Entre o cansaço que constrói e o cansaço que consome

Então, nos resta a Consciência

Existe um cansaço que chega manso, como quem diz: fiz o que pude. O corpo pede pausa, mas a alma não está ferida. Há inteireza. E existe outro, mais áspero. Um cansaço que não descansa. Que atravessa a noite, invade o fim de semana e acorda junto, mesmo depois do sono. Então, entre o cansaço que constrói e o cansaço que consome existe a Consciência.

Confundimos os dois.
Chamamos tudo de rotina.
Normalizamos a exaustão e aprendemos a funcionar mesmo sem vitalidade.

Mas o corpo sabe. Ele sempre sabe.

O cansaço bom nasce do encontro — com o sentido, com a entrega possível, com aquilo que, apesar do esforço, ainda devolve vida.

O cansaço tóxico nasce do desencontro. Quando o trabalho exige presença, mas não reconhece humanidade. Quando a adaptação vira regra e o cuidado, exceção.

O problema não é chegar cansado ao fim do dia. O problema é não conseguir mais voltar inteiro.

No fim do ano, talvez o convite não seja correr atrás de metas novas, mas escutar com honestidade o tipo de cansaço que nos habita.

Alguns pedem descanso. Outros pedem limites. E há aqueles que pedem despedidas silenciosas.

Entre o cansaço que constrói e o cansaço que consome.

Observando aos sinais do corpo no próximo ciclo

Que o próximo ciclo comece mais atento aos sinais do corpo, mais fiel ao que sustenta
e menos conivente com o que consome.

Que a gente aprenda a honrar o cansaço que constrói, e tenha coragem de não carregar aquilo que só pesa.

Porque virar o ano também é um gesto de cuidado: um ritual necessário e inegociável.

Eu tenho aprendido que nem todo cansaço merece ser carregado adiante. Que alguns são parte da vida que pulsa, constrói e amadurece. E outros são avisos gentis — ainda que insistentes — de que algo precisa ser revisto.

O aprendizado e as escolhas

Tenho aprendido a escutar o corpo com mais respeito, a não chamar de força o que é excesso, nem de compromisso o que já virou desgaste.

Ao virar o ano, escolho levar comigo o cansaço que nasce do sentido e deixar para trás aquele que só pesa, endurece e silencia.

Virar o ano, para mim, tem sido menos sobre recomeçar e mais sobre não insistir no que já não me faz bem.


Espero que você, que me acompanha por aqui, possa também se escutar com mais clareza, reconhecer o tipo de cansaço que tem te habitado e não levar para o próximo ciclo aquilo que já pediu pausa, limite ou despedida. Portanto, ao escolher entre o cansaço que constrói e o cansaço que consome sua escolha seja sábia.

Que o próximo ciclo seja mais honesto com os limites, mais generoso com o tempo e mais cuidadoso com aquilo que nos mantém inteiros.

Até 2026!!!

Sarita Cesana

Psicóloga CRP 17-0979

@saritacesana_                          @jornada_da_felicidade

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