Por que?

A curiosidade que a atiça nossa evolução

Uma das maiores fontes de dúvida na língua portuguesa é saber quando e como escrever essa palavra. Existem quatro formas, cada uma com uso e significado distintos. Mas o por que separado e sem acento é usado em perguntas diretas ou indiretas, e quando equivale a “pelo qual / pela qual”.

Por que você foi embora? Não sei por que ela chorou. O motivo por que ele veio é claro.

Já o porque junto e sem acento é utilizado para explicar ou justificar — equivale a “pois” ou “uma vez que”.

Ela chorou porque estava cansada. Fique, porque ainda temos muito a conversar.

Então, analisando semanticamente podemos verificar que antes mesmo de aprender a escrever, a criança já pergunta. A palavra mais repetida na infância não é “mamãe” nem “papai” — é por quê?

Esse pequeno conjunto de letras carrega, talvez, a maior força da história humana.

O poeta Leôncio Queiroz com muita perspicácia e imaginação escreveu o poema que estamos publicando hoje na coluna POESIAS para o seu deleite.

E você, é muito(a) corioso(a), faz muitas perguntas, com muitos por ques?

Por que

Por que e porque

Por que ler ?
Porque evoluímos.

Por que evoluir ?
Porque nos libertamos.

Por que se libertar ?
Porque é ruim ser escravo.

Por que jejuar ?
Porque obesidade eliminamos.

Por que cantar ?
Porque acaba o estresse.

Por que acabar o estresse ?
Porque aumenta as defesas.

Por que aumentar as defesas ?
Porque não adoecemos de câncer.

Por que dormir ?
Porque nos restauramos.

Por que se mexer ?
Porque não enferrujamos.

Por que beber água ?
Porque nos hidratamos.

Por que trabalhar ?
Porque servimos.

Por que servir ?
Porque foi o que viemos fazer aqui.

Por que agradecer ?
Porque multiplicamos.

Por que amar ?
Porque amamos.

Por que sentir Deus ?
PORQUE A ELE NOS INTEGRAMOS.

Leôncio Queiroz

Natal RGN Brasil 15.Maio.2026

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