizações de terras foi de 3 mil propriedades. “As informações que recebi do Incra, por meio da Lei de Acesso, é que ocorreram seis regularizações no ano passado”, disse a especialista do Instituto Amazon.

Ambientalistas entendem que há necessidade de enfrentar o problema da situação fundiária na Amazônia, mas que o governo tem a intenção de dar um tipo de salvo conduto para a grilagem de terras, principalmente no momento em que pretende estender a vistoria a distância para propriedades maiores que quatro módulos fiscais.

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MOURÃO PARTICIPA DE DEBATE NO SENADO, PARA DISCUTIR AÇÕES DE PRESERVAÇÃO DA AMAZÔNIA

Mourão debate ações de preservação na Amazônia com senadores nesta terça

Da CNN, em São Paulo

Atualizado 14 de julho de 2020 às 05:10

O vice-presidente da República, Hamilton MourãoO vice-presidente da República, Hamilton Mourão

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, participa, nesta terça-feira (14), a partir das 16h,  de audiência pública do Senado Federal, para discutir as ações do governo para enfrentar o desmatamento na Amazônia.

O convite foi apresentado pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA). A parlamentar quer que o vice-presidente explique ao Plenário da Casa o índice de desmatamento e os focos de incêndio na região.

Na segunda-feira (13), Mourão disse que não nega que houve desmatamento além do que era esperado. Segundo ele, isso acontece devido à perda de capacidade operacional das agências de fiscalização. Na visão do vice-presidente, ainda é preciso avançar na regulamentação fundiária, pagamento por serviços ambientais, zoneamento econômico-ecológico e no “Adote um Parque”, onde empresas investem na preservação de algumas áreas e ganham um selo verde.

Questionado sobre o desmatamento previsto para este ano, o vice-presidente avaliou que não será melhor que 2019, pois, segundo ele, o combate ao desmatamento deveria ter iniciado em janeiro e não em maio.

Outro ponto destacado foi a destinação de grande parte dos recursos para o enfrentamento à pandemia, sem recursos extras para operações. Apesar disso, o vice-presidente afirmou que o número de queimadas deve cair neste ano. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que houve queda de 20% em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Pedido de afastamento de Salles

No início de julho, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação de improbidade administrativa contra o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles. Assinado por 12 procuradores da República, o documento pede que Salles seja afastado do cargo e condenado às penas previstas ao crime, como perda da função, suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa.

Para o órgão, o ministro “promoveu a desestruturação de políticas ambientais e o esvaziamento de preceitos legais para favorecer interesses que não têm qualquer relação com a finalidade da pasta que ocupa” de forma dolosa, ou seja, intencional.

Mourão defendeu o ministro e disse acreditar que a ação não avançará.

“Esse é o tipo de processo que não tem condições de prosperar porque ele coloca que o ministro incorre em uma improbidade administrativa. Algo que é mais político do que qualquer outra coisa”, disse o vice-presidente.

Na sexta-feira (10), em reunião com empresários, Mourão disse estar “100% alinhado” com as propostas apresentadas por empresários brasileiros contra o desmatamento e afirmou que, embora não possa prometer metas agora, pretende estabelecer objetivos semestrais de redução do desmatamento da floresta equatorial.

O vice-presidente afirmou aos empresários apoiar o projeto de lei em discussão na Câmara que prevê a regularização fundiária na Amazônia, proposta que ainda é vista com desconfiança – os investidores internacionais questionaram o vice-presidente a respeito na reunião do dia anterior. Para Mourão, a medida precisa ser adotada por georreferenciamento – e não por fiscalização in loco – por envolver mais de 110 mil propriedades.

Um dia antes, Ricardo Salles, disse que um decreto proibindo queimadas em todo o país, por 120 dias, estará pronto em breve, para ser assinado pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Faz parte da cultura em alguns lugares, mas não podemos tolerar que o fogo avance fora do controle”, completou o vice-presidente, Hamilton Mourão, em entrevista coletiva após reunião de representantes do governo com investidores internacionais para tratar do tema meio ambiente.

Em decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira (10), o presidente Jair Bolsonaro estendeu para até 6 de novembro de 2020 o período de atuação das Forças Armadas na Garantia de Lei e Ordem (GLO) no combate ao desmatamento ilegal e a focos de incêndio na Amazônia Legal, que engloba os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.

Exoneração no Inpe

A pesquisadora responsável pelos programas que monitoram o desmatamento da Amazônia Legal (Prodes e Deter) foi exonerada do cargo pelo governo nesta segunda-feira (13). Lubia Vinhas era coordenadora-geral de Observação da Terra no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Lubia fez mestrado e doutorado em computação aplicada pelo Inpe, onde atuou como servidora pública desde 1998 – de acordo com o currículo disponibilizado na plataforma Lattes, do CNPq. A exoneração foi publicada na edição ordinária do Diário Oficial da União desta segunda (13).

O Inpe realiza esse monitoramento via satélite desde 1988 (Prodes) e faz parte do escopo do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações. O instituto afirmou, nesta segunda (13), em nota, que Lubia Vinhas ocupará o cargo de chefe da Divisão de Projeto Estratégico.

“Desde o início das conversas sobre a reestruturação, já estava prevista a relocação da Dra. Lubia Vinhas do cargo de Coordenadora-Geral da CGOBT para o cargo de Chefe da Divisão de Projeto Estratégico, que tratará implementação da nova Base de Informações Georreferenciadas (“BIG”) do INPE, uma demanda do Ministro [Marcos] Pontes”, disse a entidade.

“O processo de reestruturação do INPE, desenhado para modernizar o Instituto e adaptá-lo para melhor responder às pressões ora impostas, teve início em outubro de 2019. Desde então e até o final de fevereiro de 2020, ocorreram discussões internas com os servidores do Instituto sobre como o INPE poderia avançar científica e tecnologicamente, além de explorar as possíveis sinergias entre as áreas”, afirmou.

Fonte: CNN

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EM DECRETO PUBLICADO NO DIÁRIO OFICIAL, AÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS NA AMAZÔNIA FOI PRORROGADA ATÉ 06 DE NOVEMBRO

Bolsonaro prorroga ação das Forças Armadas na Amazônia até novembro

Diego Freire, da CNN, em São Paulo

 Atualizado 10 de julho de 2020 às 04:25

O presidente Jair Bolsonaro usa máscara durante cerimônia em BrasíliaO presidente Jair Bolsonaro 

Em decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (10), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estendeu para até 6 de novembro de 2020 o período de atuação das Forças Armadas na Garantia de Lei e Ordem (GLO) no combate ao desmatamento ilegal e a focos de incêndio na Amazônia Legal, que engloba os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.

A ação das Forças Armadas para conter delitos ambientais teve início em 11 de maio. Originalmente seria cumprida até 10 de junho e, posteriormente, foi prorrogada até 10 de julho. Agora, a operação segue até 6 de novembro.

O decreto prevê o combate a focos de incêndio na região e a realização de ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais, direcionada ao desmatamento ilegal.

Além de Bolsonaro, assinaram o ato o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, o ministro da Justiça André Mendonça, o ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva, e o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno.

Decreto proibindo queimadas

Nesta quinta-feira (9), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que um decreto proibindo queimadas em todo o país, por 120 dias, estará pronto para ser assinado pelo presidente Jair Bolsonaro na próxima semana.

“Faz parte da cultura em alguns lugares, mas não podemos tolerar que o fogo avance fora do controle”, completou o vice-presidente, Hamilton Mourão, em entrevista coletiva após reunião de representantes do governo com investidores internacionais para tratar do tema meio ambiente.

Salles disse que a suspensão do uso de fogo por este período não terá exceções para a Amazônia e o Pantanal e terá algumas para outros biomas, que serão previstas em lei. Ele lembrou que, no ano passado, as queimadas foram proibidas por 60 dias pelo governo.

Segundo Mourão, os incêndios foram discutidos com os investidores. Os brasileiros explicaram que há focos de incêndio em Roraima neste período, mas em áreas de lavrado, não floresta. “A partir de julho, começa a temporada de incêndio onde mais no preocupa, do Mato Grosso do Sul ao Pará”, completou.

Nesta manhã, o governo realizou uma reunião com investidores estrangeiros para tentar convencê-los de que tem atuado para reduzir o desmatamento na região da Amazônia Legal.

Participaram o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o chanceler Ernesto Araújo, o ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, e o presidente da Apex, Sergio Ricardo Segovia.

Dentre os investidores, estavam representantes da Legal and General Investment Management (Reino Unido); Nordea Asset Management (Suécia); SEB Investment Management (Suécia); Storebrand Asset Management (Noruega); KLP (Noruega); Robeco (Países Baixos); AP2 Second Swedish National Pension Fund (Suécia); e Sumitomo Mitsui Trust Asset Management (Japão).

Fonte: CNN

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